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Diário da Cuesta HÁ ALGO DE PODRE... ANO V

Nº 1810

QUARTA-FEIRA, 26 DE AGOSTO DE 2026

NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU

Acompanhe as edições anteriores em: www.diariodacuesta.com.br

A célebre frase de Hamlet, de William Shakespeare, atravessou mais de quatro séculos porque deixou de pertencer apenas ao drama dinamarquês. Tornou-se uma advertência universal para aqueles momentos da História em que as instituições permanecem aparentemente de pé, mas alguma coisa parece corroê-la por dentro

A pergunta inevitável: “estaria acontecendo algo semelhante no Brasil?”

“HÁ TEMPO PARA ACREDITAR NOVAMENTE NO BRASIL?!?


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Diário da Cuesta

HÁ ALGO DE PODRE NO REINO… E O BRASIL? “Há algo de podre no reino da Dinamarca.”

A célebre frase de Hamlet, de William Shakespeare, atravessou mais de quatro séculos porque deixou de pertencer apenas ao drama dinamarquês. Tornou-se uma advertência universal para aqueles momentos da História em que as instituições permanecem aparentemente de pé, mas alguma coisa parece corroê-las por dentro. E a pergunta inevitável é: estaria acontecendo algo semelhante no Brasil? A recente capa da revista VEJA, trazendo Fernando Bittar, Fábio Luís Lula da Silva — o Lulinha — e Roberta Moreira Luchsinger, remete novamente o país a um cenário inquietante. Segundo investigação da Polícia Federal revelada pela revista, os três são investigados sob suspeita de atuação coordenada na defesa de interesses privados perante órgãos da Administração Pública Federal. São investigações em andamento, com acusações que deverão naturalmente ser submetidas ao devido processo legal e ao amplo direito de defesa. Mas o que está sendo revelado é suficientemente grave para exigir esclarecimentos e, principalmente, para provocar uma reflexão muito maior. Porque o problema brasileiro não começa nem termina em três personagens de uma reportagem. O problema é estrutural. Há décadas o Brasil assiste a uma silenciosa disputa pela ocupação dos espaços de formação da opinião pública e, sobretudo, das estruturas de poder. Antonio Gramsci percebeu que profundas transformações políticas não dependiam necessariamente de uma tomada revolucionária e abrupta do Estado. Poderiam ocorrer gradualmente, através da conquista de influência cultural e da formação de consensos na sociedade civil. Universidades, meios culturais, imprensa, organizações sociais, instituições e diferentes espaços de formação do pensamento passaram, assim, a ter importância fundamental na disputa pelo rumo das sociedades. No Brasil, essa discussão merece ser enfrentada sem medo. Até que ponto nossas instituições foram progressivamente politizadas? Até que ponto a necessária pluralidade de pensamento foi substituída, em determinados ambientes, pela predominância de uma única visão de mundo? Universidades, meios de comunicação, setores da Igreja, organizações da sociedade civil, estruturas burocráticas do Estado e até instituições tradicionalmente identificadas com valores permanentes da nacionalidade passaram por profundas transformações nas últimas décadas. Não se trata de negar a legítima existência da esquerda, da direita ou de qualquer corrente política. Democracia pressupõe pluralidade. O perigo surge quando qualquer corrente de pensamento deixa de disputar democraticamente suas ideias e passa a buscar a hegemonia sobre instituições que deveriam servir a todos. É aí que a advertência de Shakespeare ganha impressionante

atualidade: “Há algo de podre no reino da Dinamarca.” Mas estaria o Brasil definitivamente condenado? NÃO! Nenhuma nação está condenada enquanto seu povo conservar a capacidade de pensar, questionar, fiscalizar e reagir democraticamente. O Brasil continua sendo maior do que seus governos, seus partidos, seus escândalos e suas crises. Existe um país real formado por milhões de brasileiros que trabalham, produzem, estudam, empreendem, educam seus filhos e desejam simplesmente viver em uma nação onde a lei seja respeitada, a corrupção seja combatida, o mérito seja valorizado e as instituições cumpram rigorosamente os limites estabelecidos pela Constituição. É esse Brasil que precisa recuperar a confiança em si mesmo. E talvez estejamos diante da grande questão de nosso tempo: DEBANDAR E ENTREGAR OS PONTOS OU REAGIR E SEGUIR AVANTE?!? Reagir, evidentemente, não significa romper com a democracia. Ao contrário: significa recuperá-la em sua plenitude. Significa defender eleições livres, liberdade de expressão, imprensa independente, equilíbrio entre os Poderes, respeito ao contraditório, igualdade perante a lei e instituições que não pertençam à direita nem à esquerda, mas AO BRASIL! Significa devolver à juventude o interesse pela Pátria. Significa recuperar o sentimento de responsabilidade individual. Significa entender que nenhum governante, partido, ideologia ou grupo político pode ser maior que a Nação. Shakespeare colocou diante de Hamlet um reino atormentado pela dúvida, pela corrupção e pela deterioração moral. Séculos depois, sua advertência continua ecoando. Mas o Brasil não precisa aceitar passivamente o papel de uma nova Dinamarca shakespeariana. Ainda há tempo. Há tempo para questionar. Há tempo para reconstruir. Há tempo para reagir. E, principalmente, há tempo para acreditar novamente no Brasil! Entre resignar-se diante daquilo que parece errado e lutar democraticamente para corrigir os rumos da Nação, nossa escolha só pode ser uma: Avante!!! A Direção.


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“Há algo de podre no reino da Dinamarca”

“Há algo de podre no reino da Dinamarca” é uma famosa frase da tragédia Hamlet, escrita por William Shakespeare entre 1599 e 1601. No enredo, a fala original é dita pelo personagem Marcelo (um guarda do castelo) no Ato I, Cena IV, logo após o surgimento do fantasma do falecido rei. R. elemar JR. +3 Contexto na Obra: ◦ O crime oculto: O fantasma revela depois ao príncipe Hamlet que foi morto pelo próprio irmão, Cláudio. ◦ A usurpação: Cláudio roubou o trono e casou-se com a rainha Gertrudes, mãe de Hamlet. ◦ O presságio: A frase funciona como um aviso de que a corrupção moral e a traição contaminaram toda a corte antes mesmo de a verdade vir à tona. ◦ Corrupção oculta: A expressão virou um provérbio usado para indicar que existe desonestidade, fraude ou um grave problema.


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17º Aniversário da Academia Jahuense de Letras 1ª FOLIA – Feira de Literatura e Artes

Neste último 22/08/2026 estiveram presentes o membros da ABL - Academia Botucatuense de Letras : a Presidente da ABL- Profa. Dra. Cristina Fumie Iwama Mattos, a membro honorário , Dra. Helenice Florentino Silva- Membros efetivos : Michiko Sakate, Silvia Pereira, Cleide C. Carreira, ao honroso convite para participar do 17° Aniversário da AJL -Academia Jahuense de Letras e do 1° FOLIA - Feira de Literatura e Artes na cidade vizinha de Jahu. Seguem as palavras da Presidente da ABL: “ Ontem foi um evento a ficar na história. Assim como foi o ERALAB. Foram reencontros, partilhas. Nos sentimos muito bem recebidos. Parabéns à Academia Jahuense de Letras e a seus organizadores. Parabéns, Presidente. Botucatu representada. Muito orgulho em fazer parte desta história.”


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