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Nossa primeira-dama
Publicações nas redes sociais (Crônicas de Botucatu) tem procurado mostrar a primeira-dama de Botucatu, Marcella “Cecé” Martin de Souza Leite, atuando em suas funções públicas à frente do Fundo Social da Prefeitura Municipal, além de destacar sua personalidade alegre e participativa que tem chamado a atenção da população botucatuense de forma positiva. No artigo “Segurar o infinito nas mãos”, a nossa colunista Maria De Lourdes Camilo Souza – a Cronista de Botucatu! – nos traz o perfil da nossa primeira-dama que tanto tem encantado os botucatuenses... Leia na página 2
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EDITORIAL
Diário da Cuesta
A PRIMEIRA-DAMA E SUA IMPORTÂNCIA NA VIDA DO MUNICÍPIO A administração de um município não se resume às obras públicas, às contas, aos projetos de infraestrutura ou às decisões tomadas dentro do gabinete do Prefeito. Governar significa, sobretudo, cuidar das pessoas. E é justamente nesse aspecto humano e social que, historicamente, a figura da Primeira-Dama conquistou importante espaço na vida pública brasileira. Sem possuir, evidentemente, poderes próprios decorrentes do mandato do marido, muitas primeiras-damas transformaram sua posição em instrumento de trabalho comunitário, dedicando-se especialmente à assistência social, à infância, aos idosos, às famílias necessitadas e às entidades beneficentes. Nos municípios, essa atuação ganhou especial importância através dos Fundos Sociais e das campanhas de solidariedade. Quando exercida com seriedade, desprendimento e espírito público, a presença da Primeira-Dama pode representar muito mais do que o acompanhamento protocolar do Prefeito em solenidades. Ela pode significar uma presença feminina ativa junto à população, ouvindo necessidades, mobilizando voluntários, aproximando entidades, empresários, Poder Público e comunidade. A história brasileira registra exemplos marcantes dessa participação. Ao lado do presidente Getúlio Vargas, Darcy Vargas desenvolveu intensa atuação assistencial. Criou instituições e participou diretamente de iniciativas sociais, tornando-se uma das primeiras-damas mais atuantes de nossa história. Em São Paulo, tornou-se igualmente histórica a figura de Leonor Mendes de Barros, esposa do governador Adhemar de Barros. Dona Leonor marcou profundamente a assistência social paulista. Seu nome atravessou gerações e permaneceu associado ao trabalho voltado às famílias mais necessitadas, especialmente às crianças e às mães, tornando-se referência de uma época em que a atuação da Primeira-Dama assumiu enorme dimensão social. Essa tradição chegou também aos municípios. A proximidade existente numa cidade permite que a Primeira-Dama conheça de perto as dificuldades enfrentadas pela população. Muitas vezes, ela consegue estabelecer uma ponte entre a estrutura administrativa e aquela parcela da comunidade que necessita não apenas de políticas públicas, mas também de acolhimento, solidariedade e atenção humana. E há ainda outro aspecto que merece destaque. Durante muito tempo, a participação feminina na política e na administração pública encontrou enormes barreiras. A atuação das primeiras-damas também contribuiu historicamente para ampliar a presença da mulher na vida comunitária, abrindo caminhos para que muitas delas posteriormente assumissem protagonismo pró-
Dona Leonor Mendes de Barros
prio nas áreas social, cultural, empresarial e política. Os tempos mudaram — felizmente — e hoje as mulheres conquistaram espaço próprio e independente na sociedade, ocupando prefeituras, câmaras municipais, governos, parlamentos, ministérios, tribunais, universidades e empresas. Por isso mesmo, a participação da Primeira-Dama contemporânea deve ser entendida dentro dessa nova realidade: não como simples extensão da autoridade do marido, mas como colaboração voluntária, transparente e efetiva em favor da comunidade. Quando existe vocação para o trabalho social, sua presença pode agregar muito à administração municipal. O Prefeito governa porque recebeu nas urnas a confiança da população. A Primeira-Dama não possui mandato eletivo. Mas pode possuir algo igualmente precioso para o trabalho comunitário: sensibilidade, capacidade de mobilização e disposição para servir. Darcy Vargas deixou sua marca no Brasil. Leonor Mendes de Barros deixou sua marca em São Paulo. E tantas primeiras-damas, muitas delas longe dos grandes centros e dos livros de História, deixaram e continuam deixando suas marcas nos municípios brasileiros. Porque administrar também é construir. Mas cuidar das pessoas é uma das mais nobres formas de construir uma cidade melhor. AVANTE!
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DIRETOR: Armando Moraes Delmanto
NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU
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MARIA DE LOURDES CAMILO SOUZA
“Segurar o infinito nas mãos” Eu me perguntava hoje, entre sentimentos desencontrados, o que posso falar sobre uma pessoa: Marcela “Cecé” Martin de Souza Leite, a linda primeira-dama de Botucatu e hoje hoje responsável pelo Fundo Social da Prefeitura Municipal de Botucatu. Esposa do nosso Prefeito Fábio Vieira Leite. Não deve ser fácil ser esposa desse homem dinâmico e trabalhador, mãe de seus dois filhos adolescentes, lindos e muito educados, Frederico e Catarina, equilibra a vida pessoal com a dedicação ao serviço público. Advogada de profissão. Fiquei ali lendo os comentários de todos sobre a enquete a respeito dela. Sómente li elogios! Fiquei revendo cenas dos tempos idos e imaginando como aquela menininha que eu conheci, de repente virou essa mulher? Lembrei que tempos atrás, ainda na gestão do Prefeito Pardini; o Diário da Cuesta precisava de uma cronista social e o nosso diretor sugeriu-me propor a ela esse trabalho por julgá-la uma personalidade brilhante e de altíssimo astral. Infelizmente na época ela não podia, pois já era bastante ocupada e me lembro que já estavam começando a campanha para o Fábio, seu marido, como candidato a prefeito. Ela já estava envolvida na campanha em apoio a ele. A resposta á minha pergunta solidificou-se acompanhando seu trabalho, sua vida como esposa, mãe e agora frente ao Fundo Social. Ela sempre esteve ali, apenas manifestou-se. O cargo é temporário, mas a personalidade dela se impõe. Não se deslumbra diante desse novo poder, apenas se adequou a essa nova situação com graça e elegância, e vai iluminando caminhos com aquele seu sorriso doce e presença marcante e constante. Cecé querida, vai em frente, você segura o infinito em suas mãos.
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“ Isso não tá me cheirando bem...” José Maria Benedito Leonel
“As vezes, na lida, outras, na vida, meu pai dizia “isso não tá me cheirando bem” Hoje entendo; não era coisa do nariz, de olfato apurado. Era coisa de moralidade, de juízo de valor, de certo e errado. Sua fala curta, educava, dava rumo. Era fácil de nóis entendê que pé de jaca não dá pêssego e que a goiaba não cai longe do pé. Quem nasce e vive assim mais retirado, mais no mato, tem um faro diferente, pressente mais, percebe os detalhes, miudezas... Penso que seja pelos riscos e os perigos que nos ronda: é a mula que refuga, corcoveia e derruba; é a vaca que investe, pega e machuca; é a cascavel escondida na lenha do fogão no terreiro de casa; é o poço no rio que surpreende; é a abelha que nos atordoa de dor quando pica. E a gente se forma assim, matreiro, arisco, sabendo que canto de siriema é sinal de chuva e neblina baixa é sol que racha.
Assim é que um dia a gente, como o pai, vai dizê pros filhos “isso não tá me cheirando bem” . É como se dissesse “fique longe disso”. E assim fui educado e hoje, acreditem ou não, sei que desonestidade tem cheiro. Pode acreditar, tem sim. Eu sei quando “não ta cheirando bem”. Ficá ou ir embora é escolha. Que quisé que fique. Simples assim.