Diário Diário da da Cuesta Cuesta ANO III ANO V
Nº 1792 QUARTA-FEIRA, 05 DE AGOSTO DE 2026 Nº 1836 SEXTA-FEIRA, 25 DE SETEMBRO DE 2026
NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU NA DEFESAAcompanhe DO MEIOasAMBIENTE E DA em: CIDADANIA EM BOTUCATU edições anteriores www.diariodacuesta.com.br
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Os selos de chumbo das Alfândegas do Brasil Colônia e Império agora em um livro inédito no Brasil Selos de chumbo das antigas alfândegas revelam detalhes da história econômica e comercial do Brasil Durante séculos, pequenas peças de chumbo acompanharam mercadorias, comerciantes e embarcações pelos portos e alfândegas brasileiras. Muitas foram ignoradas ou tratadas como simples objetos metálicos. Agora, uma pesquisa inédita reúne exemplares, imagens e informações históricas para revelar o significado desses pequenos testemunhos do Brasil Colonial e Imperial. Conheça a história por trás dos selos de chumbo e a pesquisa que transformou essas peças em documentos históricos. O livro com 210 páginas é de autoria do botucatuense Edil Gomes em parceria com os coautores Yuri Victorino e Thiago Neves e será lançado durante o XXX Brasileiro de Numismático, dia 10 de dezembro em São Paulo. Leia a matéria completa na página 2
Livro Historiando 4, traz mensagens de amor, carinho e recordações de um tempo juvenil nos registros familiares do advogado e escritor professor Roque Roberto Pires de Carvalho. Parabéns! AVANTE!
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Registro histórico das Alfândegas do Brasil Colônia e Império agora em um livro Pequenas peças, grandes histórias: a pesquisa sobre os selos de chumbo das alfândegas do Brasil O projeto do livro nasceu de uma conversa entre os autores e da percepção de uma importante lacuna na numismática brasileira: a ausência de uma publicação dedicada aos selos de chumbo utilizados pelas alfândegas do Brasil durante os períodos Colonial e Imperial. Apesar de seu pequeno tamanho e de, durante muito tempo, terem sido tratados como simples objetos de chumbo ou até comercializados como sucata, esses selos podem revelar importantes informações sobre a história econômica e administrativa do país. Inscrições, monogramas, brasões, símbolos e marcas permitem relacioná-los a instituições, autoridades, alfândegas, mercadorias e rotas comerciais. A pesquisa teve como referência inicial os trabalhos do estudioso português José de Sousa, autor de importantes publicações sobre os selos portugueses. A análise dos exemplares
encontrados no Brasil, porém, revelou características próprias, relacionadas à dimensão territorial do país, às antigas capitanias, aos diferentes centros produtores e às particularidades do comércio colonial e imperial. O trabalho foi ampliado com a colaboração de colecionadores e detectoristas, responsáveis pela localização e preservação de muitos exemplares, além do compartilhamento de fotografias, informações e conhecimentos. Ao projeto também se juntou Yuri Victorino Inácio da Silva, diretor do Museu Histórico Numismático NUMIS, contribuindo para que a iniciativa ganhasse caráter coletivo. A pesquisa contou ainda com o apoio da AAMNN – Associação dos Amigos do NUMIS, que financiou partye da impressão da obra, possibilitando sua publicação e contribuindo para que o livro chegasse a um público mais amplo e com custo acessível. O resultado é uma obra que procura reunir informações, imagens e referências sobre esses pequenos testemunhos da história brasileira, apresentando os selos de chumbo também como importantes objetos de estudo da numismática e das ciências auxiliares da História. Cada exemplar guarda uma parcela do passado. Muitos estiveram ligados a portos, alfândegas, armazéns, embarcações, comerciantes e rotas de circulação de mercadorias. São pequenas peças que acompanharam a construção econômica e administrativa do Brasil. O livro abre novos caminhos para a pesquisa das alfândegas do Brasil. Ainda existem exemplares desconhecidos, marcas a identificar e muitas questões a responder. A expectativa dos autores é despertar o interesse de colecionadores, pesquisadores e instituições para que novos estudos possam ampliar o conhecimento sobre essas pequenas peças de chumbo. Pequenas em tamanho, mas grandes em importância histórica, essas peças finalmente ganham um espaço dedicado à sua preservação e ao conhecimento da história do Brasil. Segundo o coautor Edil Gomes, o livro apresenta uma linguagem clara e objetiva. Mesmo quem não coleciona ou nunca ouviu falar dos selos de alfândega encontrará na obra muitas histórias relacionadas ao Brasil Colonial e Imperial. O livro conta com 210 página, em formato 16x23cm, e será lançado dia 10 de dezembro durante o XXX Congresso Brasileiro de Numismática que ocorre em São Paulo. Ele pode ser adquirido em pré-venda pelo site: www.numisliber.com.br
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MARIA DE LOURDES CAMILO SOUZA Ele chegou pela tarde. Pousou primeiro na janela do quarto dos fundos. Analisou o ambiente organizado, sem viva alma. Olhou e olhou por todos os lados, com seus olhinhos negros vivazes. Nenhuma das duas assustadoras guardiãs estava por lá, nem a dona da casa. Esta tirava sua soneca diária após o almoço, deitada no seu cadeirão frente a TV ligada, chegava a roncar, acompanhada das cachorras, uma deitada a seus pés e a outra junto ao sofá preto de couro. Aproveitando a chance, empreendeu um vôo silencioso até a área de serviço aonde ficam os potes de ração e água. E foi se servindo sem cerimônia dos apetitosos grãos, espalhando-os pelo chão. Como batia com seu biquinho preto na vasilha branca pintada com desenhos caninos; acabou acordando a maior das guardiãs, a das patinhas tortas, que acordada pelo ruído fez uma ronda pela casa. E foi seguida pela outra menor que demorou um pouco mais a perceber o movimento pela casa, coisa da idade. Pego de surpresa, o pequeno hóspede levantou voo, suas asas parecendo saias plissadas numa dança. Seguiu a fuga até a cozinha pousando no forno elétrico branco. Acuado pela cachorra de pelo cor de mel voou pela abertura na parede entre a cozinha pequena e a sala de estar. De lá foi para o armário marrom derrubando com o bater das asas um porta retrato de acrílico, que tombou quebrado no chão. Viu uma árvore sobre um móvel e voou até seus galhos. Bicou e bicou o galho encapado de papel duro. Percebendo ser uma árvore de Natal armada fora de época que lhe serviu de poleiro. Ficou ali aconchegado por uns minutos. As cachorras distrairam-se com um carro que estacionou na frente da casa do vizinho. Aproveitando a deixa voou até um dos quartos pousando na cortina da janela, de renda de cor bege. Ali ficou por um bom tempo. Tentou sem sucesso achar uma abertura para sair da casa. Nesse voo desesperado veio até a sala seguida pela cachorra maior num tropel que acordou a mulher, assustando-a. Pousou desta feita na sanca de gesso, escondendo-se entre as lâmpadas longas e finas acesas. De lá dirigiu-se para o vaso florido de girassois e flores do campo da mesma tonalidade. Sentindo-se em casa ficou no galho da falsa árvore durante toda a noite. Nas primeiras horas da manhã quando percebeu as portas e janelas abertas empreendeu o voo rumo a liberdade.
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E-book conta a vida de jornalistas santificados na SSVP
Novo livro de Gesiel Júnior narra vida de jornalistas santificados na SSVP “Santos Jornalistas da SSVP” é o título do novo e-book elaborado pelo cronista e pesquisador vicentino Gesiel Júnior, de Avaré (SP), que reúne perfis biográficos de membros da Sociedade de São Vicente de Paulo, os quais atuaram na imprensa escrita em diferentes épocas. Tendo por base o “Santoral da SSVP”, do mesmo autor, a singela obra, feita apenas em versão digital, é apresentada pelo jornalista Renato Lima de Oliveira, que entre os anos de 2016 e 2023 foi o 16º presidente do Conselho Geral da Confederação Internacional da Sociedade de São Vicente de Paulo. “Ao contemplar essas vidas inspiradoras, nós, jornalistas vicentinos do tempo presente, recebemos um chamado adicional à responsabilidade: reportar não apenas aquilo que acontece, mas também aquilo que pode transformar a realidade. A palavra pode informar, mas também pode consolar, denunciar, de-
fender, evangelizar e despertar corações para a prática da caridade”, enfatizou Renato Lima, criador do Prêmio Ozanam de Jornalismo. O livro foi sendo lançado na terça-feira, 8 de setembro, quando se comemorou o Dia Internacional do Jornalista, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para reverenciar a memória do jornalista checoslovaco Julius Fucik, morto pelo regime nazista em 8 de setembro de 1943. No e-book os leitores conhecerão aspectos das carreiras de dez personalidades, os quais são beatos, veneráveis e servos de Deus que frequentaram Conferências Vicentinas. São eles os franceses Frederico Ozanam e Vincent de Paul Bailly; os italianos César Guasti, Eugênio Reffo, Paolo Pio Perazzo e Giovanni Acquaderni; o português Manuel Nunes Formigão, e os mártires espanhóis Pablo Meléndez Gonzago, José Maria Zabal Blasco e Bernardo Ruiz Cano.