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Diário da Cuesta

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No DIA DO LEITOR é preciso destacar o gênero literário que é o preferido: CRÔNICAS. E RUBEM BRAGA é reconhecido como o melhor cronista brasileiro. Na literatura e no jornalismo, uma crônica é uma narração curta, produzida essencialmente para ser veiculada na imprensa, seja nas páginas de uma revista, seja nas páginas de um jornal ou mesmo na rádio. Possui assim uma finalidade utilitária e pré-determinada: agradar aos leitores dentro de um espaço sempre igual e com a mesma localização, criando-se assim, no transcurso dos dias ou das semanas, uma familiaridade entre o escritor e aqueles que o leem. (Wikipédia)

CARNAVAL 2026: 4 DIAS DE SHOWS

Evento será mais uma vez na Avenida do Fórum, nas proximidades da Rodovia João Hypólito Martins

Botucatu vai receber, neste ano, um dos maiores carnavais de rua já realizados na cidade. Serão quatro dias de festa, com shows, praça de alimentação, brinquedos gratuitos para crianças, além de estrutura completa para receber foliões de todas as idades.

O evento acontecerá na Avenida do Fórum, nas proximidades da Rodovia João Hypólito Martins (Castelinho), em um local de fácil acesso e planejado para concentrar todas as atrações do Carnaval. PÁGINA 5

Antologia ‘Os sabiás da crônica’ reúne obras dos principais cronistas brasileiros do século 20

Na foto, Vinicius de Moraes, Paulo Mendes Campos, Rubem Braga, Fernando Sabino, Stanislaw Ponte Preta e Carlinhos Oliveira na cobertura de Braga, em Ipanema, 1967

Lançamento foi inspirado por fotografia, feita em 1967, com a presença dos mesmos cronistas que integram a seleção

Em novembro de 1967, foi realizado, em uma cobertura no Rio de Janeiro, um ensaio fotográfico para divulgar os primeiros títulos da recém-fundada Editora Sabiá. O resultado deste ensaio foi uma foto histórica, reunindo alguns dos principais cronistas brasileiros do século 20: Rubem Braga, Vinicius de Moraes, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Stanislaw Ponte Preta e José Carlos Oliveira.

TABERNA

DA

GLÓRIA, OS INTELECTUAIS E LACERDA...

cius de Moraes e Clementina de Jesus.

Inaugurada na década de 30, a Taberna da Glória era um ícone da culinária carioca A casa servia comida brasileira e internacional com 60 pratos a la carte com destaque para a feijoada, a picanha e os diversos tipos de pratos a base de camarão. A Taberna da Glória tem história: a casa testemunhou o primeiro encontro entre Tom Jobim e Carlos Drummond de Andrade e já foi frequentada por nomes como Noel Rosa, Pixinguinha, Viní-

EXPEDIENTE

É importante e é prazeroso mostrar as facetas desconhecidas das celebridades que marcaram a vida social, política e cultural do nosso país E é o que faremos aqui O poeta Carlos Drummond de Andrade expondo a sua simpatia, a sua amizade e até o seu voto. E o político Carlos Lacerda, ex-governador da Guanabara, escritor, tradutor e editor, com sua admiração explícita ao poeta. Ambos tiveram efetiva militância política. O poeta, com o tempo, passou a dedicar-se apenas à literatura. Já o político Lacerda, percorreu um logo caminho, travando grandes embates e culminando com sua eleição para governador da Guanabara. Mas no início de suas vidas profissionais, pertenceram à turma de jovens boêmios da famosa “Taberna da Glória”, no Rio, composta por Mário de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Rubem Braga, Vinícius de Moraes, Fernando Sabino, Carlos Lacerda, Paulo Mendes Campos e Dorival Caymmi. E é esse lado do intelectual Carlos Lacerda que eu quero destacar aqui, às vezes ofuscado pelo excessivo desempenho político dele. Duas matérias que Lacerda preparou para a então famosa revista “Manchete”, ficaram marcadas: as duas ao lado de um piano de cauda: a primeira com Roberto Carlos, , mostrando o lado humano do cantor e, a segunda, com o maestro da Bossa Nova, Antonio Carlos Jobim – o Tom Jobim, poderoso mentor da moderna música popular brasileira. Tanto Roberto Carlos como Tom Jobim se declararam admiradores e eleitores de Carlos Lacerda. A magnífica tradução que Carlos Lacerda fez do livro “Júlio Cesár”, de Willian Shakspeare e o seu primeiro trabalho literário, em 1934, “O Quilombo Manoel Congo”, marcaram sua atividade intelectual. Com a fundação da Editora NOVA FRONTEIRA, Lacerda assumiu a liderança editorial no país, publicando autores nacionais e internacionais, com destaque para o sucesso editorial que foi o DICIONÁRIO AURÉLIO, editado de 1975 a 2004. Outras obras literárias de Lacerda: “O Cão Negro”, “Xanam”, “Desafio e Promessa – O Rio São Francisco” e 3 Peças Teatrais inéditas: “O Rio”, “Uma Bailarina Solta no Mundo” e “Amapá ou O Lobo Solitário”.

Carlos Lacerda durante o tempo que viveu em São Paulo, fez parte do Curso de Teatro de Alfredo Mesquita, dando continuidade a essa atividade que desenvolvia desde os tempos de estudante no Rio. Com a publicação do livro “A CASA DO MEU AVÔ”, revelou-se um intelectual e escritor altamente gabaritado. Foi o ponto alto de sua carreira literária, com reconhecimento positivo da crítica nacional. Importante o registro desse “outro lado” desse brasileiro inquieto, sonhador, lutador e que conseguia usufruir, em meios às tempestades políticas, momentos de prazer literário e de boêmia saudável... (AMD)

DIRETOR: Armando Moraes Delmanto

EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes

O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.

“Chove chuva, Chove sem parar”

E janeiro começou com chuva. Lembro-me de um janeiro assim. Choveu práticamente o mês inteirinho. Morávamos ali na Cardoso de Almeida

Era uma casa antiga, a entrada tinha um corredor que levava para a porta da sala de visitas, era ampla.

O corredor de entrada também levava á porta da cozinha.

Ao lado dela, tínhamos um quartinho onde havia uma mesa de passar roupa, uma pratelei ra para os guardados e depois mais ao alto uma escada que levava a um muro cujo portão se abria para um terreno que tinha algumas árvores, um pé de limão rosa bem grudado ao muro.

cipalmente nas noites dos finais de semana.

Da cozinha saia um outro corredor que levava ao banheiro, sala de jantar e aos dois quartos na frente com janelas para a rua. A casa tinha pé alto como falavam antigamente.

Como eram as casas de outrora, e infelizmente dos quartos se ouvia todo o barulho da rua.

Durante o dia ficávamos mais na sala de estar, cozinha.

Quando lá fomos morar ainda não tínhamos tanto movimento de carros passando pelos seus paralelepípedos brilhantes.

Com o passar dos anos foi ficando insuportável o barulho, prin-

Depois como é uma das ruas do centro comercial, o movimento cresceu também principalmente nos dias úteis.

As festas de comemorações das datas festivas eram ali na Praça da Catedral, e o barulho dos shows contratados para a animação chegavam fortes até nossa casa.

E o barulho das fanfarras descendo para os desfiles na Rua Amando também.

O que me incomodava muito era o barulho noturno.

E fui amadurecendo a ideia de construir uma edicula no terreno dos fundos.

Minha mãe me apoiou muito na concretização desse sonho.

Tivemos também o apoio da família e amigos.

E um belo dia ela estava lá pronta só precisando da pintura.

E lá foram os pintores mais conhecidos e queridos, sempre contratados como pau para toda obra: Zezito (que até hoje é chamado) e o João

Acontece que começou a pintura naquele janeiro chuvoso.

Que mês interminável!

Eu aguardava ansiosa o final da pintura para me mudar para lá.

Eles começaram pintando o interior da minha casinha.

Ela tinha um quarto amplo, um banheiro uma sala de estar que era dividida por um pilar com uma pequena cozinha, e por último uma área de serviços.

Na frente uma varanda, fizemos uns canteiros onde plantamos flores e conservamos o muro e o portãozinho, a escada que dava para a casa dos meus pais.

Na minha varanda pus uma rede e cadeiras para nos sentarmos. Ficou lindinha a minha casinha, toda branca com uma grande porta de vidro de correr na entrada. Quando ficou pronta e levei meu pai para ver, ele olhou de fora, passou a mão no queixo barbeado, abriu um daqueles seus sorrisos e falou:

“Ficou bonito o seu rancho”. Descendo a escada para a casa dos meus pais tínhamos as primaveras de várias cores que minha mãe plantou em caixas d’água, e que floriam quase o ano todo.

Flor de São João como trepadeira no coberto ao lado da cozinha que nos presenteava com suas flores alaranjadas nas festas juninas. Ao lado da porta da cozinha tínhamos um banco grande de madeira. Uma mesa grande aonde muitas vezes confraternizávamos em almoços semanais com a família e amigos.

Ainda ouço os risos daqueles dias saudosos.

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LEITURA DINÂMICA

– O estilo literário da crônica é o ideal para que o iniciante comece a gostar de ler livros...

2

– Nos anos 80/90, tinha uma coleção de livros chamada

“Para Gostar de Ler”, que era excelente. Gostosa de ler, com boas histórias, não muito longas, abordando o lado cômico, melancólico, irônico e poético do cotidiano.

Os cronistas Carlos Drumond de Andrade, Rubem Braga, Paulo Mendes Campos e Fernando Sabino foram os grandes incentivadores da preferência dos leitores pela crônica.

5

– Como se estivesse conver sando despretensiosamente col o leitor, Rachel de Queiroz descreve cenas brasileiras...

6

– Coletânea de crônicas publicadas por Marcos Rey na revista Veja.

3

– O dia a dia de pais e filhos é marcado por momentos inesquecíveis. Moacyr Scliar extraiu desse pequeno universo sua inspiração para essas crônicas.

4

– Cenas do cotidiano retratadas por Luis Fernando Veríssimo.

7

– Coletânea de 30 crônicas sobre o cotidiano e as rela ções familiares e lembran ças da infância escritas por Paulo Mendes Campos

8

– O inigualável Stanislaw Ponte Preta nos traz: um marido infiel, uma criança metida a espertinha e uma velha intrometida...

CARNAVAL 2026: 4 DIAS DE SHOWS

Evento será mais uma vez na Avenida do Fórum, nas proximidades da Rodovia João Hypólito Martins

Botucatu vai receber, neste ano, um dos maiores carnavais de rua já realizados na cidade. Serão quatro dias de festa, com shows, praça de alimentação, brinquedos gratuitos para crianças, além de estrutura completa para receber foliões de todas as idades.

O evento acontecerá na Avenida do Fórum, nas proximidades da Rodovia João Hypólito Martins (Castelinho), em um local de fácil acesso e planejado para concentrar todas as atrações do Carnaval.

A programação será realizada diariamente das 18h às 22h. A agenda de apresentações musicais ainda será divulgada nos próximos dias.

Estrutura completa para o público

A área do evento contará com:

Espaço para shows

Praça de alimentação com diversas opções

Brinquedos gratuitos para crianças Banheiros

Área de estacionamento

Para a praça de alimentação, foi aberto um edital de credenciamento para comerciantes interessados em participar do evento

Estacionamento e transporte coletivo

O entorno da Avenida do Fórum terá cerca de 500 vagas de estacionamento, facilitando o acesso de quem for de carro. Já para quem optar pelo transporte público, linhas especiais de ônibus serão disponibilizadas, com horários concentrados nos períodos de início e encerramento da festa Os itinerários e horários ainda serão anunciados

Segurança durante os quatro dias

A segurança do Carnaval contará com reforço no patrulhamento, envolvendo Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Civil Municipal e equipes de segurança privada, com o objetivo de garantir um ambiente tranquilo e familiar durante toda a programação. (ACONTECE BOTUCATU)

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