Diário da Cuesta ANO V
Nº 1301
QUINTA-FEIRA, 09 DE JANEIRO DE 2025
NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU
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MORTE E VIDA SEVERINA
O poema dramático “Morte e Vida Severina” é a obra-prima do poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto (1920-1999). Escrito entre 1954 e 1955, trata-se de um auto de Natal de temática regionalista. O poeta, que nasceu no Recife, transformou em poesia visceral a condição do retirante nordestino, sua morte social e miséria. Resumo da Obra Morte e Vida Severina retrata a trajetória de Severino, que deixa o sertão nordestino em direção ao litoral em busca de melhores condições de vida. Severino encontra no caminho outros nordestinos que, como ele, passam pelas privações impostas ao sertão.
A aridez da terra e as injustiças contra o povo são percebidas em medidas nada sutis do autor. Assim, ele retrata o enterro de um homem assassinado a mando de latifundiários. Assiste a muitas mortes e, de tanto vagar, termina por descobrir que é justamente ela, a morte, a maior empregadora do sertão. É a ela que devem os empregos, do médico ao coveiro, da rezadeira ao farmacêutico. Nota, ao vagar pela Zona da Mata, onde há muito verde, que a morte a ninguém poupa. Retrata, contudo, que a persistência da vida é a única a maneira de vencer a morte. No poema, Severino pensa em suicídio jogando-se do Rio Capibaribe, mas é contido pelo carpinteiro José, que fala do nascimento do filho. A renovação da vida é uma indicação clara ao nascimento de Jesus, também filho de um carpinteiro e alvo das expectativas para remissão dos pecados.
João Cabral de Melo Neto (09/01/1920 * 09/10/1999)
Foi um poeta e diplomata brasileiro. Sua obra poética, que vai de uma tendência surrealista até a poesia popular, porém caracterizada pelo rigor estético, com poemas avessos a confessionalismos e marcados pelo uso de rimas toantes, inaugurou uma nova forma de fazer poesia no Brasil. É considerado o maior poeta de língua portuguesa por escritores como Mia Couto.
DEPUTADO FEDERAL JOÃO CURY NETO O ex-prefeito de Botucatu, João Cury Neto (MDB), assumiu (7) uma vaga na Câmara Federal pela eleição do Deputado Federal Alberto Mourão (MDB) para prefeito de Praia Grande. João Cury Neto era o primeiro suplente do MDB. Botucatu já teve o suplente Vasco Bassói assumindo uma vaga de Deputado Estadual em 1967 e, nos anos 80, o suplente Antonio Andrade assumiu a vaga de Deputado Federal. Com representação na Câmara dos Deputados, Botucatu volta a sonhar com sua Universidade Federal + Colégio Técnico que poderão ser instalados nas excelentes instalações administrativas da antiga CESP, com magnifíca infraestrutura em seu Centro de Treinamento (com salas de aulas para treinamento, alojamentos, refeitório, auditório, etc). Parabéns! AVANTE!
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