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Diário Diário da da Cuesta Cuesta

ANO III Nº 1792 QUARTA-FEIRA, 05 DE AGOSTO DE 2026 ANO V Nº 1811 QUINTA-FEIRA, 27 DE AGOSTO DE 2026

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EDITORIAL “...Mas você vai falar de história, com essa crise toda por que passa São Paulo e o Brasil?!? - Exatamente por isso é que É PRECISO buscar os exemplos cívicos de nosso país! É de São Paulo que partirá a reação cívica! E a REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932, com a VITÓRIA POLÍTICA PAULISTA de 1934, deu o grande exemplo da mobilização da “INTELLIGENTZIA” PAULISTA na defesa do ESTADO DE DIREITO e da DEMOCRACIA, com uma CONSTITUIÇÃO DEMOCRÁTICA e a plena autonomia administrativa para todos os Estados da Federação...” Página 2

93 ANOS DA VITÓRIA PAULISTA!!! No mês de agosto de 1933,


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Diário da Cuesta

EDITORIAL

Mas você vai falar de história, com essa crise toda por que passa São Paulo e o Brasil?!? - Exatamente por isso é que É PRECISO buscar os exemplos cívicos de nosso país! É de São Paulo que partirá a reação cívica! E a REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932, com a VITÓRIA POLÍTICA PAULISTA de 1934, deu o grande exemplo da mobilização da “INTELLIGENTZIA” PAULISTA na defesa do ESTADO DE DIREITO e da DEMOCRACIA, com uma CONSTITUIÇÃO DEMOCRÁTICA e a plena autonomia administrativa para todos os Estados da Federação. Hoje, com o histórico do MENSALÃO, com o rombo gigantesco do PETROLÃO, temos ainda o TRENSALÃO do Metrô Paulista ENVERGONHANDO São Paulo e é mais do que necessário buscarmos o espírito dos paulistas que ergueram a CIDADANIA da Nação naquele que foi o maior movimento cívico do país! PAULISTAS, vamos colocar ORDEM em São Paulo! Vamos jogar na “lata de lixo da história” esses falsos políticos, verdadeiros picaretas a ludibriar a fé popular! A história política do Brasil estava esperando por uma releitura que não tivesse o “texto pronto” dos escribas do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda do Estado Novo) e nem a versão dos remanescentes do antigo PRP – Partido Republicano Paulista, derrotados pela Revolução de 1930, mas com os quais Getúlio Vargas se aliou, em 1937, ao implantar o regime ditatorial do Estado Novo, domesticar São Paulo e estancar a marcha da construção da Democracia no Brasil. O Ditador queimou as Bandeiras dos Estados e implantou o centralismo autoritário e facista. Nesse período, a grande liderança de São Paulo foi o Governador Armando de Salles Oliveira. Realizou um governo tão moderno, com destaque absoluto para a educação, que passou a ser o modelo para os outros Estados, que vinham a São Paulo

conhecer a modernização administrativa do governo e a implantação das Escolas Profissionalizantes (as ETECs de hoje). Com muito prestígio no Brasil todo, Armando Salles desincompatibilizou-se do Governo Estadual para ser candidato à Presidência da República, nas eleições marcadas para janeiro de 1938. Em novembro de 1937, Getúlio Vargas dá o Golpe Militar e implanta o Estado Novo – Ditadura que iria até 1945, humilhando os paulistas e acabando com o exercício da Democracia para os brasileiros. Armando Salles foi um paulista de raça e coragem! A Ditadura ganhou na força mas perdeu nos princípios: teve que garantir a Constituinte que nos deu a Constituição Democrática e teve que dar autonomia aos paulistas! Então, nós fomos vencedores. Venceu a Democracia. De 1934 a 1937, o Brasil viveu um regime democrático! E destaco a importância do MMDC em não nos deixar esquecer a bravura e a coragem dos paulistas no combate à Ditadura e em defesa do direito de cada Estado poder ter autonomia administrativa. E a mobilização foi unânime! As diferenças político-partidárias não impediram a grande mobilização. São Paulo soube compreender o momento cívico que estava vivendo e soube levantar bem alto a Bandeira Paulista. O maior historiador da Revolução de 32 é o escritor Hernâni Donato. É dele a lembrança de uma frase dita por Getúlio Vargas após ir buscar acordo com os revolucionários paulistas e fazer a indicação do Dr Armando de Salles Oliveira para comandar São Paulo: “Quero que compreendam a extensão e o significado deste ato, pois, com este decreto, entrego o governo de São Paulo aos revolucionários de 32”. E diz com sabedoria Hernâni Donato :”Os paulistas, do fundo da amargura pela rendição, pela derrota, clamaram vitória ao ouvir a certeza das eleições e da constituinte. ISSO QUERÍAMOS, PORTANTO, VENCEMOS!” AVANTE, PAULISTAS!!! A DIREÇÃO.

Fotos do livro: “HISTÓRIA DA VITÓRIA POLÍTICA PAULISTA, 1934”.

EXPEDIENTE

DIRETOR: Armando Moraes Delmanto

NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU

EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes

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O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.


Diário da Cuesta Diário da Cuesta 4 9 DE JULHO E A GRANDE VITÓRIA PAULISTA!!!

A vitória da Revolução Constitucionalista de 1932 só aconteceu em 1933/34, com a nomeação de um civil e revolucionário para o Governo Paulista e a realização da CONSTITUINTE!! “Quero que compreendam a extensão e o significado deste ato, pois, com este decreto, entrego o governo de São Paulo aos revolucionários de 32”. (Getúlio Vargas) Os paulistas queriam a CONSTITUIÇÃO e a AUTONOMIA DOS ESTADOS e, na luta pela volta do país ao Estado de Direito, na luta cívica de 1932, queriam a convocação da Assembléia Nacional Constituinte. Esse foi o compromisso claro na mobilização para o Movimento de 1930, descumprido pelo Governo Provisório e que levou São Paulo a pegar em armas em 1932: a volta ao Estado de Direito e a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte para a elaboração de uma Constituição Democrática. Foi o maior movimento cívico vivido pelo povo brasileiro. Apesar do movimento revolucionário de 1930 ter recebido amplo apoio das forças e lideranças políticas paulistas, os seus objetivos foram fraudados pelo caudilhismo, representado por Getúlio Vargas. Uma vez instalado no Poder, Vargas passou a governar fora do Estado de Direito, violando as mais elementares regras democráticas. O Congresso Nacional, as Assembléias Estaduais e as Câmaras Municipais foram fechadas, todos os Governadores dos Estados (Presidentes) foram depostos e a Constituição de 1891 (preparada por Rui Barbosa) foi revogada. O caudilho Vargas passou a governar o Brasil através de Decretos-Leis (1930/32). São Paulo assumiu a liderança de exigir o retorno do país ao pleno Estado de Direito. A insatisfação grassava por toda parte e a permanência, que não era provisória, dos

governantes federais no poder era a negativa do ideário pregado para o sucesso do movimento de 30. De início, com o apoio de vários Estados da Federação, principalmente do Rio Grande do Sul e Minas Gerais, sendo certo que os gaúchos tiveram papel significativo no incentivar, mobilizar e apoiar a tomada de posição dos paulistas. No entanto, o grande poder de cooptação do Poder Central conseguiu isolar São Paulo. Sozinhos, os paulistas levantaram a Bandeira da Constituição. A Revolução Constitucionalista objetivava, tão somente, autonomia administrativa, eleições e Constituição, ou seja, a volta do país ao pleno Estado de Direito. E, a partir daí, realizar a tarefa de modernizar o país, erradicar as injustiças e os erros que um regime político em descompasso com a evolução da humanidade não havia conseguido captar na Primeira República. Nada de separatismo como apregoavam os asseclas do Ditador... A mobilização foi unânime! As diferenças político-partidárias ficaram para traz. São Paulo soube compreender o momento cívico que estava vivendo e soube levantar, bem alto, a Bandeira da Legalidade! E o coração de São Paulo havia sangrado no final de maio/32 quando, numa manifestação da população paulistana com a presença de muitos estudantes de direito, pela autonomia de São Paulo e a favor da Constituinte, houve violenta repressão policial. Da ação violenta contra a população, quatro estudantes paulistas foram assassinados: Euclides Miragaia, Mário Martins de Almeida, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Camargo de Andrade. As siglas dos nomes dos mártires (Miragaia, Martins, Dráusio e Camargo) deram origem ao MMDC, entidade que

passou a representar a “alma dos paulistas” na luta que se iniciou a 9 de julho de 1932 contra um Governo Provisório (e que nada tinha de provisório) que não respeitava a autonomia de São Paulo e nem o Estado Democrático de Direito. A participação da intelligentzia paulista na mobilização da população foi fundamental. A nossa intelectualidade tomou posição firme, quer através do trabalho da pena, quer pela força da palavra, assumindo com a clareza de suas ideias a imprensa, a tribuna parlamentar, os pronunciamentos nos comícios e nos microfones radiofônicos. Resumindo: a mobilização cívica da população! Todos sabem o desfecho dessa que foi a mais importante ruptura da unidade nacional: a guerra civil de 32, levando irmãos ao mais grave enfrentamento. Os gaúchos – salvo algumas lideranças democráticas que mantiveram a palavra de incentivo e apoio irrestrito – abandonaram os paulistas. O mesmo ocorreu com os mineiros e com as forças militares da capital federal. São Paulo ficou sozinho na batalha para poder gerir a si próprio e pelas eleições e pela Constituição Democrática. São Paulo não ganhou a guerra civil, desproporcional sob todos os aspectos, mas saiu vitoriosa, indiscutivelmente, saiu vitoriosa: o Ditador Getúlio Vargas teve, essa é a verdade, teve que convocar as Eleições Constituintes ! Haviam conseguido “brecar” São Paulo pelas armas, mas o povo brasileiro já havia sido “contaminado” pelo patriotismo e pelo desejo de ver o Estado de Direito reimplantado no país! Os ideais constitucionalistas da Revolução de 32 fincaram profundas raízes no sentimento patriótico do povo brasileiro. O Ditador Vargas não teve outra opção se não a convocação da Assembléia Nacional Constituinte. A nível nacional e nos Estados, foram eleitos os Deputados Constituintes com a missão de elaborar a Constituição de cada unidade federativa. E na Nova Constituição, o VOTO SECRETO e o VOTO FEMININO foram consagrados! Com o objetivo de resgatar a atuação valorosa dos paulistas é que fizemos esta interpretação histórica da epopéia cívica de 1932. Esse o cenário real em que se desenvolveu a luta armada e é a mais bela página do exercício da cidadania pelo povo paulista. A Assembléia Nacional Constituinte Getúlio Vargas, por Decreto, regulamenta o funcionamento da Assembléia Nacional Constituinte. Com a vitória militar, Vargas se sentia forte o suficiente para amenizar o clima e o espírito constitucionalista que a Revolução Constitucionalista de 32 criara em todo o pais. Assim, através de Decreto Lei, dispunha as atribuições da ANC e, entre muitas, a que

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deveria eleger o Presidente da República. Pelos paulistas conseguiu-se o que parecia impossível: a união de suas forças políticas: o PD – Partido Democrático e o PRP – Partido Republicano Paulista, com o apoio da Federação de Voluntários (dos ex-combatentes de 32) e da Associação Comercial de São Paulo, fizeram a “Chapa Única por São Paulo Unido”. Foram mantidas as estruturas partidárias independentes. As eleições para a Constituinte, foram realizadas no dia 03/05/1933. A Chapa Única elegeu 17 dos 22 representantes do Estado. Logo após as eleições, Vargas conseguiu aproximar-se da oposição paulista e fazer a tão desejada aliança. No dia 21/08/1933, um “civil e paulista”, combatente de 32, toma posse como Interventor Federal em São Paulo: o Engº Armando de Salles Oliveira. “Quero que compreendam a extensão e o significado deste ato, pois, com este decreto, entrego o governo de São Paulo aos revolucionários de 32”. Com essas palavras, Getúlio Vargas procurava garantir o seu futuro político. O esperto gaúcho mostrava que não era por acaso que estava no comando do país. Sabia fazer política e tinha visão clara do futuro e da importância de compor e dar, como vitorioso, tratamento adequado aos adversários de ontem... No Palácio Tiradentes, no dia 16 de julho de 1934, era oficialmente promulgada a nova Constituição da República. A partir daí, a Assembléia Nacional Constituinte se transforma provisoriamente em Câmara dos Deputados. No dia seguinte, 17/07/34, é eleito Getúlio Vargas como Presidente da República do Brasil, com mandato de 4 anos. E no dia 20 de julho, toma oficialmente posse do cargo. Finalmente, a 14 de outubro de 1934 são realizadas eleições para a Câmara de Deputados e para as Assembléias Constituintes dos Estados. Além de elaborarem as respectivas Constituições Estaduais, elegeriam os governadores e senadores, transformando-se provisoriamente em assembléias ordinárias. A esperteza e a capacidade do Ditador Getúlio Vargas em cooptar seus adversários políticos sempre foi reconhecida. E Vargas soube compreender a dimensão da patriótica mobilização paulista: um perigo que poderia contaminar todo o povo brasileiro. Assim, em agosto de 1933, em um gesto próprio de quem tem a inteligência e a sagacidade para ficar discricionariamente 15 anos no poder central (1930/45), estendeu aos paulistas, sem limitações, as reivindicações mais prementes que levaram à deflagração do movimento insurrecional paulista: a autonomia na gestão do governo paulista e a fixação das datas das eleições constituintes. Armando de Salles Oliveira foi nomeado, em 1933, Interventor Federal até a sua eleição, pelos Deputados Estaduais Constituintes, eleitos em 1934, como Governador do Estado de São Paulo, em abril de 1935. Uma das condições para que Armando Salles aceitasse o convite foi a da concessão de anistia aos revoltosos de 32, que puderam retornar do exílio. Mesmo derrotados na luta armada, os constitucionalistas alcançaram os seus ob-

jetivos políticos. O escritor Hernâni Donato, em seu livro “A Revolução de 32”, edição Círculo do Livro/Livros Abril, 1982, pág.177, destacou a importância dessa escolha: “Particularmente aos paulistas, que seguiam amargando a rendição particular, Getúlio quisera fazer provar a 21 de agosto de 1933 o sabor aliciante, desarmante, de alcançar um objetivo obstinadamente perseguido. Nomeou Armando de Sales Oliveira – civil e paulista – para a interventoria federal em São Paulo. Assinando o decreto, enfatizava: “Quero que compreendam a extensão e o significado deste ato, pois, com este decreto, entrego o governo de São Paulo aos revolucionários de 32”. “Quero que compreendam a extensão e o significado deste ato, pois, com este decreto, entrego o governo de São Paulo aos revolucionários de 32”. Jogada de mestre do caudilho gaúcho, mas que representou a possibilidade de reagrupamento da cidadania paulista e a efetiva possibilidade de se provar a capacidade administrativa dos revolucionários constitucionalistas e o indiscutível sentimento de unidade nacional que sempre os motivou. Fruto da Revolução de 32, a mobilização dos paulistas para as eleições presidenciais de 1937 foi o maior acontecimento político da época. Com as eleições estaduais para a Constituinte Paulista de 1934 e o governo arrojado e inovador de Armando de Salles Oliveira, o Brasil passou a se espelhar e a esperar que o grande democrata paulista levasse para todo o Brasil, as novas e modernas técnicas de bem gerir o serviço público que implantou em São Paulo, além da verdadeira revolução educacional com a criação pioneira da USP – Universidade de São Paulo. O governador Armando Salles trouxe para a gestão pública a experiência que tivera ao criar, na iniciativa privada, moderna empresa voltada ao treinamento e formação de gestores. Essa sua atuação no setor produtivo repercutiu muito em todo o país, especialmente com a criação bem sucedida do IDORT – Instituto de Desenvolvimento Organizacional do Trabalho. O IDORT preparava lideranças para a boa e eficiente gestão administrativa, além do ensinamento das modernas e eficientes técnicas organizacionais de trabalho. Ao mesmo tempo e também em iniciativa pioneira e revolucionária, Armando Salles investiu maciçamente na educação e implantou as Escolas Profissionais (posteriormente, denominadas Escolas Industriais) na capital e no interior do estado. Assim, estavam elencados os objetivos imediatos: modernizar o serviço público, investir na educação prioritariamente e implantar novas e produtivas técnicas organizacionais para a otimização da máquina estatal. O Estado Novo. O Exílio. A Derrota da Democracia... Em 1937, Getúlio Vargas dá o Golpe de Estado e implanta o Estado Novo (10/11/1937). A democracia é derrotada. A Constituição de 1934 é revogada. As Casas Legislativas (Congresso Nacional, Assembléias Legislativas e Câmaras de Vereadores) são fechadas. Os Governadores

Editorial

A Revolução Constitucionalista de 1932 representou a fibra dos paulistas a favor do Estado de Direito e a favor do Regime Constitucional. E Botucatu participou intensamente dessa epopeia paulista. O cenário era patriótico: a juventude botucatuense entusiasmada e pronta para defender São Paulo da Ditadura de Getúlio Vargas que havia traído os ideais da Revolução de 1930. A participação de Botucatu na Revolução Constitucionalista de 1932 foi maciça e brilhante. Até um Batalhão do Bispo foi formado. E na mobilização dos jovens, as palavras patrióticas dos jovens professores Sylvio Galvão e Amaral Wagner foram decisivas. Nessa mobilização, conseguiram deixar a sociedade organizada para que tivesse uma participação cidadã na Revolução Constitucionalista. E o registro dessa epopéia cívica está no livro do Dr. Sebastião de Almeida Pinto (leia na página 4), que também foi revolucionário juntamente com seu irmão Jayme de Almeida Pinto que, anos depois, viria a ser deputado estadual e Secretário da Agricultura do Estado no início dos anos 50. É exemplo para os dias de hoje!!!! A SOCIEDADE ORGANIZADA consegue participar dos grandes momentos da cidadania. A SOCIEDADE ORGANIZADA conseguiu ter uma participação marcante na Revolução de 32! Agora, a SOCIEDADE ORGANIZADA haverá de mobilizar-se para que seja repudiada as palavras irresponsáveis contra São Paulo e os Paulistas! O INIMIGO PÚBLICO Nº 1 DOS PAULISTAS Luiz Ignácio Lula da Silva é o seu nome! Retirante de Garanhuns/Pernambuco encontrou em São Paulo a oportunidade de construir a sua vida ... Mas esse personagem nocivo da história política brasileira

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Diário da Cuesta

Editorial

A Revolução Constitucionalista de 1932 representou a fibra dos paulistas a favor do Estado de Direito e a favor do Regime Constitucional. E Botucatu participou intensamente dessa epopeia paulista. O cenário era patriótico: a juventude botucatuense entusiasmada e pronta para defender São Paulo da Ditadura de Getúlio Vargas que havia traído os ideais da Revolução de 1930. A participação de Botucatu na Revolução Constitucionalista de 1932 foi maciça e brilhante. Até um Batalhão do Bispo foi formado. E na mobilização dos jovens, as palavras patrióticas dos jovens professores Sylvio Galvão e Amaral Wagner foram decisivas. Nessa mobilização, conseguiram deixar a sociedade organizada para que tivesse uma participação cidadã na Revolução Constitucionalista. E o registro dessa epopéia cívica está no livro do Dr. Sebastião de Almeida Pinto (leia na página 4), que também foi revolucionário juntamente com seu irmão Jayme de Almeida Pinto que, anos depois, viria a ser deputado estadual e Secretário da Agricultura do Estado no início dos anos 50. É exemplo para os dias de hoje!!!! A SOCIEDADE ORGANIZADA consegue participar dos grandes momentos da cidadania. A SOCIEDADE ORGANIZADA conseguiu ter uma participação marcante na Revolução de 32! Agora, a SOCIEDADE ORGANIZADA haverá de mobilizar-se para que seja repudiada as palavras irresponsáveis contra São Paulo e os Paulistas! O INIMIGO PÚBLICO Nº 1 DOS PAULISTAS Luiz Ignácio Lula da Silva é o seu nome! Retirante de Garanhuns/Pernambuco encontrou em São Paulo a oportunidade de construir a sua vida ... Mas esse personagem nocivo da história política brasileira

teria que macular sua relação com o MAIOR ESTADO NORDESTINO DO BRASIL... Em encontro realizado em Campinas, na UNICAMP, em 05/05, o ex-presidiário Lula, dirigindo-se de público a Fernando Hadadd, seu candidato a governador de São Paulo (!!!) pelo PT, disse o seguinte: “- algumas pessoas me disseram, Hadadd – eu não sei se é verdade – que São Paulo perdeu a Revolução de 32 – que eu acho que não foi revolução, eu acho que foi um golpe que os paulistas tentaram dar no governo federal – quando eles perderam a guerra, eles resolveram ganhar a elite, e resolveram criar a USP para fazer da USP um centro de excelência para que a USP fizesse a inteligência desse país...” Mostrou todo o ódio que ele e seus aliados do PT tem por São Paulo! Tripudiou sobre o orgulho e a honra de todo paulista! Que o repúdio ao que disse Lula contra São Paulo seja por cada um de nós mostrado a todo país ! Que o repúdio ao que disse esse político ligado ao Foro de São Paulo seja externado de hoje até as eleições de outubro. Cuspiu no prato que comeu!!! SÃO PAULO MOSTRARÁ A ESSE POLÍTICO DO MAL E A ESSA ESQUERDA ENTREGUISTA E CORRUPTA TODA A FIBRA DO PAULISTA E ORGULHO QUE TEMOS POR NOSSA BANDEIRA DE TREZE LISTAS QUE REPRESENTA TODA A CORAGEM DOS VALOROSOS SOLDADOS DE 1932! SÃO PAULO: NON DUCOR, DUCO! A Direção.

e Prefeitos são depostos; são nomeados os Interventores Federais. As Bandeiras dos Estados são queimadas em praça pública pelo Ditador Vargas! O caudilho Vargas passa a governar por Decretos Leis... Esse filme já foi visto em 1930... No mesmo dia do golpe, Armando é preso em seu apartamento do Rio de Janeiro. É enviado para Minas Gerais onde fica isolado até maio de 38. Em novembro (03/11/1938), segue de navio para a Europa. Era o desterro. Era o exílio que duraria até 07 de abril de 1945, quando regressaria, já muito doente, falecendo em São Paulo (17/05/1945). Em sua última homenagem, na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, a presença dos amigos e familiares. O caixão é fechado. Carregam o esquife os profs. Jorge Americano, Gabriel Rezende, André Dreyfus, Benedicto Montenegro, Teotônio Monteiro de Barros, Soares de Faria, Fonseca Telles, Pacheco e Silva, Zeferino Vaz e Waldemar Ferreira. Os discursos do prof. Jorge Americano, Reitor da USP, do prof. André Dreyfus, Diretor da FFCL e do acadêmico Waldir Troncoso Peres, orador do Centro Acadêmico XI de Agosto. No cemitério da Consolação, Otávio Mangabeira proferiu, de improviso, ao baixar o corpo à sepultura, belíssimo e comovente discurso. (AMD)

Diário daDiárioCuesta da Cuesta ANO II

NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU Nº 474 SEGUNDA-FEIRA, 16 MAIO DE 2022

HUMILHOU SÃO PAULO E DESRESPEITOU OS BRAVOS COMBATENTES DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932!!!

teria que macular sua relação com o MAIOR ESTADO NORDESTINO DO BRASIL... Em encontro realizado em Campinas, na UNICAMP, em 05/05, o ex-presidiário Lula, dirigindo-se de público a Fernando Hadadd, seu candidato a governador de São Paulo (!!!) pelo PT, disse o seguinte: “- algumas pessoas me disseram, Hadadd – eu não sei se é verdade – que São Paulo perdeu a Revolução de 32 – que eu �PÁGINA EDITORIAL acho que não foi revolução, eu acho que foi um golpe que os 2 paulistas tentaram dar no governo federal – quando eles perderam a guerra, eles resolveram ganhar a elite, e resolveram criar a USP para fazer da USP um centro de excelência para que a USP fizesse a inteligência desse país...” Mostrou todo o ódio que ele e seus aliados do PT tem por São Paulo! Tripudiou sobre o orgulho e a honra de todo paulista! Que o repúdio ao que disse Lula contra São Paulo seja por cada um de nós mostrado a todo país ! Que o repúdio ao que disse esse político ligado ao Foro de São Paulo seja externado de hoje até as eleições de outubro. Cuspiu no prato que comeu!!! SÃO PAULO MOSTRARÁ A ESSE POLÍTICO DO MAL E A ESSA ESQUERDA ENTREGUISTA E CORRUPTA TODA A FIBRA DO PAULISTA E ORGULHO QUE TEMOS POR NOSSA BANDEIRA DE TREZE LISTAS QUE REPRESENTA TODA A CORAGEM DOS VALOROSOS SOLDADOS DE 1932! SÃO PAULO: NON DUCOR, DUCO! A Direção.

Revolução Constitucionalista de 1932 Melhor relato histórico da REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932, obra de Hernâni Donato e o registro da HISTÓRIA DA VITÓRIA PAULISTA DE 1934. PÁGINA 3


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MARIA DE LOURDES CAMILO SOUZA

“Conexões perdidas”

Hoje minha mãe faria 106 anos,Yolanda, a minha Yôyô. A primeira filha da minha mãe nasceu morta, problemas no parto com fórceps, instrumento que se usava antigamente para ajudar nos partos difíceis. E ela foi chamada Maria. Quando eu nasci, meus pais estavam escolhendo meu nome e tinham algumas idéias a respeito. Consta que Cecília era um dos possíveis nomes. Mas venceu a sugestão da minha irmã que em seus dois anos, pensando ter ganho uma boneca viva, sugeriu no seu “tatibitate”:- “Maia de Ude”. E fui registrada como Maria de Lourdes. Com os anos a minha semelhança com minha Tia Lourdes, irmã da minha mãe foi se tornando visível, a ponto de eu pensar interiormente, :-será que não sou filha dela?” Minha mãe gostava de bonecas, mas daquelas quebradas, sem pernas, cuja cabeça tinha sido arrancada, sem cabelos. Ela gostava de restaurá-las. Quando íamos a São Paulo, ia andar pelas lojas do Brás, tentar achar as peças para fazer a restauração. Tínhamos em casa um boneco de celofane que tinha sido brinquedo dela e das minhas tias, uma relíquia familiar, e estava nesse estado, todo quebrado. Ela o restaurou e serviu-nos de brinquedo em nossa infância. Costurou roupinhas, tricotou sapatinhos de bebê. Nossas brincadeiras eram com ele, o Paulinho, o nome que dei ao meu boneco, e a Cecília, uma boneca linda que tinha cabelo castanho e tranças, franjinha, e dava passinhos. Era o sonho de qualquer menininha da nossa idade. Depois um dia meu pai apareceu com uma caixa que nos presenteou. Ela continha o nosso primeiro cachorrinho, que denominamos Pitoco. O nome era por conta daquela poesia, que cada vez que

ouvíamos o Aparecido Alves declamar no programa infantil da nossa Rádio Emissora, nos fazia chorar. Mais tarde ganhamos uma tartaruga, a Pituca, que vivia perdida no quintal da nossa casa no meio dos vasos de flores da minha mãe e algo parecido com uma horta do meu pai, com temperos, ervas, pés de couve, tomate, alecrim, boldo do Chile. Pituca mastigava uma folha de alface, pedaços de tomate, naquela sua lentidão. E se escondia dentro de da casinha quando Pitoco a assustava com suas brincadeiras. Meus avós vinham de Avaré, passar alguns dias conosco. Passavam horas contando as estórias da família, ficávamos algum tempo ouvindo, sentados á mesa da cozinha coberta com a toalha quadriculada marinho e branca, onde ficavam alguns farelos de pão. Vovô Angelina contando os casos, enquanto passava a mão na toalha a sua frente, fazendo as pregas na toalha, vício da sua profissão de costureira. Vovô Gijo, sentado à seu lado, de braços cruzados, olhos entrecerrados, ouvia tudo quietinho, e só respondia quando ela de tempos em tempos lhe perguntava: “não é mesmo, Gijo??” Escutávamos quietinhas, as estórias da família, filho por filho e suas famílias. Mas o favo de mel da Vovó Nenê ( apelido da Vovó Angelina) eram as estórias sobre o Tio Carlos, seu bebê, e fruto das suas maiores preocupações, pois ele trabalhava na VASP em São Paulo. Minha mãe era uma filha e mãe muito amorosa. Estava sempre preocupada com todos, querendo sempre ajudar. Estávamos envolvidos nessa aura de ternura e amor profundo. E de certa forma tentávamos retribuir. Ela partiu num dia 29 de agosto, três dias depois do seu aniversário, que fizemos questão de comemorar com um almoço muito alegre e gostoso em família.


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