Museu Tião Carreiro inaugura
exposição sobre as Irmãs Galvão

O Museu Tião Carreiro, localizado no Centro Max Feffer Cultura e Sustentabilidade, em Pardinho (SP), sob gestão do Instituto Jatobás, inaugura no dia 24 de maio a exposição “Irmãs Galvão: O Legado das Soberanas”, nova mostra que coloca em evidência a trajetória de uma das duplas mais emblemáticas da música caipira brasileira que completa 70 anos. Página 2
LIVRO NOVO: “Uma luz em meu caminho”

de José Carlos Basseto
É uma história que conta a relação peculiar existente entre dois seres, que ao acaso se conheceram: o homem e uma cachorrinha abandonada... Dá liberdade de expressão aos dois lados desse vínculo de amizade e proporciona uma reflexão visionária sob o ponto de vista do animal, de suas expectativas e anseios na relação com o ser humano. “Essa cachorrinha italiana, de San Lucido, demonstrou o verdadeiro sentido do amor e da amizade.”

Museu Tião Carreiro inaugura exposição sobre as Irmãs Galvão e celebra protagonismo feminino na música caipira
Nova mostra abre ao público em 24 de maio e integra programação especial dedicada à cultura raiz em Pardinho.

O Museu Tião Carreiro, localizado no Centro Max Feffer Cultura e Sustentabilidade, em Pardinho (SP), sob gestão do Instituto Jatobás, inaugura no dia 24 de maio a exposição “Irmãs Galvão: O Legado das Soberanas”, nova mostra que coloca em evidência a trajetória de uma das duplas mais emblemáticas da música caipira brasileira que completa 70 anos. Com entrada gratuita, a exposição poderá ser visitada de terça a domingo, das 10h às 18h.
A iniciativa amplia o olhar sobre a cultura raiz ao destacar o protagonismo feminino em um universo historicamente marcado por vozes masculinas. A mostra reúne elementos que resgatam a história, a musicalidade e a relevância das Irmãs Galvão para a consolidação da música sertaneja de raiz no Brasil, conectando memória, identidade e patrimônio cultural.
“A exposição nasce do desejo de reconhecer e valorizar a contribuição das Irmãs Galvão para a cultura caipira, evidenciando a força feminina dentro desse universo. É também uma forma de ampliar narrativas e promover novos olhares sobre a nossa tradição musical”, afirma Karoline Violeira, curadora do Museu Tião Carreiro.
Programação especial amplia a homenagem à cultura raiz
A abertura da exposição integra uma agenda cultural que reforça o compromisso do Museu com a valorização da cultura popular brasileira. No sábado, 23 de maio, às 9h, Oficina de Ritmos Pantaneiros com Vitória da Viola, às 18h, acontece a atividade “Literatura das 10 Cordas”, com Maikel Monteiro, que apresenta reflexões a partir do livro Dossiê As Galvão, aprofundando o contexto histórico e ar-
tístico da dupla.
Já no domingo, 24 de maio, às 9h, o público poderá acompanhar o encontro “Violeiras e Viola em Homenagem a Mary Galvão”, reunindo artistas como Vitória da Viola & Maísa, Jéssica & Juliana, Juliana Andrade, Lívia & Lavínia, além de violeiras regionais. A apresentação tem como anfitriã Karoline Violeira e propõe um momento de celebração coletiva, em que diferentes gerações de mulheres da viola se encontram para reverenciar o legado das pioneiras.
O projeto é realizado com recursos do Fomento CultSP, programa do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas.
Serviço
Exposição “Irmãs Galvão: O Legado das Soberanas”
Abertura: 24 de maio
Visitação: de terça a domingo, das 10h às 18h
Local: Museu Tião Carreiro – Centro Max Feffer Cultura e Sustentabilidade, Pardinho (SP)
Entrada gratuita
Literatura das 10 Cordas – com Maikel Monteiro
Data: 23 de maio (sábado) - Horário: 18h - Entrada gratuita
Oficina Ritmos Pantaneiros com Vitória da Viola
Data: 23 de maio (sábado) Horário: 9h Entrada gratuita
Violeiras e Viola em Homenagem a Mary Galvão
Data: 24 de maio (domingo) Horário: 9h Entrada gratuita
(Acontece Botucatu)
“Sous le ciel de Paris”
Maria De Lourdes Camilo Souza

Tomando um delicioso chocolate quente e ouvindo “Sous le ciel de Paris”, veio-me a memória um passeio noturno, no Bateau Mouche, e depois um show no Moulin Rouge ( aquele mesmo das bailarinas que você deve ter visto em algum filme).
Devo ter guardado o ticket do passeio no barco, mas infelizmente ficou descorado.
Um frio de doer os ossos, tomávamos uma taça de vinho tinto que nos aquecia enquanto navegávamos pelo Sena.
Paris, cidade luz, inesquecível.
Depois fomos para o show.
A rua cheia de gente animada e bem vestida.
Muitos cabarés com fachadas iluminadas.
Na entrada pessoas aguardando a entrada.
Tínhamos que deixar os casacos e chapéus na chapelaria e pegar um tiquet para a posterior retirada.
Depois fomos para as nossas mesas aonde jantaríamos e assistiríamos ao show.
Minha mesa era de pista, bem em frente ao palco, se esticasse o braço, minha mão tocaria o chão do palco.
Comida francesa deliciosa, acompanhada de um bom vinho bordeaux e o show...simplesmente extraordinário.
As vedetes lindas e muito maquiadas, roupas vermelhas com paetés, todas iguais muito justas e decotadas, pernas de fora saias longas atrás com babados nas pontas, plumas na cabeça.
Música de orquestra muito alegre que acompanhávamos cantando e batendo palmas, tentávamos dançar como elas o Cancan.
Em um dos números um dos dançarinos entra no palco e dando um salto caiu ao chão numa coreografia bem estudada e deslizou por ele chegando até a minha frente, a perna estirada, sua sapatilha ficou a um centímetro do meu rosto. Recuei assustada. Risada geral da platéia.


“Quem tem, tem!”
JOSÉ MARIA BENEDITO LEONEL

Tem gente que lê o outro. Como assim? Eu não sei, mas tem gente que vê o outro por dentro, frestas por frestas, canto por canto.
Meu avô, tropeiro que foi e acho que meio bugre, de longe sabia se o cavaleiro estranho que chegava no nosso arruado era ou não o dono do cavalo ou se o cavalo era roubado. Ao menos, era o que diziam dele os antigos da minha infância.
Meu vô falava baixo, proseava pouco mas sabia, na rua de nossa vida e nas raias das corridas de cavalos, quem faria o tribofe, se fosse feito.
Quando ele falava " aí vai mal " ia mesmo. Se ele ouvisse um porquê , ele dizia " ela não gosta dele, uai". Ou vice-versa. Não sei como, mas ele sabia.
Isto posto, repito, tem gente que lê outro. Sei lá, mas há sinais, há olhares cúmplices, há meias palavras, há gestos alheios ao contexto que confessam fragilidades. E queiramos ou não, há muitos hás. E não há como negar, se pingo é letra, as reticências falam.
Quantas vezes ouvi e acolhi o discurso silencioso dos derrotados , o desdém falso dos traídos, os gritos íntimos dos que disfarçam. Fiz e faço isso talvez por empatia, por experiência de vida, por intuição, sei lá.



Lê o outro por dentro é mais que percepção. É vê o que ele não qué que se veja, sabe o que não é pra sê sabido, conhecê o que é segredo dele, invadir os porões das intimidades alheias.
Existe isso? Pode sê que sim, pode sê que não. Cada um sabe da sua transparência, até onde ela é inteira ou fatiada.
Essa areia aí é movediça e eu não troteio em cavalo redomão. Mas misturo bem essas cismas todas, sem desperdícios e sobras. O que é do destino que se cumpra.
Simples assim.