Diário da Cuesta
O JORNAL DE BOTUCATU
EDIÇÃO HISTÓRICA

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Sempre inspirados nas ilustrações feitas pelo Mestre Vinicio Aloise, o Diário da Cuesta apresenta os símbolos maiores de nossa região: o GIGANTE DEITADO e as TRÊS PEDRAS. LEIA EDITORIAL/página 2


Lançado no aniversário de Botucatu,em abril de 1976, é o primeiro livro de Delmanto sobre Botucatu. 50 Anos! É um retrato da cidade, suas Entidades Assistenciais, suas personalidades de destaque, uma Botucatu que entrava em seu 3º Ciclo Industrial É Registro Histórico! Página 6

A região da Cuesta Paulista é um presente da natureza Sua formação geológica singular — de um lado o declive suave, de outro a escarpa abrupta — desenhou não apenas a paisagem, mas a própria identidade de nossa terra. Em Botucatu, essa identidade ganha contornos ainda mais definidos: as TRÊS PEDRAS e o GIGANTE DEITADO.
Com base nas ilustrações “a traço” assinadas por Vinicio Aloise, o Diário da Cuesta apresenta oficialmente à população botucatuense e às nossas autoridades — por intermédio do Prefeito Municipal, Fábio Leite — os símbolos que passam a registrar, de forma definitiva, esses marcos naturais que moldam nossa paisagem e nosso imaginário coletivo.
As Três Pedras são, poeticamente, os pés do Gigante. Já o perfil do Gigante Deitado é aquele que se revela a quem percorre o trecho da Cuesta no município de Botucatu, no caminho em direção a Piapara (Alambari). É uma visão inconfundível: o contorno da serra forma a silhueta de um gigante repousando, guardião silencioso de nossa terra. Transformar esses marcos naturais em símbolos oficiais não é mero gesto estético É um ato de afirmação

EXPEDIENTE
cultural. É reconhecer que nossa paisagem é patrimônio — e que patrimônio precisa ser identificado, valorizado e promovido.
Para a Estância Turística de Botucatu, a consolidação desses símbolos oferece o suporte indispensável à pronta identificação da região. Em tempos de comunicação visual rápida e objetiva, marcas fortes sintetizam territórios. As Três Pedras e o Gigante Deitado passam a ser a assinatura visual da Cuesta, um selo de pertencimento que dialoga com moradores e visitantes.
Mais do que cartões-postais, esses símbolos representam memória, tradição e potencial econômico. Fortalecem o turismo, impulsionam a divulgação regional e consolidam uma narrativa própria — algo fundamental em um mundo onde cidades competem por atenção e relevância.
Ao oficializar esses marcos, damos um passo estratégico e afetivo. Estratégico, porque estruturamos nossa identidade turística. Afetivo, porque reconhecemos na paisagem aquilo que sempre esteve diante de nossos olhos e dentro de nosso coração.
A Cuesta é nossa moldura.
As Três Pedras são nossos alicerces.
O Gigante Deitado é nosso guardião.
Que esses símbolos unam poder público, iniciativa privada e comunidade em torno de um projeto comum: preservar, divulgar e honrar a beleza singular da nossa terra.
A Cuesta é show. E agora tem símbolo.
AVANTE! A Direção
DIRETOR: Armando Moraes Delmanto
EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes Contato@diariodacuesta com br Tels: 14.99745.6604 - 14. 991929689


O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.







1– Que bela iniciativa — e que gesto de amor à nossa terra!
Quando um símbolo nasce do olhar atento à paisagem e do respeito à identidade local, ele já carrega legitimidade. As Três Pedras e o Gigante Deitado não são criações artificiais: são formas que sempre estiveram ali, na moldura natural da Cuesta Paulista, esperando apenas serem reconhecidas como expressão oficial de quem somos.
Tenho convicção de que a comunidade de Botucatu compreenderá o espírito da proposta — não como imposição, mas como convite ao pertencimento. Símbolos verdadeiros não se decretam: eles se consolidam pelo uso, pelo orgulho e pela identificação popular. E estes têm alma.
É um privilégio poder dar forma às ideias, lapidar conceitos e fortalecer iniciativas que valorizem nossa terra. Avante, porque o Gigante está deitado...mas a Cuesta está de pé!
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– Botucatu é o município que tem a maior e mais destacada característica da CUESTA. A Avenida Turística da Cuesta, margeando o topo da CUESTA, podendo dar acesso à BASE DA NUVEM com seus voos de parapente, apresenta todas as condições para o desenvolvimento de um turismo autosustentável, com mirantes, teleféricos e restaurantes com vista privilegiada.

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– A elevação de Botucatu a “Município Estância Turística” abre uma grande oportunidade de crescimento turístico para a cidade. Tanto em termos de acesso a verbas especiais como seu agendamento na programação turística e cultural do Estado.

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– A CUESTA representa o grande sucesso da nossa região. Encanta e envolve... Da Pedra do Índio vê-se as Três Pedras... Se o Gigante está deitado, a CUESTA está de pé!

No ano de 1976, eu lançava o meu primeiro livro sobre Botucatu. “Crônicas da Minha Cidade, e fazia a seguinte dedicatória: “Para Antônio Delmanto: meu pai, meu amigo, meu exemplo.”
E trazia, na abertura, um texto de Carlos Lacerda:
“Como Santa Teresinha do Menino Jesus, se me desculpam a ousadia, eu também quero tudo.
Quando a irmã mais velha deu à menina Teresa a possibilidade de escolher entre bonecas, fitas e cacarecos do seu baú, ela disse gulosamente: “Quero tudo”. O que Fêz Dom Marcos Barbosa, monge de São Bento, afirmar agora que realmente Teresinha era ambiciosa, quis tudo, as bonecas, as fitas, os cacarecos que a irmã distribuia - e o Carmelo e o mundo e o Céu.
Sou dos que querem tudo. Por isso é que não sou ambicioso no sentido vulgar do têrmo, dos que aspiram a alguma coisa em particular, uma só, consagradora e definitiva. Não tenho a ambição da legião de honra ou de ser troço na vida. Tenho ambições bem maiores. E um temor considerável de me deixar esmagar pelo êxito, medalhar-me, consolidar-me na mesquinharia.
A alguém que perguntava por sua vida, Jules Renard dizia que ia bem, sem mais nada; e correspondia com outra pergunta: «E a sua?»
“Creio que não posso me queixar”, disse o gajo. “Já pertenço ao Clube dos Seguradores e Banqueiros”. Terá feito a pausa que impressiona e acrescentado: “Breve conto entrar para dois Conselhos Consultivos de grandes empresas”. Era tudo o que ele queria da vida. Era muito pouco. Pobre diabo.
Imagine o tipo que só quer ser senador, embaixador, presidente, irmão-de-opa, banqueiro de bicho, dono de botequim, delegado do IBC em Trieste, procer da ARENA. Tudo é muito importante, mas quem só quer ser isso é uma pessoa sem importância. Quem só isso aspira é aspirador de pó”.
Eu me preparava para minha campanha política como candidato a vereador em Botucatu. Era uma missão importante: suceder a meu pai que tivera um desempenho marcante como representante da comunidade, com trabalhos relevantes e sempre com a maior votação da cidade... as sua palavras passaram a nortear a minha caminhada:
“... Encerro minha carreira pública na certeza de ter bem cumprido a minha missão. Eu nunca trai e nunca faltei com a minha palavra. Eu nunca me omiti quando foi necessário a minha presença em defesa da coletividade. Eu nunca fugi da luta. Mesmo quando a vitória era duvidosa e espinhoso o caminho a percorrer, eu disse presente e o percorri, pois a defesa dos postulados democráticos, de meu ideal e dos interesses do povo são sumamente mais importantes que qualquer vitória ou derrota episódica. Hoje, transfiro essa minha bandeira a alguém que há tempos vem me assessorando. Há tempos eu venho acompanhando o desenvolvimento global desse meu amigo e posso afirmar – com certeza – que ele reúne as condições de integridade, capacidade e idealismo para merecer a confiança que meus amigos e correligionários me tem distinguido. Ele é o meu filho Armando. Nesses anos todos, Armando tem demonstrado o seu ideal e interesse pelas coisas de nossa terra. Assim, ele conseguiu o que a meu ver foi a maior conquista depois da Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu – FCMBB: o COLÉGIO INDUSTRIAL. Mas não ficou nisso, dois Ginásios Estaduais conseguiu para a nossa cidade, recebendo respectivamente os nomes de “Prof. Pedro Torres” e “Prof. Pedretti Netto”. Isso, sem falar na ajuda às entidades assistenciais que o Armando obteve junto ao Governo do Estado. Além disso, por ser advogado e jornalista militante (com dois livros publicados) acredito firmemente que o Armando através de seu ideal, juventude e capacidade, poderá defender à altura os nossos ideais e as aspirações da cidade de Botucatu.”
Com esse espírito é que foi idealizado o livro. A publicação de “Crônicas da Minha Cidade” foi a realização de um grande sonho: o exercício da cidadania em nossa terra natal. Esse objetivo começou também em 1970 ao lançarmos o “Vanguarda de Botucatu”. “O Jornal Jovem para a Nova Botucatu”, era o seu lema. O começo foi difícil. Mas nós vencemos. Hoje, na perspectiva do tempo, o jornal “Vanguarda” (1970/1980) continuou como Jornal de Botucatu (bi-semanário) até meados de 1995... Era o jornal de maior tiragem do município, levando sempre aos botucatuenses a sua mensagem de fé no futuro da cidade e o seu intransigente combate contra a inércia administrativa e o descaso com que vinha sendo tratado o futuro de Botucatu
O aguerrido “Vanguarda” sempre apresentou um jornalismo sério e construtivo. Cada edição foi intensamente vivida e trabalhada. Sempre partidários de que jornalismo é acima de tudo orientação e formação da opinião pública de modo a propiciar a nossa eleitor subsídios suficientes que formasse a sua opinião sobre os mais variados assuntos e vivesse os problemas de sua cidade, participando como artífice anônimo do futuro de Botucatu



Foto de 1976, trabalhada e colorida pelo Edil Gomes, originalmente em PB.
Comentários sobre o livro “Crônicas da Minha Cidade”:
“Você comprova as espectativas que eu tinha a seu respeito como estudante: dinâmico, realizador e democrta até a medula. Você tem o vírus da democracia, célula por célula. É uma herança, sem dúvida. Desde aquela monografia que você fez, no 1º colegial, e o lançamento do jornalzinho, senti, como diria Castro Alves, o despertar de uma vocação. Li o seu livro, reli, li de novo. Magnífico. Fui-me encontrar numa apresentação da qual ignorava a existência. Recompus-me num passado de recordação. Pra frente! Prof. Agostinho Minicucci»
“Muito grato pela remessa de um exemplar do seu livro “Crônicas da Minha Cidade”. Afora o valor da obra qual mensagem de jornalismo, encontro nele abundância o ingrediente que sempre me emociona: o amor à terra natal. Principalmente em alguém que a deixou fisicamente mas permanece jungido a ela pelo coração. Grato também por me ter feito participar do seu livro mediante a transcrição de um escrito inteiramente despretensioso e desvalioso. Com os votos de sucesso, o abraço do Hernâni Donato”.

“Em meu nome e no de Ruth agradeço a gentileza da dedicatória e faço votos para que você prossiga de vitória em vitória na sua curta, mas já tão expressiva existência como jornalista e homem voltado para a causa pública. Milton Marianno”.
“É com satisfação que envio a V.Sa. os cumprimentos e o agradecimento do Senhor Governador pela gentileza da oferta do seu livro «Crônicas da Minha Cidade», parabenizando-o pela excelente coletânea. George Nogueira - Secretario do governador Paulo Egydio Martins”.
“Caro Delmanto: Foi com satisfação que recebi o livro de sua autoria, “Crônicas da Minha Cidade”. Agradeço a sua amável lembrança e cumprimento-o pela feliz ideia. Cordialmente, Prof. Manoel Gonçalves Ferreira Filho - Vice-Governador do Estado”.
“Ao prezado colega Armando Delmanto, muito agradeço a remessa das saborosas “Crônicas”, que estou lendo com crescente interesse, bem como a amabilíssima dedicatória. Prossiga! Abraça-o o Antonio Chaves - Professor Catedrático de Direito Civil da USP”.
“Crônicas da Minha Cidade” é uma coletânea das coisas e da gente de Botucatu. Escrita na luta incessante do jornalismo ela expressa, agora e sempre, o nosso imperecível amor e a nossa inabalável crença no futuro de Botucatu.
“Meu caro Delmanto: Não foi surpresa nenhuma verificar quão agradável é a leitura de suas “Crônicas da Minha Cidade”, que me enviou. Já naqueles saudosos tempos em que trabalhavamos juntos pintavam os germes do escritor que agora vejo florescem com galhardia. Tenho a mais absoluta certeza que logo nos brindará com outros excelentes trabalhos. Queira recomendar-me ao seu caro Pai. Abraços, Prof. Francisco Carlos Sodero - Presidência do Conselho Regional do SENAI/SP”.
“Jovem e prezado amigo. Saúde e paz. Muito obrigado pelo envio de “Crônicas da Minha Cidade”, que dá sequência à “Juventude: participação ou omissão”.
Vejo, com alegria, que você persevera em sua carreira de jornalista e escritor preocupado com os problemas de sua geração e da vida comunitária da sua encantadora e dinâmica Botucatu. Gostei muito da fotografia que você reproduziu na contracapa: Antonio e Armando Delmanto, abraçados e sorridentes, companheiros de ideal e de luta no “Vanguarda de Botucatu”: - duas gerações dos Delmantos servindo exemplarmente à sua terra natal e à sua gente.
Parabéns, Armando. Prossiga, para contentamento de seus amigos e admiradores, entre os quais se inclue o Lucas Nogueira Garcez (ex-Governador do Estado de São Paulo)”.
(Blog do Delmanto, 22?06/2019)
O vocábulo “Empoderadas” refere-se a mulheres que assumem o controle de suas vidas, corpos e escolhas, tornando-se protagonistas de sua própria história e esse conceito engloba autonomia, consciência social, autoestima elevada e a capacidade de superação, frequentemente associado a programas de apoio, segurança e formação. Acredito ser um excelente exemplo desse “empoderamento” que não é novo, “empowerment” criado em 1960 nos Estados Unidos e seu impacto causado na vida política da personalidade hoje relembrada. Indira Pryadarshini Gandhi. (seria ela uma empoderada? – vejamos:) -- Indira não possuía nenhum parentesco com Mahatma Gandhi, nasceu em 19 de novembro de 1917 em Allahabad, Uttar Pradesh Índia Britânica, filha de Jawaharlal Nehru e foi a primeira mulher a ocupar o cargo de chefe do governo indiano em dois períodos: 1966/1977 e de 1980/1984. Em 1942 casa-se com Feroze Gandhi (1912-1960), advogado muito atuante na luta pela Independência, com quem teve dois filhos. Desde jovem tinha dois líderes: seu pai Nehru e Mahatma Gandi. Desde pequena aprendeu o valor da palavra compromisso, pois sua família tinha assumido desde o tempo de seu avô paterno, uma responsabilidade política a favor da Independência da Índia. Viveu sua infância no palácio da família em sua cidade natal, onde passou longos períodos sozinha, quando seus pais foram presos pelos britânicos. Suas primeiras manifestações de protesto eram organizadas com suas bonecas e os serviçais da casa, aos quais pronunciava calorosos discursos. Era uma excelente aluna, mas sua educação foi interrompida várias vezes pela prisão de seus pais, e, quando teve idade para ir à prisão, ela mesma sofreu o cárcere. Foi uma leitora precoce e indiscutivelmente sua heroína foi Joana d’Arc (1412-1431). Muito jovem, aos 12 anos entra para o movimento de Independência da Índia. Funda a Organização Infantil Samanta Sena( 1070-1095 d.C) que chegou a ter seis mil membros e sob sua direção atuavam como mensageiros do Congresso Nacional da Índia. Brilhante política, estrategista e pensadora, possuía grande ambição, tornar-se alguém, ocupando posições de relevo numa sociedade bastante patriarcal. Seus primeiros anos foram dedicados a ajudar o pai que, além de ser Primeiro Ministro(1947-1964)ocupava o cargo de Presidente do Congresso. Indira foi indicada para ser Ministra da Informação e Radiodifusão no Gabinete. Deixando o cargo esteve engajada em prolongada rixa com a velha liderança do Congresso, mas derrotou-os. Em 31 de dezembro de 1929 com a Declaração da Independência da Índia, a Bandeira do novo Estado foi hasteada pelo seu pai às margens do rio Ravi, em Lahore, a Bandeira passou a ser obrigatória em todo país e o dia 26 de janeiro de 1930 como data para celebração da Independência dos britânicos e seu pai eleito Presidente da nova República. J. Nehru, faleceu no dia 27 de maio de 1964. Aos 49 anos de idade Indira
Roque Roberto Pires de Carvalho email:roquerpcarvalho@gmail.com

assume pela 1ª vez em 1966 o elevado cargo de Primeira-Ministra da Índia sendo reeleita m 1971 e sucessivamente até 31 de outubro de 1984, esteve portanto durante 18 anos como 1ª Ministra da Índia. Foram anos de grandes lutas em prol da Índia. Após a bem sucedida guerra indo-paquistanesa, sua popularidade subiu ao auge, tendo depois declinado na década de 1970. Quando ameaçada com a perda de sua posição, declarou estado de emergência (1975-1977) e governou a Índia ditatorialmente, auxiliada por combatentes fiéis e seu filho mais novo Sanjay Gandhi. À Indira atribui-se a nacionalização dos bancos na Índia criando instituições de sucesso de hoje, que recebem confiança geral. Outro sucesso , foram seus esforços em prol da autossuficiência alimentar para a Índia em cereais com a chamada “Revolução Verde”, acabando com a dependência de outros países. O sucesso de tal Revolução levou seu Partido a vencer, de modo arrasador as eleições legislativas de 1972 em diversos Estados. Indira é considerada a iniciadora do programa nuclear indiano fazendo seu primeiro teste nuclear em 1974. Com seu intenso trabalho de mais de quinze horas diárias estilizou ainda mais sua figura e seu aspecto ganhou maior fragilidade. Seu cabelo azeviche se tornou grisalho, e cada vez mais impressionava aos observadores seu ar melancólico, solitário, assim como sua dedicação absoluta em favor de seu povo. A “...Bela de olhar” como dizia seu pai quando nasceu, já não era a mesma... Foram anos de reformas, avanços industriais... mas também anos em que o germe latente do ódio religioso floresceu. Seu governo ficou marcado por um rompimento grave nas relações entre os hindus e siks (religiões indianas) e a Primeira-Ministra teve sua popularidade aumentada, criando um conflito belicista com os Sikhismo. Em junho de 1984 foi ordenada a Operação Estrela Azul, um assalto e invasão militar pelos hindus ao Templo de Ouro dos silks, travando-se uma luta feroz, com 83 soldados e 493 ocupantes mortos pelos hinduístas, incluindo os líderes além de numerosos feridos. A reação dos silks foi vingativa e dramática; na noite de 31 de outubro de 1984 Indira Gandhi parece ter tido uma premonição de sua morte, pois na própria noite em que morreu, num discurso, disse: ”...Não me importa se perco a vida à serviço da nação. Se morrer hoje, cada gota de meu sangue revigorará a nação”. Aconteceu que o assassinato de Indira foi exatamente como esperado, sem alternativas ou surpresas, Indira foi assassinada por dois homens de sua segurança (guarda-costas) e por sinal eram silks. Seu corpo foi cremado em 3 de novembro de 1984 em Raj Ghat com o funeral sendo transmitido em emissoras nacionais e internacionais, incluindo a BBC de Londres. Não era empoderada e sim, poderosa!

EXCERTO: Wikipédia; Blog Nova Acrópole “Indira Gandhi”