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Diário Diário da da Cuesta Cuesta O JULGAMENTO DO SÉCULO Poderá ser assim... ANO III ANO V

Nº 1792 Nº 1827

QUARTA-FEIRA, 05 DE AGOSTO DE 2026 TERÇA-FEIRA, 15 DE SETEMBRO DE 2026

NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU NA DEFESAAcompanhe DO MEIOasAMBIENTE E DA em: CIDADANIA EM BOTUCATU edições anteriores www.diariodacuesta.com.br

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O Brasil não precisa de pizza. Precisa de Justiça

A Sessão Extraordinária do STF do dia 15 de setembro poderá contar com a presença de ex-presidentes e ex-membros do STF aposentados ocupando a primeira fila do plenário, dedicando todo o prestígio e apoio ao presidente Fachin no comando desse importante julgamento. Leia o Editorial à página 2

Mas poderá ser assim...


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EDITORIAL

Diário da Cuesta

O JULGAMENTO DO SÉCULO

O Brasil não precisa de pizza. Precisa de JUSTIÇA! No dia de hoje, 15 de setembro, os olhos do Brasil estarão voltados para o plenário do Supremo Tribunal Federal. Há momentos na vida de uma Nação em que não está em julgamento apenas um processo. Está em julgamento a própria credibilidade de suas instituições. O Brasil vive um desses momentos. Os acontecimentos que chegaram ao centro da Suprema Corte despertaram a atenção e a preocupação de milhões de brasileiros. Independentemente de posições políticas, ideológicas ou partidárias, existe uma pergunta que precisa estar acima de todas as demais: A JUSTIÇA SERÁ FEITA? A democracia somente sobrevive quando ninguém está acima da lei. Nem o cidadão comum. Nem o político. Nem o governante. Nem mesmo aqueles que receberam da Constituição a extraordinária responsabilidade de julgar os demais. É justamente por isso que um episódio envolvendo suspeitas sobre integrantes ou sobre o funcionamento das mais altas instituições do país exige transparência absoluta, direito de defesa, respeito ao devido processo legal e apuração rigorosa. Não pode haver condenação antecipada. Mas também não pode haver corporativismo, proteção, conveniência ou silêncio institucional. Em qualquer democracia madura, a existência de suspeitas graves contra autoridades provoca uma reação imediata das próprias instituições, inclusive com medidas preventivas de afastamento quando juridicamente cabíveis e necessárias para assegurar independência e credibilidade à investigação. O Supremo Tribunal Federal tem, portanto, a oportunidade histórica de demonstrar que a Justiça brasileira é capaz de olhar para dentro de si mesma com a mesma severidade com que olha para aqueles que estão diante de seus magistrados. É aí que estará a grandeza desse julgamento. A sessão poderá transformar-se numa demonstração histórica de respeito à Constituição e às instituições. Seria emblemático vermos antigos integrantes da Suprema Corte, homens e mulheres que ajudaram a escrever sua história, acompanhando solenemente os trabalhos e simbolizando a continuidade institucional da Justiça brasileira. Mas existe também o outro caminho. O caminho das divergências pessoais, das disputas internas,

das interpretações convenientes e da velha tradição brasileira segundo a qual grandes escândalos começam estrondosamente e, depois de intermináveis discussões, “acabam em pizza”. A imagem é popular, quase bem-humorada. Mas, neste caso, sua concretização seria uma tragédia institucional. O Brasil não precisa de pizza. Precisa de Justiça. Se houver inocentes, que sejam absolvidos e tenham seus nomes restabelecidos. Se houver culpados, que sejam condenados na exata medida de suas responsabilidades. Sem vingança. Sem perseguição. Sem proteção. Sem dois pesos e duas medidas. É isso que caracteriza o Estado Democrático de Direito. E é exatamente por isso que esse episódio pode merecer a expressão que já começa a ganhar dimensão histórica: O JULGAMENTO DO SÉCULO. Não porque deva existir espetáculo. Mas porque poderá estar em julgamento algo muito maior do que pessoas: a confiança do povo brasileiro em sua Suprema Corte e na própria Justiça. O mundo observa o Brasil. E, principalmente, o Brasil observa o Supremo. Que naquele plenário prevaleçam a serenidade, a independência, a Constituição e a consciência de que as instituições passam por momentos nos quais precisam provar, diante da História, a razão de sua existência. E que a memória e os ensinamentos de Rui Barbosa, invocados como símbolo de Justiça, consciência e responsabilidade, iluminem os magistrados na busca da verdade. Porque acima dos homens estão as instituições. Acima das instituições está a Constituição. E acima de todos deve estar a JUSTIÇA. AVANTE! A DIREÇÃO.


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Diário da Cuesta

O JULGAMENTO DO SÉCULO

A sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) marcada para o dia 15 de setembro de 2026 vai debater a crise interna gerada por relatórios da Polícia Federal sobre mensagens envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. O acesso presencial ao plenário foi restrito a pessoas com credenciamento prévio conforme as regras da Secretaria de Comunicação do STF.

O Contexto da Crise O Relatório da PF: A Polícia Federal produziu um documento com base em dados do celular de Daniel Vorcaro. Menção a Moraes: O material continha um contato associado ao ministro Alexandre de Moraes.

Ação de Mendonça: O ministro André Mendonça pediu ao presidente Fachin apuração dos fatos. Conflito de Ordens: Houve decisões divergentes entre ministros sobre a direção da Polícia Federal, o que levou o presidente do STF, Edson Fachin, a suspender os procedimentos e convocar o plenário. Os Pontos Centrais da Pauta Validade das Provas: Os ministros vão decidir se o relatório da Polícia Federal é válido ou nulo. Pedido da PGR: A Procuradoria-Geral da República pediu a anulação das ordens iniciais de Mendonça. Regras Internas: A Corte deve definir os limites para investigações envolvendo membros do próprio tribunal.


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