Diário Diário da da Cuesta Cuesta ANO V
ANO III Nº 1792 QUARTA-FEIRA, 05 DE AGOSTO DE 2026 Nº 1813 SÁBADO E DOMINGO, 29 E 30 DE AGOSTO DE 2026
NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU NA DEFESAAcompanhe DO MEIOasAMBIENTE E DA em: CIDADANIA EM BOTUCATU edições anteriores www.diariodacuesta.com.br
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Michael Jackson é um cantor e compositor estadunidense nascido em Gary, Indiana, no dia 29 de agosto, de 1958. Um dos maiores astros da história, Michael Jackson também conhecido como o Rei do Pop. Ele faleceu na sua casa, em Los Angeles, após uma overdose de medicamentos em 25 de junho de 2009.
Neste período, Michael Jackson se preparava para a última turnê da sua carreira, This Is It. Começou a carreira no grupo de seus irmãos, o Jackson Five, para depois alçar uma vida como cantor solo. Michael Jackson é detentor de inúmeros recordes, entre eles, o álbum mais vendido da história, Thriller.
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MICHAEL JACKSON NO BRASIL
Jackson apresentou-se pela primeira vez no Brasil em setembro de 1974, através de uma etapa na América Latina da turnê The Jackson 5 World Tour (1973–1975), como um membro do grupo Jackson 5, aos dezesseis anos de idade, a turnê contou com apresentações nas cidades de São Paulo (inclusive com uma apresentação na extinta Rede Tupi), Brasília, Porto Alegre, Salvador, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.[100] Em 15 e 17 de outubro de 1993, ele realizou como cantor solo, suas duas últimas apresentações no país, através da turnê Dangerous World Tour (1992–1993) com ingressos esgotados no Estádio do Morumbi na cidade de São Paulo. Durante sua estadia no Brasil, Jackson visitou uma fábrica de brinquedos, na ocasião um dos veículos de sua comitiva atropelou dois irmãos, onde um deles quebrou a perna, o cantor mais tarde visitou-os pessoalmente no hospital. Em Portugal, na data 26 de setembro de 1992, Jackson apresentou-se pela primeira e única vez em Portugal, através da etapa europeia de sua turnê Dangerous World Tour, no Estádio José de Alvalade em Lisboa. No ano de 1996, Michael veio ao Brasil em parceria com o Olodum para a gravação do clipe de They Don›t Care About Us, quarto single do álbum HIStory (1995). As gravações foram realizadas no Pelourinho em Salvador na Bahia e no(a) Favela Santa Marta/Morro Dona Marta no Rio de Janeiro, o figurino de Jackson era completamente
brasileiro (camiseta do Olodum e calça jeans azul — no demais, óculos escuros p reto com a borda dourada & seu tradicional mocassim preto com meias brancas). Houve gravação da estátua Cristo Redentor (incluído no clipe) e gravação de Michael correndo sobre o calçadão de Copacabana conjunto ao Exército Brasileiro e um cinegrafista (por algum motivo as cenas não foram inclusas no clipe, há a teoria de que esta parte da gravação não foi incluída no clipe porque o Michael estava usando outro figurino— casaco vermelho); estas cenas foram filmadas também por câmeras amadoras, então é possível assistir, porém, fora do clipe.
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“ FARD0S DA VIDA “
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José Maria Benedito Leonel
Cada um de nóis carrega o próprios fardos. Eu, ao pensar nos meus, lembro-me dos fardos de algodão de minha infância; algodão plantado e colhido pelo pai em terra alheia e fraca. Guardo malemá na memória as flores do algodoal vestindo de branco quadras de chão. Criança que era, eu achava lindo e era. Depois via com inocente tristeza os fardos de algodão, já vendidos, irem embora. Lembro-me da carroça e da tropa: no tronco, o Cigano, um burro preto, na rédea, a Granfina, uma mula tordilha. Ah,os fardos da vida. Aqueles da minha infância me deixaram a suavidade das plumas do algodão. Hoje, uma vida depois, são outros os meus fardos. Os de minha infância eram pesados e vendidos em arrobas. Hoje, meus fardos são doídos, mas leves, pesados na balança do meu coração: saudade da mãe, do pai, de gente que foi embora, do canto de invernada onde nasci, do meu cavalo pampa e dos
sonhos de minha mocidade. E o que aprendi até aqui, já que a criança que fui ficou no tempo? APRENDI que posso carregar o peso que me cabe porque Deus conhece minha força. APRENDI que a lã não pesa pro carneiro. APRENDI que quanto mais escura a noite, mais perto está a madrugada. APRENDI que muitas vezes, ganho se calo, perco se falo. Aprendi que há muito por aprender, basta olhar de lado ou pra trás e ver os fardos alheios. De fardos pesados, se os tive ou tenho, não falo. Simples assim.
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MARIA DE LOURDES CAMILO SOUZA
“Caminho de cristal”
Aproximava-se a Festa de Outono em Lugano, cidade na fronteira entre Itália e Suíça. Nonna Francesca cozia uma colcha de retalhos, sentada na varanda florida de onde se podia ver as montanhas do Cantão italiano. De longe se podia ver um pequeno rebanho de ovelhas, voltando do pasto com Ciccilo, o jovem pastor. Junto ao riacho via-se pedras coloridas que brilhavam sob a luz do sol. Ouvia-se os balidos das ovelhas entremeado dos badalos que levavam pendurados ao pescoço. A cena rural prendeu seu olhar por instantes. Os óculos escorregavam, ajeitou-os e continuou o trabalho, escolhendo retalhos para o trabalho de patchwork. Pensou em reproduzir aquela cena, contando a estória na colcha. Nisto ouviu a neta Giovana chegar, e sua voz animada perguntando por ela. -Nonna Francesca aonde está?” Aqui na varanda! Viu sua cabeça loura aparecer junto a porta de vidro. Levantou-se para abraçá-la. Preciso que me ajude a fazer a roupa para a dança folclórica do meu grupo, na festa de Outono, em outubro. Trazia nas mãos uma sacola com os tecidos e enfeites, bem como uma foto da roupa típica. Francesca procurou a fita métrica e começou a tirar as medidas da neta. Trabalho difícil visto que ela não parava de gesticular, falando animadamente como seria a dança. E juntando às palavras alguns passos da dança e cantarolando a música! Dava uns saltos, batendo palmas e girava no ar. Francesca riu e pediu ternamente que ela ficasse quieta para poder tirar as medidas. Foi anotando as medidas numa caderneta. E depois colocou o lápis apoiado na orelha.
Olhou os tecidos dentro da sacola, enquanto os carregava para seu quartinho de costura. Ia seguida de Giovanna que tinha passado pela cozinha e vinha mastigando uma crostata espalhando farelos por onde passava. Foi limpando a grande mesa, colocou a sacola sobre a poltrona de tecido florido ao lado da máquina de costura. Sentia-se animada para começar imediatamente. Viu que a neta tinha esquecido de alguns aviamentos, e já planejava mentalmente ir na manhã seguinte ao bazar para comprá-los. Giovanna despediu-se da avó com beijos estalados nas bochechas agradecendo, e correndo porta afora ao ouvir o barulho de uma buzina em frente a casa. Dias depois ligou para a neta pedindo que viesse fazer a prova da roupa. Era um traje típico do Cantão. Levava uma saia florida com suspensórios, blusa branca bordada entremeio de passamanaria, com mangas bufantes e nas costas levaria uma capa de veludo verde musgo. Ela usaria meias brancas e sapatilhas pretas com fitas entrelaçadas no tornozelo. Trabalhou muito e terminou o trabalho justo na véspera da festa. Estava muito emocionada enquanto ajudava Giovanna a se vestir. Seus cabelos louros estavam especialmente brilhantes e cacheados e levavam uma coroa de flores naturais amarrados com fitas. Ela estava particularmente linda.Ficou olhando Giovanna sair, literalmente encantada, lembrava uma imagem da ninfa dos bosques. Deu uma última olhada no espelho, arrumando uma mecha do cabelo grisalho na testa, apanhou sua bolsa que estava sobre o aparador de vidro grosso na sala de estar e saiu para os festejos.