Diário Diário da da Cuesta Cuesta ANO III ANO V
Nº 1792 Nº 1840
QUARTA-FEIRA, 05 DE AGOSTO DE 2026 QUARTA-FEIRA, 30 DE SETEMBRO DE 2026
NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU NA DEFESAAcompanhe DO MEIOasAMBIENTE E DA em: CIDADANIA EM BOTUCATU edições anteriores www.diariodacuesta.com.br
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Jovem seminarista de Botucatu foi aluno do La Salle foi Cura da Catedral e Reitor do Seminário e fez Mestrado na Sorbonne/Paris e, hoje, é o vitorioso Reitor da PUC/Rio. PÁGINA 2
Diário da Cuesta Padre Anderson é Reitor da PUC/Rio TU
E E DA CIDADANIA EM BOTUCA
NA DEFESA DO MEIO AMBIENT
ANO II
Nº 526
2022 SEXTA-FE IRA, 15 DE JULH O DE
nio Pedroso, O padre jesuíta Anderson Anto como novo posse u tomo , anos 47 de stano pauli ligação com Bonda profu Com RJ. PUCda r Reito io La Salle, estabetucatu, onde estudou no Colég o entre seus irism anhe comp e ades amiz do lecen botucatuense ica catól e nidad comu a e as coleg Metropolitana onde exerceu a Cura da Catedral nário São José Semi do r Reito foi e Anna de Sant’ ese. idioc da Arqu Sorbonne Cursando desde 2014 a Université ofia Estética e Filos em rado Mest fez onde Paris Contemporânea, Doutorado em História da Arte vice-reitor da de cargo o 2020 e desd ava ocup Rio. PUC foi efetivada A nomeação do Padre Anderson -Chanceler da Grão pelo junho de 30 dia mo no últi Tempesta, O.Cist., i Oran Dom eal Card Rio, – PUC de Janeiro. Arcebispo Metropolitano do Rio Leia notícia na página 3
Biblioteca Municipal oferece atividades nas férias de julho
ão ou reserva. não tem necessidade de inscriç de váa toda população para participar convid tu, Botuca de ipal A Biblioteca Munic de julho. com um conta Peduti rias atividades durante as férias Emílio ipal a Biblioteca Munic Com espaço amplo e acolhedor, e um ambiente arboria e sala infantil. O espaço oferec a familia toda poderá r, grande acervo, além de gibitec família. Durante o recesso escola montagem de quebra; zado e seguro, ideal para toda guache de pintura de s como atelier participar de várias atividade , entre outras. ção de marcadores de página (Fonte: Leia -cabeça de 1000 peças; e confec a a sexta-feira, das 8 às 17 h. segund de na funcio ipal A Biblioteca Munic No�cias) As atividades são gratuitas e
ICA LEITURA DINÂM sua gente Notícias de Botucatu e
Diário
da Cuesta
O estimado e saudoso Padre Anderson estabeleceu forte ligações com Botucatu, com amizades e companheirismo entre seus colegas e a comunidade botucatuense. Em edição de 2022, o Diário da Cuesta trazia o cenário positivo da caminhada de Padre Anderson até assumir cargo de destaque na PUC/Rio.
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Padre Anderson Antonio Pedroso, que foi cura da Catedral de Sant’Ana entre 2001 e 2007, comanda a PUC-Rio desde 2022 e é destaque por tirar a instituição do vermelho e levá-la a uma receita bruta de R$ 1,285 bilhão em 2025. Um religioso com forte ligação com Botucatu ganhou destaque em uma das principais publicações de economia e negócios do país. Padre Anderson Antonio Pedroso, que durante seis anos atuou na Catedral Metropolitana de Sant’Ana, é personagem de uma reportagem publicada pela revista Exame, que apresenta os resultados de sua gestão como reitor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Com o título “Como este padre tirou uma universidade do vermelho e a levou para o clube do bilhão”, a reportagem mostra a transformação financeira e administrativa da universidade desde que Padre Anderson assumiu a reitoria, em 2022. Segundo a Exame, entre 2015 e 2021, a atividade acadêmica da PUC-Rio enfrentava um desequilíbrio estrutural de aproximadamente R$ 60 milhões por ano. O cenário também foi impactado pela pandemia e pelas transformações enfrentadas pelo ensino superior. Os números apresentados pela publicação mostram uma mudança significativa. A PUC-Rio encerrou 2025 com receita bruta de R$ 1,285 bilhão, crescimento de 15,3%, e superávit de R$ 80,9 milhões. O resultado positivo foi o dobro dos R$ 40,3 milhões registrados em 2024. Mudanças na gestão A reportagem aponta que uma das primeiras iniciativas de Padre Anderson foi contratar uma auditoria externa para conhecer detalhadamente a situação financeira da instituição. A partir desse diagnóstico, a universidade estruturou o Planejamento Estratégico 2024-2030 e um plano diretor financeiro, além de promover mudanças na governança, no sistema de compras e nas políticas de contratos. Também foram criados um escritório de processos e um programa de integridade e compliance. Outro ponto destacado pela Exame foi o crescimento das pesquisas patrocinadas. Em 2025, essa área movimentou R$ 400,5 milhões em receitas, alta de 29,2%. A PUC-Rio mantém pesquisas de alta complexidade em segmentos como petróleo, gás, energia e transição energética. Apesar dos números financeiros, Padre Anderson ressalta na reportagem que a universidade não tem como objetivo o lucro. A sustentabilidade financeira, segundo ele, é um meio para permitir que a instituição cumpra sua missão educacional e social. A Exame também aponta que, em 2025, a PUC-Rio concedeu 4.204 bolsas, alcançando 44,9% do corpo dis-
cente. A instituição também investiu cerca de R$ 3 milhões em um programa de permanência estudantil e viabilizou aproximadamente 100 mil refeições para alunos. Uma trajetória ligada a Botucatu Antes da trajetória acadêmica e administrativa que o levou ao comando da PUC-Rio, Padre Anderson teve uma importante passagem por Botucatu. Anderson foi cura da Catedral Metropolitana de Sant’Ana entre 2001 e 2007. Durante esse período, exerceu concomitantemente a função de reitor do Seminário Arquidiocesano, participando diretamente da vida religiosa da cidade e da formação de seminaristas na Arquidiocese de Botucatu. Posteriormente, seguiu sua formação e trajetória junto à Companhia de Jesus. Padre Anderson é doutor em História da Arte Contemporânea, com ênfase em Estética Filosófica, pela Sorbonne, em Paris. Chegou à PUC-Rio em 2020 como vice-reitor e professor e, desde 2022, ocupa o cargo de reitor da universidade. Agora, mais de duas décadas depois do início de sua atuação na Catedral de Sant’Ana, sua trajetória volta a ganhar projeção nacional. Desta vez, nas páginas da Exame, com destaque para os resultados de uma gestão que promoveu reorganização financeira e administrativa, ampliou receitas de pesquisa e levou a PUC-Rio a superar a marca de R$ 1 bilhão em receita bruta anual. Fonte: Revista Exame/Acontece Botucatu
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RELEMBRANDO Pe. Anderson Pedroso, SJ, assume a Reitoria da PUC-Rio
Mesa foi composta por Pe. Josafá, Dom Orani, Pe. Luís Corrêa Lima e Pe. Anderson (Foto: Luanna Lino)
Após 12 anos, Pe. Josafá Carlos de Siqueira, SJ, deixa a gestão da Universidade Pe. Anderson Antonio Pedroso, SJ, tomou posse como novo Reitor da PUC-Rio nesta quinta-feira, dia 30 de junho, em cerimônia realizada nos pilotis da Ala Kennedy, no Edifício da Amizade. Ele exercerá a nova função pelos próximos três anos. O antecessor, Pe. Josafá Carlos de Siqueira, SJ, esteve à frente da Universidade por doze anos e continuará como professor do Departamento de Biologia, do qual foi um dos idealizadores. O Grão-Chanceler da Universidade, Cardeal Dom Orani João Tempesta, O.Cist., presidiu a cerimônia. Estiveram presentes na solenidade o Vigário Episcopal para Educação Católica da Arquidiocese do Rio de Janeiro, Pe. Thiago Azevedo, o Vice Provincial dos Jesuítas do Brasil, Pe. Élcio José de Toledo, SJ, e o Chefe de Gabinete do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Achilles Emilio Zaluar Neto. Além dos convidados, toda a comunidade PUC-Rio participou da posse, como os Vice-Reitores, decanos, diretores e coordenadores de departamentos. A cerimônia de posse começou com uma apresentação do coral da Universidade, que interpretou Canção da América, de Fernando Brant e Milton Nascimento. O Arcebispo do Rio de Janeiro fez a abertura, e logo após houve a execução do Hino Nacional e o da PUC-Rio. A leitura da provisão, o ato da profissão de fé e o juramento de fidelidade ficou a cargo do novo reitor da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, Pe. Arnaldo Rodrigues. Excelência, pertencimento e solidariedade Em seu discurso de despedida, Pe. Josafá relembrou da longa trajetória como reitor da PUC-Rio, das conquistas obtidas e das adversidades que surgiram durante as mais de duas décadas de gestão. Comentou que na história da Universidade, apenas dois reitores enfrentaram um cenário de guerra: Pe. Leonel Franca, no período da Segunda Guerra Mundial, e citou a própria administração, quando passou recentemente pela pandemia da Covid-19. Mesmo com o risco de contaminação, comentou, frequentava o campus quase todos os dias para acompanhar as novas iniciativas do ensino remoto. Ele disse que sempre procurou acolher todos com respeito e delicadeza, e tentou compreender a pluralidade de ideias e opções de cada pessoa para, assim, preservar os princípios fundamentais da PUC-Rio. De acordo com o jesuíta, os integrantes da Igreja e da Companhia de Jesus são formados para dialogar com a diversidade de ideias, garantir abertura para os novos desafios, preservar os valores humanos e cristãos da Universidade. – É preciso sempre respeitar outros valores que fazem parte da sociedade pluralista, em que crentes e não crentes estão unidos em torno do bem comum. Segundo Pe. Josafá, o que diferencia a PUC-Rio de outras instituições de ensino superior são três grandes valores: a busca pela excelência, o sentimento de pertencimento institucional e a solidariedade. Ele observou que durante o período que esteve à frente da instituição, ela conquistou lugar de destaque nos principais rankings nacionais e internacionais. No entanto, assinalou, foi a cultura de pertencimento que o ajudou a enfrentar as maiores adversidades. – Por causa da cultura do pertencimento institucional, as pessoas que trabalham, estudam ou estudaram na PUC-Rio têm apreço particular pela Universidade. Esta foi a cultura que nos ajudou durante a minha gestão a enfrentar muitos desafios políticos e conseguir doações para ampliar os nossos espaços físicos e acadêmicos. Pe. Josafá disse que procurou dar uma maior visibilidade às questões ambientais, e trouxe para o meio acadêmico novas disciplinas voltadas para essa temática, além de melhorar as áreas verdes do campus e da criação do Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente (NIMA). O jesuíta também destacou duas iniciativas: a criação do projeto do Fundo Patrimonial Endowment, atitude pioneira da PUC-Rio, e o convênio com a Arquidiocese do Rio de Janeiro. Ele ainda citou a construção dos prédios dos departamentos de Artes & Design e de Biologia, além da aquisição do prédio Matteo Ricci, onde funcionará o novo curso de Nutrição. O jesuíta afirmou que vai continuar como professor do curso de Biologia e revelou que está envolvido na criação de um novo laboratório para o departamento. O ex-reitor também deixou algumas considerações para o seu sucessor: entender e cultivar o modo de ser da PUC-Rio, valorizar o modelo de campus único da Universidade e preservar o contato amigo e fraterno com todos os participantes da comunidade da PUC-Rio. Por último, o jesuíta apontou que é preciso sempre seguir o conselho de Santo Inácio. – Como jesuítas seguimos o conselho do
nosso pai Santo Inácio, quando ele afirma que devemos levar sempre em conta pessoas, tempos e lugares, pois assim acertaremos na busca da vontade de Deus e na missão que nos foi confiada. Atitudes sapienciais O presidente da mantenedora da PUC-Rio, Pe. Luís Corrêa Lima, SJ, fez a leitura do termo de posse. Já como Reitor empossado, Pe. Anderson ressaltou no seu discurso a função secular dos jesuítas e a relação estreita com a Arquidiocese. Frisou que há um modo próprio de educar na pedagogia da Companhia de Jesus, que abrange a interdisciplinaridade e o diálogo interno e externo à Universidade. O novo Reitor lembrou que a fundação da PUC-Rio foi obra do Cardeal Sebastião Leme, de Pe. Leonel Franca e do laicato católico do Rio de Janeiro, representado na figura do escritor Alceu Amoroso Lima. — Como fronteira com a cultura e o pensamento contemporâneo, a Companhia de Jesus entende sua missão na PUC-Rio; enquanto Universidade é católica, mas enquanto comunidade é plural. Pe. Anderson destacou os avanços tecnológicos dos últimos dois anos. Segundo ele, os novos recursos foram capazes de transformar princípios, critérios e formas de enxergar a educação. Por conta disto, o religioso acredita que as universidades vão passar por outras transformações nos próximos vinte anos. Ele vê isto como um processo natural, pois ressaltou em sua fala que as universidades nasceram em períodos de transição e são “instituições criativas” e “motor de mudança”. Ele comparou, ainda, a Universidade a uma “originalidade orquestrada”. — Antes de um concerto, cada músico afina o instrumento com seus pares para, em seguida, integrar-se ao todo da orquestra. O mesmo se dá com os cantores. O concerto acontece na medida em que cada um se integra e se entrega. É na totalidade que será manifestada a beleza desta sinfonia. Na vida não é diferente. O esforço de cada dia é de estar afinado consigo, com os outros e com o todo. Este é o mistério da unidade que se realiza na pluralidade. Pe. Anderson destacou o que chamou de três “atitudes sapienciais” que, segundo ele, devem nortear a condução da Universidade: sentido de comunidade; escuta profunda; e fidelidade criativa. Para o novo Reitor, uma comunidade não é apenas um grupo de pessoas nem a soma de egos, mas é antes um espaço de renúncia de si. Para cultivar este sentido, o sacerdote afirmou que vai visitar nos meses de agosto e setembro todos os departamentos e unidades complementares. Ele acredita que, para a construção do sentido de comunidade, é preciso ouvir todos, em especial os jovens. Segundo o Reitor empossado, eles têm muito a ensinar por meio de uma criatividade genuína e potente, de um olhar voltado para o futuro e livre de preconceitos. Pe. Anderson observou que os professores precisam amar os jovens e expressar esta paixão por meio da escuta. — É verdade que muitas vezes nos é difícil a comunicação com eles, mas se somos humildes e despretensiosos, podemos aprender sua linguagem. Estou convencido que é somente entregando protagonismo aos jovens que aqui se formam que a PUC-Rio continuará sendo uma comunidade criativa, produtora de pessoas completas, propositivas e felizes. A fim de colocar os jovens no centro da comunidade universitária, Pe. Anderson pretende realizar ações concretas que unam inovação dos estudantes com a tradição. Dentre os objetivos traçados para alcançar este fim e possibilitar uma formação acadêmica “serena, segura e entusiasta”, comentou o jesuíta, está a garantia do apoio socioeconômico aos que precisam e a manutenção do campus como um lugar de encontro sustentável e humanamente acolhedor também para pessoas com deficiências. Representantes do corpo docente, discente e funcionários deram depoimentos sobre a administração de Pe. Josafá e saudaram o novo Reitor. Também discursaram o bispo auxiliar e professor do Departamento de Teologia Dom Antônio Luiz Catelan e o delegado para Educação Superior dos Jesuítas do Brasil e reitor da Unisinos, Pe. Sérgio Mariucci, SJ. Para finalizar a posse, o Grão Chanceler, Dom Orani João Tempesta, relembrou do fim do padroado no Brasil. Segundo ele, há 130 anos a Igreja reorganizou toda a hierarquia eclesiástica no país, a começar pela criação da Arquidiocese do Rio de Janeiro. De acordo com o cardeal, estas transformações foram importantes para a criação das Faculdades Católicas, a gênese da PUC-Rio. Segundo o Arcebispo do Rio de Janeiro, o Cardeal Leme e Pe. Leonel Franca foram importantes para que a Igreja pudesse participar da parte acadêmica e intelectual. Dom Orani afirmou que a Universidade, além de ter uma longa história, tem uma grande importância na sociedade brasileira e internacional. Ao fim, agradeceu ao Pe. Josafá por ter finalizado com excelência a sua missão como reitor e aconselhou Pe. Anderson conjugar tradição da Universidade com as novidades do presente. Participaram desta cobertura: Carolina Smolentzov, Gabriel Meirelles, Giulia Matos, Luanna Lino, Maria Fernanda Firpo, Rafael Serfaty e Victória Reis. (Fonte: Jornal da PUC)
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AGORA, VAI!
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BAHIGE FADEL
Já vou explicando ao leitor que estou escrevendo estas mal traçadas linhas sob a inspiração do horário eleitoral gratuito. Haja inspiração! Não concordam? Concordando ou não, vamos lá. Em tempo de horário eleitoral gratuito, a gente tem que ter um pouco de paciência. Afinal de contas, sem paciência, como aguentar o horário eleitoral gratuito? Ainda bem que, tirando o segundo turno, é só daqui a dois anos. Paciência, irmão! Você deve estar perguntando: Por que o título é AGORA, VAI? Paciência. Vou explicar. É que, ouvindo o horário eleitoral gratuito, uma chama de esperança se acendeu em meu coração. Fiquei até um pouco poético. Vejam a capacidade que o horário eleitoral gratuito exerce sobre as pessoas. Acho que não foi bem uma chama de esperança, mas labaredas. As falas dos políticos incendiaram meu coração. Precisei chamar o corpo de bombeiros para apagar o incêndio. Não é para menos, pessoal. Tem que se acender um fogaréu de esperança mesmo. Pelas falas dos políticos, o Brasil vai subir que nem foguete a caminho do progresso e do desenvolvimento. É isso aí. Por exemplo, ninguém quer ser eleito por dinheiro, mas como uma forma de se sacrificar pelo Brasil. Não é bonito? Todos se propõem ao sacrifício. Sucesso garantido. Mais: todos vão combater a corrupção. Até os corruptos vão combater a corrupção. Maravilha! Maravilha total! Quer dizer: todo dinheiro arrecadado pelo governo não vai mais alimentar o escândalo do INSS, o escândalo do banco Master, os escândalos em geral. Pela fala
dos políticos, a palavra escândalo deixará o vocabulário da língua portuguesa no Brasil. Estou ansioso para ver a concretização dessas mudanças. E não é só isso. Isso é só o começo. Fim das drogas é uma garantia. Eles falaram lá no horário eleitoral. A única droga que vai ser permitida é o meu time, que continuará sendo uma droga. Mas essas drogas do tráfico vão acabar de vez. E a saúde? Coisa de primeiro mundo. Acreditem. Essas filas do INSS vão acabar. Vai ser que nem na Noruega: O médico da saúde pública vai atender na residência do paciente. Coisa de primeiríssimo mundo. Aliás. o primeiro mundo vai ficar com inveja de nossa saúde pública. Ainda mais quando souber que um dos candidatos, quando eleito, vai perseguir pedófilos. É isso que você está lendo. Deputado vai perseguir pedófilo, agora. Acha pouco? E se eu lhe dissesse que há muito mais? Está lá no horário eleitoral gratuito. Se você não acredita no que eu estou escrevendo, ouça o horário eleitoral gratuito. Você também vai se entusiasmar. Vai acreditar piamente no futuro do Brasil. A educação, por exemplo. Nossa Senhora da Conceição Aparecida! Perfeita. Melhoria na estrutura. Melhoria salarial. Apoio às escolas e aos educadores. Participação ativa da família e da sociedade em geral. Vamos lá pra cima na classificação do PISA. Pelo que eles falaram, a educação brasileira vai educar mesmo. Mudanças pra já. São coisas maravilhosas que só os políticos brasileiros são capazes de proporcionar. Se não acreditam, ouçam o horário eleitoral gratuito. Ainda dá tempo.