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DIGESTO ECONÔMICO, número 80, julho 1951

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W E 00 FEDERAÇÃO DO COMERCIO 00 ESTADO DE SÃO PAUIO

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A situnçQo monolárln nn Amórlca Latino — Richard Lc\%in?olin O

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Rolaiório RocItoíolJor —

Gnslão Vidigal

Glycon

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Paiva

Congolnmonto do proços — Dorival Tclxcim Vieira As Qutarquios econômicas no sistomo da Economia Mundial — Roberto Pinto de Sousa

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O processo do indusirinlização dos países agrícolas — Djncir Menezes

4lV 46 O

Laudo do Camargo — Oioziinbo Nonato A Conferência dos Chanceleres — Aníbal Freire Raul Fernandes — Antônio Gontijo do Caivalho

A sucata como matéria-prima do indústria siderúrgica — Alberto Pereira de Castro Frete minério o freto gusa — Ernani BiUoncourt Cotrim O problema dos solos ácidos — José Setzer O empréstimo federal do consolidação da divida pública — Geraldo O. Banaskiwitz

Pandiá Calógoras o os problemas de ensino — Mário de Souza Lima A csclcroso ferroviária — Aldo M. Azevedo Dovo-so abandonar o Plano Salto? — J. Tosto A verdade na biografia de Francisco Sales — Daniel de Carvalho Os índices dc alimentação na prevenção o solução do Droblomas sociais —

s

J. N. Paternostro

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Novos Planos (IV) — Nelson Werneck Sodré A habllabilidade dos trópicos — Pimenlel Gomes Misérias do sol — Afonso de Taunay Livros fie Rovisias — Redação

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Elogio do Livro — Altino Arantos

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I

O DIGESTO ECONOMICO

Produtos Que Trazem

ESTA X VENDA

nos principais pontos de jornais no Brasil, ao preço tie Cr| ft.OO. Os nossos agentes da relação abaixo estão aptos a supnr qualquer encomenda, bem como a receber podidos de assinatura .. .ui ptcçti

LUCROS Para V. S.!

de Cr$ 50.00 anuais.

os S, \' Sultraii o Vacmul Üils sAo dois novos produ tos que possibilitara notá veis aperfeiçoamentos na tócnica do corte do metais,

A.gonlc gerei para o Brasil FERNANDO CHINAGLIA

l.ubriíicam o resistem Aa

i

Avenida Presidonlo Vargas, 502. 19.o andar

P

Rio do Janeiro

pressões do serviço; oroporcionarn eficaz resfrla-

nra o lua. t.iaanionti) por-

feito <• rontunio tie

suas

niento o maior voloeidado

inaiiMiiia-*. eoiii niialitio dcs-

de corte; dflo acahamenio

jpintc e l)niM>

AUgou: Manoel Espíndola. Praça !'<•

• t: J

dro 11, «. Maceió.

Aaazonai: Agência Freitas, Rua Joa quim Sarmento. 29, Manaus.

rj M' Uíuntn'. Hiio líi rtr No-

. tnlirii. -lliU. Curitiba.

p4.'rnambuco: Fernando Chlnaglla, rri» ) do Imperador, 221. 3.o andnr. Ileclfe.

Bahia:

Alfredo J. de Souia & Cia..

H. Saldanha da Gama, 6. Salvador.

Ceará: J. Alaor de Albuquerque Cc Cia.

Plnui: (,'lauclio M. Tote, Tereslna.

Av

I "i «-r.ldí-nt'' Vai tra.s,

ãs peças produzidas.

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O.H iiil>rificaiiU's f.iii«oyle n,s..gu.;.in « lonp> W.l.i do nm.|OH.o.lo d., odo tóbrlco.

Rio de J.inolro: Fern.ondo Chinnplia.

Praça do Ferreira, 621, Fortaleza.

superior o nul.siiua precisão

nuiencao. <'orrelaineat.» rom os consa-

ü02. ly.o

Evito OS prejuízos causa dos pela ferrugem, (píer

andar.

Etpírito Santo: Viuva CopolÜo & Fi lhos. Rua Jerônimo .Monteiro, 361,

Crnndu do

Norlo: Lui.s

UornA».

mãos. da umidade ou de va

Avc-nida 'r.i\-.irf<. I.lra, -lil. Nnlal.

Vitória.

Golái: João Manarino, Rua Setenta A. Goiânia.

Maranhfio:

provenionlo do suor tias

r.W nio

Livraria Universal, Rua

JoSo Lisboa, 114. S5o Luiz. Mato CroBio: Carvalho. Pinheiro &

Cia,, Pça. da República, 20, Cuiab.'! Minas Gerais: Joaquim Moss Velloso, Avenida dos Andradas, 330, Holo Horlsonte.

Pwá: Albano H. Martins & Cia., Tra

vessa Campos Sales. 85/89. Belém

Paraíba: Loja das Revistas.^ Rua Ba rão do Triunfo, 510-A, Joao Pessoa.

pores ácidos. Os mmleraos

Lubrificantes

Rio Grondo do Sul: .Sónier>tc paia F»oi--

nnii.corrosivos S/V Sova-

lo AUfire: Octnvií> Sancbln, Una 7 do Setembro. 780, Porto AU-qn. Para locais fora de Pórto

Feinandfi Chinaflla, R

de Janenn

Snnla Cotorina: Pedro Xavier A: Cia , Ru.i Felipe .Srhnudt, íl. Floiianòp

Coii.siili^ o nosso

DciKirtanitMUo

Kole prolcpem contra a fer rugem as peças oluboradas. equipaniOQto. ferratucnlas c peças armazenadas.

Técnico. 6741.5

SSo Paulo: A Intelectual, Ltd;-... Via duto Snntn EílíTónla, 281, S. Paubj.

Sorglpo: Livraria Regina Ltda., R^a Jofir, Pessoa, 137. Aracaju.

Território do Acro: Diógene.«í de Oll-

e„,

Cia. MaiE LARBNJEIRa s. a.

São Paulo - Rua Brigadeiro Tobias, 356 © Sa n t o s - Rua Itororó, 71 Curitiba - Rua Cruz Machado, 12

veiia. Rio Bratico.

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\


\ Dr. SIGD aconselha:

Orancies Industrias

\

SEAGERS

MIMETTI, OAMBA, Ltda. Moinho

de

Trigo

I

Fabrica de Oleos Vegetais Fábrica

de

Sabão

SEAGERS DO BRASIL S.A. Farinha

Ma

ria

Ê

Farinha

Sinhá

De inlerésse geral é o

Mapa Rodoviário do Estado de São Paulo Formato; 74x102 cm. Sistema de dobras ultra-nioderno, jx-rmiiindo coiisulta fácil c exala sem necessidade de desdobrar todo o Mapn. Acondiclo-

namento elegante e cômodo, próprio para motoristas, lurisfas. viajantes, etc.

Farinha

Emergência

• y.k

ã Óleo

Sublime

Impressão à córes. Contém TÔDAS as estradas de rodagem federais esta duais e municipais, em tráfego, cm construção e projetadas; TÔDAS as fer rovias; portos marítimos e fluviais; aeroportos e campos de jjouso; distân cias quilométricas entre todos os pontos, cidades e Junções. Código quadri culado das cidades de mais de mil habitantes. MAPAS ADICIONAIS dos arredores de São Paulo, com as saldas rodo-ferroviárias; de CAMPINAS, de SANTOS (a còres) com as saídas rodoviárias. Preços: Sem moldura:

CrS 30,00

Com moldura:

CrS 45.00

Em carteira:

CrS 40,00

óleo

Àndorinh

Sabão

Negrinho

Sabão

Caseiro

Em tôdas as boas livrarias e papelarias ou pelo Serviço de Reembolso Poslal nas

Edições

Melhoramentos

Caixa Postal 8120 — São Paulo

RUA SÃO BENTO, 365 - Lo andar — SÃO PAULO

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I


CAPAS e

Casa

IMPERMEÁVEIS NOSSA ESP6CIALIDADE

*4 '^^ P

Ríeckmann INl)i:.S*I'IÍlAI. !•:

IMPOKTADOIIA S. A. CAIXA POSTAI.. ITi

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-. M :

VKNDAS POK

ATACADO

ii wy

DK

FRIUÍACKNS.

Qwitame J' -íumcxs. ^hjCLióiJlejLfixSL

rEIlKAMKNTAS.

Sociedade Anônima

UTENSfMOS PARA LAVOURA, ETC.

SAL

diamante

CASA Novo endereço

LOS ANCELES

Rua

Florcncio de Abreu, 673

quitanda, 80

BARÃO ITAPEKNINGA 8/ ít3»aes:aírit=«3?=(^^

SÃO PAULO

AV. ÁGUA BRANCA, 2 0 0 0 CAIXA SAQ

POSTAL

PAULO

8.061

— (BRASIL)


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Dir.m ecoitüHico

SITUAÇAO

I Kfui los IL96C187 m riMiiii mau

MONETÁRIA

AMÉRICA

fubífcodo sob «f mutplci»$ do

iSSOClfiClO COMERClilDf SiO PlULI (SIADO DE SlD PlUlO

J^*N(,)VAN'm .is iDoedns iMiiopúias acusam

pais da -•Vinériea do Sul, a Venezuela,

eeri.i estaliiliclade. a situaç'áo mo

lúnbor.» a \ enezuela tenha, graças à sua

netária (1.1 .-Vinériia Latina é flutmmte.

Nâo liá grandes inos imeutos'numa só Martim Affonso Xavier da Silveira

O l£4*oiióniIco publicará no prtSxiind número:

Di retor;

Antooio ContIJo de Carvalho

ELOCIÍ) FlM'.líHK DA (:ONS I I i v^I-

ÇAO DK 1H'II O Dlgesto Econômico, órg5o de in formações econômicas e financei

A

C «l<- S.,ll,.s

Júnior.

ras. é publicado mensalmente pela Edítôra Comercial Ltda.

OBS(:t'lilDADI-:s 1>AS IKOMI.AS Mí). NETÁIUA.S -- Dj-uir Mrn.v..-s, A

direção

nâo se

rosponsabllíz.!

pelos dados cujas fontes estejam

devidamente citadas, nem

pelos

conceitos emitidos em artigos assi nados.

XOTAS soiíui-; o mi:iu;aix) nk<;iu)

DO C.ÂMHIO - Mirroa Ibu-scn.

Na tran.scrição de artigos pede-se

citar

o

nome

do

D Iges1o

Econômico.

LATINA

RiciiAiin Lk\vinm>hn

FlDERAClO DO COMERCIO BO

Diretor fuperinlendente:

N A

CAUSAS LO(^AIS DA REVOLUÇÃO FARIÍOUPILIIA ~ J- I'- Ooolhn de Sou/.a.

Aceita-se intercâmbio com publi

direção, mas rar.is são as moedas ipie podem sc-r c(»nsideradas ccuuo definilivamente eonsolidadas. Des\ alüri/,;u,ôes isoladas, frc (juetiles alleravões das taxas múltiplas, altas e iiaixas aeenluadas no mereado livre, aumento do meio eir-

culante e dos prevo^ — tais são as earaterísticas do panorama monetário.

Embora cada uma das vinte- Repúbli cas tenha sua moeda prcjpria e não haja sinais de cooperação neste domínio, dis-

tingne-se um grujx) de países que, por siia posição geográfica e suas eondiçcães econômicas, apresentam um traço co

mum; os pai.ses da América Central estilo, ein conseijucncia dc suas estrei

bahniç.i eonuT<,ial extriMuamento ativa, uma moetla bem forte, e suas reservas

tle ouro sejam ;is mais elevadas de todos os países da América Latina, ésse país gnartlou e ampliou o sistema de taxas múltiplas já existente antes da guerra. A diferenciação, porém, não é tão acen

tuada quanto em outn)s países, e as t-axas mais baixas são oxprcss;unente ilestinatlas à exportação de pnidutos abaixo do pr<\x> mundial. Dvxv(ihiríz4içõv.\

Entre os países da América do Sul,

o Brasil é o éuúeo que, no após-guemi

não des\'alorizon, nem passou para o

tas relações com os Estados Unidos, li

sistema das taxas múltiplas. As desvalorizações simples, isto é, as

gados ao dólar, que c praticamente a

alterações da taxa oficial são rclaüva-

única moeda dc seu comércio exterior.

mcnte raras, pois a introdução de taxtrS" múltiplas oferece a possibilidade de chegar ao mesmo resultado sob uma for

Mas, ainda nesses países o sistema cam bial {icusa grandes diferenças. Enquan

to alguns dentre eles, como El Salva dor, a Guatemala, c desde o ano pas

ma mais elástica e menos espetacular. Todavia, x-ários países preferiram o an

ASSINATURAS:

sado Honduras, se limitam a uma taxa

tigo método, mais claro e sincero, da

Digesto Econômico

única, outros, como Nicarágua c Costa

alteração do \'aIor-par da moeda. O grande déficit de sua balança co

cações congêneres nacionais e es trangeiras,

NOVOS TLA.XÍ.)S íV) - Nelson VVerneck Soclré.

Ano (simples) (registrado) Número do mês Atrasado:

CrS 50,00 Cr$ 58,00 CrS 5,00 CrS 8.00

•

Redação e Administração: Rua Boa Vista, 51

—

9.o andar

Telefone: 33-1112 — Ramal 19

Caixa Postal, 6240 São Paulo

Rica, possuem uma série de taxas múlti plas. O peso cubano, considerado co

mercial levou o México em 1949, três

mo uma das moedas fortes do nosso He

meses antes da desvalorizixção da libra,

misfério, está oficialmente ao par com o US dólar, mas a \'enda de câmbio é, como no Brasil, sujeita a um impôsto

a reduzir fortemente o valor-par do peso. A taxa do dólar passou de 4,86 para 8,65 pesos. Tratava-se, pois, de uma desvalorização de 43,9 %. Já alguns

que ascendeu em 1940 a 13% e foi ultcriormcnte reduzido a 2 %.

meses antes, a Colômbia tinha efetuado

A êste grupo de países pertence tam bém, do ponto de vista monetário, um

uma ligeira desvalorízíição de sua moeda. Em no\'cinbro de 1949, o Peru aboliu


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SITUAÇAO

I Kfui los IL96C187 m riMiiii mau

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J^*N(,)VAN'm .is iDoedns iMiiopúias acusam

pais da -•Vinériea do Sul, a Venezuela,

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Antooio ContIJo de Carvalho

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A

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do

D Iges1o

Econômico.

LATINA

RiciiAiin Lk\vinm>hn

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N A

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Aceita-se intercâmbio com publi

direção, mas rar.is são as moedas ipie podem sc-r c(»nsideradas ccuuo definilivamente eonsolidadas. Des\ alüri/,;u,ôes isoladas, frc (juetiles alleravões das taxas múltiplas, altas e iiaixas aeenluadas no mereado livre, aumento do meio eir-

culante e dos prevo^ — tais são as earaterísticas do panorama monetário.

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tingne-se um grujx) de países que, por siia posição geográfica e suas eondiçcães econômicas, apresentam um traço co

mum; os pai.ses da América Central estilo, ein conseijucncia dc suas estrei

bahniç.i eonuT<,ial extriMuamento ativa, uma moetla bem forte, e suas reservas

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Entre os países da América do Sul,

o Brasil é o éuúeo que, no após-guemi

não des\'alorizon, nem passou para o

tas relações com os Estados Unidos, li

sistema das taxas múltiplas. As desvalorizações simples, isto é, as

gados ao dólar, que c praticamente a

alterações da taxa oficial são rclaüva-

única moeda dc seu comércio exterior.

mcnte raras, pois a introdução de taxtrS" múltiplas oferece a possibilidade de chegar ao mesmo resultado sob uma for

Mas, ainda nesses países o sistema cam bial {icusa grandes diferenças. Enquan

to alguns dentre eles, como El Salva dor, a Guatemala, c desde o ano pas

ma mais elástica e menos espetacular. Todavia, x-ários países preferiram o an

ASSINATURAS:

sado Honduras, se limitam a uma taxa

tigo método, mais claro e sincero, da

Digesto Econômico

única, outros, como Nicarágua c Costa

alteração do \'aIor-par da moeda. O grande déficit de sua balança co

cações congêneres nacionais e es trangeiras,

NOVOS TLA.XÍ.)S íV) - Nelson VVerneck Soclré.

Ano (simples) (registrado) Número do mês Atrasado:

CrS 50,00 Cr$ 58,00 CrS 5,00 CrS 8.00

•

Redação e Administração: Rua Boa Vista, 51

—

9.o andar

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Caixa Postal, 6240 São Paulo

Rica, possuem uma série de taxas múlti plas. O peso cubano, considerado co

mercial levou o México em 1949, três

mo uma das moedas fortes do nosso He

meses antes da desvalorizixção da libra,

misfério, está oficialmente ao par com o US dólar, mas a \'enda de câmbio é, como no Brasil, sujeita a um impôsto

a reduzir fortemente o valor-par do peso. A taxa do dólar passou de 4,86 para 8,65 pesos. Tratava-se, pois, de uma desvalorização de 43,9 %. Já alguns

que ascendeu em 1940 a 13% e foi ultcriormcnte reduzido a 2 %.

meses antes, a Colômbia tinha efetuado

A êste grupo de países pertence tam bém, do ponto de vista monetário, um

uma ligeira desvalorízíição de sua moeda. Em no\'cinbro de 1949, o Peru aboliu


DicKSTO Ec< >sóX<

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Dicesto Econónuco

sua taxa oficial dc 0,50 soles por dólar» sem fixar um novo valor-par. O dólar passava, pfjr esta operação, para 16,10

ses que jú ;inles da drsv.ilf)rizaç.'ir> man tinham Líxas múltiplas. f* nni.» prova de que o sistema <l.'is taxas iiiiillipl.tj

soles, mas sofreu iilterionnentc um pe

está longe de .s« r uma defesa <or»tra a

queno ajustamento no sentido oposto. No ano passado, período calmo sob o aspecto cambial, registraram-se, não

desvultjri/-ição absoliit.i. Pelo cxn>trário, na maioria dos p.iises que o e.xpo-

obstante, três desvalorizações na Amé

forma de Iran.síç.ão «• até um estimulo

rica do Sul. Em abril de 1950, a Bolí

par.i a re<liiç.u» da t.isa b.isi< .i ou oficial.

rimenl.arani, êsv<* sisteiría foi njH*nas uma

via elevou a taxa do dólar dc 42,42

Càmfirma-se hoje, S4il> outra forma, a

para 60,60 bolivianos. Em agosto do mesmo ano, o governo argentino resol veu ajustar as mais caras de suas taxas múltiplas. A taxa preferencial e a taxa

velha "h*j (h* fíresliain", que «li/, «pie a

má moeda expulsa a in»a. nu.iiuh) esta lei foi formulada a priim-ir.i ve/

por Ciresham <• sim j>or (.operou o —

básica foram fundidas numa nova taxa

referia-se :i moí-da nn-táli»".» de dif<Ten-

básica de 5 pesos por dólar, para a ex

te teor; a moeda mais preciosa desapa recia, c só a pior ficava em circulação,

portação de cereais e a jnaíoria de seus

produtos animais; a mesma taxa foi aplicada nas importações dc carvão, pe tróleo, etc. — que antes podiam ser adquiridos na base de 3,36 pesos por

líoje cm dia, \«-riíica-sc o mesmo proces so com a moeda escriturai cpie servo

para transaçcãcs internacionais. A taxa melhor de.saparcce, c "lais baixa

9

da moixla como denominador comum dc

va!oriz;»çâo simples, eximo também as

valores. Mas. a aj>arent4' vantagem déssc método tornou-s<* logo uma ilu.sâo. 0)mplicava inútilmi-nlc os negócios. .\ taxa especial p.tra cietiTininado produto era apmi.is lima i-spécic tlc coeficiente ctim o qual SC devia multiplicar o jvreço. Em outras palavras, t) valor era dividido cm dois elementos: mu chamava-se preço o

alteraç-ôes das la.vas múltiplas, tém pou

outro, tax.i dc câmbio.

Mas, o resul

na .América do Sul. como por exemplo na .Argentina, em (pie o mercado livre reagi.i, logo após a desvaiorÍ/.;ição, com uma baixa, de mudo cpie as duas taxas,

|>í)r muito tempo por esse artificio. Por outro latiu, o sisti-ma das taxas

múltiplas, uo sentido literal da palavra, tornou-s»- i-xtrcmamcnlt^ complicado pa ra o contròlc dc càtnlúo; e já por ess:i

a oficial e a livre, ficavam novamente separadas.

razão as auloridatles tleviam voltar a

livre não se deixa influenciar muito pela

um sistema mais simples. A maioria das reformas nronctárias,

modificação oficial das taxas cambiais. Orienta-se mais de acordo com as medi

realiz-ulas nos últimos dez anos, visa á

das de contròlc de cambio, (juo tém uma

sua moeda. Em dezembro

oficial como padrão, mas a

último, o Equador efetuou uma operação semelhante,

taxa mais baixa torna-se a

verdadeira taxa, <\ no fim, as autoridades devem rc-

para o comércio em dólares c as duas taxas para o intercâmbio em libras apro

Argentina podia realizar essa modificação sem anun

mas, como

membro

do

conbccer este fato e supri

Fundo, devia declarar um

novo valor-par; o dólar passou de 13,50 para 15 sucres. A última desvalorização em

nosso

mir as taxas mais elevad;is.

ropeus — as duas taxa.s ficam, durante

algum tempo, semelluintes. Mas, mes mo ivsta regr.i nem sempre se confirma, líoux-e. tios últimos anos, vários casos

Em alguns países, cliegou-sc práticanicrite à supressão tias taxas múltiplas. No Peru, por exemplo, as duas taxas

Monetário Internacional, a

te ail.itada á taxa livre da mesma moeda, como aconteceu em diversos países eu

<le lav.i única, «• ncnimm exportador o nenhum importador tlcixou-se enganar

ciar um novo valor-par de

Não sendo membro do Fundo

no mercado livre do câmbio. Natural mente, si- a taxa oficial fór exatamen

tado era it mesmo, como num sistema

fica em \igor. E, antes de mais nada, um proccs.so l^^^ícológico cpie SC observa em Iodos os paísfrs com taxas múltiplas: ningiicin con.sidera a taxa

dólar.

co efeito sóbre o movimento das taxas

Em geral, oliserva-se (pie o mercado

simplificação e não à diferenciação das

repercussão imediata .sôbre a oferta ou a

taxas.

procura déssc mesmo mercado: distri

importadores; acivscimo on decréscimo

proibição de negócios vinculados, etc. Além disso, a evolução do comércio ex

ximaram-se dc tal modo que, de fato, existe nina nova taxa única.

Semelhan

As alterações das taxas múltiplas mos

te reforma foi realizatla na Bolívia e

tram, porém, ainda outra peculiarida

no Equador. A Colômbia reuniu, cm julho do ano passado, suas três taxas de importação com imposto numa só, e até a Argentina reduziu a escala de

buição maior ou menor dc cámbío aos

dos atrasados comerciais; autorização ou terior e dc outros chanentos da ba lança de pagamentos é atentamente

observada c interpretada pelos parti culares o pelos bancos, (pie operam pro fissionalmente nesse mercado. Enfim,

Em

de. Há dois ou três anos, quando osso

março de 1950, a taxa cambial foi ofi

sistema era a grande moda, a maior di ferenciação das taxas parecia o pínáculo da técnica monetária. Alguns países, em particular a Argentina, fixavam para cada grupo de produtos dc exportação

suas taxas considcrávelmente. O sistema

na, entram em jogo.

mais diferenciado é atualmente o uru

Desde a guerra da Coréia, foi sobre tudo esse último fator que tomou im

e importação uma taxa especial, c ain

sas taxas são relativamente módicas.

Continente efetuou-a o Paraguai.

cialmente fixada em 6 guaranis, ao in

vés de 3,09 por dólar. Foi a mais forte desvalorização do após-guerra na América Latina.

Taxas múltiplas Em todos os casos acima enumerados,

com exceção do México, trata-se de paí

guaio, mas as diferenças entre as diver

da diferenciadas para diversos países. Chegava-se assim a uma taxa difercnto para cada contrato. Tais exagcrações conduziam a uma completa destruição

Taxas livres

Como já mostramos noutra ocasião

nesTa Revista, em ngôsto de 1950, a des-

os rumos da política interna, em parti cular da tributária, e da política exter

portância predominante no mercado li

vre do câmbio. Sendo a América Lati na considerada como menos exposta ào perigo de uma grande conflagração, al guns países do nosso Continente toma

ram-se uma espécie de refúgio para os


DicKSTO Ec< >sóX<

8

Dicesto Econónuco

sua taxa oficial dc 0,50 soles por dólar» sem fixar um novo valor-par. O dólar passava, pfjr esta operação, para 16,10

ses que jú ;inles da drsv.ilf)rizaç.'ir> man tinham Líxas múltiplas. f* nni.» prova de que o sistema <l.'is taxas iiiiillipl.tj

soles, mas sofreu iilterionnentc um pe

está longe de .s« r uma defesa <or»tra a

queno ajustamento no sentido oposto. No ano passado, período calmo sob o aspecto cambial, registraram-se, não

desvultjri/-ição absoliit.i. Pelo cxn>trário, na maioria dos p.iises que o e.xpo-

obstante, três desvalorizações na Amé

forma de Iran.síç.ão «• até um estimulo

rica do Sul. Em abril de 1950, a Bolí

par.i a re<liiç.u» da t.isa b.isi< .i ou oficial.

rimenl.arani, êsv<* sisteiría foi njH*nas uma

via elevou a taxa do dólar dc 42,42

Càmfirma-se hoje, S4il> outra forma, a

para 60,60 bolivianos. Em agosto do mesmo ano, o governo argentino resol veu ajustar as mais caras de suas taxas múltiplas. A taxa preferencial e a taxa

velha "h*j (h* fíresliain", que «li/, «pie a

má moeda expulsa a in»a. nu.iiuh) esta lei foi formulada a priim-ir.i ve/

por Ciresham <• sim j>or (.operou o —

básica foram fundidas numa nova taxa

referia-se :i moí-da nn-táli»".» de dif<Ten-

básica de 5 pesos por dólar, para a ex

te teor; a moeda mais preciosa desapa recia, c só a pior ficava em circulação,

portação de cereais e a jnaíoria de seus

produtos animais; a mesma taxa foi aplicada nas importações dc carvão, pe tróleo, etc. — que antes podiam ser adquiridos na base de 3,36 pesos por

líoje cm dia, \«-riíica-sc o mesmo proces so com a moeda escriturai cpie servo

para transaçcãcs internacionais. A taxa melhor de.saparcce, c "lais baixa

9

da moixla como denominador comum dc

va!oriz;»çâo simples, eximo também as

valores. Mas. a aj>arent4' vantagem déssc método tornou-s<* logo uma ilu.sâo. 0)mplicava inútilmi-nlc os negócios. .\ taxa especial p.tra cietiTininado produto era apmi.is lima i-spécic tlc coeficiente ctim o qual SC devia multiplicar o jvreço. Em outras palavras, t) valor era dividido cm dois elementos: mu chamava-se preço o

alteraç-ôes das la.vas múltiplas, tém pou

outro, tax.i dc câmbio.

Mas, o resul

na .América do Sul. como por exemplo na .Argentina, em (pie o mercado livre reagi.i, logo após a desvaiorÍ/.;ição, com uma baixa, de mudo cpie as duas taxas,

|>í)r muito tempo por esse artificio. Por outro latiu, o sisti-ma das taxas

múltiplas, uo sentido literal da palavra, tornou-s»- i-xtrcmamcnlt^ complicado pa ra o contròlc dc càtnlúo; e já por ess:i

a oficial e a livre, ficavam novamente separadas.

razão as auloridatles tleviam voltar a

livre não se deixa influenciar muito pela

um sistema mais simples. A maioria das reformas nronctárias,

modificação oficial das taxas cambiais. Orienta-se mais de acordo com as medi

realiz-ulas nos últimos dez anos, visa á

das de contròlc de cambio, (juo tém uma

sua moeda. Em dezembro

oficial como padrão, mas a

último, o Equador efetuou uma operação semelhante,

taxa mais baixa torna-se a

verdadeira taxa, <\ no fim, as autoridades devem rc-

para o comércio em dólares c as duas taxas para o intercâmbio em libras apro

Argentina podia realizar essa modificação sem anun

mas, como

membro

do

conbccer este fato e supri

Fundo, devia declarar um

novo valor-par; o dólar passou de 13,50 para 15 sucres. A última desvalorização em

nosso

mir as taxas mais elevad;is.

ropeus — as duas taxa.s ficam, durante

algum tempo, semelluintes. Mas, mes mo ivsta regr.i nem sempre se confirma, líoux-e. tios últimos anos, vários casos

Em alguns países, cliegou-sc práticanicrite à supressão tias taxas múltiplas. No Peru, por exemplo, as duas taxas

Monetário Internacional, a

te ail.itada á taxa livre da mesma moeda, como aconteceu em diversos países eu

<le lav.i única, «• ncnimm exportador o nenhum importador tlcixou-se enganar

ciar um novo valor-par de

Não sendo membro do Fundo

no mercado livre do câmbio. Natural mente, si- a taxa oficial fór exatamen

tado era it mesmo, como num sistema

fica em \igor. E, antes de mais nada, um proccs.so l^^^ícológico cpie SC observa em Iodos os paísfrs com taxas múltiplas: ningiicin con.sidera a taxa

dólar.

co efeito sóbre o movimento das taxas

Em geral, oliserva-se (pie o mercado

simplificação e não à diferenciação das

repercussão imediata .sôbre a oferta ou a

taxas.

procura déssc mesmo mercado: distri

importadores; acivscimo on decréscimo

proibição de negócios vinculados, etc. Além disso, a evolução do comércio ex

ximaram-se dc tal modo que, de fato, existe nina nova taxa única.

Semelhan

As alterações das taxas múltiplas mos

te reforma foi realizatla na Bolívia e

tram, porém, ainda outra peculiarida

no Equador. A Colômbia reuniu, cm julho do ano passado, suas três taxas de importação com imposto numa só, e até a Argentina reduziu a escala de

buição maior ou menor dc cámbío aos

dos atrasados comerciais; autorização ou terior e dc outros chanentos da ba lança de pagamentos é atentamente

observada c interpretada pelos parti culares o pelos bancos, (pie operam pro fissionalmente nesse mercado. Enfim,

Em

de. Há dois ou três anos, quando osso

março de 1950, a taxa cambial foi ofi

sistema era a grande moda, a maior di ferenciação das taxas parecia o pínáculo da técnica monetária. Alguns países, em particular a Argentina, fixavam para cada grupo de produtos dc exportação

suas taxas considcrávelmente. O sistema

na, entram em jogo.

mais diferenciado é atualmente o uru

Desde a guerra da Coréia, foi sobre tudo esse último fator que tomou im

e importação uma taxa especial, c ain

sas taxas são relativamente módicas.

Continente efetuou-a o Paraguai.

cialmente fixada em 6 guaranis, ao in

vés de 3,09 por dólar. Foi a mais forte desvalorização do após-guerra na América Latina.

Taxas múltiplas Em todos os casos acima enumerados,

com exceção do México, trata-se de paí

guaio, mas as diferenças entre as diver

da diferenciadas para diversos países. Chegava-se assim a uma taxa difercnto para cada contrato. Tais exagcrações conduziam a uma completa destruição

Taxas livres

Como já mostramos noutra ocasião

nesTa Revista, em ngôsto de 1950, a des-

os rumos da política interna, em parti cular da tributária, e da política exter

portância predominante no mercado li

vre do câmbio. Sendo a América Lati na considerada como menos exposta ào perigo de uma grande conflagração, al guns países do nosso Continente toma

ram-se uma espécie de refúgio para os


Dtf^KâfTO

Ecosómiw»

O mercado livre do câmbio reagiu pron

lena no mercado livre pasviii <!«• «>3,29 pfíM>s por dólar «'in jtilbo di- 19.54) para

tamente sobre essa tendência, acornpu-

7036 no coinêçr) do atic»

capitais

norte^amcrícauus c europeus.

nhando-a e antecipando-a por opera ções especulativas de caráter meramen te político. Cada fase dos aconltrcimentos milita

res e políticos no Extremo Oriente refletia-se nas flutuações das taxas cambiais.

Pode-se dizer, a gro.ssí) modo, que, quando a situação internacional parece

tM(*cliclas ítnaiK eir.ts íntrrn.is e de iinut

(xisittxx) da balança eomereinl ê em niuiIns |xiiscs um estímulo ;i inflação. Com r.ir.is e\ei\õ« s. os paisi-s ila .América La tiu.i aiiul.i não eimsegniram resol\"er ê.sle problema; exportar m.iis do qiu- impor

reforiixi fio cf)ntró|e <lr r.iiobio, df\e-s<*

tar e n íorçar suas reserxas de ouro e

.'\ niclliori.i.

proséin ein p.irlt- de

sobretudo h alta do prfv> f «>bre. O crnzi-irfi igtiahrierjte ff>i aíi-iado |>eLi sitii.içáíi interiiacion.d, mas em pr<>|X)r-

agravar-se, as moedas da América La

ç-ões muito ineiuires. .A< nsa, li.i ni.iis <le iim ano, uma notável estabilidade ni»

tina obtêm no mercado livre cotações

mercadí) livre. Não falta>t», |>or<*ín. moe

melhores, e quando há boatos de paz. i»

das í|Ue. a despeito «Ia tendemi.i ejn

preço dessas moedas baixa.

gíTal fa\ora\'el af>s países <l.i .Ameriea

Os países mai.s favorecidos jK)r ês.se naovimcnto foram o México c o Uruguai. Em particular, o pêso uruguaio — (jue já

Latina, sofrerauj ffirie baixa. A di\ isa mais {liscutida cíudimia seixlo o pêso

na segunda guerra mundial era o "cam peão" da alta entre as moedas do Con

tinente — experimentou um surto ex traordinário. A taxa do dólar, ainda ein

1949 acima de 3 pesos uruguaios, pas sou para 1,85. Quer dizer que no mer cado livre o pêso foi, em certo momento, mais caro que a taxa oficial — fenômeBO que se manifestou antes somente du

rante algum tempo para o franco suíço. Entretanto, foi ràpidamente corrigido, c nos últimos mese.s a moeda do Uruguai acusou novamente urn dcságío de cerca de 10 % em relação à taxa oficial de 1,90

pesos por dólar. Além do impacto do movimento do

capitais, motivado pela situação polí tica, a grande procura de matérias-pri mas repercutiu em favor das moedas da América Latina. Sob esse aspecto, tam bém, o Uruguai figura entre os países

mais beneficiados, pela alta vertiginosa da lã, seu principal produto de exporta

Dicesto Econômico

argentino, (jiie, após uma brevf recupcraçãí) no comêço deste ano. <lesceu no mercado de Ziiri<|ue ao ponto mais l>ajxo já rcgislraflo — 22,15 jíesos por dohir, que Hípn-senta mais <jue 'piadriiplo

-América I.atina ê (\\\c a conjuntiura ettmnmiea mal se reflete na situação

finaneeira. Períodos favtaàveis tlt> ponto de vista etxíuómieo são freqüentemente periotli>s péssimos para as finanças pú-

|X)réni. ao tlélieit orçamentário.

iilieas.

de fluisas. sem

animaitar demasiada

São rarissimos os paíse.s, eomo a \'ene/uela. que durante nm longo jieríodt) têm nm

Observa-se, assim, para t) ano

de 1950, tjue foi uin períotlo nitidamente l>om sob o aspecto eet)n(hnico, para o

orçamento perfeitamente equilibrado, on nos quais, quando a di-spesa ultrapassa a receita, o tléfieit é eiíberto com emprés

orçamentário, e. em conseqüência, gran de emissão lulneiária. O ipiatlrtí seguin

timos.

te mostni o aumento do nuào circulante

A falta de um mercado ile li-

brasil <• outros países, elevado déficit

Inlos ])i in organiz;ido e a preferência

nos principais países tia América Latina,

tio público por outras formas tle investi mento tlifieullain aos governos o recurso a êsli- meio tle finaneiainento, perma-

tle acordo eom a estatística do Fundo

luuilemente usado nos Estados Unidos c

eaixe nos bancos.

Monetário Internacional, tpie exclni tio papel-moetlu a parte existente eomo en-,

MEIO CIbCULANTE (EM MILHÕES DE UNIDADES) Países

Argentina

l'nidaile

boliviano

O movímenlo do peso argentino no

Bra.sil

cruzeiro

mercado livre é a prova cvidoíitc de

C:liile

que a desvalorização, v- mesmo desvalo

Colômbia

t>

rizações repetidas não garantem a es tabilidade do nina moeda. É nma lição interessante também para outros países nos quais ainda se acredita (|ue a desva

Cuba

■'

8.939 2.399

pêso

Equatlor Mé.xico

pêso guarani

Peru

st>l

Uruguai N^enczuela

pêso bolívar

Dez. 1950 11.847

2.998 {®) •

Variação (%j cm 1950

+ 21

-f 25

19.940 5.208

25.010

482

468

-

671 357

753 C)

d- 12

459

2.378 84

2.661 (®)

sucre

Paraguai

( °)

Dez. 1949

pêso

Bolívia

lorização só por si .seria .suficiente para restabelecer o equilíbrio cambial. O equilíbrio depende de outro.s fatores, fpie por sua voz dependem em grande parle da política monetária interna. Quase todos os países da América La

emi.ssão tle pa|>el-nuHHla. ' Dutra iveuliaritlade tios países da •

mente os meios tle pagamento no interior. .•\ prim i[ial eansa da inllação ileve-se,

da taxa bá.sica, e inn deságio tle 8 pesos sôbro a mais baixa das taxas nmltijilas.

O mmo para a inflação

na maioria dos países enrtipous. Resta,-"^

eonsegnintemente. eomo úni<>ti riKíiirso, a -

1 1

6.316

d- 25 + 21 3

124 (®)

d- 28 d- 12 d- 32

809

956

251 811

d- .18

314

d- 25

786

-

^

3

novembro.

Como se vè, htnive forte aumento dti

eiino da moeda em circulação foi da

meio circulante em tiVla a parte, com exceção da Colômbia e da Venezuela. O aumento no Brasil é, sem dúvida,

mas manifesta-se mais claramente ainda

mercial favorável; não se podo ('spcrar, sob este aspecto, cm futuro próximo

mesma ordem que no Brasil — até no Uruguai, país que, pelas razões acima mencionadas, se acha, do ponto de vista

grande, mas nada tem de excepcional.

cambial c econômico, numa situação par

nos países da costa do Pacífico, em par

uma posição muito melhor.

Mas, como

Em seis outros países — entre os 12

ticularmente

ticular no Chile. A taxa da moeda chi

já aconteceu durante a guerra, o saldo

tpic figuram cm nosso quadro — o acrés-

ção. O efeito da alta das matérias-pri

tina acusam atualmente nma balança co

favorável.

A repercusssão da inflação sôbre os


Dtf^KâfTO

Ecosómiw»

O mercado livre do câmbio reagiu pron

lena no mercado livre pasviii <!«• «>3,29 pfíM>s por dólar «'in jtilbo di- 19.54) para

tamente sobre essa tendência, acornpu-

7036 no coinêçr) do atic»

capitais

norte^amcrícauus c europeus.

nhando-a e antecipando-a por opera ções especulativas de caráter meramen te político. Cada fase dos aconltrcimentos milita

res e políticos no Extremo Oriente refletia-se nas flutuações das taxas cambiais.

Pode-se dizer, a gro.ssí) modo, que, quando a situação internacional parece

tM(*cliclas ítnaiK eir.ts íntrrn.is e de iinut

(xisittxx) da balança eomereinl ê em niuiIns |xiiscs um estímulo ;i inflação. Com r.ir.is e\ei\õ« s. os paisi-s ila .América La tiu.i aiiul.i não eimsegniram resol\"er ê.sle problema; exportar m.iis do qiu- impor

reforiixi fio cf)ntró|e <lr r.iiobio, df\e-s<*

tar e n íorçar suas reserxas de ouro e

.'\ niclliori.i.

proséin ein p.irlt- de

sobretudo h alta do prfv> f «>bre. O crnzi-irfi igtiahrierjte ff>i aíi-iado |>eLi sitii.içáíi interiiacion.d, mas em pr<>|X)r-

agravar-se, as moedas da América La

ç-ões muito ineiuires. .A< nsa, li.i ni.iis <le iim ano, uma notável estabilidade ni»

tina obtêm no mercado livre cotações

mercadí) livre. Não falta>t», |>or<*ín. moe

melhores, e quando há boatos de paz. i»

das í|Ue. a despeito «Ia tendemi.i ejn

preço dessas moedas baixa.

gíTal fa\ora\'el af>s países <l.i .Ameriea

Os países mai.s favorecidos jK)r ês.se naovimcnto foram o México c o Uruguai. Em particular, o pêso uruguaio — (jue já

Latina, sofrerauj ffirie baixa. A di\ isa mais {liscutida cíudimia seixlo o pêso

na segunda guerra mundial era o "cam peão" da alta entre as moedas do Con

tinente — experimentou um surto ex traordinário. A taxa do dólar, ainda ein

1949 acima de 3 pesos uruguaios, pas sou para 1,85. Quer dizer que no mer cado livre o pêso foi, em certo momento, mais caro que a taxa oficial — fenômeBO que se manifestou antes somente du

rante algum tempo para o franco suíço. Entretanto, foi ràpidamente corrigido, c nos últimos mese.s a moeda do Uruguai acusou novamente urn dcságío de cerca de 10 % em relação à taxa oficial de 1,90

pesos por dólar. Além do impacto do movimento do

capitais, motivado pela situação polí tica, a grande procura de matérias-pri mas repercutiu em favor das moedas da América Latina. Sob esse aspecto, tam bém, o Uruguai figura entre os países

mais beneficiados, pela alta vertiginosa da lã, seu principal produto de exporta

Dicesto Econômico

argentino, (jiie, após uma brevf recupcraçãí) no comêço deste ano. <lesceu no mercado de Ziiri<|ue ao ponto mais l>ajxo já rcgislraflo — 22,15 jíesos por dohir, que Hípn-senta mais <jue 'piadriiplo

-América I.atina ê (\\\c a conjuntiura ettmnmiea mal se reflete na situação

finaneeira. Períodos favtaàveis tlt> ponto de vista etxíuómieo são freqüentemente periotli>s péssimos para as finanças pú-

|X)réni. ao tlélieit orçamentário.

iilieas.

de fluisas. sem

animaitar demasiada

São rarissimos os paíse.s, eomo a \'ene/uela. que durante nm longo jieríodt) têm nm

Observa-se, assim, para t) ano

de 1950, tjue foi uin períotlo nitidamente l>om sob o aspecto eet)n(hnico, para o

orçamento perfeitamente equilibrado, on nos quais, quando a di-spesa ultrapassa a receita, o tléfieit é eiíberto com emprés

orçamentário, e. em conseqüência, gran de emissão lulneiária. O ipiatlrtí seguin

timos.

te mostni o aumento do nuào circulante

A falta de um mercado ile li-

brasil <• outros países, elevado déficit

Inlos ])i in organiz;ido e a preferência

nos principais países tia América Latina,

tio público por outras formas tle investi mento tlifieullain aos governos o recurso a êsli- meio tle finaneiainento, perma-

tle acordo eom a estatística do Fundo

luuilemente usado nos Estados Unidos c

eaixe nos bancos.

Monetário Internacional, tpie exclni tio papel-moetlu a parte existente eomo en-,

MEIO CIbCULANTE (EM MILHÕES DE UNIDADES) Países

Argentina

l'nidaile

boliviano

O movímenlo do peso argentino no

Bra.sil

cruzeiro

mercado livre é a prova cvidoíitc de

C:liile

que a desvalorização, v- mesmo desvalo

Colômbia

t>

rizações repetidas não garantem a es tabilidade do nina moeda. É nma lição interessante também para outros países nos quais ainda se acredita (|ue a desva

Cuba

■'

8.939 2.399

pêso

Equatlor Mé.xico

pêso guarani

Peru

st>l

Uruguai N^enczuela

pêso bolívar

Dez. 1950 11.847

2.998 {®) •

Variação (%j cm 1950

+ 21

-f 25

19.940 5.208

25.010

482

468

-

671 357

753 C)

d- 12

459

2.378 84

2.661 (®)

sucre

Paraguai

( °)

Dez. 1949

pêso

Bolívia

lorização só por si .seria .suficiente para restabelecer o equilíbrio cambial. O equilíbrio depende de outro.s fatores, fpie por sua voz dependem em grande parle da política monetária interna. Quase todos os países da América La

emi.ssão tle pa|>el-nuHHla. ' Dutra iveuliaritlade tios países da •

mente os meios tle pagamento no interior. .•\ prim i[ial eansa da inllação ileve-se,

da taxa bá.sica, e inn deságio tle 8 pesos sôbro a mais baixa das taxas nmltijilas.

O mmo para a inflação

na maioria dos países enrtipous. Resta,-"^

eonsegnintemente. eomo úni<>ti riKíiirso, a -

1 1

6.316

d- 25 + 21 3

124 (®)

d- 28 d- 12 d- 32

809

956

251 811

d- .18

314

d- 25

786

-

^

3

novembro.

Como se vè, htnive forte aumento dti

eiino da moeda em circulação foi da

meio circulante em tiVla a parte, com exceção da Colômbia e da Venezuela. O aumento no Brasil é, sem dúvida,

mas manifesta-se mais claramente ainda

mercial favorável; não se podo ('spcrar, sob este aspecto, cm futuro próximo

mesma ordem que no Brasil — até no Uruguai, país que, pelas razões acima mencionadas, se acha, do ponto de vista

grande, mas nada tem de excepcional.

cambial c econômico, numa situação par

nos países da costa do Pacífico, em par

uma posição muito melhor.

Mas, como

Em seis outros países — entre os 12

ticularmente

ticular no Chile. A taxa da moeda chi

já aconteceu durante a guerra, o saldo

tpic figuram cm nosso quadro — o acrés-

ção. O efeito da alta das matérias-pri

tina acusam atualmente nma balança co

favorável.

A repercusssão da inflação sôbre os


I>iCf!»TO

12

preços foi bastante Irregular. Na Ar gentina, verificou-se, já no primeiro .se mestre do ano passado, um aumento dc 27 %, e, no segundo semestre, para o

qual os dados são ainda incompletos, continuou o movimento altista.

Mas,

E<:om'»mií:o

na Venezuela — outro pais e«un rt^lttção do meio circulante — os preços aeus.iram ligeiro ritiio.

Êstcs exemplos mf>slr.ini (pie o n-flexo do meio <*irtul.inte sôbre os prc^ços não é tão simples e antom.iti<o (|u.into

do outro lado do Rio da Prata, no Uru

cm gíT.il SC prí-stime nas (lis< us«u'm-s Mibro

o RELATÓRIO ROCKEFELLER Gi.ycon dk Pau'a

pM inarçí» désle ano foi publicado pelo "U. S. Càucrmnrnt /Vin/irig Offüt" um relatório de 120 páginas. subnH-tiílo ao IVesidcnti* Trunian j^ido

giões.

.\ visão panorâmica do proble

ma e e.-.ta estimativa de esforços facul

guai, o custo da vida ficou virtualmente

a inflação.

inalterado, malgrado o aumento do meio

nos países em ípje o ef< ito <I.i inflação

circulante, maior que na

í*ra rí-Iatj\ament<- méxlico no ano passatlo,

Cà)n.vc//io í/c /•'omcnío /n/rr/irtrione/. Nid-

a repercii.ssâo .s«'ja mais stmsível « ni

son A. llock«-fí'ller. perscnialidade ligada

tarão mição mais definida da magnitude do auxilio a que poderemos aspirar. Ihna voz cientes da máxima ajuda alheia <]ue nos seria permitido solicitar,

— a não ser fpie sejam tomadas medidas apropriadas para ;it«-niiáda. Mm to<lo

ao Hr.i.sd e aos nossos inti-réssí-s. dirige

como um dos membros da numerosa fa

o C!ons«'líio.

caso, liã pí)iicas r.i/''M-s para esperar (p»c os países da América Latina encíuilr»-in

mília das regiões subaproveitadas, com mais faeiliclade nos capacitaremos do

{*rcss". (àtm ésse doetinuMilo. Roekefel-

Argentina,

Deve-se supor que, por causa da alta apreciação do peso uruguaio, boa parte das notas ficou entesourada, seja no próprio país, seja no exterior. Na Co lômbia, cujo meio circulante foi redu zido, o custo da vida .sofreu, não obs

tante, uma alta de 21

ao passo que.

ÍC prová\i l, porém. <pio

já no ano corrente o «•(piilibrio monetá rio de íjik; necessitam.

O título da obra é

iti Pro-

ler de.sineimib<'-se di' missão que, em no

vembro passado, lhe atribuiu o President(!, ({ual seja a dc eselari'c<T o governo americano sòbro o tipo de programa cjuc os Estados Unidos devem

emprí-cndor

para apreslar a política americana

de

auxílio ás regiões relar<ladas do Mundo

e qual a respectiva amplitude. Não é necessariamente objeto do pre

sente artigo, fazer um digc.sto do rela tório do Consellm ("IntcnuitionaJ Dcvc&

hpjnent Ádi-i.wrij Bonrd"), senão di\idgar uma tantas cifras que caracterizam a divisão do mundo em "regiões aprovei

tadas" e "regiões subaproveitadas", as

''wulcr (Icvciopcd arcas", entre as quais o Brasil está arrolado. Ounipri' notar serem numerosas as re-

giõc.s subdesenvolvidas e poucas as de plena maturidade econômica, capazes de auxiliá-las. Dai a necessidade dc uma visão panorâmica de como se apresen

ta para os Estados Unidos, que é a prmJinal fonte dc auxílio, o problema geral

das regiões subdesenvolvidas, para nele enquadrar o caso particular do Brasd. Também vale a pena tentar uma esti

mativa global do esforço a ser despen dido pelas regiões dc pleno aproveita mento -4.

uU

cm beneficio das restantes re

tremendo ivsfòrçti que temos de haurir de nós mesmos, para tirar o máximo par tido possive! dos recursos dc nosso pró prio País, não para transformá-lo em grande potência, mas para fazê-lo uma torra convidativa e simples — onde o te to amigo, a mesa farta, o trabalho adet|uado o o descanso despreocupado se jam mais acessíveis do que agora. A população mundial, em 1949, era

de 2.37S milliõcs de pessoas, das quais. 1.075 milliõcs povoam as regiões sob o regime dc suhaprovcitamento. Há 85 territórios na lista das regiões subdesen volvidas, abarcando-se, no cómputo, tan- to países como a Guiné Espanhola, com apenas 173 mil habitantes, ou a Somalilàndia Francesa, com apenas 47 mil, co mo, dc outro lado, a índia com 340 mi

lhões, a Indonésia com 79, o Paquistão com 74 ou o Brasil com 50.

Nos 1303 milhões que complementam a população mundial, incluem-se não só

os países sob o regime de pleno aprovei tamento do continente americano (EE. UU. e Canadá), como as nações euro

péias desse nível, além das populações subdesenvolvidas que se encontram cer

cadas

pelas Cortinas de Ferro e de

Bambu, da Rússia e da China Vermelha.

Da Europa não iussificada, apenas


I>iCf!»TO

12

preços foi bastante Irregular. Na Ar gentina, verificou-se, já no primeiro .se mestre do ano passado, um aumento dc 27 %, e, no segundo semestre, para o

qual os dados são ainda incompletos, continuou o movimento altista.

Mas,

E<:om'»mií:o

na Venezuela — outro pais e«un rt^lttção do meio circulante — os preços aeus.iram ligeiro ritiio.

Êstcs exemplos mf>slr.ini (pie o n-flexo do meio <*irtul.inte sôbre os prc^ços não é tão simples e antom.iti<o (|u.into

do outro lado do Rio da Prata, no Uru

cm gíT.il SC prí-stime nas (lis< us«u'm-s Mibro

o RELATÓRIO ROCKEFELLER Gi.ycon dk Pau'a

pM inarçí» désle ano foi publicado pelo "U. S. Càucrmnrnt /Vin/irig Offüt" um relatório de 120 páginas. subnH-tiílo ao IVesidcnti* Trunian j^ido

giões.

.\ visão panorâmica do proble

ma e e.-.ta estimativa de esforços facul

guai, o custo da vida ficou virtualmente

a inflação.

inalterado, malgrado o aumento do meio

nos países em ípje o ef< ito <I.i inflação

circulante, maior que na

í*ra rí-Iatj\ament<- méxlico no ano passatlo,

Cà)n.vc//io í/c /•'omcnío /n/rr/irtrione/. Nid-

a repercii.ssâo .s«'ja mais stmsível « ni

son A. llock«-fí'ller. perscnialidade ligada

tarão mição mais definida da magnitude do auxilio a que poderemos aspirar. Ihna voz cientes da máxima ajuda alheia <]ue nos seria permitido solicitar,

— a não ser fpie sejam tomadas medidas apropriadas para ;it«-niiáda. Mm to<lo

ao Hr.i.sd e aos nossos inti-réssí-s. dirige

como um dos membros da numerosa fa

o C!ons«'líio.

caso, liã pí)iicas r.i/''M-s para esperar (p»c os países da América Latina encíuilr»-in

mília das regiões subaproveitadas, com mais faeiliclade nos capacitaremos do

{*rcss". (àtm ésse doetinuMilo. Roekefel-

Argentina,

Deve-se supor que, por causa da alta apreciação do peso uruguaio, boa parte das notas ficou entesourada, seja no próprio país, seja no exterior. Na Co lômbia, cujo meio circulante foi redu zido, o custo da vida .sofreu, não obs

tante, uma alta de 21

ao passo que.

ÍC prová\i l, porém. <pio

já no ano corrente o «•(piilibrio monetá rio de íjik; necessitam.

O título da obra é

iti Pro-

ler de.sineimib<'-se di' missão que, em no

vembro passado, lhe atribuiu o President(!, ({ual seja a dc eselari'c<T o governo americano sòbro o tipo de programa cjuc os Estados Unidos devem

emprí-cndor

para apreslar a política americana

de

auxílio ás regiões relar<ladas do Mundo

e qual a respectiva amplitude. Não é necessariamente objeto do pre

sente artigo, fazer um digc.sto do rela tório do Consellm ("IntcnuitionaJ Dcvc&

hpjnent Ádi-i.wrij Bonrd"), senão di\idgar uma tantas cifras que caracterizam a divisão do mundo em "regiões aprovei

tadas" e "regiões subaproveitadas", as

''wulcr (Icvciopcd arcas", entre as quais o Brasil está arrolado. Ounipri' notar serem numerosas as re-

giõc.s subdesenvolvidas e poucas as de plena maturidade econômica, capazes de auxiliá-las. Dai a necessidade dc uma visão panorâmica de como se apresen

ta para os Estados Unidos, que é a prmJinal fonte dc auxílio, o problema geral

das regiões subdesenvolvidas, para nele enquadrar o caso particular do Brasd. Também vale a pena tentar uma esti

mativa global do esforço a ser despen dido pelas regiões dc pleno aproveita mento -4.

uU

cm beneficio das restantes re

tremendo ivsfòrçti que temos de haurir de nós mesmos, para tirar o máximo par tido possive! dos recursos dc nosso pró prio País, não para transformá-lo em grande potência, mas para fazê-lo uma torra convidativa e simples — onde o te to amigo, a mesa farta, o trabalho adet|uado o o descanso despreocupado se jam mais acessíveis do que agora. A população mundial, em 1949, era

de 2.37S milliõcs de pessoas, das quais. 1.075 milliõcs povoam as regiões sob o regime dc suhaprovcitamento. Há 85 territórios na lista das regiões subdesen volvidas, abarcando-se, no cómputo, tan- to países como a Guiné Espanhola, com apenas 173 mil habitantes, ou a Somalilàndia Francesa, com apenas 47 mil, co mo, dc outro lado, a índia com 340 mi

lhões, a Indonésia com 79, o Paquistão com 74 ou o Brasil com 50.

Nos 1303 milhões que complementam a população mundial, incluem-se não só

os países sob o regime de pleno aprovei tamento do continente americano (EE. UU. e Canadá), como as nações euro

péias desse nível, além das populações subdesenvolvidas que se encontram cer

cadas

pelas Cortinas de Ferro e de

Bambu, da Rússia e da China Vermelha.

Da Europa não iussificada, apenas


14

l^lONoMICo

Diorsto

15

Econômico

das pode ürr avaliado pel.i renda .tniiul per cajjiía, rpn- é dc <Íi'ilar<s pa ra o aincrit-tmo iin*<lio, <!«• -17 i p,ir,i i> europeu, v de aiH-nas Híl p.ir.i .i tot.di-

cipaçáo <lo Egito, Índia. Indonésia e N'i-

65% da população das áreas subaproveitadas ou mal-aprovcitadas enconlram-sc

<lade das pí)pulaçt"H*s de baivo padrão de vida, excluídos os países < tununisl.is.

inunércio exterior dos Estados Ibúdos se

na Ásia, 20% na África e 15% na Amé

.\as áreas do sudoeste <!a Asia. ,i renda

mesmo sentiilo. 70% do comércio exter

mentos foi acrescida do a^Kmas 11%. Em suma, entre nós, é tendência do quem comia poua> e mal, cxnner monos e pior, <-m virtude da diminuição da disponibi-

rica Latina,

per capita baixa até -IO dólares |>«»r ano. enquanto qm- é íb- 152 na Amérii a Imi

no da iMiropa fazem-se i'om o grupo de

lidadi- especifica de bens do alimenta

r<'gióes onde nos incluímos. Com i-feito. a indústria pesada ameri-

ção.

i-ana, por exemplo, depende das áreas

povos (jue habitam os dois grupos de re giões ê um dos imperativos da hora pre

O povo brasileiro representa 5% do total de população das áreas retardadas

tiria.

<]uarlro seuuinie faiilita a definição dos contornos rios grandes problemas de mográficos e cr-onómieos do inundo iiio-

do Mundo, O desnível de "train" de vida entre as

populaç-ões das áreas de elevado aprovei tamento e aquelas das regiões retarda

r.irágiia.

Tmlavia. api-s.ir do dcsnívfl entre os

grupos dislingui<li)s. quase a metade do laz com as arc.is subdeseiixolvidas.

No

retardadas em KM)% da Í>orraclia natu

ral, 83 % do cromo, 74 %• do estanho. 77 %

do manganè.s-, 70% do mi

demo.

nério de alnminio. 19% do cimmbo. 24 % do co

Regiões

ir

Percentagem da superfície das

l'frrfii(agftu da papulacáit

tcrr<Ls

tjiutidial

I

25^

I

Subdesenvolvidas

j

.50 7

giões

Quanto aos materiais

< 5d7 inilliõr-s fie

tlesenvolvimonto

j)cssoas)

das regiões suljaproveitadas é de 75% em valor: 800 mílbõcs de dólares de café. 240 de líorraelm, 164 do estanho, 124 de eac-au. 70 do copra e

t

pessoas)

Cortinas de Ferro e de| Bambu

I

25 7

! 31% (837 milliões de I

pessoas )

maturo

.50 de l)ananas.

A situação, expressa nas cifras acima,

assim pode ser sumariada . As regiões retardadas estruturam-se em tômo de uma contradição: sua agri cultura, principal ocupação humana, ó

cela de 70 % da mão-dc-ol)ra se orir-nta

incapaz de adequadamente alimentar o

drão de saúde c de 2.550 calorias, mas a.s populações das áreas sul)desenvoIvidas vivem .sob uma dieta alimentar mé

agricultor. De fato, nos Estados Unidos todo o mundo se alimenta bem, à razão de 3,130

para a agriciiltuni.

A dieta calórica compatível com o pa

dia de apena.s 2,000 calorias, baixando em certos casos a 1.420,

calorias por dia e só uma parcela de 13%

Da mão-de-obra disponível no Sião, a

da mão-de-obra disponível se destina ao campo; ao passo que nas regiões subde senvolvidas, onde, per contra, todo o

elevadíssima parcela de 88 % ocnpa-.sc de

mundo se alimenta mal, à razão média

agricultura, cifra que baixa para 36 % na Argentina. No Brasil, a parcela de 67% da mão-de-obra total disponível labuta

de 2.000 calorias por dia, a elevada par

no campo, pràticamente a mesma parti-

siibaprovcitadas,

te provido pelas regiões

rio de ferro.

j 2-5 '*

1 46% (1.075 miliiões rU-

doura, Só o desenvolvi mento econômico das re técnica e financeiramen

t

I

I

sente. wndição de tranqüilidade inter nacional e de paz dura

bre, 13% do petróleo, 6%

dependência das áreas de I

A redução do desnível social entre os ^

{Io zinco e 2% do miné

denominados críticos, a Desenvo!vida.s

iv

pulação. No último decênio, por exem plo, a nossa população aumentou de 22%. enquanto (jue a produção de ali

são catalogadas como áreas subepnncltadas a Turquia c a Grécia, Sem consi derar as pfjpulavões desses dois países, pode-se sumariar a situação, dizendo que

1) O mundo não-conumista encontrase subdividido cm dois grupos de re

giões- um com 550 milhões do habitan

tes de elevada renda per capita; outro,

de desenvolvimento ma

duro, poderá, com o tem po, conseguir o almejado propósito : "O quadro econômico dominante nestas regiões poderia ser revolucionado mediante um fluxo ade

quado de investimentos de vários bilhões de dó

lares por ano, originário das naç-õcs industrializ;idas do

Mundo

Ocidental, desde que combinados com o capital local c encaminhados para empre endimentos genuinamente produtivos", doutrina o Relatório Rockefoller. Mais adiante reza o documento:

com 1.075 milhões de habitantes, de renda muito baixa, vivendo sob regime

"Os milagres não se realizam da noite para o dia. A estrutura social secular

de déficit alimentar permanente;

apatia, que é companheira da carência

grupos é extremamente, importante para

alimentar e da saúde precária, é mais

O) A interdependência comercial dos

ambos ;

3) Má uma corrida entre as cirras de

população e de produção nas regiões re

tardadas. sendo vitoriosa a cifra de po

mente mantida resiste às alterações.

A

difícil de vencer do que os fatores que as causam. Entretanto, importa que fa

çamos agora o que pode ser realizado com os meios disponíveis. Nada fazer


14

l^lONoMICo

Diorsto

15

Econômico

das pode ürr avaliado pel.i renda .tniiul per cajjiía, rpn- é dc <Íi'ilar<s pa ra o aincrit-tmo iin*<lio, <!«• -17 i p,ir,i i> europeu, v de aiH-nas Híl p.ir.i .i tot.di-

cipaçáo <lo Egito, Índia. Indonésia e N'i-

65% da população das áreas subaproveitadas ou mal-aprovcitadas enconlram-sc

<lade das pí)pulaçt"H*s de baivo padrão de vida, excluídos os países < tununisl.is.

inunércio exterior dos Estados Ibúdos se

na Ásia, 20% na África e 15% na Amé

.\as áreas do sudoeste <!a Asia. ,i renda

mesmo sentiilo. 70% do comércio exter

mentos foi acrescida do a^Kmas 11%. Em suma, entre nós, é tendência do quem comia poua> e mal, cxnner monos e pior, <-m virtude da diminuição da disponibi-

rica Latina,

per capita baixa até -IO dólares |>«»r ano. enquanto qm- é íb- 152 na Amérii a Imi

no da iMiropa fazem-se i'om o grupo de

lidadi- especifica de bens do alimenta

r<'gióes onde nos incluímos. Com i-feito. a indústria pesada ameri-

ção.

i-ana, por exemplo, depende das áreas

povos (jue habitam os dois grupos de re giões ê um dos imperativos da hora pre

O povo brasileiro representa 5% do total de população das áreas retardadas

tiria.

<]uarlro seuuinie faiilita a definição dos contornos rios grandes problemas de mográficos e cr-onómieos do inundo iiio-

do Mundo, O desnível de "train" de vida entre as

populaç-ões das áreas de elevado aprovei tamento e aquelas das regiões retarda

r.irágiia.

Tmlavia. api-s.ir do dcsnívfl entre os

grupos dislingui<li)s. quase a metade do laz com as arc.is subdeseiixolvidas.

No

retardadas em KM)% da Í>orraclia natu

ral, 83 % do cromo, 74 %• do estanho. 77 %

do manganè.s-, 70% do mi

demo.

nério de alnminio. 19% do cimmbo. 24 % do co

Regiões

ir

Percentagem da superfície das

l'frrfii(agftu da papulacáit

tcrr<Ls

tjiutidial

I

25^

I

Subdesenvolvidas

j

.50 7

giões

Quanto aos materiais

< 5d7 inilliõr-s fie

tlesenvolvimonto

j)cssoas)

das regiões suljaproveitadas é de 75% em valor: 800 mílbõcs de dólares de café. 240 de líorraelm, 164 do estanho, 124 de eac-au. 70 do copra e

t

pessoas)

Cortinas de Ferro e de| Bambu

I

25 7

! 31% (837 milliões de I

pessoas )

maturo

.50 de l)ananas.

A situação, expressa nas cifras acima,

assim pode ser sumariada . As regiões retardadas estruturam-se em tômo de uma contradição: sua agri cultura, principal ocupação humana, ó

cela de 70 % da mão-dc-ol)ra se orir-nta

incapaz de adequadamente alimentar o

drão de saúde c de 2.550 calorias, mas a.s populações das áreas sul)desenvoIvidas vivem .sob uma dieta alimentar mé

agricultor. De fato, nos Estados Unidos todo o mundo se alimenta bem, à razão de 3,130

para a agriciiltuni.

A dieta calórica compatível com o pa

dia de apena.s 2,000 calorias, baixando em certos casos a 1.420,

calorias por dia e só uma parcela de 13%

Da mão-de-obra disponível no Sião, a

da mão-de-obra disponível se destina ao campo; ao passo que nas regiões subde senvolvidas, onde, per contra, todo o

elevadíssima parcela de 88 % ocnpa-.sc de

mundo se alimenta mal, à razão média

agricultura, cifra que baixa para 36 % na Argentina. No Brasil, a parcela de 67% da mão-de-obra total disponível labuta

de 2.000 calorias por dia, a elevada par

no campo, pràticamente a mesma parti-

siibaprovcitadas,

te provido pelas regiões

rio de ferro.

j 2-5 '*

1 46% (1.075 miliiões rU-

doura, Só o desenvolvi mento econômico das re técnica e financeiramen

t

I

I

sente. wndição de tranqüilidade inter nacional e de paz dura

bre, 13% do petróleo, 6%

dependência das áreas de I

A redução do desnível social entre os ^

{Io zinco e 2% do miné

denominados críticos, a Desenvo!vida.s

iv

pulação. No último decênio, por exem plo, a nossa população aumentou de 22%. enquanto (jue a produção de ali

são catalogadas como áreas subepnncltadas a Turquia c a Grécia, Sem consi derar as pfjpulavões desses dois países, pode-se sumariar a situação, dizendo que

1) O mundo não-conumista encontrase subdividido cm dois grupos de re

giões- um com 550 milhões do habitan

tes de elevada renda per capita; outro,

de desenvolvimento ma

duro, poderá, com o tem po, conseguir o almejado propósito : "O quadro econômico dominante nestas regiões poderia ser revolucionado mediante um fluxo ade

quado de investimentos de vários bilhões de dó

lares por ano, originário das naç-õcs industrializ;idas do

Mundo

Ocidental, desde que combinados com o capital local c encaminhados para empre endimentos genuinamente produtivos", doutrina o Relatório Rockefoller. Mais adiante reza o documento:

com 1.075 milhões de habitantes, de renda muito baixa, vivendo sob regime

"Os milagres não se realizam da noite para o dia. A estrutura social secular

de déficit alimentar permanente;

apatia, que é companheira da carência

grupos é extremamente, importante para

alimentar e da saúde precária, é mais

O) A interdependência comercial dos

ambos ;

3) Má uma corrida entre as cirras de

população e de produção nas regiões re

tardadas. sendo vitoriosa a cifra de po

mente mantida resiste às alterações.

A

difícil de vencer do que os fatores que as causam. Entretanto, importa que fa

çamos agora o que pode ser realizado com os meios disponíveis. Nada fazer


16

Dicesto Econômico

é atrair o desespêro; agír é alimentar a esperança."

Para dar curso a êsse programa de cooperação econômica com as áreas sub-

aproveítadas do Mundo, o Relatório Rockefeller propoe a unificação do auxí-

bo externo americano em um serviço que

O fluxo dc capital governamental re comendado pelo Relatório seria de 2 bi-

lliõcs dc dólares por ano. Como o nosso Pais representa 5 % do problema mundial

das áreas retardadas, parece que a fra ção do fluxo, que nos poderia ser enca minhada, orçaria por 100 milhões de dó lares anualmente.

Dc outro lado, entre 1946 e 1950, o capital privado americano tem sido in

vestido nas mesmas áreas à razão dc 700 milliocs de dólares por ano.

gumtc.s .11 edidas: acordos sôbre comer como fa-

roubar-lhe a liberdade pLòTf a htodade „al te» senta?""

'O

cada um dos?? 1 - Prod.„..í"

do desenvolvinten-

om

seguintes ;

como alimentos inan

primas de exportação ?s?e n "í^dasprmariamente à livre emp^sa'^"^ 2 - Obras públicas, rodovi'as f vias. portos, irrigação. Com elas Í T senvolvimento se aoelen • T

.

tarda-se.

elas, re-

A responsabilidade dessas obras # 3 - Serviços de base, como saúde oú

sencialmente governamental •

bbea, educação e administração públfea'

também de alçada governamental

cio c impostos; garantia contra riscos dê transferência do capital; estabelecimen to, nos Estados Unidos, dc um banco para financiamentos privados no exte rior; c, finalmente, criação de um de partamento no "Ocerseas Economic Administratkm" para dar con.sultas sôbre in

cada caso.

mentar, é um dos tetos de investimento

dc dólares, ou três bilhões de cruzeiros.

de moeda estrangeira no Brasil. O Relatório avalia, para o brasileiro

Assim, um programa de desenvolvi mento econômico nacional de grande en vergadura, mediante ajuda internacional,

médio de 1947, a poupança líquida do

13 dólares por ano, dos quais apenas 6 aplicados em investimentos genuinamen te produtivos, contra cifras paralelas de 90 dólares na Noruega, 50 na Inglaterra e 35 na França. Parece que a nossa própria capacidade de investir, cm tórmos de moeda local e para todos os fins, por ano, dos quais apenas 6 de caráter

tem, iniciabnente, um limite de intensi

dade e dc alcance. O porto desse pro

grama não deve acarretar anuais

dc origem privada como governamental. O que importa saber todavia é se o

Possivelmente, um fluxo dei- inversão

acréscimo de produção conseqüente aos investimentos será mais rápido do que o acréscimo de população. No caso con

global (pri%ada o gü\'emamental) da ordem dc 100 milhões de clólares por ano (a metade do máximo presumível)

sição internacional de região atrasada, e o problema brasileiro não poderá ser re

encontrará, embora com dificuldade, o

solvido pelo instrumento e.xclusivo do

eontraquadro conveniente dc moeda lo-

desenvolvimento econômico planejado, ainda que de grande envergadura.

genuinamente produtivo.

eai, isto é, o e(jui\alente a 150 milhões

trário, o País não abandonará a sua po

Se assim acontecer, um país como o Brasil poderia, em princípio, receber mais 80 a 100 milhões de dólares de'

vestimcntos privados por ano, ou soia" um total-de 180 a 200 milliões dc dóla res por ano de investimento global dh" vado e governamental.

'

Dizemos em princípio, tendo em vista a necessidade concomitante dc moeda local para matcrialização dos invesünientos. Essa necessidade de moeda local normalmente eqüivale a uma c meia vêzes o valor do investimento em moeda estrangeira. Assim, uma aplicação de

mentos.

É por isso que a disponibibdade, em

dado instante, de moeda local comple-

dispêndios

de moeda interna superiores a

três ou quatro bilhões de cruzeiros, tanto

vestimentos ultramarinos.

O processo de cooperação c do assis 200 milhões de dólares, por exemplo -tenca sena o de "test as ,jou go" uL aqui a contrapartida de 6 bi ê, concentração de esforços em tarefas lhões procurará de cruzeiros, para que ambas as especificas para realização em tempo moedas se concretizem em empreendi certo de modo a sentir os resultados e o ménto das providências tomadas em

17

não ultrapassa 13 bilhões dc cruzeiros

Na opinião do Relatório, esta quantia tem que ser triplicada, mediante as se^

.aúle° pud^em tôres da luta do h tócil lhe "èrftfer"

Dicesto Econômico

f T T'T n


16

Dicesto Econômico

é atrair o desespêro; agír é alimentar a esperança."

Para dar curso a êsse programa de cooperação econômica com as áreas sub-

aproveítadas do Mundo, o Relatório Rockefeller propoe a unificação do auxí-

bo externo americano em um serviço que

O fluxo dc capital governamental re comendado pelo Relatório seria de 2 bi-

lliõcs dc dólares por ano. Como o nosso Pais representa 5 % do problema mundial

das áreas retardadas, parece que a fra ção do fluxo, que nos poderia ser enca minhada, orçaria por 100 milhões de dó lares anualmente.

Dc outro lado, entre 1946 e 1950, o capital privado americano tem sido in

vestido nas mesmas áreas à razão dc 700 milliocs de dólares por ano.

gumtc.s .11 edidas: acordos sôbre comer como fa-

roubar-lhe a liberdade pLòTf a htodade „al te» senta?""

'O

cada um dos?? 1 - Prod.„..í"

do desenvolvinten-

om

seguintes ;

como alimentos inan

primas de exportação ?s?e n "í^dasprmariamente à livre emp^sa'^"^ 2 - Obras públicas, rodovi'as f vias. portos, irrigação. Com elas Í T senvolvimento se aoelen • T

.

tarda-se.

elas, re-

A responsabilidade dessas obras # 3 - Serviços de base, como saúde oú

sencialmente governamental •

bbea, educação e administração públfea'

também de alçada governamental

cio c impostos; garantia contra riscos dê transferência do capital; estabelecimen to, nos Estados Unidos, dc um banco para financiamentos privados no exte rior; c, finalmente, criação de um de partamento no "Ocerseas Economic Administratkm" para dar con.sultas sôbre in

cada caso.

mentar, é um dos tetos de investimento

dc dólares, ou três bilhões de cruzeiros.

de moeda estrangeira no Brasil. O Relatório avalia, para o brasileiro

Assim, um programa de desenvolvi mento econômico nacional de grande en vergadura, mediante ajuda internacional,

médio de 1947, a poupança líquida do

13 dólares por ano, dos quais apenas 6 aplicados em investimentos genuinamen te produtivos, contra cifras paralelas de 90 dólares na Noruega, 50 na Inglaterra e 35 na França. Parece que a nossa própria capacidade de investir, cm tórmos de moeda local e para todos os fins, por ano, dos quais apenas 6 de caráter

tem, iniciabnente, um limite de intensi

dade e dc alcance. O porto desse pro

grama não deve acarretar anuais

dc origem privada como governamental. O que importa saber todavia é se o

Possivelmente, um fluxo dei- inversão

acréscimo de produção conseqüente aos investimentos será mais rápido do que o acréscimo de população. No caso con

global (pri%ada o gü\'emamental) da ordem dc 100 milhões de clólares por ano (a metade do máximo presumível)

sição internacional de região atrasada, e o problema brasileiro não poderá ser re

encontrará, embora com dificuldade, o

solvido pelo instrumento e.xclusivo do

eontraquadro conveniente dc moeda lo-

desenvolvimento econômico planejado, ainda que de grande envergadura.

genuinamente produtivo.

eai, isto é, o e(jui\alente a 150 milhões

trário, o País não abandonará a sua po

Se assim acontecer, um país como o Brasil poderia, em princípio, receber mais 80 a 100 milhões de dólares de'

vestimcntos privados por ano, ou soia" um total-de 180 a 200 milliões dc dóla res por ano de investimento global dh" vado e governamental.

'

Dizemos em princípio, tendo em vista a necessidade concomitante dc moeda local para matcrialização dos invesünientos. Essa necessidade de moeda local normalmente eqüivale a uma c meia vêzes o valor do investimento em moeda estrangeira. Assim, uma aplicação de

mentos.

É por isso que a disponibibdade, em

dado instante, de moeda local comple-

dispêndios

de moeda interna superiores a

três ou quatro bilhões de cruzeiros, tanto

vestimentos ultramarinos.

O processo de cooperação c do assis 200 milhões de dólares, por exemplo -tenca sena o de "test as ,jou go" uL aqui a contrapartida de 6 bi ê, concentração de esforços em tarefas lhões procurará de cruzeiros, para que ambas as especificas para realização em tempo moedas se concretizem em empreendi certo de modo a sentir os resultados e o ménto das providências tomadas em

17

não ultrapassa 13 bilhões dc cruzeiros

Na opinião do Relatório, esta quantia tem que ser triplicada, mediante as se^

.aúle° pud^em tôres da luta do h tócil lhe "èrftfer"

Dicesto Econômico

f T T'T n


r

fm «

V"''

Di(:k.st(>

EcuíNÒMjro 10

GASTKO «IDIGAL Cauixím, ük Mki-4» Nkií>

< Proft-ssíjr (Ia Faciildadn dc

P.nd"

A INICIATIVA do íuncionaliMiio íio

<lü inteligência, pelo espírito piihliexi. p<*la simpatia irrarliante. ter sido tudo

lio Dr. Eulálio. logo depois de formado,

\'ers.irio.s. por mais fundo ipie êsses o

teve de suceder-lhe.

ter garantir o primado do bem conmm. Ciastão \'idigal (piis ser (êle di»-so fa-

Banco Mercantil dc São Paulo dc formar, c-om setis prnpritis recursos, os fundos necessários para a criarão da Biblioteca dc Estudos "Gastão Vadí^al■^ nesta cidade de Ribeírãí) Prêtt), c iiiiia

() "Dific.síii Erniuniiti't . <(" tufni rm

tn de Súo Pmdc. dr Cutdns,' de \feln Nrln. sòhre n iiidividuulitiodi' ile Custò,»

discipnlo de sen

das raras lembrançíLs íjuc, se vi\o fôss»-

Vidif^fii «.vsorí«-ví* íh justos /icmcuogeiu

miinha da admi

o iiomenageado, por cie bcni recebida

seria, porque confonne ao seu tempera

mento, avesso às extcrioridadcs, ípu' so mente a vaidade humana preside. Cria-se numa terra que nasceu sol) o

prestíides tio autia" Presitlente tio .-V.viu-

z.ia tio.

pr.u.-.i) .Sou

ração

mn

<pi(

.•\o mesmo tempo, o rcccm-fornirtdo

.mxilia ü pai. Dr. Afrodisio. que a per da paulatina da vista faz abandonar nina

ríação Conirrrúil de Sát> Puulo e i-riií-

êle tinha. Princi

mente

TU-níe hojncm de gm íVno. que tâo re

palmente. (puni do, por nnia cir-

ano:,

cmislància

nidade da entiM-

levauirs serviços prestou o Stlo Pitulo e (IO linisil

do para a polí

E elegeram a mim «pie. dentre rssrs, foi c qne mais eedo eonh.-íeu C.istãn

e jamais o perdeu de vista na aeidenta-

a o .s

cie

idade,

aberta a oportu

oca

e sangue, foi, e é, "magna-pars" da

buir para a formação d(? iimi cultura média ■— única capaz de tornar o poví)

Assim eontinuon a ser quando o neto

diligente. Ma.s. f o i sív.

por

sional, foi lc\'a-

prosperidade paulista, um modesto am

tos. cxim seu chcfc à fronte.

banca dc ad\ogad(^ conscicn- • l ioso. honesto e

t«\ste-

signo do trabalho indefesso e com suor biente de estudos, dc.stinados a contri

anoÍttx.*cr. os funcionários c.slavani a pos

na |M)!itica brasileira, \i\cu alicerçando a \it(')ria dos amigos e com ela se et>mprazeiido, i<mfraterni'/.;indo eom os ad-

hoiiM-ssein ferido, desde (pie fósse mis

Mun />dgí»u« <hlr volúno 'If ilustre yrufrssor (ht l-aruUlíuh dr Direi

sol a sol. desde o amanhecer até ao

da par.i o Banoi) de Sã<) Euilo.s

tica militante. ( e

que se numife.sta

aí o acompunhei. todos os <li'is).

•siu;

voeaçfue

—.

a<pit!o <jue èle

seu primeiro

1'iria a ser —

cuidado

banqueiro excep-

da e vitoriosa trajetória de sua vida. í: rpie, por fert". «luiM-mm oiuir, sueinto, mas sincero, o depoimento de um neto do Dr. José joa.piim Clardoso de

de perqiiirir qual tude do Álvaro,

para forjar sua própria felicidade-, pelas oportunidades que oferece at) desenvol

que diàrianiente

Melo sübr<^ a \ ida do uelo d'> Dr. En-

em

lálio da Co.sta Clarvallai.

se dedic-iva dji

vimento de todas as legítimas ambições. Esta casa de traballio toma o nome e

Ambas as familia.s eram \ i/.inlias tu>

cias idênticas, para jirocurar fazer como êlc teria feito. E,

apto a viver dentro de um regime demo crático, que não «ísteja apenas escrito

na Constituição mas insculpido no co ração dos homens, só então preparados

vai viver evocando a figura de um lio-

mem que fez do trabalho a própria ra zão da existência. Nôle Gastão Vidigai foi criado, dentro dele realizou uma obra

tão fora das possibilidades de uma úni ca criatura, que por causa dêle morreu. Quiseram os ofertantes indicar não um deles, o que seria curial, mas esco lher dentre os companheiros da primeira

largo do Arouehe, onde então a cidade

terminava. Ambos os elu-fes eram ho mens sem fortuna e do trabalho viviam. Altivos, ambos, até o deslemor, impri miram aos seus descendiaües essa marca

de independência, essa coragem de ati tudes públicas, (pie os tinham feito ir mãos pelo temperamento. Dentre ôsses - Álvaro de Carvalho

Mercantil de São Paulo, aquele que

— um temperamento singular de homem público - intrépido diante dos grandes,

fosse o intérprete do sentido do (Expres

de uma sensibilidade feminina para c^m

o incerta hora da fundação do Banco

sivo gesto, que ora se concretiza.

os pequenos — podendo, pela vivacidade

era

o

cional.

teria sido a ati

estudo

circunstân

situação econô mico - financeira

do Brasil e, eni te

c o n s t a n t e-

inentc, e\'idenciando sna fide lidade à memó-

ria do tio, relatava fatos e procedimentos

daquele que, mesmo depois de morto, qui.s fôsse seu fanal. Ainda estudante de Direito, Gastão

passa a trabalhar no Registro de Imó veis, dc seu avô. Aquele Cartório era uma escola de disciplina. Porque a lei impunha fossem os registros feitos de

especial, dc São Paulo, tanto tio

domínio público, como no-; negó cios privados do

comércio, da indústria e da agricultura

tudo querendo saber e de tudo procu rando formar opinião própria, com aque

la argúcia que Ilie era inata; a rapidez assombrosa da compreensão do negócio; o discernimento quase divinatório da ca pacidade do cliente para levá-lo ou não a bom termo; o poder de impor confian-


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EcuíNÒMjro 10

GASTKO «IDIGAL Cauixím, ük Mki-4» Nkií>

< Proft-ssíjr (Ia Faciildadn dc

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A INICIATIVA do íuncionaliMiio íio

<lü inteligência, pelo espírito piihliexi. p<*la simpatia irrarliante. ter sido tudo

lio Dr. Eulálio. logo depois de formado,

\'ers.irio.s. por mais fundo ipie êsses o

teve de suceder-lhe.

ter garantir o primado do bem conmm. Ciastão \'idigal (piis ser (êle di»-so fa-

Banco Mercantil dc São Paulo dc formar, c-om setis prnpritis recursos, os fundos necessários para a criarão da Biblioteca dc Estudos "Gastão Vadí^al■^ nesta cidade de Ribeírãí) Prêtt), c iiiiia

() "Dific.síii Erniuniiti't . <(" tufni rm

tn de Súo Pmdc. dr Cutdns,' de \feln Nrln. sòhre n iiidividuulitiodi' ile Custò,»

discipnlo de sen

das raras lembrançíLs íjuc, se vi\o fôss»-

Vidif^fii «.vsorí«-ví* íh justos /icmcuogeiu

miinha da admi

o iiomenageado, por cie bcni recebida

seria, porque confonne ao seu tempera

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prestíides tio autia" Presitlente tio .-V.viu-

z.ia tio.

pr.u.-.i) .Sou

ração

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<pi(

.•\o mesmo tempo, o rcccm-fornirtdo

.mxilia ü pai. Dr. Afrodisio. que a per da paulatina da vista faz abandonar nina

ríação Conirrrúil de Sát> Puulo e i-riií-

êle tinha. Princi

mente

TU-níe hojncm de gm íVno. que tâo re

palmente. (puni do, por nnia cir-

ano:,

cmislància

nidade da entiM-

levauirs serviços prestou o Stlo Pitulo e (IO linisil

do para a polí

E elegeram a mim «pie. dentre rssrs, foi c qne mais eedo eonh.-íeu C.istãn

e jamais o perdeu de vista na aeidenta-

a o .s

cie

idade,

aberta a oportu

oca

e sangue, foi, e é, "magna-pars" da

buir para a formação d(? iimi cultura média ■— única capaz de tornar o poví)

Assim eontinuon a ser quando o neto

diligente. Ma.s. f o i sív.

por

sional, foi lc\'a-

prosperidade paulista, um modesto am

tos. cxim seu chcfc à fronte.

banca dc ad\ogad(^ conscicn- • l ioso. honesto e

t«\ste-

signo do trabalho indefesso e com suor biente de estudos, dc.stinados a contri

anoÍttx.*cr. os funcionários c.slavani a pos

na |M)!itica brasileira, \i\cu alicerçando a \it(')ria dos amigos e com ela se et>mprazeiido, i<mfraterni'/.;indo eom os ad-

hoiiM-ssein ferido, desde (pie fósse mis

Mun />dgí»u« <hlr volúno 'If ilustre yrufrssor (ht l-aruUlíuh dr Direi

sol a sol. desde o amanhecer até ao

da par.i o Banoi) de Sã<) Euilo.s

tica militante. ( e

que se numife.sta

aí o acompunhei. todos os <li'is).

•siu;

voeaçfue

—.

a<pit!o <jue èle

seu primeiro

1'iria a ser —

cuidado

banqueiro excep-

da e vitoriosa trajetória de sua vida. í: rpie, por fert". «luiM-mm oiuir, sueinto, mas sincero, o depoimento de um neto do Dr. José joa.piim Clardoso de

de perqiiirir qual tude do Álvaro,

para forjar sua própria felicidade-, pelas oportunidades que oferece at) desenvol

que diàrianiente

Melo sübr<^ a \ ida do uelo d'> Dr. En-

em

lálio da Co.sta Clarvallai.

se dedic-iva dji

vimento de todas as legítimas ambições. Esta casa de traballio toma o nome e

Ambas as familia.s eram \ i/.inlias tu>

cias idênticas, para jirocurar fazer como êlc teria feito. E,

apto a viver dentro de um regime demo crático, que não «ísteja apenas escrito

na Constituição mas insculpido no co ração dos homens, só então preparados

vai viver evocando a figura de um lio-

mem que fez do trabalho a própria ra zão da existência. Nôle Gastão Vidigai foi criado, dentro dele realizou uma obra

tão fora das possibilidades de uma úni ca criatura, que por causa dêle morreu. Quiseram os ofertantes indicar não um deles, o que seria curial, mas esco lher dentre os companheiros da primeira

largo do Arouehe, onde então a cidade

terminava. Ambos os elu-fes eram ho mens sem fortuna e do trabalho viviam. Altivos, ambos, até o deslemor, impri miram aos seus descendiaües essa marca

de independência, essa coragem de ati tudes públicas, (pie os tinham feito ir mãos pelo temperamento. Dentre ôsses - Álvaro de Carvalho

Mercantil de São Paulo, aquele que

— um temperamento singular de homem público - intrépido diante dos grandes,

fosse o intérprete do sentido do (Expres

de uma sensibilidade feminina para c^m

o incerta hora da fundação do Banco

sivo gesto, que ora se concretiza.

os pequenos — podendo, pela vivacidade

era

o

cional.

teria sido a ati

estudo

circunstân

situação econô mico - financeira

do Brasil e, eni te

c o n s t a n t e-

inentc, e\'idenciando sna fide lidade à memó-

ria do tio, relatava fatos e procedimentos

daquele que, mesmo depois de morto, qui.s fôsse seu fanal. Ainda estudante de Direito, Gastão

passa a trabalhar no Registro de Imó veis, dc seu avô. Aquele Cartório era uma escola de disciplina. Porque a lei impunha fossem os registros feitos de

especial, dc São Paulo, tanto tio

domínio público, como no-; negó cios privados do

comércio, da indústria e da agricultura

tudo querendo saber e de tudo procu rando formar opinião própria, com aque

la argúcia que Ilie era inata; a rapidez assombrosa da compreensão do negócio; o discernimento quase divinatório da ca pacidade do cliente para levá-lo ou não a bom termo; o poder de impor confian-


KcON^JkCíOO 20

ça às soluções <iuc apresentava a b<?nefício comum, a ponto de transformarse de mero banqueiro cni conselbriro dos que o tendo procurado uma a ôle voltavam, já a^ora. em busca nao mais de dinheiro, míi-s de orientaçáí) —

tâdas essas qualidades e requisjtos, alia dos a invulgar poder de atração, sagra ram Gastão Vidigal uma das mais res

.l

I

peitadas autoridades em economia e fi

nanças c um dos mais sedutores lioincns da nossa geração.

Assim reconhecendo, o primeiro Cà)vômo Provisório instalado cm São Paulo,

pela Revolução de 1930, fè-lo diretor do Banco do Estado, apesar da.s suas es treitas relações políticas e pessoais, com a situação vencida. De meu pai, compa nheiro de diretoria, na cjualídade de pre'sídcnte, ouvi, repetidamente, o elogio de .sua atitude naquele decisivo tnonumto da vida nacional. Em 1932, foi ainda

Gastão Vidigal o incumbido de legalizar a situação monetária dí) Estado, perante a União, decorrente da Revolução Constitucionalista. Sòmentc tjuem \'iveu a-

qucla época e esteve dentro dos act)ntecimentos, é que poderá avaliar a de licadeza da missão do emissário paulis

ta perante o Govémo Federal. Postos à prova todos os dotes de Gas tão, tudo SC regularizou, sem desprimor para ninguém. Manda a justiça consig nar,.como alhures já fiz, a atuação

compreensiva c elegante do então Pre

Scin o qui-KT. VIU o ch"<-j.ir.

tiiiu»

circninstánei.i fortiúhi. « is C.isl.ãi)

rcprc-srnt.indo na Cr.uu.ir.i 1*«-í1«t.iI »» c»»niércjo paulista. Eu o \'i futr.ir n.i Gám.ir.í. M-nt.ir at*

meu lado — drput.idos .unbos «l.i iimmu.i banca<i.'i. Srnti drsiif li»g<i qm- uma nova ílifí-çâo iria trr su.i »-Mst«''m i.i.

O

Parlanic-nto r) firipulgou íh-sdr higc». P.»r(-<'i:i rpie tinha vivi<it) sniipr*- n.u|ucl(* ambiente. Era o mesmo s.mgm* ilr .\|-

varo de C'ar%.dho. ijm- lln- < orria nas veias.

D<*sde èsse inoinento. (I.ist.uj mví-ii

dentro de rluas personalid.itlrs: — o ban<|ueíro e o poiitieo. I'an iim.i, iria evidenciar uma capac idade de org.inização por ningiuun jamais excedíd.i. Nou tra, .sua argúcia e visão algumas vê/.e.s

haveriam do falhar |>or ter acreditado sinceros aqncde.s Cjiie, eoiiio os gatos, vivem permanenteinenti* nos palácios, quai-scpier cjue sejam seus eventuais ocupantc.s.

Mas, continuemos a acompanhá-lo em sua trajetória. Secretário da Fazenda em 1938, pres tou nesse curto período, de transição política, .sc^rviços que só eu sei, e a mim

assistência, ciuc nunca poderei olvidar, porcpio of(;recida iio doloroso jieríodo cm que fui' govêrno, somente por acre ditar assim servir a São l^aulo. Estamos em fin.s de; 1938. Gastão não

ó mais membro de meu governo. Nossa

sidente do Banco do Brasil, Sr. A. de

atividade política ce.ssara, nas circuns

Sousa Costa.

tâncias por todos conhecida.

Estava escrito, porém, que o inte

Desde

1937, não era mais diretor do Banco

resse pela coisa pública, único que real mente distingue o homem de Estado do particular, exclusivamente dedicado a

de São Paulo.

seus interesses privados (ainda que mui tas vezes ocupando postos na política)

ao campo da nobre luta, que vinha man

— iria ter um defensor intemerato no

Parlamento nacional.

Nem político, nem banqueiro.

Sua

vocação irresistível o cliamava porcun tendo desde a meninice.

Nem a ativi

dade privada lhe preenchia o tempo, inesgotável pela sua capacidade de tra-

Diokstí) Econômico

li.ilho: nem as justas aspiraçHÕes de tomar

lugar, no clesenvolvinicnto o progresso do noss.i terra, tinham mais um ix>nto dt» apoio, Ibn (li.i. no nosso eon\l\io diário,

abníplainrnle. disse-nos: "irmio.v fundar utn (à>mo sempre, empolgado desdo loiío pela própria idéia, tr.içou o plano. Juntos demos o bal.niç-o cias nos sas amizades, capa/c^s de formar o gru-

]x> de fundadores.

Dentro em pouco,

estava esc-olliicio o futuro C.ãinsellu) de

Adiniiii^tração do Banco Merc-aolil de São Paulo. A nosso lado. Márcio da Costa Mueno, l-Vibio da Silva Prado, Olavo Egíclio de Sousa Aranha. Lauro Cardoso de Almeida. F.rneslo Dias do (Listro c: .'\ntonio .Minoré Pereira Lima — figuras «lue por si o pelos seus ante-

pa.ssado.s, representavam a tradição de

jiaulísl.is (jue na industria, no eoinc'rcjo, na agricultura, nus profissões liberais, na

política, tinham contribuído para ccmstriiir o São Paulo, de cjue tanto nos orgulhamos.

Mas, tudo is.so constituiria apenas a matéria-prima qiu> carecia ser manejada

por uni artífice exímio, que fizc.s.sc .sur gir a obra, tal como tinha .sido idc^ada. Es.sa, o Banco Mercantil de São Paulo;

o artífice, Gastão Vidigal. Um dia, o Ministro Sousa Costa, cpie ficara conhecendo a capacidade do Sii-

pcritcndento do Banco Mercantil, na ocasião já atrás referida, convidou-o pa ra dirigir a Carteira dc Exportação e

Importação do Banco do Brasil. Data daí a projeção ([ue alcançou no conário nacional. Sua atividade, dantes cir cunscrita á nossa Província, desdobra-se ao serviço de um dos mais difíceis e delicados mecanismos da política eco nômica internacional.

Do cargo se exonera, empolgado pelo

21

movimento do reconstitucionalização do Pais.

l'orma. na primeira linha, daqueles que vão levar o nome do General Enri co Dutra ao sufrágio popular. Ei-lo cm plena campanha política, como um dos fundadores e clicfes do Partido Social Democrático.

Deputado Federal eleito, cv)m enonuc

sufrágio, não elu'ga a tomar jx>sse da cadeira, píus é já o primeiro Ministro da lúizenda do Co\êrno Constitucional, que se reinstala no País.

Apresenta logo. cm 1-1 de fevereiro de 191(5. uma exposição ao Presidente da

Republica, propondo um conjunto esqucmático do medidas de ordem econó-

niieo-finaneeiras tendentes a obter o

oíjuiiibrio orçamentário pelo aumento da receita o compressão das despesas pú-

blie;i.s — .v^m a qual c fora da qual, de pura ilu.são serão as providências para roajust;^ o custo da vida ao poder de nquisjçao das classes que, exclusivamen

te no trabalho, têm sua fonte de receita.

Sao vinte e duas providências da.s quais, quatro mêses depois, as princi

pais já estavam tomadas pelo Governo

Entre essas, a compressão de despe

sas; o não inicio de obras adiáveis o não provimento dos cargos iniciais gos; a não ampliação do quadro do fun

cionalismo; a cessação de missões ou comissões no exterior; a modificação da

legislação do imposto sobre a rendaa alteração do regime cambial; o encon tro de contas entre o Tesouro, o Banco

do Brasil e a Carteira de Redescontos; a redução do limite de emissão e sus pensão da subscrição compulsória das

obrigações de guerra; a concentraçL dos depósitos das autarquias no Banco do Brasil; a defesa dos títulos públicos-

o ajustamento do meio circulante e as


KcON^JkCíOO 20

ça às soluções <iuc apresentava a b<?nefício comum, a ponto de transformarse de mero banqueiro cni conselbriro dos que o tendo procurado uma a ôle voltavam, já a^ora. em busca nao mais de dinheiro, míi-s de orientaçáí) —

tâdas essas qualidades e requisjtos, alia dos a invulgar poder de atração, sagra ram Gastão Vidigal uma das mais res

.l

I

peitadas autoridades em economia e fi

nanças c um dos mais sedutores lioincns da nossa geração.

Assim reconhecendo, o primeiro Cà)vômo Provisório instalado cm São Paulo,

pela Revolução de 1930, fè-lo diretor do Banco do Estado, apesar da.s suas es treitas relações políticas e pessoais, com a situação vencida. De meu pai, compa nheiro de diretoria, na cjualídade de pre'sídcnte, ouvi, repetidamente, o elogio de .sua atitude naquele decisivo tnonumto da vida nacional. Em 1932, foi ainda

Gastão Vidigal o incumbido de legalizar a situação monetária dí) Estado, perante a União, decorrente da Revolução Constitucionalista. Sòmentc tjuem \'iveu a-

qucla época e esteve dentro dos act)ntecimentos, é que poderá avaliar a de licadeza da missão do emissário paulis

ta perante o Govémo Federal. Postos à prova todos os dotes de Gas tão, tudo SC regularizou, sem desprimor para ninguém. Manda a justiça consig nar,.como alhures já fiz, a atuação

compreensiva c elegante do então Pre

Scin o qui-KT. VIU o ch"<-j.ir.

tiiiu»

circninstánei.i fortiúhi. « is C.isl.ãi)

rcprc-srnt.indo na Cr.uu.ir.i 1*«-í1«t.iI »» c»»niércjo paulista. Eu o \'i futr.ir n.i Gám.ir.í. M-nt.ir at*

meu lado — drput.idos .unbos «l.i iimmu.i banca<i.'i. Srnti drsiif li»g<i qm- uma nova ílifí-çâo iria trr su.i »-Mst«''m i.i.

O

Parlanic-nto r) firipulgou íh-sdr higc». P.»r(-<'i:i rpie tinha vivi<it) sniipr*- n.u|ucl(* ambiente. Era o mesmo s.mgm* ilr .\|-

varo de C'ar%.dho. ijm- lln- < orria nas veias.

D<*sde èsse inoinento. (I.ist.uj mví-ii

dentro de rluas personalid.itlrs: — o ban<|ueíro e o poiitieo. I'an iim.i, iria evidenciar uma capac idade de org.inização por ningiuun jamais excedíd.i. Nou tra, .sua argúcia e visão algumas vê/.e.s

haveriam do falhar |>or ter acreditado sinceros aqncde.s Cjiie, eoiiio os gatos, vivem permanenteinenti* nos palácios, quai-scpier cjue sejam seus eventuais ocupantc.s.

Mas, continuemos a acompanhá-lo em sua trajetória. Secretário da Fazenda em 1938, pres tou nesse curto período, de transição política, .sc^rviços que só eu sei, e a mim

assistência, ciuc nunca poderei olvidar, porcpio of(;recida iio doloroso jieríodo cm que fui' govêrno, somente por acre ditar assim servir a São l^aulo. Estamos em fin.s de; 1938. Gastão não

ó mais membro de meu governo. Nossa

sidente do Banco do Brasil, Sr. A. de

atividade política ce.ssara, nas circuns

Sousa Costa.

tâncias por todos conhecida.

Estava escrito, porém, que o inte

Desde

1937, não era mais diretor do Banco

resse pela coisa pública, único que real mente distingue o homem de Estado do particular, exclusivamente dedicado a

de São Paulo.

seus interesses privados (ainda que mui tas vezes ocupando postos na política)

ao campo da nobre luta, que vinha man

— iria ter um defensor intemerato no

Parlamento nacional.

Nem político, nem banqueiro.

Sua

vocação irresistível o cliamava porcun tendo desde a meninice.

Nem a ativi

dade privada lhe preenchia o tempo, inesgotável pela sua capacidade de tra-

Diokstí) Econômico

li.ilho: nem as justas aspiraçHÕes de tomar

lugar, no clesenvolvinicnto o progresso do noss.i terra, tinham mais um ix>nto dt» apoio, Ibn (li.i. no nosso eon\l\io diário,

abníplainrnle. disse-nos: "irmio.v fundar utn (à>mo sempre, empolgado desdo loiío pela própria idéia, tr.içou o plano. Juntos demos o bal.niç-o cias nos sas amizades, capa/c^s de formar o gru-

]x> de fundadores.

Dentro em pouco,

estava esc-olliicio o futuro C.ãinsellu) de

Adiniiii^tração do Banco Merc-aolil de São Paulo. A nosso lado. Márcio da Costa Mueno, l-Vibio da Silva Prado, Olavo Egíclio de Sousa Aranha. Lauro Cardoso de Almeida. F.rneslo Dias do (Listro c: .'\ntonio .Minoré Pereira Lima — figuras «lue por si o pelos seus ante-

pa.ssado.s, representavam a tradição de

jiaulísl.is (jue na industria, no eoinc'rcjo, na agricultura, nus profissões liberais, na

política, tinham contribuído para ccmstriiir o São Paulo, de cjue tanto nos orgulhamos.

Mas, tudo is.so constituiria apenas a matéria-prima qiu> carecia ser manejada

por uni artífice exímio, que fizc.s.sc .sur gir a obra, tal como tinha .sido idc^ada. Es.sa, o Banco Mercantil de São Paulo;

o artífice, Gastão Vidigal. Um dia, o Ministro Sousa Costa, cpie ficara conhecendo a capacidade do Sii-

pcritcndento do Banco Mercantil, na ocasião já atrás referida, convidou-o pa ra dirigir a Carteira dc Exportação e

Importação do Banco do Brasil. Data daí a projeção ([ue alcançou no conário nacional. Sua atividade, dantes cir cunscrita á nossa Província, desdobra-se ao serviço de um dos mais difíceis e delicados mecanismos da política eco nômica internacional.

Do cargo se exonera, empolgado pelo

21

movimento do reconstitucionalização do Pais.

l'orma. na primeira linha, daqueles que vão levar o nome do General Enri co Dutra ao sufrágio popular. Ei-lo cm plena campanha política, como um dos fundadores e clicfes do Partido Social Democrático.

Deputado Federal eleito, cv)m enonuc

sufrágio, não elu'ga a tomar jx>sse da cadeira, píus é já o primeiro Ministro da lúizenda do Co\êrno Constitucional, que se reinstala no País.

Apresenta logo. cm 1-1 de fevereiro de 191(5. uma exposição ao Presidente da

Republica, propondo um conjunto esqucmático do medidas de ordem econó-

niieo-finaneeiras tendentes a obter o

oíjuiiibrio orçamentário pelo aumento da receita o compressão das despesas pú-

blie;i.s — .v^m a qual c fora da qual, de pura ilu.são serão as providências para roajust;^ o custo da vida ao poder de nquisjçao das classes que, exclusivamen

te no trabalho, têm sua fonte de receita.

Sao vinte e duas providências da.s quais, quatro mêses depois, as princi

pais já estavam tomadas pelo Governo

Entre essas, a compressão de despe

sas; o não inicio de obras adiáveis o não provimento dos cargos iniciais gos; a não ampliação do quadro do fun

cionalismo; a cessação de missões ou comissões no exterior; a modificação da

legislação do imposto sobre a rendaa alteração do regime cambial; o encon tro de contas entre o Tesouro, o Banco

do Brasil e a Carteira de Redescontos; a redução do limite de emissão e sus pensão da subscrição compulsória das

obrigações de guerra; a concentraçL dos depósitos das autarquias no Banco do Brasil; a defesa dos títulos públicos-

o ajustamento do meio circulante e as


DicKirro IÍcusí^imico

22

Testrivóes ás isen^-ões «• rcduvõci dos

direitos de importação. Mais tarde surgem os decTelos-leis relativos ao pagamento em títulos d;es contribuiç<x:s em atraso do Tesouro para '' os Institutos de Aposentadoria e Pensões; *' aos lucros apuradí)S pelas pevsoas íísicas na venda de propriedades imóveis; l'/-, à rcavalização do ativo das síiciedades; à concessão uniforme de vencimentos,

vantagens c diária.s a funcionários civis e militares, em serviço no estrángeirr»; à emissão de títulos da Dívida Pública;

à supressão de cargos o serviç-os; a li

jaílUlis faltou aos «juc .ilgtuiia viv, ne.sta acidentada c*í.sléii< i.i. lívrvsrm va

lido a «pialípuT <lr*lrv.

1>ic:k&to

Econômico

balho ix)inmii, que o decurso do temj)o vai evidenciar ser indestrutível.

!)•• tí-injx r.inu-n-

tfí impulsivo, cst.u ava no f« v id»- ilr uni.i ofensa, ;ls vé/.i s gravr. jxirqii' o ofcnsor era filho (jn neto <!»• qu»-ui fur.i ami go da SIM f;iniilia. Oriundo de uma família de li|vo p.itriareai. féz sua ;t olirigaç.áo tl«' tomar

Dá-uo., u Dr. Altino .\r.inte>. a hon-

m <le SIM presença e o pr;izer de sua pa lavra - jjresenç;» de um v.irão que é

orgulho dos paulisUxs e patrimônio do Brasil, — palavra ática, revestida de cul tura e sentimento, sempre o só ao sorviçxi da Igreja e da Pátria. Sian delegação de ninguém, mas cor to de interpretar o jxMisamento de todos, saúdo o ;mtigo Presidente de São P;\nlo.

p<*rmaiienle a uiiiáo <!•• seus ne iiibros. que (!<• bf>ni grado lhe rec onlieciaiii a ;uscendéneia, j^irque nave ida do (annlui !• da energia.

beração de cíunbio c unificação das res

pectivas taxas; à imediata entrega de cruzeiros para lirjiiidação do valor das importações; à retenção de 20Z do valor

||k das letras de exportação; à extinção do & regime de incorporação de saldos de

^ dotações orçamentárias; à cmis.são de obrigações portuárias para ampliação e melhoramento das instalações dos por tos; à mobilização dos ativos bancários, para o degelo de recursos aplicados cm imóveis, c, finalmente, a restituição ao Tesouro de suas funções arrecadadoras e pagadoras a beneficio do contròle, fis-

, .

calização e ordenamento das de.spesas. Se mais não fez é porque sua presen-

' <; ça no Ministério não foi maior de um ano.

M

cionulisnu) do Haiuo .Mi rcantil tle São

Paulo, num gesto de reeonlu-i iim-nto. ri'.solveu dar à Hibliotiea tpie ora se insta la na Agência .Municipal <h' Instituto Brasileiro de Càografia <• I^slatistica,

sol) os auspícios do O-ntro de Estudos da Sociedade

Brasileira

de

Estati.stica

<t fica entregue à guarda de duas indi vidualidades <[uc São i'aulo ja sc- acos tumou a respeitar, pida sua doílicação ao interesse público — os Drs. Aldo M;irio de Azevedo <• l^olierto

di'

Paiva

Meira.

A esta homenagem associa-se, pela

;h'

minha voz, rjuc? só vale pelo acento

• -M-

■''S-

'ii Ilí.s, i-in rápido l>os<|ue)o. os traços característicos e a aç;'io púliliia «• pri vada do portador do iioiin- qm* o fun-

Até agora, demos o nosso depoimento sobro o banqueiro, o político, o bomem público, enfim. Que dizer do chefe de

do sinceridade, o Conselho de Adminis tração do Banco Mercantil de São Paulo. Mais umii vez, como sempre tem sido

família e do amigo? Mesmo sem solicitação, procurava ser

está aqui reunida a família que se for

vir os amigos, ajudá-los nas mais peno sas e difíceis conjunturas compondo situações privadas, com as quais nor malmente nada teria que ver. Conhe cendo, em todos os detalhes, a vida dos

e como, querendo-o Deus, .sempre será, mou em torno de Gastão Vidigal, não

apenas para dizer da saudade que no momento a empolga, mas', essencialmen te, para, com a evocação de sua figura, reafirmar uma união cimentada pelo tra-


DicKirro IÍcusí^imico

22

Testrivóes ás isen^-ões «• rcduvõci dos

direitos de importação. Mais tarde surgem os decTelos-leis relativos ao pagamento em títulos d;es contribuiç<x:s em atraso do Tesouro para '' os Institutos de Aposentadoria e Pensões; *' aos lucros apuradí)S pelas pevsoas íísicas na venda de propriedades imóveis; l'/-, à rcavalização do ativo das síiciedades; à concessão uniforme de vencimentos,

vantagens c diária.s a funcionários civis e militares, em serviço no estrángeirr»; à emissão de títulos da Dívida Pública;

à supressão de cargos o serviç-os; a li

jaílUlis faltou aos «juc .ilgtuiia viv, ne.sta acidentada c*í.sléii< i.i. lívrvsrm va

lido a «pialípuT <lr*lrv.

1>ic:k&to

Econômico

balho ix)inmii, que o decurso do temj)o vai evidenciar ser indestrutível.

!)•• tí-injx r.inu-n-

tfí impulsivo, cst.u ava no f« v id»- ilr uni.i ofensa, ;ls vé/.i s gravr. jxirqii' o ofcnsor era filho (jn neto <!»• qu»-ui fur.i ami go da SIM f;iniilia. Oriundo de uma família de li|vo p.itriareai. féz sua ;t olirigaç.áo tl«' tomar

Dá-uo., u Dr. Altino .\r.inte>. a hon-

m <le SIM presença e o pr;izer de sua pa lavra - jjresenç;» de um v.irão que é

orgulho dos paulisUxs e patrimônio do Brasil, — palavra ática, revestida de cul tura e sentimento, sempre o só ao sorviçxi da Igreja e da Pátria. Sian delegação de ninguém, mas cor to de interpretar o jxMisamento de todos, saúdo o ;mtigo Presidente de São P;\nlo.

p<*rmaiienle a uiiiáo <!•• seus ne iiibros. que (!<• bf>ni grado lhe rec onlieciaiii a ;uscendéneia, j^irque nave ida do (annlui !• da energia.

beração de cíunbio c unificação das res

pectivas taxas; à imediata entrega de cruzeiros para lirjiiidação do valor das importações; à retenção de 20Z do valor

||k das letras de exportação; à extinção do & regime de incorporação de saldos de

^ dotações orçamentárias; à cmis.são de obrigações portuárias para ampliação e melhoramento das instalações dos por tos; à mobilização dos ativos bancários, para o degelo de recursos aplicados cm imóveis, c, finalmente, a restituição ao Tesouro de suas funções arrecadadoras e pagadoras a beneficio do contròle, fis-

, .

calização e ordenamento das de.spesas. Se mais não fez é porque sua presen-

' <; ça no Ministério não foi maior de um ano.

M

cionulisnu) do Haiuo .Mi rcantil tle São

Paulo, num gesto de reeonlu-i iim-nto. ri'.solveu dar à Hibliotiea tpie ora se insta la na Agência .Municipal <h' Instituto Brasileiro de Càografia <• I^slatistica,

sol) os auspícios do O-ntro de Estudos da Sociedade

Brasileira

de

Estati.stica

<t fica entregue à guarda de duas indi vidualidades <[uc São i'aulo ja sc- acos tumou a respeitar, pida sua doílicação ao interesse público — os Drs. Aldo M;irio de Azevedo <• l^olierto

di'

Paiva

Meira.

A esta homenagem associa-se, pela

;h'

minha voz, rjuc? só vale pelo acento

• -M-

■''S-

'ii Ilí.s, i-in rápido l>os<|ue)o. os traços característicos e a aç;'io púliliia «• pri vada do portador do iioiin- qm* o fun-

Até agora, demos o nosso depoimento sobro o banqueiro, o político, o bomem público, enfim. Que dizer do chefe de

do sinceridade, o Conselho de Adminis tração do Banco Mercantil de São Paulo. Mais umii vez, como sempre tem sido

família e do amigo? Mesmo sem solicitação, procurava ser

está aqui reunida a família que se for

vir os amigos, ajudá-los nas mais peno sas e difíceis conjunturas compondo situações privadas, com as quais nor malmente nada teria que ver. Conhe cendo, em todos os detalhes, a vida dos

e como, querendo-o Deus, .sempre será, mou em torno de Gastão Vidigal, não

apenas para dizer da saudade que no momento a empolga, mas', essencialmen te, para, com a evocação de sua figura, reafirmar uma união cimentada pelo tra-


.#

li"

ir.

ILIII.U I)ií:k.sto

E('í>s6n!ICO

mortas; cpie dennneta misérias escondi

das; cpie desentranha rceônclilos tesou ros; ipie a\i\c'nla fantasmas e acorda saudadc-s; cpie le\anta sòbre os altarc\s deines ignotos ou c\scpieciclos. Ilá o li\ ro cpie, smnido, eoiuo um gi gante em letargo. sob o pc'i dos séculos,

ELOGIO DO LIVRO Ai/riNti Ahasiks

• Conferência proferida em fíibeirâo Preto, nu iiiaui^iiraçúit tUi lUidinieiti Vidif^al", em 2 de junho dc 1Í)5I.

se le\anla mu dia à luz do sol e. ca>m os

A CABAMo.s de ouvir um désscs mai^nífícos discursos — como sói fazó-los

sempre o meu dilí*to amigo, í) ilnslrf Professor Card(iSO de Melo Neto ; Iludo

na forma, ótimo na substância e na al

titude dos conceitos, mas sobretiid<» jus to nas palavras com fine .s«r referiu a Gustão Vidigal — paulista preclaro, ci dadão benemérito rpie deu a São Paulo e ao Brasil o exemplo fidgidamente su gestivo de uma vida de trabalho inces sante, de honradez impoluta o d(; pa

triotismo inquebrantável. O seu nome e o seu padroado assen tam, pois, muito bem à biblioteca, fjuc ora Citamos inaugurando nesta cidade laboriosa c progressista e fjiie — dentro dela e para muito além dos seus limi tes — será, com certeza, foco de ampla e poderosa irradiação de cultura inte lectual c cívica.

nível moral <Io {>ovo. iu< ctiiiv.iudo-lbe a • ■diicaf.âo (- b.ibilitaudo-o a in(<T\ir

í-íicácia «• liM idí-z II.I f<»nii:H..*io dus j>o<i'T«*s pi'iblit (iv, no <h ^••u\í»l\iiiM-nto das forças produtoras do Pais. na suhu.ru» tios graM*s probh iiias polilitos. sm iais e ecoiKMiiií os da iiat jonalid.idt' . A liibliotet a, lé( lijeaiiMiito < oioIdefa-

da, é uma coloção de li\ios c, por ex tensão, a easa onde ela se abriga. Mas o livro é a iulcligeui ia. é a aliu.i. é' o e.spirilo que se faz h lra p.ira ser lida *•

enterulida por todos. biblioteca

díssas

se

Oe sorte qiu' a

transfigura

foruiid;'i\eis

assim

usinas

muna

eh-t r(')g«-ua.s

(jue — escciiididas na sombra e no silên

cio dos \aies — transinitem às nielrcipoles a luz, o calor e a energia de cpu! cdas pn.-cisam para a sua \ida «• p.ira a sua pro.speridadc- . Que imensa, rpie

temerosa

f()rc,u

a

golpes de sua clava, ab.da e faz estreinec-er o inundo.

Ilá o lÍ\TO cpie pre-

nuneia o por\ir — a idéia genitriz do cpie bá de Iransformar-sc- em vida bumaiia. em nio\ imenlo. ein ecir e em már

more.

Ih» o livro cpie caminha a par

das cíníIíz-içõcs — imortalmente eficaz, luas nunca igual a si nu-sino; ès>e livro

ao cpial se poderia perguntar : "Quc^ sen tirão. lendo-le, os homens dos tempos futuros ? Que sentirão é-les, dífcTcutenu-iite de nós. diante do sol pc^islo ou c-m face da sublimiclade do mar e da montanha?". 1 bi " cujo nome

pc-rmanece, iinpressivo e atraente como bandeira a tremular nas alturas, cpian-

dc) já poucos restam que lhe guardam a lembrança.

Ilá o livro que salva um povo do ol

vido, que llm defende a independência,

cas cpie se abrem aos estudiosos dc to

lâmpadas de Liicrécio, dc? gcTação ein geração, na faina incessante de persua

tura".

Ora, democratizar a cultura ó fran

quear os seus benefícios e os seus te souros às massas que a retórica capciosa da época tão assídua e mesureiramente requesta. É demonstrar, por obras pal páveis e não somente pela parolagem íncendiária dos comícios, o empenho sincero e patriótico por que se levante o

dade — sempre curiosa i- sempre in quieta !

Qlumcís ouvir de.sde logo, em síntese dc admirável elocpicmcia, o cdogio do li vro ? Lede comigo cisles períodos de "El camino dc Paro.s" : "Ilá o livro cpie ins pira revoluções; cpie orienta e agita as multidões ; cjue debela as tiranias; que evoca e restaura as cousas c a.s idades

teressa à população ribero-pretense. mas

subretiuhí moeichule — a essa plciade quase inumerável de jovens que aqui nascvram. aqui vivem ou aqui neste

grande centro intelectual se c\stão ap.arelhaiuh) par.i as lutas da vida.

fí tí

êh s prei-ipuamcMitc- que cni quero ende- '

reçar as minhas palav ras de sincc^ridade '

e de c-onfiança. incitando-os a que fre-

(j^nentc-m estas salas c sejam nelas tao assíduos cpianto diligcmtes. -À sombra destes tetos encontrarcis

sempre sercaiidacle, encanto e proveito. O mais útil eon-clho que vos possa dar um amigo leal e experimentado ó o de

enearecer-vos a leitura e, com cia c por ela. a aulodidática para todos os ramos cios eonheeimentos Immancís.

Se o eomércio. por exemplo, é a car-.

reira dc vossa predileção, nem por isso* eleveis confinar nele, c nos problemas que lhe são peculiares, o vosso talento e

lioncsta, inclusive a cio literato e a do

iguaimcmtc gratos aos príncipes o aos operários, — suave, balsâmico elemento, do que não prescinde a própria ordem

nou chamar "a dcmocratiz-ação da cul

ta nova biblicíliHxi que tão de perto in

cador; que acalenta os doces sonhos,

mão em mão,

dir e chi doutrinar, dc ensinar c de ani mar, de distrair e de alegrar a lunnani-

direi mesmo, mais opcvrtunamcnte, des

homem de determinado ofício — c cha- •

dias, a função específica das bibliote das as classes sociais e ípic se destinam a realizar aquilo que já se convencio

eaminlios do mundo, mareadas com o

.sen sêlo incxinfnndível e indolêwl." (1) Kalcunu.s. porcmi. mais reslritainentc e,

no espaço. O livro milagroso que mul

los, e continua a sct ainda cm nossos

eoiiio as

manipula o incxlela, entregando-as nos

o vo'^^so esforço.

tiplica os peixes na rede do mísero pes

que passam.

25

que lhe assegura a unidade no tempo c

dc.s.sas téniu-s fólha.s de papel reunidas cm volumes portáteis, cpie circulam do

Nem outra tem sido através dos sécu

II1II.III

Se fcirdes apenas o

mo "ofício" a tcàda espécie dc ocupação,

sábio — a x-ossa capacidade terá forço samente dc rcslringir-se, de limitar-se, . dc mutilar-se.

manifesta pela realidade de sua ação

Ora, o espírito reage c se revolta sem pre contra as fronteiras antepostas à sua expansão espontânea e incocrcível. Êle tem necessidade de distender-se, de di- •

em todos os miiltiplos aspctos da vida: é o livro modclaclor dc caracteres, artí fice das vontades, criador dc santos e

espaços imensos do pensamcmto, sem ou

do iinivcn-so. Existe, porém, um outro

gênero de livros, no qual esse frágil e maravilho.so instrumento de energia se

latar os seus domínios, de abrir-se pers pectivas infindas. de digrcssionar pelos

cie heróis; aquele que toma, como um

tras lindes que não sejam as da sua pró-

bloco de cera, uma ou varias gerações

pria vontade : spirUus flat ubi vult. Para quem ame as viagens, o livro fa-

humanas e, com destreza plasmante, as


.#

li"

ir.

ILIII.U I)ií:k.sto

E('í>s6n!ICO

mortas; cpie dennneta misérias escondi

das; cpie desentranha rceônclilos tesou ros; ipie a\i\c'nla fantasmas e acorda saudadc-s; cpie le\anta sòbre os altarc\s deines ignotos ou c\scpieciclos. Ilá o li\ ro cpie, smnido, eoiuo um gi gante em letargo. sob o pc'i dos séculos,

ELOGIO DO LIVRO Ai/riNti Ahasiks

• Conferência proferida em fíibeirâo Preto, nu iiiaui^iiraçúit tUi lUidinieiti Vidif^al", em 2 de junho dc 1Í)5I.

se le\anla mu dia à luz do sol e. ca>m os

A CABAMo.s de ouvir um désscs mai^nífícos discursos — como sói fazó-los

sempre o meu dilí*to amigo, í) ilnslrf Professor Card(iSO de Melo Neto ; Iludo

na forma, ótimo na substância e na al

titude dos conceitos, mas sobretiid<» jus to nas palavras com fine .s«r referiu a Gustão Vidigal — paulista preclaro, ci dadão benemérito rpie deu a São Paulo e ao Brasil o exemplo fidgidamente su gestivo de uma vida de trabalho inces sante, de honradez impoluta o d(; pa

triotismo inquebrantável. O seu nome e o seu padroado assen tam, pois, muito bem à biblioteca, fjuc ora Citamos inaugurando nesta cidade laboriosa c progressista e fjiie — dentro dela e para muito além dos seus limi tes — será, com certeza, foco de ampla e poderosa irradiação de cultura inte lectual c cívica.

nível moral <Io {>ovo. iu< ctiiiv.iudo-lbe a • ■diicaf.âo (- b.ibilitaudo-o a in(<T\ir

í-íicácia «• liM idí-z II.I f<»nii:H..*io dus j>o<i'T«*s pi'iblit (iv, no <h ^••u\í»l\iiiM-nto das forças produtoras do Pais. na suhu.ru» tios graM*s probh iiias polilitos. sm iais e ecoiKMiiií os da iiat jonalid.idt' . A liibliotet a, lé( lijeaiiMiito < oioIdefa-

da, é uma coloção de li\ios c, por ex tensão, a easa onde ela se abriga. Mas o livro é a iulcligeui ia. é a aliu.i. é' o e.spirilo que se faz h lra p.ira ser lida *•

enterulida por todos. biblioteca

díssas

se

Oe sorte qiu' a

transfigura

foruiid;'i\eis

assim

usinas

muna

eh-t r(')g«-ua.s

(jue — escciiididas na sombra e no silên

cio dos \aies — transinitem às nielrcipoles a luz, o calor e a energia de cpu! cdas pn.-cisam para a sua \ida «• p.ira a sua pro.speridadc- . Que imensa, rpie

temerosa

f()rc,u

a

golpes de sua clava, ab.da e faz estreinec-er o inundo.

Ilá o lÍ\TO cpie pre-

nuneia o por\ir — a idéia genitriz do cpie bá de Iransformar-sc- em vida bumaiia. em nio\ imenlo. ein ecir e em már

more.

Ih» o livro cpie caminha a par

das cíníIíz-içõcs — imortalmente eficaz, luas nunca igual a si nu-sino; ès>e livro

ao cpial se poderia perguntar : "Quc^ sen tirão. lendo-le, os homens dos tempos futuros ? Que sentirão é-les, dífcTcutenu-iite de nós. diante do sol pc^islo ou c-m face da sublimiclade do mar e da montanha?". 1 bi " cujo nome

pc-rmanece, iinpressivo e atraente como bandeira a tremular nas alturas, cpian-

dc) já poucos restam que lhe guardam a lembrança.

Ilá o livro que salva um povo do ol

vido, que llm defende a independência,

cas cpie se abrem aos estudiosos dc to

lâmpadas de Liicrécio, dc? gcTação ein geração, na faina incessante de persua

tura".

Ora, democratizar a cultura ó fran

quear os seus benefícios e os seus te souros às massas que a retórica capciosa da época tão assídua e mesureiramente requesta. É demonstrar, por obras pal páveis e não somente pela parolagem íncendiária dos comícios, o empenho sincero e patriótico por que se levante o

dade — sempre curiosa i- sempre in quieta !

Qlumcís ouvir de.sde logo, em síntese dc admirável elocpicmcia, o cdogio do li vro ? Lede comigo cisles períodos de "El camino dc Paro.s" : "Ilá o livro cpie ins pira revoluções; cpie orienta e agita as multidões ; cjue debela as tiranias; que evoca e restaura as cousas c a.s idades

teressa à população ribero-pretense. mas

subretiuhí moeichule — a essa plciade quase inumerável de jovens que aqui nascvram. aqui vivem ou aqui neste

grande centro intelectual se c\stão ap.arelhaiuh) par.i as lutas da vida.

fí tí

êh s prei-ipuamcMitc- que cni quero ende- '

reçar as minhas palav ras de sincc^ridade '

e de c-onfiança. incitando-os a que fre-

(j^nentc-m estas salas c sejam nelas tao assíduos cpianto diligcmtes. -À sombra destes tetos encontrarcis

sempre sercaiidacle, encanto e proveito. O mais útil eon-clho que vos possa dar um amigo leal e experimentado ó o de

enearecer-vos a leitura e, com cia c por ela. a aulodidática para todos os ramos cios eonheeimentos Immancís.

Se o eomércio. por exemplo, é a car-.

reira dc vossa predileção, nem por isso* eleveis confinar nele, c nos problemas que lhe são peculiares, o vosso talento e

lioncsta, inclusive a cio literato e a do

iguaimcmtc gratos aos príncipes o aos operários, — suave, balsâmico elemento, do que não prescinde a própria ordem

nou chamar "a dcmocratiz-ação da cul

ta nova biblicíliHxi que tão de perto in

cador; que acalenta os doces sonhos,

mão em mão,

dir e chi doutrinar, dc ensinar c de ani mar, de distrair e de alegrar a lunnani-

direi mesmo, mais opcvrtunamcnte, des

homem de determinado ofício — c cha- •

dias, a função específica das bibliote das as classes sociais e ípic se destinam a realizar aquilo que já se convencio

eaminlios do mundo, mareadas com o

.sen sêlo incxinfnndível e indolêwl." (1) Kalcunu.s. porcmi. mais reslritainentc e,

no espaço. O livro milagroso que mul

los, e continua a sct ainda cm nossos

eoiiio as

manipula o incxlela, entregando-as nos

o vo'^^so esforço.

tiplica os peixes na rede do mísero pes

que passam.

25

que lhe assegura a unidade no tempo c

dc.s.sas téniu-s fólha.s de papel reunidas cm volumes portáteis, cpie circulam do

Nem outra tem sido através dos sécu

II1II.III

Se fcirdes apenas o

mo "ofício" a tcàda espécie dc ocupação,

sábio — a x-ossa capacidade terá forço samente dc rcslringir-se, de limitar-se, . dc mutilar-se.

manifesta pela realidade de sua ação

Ora, o espírito reage c se revolta sem pre contra as fronteiras antepostas à sua expansão espontânea e incocrcível. Êle tem necessidade de distender-se, de di- •

em todos os miiltiplos aspctos da vida: é o livro modclaclor dc caracteres, artí fice das vontades, criador dc santos e

espaços imensos do pensamcmto, sem ou

do iinivcn-so. Existe, porém, um outro

gênero de livros, no qual esse frágil e maravilho.so instrumento de energia se

latar os seus domínios, de abrir-se pers pectivas infindas. de digrcssionar pelos

cie heróis; aquele que toma, como um

tras lindes que não sejam as da sua pró-

bloco de cera, uma ou varias gerações

pria vontade : spirUus flat ubi vult. Para quem ame as viagens, o livro fa-

humanas e, com destreza plasmante, as


Dicusto Econômico

ses. Para os que gostam do antigüida des, sobejam nos livreis <*studos interes

grandíos^i^ «• das rcalid.uh s inr>quính;is, t-nmi) í) "Elogio da lotu iir.i" <I<- Er.istno ou o "I)<in t^uií hote" (h- (à-f% .in!» s. que ílissijw as mágoas «* íai..i Mirrir tomo o

santes e documentados s<)bre as alfaias,

"(ã!-Hl.ts" <]«• l^-sagf 011 .1 tnlogi.i do

Du tudo isto par.» logo se coiului o quanto de profícuo e de agradável ser.í p.ira vós est.» bililiotcí-a — valioso capi tal <iue tlor.i em <iiante lereis ao vdsso dispor.

as jóias, os utensílios e os trajes dos as sírios, dos egípcios, dos gregos c dos ro

"'h.irlaríii" dc Alplionsc Daiidct. O livro sério é, arlcm.us. um .uuigo

»nas

ou mu anseio ardente, desinteiwssado.

antes de tudt) f.izè-lo r<"nd<T com usura.

manos. Nessas páginas pí)dercis ver, jx)r exemplo, como de dois panos de lá su perpostos a mulher de Atenas encontrou

(ju*-

insopitavel |x>r um ideal que oriente c eonduz.i os nossos passos peUis eanunhos

.meios de se fa/er mais cleganl<- e, sí)bretudo, mais vestida do que qualf|uer das beldades mundiais contemporâneas.

Na sitia c o (oiilr.irío qm- tostuiua acontecer. Quantas \ t*/es. e\.itamei)l<'

Examinai com alen(;ão, na estatuária da

na ue.isíâo em t|Ue mais tlesejariaiuos i-s-

rá conhc'c<ír os panoramas, os costumcís,

os h/íbitos c a história dos diversos paí

quela epocu, a forma do estófo rjue com põe êsse vestuário c lerei.s ocasião de admirar a beleza das linhas, a graça das pregas, a elegância incomparável do con junto — a perfeição máxima na miexima simplicidade. Verificareis então, com pra/er, (jin- é possível realizar o belo com uma insignificáncia, com um pedaço de tecido gro.sseíro; e, por via de comparação, te-

reis de reconhecer que com todí)s os en feites e com todos os arrebíqucs da tnoda, dispostos sem ^ósto e sem arte, a gente acredita ter vestido uma mulher,

quando em verdade apenas se (mcasquilhou um manequim. (2). Surgem-nos, entretanto, à mente ou tros motivos de observação.

A vida não nos decorre sempre fácil, invariàvelmcnte rósea: ela se entremeia

de momentos penosos, de circunstâncias tristes e pungitixas. Pois bem: nessas situações de abati

mento e de angústias, não há melhor companheiro do que o livro: um livro i" r. sério que ilumine e instrua como o

Urge eonserv á-lo.

aumentá-lo.

Í^^IuaJulo clc. jM>rsciihir.i. toiiu to .1 uos

(hkhva preciosa dos funcionários do Ihiiíco Merc.mtil dc São Paulo pn)!^)!-

enfadar, basta <le\í)l\c-lc» á su.» cstauti-.

iÍ4>m)U ao (!i-ntn) ilc I*^studos da Socie

qu«- ójc ji.âí) SI- l.iiiif-nl.ir.i m*m íc< j.uu.irã.

dade Hra.silcira <!«' Estalistica ensejo fe

mmc.i nos < .msa

ou

im|xirtut\a.

liz j5ara vir lançar sobre este clíão íle liberdade «• (!<• civismo mu punlnulo da quela magnífica scmcntcira, que já tem

tar .sós, hatt--nos à {xiit.t um.i vjsíi.i dc

(|ue não potlemos esrjui\ar-iios ou ocul tar-nos. Nfas os livros í(oii\t'*m repoliIf») sã(» bons camarati.is — tristes ou ale

gres, prestiiuíjsos 011 simplesmente djstrativos (jue .itendem ao luisso < .tprielu) t

as nossas forças univoeanionto leudain e

s<' wnjiiguem. Na esfera do pensa mento. será uma convicção, uma crença

eiTtos tli* txmquistá-lo. .\s primeiras, espontâneas inclinações

da meninice, o.s alvoroços irrov|nietüs da juventiule abrem oportunidades propí- ' eias |)ara (jue os pendores e as prefe rências do uma alma se revelem e afinal

.ouhulo a tlisscminar jxir <lez.i'sscis cida-

se definam e se afirmem na rocf/çJo.

tlcs do nosso Estado — no gesto largo c angosto do Semeador da Parábola ; o

sa como na ordem temporal, se traduz

ípiah (iesdi* a madrugada, sai para se-

pelo mesmo "mandato imperativo que se

\'oeação iiue, tanto na órbita religio

nn*ar a boa se

não ilude"; pelo

mente: a líoa se

iiíesmo soberano

mente (jue cai

ííbetlecern at» nosst) ebamado.

Na esfera da vontadi*. sorá um pro jeto a nMÜzar. um objetivo para o qual

apêlo, categórico e inelutável, que

t

ciu leivas íérteis; cpie os pás

A leitura é um divertimento traiujuiIo, segurt; e barato — como o são todo.s os verdadeiros prazeres ; porípianto o.s

saros não debi-

rumos

oulro.s, os falsos, os ruidosos c os escu

c am, quo os es

nentes de nossa carreira e de

pinhos não

sos. sempre ctislam eart) à bolsa, à saú<lc e à reputação. Cíostais das artes ? Ide uos uiuseiis,

traça e impõe os

afo

gam, que os viandantcs não iipisoam ;

perma

nossos trabalhos.

mas que, vigorosa e fecunda, há de

È Mateus, o publieano, que a um

germinar, florceer e frutificar nas sca-

(jvie sãí) os irmãos gêmeos das bibliole-

simples chamado do Cristo, abandona o

ra.s etcniamentc lourejantt^s da V^^rda-

cas, o estudai os antigos e os niodfruos

cle e do Bem.

seu tclònio e lá se vai acompanhando o~ Mestre Divino, para sempre o em tòda"

(jue se notabilizaram na escultura, n-^

A leitura constante e sistemática dos

cerâmica, na pintura e na artpiitetura. Prcferis o.s dramas imprevistos d-uj

lions livros — adverte inn publicista coe\'o — age sobre o caráter da moeida-

paixões humanas nos seus par{)xisinos ou nos seus êxtases ? Compulsai os bons romances, as biografias emocionantes dos

de com a eficácia insinuante, quase ir resistível, de lições a praticar, dc exem

plos a imitar. É

grandes capitães, dos estadistas, dos poetas e dos escritores.

Mas —

l^)r

Evangelho ou a Imitação dc Cristo; que

toda essa inumerável "lilcTalura de cor

del" que, ao invés dc ensinar e de ins

tos" de Marco Aurélio ou de Pascal;

truir, propina o mais pcrnicio.so dos li

que convide a refletir e a arrazoar so

cores — o licor que embriaga e enve

bre as antítese.s cotidianas das ilusões

nena . . .

nossa

vida moral, perdura nela, atuando sob

amor de Deus 1 — ponde de lado as no velas baratas de a>nf)r ou de polícia,

console e reanime como os "Pensamen

através de todas

us transformações inevitáveis da

variadas formas, rena.scondo e manifes tando-se em diferentes sentidos, nunca adormecida ou inoperante, nma potência

superior, uma autoridade condutora: princípio ao mesmo tempo de estímulo e de disciplina, de ordem e de movimento. •**•1

parte, no apostolado, na pregação e no

martírio e deixando dos seus passos a Sinopse imperecivel — um só de cujos versículos, comentados por São João Crisostoino, valia para o Doutor Angé lico mais do que as belezas e as magnificências de Paris.

É o obscuro frade Filippo Lippi que, vendo Tommaso Guidi pintar as parer des do convento do Carmo cm Florença, sr devota à arte empolgante das cores c se consagra como um dos seus mais mimosos e expressivos padrões. .,

É o escultor Nicolau Pisano que ad-


Dicusto Econômico

ses. Para os que gostam do antigüida des, sobejam nos livreis <*studos interes

grandíos^i^ «• das rcalid.uh s inr>quính;is, t-nmi) í) "Elogio da lotu iir.i" <I<- Er.istno ou o "I)<in t^uií hote" (h- (à-f% .in!» s. que ílissijw as mágoas «* íai..i Mirrir tomo o

santes e documentados s<)bre as alfaias,

"(ã!-Hl.ts" <]«• l^-sagf 011 .1 tnlogi.i do

Du tudo isto par.» logo se coiului o quanto de profícuo e de agradável ser.í p.ira vós est.» bililiotcí-a — valioso capi tal <iue tlor.i em <iiante lereis ao vdsso dispor.

as jóias, os utensílios e os trajes dos as sírios, dos egípcios, dos gregos c dos ro

"'h.irlaríii" dc Alplionsc Daiidct. O livro sério é, arlcm.us. um .uuigo

»nas

ou mu anseio ardente, desinteiwssado.

antes de tudt) f.izè-lo r<"nd<T com usura.

manos. Nessas páginas pí)dercis ver, jx)r exemplo, como de dois panos de lá su perpostos a mulher de Atenas encontrou

(ju*-

insopitavel |x>r um ideal que oriente c eonduz.i os nossos passos peUis eanunhos

.meios de se fa/er mais cleganl<- e, sí)bretudo, mais vestida do que qualf|uer das beldades mundiais contemporâneas.

Na sitia c o (oiilr.irío qm- tostuiua acontecer. Quantas \ t*/es. e\.itamei)l<'

Examinai com alen(;ão, na estatuária da

na ue.isíâo em t|Ue mais tlesejariaiuos i-s-

rá conhc'c<ír os panoramas, os costumcís,

os h/íbitos c a história dos diversos paí

quela epocu, a forma do estófo rjue com põe êsse vestuário c lerei.s ocasião de admirar a beleza das linhas, a graça das pregas, a elegância incomparável do con junto — a perfeição máxima na miexima simplicidade. Verificareis então, com pra/er, (jin- é possível realizar o belo com uma insignificáncia, com um pedaço de tecido gro.sseíro; e, por via de comparação, te-

reis de reconhecer que com todí)s os en feites e com todos os arrebíqucs da tnoda, dispostos sem ^ósto e sem arte, a gente acredita ter vestido uma mulher,

quando em verdade apenas se (mcasquilhou um manequim. (2). Surgem-nos, entretanto, à mente ou tros motivos de observação.

A vida não nos decorre sempre fácil, invariàvelmcnte rósea: ela se entremeia

de momentos penosos, de circunstâncias tristes e pungitixas. Pois bem: nessas situações de abati

mento e de angústias, não há melhor companheiro do que o livro: um livro i" r. sério que ilumine e instrua como o

Urge eonserv á-lo.

aumentá-lo.

Í^^IuaJulo clc. jM>rsciihir.i. toiiu to .1 uos

(hkhva preciosa dos funcionários do Ihiiíco Merc.mtil dc São Paulo pn)!^)!-

enfadar, basta <le\í)l\c-lc» á su.» cstauti-.

iÍ4>m)U ao (!i-ntn) ilc I*^studos da Socie

qu«- ójc ji.âí) SI- l.iiiif-nl.ir.i m*m íc< j.uu.irã.

dade Hra.silcira <!«' Estalistica ensejo fe

mmc.i nos < .msa

ou

im|xirtut\a.

liz j5ara vir lançar sobre este clíão íle liberdade «• (!<• civismo mu punlnulo da quela magnífica scmcntcira, que já tem

tar .sós, hatt--nos à {xiit.t um.i vjsíi.i dc

(|ue não potlemos esrjui\ar-iios ou ocul tar-nos. Nfas os livros í(oii\t'*m repoliIf») sã(» bons camarati.is — tristes ou ale

gres, prestiiuíjsos 011 simplesmente djstrativos (jue .itendem ao luisso < .tprielu) t

as nossas forças univoeanionto leudain e

s<' wnjiiguem. Na esfera do pensa mento. será uma convicção, uma crença

eiTtos tli* txmquistá-lo. .\s primeiras, espontâneas inclinações

da meninice, o.s alvoroços irrov|nietüs da juventiule abrem oportunidades propí- ' eias |)ara (jue os pendores e as prefe rências do uma alma se revelem e afinal

.ouhulo a tlisscminar jxir <lez.i'sscis cida-

se definam e se afirmem na rocf/çJo.

tlcs do nosso Estado — no gesto largo c angosto do Semeador da Parábola ; o

sa como na ordem temporal, se traduz

ípiah (iesdi* a madrugada, sai para se-

pelo mesmo "mandato imperativo que se

\'oeação iiue, tanto na órbita religio

nn*ar a boa se

não ilude"; pelo

mente: a líoa se

iiíesmo soberano

mente (jue cai

ííbetlecern at» nosst) ebamado.

Na esfera da vontadi*. sorá um pro jeto a nMÜzar. um objetivo para o qual

apêlo, categórico e inelutável, que

t

ciu leivas íérteis; cpie os pás

A leitura é um divertimento traiujuiIo, segurt; e barato — como o são todo.s os verdadeiros prazeres ; porípianto o.s

saros não debi-

rumos

oulro.s, os falsos, os ruidosos c os escu

c am, quo os es

nentes de nossa carreira e de

pinhos não

sos. sempre ctislam eart) à bolsa, à saú<lc e à reputação. Cíostais das artes ? Ide uos uiuseiis,

traça e impõe os

afo

gam, que os viandantcs não iipisoam ;

perma

nossos trabalhos.

mas que, vigorosa e fecunda, há de

È Mateus, o publieano, que a um

germinar, florceer e frutificar nas sca-

(jvie sãí) os irmãos gêmeos das bibliole-

simples chamado do Cristo, abandona o

ra.s etcniamentc lourejantt^s da V^^rda-

cas, o estudai os antigos e os niodfruos

cle e do Bem.

seu tclònio e lá se vai acompanhando o~ Mestre Divino, para sempre o em tòda"

(jue se notabilizaram na escultura, n-^

A leitura constante e sistemática dos

cerâmica, na pintura e na artpiitetura. Prcferis o.s dramas imprevistos d-uj

lions livros — adverte inn publicista coe\'o — age sobre o caráter da moeida-

paixões humanas nos seus par{)xisinos ou nos seus êxtases ? Compulsai os bons romances, as biografias emocionantes dos

de com a eficácia insinuante, quase ir resistível, de lições a praticar, dc exem

plos a imitar. É

grandes capitães, dos estadistas, dos poetas e dos escritores.

Mas —

l^)r

Evangelho ou a Imitação dc Cristo; que

toda essa inumerável "lilcTalura de cor

del" que, ao invés dc ensinar e de ins

tos" de Marco Aurélio ou de Pascal;

truir, propina o mais pcrnicio.so dos li

que convide a refletir e a arrazoar so

cores — o licor que embriaga e enve

bre as antítese.s cotidianas das ilusões

nena . . .

nossa

vida moral, perdura nela, atuando sob

amor de Deus 1 — ponde de lado as no velas baratas de a>nf)r ou de polícia,

console e reanime como os "Pensamen

através de todas

us transformações inevitáveis da

variadas formas, rena.scondo e manifes tando-se em diferentes sentidos, nunca adormecida ou inoperante, nma potência

superior, uma autoridade condutora: princípio ao mesmo tempo de estímulo e de disciplina, de ordem e de movimento. •**•1

parte, no apostolado, na pregação e no

martírio e deixando dos seus passos a Sinopse imperecivel — um só de cujos versículos, comentados por São João Crisostoino, valia para o Doutor Angé lico mais do que as belezas e as magnificências de Paris.

É o obscuro frade Filippo Lippi que, vendo Tommaso Guidi pintar as parer des do convento do Carmo cm Florença, sr devota à arte empolgante das cores c se consagra como um dos seus mais mimosos e expressivos padrões. .,

É o escultor Nicolau Pisano que ad-


Diciorro Ec<>s<'jMino

quírc consciência da sua aptidão ao con templar um baixo-re1ê%o da morte de

linha sempre diarile de si a iiieigcin de

Hipólilo.

tárins" «h- C^'sar S4il>revi\eu p.ir.i «> imiu-

É VciT(Kc]iio (jue, ífin presença dos mármores e dos bronzes do

Vaticano,

cede ao impulso de trocar o seu cinzel de ourives pelo escopro de estaluário. É o cantor Clarat fjue, assistindo à repre sentação da "Amiida" de Gluck, sí.-nle rcssoar-llie aos ouvidos a voz convincen

te que o convoca para os tríunfos do proscênio. Ê Dernóstenes, que a orató ria flamcjante de Calistrato atrai para os arroubos e para as justas da elocpiéjicia. É Ambrósio Pare, a rpiein a vista, ainda em menino, dc uma operação ci rúrgica aponta e determina o norte !)enéfieo c glorioso de sua existência de altniísta e de sábio.

O que não padece dúvida, entretanto, é que nenhuma modalidade de sugestão tem, como a leitura, o poder e o mérito de despertar socações ignoradas ou ape

ta os homens uns dos outros; e o livro

df) o í-spírito milit.ír <lo s < ii( « «lor das Cíáli.is. í) íjual foi para (à»ii(le dc|xiiH, para Honapartr, cohs« lli' iro «• Nos etttnsiastnos a|>oslolMos. 40010 n.i\ prátii .is íí r\-or<is.is d.i t «uu « pç.áo do lu-in

de e ao relance de seus olhos o herói em

ação que o magnetíze e arraste empós dos seus vôos altaneíros. Mas o livro lhe

oferece, em legião imortal e sempre alerta, mentores que o guiem na desco berta de si mesmo.

A-ssim foi que a leitura da "Ilíada" deu ã Alexandre o arquétipo de Aqui les, como Juliano se inspirou na história do Macedônio; como Cipião Emiliano

procurou modelar-se pelo paradigma de Ciro o Grande.

Graças ao livro, Frederico da Prússia

eoiiio o mar, alto como o finnamento, às

Quoiqu ou vicnuv votix cmpruntcr. Chm^iu dc voas m\'st uuc fcmmc. ()«i peut .ve lüisscr v<ur xatis hlâmc

El fie se dt)it jtwuiis prctcr," (4)

.\o panidoxu morda/, de Bonapartc: "t) sáliin mmea pudeni ser um bom ciliadâo". eontrapõe-se o oráculo de Pluta4) — sug«-sti\() e atraente como augúrio

nior.il ou <li- uni i;r.tn«l'- .«tiior Iniio.ino, o livro con-stitni a f(»rni.i pr«-f»Ti«l.i do

\è/es mais rutilante do «pie o sol. outras vézcs mais escuro do «jue a imite; èssi* li\ro «pie tem nigidos de li-ão e balidos

clianianientf) int<-rior .

(If cordeiro, lagrimas amargas e fa\<)s

os l*ilosol4>s são soberanos i* os Sobera-

Não f<ti. porsí-ntiir.i. "'lolh-. hnf" pr4<cito ineíáwl (jin* assin.ilou para

thilcissimos; èsse Ii\ro (pie principia an tes (pic tenha nascido a In/, e acaba

iu)s são fi!(')S4)fos".

tpiando \(il[(r o mundo às somi>ras eter

lica, a seipuMieia fiméiva do Dtcs irae evoca na cena eulminanle do Jui/o Fi

Agostínln» a hora da con\'<*rs.io «• d;,

nas; éss«* li\ro dos li\'ros tiun sido. du

graça ?

rante vinte séculos, fòrça motri/.. provocadora e educadora de vocações; onda imensa de tpie. mil vé/es, se tem servi

Nos \«rs4)S niaravilho-sos, nos ipiais Dante ctcrni/oii os aniorí s d»' P.odo *•

Franccscu, fíii inn lisr») que- alirin i- onccrnjti í) cioociotiantf «-pisíalio:

do o braço onipotente (pie maneja os

Olhes, para levantar a alma humana às ciilininàneias deslumbrantes da benemcréncia c da santidade. Foi ele (p>e infundiu cm Colombo o

"Quandi) Icggciinno ii disiato ns4». Esser baciato da coiitaiilí» anianlo.

, IL itl

Questi, chf niai da nu* non fia tli-

V

[viso.

pressentimento da descoberta inaudita;

La bocea mi i)aciò Itillo trcinanlc.

nele sentiu Bossuel, uguia de Meaux. os

Cíalcollo fii i! liljro c chi Io scrisse:

frêmitos i)recnrsores das as;is nascentes de seu gênio; com ele aprendeu Lincoln

(^iiel giorno piú non vi Icggcnnno

o amor c a dedicação pelos escraxos.

[avante".

ehmina essa barreira, dando à palavra escrita capacidade infinitamente mais expansiva e duradoira do que as ondas do ar. Nem sempre c concedido ao herói em potência encontrar na realida

S9

IfS Heis (}ue foram dilatando u E'V c o Itiípcrio". IC esse outro li\ro. que à imagitmçâo .dlÍNola de José Hod«'> np.irece luitreaberto, ao jeito de aiio. sòhre o globo terr.apieo; èsse li\r(» — a Bililia — \aslo

Câirlns XII. Nas pá^itias tios "(Tíitm-n-

nas adormecidas.

Obstáculo à ação do exemplo é a dis tância que, no espaço e no tempo, afas

Digcsto Econóxuco

Porcpic se encantou com a leitura do

O nosso grande Canioes, ao advtrrtir

romance "Notre Dame de Paris",

(jiie

"Não se aprende, Senhor, na fanUasia, Sonhando, imaginando ou cstu[dando, Senão vendo, tratando c pelejando".

de

torio (pie lia de servir de lundameiito AO \4Medito eterno e imipelávol;

"Libvr ücriptus profcrctur In quo totum couHuelur

Uudc muudus judicctur."

.\testam todos estes argumentos que sobravam razões ao rei do Egito, Ramses II, quando, três mil anos antes de nossa Era, mandou iusere\ev sobre o

exímio; e nos "Martyres" de Chateau-

plo e estimulo para rc\'i\er nos seus pró prios livros a epopéia epopi grandiosa dos

alma".

sua

guerreiros da Normandia, em toda a si

Remédios da alma, sim; porque nes tas duas palavras se compendia a mais

Júlio Jamin, no seu tratado "De Ta-

perfeita definição do livro — em seu perpétuo e imutável destino.

Américo Scarlatti, deveria figurar na li vraria de todo bibliófilo: "Chères délices de mon âme,

Cnrdrz-votis hien dc me qtdffer.

i

eirennslàneias. o tremendo libelo acusa-

pilone da primeira biblioteca, que a Ms-

inour dcs 1í\t(\s" atribui a Condorcet es ta maliciosa sextilha que, no conselho de

atribuir a universalidade do seu nome, a fama daquelas naus aventureiras cpic rotearam "mares nunca dantes navega dos", a glória daquelas armas e "daque-

nal o li\To imenso, pa\t)ros(^ no cpial vem ;irlieulad(>, em todas ;is suas mínimas

lória menciona e que èle instalara em \"asta galeria do seu palácio de Tebas, éstc dístico impressi\'o: "Remédios da

dramática intensidade. (3)

do que ás próprias façanhas portento sas de sua liistéiria, dev(;ria Portugal

Na majestosa liturgia da Igreja Cató

Vietor Hugo, Didron féz-se anpieólogo briand, Agostinho Thierry hauriu exem

estava muito longe de prever (pie ás es trofes dos. seus "Lusíadas", mais talvez

de bonança; "Ditosos os Kslados onde

Quando, portanto, quarenta e sete eentiirias depois, Montcsquieu nos vier

contar que "jamais bouve pesar que uma hora dc boa leitura não dissipasse"; ou quando, mais tarde ainda, no século XTX, o romancista inglês BuKvor-Litton


Diciorro Ec<>s<'jMino

quírc consciência da sua aptidão ao con templar um baixo-re1ê%o da morte de

linha sempre diarile de si a iiieigcin de

Hipólilo.

tárins" «h- C^'sar S4il>revi\eu p.ir.i «> imiu-

É VciT(Kc]iio (jue, ífin presença dos mármores e dos bronzes do

Vaticano,

cede ao impulso de trocar o seu cinzel de ourives pelo escopro de estaluário. É o cantor Clarat fjue, assistindo à repre sentação da "Amiida" de Gluck, sí.-nle rcssoar-llie aos ouvidos a voz convincen

te que o convoca para os tríunfos do proscênio. Ê Dernóstenes, que a orató ria flamcjante de Calistrato atrai para os arroubos e para as justas da elocpiéjicia. É Ambrósio Pare, a rpiein a vista, ainda em menino, dc uma operação ci rúrgica aponta e determina o norte !)enéfieo c glorioso de sua existência de altniísta e de sábio.

O que não padece dúvida, entretanto, é que nenhuma modalidade de sugestão tem, como a leitura, o poder e o mérito de despertar socações ignoradas ou ape

ta os homens uns dos outros; e o livro

df) o í-spírito milit.ír <lo s < ii( « «lor das Cíáli.is. í) íjual foi para (à»ii(le dc|xiiH, para Honapartr, cohs« lli' iro «• Nos etttnsiastnos a|>oslolMos. 40010 n.i\ prátii .is íí r\-or<is.is d.i t «uu « pç.áo do lu-in

de e ao relance de seus olhos o herói em

ação que o magnetíze e arraste empós dos seus vôos altaneíros. Mas o livro lhe

oferece, em legião imortal e sempre alerta, mentores que o guiem na desco berta de si mesmo.

A-ssim foi que a leitura da "Ilíada" deu ã Alexandre o arquétipo de Aqui les, como Juliano se inspirou na história do Macedônio; como Cipião Emiliano

procurou modelar-se pelo paradigma de Ciro o Grande.

Graças ao livro, Frederico da Prússia

eoiiio o mar, alto como o finnamento, às

Quoiqu ou vicnuv votix cmpruntcr. Chm^iu dc voas m\'st uuc fcmmc. ()«i peut .ve lüisscr v<ur xatis hlâmc

El fie se dt)it jtwuiis prctcr," (4)

.\o panidoxu morda/, de Bonapartc: "t) sáliin mmea pudeni ser um bom ciliadâo". eontrapõe-se o oráculo de Pluta4) — sug«-sti\() e atraente como augúrio

nior.il ou <li- uni i;r.tn«l'- .«tiior Iniio.ino, o livro con-stitni a f(»rni.i pr«-f»Ti«l.i do

\è/es mais rutilante do «pie o sol. outras vézcs mais escuro do «jue a imite; èssi* li\ro «pie tem nigidos de li-ão e balidos

clianianientf) int<-rior .

(If cordeiro, lagrimas amargas e fa\<)s

os l*ilosol4>s são soberanos i* os Sobera-

Não f<ti. porsí-ntiir.i. "'lolh-. hnf" pr4<cito ineíáwl (jin* assin.ilou para

thilcissimos; èsse Ii\ro (pie principia an tes (pic tenha nascido a In/, e acaba

iu)s são fi!(')S4)fos".

tpiando \(il[(r o mundo às somi>ras eter

lica, a seipuMieia fiméiva do Dtcs irae evoca na cena eulminanle do Jui/o Fi

Agostínln» a hora da con\'<*rs.io «• d;,

nas; éss«* li\ro dos li\'ros tiun sido. du

graça ?

rante vinte séculos, fòrça motri/.. provocadora e educadora de vocações; onda imensa de tpie. mil vé/es, se tem servi

Nos \«rs4)S niaravilho-sos, nos ipiais Dante ctcrni/oii os aniorí s d»' P.odo *•

Franccscu, fíii inn lisr») que- alirin i- onccrnjti í) cioociotiantf «-pisíalio:

do o braço onipotente (pie maneja os

Olhes, para levantar a alma humana às ciilininàneias deslumbrantes da benemcréncia c da santidade. Foi ele (p>e infundiu cm Colombo o

"Quandi) Icggciinno ii disiato ns4». Esser baciato da coiitaiilí» anianlo.

, IL itl

Questi, chf niai da nu* non fia tli-

V

[viso.

pressentimento da descoberta inaudita;

La bocea mi i)aciò Itillo trcinanlc.

nele sentiu Bossuel, uguia de Meaux. os

Cíalcollo fii i! liljro c chi Io scrisse:

frêmitos i)recnrsores das as;is nascentes de seu gênio; com ele aprendeu Lincoln

(^iiel giorno piú non vi Icggcnnno

o amor c a dedicação pelos escraxos.

[avante".

ehmina essa barreira, dando à palavra escrita capacidade infinitamente mais expansiva e duradoira do que as ondas do ar. Nem sempre c concedido ao herói em potência encontrar na realida

S9

IfS Heis (}ue foram dilatando u E'V c o Itiípcrio". IC esse outro li\ro. que à imagitmçâo .dlÍNola de José Hod«'> np.irece luitreaberto, ao jeito de aiio. sòhre o globo terr.apieo; èsse li\r(» — a Bililia — \aslo

Câirlns XII. Nas pá^itias tios "(Tíitm-n-

nas adormecidas.

Obstáculo à ação do exemplo é a dis tância que, no espaço e no tempo, afas

Digcsto Econóxuco

Porcpic se encantou com a leitura do

O nosso grande Canioes, ao advtrrtir

romance "Notre Dame de Paris",

(jiie

"Não se aprende, Senhor, na fanUasia, Sonhando, imaginando ou cstu[dando, Senão vendo, tratando c pelejando".

de

torio (pie lia de servir de lundameiito AO \4Medito eterno e imipelávol;

"Libvr ücriptus profcrctur In quo totum couHuelur

Uudc muudus judicctur."

.\testam todos estes argumentos que sobravam razões ao rei do Egito, Ramses II, quando, três mil anos antes de nossa Era, mandou iusere\ev sobre o

exímio; e nos "Martyres" de Chateau-

plo e estimulo para rc\'i\er nos seus pró prios livros a epopéia epopi grandiosa dos

alma".

sua

guerreiros da Normandia, em toda a si

Remédios da alma, sim; porque nes tas duas palavras se compendia a mais

Júlio Jamin, no seu tratado "De Ta-

perfeita definição do livro — em seu perpétuo e imutável destino.

Américo Scarlatti, deveria figurar na li vraria de todo bibliófilo: "Chères délices de mon âme,

Cnrdrz-votis hien dc me qtdffer.

i

eirennslàneias. o tremendo libelo acusa-

pilone da primeira biblioteca, que a Ms-

inour dcs 1í\t(\s" atribui a Condorcet es ta maliciosa sextilha que, no conselho de

atribuir a universalidade do seu nome, a fama daquelas naus aventureiras cpic rotearam "mares nunca dantes navega dos", a glória daquelas armas e "daque-

nal o li\To imenso, pa\t)ros(^ no cpial vem ;irlieulad(>, em todas ;is suas mínimas

lória menciona e que èle instalara em \"asta galeria do seu palácio de Tebas, éstc dístico impressi\'o: "Remédios da

dramática intensidade. (3)

do que ás próprias façanhas portento sas de sua liistéiria, dev(;ria Portugal

Na majestosa liturgia da Igreja Cató

Vietor Hugo, Didron féz-se anpieólogo briand, Agostinho Thierry hauriu exem

estava muito longe de prever (pie ás es trofes dos. seus "Lusíadas", mais talvez

de bonança; "Ditosos os Kslados onde

Quando, portanto, quarenta e sete eentiirias depois, Montcsquieu nos vier

contar que "jamais bouve pesar que uma hora dc boa leitura não dissipasse"; ou quando, mais tarde ainda, no século XTX, o romancista inglês BuKvor-Litton


I>icr.%To

Oi)

vier, a seu turno, prescrever a leitura de certos aulores para a cura de cletemiina-

Dkjf-sio

único tidadãf» q«i'- " P*'»* dn/Jti verdadririínrnti- ígu.il a.i ♦"•«! m,.

l'!!:o.sô.MU.n

\o cU> trono sen;'io uma dignidade igual n Mia: a do escritor e do pensador."

leináticx> os seus (-álculos, a química as

\ollaire. ctn i.irta ao C!;irdeal de Rer-

ções, a astronomia as suas medidas. No

suas fcinnulas, a geografia as suas posi

das moléstias e criar assim uma cspécitr

pério". Pois b.-m; mi c.irt.i a I« rriu ia

de "terapêutica bibliográfica"; um c ou tro estarão apenas decifrando ou para

escrevi.1 <i acusador <!'•

fraseando a sentení,-3» do multimilenário

.is letras.

simo cofre de ouro, incrustado de pedra

no.ssa biblioteca, nada in.iis faltara a nos sa f( lie idade". K de «mtr.i f- il ' a. rrx. ceulava: "As letras sát) «» .ihuento ibj rnocidaíle r o «onfôrlo da vellme. «q.,,-

rias, que ftjra apreendido entre os des pojes do exército desbaratado de Dario.

dão lustre à prospc-ridade. i>íeo <« iM r»*. fiigíci <• («uuol.iváii aos infortuiiH is, tlj^.

Alexandre o Grande ordenou que nele se guardasse a "Ilíada" de Homero.

(h le u<-e« ssit.i ." 1-*. .11» Martpiês de \*illelle iiist.oa: \ os eoiuãto mais que

fora delas; à lioíte vel.iiii mnos. .1. moru-

dioso se re\est<-. com o teiujio. de um prestigio Mieia! (pie. de si sós, não lo

aixpúvos do seu passado, as garantias do seu |>orv ir. Em trapos de papid assenta boje todo o universo moral, lodo o uni verso polítieo. todo o universo lui-

gram nem os títulos nem a fortuna".

inano." (fi)

O su;i\e o prolundo Montaigiie. ipie, luirii (los par.igralos dos seus "haisaios , disse (pu- "/,/ h-cturc iwt un phiisir lan-

E Castni .-Xlves. nos estos de sua ins piração. na música entusiástica dos seus

Sesostris.

Para dar condigna aplicavão a ri(|uis-

Um idílio de Tetkrito expõe na linda

.r

I

cle ípie tenhaiiais uni j.irditn .10 l.ido <1.»

lr;H-m portas a dentro •• não abnrren-in paiihaiii-nos luis .lía/eres. nos latiijxis

nis, arcebispo dr .\lb\. .ieonseIha\ a: ".'\touteç.i o <pu' .loontecer. ;imai sempre Toidio setenta ;mos e estou

(tuoeiieido (Ir (pie ,-las \;dem pof preí ios.is ami/ ides. iMpiip.ir.uu-se ao tliuliel-

ro de coutado que mmea lalt:i ;i (piem numa a \tts dedie;u ;io e.studo. O estu

fábula do pastor Cóinalas, a mais gra ciosa e a mais sugestiva apologia íjuc se possa fazer das letras o. do seu culto. Professava êsse pobre pastor uma de voção tão ardente pelas Musas que fre qüentemente lhes sacrificava ovelhas do

nas viagi-ns;

rebanho confiado à stia vigilância.

tezas. . . A(l(jiiir<- ótimos amigos ((iirni procura fainiliari/-ir-se cada \e/. iu;n"s

não procuro nos livros .senão o gô/o de uma distia(,ão honesta: ou então, se mi estudo, vou buscar uêles a ciência cpie

com um Zenão, mu l'itagf>ras. um O,,,

trata do eonbeeiineiito de mim mesmo e

mócrito, iirn Aristóteles e coin todos ésscs outro.s oráculo.s d:i ciência e da uio-

(pie desta maneira me ensina a bem \i-

O

patrão, irritado com êsses holocatistos feitos à sua revelia e em detrimento do

seu patrimônio, fez encerrar o zagal nu ma arca de madeira. "Vamos ver agora, disse ele, de que te .servirão os versos". Mas quando, ao têrmo de alguns me.ses, mandou por curiosidade reabrir o cofre, lá encontrou o prisioneiro sadio e alegre; porque abelhas douradas, mensageiras providas o solícitas das Musas, so tinham incumbido de alimentá-lo durante o ca

tiveiro com o seu mel saboroso c subs tancial.

Ptolomeu Sotero fundou, a conselho

de Demétrio de Faleria, a biblioteca de Alexandria — a mais celebre e a mais

rica dos tempos antigos, pois que, se

gundo testemunham Aulo Gélio o Amiano Marcelino, cliegou a conter setecentos mil manuscritos.

A frente dos amigos de livros, na Ro ma dos Césares, aparece Cícero, êsse in-

comparável orador, político e literato de quem Sainte Beuve afirmou ter sido "o

tuihisi tifii. }U'rr.

lirijuitUnr. riislirniitur"

Sêncca assim se rxprinna

"<>

sem as letras é uma rnorte. ê a sepultu ra de mu htiiiieiri \ivo. R<'fugi;i-t(. na.s letras e «h- ti refuuirao lôdas as tris-

ral. . . Repete-se todos os dias (jiie nin. giiéin (em o prisilégio de <-scollu r oj; seus próprios aseencUmles, por<pnsorte C|ue os dc-sigua . Mas iiao v \ iTtlade; está na vontade do lioriicm «'seolbci-

a({uêl(; a, quem deva o seu naseimento, Há familins de nobn-s e íuelilos gênios:

a (jual dcílas (píeres piTleiic-er ? I',scoll]n.. a e não sômentc o S(mi nome, mas os seu.s bras()cs c todos os S(mis bens serão t(>us."

Asínio Folião, ao abrir aos roiri;ino.s a sua primeira biblioteca, teve por intuito

tornar propriedade pública o patrimônio dos maiores engenhos da bnmaiilclude r hihliothpcínn clicando inf^anin Jinnihimn rem ptibhcaw fcrU." (5)

Riehelieu, o iliuninado estadista cjue fundou a Academia h^rancesa e ;i biblio

teca da SorboniK-í, "não reconhecia abai-

^tii.ssanl", mim outro esclareceu:

"hai

ver e me prep:ir;i para bem morrer". Sbakespeare, em (picm se encarna a mais alta expre.s.são da intelectualidade britânica, visando encarecer a renúncia

a um título noliiliárcpiieo. de (pie Rira privado uma personagem de sua mágica "The teinpesl", põe na bck-a de Pró.spero esta réplica ferimi e lampejanlc co mo a lamina afiada de uma e.spada: a

p.ipel é (pie I,averrier descobriu Neptuuo. Ao papel é ipie a amizade, o direito. a honra cunfiam os seus segredos, as siKis dívidas, os seus compromissos. No p;ipel é (pie as ciências, as literaturas, as instituições eternizam as suas obras-

primas, os títulos de .sua o.stabilidade, os

versos condoreiros, clama e exora:

". . . Reiulito o que semeia Livros. . . liv ros à mão cheia E manda o povo pensar. O livro, caindo nalma,

É germe (pie faz a palma. É chuva que faz o mar".

E agora, finalmente, consenti que por minha vez, vos faça uma confidência: foi nos livros queridos de minhas estan tes, livros cansados e (mvelhecidos como seu próprio dono; foi nesses relicários de pensamentos sublimes, nessas revivescên-

cias imortais das almas luminosas que a morte para sempre emudesceu;

foi riê-

minha biblioteca ba.sta-ine de sobra pa

les que eu andei mincrando, qual fora

ra meu (bicado

cm ricos vicíros, as idéias, as valiosas

pepitas de ouro de que — por tomá-la "Mtj lihnirti wcus dukecloni /(Ugc rnon

O nosso genial Rui Barbosa escreveu algures esta página fulgurante: "No papel .SC salvaram todos os mo numentos das letras antigas. No papel SC perpetuaram os antigos forais dos municípios livres, No papel fixa o ma-

mais suportável — compus e esmaltei es ta nlociição. Se ela, porventura, vos exauriu a paciente deferência — absol

va-me desse pecado,

que clc público"

confesso, a sentença do clássico Sousa Macedo, para quem não era tarefa in glória nem desprezível "ajuntar o dis

perso, abreviar o longo, apartar o se leto."


I>icr.%To

Oi)

vier, a seu turno, prescrever a leitura de certos aulores para a cura de cletemiina-

Dkjf-sio

único tidadãf» q«i'- " P*'»* dn/Jti verdadririínrnti- ígu.il a.i ♦"•«! m,.

l'!!:o.sô.MU.n

\o cU> trono sen;'io uma dignidade igual n Mia: a do escritor e do pensador."

leináticx> os seus (-álculos, a química as

\ollaire. ctn i.irta ao C!;irdeal de Rer-

ções, a astronomia as suas medidas. No

suas fcinnulas, a geografia as suas posi

das moléstias e criar assim uma cspécitr

pério". Pois b.-m; mi c.irt.i a I« rriu ia

de "terapêutica bibliográfica"; um c ou tro estarão apenas decifrando ou para

escrevi.1 <i acusador <!'•

fraseando a sentení,-3» do multimilenário

.is letras.

simo cofre de ouro, incrustado de pedra

no.ssa biblioteca, nada in.iis faltara a nos sa f( lie idade". K de «mtr.i f- il ' a. rrx. ceulava: "As letras sát) «» .ihuento ibj rnocidaíle r o «onfôrlo da vellme. «q.,,-

rias, que ftjra apreendido entre os des pojes do exército desbaratado de Dario.

dão lustre à prospc-ridade. i>íeo <« iM r»*. fiigíci <• («uuol.iváii aos infortuiiH is, tlj^.

Alexandre o Grande ordenou que nele se guardasse a "Ilíada" de Homero.

(h le u<-e« ssit.i ." 1-*. .11» Martpiês de \*illelle iiist.oa: \ os eoiuãto mais que

fora delas; à lioíte vel.iiii mnos. .1. moru-

dioso se re\est<-. com o teiujio. de um prestigio Mieia! (pie. de si sós, não lo

aixpúvos do seu passado, as garantias do seu |>orv ir. Em trapos de papid assenta boje todo o universo moral, lodo o uni verso polítieo. todo o universo lui-

gram nem os títulos nem a fortuna".

inano." (fi)

O su;i\e o prolundo Montaigiie. ipie, luirii (los par.igralos dos seus "haisaios , disse (pu- "/,/ h-cturc iwt un phiisir lan-

E Castni .-Xlves. nos estos de sua ins piração. na música entusiástica dos seus

Sesostris.

Para dar condigna aplicavão a ri(|uis-

Um idílio de Tetkrito expõe na linda

.r

I

cle ípie tenhaiiais uni j.irditn .10 l.ido <1.»

lr;H-m portas a dentro •• não abnrren-in paiihaiii-nos luis .lía/eres. nos latiijxis

nis, arcebispo dr .\lb\. .ieonseIha\ a: ".'\touteç.i o <pu' .loontecer. ;imai sempre Toidio setenta ;mos e estou

(tuoeiieido (Ir (pie ,-las \;dem pof preí ios.is ami/ ides. iMpiip.ir.uu-se ao tliuliel-

ro de coutado que mmea lalt:i ;i (piem numa a \tts dedie;u ;io e.studo. O estu

fábula do pastor Cóinalas, a mais gra ciosa e a mais sugestiva apologia íjuc se possa fazer das letras o. do seu culto. Professava êsse pobre pastor uma de voção tão ardente pelas Musas que fre qüentemente lhes sacrificava ovelhas do

nas viagi-ns;

rebanho confiado à stia vigilância.

tezas. . . A(l(jiiir<- ótimos amigos ((iirni procura fainiliari/-ir-se cada \e/. iu;n"s

não procuro nos livros .senão o gô/o de uma distia(,ão honesta: ou então, se mi estudo, vou buscar uêles a ciência cpie

com um Zenão, mu l'itagf>ras. um O,,,

trata do eonbeeiineiito de mim mesmo e

mócrito, iirn Aristóteles e coin todos ésscs outro.s oráculo.s d:i ciência e da uio-

(pie desta maneira me ensina a bem \i-

O

patrão, irritado com êsses holocatistos feitos à sua revelia e em detrimento do

seu patrimônio, fez encerrar o zagal nu ma arca de madeira. "Vamos ver agora, disse ele, de que te .servirão os versos". Mas quando, ao têrmo de alguns me.ses, mandou por curiosidade reabrir o cofre, lá encontrou o prisioneiro sadio e alegre; porque abelhas douradas, mensageiras providas o solícitas das Musas, so tinham incumbido de alimentá-lo durante o ca

tiveiro com o seu mel saboroso c subs tancial.

Ptolomeu Sotero fundou, a conselho

de Demétrio de Faleria, a biblioteca de Alexandria — a mais celebre e a mais

rica dos tempos antigos, pois que, se

gundo testemunham Aulo Gélio o Amiano Marcelino, cliegou a conter setecentos mil manuscritos.

A frente dos amigos de livros, na Ro ma dos Césares, aparece Cícero, êsse in-

comparável orador, político e literato de quem Sainte Beuve afirmou ter sido "o

tuihisi tifii. }U'rr.

lirijuitUnr. riislirniitur"

Sêncca assim se rxprinna

"<>

sem as letras é uma rnorte. ê a sepultu ra de mu htiiiieiri \ivo. R<'fugi;i-t(. na.s letras e «h- ti refuuirao lôdas as tris-

ral. . . Repete-se todos os dias (jiie nin. giiéin (em o prisilégio de <-scollu r oj; seus próprios aseencUmles, por<pnsorte C|ue os dc-sigua . Mas iiao v \ iTtlade; está na vontade do lioriicm «'seolbci-

a({uêl(; a, quem deva o seu naseimento, Há familins de nobn-s e íuelilos gênios:

a (jual dcílas (píeres piTleiic-er ? I',scoll]n.. a e não sômentc o S(mi nome, mas os seu.s bras()cs c todos os S(mis bens serão t(>us."

Asínio Folião, ao abrir aos roiri;ino.s a sua primeira biblioteca, teve por intuito

tornar propriedade pública o patrimônio dos maiores engenhos da bnmaiilclude r hihliothpcínn clicando inf^anin Jinnihimn rem ptibhcaw fcrU." (5)

Riehelieu, o iliuninado estadista cjue fundou a Academia h^rancesa e ;i biblio

teca da SorboniK-í, "não reconhecia abai-

^tii.ssanl", mim outro esclareceu:

"hai

ver e me prep:ir;i para bem morrer". Sbakespeare, em (picm se encarna a mais alta expre.s.são da intelectualidade britânica, visando encarecer a renúncia

a um título noliiliárcpiieo. de (pie Rira privado uma personagem de sua mágica "The teinpesl", põe na bck-a de Pró.spero esta réplica ferimi e lampejanlc co mo a lamina afiada de uma e.spada: a

p.ipel é (pie I,averrier descobriu Neptuuo. Ao papel é ipie a amizade, o direito. a honra cunfiam os seus segredos, as siKis dívidas, os seus compromissos. No p;ipel é (pie as ciências, as literaturas, as instituições eternizam as suas obras-

primas, os títulos de .sua o.stabilidade, os

versos condoreiros, clama e exora:

". . . Reiulito o que semeia Livros. . . liv ros à mão cheia E manda o povo pensar. O livro, caindo nalma,

É germe (pie faz a palma. É chuva que faz o mar".

E agora, finalmente, consenti que por minha vez, vos faça uma confidência: foi nos livros queridos de minhas estan tes, livros cansados e (mvelhecidos como seu próprio dono; foi nesses relicários de pensamentos sublimes, nessas revivescên-

cias imortais das almas luminosas que a morte para sempre emudesceu;

foi riê-

minha biblioteca ba.sta-ine de sobra pa

les que eu andei mincrando, qual fora

ra meu (bicado

cm ricos vicíros, as idéias, as valiosas

pepitas de ouro de que — por tomá-la "Mtj lihnirti wcus dukecloni /(Ugc rnon

O nosso genial Rui Barbosa escreveu algures esta página fulgurante: "No papel .SC salvaram todos os mo numentos das letras antigas. No papel SC perpetuaram os antigos forais dos municípios livres, No papel fixa o ma-

mais suportável — compus e esmaltei es ta nlociição. Se ela, porventura, vos exauriu a paciente deferência — absol

va-me desse pecado,

que clc público"

confesso, a sentença do clássico Sousa Macedo, para quem não era tarefa in glória nem desprezível "ajuntar o dis

perso, abreviar o longo, apartar o se leto."


mmm

, _

1

I>íCK.vr<i Econômico

32

Porque, no conceito exato do poeta Austin Dobson, "todo aquêlc que inten tar aprender sem livros estará carrcj^an-

do água em cântaro partido" —

qual a nossa «r env.iiclrvr d.- wr a "úl tima flor") por um s/, U\ònUcx> vocá. hn\o- Uhcr. K p.,t,-nt. i...s..

singular coitu nl/ nc ia j. esplendida scrdacl.-;

I><UU\-.M. TKlXKinA

^lóg,.

unxa

„

qur e espirito, fa/. o lu.mcm U,rr. .lU».

"Who witiiout boola evsoi/.ç to Icarn Drflti.A- tvater in a Icaky urn";

nando e confirmai»!., pal.ur., d.. Apê». tolo Sáo P inio - uhi s;nnftM .7>i hh, rt<u,

aqui ficam ao vosso alcance os livros nos quais haveis de estudar e de aprender. Aí ficam nesta

promissora

biblioteca

que, como tal, será para vós, ncj concei to de Carlyle, "a moderna Universida de" permanente e gratuita, ai)crta, de dia e de noite, a t('>das as Iwas vontades,

onde está o espirito ai , s\.\ t.unbêin a liberdade.

Ora, no s.dlio aiíarr.iÍMo d»* uio inou.

gc anônimo do sé( ulo XII, já i-sl.iNa eserilf> íjue "ha tluas couvas p.-las «ju.iis ú preciso lutar •• resistir .iló ao s.uigue; a Jusli(,-.i e a Liberdade".

a todas as inteligências sequiosas de roso Presidente do Centro de Estudos da

Sociedade Brasileira de Estatística, recentemente

—

com

a

li

atenvão c o

aplauso que sempre me têm merecido os seus escritos — um artigo interessantís

simo, no qual ele salienta cju<- livrn c. livre se expressam na língua latina (da

^^i-si>i: o tomèco th- líí51. o noticiário

acusaram um aumento de 198.6%.

da imprensa, ]V)r várias vezes, temse referido nee.-ssid.uli* di' pôr uni par.ideiro á ele\a(,ão de ]ire(,-os. caracterís

pc-riodo de apcSs-guerra, cxnn base nu

tica dos últimos tempos. Estimulados

'L J- F. Ho.j.,. "El camino do Pq. ro»". paf;s. -i" ;:! (2) K(i. I.:ib'iiila% c. "Dornlors diacouri populoiroB", paiís 221-211 l3> J. F3. "Mollvo» do Proloo", pa,'s.

f-l,

132 e

Aiuenco Seailam. "Et nb

ab hoc". vol. 3" (>ai:r.

(ô)

Albert

Cim. "Lo

hlc ot

llVfO".

Vol

1 «».

pnfjH.

íli)

Hul

Barbo;;;,,

rárla", do Batí-sla

n.-j

Coletânea

Bcreira. páK

-

Elto,

de aumento, lestes dados mostram que a elevação de preços cxinslitui uma cons

existindo mesmo em curso um projeto dc? l.*i relali\i) ao .issnnto. (àmlra esta

luanib-st.iclo. e fizeram entrega ao

Pre.sidcnti* da Hepúlilica cIcí uin memo rial a respi'ilo. cujo teor foi amplamente tlivulgaclo. Daí tornar-se necessário indagirr, prino atual de tdevacão de preços, sem pa ralelo («lu nossa Instinia econcMuicu, con

forme se afirma, cr. segundo, das causas e rcanédios capazes de solucionar o pro

blema, principalmente analisando-se o aspecto do eongelanuMito de preços.

No Brasil, os preços têm apre.sentado

tante no (piadro da economia nacional, não seiulo. portanto, fenômeno pecnliiu: aos nossos dias; indicam, porém seu agravamento, e por isso têm alarmado, nuiilo justamente, os poderes constituí-

do.s. pois a inflação provoca perturba ções etxinómieas. .sociais e políticas, al tamente indesejáveis. Ocioso seria

apontá-las. por siTcm do conhecimento giTal o lerem sitio mesmo inúmeras ve zes iqxmtadas pelo Sr. Gctúlio Varg;\s, em várias oportunidades. Ná-rifieado tpie os principais males da inflação tlerixam da hilta de sinuillaneidatle e de proporcionalidado, entre o aumento dos preços de custo, de ataca do. de \arejo e de custo de xida, entre os preços dos produtos de base c dos

contínua tendência á c-lcvação, cxeluin-

produtos transformados, dos \-ários ren-

do-scí a década 1890-1905. cni que hou

dinuaitos, repartidos após o processo de

ve redução de preços, corre-Spondentc a

produção, muitos analistas da inflação afirmaram que tahez um congelamento geral de todos os preços, incluindo-se

30 %, sobre o período de cdc\"ação micxiiiia, durante o Encilhamenlo.

A contar

de 1906 até boje, a tendência tem sem

ai|in o custo e. em eonsotpicneia, o sa

pre sido a de conliniia elevação, exce ção feita, naturalmente, para o período clc 1931-1935, d(!\ ido aos efeitos da cri

se deter os seus efeitos, uma x-ez que

se de 1930. Tomando-se por ba.sc o índice 1901= 100, cm 1940 os preços de atacado atingiram o índice 349, ha

iunento perigoso proceder-se a uma

vendo, portanto, um aumento de 249 % em 40 anos. Considerando-se o período de 1939 ate fins clc 1945, tais preços

A-

média mons;d do 1946, os preços de .ttacado. em abril do cxirrente ano, acus.ivam o indico 221,6, ou seja. 121,6%

pelo exemplo iiorte-aiuericano. xários

uu-iro, sòhre a existência de nm fencime-

ii7 im

No

i.*Cí)n()nnstas e homens cie go\'èrno têm apontado, e.uno solução imediata efi caz.. o congelamento giTal dos preços,

l<b*ia, as c lasses produtoras do Pais têm-

saber.

De Aldo Azevedo, esclarecido e ope

CONGELAMENTO DE PREÇOS

lário, o juro, o lucro e a renda, pudes SC torna impossível, em curta duração,

provocar uma reflação, o ser reconheeibrusca deflação. Os que, bascando-se na idéia de justo preço ou de preço nor mal, procuram defender tal política eco nômica, argumentam afinnando que o


mmm

, _

1

I>íCK.vr<i Econômico

32

Porque, no conceito exato do poeta Austin Dobson, "todo aquêlc que inten tar aprender sem livros estará carrcj^an-

do água em cântaro partido" —

qual a nossa «r env.iiclrvr d.- wr a "úl tima flor") por um s/, U\ònUcx> vocá. hn\o- Uhcr. K p.,t,-nt. i...s..

singular coitu nl/ nc ia j. esplendida scrdacl.-;

I><UU\-.M. TKlXKinA

^lóg,.

unxa

„

qur e espirito, fa/. o lu.mcm U,rr. .lU».

"Who witiiout boola evsoi/.ç to Icarn Drflti.A- tvater in a Icaky urn";

nando e confirmai»!., pal.ur., d.. Apê». tolo Sáo P inio - uhi s;nnftM .7>i hh, rt<u,

aqui ficam ao vosso alcance os livros nos quais haveis de estudar e de aprender. Aí ficam nesta

promissora

biblioteca

que, como tal, será para vós, ncj concei to de Carlyle, "a moderna Universida de" permanente e gratuita, ai)crta, de dia e de noite, a t('>das as Iwas vontades,

onde está o espirito ai , s\.\ t.unbêin a liberdade.

Ora, no s.dlio aiíarr.iÍMo d»* uio inou.

gc anônimo do sé( ulo XII, já i-sl.iNa eserilf> íjue "ha tluas couvas p.-las «ju.iis ú preciso lutar •• resistir .iló ao s.uigue; a Jusli(,-.i e a Liberdade".

a todas as inteligências sequiosas de roso Presidente do Centro de Estudos da

Sociedade Brasileira de Estatística, recentemente

—

com

a

li

atenvão c o

aplauso que sempre me têm merecido os seus escritos — um artigo interessantís

simo, no qual ele salienta cju<- livrn c. livre se expressam na língua latina (da

^^i-si>i: o tomèco th- líí51. o noticiário

acusaram um aumento de 198.6%.

da imprensa, ]V)r várias vezes, temse referido nee.-ssid.uli* di' pôr uni par.ideiro á ele\a(,ão de ]ire(,-os. caracterís

pc-riodo de apcSs-guerra, cxnn base nu

tica dos últimos tempos. Estimulados

'L J- F. Ho.j.,. "El camino do Pq. ro»". paf;s. -i" ;:! (2) K(i. I.:ib'iiila% c. "Dornlors diacouri populoiroB", paiís 221-211 l3> J. F3. "Mollvo» do Proloo", pa,'s.

f-l,

132 e

Aiuenco Seailam. "Et nb

ab hoc". vol. 3" (>ai:r.

(ô)

Albert

Cim. "Lo

hlc ot

llVfO".

Vol

1 «».

pnfjH.

íli)

Hul

Barbo;;;,,

rárla", do Batí-sla

n.-j

Coletânea

Bcreira. páK

-

Elto,

de aumento, lestes dados mostram que a elevação de preços cxinslitui uma cons

existindo mesmo em curso um projeto dc? l.*i relali\i) ao .issnnto. (àmlra esta

luanib-st.iclo. e fizeram entrega ao

Pre.sidcnti* da Hepúlilica cIcí uin memo rial a respi'ilo. cujo teor foi amplamente tlivulgaclo. Daí tornar-se necessário indagirr, prino atual de tdevacão de preços, sem pa ralelo («lu nossa Instinia econcMuicu, con

forme se afirma, cr. segundo, das causas e rcanédios capazes de solucionar o pro

blema, principalmente analisando-se o aspecto do eongelanuMito de preços.

No Brasil, os preços têm apre.sentado

tante no (piadro da economia nacional, não seiulo. portanto, fenômeno pecnliiu: aos nossos dias; indicam, porém seu agravamento, e por isso têm alarmado, nuiilo justamente, os poderes constituí-

do.s. pois a inflação provoca perturba ções etxinómieas. .sociais e políticas, al tamente indesejáveis. Ocioso seria

apontá-las. por siTcm do conhecimento giTal o lerem sitio mesmo inúmeras ve zes iqxmtadas pelo Sr. Gctúlio Varg;\s, em várias oportunidades. Ná-rifieado tpie os principais males da inflação tlerixam da hilta de sinuillaneidatle e de proporcionalidado, entre o aumento dos preços de custo, de ataca do. de \arejo e de custo de xida, entre os preços dos produtos de base c dos

contínua tendência á c-lcvação, cxeluin-

produtos transformados, dos \-ários ren-

do-scí a década 1890-1905. cni que hou

dinuaitos, repartidos após o processo de

ve redução de preços, corre-Spondentc a

produção, muitos analistas da inflação afirmaram que tahez um congelamento geral de todos os preços, incluindo-se

30 %, sobre o período de cdc\"ação micxiiiia, durante o Encilhamenlo.

A contar

de 1906 até boje, a tendência tem sem

ai|in o custo e. em eonsotpicneia, o sa

pre sido a de conliniia elevação, exce ção feita, naturalmente, para o período clc 1931-1935, d(!\ ido aos efeitos da cri

se deter os seus efeitos, uma x-ez que

se de 1930. Tomando-se por ba.sc o índice 1901= 100, cm 1940 os preços de atacado atingiram o índice 349, ha

iunento perigoso proceder-se a uma

vendo, portanto, um aumento de 249 % em 40 anos. Considerando-se o período de 1939 ate fins clc 1945, tais preços

A-

média mons;d do 1946, os preços de .ttacado. em abril do cxirrente ano, acus.ivam o indico 221,6, ou seja. 121,6%

pelo exemplo iiorte-aiuericano. xários

uu-iro, sòhre a existência de nm fencime-

ii7 im

No

i.*Cí)n()nnstas e homens cie go\'èrno têm apontado, e.uno solução imediata efi caz.. o congelamento giTal dos preços,

l<b*ia, as c lasses produtoras do Pais têm-

saber.

De Aldo Azevedo, esclarecido e ope

CONGELAMENTO DE PREÇOS

lário, o juro, o lucro e a renda, pudes SC torna impossível, em curta duração,

provocar uma reflação, o ser reconheeibrusca deflação. Os que, bascando-se na idéia de justo preço ou de preço nor mal, procuram defender tal política eco nômica, argumentam afinnando que o


OtCRSTO

mecuníimo natural e espontánf-o da for mação de preço só poderia existir se a concorrência perfeita ocorresse. Ora, hoje em dia predomina a concorrência imperfeita, e não são raros os monopó

lios e oligopólios que alteram completa mente os critérios de formação de pre

ços, operando dentro de uma economia dc escassez e de majoraç-óes nocivas, por

contribuírem para a redução do nível dc vida das massas consumidoras, e injus

tas, por acentuarem os desequilíbrios na distribuição dos rendimentos. Além dis so, as últimas crises e guerras provoca

ram rupturas bruscas entre a oferta e a procura, fazendo com íjue os consumi dores, insatisfeitos, premidos pelas ne cessidades, sejam presa fá cil da falta de escrúpulos dos que detêm em mãos as quantidades a oferecer.

clar os cfeítf>s dos (ulM-laniriitos «■ t<uiíí'

nno inqx>rta o ipie a cx)isa custou iio

lamento de preços proN.im <|tie .i s*'»* *

(>a.ss.ido, mas sim o rpie custará no fu

xaçúo é Sempre arbilr.trl.t. «> <pH'

teriza a pr«KÍiiç.'io < onletiijMir.tiie.n

•'

complexidade e ntobilid.Mle <lns < (•:. Iioje, extremaiiieiite «hiuil .iljrin.ir-^* íjue estes se m;ti)t<*r.'ici enhsl.iut<-s. pf'*

melro {>or(|ue ()s progressos da tetn«>h>gia províieam a rápi<la obi^/dZ-nc d«» pita) técnico emprei»a(l«» e da prí»pria

organiz;içaí»; M-guiulo. ]>or<|n(- íioj"* •' mao-de-4)bra se apresenta iiist.'i%<-l «* <brendimento oseilante . Os teni]X)s atoais sao d<r ineertcAis: c-riaiii, além <le gran de instabilidade psicológica, ot itnisuios exagerados, aos «juais se seguem fnislra-

ç-oes. fazendo com (|ue o traballm nr.i pr<Klu/a muito, í>ra prixlnz;í pomo.

com os inesuios

artífices e a

tiiesma

dire

ção . Tcrcí-iro, por(]n<«iina graiuh- parle <!«• nos sas matérias-primas pro vém da agricultura e está

Buscando critério aceitável

para a fixação do justo

preço, tais autores adian tam que este dcN c ser ta

saijcita a x'ariaçõcs sa//>naiv

belado, tendo-se em conta

<|U(*, fazendo oscilar o vn.

o custo de produção, ao

lume da produção, alteram

qual se acrescentaria uma razoável margem de lucro, capaz dc ga rantir a continuidade do empreendimen

profunda c bniscamente o

custo. (Quarto, porque nossa produção depende dc produtos importados e não

to e de remunerar satisfatòríamente o

temos ação sólm' os preços

empreendedor. Combinadas as duas idéias, de preço

cionais .

justo e de contenção da inflação, vai re

interna

Mesmo que se admita a l)ossibilidade dí- um cálculo exalo do custo, ein de

sultar a política de congelamento, com

terminado momento,

base no conhecimento do custo c na es

possa chegar a uma perccntagem do Uu

timativa do lucro.

Uma forte corrente

de opiniões, porém, dentro da qual se situam a Associação Comercial de São Paulo e a Federação do Comércio do Estado dc São Paulò, manifesta-se con

e mesmo (pie s<-

cro considerada satisiat()ria, seria difícil garantir-.sc a inaltcrabilidade dos mes mos c a constância das condiçõc.-s dc tra

balho. No ca.so do Brasil, cumpre ainda

trária à adoção dé semelhante política, apoiando-se nos argumentos que a se

notar que a dc.svalorização cninica chi moeda gerou um problema novo: o das reposições. Aqui, mais do (pu- alhu

guir apontamos.

res, é válida a afirmação de Ferrara dç

Os autores que têm procurado estu-

EcoNÒSfICO

que, para a continuidade da cmprôsa.

turo .

O tabci.imeiiio apresenta, ainda, um outro iiicoiuemente gr.nt*: é que repre senta uma política econômica h.iseatla num único clcmculo dn mereatlo: — o

pressão da procura sobre a ofciia, pn^-

vocando duas eonsccpicncias simultâ neas: 1) o desmcrcxàmcnto da (jualidadc dos prwlutos a fim dc fugir ás con dições do tabelanicnto c permitir maior luimenlo da oferta; 2) a dis^xisição dos consumidores, dotados dc maior poder

pr<v' unitário, Or.i, as transaçxãcs são

de compr;i, ilc aceitarem prcç-os fora da

conduzidas pi lo hmómio prcç-o-tpiauli-

talxda, geraiido-sc. então, o mercado

dadc c não r possíscl deixarmos de considerar as ações das <pianlidades ofe recidas e procuradas, sóhre o incc.inismo da foniiação dos preços. Mcsnu) «pie Sc admitisse a possii>ilidadc do còmputo e(piit.iti\-o dos custos i; nuirgens de lucro, uma si z ri-ali/.ado o eongelanien-

negro.

to, seria iieeessário prever as possíseis reaçóes das <piantidades. Cumpre con siderar que no Brasil o crescimento da

produção tem siílo muito mais lento que o aumento de preços; (pie nosso país é um dacpieles cujos índices demográficos indicam acentuada tendência para o cicsciinento. principalmente nas grandes cidades; (pie. durante a guerra, não hou ve possiliilidach: dc fazer crescer os em preendimentos de modo a que a oferta acompanliassc o crescer da procura, c que não foi possível, também, recuperar o ritmo de crcíscimcnto, no após-guerra, dc\ido à crise cambial que impediu imix)rtações essenciais de bens dc capital, eiiípianto nossas empresas produtoras de

pendem vitalmente do produtos impor tados. Por tudo isto, a situação atual é a de uma procura insatisfeita, permitin

do elevação de preços que, não nega mos, chegam algumas x'êzes ao absurdo, mercê da falta de cscnipulos do comer ciantes indignos deste nome. Congela dos os preços, a economia nacional en traria numa fase de ecpiilíbrio estável, ií que e(pii\ale a dizer-se que a produção tenderia a se paralisar ou cresceria mui to lentamente. Haveria, portanto, maior

Num c noutro caso. o jxalcr públict) ou SC tlcsinoralizaria ou se \eria obri

gado a tomar mcditlas fiscali/Aidoras ca

da vez mais enérgicas, e, na maioria das \czes, contraproducentes, por contar com a cumplicidade de ambas as partes em

presença na pcnmita.

Nolc-se ainda

que, cm no.sso caso particular, o funcio namento das Comissões de Preços tem

mostrado quão precários s:'io os conheci mentos a respeito dos custos reais de produção e (pianto xariam do região par.i região do País. Seria difícil re:xlizarsc uma fiscalização efetixa, .sempre c ca da \-cz. mais onerosa. O ri.sco do negócio aumentaria

com èle. as atrações da

ilegalidade.

Não temos dúvida dc que a rigidez de um contróle geral de preços congelados implic:iria na destruição dos princípios democráticos, par;i conduzir, automáticamcnte, a uma restrição, cada vez maior, das liberdades indixãduais. Cria ri a a discórdia social, acentuando as de sigualdades dc fortuna, não mais em termos dc moeda c, sim, cm termos de bem-estar, visto como os que possuíssem

maior poder de compra cm mãos pode riam urrisear-se à obtenção de produto

de melhor qualidade a preços fora da tabela, enquanto os que vivessem em ní veis dc rendimento mais baixo consumi

riam artigos inferiores e em quantidade menor, pela sua escassez crescente, em


OtCRSTO

mecuníimo natural e espontánf-o da for mação de preço só poderia existir se a concorrência perfeita ocorresse. Ora, hoje em dia predomina a concorrência imperfeita, e não são raros os monopó

lios e oligopólios que alteram completa mente os critérios de formação de pre

ços, operando dentro de uma economia dc escassez e de majoraç-óes nocivas, por

contribuírem para a redução do nível dc vida das massas consumidoras, e injus

tas, por acentuarem os desequilíbrios na distribuição dos rendimentos. Além dis so, as últimas crises e guerras provoca

ram rupturas bruscas entre a oferta e a procura, fazendo com íjue os consumi dores, insatisfeitos, premidos pelas ne cessidades, sejam presa fá cil da falta de escrúpulos dos que detêm em mãos as quantidades a oferecer.

clar os cfeítf>s dos (ulM-laniriitos «■ t<uiíí'

nno inqx>rta o ipie a cx)isa custou iio

lamento de preços proN.im <|tie .i s*'»* *

(>a.ss.ido, mas sim o rpie custará no fu

xaçúo é Sempre arbilr.trl.t. «> <pH'

teriza a pr«KÍiiç.'io < onletiijMir.tiie.n

•'

complexidade e ntobilid.Mle <lns < (•:. Iioje, extremaiiieiite «hiuil .iljrin.ir-^* íjue estes se m;ti)t<*r.'ici enhsl.iut<-s. pf'*

melro {>or(|ue ()s progressos da tetn«>h>gia províieam a rápi<la obi^/dZ-nc d«» pita) técnico emprei»a(l«» e da prí»pria

organiz;içaí»; M-guiulo. ]>or<|n(- íioj"* •' mao-de-4)bra se apresenta iiist.'i%<-l «* <brendimento oseilante . Os teni]X)s atoais sao d<r ineertcAis: c-riaiii, além <le gran de instabilidade psicológica, ot itnisuios exagerados, aos «juais se seguem fnislra-

ç-oes. fazendo com (|ue o traballm nr.i pr<Klu/a muito, í>ra prixlnz;í pomo.

com os inesuios

artífices e a

tiiesma

dire

ção . Tcrcí-iro, por(]n<«iina graiuh- parle <!«• nos sas matérias-primas pro vém da agricultura e está

Buscando critério aceitável

para a fixação do justo

preço, tais autores adian tam que este dcN c ser ta

saijcita a x'ariaçõcs sa//>naiv

belado, tendo-se em conta

<|U(*, fazendo oscilar o vn.

o custo de produção, ao

lume da produção, alteram

qual se acrescentaria uma razoável margem de lucro, capaz dc ga rantir a continuidade do empreendimen

profunda c bniscamente o

custo. (Quarto, porque nossa produção depende dc produtos importados e não

to e de remunerar satisfatòríamente o

temos ação sólm' os preços

empreendedor. Combinadas as duas idéias, de preço

cionais .

justo e de contenção da inflação, vai re

interna

Mesmo que se admita a l)ossibilidade dí- um cálculo exalo do custo, ein de

sultar a política de congelamento, com

terminado momento,

base no conhecimento do custo c na es

possa chegar a uma perccntagem do Uu

timativa do lucro.

Uma forte corrente

de opiniões, porém, dentro da qual se situam a Associação Comercial de São Paulo e a Federação do Comércio do Estado dc São Paulò, manifesta-se con

e mesmo (pie s<-

cro considerada satisiat()ria, seria difícil garantir-.sc a inaltcrabilidade dos mes mos c a constância das condiçõc.-s dc tra

balho. No ca.so do Brasil, cumpre ainda

trária à adoção dé semelhante política, apoiando-se nos argumentos que a se

notar que a dc.svalorização cninica chi moeda gerou um problema novo: o das reposições. Aqui, mais do (pu- alhu

guir apontamos.

res, é válida a afirmação de Ferrara dç

Os autores que têm procurado estu-

EcoNÒSfICO

que, para a continuidade da cmprôsa.

turo .

O tabci.imeiiio apresenta, ainda, um outro iiicoiuemente gr.nt*: é que repre senta uma política econômica h.iseatla num único clcmculo dn mereatlo: — o

pressão da procura sobre a ofciia, pn^-

vocando duas eonsccpicncias simultâ neas: 1) o desmcrcxàmcnto da (jualidadc dos prwlutos a fim dc fugir ás con dições do tabelanicnto c permitir maior luimenlo da oferta; 2) a dis^xisição dos consumidores, dotados dc maior poder

pr<v' unitário, Or.i, as transaçxãcs são

de compr;i, ilc aceitarem prcç-os fora da

conduzidas pi lo hmómio prcç-o-tpiauli-

talxda, geraiido-sc. então, o mercado

dadc c não r possíscl deixarmos de considerar as ações das <pianlidades ofe recidas e procuradas, sóhre o incc.inismo da foniiação dos preços. Mcsnu) «pie Sc admitisse a possii>ilidadc do còmputo e(piit.iti\-o dos custos i; nuirgens de lucro, uma si z ri-ali/.ado o eongelanien-

negro.

to, seria iieeessário prever as possíseis reaçóes das <piantidades. Cumpre con siderar que no Brasil o crescimento da

produção tem siílo muito mais lento que o aumento de preços; (pie nosso país é um dacpieles cujos índices demográficos indicam acentuada tendência para o cicsciinento. principalmente nas grandes cidades; (pie. durante a guerra, não hou ve possiliilidach: dc fazer crescer os em preendimentos de modo a que a oferta acompanliassc o crescer da procura, c que não foi possível, também, recuperar o ritmo de crcíscimcnto, no após-guerra, dc\ido à crise cambial que impediu imix)rtações essenciais de bens dc capital, eiiípianto nossas empresas produtoras de

pendem vitalmente do produtos impor tados. Por tudo isto, a situação atual é a de uma procura insatisfeita, permitin

do elevação de preços que, não nega mos, chegam algumas x'êzes ao absurdo, mercê da falta de cscnipulos do comer ciantes indignos deste nome. Congela dos os preços, a economia nacional en traria numa fase de ecpiilíbrio estável, ií que e(pii\ale a dizer-se que a produção tenderia a se paralisar ou cresceria mui to lentamente. Haveria, portanto, maior

Num c noutro caso. o jxalcr públict) ou SC tlcsinoralizaria ou se \eria obri

gado a tomar mcditlas fiscali/Aidoras ca

da vez mais enérgicas, e, na maioria das \czes, contraproducentes, por contar com a cumplicidade de ambas as partes em

presença na pcnmita.

Nolc-se ainda

que, cm no.sso caso particular, o funcio namento das Comissões de Preços tem

mostrado quão precários s:'io os conheci mentos a respeito dos custos reais de produção e (pianto xariam do região par.i região do País. Seria difícil re:xlizarsc uma fiscalização efetixa, .sempre c ca da \-cz. mais onerosa. O ri.sco do negócio aumentaria

com èle. as atrações da

ilegalidade.

Não temos dúvida dc que a rigidez de um contróle geral de preços congelados implic:iria na destruição dos princípios democráticos, par;i conduzir, automáticamcnte, a uma restrição, cada vez maior, das liberdades indixãduais. Cria ri a a discórdia social, acentuando as de sigualdades dc fortuna, não mais em termos dc moeda c, sim, cm termos de bem-estar, visto como os que possuíssem

maior poder de compra cm mãos pode riam urrisear-se à obtenção de produto

de melhor qualidade a preços fora da tabela, enquanto os que vivessem em ní veis dc rendimento mais baixo consumi

riam artigos inferiores e em quantidade menor, pela sua escassez crescente, em


36

OffilATO

o

relação ao aumento das nec-cssidadcs a

negúcios, .são, a oonmi m t. .i^ pnn,i|>.ii<

satisfazer.

r<-spfmsúveis da el.-vaç.V. de As duas eiitidach v do (oiliríMo n.iulisla estão certas t|,. ,, (;<,vérno K,^le

Tal clima nâo nos parece o mais op<jr-

tuno, na presente conjuntura |)oHtica. Não eslanjos ein época de criar antago nismos c! aufoentar distâncias sociais, e

sim devemos procurar cíjuciliações e ten tar estabelec<*r a hamionia, no convívio de todos os brasileiros.

Que os preç^js se têm elevado, não liã dúvida alguma, mas, múltiplos térn sido os fatores, não se esfjuecendo o descfjuilíbrío financeiro crònicf) c cada vc/. mais acentuado. Basta lembrar rjue os com

promissos totais do governo, para ést<exercício, não cobertos pela arrecadação prevista, elevain-s<; a cérca de Cr.$12.000.000.(K)0,0(). Por outro la do, o aumento de circulação, durãnte o exercício de 195Í), alcançando 7 bilhões

de cruzxaros, marcou época, p(íis foi su-

pí.TÍor até inosnío às emissões do tão exe crado período de EncilharnentíJ, no co meço da República.

Estas emissões,

AS AUTARQUIAS ECONÔMICAS NO SISTEMA DA ECONOMIA MUNDIAL Hohkiiio

ra , rc .kli/.md«) o saneamento ím.ijn ,-irOj.i prograinaílo, ,• luiamlo « <>m t('Kl js iis h.rças contra ,„edid.. I.e il e , S' II K u te

'■ r.. .I,.,!..

Pinto

J^i N< (MIN A-M aiilar<pna ecimõmiea a organiz-ição e*.onójuica naiional ou

.1,, IIIII r<|tiili)irii)

regional ípíi- \ is.» vonsi-guir a auto-sufi-

turno rins lra„sn,.-,.,s ".KH.ni.I. „or,„„|, C.liiro istá ,,.1,. , ,1,.

eiéncia lot.d cm iiareiai iki set<»r «-m cjui* SC inslimi. í) eomeilo de autanpjia <-nvoKc, portanto, o de iiuh^pejulència cchí-

nómica. meiros

nlmms onsos ilo om . ..n,, „

Ia) idi-ia surgiu com os pri iuteiM-ncioi listas,

eomo

vência tia época mejcaulilisla.

sobrevi

Is.so sc

i>»

Sm/\

eslrulur.i ecouoimca. ao mesmo tempo

cliuàmicM V c-omplexa. Produtoras, en tão. dc- juercMclorias de valor esptxnfico muito mais alto cjue as das nações de t-txmomia de bast- agrícola ou agricolaexlrativa. c-xj^andiram o seu comércio iutc-rnacional com melhores resultados, em de trimento das economias dos outros

nai, viMo ja onislin u., ror,sit;n.,iP,., J.,,,

explica devido à identidade entre os problemas dos scVulo X\'1I e os das cen

'•çonomia p<.p„lar .• as penas a nj ',

países, cpie se mantiveram acanhados e retardados. O ec|uilíbrio das trocas pc-rturbou-sc-; a riciue/a comparativa dos

túrias XIX e XX.

paisi s acusou então desproporções pro-

para r-st.s 1,.,^.,/,

e3, a caracteriAn^ãj, d(,s crimes c<„,ír.,

tao sujeitos os (j,,,- Ui h-s ineorn n,,

O m,-ihor remédio para a iiormali-,,.»

ç.u) das transações seria, jmjís, a econômica, anum iada por S. Kv»

'

C;etú]io Viu-gas, d<- estimulo à prod" - '

Naípiela lase da História, a (|ue.slão principal era o foiialc-cimeuto dos Isslados recém-imificados. Para tanto, c-ra necc-ssário criar-se- nma c-c-onomia intenta

capa/ dc- alicc-rçar a nove l estrutura po

permitindti ampliação dfí crédito, acele

<■ con.pressão das desp<-sas públicas

lítica.

rando a velocidade da circulação, crian do temores (jue provocaram, a seu tur no, movimentos arionnais no mundo dos

nanças nacionais e à elevação d„ '

o intuito de proteger as atividades eco-

lítica coridueente ao saneamento d-,'ji'f*

de vida geral do povo.

Daí

a

iulervc-nção elo

Estado

no setor do comércio e da produção, com

muu-iadas, cjuc- se rc-lletiram scibrc as mocclas. rc^forçando o poder dc^ compra cie- umas c- diluindo ct de outras.

A con-

sc-cjuèneia dc-ssa transmutação foi a per da de sulistàiu-ia das naçcães de produ ção primária e amuento do rendimento dos países de c-eonomia industrializada. Formou-se, dessa forma, o sistema do

ntrmicas nacionais e diir-lhc\s o desenvol

tráfico, sc-gundo a expressão de Carey.

vimento re([tierid() pelas injunções da política do inomenlo.

lüm lugar dc» um comércio equitativo, os países forneeedorc-s de matérias-primas viam seus produtos brutos serem vendi dos a preços muito abai.\o dos artigos man\ifaturados dos países industrializa dos, o voltarem depois, transformados em produtos acabados, a preços muitas vêzes duplicados. Em vnrlndo dessa pe culiaridade, as nações que lograram de

No século XI.X, o c-xlraordinário au

mento da produção manuialurc-ira, de corrente da revolução iirdustrial, trou xe, no sistema e economia mundial, dc-

sctiuilíbrios que, com o passar do tem po, mais ser acentuaram. É que a in venção da ináciuina, a utilização do va por, o desenvolvimento da siderurgia, trouxeram a alguns países a possibili dade de rápida c.xpansão industrial. De

fato, eni nações como a Inglaterra, a França o mais tarde a Alemanha e os

Estados Unidos, a conjugação do invenç-ões c capitais as levou a maior e me lhor exploração de seus recursos natu rais, possibilitando a elaboração de uma

senvolver suas

indústrias mais fácil e

rapidamente, paulatinamente, passaram a receber de graça quantidades crescentes

de matéria-prima á custa do enfraqueci mento monetário, da fragilidade econô mica, da perda crescente de substância das nações dc economia incipiente. Além disso, quando os países não in

dustrializados, percebendo as consequên-


36

OffilATO

o

relação ao aumento das nec-cssidadcs a

negúcios, .são, a oonmi m t. .i^ pnn,i|>.ii<

satisfazer.

r<-spfmsúveis da el.-vaç.V. de As duas eiitidach v do (oiliríMo n.iulisla estão certas t|,. ,, (;<,vérno K,^le

Tal clima nâo nos parece o mais op<jr-

tuno, na presente conjuntura |)oHtica. Não eslanjos ein época de criar antago nismos c! aufoentar distâncias sociais, e

sim devemos procurar cíjuciliações e ten tar estabelec<*r a hamionia, no convívio de todos os brasileiros.

Que os preç^js se têm elevado, não liã dúvida alguma, mas, múltiplos térn sido os fatores, não se esfjuecendo o descfjuilíbrío financeiro crònicf) c cada vc/. mais acentuado. Basta lembrar rjue os com

promissos totais do governo, para ést<exercício, não cobertos pela arrecadação prevista, elevain-s<; a cérca de Cr.$12.000.000.(K)0,0(). Por outro la do, o aumento de circulação, durãnte o exercício de 195Í), alcançando 7 bilhões

de cruzxaros, marcou época, p(íis foi su-

pí.TÍor até inosnío às emissões do tão exe crado período de EncilharnentíJ, no co meço da República.

Estas emissões,

AS AUTARQUIAS ECONÔMICAS NO SISTEMA DA ECONOMIA MUNDIAL Hohkiiio

ra , rc .kli/.md«) o saneamento ím.ijn ,-irOj.i prograinaílo, ,• luiamlo « <>m t('Kl js iis h.rças contra ,„edid.. I.e il e , S' II K u te

'■ r.. .I,.,!..

Pinto

J^i N< (MIN A-M aiilar<pna ecimõmiea a organiz-ição e*.onójuica naiional ou

.1,, IIIII r<|tiili)irii)

regional ípíi- \ is.» vonsi-guir a auto-sufi-

turno rins lra„sn,.-,.,s ".KH.ni.I. „or,„„|, C.liiro istá ,,.1,. , ,1,.

eiéncia lot.d cm iiareiai iki set<»r «-m cjui* SC inslimi. í) eomeilo de autanpjia <-nvoKc, portanto, o de iiuh^pejulència cchí-

nómica. meiros

nlmms onsos ilo om . ..n,, „

Ia) idi-ia surgiu com os pri iuteiM-ncioi listas,

eomo

vência tia época mejcaulilisla.

sobrevi

Is.so sc

i>»

Sm/\

eslrulur.i ecouoimca. ao mesmo tempo

cliuàmicM V c-omplexa. Produtoras, en tão. dc- juercMclorias de valor esptxnfico muito mais alto cjue as das nações de t-txmomia de bast- agrícola ou agricolaexlrativa. c-xj^andiram o seu comércio iutc-rnacional com melhores resultados, em de trimento das economias dos outros

nai, viMo ja onislin u., ror,sit;n.,iP,., J.,,,

explica devido à identidade entre os problemas dos scVulo X\'1I e os das cen

'•çonomia p<.p„lar .• as penas a nj ',

países, cpie se mantiveram acanhados e retardados. O ec|uilíbrio das trocas pc-rturbou-sc-; a riciue/a comparativa dos

túrias XIX e XX.

paisi s acusou então desproporções pro-

para r-st.s 1,.,^.,/,

e3, a caracteriAn^ãj, d(,s crimes c<„,ír.,

tao sujeitos os (j,,,- Ui h-s ineorn n,,

O m,-ihor remédio para a iiormali-,,.»

ç.u) das transações seria, jmjís, a econômica, anum iada por S. Kv»

'

C;etú]io Viu-gas, d<- estimulo à prod" - '

Naípiela lase da História, a (|ue.slão principal era o foiialc-cimeuto dos Isslados recém-imificados. Para tanto, c-ra necc-ssário criar-se- nma c-c-onomia intenta

capa/ dc- alicc-rçar a nove l estrutura po

permitindti ampliação dfí crédito, acele

<■ con.pressão das desp<-sas públicas

lítica.

rando a velocidade da circulação, crian do temores (jue provocaram, a seu tur no, movimentos arionnais no mundo dos

nanças nacionais e à elevação d„ '

o intuito de proteger as atividades eco-

lítica coridueente ao saneamento d-,'ji'f*

de vida geral do povo.

Daí

a

iulervc-nção elo

Estado

no setor do comércio e da produção, com

muu-iadas, cjuc- se rc-lletiram scibrc as mocclas. rc^forçando o poder dc^ compra cie- umas c- diluindo ct de outras.

A con-

sc-cjuèneia dc-ssa transmutação foi a per da de sulistàiu-ia das naçcães de produ ção primária e amuento do rendimento dos países de c-eonomia industrializada. Formou-se, dessa forma, o sistema do

ntrmicas nacionais e diir-lhc\s o desenvol

tráfico, sc-gundo a expressão de Carey.

vimento re([tierid() pelas injunções da política do inomenlo.

lüm lugar dc» um comércio equitativo, os países forneeedorc-s de matérias-primas viam seus produtos brutos serem vendi dos a preços muito abai.\o dos artigos man\ifaturados dos países industrializa dos, o voltarem depois, transformados em produtos acabados, a preços muitas vêzes duplicados. Em vnrlndo dessa pe culiaridade, as nações que lograram de

No século XI.X, o c-xlraordinário au

mento da produção manuialurc-ira, de corrente da revolução iirdustrial, trou xe, no sistema e economia mundial, dc-

sctiuilíbrios que, com o passar do tem po, mais ser acentuaram. É que a in venção da ináciuina, a utilização do va por, o desenvolvimento da siderurgia, trouxeram a alguns países a possibili dade de rápida c.xpansão industrial. De

fato, eni nações como a Inglaterra, a França o mais tarde a Alemanha e os

Estados Unidos, a conjugação do invenç-ões c capitais as levou a maior e me lhor exploração de seus recursos natu rais, possibilitando a elaboração de uma

senvolver suas

indústrias mais fácil e

rapidamente, paulatinamente, passaram a receber de graça quantidades crescentes

de matéria-prima á custa do enfraqueci mento monetário, da fragilidade econô mica, da perda crescente de substância das nações dc economia incipiente. Além disso, quando os países não in

dustrializados, percebendo as consequên-


P

38

Dicierro E<xis6»iR.-n

cía-s do retardo cconómic*», rcrsolvt.iiii

iiitíTcsíM* nation.il.

iniciar o desenvolvimento de sinis indús

«*vtrntag«*míi (|Uí* a Anu*rua do Norto ct)ns<rginu, aos |>oucíis. a iiidr-ix-ndònvt^ rconómi<a, coiiwrtí-ndtj.sc rm baluarte da [>olílic.i proíí*< iotiisla. mm sombr^

trias, íiquêjí/s já ecf)nòrniciiinente madu ros procuravam anif|uilar essxs iníci.iti-

vas, quer pela rcslri<,áo de íorne<'iin<*ntf> de capitais (juer pelo "dumpin^ *. Este último processíi era o mais <laninlio.

Mas, sr dr um l.ido as naçó< s s«- de.

fcndíam •• prot urav atii crgin r-s.- rt on«V

produção dos países íjue iniciavam as

micameut«- através du prolí t iotiisníd. outro iKCíssitavatn. para o dfs. tivolvi,

nascentes, dada a concorrênc ia desleal.

Isto era possível, uma vtr/. que os países econòmicamente desenvolvidos podiam suportar prejuízí)s tcmpíjrários, tanto mais que o monópolio de fato, consegui do pelo "diimping", permilir-lhes-ia n*ssarcirem-se com vantagem das peípjcnas

perdas anteriormente síífridas. A luta das nações não indiisfiializadas,

t ributand

por sna vc-z as nn-rcadoria'

originárias das naço;!;

visando à constituição de

uma

protecionistas

economia

13 ^

complexa, contra íis nações já econòmica

fonna, „

mente maduras, visan do à conservação e

nísnío. Tanlf assiijj (pie o lírasil

«erava protecú'; ^))0D L

expansão de seus mer

curando

cados

suas

consumidores,

dt

pro,

^•^«'nvoKw

indústrias

d

o

se traduziu em antago

óleos

nismos internacionais,

\ inlu),

que se manifestaram,

tributar fortemente

comestíveis começou

o

,

Por

ou ativamente pelas "guerras, ou passiva

ses artigos e a Itáli^~ em desagravo, vendo'

mente pelas lutas de tarifas. A partir des

se

prejudicada

alfandegário, como de

venda dos nicsníos íi.xou direitos tão ele.! vado.s s(M)re o oafé brasileiro, que o con

fesa

sumo da rubiácea prá-

se momento, a dou

trina do protecionismo econômica, to

aduaneiras, cada vez mais elevada.s, pro

ticamente desapareceu do mercado ita liano, confihando-sc apcmas nas classes

curavam impedir os efeitos do "dum-

niai.s abastadas.

ping" e vedar a entrada de produtos

Tal estado de coisas provocou, nos países (pic pretendiam a expansão de

mou corpo, desenvolveu-se. As tarifas

concorrentes, deixando apenas relativa mente livre o ingresso de mereaclí)rjas de

sua economia cm liasc complexa, a idéia

mente a si mesma. Os produtos <pie piuiessein ser íabrie.idos no p.iis <) se riam. indcpi-ndenti- do seu luslo. c os

complexas mais ou menos autárquicas, que mutuamente disputavam o predo

(pic não cnconlr.isscm condiçõ«-s tle via

mínio intern.icional.

bilidade seri.iin substituídos por sucedâ neos. ICm uin inundo gov cnuulo por

tieo internacional e os antagonismos em

multilateral. daí as transaçõi-s comerciais,

prcci-savatJi contar com uma exjx)rtaçà' volumosa e conslanti-. Ora. eotno re

bição, dc forma a bast.ir-sc ci-onòmica-

a cresi-ef t in delrinunlo do comércio

ocorrer às despesas dessas importações' '3

mais tarde a Itália sc hmçaram a con-

(piista de fonle.s de abastecimento, repre sentadas jH'la eon.slituição do.s impérios coloniais. Dessa maneir.i, atpiéles países

tais princípios, os antagonismos tendiam

menti) da produção inf. rn.i, <!,- importa., çõcs vitais, como utensílios mufjulna ria essenciais à indiistriali/ação. Paj.j^ -pre. sália, as nações lornecc-(lí)ras. atingid. pchus barreiras protecionistas, reagiaj

39

num linturão d»- protecionismo e pnii-

«Tgueraui-sv as oiilr.ts rimr.illMs .ilí.mdr. giirias d.is naçô«'s auu-rUaíias,

produtos abaixo dí> [)re<,o <le eusto de

E<'<>n6mic:<»

<lc aiilo-sidiciènci.i, ou .seja a idéia de ipie «ra possível encerrar-se a nação

I'oi graças a

vendendo as na^-õr-s industrializ-íidas seus suas indústrias, matavam-lhes as fábricas

DioFwro

nos casos de autanpúas. terem pass.ulo a SC governar por acordos bilaterais. I*'orani fonnas tipiias desses aeordos as íronipensaç(')cs alemãs. As tentativas autáripúias provaram, entretanto, (pie é c.vtremamcnlc difícil

von.seguir.un a constituição de economias

.•\ aut.inpúa gerara o prodomínio |K)Upresença provocaram o conflito anxiado, como decorrência final da gucmi surda, que política e CHvmercialmcnte já se fi zera sentir antes.

Aliás, todas as vczcs

((lie os países se tornam presa da mís tica dc autanpiia fãcilmento de.scambatn para a luta armada c não raro para a luta dc ;igre.s.são. Quando esta não pro duz os efeitos desejados, os países, re

obtcr<-iu as nações a almejada aulo-su-

jeitos da eontenda. novamente retomam

ficicncia econômica

nacional, não só

o.s ideais de anlo-snficiéncia anteriores.

porque exige saerifíeio ingente dos con sumidores, como porcpie a economia complexa requer uma diversificação de condições geográficas, dc tal forma reu nida, que permita o auto-fomecimenlo

l>aí assistir-se. após a guerra de 1914-18, que abalou profundamente a estrutura econômica da Alemanha o da Itália, o

em fronteiras econômicas naturais, em

recrudeeimento, nesses países, da idéia dc auto-suficicncia. E o pior é que os sacrifícios, exigidos pelo Estado para a eonsecução da independência econômi ca, fazem com que o povo atribua os seus sofrimentos ao egoísmo dos países concorrentes, que lhe não fornecem, em abundância c a preços baixos, os pro dutos indispensáveis à existência, e não lhe compnun, nas (X)ndiçÕcs por êle fi xadas, os produtos de sua própria fa

unidades geo-económieas complexas. O único país que se aproxima desse con

bricação. Criado esse estado de espírito, fácil

ceito são os Estados Unidos da Amé rica do Norte.

será convencer o povo a se lançar à conquista das fontes de matérias-primas ou dos parques industriais, capazes de lhe fornecerem o.s produtos necessários ao complemento da autarquia. Pro curam então pela fôrça obter a unidade geográfica, que a autarquia implica. Foi o que realmente a Alemanha procurou

da.s matérias-primas necessárias ã pro dução interna; uma região, portanto, com produtos os mais variados, com climas os mais diversos, capazes do permitirem a existência e o desenvolvimento de to

dos os tipos do produção necessários à inteira satisfação da.s necessidades hu manas.

Por esse motivo, List falava

A idéia de aiito-suficiéncia, a neces

sidade de reunir, sob uma só bandeira, todos os requisitos dc uma economia complexa, gerou, como era fatal, as ex pansões coloniais, e assim a Inglaterra, n França, a Holanda, a Alemanha e


P

38

Dicierro E<xis6»iR.-n

cía-s do retardo cconómic*», rcrsolvt.iiii

iiitíTcsíM* nation.il.

iniciar o desenvolvimento de sinis indús

«*vtrntag«*míi (|Uí* a Anu*rua do Norto ct)ns<rginu, aos |>oucíis. a iiidr-ix-ndònvt^ rconómi<a, coiiwrtí-ndtj.sc rm baluarte da [>olílic.i proíí*< iotiisla. mm sombr^

trias, íiquêjí/s já ecf)nòrniciiinente madu ros procuravam anif|uilar essxs iníci.iti-

vas, quer pela rcslri<,áo de íorne<'iin<*ntf> de capitais (juer pelo "dumpin^ *. Este último processíi era o mais <laninlio.

Mas, sr dr um l.ido as naçó< s s«- de.

fcndíam •• prot urav atii crgin r-s.- rt on«V

produção dos países íjue iniciavam as

micameut«- através du prolí t iotiisníd. outro iKCíssitavatn. para o dfs. tivolvi,

nascentes, dada a concorrênc ia desleal.

Isto era possível, uma vtr/. que os países econòmicamente desenvolvidos podiam suportar prejuízí)s tcmpíjrários, tanto mais que o monópolio de fato, consegui do pelo "diimping", permilir-lhes-ia n*ssarcirem-se com vantagem das peípjcnas

perdas anteriormente síífridas. A luta das nações não indiisfiializadas,

t ributand

por sna vc-z as nn-rcadoria'

originárias das naço;!;

visando à constituição de

uma

protecionistas

economia

13 ^

complexa, contra íis nações já econòmica

fonna, „

mente maduras, visan do à conservação e

nísnío. Tanlf assiijj (pie o lírasil

«erava protecú'; ^))0D L

expansão de seus mer

curando

cados

suas

consumidores,

dt

pro,

^•^«'nvoKw

indústrias

d

o

se traduziu em antago

óleos

nismos internacionais,

\ inlu),

que se manifestaram,

tributar fortemente

comestíveis começou

o

,

Por

ou ativamente pelas "guerras, ou passiva

ses artigos e a Itáli^~ em desagravo, vendo'

mente pelas lutas de tarifas. A partir des

se

prejudicada

alfandegário, como de

venda dos nicsníos íi.xou direitos tão ele.! vado.s s(M)re o oafé brasileiro, que o con

fesa

sumo da rubiácea prá-

se momento, a dou

trina do protecionismo econômica, to

aduaneiras, cada vez mais elevada.s, pro

ticamente desapareceu do mercado ita liano, confihando-sc apcmas nas classes

curavam impedir os efeitos do "dum-

niai.s abastadas.

ping" e vedar a entrada de produtos

Tal estado de coisas provocou, nos países (pic pretendiam a expansão de

mou corpo, desenvolveu-se. As tarifas

concorrentes, deixando apenas relativa mente livre o ingresso de mereaclí)rjas de

sua economia cm liasc complexa, a idéia

mente a si mesma. Os produtos <pie piuiessein ser íabrie.idos no p.iis <) se riam. indcpi-ndenti- do seu luslo. c os

complexas mais ou menos autárquicas, que mutuamente disputavam o predo

(pic não cnconlr.isscm condiçõ«-s tle via

mínio intern.icional.

bilidade seri.iin substituídos por sucedâ neos. ICm uin inundo gov cnuulo por

tieo internacional e os antagonismos em

multilateral. daí as transaçõi-s comerciais,

prcci-savatJi contar com uma exjx)rtaçà' volumosa e conslanti-. Ora. eotno re

bição, dc forma a bast.ir-sc ci-onòmica-

a cresi-ef t in delrinunlo do comércio

ocorrer às despesas dessas importações' '3

mais tarde a Itália sc hmçaram a con-

(piista de fonle.s de abastecimento, repre sentadas jH'la eon.slituição do.s impérios coloniais. Dessa maneir.i, atpiéles países

tais princípios, os antagonismos tendiam

menti) da produção inf. rn.i, <!,- importa., çõcs vitais, como utensílios mufjulna ria essenciais à indiistriali/ação. Paj.j^ -pre. sália, as nações lornecc-(lí)ras. atingid. pchus barreiras protecionistas, reagiaj

39

num linturão d»- protecionismo e pnii-

«Tgueraui-sv as oiilr.ts rimr.illMs .ilí.mdr. giirias d.is naçô«'s auu-rUaíias,

produtos abaixo dí> [)re<,o <le eusto de

E<'<>n6mic:<»

<lc aiilo-sidiciènci.i, ou .seja a idéia de ipie «ra possível encerrar-se a nação

I'oi graças a

vendendo as na^-õr-s industrializ-íidas seus suas indústrias, matavam-lhes as fábricas

DioFwro

nos casos de autanpúas. terem pass.ulo a SC governar por acordos bilaterais. I*'orani fonnas tipiias desses aeordos as íronipensaç(')cs alemãs. As tentativas autáripúias provaram, entretanto, (pie é c.vtremamcnlc difícil

von.seguir.un a constituição de economias

.•\ aut.inpúa gerara o prodomínio |K)Upresença provocaram o conflito anxiado, como decorrência final da gucmi surda, que política e CHvmercialmcnte já se fi zera sentir antes.

Aliás, todas as vczcs

((lie os países se tornam presa da mís tica dc autanpiia fãcilmento de.scambatn para a luta armada c não raro para a luta dc ;igre.s.são. Quando esta não pro duz os efeitos desejados, os países, re

obtcr<-iu as nações a almejada aulo-su-

jeitos da eontenda. novamente retomam

ficicncia econômica

nacional, não só

o.s ideais de anlo-snficiéncia anteriores.

porque exige saerifíeio ingente dos con sumidores, como porcpie a economia complexa requer uma diversificação de condições geográficas, dc tal forma reu nida, que permita o auto-fomecimenlo

l>aí assistir-se. após a guerra de 1914-18, que abalou profundamente a estrutura econômica da Alemanha o da Itália, o

em fronteiras econômicas naturais, em

recrudeeimento, nesses países, da idéia dc auto-suficicncia. E o pior é que os sacrifícios, exigidos pelo Estado para a eonsecução da independência econômi ca, fazem com que o povo atribua os seus sofrimentos ao egoísmo dos países concorrentes, que lhe não fornecem, em abundância c a preços baixos, os pro dutos indispensáveis à existência, e não lhe compnun, nas (X)ndiçÕcs por êle fi xadas, os produtos de sua própria fa

unidades geo-económieas complexas. O único país que se aproxima desse con

bricação. Criado esse estado de espírito, fácil

ceito são os Estados Unidos da Amé rica do Norte.

será convencer o povo a se lançar à conquista das fontes de matérias-primas ou dos parques industriais, capazes de lhe fornecerem o.s produtos necessários ao complemento da autarquia. Pro curam então pela fôrça obter a unidade geográfica, que a autarquia implica. Foi o que realmente a Alemanha procurou

da.s matérias-primas necessárias ã pro dução interna; uma região, portanto, com produtos os mais variados, com climas os mais diversos, capazes do permitirem a existência e o desenvolvimento de to

dos os tipos do produção necessários à inteira satisfação da.s necessidades hu manas.

Por esse motivo, List falava

A idéia de aiito-suficiéncia, a neces

sidade de reunir, sob uma só bandeira, todos os requisitos dc uma economia complexa, gerou, como era fatal, as ex pansões coloniais, e assim a Inglaterra, n França, a Holanda, a Alemanha e


rP"'

Digesto

40

Econô.\ooc»

O PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO

fazer e a idéia da Grande Alemanha

du, as ncco.ssidadcs internacionais de re

traduz tôda essa preocupação.

Sintetizando, podemos dizer que a autarquia, sendo uma idéia do auto-su-

cursos financeiros são muito maiores que as possibilidades do Banco. Por motivo não tem podido atender a lôcU>

ficiência, gera antagonismos que des-

as solicitaç-Ocs dc financiamento, dando

tróem a harmonia e o equilíbrio econô

impressão de uma ação muito restrita.

As ci\iiizações antigas tiveram uma

ção

idéia de auto-suficiência, isto é, as desi

Foi sentindo essas deficiências que o> Estados Unidos procuraram criar duâ>

grande base agrícola organiziida. Oxganiziírain também larga vida eomer-

da cix ilização, aperfeiçoasse seus trans

gualdades no ritmo do crescimento das

outras formas

ciaí. Sem querer entrar em pormcno-

mico internacional.

No entanto, os fe

nômenos que levaram gradativamcnte à economias nacionais são fenômenos reais

e colocam de fato as nações em planos políticos diversos — de coordenação e

mando para aquelas cuja economia se

dc

auxílio

— o PlarKi

.Víarshall c o Ponto IV —. O primeiro

já colheu bons resultados, desempe nhando função importante no recrguinicnto da economia européia. O segun

diversificou, de subordinação e miséria para aquelas que ficaram para trás no progresso econômico devido a condições históricas impossíveis de serem evitadas. Por esse motivo, se não eliminarmos

do ainda não iniciou as suas atividadcs-

as causas da aparição das autarquias,

nas idéias cjuc \ãnham orientando o co mércio internacional nos últimos tcmptvs. c, .segundo tudo faz prever, os fmh.xs

nao poderemos evitar as tentativas de

seus ressurgimentos. Essa idéia parece ter penetrado na compreensão interna

cional da quase totalidade dos países que venceram a segunda grande guerra e mesmo de uma parte dos vencidos. De rato, assistimos, nos últimos anos da guerra passada, um movimento tendente criar um conjunto de condições favo ráveis à volta do multilateralismo co

mercial, que se estriboii em dois prin cípios fundamentais: primeiro, no estabe

lecimento de um sistema de liquidação de contas internacionais — o Fundo Mo

netário

segundo, na elaboração de

Acrcdita-se, porém, que terá ação do

relevo na ampliação das forças produ toras das nações subdesenvolvidas.

Êsscs fatos indicam mudança radic;d

dessa alteração

na mentalidade serão

Uma vez ampliada a produção dos

países economicamente atrasados e re cuperadas as forças produtoras eurv>péias, não será difícil às nações atingi rem ponto ótimo de produtividade nas atividades em que reúnem condições mais favoráveis. Realizada essa tarefa,

dade de uma economia internacional

atrasados — o Banco Internacional.

complexa e una. Só assim poderão so»

O primeiro, infelizmente, não pôde

substituídas as relações de antagonisnuv

atuar, dadas as condições econômicas

competição c autosuficiência pelas do complctação, interdependência e colalH>ração recíproca. Ê este, sem dúvida, o melhor caminho para se chegar à j-uxr. tanto política quanto econômica.

ficiências decorrentes'do seu próprio es tatuto. O segundo vem desempenhando a missão para a qual foi criado. Contu-

res ociosos para nosso objcti\o, lembra

de sua fábricas permitiu que, em

pouco tempo, se colocasse à \anguarda portes marítimos, multiplicas.se sua frota e abrisse contatos com todas as partes

mos apenas o Código de Hamurabi, dois

do globo.

mil anos antes da Era Cristã, presere\endo normas jurídicas sõbrc o dinheiro, so

merciais acelerou a formação de sua es

bre juros c lúpotccas, sobro empréstimos, sôbre locação, sobre arrendamento dc terras. O capital comercial sc desenvol vera dentro dos quadros acanhados de uma sociedade baseada no trabalho do braço escravo.

E o processo industnai r Esse se li

mitava a atividade manual mobilizando

^enstlios ou instrumentos. Porque in

( uína, isto é, com o aproveitamento das

senvolvimento das economias dos países

reinantes neste após-guerra e a certas de

Pjiüt. DjAcm Miínezks

impeçam, i^ela deflagração do terccirv» conflito mundial, a sua plena realizaçãiv

AGRÍCOLAS

(Prof. cat. da Faculdade Nacional de Filosofia)

dústria, n" acepção moderna da pala-

países desvastados pela guerra e ao de

tinado a reconstrução das economias dos

PAÍSES

colhidos em bre\ e, a não ser que ivs acontecimentos políticos intcniacionais

as pcrmutas internacionais far-sc-áo mais fácil c livremente, pois as economias n^. cionais complctar-se-ão umas ás outras, podendo mesmo imaginar-se a possibili

um sistema internacional de crédito des

DOS

só teríamos com a aparição da má-

fôrç-as naturais, mecânicas, energia a vae energia elétrica. Èsse aproveitarncnto exigiu o progresso dos conheci mentos científicos, acicatados, até cer

Ó dcscnNühâmento das relações co

trutura econômica, promo\ endo também

o progresso de sua forma política. Sera a pátria do liberalismo e da constituição científica da Economia Política: porque

o seu comércio, ampUado pela

P

dução industrial, oferecera um ^ cstLlcs que desafiurà a Muhg^nc.a do iKunona do pensamento bntamcos^ ^ dendo obter de outras nações _ tos agricolas de 'r tro^ de seus produtos taons, industrialização ^reA

sua atividad .g

^gsmo êsse rumo

sular apon

economia

oconomico.

construíram explicações i

to ponto, pelas necessidades das indús trias em crescimento. Tais fenômenos só vieram a se pronunciar nos meados do século XVIII, quando se processava na

om seus propósitos comeiciais. o hmith c Ricardo entre outros, mostraram a ne cessidade da especialização do trabalho

vencionou denominar denominar

con,p,m„hs, no modelo ncard.ano, dános um exemplo da afirmaçao. _

i^íllatcrra a transformação que sc conde revolução in-

dustrial Essa transformação tem sido muito es

tudada c discutida para que nos detenhamos na sua explicação. Contudo, a indicação é de alta importância históri ca: assinala o início da era industrial na Europa, num dos países que liderariam o progresso do mundo. A Inglaterra in dustrializou-se ràpidamcntc. A organiza

entre as nações. A teoru, dos custos

Concomitante com a tcorw da dmsao iatcmacional do trabalho, claborcu-se a da liberdade de trocas. Os produtos mdustriais não deviam encontrar barrei ras alfandegárias, q«e impedissem sua entrada nos países estrangeiros. O pon to de vista sofreu revide por parte de

naçõe.s mais,atrasadas, que também sen-

..t


rP"'

Digesto

40

Econô.\ooc»

O PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO

fazer e a idéia da Grande Alemanha

du, as ncco.ssidadcs internacionais de re

traduz tôda essa preocupação.

Sintetizando, podemos dizer que a autarquia, sendo uma idéia do auto-su-

cursos financeiros são muito maiores que as possibilidades do Banco. Por motivo não tem podido atender a lôcU>

ficiência, gera antagonismos que des-

as solicitaç-Ocs dc financiamento, dando

tróem a harmonia e o equilíbrio econô

impressão de uma ação muito restrita.

As ci\iiizações antigas tiveram uma

ção

idéia de auto-suficiência, isto é, as desi

Foi sentindo essas deficiências que o> Estados Unidos procuraram criar duâ>

grande base agrícola organiziida. Oxganiziírain também larga vida eomer-

da cix ilização, aperfeiçoasse seus trans

gualdades no ritmo do crescimento das

outras formas

ciaí. Sem querer entrar em pormcno-

mico internacional.

No entanto, os fe

nômenos que levaram gradativamcnte à economias nacionais são fenômenos reais

e colocam de fato as nações em planos políticos diversos — de coordenação e

mando para aquelas cuja economia se

dc

auxílio

— o PlarKi

.Víarshall c o Ponto IV —. O primeiro

já colheu bons resultados, desempe nhando função importante no recrguinicnto da economia européia. O segun

diversificou, de subordinação e miséria para aquelas que ficaram para trás no progresso econômico devido a condições históricas impossíveis de serem evitadas. Por esse motivo, se não eliminarmos

do ainda não iniciou as suas atividadcs-

as causas da aparição das autarquias,

nas idéias cjuc \ãnham orientando o co mércio internacional nos últimos tcmptvs. c, .segundo tudo faz prever, os fmh.xs

nao poderemos evitar as tentativas de

seus ressurgimentos. Essa idéia parece ter penetrado na compreensão interna

cional da quase totalidade dos países que venceram a segunda grande guerra e mesmo de uma parte dos vencidos. De rato, assistimos, nos últimos anos da guerra passada, um movimento tendente criar um conjunto de condições favo ráveis à volta do multilateralismo co

mercial, que se estriboii em dois prin cípios fundamentais: primeiro, no estabe

lecimento de um sistema de liquidação de contas internacionais — o Fundo Mo

netário

segundo, na elaboração de

Acrcdita-se, porém, que terá ação do

relevo na ampliação das forças produ toras das nações subdesenvolvidas.

Êsscs fatos indicam mudança radic;d

dessa alteração

na mentalidade serão

Uma vez ampliada a produção dos

países economicamente atrasados e re cuperadas as forças produtoras eurv>péias, não será difícil às nações atingi rem ponto ótimo de produtividade nas atividades em que reúnem condições mais favoráveis. Realizada essa tarefa,

dade de uma economia internacional

atrasados — o Banco Internacional.

complexa e una. Só assim poderão so»

O primeiro, infelizmente, não pôde

substituídas as relações de antagonisnuv

atuar, dadas as condições econômicas

competição c autosuficiência pelas do complctação, interdependência e colalH>ração recíproca. Ê este, sem dúvida, o melhor caminho para se chegar à j-uxr. tanto política quanto econômica.

ficiências decorrentes'do seu próprio es tatuto. O segundo vem desempenhando a missão para a qual foi criado. Contu-

res ociosos para nosso objcti\o, lembra

de sua fábricas permitiu que, em

pouco tempo, se colocasse à \anguarda portes marítimos, multiplicas.se sua frota e abrisse contatos com todas as partes

mos apenas o Código de Hamurabi, dois

do globo.

mil anos antes da Era Cristã, presere\endo normas jurídicas sõbrc o dinheiro, so

merciais acelerou a formação de sua es

bre juros c lúpotccas, sobro empréstimos, sôbre locação, sobre arrendamento dc terras. O capital comercial sc desenvol vera dentro dos quadros acanhados de uma sociedade baseada no trabalho do braço escravo.

E o processo industnai r Esse se li

mitava a atividade manual mobilizando

^enstlios ou instrumentos. Porque in

( uína, isto é, com o aproveitamento das

senvolvimento das economias dos países

reinantes neste após-guerra e a certas de

Pjiüt. DjAcm Miínezks

impeçam, i^ela deflagração do terccirv» conflito mundial, a sua plena realizaçãiv

AGRÍCOLAS

(Prof. cat. da Faculdade Nacional de Filosofia)

dústria, n" acepção moderna da pala-

países desvastados pela guerra e ao de

tinado a reconstrução das economias dos

PAÍSES

colhidos em bre\ e, a não ser que ivs acontecimentos políticos intcniacionais

as pcrmutas internacionais far-sc-áo mais fácil c livremente, pois as economias n^. cionais complctar-se-ão umas ás outras, podendo mesmo imaginar-se a possibili

um sistema internacional de crédito des

DOS

só teríamos com a aparição da má-

fôrç-as naturais, mecânicas, energia a vae energia elétrica. Èsse aproveitarncnto exigiu o progresso dos conheci mentos científicos, acicatados, até cer

Ó dcscnNühâmento das relações co

trutura econômica, promo\ endo também

o progresso de sua forma política. Sera a pátria do liberalismo e da constituição científica da Economia Política: porque

o seu comércio, ampUado pela

P

dução industrial, oferecera um ^ cstLlcs que desafiurà a Muhg^nc.a do iKunona do pensamento bntamcos^ ^ dendo obter de outras nações _ tos agricolas de 'r tro^ de seus produtos taons, industrialização ^reA

sua atividad .g

^gsmo êsse rumo

sular apon

economia

oconomico.

construíram explicações i

to ponto, pelas necessidades das indús trias em crescimento. Tais fenômenos só vieram a se pronunciar nos meados do século XVIII, quando se processava na

om seus propósitos comeiciais. o hmith c Ricardo entre outros, mostraram a ne cessidade da especialização do trabalho

vencionou denominar denominar

con,p,m„hs, no modelo ncard.ano, dános um exemplo da afirmaçao. _

i^íllatcrra a transformação que sc conde revolução in-

dustrial Essa transformação tem sido muito es

tudada c discutida para que nos detenhamos na sua explicação. Contudo, a indicação é de alta importância históri ca: assinala o início da era industrial na Europa, num dos países que liderariam o progresso do mundo. A Inglaterra in dustrializou-se ràpidamcntc. A organiza

entre as nações. A teoru, dos custos

Concomitante com a tcorw da dmsao iatcmacional do trabalho, claborcu-se a da liberdade de trocas. Os produtos mdustriais não deviam encontrar barrei ras alfandegárias, q«e impedissem sua entrada nos países estrangeiros. O pon to de vista sofreu revide por parte de

naçõe.s mais,atrasadas, que também sen-

..t


jpmijpfwipi i l>inKvín

42

Kí;<)NÓMic?a^

Dir.EsTí) Econômico

43

tiajii necessidade de faxcr proj^rodir sna

gtin<la guerra niun<iíal. .is it)nMderad;is

trigo nu uIoIm). O imriado consumidor

as primeiras e.stmturas e.ipazos cie reali

indústria incipiente.

tério chamado Uvrc-camhUta. ct)ntrapi-

"naçtM'5 agrárias" começ.iram .i entrar no caminho da indn&tríaliAiçáo. !•*. co-

zar beneficiamenlos e pequenas transforinaçxK's dos prcnlutos primários o ma

seram o do prulecionivmo. Abstraindo as condiç-ões reais dos resjxx-tivos países, a

iiKj não jxxlia ileiv.tr íle .u ontec'«T. o f,ito r<*p<*rciitíu sôbn* a eslrntiira ílo mer

Ora, prcdominaiileinentc. europeu. 1^) estudo, eomluiu-sc «juc ,» suprimento aearr«-la\.i .i europeização d.i agricultu ra das regiões atras.ulas e ciloniais; <•

rc-finarias de açaicar. emprc'sas clc* bcne-

discnssão .toniou-se interminável:

cado mundial e das naçóe*. itulnslrializadas. pr<'<iso (pn* se n)nlu (,.i nmu)

era o comércio intenscí. graças ao desc-n-

fieiamenlo de c*ouro. cie borracha, cjue

volvinn-nto dos transportes, mantido com o.s países .idíantados (|ue transformasa a

lom.im os artigos mais facilmente tr.ms]>ortã\ eis.

estrutura ec-onúmic.i d<- terras distantes .

b) \a lase seguinte, o proces.so dá mais um passo à frente: organizam-sc

A.ssiin, a ôsse cri

e a

cada argumento de uma parte, se pôde opíjr argumento contrário. .\ão viram que .SC tratava apenas de it'a mera estratégja política a ser adotada em circuns tâncias definidas, conforim* os interé.ss{rs nacionais.

A facilidade «pie os países agrários en contraram na obtenção de produto.s industriais nos países mais avançados, e a política seguida

se proc<-ss.iram tais nimlific ações, t riando os problemas atuais. (guando observanms uin.i ccoruniuãi

natural (grinM>s s<»(iais (jnc siscm da caça. da pesca, do pastoreio, d.i aijríeuJ lura incipiente), v»-inos com,) as condições naturais regnla,,^ vida c()l<-tiva: a pro<liição

cas internacionais, que não esti mulavam a formação de mais mercados competitivos, pare ciam tender, até a primeira guerra mun

dial, para a aceitação, como cstabilizadora do comércio, da divisão entre iw-

ções agrárias v. nações industriais. Logo,

porém, as condiç-ões sempre niutadiças da vida econômica começam a mostrar a

ilusão desse equilíbrio, manifestado prin

cipalmente na injustiça das trocas efe tuadas. As nações índu.striais ganhavam de 10 a 15 vézes mais nas permutas,

contando corn muitas outras oportunida des culturais e científicas, que .scmprtí

clc mais a mais lhes alargavam os hori zontes.

No perií)do de entre-gucrras, já se

ma, da flora, da fauna.

nomistas apontaram esses falõrcs

de W. PctlA-, de A. Smitli. () uri,

• . 'fjuc da I' i<i<-\() !• ' "^«'iro <*conomista a rlalorcj^ i •

tórico-cniliirais é líicardo, qucn-iid,,

rompiam-se jiela rt^de de relaçcãos nicTc-antis que se abria jielo eeúineno: a ci vilização dilatava-s,'. rasgando as pers pectivas otimistas que tiniiam os bo-

ropeização de sua agric ultura, tornandose fonti'S de matérias-primas para o.s adiantados inclustrialincaile, foi poderem adquirir artigos manufaturados, orga

[>róprio pais. e)

A terceira lase é a cxmeiusão do

j)roce.s.so;

instalam-se as indústrias de

base; então é possível a f;\bricaçriO do.S bens cie produção — máquinas para a in(lústri;! e para a ;igricultura. (írancle parte dos paísc*s sul-;unericauos pn)eur;un entrar na terceira fase; ao

invc^s de exportar a carne c outros pro dutos*, a Argentina se c\sforça por c.\-

nie-

portar lactieínios e carne cm conserva, enlatada e para consumo final. No Chi

bricas de produção mineral. Na África

se para a mobilidade dos recursos ent pregados na produção, (juc dependia do meio humano, fl<'xí\'cl segundo o deseij volvimcnto da cultura material e espirj

cionais

do Sul e Austrália, acentuam-.sc os mes

guraçao eeonomiea mais ou ineno.s es-

cm geral,

ba.ses

clc^ sua

aclianlou a agricultura e produção de niatérias-jirimas. colveu-se em infiucmcia rcítardaclora para afastá-los de eompetiçcães. A divisão internaeionid do traba lho, celebrada [lelos clássicos, deixou de ser tão bc-néfica aos países agrários, por

COS imprimindo ri gidamente unia eonfj Julga-se,

assentar as

própria industrialização futura. Então, aquela influência eoniereial ([ue lhe.s

tiial, e não apenas de fatores mesoló^j,

agrária.s dcscin oiveram suas forças sò-

<■

monetária

A matéria-prima já passa a ser utilizada «•lu artigos de eou.sumo final, dentro do

no."? imperfeita, um proe,".so de troca mais intenso para os mercados interna —

economia

usin:is e fábricas té-xteiv. cie cnilçados ctc.

nionstrar as causas qiic impedem a mi' giação dos capitais para o exterior J"

país. A atenção dos estudiosos desvioi,"

uma

criação de moinhos, de

nizar

que "somos uni País essenciaiinente agrário". Começa-se a compreender de

Não se esconde que, depoi.s da se-

economia

oeeãnieas. Mas a c-onsequència impor tante para os países agrários, com a eu

determinantes: n-cordi-m-sc as ref),.^■«>ino -

táx el.

Migração de capitaU para regiões agrícolas

d,'

rcas e frotas marítimas em regiões Irans-

eco

desmoralizara, no Brasil, o "slogan" de

modo diverso — e acentuam-sc, de mo do mais sistematizado, os esforços de industrialização do País.

aulániuieas

dos países Industriais que migram capi tais jiara o jirogresso d<- eoinpanhias f<'r-

Ai/.

ijrimórdios <la indústria. n,: 1 «»">

formas

mens do .stVido XIX. K é no intcrésse

pende diretamente da distribui ção dos r(-*cur.sos do solo. ^.j-

pelo.s lideres do proce.sso de tro

As

térias-primas;

que as mu.ões

que tendia a niantê^-los nas mesmas etajias de economia subordinada.

l)rc bases puramente nacionais e cjue seu

Fases do processo

processo de agrarização não foi, até cer to ponto, determinado pelas condições indu.striais dos países avançados. O e.xame, porém, da.s estatísticas prova diver samente. De 1870 a 1938, por e.xcinplo, triplicou a área em cpie se cultivava o

Pode-si', a exemplo dc Prokopovicz

apontar o processo de industrialização dos países agrícolas atravessando trés fases:

a)

â

Na primeira fase. estabcl(»eom-se

le, invertem-se capitais em usinas o fá mos estados de desenvolvimento.

No

Brasil, a indústria tc*\til avança rapida mente* em mercados paraguaios, argenti nos e bolivianos. A siderurgia assentou bases cpie deverão ser ampliadas. A indu.striali/ação clc*pende: a) do cles(*nvolvíniento da técnica de transiportes; b) cie jazidas minerais; c) da propagação dos conhecimentos técnicos;

d) da formação de operários qualifica dos; c) da acumulação dc capitais; f) da e.xtensão do comércio internacional. Áreas industriais

Quais os fatôres que condicionam a repartição das industrias sobre certa área


jpmijpfwipi i l>inKvín

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Kí;<)NÓMic?a^

Dir.EsTí) Econômico

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tiajii necessidade de faxcr proj^rodir sna

gtin<la guerra niun<iíal. .is it)nMderad;is

trigo nu uIoIm). O imriado consumidor

as primeiras e.stmturas e.ipazos cie reali

indústria incipiente.

tério chamado Uvrc-camhUta. ct)ntrapi-

"naçtM'5 agrárias" começ.iram .i entrar no caminho da indn&tríaliAiçáo. !•*. co-

zar beneficiamenlos e pequenas transforinaçxK's dos prcnlutos primários o ma

seram o do prulecionivmo. Abstraindo as condiç-ões reais dos resjxx-tivos países, a

iiKj não jxxlia ileiv.tr íle .u ontec'«T. o f,ito r<*p<*rciitíu sôbn* a eslrntiira ílo mer

Ora, prcdominaiileinentc. europeu. 1^) estudo, eomluiu-sc «juc ,» suprimento aearr«-la\.i .i europeização d.i agricultu ra das regiões atras.ulas e ciloniais; <•

rc-finarias de açaicar. emprc'sas clc* bcne-

discnssão .toniou-se interminável:

cado mundial e das naçóe*. itulnslrializadas. pr<'<iso (pn* se n)nlu (,.i nmu)

era o comércio intenscí. graças ao desc-n-

fieiamenlo de c*ouro. cie borracha, cjue

volvinn-nto dos transportes, mantido com o.s países .idíantados (|ue transformasa a

lom.im os artigos mais facilmente tr.ms]>ortã\ eis.

estrutura ec-onúmic.i d<- terras distantes .

b) \a lase seguinte, o proces.so dá mais um passo à frente: organizam-sc

A.ssiin, a ôsse cri

e a

cada argumento de uma parte, se pôde opíjr argumento contrário. .\ão viram que .SC tratava apenas de it'a mera estratégja política a ser adotada em circuns tâncias definidas, conforim* os interé.ss{rs nacionais.

A facilidade «pie os países agrários en contraram na obtenção de produto.s industriais nos países mais avançados, e a política seguida

se proc<-ss.iram tais nimlific ações, t riando os problemas atuais. (guando observanms uin.i ccoruniuãi

natural (grinM>s s<»(iais (jnc siscm da caça. da pesca, do pastoreio, d.i aijríeuJ lura incipiente), v»-inos com,) as condições naturais regnla,,^ vida c()l<-tiva: a pro<liição

cas internacionais, que não esti mulavam a formação de mais mercados competitivos, pare ciam tender, até a primeira guerra mun

dial, para a aceitação, como cstabilizadora do comércio, da divisão entre iw-

ções agrárias v. nações industriais. Logo,

porém, as condiç-ões sempre niutadiças da vida econômica começam a mostrar a

ilusão desse equilíbrio, manifestado prin

cipalmente na injustiça das trocas efe tuadas. As nações índu.striais ganhavam de 10 a 15 vézes mais nas permutas,

contando corn muitas outras oportunida des culturais e científicas, que .scmprtí

clc mais a mais lhes alargavam os hori zontes.

No perií)do de entre-gucrras, já se

ma, da flora, da fauna.

nomistas apontaram esses falõrcs

de W. PctlA-, de A. Smitli. () uri,

• . 'fjuc da I' i<i<-\() !• ' "^«'iro <*conomista a rlalorcj^ i •

tórico-cniliirais é líicardo, qucn-iid,,

rompiam-se jiela rt^de de relaçcãos nicTc-antis que se abria jielo eeúineno: a ci vilização dilatava-s,'. rasgando as pers pectivas otimistas que tiniiam os bo-

ropeização de sua agric ultura, tornandose fonti'S de matérias-primas para o.s adiantados inclustrialincaile, foi poderem adquirir artigos manufaturados, orga

[>róprio pais. e)

A terceira lase é a cxmeiusão do

j)roce.s.so;

instalam-se as indústrias de

base; então é possível a f;\bricaçriO do.S bens cie produção — máquinas para a in(lústri;! e para a ;igricultura. (írancle parte dos paísc*s sul-;unericauos pn)eur;un entrar na terceira fase; ao

invc^s de exportar a carne c outros pro dutos*, a Argentina se c\sforça por c.\-

nie-

portar lactieínios e carne cm conserva, enlatada e para consumo final. No Chi

bricas de produção mineral. Na África

se para a mobilidade dos recursos ent pregados na produção, (juc dependia do meio humano, fl<'xí\'cl segundo o deseij volvimcnto da cultura material e espirj

cionais

do Sul e Austrália, acentuam-.sc os mes

guraçao eeonomiea mais ou ineno.s es-

cm geral,

ba.ses

clc^ sua

aclianlou a agricultura e produção de niatérias-jirimas. colveu-se em infiucmcia rcítardaclora para afastá-los de eompetiçcães. A divisão internaeionid do traba lho, celebrada [lelos clássicos, deixou de ser tão bc-néfica aos países agrários, por

COS imprimindo ri gidamente unia eonfj Julga-se,

assentar as

própria industrialização futura. Então, aquela influência eoniereial ([ue lhe.s

tiial, e não apenas de fatores mesoló^j,

agrária.s dcscin oiveram suas forças sò-

<■

monetária

A matéria-prima já passa a ser utilizada «•lu artigos de eou.sumo final, dentro do

no."? imperfeita, um proe,".so de troca mais intenso para os mercados interna —

economia

usin:is e fábricas té-xteiv. cie cnilçados ctc.

nionstrar as causas qiic impedem a mi' giação dos capitais para o exterior J"

país. A atenção dos estudiosos desvioi,"

uma

criação de moinhos, de

nizar

que "somos uni País essenciaiinente agrário". Começa-se a compreender de

Não se esconde que, depoi.s da se-

economia

oeeãnieas. Mas a c-onsequència impor tante para os países agrários, com a eu

determinantes: n-cordi-m-sc as ref),.^■«>ino -

táx el.

Migração de capitaU para regiões agrícolas

d,'

rcas e frotas marítimas em regiões Irans-

eco

desmoralizara, no Brasil, o "slogan" de

modo diverso — e acentuam-sc, de mo do mais sistematizado, os esforços de industrialização do País.

aulániuieas

dos países Industriais que migram capi tais jiara o jirogresso d<- eoinpanhias f<'r-

Ai/.

ijrimórdios <la indústria. n,: 1 «»">

formas

mens do .stVido XIX. K é no intcrésse

pende diretamente da distribui ção dos r(-*cur.sos do solo. ^.j-

pelo.s lideres do proce.sso de tro

As

térias-primas;

que as mu.ões

que tendia a niantê^-los nas mesmas etajias de economia subordinada.

l)rc bases puramente nacionais e cjue seu

Fases do processo

processo de agrarização não foi, até cer to ponto, determinado pelas condições indu.striais dos países avançados. O e.xame, porém, da.s estatísticas prova diver samente. De 1870 a 1938, por e.xcinplo, triplicou a área em cpie se cultivava o

Pode-si', a exemplo dc Prokopovicz

apontar o processo de industrialização dos países agrícolas atravessando trés fases:

a)

â

Na primeira fase. estabcl(»eom-se

le, invertem-se capitais em usinas o fá mos estados de desenvolvimento.

No

Brasil, a indústria tc*\til avança rapida mente* em mercados paraguaios, argenti nos e bolivianos. A siderurgia assentou bases cpie deverão ser ampliadas. A indu.striali/ação clc*pende: a) do cles(*nvolvíniento da técnica de transiportes; b) cie jazidas minerais; c) da propagação dos conhecimentos técnicos;

d) da formação de operários qualifica dos; c) da acumulação dc capitais; f) da e.xtensão do comércio internacional. Áreas industriais

Quais os fatôres que condicionam a repartição das industrias sobre certa área


I^CKsrt*

44

territorial ? A resposta é fácil para a agricultura, ojultr s*s vê logo cí)rno a Livoura depende das condií.ões fio lerrenfj, cujas prí)prifdades naturais ditam a natureza e amplitude da explí^ração. A pr(Kluf-ão industrial fjhedece a fatôres mais diferentes. Necessita, prinujrdialmente, das matérias-primas; logo, de

pende das rfrgiões (|ue a.s pnxlu/.em. Es tas matérias-primas podem ser agrícolas OU não. A seguir, a fontf,- de energia pa ra suas máfjuinas. .Assim, pergunta-se; o Cfrnlro iiulustrial (le\f ser in.s-

talado

nas proximi<ladc;s das

EcosfyMK^y

três restanlf"», oriundos <l<* ccjiidif.úes pu ramente séxrio-ccíiríôrnicas.

.Mas li.i ain

da (}ue (-xaiiiin.ir .is m(K).ili<Ía<irs. mxi cxf-mplfis t«infretf)s n.i f l.issiÍK

.u urj.i. uma re

ferência esp« ci.il sôbre .IS rel.içôrs cx)m a ff>nle df energia. ICsl.i |>o<!«- s« r eoiistituicla |K)r elementos Ir.msporl.isfis (madeira, óleo) ou por fjiied.ts (l.igua, em (|ue o transporte s<- faz fl«- modo diveT-SO: f|ual das duas formas «'• ni.íis

taif)sa ? .\ pergunta cabe nos c asos de haver possibilidade aU.-rtíativa fl'- etnprégo.

fontes de coiubusti\'el e de ina-

téria-s-primas? Ou dt;veni ser re unidos ern certfjs pontfis, cfK)rdí'-

Influencia dof. trausporir^ iiulustrializaçâit

nadamente ?

Aquelas relavóes atuam de forma

custos.

sariada

na

contabilização

dos

Devem ser considerados os ele

Vejamos a interd<.-pe„(Iénciu eM.slenle ..nlrc as atividades indicadas

mentos de cíisto fjue \ariam segundo o local da produçáí) e segundo o trans

porte de um local a outro: a repartição da produção industrial, consequente mente, píissa a depender das condições regionais, conforme o custo dos fatôres

construção das estradas de ferro ^ ses indu.striaIiz;ulos eiironeiis l^ (lue 0.S centros de eonsumo d<. n- , ^1 1 , , l^^^^Hiutos

arrolados.

\'inda.s de áreas longíiuiuas-

tes fatôres- de repartição que influem no processo transformativo: I) fatores sobre o ciesto das jnatérias-primas nas localidad(;s cpie as pro

Observa-se que os dois primeiros itens o os

O livre-eambismo, doutrina pnxonizadu pelas nai,ôes industrialmente avança das. bati.i-se pela abertura das fronteinis aos produtos manufaturados; o protociosisnu) era defemlido pelas nações quo pioeura\am desenvolver suas indvistrias n.iscenles. incapazes de onfrent;ir os pre(,-os competitivos rle mercadorias estran geiras. As duas ordens de idéias ali-

A niaioriti <Íi>'. ccunumív/íj.v qm' niituiram i> a.wunta núu f/eti fi re/dt\í nr-

ccssiirio à açáo tios tran.sjyortcs sóJyrc o

processo de iiniu^IrtaUzaçào nas fu/<'<>e.s retardada.''

l'ol por « ssa epi>e.i qiu- se di\»llgou o "slíig.m" d«- (pa- ba\ia países "esseneialmente agrãrius". Basea\a-.se e^sa dou

trinação no rnsino rieardiaiu). ipie Shiart Mill ap<Tfeii,-oara. sôbre a di\ i.são inlírniaeioiial do Irabalbo, fundamento das trocas iiil<Tnaeionais.

afirmação

era conski«-r.ula uma proposição cientí fica pelos economistas (pie seguiam a li

vemos seus representantes.

nha\am razões simètricamente opostas.

Hoje, vemos apenas uma técnica do po lítica eeomúniea, adatÚNcl segundo cireunst.ineias histórias determinadas para assegur.ir a produção naíonal, e não tem st-ntido discutir abstratamente o proIdiana.

^

' assini

exerceu açao progressista sôbre países coloniai.s afastados da Europa (soe XIX segunda metade).

Por outro lado

produtos índustriai.s, que essas nações trar mais a fundo nos mercados das na çõcs atrasadas, retardando-lhes a orga nização incipiente das indústrias. Neste período, os Estados Unidos defenderamse erguendo a tarifa protecionista. A agricultura e o pastoreio tomaram incre

são de natureza geo-económiea ;

coloniais ,

agricola.s .se ahastecessem de men ador'

fabricavam, barateados, puderam pene

mesma localidade.

nha da escola chcssica — e no Brasil ti

^ 'J"""'

II) sobre as despesas determinadas pelos transportes ; III) .sobre despesas determinadas

das de concentraçõe.s numerosas numa

agrictillur.i e eereeaxu o desenvolvimen to influstrial nus países euloniais e senú-

ção dos custos dus transportes

duzem ;

por pagamentos de salários ; IV) sobre despesas decorrentes de pagamentos do juros sôbre capitais ; V) sobre despesas diversas deriva

45

Dicesto Econômico

anteriormente?, no fpie se n-b-re

transportes e à industrializjiçã,, _

Weber assinalou os seguin

n

mento com o progresso das comunica ções mundiais, que detcnninaram modi ficações nos ramos diversos da estrutura

da economia internacional. Assim, in fluenciava no sentido do ox-pandir a

i >3


I^CKsrt*

44

territorial ? A resposta é fácil para a agricultura, ojultr s*s vê logo cí)rno a Livoura depende das condií.ões fio lerrenfj, cujas prí)prifdades naturais ditam a natureza e amplitude da explí^ração. A pr(Kluf-ão industrial fjhedece a fatôres mais diferentes. Necessita, prinujrdialmente, das matérias-primas; logo, de

pende das rfrgiões (|ue a.s pnxlu/.em. Es tas matérias-primas podem ser agrícolas OU não. A seguir, a fontf,- de energia pa ra suas máfjuinas. .Assim, pergunta-se; o Cfrnlro iiulustrial (le\f ser in.s-

talado

nas proximi<ladc;s das

EcosfyMK^y

três restanlf"», oriundos <l<* ccjiidif.úes pu ramente séxrio-ccíiríôrnicas.

.Mas li.i ain

da (}ue (-xaiiiin.ir .is m(K).ili<Ía<irs. mxi cxf-mplfis t«infretf)s n.i f l.issiÍK

.u urj.i. uma re

ferência esp« ci.il sôbre .IS rel.içôrs cx)m a ff>nle df energia. ICsl.i |>o<!«- s« r eoiistituicla |K)r elementos Ir.msporl.isfis (madeira, óleo) ou por fjiied.ts (l.igua, em (|ue o transporte s<- faz fl«- modo diveT-SO: f|ual das duas formas «'• ni.íis

taif)sa ? .\ pergunta cabe nos c asos de haver possibilidade aU.-rtíativa fl'- etnprégo.

fontes de coiubusti\'el e de ina-

téria-s-primas? Ou dt;veni ser re unidos ern certfjs pontfis, cfK)rdí'-

Influencia dof. trausporir^ iiulustrializaçâit

nadamente ?

Aquelas relavóes atuam de forma

custos.

sariada

na

contabilização

dos

Devem ser considerados os ele

Vejamos a interd<.-pe„(Iénciu eM.slenle ..nlrc as atividades indicadas

mentos de cíisto fjue \ariam segundo o local da produçáí) e segundo o trans

porte de um local a outro: a repartição da produção industrial, consequente mente, píissa a depender das condições regionais, conforme o custo dos fatôres

construção das estradas de ferro ^ ses indu.striaIiz;ulos eiironeiis l^ (lue 0.S centros de eonsumo d<. n- , ^1 1 , , l^^^^Hiutos

arrolados.

\'inda.s de áreas longíiuiuas-

tes fatôres- de repartição que influem no processo transformativo: I) fatores sobre o ciesto das jnatérias-primas nas localidad(;s cpie as pro

Observa-se que os dois primeiros itens o os

O livre-eambismo, doutrina pnxonizadu pelas nai,ôes industrialmente avança das. bati.i-se pela abertura das fronteinis aos produtos manufaturados; o protociosisnu) era defemlido pelas nações quo pioeura\am desenvolver suas indvistrias n.iscenles. incapazes de onfrent;ir os pre(,-os competitivos rle mercadorias estran geiras. As duas ordens de idéias ali-

A niaioriti <Íi>'. ccunumív/íj.v qm' niituiram i> a.wunta núu f/eti fi re/dt\í nr-

ccssiirio à açáo tios tran.sjyortcs sóJyrc o

processo de iiniu^IrtaUzaçào nas fu/<'<>e.s retardada.''

l'ol por « ssa epi>e.i qiu- se di\»llgou o "slíig.m" d«- (pa- ba\ia países "esseneialmente agrãrius". Basea\a-.se e^sa dou

trinação no rnsino rieardiaiu). ipie Shiart Mill ap<Tfeii,-oara. sôbre a di\ i.são inlírniaeioiial do Irabalbo, fundamento das trocas iiil<Tnaeionais.

afirmação

era conski«-r.ula uma proposição cientí fica pelos economistas (pie seguiam a li

vemos seus representantes.

nha\am razões simètricamente opostas.

Hoje, vemos apenas uma técnica do po lítica eeomúniea, adatÚNcl segundo cireunst.ineias histórias determinadas para assegur.ir a produção naíonal, e não tem st-ntido discutir abstratamente o proIdiana.

^

' assini

exerceu açao progressista sôbre países coloniai.s afastados da Europa (soe XIX segunda metade).

Por outro lado

produtos índustriai.s, que essas nações trar mais a fundo nos mercados das na çõcs atrasadas, retardando-lhes a orga nização incipiente das indústrias. Neste período, os Estados Unidos defenderamse erguendo a tarifa protecionista. A agricultura e o pastoreio tomaram incre

são de natureza geo-económiea ;

coloniais ,

agricola.s .se ahastecessem de men ador'

fabricavam, barateados, puderam pene

mesma localidade.

nha da escola chcssica — e no Brasil ti

^ 'J"""'

II) sobre as despesas determinadas pelos transportes ; III) .sobre despesas determinadas

das de concentraçõe.s numerosas numa

agrictillur.i e eereeaxu o desenvolvimen to influstrial nus países euloniais e senú-

ção dos custos dus transportes

duzem ;

por pagamentos de salários ; IV) sobre despesas decorrentes de pagamentos do juros sôbre capitais ; V) sobre despesas diversas deriva

45

Dicesto Econômico

anteriormente?, no fpie se n-b-re

transportes e à industrializjiçã,, _

Weber assinalou os seguin

n

mento com o progresso das comunica ções mundiais, que detcnninaram modi ficações nos ramos diversos da estrutura

da economia internacional. Assim, in fluenciava no sentido do ox-pandir a

i >3


w

t'

47

DictóTo Kc< >N<'»M ic »

Exa., tli.vsí* ainda. ii)tn justiça, Eurico So

LAUDO DE CAMARGO

dré, que sua cullur.i jurítiiea se ri*<,piinla ;i iii/. <)»• insí-jável jiiltiiçáo jurídica, W-nç.ão (!•• Deus .los qm- El»- elege s.ibios.

(hur/AsííU) Nosaio

i Ministro do Supremo Tribunal)

estilí) s«')l)rio. d<- í,í)iuís.u> rom.ma. sem

sil.uúme em obséquio à misoricóixlia, nem desumano e crnel, por anu^r da

ásios r«'<,iiiH»^ «■ ílianasi.iN. m.is em (pu*.

justiç.i.

Téxlas í ss.is |),irles s«- projet.mi em \un

agradecimentos ao eminente ministro-presídenlí' Burros Bar reto. Devo à generosidade de s. exa. a

honra de, em nome? do Supremo Tribu nal Federal, apresentar aí) colega <jue

lirjnixitizindii n r/isí urso tii Orfírim/w» Soiuit<t, untúrvl /i/r/.sr í)ftv»//íj r huiuunis'

tu, lui dcspedulu dr í^itidit de f-V/imirgo do .Supremo Tril/unuI Ftxirrol. vm uonw

.\s sentenças de V. Exa. sâo do um

juiz sí"d>io e <Hpiilibrado, porcucicnle e lúcido, que fala sem o enlono de quem ensina e oraenliz;\ e (jue nunca foi pu-

;is

ve/J-s.

p«T-

E

já

aqui.

passa a tiol.» de

sobre a sabedo

gra\es

ria do juiz-, ou

br<'s

e

no-

\ ibr,iç<'K's

tras mais

atributos altos ò

^ ç,

se despede, ao eminente sr. ministro Lau

dessu alta Còrtv dv Justiça, o "Dii^csio

do de Camargo, satida<,-ões e homena

Erotiótuico" as\oria-\c à.s

gens.

j)rcsiadus ao gruru/t' ridadân, or^^tdho da

nhar do magiv

dignificam

mafrisíratuni hrasilcira.

tério dos Dou

exaltam. A sua

tores, nêlt! o seu espirilí) pe

compostura, A ' 1 stia irrcprochá- i

netra com agi

vel correção. A

lidade

snia dignidade.

Se, em qualquer circunstância, falar

por esta Corte Judiciária é uma honra,

ela ainda se grandcia quando a delega ção se recebe para a (;xaltação de uma personalidade como a do sr. ministro Laudo de Camargo, btmemérito — cí>mo ^ poucos o sãí), como ninguém o é mais — de receber o epítcto de justo. Não andassem as palavras tão degra

í.audo de Ca-

Jiiarf^o, o juiz sáhio c cufuilihra<lo. jx-rcuricnte e lúcido, rcrchcu dc tòdas as clas ses do lirasi! houuuaiicns ccrdadciramcutc í'xeepe/o;im*.v. como jamais foram

conferidas a um juiz em nosso País

Esse aprâço pela justiça c pelo homem que a

encarnou

enche-nos

ufania.

Sem

hoftwtuioctks

d,. lustu

tl«-sdi-

e

luci

Jisonjice.s, não se trí\ializasseni tanto no

mia mental.

tcto era podero.síj a definir a individuali

dade de escül do venerando colega, e a indicar o que há de mais impressivo e belo na nobreza de seu perfil peregrino. É que a prática da virtude da justiça antessupõe a posse das partes que mais exalçam o homem e o alteiam na escala

morai da espécie. É ela o resumo e compêndio de todas as virtudes, como é autor S. Jerônimo. Por ela, segundo o Eclesiástico, devemos pelejar até ao alen to derradeiro, e ela é a \'ia que deve tri lhar o homem de Deus, na exortação ma

gnífica do Apóstolo das Gentes. O juiz que cumpre pontualmente o seu, às vezes, aspérrimo dever, se convizinha do que há de mais augusto na existência, e em dadas circunstâncias, das lindes mesmas da santidade.

Ainda receutementc, nu Instituto dos

Advogados, lembrava o emiiirnl,. presi íiente jJusto Mendes de .Morais o ,n... . 4'" ' se exigia, essencialmente ao juiz; Cultura

e

tam

para ser

ventia

de

car

cos. decisões e

gos que per tencem a ho mens de honra

\()t<)S

o consciência,"

Aos seus tra

balhos

jurídi nunca

se

ignorância dos ({ue têm por ofieiíj fazor ju.sliça, mais se deve chamar desaventu-

.Vmador Arrais: "Dizeis douta

ra que ignorância, pois \-em a cair sò-

mente, da \'í)s-

bre a cabeça de muitos e redunda em ca

sa

lamidade dos inocíMites".

da.

V. E,\a., sr. ministro Laudo de Camargo, é jurista percucicmlí; e culto, com

vos

e que vivamente se reflete cm seus votos e sentenças integrados no que há dc mais seleto na |urisprudência nacional. De V,

o

digo não bas- \

|X)deria atirar o roíiKKjue dc Fr.

taumatúrgica" a que aludiu Eurico Sodré

e

primeiro do Có

autono

Porque, como disse Santo Agostínlio

grande lição da lei e da doutrina, e ar mado, demais disso, de depurado e fino senso jurídico, daquela "clarividência

instituía,

(h- originalida de

• U.SO inadvertido e solto, e aquele só epí

"Princípios dc

dez, para rea ções pessoais, dí.-nunc-iadoras

dadas, tão envilccidas em louvaminhas e

e

oficina

dizia o prelado , scisccntista, au tor de famosos

diálogos.

Sobre a cul-, ^ tiira, campeia a •

na

dignidade, que abrange não só.

Lembramuito.

«•

pouco é \ osso*' . O que se neles encontram tem o signáeulo, o cunlio de seu espírito, a mar ca dc sua per.sonalidade, sem os atavios alheios que cle.scontentavam a Cirano : "Soit satisfait dcs fleurs, des fniits, [nome des feuilles

Si e'est dans ton jardin, à toi que [tu les cuillcs".

o

atributo

co-

mczinho e elementar de ser honesto, co

mo a imparcialidade, a serenidade, que .

não exclui a sensibilidade humana e cl- •

vica, mas pressupõe a consciência de ser" impossível servir, do me-sino passo, à paixão e ao dever. "Quem, ó padres conscritos, discursa va César, na referência de Salústio, de-


w

t'

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DictóTo Kc< >N<'»M ic »

Exa., tli.vsí* ainda. ii)tn justiça, Eurico So

LAUDO DE CAMARGO

dré, que sua cullur.i jurítiiea se ri*<,piinla ;i iii/. <)»• insí-jável jiiltiiçáo jurídica, W-nç.ão (!•• Deus .los qm- El»- elege s.ibios.

(hur/AsííU) Nosaio

i Ministro do Supremo Tribunal)

estilí) s«')l)rio. d<- í,í)iuís.u> rom.ma. sem

sil.uúme em obséquio à misoricóixlia, nem desumano e crnel, por anu^r da

ásios r«'<,iiiH»^ «■ ílianasi.iN. m.is em (pu*.

justiç.i.

Téxlas í ss.is |),irles s«- projet.mi em \un

agradecimentos ao eminente ministro-presídenlí' Burros Bar reto. Devo à generosidade de s. exa. a

honra de, em nome? do Supremo Tribu nal Federal, apresentar aí) colega <jue

lirjnixitizindii n r/isí urso tii Orfírim/w» Soiuit<t, untúrvl /i/r/.sr í)ftv»//íj r huiuunis'

tu, lui dcspedulu dr í^itidit de f-V/imirgo do .Supremo Tril/unuI Ftxirrol. vm uonw

.\s sentenças de V. Exa. sâo do um

juiz sí"d>io e <Hpiilibrado, porcucicnle e lúcido, que fala sem o enlono de quem ensina e oraenliz;\ e (jue nunca foi pu-

;is

ve/J-s.

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aqui.

passa a tiol.» de

sobre a sabedo

gra\es

ria do juiz-, ou

br<'s

e

no-

\ ibr,iç<'K's

tras mais

atributos altos ò

^ ç,

se despede, ao eminente sr. ministro Lau

dessu alta Còrtv dv Justiça, o "Dii^csio

do de Camargo, satida<,-ões e homena

Erotiótuico" as\oria-\c à.s

gens.

j)rcsiadus ao gruru/t' ridadân, or^^tdho da

nhar do magiv

dignificam

mafrisíratuni hrasilcira.

tério dos Dou

exaltam. A sua

tores, nêlt! o seu espirilí) pe

compostura, A ' 1 stia irrcprochá- i

netra com agi

vel correção. A

lidade

snia dignidade.

Se, em qualquer circunstância, falar

por esta Corte Judiciária é uma honra,

ela ainda se grandcia quando a delega ção se recebe para a (;xaltação de uma personalidade como a do sr. ministro Laudo de Camargo, btmemérito — cí>mo ^ poucos o sãí), como ninguém o é mais — de receber o epítcto de justo. Não andassem as palavras tão degra

í.audo de Ca-

Jiiarf^o, o juiz sáhio c cufuilihra<lo. jx-rcuricnte e lúcido, rcrchcu dc tòdas as clas ses do lirasi! houuuaiicns ccrdadciramcutc í'xeepe/o;im*.v. como jamais foram

conferidas a um juiz em nosso País

Esse aprâço pela justiça c pelo homem que a

encarnou

enche-nos

ufania.

Sem

hoftwtuioctks

d,. lustu

tl«-sdi-

e

luci

Jisonjice.s, não se trí\ializasseni tanto no

mia mental.

tcto era podero.síj a definir a individuali

dade de escül do venerando colega, e a indicar o que há de mais impressivo e belo na nobreza de seu perfil peregrino. É que a prática da virtude da justiça antessupõe a posse das partes que mais exalçam o homem e o alteiam na escala

morai da espécie. É ela o resumo e compêndio de todas as virtudes, como é autor S. Jerônimo. Por ela, segundo o Eclesiástico, devemos pelejar até ao alen to derradeiro, e ela é a \'ia que deve tri lhar o homem de Deus, na exortação ma

gnífica do Apóstolo das Gentes. O juiz que cumpre pontualmente o seu, às vezes, aspérrimo dever, se convizinha do que há de mais augusto na existência, e em dadas circunstâncias, das lindes mesmas da santidade.

Ainda receutementc, nu Instituto dos

Advogados, lembrava o emiiirnl,. presi íiente jJusto Mendes de .Morais o ,n... . 4'" ' se exigia, essencialmente ao juiz; Cultura

e

tam

para ser

ventia

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cos. decisões e

gos que per tencem a ho mens de honra

\()t<)S

o consciência,"

Aos seus tra

balhos

jurídi nunca

se

ignorância dos ({ue têm por ofieiíj fazor ju.sliça, mais se deve chamar desaventu-

.Vmador Arrais: "Dizeis douta

ra que ignorância, pois \-em a cair sò-

mente, da \'í)s-

bre a cabeça de muitos e redunda em ca

sa

lamidade dos inocíMites".

da.

V. E,\a., sr. ministro Laudo de Camargo, é jurista percucicmlí; e culto, com

vos

e que vivamente se reflete cm seus votos e sentenças integrados no que há dc mais seleto na |urisprudência nacional. De V,

o

digo não bas- \

|X)deria atirar o roíiKKjue dc Fr.

taumatúrgica" a que aludiu Eurico Sodré

e

primeiro do Có

autono

Porque, como disse Santo Agostínlio

grande lição da lei e da doutrina, e ar mado, demais disso, de depurado e fino senso jurídico, daquela "clarividência

instituía,

(h- originalida de

• U.SO inadvertido e solto, e aquele só epí

"Princípios dc

dez, para rea ções pessoais, dí.-nunc-iadoras

dadas, tão envilccidas em louvaminhas e

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oficina

dizia o prelado , scisccntista, au tor de famosos

diálogos.

Sobre a cul-, ^ tiira, campeia a •

na

dignidade, que abrange não só.

Lembramuito.

«•

pouco é \ osso*' . O que se neles encontram tem o signáeulo, o cunlio de seu espírito, a mar ca dc sua per.sonalidade, sem os atavios alheios que cle.scontentavam a Cirano : "Soit satisfait dcs fleurs, des fniits, [nome des feuilles

Si e'est dans ton jardin, à toi que [tu les cuillcs".

o

atributo

co-

mczinho e elementar de ser honesto, co

mo a imparcialidade, a serenidade, que .

não exclui a sensibilidade humana e cl- •

vica, mas pressupõe a consciência de ser" impossível servir, do me-sino passo, à paixão e ao dever. "Quem, ó padres conscritos, discursa va César, na referência de Salústio, de-


48

Dif:r.vTr>

KroNó.vnco

OiCKST O Ec.í >NÓMI<:o 49

libera sóbre coisas duvidosos, deve dcs-

mérito. ap<'i)a.s sc incbriatn <is que pos

pir-se de ódio, amizade, ira e compai xão; ninguém, ao mesmo tempo, pcxle

mem .vibio e prolx) <|ue não desertou,

suem geiuTfísidadí- de .'mimo i- nobreza

nunca dos niinca.s, o seu dever.

servir â paixão o ao de\xT".

dízí-m bem do sen.sí) de justiça do po\t)

E nenhum juiz mais do que V. Exia., é senhor dessa imparcialidade, ípie o acompanhou desde o inícií) de sua glo riosa carreira até acj seu ponto apicilar, quando presidiu V, Exa. na mais alta corte judiciária do País, encíirnando, com suprema dignidade, o poder judiciário da República. Em trxlo o longo decurso de sua vida

brasih-iro.

de magistrado, o ainda quando apelida do a assumir o poder executivo de São Paulo, manteve-se impoluida aquela to ga que, segundo disse Adelmar Tavares, as fadas do seu destino costuraram no

seu berço, marcando-lhe a predestina ção. Predestinação abençoada, íjue o !e'^vou a tomar sempre do caminho pedre goso da virtude, paimilhando-o com al-

I

de •espirito.

Esses aplausos e eiicôrnios E éles culmin.mi agor.i, nO

certos letrados famosos, mordidos do de

mônio da "publicidade", no fascínio das gloríolas e na volúpia do cartaz. Tanta foi, porém, a irradiação de suas virtudes que toda a sua caminhada se assinalou de um côro de aplausos e de vibrantes e sinceros encômíos que, se o

tem de mai.s alto e apurado.

carsallio e ch" louro d<* (jiie s»- grinaldaiTl

margo.

Pontue, em \ . Exa.. meu eminente

etileg.i e mestre, admiramos todos, comovidameute. um Servidor Emérito do Rmsil "

as front<*s dfis Iutóís.

líetira-se V. E\ia.. |Mir Ímperali\o le gal, ainda, porém, merté de Deus s.adio de coqío e do espírito. S,;u:rtu.s non

anni.s compulatula. O legislador, porém,

atende ao "(juod ph-nmqm- fit", ,•

é calar obediência aos seus preceitos Retira-se feliz, píjrfjne na vida esco lheu o melhor caminho, qm- é o da virtnd<s o do bem, o da honra, o da dieni' dado.

^

De certo (jiie nenhum de nós. na jd-,, de madura ou nas sombr.as do inve . I 1 ' laveis os castelos dc vento cpu- a moeidade Io

vaidades deste mundo", como o fazem

dado pel.i cons*ciéneia naeiunai, no <jue

te, sí- retira da liça c(ií71 os ramos dc

Alteza de animo porque, se necessá rio, destemido de perigos, assistiria intremulo, por amor da justiça e do de E para remate de tão altos atributos, ainda merecem realçadas sua discrição e sua modéstia; porque o seu dever V. Exa. o cumpriu sempre, sem badalejar os próprios méritos, na "imensa feira de

O decreto felicíssimo fui logo referen

do o lutador, (oinbatido o Ihjiii comba

pode contemplar fortes e invaim,

ver, ao desabar dos mundos, como o va

vernador dc su,í terra.

momento emo< íonal da despedida, quan

teza de ánímo e desassombro.

rão íntérrito de líorácio.

Ser\-idor emérito de .S. Raulo é \'.

Exii., e a.ssim o proclamou o ilu.stre go

Rcfejiaidado e lunplindo além das raias do seu cjucrido e glorio.so Estado de São Paulo. sr. ministro Laudo de Ca

I

vanta nos dias claros, na quadra <lo dos sonhos v das quimeras.

Não obstante, porém, o (jue a vid-

tecida de inquietudes e tribiiluçõos, apre

senta de cruel í; de mesíjninlio, a p^.

da consciência ainda é a fonte das ale grias mais nobres. E e.s.sa, V. ã

conquistou, com o de\'olamento dc todos os dias ao cumprimento do dever.

A perfeição não é do liomcm, ijô.sto se extreme cm virtudes. Ela ficará sem pre como a cidadela inatingida, de

amcia.s altíssimas, e em cujas portas, na imagem do poeta, rondam e miram os

mortais, como bárbaros qu(í anseiam por lhe tocar as belezas inefáveis.

Mas, dentro no perecedouro e no ina

exaltam, sr. ministro Laudo de Camargo,

cabado cias coisas humanas, são aqueles

também dignificam os tributários das ho menagens, pois certo é que, como disse

felizes que fazem da prática da virtude

Renan, do vinho da admiração do alheio

Em V. Exa. o Brasil respeita o ho-

a sua vida mesma.

â

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V


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Dif:r.vTr>

KroNó.vnco

OiCKST O Ec.í >NÓMI<:o 49

libera sóbre coisas duvidosos, deve dcs-

mérito. ap<'i)a.s sc incbriatn <is que pos

pir-se de ódio, amizade, ira e compai xão; ninguém, ao mesmo tempo, pcxle

mem .vibio e prolx) <|ue não desertou,

suem geiuTfísidadí- de .'mimo i- nobreza

nunca dos niinca.s, o seu dever.

servir â paixão o ao de\xT".

dízí-m bem do sen.sí) de justiça do po\t)

E nenhum juiz mais do que V. Exia., é senhor dessa imparcialidade, ípie o acompanhou desde o inícií) de sua glo riosa carreira até acj seu ponto apicilar, quando presidiu V, Exa. na mais alta corte judiciária do País, encíirnando, com suprema dignidade, o poder judiciário da República. Em trxlo o longo decurso de sua vida

brasih-iro.

de magistrado, o ainda quando apelida do a assumir o poder executivo de São Paulo, manteve-se impoluida aquela to ga que, segundo disse Adelmar Tavares, as fadas do seu destino costuraram no

seu berço, marcando-lhe a predestina ção. Predestinação abençoada, íjue o !e'^vou a tomar sempre do caminho pedre goso da virtude, paimilhando-o com al-

I

de •espirito.

Esses aplausos e eiicôrnios E éles culmin.mi agor.i, nO

certos letrados famosos, mordidos do de

mônio da "publicidade", no fascínio das gloríolas e na volúpia do cartaz. Tanta foi, porém, a irradiação de suas virtudes que toda a sua caminhada se assinalou de um côro de aplausos e de vibrantes e sinceros encômíos que, se o

tem de mai.s alto e apurado.

carsallio e ch" louro d<* (jiie s»- grinaldaiTl

margo.

Pontue, em \ . Exa.. meu eminente

etileg.i e mestre, admiramos todos, comovidameute. um Servidor Emérito do Rmsil "

as front<*s dfis Iutóís.

líetira-se V. E\ia.. |Mir Ímperali\o le gal, ainda, porém, merté de Deus s.adio de coqío e do espírito. S,;u:rtu.s non

anni.s compulatula. O legislador, porém,

atende ao "(juod ph-nmqm- fit", ,•

é calar obediência aos seus preceitos Retira-se feliz, píjrfjne na vida esco lheu o melhor caminho, qm- é o da virtnd<s o do bem, o da honra, o da dieni' dado.

^

De certo (jiie nenhum de nós. na jd-,, de madura ou nas sombr.as do inve . I 1 ' laveis os castelos dc vento cpu- a moeidade Io

vaidades deste mundo", como o fazem

dado pel.i cons*ciéneia naeiunai, no <jue

te, sí- retira da liça c(ií71 os ramos dc

Alteza de animo porque, se necessá rio, destemido de perigos, assistiria intremulo, por amor da justiça e do de E para remate de tão altos atributos, ainda merecem realçadas sua discrição e sua modéstia; porque o seu dever V. Exa. o cumpriu sempre, sem badalejar os próprios méritos, na "imensa feira de

O decreto felicíssimo fui logo referen

do o lutador, (oinbatido o Ihjiii comba

pode contemplar fortes e invaim,

ver, ao desabar dos mundos, como o va

vernador dc su,í terra.

momento emo< íonal da despedida, quan

teza de ánímo e desassombro.

rão íntérrito de líorácio.

Ser\-idor emérito de .S. Raulo é \'.

Exii., e a.ssim o proclamou o ilu.stre go

Rcfejiaidado e lunplindo além das raias do seu cjucrido e glorio.so Estado de São Paulo. sr. ministro Laudo de Ca

I

vanta nos dias claros, na quadra <lo dos sonhos v das quimeras.

Não obstante, porém, o (jue a vid-

tecida de inquietudes e tribiiluçõos, apre

senta de cruel í; de mesíjninlio, a p^.

da consciência ainda é a fonte das ale grias mais nobres. E e.s.sa, V. ã

conquistou, com o de\'olamento dc todos os dias ao cumprimento do dever.

A perfeição não é do liomcm, ijô.sto se extreme cm virtudes. Ela ficará sem pre como a cidadela inatingida, de

amcia.s altíssimas, e em cujas portas, na imagem do poeta, rondam e miram os

mortais, como bárbaros qu(í anseiam por lhe tocar as belezas inefáveis.

Mas, dentro no perecedouro e no ina

exaltam, sr. ministro Laudo de Camargo,

cabado cias coisas humanas, são aqueles

também dignificam os tributários das ho menagens, pois certo é que, como disse

felizes que fazem da prática da virtude

Renan, do vinho da admiração do alheio

Em V. Exa. o Brasil respeita o ho-

a sua vida mesma.

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OicesTo E<:oNÓ.\fi<x> 51

mais tiiiK)ralos. n.i realização dc fórmu

A CONFERÊNCIA DOS CHANCELERES í .7if/fií'c/cr

las, que corres|>on(i.im à aspiração gt»nil c sirvam íle .mtep.iro ãs ambiç-ões cie conquista e ()•■ mando. O <pur signiftcain as j<lêMs da I-áirop.i fedíTatla. tia comunhão intern.ieion.d. senão o tlesejo de uma açáo toujunl.i p.uM reír<Mr o in

tiiult) sr

vasor e firmar n.» i oiistn-iu ia mn\ iT.s,d

(Icstacim tui ('otifcrrtiria liv Wa^hintiton. j>ul}U((nnos o (Iv.ctírso (h- saadação do Imliiantc professor. tnaiJ^is-frado. jornalis-

o lema supremo d.i lilu rdade tio.s |X)\i>s?

Anih M. KitKlfif

Não podia ficar a AcadeiiHii HraMleira de Lí.-tras, Sr. João Ne\« s, indife

{•'.ni /iof;tc»i/ig»*m

rente aos vossí>s recentes lrinnf(js na

João S'ct c\ (ia {'ontonra.

Conferência de Washington. Defendrs-

tes princípiíís da essência dc nossa instituiçTio e porfiastcs (?m assej;;urar di

tlii-\lrr

Não se avfiil.i. por e\» inplo, «jue .» força

\it.»l

os p.uses exportadores e que

.1(1 mesmo tem|X) neees.sitam da entrega

de elementos substanciais ao sou equip.uuento. se \ai entrosar em problema entre tinlos fundamental.

Porsuadamo-

nos de (pie o fundamental é a capaci dade de punlução e não liá engenlio ca

paz. de realizar milagres. Atentemos ao

ocident.il «lêsse Oi idenle .muMç.ulo pela Ixjrra.sca e íustig-iilo pj-la p«-m'iria. liá de repousar sól)re três pi[ar< s. fundamentos

exemplo dos Estados Unidos, ipie se im põe à atração unixersal. A produção

defesa do patrimònitj comum, patrimonií)

da comunhã<i allanlic,»; os I*".slados loii-

íjuc SC não estreita em lind<'s ficcionis-

dos, a Comiiniilade Brilãniia. a Knrt)pa

lliões de dólares ein 1910 a duzentos

tas e alcança todas as formas de revi^oramento, coesão e prestígio da nacionali

unida?

retrizes eniinenteinente nacionais. ís da índole de agremiações como a nossa a

I

«<»

V furços.unentt' a sim precaritxlade. A «pie.s|;u> dos proçtis v relações dc troca,

dade.

Particularmente a aproximação

continental fiiíura tailre r)s objetivos des ta Companhia e vai encontrar instrumen to poderf)so entre os \ultos (jue a cons tituíram e a nobililaram atras es dos tt;mpos.

Um dos gênios tiitelares desta

Casa, Joaquim .\abuco. foi o artífice íncomparás(*I da identificação de aspira ções e ideais entre o brasil e os Estados Unidos. Outro dos ikjvsos, SaKador de

Mendonça, contribuiu tamliêm com açao

diplomática \igílantc e segura para a vi talidade de tais \'ínculos. Dentre os que

fizeram a campanha pela imprensa e

pelo livro, Artur Orlando foi um dos

1(1 e /lomcm dc lírtras. Anilfiil I'reire. na Academia lirasileira d<- l,etra\.

<[as partes, (ãíuio salirutastcs aílnuí-s a Conferência de Wasliington rcafirm.i i-m

ICm inenM)rá\eis artigos sòhrc a

vontath' .nnericana

<■

ortlem

têrmos de grandi- cU-vaçãu o.s princípios g«Tais da solitlarit?clade enln- ;,s nações ílíi C:ontiiicnlc c a sna confiança nas Na

o \os.so regresso. Sr. jo-xo Neves. HveS-

les a elegàneia liabitual em vossas ati

tes da Conferência de Wa.shington o exa

eia adstrita a fórmulas vãs, geradas no aljstrato c ausência de senso objetivo dos

gação brasileira se apresen tou em plenário suficiente

Não escajx)»! à ciarivithuu-ia dos dirigen me dos prol)lcnías econômicos ligados à defesa do Cã)ntinenle. Salientastes bem.

Sr. João Neves, (pie a dele mente armada para a sus

tentação dos seus pontos de vj.sta que, em substância e

atos e ditames ({lu- iinplifjiieni direção pronta, efiea/. e oportuna das medidas

desassomljrado

ao aleance dos contraentes do pacto.

ampliação, têm de diferir dos .seguidos pelos Estados

altaneiro

o

mesmo

Daí o preparo de defesa das nações ame

Unidos.

gente de nossas tradições cidturaís, nern

ricanas, com funclaniento no apoio à

seu

fostes discolo iiiovido por intuitos mal-

agremiação geral, corporificada nas Na ções Unidas. A situação do mundo exi

no-americanas

ideai.

Nada inovastes, pois, de infrin-

sãos. Não atingiste.s, sequer ao de leve, a soberania nacional que só a podem defender com entranhado amor os que

vicejam à sombra do Brasil unido. Em

civilização c do direito, como a prepa

conclaves da natureza do que figurastes com tanto talento e prestígio, valem as decisões corporifieadas em documentos

sa da liberdade, que todos desejam man ter. Nem a outros princípios .se vincula

selados pela independência c lealdad<*

í) anseio dc todos os povos, mesmo o.s

As condições de

desenxolvimento

eco

nômico e as das naç(")es lati não

são

as

mesmas, por motivos facil mente compreensíveis. A verdade, porém, é (pie não devemos confiar apenas cm ajudas e auxílios. A eco

ge dos povos li\Tes não só a unificação do pensamento cultural, cm l)cncfício da ração dc elementos materiais de defe

■JÂ

1950,

ri to nacional numa massa de liomens.

ções Unidas. A história ''ilernacional sempre registrou tratados c- aliançi.s cn tre as nações, hasí' secular do diroit,, das gentes, sem que ([iiaUiner clela.s ficasse ti'nada [K-ja snspeição da (orrupçã,, ou tio medo. Não devia ficar a (àmferênproblemas. O momento não é dv niera ideação, antes de ação cf)ncreti/ada em

ImIIku .s em UM-l. O índice dessa produ

ção. .pie baixou a IGl em meados de 1919, alleou-se a 211 em setembro do

história, pelo preemhinienlo em eonnnn de uma grand»' tar<-fa e em limção tle comum p«TÍgo. <pic s«" deseiuoKe o espí

bravos e prestimosos, t(?rçandí) no Nortíc

uni\-ersai.

Hcné 1'inon ohser\<)n cpji' ê sempre na

norle-aniericana passou de noventa bi-

No baiup»-le com tpie o Pen-Club do lírasil e os \ossos amigos comemoraram

tudes de gentil-homem da politioa c das

letras, de assinalar (pie a eoiapiista da

delegação brasileira na IV Reunião dc ( onsnlta era uma diretiva do eminente Sr. Presidente da Repúbli ca.

Mssa afirmati\-a não

obscurecc nem diminui a atuaçao do executor. A xossa carreira do homem

público .se tem desenvolvi

do entre fragores e arrcmessos, alguns dos quais podem ser levados á conta

de vosso temperamento de

lidador.

Mas o "anjo re

belado", que entontece os

políticos, tem capacidade ingente

e

ânimo

varonil

para ser inn construtor. Sa-

beis afrontar as tempesta des. Amainada a bcirasca,

nomia de emergência tem

siirgis como o mediador ar

contra

guto \'isando antes de tudo

si

a

transítoriedade


OicesTo E<:oNÓ.\fi<x> 51

mais tiiiK)ralos. n.i realização dc fórmu

A CONFERÊNCIA DOS CHANCELERES í .7if/fií'c/cr

las, que corres|>on(i.im à aspiração gt»nil c sirvam íle .mtep.iro ãs ambiç-ões cie conquista e ()•■ mando. O <pur signiftcain as j<lêMs da I-áirop.i fedíTatla. tia comunhão intern.ieion.d. senão o tlesejo de uma açáo toujunl.i p.uM reír<Mr o in

tiiult) sr

vasor e firmar n.» i oiistn-iu ia mn\ iT.s,d

(Icstacim tui ('otifcrrtiria liv Wa^hintiton. j>ul}U((nnos o (Iv.ctírso (h- saadação do Imliiantc professor. tnaiJ^is-frado. jornalis-

o lema supremo d.i lilu rdade tio.s |X)\i>s?

Anih M. KitKlfif

Não podia ficar a AcadeiiHii HraMleira de Lí.-tras, Sr. João Ne\« s, indife

{•'.ni /iof;tc»i/ig»*m

rente aos vossí>s recentes lrinnf(js na

João S'ct c\ (ia {'ontonra.

Conferência de Washington. Defendrs-

tes princípiíís da essência dc nossa instituiçTio e porfiastcs (?m assej;;urar di

tlii-\lrr

Não se avfiil.i. por e\» inplo, «jue .» força

\it.»l

os p.uses exportadores e que

.1(1 mesmo tem|X) neees.sitam da entrega

de elementos substanciais ao sou equip.uuento. se \ai entrosar em problema entre tinlos fundamental.

Porsuadamo-

nos de (pie o fundamental é a capaci dade de punlução e não liá engenlio ca

paz. de realizar milagres. Atentemos ao

ocident.il «lêsse Oi idenle .muMç.ulo pela Ixjrra.sca e íustig-iilo pj-la p«-m'iria. liá de repousar sól)re três pi[ar< s. fundamentos

exemplo dos Estados Unidos, ipie se im põe à atração unixersal. A produção

defesa do patrimònitj comum, patrimonií)

da comunhã<i allanlic,»; os I*".slados loii-

íjuc SC não estreita em lind<'s ficcionis-

dos, a Comiiniilade Brilãniia. a Knrt)pa

lliões de dólares ein 1910 a duzentos

tas e alcança todas as formas de revi^oramento, coesão e prestígio da nacionali

unida?

retrizes eniinenteinente nacionais. ís da índole de agremiações como a nossa a

I

«<»

V furços.unentt' a sim precaritxlade. A «pie.s|;u> dos proçtis v relações dc troca,

dade.

Particularmente a aproximação

continental fiiíura tailre r)s objetivos des ta Companhia e vai encontrar instrumen to poderf)so entre os \ultos (jue a cons tituíram e a nobililaram atras es dos tt;mpos.

Um dos gênios tiitelares desta

Casa, Joaquim .\abuco. foi o artífice íncomparás(*I da identificação de aspira ções e ideais entre o brasil e os Estados Unidos. Outro dos ikjvsos, SaKador de

Mendonça, contribuiu tamliêm com açao

diplomática \igílantc e segura para a vi talidade de tais \'ínculos. Dentre os que

fizeram a campanha pela imprensa e

pelo livro, Artur Orlando foi um dos

1(1 e /lomcm dc lírtras. Anilfiil I'reire. na Academia lirasileira d<- l,etra\.

<[as partes, (ãíuio salirutastcs aílnuí-s a Conferência de Wasliington rcafirm.i i-m

ICm inenM)rá\eis artigos sòhrc a

vontath' .nnericana

<■

ortlem

têrmos de grandi- cU-vaçãu o.s princípios g«Tais da solitlarit?clade enln- ;,s nações ílíi C:ontiiicnlc c a sna confiança nas Na

o \os.so regresso. Sr. jo-xo Neves. HveS-

les a elegàneia liabitual em vossas ati

tes da Conferência de Wa.shington o exa

eia adstrita a fórmulas vãs, geradas no aljstrato c ausência de senso objetivo dos

gação brasileira se apresen tou em plenário suficiente

Não escajx)»! à ciarivithuu-ia dos dirigen me dos prol)lcnías econômicos ligados à defesa do Cã)ntinenle. Salientastes bem.

Sr. João Neves, (pie a dele mente armada para a sus

tentação dos seus pontos de vj.sta que, em substância e

atos e ditames ({lu- iinplifjiieni direção pronta, efiea/. e oportuna das medidas

desassomljrado

ao aleance dos contraentes do pacto.

ampliação, têm de diferir dos .seguidos pelos Estados

altaneiro

o

mesmo

Daí o preparo de defesa das nações ame

Unidos.

gente de nossas tradições cidturaís, nern

ricanas, com funclaniento no apoio à

seu

fostes discolo iiiovido por intuitos mal-

agremiação geral, corporificada nas Na ções Unidas. A situação do mundo exi

no-americanas

ideai.

Nada inovastes, pois, de infrin-

sãos. Não atingiste.s, sequer ao de leve, a soberania nacional que só a podem defender com entranhado amor os que

vicejam à sombra do Brasil unido. Em

civilização c do direito, como a prepa

conclaves da natureza do que figurastes com tanto talento e prestígio, valem as decisões corporifieadas em documentos

sa da liberdade, que todos desejam man ter. Nem a outros princípios .se vincula

selados pela independência c lealdad<*

í) anseio dc todos os povos, mesmo o.s

As condições de

desenxolvimento

eco

nômico e as das naç(")es lati não

são

as

mesmas, por motivos facil mente compreensíveis. A verdade, porém, é (pie não devemos confiar apenas cm ajudas e auxílios. A eco

ge dos povos li\Tes não só a unificação do pensamento cultural, cm l)cncfício da ração dc elementos materiais de defe

■JÂ

1950,

ri to nacional numa massa de liomens.

ções Unidas. A história ''ilernacional sempre registrou tratados c- aliançi.s cn tre as nações, hasí' secular do diroit,, das gentes, sem que ([iiaUiner clela.s ficasse ti'nada [K-ja snspeição da (orrupçã,, ou tio medo. Não devia ficar a (àmferênproblemas. O momento não é dv niera ideação, antes de ação cf)ncreti/ada em

ImIIku .s em UM-l. O índice dessa produ

ção. .pie baixou a IGl em meados de 1919, alleou-se a 211 em setembro do

história, pelo preemhinienlo em eonnnn de uma grand»' tar<-fa e em limção tle comum p«TÍgo. <pic s«" deseiuoKe o espí

bravos e prestimosos, t(?rçandí) no Nortíc

uni\-ersai.

Hcné 1'inon ohser\<)n cpji' ê sempre na

norle-aniericana passou de noventa bi-

No baiup»-le com tpie o Pen-Club do lírasil e os \ossos amigos comemoraram

tudes de gentil-homem da politioa c das

letras, de assinalar (pie a eoiapiista da

delegação brasileira na IV Reunião dc ( onsnlta era uma diretiva do eminente Sr. Presidente da Repúbli ca.

Mssa afirmati\-a não

obscurecc nem diminui a atuaçao do executor. A xossa carreira do homem

público .se tem desenvolvi

do entre fragores e arrcmessos, alguns dos quais podem ser levados á conta

de vosso temperamento de

lidador.

Mas o "anjo re

belado", que entontece os

políticos, tem capacidade ingente

e

ânimo

varonil

para ser inn construtor. Sa-

beis afrontar as tempesta des. Amainada a bcirasca,

nomia de emergência tem

siirgis como o mediador ar

contra

guto \'isando antes de tudo

si

a

transítoriedade


mimmjim ■ DiíiK«m>

52

ao supremo interê&sc íiacíonal, pelo apa

ziguamento dos espíritos.

Aí) tribuno

animoso subslitui-w o bí)m<-in í1«- lista

ICcosOMico

#1ji ção, ciôncia e ctdlura a solid.iriedude

do compreensivo e seguro. í'.íid>ora as oscilações da liora presente, liá sempre lugar para o espírito reafirmar seti imp»*rio. Bergson assinalara íjue o corpo de

repríxltiz o fsíórct) <los «•ní i< lojx-dist.cs e

nossa civili-/.;u;ão, prodigiosamente en

plf> grego, loino par.t signili<ar (pie cia não esípieee as Ii(,'oes da («ret i.i. Esse

grandecido, tem necessidade de um su

plemento de alma. Essa alma vivificadora e cristalina resplandece, por <-nlrc os escolhos do tempo, ní)S organismos

criados para o bem da humanidade. .\s Nações Unidas não pregam apí-na.s a defesa material dos seus territórios: e.x-

pandem a civilização e a cidtura <• rea firmam o primaciado do direito indes trutível. Cincpienta e nove Estados vjniram-se para a criação de um órgão "de.stinado a suscitar e reforçar pela educa

RAUL FERNANDES

niíínd e material da butn inidadc ". Cmitfi.t Ualderón sublinlui «pu- .1 l'nesco siitilmente (»bs4-rva que o sími "[lapier tt

letr«'s" tí in gravado as suas itm i.us ««ntre as linhas .irriuit«-lóni< .ts d«- uiti lejn-

impíHlerásel abrig.i esper-mças e refuga desalentos. A voss;i \itoria, Sr. João \eves, reflete a alma brasileira e rc-

no%a a força da iiitelig('ncia. cpn- as dfs-

íórdias não destrcx-m. Ib-ccbci, i-ompa-

\N10SilO laiNtIJl) 1>K (!auvai.iu>

A I'aculdade de Oireiio d,- S.io Paulo eoMsefs.i íe^ eeos rumorosoN ila ru-

tilant(< pass.igem de H.iul {-'ein.mdes, n.i última d('-( .ida do séi iilo (pie m- Imdon

CJolegas ( iistodi.Mii .ite lioj«- ttiiiio pre ciosidades os resumos d.is pieleí,ò«*s ju rídicas rpie ele ( ompitoii <pi.iudo estu dante e redigid.is <0111 s.dioi íligne de nota.

liter.uio

J()S(- .Augusto (ãsat. tambeiu aliiuo

D»bnrios;i ati-

\iilade puliliea, .ulministraliv a. diplomatie.i

e

prulissional. entretanto,

não

tem eonsenlido .u> antigo baslonárío dos a(l\iig,u!os — o>mo tamhéin a tantt^s

ilustrados jurist.is o homens de gov()r-

no. entre outros, na atualidade. Fran

cisco (..unpos e Afonso IVna júnior — l.izer par.i a el.ilxiração de mu Tratado

de Direito. Púldioo ou Privado, que

nhciro enx^rito, as homenagens da Aca

de niarc.i «■ se .dçou .1 mesiii- reputado

demia Brasileira de Lelra.s, fiel

melhor exteriorize a ampliilão de uma

eni Direito (a\d e llistona rni\eisal.

cultura sistematizada e orgânica.

onibreasa (om o cinlil.nite liilio de \'as-

a so.i não peipiena pnxlução intelectual

souras.

el.issieos e

desmente a opinião assento tio Barão de

distinto em lódas as di,s( iplinas do cur so superior, tom exceção, por uma cs-

Ham.diu), autor de mna obra clássica de

stm

missão de animadora dos nobres em

preendimentos em l)em da civilização e do livre d(rstjuo das nacionalidades

nutrido de estudos

Mas

1 roeesso Cixil, d(» que só o livro impri

tranha ironia, na de Direito In

me o selo da imortalidade.

ternacional Público, justamente

(pie os seus iliscui"sos, parcc^res, conferências, \olos, teses, arra-

a (pie mais o iria e.xalçar em sua longa c fulgurante vida pública. No ípiinto ano, o motleslo e arredio Josó Augusto (àVsar. dis cípulo dileto de Pedro Le.ssa. (jue.sila com .Amàneio de (lai\alho e fruca.ssa nas prosas finais de Mediei-

É

zoados forenses, mensagens, rela

tórios. memoriais, entrevistas e

na Legal, cedendo a primazia da classi

artigos de imprensa, publicados, V x'crdatle, sob a promcncia de datas fi.vadas e de acontecimentos do dia. sao fil-rteis dc doutrina sadia e re\fsl(Mn-se de cunho pessoal, trazendo

ficação ao amigo fraterno v eompanlieiro

sempre mna contribuição nova, tudo

du estudo de.sde o primeiro ano.

O

numa linguagem agradável, acessíxxd e

estudante fluminense ó o laureado.

A

escorreita.

legendária Escola c^ínoede pela vez pri meira a um aluno o prêmio do xiagem do estudos à Europa. Uaul Fernandes, (jue tcncionava, em Paris, aptíríeiçoar os seus conhecimentos de Direito Criminal, por sobre\indas razões não se beneficia

Os principais característicos do seu espírito são a clareza e a síntese, dons que o filiam à estirpe dos Lnfavette o dos Ouro Preto.

Na Comemoração do Centenário dos

cursos jurídicos do Brasil, — â cuja fren

do galardão que lhe fóra com justiça

te me coloquei, pelo muito amor que

conferido.

tenho í\ Faculdade de Direito de São Paulo, — convidei Raul Fernandes a rea

Cumpriu-Sü o vaticinio dos contempo râneos que lhe reconheciam, desde os primórdios da sua vida acadêmica, o !>;•

t.dhe du juriseuusullo.

lizar uma conferência na cidade que fôra testemunha dos seus primeircs


mimmjim ■ DiíiK«m>

52

ao supremo interê&sc íiacíonal, pelo apa

ziguamento dos espíritos.

Aí) tribuno

animoso subslitui-w o bí)m<-in í1«- lista

ICcosOMico

#1ji ção, ciôncia e ctdlura a solid.iriedude

do compreensivo e seguro. í'.íid>ora as oscilações da liora presente, liá sempre lugar para o espírito reafirmar seti imp»*rio. Bergson assinalara íjue o corpo de

repríxltiz o fsíórct) <los «•ní i< lojx-dist.cs e

nossa civili-/.;u;ão, prodigiosamente en

plf> grego, loino par.t signili<ar (pie cia não esípieee as Ii(,'oes da («ret i.i. Esse

grandecido, tem necessidade de um su

plemento de alma. Essa alma vivificadora e cristalina resplandece, por <-nlrc os escolhos do tempo, ní)S organismos

criados para o bem da humanidade. .\s Nações Unidas não pregam apí-na.s a defesa material dos seus territórios: e.x-

pandem a civilização e a cidtura <• rea firmam o primaciado do direito indes trutível. Cincpienta e nove Estados vjniram-se para a criação de um órgão "de.stinado a suscitar e reforçar pela educa

RAUL FERNANDES

niíínd e material da butn inidadc ". Cmitfi.t Ualderón sublinlui «pu- .1 l'nesco siitilmente (»bs4-rva que o sími "[lapier tt

letr«'s" tí in gravado as suas itm i.us ««ntre as linhas .irriuit«-lóni< .ts d«- uiti lejn-

impíHlerásel abrig.i esper-mças e refuga desalentos. A voss;i \itoria, Sr. João \eves, reflete a alma brasileira e rc-

no%a a força da iiitelig('ncia. cpn- as dfs-

íórdias não destrcx-m. Ib-ccbci, i-ompa-

\N10SilO laiNtIJl) 1>K (!auvai.iu>

A I'aculdade de Oireiio d,- S.io Paulo eoMsefs.i íe^ eeos rumorosoN ila ru-

tilant(< pass.igem de H.iul {-'ein.mdes, n.i última d('-( .ida do séi iilo (pie m- Imdon

CJolegas ( iistodi.Mii .ite lioj«- ttiiiio pre ciosidades os resumos d.is pieleí,ò«*s ju rídicas rpie ele ( ompitoii <pi.iudo estu dante e redigid.is <0111 s.dioi íligne de nota.

liter.uio

J()S(- .Augusto (ãsat. tambeiu aliiuo

D»bnrios;i ati-

\iilade puliliea, .ulministraliv a. diplomatie.i

e

prulissional. entretanto,

não

tem eonsenlido .u> antigo baslonárío dos a(l\iig,u!os — o>mo tamhéin a tantt^s

ilustrados jurist.is o homens de gov()r-

no. entre outros, na atualidade. Fran

cisco (..unpos e Afonso IVna júnior — l.izer par.i a el.ilxiração de mu Tratado

de Direito. Púldioo ou Privado, que

nhciro enx^rito, as homenagens da Aca

de niarc.i «■ se .dçou .1 mesiii- reputado

demia Brasileira de Lelra.s, fiel

melhor exteriorize a ampliilão de uma

eni Direito (a\d e llistona rni\eisal.

cultura sistematizada e orgânica.

onibreasa (om o cinlil.nite liilio de \'as-

a so.i não peipiena pnxlução intelectual

souras.

el.issieos e

desmente a opinião assento tio Barão de

distinto em lódas as di,s( iplinas do cur so superior, tom exceção, por uma cs-

Ham.diu), autor de mna obra clássica de

stm

missão de animadora dos nobres em

preendimentos em l)em da civilização e do livre d(rstjuo das nacionalidades

nutrido de estudos

Mas

1 roeesso Cixil, d(» que só o livro impri

tranha ironia, na de Direito In

me o selo da imortalidade.

ternacional Público, justamente

(pie os seus iliscui"sos, parcc^res, conferências, \olos, teses, arra-

a (pie mais o iria e.xalçar em sua longa c fulgurante vida pública. No ípiinto ano, o motleslo e arredio Josó Augusto (àVsar. dis cípulo dileto de Pedro Le.ssa. (jue.sila com .Amàneio de (lai\alho e fruca.ssa nas prosas finais de Mediei-

É

zoados forenses, mensagens, rela

tórios. memoriais, entrevistas e

na Legal, cedendo a primazia da classi

artigos de imprensa, publicados, V x'crdatle, sob a promcncia de datas fi.vadas e de acontecimentos do dia. sao fil-rteis dc doutrina sadia e re\fsl(Mn-se de cunho pessoal, trazendo

ficação ao amigo fraterno v eompanlieiro

sempre mna contribuição nova, tudo

du estudo de.sde o primeiro ano.

O

numa linguagem agradável, acessíxxd e

estudante fluminense ó o laureado.

A

escorreita.

legendária Escola c^ínoede pela vez pri meira a um aluno o prêmio do xiagem do estudos à Europa. Uaul Fernandes, (jue tcncionava, em Paris, aptíríeiçoar os seus conhecimentos de Direito Criminal, por sobre\indas razões não se beneficia

Os principais característicos do seu espírito são a clareza e a síntese, dons que o filiam à estirpe dos Lnfavette o dos Ouro Preto.

Na Comemoração do Centenário dos

cursos jurídicos do Brasil, — â cuja fren

do galardão que lhe fóra com justiça

te me coloquei, pelo muito amor que

conferido.

tenho í\ Faculdade de Direito de São Paulo, — convidei Raul Fernandes a rea

Cumpriu-Sü o vaticinio dos contempo râneos que lhe reconheciam, desde os primórdios da sua vida acadêmica, o !>;•

t.dhe du juriseuusullo.

lizar uma conferência na cidade que fôra testemunha dos seus primeircs


Dicesto

54

triunfos c curiosa aguardava a palavra

de fjucm vinha aureolado do prestigio conquistado pelo fulgor da intelígenc i*i om cenáculos ínlemacíonais.

Sugeri-lhe o tema: Joaquim Nahuco. diplomata. O eminente confercncist i desempenhou-se com lustre da ineiib»-i.-

't.

diei) ou engi-niu-iri).

uiaií)r

<l<seentraliz:ição

adininistrativii.

autor da Cà)nsfiluição d<- qi e. u.i tra gurkinte e fecundo dos conientadores dov

seus textos lapulares.

Compul.sando a obra esparsa de B.iul todo.s* os ramos' do Direito

Constituinte de -34, na confecção da

"Lei Magna", como relator das comis sões reunidas, foi "magna pars .

nãc só na redação final eojno na díscu.ssão da matéria propriamen-

te jurídica. Com o aiixíiíf), sobretudo, dc parlamentares do sa ber e operosidade de Levi Carneír.), Alcântara Machado e Odilon Braga, obteve de uma Câmara heterogênea o

documento cjue, se peca pelo excesso de dispositivos, alguns até de natureza

7" processual, não dcslustrou as tradições f. do liberalismo brasileiro. Vero demo; crata, já havia externado, em fase prcí , constitucional c na qualidade de Consultor-Geral da República, a sua opinião

contrária à representação classista, cm parecer que repercutiu c tanto contra-

\

rúleo de Raul I*eman<hs r de algunS dos -siMis companlieiros p.tr.i uáo se des truir a obra tiilópica. de eiiito à LiIn-rdade. <le apégo a l < <h r.içãíi v de

ria do litígio, tratada por Joa<jnÍjn \'a

^ Fernandes, verifícar-se-á rjue fulgiu em

7

gc «'scola.

huco em obra volumosa e erudita, com enorme massa de informes <• citações. Raul Fernandes teve o condáo de trans-

to entusiasmo despertou em Rui Bar-

7 ';r

ímprovis.i c .1 .irt<' d.i .idmmistração ♦•\i-

jetória glorifjsa da sua xid.i. o mais ful-

]>osa.

riou o.s poderosos do mí)mento, notadamente jovens militares, adversários das doutrinas liberais de Rui Barbosa e entu.siastas das idéias de Alberto Tôrres e

55

Oliveira Viana, vind.is ã tona. «tu re

sileira. É inacessível ao vuleo a histó

■^

Kr.<)Nó^tl<;^»

quintes dc nuxl.T. Bíin M* jKxlc avali.ii i> « NÍórço hor-

<lo Gênio da Nacionalidach*. o principal

'»»

f

Dicksto

cia, resumindo, num trecho da pales tra, a evolução da contenda anplo-bra-

|í formar, em leve narrativa de puieas 'v página.!, o monumental estudo que tai.-

W

Econòm

Na ciência de Cnjlins. gratije.irainIhe autoridade. (pi<- ê hrjje sem rival no Brasil, os laurêis obtidos i-m assetni)lêias intíTnacloiiai.s e em l-'ni\,ersi<l:nl,.j^ es trangeiras. Em reuniões « feluatlas cm

|x»hti( .i »'• tmi.i i .urcir.i co

mo quaI(]Mer onlr.i. il.d>dtt.i n<- p.ira .i política coinn sr prcp.ir.i p.o.i xu me \.'i») h.» m.iiíu mal

à nacionalidade «pn* os .iprevs.ulos. me

ros leilores de Ir.ib.ilhns .dheiDs. d,- qm. ternos sido vitim.is tios últimos tempos, com o desct>iibe« ímeiito dos homens

das coisas de govênto.

R.ml '•"ernamles

prcparon-s« . desde .i juventude, p.ira is atividades públieas »• tonlon-se. p'4o estude • [íel.i evpeiienej.t, estadista compleh) Coinpendioo, ha cerca de .)() uuKs. as suas idéias politic.is e administrativas, na 1'latafttrm.i magnilica com i|iu' se

Cenei)ra, Havana e Paris e nas cátedras

apresentou caiulidat»» a Pia-siiléncia do

de institutos fanuisos <le Bruxehe,

Estado do Rio (!<• Janeiro.

(Iri c- Montevidéu, balcn-s<- n»*»e princij)ios generosos. coii\j4.(,j

i

.

uleiais

dade dêsse lindo pensamento (h.

lole: a humanidade n-aii/.a le-itamentê ma.*; sempn o sonlm d^s sábios

Propiigiioii :i igualdade jurídi ca clo.^' instados, a proscrieão da guerra eonio instnmient» da po-

lítua, a imi\cTs.ilidade dos orga nismos pernianei)t<s internacionais, o

caráter universal das normas jurídicas, a f()rça sancionadora das decisões, a eli minação do veto na aplicaçao dns san ções, a negação da doutrina da so])erania

nacional ilimitada. E tantos outros prin-

c-ípios f|uc altearani a sabedori.i da po lítica, externa lirasileíra. Vida di- uni ar

dente idealismo, (pie culmina, na sua

passagem, tão cheia de serviços, polo Itamnrati, cujo nome indígena, associando-se às nossas atividade.s diplomáticas, no dizer do Afon.so Pena Júnior, tem a

eloqüência de uma divisa. A política não prescinde do fator experiência. O homem publico não se

\,"iu .isscva-ro

que tenham provoc.ulo no País o entu

da eficiência do Esladu, como o foram, na eobiç;ida Comissão de Finança.s da-

t|ucl I fase, Sampaio Correia e Sales |únio:.

Sentiram a <lestreza do lodor habitual

de humoristas ingleses e franocsos", om prélúis memoráveis de |>olidez. t eleva ção. Cineinato Braga e João Nevc.s da bontoura. adversários do govémo conslitueionai do Celúlio Varg.is. Raul Fer nandes liderava a maioria de então e portou-se m>s didrates, do caráter finan

ceiro

iH.htico, imvados em plenário,

como um esgrimisla. contendo os hábeis

atacantes em oraçsães fundamentadas e de eneantador.i malícia.

Política é siiKinimo de conciliação.

Nao ha iinpas.se nas discnssrác.s. se estiver pre.sent<« Raul Fernande.s. de inte(;„> agil. Adqninu r„l„,inoa au-

siasmo (pic despertaram as do mistáo

loiidacie. ims mei(.).s diplomáticos da Eu

João Pinheiro, em celebre Manilcslo. (pio revelaram o Homem providcnci.d,

ropa. graças à rapidez d<' nm vaeiocíniu

entusiasta dc nova política protecionis

ta, almejada pela Nação. Denotou, porém, o seu programa de

governo, dc elevado teor cultural, o es pírito familiarizado com os problemas nacionais.

No Parlamento da Primeira Hejrúlrliia.

<pic ingressou (piando st» dcspi-dia do poder o grande "astro" Carlos Peixoto, demonstrou o seu S()lido preparo, rela tando, com objetividade c patriotismo, como membro da Comissão de Finanças, os orçamentos da .\gricultura c do Ex terior e firmou os seus crédito- de há

bil o sagaz legislador eoni os pareceres que emitiu nas Coinissíões de Justiça, Diplomacia o Tratados, (aidigo Civil e Código de Contabilidade Pública. -Era dos raros parlamentart.'s (jue poderiam discutir com superioridade qualquer or çamento, por ser realmentr! um técnico

f. hx

lU•p,vs,■nla^■a o Brasil no Coinitr

lios Jurisconsullos do Haia, encarregado de elaborar o projeto da Cdrte Perma nente de Justiça Internacional. Eram tnen.bros desse Comitd, entre outro,s

l-.li m Hnot, Laprad..|Ie, Lorde Plnlimore <• .VItannra. As gnmdes potenicias não

queriam aceitar a obrigatoriedade dii

Corte, que as pequenas pleiteavam. De fendia a tese francesa o eonbecido in-

termicionalista grego Politis. q„e con

siderava o projeto nm desrc.speito à soberania das nações signatãrias do P.ie-

to do Versalhes. Ambos os grupos toi-

niinim-so intransigentes c ninguém des

cobria a solução intermédia. Raul Fer nandes, com surprêsa de Léon Bourgeois, salva o Projeto, as entando, no ca lor do debate, a fórmula da cláusulá

^cultativa de jurisdição obrigatória da ortc. Em outros termos, propugnou um protocolo de arbitragem progres.vi-


Dicesto

54

triunfos c curiosa aguardava a palavra

de fjucm vinha aureolado do prestigio conquistado pelo fulgor da intelígenc i*i om cenáculos ínlemacíonais.

Sugeri-lhe o tema: Joaquim Nahuco. diplomata. O eminente confercncist i desempenhou-se com lustre da ineiib»-i.-

't.

diei) ou engi-niu-iri).

uiaií)r

<l<seentraliz:ição

adininistrativii.

autor da Cà)nsfiluição d<- qi e. u.i tra gurkinte e fecundo dos conientadores dov

seus textos lapulares.

Compul.sando a obra esparsa de B.iul todo.s* os ramos' do Direito

Constituinte de -34, na confecção da

"Lei Magna", como relator das comis sões reunidas, foi "magna pars .

nãc só na redação final eojno na díscu.ssão da matéria propriamen-

te jurídica. Com o aiixíiíf), sobretudo, dc parlamentares do sa ber e operosidade de Levi Carneír.), Alcântara Machado e Odilon Braga, obteve de uma Câmara heterogênea o

documento cjue, se peca pelo excesso de dispositivos, alguns até de natureza

7" processual, não dcslustrou as tradições f. do liberalismo brasileiro. Vero demo; crata, já havia externado, em fase prcí , constitucional c na qualidade de Consultor-Geral da República, a sua opinião

contrária à representação classista, cm parecer que repercutiu c tanto contra-

\

rúleo de Raul I*eman<hs r de algunS dos -siMis companlieiros p.tr.i uáo se des truir a obra tiilópica. de eiiito à LiIn-rdade. <le apégo a l < <h r.içãíi v de

ria do litígio, tratada por Joa<jnÍjn \'a

^ Fernandes, verifícar-se-á rjue fulgiu em

7

gc «'scola.

huco em obra volumosa e erudita, com enorme massa de informes <• citações. Raul Fernandes teve o condáo de trans-

to entusiasmo despertou em Rui Bar-

7 ';r

ímprovis.i c .1 .irt<' d.i .idmmistração ♦•\i-

jetória glorifjsa da sua xid.i. o mais ful-

]>osa.

riou o.s poderosos do mí)mento, notadamente jovens militares, adversários das doutrinas liberais de Rui Barbosa e entu.siastas das idéias de Alberto Tôrres e

55

Oliveira Viana, vind.is ã tona. «tu re

sileira. É inacessível ao vuleo a histó

■^

Kr.<)Nó^tl<;^»

quintes dc nuxl.T. Bíin M* jKxlc avali.ii i> « NÍórço hor-

<lo Gênio da Nacionalidach*. o principal

'»»

f

Dicksto

cia, resumindo, num trecho da pales tra, a evolução da contenda anplo-bra-

|í formar, em leve narrativa de puieas 'v página.!, o monumental estudo que tai.-

W

Econòm

Na ciência de Cnjlins. gratije.irainIhe autoridade. (pi<- ê hrjje sem rival no Brasil, os laurêis obtidos i-m assetni)lêias intíTnacloiiai.s e em l-'ni\,ersi<l:nl,.j^ es trangeiras. Em reuniões « feluatlas cm

|x»hti( .i »'• tmi.i i .urcir.i co

mo quaI(]Mer onlr.i. il.d>dtt.i n<- p.ira .i política coinn sr prcp.ir.i p.o.i xu me \.'i») h.» m.iiíu mal

à nacionalidade «pn* os .iprevs.ulos. me

ros leilores de Ir.ib.ilhns .dheiDs. d,- qm. ternos sido vitim.is tios últimos tempos, com o desct>iibe« ímeiito dos homens

das coisas de govênto.

R.ml '•"ernamles

prcparon-s« . desde .i juventude, p.ira is atividades públieas »• tonlon-se. p'4o estude • [íel.i evpeiienej.t, estadista compleh) Coinpendioo, ha cerca de .)() uuKs. as suas idéias politic.is e administrativas, na 1'latafttrm.i magnilica com i|iu' se

Cenei)ra, Havana e Paris e nas cátedras

apresentou caiulidat»» a Pia-siiléncia do

de institutos fanuisos <le Bruxehe,

Estado do Rio (!<• Janeiro.

(Iri c- Montevidéu, balcn-s<- n»*»e princij)ios generosos. coii\j4.(,j

i

.

uleiais

dade dêsse lindo pensamento (h.

lole: a humanidade n-aii/.a le-itamentê ma.*; sempn o sonlm d^s sábios

Propiigiioii :i igualdade jurídi ca clo.^' instados, a proscrieão da guerra eonio instnmient» da po-

lítua, a imi\cTs.ilidade dos orga nismos pernianei)t<s internacionais, o

caráter universal das normas jurídicas, a f()rça sancionadora das decisões, a eli minação do veto na aplicaçao dns san ções, a negação da doutrina da so])erania

nacional ilimitada. E tantos outros prin-

c-ípios f|uc altearani a sabedori.i da po lítica, externa lirasileíra. Vida di- uni ar

dente idealismo, (pie culmina, na sua

passagem, tão cheia de serviços, polo Itamnrati, cujo nome indígena, associando-se às nossas atividade.s diplomáticas, no dizer do Afon.so Pena Júnior, tem a

eloqüência de uma divisa. A política não prescinde do fator experiência. O homem publico não se

\,"iu .isscva-ro

que tenham provoc.ulo no País o entu

da eficiência do Esladu, como o foram, na eobiç;ida Comissão de Finança.s da-

t|ucl I fase, Sampaio Correia e Sales |únio:.

Sentiram a <lestreza do lodor habitual

de humoristas ingleses e franocsos", om prélúis memoráveis de |>olidez. t eleva ção. Cineinato Braga e João Nevc.s da bontoura. adversários do govémo conslitueionai do Celúlio Varg.is. Raul Fer nandes liderava a maioria de então e portou-se m>s didrates, do caráter finan

ceiro

iH.htico, imvados em plenário,

como um esgrimisla. contendo os hábeis

atacantes em oraçsães fundamentadas e de eneantador.i malícia.

Política é siiKinimo de conciliação.

Nao ha iinpas.se nas discnssrác.s. se estiver pre.sent<« Raul Fernande.s. de inte(;„> agil. Adqninu r„l„,inoa au-

siasmo (pic despertaram as do mistáo

loiidacie. ims mei(.).s diplomáticos da Eu

João Pinheiro, em celebre Manilcslo. (pio revelaram o Homem providcnci.d,

ropa. graças à rapidez d<' nm vaeiocíniu

entusiasta dc nova política protecionis

ta, almejada pela Nação. Denotou, porém, o seu programa de

governo, dc elevado teor cultural, o es pírito familiarizado com os problemas nacionais.

No Parlamento da Primeira Hejrúlrliia.

<pic ingressou (piando st» dcspi-dia do poder o grande "astro" Carlos Peixoto, demonstrou o seu S()lido preparo, rela tando, com objetividade c patriotismo, como membro da Comissão de Finanças, os orçamentos da .\gricultura c do Ex terior e firmou os seus crédito- de há

bil o sagaz legislador eoni os pareceres que emitiu nas Coinissíões de Justiça, Diplomacia o Tratados, (aidigo Civil e Código de Contabilidade Pública. -Era dos raros parlamentart.'s (jue poderiam discutir com superioridade qualquer or çamento, por ser realmentr! um técnico

f. hx

lU•p,vs,■nla^■a o Brasil no Coinitr

lios Jurisconsullos do Haia, encarregado de elaborar o projeto da Cdrte Perma nente de Justiça Internacional. Eram tnen.bros desse Comitd, entre outro,s

l-.li m Hnot, Laprad..|Ie, Lorde Plnlimore <• .VItannra. As gnmdes potenicias não

queriam aceitar a obrigatoriedade dii

Corte, que as pequenas pleiteavam. De fendia a tese francesa o eonbecido in-

termicionalista grego Politis. q„e con

siderava o projeto nm desrc.speito à soberania das nações signatãrias do P.ie-

to do Versalhes. Ambos os grupos toi-

niinim-so intransigentes c ninguém des

cobria a solução intermédia. Raul Fer nandes, com surprêsa de Léon Bourgeois, salva o Projeto, as entando, no ca lor do debate, a fórmula da cláusulá

^cultativa de jurisdição obrigatória da ortc. Em outros termos, propugnou um protocolo de arbitragem progres.vi-


"wr- *

r>icK.s7<i

56

Rí-pctc-se em Havana falo s< melhante.

O delegado argentino, Honório

Puyersedon, agita, na Asscrnhliia PanAmerieana, a questão do Igiiac.u. Pro-

pÕo a ntilizaf;áo livre das águas dos rios por qualfitier dos Estados rilKirinlior.. scrn prejuízo dos direitos df)s países fTonteiri<,os. Prevendo as cons«'quênc i is,

danosas para o Brasil, da aprcnavão do

projeto, Raul Fernandes, ein discurso r^uc c modelo de astúcia política, apara o golpe, desenvolvendo a arguiiicnla(,ãt) de que a Conferência não cst iv:. ha bilitada tcenicamente para regulamen tar o uso das águas dos rios iiitr.-rnaeionais.

Alcançado o adiamento, venceu o de

legado brasileiro, nariueie conclave. a sua maior batalha. Nenhum triunfo .se avantaja ao riiie

Econômico

Ijor.içáo c nit n-íl.u.ão <ln P.u Io do .Atlátitieo Norte.

llíjuraílo ein

Al.lUJUO PlJlKlUA UK C^.\.sn\o

pais «str.ingnro ctuil

recepção fe.slisa, H;uil hernaixh-s dccltinm, ao improvisar píquettítio

Qf.vsiw» sí- f.il.i n.i inipl.uit.u..u> ou ilesenvolv iniriito d.t indiisiri.i si(h*nir-

iio.v

E verdade qiu*. l«giiiíii.ni„-ni,-

a política do ódio e d.i \inii.iui,;i a tia malfazeja iiilíTVeuçiV) íetleral do

triste memória, nãf) o permitiu (|uo go-

mútua compreensão dos delegados, fnistrando-.se assim um dos objetivos d.i Conferência, o de abrir-se uma brecha no reduto das soberanias nacionais ili

mitadas, advogada pelo experimentado chefe da delegação brasileira c Presi dente da Conferência.

O "Tratado do Rio de Janeiro" que,

giea <le niu certo pais. vêm logo à men te os gr.iiides problem.is de miner.iç.áo e transporte de enormes mass.is tle m.itêrias-j)riinas n.itm.tis; miiuTÍos. e.irv.áo eo-

íjiieifieávei. lerr.is reir.»tari.is. eale.iriMS.

«••it.d>ilid.uh^ do pnxlução liá tendência p.ir.» haver sobras de sxicala. enquanto . est.i se toma eseassa nos anos de expan são tia pr\)ihição de aço. Todtxs se lem

bram do que foi a eampanha de sucata durante a última guerra nos Estados Uni dos. (juando um aumeuto urgente da punlução das usinas quebrou o equilíbrio

ri.sse os destinos tle sua terr.i nata) dc tradições altaiieiras; de ontr.» fojia cni-

etc.

vidatlo para Cà)nsu!tor Jiui<li((, <);,

(rs problemas acima, porém de igual importàneia par.i .i sidí-nirgia modem.i. é o probh-ma da smal.i. isto é. do lerro ve

as até então utilizadas anualmente.

lho coletado paeienlemenle em todo o mundo, manipulado jior uma série de

dos os países adiantados, por meio de

ciedade das Nações — pósto-cliavo c de extraordinário relevo e que seria o r,.

na para a Manutenção da Paz e da Segurança no Continente", realizada no

não incluiu na agenda dos trabalhos o tema da "agressão econômica", pi-lí> qual insistia o govêrno cubano e (jue provocaria a quol)ra da unanimidade e

<lt' r.w^ouJuiria (Ir Sôo Vouio.

zam nas nocrópoles í)s <lestinos huina-

te d(í tuna brilhantíssima «• feei,,. i

cída tenacidade, o delegado de Cuba

(.onfrr^hwut jfronun úh$ fn ln (.t*nfrt) .Xforui.v /h*go e r»\i/ii^idu i\o stiíão do Institxdo

deria ser represe ntada miin.i sério de t<»hmas truneadas como as (|ue siinlx>li-

reira

diplomático, prestígio pessoal (r rec-onhe-

for-

( A.ssjsti-nti- d.i e.uh-ir.» de Suh rurgi.i da Escxda Politécnica do S, Paulo)

mo.so <liseurso, ípje a su.i \id.t Ix-tii jh>-

obteve na "Conferência Intcraim rica-

Rio de Janeiro e da qual foi arguto e seguro tcmoneiro. Graças ao seu tiixí

SUCATA COMO MATÉRIA-PRIMA DA INDUSTRIA SIDERÚRGICA

influir, na cs.m-iu i.i e u.i furin.i. ti.i rla-

'1-

nos conciliíis

1 •

gcuebrinov

"Oa car

,

aceitou a distinção, em virlnd,. (h,

nao

Enlret.mlo. não tão emoeion.mte como

canai.s comerciais cspeelalizados, até po

da do Brasil datiuele anfietiõ,,i„

der ser drenatlo em enormes tonelagens

dial; a (hplomaeia de carreira, apeins iniciada, encerrou-a como Enii)aixa^|j^,.

de volta aos lornos de aço. (àdelado nos

1

1

I

I

1

na Bélgica, por motivos justificados cm concludente defesa; não atjiiieseeij, ain da li.á pouco, na sua candidatura, su gerida pelo govêrno brasileiro e plena mente vitoriosa, para Juiz da Cà^rte Per manente dti Justiça Internacional, na ya-

ga do operoso jurisconsullo 1'iladelfo de Azevedo, (jiie no mais alto rri])utiai do mundo tanto elevou a nossa cultura jurídica.

Ma.s quem atentar para a larga enu meração dos cargos de realce (pa- tem periu.strado e observar a dignidade e a

pela sua contribuição pessoal, por si só galardoa Raul Fernandes como chance

cintilação dc inteligência com que os teni exercido, há de proclamar que não .são muitos os brasileiros que poderão

ler, revestiu-se de tamanha significação

competir com Raul Fcrnande.s em servi

que iria, na opinião de Jaime de Barres,

ços á Pátria c à Humanidade.

mais remotos cantos — nas lábricas. nas

anterior e ocasionou uma demanda de

maiores (juanlidades de sucata do que Os movinxaxtos de pnxluçâo e consu mo de sucata são acompanhados cm to registros estatísliixxs especializados e a

sucata disponível em cada pais é trata-

ila como uma espécie de rcòvrvo fh-' tuoutc da indústria sidemrgíca, rcsprxTi

fazcnda.s, nas estradas do ferro, nos por

essa de alto valor estratégico e impor

tos e nas residências — o (erro velho é classificado <aii tipos comerciais defini

tância apenas inferior à de ixúnério.

dos, separado das impurez^xs o organizxido cm grandes lole.s dc sucata ([uc são embarcados para as usinas.

A sucata forma uma espécie de "cir cuito dc retorno" da produção mundial dc aço. A iinporláueia dés.sc circuito ó enorme — cerca de 25 por ctailo da pro dução anual bruta de aço são devidos à sucata. Somente nos Estados Unidos, anualmente, mais dc 20 milhões dc to

neladas do sucata são eonsinnidos pelas usinas.

A indústria do aço moderna está tóda

Desde 1928. funciona em Washington t> "Institvit of Iron anel Steol Scrap",

cuja finalidade é a de e.studar especifica- '

çücs para o mercado de sucata, bem eo- ' mo acompanhar atentamente a sua evo- lução estatística.

O gráfico anexo mostra a inter-relaçãc que existe entro a indústria siderúrgica e a formação da sucata; esta se faz em trés estágios sucessivos :

Estágio 1 — Sucata de usina, que os americanos

chamam

dê

"homc scrap". É formada pelos desperdícios dé for

baseada numa espécie do ctjiiilíbrio mi-

nos, panelas, canais, pontas

ncrio-sncata,

o rejeitos de laminação.

Geralmente, nos anos de


"wr- *

r>icK.s7<i

56

Rí-pctc-se em Havana falo s< melhante.

O delegado argentino, Honório

Puyersedon, agita, na Asscrnhliia PanAmerieana, a questão do Igiiac.u. Pro-

pÕo a ntilizaf;áo livre das águas dos rios por qualfitier dos Estados rilKirinlior.. scrn prejuízo dos direitos df)s países fTonteiri<,os. Prevendo as cons«'quênc i is,

danosas para o Brasil, da aprcnavão do

projeto, Raul Fernandes, ein discurso r^uc c modelo de astúcia política, apara o golpe, desenvolvendo a arguiiicnla(,ãt) de que a Conferência não cst iv:. ha bilitada tcenicamente para regulamen tar o uso das águas dos rios iiitr.-rnaeionais.

Alcançado o adiamento, venceu o de

legado brasileiro, nariueie conclave. a sua maior batalha. Nenhum triunfo .se avantaja ao riiie

Econômico

Ijor.içáo c nit n-íl.u.ão <ln P.u Io do .Atlátitieo Norte.

llíjuraílo ein

Al.lUJUO PlJlKlUA UK C^.\.sn\o

pais «str.ingnro ctuil

recepção fe.slisa, H;uil hernaixh-s dccltinm, ao improvisar píquettítio

Qf.vsiw» sí- f.il.i n.i inipl.uit.u..u> ou ilesenvolv iniriito d.t indiisiri.i si(h*nir-

iio.v

E verdade qiu*. l«giiiíii.ni„-ni,-

a política do ódio e d.i \inii.iui,;i a tia malfazeja iiilíTVeuçiV) íetleral do

triste memória, nãf) o permitiu (|uo go-

mútua compreensão dos delegados, fnistrando-.se assim um dos objetivos d.i Conferência, o de abrir-se uma brecha no reduto das soberanias nacionais ili

mitadas, advogada pelo experimentado chefe da delegação brasileira c Presi dente da Conferência.

O "Tratado do Rio de Janeiro" que,

giea <le niu certo pais. vêm logo à men te os gr.iiides problem.is de miner.iç.áo e transporte de enormes mass.is tle m.itêrias-j)riinas n.itm.tis; miiuTÍos. e.irv.áo eo-

íjiieifieávei. lerr.is reir.»tari.is. eale.iriMS.

«••it.d>ilid.uh^ do pnxlução liá tendência p.ir.» haver sobras de sxicala. enquanto . est.i se toma eseassa nos anos de expan são tia pr\)ihição de aço. Todtxs se lem

bram do que foi a eampanha de sucata durante a última guerra nos Estados Uni dos. (juando um aumeuto urgente da punlução das usinas quebrou o equilíbrio

ri.sse os destinos tle sua terr.i nata) dc tradições altaiieiras; de ontr.» fojia cni-

etc.

vidatlo para Cà)nsu!tor Jiui<li((, <);,

(rs problemas acima, porém de igual importàneia par.i .i sidí-nirgia modem.i. é o probh-ma da smal.i. isto é. do lerro ve

as até então utilizadas anualmente.

lho coletado paeienlemenle em todo o mundo, manipulado jior uma série de

dos os países adiantados, por meio de

ciedade das Nações — pósto-cliavo c de extraordinário relevo e que seria o r,.

na para a Manutenção da Paz e da Segurança no Continente", realizada no

não incluiu na agenda dos trabalhos o tema da "agressão econômica", pi-lí> qual insistia o govêrno cubano e (jue provocaria a quol)ra da unanimidade e

<lt' r.w^ouJuiria (Ir Sôo Vouio.

zam nas nocrópoles í)s <lestinos huina-

te d(í tuna brilhantíssima «• feei,,. i

cída tenacidade, o delegado de Cuba

(.onfrr^hwut jfronun úh$ fn ln (.t*nfrt) .Xforui.v /h*go e r»\i/ii^idu i\o stiíão do Institxdo

deria ser represe ntada miin.i sério de t<»hmas truneadas como as (|ue siinlx>li-

reira

diplomático, prestígio pessoal (r rec-onhe-

for-

( A.ssjsti-nti- d.i e.uh-ir.» de Suh rurgi.i da Escxda Politécnica do S, Paulo)

mo.so <liseurso, ípje a su.i \id.t Ix-tii jh>-

obteve na "Conferência Intcraim rica-

Rio de Janeiro e da qual foi arguto e seguro tcmoneiro. Graças ao seu tiixí

SUCATA COMO MATÉRIA-PRIMA DA INDUSTRIA SIDERÚRGICA

influir, na cs.m-iu i.i e u.i furin.i. ti.i rla-

'1-

nos conciliíis

1 •

gcuebrinov

"Oa car

,

aceitou a distinção, em virlnd,. (h,

nao

Enlret.mlo. não tão emoeion.mte como

canai.s comerciais cspeelalizados, até po

da do Brasil datiuele anfietiõ,,i„

der ser drenatlo em enormes tonelagens

dial; a (hplomaeia de carreira, apeins iniciada, encerrou-a como Enii)aixa^|j^,.

de volta aos lornos de aço. (àdelado nos

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na Bélgica, por motivos justificados cm concludente defesa; não atjiiieseeij, ain da li.á pouco, na sua candidatura, su gerida pelo govêrno brasileiro e plena mente vitoriosa, para Juiz da Cà^rte Per manente dti Justiça Internacional, na ya-

ga do operoso jurisconsullo 1'iladelfo de Azevedo, (jiie no mais alto rri])utiai do mundo tanto elevou a nossa cultura jurídica.

Ma.s quem atentar para a larga enu meração dos cargos de realce (pa- tem periu.strado e observar a dignidade e a

pela sua contribuição pessoal, por si só galardoa Raul Fernandes como chance

cintilação dc inteligência com que os teni exercido, há de proclamar que não .são muitos os brasileiros que poderão

ler, revestiu-se de tamanha significação

competir com Raul Fcrnande.s em servi

que iria, na opinião de Jaime de Barres,

ços á Pátria c à Humanidade.

mais remotos cantos — nas lábricas. nas

anterior e ocasionou uma demanda de

maiores (juanlidades de sucata do que Os movinxaxtos de pnxluçâo e consu mo de sucata são acompanhados cm to registros estatísliixxs especializados e a

sucata disponível em cada pais é trata-

ila como uma espécie de rcòvrvo fh-' tuoutc da indústria sidemrgíca, rcsprxTi

fazcnda.s, nas estradas do ferro, nos por

essa de alto valor estratégico e impor

tos e nas residências — o (erro velho é classificado <aii tipos comerciais defini

tância apenas inferior à de ixúnério.

dos, separado das impurez^xs o organizxido cm grandes lole.s dc sucata ([uc são embarcados para as usinas.

A sucata forma uma espécie de "cir cuito dc retorno" da produção mundial dc aço. A iinporláueia dés.sc circuito ó enorme — cerca de 25 por ctailo da pro dução anual bruta de aço são devidos à sucata. Somente nos Estados Unidos, anualmente, mais dc 20 milhões dc to

neladas do sucata são eonsinnidos pelas usinas.

A indústria do aço moderna está tóda

Desde 1928. funciona em Washington t> "Institvit of Iron anel Steol Scrap",

cuja finalidade é a de e.studar especifica- '

çücs para o mercado de sucata, bem eo- ' mo acompanhar atentamente a sua evo- lução estatística.

O gráfico anexo mostra a inter-relaçãc que existe entro a indústria siderúrgica e a formação da sucata; esta se faz em trés estágios sucessivos :

Estágio 1 — Sucata de usina, que os americanos

chamam

dê

"homc scrap". É formada pelos desperdícios dé for

baseada numa espécie do ctjiiilíbrio mi-

nos, panelas, canais, pontas

ncrio-sncata,

o rejeitos de laminação.

Geralmente, nos anos de


■rryr

'' ■ P^F

dicKxT» Econômico

Dtc^nrro

68

Eslágio 2 — Sucata indweirial. O rial fiinclido, forjado ou Uiminado, ff)rn<-cido pelas

S</b

pfinio d«* xi*.!.!. «'• jw»^NÍvel, <lc

um nuKlo geral, « denirgKOX rj.i

.tr os p.uVs xiin.ilMír.i.

Vé-w d.ii «pie «• .tb.isitH iiueuto de su cata não é est.uHpir tiem en» p.ijses Ihmu afpunho.idos <nm.> .i ,\ju«'tic.i do Norte: sempre qm- x.mt.qos.i ou m-ccNviri.» p.jr.»

usinas de a^o, sofre na

rttjo uuiu\lfio I stii cm fase

rcstal>el«'HT «» eipulibno eutri* o coumi-

dutos acabados. cort<*s. pun^-onaincnlos, iisinagí-ns

fie fcrnuivãi' - .Síílrejn dr- Í.ílla dc

mo e .1 ofiTt.i iut<Tii.t. os .inu-rii.iuos laii-

siu.íta e s.'ui obnu.ulos .i Mnp«)rt.i-hl.

mão (l.i iinport.u,."io, si) u.*io o f.»z<-n-

V rejejçõí s, íjiie dãf) ori

fiur.uile fó<I.« .1 f.o«- «h- < r« sí imento.

sua tran.sfíUTua^ão em pro

gem a iiin lol{? iinjK)rtant»* de

sucata

de

retalhos,

abundante <*in tt)dos os parques manufatiireiros.

Cerca d<* 12 2 do a(,f» ven dido pelas usinas voltam a esla.s como sucata indus trial.

Est/igio 3 - Sucata de oh.wléncia - Esfa é a sucata ou ferro velho

pròpriamenle dito, ^xiis é formada pela catacão de todos os materiais in.servíví-is, no próprio mercado consumidor.

A sucata de usina faz geralmente um circuito fechado dentro de cada fábrica de aço; só interessam pois ao mercado da sucata e merecem o nome de "suca ta do mercado" aquelas que .são incluí das nos estágios 2 e 3. Des.sa maneira, pode-se dizer oue a sucata que encontra cmprêgo nos fornos de aço é dividida em duas parcelas: ".su cata de usina" e "sucata do mercado"; esta última classificada ainda em "suca ta industrial" e "sucata de obsolencia".

Posição dos vários países, quanto ao su

primento de sucata

p.ir.t o supruiH iito díix xeiis íomos. Exriiiplo tipi<o !• o do J.ip.io, <|ue. xomente n<is .uios .u»t« rior« s à últi

ma guerra, iiiiporlou iii.us <le 20 mi-

phí. dur.mte a guerra. dados abaixo dão uma idéia da fi>nnaçao do mercado de sucata, o.>rres-

l»oudenli' ao ano de 1ÍM7, para dois pítí-

M s Ih iu diferentes; tcs Estados Unidos c A SmVi.i.

(ONSUMO I)K suchvr.v Sucat.i de nsma .Sucata do nx-ic.idc

2<S.0()0.000 lon 20.0(X).01H) lon.

Consumo total

IIkms de toneladas <le ferro velho.

Pai-us industriais pnhn-.s cm miW-

do (|uaiKU) iuq'H>ssÍvcl. como. jmr oxom-

54.000.0(X1 lon.

l*"a(,amos. .qx-iias. .i .uiaiisr il.i .suctifu

33-4.0(H) ton.

311.000 lon. 615.000 lon.

!al e o caso

do Jiurcado. utna xcz que .i sucaltt dc

da Polônia qiiajit<» ao miíiktío e da Suécia í|uaul«i ao car\a«i. l-.ste.s paí

material. P.mi os Estados Unidos, foi a seguinte a cxxmposiçào da sucata do

usina não faz parte do cH>uu'r(io déssc

tnercado :

rúí.v oíi cm cartão —

.Sucata industri.d

ses são cotíst.uileiiieiit»" importado res de síieata. Para uma pruduvão

desmontes de autonuuiMS

anual (h- um poucci inais fie um mi

Outras fontes

lhão de tf>neladas <h' açf» bruto, u Suécia consome anualmente cerca de 300.000 toneladas de sucata, das

Siieata de ohsolèm-ia

Sucata incluslrial

cerca dc 30 2 são importados.

Outras fonlc-s do ])ais . , SUCATA IMPORTADA

3 - Países com f^rutule iudtcslria sidcdore.s dc sucata. É caso dos Es tados Unidos. Uma grande indús

25% 50% 75%

Para a Suéeia

quais 90.000 louciadas ou sejam

nirf^ica — São gcralmcutc exporta-

252

l''stra<l.is de lerro, estaleiros,

Situação do ahasicrimcuto dc sucata no

16%

54% 30%

Êste valor é ligeiramente superior ao americano, que varia em tôrno de 25%.

Brasd

tria de manufaturas e um grande consumo interno garantem nesse

A falta de estatística especializada di ficulta uma análise completa da situa

país um abundante mercado de su

ção do abastecimento da siderurgia bra-

É evidente que o valor dessa relação para o Brasil deveria .ser menor que pa ra os Estados Unidos, concluindo-se.

cata. Só cm épocas críticas, como foi a da expansão siderúrgica na quele país desde o início da última guerra até hoje, manifesta-se falta

.sileira e não permite acompanhar cpuin-

pois, cpie o pais o.stoja sofrendo uma di minuição no seu estoque de sucata. A

tilatixamcntc a evolução do seu consu

única razão que toma possível iim valor

mo de sucata.

tão alto daquela relação encontra-se no

fato de so importar grande quantidade

de sucata no mercado americano.

Em números redondos a nossa indús tria consumiu, em L950, 200.000 tone

ladas dc sucata do mercado, para uma

quinas, etc. Êsse número dc importação

Atualmente a indústria

americana

Os vários países do mundo, dotados de indústria metalúrgica, têm posições bem diferentes no que se refere ao suprimen

importa sucata da Europa, onde os restos do enorme esfõrço de guerra acumularam grandes quantidades

to dc sucata.

desse material.

.tVív»/'V.'. •

produção de cérca dc 750.000 tonela

das de lingote.s, o que vem a dar uma sucata do

mercado

n lação

ietial a 272.

produção de lingotes

de aço sob a forma de automóveis, má

deveria ser somado ao dixàsor, para que se tivesse uma relação corrigida.

Os

dados disponíveis não tornam possí\-el

essa correção; todavia, a impressão nítida é do que, mesmo levando em conta o fa-


■rryr

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dicKxT» Econômico

Dtc^nrro

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Eslágio 2 — Sucata indweirial. O rial fiinclido, forjado ou Uiminado, ff)rn<-cido pelas

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dutos acabados. cort<*s. pun^-onaincnlos, iisinagí-ns

fie fcrnuivãi' - .Síílrejn dr- Í.ílla dc

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siu.íta e s.'ui obnu.ulos .i Mnp«)rt.i-hl.

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sua tran.sfíUTua^ão em pro

gem a iiin lol{? iinjK)rtant»* de

sucata

de

retalhos,

abundante <*in tt)dos os parques manufatiireiros.

Cerca d<* 12 2 do a(,f» ven dido pelas usinas voltam a esla.s como sucata indus trial.

Est/igio 3 - Sucata de oh.wléncia - Esfa é a sucata ou ferro velho

pròpriamenle dito, ^xiis é formada pela catacão de todos os materiais in.servíví-is, no próprio mercado consumidor.

A sucata de usina faz geralmente um circuito fechado dentro de cada fábrica de aço; só interessam pois ao mercado da sucata e merecem o nome de "suca ta do mercado" aquelas que .são incluí das nos estágios 2 e 3. Des.sa maneira, pode-se dizer oue a sucata que encontra cmprêgo nos fornos de aço é dividida em duas parcelas: ".su cata de usina" e "sucata do mercado"; esta última classificada ainda em "suca ta industrial" e "sucata de obsolencia".

Posição dos vários países, quanto ao su

primento de sucata

p.ir.t o supruiH iito díix xeiis íomos. Exriiiplo tipi<o !• o do J.ip.io, <|ue. xomente n<is .uios .u»t« rior« s à últi

ma guerra, iiiiporlou iii.us <le 20 mi-

phí. dur.mte a guerra. dados abaixo dão uma idéia da fi>nnaçao do mercado de sucata, o.>rres-

l»oudenli' ao ano de 1ÍM7, para dois pítí-

M s Ih iu diferentes; tcs Estados Unidos c A SmVi.i.

(ONSUMO I)K suchvr.v Sucat.i de nsma .Sucata do nx-ic.idc

2<S.0()0.000 lon 20.0(X).01H) lon.

Consumo total

IIkms de toneladas <le ferro velho.

Pai-us industriais pnhn-.s cm miW-

do (|uaiKU) iuq'H>ssÍvcl. como. jmr oxom-

54.000.0(X1 lon.

l*"a(,amos. .qx-iias. .i .uiaiisr il.i .suctifu

33-4.0(H) ton.

311.000 lon. 615.000 lon.

!al e o caso

do Jiurcado. utna xcz que .i sucaltt dc

da Polônia qiiajit<» ao miíiktío e da Suécia í|uaul«i ao car\a«i. l-.ste.s paí

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usina não faz parte do cH>uu'r(io déssc

tnercado :

rúí.v oíi cm cartão —

.Sucata industri.d

ses são cotíst.uileiiieiit»" importado res de síieata. Para uma pruduvão

desmontes de autonuuiMS

anual (h- um poucci inais fie um mi

Outras fontes

lhão de tf>neladas <h' açf» bruto, u Suécia consome anualmente cerca de 300.000 toneladas de sucata, das

Siieata de ohsolèm-ia

Sucata incluslrial

cerca dc 30 2 são importados.

Outras fonlc-s do ])ais . , SUCATA IMPORTADA

3 - Países com f^rutule iudtcslria sidcdore.s dc sucata. É caso dos Es tados Unidos. Uma grande indús

25% 50% 75%

Para a Suéeia

quais 90.000 louciadas ou sejam

nirf^ica — São gcralmcutc exporta-

252

l''stra<l.is de lerro, estaleiros,

Situação do ahasicrimcuto dc sucata no

16%

54% 30%

Êste valor é ligeiramente superior ao americano, que varia em tôrno de 25%.

Brasd

tria de manufaturas e um grande consumo interno garantem nesse

A falta de estatística especializada di ficulta uma análise completa da situa

país um abundante mercado de su

ção do abastecimento da siderurgia bra-

É evidente que o valor dessa relação para o Brasil deveria .ser menor que pa ra os Estados Unidos, concluindo-se.

cata. Só cm épocas críticas, como foi a da expansão siderúrgica na quele país desde o início da última guerra até hoje, manifesta-se falta

.sileira e não permite acompanhar cpuin-

pois, cpie o pais o.stoja sofrendo uma di minuição no seu estoque de sucata. A

tilatixamcntc a evolução do seu consu

única razão que toma possível iim valor

mo de sucata.

tão alto daquela relação encontra-se no

fato de so importar grande quantidade

de sucata no mercado americano.

Em números redondos a nossa indús tria consumiu, em L950, 200.000 tone

ladas dc sucata do mercado, para uma

quinas, etc. Êsse número dc importação

Atualmente a indústria

americana

Os vários países do mundo, dotados de indústria metalúrgica, têm posições bem diferentes no que se refere ao suprimen

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desse material.

.tVív»/'V.'. •

produção de cérca dc 750.000 tonela

das de lingote.s, o que vem a dar uma sucata do

mercado

n lação

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deveria ser somado ao dixàsor, para que se tivesse uma relação corrigida.

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dados disponíveis não tornam possí\-el

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j II .1 >■ I

l>K;esT()

Kt onòm h :< 1

61

to in<-iK'iona<lo. <> c-tinsuiiui di* stUMi.i (!i>

incrcaclo ó tiuiis alto dt» mu* a cMp.u'idu> <lf ititiTiia ilf siipriiiH iito O MERCADO oe SUCATA t A INDOsfRlA SIDERÚRGICA

finv <lr HM9. ixim a entrada da Usina

iiirntos tms (iliniMis .mus mrrolmr.ir.in) a

-•suhTÚrgiea ile \'oita Heilonda, «imo «ompr.ulora tle sucata.

dí»s pfr«,ns «• as dii it ulil.id«-v «ir .sjipri-

(K pritiinros lornos t|«- .!(,»> do pais

datam tir HUS. portanto, so tU-st»i r|>í>ia

FEftRO GU5A

para cá li;'i nm 4 (>nMiin<> si-^inf ii, ai i\

di-

sucata.

USINAS

O ícrro \cllio iiis«a\t\« l, tlc mst.dat.t'>cs olísoicta.s. p.irtpu s írrro\ i.\rios. tnaimfaturas, • li aí iiinnl.ido .ttó aipn la «lata. rcprcs<-nla\a unia maiulo rcs« r\a par.i a na.scrnlc- sidi-rnima r i st.i passou a couMiini-ia, Sf-ni pn-o< upar rom o seu

.t

0

i<! 01 D Q

crcsci titc drsy.isli'

O (t a

O rs^otaiiH-ulo (l«ss.is ii-.s«-rvas lictm pat«-nlc (lur.iiilr a ^in rr.t pass.ula. «juau(lo a nossa sidi riuiiia c\p4 riincnf<m um íortc impulso - so nos anos U)13 i-

o o

I NDUSTRl A MANUFATURE IRA

cr liJ

a

NAVIOS

Minas Gerais

3,4 6,2%

Uio lie janeiro

22,8%

São Paulo Santa Cãitarina Hio Grande do Sul

63,3? 1,0% 3,3%

Infelizmente, não há dados para re

Aido.s; é lie se crer, no entanto, que

BTC.

PERRO

VELHOS

AUTOMÓVEIS E caminhões TODOS OS OUTROS

COBR-ASmA »/t/5l

A

IV rnambmx»

nicntc ÍJO.OOO «■

© 5UCATA DE USINA ; deapcrdício» db porno e panela . canais © Sucata industrial . cav/:»cos, pontas etc (3) SUCATA D6 OBSOLESCÊNCIA MATERIAL INSERVIVBL EM OCRAU ESTRADAS DE

lor.un os seguinli-s:

o

vA'Rioa

R6PU60S

Os mmi« n>s relatÍNoS de cxmsmno obtidos

fazer esse cálculo, com mnneros atuali-

DE TRANSPORTE . EOUi P/kf-lE HTOÔ usoa

no it rnlóno brasileiro. EtKwrregou-.se de t.»/è-lo o Setor ila Prinluçâo Industrial.

19'll essa indústria c-onsmniu la^spccliva-

cc

CON^TRUCOEÔ.MCIOS

Dutro j>4mt4> inqx>rtanti' é o estudo <la distribuição gLxigráfiea do tninsumo,

D lU

MERCADO

tala e a sittiaçâo toniou-stí crítica em

A i-\'«)int.ão

foncitisão .u itn.i M ifN) 6 R í o

m>\^> agraxumento do mercado de su-

EC-I5A

1 10.1)00 tniu>ladas dr

sucata na sua produção d«- a^o.

tenha amneutailo a ctineentração na área

A situavúu tornou-se tão Ltilica (jue. loj^o clí-pois rle aeal)ada a i^uerra, em 19-16, o (leneral Miitíl-o Dutra aulorizoti,

de São Paulo, que de\ e consumir atual

alú o fim (la<(u<-Ie ano. a isenção di- di-

suixita por c.vcclcncia. c a tal ponto que

rcilíjs de

imporlavão

e

di-mais

mente mais de 70 % da sucata brasileira.

São Paulo é, no Brasil, o mercado dc

taxas

as i-otações para esse material nas várias

aduaní iras, pelo deereto-lei n." 9597 de 19 d«- acosto (]<• I9-16, Alúrii tlisso, i;rand<- (piantidade dc aço

praças equi\alem ao preço i>òsto São

tíuerra, sol) a forma de malorial ferro viário, navios, ccjuipamentos industriais,

Medidas tendentes o incUtorar o .çiqjri-

novo foi importada nos anos do após-

caminhões, etc.; èssc material em parle •substituiu nuupiinaria obsoleta ainda em ".so então c determinou, por um inomen-

Paulo, menos as despesas de embarque è

fretes.

mento dc sucata

De\'e-se ter em >-ista, principalmente, o suprimento da praça de São Paulo,

h). maior produvão de sucata interna. Daí uma certa folga durante o fim de

em virtude da concentração do consumo.

1946, 1947 e 1948.

em três itens, a saber: (1) Providências

A.S restrições cresctmtes ás importações

Seria possível elas.sificar essas medidas

locais, em tomo do centro de consumo;

de material novo, durante c.ssc período, e o notável crescimento que continuou

(2) medidas para drenar melhor a su cata de outras zonas do País, e (3) Im

tendo a nossn siderurgia, cnusnram \im

portação dc sucata.


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finv <lr HM9. ixim a entrada da Usina

iiirntos tms (iliniMis .mus mrrolmr.ir.in) a

-•suhTÚrgiea ile \'oita Heilonda, «imo «ompr.ulora tle sucata.

dí»s pfr«,ns «• as dii it ulil.id«-v «ir .sjipri-

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datam tir HUS. portanto, so tU-st»i r|>í>ia

FEftRO GU5A

para cá li;'i nm 4 (>nMiin<> si-^inf ii, ai i\

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USINAS

O ícrro \cllio iiis«a\t\« l, tlc mst.dat.t'>cs olísoicta.s. p.irtpu s írrro\ i.\rios. tnaimfaturas, • li aí iiinnl.ido .ttó aipn la «lata. rcprcs<-nla\a unia maiulo rcs« r\a par.i a na.scrnlc- sidi-rnima r i st.i passou a couMiini-ia, Sf-ni pn-o< upar rom o seu

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I NDUSTRl A MANUFATURE IRA

cr liJ

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NAVIOS

Minas Gerais

3,4 6,2%

Uio lie janeiro

22,8%

São Paulo Santa Cãitarina Hio Grande do Sul

63,3? 1,0% 3,3%

Infelizmente, não há dados para re

Aido.s; é lie se crer, no entanto, que

BTC.

PERRO

VELHOS

AUTOMÓVEIS E caminhões TODOS OS OUTROS

COBR-ASmA »/t/5l

A

IV rnambmx»

nicntc ÍJO.OOO «■

© 5UCATA DE USINA ; deapcrdício» db porno e panela . canais © Sucata industrial . cav/:»cos, pontas etc (3) SUCATA D6 OBSOLESCÊNCIA MATERIAL INSERVIVBL EM OCRAU ESTRADAS DE

lor.un os seguinli-s:

o

vA'Rioa

R6PU60S

Os mmi« n>s relatÍNoS de cxmsmno obtidos

fazer esse cálculo, com mnneros atuali-

DE TRANSPORTE . EOUi P/kf-lE HTOÔ usoa

no it rnlóno brasileiro. EtKwrregou-.se de t.»/è-lo o Setor ila Prinluçâo Industrial.

19'll essa indústria c-onsmniu la^spccliva-

cc

CON^TRUCOEÔ.MCIOS

Dutro j>4mt4> inqx>rtanti' é o estudo <la distribuição gLxigráfiea do tninsumo,

D lU

MERCADO

tala e a sittiaçâo toniou-stí crítica em

A i-\'«)int.ão

foncitisão .u itn.i M ifN) 6 R í o

m>\^> agraxumento do mercado de su-

EC-I5A

1 10.1)00 tniu>ladas dr

sucata na sua produção d«- a^o.

tenha amneutailo a ctineentração na área

A situavúu tornou-se tão Ltilica (jue. loj^o clí-pois rle aeal)ada a i^uerra, em 19-16, o (leneral Miitíl-o Dutra aulorizoti,

de São Paulo, que de\ e consumir atual

alú o fim (la<(u<-Ie ano. a isenção di- di-

suixita por c.vcclcncia. c a tal ponto que

rcilíjs de

imporlavão

e

di-mais

mente mais de 70 % da sucata brasileira.

São Paulo é, no Brasil, o mercado dc

taxas

as i-otações para esse material nas várias

aduaní iras, pelo deereto-lei n." 9597 de 19 d«- acosto (]<• I9-16, Alúrii tlisso, i;rand<- (piantidade dc aço

praças equi\alem ao preço i>òsto São

tíuerra, sol) a forma de malorial ferro viário, navios, ccjuipamentos industriais,

Medidas tendentes o incUtorar o .çiqjri-

novo foi importada nos anos do após-

caminhões, etc.; èssc material em parle •substituiu nuupiinaria obsoleta ainda em ".so então c determinou, por um inomen-

Paulo, menos as despesas de embarque è

fretes.

mento dc sucata

De\'e-se ter em >-ista, principalmente, o suprimento da praça de São Paulo,

h). maior produvão de sucata interna. Daí uma certa folga durante o fim de

em virtude da concentração do consumo.

1946, 1947 e 1948.

em três itens, a saber: (1) Providências

A.S restrições cresctmtes ás importações

Seria possível elas.sificar essas medidas

locais, em tomo do centro de consumo;

de material novo, durante c.ssc período, e o notável crescimento que continuou

(2) medidas para drenar melhor a su cata de outras zonas do País, e (3) Im

tendo a nossn siderurgia, cnusnram \im

portação dc sucata.


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62

Providências locais, em tôrno de São Paulo

São Paulo consíjmí- <• manipula cêrca de metade da prtxlu(,ão sidc-niri^ica na cional. AdinUindo-se que cerca de 10 "í desse material retornem como sucata í«dustrial, e.sta deverá formar um lote anual de cêrca de 40.000 ton<"ladas, so mente nas redondezas d»- Sfio Paulo.

K<!(INÓXI1CP

Ainda com relação .i rssr M*gundu

grupo dc inctlitlas. cab»* considrrar a po sição dc \'o!la Hcdond.i. .M<'Mno (|uatulo essa Usina entra lu» m« r< atlo p.ir.i supriiiK-nlos t«-ni|)or/irios. a sii.i iníliiência c dcinasi.tdo gr.indc. .i soa c.ipac id.idc de ccnsumo constitui iitn.i |M-rin.ui<-ntc per-

turbaçãf» d<i incrc.idr). í-nibor.i s« j.i evi-

di nt<' íjuc css.i usina nãf» jxiss.i « spcrar. nos próxinuis aní»s. suprinH-ntí» )>a.stanti* rpic a pt)ss;i iiitrrrss.ir. .Seria dc tcVla

Valerá, portanto, a criavão de organis mos apropriudo.s fjue c-xplf)r<-m e indus trializem essa produvão, evitando o seu desperdício ou a degradação de tipos. Êsses organismos poderiam encarregar-

flonda inna nãf) int«r\onção sisloinátioa

se de uma racionalização do mercado de

Importação dc sttcata

sucata de não ferrosi>s, o qual é ainda mais desorganizado do qu<* o de sucata de aço.

a cí»nvcni«'*nci.i ((insi-gitir <!«• \'oll.» Reno no.sso mercado itUcrtU) dt* snc.ita.

praça do Rio se dedique em escala apre ciável ao desmonte de navios.

Nos Es

tados Unidos, mais de um milhão de

toneladas anualmente são provenientes dessa atividade. É de .se sugerir, por tanto, que organizações especializadas se

A importação di- sucata esbarra numa

Medidas para melhor drenar a sucata de oufra.v praças do Pais Tôdas as informações são concordes

nma situação dc falo e es.sa corrente do

começar da Bahia, têm grandes lotes de

opinião ficará melhor e.sclareeida, com

sucata que poderiam ser drenados para

debates iguais aos de hoje.'. Com efeito, a maior parte da produção de gu.sa no

Para tanto, deve-se organizar navega

cala não vja .i -««ia iii.Oriia-pnma jxu exccltmcr.»• *oiitt.uio. ns fornos d«São Paulo xáo um.i g.ir.uili.i p.ir.i os

nifieil c. hoje. mesmo cxim libcnlade d«- imjxjrtaçào e isenção tarifária, conM guir-M» sucata para ser importada. En-

ct>ns\nno hrasileirx) d«' sucata para a im-

príxliitorc'» d«- gos.i. (pi. i«m ««>tn«> ver-

licl.mt»>, uma série dc possibilidades

to <|ue. iio « .»so «h- ti.iti «olot .tç.Mi de

pinle .s«T estudada; sc é verdade que os mere.ulo.s europeu e norto-aiuorieano aeli.un-se feehados. resta a es|X'r;mça dc

.seus produtos, .epn l. s fornos s«-r.\o seus fregueses, a um pnç«> «l.i («r«hiu d« vigente par-» •' < tn.iis x.tliosa d«-

encontrar-se mat«'ri;d em outras regiões,

es.ida. sucata pc

A questão d.is t.inf.is (l«-\c

nos p.iises snl-amerieanos. {xrr exemplo. !)«• quahpuT maneira, se uma ação

r«-\isl;í.

gov« rnamental garantir a isenção das ta

geiras. Se, pur mii.i «pu-slão d«- {li\is;is.

rifas e o licenciamento para a importação, de tenqxjs em tenqxís, algum neg<Scio

não íõr razoaM I .i pur.i «• simples aln-r-

podem .ser realizado, aliviando assim a

situação th" concorr«-mi.i mm ;is estran

liira para a tmjiort.içao livn- «!«■ lii ença

situação intem.a.

Por outro

em que as praças do norte do País, a São Paulo.

{Hirtaçâo.

corresponde a cerca dc 80 a 100^ do valor Cir dessa mercadoria.

mais perto do centro consumidor.

isto. entretanto. qu« ii.t «li/j r «pie a su-

Ainda como dificuldade interna, o alto

lado, a grande dificuldade externa é constituída pela escassez mundial dc su cata, cada país a garantir para si a maior cota possível. A concorrê-ncia cntn- a sucata importa da e o gusa nacional não corresponde a

muito

fixar uiiu oíta anual, dc 30 4\lé 50% do

nível da nossa tarifa .ilfandegária. que

desmonte,

assim

e dc tarifa alfandegária, boria ntwss*\rio

ro fundido.

nas. Em primeiro lugar, existe a opi nião generalizada de (pie a importação de sucata .se faria em concorrência à produção de gusa dom('stic(>.

instalem em Santos com estaleiros de

colocando-se

Ud c a relação dos preços

que as ii.^irnis «h* aço de São l'ardo rectirrern â compra de ferro-guv.i. setn que

de iiumIo a por as nsin.is do P.ti.s eni

série dc dificuhiadcs, internas <• exter

É fato curioso ainda cpie somente a

Eco?«%>nro

Brasil faz-se em fornos pertcmcentes a

ção de cabotagem com eficiência o aparelliamcnto para o transporte da sucata.

usinas integrada.s, (pie o elaboram em outros produtos, raramcuitc vendendo no

Um outro fator é também de importân cia: uma certa propaganda do valor da sucata nessas zonas, de maneira a pro vocar a sua coleta, despertaria mais o interesse pela sua venda.

mercado

os

scnis

excessos

ocasionais.

Pequenos forncjs existem que se dedicam à fabricação de gnsa de alto silício, que encontra o seu mercado nalural na cres

cente produção nacional de peças de fc»!'-

s■


owrrri

62

Providências locais, em tôrno de São Paulo

São Paulo consíjmí- <• manipula cêrca de metade da prtxlu(,ão sidc-niri^ica na cional. AdinUindo-se que cerca de 10 "í desse material retornem como sucata í«dustrial, e.sta deverá formar um lote anual de cêrca de 40.000 ton<"ladas, so mente nas redondezas d»- Sfio Paulo.

K<!(INÓXI1CP

Ainda com relação .i rssr M*gundu

grupo dc inctlitlas. cab»* considrrar a po sição dc \'o!la Hcdond.i. .M<'Mno (|uatulo essa Usina entra lu» m« r< atlo p.ir.i supriiiK-nlos t«-ni|)or/irios. a sii.i iníliiência c dcinasi.tdo gr.indc. .i soa c.ipac id.idc de ccnsumo constitui iitn.i |M-rin.ui<-ntc per-

turbaçãf» d<i incrc.idr). í-nibor.i s« j.i evi-

di nt<' íjuc css.i usina nãf» jxiss.i « spcrar. nos próxinuis aní»s. suprinH-ntí» )>a.stanti* rpic a pt)ss;i iiitrrrss.ir. .Seria dc tcVla

Valerá, portanto, a criavão de organis mos apropriudo.s fjue c-xplf)r<-m e indus trializem essa produvão, evitando o seu desperdício ou a degradação de tipos. Êsses organismos poderiam encarregar-

flonda inna nãf) int«r\onção sisloinátioa

se de uma racionalização do mercado de

Importação dc sttcata

sucata de não ferrosi>s, o qual é ainda mais desorganizado do qu<* o de sucata de aço.

a cí»nvcni«'*nci.i ((insi-gitir <!«• \'oll.» Reno no.sso mercado itUcrtU) dt* snc.ita.

praça do Rio se dedique em escala apre ciável ao desmonte de navios.

Nos Es

tados Unidos, mais de um milhão de

toneladas anualmente são provenientes dessa atividade. É de .se sugerir, por tanto, que organizações especializadas se

A importação di- sucata esbarra numa

Medidas para melhor drenar a sucata de oufra.v praças do Pais Tôdas as informações são concordes

nma situação dc falo e es.sa corrente do

começar da Bahia, têm grandes lotes de

opinião ficará melhor e.sclareeida, com

sucata que poderiam ser drenados para

debates iguais aos de hoje.'. Com efeito, a maior parte da produção de gu.sa no

Para tanto, deve-se organizar navega

cala não vja .i -««ia iii.Oriia-pnma jxu exccltmcr.»• *oiitt.uio. ns fornos d«São Paulo xáo um.i g.ir.uili.i p.ir.i os

nifieil c. hoje. mesmo cxim libcnlade d«- imjxjrtaçào e isenção tarifária, conM guir-M» sucata para ser importada. En-

ct>ns\nno hrasileirx) d«' sucata para a im-

príxliitorc'» d«- gos.i. (pi. i«m ««>tn«> ver-

licl.mt»>, uma série dc possibilidades

to <|ue. iio « .»so «h- ti.iti «olot .tç.Mi de

pinle .s«T estudada; sc é verdade que os mere.ulo.s europeu e norto-aiuorieano aeli.un-se feehados. resta a es|X'r;mça dc

.seus produtos, .epn l. s fornos s«-r.\o seus fregueses, a um pnç«> «l.i («r«hiu d« vigente par-» •' < tn.iis x.tliosa d«-

encontrar-se mat«'ri;d em outras regiões,

es.ida. sucata pc

A questão d.is t.inf.is (l«-\c

nos p.iises snl-amerieanos. {xrr exemplo. !)«• quahpuT maneira, se uma ação

r«-\isl;í.

gov« rnamental garantir a isenção das ta

geiras. Se, pur mii.i «pu-slão d«- {li\is;is.

rifas e o licenciamento para a importação, de tenqxjs em tenqxís, algum neg<Scio

não íõr razoaM I .i pur.i «• simples aln-r-

podem .ser realizado, aliviando assim a

situação th" concorr«-mi.i mm ;is estran

liira para a tmjiort.içao livn- «!«■ lii ença

situação intem.a.

Por outro

em que as praças do norte do País, a São Paulo.

{Hirtaçâo.

corresponde a cerca dc 80 a 100^ do valor Cir dessa mercadoria.

mais perto do centro consumidor.

isto. entretanto. qu« ii.t «li/j r «pie a su-

Ainda como dificuldade interna, o alto

lado, a grande dificuldade externa é constituída pela escassez mundial dc su cata, cada país a garantir para si a maior cota possível. A concorrê-ncia cntn- a sucata importa da e o gusa nacional não corresponde a

muito

fixar uiiu oíta anual, dc 30 4\lé 50% do

nível da nossa tarifa .ilfandegária. que

desmonte,

assim

e dc tarifa alfandegária, boria ntwss*\rio

ro fundido.

nas. Em primeiro lugar, existe a opi nião generalizada de (pie a importação de sucata .se faria em concorrência à produção de gusa dom('stic(>.

instalem em Santos com estaleiros de

colocando-se

Ud c a relação dos preços

que as ii.^irnis «h* aço de São l'ardo rectirrern â compra de ferro-guv.i. setn que

de iiumIo a por as nsin.is do P.ti.s eni

série dc dificuhiadcs, internas <• exter

É fato curioso ainda cpie somente a

Eco?«%>nro

Brasil faz-se em fornos pertcmcentes a

ção de cabotagem com eficiência o aparelliamcnto para o transporte da sucata.

usinas integrada.s, (pie o elaboram em outros produtos, raramcuitc vendendo no

Um outro fator é também de importân cia: uma certa propaganda do valor da sucata nessas zonas, de maneira a pro vocar a sua coleta, despertaria mais o interesse pela sua venda.

mercado

os

scnis

excessos

ocasionais.

Pequenos forncjs existem que se dedicam à fabricação de gnsa de alto silício, que encontra o seu mercado nalural na cres

cente produção nacional de peças de fc»!'-

s■


.1

Nesst? senlulo, está dis(X>Sto a promover oti enccH.qar o eslabeleci-

FRETE MINÉRIO E FRETE GUSA Ehnani

(Engenhoinj Civil «• dc Miníu» — Din-trir do Orpartainrnio ComtTcial da E. K. (J. B.)

ConferÔTUJui promovida pelo Centro Morais Ilégo <■ rcallz/ula n>i Instituto de Engcnluiria de São Panlo

ruprcsentando a CJcntral do sento a palavra da Central d») Brasil, visto ípie o assunto ainda está em d<-ba-

te e não representa a solução final qut.*

a Central terá rpie propor ao Sr. Minis tro da Viação. Devo agradecer a subida honra do Sr.

Ministro, de deslocar-se do Rio dc Ja neiro para tomar parte nos nossos traba

lhos, em que se debaterão problemas tão em foco como é este dos fretes de

minéríí) e de produtos siderúrgicos, gusa e laminados.

Embora o tema a discutir seja referen te aos fretes, ou melhor, às relações en

tre os fretes de minérios, de gusa e de laminados, para bem realçar a importân cia do assunto e a repercussão econômi ca que terão as conclusões assentadas ou a assentar, sou forçado a fazer uma di

gressão pela e.xportação dos minérios de ferro e a examinar a sua influência no

rebaixamento dos fretes dos produtos de nossa indústria siderúrgica. O Brasil precisa exportar minérios de ferro

Dispondo o Brasil de uma reserva ava liada em

11

bilhões de toneladas de

ferro de alta concentração metálica, na atual situação do Pais, de escassez de

divisas, e em face do amplo desenvolvi mento da indústria sideriirgica estran

clutor.is. distnbuidoras ou consumi doras de mim iio th- ferro, tenden

critas fazem com qiu? a exportação. ix)r tuna ou outra tlessas via.s. seja objeto de programas st-para<h>.s, ca pazes de encarar prtiblemas contratuai.s tlifcrt-ules, eaila tpial passível lie soluções prtSprias.

tes à concreli/.ição th"-ssi- objetivo. Sob o ptfjil«> dl- \isl.i da exporta

mente na forma tlc resgate das iu-

ção,

xt-rsiM-s necessárias,

nu*nlo <!«• n lações comereiais ixim as rm[>rês.is nortí -.unerieamis, pn)-

Bri*KNc<>UMT Omti.sí

Brasil, designado pelo Diretor atual, nesta palestra despretensiosa, não repre

mm

Econômico

o

_

a região ferríler.i de Minas

Unidos d.i Amérita ilo Níuie, compli

Estados

Cá-rais sul)tli\ id«--se t-m dtias Amas: uma, tributária d.i Isslrada th- l-'er-

cada pela saída c próxima exaustão dc sua.s próprias n-sc-rvas, a avidc-z dessa matéria-prima se ac<-ntua.

ro \'ilt')ria a Minas, tjue st-r\e at) pórto (itr \'itori.i. pt)th-mh) também atingir o litoral th) Espírito Santo,

geira,

principalmcute

a

(h)s

O Bra.sil Ic-m, portanto, num gesto dc

t-m Santa Ou/; outra, tribulári.i da

colaboração internacional, nesta grave

Estraila <le Í'\-nt) Cá-nlral do Bra

emergência cpie atravessa o muiulo, de

sil, (|U(- S(MA't- at) pòrlo do Rio de JaiK-iro, poth-ndo também atingir o

tornar nossas minas <• jazidas ace.ssix'cis por meios de trunsj)orle c de transbordo í-conómicos.

O Governo brasileiro já definiu a sua política favorável a (^vpo^tação cios mi nérios de ferro, não só criando a Cia.

Vale do Rio Doce, em 19-13, eomo, em 19d8, por ocasião da Missão Abbink, aceitando conclusões a ela favoráveis!

rrans(Te\'o essas conclu.scões. resultan tes do tral)a!lio das subcomi.s.sões de Transportes c; d<- Minérios: "1 — Atitude do Brasil em relação d ex portação de minério de ferro.

1 — O Brasil considera suas importan tes jazidas dc minério de ferro, principalmente- as do centro do Es tado dc Minas Gerais, como capa zes dc acelcrar-lhc o desenvolvi mento econômico e social, desde

que racionalmente apro\'eitadas. Entre as formas de aproveita mento racional, julga qm: a cons tituição de sul)stáncias correntes ex

portadoras dc minério "in natura" e dc produtos semi-acabados de ferro, é das mais indicadas.

Trailuz-se a iliferençi' essencial

N'a parte II tlessas eonelusiVs é aborilado o problema da exportação pelo li spiritü Santo, isto é. por Vitoral dt) Espirito ttíria ou Araertíz.

São i-stabeleeidas trés etapas : 1.

litoral do I-Xtatlo do Rio. na ensea da th? Itatairussá.

Estrada de l-'erro \'itória a Minas,

trada de

Ferro Central do Brasil

são dc propriedade privada e dis tam 5(K) (piilòmtílros, em média, do

põrto do Rio de Janeiro, que ope

para ser atingida a capacidade corrente ano.

granth- parlt- das jazidas tlc miné rio dl- ft-rro por t-la si-rsidas é de propriedade d;i (á)mpanlúa Vale do Rio Doee S. A., tpie também é pro prietária da via fi?riva, além de minério t-m Vitória, a 600 cpiilòmetros das principais jazidas da Com panhia . De outro lado, as jazidas de mi nério dc ferro tpu- marginam a Es

_ I.n estimento tU- US$-5.000.00ü,(W anual de 1.500.000 toneladas peh> pt)rto de \atnria. Terminara no

Rclalixamentc à

conct-ssionária do emliarcadouro de

como adiante

,se verá.

— In\"estimento de mais y US$1T.CH)0.000,00 c aumento da

capacidade anual para 3.000.01W de toneladas pelo porto dc Vitó ria. Terminará em trés anos.

3.

- Iiueslimento de mais

US$240.000.000,00 e aumento de capacidade anual para ate 30.000.000

de toneladas com a

construção da \ ia férrea de 1,60 e o porto dc .\jacniz. Terminará em

6 a 8 anos, a partir do início.

O que j(í conseguiu a Cia. Valo do Rio Doce

ra sob administração independenttda via fén^ca.

As situações diversas acima des

Pelo relatório publicado por essa com

panhia, a primeira etapa será atingida


.1

Nesst? senlulo, está dis(X>Sto a promover oti enccH.qar o eslabeleci-

FRETE MINÉRIO E FRETE GUSA Ehnani

(Engenhoinj Civil «• dc Miníu» — Din-trir do Orpartainrnio ComtTcial da E. K. (J. B.)

ConferÔTUJui promovida pelo Centro Morais Ilégo <■ rcallz/ula n>i Instituto de Engcnluiria de São Panlo

ruprcsentando a CJcntral do sento a palavra da Central d») Brasil, visto ípie o assunto ainda está em d<-ba-

te e não representa a solução final qut.*

a Central terá rpie propor ao Sr. Minis tro da Viação. Devo agradecer a subida honra do Sr.

Ministro, de deslocar-se do Rio dc Ja neiro para tomar parte nos nossos traba

lhos, em que se debaterão problemas tão em foco como é este dos fretes de

minéríí) e de produtos siderúrgicos, gusa e laminados.

Embora o tema a discutir seja referen te aos fretes, ou melhor, às relações en

tre os fretes de minérios, de gusa e de laminados, para bem realçar a importân cia do assunto e a repercussão econômi ca que terão as conclusões assentadas ou a assentar, sou forçado a fazer uma di

gressão pela e.xportação dos minérios de ferro e a examinar a sua influência no

rebaixamento dos fretes dos produtos de nossa indústria siderúrgica. O Brasil precisa exportar minérios de ferro

Dispondo o Brasil de uma reserva ava liada em

11

bilhões de toneladas de

ferro de alta concentração metálica, na atual situação do Pais, de escassez de

divisas, e em face do amplo desenvolvi mento da indústria sideriirgica estran

clutor.is. distnbuidoras ou consumi doras de mim iio th- ferro, tenden

critas fazem com qiu? a exportação. ix)r tuna ou outra tlessas via.s. seja objeto de programas st-para<h>.s, ca pazes de encarar prtiblemas contratuai.s tlifcrt-ules, eaila tpial passível lie soluções prtSprias.

tes à concreli/.ição th"-ssi- objetivo. Sob o ptfjil«> dl- \isl.i da exporta

mente na forma tlc resgate das iu-

ção,

xt-rsiM-s necessárias,

nu*nlo <!«• n lações comereiais ixim as rm[>rês.is nortí -.unerieamis, pn)-

Bri*KNc<>UMT Omti.sí

Brasil, designado pelo Diretor atual, nesta palestra despretensiosa, não repre

mm

Econômico

o

_

a região ferríler.i de Minas

Unidos d.i Amérita ilo Níuie, compli

Estados

Cá-rais sul)tli\ id«--se t-m dtias Amas: uma, tributária d.i Isslrada th- l-'er-

cada pela saída c próxima exaustão dc sua.s próprias n-sc-rvas, a avidc-z dessa matéria-prima se ac<-ntua.

ro \'ilt')ria a Minas, tjue st-r\e at) pórto (itr \'itori.i. pt)th-mh) também atingir o litoral th) Espírito Santo,

geira,

principalmcute

a

(h)s

O Bra.sil Ic-m, portanto, num gesto dc

t-m Santa Ou/; outra, tribulári.i da

colaboração internacional, nesta grave

Estraila <le Í'\-nt) Cá-nlral do Bra

emergência cpie atravessa o muiulo, de

sil, (|U(- S(MA't- at) pòrlo do Rio de JaiK-iro, poth-ndo também atingir o

tornar nossas minas <• jazidas ace.ssix'cis por meios de trunsj)orle c de transbordo í-conómicos.

O Governo brasileiro já definiu a sua política favorável a (^vpo^tação cios mi nérios de ferro, não só criando a Cia.

Vale do Rio Doce, em 19-13, eomo, em 19d8, por ocasião da Missão Abbink, aceitando conclusões a ela favoráveis!

rrans(Te\'o essas conclu.scões. resultan tes do tral)a!lio das subcomi.s.sões de Transportes c; d<- Minérios: "1 — Atitude do Brasil em relação d ex portação de minério de ferro.

1 — O Brasil considera suas importan tes jazidas dc minério de ferro, principalmente- as do centro do Es tado dc Minas Gerais, como capa zes dc acelcrar-lhc o desenvolvi mento econômico e social, desde

que racionalmente apro\'eitadas. Entre as formas de aproveita mento racional, julga qm: a cons tituição de sul)stáncias correntes ex

portadoras dc minério "in natura" e dc produtos semi-acabados de ferro, é das mais indicadas.

Trailuz-se a iliferençi' essencial

N'a parte II tlessas eonelusiVs é aborilado o problema da exportação pelo li spiritü Santo, isto é. por Vitoral dt) Espirito ttíria ou Araertíz.

São i-stabeleeidas trés etapas : 1.

litoral do I-Xtatlo do Rio. na ensea da th? Itatairussá.

Estrada de l-'erro \'itória a Minas,

trada de

Ferro Central do Brasil

são dc propriedade privada e dis tam 5(K) (piilòmtílros, em média, do

põrto do Rio de Janeiro, que ope

para ser atingida a capacidade corrente ano.

granth- parlt- das jazidas tlc miné rio dl- ft-rro por t-la si-rsidas é de propriedade d;i (á)mpanlúa Vale do Rio Doee S. A., tpie também é pro prietária da via fi?riva, além de minério t-m Vitória, a 600 cpiilòmetros das principais jazidas da Com panhia . De outro lado, as jazidas de mi nério dc ferro tpu- marginam a Es

_ I.n estimento tU- US$-5.000.00ü,(W anual de 1.500.000 toneladas peh> pt)rto de \atnria. Terminara no

Rclalixamentc à

conct-ssionária do emliarcadouro de

como adiante

,se verá.

— In\"estimento de mais y US$1T.CH)0.000,00 c aumento da

capacidade anual para 3.000.01W de toneladas pelo porto dc Vitó ria. Terminará em trés anos.

3.

- Iiueslimento de mais

US$240.000.000,00 e aumento de capacidade anual para ate 30.000.000

de toneladas com a

construção da \ ia férrea de 1,60 e o porto dc .\jacniz. Terminará em

6 a 8 anos, a partir do início.

O que j(í conseguiu a Cia. Valo do Rio Doce

ra sob administração independenttda via fén^ca.

As situações diversas acima des

Pelo relatório publicado por essa com

panhia, a primeira etapa será atingida


«i?.i'1..^ 66

<'m 1951, íjuando cspcm alcançar 1,5 milhões de toneladas.

Condensamos, no íjiiadro ancrxf), re sultados obtidos em 1.950, (N." 1).

Dic.ksto EcoífóMico^j

c abordado r» escoainmito <!<• uma cor rente dr 10 milhões d<- tfmel.ulas <le mi

nério de f<rro p«-hi fleutr.il do Brasil. No item I." di/-s«' .

DicKSTt> Econômico de sua Linha do Centro, no trecho de

total de 4.400 toneladas

Barra <lo Bir.u' .» Lafaiete, não ultrapas sava 600.()(M) tom iad.ís anuais. pela.s se guintes ra/õ»-s

3.600 toneladas dc minério.

"III - Exportai,ãt} pelo lilura! do Distri

a velocidade comercial alcançada. "Semelhante resultado é a conseí|uèn-

I) -

política do tráfego pesado e ace que vamos adotando na Estrada, objetivo de barateamento do cus tran.sporte, política (jue se pf)de

to Erdcral -

rampa máxima 1.8 T e raio mini-

minério de ferro jnider.i srr pre parada em pr.i/o dí- df,is ,,

das loi'omoli\as a \apor ei>m 20 toneladas por ei.vo.

Ihões de tonelatl.ís anuais de mi

nério de ferro «•

produtos

mc<liantf o dispéndio d»- q niilhõcs neiro. 12 a 10 millines d,, dóla res na \ia pert)ianent<- da h^.strada de Ferro Cà uiral do Brasil, confomie a solução adotada, e 27 mi lhões de dólares de inaliTíal ro-

mercial dos trens d<t carga, principalmen te de minérios, que passaram a fazer o

dante da mesma estrada".

percurso completo (ida e volta) de 1.144

O item 2." n-fere-se às <ondÍç*ões eni que a Central aceitaria o financiamento

km de Itabira ao Cais do Minério em

Vitória, em 72 horas, ou seja uma velo

cidade comercial de 16km.'hora, o que permitiu baixar de 66% ésse percurso, feito, anteriormente, em 120 horas."

É de toda a justiça que Sc saliente rjue êsses esplendidos resultados foram obti

I'átios lie esl.içõi*.s t-om des\-io.s ati

c)

vos. tendo (oiuprhm-nto i'itil insuficii iile p.ira cruzamento de granch-s trens. d) -

Sistema de sinalização inadequado

c licenciamento telegráfico. Em 1942, foram atacadas, por ocasião da administração do Coronel Alencastro Guimarães, 10 x arianles, nessa linha, re

se a)meçx)u a eMH.*utar com a substitui

ção dos trilhos de 42 o 50 kg por me

tro, por outros tle 57 kg, elevando o nú mero de dormentes para 1.850 por km e o volume de lastro para 2m3, por m/c.

Igualmente ter-se-á de alargar c alon

gar os pátios nas estaçxães do ramal de ParaoixOia e nas estações compositoras. Embora descontadas as obras já realiziida.s. d(» orçamento que foi apre.sentado

pela Central à Missão Abbink, teremos de inverter, ainda nessas obras fixas —

qne garantirão, além do tráfego atual, mais a corrente de 10 milliõcs dc tonela das de minério destinado à exportação, inclusive a construção do ramal de Ja

pcri a ltacur\issá o as das obras portuá

das cur\as para 300 m e ampliando o comprimento útil dos cUísnIos para 600

rias e ferroviárias de Ilacurussá — um valor dc eérca de US$bo.000.000,00 e o material rodante pelos preços atuais custará cerca de US$40.000.000,00 ou um total do US$ 75.000.000.00, ou se

metros.

jam Cr$1.5ü0.000.000,00.

O orçamento que ser\'iu de basi* para as estimati\as do itein foi o do (|uadrt>

Nos anos subsequentes, foram feitas instalações do contríMes de tráfego cen tralizado, dc Japcri a Lafaiete, cm con

A Central do Brasil é a mais econômica

anexo , (N." 2).

clusão nos trechos dos dois (!Xtrcmos, ad

duzindo, no sentido da exportação, a para a execução das obras e aquisição do equipamento ncc<'ssário. Dispensamonos de transercvé-lo.

dos cm uma linha de bitola de 1,00, com

Uh

Insufieiémia do esfõrço de tração

b)

aiifts. p.ira a e xjKirt.iç.ão de- U) nu*.

de dólares de ÍMst.diu^oes portuá rias em It.ieiinissá ou Rio de Ja

houve um a.créscirno de velocidade co

mo de ISI m.

A segunda ma d»- t\j>orta<,;M» de

pêso do trem que, em 1950, atint^iu a 446 toneladas brutas e 2i8 líquidas, re presentando acréscimo de 30,8 e 80% ta-se do peso do trem médio. Além do aumento do peso dos trens,

condiçõi*s técnicas desfavoráveis —

a)

/•; da Bto

medir verificando o acréscimo anual de

sobre os resultados obtidos em 1949. Tra

Para .segurança de.ssa circulação, po rém. tonia-se neees.-iãrio n.'forçnr a su-

perestnitura da \ia permanente, como já

Transcrevemos, ain<la, um trecho do

citado relatório da Companhia Vaie do Rio Doce e rjue nos mostrará os pesos, bruto e lífjnido, dos trens de minério e

da da lerado com o to do

o li((ihdD do

rampa a 1 %, e eUí\ ando o raio mínimo

via dc exportação dc minérios de ferro

quiridas loccnnotivas Dicsel elétricas de 27 tons. por eixo dc 1.000 c 1.500 HP, c eletrificado o trecho dc linha dupla na Serra do Mar, dc Japcri a Barra do Pi-

Quanto a investimento

raí, o passaram a circular vagões de 75

são Abbink c confirmados no relatório

toneladas do lotação c tara de 17 to

deste ano, c com os da estimativa revista

de trabalho do atual Diretor, Coronel Eurico de Sousa Gomes, até o fim do

neladas.

corrente ano.

extensão útil dos desvios, logo estejam concluídas as variantes, será possível fa zer circular trcn.s com 48 vagões, rebo cados por 4 loc(^motivas Diesel elétricas dc 1.500 HP conjugadas, e com o pêso

para a Central do Brasil, podemos orga-, nizar o seguinte quadro comparativo, quanto ao investimento de capital. (Vi

vagões de 50 toneladas de lotação e tara

O quf já racdizou a Estrada dc Ferro

de 15 toneladas, rebocados por locomotíva.s a vapor do custeio elevado. Constata-se, ainda, que a E. F. Vitó ria a Minas, em combinação com as ins

Central do Jhasil

e.starão terminadas, segundo o programa

talações portuárias especializadas de Vi tória, já se revelou capaz de tomar a ex

portação de minérios de ferro, do Esta

As alíneas b, c, d, e, fpiase concluídas,

do de Minas Gerais, negócio lucrativo

Há muito (pie a C>entral se \'em habi

para o Brasil, fornecendo um volume de

litando para toruar-se uma grande \'ia

divisas bem apreciável. Na parle III das referidas conclusões

de transporte de minério de ferro. Em 1938, a capacidade de transporte

Com ésse material rodante e com a

Partindo, para a Cia. Vale do Rio Do ce, com os elementos fornecidos à Mis

do Quadro N.° 3). Convém notar que no capital da Valo do Rio Doce estão incluídos os valores

correspondentes às instalações das minas.


«i?.i'1..^ 66

<'m 1951, íjuando cspcm alcançar 1,5 milhões de toneladas.

Condensamos, no íjiiadro ancrxf), re sultados obtidos em 1.950, (N." 1).

Dic.ksto EcoífóMico^j

c abordado r» escoainmito <!<• uma cor rente dr 10 milhões d<- tfmel.ulas <le mi

nério de f<rro p«-hi fleutr.il do Brasil. No item I." di/-s«' .

DicKSTt> Econômico de sua Linha do Centro, no trecho de

total de 4.400 toneladas

Barra <lo Bir.u' .» Lafaiete, não ultrapas sava 600.()(M) tom iad.ís anuais. pela.s se guintes ra/õ»-s

3.600 toneladas dc minério.

"III - Exportai,ãt} pelo lilura! do Distri

a velocidade comercial alcançada. "Semelhante resultado é a conseí|uèn-

I) -

política do tráfego pesado e ace que vamos adotando na Estrada, objetivo de barateamento do cus tran.sporte, política (jue se pf)de

to Erdcral -

rampa máxima 1.8 T e raio mini-

minério de ferro jnider.i srr pre parada em pr.i/o dí- df,is ,,

das loi'omoli\as a \apor ei>m 20 toneladas por ei.vo.

Ihões de tonelatl.ís anuais de mi

nério de ferro «•

produtos

mc<liantf o dispéndio d»- q niilhõcs neiro. 12 a 10 millines d,, dóla res na \ia pert)ianent<- da h^.strada de Ferro Cà uiral do Brasil, confomie a solução adotada, e 27 mi lhões de dólares de inaliTíal ro-

mercial dos trens d<t carga, principalmen te de minérios, que passaram a fazer o

dante da mesma estrada".

percurso completo (ida e volta) de 1.144

O item 2." n-fere-se às <ondÍç*ões eni que a Central aceitaria o financiamento

km de Itabira ao Cais do Minério em

Vitória, em 72 horas, ou seja uma velo

cidade comercial de 16km.'hora, o que permitiu baixar de 66% ésse percurso, feito, anteriormente, em 120 horas."

É de toda a justiça que Sc saliente rjue êsses esplendidos resultados foram obti

I'átios lie esl.içõi*.s t-om des\-io.s ati

c)

vos. tendo (oiuprhm-nto i'itil insuficii iile p.ira cruzamento de granch-s trens. d) -

Sistema de sinalização inadequado

c licenciamento telegráfico. Em 1942, foram atacadas, por ocasião da administração do Coronel Alencastro Guimarães, 10 x arianles, nessa linha, re

se a)meçx)u a eMH.*utar com a substitui

ção dos trilhos de 42 o 50 kg por me

tro, por outros tle 57 kg, elevando o nú mero de dormentes para 1.850 por km e o volume de lastro para 2m3, por m/c.

Igualmente ter-se-á de alargar c alon

gar os pátios nas estaçxães do ramal de ParaoixOia e nas estações compositoras. Embora descontadas as obras já realiziida.s. d(» orçamento que foi apre.sentado

pela Central à Missão Abbink, teremos de inverter, ainda nessas obras fixas —

qne garantirão, além do tráfego atual, mais a corrente de 10 milliõcs dc tonela das de minério destinado à exportação, inclusive a construção do ramal de Ja

pcri a ltacur\issá o as das obras portuá

das cur\as para 300 m e ampliando o comprimento útil dos cUísnIos para 600

rias e ferroviárias de Ilacurussá — um valor dc eérca de US$bo.000.000,00 e o material rodante pelos preços atuais custará cerca de US$40.000.000,00 ou um total do US$ 75.000.000.00, ou se

metros.

jam Cr$1.5ü0.000.000,00.

O orçamento que ser\'iu de basi* para as estimati\as do itein foi o do (|uadrt>

Nos anos subsequentes, foram feitas instalações do contríMes de tráfego cen tralizado, dc Japcri a Lafaiete, cm con

A Central do Brasil é a mais econômica

anexo , (N." 2).

clusão nos trechos dos dois (!Xtrcmos, ad

duzindo, no sentido da exportação, a para a execução das obras e aquisição do equipamento ncc<'ssário. Dispensamonos de transercvé-lo.

dos cm uma linha de bitola de 1,00, com

Uh

Insufieiémia do esfõrço de tração

b)

aiifts. p.ira a e xjKirt.iç.ão de- U) nu*.

de dólares de ÍMst.diu^oes portuá rias em It.ieiinissá ou Rio de Ja

houve um a.créscirno de velocidade co

mo de ISI m.

A segunda ma d»- t\j>orta<,;M» de

pêso do trem que, em 1950, atint^iu a 446 toneladas brutas e 2i8 líquidas, re presentando acréscimo de 30,8 e 80% ta-se do peso do trem médio. Além do aumento do peso dos trens,

condiçõi*s técnicas desfavoráveis —

a)

/•; da Bto

medir verificando o acréscimo anual de

sobre os resultados obtidos em 1949. Tra

Para .segurança de.ssa circulação, po rém. tonia-se neees.-iãrio n.'forçnr a su-

perestnitura da \ia permanente, como já

Transcrevemos, ain<la, um trecho do

citado relatório da Companhia Vaie do Rio Doce e rjue nos mostrará os pesos, bruto e lífjnido, dos trens de minério e

da da lerado com o to do

o li((ihdD do

rampa a 1 %, e eUí\ ando o raio mínimo

via dc exportação dc minérios de ferro

quiridas loccnnotivas Dicsel elétricas de 27 tons. por eixo dc 1.000 c 1.500 HP, c eletrificado o trecho dc linha dupla na Serra do Mar, dc Japcri a Barra do Pi-

Quanto a investimento

raí, o passaram a circular vagões de 75

são Abbink c confirmados no relatório

toneladas do lotação c tara de 17 to

deste ano, c com os da estimativa revista

de trabalho do atual Diretor, Coronel Eurico de Sousa Gomes, até o fim do

neladas.

corrente ano.

extensão útil dos desvios, logo estejam concluídas as variantes, será possível fa zer circular trcn.s com 48 vagões, rebo cados por 4 loc(^motivas Diesel elétricas dc 1.500 HP conjugadas, e com o pêso

para a Central do Brasil, podemos orga-, nizar o seguinte quadro comparativo, quanto ao investimento de capital. (Vi

vagões de 50 toneladas de lotação e tara

O quf já racdizou a Estrada dc Ferro

de 15 toneladas, rebocados por locomotíva.s a vapor do custeio elevado. Constata-se, ainda, que a E. F. Vitó ria a Minas, em combinação com as ins

Central do Jhasil

e.starão terminadas, segundo o programa

talações portuárias especializadas de Vi tória, já se revelou capaz de tomar a ex

portação de minérios de ferro, do Esta

As alíneas b, c, d, e, fpiase concluídas,

do de Minas Gerais, negócio lucrativo

Há muito (pie a C>entral se \'em habi

para o Brasil, fornecendo um volume de

litando para toruar-se uma grande \'ia

divisas bem apreciável. Na parle III das referidas conclusões

de transporte de minério de ferro. Em 1938, a capacidade de transporte

Com ésse material rodante e com a

Partindo, para a Cia. Vale do Rio Do ce, com os elementos fornecidos à Mis

do Quadro N.° 3). Convém notar que no capital da Valo do Rio Doce estão incluídos os valores

correspondentes às instalações das minas.


w® »

Dicfato

<i"«' riãfj acontecí- nu casí) da C:cnlral.

Pelo or^-íimento publicado no rcLilArio

EccjNÒ.V«C<1

DmKarro

O que representa para a rrnutania

do total.

Mesmo fazendo ess.i deduvi"'- vemos ü Central do Hrasil maiitéiii imia si

tuação vantajíísa,

em comparaçãfj, na

l.a e 2.a etapas, j>ois o inscstimenlo é de cerca de 1/6 <• 1/4, respeefi\ament<-.

.sôbre o fn le da lom-i.ul.i «-xportada, em

'I otnado o pret.o im-dm (!•• l SSS.Ott j>or tom. Sí f.M) .jumdinente . ..

prazo longo. «> ilos \.ig«'Hs t.dieri.i a es ses inl«T«-ss.idi)s. [>« rniam i « lulo ésses \ .igôi-s como propnetl.uh- ilél< e .i conser vação dos mesmos poi i K s sjtí.í feita,

L'S$80.(K)0.(MK».(M) .1 dispnsn,.,,) d.» para suas juiportai.ões «• i« presrntarâo

rediizindo-sc- o Irele d.t p.uiel.í etirres-

cerca d<.' (T$5(Mt.00í).0(>0.(M) lel.iiixos ao custo e ao liu rti. .i mais que. ])or .mo,

[)oml« nt«- .1 juros, th pr«-i i.ição e conser vação desses veículos. tjuaulo aos v.i-

••i;trarão em Minas (à-rais. im remenlan-

do .1 sua «■« <»iu)iuia. .d«'-iii do qtM*. et)r-

Kclatisaniente ao eustí) íle transporte, é evidente a grande \antagem da Cen tral do Brasil, f|ue líjiii bitola dí; 1,60, controle de tráfego cí.-ntralizado linha

dupla e-letrificada em parte do percurso, podendo faz< r trens elétricos com 3.600 tons. de minério, utilizando locíjtJiolivas

Diesel eietriea.s e sobrepujar facilmente a Vitória a Minas, em linha de 1,00. com

locomoli\a.s a vapor, rebocando trens de O que representa essa corrente de tráfe trans

Brumadinho-Arará, idêntica, portanto, à de Vitória a .Minas. Admitamos o mes

mo frete de 60,00 por tom, cobrado na quela tsstrada. Essa corrímte <1íí 10.000.000 repr<'sentará uma injeção de Cr$600.000.000,00 na receita da Cen

tral, c, por si .só, cobrirá í) déficit de CrS274.103.598,40 verificado em 1950.

nacional, realizada pela \'aU- do Rio Do ce <• pela (à iilral <lo Br.isil. Quanto a i-sla. é a de maior vulto, tle

mais rapida realização para o mesmo vo lume, de menor inveslimenlt) csjH^cífico c de mais

redu/itlo i iistcio e tem

alta

significação para os desliiais «lessa via férrea.

aíí tráfego ilc outras m«-rcadorias, ani mais c passageiros. Ciorrcsponderia a comprar canliõcs jíara matar lico-licos, na <.'xpn"ssão pitoresca de (iKeon d(«

Estancar ou impedir o eslabeleeimen-

lo da que é niíiis vantajosa parcce-me um (k-sserviço ao Pais.

A indústria siderúrgica nacional

Paiva.

Nos c.stiidos da .Missão '.Abiiink loi prc\islo o financiamento, no todo ou em

Toilos saliciu tpie a intlúslria siderúr gica, no Brasil, data de 1.888, eom (» primeiro alto loino, a carvão dc madei

jtarte, jíelos interessados.

O «pie sugiro é <pie o (loxérno Pcderal, SC a[)ar<'cereni interessados nessa cor

(!ru/«-s e São IVndo.

.\ escxvlhá tk-ssa-s localiz-tç-ôes. como Já actvnleeera eom a l'sina Barbará, de Barra Mansa, resultou da consideração

iia«piela suma tk- Ireli-.-».

Quer dizer <jue os fretes do então loram ntn tios fatores que determinaram n

localização dess;is usinas próximas aos A alteração das relações existentes é,

pois, de alta i« li v .im i.i para a economia

Na realização das obi.is c- n.i compra

Por e.ssa é|X)ca fundavam-se. também, mais altos fornos em Sandadí*. Moji das

i)orlanto.

A i-.xpoiiaçao tle mineriti ik- lerro é.

do erjoipameiito r. no « titânio. ac«Tlado tomar cí-rlas pr«-í auçê)<'s, em faei- da va riação do itit«Té.ss«- dos ( «mipradores pe lo minériíj Itrasileiro. l)o eonlrárit) po

V i'jn vine ít)Í investido até agora o ele vado eapilai de Cr$3.700. tKH). (KK),00.

mercados consumidores.

C'onc/«.sõcs

eorrenli-

deixando d«'sapro\citado o mali-rial rti(iant«-, pois as instalações lixas scr\ iriam

porte para exportação será de 570 km —

«lerúrgie.i N.Kional .

Cvu! stiiiestão jiarti a i ritição í/cssí;

800 toneladas de minério.

go para as finanças da Central do Brasil

do em parte dos transportes d.» Ci.i. Si-

<1(» s«-u po\

derá o Co\érn«i insestir enorme soma e a exportação s«- restringir on s<' extinguir,

A distancia predoniinanl<' de

goes, e «I r« giiiii- que esl,i sendo aplica

respoiulendo a») ír« le. « ni p.ift»-. também lá ficará para f l«-\ at ci p.idr.'u» de v i<la

Quanto ao custcii>

es

cas V elétri<.as financiatU) pelos inletcss.ido.s V pauo pela Cà-nlral. em desconteis

luiriiouil

aniial, para a rf*ali/^'i(,ão da 2.a etapa o valor destinado às tniu.is é inferior a Hfí

Econòxuco

ra, localizado cm Minas, próximo às ja

matéria i\nc demanda mmto

í-uidado, p.,r<iue dela podem decorrer gravíssimos prejuízos para essas in us

irias que se fundaram no regime tanta-

,i„ c.uV l,á nn.il» x.->n xigo™ndo, tanto M„o .-ntrc rias rstá o rmprerndinu nto clr Volta Hrdomla. cin que o Go-

srnio trni partr mai;na c r liojr respon

sável por ekea cie n.etacle da prodnçao siderúrgica nacional.

IJnrànte a erise cp.e atinain a indús tria Siderún.iea naeional. <ino começou em lins de 19-19 e terminou ao micmrse o 2." semestre de 1950, graças às me

didas tomadas pelo Banco do Brasil, im- '

pondo maiores re.striçõcs à importação,

Ix-nefieiada aliás pela desvalorização da libra e outras moedas européias, as usi nas mineiras, que nos merecem a máxi

ma simpatia e consideração, iniciaram uma campanha para aplicação dc rela ções fixas entre os valores, em qualquer

rente de IO tiiilhões de toneladas de mi

zidas dc ferro.

nério de ferro, o (jiie é «[tiase certo, finaiicji' êlc a parte das instalações fixas,

Minas e 1 cm Barra Mansa, todos a car-

percurso, dos fretes dos minérios dc fer ro, do gusa e dos laminados, procuran

\'ão d(- inadc-ira.

do dcfendcr-se da coneorrència das suas

Será i7iai(jr que a totalidade da receita atual de mercadorias, <jue foi de

isto é, USS35. ()()(). ()()(),{}()

Cr$526.346.964,60, no mesmo ano. Te rá influência n<)tá\'el na redução do cus

to médio, o cpie faxoieecrá as dejTuii.s

cer (• para realizações cm 3 íxxcrcícios ou cerca de USS12 . 006 . OOO.dO por ano. Dos restantes USS4(). 000. 000,00, se

mercadorias.

ria o valor das loeomotiva.s Dicscl clétri-

Em 19í3(), existiam 10 altos fornos em

diretamente,

l^cla forma qui- mais conveniente- pare

Em 1940, foi decidida, pelo exame das somas dos fretes da reunião das maté

rias-primas e para a distribuição dos pro dutos acabados, a instalação da indústria sidenirgíca a coque, cm \^oIta Redonda

1

congêneres fluminenses e paulistas. Hoje, porém, que a crise cessou, potlemos examinar eom calnia o problema em foco, pois a emergência internacio

nal não prometo solução em breve prazo.


w® »

Dicfato

<i"«' riãfj acontecí- nu casí) da C:cnlral.

Pelo or^-íimento publicado no rcLilArio

EccjNÒ.V«C<1

DmKarro

O que representa para a rrnutania

do total.

Mesmo fazendo ess.i deduvi"'- vemos ü Central do Hrasil maiitéiii imia si

tuação vantajíísa,

em comparaçãfj, na

l.a e 2.a etapas, j>ois o inscstimenlo é de cerca de 1/6 <• 1/4, respeefi\ament<-.

.sôbre o fn le da lom-i.ul.i «-xportada, em

'I otnado o pret.o im-dm (!•• l SSS.Ott j>or tom. Sí f.M) .jumdinente . ..

prazo longo. «> ilos \.ig«'Hs t.dieri.i a es ses inl«T«-ss.idi)s. [>« rniam i « lulo ésses \ .igôi-s como propnetl.uh- ilél< e .i conser vação dos mesmos poi i K s sjtí.í feita,

L'S$80.(K)0.(MK».(M) .1 dispnsn,.,,) d.» para suas juiportai.ões «• i« presrntarâo

rediizindo-sc- o Irele d.t p.uiel.í etirres-

cerca d<.' (T$5(Mt.00í).0(>0.(M) lel.iiixos ao custo e ao liu rti. .i mais que. ])or .mo,

[)oml« nt«- .1 juros, th pr«-i i.ição e conser vação desses veículos. tjuaulo aos v.i-

••i;trarão em Minas (à-rais. im remenlan-

do .1 sua «■« <»iu)iuia. .d«'-iii do qtM*. et)r-

Kclatisaniente ao eustí) íle transporte, é evidente a grande \antagem da Cen tral do Brasil, f|ue líjiii bitola dí; 1,60, controle de tráfego cí.-ntralizado linha

dupla e-letrificada em parte do percurso, podendo faz< r trens elétricos com 3.600 tons. de minério, utilizando locíjtJiolivas

Diesel eietriea.s e sobrepujar facilmente a Vitória a Minas, em linha de 1,00. com

locomoli\a.s a vapor, rebocando trens de O que representa essa corrente de tráfe trans

Brumadinho-Arará, idêntica, portanto, à de Vitória a .Minas. Admitamos o mes

mo frete de 60,00 por tom, cobrado na quela tsstrada. Essa corrímte <1íí 10.000.000 repr<'sentará uma injeção de Cr$600.000.000,00 na receita da Cen

tral, c, por si .só, cobrirá í) déficit de CrS274.103.598,40 verificado em 1950.

nacional, realizada pela \'aU- do Rio Do ce <• pela (à iilral <lo Br.isil. Quanto a i-sla. é a de maior vulto, tle

mais rapida realização para o mesmo vo lume, de menor inveslimenlt) csjH^cífico c de mais

redu/itlo i iistcio e tem

alta

significação para os desliiais «lessa via férrea.

aíí tráfego ilc outras m«-rcadorias, ani mais c passageiros. Ciorrcsponderia a comprar canliõcs jíara matar lico-licos, na <.'xpn"ssão pitoresca de (iKeon d(«

Estancar ou impedir o eslabeleeimen-

lo da que é niíiis vantajosa parcce-me um (k-sserviço ao Pais.

A indústria siderúrgica nacional

Paiva.

Nos c.stiidos da .Missão '.Abiiink loi prc\islo o financiamento, no todo ou em

Toilos saliciu tpie a intlúslria siderúr gica, no Brasil, data de 1.888, eom (» primeiro alto loino, a carvão dc madei

jtarte, jíelos interessados.

O «pie sugiro é <pie o (loxérno Pcderal, SC a[)ar<'cereni interessados nessa cor

(!ru/«-s e São IVndo.

.\ escxvlhá tk-ssa-s localiz-tç-ôes. como Já actvnleeera eom a l'sina Barbará, de Barra Mansa, resultou da consideração

iia«piela suma tk- Ireli-.-».

Quer dizer <jue os fretes do então loram ntn tios fatores que determinaram n

localização dess;is usinas próximas aos A alteração das relações existentes é,

pois, de alta i« li v .im i.i para a economia

Na realização das obi.is c- n.i compra

Por e.ssa é|X)ca fundavam-se. também, mais altos fornos em Sandadí*. Moji das

i)orlanto.

A i-.xpoiiaçao tle mineriti ik- lerro é.

do erjoipameiito r. no « titânio. ac«Tlado tomar cí-rlas pr«-í auçê)<'s, em faei- da va riação do itit«Té.ss«- dos ( «mipradores pe lo minériíj Itrasileiro. l)o eonlrárit) po

V i'jn vine ít)Í investido até agora o ele vado eapilai de Cr$3.700. tKH). (KK),00.

mercados consumidores.

C'onc/«.sõcs

eorrenli-

deixando d«'sapro\citado o mali-rial rti(iant«-, pois as instalações lixas scr\ iriam

porte para exportação será de 570 km —

«lerúrgie.i N.Kional .

Cvu! stiiiestão jiarti a i ritição í/cssí;

800 toneladas de minério.

go para as finanças da Central do Brasil

do em parte dos transportes d.» Ci.i. Si-

<1(» s«-u po\

derá o Co\érn«i insestir enorme soma e a exportação s«- restringir on s<' extinguir,

A distancia predoniinanl<' de

goes, e «I r« giiiii- que esl,i sendo aplica

respoiulendo a») ír« le. « ni p.ift»-. também lá ficará para f l«-\ at ci p.idr.'u» de v i<la

Quanto ao custcii>

es

cas V elétri<.as financiatU) pelos inletcss.ido.s V pauo pela Cà-nlral. em desconteis

luiriiouil

aniial, para a rf*ali/^'i(,ão da 2.a etapa o valor destinado às tniu.is é inferior a Hfí

Econòxuco

ra, localizado cm Minas, próximo às ja

matéria i\nc demanda mmto

í-uidado, p.,r<iue dela podem decorrer gravíssimos prejuízos para essas in us

irias que se fundaram no regime tanta-

,i„ c.uV l,á nn.il» x.->n xigo™ndo, tanto M„o .-ntrc rias rstá o rmprerndinu nto clr Volta Hrdomla. cin que o Go-

srnio trni partr mai;na c r liojr respon

sável por ekea cie n.etacle da prodnçao siderúrgica nacional.

IJnrànte a erise cp.e atinain a indús tria Siderún.iea naeional. <ino começou em lins de 19-19 e terminou ao micmrse o 2." semestre de 1950, graças às me

didas tomadas pelo Banco do Brasil, im- '

pondo maiores re.striçõcs à importação,

Ix-nefieiada aliás pela desvalorização da libra e outras moedas européias, as usi nas mineiras, que nos merecem a máxi

ma simpatia e consideração, iniciaram uma campanha para aplicação dc rela ções fixas entre os valores, em qualquer

rente de IO tiiilhões de toneladas de mi

zidas dc ferro.

nério de ferro, o (jiie é «[tiase certo, finaiicji' êlc a parte das instalações fixas,

Minas e 1 cm Barra Mansa, todos a car-

percurso, dos fretes dos minérios dc fer ro, do gusa e dos laminados, procuran

\'ão d(- inadc-ira.

do dcfendcr-se da coneorrència das suas

Será i7iai(jr que a totalidade da receita atual de mercadorias, <jue foi de

isto é, USS35. ()()(). ()()(),{}()

Cr$526.346.964,60, no mesmo ano. Te rá influência n<)tá\'el na redução do cus

to médio, o cpie faxoieecrá as dejTuii.s

cer (• para realizações cm 3 íxxcrcícios ou cerca de USS12 . 006 . OOO.dO por ano. Dos restantes USS4(). 000. 000,00, se

mercadorias.

ria o valor das loeomotiva.s Dicscl clétri-

Em 19í3(), existiam 10 altos fornos em

diretamente,

l^cla forma qui- mais conveniente- pare

Em 1940, foi decidida, pelo exame das somas dos fretes da reunião das maté

rias-primas e para a distribuição dos pro dutos acabados, a instalação da indústria sidenirgíca a coque, cm \^oIta Redonda

1

congêneres fluminenses e paulistas. Hoje, porém, que a crise cessou, potlemos examinar eom calnia o problema em foco, pois a emergência internacio

nal não prometo solução em breve prazo.


Dir.iíí»To Econókooo

A ópiniõtt do Ctnufclhn de Tfirifwi e Transjutrtes

Transportes. Depois de demorados e %'ivos dehates, em que tomaram parte í)s

interessados, o egrégio C. 'I'. C. redigiu as conclusões, constantes em ane.-xo, que vão ser submetidas ao Exrno. Snr. Mi

Viavão e

rá-la.s, téc-nica e cconòmit anu nlc —

ximc !io lr;'if«'go (h-sí-ijiuljbr.ulo dc gran

O meinf»rjal redigido e t-iuíado .it> então Presidente da Hepulilica, Ciirneral Eurko Gaspar Dutra, foi ninetido ao exame df) Conselho 'le Tarifas <•

nistro da

u um csfôrçxí que pmlc srri.mu-nto ontv

Óbras Públicas.

des massa.s ;i gnimlc <list;im ia — tais aS

exigências fjur dí-\«T.*io si-r salisfrit^jjs<* ná») lioii\'T urgatii/-ii,ai) «■ aparclhil-

iiicjitc» .idcíjiiado, síTan prejudicadas ;is prõprias zxmas iio sen d<-sru\o!\ agrícola, iudiislrial c t omen i.il, pc-ja fa|. ta dc transporte par.i os produtos e mer cadorias comuns.

2 — Dc nrõrdo c om as modernas ten dências da .1 tarifaria, convên*

agrupar em menor número

(N.° 4).

dc- tabelas

tarifárias as mal«TÍas-j)riinas par.i usinas Conclusões

0 Con.stílho de Tarifas e Transpí)rles. tendo tomado conlicciniento do prot<*sso junto, constant(? de tim memorial rias empresas .siderúrgicas scídiatlas no Estado de Níinas Cíerais e do ofício n/' 53/50

de 14 de janeiro de 1950 do Sr. C>o\<'r-

siderúrgica.s. assim eonio os produtos dí-spaeluidos pni c-ssas usinas 3 — Gs ín-tes das malêrias-priuxas de.stinadas às ii.sinas siclenirgic-as nacio

nais. a.ssim í-oino os produtos por estas

despachaclr)s, de\em cobrir, laila (|ual de per si, assim como o de qnulcjuer

Dicesto

Cconòmjco

71

regra, o beni fieiário do frete do miné rio quem pagará a eoinpeusação.

5 — A fim d«* (|ue não ficjue prejudi cada a indvVstria si<iiTÚrgiea estabelecida junto as jnziila.s, nem s<" torne excessivo o sacrificio imposto à.s eslrailas tie ferro com o transporte por menor preçxt. de massíis muito imiiorcs. a relação entri' as

razões tarifárias aplkáxfis ao gusa e ao

minério não íh verá. em tiu.ihiner per curso, exífdcr 1 .5.

6 — Pelos mesmos moti\'os, a relação entre as razões tarifárias dos produtos siden'irgie(}s laminatlos <• Irefihulos e do

Rio, 20 de iiownibro cie 1950.

Benjamim Magalhães de Oliveira

porém reiniincradore.s.

c havendo considí-rado devidamente o as

sunto, cuja alta importância o levou a

4 - O Iransjíorlc do minério de fer ro, (pier êste se destine à exportação pa

realizar sessões extraordinárias,

ra o estrangeiro, quer ao consumo inter

e não com prejuízo. O frete do minério

ro.s como paulistas, e em conseqüência

dcscrá ser cobrado na bascr do custo in

dos pareceres, estudos e observações apresentados pelos Srs. Conselheiros e participantes dos debates, assentou as se guintes conclusões, que, juntamente com lima cópia dos debates havidos, tem a

dustrial do respectivo tran.sporte, com putadas todas as despesas, mais uma parcela de lucro, baseada no valor do

honra de submeter a V. Exa. como res

posta à consulta com que foi distinguido; 1 — Na localização de usinas siderúr

gicas, deve-se levar em conta que, sendo ela em pontos afastados das matériasprimas, obrigam-se as estradas d<' h^rro

da.s de ferro com lucro, emlaira mínimo

minério nos mercados dc consumo. Não

deverá ser levada em conta a possibili dade de ser compensado um prejuízo no

frete dos produtos siderúrgicos semi-aca bados e acabados, mesmo porque, se o minério se destina à exportação, essa

possibilidade não existe c, se ele se des tina a consumo interno, não será, via de

C. T. T. em suas conclusões 3 c 4, is

to é, prtrcurar, nas oportunidades própria.s, colocar a curva dc tarifa acima da curva de custo, médio ou específico, conft)rme o caso.

Herdamos da época do monopólio de

rconúmica, Iviixar essas fa-vas quilomí-

no para o .seu e.studo e pronunciamento,

dos industriais interessados, tanto minci-

justamente, a que foi detcnninada pck)

rifas parabólicas, em que nos pequenos

Francisco Ribeiro júnior Orlando D. Murgel Jaderico Machado

no do Paús, deverá sct feito pcdas estra-

(à'l. Enrico dc Sou.s;r Gomes Filho, é,

cos com a necessária la^gularidade. .sem a qual tõdas as ri'comemlações aeinia s<'rão innp(«rant< s.

ces.so que lhe foi remetido pelí) Co\ér-

presença de um representante do Sr. Go vernador de Minas e de representantes

A política tarifária da Central, segun do orientação do sou atual Diretor, Tcn.-

tuar o transporte dos produtos siderúrgi

dica que a êsscs produtos e matériasprimas sejam concedi<los frc-tes mínimos,

com a

Política tarifária da CcfUral do

transportes das estradas dc ferro, as ta

Luís Orsini de Càislro

pública, encaminhando memorial, pro-

minério nos mercados dc cxrn.sumo.

minério tle ferro nâ(» tlexcrá r'xc-edi'r 2.5. 7 — As estraílas de ferro dexem efe

mereafloría, o c iislo do respeelivo trans porte ferrosiário; o iiiteiêsse nacional in

nador d(; Minas ao Sr. Fresidí-ntí; da Re

cela do lucro será função do xiilor do

Luís Paixa Meira

Antcànio F. da Silxa.

Por maiores c|ue sejam o respeito e o acatamento que devote a éssc colcndo Conselho, como Chefe do Departamen

percursos cobravam-se taxas altas fwr Ini para, conr o objetivo de penetração

tricas nas distancias maiores.

Aeontee.', porém, que a curva dos custos é uma hipérbole e nao uma pa

rábola

As curvas tarifárias, para que

cm qualquer distância sc mantenham

acima das do custo, tem que adotar a

mesma característica geométnca. Pareec-me que o paralelismo seria a

forma mais conveniente, pois, um lucro, constante ao longo do percurso repre sentaria também o critério da penetra

ção econômica, uma vez que éssc lucro

to Comercial da Central do I3rasil, no

seria decrescente, percentualmente,

debate que aqui se tra\'ará, não devo ca lar as observações que as conclusões 3, 4, 5 e 6 suscitam em quem tem a res

No entanto, as estradas de ferro, além

ponsabilidade de defesa da economia da

estrada de ferro qiuí as terá de aplicar. As conclusões 3 e 4 determinam que as tarifas das matérias-primas o dos pro

dutos siderúrgicos

devem permitir lu

cro sobre os custos dos respectixos trans portes e acentuam que, no minério de ferro, éssc custo deverá ser o industrial,

computadas tôdas as despesas, e a par

à

medida que a quilometragem crescesse.

dos 4 ^ para os Institutos de Previdên cia, têm de acrescer o frete com 10-1-10% para aplicações definidas, na

própria estrada, e que, sendo renda do transporte, podem ser consideradas co

mo lucro percentualmente constante, o

que altera o paralelismo. As hipérbolcs dos custos de transpor te, determinando taxas quilométricas mais baixas nas pequenas distánciavS, que


Dir.iíí»To Econókooo

A ópiniõtt do Ctnufclhn de Tfirifwi e Transjutrtes

Transportes. Depois de demorados e %'ivos dehates, em que tomaram parte í)s

interessados, o egrégio C. 'I'. C. redigiu as conclusões, constantes em ane.-xo, que vão ser submetidas ao Exrno. Snr. Mi

Viavão e

rá-la.s, téc-nica e cconòmit anu nlc —

ximc !io lr;'if«'go (h-sí-ijiuljbr.ulo dc gran

O meinf»rjal redigido e t-iuíado .it> então Presidente da Hepulilica, Ciirneral Eurko Gaspar Dutra, foi ninetido ao exame df) Conselho 'le Tarifas <•

nistro da

u um csfôrçxí que pmlc srri.mu-nto ontv

Óbras Públicas.

des massa.s ;i gnimlc <list;im ia — tais aS

exigências fjur dí-\«T.*io si-r salisfrit^jjs<* ná») lioii\'T urgatii/-ii,ai) «■ aparclhil-

iiicjitc» .idcíjiiado, síTan prejudicadas ;is prõprias zxmas iio sen d<-sru\o!\ agrícola, iudiislrial c t omen i.il, pc-ja fa|. ta dc transporte par.i os produtos e mer cadorias comuns.

2 — Dc nrõrdo c om as modernas ten dências da .1 tarifaria, convên*

agrupar em menor número

(N.° 4).

dc- tabelas

tarifárias as mal«TÍas-j)riinas par.i usinas Conclusões

0 Con.stílho de Tarifas e Transpí)rles. tendo tomado conlicciniento do prot<*sso junto, constant(? de tim memorial rias empresas .siderúrgicas scídiatlas no Estado de Níinas Cíerais e do ofício n/' 53/50

de 14 de janeiro de 1950 do Sr. C>o\<'r-

siderúrgica.s. assim eonio os produtos dí-spaeluidos pni c-ssas usinas 3 — Gs ín-tes das malêrias-priuxas de.stinadas às ii.sinas siclenirgic-as nacio

nais. a.ssim í-oino os produtos por estas

despachaclr)s, de\em cobrir, laila (|ual de per si, assim como o de qnulcjuer

Dicesto

Cconòmjco

71

regra, o beni fieiário do frete do miné rio quem pagará a eoinpeusação.

5 — A fim d«* (|ue não ficjue prejudi cada a indvVstria si<iiTÚrgiea estabelecida junto as jnziila.s, nem s<" torne excessivo o sacrificio imposto à.s eslrailas tie ferro com o transporte por menor preçxt. de massíis muito imiiorcs. a relação entri' as

razões tarifárias aplkáxfis ao gusa e ao

minério não íh verá. em tiu.ihiner per curso, exífdcr 1 .5.

6 — Pelos mesmos moti\'os, a relação entre as razões tarifárias dos produtos siden'irgie(}s laminatlos <• Irefihulos e do

Rio, 20 de iiownibro cie 1950.

Benjamim Magalhães de Oliveira

porém reiniincradore.s.

c havendo considí-rado devidamente o as

sunto, cuja alta importância o levou a

4 - O Iransjíorlc do minério de fer ro, (pier êste se destine à exportação pa

realizar sessões extraordinárias,

ra o estrangeiro, quer ao consumo inter

e não com prejuízo. O frete do minério

ro.s como paulistas, e em conseqüência

dcscrá ser cobrado na bascr do custo in

dos pareceres, estudos e observações apresentados pelos Srs. Conselheiros e participantes dos debates, assentou as se guintes conclusões, que, juntamente com lima cópia dos debates havidos, tem a

dustrial do respectivo tran.sporte, com putadas todas as despesas, mais uma parcela de lucro, baseada no valor do

honra de submeter a V. Exa. como res

posta à consulta com que foi distinguido; 1 — Na localização de usinas siderúr

gicas, deve-se levar em conta que, sendo ela em pontos afastados das matériasprimas, obrigam-se as estradas d<' h^rro

da.s de ferro com lucro, emlaira mínimo

minério nos mercados dc consumo. Não

deverá ser levada em conta a possibili dade de ser compensado um prejuízo no

frete dos produtos siderúrgicos semi-aca bados e acabados, mesmo porque, se o minério se destina à exportação, essa

possibilidade não existe c, se ele se des tina a consumo interno, não será, via de

C. T. T. em suas conclusões 3 c 4, is

to é, prtrcurar, nas oportunidades própria.s, colocar a curva dc tarifa acima da curva de custo, médio ou específico, conft)rme o caso.

Herdamos da época do monopólio de

rconúmica, Iviixar essas fa-vas quilomí-

no para o .seu e.studo e pronunciamento,

dos industriais interessados, tanto minci-

justamente, a que foi detcnninada pck)

rifas parabólicas, em que nos pequenos

Francisco Ribeiro júnior Orlando D. Murgel Jaderico Machado

no do Paús, deverá sct feito pcdas estra-

(à'l. Enrico dc Sou.s;r Gomes Filho, é,

cos com a necessária la^gularidade. .sem a qual tõdas as ri'comemlações aeinia s<'rão innp(«rant< s.

ces.so que lhe foi remetido pelí) Co\ér-

presença de um representante do Sr. Go vernador de Minas e de representantes

A política tarifária da Central, segun do orientação do sou atual Diretor, Tcn.-

tuar o transporte dos produtos siderúrgi

dica que a êsscs produtos e matériasprimas sejam concedi<los frc-tes mínimos,

com a

Política tarifária da CcfUral do

transportes das estradas dc ferro, as ta

Luís Orsini de Càislro

pública, encaminhando memorial, pro-

minério nos mercados dc cxrn.sumo.

minério tle ferro nâ(» tlexcrá r'xc-edi'r 2.5. 7 — As estraílas de ferro dexem efe

mereafloría, o c iislo do respeelivo trans porte ferrosiário; o iiiteiêsse nacional in

nador d(; Minas ao Sr. Fresidí-ntí; da Re

cela do lucro será função do xiilor do

Luís Paixa Meira

Antcànio F. da Silxa.

Por maiores c|ue sejam o respeito e o acatamento que devote a éssc colcndo Conselho, como Chefe do Departamen

percursos cobravam-se taxas altas fwr Ini para, conr o objetivo de penetração

tricas nas distancias maiores.

Aeontee.', porém, que a curva dos custos é uma hipérbole e nao uma pa

rábola

As curvas tarifárias, para que

cm qualquer distância sc mantenham

acima das do custo, tem que adotar a

mesma característica geométnca. Pareec-me que o paralelismo seria a

forma mais conveniente, pois, um lucro, constante ao longo do percurso repre sentaria também o critério da penetra

ção econômica, uma vez que éssc lucro

to Comercial da Central do I3rasil, no

seria decrescente, percentualmente,

debate que aqui se tra\'ará, não devo ca lar as observações que as conclusões 3, 4, 5 e 6 suscitam em quem tem a res

No entanto, as estradas de ferro, além

ponsabilidade de defesa da economia da

estrada de ferro qiuí as terá de aplicar. As conclusões 3 e 4 determinam que as tarifas das matérias-primas o dos pro

dutos siderúrgicos

devem permitir lu

cro sobre os custos dos respectixos trans portes e acentuam que, no minério de ferro, éssc custo deverá ser o industrial,

computadas tôdas as despesas, e a par

à

medida que a quilometragem crescesse.

dos 4 ^ para os Institutos de Previdên cia, têm de acrescer o frete com 10-1-10% para aplicações definidas, na

própria estrada, e que, sendo renda do transporte, podem ser consideradas co

mo lucro percentualmente constante, o

que altera o paralelismo. As hipérbolcs dos custos de transpor te, determinando taxas quilométricas mais baixas nas pequenas distánciavS, que


■^mw

I>K;

72

<t

K<:í > VIJMICO DiCKSTII

as parálxjlíis tarifárias,

iMifrcntaii» ine-

Uior a conforrêncía dos caminhões nes sa zoníi de influência rixloviária.

Mas, ao mesmíí tempo cpje forem sen do colocada-s as curvas tarifárias

acima

das cijr\as de custo de transjxjrte, <*slá a Administração da C<-ntral do lirasil a

esforçar-se para a redução dos custos com a compressão das despesas e a ter minação rápida das variantes da Linha do Centro e do ramal de São Paulo, com a extensão da eletrificação e com a re

solução de só adquirir locomotivas üiesel elétricas e elétricas, no atendimento

das novas sidicitaç-ões de transporte.

a tltr^pcsa jxirtn.iria. iorr«'nle dc tráfego M- cst.inc.irá. J.i s.ilirnt.imos o ilesastre que si-ri.» o «•sLinc.mienlü di> iurrejit'' (i.i «'xport.içrn). p<*l.i (.entrai do Br.isil. <■ jiara .i qu.il ej.i si- \ein prcjxir.uido.

.Xfhiiit.utios <^r$ ."}(),(M>. p.tí.i n custo .itiiai (ia tonelada de uiiixtio. posta nOS

s.igóes, II.is est.u.óes de procedèiaia, ín( iiiind" o luc ro do minerador. \'i{nus Íjiie a \'.ile do Kio Doei- obtesi*. eill l')50. o tiisto il.i produç.ui <!«• (-r$ •■^(3,92

ferro

Sabemos que para o transporte do mi nério é possível utili/.ar vagões de alta lotação, carregar e descarregar em tem po mínimo e fa'/^.*r trens completos e di

retos, sem as perdas de tempo inevitá veis nas estações compositoras, o (pju conduz a notável redução no custo.

O que o C. T. T. cJiania de "custo

industrial, computadas todas as despe sas", é o que na Central designamos por "custo específico" ou seja o "custo médio" corrigido pelas condições específi-

^cas do transporte em vista. Quanto aos produtos siderúrgicos, gu

73

ltM6. l''or.un adotados, para a \-elocida(!e comen i.il média, 2 km hora. para o

a reunião de matérias-primas, como para a distrilmição dos seus produtos, pelo

tempo dl- l.ll^a e destarga 60 horas e

menos, em pra/o certo e aviso com su ficiente antecedência.

para a lot.iç.'io dos \.igõ«-s 1.5 tonelad.is. A su.i .ipli(.u,ão. a da F-18. determi nou mu.i re.içfio forte «pie le\du a pró pria Diietnri.i. que a promoxcra. a conee<|er eol.is .u»s exportadores e à indústria nacional, pi-l.i F-13. o (pu- .uliou até Nhnidei (IfU-ruiiiiar o "custo cspeeitico" d«-sse transjiorte considerando a

(àniino do Hanco do Brasil, (piando ex-

.Admitamos, .liud.i, o preço médio do

mass.i de fiOO.()()() toneladas anuais de minério de ferro, deslocando-se com a velocidade eomerei.il de 7 km liora. o

ou, a (.'r$ I8.'3() por (i(')lai — Cr$ As despesas im'-dias, jio pcVrto do Rio. cr.nforme dociimentaçrio em ineii poder, são da ordem de Cr$'3().()<) por tonelada. .Assim, o limite de resistência do mi

nério Cr-S

de exportação 116,10 -

ao

frete

((>$ 50.00 4-

é' do 30)

=

OS fi6.-10 na base d.- USS 8.00 por tonelada

FOR

Rio.

Se o preço fõr dc US$ 0,00, a resis tência será de OS 8-1,70 e de CrS 103,00

se o preço fõr de USS 10,00. No mo mento, estamos em verdadeiro "boom" com ofertas superiores a US$ 12,50. Não devemos, porém, raciocinar com essa situação excepcional, quanto ao

tempo de carga e descarga de 2-1 ho ras. em \agõi-s com a lotação de 75 toneladas

<•

.i

tara

de

20

toneladas.

Fssas condições são as <pie já prexale-

eein jiara o minério de ferro destinado a Volta lU-donda e cpie correspondem a uin í ií lo de 6 (lias on 5 v iagens por mês, muito inferior a condições dc cir

Sabemos, igualmente, que se o frete da Central, no percurso de 570 km ex ceder a resistência do minério para a ex

do

Rio

IDoee

específico ao longo da tpúlometragem, nas condiç(')es anteriormente (>speeifiça dos.

A curva tarifária terá cpie ser traçada

portação, isto é, se o valor do frete for superior à diferença entre o preço do mi nério FOB e a soma do seu custo de

produção, incluindo o lucro legítimo, e

acréscimo

núiúmo.

por

em execução, para suprir-se integralmen te de produtos siderúrgicos. Os preços in ternos, dentro cm breve, serão determi

(Çnadro das cúrias dc tarifas) — (N." 5)

nados pela eoneonéncía entre as usi nas nacionais, nos diversos mercadcís do Tais.

A tabela E-18 resultou do estudo fei

to no Departamento Comercial, toman do-se por base os elementos médios dc

É inconlestiível cpui a nossa indústria siderúrgica precisa, para poder formular picços em negócios futuros, da garantia de uma estabilidade de fretes, quer para A*

para o acréscimo d(^ 24 lí ao transporte de minério não só para a indústria na

cional como para a exportação, admitida a iiase de l^SS 10.00 por tonelada 1-OB

- Rio.

(àunpriiulo, porém, o dis^x)sto na con

nério FÜB-Rio e o preço básico de

\'ale

O lírasil está atendendo, pelos pro gramas de desenvolvimento das usinas,

freu a tarifa do minério de ferro.

fixado. Pareee-nos interessante aplicar como curva de tarifa a euna dc custo

l'oi assim traçada a curva do custo

da

km/iiora. ).

ficio da Ctmtral, conformei determinação da conclusão 4, cm relação à exportação.

Vejamos, agora, a evolução que so

port.i para o juísso Pais. O assunto está, apenas, sendo del>atid(í e não foi ainda

(16

culação

bora díjvíi ser ela aproveitada em bene

abastecimento da indústria nacional, em

geira, já subvencionada, pelas taxas dc

clusão 4 do C. T. T., somar tão-sòmente ao frete do exportação, uma fração da diferenç"» entre o preço obtido pelo mi

me de tõdas as outras mercadorias, e

porte" só pôde ser o "custo médio".

mo percurso, superiores à<pieles estabeli-cidos para a e.xportação. Solução con

c o liicro de CrS il .TíJ por touelad.i. ou sej.i um total de (-r$ fiS.Tl .

sa c laminados, que se escoam no regi

que exigem, em grande parte, uma ope

usinas nacionais jamais sejam, no mes

trária seria lieneiieiar a indústria estran

com 24 V- de lórça da lei.

ração de baldeaçáo, o "custo de trans

Por outro lado, também nos parece justo que os fretes dos minérios para as

hoje, porlanld, a v ig« iu ia da F,-IS.

venda da Vale do Itio Ooce de IIS$ 8,00

Trampcrte e frete para o minériu de

Et:ON6MICO

USS 10,00.

Em junho e em dezembro far-se-ia a revisão dos custos, especifico e médio,

o (pie é de esperar favoreceria a indús tria, e Iraçar-se-ia então a curva tarifá ria, tomado o lucro percentual constan

te (pie f()r fixado para cada um dos piodutos em tela — minério de ferro, «uísa e laminados.

Essas curvas passariam a ser aplica das 00 dias ap(Ss a sua publicação, com tempo, portanto, para não causarem pre juízos às usinas. Quanto à cotação do minério de ex portação seria revista de 90 em 90 dias, pela forma que a Central julgar mais conveniente, podendo recorrer à Vale do Rio

Doce.


■^mw

I>K;

72

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K<:í > VIJMICO DiCKSTII

as parálxjlíis tarifárias,

iMifrcntaii» ine-

Uior a conforrêncía dos caminhões nes sa zoníi de influência rixloviária.

Mas, ao mesmíí tempo cpje forem sen do colocada-s as curvas tarifárias

acima

das cijr\as de custo de transjxjrte, <*slá a Administração da C<-ntral do lirasil a

esforçar-se para a redução dos custos com a compressão das despesas e a ter minação rápida das variantes da Linha do Centro e do ramal de São Paulo, com a extensão da eletrificação e com a re

solução de só adquirir locomotivas üiesel elétricas e elétricas, no atendimento

das novas sidicitaç-ões de transporte.

a tltr^pcsa jxirtn.iria. iorr«'nle dc tráfego M- cst.inc.irá. J.i s.ilirnt.imos o ilesastre que si-ri.» o «•sLinc.mienlü di> iurrejit'' (i.i «'xport.içrn). p<*l.i (.entrai do Br.isil. <■ jiara .i qu.il ej.i si- \ein prcjxir.uido.

.Xfhiiit.utios <^r$ ."}(),(M>. p.tí.i n custo .itiiai (ia tonelada de uiiixtio. posta nOS

s.igóes, II.is est.u.óes de procedèiaia, ín( iiiind" o luc ro do minerador. \'i{nus Íjiie a \'.ile do Kio Doei- obtesi*. eill l')50. o tiisto il.i produç.ui <!«• (-r$ •■^(3,92

ferro

Sabemos que para o transporte do mi nério é possível utili/.ar vagões de alta lotação, carregar e descarregar em tem po mínimo e fa'/^.*r trens completos e di

retos, sem as perdas de tempo inevitá veis nas estações compositoras, o (pju conduz a notável redução no custo.

O que o C. T. T. cJiania de "custo

industrial, computadas todas as despe sas", é o que na Central designamos por "custo específico" ou seja o "custo médio" corrigido pelas condições específi-

^cas do transporte em vista. Quanto aos produtos siderúrgicos, gu

73

ltM6. l''or.un adotados, para a \-elocida(!e comen i.il média, 2 km hora. para o

a reunião de matérias-primas, como para a distrilmição dos seus produtos, pelo

tempo dl- l.ll^a e destarga 60 horas e

menos, em pra/o certo e aviso com su ficiente antecedência.

para a lot.iç.'io dos \.igõ«-s 1.5 tonelad.is. A su.i .ipli(.u,ão. a da F-18. determi nou mu.i re.içfio forte «pie le\du a pró pria Diietnri.i. que a promoxcra. a conee<|er eol.is .u»s exportadores e à indústria nacional, pi-l.i F-13. o (pu- .uliou até Nhnidei (IfU-ruiiiiar o "custo cspeeitico" d«-sse transjiorte considerando a

(àniino do Hanco do Brasil, (piando ex-

.Admitamos, .liud.i, o preço médio do

mass.i de fiOO.()()() toneladas anuais de minério de ferro, deslocando-se com a velocidade eomerei.il de 7 km liora. o

ou, a (.'r$ I8.'3() por (i(')lai — Cr$ As despesas im'-dias, jio pcVrto do Rio. cr.nforme dociimentaçrio em ineii poder, são da ordem de Cr$'3().()<) por tonelada. .Assim, o limite de resistência do mi

nério Cr-S

de exportação 116,10 -

ao

frete

((>$ 50.00 4-

é' do 30)

=

OS fi6.-10 na base d.- USS 8.00 por tonelada

FOR

Rio.

Se o preço fõr dc US$ 0,00, a resis tência será de OS 8-1,70 e de CrS 103,00

se o preço fõr de USS 10,00. No mo mento, estamos em verdadeiro "boom" com ofertas superiores a US$ 12,50. Não devemos, porém, raciocinar com essa situação excepcional, quanto ao

tempo de carga e descarga de 2-1 ho ras. em \agõi-s com a lotação de 75 toneladas

<•

.i

tara

de

20

toneladas.

Fssas condições são as <pie já prexale-

eein jiara o minério de ferro destinado a Volta lU-donda e cpie correspondem a uin í ií lo de 6 (lias on 5 v iagens por mês, muito inferior a condições dc cir

Sabemos, igualmente, que se o frete da Central, no percurso de 570 km ex ceder a resistência do minério para a ex

do

Rio

IDoee

específico ao longo da tpúlometragem, nas condiç(')es anteriormente (>speeifiça dos.

A curva tarifária terá cpie ser traçada

portação, isto é, se o valor do frete for superior à diferença entre o preço do mi nério FOB e a soma do seu custo de

produção, incluindo o lucro legítimo, e

acréscimo

núiúmo.

por

em execução, para suprir-se integralmen te de produtos siderúrgicos. Os preços in ternos, dentro cm breve, serão determi

(Çnadro das cúrias dc tarifas) — (N." 5)

nados pela eoneonéncía entre as usi nas nacionais, nos diversos mercadcís do Tais.

A tabela E-18 resultou do estudo fei

to no Departamento Comercial, toman do-se por base os elementos médios dc

É inconlestiível cpui a nossa indústria siderúrgica precisa, para poder formular picços em negócios futuros, da garantia de uma estabilidade de fretes, quer para A*

para o acréscimo d(^ 24 lí ao transporte de minério não só para a indústria na

cional como para a exportação, admitida a iiase de l^SS 10.00 por tonelada 1-OB

- Rio.

(àunpriiulo, porém, o dis^x)sto na con

nério FÜB-Rio e o preço básico de

\'ale

O lírasil está atendendo, pelos pro gramas de desenvolvimento das usinas,

freu a tarifa do minério de ferro.

fixado. Pareee-nos interessante aplicar como curva de tarifa a euna dc custo

l'oi assim traçada a curva do custo

da

km/iiora. ).

ficio da Ctmtral, conformei determinação da conclusão 4, cm relação à exportação.

Vejamos, agora, a evolução que so

port.i para o juísso Pais. O assunto está, apenas, sendo del>atid(í e não foi ainda

(16

culação

bora díjvíi ser ela aproveitada em bene

abastecimento da indústria nacional, em

geira, já subvencionada, pelas taxas dc

clusão 4 do C. T. T., somar tão-sòmente ao frete do exportação, uma fração da diferenç"» entre o preço obtido pelo mi

me de tõdas as outras mercadorias, e

porte" só pôde ser o "custo médio".

mo percurso, superiores à<pieles estabeli-cidos para a e.xportação. Solução con

c o liicro de CrS il .TíJ por touelad.i. ou sej.i um total de (-r$ fiS.Tl .

sa c laminados, que se escoam no regi

que exigem, em grande parte, uma ope

usinas nacionais jamais sejam, no mes

trária seria lieneiieiar a indústria estran

com 24 V- de lórça da lei.

ração de baldeaçáo, o "custo de trans

Por outro lado, também nos parece justo que os fretes dos minérios para as

hoje, porlanld, a v ig« iu ia da F,-IS.

venda da Vale do Itio Ooce de IIS$ 8,00

Trampcrte e frete para o minériu de

Et:ON6MICO

USS 10,00.

Em junho e em dezembro far-se-ia a revisão dos custos, especifico e médio,

o (pie é de esperar favoreceria a indús tria, e Iraçar-se-ia então a curva tarifá ria, tomado o lucro percentual constan

te (pie f()r fixado para cada um dos piodutos em tela — minério de ferro, «uísa e laminados.

Essas curvas passariam a ser aplica das 00 dias ap(Ss a sua publicação, com tempo, portanto, para não causarem pre juízos às usinas. Quanto à cotação do minério de ex portação seria revista de 90 em 90 dias, pela forma que a Central julgar mais conveniente, podendo recorrer à Vale do Rio

Doce.


I>ir.Ksro

74

Fixação, "a priori", de relações entre fretes de minérios, de ^usa c de laminados

As concluíiócs 5 c 6 iiiandaiii que sc-

iam esUihclocidos, como limites máxi mos, cm quaisquer percursos, das rela ções entre o frete do minério de ferro

e o de gusa e t) de laminados, 1 para 1,5 e 1 para 2,5, respectivamente. Essas relaçõe.s-limites foram estabele

cidos com o critério de amparar as in dústrias sôbre as jazidas de ferro, em face das outras colocadas próximas dos mercados.

Não encontram apoio nem nas rela

ções entre os valores venais dessas mer

cadorias, que são de 1 para 20 e 1 para 80, nem entre os valores do custo especí fico e o custo médio dos transportes, na Central do Brasil, fjue é a empresa transportadora interessada. Seria aconselhável essa política tarifá ria de compensação comercial se dela

não resultasse a desobediência ao quo esüibeleccm as conclusões 3 e 4, isto é,

traasportes sempre e para qualquer mer cadoria acima do custo próprio, a que se devem apegar a.s ferrovias brasilei ras, como a tábua (pie as .salvará da liancarrota iminente, (-*ni consetpiència, ern

Kcovómkuj

exix)rla<,-:*u) jmpussív<*l .i p.irlir de cota ção aind.t niiiitu elevad.t.

Quanto aos l.unin.idos (leicrininarâ uma redução d<* retí-it.i. no percurso de .570 kin, d.t ordem de 20'í. «pie preci sará ser cmiipens.Ml.i ptiíi .u rési itno dc fretes em outras mercadorias. |>oÍs a Central, em situação (lcíicil;iri.i. não |>ode dispensar recaitas. Na distancia dc -^TO km. .i cur\*u (Io custo m«*dio nos fonictr o valor de

Cr$ 139.(K), (pic, acrcst ido dc 24 %t, dani Cr$ 172,(K), ciupianto se tomarmos o frete de 0$ Oõ.íH) p.ira o minério, deduzido da curva ()«• custo cspecífitx) com os 21 '/ da hi, e o mnltipliiarmos pela 1 ,.5, ter<-mo.s ajicn.is C!r.$ 1-12,00, o

que revela pr(quízo de C.'r$ .30,00 jjor tonelada, em lugar do lucro <pie auferi ríamos < f)in as tarifas aluais.

i\as curvas de custo que traçamos, para as condiçiies de 1049, verificamos que:

Relação enlre custo médio c rttst<} específico Em

100 km

Em I.OOO km

2,20 1,73

grande parte, da evolução da técnica,

que criou a concorrência rodoviária e

constante ao hmgo percurso r. é supe

das condições que as têm impedido de realizar o reajustamcnto de suas tarifas.

rior á (pie foi (•stabelec ida pelo C T T

tral do Brasil, a aplicação dessas rela ções fixas, no tempo e ao longo dos

percursos, ou determinará o transporte do gusa abaixo do custo médio ou, es

Econômico

75

u siderurgia próxima dos mercados ou

custo médio, dtinde se conclui que a(]tiela divergência. ant<TÍoniientr apon tada entre as rdaçói-s reais e as prccx>-

a situada junto às minas de ferro. C) C. T. T.. com us conclusões 3 a 4, limitou o nível infericir dessas oscilações

nízíulos p«do C7 T. '1'.. crescerá ainda mais. ã im-dida «[uc ainpliannus e apcr-

permissiveis e com as 5 c 6 amaiToii

feiçoarnuis o transporl»- de minério de

em feixe os fretes do minério de forro,

ferro.

(Io gusa e dos laminados.

Mcsinu qm- sc (piisess»- estabelecer, "a priori". as rclaçtãcs médias entre o.s custos, mcdicí c especifico, das estradas Iransportadur.is, seria issu innito difícil, pois as variáveis, no problema do trans porte fcrrciv iário, são tantas, <pie não se

entanto, livre a forma das curvas de

(1,5).

Ora, para quem conhece o mecanismo da formação do custo médio geral e

do custo (!specífico dc determinado transporte, corno o do minério, sabe que a organização de nina corrente dc trá

tabelecido este em nível econòmicamcnte certo, com, pelo menos, o acréscimo

fego de grande massa, com tração

mínimo legal (24%), s()bre o custo mé

elevada, terá uma inflmuicia redutora

dio, elevará o frete do minério de ferro além do limite razoável, tornando a

muito mais acentuada séibrc o cu.sto es

Diesol elétrica, em velocidade comercial

pecífico dessa corrente (pie scibrc o •• l'- >. J,'

. vV ...S^

Dci.xou, no .

tarifa, e possibilitou a "bscensão até o Bmile superior correspondente às tabelas de pauta. Como exemplo, poderíamos citar i> caso. na Central, do minério de

ferro, cujo teto é a C-13. O Diretor da Central poderia suprimir a especial redução em vigor e aplicar ao minério a C-13. Na distância de 570 km, o freto

pode cstal»i lc<-iT com rigor a lei de va riação das relações cnln* elas.

A nosso ver, o (pie sc poderá estabe lecer, "a jiriori", como movimento para

atenuar a posição desfavorável da indú.slria siderúrgiea mineira, seria fixar os lucros limites, permitidos à Central, nesses três produtos, c dar-lhe a com-

seria de Cr$ 210,00 (pu- impossibilitaria qualquer exportação c que atmgina pro fundamente a indústria sideriirgica pró xima aos mercados.

pen.sação da rtíceita perdida pela eleva

Como as relações preconizadas sao "máximas", os fretes de gusa o de la-

ção raciona) das tarifas de outras mer

núuados não precisariam ser alterados.

cadorias.

u <pie nos indica cpic a relaçfu) entro custo médio c custo espíx.ífico não é

Realmente, na situação atual da Cen

Dicksto

A sugestão, que ora faço, defendendo

E apenas nina sugestão para evitar as relações fixas, no tempo e no percurso.

A (pieixa principal e o temor predomi nante são <pi<" existe mna faculdade

as finanças da Central, definiria a for-, ma das curvas tarifárias, pois seriam as

hipérboles de custo médio c de custo especifico acrescidas dos lucros percen-

muito ampla de os diretores das estra das de ferro modificarem as tarifas. Realnu-nlí-, abaixo cias Tabelas de pauta,

que são consideradas como tetos, e por Í.SSO mesmo fixadas em niveis altos, os

tualmente constantes, porcentagens estas

fixadas de antemão, para cada um dos produtos em foco. As únicas oscilações permitidas seriam

diretores podem, com inteira liberdade,

as dos próprios custos de transporte, que,

sem audiência do C. T. T. e aprovação

como todos sabem, não andam aos saltos,

do E.xmo. Sr. Ministro da Viação, bai

e que são baseados cm dados estatísticos

xar as tarifas, adotando as tabelas cha

e em tradução geométrica do fenôme

madas dc especiais reduções, perturban-

no de variação do custo ao longo de

do a vida das indústrias, que, no ca.so,

percurso, eliminando o arbítrio e dando,

seriam a de exportação de minérios ou

pois, tranqüilidade as industrias.

RESULTADO DA CIA. VALE DO RIO DOCE 1950

Minério exportado pelo porto de Vitória Valor das vendas Preço médio por tonelada

721.765 ton.

Cr$

104.202.824,00 144,37


I>ir.Ksro

74

Fixação, "a priori", de relações entre fretes de minérios, de ^usa c de laminados

As concluíiócs 5 c 6 iiiandaiii que sc-

iam esUihclocidos, como limites máxi mos, cm quaisquer percursos, das rela ções entre o frete do minério de ferro

e o de gusa e t) de laminados, 1 para 1,5 e 1 para 2,5, respectivamente. Essas relaçõe.s-limites foram estabele

cidos com o critério de amparar as in dústrias sôbre as jazidas de ferro, em face das outras colocadas próximas dos mercados.

Não encontram apoio nem nas rela

ções entre os valores venais dessas mer

cadorias, que são de 1 para 20 e 1 para 80, nem entre os valores do custo especí fico e o custo médio dos transportes, na Central do Brasil, fjue é a empresa transportadora interessada. Seria aconselhável essa política tarifá ria de compensação comercial se dela

não resultasse a desobediência ao quo esüibeleccm as conclusões 3 e 4, isto é,

traasportes sempre e para qualquer mer cadoria acima do custo próprio, a que se devem apegar a.s ferrovias brasilei ras, como a tábua (pie as .salvará da liancarrota iminente, (-*ni consetpiència, ern

Kcovómkuj

exix)rla<,-:*u) jmpussív<*l .i p.irlir de cota ção aind.t niiiitu elevad.t.

Quanto aos l.unin.idos (leicrininarâ uma redução d<* retí-it.i. no percurso de .570 kin, d.t ordem de 20'í. «pie preci sará ser cmiipens.Ml.i ptiíi .u rési itno dc fretes em outras mercadorias. |>oÍs a Central, em situação (lcíicil;iri.i. não |>ode dispensar recaitas. Na distancia dc -^TO km. .i cur\*u (Io custo m«*dio nos fonictr o valor de

Cr$ 139.(K), (pic, acrcst ido dc 24 %t, dani Cr$ 172,(K), ciupianto se tomarmos o frete de 0$ Oõ.íH) p.ira o minério, deduzido da curva ()«• custo cspecífitx) com os 21 '/ da hi, e o mnltipliiarmos pela 1 ,.5, ter<-mo.s ajicn.is C!r.$ 1-12,00, o

que revela pr(quízo de C.'r$ .30,00 jjor tonelada, em lugar do lucro <pie auferi ríamos < f)in as tarifas aluais.

i\as curvas de custo que traçamos, para as condiçiies de 1049, verificamos que:

Relação enlre custo médio c rttst<} específico Em

100 km

Em I.OOO km

2,20 1,73

grande parte, da evolução da técnica,

que criou a concorrência rodoviária e

constante ao hmgo percurso r. é supe

das condições que as têm impedido de realizar o reajustamcnto de suas tarifas.

rior á (pie foi (•stabelec ida pelo C T T

tral do Brasil, a aplicação dessas rela ções fixas, no tempo e ao longo dos

percursos, ou determinará o transporte do gusa abaixo do custo médio ou, es

Econômico

75

u siderurgia próxima dos mercados ou

custo médio, dtinde se conclui que a(]tiela divergência. ant<TÍoniientr apon tada entre as rdaçói-s reais e as prccx>-

a situada junto às minas de ferro. C) C. T. T.. com us conclusões 3 a 4, limitou o nível infericir dessas oscilações

nízíulos p«do C7 T. '1'.. crescerá ainda mais. ã im-dida «[uc ainpliannus e apcr-

permissiveis e com as 5 c 6 amaiToii

feiçoarnuis o transporl»- de minério de

em feixe os fretes do minério de forro,

ferro.

(Io gusa e dos laminados.

Mcsinu qm- sc (piisess»- estabelecer, "a priori". as rclaçtãcs médias entre o.s custos, mcdicí c especifico, das estradas Iransportadur.is, seria issu innito difícil, pois as variáveis, no problema do trans porte fcrrciv iário, são tantas, <pie não se

entanto, livre a forma das curvas de

(1,5).

Ora, para quem conhece o mecanismo da formação do custo médio geral e

do custo (!specífico dc determinado transporte, corno o do minério, sabe que a organização de nina corrente dc trá

tabelecido este em nível econòmicamcnte certo, com, pelo menos, o acréscimo

fego de grande massa, com tração

mínimo legal (24%), s()bre o custo mé

elevada, terá uma inflmuicia redutora

dio, elevará o frete do minério de ferro além do limite razoável, tornando a

muito mais acentuada séibrc o cu.sto es

Diesol elétrica, em velocidade comercial

pecífico dessa corrente (pie scibrc o •• l'- >. J,'

. vV ...S^

Dci.xou, no .

tarifa, e possibilitou a "bscensão até o Bmile superior correspondente às tabelas de pauta. Como exemplo, poderíamos citar i> caso. na Central, do minério de

ferro, cujo teto é a C-13. O Diretor da Central poderia suprimir a especial redução em vigor e aplicar ao minério a C-13. Na distância de 570 km, o freto

pode cstal»i lc<-iT com rigor a lei de va riação das relações cnln* elas.

A nosso ver, o (pie sc poderá estabe lecer, "a jiriori", como movimento para

atenuar a posição desfavorável da indú.slria siderúrgiea mineira, seria fixar os lucros limites, permitidos à Central, nesses três produtos, c dar-lhe a com-

seria de Cr$ 210,00 (pu- impossibilitaria qualquer exportação c que atmgina pro fundamente a indústria sideriirgica pró xima aos mercados.

pen.sação da rtíceita perdida pela eleva

Como as relações preconizadas sao "máximas", os fretes de gusa o de la-

ção raciona) das tarifas de outras mer

núuados não precisariam ser alterados.

cadorias.

u <pie nos indica cpic a relaçfu) entro custo médio c custo espíx.ífico não é

Realmente, na situação atual da Cen

Dicksto

A sugestão, que ora faço, defendendo

E apenas nina sugestão para evitar as relações fixas, no tempo e no percurso.

A (pieixa principal e o temor predomi nante são <pi<" existe mna faculdade

as finanças da Central, definiria a for-, ma das curvas tarifárias, pois seriam as

hipérboles de custo médio c de custo especifico acrescidas dos lucros percen-

muito ampla de os diretores das estra das de ferro modificarem as tarifas. Realnu-nlí-, abaixo cias Tabelas de pauta,

que são consideradas como tetos, e por Í.SSO mesmo fixadas em niveis altos, os

tualmente constantes, porcentagens estas

fixadas de antemão, para cada um dos produtos em foco. As únicas oscilações permitidas seriam

diretores podem, com inteira liberdade,

as dos próprios custos de transporte, que,

sem audiência do C. T. T. e aprovação

como todos sabem, não andam aos saltos,

do E.xmo. Sr. Ministro da Viação, bai

e que são baseados cm dados estatísticos

xar as tarifas, adotando as tabelas cha

e em tradução geométrica do fenôme

madas dc especiais reduções, perturban-

no de variação do custo ao longo de

do a vida das indústrias, que, no ca.so,

percurso, eliminando o arbítrio e dando,

seriam a de exportação de minérios ou

pois, tranqüilidade as industrias.

RESULTADO DA CIA. VALE DO RIO DOCE 1950

Minério exportado pelo porto de Vitória Valor das vendas Preço médio por tonelada

721.765 ton.

Cr$

104.202.824,00 144,37


76

DiCKsio

Pre^'0 inédí" jwr toii. ( USS 1,00

Cr$ 18.-ÍO^,.. ÜSS ('r$

!•> 110 210.õo

Cr-^ (,>$

Receita total da \'itória a Minas

(>$ 1 1 3 , VS l . M 7.00

Despesa total da Vitória .i Minas

572 km 50,15 0.1 Oi

f>.$

Frete ferroviário e despesas luj i)órto, p/ton Despesa total do Departamento de Minas Minério produzido na.s minas

CrS (>.$

1 .02 3 .-M i.tv*'

72,2 > 70 010.010.50 752.280 ton.

Custo do minério produzido e nas condit.tíes f.M.F. (>$

100.15

Custo do minério nos vagões na mina:

Cr$

30,02

Lucro total verificado

fjrÇ

22.0'M . lõV.fH»

Lucro por tonr-lada cie minério e.xportado

CrS

31,70

'

111

165.600.000,00

Mali riid rodaiUt' r dc tração

Par.i e.ul.i miliião de toneladas de minério dc ferro, por

,ino. serão pri-eisos 300 vagões de <7,5 toneladas do capacitl.ide liíiuida. a Câ*$ UU).(K)0,ÜO cada um, e 12 loct)inoli\"as Diesel i-létrie.is tle l.OOO HP a Cr$ 2.51)0.000,00 cad.i inn.i.

Donde:

Estimativa das despesas para o Iran.sporte cI<j minério de leiro do \ale do Paraopeba para um c-mbareadoiiro especializado cpie seria conslniído em Itacunissn.

a)

Cr$

Vmões-

b)

Locomotnas. Locomotivas-

c)

Eventuais:

I — A/cí/íornniento.v c obras tiocas tia /*". F. C. fi.

2.700 a Cr$ lüU.üt)0,0ü .. 108 loo .a Cr$ 9 2.500.000,00 ..

270.000.000.00 270.000.000,00 56.800.000,00 '_

SOMA CrS

a) - Construçáo do ramal cl<- Juperi a ítacurijssá

10.000.(KM),00

b) - Conclusão da variante Barbacena-Carandai c) - Concltisão da variante Pedra do Sino-Bnarciue dcMacedo d) - Montagem do CTC, entre Barbacena c Lafaietc . ..

20.000.000,00

12.700.000,00 3.000.000,00

e) - Aquísic^ão e montagem do CTC, entre Japcri e Barra do Piraí

j) - Evontnai.s (20% ap.)

a;

B) O

Obras c melhoramentos Embarcadouro Material rodante o de tração

237.600.000,00 165.600.000,00 596.800.000,00

TOTAL

1.000.000.000,00

EXPOR'rAÇ.Ã.O DE MINÉRIO DE FERRO

1.200.000,00

Investimento de capital

2.500.000,00

.39.600.0(X),00

SOMA

237.600.000,00 Via utilizada

Valor do capital necessário

Capacidade

Capital por

de

viilhão de toneladas

exportação

II — Embarcadouro de Ilacurussã CrS

a) - Dragagem de cêrea de 2.700.ÜÜ0 m3

ÍO.500.000,00

USS

b) - Construção de um "pior" dc 300 m de comprimento e 30 de largura

31.500.000,00

c) — Aparelhamento mecânico para carga c descarga ..

35.(KH).000,00

d) — Construção de edifícios para administração, oficina.s, depósitos, arniazén.s r residências

15,()()().000,00

vl I. í .Vi- 1'

i

Cr?

f) — Reestruturação da via pennanente na ilnlia do Paraoi>eba, do Lafaieto c Fecho do Funil • 61 .-lOO. OOO.tX) g) - Reestruturação da via permanente, dc: Barra a Trés Rios (• de Santos Diimont a Lafaicíle 30.600.000,00

i) - Desvios para o acesso ao embarcadouro de minério

596.800.000,00

RESUMO

17.000.(HIO.OO

h) - Desvios em Lafaietc c pontcxs de carregamento . .. .

77

16.000.000,00 27.600.000,00

.SOMA

108.001 . 37 J.70

Saldo anual

Ec<»nómk:o

f) — Obra.s complenu-nlarcs, tais como: cais niurgínal, aterros, calçamentos, nkle de água poláNXíl, luz, tòrça e esgotos 1 I ■ I",\ entuais (20 íí ap.)

728.028 ton.

Distancia percorrida Frete por tonelada Fretes por ton/kin

100,15 - 72,2-3 - 36.02

l>if;KSTo

7.80

Minério transpíjrtado pola Vitória a Ntinas Valor dos fretes cobrados

EcosAnocí»

Vale do Rio Doce . .

i Central do Brasil . .

us$

1.» etapa- 75.000.000,00 2." etapa - 92.000.000,00 etapa - 332.000.000,00

30.000.000

50.000.000,00 30.666.666,00 11.666.666,00

75.000.000,00

10.000.000

7.500.000,00

1.500.000 3.000.000


76

DiCKsio

Pre^'0 inédí" jwr toii. ( USS 1,00

Cr$ 18.-ÍO^,.. ÜSS ('r$

!•> 110 210.õo

Cr-^ (,>$

Receita total da \'itória a Minas

(>$ 1 1 3 , VS l . M 7.00

Despesa total da Vitória .i Minas

572 km 50,15 0.1 Oi

f>.$

Frete ferroviário e despesas luj i)órto, p/ton Despesa total do Departamento de Minas Minério produzido na.s minas

CrS (>.$

1 .02 3 .-M i.tv*'

72,2 > 70 010.010.50 752.280 ton.

Custo do minério produzido e nas condit.tíes f.M.F. (>$

100.15

Custo do minério nos vagões na mina:

Cr$

30,02

Lucro total verificado

fjrÇ

22.0'M . lõV.fH»

Lucro por tonr-lada cie minério e.xportado

CrS

31,70

'

111

165.600.000,00

Mali riid rodaiUt' r dc tração

Par.i e.ul.i miliião de toneladas de minério dc ferro, por

,ino. serão pri-eisos 300 vagões de <7,5 toneladas do capacitl.ide liíiuida. a Câ*$ UU).(K)0,ÜO cada um, e 12 loct)inoli\"as Diesel i-létrie.is tle l.OOO HP a Cr$ 2.51)0.000,00 cad.i inn.i.

Donde:

Estimativa das despesas para o Iran.sporte cI<j minério de leiro do \ale do Paraopeba para um c-mbareadoiiro especializado cpie seria conslniído em Itacunissn.

a)

Cr$

Vmões-

b)

Locomotnas. Locomotivas-

c)

Eventuais:

I — A/cí/íornniento.v c obras tiocas tia /*". F. C. fi.

2.700 a Cr$ lüU.üt)0,0ü .. 108 loo .a Cr$ 9 2.500.000,00 ..

270.000.000.00 270.000.000,00 56.800.000,00 '_

SOMA CrS

a) - Construçáo do ramal cl<- Juperi a ítacurijssá

10.000.(KM),00

b) - Conclusão da variante Barbacena-Carandai c) - Concltisão da variante Pedra do Sino-Bnarciue dcMacedo d) - Montagem do CTC, entre Barbacena c Lafaietc . ..

20.000.000,00

12.700.000,00 3.000.000,00

e) - Aquísic^ão e montagem do CTC, entre Japcri e Barra do Piraí

j) - Evontnai.s (20% ap.)

a;

B) O

Obras c melhoramentos Embarcadouro Material rodante o de tração

237.600.000,00 165.600.000,00 596.800.000,00

TOTAL

1.000.000.000,00

EXPOR'rAÇ.Ã.O DE MINÉRIO DE FERRO

1.200.000,00

Investimento de capital

2.500.000,00

.39.600.0(X),00

SOMA

237.600.000,00 Via utilizada

Valor do capital necessário

Capacidade

Capital por

de

viilhão de toneladas

exportação

II — Embarcadouro de Ilacurussã CrS

a) - Dragagem de cêrea de 2.700.ÜÜ0 m3

ÍO.500.000,00

USS

b) - Construção de um "pior" dc 300 m de comprimento e 30 de largura

31.500.000,00

c) — Aparelhamento mecânico para carga c descarga ..

35.(KH).000,00

d) — Construção de edifícios para administração, oficina.s, depósitos, arniazén.s r residências

15,()()().000,00

vl I. í .Vi- 1'

i

Cr?

f) — Reestruturação da via pennanente na ilnlia do Paraoi>eba, do Lafaieto c Fecho do Funil • 61 .-lOO. OOO.tX) g) - Reestruturação da via permanente, dc: Barra a Trés Rios (• de Santos Diimont a Lafaicíle 30.600.000,00

i) - Desvios para o acesso ao embarcadouro de minério

596.800.000,00

RESUMO

17.000.(HIO.OO

h) - Desvios em Lafaietc c pontcxs de carregamento . .. .

77

16.000.000,00 27.600.000,00

.SOMA

108.001 . 37 J.70

Saldo anual

Ec<»nómk:o

f) — Obra.s complenu-nlarcs, tais como: cais niurgínal, aterros, calçamentos, nkle de água poláNXíl, luz, tòrça e esgotos 1 I ■ I",\ entuais (20 íí ap.)

728.028 ton.

Distancia percorrida Frete por tonelada Fretes por ton/kin

100,15 - 72,2-3 - 36.02

l>if;KSTo

7.80

Minério transpíjrtado pola Vitória a Ntinas Valor dos fretes cobrados

EcosAnocí»

Vale do Rio Doce . .

i Central do Brasil . .

us$

1.» etapa- 75.000.000,00 2." etapa - 92.000.000,00 etapa - 332.000.000,00

30.000.000

50.000.000,00 30.666.666,00 11.666.666,00

75.000.000,00

10.000.000

7.500.000,00

1.500.000 3.000.000


Oir.KSTo

iiiad.is eliinin.uu u azõlu. vcvlatiliznni o

O PROBLEMA DOS SOLOS ÁCIDOS

húmus, e entregam à lixiviaçâo os ole-

nientos químicos .i èsle ligados. (|ue constiluiaiu .1 lii-ram..! »|ur .i ultima geraçao

JosK Sktv.vh

de plantas silvfslres tinha deixado para

V

único lu-rdeiro.

.Agora e o mar o

Os eorregos e os rios

rias da MM-sma ngiár» «»n dr ruilras rc-

enlregam-llie iielmcnle a herança, dire

natureza do solo. Sua carta Iripsomctri- .

los de acomodação dos detritos de

giõ«'s d<- clima s<Murllianl«- .

ta ou indirelaniiMile. pidas enxurradas ou

ea amplia um pouco essa significação. Seus mapas climáticos adicionam mais algumas noções. Sc tivéssemos mapa

to biológico da superfície terrestre. A.s rocha.s são portadoras de elementos íjuímicos tão variados rjue não seria errado

Os fatorrs cia funnaç.ui d<* sujos vir

gens são o clitiKi. a rtului. a tofKf^rtifiti, os ori^aui.smos ( inac n» c loieroílor., c f;,„.

n.i) e o tempo (dc-

dos dc-mais

elementos naturais conhecidos. Se mui

fatíires). (.oiii <» aluai d<'senv(il\ inicnto dos estudos pedoI<')gi(os. cada voy. mais inlen.sos, extensos e profundos, os

tos dêles não são encontrados, é por de-

pedólíigos s.io hoje < .ipa/.es dr pn*v(«r

ficiôncia de sensibilidade dos métodos

eoin hfia exatidão, dc/cnas de carati-rislicas físicas, rjoíinicas. mineralógic-as e inicTobiológicas de cada uma das difc-rente.s camadas do perfil cio solo virgem,

dizer que qualquer pedaço de rocha in clui coleção quase completa dos noventa

de anáUse e não p(jr íjuc realmente não existam.

^pf

a giTaç.ão seguinte.

queimadas que cada lugar já suportou e (|uanlas delas tiveram caráter grave, pois cpieima r.ipida de campo a favor do vfuto prejudica o solo muito menos que queimada de tiguera com ar parado. O mapa geológico do Estado dc São Paulo possui certa significação quanto à

sfjj^í virgem é o resultado d<r sécurochas cm face do clima e do movimen

I

79

K<(inõsuc:o

Quando uma rocha .se decompõe,

se lhes foniecermo.s os dados quantitati

transformando-se finalmente em solo, o teor dc diversos dos elementos diminui, enquanto o de outros aumenta. Muitos • dos elementos aumentam proporcional mente pela fuga de outros, mas os ele

quista niaraviiliosa da ciência moderna.

mentos químicos mais úteis às plantas

Na realidade, tem significação prática

' concentram-se na parte mais superficial

muito restrita, pois os solos virgi-ns são raros. Ocorrem onde ninguém prcci.sa

vos sfjbre os cincf) fatores genéticos nu'ncionados.

Este conlicciinenfo parece unia con

do solo, que é a que recebe o maior contingente de detritos vegetais e ani

deles. São comuns apenas nas regiões

mais.

de.sabitadas.

Bastam poucos séculos de relati-

va estabilidade do clima, para que as plantas, selecionadas de acordo com o ambiente, formem determinado tipo do

Quando o solo deixa de .ser virgem entra em ccma um sexto fator, cjne ira-

ballia com espantosa rapidez e jiroduz

solo, bem apropriado às suas necessida

enormes altc.-rações; o hovwm. Ní)s so

des e delimitado nas caraterísticas físi

los utilizados, aípielas dezena.s de cara

cas e químicas pela topografia c pela

terísticas físicas, fjiiíiiiicas, eoloidais, etc. começam a moclificar-.se ràpidaniente, se

natureza da rocha. O clima sendo hiimi-

do quente, o solo se forma ácido, quimicamente pobre, mas rico de matéria or

gânica graças à vcgetaçcão luxuriante pro piciada pelo calor e pela abundância dtí

guindo tipos dc evolução os mais varia

dos, conformei a natureza dos maus tra tos infligidos pelo homem. Vejamos o caso do solo tropical.

pela infiltração alé o Knçol frealieo. A vegetação muda eoinplelameule.

pois reflete as iiuulatiças (jue .se proces saram no solo. As plantas nativas, uecessilada.s d<- alto l.-or de húmus, não

|X)(lcm compelir c-om a.s plantas invaso

cultivo, as idéias ficariam ainda mais ' claras. Mas o mais importante seria o .]

mapa poniicnorizado dos tipos de hist<S- ]

ria da ocupação humana. ] Teríamos assim um con- M

ras. frugais. resistentes a acidcz do solo. à sua po

breza (piínúca e à sua baixa capacidade de re tenção dágua. mala hidrófila sucede campo séeo

junto de mapas de fatòres da formação do solo,

r'i I li

provável

das

terras em cada lugar. Pa ra a classificação do tipo

Diversas plantas eultiv a-

de solo, bastaria, então,

das, de outros climas, co

a sua posição topográfi

mo o algodão, tornam-se

ca, definição da rocha autóctona, e apenas aná

capazes de dar certa co lheita en({uanl<) i\ lixivia

lise parcial e resumida do .

çâo do -solo não o redu

solo: teor total de areia,

zir a uma pobreza quí mica e acidez proibitivas.

Encpuinto os 5 fatóres naturais da gê

nese do solo agem dc acordo com leis bastante conhecidas, o sexto fator age dc maneira intermitente, variável c re sultante de ondições econômicas,

^

que nos daria boas idéias preliminares a respeito da natureza

com arbustos cinzentos. r<-toreidos e eortiçosos,

so

ciais, históricas e diversas outras, cuja

classificação pouco nos esclarece, dado que variam muito e possuem grande có pia de pequenas nuanças que tèm, en

água. As plantas cultivadas, como o ca• fé, capazes de produzir ótimas colheitas

A

tretanto, grande significação. Sabemos (pie as (jucimadas acidificam

erosão torna-se milliares dc; vezes maior.

o solo c dificultam o seu tratamento pos

em tal solo, são plantas tropicais originá

afluxo dos detritos orgânicos. As quei-

A eliminação da mata significa o fim do

c()mpleto dos tipos do vegetação e de

terior no sentido de eontrole da acidez. Mas não sabemos bem o número do

pH, húmus e o teor trocável de cálcio. Conhecida a classifica

ção do solo, a avaliação do seu estado atual e, portanto, da viabilidade de cer to cultivo, depende, no mínimo, das análises citadas e da determinação dos

teores di.sponíveis de fósforo e potássio,

além do conhecimento da profundidade do solo fàcilmente disponível ao enrai zamento da cultura planejada. Ve-se que o mínimo de conhecimento do valor agrícola de uma terra depende, nas condições paulistas atuais, da deter minação de conjunto de diversas cara terísticas físicas e químicas do solo. Es-


Oir.KSTo

iiiad.is eliinin.uu u azõlu. vcvlatiliznni o

O PROBLEMA DOS SOLOS ÁCIDOS

húmus, e entregam à lixiviaçâo os ole-

nientos químicos .i èsle ligados. (|ue constiluiaiu .1 lii-ram..! »|ur .i ultima geraçao

JosK Sktv.vh

de plantas silvfslres tinha deixado para

V

único lu-rdeiro.

.Agora e o mar o

Os eorregos e os rios

rias da MM-sma ngiár» «»n dr ruilras rc-

enlregam-llie iielmcnle a herança, dire

natureza do solo. Sua carta Iripsomctri- .

los de acomodação dos detritos de

giõ«'s d<- clima s<Murllianl«- .

ta ou indirelaniiMile. pidas enxurradas ou

ea amplia um pouco essa significação. Seus mapas climáticos adicionam mais algumas noções. Sc tivéssemos mapa

to biológico da superfície terrestre. A.s rocha.s são portadoras de elementos íjuímicos tão variados rjue não seria errado

Os fatorrs cia funnaç.ui d<* sujos vir

gens são o clitiKi. a rtului. a tofKf^rtifiti, os ori^aui.smos ( inac n» c loieroílor., c f;,„.

n.i) e o tempo (dc-

dos dc-mais

elementos naturais conhecidos. Se mui

fatíires). (.oiii <» aluai d<'senv(il\ inicnto dos estudos pedoI<')gi(os. cada voy. mais inlen.sos, extensos e profundos, os

tos dêles não são encontrados, é por de-

pedólíigos s.io hoje < .ipa/.es dr pn*v(«r

ficiôncia de sensibilidade dos métodos

eoin hfia exatidão, dc/cnas de carati-rislicas físicas, rjoíinicas. mineralógic-as e inicTobiológicas de cada uma das difc-rente.s camadas do perfil cio solo virgem,

dizer que qualquer pedaço de rocha in clui coleção quase completa dos noventa

de anáUse e não p(jr íjuc realmente não existam.

^pf

a giTaç.ão seguinte.

queimadas que cada lugar já suportou e (|uanlas delas tiveram caráter grave, pois cpieima r.ipida de campo a favor do vfuto prejudica o solo muito menos que queimada de tiguera com ar parado. O mapa geológico do Estado dc São Paulo possui certa significação quanto à

sfjj^í virgem é o resultado d<r sécurochas cm face do clima e do movimen

I

79

K<(inõsuc:o

Quando uma rocha .se decompõe,

se lhes foniecermo.s os dados quantitati

transformando-se finalmente em solo, o teor dc diversos dos elementos diminui, enquanto o de outros aumenta. Muitos • dos elementos aumentam proporcional mente pela fuga de outros, mas os ele

quista niaraviiliosa da ciência moderna.

mentos químicos mais úteis às plantas

Na realidade, tem significação prática

' concentram-se na parte mais superficial

muito restrita, pois os solos virgi-ns são raros. Ocorrem onde ninguém prcci.sa

vos sfjbre os cincf) fatores genéticos nu'ncionados.

Este conlicciinenfo parece unia con

do solo, que é a que recebe o maior contingente de detritos vegetais e ani

deles. São comuns apenas nas regiões

mais.

de.sabitadas.

Bastam poucos séculos de relati-

va estabilidade do clima, para que as plantas, selecionadas de acordo com o ambiente, formem determinado tipo do

Quando o solo deixa de .ser virgem entra em ccma um sexto fator, cjne ira-

ballia com espantosa rapidez e jiroduz

solo, bem apropriado às suas necessida

enormes altc.-rações; o hovwm. Ní)s so

des e delimitado nas caraterísticas físi

los utilizados, aípielas dezena.s de cara

cas e químicas pela topografia c pela

terísticas físicas, fjiiíiiiicas, eoloidais, etc. começam a moclificar-.se ràpidaniente, se

natureza da rocha. O clima sendo hiimi-

do quente, o solo se forma ácido, quimicamente pobre, mas rico de matéria or

gânica graças à vcgetaçcão luxuriante pro piciada pelo calor e pela abundância dtí

guindo tipos dc evolução os mais varia

dos, conformei a natureza dos maus tra tos infligidos pelo homem. Vejamos o caso do solo tropical.

pela infiltração alé o Knçol frealieo. A vegetação muda eoinplelameule.

pois reflete as iiuulatiças (jue .se proces saram no solo. As plantas nativas, uecessilada.s d<- alto l.-or de húmus, não

|X)(lcm compelir c-om a.s plantas invaso

cultivo, as idéias ficariam ainda mais ' claras. Mas o mais importante seria o .]

mapa poniicnorizado dos tipos de hist<S- ]

ria da ocupação humana. ] Teríamos assim um con- M

ras. frugais. resistentes a acidcz do solo. à sua po

breza (piínúca e à sua baixa capacidade de re tenção dágua. mala hidrófila sucede campo séeo

junto de mapas de fatòres da formação do solo,

r'i I li

provável

das

terras em cada lugar. Pa ra a classificação do tipo

Diversas plantas eultiv a-

de solo, bastaria, então,

das, de outros climas, co

a sua posição topográfi

mo o algodão, tornam-se

ca, definição da rocha autóctona, e apenas aná

capazes de dar certa co lheita en({uanl<) i\ lixivia

lise parcial e resumida do .

çâo do -solo não o redu

solo: teor total de areia,

zir a uma pobreza quí mica e acidez proibitivas.

Encpuinto os 5 fatóres naturais da gê

nese do solo agem dc acordo com leis bastante conhecidas, o sexto fator age dc maneira intermitente, variável c re sultante de ondições econômicas,

^

que nos daria boas idéias preliminares a respeito da natureza

com arbustos cinzentos. r<-toreidos e eortiçosos,

so

ciais, históricas e diversas outras, cuja

classificação pouco nos esclarece, dado que variam muito e possuem grande có pia de pequenas nuanças que tèm, en

água. As plantas cultivadas, como o ca• fé, capazes de produzir ótimas colheitas

A

tretanto, grande significação. Sabemos (pie as (jucimadas acidificam

erosão torna-se milliares dc; vezes maior.

o solo c dificultam o seu tratamento pos

em tal solo, são plantas tropicais originá

afluxo dos detritos orgânicos. As quei-

A eliminação da mata significa o fim do

c()mpleto dos tipos do vegetação e de

terior no sentido de eontrole da acidez. Mas não sabemos bem o número do

pH, húmus e o teor trocável de cálcio. Conhecida a classifica

ção do solo, a avaliação do seu estado atual e, portanto, da viabilidade de cer to cultivo, depende, no mínimo, das análises citadas e da determinação dos

teores di.sponíveis de fósforo e potássio,

além do conhecimento da profundidade do solo fàcilmente disponível ao enrai zamento da cultura planejada. Ve-se que o mínimo de conhecimento do valor agrícola de uma terra depende, nas condições paulistas atuais, da deter minação de conjunto de diversas cara terísticas físicas e químicas do solo. Es-


80

ta é a razão pí>r que são de pouco \alor os mapas de uma só csiratcrísUca do solo ("single valuc map"). O mais signifi cativo de tais mapas seria, porém, para

Estas pl.inta.s. dt-solador.is p.ir.i ii lio-

uiem riir.il. mulfiplitam-se (otii ,i.s (|uc'Ímacias <• a ertísão. .-\s plantas iitris, dos culturas <• das pastagens, m cc-ssitain, aO tonlrariíi. cTe terras

ral do scjIo, que é tóxica para as plantas econômicas. Em segundíí lugar, niapa

ácidas e jxiiires. elas cfrscrjn mal e pro duzem muito pouco. .As platitas iuúteis

que refletisse a fertilidade do solo, se ria o do pM, e em terc<-iro lugar o do

eobrciii-tias eorii sua folliagcin. prisando-

Isto demonstra bem a importância, pa E a mais importante entre elas c- a aci-

dez mineral. .Mesmo a segtmda carate-

trí.stica traduz a acidez, pois o pJI reflete a acidez orgânica. É a degradarão dessjis três caraterísticas que determina os

sinais mais \ísí\'eis do depaiiperanu-nlo

do solo: sobe o alumínio trocável (pelo abaixamento do teor de cálcio) c bai xam o pll e o teor de húmus. Ncnluim

outro, entre dezenas de teores químicos

^ do perfil de solo, concorre tanto para o insucesso do cultivo o para o estabeleci

mento de vegetação nativa de aspecto desolador, como o fazem as 3 caraterísti cas citadas.

Visto cjue as plantas cultivadas se ca; . raterizam pela necessidade de solo de boas propriedades químicas e físicas, o cultivo é dificultado cada vez mais,

■ , quando aquelas 3 caraterísticas degra. dam, .to mesmo tempo que surgem, ca da vez mais abundantes, as plantas da ninhas, algumas dentre elas considera-

;

das, com toda a razão, padrões de terra má. São as plantas capazes de tolerar ; alto grau de acidez e pobreza química '' acentuada do solo, enraizar-se profunda-

I

das, ainda tjiif n fogo IIií-s (Ifsinj.i ttkla a parte aérea.

trocável e e%idencia l)em a acidez mine

ra nós, destas três caraterísticas do .solo.

:

KfosoMi» o

nós, o do teor de alumínio trocãsx*!. Êste aumenta com a diminuirão do cálcio

teor de húmus.

jr.

I>iCKHro

, mente a fim de utilizar grandes volumes

do solo e assim compensar sua pobreza específica, além da habilidade de resis tir à seca e renascer depois das queima

mas.

fan

terras

as do acessfj ao sol.

Há épocas prtipicias para a germina

DtGESTO

Eco.sómico

de percorrer (!ctí<l.ma'nt<* a laixa Mocoea-rampinas-Soroc.ib.t-ltapeva r verifi

4'ficiente jiara dar a>mbate a e.stas pra

camos (jin* .1 f.múgcratla "barba-dc-bo-

gas. e outras, txmio. por exemplo, a tiri-

de" so existia .i oeste e ;io norte da fai

rica. é diminuindo a acidez do

xa, Irmitad.i («aii stirpreeiulento fidelida de pela linii.t do nosso map.i ("Digesto Eeonómitíi" (h- abril último, pág. 130)

(à)m isto .são favorecidas as j^lantas úteis. .Algumas destas necessitam também de m.itéria orgânica. Mas muitas progri-

í|ue pass.i pi)r « ssas lid.ules.

Já ficx)u provado cpie o único meio solo.

.Alguns

dem apenas sc eleve o pFI a 6 o seja

anos m.iis tarde, not.imos (|ue acjuela planta iniítil fizer.i penelr.ições para Ics-

abolida a (lueiniada. Cobrem com suas fòllias aíjuelas pragas cpie não imdem

tí' e sul « ni forma de mmuTos.is cunhas

crescer na .sombra.

<h* 10 .1 15 km cie comjírimcnlo ao longo

A falta dc sol é o

ção de tódas as sementes, mas en(|nai)-

ílr Icxla.s as 4 str.i(ias transxarsais á fai.xa,

to as plantas danínbas se desen\'olveiii,

ealcanliar de .Aquiles das pragas citadas. Basta meia dúzia dc anos sem queima

espalhando-sc pelos i-.mipos adjacentes.

da i^ara (pio os últimos rizomas dc sapé

Ooiri o t«-m|Xi. css.is cunlias alargarain-

e samambaia rebentem som deixar nova

se, juntar.nn-sc col>riiul4> lodo o territc')-

descendência. Já vimos campos de ter ra liarrenta, dos (piais essas j^ragas desa

as boas, on morrem sem ter tido teiiqx) para fnitiíicar e <leixar (leseendència, ou

dao pouca semente e fraca, de g«TinÍnaçao difícil e potica probabilidade de vi toria -Sobre o coneorrí-nt'- cada \c-/ mai.s nnmerí)so.

Diz-se (jiic ,) Mstachí

de São Paulo

possui ii)ais tjue J5t) mil km2 de jíastagens. Estejamos («-rtos c|i:e mais que

90 í? iiao merecem este nome. Não pas sam de terras maltratadas, em constante

ílcpaujieranieiUo, annalmenle queimadas a fim de "debelar" sem trabalho a pra ga do desenvolvimento e.xeessixo ile \-e-

getais inúteis cpu; adquirem grande por te e densidade, abafando os eapin.s co mestíveis. Logo depois da queimada, surgem brotos novos que servem de ali mento ao gado, ainda fpie pertençam a

plantas daninlias. A Ijrotação, ajudada pelas cinzas, é rápida e pujanti», pois tais plantas são dotadas cie resistência

ao fogo e enraizamento tão profundo que suas raízes estão alojada.s nas profundi

dades do solo mal atingidas pela seca. Mas cada cpielinada aumenta a acidez e

a pobreza cpiímica do solo, de modo que por ocasião da queimada seguinte o ba

lanço entre as plantas

úteis e inúteis

apresenta-se pior que na vez passada.

Ha 15 ajios, tivemos a oportunidade

rio. e s(') ficar.im livres as terras menos

ik-idas «■ mais rie.js, ijuase seinpri- ter ras de lultura. Mas o luHaslí) vegetal eslabelc-eeii calx-ças-dc-ponte e ilhas

pareceram ap(')s uma s(i aração com calagem e abolição total da queimada, que

lunito além. omlc havia manchas (!<• ter

ra e foice.

ra mais pobre, sèca c maltratada. -As seinetites desta planta possuem hastes

com esporas diminutas tpii' se aganam nas pernas dos animais e soltam-se

ao

jiienor atrito em sentido contrário.

Harba-de-bod«* parci-i' ter vindo dos ( hapadõcs goianos c mato-grossenses de esliagein aguda «• imolongada . Descri ções de exploradores e viajantes parecem indicar (jue invadira o Estach) de São 1'aulo há mais ch- um século, e sònientc";

nas últimas décadas cinpreiMideu a con(juista de campos de outras terras cpie não fossem as arenosas e sécas.

Foi o

homem rpie lhe proporcionou o convite, o mesmo convite cpie fez à voçoroca e até à estiagem do Brasil Central: o ace no com a caixa de fósforos,

O sapé 2^í»rece ser iíerfcitainentc? nati vo a((ui, mas também deve sua expan

são às queimadas. O mesmo se pode dizer da samambaia é da carcjiieja, na parte .serrana do Estado, de clima me nos (juente.

foi substituída pelas roçadas a sogadeiOutro beneficio da ealagem das pas

tagens e imiiedimcnto comjilcto da quei mada. é a mnltiplieação das leguminosas forrageiras. É regra geral para o mondo inteiro que as pastagens são con sideradas tanto mais ricas, ([uanto maior

é a porcentagem de Icguminosas na po pulação vegetal. E. no geral, esta ^wreentagem sobe tão-sòmento com eleva ção do 2>1I, mesmo sem aplicações dc matéria orgânica. Contanto que se dei\i« dc usar a caixa dc losforos como o

único instrumento agrícola.

O clima (pientc c húmido significa muito sol c muita chuva.

Êstcs são os

dois princij^ais fatéircs do crescimento cias plantas: água c calor. Mas fazem crcsccr igualmente plantas boas e más. Está nas mãos do homem laborioso e in teligente fazer com que cresçam somen te as boas. E a fónrmla não constitui segredo: falta-lhe apenas entrar na ro

tina. Abolir a queimada significa parar


80

ta é a razão pí>r que são de pouco \alor os mapas de uma só csiratcrísUca do solo ("single valuc map"). O mais signifi cativo de tais mapas seria, porém, para

Estas pl.inta.s. dt-solador.is p.ir.i ii lio-

uiem riir.il. mulfiplitam-se (otii ,i.s (|uc'Ímacias <• a ertísão. .-\s plantas iitris, dos culturas <• das pastagens, m cc-ssitain, aO tonlrariíi. cTe terras

ral do scjIo, que é tóxica para as plantas econômicas. Em segundíí lugar, niapa

ácidas e jxiiires. elas cfrscrjn mal e pro duzem muito pouco. .As platitas iuúteis

que refletisse a fertilidade do solo, se ria o do pM, e em terc<-iro lugar o do

eobrciii-tias eorii sua folliagcin. prisando-

Isto demonstra bem a importância, pa E a mais importante entre elas c- a aci-

dez mineral. .Mesmo a segtmda carate-

trí.stica traduz a acidez, pois o pJI reflete a acidez orgânica. É a degradarão dessjis três caraterísticas que determina os

sinais mais \ísí\'eis do depaiiperanu-nlo

do solo: sobe o alumínio trocável (pelo abaixamento do teor de cálcio) c bai xam o pll e o teor de húmus. Ncnluim

outro, entre dezenas de teores químicos

^ do perfil de solo, concorre tanto para o insucesso do cultivo o para o estabeleci

mento de vegetação nativa de aspecto desolador, como o fazem as 3 caraterísti cas citadas.

Visto cjue as plantas cultivadas se ca; . raterizam pela necessidade de solo de boas propriedades químicas e físicas, o cultivo é dificultado cada vez mais,

■ , quando aquelas 3 caraterísticas degra. dam, .to mesmo tempo que surgem, ca da vez mais abundantes, as plantas da ninhas, algumas dentre elas considera-

;

das, com toda a razão, padrões de terra má. São as plantas capazes de tolerar ; alto grau de acidez e pobreza química '' acentuada do solo, enraizar-se profunda-

I

das, ainda tjiif n fogo IIií-s (Ifsinj.i ttkla a parte aérea.

trocável e e%idencia l)em a acidez mine

ra nós, destas três caraterísticas do .solo.

:

KfosoMi» o

nós, o do teor de alumínio trocãsx*!. Êste aumenta com a diminuirão do cálcio

teor de húmus.

jr.

I>iCKHro

, mente a fim de utilizar grandes volumes

do solo e assim compensar sua pobreza específica, além da habilidade de resis tir à seca e renascer depois das queima

mas.

fan

terras

as do acessfj ao sol.

Há épocas prtipicias para a germina

DtGESTO

Eco.sómico

de percorrer (!ctí<l.ma'nt<* a laixa Mocoea-rampinas-Soroc.ib.t-ltapeva r verifi

4'ficiente jiara dar a>mbate a e.stas pra

camos (jin* .1 f.múgcratla "barba-dc-bo-

gas. e outras, txmio. por exemplo, a tiri-

de" so existia .i oeste e ;io norte da fai

rica. é diminuindo a acidez do

xa, Irmitad.i («aii stirpreeiulento fidelida de pela linii.t do nosso map.i ("Digesto Eeonómitíi" (h- abril último, pág. 130)

(à)m isto .são favorecidas as j^lantas úteis. .Algumas destas necessitam também de m.itéria orgânica. Mas muitas progri-

í|ue pass.i pi)r « ssas lid.ules.

Já ficx)u provado cpie o único meio solo.

.Alguns

dem apenas sc eleve o pFI a 6 o seja

anos m.iis tarde, not.imos (|ue acjuela planta iniítil fizer.i penelr.ições para Ics-

abolida a (lueiniada. Cobrem com suas fòllias aíjuelas pragas cpie não imdem

tí' e sul « ni forma de mmuTos.is cunhas

crescer na .sombra.

<h* 10 .1 15 km cie comjírimcnlo ao longo

A falta dc sol é o

ção de tódas as sementes, mas en(|nai)-

ílr Icxla.s as 4 str.i(ias transxarsais á fai.xa,

to as plantas danínbas se desen\'olveiii,

ealcanliar de .Aquiles das pragas citadas. Basta meia dúzia dc anos sem queima

espalhando-sc pelos i-.mipos adjacentes.

da i^ara (pio os últimos rizomas dc sapé

Ooiri o t«-m|Xi. css.is cunlias alargarain-

e samambaia rebentem som deixar nova

se, juntar.nn-sc col>riiul4> lodo o territc')-

descendência. Já vimos campos de ter ra liarrenta, dos (piais essas j^ragas desa

as boas, on morrem sem ter tido teiiqx) para fnitiíicar e <leixar (leseendència, ou

dao pouca semente e fraca, de g«TinÍnaçao difícil e potica probabilidade de vi toria -Sobre o coneorrí-nt'- cada \c-/ mai.s nnmerí)so.

Diz-se (jiic ,) Mstachí

de São Paulo

possui ii)ais tjue J5t) mil km2 de jíastagens. Estejamos («-rtos c|i:e mais que

90 í? iiao merecem este nome. Não pas sam de terras maltratadas, em constante

ílcpaujieranieiUo, annalmenle queimadas a fim de "debelar" sem trabalho a pra ga do desenvolvimento e.xeessixo ile \-e-

getais inúteis cpu; adquirem grande por te e densidade, abafando os eapin.s co mestíveis. Logo depois da queimada, surgem brotos novos que servem de ali mento ao gado, ainda fpie pertençam a

plantas daninlias. A Ijrotação, ajudada pelas cinzas, é rápida e pujanti», pois tais plantas são dotadas cie resistência

ao fogo e enraizamento tão profundo que suas raízes estão alojada.s nas profundi

dades do solo mal atingidas pela seca. Mas cada cpielinada aumenta a acidez e

a pobreza cpiímica do solo, de modo que por ocasião da queimada seguinte o ba

lanço entre as plantas

úteis e inúteis

apresenta-se pior que na vez passada.

Ha 15 ajios, tivemos a oportunidade

rio. e s(') ficar.im livres as terras menos

ik-idas «■ mais rie.js, ijuase seinpri- ter ras de lultura. Mas o luHaslí) vegetal eslabelc-eeii calx-ças-dc-ponte e ilhas

pareceram ap(')s uma s(i aração com calagem e abolição total da queimada, que

lunito além. omlc havia manchas (!<• ter

ra e foice.

ra mais pobre, sèca c maltratada. -As seinetites desta planta possuem hastes

com esporas diminutas tpii' se aganam nas pernas dos animais e soltam-se

ao

jiienor atrito em sentido contrário.

Harba-de-bod«* parci-i' ter vindo dos ( hapadõcs goianos c mato-grossenses de esliagein aguda «• imolongada . Descri ções de exploradores e viajantes parecem indicar (jue invadira o Estach) de São 1'aulo há mais ch- um século, e sònientc";

nas últimas décadas cinpreiMideu a con(juista de campos de outras terras cpie não fossem as arenosas e sécas.

Foi o

homem rpie lhe proporcionou o convite, o mesmo convite cpie fez à voçoroca e até à estiagem do Brasil Central: o ace no com a caixa de fósforos,

O sapé 2^í»rece ser iíerfcitainentc? nati vo a((ui, mas também deve sua expan

são às queimadas. O mesmo se pode dizer da samambaia é da carcjiieja, na parte .serrana do Estado, de clima me nos (juente.

foi substituída pelas roçadas a sogadeiOutro beneficio da ealagem das pas

tagens e imiiedimcnto comjilcto da quei mada. é a mnltiplieação das leguminosas forrageiras. É regra geral para o mondo inteiro que as pastagens são con sideradas tanto mais ricas, ([uanto maior

é a porcentagem de Icguminosas na po pulação vegetal. E. no geral, esta ^wreentagem sobe tão-sòmento com eleva ção do 2>1I, mesmo sem aplicações dc matéria orgânica. Contanto que se dei\i« dc usar a caixa dc losforos como o

único instrumento agrícola.

O clima (pientc c húmido significa muito sol c muita chuva.

Êstcs são os

dois princij^ais fatéircs do crescimento cias plantas: água c calor. Mas fazem crcsccr igualmente plantas boas e más. Está nas mãos do homem laborioso e in teligente fazer com que cresçam somen te as boas. E a fónrmla não constitui segredo: falta-lhe apenas entrar na ro

tina. Abolir a queimada significa parar


!>if;Ksn>

a acidificaçáo e o depauperamento í|uímico e físico do solo, reduzindo ao mes

mo tempo a erosão. Diminuir a acidez quer dizer aumentar a ricjueza ípiímica e melhorar a estrutura física das terras

pelo preço mais baixo possísel. Aumen tar Q teor de matéria drí»ânica é insuflar

vida nova ao «)lo.

n

Kc.<in"í')MK^

Ism último lugar,

náí> pel.i imjxirt.iiui.i. m.is pela ordem cronoló;;i< a. r epie \e>n a adub.iç.io priV priamcnte dit.i. K é sòninite « tilâo que ela s<- torna capaz de mostrar os gran des auiiiefitos cie eollieil.i e Incros (jue realmente é capa/ de proporc ionar

O

EMPRÉSTIMO

CONSOLIDAÇÃO

DA

DE

DÍVIDA

PÚBLICA Geiialdo Ü. Banaskuvií^z

tisfazcr as exigências mínimas dos porta dores nacionais de títulos públicos. No estrangeiro, ao menos se procurou tratar convenientemente os possuidores de pa

incnKio governamental, cpie visa normali-/-ir o paganu-nto cios juros de títulos públicos, não elevei ser consi derado como um ato isolado.

A sua

péis da divida e.xlenia brasileira, c o res gate de títulos emitidos em libras se fez em condições cousidoraclas generosas. Entretanto, a situação mudou c o proble ma tomou outro a.speclo. Estudos de

.■rigniíieação é espi-eiliea e foi e.ssa a inlerprela(,ão ciada no seio do eoiuéreio e Indiistri.i nacionais. Sabe-se. de fato, que esta ligeira reforma constitui a me

dida preliminar de tcxlo um programa, cpie jxjdc-mos de.signar sob o rcilulo de .saneameiilo do mercado de capitais e

Icenieos nacionais demonstraram, c o Relatório Abbink confirmou, que a po

breza brasileira em capitais não e tuo

que vis.i preparar o caminho para em préstimos do Gocctiio l'\'dcral. Será a primeira vez, desde o tempo

absoluta como se pretendia no passado. A poupança nacional não aparecia no

mercado de capitais, em virtude de seu

da última guerra, cpie as autoridades fe

desvio para aplieaçcícs anti-eeonomicas,

derais apelarão para o mercado de ca

e.specialmente no setor imobiliário.

pitais, deixando de lado a .solução ro

tineira da emissão de papel-moeda para ohler cobertura para as suas despesas correntes, cjue o orçamento não pode financiar.

O ijroj^rauui dtis Bolsas Surgiu, pois, a idéia de

O caminho eseolliido é pe

eonvenientemente as disponibilidades po

noso c; constitui uma novidade nu histó

ria da administração fecleral.

tenciais, existentes em nosso país, paru

No pas

utilizá-las parcialmente no financiamen

sado, admitia-se no máximo a possibi

to das obras do Governo hecleial.

lidade de emitir empn'slim(5S compulsó rios.

Ficou patenteado, desde o início, que as condições do mercado de capitais eram pouco favoráveis a tal empreen

Incluímos neste térmo as emissões

disfarçadamente

"compiilscirias",

simplificar o problema.

para

Verdade é que

dimento, porque o desprezo demonstra

a administração federal partilhou do

do anteriormente pelas autoridades públicas por este setor cconomico, pouco

preconceito, muito divulgado em nosso ■ 'j.

FEDERAL

País, dc! cpie o mercado nacional de capitais era incipiente, .sendo mais fácil A

linha contribuído para a evolução positiva dos conceitos populares sobre cré ditos públicos gox'ernamentais e emprés

'

«

conseguir financiamento estrangeiro.

Mercado desprezado Lògicamente, nada se fôz para presti giar a situação do crédito público no

.

1 -

r-t

timos compulsórios. Era necessário, portanto, pensar no "saneamento" do mercado de capitais, e as Bolsas nacionais se encarregarirm de

interior cie nossas fronteiras ou para saX.


!>if;Ksn>

a acidificaçáo e o depauperamento í|uímico e físico do solo, reduzindo ao mes

mo tempo a erosão. Diminuir a acidez quer dizer aumentar a ricjueza ípiímica e melhorar a estrutura física das terras

pelo preço mais baixo possísel. Aumen tar Q teor de matéria drí»ânica é insuflar

vida nova ao «)lo.

n

Kc.<in"í')MK^

Ism último lugar,

náí> pel.i imjxirt.iiui.i. m.is pela ordem cronoló;;i< a. r epie \e>n a adub.iç.io priV priamcnte dit.i. K é sòninite « tilâo que ela s<- torna capaz de mostrar os gran des auiiiefitos cie eollieil.i e Incros (jue realmente é capa/ de proporc ionar

O

EMPRÉSTIMO

CONSOLIDAÇÃO

DA

DE

DÍVIDA

PÚBLICA Geiialdo Ü. Banaskuvií^z

tisfazcr as exigências mínimas dos porta dores nacionais de títulos públicos. No estrangeiro, ao menos se procurou tratar convenientemente os possuidores de pa

incnKio governamental, cpie visa normali-/-ir o paganu-nto cios juros de títulos públicos, não elevei ser consi derado como um ato isolado.

A sua

péis da divida e.xlenia brasileira, c o res gate de títulos emitidos em libras se fez em condições cousidoraclas generosas. Entretanto, a situação mudou c o proble ma tomou outro a.speclo. Estudos de

.■rigniíieação é espi-eiliea e foi e.ssa a inlerprela(,ão ciada no seio do eoiuéreio e Indiistri.i nacionais. Sabe-se. de fato, que esta ligeira reforma constitui a me

dida preliminar de tcxlo um programa, cpie jxjdc-mos de.signar sob o rcilulo de .saneameiilo do mercado de capitais e

Icenieos nacionais demonstraram, c o Relatório Abbink confirmou, que a po

breza brasileira em capitais não e tuo

que vis.i preparar o caminho para em préstimos do Gocctiio l'\'dcral. Será a primeira vez, desde o tempo

absoluta como se pretendia no passado. A poupança nacional não aparecia no

mercado de capitais, em virtude de seu

da última guerra, cpie as autoridades fe

desvio para aplieaçcícs anti-eeonomicas,

derais apelarão para o mercado de ca

e.specialmente no setor imobiliário.

pitais, deixando de lado a .solução ro

tineira da emissão de papel-moeda para ohler cobertura para as suas despesas correntes, cjue o orçamento não pode financiar.

O ijroj^rauui dtis Bolsas Surgiu, pois, a idéia de

O caminho eseolliido é pe

eonvenientemente as disponibilidades po

noso c; constitui uma novidade nu histó

ria da administração fecleral.

tenciais, existentes em nosso país, paru

No pas

utilizá-las parcialmente no financiamen

sado, admitia-se no máximo a possibi

to das obras do Governo hecleial.

lidade de emitir empn'slim(5S compulsó rios.

Ficou patenteado, desde o início, que as condições do mercado de capitais eram pouco favoráveis a tal empreen

Incluímos neste térmo as emissões

disfarçadamente

"compiilscirias",

simplificar o problema.

para

Verdade é que

dimento, porque o desprezo demonstra

a administração federal partilhou do

do anteriormente pelas autoridades públicas por este setor cconomico, pouco

preconceito, muito divulgado em nosso ■ 'j.

FEDERAL

País, dc! cpie o mercado nacional de capitais era incipiente, .sendo mais fácil A

linha contribuído para a evolução positiva dos conceitos populares sobre cré ditos públicos gox'ernamentais e emprés

'

«

conseguir financiamento estrangeiro.

Mercado desprezado Lògicamente, nada se fôz para presti giar a situação do crédito público no

.

1 -

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timos compulsórios. Era necessário, portanto, pensar no "saneamento" do mercado de capitais, e as Bolsas nacionais se encarregarirm de

interior cie nossas fronteiras ou para saX.


ifi-

1 1

|>lí.KsTl»

34

OtfiKsto

I*>:0\ÓNflCO

Ec:on(">mic:<)

mu

85

claborur <>i> detalhei» técnicos d.is medi

\i /. «jUf -i «•niiss.ii» <!«• p.i|M-l-m<M'tl.i pJ-

in.stilinçt"H's de economia [X)pu1ar agem

aumentar as suas aplicações nesses va

das a serem tomadas. Estas incluem. í-m

lecf eliiiim.i<i.» d.i'» (ngit.içÚM-s ftxicniis.

como os bancos: iniciam mesmo a Coií-

lores .

primeiro luj^ar. a normali/-i<,áo do pa gamento de juros da divid.i pública. Medida elementar, cuja necc-ssidade, jX)rérn, demonstra a que |Xjnto tinha clie-

PfíKur.i-s*' s.tl>4T, iM» Ministério tia ha-

/♦'ud.i. qu.ils síT.m .«s {juu'*lls'H's <lo IWfc,ido dr c.ipif.ns n.is « ir( tiust.uu i.is .iluiúf. qii.indo o progr.iiii.t «l«' s.iiM-.imcnto sc

c-essão de irê-ditos p.ira m.mnfaluras e se mostram rec c-os.is de adipiirir títulos da

gadü o desinterêsse goví-riiamental em

.iclia ainda ti.t ías»- inu i.d.

satisfa/.er os direitos <los cidadãos (pelhe tinham confiado o seu dinheiro EvidcTítemenlí*, a im-dida c.iusoii lx>a

«om í»s repr« s«-Mt.mti s <l.ts Bois.cs nacio nais j,'i rsl.u) ••s|.du-I«-cÍ<los r (MlcilIa-SC .jiu* tias d«-hbera<,<>»-s im p.isi.i d.» I'a-

dito. E evidente cjtie nnia reforma se inijxáe, pois não

impressão, mas, sozinha, não ser.i de molde a **^sanear" o mercado ou a pro

/«•ikI.i

um < omproinisso «■nlrc os

SC- pude eoncc-lx-r a elabo

o

postulados bá.sícos do jirogr.ima diis

ração de pl.mos de produ

capitais.

vocar altas nas cotai,ões das Apólicí s

bolsas »• as neefssida<Í«'s ímedi.itas do

ção. empianlo o finaiuia-

e Obrigar.-oes, como um comentarista |X>uco avisado prognosticava na sí-niana

Trsonro Nac ion.d.

mc-nlo não estivor coorde

passada.

Eliminaçüí) de emprrslivios < <>mpuhórii>\

sair.t

dí\ icl.i [uiblicM. num banco

í )s ct»ntact(*S

eulaçáci

nado.

E •*vidont«.' (jiio .1 laiel.i n.io se liniitii

ci.sa.

Outro ponto do programa das

Bolsas concerne à eliminação de i-m-

préstimos compulsórios, à eliminação da dívida governamental para com os institulos de aposentadoria, à consolidaçãf) melhorar as cotações nas Bolsas.

Como se vê, trata-se de programa extenso, cuja realizaçcão não se mede em meses, mas em anos.

Urgénciü A

necessidade

de

obter

meios

de

pagamento imediatamente é, porém, im periosa para o Govérno Federal, uma

(à-nlr.d.

não

nem

Antes de tudo, ix>réni, o govérnò deve

há

prcKorar orientar gcnèricamente o emprégo das dis, ponibilidades das Cai.xas

.uti-

do sistc-ina de cré

O

Eeoncúnicas,

DAS

CAIXAS

Institutos de

Aposentadoria, Companhias rr

outros

cole-

No caso

das Caixas Econômicas, os tundos acumulados são consideráveis, e salta aos

intuito do Gü-

POSIÇÃO

oUios que um emprégo mais inteligente permitirá aliviar a falta de

financiamento

em

todos os

setores

fora do ramo imobiliário.

ECONÔMICAS

FEDERAIS AUTÔNOMAS

E»i milhões dc Crií^ctros Ano

fpiestão, para decidir, numa lase ultcrior dos preparativos, a cpieni cal)orá U iniciativa da nova política de financiamcTito; SC passará ou não inteiramente para a Superintendência da Moeda e do Oc'dito, (pie neste caso mais e mais, de-

Empréstimos

Depósitos 5.306 7.859

1945

2.679

1947 1949

5.325 6.977

19,50 Junho

7.543

9.048

9.749

\cria se transformar em meio de ligação c-ntre o banco do brasil e o MinistcTio

(.) Ministro da 1'^azenda, em reunião

da Fazenda.

Econômicas

do Conselho Superior das Caixas Eco nômicas, determinou, como primeiro j)asso para a execução do plano governa

O êxito clê-ste prcígrama de ".sanea mento" c de emissão de empréstimos d(.'penderá, em todo caso, da atitude dos bancos, das companhias de seguros c mesmo das eniprê'sas industriai.s e co

mental, (jue luturamente essas cmprc'sas coletoras de poupança popular só coneedani empréstinK)s para a construção da c asa própria. O financiamento para pré dios de apartamentos ou outros empreen

da dívida flutuante e, finalmente, à

pfcática da "Open Markct Policy" para

.Atitude compreensív el

oiuh*

vèrno Federal, nesse- jiarlicular, é criar condições tavoiávei.s para a colação dos títulos púl>licos e depois incitar as organizaçcáes de poupança a

.10 Ministi-rio d.i 1'.i/i-iid.i. pois ijuc o baueo do brasil. «■ espceíalinente a Superinlcndênt ia <l.i Moeda e ilo Crtklito,

deserão partilhar fia rosponsabilidade As medidas essenciais para restabele para o empréstimo « in preparação. De cer a confiança do público, das institui outro j.ido, f sp« ra-si- (pie entendimentos ções de poupança, dos bancos e das • présios com os bancos partic ulares sejam empresas, nos títulos públicos, deverão realiz;iclos, a fim de facilitar a colocação visar ao imediato resgate dr; títulos, da projetada emissão. I''ica aberta ii cujo prazf) de vencimento já foi uilra-

pa.s.sado. É preciso, ontrossím, pensar em estabelecer prazos paru (js empréstimo.s, cuja data de vencimento c inipre-

[>.iis

.•\s disponibilidades

('(dahoração dos lUnicos c da.s CiúXOS

O caso das Càd.xas Econômicas merece

menção especial neste conjunto; Estas

ih

À primeira vista, a limitação das ope rações, em setor onde outras instituições

já operam, parece não produzir grandes ' conseqüências. De fato, os b-alanços <3as Caixas Econômicas são de uma discrição . memorável, mas, examinando as indica

ao critério geral, a ser fixado pelo Con

ções sôbrc os financiamentos de novas construções no Rio de Janeii"o e em Sao Paulo, verifica-se a extraordinária impor tância das Caixas, como fonte de capitais para a c.xpansão urbanística dos bain'OS

selho,

ricos destas duas cidades.

dimentos comerciais terá de obedecer

merciais.

Poucos títulos públicos

.


ifi-

1 1

|>lí.KsTl»

34

OtfiKsto

I*>:0\ÓNflCO

Ec:on(">mic:<)

mu

85

claborur <>i> detalhei» técnicos d.is medi

\i /. «jUf -i «•niiss.ii» <!«• p.i|M-l-m<M'tl.i pJ-

in.stilinçt"H's de economia [X)pu1ar agem

aumentar as suas aplicações nesses va

das a serem tomadas. Estas incluem. í-m

lecf eliiiim.i<i.» d.i'» (ngit.içÚM-s ftxicniis.

como os bancos: iniciam mesmo a Coií-

lores .

primeiro luj^ar. a normali/-i<,áo do pa gamento de juros da divid.i pública. Medida elementar, cuja necc-ssidade, jX)rérn, demonstra a que |Xjnto tinha clie-

PfíKur.i-s*' s.tl>4T, iM» Ministério tia ha-

/♦'ud.i. qu.ils síT.m .«s {juu'*lls'H's <lo IWfc,ido dr c.ipif.ns n.is « ir( tiust.uu i.is .iluiúf. qii.indo o progr.iiii.t «l«' s.iiM-.imcnto sc

c-essão de irê-ditos p.ira m.mnfaluras e se mostram rec c-os.is de adipiirir títulos da

gadü o desinterêsse goví-riiamental em

.iclia ainda ti.t ías»- inu i.d.

satisfa/.er os direitos <los cidadãos (pelhe tinham confiado o seu dinheiro EvidcTítemenlí*, a im-dida c.iusoii lx>a

«om í»s repr« s«-Mt.mti s <l.ts Bois.cs nacio nais j,'i rsl.u) ••s|.du-I«-cÍ<los r (MlcilIa-SC .jiu* tias d«-hbera<,<>»-s im p.isi.i d.» I'a-

dito. E evidente cjtie nnia reforma se inijxáe, pois não

impressão, mas, sozinha, não ser.i de molde a **^sanear" o mercado ou a pro

/«•ikI.i

um < omproinisso «■nlrc os

SC- pude eoncc-lx-r a elabo

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postulados bá.sícos do jirogr.ima diis

ração de pl.mos de produ

capitais.

vocar altas nas cotai,ões das Apólicí s

bolsas »• as neefssida<Í«'s ímedi.itas do

ção. empianlo o finaiuia-

e Obrigar.-oes, como um comentarista |X>uco avisado prognosticava na sí-niana

Trsonro Nac ion.d.

mc-nlo não estivor coorde

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dí\ icl.i [uiblicM. num banco

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eulaçáci

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E •*vidont«.' (jiio .1 laiel.i n.io se liniitii

ci.sa.

Outro ponto do programa das

Bolsas concerne à eliminação de i-m-

préstimos compulsórios, à eliminação da dívida governamental para com os institulos de aposentadoria, à consolidaçãf) melhorar as cotações nas Bolsas.

Como se vê, trata-se de programa extenso, cuja realizaçcão não se mede em meses, mas em anos.

Urgénciü A

necessidade

de

obter

meios

de

pagamento imediatamente é, porém, im periosa para o Govérno Federal, uma

(à-nlr.d.

não

nem

Antes de tudo, ix>réni, o govérnò deve

há

prcKorar orientar gcnèricamente o emprégo das dis, ponibilidades das Cai.xas

.uti-

do sistc-ina de cré

O

Eeoncúnicas,

DAS

CAIXAS

Institutos de

Aposentadoria, Companhias rr

outros

cole-

No caso

das Caixas Econômicas, os tundos acumulados são consideráveis, e salta aos

intuito do Gü-

POSIÇÃO

oUios que um emprégo mais inteligente permitirá aliviar a falta de

financiamento

em

todos os

setores

fora do ramo imobiliário.

ECONÔMICAS

FEDERAIS AUTÔNOMAS

E»i milhões dc Crií^ctros Ano

fpiestão, para decidir, numa lase ultcrior dos preparativos, a cpieni cal)orá U iniciativa da nova política de financiamcTito; SC passará ou não inteiramente para a Superintendência da Moeda e do Oc'dito, (pie neste caso mais e mais, de-

Empréstimos

Depósitos 5.306 7.859

1945

2.679

1947 1949

5.325 6.977

19,50 Junho

7.543

9.048

9.749

\cria se transformar em meio de ligação c-ntre o banco do brasil e o MinistcTio

(.) Ministro da 1'^azenda, em reunião

da Fazenda.

Econômicas

do Conselho Superior das Caixas Eco nômicas, determinou, como primeiro j)asso para a execução do plano governa

O êxito clê-ste prcígrama de ".sanea mento" c de emissão de empréstimos d(.'penderá, em todo caso, da atitude dos bancos, das companhias de seguros c mesmo das eniprê'sas industriai.s e co

mental, (jue luturamente essas cmprc'sas coletoras de poupança popular só coneedani empréstinK)s para a construção da c asa própria. O financiamento para pré dios de apartamentos ou outros empreen

da dívida flutuante e, finalmente, à

pfcática da "Open Markct Policy" para

.Atitude compreensív el

oiuh*

vèrno Federal, nesse- jiarlicular, é criar condições tavoiávei.s para a colação dos títulos púl>licos e depois incitar as organizaçcáes de poupança a

.10 Ministi-rio d.i 1'.i/i-iid.i. pois ijuc o baueo do brasil. «■ espceíalinente a Superinlcndênt ia <l.i Moeda e ilo Crtklito,

deserão partilhar fia rosponsabilidade As medidas essenciais para restabele para o empréstimo « in preparação. De cer a confiança do público, das institui outro j.ido, f sp« ra-si- (pie entendimentos ções de poupança, dos bancos e das • présios com os bancos partic ulares sejam empresas, nos títulos públicos, deverão realiz;iclos, a fim de facilitar a colocação visar ao imediato resgate dr; títulos, da projetada emissão. I''ica aberta ii cujo prazf) de vencimento já foi uilra-

pa.s.sado. É preciso, ontrossím, pensar em estabelecer prazos paru (js empréstimo.s, cuja data de vencimento c inipre-

[>.iis

.•\s disponibilidades

('(dahoração dos lUnicos c da.s CiúXOS

O caso das Càd.xas Econômicas merece

menção especial neste conjunto; Estas

ih

À primeira vista, a limitação das ope rações, em setor onde outras instituições

já operam, parece não produzir grandes ' conseqüências. De fato, os b-alanços <3as Caixas Econômicas são de uma discrição . memorável, mas, examinando as indica

ao critério geral, a ser fixado pelo Con

ções sôbrc os financiamentos de novas construções no Rio de Janeii"o e em Sao Paulo, verifica-se a extraordinária impor tância das Caixas, como fonte de capitais para a c.xpansão urbanística dos bain'OS

selho,

ricos destas duas cidades.

dimentos comerciais terá de obedecer

merciais.

Poucos títulos públicos

.


■w»!

jcje

Dices^o EtíisAmjco BALANÇOS DAS l^RES MAIORES CAIXAS ECONf)MI(:as FKDEHAlS Dczí'mhrn

w

w

i'

Espécie

i ;■ 1

1

Depósitos Empréstimos .s/ímóveís s/cauç-rw)

3.808 3.122 2.0.32 2í).5 825 ÍÍM 283

j , s/consignaç-ão ,

Dispfi.vmiLinADK em

Bancos

na Delegacia Fisc-al Encaixe

Títulos de renda

Ç. (l)

i

j

Rio

Milhões de cruz.

.

PANDIA CALÓGERAS E OS PROBLEMAS DE ENSINO

<li-

SÃO Pai"1.o

1 Milhões de rrtiz.

P.

M.úuo i)K Soi s.A Lim.x

3.280 2.307

m

552 202 •351

50

U)

300

289

Ai.ízaiK

Milhões dc cruz. 927 720 3O0 29-1 121 135 72

.

52 13 —

Aljíarisrno cjuc incluí os dcpósilos iifis Ranços <• Fncaivcs

I.enle do Cimislo do Estado)

O

ZKi.o .u-emlt.ulo do bem comum que foi uni dos traços earaeterísticos da

individualidad»' de raucliá Calógeras, mais de iiui.i vi-z o impeliu em busea de soluções p.ir.i o proRlema do ensino. Já em HK)-!. no monumental parecer apresenl.ulo à (àimara dos Deputados scMirí! ".As Minas do Rrasil e sua Legis

clisponibilidadcs reais das Caixas Econô micas e das outras ínstituivc")es de pou pança nacional para o mercado de ca

pitais, constitui "ipso facto" um pro gresso notável. O governo, e mesmo as empresas particulares poderiam apelar

islninuciros não poclorin ser naturnlmen-

importância (pie, para o aparelbamento dc organização industrial das minas, ofe

ic .1 definitiv.1 e únicn, e seria sempre necessário manter o paralelismo entre as

para este mercado, a fim de obter o fi

nanciamento (pie atualmente só c con

seguido atrav(*s de cré-ditos ocasionais. Inútil insistir que a preparação do am biente nas instituiç(')es acima mencio

nadas facilitaria extraordinàriamente o êxito do empréstimo que o Governo Fe

de-ral pretende- lançar. O público será uni fator secundário, pois se adinilt- cpic- <'•]<• seguirá a orien tação dess.is organizações. A posição atual desses organismos, espeeiainicntc dos Ranços, é csseneialmcaite anormal,

dos nossos engenheiros. Pensava que o nivel do («usino nas escolas de engenha

porcjuanto ignoram, conscientemente, o

avnltava, em .sua opinião, o modo por (pie eram providas as cadeiras das vá rias disei]dinas. com profe.ssõres brasilei

mercado dcí capitais. Isto até um certo ponto se explica e se justifica pelo des prestígio dos títulos públicos, mas, fu turamente, será difícil aos institutos de

crédito negar a sua eolalioração, uma \ez cpie o prtiprio governo proclama o seu intuito de normalizar a .sua atuação

no mercado de capitais.

uieii.fí/rà» rcprodtiz para a cotisccuçõo dc uma finalidade educativa.

lação". detém-se éle na eonsideração da

recia nessa época o preparo profissional Qualquer programa governamental, que consiga orientar a aplicaçãcj das

Euòdio soUcitado pelo iwsso Diretor e \ inscrto iu> "In incinoriam" c que o nosso

ria sofrerá grande <pioda, devida, em parte, ã decadência geral do ensino su perior, em parle, a condições especiais daquelas escolas. Entre tais condições

ros "cIkííos dc boa vontade, é certo, mas

sem a base prática necessária pirra a transmissão de conhecimentos práticos c de regras dc uso corrente nos meios in

dustriais organizados intensivamente". Ora, dado o caráter profissional das es colas de engenharia, o de que elas pre cisavam era de nm corpo (iocente tam

evidências práticas e o nivel do ensino,

Caióderas propunlia que se subordinas sem os institutos federais ao Ministério da Indústria, "seguindo o

i

evemplo tão jndieioso que deu ao da Giiería a superintendência das eseob s

...ilitures o ao da Marinha a da escola naxal".

"Formar-se-ia, então

— con-

(iie- - "um corpo de engenheiros,

com alguns lugares destinados a serem providos cm comissão durante certo pra

zo e entre éstcs figurariam os de lentes. Assim, designado por concurso ou por

notória competência, o funcionário, que devesse reger uma cadeira qualquer, sairia de um conjunto de profissionais já afeitos à prática do ofício; findo o prazo de sua comissão, e, se não houvesse

bém profissional, e que se deveria pro

vantagem manifesta em prorrogá-la, vol

curar "a todo o custo", dentro ou fora

taria ao exercício da carreira, a fim de

do País, principalmente fora, uma vez

nunca se perder este contacto fecundo

que não estávamos preparados aqui para

entre a teoria e a aplicação. Se houves

essa missão de "educadores industriais".

se ainda necessidade de buscar fora do País cientistas de mérito, contratar-se-

E isso devíamos fazô-lo, apesar do "jacobinisino vesgo" impressionado com a certidão de nacionalidade do professor. Mas, como esta solução de professõres

iam, para que viessem colaborar co nosco na formação de um corpo técnico capaz de presidir ao desenvolvimento in-

-.. ■■ ■Ai


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Dices^o EtíisAmjco BALANÇOS DAS l^RES MAIORES CAIXAS ECONf)MI(:as FKDEHAlS Dczí'mhrn

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Depósitos Empréstimos .s/ímóveís s/cauç-rw)

3.808 3.122 2.0.32 2í).5 825 ÍÍM 283

j , s/consignaç-ão ,

Dispfi.vmiLinADK em

Bancos

na Delegacia Fisc-al Encaixe

Títulos de renda

Ç. (l)

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Rio

Milhões de cruz.

.

PANDIA CALÓGERAS E OS PROBLEMAS DE ENSINO

<li-

SÃO Pai"1.o

1 Milhões de rrtiz.

P.

M.úuo i)K Soi s.A Lim.x

3.280 2.307

m

552 202 •351

50

U)

300

289

Ai.ízaiK

Milhões dc cruz. 927 720 3O0 29-1 121 135 72

.

52 13 —

Aljíarisrno cjuc incluí os dcpósilos iifis Ranços <• Fncaivcs

I.enle do Cimislo do Estado)

O

ZKi.o .u-emlt.ulo do bem comum que foi uni dos traços earaeterísticos da

individualidad»' de raucliá Calógeras, mais de iiui.i vi-z o impeliu em busea de soluções p.ir.i o proRlema do ensino. Já em HK)-!. no monumental parecer apresenl.ulo à (àimara dos Deputados scMirí! ".As Minas do Rrasil e sua Legis

clisponibilidadcs reais das Caixas Econô micas e das outras ínstituivc")es de pou pança nacional para o mercado de ca

pitais, constitui "ipso facto" um pro gresso notável. O governo, e mesmo as empresas particulares poderiam apelar

islninuciros não poclorin ser naturnlmen-

importância (pie, para o aparelbamento dc organização industrial das minas, ofe

ic .1 definitiv.1 e únicn, e seria sempre necessário manter o paralelismo entre as

para este mercado, a fim de obter o fi

nanciamento (pie atualmente só c con

seguido atrav(*s de cré-ditos ocasionais. Inútil insistir que a preparação do am biente nas instituiç(')es acima mencio

nadas facilitaria extraordinàriamente o êxito do empréstimo que o Governo Fe

de-ral pretende- lançar. O público será uni fator secundário, pois se adinilt- cpic- <'•]<• seguirá a orien tação dess.is organizações. A posição atual desses organismos, espeeiainicntc dos Ranços, é csseneialmcaite anormal,

dos nossos engenheiros. Pensava que o nivel do («usino nas escolas de engenha

porcjuanto ignoram, conscientemente, o

avnltava, em .sua opinião, o modo por (pie eram providas as cadeiras das vá rias disei]dinas. com profe.ssõres brasilei

mercado dcí capitais. Isto até um certo ponto se explica e se justifica pelo des prestígio dos títulos públicos, mas, fu turamente, será difícil aos institutos de

crédito negar a sua eolalioração, uma \ez cpie o prtiprio governo proclama o seu intuito de normalizar a .sua atuação

no mercado de capitais.

uieii.fí/rà» rcprodtiz para a cotisccuçõo dc uma finalidade educativa.

lação". detém-se éle na eonsideração da

recia nessa época o preparo profissional Qualquer programa governamental, que consiga orientar a aplicaçãcj das

Euòdio soUcitado pelo iwsso Diretor e \ inscrto iu> "In incinoriam" c que o nosso

ria sofrerá grande <pioda, devida, em parte, ã decadência geral do ensino su perior, em parle, a condições especiais daquelas escolas. Entre tais condições

ros "cIkííos dc boa vontade, é certo, mas

sem a base prática necessária pirra a transmissão de conhecimentos práticos c de regras dc uso corrente nos meios in

dustriais organizados intensivamente". Ora, dado o caráter profissional das es colas de engenharia, o de que elas pre cisavam era de nm corpo (iocente tam

evidências práticas e o nivel do ensino,

Caióderas propunlia que se subordinas sem os institutos federais ao Ministério da Indústria, "seguindo o

i

evemplo tão jndieioso que deu ao da Giiería a superintendência das eseob s

...ilitures o ao da Marinha a da escola naxal".

"Formar-se-ia, então

— con-

(iie- - "um corpo de engenheiros,

com alguns lugares destinados a serem providos cm comissão durante certo pra

zo e entre éstcs figurariam os de lentes. Assim, designado por concurso ou por

notória competência, o funcionário, que devesse reger uma cadeira qualquer, sairia de um conjunto de profissionais já afeitos à prática do ofício; findo o prazo de sua comissão, e, se não houvesse

bém profissional, e que se deveria pro

vantagem manifesta em prorrogá-la, vol

curar "a todo o custo", dentro ou fora

taria ao exercício da carreira, a fim de

do País, principalmente fora, uma vez

nunca se perder este contacto fecundo

que não estávamos preparados aqui para

entre a teoria e a aplicação. Se houves

essa missão de "educadores industriais".

se ainda necessidade de buscar fora do País cientistas de mérito, contratar-se-

E isso devíamos fazô-lo, apesar do "jacobinisino vesgo" impressionado com a certidão de nacionalidade do professor. Mas, como esta solução de professõres

iam, para que viessem colaborar co nosco na formação de um corpo técnico capaz de presidir ao desenvolvimento in-

-.. ■■ ■Ai


Dioksto Econômico Dickcto

dustríal brasileiro.

Êstr- hkkIo de for

iini\<rsitário: "Em %<•/ rh- consignação or(,;uuí-ntári.i .uiti.il. isl.ilM-lc-ç.i-se sua

"velha idéia de Buaríjue de Macedo". fMinas", vol. 11, pág. 262).

< .ipit;ili/a<,.'io. f del.i sf (oiislilu.i o p.itri-

Ê evidente que* a situação das nossas escolas de engenharia é hoje int«-iramentc outra, e que de 1904 para cá desen-

P(»r rxnnplo:

mónio jn.tliená\ «d

congressista, eni quase total desapareci mento de cursos práticos, ou em dimi

nuição da autoridade moral dos prfjfessõres por falta de pr«'paro téc nico. Nem há dú\ida de cjui; o ensino pcilitécníco se faz c-m nossos dias exata

II»

I

do c-st.d)elet inu-nlo.

t .isa cjiir r«-< c-besse 500

lotilos.

No or«,.uin tilo do Inte

rência <lo E.stado.

rior. tiH-nc iomido o nom'* d.i esc ola, a

Tal interferência. <le

capital importância na o>"gani/.;»ç.íO do ensino pritn.irio "para o .scrriço c (> de-

dotação s<- trachi/iri.i jior um eifr.ão; mas. no or<.atn«*nto da I"'a/« nda. s»- c-omputa-

rer »w/ri(míi/ da eclosão c do fortalcci-

ri.t. tiii na verba ger.d p.ita o serviço cia díviclit intí-rna on em parágrafo c\s-

niciili) d<i alma coictifa do lirasil", ê

ainda n«-ccss,itia. {x")sto

mais redti-

()ecial a ejiianlia corrcsponch nle aos ju ros respectivos. Nenlmm ônus novo, pois. sobreearreg.iri.i .i (Íísp«-s.j pti-

zida. no (pie diz respeito ao ensino sceondário. Aipii. diz. Calógeras. "que o

hlica .

digma com o intuito real, e realmente camprida. di- ser um como limite supe rior para o (pial tendam os esfor ços análogos da iniciativa não ofi ciai. compríHMide-sc e justifica-se".

"SenMslr.dment<-. tomo «tiitro cjual'jiier possuidor de apólices. <»s institutos

com o aproveitamento dos recursos na-

receberiam seus ri ndimeiitos. Organiza

turai.s do Brasil".

riam stia vida econcniiica. lixariam ven

Creio até fjue Calógeras não

outro, e u."io perdi.» de vista também a(|ni .1 legitiíu.i e indispensáv id Interfe

apólice s vinculad.is. um p.itrimõnto de

mente corno éle o preconizava, istf) é, no sentido dc- ohter-se "a formaçrio de profissionais inteiramente prcoctipados

persistiu nessa orientação de su

M.tN. o espjfjto \erdadeirainente lúci do e ecpiilibiado. lemper.unentt) de esta dista habituado .i conlempl.ir do alto e em coujtítito ttidos os problemas nacio nais. não pasN.iva êl«- de um extremo a

contos |K)r ano. passaria .i possuir, em

ví)lvcu-se de modo notável o sen valor

profissional. Já não seria possível falar,

o disser.i Calógeras, em seu ensaio "Os Jesuítas e o Ensino", publicado cm maio

s«-ii reft-rido estnd<i s<il>rr o probleiiui

mação do corpo docente das escolas de engenharia, era, di/. Calógeras, uma

como fazia naquela época o eininentií

S9

Econômico

ICstado lenha

om

modêlo. um

cimentos e rcnmncraçcãcs. regula

Condenando em seguida, e penso

riam suas aquisições e aniplia-

(pie com l()da a ra/.ão, o método dos i-xanies jírcjiaratórios, sem o

bordinar as e.scolas de engenha

(,óes. denl3<i dos seus

ria

sem as peias ch- cliinesices buro( rálieas, com ]>lena liberdade ]}a-

indispensável "preparo seriado se a favor do sistema dc "aferição

cia. E cm 1928, estudando, ex-professn,

ra viverem e se exjianclirem. ".Seria a carta de alforria para o ensino, enlão. de lato, xcrdadeiramenlo livrr-" {fícs .Vo.v/rc;. pág. 251 ).

o problema universitário, em resposta a um inquérito promo\'ido pela Associação

erila à admiuislração econômica dos ins

ao

Ministério da

Indústria

(hoje da Viação), pois, tendo posteriormente, e cm \árias oca siões, tratado da organiz.ííção do ensino, não fez a ela a menor referên

Brasileira de Educação, o que élc judi-

ciosamente propugna é a plena autono mia dos in.stitutos didáticos, tanto se cundários, como superiores, os quais, na

sua justíssima opinião, cumpria libertar "da opressão oficial, constrangedora e iníqua". "Tirem", clamava éle, "as peias do paralisado. Consintam, à planta estiolada, respirar à atmosfera pura da criação"

Para assegurar essa autonomia dos Institutos, lembra o seguinte processo no

recurso.s.

para

das mentes infantis", manifesta-

da madureza do aluno, o não do conhc-

c-iuiento isolado desta ou daquela dis ciplina". "Ilá nesse ponto", acrescen ta, "iíons modelos a adotar no processo do bacharelado francês, no qual a mes

Nem í-ssa autonomia ficaria circims-

titutos cie caisino. Tc-riauí cies igual mente indepcndcaicia completa na conslitnição do corpo docente e na aplica

ma prova permite finnar juízo simultâ neo sobre várias matérias; uma prova

única, escrita, por exemplo, sobre histo

ção der normas pedagógicas.

ria, daria a medida dos conhecimentos

referentes à história, à geografia e à língua prática. Para conseguir tal me

Craças a essa liberdade (jue lhes per mitiria eonformareni-se à.s exigências pe culiares do meio, "surgiriam as uniões,

fusões, justaposições c consórcios de que

ta, a concorrência dos institutos parti culares ó vantajosa, desde que o proces

resultariam as Universidades". E, cm frase incisiva e justa, resume

so dc julgamento dos bacharelandos fôsse o me.smo para todos". (Res Nostra,

Calógeras o seu pensamento: "A compre.ssão oficial, eis o inimigo".

pág. 249). Qual fôsse esse processo, já

J

A.ÍK'ít.i-

vle 1911. no núinero 5 da "Ilexista Ame

ricana". Nesse trabalho, depois de ex plicar ipie as provas de madureza, lon ge de serem uma simples leoapitidação dc matérias, representam um meio dc e\ideneiar-se até que ponto tais maté rias se tornaram princípios ativos na

piTSonalidadc do estudante, pergunta éle: "por que não sujeitar seu julgamen to ao critério de comissões nomeadas pe lo Goxémo Eederal, estranhas a todos

os colégios, perante os quais os candi datos se apresentariam e exibiriam as

suas aptidões ?" (Hcv. Americana, u.*» eit. pág. 312).

Da adoção do regime de madm-eza decorreriam ainda, a seu x'er, a desne cessidade da fiscalização contínua dos

colégios, c a cessação automatica da "indústria" da equiparação,

uma vez que se abririam "a

1

quem quisesse se inscrever" as bancas de madureza.

Era, pois, Calógeras, em 1911, adx ersário do sistema de equipa

ração, e adepto dc uma ampla liberdade do ensino secundário,

limitada apenas pela exigência do exa me oficial do bacharelado.

Teria êle,

porém, conservado esta orientação ? Ou seria outro o seu modo de pensar, quan do, na resposta ao inquérito da Associa ção Brasileira dc Educação, defende, co mo já vimos, "o preparo seriado das" mentes infantis ?" Como, sem uma cer

ta equiparação, verificar que êsse pre paro se faz ? Talvez, o plano integral que traduzis se o último pensamento de Pandiá Caló-, geras fôsse o de conceder em determi nadas condições, a equiparação aos esta

belecimentos particulares, sem exagero dc regulamentação, conferindo-se-lhcs o


Dioksto Econômico Dickcto

dustríal brasileiro.

Êstr- hkkIo de for

iini\<rsitário: "Em %<•/ rh- consignação or(,;uuí-ntári.i .uiti.il. isl.ilM-lc-ç.i-se sua

"velha idéia de Buaríjue de Macedo". fMinas", vol. 11, pág. 262).

< .ipit;ili/a<,.'io. f del.i sf (oiislilu.i o p.itri-

Ê evidente que* a situação das nossas escolas de engenharia é hoje int«-iramentc outra, e que de 1904 para cá desen-

P(»r rxnnplo:

mónio jn.tliená\ «d

congressista, eni quase total desapareci mento de cursos práticos, ou em dimi

nuição da autoridade moral dos prfjfessõres por falta de pr«'paro téc nico. Nem há dú\ida de cjui; o ensino pcilitécníco se faz c-m nossos dias exata

II»

I

do c-st.d)elet inu-nlo.

t .isa cjiir r«-< c-besse 500

lotilos.

No or«,.uin tilo do Inte

rência <lo E.stado.

rior. tiH-nc iomido o nom'* d.i esc ola, a

Tal interferência. <le

capital importância na o>"gani/.;»ç.íO do ensino pritn.irio "para o .scrriço c (> de-

dotação s<- trachi/iri.i jior um eifr.ão; mas. no or<.atn«*nto da I"'a/« nda. s»- c-omputa-

rer »w/ri(míi/ da eclosão c do fortalcci-

ri.t. tiii na verba ger.d p.ita o serviço cia díviclit intí-rna on em parágrafo c\s-

niciili) d<i alma coictifa do lirasil", ê

ainda n«-ccss,itia. {x")sto

mais redti-

()ecial a ejiianlia corrcsponch nle aos ju ros respectivos. Nenlmm ônus novo, pois. sobreearreg.iri.i .i (Íísp«-s.j pti-

zida. no (pie diz respeito ao ensino sceondário. Aipii. diz. Calógeras. "que o

hlica .

digma com o intuito real, e realmente camprida. di- ser um como limite supe rior para o (pial tendam os esfor ços análogos da iniciativa não ofi ciai. compríHMide-sc e justifica-se".

"SenMslr.dment<-. tomo «tiitro cjual'jiier possuidor de apólices. <»s institutos

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receberiam seus ri ndimeiitos. Organiza

turai.s do Brasil".

riam stia vida econcniiica. lixariam ven

Creio até fjue Calógeras não

outro, e u."io perdi.» de vista também a(|ni .1 legitiíu.i e indispensáv id Interfe

apólice s vinculad.is. um p.itrimõnto de

mente corno éle o preconizava, istf) é, no sentido dc- ohter-se "a formaçrio de profissionais inteiramente prcoctipados

persistiu nessa orientação de su

M.tN. o espjfjto \erdadeirainente lúci do e ecpiilibiado. lemper.unentt) de esta dista habituado .i conlempl.ir do alto e em coujtítito ttidos os problemas nacio nais. não pasN.iva êl«- de um extremo a

contos |K)r ano. passaria .i possuir, em

ví)lvcu-se de modo notável o sen valor

profissional. Já não seria possível falar,

o disser.i Calógeras, em seu ensaio "Os Jesuítas e o Ensino", publicado cm maio

s«-ii reft-rido estnd<i s<il>rr o probleiiui

mação do corpo docente das escolas de engenharia, era, di/. Calógeras, uma

como fazia naquela época o eininentií

S9

Econômico

ICstado lenha

om

modêlo. um

cimentos e rcnmncraçcãcs. regula

Condenando em seguida, e penso

riam suas aquisições e aniplia-

(pie com l()da a ra/.ão, o método dos i-xanies jírcjiaratórios, sem o

bordinar as e.scolas de engenha

(,óes. denl3<i dos seus

ria

sem as peias ch- cliinesices buro( rálieas, com ]>lena liberdade ]}a-

indispensável "preparo seriado se a favor do sistema dc "aferição

cia. E cm 1928, estudando, ex-professn,

ra viverem e se exjianclirem. ".Seria a carta de alforria para o ensino, enlão. de lato, xcrdadeiramenlo livrr-" {fícs .Vo.v/rc;. pág. 251 ).

o problema universitário, em resposta a um inquérito promo\'ido pela Associação

erila à admiuislração econômica dos ins

ao

Ministério da

Indústria

(hoje da Viação), pois, tendo posteriormente, e cm \árias oca siões, tratado da organiz.ííção do ensino, não fez a ela a menor referên

Brasileira de Educação, o que élc judi-

ciosamente propugna é a plena autono mia dos in.stitutos didáticos, tanto se cundários, como superiores, os quais, na

sua justíssima opinião, cumpria libertar "da opressão oficial, constrangedora e iníqua". "Tirem", clamava éle, "as peias do paralisado. Consintam, à planta estiolada, respirar à atmosfera pura da criação"

Para assegurar essa autonomia dos Institutos, lembra o seguinte processo no

recurso.s.

para

das mentes infantis", manifesta-

da madureza do aluno, o não do conhc-

c-iuiento isolado desta ou daquela dis ciplina". "Ilá nesse ponto", acrescen ta, "iíons modelos a adotar no processo do bacharelado francês, no qual a mes

Nem í-ssa autonomia ficaria circims-

titutos cie caisino. Tc-riauí cies igual mente indepcndcaicia completa na conslitnição do corpo docente e na aplica

ma prova permite finnar juízo simultâ neo sobre várias matérias; uma prova

única, escrita, por exemplo, sobre histo

ção der normas pedagógicas.

ria, daria a medida dos conhecimentos

referentes à história, à geografia e à língua prática. Para conseguir tal me

Craças a essa liberdade (jue lhes per mitiria eonformareni-se à.s exigências pe culiares do meio, "surgiriam as uniões,

fusões, justaposições c consórcios de que

ta, a concorrência dos institutos parti culares ó vantajosa, desde que o proces

resultariam as Universidades". E, cm frase incisiva e justa, resume

so dc julgamento dos bacharelandos fôsse o me.smo para todos". (Res Nostra,

Calógeras o seu pensamento: "A compre.ssão oficial, eis o inimigo".

pág. 249). Qual fôsse esse processo, já

J

A.ÍK'ít.i-

vle 1911. no núinero 5 da "Ilexista Ame

ricana". Nesse trabalho, depois de ex plicar ipie as provas de madureza, lon ge de serem uma simples leoapitidação dc matérias, representam um meio dc e\ideneiar-se até que ponto tais maté rias se tornaram princípios ativos na

piTSonalidadc do estudante, pergunta éle: "por que não sujeitar seu julgamen to ao critério de comissões nomeadas pe lo Goxémo Eederal, estranhas a todos

os colégios, perante os quais os candi datos se apresentariam e exibiriam as

suas aptidões ?" (Hcv. Americana, u.*» eit. pág. 312).

Da adoção do regime de madm-eza decorreriam ainda, a seu x'er, a desne cessidade da fiscalização contínua dos

colégios, c a cessação automatica da "indústria" da equiparação,

uma vez que se abririam "a

1

quem quisesse se inscrever" as bancas de madureza.

Era, pois, Calógeras, em 1911, adx ersário do sistema de equipa

ração, e adepto dc uma ampla liberdade do ensino secundário,

limitada apenas pela exigência do exa me oficial do bacharelado.

Teria êle,

porém, conservado esta orientação ? Ou seria outro o seu modo de pensar, quan do, na resposta ao inquérito da Associa ção Brasileira dc Educação, defende, co mo já vimos, "o preparo seriado das" mentes infantis ?" Como, sem uma cer

ta equiparação, verificar que êsse pre paro se faz ? Talvez, o plano integral que traduzis se o último pensamento de Pandiá Caló-, geras fôsse o de conceder em determi nadas condições, a equiparação aos esta

belecimentos particulares, sem exagero dc regulamentação, conferindo-se-lhcs o


Dicksto EconòuicoI,

direito de realizarem as promoções se

tado -- ou nos Estados pefpienos grupando-<js — uma escí)l.i ttorm.il primária

riadas de seus próprios alunos, mas de vendo as provas de madtire?m do ba

superior, com o filo <!«• formar os profcs-

charelando efetuar-se perante bancas

sórt-s das <*scf)las rM>rmais toiniins, os dl-

oficiais.

relorvs (!»• <-.scolas priiu.iria'» grupad;is t os ii;.sp<*torr'S de < iismo. . "Gomplenienlarim nle. par.i (pie tais

Como é justo, entretanto, que sempre se salve a possibilidade de estudar aos que o não pcKlem fa7.cr pela norma ^^cral, permítir-s<*-ia também, eni casos es peciais ícoino, por exemplo, aos candi datos que já tivessem cíímplelado 18 anos de idade), a prestação de exames

^ d<' madurezíi sem promoções seriadas I i' anteriores. Se <ra, prm-m, éste o seu ' modo de ver, não o podemos com seiíu-

■ ^ rança afirmar. Êlc só o delineou em suas linhas gerais, mas, no que deixou escrito, sente-se que tinha do busta.

.Mais completo e preciso foi Calógeras ao tratar da instnjção primária. Fê-lo principalmente em **Os Jesuítas e o Ensino", e na conferência que, sob o título de "Ministério Incom preendido", realizou no Instituto His tórico e Geográfico de São Paulo, em 20 de janeiro de 1927, e sc acha no vo lume "ProbJema.s de Governo"

institutos prirn.írios superiores coutinuasseni aiiitu.idos do niesuio espirilo nacio

nal. . . eninpriria en.ii na (lapil.il da Re pública um instituto superior de pedago gia, teórico e í.-\periinenl,il. tio (pia! se prep.irassein os < .uididalos às e.uleiras das escolas norin.iis priunirias superio res". (Revista .Aiiient an.i. págs, -308309; Vrohlcuuis dr f.*o(<Vno. pág. 138). Diante desse eiesado jirngrama de organizaí.ão do ensino primário, e dos móveis sublimados ípie o ins

problema uma concepção ro

No en

piraram, bem .se compreende o sentimento rpie se apodeni do grande bomem público (pie foi Calógeras, (piaiido. considerando a alta missão do .Ministério que

o deveria executar, proclama-o com en dade Nacional".

que o acpiecia ao falar, embora,

1918 ao Consellieiro Rodrigues Alvt^, em "criação de valores novos, liunianos e econômicos". "Refiro-me" — continua

va ele — "ã regeneração do interior pelo

cuja falta atribuía os nos.sos maiores ma les. "A crise do ensino no Brasil", dizia

saneamento dos sfTlões, pelo combate

crise da escola primária." Qual o remédio então ? "Não seria justificável que a União cu.steasse os

ii.s endeinias que aniofinam, aniquilam e dcstróem uma raça, forte e capaz de

esforço e de progresso. Refiro-me, ain da, ao saneamento moral, pelo plimo sur to da Religião da Pátria, fundada na Educação Nacional primária, verdadeira, viril, uniforme na variedade, polimorfa na unidade dc sua essência",

gastos da instrução pública por todo o

Um homem que assim considera a instrução não podia deixar dc revoltar-se

território.

contra o seu falseainento. Tndignava-o a

Bastaria. . . ter em cada Es

}

Por

no secundário, aliás bons, tpic nenhuma .signific:ivão militar po.s.suoni. Se devem ser inanlida.s pela União, .scjam-no pelo orçamento do Interior, e nunca pelo da Guerra, cujo fim excUi.sivo c organizar

(pie não simplificar, p.ir.i conseguir ro-

serviçxis c birças com um fito único : a

sull.idos estáveis:'" (Proh/(VMíi.Y dc Go-

preparação para a guerra." (Problemas ■i

ivVrio. p.ig. 138), Qual será o profes sor, tom .1 tonsciênei;! de sua responsa bilidade, (pie não subscreva êstes eonceítos sensatos ? tpie não .sinta a falta de um programa r.ieion.d e eipiilibrado, o cpial possa integralmente eumprlr-so e M j.i realmente apropriailo ao desenvolvi

dc Administração, págs. 122-123). Ma.s apesar da maneira absoluta com

ca. t.il .1 distord.inci.i entre os program;is e os cursos re,ilmeute feitos.

mento gradual da inteligêneia juvenil P ív imlnbilável (pie no emiclopedisino dos programas reside uma das [irineipais causas da pro funda anemia do nosso ensino se-

eimdário.

Bem o viu (àdógeras

e denunciou com expressões eandenles; "eogilação pueril", "doen

tio amor à exilíição", "improbidade", "comédia"... Não o podi;i sofrer a re tidão do seu eai.iter.

(|ne enunciou o sen pensamento, Caló geras atribui às forças armadas uma ou tra missão, não menos nobre que esta.

É o seu papel "no organismo político da Nação, éonio aparelho dc educação cívi ca. dc co7nhatc a apetites dc mero gozo e instrumento de união territo-

rial" (op. cit. pág. 26).

Para que i.sto se dê, "para que na tropa de terra c mar sc reveja a Nação", é necessário o serviço

militar obrigatório generalizado; para que sc apuro o preparo pro fissional da tropa, são necessários o con curso da Grande Mis.são francesa e a .•

Iransitoriedadc das* funções professorais. E insistindo neste último ponto (o

mesmo a que se referia quanto ao ensi- ' no de engenharia) esclarece ele; "Só

sumariamente

no Relatório confidencial dc

á

do são reflexos dc um fenômeno só: a

mi.slificMção de programas pompo.so.s e inexccpiiv eis. "(àmiedia do ensino e não ensino. Improbid.ule intelectual o éti

Era a mesma flama

"formação da consciência nacional",

escola primária." E cm 1927 insistia, com maior clareza: "Crise de caráter, crise de ensino, cri.sc desintegradora, tu

91

tusiasmo "o luminoso Ministério dc Uni

sino primário, via ele o grande fator de

'em 1911, "é uma crise moral, a crise da

Dioksto EcoNÒsnco

É o mesmo amor da verdade, (Aa or

dem e do método, que, no Relatório eonfidenciai ao Consellieiro Rodrigues Alves, o leva a escrever no capitxdo con sagrado ao Ministério da Guerra: "Na Instrução militar, há uma distinção a fa

zer: a instrução militar propriamente di ta, a verdadeira, e as inutilidades pom

posas que usurpam tal nome. Na prinieira classe, (pic abrange a Escola de Estado Maior o a Escola Militar, há re formas a desenvolver e medidas novas a

instituir. Na segunda, que se limita aos Colégios Militares, uma única pro videncia se impõe: a supressão pura e simples, como dependências do Orça mento da Guerra. São Colégios de ensi

vantajoso o ensino teórico quando tem o apoio, a sanção, a autoridade da lide prática; esse princípio, que hira tão útil

ver generalizado nas escolas profissionais • civis, é essencial nas dc caráter militar"

(op. cit. pág. 124). Assim julgando, combatia com veemên cia a "inqualificável política das linhasde-tiro que não fazem soldados... e ainda desfalcam numérica e profissional

mente a tropa, desviando, como instru tores, oficiais e inferiores e antecipando as baixas logo após as manobras de fim de ano... No entender dos técnicos, a linha-de-tiro talvez forme atiradores : não dá soldados. Êstes, só a casemu

pode preparar. .. Só se compreendem


Dicksto EconòuicoI,

direito de realizarem as promoções se

tado -- ou nos Estados pefpienos grupando-<js — uma escí)l.i ttorm.il primária

riadas de seus próprios alunos, mas de vendo as provas de madtire?m do ba

superior, com o filo <!«• formar os profcs-

charelando efetuar-se perante bancas

sórt-s das <*scf)las rM>rmais toiniins, os dl-

oficiais.

relorvs (!»• <-.scolas priiu.iria'» grupad;is t os ii;.sp<*torr'S de < iismo. . "Gomplenienlarim nle. par.i (pie tais

Como é justo, entretanto, que sempre se salve a possibilidade de estudar aos que o não pcKlem fa7.cr pela norma ^^cral, permítir-s<*-ia também, eni casos es peciais ícoino, por exemplo, aos candi datos que já tivessem cíímplelado 18 anos de idade), a prestação de exames

^ d<' madurezíi sem promoções seriadas I i' anteriores. Se <ra, prm-m, éste o seu ' modo de ver, não o podemos com seiíu-

■ ^ rança afirmar. Êlc só o delineou em suas linhas gerais, mas, no que deixou escrito, sente-se que tinha do busta.

.Mais completo e preciso foi Calógeras ao tratar da instnjção primária. Fê-lo principalmente em **Os Jesuítas e o Ensino", e na conferência que, sob o título de "Ministério Incom preendido", realizou no Instituto His tórico e Geográfico de São Paulo, em 20 de janeiro de 1927, e sc acha no vo lume "ProbJema.s de Governo"

institutos prirn.írios superiores coutinuasseni aiiitu.idos do niesuio espirilo nacio

nal. . . eninpriria en.ii na (lapil.il da Re pública um instituto superior de pedago gia, teórico e í.-\periinenl,il. tio (pia! se prep.irassein os < .uididalos às e.uleiras das escolas norin.iis priunirias superio res". (Revista .Aiiient an.i. págs, -308309; Vrohlcuuis dr f.*o(<Vno. pág. 138). Diante desse eiesado jirngrama de organizaí.ão do ensino primário, e dos móveis sublimados ípie o ins

problema uma concepção ro

No en

piraram, bem .se compreende o sentimento rpie se apodeni do grande bomem público (pie foi Calógeras, (piaiido. considerando a alta missão do .Ministério que

o deveria executar, proclama-o com en dade Nacional".

que o acpiecia ao falar, embora,

1918 ao Consellieiro Rodrigues Alvt^, em "criação de valores novos, liunianos e econômicos". "Refiro-me" — continua

va ele — "ã regeneração do interior pelo

cuja falta atribuía os nos.sos maiores ma les. "A crise do ensino no Brasil", dizia

saneamento dos sfTlões, pelo combate

crise da escola primária." Qual o remédio então ? "Não seria justificável que a União cu.steasse os

ii.s endeinias que aniofinam, aniquilam e dcstróem uma raça, forte e capaz de

esforço e de progresso. Refiro-me, ain da, ao saneamento moral, pelo plimo sur to da Religião da Pátria, fundada na Educação Nacional primária, verdadeira, viril, uniforme na variedade, polimorfa na unidade dc sua essência",

gastos da instrução pública por todo o

Um homem que assim considera a instrução não podia deixar dc revoltar-se

território.

contra o seu falseainento. Tndignava-o a

Bastaria. . . ter em cada Es

}

Por

no secundário, aliás bons, tpic nenhuma .signific:ivão militar po.s.suoni. Se devem ser inanlida.s pela União, .scjam-no pelo orçamento do Interior, e nunca pelo da Guerra, cujo fim excUi.sivo c organizar

(pie não simplificar, p.ir.i conseguir ro-

serviçxis c birças com um fito único : a

sull.idos estáveis:'" (Proh/(VMíi.Y dc Go-

preparação para a guerra." (Problemas ■i

ivVrio. p.ig. 138), Qual será o profes sor, tom .1 tonsciênei;! de sua responsa bilidade, (pie não subscreva êstes eonceítos sensatos ? tpie não .sinta a falta de um programa r.ieion.d e eipiilibrado, o cpial possa integralmente eumprlr-so e M j.i realmente apropriailo ao desenvolvi

dc Administração, págs. 122-123). Ma.s apesar da maneira absoluta com

ca. t.il .1 distord.inci.i entre os program;is e os cursos re,ilmeute feitos.

mento gradual da inteligêneia juvenil P ív imlnbilável (pie no emiclopedisino dos programas reside uma das [irineipais causas da pro funda anemia do nosso ensino se-

eimdário.

Bem o viu (àdógeras

e denunciou com expressões eandenles; "eogilação pueril", "doen

tio amor à exilíição", "improbidade", "comédia"... Não o podi;i sofrer a re tidão do seu eai.iter.

(|ne enunciou o sen pensamento, Caló geras atribui às forças armadas uma ou tra missão, não menos nobre que esta.

É o seu papel "no organismo político da Nação, éonio aparelho dc educação cívi ca. dc co7nhatc a apetites dc mero gozo e instrumento de união territo-

rial" (op. cit. pág. 26).

Para que i.sto se dê, "para que na tropa de terra c mar sc reveja a Nação", é necessário o serviço

militar obrigatório generalizado; para que sc apuro o preparo pro fissional da tropa, são necessários o con curso da Grande Mis.são francesa e a .•

Iransitoriedadc das* funções professorais. E insistindo neste último ponto (o

mesmo a que se referia quanto ao ensi- ' no de engenharia) esclarece ele; "Só

sumariamente

no Relatório confidencial dc

á

do são reflexos dc um fenômeno só: a

mi.slificMção de programas pompo.so.s e inexccpiiv eis. "(àmiedia do ensino e não ensino. Improbid.ule intelectual o éti

Era a mesma flama

"formação da consciência nacional",

escola primária." E cm 1927 insistia, com maior clareza: "Crise de caráter, crise de ensino, cri.sc desintegradora, tu

91

tusiasmo "o luminoso Ministério dc Uni

sino primário, via ele o grande fator de

'em 1911, "é uma crise moral, a crise da

Dioksto EcoNÒsnco

É o mesmo amor da verdade, (Aa or

dem e do método, que, no Relatório eonfidenciai ao Consellieiro Rodrigues Alves, o leva a escrever no capitxdo con sagrado ao Ministério da Guerra: "Na Instrução militar, há uma distinção a fa

zer: a instrução militar propriamente di ta, a verdadeira, e as inutilidades pom

posas que usurpam tal nome. Na prinieira classe, (pic abrange a Escola de Estado Maior o a Escola Militar, há re formas a desenvolver e medidas novas a

instituir. Na segunda, que se limita aos Colégios Militares, uma única pro videncia se impõe: a supressão pura e simples, como dependências do Orça mento da Guerra. São Colégios de ensi

vantajoso o ensino teórico quando tem o apoio, a sanção, a autoridade da lide prática; esse princípio, que hira tão útil

ver generalizado nas escolas profissionais • civis, é essencial nas dc caráter militar"

(op. cit. pág. 124). Assim julgando, combatia com veemên cia a "inqualificável política das linhasde-tiro que não fazem soldados... e ainda desfalcam numérica e profissional

mente a tropa, desviando, como instru tores, oficiais e inferiores e antecipando as baixas logo após as manobras de fim de ano... No entender dos técnicos, a linha-de-tiro talvez forme atiradores : não dá soldados. Êstes, só a casemu

pode preparar. .. Só se compreendem


I>imírr< *

K<'#»NÒMlCa

ração d.i Igreja e do Estado, o ideal se ria deix.ir a soluç.ão do cavo "entregue ao

reiervivias, tendo pu-ss^ido pela fileira. A cíftfcs, sín», as linhas-de-tím S4?r\irian»

grandemente, para lhes manter a habili

'I lldn ist<». « Iltrí-t.intM. íjUi- .itr .Iipil M*

dade adquirida no Kxéreilo". í op. cit .

t«-m visto, loílos ésles v.in.ido'' alvitres

pág. 79).

sngi ridos eiji lu.ileri.i (h- uistru<,.»o, des de o ensino prmi.irio .iti- .1 org.ini/.i(,\io

Sempre coerente em suas idéias, for temente travadas, mostra, no mesmo lie-

(Ias I'nó cfsjd.idi s.

Ialórío, ;i necessidade íjiie há em criarS' uma din*vão própria do ensiia» preifíssional, (ontratanclo-se para éh-, u.i Bélgica ou nos Kstados L'nidt;s, uni dos grandes nomes da especialidade, e cha mando tanil)ém ]>rofissíonais cpie \ies-

«•fisiiMi t«-<nt' ti nulil.ii '■ agri<(>l.i. tcKlns es|. s ( i)t|sjí|erai,o» s sens.il.is e brilii.lu

sern mostrar "ao nosso pessoal intc ligc n-

te e eminentemente capaz de aprender e de trabalhar, como se ori(;ntani seiie--

Ihantes estudos" (op. cit, pág. 2(M). É fácil, além disso, embora fàdóiíeras não o dissesse, perceber as \antagens (pie, em lienefício do ensino agricoia, 'poderiam advir do sistema, por ele acon selhado, cm complemento à universalizavão do servivo militar, de não dester rar o conscrito para centenas de léguas da localidade de seu nasclrnpnlo, mas

conservá-lo o mais perto possivej da nie.sina.

Knlão o conscrito "se achará

a poucas lioras de casa, sob a protevão familiar, por assim dizer, na irradiavão mais longínípia do pr(>prio lar. Servirá melhor, mais alegre, com a sensa(,ri() de defender os .seus, a sua terra, no acon

chego da família militar composta de conhecidos, de \izinlins, de patrícios da mesma região, um alargamento de âmbi to da própria família" (op. cit. pág. 84). Ora, tal sistema permitiria manter os

con.scrito.s prosenientes de zonas rurais cm contacto coiii a atividade agrícola, como judiciosamente prop()s o professor Raiil Gomes, delegado do Paraná à III Conferência Nacional de Educação, cm

i.itiiif 14 ando-sí-

tes, inspirad.is pehi oi.iis .irdeiile patrio tismo. ii.'io exaurir.UM .onda o pensamen

jiretxmveitos. sem pretensões a invadir

os paramos da fé revelada, antes eola-

lidade das i imsi iéiu ias .

horador natnr.il e eficaz do en.sino reli

."i

eoiu orréneia

entre

l'i oblenia es-

seiK ialinente esjiiiilnal. ao Estado lie.iria V 1(1.ido intervir no pleito." Ivsle ideal, porém, não ptuli.i ainda, pens.iva ele, ser atingido em um p.iis. eonio o nosso, de "iiiei.i (ultura". de destapiilibrio ético mantido pelt» .ilhixo de imi

rentes dianti- do mais .ingnstioso de to

mente agiuistir «>.

da lormat.ão moral .

|a nao e o teenico

«jiie se trata (le plasmar, mas o lioniein, O hoiiieiii integral, eom tod.i a toinple.xidade de seus instintos e d'" suas aspirai.ões; de seus veementes anseios e de seus desralec imentos; de sua suprema

digiiid.ide e de sua insondav ei miséria. Gomo fazer da (rian(,a. invadida pela

multiplicidade das impressões fiigitiva.s. dominada ainda pelo (h terminisiiio orgâ nico de suas sensações, imi homem d<^ (•nergia e de eonsciéneia. de vontade ro ta. <le Inininoso ideal, mii lioniem capaz de subjugar a seu príiprio egoísmo om obedi('^'ncia a uma ordem de imperativos

geras em 1911 — do\ e .ser leigo, "sem

doutrinas que aspir.ini reger a univeis.i-

debate.

grantes. de anali.dielisino díMiiinaiit»' de

dos os probleinas edtieativos. i.sto e. o

dades. o taisino de moral — dizia Caló

as

livre

to profundo de P.iiidi.i f aloger.is, hle tem in.iis «pir iios (h/er: lo.iis e inejbor... Não Sí-ria possível, ein verdade, que o alto espirito de (i.iloger.is e O SfU giaiide <ora<,ão perin.iiiecessein Indife

gioso". (Hev. Amer. pág. 295). Admi tindo. pois. ,i exisléneia de um en.sino livre 4-onfessional. <|ueria éle que. em Mi.is priiprias escolas, o Estado subministrasse o ensino de uma moral agnó.s-

tiea. eiijo programa seria o seguinte: •"Nas regras de viver cpie fatalmente te

lima her.mça "li tichisla". siaisivi-i aind.i

ria de pregar aos edneandos. pelo exem

nas creiidim-es pojmlares , Impunha-se neste 4 .iso uma solução prov istu ia. "o

mo norma ensinar o meliior de ipianto

Estado ininislr.mdo um ensino rigorosa .ts esiolas liv res se

guindo sua orientavão própria, aeautelada apenas do Càidigo renal" (Hev. .•\incr. pãg.s. 2.S.Õ-2S0) .

.Acontece, po

rem. (pie. prot lamada a HepúbÜca. "tal vez poucos dos novos gov ertiaiUcs tivessi-ni cogitado do novo as[)ccto da (jucs-

fão educacional" e "sc julgassem aptos a solvcr mil dos prolilcinas mais árduos de psicologia Iminana: lonuar homens dc liem, oliedieiiles às regras de mo ral". Benjamim GonstaiU ".sentiu o vá cuo deixado jiela abolirão da disciplina confessional" e dai proveio a fundação de ealcdras de moral nos institutos de

•nsino superior, onde tiveram efêmera

diiraçao.

Depois disso nada mais se fez

plo. pela palavra, pelos atos. adotar eo-

se pensa, diz ou faz. com espirito eclétieo. sem exelusiv ismo cm suas conclu sões. Bara isso, agir sobre todos os mõ-

V i'is incitadores da ação:

o dever.^a

honra, os sentimentos afetivos, o interò,sse hcm i-ntendido. o amor próprio, o re

ceio de crítica dos homens de bem, as

nações de um ideal mais nobre" (Rev . Amer. pág. 293).

Em 1927, cin sua conferência sobro "o ministério incompreendido". Calóge

ras corrige o (pie havia de vago c Ineonsistenle em suas idéias anteriorc.s:

"Leigo o ensino, nao significa deva i*c-

pelir^^a colabmação religiosa: ao contra-

rio, nwllwr será que a consh^nc c lhe fa cilite o exercício, nos próprios edifícios escolares, sc assim pedirem os pais dc

no mesmo sentido, e assim, "ao eixssar o

família". (Problemas dc Gorèrno, pág.

ensino religioso, houve na realidade uma

139).

s(paroii das "províncias da fé a ()rbita

diminuição no valor dos processos peda

da.s ações humanas" (Pcv. Amer. cit.. pág. 292), c como fazé-lo dc modo (iiie

gógicos" . Opinava ainda Calógeras (|ue

o Estado encontraria grandes dificulda

Vc-sc o caminho andado. Em 1911, o Estado deve contrabalançar o ensino

des 110 ministrar por si mesmo a ediica-

religioso; em 1927. deve con.Sí7gni-/o e facilitar-lhe o exercício cm seus próprios

absolutos ?

Càimo fa/é-lo o Estado agnó.stico. que

ílc "a tais lí(,'õe.s o })cso. a autoridade e o poder persiiasivo de ((uc tanto lião mister ?" Calógeras enfrenta corajo.samenle o proldeina cin épocas sucessivas,

profissional, as necessidades brasileiras e

até encontrar-lhe a verdadeira solução. Em 1911, em "Os Jesuítas c o Ensino",

a .soIu(.'ão do jiroblerna'".

afigura-se-lhr^ f|iK\ no regime de scpa-

uma interessante tese S{)bre "O ensino

D1CK.ST0 Econômico

(,'•10 moral, por cansa da "insuficiente c.xpcricncia psicológica" dos professores,

estabelecimentos.

E cm 1928, já então

c por causa da "variabilidadc dos con

do problema, formnla-o e resolve-o em

ceitos", da qual, conformo o critério de cada um, derivam "conflitos essenciais".

uma síntese magistral : "A escola, em seu complexo, deve for

Sejam, porém, quais forem, as dificul

mar valores sociais, ensinar a viver apa-

absolutamente senhor de todos os dados


I>imírr< *

K<'#»NÒMlCa

ração d.i Igreja e do Estado, o ideal se ria deix.ir a soluç.ão do cavo "entregue ao

reiervivias, tendo pu-ss^ido pela fileira. A cíftfcs, sín», as linhas-de-tím S4?r\irian»

grandemente, para lhes manter a habili

'I lldn ist<». « Iltrí-t.intM. íjUi- .itr .Iipil M*

dade adquirida no Kxéreilo". í op. cit .

t«-m visto, loílos ésles v.in.ido'' alvitres

pág. 79).

sngi ridos eiji lu.ileri.i (h- uistru<,.»o, des de o ensino prmi.irio .iti- .1 org.ini/.i(,\io

Sempre coerente em suas idéias, for temente travadas, mostra, no mesmo lie-

(Ias I'nó cfsjd.idi s.

Ialórío, ;i necessidade íjiie há em criarS' uma din*vão própria do ensiia» preifíssional, (ontratanclo-se para éh-, u.i Bélgica ou nos Kstados L'nidt;s, uni dos grandes nomes da especialidade, e cha mando tanil)ém ]>rofissíonais cpie \ies-

«•fisiiMi t«-<nt' ti nulil.ii '■ agri<(>l.i. tcKlns es|. s ( i)t|sjí|erai,o» s sens.il.is e brilii.lu

sern mostrar "ao nosso pessoal intc ligc n-

te e eminentemente capaz de aprender e de trabalhar, como se ori(;ntani seiie--

Ihantes estudos" (op. cit, pág. 2(M). É fácil, além disso, embora fàdóiíeras não o dissesse, perceber as \antagens (pie, em lienefício do ensino agricoia, 'poderiam advir do sistema, por ele acon selhado, cm complemento à universalizavão do servivo militar, de não dester rar o conscrito para centenas de léguas da localidade de seu nasclrnpnlo, mas

conservá-lo o mais perto possivej da nie.sina.

Knlão o conscrito "se achará

a poucas lioras de casa, sob a protevão familiar, por assim dizer, na irradiavão mais longínípia do pr(>prio lar. Servirá melhor, mais alegre, com a sensa(,ri() de defender os .seus, a sua terra, no acon

chego da família militar composta de conhecidos, de \izinlins, de patrícios da mesma região, um alargamento de âmbi to da própria família" (op. cit. pág. 84). Ora, tal sistema permitiria manter os

con.scrito.s prosenientes de zonas rurais cm contacto coiii a atividade agrícola, como judiciosamente prop()s o professor Raiil Gomes, delegado do Paraná à III Conferência Nacional de Educação, cm

i.itiiif 14 ando-sí-

tes, inspirad.is pehi oi.iis .irdeiile patrio tismo. ii.'io exaurir.UM .onda o pensamen

jiretxmveitos. sem pretensões a invadir

os paramos da fé revelada, antes eola-

lidade das i imsi iéiu ias .

horador natnr.il e eficaz do en.sino reli

."i

eoiu orréneia

entre

l'i oblenia es-

seiK ialinente esjiiiilnal. ao Estado lie.iria V 1(1.ido intervir no pleito." Ivsle ideal, porém, não ptuli.i ainda, pens.iva ele, ser atingido em um p.iis. eonio o nosso, de "iiiei.i (ultura". de destapiilibrio ético mantido pelt» .ilhixo de imi

rentes dianti- do mais .ingnstioso de to

mente agiuistir «>.

da lormat.ão moral .

|a nao e o teenico

«jiie se trata (le plasmar, mas o lioniein, O hoiiieiii integral, eom tod.i a toinple.xidade de seus instintos e d'" suas aspirai.ões; de seus veementes anseios e de seus desralec imentos; de sua suprema

digiiid.ide e de sua insondav ei miséria. Gomo fazer da (rian(,a. invadida pela

multiplicidade das impressões fiigitiva.s. dominada ainda pelo (h terminisiiio orgâ nico de suas sensações, imi homem d<^ (•nergia e de eonsciéneia. de vontade ro ta. <le Inininoso ideal, mii lioniem capaz de subjugar a seu príiprio egoísmo om obedi('^'ncia a uma ordem de imperativos

geras em 1911 — do\ e .ser leigo, "sem

doutrinas que aspir.ini reger a univeis.i-

debate.

grantes. de anali.dielisino díMiiinaiit»' de

dos os probleinas edtieativos. i.sto e. o

dades. o taisino de moral — dizia Caló

as

livre

to profundo de P.iiidi.i f aloger.is, hle tem in.iis «pir iios (h/er: lo.iis e inejbor... Não Sí-ria possível, ein verdade, que o alto espirito de (i.iloger.is e O SfU giaiide <ora<,ão perin.iiiecessein Indife

gioso". (Hev. Amer. pág. 295). Admi tindo. pois. ,i exisléneia de um en.sino livre 4-onfessional. <|ueria éle que. em Mi.is priiprias escolas, o Estado subministrasse o ensino de uma moral agnó.s-

tiea. eiijo programa seria o seguinte: •"Nas regras de viver cpie fatalmente te

lima her.mça "li tichisla". siaisivi-i aind.i

ria de pregar aos edneandos. pelo exem

nas creiidim-es pojmlares , Impunha-se neste 4 .iso uma solução prov istu ia. "o

mo norma ensinar o meliior de ipianto

Estado ininislr.mdo um ensino rigorosa .ts esiolas liv res se

guindo sua orientavão própria, aeautelada apenas do Càidigo renal" (Hev. .•\incr. pãg.s. 2.S.Õ-2S0) .

.Acontece, po

rem. (pie. prot lamada a HepúbÜca. "tal vez poucos dos novos gov ertiaiUcs tivessi-ni cogitado do novo as[)ccto da (jucs-

fão educacional" e "sc julgassem aptos a solvcr mil dos prolilcinas mais árduos de psicologia Iminana: lonuar homens dc liem, oliedieiiles às regras de mo ral". Benjamim GonstaiU ".sentiu o vá cuo deixado jiela abolirão da disciplina confessional" e dai proveio a fundação de ealcdras de moral nos institutos de

•nsino superior, onde tiveram efêmera

diiraçao.

Depois disso nada mais se fez

plo. pela palavra, pelos atos. adotar eo-

se pensa, diz ou faz. com espirito eclétieo. sem exelusiv ismo cm suas conclu sões. Bara isso, agir sobre todos os mõ-

V i'is incitadores da ação:

o dever.^a

honra, os sentimentos afetivos, o interò,sse hcm i-ntendido. o amor próprio, o re

ceio de crítica dos homens de bem, as

nações de um ideal mais nobre" (Rev . Amer. pág. 293).

Em 1927, cin sua conferência sobro "o ministério incompreendido". Calóge

ras corrige o (pie havia de vago c Ineonsistenle em suas idéias anteriorc.s:

"Leigo o ensino, nao significa deva i*c-

pelir^^a colabmação religiosa: ao contra-

rio, nwllwr será que a consh^nc c lhe fa cilite o exercício, nos próprios edifícios escolares, sc assim pedirem os pais dc

no mesmo sentido, e assim, "ao eixssar o

família". (Problemas dc Gorèrno, pág.

ensino religioso, houve na realidade uma

139).

s(paroii das "províncias da fé a ()rbita

diminuição no valor dos processos peda

da.s ações humanas" (Pcv. Amer. cit.. pág. 292), c como fazé-lo dc modo (iiie

gógicos" . Opinava ainda Calógeras (|ue

o Estado encontraria grandes dificulda

Vc-sc o caminho andado. Em 1911, o Estado deve contrabalançar o ensino

des 110 ministrar por si mesmo a ediica-

religioso; em 1927. deve con.Sí7gni-/o e facilitar-lhe o exercício cm seus próprios

absolutos ?

Càimo fa/é-lo o Estado agnó.stico. que

ílc "a tais lí(,'õe.s o })cso. a autoridade e o poder persiiasivo de ((uc tanto lião mister ?" Calógeras enfrenta corajo.samenle o proldeina cin épocas sucessivas,

profissional, as necessidades brasileiras e

até encontrar-lhe a verdadeira solução. Em 1911, em "Os Jesuítas c o Ensino",

a .soIu(.'ão do jiroblerna'".

afigura-se-lhr^ f|iK\ no regime de scpa-

uma interessante tese S{)bre "O ensino

D1CK.ST0 Econômico

(,'•10 moral, por cansa da "insuficiente c.xpcricncia psicológica" dos professores,

estabelecimentos.

E cm 1928, já então

c por causa da "variabilidadc dos con

do problema, formnla-o e resolve-o em

ceitos", da qual, conformo o critério de cada um, derivam "conflitos essenciais".

uma síntese magistral : "A escola, em seu complexo, deve for

Sejam, porém, quais forem, as dificul

mar valores sociais, ensinar a viver apa-

absolutamente senhor de todos os dados


Dicjum> Ecoh6m30o

rclhar a criança cm tôdas as tendências

de sua psique. Umas pode o Estado sa tisfazer, na parte referente a letras, ar tes, ciências. Outras llie escapam, pois

se filiam ao problema etenio das rela

cador. tal como deve M-r. p.tni realizar SI Mia nobr<* e sispera missão: "Do cúno :'i basí- d;i org.uii/.i«.ão. o que se ifqucr

são príjíessor<'s dignes de exiTeerom O :i)lí.ssimo s,icerd<M ie, i .ip.izes th- jxircni

A ESCLEROSE FERROVIÁRIA M. Azkvedo

em jogo 1«kI:is :is em-rgMs ocultas d.i al-

J_JÁ mais tic \ iiite anos que o sistema

tação financeira, c, especialmente, pelo

"... Na escola, com razão, o Eslado

m;i. que |><issu.im o íiTvor < (imunicatiNO

ferrosiario brasiliàro, corn pouea.s

fato dc esqucccrem-so de que "estrada

exige e aplica a higiene do corpi. Como

do missioiuirio. que ii.ui re<luAun seu

excet.-oi-s. íieou eslaeionário.

recu.sar. e a f(ue título, os cuidados d:i

ap<jslol.id<» à mera «Mgem i.i do i-spirilo

cou-se a populai,âo. som;ir.un-si* eidadi's

calKTia prccipuamentc realizar, mas que,

alma ?

ou simples t:irel.i miiemòtuia.

e novas are;is de

"Nele, portanto, inteiramente des prendida da qualquer liame oficial, pa

consi<ler«-in obr.i e\e(.i(lor.t dos recursos

estr;i(las de rodagem para todos os lados.

próprios ílo indisidtie. «li.inuula a pos-

ralelamente se deve exercer, a pedido

tíis de suas iiu-lliores Íatuld;ules. lenta mas incess.inte ;is(ens.u) às mais puras

abrirain-s«- c-:unpos d«- pouso e novas li nhas aéreas cru/;iram os eéiis pátrios —

devido à sua incapacidade ou desinte resse, foi delegado á.s empresas conces sionários - muito contribuíram para a

ções do liomem com o Infinito...

do.s país, a direção religiosa, sem exclu.são de qualt|uer credo. É tão fácil, tão

evidentemente liberal, conseqüência tão direta da verdadeira liberdade de pí.-n-sar !..." (Res Novtra, pág. 248).

Tendo do problema educativo tão ele

vado conceito, é natural ciue Calógeras não o tivesse menor da pessoa do edu

mas a

Multipli

cultura, esticaram-se

regiões do liem, do belo e do conscicn-

mas ns vias icTre;is brasileiras empaearam nos trinta e poucais mil cpiilòmetros.

I»;" (Problemas tie C.ovrrno pág. 139).

Êsse fato, por si sii, jii é de suma gravi

os atos de sua modelar existência. Me

dade em país novo e extenso como o Brasil; mas, essa gnividade ainda se tor na maior se considerarmos cpie as estra das de ferro existentes — em geral, é

ditem os mo(,'()s no sen i-xcmplü, certos,

claro ~ pouco avanç;iram em aperfeiçoa

como podem est.ir, de ter neste modelo

mentos, deixando-se desgastar no decor-

E eis aí. neste retr.ito do educ:idor, a

própria fisionomia moral de João Fandiã Câdógeras. ediK .uior e apóstolo em todos

unia das mais nobres figuras da nacio

'■er do uso e do temp(\ atingindo a de-

nalidade.

-Tcpitude preeocemente. Grandes responsabilidades recaem, a

sua desdita. Para só citar um exemplo bastante debatido, veja-se o que se pas

sa com o famoso "custo liistórico", obri gatório em tôdas as empresas concessio nárias de serviço-s públicos.

Em país. cuja moeda se desv-aloriza

dia a dia, a doutrina do "custo h.stonco" é um verdadeiro cxmtra-senso. A ,

Companhia Paulista de Estradas de

Ferro, com os seus 2.071 qui ometros

de linhas em tráfego, todo o matenal de

tração e rodante. estaç>ões, pontes, eletri

que nao souberam ou não (juiseram am

ficação e tudo o mais, que constitui o meio de exploração da concessão tmha um "capital reconhecido em 1946, de

parar esse sistema de transportes indis pensável à circulação da produção na

Até 31 de dezembro de 1950,

esse respeito, sobre os jxideres públicos,

pouco mais de 560 milhões de cruzeiros. aquela

cional. As estradas dc ferro administra

empresa registrava "pelo preço dc custo

das pelos governos — com exceção da E. I*. Sorocaban;i, até poucos anos atrás, — eram destinad;is a fins políticos e elei

histórico" uma aplicação de capital da ordem de 6S6 milhões de cruzeiros.

Quanto vale hoje a Paulista? Certamen

torais, tesouros inesgotáveis de coloca ções para todos os apadrinhados, ao in vés de objetivarem o escoamento das

te três vezes esse valor histórico,

cargas o dos passageiros. Quanto ás fer

nhas e materiais de tração e rodante, com tôdas as in.stalações indispensáveis ao funcionamento, têm um valor real de

rovias administradas por empresas do economia privada, sua vida decorreu ge

ralmente livre da política, entregues à própria sorte, sem que os podcrcs públi cos as amparassem.

Nessa altura,

convém recordar que,

pelo contráno, os poderes nacionais por sua atuação inadequada, pela má orien

rWúláMil

dc ferro é um servii.-o público", que lhe.s

mesmo se verifica com a

O

Companhia

Mojiana de Estradas de Forro, cujas li

mais de 1 bilião dc cruzeiros, que figu ram, entretanto, por um custo histórico reconhecido e a reconhecer da ordem de 300 milhões de cruzeiros. Não se com

preende que uma ferrovia, com cerca de 2 mil quilômetros de linhas, com mais


Dicjum> Ecoh6m30o

rclhar a criança cm tôdas as tendências

de sua psique. Umas pode o Estado sa tisfazer, na parte referente a letras, ar tes, ciências. Outras llie escapam, pois

se filiam ao problema etenio das rela

cador. tal como deve M-r. p.tni realizar SI Mia nobr<* e sispera missão: "Do cúno :'i basí- d;i org.uii/.i«.ão. o que se ifqucr

são príjíessor<'s dignes de exiTeerom O :i)lí.ssimo s,icerd<M ie, i .ip.izes th- jxircni

A ESCLEROSE FERROVIÁRIA M. Azkvedo

em jogo 1«kI:is :is em-rgMs ocultas d.i al-

J_JÁ mais tic \ iiite anos que o sistema

tação financeira, c, especialmente, pelo

"... Na escola, com razão, o Eslado

m;i. que |><issu.im o íiTvor < (imunicatiNO

ferrosiario brasiliàro, corn pouea.s

fato dc esqucccrem-so de que "estrada

exige e aplica a higiene do corpi. Como

do missioiuirio. que ii.ui re<luAun seu

excet.-oi-s. íieou eslaeionário.

recu.sar. e a f(ue título, os cuidados d:i

ap<jslol.id<» à mera «Mgem i.i do i-spirilo

cou-se a populai,âo. som;ir.un-si* eidadi's

calKTia prccipuamentc realizar, mas que,

alma ?

ou simples t:irel.i miiemòtuia.

e novas are;is de

"Nele, portanto, inteiramente des prendida da qualquer liame oficial, pa

consi<ler«-in obr.i e\e(.i(lor.t dos recursos

estr;i(las de rodagem para todos os lados.

próprios ílo indisidtie. «li.inuula a pos-

ralelamente se deve exercer, a pedido

tíis de suas iiu-lliores Íatuld;ules. lenta mas incess.inte ;is(ens.u) às mais puras

abrirain-s«- c-:unpos d«- pouso e novas li nhas aéreas cru/;iram os eéiis pátrios —

devido à sua incapacidade ou desinte resse, foi delegado á.s empresas conces sionários - muito contribuíram para a

ções do liomem com o Infinito...

do.s país, a direção religiosa, sem exclu.são de qualt|uer credo. É tão fácil, tão

evidentemente liberal, conseqüência tão direta da verdadeira liberdade de pí.-n-sar !..." (Res Novtra, pág. 248).

Tendo do problema educativo tão ele

vado conceito, é natural ciue Calógeras não o tivesse menor da pessoa do edu

mas a

Multipli

cultura, esticaram-se

regiões do liem, do belo e do conscicn-

mas ns vias icTre;is brasileiras empaearam nos trinta e poucais mil cpiilòmetros.

I»;" (Problemas tie C.ovrrno pág. 139).

Êsse fato, por si sii, jii é de suma gravi

os atos de sua modelar existência. Me

dade em país novo e extenso como o Brasil; mas, essa gnividade ainda se tor na maior se considerarmos cpie as estra das de ferro existentes — em geral, é

ditem os mo(,'()s no sen i-xcmplü, certos,

claro ~ pouco avanç;iram em aperfeiçoa

como podem est.ir, de ter neste modelo

mentos, deixando-se desgastar no decor-

E eis aí. neste retr.ito do educ:idor, a

própria fisionomia moral de João Fandiã Câdógeras. ediK .uior e apóstolo em todos

unia das mais nobres figuras da nacio

'■er do uso e do temp(\ atingindo a de-

nalidade.

-Tcpitude preeocemente. Grandes responsabilidades recaem, a

sua desdita. Para só citar um exemplo bastante debatido, veja-se o que se pas

sa com o famoso "custo liistórico", obri gatório em tôdas as empresas concessio nárias de serviço-s públicos.

Em país. cuja moeda se desv-aloriza

dia a dia, a doutrina do "custo h.stonco" é um verdadeiro cxmtra-senso. A ,

Companhia Paulista de Estradas de

Ferro, com os seus 2.071 qui ometros

de linhas em tráfego, todo o matenal de

tração e rodante. estaç>ões, pontes, eletri

que nao souberam ou não (juiseram am

ficação e tudo o mais, que constitui o meio de exploração da concessão tmha um "capital reconhecido em 1946, de

parar esse sistema de transportes indis pensável à circulação da produção na

Até 31 de dezembro de 1950,

esse respeito, sobre os jxideres públicos,

pouco mais de 560 milhões de cruzeiros. aquela

cional. As estradas dc ferro administra

empresa registrava "pelo preço dc custo

das pelos governos — com exceção da E. I*. Sorocaban;i, até poucos anos atrás, — eram destinad;is a fins políticos e elei

histórico" uma aplicação de capital da ordem de 6S6 milhões de cruzeiros.

Quanto vale hoje a Paulista? Certamen

torais, tesouros inesgotáveis de coloca ções para todos os apadrinhados, ao in vés de objetivarem o escoamento das

te três vezes esse valor histórico,

cargas o dos passageiros. Quanto ás fer

nhas e materiais de tração e rodante, com tôdas as in.stalações indispensáveis ao funcionamento, têm um valor real de

rovias administradas por empresas do economia privada, sua vida decorreu ge

ralmente livre da política, entregues à própria sorte, sem que os podcrcs públi cos as amparassem.

Nessa altura,

convém recordar que,

pelo contráno, os poderes nacionais por sua atuação inadequada, pela má orien

rWúláMil

dc ferro é um servii.-o público", que lhe.s

mesmo se verifica com a

O

Companhia

Mojiana de Estradas de Forro, cujas li

mais de 1 bilião dc cruzeiros, que figu ram, entretanto, por um custo histórico reconhecido e a reconhecer da ordem de 300 milhões de cruzeiros. Não se com

preende que uma ferrovia, com cerca de 2 mil quilômetros de linhas, com mais


^r.KNTí»

96

de 2Í>0 locfjrnotivas e O-SÍX) vagões, 200

estadões — como acontece com a Mojia-

Dickíito EcoNÓNnco

Írctí- é |)oiu<> n imiurr.iílor «piasc sempre - síTÍa fínnpjí t.í jns.trii«!.uh- snpíir que

peakc and Ohio Railway Company". com uma c.xlensão do cerca dc 8.000

rodantí' a(](|niridí) desde íi fim d;i se gunda gu(«rra mundial andavam na ca.sa

mutuladcdo

quilômetros de linhas, nas quais são transportados milhões de toneladas de

dos 2K0 milliões (h- dólares, soma que

brasil <• dc s<*u atraso nn qncsti*»cs dc

carvão e coque, cjue .somaram 55 % do

inclui u custo dí' 349 locomotiva.s

total dos frete.s recebidos — encontrare

jvxIcTí-mos .n ab.tr «om o sistrma dc

Iho valem só éles cérca íle -UK) inillnws

Ir.ni"-jx»rl«- frrr»>\ i.irm .Aliás. \isl.i d.i

oficialmentí-- com capital fh* sorie iit«300 milhões de cnizeirfjs, íjiiantia cpie corresponde aprojcimadamente ao 'pie a Estrada dc Fí-rro Santr)s a Jiindiaí \ai despender só com a mudan<,;t dos enu.i-

Ia í» n-latório dessa empresa que no fim dc I9oO as dí-.spí'sas com novt) material

na — cujos Irillios a pre<,o íle ferro v<de CTuzeiros, tenha tim valor reí onhecif|<»

07

Iraiisjxiftc ferros i.irio. «• mais fácil olhar o íjn'- SI- p.iss.i nontr.is tcrr.is mais avan-

di(-'snl , 28.900 vagões de carga c 235

mos a mesma tendência renoxadora. Na

carros dc passageiros. O pessoal des sa coinpanbia é 80.826. ou sejam 10

vemos a seguinte afirmação: "Em 1950,

Nc/.es mais que o número dí- empregados

a despesa de capital com no\o equipa

primeira página dêssc documento anual,

governamental, direta e indireta, é imen-

«;.id.is" ncssí- assimto. p.ira considerar c apn-ti.ir o mdispciis.is«l \aIor tl.i estra da dc fí-rro, .\'a sí lba Isnrop.i. não tibstantc as imuii» ras t- i-splêiulidas autoí-slrac!as í|ní- a ií>il.oii « ni tíidas ,ts di-

— !•" poríjiie tem .sí^giiido nina poli-

rcçóí*.s, nirigiicm pc-iisa í-iii suprimir a

npcraçao da Mojiana. Mas. se comparar mos as toneladas-íjnilômotro.s transporta

do-se 128 locomotixas "diescl", 778 x-a-

ticíi monetária de constante íles\alori/a-

ção da unidade de medida dtjs valores

Ícrrí>via. fjuasc tód.i naímn.ih/.tda. Nos lést.idos fnidos. nação «juc deve

das, verifií-aremos qutí a "Soutbern"

econômicos; 2." — porfjiie. paralelain<-n-

carregou 1.53 vêzcs mais do que a Mo

mos ol)Sí r\ar «• sognir ((imo nosso mo

ros Em acíiçáo. estaxam encomendados no fim do ano mais 39 locomotivas e

te, não consente que as empresas de ser\áços públicos reajustem o valor de sen ativos eorrespondentcmente à desvalori zação da mo(.-da: 3.'' — ponjiic não of«--

jiana em 1950.

delo, dadas as sirnílitmh-s maiores do

intcnsíssinn) »• lóclas .is suas alisidadcs

recc as ferrovias, comr> a ontros mtnííS

transportadoras contimiaiii sí-m interrup

tes e freios.

Por Cf)nsegniiile. a respoíisabílidach-

de transportes e coniunicaçõ(;s. as condi ções e favores, os meios e garantias ne cessários para qnc elas se mante nham e sobrevivam, a fim dc

cumprir aquela delegação (jue

lhes foi conferida pelo próprio ^ poder público. O que hoje verificamos na grande maioria das estradas cie ferrcj

qin- as disí-rsichides. a iim-nsa (juiloinotragem das \ias fí-rreas, o sí-n Irálcgo

ção, a cl(-spcito da íorlissima concorrên cia dos caininliões, ônibus e avií)es. lá ii

tí.Tra da gasolina barata, do as falto o cios automóveis.

A leitura d<- alguns relatórios dc e.stradas de fí-rro ainçricanas é útil e instrutiva. O si.steina fer-

brasileiras, em contraste com a dc ou

tros paíse.s, é uma verdadeira csclero.sc cpie ameaça constantemente a própria

ricana do Pacífico, nnnia cxlcíiisão total

economia c a sobrevivência da naciona

de 20 mil quilômetros ( 10 vêzcs a Mo-

lidade.

jiana), é um do.s mais imporlanlo.s dos E.stados Unido.s, A renda liquida dc

Golfo do México até lòda a costa ame

que a via férrea ainda é e continuará a ser por muito tempo o sistema básico de transportes, principalmente para as cargas pesadas e de menor valor. Consi derando o fato da pequena industriali zação em grande parte do território na cional, e o valor baixo das matérias-pri

teve a felicidade de lançar um emprés timo por debêntures de US$ 37.727.600.000 (o valor da atual capi tai da Pauli.sta) aos juros de 3 íí ao

mas em bruto, dos minérios, dos adubos,

ano, do qual cerca dc um têrço foi

do.s gêneros alimentícios em geral — cujo

eoiiNcrlido em ações ordinárias. Assinu-

(860 milhões de cruzeiros...), incluin

se grande sistema, (juc acusaram prejuí

zos dc opíTação no ano passado, foram

"die.selização" c da eliminação de ra-

duas companhias sub-

O

iTiais improdutixos o secundários, pela redução da quilometragem com passa

<jnc impressiona realmente, nessa po- geiros". Eis uma afinnação que, no ero.sa companhia, é a tendência para a ,^'^"i'''-nção" da tração, mediante a

aquisipio dc locomotivas "dicscl", isto

Brasil, não seria possível. Várias estra das de ferro mantêm em tráfego ramais

improdutivos o deficitários, sem que as

uo pais do carvão mais barato do mun-

autoridades cogitem do dispensá-las dês

^ O- Só cm 1950, essa empresa enco

sc sacrifício.

tia o em serviço no mesmo ano 95 uni-

JÊ curioso observar que essa ferrovia americana, que transporta em seus va

mendou 82 dessas máquinas, tendo en-

cadcs locomotoras "diescl". (No ano c 1950, a Companhia Mojiana obteve ^ ^ ,^cuja (doze) locomotivas "diesel-elétriencomenda já foi dada, de

pois dc grandes trabalhos junto ao Banco CIO Brasil, para conseguir o preenchi mento de todas as formalidades necessá

rias. ..) o relatório da "Southcm", em \'ario.s pontos, ns.sinala o fato de ser o mais importante melhoramento, a "dieselizaçao" da tração. Em 1950, foram re tiradas do serviço 68 locomotivas a vaj>or, sendo 15 vendidas. Sc tomarmos o relatório da "Chesa-

A

gõcs de carga e 144 canos de passagei 5 622 x agões". Mois adiante, liá a seguiiUe afirmação: - "As economias no transporte resultaram principalmente da

t cxpressKo (jui- os únicos ramais des

uma vantajosa proposta de fornecimento

1950 correspondeu a 4 % dí) capital in vestido na emprê.sa. Essa companhia

mento totalizou 43 milhões de dólares

rovia e da ordem (U* 43 vêzes o custo di^

sicliaria.s que operam iio México.

rovi;irío conqjreendido pí-la "Soullieru Paí.-ifk- Cà»ni|)any", cujas linhas percorrem vários Estados, dc.sdc o

É uma verdade incontestável

da Mojiana. M;»s, as <lespesas dessa fer

gões um oitavo de toda a produção de carx'ão betuminoso dos Estados Unidos, encaminha-se rápidamente para a elimi nação das locomotivas a vapor, conside

radas boje em dia demasiado ineficien tes.

Não obstante êssc fato, aquela

Companhia procura demonstrar que o carvão é utilidade indispensável em

grande niiinero de atixidades, o que ga rante uma continuidade de fretes para suas linhas, que servem uma parte alta mente industrializada da nação norteamericana. Graças à intensidade dc seu

tráfego, essa empresa apresentou em 1950 uma despesa de operação corres-


^r.KNTí»

96

de 2Í>0 locfjrnotivas e O-SÍX) vagões, 200

estadões — como acontece com a Mojia-

Dickíito EcoNÓNnco

Írctí- é |)oiu<> n imiurr.iílor «piasc sempre - síTÍa fínnpjí t.í jns.trii«!.uh- snpíir que

peakc and Ohio Railway Company". com uma c.xlensão do cerca dc 8.000

rodantí' a(](|niridí) desde íi fim d;i se gunda gu(«rra mundial andavam na ca.sa

mutuladcdo

quilômetros de linhas, nas quais são transportados milhões de toneladas de

dos 2K0 milliões (h- dólares, soma que

brasil <• dc s<*u atraso nn qncsti*»cs dc

carvão e coque, cjue .somaram 55 % do

inclui u custo dí' 349 locomotiva.s

total dos frete.s recebidos — encontrare

jvxIcTí-mos .n ab.tr «om o sistrma dc

Iho valem só éles cérca íle -UK) inillnws

Ir.ni"-jx»rl«- frrr»>\ i.irm .Aliás. \isl.i d.i

oficialmentí-- com capital fh* sorie iit«300 milhões de cnizeirfjs, íjiiantia cpie corresponde aprojcimadamente ao 'pie a Estrada dc Fí-rro Santr)s a Jiindiaí \ai despender só com a mudan<,;t dos enu.i-

Ia í» n-latório dessa empresa que no fim dc I9oO as dí-.spí'sas com novt) material

na — cujos Irillios a pre<,o íle ferro v<de CTuzeiros, tenha tim valor reí onhecif|<»

07

Iraiisjxiftc ferros i.irio. «• mais fácil olhar o íjn'- SI- p.iss.i nontr.is tcrr.is mais avan-

di(-'snl , 28.900 vagões de carga c 235

mos a mesma tendência renoxadora. Na

carros dc passageiros. O pessoal des sa coinpanbia é 80.826. ou sejam 10

vemos a seguinte afirmação: "Em 1950,

Nc/.es mais que o número dí- empregados

a despesa de capital com no\o equipa

primeira página dêssc documento anual,

governamental, direta e indireta, é imen-

«;.id.is" ncssí- assimto. p.ira considerar c apn-ti.ir o mdispciis.is«l \aIor tl.i estra da dc fí-rro, .\'a sí lba Isnrop.i. não tibstantc as imuii» ras t- i-splêiulidas autoí-slrac!as í|ní- a ií>il.oii « ni tíidas ,ts di-

— !•" poríjiie tem .sí^giiido nina poli-

rcçóí*.s, nirigiicm pc-iisa í-iii suprimir a

npcraçao da Mojiana. Mas. se comparar mos as toneladas-íjnilômotro.s transporta

do-se 128 locomotixas "diescl", 778 x-a-

ticíi monetária de constante íles\alori/a-

ção da unidade de medida dtjs valores

Ícrrí>via. fjuasc tód.i naímn.ih/.tda. Nos lést.idos fnidos. nação «juc deve

das, verifií-aremos qutí a "Soutbern"

econômicos; 2." — porfjiie. paralelain<-n-

carregou 1.53 vêzcs mais do que a Mo

mos ol)Sí r\ar «• sognir ((imo nosso mo

ros Em acíiçáo. estaxam encomendados no fim do ano mais 39 locomotivas e

te, não consente que as empresas de ser\áços públicos reajustem o valor de sen ativos eorrespondentcmente à desvalori zação da mo(.-da: 3.'' — ponjiic não of«--

jiana em 1950.

delo, dadas as sirnílitmh-s maiores do

intcnsíssinn) »• lóclas .is suas alisidadcs

recc as ferrovias, comr> a ontros mtnííS

transportadoras contimiaiii sí-m interrup

tes e freios.

Por Cf)nsegniiile. a respoíisabílidach-

de transportes e coniunicaçõ(;s. as condi ções e favores, os meios e garantias ne cessários para qnc elas se mante nham e sobrevivam, a fim dc

cumprir aquela delegação (jue

lhes foi conferida pelo próprio ^ poder público. O que hoje verificamos na grande maioria das estradas cie ferrcj

qin- as disí-rsichides. a iim-nsa (juiloinotragem das \ias fí-rreas, o sí-n Irálcgo

ção, a cl(-spcito da íorlissima concorrên cia dos caininliões, ônibus e avií)es. lá ii

tí.Tra da gasolina barata, do as falto o cios automóveis.

A leitura d<- alguns relatórios dc e.stradas de fí-rro ainçricanas é útil e instrutiva. O si.steina fer-

brasileiras, em contraste com a dc ou

tros paíse.s, é uma verdadeira csclero.sc cpie ameaça constantemente a própria

ricana do Pacífico, nnnia cxlcíiisão total

economia c a sobrevivência da naciona

de 20 mil quilômetros ( 10 vêzcs a Mo-

lidade.

jiana), é um do.s mais imporlanlo.s dos E.stados Unido.s, A renda liquida dc

Golfo do México até lòda a costa ame

que a via férrea ainda é e continuará a ser por muito tempo o sistema básico de transportes, principalmente para as cargas pesadas e de menor valor. Consi derando o fato da pequena industriali zação em grande parte do território na cional, e o valor baixo das matérias-pri

teve a felicidade de lançar um emprés timo por debêntures de US$ 37.727.600.000 (o valor da atual capi tai da Pauli.sta) aos juros de 3 íí ao

mas em bruto, dos minérios, dos adubos,

ano, do qual cerca dc um têrço foi

do.s gêneros alimentícios em geral — cujo

eoiiNcrlido em ações ordinárias. Assinu-

(860 milhões de cruzeiros...), incluin

se grande sistema, (juc acusaram prejuí

zos dc opíTação no ano passado, foram

"die.selização" c da eliminação de ra-

duas companhias sub-

O

iTiais improdutixos o secundários, pela redução da quilometragem com passa

<jnc impressiona realmente, nessa po- geiros". Eis uma afinnação que, no ero.sa companhia, é a tendência para a ,^'^"i'''-nção" da tração, mediante a

aquisipio dc locomotivas "dicscl", isto

Brasil, não seria possível. Várias estra das de ferro mantêm em tráfego ramais

improdutivos o deficitários, sem que as

uo pais do carvão mais barato do mun-

autoridades cogitem do dispensá-las dês

^ O- Só cm 1950, essa empresa enco

sc sacrifício.

tia o em serviço no mesmo ano 95 uni-

JÊ curioso observar que essa ferrovia americana, que transporta em seus va

mendou 82 dessas máquinas, tendo en-

cadcs locomotoras "diescl". (No ano c 1950, a Companhia Mojiana obteve ^ ^ ,^cuja (doze) locomotivas "diesel-elétriencomenda já foi dada, de

pois dc grandes trabalhos junto ao Banco CIO Brasil, para conseguir o preenchi mento de todas as formalidades necessá

rias. ..) o relatório da "Southcm", em \'ario.s pontos, ns.sinala o fato de ser o mais importante melhoramento, a "dieselizaçao" da tração. Em 1950, foram re tiradas do serviço 68 locomotivas a vaj>or, sendo 15 vendidas. Sc tomarmos o relatório da "Chesa-

A

gõcs de carga e 144 canos de passagei 5 622 x agões". Mois adiante, liá a seguiiUe afirmação: - "As economias no transporte resultaram principalmente da

t cxpressKo (jui- os únicos ramais des

uma vantajosa proposta de fornecimento

1950 correspondeu a 4 % dí) capital in vestido na emprê.sa. Essa companhia

mento totalizou 43 milhões de dólares

rovia e da ordem (U* 43 vêzes o custo di^

sicliaria.s que operam iio México.

rovi;irío conqjreendido pí-la "Soullieru Paí.-ifk- Cà»ni|)any", cujas linhas percorrem vários Estados, dc.sdc o

É uma verdade incontestável

da Mojiana. M;»s, as <lespesas dessa fer

gões um oitavo de toda a produção de carx'ão betuminoso dos Estados Unidos, encaminha-se rápidamente para a elimi nação das locomotivas a vapor, conside

radas boje em dia demasiado ineficien tes.

Não obstante êssc fato, aquela

Companhia procura demonstrar que o carvão é utilidade indispensável em

grande niiinero de atixidades, o que ga rante uma continuidade de fretes para suas linhas, que servem uma parte alta mente industrializada da nação norteamericana. Graças à intensidade dc seu

tráfego, essa empresa apresentou em 1950 uma despesa de operação corres-


'ULfi

pendente a sómí-nte 7ii'i dr sna receita Sua dívida fundada, <pHí atingia ao Ií>-

tal de US$237.522.ÍXK),00 ícérc.i de

4,7 biliões de ( nj/.eíros. - .) a juros de

estadcí.

Se-ri.i

um .le ontc-cimcn-

to sc-nie-lhante- rm Hr.isd

í,)ue-ni vilx*. no

future» . . .

I'!ss.is ('li.!(,<•' -> , <pii H" pt(>pe>l> iiinou «I

é um poiieo superior ao propric» capital

le-ilur.i cius frj.ilein'»-<-'>tJaeI.IS (Ic le-rre» .ime-rn .m.i-- n.«<i «-.m Ifit.iN .i titule»

da ccnnpaniiía.

e etnip.ir.ili\<»

31' /Z

4 S I' * *i 4 *t /2 M e i com ví-ti< imento até l'Xt*í. a ao

Outra estrada d<- ferre» aioe ricana. d«

tipo bem discrsc» das duas ante riore s. «'• "Tbe Oelaware and lludM)n fàiinpany" que constitui uma "ponte-" d»- Irgae,âe»

M«'mi I« < I»nln-i,i' a iiiiprc»-

•el.ieh- el«- <'»iinp.ir.ii <l«--«s.i e-specãt\ e|ii.inel< > .is I eilidie i»' -. •' < U< iinsl.illt l.lS pn

e illl.iO-^ de- « .tel.i i .iv<' --.i" .i-- iu.iÍn discr* s.is. .-\s re-íi-ri lie i-i-- .i'»-- «l írios oblidos IIU

entre o sul e o e»esfe- ameTÍc.mo ce)!!! e>

eipe-r.ie,.*ieí d.r oslr.id.i-^ <h- 1' riei p.mlisliis

este canadense- e a re-giãe» denominada

são r-se liisis .iirn nli -

Ncn a Inglatc-rra.

idí'-ia

Sua re-ce-ila em 1050

p.ii.i

mais eunere-t.i. iitn.i

el.uem

UllIU

iin-elida oin

Duiksto

EfaiveiMU-e-»

99

silu.iç.áo d.is i-sii.id.is ele lerro i)r.»sil«-i-

\atloS lie» pelre')li'o utili/ailos pelos ault>-

r.i-, cjiMsi tml.is .li-sg.isi.id.is e preinatu-

im')veis.

ramenli si-ms im lai c- das ierroxias tios

Se o tíove^rno br.isiieiro. se os g»>vi-rneis deis Estados h-m ele (ato a intenção

l*.slados l .iinli iv .1 m.noii.i d.is quais est.i em li.1111 .1 p(os|)< iid.idi'. (oulribuiudo eficazmente para a eire iil.içâo de rique zas ela<]iie-la gr.mdi- n.i«,.*io, N«> Bra.sjl, e» sisli-iii.i dl- \ i.ix letr«-.is. .dém tle obsole

to na sua «puise tolalidaele. esl-uionoii

••lu expans.ác». «-str«-ilon-s<- i-m eap.ieid.itle de! e-seoain«-nto. em \ i-rd.ide-ira i-seler<»se jíreeoi i- ,

te-riMf»s ele- unjeí.ieÍ'',s i onln t iei is. cliis graiiel(-/.is das e oniie-m ie-s .imericanas. í|Ue- suportam e-e»m<i as lutss.is. tre-iucn-

O 1'lano SALTE, que- di-elieaxa uma iiujjorlante parcela à renovação de nos

retardada i- r<-du/ida.

trícas" c-rn acrescime» ao se-u parejiie de-

da cejne e»rre'-n<-j.i ro<l«>\ íari.i. f)uande> se- (»j»s«-r\a a re-<cita total da

eríar-sc uin "l-"iuido l''eirov iário" à seme

tração, do cjual foram rc-tiradas 21 má

"Se>utli<-rn bae ilie". epie- e- ela ordem do

lhança de» be-in sucedido "l-hinde» Rodo

. quase atingiu a casa dos ee-tii miiiie")e-s

de dólares. Tambc-m e.ssa fe-rreísia, e ntreos mellioranientos rne-ncionados, inclui a aciuisi(,ão de 41 locomotivas "diese-l-clc-

quinas a vapor obsole tas.

do (à)iigresso [-'e-deral. Também parece

Entre as curie)sida-

- *

—

férrea, encontra-se o fato

'c

"

um grande i -rro .liimeivl.ir o "\*^uiulo l*erre)viárie>" ine-diante laxae.-ão dos comlíuslíNe is adijuii idos r consumidos pelas es

de "TJie Erpiitable LifeSocie.-tv

t) projeto dc

viário" ficou sem aiulamento nas easa.s

des do relatório dessa via

Assurance

sas e-slratlas de ferro, leve- sua execução

tradas ele Icno. quando o i'erto seria uma s«>l)r<'ta\a na gasolina e outros deri-

ol

United States" ha\er-llic

sincera de favorecer .i proihiv.io. a fim tle baratear o custo da viila. revalorizau-

tlo internamente o poiler tle compra do eni/e-irei pelo .mmento da quanlidatle de bens tle consumo olereeitios à venda — é

iutlispi-nsáv l i anti'S curar a eselerose iorroviária (|ue nus aflige, para impedir os i'ongestioMamenlos e as Ironilíoses na cirl ulação tias mereatlorias essenciais à vitla econômica tli» pais. Sem uma provi-

tlència imediata c enérgica nesse sentido,

(piahiner programa tle aumento tia pro dução estar.i fadado ao desastre, arrui nando niilliões tle homens do campo,

além de deixar famintos outros milhões de iudividuos habitantes das eidades,

que esperam o alimento prtmmtido, que só o trilho de aço poderá oferecer em

abmulàneia. por pri-ço módico e sem in terrupção .

arrendado 500 vag(5es de 50 toncdadas eni maio de

1950, para serem entregues clurar»tc o ano. Em novembro, dois no\e)s acordos

foram concluídos com a mesma compa

000 inilliões ele- dólares (ou seja a me

tade

do valor da e\|»ortação do Brasil

nhia de segurejs de vida, para arrenda

í-m 1950) ficare-mos com uma eoneepção mais re-alisla se- disse-rmos epie ela cor-

mento de mais 500 sagões de 50 tonela das c o outro para 200 gcmdolas dc- 70 toneladas. Assim, só uma companhia de-

re-sponde a 25 \eV.e-s a le-ee-ila da Com panhia Paulista de Estradas de; Ferro no

J -T'

me-siiií) ano ele- 1950. O número de to-

a "u

seguros realizou um invc-stimento de1,200 vagõe.s de estrada de f crrcj, por um período dc 15 anos e com opção pa ra estcnde-lo por mais 10 anos, O pa gamento do arrendamento é leito com reduções progressivas cada três anos, in clusive pelo período adicional de de/,

iieladas-íjiiilenue-lros 11 aiisporlado pela

anos. A companhia ferroviária se obriga a manter e conservar os vagões cm bom

"Soutliern Pacific", (pie- tem um eomprinu-iilo de linhas 10 \c/-es a Paulista, foi em 1950, ecMca de 70 xè/e-s mai.s do 'pie- esta carreou .

O intuito principal de^-stes comentários é ciiamar a ale-nção de nossas aulorída-

de-s responsáveis, inclusive os nos.sos le gisladores, para o chocante contraste da


'ULfi

pendente a sómí-nte 7ii'i dr sna receita Sua dívida fundada, <pHí atingia ao Ií>-

tal de US$237.522.ÍXK),00 ícérc.i de

4,7 biliões de ( nj/.eíros. - .) a juros de

estadcí.

Se-ri.i

um .le ontc-cimcn-

to sc-nie-lhante- rm Hr.isd

í,)ue-ni vilx*. no

future» . . .

I'!ss.is ('li.!(,<•' -> , <pii H" pt(>pe>l> iiinou «I

é um poiieo superior ao propric» capital

le-ilur.i cius frj.ilein'»-<-'>tJaeI.IS (Ic le-rre» .ime-rn .m.i-- n.«<i «-.m Ifit.iN .i titule»

da ccnnpaniiía.

e etnip.ir.ili\<»

31' /Z

4 S I' * *i 4 *t /2 M e i com ví-ti< imento até l'Xt*í. a ao

Outra estrada d<- ferre» aioe ricana. d«

tipo bem discrsc» das duas ante riore s. «'• "Tbe Oelaware and lludM)n fàiinpany" que constitui uma "ponte-" d»- Irgae,âe»

M«'mi I« < I»nln-i,i' a iiiiprc»-

•el.ieh- el«- <'»iinp.ir.ii <l«--«s.i e-specãt\ e|ii.inel< > .is I eilidie i»' -. •' < U< iinsl.illt l.lS pn

e illl.iO-^ de- « .tel.i i .iv<' --.i" .i-- iu.iÍn discr* s.is. .-\s re-íi-ri lie i-i-- .i'»-- «l írios oblidos IIU

entre o sul e o e»esfe- ameTÍc.mo ce)!!! e>

eipe-r.ie,.*ieí d.r oslr.id.i-^ <h- 1' riei p.mlisliis

este canadense- e a re-giãe» denominada

são r-se liisis .iirn nli -

Ncn a Inglatc-rra.

idí'-ia

Sua re-ce-ila em 1050

p.ii.i

mais eunere-t.i. iitn.i

el.uem

UllIU

iin-elida oin

Duiksto

EfaiveiMU-e-»

99

silu.iç.áo d.is i-sii.id.is ele lerro i)r.»sil«-i-

\atloS lie» pelre')li'o utili/ailos pelos ault>-

r.i-, cjiMsi tml.is .li-sg.isi.id.is e preinatu-

im')veis.

ramenli si-ms im lai c- das ierroxias tios

Se o tíove^rno br.isiieiro. se os g»>vi-rneis deis Estados h-m ele (ato a intenção

l*.slados l .iinli iv .1 m.noii.i d.is quais est.i em li.1111 .1 p(os|)< iid.idi'. (oulribuiudo eficazmente para a eire iil.içâo de rique zas ela<]iie-la gr.mdi- n.i«,.*io, N«> Bra.sjl, e» sisli-iii.i dl- \ i.ix letr«-.is. .dém tle obsole

to na sua «puise tolalidaele. esl-uionoii

••lu expans.ác». «-str«-ilon-s<- i-m eap.ieid.itle de! e-seoain«-nto. em \ i-rd.ide-ira i-seler<»se jíreeoi i- ,

te-riMf»s ele- unjeí.ieÍ'',s i onln t iei is. cliis graiiel(-/.is das e oniie-m ie-s .imericanas. í|Ue- suportam e-e»m<i as lutss.is. tre-iucn-

O 1'lano SALTE, que- di-elieaxa uma iiujjorlante parcela à renovação de nos

retardada i- r<-du/ida.

trícas" c-rn acrescime» ao se-u parejiie de-

da cejne e»rre'-n<-j.i ro<l«>\ íari.i. f)uande> se- (»j»s«-r\a a re-<cita total da

eríar-sc uin "l-"iuido l''eirov iário" à seme

tração, do cjual foram rc-tiradas 21 má

"Se>utli<-rn bae ilie". epie- e- ela ordem do

lhança de» be-in sucedido "l-hinde» Rodo

. quase atingiu a casa dos ee-tii miiiie")e-s

de dólares. Tambc-m e.ssa fe-rreísia, e ntreos mellioranientos rne-ncionados, inclui a aciuisi(,ão de 41 locomotivas "diese-l-clc-

quinas a vapor obsole tas.

do (à)iigresso [-'e-deral. Também parece

Entre as curie)sida-

- *

—

férrea, encontra-se o fato

'c

"

um grande i -rro .liimeivl.ir o "\*^uiulo l*erre)viárie>" ine-diante laxae.-ão dos comlíuslíNe is adijuii idos r consumidos pelas es

de "TJie Erpiitable LifeSocie.-tv

t) projeto dc

viário" ficou sem aiulamento nas easa.s

des do relatório dessa via

Assurance

sas e-slratlas de ferro, leve- sua execução

tradas ele Icno. quando o i'erto seria uma s«>l)r<'ta\a na gasolina e outros deri-

ol

United States" ha\er-llic

sincera de favorecer .i proihiv.io. a fim tle baratear o custo da viila. revalorizau-

tlo internamente o poiler tle compra do eni/e-irei pelo .mmento da quanlidatle de bens tle consumo olereeitios à venda — é

iutlispi-nsáv l i anti'S curar a eselerose iorroviária (|ue nus aflige, para impedir os i'ongestioMamenlos e as Ironilíoses na cirl ulação tias mereatlorias essenciais à vitla econômica tli» pais. Sem uma provi-

tlència imediata c enérgica nesse sentido,

(piahiner programa tle aumento tia pro dução estar.i fadado ao desastre, arrui nando niilliões tle homens do campo,

além de deixar famintos outros milhões de iudividuos habitantes das eidades,

que esperam o alimento prtmmtido, que só o trilho de aço poderá oferecer em

abmulàneia. por pri-ço módico e sem in terrupção .

arrendado 500 vag(5es de 50 toncdadas eni maio de

1950, para serem entregues clurar»tc o ano. Em novembro, dois no\e)s acordos

foram concluídos com a mesma compa

000 inilliões ele- dólares (ou seja a me

tade

do valor da e\|»ortação do Brasil

nhia de segurejs de vida, para arrenda

í-m 1950) ficare-mos com uma eoneepção mais re-alisla se- disse-rmos epie ela cor-

mento de mais 500 sagões de 50 tonela das c o outro para 200 gcmdolas dc- 70 toneladas. Assim, só uma companhia de-

re-sponde a 25 \eV.e-s a le-ee-ila da Com panhia Paulista de Estradas de; Ferro no

J -T'

me-siiií) ano ele- 1950. O número de to-

a "u

seguros realizou um invc-stimento de1,200 vagõe.s de estrada de f crrcj, por um período dc 15 anos e com opção pa ra estcnde-lo por mais 10 anos, O pa gamento do arrendamento é leito com reduções progressivas cada três anos, in clusive pelo período adicional de de/,

iieladas-íjiiilenue-lros 11 aiisporlado pela

anos. A companhia ferroviária se obriga a manter e conservar os vagões cm bom

"Soutliern Pacific", (pie- tem um eomprinu-iilo de linhas 10 \c/-es a Paulista, foi em 1950, ecMca de 70 xè/e-s mai.s do 'pie- esta carreou .

O intuito principal de^-stes comentários é ciiamar a ale-nção de nossas aulorída-

de-s responsáveis, inclusive os nos.sos le gisladores, para o chocante contraste da


•1^

.1.

TV

Dk;ksi<>

DEVE-SE

ABANDONAR

PLANO

SALTE?

iiR-nte S. Paulo, cpre melhor está apare lhado par.i .ttrferir c»s proventos dessas iniciati\ as. .S»- isso, hoje. é tuu falo \ t'-

fábricas om Paulo ,\fün.so e circuuvizi-

rificável

;\bttndante. a nião-dc-obra barata o un>

até

im

amhito

internacional,

razão se pude aplicar o conceito dentro das fronteiras de mu tnesnío país.

c-otn o desen\'OÍ\iin(mto da zona.

país não pode- prospe rar à custa dc difi

associações de classe: o próprio caráter do Plano, em que níuitos viam laivos dt; totalitarismo; e as possibilidades e siste ma de seu financiamento.

Em princípio, de fato, qualquer plain--

jamcnto dá a impre.ssão de tolher a li

vre iniciativa, a faculdade de improvi sação, principalmentcr, tão do agrado do.s latinos e particularmente dos brasileiros. Parece mais agradável a gente lral)alhar

seguindo a própria cabeça do <jue, se

guir regras mai.s ou menos rígidas o ar

bitrárias, não raro impostas por outrcm... Além disso, todo.s os totalitarismos, da direita (; da esquerda, organiziiram c planos

quadrienais,

qüinqüenais, c:tc.

Quanto ao financiamento do Plano Salte, o que se objetava, principalmente em S. Paulo, era que élo iria ser cus teado, ao que parecia, principaljiiente

pela economia paulista, especialmente pelos fundos provenientes do café, Ambas as objeçõcs poderiam ser refutadas cojn bons argumentos. Relativa

mente à primeira, pode-se alegar que, hoje, os planííjamento.s são mais ou me nos generalizados, mesmo nos paí.scs de muito boa e sólida democracia. Estão,

mesmo, na ordem do dia, podcndo-se citar, entre outros, o Plano Marsliall, o

Sclnnnatin, <> \I«in« l . " l'li\rn. e tantos

que pode oferecer a energia elétrica

culdades dos demais, com muito maior

(>hefc tli- Estatística c Publiciíla■

merosas objeçõcs lhe foram feitas, por motivos diversíj.s. Dentre estes, dois, principalmente, movimentaram durantt; muito tempo a imprensa, as tribunas dos parlamentos e as salas de debates das

nhanças, a fim dc gozar das vantagens

tucrcado próxitno c amplo. Dir-se-á que ésse mercado tem pequena capacidade aquisitiva. Entretanto, embora pequem»,

sendo tnesnro reconhecido cjuc- um so

Quanixí íoí ideado o Flano Salte, nu

organizam

101

J. 'i KvrA

flf*. da Siípc rintí-ndiairía do Caf.

ainda

Ec()Nt)Mic<)

ela já merece consideração. E crescerá,

outros. Si-, por mo lado. .i aiiséufia de planos poderia dar. digamos, melhor impr<-ssáo dí democraí ia atuante, eiii quc

os prol)!ern.i'» f«>ssem divcii(idr)s e rcsol-

De um t)u dc- outro modo, o fato e

viclfí.s ;i proporção cpie s<- .ipresentasseni.

<|ne o Plano Salte, depois dc muitas pro-

e

telaç-õcs, foi atinai aprovado e pósto em

confornn-

as

c ircmistaneias

de

mo-

inentf), por outro I.ulo i ntiipn- imlar quo es.sa possil)i]idad<- (onslante de allcni-

«-Xecnção.

çõe.s,

■ité me.smo opositorcís

essa inst.jbilidafh- mesmo,

seria

scti

E, com o

sistc-máticos

e pennanentr- no encaminhamento e so

\crificarcm (pie élc estas-a sendo seguido

ram suas

com discernimento

tares.

seguranç;t.

Quautíi :'is objeções re]ali\as ao finan c iamento, algiiinas se abrandaram pelo pióprio fato de terc-m sido alteradas

ram .SC

certas linhas esseiiciais do projeto; ou

precisávamos era um

tras, por urna e\'oIução mais simpática

planejamento,

da menlalicladr- pública com relação ao Plano. Às objeçõcs de (jm- a S. Paulo

iria cai)er a maior [)areela do linancia-

ieali7X»ção digna dc nota, e. aliás,

panha nacional con

e

tra a tnalária, realiza

E acaba

da em 1950 pelo De partamento respecti vo. sob a direção do

quase Iodos, tiue exa ü

de

muito

destacada, foi a cam

cüií\c-nccndo,

tamente

numa

Neste terreno, a única

au

lução dos problemas <-c(inomieos <)u fi nanceiros, (■ mesmf) políticos ou mili

citar,

pleta: a) Saúde ~

abranda

crilicas,

dcni-sc

visão rápida e incom

desctn oKimentt).

síisceptível de prep.irai um »-linia cm que não fosse possi\el iim.i linha scguru

ü Planu Salte c novo. Mas, algumas

das suas realizações já aí estão, visíveis, e, .sobretudo, notáveis. Dentre elas po-

que

dr. Mário Pinotti. Ci

fras

cj u c

minuciosas

fo

desse ordem e conti

ram divulgadas, mos

nuidade à improvisa

trando

ção

c

á

descoiitinuidade

brasileiras.

a

extensão

al)rangida pelos trabalhos, cuja eficiên cia pode ser medida pela simples refe

niento, podcr-.s{--ia responder cpie, dc

A valorização econômica do Nordeste,

qualcpjer maneira, eom ou sem phineja-

que muitos julgavam uma utopia, haven do até quem preconizasse, como única

rência dc que já existem numerosas re

vir de S. Paulo a grande maioria das

solução, a transferência, em massa, das

de a cndcmia foi totalmente erradicada,

rendas federais,

populações da zona para outras áreas do Pais, passou a ser considerada sob outro

b) Alimentação - O Ministério da Agri

mento. isso teria de acontecer, visto pro

(iom ou sem planejn-

menlo, a maior parU- do cpie se aplicas se ein melhoria de portos e dc ferrovias, em sancíamento ou emergia elétrica, teria dc; provir de S. Paulo. E, cumpre trotar, além disso, cjue cjualcpter in\'c.slimento

«spccto. A questão da energia elétrica de Paulo Afonso, que foi julgada cara c incapaz de proporcionar desenvolvimen to à região, foi reexaminada. E, hoje, já

n-produti\() que se \enha a fazer, em (jualcjucr parte cio Brasil, beneficiará tôda a comunidade brasileira, e especial-

ü conhecido o fato dc que muitos indus triais paulistas, e estrangeiios radicados em S. Paulo, sc preparam para instalar

.faaapÉktfciLii".»'.

giões do País, antes maleitosas, o de on cultura continua mal dotado de verbas. E os financiamentos á lavoura, enquan to não houver um Banco Rural, serão

esporádicos e incompletos. Todavia, o plano nacional de frigoríficos é digno de aprêço; o que já sc fez a favor do trigo o altamente satisfatório, tendo-se conse

guido produzir, em 1950, 520.000 tone-


•1^

.1.

TV

Dk;ksi<>

DEVE-SE

ABANDONAR

PLANO

SALTE?

iiR-nte S. Paulo, cpre melhor está apare lhado par.i .ttrferir c»s proventos dessas iniciati\ as. .S»- isso, hoje. é tuu falo \ t'-

fábricas om Paulo ,\fün.so e circuuvizi-

rificável

;\bttndante. a nião-dc-obra barata o un>

até

im

amhito

internacional,

razão se pude aplicar o conceito dentro das fronteiras de mu tnesnío país.

c-otn o desen\'OÍ\iin(mto da zona.

país não pode- prospe rar à custa dc difi

associações de classe: o próprio caráter do Plano, em que níuitos viam laivos dt; totalitarismo; e as possibilidades e siste ma de seu financiamento.

Em princípio, de fato, qualquer plain--

jamcnto dá a impre.ssão de tolher a li

vre iniciativa, a faculdade de improvi sação, principalmentcr, tão do agrado do.s latinos e particularmente dos brasileiros. Parece mais agradável a gente lral)alhar

seguindo a própria cabeça do <jue, se

guir regras mai.s ou menos rígidas o ar

bitrárias, não raro impostas por outrcm... Além disso, todo.s os totalitarismos, da direita (; da esquerda, organiziiram c planos

quadrienais,

qüinqüenais, c:tc.

Quanto ao financiamento do Plano Salte, o que se objetava, principalmente em S. Paulo, era que élo iria ser cus teado, ao que parecia, principaljiiente

pela economia paulista, especialmente pelos fundos provenientes do café, Ambas as objeçõcs poderiam ser refutadas cojn bons argumentos. Relativa

mente à primeira, pode-se alegar que, hoje, os planííjamento.s são mais ou me nos generalizados, mesmo nos paí.scs de muito boa e sólida democracia. Estão,

mesmo, na ordem do dia, podcndo-se citar, entre outros, o Plano Marsliall, o

Sclnnnatin, <> \I«in« l . " l'li\rn. e tantos

que pode oferecer a energia elétrica

culdades dos demais, com muito maior

(>hefc tli- Estatística c Publiciíla■

merosas objeçõcs lhe foram feitas, por motivos diversíj.s. Dentre estes, dois, principalmente, movimentaram durantt; muito tempo a imprensa, as tribunas dos parlamentos e as salas de debates das

nhanças, a fim dc gozar das vantagens

tucrcado próxitno c amplo. Dir-se-á que ésse mercado tem pequena capacidade aquisitiva. Entretanto, embora pequem»,

sendo tnesnro reconhecido cjuc- um so

Quanixí íoí ideado o Flano Salte, nu

organizam

101

J. 'i KvrA

flf*. da Siípc rintí-ndiairía do Caf.

ainda

Ec()Nt)Mic<)

ela já merece consideração. E crescerá,

outros. Si-, por mo lado. .i aiiséufia de planos poderia dar. digamos, melhor impr<-ssáo dí democraí ia atuante, eiii quc

os prol)!ern.i'» f«>ssem divcii(idr)s e rcsol-

De um t)u dc- outro modo, o fato e

viclfí.s ;i proporção cpie s<- .ipresentasseni.

<|ne o Plano Salte, depois dc muitas pro-

e

telaç-õcs, foi atinai aprovado e pósto em

confornn-

as

c ircmistaneias

de

mo-

inentf), por outro I.ulo i ntiipn- imlar quo es.sa possil)i]idad<- (onslante de allcni-

«-Xecnção.

çõe.s,

■ité me.smo opositorcís

essa inst.jbilidafh- mesmo,

seria

scti

E, com o

sistc-máticos

e pennanentr- no encaminhamento e so

\crificarcm (pie élc estas-a sendo seguido

ram suas

com discernimento

tares.

seguranç;t.

Quautíi :'is objeções re]ali\as ao finan c iamento, algiiinas se abrandaram pelo pióprio fato de terc-m sido alteradas

ram .SC

certas linhas esseiiciais do projeto; ou

precisávamos era um

tras, por urna e\'oIução mais simpática

planejamento,

da menlalicladr- pública com relação ao Plano. Às objeçõcs de (jm- a S. Paulo

iria cai)er a maior [)areela do linancia-

ieali7X»ção digna dc nota, e. aliás,

panha nacional con

e

tra a tnalária, realiza

E acaba

da em 1950 pelo De partamento respecti vo. sob a direção do

quase Iodos, tiue exa ü

de

muito

destacada, foi a cam

cüií\c-nccndo,

tamente

numa

Neste terreno, a única

au

lução dos problemas <-c(inomieos <)u fi nanceiros, (■ mesmf) políticos ou mili

citar,

pleta: a) Saúde ~

abranda

crilicas,

dcni-sc

visão rápida e incom

desctn oKimentt).

síisceptível de prep.irai um »-linia cm que não fosse possi\el iim.i linha scguru

ü Planu Salte c novo. Mas, algumas

das suas realizações já aí estão, visíveis, e, .sobretudo, notáveis. Dentre elas po-

que

dr. Mário Pinotti. Ci

fras

cj u c

minuciosas

fo

desse ordem e conti

ram divulgadas, mos

nuidade à improvisa

trando

ção

c

á

descoiitinuidade

brasileiras.

a

extensão

al)rangida pelos trabalhos, cuja eficiên cia pode ser medida pela simples refe

niento, podcr-.s{--ia responder cpie, dc

A valorização econômica do Nordeste,

qualcpjer maneira, eom ou sem phineja-

que muitos julgavam uma utopia, haven do até quem preconizasse, como única

rência dc que já existem numerosas re

vir de S. Paulo a grande maioria das

solução, a transferência, em massa, das

de a cndcmia foi totalmente erradicada,

rendas federais,

populações da zona para outras áreas do Pais, passou a ser considerada sob outro

b) Alimentação - O Ministério da Agri

mento. isso teria de acontecer, visto pro

(iom ou sem planejn-

menlo, a maior parU- do cpie se aplicas se ein melhoria de portos e dc ferrovias, em sancíamento ou emergia elétrica, teria dc; provir de S. Paulo. E, cumpre trotar, além disso, cjue cjualcpter in\'c.slimento

«spccto. A questão da energia elétrica de Paulo Afonso, que foi julgada cara c incapaz de proporcionar desenvolvimen to à região, foi reexaminada. E, hoje, já

n-produti\() que se \enha a fazer, em (jualcjucr parte cio Brasil, beneficiará tôda a comunidade brasileira, e especial-

ü conhecido o fato dc que muitos indus triais paulistas, e estrangeiios radicados em S. Paulo, sc preparam para instalar

.faaapÉktfciLii".»'.

giões do País, antes maleitosas, o de on cultura continua mal dotado de verbas. E os financiamentos á lavoura, enquan to não houver um Banco Rural, serão

esporádicos e incompletos. Todavia, o plano nacional de frigoríficos é digno de aprêço; o que já sc fez a favor do trigo o altamente satisfatório, tendo-se conse

guido produzir, em 1950, 520.000 tone-


'Wf

l"J

Dmrs.o Dií.KSIO

102

KCONtíMIOO

pnalm.áo, e sendo est;\ nina vleeorréneia lógit .1 dl- melhores tfansjxirles. maiores suprimentos ile energia, etc., a suspen

iadiu» — itiii l(-n,f> <l<> lotai <jiu- h»iimimií-

mos, — Sí-ndí) do imtar «jno i prodii(,.*io nos am>s .int«TÍ<jros pouco «•xtcílla <!«-

l*'e>l.l « st.i hl' \e «- d<-fu lente cnilllM*-

200 mil toiK-laílas; «*. os fjiiaiit i.uiiofitos

ao cafó l (}U(- ainda li.i pom o foram mais

l«-meule fll\lllg.id.i. «le (jije « intenção do gnvérno |iro|M)r .i >.iis|iriis,'ii) <l.i vigêncí.i

nina vr-/. aumentados > não são de mkkIo

do Platio. Içss.i iiotii i.i . .imd.i não eon-

al^nni insatisfatórios, rjentro da nossa

firm.id.i, pode n.io ^ci \< rulii .i . 1*. >era devcj.tvej tjU'- .e-siiM .!• oiilI ç.1, |mis cS.se |il<iii<-j,uu( nlo. ( iiiu <1^ (Icfi itos <jiic |K>r

atual or'4ani/aeâo Ijaiuária. <• i 7'rnns porte — \'ári.is ferrí)\ias eslranu' ir.is fo

ram encampadas pclf) Càjsérmj Kodera],

que procr;de ao seu aparellianienlo; a Santos a Jiindiaí foi já eletrificada ein

grande parte íIo seu percurso; príjsseguein os trabaliios na Centra! do Brasil,

para a qual foram a<!(iuiridas 90 locomo

tivas moderníssimas e numerosas compo sições; foi inaugurada a rf)dovia Presi

dente Dutra, a fjiial falta um peíjuí-no treclio de revestimento, e alguut.is oliras compleuientures;

vários outros tr<clios

ferroviários e rodoviários foram (oncluí-

dos, entre os quais diversos de iulerligaçfiü; d) Energia

Os traljaihos iia fli-

drelétrica fie Paulo .Afonso jjrossegiiem úiintcrruptamente, e mnnerrisas f)ulras

obras de grande alcance estão sendo rea lizadas em IíkIo r) Vale do São Francis co, com referência à navegação, á avia ção, à agricultura e à saúde; numerosos petroleiros já foram cfinstruidos, em di versos países, para o nosscj govéruo; as obras da refinaria de Níataripe estão (piase concluídas; as dt: Cubatão, inicia das; o olefjdiilo S. Paulo-Sanlos, em avançada cfjnslriição; várias outras refi

narias, oni estudos; prosseguem os sí.tví-

ços de prospecção e perfuração do pe tróleo, em vários pontos do território na cional; diversos sistemas hidrelétricos es tão em estudo ou em andamento, em

vários pontos do País; ein estudos se en contra, igualmente, o Plano Naeional do Carvão, f|ue ainda há poueo teve um despacho favorável do atual Presidente da Hepúhlie.i.

são do Plano só poderi.i acarretar a <hniinuiçán de nossa i.-apaei<la<ie produtiv;i. O atual govérno tem mostrado a inaior atenção e interésse com relação ao piohlem.i do I uslo via vida. K qual o

( .ihe-n(»s .diidir .i mitieí.i. receii-

nielhoi proí < sMt de redu/i-lo. senão pelo ininiento d.i produção ?

acaso tenha, .liml.i |irf leii\« l .» unia anselM l.i lot.d de pLuilfuatao

F.xisle. «'• vcrdaih'. o m.iximo interesse

do govérno pela retlução tle nossas di*s-

.Além di^su. i .die (Dinidei.ir que «-Xillarnente um dfis m.iiores progressos da

p<'sas. a fim de s«' conseguir o equilíbrio

oiçameiil;\rio, ou pelo menos atenuar-lhe

.i<lmiin>-ti.u,rM) piihlu a hraMli ira, nos úl timos tempos. I .1 .ido( ão da < (iutiimidade admiiiisirali\a .

" viélicil. Todavia, as meilidas ja anun

ciadas pelo Ministro da Fazenda pode

.Aniioameuti-. cada

rão chegar, dentro de um período razoa-

go\<Tnanl<- limhiava em se mostr.ir mais original. (111 mais iuteligeuti . ou mais

^'vl, àíjuele objetivo, já jiela melhoria da arrecatlação, já jx-la eompres.são de des

iioiiesfo ipic scii aiitef cssi II . e o prilici-

pesas adiáv eis (e muitas das verbas ja

|>al meio de o dcmoiisli.ii er.i nao lhe • alohii .is leori.is. os sistemas de traha-

108

leduzivlas fazem parle dt) próprio Plano Salte). X;'io .seria, pois, nece.ssário, e nem aconselhável.

.sustar-lho a o.xocu-

ção. Se é èle. realmente, um Plano, ou

um sim[>!es Progrunifi. como. bis;\nt!naineiile. já se ilisenliu, isso não intero.s.sji práli< .imeiile. O (pie é imporl;mlo é que

seja mantido, pelo menos em suas linhas gerais.

.Aliás, se éle chegasse a ser sustado, o

próprio govérno xorificaria não lhe ser possível interromper obras do tanta im portância o as recomeçaria, com novas

verbas, porém, já então, sem planeja mento. Aconteceria, a essa altura, que

a única planifieação qiie já tivemos se ria interrompida, e as cousas pa.ssariam a fazer-se, na nova fase, ao .sabor das conveniéiieias do momento, sem ordem nem método. Seria eonvenieiite ao Paí.s essa alternativa ?

i

Ilio. (• fieni mesmo ( (iiitimtiir-ll ie as ohras

iuii iadas.. . lissa lase j,i estii. ieli/.uicnle. sripiT.ida. em iioss.i \ id.i ])olilieo-admiuislratív a . Iviiln taiito. a suspensão do Plano Salte seria um gol|)e nessa políti ca: seria a volta ao anterior regime de d'-seoii[jmiida{le.

Qnalfjiier plano administrativo

v;s

deve

t'T siifieieiite elasticidade para permitir >><•11 rcc.vanie de ti inpos a tempos, c .sua a<laptação a novas circimslàneias. Toda via, esse rccxaitic c c-ssa rv-adaptação não

<h'vem ser de tal iiiagrútude <pic coinprccndam uma total iiilcrnipçâo. Se o

atuai govcnii) v iesse a interromper, total mente, a execução do Plano Salte, ainda 'jiie posteriormente o substituísse por outro, grandes prejuízos adviriam para o

' >

•,v'J

l'nis, com a paralisação para reestiido, novas e prolongadas discussões etc. Ilá, também, outro ponderável motivo para rpie não se interromj^a a execução do Plano Salte: é <{iie, sendo o |)rineipal dos nossos jírohiemas o do incentivo à

M


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Dmrs.o Dií.KSIO

102

KCONtíMIOO

pnalm.áo, e sendo est;\ nina vleeorréneia lógit .1 dl- melhores tfansjxirles. maiores suprimentos ile energia, etc., a suspen

iadiu» — itiii l(-n,f> <l<> lotai <jiu- h»iimimií-

mos, — Sí-ndí) do imtar «jno i prodii(,.*io nos am>s .int«TÍ<jros pouco «•xtcílla <!«-

l*'e>l.l « st.i hl' \e «- d<-fu lente cnilllM*-

200 mil toiK-laílas; «*. os fjiiaiit i.uiiofitos

ao cafó l (}U(- ainda li.i pom o foram mais

l«-meule fll\lllg.id.i. «le (jije « intenção do gnvérno |iro|M)r .i >.iis|iriis,'ii) <l.i vigêncí.i

nina vr-/. aumentados > não são de mkkIo

do Platio. Içss.i iiotii i.i . .imd.i não eon-

al^nni insatisfatórios, rjentro da nossa

firm.id.i, pode n.io ^ci \< rulii .i . 1*. >era devcj.tvej tjU'- .e-siiM .!• oiilI ç.1, |mis cS.se |il<iii<-j,uu( nlo. ( iiiu <1^ (Icfi itos <jiic |K>r

atual or'4ani/aeâo Ijaiuária. <• i 7'rnns porte — \'ári.is ferrí)\ias eslranu' ir.is fo

ram encampadas pclf) Càjsérmj Kodera],

que procr;de ao seu aparellianienlo; a Santos a Jiindiaí foi já eletrificada ein

grande parte íIo seu percurso; príjsseguein os trabaliios na Centra! do Brasil,

para a qual foram a<!(iuiridas 90 locomo

tivas moderníssimas e numerosas compo sições; foi inaugurada a rf)dovia Presi

dente Dutra, a fjiial falta um peíjuí-no treclio de revestimento, e alguut.is oliras compleuientures;

vários outros tr<clios

ferroviários e rodoviários foram (oncluí-

dos, entre os quais diversos de iulerligaçfiü; d) Energia

Os traljaihos iia fli-

drelétrica fie Paulo .Afonso jjrossegiiem úiintcrruptamente, e mnnerrisas f)ulras

obras de grande alcance estão sendo rea lizadas em IíkIo r) Vale do São Francis co, com referência à navegação, á avia ção, à agricultura e à saúde; numerosos petroleiros já foram cfinstruidos, em di versos países, para o nosscj govéruo; as obras da refinaria de Níataripe estão (piase concluídas; as dt: Cubatão, inicia das; o olefjdiilo S. Paulo-Sanlos, em avançada cfjnslriição; várias outras refi

narias, oni estudos; prosseguem os sí.tví-

ços de prospecção e perfuração do pe tróleo, em vários pontos do território na cional; diversos sistemas hidrelétricos es tão em estudo ou em andamento, em

vários pontos do País; ein estudos se en contra, igualmente, o Plano Naeional do Carvão, f|ue ainda há poueo teve um despacho favorável do atual Presidente da Hepúhlie.i.

são do Plano só poderi.i acarretar a <hniinuiçán de nossa i.-apaei<la<ie produtiv;i. O atual govérno tem mostrado a inaior atenção e interésse com relação ao piohlem.i do I uslo via vida. K qual o

( .ihe-n(»s .diidir .i mitieí.i. receii-

nielhoi proí < sMt de redu/i-lo. senão pelo ininiento d.i produção ?

acaso tenha, .liml.i |irf leii\« l .» unia anselM l.i lot.d de pLuilfuatao

F.xisle. «'• vcrdaih'. o m.iximo interesse

do govérno pela retlução tle nossas di*s-

.Além di^su. i .die (Dinidei.ir que «-Xillarnente um dfis m.iiores progressos da

p<'sas. a fim de s«' conseguir o equilíbrio

oiçameiil;\rio, ou pelo menos atenuar-lhe

.i<lmiin>-ti.u,rM) piihlu a hraMli ira, nos úl timos tempos. I .1 .ido( ão da < (iutiimidade admiiiisirali\a .

" viélicil. Todavia, as meilidas ja anun

ciadas pelo Ministro da Fazenda pode

.Aniioameuti-. cada

rão chegar, dentro de um período razoa-

go\<Tnanl<- limhiava em se mostr.ir mais original. (111 mais iuteligeuti . ou mais

^'vl, àíjuele objetivo, já jiela melhoria da arrecatlação, já jx-la eompres.são de des

iioiiesfo ipic scii aiitef cssi II . e o prilici-

pesas adiáv eis (e muitas das verbas ja

|>al meio de o dcmoiisli.ii er.i nao lhe • alohii .is leori.is. os sistemas de traha-

108

leduzivlas fazem parle dt) próprio Plano Salte). X;'io .seria, pois, nece.ssário, e nem aconselhável.

.sustar-lho a o.xocu-

ção. Se é èle. realmente, um Plano, ou

um sim[>!es Progrunifi. como. bis;\nt!naineiile. já se ilisenliu, isso não intero.s.sji práli< .imeiile. O (pie é imporl;mlo é que

seja mantido, pelo menos em suas linhas gerais.

.Aliás, se éle chegasse a ser sustado, o

próprio govérno xorificaria não lhe ser possível interromper obras do tanta im portância o as recomeçaria, com novas

verbas, porém, já então, sem planeja mento. Aconteceria, a essa altura, que

a única planifieação qiie já tivemos se ria interrompida, e as cousas pa.ssariam a fazer-se, na nova fase, ao .sabor das conveniéiieias do momento, sem ordem nem método. Seria eonvenieiite ao Paí.s essa alternativa ?

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Ilio. (• fieni mesmo ( (iiitimtiir-ll ie as ohras

iuii iadas.. . lissa lase j,i estii. ieli/.uicnle. sripiT.ida. em iioss.i \ id.i ])olilieo-admiuislratív a . Iviiln taiito. a suspensão do Plano Salte seria um gol|)e nessa políti ca: seria a volta ao anterior regime de d'-seoii[jmiida{le.

Qnalfjiier plano administrativo

v;s

deve

t'T siifieieiite elasticidade para permitir >><•11 rcc.vanie de ti inpos a tempos, c .sua a<laptação a novas circimslàneias. Toda via, esse rccxaitic c c-ssa rv-adaptação não

<h'vem ser de tal iiiagrútude <pic coinprccndam uma total iiilcrnipçâo. Se o

atuai govcnii) v iesse a interromper, total mente, a execução do Plano Salte, ainda 'jiie posteriormente o substituísse por outro, grandes prejuízos adviriam para o

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•,v'J

l'nis, com a paralisação para reestiido, novas e prolongadas discussões etc. Ilá, também, outro ponderável motivo para rpie não se interromj^a a execução do Plano Salte: é <{iie, sendo o |)rineipal dos nossos jírohiemas o do incentivo à

M


Dicesto Econômico

; A verdade na biogri^ia de Franí^ssco Sales

105

grosseiros de mascarar a vontade do povo.

Daniei. dk Cabvai.«<j

grada. Cuinpri^lbe, por isso, mais do que em cpiaUpier outra circunstância, ser

Tudo est.i, .( meu ser, nnin.i ({ucstão

Em compensação, adotamos recente mente algumas f(írmas c\olutivas da mesma sonegação do vol(i jwpular, frandando-o com os conchavos para pernmta de Notaçfin para cargos diferentes e com o Mjl)òrno pr.Uicado em escala nunca

d(t justa medida p.ir.t e\itar «xtremos

sista. mesmo nos países de mais feio

e cxjin o pensamento no públicx), a que e.stas linhas se destinam, (pie dei inicio ao trabalho, repetindo a.s palavra.s do velho juramento, ainda hoje cm uso en tre os jxivos de origem anglo-saxônica;

viciosos.

tradição nesta matéria.

dizer a ^•erdade. lôda a \crdade, nadii

Não s«'i sr li.iver.i .dgueiii capa/, de dizer do Bra.sil de nossos dias o (jiie üenlliani disse d.i Ingl.(l«rra do .seu

Homens e partidos soçobraram nesse mar de corrupção. Candidato.s seguiram

mais senão a verdade.

ficlmenltí o lema: "Sabe-se (piem pu-

rias aos costumes e idéias de outras eras. Quem não re/.a pela cartillia da moda é

tempo; "nossos .mlejiassados foram in feriores a inVs ein probidade como oin

tler" e. na ânsia de alcançar o barco

esercNO de hoa-fé. E, ao contrário do velho niorali.sta, não me move nenhum

atrasado, rotineiro, saudosista. Ser mo

tudo o mais",

derno é uma garantia porque .sc consi

ment(;: "nas idades precedentes, eoino

dera modenif) sinônimo de ólinio. Os vcl]ií)s são naturalmente inclinados a louvar o tempo da sua mocidado e a

inaidizcr das coisas contemporâneas. Ahorrccciji as mudanças e inovações e têm orgulho c-m celebrar os personagens

tomar a cargo [xjr cm memória

algui»s travr»s da vida de Francisco Sales e da política minfííra do seu tem po, salteou-mc o receio de não poder guardar imparcialidade c de vir a ídcorrer em censura por ilusão de óptica histórica e pelo preconceito cm favor dos mortos.

Os moços olham com desdém para o passado c irrogam a pecha de velha-

de outrora.

 medida que o (observador se afasta

do quadro, as côrcs negras e os aspec tos sombrios vão sendo delidos da f(^rça dos anos, ao passo que sobressaem os

matizes claros e as cenas jocundas do panorama. É uma espécie de daltonismo que leva o historiador a ver sòmente as coisas belas e boas nas pessoas o nos objetos de que c.stão separados pela dis

iKJvid.tdr s. somente j)or(|ue .sâo novida des, constitui nina f('»rça conservadora da .sociedade.

fim domé.stico ou pri\adn.

na nossa, a(picjes fpic tinlumi as recleas do jxxier se oeup.i\'am mais do seu interésse particular (pu* do inlerèssc pu

eaiice

descortinando-lhes homens e coisas do

blico (• não eneontr.ivam tiin freio pode-

tico de lioje com os seu.s figurantes c o

ro.so numa opinião esclarecida". Fnlrc n()s, o progresso material, o

da época de Francisco Sales. Tínhamos um \(úh() comproniis.so de consciência

l*^ adiant«" mais incisiva-

aumento da riqueza c do bem-estar das populaçíãc-s, a facilidade das comunica-

Ç(ãe.s e transportes, a indu.slrialização, o alargamento do ensino, a melhoria das condições sanitárias, a garantia dos dii"eilos individuais políticos, — sao fatos incontestáveis.

Não menos incontestável sc mc afigu

ra, todavia, o fato do que a moralidade

pública e privada não tem acíjmpanhado

na atmosfera real, se apequenam com o afastamento do contemplador, perso

nômeno tem caráter universal, embora

é uma virtude e nela se fundou a gran

tas ao serviço do homem. Aliás, o fe

no Brasil apresente aspectos peculiares. Na política, progredimos bastante no repúdio às violências do capangas e be-

Icguias policiais, de perseguições feitas pelo governo ou pelo.s potentado.s locais.

deza dos povos antigos e das maiores

Abandonamos as atas falsas e as elei

naçíãe.s dos nossos dias.

ções a bico de pena e oulro.s processos

O receio de

■V.-w.

tios

seus

ramos.

Não tí\emos, toda\'ia, como abo, mos

trar a disparidade entre o cenário polí

no sentido de reabilitar o nome honrado

desse mineiro de boa linhagem. Exter namos essa lenção no momento do últi mo adeus á beira da sepultura, que en cerrava uma amizade de um ipiarto de

século.

Amigos cobram hoje a divida,

quo é preciso saldar.

é.sse desenvolvimento das técnicas pos

tam aos olhos do pcsqní.sador. O culto dos antepassados, sem dúvida,

C'omo Monlaigne. apra/.-me dizer que

da.s posiç(')es (pie dão poder c dinheiro, afundaram, com igual ferocidade, ami gos e ad\'crsári()s (pie nadassmn ao ai-

tancia do tempo. Já se tem dito por isso que, ao contrário das estátuas que, nagens históricos crescem c se agigan

sincen) cxinsigo mesmo. Foi a.ssim, (.Híin a noção da minha respon.sabilidado

.- ....

_

Prevenimo-nos

contra os erros e sofisinas do coração

(idola ab infuaiane affectum, da classi ficação de Bacon) c, tanto quanto pos sível, contra a tendência para transfor mar as biografias em panegíricos e para (aigrandeeer o passado em detrimento do presente.

Sem pruri

do de glória e eumprindü uma obriga ção, almejo ser útil às novas gerações, meu tempo.

Fiz grandes esforços para ser objetivo e fundamentar tôdas as a.s.serções com. lestennmbos e documentos.

Ao cabo de tudo, ver-se-á que Fran cisco Sales nem foi uma ár\'ore típico

de uma selva homogênea nem um **buriti perdido", isolado em meio de plan tas rasteiras do desciunpado Foi, sim, uma das frondcs mais altas, em virtudes,

cívicas e privadas, numa geração em (pie p^edomina^■al■n a fé cristã e o idea lismo republicano. Tivemos a ventura de \iver algum

tempo á sombra dêsse basto arvoredo e podemos repetir, sem amargura, embo ra

cheios de .saudade,

os

\ersos de

Drvden:

Nesta espécie de chamamento à agi tação da vida de muitas figuras, há tempos mergulhadas nas sombras e no

"Not 1-leaven itself upon the past has power,

silêncio dos túmulos, o narrador transfonna sua tarefa em missão quase sa

But what has been has been, and I have had my hour".

1


Dicesto Econômico

; A verdade na biogri^ia de Franí^ssco Sales

105

grosseiros de mascarar a vontade do povo.

Daniei. dk Cabvai.«<j

grada. Cuinpri^lbe, por isso, mais do que em cpiaUpier outra circunstância, ser

Tudo est.i, .( meu ser, nnin.i ({ucstão

Em compensação, adotamos recente mente algumas f(írmas c\olutivas da mesma sonegação do vol(i jwpular, frandando-o com os conchavos para pernmta de Notaçfin para cargos diferentes e com o Mjl)òrno pr.Uicado em escala nunca

d(t justa medida p.ir.t e\itar «xtremos

sista. mesmo nos países de mais feio

e cxjin o pensamento no públicx), a que e.stas linhas se destinam, (pie dei inicio ao trabalho, repetindo a.s palavra.s do velho juramento, ainda hoje cm uso en tre os jxivos de origem anglo-saxônica;

viciosos.

tradição nesta matéria.

dizer a ^•erdade. lôda a \crdade, nadii

Não s«'i sr li.iver.i .dgueiii capa/, de dizer do Bra.sil de nossos dias o (jiie üenlliani disse d.i Ingl.(l«rra do .seu

Homens e partidos soçobraram nesse mar de corrupção. Candidato.s seguiram

mais senão a verdade.

ficlmenltí o lema: "Sabe-se (piem pu-

rias aos costumes e idéias de outras eras. Quem não re/.a pela cartillia da moda é

tempo; "nossos .mlejiassados foram in feriores a inVs ein probidade como oin

tler" e. na ânsia de alcançar o barco

esercNO de hoa-fé. E, ao contrário do velho niorali.sta, não me move nenhum

atrasado, rotineiro, saudosista. Ser mo

tudo o mais",

derno é uma garantia porque .sc consi

ment(;: "nas idades precedentes, eoino

dera modenif) sinônimo de ólinio. Os vcl]ií)s são naturalmente inclinados a louvar o tempo da sua mocidado e a

inaidizcr das coisas contemporâneas. Ahorrccciji as mudanças e inovações e têm orgulho c-m celebrar os personagens

tomar a cargo [xjr cm memória

algui»s travr»s da vida de Francisco Sales e da política minfííra do seu tem po, salteou-mc o receio de não poder guardar imparcialidade c de vir a ídcorrer em censura por ilusão de óptica histórica e pelo preconceito cm favor dos mortos.

Os moços olham com desdém para o passado c irrogam a pecha de velha-

de outrora.

 medida que o (observador se afasta

do quadro, as côrcs negras e os aspec tos sombrios vão sendo delidos da f(^rça dos anos, ao passo que sobressaem os

matizes claros e as cenas jocundas do panorama. É uma espécie de daltonismo que leva o historiador a ver sòmente as coisas belas e boas nas pessoas o nos objetos de que c.stão separados pela dis

iKJvid.tdr s. somente j)or(|ue .sâo novida des, constitui nina f('»rça conservadora da .sociedade.

fim domé.stico ou pri\adn.

na nossa, a(picjes fpic tinlumi as recleas do jxxier se oeup.i\'am mais do seu interésse particular (pu* do inlerèssc pu

eaiice

descortinando-lhes homens e coisas do

blico (• não eneontr.ivam tiin freio pode-

tico de lioje com os seu.s figurantes c o

ro.so numa opinião esclarecida". Fnlrc n()s, o progresso material, o

da época de Francisco Sales. Tínhamos um \(úh() comproniis.so de consciência

l*^ adiant«" mais incisiva-

aumento da riqueza c do bem-estar das populaçíãc-s, a facilidade das comunica-

Ç(ãe.s e transportes, a indu.slrialização, o alargamento do ensino, a melhoria das condições sanitárias, a garantia dos dii"eilos individuais políticos, — sao fatos incontestáveis.

Não menos incontestável sc mc afigu

ra, todavia, o fato do que a moralidade

pública e privada não tem acíjmpanhado

na atmosfera real, se apequenam com o afastamento do contemplador, perso

nômeno tem caráter universal, embora

é uma virtude e nela se fundou a gran

tas ao serviço do homem. Aliás, o fe

no Brasil apresente aspectos peculiares. Na política, progredimos bastante no repúdio às violências do capangas e be-

Icguias policiais, de perseguições feitas pelo governo ou pelo.s potentado.s locais.

deza dos povos antigos e das maiores

Abandonamos as atas falsas e as elei

naçíãe.s dos nossos dias.

ções a bico de pena e oulro.s processos

O receio de

■V.-w.

tios

seus

ramos.

Não tí\emos, toda\'ia, como abo, mos

trar a disparidade entre o cenário polí

no sentido de reabilitar o nome honrado

desse mineiro de boa linhagem. Exter namos essa lenção no momento do últi mo adeus á beira da sepultura, que en cerrava uma amizade de um ipiarto de

século.

Amigos cobram hoje a divida,

quo é preciso saldar.

é.sse desenvolvimento das técnicas pos

tam aos olhos do pcsqní.sador. O culto dos antepassados, sem dúvida,

C'omo Monlaigne. apra/.-me dizer que

da.s posiç(')es (pie dão poder c dinheiro, afundaram, com igual ferocidade, ami gos e ad\'crsári()s (pie nadassmn ao ai-

tancia do tempo. Já se tem dito por isso que, ao contrário das estátuas que, nagens históricos crescem c se agigan

sincen) cxinsigo mesmo. Foi a.ssim, (.Híin a noção da minha respon.sabilidado

.- ....

_

Prevenimo-nos

contra os erros e sofisinas do coração

(idola ab infuaiane affectum, da classi ficação de Bacon) c, tanto quanto pos sível, contra a tendência para transfor mar as biografias em panegíricos e para (aigrandeeer o passado em detrimento do presente.

Sem pruri

do de glória e eumprindü uma obriga ção, almejo ser útil às novas gerações, meu tempo.

Fiz grandes esforços para ser objetivo e fundamentar tôdas as a.s.serções com. lestennmbos e documentos.

Ao cabo de tudo, ver-se-á que Fran cisco Sales nem foi uma ár\'ore típico

de uma selva homogênea nem um **buriti perdido", isolado em meio de plan tas rasteiras do desciunpado Foi, sim, uma das frondcs mais altas, em virtudes,

cívicas e privadas, numa geração em (pie p^edomina^■al■n a fé cristã e o idea lismo republicano. Tivemos a ventura de \iver algum

tempo á sombra dêsse basto arvoredo e podemos repetir, sem amargura, embo ra

cheios de .saudade,

os

\ersos de

Drvden:

Nesta espécie de chamamento à agi tação da vida de muitas figuras, há tempos mergulhadas nas sombras e no

"Not 1-leaven itself upon the past has power,

silêncio dos túmulos, o narrador transfonna sua tarefa em missão quase sa

But what has been has been, and I have had my hour".

1


Kc:(>nómuu>

os ÍNDICES DE

ALIMENTAÇÃO

NA PREVENÇÃO E SOLUÇÃO DE PROBLEMAS SOCIAIS J . \ }'\ I f- II M is t I'

Ciéiiciíis S(H i.iis M-m *^.11111.111(10 IiTrono no concoilíj dos «-sfodi(»'-<js, ã

<!«' .ihiiMiii.11 M

iiiipul-^o lU^.itiiio conto

"iiiotiviis" d.i .itjvid.idc liiim.in.i im inun-

vações de cnnlio ejentiíico sfio aplicados com exilo na .solii(,'ao dos proiilein.is eoni

lio .iliial

fpje se defronta o iioniem liodierno.

l«'. um t(T(.o d.i j)opul.ií..io ( I ) está oeupad.i fui .if iv idailrs \ivandu, i in ulti

na busca consci(.*nte ou ineonvcienti- d.i satisfação de necessidades de ordi in or guuica, social ou «•spiritnal. necessidades essas cpie surgem nos primeiros dias da

vida para desapar«*cerem só (om ,, 'inort(,' ?

É procisíunentc em tijrno th.ssas ne

cessidades liuniunas (pie o mundo se agi ta, pois a sua insatisfação torna impos sível a vida normal do homem na socie dade. Os estudiosos cias CiíUK ías Sodaí.s (cujo centro de interiísst; é* o lio-

inem, parte integrante da sociedade) têm ]'>ro(urado solucionar as barreiras

que surgem no deeiirso da "luta pela si da" quer individual (píer eoletisa, I*'sS(;.s homens de ciência upreuderam a intere.ssar-se pelo .seu senielhanlo c suas dificuldades, herdaram do Habino da ■ Galiléia, alguma fração do "Ama a leu

próximo como a ti mesmo" e atiraramse ao "gabinete.'" e ao "campo" para compreender mellior o homem, as inte rações cntn- êles e suas relações com o rneio-ambiente — a sociedade.

Um dos muitos "motivos" cpie levam

M.istari.i í Iiiisidi i.irilios tpie

nos Msl.idiis l iiidos d.i .XtiMTU .i do Nctr-

ma .m.iiisc. .1 vali^l.n.i" dessi- impulso -- a íoiru'.

do euslo lia alimentação" eonu) repre

nicipal, vol. 11. IDAS. pág. lSl-.'10-l. cu-

sentativo do "índice do custo dc vida".

Kstas eonsideraç-õi-s c aqueles dados

conlratuos;

ressaltam a impoiláneia do eontròlc do Alitu« iil.u,ão

-' l'♦

amiu ulo do "custo da alimentação".

Aluguel, agua c lu/

P'5 «

éste cresce .sem ser acompanhado polo

\á'sli lái io ( ániliilisl i\ eis

11% •! %

.lumento de s.dários. haverá p(U" corto

Div ei sos

16 %■

cessidades

I (idos os iteiis

11^1 '

.Araújo. O. Iv "l tua pesquisa de Pa drão de \'ida". Ke\|sl.i do Arípiivo Mu

nicipal de São Paulo. vdl. l.XXX. U)-l 1. suplemento, estabelece: .Alimentação

I«"Ii/imi ii5('. di.i .1 dia «•''ta sciido coiu-

\'e>tuário C lombusl iveis

pri-í-ndida .i iiiiporl.mei.i do lator alimeuta(..to iii) («)Miporlaim iito liiiiiiauo: al

Diversos Todos os itens

guns estudos basiados nu pesipiisas já foram exenit.idos s ili« ntaiido o jiêso dos

107

dc São Paulo". Hevisla do Aripiivo Mu

Aluguel, agu.i e lu/

í'. liit(,os.iMinit< pm i-^s" ipic riitri* nos.

1- ^ ' '

So

um desei|uilibrio na satislaçao das ne humanas

indispensáveis

à

vida: ou quase todo o salário irá para O tópico orçameulário "alimentação com pvejui/o das demais necessidades também são "motivos" importantes), ou será prejudicada a alimentação, com gra-

\-es eouseíjuèneias lauto para o indivíduo eoiiu) para a comunidade. Uma série de estudos considerados mais de orde\n econômica, eomo: os

"aumentos de salários", estabelecimento de "salários mínimos" etc., estão mima

26% 100%

intima dependência do "custo de vida c portanto do seu fator de maior ponde ração que é o custo da alimentação.

Esta observações, a curiosidade e o

gastos ( oiii griiiTos .diMteiil M io^ iM) or

Oastro e .Silva, Gecília í*".lisa, "índice íle CJusto de \'ida da l'"amilia Operária

desejo dc evidenciar as possibilidades

çamento laiiiiliai .

na Càdade de São Paulo". Separata da

esclareeeduias de estudos e pesquisas

•Segundo Havis. 11 M. "Padrão de Vida dos Operários de S, Paulo Hevis-

H<'vista do Artpiivo n." ClI — 1943,

nesto campo, levaram-nos ao aproveita

apresenta a média das porcentagens en

la do Aiípiuí) Municipal de .S. Paulo

tre os tr<"''S estudos acima, ]>ara cada

mento dc uma oportunidade que se nes,

— v-o). XIIÍ. Ib.^.T. pág. 1 1 V

tópico;

I jíi. en-

Aliiiieiilação Aluguel, água e lii/. Vestuário Combustíveis GivtTsos I odos os itens

501? 22% 10% 0% 15% 100 1

Alimentação Aluguel, água e luz Ve.sluário ' Ooinbustíveis Diversos

Todos os itens

deparou para efetuarmos o cálculo de números-índiees de alimentação, abran gendo um período de 21 anos.

< oiil ramos os d.idos :

53 % 16% 9% 3% 19%'

100 %

Infelizmente não temos estudos mais

Assim valemo-nos das "Listas dc Pre

ços" mensais do Armazém de Abasteci mento de uma de nossas grandes ferro

vias, para dali tirarmos os gêneros de 1.'' necessidade e os respectivos preços.

Fazendo um inquérito numa amostra de 500 ferroviários da Capital, conse

guimos uma lista de 21 artigos, os mais

Para l.ovvrie, S. IP, "Pe.sipiisa de Pa rirão de \'ida das hàuiiilias dos Operários

recentes, porém éstes dados objetivos sao o bastante para evidenciar a importância

da Limpe/.a Pribliea da Municipalidíide

do tópico alimentação nos orçamentos familiares, c justificam plenamente aque

consumidos, ponderaudo-se os mesmos pelo seu gasto mensal. Os artigos c respectivos pesos foram

les (jue, grosso modo, tomam o "índice

os seguintes;

o homem ao trabalho ('• a satisfação da

fome, tanto própria eomo a dc qticm vive às suas expensas. A necessidade

UliW}i i 1 1

ouir'» «pi.d'pi''i. ' mil «li»*» maiN lortcs

proporção fj(K* sciis priiK ípios i- obser

<^íicm ignora nos dias atuais «pie a vida humana é uma constante aml.K;ão

■

(1) Consirlerai;õcs no {'.-ipílulo da Mo tivação

do

Psychology".

livro

de

Guilford, ■"General


Kc:(>nómuu>

os ÍNDICES DE

ALIMENTAÇÃO

NA PREVENÇÃO E SOLUÇÃO DE PROBLEMAS SOCIAIS J . \ }'\ I f- II M is t I'

Ciéiiciíis S(H i.iis M-m *^.11111.111(10 IiTrono no concoilíj dos «-sfodi(»'-<js, ã

<!«' .ihiiMiii.11 M

iiiipul-^o lU^.itiiio conto

"iiiotiviis" d.i .itjvid.idc liiim.in.i im inun-

vações de cnnlio ejentiíico sfio aplicados com exilo na .solii(,'ao dos proiilein.is eoni

lio .iliial

fpje se defronta o iioniem liodierno.

l«'. um t(T(.o d.i j)opul.ií..io ( I ) está oeupad.i fui .if iv idailrs \ivandu, i in ulti

na busca consci(.*nte ou ineonvcienti- d.i satisfação de necessidades de ordi in or guuica, social ou «•spiritnal. necessidades essas cpie surgem nos primeiros dias da

vida para desapar«*cerem só (om ,, 'inort(,' ?

É procisíunentc em tijrno th.ssas ne

cessidades liuniunas (pie o mundo se agi ta, pois a sua insatisfação torna impos sível a vida normal do homem na socie dade. Os estudiosos cias CiíUK ías Sodaí.s (cujo centro de interiísst; é* o lio-

inem, parte integrante da sociedade) têm ]'>ro(urado solucionar as barreiras

que surgem no deeiirso da "luta pela si da" quer individual (píer eoletisa, I*'sS(;.s homens de ciência upreuderam a intere.ssar-se pelo .seu senielhanlo c suas dificuldades, herdaram do Habino da ■ Galiléia, alguma fração do "Ama a leu

próximo como a ti mesmo" e atiraramse ao "gabinete.'" e ao "campo" para compreender mellior o homem, as inte rações cntn- êles e suas relações com o rneio-ambiente — a sociedade.

Um dos muitos "motivos" cpie levam

M.istari.i í Iiiisidi i.irilios tpie

nos Msl.idiis l iiidos d.i .XtiMTU .i do Nctr-

ma .m.iiisc. .1 vali^l.n.i" dessi- impulso -- a íoiru'.

do euslo lia alimentação" eonu) repre

nicipal, vol. 11. IDAS. pág. lSl-.'10-l. cu-

sentativo do "índice do custo dc vida".

Kstas eonsideraç-õi-s c aqueles dados

conlratuos;

ressaltam a impoiláneia do eontròlc do Alitu« iil.u,ão

-' l'♦

amiu ulo do "custo da alimentação".

Aluguel, agua c lu/

P'5 «

éste cresce .sem ser acompanhado polo

\á'sli lái io ( ániliilisl i\ eis

11% •! %

.lumento de s.dários. haverá p(U" corto

Div ei sos

16 %■

cessidades

I (idos os iteiis

11^1 '

.Araújo. O. Iv "l tua pesquisa de Pa drão de \'ida". Ke\|sl.i do Arípiivo Mu

nicipal de São Paulo. vdl. l.XXX. U)-l 1. suplemento, estabelece: .Alimentação

I«"Ii/imi ii5('. di.i .1 dia «•''ta sciido coiu-

\'e>tuário C lombusl iveis

pri-í-ndida .i iiiiporl.mei.i do lator alimeuta(..to iii) («)Miporlaim iito liiiiiiauo: al

Diversos Todos os itens

guns estudos basiados nu pesipiisas já foram exenit.idos s ili« ntaiido o jiêso dos

107

dc São Paulo". Hevisla do Aripiivo Mu

Aluguel, agu.i e lu/

í'. liit(,os.iMinit< pm i-^s" ipic riitri* nos.

1- ^ ' '

So

um desei|uilibrio na satislaçao das ne humanas

indispensáveis

à

vida: ou quase todo o salário irá para O tópico orçameulário "alimentação com pvejui/o das demais necessidades também são "motivos" importantes), ou será prejudicada a alimentação, com gra-

\-es eouseíjuèneias lauto para o indivíduo eoiiu) para a comunidade. Uma série de estudos considerados mais de orde\n econômica, eomo: os

"aumentos de salários", estabelecimento de "salários mínimos" etc., estão mima

26% 100%

intima dependência do "custo de vida c portanto do seu fator de maior ponde ração que é o custo da alimentação.

Esta observações, a curiosidade e o

gastos ( oiii griiiTos .diMteiil M io^ iM) or

Oastro e .Silva, Gecília í*".lisa, "índice íle CJusto de \'ida da l'"amilia Operária

desejo dc evidenciar as possibilidades

çamento laiiiiliai .

na Càdade de São Paulo". Separata da

esclareeeduias de estudos e pesquisas

•Segundo Havis. 11 M. "Padrão de Vida dos Operários de S, Paulo Hevis-

H<'vista do Artpiivo n." ClI — 1943,

nesto campo, levaram-nos ao aproveita

apresenta a média das porcentagens en

la do Aiípiuí) Municipal de .S. Paulo

tre os tr<"''S estudos acima, ]>ara cada

mento dc uma oportunidade que se nes,

— v-o). XIIÍ. Ib.^.T. pág. 1 1 V

tópico;

I jíi. en-

Aliiiieiilação Aluguel, água e lii/. Vestuário Combustíveis GivtTsos I odos os itens

501? 22% 10% 0% 15% 100 1

Alimentação Aluguel, água e luz Ve.sluário ' Ooinbustíveis Diversos

Todos os itens

deparou para efetuarmos o cálculo de números-índiees de alimentação, abran gendo um período de 21 anos.

< oiil ramos os d.idos :

53 % 16% 9% 3% 19%'

100 %

Infelizmente não temos estudos mais

Assim valemo-nos das "Listas dc Pre

ços" mensais do Armazém de Abasteci mento de uma de nossas grandes ferro

vias, para dali tirarmos os gêneros de 1.'' necessidade e os respectivos preços.

Fazendo um inquérito numa amostra de 500 ferroviários da Capital, conse

guimos uma lista de 21 artigos, os mais

Para l.ovvrie, S. IP, "Pe.sipiisa de Pa rirão de \'ida das hàuiiilias dos Operários

recentes, porém éstes dados objetivos sao o bastante para evidenciar a importância

da Limpe/.a Pribliea da Municipalidíide

do tópico alimentação nos orçamentos familiares, c justificam plenamente aque

consumidos, ponderaudo-se os mesmos pelo seu gasto mensal. Os artigos c respectivos pesos foram

les (jue, grosso modo, tomam o "índice

os seguintes;

o homem ao trabalho ('• a satisfação da

fome, tanto própria eomo a dc qticm vive às suas expensas. A necessidade

UliW}i i 1 1

ouir'» «pi.d'pi''i. ' mil «li»*» maiN lortcs

proporção fj(K* sciis priiK ípios i- obser

<^íicm ignora nos dias atuais «pie a vida humana é uma constante aml.K;ão

■

(1) Consirlerai;õcs no {'.-ipílulo da Mo tivação

do

Psychology".

livro

de

Guilford, ■"General


DrcKHTO

108

Bcomómico Pê»y>

Gênero»

indicf fbod

1.

Açiícar refinado

2.

Alho

■3.

Arroy. agulha especial

4.

.\veia nacional

5.

Azeite nac. (óleo) . . .

6.

Banha

16

S

Batata

S.

Camo séca

I

9.

Café em pó

9

Cebola Extrato de tomate . . .

fi

Farinha de mandioca dc milho . ,

4

11 . 12.

13.

1

1

de trigo

14.

i9B9

I

7.

10.

100

Du;iísto Econômico

.>

15.

Fubá mimoso

.5

16.

Feijão chumbinho . ,

íi

17.

Fósforos

0.5

18.

Macarrão de 1.* . .. . ,

3

19.

Sai

5

20.

Queijo tipo parmezão

0.5

Calculando-se os números-índices

ponderados do preço da

1

o 1/1

alimentaçii»,

centramos; Aiuf

N." índice

Ano

S." Índice

1929

100

1940

123

1930

83

1941

134

1931

7ô

1942

155

1932

71

1943

195

1933

86

1944

244

1934

86

1945

267

1935

111

1946

278

1936

117

1947

357

1937

126

1948

398

1938

122

1949

437

1939

118

1950

540

-

O gráfico a seguir ilustra melhor a oscilação dos índices:

'4 N,

4

Hi


DrcKHTO

108

Bcomómico Pê»y>

Gênero»

indicf fbod

1.

Açiícar refinado

2.

Alho

■3.

Arroy. agulha especial

4.

.\veia nacional

5.

Azeite nac. (óleo) . . .

6.

Banha

16

S

Batata

S.

Camo séca

I

9.

Café em pó

9

Cebola Extrato de tomate . . .

fi

Farinha de mandioca dc milho . ,

4

11 . 12.

13.

1

1

de trigo

14.

i9B9

I

7.

10.

100

Du;iísto Econômico

.>

15.

Fubá mimoso

.5

16.

Feijão chumbinho . ,

íi

17.

Fósforos

0.5

18.

Macarrão de 1.* . .. . ,

3

19.

Sai

5

20.

Queijo tipo parmezão

0.5

Calculando-se os números-índices

ponderados do preço da

1

o 1/1

alimentaçii»,

centramos; Aiuf

N." índice

Ano

S." Índice

1929

100

1940

123

1930

83

1941

134

1931

7ô

1942

155

1932

71

1943

195

1933

86

1944

244

1934

86

1945

267

1935

111

1946

278

1936

117

1947

357

1937

126

1948

398

1938

122

1949

437

1939

118

1950

540

-

O gráfico a seguir ilustra melhor a oscilação dos índices:

'4 N,

4

Hi


IIV

Dicksto Eco

Os índícfs de ulintent;ivão repr<rs<*nl.iin papel importante no contrôlí' do bemestar da Cf>ínnnífladt'.

Km HMT. forne

em .âb.iivo-.issmacjo dirigido .'i Diretoria,

rovia tde cujos Armazéns de Abasteej.

mentíi eolliemfís íjs dadfjs para o cál-

contra acpn ia alta d«- pi« ços pir élfS in.idtnissiN ei. espi-( laliiir nl' n.ejoel.i é|>o-

etilo dos nnnHTOs-indieí-s rieste Iraba-

< .1 cic- .mimos ev.dt.idi is.

dado). Em abril da>|iie]e ano. '{iiando por rnotisos de ordem política «' econô mica a lc.*nsão eritrcr os ferrcjs i;irií»s era

j^rande, (tendo já o índice- aunietétado

de 379 em março para -112 em abril j, o

diretor ao saber í|ue o índice para maio era de 449 (pois os preços eram d,|cr minados corri cjnase um nit-s cl<- antece dência) deu ordem ao superintendente

dos Armazéns de Abastecimento para

I •

de in.iio. com a majoração i rec lamavam

cíamos mensalmentí: à Diretoria <la l*'er-

llio;, o número-íiidice dfj custí) <l.i ali mentação (i»éneros fie primeira lu-cesM-

que mantivesse os pr<-(;os dc- abril c-t,,. hora corn prc-juízos.

Antes que tal determinação checasse

ao conliecírnento dos intoressados. já

Di<íf~vio

eeiiteiias de fe rros i jrice. < «pn* baviam recebido as listas <le prcan». para o mês

111

EtioNÒMico

V

1

4 60

\finlas iiM-did.i"^ pr« \enti\.is importaiit« s cjnei d«- ordem ei cuionma on soci.d so serão possíveis mi. iiiais a< i rt.uias. cpianclo base.ida-^ em dados <»b|etivns sobre- a situação mi problema.

4C0

• íâO

Crof' CC I

O ^r.ilií cj .seiiiiiiite n lerc iiti - .los mi-

iiii-ros-indi(-« s caltul.idos para o ano de 19-17. reví-la .i bai\a pr<)posil.d (didcrminada eomo m«-di<la de pn-caução) dos preços dos i»éiieros alimeiitieios. ( meses de jiiiilio, julíio. .1140SI0. pois m.iio Hcou I fiiiservado imial a abril ), ao.s poucos

/4//.-n<Si>'o.',»0

J40

siibiudo iiovaiiic-rife ale alcançar o ín dice- anleri<;r a maio, eoufornic» a ten

dência natural d.i curva.

.uj;. cmva .cveU. um rn„u- m-Mu.bnclnv cia tendência da série.

Aim basi- cliú-renlc- do gváfu-c» anlcrioi)

1

IM,- inqurno esln.lo .■ c-ninenlárins llelãn nn>is sòniente fmneeevcom - sãoconcurso problemas' ,. ' I. ' , ii/.\ íw que íiuf» sòmcnlo com oO concurso das -. I. . niii' i. com- no\()S das '.sU-

mnui-iio

esludo

c

1 "I""''^i'I'"'- s. è is^ i pl..xKlad,. ,los

i-MOf «•sclarccmientos i* soluçoi.s que

-

S

vo

in('-toclos ciupiricos do passado nao po-

— Na interpretação dos Jenómenos reveladn«

meiro lugar o aumento progressivo do custo dos eénóV "mados por alguns como aumento do custo de vidai ? o início da Segunda Guerra Mundial, aumente êsse n.f.

.

\

-

<-'m PJ I9o-

540). Além disso nota-se a presença do um nèrír?^ t - 1 ■' "ndiee — • (1929) que se seguiu juslamenle após a grande c-, i ' ,'no .•>i.o-ba:avalor aquisitivo da moeda foi por certo um dos fnf?>r "i 9"-'*'"^'" í' do tiva dos preços dos gêneros alimentícios. Durante c^s nnís- Vi* Muedn rela-

nas variações, ns fndice.s são rnantido.s em tórno do fndfccf 100 cíc/aSas?

Ciências Sociais (novos métodos, .surgi- .. „.ncomitantcmcnte) serão satisfat.V v

liamcnlt uso\i o. .

»

^


IIV

Dicksto Eco

Os índícfs de ulintent;ivão repr<rs<*nl.iin papel importante no contrôlí' do bemestar da Cf>ínnnífladt'.

Km HMT. forne

em .âb.iivo-.issmacjo dirigido .'i Diretoria,

rovia tde cujos Armazéns de Abasteej.

mentíi eolliemfís íjs dadfjs para o cál-

contra acpn ia alta d«- pi« ços pir élfS in.idtnissiN ei. espi-( laliiir nl' n.ejoel.i é|>o-

etilo dos nnnHTOs-indieí-s rieste Iraba-

< .1 cic- .mimos ev.dt.idi is.

dado). Em abril da>|iie]e ano. '{iiando por rnotisos de ordem política «' econô mica a lc.*nsão eritrcr os ferrcjs i;irií»s era

j^rande, (tendo já o índice- aunietétado

de 379 em março para -112 em abril j, o

diretor ao saber í|ue o índice para maio era de 449 (pois os preços eram d,|cr minados corri cjnase um nit-s cl<- antece dência) deu ordem ao superintendente

dos Armazéns de Abastecimento para

I •

de in.iio. com a majoração i rec lamavam

cíamos mensalmentí: à Diretoria <la l*'er-

llio;, o número-íiidice dfj custí) <l.i ali mentação (i»éneros fie primeira lu-cesM-

que mantivesse os pr<-(;os dc- abril c-t,,. hora corn prc-juízos.

Antes que tal determinação checasse

ao conliecírnento dos intoressados. já

Di<íf~vio

eeiiteiias de fe rros i jrice. < «pn* baviam recebido as listas <le prcan». para o mês

111

EtioNÒMico

V

1

4 60

\finlas iiM-did.i"^ pr« \enti\.is importaiit« s cjnei d«- ordem ei cuionma on soci.d so serão possíveis mi. iiiais a< i rt.uias. cpianclo base.ida-^ em dados <»b|etivns sobre- a situação mi problema.

4C0

• íâO

Crof' CC I

O ^r.ilií cj .seiiiiiiite n lerc iiti - .los mi-

iiii-ros-indi(-« s caltul.idos para o ano de 19-17. reví-la .i bai\a pr<)posil.d (didcrminada eomo m«-di<la de pn-caução) dos preços dos i»éiieros alimeiitieios. ( meses de jiiiilio, julíio. .1140SI0. pois m.iio Hcou I fiiiservado imial a abril ), ao.s poucos

/4//.-n<Si>'o.',»0

J40

siibiudo iiovaiiic-rife ale alcançar o ín dice- anleri<;r a maio, eoufornic» a ten

dência natural d.i curva.

.uj;. cmva .cveU. um rn„u- m-Mu.bnclnv cia tendência da série.

Aim basi- cliú-renlc- do gváfu-c» anlcrioi)

1

IM,- inqurno esln.lo .■ c-ninenlárins llelãn nn>is sòniente fmneeevcom - sãoconcurso problemas' ,. ' I. ' , ii/.\ íw que íiuf» sòmcnlo com oO concurso das -. I. . niii' i. com- no\()S das '.sU-

mnui-iio

esludo

c

1 "I""''^i'I'"'- s. è is^ i pl..xKlad,. ,los

i-MOf «•sclarccmientos i* soluçoi.s que

-

S

vo

in('-toclos ciupiricos do passado nao po-

— Na interpretação dos Jenómenos reveladn«

meiro lugar o aumento progressivo do custo dos eénóV "mados por alguns como aumento do custo de vidai ? o início da Segunda Guerra Mundial, aumente êsse n.f.

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<-'m PJ I9o-

540). Além disso nota-se a presença do um nèrír?^ t - 1 ■' "ndiee — • (1929) que se seguiu juslamenle após a grande c-, i ' ,'no .•>i.o-ba:avalor aquisitivo da moeda foi por certo um dos fnf?>r "i 9"-'*'"^'" í' do tiva dos preços dos gêneros alimentícios. Durante c^s nnís- Vi* Muedn rela-

nas variações, ns fndice.s são rnantido.s em tórno do fndfccf 100 cíc/aSas?

Ciências Sociais (novos métodos, .surgi- .. „.ncomitantcmcnte) serão satisfat.V v

liamcnlt uso\i o. .

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^


Oií;kst«) Ecxvnòmico • lis

NOVOS PLANOS

ritueiunal, jxir distinto engcniiciro fer roviário, com largos propósitos reforma

I V

dores e com uma prática dc transporte

na sua distribuição, que S() pode ser

\X)T via férrea (pie não deve ter .sido um

feita alra\'('s dc um sistema de trans

perniili.ss»-, «jii.uul»» iiicnu.s, o

do.s menores elementos para o pleno

(I(rs«-riví>|\ iiiu-ntíi (Ia prodiiç.u), fjuc ass<*-

exercicio de seu cargo. O Ministério tratou, desde logo. uma vez que en contrara os graves proble mas de transportes poslo.s a mi pelas consecjuências.

portes e que. portanto, e.stá integralmen te entrosada eoin tal si.steina, seja ôle (jnal fôr. O desvio antigo, de con siderar o planejamento da

sileiro de transportes, submetido a uma lapso e forneceu motÍNO a inquietações

para o.s portos cxjKjrtadorc.s. O aparélho estatal vinha «-ív.kÍo, do {Kintíj (!<• vista da possibilidade dc re formas estruturais, dos mesmos vícios do

contribuindo, entre ou

para um encarecitnento

ainda maior dos gêneros dc consumo

. í' imediato, necessitados pela população /,

dos grandes centros urbanos, das zonas

densamente habitadas, daquelas que, en-

'.

tregues à produção para mercados ex-

^ temos, necessitavam de alimentos c materias-primas, — tudo indicava tpie ficássemos alertados para a imperiosa ne cessidade dc uma reforma naquele sis tema, que lhe permitisse desempenhar a sua importante função, no escoamento

e na distribuição do que iam produzin do, com grandes dificuldades, os núcleos espalhados pelo arquipélago continental brasileiro. A colheita da experiência de via ser sucedida por uma reforma no aparelho estatal, com o advento da or

dem constitucional, que permitiria, por parto de órgãos autônomos e especiali;

gurassc a Ii\rc (Ircuiaçãn inlcni.i. qur nao alravanta-ssc c» cscoaitu-nto natural

tras cousas,

*

jxjrlci

prova decisiva, ameaçou entrar em cogeneralizadas,

critério funcional, isto ê, os representan tes dos ministérios que, mal ou bem.

Neu>on WwiNECK Sr)tJHr

da amarga experiência trazida DBi'Ois pela guerra, quando o sistema bra '•

período presidencial que se iniciou com 4) reti^mo do País à normalidade cons-

zados, submetidos à fiscalização de ou tros órgãos e à atenção do público e

''dos interessados, estudos objetivos do cruciante problema nacional dos trans. portes. Ajiunciava-sc, portanto, uma

nova fase, se não para tudo, pelo menos no que dizia respeito ao caso dos trans portes. A experiência era recente, e os ; orgãos legislativos, com comissões es peciais, examinariam as propostas do

Executivo, ou proporiam reformas, capa zes de efetivar a necessidade, posta em último recurso, de um sistema de tians-

pa.ssado.

.\no havia, entre o.s si*us di

versos órgãos, as ligações cie dependên cia e tlf (livi.sâf) (!<• trabalho, (jue lhes permitisse d funcionaiiienlo coordenado.

Assim, o Minist('rio da Viação trataria

do problema transportes como se êle se constituísse^ ern mat('TÍ:i isolada, não

dependente dc- (uitidade outras, de carãter econômico, e ligadas, portanto, a ou tros Ministérios como o da Agricultura, por exemplo, (juc tratava do fomento da

privativo de engenheiros.

uma (aimissão Revisora d«i

de\ia rcpolir-se.

Plano (leral de Viação Na

do-sc. devia acarretar as

cional.

critério niolivou a escolha

de seus membros, que di retrizes lhe foram traçadas,

(jue rumos deveria seguir, ao seu tra

tran,sportc influía no custo da produção

de tal forma que seria necessária esta ou aquela providência, no sentido de ba

ratear os fretes ou de assegurar transpor te oportuno para os produtos perecíveis.

O Ministério da Viação, como sempre, deveria planejar i.solado, autcmomo, sem ouvir economistas, sem ouvir os (irgãos da prodvição, sem eon.sultar as necessi

dades regionais. As funções do Ministério da Viação foram desempenhadas, em quase todo o

V- ■■

Repetin-

deformações, os

mesmos erros, as

tuída i'sla comissão, ijuc

mesmas

falhas do passado, — falhas, erros e defonnações que se apresentam inevitá-

\eis desde que se pretenda separar o

balho. já não d(^ planejamento, pròpria-

problema \'iação do problema transpor

mente, mas de revisão? O sentido que

tes, dc que aquela não é mais do que o meio, o processo, a maneira de exe-

prio ministro da Viação: "A Comissão

opinar no sentidq de (]ue o preço do

mesmas

Como toi consti

através de divisões administrativas, e não

to imprescindível. Muito meno,s podia

viação, — nem se falava em transportes, — um tema

litar mundial, de constituir

presidiu a nomeação dc seus membros ficou bem claro nas palavras do pró

gião, apresentava, para um escoamen

tanto. são profundariicntc interessados

no Brasil, do conflito mi

produção mineral, vegetal e animal, podia oficialmente opinar sêibre as ne cessidades qiKí a produção agrícola, mi neral ou animal, desta ou daquela re

tratam do fomento da produção c, por

Revisora do Plano Geral de Viação Na

cional, integrada por grandes expressões da engenharia e por brilhantes repre sentantes dos Ministério.s Militares"...

cução. Se estamos longe de considerar

os engenheiros dixorciados do estudo do problema de viação, isto é, da parte executiva, da parte de construção ou

aparelhamento de vias de (Ximunicação. — não poderemos, sob pena de incidir

Assim, a nova Comissão de Viação, com

nos mesmos erros do passado, acreditá-

alçada para decidir .sobre o sistema do transportes, era constituída segundo o mesmo critério que, no passado, pre

los, pela simples condição de enge

sidira a escolha dc membros para as

caráter econômico, evidentemente fora do campo de trabalho da engenharia. Grandes engenheiros do passado haviam

comissões anteriores, isto é, por enge

nheiros, alguns dos quais não tinham es tudos especiais sôbre o problema de

nheiros, em situação de opinar sôbre o

planejamento dos transportes, tema de

falhado, nesse campo, e entre êles es

Nela, como no

tavam alguns dos mais ilustres no terre no da \nação nacional. Para só referir um nome, o de Paulo de Frontim, ve mos como eram técnicos de alto reno

passado, não tinham representação os (Wgãos da produção, nem mesmo pelo

profissionais, constnitores de ferrovias.

viaçao e muito menos sobre o de trans

portes, e pelo critério funcional, de re presentação de membros de outros mi

nistérios, os militares.

me e capacidade, senliores dos segredos


Oií;kst«) Ecxvnòmico • lis

NOVOS PLANOS

ritueiunal, jxir distinto engcniiciro fer roviário, com largos propósitos reforma

I V

dores e com uma prática dc transporte

na sua distribuição, que S() pode ser

\X)T via férrea (pie não deve ter .sido um

feita alra\'('s dc um sistema de trans

perniili.ss»-, «jii.uul»» iiicnu.s, o

do.s menores elementos para o pleno

(I(rs«-riví>|\ iiiu-ntíi (Ia prodiiç.u), fjuc ass<*-

exercicio de seu cargo. O Ministério tratou, desde logo. uma vez que en contrara os graves proble mas de transportes poslo.s a mi pelas consecjuências.

portes e que. portanto, e.stá integralmen te entrosada eoin tal si.steina, seja ôle (jnal fôr. O desvio antigo, de con siderar o planejamento da

sileiro de transportes, submetido a uma lapso e forneceu motÍNO a inquietações

para o.s portos cxjKjrtadorc.s. O aparélho estatal vinha «-ív.kÍo, do {Kintíj (!<• vista da possibilidade dc re formas estruturais, dos mesmos vícios do

contribuindo, entre ou

para um encarecitnento

ainda maior dos gêneros dc consumo

. í' imediato, necessitados pela população /,

dos grandes centros urbanos, das zonas

densamente habitadas, daquelas que, en-

'.

tregues à produção para mercados ex-

^ temos, necessitavam de alimentos c materias-primas, — tudo indicava tpie ficássemos alertados para a imperiosa ne cessidade dc uma reforma naquele sis tema, que lhe permitisse desempenhar a sua importante função, no escoamento

e na distribuição do que iam produzin do, com grandes dificuldades, os núcleos espalhados pelo arquipélago continental brasileiro. A colheita da experiência de via ser sucedida por uma reforma no aparelho estatal, com o advento da or

dem constitucional, que permitiria, por parto de órgãos autônomos e especiali;

gurassc a Ii\rc (Ircuiaçãn inlcni.i. qur nao alravanta-ssc c» cscoaitu-nto natural

tras cousas,

*

jxjrlci

prova decisiva, ameaçou entrar em cogeneralizadas,

critério funcional, isto ê, os representan tes dos ministérios que, mal ou bem.

Neu>on WwiNECK Sr)tJHr

da amarga experiência trazida DBi'Ois pela guerra, quando o sistema bra '•

período presidencial que se iniciou com 4) reti^mo do País à normalidade cons-

zados, submetidos à fiscalização de ou tros órgãos e à atenção do público e

''dos interessados, estudos objetivos do cruciante problema nacional dos trans. portes. Ajiunciava-sc, portanto, uma

nova fase, se não para tudo, pelo menos no que dizia respeito ao caso dos trans portes. A experiência era recente, e os ; orgãos legislativos, com comissões es peciais, examinariam as propostas do

Executivo, ou proporiam reformas, capa zes de efetivar a necessidade, posta em último recurso, de um sistema de tians-

pa.ssado.

.\no havia, entre o.s si*us di

versos órgãos, as ligações cie dependên cia e tlf (livi.sâf) (!<• trabalho, (jue lhes permitisse d funcionaiiienlo coordenado.

Assim, o Minist('rio da Viação trataria

do problema transportes como se êle se constituísse^ ern mat('TÍ:i isolada, não

dependente dc- (uitidade outras, de carãter econômico, e ligadas, portanto, a ou tros Ministérios como o da Agricultura, por exemplo, (juc tratava do fomento da

privativo de engenheiros.

uma (aimissão Revisora d«i

de\ia rcpolir-se.

Plano (leral de Viação Na

do-sc. devia acarretar as

cional.

critério niolivou a escolha

de seus membros, que di retrizes lhe foram traçadas,

(jue rumos deveria seguir, ao seu tra

tran,sportc influía no custo da produção

de tal forma que seria necessária esta ou aquela providência, no sentido de ba

ratear os fretes ou de assegurar transpor te oportuno para os produtos perecíveis.

O Ministério da Viação, como sempre, deveria planejar i.solado, autcmomo, sem ouvir economistas, sem ouvir os (irgãos da prodvição, sem eon.sultar as necessi

dades regionais. As funções do Ministério da Viação foram desempenhadas, em quase todo o

V- ■■

Repetin-

deformações, os

mesmos erros, as

tuída i'sla comissão, ijuc

mesmas

falhas do passado, — falhas, erros e defonnações que se apresentam inevitá-

\eis desde que se pretenda separar o

balho. já não d(^ planejamento, pròpria-

problema \'iação do problema transpor

mente, mas de revisão? O sentido que

tes, dc que aquela não é mais do que o meio, o processo, a maneira de exe-

prio ministro da Viação: "A Comissão

opinar no sentidq de (]ue o preço do

mesmas

Como toi consti

através de divisões administrativas, e não

to imprescindível. Muito meno,s podia

viação, — nem se falava em transportes, — um tema

litar mundial, de constituir

presidiu a nomeação dc seus membros ficou bem claro nas palavras do pró

gião, apresentava, para um escoamen

tanto. são profundariicntc interessados

no Brasil, do conflito mi

produção mineral, vegetal e animal, podia oficialmente opinar sêibre as ne cessidades qiKí a produção agrícola, mi neral ou animal, desta ou daquela re

tratam do fomento da produção c, por

Revisora do Plano Geral de Viação Na

cional, integrada por grandes expressões da engenharia e por brilhantes repre sentantes dos Ministério.s Militares"...

cução. Se estamos longe de considerar

os engenheiros dixorciados do estudo do problema de viação, isto é, da parte executiva, da parte de construção ou

aparelhamento de vias de (Ximunicação. — não poderemos, sob pena de incidir

Assim, a nova Comissão de Viação, com

nos mesmos erros do passado, acreditá-

alçada para decidir .sobre o sistema do transportes, era constituída segundo o mesmo critério que, no passado, pre

los, pela simples condição de enge

sidira a escolha dc membros para as

caráter econômico, evidentemente fora do campo de trabalho da engenharia. Grandes engenheiros do passado haviam

comissões anteriores, isto é, por enge

nheiros, alguns dos quais não tinham es tudos especiais sôbre o problema de

nheiros, em situação de opinar sôbre o

planejamento dos transportes, tema de

falhado, nesse campo, e entre êles es

Nela, como no

tavam alguns dos mais ilustres no terre no da \nação nacional. Para só referir um nome, o de Paulo de Frontim, ve mos como eram técnicos de alto reno

passado, não tinham representação os (Wgãos da produção, nem mesmo pelo

profissionais, constnitores de ferrovias.

viaçao e muito menos sobre o de trans

portes, e pelo critério funcional, de re presentação de membros de outros mi

nistérios, os militares.

me e capacidade, senliores dos segredos


Digusto

114

mas destituídos de elementos para julgar

o trrain qn»' ficaram enlregues ao crité

o problema de transportes, problema,

rio da comissão. Outra iniciativa da co missão óllima foi a de estabelecer conti nuidade eoiii o plam-jamento anterior, e

convém repetir umiudadas vê-/X'S, de ca ráter econômico iníludível.

*

A revisão processada no Minislcrio

1

Pestana teve, desde logo, um traço dif<í-

(

renciador, em relação ao cjut^ se fi/i-ra

' no passado.

Nas pala\'ras do próprio

Í ministro: "A Comissão... adotou um critério que mereceu logo a minha apro-

r. r

Económídúí

por isso iiiesiiio iiao i'stava destinada a planejar, mas a rever uní planejamento já cstaheic-eído. Ftindaria a necessidade tie eoutinuidade, para o futnro, solici tando (|m- iK iilmma alteração sofresse o sen lrahalli'1 senão passado nm iieriudo

ra/oá\'el ílc- tempo. .V medida, dado o

vação e que constituiu cm se propor um Plano de Viação para ser "executado

tcmiperamento brasileiro, pouco afeito á

j em breve tempo, de acordo com os rc-

[(

cursos do Tesouro Federal". Isto é, ao

continuidade, era mais ou menos inó_ mas já indii ava um sintoma. As

||

contrário das comissões do passado, <juo

sim ( <»mo deeidir.i a comissão não alte

l[. planejavam no espaço teórico de necessi-

rar, pelo menos ein traços essenciais, o

j

nutenção de suas propostas por um pra

dades gerais e .sem as restrições do.s meios a empregar, a nova comissão se restringia, sob dois aspectos, o do prazo de execução, muito importante, e o

n dos meios disponíveis, mais importante

^ ainda. Sem essas duas dimensões, veal< mente, como planejar? Como propor ai1 guma tarefa, sem levar em considera-

] ção o prazo em que deve ser executada

1; e os meios materiai.s que demandará? ' Só o teorismo do passado poderia aiito-

• rizar aqueles planejamentos, alguns ofi ciais, em que se abandonava, - uma ^ ' vez até premeditadamente, - os elementos fundamentais de prazo e de custo. A comissão constituída no Ministério

^ - Pestana isentou-se de tais desvios mas, y.

.Ainda na disc ussão do ponto do vista

de '|ue a comissão revisora não ohedoc-eu, em seu trabalho, a critérios econô micos. ligados às necessitiadcs da pro

dução, é interessante assinalar que.o Ministro Pestana, em conferência pro nunciada no Instituto de Engenharia de São Paulo, e depois repetida em outros

locais, dos (luai.s nenhum era órgão de natureza econômica, teve oportunidade

de pronunciar algumas palavras altament(í expressivas: "O projeto de umu estrada de ferro não estará completo sem uma ampla investigação gco-cconómic;\

(pie permita prever a densidade dc trá

ção do ministro, em diretriz por ôlc bai

fego da ferrovia a construir." Lúcidas

xada, diretriz que refletisse a orientação do govêrno, o seu plano econômico, a

palavra.-;, sem dúvida. Ma.s se um sim ples projeto ferroviário exige essa complementaçãn essencial, como não a exig,. um plano de Viação Nacional? Nos pm. jetos ferroviários quem trata daqvtclu in vestigação não são os engenlieiros, enearregados da constmção, — tomada a

produção, mas por sugestão da própria comissão, aprovada pelo ministro.

Isto

é, se a comissão não propusesse que se considerassem as variáveis importantes de prazo e custo, também o governo não Para

construção, aqui, iio seu amplo sentido, isto é, desde o planejamento, — mas ór

èle, eram problemas de detalhe, e tanto

gãos de natureza econômica, ligados ou

.se preocuparia com tais cousas.

,

zo aceilÚNi-I.

é interessante notar, não por detcrmina-

, .sua visão de conjunto do problema da

,

plano anterior, lami)éin opinava na ma

Dicesto Econômico

115

nãc. à estrada, à empresa construtora ou íncorporadora. Para fornecer um e.xcm-

inclu.sive um trabalho de leigo sobre a

plo concreto, aliás, do conhecimento do

população que o Brasil poderia compor

próprio Ministério da Viação: a Mojiana organizou uma divisão de investiga ção econômica, mas não constituiu essa

divisão com engenheiros ferroviários.

Como con.stitinT comissões de planeja

mento amplo da viação nacional apenas com engenheiros ? E som .subordiná-las

Através do critérios muito discutíveis,

tar, di.scutiu o mÍni.stro as condicionais

e as determinantes que, a .seu ver, e não

refletindo sequer uma política econômi

ca do govêrno, que nao a tinha, teriam influência no planejamento da viação nacional. Entre outras considerações, esclareceu o conferencista que o caso do

a diretrizes econômicas ?

Brasil se apresentava com traços parti

Através da conferência pronunciada pelo Ministro Pestana em ocasiões di versas, é po.ssívcl constatar que, na ma

culares negativos, entre os quais estava, certamente, a característica do que mais de 40% do território nacional distarem

neira dc ver daquele ministro, uni pla nejamento pura a \'iação nacional deve

ria levar cm consideração quntro termos básicos : a situação demográfica, o ren dimento humano, as possibilidades de desenvolvimento regional c as linhas na

turais de circulação. Interessante que é considerado termo essencial o que se re fere às possibilidades do desenvolvimen to regional, mas não o desenvolvimento real, isto é, a nece.ssidade real de escoa

mais do 1.000 quilômetros da costa, is to é de um pôrto qualquer. mas

é necessiírio considerar, dc outr. ;essaiiu

-

território distante

^

a produção a tronsport.xr. teórico.-í, isto i

con.síderação do iator ^^"""y^go-sas^do dem conduzir a distorsoes peng problema.

motivos que

co evidente, estejam condicionados poi

tola que convém ao Bras.

aquôle que é representado pela produ ção- Está a população, o rendimento Jo seu trabalho, a possibilidade da re gião em que vive vir a se tornar zona econômica interessante, a via natural de

circulação, - mas não está a produção, j que vem a significar que, num estudo

Q (.ntérios

fiel nc. fim dcaqueles contas,que quenao -« ^ ie\c

transporte. Entre os quatro têrmos, também, embora tenham teor econômi

entre os fatôres dc influência no plane jamento, ao ver do ministro, não está

tôda

lômetros da costa que exis

mento, a produção existente o que pede

fatôrcs econômicos, — nenhum é de na tureza econômica. Para melhor dizer:

,

parte, que é dentro da fm^a -parte, que e ucuuu

Depois de afirmar,

^ jj é a de 1,60,

^

ni. o """ifrrírnuma forniaesque-

f,XT"°dcvTser cUituido pnndpalêÚtT'por um conjunto dc hnhas-tron"r convergindo nos pnnapars portos, corladas, a distâncias varmve.s do htoral por outras linhas ferreas cuja funçãò será estabelecer comunicações dire tas entre regiões ou Estados.'

A fór

mula, pela sua simplicidade c seu cará

ter vago, serve a muitos países, e não

Je plano de viação, já que não se quer

só no Brasil, e, em tese, o problema se

considera, nesse ponto do vista, menos a cousa essencial que é, precisamente, o

teressa, porém, é a afirmativa ministe

considerar a palavra transporte, tudo se que transportar.

constitui com tal fisionomia. O que in rial de que as cordas interiores, as li nhas que cortam as fenovias de escoa-

1


Digusto

114

mas destituídos de elementos para julgar

o trrain qn»' ficaram enlregues ao crité

o problema de transportes, problema,

rio da comissão. Outra iniciativa da co missão óllima foi a de estabelecer conti nuidade eoiii o plam-jamento anterior, e

convém repetir umiudadas vê-/X'S, de ca ráter econômico iníludível.

*

A revisão processada no Minislcrio

1

Pestana teve, desde logo, um traço dif<í-

(

renciador, em relação ao cjut^ se fi/i-ra

' no passado.

Nas pala\'ras do próprio

Í ministro: "A Comissão... adotou um critério que mereceu logo a minha apro-

r. r

Económídúí

por isso iiiesiiio iiao i'stava destinada a planejar, mas a rever uní planejamento já cstaheic-eído. Ftindaria a necessidade tie eoutinuidade, para o futnro, solici tando (|m- iK iilmma alteração sofresse o sen lrahalli'1 senão passado nm iieriudo

ra/oá\'el ílc- tempo. .V medida, dado o

vação e que constituiu cm se propor um Plano de Viação para ser "executado

tcmiperamento brasileiro, pouco afeito á

j em breve tempo, de acordo com os rc-

[(

cursos do Tesouro Federal". Isto é, ao

continuidade, era mais ou menos inó_ mas já indii ava um sintoma. As

||

contrário das comissões do passado, <juo

sim ( <»mo deeidir.i a comissão não alte

l[. planejavam no espaço teórico de necessi-

rar, pelo menos ein traços essenciais, o

j

nutenção de suas propostas por um pra

dades gerais e .sem as restrições do.s meios a empregar, a nova comissão se restringia, sob dois aspectos, o do prazo de execução, muito importante, e o

n dos meios disponíveis, mais importante

^ ainda. Sem essas duas dimensões, veal< mente, como planejar? Como propor ai1 guma tarefa, sem levar em considera-

] ção o prazo em que deve ser executada

1; e os meios materiai.s que demandará? ' Só o teorismo do passado poderia aiito-

• rizar aqueles planejamentos, alguns ofi ciais, em que se abandonava, - uma ^ ' vez até premeditadamente, - os elementos fundamentais de prazo e de custo. A comissão constituída no Ministério

^ - Pestana isentou-se de tais desvios mas, y.

.Ainda na disc ussão do ponto do vista

de '|ue a comissão revisora não ohedoc-eu, em seu trabalho, a critérios econô micos. ligados às necessitiadcs da pro

dução, é interessante assinalar que.o Ministro Pestana, em conferência pro nunciada no Instituto de Engenharia de São Paulo, e depois repetida em outros

locais, dos (luai.s nenhum era órgão de natureza econômica, teve oportunidade

de pronunciar algumas palavras altament(í expressivas: "O projeto de umu estrada de ferro não estará completo sem uma ampla investigação gco-cconómic;\

(pie permita prever a densidade dc trá

ção do ministro, em diretriz por ôlc bai

fego da ferrovia a construir." Lúcidas

xada, diretriz que refletisse a orientação do govêrno, o seu plano econômico, a

palavra.-;, sem dúvida. Ma.s se um sim ples projeto ferroviário exige essa complementaçãn essencial, como não a exig,. um plano de Viação Nacional? Nos pm. jetos ferroviários quem trata daqvtclu in vestigação não são os engenlieiros, enearregados da constmção, — tomada a

produção, mas por sugestão da própria comissão, aprovada pelo ministro.

Isto

é, se a comissão não propusesse que se considerassem as variáveis importantes de prazo e custo, também o governo não Para

construção, aqui, iio seu amplo sentido, isto é, desde o planejamento, — mas ór

èle, eram problemas de detalhe, e tanto

gãos de natureza econômica, ligados ou

.se preocuparia com tais cousas.

,

zo aceilÚNi-I.

é interessante notar, não por detcrmina-

, .sua visão de conjunto do problema da

,

plano anterior, lami)éin opinava na ma

Dicesto Econômico

115

nãc. à estrada, à empresa construtora ou íncorporadora. Para fornecer um e.xcm-

inclu.sive um trabalho de leigo sobre a

plo concreto, aliás, do conhecimento do

população que o Brasil poderia compor

próprio Ministério da Viação: a Mojiana organizou uma divisão de investiga ção econômica, mas não constituiu essa

divisão com engenheiros ferroviários.

Como con.stitinT comissões de planeja

mento amplo da viação nacional apenas com engenheiros ? E som .subordiná-las

Através do critérios muito discutíveis,

tar, di.scutiu o mÍni.stro as condicionais

e as determinantes que, a .seu ver, e não

refletindo sequer uma política econômi

ca do govêrno, que nao a tinha, teriam influência no planejamento da viação nacional. Entre outras considerações, esclareceu o conferencista que o caso do

a diretrizes econômicas ?

Brasil se apresentava com traços parti

Através da conferência pronunciada pelo Ministro Pestana em ocasiões di versas, é po.ssívcl constatar que, na ma

culares negativos, entre os quais estava, certamente, a característica do que mais de 40% do território nacional distarem

neira dc ver daquele ministro, uni pla nejamento pura a \'iação nacional deve

ria levar cm consideração quntro termos básicos : a situação demográfica, o ren dimento humano, as possibilidades de desenvolvimento regional c as linhas na

turais de circulação. Interessante que é considerado termo essencial o que se re fere às possibilidades do desenvolvimen to regional, mas não o desenvolvimento real, isto é, a nece.ssidade real de escoa

mais do 1.000 quilômetros da costa, is to é de um pôrto qualquer. mas

é necessiírio considerar, dc outr. ;essaiiu

-

território distante

^

a produção a tronsport.xr. teórico.-í, isto i

con.síderação do iator ^^"""y^go-sas^do dem conduzir a distorsoes peng problema.

motivos que

co evidente, estejam condicionados poi

tola que convém ao Bras.

aquôle que é representado pela produ ção- Está a população, o rendimento Jo seu trabalho, a possibilidade da re gião em que vive vir a se tornar zona econômica interessante, a via natural de

circulação, - mas não está a produção, j que vem a significar que, num estudo

Q (.ntérios

fiel nc. fim dcaqueles contas,que quenao -« ^ ie\c

transporte. Entre os quatro têrmos, também, embora tenham teor econômi

entre os fatôres dc influência no plane jamento, ao ver do ministro, não está

tôda

lômetros da costa que exis

mento, a produção existente o que pede

fatôrcs econômicos, — nenhum é de na tureza econômica. Para melhor dizer:

,

parte, que é dentro da fm^a -parte, que e ucuuu

Depois de afirmar,

^ jj é a de 1,60,

^

ni. o """ifrrírnuma forniaesque-

f,XT"°dcvTser cUituido pnndpalêÚtT'por um conjunto dc hnhas-tron"r convergindo nos pnnapars portos, corladas, a distâncias varmve.s do htoral por outras linhas ferreas cuja funçãò será estabelecer comunicações dire tas entre regiões ou Estados.'

A fór

mula, pela sua simplicidade c seu cará

ter vago, serve a muitos países, e não

Je plano de viação, já que não se quer

só no Brasil, e, em tese, o problema se

considera, nesse ponto do vista, menos a cousa essencial que é, precisamente, o

teressa, porém, é a afirmativa ministe

considerar a palavra transporte, tudo se que transportar.

constitui com tal fisionomia. O que in rial de que as cordas interiores, as li nhas que cortam as fenovias de escoa-

1


Tr

DK'khto Eccjnòmicc»

inento para os portos, tén» p<)r fuiivão

<<-nlros pnKlulores [J.ira as zonas eonsii-

''estabelecer comunicações diretas entre

inidora.s.

regiões Qti Estados**. Êste é, r<*almr'nte um critério para a viação, mas está lí>n-

a iTitérios políticos, scin fundamento na

ge de ser um critério para os transi>orles. O critério da viaçâo é ligar, aptfnas ; mas o critério de transportes é transportar, e só poderá existir ferro\ia

Fora dês.s«* t ntério é projetar

no terreno da l.tnlasia, snhordinando-S*-

realidade . é íncir. portanto, a«» <|ue afir-

ro está completo sem uma "ampla inves tigação gí*o-económlca (jne permita pre

terior,

ver a densidadr- <ie tráfego dn ferrovia

houver

necessidade

de

transporte interno de mercadorias, dos

PiMKNTri. Gí^TMrs

inf)!! «» prt)prio ministre», «jiiatulo disse que nenlnnn projeto 'le estrada tio fer

onde liouver o que transp<jrtar, e só te rão vigência ferrovias econômicas, no in onde

A HABITABILIDADE DOS

KMos .1

anali.sar "Les Pays

^ 'IVopiiaux". livro dc autoria do l'ierr«' (ainrí>u, profess<»r do Càilégío de Kranv»

a constniir".

terra semi-árida ou árida em dois terços, do.sprovida de combustível c do quase tôdas as matcria.s-primas e medindo ape nas 14.477 quilômetros quadrados. Mau grado tôdas essas dificuldades, Israel tinha 1.556 hábricas em 1937, 2.120 en»

íti(histri(iliz<n,<'ic

C.).s eiiropeos iião acrodila\.nu na in dustrialização das regiões tropicais nem a dt!seja\'.im, pois as (jueriani para zonas

de expansão de seus produtos manufa turados. Ademai.s, desrie que a colônia

passa a industrializar sua própria ninté-

ria-priiua, (.'nriquecc, a<l(pure maturida de política e se torna independente. E isto é (pie é prcci.so evitar. Fené Courtin, prefaciando "L'Avenir Econoiniqne (risrael", obra publicada pela Câmara dc CàíiiuTcio Kranco-Israelita, escreve.

1943 e 2.388 em 1946. Em 1947, en tre centenas de outras fábricas, 390 cui-

da\am de metalurgia o máquinas; 210 de trabalhos dc madeira; 144 de curtu

mes e trabalhos de couro; 190 de papel de imprensa; 154 de produtos farmacêu ticos; 146 de pedras e cimento; 53 de material elétrico e máquinas. A técni ca e os dólares que chegavam dos Esta dos Unidos, às centenas de milhões, ven ciam tôdas as dificuldades. Industrial

mente, Israel está mais adiantado que muitos países europeus. Ck)urou, porém, não vê essas coisas.

"On sait aujourdduii tpic 1 industrie n'est plus comme rimaginaiont nos pè- .Ainda não acredita na industrialização rcs, le inonoi>ole des régions tempérées. das zonas tropicais: "On ne peut nianSi des pays Iropicaux comme le Brésil quer de remarquer — diz êle — que l'éont réalisé une rc\'olution qui, il y a volution industrielle des pays tropicaux quurante ans, serait apparuc inconcevable, on ne voit pas pourquoi Israel ne pourrait, lui aussi, 1 effectuer. Certes,

será entravéc par Ia pauvTeté de leurs

il manque dc matière première et de

trole — mais jusqu'à présent le pétrole est une matière première qui n'a pas

sources d'énergie. Mais o est le lot commum de Ia phispart des nations europécnncs". O autor citado constata o progresso

industrial do Brasil,

que contraria as

idéias européias, e o fato de faltarem matérias-primas e combustíveis à grande maioria das nações industrializadas da

Europa. Em face desses fatos, admite a industrialização de Israel — fímbria de

ressources cn charbon". E além: "Cer-

tain do ceux-ci ne manquent pas de péfait naitre d'industries de transformation ni de régions industrielles." Salta aos olhos a fraqueza de muitos argumentos de Gourou. As regiões tro picais só ultimamente estão sendo me lhor prospectadas. E os resultados até agora obtidos tendem a melhorar a si tuação, quanto a carvão. Nas Rodésias, por exemplo, já se conhecem enormes


Tr

DK'khto Eccjnòmicc»

inento para os portos, tén» p<)r fuiivão

<<-nlros pnKlulores [J.ira as zonas eonsii-

''estabelecer comunicações diretas entre

inidora.s.

regiões Qti Estados**. Êste é, r<*almr'nte um critério para a viação, mas está lí>n-

a iTitérios políticos, scin fundamento na

ge de ser um critério para os transi>orles. O critério da viaçâo é ligar, aptfnas ; mas o critério de transportes é transportar, e só poderá existir ferro\ia

Fora dês.s«* t ntério é projetar

no terreno da l.tnlasia, snhordinando-S*-

realidade . é íncir. portanto, a«» <|ue afir-

ro está completo sem uma "ampla inves tigação gí*o-económlca (jne permita pre

terior,

ver a densidadr- <ie tráfego dn ferrovia

houver

necessidade

de

transporte interno de mercadorias, dos

PiMKNTri. Gí^TMrs

inf)!! «» prt)prio ministre», «jiiatulo disse que nenlnnn projeto 'le estrada tio fer

onde liouver o que transp<jrtar, e só te rão vigência ferrovias econômicas, no in onde

A HABITABILIDADE DOS

KMos .1

anali.sar "Les Pays

^ 'IVopiiaux". livro dc autoria do l'ierr«' (ainrí>u, profess<»r do Càilégío de Kranv»

a constniir".

terra semi-árida ou árida em dois terços, do.sprovida de combustível c do quase tôdas as matcria.s-primas e medindo ape nas 14.477 quilômetros quadrados. Mau grado tôdas essas dificuldades, Israel tinha 1.556 hábricas em 1937, 2.120 en»

íti(histri(iliz<n,<'ic

C.).s eiiropeos iião acrodila\.nu na in dustrialização das regiões tropicais nem a dt!seja\'.im, pois as (jueriani para zonas

de expansão de seus produtos manufa turados. Ademai.s, desrie que a colônia

passa a industrializar sua própria ninté-

ria-priiua, (.'nriquecc, a<l(pure maturida de política e se torna independente. E isto é (pie é prcci.so evitar. Fené Courtin, prefaciando "L'Avenir Econoiniqne (risrael", obra publicada pela Câmara dc CàíiiuTcio Kranco-Israelita, escreve.

1943 e 2.388 em 1946. Em 1947, en tre centenas de outras fábricas, 390 cui-

da\am de metalurgia o máquinas; 210 de trabalhos dc madeira; 144 de curtu

mes e trabalhos de couro; 190 de papel de imprensa; 154 de produtos farmacêu ticos; 146 de pedras e cimento; 53 de material elétrico e máquinas. A técni ca e os dólares que chegavam dos Esta dos Unidos, às centenas de milhões, ven ciam tôdas as dificuldades. Industrial

mente, Israel está mais adiantado que muitos países europeus. Ck)urou, porém, não vê essas coisas.

"On sait aujourdduii tpic 1 industrie n'est plus comme rimaginaiont nos pè- .Ainda não acredita na industrialização rcs, le inonoi>ole des régions tempérées. das zonas tropicais: "On ne peut nianSi des pays Iropicaux comme le Brésil quer de remarquer — diz êle — que l'éont réalisé une rc\'olution qui, il y a volution industrielle des pays tropicaux quurante ans, serait apparuc inconcevable, on ne voit pas pourquoi Israel ne pourrait, lui aussi, 1 effectuer. Certes,

será entravéc par Ia pauvTeté de leurs

il manque dc matière première et de

trole — mais jusqu'à présent le pétrole est une matière première qui n'a pas

sources d'énergie. Mais o est le lot commum de Ia phispart des nations europécnncs". O autor citado constata o progresso

industrial do Brasil,

que contraria as

idéias européias, e o fato de faltarem matérias-primas e combustíveis à grande maioria das nações industrializadas da

Europa. Em face desses fatos, admite a industrialização de Israel — fímbria de

ressources cn charbon". E além: "Cer-

tain do ceux-ci ne manquent pas de péfait naitre d'industries de transformation ni de régions industrielles." Salta aos olhos a fraqueza de muitos argumentos de Gourou. As regiões tro picais só ultimamente estão sendo me lhor prospectadas. E os resultados até agora obtidos tendem a melhorar a si tuação, quanto a carvão. Nas Rodésias, por exemplo, já se conhecem enormes


r)if;K«.To

tlfj>f'K»itíis t;ir!xjiiíferos, maiores que os francí-scs. Há c-arvão cm Moçambique.

.Sul I Círecium.i S.'ui J« iouiuio). de m.iis de mil qiiiloMH tros, rutr'* Sailt.l

Na Judfíciiiiia. há bastante carvão. Nao

(!,il.irÍTi.i »• Norlr- fl<» P.ir.iu.i. sii|H'rÍor a

por exmnplo. o prtn')leo f siilida b.ise (le

.Ap«-uas ;» mina de Wankie, na Rodésia

.SC sabe. porem, a verdadeira p<».ssaíi(,:;i íla.s jaxiílas. pois os fr.iiic«-ses. na opiuiãf»

t>(H) fpjiI<iMM tr<is. < «mstiliimdo enormes .ifí'.»»» qu«- iimii"' III 'vm tido <> inlíTesst? d<- miimI.ii •• im«h li.i '.^r.iiidi s pdssibilicho cies de se en< cmfr.in in nuv.is j.i/i«!.is de

iim.i podrios.i iiuluslri.ili/.íção. Na N'e-

do .Sul, em zona tropical, possui, confor

uezuel.l, o pi-tiolro V .li siT ulili/-»do na siclermgia. \o Bi.isil. oiule .i explora ção petrohlej.i sr imii.i. );» )i.i. «•111 iiista-

Zukuult". 4 l)ilhé)(\s de toneladas de ear- . mais dl* .500 milhõ«\s de touelada.s de

df Victor K')rbiti em "Les Hicliesses de

!*Asle*'. mmea se íleram ao trabalho de

119

me .Antônio Ziscdika, em "Liinder der

vão de primeira ordem.

O Brasil Icni

p»-s'piis.is M-riain no

la(,.io. imi.t iisjii.i lom o pot«'Ucial de 20

Ia (ontra

•-til.iiito m.iis .ic oii>«i-lli.«v i-iv ipu- registrar

iiiil «piilov.iU s ipi«- lr.ib.dhar.i «om o gas

reservas earlxmiferas certas.

í).s seus planíjs de díjmiriir>. Há. p<jr«'in, muito carvão em vários pontos, e de «-vploração fácil. Na .•Vmérica Latina,

cénuod.imeíil'- peqm-u.is .uc-.is \ i/iuh.is L .ilt-m; "i.cmlir.imos .imda cpu- nein Nt» II.t íirl.i marilmia (Kiurnu .is j.i/iclas

n.itur.d lio Ai.itii , () polroli-*» bai.uio já pi rinili' qiii- lun.i iisiii.i (!«• açue.U" entregii<' lodi> o vi-ii b.ig.n.o .1 inn.i l.ibrica de

Ca>uleslanclo a opinião de Gourou, há .« industrialização rapidíssima do Brasil - em parte aeim.i do tréipieo de Capri-

jiapel i \isti-nli- nos arredores «U- Salva

«•«irnio. D Dislrilt) bVderal e a segunda

grande c-oneenlraçai> de lábricas brasi

e.stiidá-las.

Nãfj lhes inlcressav.i a in-

üustríali/íição da Indochina.

ixjssucm carvão, além cio rjhile, a fãi-

i .irv.H) M iM« lli.inl»

d.iv iiiiii.ts « 111 «•\pli)ra«,.io ."

<!«• (.iiv.io ii.t( l"íi.il. .1 .il<st.»-|n «•stiiO as

dor. () olio mini i.il .icion.i .is nunuTO-

jazidas da f.'olí>ml>ia são relativamente

jazidas do Kio (Ir.iiid»- dn Sul •• do Pa

grandes, talvez não infc-riores ás france-

rada .

s.r. I.ibíu.is dos suburluos di' l"i)rlaleza. 'rainlii in i st.i sciulo iis.ulo na imUislria-

l<';mbia, o I^erti, (í México e «> lirasil. As

Quanto ao Brasil, são pccpicnas,

"iJigdo d'' Iibs« rV ,u,.H» •• <pu" Ioda a

liziu ão .iigontiiia. ijiir si' processa, coluo

. todos saijcm, as reservas conliecidas.

gi-nlc- idt«T«-ssad.i d<'s .insiuiIos (!<• carvao

Mesiru» assim, são várias vézc.s superiore.s as da Italía, país í^randcmcnte indus

no Bi';isi! f no \li\j(o, com excepcional iaj>i(lez. () p.iuperismo «Ia 1'au'opa em

os sí-iis problemas, m.is iiidgiic-m pensa

sa.s. T

Krí>N:<'>Mira

mineral nacional l.ila «• bai.ifusta sobre

trializado. Devc-sc considerar, porén), cpic dois terc,os das t(-Tras })rasil<iras .são, ^colò^icamente, qua.se desconhecidas. Devem encerrar, em área tá»)

vasta, grandcís surpresas. .A ri

queza mineral do Nordeste; revelou--se durante a .Segunda

Grande

p« Iréili o. ijiir «■ l .io iilniiul.mte na Amé

leiras e ta.K'ez a terceira da América La

tina. BcK) Horizonte e.slá-se tomando .dtamenle induslrializ-ida. lu-eifc é tal

vez o (jiiarlo grande centro industrial do Brasil, cuibtn.i s«>b o paralelo S c no litoral. -A chegada da eletricidade bar.ila «• fartissima de Paido Afonso, cpie

a sc-rio i-m sondar a limdo os

rica I .at 1 n.i «• (juc p.in-cc existir no Bra

ti-rn-nos ••m ipu- r.xistian as

sil em iii iens.i i pi.int idade, explica o pes

SI- dará i in janeiro de 10õ3, vai torná-

j^réiprias minas rin exploração,

simismo (l.

pois, a não sc-rem as sonda

prego .

gens leitas por White em San ta (àilarina r em tempos ion-

la. em dois ou três luslros. um dos gran«les ««'litros industriais do mundo latino. Muitas cidades do Nordeste c do Norte

dos jiaises mais incluslrializados da Eu

(ámidii. qu.mlo .u> seu em

Gonroii tamiiéin esipuce que muitos

gíncpio.s, ninguém lèz pcscpii-

ropa não dispõem de earvao, nem de

sas de carvão até' à "nega geoléigica" ou

]í( IriMco. nem cli- xisto betuminoso, tao

«•stão em vias de industrialização.

«■neontrei.

E

iio gabinete do engenheiro

Marcondes Ferra/.,

direlor-técnico da

até ao cristalino, todos lazem teorias mas ninguém as conlirma. e de teorias o

almndanl*' iio Brasil.

povoamc-nlo mais antigo e innitcj per corrido por téenicí)s e sábios, Pre.sentemente, os téc nicos do Departamento Na

cia e cia Noruega, l-'. o que sucede com

Goinpanhia Hidrelétrica do São Fran cisco. iipreseulantes dc milionários

País está cheio.

a Suiça. K ainda o easo da Ilalia, em bora não cie modo absoluto. Da prcSpria

bricas em Paulo .Atonso.

1'rauça, cii/cui hãmrasiié e Monli-l em

industrializa

cional de Produção Mineral do .Ministc^-

nas, e cjuando encontram o primeiro fi lão de carvão logo param a perfuração,

"I/Economic; 1'^r.mçaise": "l^t Ia bran

zam-se mais leulaiiiente a CJolòmbia, a

Guerra, surpreendendo os maiores técni co.': no assunto.

E é mn dos trechos de

"Norinaluu.-iile, as |)es(jiusas de car vão são feitas com sondas anlidiluvia-

rio da Agricultura tém irrandes esperan ças no Piauí e no .Maranhão. Acreditase, também, na e.xistència de carvão na Amazônia. A propé)sito, (í.sctcvc o enge nheiro BernarcJino cia Silva Lapa, em

"No entanto, (piando alguchn Ic-ve a curiosidade de periurar abaixo do pri

"Carvão do Bra-sil"; "Não nos admiraria

meiro Filão cie carvão, minea deu por

que fosse verdadeira tão alviçareira noti

mal emprciiado o tempo e o dinheiro gastos."

cia (a da existência de carvão na Ama zônia), pois, aqui mesmo no sul existem di.stância.s, entre a bacia carl)onífera de

Santa Catarina e a do Rio Grande do

porcpie o clia d<- amaniiã

pertence a

Deu.s.

É o caso da Sué

ce, iialion incluslrielle c'c;sl-à-dire tran.s-

formalrice cies produils de base que craulrcs lui envcuenl pour (]u'cllc les reslilue sons lonue cBobjets fabriqués, Ia France esl j^iauvre eu* maiu-d oeuvre. pauvTc en énergie et pauv re eii matic'res preinicTcs. iíüc doil iiuporlcr Vcnerg/e. Ia laahi (Focnviv cf Ics inatièrcs preniiòrcs".

As reservas carboniferas cortas

Iraueeses triitando da instalação de fá

ràpidamenle.

Ü México se

Industriali

Venezuela, o Peru e Cuba. Os três pri meiros instalam a grande .siderurgia. In dustrializa-se a Rodésia do Sul. Apare cem as primeiras lábricas no Congo e i-m Amgola — embora sejam apenas duas

simples colônias. Nada impede a com pleta industrialização das regiões tropi cais. Talvez em muitos casos se cami

nhe para fábricas refrigeradas — como a

Gourou não acredita no cmprégo dos combustíveis lícjuiclos na industrializa

da França,

segundo Pcvrct cm "La

Fálniea Nacional de Motores, enquanto

ção. E eu não sei ]ior cpie. No México.

Gucrro do Maticres PremicTcs'", elevam-

SC aquecem as fábricas das regiões temperadas-frias c frias, para maior confor

se apenas a 67.5 milhões cie toneladas; as prováveis, a 6.250 milhões de toneladas.

to dos que trabalham.


r)if;K«.To

tlfj>f'K»itíis t;ir!xjiiíferos, maiores que os francí-scs. Há c-arvão cm Moçambique.

.Sul I Círecium.i S.'ui J« iouiuio). de m.iis de mil qiiiloMH tros, rutr'* Sailt.l

Na Judfíciiiiia. há bastante carvão. Nao

(!,il.irÍTi.i »• Norlr- fl<» P.ir.iu.i. sii|H'rÍor a

por exmnplo. o prtn')leo f siilida b.ise (le

.Ap«-uas ;» mina de Wankie, na Rodésia

.SC sabe. porem, a verdadeira p<».ssaíi(,:;i íla.s jaxiílas. pois os fr.iiic«-ses. na opiuiãf»

t>(H) fpjiI<iMM tr<is. < «mstiliimdo enormes .ifí'.»»» qu«- iimii"' III 'vm tido <> inlíTesst? d<- miimI.ii •• im«h li.i '.^r.iiidi s pdssibilicho cies de se en< cmfr.in in nuv.is j.i/i«!.is de

iim.i podrios.i iiuluslri.ili/.íção. Na N'e-

do .Sul, em zona tropical, possui, confor

uezuel.l, o pi-tiolro V .li siT ulili/-»do na siclermgia. \o Bi.isil. oiule .i explora ção petrohlej.i sr imii.i. );» )i.i. «•111 iiista-

Zukuult". 4 l)ilhé)(\s de toneladas de ear- . mais dl* .500 milhõ«\s de touelada.s de

df Victor K')rbiti em "Les Hicliesses de

!*Asle*'. mmea se íleram ao trabalho de

119

me .Antônio Ziscdika, em "Liinder der

vão de primeira ordem.

O Brasil Icni

p»-s'piis.is M-riain no

la(,.io. imi.t iisjii.i lom o pot«'Ucial de 20

Ia (ontra

•-til.iiito m.iis .ic oii>«i-lli.«v i-iv ipu- registrar

iiiil «piilov.iU s ipi«- lr.ib.dhar.i «om o gas

reservas earlxmiferas certas.

í).s seus planíjs de díjmiriir>. Há. p<jr«'in, muito carvão em vários pontos, e de «-vploração fácil. Na .•Vmérica Latina,

cénuod.imeíil'- peqm-u.is .uc-.is \ i/iuh.is L .ilt-m; "i.cmlir.imos .imda cpu- nein Nt» II.t íirl.i marilmia (Kiurnu .is j.i/iclas

n.itur.d lio Ai.itii , () polroli-*» bai.uio já pi rinili' qiii- lun.i iisiii.i (!«• açue.U" entregii<' lodi> o vi-ii b.ig.n.o .1 inn.i l.ibrica de

Ca>uleslanclo a opinião de Gourou, há .« industrialização rapidíssima do Brasil - em parte aeim.i do tréipieo de Capri-

jiapel i \isti-nli- nos arredores «U- Salva

«•«irnio. D Dislrilt) bVderal e a segunda

grande c-oneenlraçai> de lábricas brasi

e.stiidá-las.

Nãfj lhes inlcressav.i a in-

üustríali/íição da Indochina.

ixjssucm carvão, além cio rjhile, a fãi-

i .irv.H) M iM« lli.inl»

d.iv iiiiii.ts « 111 «•\pli)ra«,.io ."

<!«• (.iiv.io ii.t( l"íi.il. .1 .il<st.»-|n «•stiiO as

dor. () olio mini i.il .icion.i .is nunuTO-

jazidas da f.'olí>ml>ia são relativamente

jazidas do Kio (Ir.iiid»- dn Sul •• do Pa

grandes, talvez não infc-riores ás france-

rada .

s.r. I.ibíu.is dos suburluos di' l"i)rlaleza. 'rainlii in i st.i sciulo iis.ulo na imUislria-

l<';mbia, o I^erti, (í México e «> lirasil. As

Quanto ao Brasil, são pccpicnas,

"iJigdo d'' Iibs« rV ,u,.H» •• <pu" Ioda a

liziu ão .iigontiiia. ijiir si' processa, coluo

. todos saijcm, as reservas conliecidas.

gi-nlc- idt«T«-ssad.i d<'s .insiuiIos (!<• carvao

Mesiru» assim, são várias vézc.s superiore.s as da Italía, país í^randcmcnte indus

no Bi';isi! f no \li\j(o, com excepcional iaj>i(lez. () p.iuperismo «Ia 1'au'opa em

os sí-iis problemas, m.is iiidgiic-m pensa

sa.s. T

Krí>N:<'>Mira

mineral nacional l.ila «• bai.ifusta sobre

trializado. Devc-sc considerar, porén), cpic dois terc,os das t(-Tras })rasil<iras .são, ^colò^icamente, qua.se desconhecidas. Devem encerrar, em área tá»)

vasta, grandcís surpresas. .A ri

queza mineral do Nordeste; revelou--se durante a .Segunda

Grande

p« Iréili o. ijiir «■ l .io iilniiul.mte na Amé

leiras e ta.K'ez a terceira da América La

tina. BcK) Horizonte e.slá-se tomando .dtamenle induslrializ-ida. lu-eifc é tal

vez o (jiiarlo grande centro industrial do Brasil, cuibtn.i s«>b o paralelo S c no litoral. -A chegada da eletricidade bar.ila «• fartissima de Paido Afonso, cpie

a sc-rio i-m sondar a limdo os

rica I .at 1 n.i «• (juc p.in-cc existir no Bra

ti-rn-nos ••m ipu- r.xistian as

sil em iii iens.i i pi.int idade, explica o pes

SI- dará i in janeiro de 10õ3, vai torná-

j^réiprias minas rin exploração,

simismo (l.

pois, a não sc-rem as sonda

prego .

gens leitas por White em San ta (àilarina r em tempos ion-

la. em dois ou três luslros. um dos gran«les ««'litros industriais do mundo latino. Muitas cidades do Nordeste c do Norte

dos jiaises mais incluslrializados da Eu

(ámidii. qu.mlo .u> seu em

Gonroii tamiiéin esipuce que muitos

gíncpio.s, ninguém lèz pcscpii-

ropa não dispõem de earvao, nem de

sas de carvão até' à "nega geoléigica" ou

]í( IriMco. nem cli- xisto betuminoso, tao

«•stão em vias de industrialização.

«■neontrei.

E

iio gabinete do engenheiro

Marcondes Ferra/.,

direlor-técnico da

até ao cristalino, todos lazem teorias mas ninguém as conlirma. e de teorias o

almndanl*' iio Brasil.

povoamc-nlo mais antigo e innitcj per corrido por téenicí)s e sábios, Pre.sentemente, os téc nicos do Departamento Na

cia e cia Noruega, l-'. o que sucede com

Goinpanhia Hidrelétrica do São Fran cisco. iipreseulantes dc milionários

País está cheio.

a Suiça. K ainda o easo da Ilalia, em bora não cie modo absoluto. Da prcSpria

bricas em Paulo .Atonso.

1'rauça, cii/cui hãmrasiié e Monli-l em

industrializa

cional de Produção Mineral do .Ministc^-

nas, e cjuando encontram o primeiro fi lão de carvão logo param a perfuração,

"I/Economic; 1'^r.mçaise": "l^t Ia bran

zam-se mais leulaiiiente a CJolòmbia, a

Guerra, surpreendendo os maiores técni co.': no assunto.

E é mn dos trechos de

"Norinaluu.-iile, as |)es(jiusas de car vão são feitas com sondas anlidiluvia-

rio da Agricultura tém irrandes esperan ças no Piauí e no .Maranhão. Acreditase, também, na e.xistència de carvão na Amazônia. A propé)sito, (í.sctcvc o enge nheiro BernarcJino cia Silva Lapa, em

"No entanto, (piando alguchn Ic-ve a curiosidade de periurar abaixo do pri

"Carvão do Bra-sil"; "Não nos admiraria

meiro Filão cie carvão, minea deu por

que fosse verdadeira tão alviçareira noti

mal emprciiado o tempo e o dinheiro gastos."

cia (a da existência de carvão na Ama zônia), pois, aqui mesmo no sul existem di.stância.s, entre a bacia carl)onífera de

Santa Catarina e a do Rio Grande do

porcpie o clia d<- amaniiã

pertence a

Deu.s.

É o caso da Sué

ce, iialion incluslrielle c'c;sl-à-dire tran.s-

formalrice cies produils de base que craulrcs lui envcuenl pour (]u'cllc les reslilue sons lonue cBobjets fabriqués, Ia France esl j^iauvre eu* maiu-d oeuvre. pauvTc en énergie et pauv re eii matic'res preinicTcs. iíüc doil iiuporlcr Vcnerg/e. Ia laahi (Focnviv cf Ics inatièrcs preniiòrcs".

As reservas carboniferas cortas

Iraueeses triitando da instalação de fá

ràpidamenle.

Ü México se

Industriali

Venezuela, o Peru e Cuba. Os três pri meiros instalam a grande .siderurgia. In dustrializa-se a Rodésia do Sul. Apare cem as primeiras lábricas no Congo e i-m Amgola — embora sejam apenas duas

simples colônias. Nada impede a com pleta industrialização das regiões tropi cais. Talvez em muitos casos se cami

nhe para fábricas refrigeradas — como a

Gourou não acredita no cmprégo dos combustíveis lícjuiclos na industrializa

da França,

segundo Pcvrct cm "La

Fálniea Nacional de Motores, enquanto

ção. E eu não sei ]ior cpie. No México.

Gucrro do Maticres PremicTcs'", elevam-

SC aquecem as fábricas das regiões temperadas-frias c frias, para maior confor

se apenas a 67.5 milhões cie toneladas; as prováveis, a 6.250 milhões de toneladas.

to dos que trabalham.


'1

mimf

Dicksto Econômico

gando aos milliares em Goiás v se li.xanImigração

As vêzes o Sr. Luís Amaral esquece o que vê no Estado de São Paulo, que fi ca, êle mesmo o diz, em stia (juasc to

talidade, acima do trópico de Capricór nio. \um quadro que apresenta à pá gina 73 de "Outro brasil" (um Brasil

que nãíj é o t£ue conhecemos, é outro), íf Sr. Luís Amaral traça as linhas sc-

guida.s pelos emigrantes europeus.

Lá

se vão êles para o Canadá, os Estados Unidos, a União Sul-Africana e o Uru

guai. E o Brasil? - perguntará o lei

tor assustado. O emigrante, pelo mapa da página 73, tangencia-o amedrontado.

Teme a fatalidade do trópico". Pene tra o extremo níeridional do Rio Gran

de do Sul e dirige-se, em tempo, para o Uruguai. Vale a pena ver o mapa e ler os números.

A UNESCO é menos pessimista que o Sr. Luís Amaral. E acredito

que se aproxime mais da verda de. Em seu livro "Estúdio Eco

nômico de América Latina, 1948", leio que entre 1857 e e 1948 entraram, na Argentina, 6.780.000 imigrantes. Fixaram-

do. Colonos italianos se aprestam para

ta ao extremo nKTidIon.il dí> Rio Gran-

nha, nu 19-10, t (Mitenas d«' milhari-s de

vista "Tempo", que se publiea cm Mi

ihr dcí .Sul. Os geógrafo.s italianos de \o\'ar.i, em "fírancle Atlante (Geográfi

portugtiéses. italianos, alemães, húnga ros. . , .Atualmente, de\c ii-r muito mais.

co". (láo l('KJa a zon.i sul do Brasil, até

.\ popul.íç.io aleina é tão grande (pu-

lão. para verificar que em Caracas já há Ivairros em que se fala mais a língua do Dante (jue a de Cerxwntes. E os inglèses afinem aos milhares para as Rodésias. Kénia, Tanganiea c norte da Austrá

às proxiuiiílades do paralelo 20, e.xceto a zona fronteiriça — paitipas do Rio Gr.mde ílo .Sul e o Norte díi Uruguai, justaiiiente fi cí)ntrárifi di> que se indica no mapa da página 73 • eonio "po[)()la/io-

Entre 1872 e 1940 fixaram-se no

Brasil 3.300,000 imigrantes, ou 74%, dos que aqui aportaram. A capacidade de fixação de imigrantes inostrou-se no Brasil, niim período longuíssimo, muito maior do que na Argentina — cerca de

50% a mais.

etn alemão, e

uma eslaçao de rádio mantenha íim pro grama musieal falado

em

biasileiro i'

•detiiao. de Jijslo, antigo diplomata no

migraziom- deirnilimo < inquantcniiio''• Nãt) preciso di/ei <jue os geógrafos* ita lianos têm razão, pois isso é do eonlieeiruí-nto de todos <jiií- s<- servem do> olhos <|ite possuem. Aer<'seentom().s, po rém, as colonizações com í.Miropcus (|uc

o Brasil pocU' receljer 3 a 4 milhões de europeus, principalmente alemães e ita lianos.

•se fizeram e sr- eontinuain fazendo no

Lspírití) Santo <• Bahia, e até mesmo eni Pernambuco e Paraíba.

Tive

oportunidade de vl.sitar as zo

nas de eol(jnizaçã(j do Espírito Santo. Ainda hoje, em áreas relativamente grandc.s, 90% da populaçãí) são de origein alcnni e estão, acrescentí-mos, inteira

restas c em fase de po\'oamcnto. Há mi

lhares de europeus — principalmente italianos, alcmãc.s e portugueses — na bahia, no Nordeste e em algumas cida des da Amazônia, como Belém e Ma naus. Existem colônias agrícolas de ita

O Brasil desiludiu, por

lianos, iugoslavos, alemães, lituanos etc.,

tanto, muito menos que a Argentina. Se não tivemos tantos imigrantes quanto

na Bahia. O atual governador, em uma

a Argentina, foi porque pessimistas que não querem olhar em torno, como o Sr.

resultados obtidos, afirma que vai orga

Luís Amaral, involuntária ou voluntária-

pennit<* (pje um teatro - o Fcnix — dé

um espetáculo seman.il

rueguês lixado no Brasil, em ".\u Dossus

o vale do rio Doce e o norte do Espíri to Santo, ainda coberto de grandes flo

Não é tão pou

Há. aliás, \flba colônia italiana na Pa

raíba . .-\ cidade do Rio dc Janeiro ti

d(ís Mers et des l'rontiéres". afirma que

rumos.

No Brasil, entre 1921 e 1945

SC in.slal.ír nos planaltos da Borborcma.

ne latina interamc-nte rinnowita dalTim-

mente assimilados. Hoje, aclimatada, <'ssa gente desce do.s planaltos e invade

entraram 4.732.000.

Fora do Brasil, cito apenas o caso da Venezuela. Sob o equador térmico, é um grande centro dc atração dc imi grantes europeus. Leiam os dados da

numtc prejiidicar.tni <• Bra.síl fazendo <'ontraprf)paganda. í,)uanlo à //mu luaMlejr.i de imigraç.lü, to<Ios nós sabemos (jue não sc limi

se 3.150.000, ou 5S,5%, do.s que che garam . Os restantes tomaram outros

co.

121

Dicesro Econômico

lâo

mensagem à Assembléia, em face dos nizar novas zonas de colonização euro péia . Os italianos e alemães estão cheX

'

UNESCO. Leiam o número 16, da re

lia. A Irojiicalíssima ilha de Cuba, ondi' a altitude não corrige a latitude, fi^ xou, pelos dados da UNESCO, enh*e 1920 c 1937, 368.000 europeus. El Salvador, entre 1927 o 1947, 130.000; a Venezuela, entre 1925 e 1947, 32.000. Fixaram dezenas de milhares a Colôm bia. o Méxieo e a Nicarágua.


'1

mimf

Dicksto Econômico

gando aos milliares em Goiás v se li.xanImigração

As vêzes o Sr. Luís Amaral esquece o que vê no Estado de São Paulo, que fi ca, êle mesmo o diz, em stia (juasc to

talidade, acima do trópico de Capricór nio. \um quadro que apresenta à pá gina 73 de "Outro brasil" (um Brasil

que nãíj é o t£ue conhecemos, é outro), íf Sr. Luís Amaral traça as linhas sc-

guida.s pelos emigrantes europeus.

Lá

se vão êles para o Canadá, os Estados Unidos, a União Sul-Africana e o Uru

guai. E o Brasil? - perguntará o lei

tor assustado. O emigrante, pelo mapa da página 73, tangencia-o amedrontado.

Teme a fatalidade do trópico". Pene tra o extremo níeridional do Rio Gran

de do Sul e dirige-se, em tempo, para o Uruguai. Vale a pena ver o mapa e ler os números.

A UNESCO é menos pessimista que o Sr. Luís Amaral. E acredito

que se aproxime mais da verda de. Em seu livro "Estúdio Eco

nômico de América Latina, 1948", leio que entre 1857 e e 1948 entraram, na Argentina, 6.780.000 imigrantes. Fixaram-

do. Colonos italianos se aprestam para

ta ao extremo nKTidIon.il dí> Rio Gran-

nha, nu 19-10, t (Mitenas d«' milhari-s de

vista "Tempo", que se publiea cm Mi

ihr dcí .Sul. Os geógrafo.s italianos de \o\'ar.i, em "fírancle Atlante (Geográfi

portugtiéses. italianos, alemães, húnga ros. . , .Atualmente, de\c ii-r muito mais.

co". (láo l('KJa a zon.i sul do Brasil, até

.\ popul.íç.io aleina é tão grande (pu-

lão. para verificar que em Caracas já há Ivairros em que se fala mais a língua do Dante (jue a de Cerxwntes. E os inglèses afinem aos milhares para as Rodésias. Kénia, Tanganiea c norte da Austrá

às proxiuiiílades do paralelo 20, e.xceto a zona fronteiriça — paitipas do Rio Gr.mde ílo .Sul e o Norte díi Uruguai, justaiiiente fi cí)ntrárifi di> que se indica no mapa da página 73 • eonio "po[)()la/io-

Entre 1872 e 1940 fixaram-se no

Brasil 3.300,000 imigrantes, ou 74%, dos que aqui aportaram. A capacidade de fixação de imigrantes inostrou-se no Brasil, niim período longuíssimo, muito maior do que na Argentina — cerca de

50% a mais.

etn alemão, e

uma eslaçao de rádio mantenha íim pro grama musieal falado

em

biasileiro i'

•detiiao. de Jijslo, antigo diplomata no

migraziom- deirnilimo < inquantcniiio''• Nãt) preciso di/ei <jue os geógrafos* ita lianos têm razão, pois isso é do eonlieeiruí-nto de todos <jiií- s<- servem do> olhos <|ite possuem. Aer<'seentom().s, po rém, as colonizações com í.Miropcus (|uc

o Brasil pocU' receljer 3 a 4 milhões de europeus, principalmente alemães e ita lianos.

•se fizeram e sr- eontinuain fazendo no

Lspírití) Santo <• Bahia, e até mesmo eni Pernambuco e Paraíba.

Tive

oportunidade de vl.sitar as zo

nas de eol(jnizaçã(j do Espírito Santo. Ainda hoje, em áreas relativamente grandc.s, 90% da populaçãí) são de origein alcnni e estão, acrescentí-mos, inteira

restas c em fase de po\'oamcnto. Há mi

lhares de europeus — principalmente italianos, alcmãc.s e portugueses — na bahia, no Nordeste e em algumas cida des da Amazônia, como Belém e Ma naus. Existem colônias agrícolas de ita

O Brasil desiludiu, por

lianos, iugoslavos, alemães, lituanos etc.,

tanto, muito menos que a Argentina. Se não tivemos tantos imigrantes quanto

na Bahia. O atual governador, em uma

a Argentina, foi porque pessimistas que não querem olhar em torno, como o Sr.

resultados obtidos, afirma que vai orga

Luís Amaral, involuntária ou voluntária-

pennit<* (pje um teatro - o Fcnix — dé

um espetáculo seman.il

rueguês lixado no Brasil, em ".\u Dossus

o vale do rio Doce e o norte do Espíri to Santo, ainda coberto de grandes flo

Não é tão pou

Há. aliás, \flba colônia italiana na Pa

raíba . .-\ cidade do Rio dc Janeiro ti

d(ís Mers et des l'rontiéres". afirma que

rumos.

No Brasil, entre 1921 e 1945

SC in.slal.ír nos planaltos da Borborcma.

ne latina interamc-nte rinnowita dalTim-

mente assimilados. Hoje, aclimatada, <'ssa gente desce do.s planaltos e invade

entraram 4.732.000.

Fora do Brasil, cito apenas o caso da Venezuela. Sob o equador térmico, é um grande centro dc atração dc imi grantes europeus. Leiam os dados da

numtc prejiidicar.tni <• Bra.síl fazendo <'ontraprf)paganda. í,)uanlo à //mu luaMlejr.i de imigraç.lü, to<Ios nós sabemos (jue não sc limi

se 3.150.000, ou 5S,5%, do.s que che garam . Os restantes tomaram outros

co.

121

Dicesro Econômico

lâo

mensagem à Assembléia, em face dos nizar novas zonas de colonização euro péia . Os italianos e alemães estão cheX

'

UNESCO. Leiam o número 16, da re

lia. A Irojiicalíssima ilha de Cuba, ondi' a altitude não corrige a latitude, fi^ xou, pelos dados da UNESCO, enh*e 1920 c 1937, 368.000 europeus. El Salvador, entre 1927 o 1947, 130.000; a Venezuela, entre 1925 e 1947, 32.000. Fixaram dezenas de milhares a Colôm bia. o Méxieo e a Nicarágua.


Dicesto Econômico

O creso piratiningiino

ISÉRIAS DO SAL Affonso E. de Taunay

A oniGEM dos impostos da gabela fi-

^ lia-se ao velho regime fiseal da Ida de Média.

Muito embora Càdido de Figueiredo pretenda que a palavra decorra do La tim, tem contra si as opiniões mais ab i-

lisadas de Fr. Domingos Vieira e Auleteparece que gabcla nunca foi termo lati-

no'. Aulete dá-llie origem saxonia c Vieira, mais simplesmente, mais razoa

velmente. di-la trazida do Francês o m.e

com certeza, foi o que se deu

Isto não impede que realmente proce da do Sax-ao. No entanto, entendo Laousse qi^ talvez provenha do Árabe e

Noel do Hebraico !

Isto de etimologias e etimologistas bem

cabemos como abre campo aos Maiores desvarios da imaginação. Haja vista o

que se dá com o autor que descobriu éti-

mos guaramticos para Casa Branca e até para toponimos, provenientes do hagioiogio português!

®

Pondo do parte esta questiúneula sem a mimma importância, lembremos ainda

damente os vizinhos de serra acima, a de; oljfdecerein flagrantemente às ordens regias.

E esta cólera se expande nas linhas

toscas das atas da.s xcrc.açõos piratiningunas.

cm S. Paulo, cnconlrá\eis em nossos dcsl>aralados arquivos.

É natural (inc, dadas as condições "eográficas c sobretudo a agrura do venci mento aspciTÍiiu) da Paranapiacaba, fos

se o abastecimento do cloreto essencial

muito mais precário no planalto do q^ç, em Santos, e tòda a marinha,

No quase nada que nos resta da do cuinentação andreensc não cncontrunujs referências a sal.

O que subsiste im paulistana é tiun bém bem pouco. Entretanto, desde •' 1 ^po ça que nos parece iinprccisavcl, expor, tou o planalto carnes salgadas sobretudo do porco para diversas praças no Brasil o

que de gabelle nasceram em França os Rio da Prata. depreciativos, gaheleux e gaheloux, de, Subia sempre o preço do sal. A 26 de finitivamente incorporados à língua de janeiro de 1598 decidia a edilidado p^^ Molière e de Racine.

Terríveis motins, seguidos de feroz

repressão, numerosas vêzes ensangüenta

ram, em diversas épocas, cidades e pro víncias francesas por causa das taxas sô-

bre o sal.

Na monarquia portuguesa

também se deram fatos de tal ordem

Assim era natural que no Brasil e em S. Paulo repercutissem.

A cada passo, fremiam os paulistanos de indignação com as manobras dos negociantcr de Santos, explorando sòrdi-

listana o levantamento geral dos preçtxs de mantimcntos que nu terra davam

rjuinlicntista,

Afonso Sardinha, negocia\a ativamente

partidas de açúcar, farinha e sal.

Em

seu testamento datado de 1592, cmcontram-se referências a transações feitas

com o cloreto como rjuando declarou certo Antônio Raposo que devia uma

soma do sal que lhe \endera. Como ge

as duas vilas até que se fixasse um "modus \'ivcndi" aceitável.

De pouco deviam valer a reclamação o as providências da edilidadc de São Paulo. A 13 de dezembro de 1659 pe

dia o procurador fossem avisadas as Cà-

co, Angola c Buenos Aires.

mara.s- do Santos e S. Vicente de que era

Uma postura de 1600 fê?; ccnii que a

público c notório andar o conlratador do

20 de maio subisse o arraiei de earne de

estanco do sal a misturar sal do Cabo

porco salgada de 14 a 25 réis.

Frio ao cio Reino, "o que motivava as

Os paulistanos correntemente se abas teciam de sal no Rio do Janeiro. E man tinham transações com Angola (Inven

maiores queixas do povo .

Apelavam os paulistanos para a soüduriedadc dos -santislas. E se estes se

tários e Testamentos, VíII, 65) o que

queixassem de prejuízos seriam validos

fjâo admira, pois reinava o tráfico o já no século XVI Afonso Sardinha tivera navio ncgreiro trafegan-

o termo em suas Imlms taniformegrafia:

flfy de São Vicente á África. gm 1625 comprava-se o al-

pelos seus vizinhos de

£.

«Tclos honicus bons foi

,

e requerido aos ditos^o.'^^^^^^

oucire de sal no Rio a 640

camara 9"^

Verdade é que em 1639 chegou ^ valer dois mil réis em São Paulo (Inv. c Test. 12, 358).

gas desta t^rra e" o

a

ríuando em Santos estava a 880,

14 de maio de 1652 vemos as duas

f àmaras, a do litoral e a do planalto, em luta acesa. Andavam insaciáveis os mo-

enpostura do tr neiro; por gar o real tnbuto 9"^

ta capitania o coal p

r lofcto à razão de três patacas o alquei

leais vasalos estão pre

re

no Rio de Janeiro, se negopor uma I Ora era isto contra as

"ordens e o estanquo de Sua Magesf de"-

'jesta capita-

to caia sobre os ^^.jKjtados: a pania com q. ficavâo enp a es

^^^polistas do .sal em Santos, vendendo o

te c menoscabo do gado.

Martins, em contrato de fornecimento com a Câmara como obrigado do corte da carne verde na vila, coniprometeii-so a vender o arratel de vaca a 8 réis quan do fresca c a 25 réis quando salgada.

Propôs o Procurador do Conselho pau

listano que cessassem as transações entre

ralmente se sabe, transacionava Sardinlia

se vendiam, visto o crescimento da gon Assim iria proteger a indústria nascen te no local das carnes "sequas e salga das". A 12 de junho de 1599 Francisco

pena de multa c confisco das mercado rias dos contraventores.

com o llio de Janeiro, Baliia, Pernambu

.São muito csca.ssas as informações

quíniicntistas acêrciv do comércio do sal

123

boavontade ao dyto

to requeirão que logo d p mera da vila de

ao provedor da

por quo "qiiá" em São Paulo se pa-

neyra deixen nem co"

'/arin por frôs e quatro o que os cario-

Barquasao alguma pera

eles como

^ ca-

partir en-

Tíi^ pagavam por um ? Assim, em reprefcálí»' determinava a Câmara a proibição

de Janeiro; com pena que o que qmzer pela barrafora dará fiansa nessa nessa

^.^rrics, "e outros generos e mantimen-

t()9 até se não sabor o que em preso a\ia

dos a não ir ao rio de Janeiro ate con efeito na dita cidade se nao alevantar o

<Jcj fíear o sal". Isto se executaria sob

trebuto que até tem posto aos manti-

j,j;,<;oluta da exportação de farinhas e

digo dará a fiança de quatro mil cruza


Dicesto Econômico

O creso piratiningiino

ISÉRIAS DO SAL Affonso E. de Taunay

A oniGEM dos impostos da gabela fi-

^ lia-se ao velho regime fiseal da Ida de Média.

Muito embora Càdido de Figueiredo pretenda que a palavra decorra do La tim, tem contra si as opiniões mais ab i-

lisadas de Fr. Domingos Vieira e Auleteparece que gabcla nunca foi termo lati-

no'. Aulete dá-llie origem saxonia c Vieira, mais simplesmente, mais razoa

velmente. di-la trazida do Francês o m.e

com certeza, foi o que se deu

Isto não impede que realmente proce da do Sax-ao. No entanto, entendo Laousse qi^ talvez provenha do Árabe e

Noel do Hebraico !

Isto de etimologias e etimologistas bem

cabemos como abre campo aos Maiores desvarios da imaginação. Haja vista o

que se dá com o autor que descobriu éti-

mos guaramticos para Casa Branca e até para toponimos, provenientes do hagioiogio português!

®

Pondo do parte esta questiúneula sem a mimma importância, lembremos ainda

damente os vizinhos de serra acima, a de; oljfdecerein flagrantemente às ordens regias.

E esta cólera se expande nas linhas

toscas das atas da.s xcrc.açõos piratiningunas.

cm S. Paulo, cnconlrá\eis em nossos dcsl>aralados arquivos.

É natural (inc, dadas as condições "eográficas c sobretudo a agrura do venci mento aspciTÍiiu) da Paranapiacaba, fos

se o abastecimento do cloreto essencial

muito mais precário no planalto do q^ç, em Santos, e tòda a marinha,

No quase nada que nos resta da do cuinentação andreensc não cncontrunujs referências a sal.

O que subsiste im paulistana é tiun bém bem pouco. Entretanto, desde •' 1 ^po ça que nos parece iinprccisavcl, expor, tou o planalto carnes salgadas sobretudo do porco para diversas praças no Brasil o

que de gabelle nasceram em França os Rio da Prata. depreciativos, gaheleux e gaheloux, de, Subia sempre o preço do sal. A 26 de finitivamente incorporados à língua de janeiro de 1598 decidia a edilidado p^^ Molière e de Racine.

Terríveis motins, seguidos de feroz

repressão, numerosas vêzes ensangüenta

ram, em diversas épocas, cidades e pro víncias francesas por causa das taxas sô-

bre o sal.

Na monarquia portuguesa

também se deram fatos de tal ordem

Assim era natural que no Brasil e em S. Paulo repercutissem.

A cada passo, fremiam os paulistanos de indignação com as manobras dos negociantcr de Santos, explorando sòrdi-

listana o levantamento geral dos preçtxs de mantimcntos que nu terra davam

rjuinlicntista,

Afonso Sardinha, negocia\a ativamente

partidas de açúcar, farinha e sal.

Em

seu testamento datado de 1592, cmcontram-se referências a transações feitas

com o cloreto como rjuando declarou certo Antônio Raposo que devia uma

soma do sal que lhe \endera. Como ge

as duas vilas até que se fixasse um "modus \'ivcndi" aceitável.

De pouco deviam valer a reclamação o as providências da edilidadc de São Paulo. A 13 de dezembro de 1659 pe

dia o procurador fossem avisadas as Cà-

co, Angola c Buenos Aires.

mara.s- do Santos e S. Vicente de que era

Uma postura de 1600 fê?; ccnii que a

público c notório andar o conlratador do

20 de maio subisse o arraiei de earne de

estanco do sal a misturar sal do Cabo

porco salgada de 14 a 25 réis.

Frio ao cio Reino, "o que motivava as

Os paulistanos correntemente se abas teciam de sal no Rio do Janeiro. E man tinham transações com Angola (Inven

maiores queixas do povo .

Apelavam os paulistanos para a soüduriedadc dos -santislas. E se estes se

tários e Testamentos, VíII, 65) o que

queixassem de prejuízos seriam validos

fjâo admira, pois reinava o tráfico o já no século XVI Afonso Sardinha tivera navio ncgreiro trafegan-

o termo em suas Imlms taniformegrafia:

flfy de São Vicente á África. gm 1625 comprava-se o al-

pelos seus vizinhos de

£.

«Tclos honicus bons foi

,

e requerido aos ditos^o.'^^^^^^

oucire de sal no Rio a 640

camara 9"^

Verdade é que em 1639 chegou ^ valer dois mil réis em São Paulo (Inv. c Test. 12, 358).

gas desta t^rra e" o

a

ríuando em Santos estava a 880,

14 de maio de 1652 vemos as duas

f àmaras, a do litoral e a do planalto, em luta acesa. Andavam insaciáveis os mo-

enpostura do tr neiro; por gar o real tnbuto 9"^

ta capitania o coal p

r lofcto à razão de três patacas o alquei

leais vasalos estão pre

re

no Rio de Janeiro, se negopor uma I Ora era isto contra as

"ordens e o estanquo de Sua Magesf de"-

'jesta capita-

to caia sobre os ^^.jKjtados: a pania com q. ficavâo enp a es

^^^polistas do .sal em Santos, vendendo o

te c menoscabo do gado.

Martins, em contrato de fornecimento com a Câmara como obrigado do corte da carne verde na vila, coniprometeii-so a vender o arratel de vaca a 8 réis quan do fresca c a 25 réis quando salgada.

Propôs o Procurador do Conselho pau

listano que cessassem as transações entre

ralmente se sabe, transacionava Sardinlia

se vendiam, visto o crescimento da gon Assim iria proteger a indústria nascen te no local das carnes "sequas e salga das". A 12 de junho de 1599 Francisco

pena de multa c confisco das mercado rias dos contraventores.

com o llio de Janeiro, Baliia, Pernambu

.São muito csca.ssas as informações

quíniicntistas acêrciv do comércio do sal

123

boavontade ao dyto

to requeirão que logo d p mera da vila de

ao provedor da

por quo "qiiá" em São Paulo se pa-

neyra deixen nem co"

'/arin por frôs e quatro o que os cario-

Barquasao alguma pera

eles como

^ ca-

partir en-

Tíi^ pagavam por um ? Assim, em reprefcálí»' determinava a Câmara a proibição

de Janeiro; com pena que o que qmzer pela barrafora dará fiansa nessa nessa

^.^rrics, "e outros generos e mantimen-

t()9 até se não sabor o que em preso a\ia

dos a não ir ao rio de Janeiro ate con efeito na dita cidade se nao alevantar o

<Jcj fíear o sal". Isto se executaria sob

trebuto que até tem posto aos manti-

j,j;,<;oluta da exportação de farinhas e

digo dará a fiança de quatro mil cruza


J .J

Dlí;KVin

Kf «fS/íMIfO

inentos desta capitania e para este re querimento que faziam pcrvalcscr intei

no "tnccMng"

ramente se ofreisião a dar todo o favor

1670, w)|rnfm<nt«

e ajudade suas pessoas e beis que da vi

p.iiilisl.itios a SajÉt«»s <• I.t. a mao arma da. apossar-se dos arnia/óiis »• "rcpartir-

la dc Santos lhe for pedido para <i tal efeito". ' ^

Dentro em bres'c praz<j, por volta d«1661 Círssavam os motivos da ira do bom povo paiíli.stano e soltaram atrás da <!»•cisão as autoridades fluminenses.

Haveria, talvez, em sua tributação,

certo resquício de ressentimento político.

Pouco tempo antes tíníiani os paulistas prestado decidido apoio a Salvador Cor rêa de Sá, o tirano que o.s docuinent<»s

divulgados por Alberto Lamcgo tajilo deprimem e um movirnonlo popular dernibara. Verdade é que para chmtro em breve ser ferozmente reprimido a ponto de — ato inaudito! — levar ao cadafalso. em ação sumária, a Jerònímo Biirljalho Bezerra, principal caudilho dos rebeldes.

A 30 dc maio de 1669 diz a ata, ameüça\'am os paulistanos rebclar-se contra os seus edis se estes ac<;ita.ssem o

novo e.stanco dí) qual se falava.

"En vereaiisa se ajuntou o po\(> desla vila o seu termo cn altas bozes por (des foi requerido c protestado que a sua no

f^hcg.iraiji (ís abii.síí»» a tal jxjnto que,

d«* 3 d« uowmbro de dclilM-raratu

ir os

Dm.I ,s í(>

ha•( >NÓM ira >

12.5

De nada \aleram o irado protesto e .i Jí4r\-cm ameaça.

Continuaram os mono-

(>oli.slas de S;intos a manter o preço aliusivo, pois no lênno de 31 de outubro de

duzentas veze.s mais! .\ssini renderia <>

alqueire 20 pratos ou mais de 2$100 cpiando fazia de despesas do Santos u São Paulo 820 réis. Resolveu a Câmara

1671, se consigna no\a reclamação, sem

instituir uma medida vendável, a trinta

IíkIo o s;d pelo preço do estamo (|iie era pataca e meia por ahiucire". .Assinar.iin o \iol»-nto ((impromisso os m.ds linslrcs ei<ladã«)s de Sfm Paulo, alguns portado

pre sòlnc os "exorlntantes preços" do gCIUTO .

réis, de modo (juc^ 55 dessem um altiuoire. Destarte eoderiam os mercadores

<ãneo .uios mais tarde, i-m 15 de noxembro de 1676. novo e forte alvori^to.

{jcna a vend;i por pratos, eonccdcndo-se

res dos maiores uouh s do bandoirisnío.

devido à mesma eausa. Correra em São

ainda grande margem de lucros a reven

eoino l'"í-rnão Dia.s Í'ais. Pedro \^az de

Paulo a notícia di> (jm^ fíiva todo o sal transportado pelos açambarcadores para .inna/éns parlieidares, "para com a falta delli; \-enderem-no pelo preço (|ue me lhor lhes pareec.sse". Assim pedir;uu os republicanos proeuras.se a dàniara sindicar do procurador da l'azenda Real. (apriano Taxarcs, se

dedores.

B.arros, Estè\ão Bibeiro Baião Parente.

Càirn/*lio de Arzão. fàiillienm- Poinpeii dt Altneida, ele.

Nada mais violento do «|ue o seu pro

testo; como poderiam tão leais vas.salo> de Sua Majestade contimiar a suportar tantos

\ exames ••

opressõc.s cnoriiies

(píando "actualmente estavam tnandan-

tal era verdade.

Dá o IcTiiio seguinte, o de 30 de no

d(» larufs «• tod(»s os mais manlimentos

para suslcrítcj do Estado, a.ssini para as

vembro, a confissão d(> que os negoeis-

frotas e armadas, (jue a ellc- \<}m ?"

tas de Santos

tinham

o sal a 1$650. Proibiu-lhe.s sob grave

Na sua correição dc 1687, o Dr. Tonu' de Almeida Oliveira declarava que

as medidas dc sal de São Paulo estavam viciadas e não eram as mesmas do Rio

de Janeiro, conforme lhe demonstrara o Procurador do Conselho Lopo Rodrigue.s do Uliioa. Comprometia-se a apresentar uma reclamação ein regra ao administra dor do contrato, assim como outras rela

tivas ao preço e foniecimento do gênero. A 22 de fevereiro de 1698.

agentes

Por edital, fo

obtinha Artur de Sá e Menezes

ram os compradores de sal in timados a declarar à Clamara se

dos paulistas, importante donati vo voluntário para a fortificação

realmente lhes ficara o al(|uoirc'

de Santos e a manutenção de

um corpo de infantaria.

Porcpn- o eoinércio de Santos, no ilizer dos Procuradores, do (à)nselho de •S. Paulo, durante todo o s('*eu!o XVII

<Mn São Pa\do.

e.xlorcjuira enormes somas da gente de

XJm

rea!izou-s<.- grande e solene "mectíng'

a dois cruzados (3800 r<í'is), co mo se propalava em Santos, pa

ra (jue "se cobrasse neste particular o

de sal "por ser a (üita vila receptáculo de

bem eommum".

de negocio que rpierião fazer novo (es tanque; e pelo dito povo junto c cada um per .sin enligião por seus procurado res ao capitão Manoel temudo c Antonio de Azevedo c todos en um corpo disc-

do.s "labradorcs e criadores desta terra". Por èles todo.s "em huma \'0Z foi dito

({uc c;les sir acliavão muito enganados )ic desfraldados com as grandes esurbitan-

tôdas as vilas desta capitania". Mas era demais. A 3 de agosto sc--

Clàmara o bom povo pavii tratar do pre

cias do.s continuados he eícecibos presos

ço do sal em Santos onde os eontrata-

gítar-se cm mandar procuração ao Rio

(preços) que cada dia Icvantão os mo radores lu; mercadores be ornes que dc

doros

com maior arbítrio "nesta como em mui

de Janeiro, conforme aconselhava Ailuv de Sá por carta "para se dar sal ao

rão c reqiierernm não consentissem novo ataque porcoanto estavam prestes para

mar cn fora ven bc asiston na vila do

tas ocasiões".

povo".

porto de Santos 'com que geralmente prcjiidiíjua a esta vilia he totalmente

Agora exigiam os paulistas a (weeução do contrato segundo as ordens estritas de Sua Altcíza, Príncipe Regente da Mo

de 1698, contava o mesmo Artur de Sá

ticia lhe era vindo em como avia ornes

pagar o pedido real cada um o que llie tocasse por cauza do grande dano que disso resultava a eles povos c os ditos senhores oficiais da camera sc obrigarão a não obrar nada neste negocio sem dar

parte aos ditos procuradores do dito po vo e fazendo o contrário não teria vigor nem forsa nciii cslariifj pelo dito trato".

s( ria acima, A 13 dr rio\cinbro de 16/0

destrcie a todos estes moradores".

Sempre a exploração do preço do sal!

A 14 de abril de 1677, convocou a

novamente levantavam o preço

narquia .

cru2;ado a mais sôbrc o alqueire

guintc, declarava o têrmo desta data co-

Em carta escrita ao Rei, a 28 de maio

(juanto era preciso fortificar Santos e pôr-se a vila ao abrigo de piratas e cor sários. Não havia dinheiro, porém, e as

A Câmara de São Paulo que exigisse da de Santos o cumprimento das ordens emanadas do "reto juízo de Sua Alteza" o Príncipe Regente, fazendo cumprir as

extorsões dos traficantes. Estava sendo

para alcançar a soma imprescindível, tri

o cloreto vendido na vila a dois vinténs

butando o sal.

eoiidiçiHxs do (Misarpie do snT.

o prato raso o qno hoje eqüivaleria a I.i

A 21 de março de 1686 clamava o pro

curador Lopo Rodrigues Ulhoa contra as

í VK.Clir.;:

sim recorrera ao mais suave dos meios

Mas como cm toda a capitania paulis-


J .J

Dlí;KVin

Kf «fS/íMIfO

inentos desta capitania e para este re querimento que faziam pcrvalcscr intei

no "tnccMng"

ramente se ofreisião a dar todo o favor

1670, w)|rnfm<nt«

e ajudade suas pessoas e beis que da vi

p.iiilisl.itios a SajÉt«»s <• I.t. a mao arma da. apossar-se dos arnia/óiis »• "rcpartir-

la dc Santos lhe for pedido para <i tal efeito". ' ^

Dentro em bres'c praz<j, por volta d«1661 Círssavam os motivos da ira do bom povo paiíli.stano e soltaram atrás da <!»•cisão as autoridades fluminenses.

Haveria, talvez, em sua tributação,

certo resquício de ressentimento político.

Pouco tempo antes tíníiani os paulistas prestado decidido apoio a Salvador Cor rêa de Sá, o tirano que o.s docuinent<»s

divulgados por Alberto Lamcgo tajilo deprimem e um movirnonlo popular dernibara. Verdade é que para chmtro em breve ser ferozmente reprimido a ponto de — ato inaudito! — levar ao cadafalso. em ação sumária, a Jerònímo Biirljalho Bezerra, principal caudilho dos rebeldes.

A 30 dc maio de 1669 diz a ata, ameüça\'am os paulistanos rebclar-se contra os seus edis se estes ac<;ita.ssem o

novo e.stanco dí) qual se falava.

"En vereaiisa se ajuntou o po\(> desla vila o seu termo cn altas bozes por (des foi requerido c protestado que a sua no

f^hcg.iraiji (ís abii.síí»» a tal jxjnto que,

d«* 3 d« uowmbro de dclilM-raratu

ir os

Dm.I ,s í(>

ha•( >NÓM ira >

12.5

De nada \aleram o irado protesto e .i Jí4r\-cm ameaça.

Continuaram os mono-

(>oli.slas de S;intos a manter o preço aliusivo, pois no lênno de 31 de outubro de

duzentas veze.s mais! .\ssini renderia <>

alqueire 20 pratos ou mais de 2$100 cpiando fazia de despesas do Santos u São Paulo 820 réis. Resolveu a Câmara

1671, se consigna no\a reclamação, sem

instituir uma medida vendável, a trinta

IíkIo o s;d pelo preço do estamo (|iie era pataca e meia por ahiucire". .Assinar.iin o \iol»-nto ((impromisso os m.ds linslrcs ei<ladã«)s de Sfm Paulo, alguns portado

pre sòlnc os "exorlntantes preços" do gCIUTO .

réis, de modo (juc^ 55 dessem um altiuoire. Destarte eoderiam os mercadores

<ãneo .uios mais tarde, i-m 15 de noxembro de 1676. novo e forte alvori^to.

{jcna a vend;i por pratos, eonccdcndo-se

res dos maiores uouh s do bandoirisnío.

devido à mesma eausa. Correra em São

ainda grande margem de lucros a reven

eoino l'"í-rnão Dia.s Í'ais. Pedro \^az de

Paulo a notícia di> (jm^ fíiva todo o sal transportado pelos açambarcadores para .inna/éns parlieidares, "para com a falta delli; \-enderem-no pelo preço (|ue me lhor lhes pareec.sse". Assim pedir;uu os republicanos proeuras.se a dàniara sindicar do procurador da l'azenda Real. (apriano Taxarcs, se

dedores.

B.arros, Estè\ão Bibeiro Baião Parente.

Càirn/*lio de Arzão. fàiillienm- Poinpeii dt Altneida, ele.

Nada mais violento do «|ue o seu pro

testo; como poderiam tão leais vas.salo> de Sua Majestade contimiar a suportar tantos

\ exames ••

opressõc.s cnoriiies

(píando "actualmente estavam tnandan-

tal era verdade.

Dá o IcTiiio seguinte, o de 30 de no

d(» larufs «• tod(»s os mais manlimentos

para suslcrítcj do Estado, a.ssini para as

vembro, a confissão d(> que os negoeis-

frotas e armadas, (jue a ellc- \<}m ?"

tas de Santos

tinham

o sal a 1$650. Proibiu-lhe.s sob grave

Na sua correição dc 1687, o Dr. Tonu' de Almeida Oliveira declarava que

as medidas dc sal de São Paulo estavam viciadas e não eram as mesmas do Rio

de Janeiro, conforme lhe demonstrara o Procurador do Conselho Lopo Rodrigue.s do Uliioa. Comprometia-se a apresentar uma reclamação ein regra ao administra dor do contrato, assim como outras rela

tivas ao preço e foniecimento do gênero. A 22 de fevereiro de 1698.

agentes

Por edital, fo

obtinha Artur de Sá e Menezes

ram os compradores de sal in timados a declarar à Clamara se

dos paulistas, importante donati vo voluntário para a fortificação

realmente lhes ficara o al(|uoirc'

de Santos e a manutenção de

um corpo de infantaria.

Porcpn- o eoinércio de Santos, no ilizer dos Procuradores, do (à)nselho de •S. Paulo, durante todo o s('*eu!o XVII

<Mn São Pa\do.

e.xlorcjuira enormes somas da gente de

XJm

rea!izou-s<.- grande e solene "mectíng'

a dois cruzados (3800 r<í'is), co mo se propalava em Santos, pa

ra (jue "se cobrasse neste particular o

de sal "por ser a (üita vila receptáculo de

bem eommum".

de negocio que rpierião fazer novo (es tanque; e pelo dito povo junto c cada um per .sin enligião por seus procurado res ao capitão Manoel temudo c Antonio de Azevedo c todos en um corpo disc-

do.s "labradorcs e criadores desta terra". Por èles todo.s "em huma \'0Z foi dito

({uc c;les sir acliavão muito enganados )ic desfraldados com as grandes esurbitan-

tôdas as vilas desta capitania". Mas era demais. A 3 de agosto sc--

Clàmara o bom povo pavii tratar do pre

cias do.s continuados he eícecibos presos

ço do sal em Santos onde os eontrata-

gítar-se cm mandar procuração ao Rio

(preços) que cada dia Icvantão os mo radores lu; mercadores be ornes que dc

doros

com maior arbítrio "nesta como em mui

de Janeiro, conforme aconselhava Ailuv de Sá por carta "para se dar sal ao

rão c reqiierernm não consentissem novo ataque porcoanto estavam prestes para

mar cn fora ven bc asiston na vila do

tas ocasiões".

povo".

porto de Santos 'com que geralmente prcjiidiíjua a esta vilia he totalmente

Agora exigiam os paulistas a (weeução do contrato segundo as ordens estritas de Sua Altcíza, Príncipe Regente da Mo

de 1698, contava o mesmo Artur de Sá

ticia lhe era vindo em como avia ornes

pagar o pedido real cada um o que llie tocasse por cauza do grande dano que disso resultava a eles povos c os ditos senhores oficiais da camera sc obrigarão a não obrar nada neste negocio sem dar

parte aos ditos procuradores do dito po vo e fazendo o contrário não teria vigor nem forsa nciii cslariifj pelo dito trato".

s( ria acima, A 13 dr rio\cinbro de 16/0

destrcie a todos estes moradores".

Sempre a exploração do preço do sal!

A 14 de abril de 1677, convocou a

novamente levantavam o preço

narquia .

cru2;ado a mais sôbrc o alqueire

guintc, declarava o têrmo desta data co-

Em carta escrita ao Rei, a 28 de maio

(juanto era preciso fortificar Santos e pôr-se a vila ao abrigo de piratas e cor sários. Não havia dinheiro, porém, e as

A Câmara de São Paulo que exigisse da de Santos o cumprimento das ordens emanadas do "reto juízo de Sua Alteza" o Príncipe Regente, fazendo cumprir as

extorsões dos traficantes. Estava sendo

para alcançar a soma imprescindível, tri

o cloreto vendido na vila a dois vinténs

butando o sal.

eoiidiçiHxs do (Misarpie do snT.

o prato raso o qno hoje eqüivaleria a I.i

A 21 de março de 1686 clamava o pro

curador Lopo Rodrigues Ulhoa contra as

í VK.Clir.;:

sim recorrera ao mais suave dos meios

Mas como cm toda a capitania paulis-


I" '

ta apenas se consumiam seis mil alquei res do gênero, anualmente, era êste do

Dizia o procurador: "A necessidade tão urgente c a todos geral moléstia faz

nativo insuficiente.

a r(?são de ref|ueri'r a \()sas incrces que

Pelos livros da Mordomia do Mosteiro

de São Bento paulistano, sabemos que os preços do sal em fins do século XVIII

oscilarain entre 480 a 1S28() tendo para os fins da centiiria 266 % de acréscimo !

Tornara-se a vida caríssima na capita nia de São Paulo como em todo o Brasil, devido à concordância de dois fatores: a temvel crise nascida da falta dc mi-

merano no País, graças à inépcia da me° êxodo formidável dos liomens válidos ^para cs novos descobertos aiirifcros das Minas Gerais.

As questões de aprovisionamcnto, eter-

p

fi.

DiGii^sTO EcoNóxnco"

126

narncnte irritantes, prosseguiam cheias

de incidentes desagradáveis. A õ de ou tubro de 1706, a Câmara reunia-se es

pecialmente para discutir as cláusulas dc

particular" do contrato que sc redigira em Santos. A 3 dc janeiro di7. uma ata, viviam os paulistas opressos pela falta

de sal devida em parte ao preço exces.sido dos fretes das canoas que iam ae> Gubatíão entregar o cloreto. A 4 de agosto de 1708, pediu a Câma ra, com lancinantes brados, a interven

ção do dr. Ouvidor Geral a fim de obter alguma melhoria de preços. Em princípios de 1709 chegou a si

Iia noticia seria c enfali\cl (jue na fra gata estão scisccnlos ou cpiinhentos alíjucircs dc sal de <pu' todos os moradores

das \'illas de asiina estão faltos e os que o tivcrão foi comprada a dezaçeis mil

reis c (juÍMZ<' <• doze sendo estes preços tão altos <|iie muitos por demasiadamen

ra darem seus votos <• se ajustou cm que

digo e de tudo fis este termo dc vercança em que sc asignarão os \ ercadovcs, juis c cu Dos. nnnes da costa" (seri\-ão). Rcalizou-sc o cuncião dos homens bons,

mais preço que o do contracto não obs tante hum ajusto feito na vílla de san tos cm camera a consentimento daquelle

povo e o dito ouvidor geral tinha prezo ao capitão da fragata e sendo assim se comscrwa o dito sal na dita fragata te

he muito con\eiueiile (jue sc cliamcm

notáveis rcpxiblicos, entre os quais per

mos de que ha noticia emfalli\'el tomar

sonagens do mérito e da posição do ve

na dita fragata o sal para o rio dc ja

alguns honu-iis dos <pic podem votar e

l^orporilies iJriuK-iro se convém que vá luim lioini iii o cjual ellcs nomearão com aprovação de vossas inerces á vila de

santos e recpuTcr do governador daquella praça que a requerimento do povo a utilidade dellc lhes mande dar o sal pdlo preço (pie c:ste liomem ajustar para o que hc conveniente que este ccnado es

creva ao dito governador dè todo o aju torio com a sc-giirança dos (piatro senios reis para sua magestado que deos guarde e este requeriiuenlo será lançado no Ij. vro pois a falta dellc primitio que up Rín o Babia sc vendesse a cjuatro mil reis o alqueire".

lho Pedro Taqiies de Almeida, dc Bartolomeii Pais de Abreu, D. Simão de Toledo Piza, José dc Góis c Morais, etc. Terrível a denúncia contra o Oinidor

dr. João Saraiva de Carvalho. Na repre sentação que então se redigiu disseram os paulistanos:

"Que suposto que sua magestade que Deus guarde, fora servido mandar que todo o sal que vier á vílla de santos íisím do contrato coifio de particulares íjuc SC vende-se não fosc por mais preço oue o do contrato", esta "ordem atlie o prczente não teve execução porquanto na dita villa de santos sc está vendendo

No fim do termo vem a mais grave

sal publicamente e subreticiumente a oi

demincia contra um representante régio

to dez doze dezaseis mil rei.s o alqueire

que dc\'ia ser intangível, nada menos qu^

cauza de o não aver no contracto". No entanto estava ancorada cm San

rabilidade.

dores.

Pediu o Procurador que, com a

selho, Joseph de Barros Bicudo, pedia

mara, se reunissem os homens bons

"meeting" geral dos homens bons, c de

ra SC solucionar êste caso dé "salus

nunciou gravíssimo caso de açambarca-

populi".

niento e exploração dos povos. Ancora ra em Santos uma fragata com 500 ou

"E ha noticia corta que este sal tornu pera o rio pela razão do que o ouvidor

600 alqueires de sal, gênero de que na

geral tem ao mestre prezo, dezatendondo a necessidade querendo sc venda o sal no almazcm pelo preço de novcsccntos e seçcnta, como se pcrtençera a obriga

da existia no planalto. Mas não se des

!

em quo se chamaçem alguns homens pe

"Não te\e effeitos pciu razão do ouvi dor geral destas capitanias o dczembargador joão saraiva de carvalho não comvir a que se venda o sobredito sal por

com a presença de (juarenta dos mais

tuação a um grau dé verdadeira intole-

carregara o cloreto porque os interessa dos pretendiam a terrí\'el escorcba dos povos paulistas.

geral instroincnto c cauza desta univer sal moléstia o que ouvido pelo dito juis e mais oficiais que sc acharão comvierão

127

te lemitados o não alcança\ão pelo que

o dr. Ouvidor Geral. Era êlc acusado de ser o sócio protetor dos açambarca-

A 8 de março, o procurador do con

Dicesto Econômico

tos uma fragata dos jesuítas, carregada dc sal de Pernambuco, que podia ser fornecido pelos preços do contrato ! Mas a venda se não realizava porque

neiro, ficando estes povos faltos de todo

o pro\imento sem esperança dc algum pera sua melhora, pello que requerião aos officiais da camera comvogaçem a

nobreza e povo desta villa sem embargo

dos que se achão pera que unifonnes ajustaçem o mais conveniente o que logo

se pos em execução que todos acudirao a esta camera cm hua vós diseram era

muito justo e nomearão pera bir a esta diligencia ao capitão Bartholomeu pais de Abreu pera, que, em nome desta ca mera, e povo, rcquerese ao governador da praça de santos mande descarregar os alqueires de sal que for comveníente a estes povos, conforme a quanüa que

pello dito procurador lhe for pedido e o dito procurador ajustava hu preço ra zoável com o dito... pagandose os quatrosentos reis para a fazenda mal por cada alqueire o que tudo se ajustou . Decidiu mais a assembléia que a me dida adotada seria transitória "por reunir a necessidade do prezente mas nao pera

ola não convinlia ao magistrado 1 Che

se perpetuar no preço, ajustado pello procurador porque avendo o do contrato

ção de seus planos de extorsão dos povos I

se observaria o preso de novecentos e

gava a usar da violência para a realiza

sessenta reis".

ção do contracto, sendo o dito ouvidor

J


I" '

ta apenas se consumiam seis mil alquei res do gênero, anualmente, era êste do

Dizia o procurador: "A necessidade tão urgente c a todos geral moléstia faz

nativo insuficiente.

a r(?são de ref|ueri'r a \()sas incrces que

Pelos livros da Mordomia do Mosteiro

de São Bento paulistano, sabemos que os preços do sal em fins do século XVIII

oscilarain entre 480 a 1S28() tendo para os fins da centiiria 266 % de acréscimo !

Tornara-se a vida caríssima na capita nia de São Paulo como em todo o Brasil, devido à concordância de dois fatores: a temvel crise nascida da falta dc mi-

merano no País, graças à inépcia da me° êxodo formidável dos liomens válidos ^para cs novos descobertos aiirifcros das Minas Gerais.

As questões de aprovisionamcnto, eter-

p

fi.

DiGii^sTO EcoNóxnco"

126

narncnte irritantes, prosseguiam cheias

de incidentes desagradáveis. A õ de ou tubro de 1706, a Câmara reunia-se es

pecialmente para discutir as cláusulas dc

particular" do contrato que sc redigira em Santos. A 3 dc janeiro di7. uma ata, viviam os paulistas opressos pela falta

de sal devida em parte ao preço exces.sido dos fretes das canoas que iam ae> Gubatíão entregar o cloreto. A 4 de agosto de 1708, pediu a Câma ra, com lancinantes brados, a interven

ção do dr. Ouvidor Geral a fim de obter alguma melhoria de preços. Em princípios de 1709 chegou a si

Iia noticia seria c enfali\cl (jue na fra gata estão scisccnlos ou cpiinhentos alíjucircs dc sal de <pu' todos os moradores

das \'illas de asiina estão faltos e os que o tivcrão foi comprada a dezaçeis mil

reis c (juÍMZ<' <• doze sendo estes preços tão altos <|iie muitos por demasiadamen

ra darem seus votos <• se ajustou cm que

digo e de tudo fis este termo dc vercança em que sc asignarão os \ ercadovcs, juis c cu Dos. nnnes da costa" (seri\-ão). Rcalizou-sc o cuncião dos homens bons,

mais preço que o do contracto não obs tante hum ajusto feito na vílla de san tos cm camera a consentimento daquelle

povo e o dito ouvidor geral tinha prezo ao capitão da fragata e sendo assim se comscrwa o dito sal na dita fragata te

he muito con\eiueiile (jue sc cliamcm

notáveis rcpxiblicos, entre os quais per

mos de que ha noticia emfalli\'el tomar

sonagens do mérito e da posição do ve

na dita fragata o sal para o rio dc ja

alguns honu-iis dos <pic podem votar e

l^orporilies iJriuK-iro se convém que vá luim lioini iii o cjual ellcs nomearão com aprovação de vossas inerces á vila de

santos e recpuTcr do governador daquella praça que a requerimento do povo a utilidade dellc lhes mande dar o sal pdlo preço (pie c:ste liomem ajustar para o que hc conveniente que este ccnado es

creva ao dito governador dè todo o aju torio com a sc-giirança dos (piatro senios reis para sua magestado que deos guarde e este requeriiuenlo será lançado no Ij. vro pois a falta dellc primitio que up Rín o Babia sc vendesse a cjuatro mil reis o alqueire".

lho Pedro Taqiies de Almeida, dc Bartolomeii Pais de Abreu, D. Simão de Toledo Piza, José dc Góis c Morais, etc. Terrível a denúncia contra o Oinidor

dr. João Saraiva de Carvalho. Na repre sentação que então se redigiu disseram os paulistanos:

"Que suposto que sua magestade que Deus guarde, fora servido mandar que todo o sal que vier á vílla de santos íisím do contrato coifio de particulares íjuc SC vende-se não fosc por mais preço oue o do contrato", esta "ordem atlie o prczente não teve execução porquanto na dita villa de santos sc está vendendo

No fim do termo vem a mais grave

sal publicamente e subreticiumente a oi

demincia contra um representante régio

to dez doze dezaseis mil rei.s o alqueire

que dc\'ia ser intangível, nada menos qu^

cauza de o não aver no contracto". No entanto estava ancorada cm San

rabilidade.

dores.

Pediu o Procurador que, com a

selho, Joseph de Barros Bicudo, pedia

mara, se reunissem os homens bons

"meeting" geral dos homens bons, c de

ra SC solucionar êste caso dé "salus

nunciou gravíssimo caso de açambarca-

populi".

niento e exploração dos povos. Ancora ra em Santos uma fragata com 500 ou

"E ha noticia corta que este sal tornu pera o rio pela razão do que o ouvidor

600 alqueires de sal, gênero de que na

geral tem ao mestre prezo, dezatendondo a necessidade querendo sc venda o sal no almazcm pelo preço de novcsccntos e seçcnta, como se pcrtençera a obriga

da existia no planalto. Mas não se des

!

em quo se chamaçem alguns homens pe

"Não te\e effeitos pciu razão do ouvi dor geral destas capitanias o dczembargador joão saraiva de carvalho não comvir a que se venda o sobredito sal por

com a presença de (juarenta dos mais

tuação a um grau dé verdadeira intole-

carregara o cloreto porque os interessa dos pretendiam a terrí\'el escorcba dos povos paulistas.

geral instroincnto c cauza desta univer sal moléstia o que ouvido pelo dito juis e mais oficiais que sc acharão comvierão

127

te lemitados o não alcança\ão pelo que

o dr. Ouvidor Geral. Era êlc acusado de ser o sócio protetor dos açambarca-

A 8 de março, o procurador do con

Dicesto Econômico

tos uma fragata dos jesuítas, carregada dc sal de Pernambuco, que podia ser fornecido pelos preços do contrato ! Mas a venda se não realizava porque

neiro, ficando estes povos faltos de todo

o pro\imento sem esperança dc algum pera sua melhora, pello que requerião aos officiais da camera comvogaçem a

nobreza e povo desta villa sem embargo

dos que se achão pera que unifonnes ajustaçem o mais conveniente o que logo

se pos em execução que todos acudirao a esta camera cm hua vós diseram era

muito justo e nomearão pera bir a esta diligencia ao capitão Bartholomeu pais de Abreu pera, que, em nome desta ca mera, e povo, rcquerese ao governador da praça de santos mande descarregar os alqueires de sal que for comveníente a estes povos, conforme a quanüa que

pello dito procurador lhe for pedido e o dito procurador ajustava hu preço ra zoável com o dito... pagandose os quatrosentos reis para a fazenda mal por cada alqueire o que tudo se ajustou . Decidiu mais a assembléia que a me dida adotada seria transitória "por reunir a necessidade do prezente mas nao pera

ola não convinlia ao magistrado 1 Che

se perpetuar no preço, ajustado pello procurador porque avendo o do contrato

ção de seus planos de extorsão dos povos I

se observaria o preso de novecentos e

gava a usar da violência para a realiza

sessenta reis".

ção do contracto, sendo o dito ouvidor

J


V VS iw

DiCfcLSTO EctiVÒMiCO

i- salários. Tudo guardaria

LIVROS & REVISTAS VICTOR BRIEN: "V«rh lii supprrh^ií.n pôls par I Inflation Dirig^ííK^sai

xelaH. 1950

Ed Bniylanl

129

mesma pro-

porçãít irúcial, lonlonue se \ê dos dia ílcs Iin-

{Brii-

212 páfís.

grama^ e eoordí-nadas com (jue o autor ilustr.i M U ensaio. ICssa iuílação sist« luatii a jamais enri<jui-e( i i.i uns e empobreeen.i oiilros.

Segiu -se depois a cAposiçfm mateiuá-

liia d.i inflaçao routinua, sempre no

ano passado, um eiigonheiro Ijclga, financista amador como amjôlo in dustrial Viclor Menicr que. há 80 anos compunha livros grossí)s cm defesa dó

impôsto único sobre capitais. prop<^s pura

_ o simplesmente a abolição de todos os impostos, instituindo-sc a "inflação di : rígida".

Não se supunha, entretanto, que o ; . eng Victor Brien, professor honorária

^ da Universidade Livre dc Bruxelas, e I Impnts par l InfUUton Dirigóc". hous csse

soltado balões dc ar ariuccido no espaço sem medir as dificuldades, complexida des e riscos da sugestão audaz.

O prof. Brien assistiu, "in Iqcq" a

inflação russa de 1923, quando os óia'jantes, na hora da partida, atiravam ao

to drSí oiifi.ido dr íjuc- f» nau lr\asscn» .1 sério. Oai rrsiillou o rns.úo, cuja pos-

sibiiidaclr dr srr Iiasido lonui í|UÍméri-

co não escapa ao autor. Este nao ali

ria e a prática econômica.

meiUi- dingiila.

ines celebres e digiKJs de todo apreço

D«*ssr mundo que não existe, nem <'vistiu nnnea fora do eampo

intelectual poderiam ser incluídos nesse longo rol, inclusive o do pró prio Keynes. que, aí por

Alguns lío-

adaptação do sistema à eeo-

1924, na "Reforma Monetá

nurnia iiwr. l-aigeuluísainen-

ria". (piando bem recente

Crcí, entrcílanlo, cjuc r possível e ate fácil erigir a inflaçãf) em .sistema para substituição de imjXistos. contanto qi""

sejam tomadas certas im-didas adequarlas.

Por outra.s pa!a\ra.s:

substituição dos

impostos pela inflação meliklica, coisa diversa da inflação desordenada e caó tica dc todo.s conlu-cida.

Seria um mi

lagre de segurança, simplicidade e de economia dos trabalhos c despesas das

drama financeiro. Tomou conhecimento mais tarde, das idéias do ministro francês

gida, isto é, uma coletividade em que

ções monetárias, honradas, aliás, com a citação de Keynes, na famosa "General

eiüuistas" xários têm conhecido a teo

mundo hipotético <l.i economia inlegral-

tl.i lúp('>t« se. o antor passa à

supõe hipoteticamente a aplicação do sis

timos anos de vida a curiosas explana

d<- dois scenlos. "papclistas" e "infla-

drlrimriilosas v inírpias dos processos inflacionários do mundo contcniporàneo.

tou-se de que o povo não parecesse mui to preocupado, nem apreensivo, com êsso

queceu na Argentina e dedicou seus úl

O linal do \-oluine c mna respost.i .mtccipada às «ihjcçxãcs dos "céticos. tí midos. "jH-ssoas práticas", funcionários «■ outros críticos presumíveis". Uc I.aw até Imje. no curso dc mais

menta ilusões acerc-a das fon.sríjnéncius

arrecadações, qiuí "os contribuintes pre solo as notas de 1.000 rublos, como pa- ferirão ao suplício cliinés dos impostos'. peluchos inúteis e incômodos, e espan Para demonstração da tese, o autor

Daladier o do alemão Gesell que enri

novos planos — mais simples c racionais."

tema a uma economia estritamente diri

produção, repartição, circulação e con sumo se subordinem ao contrôle cfeti-

^'o do Estado sem margem à iniciativa ou ao capricho dos indivíduos. Supon

do ainda que tal economia dirigida se acha em equilíbrio c. cm outras condições

'e. desir,\i- tnino, em sna

mente atingira o c!ima.x a in- ■

opinião.

fiação alemã, deixa transpa- j

di-senrolar-Sí'-ia

fi

quadro thjs veajnslainentos luelíuliios (),. pi-fç(is e salá

rocer a

rios paraleiainento à prolife-

tenta o eng. Brien. Referin do-se ao uso das emissões-co

laçao dos jucios dc paganiento c à aplicação de corretivos aos Preços-oiiro. cm atcnçã{» sobretudo aos

sua

simpatia por

idéias, eomo as que hoje sus

mo rei-urso das finanças públicas, à scmelliança de impostos, cscrexeu que:

eonl ratos dc longa duração. G toni otimista do «-nsaio é conserx'ado

"Êsse método é condenado, mas bem

'de o iim nas repercussões do sistema l^roposto sobre as finanças publicas e

certo ]íonlo. Èlo pode permitir a vida d(í um goxêrno que não tem outi*o meio de existência porque constitui a torma do tributação à qual o públi

>:<íl)re a economia em gcTal. Todavia.

Brien prevê desde logo objcções fatais, eomo, por exemplo, a de que, se for <"xe(pnvel o .seu projeto, nem todos os mipo.stos poderiam ser suprimidos, já porrpie se decretam, muitas vè/.es, com

oljjeti\-os extra-fiscais, já porque a in dução dirigida não rcsoKcria o problema da discriminação dc receitas entre o go verno nacional e o local. Mas poderiam ser eliminados todos os tributos indese

jáveis por sua injustiça, caráter regressi

(pie se deve admitir sua eficácia até

co escapa mais dificilmente e que o governante mais fraco se acha ciu

condições do estabelecer, quando não pode fazer outra coisa."

E por aí vai sem horripilar-se à idéia dc que a inflação pode ser meio de ali mentação dos cofres públicos, podendo ser bom ou mau expediente, do mesmo

modo (juc os impostos, segundo as cir

cunstâncias e intensidade de seu em

Theory". Outro engenheiro belga, Robert Bílliard, insistiu no assunto em pe queno trabalho sob o título de "L'impôt

hipotéticas realizadas, Brien mostra co mo o Estado se poderia abster de tri

çamento, arrecadação o fiscalização ou

butar, injetando na circulação corto vo

iiionetaire".

\ nliicrahilidade aos golpes da fraude.

lume dc bilhctc.s em ciclos inflacioná-

De qualquer sorte, o ensaio de Brien parece ter sido a mais ousada e refle-

Eram formas rudimentares

vo, complicação o pesado custo do lan

prego.

e embrionárias duma grande idéia —

rios sucessivos c autônomos, periodica

dda tentatixa de clcxnção dos métodos

convenceu-se o Dr. Brien e atirou-se à

"A inilação dirigida — eserew o autor — lornccerá a tcrraincnla que permitirá

mente encerrados com ajustamentos pro

meditação do problema, embora um tan

porcionais do padrão monetário, preços

a deiriolição do \eIlio e monstruoso edi-

receita pública.

lieio iiseal, para sua reconstrução sob

inflacionarios como processos normais de A. B..

.


V VS iw

DiCfcLSTO EctiVÒMiCO

i- salários. Tudo guardaria

LIVROS & REVISTAS VICTOR BRIEN: "V«rh lii supprrh^ií.n pôls par I Inflation Dirig^ííK^sai

xelaH. 1950

Ed Bniylanl

129

mesma pro-

porçãít irúcial, lonlonue se \ê dos dia ílcs Iin-

{Brii-

212 páfís.

grama^ e eoordí-nadas com (jue o autor ilustr.i M U ensaio. ICssa iuílação sist« luatii a jamais enri<jui-e( i i.i uns e empobreeen.i oiilros.

Segiu -se depois a cAposiçfm mateiuá-

liia d.i inflaçao routinua, sempre no

ano passado, um eiigonheiro Ijclga, financista amador como amjôlo in dustrial Viclor Menicr que. há 80 anos compunha livros grossí)s cm defesa dó

impôsto único sobre capitais. prop<^s pura

_ o simplesmente a abolição de todos os impostos, instituindo-sc a "inflação di : rígida".

Não se supunha, entretanto, que o ; . eng Victor Brien, professor honorária

^ da Universidade Livre dc Bruxelas, e I Impnts par l InfUUton Dirigóc". hous csse

soltado balões dc ar ariuccido no espaço sem medir as dificuldades, complexida des e riscos da sugestão audaz.

O prof. Brien assistiu, "in Iqcq" a

inflação russa de 1923, quando os óia'jantes, na hora da partida, atiravam ao

to drSí oiifi.ido dr íjuc- f» nau lr\asscn» .1 sério. Oai rrsiillou o rns.úo, cuja pos-

sibiiidaclr dr srr Iiasido lonui í|UÍméri-

co não escapa ao autor. Este nao ali

ria e a prática econômica.

meiUi- dingiila.

ines celebres e digiKJs de todo apreço

D«*ssr mundo que não existe, nem <'vistiu nnnea fora do eampo

intelectual poderiam ser incluídos nesse longo rol, inclusive o do pró prio Keynes. que, aí por

Alguns lío-

adaptação do sistema à eeo-

1924, na "Reforma Monetá

nurnia iiwr. l-aigeuluísainen-

ria". (piando bem recente

Crcí, entrcílanlo, cjuc r possível e ate fácil erigir a inflaçãf) em .sistema para substituição de imjXistos. contanto qi""

sejam tomadas certas im-didas adequarlas.

Por outra.s pa!a\ra.s:

substituição dos

impostos pela inflação meliklica, coisa diversa da inflação desordenada e caó tica dc todo.s conlu-cida.

Seria um mi

lagre de segurança, simplicidade e de economia dos trabalhos c despesas das

drama financeiro. Tomou conhecimento mais tarde, das idéias do ministro francês

gida, isto é, uma coletividade em que

ções monetárias, honradas, aliás, com a citação de Keynes, na famosa "General

eiüuistas" xários têm conhecido a teo

mundo hipotético <l.i economia inlegral-

tl.i lúp('>t« se. o antor passa à

supõe hipoteticamente a aplicação do sis

timos anos de vida a curiosas explana

d<- dois scenlos. "papclistas" e "infla-

drlrimriilosas v inírpias dos processos inflacionários do mundo contcniporàneo.

tou-se de que o povo não parecesse mui to preocupado, nem apreensivo, com êsso

queceu na Argentina e dedicou seus úl

O linal do \-oluine c mna respost.i .mtccipada às «ihjcçxãcs dos "céticos. tí midos. "jH-ssoas práticas", funcionários «■ outros críticos presumíveis". Uc I.aw até Imje. no curso dc mais

menta ilusões acerc-a das fon.sríjnéncius

arrecadações, qiuí "os contribuintes pre solo as notas de 1.000 rublos, como pa- ferirão ao suplício cliinés dos impostos'. peluchos inúteis e incômodos, e espan Para demonstração da tese, o autor

Daladier o do alemão Gesell que enri

novos planos — mais simples c racionais."

tema a uma economia estritamente diri

produção, repartição, circulação e con sumo se subordinem ao contrôle cfeti-

^'o do Estado sem margem à iniciativa ou ao capricho dos indivíduos. Supon

do ainda que tal economia dirigida se acha em equilíbrio c. cm outras condições

'e. desir,\i- tnino, em sna

mente atingira o c!ima.x a in- ■

opinião.

fiação alemã, deixa transpa- j

di-senrolar-Sí'-ia

fi

quadro thjs veajnslainentos luelíuliios (),. pi-fç(is e salá

rocer a

rios paraleiainento à prolife-

tenta o eng. Brien. Referin do-se ao uso das emissões-co

laçao dos jucios dc paganiento c à aplicação de corretivos aos Preços-oiiro. cm atcnçã{» sobretudo aos

sua

simpatia por

idéias, eomo as que hoje sus

mo rei-urso das finanças públicas, à scmelliança de impostos, cscrexeu que:

eonl ratos dc longa duração. G toni otimista do «-nsaio é conserx'ado

"Êsse método é condenado, mas bem

'de o iim nas repercussões do sistema l^roposto sobre as finanças publicas e

certo ]íonlo. Èlo pode permitir a vida d(í um goxêrno que não tem outi*o meio de existência porque constitui a torma do tributação à qual o públi

>:<íl)re a economia em gcTal. Todavia.

Brien prevê desde logo objcções fatais, eomo, por exemplo, a de que, se for <"xe(pnvel o .seu projeto, nem todos os mipo.stos poderiam ser suprimidos, já porrpie se decretam, muitas vè/.es, com

oljjeti\-os extra-fiscais, já porque a in dução dirigida não rcsoKcria o problema da discriminação dc receitas entre o go verno nacional e o local. Mas poderiam ser eliminados todos os tributos indese

jáveis por sua injustiça, caráter regressi

(pie se deve admitir sua eficácia até

co escapa mais dificilmente e que o governante mais fraco se acha ciu

condições do estabelecer, quando não pode fazer outra coisa."

E por aí vai sem horripilar-se à idéia dc que a inflação pode ser meio de ali mentação dos cofres públicos, podendo ser bom ou mau expediente, do mesmo

modo (juc os impostos, segundo as cir

cunstâncias e intensidade de seu em

Theory". Outro engenheiro belga, Robert Bílliard, insistiu no assunto em pe queno trabalho sob o título de "L'impôt

hipotéticas realizadas, Brien mostra co mo o Estado se poderia abster de tri

çamento, arrecadação o fiscalização ou

butar, injetando na circulação corto vo

iiionetaire".

\ nliicrahilidade aos golpes da fraude.

lume dc bilhctc.s em ciclos inflacioná-

De qualquer sorte, o ensaio de Brien parece ter sido a mais ousada e refle-

Eram formas rudimentares

vo, complicação o pesado custo do lan

prego.

e embrionárias duma grande idéia —

rios sucessivos c autônomos, periodica

dda tentatixa de clcxnção dos métodos

convenceu-se o Dr. Brien e atirou-se à

"A inilação dirigida — eserew o autor — lornccerá a tcrraincnla que permitirá

mente encerrados com ajustamentos pro

meditação do problema, embora um tan

porcionais do padrão monetário, preços

a deiriolição do \eIlio e monstruoso edi-

receita pública.

lieio iiseal, para sua reconstrução sob

inflacionarios como processos normais de A. B..

.


[m

mfm

IWJU

DioRsTf) Econômico

IQO

ARfSIO VIANA: ""Orçamento Brasileiro , (Rio, 1950 — Ed. Financeiras. S. A- 350 págs.) í

L

Na literatura nacional, o orçamento tem como obra clássica a monografia

de Agenor de Roure.

Mas, depois de

aspectos históricíis, polilicos. juridicos e econômicos do orç.uia-iilo, mas concen

tra a sua alriição sobrc tiidf) na estrutura

25 anos, os 1í\tos de finanças envelhe

técnica do documento orç.mientário, rc-

cem. Três Constituições c uma grande

flítlndo forte influência das práticas americanas do "liurcau of Uudgel". Pena é <|ue não reservasse maior c-spaço aos problenjas econômicos cio orçamento, à

guerra tomaram obsoleto aquele valio so trabalho.

Arísio Viana, há cerca de 10 anos, escreveu um novo ensaio, calcado na

Constituição de 1937 c nas experiências do Dasp, onde prestava a sua colabora

stia adaptação cíclica, ao déficit sistemá tico c a outros temas, que não .só des

pertam, hoje, grande interêssc doutriná

ção à composição dos serviços orçamen

rio, mas também penetraram na prática

tários.

com a exp(;riência sueca.

Esgotada rapidamente, aparece a obra, segunda edição, tão atualiza-

da, aumentada c aperfeiçoada, que constiíui novo livro com o dobro da matéria

do antigo. A edição aumentada foi pre faciada pelo prof. Harvey Walker, da Universidade de Ohio, tão conhecido dos

ponto de vista político, o autor trai unia atitude romântica para com o rcginut discricionário de; 1937, laK c/. pelo

falo de, bem ou mal, ter este adotado melhores técnicas orçamentárias. Em todo caso, o livro do ilustre Dire

"Public Administration in the U. S.". E

tor do Dasp c o mai.s importante traba lho brasileiro sôbre o assunto, cuja lite

não poupa elogios o mestre americano

ratura, no mundo todo, está longe de ser

& obra brasileira.

rica.

meios brasileiros pelo seu precioso livro

Arísio Viana, nesta edição, estuda os

A. B.

ALMIR DE ANDRADE — "Contribuição à His tória Administrativa do Brasil" — 2 vols. (Rio, José Olímpio, 1950). A obra de Almir de Andrade disper sa-se por vários campos, o que talvez lhe comprometa a evolução iniciada sob os melhores e mais brilhantes auspícios. De um ensaio filosófico sôbre Freud, obra de ruidosa estréia na mocidade,

passou a incursões na sociologia, na fic ção, na política e, agora, na história administrativa.

Nesses dois volumes, há uma investi

gação exaustiva da política administra tiva dq Pais, através das mensagens dos

Djcksto Econômico

131

dispti.st ram os anteriores chefes dc Es

pedra, petróleo, colonização, sécas, ro

tado.

dovias. etc.

INir iss(í mesmo o A., honesto na

sua exposição, suprimiu o capítulo das

constnições ferroviárias, (juc depois de atingirem média de l.(M)() km por ano com

Hermes

da

l''onseea, tombaram

qnase a 7.ero durante a ditadura ou se jam os 2 km minguados de 1939. Re

O método seguido n risca pelo autor, sempre adstrito ás mensagens e do cumentos presidenciais, poupa-o í\ ro-

cordação dc algumas verdades melancó licas. como. por exemplo, a da prisão de Mi)ntciro Lobato c de Oscar Cordeiro,

tomaram, «'ntrclanto, enérgico ritmo com a restaíiração do Congresso.

jK>rquc. em São Paulo o na Bahia, ba teram-se pela descoberta do petróleo.

No primeiro volíune, são eslndado.s o.s pro])lemas da racionalização da agri

tixos já expostos, o livro dc Almir de

hVilas as devidas ressalvas dos obje-

cultura, economia rural, política do café.

Andrade é útil porque fornece aos es

açúcar, alconl-motor, mandioca, algodão, cacau, futno, arroz, milho, trigo, frutas, niatí', óleos, madeiras, pinho, gasogcnios

tudiosos, comodamente, lodo um mate

e pecuária, pesca e sal. No .segundo volume, expõe a política da borracha, ele

rial que exigiria penoso esfôrço e enor me tempo para reunir-se. Sob ésse pon to de x'isla, veio completar a obra clás sica de Max Fleíuss. A. B.

tricidade. minas, sidi-rurgia, carvao-do-

JEAN MARSCHAL: "Cours d'Econoinie Politi-

que" (Paris, 1950. ed. Medicis. 937 págs.) O eminente professor da Faculdade de Direito de Paris, bastante conhecido, cm

nosso País, pelos seus estudos sôbre união aduaneira, mecanismo de preços e

efeitos da conjuntura sôbre os impostos, lançou, no ano passado, o primeiro tomo dc seu curso dc Economia, no qual es tuda a evolução do sistema contemporâ

neo, a produção, preços, moeda e crédito. O prefácio revela que o autor não se resigna ao papel de pacífico o neutro espectador c expositor das controvérsias do nosso tempo. Muito ao contrário, o ■seu ardor é visível logo na pequena nota

.■u) pé da primeira página: "Se se ape gam a vincular tudo a um livro só, o que é pueril, nós preferimos a Teoria gem/, de J. M. Keyncs, porque contém "humour", contradições e suficiente obscuridadc. Com isso, poder-se-á re constituir o mundo."

O livro do prof. Marschal é, todavia, um trabalho sério e modemissimo, quais

quer que sejam as suas tendências dou trinárias. E, nesse particular de ten dências, atire-lhe a primeira pedra quem estiver limpo do pecado. A. B.

Presidentes da República ao Congresso. Transparece do livro o propósito de exaltar o período de 1930 a 1945, que há de apresentar cifras expressivas, já pela sua longa duração, já porque o próprio desenvolvimento econômico, de mográfico e tecnológico do País assegu rou condições de trabalho de que não

LOUIS BAUDIN: "Manuel d'Economie Politi-

que" (Paris, 1950 — 6/ ed. Pichon — Anzias) O claro, moderno e precioso compêndio do prof. Baudin, que o Brasil coobece e aplaudiu, como conferencista,

há quatro anos passados, acaba de aparecer na 6.® edição, inteiramente atualizado.


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IWJU

DioRsTf) Econômico

IQO

ARfSIO VIANA: ""Orçamento Brasileiro , (Rio, 1950 — Ed. Financeiras. S. A- 350 págs.) í

L

Na literatura nacional, o orçamento tem como obra clássica a monografia

de Agenor de Roure.

Mas, depois de

aspectos históricíis, polilicos. juridicos e econômicos do orç.uia-iilo, mas concen

tra a sua alriição sobrc tiidf) na estrutura

25 anos, os 1í\tos de finanças envelhe

técnica do documento orç.mientário, rc-

cem. Três Constituições c uma grande

flítlndo forte influência das práticas americanas do "liurcau of Uudgel". Pena é <|ue não reservasse maior c-spaço aos problenjas econômicos cio orçamento, à

guerra tomaram obsoleto aquele valio so trabalho.

Arísio Viana, há cerca de 10 anos, escreveu um novo ensaio, calcado na

Constituição de 1937 c nas experiências do Dasp, onde prestava a sua colabora

stia adaptação cíclica, ao déficit sistemá tico c a outros temas, que não .só des

pertam, hoje, grande interêssc doutriná

ção à composição dos serviços orçamen

rio, mas também penetraram na prática

tários.

com a exp(;riência sueca.

Esgotada rapidamente, aparece a obra, segunda edição, tão atualiza-

da, aumentada c aperfeiçoada, que constiíui novo livro com o dobro da matéria

do antigo. A edição aumentada foi pre faciada pelo prof. Harvey Walker, da Universidade de Ohio, tão conhecido dos

ponto de vista político, o autor trai unia atitude romântica para com o rcginut discricionário de; 1937, laK c/. pelo

falo de, bem ou mal, ter este adotado melhores técnicas orçamentárias. Em todo caso, o livro do ilustre Dire

"Public Administration in the U. S.". E

tor do Dasp c o mai.s importante traba lho brasileiro sôbre o assunto, cuja lite

não poupa elogios o mestre americano

ratura, no mundo todo, está longe de ser

& obra brasileira.

rica.

meios brasileiros pelo seu precioso livro

Arísio Viana, nesta edição, estuda os

A. B.

ALMIR DE ANDRADE — "Contribuição à His tória Administrativa do Brasil" — 2 vols. (Rio, José Olímpio, 1950). A obra de Almir de Andrade disper sa-se por vários campos, o que talvez lhe comprometa a evolução iniciada sob os melhores e mais brilhantes auspícios. De um ensaio filosófico sôbre Freud, obra de ruidosa estréia na mocidade,

passou a incursões na sociologia, na fic ção, na política e, agora, na história administrativa.

Nesses dois volumes, há uma investi

gação exaustiva da política administra tiva dq Pais, através das mensagens dos

Djcksto Econômico

131

dispti.st ram os anteriores chefes dc Es

pedra, petróleo, colonização, sécas, ro

tado.

dovias. etc.

INir iss(í mesmo o A., honesto na

sua exposição, suprimiu o capítulo das

constnições ferroviárias, (juc depois de atingirem média de l.(M)() km por ano com

Hermes

da

l''onseea, tombaram

qnase a 7.ero durante a ditadura ou se jam os 2 km minguados de 1939. Re

O método seguido n risca pelo autor, sempre adstrito ás mensagens e do cumentos presidenciais, poupa-o í\ ro-

cordação dc algumas verdades melancó licas. como. por exemplo, a da prisão de Mi)ntciro Lobato c de Oscar Cordeiro,

tomaram, «'ntrclanto, enérgico ritmo com a restaíiração do Congresso.

jK>rquc. em São Paulo o na Bahia, ba teram-se pela descoberta do petróleo.

No primeiro volíune, são eslndado.s o.s pro])lemas da racionalização da agri

tixos já expostos, o livro dc Almir de

hVilas as devidas ressalvas dos obje-

cultura, economia rural, política do café.

Andrade é útil porque fornece aos es

açúcar, alconl-motor, mandioca, algodão, cacau, futno, arroz, milho, trigo, frutas, niatí', óleos, madeiras, pinho, gasogcnios

tudiosos, comodamente, lodo um mate

e pecuária, pesca e sal. No .segundo volume, expõe a política da borracha, ele

rial que exigiria penoso esfôrço e enor me tempo para reunir-se. Sob ésse pon to de x'isla, veio completar a obra clás sica de Max Fleíuss. A. B.

tricidade. minas, sidi-rurgia, carvao-do-

JEAN MARSCHAL: "Cours d'Econoinie Politi-

que" (Paris, 1950. ed. Medicis. 937 págs.) O eminente professor da Faculdade de Direito de Paris, bastante conhecido, cm

nosso País, pelos seus estudos sôbre união aduaneira, mecanismo de preços e

efeitos da conjuntura sôbre os impostos, lançou, no ano passado, o primeiro tomo dc seu curso dc Economia, no qual es tuda a evolução do sistema contemporâ

neo, a produção, preços, moeda e crédito. O prefácio revela que o autor não se resigna ao papel de pacífico o neutro espectador c expositor das controvérsias do nosso tempo. Muito ao contrário, o ■seu ardor é visível logo na pequena nota

.■u) pé da primeira página: "Se se ape gam a vincular tudo a um livro só, o que é pueril, nós preferimos a Teoria gem/, de J. M. Keyncs, porque contém "humour", contradições e suficiente obscuridadc. Com isso, poder-se-á re constituir o mundo."

O livro do prof. Marschal é, todavia, um trabalho sério e modemissimo, quais

quer que sejam as suas tendências dou trinárias. E, nesse particular de ten dências, atire-lhe a primeira pedra quem estiver limpo do pecado. A. B.

Presidentes da República ao Congresso. Transparece do livro o propósito de exaltar o período de 1930 a 1945, que há de apresentar cifras expressivas, já pela sua longa duração, já porque o próprio desenvolvimento econômico, de mográfico e tecnológico do País assegu rou condições de trabalho de que não

LOUIS BAUDIN: "Manuel d'Economie Politi-

que" (Paris, 1950 — 6/ ed. Pichon — Anzias) O claro, moderno e precioso compêndio do prof. Baudin, que o Brasil coobece e aplaudiu, como conferencista,

há quatro anos passados, acaba de aparecer na 6.® edição, inteiramente atualizado.


Dickvio Kí*<».sómico

)32

1

REVISTAS

Diukstc»

Econômico

bre a produção": Dertilis: "Influèneia

tos": Salerni: "iSolve et repc-tc"; Ciussa-

de alterações monetárias sòbre a Iribu-

iii: "!mp()slo de Família"; Bentivenga: "Gontabiliziiçru) de despesas"; Buzzetti: "Direito prcucssual tributário".

taç-rm". Pairax ii ini; "Débito público,

"AKCUIVIO FINAN/IAKIO" i K< i>i>r-ilói io in ternacional (Ic estudo- de rnllura finaiu-oira.

Direção do prof. I'.. M(»r>4díi

\. 1

renda e ocupação"; Pomini ; "O interes se do t oiitribuinti- nos eieitt)s dos tribu-

Honul. "Ki:\ l i: DE SCdENCK ET DF LE(;iSLAT10N

Cedam. 1900. Õ.M) pájís. I Com o propósito <Ií- c.uiicíjrrc-r par.i elevação o dísscminavão das iiisestigações e fatos de Finanças Públicas, o prof. Morselii, da Universidade de Fí/rrara e

atitor de várias í)!)ras eni sua especiali dade, fundou um anuário itii[)ortantc, destinando-f) aos meios, unisersilários, burocráticos e profissionais.

O prinjeiro \'olume contém o seguin te sumário: Amoroso — "Hefiexõcs sobro

a política inf)netária"; Aiigclopoulos: Diretri7.<-s da nova p<jlíliea liiianccira"; Arena: íeoria ria «"scollia finaiicí-íra"; baleeiro; Aspee(f)s finaiiceiro.s da (Jons-

(>ost(js imlir«tos". (nni: "Piatua

inoílernas cpii-stóc-s sòbre a renda"; (.rec<»: "Prí%il«'gi<js Fiscais". lugrosso: I ribntos cm a nox.i (à)ttstiluição itali;uia : Kerscliagi: "Sistí-ma tributário da

antigas ( i\ di/.içõcs"; Miia. "Fontes par.i coijÍkcirin nlo c!c si.slenias linancciros do

XI\" ao WIIl scculo; Moíla: "Evolu ção (Io cítnlrii!»- linanceiro"; Morselii; "formula J''inane«-ira"; Neiimark; "DisI riminae.io liscal dos rendimentos"; Nu-

\olonc: "Rigidez da Icj penal linaneei!'a ; Itosier: "ia-is de e\olnt,ão da léenlcii ii-Síal ; Seliallmann: "Sistema econcnui-

jnento e CJonlas na Inglaterra"; berak; "Finanças na f.on.slitnição cliecoslovaca"; Bompani; "Meforma do contencioso fis

< (» da zona .so\ jéliea da Aleinanlia"; Scnsini: "Finança pura";'Trotabas: "Cà)n-

cnü-e rendimento contábil c fiscal";

Addario: "Equaçao da alíquota no im posto progressivo"; Dertilis: "Compro-

inis-so fiscal na Grécia"; Uscra: "Sujeito ativo na relação jurídica tributária"; Fantini: "Bancos Populares"; Canina: "Flexibilidade Fiscal"; Cianini: "Remé dios administrativos cm matéria de im-

tencioso Hscal"; \''irgi]ii: "Oé)>ilü Públi co Mundial"; Zingali: "Solidariedade lornial tril)ntária".

Alem desses etisaio.s, o ArcIii\io publi ca secções de bibliografia, resumo das Rexislas (ineliisi\-e o "Digcslu Económic(<"R notas s(jbre jurisprudência, legisla ção c estatística sòbre i''inanças. E*,

enfim, uma \'isão panorámicii das finan ças púl)lica.s cm todos os países.

'RIVISTA Dl DIKÍTTO

FINANZIARIO E

SCIENZA DELLE FINANZE" (Diregão ilos profs. Einaudi, Griziotti, Gianini, Scoca e Vanoni — março, 1941, Milão, ed. Dotlor (riuffrè). A conceituada rr\ ista dos sábios mes

tres da Escola de Pa\ia. no primeii-o

'"Librarie (Tonerale de Droit el Jurispriidenee-).

.Áustria ; /ombotti; "firário nas mais

titiiição brasileira"; Henti\enga: "Orça-

cal na Itália"; C.ccclicrelli: "Relações

EINAN(!IÊKES" (Direção dos profs. G. Jèae V H. Eaiifenbiirger — Paris, março, 1951 —

ein

lascíeulo dèsle ano. publica: Cni/.iolH: "(Joino reduzir os gra\aines fiseais so-

\ l.uiiosa K. S. 1'. I'. ;i[ire.si-nta. no

la\" Í>riláuico"; l^endias: "Plano Mar-

primeiro número déslc ano. grande re

siwll na Grécia"; Morselii; "Parafíscali-

forma, com aumento de matéria e me lhoria gráfica. O sumário é o seguinte: Somers: "Despesa e bem-estar ceomunico"; "I.aufeuinuger: "Sociedades eoiiiereiais e ;ieiouis(as em lace do "income

dade"; Kreitmann: "Crédito e investi

"AMERICAN

mentos": Krieer: "Financiamento

do

re;irinamento numa economia do recons trução". — bibliografia.

ECONOMIC

REVIEW" (Am.

Econ. Association, Evanston, 111., dez, 1950) no último faseíenlo: Aekley e "\ ariações de Preços e procura"; ''Investimentos estrangeiros e

bXiK" ' >■

i,'v,ili/,aa'i" <''■ rendimentos pessoais";

|'nsm\'; "Sistema so\iétieo de Preços";

Hall: "Grã-Bretanha depois da Desvalo

rização"; Wallich; "ONU e pleno eiítprêgü"; Willcox: "Auxílio às vitimas dh

Tanta"; — Suplemento em separado sÓbve ensino econômico.


Dickvio Kí*<».sómico

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REVISTAS

Diukstc»

Econômico

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tos": Salerni: "iSolve et repc-tc"; Ciussa-

de alterações monetárias sòbre a Iribu-

iii: "!mp()slo de Família"; Bentivenga: "Gontabiliziiçru) de despesas"; Buzzetti: "Direito prcucssual tributário".

taç-rm". Pairax ii ini; "Débito público,

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Honul. "Ki:\ l i: DE SCdENCK ET DF LE(;iSLAT10N

Cedam. 1900. Õ.M) pájís. I Com o propósito <Ií- c.uiicíjrrc-r par.i elevação o dísscminavão das iiisestigações e fatos de Finanças Públicas, o prof. Morselii, da Universidade de Fí/rrara e

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... as Agências do

BANCO NACIONAL IMOBlLlAlllO S.A.. estão organizadas para

HUA XAVIER DE TOLEDO, 266 - 6.'' ANDAR

atender aos nossos clientes em todas as operações

FONE: 32-a244 - CAIXA POSTAL 75&3 - S. PAULO

bancárias, bem como nos

demais serviços que fizeram! do BNI uma instituição

para servir o público. t-

AGInCIA PAULA SOUZA:

Rua Paula Souza,62 — Telefone, 34-4952 AGÊNCIA PINHEIROSt Rua Teodoro Sampaio, 2347 - Tel. 8-1604

AGÊNCIA DO BRAZt Av.Rangel Pestana,2121 -Telefone,9-7700 AGÊNCIA PARAÍSO: Rua Paraíso, 915 -Telefone. 31-3234

AGÊNCIA JABAQUARA AV. Jabaquara, 812 - Telefone, 70-2932

J. FLORIANO DE TOLEDO

AGÊNCIA SÃO JOÃO Avenida São João,1183- Telefone, 52-8327

CORRETOR DE IMÓVEIS

AGÊNCIA PENHA: RUA SÂO BENTO,45 - S.o ANDAR - SALAS 512-3-4

Rua da Penha, 371 — Telefone. 9-0273

TELEFONES: 2-1421

AGENCIA N.o 8 Avenida São João, 2176 — Tel.

E

2-7380

—

SÃO

PAULO

Banco Nacional Imobiliário S.A. (Filiado ao Sindicato dos Corretores de Imóveis)

SEDE CENTRAL: Rua Álvares Penteado,72 — Telefone: 33-2184 Arco-Artusl

I^dh

.^vÍhÍ'.

vi-


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BRASIL S.

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POPULARES (limite até Cr$ 10.000,00) LIMITADOS — Até Cr$ 50.000,00 Até CrS 100.000,00 SEM LIMITE

4^Át% % 3 % 2 %

PRAZO FIXO — 12 meses

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7o a.a.

PRAZO FIXO (com pagamento mensal de juros) — 12 meses

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4'/:% a.a.

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TERRAS DE ALTA QUALIDADE

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Vendas a prestações eiu pequenos c grandes (ofcs pela

apenas, cm poucos segundos faz o serviço de cinco

Adaplúvcl cm qualquer lipo de rnminhàu. este novo

homens, mesmo com posadns cargas! Um simples controle íuz com que baixe e pare nos níveis dese

Cia. Melhoramentos Norte do Paraná,

jados. O seu funcionamento é automático pelo

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Inscrição N." 12 no Reeistro Geral da hwwcis da Comarca eeii

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de Londrina, na forma do Decreto-Lei N." -307.9. de 15-9-1938 Algodão,

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dk

Açucah,

Mandioca,

Tiugo,

eficiência e segurança.

etc.

Vantajosa produção de: Cafk. Clhiíais,

Vias de Comunicação: estradas de rodaf^em e ferrovias da R. V. P. S. C., bem conu) as linhas aéreas de AerovAas, Real e Vasp. Agência

Principal

e

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de

Administração

LONDRINA

Distribuidores Exclusivos:

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CASSIO MUNIZ S.A. IMPORTAÇÃO E comercio

Séde em Sãí> Paulo, Rua S. Bento, 329 - 8." andar - Caixa Postal 2771

N"o+a* ^ nenhum agente de EM venda esta HECEBER DINHEIRO NOME DA autorizado COMPANHIA.

I^RAÇA DA REPÚBLICA, 309


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TT

ELOQÜENTE ATESTADO DA

VALIOSA CONTRIBUIÇÃO DE

PORQUE

O SR. DEVE

ANUNCIAR NO

SlLiCAP

PARA O DESENVOLVIMENTO DO ESPÍRITO DE ECONOMIA ENTRE OS HABITANTES DO BRASIL

Resumo do balanço da SUL AMÉRICA CAPITALIZAÇAO, S.A. correspondente ao Exercício de 1950

DIGESTO

Cr 9

r.-igamcntos aos portadores

180.395.033,70

•sòmcnte em 1950

dc títulos. porSortcios, Resga

ECONOMICO

tes c DIstrIbuIçilo de Lucros

desde 1929

Distribuição

sòmcnte em 1950

14.946.322,30

desde 1939

98.417.742,00

dc Lucros aos

portadores dc Títulos

1.065.505.124,80

157.341.354,10

aumento sòmente em 1950 .

Reservas Matemáticas

total até 30 de Dez. de 1950

Preciso noê informações, sóbrio c objetivo nos comantários, cômodo e clcganic ua apresenta^

Ativo Real da Companhia em 30 de Dezembro de 1950 Valor dos Títulos emitidos.

ção, o Dicesto Econômico, dando aos seus

e em vigor em 30 de Dezembro de 1950

aquisitivo e elevado padrão de vida. Por essas razões, os anúncios inseridos no Dicesto Eco-

NÓM3CO são lidos, invariàvelmente, por um pro

^

382.835.099,90

Empréstimos sôbre hipotecas, títulos da Companhia e outros valores garantidos

599.119.055,80

jjtióvels em centios de grande valorização

490.048.759.48

pinheiro em Bancos e em caixa

42.982.228,18

outros valores

37.910.992*ig

IMIOGRESSÃO DO ATIVO NOS ÜLTIMOS 5 ANOS

Esta revista é publicada mensalmente pela Ediciação Comercial de São Paulo e da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.

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98.417.742,00

dc Lucros aos

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IMIOGRESSÃO DO ATIVO NOS ÜLTIMOS 5 ANOS

Esta revista é publicada mensalmente pela Ediciação Comercial de São Paulo e da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.

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A NOVA LISTA DE ASSINANTES

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As consultas á nova Lista são agora mais fáceis em virtude de estar ela também or

ganizada pelos endereços dos assinantes.

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As consultas a "113" — Informações — sobre números que já figuram na nova

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Lista são desnecessárias e só prejudicam a qualidade do serviço regular de "In formações".

Algum assinante que ainda não tenha recebido a nova Lista poderá obter um

e um reposifório /precioso de informações guardadas sob sigilo absoluto e confiadas exclusiva e dírelamenle aos Inleressados,

exemplar telefonando para 34-7116.

rr RUA BOA VISTA, 51 — 9.® ANDAR — FONE 3-1112

COMPANHIA TEIEPHONICA BRASILEIRA

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Banco

Mercantil

de São Paulo S. A. Endereço Telegráíico: "MERCAPAULO"

CAPITAL CrS 75 000 000,00 — RESERVAS Cr$ 52 500 000,00 OPERAÇÕES BANCÁRIAS EM GERAL

Corxcspondenles nas principais praças do pais o do exterior Depósitos a prazo fixo o de prévio aviso Depósitos em Contas Correntes de movimento. Cofres particulares de aluguel na CASA FORTE.

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(Eunciador)

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Edifício "Banco Mercantil de

Rua Barão de Jaguara, 1251

São Paulo"

Avenida Rio Branco. 81

Caixa Postal, 347

Caixa Postal 1579

Telefones: 2560, 3781 e 3792

Telefone 43-7772 SANTOS

CURITIBA

Rua 15 de Novembro, 132

Rua Dr. Muricy, 653

Caixa Postal 570

Caixa Postal 443

Telefone 2-7271

Telefones 4064 e 4427

AGÊNCIAS

URBANAS: São Paulo: Arouche, Belém, Bom Retiro, Brás, Mer cado, Moóca, Penha, Pinheiros, Santana, Santo Amaro, Vila Pruden te, 24 de Maio e 25 de Março. Rio de Janeiro: Castélo, São Cristó vão, Regente Feijó.

AGÊNCIAS: Águas da Prata, Americana Apucarana Arapongas Araras, Atibaia, Bariri, Bauru, Bernardino de Campos, Borborema, Cambará, Campos de Jordão, Capivari, Chavantes, Cornélio Procópio. Garça, Guararápes, Guaratinguetá, Guaxupé, Ibitinga, Indaiatuba, Itajobi, Itapéva, Itararé, Itú, Leme, Limeira, Lins, Lon drina, Lorena, Marilia, Maringá, Mirassol, Mogi das Cruzes, MogiGuaçú, Novo Horizonte, Olimpia, Ourinhos, Palmital, Pindamonhangaba, Piracicaba, Pirajuí, Piratininga, Porto Feliz, Quintana, Ribei

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DIGESTO ECONÔMICO, número 80, julho 1951 by Diário do Comércio - Issuu