Skip to main content

ed1837

Page 1

2

www.diariodacuesta.com.br

PASSARINHANDO

O Passarinhando é um projeto de extensão universitária da Unesp Botucatu (Instituto de Biociências - IBB) focado em educação ambiental, conservação e observação de aves livres.

Detalhes do Projeto:

Coordenação: Professora Silvia Mitiko Nishida (Departamento de Biologia Estrutural e Funcional). Objetivo: (Re)conectar as pessoas com a natureza por meio da observação de aves em seu habitat natural e de ações socioambientais em escolas e espaços públicos. Atividades: Caminhadas de observação (“passarinhadas”), criação de trilhas ecológicas em escolas municipais, plantios, palestras e uso de ciência cidadã (como WikiAves e eBird). Impacto: O projeto já catalogou centenas de espécies de aves na região de Botucatu e produz materiais educativos, como guias de aves locais. Você pode acompanhar as novidades e inscrições para as atividades na página oficial do Passarinhando ou pelo perfil no Instagram do Passarinhando.

EXPEDIENTE NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU WEBJORNALISMO DIÁRIO

4º Festival de Aves de Botucatu Programação de 27 de setembro

No dia 27 de setembro, o 4º Festival de Aves de Botucatu segue com uma programação dedicada à troca de experiências, à observação de aves, à educação ambiental e à conexão com a natureza. Roda de Conversa – Salve Brasil | Papo de Passarinheiro 13h às 13h40 | Auditório A roda de conversa “Papo de Passarinheiro”, com o Salve Brasil, propõe um encontro para compartilhar histórias, experiências e conhecimentos sobre a observação de aves. Um momento de conversa e troca entre pessoas que têm nas aves uma forma de conexão com a natureza, valorizando diferentes experiências e olhares sobre a prática de observar e conhecer a avifauna. Oficina – Conexão Terra Bambu | Criando Comedouros de Aves 14h às 16h | Auditório A oficina “Conexão Terra Bambu” convida os participantes a colocar a mão na massa e aprender a criar comedouros de aves utilizando o bambu. Uma atividade que une criatividade, aprendizado e contato com materiais naturais, proporcionando uma experiência prática de aproximação com as aves e com a natureza. 27 de setembro Auditório da Pinacoteca Fórum das Artes – Botucatu/SP Evento gratuito mediante inscrição Participe e venha compartilhar experiências, aprender novas formas de se conectar com a natureza e criar espaços que aproximem as aves do nosso cotidiano.

DIRETOR: Armando Moraes Delmanto EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes Contato@diariodacuesta.com.br Tels: 14.99745.6604 - 14. 991929689

O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.


3

www.diariodacuesta.com.br

“Passarinhando” inaugurou pintura sobre aves do Brasil em escola de Botucatu

RELEMBRANDO: Na manhã da última quinta-feira, 22, o Passarinhando, projeto de extensão universitária da Unesp – Câmpus de Botucatu, que atua com educação ambiental, conservação e bem-estar animal, inaugurou a pintura “Aves brasileiras que cantam e encantam”. A arte foi realizada pela bióloga e arte educadora Ana Clara Pavani, em uma parede da EMEFI Hernâni Donato, em Botucatu, localizada no início da Trilha Ecológica. Sob coordenação da professora Silvia Mitiko Nishida, docente do Departamento de Biologia Estrutural e Funcional do Instituto de Biociências de Botucatu (IBB) da Unesp – Câmpus de Botucatu e coordenadora do Passarinhando, ao longo de três meses de estudo e trabalho para ser concluído, o projeto contou com o apoio de toda a equipe do Passarinhando e dos docentes Maria Roseli Lourenço, professora da turma do 5º ano do Ensino Fundamental I, e Vinícius Nunes Alves, professor de Experiências em Ciências da Natureza da escola municipal Hernâni Donato. Durante a cerimônia de inauguração da pintura, os alunos das turmas do 5º ano apresentaram, em ordem alfabética, os estados do Brasil e suas respectivas aves símbolos. Durante todo o processo de curadoria, pesquisa e produção da obra, Ana Clara Pavani, a arte educadora do projeto e responsável pela pintura, contou como a obra foi planejada, seguindo os detalhes reais das aves, como a proporção do tamanho de cada espécie, mas representando cada espécie de uma forma lúdica, para que a pintura fosse utilizada como material de estudo na escola. Cada uma das aves retratadas na obra simboliza um estado do Brasil, incluindo o Distrito Federal. Para que a iniciativa ficasse ainda mais imersiva, além de aprender sobre a geografia do Brasil e as aves símbolos de cada estado, as crianças atuaram diretamente na construção do projeto. “Para cada criança que participou da pintura eu explicava sobre as aves, as cores de cada espécie, as cores de tinta que tínhamos disponíveis para criar e os materiais para pintar. Eu incentivava a liberdade criativa deles, deixando cada um livre para escolher os pincéis que queria trabalhar e colocar a mão na massa”, compartilha Ana. Com o passar dos dias e a evolução do painel, o interesse dos estudantes do 5º ano pela iniciativa só aumentou, conquistando a atenção dos estudantes do 4º ano, que também tiveram uma participação na obra. Para Ana, ver a dedicação, interesse e interação das crianças pelas aves foi gratificante. “Foi muito emocionante ver como eles se relacionaram com o projeto e a pintura, sempre curiosos, perguntando a respeito das aves, como eu faria as pinturas e como eu criava algumas cores de tintas. Foi muito legal ver eles já sabendo os estados, os nomes das aves e as cores de cada uma delas”, afirma a arte educadora do projeto. Educação ambiental na infância Desde 2019, o Passarinhando atua com educação ambiental e conservação por meio de pesquisas e extensão universitária, realizando o estudo de diversas aves em Botucatu e região. A professora Silvia Mitiko Nishida, coordenadora do Passarinhando, compartilhou que, após um levantamento de aves no fragmento de cerrado realizado perto da escola Hernâni Donato, os pesquisadores documentaram algumas espécies em extinção. Pela escola estar localizada ao lado da nascente Ibiaçá, uma das oito nascentes do Córrego Pinheirinho, dentro da área de proteção, denominada Floresta Estadual de Botucatu (FEB), surgiu a ideia de realizar uma pintura de aves símbolos do Brasil na entrada da Trilha Ecológica. “A pintura evidencia uma atuação importante do Passarinhando, que é a utilização de arte e ciência como forma de educação”, afirma a docente. Por meio da educação ambiental realizada dentro das escolas, a profesPintura “Aves brasileiras que cantam e encantam”

O mural “Aves brasileiras que cantam e encantam” está localizada na EMEFI Hernâni Donato.

sora Silvia compartilha a importância da conscientização das crianças de uma forma lúdica, gerando conhecimento com base em ciência. “Mais do que falar das aves que cantam, a pintura retrata as aves que encantam ao olhar, fazendo com que a criança tenha um aprendizado mais significativo, mostrando que a ciência também pode ser divertida!”, completa.

O conhecimento além dos muros da universidade

A atuação do Passarinhando na educação ambiental dos estudantes da EMEFI Hernâni Donato reafirma o compromisso do projeto com a extensão universitária e ampla difusão dos estudos realizados dentro da universidade. “Essa pintura enriquece todo o trabalho que já é desenvolvido dentro da escola, pois os estudantes tiveram parte ativa dentro do processo, trazendo para eles vivências reais que vão além do muro da escola, pois também compartilhamos com os pais, a gestão envolvida, e toda a equipe da escola, assumindo um papel de cooperação dentro do processo educativo”, afirma Maria Roseli Lourenço, professora da turma do 5º ano. Para a professora Maria Roseli, por meio de atividades práticas sobre ciência e conservação da natureza, as crianças aprendem a respeitar e cuidar do meio ambiente. “Não é apenas uma pintura na parede, é um projeto que tem vida. Ao identificar cada estado, eles conseguem conhecer um pouquinho de cada ave, como é o seu costume, sua alimentação, sua coloração, sua contribuição na natureza, e é exatamente isso que devemos resgatar na educação que estamos atuando hoje!”, afirma a professora. Bruna Silva de Lima Borgatto, diretora da EMEFI Hernâni Donato, parabeniza o Passarinhando e profissionais envolvidos na pintura que representa as aves símbolos do Brasil e afirma que a obra é um verdadeiro recurso educacional. “Por meio da arte, o projeto promove conscientização sobre a biodiversidade presente no Brasil e a importância da conservação ambiental do nosso país. E mais do que os benefícios educacionais, a pintura embeleza nossa escola, criando um ambiente mais agradável e inspirador. Assim, esta parede se torna uma ferramenta poderosa para educar, inspirar e engajar nossa comunidade escolar, tornando nosso espaço mais enriquecedor e consciente. Parabéns a todos!”, afirma. O poder da extensão universitária Unir arte e ciência é conquistar a atenção e interesse das crianças para a importância da conscientização social a respeito do cuidado com o meio em que vivemos. Atuando por meio de uma aprendizagem baseada em projetos e estudos do meio, o professor Vinicius Nunes Alves, biólogo graduado no IBB e docente de Ciências na rede municipal de Botucatu, utiliza atividades práticas e lúdicas em suas aulas. “As crianças ficam encantadas ao caminharem pela Trilha Ecológica, treinarem a observação delas, os sentidos, os registros e a atenção. Depois, ao transformar isso em matérias, em pinturas, faz com que elas saiam daqui sensibilizadas, resultando em uma abertura maior para aprender!”, afirma Vinicius. Desenvolvendo atividades repletas de experiências sobre vida e evolução com os estudantes do 5º ano, o professor Vinicius explora toda a extensão de aproximadamente 300 metros da Trilha Ecológica em suas aulas. Para ele, participar do projeto Passarinhando, agora como docente egresso do Instituto, evidencia a importância da extensão universitária “Para mim, a escola e a universidade precisam fazer ponte!”, e completa “Sou egresso do IBB e, agora como profissional, estou atuando com o IBB de volta e destaco a importância de firmar parcerias importantes entre a cidade e a universidade, pois não é qualquer câmpus que tem o que o IBB tem!”, finaliza Vinicius. (Acontece Botucatu)


4

www.diariodacuesta.com.br

MARIA DE LOURDES CAMILO SOUZA

Projeto ABL -Academia Botucatuense de Letras e ETEC Dr. Domingos Minicucci Filho Projeto desenvolvido pela acadêmica Carmen Sílvia Martin Guimarães.

Ás 10.00 dessa manhã radiante de 24/09/2026 no auditório da ETEC -Dr. Domingos Minicucci Filho, recebidos pelo Diretor Danilo César Ângelo, Eliana Alves Pinto, Coordenadora de Núcleo Comum, e presentes os membros da ABL - Academia Botucatuense de Letras; Carmen Sílvia Martin Guimarães, Maria Helena Blasi Trevisani, Olavo Godoy, Bahige Fadel, Márcia Furrier Guedelha Blasi, Silvia Pereira, Cleide C. Carreira e Maria de Lourdes Camilo de Souza. Desenvolvendo o Projeto “Da Leitura á Crônica” escrevendo com a Academia Botucatuense de Letras. Fomos recepcionados pela Professora Kathia Alexandra Kanizares, a Coordenadoa de Núcleo Comum, Eliana Alves Pinto e o diretor da ETEC Danilo César Ângelo, e um auditório lotado de jovens. Após as apresentações tivemos o confrade Olavo Godoy que fez um relato sobre a história da ABL, e suas experiências como ex-aluno da ETEC Dr. Domingos Minicucci Filho arrancando aplausos dos atentos alunos. A confreira D. Maria Helena Blasi Trevisani falou algumas palavras. A confreira Carmen Sílvia Martin Guimarães muito emocionada relatou suas emocionantes experiências como professora e ex-diretora da ETEC e sobre a visita da escritora Maria José Dupré, que morou em uma casa que ficava aonde hoje é a escola, e quando retornou a Botucatu, as suas flores favoritas: as glicínias, que foram plantadas para que os alunos pudessem sentar sob sua sombra e que continuam ali replantadas. Mas a palestra do Professor e membro da ABL, Bahige Fadel, foi o ápice dessa manhã. Ele estava especialmente inspirado por se encontrar novamente junto aos alunos após 6 anos longe da classe de aulas.

Os jovens o ouviram encantados, e aplaudiram muito! Ao final pediam para tirar fotos com os membros da ABL e agradeciam. Não deveria formular minha opinião mas, realmente não consigo me conter, e devo com sinceridade agradecer por essa oportunidade e pelo encantamento de ver seus lindos rostos e o genuíno prazer de estar ali com eles! Reconheço que essa atividade “ABL vai ás escolas “ que eu na verdade temia, quando fui empossada, em 2023 como seu membro efetivo, é extremamente gratificante.Ed 1523


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook