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DIGESTO ECONOMICO o MUNDO DOS NEGÓCIOS NUM PANORAMA MENSAU
Publicado sob os auspícios da:
PUBLICAREMOS
PRÓXIMOS AS
FUNÇÕES EM
ASSOCIAÇÃO COMERCIAL
DA
"OS
Márcio
DE SAO PAULO
NOS
A participação do
NÚMEROS LINGUAGEM
SERTÕES" José
Lauria
Estado na
Presidente:
Guilherme
Afif
Domingos
EMPRESA
Diretor:
Antônio Gonil(o de Carvalho 1947 a 1973
PRIVADA
E DESESTATIZAÇÃO
Hercuiano Borges da Fonseca
Diretores:
João de Scantimburgo Paulo Edmur de Souza Queiroz Wilfrides Alves de Lima
Informações
econômicas
e finan
ceiras.
A direção não se tesponsabiliza peloa dados cuias fontes esteiam devida mente
citadas,
emitidos
s>r<
nem
artigos
pelos
congôneres
assinados.
nacionais e estrangeiras. AssirMturas:
(II)
Delorenzo
Neto
economia brasileira
Número atrasado
150.00
..
Redação e Administração; R. Boa Vista, 51, andar térreo Ramal: 133 Tel.: 239-1333 Cx. Postal 8.082 — São Paulo
Departamento Comercial Rua Boa Vista, 51 — B.” andar Tel.: 239-1333 — R.: Composto e impresso DO
167/175
nas oficinas do
COMERCIO.
Renata Zoudiní
Maria José Villaça
JOAO PAULO II — LÍDER PONTIFICAL Thomas
Moinas
Minucioso estudo sobre OS EFEITOS
SOBRE
DA
A
essa importante questão. Publicamo-lo
FALÊNCIA
na integra, por
AÜENAÇAO
sua importância. As autoras são professoras
FIDUCIÃRIA
Amoldo
DIGESTO ECONÔMICO Assinatura anual .. (E$ 1.400,00 130.00 Número avulso .... (t$
DIÁRIO
IMIGRATÕRIO
BRASIL
conceitos
Aceita-se Intercâmbio com publicações
f
NO
Cardoso de Almeida
0 Digesto Econômico é órgão mensal de
PROCESSO A.
Superintendente: Caio
O
de economia.
Wald
1. DESENVOLVIMENTO
A Estrutura Governamental Brasileira
ECONÔMICO COM
RESTRIÇÕES
EXTERNAS
Carlos Geraldo Langoni ESTABILIZAÇÃO POPULACIONAL
Glycon
de
NO
BRASIL
Paiva
A análise da estrutura vernamental
deve
go-
iniciar-se
com a distinção entre ativida des públicas e privadas. Para isso, recorremos às palavras de Cretella
Júnior:
U
ao
contrário
do que ocorre no Estado liberal, em que as atividades privadas
são desemoenhadas pelo parti cular e as atividades públicas
são da competência exclusiva do Estado, devendo pois, este, decidir-se pelo único regime possível — regime jurídico-administrativo — no
Estado
mo
derno, por excelência intervencionista, o Poder Público tem a possibilidade de socorrer-se quer de procedimentos de di-
DIGESTO ECONOMICO o MUNDO DOS NEGÓCIOS NUM PANORAMA MENSAU
Publicado sob os auspícios da:
PUBLICAREMOS
PRÓXIMOS AS
FUNÇÕES EM
ASSOCIAÇÃO COMERCIAL
DA
"OS
Márcio
DE SAO PAULO
NOS
A participação do
NÚMEROS LINGUAGEM
SERTÕES" José
Lauria
Estado na
Presidente:
Guilherme
Afif
Domingos
EMPRESA
Diretor:
Antônio Gonil(o de Carvalho 1947 a 1973
PRIVADA
E DESESTATIZAÇÃO
Hercuiano Borges da Fonseca
Diretores:
João de Scantimburgo Paulo Edmur de Souza Queiroz Wilfrides Alves de Lima
Informações
econômicas
e finan
ceiras.
A direção não se tesponsabiliza peloa dados cuias fontes esteiam devida mente
citadas,
emitidos
s>r<
nem
artigos
pelos
congôneres
assinados.
nacionais e estrangeiras. AssirMturas:
(II)
Delorenzo
Neto
economia brasileira
Número atrasado
150.00
..
Redação e Administração; R. Boa Vista, 51, andar térreo Ramal: 133 Tel.: 239-1333 Cx. Postal 8.082 — São Paulo
Departamento Comercial Rua Boa Vista, 51 — B.” andar Tel.: 239-1333 — R.: Composto e impresso DO
167/175
nas oficinas do
COMERCIO.
Renata Zoudiní
Maria José Villaça
JOAO PAULO II — LÍDER PONTIFICAL Thomas
Moinas
Minucioso estudo sobre OS EFEITOS
SOBRE
DA
A
essa importante questão. Publicamo-lo
FALÊNCIA
na integra, por
AÜENAÇAO
sua importância. As autoras são professoras
FIDUCIÃRIA
Amoldo
DIGESTO ECONÔMICO Assinatura anual .. (E$ 1.400,00 130.00 Número avulso .... (t$
DIÁRIO
IMIGRATÕRIO
BRASIL
conceitos
Aceita-se Intercâmbio com publicações
f
NO
Cardoso de Almeida
0 Digesto Econômico é órgão mensal de
PROCESSO A.
Superintendente: Caio
O
de economia.
Wald
1. DESENVOLVIMENTO
A Estrutura Governamental Brasileira
ECONÔMICO COM
RESTRIÇÕES
EXTERNAS
Carlos Geraldo Langoni ESTABILIZAÇÃO POPULACIONAL
Glycon
de
NO
BRASIL
Paiva
A análise da estrutura vernamental
deve
go-
iniciar-se
com a distinção entre ativida des públicas e privadas. Para isso, recorremos às palavras de Cretella
Júnior:
U
ao
contrário
do que ocorre no Estado liberal, em que as atividades privadas
são desemoenhadas pelo parti cular e as atividades públicas
são da competência exclusiva do Estado, devendo pois, este, decidir-se pelo único regime possível — regime jurídico-administrativo — no
Estado
mo
derno, por excelência intervencionista, o Poder Público tem a possibilidade de socorrer-se quer de procedimentos de di-
DIGESTO ECONÔMICO
4
plo, a necessidade de seguran ça nacional, quer porque tal
reito público, quer de procedi mentos de direito privado para a consecução de tarefas consi
atividade seja por natureza destituída de todo o fito de lu
deradas relevantes, para a co
cro, de tal modo que ninguém
letividade, num dado momento. Trata-se de mera
política
administrativa, informada pela filosofia de governo imperante na época política, ou seja,
opção governamental quanto à escolha
de
meios,
esquemas,
procedimentos, regimes jurídi cos, seleção formal ou instru-
se oferecerá para desempenhála. Estas necessidades, as quais a iniciativa privada não pode solucionar, e que são vitais pa ra toda a oomunidade e para cada um de seus membros, constituem o domínio próprio da administração; é a esfera de interesse público”^*’.
mental’*(’-’.
De acordo com José Cretel-
DIGESTO
ECONÔMICO
5
é prestar serviços aos adminis trados, não se justificando a existência do Estado senão co
mo entidade prestadora de ser viços e utilidades aos indivíduos que 0 compõem'.
“Por serviços públicos, em sentido amplo, se entendem todos aqueles reaKzados pelo Estado ou por seus delegados, sob as condições impostas pelo Poder Público, para a satisfa ção de necessidades essenciais
indivíduos”.
“Segundo a essencialidade ou não desses serviços para a coletividade, são dlassificados em públicos e de utilidade pú
"Serviços de utilidade pú blica, são os que a Adminis tração, reconhecendo a sua con veniência (não necessidade) pa ra os indivíduos componentes da sociedade, presta-os direta mente ou por delegação, a quiser utilizar-se, quem deles
la Júniorí^\ de forma bastante simples, administrar é agir, exercer atividades, desempe nhar funções; administra-se
lhe
ou diretamente ou por meio de
blica. Ambos têm em comum a
terceiros,
destinação pública, e, por isso, são sempre regidos por normas de direito público, irrelegáveis
satisfazer a
determinadas
(01)
seja,
indireta
O particular, em regra ge ral, administra “coisas priva das”; 0 Estado, em regra geral, administra “coisas públicas”.
e intransacionáveis na sua apli
Nas palavras de Hely Lopes Meirellesí*^^ "a função primor dial da Administração Pública
nham em comum a destinação
CRETELLA JÜNIOR. Empresa Pública. José Bushatsky. Editor, Editora da Universidade de São
(02)
ou
mente.
Paulo,
1973, São Paulo, ser pp.
13-14.
RIVERO, Drolt Admlnlstratlf. 1971, pág.
10. José Cretella Júnior, obra citada.
Ver
pp.
'132-133.
(03)
(04)
CRETELLA JÚNIOR, José — obra citada. Ver pp. 132-133.
lílEIRELLES, Hely Lopes — Direito Administrativo Brasileiro. Editora Revista dos Tribu nais Ltda. 2.a edição revista ampliada. 1966. Ver pp. 267-269.
outros que exijam medidas compulsórias em relação aos
ou secundárias da comunidade”.
"Como ser social que é, o homem não consegue bastar-se a si mesmo; o livre jogo das inicsiativas privadas permite* necessidades, graças à divisão do trabalho e às trocas; outras há entretanto, e essencialíssimas, que não podem ser satis feitas por essa via, quer por que sendo comuns a todos os membros da coletividade, ultra passam, pela amplitude de que se revestem, as prioridades dos particulares, como, por exem-
sidade coletiva e perene. Por isso mesmo, tais serviços são considerados próprios do Esta do, no sentido de que compete privativamente ao Poder Públi co prestá-los à coletividade, sem delegação a particulares. Exem plos típicos desses serviços são os de defesa nacional, os de polícia, os de justiça, os de preservação da saúde pública e
cação”.
remuneração,
ambos
te
ao público, conceitualmente nao se confundem.
"Serviços públicos, própria, mente ditos são os que a Admi nistração presta diretamente à
São
exemplos característicos dessa modalidade
Entretanto, diz Lopes Meirelles que embora
mediante
os
serviços
de
transporte coletivo, os de for necimento de energia elétrica,
gás, telefone e outros desse gê nero”.
Os serviços públicos “se di rigem ao bem comum, ou seja, ao interesse geral da comuni dade" e os de utilidade pública,
comunidade, ao reconhecer que
“embora
a sua utilização é uma neces-
sem à coletividade.
reflexamente
interes atendem
DIGESTO ECONÔMICO
4
plo, a necessidade de seguran ça nacional, quer porque tal
reito público, quer de procedi mentos de direito privado para a consecução de tarefas consi
atividade seja por natureza destituída de todo o fito de lu
deradas relevantes, para a co
cro, de tal modo que ninguém
letividade, num dado momento. Trata-se de mera
política
administrativa, informada pela filosofia de governo imperante na época política, ou seja,
opção governamental quanto à escolha
de
meios,
esquemas,
procedimentos, regimes jurídi cos, seleção formal ou instru-
se oferecerá para desempenhála. Estas necessidades, as quais a iniciativa privada não pode solucionar, e que são vitais pa ra toda a oomunidade e para cada um de seus membros, constituem o domínio próprio da administração; é a esfera de interesse público”^*’.
mental’*(’-’.
De acordo com José Cretel-
DIGESTO
ECONÔMICO
5
é prestar serviços aos adminis trados, não se justificando a existência do Estado senão co
mo entidade prestadora de ser viços e utilidades aos indivíduos que 0 compõem'.
“Por serviços públicos, em sentido amplo, se entendem todos aqueles reaKzados pelo Estado ou por seus delegados, sob as condições impostas pelo Poder Público, para a satisfa ção de necessidades essenciais
indivíduos”.
“Segundo a essencialidade ou não desses serviços para a coletividade, são dlassificados em públicos e de utilidade pú
"Serviços de utilidade pú blica, são os que a Adminis tração, reconhecendo a sua con veniência (não necessidade) pa ra os indivíduos componentes da sociedade, presta-os direta mente ou por delegação, a quiser utilizar-se, quem deles
la Júniorí^\ de forma bastante simples, administrar é agir, exercer atividades, desempe nhar funções; administra-se
lhe
ou diretamente ou por meio de
blica. Ambos têm em comum a
terceiros,
destinação pública, e, por isso, são sempre regidos por normas de direito público, irrelegáveis
satisfazer a
determinadas
(01)
seja,
indireta
O particular, em regra ge ral, administra “coisas priva das”; 0 Estado, em regra geral, administra “coisas públicas”.
e intransacionáveis na sua apli
Nas palavras de Hely Lopes Meirellesí*^^ "a função primor dial da Administração Pública
nham em comum a destinação
CRETELLA JÜNIOR. Empresa Pública. José Bushatsky. Editor, Editora da Universidade de São
(02)
ou
mente.
Paulo,
1973, São Paulo, ser pp.
13-14.
RIVERO, Drolt Admlnlstratlf. 1971, pág.
10. José Cretella Júnior, obra citada.
Ver
pp.
'132-133.
(03)
(04)
CRETELLA JÚNIOR, José — obra citada. Ver pp. 132-133.
lílEIRELLES, Hely Lopes — Direito Administrativo Brasileiro. Editora Revista dos Tribu nais Ltda. 2.a edição revista ampliada. 1966. Ver pp. 267-269.
outros que exijam medidas compulsórias em relação aos
ou secundárias da comunidade”.
"Como ser social que é, o homem não consegue bastar-se a si mesmo; o livre jogo das inicsiativas privadas permite* necessidades, graças à divisão do trabalho e às trocas; outras há entretanto, e essencialíssimas, que não podem ser satis feitas por essa via, quer por que sendo comuns a todos os membros da coletividade, ultra passam, pela amplitude de que se revestem, as prioridades dos particulares, como, por exem-
sidade coletiva e perene. Por isso mesmo, tais serviços são considerados próprios do Esta do, no sentido de que compete privativamente ao Poder Públi co prestá-los à coletividade, sem delegação a particulares. Exem plos típicos desses serviços são os de defesa nacional, os de polícia, os de justiça, os de preservação da saúde pública e
cação”.
remuneração,
ambos
te
ao público, conceitualmente nao se confundem.
"Serviços públicos, própria, mente ditos são os que a Admi nistração presta diretamente à
São
exemplos característicos dessa modalidade
Entretanto, diz Lopes Meirelles que embora
mediante
os
serviços
de
transporte coletivo, os de for necimento de energia elétrica,
gás, telefone e outros desse gê nero”.
Os serviços públicos “se di rigem ao bem comum, ou seja, ao interesse geral da comuni dade" e os de utilidade pública,
comunidade, ao reconhecer que
“embora
a sua utilização é uma neces-
sem à coletividade.
reflexamente
interes atendem
DIGESTO ECONÔMICO
DIGESTO ECONÔMICO
6
precipuamente ao interesse do indivíduo, como particular”. Prosseguindo, Lopes Meirelles afirma que “os serviços de utilidade pública se expres sam, comumente, em ativida des industriais e por isso se tor nam impróprios do Estado. Ser viços impróprios do Poder Pú
blico são os que não afetam di retamente a<s necessidades co letivas, nem as condições de existência da são
de
sociedade, mas
reconhecido
interesse
dos indivíduos e por isso de vem ser postos à sua disposição pelo Poder Público ou por de legados seus, mediante remu neração das utilidades ofereci das**.
Para Cretella Júnior, o mo tor normal da ação dos parti culares é a perseguição de uma vantagem pessoal — lucro ma
terial, êxito humano ou, entre os mais
desinteressados, ade
quação de seus atos a um ideal.
Muitas vezes, há coincidência entre o fim visado e o bem co mum.
O motor da ação adminis trativa, da coisa pública, 'ao (05)
(06)
contrário, é totalmente desin teressado: é a perseguição do interesse geral ou, ainda, da utilidade pública ou, numa pers
pectiva mais filosófica, é a per seguição do bem comum. A administração pública ou
simplesmente a Administração toma a seu cargo os serviços
públicos, “administrar” é “ge rir serviços públicos” (^). Citando textualmente trans
cessidades coletivas embora se
apresentem, sob esse aspecto, como um todo, em razão da fi nalidade pública que têm em mira, na realidade revelam ma tizes diferentes, o que leva o intérprete a tentar classificálos” (6).
"A dificuldade em precisar a noção exata do serviço públi co acentuou-se depois do pri meiro conflito mundial (19141918). A vida administrativa nos diferentes países correspon dia, naquela época, à filosofia liberalismo
CRETELU JÚNIOR. José — obra citada. Ver pp. 13M33. LAUBADERE — Tralté Elementalre de
'citada. Ver pp. 36-38.
econômico.
Drolt Adminiatratlf, In José Cretella Júnior,
verdade é que poucos serviços são reconhecidos como públicos em si e por si, mediante análi se intrínseca da própria ativi dade. Assim, certas atividades de natureza política ou adminis
trativa, como a segurança na cional, a defesa do Estado, a polícia e a distribuição da jus tiça, são, conforme a natureza
das coisas,
serviços
públicos,
serviços administrativos”.
crição de Cretella Júnior de tre chos da obra de Laubadère, são serviços públicos “as atividades que tendem à satisfação de ne
do
7
A
“No começo do século os dois tipos de serviços eram separados por uma linha divisória bem nítida, cabendo ao direito administrativo o estudo dos ser
viços públicos e ao direito pri vado a disciplinação das ativi dades dos particulares”.
“Nas três décadas seguin tes, a teoria jurídica do serviço
identificar, na prática, se uma
dada atividade seria serviço pú blico. E se é um serviço públi co, isto é, se se trataria de ser
viço público propriamente dito, cuja gestão o Estado outorgou ao particular, ou se se trataria
de serviço quase público, ser viço que se avizinha do serviço público, já que existem ativida des privadas de interesse geral que, por
sua importância, se
identificam com o servido pú
blico”
Conforme Roberto
de
Oli
veira Campos, a questão do pappl que deve desempenhai* o setor privado numa economia mista pode discutir-se em ter mos ideológicos ou pragmáticos,
A maioria dos sistem^ econô
público sofre profundas trans formações”..., “intensifica-se o
micos que funcionam atualmen
quantum de colaboração dos particulares nos serviços públi
combinações de iniciativa públi ca e privada. No mundo socia lista, há teólogos do estatismo e no mundo ocidental, em que pese a sua natureza prolífica, existem também campeões ideo lógicos da empresa privada, que tendem a esquecer que todos os países, em cada fase
cos e multiplicam-se os serviços
de objetivos econômicos de Ín
dole industrial ou comercial, realizados pelo Estado. Os par ticulares caminham em direção
ao Estado; o Estado caminha no sentido dos particulares. Em
obra
consequência, tornou-se difícil
te
no
mundo admite
(07) CRETELLA JÜNIOR, José — obra citada. Ver pp. 38-39.
diversas
DIGESTO ECONÔMICO
DIGESTO ECONÔMICO
6
precipuamente ao interesse do indivíduo, como particular”. Prosseguindo, Lopes Meirelles afirma que “os serviços de utilidade pública se expres sam, comumente, em ativida des industriais e por isso se tor nam impróprios do Estado. Ser viços impróprios do Poder Pú
blico são os que não afetam di retamente a<s necessidades co letivas, nem as condições de existência da são
de
sociedade, mas
reconhecido
interesse
dos indivíduos e por isso de vem ser postos à sua disposição pelo Poder Público ou por de legados seus, mediante remu neração das utilidades ofereci das**.
Para Cretella Júnior, o mo tor normal da ação dos parti culares é a perseguição de uma vantagem pessoal — lucro ma
terial, êxito humano ou, entre os mais
desinteressados, ade
quação de seus atos a um ideal.
Muitas vezes, há coincidência entre o fim visado e o bem co mum.
O motor da ação adminis trativa, da coisa pública, 'ao (05)
(06)
contrário, é totalmente desin teressado: é a perseguição do interesse geral ou, ainda, da utilidade pública ou, numa pers
pectiva mais filosófica, é a per seguição do bem comum. A administração pública ou
simplesmente a Administração toma a seu cargo os serviços
públicos, “administrar” é “ge rir serviços públicos” (^). Citando textualmente trans
cessidades coletivas embora se
apresentem, sob esse aspecto, como um todo, em razão da fi nalidade pública que têm em mira, na realidade revelam ma tizes diferentes, o que leva o intérprete a tentar classificálos” (6).
"A dificuldade em precisar a noção exata do serviço públi co acentuou-se depois do pri meiro conflito mundial (19141918). A vida administrativa nos diferentes países correspon dia, naquela época, à filosofia liberalismo
CRETELU JÚNIOR. José — obra citada. Ver pp. 13M33. LAUBADERE — Tralté Elementalre de
'citada. Ver pp. 36-38.
econômico.
Drolt Adminiatratlf, In José Cretella Júnior,
verdade é que poucos serviços são reconhecidos como públicos em si e por si, mediante análi se intrínseca da própria ativi dade. Assim, certas atividades de natureza política ou adminis
trativa, como a segurança na cional, a defesa do Estado, a polícia e a distribuição da jus tiça, são, conforme a natureza
das coisas,
serviços
públicos,
serviços administrativos”.
crição de Cretella Júnior de tre chos da obra de Laubadère, são serviços públicos “as atividades que tendem à satisfação de ne
do
7
A
“No começo do século os dois tipos de serviços eram separados por uma linha divisória bem nítida, cabendo ao direito administrativo o estudo dos ser
viços públicos e ao direito pri vado a disciplinação das ativi dades dos particulares”.
“Nas três décadas seguin tes, a teoria jurídica do serviço
identificar, na prática, se uma
dada atividade seria serviço pú blico. E se é um serviço públi co, isto é, se se trataria de ser
viço público propriamente dito, cuja gestão o Estado outorgou ao particular, ou se se trataria
de serviço quase público, ser viço que se avizinha do serviço público, já que existem ativida des privadas de interesse geral que, por
sua importância, se
identificam com o servido pú
blico”
Conforme Roberto
de
Oli
veira Campos, a questão do pappl que deve desempenhai* o setor privado numa economia mista pode discutir-se em ter mos ideológicos ou pragmáticos,
A maioria dos sistem^ econô
público sofre profundas trans formações”..., “intensifica-se o
micos que funcionam atualmen
quantum de colaboração dos particulares nos serviços públi
combinações de iniciativa públi ca e privada. No mundo socia lista, há teólogos do estatismo e no mundo ocidental, em que pese a sua natureza prolífica, existem também campeões ideo lógicos da empresa privada, que tendem a esquecer que todos os países, em cada fase
cos e multiplicam-se os serviços
de objetivos econômicos de Ín
dole industrial ou comercial, realizados pelo Estado. Os par ticulares caminham em direção
ao Estado; o Estado caminha no sentido dos particulares. Em
obra
consequência, tornou-se difícil
te
no
mundo admite
(07) CRETELLA JÜNIOR, José — obra citada. Ver pp. 38-39.
diversas
DIQESTO
8
de seu desenvolvimento econô
mico, devem adotar o tipo de combinação de iniciativa públi ca e privada que melhor se adapte ao seu ambiente institu cional e ao grau de desenvolvi
mento. Com respeito aos países em desenvolvimento, o mínimo
que se pode dizer é que necessi
tam de um grau muito maior de intervenção do setor público do
que seria desejável nas socieda
des industriais ocidentais pelas seguintes razões; a) no seu estado
de
desenvolvimento,
um
dos principais problemas é a criação de uma estrutura de gastos gerais econômicos e so ciais, tarefa notavelmente inapropriada para a empresa pri vada; b) a iniciativa privada e pública tendem a ser mais com plementares do que competiti vas, pois são necessários gran des montantes de investimentos
públicos para abrir oportunida des ao setor privado; c) é mui to maior a necessidade de cor
rigir disparidades econômicas regionais ou aliviar as desigual dades na distribuição da renda;
ECONÔMICO
d) uma importante razão técni ca: a produção moderna em grande escala, que supõe a existência de grandes unidades produtivas tais como represas hidroelétricas ou plantas side rúrgicas exigem investimentos
9
DIGESTO ECONÔMICO
bando os serviços públicos e, como consequência, um apro veitamento de esquemas de um campo
por
outro
campo;
por
muito grandes de capital, que
outro lado, ocorreu a extensão dos procedimentos de direito público fora dos serviços públi cos, no domínio das empresas
privado. O problema seria, pois,
Apoiando-se na argumenta
superam a capacidade do setor encontrar
uma
forma
inter
mediária de organização esta tal (8). Mário
Henrique
Simonsen
comentando as citadas afir
mações de Roberto Campos, ao procurar justificar a razão da participação crescente do Go verno (economias de escala e imperfeição do mercado de ca
pitais), acrescenta as constantes pressões inflacionárias que, dis. torcendo o mercado de crédito, desfiguram as decisões de in vestir do setor privado.
Voltando à argumentação jurídica de Cretella Júnior, diz ele que “como se observa, hou ve, portanto, uma penetração intensa do direito privado no campo do direito público englo-
privadas de interesse geral". ção de Laubadère, Cretella Jú
CAMPOS, Roberto de Oliveira — El Gobierno y la Empresa
(09)
SIMONSEN. Mário Henriqua — El
en la Economia Brasilefta
y el Capital Estranjero en ei Desarrollo. Mesa Redonda patrocinada por The Advertlslng Councll
Inc. y la Fundaclón Getulio Vargas, agosto 1966, pp. 9-11.
Gobierno y la Empresa en la Economia Brasllefia u el Capital Estranjero en el Desarrollo. Mesa Redonda patrocinada por The Advertlslng Councll Inc. y la Fundaciún Getulio Vargas, agosto 1966, pp. 19-21.
tam como atividades privadas. Tais atividades ou são absolu
tas, exaurindo-se em si mes mas, ou são atividades de rela ção, que se dirigem a outros
particulares, constituindo servi ços, porque proporcionam algo no
relacionamento mencionado.
Desse modo,
nior afema que "conforme o
qualquer
grau de submissão, maior ou menor, do serviço público ao
sempre
regime administrativo, temos várias modalidades de serviços
públicos, que se localizam numa escala hierárquica: primeira, serviços públicos administrati
se
nem
atividade
toda
e
constitui
serviço, todo serviço implica, e
necessariamente ati-
vidade de relacionamento; “ati
fazer > vidade” porque é um “relacionamento" porque é um
“fazer para alguém”, algo que serve. que proporciona algum
vos ou serviços públicos pro
benefício a outra pessoa.
priamente ditos, submetidos a um regime jurídico de direito público ou regime jurídico ad ministrativo puro, com uma sé rie de prerrogativas e sujei
“Por outro lado, há ativida des indeléveis exercidas com exclusividade pelo Estado, co-
ções, informado por princípios publicísticos; segunda, serviços públicos industriais e comer ciais aos quais se costuma acrescentar
os
denominados
serviços sociais; terceira, ser viços jurídicos".
(Ofl)
corpo e do espírito que, por sua própria natureza, se apresen
“Há, em qualquer agrupa mento humano, atividades típi cas do particular, projeções do
mo, por exemplo, a tutela do direito, mediante a criação de norma jurídica e a aplicação da
lei ao caso
concreto. Tais ativi-
dades, sob pena de falência vir
tual do Estado, não podem ser
delegadas,
nem concedidas ao
particular. Regra geral, a ati
vidade normal ou essencial do particular é privada, mas, por exceção ou acidentalmente, po de ser pública; por sua vez, a
DIQESTO
8
de seu desenvolvimento econô
mico, devem adotar o tipo de combinação de iniciativa públi ca e privada que melhor se adapte ao seu ambiente institu cional e ao grau de desenvolvi
mento. Com respeito aos países em desenvolvimento, o mínimo
que se pode dizer é que necessi
tam de um grau muito maior de intervenção do setor público do
que seria desejável nas socieda
des industriais ocidentais pelas seguintes razões; a) no seu estado
de
desenvolvimento,
um
dos principais problemas é a criação de uma estrutura de gastos gerais econômicos e so ciais, tarefa notavelmente inapropriada para a empresa pri vada; b) a iniciativa privada e pública tendem a ser mais com plementares do que competiti vas, pois são necessários gran des montantes de investimentos
públicos para abrir oportunida des ao setor privado; c) é mui to maior a necessidade de cor
rigir disparidades econômicas regionais ou aliviar as desigual dades na distribuição da renda;
ECONÔMICO
d) uma importante razão técni ca: a produção moderna em grande escala, que supõe a existência de grandes unidades produtivas tais como represas hidroelétricas ou plantas side rúrgicas exigem investimentos
9
DIGESTO ECONÔMICO
bando os serviços públicos e, como consequência, um apro veitamento de esquemas de um campo
por
outro
campo;
por
muito grandes de capital, que
outro lado, ocorreu a extensão dos procedimentos de direito público fora dos serviços públi cos, no domínio das empresas
privado. O problema seria, pois,
Apoiando-se na argumenta
superam a capacidade do setor encontrar
uma
forma
inter
mediária de organização esta tal (8). Mário
Henrique
Simonsen
comentando as citadas afir
mações de Roberto Campos, ao procurar justificar a razão da participação crescente do Go verno (economias de escala e imperfeição do mercado de ca
pitais), acrescenta as constantes pressões inflacionárias que, dis. torcendo o mercado de crédito, desfiguram as decisões de in vestir do setor privado.
Voltando à argumentação jurídica de Cretella Júnior, diz ele que “como se observa, hou ve, portanto, uma penetração intensa do direito privado no campo do direito público englo-
privadas de interesse geral". ção de Laubadère, Cretella Jú
CAMPOS, Roberto de Oliveira — El Gobierno y la Empresa
(09)
SIMONSEN. Mário Henriqua — El
en la Economia Brasilefta
y el Capital Estranjero en ei Desarrollo. Mesa Redonda patrocinada por The Advertlslng Councll
Inc. y la Fundaclón Getulio Vargas, agosto 1966, pp. 9-11.
Gobierno y la Empresa en la Economia Brasllefia u el Capital Estranjero en el Desarrollo. Mesa Redonda patrocinada por The Advertlslng Councll Inc. y la Fundaciún Getulio Vargas, agosto 1966, pp. 19-21.
tam como atividades privadas. Tais atividades ou são absolu
tas, exaurindo-se em si mes mas, ou são atividades de rela ção, que se dirigem a outros
particulares, constituindo servi ços, porque proporcionam algo no
relacionamento mencionado.
Desse modo,
nior afema que "conforme o
qualquer
grau de submissão, maior ou menor, do serviço público ao
sempre
regime administrativo, temos várias modalidades de serviços
públicos, que se localizam numa escala hierárquica: primeira, serviços públicos administrati
se
nem
atividade
toda
e
constitui
serviço, todo serviço implica, e
necessariamente ati-
vidade de relacionamento; “ati
fazer > vidade” porque é um “relacionamento" porque é um
“fazer para alguém”, algo que serve. que proporciona algum
vos ou serviços públicos pro
benefício a outra pessoa.
priamente ditos, submetidos a um regime jurídico de direito público ou regime jurídico ad ministrativo puro, com uma sé rie de prerrogativas e sujei
“Por outro lado, há ativida des indeléveis exercidas com exclusividade pelo Estado, co-
ções, informado por princípios publicísticos; segunda, serviços públicos industriais e comer ciais aos quais se costuma acrescentar
os
denominados
serviços sociais; terceira, ser viços jurídicos".
(Ofl)
corpo e do espírito que, por sua própria natureza, se apresen
“Há, em qualquer agrupa mento humano, atividades típi cas do particular, projeções do
mo, por exemplo, a tutela do direito, mediante a criação de norma jurídica e a aplicação da
lei ao caso
concreto. Tais ativi-
dades, sob pena de falência vir
tual do Estado, não podem ser
delegadas,
nem concedidas ao
particular. Regra geral, a ati
vidade normal ou essencial do particular é privada, mas, por exceção ou acidentalmente, po de ser pública; por sua vez, a
10
DIGESTO ECONÔMICO
atividade normal ou
essencial
do Estado é pública, mas, por exceção, pode ser privada" “O problema do econômica nos serviços públicos tem sido apreciado pelos administrativis-
tas. Pode o Estado desempe
nhar atividade econômica que se inscreva como serviço públi co ? São compatíveis ou incom
patíveis as noções de serviço público e de atividade econômi ca ?”
‘Procurando estabelecer a
“Por outro lado, o Estado pode desenvolver atividades econômicas no setor industrial e comercial, sem fito de lucro.
Tais serviços, em certas con dições, no entanto, podem ser
enquadrados entre os serviçop públicos
pela
titularidade
do
Estado e pela relevância de que se revestem".
“O Estado moderno desem
penha, além de suas funções normais, que são os serviços públicos puros, propriamente
relação entre serviço público e atividade econômica, Waline
operações materiais
, com base na jurisprudên cia do Conselho de Estado e do
substanciam atos de comércio ou atos de indústria. Não há
di)
Tribunal de Conflitos, esclarece que, se o Estado não cobra o
valor do serviço prestado, isto
é, não aufere rendimento nem
lucro dessa atividade, o serviço permanece não comercial, mas
administrativo, mesmo que esse serviço tenha certo valor econômico, direta ou indireta mente”.
O fato sempre, ter
de um serviço valor econômico
não lhe confere, por si só,
0
caráter de comercial, se ele
não é pago”. (10)
(11)
ditos, outro tipo de atividade — que
con¬
mais no mundo moderno relação entre o molde jurídico e o obje to perseguido. Um organismo público pode exercer atividades
privadas como as comerciais ou
industriais; um organismo pri vado pode desenvolver serviços públicos. A rígida distinção ideal entre o direito público e 0
direito privado está agora supe rada em face das profundas transformações do direito admi nistrativo no mundo moderno.
Pode haver, e é a regra, 0 emprego de meios, de formas, de
CRETELLA JÚNIOR, José — obra citada. Ver pp. 38-39 WALINE — Droit Adminlatratif. 1963, pág. 82, in José Cretella Júnior obra citada. Ver pág. 47.
11
DIGESTO ECONÔMICO
esquemas
e de
instrumental
do direito privado para a con secução de serviços privados; pode, entretanto, haver rever samente 0 emprego desses mes mos meios para a consecução de serviços públicos. Em con traposição pode haver o empre
go de meios, formas, esquemas, de instrumentos do direito pú blico para a consecução de ser viços privados do Estado”. “Verifica-se a penetração do direito privado no campo do di reito público e a penetração do direito público no campo do di reito privado" Caracterizado o que é o ser viço público, objeto da Adminis tração pública, passaremos a estudar as formas que a Admi nistração pode assumir, antes de qualificá-las no caso brasi leiro.
A Administração pode assu mir a forma direta e a indireta. Administrar é agir, exercer ati vidades, desempenhar funções; administra-se
ou
indireta.
Em direito público, adminis trar é gerir atividades públi cas, direta ou indiretamente; na admin^tração central, ou ad ministração direta, que é o cen tro, residem normalmente ser viços públicos. "A administra
ção direta é a própria atividade administrativa, é o exercício do serviço público”. "A administração indireta ao
contrário, não é o Estado. Não é, no Brasil, nem a União, nem 0 Estado membro e nem o Mu
nicípio. São os colaboradores da União, são os colaboradores do
Estado, são os colaboradores do
Município, quer públicos, quer privados”.
“A administração indireta é,
pois, toda pessoa, privada ou pública, a quem a Administra ção direta outorgou a execução ou desempenha de serviço pú blico”.
Descentralização é o prch
diretamente
ou por meio de terceiros, ou seja, indiretamente. Daí, a di visão de qualquer tipo de admi nistração, pública ou privada. (12)
quanto ao agente, em direta ou
cesso
pelo qual a Administração
direta transfere à Administra
ção indireta serviços públicos.
Estabelece-se, desse modo, uma
CRETELLA JÚNIOR, José — obra citada. Ver pp. 50-51.
10
DIGESTO ECONÔMICO
atividade normal ou
essencial
do Estado é pública, mas, por exceção, pode ser privada" “O problema do econômica nos serviços públicos tem sido apreciado pelos administrativis-
tas. Pode o Estado desempe
nhar atividade econômica que se inscreva como serviço públi co ? São compatíveis ou incom
patíveis as noções de serviço público e de atividade econômi ca ?”
‘Procurando estabelecer a
“Por outro lado, o Estado pode desenvolver atividades econômicas no setor industrial e comercial, sem fito de lucro.
Tais serviços, em certas con dições, no entanto, podem ser
enquadrados entre os serviçop públicos
pela
titularidade
do
Estado e pela relevância de que se revestem".
“O Estado moderno desem
penha, além de suas funções normais, que são os serviços públicos puros, propriamente
relação entre serviço público e atividade econômica, Waline
operações materiais
, com base na jurisprudên cia do Conselho de Estado e do
substanciam atos de comércio ou atos de indústria. Não há
di)
Tribunal de Conflitos, esclarece que, se o Estado não cobra o
valor do serviço prestado, isto
é, não aufere rendimento nem
lucro dessa atividade, o serviço permanece não comercial, mas
administrativo, mesmo que esse serviço tenha certo valor econômico, direta ou indireta mente”.
O fato sempre, ter
de um serviço valor econômico
não lhe confere, por si só,
0
caráter de comercial, se ele
não é pago”. (10)
(11)
ditos, outro tipo de atividade — que
con¬
mais no mundo moderno relação entre o molde jurídico e o obje to perseguido. Um organismo público pode exercer atividades
privadas como as comerciais ou
industriais; um organismo pri vado pode desenvolver serviços públicos. A rígida distinção ideal entre o direito público e 0
direito privado está agora supe rada em face das profundas transformações do direito admi nistrativo no mundo moderno.
Pode haver, e é a regra, 0 emprego de meios, de formas, de
CRETELLA JÚNIOR, José — obra citada. Ver pp. 38-39 WALINE — Droit Adminlatratif. 1963, pág. 82, in José Cretella Júnior obra citada. Ver pág. 47.
11
DIGESTO ECONÔMICO
esquemas
e de
instrumental
do direito privado para a con secução de serviços privados; pode, entretanto, haver rever samente 0 emprego desses mes mos meios para a consecução de serviços públicos. Em con traposição pode haver o empre
go de meios, formas, esquemas, de instrumentos do direito pú blico para a consecução de ser viços privados do Estado”. “Verifica-se a penetração do direito privado no campo do di reito público e a penetração do direito público no campo do di reito privado" Caracterizado o que é o ser viço público, objeto da Adminis tração pública, passaremos a estudar as formas que a Admi nistração pode assumir, antes de qualificá-las no caso brasi leiro.
A Administração pode assu mir a forma direta e a indireta. Administrar é agir, exercer ati vidades, desempenhar funções; administra-se
ou
indireta.
Em direito público, adminis trar é gerir atividades públi cas, direta ou indiretamente; na admin^tração central, ou ad ministração direta, que é o cen tro, residem normalmente ser viços públicos. "A administra
ção direta é a própria atividade administrativa, é o exercício do serviço público”. "A administração indireta ao
contrário, não é o Estado. Não é, no Brasil, nem a União, nem 0 Estado membro e nem o Mu
nicípio. São os colaboradores da União, são os colaboradores do
Estado, são os colaboradores do
Município, quer públicos, quer privados”.
“A administração indireta é,
pois, toda pessoa, privada ou pública, a quem a Administra ção direta outorgou a execução ou desempenha de serviço pú blico”.
Descentralização é o prch
diretamente
ou por meio de terceiros, ou seja, indiretamente. Daí, a di visão de qualquer tipo de admi nistração, pública ou privada. (12)
quanto ao agente, em direta ou
cesso
pelo qual a Administração
direta transfere à Administra
ção indireta serviços públicos.
Estabelece-se, desse modo, uma
CRETELLA JÚNIOR, José — obra citada. Ver pp. 50-51.
12
DIGESTO
relação entre o centro, que é a Administração direta, e a peri feria, que é a Administração
ECONÔMICO
indireta. A União é a Adminis
conforme a própria natureza das coisas, ou transfere sua missão a pessoas privadas (con cessionárias e permissionárias)
tração direta; os Estados meni-
"ou públicas
bros da Federação são a Admi nistração direta; os Municípios são a Administração direta”
ainda a entidades paraestatais, que são de duas categorias, as empresas públicas e as socie
“Cumpre ao Estado optar, conforme o caso, sempre que possível, pelo procedimento oaa
dades de economia mista
esquema mais adequado para concretizar seus fins — proce
dimentos de direito público ou procedimentos de direito priva do . Em sefli processo descentra-
lizante, a Administração entre ga a particulares a realização de obras e trabalhos públicos,
bem como outorga a concessio nárias, pessoas de direito pri vado, a própria exploração dos serviços públicos”. “O Estado recorre à autar-
quização e à paraestatalização, alijando de si serviços públicos que a administração direta não tem possibilidades materiais de realizar”.
“O Estado desempenha nor malmente serviços públicos, cumprindo tarefa de rotina, (13) (14) (15)
(autarquias),
ou
(14)
DIGESTO ECONÔMICO
13
propriamente ditos, isto é, pe las permissionárias, pelas con cessionárias, pelas autarquias e também
pelas
sociedades
de
economia mista e empresas pú blicas, quando estas, por exce ção, ao invés de exercerem ati vidades privadas, exercem ser viços públicos”. A Administração direta cons-
de utilização graciosa e tempo rária, sem fixação de direito e prazo, que pode portanto ser re vogada a qualquer momento, da gerência de um serviço de uti lidade pública. Nas palavras de Meirelles, “permissão é o ato administrati vo
unilateral
discricionário
e
precário, pelo qual o poder pú
Hely Lopes Meirelles diz que “paraestatal é o gêne ro, do qual são espécies distin
titui-se pelos serviços integra
blico faculta
dos na estrutura administrativa
tas
dos ministros de Estado, no âm
execução de serviços de inte resse coletivo, ou 0 uso especial de bens públicos, a título gra tuito ou remunerado, nas condi
a
sociedade
de
econ,on>ia
da Presidência da República e
ao particular
a
os as
bito Federal. No âmbito dos Estados-membros e dos Municí
fundações culturais e outras en tidades congêneres”. Todos es ses entes estão situados “para
pios, pelos serviços integrados na estrutura administrativa do
A Concessionária é organi
Governo Estadual e seu Secre
lelamente ao Estado, e sob seu
tariado, e pela Prefeitura e seu
zação privada, que recebeu do
mista, a empresa pública, serviços sociais autônomos,
ções impostas pela Administraçao
(16)
Estado a missão de gerir servi
amparo, para a realização de serviços ou atividades de inte resse coletivo, desejados e fo mentados pelo Poder Público”.
Secretariado, respectivamente. Nas três esferas, constitui-se ainda de Colegiados, Órgãos de Assistência Direta e imediata,
Retomando a apresentação
Órgãos Normativos de Comis sões, Órgãos Centrais de Plane
Ias atividades a um regime ju
jamento, Coordenação e Con trole Financeiro, Órgãos Cen trais de Direção Superior, Ór gãos Regionais e Órgãos Autô
bitante e derrogatório de direi to comum, informado por prin cípios publicísticos.
de Cretella Júnior, “a Adminis tração direta significa exercício
direto de serviços públicos de sempenhados diretamente pela
União, pelos Estados ou pelos Municípios. A Administração indireta
significa
indireto
de serviços
CRETELLA JÚNIOR — obra citada. Ver pp. 133-134. op. CRETELLA JÚNIOR — obra citada, op. cit.. pág. 15. MEIRELLES, Hely Lopes — obra citada, pág. 301.
cit.
o exercício
públicos,
ços públicos, ihediante contrato de direito público entre concedente e concessionário, submetendo-a à exploração daque-
rídico de direito público exor
nomos. com
As Permissionárias rece bem do Estado, proveniente de um ato unilateral, a permissão (16)
A concessionária colabora 0 Estado na concretização
dos serviços públicos, tomando sobre seus ombros o excesso de serviços públicos estatais.
MEIRELLES, Hely Lopes — obra citeda, op. cit. pág, 332.
12
DIGESTO
relação entre o centro, que é a Administração direta, e a peri feria, que é a Administração
ECONÔMICO
indireta. A União é a Adminis
conforme a própria natureza das coisas, ou transfere sua missão a pessoas privadas (con cessionárias e permissionárias)
tração direta; os Estados meni-
"ou públicas
bros da Federação são a Admi nistração direta; os Municípios são a Administração direta”
ainda a entidades paraestatais, que são de duas categorias, as empresas públicas e as socie
“Cumpre ao Estado optar, conforme o caso, sempre que possível, pelo procedimento oaa
dades de economia mista
esquema mais adequado para concretizar seus fins — proce
dimentos de direito público ou procedimentos de direito priva do . Em sefli processo descentra-
lizante, a Administração entre ga a particulares a realização de obras e trabalhos públicos,
bem como outorga a concessio nárias, pessoas de direito pri vado, a própria exploração dos serviços públicos”. “O Estado recorre à autar-
quização e à paraestatalização, alijando de si serviços públicos que a administração direta não tem possibilidades materiais de realizar”.
“O Estado desempenha nor malmente serviços públicos, cumprindo tarefa de rotina, (13) (14) (15)
(autarquias),
ou
(14)
DIGESTO ECONÔMICO
13
propriamente ditos, isto é, pe las permissionárias, pelas con cessionárias, pelas autarquias e também
pelas
sociedades
de
economia mista e empresas pú blicas, quando estas, por exce ção, ao invés de exercerem ati vidades privadas, exercem ser viços públicos”. A Administração direta cons-
de utilização graciosa e tempo rária, sem fixação de direito e prazo, que pode portanto ser re vogada a qualquer momento, da gerência de um serviço de uti lidade pública. Nas palavras de Meirelles, “permissão é o ato administrati vo
unilateral
discricionário
e
precário, pelo qual o poder pú
Hely Lopes Meirelles diz que “paraestatal é o gêne ro, do qual são espécies distin
titui-se pelos serviços integra
blico faculta
dos na estrutura administrativa
tas
dos ministros de Estado, no âm
execução de serviços de inte resse coletivo, ou 0 uso especial de bens públicos, a título gra tuito ou remunerado, nas condi
a
sociedade
de
econ,on>ia
da Presidência da República e
ao particular
a
os as
bito Federal. No âmbito dos Estados-membros e dos Municí
fundações culturais e outras en tidades congêneres”. Todos es ses entes estão situados “para
pios, pelos serviços integrados na estrutura administrativa do
A Concessionária é organi
Governo Estadual e seu Secre
lelamente ao Estado, e sob seu
tariado, e pela Prefeitura e seu
zação privada, que recebeu do
mista, a empresa pública, serviços sociais autônomos,
ções impostas pela Administraçao
(16)
Estado a missão de gerir servi
amparo, para a realização de serviços ou atividades de inte resse coletivo, desejados e fo mentados pelo Poder Público”.
Secretariado, respectivamente. Nas três esferas, constitui-se ainda de Colegiados, Órgãos de Assistência Direta e imediata,
Retomando a apresentação
Órgãos Normativos de Comis sões, Órgãos Centrais de Plane
Ias atividades a um regime ju
jamento, Coordenação e Con trole Financeiro, Órgãos Cen trais de Direção Superior, Ór gãos Regionais e Órgãos Autô
bitante e derrogatório de direi to comum, informado por prin cípios publicísticos.
de Cretella Júnior, “a Adminis tração direta significa exercício
direto de serviços públicos de sempenhados diretamente pela
União, pelos Estados ou pelos Municípios. A Administração indireta
significa
indireto
de serviços
CRETELLA JÚNIOR — obra citada. Ver pp. 133-134. op. CRETELLA JÚNIOR — obra citada, op. cit.. pág. 15. MEIRELLES, Hely Lopes — obra citada, pág. 301.
cit.
o exercício
públicos,
ços públicos, ihediante contrato de direito público entre concedente e concessionário, submetendo-a à exploração daque-
rídico de direito público exor
nomos. com
As Permissionárias rece bem do Estado, proveniente de um ato unilateral, a permissão (16)
A concessionária colabora 0 Estado na concretização
dos serviços públicos, tomando sobre seus ombros o excesso de serviços públicos estatais.
MEIRELLES, Hely Lopes — obra citeda, op. cit. pág, 332.
14
DIGESTO
O concessionário não com
põe a organização administrati va do Estado, nem se torna ór gão de Estado, nem se coloca diante do Estado numa relação de serviço, assume o exercício de função ou serviço como sim ples particular, em nome e por conta própria. A
Em alguns casos, pode ha de interesses en tre as concessionárias e a Ad
pode, em caso algum, ser trans ferida ou delegada a empresas ou organizações particulares. A personalidadedo Estado encon tra-se tão óbvia e inevitável na
essência da autarquia quanto nas delegacias fiscais, no jui zado de menores, ou na direto ria do expediente da Presidên cia da República” "Sociedades
ver conflitos
ministração direta, levando al gumas para o domínio do Esta do, que as encampa, nacionaliza ou resgata. De concessionárias passam a empresas públicas. //
Autarquia é órgão que rea liza um serviço público, em seu próprio nome, segundo normas
impostas pelo Estado, dispondo de meios próprios, mas com ati
ECONÔMICO
de
Economia
Mista são pessoas jurídicas de
direito privado, sociedades por ações, sendo o Estado acionis ta, podendo ser ele majoritário ou minoritário e se reservando 0 direito de administrá-las se
gundo suas conveniências” C9) O Estado, ao integrar a So
ciedade de Economia Mista, desce do pedestal privilegiado em que se encontra e, reves-
“No regime político do Bra sil, como figura na Constitui
tindo-se de traços privatísticos, fica sob 0 impacto das normas jurídicas do direito comum, co mercial e civil, sujeitando-se aos estatutos das sociedades
ção, a natureza estatal
anônimas comuns.
vidades tuteladas por um Minis tério”.
é ine
rente à autarquia: em sua sig nificação eminentemente social, a finalidade da autarquia não
Como sócio,
como
diretor
ou, simultaneamente, como par ticipante da diretoria e do
cor-
(17)
Centro de Estudos Fiscais — O Setor Público Federa! Descentralizado — O Setor Público Federal na Economia Brasileira (RJ. série I, vol. IV. FGV, Instituto Brasllei ro
(18)
CRETELLA JÚNIOR, José — obra citada. Ver pág. 162.
de
(19)
Economia.
Centro
de
1967).
Estudos Fiscais
obra citada. Ver
pág.
DIGESTO
ECONÔMICO
15
po de acionistas, o Estado pe netra nas empresas intervindo de vários modos, mas colabo rando com 0 particular, em obra de importância vital para a coletividade.
A empresa pública ou é criada diretamente por lei ou resulta de transformação de so
ciedade de economia mista oju deriva ainda de um processo de nacionalização. A empresa recebe o nome de pública quando é mantida pela Administração pública, o que é possível de três modos como empresa
fiscal sem
capacidade jurídica própria, como Instituição pública com capacidade de direito, por de trás da qual se encontra um su jeito administrativo na qualida de de entidade matriz e, final mente, como sociedade com ca
pacidade juridica de direito pri
vado. Distingue-se, pois, as em presas públicas autônomas e as empresas públicas não autôno mas.
O direito positivo brasileiro definiu a empresa pública CO-
mo “a entidade dotada de per(20)
(21)
FORSTHOFP.
Ernest
Júnior,
citada,
obra
Tratado
pág.
de
sonalidade jurídica de direito privado, com patrimônio pró prio e capital exclusivo do Es tado,
ou de suas entidades de
Administração indireta, criada por lei, para desempenhar ati vidades de
natureza
empresa
rial, que 0 Governo seja levado a exercer por motivos de con veniência ou contingência ad ministrativa, podendo tal enti dade revestir-se de qualquer das formas admitidas em direi
to” (Decreto-lei 25/02/1967).
n.°
200,
de
Esta definição já foi modi ficada para “a entidade dotada de personalidade jurídica de di
reito privado, com patrimônio próprio e capital exclusivo da União, criada por lei para a ex^
ploração de atividade econômi ca, que 0 Governo seja levado a exercer por força de contin
gência ou conveniência admi nistrativa, podendo revestir-se
de qualquer das formas admiti das em direito” (Decreto-lei n.° 900, de 29/09/1969) “No direito brasileiro, a observação do que ocorre, na
Derecho
Administrativo
64.
CRETELLA JÚNIOR, José — obra citada, pág. 64-67.
1958,
in
José
Cretella
14
DIGESTO
O concessionário não com
põe a organização administrati va do Estado, nem se torna ór gão de Estado, nem se coloca diante do Estado numa relação de serviço, assume o exercício de função ou serviço como sim ples particular, em nome e por conta própria. A
Em alguns casos, pode ha de interesses en tre as concessionárias e a Ad
pode, em caso algum, ser trans ferida ou delegada a empresas ou organizações particulares. A personalidadedo Estado encon tra-se tão óbvia e inevitável na
essência da autarquia quanto nas delegacias fiscais, no jui zado de menores, ou na direto ria do expediente da Presidên cia da República” "Sociedades
ver conflitos
ministração direta, levando al gumas para o domínio do Esta do, que as encampa, nacionaliza ou resgata. De concessionárias passam a empresas públicas. //
Autarquia é órgão que rea liza um serviço público, em seu próprio nome, segundo normas
impostas pelo Estado, dispondo de meios próprios, mas com ati
ECONÔMICO
de
Economia
Mista são pessoas jurídicas de
direito privado, sociedades por ações, sendo o Estado acionis ta, podendo ser ele majoritário ou minoritário e se reservando 0 direito de administrá-las se
gundo suas conveniências” C9) O Estado, ao integrar a So
ciedade de Economia Mista, desce do pedestal privilegiado em que se encontra e, reves-
“No regime político do Bra sil, como figura na Constitui
tindo-se de traços privatísticos, fica sob 0 impacto das normas jurídicas do direito comum, co mercial e civil, sujeitando-se aos estatutos das sociedades
ção, a natureza estatal
anônimas comuns.
vidades tuteladas por um Minis tério”.
é ine
rente à autarquia: em sua sig nificação eminentemente social, a finalidade da autarquia não
Como sócio,
como
diretor
ou, simultaneamente, como par ticipante da diretoria e do
cor-
(17)
Centro de Estudos Fiscais — O Setor Público Federa! Descentralizado — O Setor Público Federal na Economia Brasileira (RJ. série I, vol. IV. FGV, Instituto Brasllei ro
(18)
CRETELLA JÚNIOR, José — obra citada. Ver pág. 162.
de
(19)
Economia.
Centro
de
1967).
Estudos Fiscais
obra citada. Ver
pág.
DIGESTO
ECONÔMICO
15
po de acionistas, o Estado pe netra nas empresas intervindo de vários modos, mas colabo rando com 0 particular, em obra de importância vital para a coletividade.
A empresa pública ou é criada diretamente por lei ou resulta de transformação de so
ciedade de economia mista oju deriva ainda de um processo de nacionalização. A empresa recebe o nome de pública quando é mantida pela Administração pública, o que é possível de três modos como empresa
fiscal sem
capacidade jurídica própria, como Instituição pública com capacidade de direito, por de trás da qual se encontra um su jeito administrativo na qualida de de entidade matriz e, final mente, como sociedade com ca
pacidade juridica de direito pri
vado. Distingue-se, pois, as em presas públicas autônomas e as empresas públicas não autôno mas.
O direito positivo brasileiro definiu a empresa pública CO-
mo “a entidade dotada de per(20)
(21)
FORSTHOFP.
Ernest
Júnior,
citada,
obra
Tratado
pág.
de
sonalidade jurídica de direito privado, com patrimônio pró prio e capital exclusivo do Es tado,
ou de suas entidades de
Administração indireta, criada por lei, para desempenhar ati vidades de
natureza
empresa
rial, que 0 Governo seja levado a exercer por motivos de con veniência ou contingência ad ministrativa, podendo tal enti dade revestir-se de qualquer das formas admitidas em direi
to” (Decreto-lei 25/02/1967).
n.°
200,
de
Esta definição já foi modi ficada para “a entidade dotada de personalidade jurídica de di
reito privado, com patrimônio próprio e capital exclusivo da União, criada por lei para a ex^
ploração de atividade econômi ca, que 0 Governo seja levado a exercer por força de contin
gência ou conveniência admi nistrativa, podendo revestir-se
de qualquer das formas admiti das em direito” (Decreto-lei n.° 900, de 29/09/1969) “No direito brasileiro, a observação do que ocorre, na
Derecho
Administrativo
64.
CRETELLA JÚNIOR, José — obra citada, pág. 64-67.
1958,
in
José
Cretella
DIGESTO
DIGESTO ECONÔMICO
16
prática, não só no plano federal como também no plano dos Es tados, revela a preferência go vernamental para a criação de empresas públicas. Nesse pro cesso, ou a empresa é criada, pura e simplesmente, por lei, entrando para o mundo jurídico
pela primeira vez, depois do re gistro de seus atos constituti vos, ou resulta da transforma
ção, também por lei de entidade anterior, privada ou pública, enquadrada agora nos moldes da nova entidade”
Foi o que ocorreu, por exemplo, com o BNH e com o BNDE, que passaram de au-
tarquias para empresas públi cas.
Em São Paulo,
tivemos a
transformação da Caixa Eco nômica do Estado de São Pau
lo de autarquia para empresa pública e seu retorno, dois me ses após, novamente para au tarquia.
"Fundações são também órgãos auxiliares da Adminis
tração
indireta,
constituídos
mediante escritura pública, na
forma da lei civil. É um ato do legislativo que lhes atribui en cargos administrativos
“As fundações, como "uni versidade de bens personifica
dos", sempre estiveram nos do mínios do direito civil, e sujei tas a todas as normas que re gem as pessoas jurídicas de personalidade privada (Cód. Civil, Artigos 16, n.o 1, e 24 a 30)". "Em nossos dias, porém, as fundações com finalidade cul tural — educação, ensino, pes quisa, etc. — vêm apresentan do sensíveis alterações na sua ■estrutura, na constituição de
seu patrimônio, na obtenção de recursos para a consecução de seus fins e na investidura
de
seus dirigentes. Aproximam-se do Poder Público, dele rece bendo delegações para a exe cução de serviços e atividades de interesse coletivo. Para tan
to, passaram a auferir contri buições parafiscais, destinadas à sua mantença e atingimento dos objetivos sociais que lhe foram atribuídos pelo Estado. Com isto, constituíram uma no-
(22) CRETELLA JÚNIOR, Joeé — obra citada, pp. 155-156. (23) Centro de Estudos Fiscais — obra citada. Ver pág.
-165
ECONÔMICO
va espécie do gênero tatal” (2^) "Serviços mos
sociais
17
paraesautôno
(não confundir com
ser
viços previdenciais cos) constituem uma
autárqui peculia
ridade
formam
brasileira
e
uma espécie distinta de entida des para-estatais, com caracte rísticas próprias e finalidade específica de assistência à co
SENAC (Decreto-Lei n.o 8.621, assede 10/01/1946) e outros melhados (2^)’’. "Os exemplos de sociedades de economia m.ista, no Brasil, até,há pouco tempo, eram inú meros, 0 mesmo não ocorrendo, entretanto, com as empresas públicas, que apenas começa vam a estruturar-se. Todavia,
nos últimos
tempos, o direito
munidade ou a determinadas categorias profissionais. En quadram-se nessa modalidade
administrativo
os serviços sociais autorizados
usurpar não só a posição das antigas sociedades de economia mista, mas até os das próprias autarquias, o que muito im
por lei, organizados e dirigidos por particulares
como entida
des privadas e mantidos com contribuições parafiscais a Legião Brasileira de Assistên cia — LBA (Decreto-Lei n.o 4.830, de 15/10/1942), o Serviço Social de Indústria — SESI (Decreto-Lei n.o 9.403 de
25/06/1943), 0 Serviço Social do Comércio
SESC
(Decreto-
Lei n.o 9.853, de 13/09/1946), o Serviço Nacional de Aprendiza gem Industrial — SENAI (De
creto-Lei n.o 4.048, de 22/01/1942), o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial —
brasileiro
evo
luiu para socorrer-se das em presas públicas que passam a
pressiona". “Se
se
falava
há
pouco
tempo no declínio das socieda des de economia mista, pode-se
falar agora, no direito brasilei ro. aaonia das autarquias e no advento das empresas pú blicas" (26),
"Sendo simplesmente paraestatals, a empresa pública e a sociedade de economia mista
podem mudar
de condição
e
sobreviver como empresas par-
C24) MEIRELLES, Hely Lopes — obra citada, ver pág. 312. (25) MEIRELLES, Hely Lopes — obra citada, ver pág. 309. (26) CRETELLA JÚNIOR, Joaé — obra citada, ver pág. 65.
DIGESTO
DIGESTO ECONÔMICO
16
prática, não só no plano federal como também no plano dos Es tados, revela a preferência go vernamental para a criação de empresas públicas. Nesse pro cesso, ou a empresa é criada, pura e simplesmente, por lei, entrando para o mundo jurídico
pela primeira vez, depois do re gistro de seus atos constituti vos, ou resulta da transforma
ção, também por lei de entidade anterior, privada ou pública, enquadrada agora nos moldes da nova entidade”
Foi o que ocorreu, por exemplo, com o BNH e com o BNDE, que passaram de au-
tarquias para empresas públi cas.
Em São Paulo,
tivemos a
transformação da Caixa Eco nômica do Estado de São Pau
lo de autarquia para empresa pública e seu retorno, dois me ses após, novamente para au tarquia.
"Fundações são também órgãos auxiliares da Adminis
tração
indireta,
constituídos
mediante escritura pública, na
forma da lei civil. É um ato do legislativo que lhes atribui en cargos administrativos
“As fundações, como "uni versidade de bens personifica
dos", sempre estiveram nos do mínios do direito civil, e sujei tas a todas as normas que re gem as pessoas jurídicas de personalidade privada (Cód. Civil, Artigos 16, n.o 1, e 24 a 30)". "Em nossos dias, porém, as fundações com finalidade cul tural — educação, ensino, pes quisa, etc. — vêm apresentan do sensíveis alterações na sua ■estrutura, na constituição de
seu patrimônio, na obtenção de recursos para a consecução de seus fins e na investidura
de
seus dirigentes. Aproximam-se do Poder Público, dele rece bendo delegações para a exe cução de serviços e atividades de interesse coletivo. Para tan
to, passaram a auferir contri buições parafiscais, destinadas à sua mantença e atingimento dos objetivos sociais que lhe foram atribuídos pelo Estado. Com isto, constituíram uma no-
(22) CRETELLA JÚNIOR, Joeé — obra citada, pp. 155-156. (23) Centro de Estudos Fiscais — obra citada. Ver pág.
-165
ECONÔMICO
va espécie do gênero tatal” (2^) "Serviços mos
sociais
17
paraesautôno
(não confundir com
ser
viços previdenciais cos) constituem uma
autárqui peculia
ridade
formam
brasileira
e
uma espécie distinta de entida des para-estatais, com caracte rísticas próprias e finalidade específica de assistência à co
SENAC (Decreto-Lei n.o 8.621, assede 10/01/1946) e outros melhados (2^)’’. "Os exemplos de sociedades de economia m.ista, no Brasil, até,há pouco tempo, eram inú meros, 0 mesmo não ocorrendo, entretanto, com as empresas públicas, que apenas começa vam a estruturar-se. Todavia,
nos últimos
tempos, o direito
munidade ou a determinadas categorias profissionais. En quadram-se nessa modalidade
administrativo
os serviços sociais autorizados
usurpar não só a posição das antigas sociedades de economia mista, mas até os das próprias autarquias, o que muito im
por lei, organizados e dirigidos por particulares
como entida
des privadas e mantidos com contribuições parafiscais a Legião Brasileira de Assistên cia — LBA (Decreto-Lei n.o 4.830, de 15/10/1942), o Serviço Social de Indústria — SESI (Decreto-Lei n.o 9.403 de
25/06/1943), 0 Serviço Social do Comércio
SESC
(Decreto-
Lei n.o 9.853, de 13/09/1946), o Serviço Nacional de Aprendiza gem Industrial — SENAI (De
creto-Lei n.o 4.048, de 22/01/1942), o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial —
brasileiro
evo
luiu para socorrer-se das em presas públicas que passam a
pressiona". “Se
se
falava
há
pouco
tempo no declínio das socieda des de economia mista, pode-se
falar agora, no direito brasilei ro. aaonia das autarquias e no advento das empresas pú blicas" (26),
"Sendo simplesmente paraestatals, a empresa pública e a sociedade de economia mista
podem mudar
de condição
e
sobreviver como empresas par-
C24) MEIRELLES, Hely Lopes — obra citada, ver pág. 312. (25) MEIRELLES, Hely Lopes — obra citada, ver pág. 309. (26) CRETELLA JÚNIOR, Joaé — obra citada, ver pág. 65.
I
DIGESTO
18
ticulares se, em determinada conjuntura, esta alternativa convier aos
interesses
gerais.
A entidade paraestatal — "em presa pública” ou “sociedade de economia mista” — surgiu modernamente
como
instru
mento versátil de intervenção do Estado nas nômicas” ^27),
atividades
eco
"Cabem ao particular ativi dades privadas. Por isso, quan do o Estado, invadindo a esfe ra privada, exerce outros ser viços que não públicos, ocorre apoderamento, invasão, inge rência do poder público na es fera privada. Jamais descentra lização ou transferência. É ati vidade "concorrente”
do Esta
do que, por exceção, passa a exercer atividade privada".
"Eis porque não está pre sente 0 processo de dsscentra-'
lização quando
a
Administra
ECONÔMICO
presas privadas similares”. "Quando a empresa pública tem por objeto atividades eco nômicas, comerciais ou indus triais, não há descentralização alguma. Há intervenção do Es tado na ordem econômica; há ingerência estatal no campo privado, mediante a adoção de
esquemas privatísticos” Sob a influência do pensa mento autoritário da década de
30, preconizava-se a interven ção do Estado sob a forma de regulamentação, coordenação e controle
das
diversas
esferas
da vida social. Era o papel do Estado como agente de contro
le e disciplina dos mecanismos de mercado; sua intervenção direta na economia, no domínio da produção .propriamente di ta, só era admitida em casos de necessidade
de
preencher
lacunas.
O setor
estatal começou
a
ser implantado a partir dos anos 40, com a criação da Com panhia Siderúrgica Nacional, a
cos para o funcionamento das empresas industriais e comer
Fábrica Nacional de Motores, a Fábrica Nacional de Âlcalis .3 a Companhia Vale do Rio
ciais,
que
se submetem
ao
mesmo regime jurídico das em(27) (28)
Doce.
CRFTELLA JÚNIOR, José — obra citada, ver pág. 162. CRETELLA JÚNIOR. Josó — obra citada, ver pp. 16-17.
ECONÔMICO
19
0 Estado, no Brasil, pós-64, é um universo em expansão, que comporta muitas dimensões.
as concessionárias de serviços públicos".
Uma dslas, é o acréscimo da capacidade governamental de extrair e gerenciar recursos
serviços
obtidos
da
sociedade
civil
na
forma de impostos, poupança forçada e aplicações no merca do financeiro. Outra, é a am pliação de seu intervencionismo’ na regulamentação da ativida de econômica, visando assegu rar o crescimento e controlar a
conjuntura. Temos, portanto, o Estado com a função de árbi tro, regulamentador e partíci pe da estrutura produtiva, si multaneamente.
"A observação do que ocor re, no cenário jurídico brasilei ro. revela que, no início, sob o influxo do liberalismo as ativi
tregues às entidades públicas, as
atividades
"Obtendo
a
concessão
públicos,
por
de
prazos
longos, em geral de 99 anos as concessionárias
auxiliavam
o
processo descentrallzante, exer cendo
atividades
tipicamente
administrativas. Serviços públi cos administrativos desempe¬ nhados por particulares, pes
soas jurídicas de direito priva do, corriam -paralelamente, com
o
desempenho de serviços
públicos, a cargo da adminis tração direta. Nesses casos, o E'=tado tinha por objetivo não só beneficiar-se com o próprio
dades administrativas eram en
a soluções de direito privado, busca no direi to comum esquemas privatísti-
ção, recorrendo
DIGESTO
privadas
eram
desburocratizado
desempenho
do serviço como também, o que era
ainda
com
a
mais
realização
importante,
prévia
de
obras e trabalhos públicos, su
porte material indispensável para o futuro desempenho dos
entregues a organismos priva
serviços públicos sob a respon
dos".
sabilidade
"Mais tarde, o investimen to de capitais, principalmente ingleses no Brasil deu como consequência a transferência
do desempenho de atividades tipicamente administrativas para
das
empresas
con
cessionárias, que os executa vam. Abríam-se vias, construíam-se estradas de ferro e
de rodagem, melhoravam-se cidades, erguiam-se postes e instalavam-se maquinarias”.
I
DIGESTO
18
ticulares se, em determinada conjuntura, esta alternativa convier aos
interesses
gerais.
A entidade paraestatal — "em presa pública” ou “sociedade de economia mista” — surgiu modernamente
como
instru
mento versátil de intervenção do Estado nas nômicas” ^27),
atividades
eco
"Cabem ao particular ativi dades privadas. Por isso, quan do o Estado, invadindo a esfe ra privada, exerce outros ser viços que não públicos, ocorre apoderamento, invasão, inge rência do poder público na es fera privada. Jamais descentra lização ou transferência. É ati vidade "concorrente”
do Esta
do que, por exceção, passa a exercer atividade privada".
"Eis porque não está pre sente 0 processo de dsscentra-'
lização quando
a
Administra
ECONÔMICO
presas privadas similares”. "Quando a empresa pública tem por objeto atividades eco nômicas, comerciais ou indus triais, não há descentralização alguma. Há intervenção do Es tado na ordem econômica; há ingerência estatal no campo privado, mediante a adoção de
esquemas privatísticos” Sob a influência do pensa mento autoritário da década de
30, preconizava-se a interven ção do Estado sob a forma de regulamentação, coordenação e controle
das
diversas
esferas
da vida social. Era o papel do Estado como agente de contro
le e disciplina dos mecanismos de mercado; sua intervenção direta na economia, no domínio da produção .propriamente di ta, só era admitida em casos de necessidade
de
preencher
lacunas.
O setor
estatal começou
a
ser implantado a partir dos anos 40, com a criação da Com panhia Siderúrgica Nacional, a
cos para o funcionamento das empresas industriais e comer
Fábrica Nacional de Motores, a Fábrica Nacional de Âlcalis .3 a Companhia Vale do Rio
ciais,
que
se submetem
ao
mesmo regime jurídico das em(27) (28)
Doce.
CRFTELLA JÚNIOR, José — obra citada, ver pág. 162. CRETELLA JÚNIOR. Josó — obra citada, ver pp. 16-17.
ECONÔMICO
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0 Estado, no Brasil, pós-64, é um universo em expansão, que comporta muitas dimensões.
as concessionárias de serviços públicos".
Uma dslas, é o acréscimo da capacidade governamental de extrair e gerenciar recursos
serviços
obtidos
da
sociedade
civil
na
forma de impostos, poupança forçada e aplicações no merca do financeiro. Outra, é a am pliação de seu intervencionismo’ na regulamentação da ativida de econômica, visando assegu rar o crescimento e controlar a
conjuntura. Temos, portanto, o Estado com a função de árbi tro, regulamentador e partíci pe da estrutura produtiva, si multaneamente.
"A observação do que ocor re, no cenário jurídico brasilei ro. revela que, no início, sob o influxo do liberalismo as ativi
tregues às entidades públicas, as
atividades
"Obtendo
a
concessão
públicos,
por
de
prazos
longos, em geral de 99 anos as concessionárias
auxiliavam
o
processo descentrallzante, exer cendo
atividades
tipicamente
administrativas. Serviços públi cos administrativos desempe¬ nhados por particulares, pes
soas jurídicas de direito priva do, corriam -paralelamente, com
o
desempenho de serviços
públicos, a cargo da adminis tração direta. Nesses casos, o E'=tado tinha por objetivo não só beneficiar-se com o próprio
dades administrativas eram en
a soluções de direito privado, busca no direi to comum esquemas privatísti-
ção, recorrendo
DIGESTO
privadas
eram
desburocratizado
desempenho
do serviço como também, o que era
ainda
com
a
mais
realização
importante,
prévia
de
obras e trabalhos públicos, su
porte material indispensável para o futuro desempenho dos
entregues a organismos priva
serviços públicos sob a respon
dos".
sabilidade
"Mais tarde, o investimen to de capitais, principalmente ingleses no Brasil deu como consequência a transferência
do desempenho de atividades tipicamente administrativas para
das
empresas
con
cessionárias, que os executa vam. Abríam-se vias, construíam-se estradas de ferro e
de rodagem, melhoravam-se cidades, erguiam-se postes e instalavam-se maquinarias”.
DIGESTO
20
“A experiência dcu resulta do e os prazos eram continua mente renovados.
Assim,
por
exemplo, o prazo para a explo ração dos serviços públicos de transporte coletivo no Municí pio de São Paulo, concedidos à The São Paulo Tramway Light and Power Company Ltd., foi
prorrogado sem termo ad quem, fixado pelo Governo Federal, mediante
o
Decreto-Lei
3.366, de 25/06/1941’
n.o
(29)
Brandão Cavalcanti
ao
comentar os considerando, que
f
acompanharam
aquele
to-Lei,
à outorga
quanto
Decre
de
serviços públicos, observa que há uma orientação segura em matéria de concessão e, em seus diversos dispositivos, en contram-se diversos vestígios da ação coercitiva do poder pú blico, no sentido de obrigar a empresa
a amoldar-se às nor
mas da regulamentação.
O
exemplo
citado
é
um'
caso típico de descentralização.
"Mais tarde, surge e se es trutura entre nós a figura da autarquia, definida em lei como (29) (30)
DIGESTO ECONÔMICO
ECONÔMICO
"o serviço estatal descentrali zado" (Decreto-Lei n.o 6.016, de 22/11/1943); os serviços ad
2.
ministrativos
Num sistema econômico, uma séria de decisões deve ser
antes
exercidos
só pelo Estado, depois outorga dos a concessionárias e per-
míssionárias, passam agora a' ser partilhados com as autar quias”.
“Somente a implantação da reforma administrativa federal, em 25-02-1967, é que iria am pliar o rol das entidades da Ad
ministração indireta, antes res trito às concessionárias, permissionárias e autarquias; ago ra, duas novas entidades, a sociedade de economia mista e
a empresa pública, criadas originariamente, com o objeti vo específico e imediato de ex plorar atividades privadas, concorrentemente com o parti
cular, podem por exceção, am pliar seu objeto de atuação e’ desempenhar típicas atividades administrativas, ao assumirem, substituindo, o lugar de outras
entidades que, originariamente, exerciam serviços públicos ad ministrativos (permissionária.s, concessionárias e autarquias).
CRETELLA JONIOR, José — obra citada, ver pp. 192-193. CAVALCANTI, Brandão — Tratado de Direito Administrativo — 3.a edição, vol. 1956, pp. 379-360, nota 17, In José Cretella Júnior, obra citada. Ver pég. 195
II
Dímensionamento
21
da
ação
governamental no Brasil
trutura Governamental do Bra
sil”, esquematiza a composição da organização da tomada de decisões da política econômica no Brasil. Representa ele, de
tomada pelos agentes, que dis põem de um certo conhecimen to da realidade sobre a qual
forma esqiiemática, o perfil e
devem atuar. Defrontam-s? eles
voncionista do Estado, no Bra sil, a partir da exposição feita
com variáveis em relação às quais não exercem controle e variáveis sobre as quais têm controle. A política econômica
e
0
planejamento
econômico
constituem exemplos de toma
da de decisão, quer no âmbito
público, quer no privado.
a análise da estrutura da orga nização administrativa e inter-
no item 1 anterior.
Não constam explicitamen te desse Quadro os Sindicatos,
as Federações e C!onfederações, que são órgãos que se constituem para defesa de clas ses profissionais ou categorias
suborganizações que compõem
econômicas, que, na prática, se revestem da forma de autar-
governamental, organizaçao ■envolvidas na tomada de deci
do
A definição
das
diversas
a
sao
da
política
econômica a
partir de um organograma e de
um conjunto de atribuiçõss le gais ou formais, é bastante útil para o estudo do grau de in tervenção do Estado, particu larmente na
atividade
econò-
mica.
O quadro a seguir. Quadro I, denominado "Órgãos da Es-
ouias e por isso, fazem parte rol
da
administração indi
reta.
Por outro lado, as Funda ções, sob a mesma forma jurí dica citada no texto e no Qua dro I, podem desempenhar ati vidades que não constituem meramente encargos adminis trativos do Estado, não sendo consideradas,neste caso, órgãos da estrutura governamental.
DIGESTO
20
“A experiência dcu resulta do e os prazos eram continua mente renovados.
Assim,
por
exemplo, o prazo para a explo ração dos serviços públicos de transporte coletivo no Municí pio de São Paulo, concedidos à The São Paulo Tramway Light and Power Company Ltd., foi
prorrogado sem termo ad quem, fixado pelo Governo Federal, mediante
o
Decreto-Lei
3.366, de 25/06/1941’
n.o
(29)
Brandão Cavalcanti
ao
comentar os considerando, que
f
acompanharam
aquele
to-Lei,
à outorga
quanto
Decre
de
serviços públicos, observa que há uma orientação segura em matéria de concessão e, em seus diversos dispositivos, en contram-se diversos vestígios da ação coercitiva do poder pú blico, no sentido de obrigar a empresa
a amoldar-se às nor
mas da regulamentação.
O
exemplo
citado
é
um'
caso típico de descentralização.
"Mais tarde, surge e se es trutura entre nós a figura da autarquia, definida em lei como (29) (30)
DIGESTO ECONÔMICO
ECONÔMICO
"o serviço estatal descentrali zado" (Decreto-Lei n.o 6.016, de 22/11/1943); os serviços ad
2.
ministrativos
Num sistema econômico, uma séria de decisões deve ser
antes
exercidos
só pelo Estado, depois outorga dos a concessionárias e per-
míssionárias, passam agora a' ser partilhados com as autar quias”.
“Somente a implantação da reforma administrativa federal, em 25-02-1967, é que iria am pliar o rol das entidades da Ad
ministração indireta, antes res trito às concessionárias, permissionárias e autarquias; ago ra, duas novas entidades, a sociedade de economia mista e
a empresa pública, criadas originariamente, com o objeti vo específico e imediato de ex plorar atividades privadas, concorrentemente com o parti
cular, podem por exceção, am pliar seu objeto de atuação e’ desempenhar típicas atividades administrativas, ao assumirem, substituindo, o lugar de outras
entidades que, originariamente, exerciam serviços públicos ad ministrativos (permissionária.s, concessionárias e autarquias).
CRETELLA JONIOR, José — obra citada, ver pp. 192-193. CAVALCANTI, Brandão — Tratado de Direito Administrativo — 3.a edição, vol. 1956, pp. 379-360, nota 17, In José Cretella Júnior, obra citada. Ver pég. 195
II
Dímensionamento
21
da
ação
governamental no Brasil
trutura Governamental do Bra
sil”, esquematiza a composição da organização da tomada de decisões da política econômica no Brasil. Representa ele, de
tomada pelos agentes, que dis põem de um certo conhecimen to da realidade sobre a qual
forma esqiiemática, o perfil e
devem atuar. Defrontam-s? eles
voncionista do Estado, no Bra sil, a partir da exposição feita
com variáveis em relação às quais não exercem controle e variáveis sobre as quais têm controle. A política econômica
e
0
planejamento
econômico
constituem exemplos de toma
da de decisão, quer no âmbito
público, quer no privado.
a análise da estrutura da orga nização administrativa e inter-
no item 1 anterior.
Não constam explicitamen te desse Quadro os Sindicatos,
as Federações e C!onfederações, que são órgãos que se constituem para defesa de clas ses profissionais ou categorias
suborganizações que compõem
econômicas, que, na prática, se revestem da forma de autar-
governamental, organizaçao ■envolvidas na tomada de deci
do
A definição
das
diversas
a
sao
da
política
econômica a
partir de um organograma e de
um conjunto de atribuiçõss le gais ou formais, é bastante útil para o estudo do grau de in tervenção do Estado, particu larmente na
atividade
econò-
mica.
O quadro a seguir. Quadro I, denominado "Órgãos da Es-
ouias e por isso, fazem parte rol
da
administração indi
reta.
Por outro lado, as Funda ções, sob a mesma forma jurí dica citada no texto e no Qua dro I, podem desempenhar ati vidades que não constituem meramente encargos adminis trativos do Estado, não sendo consideradas,neste caso, órgãos da estrutura governamental.
DIGESTO
22
ECONÔMICO
DIGESTO ECONÔMICO
economia mista, ou ainda de um processo de nacionalização, com patrimônio próprio e capital exclusivo do Estado, para exploração de serviços públicos administrativos.
QUADRO I ÓRGÃOS DA ESTRUTURA GOVERNAMENTAL DO BRASIL A — DE ADMINISTRAÇAO (O Estadü como regulamentador e como presta dor de serviços públicosJ
23
Entidades Paraestatais de Direito Privado — Consti* 6. Fundações tuídas mediante escritura pública, na forma da Lei Civil, e por ato do Legislativo, às quais são atribuídos Encargos Administrativos .
í — DIRETA:
Direito 7, Outras Empresas Similares — Entidades Paraestatais de Privado — Instituições que têm patrimônio próprio, organizadas e dirigidas por particulares como entidades privadas e mantidas com
1, Poder Executivo — União, Estados, Municípios 2. Ministérios,
3
Secretarias
Estaduais.
Secretarias
contribuições parafiscais. com finalidades específicas de Assistência à Comunidade ou a determinadas categorias profissionais.
Municipais
órgãos Autônomos colegiados. Secretarias e Delegacias de Assistência Direta e Imediata e os ministros e secretários de Estado, órgãos Normativos de Comissões, Órgãos Centrais de Planejamento, Coorde nação e Controle Financeiro, órgãos Centrais de Direção Superior, órgãos Regionais, órgãos Autônomos
B — DE INTERVENÇÃO (O Estado como agente Econômico e como Agente ApUcador de Recursos Financeiros) 1. Sociedades de Economia Mista — Entidades Paraestatais de Direito
Privado — Criadas por lei, com patrimônio próprio e capital
do estado, participando o Estado majoritariamente ou minoritariamen te rift-g ações, para exploração de atividades econômicas industriais ou
II — INDIRETA
Entidades Colaboradoras do Estado
1, PermissionArias — Direito Privado — Recebem do Estado, proveniente de um ato unilateral, a permissão de utilização graciosa e temporária, sem fixação de direito e prazo, que pode portanto ser revogada a qualquer momento, da gerênc-a de um serviço de utilidade pública.
comerciais.
2. Empresas Públicas — Entidades Paraestatais de Direito Privado — Criadas por Lei. com patrimônio próprio e capital exclusivo do Estado, para exploração de Atividades Econômicas Industriais ou Comerciais que o Governo seja levado a exercer por força de contingência ou conveniência administrativa.
2, Concessionárias — Direito Privado — Recebem do Estado, mediante contrato de direito público, concessão de gerir serviços públicos por tempo definido.
3. Autarquias — Direito Público órgãos que expressam a força soberana do próprio estado, realizam serviços públicos em seu pró prio nome, segundo normas impostas pelo Estado, dispondo de meios
próprios, mas com atividades tuteladas por um ministério. 4. Sociedade de Economia Mista — Entidades Paraestatais de Direito Privado — Criadas por Lei. com patrimônio próprio e capital do Estado, participando o Estado, majoritária ou minoritariamente, das ações para exploração de serviços públicos administrativos. 5
Empresas Públicas — Entidades Paraestatais de Direito Privado — Criados por Lei, ou resultante de transformação de sociedades de
Em conclusão, o Quadro I enumera e discrimina os órgãos
da estrutura governamental do Brasil, de acordo com o seguinte perfil;
— Administração Direta
— Órgãos de assistência direta e imediata aos ministros e secretários de Estados,
órgãos
normativos de co
missões
— órgãos
centrais de
controle financeiro.
planejamento, de
coordenação e
DIGESTO
22
ECONÔMICO
DIGESTO ECONÔMICO
economia mista, ou ainda de um processo de nacionalização, com patrimônio próprio e capital exclusivo do Estado, para exploração de serviços públicos administrativos.
QUADRO I ÓRGÃOS DA ESTRUTURA GOVERNAMENTAL DO BRASIL A — DE ADMINISTRAÇAO (O Estadü como regulamentador e como presta dor de serviços públicosJ
23
Entidades Paraestatais de Direito Privado — Consti* 6. Fundações tuídas mediante escritura pública, na forma da Lei Civil, e por ato do Legislativo, às quais são atribuídos Encargos Administrativos .
í — DIRETA:
Direito 7, Outras Empresas Similares — Entidades Paraestatais de Privado — Instituições que têm patrimônio próprio, organizadas e dirigidas por particulares como entidades privadas e mantidas com
1, Poder Executivo — União, Estados, Municípios 2. Ministérios,
3
Secretarias
Estaduais.
Secretarias
contribuições parafiscais. com finalidades específicas de Assistência à Comunidade ou a determinadas categorias profissionais.
Municipais
órgãos Autônomos colegiados. Secretarias e Delegacias de Assistência Direta e Imediata e os ministros e secretários de Estado, órgãos Normativos de Comissões, Órgãos Centrais de Planejamento, Coorde nação e Controle Financeiro, órgãos Centrais de Direção Superior, órgãos Regionais, órgãos Autônomos
B — DE INTERVENÇÃO (O Estado como agente Econômico e como Agente ApUcador de Recursos Financeiros) 1. Sociedades de Economia Mista — Entidades Paraestatais de Direito
Privado — Criadas por lei, com patrimônio próprio e capital
do estado, participando o Estado majoritariamente ou minoritariamen te rift-g ações, para exploração de atividades econômicas industriais ou
II — INDIRETA
Entidades Colaboradoras do Estado
1, PermissionArias — Direito Privado — Recebem do Estado, proveniente de um ato unilateral, a permissão de utilização graciosa e temporária, sem fixação de direito e prazo, que pode portanto ser revogada a qualquer momento, da gerênc-a de um serviço de utilidade pública.
comerciais.
2. Empresas Públicas — Entidades Paraestatais de Direito Privado — Criadas por Lei. com patrimônio próprio e capital exclusivo do Estado, para exploração de Atividades Econômicas Industriais ou Comerciais que o Governo seja levado a exercer por força de contingência ou conveniência administrativa.
2, Concessionárias — Direito Privado — Recebem do Estado, mediante contrato de direito público, concessão de gerir serviços públicos por tempo definido.
3. Autarquias — Direito Público órgãos que expressam a força soberana do próprio estado, realizam serviços públicos em seu pró prio nome, segundo normas impostas pelo Estado, dispondo de meios
próprios, mas com atividades tuteladas por um ministério. 4. Sociedade de Economia Mista — Entidades Paraestatais de Direito Privado — Criadas por Lei. com patrimônio próprio e capital do Estado, participando o Estado, majoritária ou minoritariamente, das ações para exploração de serviços públicos administrativos. 5
Empresas Públicas — Entidades Paraestatais de Direito Privado — Criados por Lei, ou resultante de transformação de sociedades de
Em conclusão, o Quadro I enumera e discrimina os órgãos
da estrutura governamental do Brasil, de acordo com o seguinte perfil;
— Administração Direta
— Órgãos de assistência direta e imediata aos ministros e secretários de Estados,
órgãos
normativos de co
missões
— órgãos
centrais de
controle financeiro.
planejamento, de
coordenação e
DIGESTO
24
DIGESTO
ECONÔMICO
QUADRO II
— Órgãos centrais de direção superior — Órgãos regionais — Órgãos autônomos — Administração
DELIMITAÇÃO
DO
SETOR Setor
Institutos
Indireta
— Autarquias — Empresas Públicas — Sociedades
25
ECONÔMICO
1 — De
de Economia Mista
Previdência
Assistência
— Fundações (apenas fundações administrativos).
que tenham
e
Social
encargos órgãos:
Dos Dos
Industriários Comerciários
empresas de
dos
de Previdência e Assistência
de
Alimentação
da
de
Assistência
e Seguro
em
2 ~ Culturais
de
e
Investigação Científica
N."
do
órgãos:
31
Espirito
Santo
Goiãs Juiz da
Fora
Minas
Gerais
Pará Paraíba Paraná Rural de
Pernambuco
Rural
Brasil
do
Pernambuco Fluminense Rio Grande do Rio Grande do Rural do Sul Santa Maria
Federal”.
(33) Anexo elaborado a Cadastradas, cretaria
de
Brasília,
partir das informações de duas Coordenadoria
Controle das
Presidência da República,
SP,
Perfil
Visão
Empresas
outubio,
Editorial
S.A.
do
Cadastro
fontes: das
Geral
Estatais
(SEST)
da
Editorial,
vol.
1,
Grupo
I — "Delimitação do Setor Conta
Relações Empresas
Secretaria
de
do
n.o
10,
de
Preto
Pesquisas
da Comissão
de
Institutos:
Brasileiro
Governo
de
Geografia
e Estatística
Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais
da
Brasileiro de Bibliografia e Documen tação De Matemática Pura e Aplicada Nacional de Pesquisa Amazônica
1900.
(31)
de Entidades Estatais. Se
Planejamento
1980. cópia xerox, e Administração Federal,
Nacional
de Organização
Atividades Espaciais
Governo". do
Norte Sul
Rural de Minas Gerais Escola Paulista de Medicina Escola de Minas de Ouro
Conselho
Empresarial
(10)
Federais
Bahia
gãos de administração indireta) (^^)
da
Social
Economiários
Rio de Janeiro Santa Catarina Ceará
dinação (órgãos de administração direta) ou de vinculação (ór
Publico Federal Descentralizado para Erelto da Consolidação Ibidem. Ver Quadro II — "órgãos Integrantes da Atividade
Previdência
Alagoas
Complementando as informações dos Quadros II e III, será apresentado um anexo, Anexo I, no qual as diversas modalidades de órgãos, subestruturas que compõem a estrutura governamen tal, são arrolados nas suas vinculações com os respectivos Mi nistérios, classificados segundo o tipo de relacionamento, de subor
(32)
aos
do Estado
Universidades
economia mista-
Fiscais — Obra citada. Ver Quadro
Pensões:
Social
Serviço
mento como entidade de Direito Público e de Direito Privado-(^^).
d® Estudos
c
Setor Privado
Instituto de Previdência dos Congressistas
empresas públicas e outras entidades assemelhadas, de acordo com o seu enquadra
f
DESCENTRALIZADO
em Dos Empregados Transportçs e Cargas Dos Ferroviários e Empregados em Serviços Públicos
Serviço
Governo Federal”, que apresenta as principais autarquias
FEDERAL
Descentralizado
Aposentadoria
Bancários Marítimos
Servidores
10
Será o Quadro I acompanhado de outros quadros: o Qua dro II. denominado "Delimitação do Setor Público Federal Des centralizado” que apresenta, por natureza de atividade, as prin cipais suborganizações da organização do Governo Federal no âmbito do direito público e do Direito Privado(^^); o Quadro TII, denominado ‘‘Órgãos Integrantes da Atividade Empresarial do
presariais,
dc
Dos Dos
Instituto
N.o de
PÜBLICO Público
De
1980.
I
Pesquisas
Rodoviárias
DIGESTO
24
DIGESTO
ECONÔMICO
QUADRO II
— Órgãos centrais de direção superior — Órgãos regionais — Órgãos autônomos — Administração
DELIMITAÇÃO
DO
SETOR Setor
Institutos
Indireta
— Autarquias — Empresas Públicas — Sociedades
25
ECONÔMICO
1 — De
de Economia Mista
Previdência
Assistência
— Fundações (apenas fundações administrativos).
que tenham
e
Social
encargos órgãos:
Dos Dos
Industriários Comerciários
empresas de
dos
de Previdência e Assistência
de
Alimentação
da
de
Assistência
e Seguro
em
2 ~ Culturais
de
e
Investigação Científica
N."
do
órgãos:
31
Espirito
Santo
Goiãs Juiz da
Fora
Minas
Gerais
Pará Paraíba Paraná Rural de
Pernambuco
Rural
Brasil
do
Pernambuco Fluminense Rio Grande do Rio Grande do Rural do Sul Santa Maria
Federal”.
(33) Anexo elaborado a Cadastradas, cretaria
de
Brasília,
partir das informações de duas Coordenadoria
Controle das
Presidência da República,
SP,
Perfil
Visão
Empresas
outubio,
Editorial
S.A.
do
Cadastro
fontes: das
Geral
Estatais
(SEST)
da
Editorial,
vol.
1,
Grupo
I — "Delimitação do Setor Conta
Relações Empresas
Secretaria
de
do
n.o
10,
de
Preto
Pesquisas
da Comissão
de
Institutos:
Brasileiro
Governo
de
Geografia
e Estatística
Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais
da
Brasileiro de Bibliografia e Documen tação De Matemática Pura e Aplicada Nacional de Pesquisa Amazônica
1900.
(31)
de Entidades Estatais. Se
Planejamento
1980. cópia xerox, e Administração Federal,
Nacional
de Organização
Atividades Espaciais
Governo". do
Norte Sul
Rural de Minas Gerais Escola Paulista de Medicina Escola de Minas de Ouro
Conselho
Empresarial
(10)
Federais
Bahia
gãos de administração indireta) (^^)
da
Social
Economiários
Rio de Janeiro Santa Catarina Ceará
dinação (órgãos de administração direta) ou de vinculação (ór
Publico Federal Descentralizado para Erelto da Consolidação Ibidem. Ver Quadro II — "órgãos Integrantes da Atividade
Previdência
Alagoas
Complementando as informações dos Quadros II e III, será apresentado um anexo, Anexo I, no qual as diversas modalidades de órgãos, subestruturas que compõem a estrutura governamen tal, são arrolados nas suas vinculações com os respectivos Mi nistérios, classificados segundo o tipo de relacionamento, de subor
(32)
aos
do Estado
Universidades
economia mista-
Fiscais — Obra citada. Ver Quadro
Pensões:
Social
Serviço
mento como entidade de Direito Público e de Direito Privado-(^^).
d® Estudos
c
Setor Privado
Instituto de Previdência dos Congressistas
empresas públicas e outras entidades assemelhadas, de acordo com o seu enquadra
f
DESCENTRALIZADO
em Dos Empregados Transportçs e Cargas Dos Ferroviários e Empregados em Serviços Públicos
Serviço
Governo Federal”, que apresenta as principais autarquias
FEDERAL
Descentralizado
Aposentadoria
Bancários Marítimos
Servidores
10
Será o Quadro I acompanhado de outros quadros: o Qua dro II. denominado "Delimitação do Setor Público Federal Des centralizado” que apresenta, por natureza de atividade, as prin cipais suborganizações da organização do Governo Federal no âmbito do direito público e do Direito Privado(^^); o Quadro TII, denominado ‘‘Órgãos Integrantes da Atividade Empresarial do
presariais,
dc
Dos Dos
Instituto
N.o de
PÜBLICO Público
De
1980.
I
Pesquisas
Rodoviárias
DIGESTO
26
Setor
Público
Descentralizado
Ldlde
Exploração
Industrial
e
Obras
Nacional
Carvão
Serviço
Nacional
da
de Energia Nuclear
da
Nacional
de
órgãos:
16
Estradas
de
Estradas
Contadoiia Geral da
do
de
Maranh£o Mato Grosso
de
Rodagem
de
Minas Paraíba
I^ata
e
do
Paraná
Pernambuco
dc
Piauí
do
Rio de Janeiro (GB)
Pará Nacional
Companhia de Navegação
Estado
Transportes
Franca
de
Rio Grande do Santa Catarina São Paulo
Ma-
naus
Conselhos
Nacional
do
Pinho
Brasileiro do Brasileiro do
Sal Caíé
Fiscalização de
N-** de ó^&os:
11
Medicina
Química Farmácia
Profissional
Ordens:
Superintendências:
N.® de
Desenvolvimento do Nordeste Desenvolvimento da Pesca Nacional de Abastecimento
Comissão
Federais:
Engenharia e Arquitetura
Atividade
Brasileiro de Reforma Agrária Nacional de Desenvolvimento Agrário
Sul
Contabilidade Economistas Profissionais
6 — Corporativas:
Nacional do Mate
de
Sergipe
(7)
Açúcar e do Álcool
Rio
Rio Grande do Norte
teira
Zona
do
Janeiro
Cos
Casa da Moeda
Ferro
Gerais
Pará
lastltatos:
Econômica
Setor Privado
Navegação
(9)
Intervenção
Descentralizado
Navegação
Administração
Nacional de Obras e Saneamento Nacional de Obras Contra as Secas Nacional
4 — De
Público
de Janeiro
AmazOnia
Porto
Nacional de Portos e Vias Navegáveis N.« de
de
Bacia
Serviço
Departamentos:
Públicas
Setor
Brasileiro
to do Rio
Mercante
do
de
Execução de
27
Administração do Por
Marinha
3 — De
DIGESTO ECONÔMICO
Setor Privado
Comissões: Plano
ECONÔMICO
de Financiamento
órgãos: 8
Músicos
do
Brasil
Advogados do Brasil (8)
da Produção (11)
I Conselho cas
Superior
Economia
e
Crédito
Financiamento
Econômi
Banco
o
de Habitação
e
Urba
Banco
de de
Pessoal
Construção do
Ministério
Construção de do
de
Ministério
Casas da
para
Guerra
Casas para da
o
Marinha (4)
N.®
de
órgãos: 28
Nacional
Habitação
Pessoal
Caixa
Nacional
de
Serviço Social do Comércio Serviço Nacional de Aprendizagem
7 — Assistência
Econômico
nismo
Cálxa Popular,
Caixas
Desenvolvimento
Serviço I^eral 5 — De
das
Federais
.Calra.s ^onômlcas Federais:
Alagoas
de
Soclal
e
de
Educação
Serviço
Social
Serviço
Nacional
Profissional
Serviço N.® de
órgãos:
Brasília Ceará
da Indústria
de
Aprendizagem
In
dustrial
Amazonas
Bahia
Co-
mercial
6
de
Assistência
Médica
Domici
liar de Urgência Legião Brasileira de Assistência (6)
Espírito Santo Oolás Total:
110
(79)
(31)
DIGESTO
26
Setor
Público
Descentralizado
Ldlde
Exploração
Industrial
e
Obras
Nacional
Carvão
Serviço
Nacional
da
de Energia Nuclear
da
Nacional
de
órgãos:
16
Estradas
de
Estradas
Contadoiia Geral da
do
de
Maranh£o Mato Grosso
de
Rodagem
de
Minas Paraíba
I^ata
e
do
Paraná
Pernambuco
dc
Piauí
do
Rio de Janeiro (GB)
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Companhia de Navegação
Estado
Transportes
Franca
de
Rio Grande do Santa Catarina São Paulo
Ma-
naus
Conselhos
Nacional
do
Pinho
Brasileiro do Brasileiro do
Sal Caíé
Fiscalização de
N-** de ó^&os:
11
Medicina
Química Farmácia
Profissional
Ordens:
Superintendências:
N.® de
Desenvolvimento do Nordeste Desenvolvimento da Pesca Nacional de Abastecimento
Comissão
Federais:
Engenharia e Arquitetura
Atividade
Brasileiro de Reforma Agrária Nacional de Desenvolvimento Agrário
Sul
Contabilidade Economistas Profissionais
6 — Corporativas:
Nacional do Mate
de
Sergipe
(7)
Açúcar e do Álcool
Rio
Rio Grande do Norte
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Zona
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Casa da Moeda
Ferro
Gerais
Pará
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Econômica
Setor Privado
Navegação
(9)
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Descentralizado
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Administração
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4 — De
Público
de Janeiro
AmazOnia
Porto
Nacional de Portos e Vias Navegáveis N.« de
de
Bacia
Serviço
Departamentos:
Públicas
Setor
Brasileiro
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Mercante
do
de
Execução de
27
Administração do Por
Marinha
3 — De
DIGESTO ECONÔMICO
Setor Privado
Comissões: Plano
ECONÔMICO
de Financiamento
órgãos: 8
Músicos
do
Brasil
Advogados do Brasil (8)
da Produção (11)
I Conselho cas
Superior
Economia
e
Crédito
Financiamento
Econômi
Banco
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de Habitação
e
Urba
Banco
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Pessoal
Construção do
Ministério
Construção de do
de
Ministério
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Marinha (4)
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de
órgãos: 28
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Habitação
Pessoal
Caixa
Nacional
de
Serviço Social do Comércio Serviço Nacional de Aprendizagem
7 — Assistência
Econômico
nismo
Cálxa Popular,
Caixas
Desenvolvimento
Serviço I^eral 5 — De
das
Federais
.Calra.s ^onômlcas Federais:
Alagoas
de
Soclal
e
de
Educação
Serviço
Social
Serviço
Nacional
Profissional
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órgãos:
Brasília Ceará
da Indústria
de
Aprendizagem
In
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Amazonas
Bahia
Co-
mercial
6
de
Assistência
Médica
Domici
liar de Urgência Legião Brasileira de Assistência (6)
Espírito Santo Oolás Total:
110
(79)
(31)
DIGESTO ECONÔMICO
28
DIGESTO
ECONÔMICO
29
QUADRO III ÓRGÃOS
INTEGRANTES
DA
ATIVIDADE
Entidades
de
EMPRESARIAL
Direito
IX)
GOVERNO
Entidades
Público
Elntldadcs
FEDERAL
dc
de
Direito
PúbUco
Entidades de Direito Privado
Direito
Privado
Oompanhia
de
Instituto
Lóide Brasileiro
ros
Administração do Porto do Rio de Janeírc
Serviço de Navegação da Bacia do Prata
Serviço
de
Navegação
da
Amazônia,
Zona
Franca
Banco
Nacional de Desenvolvimento
Eco
Companhia
Nacional de
Caixas
Econômicas
Habitação
trica
Federais:
cisco
Alagoas Autarquias
Empresariais
Amazonas Bahia
Brasília Ceará
Empresas de Economia
Grosso
Minas Gerais Pará Paraíba Paraná
Mista
do
Vale
Pa
de
S^.
Companhia de Aços Especiais Itablrs Companhia Ferro e Aço de Vitória S.A.
Sidenirgl-
Sidenírgicas
Usinas
Janeiro
(GB)
Estado
do Rio
de
de Minas Gerais S.A. Rede Ferroviária deral S.A.
Janeiro
Grande do Norte Grande do Sul
Santa
Hidrelétri
ca do raíba
ca Nacional
de
São
Fran
Companhia
Companhia
Pernambuco Piauí
Rio Rio
SSo
Charqueadas
Goiás Maranhão
Rio
de
Hidroelé
do
Termoelétrica
Espírito Santo
Mato
S.A.
Elétrica
Companhia d© Eletri cidade do Amapá
Manaus
nômico
Banco
Ressegu
Brasil
sileiras
Moeda
de
do
Central Fumas
teira
da
Agrícola
de
Centrais Elétricas Bra
e
de Administração do Porto do Pará Companhia Nacional de Navegação Cos Casa
Nacional
Seguro
Companhia
Catarina
de
Fe
Nave
gado de São Fran
Paulo
cisco
Sergipe
Companhia de Banco
do
Banco
Brasil de
Petróleo
S.A.
Crédito
Crédito
Frigoríficos
Nacionais
SA..
Nacional
do
Cooperativo
Banco do do Brasil
Brasileiro
S.A.
Amazônia Banco
Nacional
Alcalis
Nordeste
Fábrica Nacional Motores S.A.
de
Companhia
do
Rio
I
Doce
Vale S.A.
DIGESTO ECONÔMICO
28
DIGESTO
ECONÔMICO
29
QUADRO III ÓRGÃOS
INTEGRANTES
DA
ATIVIDADE
Entidades
de
EMPRESARIAL
Direito
IX)
GOVERNO
Entidades
Público
Elntldadcs
FEDERAL
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de
Direito
PúbUco
Entidades de Direito Privado
Direito
Privado
Oompanhia
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Instituto
Lóide Brasileiro
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Serviço de Navegação da Bacia do Prata
Serviço
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Navegação
da
Amazônia,
Zona
Franca
Banco
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Companhia
Nacional de
Caixas
Econômicas
Habitação
trica
Federais:
cisco
Alagoas Autarquias
Empresariais
Amazonas Bahia
Brasília Ceará
Empresas de Economia
Grosso
Minas Gerais Pará Paraíba Paraná
Mista
do
Vale
Pa
de
S^.
Companhia de Aços Especiais Itablrs Companhia Ferro e Aço de Vitória S.A.
Sidenirgl-
Sidenírgicas
Usinas
Janeiro
(GB)
Estado
do Rio
de
de Minas Gerais S.A. Rede Ferroviária deral S.A.
Janeiro
Grande do Norte Grande do Sul
Santa
Hidrelétri
ca do raíba
ca Nacional
de
São
Fran
Companhia
Companhia
Pernambuco Piauí
Rio Rio
SSo
Charqueadas
Goiás Maranhão
Rio
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Hidroelé
do
Termoelétrica
Espírito Santo
Mato
S.A.
Elétrica
Companhia d© Eletri cidade do Amapá
Manaus
nômico
Banco
Ressegu
Brasil
sileiras
Moeda
de
do
Central Fumas
teira
da
Agrícola
de
Centrais Elétricas Bra
e
de Administração do Porto do Pará Companhia Nacional de Navegação Cos Casa
Nacional
Seguro
Companhia
Catarina
de
Fe
Nave
gado de São Fran
Paulo
cisco
Sergipe
Companhia de Banco
do
Banco
Brasil de
Petróleo
S.A.
Crédito
Crédito
Frigoríficos
Nacionais
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Nacional
do
Cooperativo
Banco do do Brasil
Brasileiro
S.A.
Amazônia Banco
Nacional
Alcalis
Nordeste
Fábrica Nacional Motores S.A.
de
Companhia
do
Rio
I
Doce
Vale S.A.
I
DIGESTO
30
Entidades
de
Direito
ECONÔMICO
Entidades dc Direito Privado
Público
Companhia de
Companhia
Empresas
Brasileira
Alimentos
Brasileira
de Armazenagem
Públicas
Companhia dora
da
UrbanizaNova
Ca
pital do Brasil
Outras
Entidades Assemelhadas
Departamento de Correios e Telégrafos Departamento de Imprensa Nacional Serviço
de
Transportes
da
Bala
Incorporadas
ao
Patrimônio
da
Guanabara
Empresas Nacional
DIGESTO ECONÔMICO
31
indireta, sociedades civis ou limitadas, e as respectivas vincula das). Este Quadro IV resultou de um esforço nosso de homogenei zação de órgãos e de critérios de classificação, de forma a tornálo comparável com os Quadros II e III. No primeiro deles, o Quadro II, houve uma preocupação do Centro de Estudos Fiscais da F.G.V. de dar as grandes divisões da organização governa
mental e enquadrar as subestruturas existentes nessas divisões. No segundo deles, o Quadro III, houve a preocupação do mesmo Centro de, por naturezas de órgãos governamentais, enquadrar as
subestruturas existentes dentro delas. O Quadro IV é uma
Ferro
To
classificação, feita por nós, das subestruturas (a partir das in formações, conforme consta do Anexo I, resultantes da consoli dação das informações do Relatório da Secretaria de Controle das Empresas Estatais e da revista Perfil), de acordo, simulta neamente, com 03 dois critérios das informações dos Quadros
Vale do Rio Doce
Na
II e III.
Companhia Siderúrgica Paulista
Estrada
de
cantins
vegação S.A.
— Do-
O Quadro V, denominado “Quadro-resumo das Entidades
cenave
Companhia Usinas Na cionais
Sujeitas à Coordenação da SEST — Secretaria de Controle das Empresas Estatais”, apresenta a consolidação, em tei;mos quan titativos, das suborganizações que constituem a organização go
A seguir, apresentaremos
o Quadro
IV, denominado "Ór
gãos Integrantes da Atividade Governamental na Área Econômi ca e Social — Governo Federal do Brasil", que apresenta a rela
ção das entidades cadastradas, sujeitas à coordenação da SEST
(Secretaria de Controle das Empresas Estatais) de acordo com três critérios: 1) quanto à característica de organização juridica (entidade de Direito Público ou de Direito Privado); 2) quanto à natureza de sua atividade (órgãos de intervenção econômica, culturais, corporativos, de exploração industrial, de previdência e assistência social); 3) quanto ao tipo de suborganização que compõe a organização governamental (órgãos de administração direta, empresas públicas, sociedades de economia mista, autar quias, fundações, outras empresas similares de administração
vernamental federal no Brasil. C**).
O Quadro VI, denominado “Órgãos Integrantes da Ativida
de Governamental na Area Econômica e Social — Quadro —^ re-
sumo I do Quadro IV", é uma consolidação, por tipos de órgãos setor de atividade e relacionamento (^^).
(341
(35)
Secretaria de Controle das Empresas Estatais (SEST) da Secretaria de Planejamento, Presidência da República, Relação das Entidades Cadastradas, Brasília, Coordenadoria de Cadastro Geral "aas Empresas Estatais, outubro. 1980. seção 21, cópia xerox. Quadro elaborado a partir das Informações de duas fontes; Relação das Entidades Cadastradas, Brasília, Coordenadorla do Cadastro Geral das Empresas Estatais. Se-
cretaria de Controle das Empresas Estatais (SEST), Secretaria de Planejamento da Presidência da República, outubro, 1980, cópia xerox o Administração Federal. 1980. SP. Perfil, Revista do Grupo Visão, vol. 1, n.o 10. 1980,
I
DIGESTO
30
Entidades
de
Direito
ECONÔMICO
Entidades dc Direito Privado
Público
Companhia de
Companhia
Empresas
Brasileira
Alimentos
Brasileira
de Armazenagem
Públicas
Companhia dora
da
UrbanizaNova
Ca
pital do Brasil
Outras
Entidades Assemelhadas
Departamento de Correios e Telégrafos Departamento de Imprensa Nacional Serviço
de
Transportes
da
Bala
Incorporadas
ao
Patrimônio
da
Guanabara
Empresas Nacional
DIGESTO ECONÔMICO
31
indireta, sociedades civis ou limitadas, e as respectivas vincula das). Este Quadro IV resultou de um esforço nosso de homogenei zação de órgãos e de critérios de classificação, de forma a tornálo comparável com os Quadros II e III. No primeiro deles, o Quadro II, houve uma preocupação do Centro de Estudos Fiscais da F.G.V. de dar as grandes divisões da organização governa
mental e enquadrar as subestruturas existentes nessas divisões. No segundo deles, o Quadro III, houve a preocupação do mesmo Centro de, por naturezas de órgãos governamentais, enquadrar as
subestruturas existentes dentro delas. O Quadro IV é uma
Ferro
To
classificação, feita por nós, das subestruturas (a partir das in formações, conforme consta do Anexo I, resultantes da consoli dação das informações do Relatório da Secretaria de Controle das Empresas Estatais e da revista Perfil), de acordo, simulta neamente, com 03 dois critérios das informações dos Quadros
Vale do Rio Doce
Na
II e III.
Companhia Siderúrgica Paulista
Estrada
de
cantins
vegação S.A.
— Do-
O Quadro V, denominado “Quadro-resumo das Entidades
cenave
Companhia Usinas Na cionais
Sujeitas à Coordenação da SEST — Secretaria de Controle das Empresas Estatais”, apresenta a consolidação, em tei;mos quan titativos, das suborganizações que constituem a organização go
A seguir, apresentaremos
o Quadro
IV, denominado "Ór
gãos Integrantes da Atividade Governamental na Área Econômi ca e Social — Governo Federal do Brasil", que apresenta a rela
ção das entidades cadastradas, sujeitas à coordenação da SEST
(Secretaria de Controle das Empresas Estatais) de acordo com três critérios: 1) quanto à característica de organização juridica (entidade de Direito Público ou de Direito Privado); 2) quanto à natureza de sua atividade (órgãos de intervenção econômica, culturais, corporativos, de exploração industrial, de previdência e assistência social); 3) quanto ao tipo de suborganização que compõe a organização governamental (órgãos de administração direta, empresas públicas, sociedades de economia mista, autar quias, fundações, outras empresas similares de administração
vernamental federal no Brasil. C**).
O Quadro VI, denominado “Órgãos Integrantes da Ativida
de Governamental na Area Econômica e Social — Quadro —^ re-
sumo I do Quadro IV", é uma consolidação, por tipos de órgãos setor de atividade e relacionamento (^^).
(341
(35)
Secretaria de Controle das Empresas Estatais (SEST) da Secretaria de Planejamento, Presidência da República, Relação das Entidades Cadastradas, Brasília, Coordenadoria de Cadastro Geral "aas Empresas Estatais, outubro. 1980. seção 21, cópia xerox. Quadro elaborado a partir das Informações de duas fontes; Relação das Entidades Cadastradas, Brasília, Coordenadorla do Cadastro Geral das Empresas Estatais. Se-
cretaria de Controle das Empresas Estatais (SEST), Secretaria de Planejamento da Presidência da República, outubro, 1980, cópia xerox o Administração Federal. 1980. SP. Perfil, Revista do Grupo Visão, vol. 1, n.o 10. 1980,
I
DIGKSTO
32
ECONÔMICO
DIGESTO ECONÔMICO
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ECONÔMICO
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O Quadro VII, denominado órgãos Integrantes da Ativi dade
Governamental
na
Área
Econômica e Social — Quadroresumo II do Quadro IV”, é também uma consolidação das suborganizações da Adminis tração Direta e Indireta, por
vi
I 5
organismos do Executivo Fede
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ral, que constituem a organiza ção governamental federal no Brasil, quadro este resultante das informações complementa
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Anexo, e da utilização de sua análise-crítica, veremos, na realidade brasileira, os órgãos da estrutura governamental fe
●a-c a
Governo, que nas suas múlti plas formas de ação, nos per mitirão avaliar o grau de estatização da economia brasileira,
isto é, 0 dimensionamento da
dois tipos de preocupação dife
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3“
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I
rentes. >
conceito bem mais amplo do setor público federal: procura
abranger, além dos órgãos do
borado por nós, há que notar
3
Planeja
Governo Central e da totalida
canais
da F.G.V., e o Quadro IV, ela
.o
3
8
lho. A Secretaria do
mento, por exemplo, adota um
institucio
como
S! t:
ii|
co é, na maioria dos casos, di
nais de controle econômico do
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mo pertencente ao setor públi
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§ ^
3
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das Contas Nacionais.
Através da apresentação do conteúdo dos citados Quadros e
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autárquicas de caráter empre sarial e outros órgãos da estru tura governamental descentra lizada por serem os mesmos computados no setor privado
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tou certas restrições de ordem
prática, excluindo as entidàdes
A exclusão ou inclusão de uma determinada entidade co
intervenção governamental. Ao traçar um paralelo en tre os Quadros II, elaborado pelo Centro de Estudos Fiscais
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S.5 ●§5 ag s ,,, 3^ as a âi.
solidada do setor público, ado
res, da SEST e da Revista Per-
deral
1
>9
3
No primeiro, o Centro de Estudos Fiscais, tendo em vis ta a elaboração da conta con
de das autarquias, também as empresas de participação esta tal, entidades estas que, por suas particularidades, .permitem
ligar sua ação à política geral do Estado. Em outras palavras,
procura abranger todas aquelas entidades cujas transações eco
nômicas básicas podem ser de cididas, em última instância, pelas autoridades federais. Já no Quadro III, também elaborado pelo Centro de Estu-
DIGESTO
44
ECONÔMICO DIGESTO
ECONÔMICO
45
O Quadro VII, denominado órgãos Integrantes da Ativi dade
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maior número
de órgãos
de
Administração Direta, subordi
ções disponíveis, na tentativa
quanto à Administração Indire
de construir um quadro similar, ao mesmo tempo aos Quadroi II e m, e atualizado, fomos
das, sob as formas de subsidiá-
levados
nas j
a
construir
pliando o critério
3
governamentais
das
pandida através da criação de
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generis” da estrutura jurídica e
dos Fiscais com as da SEST e as da Revista Visão, a fim de estabelecer 0 critério mais con
S
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empresas públicas e fundações, os limites da área de atuação do Governo foram se tornando
imprecisos face à complexida
tar a sua esfera de ação — le vou-nos à comparação das in
II 3
sociedades de economia mista,
do Estado, procurando delimi
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A partir da observação de que o Governo Federal se vem valendo da criação de entida des de Direito Privado, como
de e caráter muitas vezes "sui
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quer pela descentralização das já existentes.
0 nosso objetivo — carac terizar o grau de intervenção
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de
reito Privado.
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mais
as empresas de que o Governo participa no seu capital e na sua administração, mas organi
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47
ECONÔMICO
quadro, 0 Quadro
um
no
IV, am
ta, através do número crescen te de entidades a ela vincula concessionárias e coliga-
das, ou ainda, vinculadas entre
de apresen
si, constituindo-se inclusive “hol
tação da Estrutura Governa mental Federal, por termos observado que a composição
Sistema Telecomunicações Bra sileiras — TELEBRÁS, 0 siste
do
setor vem sofrendo
trans
formações aceleradas, quer pe
la criação de novas entidades,
dings", como, por exemplo, 0 ma BNDE liderado pelo Banco Nacional
de
Desenvolvimento Elconõmico, e o Sistema Cen-
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DIGESTO DIGESTO
48
trais Elétricas Brasileiras S/A — ELETROBR^, com carac terísticas de “holding”. Apenas a título de curiosi dade, poderiamos citar infor mações fornecidas por Chaves Neto
Diretor-Presidente da
Jusinformática S/A, quanto aos aspectos
interessantes
revela
dos pelas “holdings” existentes
no Brasil: a maior delas, por exemplo, é a FIAT do Brasil Participações, com um capital de
4 bilhões de cruzeiros
e a
menor é a FINACO, pertencen te ao grupo CITIBANK, com capital de apenas 50 cruzeiros. O número médio de funcioná rios é 15, mas há algumas sem
nenhum empregado e, noutro extremo, está a TELEIBRÁS por nós apontada como "holding” de Administração Indireta do Governo Federal, que emprega cerca de 2.000 pessoas. No ex
terior, segundo a mesma fonte, as maiores "holdings”, entre as quais a TIT, têm cerca de 100 funcionários.
Na
comparação dos Qua
atividade
na
Não nos satisfazemos com nos
área econômica e social do Go
tério adotado para a definição do grau de intervenção no
verno Federal é de 667, sendo 78 da Administração Direta
Brasil.
589 da Administração Indireta,
empresas similares de Adminis tração Indireta, que recebem contribuições paraf iscais: 6. Assim sendo, de um total de
sa análise convencional, feita por amostragem, da participa ção do número de empresas no total, classificadas por sua na tureza jurídica em privadas, estatais e estrangeiras e de sua respectiva distribuição do con trole, segundo o patrimônio lí quido, segundo o total do fatu ramento, segundo a participa ção no lucro liquido e ainda se gundo os índices de rentabilida de comparada. Verificamos que, neste tipo de análise, é importante o tamanho da amos tra para as conclusões tiradas,
589 órgãos da
bem como os
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do
gov.sTnamental
e
dados
estes assim distribuídos: autar
dos Quadros II e III, de 1967, relativos ao período de 19471964, observa-se que o número total de órgãos do setor público federal descentralizado é 144,
quias, 101 e suas vinculadas: 2; empresas de economia mista: 42 e suas vinculadas: 190; em
assim
sociedades civis e limitadas: 37 e suas vinculadas: 25: outras
De
acordo
com
distribuídos:
os
110
autar
quias, 23 empresas de econo mia mista, 3 empresar» públicas e 8 outras lhadas.
entidades asseme
De acordo com os dados do
Quadro V, da SEiST, de 1980, o número total de órgãos do se tor público federal é 560, sendo 23 da Administração Direta e 537 da Administração Indireta, estes
assim
distribuídos:
au
tarquias: 99; empresas de eco nomia mista e controladas: 235;
empresas públicas; 23; funda ções: 39; sociedades civis, pri vadas e concessionárias: 132; entidades que recebem contri buições paraf iscais: 4. De acordo com nosso levan
o Quadro IV por nós elaborado, evidencia-se a comprovação
tamento, apresentado nos Qua dros IV, VI e Vn, o número total de órgãos integrantes da
(36]
49
cri
ram
dreis n e ni apresentade^, com das hipóteses que fundamenta¬
ECONÔMICO
ECONÔMICO
CHAVES NETO — Holdlnga — Um Novo Papel vista Exame, n.o 220, 2SiD2|81, pp. 26-30.
ne Administração dos Grupos, SP, Re
presas públicas: 24 e suas vin culadas: 122; fundações: 40;
Indireta. 250
Administração são
autarauias,
empresas de economia
mista,
emnresas públicas, fundações, sociedades civis ou limitadas ou outras emnresas similares
ram-se
rio. Resolvemos
nossa
análise,
questão
aue
da Administração Indireta aue
de
Estado
Em conclusão, pela análise dos dados comnarados (ver Quadro VITI). ob.serva-se uma comnrovacão da colocacão tra-. dicional
da
tendência a uma
ampliação da atividade econô mica
por
do Estado,
um
critério
quando vista
quantitativo.
alte
encaremos
o
controle por um ou outro crité
recebem contribuições parafiscais e 339 são empresas a elas vinculadas.
resultados
conforme
aue
comnlementar
respondendo
nos
forma
à
propusemos:
efetivamenté' o
interfere
na
atividade
econômica? É pelo número de empresas e por sua dimensão econômica em relação ao total?
O que se constitui no verdadeiperfil da atuação do Gover
TO
no na economia de mercado? Ao
tentar
delimitar
nosso
novo campo de trabalho, deci dimos analisar o perfil da es trutura administrativa do Go*
DIGESTO DIGESTO
48
trais Elétricas Brasileiras S/A — ELETROBR^, com carac terísticas de “holding”. Apenas a título de curiosi dade, poderiamos citar infor mações fornecidas por Chaves Neto
Diretor-Presidente da
Jusinformática S/A, quanto aos aspectos
interessantes
revela
dos pelas “holdings” existentes
no Brasil: a maior delas, por exemplo, é a FIAT do Brasil Participações, com um capital de
4 bilhões de cruzeiros
e a
menor é a FINACO, pertencen te ao grupo CITIBANK, com capital de apenas 50 cruzeiros. O número médio de funcioná rios é 15, mas há algumas sem
nenhum empregado e, noutro extremo, está a TELEIBRÁS por nós apontada como "holding” de Administração Indireta do Governo Federal, que emprega cerca de 2.000 pessoas. No ex
terior, segundo a mesma fonte, as maiores "holdings”, entre as quais a TIT, têm cerca de 100 funcionários.
Na
comparação dos Qua
atividade
na
Não nos satisfazemos com nos
área econômica e social do Go
tério adotado para a definição do grau de intervenção no
verno Federal é de 667, sendo 78 da Administração Direta
Brasil.
589 da Administração Indireta,
empresas similares de Adminis tração Indireta, que recebem contribuições paraf iscais: 6. Assim sendo, de um total de
sa análise convencional, feita por amostragem, da participa ção do número de empresas no total, classificadas por sua na tureza jurídica em privadas, estatais e estrangeiras e de sua respectiva distribuição do con trole, segundo o patrimônio lí quido, segundo o total do fatu ramento, segundo a participa ção no lucro liquido e ainda se gundo os índices de rentabilida de comparada. Verificamos que, neste tipo de análise, é importante o tamanho da amos tra para as conclusões tiradas,
589 órgãos da
bem como os
o estabelecimento
do
gov.sTnamental
e
dados
estes assim distribuídos: autar
dos Quadros II e III, de 1967, relativos ao período de 19471964, observa-se que o número total de órgãos do setor público federal descentralizado é 144,
quias, 101 e suas vinculadas: 2; empresas de economia mista: 42 e suas vinculadas: 190; em
assim
sociedades civis e limitadas: 37 e suas vinculadas: 25: outras
De
acordo
com
distribuídos:
os
110
autar
quias, 23 empresas de econo mia mista, 3 empresar» públicas e 8 outras lhadas.
entidades asseme
De acordo com os dados do
Quadro V, da SEiST, de 1980, o número total de órgãos do se tor público federal é 560, sendo 23 da Administração Direta e 537 da Administração Indireta, estes
assim
distribuídos:
au
tarquias: 99; empresas de eco nomia mista e controladas: 235;
empresas públicas; 23; funda ções: 39; sociedades civis, pri vadas e concessionárias: 132; entidades que recebem contri buições paraf iscais: 4. De acordo com nosso levan
o Quadro IV por nós elaborado, evidencia-se a comprovação
tamento, apresentado nos Qua dros IV, VI e Vn, o número total de órgãos integrantes da
(36]
49
cri
ram
dreis n e ni apresentade^, com das hipóteses que fundamenta¬
ECONÔMICO
ECONÔMICO
CHAVES NETO — Holdlnga — Um Novo Papel vista Exame, n.o 220, 2SiD2|81, pp. 26-30.
ne Administração dos Grupos, SP, Re
presas públicas: 24 e suas vin culadas: 122; fundações: 40;
Indireta. 250
Administração são
autarauias,
empresas de economia
mista,
emnresas públicas, fundações, sociedades civis ou limitadas ou outras emnresas similares
ram-se
rio. Resolvemos
nossa
análise,
questão
aue
da Administração Indireta aue
de
Estado
Em conclusão, pela análise dos dados comnarados (ver Quadro VITI). ob.serva-se uma comnrovacão da colocacão tra-. dicional
da
tendência a uma
ampliação da atividade econô mica
por
do Estado,
um
critério
quando vista
quantitativo.
alte
encaremos
o
controle por um ou outro crité
recebem contribuições parafiscais e 339 são empresas a elas vinculadas.
resultados
conforme
aue
comnlementar
respondendo
nos
forma
à
propusemos:
efetivamenté' o
interfere
na
atividade
econômica? É pelo número de empresas e por sua dimensão econômica em relação ao total?
O que se constitui no verdadeiperfil da atuação do Gover
TO
no na economia de mercado? Ao
tentar
delimitar
nosso
novo campo de trabalho, deci dimos analisar o perfil da es trutura administrativa do Go*
DIGESTO
50
verno, através qualitativa das
da distinção estruturas e
subestruturas de sua organiza
ção, em termos do seu relacio namento com a Administração Direta ou Indireta.
De fato, conforma eviden cia-se no Quadro Vm, houve um aumento em termos quanti tativo do número de órgãos in
tegrantes da atividade governa mental federal. Houve um au-
ECONÔMICO
mente de cerca de 290%, quan do comparamos os dados da SEST, de 1980, com os do Cen tro de Estudos Fiscais, de 1947/64. E o aumento é ainda maior, ou seja, de cerca de 360%, quando comparamos a consolidação feita por nós, de 1980, com os dados do Centro
setor público descentralizado (e por isso não apareceram nos dados do Centro de Estudos
declarada
Fiscais), são de capital impor tância para nosso critério, por
insuficiência
de
in
formações da SEST, por falta de resposta de organismos su jeitos a seu controle. Esta
nossa
conclusão
não
reformula, mas completa a an informaçõss de empresas esta tais consideradas num total de amostra de empresas. Tomamos,
Consolidação SEST e Reràta Pdrfil (1980)
órgrãos Integrantes da Ati
Centro de
vidade Governamental na
Estudos
SEST
Area Econômica e Social
Fiscais ( FGV 1 (1947/64) I
(1980)
0
23
78
reta:
144
537
250
339
589
Autarquias Empresas de Economia
110
99
101
2
103
Mista
23
235
42
190
232
Empresas Públicas Fundações
3
23
24
122
146
0
39
40
0
40
Limitadas
0
132
37
25
62
Outras Similares (Con tribuições Parafiscais)
8
4
6
0
6
144
560
I ôrgãos
Vincu
Total
ladas
I
0
1
78
para quantificar a interferên cia da ação do Estado o núme" ro de órgãos que, pelo seu fun cionamento regulam e/ou regu lamentam a economia de mer cado e as outras formas de co
ordenação
econômico
Não nas
preocupamos apeo número de em-
Sociedades Civis ou
I
328
I
339
]
667
nos com
presas
estatais,
curamos
arrolar
que
De Administração Indi
TOTAIS
em conta a precariedade das informações estatísticas do Centro de Estudos Fiscais e a
terior, que tiramos a partir de
ÓRGÃOS INTEGRANTES DA ATIVIDADE GOVERNAMENTAL
f
51
da ampliação numérica é ir refutável, mesmo levando-se
NA ÁREA ECONÔMICA E SOCIAL — QUADRO COMPARATIVO
|
ECONÔMICO
de Estudos Fiscais. A evidência
QUADRO vm
De Administração Direta
DIGESTO
têm
social.
mas
os
pro-
órgãos
instrumentos
ação
da
política
vitais
de
econômica.
Além disso, representam gastos do setor público, que oneram o orçamento fiscal e não podem ser desprezados quando do dimensionamento da estatizaçâo. Na Administração Indire ta, ou seja, no setor público descentralizado, consideramos, além das autarquias, que são por excelência os órgãos de Di
reito Público, da Administra ção descentralizada, a quem a Administração Direta outorga a execução ou desempenho de serviços públicos, as empresas de economia mista, as empre sas públicas, as fundações, as
de
sociedades civis ou limitadas e outras similares com contribui
para o nosso
ções parafiscais, cuja amplia ção numérica reflete o grau de diversificação das funções go
efetivo
poder
influência nas decisões das for mas de coordenação econômico-social. Assim,
serem
objetivo, não pudemos deixar de lado os órgãos da Adminis tração Direta, que embora não sejam empresas estatais (e por isso não apareceram no levan tamento amostrai), nem façam parte da conta consolidada do
vernamentais na economia. Es
sa diversificação e especializa ção das funções do Estado tam bém se reflete no aumento dos
gastOs do Governo. É, portanto, outra forma de avaliação do se¬
DIGESTO
50
verno, através qualitativa das
da distinção estruturas e
subestruturas de sua organiza
ção, em termos do seu relacio namento com a Administração Direta ou Indireta.
De fato, conforma eviden cia-se no Quadro Vm, houve um aumento em termos quanti tativo do número de órgãos in
tegrantes da atividade governa mental federal. Houve um au-
ECONÔMICO
mente de cerca de 290%, quan do comparamos os dados da SEST, de 1980, com os do Cen tro de Estudos Fiscais, de 1947/64. E o aumento é ainda maior, ou seja, de cerca de 360%, quando comparamos a consolidação feita por nós, de 1980, com os dados do Centro
setor público descentralizado (e por isso não apareceram nos dados do Centro de Estudos
declarada
Fiscais), são de capital impor tância para nosso critério, por
insuficiência
de
in
formações da SEST, por falta de resposta de organismos su jeitos a seu controle. Esta
nossa
conclusão
não
reformula, mas completa a an informaçõss de empresas esta tais consideradas num total de amostra de empresas. Tomamos,
Consolidação SEST e Reràta Pdrfil (1980)
órgrãos Integrantes da Ati
Centro de
vidade Governamental na
Estudos
SEST
Area Econômica e Social
Fiscais ( FGV 1 (1947/64) I
(1980)
0
23
78
reta:
144
537
250
339
589
Autarquias Empresas de Economia
110
99
101
2
103
Mista
23
235
42
190
232
Empresas Públicas Fundações
3
23
24
122
146
0
39
40
0
40
Limitadas
0
132
37
25
62
Outras Similares (Con tribuições Parafiscais)
8
4
6
0
6
144
560
I ôrgãos
Vincu
Total
ladas
I
0
1
78
para quantificar a interferên cia da ação do Estado o núme" ro de órgãos que, pelo seu fun cionamento regulam e/ou regu lamentam a economia de mer cado e as outras formas de co
ordenação
econômico
Não nas
preocupamos apeo número de em-
Sociedades Civis ou
I
328
I
339
]
667
nos com
presas
estatais,
curamos
arrolar
que
De Administração Indi
TOTAIS
em conta a precariedade das informações estatísticas do Centro de Estudos Fiscais e a
terior, que tiramos a partir de
ÓRGÃOS INTEGRANTES DA ATIVIDADE GOVERNAMENTAL
f
51
da ampliação numérica é ir refutável, mesmo levando-se
NA ÁREA ECONÔMICA E SOCIAL — QUADRO COMPARATIVO
|
ECONÔMICO
de Estudos Fiscais. A evidência
QUADRO vm
De Administração Direta
DIGESTO
têm
social.
mas
os
pro-
órgãos
instrumentos
ação
da
política
vitais
de
econômica.
Além disso, representam gastos do setor público, que oneram o orçamento fiscal e não podem ser desprezados quando do dimensionamento da estatizaçâo. Na Administração Indire ta, ou seja, no setor público descentralizado, consideramos, além das autarquias, que são por excelência os órgãos de Di
reito Público, da Administra ção descentralizada, a quem a Administração Direta outorga a execução ou desempenho de serviços públicos, as empresas de economia mista, as empre sas públicas, as fundações, as
de
sociedades civis ou limitadas e outras similares com contribui
para o nosso
ções parafiscais, cuja amplia ção numérica reflete o grau de diversificação das funções go
efetivo
poder
influência nas decisões das for mas de coordenação econômico-social. Assim,
serem
objetivo, não pudemos deixar de lado os órgãos da Adminis tração Direta, que embora não sejam empresas estatais (e por isso não apareceram no levan tamento amostrai), nem façam parte da conta consolidada do
vernamentais na economia. Es
sa diversificação e especializa ção das funções do Estado tam bém se reflete no aumento dos
gastOs do Governo. É, portanto, outra forma de avaliação do se¬
DIGESTO
52
tor público na economia brasi leira.
Além disso, consideramos que há empresas vinculadas às entidades da Administração In direta e há vínculos entre enti
dades da Administração Indi reta e órgãos da Administração Direta. Por exemplo, a COBAL,
empresa pública, vinculada ao Ministério da Agricultura, tem como empresas vinculadas, co mo subsidiárias, as Centrais de
ECONÔMICO
1947/64) com os da SEST (de 1980), nota-se: 1. Um aumento dos órgãos da Administração Indireta de 144 para 537. O total de au tarquias sofreu uma redução, passando de 110 para 99. 0 número de empresas de eco
DIGESTO
53
ECONÔMICO
solídação, a preocupação de se parar as entidades de Adminis as autartração Indireta quias, empresas de economia mista, empresas públicas, fun
dações, sociedades civis ou li
indireta intervencionista do Es
para 235, enquanto que o das
tado. Esta observação torna-se mais evidente quando analisa mos os dados sobre empresas
empresas públicas, de 3 pa ra 23, 0 das fundações de 0
nistérios, etc., das entidades a
públicas:
elas
nomia mista elevou-se de 23
para 39 e o das
sociedades
vinculadas
maneiras
de
diferentes
concessionárias,
coligadas e subsidiárias. Apu
dos. No Ministério da Fazenda, as empresas públicas e socie
132. O número de outras en
ramos
tidades similares que rece bem contribuições parafiscais caiu de 8 para 4.
Administração Indireta de 589. contra os 537 da SEST, assim distribuidos: 250 vinculados aos
2. De fato. nota-se um cresci
órgãos da Administração Dire
pudemos perceber que aquilo que foi considerado pelos tra tadistas de Direito Público
CO
mo forma de descentralização da ação do Estado, porque se faz sob a forma de criação de entidades de Direito Privado, na verdade vem a ser uma for ma sutil e velada de interven
ção do
Governo
econômica
na atividáde
e social.
Comparando-se os dados do Centro de Estudos Fiscais (de
0 nosso número 42, não ficaria explícito 0 fenômeno da ação
e outras similares —
mitadas
Abastecimento dos vários Esta
estão a ele subordinados. Des se tipo de inter-relacionamento
se o total de 235 da SEST com
vinculadas aos órgãos da Admi nistração Direta, tais como a Presidência da República. Mi
civis ou limitadas de 0 para
dades de economia mista, do mesmo modo que as autarquias estão vinculadas ao Ministério, enquanto os órgãos colegiados
não soubéssemos que há 190 vinculadas às 42 empresas de economia mista, comparando-
mento
do
setor
de
Adminis
tração Indireta, verificandose desta
forma uma
descen
tralização, da intervenção do Estado, especialmente sob a forma de criação de empre sas públicas, de sociedade de economia mista e de socie
dades civis ou limitadas, to das de Direito Privado.
Comparando-se os dados re sultantes da consolidação dos da SEST, e os da Revista Per
fil (1980) com os originais da SEST (1980), deve-se notar que houve, no nosso caso, na con-
um
total de órgãos da
ta e 339 vinculados aos 250 ci tados. No caso das autarquias,
obtivemos 103, contrapondo-se às 99 da SEST, assim distribuí das: 101 vinculadas à Adminis
os
dados
da
SEST
apontam um total de 23- e os nossos um total de 24, mas a estas, diretamente vinculadas à Administração Direta, se vin culam outras 122, dando um to tal de 146. Quanto às fundações, não houve praticamente diver
gência de resultados. A maior discrepância ocorreu no item sociedades civis ou limitadas. Os dados da SEST totalizaram
132, referindo-se às sociedades civis ou limitadas, concessioná
tração Direta e 2 vinculadas às
rias e privadas em geral. Os
autarquias. Nota-se que, quan to ao número de autarquias, houve uma certa estabilidade. Quanto às empresas de econo
tração Direta e 25 vinculadas
nossos dados abrangem 37 so ciedades civis ou limitadas, di
retamente ligadas à Adminis
ministração Direta e 190 vin
às mencionadas 37, num total de 62. A diferença entre os 132 da SEST e os 62 por nós apon tados decorre de diferenças no critério de classificação. Uma
culadas às empresas de econo mia mista. Aparentemente se
por sua vinculação com empre-
mia mista, 0 seu total caiu de 235 para 232 em nosso levanta mento, estando as 232 assim dis tribuídas:
42 vinculadas à Ad
parte foi por nós classificada
DIGESTO
52
tor público na economia brasi leira.
Além disso, consideramos que há empresas vinculadas às entidades da Administração In direta e há vínculos entre enti
dades da Administração Indi reta e órgãos da Administração Direta. Por exemplo, a COBAL,
empresa pública, vinculada ao Ministério da Agricultura, tem como empresas vinculadas, co mo subsidiárias, as Centrais de
ECONÔMICO
1947/64) com os da SEST (de 1980), nota-se: 1. Um aumento dos órgãos da Administração Indireta de 144 para 537. O total de au tarquias sofreu uma redução, passando de 110 para 99. 0 número de empresas de eco
DIGESTO
53
ECONÔMICO
solídação, a preocupação de se parar as entidades de Adminis as autartração Indireta quias, empresas de economia mista, empresas públicas, fun
dações, sociedades civis ou li
indireta intervencionista do Es
para 235, enquanto que o das
tado. Esta observação torna-se mais evidente quando analisa mos os dados sobre empresas
empresas públicas, de 3 pa ra 23, 0 das fundações de 0
nistérios, etc., das entidades a
públicas:
elas
nomia mista elevou-se de 23
para 39 e o das
sociedades
vinculadas
maneiras
de
diferentes
concessionárias,
coligadas e subsidiárias. Apu
dos. No Ministério da Fazenda, as empresas públicas e socie
132. O número de outras en
ramos
tidades similares que rece bem contribuições parafiscais caiu de 8 para 4.
Administração Indireta de 589. contra os 537 da SEST, assim distribuidos: 250 vinculados aos
2. De fato. nota-se um cresci
órgãos da Administração Dire
pudemos perceber que aquilo que foi considerado pelos tra tadistas de Direito Público
CO
mo forma de descentralização da ação do Estado, porque se faz sob a forma de criação de entidades de Direito Privado, na verdade vem a ser uma for ma sutil e velada de interven
ção do
Governo
econômica
na atividáde
e social.
Comparando-se os dados do Centro de Estudos Fiscais (de
0 nosso número 42, não ficaria explícito 0 fenômeno da ação
e outras similares —
mitadas
Abastecimento dos vários Esta
estão a ele subordinados. Des se tipo de inter-relacionamento
se o total de 235 da SEST com
vinculadas aos órgãos da Admi nistração Direta, tais como a Presidência da República. Mi
civis ou limitadas de 0 para
dades de economia mista, do mesmo modo que as autarquias estão vinculadas ao Ministério, enquanto os órgãos colegiados
não soubéssemos que há 190 vinculadas às 42 empresas de economia mista, comparando-
mento
do
setor
de
Adminis
tração Indireta, verificandose desta
forma uma
descen
tralização, da intervenção do Estado, especialmente sob a forma de criação de empre sas públicas, de sociedade de economia mista e de socie
dades civis ou limitadas, to das de Direito Privado.
Comparando-se os dados re sultantes da consolidação dos da SEST, e os da Revista Per
fil (1980) com os originais da SEST (1980), deve-se notar que houve, no nosso caso, na con-
um
total de órgãos da
ta e 339 vinculados aos 250 ci tados. No caso das autarquias,
obtivemos 103, contrapondo-se às 99 da SEST, assim distribuí das: 101 vinculadas à Adminis
os
dados
da
SEST
apontam um total de 23- e os nossos um total de 24, mas a estas, diretamente vinculadas à Administração Direta, se vin culam outras 122, dando um to tal de 146. Quanto às fundações, não houve praticamente diver
gência de resultados. A maior discrepância ocorreu no item sociedades civis ou limitadas. Os dados da SEST totalizaram
132, referindo-se às sociedades civis ou limitadas, concessioná
tração Direta e 2 vinculadas às
rias e privadas em geral. Os
autarquias. Nota-se que, quan to ao número de autarquias, houve uma certa estabilidade. Quanto às empresas de econo
tração Direta e 25 vinculadas
nossos dados abrangem 37 so ciedades civis ou limitadas, di
retamente ligadas à Adminis
ministração Direta e 190 vin
às mencionadas 37, num total de 62. A diferença entre os 132 da SEST e os 62 por nós apon tados decorre de diferenças no critério de classificação. Uma
culadas às empresas de econo mia mista. Aparentemente se
por sua vinculação com empre-
mia mista, 0 seu total caiu de 235 para 232 em nosso levanta mento, estando as 232 assim dis tribuídas:
42 vinculadas à Ad
parte foi por nós classificada
54
DIGESTO
ECONÔMICO
sas públicas e outra foi devida às informações adicionais obti
cretaria do Planejamento e
das na Revista Perfil. Com is
ção Social, totalizando 18 ou
a
so, eliminamos o mascaramento da situação real da vinculação e a aparente importância que se atribuía às sociedades
Secretaria
da
Comunica
tros órgãos;
3. não incluímos, também, co mo órgãos que compõem o Governo da União, no perfil da administração federal, os do Poder Legislativo e os do
civis ou limitadas, dando a im pressão de uma certa atuação independente, no setor privado,
Poder Judiciário. Esta ex clusão prende-se ao fato de
sob a forma de sociedade civil
ou limitada, quando essas mes mas empresas são, na verdade, duplamente vinculadas, por se
vidade econômica. Isso torna-se
grave quando recordamos que 0 próprio titular da SEST, se nhor Nelson Mortada, declarou não dispor a SEST de compe tência legal para forçar as pró prias empresas estatais a se adaptarem a um planejamento global, não havendo meios para controlá-las. Assim, os débitos das estatais, graças à existên cia de uma conta alfanumérica.
GB-588, no Banco do Brasil, são
pagos à empresa pelo Banco do
nômico-social,
se
Brasil, debitando-o na conta da
públicas ou de economia mista, vinculadas, por sua vez, àos ór gãos da Administração Direta.
possa reconhecer que tanto no Legislativo medidas de tais tipos possam ser pro postas, discutidas e aprova das e, quanto no judiciário,
empresa, à espera de alguma
cais), apuramos 6 contra as 4
os crimes contra a economia
apontadas pela SEST.
popular e contra a violação das leis que regulamentam a atividade econômica pos sam vir a ser julgados.
às
empresas
Quanto às outras similares (que recebem contribuições parafisSeria necessário ainda
es-
clarecer:
1- que nosso levantamento do.s
eles,
55
te, ação de intervenção eco
vinculadas
terem
ECONÔMICO
diretamen
rem
não
DIGESTO
embora
A diversificação crescente e expansão do perfil verifica
órgãos da Administração Di reta só computamos aqueles
a
que consideramos como im portantes por serem instru
importância se lembrarmos, co
mentos da ação da política econômico-social; 2. não foram incluídos em nos sa contagem dos órgãos da os Administração Direta próprios Ministérios, a Se¬
dos tornam-se
ainda de maior
mo já destacamos que há envolvimento de gastos a
um
se-
rem financiados, ou através de
arrecadação de tributos, ou pe la concessão de créditos,
por
vezes subsidiados, que têm re flexos nos outros setores da ati-
manifestação desta de quitar o
débito. É. pois, 0 Banco do Bra sil quem paga e banca a dívida, mas em última instância, é do bolso do contribuinte que sai rão os juros e a correção mo
netária, assim como o princi pal da dívida das estatais na mencionada
conta.
Um outro aspecto a ser apontado é o impacto no setor privado das dívidas das empre
sas e órgãos do Governo Fede ral, cujos vencimentos já ocor reram. Basta verificar que so mente os atrasos de responsa bilidade de 4 Ministérios (da Indústria e do Comércio, Minas (37)
Revista
Exame
Ltda.. n.o 220,
— "O
Impacto
1981. pp.
16-21.
das
e Energia, Transportes e Previ dência Social) que, em conjun to, respondem por 85% dos dé bitos, chegam, neste momento, a 143,3 bilhões de cruzeiros (no te-se que 0 valor consignado no orçamento da União para 1981 era 118 bilhões de cruzeiros pa ra todas as instituições gover namentais e empresas esta tais). Estes valores são estima tivas apresentadas pelo Sr. Nel son Mortada, Titular da SEST, do SEPLAN. (3?) Os débitos em atraso do Governo são classificados em
dois grandes blocos; o primeiro se refere aos pagamentos a em
preiteiros
de obras,
que,
so
mente em 3 dos Ministérios ci
tados chegaria a 75,3 bilhões de cruzeiros; o segundo engloba as operações junto ao Sistema Financeiro, cujo saldo devedor (lAPAS e SUNAMAN) está em torno de 68 bilhões de cruzei ros.
Este
acúmulo
de
débitos
não pagos, certamente produz intensas repercussões na vida das demais empresas, áfetan-
do suas finanças, produção e empregos que oferecem. Dividas
no
Setor
Privado",
Abril
Téc.
Editora
54
DIGESTO
ECONÔMICO
sas públicas e outra foi devida às informações adicionais obti
cretaria do Planejamento e
das na Revista Perfil. Com is
ção Social, totalizando 18 ou
a
so, eliminamos o mascaramento da situação real da vinculação e a aparente importância que se atribuía às sociedades
Secretaria
da
Comunica
tros órgãos;
3. não incluímos, também, co mo órgãos que compõem o Governo da União, no perfil da administração federal, os do Poder Legislativo e os do
civis ou limitadas, dando a im pressão de uma certa atuação independente, no setor privado,
Poder Judiciário. Esta ex clusão prende-se ao fato de
sob a forma de sociedade civil
ou limitada, quando essas mes mas empresas são, na verdade, duplamente vinculadas, por se
vidade econômica. Isso torna-se
grave quando recordamos que 0 próprio titular da SEST, se nhor Nelson Mortada, declarou não dispor a SEST de compe tência legal para forçar as pró prias empresas estatais a se adaptarem a um planejamento global, não havendo meios para controlá-las. Assim, os débitos das estatais, graças à existên cia de uma conta alfanumérica.
GB-588, no Banco do Brasil, são
pagos à empresa pelo Banco do
nômico-social,
se
Brasil, debitando-o na conta da
públicas ou de economia mista, vinculadas, por sua vez, àos ór gãos da Administração Direta.
possa reconhecer que tanto no Legislativo medidas de tais tipos possam ser pro postas, discutidas e aprova das e, quanto no judiciário,
empresa, à espera de alguma
cais), apuramos 6 contra as 4
os crimes contra a economia
apontadas pela SEST.
popular e contra a violação das leis que regulamentam a atividade econômica pos sam vir a ser julgados.
às
empresas
Quanto às outras similares (que recebem contribuições parafisSeria necessário ainda
es-
clarecer:
1- que nosso levantamento do.s
eles,
55
te, ação de intervenção eco
vinculadas
terem
ECONÔMICO
diretamen
rem
não
DIGESTO
embora
A diversificação crescente e expansão do perfil verifica
órgãos da Administração Di reta só computamos aqueles
a
que consideramos como im portantes por serem instru
importância se lembrarmos, co
mentos da ação da política econômico-social; 2. não foram incluídos em nos sa contagem dos órgãos da os Administração Direta próprios Ministérios, a Se¬
dos tornam-se
ainda de maior
mo já destacamos que há envolvimento de gastos a
um
se-
rem financiados, ou através de
arrecadação de tributos, ou pe la concessão de créditos,
por
vezes subsidiados, que têm re flexos nos outros setores da ati-
manifestação desta de quitar o
débito. É. pois, 0 Banco do Bra sil quem paga e banca a dívida, mas em última instância, é do bolso do contribuinte que sai rão os juros e a correção mo
netária, assim como o princi pal da dívida das estatais na mencionada
conta.
Um outro aspecto a ser apontado é o impacto no setor privado das dívidas das empre
sas e órgãos do Governo Fede ral, cujos vencimentos já ocor reram. Basta verificar que so mente os atrasos de responsa bilidade de 4 Ministérios (da Indústria e do Comércio, Minas (37)
Revista
Exame
Ltda.. n.o 220,
— "O
Impacto
1981. pp.
16-21.
das
e Energia, Transportes e Previ dência Social) que, em conjun to, respondem por 85% dos dé bitos, chegam, neste momento, a 143,3 bilhões de cruzeiros (no te-se que 0 valor consignado no orçamento da União para 1981 era 118 bilhões de cruzeiros pa ra todas as instituições gover namentais e empresas esta tais). Estes valores são estima tivas apresentadas pelo Sr. Nel son Mortada, Titular da SEST, do SEPLAN. (3?) Os débitos em atraso do Governo são classificados em
dois grandes blocos; o primeiro se refere aos pagamentos a em
preiteiros
de obras,
que,
so
mente em 3 dos Ministérios ci
tados chegaria a 75,3 bilhões de cruzeiros; o segundo engloba as operações junto ao Sistema Financeiro, cujo saldo devedor (lAPAS e SUNAMAN) está em torno de 68 bilhões de cruzei ros.
Este
acúmulo
de
débitos
não pagos, certamente produz intensas repercussões na vida das demais empresas, áfetan-
do suas finanças, produção e empregos que oferecem. Dividas
no
Setor
Privado",
Abril
Téc.
Editora
DIGESTO
56
ECONÔMICO
Premidas por cortes nos or çamentos, em 1979 e 1980, as es tatais passaram a aumentar as quantias atrasadas e os perío
dendo das encomendas e paga mentos governamentais, se não
dos dos atrasos. O clamor dos
imediata quanto aos pagamen
empresários privados desper tou a atenção da SEIST, até en tão preocupada em controlar os financiamentos externos, o sistema BNDE e as importa
tos das dividas. “O atraso mé
camente era inferior a dois me
ções. Dadas as dificuldades en
ses chega à média de 5 meses.
frentadas pelo setor privado, os empresários apresentaram rei vindicações, isoladamente ou através de suas entidades de
classe, junto aos Gabinetes Mi
nisteriais, não só da área econômica, bem como junto à Ca sa Civil e ao Conselho de Se gurança Nacional, chegando mesmo ao presidente da Repú
blica.
dos
O
temor
das
pagamentos
protelações
das
dívidas
zada no setor privado, depen houver
a
tomada
de
decisão
dio ponderado dos pagamentos das empresas governamentais”,
afirma Cezimbra”, que histori Nos Estados Unidos, isso impli caria uma situação de falência coletiva”.
Outra conseqüência inevitá vel dos atrasos, somados à que da
das encomendas do Gover
no, será a descapitalização pro gressiva das empresas priva das, segundo Mário Vidigal Xa vier da Silveira. (^9) Os problemas de caixa ge rados poderão ser solucionados
DIGESTO ECONÔMICO
57
Ao Estado- algumas solu ções conjunturais para esses problemas, se apresentariam:
cussões
aumento de endividamento pa ra diminuir o déficit orçamen tário através do estímulo à to
tribuinte.
mada de crédito
sileiro atual estaria fora de co
frente
à deliberação
do controle dos meios de paga
mento; finalmente, restaria recurso à tributação, válvula essa que já está muito pressio o
nada, dada a capacidade
do
contribuinte.
repercussão diversa: a primeira positiva sobre o balanço de pagamentos, pois gera entrada de divisas, pressiona o volume dos meios de pagamentos; a se
gunda, é de caráter inflacioná
res ou pelo recurso aos emprés
rio e a terceira, conforme a na
ministrativo
da
vez que o setor financeiro está
empresa
consultoria
de
com
créditos superiores a 1,5 bilhão de cruzeiros basicamente na área da ELETROBRÁS. ve um
quadro de insolvência generali(38) (39) (<10)
ibldem. pág. 18. (btdem. pág. 18. Ibidem, pág. 19.
timos no mercado paralelo, uma sofrendo restrições, o que one ra
os
custos
financeiros
das
empresas, conforme alega Aldo Lorenzetti, presidente da Lorenzetti. (‘‘°)
tureza do tributo, pode provo car redução de renda disponí vel das empresas e unidades familiares ou elevação de pre ços.
de gastos, dos órgãos da Admi Vitório
Cabral,
presiden
te da Associação Brasileira das Companhias Abertas — ABRASCA, perante a Comissão Parlamentarde Inquérito que investiga os altos juros, na Câ mara dos Deputados, observou que a economia de um país, dentro do regime capitalista, só
pode caminhar bem quando se premia a
eficiência e se elimi-
na a incompetência, mas diz
que hoje, no Brasil, ‘‘o Estado Qualquer uma das opções,
se adotada, teria assim reper(41)
fossem superados o inadequa do, ineficiente e quase inexis tente controle especialmente
tem
pelos lançamentos de debêntu-
—
mento do Estado nas suas múl tiplas formas de atuação e se
nistração Indireta.
Cada uma das opções
ronda, todavia, o empresariado. Como adverte Mario Cezimbra. Vice-presidente do Conselho Ad PROMON
uma
Ao analista, portanto, o pro blema que avulta é que os en traves de curto prazo seriam menos problemáticos se complementabmente se adotassem medidas que reduzissem o dirigismo excessivo, o agiganta-
externo das
estatais: outra seria o Estado emitir para pagar as dívidas assumidas, o que no caso bra
gitação
sobre o cidadão,
vez que a despesa pública é sempre amortizada pelo con-
CABRAL, Vitorio SP,
12|06|1981,
— “Abrasca pág.
28.
pede
atua como ente autônomo, com dinheiro do contribuinte” C’)retirada
estatal",
em
O Estado
de
São
Paulo,
DIGESTO
56
ECONÔMICO
Premidas por cortes nos or çamentos, em 1979 e 1980, as es tatais passaram a aumentar as quantias atrasadas e os perío
dendo das encomendas e paga mentos governamentais, se não
dos dos atrasos. O clamor dos
imediata quanto aos pagamen
empresários privados desper tou a atenção da SEIST, até en tão preocupada em controlar os financiamentos externos, o sistema BNDE e as importa
tos das dividas. “O atraso mé
camente era inferior a dois me
ções. Dadas as dificuldades en
ses chega à média de 5 meses.
frentadas pelo setor privado, os empresários apresentaram rei vindicações, isoladamente ou através de suas entidades de
classe, junto aos Gabinetes Mi
nisteriais, não só da área econômica, bem como junto à Ca sa Civil e ao Conselho de Se gurança Nacional, chegando mesmo ao presidente da Repú
blica.
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zada no setor privado, depen houver
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decisão
dio ponderado dos pagamentos das empresas governamentais”,
afirma Cezimbra”, que histori Nos Estados Unidos, isso impli caria uma situação de falência coletiva”.
Outra conseqüência inevitá vel dos atrasos, somados à que da
das encomendas do Gover
no, será a descapitalização pro gressiva das empresas priva das, segundo Mário Vidigal Xa vier da Silveira. (^9) Os problemas de caixa ge rados poderão ser solucionados
DIGESTO ECONÔMICO
57
Ao Estado- algumas solu ções conjunturais para esses problemas, se apresentariam:
cussões
aumento de endividamento pa ra diminuir o déficit orçamen tário através do estímulo à to
tribuinte.
mada de crédito
sileiro atual estaria fora de co
frente
à deliberação
do controle dos meios de paga
mento; finalmente, restaria recurso à tributação, válvula essa que já está muito pressio o
nada, dada a capacidade
do
contribuinte.
repercussão diversa: a primeira positiva sobre o balanço de pagamentos, pois gera entrada de divisas, pressiona o volume dos meios de pagamentos; a se
gunda, é de caráter inflacioná
res ou pelo recurso aos emprés
rio e a terceira, conforme a na
ministrativo
da
vez que o setor financeiro está
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consultoria
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com
créditos superiores a 1,5 bilhão de cruzeiros basicamente na área da ELETROBRÁS. ve um
quadro de insolvência generali(38) (39) (<10)
ibldem. pág. 18. (btdem. pág. 18. Ibidem, pág. 19.
timos no mercado paralelo, uma sofrendo restrições, o que one ra
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custos
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das
empresas, conforme alega Aldo Lorenzetti, presidente da Lorenzetti. (‘‘°)
tureza do tributo, pode provo car redução de renda disponí vel das empresas e unidades familiares ou elevação de pre ços.
de gastos, dos órgãos da Admi Vitório
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presiden
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pode caminhar bem quando se premia a
eficiência e se elimi-
na a incompetência, mas diz
que hoje, no Brasil, ‘‘o Estado Qualquer uma das opções,
se adotada, teria assim reper(41)
fossem superados o inadequa do, ineficiente e quase inexis tente controle especialmente
tem
pelos lançamentos de debêntu-
—
mento do Estado nas suas múl tiplas formas de atuação e se
nistração Indireta.
Cada uma das opções
ronda, todavia, o empresariado. Como adverte Mario Cezimbra. Vice-presidente do Conselho Ad PROMON
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Ao analista, portanto, o pro blema que avulta é que os en traves de curto prazo seriam menos problemáticos se complementabmente se adotassem medidas que reduzissem o dirigismo excessivo, o agiganta-
externo das
estatais: outra seria o Estado emitir para pagar as dívidas assumidas, o que no caso bra
gitação
sobre o cidadão,
vez que a despesa pública é sempre amortizada pelo con-
CABRAL, Vitorio SP,
12|06|1981,
— “Abrasca pág.
28.
pede
atua como ente autônomo, com dinheiro do contribuinte” C’)retirada
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em
O Estado
de
São
Paulo,
I
58
DIGESTO
Conforme
diz Thomas
J.
Trebat, “o rápido crescimento das estatais brasileiras não se
fez acompanhar de evolução semelhante, em tamanho ou sofisticação, dos órgãos públi cos externos de supervisão. Muito ao contrário, a influên cia de instrumentos de contro
le potencialmente importantes como 0 Congresso Nacional e 0 Tribunal de Contas da União
atrofiou-se por falta de uso. A influência declinante des
tes e dos outros órgãos de con trole significa que a defesa de interesse público no Brasil é proporcionada quase exclusiva mente pela operação de contro les ministeriais tais como orga-
nismos regulamentadores e órgãos intermediários
como
as
ECONÔMICO
tes fatos: 1) melhoria do status e vantagens da classe tecnocrática que atraiu um grupo mais ambicioso e competente de administradores; 2) redução de dependência financeira em relação ao Governo, à medida que 0 rápido crescimento do mercado deu origem ao melho ramento dos níveis de lucros e
à capacidade de auto-financiamento; 3) a complexidade cres cente das operações de nume rosas
estatais
tornou
mais
complexo
o trabalho de
muito
supervisão, especialmente para Ministérios G^). Finalmente, lembramos ain da as palavras de Trebat: "a escassez de informações publi cadas sobre as operações físi
empresas “holdings". Os primei ros têm competência para au
cas e financeiras das estatais confirma a ausência de fortes
delinear as grandes linhas da política, para as estatais" C^).
penho medíocre seja divulgado,
torizar aumentos de preços e
Diz também Trebat que além
dos potenciais problemas de conflitos de interesse, a capa
cidade de supervisão desses ór
gãos foi limitada pelos seguin-
órgãos externos de controle. O risco reduzido de que o desem tende a aumentar a autonomia
das estatais, removendo ao mesmo tempo um estímulo po tencial para maior eficiên cia
[42) TREBAT, Thomas J, — "Uma avaliação do desempenho econômico das grandes estatais no Brasil; 196511975" — em Pesquisa e Planejamento Econômico. RJ, Revista do IPEA (43)
(44)
vol. 10, dezembro, 1980, n.o 3, pp. 013-819. Ibidem,
pág.
817.
Ibidem, pág. 817.
DIGESTO
ECONÔMICO
59
Em conclusão, o Estado passou a desempenhar papéis diversificados, atuando como prestador de serviços públicos, como empresário e como agen
te de intervenção, através sua
estrutura
de
administrativa,
que se foi descentralizando. Tal como um polvo, seus tentáculos passaram a envolver os vários setores da vida econômica- so
cial e política. O centro deci dindo e impondo suas delibera ções, através de relações de subordinação e vinculação exis tentes entre os múltiplos órgãos da Administração Direta e In direta. Agiganta-se .sua atuação institucionalizada.
Há intensa
repercussão das decisões toma das tanto pela Administração
Direta quanto pela Indireta na vida das demais empresas e dos cidadãos. O mercado pas sa a sofrer restrições crescen tes sob
formas diversificadas:
é a limitação da produção e restrições na distribuição dos vários setores; éi o controle de preços, de funcionamentoe ins
talação de empresas, de contra tações de trabalho; são as res trições de crédito, às trocas in ternacionais; são as autarquias, as empresas públicas, as de
economia mista
e as
a
elas
vinculadas, que, graças às fa cilidades obtidas
no
domínio
da produção, da distribuição e do crédito adquirem, em alguns casos, independência financei ra, libertando-se do controle do mercado e do Estado. Isso tam
bém as leva, em muitos casos, à perda de eficiência, decorren te do tratamento privilegiado e por não serem atingidas pela concorrência e pelo controle do público. Em nome da verdadeira de
fesa do interesse público, dos cidadãos, das demais empresas e outras entidades privadas,
entretanto, a expansão do Esta do não se fez acompanhar de evolução semelhante dos órgãos públicos externos de supervisão
— 0 Congresso Nacional, o Tri bunal de Contas e dos de Coor
denação como 0 próprio mer cado. Resta
somente
um
ina
dequado, ineficiente e quase ausente controle dos órgãos da Administração Indireta pelo próprio Governo, legislando em causa própria, beneficiando so mente aqueles que auferem vantagens pessoais com esta estrutui’a administrativa.
I
58
DIGESTO
Conforme
diz Thomas
J.
Trebat, “o rápido crescimento das estatais brasileiras não se
fez acompanhar de evolução semelhante, em tamanho ou sofisticação, dos órgãos públi cos externos de supervisão. Muito ao contrário, a influên cia de instrumentos de contro
le potencialmente importantes como 0 Congresso Nacional e 0 Tribunal de Contas da União
atrofiou-se por falta de uso. A influência declinante des
tes e dos outros órgãos de con trole significa que a defesa de interesse público no Brasil é proporcionada quase exclusiva mente pela operação de contro les ministeriais tais como orga-
nismos regulamentadores e órgãos intermediários
como
as
ECONÔMICO
tes fatos: 1) melhoria do status e vantagens da classe tecnocrática que atraiu um grupo mais ambicioso e competente de administradores; 2) redução de dependência financeira em relação ao Governo, à medida que 0 rápido crescimento do mercado deu origem ao melho ramento dos níveis de lucros e
à capacidade de auto-financiamento; 3) a complexidade cres cente das operações de nume rosas
estatais
tornou
mais
complexo
o trabalho de
muito
supervisão, especialmente para Ministérios G^). Finalmente, lembramos ain da as palavras de Trebat: "a escassez de informações publi cadas sobre as operações físi
empresas “holdings". Os primei ros têm competência para au
cas e financeiras das estatais confirma a ausência de fortes
delinear as grandes linhas da política, para as estatais" C^).
penho medíocre seja divulgado,
torizar aumentos de preços e
Diz também Trebat que além
dos potenciais problemas de conflitos de interesse, a capa
cidade de supervisão desses ór
gãos foi limitada pelos seguin-
órgãos externos de controle. O risco reduzido de que o desem tende a aumentar a autonomia
das estatais, removendo ao mesmo tempo um estímulo po tencial para maior eficiên cia
[42) TREBAT, Thomas J, — "Uma avaliação do desempenho econômico das grandes estatais no Brasil; 196511975" — em Pesquisa e Planejamento Econômico. RJ, Revista do IPEA (43)
(44)
vol. 10, dezembro, 1980, n.o 3, pp. 013-819. Ibidem,
pág.
817.
Ibidem, pág. 817.
DIGESTO
ECONÔMICO
59
Em conclusão, o Estado passou a desempenhar papéis diversificados, atuando como prestador de serviços públicos, como empresário e como agen
te de intervenção, através sua
estrutura
de
administrativa,
que se foi descentralizando. Tal como um polvo, seus tentáculos passaram a envolver os vários setores da vida econômica- so
cial e política. O centro deci dindo e impondo suas delibera ções, através de relações de subordinação e vinculação exis tentes entre os múltiplos órgãos da Administração Direta e In direta. Agiganta-se .sua atuação institucionalizada.
Há intensa
repercussão das decisões toma das tanto pela Administração
Direta quanto pela Indireta na vida das demais empresas e dos cidadãos. O mercado pas sa a sofrer restrições crescen tes sob
formas diversificadas:
é a limitação da produção e restrições na distribuição dos vários setores; éi o controle de preços, de funcionamentoe ins
talação de empresas, de contra tações de trabalho; são as res trições de crédito, às trocas in ternacionais; são as autarquias, as empresas públicas, as de
economia mista
e as
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fesa do interesse público, dos cidadãos, das demais empresas e outras entidades privadas,
entretanto, a expansão do Esta do não se fez acompanhar de evolução semelhante dos órgãos públicos externos de supervisão
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denação como 0 próprio mer cado. Resta
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B. Secretaria de Planejamento da Presidência da República
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Ministro-Chefe Entidades Subordinadas to
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1.
Conselho Interministerial de Preços (CEP) Secretarias Especiais
et
Entidades Vinculadas
Administração Federal
2 íX
01
ECONÔMICO
ECONÔMICO
Instituto de Planejamento Econômico e Social (IPEA) Conselho
Nacional
de
I>e-
senvolvimento Cientifico e Tec
nológico (CNPq) Empresa Pública Financiadora de Est. e Pro
jetos (FINEP) Sociedade Civil
Centro Brasileiro de Apoio
à Pequena e Média Empresa (CEBRAE)
Coligadas:
Empresa
Digi
tal Brasileira (DIGIBRÁS) Secretaria de Comunicação
Social (SECOM) Ministro-Chefe
Empresas PúWicas. (2)
Empresa Brasileira de No ticias (EBN)
Empresa Brasileira de Ra diodifusão (RADIOBRÁS) Presidência da República
a. de Abastecimento e Pre-
Conselho de Desenvolvi mento Econômico (CDE) (Assis,
b. de Assuntos Econômicos
do presidente da República)
CO».
DIGESTO
62
Conselho
de
Desenvolvi
mento Social (CDS) Comissão Nacional de Ener
gia (órgão
de natureza tran
sitória com a finalidade de es tabelecer diretrizes de critérios
visando à racionalização do consumo e incremento da pro dução nacional de petróleo bem como a sua substituição por ou tras fontes de energia. Departamento de Adm. do Serv. Público (DASP) EMFA — Estado Maior das Forças Armadas
Conselho de Segurança Na cional (CSN) Ministério da Aeronáutica Ministro de Estado
Autarquia: Caixa de Finan ciamento Imobiliário da Aero
náutica (CFIAER) Empresas Vinculadas. Empresas Públicas: Em¬ presa Brasileira de Infraestru-
tura Aeroport. (INFRAERO) Subsidiárias: Aeroporto do R.J.S.A. (ARSA) Aeroporto Internacional de Brasília.
Sociedade de Economia Mista Empresa Brasileira da Aero náutica (EMBRAER) Telecomunicações Aeronáu tico S/A (TASA)
Cia.
ECONÔMICO
DIGESTO
Eletromecânica
Inst. Nac. de Colonização e
(CELMA) Subsidiárias da EMBRAER
Engenharia Instrumentação Indústria
Hidráulica e (ENGEMATIC) Aeronáutica
—
Neiva S/A EMBRAER — Aircraft Cor
poration
Ref. Agrária (INCRA) Superint. Nacional do Abas tecimento (SUNAB) Inst. Brasileiro de Desen volvimento Florestal (IBDF)
Empresas Públicas Cia. Brasileira de Armaze
namento (CIBRAZEM)
Ministério da Agricultura Ministro
ECONÔMICO
de Estado:
órgão Autônomo (da Adm. Direta) - Comissão Executiva do Pla no da Lavoura
— Cacaneira (CEPLAC) — Centro Nacional de
Eng.
Agrícola (CENEA) — Coorden. de Assuntos Inter
nacionais da Agricultura (CINGRA) — Grupo Executivo de Eletrifi cação Rural de Cooperativas rCEER)
— Conselho Nacional de Cooperativismo (CNC) — Instituto Nacional de Meteo
rologia (INMET) Entidades Vinculadas
Autarquias:
Comissão de Finanças da Produção (CEP) Superint. do Desenvol. da Pesca (DUDEPE)
Empresa Brasileira de Pes quisa Agropecuária (EMBRAPA)
Empresa Brasileira de As
sistência Téc. e Extensão Ru ral (EMBRATER) Cia. Brasileira de Alimentos (COBAL) Subsidiárias (Centrais de Abastecimento): — Centrais de Abast. de Ala goas (Ceasa-AL) — Centrais de Abast. do Ama zonas S/A (Ceasa-AM) —● Centrais de Abast. da Bahia
S/A (Ceasa-BA) — Centrais de Abast. de Cam
pinas S/A (Ceasa-Camp) — Centrais de Abast. de Camp.
Grande S/A (Ceasa Camp. Grande) — Centrais de Abast. do Ceará S/A (Ceasa-CE) — Centrais de Abast. do D.F. S/A (Ceasa-DF) - - Centrais de Abast. do Espí
rito Santo S/A (Ceasa-ES)
63
— Centrais de Abast. de Goiás
S/A (Ceasa-(X)) — Centrais de Abast. do Mara nhão S/A (Ceasa-MA) — Centrais de Abast. de M. (Te-
rais S/A (Ceasa-MG) — Centrais de Abast. do Pará
S/A (Ceasa-PA) — Centrais de Abast. da Paraí
ba S/A (Ceasa-PB) — Centrais de Abast. do Para
ná S/A (Ceasa-PR) — Centrais de Abast. de Per
nambuco S/A (Ceasa-PE) — Centrais de Abast. do Piauí S/A (Ceasa-PI) — Centrais de Abast. do M.
Grosso S/A (Ceasa-MS) — Centrais de Abast.
do Rio
de Janeiro S/A (Ceasa-RJ) — Centrais de Abast. do R. Grande do Norte S/A (Ceasa-RN) — Centrais
de
Abast.
do
R.
Grande do Sul S/A (CeasaRS) — Centrais de Abast. de San
ta Catarina S/A (Ceasa-SC) — Centrais de Abast. de Sergi
pe S/A (Ceasa-SE) Sociedade de Economia
Mista
Banco Nacional de Crédito
Coop. S/A (BNCC) Coque e Álcool da Madeira S/A (COALBRA)
DIGESTO
62
Conselho
de
Desenvolvi
mento Social (CDS) Comissão Nacional de Ener
gia (órgão
de natureza tran
sitória com a finalidade de es tabelecer diretrizes de critérios
visando à racionalização do consumo e incremento da pro dução nacional de petróleo bem como a sua substituição por ou tras fontes de energia. Departamento de Adm. do Serv. Público (DASP) EMFA — Estado Maior das Forças Armadas
Conselho de Segurança Na cional (CSN) Ministério da Aeronáutica Ministro de Estado
Autarquia: Caixa de Finan ciamento Imobiliário da Aero
náutica (CFIAER) Empresas Vinculadas. Empresas Públicas: Em¬ presa Brasileira de Infraestru-
tura Aeroport. (INFRAERO) Subsidiárias: Aeroporto do R.J.S.A. (ARSA) Aeroporto Internacional de Brasília.
Sociedade de Economia Mista Empresa Brasileira da Aero náutica (EMBRAER) Telecomunicações Aeronáu tico S/A (TASA)
Cia.
ECONÔMICO
DIGESTO
Eletromecânica
Inst. Nac. de Colonização e
(CELMA) Subsidiárias da EMBRAER
Engenharia Instrumentação Indústria
Hidráulica e (ENGEMATIC) Aeronáutica
—
Neiva S/A EMBRAER — Aircraft Cor
poration
Ref. Agrária (INCRA) Superint. Nacional do Abas tecimento (SUNAB) Inst. Brasileiro de Desen volvimento Florestal (IBDF)
Empresas Públicas Cia. Brasileira de Armaze
namento (CIBRAZEM)
Ministério da Agricultura Ministro
ECONÔMICO
de Estado:
órgão Autônomo (da Adm. Direta) - Comissão Executiva do Pla no da Lavoura
— Cacaneira (CEPLAC) — Centro Nacional de
Eng.
Agrícola (CENEA) — Coorden. de Assuntos Inter
nacionais da Agricultura (CINGRA) — Grupo Executivo de Eletrifi cação Rural de Cooperativas rCEER)
— Conselho Nacional de Cooperativismo (CNC) — Instituto Nacional de Meteo
rologia (INMET) Entidades Vinculadas
Autarquias:
Comissão de Finanças da Produção (CEP) Superint. do Desenvol. da Pesca (DUDEPE)
Empresa Brasileira de Pes quisa Agropecuária (EMBRAPA)
Empresa Brasileira de As
sistência Téc. e Extensão Ru ral (EMBRATER) Cia. Brasileira de Alimentos (COBAL) Subsidiárias (Centrais de Abastecimento): — Centrais de Abast. de Ala goas (Ceasa-AL) — Centrais de Abast. do Ama zonas S/A (Ceasa-AM) —● Centrais de Abast. da Bahia
S/A (Ceasa-BA) — Centrais de Abast. de Cam
pinas S/A (Ceasa-Camp) — Centrais de Abast. de Camp.
Grande S/A (Ceasa Camp. Grande) — Centrais de Abast. do Ceará S/A (Ceasa-CE) — Centrais de Abast. do D.F. S/A (Ceasa-DF) - - Centrais de Abast. do Espí
rito Santo S/A (Ceasa-ES)
63
— Centrais de Abast. de Goiás
S/A (Ceasa-(X)) — Centrais de Abast. do Mara nhão S/A (Ceasa-MA) — Centrais de Abast. de M. (Te-
rais S/A (Ceasa-MG) — Centrais de Abast. do Pará
S/A (Ceasa-PA) — Centrais de Abast. da Paraí
ba S/A (Ceasa-PB) — Centrais de Abast. do Para
ná S/A (Ceasa-PR) — Centrais de Abast. de Per
nambuco S/A (Ceasa-PE) — Centrais de Abast. do Piauí S/A (Ceasa-PI) — Centrais de Abast. do M.
Grosso S/A (Ceasa-MS) — Centrais de Abast.
do Rio
de Janeiro S/A (Ceasa-RJ) — Centrais de Abast. do R. Grande do Norte S/A (Ceasa-RN) — Centrais
de
Abast.
do
R.
Grande do Sul S/A (CeasaRS) — Centrais de Abast. de San
ta Catarina S/A (Ceasa-SC) — Centrais de Abast. de Sergi
pe S/A (Ceasa-SE) Sociedade de Economia
Mista
Banco Nacional de Crédito
Coop. S/A (BNCC) Coque e Álcool da Madeira S/A (COALBRA)
DIGESTO
64
Minisférío das Comunicações Ministro de Estado
Empresas Vinculadas: Empresa Púbíica: Empresa Brasileira de Correios grafos (ECT)
e Telé
Sociedade de Economia Mista
(Telecomunicações Brasilei ras S/A (TELEBRÁS) O Sisitema
constituído
de a
Telebrás
é
uma empresa TELEBRÁS da
Holding Embratel e de 28 empresas res ponsáveis pelos serviços de te lefonia
local
e interurbana
in
terestadual, empresas regionais principais, as quais outras es tão vinculadas.
Subsidiárias:
— Empresa
Brasileira de Te
lecom. S/A (EMBRATEL;
— Telecom, do Maranhão S/A (TELMA) — Telecom, do Piauí S/A (TKLEPISA) — Telecom, do Ceará S/A (TELECEARA) — Telecom, do R. G. Norte S/A (TELERN)
— Telecom, (TELPA)
da
--Telecom,
de
— Telecom,
- Telecom, do Amazonas S/A (TELEAMAZON) ~ Telecom, de Roraima S/A (TELEAIMA) — Telecom, do Pará S/A (TELEPARA) — Telecom, do Amapá (TELEAMAPA)
(TE-
Grosso
S/A
Brasília
S/A
— Telecom, do (TELEPAR)
Paraná
S/A
- Telecom,
Sta.
Catarina
S/A (TELESC) — Companhia Telef.
Melhora
mentos e Resist. (CTMR)
S/A
— Cia.
de
(CETEL)
— Cia. Telefônica da Borda do
Campo — Cia.
(CTBC)
Telefônica
Telefones
guà (COTELPA) Subsidiárias: Ao Telefônico — Coraman-
cjolense (em liquid.) de
Bambui
— Telecomunicações de M.G.S. A: (TELEMIG) Coligadas à TELEMIG:
Ao
Ao
Cia
Rio
Grandense de
Te
lecom. (CRT) Cia.
Telefônica
de Parana-
Ministério da
de
Telefônico
(em liquid.) Telefonia (em liquid.) Telefonia
Cia. Telefônica de Gov. Va
ladares (CTGV) Coligadas à TELEBRÁS
Telefônico
Tombas
tem liquid.) Ao Telefônico de Divinôpolis (em liquid.) de
Itaumã
Pirapetinga
S/A
de
S/A
Lavras
(em liquid.) Cia. Telef. de Curvelo S/A (em liquid.) Telefonia de Caratinga S/A (em liquid.!
Educação e Cultura
Ministro de Estado
Órgãos Autônomos (da Adm. Dii*eta) (Art. 172 do DL 200/67) Coordenadoria de Desenvolvimento das Instalações do Ensino Su perior (PREMESU) Instituto Nacional de Estudos e Pesq. Educ. (INEP)
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
(TELEBRASILIA)
de
— Telecomunicações de S. Pau lo CTELESP)
Pernambuco
(TELEMAT) de
65
Telefônica de Pocos de Cal-
LEGOIAS)
— Telecom, do Acre S/A (TE-
ECONÔMICO
das S/A Cia. Telefônica de Nanuque (CTG)
— Telecom, de Goiás S/A de M.
DIGESTO
S/A
fTELERJ!
-- Telecom,
LEACRE)
Paraíba
S/A (TELPE) — Telecom, de Alagoas S/A (TELASA) —● Telecom, de Sergipe S/A (TELEGIPE) -- Telecom, da Bahia S/A (TELEBAHIA) - - Telecom, do Esp. Santo S/A (TELESTE) — Telecom, do R. Janeiro S/A
—● Telecom, de Rondonig S/A (TELERON)
ECONÔMICO
do
R.J.
(CAPES)
Centro Nacional de Educação Especial (CENESP) Centro Brasileiro de Const. e Equipamentos Escolares (CEBRACE) Coordenação Nacional de Ensino Agropecuário (COAGRI) Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) Autarquias
Fundo Nacional de Desenvolv. da Educação (FNDE)
DIGESTO
64
Minisférío das Comunicações Ministro de Estado
Empresas Vinculadas: Empresa Púbíica: Empresa Brasileira de Correios grafos (ECT)
e Telé
Sociedade de Economia Mista
(Telecomunicações Brasilei ras S/A (TELEBRÁS) O Sisitema
constituído
de a
Telebrás
é
uma empresa TELEBRÁS da
Holding Embratel e de 28 empresas res ponsáveis pelos serviços de te lefonia
local
e interurbana
in
terestadual, empresas regionais principais, as quais outras es tão vinculadas.
Subsidiárias:
— Empresa
Brasileira de Te
lecom. S/A (EMBRATEL;
— Telecom, do Maranhão S/A (TELMA) — Telecom, do Piauí S/A (TKLEPISA) — Telecom, do Ceará S/A (TELECEARA) — Telecom, do R. G. Norte S/A (TELERN)
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— Telecom,
- Telecom, do Amazonas S/A (TELEAMAZON) ~ Telecom, de Roraima S/A (TELEAIMA) — Telecom, do Pará S/A (TELEPARA) — Telecom, do Amapá (TELEAMAPA)
(TE-
Grosso
S/A
Brasília
S/A
— Telecom, do (TELEPAR)
Paraná
S/A
- Telecom,
Sta.
Catarina
S/A (TELESC) — Companhia Telef.
Melhora
mentos e Resist. (CTMR)
S/A
— Cia.
de
(CETEL)
— Cia. Telefônica da Borda do
Campo — Cia.
(CTBC)
Telefônica
Telefones
guà (COTELPA) Subsidiárias: Ao Telefônico — Coraman-
cjolense (em liquid.) de
Bambui
— Telecomunicações de M.G.S. A: (TELEMIG) Coligadas à TELEMIG:
Ao
Ao
Cia
Rio
Grandense de
Te
lecom. (CRT) Cia.
Telefônica
de Parana-
Ministério da
de
Telefônico
(em liquid.) Telefonia (em liquid.) Telefonia
Cia. Telefônica de Gov. Va
ladares (CTGV) Coligadas à TELEBRÁS
Telefônico
Tombas
tem liquid.) Ao Telefônico de Divinôpolis (em liquid.) de
Itaumã
Pirapetinga
S/A
de
S/A
Lavras
(em liquid.) Cia. Telef. de Curvelo S/A (em liquid.) Telefonia de Caratinga S/A (em liquid.!
Educação e Cultura
Ministro de Estado
Órgãos Autônomos (da Adm. Dii*eta) (Art. 172 do DL 200/67) Coordenadoria de Desenvolvimento das Instalações do Ensino Su perior (PREMESU) Instituto Nacional de Estudos e Pesq. Educ. (INEP)
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
(TELEBRASILIA)
de
— Telecomunicações de S. Pau lo CTELESP)
Pernambuco
(TELEMAT) de
65
Telefônica de Pocos de Cal-
LEGOIAS)
— Telecom, do Acre S/A (TE-
ECONÔMICO
das S/A Cia. Telefônica de Nanuque (CTG)
— Telecom, de Goiás S/A de M.
DIGESTO
S/A
fTELERJ!
-- Telecom,
LEACRE)
Paraíba
S/A (TELPE) — Telecom, de Alagoas S/A (TELASA) —● Telecom, de Sergipe S/A (TELEGIPE) -- Telecom, da Bahia S/A (TELEBAHIA) - - Telecom, do Esp. Santo S/A (TELESTE) — Telecom, do R. Janeiro S/A
—● Telecom, de Rondonig S/A (TELERON)
ECONÔMICO
do
R.J.
(CAPES)
Centro Nacional de Educação Especial (CENESP) Centro Brasileiro de Const. e Equipamentos Escolares (CEBRACE) Coordenação Nacional de Ensino Agropecuário (COAGRI) Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) Autarquias
Fundo Nacional de Desenvolv. da Educação (FNDE)
DIGESTO
66
ECONÔMICO
Colégio Pedro n (CPU) Centros de Educação Tecnológica: — Centro de Educ. Tecnol. da Bahia (CENTEC) — Centro Federal de Educ. Tecn. de MG — Centro Federal de Educ. Tecn. do R.J. — Centro Federal de Educ. Tecn. do Paraná
— Escola Técnica Federal de Alagoas (ETFAL) — Escola Técnica Federal da Bahia (ETFBA) — Escola Técnica Federal do Amazonas (ETFAM) — Escola Técnica Federal de Campos (ETFG) — Escola Técnica Federal do Ceará (ETFCE) — Escola Técnica Federal do Esp. Santo (ETFES) — Escola Técnica Federal de Goiás (ETFGO) — Escola Técnica Federal do Maranhão (ETFMA) — Escola Técnica Federal de Mato Grosso (ETFMT) — Escola Técnica Federal de Ouro Preto (ETFOP)
— Escola Técnica Federal do Pará (ETFPA) — Escola Técnica Federal de Pelotas (ETFPEL) — Escola Tdcnica Federal da Paraíba (ETFPB) — Escola Técnica Federal de Pernambuco (ETFPE)
— Escola Técnica Federal do Piauí (ETFPI) — Escola Técnica Federal de Química do Rio de Janeiro (ETFQRJ)
— Escola Técnica Federal do R. G. Norte (ETFRGN) — Escola Técnica Federal de Sta.Catarina (ETFSC) — Escola Técnica Federal de São Paulo (ETFSP)
— Escola Técnica Federal de Sergipe ‘(ETFSE)
Escolas Isoladas de Ensino Superior: — Escola de Farm. e Odont. de Alfenas (EFOA)
— Escola Fed. de Eng. de Itajubá (EFET)
— Escola Paulista de Medicina (EPM) -- Escola Sup. de Agricult. de Lavras (ESAL) — Escola Sup. de Agricult. de Mossoró (ESAM) — Fac. de Ciências Agrarias do Pará (FCPA) — Fac. Federal de Odont. de Diamantina(FFOD) — Fac. de Medicina do Triang. Mineiro (FMTF)
DIGESTO
ECONÔMICO
Universidades Federais:
— Univ. Fed. de Alagoas (UFAL) — Univ. Fed. da Bahia (UFBA) — Univ. Fed. do Ceará (UFCE)
— Univ. Fed. do Esp. Santo (UFES) — Univ. Fed. de Goiás (UFGO) — Univ. Fed. Fluminense (UFF) — Univ. Fed. de J. de Fora (UFJF) — Univ. Fed. de M. Gerais (UFMG) — Univ. Fed. do Pará (UFPA)
~ Univ. Fed. da Paraíba (UFPB) — Univ. Fed. do Paraná (UFPR) — Univ. Fed. de Pernambuco (UFPE)
— Univ. Fed. do R. G. do Norte (UFRN) — Univ. Fed. do R. G. Sul (UFRS) Univ. Fed. do R. J. (UFRJ) — Univ. Fed. Rural de Pernamb. (UFRPE) — Univ. Fed. Rural do R. J. (UFRRJ)
— Univ. Fed. Rural de Sta. Catarina (UFSC) — Univ. Fed. de Sta. Maria (UFSM) Fundações:
— Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB)
Fundação Centro Brasileiro de TV Educ. (FONTEVE)
— Fundação Fomr. Prof. (CENAFOR) — Fundação Mov. Bras. de Alf. (MOBRAL) — Fundação Nacional de Arte (FUNARTE)
— Fundação Nacional de Mat. Escolar (FENAME)
— Fundação Joaquim Nabuco (FUNDAJ) — Fundação Universidade do Amazonas (FUA) — Fundação de Brasília (FUB) — Fundação Universidade Fed. do Acre (FUNAC) — Fundação Universidade de M.G. (FUFMG) — Fundação Universidade de O. Preto (FUFOP) — Fundação Fed. de Pelotas (FUFPEL)
67
DIGESTO
66
ECONÔMICO
Colégio Pedro n (CPU) Centros de Educação Tecnológica: — Centro de Educ. Tecnol. da Bahia (CENTEC) — Centro Federal de Educ. Tecn. de MG — Centro Federal de Educ. Tecn. do R.J. — Centro Federal de Educ. Tecn. do Paraná
— Escola Técnica Federal de Alagoas (ETFAL) — Escola Técnica Federal da Bahia (ETFBA) — Escola Técnica Federal do Amazonas (ETFAM) — Escola Técnica Federal de Campos (ETFG) — Escola Técnica Federal do Ceará (ETFCE) — Escola Técnica Federal do Esp. Santo (ETFES) — Escola Técnica Federal de Goiás (ETFGO) — Escola Técnica Federal do Maranhão (ETFMA) — Escola Técnica Federal de Mato Grosso (ETFMT) — Escola Técnica Federal de Ouro Preto (ETFOP)
— Escola Técnica Federal do Pará (ETFPA) — Escola Técnica Federal de Pelotas (ETFPEL) — Escola Tdcnica Federal da Paraíba (ETFPB) — Escola Técnica Federal de Pernambuco (ETFPE)
— Escola Técnica Federal do Piauí (ETFPI) — Escola Técnica Federal de Química do Rio de Janeiro (ETFQRJ)
— Escola Técnica Federal do R. G. Norte (ETFRGN) — Escola Técnica Federal de Sta.Catarina (ETFSC) — Escola Técnica Federal de São Paulo (ETFSP)
— Escola Técnica Federal de Sergipe ‘(ETFSE)
Escolas Isoladas de Ensino Superior: — Escola de Farm. e Odont. de Alfenas (EFOA)
— Escola Fed. de Eng. de Itajubá (EFET)
— Escola Paulista de Medicina (EPM) -- Escola Sup. de Agricult. de Lavras (ESAL) — Escola Sup. de Agricult. de Mossoró (ESAM) — Fac. de Ciências Agrarias do Pará (FCPA) — Fac. Federal de Odont. de Diamantina(FFOD) — Fac. de Medicina do Triang. Mineiro (FMTF)
DIGESTO
ECONÔMICO
Universidades Federais:
— Univ. Fed. de Alagoas (UFAL) — Univ. Fed. da Bahia (UFBA) — Univ. Fed. do Ceará (UFCE)
— Univ. Fed. do Esp. Santo (UFES) — Univ. Fed. de Goiás (UFGO) — Univ. Fed. Fluminense (UFF) — Univ. Fed. de J. de Fora (UFJF) — Univ. Fed. de M. Gerais (UFMG) — Univ. Fed. do Pará (UFPA)
~ Univ. Fed. da Paraíba (UFPB) — Univ. Fed. do Paraná (UFPR) — Univ. Fed. de Pernambuco (UFPE)
— Univ. Fed. do R. G. do Norte (UFRN) — Univ. Fed. do R. G. Sul (UFRS) Univ. Fed. do R. J. (UFRJ) — Univ. Fed. Rural de Pernamb. (UFRPE) — Univ. Fed. Rural do R. J. (UFRRJ)
— Univ. Fed. Rural de Sta. Catarina (UFSC) — Univ. Fed. de Sta. Maria (UFSM) Fundações:
— Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB)
Fundação Centro Brasileiro de TV Educ. (FONTEVE)
— Fundação Fomr. Prof. (CENAFOR) — Fundação Mov. Bras. de Alf. (MOBRAL) — Fundação Nacional de Arte (FUNARTE)
— Fundação Nacional de Mat. Escolar (FENAME)
— Fundação Joaquim Nabuco (FUNDAJ) — Fundação Universidade do Amazonas (FUA) — Fundação de Brasília (FUB) — Fundação Universidade Fed. do Acre (FUNAC) — Fundação Universidade de M.G. (FUFMG) — Fundação Universidade de O. Preto (FUFOP) — Fundação Fed. de Pelotas (FUFPEL)
67
DIGESTO 68
DIGESTO
ECONÔMICO
69
ECONÔMICO
— Fundação Universidade Federal do Piauí (FUPPI)
— Fundação Universidade Federal S. Carlos (FUFSCAR)
— Fundação Universidade Federal de Sergipe (FUFS) — Fundação Universidade Federal de Viçosa (FUFV) — Fundação Universidade Federal do Maranhão (FUFMA) — Fundação Universidade Federal do R. Grande (FUFRG)
Coordenadoria das Empresas Incorporadas ao Patrimônio Nac. (CEIPN) Entidades Vinculadas Autarquias:
— Fundação Universidade Federal de Uberlândia (FUNU)
Banco Central do Brasil (BACEN) Comissão de Valores Mobiliários (CVM) Superintend. de Seguros Privados (SUSEP) Fundação: Fundação Getúlio Vargas
— Fund. Nacional Promemória
Empresas Públicas:
— Universidade do Rio de Janeiro (UNRIO) — Fund. Univ. Federal de M.G. do Sul (FUFMS) Empresa Pública
Hospital das Clínicas de Porto Alegre (HCPA) Sociedade de Economia Mista
Empresa Brasileira de Filmes S/A (EMBRAFILME) Ministério do Exército
Ministro de Estado Fundação: Fundação Osório
Empresa Pública: (vinculada)
Indústria de Material Bélico do Brasil (IMBEL) Ministério da Fazenda
— Caixa Econômica Federal (CEF) — Casa da Moeda do Brasil (CMB) — Serviço Fed. de Processamento de Dados (SERPRO) Sociedades de Economia Mista
Banco Central do Brasil S/A (CBB) Instituto de Resseguros do Brasil (IRB)
Empresas Incorporadas ao Patrimônio Nacional — Estrada de Ferro Corcovado
— Ind. Brasileira de Papel (INBRAPEL) — Cia. Brasileira de Cimento, Portland Perus — Cia. Paulista de Celulose (COPASE)
Ministro de Estado
— Cia.
Colegiados Interministeriais Presididos pelo Ministro
— Cia. Brasileira de Produção e Empreendimentos (CIBRÁPE) — Estrada de Ferro Perus-Pirapora S/A
a) Conselho Monetário Nacional (CMN) b) Conselho de Política Aduaneira (CPA) c) Conselho de Política Fazendária (CONFAZ) d) Comissão de Programação Financeira (CPF) e) Comitê Brasileiro de Nomenc. (CBN)
f) Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) g) Conselho Nacional de Comércio Exterior (CONCEX)
Órgãos Colegiados: COMSARF, CETI COFIE
COTEPE/ICM, CIEX, COCIF (pág. lío)
Órgãos Autônomos (de Adm. Direta) Escola de Administração Fazendária (ESAF)
Melhoramentos de Blumenau — Gde.
Hotel Blumenau
Empresas Vinculadas à CEF: Subsidiárias:
SASSE — Cia. Nacional de Seguros Gerais Alumínio S/A — Esdrusão e Laminação (ASA)
DATAMEC S/A — Sistema e Processamento de Dados Subsidiária da DATAMEC: DATAMEC Elducacional Ltda.
Hotel da Praia S/A
Método Organização, Planejamento e Administração Empresá rias Ltda.
DIGESTO 68
DIGESTO
ECONÔMICO
69
ECONÔMICO
— Fundação Universidade Federal do Piauí (FUPPI)
— Fundação Universidade Federal S. Carlos (FUFSCAR)
— Fundação Universidade Federal de Sergipe (FUFS) — Fundação Universidade Federal de Viçosa (FUFV) — Fundação Universidade Federal do Maranhão (FUFMA) — Fundação Universidade Federal do R. Grande (FUFRG)
Coordenadoria das Empresas Incorporadas ao Patrimônio Nac. (CEIPN) Entidades Vinculadas Autarquias:
— Fundação Universidade Federal de Uberlândia (FUNU)
Banco Central do Brasil (BACEN) Comissão de Valores Mobiliários (CVM) Superintend. de Seguros Privados (SUSEP) Fundação: Fundação Getúlio Vargas
— Fund. Nacional Promemória
Empresas Públicas:
— Universidade do Rio de Janeiro (UNRIO) — Fund. Univ. Federal de M.G. do Sul (FUFMS) Empresa Pública
Hospital das Clínicas de Porto Alegre (HCPA) Sociedade de Economia Mista
Empresa Brasileira de Filmes S/A (EMBRAFILME) Ministério do Exército
Ministro de Estado Fundação: Fundação Osório
Empresa Pública: (vinculada)
Indústria de Material Bélico do Brasil (IMBEL) Ministério da Fazenda
— Caixa Econômica Federal (CEF) — Casa da Moeda do Brasil (CMB) — Serviço Fed. de Processamento de Dados (SERPRO) Sociedades de Economia Mista
Banco Central do Brasil S/A (CBB) Instituto de Resseguros do Brasil (IRB)
Empresas Incorporadas ao Patrimônio Nacional — Estrada de Ferro Corcovado
— Ind. Brasileira de Papel (INBRAPEL) — Cia. Brasileira de Cimento, Portland Perus — Cia. Paulista de Celulose (COPASE)
Ministro de Estado
— Cia.
Colegiados Interministeriais Presididos pelo Ministro
— Cia. Brasileira de Produção e Empreendimentos (CIBRÁPE) — Estrada de Ferro Perus-Pirapora S/A
a) Conselho Monetário Nacional (CMN) b) Conselho de Política Aduaneira (CPA) c) Conselho de Política Fazendária (CONFAZ) d) Comissão de Programação Financeira (CPF) e) Comitê Brasileiro de Nomenc. (CBN)
f) Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) g) Conselho Nacional de Comércio Exterior (CONCEX)
Órgãos Colegiados: COMSARF, CETI COFIE
COTEPE/ICM, CIEX, COCIF (pág. lío)
Órgãos Autônomos (de Adm. Direta) Escola de Administração Fazendária (ESAF)
Melhoramentos de Blumenau — Gde.
Hotel Blumenau
Empresas Vinculadas à CEF: Subsidiárias:
SASSE — Cia. Nacional de Seguros Gerais Alumínio S/A — Esdrusão e Laminação (ASA)
DATAMEC S/A — Sistema e Processamento de Dados Subsidiária da DATAMEC: DATAMEC Elducacional Ltda.
Hotel da Praia S/A
Método Organização, Planejamento e Administração Empresá rias Ltda.
70
DIGESTO
ECONÔMICO
Coligada à CEF: Profiora S/A — Florestas e Reflorestas Empresas Vinculadas ao Banco do Brasil Subsidiárias:
— Brazilian Finance And Investiment Corp. — Brazilian American Merchant Bask
~ Cia. de Aços Especiais Itabira (ACEISITA) Coligadas:
— Cia. Cell Administração S/A — Cia. Brasileira de Entrepostos e Com. (COBEC) — Banco Unido de Fomento (BUF) — Banque International pour L’Afrique Ocidentale (BIAO) — European Brazilian Bank Ltda. (EUROBRAZ) — Ruwart Pacífico Finance Comp. Ltda. (KPFC) — COBRA — Computadores e Sistemas Brasileiros S/A Empresas Vinculadas à ACESITA Controladas:
DIGESTO
ECONÔMICO
Ministério da Indústria e do Comércio Ministro de Estado
Órgãos Colegiados:
o) Conselho Nacional de Borracha (CNB) b) Conselho Nacional de Turismo (CONTUR) c) Instituto Nacional de Metrologia
d) Comissão Nacional da Ind. da Const. Civil (CNICC) e) Comissão Executiva do Sal (CES)
f) Comissão Executiva Nacional do Álcool (CENAL).
Colegiados Interministeriais Presididas pelo Ministro: a ) Conselho de Desenvolvimento Comercial (CDC) b) Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI)
c) Conselho de Desenvolvimento não-ferrosos e de Siderurgia CCONSIDER) Autarquias:
— Forjas Acesíta S/A (FASA) — Florestal Acesita S/A (FLORASA)
Instituto de Açúcar e do Álcool (lAA)
— Mineração Niquel Santa Maria Ltda. (NISAMA) Empresas Vinculadas à Rio Cell Adm. S/A
Instituto Nacional de Metrologia Normalização e qualidade
Coligada:
Subsidiárias:
R. Gde. Cia. de Celulose do Sul (RIOCELL)
Florestal Riscell Ltda. Riocell Trade Gmbk
Empresas Vinculadas à COBEC: Subsidiárias:
— COBEC Brazilian Trading & Warehausing Corp. pf. U.S.
— COBEC Im. und Export G.M.B.H. — COBEC International Corp. International — COBEC (UK) Limited Inglesa — COBEC France S.A.R.L. Francesa
71
Instituto Brasileiro do Café (IBC)
Instituto Nacional da Propriedade Ind. (INPI) industrial (INMETRO)
Superintendência da Borracha (SUDHEVEA) Fundação
Fundação de Tecnologia Industrial (FTI) Fundação Museu de Café (não instalada) Empresas
Públicas
Empresa Brasileira de Turismo (EMBRATUR)
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE)
(lidera o sistema BNDE formado pelas subsidiárias FINAME, EMBRAMEC. FIBASE, IBRASA e mais 57 agentes financeiros).
70
DIGESTO
ECONÔMICO
Coligada à CEF: Profiora S/A — Florestas e Reflorestas Empresas Vinculadas ao Banco do Brasil Subsidiárias:
— Brazilian Finance And Investiment Corp. — Brazilian American Merchant Bask
~ Cia. de Aços Especiais Itabira (ACEISITA) Coligadas:
— Cia. Cell Administração S/A — Cia. Brasileira de Entrepostos e Com. (COBEC) — Banco Unido de Fomento (BUF) — Banque International pour L’Afrique Ocidentale (BIAO) — European Brazilian Bank Ltda. (EUROBRAZ) — Ruwart Pacífico Finance Comp. Ltda. (KPFC) — COBRA — Computadores e Sistemas Brasileiros S/A Empresas Vinculadas à ACESITA Controladas:
DIGESTO
ECONÔMICO
Ministério da Indústria e do Comércio Ministro de Estado
Órgãos Colegiados:
o) Conselho Nacional de Borracha (CNB) b) Conselho Nacional de Turismo (CONTUR) c) Instituto Nacional de Metrologia
d) Comissão Nacional da Ind. da Const. Civil (CNICC) e) Comissão Executiva do Sal (CES)
f) Comissão Executiva Nacional do Álcool (CENAL).
Colegiados Interministeriais Presididas pelo Ministro: a ) Conselho de Desenvolvimento Comercial (CDC) b) Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI)
c) Conselho de Desenvolvimento não-ferrosos e de Siderurgia CCONSIDER) Autarquias:
— Forjas Acesíta S/A (FASA) — Florestal Acesita S/A (FLORASA)
Instituto de Açúcar e do Álcool (lAA)
— Mineração Niquel Santa Maria Ltda. (NISAMA) Empresas Vinculadas à Rio Cell Adm. S/A
Instituto Nacional de Metrologia Normalização e qualidade
Coligada:
Subsidiárias:
R. Gde. Cia. de Celulose do Sul (RIOCELL)
Florestal Riscell Ltda. Riocell Trade Gmbk
Empresas Vinculadas à COBEC: Subsidiárias:
— COBEC Brazilian Trading & Warehausing Corp. pf. U.S.
— COBEC Im. und Export G.M.B.H. — COBEC International Corp. International — COBEC (UK) Limited Inglesa — COBEC France S.A.R.L. Francesa
71
Instituto Brasileiro do Café (IBC)
Instituto Nacional da Propriedade Ind. (INPI) industrial (INMETRO)
Superintendência da Borracha (SUDHEVEA) Fundação
Fundação de Tecnologia Industrial (FTI) Fundação Museu de Café (não instalada) Empresas
Públicas
Empresa Brasileira de Turismo (EMBRATUR)
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE)
(lidera o sistema BNDE formado pelas subsidiárias FINAME, EMBRAMEC. FIBASE, IBRASA e mais 57 agentes financeiros).
72
DIGESTO
ECONÔMICO
Empresas Vinculadas ao BNDE
DIGESTO
ECONÔMICO
Sociedades de Economia
73
Mista
Subsidiárias
— Agência Especial de Financiamento Ind. (FINAME) — Invest. Brasileiros S/A (IBRASA) — Mecânica Brasileira S/A (EMBRAMEC)
— Insumos Básicos S/A Financ. e Part. (FIBASE)
Cia. Nacional de Alcalis S/A. Siderúrgica Brasileii’a S/A. (SIDERBRÁS) Empresas Vinculadas à Cia. Nacional de Alcalis S/A. Subsidiárias:
— Usiminas Mecânica S/A (USIMEC) — Material Ferroviário S/A (MAFERSA) — S.A. Fiação e Tecelagem Lutfalla
— Alcalis do R. G. do Norte (ALCANORTE) — Alcalis Geologia Ltda. — Alcalis Mineração Ltda. — Empresa de Mineração Aquidauana Ltda. — Empresa de Mineração Jandaira Ltda. — Empresa de Mineração Riachuelo Ltda.
Empresas Vinculadas à FIBASE
Empresas Vinculadas à SIDERBRÁS;
~ Cia. Brasileira de Cobre
Subsidiárias:
— Cia. Editora Nacional
— Cia. Incentivadora de Ativ. Aric. e Ind.
— Cia. Brasileira de Zinco
— Cia. de Invest. Árabe e Brasileira (ABICO) - Caraiba Metais S/A Ind. e Com.
— Subsidiárias da Caraiba Metais S/A
Mineração Carprasa Ltda. (não operativa) ■ Mineração Carbase Ltda. (não operativa) Mineração Carbre Ltda. (não operativa)
- Mineração Carzinco Ltda. (não operativa) Mineração Carmec Ltda. (não operativa)
Caraiba Agrícola S/A (não operativa)
— Mineração Viçosa S/A nao
operativa)
Entidades Vinculadas à Cia, Incentivadora de Atividades Agrícolas e Industriais Subsidiária
- Livraria José Olympio — Editora S/A.
— Usinas Siderúrgicas de M.G.S.A. (USIMINAS) — Usina Siderúrgica da Bahia S/A. (USIBA) — Cia. de Ferro e Aço de Vitória S/A. (COFAVI) — Aços Finos Piratini S/A. (AFP) — Aço Minas Gerais S/A. (AÇOMINAS) — Cia. Siderúrgica Paulista (COSIPA) — Cia. Siderúrgica de Tubarão (CST) — Cia. Siderúrgica de M. das Cruzes (COSIM) ●— Cia. Siderúrgica Nacional (CSN) Empresas Vinculadas à COSIPA Subsidiárias: COSIPA — Processamentos de Dados S/C Ltda. (em liquidação)
Mineração de Ferro e Manganês S/A. Empresas Vinculadas à CSN
Subsidiárias do Liv. José Olympio
Subsidiárias:
Encine Audio Visual Ltda. (em desativação) Ditacto — Sistemas Educacionais S/A. (Paralisada)
— Empresa Carbonífera Prospera S/A. — Força e Luz Criceuma S/A
72
DIGESTO
ECONÔMICO
Empresas Vinculadas ao BNDE
DIGESTO
ECONÔMICO
Sociedades de Economia
73
Mista
Subsidiárias
— Agência Especial de Financiamento Ind. (FINAME) — Invest. Brasileiros S/A (IBRASA) — Mecânica Brasileira S/A (EMBRAMEC)
— Insumos Básicos S/A Financ. e Part. (FIBASE)
Cia. Nacional de Alcalis S/A. Siderúrgica Brasileii’a S/A. (SIDERBRÁS) Empresas Vinculadas à Cia. Nacional de Alcalis S/A. Subsidiárias:
— Usiminas Mecânica S/A (USIMEC) — Material Ferroviário S/A (MAFERSA) — S.A. Fiação e Tecelagem Lutfalla
— Alcalis do R. G. do Norte (ALCANORTE) — Alcalis Geologia Ltda. — Alcalis Mineração Ltda. — Empresa de Mineração Aquidauana Ltda. — Empresa de Mineração Jandaira Ltda. — Empresa de Mineração Riachuelo Ltda.
Empresas Vinculadas à FIBASE
Empresas Vinculadas à SIDERBRÁS;
~ Cia. Brasileira de Cobre
Subsidiárias:
— Cia. Editora Nacional
— Cia. Incentivadora de Ativ. Aric. e Ind.
— Cia. Brasileira de Zinco
— Cia. de Invest. Árabe e Brasileira (ABICO) - Caraiba Metais S/A Ind. e Com.
— Subsidiárias da Caraiba Metais S/A
Mineração Carprasa Ltda. (não operativa) ■ Mineração Carbase Ltda. (não operativa) Mineração Carbre Ltda. (não operativa)
- Mineração Carzinco Ltda. (não operativa) Mineração Carmec Ltda. (não operativa)
Caraiba Agrícola S/A (não operativa)
— Mineração Viçosa S/A nao
operativa)
Entidades Vinculadas à Cia, Incentivadora de Atividades Agrícolas e Industriais Subsidiária
- Livraria José Olympio — Editora S/A.
— Usinas Siderúrgicas de M.G.S.A. (USIMINAS) — Usina Siderúrgica da Bahia S/A. (USIBA) — Cia. de Ferro e Aço de Vitória S/A. (COFAVI) — Aços Finos Piratini S/A. (AFP) — Aço Minas Gerais S/A. (AÇOMINAS) — Cia. Siderúrgica Paulista (COSIPA) — Cia. Siderúrgica de Tubarão (CST) — Cia. Siderúrgica de M. das Cruzes (COSIM) ●— Cia. Siderúrgica Nacional (CSN) Empresas Vinculadas à COSIPA Subsidiárias: COSIPA — Processamentos de Dados S/C Ltda. (em liquidação)
Mineração de Ferro e Manganês S/A. Empresas Vinculadas à CSN
Subsidiárias do Liv. José Olympio
Subsidiárias:
Encine Audio Visual Ltda. (em desativação) Ditacto — Sistemas Educacionais S/A. (Paralisada)
— Empresa Carbonífera Prospera S/A. — Força e Luz Criceuma S/A
DIGESTO
74
ECONÔMICO
DIGESTO
ECONÔMICO
Sociedades de Economia Mista
— Imobiliária Sta. Cecília S/A. (CECISA) — Lavador de Capivari S/A. — Óleos de Palma S/A. — Cia. Brasileira de Projetos Ind. (COBRAPI)
Banco do Nordeste do Brasil (BNB) Banco de Roraima S/A
— Carbonífera Barão de Rio Branco S/A.
Empresas Vinculadas à SUDENE
— Sociedade Técnica de Adm. Corretagens Seguros Ltda. (SOTECMA) — Emissão e Planejamento de Seguros S/A. (EPLAN) — Fábrica de Estruturas Metálicas (FEM)
75
Bancv') da Amazônia S/A (BASA) — Cia. de Ai’tesanato do Nordeste S/A (ARTENE) — Cia. Nordestina de Serv. Gerais (CONESG) — Cia. Nordestina de Sondagens e Perf. (CONESP)
Empresas Vinculadas ao lAA
— Cia. de Colonização do Nordeste (COLONE)
— Cia. Usinas Nacionais (CUN)
— Cia. de Alumínio do Nordeste (ALUNE)
— Refinaria Ramiro S/A.
Empresas, de Economia Mista Vinculadas ao Gov. do Território
MINISTÉRIO DO INTERIOR Ministro de Estado
Órgão Autônomo (de Adm. Direta) Secretaria Especial do Me 10 Ambiente (SEMA)
Autarquias
Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS)
Departamento Nacional de Saneamento (DNOS) Superintendência de Desenvolvimento do Amazonas (SUDAM) Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE)
Superintendência de Desenvolvimento da Região Centro-Oeste (SUDECO)
Superintendência de Desenvolvimento da Região Sul (SUDESUL) Superintendência de Desenvolvimento da Região Zona Franca de Manaus (SUFRAMA)
de
Rondônia
— Cia. de Águas e Esgoto de Rondonia (CAERD) — Centrais Elétricas de Rondonia S/A (CERON)
Empresa Vinculada à SUDAM — Cia. Siderúrgica da Amazônia (SIDERAMA)
— Cia. de Desenvolvimento de Borborema (em implantação) Empresas de Economa Mista Vinculadas ao Governo do Território Federal de Roraima
— Cia. do Desenvolvimento de Roraima (CODESAIMA) — Centrais Elétrica.■^ de Roraima S/A (CER)
— Cia. de Águas e Esgotos de Roraima (CAER)
Empresas de Economia Mista Vinculadas ao Governo do Território Federal do Amapá
Fundações: Fundação Nacional do índio (FUNAI) Fundação Projeto Rondon (PRORONDON)
— Cia. de Eletricidade' do Amapá (CEA) .
Empresas Públicas
Ministério da Justiça
— Banco Nacional de Habitação (BNH)
Minisho de Estado
— Cia. de Desenvolvimento do Vale do S. Francisco (CODEVASF)
Org Vinculado: CADE — Conselho Adm. de Defesa e Elconomia
- CCüDEBAR (*)
— Cia. de Águas e Esgotos do Amapá (CAESA)
Órgão Autônomo — (subordinado)
DIGESTO
74
ECONÔMICO
DIGESTO
ECONÔMICO
Sociedades de Economia Mista
— Imobiliária Sta. Cecília S/A. (CECISA) — Lavador de Capivari S/A. — Óleos de Palma S/A. — Cia. Brasileira de Projetos Ind. (COBRAPI)
Banco do Nordeste do Brasil (BNB) Banco de Roraima S/A
— Carbonífera Barão de Rio Branco S/A.
Empresas Vinculadas à SUDENE
— Sociedade Técnica de Adm. Corretagens Seguros Ltda. (SOTECMA) — Emissão e Planejamento de Seguros S/A. (EPLAN) — Fábrica de Estruturas Metálicas (FEM)
75
Bancv') da Amazônia S/A (BASA) — Cia. de Ai’tesanato do Nordeste S/A (ARTENE) — Cia. Nordestina de Serv. Gerais (CONESG) — Cia. Nordestina de Sondagens e Perf. (CONESP)
Empresas Vinculadas ao lAA
— Cia. de Colonização do Nordeste (COLONE)
— Cia. Usinas Nacionais (CUN)
— Cia. de Alumínio do Nordeste (ALUNE)
— Refinaria Ramiro S/A.
Empresas, de Economia Mista Vinculadas ao Gov. do Território
MINISTÉRIO DO INTERIOR Ministro de Estado
Órgão Autônomo (de Adm. Direta) Secretaria Especial do Me 10 Ambiente (SEMA)
Autarquias
Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS)
Departamento Nacional de Saneamento (DNOS) Superintendência de Desenvolvimento do Amazonas (SUDAM) Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE)
Superintendência de Desenvolvimento da Região Centro-Oeste (SUDECO)
Superintendência de Desenvolvimento da Região Sul (SUDESUL) Superintendência de Desenvolvimento da Região Zona Franca de Manaus (SUFRAMA)
de
Rondônia
— Cia. de Águas e Esgoto de Rondonia (CAERD) — Centrais Elétricas de Rondonia S/A (CERON)
Empresa Vinculada à SUDAM — Cia. Siderúrgica da Amazônia (SIDERAMA)
— Cia. de Desenvolvimento de Borborema (em implantação) Empresas de Economa Mista Vinculadas ao Governo do Território Federal de Roraima
— Cia. do Desenvolvimento de Roraima (CODESAIMA) — Centrais Elétrica.■^ de Roraima S/A (CER)
— Cia. de Águas e Esgotos de Roraima (CAER)
Empresas de Economia Mista Vinculadas ao Governo do Território Federal do Amapá
Fundações: Fundação Nacional do índio (FUNAI) Fundação Projeto Rondon (PRORONDON)
— Cia. de Eletricidade' do Amapá (CEA) .
Empresas Públicas
Ministério da Justiça
— Banco Nacional de Habitação (BNH)
Minisho de Estado
— Cia. de Desenvolvimento do Vale do S. Francisco (CODEVASF)
Org Vinculado: CADE — Conselho Adm. de Defesa e Elconomia
- CCüDEBAR (*)
— Cia. de Águas e Esgotos do Amapá (CAESA)
Órgão Autônomo — (subordinado)
76
DIGESTO
ECONÔMICO
Departamento de Imprensa Nacional (DIN) Departamento Nacional de Trânsito (DNT) MINISTÉRIO DA MARINHA Ministro
de Estado
Autarquias
Caixa de Construção de Casas para o pessoal do Minist. da Marinha Comissão Interminist. para os do Mar (Adm. Direta) MINISTÉRIO DAS MINAS E ENERGIA Ministro de Estado
Órgãos Colegíados
— Conselho Superior de Minas (CSM) — Conselho Superior de Energia (CSE)
~ Grupo Executivo da Ind. de Mineração (GEIM) Órgãos Consultores de Planej. e Coordenação — Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) — Conselho Nacional do Petróleo (CNP) — Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNASE; Autarquias: Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) Funda çao: Fundação Vale do Rio Doce (FVRD) Sociedades de Economia Misfa
— Centrais Elétricas Bra;sileíras S/A (ELETROBRÁS) Subsidiárias:
~ Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A (ELETRONORTE) — Centrais Elétricas do Sul do Brasil S/A (ELETROSUL)
— Serviço de Eletricidade S/A Light — Cia. de Eletrif. do R. J. (CERJ) — Cia de Eletric de Manaus (CEM) — Hidroelétrica do São Francisco (CHESF) — Espírito Santo Centrais Elétricas (ESCELSA) — Furnas Centrais Elétricas S/A (FURNAS)
DIGESTO ECONÔMICO
77
Sociedade Civil:
— Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (CEPEL) Concessionárias:
— Centrais Elétricas do Amazonas S/A (CELETRAMAZON) — Centrais Elétricas do Fluminense S/A (CELF) (Em liquidação; — Centrais Elétricas de Goiás S/A (CELG) — Centrais Elétricas do Maranhão S/A (CEMAR)
— Centrais Elétricas Matogross-ense S/A (CEMAT) — Centrais Elétricas de Minas Gerais S/A (CEMIG)
— Centrais Elétricas do Pará S/A (CELPA) — Centrais Elétricas do Piauí S/A (CEPISA)
— Centrais Elétricas de Santa Catarina S/A (CELESC) — Companhia Energética de S. Paulo (CESP)
— Companhia Energética do Acre (ELETROACRE)
— Companhia Energética de Brasília (CEB) — Companhia Energética do Ceará (COELCE) — Companhia Energética da Bahia (COELBA) — Companhia Bahiana de Eletrif. Rural (COBER) — Companhia de Eletricidade de Pernambuco (CELPE)
— Companhia Estadual da Energia Elétrica (COPEL) ~ Companhia de Serviços Elet. do R. G. do Norte (COSERN) — Companhia Eletrif. Rural de Minas Gerais S/A (ERMIG)
— Empresa Rural de Minas Gerais S/A (ERMIG) — Empresa Brasileira de Energia de Sergipe (ENERGIPE) — S./A de Eletrificação da Paraíba (SAELPA) — Empresa Elétrica Bragantino S/A — Empresa de Energia Elétrica de M. G. Sul (ENERSUL)
— Cia. de Eletricidade da Alagoas (CEAL)
— Petróleo Brasileiro S/A (PETROBRÂS) Subsidiárias:
— Perrobrás Distrito S/A (BR)
— Petrobrás Fertilizantes S/A (PETROFERTIL) — Petrobrás Internacional S/A (BRASPETRO)
76
DIGESTO
ECONÔMICO
Departamento de Imprensa Nacional (DIN) Departamento Nacional de Trânsito (DNT) MINISTÉRIO DA MARINHA Ministro
de Estado
Autarquias
Caixa de Construção de Casas para o pessoal do Minist. da Marinha Comissão Interminist. para os do Mar (Adm. Direta) MINISTÉRIO DAS MINAS E ENERGIA Ministro de Estado
Órgãos Colegíados
— Conselho Superior de Minas (CSM) — Conselho Superior de Energia (CSE)
~ Grupo Executivo da Ind. de Mineração (GEIM) Órgãos Consultores de Planej. e Coordenação — Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) — Conselho Nacional do Petróleo (CNP) — Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNASE; Autarquias: Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) Funda çao: Fundação Vale do Rio Doce (FVRD) Sociedades de Economia Misfa
— Centrais Elétricas Bra;sileíras S/A (ELETROBRÁS) Subsidiárias:
~ Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A (ELETRONORTE) — Centrais Elétricas do Sul do Brasil S/A (ELETROSUL)
— Serviço de Eletricidade S/A Light — Cia. de Eletrif. do R. J. (CERJ) — Cia de Eletric de Manaus (CEM) — Hidroelétrica do São Francisco (CHESF) — Espírito Santo Centrais Elétricas (ESCELSA) — Furnas Centrais Elétricas S/A (FURNAS)
DIGESTO ECONÔMICO
77
Sociedade Civil:
— Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (CEPEL) Concessionárias:
— Centrais Elétricas do Amazonas S/A (CELETRAMAZON) — Centrais Elétricas do Fluminense S/A (CELF) (Em liquidação; — Centrais Elétricas de Goiás S/A (CELG) — Centrais Elétricas do Maranhão S/A (CEMAR)
— Centrais Elétricas Matogross-ense S/A (CEMAT) — Centrais Elétricas de Minas Gerais S/A (CEMIG)
— Centrais Elétricas do Pará S/A (CELPA) — Centrais Elétricas do Piauí S/A (CEPISA)
— Centrais Elétricas de Santa Catarina S/A (CELESC) — Companhia Energética de S. Paulo (CESP)
— Companhia Energética do Acre (ELETROACRE)
— Companhia Energética de Brasília (CEB) — Companhia Energética do Ceará (COELCE) — Companhia Energética da Bahia (COELBA) — Companhia Bahiana de Eletrif. Rural (COBER) — Companhia de Eletricidade de Pernambuco (CELPE)
— Companhia Estadual da Energia Elétrica (COPEL) ~ Companhia de Serviços Elet. do R. G. do Norte (COSERN) — Companhia Eletrif. Rural de Minas Gerais S/A (ERMIG)
— Empresa Rural de Minas Gerais S/A (ERMIG) — Empresa Brasileira de Energia de Sergipe (ENERGIPE) — S./A de Eletrificação da Paraíba (SAELPA) — Empresa Elétrica Bragantino S/A — Empresa de Energia Elétrica de M. G. Sul (ENERSUL)
— Cia. de Eletricidade da Alagoas (CEAL)
— Petróleo Brasileiro S/A (PETROBRÂS) Subsidiárias:
— Perrobrás Distrito S/A (BR)
— Petrobrás Fertilizantes S/A (PETROFERTIL) — Petrobrás Internacional S/A (BRASPETRO)
DIGESTO
78
ECONÔMICO
— Petrobrás Com. Internacional S/A (INTERBRAS) — Petrobrás de Mineração S/A (PETROMINSA) — Petrobrás Química S/A (PETROQUISA) Coligadas:
— Potrocoque S/A Ind. e Com. — Cia. de Navegação da Amazônia (CNA) Empresas Vinculadas à BR — Participação em Empreendimentos e Transportes S/A
(PETRASA) Coligadas à PETRASA
— Cia. de Transporte ITAIPAVA
— Cia. CEMARE TRANSPORTES S/A — Rodoviária Liderbras. S/A — Petrotec Transp. S/A Empresas Vinculadas à PETROFERTIL Subsidiárias:
~ Fertilizantes Nitrogenados do Nordeste S/A (NITROFERTIL NE)
— Ind. e Com. Fertüizantes (ULTRAFERTIL S/A) — Ind. e Carboquímica Catarinense (ICC) Coligadas:
— Cia. Riograndense de Nitrogenados (CRN) — Cia. (^iás Fertilizantes S/A (GOIASFERTIL) — Cia. Araxá S/A Fertilizantes e Prod. Quím. (ARAFERTIL) ~ Cia. Fertilizantes Fosfatados S/A (FOSFERTIL) Subsidiárias da FOSFERTIL
— Fertilizantes Vale do R. G. S/A (VALEFERTIL) Empresas Vinculadas à BRASPETRO Subsidiárias:
DIGESTO ECONÔMICO
79
— Braspetro Cil Service Company (BRASONIL) — Braspetro Algerie S/A Empresas Vinculadas à PETROQUISA: Subsidiárias:
— PeLroflex — Ind. e Cora. S/A — Petroquímica União S/A — Nitriflex S/A — Ind. e Com. — Copesul — Cia. Petroquímica do Sul — Cia. Pernambucana de Borracha Sintética (COPERBO) — Cia. Química do Recôncavo (CQR) Coligadas:
— Petroquímica do Nordeste S/A (COPENE)
— Sal.gema Ind. e Quím. S/A — Subsidiária da Salgema: Salgema Mineração Nitrocarbono S/A — Pol-sul Petroquímica S/A — Deten — Detergentes do Nordeste S/A — Pcliolefinas S/A — Ind. e Com. — Cia. Brasileira de Estireno — CBE
— CPC Cia. Petroquímica de Camacari — Acrenor — Acrilonitrila do Nordeste S/A — Metanor S/A — Metanol do Nordeste — PoUbrasil S/A Ind. e Com. — Polialden Petroquímica S/A Cia. Vale do Rio Doce (CVRD) Subsidiárias:
— Caracas Ferro e Aço S/A (Desativado) — Amazônia — Mineração S/A (AMZA) — Vaie do Rio Doce Navegação S/A (D(X1EN/AVE) — Rio Doce Geologia e Mineração S/A (DOCE GEO) — Florestas Rio Doce S/A (FRDSA) — Mineração Vale do Paraíba S/A (VALEP)
DIGESTO
78
ECONÔMICO
— Petrobrás Com. Internacional S/A (INTERBRAS) — Petrobrás de Mineração S/A (PETROMINSA) — Petrobrás Química S/A (PETROQUISA) Coligadas:
— Potrocoque S/A Ind. e Com. — Cia. de Navegação da Amazônia (CNA) Empresas Vinculadas à BR — Participação em Empreendimentos e Transportes S/A
(PETRASA) Coligadas à PETRASA
— Cia. de Transporte ITAIPAVA
— Cia. CEMARE TRANSPORTES S/A — Rodoviária Liderbras. S/A — Petrotec Transp. S/A Empresas Vinculadas à PETROFERTIL Subsidiárias:
~ Fertilizantes Nitrogenados do Nordeste S/A (NITROFERTIL NE)
— Ind. e Com. Fertüizantes (ULTRAFERTIL S/A) — Ind. e Carboquímica Catarinense (ICC) Coligadas:
— Cia. Riograndense de Nitrogenados (CRN) — Cia. (^iás Fertilizantes S/A (GOIASFERTIL) — Cia. Araxá S/A Fertilizantes e Prod. Quím. (ARAFERTIL) ~ Cia. Fertilizantes Fosfatados S/A (FOSFERTIL) Subsidiárias da FOSFERTIL
— Fertilizantes Vale do R. G. S/A (VALEFERTIL) Empresas Vinculadas à BRASPETRO Subsidiárias:
DIGESTO ECONÔMICO
79
— Braspetro Cil Service Company (BRASONIL) — Braspetro Algerie S/A Empresas Vinculadas à PETROQUISA: Subsidiárias:
— PeLroflex — Ind. e Cora. S/A — Petroquímica União S/A — Nitriflex S/A — Ind. e Com. — Copesul — Cia. Petroquímica do Sul — Cia. Pernambucana de Borracha Sintética (COPERBO) — Cia. Química do Recôncavo (CQR) Coligadas:
— Petroquímica do Nordeste S/A (COPENE)
— Sal.gema Ind. e Quím. S/A — Subsidiária da Salgema: Salgema Mineração Nitrocarbono S/A — Pol-sul Petroquímica S/A — Deten — Detergentes do Nordeste S/A — Pcliolefinas S/A — Ind. e Com. — Cia. Brasileira de Estireno — CBE
— CPC Cia. Petroquímica de Camacari — Acrenor — Acrilonitrila do Nordeste S/A — Metanor S/A — Metanol do Nordeste — PoUbrasil S/A Ind. e Com. — Polialden Petroquímica S/A Cia. Vale do Rio Doce (CVRD) Subsidiárias:
— Caracas Ferro e Aço S/A (Desativado) — Amazônia — Mineração S/A (AMZA) — Vaie do Rio Doce Navegação S/A (D(X1EN/AVE) — Rio Doce Geologia e Mineração S/A (DOCE GEO) — Florestas Rio Doce S/A (FRDSA) — Mineração Vale do Paraíba S/A (VALEP)
80
DIGESTO
ECONÔMICO
— Rio Doce Engenharia e Planejamento (RDEP) (Em liquidação) — Valec — Com. e Serviços Ltda. (Inativa temp.) — Empreendimentos Florestais S/A (FLONTBRA) — Celulose Nipo-Braaileira (CENIBRA) — Minas da Serra Geral S/A — Valesul — Alumínio S/A — Valenorte — Alumínios S/A
— Minas d’El Rex Dom Pedro S/A (Desativ. 1978) — Itabira Internacional Company Ltda. (ITACO) — Rio Doce Intern. Finança Ltda. (RDIF) — Rio Doce Europa S/A (RDE) — Cia. Nipo-Brasileira de Pelotização (NIBRASCO) — ítalo Brasileira de Pelotiz. (HISPANOBRÁS) Coligadas:
— Urucum Mineração S/A
- Feiritaa Magnéticas S/A (FERMAG) — MGI — Minas Gerais Participações S/A Iravale Ltda. (Inativa temporariamente) Empresas Vinculadas ’à VALENORTE: Subsidiárias:
— Albos Alumínio Brasil S/A
— Alumínia do Norte do Brasil S/A Coligadas: Mineração Vera Cruz Empresas Vinculadas à RDIF
Subsidiária: Fernor — Com. e Participação S/A Empresas Vinculadas à AMZA Subsidiárias:
— Mineração Tucumã Ltda. — Mineração Naque Ltda.
Empresas Vinculadas à DOCENAVE Subsidiárias:
DIGESTO
ECONÔMICO
81
— Navegação Rio Doce Ltda.
— Seamar Shipping Corporation Coligada: Nippon Brasil Bulk Carriers Ltda. Empresas Vinculadas à ITACO:
Subsidiárias: Rio Doce Américo Ind. (RDA) Subsidiadas do RDA — Rio Doce LTD
— Companhias de Pesquisas dc Recursos Minerais (CPRM) — Companhias Auxiliar de Empresas Elétricas Brasil (CAEEB) — Empresas Nucleares Brasileiras S/A (NUCLEBRAS) Subsidiárias:
— Nuclebrás Auxiliar de Miner. S/A (NUCLAN) — Nuclebrás Eng. S/A (NUCLEN) — Nuclebrás Enriquec. Isotópico S/A (CUCLEI) — Nuclebrás Equipa. Pesados S/A (NUCLEP)
— Nuclebrás de Monazita e Associados Ltda. (NUCLEMON) — Itaipú Binacional
Pequenas Empresas de Mineração: — Mineração Andirá Ltda. — Mineração Aragusa Ltda. ~ Mineração Tapará Ltda. — Mineração Taraucá Ltda. — Mineração Urupadi Ltda. — Mineração Bacajá Ltda. — Mineração Caetetu Ltda. — Mineração Capoeirana Ltda. — Itabira Eisenerz G.M.B.H.
— Enip. Mineração Curvá Ltda. — Mineração Guanhães Ltda. — Mineração Giariba Ltda. ~ Mineração Iriri Ltda. — Mineração Itacainunas Ltda. — Mineração Itapi Ltda.
(Em liquidação)
80
DIGESTO
ECONÔMICO
— Rio Doce Engenharia e Planejamento (RDEP) (Em liquidação) — Valec — Com. e Serviços Ltda. (Inativa temp.) — Empreendimentos Florestais S/A (FLONTBRA) — Celulose Nipo-Braaileira (CENIBRA) — Minas da Serra Geral S/A — Valesul — Alumínio S/A — Valenorte — Alumínios S/A
— Minas d’El Rex Dom Pedro S/A (Desativ. 1978) — Itabira Internacional Company Ltda. (ITACO) — Rio Doce Intern. Finança Ltda. (RDIF) — Rio Doce Europa S/A (RDE) — Cia. Nipo-Brasileira de Pelotização (NIBRASCO) — ítalo Brasileira de Pelotiz. (HISPANOBRÁS) Coligadas:
— Urucum Mineração S/A
- Feiritaa Magnéticas S/A (FERMAG) — MGI — Minas Gerais Participações S/A Iravale Ltda. (Inativa temporariamente) Empresas Vinculadas ’à VALENORTE: Subsidiárias:
— Albos Alumínio Brasil S/A
— Alumínia do Norte do Brasil S/A Coligadas: Mineração Vera Cruz Empresas Vinculadas à RDIF
Subsidiária: Fernor — Com. e Participação S/A Empresas Vinculadas à AMZA Subsidiárias:
— Mineração Tucumã Ltda. — Mineração Naque Ltda.
Empresas Vinculadas à DOCENAVE Subsidiárias:
DIGESTO
ECONÔMICO
81
— Navegação Rio Doce Ltda.
— Seamar Shipping Corporation Coligada: Nippon Brasil Bulk Carriers Ltda. Empresas Vinculadas à ITACO:
Subsidiárias: Rio Doce Américo Ind. (RDA) Subsidiadas do RDA — Rio Doce LTD
— Companhias de Pesquisas dc Recursos Minerais (CPRM) — Companhias Auxiliar de Empresas Elétricas Brasil (CAEEB) — Empresas Nucleares Brasileiras S/A (NUCLEBRAS) Subsidiárias:
— Nuclebrás Auxiliar de Miner. S/A (NUCLAN) — Nuclebrás Eng. S/A (NUCLEN) — Nuclebrás Enriquec. Isotópico S/A (CUCLEI) — Nuclebrás Equipa. Pesados S/A (NUCLEP)
— Nuclebrás de Monazita e Associados Ltda. (NUCLEMON) — Itaipú Binacional
Pequenas Empresas de Mineração: — Mineração Andirá Ltda. — Mineração Aragusa Ltda. ~ Mineração Tapará Ltda. — Mineração Taraucá Ltda. — Mineração Urupadi Ltda. — Mineração Bacajá Ltda. — Mineração Caetetu Ltda. — Mineração Capoeirana Ltda. — Itabira Eisenerz G.M.B.H.
— Enip. Mineração Curvá Ltda. — Mineração Guanhães Ltda. — Mineração Giariba Ltda. ~ Mineração Iriri Ltda. — Mineração Itacainunas Ltda. — Mineração Itapi Ltda.
(Em liquidação)
DIGESTO
82
ECONÔMICO
— Mineração Tapurá Ltda. — Mineração Tarauçú Ltda. — Mineração laruparé Ltda. — Mineração latapii Ltda. — Mineração Mamocore Ltda. — Mineração Mapuera Ltda. — Mineração Maracai Ltda. — Mineração Nova Era Ltda. — Mineração Quorai Ltda. — Mineração Santarém Ltda. — Empreendimentos Mineração Tapajós Ltda. — Mineração Tocantins Ltda. — Mineração Tucuriu Ltda. MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL
Ministro de E'itado
Órgão Autônomo: Central de Medicamentos (CEME) (da Adm. Direta) Autarquias:
— Instituto de Adm. Financeira da Prev. .e Assist. Social (lAPAS) — Instituto Nacional de Assist. Médica da Prev. Social (INAMPS)
— Instituto Nacional da Prev. Social (INPS) Fundações:
— Fundação Abrigo do Cristo Redentor (FACR) — Fundação Brasileira de Assistência (LBA) — Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor (FUNABEM) Empresas Vinculadas: Empresa Pública:
— Empr-esa de Processamento de Dados da Previdência Social (DATA PREV.)
DIGESTO
ECONÔMICO
83
Sociedades de Economia Misfa:
— Federal de Seguros S/A — Hospital N. S. da Conceição S/A (Grupo Hosp. Conceição) — Hospital Cristo Redentor S/A — Hospital Femina S/A MINISTÉRIO DA SAÚDE Ministro de Estado
Orgão Autônomo (de Adm. Direta) Superintendente de Campanha de Saúde Pública (SUCAM)
Órgão Colegiado:
Conselho Nacional de Saúde (CNS)
Autarquia:
Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição (INAN)
Fundações:
Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) Fundação Serviços de Saúde Pública (FSESP) Fundação das Pioneiras Sociais (FPS) MINISTÉRIO DO TRABALHO
Ministro de Estado
Órgãos Coleglados (Adm. Direta) — Conselho Nac, de Política Salarial (CNPS) — Conselho Fed. de Mão-de-Obra (CFMO) — Conselho Superior do Trabalho Marítimo (CSTM) — Comissão de Direito do Trabalho (CDT)
Delegacias Regionais do Trabalho (DRT) (Adm. Direta) Delegacias do Trabalho Marítimo (DTM) (Adm. Direta) Secretarias (Adm. Direta) — De Relações do Trabalho (SRT) — De Emprego e Salário (SES) — De Mão-de-Obra (SMO) — De Imigração — De Promoção Social — De Segurança e Medicina do Trabalho Órgãos Autônomos (da Adm. Direta) Serviço Especial de Bolsas de Estudo (PEBE) Serviço Nacional de Formação Profissional Rural (SENAR)
DIGESTO
82
ECONÔMICO
— Mineração Tapurá Ltda. — Mineração Tarauçú Ltda. — Mineração laruparé Ltda. — Mineração latapii Ltda. — Mineração Mamocore Ltda. — Mineração Mapuera Ltda. — Mineração Maracai Ltda. — Mineração Nova Era Ltda. — Mineração Quorai Ltda. — Mineração Santarém Ltda. — Empreendimentos Mineração Tapajós Ltda. — Mineração Tocantins Ltda. — Mineração Tucuriu Ltda. MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL
Ministro de E'itado
Órgão Autônomo: Central de Medicamentos (CEME) (da Adm. Direta) Autarquias:
— Instituto de Adm. Financeira da Prev. .e Assist. Social (lAPAS) — Instituto Nacional de Assist. Médica da Prev. Social (INAMPS)
— Instituto Nacional da Prev. Social (INPS) Fundações:
— Fundação Abrigo do Cristo Redentor (FACR) — Fundação Brasileira de Assistência (LBA) — Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor (FUNABEM) Empresas Vinculadas: Empresa Pública:
— Empr-esa de Processamento de Dados da Previdência Social (DATA PREV.)
DIGESTO
ECONÔMICO
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Sociedades de Economia Misfa:
— Federal de Seguros S/A — Hospital N. S. da Conceição S/A (Grupo Hosp. Conceição) — Hospital Cristo Redentor S/A — Hospital Femina S/A MINISTÉRIO DA SAÚDE Ministro de Estado
Orgão Autônomo (de Adm. Direta) Superintendente de Campanha de Saúde Pública (SUCAM)
Órgão Colegiado:
Conselho Nacional de Saúde (CNS)
Autarquia:
Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição (INAN)
Fundações:
Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) Fundação Serviços de Saúde Pública (FSESP) Fundação das Pioneiras Sociais (FPS) MINISTÉRIO DO TRABALHO
Ministro de Estado
Órgãos Coleglados (Adm. Direta) — Conselho Nac, de Política Salarial (CNPS) — Conselho Fed. de Mão-de-Obra (CFMO) — Conselho Superior do Trabalho Marítimo (CSTM) — Comissão de Direito do Trabalho (CDT)
Delegacias Regionais do Trabalho (DRT) (Adm. Direta) Delegacias do Trabalho Marítimo (DTM) (Adm. Direta) Secretarias (Adm. Direta) — De Relações do Trabalho (SRT) — De Emprego e Salário (SES) — De Mão-de-Obra (SMO) — De Imigração — De Promoção Social — De Segurança e Medicina do Trabalho Órgãos Autônomos (da Adm. Direta) Serviço Especial de Bolsas de Estudo (PEBE) Serviço Nacional de Formação Profissional Rural (SENAR)
84
DIGESTO
ECONÔMICO
DIGESTO
ECONÔMICO
Autarquias: (entidades incumbidas da Fiscalização do Exercício de Prof. liberais) Conselho Federal de Assist. Sociais (CFAS) Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB) Conselho Federal de Contabilidade (CFG) Conselho Federal de Corretores de Imóveis (COFECI) Conselho Federal de Economia (COFECON) Conselho Federal de Enfermagem (COFEN)
Conselho Federal de Eng. Arquit. e Agron. (CONFEA) Conselho Federal de Estatística (CONFER) Conselho Federal de Farmácia (CFF) Conselho Federal de Medicina (CFM) Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV)
85
MINISTÉRIO DO TRANSPORTE Ministro de Estado
órgãos Coleglados: — Conselho Consultivo
— Conselho Nac. de Transporte (CNT) — Comissão Coorden. da Política de Compra de Locomotivas (CCPCL)
— Comissão Coorden. da Implantação e Desenvolvimento do Transporte Internacional (CIDETI) Autarquias:
Departamento Nacional de Estr. de Rodagem (DNER) Superintendência Nacional da Marinha Mercante (SUNAMAM)
Conselho Federal de Psicologia (CFP)
Entidades Públicas:
Conselho Federal de Química (CFQ) Conselho Federal dos Represent. Comerciais (CONFERE) Conselho Fed. de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFITO) Conselho Federal de Odontologia (CFO)
Empresa Brasileira de Planejamento de Transporte (GEIPOT) Emipresa Eng. e Constr. de Obras Especiais S/A. (ECEX) Empresa Brasileira de Transp. Urbanos (EBTU) Empresa de Portos do Brasil S/A. (PORTOBRÂS)
Conselho Federal de Profissionais de Rei. Públicas Conselho Federal de Técnicos de Adm.
Sociedade de Economia Mista
Ordem dos Músicos do Brasil Fundação:
Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (FUNDACENTRO)
Cia. de Navegação Lloyd Brasileiro (LLOYDBRÁS) Empresa de Navegação da Amazônia (ENASA) Serviço de Navegação da Bacia do Prata S/A. (SNABP) Rede Ferroviária Federal S/A. (R.F.F.S.A.) Cia. de Navegação do S. Francisco (FRANAVE) Empresas Vinculadas à EBTU
Entidades que recebem contribuições parafiscais
Coligadas:
Serviço de Aprendizagem Comercial (SENAC) Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) Serviço Social de Comércio (SESC)
Empresa de Transportes Urbanos do Estado de Goiás S/A.
Serviço Social da Indústria (SESI) Conselho Nacional do SENAI Conselho Nacional do SENAC
Cia. do Metropolitano de S. Paulo Cia. Metropolitana do Rio de Janeiro Cia. Carus Porto Alegrense Empresas Vinculadas à Portobrás
— Cia. Brasileira de Dragagem (CBD) — Cia. Docas do Rio de Janeiro (CDRJ)
84
DIGESTO
ECONÔMICO
DIGESTO
ECONÔMICO
Autarquias: (entidades incumbidas da Fiscalização do Exercício de Prof. liberais) Conselho Federal de Assist. Sociais (CFAS) Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB) Conselho Federal de Contabilidade (CFG) Conselho Federal de Corretores de Imóveis (COFECI) Conselho Federal de Economia (COFECON) Conselho Federal de Enfermagem (COFEN)
Conselho Federal de Eng. Arquit. e Agron. (CONFEA) Conselho Federal de Estatística (CONFER) Conselho Federal de Farmácia (CFF) Conselho Federal de Medicina (CFM) Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV)
85
MINISTÉRIO DO TRANSPORTE Ministro de Estado
órgãos Coleglados: — Conselho Consultivo
— Conselho Nac. de Transporte (CNT) — Comissão Coorden. da Política de Compra de Locomotivas (CCPCL)
— Comissão Coorden. da Implantação e Desenvolvimento do Transporte Internacional (CIDETI) Autarquias:
Departamento Nacional de Estr. de Rodagem (DNER) Superintendência Nacional da Marinha Mercante (SUNAMAM)
Conselho Federal de Psicologia (CFP)
Entidades Públicas:
Conselho Federal de Química (CFQ) Conselho Federal dos Represent. Comerciais (CONFERE) Conselho Fed. de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFITO) Conselho Federal de Odontologia (CFO)
Empresa Brasileira de Planejamento de Transporte (GEIPOT) Emipresa Eng. e Constr. de Obras Especiais S/A. (ECEX) Empresa Brasileira de Transp. Urbanos (EBTU) Empresa de Portos do Brasil S/A. (PORTOBRÂS)
Conselho Federal de Profissionais de Rei. Públicas Conselho Federal de Técnicos de Adm.
Sociedade de Economia Mista
Ordem dos Músicos do Brasil Fundação:
Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (FUNDACENTRO)
Cia. de Navegação Lloyd Brasileiro (LLOYDBRÁS) Empresa de Navegação da Amazônia (ENASA) Serviço de Navegação da Bacia do Prata S/A. (SNABP) Rede Ferroviária Federal S/A. (R.F.F.S.A.) Cia. de Navegação do S. Francisco (FRANAVE) Empresas Vinculadas à EBTU
Entidades que recebem contribuições parafiscais
Coligadas:
Serviço de Aprendizagem Comercial (SENAC) Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) Serviço Social de Comércio (SESC)
Empresa de Transportes Urbanos do Estado de Goiás S/A.
Serviço Social da Indústria (SESI) Conselho Nacional do SENAI Conselho Nacional do SENAC
Cia. do Metropolitano de S. Paulo Cia. Metropolitana do Rio de Janeiro Cia. Carus Porto Alegrense Empresas Vinculadas à Portobrás
— Cia. Brasileira de Dragagem (CBD) — Cia. Docas do Rio de Janeiro (CDRJ)
^ i
DIGESTO
86
ECONÔMICO
O Processo
— Cia. Docas do Maranhão (CODOMAR) — Cia. Docas do Pará (CDP) — Cia. Docas do Ceará (CDC) — Cia. Docas do Est. da Bahia (CODEBA) — Cia. Docas do R. G. do Norte (CODERN)
Imigratório no
— Portos Especialização de Barra do R S/A (PORTCXIEL) Empresas Vinculadas à LIoydbrás Subsidiária: Lloyd Libra Navegação S/A.
Brasil (*)
Coligadas:
— Cia. de Transporte Integ. (Lloyd BRATI) — Empresa Brasileira de Reparos Navais (RENAVE) Cia de Transporte Internacional (COMODAL)
A.
Delorenro
Neto
Empresaiss Vinculadas à RFFSA (I) Um estudo sobre a distribuição
— Rede Federal de Armazenagem Gerais — Ferroviária S/A. (AGEF)
irregular dos fluxos imigratórios, suas causas e efeitos. O autor é professor da
— Empresa de Engenharia — Ferroviária S/A. (ENGEFER) — Empresas de Trens Urbanos de P. Alegre S/A. (TRENSURB)
UNESP — São Paulo
(em instalação)
O ponto de vista dos
MINISTÉRIO DE RELAÇÕES EXTERIORES Ministro de Estado
soclâlogos
dominam — forças de fixação — são as zonas de percurso e as
zonas
de
cultura.
Os
fatos
Fundação: Fundação Alexandre Gusmão
O fenômeno migratório está ligado à mobilidade dos grupos
órgãos Internacionais junto ao MRE
vimento se ligam intimamente aos fenômenos de fixação, e constituem com eles a própria vida dos grupos. Podemos ad
de fixação. Apreender e repre
mitir a existência de zonas em
tência coletiva se insere numa
que predominam forças de mo
dinâmica, num perpétuo vir a
vimento, e outras em que pre-
ser.
Comissões Mistas
Fonte:
Este anexo foi elaborado a partir das informações de duas fontes:
— “Relação de Entidades Cadastradas”, Secretaria de Controle das Empresas Estatais (SEST) da Secretaria de Planejamento, Coordenadoria do Cadastro Geral — “Administração Federal 1980”, Perfil Visão Elditorial, Vol. 1, n.o 10, 1980.
humanos. Os fenômenos de mo
(*)
de movimento se misturam do mais estreito modo aos fatos
sentar grupos em movimento, tanto quanto possível, é repre sentar a própria vida. A exis
Comunicação apresentada ao I Congresso Brasileiro de Imigração e Integração, realizado
no Paíócio das Convenções do Parque Anhembl. em São Paulo, no dia 28 do Outubro
de
1981.
^ i
DIGESTO
86
ECONÔMICO
O Processo
— Cia. Docas do Maranhão (CODOMAR) — Cia. Docas do Pará (CDP) — Cia. Docas do Ceará (CDC) — Cia. Docas do Est. da Bahia (CODEBA) — Cia. Docas do R. G. do Norte (CODERN)
Imigratório no
— Portos Especialização de Barra do R S/A (PORTCXIEL) Empresas Vinculadas à LIoydbrás Subsidiária: Lloyd Libra Navegação S/A.
Brasil (*)
Coligadas:
— Cia. de Transporte Integ. (Lloyd BRATI) — Empresa Brasileira de Reparos Navais (RENAVE) Cia de Transporte Internacional (COMODAL)
A.
Delorenro
Neto
Empresaiss Vinculadas à RFFSA (I) Um estudo sobre a distribuição
— Rede Federal de Armazenagem Gerais — Ferroviária S/A. (AGEF)
irregular dos fluxos imigratórios, suas causas e efeitos. O autor é professor da
— Empresa de Engenharia — Ferroviária S/A. (ENGEFER) — Empresas de Trens Urbanos de P. Alegre S/A. (TRENSURB)
UNESP — São Paulo
(em instalação)
O ponto de vista dos
MINISTÉRIO DE RELAÇÕES EXTERIORES Ministro de Estado
soclâlogos
dominam — forças de fixação — são as zonas de percurso e as
zonas
de
cultura.
Os
fatos
Fundação: Fundação Alexandre Gusmão
O fenômeno migratório está ligado à mobilidade dos grupos
órgãos Internacionais junto ao MRE
vimento se ligam intimamente aos fenômenos de fixação, e constituem com eles a própria vida dos grupos. Podemos ad
de fixação. Apreender e repre
mitir a existência de zonas em
tência coletiva se insere numa
que predominam forças de mo
dinâmica, num perpétuo vir a
vimento, e outras em que pre-
ser.
Comissões Mistas
Fonte:
Este anexo foi elaborado a partir das informações de duas fontes:
— “Relação de Entidades Cadastradas”, Secretaria de Controle das Empresas Estatais (SEST) da Secretaria de Planejamento, Coordenadoria do Cadastro Geral — “Administração Federal 1980”, Perfil Visão Elditorial, Vol. 1, n.o 10, 1980.
humanos. Os fenômenos de mo
(*)
de movimento se misturam do mais estreito modo aos fatos
sentar grupos em movimento, tanto quanto possível, é repre sentar a própria vida. A exis
Comunicação apresentada ao I Congresso Brasileiro de Imigração e Integração, realizado
no Paíócio das Convenções do Parque Anhembl. em São Paulo, no dia 28 do Outubro
de
1981.
DIGESTO
88
O
problema
da
imigração
consiste em conhecer as influ
ECONÔMICO
para cada região, em certo mo mento, há um ponto de recusa:
tadas para dominar, guiar ou
não pode progredir nela o po voamento. Tentam-se algumas explicações. Há depauperamen to por pletora. Na França, a Normandia oferece um exemplo de terras boas, com população abastada, onde o desejo de con
atenuar
Por
servar o bem-estar e a rique
tanto, se um país tem um “standard” de civilização que julga conveniente, o problema da imigração, para ele, se li
za adquirida, sem novos esfor
mita em conhecer os meios de
mento do sul — Gasconha e To-
salvaguardar o padrão de cul tura que possui. Tomando em conjunto todas as causas de migrações, e com parando-as entre si, podemos afirmar que a influência que estimula a ação dos imigrantes
losa
é de natureza As correntes
de vida mais elevado provo cam também êxodos: na In
ências que vão ter os recémchegados num'país, sobre o “standard” da civilização des te país, medir exatamente os resultados destas influências, estudar as medidas mais acer tais
influências.
sócio-econômica. humanas rara
ços e partilhas excessivas, leva a população a não se multipli car. Mais antigo é o despovoaonde há deserção dos
campos para a vida urbana. As regiões desertadas tornam-se. a seguir, focos de atração. Essas regiões vêm sendo procuradas
por espanhóis e italianos. As exigências de
um
“standard”
mente se equilibram: há sem pre excesso ou déficit nos di ferentes países. As densidades de população não se distribuem exatamente segundo os recur sos das regiões a povoar. Há,
glaterra,
a
tende
todas
é certo, uma relação com as
to de imigração que compensa
condições da cultura e os pa drões de vida, mas há regiões
as saídas.
favoráveis
abandonadas
e
há
regiões procuradas com insis tência. A experiência prova que,
a
emigração as
se
es
classes
so
ciais, não sendo somente rural. Assim, crescem também os centros
urbanos
à
mercê
dos
campos. Mas há um movimen
O chamado “ponto de recusa" pode ser alcançado pela inextensibílidade
dos
recursos
CO-
DIGESTO
mo
89
ECONÔMICO
nos Países Escandinavos.
Ê boa a qualidade de emigran tes oriundos desses países. Devemos considerar, também, as migrações provocadas pela obtenção de melhores salários. Dá-se freqüentemente da mon tanha para a planície: é o ca so
da Sociologia no Brasil, apre senta
da Irlanda, Espanha, Itália
e Polônia. A Alemanha agríco la foi foco de emigração, mas a sua industrialização depois
de 1890, e a unificação, fixa ram a sua população. Depois da 2.a Grande Guerra, já recons
truída em sua grandeza, a Ale manha Federal polarizou enor me mão-de-obra de espanhóis e portugueses,
africanos.
A
e,
uma
classificação
em
cinco tipos. Efeitos físicos, mo rais, sociais, políticos e econô micos. Os efeitos físicos afe tam principalmente a saúde da comunidade em que vai viver 0 imigrante. Foram estes que despertaram as primeiras idéias de defesa contra molés tias, importadas pelos estran geiros. Daí a criação da Insf)e-
ção Sanitária no próprio pais ou no ponto de embarque. Os
de
efeitos mentais ou morais de
emigra
pendem de vários fatores, sen do 0 analfabetismo, um dos
também
intensa
de Delgado de Carvalho (1) — Trata-se de uma análise clás sica. Estudando os efeitos das imigrações, o notável pioneiro
ção italiana se explica pela for
te natalidade, pelo solo ingrato, sem riquezas minerais, e por um desequilíbrio econômico-social devido aos latifúndios. Sob esta perspectiva, podemos refe rir às perseguições religiosas e políticas, aliadas a fatores eco
mais fáceis de determinar. Nos Estados Unidos, a percenta
gem de analfabetos, de 1899 a 1909 — época de intensa imi gração — foi em média, de 26,7%, cabendo as mais baixas percentagens aos escandinavos
determinantes
e escoceses e as mais altas aos
de migrações, tal o exemplo de judeus, armênios, irlandeses, etc. Há, por fim, a imigração subvencionada. 1. Interpretação
rios (54%), aos turcos (58%) e aos portugueses (68,2%). O
nômicos,
(1)
como
italianos do Sul (54%), aos sí pauperismo e a criminalidade
Delgado de Carvalho — Sociologia. Vol. I, Os Grupos co
Alves. Rio de Janeiro,
1931,
pág.
134 e
segs.
e sua Cultura. Livraria Francis
DIGESTO
88
O
problema
da
imigração
consiste em conhecer as influ
ECONÔMICO
para cada região, em certo mo mento, há um ponto de recusa:
tadas para dominar, guiar ou
não pode progredir nela o po voamento. Tentam-se algumas explicações. Há depauperamen to por pletora. Na França, a Normandia oferece um exemplo de terras boas, com população abastada, onde o desejo de con
atenuar
Por
servar o bem-estar e a rique
tanto, se um país tem um “standard” de civilização que julga conveniente, o problema da imigração, para ele, se li
za adquirida, sem novos esfor
mita em conhecer os meios de
mento do sul — Gasconha e To-
salvaguardar o padrão de cul tura que possui. Tomando em conjunto todas as causas de migrações, e com parando-as entre si, podemos afirmar que a influência que estimula a ação dos imigrantes
losa
é de natureza As correntes
de vida mais elevado provo cam também êxodos: na In
ências que vão ter os recémchegados num'país, sobre o “standard” da civilização des te país, medir exatamente os resultados destas influências, estudar as medidas mais acer tais
influências.
sócio-econômica. humanas rara
ços e partilhas excessivas, leva a população a não se multipli car. Mais antigo é o despovoaonde há deserção dos
campos para a vida urbana. As regiões desertadas tornam-se. a seguir, focos de atração. Essas regiões vêm sendo procuradas
por espanhóis e italianos. As exigências de
um
“standard”
mente se equilibram: há sem pre excesso ou déficit nos di ferentes países. As densidades de população não se distribuem exatamente segundo os recur sos das regiões a povoar. Há,
glaterra,
a
tende
todas
é certo, uma relação com as
to de imigração que compensa
condições da cultura e os pa drões de vida, mas há regiões
as saídas.
favoráveis
abandonadas
e
há
regiões procuradas com insis tência. A experiência prova que,
a
emigração as
se
es
classes
so
ciais, não sendo somente rural. Assim, crescem também os centros
urbanos
à
mercê
dos
campos. Mas há um movimen
O chamado “ponto de recusa" pode ser alcançado pela inextensibílidade
dos
recursos
CO-
DIGESTO
mo
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ECONÔMICO
nos Países Escandinavos.
Ê boa a qualidade de emigran tes oriundos desses países. Devemos considerar, também, as migrações provocadas pela obtenção de melhores salários. Dá-se freqüentemente da mon tanha para a planície: é o ca so
da Sociologia no Brasil, apre senta
da Irlanda, Espanha, Itália
e Polônia. A Alemanha agríco la foi foco de emigração, mas a sua industrialização depois
de 1890, e a unificação, fixa ram a sua população. Depois da 2.a Grande Guerra, já recons
truída em sua grandeza, a Ale manha Federal polarizou enor me mão-de-obra de espanhóis e portugueses,
africanos.
A
e,
uma
classificação
em
cinco tipos. Efeitos físicos, mo rais, sociais, políticos e econô micos. Os efeitos físicos afe tam principalmente a saúde da comunidade em que vai viver 0 imigrante. Foram estes que despertaram as primeiras idéias de defesa contra molés tias, importadas pelos estran geiros. Daí a criação da Insf)e-
ção Sanitária no próprio pais ou no ponto de embarque. Os
de
efeitos mentais ou morais de
emigra
pendem de vários fatores, sen do 0 analfabetismo, um dos
também
intensa
de Delgado de Carvalho (1) — Trata-se de uma análise clás sica. Estudando os efeitos das imigrações, o notável pioneiro
ção italiana se explica pela for
te natalidade, pelo solo ingrato, sem riquezas minerais, e por um desequilíbrio econômico-social devido aos latifúndios. Sob esta perspectiva, podemos refe rir às perseguições religiosas e políticas, aliadas a fatores eco
mais fáceis de determinar. Nos Estados Unidos, a percenta
gem de analfabetos, de 1899 a 1909 — época de intensa imi gração — foi em média, de 26,7%, cabendo as mais baixas percentagens aos escandinavos
determinantes
e escoceses e as mais altas aos
de migrações, tal o exemplo de judeus, armênios, irlandeses, etc. Há, por fim, a imigração subvencionada. 1. Interpretação
rios (54%), aos turcos (58%) e aos portugueses (68,2%). O
nômicos,
(1)
como
italianos do Sul (54%), aos sí pauperismo e a criminalidade
Delgado de Carvalho — Sociologia. Vol. I, Os Grupos co
Alves. Rio de Janeiro,
1931,
pág.
134 e
segs.
e sua Cultura. Livraria Francis
90
DIGESTO
também podem ter influências no novo meio. Mas, de um
católica.
Os
ECONÔMICO
efeitos
sociais
ser capitalizado, e que se ex
pressa por sua inteligência, sua
dos imigrantes, à posição da mulher, à educação dos filhos, às profissões e aos modos e
estatísti
cas norte-americanas os italia
costumes
nos oferecem maior p>ercentagem nos crimes de violência, os eslavos nos de latrocínio, os ingleses nos de imoralidade. A exigência de “folha corrida” do imigrante é um meio de dimi
econômicos são de grande al cance sobre a organização do
nuir a entrada de criminosos, mas é
também um
meio
de
de
vida.
atuar o imigrante. De todas as que a
chegada
de
mão-de-obra sem preparo téc
operários nacionais.
capazes de se manter em
CO-
to do país de origem. Podem constituir perigos no gênero do “perigo alemão” de que tanto se falou no Brasil. Podem tam bém servir para fins eleitorais
no país que os admitiu, publi car jornais e fundar associa
ções que se tornem suspeitas. Efeitos culturais do mesmo gê nero podem ser temidos quan do se trata de religiões ou de seitas. As primeiras oposições à imigração livre nos Elstados Unidos eram de natureza anti-
numerosa
nico, com padrões de vida mais
dem resultar de uma distribui
lônias separadas, com o espíri
efeitos
influências, é esta a que mais temem os Estados Unidos, por
baixos
grantes em grupos nacionais,
Os
trabalho no país em que vem
opressão política no país de origem. Os efeitos políticos poção pouco satisfatória dos imi
91
se
nos
que o nacional. Nas
ECONÔMICO
ligam principalmente à família
modo geral, o imigrante é me levado à criminalidade do
DIGESTO
causa
uma
depressão
nos salários que prejudica
os
Conclui Delgado de Carva lho de maneira otimista sobre
a eficácia das imigrações. Pois cada imigrante que entra num país para nele se estabelecer, por pequeno que seja o capital
em dinheiro que traz consigo, é um acréscimo ao capital deste país. Segundo um dado da es tatística ing'Iesa de 1887, cal culou-se que um homem de 25 anos custou à sociedade
7.312
libras-ouro: equivale esta quan tia ao que foi poupado no país de imigração para educá-lo. O que é certo é que em cada imi grante,
há um valor
social
a
experiência e seu valor' repro dutivo. 2. Interpretação de Oli veira Viana — Trata-se de uma
interpretação pessimista rela cionada com os imigrantes es
trangeiros, que por razões psico-biológicas nem se assimilam, nem se integram completamen
te no país de adoção. Suas re servas se projetam sobre o's filhos dos imigrantes e sobre os naturalizados. Num comen tário afirma expressamente:
cendentes dos imigrantes ofe reciam dificuldades biológicas quanto à sua adaptação, sendo justamente sobre os descenden tes dos europeus nos trópicos que a seleção telúrica exerce o seu escrutínio mais severo. Ad
verte que entre civilizados ou semi bárbaros essas gentes do oriente asiático e do ocidente europeus — entrando em conflito entre si e com a nossa, substifuindo-se superponde-se ou interfundindo-se, estãe al terando profundamente as ca
(2) soclalmente, com efeito, o fi
madas
lho do imigrante, princípalmen. te quando vindo de etnias ex clusivistas, nunca está inteira mente dentro da mentalidade da nova etnia. Por melo de uma análise psicológica sagaz, os sociológos modernos conse guem discriminar na sua men talidade resíduos e ligações su
sedimentação cultural.
tis, que mostram que este "neo" não está Inteiramente fora do grupo ancestral donde proveio. Daí, o tipo do "marginal puro de Park, engenhado justamente como a expressão representati va desta identificação ímperfelta« Acrescentava que os des¬ fr
(2)
Oliveira Viana — Raça e Assimilação, Nacional, São Paulo,
1932, pág. 131.
tradicionais
da
nossa
Hoje, todos os juízos de va
lor sobre o processo imigratór rio — com as pesquisas avan
çadas da antropologia brasilei
ra — vieram se inserir no pla no do relativismo cultural. Des
se modo, devemos repelir qual
quer dogmatismo tendendo a admitir modelos puros ou ideais. Os coeficientes de homogenei dade ou de fusibilidade cedem
lugar aos resultados da mudan
ça cultural e dos contatos cul
turais, que aceleram a assimi
lação e a integração social. Coleçfio '■Brasiliana”, vol.
IV, Comp. Editora
90
DIGESTO
também podem ter influências no novo meio. Mas, de um
católica.
Os
ECONÔMICO
efeitos
sociais
ser capitalizado, e que se ex
pressa por sua inteligência, sua
dos imigrantes, à posição da mulher, à educação dos filhos, às profissões e aos modos e
estatísti
cas norte-americanas os italia
costumes
nos oferecem maior p>ercentagem nos crimes de violência, os eslavos nos de latrocínio, os ingleses nos de imoralidade. A exigência de “folha corrida” do imigrante é um meio de dimi
econômicos são de grande al cance sobre a organização do
nuir a entrada de criminosos, mas é
também um
meio
de
de
vida.
atuar o imigrante. De todas as que a
chegada
de
mão-de-obra sem preparo téc
operários nacionais.
capazes de se manter em
CO-
to do país de origem. Podem constituir perigos no gênero do “perigo alemão” de que tanto se falou no Brasil. Podem tam bém servir para fins eleitorais
no país que os admitiu, publi car jornais e fundar associa
ções que se tornem suspeitas. Efeitos culturais do mesmo gê nero podem ser temidos quan do se trata de religiões ou de seitas. As primeiras oposições à imigração livre nos Elstados Unidos eram de natureza anti-
numerosa
nico, com padrões de vida mais
dem resultar de uma distribui
lônias separadas, com o espíri
efeitos
influências, é esta a que mais temem os Estados Unidos, por
baixos
grantes em grupos nacionais,
Os
trabalho no país em que vem
opressão política no país de origem. Os efeitos políticos poção pouco satisfatória dos imi
91
se
nos
que o nacional. Nas
ECONÔMICO
ligam principalmente à família
modo geral, o imigrante é me levado à criminalidade do
DIGESTO
causa
uma
depressão
nos salários que prejudica
os
Conclui Delgado de Carva lho de maneira otimista sobre
a eficácia das imigrações. Pois cada imigrante que entra num país para nele se estabelecer, por pequeno que seja o capital
em dinheiro que traz consigo, é um acréscimo ao capital deste país. Segundo um dado da es tatística ing'Iesa de 1887, cal culou-se que um homem de 25 anos custou à sociedade
7.312
libras-ouro: equivale esta quan tia ao que foi poupado no país de imigração para educá-lo. O que é certo é que em cada imi grante,
há um valor
social
a
experiência e seu valor' repro dutivo. 2. Interpretação de Oli veira Viana — Trata-se de uma
interpretação pessimista rela cionada com os imigrantes es
trangeiros, que por razões psico-biológicas nem se assimilam, nem se integram completamen
te no país de adoção. Suas re servas se projetam sobre o's filhos dos imigrantes e sobre os naturalizados. Num comen tário afirma expressamente:
cendentes dos imigrantes ofe reciam dificuldades biológicas quanto à sua adaptação, sendo justamente sobre os descenden tes dos europeus nos trópicos que a seleção telúrica exerce o seu escrutínio mais severo. Ad
verte que entre civilizados ou semi bárbaros essas gentes do oriente asiático e do ocidente europeus — entrando em conflito entre si e com a nossa, substifuindo-se superponde-se ou interfundindo-se, estãe al terando profundamente as ca
(2) soclalmente, com efeito, o fi
madas
lho do imigrante, princípalmen. te quando vindo de etnias ex clusivistas, nunca está inteira mente dentro da mentalidade da nova etnia. Por melo de uma análise psicológica sagaz, os sociológos modernos conse guem discriminar na sua men talidade resíduos e ligações su
sedimentação cultural.
tis, que mostram que este "neo" não está Inteiramente fora do grupo ancestral donde proveio. Daí, o tipo do "marginal puro de Park, engenhado justamente como a expressão representati va desta identificação ímperfelta« Acrescentava que os des¬ fr
(2)
Oliveira Viana — Raça e Assimilação, Nacional, São Paulo,
1932, pág. 131.
tradicionais
da
nossa
Hoje, todos os juízos de va
lor sobre o processo imigratór rio — com as pesquisas avan
çadas da antropologia brasilei
ra — vieram se inserir no pla no do relativismo cultural. Des
se modo, devemos repelir qual
quer dogmatismo tendendo a admitir modelos puros ou ideais. Os coeficientes de homogenei dade ou de fusibilidade cedem
lugar aos resultados da mudan
ça cultural e dos contatos cul
turais, que aceleram a assimi
lação e a integração social. Coleçfio '■Brasiliana”, vol.
IV, Comp. Editora
DIGESTO
92
II
O ponfo de vista dos geógrafos
Na interpretação do fenô meno imigratório, através dos dados do IBGE, sobreleva a contribuição de geógrafos e es tatísticos.
Ao longo desses dados, e
de acordo com a lição desses intérpretes, podemos admitir que as migrações externas re presentam um fator ponderá vel no crecimento e consolida
ção
da população
brasileira.
IXirante um século, de 18801950, 0 total de imigrantes estrangeiros entrados no país nao atingiu 5 milhões, tendo sido da
ordem de 4.800.000, dos quais convém
ressaltar
apenas
cerca de 3.400.000 permanece
ram no Brasil.
Ora, também
200.000: foi em 1891, quando o Brasil recebeu 216.760 imigran
Eis alguns exemplos de maiores entradas de imigrantes
outros.
em nossoí país: Anos
Imigrantes
1891 1895
.. .. .. ..
1912
1913
de períodos decenais, verificase que os máximos registraramse em duas décadas, a de 18911900
e a de
1881-90
anuais, apenas em um só ano 0 total ultrapassou a cifra de
216.760 167.618 180.182 191.568
Encarado o assunto através
1871-80
entradas
Os altos e baixos patentea
ceber um milhão.
1861-70
às
não-superio-
dos nas cifras atrás citadas re fletem a existência de fatores,
34 milhões. Servem tais cifras,
relação
com totais anuais
1921-30:
Períodos
Imigrantes
..
.. ..
.. ..
120.000 95.000
..
..
..
215.000
..
..
..
530.000
1901-10
..
1911-20 1921-30 1931-40 1941-50
.. .. .. ..
.. .. ..
..1.125.000 .. 670.000 .. 795.000
.. .. ..
.. .. ..
1891-1900
835.000 285.000 130.000
favoráveis
uns,
desfavoráveis
Entre os fatores favoráveis. um existe de caráter perma
nente:
Em
a década dc 1951-
res a 85.000.
..
Em
Durante
das na Argentina (300.000), no Canadá (400.000) e, sobretudo, nos Estados Unidos, onde ano houve em que chegaram a re
63
ECONÔMICO
tes — cifra modesta se compa rada com as máximas registra
1851-60
não se alinha entre os mais tí picos países imigratórios.
DIGESTO
60, registrou-se novo incremen to das correntes imigratórias, especialmente entre 195âve 1954,
em um século, os Estados Uni dos chegaram a receber um contingente dez vezes maior:
como aquelas atrás citadas, pa ra demonstrar que nosso país
ECONÔMICO
a fraca densidade de
população e a existência de vastas extensões ainda por Outros, porém, corres-
pondem a certas fases de^ nos-
evolução; a) a expansão da lavoura cafeeira no século XIX e princípios do século XX, a exigir cada vez mais braços: b) as dificuldades em obter es
sa
cravos e seu alto custo, em con-
seqüência da Lei Eusébio de Queirós (1850), que aboliu o trá fico negreiro; c) a abolição da escravatura (1888) e a resul tante desorganização da mãode-obra agrícola; d) a existên cia de áreas de clima subtropi cal, assemelhadas com as de clima temperado, onde se loca lizam os grandes focos emigratórios.
também
fatores atua
ram: a) a tropicalidade de nos so clima, circunstância perma nente e limitada para as prin cipais correntes emigratórias; b) a inexistência de uma polí tica imigratória e colonizadora, firme, contínua e duradoura; c) a falta de garantias para o colono imigrante; d) os abusos
do5 que, individual ou coleti vamente, fizeram da imigração um negócio lucrativo.
nossa
povoar,
contrapartida,
desfavoráveis
ve.
Raramente, a imigração teno Brasil, um caráter es
pontâneo. Em geral, foi provo cada; fomos em busca dos imi grantes e procuramos atraí-los com 0 oferecimento de vantagens, nem sempre reais, Por
isso mesmo, as maiores entra das de imigrantes coincidiram com a intensificação da propa ganda por parte de nosso go verno, com o oferecimento de facilidades para o transporte,
com a regulamentação dos nú cleos coloniais e o estabelecimento de certas garantias pa ra 0 trabalho agrícola.
A queda registrada quanto às correntes imigratórias a par tir da década de 1930 explicase por uma série de razões:
DIGESTO
92
II
O ponfo de vista dos geógrafos
Na interpretação do fenô meno imigratório, através dos dados do IBGE, sobreleva a contribuição de geógrafos e es tatísticos.
Ao longo desses dados, e
de acordo com a lição desses intérpretes, podemos admitir que as migrações externas re presentam um fator ponderá vel no crecimento e consolida
ção
da população
brasileira.
IXirante um século, de 18801950, 0 total de imigrantes estrangeiros entrados no país nao atingiu 5 milhões, tendo sido da
ordem de 4.800.000, dos quais convém
ressaltar
apenas
cerca de 3.400.000 permanece
ram no Brasil.
Ora, também
200.000: foi em 1891, quando o Brasil recebeu 216.760 imigran
Eis alguns exemplos de maiores entradas de imigrantes
outros.
em nossoí país: Anos
Imigrantes
1891 1895
.. .. .. ..
1912
1913
de períodos decenais, verificase que os máximos registraramse em duas décadas, a de 18911900
e a de
1881-90
anuais, apenas em um só ano 0 total ultrapassou a cifra de
216.760 167.618 180.182 191.568
Encarado o assunto através
1871-80
entradas
Os altos e baixos patentea
ceber um milhão.
1861-70
às
não-superio-
dos nas cifras atrás citadas re fletem a existência de fatores,
34 milhões. Servem tais cifras,
relação
com totais anuais
1921-30:
Períodos
Imigrantes
..
.. ..
.. ..
120.000 95.000
..
..
..
215.000
..
..
..
530.000
1901-10
..
1911-20 1921-30 1931-40 1941-50
.. .. .. ..
.. .. ..
..1.125.000 .. 670.000 .. 795.000
.. .. ..
.. .. ..
1891-1900
835.000 285.000 130.000
favoráveis
uns,
desfavoráveis
Entre os fatores favoráveis. um existe de caráter perma
nente:
Em
a década dc 1951-
res a 85.000.
..
Em
Durante
das na Argentina (300.000), no Canadá (400.000) e, sobretudo, nos Estados Unidos, onde ano houve em que chegaram a re
63
ECONÔMICO
tes — cifra modesta se compa rada com as máximas registra
1851-60
não se alinha entre os mais tí picos países imigratórios.
DIGESTO
60, registrou-se novo incremen to das correntes imigratórias, especialmente entre 195âve 1954,
em um século, os Estados Uni dos chegaram a receber um contingente dez vezes maior:
como aquelas atrás citadas, pa ra demonstrar que nosso país
ECONÔMICO
a fraca densidade de
população e a existência de vastas extensões ainda por Outros, porém, corres-
pondem a certas fases de^ nos-
evolução; a) a expansão da lavoura cafeeira no século XIX e princípios do século XX, a exigir cada vez mais braços: b) as dificuldades em obter es
sa
cravos e seu alto custo, em con-
seqüência da Lei Eusébio de Queirós (1850), que aboliu o trá fico negreiro; c) a abolição da escravatura (1888) e a resul tante desorganização da mãode-obra agrícola; d) a existên cia de áreas de clima subtropi cal, assemelhadas com as de clima temperado, onde se loca lizam os grandes focos emigratórios.
também
fatores atua
ram: a) a tropicalidade de nos so clima, circunstância perma nente e limitada para as prin cipais correntes emigratórias; b) a inexistência de uma polí tica imigratória e colonizadora, firme, contínua e duradoura; c) a falta de garantias para o colono imigrante; d) os abusos
do5 que, individual ou coleti vamente, fizeram da imigração um negócio lucrativo.
nossa
povoar,
contrapartida,
desfavoráveis
ve.
Raramente, a imigração teno Brasil, um caráter es
pontâneo. Em geral, foi provo cada; fomos em busca dos imi grantes e procuramos atraí-los com 0 oferecimento de vantagens, nem sempre reais, Por
isso mesmo, as maiores entra das de imigrantes coincidiram com a intensificação da propa ganda por parte de nosso go verno, com o oferecimento de facilidades para o transporte,
com a regulamentação dos nú cleos coloniais e o estabelecimento de certas garantias pa ra 0 trabalho agrícola.
A queda registrada quanto às correntes imigratórias a par tir da década de 1930 explicase por uma série de razões:
94
DIGESTO
.1.
a tendência universal à
ECONÔMICO
alemã, procedentes
do cantão
restrição, quer da parte de paí
de Friburgo. Logo a seguir, co
ses de imigração, quer da par te de países de emigração;
meçaram a chegar os alemães, que se dirigiram de início pa ra 0 Rio Grande do Sul, onde se fixaram em 1824. Todavia, durante essa primeira metade do Século XIX, as entradas fo
2. as restrições impostas pelas Constituições brasileiras
de 1934 e 1937, segundo as quais, em cada ano, não poderiam en trar mais de 2% sobre o total de entradas, para cada nacio nalidade, nos últimos 50 anos — medida que atingiu profun damente a imigração japonesa
(em 1934, entraram 23.000 imi grantes japoneses; em 1935, pouco mais de 3.000); 3.
medidas restritivas dle
caráter legal ou regulamentar,
ram reduzidas e tiveram cará
ter esporádico. somente
por
teve
volta
de
1850, exatamente quando foi proibido por lei o tráfico de es cravos
africanos.
Entre
destacaram-se:
agricultores para cada naciona-
Povos Italianos
ou doutrinária;
Portugueses Espanhóis
4. -Segunda Grande Guer ra (1939-45). 1. As grandes correntes imigratórias
Imigrantes 1.540.000 1.480.000 600.000
Alemães
230.000
Japoneses
190.000 80.000 50.000
Sírio-libaneses
Eslavos
..
.
Os primeiros imigrantes es
Se levarmos em considera
trangeiros desembarcaram no Brasil antas mesmo de nossa independência, em 1818: eram
ção 0 predomínio de uns ou de torna-se outros desses povos, possível reconhecer pelo menos cinco períodos distintos.
cerca de 2.000 suíços de língua
1895
167.618
1896
158.132
notadamente alemães.
Seguiu-se-lhe um período ítalo-sslavo, que se prolongou
de 1872 a 1886, durante o qual 357.304
imigrantes,
principalmente italianos e esla vos (poloneses, ucranianos), com contingentes anuais sem pre inferiores a 36.000. O terceiro período é o mais
longo e numéricamente o mais importante: o período italiano,
que se estendeu de 1887 até 1914, com
como a exigência de 80% de
95
O primeiro pode ser cha mado de período alemão. Estendeu-se de 1850 a 1871, com um total de 214.327 imigrantes,
os
4.800.000 imigrantes entrados no período compreendido nos cem anos seguintes (1850-1950),
lidade, as de seleção eugênica
ECONÔMICO
entraram
A grande imigração início
DIGESTO
um total de 2.688.868 imi-
grantes, predominantemente ita lianos, embora outras naciona lidades também estivessem re
presentadas
(eslavos, sírio-li-
1897
146.362
1911
135.967
1912
180.182 191.568
1913
Depois do hiato verificado
em consequência da Primeira Guerra Mundial (1914-18), seguiu-se 0 período japonês, que S“
iniciou
em
1920
e foi até
1934, abrangendo um total de 1.196.349 imigrantes, notada mente
japoneses,
embora
ou
tras nacionalidades também es
tivessem representadas (como os povos bálticos e os húnga ros). Nesse período, as entra das anuais chegaram a ser vo
lumosas,
de maneira especial
nos seguintes anos:
1925
98.125 121.569
1927 1929
191.568 100.424
baneses, ibéricos, japoneses). Trata-se do período áureo de nossa imigração, com contin gentes muitas vezes superiores a 100 mil, de maneira particu
1924
lar nos seguintes anos:
Seguiu-se-lhe uma fase ca racterizada pela pequenez das
1888
133.253
entradas anuais, que se acen
1890
107.474 216.760 134.805
tuou durante a Segunda Guer ra Mundial (1939-45), com to
1891 1893
tais inferiores a 35.000 por ano.
94
DIGESTO
.1.
a tendência universal à
ECONÔMICO
alemã, procedentes
do cantão
restrição, quer da parte de paí
de Friburgo. Logo a seguir, co
ses de imigração, quer da par te de países de emigração;
meçaram a chegar os alemães, que se dirigiram de início pa ra 0 Rio Grande do Sul, onde se fixaram em 1824. Todavia, durante essa primeira metade do Século XIX, as entradas fo
2. as restrições impostas pelas Constituições brasileiras
de 1934 e 1937, segundo as quais, em cada ano, não poderiam en trar mais de 2% sobre o total de entradas, para cada nacio nalidade, nos últimos 50 anos — medida que atingiu profun damente a imigração japonesa
(em 1934, entraram 23.000 imi grantes japoneses; em 1935, pouco mais de 3.000); 3.
medidas restritivas dle
caráter legal ou regulamentar,
ram reduzidas e tiveram cará
ter esporádico. somente
por
teve
volta
de
1850, exatamente quando foi proibido por lei o tráfico de es cravos
africanos.
Entre
destacaram-se:
agricultores para cada naciona-
Povos Italianos
ou doutrinária;
Portugueses Espanhóis
4. -Segunda Grande Guer ra (1939-45). 1. As grandes correntes imigratórias
Imigrantes 1.540.000 1.480.000 600.000
Alemães
230.000
Japoneses
190.000 80.000 50.000
Sírio-libaneses
Eslavos
..
.
Os primeiros imigrantes es
Se levarmos em considera
trangeiros desembarcaram no Brasil antas mesmo de nossa independência, em 1818: eram
ção 0 predomínio de uns ou de torna-se outros desses povos, possível reconhecer pelo menos cinco períodos distintos.
cerca de 2.000 suíços de língua
1895
167.618
1896
158.132
notadamente alemães.
Seguiu-se-lhe um período ítalo-sslavo, que se prolongou
de 1872 a 1886, durante o qual 357.304
imigrantes,
principalmente italianos e esla vos (poloneses, ucranianos), com contingentes anuais sem pre inferiores a 36.000. O terceiro período é o mais
longo e numéricamente o mais importante: o período italiano,
que se estendeu de 1887 até 1914, com
como a exigência de 80% de
95
O primeiro pode ser cha mado de período alemão. Estendeu-se de 1850 a 1871, com um total de 214.327 imigrantes,
os
4.800.000 imigrantes entrados no período compreendido nos cem anos seguintes (1850-1950),
lidade, as de seleção eugênica
ECONÔMICO
entraram
A grande imigração início
DIGESTO
um total de 2.688.868 imi-
grantes, predominantemente ita lianos, embora outras naciona lidades também estivessem re
presentadas
(eslavos, sírio-li-
1897
146.362
1911
135.967
1912
180.182 191.568
1913
Depois do hiato verificado
em consequência da Primeira Guerra Mundial (1914-18), seguiu-se 0 período japonês, que S“
iniciou
em
1920
e foi até
1934, abrangendo um total de 1.196.349 imigrantes, notada mente
japoneses,
embora
ou
tras nacionalidades também es
tivessem representadas (como os povos bálticos e os húnga ros). Nesse período, as entra das anuais chegaram a ser vo
lumosas,
de maneira especial
nos seguintes anos:
1925
98.125 121.569
1927 1929
191.568 100.424
baneses, ibéricos, japoneses). Trata-se do período áureo de nossa imigração, com contin gentes muitas vezes superiores a 100 mil, de maneira particu
1924
lar nos seguintes anos:
Seguiu-se-lhe uma fase ca racterizada pela pequenez das
1888
133.253
entradas anuais, que se acen
1890
107.474 216.760 134.805
tuou durante a Segunda Guer ra Mundial (1939-45), com to
1891 1893
tais inferiores a 35.000 por ano.
DIGESTO
96
O quinto e último período bem merece ser chamado de pe ríodo português: iniciou-ss por volta de 1950, com entradas anuais nunca superiores a 100 mil imigrantes, com evidente
predomínio de imigrantes
por
tugueses, ao lado de outros (.es panhóis, italianos, japoneses,
sobretudo de italianos, se deu em decorrência da política imi gratória do País que derivava dos interesses
Em síntese, foram essas as grandes correntes imigratórias
que se dirigiram para o Brasil, desde o primeiro quartel do Sé culo XDC, representadas por povos oriundos da Europa e da Ásia, sobretudo.
população paulista
um
destaque
fazendeiros
colas do alto Planalto Ocidental
últimos decênios
do século passado e nos dois primeiros do atual. De 1886 a 1900 as novas áreas agrícolas responsáveis pelo alto cresci mento da população encontra vam-se nas regiões de Campi nas, nos municípios cafeeiros dos contrafortes da Mantiquei ra e da média Depressão Peri
férica e, sobretudo, na porção
2. Imigração e
Daremos
dos
e, particularmente, dos cafeicultores. Essa grande massa de imigrantes foi a responsável pe la abertura das fronteiras agri-
paulista nos
etc.).
ECONÔMICO
contribuição estrangeira no au mento da população paulista, dada sua importância para a economia nacional. A sua par ticipação máxima corresponde no a 23% da população total período de 1872 a 1920. O grande afluxo de corren tes imigratórias estrangeiras,
ECONÔMICO
97
pansão cafeeira nesta época a responsável pela construção das primeiras ferrovias que fa cilitaram o povoamento que se processava em grande massa. De 1900 a 1920 a marcha do
povoamento se orienta para Oeste, ganhando os espigões pa ralelos que separam os afluen tes do rio Paraná. A coloniza
ção e a ocupação cafeeira se fi zeram rapidamente: as áreas de maior crescimento popula cional estão nesta época no mé dio Planalto Ocidental, esten
dendo-se entre o espigão divisor dos rios Turvo e São José dos Dourados
até
Mirassol,
entre
o Tietê e o Aguapeí até Araça-
décadas do século as mais an
tigas zonas cafeeiras ainda mantinham uma população as cendente.
Portanto, o grande avanço da fronteira agrícola no médio Planalto Ocidental se fez, como
referido, principalmcnte com os imigrantes estrangeiros de dominância
italiana.
O aumento
absoluto da população paulista no periodo 1900-1920 foi de
tuba, entre o Aguapeí e o Peixe até Marília e no Paranapanema
2.309.909 pessoas, o que repre
até Conceição de Monte Alegre. Neste período, o maior afluxo de população ocorreu na área intermediária entre os rios Mo ji-Guaçu e Tietê na região de Taquarrtinga-Jaboticabal e Olímpia-Barretos onde se veri
sentou um incremento relativo
cuestas
região de Ribeirão Preto, entre os rios Moji-Guaçu e Pardo, e da região de Araraquara, São Carlos e Jaú no vale do Tietê, ocupadas desde 1870-1880, cons tituíram 0 primeiro grande mar co da marcha do povoamento
comandada pelo café, processo
ficaram aumentos relativos su
periores a 400% na população.
de ocupação que se .estendería a todo 0 planalto ocidental no
da
Ferro Paulista, Noroeste .e Sorccabana, as Frentes Pioneiras já estavam mais próximas ao vale do Paraná. Nas primeiras
na
do Estado
província das
decorrer
Oeste que ao Sul do Tietê, on de, numa forma de ocupação mais dispersa e rarefeita, dis posta ao longo das Estradas de
basálti-
centro-oriental
cas. As férteis terras roxas da
à
DIGESTO
primeira metade
deste século. Foi também a ex¬
Neste trecho o povoamento se apresentava mais denso e menos avançado em direção ao
de 101,2%, ou seja, um incre mento médio anual de 5,0%. Neste período foi basicamente o saldo migratório o fator prin cipal do crescimento populacio nal de São Paulo.
No período que se estende d.e 1920 a 1950 há uma grande queda no crescimento da popu lação do Estado, reduzindo-se o incremento anual
a cerca de
DIGESTO
96
O quinto e último período bem merece ser chamado de pe ríodo português: iniciou-ss por volta de 1950, com entradas anuais nunca superiores a 100 mil imigrantes, com evidente
predomínio de imigrantes
por
tugueses, ao lado de outros (.es panhóis, italianos, japoneses,
sobretudo de italianos, se deu em decorrência da política imi gratória do País que derivava dos interesses
Em síntese, foram essas as grandes correntes imigratórias
que se dirigiram para o Brasil, desde o primeiro quartel do Sé culo XDC, representadas por povos oriundos da Europa e da Ásia, sobretudo.
população paulista
um
destaque
fazendeiros
colas do alto Planalto Ocidental
últimos decênios
do século passado e nos dois primeiros do atual. De 1886 a 1900 as novas áreas agrícolas responsáveis pelo alto cresci mento da população encontra vam-se nas regiões de Campi nas, nos municípios cafeeiros dos contrafortes da Mantiquei ra e da média Depressão Peri
férica e, sobretudo, na porção
2. Imigração e
Daremos
dos
e, particularmente, dos cafeicultores. Essa grande massa de imigrantes foi a responsável pe la abertura das fronteiras agri-
paulista nos
etc.).
ECONÔMICO
contribuição estrangeira no au mento da população paulista, dada sua importância para a economia nacional. A sua par ticipação máxima corresponde no a 23% da população total período de 1872 a 1920. O grande afluxo de corren tes imigratórias estrangeiras,
ECONÔMICO
97
pansão cafeeira nesta época a responsável pela construção das primeiras ferrovias que fa cilitaram o povoamento que se processava em grande massa. De 1900 a 1920 a marcha do
povoamento se orienta para Oeste, ganhando os espigões pa ralelos que separam os afluen tes do rio Paraná. A coloniza
ção e a ocupação cafeeira se fi zeram rapidamente: as áreas de maior crescimento popula cional estão nesta época no mé dio Planalto Ocidental, esten
dendo-se entre o espigão divisor dos rios Turvo e São José dos Dourados
até
Mirassol,
entre
o Tietê e o Aguapeí até Araça-
décadas do século as mais an
tigas zonas cafeeiras ainda mantinham uma população as cendente.
Portanto, o grande avanço da fronteira agrícola no médio Planalto Ocidental se fez, como
referido, principalmcnte com os imigrantes estrangeiros de dominância
italiana.
O aumento
absoluto da população paulista no periodo 1900-1920 foi de
tuba, entre o Aguapeí e o Peixe até Marília e no Paranapanema
2.309.909 pessoas, o que repre
até Conceição de Monte Alegre. Neste período, o maior afluxo de população ocorreu na área intermediária entre os rios Mo ji-Guaçu e Tietê na região de Taquarrtinga-Jaboticabal e Olímpia-Barretos onde se veri
sentou um incremento relativo
cuestas
região de Ribeirão Preto, entre os rios Moji-Guaçu e Pardo, e da região de Araraquara, São Carlos e Jaú no vale do Tietê, ocupadas desde 1870-1880, cons tituíram 0 primeiro grande mar co da marcha do povoamento
comandada pelo café, processo
ficaram aumentos relativos su
periores a 400% na população.
de ocupação que se .estendería a todo 0 planalto ocidental no
da
Ferro Paulista, Noroeste .e Sorccabana, as Frentes Pioneiras já estavam mais próximas ao vale do Paraná. Nas primeiras
na
do Estado
província das
decorrer
Oeste que ao Sul do Tietê, on de, numa forma de ocupação mais dispersa e rarefeita, dis posta ao longo das Estradas de
basálti-
centro-oriental
cas. As férteis terras roxas da
à
DIGESTO
primeira metade
deste século. Foi também a ex¬
Neste trecho o povoamento se apresentava mais denso e menos avançado em direção ao
de 101,2%, ou seja, um incre mento médio anual de 5,0%. Neste período foi basicamente o saldo migratório o fator prin cipal do crescimento populacio nal de São Paulo.
No período que se estende d.e 1920 a 1950 há uma grande queda no crescimento da popu lação do Estado, reduzindo-se o incremento anual
a cerca de
98
metade (2,7%).
DIGESTO
do
período
anterior
Já então cessaram as gran des correntes de imigração eu-
ECONÔMICO
ropéia e, ainda, não eram
de
grande volume os fluxos inter nos de trabalhadores nacionais.
Política nacional
(Contínua)
ímobilismo econômico-financeiro
A
política
econômica
do governo encontra-se
num imobilismo total com tantos pontos de estrangulamento, como se as as autoridades tivessem medo de mexer aqui e desarranjar ali. Também não é possível continuar com uma política monetaria apertada ■ e tão descoordenada da política fiscal. Talvez seja a hora de se iniciar a refor ma tributaria. Estes são os pontos principais da “Carta do Ibre", que expressa a opinião de uma série de economistas da Fundação Getúlio Vargas. Para definir o “imobilismo”, diz a “Carta do Ibre” que não se
dentro do contexto
político universal J. O. de Meíra
pode ficar ao sabor de atitudes fatalistas ou de concepção mecanicista dos ciclos. Isto seria o mesmo que se deixar levar pela crença, à maneira
Penna
do personagem de Peter Sellers, no filme “Beeing Tiiere”. que a mera sucessão das estações do ano garantiria após o inverno,
uma explosão
"Posição Internacional do Brasil"
por mínimo que seja e que “ofereça uma sinalização
alternativas".
Terceiro Mundos — Este tema foi debatido em Reunião do Centro de Estudos Sociais e Políticos
primaveril de atividade. Além disso, afirma a carta que falta um roteiro, de
Diz a_FGV que o desenvolvimento como processo, é caracterizado por uma
sucessão de desequilíbrios, ora por falta, ora por excesso. deve ser flexível e pragmático e adaptar as táticas às
A conjuntura mundial de juros elevados, práticas
recessivas, atinge o Brasil pela vulnerabilidade de
O planejamento novas situações, protecionistas e políticas nossa
economia,
Primeiro^ Segundo e
de 10 de fevereiro de 1982.
Como
os pressupostos — continua a carta da PGV — que deram forma ao plane jamento dos anos 1980/1985 estão so desvanecendo diante dos fato6, seria desejável, dentro do corolário da flexibilidade, que um novo roteiro fornecesse as sinalizações necessárias para a Nação e o empresariado, sobre os rumos a tomar. Lembra a “Carta do Ibre" que o Brasil resolveu manter o crescimento, mesmo com a criSe energética, e financiar investimentos com recursos externos obtidos, na epoca, a juros baixos ou até negativos. Acumulou considerável dívida externa e se vê agora obrigado a obter superávits crescentes no balanço de pagamentos para fazer frente aos déficlts, de conta de serviços. Atualmente, as taxas de juros no mercado internacional atingem níveis inimagináveis, onerando mais a dívida e a conta serviços. Dos países em transição, o Brasil é o de menor coeficiente de exportação entre os desenvolvidos e o que apresenta a maior divida (Coniiaua na página 140)
Quero antes de mais nada
agradecer a oportunidade que me é oferecida de apresentar,
perante uma Associação tão se leta quanto esta, algumas idéias sobre a posição interna" cional do Brasil, e suas rela ções com o que se convencio nou chamar o Primeiro, o Se gundo e o Terceiro Mundos. Funcionário aposentado após quarenta e tantos anos de ser
viço, e outros tantos de obser-
vação e estudo de negócios in ternacionais, vou me permitir
desenvolver algumas teses ge rais que posseim servir para i^a apreciação da atual situa ção mundial, na perspectiva dos interesses de nosso pais, tais como os aprecio. O tema cer tamente me preocupa há mui to tempo. Sobretudo desde quando completei-o curso na Escola Superior de Guerra, a partir do qual redigi uma tese
98
metade (2,7%).
DIGESTO
do
período
anterior
Já então cessaram as gran des correntes de imigração eu-
ECONÔMICO
ropéia e, ainda, não eram
de
grande volume os fluxos inter nos de trabalhadores nacionais.
Política nacional
(Contínua)
ímobilismo econômico-financeiro
A
política
econômica
do governo encontra-se
num imobilismo total com tantos pontos de estrangulamento, como se as as autoridades tivessem medo de mexer aqui e desarranjar ali. Também não é possível continuar com uma política monetaria apertada ■ e tão descoordenada da política fiscal. Talvez seja a hora de se iniciar a refor ma tributaria. Estes são os pontos principais da “Carta do Ibre", que expressa a opinião de uma série de economistas da Fundação Getúlio Vargas. Para definir o “imobilismo”, diz a “Carta do Ibre” que não se
dentro do contexto
político universal J. O. de Meíra
pode ficar ao sabor de atitudes fatalistas ou de concepção mecanicista dos ciclos. Isto seria o mesmo que se deixar levar pela crença, à maneira
Penna
do personagem de Peter Sellers, no filme “Beeing Tiiere”. que a mera sucessão das estações do ano garantiria após o inverno,
uma explosão
"Posição Internacional do Brasil"
por mínimo que seja e que “ofereça uma sinalização
alternativas".
Terceiro Mundos — Este tema foi debatido em Reunião do Centro de Estudos Sociais e Políticos
primaveril de atividade. Além disso, afirma a carta que falta um roteiro, de
Diz a_FGV que o desenvolvimento como processo, é caracterizado por uma
sucessão de desequilíbrios, ora por falta, ora por excesso. deve ser flexível e pragmático e adaptar as táticas às
A conjuntura mundial de juros elevados, práticas
recessivas, atinge o Brasil pela vulnerabilidade de
O planejamento novas situações, protecionistas e políticas nossa
economia,
Primeiro^ Segundo e
de 10 de fevereiro de 1982.
Como
os pressupostos — continua a carta da PGV — que deram forma ao plane jamento dos anos 1980/1985 estão so desvanecendo diante dos fato6, seria desejável, dentro do corolário da flexibilidade, que um novo roteiro fornecesse as sinalizações necessárias para a Nação e o empresariado, sobre os rumos a tomar. Lembra a “Carta do Ibre" que o Brasil resolveu manter o crescimento, mesmo com a criSe energética, e financiar investimentos com recursos externos obtidos, na epoca, a juros baixos ou até negativos. Acumulou considerável dívida externa e se vê agora obrigado a obter superávits crescentes no balanço de pagamentos para fazer frente aos déficlts, de conta de serviços. Atualmente, as taxas de juros no mercado internacional atingem níveis inimagináveis, onerando mais a dívida e a conta serviços. Dos países em transição, o Brasil é o de menor coeficiente de exportação entre os desenvolvidos e o que apresenta a maior divida (Coniiaua na página 140)
Quero antes de mais nada
agradecer a oportunidade que me é oferecida de apresentar,
perante uma Associação tão se leta quanto esta, algumas idéias sobre a posição interna" cional do Brasil, e suas rela ções com o que se convencio nou chamar o Primeiro, o Se gundo e o Terceiro Mundos. Funcionário aposentado após quarenta e tantos anos de ser
viço, e outros tantos de obser-
vação e estudo de negócios in ternacionais, vou me permitir
desenvolver algumas teses ge rais que posseim servir para i^a apreciação da atual situa ção mundial, na perspectiva dos interesses de nosso pais, tais como os aprecio. O tema cer tamente me preocupa há mui to tempo. Sobretudo desde quando completei-o curso na Escola Superior de Guerra, a partir do qual redigi uma tese
100
DIGESTO
que constitui o argumento cen tral de um livro publicado em 1&67:' Política Externa, Segu rança e Desenvolvimento. Está continua sendo a única mono grafia existente sobre o assuuto. Nessa obra, tomando como
ponto de partida o programa de política externa apresen tado pelo saudoso presidente Castello Branco em seu dis curso de 31 de julho de 1964, perante os alunos do Instituto
Rio Branco, discuti lorigamente a problemática da posiçào brasileira diante dò confron to bipolar Ocidente x Totalita rismo, assim como a incidên
cia do chamado
diálogo
ou
confronto Norte x Sul em nos sa diplomacia. O antigo ministro das Re
lações Exteriores ao tempo do presidente Médici, o embaixa
dor
Mario
Gibson
Barbosa,
afirmou em certa ocasião algo que
contém profunda sabedo
ria. Disse 0 chanceler Gibson, tanto quanto me recordo, que a política externa de um país
ECONÔMICO
nem desperdiçá-lo numa postu ra tímida, ineficiente ou pas siva. Em suma, a ação diplo mática deve se adequar perfeitaraente ao estágio a que atingiu o País em termos de capacidade de exercer
a sua
vontade nacional.
A sabedoria desse conceito
é grande, mas
a realidade
da Persona. Havendo sido um dos homens que mais concre tamente colaborara para o au mento do poder brasileiro, e sendo também um realista que resolvera
as
nossas
questões
de fronteiras por métodos le gais — reconhecia a nossa si tuação de relativa impotência
é
e, das três atividades especí ficas atribuídas à diplomacia — representar, informar e ne
guido a orientação. Depois da
Primeira Guerra Mundial, por exemplo, quando havíamos contribuído para a causa alia
da com um único insignifican te barquinho de guerra que le vou uma delegação médica, a qual ficou paralisada num por to africano pela gripe espanho la, tivemos a pretensão de in tegrar 0 Conselho da Liga das Nações. Desejávamos o status de grande potência. As nações européias não nos considera vam como tal, encolheram os
ombros e negaram-se a rece ber-nos
no
seleto
conclave.
Ressentidos, retiramo-nos então da Liga, com um ar de pro funda mágoa. Naquela época ainda domi nava a diplomacia de Rio
não deve
Branco.
ciosa do que permite o poder.
101
ECONÔMICO
que nem sempre lhe temos se
deve corresponder ao nível do seu poder nacional poder político, poder econômico e po der militar. A política externa ser nem mais ambi
DIGESTO
Este fora
mestre no
que eu chamaria a diplomacia
gociar —, privilegiava à pri meira. Era mais fácil. Gran-
geou para o Itamaraty a repu tação de eficiência, o que é sempre um trunfo: o prestígio é de fato elemento do poder nacional no setor psicossocial. Tivemos então uma carrière
cuja função era dar ao estran geiro uma imagem grande
mente superior ao que éramos dura realidade. O diploma ta brasileiro daquela época de
na
via seguir um modelo britâni co, bem trajado, falando vá rias línguas, e de boas manei ras. Dizem que o barão fazia até questão que soubéssemos dançar corretamente, (Recor dações do Congresso de Vie na!). Quando me lembro de al guns desses embaixadores de
boa estampa, cultos, finíssimos,
capazes de se medir com qual quer diplomata europeu — ho mens como um Régis de Oli veira, um Souza Dantas, um Pimentel Brandão, um Muniz de Aragão, um Moraes Barros — avalio 0 sucesso que alcan" çamos. Mas sempre naquele nível de mera representação, de Fachada, de Persona, utili zando ao máximo o potencial diminuto de que dispúnhamos. Após a Segunda Guerra Mundial, para a qual contribuí mos com um Corpo Expedicio nário, fizemos uma hesitante tentativa de ingressar no Con selho de Segurança da ONU co mo membro permanente,o que quer dizer, com direito a veto. Acabamos
candidatando-nos
algumas vezes como membro não-permanente para o órgão ao qual está, teoricamente, atribuída a defesa da paz e da segurança internacionais, É curioso notar que agora já faz vários anos que nem isso reinvindicamos — talvez por uma consciência difusa de que o
regime semimilitar brasileiro não conseguiu atrair grande simpatias na opinião pública in ternacional. Pelo menos, nada
que se compare
ao prestígio
100
DIGESTO
que constitui o argumento cen tral de um livro publicado em 1&67:' Política Externa, Segu rança e Desenvolvimento. Está continua sendo a única mono grafia existente sobre o assuuto. Nessa obra, tomando como
ponto de partida o programa de política externa apresen tado pelo saudoso presidente Castello Branco em seu dis curso de 31 de julho de 1964, perante os alunos do Instituto
Rio Branco, discuti lorigamente a problemática da posiçào brasileira diante dò confron to bipolar Ocidente x Totalita rismo, assim como a incidên
cia do chamado
diálogo
ou
confronto Norte x Sul em nos sa diplomacia. O antigo ministro das Re
lações Exteriores ao tempo do presidente Médici, o embaixa
dor
Mario
Gibson
Barbosa,
afirmou em certa ocasião algo que
contém profunda sabedo
ria. Disse 0 chanceler Gibson, tanto quanto me recordo, que a política externa de um país
ECONÔMICO
nem desperdiçá-lo numa postu ra tímida, ineficiente ou pas siva. Em suma, a ação diplo mática deve se adequar perfeitaraente ao estágio a que atingiu o País em termos de capacidade de exercer
a sua
vontade nacional.
A sabedoria desse conceito
é grande, mas
a realidade
da Persona. Havendo sido um dos homens que mais concre tamente colaborara para o au mento do poder brasileiro, e sendo também um realista que resolvera
as
nossas
questões
de fronteiras por métodos le gais — reconhecia a nossa si tuação de relativa impotência
é
e, das três atividades especí ficas atribuídas à diplomacia — representar, informar e ne
guido a orientação. Depois da
Primeira Guerra Mundial, por exemplo, quando havíamos contribuído para a causa alia
da com um único insignifican te barquinho de guerra que le vou uma delegação médica, a qual ficou paralisada num por to africano pela gripe espanho la, tivemos a pretensão de in tegrar 0 Conselho da Liga das Nações. Desejávamos o status de grande potência. As nações européias não nos considera vam como tal, encolheram os
ombros e negaram-se a rece ber-nos
no
seleto
conclave.
Ressentidos, retiramo-nos então da Liga, com um ar de pro funda mágoa. Naquela época ainda domi nava a diplomacia de Rio
não deve
Branco.
ciosa do que permite o poder.
101
ECONÔMICO
que nem sempre lhe temos se
deve corresponder ao nível do seu poder nacional poder político, poder econômico e po der militar. A política externa ser nem mais ambi
DIGESTO
Este fora
mestre no
que eu chamaria a diplomacia
gociar —, privilegiava à pri meira. Era mais fácil. Gran-
geou para o Itamaraty a repu tação de eficiência, o que é sempre um trunfo: o prestígio é de fato elemento do poder nacional no setor psicossocial. Tivemos então uma carrière
cuja função era dar ao estran geiro uma imagem grande
mente superior ao que éramos dura realidade. O diploma ta brasileiro daquela época de
na
via seguir um modelo britâni co, bem trajado, falando vá rias línguas, e de boas manei ras. Dizem que o barão fazia até questão que soubéssemos dançar corretamente, (Recor dações do Congresso de Vie na!). Quando me lembro de al guns desses embaixadores de
boa estampa, cultos, finíssimos,
capazes de se medir com qual quer diplomata europeu — ho mens como um Régis de Oli veira, um Souza Dantas, um Pimentel Brandão, um Muniz de Aragão, um Moraes Barros — avalio 0 sucesso que alcan" çamos. Mas sempre naquele nível de mera representação, de Fachada, de Persona, utili zando ao máximo o potencial diminuto de que dispúnhamos. Após a Segunda Guerra Mundial, para a qual contribuí mos com um Corpo Expedicio nário, fizemos uma hesitante tentativa de ingressar no Con selho de Segurança da ONU co mo membro permanente,o que quer dizer, com direito a veto. Acabamos
candidatando-nos
algumas vezes como membro não-permanente para o órgão ao qual está, teoricamente, atribuída a defesa da paz e da segurança internacionais, É curioso notar que agora já faz vários anos que nem isso reinvindicamos — talvez por uma consciência difusa de que o
regime semimilitar brasileiro não conseguiu atrair grande simpatias na opinião pública in ternacional. Pelo menos, nada
que se compare
ao prestígio
102
DIGESTO
ECONÔMICO
demagógico do México, com sua retórica esquerdista, seu partido único, sua repressão sangrentade estudantes e cam" poneses, sua censura aos jor
dentemente, nos coloca no Ter ceiro Mundo. Tais, em suma, as
nais e outras maravilhas nacional socialismo tão
to no cenário internacional.
do do
agrado do Liberalismo esquerdizante.
Pois eis aí, senhores, o pa radoxo. À medida que cresce mos, realmente, em poder; no momento em que
somos
in-
contestavelmente a nação lí der da América Latina; que exportamos armas; que em breve seremos donos da tecno
logia nuclear; e que nos en contramos
entre
as
oito
na-
ções ocidentais economica mente mais importantes — decresce a consciência de nossa postura no mundo. Tornamo-
nos complexados. Descobrimos, repentiname^te, que somos subdesenvolvidos, um país de
motivações secretas do tercei-
ro-mundismo que parece nor tear nosso atual comportamen Nessas condições, nós que, no século passado, quando em nosso país existia ainda a es cravidão negra, fazíamos ques tão de sermos europeus, num Império governado por um austero imperador marcoaureliano de olhos azuis, herdeiro das
mais nobres
famílias
rei
nantes da Europa, procuramos hoje deliberadamente nos iden tificar com o mundo subdesen-
volvido, o mundo do hemisfé rio Sul, o mundo folclórico anticolonialista, anticapitalista e
antiimperialista, o mundo “socialismo
do
científico'
cujo não-alinhamenfo propagandístico representa, na realidade, um
alinhamento prático com os in teresses do Segundo Mundo, contra os do Primeiro. Isso, sem mesmo o intuito, que teria sido o do senhor Jânio Qua dros quando presidente da Re
gente pobre, mestiça, atrasa da, analfabeta, macumbeira de religião, meio desordeira, ca paz apenas de se governar com um regime militar ora, algo parecido com o fenômeno que fez crescer o número de “par
camente, analisaria essa nossa
dos” no recenseamento de 1980
atual postura internacional co
em relação ao de 1970; hoje já
mo resultante de uma dissolu
ultrapassam os 50%. Isso, evi¬
ção de nossa Persona. Dissolu-
pública, de liderá-lo. Psicologi
DIGESTO
103
ECONÔMICO
ção disso que o professor José
mento de Estado, salvo
Honório Rodrigues, certa vez, denominou a "caiação euro-
ocasiões, sempre teve tendên cia a considerar o Brasil uma
afrancesada" de nossa Facha
entre as vinte e tantas folclóri
da cultural.
cas naçÕES de habla hispânica — raramente sendo consciente,
A realidade artificial talvez
de uma Fachada que ocidenta
lizou a política externa brasi leira ao
tempo do
Imperador
D. Pedro II e do barão do Rio
Branco,
foi
substituída
procura
nao
menos
pela
artificial
de nossa autenticidade no culto
e
menos
ainda
raras
tentando
se
aproveitar, das peculiaridades de nossa posição no continente.
De qualquer forma, a sub versão dos valores foi total e, curiosamente, parece se haver
mais prosáico do subdesenvol vimento. É como se os diplo¬ matas, que outrora moravam na Av. Paulista ou na Praia do
acentuado a partir de 1967-68, por motivos que seriam facil
Flamengo, passassem de re pente a residir num mocambo
numa palestra tão curta. Vale apenas constatar como o pêndu
de Recife ou na Favela da Ro cinha. Uma mudança de cons
lo que tem variado de um extre mo de ufanismo (o do conde de Afonso Celso) para um outro de pessimismo (o de Eduardo Prado e Paulo Prado), tam
ciências quanto ao peso respec tivo dos Dois Brasis de que fa lava Charles Lambert. Devo
mente analisáveis, mas dema siadamente
longo de explicar
dizer, por falar nisso, que não me parece que tenha havido
bém tem ido de um
muitas tentativas de parte das
Persona européia, para outro, de protesto de uma suposta autenticidade tropicalista, meia cafona e subdesenvolvida. Coo folclore domina hoje mo tantos setores de nossa vida cultural, inclusive de nossa vi
nações da Europa Ocidental e da América do Norte interessa
das em nos atrair para seu la do. Elas também preferem olhar para nossas favelas e mocambos do que para a Av. Paulista e Beira Mar. A pró pria diplomacia do Departa-
de
identificação
com
extremo
nossa
da religiosa, não é de admirar que exerça influência também
102
DIGESTO
ECONÔMICO
demagógico do México, com sua retórica esquerdista, seu partido único, sua repressão sangrentade estudantes e cam" poneses, sua censura aos jor
dentemente, nos coloca no Ter ceiro Mundo. Tais, em suma, as
nais e outras maravilhas nacional socialismo tão
to no cenário internacional.
do do
agrado do Liberalismo esquerdizante.
Pois eis aí, senhores, o pa radoxo. À medida que cresce mos, realmente, em poder; no momento em que
somos
in-
contestavelmente a nação lí der da América Latina; que exportamos armas; que em breve seremos donos da tecno
logia nuclear; e que nos en contramos
entre
as
oito
na-
ções ocidentais economica mente mais importantes — decresce a consciência de nossa postura no mundo. Tornamo-
nos complexados. Descobrimos, repentiname^te, que somos subdesenvolvidos, um país de
motivações secretas do tercei-
ro-mundismo que parece nor tear nosso atual comportamen Nessas condições, nós que, no século passado, quando em nosso país existia ainda a es cravidão negra, fazíamos ques tão de sermos europeus, num Império governado por um austero imperador marcoaureliano de olhos azuis, herdeiro das
mais nobres
famílias
rei
nantes da Europa, procuramos hoje deliberadamente nos iden tificar com o mundo subdesen-
volvido, o mundo do hemisfé rio Sul, o mundo folclórico anticolonialista, anticapitalista e
antiimperialista, o mundo “socialismo
do
científico'
cujo não-alinhamenfo propagandístico representa, na realidade, um
alinhamento prático com os in teresses do Segundo Mundo, contra os do Primeiro. Isso, sem mesmo o intuito, que teria sido o do senhor Jânio Qua dros quando presidente da Re
gente pobre, mestiça, atrasa da, analfabeta, macumbeira de religião, meio desordeira, ca paz apenas de se governar com um regime militar ora, algo parecido com o fenômeno que fez crescer o número de “par
camente, analisaria essa nossa
dos” no recenseamento de 1980
atual postura internacional co
em relação ao de 1970; hoje já
mo resultante de uma dissolu
ultrapassam os 50%. Isso, evi¬
ção de nossa Persona. Dissolu-
pública, de liderá-lo. Psicologi
DIGESTO
103
ECONÔMICO
ção disso que o professor José
mento de Estado, salvo
Honório Rodrigues, certa vez, denominou a "caiação euro-
ocasiões, sempre teve tendên cia a considerar o Brasil uma
afrancesada" de nossa Facha
entre as vinte e tantas folclóri
da cultural.
cas naçÕES de habla hispânica — raramente sendo consciente,
A realidade artificial talvez
de uma Fachada que ocidenta
lizou a política externa brasi leira ao
tempo do
Imperador
D. Pedro II e do barão do Rio
Branco,
foi
substituída
procura
nao
menos
pela
artificial
de nossa autenticidade no culto
e
menos
ainda
raras
tentando
se
aproveitar, das peculiaridades de nossa posição no continente.
De qualquer forma, a sub versão dos valores foi total e, curiosamente, parece se haver
mais prosáico do subdesenvol vimento. É como se os diplo¬ matas, que outrora moravam na Av. Paulista ou na Praia do
acentuado a partir de 1967-68, por motivos que seriam facil
Flamengo, passassem de re pente a residir num mocambo
numa palestra tão curta. Vale apenas constatar como o pêndu
de Recife ou na Favela da Ro cinha. Uma mudança de cons
lo que tem variado de um extre mo de ufanismo (o do conde de Afonso Celso) para um outro de pessimismo (o de Eduardo Prado e Paulo Prado), tam
ciências quanto ao peso respec tivo dos Dois Brasis de que fa lava Charles Lambert. Devo
mente analisáveis, mas dema siadamente
longo de explicar
dizer, por falar nisso, que não me parece que tenha havido
bém tem ido de um
muitas tentativas de parte das
Persona européia, para outro, de protesto de uma suposta autenticidade tropicalista, meia cafona e subdesenvolvida. Coo folclore domina hoje mo tantos setores de nossa vida cultural, inclusive de nossa vi
nações da Europa Ocidental e da América do Norte interessa
das em nos atrair para seu la do. Elas também preferem olhar para nossas favelas e mocambos do que para a Av. Paulista e Beira Mar. A pró pria diplomacia do Departa-
de
identificação
com
extremo
nossa
da religiosa, não é de admirar que exerça influência também
104
DIGESTO
ECONÔMICO
DIGESTO
105
ECONÔMICO
sobre a diplomacia. Quero dar
nacionalismo
o exemplo anedótico de
brasileiro — tenta
justamente
intelectuais brasileiras, antes da II Guerra Mundial, a nos
esse tour de force:
o naciona
cobrir com
doi^s
autores jovens que escreveram com um quarto de século de in terstício e. em suas respectivas épocas, exerceram influência
ponderável sobre a juventude politizada. Em seu livro "Maquiavel e o Brasil”, Octávio de
Faria, depois de citar Oliveira Vianna, criticou o hábito de, consciente ou inconscientemen
te, sempre olharmos para fora, procurando longe, em outros países,, a solução para o nosso caso. Trata-se de uma autocrí
tica usual
do fenômeno
que
alguns definem como "aliena ção” e outros reconhecem como uma herança inevitável e fa cilmente, da mentalidade de mazombo da colônia. E daí o nosso autor de concluir: “E o
Brasil prossegue, a macaquear 0 mundo sempre com alguns anos de atraso. Ontem a Ingla terra, hoje os Estados Unidos, amanhã a Rússia ou a Itália. E
é assim que um dia chega a vez de Java... E por que não tentar?” Ora, no livro "0 Na cionalismo e a Atualidade Bra
sileira”
publicado em
senhor
Hélio
1958, o
Jaguaribe
que
ainda é hoje um dos arautos do
terceiro-mundista
uma máscara
de
país europeu — e isso se refle tiu na política externa que cha
lista em 1958 coloca o Brasil, juntamente com a Indonésia, no grupo de países cuja ideo logia e aspirações estão iden tificadas no que então se cha
mo
mava a Terceira Força (pág. 260). Se levarmos em conta que
de verde-amarela, quites a fler
rio-branca
— as preocupa
ções com a segurança entre 1930 e 1945, inspirou uma polí tica externa que eu chamaria
aquela obra do senhor Hélio Jaguaribe constituiu uma mani festação relativamente mode
tar
com a Alemanha vitoriosa
em
1940 e com a URSS em 1945,
rada da posição de nihilismo cultural representada então pe lo ISEB„ podemos medir a ex
mento. com sua ênfase no eco
nômico, seria então a fonte das
tensão do mal. Podemos
tam
me
bém avaliar a decadência
que
se processou no pensamento de nossa inteiligentsia de van
guarda a qual, depois de haver, sem contestação possível, dois dos países mais bem governa dos do mundo — passou a macaquear a Itália mussoliniana, no p.eríodo entre as duas guer ras, e acabou macaqueando
Ghana, Indonésia, Cuba, Ango la e Guiné — Bissau, no mo mento mesmo em queno.s encon
tramos no auge, mais perigoso e mais doloroso, de nossa revo lução industrial.
Assim, se as preocupações culturais levaram essas
elites
1950/54 e 61/64.
O desenvolvi
posturas dúbias a que acabo de referir e que conduziram à
Operação Pan-Americana de 1958/59, sob a presidência
Kubitschek, e à Política Externa Independente de Jânio Qua dros e Jango Goulart.
Depois tivemos o "pragma tismo responsável” de 1974/79,
que conseguiu,
esse
prodígio
diplomático de, no curto espa ço de cinco anos, comprometer nossas relações
com os
três
países aos quais estamos mais ligados por laços culturais,, po
ca formulação correta, clara e precisa do que deveria ser a nossa política externa na atual conjuntura mundial, refiro-me novamente ao admirável discur
so do presidente Castello Bran co em julho de 1964, à luz de nosso poder nacional atual e das agruras da Revolução in dustrial em que em cheio esta mos mergulhados — tentei, na obra acima citada e que foi in teiramente inspirada por aque la momentosa declaração, fixar visualmente o problema. Meu intuito era
evitar muitos dos
mal-entendidos que resultam da aplicação irrestrita do desenvolvimentismo que nos assober
ba, ao que, afinal de contas, é permanente e essencial à politica externa: o fator político. No presente quadro procuro ressaltar a estrutura geopolíti-
ca e geoeconômica do planeta, através de um sistema de duas coordenadas que permitem co locar 0 Brasil em face do bi
mente vitais — Portugal, a Ar
nômio Segurança e Desenvolvi mento, cujas contradições ex
gentina e os Estados Unidos!
plicam, em parte, as sinuosida-
líticos ou econômicos absoluta
Valendo-me,
contudo,
do
que, a meu ver, constitui a úni-
des de nossa conduta diplomá tica.
104
DIGESTO
ECONÔMICO
DIGESTO
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ECONÔMICO
sobre a diplomacia. Quero dar
nacionalismo
o exemplo anedótico de
brasileiro — tenta
justamente
intelectuais brasileiras, antes da II Guerra Mundial, a nos
esse tour de force:
o naciona
cobrir com
doi^s
autores jovens que escreveram com um quarto de século de in terstício e. em suas respectivas épocas, exerceram influência
ponderável sobre a juventude politizada. Em seu livro "Maquiavel e o Brasil”, Octávio de
Faria, depois de citar Oliveira Vianna, criticou o hábito de, consciente ou inconscientemen
te, sempre olharmos para fora, procurando longe, em outros países,, a solução para o nosso caso. Trata-se de uma autocrí
tica usual
do fenômeno
que
alguns definem como "aliena ção” e outros reconhecem como uma herança inevitável e fa cilmente, da mentalidade de mazombo da colônia. E daí o nosso autor de concluir: “E o
Brasil prossegue, a macaquear 0 mundo sempre com alguns anos de atraso. Ontem a Ingla terra, hoje os Estados Unidos, amanhã a Rússia ou a Itália. E
é assim que um dia chega a vez de Java... E por que não tentar?” Ora, no livro "0 Na cionalismo e a Atualidade Bra
sileira”
publicado em
senhor
Hélio
1958, o
Jaguaribe
que
ainda é hoje um dos arautos do
terceiro-mundista
uma máscara
de
país europeu — e isso se refle tiu na política externa que cha
lista em 1958 coloca o Brasil, juntamente com a Indonésia, no grupo de países cuja ideo logia e aspirações estão iden tificadas no que então se cha
mo
mava a Terceira Força (pág. 260). Se levarmos em conta que
de verde-amarela, quites a fler
rio-branca
— as preocupa
ções com a segurança entre 1930 e 1945, inspirou uma polí tica externa que eu chamaria
aquela obra do senhor Hélio Jaguaribe constituiu uma mani festação relativamente mode
tar
com a Alemanha vitoriosa
em
1940 e com a URSS em 1945,
rada da posição de nihilismo cultural representada então pe lo ISEB„ podemos medir a ex
mento. com sua ênfase no eco
nômico, seria então a fonte das
tensão do mal. Podemos
tam
me
bém avaliar a decadência
que
se processou no pensamento de nossa inteiligentsia de van
guarda a qual, depois de haver, sem contestação possível, dois dos países mais bem governa dos do mundo — passou a macaquear a Itália mussoliniana, no p.eríodo entre as duas guer ras, e acabou macaqueando
Ghana, Indonésia, Cuba, Ango la e Guiné — Bissau, no mo mento mesmo em queno.s encon
tramos no auge, mais perigoso e mais doloroso, de nossa revo lução industrial.
Assim, se as preocupações culturais levaram essas
elites
1950/54 e 61/64.
O desenvolvi
posturas dúbias a que acabo de referir e que conduziram à
Operação Pan-Americana de 1958/59, sob a presidência
Kubitschek, e à Política Externa Independente de Jânio Qua dros e Jango Goulart.
Depois tivemos o "pragma tismo responsável” de 1974/79,
que conseguiu,
esse
prodígio
diplomático de, no curto espa ço de cinco anos, comprometer nossas relações
com os
três
países aos quais estamos mais ligados por laços culturais,, po
ca formulação correta, clara e precisa do que deveria ser a nossa política externa na atual conjuntura mundial, refiro-me novamente ao admirável discur
so do presidente Castello Bran co em julho de 1964, à luz de nosso poder nacional atual e das agruras da Revolução in dustrial em que em cheio esta mos mergulhados — tentei, na obra acima citada e que foi in teiramente inspirada por aque la momentosa declaração, fixar visualmente o problema. Meu intuito era
evitar muitos dos
mal-entendidos que resultam da aplicação irrestrita do desenvolvimentismo que nos assober
ba, ao que, afinal de contas, é permanente e essencial à politica externa: o fator político. No presente quadro procuro ressaltar a estrutura geopolíti-
ca e geoeconômica do planeta, através de um sistema de duas coordenadas que permitem co locar 0 Brasil em face do bi
mente vitais — Portugal, a Ar
nômio Segurança e Desenvolvi mento, cujas contradições ex
gentina e os Estados Unidos!
plicam, em parte, as sinuosida-
líticos ou econômicos absoluta
Valendo-me,
contudo,
do
que, a meu ver, constitui a úni-
des de nossa conduta diplomá tica.
106
DIGESTO
ECONÔMICO
N
. Paíssg industrializados
DIGESTO
ECONÔMICO
107
zado, em cujo coração palpi
ção de
tante
dos, o mesmo
nos
encontramos
certa
mente aqui, em vosso meio — e outro subdesenvolvido, lá para o Nordeste, o Norte e o Centro-Oeste, e mesmo em cer tas áreas do Sul e do Sudeste.
Em outros termos, o Brasil está para os países industrializados ORIEKTE
OCIEEllTE BRASIL
Eixo de
desenvolvimento
Mas, prossigamos. Para fraseando Pascal, diria eu que a economia tem suas razões que a razão desconhece. A recíproca também é verdadeira.
Os problemas políticos e os pro blemas econômicos, as preocu
Mundos que é difícil sua colo cação 0 que é agravado pela situação ambígua do Brasil como
NIC
New
Industrial
Country, o que quer dizer, como país a cavaleiro entre o Primei
ro e o Terceiro Mundo, ou como pações com a segurança e as se pode também geopoliticapreocupações desenvolvimentismente, a cavaleiro entre o tas estão de tal modo envolvi Norte e o Sul. dos na questão
do
relaciona
mento do Brasil com o Primei
ro,
o Segundo e o Terceiro
O fato é que, vale repetir, há dois Brasis:
um industriali-
ocorre
balança comercial^ com reflexo em toda a economia, não re sultam mais da queda nos pro dutos primários exportados —
café, açúcar, cacau, laranjas, etc. — mas da subida extraor
dinária da principal matériaprima importada, o petróleo.
As
ressentimento amargo equiva lente a daqueles nordestinos
crescimento relativo dos
mo
S
já não
hoje com a mesma ênfase. De fato, a partir de 1974 os pro fundos desequilíbrios de nossa
ceiro-mundista, se descobre ar gumentações inspiradas por um
que se queixam do “imperialis
Países subdesenvolvidos
Eixo de segurança.
do Norte como aquelas áreas subdesenvolvidas estão para São Paulo. Disso se pode de duzir que, no arrazoado ter-
produtos industrializa
paulista
A
procura
de
condições mudaram total
mente, há indicações de um pre
ços agrícolas em relação às indústrias a partir dos anos 70. Mas
o
falso
arrazoado
se
bodes expiatórios para as pró prias mazelas sempre foi uma
mantém o mesmo, à procura de
atividade capaz
não é mais nosso,
de
provocar
profundos ecos na emoção po pular. A confusão nos nossos interesses é óbvia. Assim, se há duas décadas as nossas
queixas e recriminações se di rigiam principalmente no sen tido de apontar para a alegada deterioração das relações de
troca, ou seja, a queda pro gressiva dos preços da exporta ção de matérias-primas sobre tudo agrícolas, em relação aos
preços crescentes de importa¬
outros pretextos. O petróleo já mas é dos
árabes que nô-lo vendem por 30
ou
50
vezes
o
preço
que
custava em 1973. Como se trata
então de equilibrar a balança, que pende fortemente para um
lado por causa do petróleo, através do incremento das ex
portações de produtos indus trializados, os interesses brasi
leiros tendem a se harmonizar
com os dos países industriali zados. A esta altura, não se fala mais em deterioração de
106
DIGESTO
ECONÔMICO
N
. Paíssg industrializados
DIGESTO
ECONÔMICO
107
zado, em cujo coração palpi
ção de
tante
dos, o mesmo
nos
encontramos
certa
mente aqui, em vosso meio — e outro subdesenvolvido, lá para o Nordeste, o Norte e o Centro-Oeste, e mesmo em cer tas áreas do Sul e do Sudeste.
Em outros termos, o Brasil está para os países industrializados ORIEKTE
OCIEEllTE BRASIL
Eixo de
desenvolvimento
Mas, prossigamos. Para fraseando Pascal, diria eu que a economia tem suas razões que a razão desconhece. A recíproca também é verdadeira.
Os problemas políticos e os pro blemas econômicos, as preocu
Mundos que é difícil sua colo cação 0 que é agravado pela situação ambígua do Brasil como
NIC
New
Industrial
Country, o que quer dizer, como país a cavaleiro entre o Primei
ro e o Terceiro Mundo, ou como pações com a segurança e as se pode também geopoliticapreocupações desenvolvimentismente, a cavaleiro entre o tas estão de tal modo envolvi Norte e o Sul. dos na questão
do
relaciona
mento do Brasil com o Primei
ro,
o Segundo e o Terceiro
O fato é que, vale repetir, há dois Brasis:
um industriali-
ocorre
balança comercial^ com reflexo em toda a economia, não re sultam mais da queda nos pro dutos primários exportados —
café, açúcar, cacau, laranjas, etc. — mas da subida extraor
dinária da principal matériaprima importada, o petróleo.
As
ressentimento amargo equiva lente a daqueles nordestinos
crescimento relativo dos
mo
S
já não
hoje com a mesma ênfase. De fato, a partir de 1974 os pro fundos desequilíbrios de nossa
ceiro-mundista, se descobre ar gumentações inspiradas por um
que se queixam do “imperialis
Países subdesenvolvidos
Eixo de segurança.
do Norte como aquelas áreas subdesenvolvidas estão para São Paulo. Disso se pode de duzir que, no arrazoado ter-
produtos industrializa
paulista
A
procura
de
condições mudaram total
mente, há indicações de um pre
ços agrícolas em relação às indústrias a partir dos anos 70. Mas
o
falso
arrazoado
se
bodes expiatórios para as pró prias mazelas sempre foi uma
mantém o mesmo, à procura de
atividade capaz
não é mais nosso,
de
provocar
profundos ecos na emoção po pular. A confusão nos nossos interesses é óbvia. Assim, se há duas décadas as nossas
queixas e recriminações se di rigiam principalmente no sen tido de apontar para a alegada deterioração das relações de
troca, ou seja, a queda pro gressiva dos preços da exporta ção de matérias-primas sobre tudo agrícolas, em relação aos
preços crescentes de importa¬
outros pretextos. O petróleo já mas é dos
árabes que nô-lo vendem por 30
ou
50
vezes
o
preço
que
custava em 1973. Como se trata
então de equilibrar a balança, que pende fortemente para um
lado por causa do petróleo, através do incremento das ex
portações de produtos indus trializados, os interesses brasi
leiros tendem a se harmonizar
com os dos países industriali zados. A esta altura, não se fala mais em deterioração de
108
DIGESTO
relações de troca. Fala-se em discriminações que, contra nos sas exportações, e
os
Estados
razoado de Segurança e não de Desenvolvimento.
estariam sen
do levadas pelos países da CEE Unidos,
ótica
ECONÔMICO
Não é
muito
fácil
julgar
das bases econômicas da argu
mentação do Itamaraty e não
curiosa: quanto mais nos indus trializamos, mais sentimos cres
me
cer em nós a solidariedade com os não-industrializados...
liticamente, entretanto, não me
Quero me referir à interven ção do chanceler Saraiva Guer
reiro em Cancún e publicada na íntegra pela imprensa brasilei ra, intervenção que causou bas
tante impacto, como a mais objetiva, moderada e fundamen
tada dos países do “Sul”. A po
sição do ministro Guerreiro é a posição oficial do Brasil. Ele procura enfatizar a comunida
de de interesses entre N. e S., argumentando com a racionali dade de uma assistência dos paises industrializados no sen tido de acelerarem o desenvol vimento do Sul. Algo como um
sinto
habilitado a abordar
0 problema nesse terreno. Po parece muito convincente, e o caso consiste precísamente em convencer os países industria lizados, mormente os EUA, da
correção de nossos argumentos. É aí que surgem as dificulda des. Salientemos contudo que nossa posição em Cancún nada
109
ocasiões em que falou no colo nialismo, manifestou-se a ele
elites dos países subdesenvolvi
francamente favorável. E é fá
dos, estou
então inteiramente
cil de compreender por quê mo tivos: na teoria marxista, a re volução socialista devia proces
de
com ele.
sar-se, por “força das leis fér reas da história”, nos países industrializados em primeiro lu gar, a começar pela Alemanha, a Grã-Bretanha e a França. O marxismo não era aplicável às áreas
coloniais
senão depois
que essas áreas, desenvolvendose industrialmente por iniciati va de suas metrópoles capitalis
tas, criassem
um proletariado
subdesenvolvimento
acordo
cabe
Creio
às
na
verdade, e insisto, que o proble ma é de nossa responsabilidade e chego mesmo a propor um novo slogan nacionalista para a conjuntura: o problema é nos
so. O que acontece, porém, é que Jaguaribe parece também basear-se na malfadada teoria
da dependência. Ela constitui uma extensão grotesca à esfera internacional do princípio marxista-leninista segundo o qual
a miséria dos pobres é culpa dos
industrial susceptível de mobili
ricos.
ressentimento, de ódio e de mi séria que caracteriza a postura
zação para a revolução. O pro de uma posição leninista quan
somos pobres e subdesenvolvi dos a responsabilidade cabe aos países industrializados e parti
do se refere à acumulação his tórica nos chamados “centros”
cularmente aos Estados Unidos, termos do considerados, nos
tradicionalmente belicosa dos terceiro-mundistas reivindicado-
res, liberados pela Argélia, ín dia
e Tanzânia.
ta-se. a curto prazo, de salvar a Europa do comunismo, O que predominava então era um ar-
referiu ao assunto e, nas várias
a motivação do Plano Marshall foi possivelmente muito mais política do que econômica. Tra-
ECONÔMICO
teve em comum com o teor de
Eu quero oferecer dois exemplos de intelectuais ilus tres e de grande prestígio em nosso meio: o prof. Hélio Ja guaribe, já anteriormente men cionado, e 0 prof. Fernando Cardoso. A posição deste últi mo é francamente leninista. Di go que é leninista e não mar xista, porque Marx jamais se
Plano Marshall para o Sul. En tretanto, é mister recordar que
DIGESTO
fessor Fernando Cardoso defen
políticos e econômicos — quer
dizer, na Europa
Ocidental
e
América do Norte — qualifican do essa acumulação de “perver
sa” para a periferia. Infeliz-
mente, não creio que o prof. Jaguaribe seja suficientemente claro quando defende sua pró pria teoria das
“elites disfun-
cionais”
der,
Tanto quanto posso enten se a responsabilidade do
Em outras palavras, se
como “perver prof. Cardoso sos”, e nos termos do prof. Ja-
guaribe, como “intransigentes e egoístas" Essa tese de Lenine, pnmeiramente formulada niim
opúsculo de 1917 em que lançou 0
termo “imperialismo”, consti
tui uma extensão às condições da vida internacional da teoria de Marx sobre a mais-valia. O Brasil é pobre porque uma por-
108
DIGESTO
relações de troca. Fala-se em discriminações que, contra nos sas exportações, e
os
Estados
razoado de Segurança e não de Desenvolvimento.
estariam sen
do levadas pelos países da CEE Unidos,
ótica
ECONÔMICO
Não é
muito
fácil
julgar
das bases econômicas da argu
mentação do Itamaraty e não
curiosa: quanto mais nos indus trializamos, mais sentimos cres
me
cer em nós a solidariedade com os não-industrializados...
liticamente, entretanto, não me
Quero me referir à interven ção do chanceler Saraiva Guer
reiro em Cancún e publicada na íntegra pela imprensa brasilei ra, intervenção que causou bas
tante impacto, como a mais objetiva, moderada e fundamen
tada dos países do “Sul”. A po
sição do ministro Guerreiro é a posição oficial do Brasil. Ele procura enfatizar a comunida
de de interesses entre N. e S., argumentando com a racionali dade de uma assistência dos paises industrializados no sen tido de acelerarem o desenvol vimento do Sul. Algo como um
sinto
habilitado a abordar
0 problema nesse terreno. Po parece muito convincente, e o caso consiste precísamente em convencer os países industria lizados, mormente os EUA, da
correção de nossos argumentos. É aí que surgem as dificulda des. Salientemos contudo que nossa posição em Cancún nada
109
ocasiões em que falou no colo nialismo, manifestou-se a ele
elites dos países subdesenvolvi
francamente favorável. E é fá
dos, estou
então inteiramente
cil de compreender por quê mo tivos: na teoria marxista, a re volução socialista devia proces
de
com ele.
sar-se, por “força das leis fér reas da história”, nos países industrializados em primeiro lu gar, a começar pela Alemanha, a Grã-Bretanha e a França. O marxismo não era aplicável às áreas
coloniais
senão depois
que essas áreas, desenvolvendose industrialmente por iniciati va de suas metrópoles capitalis
tas, criassem
um proletariado
subdesenvolvimento
acordo
cabe
Creio
às
na
verdade, e insisto, que o proble ma é de nossa responsabilidade e chego mesmo a propor um novo slogan nacionalista para a conjuntura: o problema é nos
so. O que acontece, porém, é que Jaguaribe parece também basear-se na malfadada teoria
da dependência. Ela constitui uma extensão grotesca à esfera internacional do princípio marxista-leninista segundo o qual
a miséria dos pobres é culpa dos
industrial susceptível de mobili
ricos.
ressentimento, de ódio e de mi séria que caracteriza a postura
zação para a revolução. O pro de uma posição leninista quan
somos pobres e subdesenvolvi dos a responsabilidade cabe aos países industrializados e parti
do se refere à acumulação his tórica nos chamados “centros”
cularmente aos Estados Unidos, termos do considerados, nos
tradicionalmente belicosa dos terceiro-mundistas reivindicado-
res, liberados pela Argélia, ín dia
e Tanzânia.
ta-se. a curto prazo, de salvar a Europa do comunismo, O que predominava então era um ar-
referiu ao assunto e, nas várias
a motivação do Plano Marshall foi possivelmente muito mais política do que econômica. Tra-
ECONÔMICO
teve em comum com o teor de
Eu quero oferecer dois exemplos de intelectuais ilus tres e de grande prestígio em nosso meio: o prof. Hélio Ja guaribe, já anteriormente men cionado, e 0 prof. Fernando Cardoso. A posição deste últi mo é francamente leninista. Di go que é leninista e não mar xista, porque Marx jamais se
Plano Marshall para o Sul. En tretanto, é mister recordar que
DIGESTO
fessor Fernando Cardoso defen
políticos e econômicos — quer
dizer, na Europa
Ocidental
e
América do Norte — qualifican do essa acumulação de “perver
sa” para a periferia. Infeliz-
mente, não creio que o prof. Jaguaribe seja suficientemente claro quando defende sua pró pria teoria das
“elites disfun-
cionais”
der,
Tanto quanto posso enten se a responsabilidade do
Em outras palavras, se
como “perver prof. Cardoso sos”, e nos termos do prof. Ja-
guaribe, como “intransigentes e egoístas" Essa tese de Lenine, pnmeiramente formulada niim
opúsculo de 1917 em que lançou 0
termo “imperialismo”, consti
tui uma extensão às condições da vida internacional da teoria de Marx sobre a mais-valia. O Brasil é pobre porque uma por-
110
DIGESTO
ção do produto de seu traba lho é indevidamente apropriada pelos países da Europa Ociden
tal e América do Norte, cuja política seria,
nesse sentido,
perversa, opressora, explorado
ra. intransigente e egoísta. O Terceiro Mundo representaria o proletariado internacional. E o
terceiro mundismo a Tradução — revolucionária moderna do Marxismo Clássico. Vale ain da lembrar nesse contexto a
noção de Proletariado Externo
de
Toynbee e de
Revolução
Mundial dos Povos de cor de
Spengler.
Em termos de política extema, a praxis revolucionária consiste na mobilização ter-
ceiro-mundista antiimperialista, eventualmente com a utilização da
guerrilha
e do terrorismo.
Em termos de política interna, a praxis implica a agitprop di rigida contra as multinacionais. Estas são apresentadas como o instrumento do imperialismo burguês no estágio, dito “tar dio”, do capitalismo internacio nal.
A dialética contra as multi nacionais é interessante e ex
plica grande parte da agitação
ECONÔMICO
e da propaganda política e so cial em nosso meio. Não me ca
be penetrar mais adiante nesta matéria mas apenas salientar um único ponto: se as multina cionais empobrecessem o Ter ceiro Mundo, então os estados
DIGESTO
111
ECONÔMICO
A teoria da Dependência lembra-me a colocação de um corredor numa maratona. da
velocidade
dos
demais
mais ricos do Brasil deveriam
corredores. Quem está atrás está evidentemente atrás por que um outro está na frente. É
ser Sergipe e o Piauí, onde elas
acaciano.
praticamente não existem, em
dependência
vez de ser São Paulo. E as na ções mais ricas da América La tina seriam a Bolívia e a Nica
aquele
rágua, e não a Venezuela onde elas prosperam. Como se pode demonstrar empiricamente que a maior
adiantado.
O atrasado
do
está na
esforço
do
Fica ressentido com
que ganha
mocrática e não totalitária.
Sua
velocidade estaria na dependên. cia
guesa e não proletária, é de
a corrida,
pois se o vencedor não corresse
tão depressa, seria o perdedor que estaria na frente. Como se pode ver, é extremamente bri lhante como arrazoàdo!
Transpondo o problema pa ra a escala nacional, podemos notar que o mesmo tipo de ló gica se descobre entre aqueles que atribuem a São Paulo a cul
pa pelo atraso do Nordeste. Sa bemos todos quais, os fatores históricos e culturais que con tribuíram para o progresso ex traordinário deste Estado: a imigração européia e japonesa, es recursos originariamente
proporcionados pela lavoura do café, 0 bom clima, a terra roxa e, last but not least, o ímpeto
A leitura cuidadosa dos tex terceiro mundistas revela
do bandeirantismo que na épo
que detrás dos argumentos sempre se pode descobrir essa projeção de culpa sobre o Nor
víncia na vanguarda do Brasil.
prosperidade econômica e mais
ca colonial
colocara esta pro
alto nível de equilíbrio social e de distribuição de renda existe no chamado Centro do poder mundial — o que quer dizer,
tos
dos dois lados do Atlântico Nor
te da pobreza do Sul. É real
te — quer me parecer que de
mente 0 alicerce irracional de
cado o Nordeste. Voltando à metáfora da maratona, diria mos que São Paulo está na fren
veriamos, logicamente, procu
sua argumentação, muito embo. ra se possa querer fria e obje
mais depressa. Donde se deduz
rar uma aproximação cada vez mais íntima com esse Centro e
não a marginalização periférica
tiva. O Sul, marginal e perifé rico, é explorado pelos centros
Nada disso pode haver prejudi
te simplesmente porque corre
que não lhe cabe culpa alguma pelas condições de inércia feu dal que ainda infelizmente se
do terceiro-mundismo depen dente. Mas, enfim, retomando a
de poder do Norte. O Sul, de pendente e oprimido, é vitima
descobre em algumas partes do
fórmula pascaliana,
do pela zona central da econo
tem
mia mundial a qual — nisso es
razões que a Razão desconhe
tamos todos de acordo — é ca
Nordeste. Nesse ponto, estou firmemente convencido que são os fatores culturais ou psicoló
ce. ..
pitalista e não socialista, é bur.
gicos aqueles que mais impor¬
que
diriamos
o terceiro-mundismo
110
DIGESTO
ção do produto de seu traba lho é indevidamente apropriada pelos países da Europa Ociden
tal e América do Norte, cuja política seria,
nesse sentido,
perversa, opressora, explorado
ra. intransigente e egoísta. O Terceiro Mundo representaria o proletariado internacional. E o
terceiro mundismo a Tradução — revolucionária moderna do Marxismo Clássico. Vale ain da lembrar nesse contexto a
noção de Proletariado Externo
de
Toynbee e de
Revolução
Mundial dos Povos de cor de
Spengler.
Em termos de política extema, a praxis revolucionária consiste na mobilização ter-
ceiro-mundista antiimperialista, eventualmente com a utilização da
guerrilha
e do terrorismo.
Em termos de política interna, a praxis implica a agitprop di rigida contra as multinacionais. Estas são apresentadas como o instrumento do imperialismo burguês no estágio, dito “tar dio”, do capitalismo internacio nal.
A dialética contra as multi nacionais é interessante e ex
plica grande parte da agitação
ECONÔMICO
e da propaganda política e so cial em nosso meio. Não me ca
be penetrar mais adiante nesta matéria mas apenas salientar um único ponto: se as multina cionais empobrecessem o Ter ceiro Mundo, então os estados
DIGESTO
111
ECONÔMICO
A teoria da Dependência lembra-me a colocação de um corredor numa maratona. da
velocidade
dos
demais
mais ricos do Brasil deveriam
corredores. Quem está atrás está evidentemente atrás por que um outro está na frente. É
ser Sergipe e o Piauí, onde elas
acaciano.
praticamente não existem, em
dependência
vez de ser São Paulo. E as na ções mais ricas da América La tina seriam a Bolívia e a Nica
aquele
rágua, e não a Venezuela onde elas prosperam. Como se pode demonstrar empiricamente que a maior
adiantado.
O atrasado
do
está na
esforço
do
Fica ressentido com
que ganha
mocrática e não totalitária.
Sua
velocidade estaria na dependên. cia
guesa e não proletária, é de
a corrida,
pois se o vencedor não corresse
tão depressa, seria o perdedor que estaria na frente. Como se pode ver, é extremamente bri lhante como arrazoàdo!
Transpondo o problema pa ra a escala nacional, podemos notar que o mesmo tipo de ló gica se descobre entre aqueles que atribuem a São Paulo a cul
pa pelo atraso do Nordeste. Sa bemos todos quais, os fatores históricos e culturais que con tribuíram para o progresso ex traordinário deste Estado: a imigração européia e japonesa, es recursos originariamente
proporcionados pela lavoura do café, 0 bom clima, a terra roxa e, last but not least, o ímpeto
A leitura cuidadosa dos tex terceiro mundistas revela
do bandeirantismo que na épo
que detrás dos argumentos sempre se pode descobrir essa projeção de culpa sobre o Nor
víncia na vanguarda do Brasil.
prosperidade econômica e mais
ca colonial
colocara esta pro
alto nível de equilíbrio social e de distribuição de renda existe no chamado Centro do poder mundial — o que quer dizer,
tos
dos dois lados do Atlântico Nor
te da pobreza do Sul. É real
te — quer me parecer que de
mente 0 alicerce irracional de
cado o Nordeste. Voltando à metáfora da maratona, diria mos que São Paulo está na fren
veriamos, logicamente, procu
sua argumentação, muito embo. ra se possa querer fria e obje
mais depressa. Donde se deduz
rar uma aproximação cada vez mais íntima com esse Centro e
não a marginalização periférica
tiva. O Sul, marginal e perifé rico, é explorado pelos centros
Nada disso pode haver prejudi
te simplesmente porque corre
que não lhe cabe culpa alguma pelas condições de inércia feu dal que ainda infelizmente se
do terceiro-mundismo depen dente. Mas, enfim, retomando a
de poder do Norte. O Sul, de pendente e oprimido, é vitima
descobre em algumas partes do
fórmula pascaliana,
do pela zona central da econo
tem
mia mundial a qual — nisso es
razões que a Razão desconhe
tamos todos de acordo — é ca
Nordeste. Nesse ponto, estou firmemente convencido que são os fatores culturais ou psicoló
ce. ..
pitalista e não socialista, é bur.
gicos aqueles que mais impor¬
que
diriamos
o terceiro-mundismo
DIGESTO
112
tam: os fatores de uma ética econômica de iniciativa, empre
sariado, livre concorrência, tra balho, poupança e outras virtu des que explicam a superiori dade do sistema capitalista, do ponto de vista da eficiência e da justiça, sobre um sistema feudal ou sobre seu
semelhante,
reverso e
um sistema socia
lista.
A atribuição de culpa ao colonialismo pela miséria do Terceiro Mundo pode ser facil mente destruída por algumas simples considerações empíri cas. Verificamos que os países mais adiantados e de mais álta
renda per capita da Europa são a Suíça e a Escandinávia, paí ses que jamais possuíram colônias, Em seguida vem a Alemanha, a qual por muito pouco tempo conservou colônias afri canas e emergiu da Segunda Guerra Mundial num tal estado
de prostração e destruição que sua renda per capita era então inferior à do próprio Brasil. De pois, veio a Wirtschaftswunder! A Bélgica e os Países Baixos conheceram seu período de maior progresso econômico após perderem suas colônias, respectivamente o Congo e a
ECONÔMICO
Indonésia. O mesmo se pode di zer da França, após E>e Gaulle haver dissolvido o Império. Por outro lado, o país que por mais longo tempo manteve colônias e proporcionalmente mais ex tensas em relação ao seu terri
tório metropolitano, foi Portu gal que é ainda hoje a nação mais pobre da Europa Ociden tal. A Inglaterra seria um ar gumento contrário ao que aca bo de assinalar, mas assim mes mo lembraria que os interesses e investimentos britânicos nas suas ex-colônias são hoje maio res do que eram antes de haver
liquidado o seu Império. Quem derrubou o poder britânico foi o Sindicalismo. Na África, as duas nações mais pobres são a Libéria e a Etiópia, precisa mente as duas únicas que não foram colonizadas. Ghana, que era a Costa de Ouro antes
da
independência, é hoje a Costa da miséria. Igualmente, a Tan zânia que optou pelo socialis
mo e a Guiné que optou pelo comunismo, ao passo que a Costa do Marfim, o Gabão e o
Senegal, que mantiveram laços estreitos
com
a
ex-metrópole
francesa, registram imensa prosperidadee regimes políticos
DIGESTO
muito
ECONÔMICO
estáveis.
Na
113
América
mento no comércio. Ê estranho
Latina, além do confronto en
pois, afinal de contas, a ÜRSS é a segunda potência econwnica do Mundo (pelo menos por
tre Bolívia e Venezuela, com parem Cuba, 20% de cuja po pulação emigrou para a Flóri da, com Costa Rica. Esta pe quenina nação centro-america na é ao mesmo tempo a mais democrática, politica mente mais sólida, socialmente mais equilibrada, mais alfabeti
da Alemanha ocupada pelos russos, que goza de uma renda per capita de 6.000 dólares, não presta ajuda an Sul, salvo sob
zada, mais culta e, economica
a
mente, mais
em subversão em Angola. Yemen e Etiópia?
avançada da re
gião — e não é, nem nunca foi,' socialista. Entretanto, não re cebe nem uma centésima parte da atenção e da admiração que o latifúndio do Senhor Fidel
Castro
grangeia
no meio de
nossa íntelMgentsia de Esquerda e de nossos Teólogos da Liber tação. Desafio a me darem o exemplo de uma República Po pular Democrática Científica que haja prosperado mais do que um vizinho, que se mante nha
no
arcáico
e
reacionário
capitalismo, em seu estágio tar dio.
enquanto, pois será em breve
desbancada pelo Japão).
Por
que a chamada DDR, a parte
forma
de
armas
e
técnicos
Os partidários do Terceiro Mundo e da nossa aproximação com 0 Segundo e, nesse sentido, estou me referindo a uma 'pro
posta específica do prof. Hélio têm sugerido ma¬ Jàguaribe ximizar as relações econômicas com a URSS e o bloco soviétiCO. Nasse ponto permito-me falar com conhecimento de cau
sa, pois acabo de estar quase dois anos na Polônia. Em toda a área de influência soviética, em vez de sermos credores de
empréstimos e de ajuda de sua
Isso nos leva ao Segundo Mundo. O curioso é que jamais
parte, somos nós, pobres sub
menção é feita desse Segundo Mundo quando se trata de soli
nanciando 0 desenvolvimento de sua economia estagnada e ineficiente. Calculo em três bilhões de dólares os créditos
citar assistência, empréstimos e condições
especiais
de
trata-
desenvolvidos, que estamos fi
DIGESTO
112
tam: os fatores de uma ética econômica de iniciativa, empre
sariado, livre concorrência, tra balho, poupança e outras virtu des que explicam a superiori dade do sistema capitalista, do ponto de vista da eficiência e da justiça, sobre um sistema feudal ou sobre seu
semelhante,
reverso e
um sistema socia
lista.
A atribuição de culpa ao colonialismo pela miséria do Terceiro Mundo pode ser facil mente destruída por algumas simples considerações empíri cas. Verificamos que os países mais adiantados e de mais álta
renda per capita da Europa são a Suíça e a Escandinávia, paí ses que jamais possuíram colônias, Em seguida vem a Alemanha, a qual por muito pouco tempo conservou colônias afri canas e emergiu da Segunda Guerra Mundial num tal estado
de prostração e destruição que sua renda per capita era então inferior à do próprio Brasil. De pois, veio a Wirtschaftswunder! A Bélgica e os Países Baixos conheceram seu período de maior progresso econômico após perderem suas colônias, respectivamente o Congo e a
ECONÔMICO
Indonésia. O mesmo se pode di zer da França, após E>e Gaulle haver dissolvido o Império. Por outro lado, o país que por mais longo tempo manteve colônias e proporcionalmente mais ex tensas em relação ao seu terri
tório metropolitano, foi Portu gal que é ainda hoje a nação mais pobre da Europa Ociden tal. A Inglaterra seria um ar gumento contrário ao que aca bo de assinalar, mas assim mes mo lembraria que os interesses e investimentos britânicos nas suas ex-colônias são hoje maio res do que eram antes de haver
liquidado o seu Império. Quem derrubou o poder britânico foi o Sindicalismo. Na África, as duas nações mais pobres são a Libéria e a Etiópia, precisa mente as duas únicas que não foram colonizadas. Ghana, que era a Costa de Ouro antes
da
independência, é hoje a Costa da miséria. Igualmente, a Tan zânia que optou pelo socialis
mo e a Guiné que optou pelo comunismo, ao passo que a Costa do Marfim, o Gabão e o
Senegal, que mantiveram laços estreitos
com
a
ex-metrópole
francesa, registram imensa prosperidadee regimes políticos
DIGESTO
muito
ECONÔMICO
estáveis.
Na
113
América
mento no comércio. Ê estranho
Latina, além do confronto en
pois, afinal de contas, a ÜRSS é a segunda potência econwnica do Mundo (pelo menos por
tre Bolívia e Venezuela, com parem Cuba, 20% de cuja po pulação emigrou para a Flóri da, com Costa Rica. Esta pe quenina nação centro-america na é ao mesmo tempo a mais democrática, politica mente mais sólida, socialmente mais equilibrada, mais alfabeti
da Alemanha ocupada pelos russos, que goza de uma renda per capita de 6.000 dólares, não presta ajuda an Sul, salvo sob
zada, mais culta e, economica
a
mente, mais
em subversão em Angola. Yemen e Etiópia?
avançada da re
gião — e não é, nem nunca foi,' socialista. Entretanto, não re cebe nem uma centésima parte da atenção e da admiração que o latifúndio do Senhor Fidel
Castro
grangeia
no meio de
nossa íntelMgentsia de Esquerda e de nossos Teólogos da Liber tação. Desafio a me darem o exemplo de uma República Po pular Democrática Científica que haja prosperado mais do que um vizinho, que se mante nha
no
arcáico
e
reacionário
capitalismo, em seu estágio tar dio.
enquanto, pois será em breve
desbancada pelo Japão).
Por
que a chamada DDR, a parte
forma
de
armas
e
técnicos
Os partidários do Terceiro Mundo e da nossa aproximação com 0 Segundo e, nesse sentido, estou me referindo a uma 'pro
posta específica do prof. Hélio têm sugerido ma¬ Jàguaribe ximizar as relações econômicas com a URSS e o bloco soviétiCO. Nasse ponto permito-me falar com conhecimento de cau
sa, pois acabo de estar quase dois anos na Polônia. Em toda a área de influência soviética, em vez de sermos credores de
empréstimos e de ajuda de sua
Isso nos leva ao Segundo Mundo. O curioso é que jamais
parte, somos nós, pobres sub
menção é feita desse Segundo Mundo quando se trata de soli
nanciando 0 desenvolvimento de sua economia estagnada e ineficiente. Calculo em três bilhões de dólares os créditos
citar assistência, empréstimos e condições
especiais
de
trata-
desenvolvidos, que estamos fi
que devemos haver concedido
a essa área, nos_ quais 1,5 bi
lhão só na Polônia, mas tam
bém grandes somas à Rumênia e uns 300 a 400 milhões de dó
lares a Angola. sem fundos.
É um saco
No caso da Polô
nia, os senhores..^ que são mem bros de uma Associação Comer
cial, terão curiosidade de saber que nossos créditos foram ofe recidos a juros subsidiados, em alguns casos de 7% e mesmo 3^° ao ano! Quando os terceiro-mundistas propõem a mora
9
tória ou reescalonamento de nossa dívida gigantesca para com o mundo industrializado,
vale lembrar que isso está sen do feito, mas contra nós, pela Polônia!
A
dívida
total
desse
país ultrapassa os trinta bi lhões de dólares, mas é uma economia que representa a ter ça parte da nossa e cuja que da de produção confessada, nó
ano passado, foi de 18%! Dívi das que provavelmente jamais serão pagas: trata-sei de um
país econômico, social e poli ticamente falido,
e cujo povo
culto, simpático e heróico tém que suportar a ocupação es trangeira, exercendo-se através de
DIGESTO
DIGESTO ECONÔMICO
114
elementos
militares
e po-
liciais nativos. E quem acre dita que Angola e Moçambique — que posso qualificar de sa télites do satélite — jamais nos pagarão os 300 a 500 milhões de dólares que nos devem? Não há muita lógica nisso, ou por outra, é a lógica do Terceiro Mundo... Por essa e por ou tras é que escrevi um livro cujo título é "O Brasil na Ida de da Razão”. Será mesmo que
já crescemos os dentes de slzo?
Ultimamente se tem falado
muito de Cuba, de reatamento de relações comerciais e, even tualmente, de relações políti cas. Admirável! Talvez possa mos finalmente resolver os gra ves problemas de nossas contas internacionais:venderemos açú car a Havana e comprarehios do senhor Fidel Castro seus bons charutos para as delícias da nossa Nomenclatura tecnocrática de Brasília:
está salva
a Nação! Quem sabe mesmo se poderemos exportar os Urutus da Engesa para reforçar o po derio da guerrilha salvadore nha.. .
Além desse aspecto de nos sa curiosa política em relação
ECONÔMICO
115
ao Segundo Mundo, podemos notar outros. Nossa diplomacia sempre invocou os princípios sagrados da autodeterminação dos povos e da não-intervenção. Princípios soberbos — só que sua aplicação é orwellia-
na: todos são iguais perante esses direitos, mas uns são mais iguais do que outros. 'As sim, por exemplo, na base do
princípio
de
não-intervenção,
mantemos uma discreta e re
catada atitude em relação à in tervenção soviética no Afeganis tão e na Polônia, e de Cuba e Nicarágua em EI Salvador. En tretanto, achamos perfeitamente escandalosa a postura nãointervencionista da União Sul-
contemplamos,
indignados,
a
discriminação racial na África do Sul e a privação de seus le gítimos direitos de um milhão de Palestinos. Que centenas de milhões de homens, no Afega nistão, na União Soviética e na
Europa Oriental, estejam priva dos de seus legítimos direitos de autodeterminação, nada dis so importa. Que o Líbano, país particularmente amigo, esteja sofrendo um calvário pela in tervenção de sírios e de palfeàtinos — também não importa. São fatos que poderíam estar
ocorrendo no planeta de Sirius: muito longínquos e irrelevantes do ponto de vista de nossos in teresses. ..
africana e de Israel, a tal pon
Solidarizarmos com o Ter
to que a sorte da Namíbia e da
ceiro Mundo, tolerante silêncio em relação às estrepolias do Segundo Mundo, ressentimen tos e reivindicações para com 0 Primeiro Mundo, eis as ca racterísticas dessa postura que
Cisjordânia se tornaram pon tos cruciais de nossas preo cupações diplomáticas, como se essas
questões
constituíssem
ameaça direta à nossa seguran ça nacional. No momento que
todo 0 mundo ocidental, ao qual pertencemos, se torna cada vez
eu chamo nacional-socialista e
que colore algumas de nossas
atitudes na atual conjuntura in
mais consciente do desafio que
ternacional.
o
Ora, os países aos quais es tamos ligados por laços cultu rais intangíveis; e por interes ses políticos, que se deduzem
expansionismo
tá lançando,
soviético
enfiamos
cabeça na terra,
como
es
nossa uma
avestruz, e no fundo do buraco
que devemos haver concedido
a essa área, nos_ quais 1,5 bi
lhão só na Polônia, mas tam
bém grandes somas à Rumênia e uns 300 a 400 milhões de dó
lares a Angola. sem fundos.
É um saco
No caso da Polô
nia, os senhores..^ que são mem bros de uma Associação Comer
cial, terão curiosidade de saber que nossos créditos foram ofe recidos a juros subsidiados, em alguns casos de 7% e mesmo 3^° ao ano! Quando os terceiro-mundistas propõem a mora
9
tória ou reescalonamento de nossa dívida gigantesca para com o mundo industrializado,
vale lembrar que isso está sen do feito, mas contra nós, pela Polônia!
A
dívida
total
desse
país ultrapassa os trinta bi lhões de dólares, mas é uma economia que representa a ter ça parte da nossa e cuja que da de produção confessada, nó
ano passado, foi de 18%! Dívi das que provavelmente jamais serão pagas: trata-sei de um
país econômico, social e poli ticamente falido,
e cujo povo
culto, simpático e heróico tém que suportar a ocupação es trangeira, exercendo-se através de
DIGESTO
DIGESTO ECONÔMICO
114
elementos
militares
e po-
liciais nativos. E quem acre dita que Angola e Moçambique — que posso qualificar de sa télites do satélite — jamais nos pagarão os 300 a 500 milhões de dólares que nos devem? Não há muita lógica nisso, ou por outra, é a lógica do Terceiro Mundo... Por essa e por ou tras é que escrevi um livro cujo título é "O Brasil na Ida de da Razão”. Será mesmo que
já crescemos os dentes de slzo?
Ultimamente se tem falado
muito de Cuba, de reatamento de relações comerciais e, even tualmente, de relações políti cas. Admirável! Talvez possa mos finalmente resolver os gra ves problemas de nossas contas internacionais:venderemos açú car a Havana e comprarehios do senhor Fidel Castro seus bons charutos para as delícias da nossa Nomenclatura tecnocrática de Brasília:
está salva
a Nação! Quem sabe mesmo se poderemos exportar os Urutus da Engesa para reforçar o po derio da guerrilha salvadore nha.. .
Além desse aspecto de nos sa curiosa política em relação
ECONÔMICO
115
ao Segundo Mundo, podemos notar outros. Nossa diplomacia sempre invocou os princípios sagrados da autodeterminação dos povos e da não-intervenção. Princípios soberbos — só que sua aplicação é orwellia-
na: todos são iguais perante esses direitos, mas uns são mais iguais do que outros. 'As sim, por exemplo, na base do
princípio
de
não-intervenção,
mantemos uma discreta e re
catada atitude em relação à in tervenção soviética no Afeganis tão e na Polônia, e de Cuba e Nicarágua em EI Salvador. En tretanto, achamos perfeitamente escandalosa a postura nãointervencionista da União Sul-
contemplamos,
indignados,
a
discriminação racial na África do Sul e a privação de seus le gítimos direitos de um milhão de Palestinos. Que centenas de milhões de homens, no Afega nistão, na União Soviética e na
Europa Oriental, estejam priva dos de seus legítimos direitos de autodeterminação, nada dis so importa. Que o Líbano, país particularmente amigo, esteja sofrendo um calvário pela in tervenção de sírios e de palfeàtinos — também não importa. São fatos que poderíam estar
ocorrendo no planeta de Sirius: muito longínquos e irrelevantes do ponto de vista de nossos in teresses. ..
africana e de Israel, a tal pon
Solidarizarmos com o Ter
to que a sorte da Namíbia e da
ceiro Mundo, tolerante silêncio em relação às estrepolias do Segundo Mundo, ressentimen tos e reivindicações para com 0 Primeiro Mundo, eis as ca racterísticas dessa postura que
Cisjordânia se tornaram pon tos cruciais de nossas preo cupações diplomáticas, como se essas
questões
constituíssem
ameaça direta à nossa seguran ça nacional. No momento que
todo 0 mundo ocidental, ao qual pertencemos, se torna cada vez
eu chamo nacional-socialista e
que colore algumas de nossas
atitudes na atual conjuntura in
mais consciente do desafio que
ternacional.
o
Ora, os países aos quais es tamos ligados por laços cultu rais intangíveis; e por interes ses políticos, que se deduzem
expansionismo
tá lançando,
soviético
enfiamos
cabeça na terra,
como
es
nossa uma
avestruz, e no fundo do buraco
DIGESTO ECONÔMICO
116
de nossa dependência em re
lação ao guarda-chuva atômi
co da OTAN,
para a proteção-
de nossa existência como naçao livre e democrática — são
presidido
pslo
“não-alinhado-
mor”, o senhor Fidel Castro, 95 países do Sul — bem mais da
metade dos membros da As sembléia Geral da ONU —
DIGESTO
econômico
11?
co. Entretanto, qualquer modi ficação na Carta da Organiza ção depende da aprovação do Conselho de Segurança, e tudo o que se pode dizer é que não
nharíamos para a estagnação semelhante à que afeta a Eu ropa Oriental e para uma ca tastrófica
fome mundial.
E se
criaria uma Nova Classe, uma
também os países dos quais re
acusaram
são os USA que mais têm abu
Nomenclatura
cebemos financiamentos para nosso desenvolvimento, são nos
Estados Unidos 'Vocês são Imperialismo:
sado do direito de veto. Veta-
posta de intelectuais terceiro-
opressores, dominadores, explo
se, aliás, por razões ponderá
mundistas e burocratas subde
sos principais clientes e forne cedores, são nossos parceiros
senvolvidos.
mas passem dinheiro para cá...”
veis. A Assembléia Geral é constituída de 160 e tantos es
comerciais. Até o galego da es
quina, dono de um armazém, sabe que o freguês é o amigo. Entretanto, por uma aberração ideológica, os terceiro-mundistas nos
colocam
numa atitude
hostil, contenciosa e crítica em relação aos Estados Unidos e Europa Ocidental. São os mes mos países ditos "não-alinhados” do Terceiro Mundo que vão reclamar a assistência eco
nômica, financeira e comercial
dos Estados Unidos, para
ti
rar-lhes do buraco em que se acusam-no
encontram
de
responsável por
sua
miséria,
ínsultam-no em
todas
as reu
de
os
radores, burgueses capitalistas, A presença naval norte-ameri
cana no Oceano Índico foi de
nunciada, assim como a intervençao
em
E1 Salvador e áté
mesmo em Puerto Rico — nias nenhuma referência feita às duas divisões soviéticas na Po
lônia, às cinco divisões no Afe ganistão, aos cubanos em An gola e Etiópia, ou aos guenses em El Salvador. A' técnicara-
nica que consiste em cuspir na
miniestado
inviáveis
co
mo Guinê-Bissau, S. Tomé, as ilhas Seychelles, Dominica no Caribe. Sua população, em con junto, não daria para encher 0 Maracanã em dia de campeo
propina me parece de uma ra cionalidade
se
espera
duvidosa
mas
enfim nunca houve racionalida de em política internacional.
de seu arrazoado que visaria uma “nova ordem” internacional — uma reforma da estru tura da ONU, de maneira a
“não-ajinhadbs”.
são
nato: cada um deles, contudo,
qual
(Yankee, go homel) mas sen tem como que uma atração mórbida pela sorte do Afeganis de
Outros, ainda, a maioria aliás,
possui o mesmo voto do que os
da
Alguns terceiro-mundistas propõem — na parte substantiva
conclave
duas divisões blindadas russas.
uma
mão
niões internacionais, convidam seus nacionais a irem embora
tão e da Polônia. Num recente
tados, alguns dos quais são fic tícios, como a Ukrania e a Bielo-Rússia. Outros seguem ali nhamentos automáticos, como a Polônia, onde se encontram
corrigir seu caráter oligárqui-
Estados Unidos e o Brasil. To
dos são iguais, mas uns são mais iguais do que outros: a URSS por exemplo possui três votos! Duvido assim que esse órgão onusiano tenha autorida de moral, legal ou real para governar o mundo. "Se a no va
ordem
econômica
mundial
constituir em socializar o pla neta, receio que nos encami¬
universal
com
Quanto à supressão da fo me no mundo, vale apontar pa
ra o fato de que essa carência de alimento não é mais exten
sa porque apenas 6% da popu
lação dos EUA e do Canadá, agricultores privados e meca nizados, produzem suficientes alimentos para abastecer não somente a América, mas ain
da a URSS, a China e grande parte do Terceiro Mundo. Um bilhão de pessoas aliás já teriam perecido à míngua, não
fosse a chamada Revolução Verde, conduzida por técnicos e cientistas ocidentais.
Alguns
paredros
do
ter-
ceiro-mundismo se têm atrevi
do a sugerir um imposto de renda internacional. No fundo, tudo se resumiría nisso: a re-
distribuição da renda mundia! através de penalizações, tribu tações ou incentivos. São me didas
absolutamente democrá-
DIGESTO ECONÔMICO
116
de nossa dependência em re
lação ao guarda-chuva atômi
co da OTAN,
para a proteção-
de nossa existência como naçao livre e democrática — são
presidido
pslo
“não-alinhado-
mor”, o senhor Fidel Castro, 95 países do Sul — bem mais da
metade dos membros da As sembléia Geral da ONU —
DIGESTO
econômico
11?
co. Entretanto, qualquer modi ficação na Carta da Organiza ção depende da aprovação do Conselho de Segurança, e tudo o que se pode dizer é que não
nharíamos para a estagnação semelhante à que afeta a Eu ropa Oriental e para uma ca tastrófica
fome mundial.
E se
criaria uma Nova Classe, uma
também os países dos quais re
acusaram
são os USA que mais têm abu
Nomenclatura
cebemos financiamentos para nosso desenvolvimento, são nos
Estados Unidos 'Vocês são Imperialismo:
sado do direito de veto. Veta-
posta de intelectuais terceiro-
opressores, dominadores, explo
se, aliás, por razões ponderá
mundistas e burocratas subde
sos principais clientes e forne cedores, são nossos parceiros
senvolvidos.
mas passem dinheiro para cá...”
veis. A Assembléia Geral é constituída de 160 e tantos es
comerciais. Até o galego da es
quina, dono de um armazém, sabe que o freguês é o amigo. Entretanto, por uma aberração ideológica, os terceiro-mundistas nos
colocam
numa atitude
hostil, contenciosa e crítica em relação aos Estados Unidos e Europa Ocidental. São os mes mos países ditos "não-alinhados” do Terceiro Mundo que vão reclamar a assistência eco
nômica, financeira e comercial
dos Estados Unidos, para
ti
rar-lhes do buraco em que se acusam-no
encontram
de
responsável por
sua
miséria,
ínsultam-no em
todas
as reu
de
os
radores, burgueses capitalistas, A presença naval norte-ameri
cana no Oceano Índico foi de
nunciada, assim como a intervençao
em
E1 Salvador e áté
mesmo em Puerto Rico — nias nenhuma referência feita às duas divisões soviéticas na Po
lônia, às cinco divisões no Afe ganistão, aos cubanos em An gola e Etiópia, ou aos guenses em El Salvador. A' técnicara-
nica que consiste em cuspir na
miniestado
inviáveis
co
mo Guinê-Bissau, S. Tomé, as ilhas Seychelles, Dominica no Caribe. Sua população, em con junto, não daria para encher 0 Maracanã em dia de campeo
propina me parece de uma ra cionalidade
se
espera
duvidosa
mas
enfim nunca houve racionalida de em política internacional.
de seu arrazoado que visaria uma “nova ordem” internacional — uma reforma da estru tura da ONU, de maneira a
“não-ajinhadbs”.
são
nato: cada um deles, contudo,
qual
(Yankee, go homel) mas sen tem como que uma atração mórbida pela sorte do Afeganis de
Outros, ainda, a maioria aliás,
possui o mesmo voto do que os
da
Alguns terceiro-mundistas propõem — na parte substantiva
conclave
duas divisões blindadas russas.
uma
mão
niões internacionais, convidam seus nacionais a irem embora
tão e da Polônia. Num recente
tados, alguns dos quais são fic tícios, como a Ukrania e a Bielo-Rússia. Outros seguem ali nhamentos automáticos, como a Polônia, onde se encontram
corrigir seu caráter oligárqui-
Estados Unidos e o Brasil. To
dos são iguais, mas uns são mais iguais do que outros: a URSS por exemplo possui três votos! Duvido assim que esse órgão onusiano tenha autorida de moral, legal ou real para governar o mundo. "Se a no va
ordem
econômica
mundial
constituir em socializar o pla neta, receio que nos encami¬
universal
com
Quanto à supressão da fo me no mundo, vale apontar pa
ra o fato de que essa carência de alimento não é mais exten
sa porque apenas 6% da popu
lação dos EUA e do Canadá, agricultores privados e meca nizados, produzem suficientes alimentos para abastecer não somente a América, mas ain
da a URSS, a China e grande parte do Terceiro Mundo. Um bilhão de pessoas aliás já teriam perecido à míngua, não
fosse a chamada Revolução Verde, conduzida por técnicos e cientistas ocidentais.
Alguns
paredros
do
ter-
ceiro-mundismo se têm atrevi
do a sugerir um imposto de renda internacional. No fundo, tudo se resumiría nisso: a re-
distribuição da renda mundia! através de penalizações, tribu tações ou incentivos. São me didas
absolutamente democrá-
DIGESTO
118
ticas
e hoje corriqueiras muito
Ocidente
no
embora
ECONÔMICO
menos de 40 anos depois, já se prepara para ultrapassar a
Marx, no Manifesto Comunista de 1848, as haja considerado
própria Rússia Soviética, com
como acarretando o fim do ca
incríveis irquezas naturais e seu socialismo, em produção industrial. Vejam a Islândia, pequeno país de 200.000 habi
pitalismo. Seria, portanto, lógi co conceber tal redistribuição de renda
em escala
mundial:
os países ircos seriam penali zados por sua eficiência, sua poupança e trabalho, e os paí ses pobres recompensados por sua preguiça, ineficiência e desperdício. Muito bem! Mas qual a autoridade que x>oderá impôr tal medida às grandes potências, já que essas, que são as mais ricas, são também as mais fortes? E qual o modus faclendi? A medida me pa rece eminentemente utópica. Isso me leva a meditar so
bre a problemática da eficiên cia e da equidade. Há alguns anos Gilberto Ama^o emitiu este conceito admirável: “povo
pobre é povo burro"! Povo po bre é aquele que é incapaz de utilizar
rais
os seus recursos natu
e de
trabalho. Vejam
o
Japão: é quase que totalmente privado de recursos naturais e emergiu da Segunda Guerra
todo seu imenso território, suas
tantes numa ilha vulcânica de
solo ingrato onde só cresce ca pim para alimentar alguns re banhos de carneiros. Na Idade
Média, ali se morria de fome no inverno. Hoje, possui uma das mais altas rendas per ca
pita do planeta, cerca de 12.000 dólares: pesca, poupança, tra balho e eficiência são as expli cações.
A contrapartida também é verdadeira. Em qualquer lugar do mundo, mas especialmente na África Latina e em alguns setores da Ásia, pwdereis veri ficar que os burocratas mais exigentes, as mordomias mais
generosas, as Mercedes mais caras, os banquetes mais sun tuosos, a criadagem mais nu merosa, a impertinência mais descarada, pertencem sempre à burocracia de países subde senvolvidos.
Mundial praticamente
arrasa
Em suma, o que ê eficien
do pelos bombardeios.
Hoje,
te não é sempre o que é justo.
DIGESTO
ECONÔMICO
119
E 0 que é equitativo, não é sempre eficiente. O socialismo
pretende resolver a questão da justiça social e da equidade. Mas é ineficiente, mentiroso, opressivo e corrupto: estive quase dois anos na Polônia e pude verificar Iri loco esta rea
lidade. Costuma'se elogiar o socialismo por suas promessas futuristas e criticar o capita lismo por seus defeitos atuais. Eu prefiro me debruçar sobre a prova empírica — que pode ser imediata e simbolicamente
comprovada a qualquer mo mento, em Berlim, de um lado e do outro do Muro da Vergo nha; ou no Caribe, por uma visita sucessiva a Cuba e Cos
ta
Rica;
uma
ou na África,
excursão
a
por
Guiné-Cona-
kri e depois à Costa do Mar
fim; ou na Asia, por um rápi do percurso pelo Camboja e em
seguida
Cingapura.
Os
ideólogos, contudo, não gostam de provas empíricas. Preferem fórmulas artificiais, slogans,
lugares comuns divulgados pe la propaganda. Preferem viver de suas ilusões.
Em
conclusão: o Brasil é
um país feliz porque sua segu rança externa é bem garanti¬
da por seu próprio poder na cional, por seu relativo isola mento geográfico e pela prote ção que lhe proporcionam gra tuitamente as forças navais, terrestres, aéreas e atômicas da OTAN — salvo nessa parte ominosa
do sul
do continente
africano onde o poderio amea ça agora se derramar pelo Atlântico Sul. Resolvemos nos
sos problemas fronteiriços na época do barão de Rio Branco.
Não sofremos perigo direto al gum por parte de vizinhos. Po demos
assim continuar
nosso
desenvolvimento e nos permi tir
essa vã
retórica terceiro-
mundista que transformou a Namíbia e a sorte dos palesti nos em problemas cruciais de nossa diplomacia. Na falta de outras necessidades vitais, in ventamos, há vinte anos, uma grotesca Política Externa Inde pendente que implicava um ali nhamento
automático
interesses,
a longo prazo, da
União
Soviética.
com
Válida
os
seria
aquela definição pirandeliana: uma diplomacia à procura de uma poKtica externa... Na fal ta de um programa, há quem levante o glorioso estandarte rubro-negro do Clube de Rega tas Flamengo.
DIGESTO
118
ticas
e hoje corriqueiras muito
Ocidente
no
embora
ECONÔMICO
menos de 40 anos depois, já se prepara para ultrapassar a
Marx, no Manifesto Comunista de 1848, as haja considerado
própria Rússia Soviética, com
como acarretando o fim do ca
incríveis irquezas naturais e seu socialismo, em produção industrial. Vejam a Islândia, pequeno país de 200.000 habi
pitalismo. Seria, portanto, lógi co conceber tal redistribuição de renda
em escala
mundial:
os países ircos seriam penali zados por sua eficiência, sua poupança e trabalho, e os paí ses pobres recompensados por sua preguiça, ineficiência e desperdício. Muito bem! Mas qual a autoridade que x>oderá impôr tal medida às grandes potências, já que essas, que são as mais ricas, são também as mais fortes? E qual o modus faclendi? A medida me pa rece eminentemente utópica. Isso me leva a meditar so
bre a problemática da eficiên cia e da equidade. Há alguns anos Gilberto Ama^o emitiu este conceito admirável: “povo
pobre é povo burro"! Povo po bre é aquele que é incapaz de utilizar
rais
os seus recursos natu
e de
trabalho. Vejam
o
Japão: é quase que totalmente privado de recursos naturais e emergiu da Segunda Guerra
todo seu imenso território, suas
tantes numa ilha vulcânica de
solo ingrato onde só cresce ca pim para alimentar alguns re banhos de carneiros. Na Idade
Média, ali se morria de fome no inverno. Hoje, possui uma das mais altas rendas per ca
pita do planeta, cerca de 12.000 dólares: pesca, poupança, tra balho e eficiência são as expli cações.
A contrapartida também é verdadeira. Em qualquer lugar do mundo, mas especialmente na África Latina e em alguns setores da Ásia, pwdereis veri ficar que os burocratas mais exigentes, as mordomias mais
generosas, as Mercedes mais caras, os banquetes mais sun tuosos, a criadagem mais nu merosa, a impertinência mais descarada, pertencem sempre à burocracia de países subde senvolvidos.
Mundial praticamente
arrasa
Em suma, o que ê eficien
do pelos bombardeios.
Hoje,
te não é sempre o que é justo.
DIGESTO
ECONÔMICO
119
E 0 que é equitativo, não é sempre eficiente. O socialismo
pretende resolver a questão da justiça social e da equidade. Mas é ineficiente, mentiroso, opressivo e corrupto: estive quase dois anos na Polônia e pude verificar Iri loco esta rea
lidade. Costuma'se elogiar o socialismo por suas promessas futuristas e criticar o capita lismo por seus defeitos atuais. Eu prefiro me debruçar sobre a prova empírica — que pode ser imediata e simbolicamente
comprovada a qualquer mo mento, em Berlim, de um lado e do outro do Muro da Vergo nha; ou no Caribe, por uma visita sucessiva a Cuba e Cos
ta
Rica;
uma
ou na África,
excursão
a
por
Guiné-Cona-
kri e depois à Costa do Mar
fim; ou na Asia, por um rápi do percurso pelo Camboja e em
seguida
Cingapura.
Os
ideólogos, contudo, não gostam de provas empíricas. Preferem fórmulas artificiais, slogans,
lugares comuns divulgados pe la propaganda. Preferem viver de suas ilusões.
Em
conclusão: o Brasil é
um país feliz porque sua segu rança externa é bem garanti¬
da por seu próprio poder na cional, por seu relativo isola mento geográfico e pela prote ção que lhe proporcionam gra tuitamente as forças navais, terrestres, aéreas e atômicas da OTAN — salvo nessa parte ominosa
do sul
do continente
africano onde o poderio amea ça agora se derramar pelo Atlântico Sul. Resolvemos nos
sos problemas fronteiriços na época do barão de Rio Branco.
Não sofremos perigo direto al gum por parte de vizinhos. Po demos
assim continuar
nosso
desenvolvimento e nos permi tir
essa vã
retórica terceiro-
mundista que transformou a Namíbia e a sorte dos palesti nos em problemas cruciais de nossa diplomacia. Na falta de outras necessidades vitais, in ventamos, há vinte anos, uma grotesca Política Externa Inde pendente que implicava um ali nhamento
automático
interesses,
a longo prazo, da
União
Soviética.
com
Válida
os
seria
aquela definição pirandeliana: uma diplomacia à procura de uma poKtica externa... Na fal ta de um programa, há quem levante o glorioso estandarte rubro-negro do Clube de Rega tas Flamengo.
DIGESTO ECONÔMICO
UO
No entanto uma política externa de bom-senso, que atende aos imperativos da Se
gurança e do Desenvolvimento
Quero terminar esta breve palestra, ao agradecer a aten ção e cortesia com que me honraram, com uma citação
do País, já existe e já foi for mulada repito em 1964, pelo saudoso presidente Castello Branco: ela implica o alinha mento com os países ociden
de Shakespeare.
tais
tão não devemos procurar
do
Primeiro
Mundo
aos
quais estamos inextricavelmente ligados por imperiosos interesses culturais, políticos e econômicos. Para nossa pró pria sobrevivência como país livre, próspero e democrático.
Minha tese sempre foi que nosso
Desenvolvimento
e
a
questão suprema da Liberdade
e da Justiça, em nossa terra, constituem
assuntos
de
Se não há desenvolvimen
to suficiente, nem justiça ade
quada, nem governo ideal, en a
culpa alhures .mas, como pre venia Cassius no Júlio César em nós mesmos: Nen at some time are mat-
The fauif, dear Brutus,
is
not in our sfars, But In ourselves, that we are underlings.
A culpa, caro Brutus, não
dade, O novo slogan da atuali
está em nossas estrelas, se somos seres inferiores, mas
brasileira
deveria
0 Problema é nosso...
ser:
dentro de nós mesmos...
Insulina sintética humana é testada
A
ca
insulina
sintéti-
humana
pode
ter efeito semelhante ao da animal, utilizada há 60 anos. Testes realizados
pela empresa farmacêutica dinamarquesa Novo com 20 crianças e 60 adultos diabéticos obtiveram resultados semelhantes para os dois produtos. Mas o laboratório, acrescenta a revista New Scientist, adverte que ainda é cedo
para dizer se a nova Insiilina está livre de efeitos colaterais etríbuidos à de tipo animal, como a cegueira. A companhia dinamarquesa sintetizou a insulina hiimana provocando modificações químicas no hormônio produziExistem pesquisas para fabricá-la utilizando técnicos de do pelo porco,
engenharia genética e o professca* Harry Keen. do laboratório fa-macêu‘lco Lilly, de Grã-Bretanha, afirma que esta terá a vantagem de ser absorvida mais' rapidamente, podendo suprimir a produção de substâncias tóxicas noa rins.
Um ensaio sobre o inesgotável tema da linguagem no
nossa
única e exclusiva responsabili dade
Márcio José Lauria
ters of their fates>
grande livro. O autor é professor universitário.
Chamemos de
funções aos
aspectos de que se reveste a linguagem, de acordo com o objetivo a que visa ao usuário, no pressuposto de que em todo o enunciado dialógico uma tríplice relação:
1.
exista
Aquilo de que se fala’/ ^creve,
2. 3.
O faiante/escritor. O ouvinte/leitor.
Dai as três funções funda mentais no ato da fala e, por ex-
tensão, no de escrever: a que se atém à coisa tratada (refe rencial); a que externa um es tado psíquico do emissor (emo tiva); a em que o emissor tem
em mira o receptor, com o fim de despertar-lhe (conativa).
uma
reação
Veremos em momento mais
oportuno que essa tríplice rela
ção se desdobra, privilegiando cada um dos elementos que compõem o ato da comunica ção.
DIGESTO ECONÔMICO
UO
No entanto uma política externa de bom-senso, que atende aos imperativos da Se
gurança e do Desenvolvimento
Quero terminar esta breve palestra, ao agradecer a aten ção e cortesia com que me honraram, com uma citação
do País, já existe e já foi for mulada repito em 1964, pelo saudoso presidente Castello Branco: ela implica o alinha mento com os países ociden
de Shakespeare.
tais
tão não devemos procurar
do
Primeiro
Mundo
aos
quais estamos inextricavelmente ligados por imperiosos interesses culturais, políticos e econômicos. Para nossa pró pria sobrevivência como país livre, próspero e democrático.
Minha tese sempre foi que nosso
Desenvolvimento
e
a
questão suprema da Liberdade
e da Justiça, em nossa terra, constituem
assuntos
de
Se não há desenvolvimen
to suficiente, nem justiça ade
quada, nem governo ideal, en a
culpa alhures .mas, como pre venia Cassius no Júlio César em nós mesmos: Nen at some time are mat-
The fauif, dear Brutus,
is
not in our sfars, But In ourselves, that we are underlings.
A culpa, caro Brutus, não
dade, O novo slogan da atuali
está em nossas estrelas, se somos seres inferiores, mas
brasileira
deveria
0 Problema é nosso...
ser:
dentro de nós mesmos...
Insulina sintética humana é testada
A
ca
insulina
sintéti-
humana
pode
ter efeito semelhante ao da animal, utilizada há 60 anos. Testes realizados
pela empresa farmacêutica dinamarquesa Novo com 20 crianças e 60 adultos diabéticos obtiveram resultados semelhantes para os dois produtos. Mas o laboratório, acrescenta a revista New Scientist, adverte que ainda é cedo
para dizer se a nova Insiilina está livre de efeitos colaterais etríbuidos à de tipo animal, como a cegueira. A companhia dinamarquesa sintetizou a insulina hiimana provocando modificações químicas no hormônio produziExistem pesquisas para fabricá-la utilizando técnicos de do pelo porco,
engenharia genética e o professca* Harry Keen. do laboratório fa-macêu‘lco Lilly, de Grã-Bretanha, afirma que esta terá a vantagem de ser absorvida mais' rapidamente, podendo suprimir a produção de substâncias tóxicas noa rins.
Um ensaio sobre o inesgotável tema da linguagem no
nossa
única e exclusiva responsabili dade
Márcio José Lauria
ters of their fates>
grande livro. O autor é professor universitário.
Chamemos de
funções aos
aspectos de que se reveste a linguagem, de acordo com o objetivo a que visa ao usuário, no pressuposto de que em todo o enunciado dialógico uma tríplice relação:
1.
exista
Aquilo de que se fala’/ ^creve,
2. 3.
O faiante/escritor. O ouvinte/leitor.
Dai as três funções funda mentais no ato da fala e, por ex-
tensão, no de escrever: a que se atém à coisa tratada (refe rencial); a que externa um es tado psíquico do emissor (emo tiva); a em que o emissor tem
em mira o receptor, com o fim de despertar-lhe (conativa).
uma
reação
Veremos em momento mais
oportuno que essa tríplice rela
ção se desdobra, privilegiando cada um dos elementos que compõem o ato da comunica ção.
DIGESTO
122
1.
Objetivo do Trabalho
Mesmo reconhecendo o pe
rigo de cometer “profecias re trospectivas”, como ironizou Euclides citando Huxley (22), tentaremos trabalhar a partir da evidência segundo a qual,
no ato linguístico, nunca se ma nifesta uma das funções isola das. Na realidade todas se fa
zem presentes e apenas a pre dominância de uma delas ca
racteriza 0 tipo de linguagem usada num ato de comunicação. Ê nosso intuito demonstrar a convivência em Os Sertões de
múltiplas
funções da
lingua
gem, desde que consideremos a obra sob diversos aspectos. As
sim, encarando o livro como: 1. Obra jornalística e histórica — função referencial. 2. Manifestação de uma visão individual — função emo tiva.
3. Resultado de preocupa ção artística na transmissão da mensagem — função poética. 4.
Instrumento
de
análise
do código-língua — função metalingüística.
ECONÔMICO
5., Instrumento de persua são do receptor — função conativa.
n.
Corolário
Não fica difícil perceber,
de imediato, que é a presença de funções diferentes da refe rencial que desloca Os Sertões para o âmbito da literatura. De igual modo, faz completo senti do que a unanimidade dos estu diosos de Euclides afirme, empiricamente e pelas palavras
mais diversas, que a validade da obra no plano atemporal re side na presença destacada de funções não-referenciais. III.
Uma frase da nota preliminar" 1/
"... este livro, que a princí pio se resumia à história da
DIGESTO
ECONÔMICO
123
grar decisivamente a textura da obra (funções não-referenciais.). Ou seja, a pretensa per da da atualidade de Os Sertões, na opinião de Euclides, pode ser explicada pelas circunstân cias
hitóricas
imediatamente
posteriores à sua publicação. Ao tomar conhecimento delas, Euclides percebeu com clareza que a qualificação por ele da da à obra — livro vingador, ex pressão indisfarçável da função conotativa da linguagem — haveria
de cair no vazio.
E a
denúncia por ele feita com tan ta
veemência
só
haveria
de
surtir efeito através da provo cação de impacto, discussões, tomadas de partido, contesta ções: enfim, atitudes mentais do destinatário que não deri
Campanha de Canudos, perdeu
vam do uso referencial da lin
toda a atualidade, remorada a sua publicação em virtude de causas que temos por escusado apontar”. (7)
guagem.
Como poderia um Mvro de História perder sua atualidade? Com 0 reconhecimento ex presso do autor de que, além e acima do acontecimento factual
narrado
(função
referencial),
outros fatores passaram a inte-
IV.
As funções da língua«I
1.
A função referencial — ênfase no contexto
Esta função é o resultado
zer
surgir reflexões análogas
na mente de um destinatário.
O
roteiro
todo
de
Os
Serfões, com seu espírito marcadamente científico (a come çar de sua tripartição de cunho determinista), é um longo tra balho de montagem de destgnata, ou seja, forma um contexto de intercompreensão entre o emissor e o receptor da men sagem.
Transcrevendo
o
Sumário
de A Terra:
“I.
PRELIMINARES. A en
trada do sertão: Terra Ignota. Em caminho para Monte San to. Primeiras impressões. Um sonho de geólogo. II.
Golpe de vista do alto
de Monte Santo. Do alto da Fa vela.
m. 0 clima. Higrômetros singulares.
IV. As secas. Hipóteses sobre a sua gênese. As caatin gas.
V. Uma categoria geo gráfica que Hegel não citou.
de uma reflexão intelectual da
Como se faz um deserto. Como
verbalização do que o indivíduo
se extingue o deserto. O martí rio secular da Terra." (9)
pensa, com capacidade de fa-
DIGESTO
122
1.
Objetivo do Trabalho
Mesmo reconhecendo o pe
rigo de cometer “profecias re trospectivas”, como ironizou Euclides citando Huxley (22), tentaremos trabalhar a partir da evidência segundo a qual,
no ato linguístico, nunca se ma nifesta uma das funções isola das. Na realidade todas se fa
zem presentes e apenas a pre dominância de uma delas ca
racteriza 0 tipo de linguagem usada num ato de comunicação. Ê nosso intuito demonstrar a convivência em Os Sertões de
múltiplas
funções da
lingua
gem, desde que consideremos a obra sob diversos aspectos. As
sim, encarando o livro como: 1. Obra jornalística e histórica — função referencial. 2. Manifestação de uma visão individual — função emo tiva.
3. Resultado de preocupa ção artística na transmissão da mensagem — função poética. 4.
Instrumento
de
análise
do código-língua — função metalingüística.
ECONÔMICO
5., Instrumento de persua são do receptor — função conativa.
n.
Corolário
Não fica difícil perceber,
de imediato, que é a presença de funções diferentes da refe rencial que desloca Os Sertões para o âmbito da literatura. De igual modo, faz completo senti do que a unanimidade dos estu diosos de Euclides afirme, empiricamente e pelas palavras
mais diversas, que a validade da obra no plano atemporal re side na presença destacada de funções não-referenciais. III.
Uma frase da nota preliminar" 1/
"... este livro, que a princí pio se resumia à história da
DIGESTO
ECONÔMICO
123
grar decisivamente a textura da obra (funções não-referenciais.). Ou seja, a pretensa per da da atualidade de Os Sertões, na opinião de Euclides, pode ser explicada pelas circunstân cias
hitóricas
imediatamente
posteriores à sua publicação. Ao tomar conhecimento delas, Euclides percebeu com clareza que a qualificação por ele da da à obra — livro vingador, ex pressão indisfarçável da função conotativa da linguagem — haveria
de cair no vazio.
E a
denúncia por ele feita com tan ta
veemência
só
haveria
de
surtir efeito através da provo cação de impacto, discussões, tomadas de partido, contesta ções: enfim, atitudes mentais do destinatário que não deri
Campanha de Canudos, perdeu
vam do uso referencial da lin
toda a atualidade, remorada a sua publicação em virtude de causas que temos por escusado apontar”. (7)
guagem.
Como poderia um Mvro de História perder sua atualidade? Com 0 reconhecimento ex presso do autor de que, além e acima do acontecimento factual
narrado
(função
referencial),
outros fatores passaram a inte-
IV.
As funções da língua«I
1.
A função referencial — ênfase no contexto
Esta função é o resultado
zer
surgir reflexões análogas
na mente de um destinatário.
O
roteiro
todo
de
Os
Serfões, com seu espírito marcadamente científico (a come çar de sua tripartição de cunho determinista), é um longo tra balho de montagem de destgnata, ou seja, forma um contexto de intercompreensão entre o emissor e o receptor da men sagem.
Transcrevendo
o
Sumário
de A Terra:
“I.
PRELIMINARES. A en
trada do sertão: Terra Ignota. Em caminho para Monte San to. Primeiras impressões. Um sonho de geólogo. II.
Golpe de vista do alto
de Monte Santo. Do alto da Fa vela.
m. 0 clima. Higrômetros singulares.
IV. As secas. Hipóteses sobre a sua gênese. As caatin gas.
V. Uma categoria geo gráfica que Hegel não citou.
de uma reflexão intelectual da
Como se faz um deserto. Como
verbalização do que o indivíduo
se extingue o deserto. O martí rio secular da Terra." (9)
pensa, com capacidade de fa-
DIGESTO ECONÔMICO
124
A partir desse planejamen to lógico e de rigor científico, o leitor tem o direito de espe rar ax>enas uma explanação de cunho marcadamentsimpessoal, com amplo domínio da denota-
ção, da univalência de signifi cados, num assunto misto de jornalismo e ciência. O que não é assim (e muita coisa não é assim), fica por conta das pe culiaridades de Euclides„ isto é, fica por conta do desvio fun cional da linguagem, com o abandono da referencial, que deveria ser absoluta num texto
daquele modo sumariado. 2. Â função emotiva — ênfase no emissor
Localizada no tipo de men sagens que implicam uma ex pressão direta das emoções e atitudes de quem fala, em re
lação àquilo que fala, Esta manifestação expres siva de EucÜdes da Cunha —
escritor que abandona a postude observador impessoal e se deixa empolgar pelas visões da terra (flora, fauna, aciden ra
manifestação está presente des de as primeiras linhas da obra. com as seguidas prosopopéias
que dão ao planalto central
brasileiro condições de exercer
ações tipicamente humanas. Evidente que um simples processo de figuração da linguagem, de metaforização em par ticular, não basta para caracda função terizar a presença
emotiva. Explica-nos a semân tica que a figuração da lingua gem, muitas vezes, não passa
de extenso processo de econo mia vocabular. Não é, porém, 0 que se verifica em Euclides,
ECONÔMICO
125
moção íntima provocada por um ato antipoético por excelên cia, como o de examinar o ma pa do Brasil. Em
todo o desenrolar
de
Os Sertões estará presente essa preciosa informação comple mentar (função emotiva) adicio nada à Informação meramente intelectual (função referen cial): “É uma paragem sionadora.” (20)
impres-
"É uma gante.” (32)
empol
sugestão
“O sol, ponte desatava, lon
pois já na página inaugural de
emocional do emissor perante o
gamente abertos, face volvida um soldado para os céus. descansava./Descansava...ha via três meses.” (31)
Os Sertões, mais precisamente nos seus dois parágrafos iniciais, fica patenteado o estado
objeto da sua comunicação.
É
o que explica, acreditamos, a presença de termos tão "anticientíficos” numa animada des¬ crição orográfica: desce, assodes-
berba, desata-se, deriva, camba, despem, litoral revolto,
riçado, corroído, escancelando-
mutações cli
máticas) e pela funda tentativa de compreender o homem indivíduo e ser social —, esta
tudo comprovando o julgamen to -emotivo do escritor, sua co-
arredondam e suavizam etc. —
A última frase
ratura
como a
tentativa
de
transpor para a ficção a técnica dessa pintura, como a buscar pintar com as palavras realizan do a “escritura artística”, retra tar as sensações e não as coi sas. E, não há como negar que
em “Higrômetros Singulares", muito mais que o juízo de essência (função referencial) produzidos pelas frases, está o juízo de valor (função emotiva), o comprometimento pessoal do autor com o tema desenvolvido.
ga, a sua sombra pelo chão, e protegido por ela — braços lar
se, repartindo-se, recifes desnu dos, atenuação de acidentes,
tes geográficos,
DIGESTO
transcrita
Não fosse, cremos, a im pessoalidade formal constante
em Ehiclides, embuçado no em prego de modéstia de nós por eu ou nas construções com o
pronome se indeterminando o sujeito e não haveria dúvida de sua comoção ante o encan
tamento nele despertado pela observação direta das coisas e pessoas. Basta,
para compro
abre o antológico ''Higrômetros Singulares", dos mais perfeitos
vação, colocar no trecho abaixo transcrito
os indicado
exemplos de prosa
res da 1.* pessoa
do discurso,
impressio
nista.
E o que é o impressionismo? Depois de significar uma tendência pictórica dos fins do século XIX, caracterizada pelo desejo de apreender a realida de exterior diretamente, foi o termo transplantado para a lite-
como os
logo
pronomes eu e meu,
para se sentir mais clara a im
pressão fortemente
emocional
que a paisagem despertou
no
escritor, apenas em aparência frio e objetivo; “O olhar fascinado
bava-se no
pertur
desequilíbrio
das
DIGESTO ECONÔMICO
124
A partir desse planejamen to lógico e de rigor científico, o leitor tem o direito de espe rar ax>enas uma explanação de cunho marcadamentsimpessoal, com amplo domínio da denota-
ção, da univalência de signifi cados, num assunto misto de jornalismo e ciência. O que não é assim (e muita coisa não é assim), fica por conta das pe culiaridades de Euclides„ isto é, fica por conta do desvio fun cional da linguagem, com o abandono da referencial, que deveria ser absoluta num texto
daquele modo sumariado. 2. Â função emotiva — ênfase no emissor
Localizada no tipo de men sagens que implicam uma ex pressão direta das emoções e atitudes de quem fala, em re
lação àquilo que fala, Esta manifestação expres siva de EucÜdes da Cunha —
escritor que abandona a postude observador impessoal e se deixa empolgar pelas visões da terra (flora, fauna, aciden ra
manifestação está presente des de as primeiras linhas da obra. com as seguidas prosopopéias
que dão ao planalto central
brasileiro condições de exercer
ações tipicamente humanas. Evidente que um simples processo de figuração da linguagem, de metaforização em par ticular, não basta para caracda função terizar a presença
emotiva. Explica-nos a semân tica que a figuração da lingua gem, muitas vezes, não passa
de extenso processo de econo mia vocabular. Não é, porém, 0 que se verifica em Euclides,
ECONÔMICO
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moção íntima provocada por um ato antipoético por excelên cia, como o de examinar o ma pa do Brasil. Em
todo o desenrolar
de
Os Sertões estará presente essa preciosa informação comple mentar (função emotiva) adicio nada à Informação meramente intelectual (função referen cial): “É uma paragem sionadora.” (20)
impres-
"É uma gante.” (32)
empol
sugestão
“O sol, ponte desatava, lon
pois já na página inaugural de
emocional do emissor perante o
gamente abertos, face volvida um soldado para os céus. descansava./Descansava...ha via três meses.” (31)
Os Sertões, mais precisamente nos seus dois parágrafos iniciais, fica patenteado o estado
objeto da sua comunicação.
É
o que explica, acreditamos, a presença de termos tão "anticientíficos” numa animada des¬ crição orográfica: desce, assodes-
berba, desata-se, deriva, camba, despem, litoral revolto,
riçado, corroído, escancelando-
mutações cli
máticas) e pela funda tentativa de compreender o homem indivíduo e ser social —, esta
tudo comprovando o julgamen to -emotivo do escritor, sua co-
arredondam e suavizam etc. —
A última frase
ratura
como a
tentativa
de
transpor para a ficção a técnica dessa pintura, como a buscar pintar com as palavras realizan do a “escritura artística”, retra tar as sensações e não as coi sas. E, não há como negar que
em “Higrômetros Singulares", muito mais que o juízo de essência (função referencial) produzidos pelas frases, está o juízo de valor (função emotiva), o comprometimento pessoal do autor com o tema desenvolvido.
ga, a sua sombra pelo chão, e protegido por ela — braços lar
se, repartindo-se, recifes desnu dos, atenuação de acidentes,
tes geográficos,
DIGESTO
transcrita
Não fosse, cremos, a im pessoalidade formal constante
em Ehiclides, embuçado no em prego de modéstia de nós por eu ou nas construções com o
pronome se indeterminando o sujeito e não haveria dúvida de sua comoção ante o encan
tamento nele despertado pela observação direta das coisas e pessoas. Basta,
para compro
abre o antológico ''Higrômetros Singulares", dos mais perfeitos
vação, colocar no trecho abaixo transcrito
os indicado
exemplos de prosa
res da 1.* pessoa
do discurso,
impressio
nista.
E o que é o impressionismo? Depois de significar uma tendência pictórica dos fins do século XIX, caracterizada pelo desejo de apreender a realida de exterior diretamente, foi o termo transplantado para a lite-
como os
logo
pronomes eu e meu,
para se sentir mais clara a im
pressão fortemente
emocional
que a paisagem despertou
no
escritor, apenas em aparência frio e objetivo; “O olhar fascinado
bava-se no
pertur
desequilíbrio
das
I
DIGESTO
126
ECONÔMICO
DIGESTO
camadas desigualmente aque cidas, parecendo varar atra vés de um prisma desmedido e intáctil, e não distinguia as ba ses das montanhas, como que suspensas. Então, ao norte da Canabrava, numa enorme ex pansão dos plainos perturbados, via-se um ondular estonteador; estranho palpitar de vagas lon gínquas; a ilusão maravilhosa de um seio de mar, largo, irisado, sobre que recaísse, e refrangesse, e ressaltasse a luz esparsa em cintilações ofuscan tes...” (32) Foge ao espírito deste es
torna o foco da atenção em si mesmo e não por causa da fun ção prática que desempenha Provoca uma reação pelo que
resposta não antecipada na lín
(30)
tudo o arrolamento de muitos passos em que a manifestação
gua, que é capaz, por isso mes mo, de atrair uma atenção es pecial para os próprios signos, uma persistência de atenção. É
(30)
da visão
individual do autor,
adentrando
francamente o es
paço ficcional, supera de mui to
a
colocação simplesmente
referencial do assum. É o que se dá com os excertos conheci dos pelos seguintes entretítulos:
A Tormenta (41), O Sertão É um Paraíso (43), Manhãs Ser tanejas (43/44). O Sertanejo (91/92), A Arribada (99/100), O Estouro da Boiada (1(H)/101). 3. A função poética — ênfase na mensagem
Caracteriza-se esta função quando um objeto ou ação se
é e não por aquilo
para que
serve. Ela passa a focalizar os próprios signos, pondo em des taque a sua integralidade de significante e significado. Seria algo como o exercício do poder encantatório que os escritores dão às palavras, quase sempre as mesmas palavras de uso co tidiano. A função poética exe cuta uma ruptura de expectati
vas, fornecendo uma
a função poética
que
com os automatismos linguísti cos e cria o fenômeno da sin-
gularização dos significados, do estranhamento causado no espírito do leitor mais sensível. A função poética é o resumo do mecanismo da poesia, toma do este vocábulo no seu primi tivo sentido de criação. E isso faz do estilo uma opção, e até
mais que isso: estilo, sem re presentar quase nunca ruptura de código, é desvio da norma já executada por um grupo.
127
A comprovação da presen ça da função poética é possível em todo o corpo de Os Sertões.
Como. porém, "A Terra” passa por ser a parte mais árida da
obra, dela retiraremos todos os exemplas:
"Em roda uma elipse ma jestosa de montanhas.” (26) “Latim alarmado.” (27) "... as ventanias rolam de sorientadamente de todos os
quadrantes.” (30)
possível
rompe
ECONÔMICO
"...
graus
disparatados."
... o fastígio das secas,"
4.
A função metalingüística — ênfase no código
Esta função pressupõe a existência de uma língua-objeto (no caso de Euclides a portu guesa), cujo funcionamento ou cujo código se quer decifrar. Daí a necessidade de utilização
de
outro sistema lingüístico, a
metalíngua, proposto como mo delo decodificador da línguaobjeto. O esquema da função me talingüística se resume a três passos:
1.® — Presença na frase de signo(s) pertencente(s) a códi go parcialmente desconhecido pelo destinatário da mensagem.
intermitir inatu-
2.® — Dúvida no destinatá
rável de dias queimosos e noi tes enregeladas." (30)
rio quanto ao significado do(s) signo(s) desconhecido(s).
“Ajusta-se sobre os sertões o cautério das secas.” (38)
tradução
"...
num
Espancado
pelas
canícu-
las.” (38)
intralingual
que,
em
(geral
mente sinonímia ou aposição),
explica
o(s)
signo(s)
desco-
nhecido(s).
"£ a sylva aestu aphylla, a sylva horrída, de Martius, abrindo no seio
3.® “ Enunciado
iluminado
da
natureza tropical um vácuo de deserto.” (41)
“A luz crua dos dias longos flameja sobre a terra imóvel e não a anima.” (41)
Dois exemplos em Euclides: Situação 1: “Despontam o dia com uns
largos tragos de aguardente, a teimosa." (102) Situação 2:
Pergunta que se faz o leitor sobre por que, no Nordeste, a
I
DIGESTO
126
ECONÔMICO
DIGESTO
camadas desigualmente aque cidas, parecendo varar atra vés de um prisma desmedido e intáctil, e não distinguia as ba ses das montanhas, como que suspensas. Então, ao norte da Canabrava, numa enorme ex pansão dos plainos perturbados, via-se um ondular estonteador; estranho palpitar de vagas lon gínquas; a ilusão maravilhosa de um seio de mar, largo, irisado, sobre que recaísse, e refrangesse, e ressaltasse a luz esparsa em cintilações ofuscan tes...” (32) Foge ao espírito deste es
torna o foco da atenção em si mesmo e não por causa da fun ção prática que desempenha Provoca uma reação pelo que
resposta não antecipada na lín
(30)
tudo o arrolamento de muitos passos em que a manifestação
gua, que é capaz, por isso mes mo, de atrair uma atenção es pecial para os próprios signos, uma persistência de atenção. É
(30)
da visão
individual do autor,
adentrando
francamente o es
paço ficcional, supera de mui to
a
colocação simplesmente
referencial do assum. É o que se dá com os excertos conheci dos pelos seguintes entretítulos:
A Tormenta (41), O Sertão É um Paraíso (43), Manhãs Ser tanejas (43/44). O Sertanejo (91/92), A Arribada (99/100), O Estouro da Boiada (1(H)/101). 3. A função poética — ênfase na mensagem
Caracteriza-se esta função quando um objeto ou ação se
é e não por aquilo
para que
serve. Ela passa a focalizar os próprios signos, pondo em des taque a sua integralidade de significante e significado. Seria algo como o exercício do poder encantatório que os escritores dão às palavras, quase sempre as mesmas palavras de uso co tidiano. A função poética exe cuta uma ruptura de expectati
vas, fornecendo uma
a função poética
que
com os automatismos linguísti cos e cria o fenômeno da sin-
gularização dos significados, do estranhamento causado no espírito do leitor mais sensível. A função poética é o resumo do mecanismo da poesia, toma do este vocábulo no seu primi tivo sentido de criação. E isso faz do estilo uma opção, e até
mais que isso: estilo, sem re presentar quase nunca ruptura de código, é desvio da norma já executada por um grupo.
127
A comprovação da presen ça da função poética é possível em todo o corpo de Os Sertões.
Como. porém, "A Terra” passa por ser a parte mais árida da
obra, dela retiraremos todos os exemplas:
"Em roda uma elipse ma jestosa de montanhas.” (26) “Latim alarmado.” (27) "... as ventanias rolam de sorientadamente de todos os
quadrantes.” (30)
possível
rompe
ECONÔMICO
"...
graus
disparatados."
... o fastígio das secas,"
4.
A função metalingüística — ênfase no código
Esta função pressupõe a existência de uma língua-objeto (no caso de Euclides a portu guesa), cujo funcionamento ou cujo código se quer decifrar. Daí a necessidade de utilização
de
outro sistema lingüístico, a
metalíngua, proposto como mo delo decodificador da línguaobjeto. O esquema da função me talingüística se resume a três passos:
1.® — Presença na frase de signo(s) pertencente(s) a códi go parcialmente desconhecido pelo destinatário da mensagem.
intermitir inatu-
2.® — Dúvida no destinatá
rável de dias queimosos e noi tes enregeladas." (30)
rio quanto ao significado do(s) signo(s) desconhecido(s).
“Ajusta-se sobre os sertões o cautério das secas.” (38)
tradução
"...
num
Espancado
pelas
canícu-
las.” (38)
intralingual
que,
em
(geral
mente sinonímia ou aposição),
explica
o(s)
signo(s)
desco-
nhecido(s).
"£ a sylva aestu aphylla, a sylva horrída, de Martius, abrindo no seio
3.® “ Enunciado
iluminado
da
natureza tropical um vácuo de deserto.” (41)
“A luz crua dos dias longos flameja sobre a terra imóvel e não a anima.” (41)
Dois exemplos em Euclides: Situação 1: “Despontam o dia com uns
largos tragos de aguardente, a teimosa." (102) Situação 2:
Pergunta que se faz o leitor sobre por que, no Nordeste, a
DIGESTO
128
cachaça (palavra que apresen ta a maior série sinonímica dicionarizada do português do Brasil) é chamada teimosa. Situação 3: Euclides explica em nota de rodapé: “A denominação — teimosa — dada à cachaça é de uma fi losofia adorável. Nada diz me lhor a atração que ela exerce
sobre aqueles valentes e o de sejo nunca realizado que eles têm, de evitá-la.” “... até que, de todo exau rida, aquela mancha de terra fosse, imprestável, abandonada em caapuera.” (48) Situação 2: Muito provavelmente ne nhum leitor saberá
o
sentido
de caapuera.
Situação 3: Sem interromper a frase, Euclides dá o sentido e a ori
gem do vocábulo: "... — mato extinto — como o denuncia a
ECONÔMICO
criar a solidariedade grupai, de
larguíssimo uso
na comunica
ção oral.
Resta, portanto, o exame da presença da função conativa, em que se enfatiza o destina tário.
Talvez mais adequada que
a denominação ccíiatlva dada à função que visa a influenciar 0 comportamento do receptor, seja a de apelo, na nomencla tura de Bühler. De fato, ela se destina a impor ao seu desti natário
um tipo de
comporta
mento desejável, do ponto de vista do emissor.
É de se perguntar, aqui, o que almejava Euclides publi cando Os Sertões. Sem dúvida, retoricamentepersuadir o leitor de que “Aquela campanha lem bra um refluxo
para o passa
do. / E foi, na significação in tegral da palavra, um crime. / Denunciemo-lo.” (8) Nisso, todo o apelo da obra. Publicada, deveria provocar uma comoção profunda, e mais:
DIGESTO
ECONÔMICO
que de um ímpeto levou Euclides da Cunha à grande notorie dade. Cumpre, porém, assegu rar que nesse singular fenôme
(funções emotiva e poética) impediu o grande debate nacio nal que desejava Euclides à crítica indígena; porque esta não o compreendeu cabalmente. (função conativa). Em suma, no discurso euclidiano se deu Tomou o livro por um produto lamentável falha na função meramente literário, do gênero apelativa da mensagem. E isso de tantos outros que aí entu desencantou o autor que, seis lham as livrarias. Viu nele ape anos depois de publicada a nas as cintílações do estilo, as obra, a ela se refere como se douraduras da forma (grifos fosse coisa de um passado lon nossos) e, quando muito, o con siderou, ao demais, como uma gínquo e absolutamente irrecu perável: espécie de panfleto de oposição política que dizia da organiza “Pede-me que lhe mande ção de nosso exército, de nos Os Sertões, mas preciso dizerlhe antes que não o enviei es sas coisas militares, verdades pontaneamente porque este que ela, a crítica, não se atre livro bárbaro de minha moci via a dizer. Daí os aplausos. Não era desses que precisava dade, monstruoso poema de o autor.” (Em História da Lite
ratura Brasileira, 4.“ edição. Rio de Janeiro, José Olympio, 1949, tomo quinto, p, 417/418). Não o entenderam, embora 0 elogiassem a ponto de, ém pouco tempo, ver-se eleito mem bro do Instituto Histórico e da
a
correção
imediata
le
abandono
sócio-econômico-
Academia Brasileira — o que
cultural que levou ao inevitável
Sertões aquela centrada no canal de comunicação, a fática,
confronto litoral/sertão.
talvez possa, em termos de co municação, ser considerado um
Mas, como bem resumiu Sílvio Romero, “foi este livro
ruído; Euclides escreveu com um sentido e foi entendido em
isto é, destinada em especial a
outro. A valorização dos infor mes científicos (função referen cial) e dos recursos literários
no o ilustre escritor nada deveu
etimologia tupi.” (4l) Das funções dialógicas da linguagem, não cabe em Os
daque
129
brutalidade e força, é tão es tranho à maneira tranquila co mo hoje considero a vida, que a mim mesmo entendê-lo.”
às vezes
custa
(Carta de Euclides a Agustín de Vedia, em 1908. Cf. Obra Completa. Rio de Janeiro, Aguilar, 1966, vol. I, p. 695/696).
Observação: As páginas in dicadas no .corpo do trabalho referem-se à edição Abril, São Paulo, 1979.
DIGESTO
128
cachaça (palavra que apresen ta a maior série sinonímica dicionarizada do português do Brasil) é chamada teimosa. Situação 3: Euclides explica em nota de rodapé: “A denominação — teimosa — dada à cachaça é de uma fi losofia adorável. Nada diz me lhor a atração que ela exerce
sobre aqueles valentes e o de sejo nunca realizado que eles têm, de evitá-la.” “... até que, de todo exau rida, aquela mancha de terra fosse, imprestável, abandonada em caapuera.” (48) Situação 2: Muito provavelmente ne nhum leitor saberá
o
sentido
de caapuera.
Situação 3: Sem interromper a frase, Euclides dá o sentido e a ori
gem do vocábulo: "... — mato extinto — como o denuncia a
ECONÔMICO
criar a solidariedade grupai, de
larguíssimo uso
na comunica
ção oral.
Resta, portanto, o exame da presença da função conativa, em que se enfatiza o destina tário.
Talvez mais adequada que
a denominação ccíiatlva dada à função que visa a influenciar 0 comportamento do receptor, seja a de apelo, na nomencla tura de Bühler. De fato, ela se destina a impor ao seu desti natário
um tipo de
comporta
mento desejável, do ponto de vista do emissor.
É de se perguntar, aqui, o que almejava Euclides publi cando Os Sertões. Sem dúvida, retoricamentepersuadir o leitor de que “Aquela campanha lem bra um refluxo
para o passa
do. / E foi, na significação in tegral da palavra, um crime. / Denunciemo-lo.” (8) Nisso, todo o apelo da obra. Publicada, deveria provocar uma comoção profunda, e mais:
DIGESTO
ECONÔMICO
que de um ímpeto levou Euclides da Cunha à grande notorie dade. Cumpre, porém, assegu rar que nesse singular fenôme
(funções emotiva e poética) impediu o grande debate nacio nal que desejava Euclides à crítica indígena; porque esta não o compreendeu cabalmente. (função conativa). Em suma, no discurso euclidiano se deu Tomou o livro por um produto lamentável falha na função meramente literário, do gênero apelativa da mensagem. E isso de tantos outros que aí entu desencantou o autor que, seis lham as livrarias. Viu nele ape anos depois de publicada a nas as cintílações do estilo, as obra, a ela se refere como se douraduras da forma (grifos fosse coisa de um passado lon nossos) e, quando muito, o con siderou, ao demais, como uma gínquo e absolutamente irrecu perável: espécie de panfleto de oposição política que dizia da organiza “Pede-me que lhe mande ção de nosso exército, de nos Os Sertões, mas preciso dizerlhe antes que não o enviei es sas coisas militares, verdades pontaneamente porque este que ela, a crítica, não se atre livro bárbaro de minha moci via a dizer. Daí os aplausos. Não era desses que precisava dade, monstruoso poema de o autor.” (Em História da Lite
ratura Brasileira, 4.“ edição. Rio de Janeiro, José Olympio, 1949, tomo quinto, p, 417/418). Não o entenderam, embora 0 elogiassem a ponto de, ém pouco tempo, ver-se eleito mem bro do Instituto Histórico e da
a
correção
imediata
le
abandono
sócio-econômico-
Academia Brasileira — o que
cultural que levou ao inevitável
Sertões aquela centrada no canal de comunicação, a fática,
confronto litoral/sertão.
talvez possa, em termos de co municação, ser considerado um
Mas, como bem resumiu Sílvio Romero, “foi este livro
ruído; Euclides escreveu com um sentido e foi entendido em
isto é, destinada em especial a
outro. A valorização dos infor mes científicos (função referen cial) e dos recursos literários
no o ilustre escritor nada deveu
etimologia tupi.” (4l) Das funções dialógicas da linguagem, não cabe em Os
daque
129
brutalidade e força, é tão es tranho à maneira tranquila co mo hoje considero a vida, que a mim mesmo entendê-lo.”
às vezes
custa
(Carta de Euclides a Agustín de Vedia, em 1908. Cf. Obra Completa. Rio de Janeiro, Aguilar, 1966, vol. I, p. 695/696).
Observação: As páginas in dicadas no .corpo do trabalho referem-se à edição Abril, São Paulo, 1979.
nao
dá a
Argentina José Honório Rodrigues
DEPARTAMENTO DE
A disputa pelas Ilhas Falkiand começou no séc. 18, entre a Inglaterra
INFORMAÇÕES
e a Espanha. A argumentação é definida como inaceitável pelo historiador José Honório Rodrigues, da
CONFIDENCIAIS - DIC O maior e mais variado arquivo de dados cadastrais das empresas do País:
Um cadastro especial de clientes impontuais à sua disposição. Com correspondentes em todo o País, informações sobre firmas de quaisquer cidades sâo fornecidas através de reia.órios escritos. Informações verbais ou de arquivo, consultas especiais, informações de pessoa física, míni-consulta e pesquisa auxiliar de vendas. Aqui, todas as informações sobre cadastros, protestos, incluindo dados pessoais e ainda informações sobre candidatos a locação ou compra de imóveis.
Associe-se à ACSP e utilize as vantagens das informações do DIC.
Rua Boa Vista, 51 - C. Postal 8082 - Cep 01014 - Telex (11) 23355 - SP - PABX 239-1333.
Academia As
ilhas
foram
Brasileira
avistadas
pela primeira vez ipelo viajante
inglês John Davis, capitão do Desire, aos 9 de agosto de 1592, mas foi somente em 1690 que se efetuou um desembarque em terra, registrado pelo capitão John Strong. Desde então elas foram chamadas pelos ingleses
de
Letras.
de Ilhas Falkiand, homena geando o Tesoureiro da Mari nha Britânica, o Visconde de Falkiand.
Na verdade, coube a pri mazia de um estabelecimento
colonial sem consequências ao navegador francês Louis Antoine Boungaiville (Paris 1729
nao
dá a
Argentina José Honório Rodrigues
DEPARTAMENTO DE
A disputa pelas Ilhas Falkiand começou no séc. 18, entre a Inglaterra
INFORMAÇÕES
e a Espanha. A argumentação é definida como inaceitável pelo historiador José Honório Rodrigues, da
CONFIDENCIAIS - DIC O maior e mais variado arquivo de dados cadastrais das empresas do País:
Um cadastro especial de clientes impontuais à sua disposição. Com correspondentes em todo o País, informações sobre firmas de quaisquer cidades sâo fornecidas através de reia.órios escritos. Informações verbais ou de arquivo, consultas especiais, informações de pessoa física, míni-consulta e pesquisa auxiliar de vendas. Aqui, todas as informações sobre cadastros, protestos, incluindo dados pessoais e ainda informações sobre candidatos a locação ou compra de imóveis.
Associe-se à ACSP e utilize as vantagens das informações do DIC.
Rua Boa Vista, 51 - C. Postal 8082 - Cep 01014 - Telex (11) 23355 - SP - PABX 239-1333.
Academia As
ilhas
foram
Brasileira
avistadas
pela primeira vez ipelo viajante
inglês John Davis, capitão do Desire, aos 9 de agosto de 1592, mas foi somente em 1690 que se efetuou um desembarque em terra, registrado pelo capitão John Strong. Desde então elas foram chamadas pelos ingleses
de
Letras.
de Ilhas Falkiand, homena geando o Tesoureiro da Mari nha Britânica, o Visconde de Falkiand.
Na verdade, coube a pri mazia de um estabelecimento
colonial sem consequências ao navegador francês Louis Antoine Boungaiville (Paris 1729
DIGESTO
132
ECONÔMICO
— Paris 1811), que, vindo de Saint Malô, denominou-as Malovines, depois transformadas
decendo às ordens de Madrid, enviou uma esquadra e tropas, que desalojaram à força os in
pelos espanhóis em Malvinas.
gleses em XU de junho de 1770.
Quase na mesma época o
viajante inglês John Byron es teve também nas ilhas.
Em 1767, os franceses ce deram seus supostos direitos às ilhas à Espanha e o Port Louis se transformou em Puerto So-
ledad. Pouco adiante, em 1765. os ingleses estabeleceram o
porto Egmont, na Ilha Saunders, a Noroeste do grupo, e as ilhas foram reivindicadas pela Coroa britânica.
As duas povoações — a in glesa e a espanhola — se des conheceram até que o coman dante britânico capitão Hunt, num cruzeiro entre as ilhas, en controu uma galeota espanho la e mandou que se retirasse.
O governo espanhol enviou uma carta de protesto, que foi respondida pelo capitão Hunt declarando que as ilhas per tenciam a S. Majestade Bri tânica. Contestou-o o governo espanhol, declarando-lhe que devia abandonar as ilhas.
Mais tarde, Bucareli, go vernador de Buenos Aires, obe-
A guerra permanente entre a Inglaterra e a Espanha Esta ofensa à Coroa britâ
nica, juntamente com a feita a Hunt, quase resultaram em guerra. Depois de longas con versações diplomáticas, o go verno de Espanha, não tendo obtido a ajuda da França, deu
satisfação
ao governo britâni
co em janeiro de 1771, decla rando que desaprovava a con
duta de Bucareli e comprome tia-se a restituir "Port Egmont ao estado em que se achava antes do dia 10 de junho de
DIGESTO
berania sobre as nas”. Lord
Ilhas
Rochford
Malvi
ministro
Além disso, em março de
1771, o governo espanhol insi nuou que 0 abandono recípro co das duas nações em relação às ilhas excluia a existência de
promessa oficial de abandono unilateral, que pela Inglaterra tería sido feita por Lord North, presidente do Conselho de Mi nistros, 0 qual afirmara que se se repetisse a afronta os ingle ses abandonariam a ilha.
Mas em 1774 a Inglaterra
Cumpriu-se o prometido e Port Egmont foi entregue com as cerimônias formais por um oficial espanhol a um destaca mento da marinha inglesa.
É verdade que a declaração estipulava (...) de
"que a restituir
(...) a poss^ do porto e forte
chamado Egmont não pode nem deve ter efeito algum na ques tão
133
das Relações Exteriores, ne gou haver assumido promessa alguma, e esta negativa foi confirmada por Guines, embai xador da França em Londres.
1770".
espanhola promessa
ECONÔMICO
anterior
do
direito
de so-
retirou sua gente e abandonou o local, deixando uma placa de de chumbo com a inscrição
que
as ilhas eram possessão
britânica.
No entanto, mante
ve-se a povoação espanhola de La Soledad em outra parte do
arquipélago, e em 1784 ela se compunha de 80 pessoas e 28 '^^'esidiários. Comandantes esnanhó’s dominavam na Soledad.
Em 1787. os espanhóis fizeram retirar-se três barcos ingleses.
Durante os anos de guerra
com a Espanha (1796-1802 e 1804-1808). os barcos estrangei ros foram pouco molestados nas ilhas. As reclamações que
posteriormente fizeram os Es tados Unidos indicam que
os
americanos, visitantes ativos e numerosos destas águas, con sideravam
sua
pesca
como
uma empresa legítima. Foi
em
1811
que os espa
nhóis as abandonaram, e desde então muitos barcos estrangeiros
frequentavam as ilhas para
pescar e prover-se de água e carne
que
das
fresca, matando as reses
lá existiam, descendentes introduzidas pelos espa
nhóis.
A Argentina e as Ilhas Falkland
Desde 1806 estalara a revo
lução argentina pela indepen dência, conseguida em 1810, e daí 0 abandono pelos espanhóis da ilha. Em 1816. as Provín cias Unidas do Rio da Prata declararam suceder aos direitos de soberania sobre as Malvinas
e tomaram em 1820.
posse de
Soledad
DIGESTO
132
ECONÔMICO
— Paris 1811), que, vindo de Saint Malô, denominou-as Malovines, depois transformadas
decendo às ordens de Madrid, enviou uma esquadra e tropas, que desalojaram à força os in
pelos espanhóis em Malvinas.
gleses em XU de junho de 1770.
Quase na mesma época o
viajante inglês John Byron es teve também nas ilhas.
Em 1767, os franceses ce deram seus supostos direitos às ilhas à Espanha e o Port Louis se transformou em Puerto So-
ledad. Pouco adiante, em 1765. os ingleses estabeleceram o
porto Egmont, na Ilha Saunders, a Noroeste do grupo, e as ilhas foram reivindicadas pela Coroa britânica.
As duas povoações — a in glesa e a espanhola — se des conheceram até que o coman dante britânico capitão Hunt, num cruzeiro entre as ilhas, en controu uma galeota espanho la e mandou que se retirasse.
O governo espanhol enviou uma carta de protesto, que foi respondida pelo capitão Hunt declarando que as ilhas per tenciam a S. Majestade Bri tânica. Contestou-o o governo espanhol, declarando-lhe que devia abandonar as ilhas.
Mais tarde, Bucareli, go vernador de Buenos Aires, obe-
A guerra permanente entre a Inglaterra e a Espanha Esta ofensa à Coroa britâ
nica, juntamente com a feita a Hunt, quase resultaram em guerra. Depois de longas con versações diplomáticas, o go verno de Espanha, não tendo obtido a ajuda da França, deu
satisfação
ao governo britâni
co em janeiro de 1771, decla rando que desaprovava a con
duta de Bucareli e comprome tia-se a restituir "Port Egmont ao estado em que se achava antes do dia 10 de junho de
DIGESTO
berania sobre as nas”. Lord
Ilhas
Rochford
Malvi
ministro
Além disso, em março de
1771, o governo espanhol insi nuou que 0 abandono recípro co das duas nações em relação às ilhas excluia a existência de
promessa oficial de abandono unilateral, que pela Inglaterra tería sido feita por Lord North, presidente do Conselho de Mi nistros, 0 qual afirmara que se se repetisse a afronta os ingle ses abandonariam a ilha.
Mas em 1774 a Inglaterra
Cumpriu-se o prometido e Port Egmont foi entregue com as cerimônias formais por um oficial espanhol a um destaca mento da marinha inglesa.
É verdade que a declaração estipulava (...) de
"que a restituir
(...) a poss^ do porto e forte
chamado Egmont não pode nem deve ter efeito algum na ques tão
133
das Relações Exteriores, ne gou haver assumido promessa alguma, e esta negativa foi confirmada por Guines, embai xador da França em Londres.
1770".
espanhola promessa
ECONÔMICO
anterior
do
direito
de so-
retirou sua gente e abandonou o local, deixando uma placa de de chumbo com a inscrição
que
as ilhas eram possessão
britânica.
No entanto, mante
ve-se a povoação espanhola de La Soledad em outra parte do
arquipélago, e em 1784 ela se compunha de 80 pessoas e 28 '^^'esidiários. Comandantes esnanhó’s dominavam na Soledad.
Em 1787. os espanhóis fizeram retirar-se três barcos ingleses.
Durante os anos de guerra
com a Espanha (1796-1802 e 1804-1808). os barcos estrangei ros foram pouco molestados nas ilhas. As reclamações que
posteriormente fizeram os Es tados Unidos indicam que
os
americanos, visitantes ativos e numerosos destas águas, con sideravam
sua
pesca
como
uma empresa legítima. Foi
em
1811
que os espa
nhóis as abandonaram, e desde então muitos barcos estrangeiros
frequentavam as ilhas para
pescar e prover-se de água e carne
que
das
fresca, matando as reses
lá existiam, descendentes introduzidas pelos espa
nhóis.
A Argentina e as Ilhas Falkland
Desde 1806 estalara a revo
lução argentina pela indepen dência, conseguida em 1810, e daí 0 abandono pelos espanhóis da ilha. Em 1816. as Provín cias Unidas do Rio da Prata declararam suceder aos direitos de soberania sobre as Malvinas
e tomaram em 1820.
posse de
Soledad
DIGESTO
134
Foi em 1820 — ano terrível, em que as províncias estavam em completa dissolução — que chegou um barco armado ar gentino, comandado por um tal Jewitt, que encontrou 30 barcos norte-americanos e (ou, segundo outros
ingleses autores,
50) e, advertindo-lhes que sua pesca era ilegal, içou e saudou a bandeira argentina, pondo-se à vela a seguir. O res
governo de Buenos Ai
confirmou
witt e,
em
o
1828,
feito
de
Je
nomeou um
governador das ilhas e outorgou para o futuro concessões de
terras,
gados
e
pescaria
a
duas pessoas. Uma delas cha mada Louis Vernet, francês de nascimento, considerado ale mão por sua longa residência, em Hamburgo, que levou adian te sua empresa com retroces sos e perdas. Em 1828 recebeu de Buenos Aires uma conces
são que incluía o monopólio de 20 anos de pesca, com a condi ção de ali estabelecer uma colônia.
Assim 0 fez, recrutando colonos na Europa e nos Esta dos Unidos; mas vendo que o melhor da concessão era a pes ca dos lobos marinhos, estan-
ECONÔMICO
do as focas ameaçadas de extinguir-se devido às atividades dos barcos norte-americanos, pediu um barco de guerra. O governo de Buenos Aires, preo cupado com as lutas civis, não pôde aceder ao pedido.
Em 10 de junho de 1829, durante o breve e precário governo de Lavalle, seu dele gado Martim Rodriguez publi cou um decreto proclamando a
soberania da Argentina sobre as Ilhas Malvinas, como he rança da Espanha, e anunciou
a intenção de nomear um go
DIGESTO
como
aprisionados
tães
e
de negócios britânicos em Bue nos Aires, dando cumprimento
a instruções de seu governo, protestou contra o decreto, de clarando que as ilhas perten ciam à Grã-Bretanha. Acusou 0 governo de Buenos Aires 0
recebimento do protesto, mas nunca deu ção.
nenhuma contesta
135
seus
marinheiros.
capi
Foi
um
desastre para as reclamações das Províncias Unidas que Ver net fosse um cosmopolita cujo único objetivo era fazer fortu na, 0 que prejudicava a ima gem da Argentina.
Neste momento, o capitão Duncan, do barco de guerra norte-americano Lexington, exi
giu que Vernet fosse conside rado culpado de pirataria e roubo, e ou 0 entregavam aos Estados Unidos para ser julga do, ou seria julgado pelas leis de Buenos Aires.
Durante a maior parte dos anos de 1820-1831, as Províncias Unidas não tiveram nem go verno nacional, nem Ministério das Relações Exteriores, sendo os governos mudados com fre
quência.
vernador civil e outro militar.
Em novembro de 1829, Sir Woodbine Parish, encarregado
ECONÔMICO
Os problemas com os americanos
O encarregado de negócios americanos em Buenos Aires, morrera, havia cinco meses, e o cônsul Jorge Washington Slacum
era
homem
sem
tato
e
experiência diplomática. Assu miu as funções de encarregado de negócios e em correspon dência destemperada a Ancho-
rena, ministro de Rosas, afir-
Vernet proibiu os barcos americanos de pescar e suas advertências foram desobedeci das; em 1831, três barcos ame
niou o
ricanos foram apresados, bem
não tinha caráter diplomático.
pesca
direito
dos
dos Unidos,
indubitável
cidadãos
dos
de
Esta
que Anchorena negou e assinalou que Slacüm o
Como não se fez isto, Dun can zarpou rumo às Malvinas e desembarcou tropas, apode rou-se da ilha e saqueou-a. Co lheu peles de lobos marinhos, prendeu a maior parte dos ha bitantes e levou-os prisioneiros para Buenos Aires.
Em junho de 1832 chegou a Buenos Aires o encarregado
de negócios dos Estados Uni dos, Francis Baylies. Em no tas apresentadas ao governo de Buenos Aires, acusou Ver net de roubo e violência, e afir mou os direitos norte-america
nos à pesca, pedindo uma re paração e indenização pelo apresamento e pilhagem do Harriet, além de impugnar que as Províncias Unidas houves sem herdado da Espanha a so berania
das
Ilhas
Malvinas.
Não obtendo satisfação, pediu seus passaportes e partiu em setembro de 1832.
DIGESTO
134
Foi em 1820 — ano terrível, em que as províncias estavam em completa dissolução — que chegou um barco armado ar gentino, comandado por um tal Jewitt, que encontrou 30 barcos norte-americanos e (ou, segundo outros
ingleses autores,
50) e, advertindo-lhes que sua pesca era ilegal, içou e saudou a bandeira argentina, pondo-se à vela a seguir. O res
governo de Buenos Ai
confirmou
witt e,
em
o
1828,
feito
de
Je
nomeou um
governador das ilhas e outorgou para o futuro concessões de
terras,
gados
e
pescaria
a
duas pessoas. Uma delas cha mada Louis Vernet, francês de nascimento, considerado ale mão por sua longa residência, em Hamburgo, que levou adian te sua empresa com retroces sos e perdas. Em 1828 recebeu de Buenos Aires uma conces
são que incluía o monopólio de 20 anos de pesca, com a condi ção de ali estabelecer uma colônia.
Assim 0 fez, recrutando colonos na Europa e nos Esta dos Unidos; mas vendo que o melhor da concessão era a pes ca dos lobos marinhos, estan-
ECONÔMICO
do as focas ameaçadas de extinguir-se devido às atividades dos barcos norte-americanos, pediu um barco de guerra. O governo de Buenos Aires, preo cupado com as lutas civis, não pôde aceder ao pedido.
Em 10 de junho de 1829, durante o breve e precário governo de Lavalle, seu dele gado Martim Rodriguez publi cou um decreto proclamando a
soberania da Argentina sobre as Ilhas Malvinas, como he rança da Espanha, e anunciou
a intenção de nomear um go
DIGESTO
como
aprisionados
tães
e
de negócios britânicos em Bue nos Aires, dando cumprimento
a instruções de seu governo, protestou contra o decreto, de clarando que as ilhas perten ciam à Grã-Bretanha. Acusou 0 governo de Buenos Aires 0
recebimento do protesto, mas nunca deu ção.
nenhuma contesta
135
seus
marinheiros.
capi
Foi
um
desastre para as reclamações das Províncias Unidas que Ver net fosse um cosmopolita cujo único objetivo era fazer fortu na, 0 que prejudicava a ima gem da Argentina.
Neste momento, o capitão Duncan, do barco de guerra norte-americano Lexington, exi
giu que Vernet fosse conside rado culpado de pirataria e roubo, e ou 0 entregavam aos Estados Unidos para ser julga do, ou seria julgado pelas leis de Buenos Aires.
Durante a maior parte dos anos de 1820-1831, as Províncias Unidas não tiveram nem go verno nacional, nem Ministério das Relações Exteriores, sendo os governos mudados com fre
quência.
vernador civil e outro militar.
Em novembro de 1829, Sir Woodbine Parish, encarregado
ECONÔMICO
Os problemas com os americanos
O encarregado de negócios americanos em Buenos Aires, morrera, havia cinco meses, e o cônsul Jorge Washington Slacum
era
homem
sem
tato
e
experiência diplomática. Assu miu as funções de encarregado de negócios e em correspon dência destemperada a Ancho-
rena, ministro de Rosas, afir-
Vernet proibiu os barcos americanos de pescar e suas advertências foram desobedeci das; em 1831, três barcos ame
niou o
ricanos foram apresados, bem
não tinha caráter diplomático.
pesca
direito
dos
dos Unidos,
indubitável
cidadãos
dos
de
Esta
que Anchorena negou e assinalou que Slacüm o
Como não se fez isto, Dun can zarpou rumo às Malvinas e desembarcou tropas, apode rou-se da ilha e saqueou-a. Co lheu peles de lobos marinhos, prendeu a maior parte dos ha bitantes e levou-os prisioneiros para Buenos Aires.
Em junho de 1832 chegou a Buenos Aires o encarregado
de negócios dos Estados Uni dos, Francis Baylies. Em no tas apresentadas ao governo de Buenos Aires, acusou Ver net de roubo e violência, e afir mou os direitos norte-america
nos à pesca, pedindo uma re paração e indenização pelo apresamento e pilhagem do Harriet, além de impugnar que as Províncias Unidas houves sem herdado da Espanha a so berania
das
Ilhas
Malvinas.
Não obtendo satisfação, pediu seus passaportes e partiu em setembro de 1832.
DIGESTO
136
As relações argentino-americanas ficaram interrompidas atá 1843. Não se havia contestado o
protesto de Paris contra o de creto de 10 de junho de 1829,
que proclamara
a soberania
da Argentina sobre as Malvi nas, por direito de herança. Rosas prs>clama a soberania espanhola
ECONÔMICO
arriasse a bandeira argentina na costa, anunciando que ele viera para tomar posse da ilha em nome de Sua Majestade Britânica.
.Ante a negativa de Pinedo, Onslaw desembarcou um desta
camento que retirou a bandeira argentina e içou a britânica. Este ato foi seguido da ocupa
ção da ilha por um deslacá-
mento naval inglês.
Em 10 de outubro de 1832, 0 governo do ditador Juan Ma nuel Rosas — que o Brasil der rubou de seus desmandos, li bertando a Argentina desta fi gura que não só desonrava os argentinos, como nos detestava — enviou o general José Ma
O Duque de Wellington (1769-1852), um dos maiores chefes militares ingleses, torna ra-se Primeiro-Ministro (18281830) e pensava que o governo britânico não tinha títulos pre
ria Pinedo,
nha' os tivesse. Para ele, a so berania não estava determina da. e desejava impedir a co lonização tanto por parte da Grã-Bretanha, quanto por par
que desembarcou
tropas do navio de guerra Sarandl, e ocupou a ilha em nome da confederação argentina. Em janeiro de 1833, o na
vio de guerra britânico Clio se apresentou em Porto Luís (an tes Soledad). O governador, sucessor e delegado de Ver-
cisos sobre as ilhas, mas tam
pouco acreditava que a El&pa-
te de Buenos Aires.
John Backhouse, subsecre
net, acabava de ser assassina
tário permanente do Foreign Office, considerou que os di reitos que os ingleses tinham
do em um motim. Estava an
em
corado no jwrto o navio Sarandi que o levara. Onslaw, capitão do CMo, exigiu de Pi nedo, capitão do Sarandi, que
Afirmava que, pelo fato de ha
1774
continuavam
válidos.
verem abandonado as ilhas, os ingleses não ab-rogaram a re clamação britânica da parte
DIGESTO
137
ECONÔMICO
que então tinham, isto é, Port Egmont. Havia outras opiniões mais decididas acerca do direi to da Grã-Bretanha sobre todas as Ilhas Falkiand. Houve notas
entre
um D.
intercâmbio
de
Manuel More
no, ministro argentino em Lon dres, e Lord Palmerston, mi nistro das Relações Exteriores (1855-1858). Moreno baseou seu argumento sobre o desco brimento das ilhas por espa nhóis e franceses — o que vi mos ser errado quanto aos es
panhóis — e mais à efetiva ocupação espanhola de 17641774, opondo-se a esta a efeti va ocupação inglesa de 1771 a 1774. e a exigência da Argenti na de herdar os direitos da Es panha. Palmerston
ks repetidas petições de reparação e indenização que fez 0 governo argentino ao go verno norte-americanopelo in cursão do Lexíngfon foram igualmente ineficazes. Em de zembro de 1841, Webster, mi nistro de Estado, informou ao
governo argentino que não po dia admitir suas
exigências,
porque suas reivindicações de jurisdição sobre as Hhas Mal vinas haviam sido negadas por outra potência. Os últimos 100 anos de demandas
O desenvolvimento econô mico das ilhas foi fomentado
nela Companhia das Ilhas Falkland (Falkiand Islands Com-
pany), incorporada em 1851. A
prosperidade foi tanta que em
1855 o estabelecimento de 2 mil
não contestou
em detalhe a argumentação ar gentina. mas assentou suas ra zões na base de que o governo
britânico não permitiria a ou tro Estado que exercesse um
nessoas
tornou-se auto-suficien
te, e em 8 de fevereiro de 1892 n estabelecimento de S. Majes tade nas Ilhas Falkiand obte ve o stafus de colônia.
direito privado da Espanha, e
A Argentina continuou a reclamar seu suposto direito
que se havia negado à própria Espanha. Assim as ilhas fica ram em posse da Grã-Breta
junto com parte do território
nha.
sobre as Ilhas ditas Malvinas,
da Antártida, enquanto o Chile reclamava a posse da Shetland
DIGESTO
136
As relações argentino-americanas ficaram interrompidas atá 1843. Não se havia contestado o
protesto de Paris contra o de creto de 10 de junho de 1829,
que proclamara
a soberania
da Argentina sobre as Malvi nas, por direito de herança. Rosas prs>clama a soberania espanhola
ECONÔMICO
arriasse a bandeira argentina na costa, anunciando que ele viera para tomar posse da ilha em nome de Sua Majestade Britânica.
.Ante a negativa de Pinedo, Onslaw desembarcou um desta
camento que retirou a bandeira argentina e içou a britânica. Este ato foi seguido da ocupa
ção da ilha por um deslacá-
mento naval inglês.
Em 10 de outubro de 1832, 0 governo do ditador Juan Ma nuel Rosas — que o Brasil der rubou de seus desmandos, li bertando a Argentina desta fi gura que não só desonrava os argentinos, como nos detestava — enviou o general José Ma
O Duque de Wellington (1769-1852), um dos maiores chefes militares ingleses, torna ra-se Primeiro-Ministro (18281830) e pensava que o governo britânico não tinha títulos pre
ria Pinedo,
nha' os tivesse. Para ele, a so berania não estava determina da. e desejava impedir a co lonização tanto por parte da Grã-Bretanha, quanto por par
que desembarcou
tropas do navio de guerra Sarandl, e ocupou a ilha em nome da confederação argentina. Em janeiro de 1833, o na
vio de guerra britânico Clio se apresentou em Porto Luís (an tes Soledad). O governador, sucessor e delegado de Ver-
cisos sobre as ilhas, mas tam
pouco acreditava que a El&pa-
te de Buenos Aires.
John Backhouse, subsecre
net, acabava de ser assassina
tário permanente do Foreign Office, considerou que os di reitos que os ingleses tinham
do em um motim. Estava an
em
corado no jwrto o navio Sarandi que o levara. Onslaw, capitão do CMo, exigiu de Pi nedo, capitão do Sarandi, que
Afirmava que, pelo fato de ha
1774
continuavam
válidos.
verem abandonado as ilhas, os ingleses não ab-rogaram a re clamação britânica da parte
DIGESTO
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ECONÔMICO
que então tinham, isto é, Port Egmont. Havia outras opiniões mais decididas acerca do direi to da Grã-Bretanha sobre todas as Ilhas Falkiand. Houve notas
entre
um D.
intercâmbio
de
Manuel More
no, ministro argentino em Lon dres, e Lord Palmerston, mi nistro das Relações Exteriores (1855-1858). Moreno baseou seu argumento sobre o desco brimento das ilhas por espa nhóis e franceses — o que vi mos ser errado quanto aos es
panhóis — e mais à efetiva ocupação espanhola de 17641774, opondo-se a esta a efeti va ocupação inglesa de 1771 a 1774. e a exigência da Argenti na de herdar os direitos da Es panha. Palmerston
ks repetidas petições de reparação e indenização que fez 0 governo argentino ao go verno norte-americanopelo in cursão do Lexíngfon foram igualmente ineficazes. Em de zembro de 1841, Webster, mi nistro de Estado, informou ao
governo argentino que não po dia admitir suas
exigências,
porque suas reivindicações de jurisdição sobre as Hhas Mal vinas haviam sido negadas por outra potência. Os últimos 100 anos de demandas
O desenvolvimento econô mico das ilhas foi fomentado
nela Companhia das Ilhas Falkland (Falkiand Islands Com-
pany), incorporada em 1851. A
prosperidade foi tanta que em
1855 o estabelecimento de 2 mil
não contestou
em detalhe a argumentação ar gentina. mas assentou suas ra zões na base de que o governo
britânico não permitiria a ou tro Estado que exercesse um
nessoas
tornou-se auto-suficien
te, e em 8 de fevereiro de 1892 n estabelecimento de S. Majes tade nas Ilhas Falkiand obte ve o stafus de colônia.
direito privado da Espanha, e
A Argentina continuou a reclamar seu suposto direito
que se havia negado à própria Espanha. Assim as ilhas fica ram em posse da Grã-Breta
junto com parte do território
nha.
sobre as Ilhas ditas Malvinas,
da Antártida, enquanto o Chile reclamava a posse da Shetland
138
DIGESTO
do Sul. Seus clamores foram superados e nunca admitidos
pela Grã-Bretanha. A tentativa de dirimir a questão através da Corte Inter nacional de Justiça foi feita em 1947, sem sucesso. Todos três países (Inglaterra, Argentina e Chile), no entanto, concorda ram em não mover navios de guerra ao Sul da latitude 60® Sul, e participaram do acordo de 12 nações, em 1959, sobre o uso pacífico do Continente An tártico.
I
Em dezembro de 1965, a
Assembléia Geral das Nações Unidas, notando que a disputa entre a Grã-Bretanha e a Ar gentina a respeito da soberania sobre as Ilhas Falkland se agravava, adotou uma Resolu
ECONÔMICO
gentina. Os ilhéus eram ingle ses e desejavam continuar in gleses. Em novembro-dezembro de
1968, Lord Chalfont, ministro de Estado para os Negócios Es trangeiros e da Comunidade, no encontro com esses represen
tantes do Conselho Executivo, afirmou que nenhuma mudan ça no estatuto da Colônia seria feita contra o desejo dos ha-
bitantes. Esta linha política foi repetida várias vezes em decla ração formal no Parlamento in glês.
A posição brasileira e a solução atual
Bem sabemos que a inva são argentinha das Hhas Fal
ção convidando os dois gover nos a entrarem em negocia ções, tendo em vista encontrar uma solução pacífica para 0
kland a tornou agressora e sua condenação se verificou, neste
problema.
mum Europeu.
Em março de 1968, quatro
momento
tanto nas Nações Unidas quanto no Mercado Co
ção dos Estados Americanos, o
membros do Conselho Executi
próprio
vo das Ilhas fizeram um apelo
mou que
ao
Parlamento
britânico
soli
Na Organiza
Adolfo G.
deixavam
Cario afir
os Estados
Unidos
sempre de imple
citando que nenhum acordo fos se feito que pusesse a cabeça
mentar a Doutrina de Monroe na questão das Malvinas. “Os
deles debaixo da soberania ar-
Estados Unidos”, escreveu ele
DIGESTO
ECONÔMICO
em Política Americana, “mos traram-se injustos e cruéis”. Antes disso,
é necessário
recordar que, quando o embai xador Quesada chegou a Wa shington em 1885 e levantou a
velha questão, encorajado, tal vez, pela crescente estatura de
139
possldefls, criada pelo brasileiro Alexandre de Gusmão ao
definir, no Tratado de 1750' os limites da América Espanhola e da América Portuguesa, foi retomada pelo Barão do
Rio
Branco que, baseado nela, con
quistou e integrou o território nacional, na maior obra de uni
seu país. solicitou o pagamento de uma indenização pela par
dade nacional, sem disparar um
te tomada pelos americanos na questão, o presidente Cleveland, em sua Mensagem ao Congresso em dezembro de
negociações.
1885, descreveu
as condições
tiro. Tudo obtido somente
por
Assim 0 Itamaraty, à cuja
frente está o melhor ministro
do Exterior desde 1964,
deve
em que os Estados Unidos en contraram as Falkland, em
reconhecer que as Ilhas Fal kland são possuídas há 150
1831, como abandonadas (derelict) e rejeitou a reclamação argentina como inteiramente
anos pelos ingleses, que que rem continuar ingleses, e não
sem
Mas não haverá um tiro — creio eu —.-porque a superio ridade militar inglesa é tão
fundamento.
O argumento da transmis são por herança é' inaceitável, histórica e juridicamente, pois os independentes não herdam: possuem e criam. E promovem a ruptura e não a continuidade.
Acrescente-se ainda que o
Itamaraty, hoje empobrecido de conhecimentos históricos e geo
gráficos, que fizeram a glória do Barão do Rio Branco, se esquece ou finge esquecer que toda a tese brasileira iro ut
soberania argentina.
grande que, como
aconteceu
várias vezes, tanto à Inglater ra como ao próprio Brasil, bas tará o bloqueio sobre o porto de Buenos Aires pelo grosso da esquadra britânica e o de uma pequena parte dela para
as próprias Ilhas Falkland, pa ra que os militares argentinos,
que conhecem melhor do que ninguém tal poder de fogo e que estão hoje sem apoio
138
DIGESTO
do Sul. Seus clamores foram superados e nunca admitidos
pela Grã-Bretanha. A tentativa de dirimir a questão através da Corte Inter nacional de Justiça foi feita em 1947, sem sucesso. Todos três países (Inglaterra, Argentina e Chile), no entanto, concorda ram em não mover navios de guerra ao Sul da latitude 60® Sul, e participaram do acordo de 12 nações, em 1959, sobre o uso pacífico do Continente An tártico.
I
Em dezembro de 1965, a
Assembléia Geral das Nações Unidas, notando que a disputa entre a Grã-Bretanha e a Ar gentina a respeito da soberania sobre as Ilhas Falkland se agravava, adotou uma Resolu
ECONÔMICO
gentina. Os ilhéus eram ingle ses e desejavam continuar in gleses. Em novembro-dezembro de
1968, Lord Chalfont, ministro de Estado para os Negócios Es trangeiros e da Comunidade, no encontro com esses represen
tantes do Conselho Executivo, afirmou que nenhuma mudan ça no estatuto da Colônia seria feita contra o desejo dos ha-
bitantes. Esta linha política foi repetida várias vezes em decla ração formal no Parlamento in glês.
A posição brasileira e a solução atual
Bem sabemos que a inva são argentinha das Hhas Fal
ção convidando os dois gover nos a entrarem em negocia ções, tendo em vista encontrar uma solução pacífica para 0
kland a tornou agressora e sua condenação se verificou, neste
problema.
mum Europeu.
Em março de 1968, quatro
momento
tanto nas Nações Unidas quanto no Mercado Co
ção dos Estados Americanos, o
membros do Conselho Executi
próprio
vo das Ilhas fizeram um apelo
mou que
ao
Parlamento
britânico
soli
Na Organiza
Adolfo G.
deixavam
Cario afir
os Estados
Unidos
sempre de imple
citando que nenhum acordo fos se feito que pusesse a cabeça
mentar a Doutrina de Monroe na questão das Malvinas. “Os
deles debaixo da soberania ar-
Estados Unidos”, escreveu ele
DIGESTO
ECONÔMICO
em Política Americana, “mos traram-se injustos e cruéis”. Antes disso,
é necessário
recordar que, quando o embai xador Quesada chegou a Wa shington em 1885 e levantou a
velha questão, encorajado, tal vez, pela crescente estatura de
139
possldefls, criada pelo brasileiro Alexandre de Gusmão ao
definir, no Tratado de 1750' os limites da América Espanhola e da América Portuguesa, foi retomada pelo Barão do
Rio
Branco que, baseado nela, con
quistou e integrou o território nacional, na maior obra de uni
seu país. solicitou o pagamento de uma indenização pela par
dade nacional, sem disparar um
te tomada pelos americanos na questão, o presidente Cleveland, em sua Mensagem ao Congresso em dezembro de
negociações.
1885, descreveu
as condições
tiro. Tudo obtido somente
por
Assim 0 Itamaraty, à cuja
frente está o melhor ministro
do Exterior desde 1964,
deve
em que os Estados Unidos en contraram as Falkland, em
reconhecer que as Ilhas Fal kland são possuídas há 150
1831, como abandonadas (derelict) e rejeitou a reclamação argentina como inteiramente
anos pelos ingleses, que que rem continuar ingleses, e não
sem
Mas não haverá um tiro — creio eu —.-porque a superio ridade militar inglesa é tão
fundamento.
O argumento da transmis são por herança é' inaceitável, histórica e juridicamente, pois os independentes não herdam: possuem e criam. E promovem a ruptura e não a continuidade.
Acrescente-se ainda que o
Itamaraty, hoje empobrecido de conhecimentos históricos e geo
gráficos, que fizeram a glória do Barão do Rio Branco, se esquece ou finge esquecer que toda a tese brasileira iro ut
soberania argentina.
grande que, como
aconteceu
várias vezes, tanto à Inglater ra como ao próprio Brasil, bas tará o bloqueio sobre o porto de Buenos Aires pelo grosso da esquadra britânica e o de uma pequena parte dela para
as próprias Ilhas Falkland, pa ra que os militares argentinos,
que conhecem melhor do que ninguém tal poder de fogo e que estão hoje sem apoio
I
DIGESTO
140
ECONÔMICO
O
dos organismos internacionais, compreendam a necessidade de entregar o poder aos civis, que negociarão a paz. A pré-guerra, a guerra e a revolução são grandes partei ras
da
História j Seus efeitos
são imediatos e, assim, tornou-
se possível que um insucesso militar argentino — interno e, agora, internacional — (possa provocar a substituição dos re gimes autoritários e militares do continente por outros, cons titucionais
e
democráticos-so-
ciais.
(Ccmclosão da página 98)
indústria nacional passa por mais duas fontes de pressão: a) os créditos de
O papel ^erador da
tinii
classe média
fornecedores (suppller's credlts) atados a empréstimos em moeda; b) as trocas bilaterais. No primeiro caso, a aguda necessidade de caixa do País retira dos nossos negociadores alguns graus de liberdade. Assim, em cada rodada Internacional de n^oclação em busca de recursos, a indústria do
Eduardo
José
Daros
méstica se prepara para receber a concorrência dos produtos estrangeiros. Isso costuma ocorrer mesmo com produtos em relação aos quais a indústria nacional possui capacidade de atendimento e mesmo, custos competi tivos. Nas trocas bilaterais acontece fenômeno singular, segundo a “Carta do Ibre”. A acumulação de saldos favoráveis ao País, ao exigir uma via de retomo, obriga a dmportação, entre outros, de material ferroviário e equi pamentos agrícolas, a despeito da existência de amplas condições internas para o atendimento desses tipos de demanda. Os dois grandes problemas da economia, brasileira no momento são a indexação generalizada (com seus efeitos de juros altos e política cambial tortuosa) e a vulnerabilidade de estrutura ao que se passa no resto do mundo. O sistema ampliado de indexação (ORTN) toma mais rígida a estrutura econômica, acen tuando o dilema inflação e desemprego. Quedas significativas da inflação só ocorrem com retrocessos sensíveis na produção e emprego, aumentando os custos sociais. Para complicai mais a situação, lembra a “Carta do Ibre” que atingimos álto grau de ociosidade na indústria que foi o motor tío desenvolvimento dos anos posteriores a 1973. Essa ociosidade, global e setorial, "foi causada por erros de dimensionamento do parque indus-
e da programação no tempo dce investimentos, além de flutuações nas encçanendas de um lado e, de outro, retração global da atividade econômica pela redução brusca da llouldez e “insólito aumento da taxa de juros real". A política salarial é severamente analisada, mostrando a PGV que o custo da mão-de-obra doméstica, nrnis baixo que no Exterior, foi a vantagem comparativa que o País gozou nos últimos anos. A fór mula de correcáo salarial mantinha correlação com a política cambial.
Parece ser indiscutível que o rrrelhor sócio do sistema capitalista e da economia de mercado é a classe
média. De um lado, é defensora intransigente da propriedade privada, sustentáculo de todo o sistema; de outro, na
qualidade de fornecedora de trabalho e consumidora dos bens
produzidos pelas empresas, busca^ de todas as formas possíveis, eliminar as arestas
do sistema, tornando-o mais humano.
A existência de uma democracia política, ideologicamente pluralista, é condição “sine qua non" para a solução dos conflitos sociais gerados pelo sistema
capitalista. É através da convivencia democrática que se evitam as formas espoliativas e ineficazes que podem levar o sistema capitalista à ruptura.
I
DIGESTO
140
ECONÔMICO
O
dos organismos internacionais, compreendam a necessidade de entregar o poder aos civis, que negociarão a paz. A pré-guerra, a guerra e a revolução são grandes partei ras
da
História j Seus efeitos
são imediatos e, assim, tornou-
se possível que um insucesso militar argentino — interno e, agora, internacional — (possa provocar a substituição dos re gimes autoritários e militares do continente por outros, cons titucionais
e
democráticos-so-
ciais.
(Ccmclosão da página 98)
indústria nacional passa por mais duas fontes de pressão: a) os créditos de
O papel ^erador da
tinii
classe média
fornecedores (suppller's credlts) atados a empréstimos em moeda; b) as trocas bilaterais. No primeiro caso, a aguda necessidade de caixa do País retira dos nossos negociadores alguns graus de liberdade. Assim, em cada rodada Internacional de n^oclação em busca de recursos, a indústria do
Eduardo
José
Daros
méstica se prepara para receber a concorrência dos produtos estrangeiros. Isso costuma ocorrer mesmo com produtos em relação aos quais a indústria nacional possui capacidade de atendimento e mesmo, custos competi tivos. Nas trocas bilaterais acontece fenômeno singular, segundo a “Carta do Ibre”. A acumulação de saldos favoráveis ao País, ao exigir uma via de retomo, obriga a dmportação, entre outros, de material ferroviário e equi pamentos agrícolas, a despeito da existência de amplas condições internas para o atendimento desses tipos de demanda. Os dois grandes problemas da economia, brasileira no momento são a indexação generalizada (com seus efeitos de juros altos e política cambial tortuosa) e a vulnerabilidade de estrutura ao que se passa no resto do mundo. O sistema ampliado de indexação (ORTN) toma mais rígida a estrutura econômica, acen tuando o dilema inflação e desemprego. Quedas significativas da inflação só ocorrem com retrocessos sensíveis na produção e emprego, aumentando os custos sociais. Para complicai mais a situação, lembra a “Carta do Ibre” que atingimos álto grau de ociosidade na indústria que foi o motor tío desenvolvimento dos anos posteriores a 1973. Essa ociosidade, global e setorial, "foi causada por erros de dimensionamento do parque indus-
e da programação no tempo dce investimentos, além de flutuações nas encçanendas de um lado e, de outro, retração global da atividade econômica pela redução brusca da llouldez e “insólito aumento da taxa de juros real". A política salarial é severamente analisada, mostrando a PGV que o custo da mão-de-obra doméstica, nrnis baixo que no Exterior, foi a vantagem comparativa que o País gozou nos últimos anos. A fór mula de correcáo salarial mantinha correlação com a política cambial.
Parece ser indiscutível que o rrrelhor sócio do sistema capitalista e da economia de mercado é a classe
média. De um lado, é defensora intransigente da propriedade privada, sustentáculo de todo o sistema; de outro, na
qualidade de fornecedora de trabalho e consumidora dos bens
produzidos pelas empresas, busca^ de todas as formas possíveis, eliminar as arestas
do sistema, tornando-o mais humano.
A existência de uma democracia política, ideologicamente pluralista, é condição “sine qua non" para a solução dos conflitos sociais gerados pelo sistema
capitalista. É através da convivencia democrática que se evitam as formas espoliativas e ineficazes que podem levar o sistema capitalista à ruptura.
142
DIGESTO
Aqui,
novamente,
reside
na
ECONÔMICO
ou esperando complementar sua
classe média o baluarte do sis
renda do trabalho
tema democrático, pois as li de seu bem-estar dependem de regras impessoais, ora estabe lecidas via mercado, ora dita das por um governo representa
mentos patrimoniais, defende a posse privada da renda do ca pital. Se a classe média não tiver condições, se assim o de sejar, de constituir um pequeno patrimônio e, eventualmente,
tivo.
de complementar sua renda do
berdades individuais e
o nível
Classe média, sistema capi. talista, economia de mercado e democracia política interagem,
num processo dinâmico, cheio de tensões e conflitos, porém o suficientemente flexível para não sofrer colapsos ou ruptu ras.
Um dos pontos mais frágeis
trabalho
com
com
rendi
rendimentos
balho se reduz acentuadamente.
Sob esse aspecto é necessá rio que se destaque desde já a diferença marcante entre as classes médias de países de
do sistema capitalista se encon
senvolvidos
tra nos conflitos entre o capi
senvolvimento. Naqueles países,
tal e o trabalho. Os trabalhado res, desejando elevar o salário real e melhorar seu nível de vida, e os proprietários e em
a classe média conta
presários, objetivando maximi zar 0 lucro e o rendimento do
capital com vistas a garantir a sobrevivência da empresa, en tram, normalmente, em sérios e profundos conflitos. A classe média, de novo, atua como for ça moderadora: dependendo de salários para sobreviver, ela apóia as reivindicações dos tra balhadores ;
complementando.
em
vias de
de
com um
sistema previdenciário de bom nível, que torna dispensável a luta travada pela classe média brasileira para constituir um pequeno patrimônio que lhe
ECONÔMICO
143
serviços públicos de massa, especialmente os da previdên cia social, que são e continua rão sendo precários, por mui
dessem vir a ser abalados. No
tos
tarem a um acirrado combate à
anos. dada
a carência de
recursos e ineficiência, carac
terísticas do nosso estágio de desenvolvimento
sócio-econômi-
CO
de
capital, por menores que sejam, seu papel moderador, no con fronto entre o capital e o tra
e
DIGESTO
A economia brasileira avan
çou
muito em termos tecnoló
gicos. Do ponto de vista insti tucional, porém, é extremamen te frágil. Ê surpreendente que as autoridades responsáveis pe la segurança e estabilidade do sistema, não tenham se aper cebido ainda da dimensão des se problema. No
início
da
década
de
sessenta o sistema se desequi librou de tal forma, que pare cia a muitos iminente sua rup
proteja contra os riscos de cair
tura com a implantação de uma organização social controlada politicamente somente pela classe operária. A incipiente
na vala coanum do nosso caren
classe média brasileira, contu
te sistema previdenciário.
do, apoiou politicamente a re
Lá, a grande preocupação dai classe média é o fantasma
do desemprego. Aqui, a acrescenta-se
essa a de
inquietação, fugir
dos
período de 1964-1966 os esforços dos ministros da Fazenda e do
Planejamento, aléVn de se vol inflação,
encaminharam-se no
sentido de restabelecer a eco
nomia de mercado, que fora se riamente desarticulada, não só pela inflação, como pelas inter ferências dos governos anterio res nos sistemas de preços e de financiamento.
Conseguiu-se, a duras pe nas, principalmente daqueles que perderam seus empregos ou ganhavam menos que o ne cessário para uma sobrevivên cia digna, reverter-se o proces so inflacionário, estabelecer-se regras adequadas ao funciona mento do sistema de preços como principal regulador do sistema capitalista e criar as instituições e mecanismos para sua expansão. Naquela época estava bem claro na mente de
versão do processo, quando viu,
todos 0 papel moderador da classe média e a necessidade
entre outras coisas, que seus pequenos interesses ligados aos rendimentos do capital e à pro priedade privada de modestos bens, normalmente imóveis, pu-
capitalista em expansão. Entre as instituições e mecanismos criados, destacava-se o merca do de capitais. Seria através
de
torná-la
sócia
do
sistema
142
DIGESTO
Aqui,
novamente,
reside
na
ECONÔMICO
ou esperando complementar sua
classe média o baluarte do sis
renda do trabalho
tema democrático, pois as li de seu bem-estar dependem de regras impessoais, ora estabe lecidas via mercado, ora dita das por um governo representa
mentos patrimoniais, defende a posse privada da renda do ca pital. Se a classe média não tiver condições, se assim o de sejar, de constituir um pequeno patrimônio e, eventualmente,
tivo.
de complementar sua renda do
berdades individuais e
o nível
Classe média, sistema capi. talista, economia de mercado e democracia política interagem,
num processo dinâmico, cheio de tensões e conflitos, porém o suficientemente flexível para não sofrer colapsos ou ruptu ras.
Um dos pontos mais frágeis
trabalho
com
com
rendi
rendimentos
balho se reduz acentuadamente.
Sob esse aspecto é necessá rio que se destaque desde já a diferença marcante entre as classes médias de países de
do sistema capitalista se encon
senvolvidos
tra nos conflitos entre o capi
senvolvimento. Naqueles países,
tal e o trabalho. Os trabalhado res, desejando elevar o salário real e melhorar seu nível de vida, e os proprietários e em
a classe média conta
presários, objetivando maximi zar 0 lucro e o rendimento do
capital com vistas a garantir a sobrevivência da empresa, en tram, normalmente, em sérios e profundos conflitos. A classe média, de novo, atua como for ça moderadora: dependendo de salários para sobreviver, ela apóia as reivindicações dos tra balhadores ;
complementando.
em
vias de
de
com um
sistema previdenciário de bom nível, que torna dispensável a luta travada pela classe média brasileira para constituir um pequeno patrimônio que lhe
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serviços públicos de massa, especialmente os da previdên cia social, que são e continua rão sendo precários, por mui
dessem vir a ser abalados. No
tos
tarem a um acirrado combate à
anos. dada
a carência de
recursos e ineficiência, carac
terísticas do nosso estágio de desenvolvimento
sócio-econômi-
CO
de
capital, por menores que sejam, seu papel moderador, no con fronto entre o capital e o tra
e
DIGESTO
A economia brasileira avan
çou
muito em termos tecnoló
gicos. Do ponto de vista insti tucional, porém, é extremamen te frágil. Ê surpreendente que as autoridades responsáveis pe la segurança e estabilidade do sistema, não tenham se aper cebido ainda da dimensão des se problema. No
início
da
década
de
sessenta o sistema se desequi librou de tal forma, que pare cia a muitos iminente sua rup
proteja contra os riscos de cair
tura com a implantação de uma organização social controlada politicamente somente pela classe operária. A incipiente
na vala coanum do nosso caren
classe média brasileira, contu
te sistema previdenciário.
do, apoiou politicamente a re
Lá, a grande preocupação dai classe média é o fantasma
do desemprego. Aqui, a acrescenta-se
essa a de
inquietação, fugir
dos
período de 1964-1966 os esforços dos ministros da Fazenda e do
Planejamento, aléVn de se vol inflação,
encaminharam-se no
sentido de restabelecer a eco
nomia de mercado, que fora se riamente desarticulada, não só pela inflação, como pelas inter ferências dos governos anterio res nos sistemas de preços e de financiamento.
Conseguiu-se, a duras pe nas, principalmente daqueles que perderam seus empregos ou ganhavam menos que o ne cessário para uma sobrevivên cia digna, reverter-se o proces so inflacionário, estabelecer-se regras adequadas ao funciona mento do sistema de preços como principal regulador do sistema capitalista e criar as instituições e mecanismos para sua expansão. Naquela época estava bem claro na mente de
versão do processo, quando viu,
todos 0 papel moderador da classe média e a necessidade
entre outras coisas, que seus pequenos interesses ligados aos rendimentos do capital e à pro priedade privada de modestos bens, normalmente imóveis, pu-
capitalista em expansão. Entre as instituições e mecanismos criados, destacava-se o merca do de capitais. Seria através
de
torná-la
sócia
do
sistema
DIGESTO
144
dele que a classe média teria acesso à participação na pro priedade dos meios de produ ção, tornando-se sócia efetiva do sistema. Os fundos privados de aposentadoria e pensões, também
seriam
vínculos
da
ECONÔMICO
a vez que se substitui a impor tação de um produto industrial, gera-se no País uma atividade monopolista ou oligopolista. No caso de oligopólio, normalmen te constituído de poucas unida des. Em outras palavras, quase
classe média ao sistema capi
sempre a substituição
talista.
portações se faz através, ou da produção de uma só empresa instalada no País, ou de um número reduzido delas que, ra ramente, atinge dez. Exemplos
Apesar de todos os esfor ços feitos e mecanismos cria dos o mercado de capitais não conseguiu preencher o papel que lhe fora reservado. A ra zão disso é simples: 1) as em presas estatais atenderam suas necessidades de expansão atra
vés de recursos do setor públi co que lhe foram transferidos. Em outros casos, através de tarifas e sistemas de emprésti mo compulsório (telecomunica ções, por exemplo); 2) as em presas privadas conseguiram seus recursos para expansão através de créditos fortemente
subsidiados, bem como de lu cros excedentes gerados pelas fortes proteções alfandegárias
proporcionadas num
sistema
pelo
Governo
industrial
não-
competitivo.
É
natural
que
num
país
co(mo 0 nosso, em que os mer
cados são ainda reduzidos, toda
de
im
disso estão aí na indústria au
tomobilística,
eletrônica,
fer
roviária, de construção naval e tantas outras. Isso quer dizer que a concorrência entre em presas é limitada e, em decor rência disso, a fixação de seus preços
se
processa
em
merca
do não-competitivo, propician do 0 surgimento de lucros ex cedentes. Milhares de produtos industriais fortemente protegi dos por impostos aduaneiros e por regulamentos do Governo que impedem a entrada de no
DIGESTO ECONÔMICO
145
ma das taxas de inflação num período em que a demanda de veículos reduziu-se drastica mente.
As taxas elevadas de cres cimento da economia brasilei ra obrigaram âs empresas a crescerem rapidamente para
não perderem sua posição rela tiva no mercado. Não sendo os lucros suficientes para finan ciarem 0 investimento e o ca pital de giro necessários, mui tas empresas se endividaram acima de limites razoáveis jun to a bancos nacionais e estran
geiros. Pagando juros e corre
ção monetária, quase sempre abaixo das taxas de inflação, no caso de empréstimos feitos
de bancos oficiais, essas empre sas, na realidade, efetuaram apropriação privada de recur sos públicos, Nas situações extremas, em que o
endividamento
cresceu
vas empresas para produzi-los,
demais e surgiram problemas de mercado, algumas dessas empresas tiveram que apelar
torna o mercado brasileiro com
para o financiamento não sub
plexo e passível de manipula
sidiado
ções que dão origem a esses lucros excedentes. Exelnplo re cente disso é a elevação do® preços dos automóveis bem aci-
de
bancos
privados,
ram atendidos por créditos ofi ciais fortemente subsidiados, ou por vistas grossas à fi xação de preços, em merca
dos monopolistas ou oligopolistas, que lhes permitiram tirar 0
necessário
lucro
excedente
para consolidar sua rápida ca pitalização, com recursos de terceiros.
Em todos os casos supraci tados, as empresas não neces sitaram recorrer ao mercado de
capitais para sua expansão.
A classe média, estimulada para a especulação e não para o investimento a longo prazo, depois do triste comportamen to das bolsas de valores e dos
bancos de investimentos, retor naram ao tradicional mercado de imóveis. Os menos avisados,
principalmente os de mais baixa renda, foram atraídos pelo engodo das cadernetas de poupança.
Com vistas a conseguir uma confiança nunca atingida no incipiente mercado de capitais, definiram-se ndvas leis e regu
transferindo-lhes parte de seus
lamentos
lucros. Ainda assim, não foram
Mais recentemente, desenca deou-se uma campanha visando à moralização do comportamen-
poucos os casos de insolvência, ou quase insolvência, que fo-
nestes
últimos
anos.
DIGESTO
144
dele que a classe média teria acesso à participação na pro priedade dos meios de produ ção, tornando-se sócia efetiva do sistema. Os fundos privados de aposentadoria e pensões, também
seriam
vínculos
da
ECONÔMICO
a vez que se substitui a impor tação de um produto industrial, gera-se no País uma atividade monopolista ou oligopolista. No caso de oligopólio, normalmen te constituído de poucas unida des. Em outras palavras, quase
classe média ao sistema capi
sempre a substituição
talista.
portações se faz através, ou da produção de uma só empresa instalada no País, ou de um número reduzido delas que, ra ramente, atinge dez. Exemplos
Apesar de todos os esfor ços feitos e mecanismos cria dos o mercado de capitais não conseguiu preencher o papel que lhe fora reservado. A ra zão disso é simples: 1) as em presas estatais atenderam suas necessidades de expansão atra
vés de recursos do setor públi co que lhe foram transferidos. Em outros casos, através de tarifas e sistemas de emprésti mo compulsório (telecomunica ções, por exemplo); 2) as em presas privadas conseguiram seus recursos para expansão através de créditos fortemente
subsidiados, bem como de lu cros excedentes gerados pelas fortes proteções alfandegárias
proporcionadas num
sistema
pelo
Governo
industrial
não-
competitivo.
É
natural
que
num
país
co(mo 0 nosso, em que os mer
cados são ainda reduzidos, toda
de
im
disso estão aí na indústria au
tomobilística,
eletrônica,
fer
roviária, de construção naval e tantas outras. Isso quer dizer que a concorrência entre em presas é limitada e, em decor rência disso, a fixação de seus preços
se
processa
em
merca
do não-competitivo, propician do 0 surgimento de lucros ex cedentes. Milhares de produtos industriais fortemente protegi dos por impostos aduaneiros e por regulamentos do Governo que impedem a entrada de no
DIGESTO ECONÔMICO
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ma das taxas de inflação num período em que a demanda de veículos reduziu-se drastica mente.
As taxas elevadas de cres cimento da economia brasilei ra obrigaram âs empresas a crescerem rapidamente para
não perderem sua posição rela tiva no mercado. Não sendo os lucros suficientes para finan ciarem 0 investimento e o ca pital de giro necessários, mui tas empresas se endividaram acima de limites razoáveis jun to a bancos nacionais e estran
geiros. Pagando juros e corre
ção monetária, quase sempre abaixo das taxas de inflação, no caso de empréstimos feitos
de bancos oficiais, essas empre sas, na realidade, efetuaram apropriação privada de recur sos públicos, Nas situações extremas, em que o
endividamento
cresceu
vas empresas para produzi-los,
demais e surgiram problemas de mercado, algumas dessas empresas tiveram que apelar
torna o mercado brasileiro com
para o financiamento não sub
plexo e passível de manipula
sidiado
ções que dão origem a esses lucros excedentes. Exelnplo re cente disso é a elevação do® preços dos automóveis bem aci-
de
bancos
privados,
ram atendidos por créditos ofi ciais fortemente subsidiados, ou por vistas grossas à fi xação de preços, em merca
dos monopolistas ou oligopolistas, que lhes permitiram tirar 0
necessário
lucro
excedente
para consolidar sua rápida ca pitalização, com recursos de terceiros.
Em todos os casos supraci tados, as empresas não neces sitaram recorrer ao mercado de
capitais para sua expansão.
A classe média, estimulada para a especulação e não para o investimento a longo prazo, depois do triste comportamen to das bolsas de valores e dos
bancos de investimentos, retor naram ao tradicional mercado de imóveis. Os menos avisados,
principalmente os de mais baixa renda, foram atraídos pelo engodo das cadernetas de poupança.
Com vistas a conseguir uma confiança nunca atingida no incipiente mercado de capitais, definiram-se ndvas leis e regu
transferindo-lhes parte de seus
lamentos
lucros. Ainda assim, não foram
Mais recentemente, desenca deou-se uma campanha visando à moralização do comportamen-
poucos os casos de insolvência, ou quase insolvência, que fo-
nestes
últimos
anos.
DIGESTO ECONÔMICO
146
to dos intermediários financei ros.
Não
obstante,
durante
os
dezessete anos que transcorre-
entre 1964 a 1981, a des-
ram
peito dos esforços feitos no iní cio desse período e, mais
re-
centemente, com a nova legis lação das sociedades anônimas e regulamentos mais rigorosos para o funcionamento das bolsas de valores e dos interme diários financeiros, não se con
seguiu
implantar,
ainda,
um
mercado de capitais para inves timentos a longo prazo. Não
foram
criados
meca
nismos que assegurem à classe média condições de participaefetiva
çao
na
capitalização
das empresas, tornando-a sócia e defensora lista,
a
do sistema capita-
Ao contrário, continuam
operar
os
mecanismos de
transferência de recursos do se¬
tor público para as empresas e dessas, em muitos casos, para os bancos privados nacionais. Ao invés da classe média se tornar sócia das empresas são os bancos que se agigantam e
passam a controlar as empre sas.
DIGESTO
Mais recentemente, a título de reduzir o consumo supérfluo, retirou-se da classe média a pequena capacidade de poupan
ça que possuía. A política de redistribuição de renda, metamorfoseou-se em política de re
distribuição de salários.
O ca
ECONÔMICO
147
flitos naturais de interesses'dos
proprietários do
capital
e dos
assalariados.
Todas as iniciativas recen
tes, com raras exceções, estãolhe tirando esse papel. A polí tica de redistribuição de salá
minho de uma possível partici pação compulsória dos assala
rios, resultante da decisão re
riados mais bem pagos na ca
monetària correção plena dos salários mais eleva
pitalização das empresas, não foi jamais explorado, sequer
cente tuar
do
Governo
de
não
efe
a
dos, atingindo, segundo consta,
mencionado. O próprio sistema de abatimento do Imposto de
300.000 empregados, pode e de ve ser encarada sob dois ângu
Renda para aplicação na com pra de ações de empresas e em fundos Especiais. (Dec.-Lei
los distintos:
157), favorece, em grande par te, as empresas e os bancos que administram
os Fundos.
Quem aplicou em açÕes de empresas instaladas no nordes te e já recebeu recursos libera dos desses Fundos, conhece, cm maior ou menor detalhe, os meandros
da
burla
institucio
nalizada.
O sistema capitalista bra sileiro não tem condições de
prosseguir
sua
expansão,
no
clima de abertura política re
cém iniciado, se for tirado^ da classe média o seu papel mo derador
nos
confrontos
e
con¬
o primeiro, iden
tifica a posição mais divulgada e debatida que é a de preser var 0 emprego, nesta época de
retração da demanda de pes soal qualificado; o segundo ân
salário do pessoal qualificado era plenamente entendido por todos, quando o caminho era inverso. Quando o Governo de cidiu modernizar a administra
ção pública e aumentar a efi cácia das empresas estatais, as empresas privadas quei.\avam-se que sua política salarial visan do atrair pessoal qualificado o
merca
do dessa mão-de-obra.
estava
inflacionando
Agora,
que se resolve fazer o inverso, afirma-se que o Governo não tem influência
do.
sobre o merca
Ao contrário,
ao reduzir
substancialmente o salário real
de seus empregados ele está deixando que as próprias leis de mercado determinem os níveis
gulo, jamais tocado ou debati
salariais dos empregados mais bem pagos.
ponista articulado pelo Gover
titivo, isso seria verdade. Infe-
do, muito menos divulgado, é 0 do exercício do poder oligo-
no, que detém o direito de em pregar ou despedir uma subs tancial parte desses 300.000 em pregados (setor público e em presas estatais), podendo então, reduzir os seus salários reais e com isso afetar negativamente 0 próprio mercado de trabálho de pessoal qualificado. Ê inte
Se o mercado fosse compe lízmente,
reside
nas
mãos
do
Governo o poder de influenciá-
lo diretamente, como o maior empregador dessa mão-de-obra. Essas
e
outras
medidas
estão reduzindo acentuadamen-
ressante lembrar que esse po
te a pequena capacidade de poupança da classe média. E a que sobra, está sendo orien tada para caderneta de poupan
der do Governo influir sobre o
ça
ou
investimentos
em
imó-
DIGESTO ECONÔMICO
146
to dos intermediários financei ros.
Não
obstante,
durante
os
dezessete anos que transcorre-
entre 1964 a 1981, a des-
ram
peito dos esforços feitos no iní cio desse período e, mais
re-
centemente, com a nova legis lação das sociedades anônimas e regulamentos mais rigorosos para o funcionamento das bolsas de valores e dos interme diários financeiros, não se con
seguiu
implantar,
ainda,
um
mercado de capitais para inves timentos a longo prazo. Não
foram
criados
meca
nismos que assegurem à classe média condições de participaefetiva
çao
na
capitalização
das empresas, tornando-a sócia e defensora lista,
a
do sistema capita-
Ao contrário, continuam
operar
os
mecanismos de
transferência de recursos do se¬
tor público para as empresas e dessas, em muitos casos, para os bancos privados nacionais. Ao invés da classe média se tornar sócia das empresas são os bancos que se agigantam e
passam a controlar as empre sas.
DIGESTO
Mais recentemente, a título de reduzir o consumo supérfluo, retirou-se da classe média a pequena capacidade de poupan
ça que possuía. A política de redistribuição de renda, metamorfoseou-se em política de re
distribuição de salários.
O ca
ECONÔMICO
147
flitos naturais de interesses'dos
proprietários do
capital
e dos
assalariados.
Todas as iniciativas recen
tes, com raras exceções, estãolhe tirando esse papel. A polí tica de redistribuição de salá
minho de uma possível partici pação compulsória dos assala
rios, resultante da decisão re
riados mais bem pagos na ca
monetària correção plena dos salários mais eleva
pitalização das empresas, não foi jamais explorado, sequer
cente tuar
do
Governo
de
não
efe
a
dos, atingindo, segundo consta,
mencionado. O próprio sistema de abatimento do Imposto de
300.000 empregados, pode e de ve ser encarada sob dois ângu
Renda para aplicação na com pra de ações de empresas e em fundos Especiais. (Dec.-Lei
los distintos:
157), favorece, em grande par te, as empresas e os bancos que administram
os Fundos.
Quem aplicou em açÕes de empresas instaladas no nordes te e já recebeu recursos libera dos desses Fundos, conhece, cm maior ou menor detalhe, os meandros
da
burla
institucio
nalizada.
O sistema capitalista bra sileiro não tem condições de
prosseguir
sua
expansão,
no
clima de abertura política re
cém iniciado, se for tirado^ da classe média o seu papel mo derador
nos
confrontos
e
con¬
o primeiro, iden
tifica a posição mais divulgada e debatida que é a de preser var 0 emprego, nesta época de
retração da demanda de pes soal qualificado; o segundo ân
salário do pessoal qualificado era plenamente entendido por todos, quando o caminho era inverso. Quando o Governo de cidiu modernizar a administra
ção pública e aumentar a efi cácia das empresas estatais, as empresas privadas quei.\avam-se que sua política salarial visan do atrair pessoal qualificado o
merca
do dessa mão-de-obra.
estava
inflacionando
Agora,
que se resolve fazer o inverso, afirma-se que o Governo não tem influência
do.
sobre o merca
Ao contrário,
ao reduzir
substancialmente o salário real
de seus empregados ele está deixando que as próprias leis de mercado determinem os níveis
gulo, jamais tocado ou debati
salariais dos empregados mais bem pagos.
ponista articulado pelo Gover
titivo, isso seria verdade. Infe-
do, muito menos divulgado, é 0 do exercício do poder oligo-
no, que detém o direito de em pregar ou despedir uma subs tancial parte desses 300.000 em pregados (setor público e em presas estatais), podendo então, reduzir os seus salários reais e com isso afetar negativamente 0 próprio mercado de trabálho de pessoal qualificado. Ê inte
Se o mercado fosse compe lízmente,
reside
nas
mãos
do
Governo o poder de influenciá-
lo diretamente, como o maior empregador dessa mão-de-obra. Essas
e
outras
medidas
estão reduzindo acentuadamen-
ressante lembrar que esse po
te a pequena capacidade de poupança da classe média. E a que sobra, está sendo orien tada para caderneta de poupan
der do Governo influir sobre o
ça
ou
investimentos
em
imó-
DIGESTO
148
veis.
Ambas formas que não
lhe asseguram uma participa ção efetiva na propriedade do capital produtivo do País. Em consequência disso a instabilidade do sistema capita lista, que até hoje não conse guiu atender às necessidades básicas da população margina lizada, aumenta, ainda mais. É de se prever que, no citado confronto entre capital e traba
lho, a classe média, despojada de participação na propriedade do capital, defenda somente os interesses dos assalariados.
A Necessidade de Programação
lamentos e ociosidades que po
derão
nosso
processo
em
decorrência do
Num país socialista que adota o sistema de planejamen
to centralizado, as necessárias compatibilizações entre ● produ¬ ção
e consumo
se
conseguem
através de planos detalhados que buscam evitar os citados estrangulamentos e ociosidades. Os erros desses planos (faltas ou excessos) são corrigidos pe lo mercado internacional e por medidas
coercitivas
pro
dutivo a fim de atender priori
internas
(racionamento, por exemplo).
0 mercado têm papel reduzido nesses países. Limitam-se, pra ticamente, ao mercado de bens de consumo.
tariamente as necessidades bá
sicas da população mais caren te: educação prática, alimen¬ tos. saúde pública e saneamen to básico, moradia e transpor te público.
Numa economia de merca
do
do tipo
capitalismo,
pretende ser a nossa
como são
os
Ninguém duvida também que a sustentação do desenvol
preços que orientam a aloca ção de recursos para a produ ção e a distribuição dos bens produzidos. Deixada operar li vremente, o que nunca aconte
vimento brasileiro a taxas ele
ceu
vadas exige mudança na pauta de investimentos com vistas a evitar os indesejáveis estrangu-
mia de mercado do tipo capita
historicamente, a
DIGESTO ECONÔMICO
econo
lista pode gerar desequilíbrios econômicos e sociais. Operan-
149
do sob a vigilância e interferên cia do Governo, o que é a re gra, também podem surgir de sequilíbrios
0 mecanismo de preços e
Nãn pairam dúvidas que se deva processar uma reestrutu em
surgir
da citada reestruturação processo produtivo.
Governamental
ração
ECONÔMICO
ciais
econômicos e
graves. Em
suma,
so
não
existe nenhuma mão invisível que garanta eficiência econô
mica e justiça social através do livre funcionamento da eco
nomia de mercado do tipo ca pitalista. Muito menos, pode-se ter a segurança que a simples presença de mãos Visíveis do Governo assegure-lhe aquelas qualidades tão desejadas pela maioria da sociedade.
Para que a interferência do Governo seja eficaz, é necessá rio que exista um plano de de senvolvimento ou programa de ação, de caráter indicativo. Através
dele
busca-se
a
com-
patibilização prévia das dife rentes políticas de governo, re duzindo com isso os esforços inúteis e os desperdícios pre sentes a nível de mercado, quando essa compatibilização é feita a posteriori. Um exemplo de conflito entre políticas, não resolvido, ou que está
se resolvendo
via
merca
do, é a ênfase relativa entre o transporte público alternativo ao uso do automóvel e a subs-
tituição da gasolina por álcool. O que se observa na prática é que não havendo alternativa para o usuário do automóvel cresce rapidamente a frota de carros particulares movidos a
álcool, ou seja, a ênfase se ve rifica na substituição da gaso lina por álcool.
É preciso, contudo,
que o
Governo
reúna
determinadas
condições
para
interferir
nos
economia
de
mecanismos
da
mercado de forma a atingir os objetivos fixados pela socieda de que ele representa. Quais são essas condições e qpais esses objetivos hoje, em nossa sociedade?
Entre essas condições, des tacam-se
a)
como
fundamentais,
competência
técnico-admi-
nistrativa da burocracia gover namental. Em outras palavras,
capacidade de gerar idéias cel tas e de implementá-las com eficácia através de complexo processo decisôrio; b) boa representatividade da sociedade que, em última instância de têm 0 poder que lhe foi delega do, para que possa contar cora a necessária confiança na ár dua tarefa de compatibilizar meios e fins; c) capacidade de
DIGESTO
148
veis.
Ambas formas que não
lhe asseguram uma participa ção efetiva na propriedade do capital produtivo do País. Em consequência disso a instabilidade do sistema capita lista, que até hoje não conse guiu atender às necessidades básicas da população margina lizada, aumenta, ainda mais. É de se prever que, no citado confronto entre capital e traba
lho, a classe média, despojada de participação na propriedade do capital, defenda somente os interesses dos assalariados.
A Necessidade de Programação
lamentos e ociosidades que po
derão
nosso
processo
em
decorrência do
Num país socialista que adota o sistema de planejamen
to centralizado, as necessárias compatibilizações entre ● produ¬ ção
e consumo
se
conseguem
através de planos detalhados que buscam evitar os citados estrangulamentos e ociosidades. Os erros desses planos (faltas ou excessos) são corrigidos pe lo mercado internacional e por medidas
coercitivas
pro
dutivo a fim de atender priori
internas
(racionamento, por exemplo).
0 mercado têm papel reduzido nesses países. Limitam-se, pra ticamente, ao mercado de bens de consumo.
tariamente as necessidades bá
sicas da população mais caren te: educação prática, alimen¬ tos. saúde pública e saneamen to básico, moradia e transpor te público.
Numa economia de merca
do
do tipo
capitalismo,
pretende ser a nossa
como são
os
Ninguém duvida também que a sustentação do desenvol
preços que orientam a aloca ção de recursos para a produ ção e a distribuição dos bens produzidos. Deixada operar li vremente, o que nunca aconte
vimento brasileiro a taxas ele
ceu
vadas exige mudança na pauta de investimentos com vistas a evitar os indesejáveis estrangu-
mia de mercado do tipo capita
historicamente, a
DIGESTO ECONÔMICO
econo
lista pode gerar desequilíbrios econômicos e sociais. Operan-
149
do sob a vigilância e interferên cia do Governo, o que é a re gra, também podem surgir de sequilíbrios
0 mecanismo de preços e
Nãn pairam dúvidas que se deva processar uma reestrutu em
surgir
da citada reestruturação processo produtivo.
Governamental
ração
ECONÔMICO
ciais
econômicos e
graves. Em
suma,
so
não
existe nenhuma mão invisível que garanta eficiência econô
mica e justiça social através do livre funcionamento da eco
nomia de mercado do tipo ca pitalista. Muito menos, pode-se ter a segurança que a simples presença de mãos Visíveis do Governo assegure-lhe aquelas qualidades tão desejadas pela maioria da sociedade.
Para que a interferência do Governo seja eficaz, é necessá rio que exista um plano de de senvolvimento ou programa de ação, de caráter indicativo. Através
dele
busca-se
a
com-
patibilização prévia das dife rentes políticas de governo, re duzindo com isso os esforços inúteis e os desperdícios pre sentes a nível de mercado, quando essa compatibilização é feita a posteriori. Um exemplo de conflito entre políticas, não resolvido, ou que está
se resolvendo
via
merca
do, é a ênfase relativa entre o transporte público alternativo ao uso do automóvel e a subs-
tituição da gasolina por álcool. O que se observa na prática é que não havendo alternativa para o usuário do automóvel cresce rapidamente a frota de carros particulares movidos a
álcool, ou seja, a ênfase se ve rifica na substituição da gaso lina por álcool.
É preciso, contudo,
que o
Governo
reúna
determinadas
condições
para
interferir
nos
economia
de
mecanismos
da
mercado de forma a atingir os objetivos fixados pela socieda de que ele representa. Quais são essas condições e qpais esses objetivos hoje, em nossa sociedade?
Entre essas condições, des tacam-se
a)
como
fundamentais,
competência
técnico-admi-
nistrativa da burocracia gover namental. Em outras palavras,
capacidade de gerar idéias cel tas e de implementá-las com eficácia através de complexo processo decisôrio; b) boa representatividade da sociedade que, em última instância de têm 0 poder que lhe foi delega do, para que possa contar cora a necessária confiança na ár dua tarefa de compatibilizar meios e fins; c) capacidade de
DIGESTO ECONÔMICO
160
A
liderar uma sociedade hetero
gênea e culturalmente frágil, a fim de evitar o surgimento da
demagogia, áa§ soluções utópi cas e dos impasses políticos que bloqueiam o desenvolvimento social e econômico, tão fre quentes em muitos países da América Latina.
Entre os objetivos, desta cam-se: a) atender às necessi dades básicas da população, dentro de um sistema democrá tico e ideologicamente pluralis ta; b) buscar uma boa articula ção entre os sistemas econômi
co e político-social para que os naturais
conflitos
entre
o
ca
pital e 0 trabalho se resolvam sem convulsões sociais ou mes mo ocasionem a ruptura dó sistema.
As
Raízes
da
Democracia
e do Pluralismo Ideológico
rá real se, além de política, ela tiver
raízes
econômicas.
Daí
estar inseparavelmente ligada à economia de mercado e à efe
tiva participação de maior par te possível da população na propriedade dos bens de pro dução.
de
mercado,
instrumento implacável de con
centração de poder e de ge
ração de injustiças sociais, ne cessita de tunas do
ECONÔMICO
151
cio asceta do sistema capitalis ta em expansão, com a possibi lidade de poder melhorar seus padrões materiais no futuro.
Obviamente
que
isso
so
interferências opor Governo e de di
mente será possível se o (^ver-
luição do poder de contro le nas empresas, especial
rio, conseguir a redução drás
mente
naquelas
em
que
as
condições tecnológicas exigem que sejam de grande por te.
Caso
contrário,
essa
con
centração de poder, resida ele nas mãos de grupos privados ou do Governo (empresas esta
tais) impede o pleno funciona mento da democracia, favore cendo os sistemas políticos fe
chados com toda a seqüela de limitações à liberdade e bemestar
individuais.
Uma solução para o impas se em que hoje nos encontra mos seria abrir à classe média
a possibilidade de participação efetiva
A democracia, somente se
economia
para não se transformar em
DIGESTO
no controle
acionário
das empresas estatais e priva das. nacionais ou estrangeiras, que operam em nosso mercado, estimulando-a. em contraparti da. a controlar seus padrões de consumo e abrir mão de pro priedades de terrenos ociosos, especialmente nas áreas urba nas. Torná-la, portanto, um sô-
no. através do sistema tributá
Radicalizam-se, dessa for ma, as posições extremas dos interesses em conflito, gerandose o clima propício à ruptura do nosso frágil e incipiente sis tema capitalista.
A rapidez com que se prochamada abertura polí-
cessa a
tica dos gastos suntuários, do
tica, abrindo a possibilidade da
desperdício e do exibicionismo e ostentação da classe de alta renda, especialmente dos pro prietários dos bens de produ ção, obrigando-a a reinvestir os rendimentos do capital. A ex
independentemente população, de seu nível de renda, de par ticipar igualitariamente na es colha de seus representantes tornará muito difícil, para não dizer impossível, a implementa
cessiva ostentação das classes de alta renda geram tensões
ção desse esquema.
sociais
e introduzem
prematuramente,
no País,
padrões
de
consumo incompatíveis com nosso nível de desenvolvimento.
Tanto é assim, que os sis
temas alternativos que hoje se como insinuam compatíveis
com uma representação política
rializem em cadernetas de ren
assentada no voto popular são 0 capitalismo de Estado e um socialismo vagamente definido. Os líderes políticos liberais, que normalmente deveríam fa vorecer a desestatização e o
dimento controlado pelo Gover-
surgimento de uma classe mé
E não reduzir a classe mé
dia à condição de classe sim plesmente assalariada, cujas pequenas poupanças se mate-
no.
Além de tirar-lhe o inte-
dia atuante, não tem coragem
resse
pela manutenção do sis-
de fazê-lo, pois sabem que per
tema canitalista. fecha o hori na zonte do operário que vê clas.se média o degrau próximo de ascensão econômica atingí vel Dor si ou por seus descen dentes.
derão o apoio popular. É-lhes extremamente difícil convencer
a população assalariada de que 0 patrimônio público acumula do nas empresas estatais deva ser transferido a grupos priva-
DIGESTO ECONÔMICO
160
A
liderar uma sociedade hetero
gênea e culturalmente frágil, a fim de evitar o surgimento da
demagogia, áa§ soluções utópi cas e dos impasses políticos que bloqueiam o desenvolvimento social e econômico, tão fre quentes em muitos países da América Latina.
Entre os objetivos, desta cam-se: a) atender às necessi dades básicas da população, dentro de um sistema democrá tico e ideologicamente pluralis ta; b) buscar uma boa articula ção entre os sistemas econômi
co e político-social para que os naturais
conflitos
entre
o
ca
pital e 0 trabalho se resolvam sem convulsões sociais ou mes mo ocasionem a ruptura dó sistema.
As
Raízes
da
Democracia
e do Pluralismo Ideológico
rá real se, além de política, ela tiver
raízes
econômicas.
Daí
estar inseparavelmente ligada à economia de mercado e à efe
tiva participação de maior par te possível da população na propriedade dos bens de pro dução.
de
mercado,
instrumento implacável de con
centração de poder e de ge
ração de injustiças sociais, ne cessita de tunas do
ECONÔMICO
151
cio asceta do sistema capitalis ta em expansão, com a possibi lidade de poder melhorar seus padrões materiais no futuro.
Obviamente
que
isso
so
interferências opor Governo e de di
mente será possível se o (^ver-
luição do poder de contro le nas empresas, especial
rio, conseguir a redução drás
mente
naquelas
em
que
as
condições tecnológicas exigem que sejam de grande por te.
Caso
contrário,
essa
con
centração de poder, resida ele nas mãos de grupos privados ou do Governo (empresas esta
tais) impede o pleno funciona mento da democracia, favore cendo os sistemas políticos fe
chados com toda a seqüela de limitações à liberdade e bemestar
individuais.
Uma solução para o impas se em que hoje nos encontra mos seria abrir à classe média
a possibilidade de participação efetiva
A democracia, somente se
economia
para não se transformar em
DIGESTO
no controle
acionário
das empresas estatais e priva das. nacionais ou estrangeiras, que operam em nosso mercado, estimulando-a. em contraparti da. a controlar seus padrões de consumo e abrir mão de pro priedades de terrenos ociosos, especialmente nas áreas urba nas. Torná-la, portanto, um sô-
no. através do sistema tributá
Radicalizam-se, dessa for ma, as posições extremas dos interesses em conflito, gerandose o clima propício à ruptura do nosso frágil e incipiente sis tema capitalista.
A rapidez com que se prochamada abertura polí-
cessa a
tica dos gastos suntuários, do
tica, abrindo a possibilidade da
desperdício e do exibicionismo e ostentação da classe de alta renda, especialmente dos pro prietários dos bens de produ ção, obrigando-a a reinvestir os rendimentos do capital. A ex
independentemente população, de seu nível de renda, de par ticipar igualitariamente na es colha de seus representantes tornará muito difícil, para não dizer impossível, a implementa
cessiva ostentação das classes de alta renda geram tensões
ção desse esquema.
sociais
e introduzem
prematuramente,
no País,
padrões
de
consumo incompatíveis com nosso nível de desenvolvimento.
Tanto é assim, que os sis
temas alternativos que hoje se como insinuam compatíveis
com uma representação política
rializem em cadernetas de ren
assentada no voto popular são 0 capitalismo de Estado e um socialismo vagamente definido. Os líderes políticos liberais, que normalmente deveríam fa vorecer a desestatização e o
dimento controlado pelo Gover-
surgimento de uma classe mé
E não reduzir a classe mé
dia à condição de classe sim plesmente assalariada, cujas pequenas poupanças se mate-
no.
Além de tirar-lhe o inte-
dia atuante, não tem coragem
resse
pela manutenção do sis-
de fazê-lo, pois sabem que per
tema canitalista. fecha o hori na zonte do operário que vê clas.se média o degrau próximo de ascensão econômica atingí vel Dor si ou por seus descen dentes.
derão o apoio popular. É-lhes extremamente difícil convencer
a população assalariada de que 0 patrimônio público acumula do nas empresas estatais deva ser transferido a grupos priva-
DIGESTO
152
ECONÔMICO
dos brasileiros que não dispõem
dia organizada,
de recursos
ções próprias e independentes do governo, que possa atuar co mo força moderadora.
nem mesmo para
atender suas necessidades
de
expansão. Não menos espinho sa seria
a defesa de possível acontece
em
torna-se inviável
quase
todas as partes do mundo, os chamados partidos populares, ou trabalhistas, seguramente
propugnarâo
institui
A partir daí a democracia
capitalização da classe média. Como
com
pela socialização
dos bens de produção e pela re
dução das diferenças salariais. Consequentemente, a abertura política em curso tenderá a fa vorecer a continuidade do pro cesso de estatização da econo
e retoma-se,
então, aos indesejáveis sistemas políticos fechados, com perdas das liberdades individuais e do
tão ambicionado pluralismo ideológico. Maioria ou mino ria passa a asfixiar minoria ou maioria, respectivamente: dita dura da maioria, no primeiro caso, ou da minoria, no último.
A sucessão dos governos Frei,
mia brasileira que concentrará, cada vez mais, o poder econô mico nas mãos do Estado.
Basta ser eleito um Gover
no que dependa fortemente do apoio dos partidos trabalhistas, o que é bem provável em nosso
país, para se criarem as condi
Allende e Pinochet ilustram cla
ramente essa problemática no Chile.
Existe, porém, uma última alternativa que ê compatível .com o processo de abertura po lítica em curso e que poderá contar com o apoio popular. .●
socialismo indefinido, via elei
Sua implantação, pprém, exige coragem revolucionária. Trata-se da redução drástica
ções. Acontece, porém, que não
do poder do Estado através de
ções para uma transição do ca pitalismo de Estado para um há condições de se implantar um sistema
socialista sem ra
dicalização política, dados o bai xíssimo nível de renda das po
pulações
marginalizadas
e
a
inexistência de uma classe mé-
duas medidas simultâneas que são harmônicas e se completam entre si: 1) desestatização da economia; 2) autonomia das instituições de ensino, de pes quisas e outras voltadas para
DIGESTO
153
ECONÔMICO
fins culturais e sociais,
Para
isso, basta um ato revolucioná
garantir representação na dire ção superior.
transfe
O resultado da implantação
rir as ações das empresas es tatais para as universidades,
do esquema aqui proposto seria
rio do atual Governo:
institutos de pesquisas, hospi tais e fundações culturais e educacionais.
Simultaneamente a esse progrupos privados nacionais deveriam adquirir ações cesso
no mercado de capitais a fim de assegurar uma participação minoritária nas empresas em que o Estado hoje é acionista majoritário.
Completado o processo,
os
novos proprietários das antigas empresas estatais — universida des, instituições de pesquisas, hospitais, grupos privados na cionais, acionistas individuais e, 0 próprio Governo, em alguns
casos — todos
acionistas
altamente benéfico para a eco nomia do País e para a viabiK-
zação do projeto de liberaliza ção da sociedade brasileira. A eficiência das novas emoresaJ> seria maior, pois a ges tão tornar-se-ia essencialmente
profissional
e permitiría
que
fossem adotados procedimentos
e práticas correntes na inicia tiva privada. Os acertos e desacertos da
operação
e
desenvolvimento
dessas empresas não mais se riam creditados
ou debitados
ao Governo, liberando, com is so, OB homens públicos para atuarem nas áreas em que os mecanismos de mercado são
pouco efetivos.
minoritários escolheríam e ele
A gestão de empresas pelo
geríam a direção superior das novas empresas desestatizadas. A participação do Governo poderia se reduzir a zero no ca so de empresas que não sejam
Governo representa uma carga
monopolistas ou de interesse da segurança nacional. Nestas últimas categorias (transporte, energia, etc...) manteria par ticipação minoritária a fim de
administrativa
desnécesfiária
que lhe tira tempo e capacida de para formular, debater e im plantar políticas relativas ao nosso
desenvolvimento econô
mico e social a longo prazo. Abandonar o dia-a-dia
da
gestão de empresas em favor de maior eficácia nas ativida-
DIGESTO
152
ECONÔMICO
dos brasileiros que não dispõem
dia organizada,
de recursos
ções próprias e independentes do governo, que possa atuar co mo força moderadora.
nem mesmo para
atender suas necessidades
de
expansão. Não menos espinho sa seria
a defesa de possível acontece
em
torna-se inviável
quase
todas as partes do mundo, os chamados partidos populares, ou trabalhistas, seguramente
propugnarâo
institui
A partir daí a democracia
capitalização da classe média. Como
com
pela socialização
dos bens de produção e pela re
dução das diferenças salariais. Consequentemente, a abertura política em curso tenderá a fa vorecer a continuidade do pro cesso de estatização da econo
e retoma-se,
então, aos indesejáveis sistemas políticos fechados, com perdas das liberdades individuais e do
tão ambicionado pluralismo ideológico. Maioria ou mino ria passa a asfixiar minoria ou maioria, respectivamente: dita dura da maioria, no primeiro caso, ou da minoria, no último.
A sucessão dos governos Frei,
mia brasileira que concentrará, cada vez mais, o poder econô mico nas mãos do Estado.
Basta ser eleito um Gover
no que dependa fortemente do apoio dos partidos trabalhistas, o que é bem provável em nosso
país, para se criarem as condi
Allende e Pinochet ilustram cla
ramente essa problemática no Chile.
Existe, porém, uma última alternativa que ê compatível .com o processo de abertura po lítica em curso e que poderá contar com o apoio popular. .●
socialismo indefinido, via elei
Sua implantação, pprém, exige coragem revolucionária. Trata-se da redução drástica
ções. Acontece, porém, que não
do poder do Estado através de
ções para uma transição do ca pitalismo de Estado para um há condições de se implantar um sistema
socialista sem ra
dicalização política, dados o bai xíssimo nível de renda das po
pulações
marginalizadas
e
a
inexistência de uma classe mé-
duas medidas simultâneas que são harmônicas e se completam entre si: 1) desestatização da economia; 2) autonomia das instituições de ensino, de pes quisas e outras voltadas para
DIGESTO
153
ECONÔMICO
fins culturais e sociais,
Para
isso, basta um ato revolucioná
garantir representação na dire ção superior.
transfe
O resultado da implantação
rir as ações das empresas es tatais para as universidades,
do esquema aqui proposto seria
rio do atual Governo:
institutos de pesquisas, hospi tais e fundações culturais e educacionais.
Simultaneamente a esse progrupos privados nacionais deveriam adquirir ações cesso
no mercado de capitais a fim de assegurar uma participação minoritária nas empresas em que o Estado hoje é acionista majoritário.
Completado o processo,
os
novos proprietários das antigas empresas estatais — universida des, instituições de pesquisas, hospitais, grupos privados na cionais, acionistas individuais e, 0 próprio Governo, em alguns
casos — todos
acionistas
altamente benéfico para a eco nomia do País e para a viabiK-
zação do projeto de liberaliza ção da sociedade brasileira. A eficiência das novas emoresaJ> seria maior, pois a ges tão tornar-se-ia essencialmente
profissional
e permitiría
que
fossem adotados procedimentos
e práticas correntes na inicia tiva privada. Os acertos e desacertos da
operação
e
desenvolvimento
dessas empresas não mais se riam creditados
ou debitados
ao Governo, liberando, com is so, OB homens públicos para atuarem nas áreas em que os mecanismos de mercado são
pouco efetivos.
minoritários escolheríam e ele
A gestão de empresas pelo
geríam a direção superior das novas empresas desestatizadas. A participação do Governo poderia se reduzir a zero no ca so de empresas que não sejam
Governo representa uma carga
monopolistas ou de interesse da segurança nacional. Nestas últimas categorias (transporte, energia, etc...) manteria par ticipação minoritária a fim de
administrativa
desnécesfiária
que lhe tira tempo e capacida de para formular, debater e im plantar políticas relativas ao nosso
desenvolvimento econô
mico e social a longo prazo. Abandonar o dia-a-dia
da
gestão de empresas em favor de maior eficácia nas ativida-
DIGESTO
154
des que lhe são inalienáveis, es pecialmente no concernente ao planejamento estratégico é, pe lo menos, uma decisão sensata do Governo,
O medo de privatizar as empresas estatais monopolistas e outras consideradas de segu
rança nacional (energia, trans
portes, telecomunicações, etc.) torna o processo de desestati zação incompleto, para não di zer inócuo.
São essas empresas que ho
je detêm expressiva participa ção no mercado, comprando e vendendo bens e serviços e aglutinando em torno de si ex pressivos segmentos do setor privado. Essa dependência do setor privado em relação ao Governo,
nessas
circunstân
ECONÔMICO
0 controle do Governo sobre 0 setor desestatizado não dimi
nuirá com a implantação do es quema aqui proposto. Ao con trário, aumentará. Hoje, o Go verno não tem autoridade de co
brar das empresas estatais ní
veis de desempenho e práticas operacionais ajustados às polí ticas fiscais e monetárias apro vadas, simplesmente porque to das essas empresas desembo cam. em última instância, nos gabinetes de ministros e secre
Federal.
Quando os dados estatísti do Censo da década de
tos escalões do Governo.
cos
Obviamente que o esquema de desestatização aqui proposto
1960-1970 foram publicados, o processo de concentração de rendas foi qualificado de es cândalo. Durante longos anos houve discussões nas quais es
terá
necessariamente
de
ser
recursos suficientes,
ma de gestão das instituições que participarão do controle das empresas estatais.
03 custos e atrasando os paga mentos, exigências burocráticas Através dessa medida revo excessivas, substituição dos in lucionária tornar-se-á viável em dicadores do mercado por crité rios políticos, são alguns exem nosso país a economia de mer plos de anomalias criadas pelo cado e a democracia política sistema de empresas estatizaassentada no pluralismo ideoló das que envolve amplJos seg gico que não cerceie as liber mentos do setor privado.
encontra-se no "quarto
extrato social". O autor é professor na Alemanha
ampliação do prestígio e do po der daaiieles que ocupam os al
objeto de estudos detalhados, envolvendo, inclusive, a refor mulação da organização e for
dades
individuais.
M. Gõrgen
Grande parte da população brasileira
tários de Estado. Sua operação está ligada a objetivos políticos que. noj‘malmente,implicam em
cias, é altamente nociva, sob todos os aspectos. Contratação de obras sem elevando
Hermann
Iniciado em 1.® de setembro
de 1980, o Censo 1970-Í980 reve
ses dados foram interpretados
lou que 0 processo de concen tração de rendas continuou, se bem que em ritmo contido co mo se pode deduzir da tabela anexa que, porém, leva em con ta apenas as rendas oriundas
de
de salários.
maneira
bem
diferente.
Distribuição de renda
20% dos pobres dispõem de 50% dos pobres dispõem de 10% dos ricos dispõem de 5% dos ricos dispõem de 1% dos ricos dispõe de
1960
1970
1980
3,9% 17,4% 39,6%
3,4% 14,9% 46,7% 34,1% 14,7%
2,8% 12,6% 50,9% 37,9% 16,9%
28,3% 11,9%
DIGESTO
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des que lhe são inalienáveis, es pecialmente no concernente ao planejamento estratégico é, pe lo menos, uma decisão sensata do Governo,
O medo de privatizar as empresas estatais monopolistas e outras consideradas de segu
rança nacional (energia, trans
portes, telecomunicações, etc.) torna o processo de desestati zação incompleto, para não di zer inócuo.
São essas empresas que ho
je detêm expressiva participa ção no mercado, comprando e vendendo bens e serviços e aglutinando em torno de si ex pressivos segmentos do setor privado. Essa dependência do setor privado em relação ao Governo,
nessas
circunstân
ECONÔMICO
0 controle do Governo sobre 0 setor desestatizado não dimi
nuirá com a implantação do es quema aqui proposto. Ao con trário, aumentará. Hoje, o Go verno não tem autoridade de co
brar das empresas estatais ní
veis de desempenho e práticas operacionais ajustados às polí ticas fiscais e monetárias apro vadas, simplesmente porque to das essas empresas desembo cam. em última instância, nos gabinetes de ministros e secre
Federal.
Quando os dados estatísti do Censo da década de
tos escalões do Governo.
cos
Obviamente que o esquema de desestatização aqui proposto
1960-1970 foram publicados, o processo de concentração de rendas foi qualificado de es cândalo. Durante longos anos houve discussões nas quais es
terá
necessariamente
de
ser
recursos suficientes,
ma de gestão das instituições que participarão do controle das empresas estatais.
03 custos e atrasando os paga mentos, exigências burocráticas Através dessa medida revo excessivas, substituição dos in lucionária tornar-se-á viável em dicadores do mercado por crité rios políticos, são alguns exem nosso país a economia de mer plos de anomalias criadas pelo cado e a democracia política sistema de empresas estatizaassentada no pluralismo ideoló das que envolve amplJos seg gico que não cerceie as liber mentos do setor privado.
encontra-se no "quarto
extrato social". O autor é professor na Alemanha
ampliação do prestígio e do po der daaiieles que ocupam os al
objeto de estudos detalhados, envolvendo, inclusive, a refor mulação da organização e for
dades
individuais.
M. Gõrgen
Grande parte da população brasileira
tários de Estado. Sua operação está ligada a objetivos políticos que. noj‘malmente,implicam em
cias, é altamente nociva, sob todos os aspectos. Contratação de obras sem elevando
Hermann
Iniciado em 1.® de setembro
de 1980, o Censo 1970-Í980 reve
ses dados foram interpretados
lou que 0 processo de concen tração de rendas continuou, se bem que em ritmo contido co mo se pode deduzir da tabela anexa que, porém, leva em con ta apenas as rendas oriundas
de
de salários.
maneira
bem
diferente.
Distribuição de renda
20% dos pobres dispõem de 50% dos pobres dispõem de 10% dos ricos dispõem de 5% dos ricos dispõem de 1% dos ricos dispõe de
1960
1970
1980
3,9% 17,4% 39,6%
3,4% 14,9% 46,7% 34,1% 14,7%
2,8% 12,6% 50,9% 37,9% 16,9%
28,3% 11,9%
DIGESTO
158
Dessa tabela resulta que em 1970, 20% dos mais pobres participaram ainda com 3,4% da renda global, contra apenas
2,8% em 1980, ou seja 0,6% a menos. O contrapolo, ou seja 1% dos mais ricos, aumentou
sua parte de 14,7% para 16,9%
ECONÔMICO
no ano de 1980, sendo que de 1960 a 1970 esse aumento ainda
perfizera 2,8%. Em todo caso, a situação tende a melhorar a distribuição salarial segundo
provam os dados
da seguinte
tabela:
20 SM
10-20 SM
5-10 SM
2-5 SM
1-2 SM
1/2-1 SM
até 1/2 SM
1970: 102.000
354.000
864.000
3.299.000
5.632.000
8.363.000
7.368.000
= 0,4%
= 1,3%
= 3.3%
= 12,7%
=21,7%
=32,2%
=28,4%
9.526.000 12.528.000
8.392.000
5.058.000
=20,8%
=12,5%
= 1,8%
= 3,2%
Basendo-se
= 23,8%
= 7,2%
nesses
núme
=31,1%
ros, 0 diretor do IBG-E, Jesse Montello, declarou que, contra
tagem de 28,4% de 10 anos atrás, o que significa uma re dução de mais da metade. En
riamente às “fofocas” de mui
quanto que, em 1970, 82,3% dos
tos economistas e visto global mente, o País está progredindo, pois tende nitidamente para a redução do número de pobres. Aceita aqui o argumento que,
apenas 64,4%. O maior passo para frente deram os grupos
há
da
entre 2 e 5 SM, pois de 12,7%
população ativa ganhou até um salário mínimo, dez anos mais tarde, essa parcela diminuiría
da população ativa subiu para 23,6%, 0 que significa um au mento de 10,9%, isto é, quase duplicou. Mas também o núme ro daqueles que percebem entre um a 2 SM, subiu de 21,7% pa ra 31,1%, quer dizer de 9,'4%, o que significa, em número de pessoas: em 1970 foram regis-
vinte
anos,
70,1%
para 60,6%, para, em 1980, che gar finalmente a 33,3%. Das 40.340.000 pessoas economica mente ativas, em 1980 apenas 12,5% ganharam até meio sa lário mínimo, contra a percen¬
assalariados
registraram
ECONÔMICO
157
tradas 5.632.000 pessoas com salários entre 1 a 2 SM, e em
ra- quer dizer, a moderniza ção das propriedades, principal
1980 já eram 12.528.000.
mente orientadas para a expor
Foi constatado um cresci mento estranhamente
acentua
do da distância entre ricos e pobres na esfera rural. Consi
derando-se que em 1970 a meta de da população rural pobre
Pessoas que recebem mais de (SM = salário mínimo)
1980: 630.000 1.286.000 2.920.000
DIGESTO
uma
renda entre 1/2 e 2 salários mí nimos, no ano de 1980 eram
participou ainda com 22,4% na renda proveniente da agricultu ra, esta percentagem retroce
deu em 1980 para 14,2%. Quer dizer, que esta parte da popu
lação empobreceu em cerca de um terço, enquanto que a par cela de 1% dos ricos (no total
do País) subiu de 10,5% (1970) para 29,3% (1980), ou seja os ricos do campo tiveram sua renda aumentada quase três ve zes.
Baseando-se o cálculo na
5% de ricos, fórmula dos esses incrementaram sua par
ticipação de 23,7% ra
44,9%
duplicaram-se.
buição
não
(1970) pa-
(1980),
são
ou
Nesta
seja
distri-
considerados
os dados que surgem em virtu de da agricultura para subsis tência do "pequeno produtor". O próprio IBGE esse desenvolvimento
motiva com o
progresso técnico na agricultu¬
tação.
Aqui há que se mencio
nar a enorme expansão do cultivo da soja — às custas do
café, p. ex. — que exigiu e possibilitou a motorização, o que teve por consequência não ape nas a concentração ainda maior da terra cada vez mais cara, mas também uma maximiza-
ção dos lucros na agricultura. Se se incluir ainda a dimensão dos créditos subvencionados pa
ra a agricultura, compreendese bem o encarecimento dos preços de terra que provoca ram essencialmente o desequi líbrio.
0 IBGE qualifica os dados até agora publicados expressa
mente de provisórios. Não obs tante isso, pode-se tirar conclu sões que já a curto prazo in fluenciarão a política econômi ca e social do País.
1) Em concordância com o
ex-ministro da Fazenda, Simon&en, há que se constatar que í.o campo do pobreza absoluta
as condições de vida pioraram se bem que diminuiu o número de brasileiros pertencentes a
DIGESTO
158
Dessa tabela resulta que em 1970, 20% dos mais pobres participaram ainda com 3,4% da renda global, contra apenas
2,8% em 1980, ou seja 0,6% a menos. O contrapolo, ou seja 1% dos mais ricos, aumentou
sua parte de 14,7% para 16,9%
ECONÔMICO
no ano de 1980, sendo que de 1960 a 1970 esse aumento ainda
perfizera 2,8%. Em todo caso, a situação tende a melhorar a distribuição salarial segundo
provam os dados
da seguinte
tabela:
20 SM
10-20 SM
5-10 SM
2-5 SM
1-2 SM
1/2-1 SM
até 1/2 SM
1970: 102.000
354.000
864.000
3.299.000
5.632.000
8.363.000
7.368.000
= 0,4%
= 1,3%
= 3.3%
= 12,7%
=21,7%
=32,2%
=28,4%
9.526.000 12.528.000
8.392.000
5.058.000
=20,8%
=12,5%
= 1,8%
= 3,2%
Basendo-se
= 23,8%
= 7,2%
nesses
núme
=31,1%
ros, 0 diretor do IBG-E, Jesse Montello, declarou que, contra
tagem de 28,4% de 10 anos atrás, o que significa uma re dução de mais da metade. En
riamente às “fofocas” de mui
quanto que, em 1970, 82,3% dos
tos economistas e visto global mente, o País está progredindo, pois tende nitidamente para a redução do número de pobres. Aceita aqui o argumento que,
apenas 64,4%. O maior passo para frente deram os grupos
há
da
entre 2 e 5 SM, pois de 12,7%
população ativa ganhou até um salário mínimo, dez anos mais tarde, essa parcela diminuiría
da população ativa subiu para 23,6%, 0 que significa um au mento de 10,9%, isto é, quase duplicou. Mas também o núme ro daqueles que percebem entre um a 2 SM, subiu de 21,7% pa ra 31,1%, quer dizer de 9,'4%, o que significa, em número de pessoas: em 1970 foram regis-
vinte
anos,
70,1%
para 60,6%, para, em 1980, che gar finalmente a 33,3%. Das 40.340.000 pessoas economica mente ativas, em 1980 apenas 12,5% ganharam até meio sa lário mínimo, contra a percen¬
assalariados
registraram
ECONÔMICO
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tradas 5.632.000 pessoas com salários entre 1 a 2 SM, e em
ra- quer dizer, a moderniza ção das propriedades, principal
1980 já eram 12.528.000.
mente orientadas para a expor
Foi constatado um cresci mento estranhamente
acentua
do da distância entre ricos e pobres na esfera rural. Consi
derando-se que em 1970 a meta de da população rural pobre
Pessoas que recebem mais de (SM = salário mínimo)
1980: 630.000 1.286.000 2.920.000
DIGESTO
uma
renda entre 1/2 e 2 salários mí nimos, no ano de 1980 eram
participou ainda com 22,4% na renda proveniente da agricultu ra, esta percentagem retroce
deu em 1980 para 14,2%. Quer dizer, que esta parte da popu
lação empobreceu em cerca de um terço, enquanto que a par cela de 1% dos ricos (no total
do País) subiu de 10,5% (1970) para 29,3% (1980), ou seja os ricos do campo tiveram sua renda aumentada quase três ve zes.
Baseando-se o cálculo na
5% de ricos, fórmula dos esses incrementaram sua par
ticipação de 23,7% ra
44,9%
duplicaram-se.
buição
não
(1970) pa-
(1980),
são
ou
Nesta
seja
distri-
considerados
os dados que surgem em virtu de da agricultura para subsis tência do "pequeno produtor". O próprio IBGE esse desenvolvimento
motiva com o
progresso técnico na agricultu¬
tação.
Aqui há que se mencio
nar a enorme expansão do cultivo da soja — às custas do
café, p. ex. — que exigiu e possibilitou a motorização, o que teve por consequência não ape nas a concentração ainda maior da terra cada vez mais cara, mas também uma maximiza-
ção dos lucros na agricultura. Se se incluir ainda a dimensão dos créditos subvencionados pa
ra a agricultura, compreendese bem o encarecimento dos preços de terra que provoca ram essencialmente o desequi líbrio.
0 IBGE qualifica os dados até agora publicados expressa
mente de provisórios. Não obs tante isso, pode-se tirar conclu sões que já a curto prazo in fluenciarão a política econômi ca e social do País.
1) Em concordância com o
ex-ministro da Fazenda, Simon&en, há que se constatar que í.o campo do pobreza absoluta
as condições de vida pioraram se bem que diminuiu o número de brasileiros pertencentes a
DIGESTO
138
essa faixa(’). A situação tende para a maior redução dessa po breza absoluta.
2) Em
1980,
grande
parte
ECONÔMICO
1970; 484,5 dólares, 1980; 1.750 dólares (2) opinou ele, — “começará uma boa distribui
ção real das rendas (idem. ibi
dos assalariados registrou ren
dem).
das
— Veja — fala, já hoje, de uma “gigantesca cla.sse média (3). 5) Queremos apontar algu
maiores.
3) A classe média parece ter sido favorecida na década
do Censo, pois obviamente, em consequência das migrações para as cidades, processou-se maior transferência de assala riados das classes salariais
mais baixas para as próximas superiores, inclusive de classes mais altas para as altíssimas. Sem dúvida, isso se deve tam
bém à grande pauta de ofertas no mercado de trabalho, à qual podiam responder notáveis con tingentes de pessoas com boa formação profissional. 4) O processo de concentra ção continua, mas efetuou-se mais lentamente. Jesse Montel-
lo ressalta
a
experiência
ge
ral, de que, no início de um rápido processo de desenvolvi mento, sempre se efetua uma concentração de renda. Quándo
Neste contexto a revista
mas possíveis fontes de erros que podem levar a conclusões precipitadas: a) Há que se con tar com a tendência geral dos interrogados de qualificar suas rendas mais baixas do que realmente são. b) No Censo
1980 as perguntas tiveram uma formulação bem mais diferen
ciada do que em 1970, surgindo assim o problema de como comparar as respostas. No ano de 1970 perguntou-se pela ren da mensal média, mas em
SCONÔMICO
159
de esperar que aqueles que em 1970 registraram um salário até 1 SM, em 1980 já não são os mesmos,
d)
Para avaliar, de
modo justo os resultados, é de alta importância se o atual sa lário mínimo tem o mesmo po der aquisitivo como o de 1970.
renda
de
(tal
renda
como
foi
re
inflação,
adaptar uns aos outros, os três salários
mínimos
diferentes
segundo
as
sidade Federal do Rio de Janei
ro, declara que, em compara ção com 1970, 0 salário mínimo de 1980 apresenta um poder aquisitivo reduzido em 10%o, 0 vice-presidente do IBMEC, Ins tituto Brasileiro do Mercado de
Capitais, constatou um aumento do salário mínimo de 1980
de
afirmação.
de
termo
além de ajustar os
salários à acelerada
divididos
tes
o
O alvo é,
en
ampliado, sendo apresentado aos interrogados 7 perguntas pormenorizadas, investigandose expressamente outras fon
1980
A nova política salarial, introduzida em 1979, prevê duas vezes por ano o reajuste dos salários mínimos legais (até então apenas uma vez por ano).
tre os peritos. Enquanto que o prof. João Saboia, da Univer
Eis o ponto de dissidência
14%'^>. Também o sr. Marc An tônio de Souza Aguiar, perito do IBGE e responsável pelo Censo, afirmou que o valor real à disposição dos que recebem até 2 SM é maior do que em 1970; acontece, porém, que o IBGE ainda não provou essa
e
regiões.
Serve como base do cálculo de
reajuste o índice Nacional de Preços ao Consumidor — INPC. No
período
de
novembro
de
1980 até novembro de 1981, o aumento do salário mínimo
mais alto foi de 106,1%, do mais baixo de 116,5%, quer dizer que nos graus salariais mais baixos há maior reajuste in flacionário. No mesmo perío do, a taxa inflacionária foi de 103,4% (5). Todos os
peritos parecem
ser unânimes em que política salarial não
a nova exerceu
grande influência sobre a dis
en
ceita de aluguéis, FGTS, etc.),
tribuição do produto interno. O
quadra-se também o debate em
prof. José Pastore, assessor do
c)
torno da questão, se a nova po
ministro
lítica salarial tem caráter distributivo.
Macedo, opinou que se deveria
Há
que
se
analisar
a
o Brasil atingir uma renda per
mobilidade
capita de 1.800 dólares (Brasil
de pessoas em questão, pois é
1) Jornal do Brasil, 27.9.81, pág. 36 2) Os dados divergem na vasta literatura
sobre
3) Veja, 30.9.81, pág. 118
DIGE8TO
dentro
do
círculo
Neste
4) Jornal do Brasil, a
temática
contexto
27.9.61, pág.
3S
do
Trabalho
Murillo
continuar com a atual política
5) Nachrichton für AuBenhondel (Notíolas do Comércio Elxterior), 7.12.81
DIGESTO
138
essa faixa(’). A situação tende para a maior redução dessa po breza absoluta.
2) Em
1980,
grande
parte
ECONÔMICO
1970; 484,5 dólares, 1980; 1.750 dólares (2) opinou ele, — “começará uma boa distribui
ção real das rendas (idem. ibi
dos assalariados registrou ren
dem).
das
— Veja — fala, já hoje, de uma “gigantesca cla.sse média (3). 5) Queremos apontar algu
maiores.
3) A classe média parece ter sido favorecida na década
do Censo, pois obviamente, em consequência das migrações para as cidades, processou-se maior transferência de assala riados das classes salariais
mais baixas para as próximas superiores, inclusive de classes mais altas para as altíssimas. Sem dúvida, isso se deve tam
bém à grande pauta de ofertas no mercado de trabalho, à qual podiam responder notáveis con tingentes de pessoas com boa formação profissional. 4) O processo de concentra ção continua, mas efetuou-se mais lentamente. Jesse Montel-
lo ressalta
a
experiência
ge
ral, de que, no início de um rápido processo de desenvolvi mento, sempre se efetua uma concentração de renda. Quándo
Neste contexto a revista
mas possíveis fontes de erros que podem levar a conclusões precipitadas: a) Há que se con tar com a tendência geral dos interrogados de qualificar suas rendas mais baixas do que realmente são. b) No Censo
1980 as perguntas tiveram uma formulação bem mais diferen
ciada do que em 1970, surgindo assim o problema de como comparar as respostas. No ano de 1970 perguntou-se pela ren da mensal média, mas em
SCONÔMICO
159
de esperar que aqueles que em 1970 registraram um salário até 1 SM, em 1980 já não são os mesmos,
d)
Para avaliar, de
modo justo os resultados, é de alta importância se o atual sa lário mínimo tem o mesmo po der aquisitivo como o de 1970.
renda
de
(tal
renda
como
foi
re
inflação,
adaptar uns aos outros, os três salários
mínimos
diferentes
segundo
as
sidade Federal do Rio de Janei
ro, declara que, em compara ção com 1970, 0 salário mínimo de 1980 apresenta um poder aquisitivo reduzido em 10%o, 0 vice-presidente do IBMEC, Ins tituto Brasileiro do Mercado de
Capitais, constatou um aumento do salário mínimo de 1980
de
afirmação.
de
termo
além de ajustar os
salários à acelerada
divididos
tes
o
O alvo é,
en
ampliado, sendo apresentado aos interrogados 7 perguntas pormenorizadas, investigandose expressamente outras fon
1980
A nova política salarial, introduzida em 1979, prevê duas vezes por ano o reajuste dos salários mínimos legais (até então apenas uma vez por ano).
tre os peritos. Enquanto que o prof. João Saboia, da Univer
Eis o ponto de dissidência
14%'^>. Também o sr. Marc An tônio de Souza Aguiar, perito do IBGE e responsável pelo Censo, afirmou que o valor real à disposição dos que recebem até 2 SM é maior do que em 1970; acontece, porém, que o IBGE ainda não provou essa
e
regiões.
Serve como base do cálculo de
reajuste o índice Nacional de Preços ao Consumidor — INPC. No
período
de
novembro
de
1980 até novembro de 1981, o aumento do salário mínimo
mais alto foi de 106,1%, do mais baixo de 116,5%, quer dizer que nos graus salariais mais baixos há maior reajuste in flacionário. No mesmo perío do, a taxa inflacionária foi de 103,4% (5). Todos os
peritos parecem
ser unânimes em que política salarial não
a nova exerceu
grande influência sobre a dis
en
ceita de aluguéis, FGTS, etc.),
tribuição do produto interno. O
quadra-se também o debate em
prof. José Pastore, assessor do
c)
torno da questão, se a nova po
ministro
lítica salarial tem caráter distributivo.
Macedo, opinou que se deveria
Há
que
se
analisar
a
o Brasil atingir uma renda per
mobilidade
capita de 1.800 dólares (Brasil
de pessoas em questão, pois é
1) Jornal do Brasil, 27.9.81, pág. 36 2) Os dados divergem na vasta literatura
sobre
3) Veja, 30.9.81, pág. 118
DIGE8TO
dentro
do
círculo
Neste
4) Jornal do Brasil, a
temática
contexto
27.9.61, pág.
3S
do
Trabalho
Murillo
continuar com a atual política
5) Nachrichton für AuBenhondel (Notíolas do Comércio Elxterior), 7.12.81
160
DIGESTO
salarial durante, pelo menos, 10 anos até se chegar a uma dis tribuição de renda realmente sensível para as camadas popu lacionais
menos
abastecidas.
Ressaltou que atualmente a discrepância entre a renda sa larial mais alta e a mais baixa
perfaz até 100 salários míni mos, enquanto que — se se ti ver em mente um estado ideal
— deveria registrar apenas 10
SM. Somente depois de ter per manecido 10 anos em vigor, a nova política salarial poderá surtir uma redução dessa dife rença de cerca de 50%, visto que a lei adelgaça a ponta da pirâmide, favorecendo sua ba
se. Contrariamente a essa opi nião, o ex-ministro Simonsen duvida do efeito de redistribuição da nova política salarial capaz de criar êxitos somente a curto prazo, mas não válidos
por todo um decênio, pois a alta rotação nas camadas de renda mais baixa não permitirá efei tos positivos. A discussão dos resultados
do Censo provocará grandes esforços do governo brasileiro
ECONÔMICO
no campo social. Diversas me didas, particularmente a redu ção do prazo para o usucapião de 10 para 5 anos, implicará
efeitos nó sentido da mudança da estrutura fundiária no cam
po, por todo 0 País.
O juiz de menores, Liborni Siqueira, presidente da asso ciação dos juizes de menores
do Brasil, afirmou, numa reu nião realizada em Curitiba, que dos 120 milhões de brasileiros,
40 milhões pertencem ao
“4.”
extrato social”, ou seja àqueles
CONSIfiOl ESCOU, AMPUA ESCOLA, REFORMA ESCOLA,
CONSERVAESCOLA.
que não pagam seguros sociais, que
figuram
na
clientela
da
LBA (Legião Brasileira de As sistência) e que vivem "na mi séria absoluta”.
Os resultados
do Censo permitem uma visão
mais diferenciada do problema social. Não obstante isso, é jus tificada a reivindicação de me
didas urgentes no campo social levantada pelo juiz, especial mente sua referência à necessi
É assim que os Governos Itinerante e de Integração estão fazendo escola. O programa de construção, ampliação, reforma
e conservação de escolas que o Governo de São Paulo está cumprindo é mais uma realização dos Governos Itinerante e de integração.
dade de se formar "uma cons ciência nacional” acerca das questões sociais que não serão
solucionadas sem a participa ção responsável de todos^®>.
Sao Paulo, vida nova StCRETARIA DE ESTADO
Conesp
DA EDUCAÇÃO GCWERNO BaiJLO MALUF
6) Jomal do Commerclo. 28.9.81
Cornpanhia de Coristruç^tS
Escolares do Etiado de São Paulo
160
DIGESTO
salarial durante, pelo menos, 10 anos até se chegar a uma dis tribuição de renda realmente sensível para as camadas popu lacionais
menos
abastecidas.
Ressaltou que atualmente a discrepância entre a renda sa larial mais alta e a mais baixa
perfaz até 100 salários míni mos, enquanto que — se se ti ver em mente um estado ideal
— deveria registrar apenas 10
SM. Somente depois de ter per manecido 10 anos em vigor, a nova política salarial poderá surtir uma redução dessa dife rença de cerca de 50%, visto que a lei adelgaça a ponta da pirâmide, favorecendo sua ba
se. Contrariamente a essa opi nião, o ex-ministro Simonsen duvida do efeito de redistribuição da nova política salarial capaz de criar êxitos somente a curto prazo, mas não válidos
por todo um decênio, pois a alta rotação nas camadas de renda mais baixa não permitirá efei tos positivos. A discussão dos resultados
do Censo provocará grandes esforços do governo brasileiro
ECONÔMICO
no campo social. Diversas me didas, particularmente a redu ção do prazo para o usucapião de 10 para 5 anos, implicará
efeitos nó sentido da mudança da estrutura fundiária no cam
po, por todo 0 País.
O juiz de menores, Liborni Siqueira, presidente da asso ciação dos juizes de menores
do Brasil, afirmou, numa reu nião realizada em Curitiba, que dos 120 milhões de brasileiros,
40 milhões pertencem ao
“4.”
extrato social”, ou seja àqueles
CONSIfiOl ESCOU, AMPUA ESCOLA, REFORMA ESCOLA,
CONSERVAESCOLA.
que não pagam seguros sociais, que
figuram
na
clientela
da
LBA (Legião Brasileira de As sistência) e que vivem "na mi séria absoluta”.
Os resultados
do Censo permitem uma visão
mais diferenciada do problema social. Não obstante isso, é jus tificada a reivindicação de me
didas urgentes no campo social levantada pelo juiz, especial mente sua referência à necessi
É assim que os Governos Itinerante e de Integração estão fazendo escola. O programa de construção, ampliação, reforma
e conservação de escolas que o Governo de São Paulo está cumprindo é mais uma realização dos Governos Itinerante e de integração.
dade de se formar "uma cons ciência nacional” acerca das questões sociais que não serão
solucionadas sem a participa ção responsável de todos^®>.
Sao Paulo, vida nova StCRETARIA DE ESTADO
Conesp
DA EDUCAÇÃO GCWERNO BaiJLO MALUF
6) Jomal do Commerclo. 28.9.81
Cornpanhia de Coristruç^tS
Escolares do Etiado de São Paulo