FESTIVAL BRASIL RIDE
Uma das principais competições de mountain bike do país


Diário da Cuesta
NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DA CIDADANIA EM BOTUCATU
MENINAS DA CUESTA

UM GRUPO DE PEDAL DE BOTUCATU COMPOSTO POR 90 MULHERES CICLISTAS E INDEPENDENTES. Leia em ACONTECÊNCIAS, página 4
VIDA QUE SEGUE...


Concretagem da laje da nova ponte sobre o rio Lavapés, entre a avenida Ediberto Roque Sforsin e rua João Miguel Rafael.
Diário da Cuesta 3
Botucatu terá bloqueios e desvios no trânsito para realização do Brasil Ride desde segunda (01)
Alterações na região do Ginásio Municipal seguem até o dia 6 de junho por conta da montagem das estruturas e realização da competição.

Motoristas de Botucatu devem ficar atentos às mudanças no trânsito na região do Ginásio Municipal a partir da próxima segunda-feira, 1º de junho, em razão da realização de mais uma edição do Brasil Ride, uma das principais competições de mountain bike do país.
Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semutran), a Avenida Professor Raphael Serra terá interdição parcial no trecho entre as ruas Otacílio Nogueira e Professor Wagner para o início da montagem das estruturas do evento. Nos dias seguintes, o trecho será totalmente interditado até quarta-feira, 3 de junho.
Já durante a realização das provas, entre os dias 4 e 6 de junho, novas interdições ocorrerão na Avenida Professor Raphael Serra, no trecho compreendido entre a Rua Dr. José Freire Villas Boas e a Rua Major Moura Campos.
A Semutran informou que agentes de trânsito estarão posicionados em pontos estratégicos para orientar motoristas, organizar o fluxo de veículos e garantir a segurança de atletas, equipes e pedestres. Também haverá reforço na sinalização viária e acompanhamento operacional durante todo o período do evento.
A orientação é para que os condutores redobrem a atenção, respeitem as sinalizações temporárias e, se possível, utilizem rotas alternativas para evitar congestionamentos e transtornos nas imediações do Ginásio Municipal. (Acontece Botucatu)
Atletas de handbike
de Botucatu
farão estréia histórica no Brasil Ride
A inclusão da modalidade representa um avanço importante na valorização do esporte inclusivo e na ampliação da acessibilidade dentro das grandes competições esportivas do país. As handbikes são bicicletas adaptadas para pessoas com deficiência, permitindo que atletas possam competir em alto nível e superar desafios por meio do esporte.

Representando Botucatu nessa estreia histórica estarão os atletas Alexandre Soares, João Vitor, Júlio Silva e Fabiano Berre. A equipe chega à competição levando não apenas o objetivo de conquistar bons resultados, mas também a missão de demonstrar a força, a determinação e a capacidade dos atletas com deficiência.
A participação inédita das handbikes no Brasil Ride é vista como uma conquista para o esporte adaptado brasileiro e pode abrir caminho para que a modalidade esteja presente em futuras edições do evento e em outras grandes competições nacionais.
Para os atletas, a estreia simboliza a realização de um sonho e reforça a importância da inclusão no esporte. A expectativa é que a iniciativa inspire outras pessoas com deficiência a acreditarem em seu potencial e buscarem oportunidades por meio da prática esportiva.
Mais do que uma disputa esportiva, a presença das handbikes no Brasil Ride representa um marco na construção de um esporte cada vez mais acessível, diverso e inclusivo.
(Fonte: Acontece Botucatu)
Diário da Cuesta 4
“Dia da Gentileza”
Maria De Lourdes Camilo Souza

Era um dia qualquer numa tarde ensolarada, eu estava ali parada aguardando por alguém na calçada da João Passos, era uma hora de muito movimento de carros e ônibus por ali.
Enquanto aguardava vi uma jovem cega descer de um ônibus sózinha, com a sua bengala.
Distinguia-se entre as pessoas.
A impressão que me passou foi que ela era muito segura de si, apesar da cegueira.
Perto de mim estavam umas moças conversando.
Como eu, elas observavam atentamente a moça cega, pois ela se aproximava da guia, o sinal estava aberto e o movimento de carros era grande.
Distraída a moça cega usava seu celular com desenvoltura, gravando uma mensagem.
Em dado momento uma das moças não podendo mais segurar a sua preocupação, chegou perto e perguntou á moça cega se queria ajuda para atravessar.
Ela agradeceu, dizendo que não.
A gentil moça retornou para perto das suas duas amigas.
Ela viu que eu a observava, meio sem graça, perguntei ela não vai atravessar?
Ela me respondeu que não.
Minutos depois parou um carro bem em frente da moça cega.

O motorista estacionou, desceu do carro, deu a volta e abrindo a porta traseira ajudou a moça cega a entrar e se acomodar, voltando depois rapidamente para o seu lugar e logo saiu com o carro. Constatei encantada que existem pessoas gentis e solidárias, que estão atentas ao próximo e prontas a ajudar se necessário. Num outro momento lembrei-me da estória do pequeno violino inglês.
Um menino muito querido, filho de conhecidos nossos, em determinado momento de sua alegre infância, manifestou a vontade de aprender a tocar violino.
Era uma criança retraída e vivia como todas as crianças de hoje, sentado em algum canto da casa com fones de ouvido e o celular nas mãos.
Os pais nem faziam ideia que ele passava horas ali ouvindo música, e o melhor disso tudo: ouvia música clássica, sem que ninguém o tivesse influenciado ou orientado a isso. Os pais muito encantados procuraram um professor para dar-lhe aulas.
Felizmente não foi necessário buscar muito longe, pois o pai de uma das coleguinhas do menino tocava violino e se dispôs a ensiná-lo.
Pasmem pois as aulas seriam nada mais nada menos que numa das dependências da badalada Sala São Paulo
O tio e padrinho do menino ficou deslumbrado com a notícia.
Aproximando-se a data de sua visita aos parentes brasileiros, resolveu comprar um presente para o afilhado.
Numa viagem a Londres buscou um violino de porte pequeno. Não foi fácil encontrar.
Andou muito pelas ruas londrinas, buscando essa raridade. Até que encontrou.
Numa pequena e antiga loja de instrumentos situada num beco remoto na Oxford Street
O instrumento era raro, feito a mão por um artesão e tinha um som muito especial e tamanho adequado para um pequeno aprendiz.
Seu coração bateu alegre ao mirar o pequeno violino, vislumbrando a alegria do pequeno com o presente.
Chegou a São Paulo trazendo a pequena raridade.
A chegada da família foi uma festa.
Nada comparado á alegria estampada no rosto do pequeno ao receber seu presente..
Felicidade maior foi a de seu padrinho ao ver o pequeno tocar os seus primeiros acordes.
A alegria de quem doa gentileza é infinitamente incomparável á de quem a recebe.
Sabemos que nem todos sabem reconhecer e agradecer um gesto de carinho, uma flor, uma delicadeza.
Quer saber ?
Acho que Dia da Gentileza deveria ser todos os dias!
Historiando
ANTÔNIO DE SAMPAIO
PATRONO DA INFANTARIA
O subscritor amanheceu o dia 24 de maio de 2026 fazendo continência ao Exército. Não ao Exército de hoje tão abalado em seus alicerces, mas ao Exército de 1956 quando, convocado para o serviço militar na cidade de Lins, fui incorporado ao 4º Batalhão de Caçadores, uma Unidade de Infantaria. E foi nessa Unidade onde, pela primeira vez ouvi falar o nome do Brigadeiro aqui relembrado para que sua memória não desapareça. Sim, naquele ano no dia 24 de Maio logo pela manhã, a Tropa estava engalanada para ouvir do Comandante, Coronel de Infantaria, uma preleção motivando antigos e novos soldados seguirem os passos de Antônio de Sampaio. Minha memória, mesmo após 70 anos está viva recordando aquela gloriosa manhã. Dizia também o saudoso Comandante “que o Patrono da Arma, era considerado o herói da Guerra da Tríplice Aliança (Império do Brasil, Argentina e Uruguai – 1864/1870) a chamada Guerra do Paraguai, travada na Bacia do Rio da Prata. Sampaio nasceu na Fazenda Vitor, em Tamboril, próxima de Fortaleza-CE, no dia 24 de Maio de 1810, filho de Antônio Ferreira de Sampaio, ferreiro, e Antônia Xavier de Araújo. Teve uma juventude normal como qualquer jovem de interior, na aspereza dos sertões nordestinos. Aos 20 anos, Alistou-se como Voluntário nas fileiras do então 22° Batalhão de Caçadores, sediado em Fortaleza, galgando todos os postos na carreira militar por mérito: de Alferes ao posto de Brigadeiro e General de Brigada em 1865; seu filho Olegário de Sampaio também General de Infantaria teve atuação destacada na Guerra de Canudos em 1897 e o seu neto Antônio Paiva de Sampaio, também seguiu a carreira militar e teve distinta atuação em diversos conflitos na primeira metade do século XX, como as Revoluções de 1924 e 1932. Antônio de Sampaio à frente da 3ª Divisão do Exército Im-
Roque Roberto Pires de Carvalho
email:roquerpcarvalho@gmail.com

perial, apelidada de Divisão Encouraçada, composta pelos lendários batalhões Arranca-Toco, Vanguardeiro e Treme-Terra, lutou nas operações de transposição do Rio Paraná, na batalha da Confluência e na batalha de Estero Bellaco. Na batalha de Tuiuti em 24 de maio de 1866, ironicamente, a data de seu aniversário, considerada a maior batalha campal já travada na América do Sul, Sampaio foi gravemente ferido três vezes, por estilhaços de granada, gangrenando-lhe a coxa direita, além de outras duas vezes, nas costas. Evacuado do campo de batalha, faleceu a bordo do vapor Eponina, que o conduzia para Buenos Aires. Sepultado naquela capital em 8 de julho de 1866 seu corpo foi repatriado em 1869 para o Rio de Janeiro repousando em definitivo no Panteão Brigadeiro Sampaio erguido na parte frontal da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, sede do Quartel General da 10ª Região Militar em Fortaleza-CE”. Soldados em posição de sentido e em continência à Bandeira Nacional. Cerimônia encerrada e a emoção, mesmo após 70 anos permanece. Em 1940, o 1º Regimento de Infantaria do Exército, recebeu o nome de Regimento Sampaio, em sua homenagem e com esse nome combateu na Itália entre 1944/1945. Durante a 2ª Guerra Mundial, ao ser instituída a Medalha Sangue do Brasil, destinada a condecorar os feridos em ação, as três estrelas esmaltadas em vermelho simbolizam os ferimentos do Brigadeiro Sampaio, recebidos em Tuiuti. Em 1962, por sua bravura na guerra seu nome foi consagrado como Patrono da Arma de Infantaria. Em 2009 seu nome foi inscrito no Panteão da Pátria recebendo o “status” de Herói. Foi condecorado por seis vezes, no período de 1852 a 1865, pelo Imperador Dom Pedro II e a Comenda da Imperial Ordem da Rosa. Que o perene EXEMPLO de Sampaio ecoe aos atuais Comandantes de agora !. –Acorda Brasil !

FONTE: Coronel Milton Fernandes de Mello/Cmt 4° BC-Lins/1956. EXCERTO: Wikipédia; Ver menos