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MARIA DE LOURDES CAMILO SOUZA
“ESTÁ FALTANDO UM PEDAÇO” Os anos passam, e dia após dia a vida escorre por entre meus dedos como a areia na ampulheta. Grão a grão, segundos, minutos, horas, dias anos, escoando, escoando como água. Para onde vão todas essas horas perdidas? Era manhã, virou noite: cadê a tarde? Um turbilhão de luas vermelhas e azuis, sóis, e das estrelas caídas um fogo diamantino de rabo de cometa, e sobre o buraco negro? Passagem de um buraco de minhoca saindo de uma ruela de Ouro Preto de Minas para o Japão. Ou seria para o Jalapão? E no meio disso tudo, parei na esquina: atravesso ou viro a rua para o amanhã? Voltar não dá mais. É avançar ou ficar aqui estancada, estacionada... Fecho os olhos e arrisco o seguinte passo. Quero o amanhã, quero seguir a vida e quero mais, muito mais! Quero uma sequência de dias plenos de sol, jardins floridos, crianças nascendo saudáveis e lindas com o código genético de deuses. Os carros voadores descendo dos céus e trazendo muitas novidades como as naus outrora cruzavam mares. E no programa da primeira viagem vou descer em Dubai,
nem que seja no tapete do Aladim. E ver a águia do Prínce Fazza voar do Palácio de sonhos, e sobrevoar seu carro último tipo cor de ouro, voando para pousar suave em sua luva de couro, para ganhar um punhado de carne. Seguindo a viagem descer na Acrópole da Grécia. Estudar a descendência greco-romana da décima geração. Passar por Maastricht ver o show de André Rieu e sua orquestra tomando espumante na praça. Passar por Londres para emprestar o chapéu da Rainha Elizabeth, um daqueles bem coloridos. Descer de balão na Torre Eiffel e passear pelo Rio Sena. Comer um cachorro quente á francesa numa baguete com mostarda de Dijon, ao lado da Notre Dame. Estarei de volta num átimo, e trarei na mala, num frasco muito bem tampado todo o pedaço que faltou.
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CARMEM MIRANDA!
Vamos ver o “que é que a baiana tem...” A maior representante musical do Brasil no exterior – CARMEM MIRANDA! O “INSTITUTO CAMÕES” postou interessante matéria sobre a “PEQUENA NOTÁVEL”. Vale a leitura:
Nascida em Marco de Canaveses em 1909, a cantora Carmen Miranda deixou Portugal, chegou ao Rio de Janeiro aos 10 meses de vida e ainda hoje, 60 anos após a sua morte, é símbolo internacional da cultura brasileira. “A rapidez na fala ficou de herança do sotaque do Porto que ela ouvia em casa, onde começou a cantar marchinhas. Mas as outras características de Carmen Miranda são essencialmente brasileiras», afirmou à Lusa o diretor do museu que tem o nome da cantora, no Rio de Janeiro, César Balbi. Balbi realçou que a cantora nunca voltou a Portugal após deixar o país, nem mesmo quando esteve na Europa. Carmen Miranda morreu a 05 de Agosto de 1955, em Bervely Hills, na Califórnia, após sofrer um enfarte. O principal legado da cantora, segun-
EXPEDIENTE NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU WEBJORNALISMO DIÁRIO
Cantora nascida em Portugal é símbolo da cultura brasileira.
do o director do museu, foi “levar a imagem de ‘brasilidade’ para locais onde não se conhecia nem a geografia do Brasil”, e divulgar manifestações do país, como o samba, com um estilo e voz próprios. “Em plena segunda guerra mundial, ela [Carmen Miranda] tinha o poder de distrair, do entretenimento. Ela trabalhava o tempo todo, e entrou numa personagem da qual não podia livrar-se. Mesmo estando triste, ninguém percebia”, afirmou o director do museu. A cantora é tema de estudos de mestrado e doutoramento no Brasil, além de haver oito biografias escritas sobre a sua vida. “A Carmen Miranda está viva”, afirmou Balbi, referindo-se às pesquisas sobre a cantora e ao seu legado. O interesse do público brasileiro em geral pela artista cresceu apenas após 2005, com a publicação de sua biografia mais famosa, feita pelo escritor Ruy Castro. Antes disso, contou o director do museu, a cantora chamava a atenção dos investigadores brasileiros principalmente das áreas da música, da moda e do cinema e de um público predominantemente de estrangeiros, que costumavam ser a maioria nas visitas ao museu Carmen Miranda, no Rio de Janeiro. Entre os visitantes mais activos, segundo Balbi, que trabalha no local há 22 anos, estavam os norte-americanos, que tratavam a cantora como uma estrela de Hollywood, mas também europeus e latino-americanos. Actualmente, os fãs brasileiros estão mais diversificados. “Carmen tem um público dos cinco aos 100 anos, desde os que conviveram com ela até aqueles que tiveram influências transmitidas pelos pais. Uns vêem-na como um ícone da moda, outros pela maquilhagem, outros, principalmente as crianças, pela caricatura, e, os mas antigos, pela voz”, disse Balbi, que realçou que a cantora foi pioneira na Música Popular Brasileira. Inaugurado no parque do Flamengo em 1976, o museu com o nome da cantora DIRETOR: Armando Moraes Delmanto EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes Contato@diariodacuesta.com.br Tels: 14.99745.6604 - 14. 991929689
precisava de mais espaço para desenvolver actividades. A nova exposição, que está a ser preparada, ficará num espaço do Museu da Imagem e do Som (MIS). O acervo, com 3.348 itens da artista, entre eles 461 de indumentária e 11 trajes completos de concertos, está em período de restauração e estudo. (INSTITUTO CAMÕES) E, cá no Brasil, também foi feita uma grande homenagem à Carmem Miranda. No programa “A Máquina da Fama”, do SBT, apresentando por Patrícia Abravanel, filha de Sílvio Santos, Carmem Miranda foi revivida pela própria Patrícia Abravanel. E foi bom! A César o que é de César! Silvio Santos é o melhor e mais experiente apresentador da televisão brasileira. E já estava passando da hora de fazer seu sucessor... Não será o excelente THIAGO ABRAVANEL que está bombando na Globo e irá longe, muito longe...
A sua sucessora será a sua filha Patrícia Abravanel. E para sua “introdução” no complicado mundo da TV e da fama, “papai” Silvio Santos NÃO poupou esforços: o programa “MÁQUINA DA FAMA é ambicioso, caro, envolvente e – principal motivo! – AGRADA aos seus telespectadores. O homem tem visão! Sucesso. Com competência e enredo positivo e histórico. Valeu. Sucesso. (AMD)
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QUE QUER DIZER BOTUCATU ?!?
Não é pacífica a interpretação do real significado do topônimo BOTUCATU. Pelo menos três interpretações procuram esclarecer o assunto e muitas formas gráficas trazem à luz a grande variedade e evolução das formas encontradas através dos tempos. 1. BONS ARES A Interpretação Etimológica é a que busca a análise termo a termo do texto, atendendo à pontuação, à colocação dos vocábulos, à origem etimológica destes e outros dados dessa natureza. A interpretação etimológica é a que tem encontrado maior acolhida nos últimos tempos. A posição do Prof. Plínio Airosa,da Universidade de São Paulo, é clara: “botu” e “catu” surgiram de “ybytu” e “katu”. Segundo Plínio Airosa, “ybytu” significa “hálito da terra”, “ar corrente”, ou seja, “aragem”, “vento”, e “katu”significa “bem” ou “bom”. Teríamos então “vento bom” ou “bons ventos”, ou seja, “bons ares”. 2. SERRA GRANDE A Interpretação Histórica nos remete ao ensinamento do Superior dos Jesuítas no Brasil, o Tenente Estanislau de Campos, nos idos de 1719 : IBITICATÚ teria se formado pelo elemento “ibiti” que significa “serra” e “catú” que significa “grande” ou “boa”. Isso nos daria SERRA GRANDE. Morador que foi daqui, na Fazenda Botucatu, da Companhia de Jesus, era grande conhecedor da língua gentílica. De Ibiticatú apareceu mais tarde a palavra Hubutucatú, ao depois Votucatú e, finalmente, Botucatu. No “ALMANACK DE BOTUCATÚ”, publicado em 1920, por Augusto de Magalhães, essa era a interpretação predominante e que traduzia “fielmente a realidade de nossa natureza”. Na busca da interpretação histórica do significado da denominação “IBITICATÚ”, nada mais certo do que se procurar a reconstituição das aspirações do momento em que surgiu a necessidade de se denominar a região e do porquê historicamente tenha sido adotada a denominação e o que significava para os que a utilizavam no dia-a-dia de então. Por esse prisma, o real significado da denominação IBITICATÚ será o de SERRA GRANDE, segundo ensinamento do Superior dos Jesuítas, eis que ele vivenciou o fato, ou seja, utilizou juntamente com os demais jesuítas a denominação com a interpretação dada. É o valor histórico da interpretação que supera a interpretação etimológica ou gramatical, que se funda sobre as regras da Linguística. 3. TEMPLO DA SERPENTE Interpretação Mística? Ou sonho? Ou lenda? Frei Fidélis Maria Di Primiero, capuchinho que veio para Botucatu em 1952, era um historiador e um estudioso de nossas lendas. Um dos poucos historiadores que dominava a língua SUMÉRIA, tinha uma concepção completamente revolucionária para explicar
o povoamento das Américas : o povoamento teria ocorrido por pessoas de cultura suméria, praticantes do culto à Serpente Negra. A tradução suméria nos daria o seguinte : “BUT UK” como “TEMPLO DA SERPENTE” e “A TU” como “ESCAVADO NA ROCHA”. A verdade é que essa é a tradução literal da língua suméria. Dizia Frei Fidélis que “no Brasão da cidade de Botucatu (o 1º Brasão) notamos ao lado das Três Pedras, uma estrada que os autores do escudo entendiam relacionada com um caminho que os Brasis denominavam PEABIRU e que os Jesuítas deram como “Caminho de São Tomé”. Os estudos do capuchinho centraram-se nas Três Pedras, às quais interpretou que eram formação rochosa (uma delas, a Pedra do Meio, com formato fálico) e seriam um “EX-TU” : TEMPLO NEGRO FÁLICO, catalisando em torno de si energias cósmicas profundas, constituindo-se em verdadeiro epicentro de fenômenos misteriosos. Para Frei Fidélis, o TEMPLO NEGRO FÁLICO não seria composto de formação rochosa natural e, sim, um templo construído 5.000 mil anos atrás para ser o centro de um culto negro e que teria sido destruído por XUMÉ ou SUMÉ, Grão Sacerdote Sumério. Frei Fidélis dizia que o “Peabiru” era um caminho encontrado antes da vinda dos conquistadores europeus, caminho aberto miraculosamente pela passagem do Apóstolo São Tomé, o grande missionário das Índias, caminho largo, uns oito palmos, a estender-se por mais de duzentas léguas, desde a Capitania de São Vicenteaté as margens do Paraná, passando pelos rios Tibagy, Itahy e Pequery”. O PEABIRU ia de São Vicente a Cusko, no Peru. UMA GRANDE FAZENDA No ano de 1719, A Companhia de Jesus, através do Tenente Estanislau de Campos, Superior da Ordem no Brasil, partia para a formação de duas fazendas, objetivando a susten-
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tação do Colégio de São Paulo em termos de alimentos e renda originada da comercialização dos produtos: as Sesmarias que seriam a base para as fazendas de Guareí e Botucatu. A Fazenda de Botucatu era voltada à pecuária, com currais e ranchos de moradia, sendo que sua população oscilava sempre entre dez a vinte pessoas. Por 40 anos ela floresceu fornecendo carne para o Colégio de São Paulo e comercializando gado para todo o sertão. Desde o seu início até o leilão público, fruto da implacável perseguição do Marquês de Pombal aos jesuítas, a fazenda teve vida própria. OS PRIMEIROS BOTUCATUENSES nasceram na Fazenda Botucatu dos padres jesuítas, segundo pesquisa do historiador Hernâni Donato nos arquivos de Sorocaba, então Matriz de toda a região. Segundo relato de Hernâni Donato em seu “Achegas”, a extensão da Fazenda Botucatu era grande: «...por um lado, a fazenda chegava ao Paranapanema enquanto do outro, conforme anota a doação de Campos Bicudo, tocava o Tietê. Para o sul, ligava-se à fazenda também jesuítica de Guareí”. Em 1760, os jesuítas tiveram seus bens confiscados pelo Marquês de Pombal - o todo poderoso Ministro de Portugal - e foram expulsos dos territórios portugueses e, portanto, do Brasil. As benfeitorias (currais e ranchos rústicos), os escravos (13), as 440 cabeças de gado e os 43 cavalos dos padres ficaram como a mostrar que a fazenda tinha vida própria. Os índios catequizados fugiram, assim como muito gado escapou para o sertão. SOB O SIGNO DA CRUZ Citada por Hernâni Donato a posição de historiadores que reivindicam para os jesuítas os méritos maiores de povoadores e remotos fundadores de Botucatu, como Plínio Airosa : “...antiga fazenda, confiscada aos padres jesuítas em 1759, a origem do mesmo município.” Em outras palavras : Botucatu teria sido uma fazenda, uma GRANDE FAZENDA JESUÍTA e os padres da Companhia de Jesus SEUS FUNDADORES, sendo certo, por registro passado e sacramentado, que os PRIMEIROS BOTUCATUENSES nasceram na Fazenda Jesuíta. Nascida sob o signo da cruz e desbravada pela competente e elitizada ordem religiosa dos jesuítas, a FAZENDA BOTUCATU era parte de real importância no “CAMINHO DO PEABIRU”, na “TRILHA DO SUMÉ” que ia de São Vicente até Cusko, no Peru