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Diário da Cuesta ANO IV

Nº 1592

SEGUNDA-FEIRA, 15 DE DEZEMBRO DE 2025

NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU Acompanhe as edições anteriores em: www.diariodacuesta.com.br

GRANDE EVENTO CULTURAL Lançamento do livro “DOIS HOMENS NOTÁVEIS Pioneiros na Tecnologia do Café”, trazendo as trajetórias do imigrante pioneiro Serafim Blasi e do empresário Francisco Blasi, nas dependências do Museu Histórico e Pedagógico “Francisco Blasi”, de autoria da botucatuense, a Acadêmica Maria Amélia Blasi de Toledo Piza. Página 2

Mérito Numismático 2025 da SNB premia botucatuense No último dia 11 de dezembro, o botucatuense Edil Gomes, esteve em São Paulo, durante a abertura do XXIX Congresso Brasileiro de Numismática, para receber o Mérito Numismático de 2025 e a medalha de melhor livro do ano, ambos concorridos com diversos nomes e publicações. O evento foi realizado de 11 a 13 de dezembro, reunindo personalidades, expositores e vendedores de todo o Brasil, encerrando o calendário da Sociedade Numismática Brasileira, entidade com 101 anos ininterruptos de atuação. Dessa forma, a cultura de Botucatu foi representada através do colecionismo.

LEITA NOVA DIRETORIA DO CENTRO CULTURAL

DIRETORIA EXECUTIVA: José Eduardo Rodrigues Torres, Presidente; Moacir Bernardo, Vice-Presidente; Olavo Pinheiro Godoy, Secretário; Wiliam Cristiano de Oliveira, 2º Secretário; Luiz Roberto Coelho Gomes, Tesoureiro; Ademir Lopes Dionísio, 2º Tesoureiro e Maria Joana Tonon, Diretora de Patrimônio, para o próximo biênio 2026/2027.


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Lançamento do Livro “DOIS HOMENS NOTÁVEIS Pioneiros na Tecnologia do Café” MARIA DE LOURDES CAMILO SOUZA Na manhã chuvosa deste sábado, dia 13/12/2025, nas dependências do Museu Histórico e Pedagógico “Francisco Blasi”, nas ocas do Espaço Cultural de Botucatu, tivemos o lançamento do precioso livro “ DOIS HOMENS NOTÁVEIS Pioneiros na Tecnologia do Café “ de autoria da notável botucatuense Maria Amélia Blasi de Toledo Piza, cujo currículo dispensa comentários. Artista plástica de renome internacional, escritora de 12 livros, membro da ABL -Academia Botucatuense de Letras de Botucatu. Além da manhã de autógrafos, tivemos o descerramento do quadro do Dr. Francisco Blasi, nobre fundador do Museu Histórico e Pedagógico e que foi pintado pela sua filha, talentosa artista plástica, e escritora do livro lançado nessa ocasião. Exposição de fotos históricas de família, da Indústria Blasi e seus trabalhadores. O agradável evento transcorreu embalado pela

música tocada pelo Trio Corelli, formado pelo renomado Maestro Fernando Ortiz de Villate, Sonia Nogueira e Jayme de Toledo Piza e Almeida Neto, executando números da música barroca italiana. O evento foi abrilhantado por grande presença de botucatuenses, familiares, amigos, membros da ABL - Academia Botucatuense de Letras. O presentes contaram com um agradável buffet de café e petiscos e brindados com deliciosos biscoitos sabor café . O recinto estava ornamentado com ramos de café, as muitas belas flores que foram presenteadas pelos amigos e parentes á querida autora Maria Amélia Blasi de Toledo Piza. O livro é um belo e precioso registro histórico do Cavalheiro Serafim Blasi e do Cavalheiro Francisco Blasi, e conta com importantes testemunhos dos familiares, dos antigos trabalhadores da Indústria Blasi e conhecidos.

EXPEDIENTE

DIRETOR: Armando Moraes Delmanto

NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU

EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes

WEBJORNALISMO DIÁRIO

Contato@diariodacuesta.com.br Tels: 14.99745.6604 - 14. 991929689

O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.


Diário da Cuesta

Biografia dos homenageados

Cavalheiro Serafim Blasi (1865 - 1932)

Quadro da acadêmica e artista plástica Maria De Lourdes Camilo Souza

Nascido em um vilarejo medieval de San Fili, na província de Cosenza na Calábria. Cresceu numa família que lá trabalhava com oficina de ferreiros, trabalhos artesanais. Uma crise financeira sem precedentes na Itália pressionou muitos jovens italianos a buscar o sonho americano. Singraram oceanos em busca desse sonho. Serafino foi um deles e buscou primeiro os Estados Unidos onde trabalhou na construção da grande estrada de ferro que fez a união de 23 estados americanos rumo ao oeste.

Serafino cruzou oceanos 4 vezes. Saiu de lá para a Argentina e depois para o Brasil, trabalhando em São Paulo e depois veio estabelecer-se no interior de São Paulo mais precisamente em Botucatu Trouxe o aprendizado da sua família na Itália.criou sua oficina, sua própria indústria com invenções de máquinas beneficiadoras, descascadoras de café, e aqui formou familia. “Era Serafino Blasi, personagem que tinha direito a ser homenageado, não só pelos seus conterrâneos e pelos habitantes da cidade, mas também pelos expoentes sa administração pública, os quais por lhes estar a cargo o bemm-estar do povo, deviam de tê-lo em alta consideração, como benemérito do trabalho, pois êle antes dos outros, com admirável experiência técnica, havia reformado e aperfeiçoado o complexo mecânico para beneficiar e rebeneficiar o café, que assim melhorado além de ser preferíveĺmente aceito nos mercados mundiais e incentivar internacionalmente as vendas, pondo o Brasil numa posição de preferência, transformava também Botucatu num central de peças indispensáveis á montagem dos descacadores, e facilitando a entrada de divisas estrangeiras, criava uma fonte de riqueza nacional. E esta sua admirável inovação obteve um êxito nunca visto” Adeodato Faconti “Remexendo meus rascunhos” (1965) Mandou os filhos mais novos: Brasil e Francisco para a Faculdade de Engenharia. Coisa que ele não pode fazer, para ajudar técnicamente na sua indústria, junto com ele e os outros filhos Jorge e Alfredo. Serafim Blasi ( In memoriam) “ Será fim? Não Será sempre o começo, Pois o seu passado eu conheço E jamais esquecerei a sua frase:

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“A Itália está dentro deste chão!” A sua tenda de ferreiros foi o condão E a faculdade do senhor Serafim Blasi” Walter dos Reis (poeta)

Cavalheiro Francisco Blasi (1908 - 1978). Nascido em 20/09/1908, Francisco recebeu o nome do avô paterno. Seu nascimento foi sempre abençoado e lembrado por ser data da festa nacional da unificação da Itália. Assim sendo, o menino Francisco foi agraciado com não só nascer nessa grande data, mas com uma mente privilegiada voltada para a ciência, para o aprendizado, um caráter nobre. Como seu pai, deixa não só para sua família e também para Botucatu um exemplo de cidadão exemplar, excelente

Quadro da autora Maria Amélia Blasi de Toledo Piza

ser humano, inventor, benemérito da sociedade botucatuense. Falar de Dr. Francisco Blasi é para mim, mais difícil que falar do Sr. Serafim Blasi, porque o conheci pessoalmente. Guardo na minha mente essa lembrança desse homem super educado, impecável, inteligente, com um excelente senso de humor. Contava suas piadinhas assim muito sério, mas seus olhos sorriam matreiros. Deu segmento de forma notável á Serafim Blasi & Cia. levando a indústria do pai a nível internacional. Suas máquinas e novas invenções foram tanto para a Europa, África, América Latina. Trouxe o Sesi para Botucatu. Tornou-se nome de um Colégio. Ainda menino nas ruínas da Igreja Matriz que foi demolida, encontrou uma chave que guardou com carinho como um tesouro. Essa foi a sua primeira aquisição para o que seria depois o seu Museu. Dedicou-se á arte da fotografia, tendo inclusive um laboratório para esse fim. Deixo aqui o meu tributo e esse botucatuense notável que está sendo homenageado com tanto amor pela sua filha Maria Amélia, nesse livro. Nesse livro “DOIS HOMENS NOTÁVEIS” Pioneiros na Tecnologia do Café existe não só um importantíssimo registro histórico, mas toda a gama do trabalho incansável e o legado desses grandes homens que ajudaram a construir esta cidade de Botucatu.


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Momentos Felizes FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA IV MONTE CASTELO FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA (FEB-IV – FINAL/MONTE CASTELO) O mês de novembro de 1944 que deveria ser mais tranquilo para as forças brasileiras efetivamente não foi e além disso foi o mês das mais terríveis baixas com mortos e feridos. Desde o dia 11 de novembro, o 1º RI/RJ, o 11º RI/MG e o estropiado 6º RI/SP, com apoio das tropas do IV Corpo americano 370ºRI, Task Force 45 (formada por tropas de várias nações) foram designados para a missão de romper a chamada Linha Gótica, uma linha defensiva alemã cujo objetivo era deter o avanço das tropas aliadas. Conquistar Monte Castelo em poder dos alemães, bem instalados, municiados , extremamente resistente e avassalador. O Exército alemão era composto pelo 10º Exército Panzer e pelo 51º Corpo de Montanha e a 232ª Divisão de Infantaria alemã; 14º Exército e Exército da Ligúria, este último defendendo a fronteira com a França. No primeiro ataque no dia 24 de novembro houve sucesso conquistando o Monte Belvedere alcançaram o cume de Monte Castelo. Em contraofensiva poderosa os homens da 232-DI alemã, responsável pela defesa de Monte Castelo e Della Torracia recuperaram as posições perdidas obrigando soldados americanos e brasileiros recuarem, com exceção de Monte Belvedere. No segundo ataque ao Monte no dia 29 de novembro seria em quase sua totalidade pela FEB, com seus 2 Batalhões de Infantaria, suporte de 3 Batalhões de tanques americanos. Porém, sempre há um porém... Na noite do dia 28 os alemães recuperaram o Monte Belvedere com prejuízos de avanços pelas tropas brasileiras e americanas e mesmo assim, logo pelas 7 horas da manhã o que havia sido determinado pelo alto Comando teve seu reinício; condições climáticas severas, céu encoberto impediam apoio da força aérea e a excessiva lama inviabilizava a participação dos tanques. Violento contra-ataque alemão barrou o avanço dos brasileiros e no final da tarde o General Zenóbio que comandava a operação determinou o retorno dos dois batalhões à base, sem obtenção de sucesso. Após adiamento por uma semana o Comandante do IV Corpo determinou que a 1ª DIE brasileira capturasse

www.diariodacuesta.com.br Roque Roberto Pires de Carvalho email:roquerpcarvalho@gmail.com

o cume do Monte Della Torracia/Monte Belvedere porque Monte Castelo era o objetivo principal da próxima ofensiva brasileira. No dia 12 de dezembro de 1944, a operação foi efetivada, data que seria lembrada pela FEB como uma das mais violentas enfrentadas no Teatro de Operações da Itália. Com as mesmas condições metereológicas das investidas anteriores, inverno rigoroso, chuvas torrenciais dizem, com razões que o 2º e 3º batalhões do 1º RI/RJ fizeram milagres. Algumas posições foram conquistadas, mas o pesado fogo da artilharia alemã fazia suas baixas. Mais uma vez a tentativa de conquista se mostrou infrutífera e, o pior, causando a morte de 20 soldados e mais de 130 feridos. Dos 20 mortos 17 ficaram conhecidos como os “17 de Abetaia” todos morreram juntos, em uma emboscada dos alemães e entre eles o nosso Pracinha Almiro Bernardes, pouco lembrado em nossa comunidade de Botucatu. Somente em 19 de fevereiro de 1945 com redução do período invernal o Comando do 5º Exército determinou nova ofensiva denominada “Operação Encore” utilizando as tropas da 10ª Divisão de Montanhas e todo o efetivo da 1ª Divisão de Infantaria Brasileira. Assim, em 20 de fevereiro. As tropas da FEB apresentaram-se em posição de combate rumo ao Monte Castelo. A resistência alemã se fez mais uma vez presente; a 10ª Divisão de Montanha não tinha assegurado suas posições e a FEB teve que agir heroicamente. O ataque começou na madrugada do dia 21. Conforme instruções do “Plano Encore” - romper a Linha Gótica e conquistar o Monte os brasileiros deveriam chegar ao cume ao entardecer, após reconquistar o Monte Della Torracia. Às 17;30 horas os primeiros soldados do 1º e III Batalhões do 1º RI conquistaram o cume do Monte Castelo enquanto os americanos ainda não haviam vencido a resistência alemã, só o fazendo com a ajuda de soldados brasileiros que já haviam completado sua missão. Grande parte do sucesso da ofensiva foi creditada à Artilharia Divisionária que entre 16 e 17:OO horas do dia 21, efetuou um fogo de barragem perfeito contra o cume do Monte Castelo, permitindo a movimentação da tropa brasileira, com a vitória dos aliados, a derrota dos alemães e o cumprimento integral da missão. Porém, a guerra não para. Os brasileiros vão continuar demonstrando sangue, suor e lágrimas (W.Churchill) nas próximas batalhas para as quais serão enviados, irmanados nas lutas em defesa das liberdades. FONTE: Wikipédia; EXCERTO: A Verdade sobre a FEB.BRAYNER,F.Lima


Diário da Cuesta

Centro Cultural de Botucatu em defesa da cultura Olavo Pinheiro Godoy

Disse, certa vez, um famoso escritor brasileiro: “Uma nação se constrói com homens e livros”. Crendo nesse irrefutável dogma, O Centro Cultural de Botucatu, cumpre, a 80 anos, a sua função social e patriótica em defesa da cultura botucatuense.

Importante lembrar dos Presidentes Raphael Augusto de Moura Campos, Anthemo Roberto Feliciano, José Fernando da Silva Bilá, Olavo Pinheiro Godoy, João Carlos Figueiroa e atualmente Moacir Bernardo.

Homenagens aos colaboradores Maria Anna Moscogliato, Jairo Pires de Campos, Luiz Simonetti, Leda Galvão de Avellar Pires, Eugênio Monteferrante Neto, Angelo Fundado a 06 de agosto de 1942, no pavimento Albertini do Amaral, José Sérgio Marques , Júlio Cesuperior do Teatro Espéria, instalado oficialmensar Pereira de Carvalho, José Sebastião Pires Mendes, te pelo inesquecível historiador Dr. Sebastião de e muitos e muitos outros que emprestaram o seu esAlmeida Pinto, teve como seu primeiro presidente o forço para que o Centro Cultural permanecesse ativo. Prof. Paulo Assumpção Marques, secretariado pelo Prof. José Pedretti Neto, sendo Tesoureiro Raymun- A entidade sempre se beneficiou do trabalho vodo Penhaforte Cintra. luntário. Atualmente, a Diretoria presidida pelo Sr. Moacir Bernardo, conta com uma gama de voluntáO Centro Cultural, em sua longa trajetória sofreu rios, coordenados pela Sra. Maria Joana Tonon, com grandes reveses; como o incêndio do Teatro Esparceria da Prefeitura Municipal, poder judiciário e péria, ocorrido em 21 de setembro de 1951; onde sociedade civil, revitalizam o acervo histórico exisperdeu arquivo, mobiliário, iconografia, etc. . . tente. Animado pela esperança de que homens formados pelo livro sempre encontram as soluções adequadas, voltou a existir para o público, tendo à frente idealistas como o Dr. Arnaldo Moreira Reis, Sebastião da Rocha Lima, Walter Wagner, Darwin Viegas, Dr. Benedito Nobrega do Canto, Prof. Raymundo Cintra e Hernâni Donato entre outros que tanto lutaram pela manutenção do Centro Cultural de Botucatu. Nesta oportunidade de relato histórico a presença marcante de Sebastião da Rocha Lima, criador e idealizador da biblioteca da entidade, “Corpo e Alma do Centro Cultural”. Homenagem especial também ao insigne Dr. Arnaldo Moreira Reis (in memorian), por muitos anos presidente desta casa. Sua dedicação ao Centro Cultural foi comovente e total, nunca poupando sacrifícios para exercer a sua função, o que sempre fez com desvelo apesar da avançada idade.

Em pleno século 21, continua, o Centro Cultural, a desenvolver suas atividades culturais, aliado à modernidade, e, procurando dotar a cidade de um Arquivo Histórico que propícia aos estudantes e pesquisadores os dados essenciais de um passado glorioso. A biblioteca do Centro Cultural é de utilidade pública, e assim luta pelo aprimoramento espiritual de seu povo, tarefa nem sempre fácil de ser realizada dado os obstáculos que a vida moderna antepõe à difusão das conquistas do espírito. Mas não se desalentam os membros de sua diretoria. Dotados de fé e confiança executam, com esforço, decisão e mesmo sacrifícios, o ideal da entidade, e assim suportam ou reagem às crises econômicas e financeiras, às inquietações sociais, buscando sempre, fazer sobreviver a Biblioteca porque ela está intimamente ligada à permanência dos valores culturais.

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