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Diário Diário da da Cuesta Cuesta ANO III ANO V

Nº 1792 Nº 1829

QUARTA-FEIRA, 05 DE AGOSTO DE 2026 QUINTA-FEIRA, 17 DE SETEMBRO DE 2026

NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU NA DEFESAAcompanhe DO MEIOasAMBIENTE E DA em: CIDADANIA EM BOTUCATU edições anteriores www.diariodacuesta.com.br

Foi assim...

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Era para ser “O Julgamento do Século” e acabou sendo uma “Ópera Bufa de Segunda Classe”... Por 6 horas NÃO julgaram o mérito, só enrolaram... REPETECO: Igual na descondenação de Lula SEM analizar o mérito... Leia o Editorial: “Sei o que fez no verão passado...”

LEITURA DINÂMICA


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Diário da Cuesta

EDITORIAL “O Julgamento do Século” virou “Ópera Bufa de Segunda Classe”… Era para ser um momento histórico. Pela primeira vez, o Supremo Tribunal Federal se reunia para decidir se um de seus próprios ministros poderia ser formalmente investigado. Uma sessão extraordinária, cercada de enorme expectativa, na qual se esperava que os fatos fossem finalmente colocados no centro do debate. O Brasil esperava um julgamento. Recebeu uma interminável discussão sobre procedimentos. O mérito — justamente aquilo que milhões de brasileiros aguardavam conhecer e ver debatido — não chegou a ser analisado. A sessão terminou suspensa depois de um pedido de vista do ministro Flávio Dino, enquanto o Plenário discutia questões preliminares relativas à condução e à separação dos processos. E assim, aquilo que vinha sendo chamado de “JULGAMENTO DO SÉCULO” terminou, pelo menos neste primeiro ato, transformado numa verdadeira “ÓPERA BUFA DE SEGUNDA CLASSE”. Houve divergências, discussões processuais e confrontos verbais entre integrantes da própria Corte. Até mesmo a forma pela qual os processos deveriam tramitar tornou-se objeto de disputa. Mas o que o Brasil queria saber continuou sem resposta. Há, inevitavelmente, uma lembrança que volta à memória nacional: o episódio envolvendo as condenações do presidente Lula. É importante, porém, registrar corretamente a história. Em 2021, o ministro Edson Fachin anulou as condenações relacionadas à Lava Jato em razão da incompetência da Justiça Federal do Paraná para julgar aqueles processos; portanto, a decisão não representou uma absolvição de Lula pelo mérito das acusações. É justamente essa diferença entre questões processuais e julgamento de mérito que merece reflexão. Ontem, novamente sob a presidência do ministro Edson Fachin, o país acompanhou durante horas uma sessão extraordinária e, ao final, o mérito da questão que mobilizava a opinião pública permaneceu sem julgamento. Fachin havia afirmado na abertura que “não se julgam pessoas; julgam-se fatos e questões jurídicas” e que não se deveria antecipar o mérito antes de resolver a validade processual.

EXPEDIENTE NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU

Pois é exatamente o julgamento dos fatos que a sociedade agora espera. Nenhuma democracia se fortalece quando suas instituições deixam dúvidas na população. E nenhuma instituição — Executivo, Legislativo ou Judiciário — deve estar acima do escrutínio público, da Constituição e das leis. O Estado Democrático de Direito exige independência entre os Poderes, mas exige igualmente responsabilidade, transparência e respeito aos limites constitucionais. Ao cidadão resta o mais poderoso instrumento que uma democracia lhe oferece: o voto. Em outubro, os brasileiros escolherão seus representantes no Congresso Nacional. Cabe ao eleitor examinar propostas, trajetórias e compromissos e decidir qual composição deseja para a Câmara dos Deputados e para o Senado Federal — Poder que, constitucionalmente, possui atribuições específicas relacionadas aos ministros do Supremo Tribunal Federal. A resposta para uma crise institucional não pode ser o abandono da democracia. Deve ser mais democracia. Mais transparência. Mais equilíbrio entre os Poderes. Mais respeito à Constituição. Mais responsabilidade perante a sociedade. O chamado “Julgamento do Século” não terminou. Na verdade, o mérito sequer começou a ser julgado. E talvez seja justamente esse o fato mais marcante de tudo aquilo que o Brasil assistiu ontem. A sociedade continua esperando respostas. O BRASIL PRECISA DE INSTITUIÇÕES FORTES. E INSTITUIÇÕES FORTES NÃO PODEM TEMER OS FATOS. AVANTE! A DIREÇÃO.

DIRETOR: Armando Moraes Delmanto EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes Contato@diariodacuesta.com.br Tels: 14.99745.6604 - 14. 991929689

O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.


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Diário da Cuesta

FACHIN PODE RESOLVER... Por Ludmila Lins Grilo Fachin pode resolver, sozinho, essa patifaria que aconteceu hoje no STF. Segue o roteiro: 1) pedir as notas taquigráficas da sessão de hoje; 2) transcrever o teor da fala de Flávio Dino, onde consta, sim, com todas as letras, o VOTO dele sobre a questão de ordem em relação à reunião de julgamentos; 3) reconhecer que Dino não apenas votou, como apresentou extensa fundamentação (cínica, mas apresentou), o que torna o voto dele quanto à questão de ordem CONCLUÍDO; 4) Tornar sem efeito, a posteriori, o voto proferido por Alexandre de Moraes, por ser óbvia e diretamente interessado na causa ou - se não tiver coragem para tanto - aplicar a regra do art. 13, IX do RISTF sobre o voto de qualidade (“desempatador”) do presidente do STF; 5) Com isso devidamente resolvido, lançar um despacho saneador resolvendo todas as questões

de ordem apresentadas, delineando, de forma clara, o objeto de julgamento da próxima sessão, para que nenhum cínico alegue desconhecimento: autorizar, ou não, investigação criminal contra o Ministro Alexandre de Moraes. Enquanto Fachin era solícito e simpático, a turba composta por Dino-Gilmar-Moraes tratorava tudo o que via pela frente sem dó nem piedade. Moraes pediu um aparte e votou, na maior. Ficou por isso mesmo. Fachin não percebeu que, no momento, privilegiar os sorrisinhos e o “bom convívio” significa jogar o país debaixo do trem. Ele falhou miseravelmente na condução da sessão de hoje, lembrando o verso de Arthur Rimbaud, “par délicatesse j’ai perdu ma vie” (por delicadeza, perdi minha vida).


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MARIA DE LOURDES CAMILO SOUZA

12 de setembro- Dia do Crochet

Há uma lenda que conta que o crochê foi criado por uma camponesa que encantou-se pelas tramas de uma teia de aranha. Para ela, aqueles fios mágicos eram como um filigrana (obra em forma de renda, tecida com fios de ouro ou de prata), que desafiava as mãos mais hábeis de qualquer ser humano. Obstinada por reproduzir a arte da natureza, ela começou a estudar os métodos de trabalho da aranha e, tendo uma teia por modelo, fez com suas próprias mãos outra teia, com agulhas, linhas e poesia: O CROCHET Dona Aranha crocheteira saiu logo cedo de sua casinha para o trabalho. Esqueceu de trancar a porta que bateu só com o trinco e foi cantando, pulando de flor em flor, até que encontrou um vão entre uma dália e um cravo onde batia um raio de sol. Puxou um fio dourado e começou a tecer a linda renda como se quisesse criar um caso de amor entre eles. O cravo muito perfumado e altaneiro olhou irritado, “não estou preparado para me comprometer”.

A dália sorria encantada pensado que ia ganhar um vestido de festa da laboriosa aranha. A manhã foi passando e na teia se desenharam dois corações entrelaçados e mais um monte de estrelinhas brilhantes. Chegando a hora do almoço Dona Aranha enrolou o fio guardou as agulhas colocando tudo na sacolinha e voltou para casa, no caminho comeu algumas mosquinhas, chegando em casa tirou uma soneca na rede que tecera no jardim. Quando voltou ao trabalho, encontrou a dália chorando triste.. A linda teia estava rasgada e só tinha um coração. A dália contou para a aranha que o cravo fugiu com a rosa, deixando a dália com seu coração solitário e algumas estrelas. Dona Aranha nem se preocupou, pegou o fio e a agulha, e um novo coração apareceu, a teia desta feita estava ligada a um amor perfeito que feliz agradeceu. As flores ficaram felizes e juntas adormeceram unidas pela teia de estrelas que as aqueceu. E a aranha, voltou cansada para sua casinha e deitando na sua cama de plumas, dormiu.


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