Anchieta: o Apóstolo do Brasil !
No dia 22 de junho de 1980, o Papa João Paulo II beatificou o padre José de Anchieta e foi declarado santo em 3 de abril de 2014 pelo Papa Francisco
O processo de beatificação do padre, também chamado de apóstolo do Brasil, durou quase 400 anos e teria começado em 1597, após relatos de milagres em São Paulo. José de Anchieta, nasceu em uma família rica nas Ilhas Canárias, Espanha, em 19 de março de 1534. Aos 14 anos, foi admitido como noviço no colégio jesuíta na Universidade de Coimbra, em Portugal. Cinco anos mais tarde, aos 19 anos, foi convidado a vir para o Brasil como missionário. Era o ano de 1553. Primeiro, aportou em Salvador junto com a armada do segundo governador-geral do Brasil, Dom Duarte da Costa. Ficou por lá menos de três meses e partiu para São Vicente, a primeira vila fundada pelos portugueses, hoje o atual estado de São Paulo. Lá, teve o primeiro contato com os índios.
Junto com o jesuíta português Manoel da Nóbrega, abriram um pequeno colégio e celebraram a primeira missa.
Se embrenharam no sertão para aprender a língua tupi e, assim, poder catequizar os índios. As vezes ensinava os índios em latim.
negociador entre tamoios, tupinambás e portugueses
Nessa época, escreveu o Poema em Louvor à Virgem Maria, com mais de cinco mil versos. Foi nomeado sacerdote aos 32 anos. Em 1567, foi nomeado supervisor dos jesuítas no Brasil.
Lutou contra os franceses depois de ajudar na fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Da pequena Vila de São Vicente, expandiram o trabalho missionário por todo o litoral, dos atuais estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Falando tupi-guarani, Anchieta ganhou a confiança das várias tribos de índios que viviam pela costa e foi importante
Para os índios, José de Anchieta foi médico, sacerdote e educador. O fundador de cidades e missionário foi ainda gramático, teatrólogo e historiador. Sem prejudicar o apostolado, escreveu textos em quatro línguas: português, castelhano, latim e tupi, tanto em verso quanto em prosa.
Para o seu processo de beatificação, contou com o depoimento de várias senhoras de São Paulo. Uma delas, Ana Ribeiro, relatou dois milagres. Um com seu filho e o outro com um índio, que foram curados após a intercessão do missionário. Segundo o Vaticano, houve a confirmação de apenas um milagre antes da beatificação do padre José Anchieta.
José Anchieta morreu aos 63 anos, em 09 de Junho de 1597, em Reritiba, atual Anchieta, no Espírito Santo. Os índios levaram seu corpo numa viagem de 80 quilômetros até Vitória, onde foi sepultado.
O beato José Anchieta foi canonizado (ou seja declarado santo) pelo Papa Francisco em 3 de abril de 2014, que dispensou a confirmação de um segundo milagre. Foi um dos processos mais longos da história. Segundo o teólogo Luiz Osvaldo Leite, a demora na santificação de Anchieta pode ser atribuída à perseguição sofrida pelos jesuítas no século XVIII.
Patrimônio Cultural Imaterial de Botucatu
Banda
Sinfônica Municipal de Botucatu: desde 1948 fortalecendo a identidade musical local!
Em 2023, ao celebrar 75 anos, o grupo recebeu o título de Patrimônio Cultural Imaterial de Botucatu. Além do reconhecimento, o título celebra a memória afetiva de gerações que cresceram ouvindo os acordes em datas cívicas e festivas. Atualmente, a Banda atua em iniciativas estratégicas como o Banda na Praça, concertos didáticos e presença nos eventos oficiais, incluindo Aniversário de Botucatu, Desfile de 07/09 e Concertos de Natal. Quando a Banda Sinfônica Municipal se apresenta em um bairro ou praça, ela não está apenas executando partituras: ela está humanizando o espaço urbano e garantindo que a cultura seja um direito acessível a todos!
"Primeiro amor"
Maria De Lourdes Camilo Souza
Quando fui para o jardim de infânlá no Grupo Rafael de Moura Campos estava alegre, mas ao mesmo tempo com medo. Era aquele medo de começar coisas novas que a gente tem.
Quase nem pude dormir de pensar como seria, como seriam meus coleguinhas e como seria a minha professora.. Fui para a escola junto com a minha irmã que já estava estudando lá e acompanhando as nossas vizinhas da rua Quintino Bocaiuva, D. Carola e D. Aurora D. Carola era muita alegre, D. Aurora era um anjo de pessoa, mas muito séria.
Cheguei até a minha classe junto com os coleguinhas, o coração era um tremendo baticundum dentro do peito.
Naquele tempo se formava uma fila e íamos dessa forma para as classes, e todos muito quietinhos.
Olhei aquela classe de alto a baixo, as carteiras e para cada coleguinha.
Nossa professora era D. Nazaré que eu já tinha conhecido das missas dos domingos na Igreja de São Benedito. Era uma mulher muito simpática, usava os cabelos cacheados divididos por uma risca lateral e atrás das orelhas, invariavelmente uma blusa clara e a saia justa envelope.
Dona Nazaré tinha um filho da minha idade e que frequentava a nossa sala.
A primeira vez que vi acredito que foi numa das nossas idas às missas dominicais, e confesso que não reparei muito nele.
Frequentando as aulas é que pude ver mais de perto. Era um menininho muito lindo, e acho que tinha os olhos de sua mãe. Foi meu primeiro amor.
Aquele da infância com toda pureza e inocência, evitava até olhar ou falar muito com ele, com medo que percebesse.
E na minha cabecinha achava que ele só tinha olhos para a Ana Maria, uma linda menininha loura de grandes olhos verdes que usava os cabelinhos presos a duas fitas sobre a cabeça, que em mim ficariam ridículas, mas nela era um encanto.
Fazíamos trabalhinhos manuais, bordadinhos em ponto atrás.
Lembrei de um que fiz e era um coelhinho.
E como chegou a Páscoa, lembrei que esses trabalhinhos depois de prontos eram lavados, engomados e expostos perto da sala do Diretor