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Diário da Cuesta

O JORNAL DE BOTUCATU

Napoleão Bonaparte

15/08/1769 - 05/05/1821

Napoleão Bonaparte nasceu no dia 15 de agosto de 1769, em Ajaccio, capital da Córsega, ilha recém-adquirida pela França à República de Gênova. Página 2

A FORÇA FEMININA NA CULTURA DE BOTUCATU NO SÉCULO XIX

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A lembrança de ZALINA ROLIM na poesia do Príncipe dos Poetas brasileiros, PAULO BOMFIM: “EU VOU PRA BOTUCATU”

Diário da Cuesta 2

Napoleão Bonaparte

Foi um militar, líder político e imperador dos franceses. Instituiu o Império Napoleônico e conquistou um vasto território para a França.

Napoleão Bonaparte retratado como o líder que aponta o melhor caminho para seus súditos

A ascensão de Bonaparte ao poder foi consequência direta da crise ocorrida na França no final do século XVIII. Naquele momento havia a busca por um regime de liberdade política e igualdade de direitos.

Coube a Napoleão a tarefa de consolidar internamente e difundir externamente algumas das principais conquistas da Revolução Francesa (1789-1799).

A expansão territorial da “Era Napoleônica” teve como objetivo principal o fortalecimento do Estado francês. À medida que suas tropas conquistavam novos territórios, difundiam e estabeleciam ideias liberais características da Revolução Francesa. Isso minava o domínio de seus rivais, especialmente monarquias absolutistas e a Inglaterra, e ampliava o mercado para os produtos franceses.

Napoleão Bonaparte nasceu no dia 15 de agosto de 1769, em Ajaccio, capital da Córsega, ilha recém-adquirida pela França à República de Gênova.

Carreira militar e política

Estudou em Autun, na França, e com 10 anos seguiu para o colégio militar de Brienne. Em 1784, ingressou como bolsista na Escola Real Militar, no Campo de Marte, em Paris, onde começou sua carreira. Com 16 anos foi graduado segundo-tenente de artilharia.

Embora fosse um oficial militar, Napoleão mostrou-se simpático às ideias da Revolução Francesa em 1789. Posteriormente, entrou para o Clube Jacobino, grupo político de maior evidência no final de 1791.

Em 1794, os moderados derrubam o governo de Robespierre e assumem o controle da Revolução. Napoleão, apesar da patente de general de brigada, obtida no ano anterior na defesa de Toulon, não escapou da prisão, que durou poucos dias.

Em 1795, é nomeado comandante do Exército francês, quando derrota os revoltosos partidários da monarquia. Nessa época conhece Josefina Beauharnais, viúva de um nobre guilhotinado na Revolução e mãe de dois filhos. Casam-se no dia 9 de março de 1796.

Dois dias depois, parte para campanhas vitoriosas na Itália e Áustria, retornando a Paris aplaudido pela multidão. Em seguida, comanda a invasão francesa no Egito (1798-1799), que é tomado numa rápida campanha.

Volta a Paris em 1799 e encontra a França ameaçada por uma guerra civil.

O Consulado (1799-1802)

Napoleão Bonaparte, aclamado pelo povo como herói nacional, no dia 9 de novembro de 1799, promoveu um golpe de Estado conhecido na história como “Golpe do 18 de Brumário”.

Nesta data, ele derrubou o Diretório, dissolveu a Assembleia e assumiu o governo. Implantou o regime de Consulado e foi nomeado Primeiro Cônsul.

EXPEDIENTE

Em 1800 aprovou, em plebiscito, uma Constituição. Em 1802, assinou a paz de Amiens com a Inglaterra. Neste período, fundou o Banco da França e organizou sua obra mais relevante: O Código Civil. Inspirado no Direito Romano, esse corpo de leis continua, em sua essência, em vigor até hoje. Vitorioso interna e externamente, recebe o título de Cônsul-Vitalício.

Napoleão e o Império

Por referendo, Napoleão Bonaparte se faz Imperador, coroado pelo Papa Pio VII, no dia 2 de dezembro de 1804. Torna-se Napoleão I, Imperador da França

Estabelecido pelo Senado, em nome da República, o Império seria exercido com firmeza. Napoleão instituiu o Código Comercial e o Código Penal. O equilíbrio interno conquistado possibilitou a Napoleão pôr em prática seu plano principal: fazer da França a maior potência do continente. Várias vitórias se seguiram e deram ao Imperador o controle de quase toda e Europa Central.

Para enfraquecer a Inglaterra, Napoleão decretou o Bloqueio Continental, forçando os países europeus a fecharem os portos ao comércio inglês. Essa medida garantia exclusividade da indústria francesa nos mercados da Europa. Em 1807 e 1808, Bonaparte invadiu primeiro a Espanha e depois Portugal.

Com um exército que parecia imbatível, por volta de 1810, quase toda a Europa ocidental estava sob seu domínio. A grande exceção era a Inglaterra.

Nesse ano, já separado de Josefina, casa-se com a arquiduquesa Maria Luísa da Áustria, filha de Francisco II e irmã de D. Leopoldina - esposa de D. Pedro I, e primeira Imperatriz do Brasil.

Com a arquiduquesa Maria Luísa teria um filho, Napoleão II, que faleceu aos 21 anos.

Guerra com o Império Russo

Em 1812, os russos romperam o bloqueio contra a Inglaterra. Em represália, Napoleão invadiu a Rússia, com um exército de 600 mil homens.

Chega a Moscou e encontra a cidade evacuada e incendiada pelos próprios russos. Suas tropas não conseguem resistir ao rigoroso inverno russo. Vencido, ele retira-se.

Apenas 30 mil deles conseguem voltar à França. Nesse mesmo ano a França é invadida e Napoleão acabou renunciando ao poder em 1814, sendo exilado na ilha de Elba, no Mediterrâneo.

Governo dos Cem Dias

Em março de 1815, Napoleão foge do exílio e entra em Paris, aplaudido pelo povo e pelas tropas, indignadas com a restauração da Monarquia dos Bourbons. Por cem dias reassume o poder, mas é de novo derrotado, desta vez definitivamente, na Batalha de Waterloo, pelos ingleses e seus aliados.

As nações vitoriosas se reúnem no Congresso de Viena para redesenhar o mapa europeu.

Em seguida, Napoleão é levado como prisioneiro para a remota ilha de Santa Helena, situada no Oceano Atlântico, onde morreu no dia 5 de maio de 1821.

Seus restos mortais encontram-se no Panteão dos Inválidos, em Paris.

DIRETOR: Armando Moraes Delmanto

EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes Contato@diariodacuesta.com.br Tels: 14.99745.6604 - 14. 991929689

O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.

A Imperatriz Maria Luísa e o Imperador Napoleão apresentam o filho à corte francesa

Historiando

MARIA ZALINA ROLIM XAVIER DE TOLEDO

Não há como ignorar: o slogan “Cidades dos Bons Ares e das Boas Escolas” ecoa desde há muitos anos. Ano de 1869 ! Nascia nesta cidade a ilustre poetisa hoje relembrada, mesmo após 157 anos... ZALINA ROLIM como ficou conhecida no mundo das Letras viu pela primeira vez a Luz no dia 20 de julho de 1869, época em que seu pai aqui exercia o cargo de Juiz. Era ele o Doutor José Rolim de Oliveira Ayres, família de Itapetininga, casado com Maria Cândida do Amaral Gurgel. Zalina viveu aqui apenas seus primeiros anos de vida. Devido a profissão do pai, morou em diversas cidades no interior paulista como Itapeva onde teve os primeiros estudos; Quando a família transferiu-se para São Roque e aos 15 anos a vocação de professora foi se aprimorando e dedicou-se à alfabetização das crianças em uma fazenda. Novas cidades como Araraquara, Itu, em Itapetininga colaborava com seus escritos no jornal da cidade. Em 1893, seu pai foi designado presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, passando então residir na capital. Na oportunidade teve aulas particulares de português, francês, italiano e inglês com o conhecido e famoso Professor João Köpke (1852-1926) do qual teve influências em sua atividade pedagógica. Em

Roque Roberto Pires de Carvalho email:roquerpcarvalho@gmail.com

São Paulo ela se entrosou com a elite cultural paulistana e no mesmo ano publicou sua primeira coletânea de poesias –“O Coração”, recebendo elogios de Olavo Bilac, Artur Azevedo e Vicente de Carvalho, consagrando-se em todo Brasil. Em 1896 quando seu pai morreu foi nomeada Inspetora do Jardim da Infância anexo à Escola Normal Caetano de Campos, em fins do século XIX. Colaboradora da Revista do “Jardim da Infância” teve atuação destacada na pedagogia e literatura infantil que, além de atender as crianças da Escola, serviria também para treinar as novas professoras. Foi nesse ambiente que ela pode aplicar seu talento de professora. Nesse mesmo ano, atendendo o pedido do Professor João Köpke, publicou o “Livro das Crianças”, distribuído para as Escolas Públicas. O livro incluía poesias, cantigas e histórias, contando com ilustrações, cujo objetivo era despertar o interesse das crianças pela leitura. Nos anos seguintes colaborou nas Revistas “Educação e Mensageira”; “Revista Literária dedicada à Mulher Brasileira” e assim passou a integrar o “movimento feminista” que se iniciava. Zalina Rolim, em 1900 casou-se com José Xavier de Toledo, Ministro do Tribunal de Justiça, e escreveu mais um livro de poesias – “Livro da saudade” que não foi publicado. Ao ficar viúva em 1918, afastou-se da vida social e literária, vindo a falecer no dia 24 de junho de 1961, aos 92 anos. Hoje, seu nome é lembrado na denominação da Escolas Estadual de Primeiro e Segundo graus da Vila Matilde; da Biblioteca Pública Infanto-Juvenil da Vila Mariana e de uma rua na Vila Ede. Foi também homenageada pelo Centro do Professorado Paulista em 1944 e recebeu o título de Mestra do IV Centenário da cidade de São Paulo em 1954 pelo Instituto de Educação Caetano e Campos. O livro de Zalina Rolim “As raízes da poesia infantil no Livro das Crianças” foi base para a Tese de Mestrado em Letras do Professor Valnikson Viana de Oliveira, da Universidade Federal da Paraíba – em João Pessoa, no ano de 2017 e aprovado com louvor. Em Botucatu sua cidade natal encontrei seu nome no Livro “Botucatu Antigamente” de Trajano Carlos de Figueiredo Pupo, pgs 125/126, 1ª ed.Ottoni. 2002,Itu; que concedeu crédito ao escritor Arruda Dantas em seu Livro “Zalina Rolim”, ed. Pannartz, SP, 1983, transcrevendo dois dos mais celebrados sonetos da poetisa botucatuense; Blog do Delmanto onde o Poeta Paulo Bomfim, cita Zalina Rolim na poesia “Eu vou para Botucatu” publicação de 2001. EXCERTO: Wikipédia; BRITTO, José Domingos (Memorial) – “As brasileiras” 2022.

Viagens # Fé

Passeio em Tivoli, Itália, atraente por suas belezas do passado e do presente

Bela comuna da região do Lácio, os moradores de Tivoli gabam-se de viverem numa cidade mais antiga do que Roma. De acordo com o historiador Dionísio de Halicarnasso, ela foi fundada por aborígenes no antigo ritual da fonte sagrada. Chamada de Tibur no poema “Eneida”, do grego Virgílio, isto consta no seu brasão atual. Conquistada por Roma no século IV a.C., ganhou o título de município romano cinco séculos depois, quando passou a abrigar espaços de gente rica, como foi o caso da Villa Adriana, construída no século II pelo imperador Adriano (76138 d.C).

Regina Célia e eu entramos em Tivoli pela Ponte Gregoriana, erguida no século XIX, que oferece uma bela vista panorâmica do desfiladeiro formado pelo rio Aniene. Essa ligação conecta o centro histórico à Villa Gregoriana. Num dos lados da ponte dá pra ver a deslumbrante Grande Cascata e a antiga Acropoli de Tibur.

Pudemos visitar a Duomo de São Lourenço Mártir, igreja que não chama tanto atenção à primeira vista, fácil de passar despercebida – seu exterior é simples, típico de uma construção medieval, mas decorada com azulejos, mármores e afrescos belos.

Também no centro rezamos na Igreja de Santa Cruz, que combina elementos arquitetônicos de diferentes épocas. Depois, almoçamos na praça que abriga uma estrutura metálica decorativa, de autoria do escultor italiano Arnaldo Pomodoro (1926-2025). E dali caminhamos para avistar a Rocca de Tivoli, castelo-muralha do século XV, bem imponente, cuja estrutura rústica contrasta com a delicadeza do centro urbano.

Em seguida fomos conhecer um dos mais importantes complexos da arquitetura romana do mundo: a Villa Adriana, erguida por volta de 126 d.C. Foi abandonada e sofreu ataques pelos bárbaros, até ser recuperada graças a extraordinários trabalhos de restauração

iniciados no século XIX. Vimos as ruínas das famosas termas romanas e também o Canopo (área com um largo artificial onde eram feitas as festas imperiais, hoje consideradas patrimônios da Unesco.

Junto com a Villa Adriana, contemplamos a Villa D’Este, um símbolo do Renascimento Italiano. Em seu interior, há o palácio construído no século XVI, mas o que ali atrai são os “jardins de fantasia”, chamados assim por causa de suas diversas fontes com esculturas de ninfas ao redor e por suas grutas. Tais obras formaram um dos primeiros jardins planejados da Europa e são até hoje referência de paisagismo.

• Cronista e pesquisador, membro da Academia Botucatuense de Letras, é autor de 66 livros sobre a história regional.

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