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1808

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Diário Diário da da Cuesta Cuesta ANO III ANO V

Nº 1792 Nº 1808

QUARTA-FEIRA, 05 DE AGOSTO DE 2026 SEGUNDA-FEIRA, 24 DE AGOSTO DE 2026

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DOM PEDRO I – IMPERADOR DO BRASIL DOM PEDRO IV – REI DE PORTUGAL/ALGARVES “O LIBERTADOR” - “O REI SOLDADO”

Douglas Garcia em Botucatu! Hoje, Douglas Garcia é o mais aguerrido e destacado líder da oposição conservadora no Estado de São Paulo. Candidato a Deputado Estadual, Douglas Garcia estará em Botucatu com o também candidato Rubinho Nunes que pleiteia representar a São Paulo Conservadora na Câmara Federal. Os candidatos da direita estarão na quarta-feira recebendo os amigos e correligionários na Pizza Semião, à rua Dr Costa Leite, 1917, a partir das 19:00h. Compareça e conheça os representantes da direita bolsonarista paulista.


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Diário da Cuesta

200 anos da Independência do Brasil – 1822/2022

(Quadro de Pedro Américo – 1888) No dia 7 de setembro de 1822, D. Pedro 1º proclamou o grito de independência às margens do rio Ipiranga e o Brasil se consolidou como uma nação independente. Desde 1946, por lei federal, a data é feriado nacional. Segundo a historiadora Luciene Carris, o grito da independência entoado em São Paulo foi um longo processo iniciado em 1808, após a saída estratégica da família real portuguesa para o Brasil por causa do Bloqueio Continental ordenado na Espanha e Portugal pelo rei da França, Napoleão Bonaparte, com o propósito de sufocar a economia inglesa que comercializava com outras nações europeias. A permanência da família real no Brasil perdurou até 1821 e ficou conhecido como “Período Joanino”. Uma série de melhorias foram feitas no país, como a abertura dos portos, autorização para os comerciantes a negociarem com nações amigas, que eram só os ingleses, instalação de bibliotecas e museus para incentivar à cultura e o desenvolvimento de uma pequena imprensa, nisso acabou surgindo “A Gazeta do Rio de Janeiro”, o primeiro jornal fundado no Brasil. Logo após a derrota de Napoleão Bonaparte na Rússia em 1814, D. João 6º começou a ser pressionado para voltar a Portugal pois as tensões haviam cessado. Em 1815, como resposta à pressão sofrida pelos países do Congresso de Viena, composto por Inglaterra, Áustria, Rússia e Prússia, além da própria França, D. João ascendeu o Brasil para a condição de reino, deixando assim de ser uma colônia. Em 1820 foi dado início à Revolução Liberal do Porto, um movimento militar que exigia a volta de D. João 6º a Portugal, caso contrário ele perderia o reino português. O movimento também exigia algo que foi um dos estopins para a independência: a manutenção do Brasil como colônia de Portugal. Em 25 de abril de 1821, D. João retornou a Lisboa, acompanhado de sua família e mais de quatro mil súditos, o que deixou a população brasileira sem saber qual seria seu futuro. Para garantir a continuidade administrativa e a presença real no Brasil, seu filho mais velho, D. Pedro 1º foi designado príncipe regente. Querendo recolonizar o Brasil, D. João recomendou a volta de D. Pedro a Portugal com o pretexto de que o príncipe regente precisava terminar a preparação acadêmica. A elite agrária, percebendo uma tentativa de recolonização e uma possível perda dos direitos adquiridos, movimentou-se pela permanência de D. Pedro 1º. Oito mil assinaturas pedindo para ele ficar foram recolhidas em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, Estados brasileiros que possuíam boa parte da elite econômica.

Dia do Fico

O dia 9 de janeiro de 1822 foi a data em que D. Pedro 1º decidiu permanecer no Brasil com a seguinte frase durante uma audiência

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do Senado: “Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto! Digam ao povo que fico”, contrariando as exigências portuguesas. A partir desta data, uma sucessão de fatos desencadeou os acontecimentos que culminaram no Dia da Independência. Em maio de 1822, foi decretada o “Cumpra-se”, determinando que todas as ordens emitidas em Portugal só teriam legalidade no Brasil se fossem validadas pelo príncipe regente. Em junho de 1822, foi decretada a convocação para a formação de uma Assembleia Constituinte no Brasil, com a tarefa de elaborar uma Constituição para o Reino do Brasil, antes da independência política de Portugal. Ambas medidas reforçaram a visão de que D. Pedro possuía apoio interno suficiente para desafiar as Cortes Portuguesas, isso foi consequência do impasse contínuo entre brasileiros e portugueses. A postura das cortes portuguesas permaneceram irredutíveis com os interesses brasileiros. No dia 28 de agosto, novas ordens de Lisboa chegaram ao país: D. Pedro 1º deveria retornar imediatamente a Portugal, os privilégios da abertura do país seriam revogados e os ministros de D. Pedro presos por traição. A ordem convenceu Maria Leopoldina de que a ruptura entre Brasil e Portugal deveria acontecer imediatamente e, em 2 de setembro, ela assinou o decreto de independência para, logo em seguida, despachá-lo com urgência para D. Pedro, que estava em viagem a São Paulo. O príncipe regente foi alcançado no dia 7 de setembro, às margens do rio Ipiranga.

Dia da Independência

No dia 7 de setembro de 1822, D. Pedro 1º declarou independência do Brasil às margens do rio Ipiranga. A historiadora Luciene Carris define o acontecimento como “um dos mais importantes da história do país”. «É um episódio que corresponde ao fim do domínio português sobre o Brasil, principalmente nas relações econômicas e políticas”, falou. Ainda de acordo com Luciene, os efeitos da independência não foram imediatos em todo o Brasil. “Diferentemente de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e os Estados do Sul que apoiaram de imediato, a proclamação não surtiu efeito nas províncias do Norte, como Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, parte da Bahia e, também, a Cisplatina que pertencia ao Brasil”, disse. O caso da Bahia foi o que mais gerou controvérsia: o oficial britânico Thomas Cochrane foi contratado para realizar o bloqueio marítimo e terrestre da província. “Houve um cerco realizado em Salvador e eles não acabaram resistindo”, disse Carris. Em 2 de julho de 1823, foi declarada a independência da Bahia. Em 1825, após mediação da Inglaterra, Portugal acabou reconhecendo a Independência do Brasil através do Tratado de Paz e Aliança. Luciene explicou como foi esse acordo e as condições. “De acordo com as disposições dessa negociação diplomática, o Brasil cedia aos desejos de D. João 6º de assumir o título honorário de imperador do Brasil. Embora essa exigência, na verdade, manifestasse o interesse que o monarca tinha em reunificar os dois países como uma só coroa”, disse. Além disso, o Brasil teve de indenizar em dois milhões de libras esterlinas Portugal, o que também teve ajuda da Inglaterra, segundo a historiadora. “O Brasil estava com o tesouro zerado, era uma nação recém-formada, para conseguir pagar isso foi necessário contrair um empréstimo com os bancos da Inglaterra”, falou. “Após o reconhecimento português, várias outras nações da Europa e da América tiveram o mesmo gesto político de reconhecer a Independência do Brasil”, disse.

DIRETOR: Armando Moraes Delmanto EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes Contato@diariodacuesta.com.br Tels: 14.99745.6604 - 14. 991929689

O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.


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A Curiosa história sobre o coração de D. Pedro I do Brasil para Portugal

Em um recipiente de vidro, guardado com extremo cuidado na Igreja de Nossa Senhora da Lapa(foto abaixo), na cidade portuguesa do Porto, repousa, desde 1837, o coração de Dom Pedro I, ou Dom Pedro IV, para os portugueses. Antes de morrer, o primeiro Imperador do Brasil deixou em testamento a intenção de que seu coração ficasse no linda cidade do Porto, com o qual tinha intensa relação, pois lá viveu durante os 13 meses (de julho de 1832 a agosto de 1833) em que a cidade foi sitiada em uma disputa de poder entre ele e seu irmão Dom Miguel I durante as chamadas Guerras Liberais (1828-1834). A população do Porto junto com ele, resistiram bravamente a esse Cerco e juntos venceram e Portugal deixou o regime absolutista e começou aí o Liberalismo. Marco importantíssimo para a história de Portugal e lá no Brasil deixamos de ser Colônia. Tudo mudando junto, nossos histórias sempre conectadas de alguma maneira!

Parte interna da Igreja da lapa

Igreja da Lapa- Porto De dez em dez anos (a última vez foi em 2015), a Prefeitura do Porto realiza a troca do líquido – uma solução mista de formol – usado para a conservação do coração. Seria quase possível dizer que o órgão está guardado a sete chaves, mas na verdade são necessárias cinco delas para acessar o recipiente onde o coração está. A primeira é usada para retirar a placa de metal cravada na porta do monumento, a segunda e a terceira abrem a rede por trás da placa, a quarta abre uma urna e a quinta, uma caixa de madeira, onde há uma espécie de guarda-joias de prata que guarda o recipiente de vidro com o coração. Para garantir o máximo de cuidado com o órgão, seis pessoas participam do procedimento.

Abaixo fotos da Avenida dos Aliados no Porto e a estátua de D- Pedro I ou D. Pedro IV:

Pouca gente sabe que o coração de Dom Pedro I é preservado na cidade do Porto, o que é extraordinário. Ele é muito cultuado na cidade, há inclusive uma estátua pra ele. É um tema de fato muito interessante. “É importante que os brasileiros saibam que quem proclamou a Independência do Brasil em 7 de setembro de 1822 tem seu coração preservado na cidade do Porto, em uma urna cercada de muita veneração na cidade”, destacou o secretário Henrique Pires.

Independência ou morte

Apesar de o coração de Dom Pedro I estar no Porto, em 1972, durante as comemorações dos 150 anos da Independência, os restos mortais do imperador foram transferidos para o Brasil, onde estão até hoje, no bairro do Ipiranga, em São Paulo, a poucos metros do riacho onde o monarca proclamou a independência brasileira do então Reino de Portugal.

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Amanhã, 25 de Agosto:

Edição Especial sobre o ex-presidente Jânio Quadros e a sua Renúncia à Presidência da República e à pensão de ex-presidente.


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