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Diário da Cuesta ANO IV

Nº 1599

TERÇA-FEIRA, 23 DE DEZEMBRO DE 2025

NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU Acompanhe as edições anteriores em: www.diariodacuesta.com.br

É a Reconquista de Portugal?!? André Ventura diz que está “ à beira de mudar” um país com 50 anos de vícios...

Estamos à beira de uma REVOLUÇÃO POLÍTICA EM PORTUGAL?!?

Veja o trabalho jornalístico do LEITURA DINAMICA e entenda o que está ocorrendo em PORTUGAL – nossa Pátria Mãe! – com as eleições presidenciais de 18 de janeiro. Página 2

LEITURA DINÂMICA Notícias de Botucatu e sua gente

Diário da Cuesta


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Diário da Cuesta

LEITURA DINÂMICA

– Começa no século XX em Portugal, com SALAZAR! Ficou também para a história como o estadista que mais tempo governou Portugal, desempenhando funções em ditadura entre 1932 e 1933, e de forma autoritária, desde o início da Segunda República até a sua substituição em 1968, 2 anos antes de morrer. António de Oliveira Salazar (1889 -1970) foi chamado para a pasta das finanças após o golpe militar de 1926. Com o tempo ascendeu a Presidente do Conselho de Ministros, dominando a política portuguesa durante mais de 40 anos.

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– REVOLUÇÃO DOS CRAVOS. Uma opinião diz que a Revolução de 25 de Abril de 1974 tem de revolução apenas o nome: tratou-se de um golpe de Estado conduzido por setores do próprio regime, que depuseram a ordem constitucional então vigente com mínima violência. Embora tenha encerrado uma ditadura, o processo não deixou de ser um golpe, uma vez que a substituição de poder ocorreu de forma ilegal, a partir do próprio sistema. Esta ação foi liderada por um movimento militar, o Movimento das Forças Armadas(MFA), composto na sua maior parte por capitães que tinham participado na Guerra Colonial e que tiveram o apoio de oficiais milicianos. Este movimento surgiu por volta de 1973, baseando-se inicialmente em reivindicações corporativistas como a luta pelo prestígio das forças armadas, acabando por atingir o regime político em vigor. (WIKIPEDIA)

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– O político socialista Mário Soares é o que melhor representa os últimos 50 anos...Mário Soares ocupou os cargos de Primeiro-Mnistro de Portugal de 1976 a 1978 e de 1983 a 1985. Foi Presidente de Portugal de 1986 a 1996. A afirmação de “50 anos de dominação esquerdista” em Portugal é um ponto de vista que não reflete com precisão a totalidade da história política do país desde a Revolução dos Cravos. A democracia portuguesa, iniciada em 25 de abril de 1974, foi marcada por uma alternância de poder entre partidos de centro-esquerda e centro. Contexto Político Pós-Revolução Alternância de Poder: Desde o fim da ditadura, Portugal teve 23 governos, com os principais partidos – o Partido Socialista (PS, centro-esquerda) e o Partido Social Democrata (PSD, centro) – alternando-se no poder, muitas vezes em coligações.

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– Ascensão da Direita: Em 2024, ano do 50º aniversário da Revolução, o cenário político viu uma mudança significativa, com o aumento do apoio ao centro-direita nas eleições legislativas e a notável ascensão do partido de extrema-direita Chega. Isso demonstra que o eleitorado português é dinâmico e capaz de mudar a direção política do país. Em resumo, embora partidos de esquerda, como o PS, tenham tido períodos de governo significativos (como os 8 anos anteriores a 2024), a governação de Portugal nas últimas cinco décadas foi partilhada com partidos de centro.

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– A afirmação de André Ventura, líder do partido português de extrema-direita Chega, de que “são 50 anos prejudicando Portugal” refere-se a uma crítica sistemática ao sistema político vigente no país desde a Revolução dos Cravos, em 1974, que restaurou a democracia. O político usa a expressão para condenar o que ele descreve como: “Vícios” e corrupção que, em sua visão, se instalaram na democracia portuguesa ao longo das últimas cinco décadas. Um suposto “conluio” ou “bloco central” entre o Partido Socialista (PS) e o Partido Social Democrata (PSD), as duas principais forças políticas do país nesse período, que teriam governado em alternância e impedido a verdadeira mudança e o desenvolvimento de Portugal. A semelhança é grande com a “alternância” entre o PT e o PSDB, no Brasil... A ideia de que o sistema político português, dominado por esses dois partidos, “corrompeu” o país e tem sido um obstáculo à sua democracia e progresso.

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– Caracterizado como um fenômeno político, André Ventura tem disparado na frente em todas as sondagens eleitorais. O apoio dos jovens e, agora, do ídolo nacional Cristiano Ronaldo mostram que a RECONQUISTA DE PORTUGAL após “50 anos de vícios” pode estar próxima.


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Diário da Cuesta

QUEM É ANDRÉ VENTURA O percurso de André Ventura, antes da sua entrada a tempo inteiro na política, é marcado por um desempenho académico e profissional de relevo no panorama jurídico português. Alguns dos aspetos positivos e méritos na sua história incluem: Excelência Académica: André Ventura concluiu a licenciatura em Direito na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa com média elevada e obteve o grau de Doutor em Direito Público pela National University of Ireland, Cork. A sua tese de doutoramento foi inclusivamente destacada por defender os direitos de minorias e criticar o poder punitivo do Estado em contextos de exclusão social. Docência Universitária: Exerceu como professor convidado em instituições de prestígio, como a Universidade Nova de Lisboa e a Universidade Autónoma de Lisboa, onde lecionou disciplinas na área do Direito Público e Penal. Carreira Técnica na Autoridade Tributária: É inspetor da Autoridade Tributária (atualmente em licença sem vencimento para o exercício de funções políticas), tendo ingressado na carreira pública através de mérito profissional. Produção Científica e Literária: Autor de diversos artigos científicos em revistas da especialidade e de vários livros nas áreas do Direito e da Ciência Política, contribuindo para o debate técnico-jurídico antes da sua notoriedade mediática. Propostas de Redução de Gastos Públicos: No Parlamento, apresentou propostas para a redução do número de deputados (de 230 para 100) e para

a diminuição dos salários dos detentores de cargos políticos, argumentando em prol de uma maior eficiência e ética financeira no Estado. Estes elementos do seu currículo são frequentemente apontados por apoiantes como exemplos de uma preparação sólida e de um percurso de cidadania ativa no setor público e académico. Esta é a verdadeira razão porque todos os que tem o rabo preso, querem e vão fazer tudo por tudo, possivelmente até fraude eleitoral, com 14 candidatos, alguma coisa está mal, quantos pseudo candidatos estão a ser pagos por baixo da mesa com um envelope que vale o que vale, mostra só os valores dos candidatos fantasmas. Esta arquitectura de compadriu de diferentes ideologias contra o André Ventura. CARTÃO VERMELHO CONTRA O SISTEMA! Vitória de DR. Andre Ventura !!!! Á maioria absoluta !!! PRESIDENTE DA REPÚBLICA PORTUGUESA PROFESSOR DOUTOR ANDRÉ VENTURA (PORTUGAL)


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“Criando um sonho” MARIA DE LOURDES CAMILO SOUZA

“Pago-te um café, se me contares o teu amor”. José Tolentino Mendonça O menino e o mar e o sonho de nele navegar... Pipo morava numa encantadora aldeia de pescadores. Todas as manhãs ele acordava com as vozes dos pais sussurrando para não acordarem os filhos e sonolento abria os olhos e ia ver pela janela da cabana que viviam os pescadores saírem para a pesca, na madrugada ainda sem os raios do sol. Dava um adeus ao pai e aos amigos pescadores que iam todos os dias jogar as redes ao mar e trazer o alimento e sustento para as famílias da aldeia. Ficava olhando o sol sair e dava asas ao sonho de construir um lindo barco. Saia depois do café da manhã e ia vaguear pela praia em busca de madeira que o mar trazia dos naufrágios. Ia juntando tudo num barraco abandonado perto do farol. Estava trabalhando numa pequena maquete e colocando o sonho em prática.

O belo navio começava a ganhar forma. Aos domingos ia sempre o Museu do Mar que ficava na cidade vizinha para ver os detalhes dos navios, e ler nos livros da biblioteca sobre o assunto. Voltava para casa com aqueles olhos de sonho, e corria para trazer seu sonho a realidade. O pequeno barco estava quase pronto para fazer o teste nas águas. Chamou os amigos para o grande dia. Animados correram até a prainha levando o caprichado navio. O barquinho tinha ganho até um pequeno motor. Solene e empolgado Pipo fez um pequeno e emocionado discurso e soltou seu barco ao sabor das ondas. Os amigos aplaudiram e fizeram um brinde com suco de laranja. O barco enfrentou as ondas e foi braviamente ao sabor do vento até que chocou-se com as pedras do barranco e sossobrou. As mesmas ondas que o levaram altaneiras devolveram os destroços à praia. Apesar desse incidente Pipo não desanimou. Logo na manhã seguinte voltou a trabalhar em um novo e mais potente arquétipo. E assim foram passando os anos até que Pipo tornou-se um alto e belo jovem e seguindo a tradição familiar agora ajudava o pai na pescaria mas, continuava com seu sonho, estudava e trabalhava numa oficina aonde construía agora um barco grande. Os amigos que não foram morar em outros lugares para estudar, trabalhavam na pesca e também corriam ajudar quando podiam. O veleiro estava ficando ma beleza. Pipo tinha conseguido investimentos para aperfeiçoar sua obra prima. E chegou o grande dia do lançamento ao mar. Todo o pessoal da vila e também das vizinhanças veio para o grande evento. Levaram o barco até a rampa, a champanhe estava ali para celebrarem. Imitando aos grandes lançamentos dos famosos armadores a champanhe bateu no casco explodindo em bolhas. Brindaram e Pipo lentamente lançou o lindo barco ao mar. As ondas rebeldes lambiam o casco forte e bem pintado. Foi navegando ali pelas praias conhecidas. Olhava encantado como tudo funcionava perfeitamente graças ao seu trabalho de tantos anos. Tinha pintado no casco o nome de “Iemanjá “ em homenagem á entidade rainha do mar. E foi navegando até o infinito.


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Momentos Felizes “A FORÇA DO CORAÇÃO” Era um sábado de outono. Ele caminhava pelas ruas da cidade quando ao passar em frente ao jardim chamado bosque, notou um aglomerado de pessoas, veículos de transporte de animais, animais presos por coleiras e outros ainda filhotes dentro de caixas de papelão e periquitos em poleiros improvisados. Havia de tudo um pouco. Cães de raça e outros de raça desconhecida e inúmeros do tipo tomba-latas. Gatos com “pedigree” e outros sem nenhum. Os animais aguardavam, sem saber, que aquelas pessoas ao redor estavam escolhendo um deles para fazer-lhes companhia, unindo os seus abandonos há outros tantos abandonos que só Deus sabia das razões. Para as crianças era gostosa a imaginação de ter um animal de estimação; para os adultos era encontrar um amigo, amigo fiel para as suas horas de vivências e deixar de estar sozinho. O homem admirado olhava aquele ambiente alegre das doações dos bichos. Olhava a alegria daqueles que, escolhido o animal abraçava-o, juntava ao seu peito, acariciava seu pelo, focinho, orelhas, perguntava se já havia um nome para chamá-lo, se estava vacinado e com as doses de vermífugo bem como o tipo de ração adequada para alimentá-lo, despedindo- se feliz e levando para casa um novo amigo e um novo companheiro. Era o dia do bicho, era o dia do homem, era o dia da criança, era um sábado de muito sol naquela praça bonita e festiva. Para descanso, sentou-se em um dos bancos à sombra de tantas árvores. Sentou-se e passou a ouvir o som de uma banda de músicas que tocava bem próxima dali, logo acima ao lado do chafariz, dobrados militares e valsas brasileiras e vienenses. A praça era uma festa só! Assim embalado, em devaneios e caprichos da imaginação, uma seqüência de pensamentos e idéias vagas juntaram em seu subconsciente as lembranças de um antigo filme, assistido quando ele era ainda bem mocinho. O filme era uma obra mágica, era um romance do escritor inglês Eric Mowbray Knight ( 1897-1943) transformado em novela em 1940 e adaptado ao cinema em 1943 cujo título acima, tomou por empréstimo do renomado Autor e de sua tradutora Marieta Alves Ferreira. Em reminiscência e deslumbrado ele

www.diariodacuesta.com.br Roque Roberto Pires de Carvalho email:roquerpcarvalho@gmail.com

via claramente a pequena Priscila, papel interpretado por Elizabeth Taylor e o menino Joe estrelado por Roddy McDowall acarinhando uma cachorra de raça “collie” e que atendia pelo nome de Lassie. (*) Latidos, miados e o barulho dos tambores e clarins da banda marcial na praça não conseguiam desviar seus pensamentos. Ele não era criador de cachorros e sim de gatos com raça e outros sem raça nenhuma. Em suas lembranças havia ocorrido com o seu gato Fofo, totalmente branco, olhos amarelos e da raça persa, um fato semelhante ao da cadela Lassie. Sua dona que o tratava diariamente com a melhor ração e maiores carinhos, recebia dele uma resposta correspondente pois, diariamente, ele ia ao seu quarto miar chamando-a para tomar o café da manhã e este fato ocorreu durante muitos anos. Em um dia qualquer sua dona fica doente, muito doente e é internada em um hospital de onde jamais sairia com vida. O Fofo permaneceu na casa em continuada procura, ignorando a ocorrência de algo estranho para ele, e não obstante, todas as manhãs dirigia-se ao quarto e não encontrava sua protetora; miando vasculhava a casa, quartos, salas, cozinha, banheiros, biblioteca, quintal, garagem e nada de encontrar. Aparentemente conformado, aquietava-se em um canto, ronronava e após dez dias convenceu-se de que não mais iria encontrar sua protetora, dona do seu amor felino. No romance, Lassie que havia sido vendida para um nobre velho e rabugento e sua neta Priscila, fugiu do canil e para isso teve a ajuda dessa menina. Viajou por mais de quatrocentas milhas até chegar à cidade de seu antigo dono, chegando lá com pneumonia, à beira da morte. Foi tratada, recuperou-se, teve ainda sete filhotes e viveu com o seu melhor amigo para sempre. Para ele, tudo o que passou em seu imaginário fora um verdadeiro sonho! A praça já estava vazia. Os músicos e seus instrumentos já tinham ido para outros cantos da cidade. Tudo era paz naquele lugar e o único barulho era dos veículos e dos grilos ao principiar uma noite enluarada. O lenço que passou em seu rosto não deixava dúvidas, estava úmido, havia chorado, recordou com lágrimas escondidas que o seu gato Fofo, perdendo sem saber quando e como a sua dona querida, foi doado para uma clínica veterinária de onde, com certeza, não terá nenhum motivo, nenhuma razão mais importante para fugir. (*) ”Lessie Come Home” Ed.Universitária Ltda


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