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Diário da Cuesta

O JORNAL DE BOTUCATU

UNESP 50 ANOS: CIÊNCIA, FORMAÇÃO E PRESENÇA NO TERRITÓRIO PAULISTA FACULDADE MEDICINA DE BOTUCATU: 63 ANOS!

A Faculdade de Medicina/UNESP celebrou 63 anos de história em Sessão Solene que reuniu a comunidade acadêmica no Salão Nobre.

A cerimônia conduzida pelo diretor Prof. Carlos Magno Castelo Branco Fortaleza e pelo vice-diretor Prof. Pedro Luiz Toledo de Arruda Lourenção, marcou a concessão do título de Professor

Em artigo, a reitora da Unesp Maysa Furlan e o vice-reitor Cesar Martins refletem sobre os 50 anos da Unesp. Ao longo de sua história, a Universidade amadureceu e se tornou referência de Instituição acadêmica de perfil multicâmpus. Permanecendo fiel a sua vocação original: atuar, com qualidade e responsabilidade, na difusão do conhecimento. Na sala de aula e no laboratório, na escola pública e na empresa nascente, a Unesp se reconhece, e é reconhecida, como agente de transformação. PÁGINA 2

Emérito ao Prof. Antonio José Maria Cataneo, em reconhecimento à sua trajetória.

A programação contou ainda com a apresentação do Coral Canto e Encanto e o descerramento simbólico da placa que integra o homenageado à galeria de eméritos da instituição. (Divulgação/FMB)

UNESP 50 anos: ciência, formação e presença no território paulista

Transcorrido meio século desde a sua criação, a Universidade amadureceu e se tornou referência de instituição acadêmica de perfil multicâmpus. Mas permanece fiel à sua vocação original: atuar, com qualidade e responsabilidade, na difusão do conhecimento. Na sala de aula e no laboratório, na escola pública e na empresa nascente, a Unesp se reconhece, e é reconhecida, como agente de transformação.

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) chega ao seu cinquentenário consolidada como uma das maiores e mais relevantes instituições públicas de ensino superior da América Latina e do mundo. Criada oficialmente em 30 de janeiro de 1976, a partir da unificação de institutos isolados de ensino superior do estado de São Paulo, a Universidade transformou a realidade do ensino, pesquisa, extensão, inovação, arte e cultura. Isto ocorreu, desde a sua origem, por meio de uma estratégia de alcance territorial, que buscou promover o desenvolvimento regional e a democratização do acesso ao conhecimento.

Passados 50 anos, este projeto amadureceu e se tornou referência de universidade multicâmpus, articulando excelência acadêmica, diversidade e compromisso com a ciência. Muito desse êxito se deve aos pilares que fundamentam nossa missão institucional: autonomia, inclusão e impacto. A autonomia administrativa e acadêmica, fruto da luta da Unesp juntamente com outras universidades estaduais paulistas, representa nosso maior bem. Uma universidade se constrói sob a égide da liberdade de pensar

e produzir conhecimento, sem as amarras de posições políticas ou ideológicas.

Um segundo ponto de relevância, que tem sido uma marca dos últimos anos, refere-se à questão social. A Universidade vem quebrando o estigma clássico de que as universidades públicas do Brasil representam espaços exclusivos de elites. A Unesp, hoje, possui políticas de ações afirmativas voltadas a estudantes oriundos de segmentos da sociedade que enfrentam barreiras sociais e econômicas.

Por fim, uma universidade pública precisa realizar entregas de grande impacto. A inclusão social, por si só, forma profissionais diferenciados, que melhor representam e compreendem a população. Entretanto, para além disso, o conhecimento de vanguarda – obtido pela conectividade social e pelos centros de inovação – pode proporcionar cada vez mais qualidade de vida às pessoas, a exemplo do papel desempenhado pela Universidade durante a pandemia da Covid-19. A Unesp consegue realizar tudo isso por meio de uma vasta rede de unidades universitárias e centros de pesquisa que se estende por 24 municípios situados em todo o território do estado de São Paulo.

Cinco décadas depois, a Unesp permanece fiel à sua vocação original: estar presente, com qualidade e responsabilidade, na difusão do conhecimento. Na sala de aula e no laboratório, no hospital e na praça, no ateliê e no campo experimental, na escola pública e na empresa nascente, a universidade se reconhece e é reconhecida como agente de transformação. Que os próximos 50 anos tragam ainda mais ciência que salva vidas, formação que emancipa, arte e cultura que sensibilizam e tecnologia e inovação que ampliam oportunidades. A Unesp, patrimônio do povo paulista e brasileiro, tem na sua história — e sobretudo na sua presença cotidiana — a melhor prova de que a universidade pública é um projeto de futuro.

Maysa Furlan é Reitora da Unesp. Cesar Martins é Vice-reitor da Unesp

Relembrando

E d i t o r i a l

Uma justa homenagem à Faculdade de Medicina, mas é sempre bom lembrar que o destino da então criada FCMBB – Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu, era para ser outro. Surgiu como uma faculdade diferente – como um núcleo das ciências médicas! – para que fosse transformada, em curto prazo, em uma Universidade Moderna, pequena mas específica.

No mesmo ato de criação da FCMBB, o Governo do Estado criou, também, a FCMBC –Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Campinas!

O idealizador disso tudo, da INTERIORIZAÇÃO DO ENSINO UNIVERSITÁRIO, foi o Professor ZEFERINO VAZ!!!

Na visão desse grande educador (Já fora o idealizador e Diretor da Faculdade de Medicina da USP, em Ribeirão Preto) era importante a interiorização do ensino universitário. Sendo que a FCMBB e a FCMBC deveriam, a curto prazo, transformarem-se em Universidades Regionais. Infelizmente, somente Campinas conse-

“ASSEMBLÉIA

guiu transformar-se em UNIVERSIDADE: A UNICAMP!

Botucatu, com a crise governamental da cassação do mandato do governador Adhemar de Barros, depois com o mandato tampão do governador Laudo Natel, entrou em crise no início do governo de Abreu Sodré por absoluta falta de condições de funcionamento.

Toda a cidade de Botucatu apoiou a “Operação Andarilho”. Operação vitoriosa, liderada pelos próprios alunos, foi até São Paulo e conseguiu, do governo do estado, as condições mínimas para seu funcionamento regular. Equipamentos vieram da Alemanha, modernos laboratórios, enfim, a FCMBB conseguia, já em 1968, equipar-se e, nos primeiros anos de 1970, já ganhava os primeiros prêmios nacionais de medicina.

Hoje, a FACULDADE DE MEDICINA é a que tem a preferência dos vestibulandos... Vitória!

Parabéns FMB!

A Direção.

APROVA INDICAÇÃO Nº 1610/77”

HISTÓRICO DA LUTA PELA CRIAÇÃO DA UNIVERSIDADE REGIONAL “VITAL BRASIL”

No último dia 18 de outubro de 1977, o deputado estadual João Lázaro de Almeida Prado, da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo apresentou a Indicação nº 1610/77, pedindo urgentes estudos para a instalação, em Botucatu, da Universidade Estadual “Vital Brasil”, recente iniciativa do vereador botucatuense Armando Moraes Delmanto. É esta a íntegra da Indicação:

“CONSIDERANDO o Requerimento nº 281/77, datado de 11 de outubro de 1977, de autoria do nobre Vereador Armando Moraes Delmanto, da Câmara Municipal de Botucatu vazado nos seguintes termos:

CONSIDERANDO que a ex-Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu, como a Faculdade de Medicina de Campinas (FCMBC), foi criada para que se transformasse, a médio prazo, em uma Universidade Estadual;

CONSIDERANDO que desde a sua criação a ex-FCMBB, pela variedade de cursos que possuía, pela dedicação à pesquisa científica em regime de tempo integral que desde o início adotou, pela própria estruturação departamental de seus cursos de forma pioneira e revolucionária em todo o país, exercia de FATO as funções de uma Universidade;

CONSIDERANDO que presentemente vem sofrendo os inconvenientes por ter sido incluída em uma Universidade “sui generis” e de difícil consolidação;

CONSIDERANDO que a ex-FCMBB por estar radicada no centro geográfico do estado e por contar com vários cursos, quais sejam

EXPEDIENTE

os de Medicina, Medicina Veterinária, Agronomia, Zootecnia, Biologia e Engenharia Florestal (criado mas ainda não instalado), por contar ainda com um Hospital de Clínicas, está credenciada a ser, não apenas de FATO, mas de DIREITO, uma Universidade Estadual;

CONSIDERANDO que as autoridades estaduais ao reconhecerem essa possibilidade estarão reconhecendo que o maior centro de pesquisas científicas do Brasil, na atualidade, terá assegurada essa condição para o futuro, eis que para esse desiderato foi criado;

CONSIDERANDO que além dos cursos existentes e para a complementação dos mesmos, o Governo do Estado poderia instalar nessa nova Universidade o Curso Superior de Enfermagem;

CONSIDERANDO que em Botucatu, Vital Brasil pesquisou e iniciou sua brilhante e benemérita carreira científica em prol da humanidade;

REQUEREMOS, após ouvido o colendo plenário, seja enviado este Requerimento ao Exmo. Sr. Governador do Estado de São Paulo, Engº Paulo Egydio Martins, para que S.Exa., através de sua Assessoria Educacional, ultime os estudos para a instalação, em Botucatu, da Universidade Estadual “Vital Brasil”, composta dos Cursos de Medicina, Medicina Veterinária, Biologia, Agronomia, Zootecnia, Engenharia Florestal e Enfermagem, além do Hospital de Clínicas, o que viria beneficiar imensa região do interior do Estado e solidificar o modelar centro cientí -

DIRETOR: Armando Moraes Delmanto

EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes Contato@diariodacuesta.com.br Tels: 14.99745.6604 - 14. 991929689

fico sediado em Botucatu.”

CONSIDERANDO que a organização do Ensino Superior em Universidade constitui medida necessária para incentivar a formação de pesquisadores profissionais e de professores de alto nível; e

CONSIDERANDO, finalmente, a importância e o valor do trabalho desenvolvido pelas unidades de Ensino Superior sediadas em Botucatu, INDICAMOS, nos termos regimentais, ao Chefe do Poder Executivo sejam agilizados, em caráter de urgência, os estudos para a instalação da Universidade Estadual “Vitall Brasil”, em Botucatu.

Sala das Sessões, em 18 de outubro de 1977.

Deputado João Lázaro de Almeida Prado”

(jornal “VANGUARDA DE BOTUCATU”, outubro de 1977)

Não é preciso dizer que esta luta ainda não terminou. NÃO TERMINOU!

Sem representantes políticos na Assembléia e na Câmara Federal, ao contrário de Campinas, e SEM o apoio de um educador como o Prof. Zeferino Vaz, Botucatu ainda espera a hora dessa grande e inevitável conquista. Foi uma idéia positiva. A criação da UNIVERSIDADE ESTADUAL, em Botucatu, NÃO foi um sonho inconseqüente. Com certeza, será a esperança de que teremos a nossa UNIVERSIDADE ESTADUAL “VITAL BRASIL”. Revista Peabiru nº 24 – maio/junho 2006

O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.

sulistas que, derrotados na Guerra Civil vieram para o Brasil, localizando-se em algumas cidades, dentre elas, a de Botucatu. Com a presença forte dos norte-americanos que para aqui vieram com toda a infraeestrutura possível, inclusive com seus escravos, nada mais natural que tivessem por objetivo adaptar o “modus vivendi” caboclo ao que gozavam nos Estados Unidos Assim, o surgimento da Escola Americana, do Cemitério Americano, a implantação de produtos agrícolas americanos (melância) e, por que não do seu médico e de seu dentista( o primeiro dentista de Botucatu foi o norte-americano, Leonard Yancey Jones, vindo do Estado do Alabama). Daí a vinda para Botucatu do recém formado médico ,Dr. Vital Brasil Mineiro da Campanha. O protestantismo era forte na cidade sendo certo que a Igreja Presbiteriana teve participação decisiva na fundação da Misericórdia Botucatuense. O Dr. Vital Brasil permaneceu entre nós por aproximadamente 2 anos quando, 1887 foi para a capital paulista atuar no recém fundado Instituto Butantã. Nos dois anos em que permaneceu em Botucatu, aqui clinicou e colaborou com o Dr. Costa Leite na Misericórdia Botucatuense, onde exerceu a 2ª.

e a FCMBC (de Botucatu e de Campinas) como “embriões” de uma futura universidade, pequena, moderna, ágil e vinculada a determinadas comunidades da região. Seria a racionalidade e a modernidade na gestão de tão importante setor: o ensino estadual universitário. Por mais que se faça e que se diga, a UNESP é de uma irrealidade assustadora Persiste, até hoje, graças ao comodismo e às “amarras” que o oficialismo lança em seus integrantes, do que pela lógica funcional de uma universidade dispersa por todo o Estado e com uma Reitoria que nunca se instalou no local então determinado em lei (Ilha Solteira) e, sim, permaneceu “provisoriamente desde 1976” instalada na Alameda Santos (SP) onde encontramos o m2 mais caro da Capital... Atender determinadas comunidades regionais, conseguir bom entrosamento entre os corpos docente e discente de seus campi, ao lado da agilidade que somente uma estrutura menor, mais racional e mais moderna pode oferecer, é o almejado. O trabalho feito por ocasião da absorção da FCMBB pela UNESP em 1976/77 quando o então Reitor, Dr. Luiz Ferreira Martins, de Bauru, promoveu uma série de alterações, culminando com o fechamento de departamentos de “integração” então existentes na FCMBB. (AMD) a r t i g o O cientista VITAL BRASIL e a nossa UNIVERSIDADE REGIONAL: UM SONHO. UMA IDÉIA. UMA ESPERANÇA!

Alguns amigos como esse e a vida seria melhor. Alguns amigos como esse e muitas caminhadas não seriam interrompidas e tantos ideais, com certeza, seriam alcançados. Um cidadão prestante exemplar. Profissional do ensino, empreendedor visionário e cidadão que se destacou entre seus pares. Na sua despedida, a certeza da amiza-

de de seus amigos levando-lhe a bandeira simbólica da vida, a bandeira dos homens de bem, a bandeira da raça humana, a bandeira dos justos... PROF.DR.DOMINGOS ALVES MEIRA: Rubião Jr, Rubião Meira, João Alves Meira e Domingos Alves Meira. Não é mera citação É o registro do trabalho ininterrupto de uma mesma família no setor público e, de modo especial, na área médica RUBIÃO JR, o político eficiente do PRP na 1ª. República, Senador, político reto, coerente e que hoje empresta seu nome ao principal campus da UNESP de Botucatu: DISTRITO DE RUBIÃO JR. RUBIÃO MEIRA e JOÃO MEIRA, destacados Mestres da Faculdade de Medicina da USP, sendo

VOCÊ SABIA?

Que teria sido brasileiro o famoso herói inglês que marcou presença na Primeira Grande Guerra Mundial? Teria sido botucatuense esse herói? Teria nascido na Cuesta de Botucatu esse herói que encantou gerações com sua bravura e idealismo? A Revista Peabiru apresentou minucioso estudo sobre a trajetória desse herói mundial Na história ou na “lenda” de Lawrence da Arábia, temos como berço natal do herói a Cuesta de Botucatu, mais precisamente, a Fazenda do Conde de Serra Negra, localizada em Vitoriana. Verdade ou lenda ?!? Segredo guardado ou sonho “botucudo” surgido antes da virada do século passado?!? Mas fica – com certeza! – a imagem positiva e heroica de Lawrence da Arábia: um brasileiro nascido na CUESTA DE BOTUCATU.

LEITURA DINÂMICA

direito. O Governador Jânio Quadros CRIOU a nossa Faculdade de Medicina em 1958. Foi o PAI da Faculdade. O Governador Carvalho Pinto que foi beneficiado com a criação da Faculdade de Medicina, em 1958, ano de sua eleição, é o PADRINHO viabilizou a Faculdade e ampliou o conceito inicial para Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu, em 1962.

2– Em praça pública, o Governador Carvalho Pinto em 1962, oficializou a criação da FCMBB e autorizou seu efetivo funcionamento em 1963.

3– OPERAÇÃO ANDARILHO. Se para o ano de 1963, a dotação de verbas para Botucatu foi quase nula, no ano de 1964 pouca coisa melhorou. Em 1965, o Governador Adhemar d Barros é cassado sob acusação de corrupção pelo Regime Militar Assumiu o vice-governador, Laudo Natel mas a falta de verba para o funcionamento

Diário da Cuesta 3
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Jânio Quadros & Carvalho Pinto
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Relembrando

Relembrando

RUBIÃO JÚNIOR/DOMINGOS ALVES MEIRA:

UMA FAMÍLIA EXEMPLAR E NOME DE UM DISTRITO EM BOTUCATU !!!

Distrito de Rubião Júnior: veja o histórico da denominação do Distrito e a dedicação dessa família aos interesses médicos de Botucatu. O Bairro/Distrito de Rubião Júnior é o que mais recebeu a atenção do Poder Público, com seus conjuntos habitacionais, benfeitorias e equipamentos urbanos, além de abrigar o campus da UNESP. AVANTE!

JOÃO ÁLVARES RUBIÃO JÚNIOR
DOMINGOS RUBIÃO ALVES MEIRA
JOÃO ALVES MEIRA
DOMINGOS ALVES MEIRA

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