Skip to main content

1679

Page 1


EDITORIAL

BRASIL NÃO É “BRASA”

Há decisões que surpreendem. Outras, preocupam. E há aquelas que simplesmente não fazem sentido.

A recente iniciativa da CBF de apoiar — e até patrocinar — uma campanha que propõe substituir o nome Brasil por “Brasa” enquadra-se, sem dúvida, nesta última categoria.

Sob o argumento de modernizar a linguagem e aproximar-se do público jovem, a entidade máxima do futebol brasileiro parece ignorar algo essencial: identidade não se reinventa por decreto publicitário.

“Brasa” pode até soar simpático em rodas informais, nas redes sociais ou na linguagem coloquial. Mas a Seleção Brasileira não é um meme. É uma instituição simbólica que carrega mais de um século de história, conquistas e, sobretudo, um patrimônio imaterial que pertence ao povo

EXPEDIENTE

Não se trata apenas de um nome. Trata-se de uma nação.

O termo Brasil está associado a cinco estrelas no peito, a gerações de craques — de Pelé a Ronaldo, de Garrincha a Neymar —, a momentos que marcaram a memória coletiva do mundo. Reduzi-lo a uma abreviação estilizada, com verniz publicitário, é empobrecer essa grandeza.

A reação negativa de comentaristas esportivos e de ex-jogadores não surpreende. Ao contrário: revela que ainda há lucidez em quem compreende o peso da camisa canarinho.

Aliás, não é a primeira tentativa de “inovação” desconectada do sentimento popular. Já se aventou mudar a tradicional camisa da Seleção para o vermelho — proposta que também encontrou resistência imediata. E por uma razão simples: há símbolos que não se negociam.

O futebol brasileiro já enfrenta desafios reais: organização, calendário, formação de atletas, credibilidade institucional. Não será com campanhas de marketing questionáveis que se reconectará com sua essência.

Modernizar não é descaracterizar

A juventude brasileira não precisa que se altere o nome do país para se sentir representada. Precisa, sim, de referências autênticas, de um futebol vibrante, de gestão competente e de respeito à história.

“Brasa” pode até caber numa hashtag.

Mas jamais substituirá o orgulho de dizer: Brasil.

É hora de dizer, com todas as letras — e com toda a responsabilidade:

Parem com isso.

A DIREÇÃO.

DIRETOR: Armando Moraes Delmanto

EDITORAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: Gráfica Diagrama/ Edil Gomes

O Diário da Cuesta não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressem apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção do jornal. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios.

Embraer recebe encomenda de até 46 jatos E195-E2 para a companhia aérea finlandesa Finnair

A Embraer anunciou na segunda-feira (23) um acordo para a venda de até 46 aeronaves do modelo E195-E2 à companhia aérea finlandesa Finnair. Segundo a fabricante brasileira, este é um dos maiores investimentos da empresa europeia em mais de duas décadas. O valor do negócio não foi divulgado.

Do total previsto, são 18 pedidos firmes, além de 16 opções de compra e 12 direitos de aquisição futura.

As entregas dos jatos estão previstas para começar no segundo semestre de 2027. A encomenda será incluída na carteira de pedidos da Embraer referente ao primeiro trimestre de 2026.

De acordo com a Finnair, as novas aeronaves vão substituir modelos mais antigos da frota e fazem parte

da estratégia da companhia para ampliar operações com maior eficiência e menor impacto ambiental.

O E195-E2 é considerado um dos jatos de corredor único mais eficientes da categoria, com consumo de combustível até 35% menor em relação à geração anterior, além de menor emissão de dióxido de carbono (CO₂).

A Finnair opera voos de passageiros e cargas com rotas na Ásia, América do Norte e Europa. Segundo a agência Reuters, a empresa também avalia a aquisição de até 12 aeronaves Airbus A320 ou A321 no mercado de usados.

Fonte: G1/LEIA NOTÍCIAS

Finnair encomendou até 46 aeronaves E195-E2 (Foto: Divulgação/Embraer)

A origem do termo “Brasa”

A expressão “Brasa” não é nova. Trata-se de uma gíria popular brasileira, usada principalmente entre os mais jovens e em contextos informais, como uma forma abreviada e descontraída de se referir à seleção Nos últimos anos, o termo ganhou força especialmente nas redes sociais e na cultura urbana, sendo frequentemente associado a elementos de lifestyle, música e identidade nacional.

“A gente precisou explicar que é Brasil, mas também é Brasa. Para a gente é muito fácil de entender, você olha ‘Vai Brasa’ e sabe o que significa. É uma coisa que a gente escuta nos estádios, escuta na rua, e agora os jogadores vão poder usar no corpo, carregando com eles” , disse Rachel Denti, designer da Nike.

A adoção do termo em produtos ligados à seleção faz parte de uma estratégia de modernização de linguagem e aproximação com o público jovem. A expressão ganhou força de maneira orgânica nos últimos anos e passou também a fazer parte de transmissões esportivas, muito presentes em mídias e veículos com foco justamente no público mais jovem: como a CazeTV, Desimpedidos e GeTV

As marcas esportivas, junto a CBF, têm buscado cada vez mais incorporar expressões populares em campanhas para gerar identificação e engajamento digital.

Nesse contexto, “Brasa” surge como uma tentativa de atualizar a comunicação da seleção e dialogar com uma geração que até então parecia cada vez mais distante do time em campo.

A utilização do termo no novo uniforma da seleção brasileira não foi unânime. Parte dos torcedores criticou a mudança, argumentando que o uso da gíria descaracteriza a tradição da seleção e banaliza um dos símbolos mais fortes do futebol mundial.

A expectativa era de manutenção do nome “Brasil” no uniforme, sem adaptações.

Por outro lado, defensores da iniciativa apontam que o fu-

tebol também é reflexo da cultura e da linguagem do seu tempo. Nesse sentido, o uso de “Brasa” poderia representar uma tentativa legítima de renovação da identidade da seleção, aproximando-a de um público mais diverso.

Por outro lado, defensores da iniciativa apontam que o futebol também é reflexo da cultura e da linguagem do seu tempo. Nesse sentido, o uso de “Brasa” poderia representar uma tentativa legítima de renovação da identidade da seleção, aproximando-a de um público mais diverso e conectado com tendências contemporâneas.

(Fonte: Placar)

"Primeiro amor"

Quando fui para o jardim de infânlá no Grupo Rafael de Moura Campos estava alegre, mas ao mesmo tempo com medo. Era aquele medo de começar coisas novas que a gente tem.

Quase nem pude dormir de pensar como seria, como seriam meus coleguinhas e como seria a minha professora.. Fui para a escola junto com a minha irmã que já estava estudando lá e acompanhando as nossas vizinhas da rua Quintino Bocaiuva, D. Carola e D. Aurora D. Carola era muita alegre, D. Aurora era um anjo de pessoa, mas muito séria.

Cheguei até a minha classe junto com os coleguinhas, o coração era um tremendo baticundum dentro do peito.

Naquele tempo se formava uma fila e íamos dessa forma para as classes, e todos muito quietinhos.

Olhei aquela classe de alto a baixo, as carteiras e para cada coleguinha.

Nossa professora era D. Nazaré que eu já tinha conhecido das missas dos domingos na Igreja de São Benedito Era uma mulher muito simpática, usava os cabelos cacheados divididos por uma risca lateral e atrás das orelhas, invariavelmente uma blusa clara e a saia justa envelope.

Dona Nazaré tinha um filho da minha idade e que frequentava a nossa sala.

A primeira vez que vi acredito que foi numa das nossas idas às missas dominicais, e confesso que não reparei muito nele.

Frequentando as aulas é que pude ver mais de perto. Era um menininho muito lindo, e acho que tinha os olhos de sua mãe. Foi meu primeiro amor.

Aquele da infância com toda pureza e inocência, evitava até olhar ou falar muito com ele, com medo que percebesse.

E na minha cabecinha achava que ele só tinha olhos para a Ana Maria, uma linda menininha loura de grandes olhos verdes que usava os cabelinhos presos a duas fitas sobre a cabeça, que em mim ficariam ridículas, mas nela era um encanto.

Fazíamos trabalhinhos manuais, bordadinhos em ponto atrás.

Lembrei de um que fiz e era um coelhinho.

E como chegou a Páscoa, lembrei que esses trabalhinhos depois de prontos eram lavados, engomados e expostos perto da sala do Diretor.

Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook