Diário Diário da da Cuesta Cuesta ANO V
ANO III Nº 1825
Nº 1792 QUARTA-FEIRA, 05 DE AGOSTO DE 2026 SÁBADO E DOMINGO, 12 E 13 DE SETEMBRO DE 2026
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Jornalista de Botucatu está entre os 20 melhores do Brasil no Prêmio iBest 2026 Karina Michelin aparece entre os Top 20 da categoria Jornalistas Influenciadores; seleção dos dez finalistas será anunciada em 30 de setembro. PÁGINA 2
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Jornalista de Botucatu está entre os 20 melhores do Brasil no Prêmio iBest 2026 A jornalista botucatuense Karina Michelin está entre os 20 melhores nomes do Brasil na categoria Jornalistas Influenciadores do Prêmio iBest 2026, uma das principais premiações do universo digital brasileiro. Ao comentar a conquista, Karina destacou o fato de desenvolver um trabalho independente, sem estar vinculada à estrutura de uma grande emissora de televisão. “Para mim, não é apenas uma indicação; é o reconhecimento da relevância conquistada por uma jornalista independente, sem a estrutura de uma grande emissora, sem publicidade estatal e sem patrão político. Meu compromisso é com minha consciência, meus princípios e o público”, afirmou. Nascida em Botucatu, Karina Michelin é jornalista, apresentadora e ex-modelo, com trajetória profissional iniciada em 2000. Em 2006, foi eleita Miss Italia nel Mondo e, ao longo da carreira, trabalhou como apresentadora na Itália, nos Estados Unidos e no Brasil. A jornalista possui nacionalidades brasileira e italiana. Entre os 20 selecionados pelo iBest, quatro são mulheres. Além de Karina, estão na lista as jornalistas Natuza Nery, Andréia Sadi e Daniela Lima. Em sua manifestação, a jornalista de Botucatu também fez críticas à relação entre imprensa, poder político e recursos públicos destinados à publicidade. Karina defendeu que o papel do jornalismo deve ser o de fiscalização permanente do poder e ressaltou que considera sua presença na seleção especialmente significativa por atuar de forma independente. A jornalista também comemorou dividir espaço na premiação com nomes como Augusto Nunes, Alexandre Garcia, Jorge Serrão, Luís Ernesto Lacombe, Ivan Kleber, Silvio Navarro, Diogo Forjaz e Cláudio Dantas, profissionais que citou como referências ou colegas cujo trabalho acompanha. Karina agradeceu ainda ao público que acom-
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Karina Michelin aparece entre os Top 20 da categoria Jornalistas Influenciadores; seleção dos dez finalistas será anunciada em 30 de setembro
panha suas publicações e atribuiu aos leitores e seguidores parte importante do resultado alcançado. “Obrigada a cada pessoa que lê, assiste, comenta e compartilha meu trabalho, foram vocês que me trouxeram até aqui!”, escreveu. A próxima etapa do Prêmio iBest está marcada para 30 de setembro, quando serão anunciados os dez finalistas da categoria. Para Karina, independentemente do resultado da próxima fase, chegar ao Top 20 já representa uma conquista relevante e um reconhecimento ao trabalho desenvolvido. (Leia Notícias)
DIRETOR: Armando Moraes Delmanto EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes Contato@diariodacuesta.com.br Tels: 14.99745.6604 - 14. 991929689
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De 15 a 18 de setembro, a literatura, a música, o teatro, as artes e muitos encontros especiais vão ocupar a UNESP Botucatu - Campus Rubião Júnior. Serão quatro dias de experiências para todos os públicos, com autores convidados, rodas de conversa, apresentações musicais, espetáculos, oficinas, saraus e muito mais.
UNESP Botucatu - Campus Rubião Júnior 17 - 15 a 18 de setembro
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GABRIEL JOSÉ GARCIA MÁRQUEZ “NOBEL DE LITERATURA/1982” Nascido na Colômbia, conhecido como Gabo, Garcia Márquez é de 6 de março de 1927, na cidade de Aracataca, filho de Gabriel Eligio Garcia e de Luisa Santiaga Márquez. Irmandade de 11, logo depois de seu nascimento, seu pai se tornou farmacêutico e em 1929 seus pais se mudaram para Barranquilla. Com a mudança dos pais ele permaneceu na companhia de seus avós maternos, Doña Tranquilina Iguarán e o Coronel Nicolás Ricardo Márquez Mejia. Aos oito anos de idade seu avô faleceu e a avó o encaminhou para a casa dos pais. O falecido avô tinha sido um veterano da Guerra dos Mil Dias (1899-1902) que devastou a Colômbia, cujas histórias encantavam o menino e a sua avó, uma professora, exerceram forte influência nas histórias do futuro autor que os inseriu na sua obra mais célebre – Cem Anos de Solidão. Chegando à casa dos pais foi matriculado no Liceu Nacional de Zipaquirá. Passou a juventude ouvindo contos das Mil e Uma Noites e ainda na adolescência “devorando” livros. Um desses livros era de Franz Kafka “A Metamorfose”. Ao ler a primeira frase do livro, “Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso”, pensou “então eu posso fazer isso com os personagens? Criar situações impossíveis?” – eram sinais para sua inteligência... Em 1947, muda-se para Bogotá para estudar Direito e Ciências Políticas na Universidade Nacional da Colômbia, mas abandonou os estudos antes da graduação. Em 1948 vai para Cartagena das Índias, Colômbia, e começa seu trabalho como Jornalista no Jornal El Universal. Em 1949, foi para Barranquilla e trabalhou como repórter para o Jornal El Heraldo. Nesse mesmo período participou num grupo de escritores para estimular a literatura e em 1954, passou a trabalhar no El Espectador como repórter e crítico. Em 1958, trabalhou como correspondente internacional na Europa; retornou à Barranquilla, casou-se com Mercedes Barcha, com quem teve dois filhos: Rodrigo e Gonzalo e em 1961, foi para Nova Iorque trabalhar como correspondente internacional, mudando-se depois para o México. Garcia Márquez sente ainda a influência de seu avô materno... resolve então contar histórias, passando a escrever. Seus livros alcançaram repercussão na Europa nos anos de
1960/1970. Eles refletiam sobre os rumos políticos e sociais da América Latina, e, de maneira mais abrangente, sobre a condição humana, especialmente da solidão. Afirmou o autor que toda sua obra foi um esforço em escrever um único livro: O livro da solidão. Somente em 1967, quando publica Cem Anos de Solidão – obra prima que narra a história da família Buendía na cidade fictícia de Macondo, desde sua fundação até a sétima geração-, considerado um marco da literatura latino-americana e exemplo maior do estilo a partir de então denominado “Realismo Fantástico”, é que o Autor começa a ter seu talento reconhecido mundialmente. Aclamado instantaneamente como um dos maiores romances do século XX, garantiu que a expectativa sobre os Livros de Garcia Márquez, daí em diante, fosse sempre a máxima possível. Ao sucesso absoluto de Cem Anos de Solidão, seguiu-se a publicação de outros volumes de contos. Depois de anos sem publicar nenhum romance, Garcia Márquez escreveu aquele que considera como seu maior romance literário, O outono do patriarca (1975), livro que relata a história de um ditador sul-americano, que vive a situação absurda e so-
litária de um “poder total”. De tal maneira o livro foi bem sucedido do ponto de vista da observação da alma interior daquele que detém o poder, que mereceu do general Omar Efrain Torrijos Herrera (1929-1981), Líder que comandou o Panamá quando em estado de exceção (1968-1981) a afirmação de que “O seu melhor livro é O Outono do Patriarca: que todos somos assim como você díz”. Após ser premiado em 1982 como Nobel de Literatura, publicou em 1985 seu último e grande livro que foi: “O amor nos tempos de cólera”. O livro narra livremente a história dos seus pais usando para tantos nomes fictícios de Florentino Ariza e Fermina Danza. Em 2002, publicou sua autobiografia “Viver para contar”, logo após ter sido diagnosticado um câncer linfático. Em 2009 Garcia Márquez declarou que havia se aposentado e que não pretendia escrever mais livros. Em 2012, embora estivesse em bom estado físico, havia perdido a memória e não voltaria a escrever. Faleceu em 17 de abril de 2014 aos 87 anos, na cidade do México, vítima de uma pneumonia. Sua morte repercutiu mundialmente. Escreveu mais de 25 livros entre romances, contos e textos; recebeu dezenas de Prêmios e condecorações. Em 1994 fundou, em Cartagena, Colômbia, uma fundação que leva seu nome para estimular e premiar as vocações, a ética e a boa reportagem ao jornalismo latino-americano.
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