Diário Diário da da Cuesta Cuesta ANO III ANO V
Nº 1792 Nº 1814
QUARTA-FEIRA, 05 DE AGOSTO DE 2026 SEGUNDA-FEIRA, 31 DE AGOSTO DE 2026
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JORNALISMO MODERNO! O DIÁRIO DA CUESTA desde seu lançamento tinha a exata noção de seu espaço no webjornalismo. Tinha que ser um jornal POCKET. Tinha quer ser diário e online e trazer em pouco espaço notícias importantes e rápidas e, ao mesmo tempo com textos mais longos, divulgar relatos históricos referentes a Botucatu, para que não se percam as suas “impressões digitais”... Destaque para a coluna LEITURA DINÂMICA que traz a notícia de forma rápida, didática e visualmente ilustrada. Tem sido um sucesso. Os colunistas do DIÁRIO representam a “alma” do nosso povo e valorizam Botucatu e região. Ao mesmo tempo, o DIÁRIO procura registrar os fatos históricos de Botucatu, de forma abrangente e objetiva. Com texto mais longo mas que atende ao registro necessário a resguardar a nossa PEQUENA PÁTRIA que é e sempre será BOTUCATU! Esse é o desafio de fazer jornalismo neste mundão sem dono que é a web. Uma VOZ FORTE PARA BOTUCATU ! AVANTE!
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Diário da Cuesta
EXPEDIENTE NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU WEBJORNALISMO DIÁRIO
DIRETOR: Armando Moraes Delmanto EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes Contato@diariodacuesta.com.br Tels: 14.99745.6604 - 14. 991929689
O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.
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LEITURA DINÂMICA 1 – A pandemia inviabilizou o Carnaval em 2022. Mas Botucatu tem uma tradição carnavalesca consolidada: os bailes de salões no Clubes Sociais (AAB, AAF e BTC) sempre foram os preferidos dos botucatuenses.
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– O BTC tinha o melhor Carnaval no passado. As matinês infantis (1953) e as Noites Gordas(1962) ficaram marcadas pelo sucesso, animação e alegria
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– Da Vila dos Lavradores, o Carnaval de rua mobilizava os moradores e empolgava pela animação.
LEITURA DINÂMICA
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– Os intelectuais Mário e Oswald de Andrade foram os grandes líderes do Movimento Modernista que culminou com a Semana de Arte Moderna de 1922.
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– “Gente Unida da Vila Maria”, entre outras Escolas de Samba, marcou sua trajetória no Carnaval de rua de Botucatu
– Mário de Andrade participou da Semana de Arte Moderna que inaugurou o Modernismo no Brasil. Buscou divulgar, em seus textos, elementos da Cultura brasileira e criar um sentimento de identidade nacional. Seu livro mais conhecido é Macunaíma que traz como subtítulo: “o herói sem nenhum caráter”. Destaque para a publicação do famoso “Prefácio interessantíssimo” do livro “Paulicéia Desvairada”, de 1921.
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- Os Carnavais Tradicionais do BTC nos anos 50/60. Sempre tendo à frente a liderança de João Passos, presidente do Botucatu Tênis Clube.
“Bailarinas”: Zé Amat, Pedro Peduti, Pedrinho Eichenberger, Zé Fiuza e Miro Fernandes
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– Em 1922, ano em que eclodiu a Semana de Arte Moderna, Oswald de Andrade estreou com o romance “Os Condenados”, época também em que se casou com Tarsila Amaral.
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– Tarsila Amaral é uma referência para a criação da Antropofagia modernista brasileira, ou Movimento Ant ro p o fá g i co , que se propunha a deglutir a cultura estrangeira e adaptá-la ao Brasil. É um quadro que tem a digital da pintora e reúne traços comuns que já haviam sido testados em “A Negra” e “Abaporu”.
casal Vilaulbo Vicentini e Zoza Peduti ladeando o Bloco das Nêgas Malucas
CARNAVAIS TRADICIONAIS DO BTC
João Passos
Nos anos 50/60 Botucatu passou a curtir e a viver o Carnaval no BTC, sob o comando seguro do saudoso empresário João Passos. A AAB e a AAF vieram depois com suas atividades sociais. Era o carnaval das famílias, com lança perfume e serpentina, tudo sob controle e a alegria e o divertimento imperavam... A foto dos moços dos anos 50, vestidos de bailarinas, impactou em uma época em que isso era bem pesado... O sensacional Bloco das Nêgas Malucas fez sucesso e alegrou a festa carnavalesca no final dos anos 60; a ideia foi trazida por Wanda Delmanto do Clube Atlético Paulistano e implementada por Carmem Amat. Sucesso. Carnavais família como esses não existem mais...
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LEITURA DINÂMICA 1 5
– A Prefeitura de Santos irá construir um monumento a Pelé, para isso lançará um edital internacional para erguer um monumento em homenagem a Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, no maior jardim de praia do mundo - são 5.335 metros de comprimento e 50 metros de largura. O Atleta do Século morreu aos 82 anos. A informação foi divulgada pelo prefeito na presença do governador Tarcísio de Freitas durante ida ao velório do Atleta do Século, na Vila Belmiro. “Será um monumento no jardim da praia onde ele adorava frequentar. Vamos fazer um concurso, um chamamento internacional de arquitetos, artistas, para que desenvolvam o projeto. Será mais um símbolo do Rei na cidade, no maior jardim de praia do mundo”
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– O tradicional Hotel Parque Balneário, em Santos, mantém a tradição que o tornou um referencial na área hoteleira. Era o Copacabana no Rio e o Parque Balneário em Santos. Desde o presidente Getúlio Vargas até presidentes de países estrangeiros e reis europeus, artistas e empresários foram hospedes do Parque Balneário.
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– Na estátua do Rei Pelé, no bairro Aparecida, os santistas e os turistas tem deixado flores e se reunido para lembrar o legado do melhor jogador do mundo.
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– No Museu do Pelé, em Santos, temos o rico acervo sobre a vida de Edson Arantes do Nascimento. Com itens referentes à carreira de Pelé, como camisetas e brindes que lembram a sua atuação no Santos e na Seleção Brasileira. Um roteiro turístico, através de um bonde restaurado leva o turista aos principais pontos do Centro Histórico de Santos.
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LEITURA DINÂMICA
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– Trabalho técnico embasado em estudos sérios. “Estudos Básicos para a Escolha da Futura Capital de São Paulo – USP – Instituto de Geografia – Relatório das pesquisas efetuadas pela COMISSÃO PARA PROCEDER AO ESTUDO DA LOCALIZAÇÃO DA NOVA CAPITAL – CEPELCA” (criada em 1967). Foram 5 as áreas escolhidas (duas coincidindo quanto a localização), para que o Governo pudesse escolher uma delas. Em 1980/81, houve a negativa da Assembléia Legislativa em autorizar a mudança da Capital para o interior, em oposição a Paulo Maluf. Hoje, esse assunto está superado, eis que a Constituição do Estado de São Paulo, de 1989, EXPRESSAMENTE prevê a possibilidade de mudança da Capital.
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– Na delimitação do “Quadrilátero Central”, tentou-se evitar atingir a grandes centros urbanos. Tangenciando Campinas e Bauru e excluindo Ribeirão Preto e Sorocaba, demarcou-se o que se chamou “Quadrilátero Central”, como grande área de apoio para a seleção de sítios passíveis de receberem a futura Capital.
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– No Museu do Café (antiga Bolsa do Café), tinha o Salão do Pregão, era o espaço das negociações que fixavam as cotações diárias das sacas de café, o Salão do Pregão conta com 154 itens, dentre eles 81 cadeiras e mesas em imbuia sobre um estrado de jacarandá. No piso de desenhos geométricos, com mármores da Grécia, Espanha e Itália, destaca-se a estrela de Davi, elemento de referência maçônica. A disposição do mobiliário, em estilo art noveau, representa a hierarquia da antiga bolsa: 11 cadeiras principais destinadas ao presidente, ao centro, e aos secretários, ao lado, e as outras 70 ao redor, aos corretores. Produtores e exportadores assistiam às sessões no mezanino. Os pregões foram realizados até 1950. O banqueiro Francisco Botti, de Botucatu, Corretor de Café e Diretor proprietário do Banco Brasul, ligado ao setor cafeeiro, teve atuação destacada na então importante Bolsa do Café, juntamente com o cafeicultor João Mellão, de São Manuel, seu sócio no banco.
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– Na tradicional Vila Belmiro, no estádio que consagrou Pelé, sede do Santos Futebol Clube, o monumento e o busto a Pelé... O Atleta do Século é orgulho para os santistas, para todos esportistas, para todo brasileiro que gosta de futebol e reconhece o grande prestígio mundial do Brasil através da atuação genial do Rei Pelé!
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– O problema inicial que se coloca é o conceituar o que seja Região Central. “... A opinião mais corrente na interpretação do texto constitucional, tanto na pública quanto no âmbito da própria CEPELCA, é que a “região central” significa realmente uma área geograficamente situada em posição central no conjunto do Estado. Desse ponto de vista, considerando-se os dois “ponto centrais”, reiteradamente indicados à Comissão, esboçou-se uma “região central” englobando os dois referidos pontos: o “centro de gravidade”(proximidade de Itapuí) e o “centro de circulação”(cruzamento próximo a Jaú).
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– Mas a POLÍTICA que inviabilizou a aprovação da mudança em 1980/81, contra o governador MALUF que a defendia, em 2007 o então governador SERRA, através da deputada do PSDB, Célia Leão, propôs a mudança para a região de Campinas (próxima da Capital, mas onde Serra tenha ligações políticas com a UNICAMP). Quiseram impor uma distância máxima de São Paulo para a futura Capital de 150 quilometros. MAS NÃO HÁ ESSA LIMITAÇÃO NA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. Numa distância de apenas 150 quilometros é muito pouco, muito pouco a resguardar uma futura Capital do gogantismo sufocante que encontramos em São Paulo... Além do que é uma limitação “tucana” com endereço certo: beneficiar a gigantesca Campinas...
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– Botucatu se credenciou para receber a futura Capital no Planalto de Paula Souza, entre a cidade de Botucatu e a cidade de Itatinga. Propositura sugerindo o nome de PAULICÉIA à futura Capital foi aprovada pela Câmara Municipal, em homenagem ao líder do movimento modernista, MARIO DE ANDRADE, que publicou “Paulicéia Desvairada”. Como Capital da CUESTA, Botucatu poderá do topo da cuesta, quase em sua escarpa, receber a FUTURA CAPITAL PAULISTA
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História Postal de Botucatu Ângelo Albertini do Amaral
Por aqui tivemos nos primórdios, as cartas sendo enviadas e recebidas pelo correio com entregas a cavalo e a pé, mas com o progresso o trem chegou e com ele surgiu o Correio Ambulante, que ao longo da ferrovia ia recolhendo e entregando cartas, num afã diurno e noturno. O primeiro ambulante que conhecemos é de uma carta selada de 200 réis com o carimbo: Botucatu a Cerqueira César - C.A. - S. Paulo – de 5 de dezembro de 1901, endereçada para Sorocaba. Entre 1908 e 1909 Botucatu está definitivamente no curso dos ambulantes, com o carimbo: Tietê a Laranjal, datada de 1908. Temos um Bilhete Postal, remetido de Oiti, lugarejo entre Conchas e Botucatu, e outro com carimbo: Laranjal a Agudos, este mais legível, com data de 4 de novembro de 1908. Em seguida anotamos dois Bilhetes Postais com o carimbo Botucatu a Manduri - (S. Paulo) ambos sem indicar a procedência, mas um deles com a data do carimbo de 3 de outubro de 1908, pela assinatura: Luiz Lopes, certamente era de Rubião Junior. O outro datado de 11 de janeiro de 1909, abreviando J. Rossi, deve ter a mesma procedência. O Bilhete Postal teve um largo uso a tempos, garantido pelo seu preço módico e pela simplicidade do seu modelo. O Bilhete Postal foi o telefonema de antigamente. Apertava o calo e lá ia um garranchoso e resumido bilhete postal, vale dizer, curto e grosso. O correio aéreo também permitiu um dedo na história. O trem desatrelou o cavalo, mas o avião quando chegou com aqueles ares de pássaro cansado, que não queria nada com a dureza, foi logo mostrando que o trem já era obsoleto. Pelos idos de 1940 ainda, Botucatu não tinha campo de
pouso, portanto, embora fosse a sede da Diretoria Regional, não recebia a sua correspondência aérea em casa. Na década de 1930 a 1940, foi inaugurada uma linha aérea: Brasil – Bolívia. O Syndicato Condor Ltda. Transportava a correspondência até Corumbá e daí, o Loide Aéreo Bolívia, concluía a rota até La Paz. O carimbo é do Rio de Janeiro. Nessas rota o avião pousava em São Paulo, Bauru, Lins, Penápolis, Araçatuba e Três Lagoas, e menos a capital, todas essas cidades estavam no âmbito da jurisdição de Botucatu. Com essa empresa aérea, pelos idos de 1934 fez-se um convênio para que a Regional se beneficiasse do transporte de correspondência, porém a mala postal da cidade ficava em São Paulo e de lá vinha para Botucatu. Vieram a navio, avião, trem, veículos rodoviários, e quem sabe se a cavalo e também o homem a pé, todos debaixo de sol e do chuva, para que um filatelista troque os seus selinhos, uma forma de comunicação para que os usuários mandem e recebam suas notícias e nesse contexto, está Botucatu ligada com o resto do mundo. Quem recebe uma carta, tira-a do envelope, que casualmente poderá ficar por cima de um móvel, até mesmo dentro de na gaveta e mais ocasionalmente, dentro de um livro, ou uma caixa de lembranças. Simplesmente fica lá, até quando mais cedo, ou tarde, acaba sendo jogado no lixo. Um filatelista poderá até ter um pouco mais de propósito e um dia, cuidadosamente recortar o selo e então lavá-lo e secá-lo cuidadosamente, para a sua coleção ou para suas trocas. Poucos são os que prestam atenção ao carimbo e quando o fazem é por ser um carimbo comemorativo, ou diferente, curioso ou mais antigo. Na relação selo e carimbo, no envelope, sem dúvida interessa mais o selo, e quanto mais vistoso, melhor. Realmente carimbo é secundário e até mesmo menosprezado. Mesmo assim, alguns desses selos com carimbo de Botucatu e mesmo envelopes inteiros que sobreviveram, contam a história do Correio em Botucatu desde o império, passando pela república até chegar nos dias atuais. (com ajustes de Edil Gomes) Angelo Albertini do Amaral - Botucatu – SP – Brasil - MISCELÂNIA FILATÉLICA E NUMISMÁTICA, QUASE LIVRO