Diário da Cuesta
JORNAL DE BOTUCATU

EDIÇÃO HISTÓRICA
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EDIÇÃO HISTÓRICA
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"BOTUCATU: BERÇO DA CULTURA"!
1) Sebastião de Almeida Pinto; 2) Alcides Nogueira;
3) Armando Moraes Delmanto; 4) Agostinho Minicucci;
5) Francisco Marins; 6) Hêrnani Donato


A atuação do escritor e advogado, Roque Roberto Pires de Carvalho, com seus artigos relatando a biografia de cidadãos que contribuíram para com o aprimoramento da sociedade deve ser exaltada e divulgada. O Diário da Cuesta que o tem como seu colaborador faz coro à plêiade de botucatuenses que acompanham a sua atuação cultural e cívica . Parabéns, Professor! AVANTE!

EDIÇÃO ESPECIAL DA "A GAZETA DE BOTUCATU" - 10/04/1998

Surgiu, ousadamente, com as suas particularidades e – por quê não? – com sua maturidade e avanço social: foi pioneira ao admitir, desde a sua fundação (1972), como Membros Efetivos, duas mulheres, as acadêmicas Elda Moscogliato e Dinorah Silva e Alvarez.
Assim, antecedeu, em alguns anos, idêntica iniciativa da Academia Brasileira de Letras!
Outra particularidade: tinha, desde o seu início, três Patronos vivos! Eram os botucatuenses, todos Membros Efetivos da Academia Paulista de Letras, Alceu Maynard Araújo, Francisco Marins e Hernâni Donato, o primeiro filho “adotivo” e os outros, botucatuenses natos.
Francisco Marins foi por 2 vezes presidente da Academia Paulista de Letras e Hernâni, Secretario. Ao depois, Marins foi o Presidente Emérito da APL e Hernâni foi presidente Emérito do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Alceu Maynard Araújo, consagrado folclorista, foi Secretário da Cultura do Grande Oriente
Mantendo a tradição, a ABL tem , hoje, a poetisa botucatuense, Maria Lúcia Dal Farra, como Patrona viva da Academia.
Acredito que se deva, sim, comemorar bastante um feito como esse.
É a cultura paulista e brasileira sendo preservada
É a comunidade interiorana valorizando a atual e as futuras gerações�
Parabéns, ABL !
A Direção

(ilustração de Vinício Aloiseao pé do Gigante, as Três Pedras)

Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou
Lincoln Secco
periências pedagógicas desastrosas, está destruída.
Parafraseando Monteiro Lobato, poderíamos dizer que uma cidade se faz com homens e livros. Botucatu, boca do sertão ainda no século XX, terra de pioneiros que alargaram não so as dimensões do Brasil, mas povoaram e desenvolveram o nosso Estado de São Paulo, é uma cidade de vocação pluralista: indústria metalúrgica, têxtil e aeronáutica entre outras; agro-negócio, agricultura biodinâmica e orgânica, pecuária e serviços (especialmente os de saúde) animam a economia botucatuense.
Nenhuma cidade, entretanto, se projeta no futuro sem o concurso das atividades do espírito: a leitura, a boa música, o teatro, o cinema entretenimento e de artes e, acima de tudo, uma boa escola pública.
Neste quesito, Botucatu deixa a desejar. Aliás, como boa parte do interior paulista de vastas economias e parcas culturas. Nossa escola pública, vítima de falta de investimentos, perda de status de professores e algumas ex-
Urge lutar, nesta cidade, por medidas que ampliem o consumo e o acesso aos livros. Mas antes de tudo, é preciso mobilizar o povo e a elite botucatuense para obter uma nova faculdade pública de ciências humanas, com ênfase na formação de professores. Cursos de licenciatura em Letras, Geografia, História, Física e Matemática exigem infra-estrutura relativamente barata e tem alto retorno social.
Botucatu e as cidades próximas ja tiveram, em sua história, grandes intelectuais como Antônio Cândido (que estudou em Bofete: “Os parceiros do Rio Bonito”) e Edgar Carone, autor de copiosa literatura sobre a história do Brasil e que viveu muitos anos em Bofete e em Botucatu, antes de se tornar professor do Departamento de História da USP. Carone deixou um pequeno livro chamado “História da Fazenda Bela Aliança” em que descreve a região botucatuense.
A cidade também foi objeto de inúmeros
livros de História. Os intelectuais mais idosos ou que frequentam os sebos conhecem a obra de Hernâni Donato (“Achegas para a História de Botucatu”, 1954) e a Sebas- tião de Almeida Pinto (“No Velho Botucatu”, 1956). Mais recentemente, a cidade tem sido objeto de investigações como as de Armando Delmanto ou de trabalhos acadêmicos como o de César Mucio da Silva (“Processos-crime-Escravidão e Violência em Botucatu”, 2004).
Uma cidade que tem história necessita de uma ação conjunta de órgãos de classe, da Igreja, da prefeitura, dos sindicatos e de seus professores, médicos e advogados para exigir do governo estadual e do governo federal uma extensão universitária. Talvez da UNESP ou da UFISCAR (ja que o governo federal tem aumentado a oferta de vagas no ensino superior). As escolas, as bibliotecas, o comércio livreiro e todos os que amam a cidade de Botucatu agradeceriam.
Lincoln Secco é professor do Departamento de História da USP- Acervo Peabiru
Botucatu tem orgulho de seus filhos que a representam na área cultural. Jornalistas, cronistas, escritores, cresceram e se aprimoraram no dia-a-dia da vida comunitária. A ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS tem sido o norte buscado pela “intelligentzia botucatuense”.
Foram três os intelectuais pioneiros de Botucatu a entrarem na ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS – APL: ALCEU MAYNARD ARAÚJO, FRANCISCO FERRARI MARINS E HERNÂNI DONATO!
Folclorista de renome nacional. Educador e Intelectual festejado, Alceu Maynard Araújo foi o primeiro botucatuense (ele sempre se considerou um botucatuense) a galgar os degraus da glória acadêmica. Foi um brilhante educador. Fez inúmeras campanhas com Mário de Andrade, pelo Departamento Municipal de Cultura, em São Paulo. Fundaram os núcleos infantis nos bairros da Capital.

E Alceu era um dos destaques da maçonaria. Ele era Secretário da Cultura da Maçonaria, do Grande Oriente. Ele foi pra Academia e abriu caminho para os outros dois botucatuenses que tanto tem valorizado Botucatu na cultura de nosso Estado: Francisco Marins e Hernâni Donato. Depois dele, foi o Marins. Eu fui à posse dele junto com meu pai e uma comitiva de botucatuenses. Depois, o Hernâni. A dupla Marins e Hernâni foi eleita e reeleita para a presidência e secretária geral da APL, respectivamente. Hernâni Donato presidiu, por muitos anos, o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Infelizmente, depois, não houve continuidade...um vácuo... O professor Agostinho Minicucci, indiscutivelmente, deveria ter chegado à Academia: autor da maior produção literária (73 livros), alcançou expressivo prestígio como educador e intelectual. O dr. Sebastião de Almeida Pinto; o professor Pedretti Neto; o dr. Trajano Pupo... e a lista vai longe.
E isso sem falar da atual geração, com Leilah Assumpção, como dramaturga; o novelista global Alcides Nogueira, premiado dramaturgo paulista. Enfim, faltou continuidade... Mas Botucatu é reconhecida como Berço da Cultura, pelas conquistas obtidas por seus filhos no campo cultural. Que as novas gerações se espelhem em nossos intelectuais.


A partícula “SE” na gramática portuguesa é multifuncional, atuando principalmente como pronome (reflexivo, apassivador, indeterminador) ou conjunção (condicional, integrante). Suas funções dependem do contexto sintático, podendo indicar ação reflexa (lavou-se); formar voz passiva (vendem-se casas); indeterminar o sujeito (vive-se bem) ou estabelecer condições(se chover). Essa partícula gramatical aparentemente de significado tão ínfimo, traz no seu sentido e utilização toda a estrutura de uma filosofia transcendental e atuante em todas as épocas da humanidade. O uso deste pronome tem a capacidade de elucidar muitos questionamentos de ordem moral, existencial, física, matemática, científica, como um todo. Escolhemos sua aplicação no sentido espiritual para podermos entender várias situações na vida de relação entre indivíduos e comunidades.
Partindo do princípio de que todos somos filhos de Deus Pai Criador de tudo o que existe, apesar da nossa pequena cultura geral, perguntamos: Por quê tantas diferenças no nosso mundo que nos abriu oportunidades de aprendizado?; SE considerarmos o aprendizado como um dos motores que nos enriquecem o caráter, as capacidades múltiplas, porque muitos, senão, a maioria dos seres sofre para alcançar um patamar mais elevado, nos sentidos: material, intelectual, social e moral?; SE ao contrário, conseguirmos sentir o amor incondicional, gradativamente desenvolveremos em nós um ser pacífico, sereno, seguro de que tudo passa para melhor assimilarmos entre o bem e o mal.
As polaridades entre a luz e a treva, o bem e o mal, são criações da consciência individual com consequências na coletividade. SE houver um aprendizado proveitoso de cada experiência aonde a dor falou mais alto, mais rápido será nosso progresso espiritual, moral e social. SE nos rebelarmos ante ao sofrimento necessário para impulsionar nossa inteligência, nossa capacidade de superar obstáculos, estacionaremos temporariamente, magnetizados pela revolta que nos encarcera nas baixadas trevosas, podendo nos transformar em zumbis que obedecem a voz de comando daqueles que criam em si mesmos a capacidade de subjugação, domínio e controle.
Roque Roberto Pires de Carvalho email:roquerpcarvalho@gmail.com
SE estudarmos a Filosofia dos Espíritos que são superiores, mestres, por terem superado suas limitações, idiossincrasias, alcançaram o conhecimento superior, daquilo que ainda relutamos em aceitar, nos libertaremos da ignorância e entenderemos que o nosso Planeta Terra é um dos mundos habitados, na categoria de Provas e Expiações, equivalente ao que doutrinas outras chamam de purgatórios das consciências. E as criaturas melhor aquinhoadas por bens materiais, facilidade de conquistar altas posições na sociedade?

SE aceitarmos a “Lei de Causa e Efeito” atrelada à “Lei da Reencarnação” passaremos a entender que somos o resultado de nossas próprias escolhas e opiniões.

SE aprendermos na luta, separar o que faz bem para a alma e o que nos torna infelizes, através da paciência e da esperança, desenvolveremos o discernimento que fundamenta o equilíbrio, senão de todas as partes, mas de cada um em particular. Como então SE entender que nosso Planeta Terra, ao longo de milênios, apresenta cenas de tantas dores, tantos sofrimentos, desesperança, desequilíbrio social? SE abrirmos mão dos nossos preconceitos em entender que outras ideias podem substituir as ideias viciadas que o medo nos impôs durante milênios de experiências.
Nada explica melhor a Justiça Divina, que as Leis citadas acima pois, é através das “Reencarnações sucessivas” que se cumprem as “Leis de Causa e Efeito”, sempre oferecendo oportunidades para evoluirmos no caráter e nos graus diversos de intelectualidade, resgatando efeitos de mal comportamento no passado, sendo testados aonde ainda não conseguimos vencer. Essa crença nos liberta da imposição de rituais de salvação, de ladainhas intermináveis, vazias de informações filosóficas, sem conteúdo clarificador que favoreça o progresso, pela busca de cada um. SE nos mantivermos no ilusório conforto de que alguém fará milagres para nos tirar da situação aonde nos comprometemos, a demora será maior e o domínio arbitrário, de mentes vaidosas de um poder que não possuem, continuará no comando, escravizando as massas hebetadas. SE partirmos do princípio de que Deus é Amor e nos criou para sermos Amor, distribuindo Amor, a dor será banida do Planeta que se transformará num mundo em Regeneração, subindo na escala dos mundos aonde predomina o Amor. Mas ninguém SE libertará das amarras e do domínio trevoso SE não estudar, SE não SE informar à respeito da vida real. SE nos permitirmos abrir livros da Filosofia Espírita e analisarmos cada texto com lucidez, estaremos abrindo uma oportunidade nova para que a verdadeira Felicidade
SE instale na nossa alma sedenta de Luz. Não serás fácil sair do conforto das nossas crenças milenares. A sociedade, a família, estranharão nossa mudança de diálogos e de comportamento. Muitos SE afastarão de nós por não aceitarem novas filosofias, atitudes e escolhas. Se isto acontecer, restará ainda a luta pela prevalência da nossa escolha, o livre arbítrio para cada um escolher o que é melhor para si. Deus continua nos entendendo, nos aguardando.
A pressa é nossa...!