



![]()




A política nacional parece caminhar para uma encruzilhada decisiva. Entre tensões, disputas internas e um ambiente de desconfiança generalizada, surge a possibilidade de uma grande mudança no cenário eleitoral: a ascensão do deputado federal Eduardo Bolsonaro como potencial protagonista da próxima eleição presidencial.
Segundo aliados próximos e parcela expressiva de seus apoiadores, o ex-presidente Jair Bolsonaro estaria impossibilitado de atuar livremente na vida política — entendimento defendido por eles como consequência de ações do chamado “Sistema”. Dentro dessa narrativa, qualquer indicação que ele venha a fazer sobre um possível sucessor seria sempre vista com suspeita.
Desse ponto de vista, a equação apresentada é direta:se Jair Bolsonaro mantiver sua intenção de concorrer, Eduardo Bolsonaro disputaria o Senado por São Paulo.
Porém, se houver uma indicação externa considerada indesejada, seus apoiadores afirmam que Eduardo lançaria sua candidatura à Presidência da República como resposta política e ato de independência.
O passado de Bolsonaro e a herança de alianças antigas
É fato conhecido que Jair Bolsonaro, durante mais de uma década, fez parte do mesmo partido de Paulo Maluf, ícone de uma escola política que marcou profundamente São Paulo. Embora tenha seguido carreira própria e mantido identidade distinta, é impossível que alguém conviva por tantos anos com figuras centrais do malufismo sem sofrer, ao menos, alguma influência de estilo.
Hoje, o governador Tarcísio de Freitas governa São Paulo com parcelas herdadas dessa tradição — figuras como Afif Domingos e Gilberto Kassab — somadas a remanescentes de um longo ciclo tucano que deixou críticas registradas: gestão lenta, privatizações controversas e denúncias que, segundo críticos, jamais receberam apuração adequada.
É justo reconhecer que o atual governo estadual tem conseguido evitar escândalos, mantendo integridade administrativa Mas o país, em seu conjunto, enfrenta
EXPEDIENTE

desafios maiores O Brasil vive um momento em que a sociedade exige lideranças capazes de confrontar estruturas consideradas por muitos como distantes da democracia plena e do Estado de Direito
Eduardo Bolsonaro e o debate sobre o futuro
Nesse ambiente turbulento, o nome de Eduardo Bolsonaro aparece como símbolo de ruptura e coragem para seus apoiadores. Para eles, sua candidatura representaria a promessa de resgatar valores do Ocidente democrático e de reafirmar tradições culturais e espirituais que moldaram a identidade brasileira.
Há quem veja no deputado a possibilidade de um novo estadista, capaz de conduzir o país a um destino diferente do atual — mais firme, mais autônomo e mais alinhado aos princípios que parte da sociedade considera essenciais.

DIRETOR:
EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes
A política é feita de movimentos ousados. E o Brasil, mais uma vez, parece à beira de uma grande escolha.
Se essa escolha for Eduardo Bolsonaro, seus defensores garantem que ele está pronto para a missão.
Avante.
A Diretoria.
O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.

“A mais recente jabuticaba brasileira, vice da oposição que vira ministro da situação, caiu de madura num cenário fértil...” CARLOS MELO
Na “Ilha da Fantasia” (Brasília) se consumou a degradação da política brasileira: Guilherme Afif Domingos, que há muitos anos vem rodeando o poder para chegar nele sem esforço e sem votos...já é realidade!
O jornal “O Estado de S. Paulo”, de 12/05/2013, traz contundente artigo “Política de Fim de Feira/Presidencialismo de Amarração”, de Ivam Marsiglia, que escreve e entrevista o cientista político Carlos Melo. A ilustração na abertura, também é do jornal.
AS CRIAS DE PAULO MALUF...


Guilherme Afif Domingos foi escolhido pelo então prefeito nomeado de São Paulo pelo Regime Militar (contra a escolha de Luiz Arrobas Martinspelo governador Abreu Sodré). Desde então, passou a depender e a ser nomeado por Maluf (já governador) para cargos de confiança. Em 1979, foi nomeado Secretário da Agricultura, ao depois, foi nomeado presidente do BADESP – Banco de Desenvolvimento do Estado de São Paulo. Era muito eclético esse Afif, como agora. Mas a prova de “ligação perpétua” ainda estava por vir Nas emblemáticas eleições DIRETAS para governador de São Paulo, após quase 20 anos de Regime Militar, Maluf escolheu como seu candidato a governador o ex-prefeito nomeado da capital, Reinaldo de Barros. Como vice, que não precisa de votos, pois vai de carona na votação do candidato a governador, INDICOU a sua cria preferida: GUILHERME AFIF DOMINGOS! A história e o resultado todos sabem: o povo paulista RENEGOU os representantes da Ditadura (Reinaldo/Afif) e deu RETUMBANTE vitória a FRANCO MONTORO, para governador e ORESTES QUÉRCIA, para vice.
Guilherme Afif continuou a seguir as pegadas de seu mestre: como Maluf, assumiu a presidência da Associação Comercial Foi deputado federal (PFL). E na esteira de outra cria de Maluf, o KASSAB, passou a conseguir espaços em cargos executivos até chegar a ser, NOVAMENTE, candidato a vice-governador com Geraldo Alckmin(indicação de Kassab/Serra). E, agora, vai para o governo federal da mesma forma que seu Mestre,Paulo Maluf, foi...

O entrevistado do “Estadão”, explica que “Afif está inaugurando a onipresença política, pretendendo servir a dois senhores ao mesmo tempo...” Citando uma frase de Tancredo Neves, Carlos Melo completa:”Entre a Bíblia e o Capital, o PSD fica com o Diário Oficial”. Afif foi além, ficou com dois diários oficiais...”

RESUMINDO: Isso tudo confirma a absoluta igualdade entre as gestões do PSDB (8anos de FHC) e do PT (8 anos de Lula + 2 anos de Dilma). O Brasil está DOENTE. Precisa de MUDANÇAS POLÍTICAS que lhes devolvam a dignidade e a honradez!
No Blog do Noblat, importante artigo do jornalista Augusto Nunes. Vamos ao texto:
Dilma Rousseff explica o segundo emprego de Afif Domingos
Blog de Augusto Nunes
“Não vou renunciar ao cargo de vice-governador porque fui eleito”, reincidiu Guilherme Afif Domingos nesta sexta-feira. Mais uma tapeação de quinta categoria.

Em 2010, o eleito foi Geraldo Alckmin, que voltou ao Palácio dos Bandeirantes com o apoio de uma aliança antipetista. Brasileiro vota no cabeça de chapa. Vice vem na garupa.
Afif não foi escolhido pelos eleitores, mas pelos pajés do DEM oposicionista ─ que depois trocaria pelo invertebrado PSD.
Sem ficar ruborizado, o 39° ministro de Dilma Rousseff alega que resolveu continuar no posto que abandonou para não decepcionar os eleitores atraiçoados, que já lhe riscaram a testa com a marca da infâmia.
Quem ouve Afif sem se sentir nauseado deve ter achado muito claro e convincente o palavrório despejado por Dilma Rousseff para justificar a engorda do primeiro escalão.
“E por que um novo ministério?”, perguntou a presidente na cerimônia de posse em que Afif ensinou como deve beijar a mão da dona quem acabou de juntar-se à criadagem da casa-grande. Em países que fazem sentido, a resposta à própria pergunta induziria um bebê de colo a imediata internação da declarante num hospício de segurança máxima.
“No Brasil nós temos de ter e de reconhecer que é necessário um processo de expansão para depois abrir um processo de redução e assinamento”, desandou a Doutora em Nada.
O Brasil que resiste à Era da Mediocridade ficaria menos perplexo se os dois parceiros contassem a verdade. Como sabe até a caxirola que a madrinha dos inventores de araque ganhou de Carlinhos Brown, Afif foi incorporado à multidão de ministros porque contrato é contrato.
Numa das cláusulas do acordo costurado por Dilma e Gilberto Kassab, ficou combinado que parte do aluguel do PSD seria paga com o repasse de um pedaço do primeiro escalão (cofres incluídos) ao ex-adversário que hoje não é de esquerda, nem de direita e nem de centro; é do governo, qualquer governo.
O resto é conversa de 171, número que rima tanto com o vendedor que não diz o que sabe quanto com a compradora que não sabe o que diz. (Blog do Noblat – 11/05/2013) (Blog do Delmanto – 12/05/2013)










