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Diário da Cuesta

O JORNAL DE BOTUCATU

OS JAPONESES

A revista Peabiru registrou em edição histórica de julho/ agosto de 2008 com destaque a presença e atuação da colônia japonesa em Botucatu, através do registro das comemorações do CENTENÁRIO DA IMIGRAÇÃO JAPONESA PARA O BRASIL –1908/2008.

Da mesma forma a FOLHA DE BOTUCATU, de 29 de junho de 1988, deu ampla cobertura às comemorações dos 80 Anos em que o navio KASATO-MARU desembarcou cerca de 799 pessoas integrantes de 165 famílias – as primeiras – que abririam para o futuro, a imigração japonesa para o Brasil.

A R T I G O “As caçadoras de pérolas do Japão”

Dia dos namorados, da troca de carinho, de presentes e principalmente do Amor.

E a estória veio do Japão.

Houve uma época que intrépidas mulheres das aldeias costeiras do Japão, denominadas as Ama

Elas mergulhavam seminuas nas águas geladas do Oceano Pacífico atrás de ostras e caracóis, vestidas só de tanga e munidas de máscaras e facas.

Após a Segunda Guerra Mundial, com o aumento do turismo, o olhar dos forasteiros começou a erotizar a nudez até então inocente dessas mulheres sereias.

Fiz grandes e queridos amigos que vieram da Terra do Sol Nascente

E dessas queridas pessoas amorosas e sinceras recebi presentes.

D. Kyoko que toda semana me regalava uma revistinha do Acendedor da Seicho-no-ie, repleta de ensinamentos.

O Sr. Ueno, muito simples e trabalhador, com suas mãos calejadas e carcomidas da terra nos trazia aqueles pêssegos enormes e deliciosos da Colônia Santa Marina.

O Dr. Milton Yoshida que conheci lá na UNESP, que fazia o intercâmbio de estudantes e pesquisadores entre os dois países.

Tem também o Anilton Martim , querido amigo que casou-se com a Marcia Japonesa e foram viver no Japão.

Ele me mandava lindos cartões postais de lá.

Quando regressou fez-me uma visita e deu-me de presente um cordão de ouro com uma linda pérola.

Quando mostrava o presente aos meus sobrinhos netos contava a lenda das sereias caçadoras de pérolas do Japão.

Eu considero que essas amizades são símbolos que guardo como lindos tesouros no fundo do coração como as pérolas cultivadas nas ostras.

LEITURA DINÂMICA

1

– Entre os agricultores pioneiros, estava Sazuko Sawabe, responsável pelo desenvolvimento de uma variedade que, no ano de 1959, recebeu oficialmente o seu nome: pêssego Sawabe. E foi tão grande a aceitação dessa variedade pelos brasileiros que a mesma passou a ser cultivada em todo o país. O pêssego Sawabe divulgou a Colônia Santa Marina de Botucatu em todo o Brasil.

2

– Destaque especial para as condecorações recebidas no Centenário da Imigração Japonesa a nível nacional, municipal e internacinal.

3

– Nas comemorações do Centenário da Imigração Japonesa para o Brasil, em 18 de Junho de 1988, a comunidade japonesa de nossa cidade, unida e coesa, prestou expressiva homenagem às mais idosas representantes da colônia residentes em nosso município: Carmem Gushiken, 98 anos; Kunie Kiy, 88 anos e Fumilko Sakata, 87 anos. Sendo que Carmem Gushiken era considerada e reconhecida até no Japão como a nissei mais idosa do Brasil, tendo nascido depois da chegada do navio Kasato-Maru que trouxera seus pais.

4

– Natural de Kaganva Sem – Ilha Shihoho/Japão , Seiichi Konishi nasceu em 06/02/1913. Chegou ao Brasil em 1931, trabalhou um ano na lavoura como imigrante. Veio para Botucatu mais ou menos por volta de 1932, onde trabalhou como protético, profissão iniciada no Japão. Foi o 1º protético de Botucatu. Trabalhou como Dentista prático. Casou com Dona Dinah, em 1946, tendo 4 filhos (2 casais). Foi membro do Lions Clube e atuou na Comissão Municipal de Esportes. Foi o primeiro descendente japonês a receber a Cidadania Botucatuense.

5

– O então prefeito Luiz Aparecido da Silveira, recebeu (1980) comitiva de autoridades estrangeiras lideradas pelo Sr. Minoru Satake, em visita oficial. Na oportunidade, o presidente da Associação Botucatuense de Cultura Japonesa colocou a pedra fundamental da Praça Brasil Japão.

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