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DIGESTO ECONÔMICO, número 289, fevereiro 1982

Page 1

c 5

DIGESTO ECONOMICO

PUBLICAREMOS

PRÓXIMOS

o MUNDO DOS NEGÓCIOS NUM PANORAMA MENSAl

Publicado sob es auspícios da:

NOS

Considerações sobre

NÚMEROS

A PARTILHA DOS

Barney

EMPREGOS

Olmsted

ASSOCIAÇÃO COMERCIAL

tarifação de energia elétrica

DE SAO PAULO O

Diretor:

BRASIL DO TERCEIRO MUNDO

Eugênio

Antônio Gontijo de Carvalho

Gudin

no Brasil

1947 a 1973 Diretores:

A

EMPRESA

João de Scantímburgo Paulo Edmur de Souza Queiroz Wilfrldes Alves de Lima

Trajano

Superintendente:

DO

FUTURO

Pupo Neto

Lucas Nogueira Garcez

ESQUERDA E DIREITA J. O. de Meira Penna

Guilherme Afif Domingos O DIgesto Econômico é órgno mensal de

Informações

econômicas

e finan-

Uma exposição técnica sobre a

celras.

o

A dIrecSo não se responsabiliza pelos dados cuias fontes estejam devida mente

citadas,

emitidos

em

nem

artigos

pelos

congêneres

nacionais

PROJETO CARAJÁS Sérgio F. Quinleila

proferida no 75.° aniversário da CESP.

e

EM LOUVOR DE UMA BIOGRAFIA Josué

estrangeiras.

Montello

130,00

150,00

OS

DIREITOS Julian

Assinaturas:

HUMANOS Marias

DIGESTO ECONÔMICO

Assinatura anual ..

£S 1.400.00

SUBTERRÂNEOS Jornal

do

DE BIZÂNCIO

Ramal:

133

Cx. Postal 8.082 — Sao Paulo

Composto

e

OlARtO

DO

167/175

Impresso nas oficinas do COMERCIO.

que também conta com idênti co tempo dedicado ao Estado

dos temas dentro do Ciclo de Palestras que integra o pro

de São Paulo, cuidando da construção de suas hidrelétri

grama de

cas.

comemorações

do

15.0 aniversário de nossa CESP. Sinto-me à

vontade

nesta

casa. pois nela pasaei um terA

TRAGÉDIA Lenildo

POSITIVISTA

Tabosa

Pessoa

Departamento Comercial Rua Boa Vista, 51 — 6.® andar Tel.: 239-1333 — R.:

Agradeço o honroso convi te que recebi para expôr um

Brasil

Redaçãe e Administração; R. Boa Vista, 51, andar térreo 239-1333

presidente da Eletropaulo. O texto é de conferência

conceitos

Número avulso .... £S Número atrasado .. CS

Tel.:

importante questão. O ex-governador é

assinados.

Aceita-se intercâmbio com public-icões

J>

ANTI-ROMANTICO JOAO CAMILLO Vivaldi

Moreira

ço

dos

trinta

anos de minha

vida profissional ligada ao se tor de energia elétrica, oito co

mo presidente da CESP e dois como conselheiro, na presidên cia do colega e amigo Francis co Lima de Souza Diasi Filho.

Assim as considerações que

pretendo fazer sobre a tarifa ção da energia elétrica no Bra sil se baseiam, em grande patte, nas observações colhidas

durante minha gestão na CESP e ainda das situações que atualmente enfrento como pre sidente da Eletropaulo.


c 5

DIGESTO ECONOMICO

PUBLICAREMOS

PRÓXIMOS

o MUNDO DOS NEGÓCIOS NUM PANORAMA MENSAl

Publicado sob es auspícios da:

NOS

Considerações sobre

NÚMEROS

A PARTILHA DOS

Barney

EMPREGOS

Olmsted

ASSOCIAÇÃO COMERCIAL

tarifação de energia elétrica

DE SAO PAULO O

Diretor:

BRASIL DO TERCEIRO MUNDO

Eugênio

Antônio Gontijo de Carvalho

Gudin

no Brasil

1947 a 1973 Diretores:

A

EMPRESA

João de Scantímburgo Paulo Edmur de Souza Queiroz Wilfrldes Alves de Lima

Trajano

Superintendente:

DO

FUTURO

Pupo Neto

Lucas Nogueira Garcez

ESQUERDA E DIREITA J. O. de Meira Penna

Guilherme Afif Domingos O DIgesto Econômico é órgno mensal de

Informações

econômicas

e finan-

Uma exposição técnica sobre a

celras.

o

A dIrecSo não se responsabiliza pelos dados cuias fontes estejam devida mente

citadas,

emitidos

em

nem

artigos

pelos

congêneres

nacionais

PROJETO CARAJÁS Sérgio F. Quinleila

proferida no 75.° aniversário da CESP.

e

EM LOUVOR DE UMA BIOGRAFIA Josué

estrangeiras.

Montello

130,00

150,00

OS

DIREITOS Julian

Assinaturas:

HUMANOS Marias

DIGESTO ECONÔMICO

Assinatura anual ..

£S 1.400.00

SUBTERRÂNEOS Jornal

do

DE BIZÂNCIO

Ramal:

133

Cx. Postal 8.082 — Sao Paulo

Composto

e

OlARtO

DO

167/175

Impresso nas oficinas do COMERCIO.

que também conta com idênti co tempo dedicado ao Estado

dos temas dentro do Ciclo de Palestras que integra o pro

de São Paulo, cuidando da construção de suas hidrelétri

grama de

cas.

comemorações

do

15.0 aniversário de nossa CESP. Sinto-me à

vontade

nesta

casa. pois nela pasaei um terA

TRAGÉDIA Lenildo

POSITIVISTA

Tabosa

Pessoa

Departamento Comercial Rua Boa Vista, 51 — 6.® andar Tel.: 239-1333 — R.:

Agradeço o honroso convi te que recebi para expôr um

Brasil

Redaçãe e Administração; R. Boa Vista, 51, andar térreo 239-1333

presidente da Eletropaulo. O texto é de conferência

conceitos

Número avulso .... £S Número atrasado .. CS

Tel.:

importante questão. O ex-governador é

assinados.

Aceita-se intercâmbio com public-icões

J>

ANTI-ROMANTICO JOAO CAMILLO Vivaldi

Moreira

ço

dos

trinta

anos de minha

vida profissional ligada ao se tor de energia elétrica, oito co

mo presidente da CESP e dois como conselheiro, na presidên cia do colega e amigo Francis co Lima de Souza Diasi Filho.

Assim as considerações que

pretendo fazer sobre a tarifa ção da energia elétrica no Bra sil se baseiam, em grande patte, nas observações colhidas

durante minha gestão na CESP e ainda das situações que atualmente enfrento como pre sidente da Eletropaulo.


4

DIOE6TO

Antes, porém, de discorrer sobre o tema que me foi dado, gostaria de fazer algumas con siderações sobre a OESP e seu papel no cenário paulista e brasileiro.

A

atuação do Estado

de

São Paulo no setor de energia elétrica se deu inicialmente

através da criação de empre

sas regionalizadas por bacias hidrográficas. Ê o caso da USELPA da CHERP, da CELUSA e da COMEPA entre ou

tras. Visando a racionalização administrativa, a maximização

dos

recursos

econômicos, fi

nanceiros, técnicos e humanos, o aumento da confiabilidade, ,9 a uniformidade de planeja

mento e de comando, o Gover no do Estado criou a CESP — Centrais Elétricas de São Pau

lo, em 05/12/66.

Na ocasião a

sua potência instalada era de 605 MW, que representavam 30% da potência instalada no

ECONÔMICO

Hoje a empresa tem uma potência instalada de 8.290

MW, 16.700 km de linhas de transmissão,, e atende juntamente com sua controlada, a Companhia Paulista de Força c Luz, a 413 municípios com 1.657.000 consumidores.

de 6%

em

1967, situa-se hoje em torno de 28%, com 38 bilhões de kWh.

Eistes números, embora grandiosos, não representam fielmente o papel que a CESP deisempenhou no desenvolvimen to de São Paulo e do Brasil. Outros aspectos merecem con sideração.

A atuação da CESP é em parte responsável pela conso lidação da indústria de bens de capital, a nossa indústria de base, hoje exportando tecnolo

Estado de São Paulo e 18% da

gia e equipamento.

inisttalada ndj Brasil.

merece crédito pelo fortaleci mento da engenharia nacional, quer ligada às obras, quer aos projetos e 'à consultoria. Papel preponderante também desem penhou e desempenha a CESP no desenvolvimento e aperfei-

O

seu

sistema de trans

missão atingia 4.300 km de li

nhas. as localidades atendidas eram cerca de 209 e os seus consumidores em torno de 140.000.

seu

quadro fun

tra do qual não me considero

cional, com técnicos hoje pres

especialista,

tando sua eficients colabora ção em diversas empresas de

qual venho refletindo continuadamente, em função das respon sabilidades que tenho atual mente como presidente da Eletropaulo.

vários Estados.

Transformada

em compa

energética, a CESP vem

auxiliando o Governo na busca na

produção brasileira de energia que era

çoamento de

nhia

A participação da CESP elétrica,

5

DIGESTO ECONÔMICO

de soluções alternativas para a

energia, merecendo destaque os estudos ligados ao aprovei

1.

porém

sobre

o

Introdução Face às características pe

culiares

que

a

indústria

da

tamento da biomassa.

energia elétrica tem, o preço

Todas estas atividades vêm sendo desenvolvidas dentro de

fa, não pode ser fixado apenas de acordo com os princípios que convencionalmente regem

padrões que hoje usualmente se exigem das empresas públi cas: há uma racional explora ção dos recursos naturais ao lado de um adequado respeito

Todavia, ao longo do tem po, aumentam os desafios e tor

necessário

cada vez mais

aperfeiçoar

os mecanismos

de atuação para vencê-los.

Também

A continuidadé no proces-

so

de

expansão

as atividades econômicas.

As condições técnicas com

que os fornecimentos são feitos as responsabilidades das con

ao meio ambiente.

na-se

de seu produto, ou seja, a tari

da

empresa

exige recursos em quantidades crescentes, e na conjuntura atual uma das fontesi é a ta rifa.

Assim, passo a tratar ago ra do, assunto de minha pales-

cessionárias

variando entre os

campos social e empresarial, a possibilidade de intervenção do Estado em benefício de certas classes de consumidores, a via bilidade de se estimular ou ra

cionar o consumo, e outros condicionantes técnicos, econômi cos, financeiros, políticos e ins

titucionais, impõem que a in dústria de Energia Elétrica se

enquadre no regime de monopó lio, regulamentado por legis lação específica.


4

DIOE6TO ECONÔIVIICO

Antes, porém, de discorrer

sobre o tema que me foi dado, gostaria de fazer algumas con siderações sobre a OESP e seu papel no cenário paulista e brasileiro.

A

MW, 16.700 km de linhas de

transmissão, e atende junta mente com sua controlada, a

Companhia Paulista de Força

atuação do Estado

de

São Paulo no setor de energia elétrica

Hoje a empresa tem uma potência instalada de 8.290

se

deu

inicialmente

através da criação de empre sas regionalizadas por bacias hidrográficas. É o caso da

USELPA. da CHERP, da CELUSA e da COMEPA entre ou tras. Visando a racionalização

administrativa, a maximização dos recursos econômicos, fi

c

Luz, a 413 municípios

1.657.000 consumidores.

que era

de 6%

1967, situa-se hoje em torno de

28%, com 38 bilhões de kWh. Eístes

números, embora grandiosos, não representam

fielmente o papel que a CESP nanceiros, técnicos e humanos, desempenhou no desenvolvimen

0 aumento da confiabilidade, e a uniformidade de planeja mento e de comando, o Gover

no do Estado criou a CESP — Centrais Elétricas de São Pau

lo. em 05/12/66. Na ocasião a siía potência instalada era de 605 MW, que representavam

to de São Paulo e do Brasil. Outros aspectos merecem con sideração.

colabora

ção em diversas empresas de vários Estados.

Transformada em compa-

energética, a CESP vem

auxiliando o Governo na busca

de soluções alternativas para a

energia, merecendo

destaque

os estudos ligados ao aprovei tamento da biomassa. Todas estas atividades vêm sendo desenvolvidas dentro de

padrões que hoje usualmente se exigem das empresas públi cas: há uma racional explora ção dos recursos naturais ao lado de um adequado respeito

parte responsável pela conso indústria de bens

Todavia, ao longo do tem po, aumentam os desafios e tor na-se

necessário

aperfeiçoar

nhas. as localidades atendidas

de capital, a nossa indústria de base, hoje exportando tecnolo gia e equipamento. Também msrece crédito pelo fortaleci mento da engenharia nacional, quer ligada às obras, quer aos projetos e 'à consultoria. Papel preponderante também desem

atual uma das fontes' é a ta rifa.

140.000.

penhou e desempenha a CESP no desenvolvimento e aperfei-

Assim, passo a tratar ago ra do assunto de minha pales-

30% da potência instalada no Estado de São Paulo e 18% da

insttalada nc^ Brasil. O seu

sistema de trans

missão atingia 4.300 km de li eram cerca de 209 e os seus consumidores em torno de

cada vez

mais

oò

mecanismos

de atuação para vencê-los.

A continuidadé no proces so de expansão da empresa exige recursos em quantidades crescentes,

e

na

tra do qual não me considero

especialista, porém sobre o qual venho refletindo continuadamente, em função das respon sabilidades que tenho atual mente como presidente da Eletropaulo. 1.

introdução Face às características pe

culiares que a indústria da energia elétrica tem, o preço

de seu produto, ou seja, a tari fa, não pode ser fixado apenas de acordo com os princípios que convencionalmente regem as atividades econômicas.

As condições técnicas com

que os fornecimentos são feitos as responsabilidades das con

ao meio ambiente.

A atuação da CESP é em lidação da

tando sua eficiente

nhia

em

5

ECONÔMICO

çoamento de seu quadro fun cional, com técnicos hoje pres

com

A participação da CESP na produção brasileira de energia elétrica,

DIGESTO

conjuntura

cessionárias variando entre os

campos social e empresarial, a possibilidade de intervenção do Estado em benefício de certas classes de consumidores, a via bilidade de se estimular ou ra

cionar o consumo, e outros condlclonantes técnicos, econômi

cos, financeiros, políticos e ins

titucionais, impõem que a in dústria de Energia Elétrica se

enquadre no regime de monopó lio, regulamentado por legis lação específica.


e

DIGESTO ECONÔMICO

A Constituição da Repúbli-

2.

DIGESTO

Fundamentos Ilegais do

Sem distinção entre consumi

ca Federativa do Brasil no Tí¬

processo tarifário —

dores dentro da mesma classi

tulo in, DA ORDEM ECONÔ

evolução

ficação e nas mesmas condi ções de serviço.

MICA E SOCIAL estabelece:

A análise dos principais do cumentos que tratam e regula

“Art. 167 — A lei disporá sobre o regime das empresas concessionárias de serviços pú blicos federais, estaduais e mu nicipais, estabelecendo: I obrigação de manter serviço adequado;

por outro lado, observar perío-

II — tarifas que permitam

dos bem distintos, o que ficará

a justa remuneração do capital, 0 melhoramento e a expan são dos serviços e assegurem 0 equilíbrio econômico-financei-

ro do contrato; e, III — fiscalização

perma

nente e revisão periódica das tarifas, ainda que estipuladas em contrato anterior”.

A fixação das tarifas para 0 setor de energia elétrica está

regulamentada

por

mentam a fixação das tarifas

é de suma importância para

economia estabilizada.

política

Com 0 passar dos anos, ugravando-se o processo infla cionário, esta politica tendia a

permitindo

claro ao final deste item. Dentre tais documentos destacam-se:

2.1./Código de Aguas — Decreto n.o 24.643 de 10/07/34 Neste decreto está incluí do, quanto à fiscalização dos serviços, o tríplice objetivo de: — assegurar

o

serviço

adequado; — fixar tarifas razoáveis; e,

legislação . — garantir a estabilidade

especial, fundamentada e estru

turada no CÓDIGO DE ÁGUAS,

financeira das empresas.

Segundo o Artigo 180, as

estabelecido pelo Decreto n.o .. 24.643 de 10 de julho de 1934 e

tarifas

na legislação subsequente pro mulgada pelo Poder Conceden-

— Sob a forma de SERVIÇO PELO CUSTO;

te.

Verifica-se, portanto, que a intervenção do Governo no pro cesso tarifário deu-se em 1934

quando foi instituída a forma de SERVIÇO PELO CUSTO.

Os critérios de serviço pelo

custo, revisão trienal e avalia ção pelo custo histórico pressu punham a existência de uma

a compreensão da evolução da

tarifária

razoáveis seriam fixa

das trienalmente.

7

ECONÔMICO

de energia elétrica, o que permitiu a uniformização da contabilidade das empresas concessionárias,

com todas

as

vantagens que lhe são ineren tes.

2.4.

Decreto n.o 41.019 de

26/02/57

Este

decreto,

que regula

mentou de modo abrangente os

serviços de energia elétrica, é marco fundamental no processo

trazer prejuizos de vulto para

de atuação do Governo do se-

as empresas, impedindo-as in

tor.

clusive de executar as obras necessárias ao atendimento de

ne

seu

trica, define as competências e

mercado

de

responsabili*

dade, em constante expansão.

2.2.

Decreto-lei n.o 3.128, de 19/03/41 Tratando

do

tombamento

dos bens das empresas de ele tricidade, representou um passo

decisivo pra a efetiva regula mentação dos serviços, pois permitiu que se dispusesse de informações acerca dos inves timentos das concessionárias, além de fixar em 10% ao ano a remuneração do investimen-

-- Considerando o custo

to.

histórico (capital ~ depreciação); — Considerando a justa

2.3. Decreto n.o 28.545 de

24/08/50

remuneração do

Através deste documento ficou estabelecida a classifica

capital; e,

ção de contas para as empresas

O mesmo conceitua e defios

serviços de energia elé-

responsabilidades e dispõe so bre os diversos aspectos ine rentes à

situação

econômico

financeira das empresas.

Em seu Artigo 119, o De creto prescreve que “o regime legal e regulamentar de explo ração dos serviços de energia elétrica tenha por objetivos: a) assegurar um serviço tecni camente adequado às neces sidade? do País e dos consu midores;

b) estabelecer tarifas razoá veis para sua remuneração; e.

c) garantir a estabilidade eco nômica e financeira das em

presas”.


e

DIGESTO ECONÔMICO

A Constituição da Repúbli-

2.

DIGESTO

Fundamentos Ilegais do

Sem distinção entre consumi

ca Federativa do Brasil no Tí¬

processo tarifário —

dores dentro da mesma classi

tulo in, DA ORDEM ECONÔ

evolução

ficação e nas mesmas condi ções de serviço.

MICA E SOCIAL estabelece:

A análise dos principais do cumentos que tratam e regula

“Art. 167 — A lei disporá sobre o regime das empresas concessionárias de serviços pú blicos federais, estaduais e mu nicipais, estabelecendo: I obrigação de manter serviço adequado;

por outro lado, observar perío-

II — tarifas que permitam

dos bem distintos, o que ficará

a justa remuneração do capital, 0 melhoramento e a expan são dos serviços e assegurem 0 equilíbrio econômico-financei-

ro do contrato; e, III — fiscalização

perma

nente e revisão periódica das tarifas, ainda que estipuladas em contrato anterior”.

A fixação das tarifas para 0 setor de energia elétrica está

regulamentada

por

mentam a fixação das tarifas

é de suma importância para

economia estabilizada.

política

Com 0 passar dos anos, ugravando-se o processo infla cionário, esta politica tendia a

permitindo

claro ao final deste item. Dentre tais documentos destacam-se:

2.1./Código de Aguas — Decreto n.o 24.643 de 10/07/34 Neste decreto está incluí do, quanto à fiscalização dos serviços, o tríplice objetivo de: — assegurar

o

serviço

adequado; — fixar tarifas razoáveis; e,

legislação . — garantir a estabilidade

especial, fundamentada e estru

turada no CÓDIGO DE ÁGUAS,

financeira das empresas.

Segundo o Artigo 180, as

estabelecido pelo Decreto n.o .. 24.643 de 10 de julho de 1934 e

tarifas

na legislação subsequente pro mulgada pelo Poder Conceden-

— Sob a forma de SERVIÇO PELO CUSTO;

te.

Verifica-se, portanto, que a intervenção do Governo no pro cesso tarifário deu-se em 1934

quando foi instituída a forma de SERVIÇO PELO CUSTO.

Os critérios de serviço pelo

custo, revisão trienal e avalia ção pelo custo histórico pressu punham a existência de uma

a compreensão da evolução da

tarifária

razoáveis seriam fixa

das trienalmente.

7

ECONÔMICO

de energia elétrica, o que permitiu a uniformização da contabilidade das empresas concessionárias,

com todas

as

vantagens que lhe são ineren tes.

2.4.

Decreto n.o 41.019 de

26/02/57

Este

decreto,

que regula

mentou de modo abrangente os

serviços de energia elétrica, é marco fundamental no processo

trazer prejuizos de vulto para

de atuação do Governo do se-

as empresas, impedindo-as in

tor.

clusive de executar as obras necessárias ao atendimento de

ne

seu

trica, define as competências e

mercado

de

responsabili*

dade, em constante expansão.

2.2.

Decreto-lei n.o 3.128, de 19/03/41 Tratando

do

tombamento

dos bens das empresas de ele tricidade, representou um passo

decisivo pra a efetiva regula mentação dos serviços, pois permitiu que se dispusesse de informações acerca dos inves timentos das concessionárias, além de fixar em 10% ao ano a remuneração do investimen-

-- Considerando o custo

to.

histórico (capital ~ depreciação); — Considerando a justa

2.3. Decreto n.o 28.545 de

24/08/50

remuneração do

Através deste documento ficou estabelecida a classifica

capital; e,

ção de contas para as empresas

O mesmo conceitua e defios

serviços de energia elé-

responsabilidades e dispõe so bre os diversos aspectos ine rentes à

situação

econômico

financeira das empresas.

Em seu Artigo 119, o De creto prescreve que “o regime legal e regulamentar de explo ração dos serviços de energia elétrica tenha por objetivos: a) assegurar um serviço tecni camente adequado às neces sidade? do País e dos consu midores;

b) estabelecer tarifas razoá veis para sua remuneração; e.

c) garantir a estabilidade eco nômica e financeira das em

presas”.


DIGESTO

8

No tocante à remuneração do investimento, ratificou em 10% a sua taxa para eícito de

ECONÔMICO

Quanto a esias, definiu os componentes do custo de ser

rio de custo histqrico, viável em regime de estabilidade eco nômica, ocasionou uma situa ção delicada para as empresas e motivou uma profunda inter venção do Governo em 1964

viço, compreendendo:

no que se denominou “Política

cálculo das tarifas.

— despesas de exploração — quota de depreciação — quota áê amortização ou de reversão

— remuneração

do investi

mento

— diferença de câmbi. > Através deste decreto foi in

troduzido também o conceito de excesso ou insuficiência de lu

cros

em relação à remunera

ção do investimento, para efei to de compensação posterior. 2.5. Lei n.o 3.470 de 28/11/58 Esta Lei, ao alterar a legis lação do Imposto de Renda, in troduziu a correção do regis tro contábil do valor dos bens

do ativo imobilizado,

a cada

Tarifária

Realista”.

bom serviço ao consumidor, à defesa do patrimônio das

em

presas concessionárias, proces sando-se através dos Decretos

n.o 54.936, 54.937 e 54.938, de 04/11/64, 0 primeiro deles autorizando as empresas a efe tuarem a correção do ativo imobilizado, o segundo crian do “Comissões de Tombamento” com a finalidade de identi

ficar os bens que integram

dois anos, por coeficientes de terminados pelo Conselho Na

fas e investimentos.

cional de Ekonomia.

de 17/05/68. Estabeleceu as normas

Todavia, mesmo garantindo uma taxa razoável de remune

ração do capital (10%), e mes mo introduzindo

modificações

destinadas a garantir uma ade quada prestação do serviço pú blico, a manutenção do crité¬

a

propriedade em função do serviço e 0 terceiro modificando disposições de documentos anteriores relativamente a tari

Decreto

n.o

62.724 ge-

rais de tarifação para as empresas concessionárias r^ar■ _

findo 0 custo do serviço paira

cada grupo de consumidores. Agrupou os consumidores em;

— GRUPO A — consumi

dores ligados em tensão igual ou superior a 2.300 V.

— quota de depreciação — custo

da

demanda

comprada

— GRUPO B — consumi

- saldo da conta de

dores ligados em tensão infe

resultados a compensar

rior a 2.300 V. Por este decreto ficou es

ficou

tabelecido que 0 custo do ser

Esta intervenção se deu visando, além da prestação de

2.6.

9

DIGESTO ECONÔMICO

viço do fornecimento de ener gia elétrica seria repartido en tre as componentes de deman da e de consumo, de modo que cada grupo ou subgrupo respondesse pela fração que lhe coubesse. Aos consumidores do Gru

po A determinou a fixação de tarifas binômias deixando

as

monômias, referentes apenas ao consumo de energia, para 0 Grupo B. A disponibilidade perma

nente de potência, requerida por certos consumidores, prin cipalmente os de alta tensão e grande consumo, justifica a tarifa binômia, pois a este for necimento existem custos as sociados de certo vulto. Estabeleceu também o de

creto que

a componente

de

demanda

deveria

as

parcelas de custo

cobrar

do serviço

relativas a:

— remuneração legal — quota de reversão

À componente de consumo reservada

a cobertura

das despesas de exploração dos impostos e taxas. 2.7.

e

Lei n.o 5.655 de

20/05/71

Dispôs que a remuneração legal do investimento das con cessionárias seria de 10% a 12%, a critério do poder concedente.

Dispõe ainda o documento sobre a Reserva Global de Re versão, a ser movimentada

pela Eletrobrás. 2.8.

Decreto-lei

n.o

1.383

de 26/12/74 Foi criada a Reserva Glo

bal de Garantia, sendo os re cursos que a constituem desti nados a garantir o equilibrio econômico-financeiro das cessões.

con

Determinou que a garantia do equilíbrio econômico e fi nanceiro das empresas deve ser considerada sob os seguin tes aspectos: — viabilidade econômica dos investimentos em relação

ao respectivo mercado;


DIGESTO

8

No tocante à remuneração do investimento, ratificou em 10% a sua taxa para eícito de

ECONÔMICO

Quanto a esias, definiu os componentes do custo de ser

rio de custo histqrico, viável em regime de estabilidade eco nômica, ocasionou uma situa ção delicada para as empresas e motivou uma profunda inter venção do Governo em 1964

viço, compreendendo:

no que se denominou “Política

cálculo das tarifas.

— despesas de exploração — quota de depreciação — quota áê amortização ou de reversão

— remuneração

do investi

mento

— diferença de câmbi. > Através deste decreto foi in

troduzido também o conceito de excesso ou insuficiência de lu

cros

em relação à remunera

ção do investimento, para efei to de compensação posterior. 2.5. Lei n.o 3.470 de 28/11/58 Esta Lei, ao alterar a legis lação do Imposto de Renda, in troduziu a correção do regis tro contábil do valor dos bens

do ativo imobilizado,

a cada

Tarifária

Realista”.

bom serviço ao consumidor, à defesa do patrimônio das

em

presas concessionárias, proces sando-se através dos Decretos

n.o 54.936, 54.937 e 54.938, de 04/11/64, 0 primeiro deles autorizando as empresas a efe tuarem a correção do ativo imobilizado, o segundo crian do “Comissões de Tombamento” com a finalidade de identi

ficar os bens que integram

dois anos, por coeficientes de terminados pelo Conselho Na

fas e investimentos.

cional de Ekonomia.

de 17/05/68. Estabeleceu as normas

Todavia, mesmo garantindo uma taxa razoável de remune

ração do capital (10%), e mes mo introduzindo

modificações

destinadas a garantir uma ade quada prestação do serviço pú blico, a manutenção do crité¬

a

propriedade em função do serviço e 0 terceiro modificando disposições de documentos anteriores relativamente a tari

Decreto

n.o

62.724 ge-

rais de tarifação para as empresas concessionárias r^ar■ _

findo 0 custo do serviço paira

cada grupo de consumidores. Agrupou os consumidores em;

— GRUPO A — consumi

dores ligados em tensão igual ou superior a 2.300 V.

— quota de depreciação — custo

da

demanda

comprada

— GRUPO B — consumi

- saldo da conta de

dores ligados em tensão infe

resultados a compensar

rior a 2.300 V. Por este decreto ficou es

ficou

tabelecido que 0 custo do ser

Esta intervenção se deu visando, além da prestação de

2.6.

9

DIGESTO ECONÔMICO

viço do fornecimento de ener gia elétrica seria repartido en tre as componentes de deman da e de consumo, de modo que cada grupo ou subgrupo respondesse pela fração que lhe coubesse. Aos consumidores do Gru

po A determinou a fixação de tarifas binômias deixando

as

monômias, referentes apenas ao consumo de energia, para 0 Grupo B. A disponibilidade perma

nente de potência, requerida por certos consumidores, prin cipalmente os de alta tensão e grande consumo, justifica a tarifa binômia, pois a este for necimento existem custos as sociados de certo vulto. Estabeleceu também o de

creto que

a componente

de

demanda

deveria

as

parcelas de custo

cobrar

do serviço

relativas a:

— remuneração legal — quota de reversão

À componente de consumo reservada

a cobertura

das despesas de exploração dos impostos e taxas. 2.7.

e

Lei n.o 5.655 de

20/05/71

Dispôs que a remuneração legal do investimento das con cessionárias seria de 10% a 12%, a critério do poder concedente.

Dispõe ainda o documento sobre a Reserva Global de Re versão, a ser movimentada

pela Eletrobrás. 2.8.

Decreto-lei

n.o

1.383

de 26/12/74 Foi criada a Reserva Glo

bal de Garantia, sendo os re cursos que a constituem desti nados a garantir o equilibrio econômico-financeiro das cessões.

con

Determinou que a garantia do equilíbrio econômico e fi nanceiro das empresas deve ser considerada sob os seguin tes aspectos: — viabilidade econômica dos investimentos em relação

ao respectivo mercado;


10

DIGE8TO

— aumento da produtivi dade, pela redução gradual das despesas de exploração em proporção à receita tarifái‘ia;

— estabilidade financeira dos concessionários;

aspectos

ECONÔMICO

DIGESTO

11

ECONÔMICO

econômico-financei-

ros e de controle, com intro dução da correção monetária como forma de preservar o pa

<

trimônio das empresas e pos sibilitar a sua adequada ope-

cc

<

a

< IlO

U o

raçao.

<

O

N

N

<

Q

cc 3 O LW

a

— progressiva equalização tarifária em nacional.

todo

o

território

As empresas integradas nos planos de aplicação dos recursos da Reserva Global de Garantia, tiveram a remuneração legal do investimento li mitada em 10%.

2.9. Decreto n.o 82.962 de 29/12/78 Estabeleceu o novo Plano

de Contas do Setor de Energia Elétrica, adequando a contabi

lidade das empresas às legis lações comercial e fiscal. Em resumo podemos dis tinguir três períodos distintos quanto à política tarifária: - 1934/1964

marcado

pela intensa regulamentação dos serviços de energia elétri ca, com instituição do regime de serviço pelo custo e regula mentação do processo de tarifação. marcado - 1964/1974 pela intervenção do Estado nos

— 1974/? — que representa o advento da política nacional

M

de equalização tarifária, apli cada a partir de 1975. 3. A Estrutura Tarifária Atual — A Equalização Tarifária Até 1974. as tarifas eram definidas com base nas estru turas de custos das concessio

nárias de energia elétrica, alocando-se o custo do serviço entre as compoenteS de de manda de potência e de con sumo de energia.

Aceitava*se, então, que fos sem transferidos custos de um grupo para outro, o que permi tia às concessionárias adequa rem seus interesses entre

cc

il

Ns

lU

O

o

V)

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10 <

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O

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os

governamentais e os empresa riais, porém, impedia-se a dis criminação entre consumido res de mesma classe.

Em resumo, as tarifas eram fixadas de acordo com o

fluxograma indicado na Figu ra 1.

<1

q: <

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UJ

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10

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— aumento da produtivi dade, pela redução gradual das despesas de exploração em proporção à receita tarifái‘ia;

— estabilidade financeira dos concessionários;

aspectos

ECONÔMICO

DIGESTO

11

ECONÔMICO

econômico-financei-

ros e de controle, com intro dução da correção monetária como forma de preservar o pa

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— progressiva equalização tarifária em nacional.

todo

o

território

As empresas integradas nos planos de aplicação dos recursos da Reserva Global de Garantia, tiveram a remuneração legal do investimento li mitada em 10%.

2.9. Decreto n.o 82.962 de 29/12/78 Estabeleceu o novo Plano

de Contas do Setor de Energia Elétrica, adequando a contabi

lidade das empresas às legis lações comercial e fiscal. Em resumo podemos dis tinguir três períodos distintos quanto à política tarifária: - 1934/1964

marcado

pela intensa regulamentação dos serviços de energia elétri ca, com instituição do regime de serviço pelo custo e regula mentação do processo de tarifação. marcado - 1964/1974 pela intervenção do Estado nos

— 1974/? — que representa o advento da política nacional

M

de equalização tarifária, apli cada a partir de 1975. 3. A Estrutura Tarifária Atual — A Equalização Tarifária Até 1974. as tarifas eram definidas com base nas estru turas de custos das concessio

nárias de energia elétrica, alocando-se o custo do serviço entre as compoenteS de de manda de potência e de con sumo de energia.

Aceitava*se, então, que fos sem transferidos custos de um grupo para outro, o que permi tia às concessionárias adequa rem seus interesses entre

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Em resumo, as tarifas eram fixadas de acordo com o

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16

DiaBSTO

Eletrobrás, incide hoje ape nas sobre a parcela de energia dos

consumidores

ECONÔMICO

Todavia, em termos quan titativos, a título de exemplo, no Quadro 4 .estSo transcritos

industriais

de mais de 2.000 kWh/mês.

dados de

elaborados

Trabalho

por

Grupo

DNAEE, que mostram ser o lÜEE responsável por cerca de

custo,

35% da fatura

aplicação temporária (prevista até final de 83), tempo de carêncià definido, e rende juros e correção monetária. DE

QUADRO 5

RECOLHIMENTOS FISCAIS Ã AREA FEDERAL

Cr?

mensal de um

consumidor comercial, (classe

A PREÇOS DE JUNHO/81 - DEFLATOR "ORTN

ESTA

mesma fatura. CESP

A

1

kW

DE

DUAIS

PAUIO

DE

SAO

ESTA BRASIL

ÚNICO

DUAIS/ BRASIL

(%)

7.688

19.010

108.082

134.780

310.482

43

7.994

17.492

78.454

103.940

232.089

45

15.682

36.502

186.536

238.720

542.571

44

ENERGIA TOTAL

kw

ELEITO

PAULO

(1972/1981)

1

CPFL

DEMANDA

IMPOSTO DEMANDA

10^

A4), sendo a parcela de de manda responsável por 34% da

QUADRO FATURA MENSAL

17

as empresas do Estado de São Paulo foram responsáveis por cerca de 44% do total de recursos que o Brasil recolheu, con forme indicado no Quadro 5.

Eletrobrás-

Embora represente para o industrial um componente de

este recolhimento tem

DIGESTO ECONÔMICO

TARIFA

I.U.E.E,

EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO

(1972/1981) FATURA

CR? / mês

856,00

764,00

899,52

2.519,52

%

33,97

30,32

35,71

100

TOTAL

FONTE:

CESP

Também vale citar recente FATURA

SEM

i.u:e.e.

856,00

764,00

1.620,00

52,84

47,16

100

Portaria DNAEE nÇ* 053 de 25/06/81 - Tarifas de Forrvocimentos.

Portaria DNAFE n<? 054' de 25/06/81 - Tarifa Fiscal

Ck)m relação aos recolhimentos efetuados a título de Im

posto Único e Empréstimo Compulsório no período 1972/1981,

com uma incidência de

5%. Este valor, no caso brasi

Tarifas da Diretoria de Gestão

Eletrobrás,

leiro, é atenuado pela isenção de impostos aos consumidores

“Comparação Internacional de

industriais cujo consumo é su

Tarifas de Energia Elétrica”,

perior a 2.000 kWh/mês e que recoihem apenas o Emprésti

Empresarial

da

em que se constatou que o Bra FONTES:

landa

trabalho do Departamento de

sil possui a carga tributária mais elevada dos países anali sados, alcançando 30% do va lor da tarifa, situando-se no

mo Compulsório.

dência fiscal para os países

extremo oposto o Japão e a Ir-

analisados.

O Quadro 6, transcrito do

citado relatório, indica a inci


16

DiaBSTO

Eletrobrás, incide hoje ape nas sobre a parcela de energia dos

consumidores

ECONÔMICO

Todavia, em termos quan titativos, a título de exemplo, no Quadro 4 .estSo transcritos

industriais

de mais de 2.000 kWh/mês.

dados de

elaborados

Trabalho

por

Grupo

DNAEE, que mostram ser o lÜEE responsável por cerca de

custo,

35% da fatura

aplicação temporária (prevista até final de 83), tempo de carêncià definido, e rende juros e correção monetária. DE

QUADRO 5

RECOLHIMENTOS FISCAIS Ã AREA FEDERAL

Cr?

mensal de um

consumidor comercial, (classe

A PREÇOS DE JUNHO/81 - DEFLATOR "ORTN

ESTA

mesma fatura. CESP

A

1

kW

DE

DUAIS

PAUIO

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ÚNICO

DUAIS/ BRASIL

(%)

7.688

19.010

108.082

134.780

310.482

43

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17.492

78.454

103.940

232.089

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15.682

36.502

186.536

238.720

542.571

44

ENERGIA TOTAL

kw

ELEITO

PAULO

(1972/1981)

1

CPFL

DEMANDA

IMPOSTO DEMANDA

10^

A4), sendo a parcela de de manda responsável por 34% da

QUADRO FATURA MENSAL

17

as empresas do Estado de São Paulo foram responsáveis por cerca de 44% do total de recursos que o Brasil recolheu, con forme indicado no Quadro 5.

Eletrobrás-

Embora represente para o industrial um componente de

este recolhimento tem

DIGESTO ECONÔMICO

TARIFA

I.U.E.E,

EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO

(1972/1981) FATURA

CR? / mês

856,00

764,00

899,52

2.519,52

%

33,97

30,32

35,71

100

TOTAL

FONTE:

CESP

Também vale citar recente FATURA

SEM

i.u:e.e.

856,00

764,00

1.620,00

52,84

47,16

100

Portaria DNAEE nÇ* 053 de 25/06/81 - Tarifas de Forrvocimentos.

Portaria DNAFE n<? 054' de 25/06/81 - Tarifa Fiscal

Ck)m relação aos recolhimentos efetuados a título de Im

posto Único e Empréstimo Compulsório no período 1972/1981,

com uma incidência de

5%. Este valor, no caso brasi

Tarifas da Diretoria de Gestão

Eletrobrás,

leiro, é atenuado pela isenção de impostos aos consumidores

“Comparação Internacional de

industriais cujo consumo é su

Tarifas de Energia Elétrica”,

perior a 2.000 kWh/mês e que recoihem apenas o Emprésti

Empresarial

da

em que se constatou que o Bra FONTES:

landa

trabalho do Departamento de

sil possui a carga tributária mais elevada dos países anali sados, alcançando 30% do va lor da tarifa, situando-se no

mo Compulsório.

dência fiscal para os países

extremo oposto o Japão e a Ir-

analisados.

O Quadro 6, transcrito do

citado relatório, indica a inci


QUADRO

INCIDÊNCIA

6

5. PAÍS

TRIBUTAÇÃO MÉDIA (EM %)

30

BRASIL

19

DIGESTO ECONÔMICO

FISCAL

Estrutura

Custos

As etapas de tarifação exi-

Tarifária —

gera:

Marginais

A Eletrobrás

e o DNAEE

vêm desenvolvendo, desde 1977, estudos visando à implantação no Brasil do sistema tarifário baseado na teoria dos custos

CANADÃ

8

MÉXICO

10

marginais, aproveitando a ex periência

da

Electricité

de

Prance, que funciona como con sultora.

ARGENTINA

URUGÜAI

25

10

estruturados

de

forma

22

IRLANDA

5

— diferentes categorias de consumidores; — cada estação do ano; cada hora do dia;

ÃÜSTRIA

13

— cada nível de tensão; e,

SUÉCIA

15

ISRAEL

12

2)

ELErRDBRÃ.9-DGíyDepárt:ainento de Tarifas - DEFA.

Pesquisa Intemaciõnal de Tarifas de Energia Elétrica realizada pelo DETA,

— definição das curvas de — determinação das tarifas

de referência.

Assim, vê-se que a existên

consumo, diversidade hidrológica, utilização de usinas tér

sões continentais do País re comenda uma certa prudência na abordagem da questão.

— regiões geográficas, etc.

Torna-se necessário um es

É necessário, porém, que al

tudo aprofundado sobre a caracterização da demanda, ini

gumas etapas sejam definidas de forma adequada, a fim de possibilitar a definição corre

ta dos custos marginais, pois 1)

ção;

micas no sistema, e as dimen

FRANÇA

FONTE:

ração, transmissão e distribui

cia de fatores como diversida de de consumo, elasticidade de

17

5

— determinação dos custos

marginais de expansão de ge

a se proceder às tarifações di versificadas para:

ALEMANHA FEDERAL

JAPÃO

rador;

carga horária e sazonais; ê,

A aplicação desta sistemá tica permitiría que os custos fôssem

— análise do mercado consumidor; — otimização do sistema ge¬

0 período considerado necessá rio à sua aplicação varia de 5 a 10 anos e exige uma econo mia razoavelmente estável, com preços constantes ao lon go do tempo.

cluindo-se

nele a maior

cisão nas previsões

e

um

preco-

nhecimento mais detalhado das curvas

de carga tanto dos con-

sumidores quanto da empresa.

No campo industrial devem

ser investigadas

a tecnologia

existente e a viabilidade produção

de novos

de

tipos de


QUADRO

INCIDÊNCIA

6

5. PAÍS

TRIBUTAÇÃO MÉDIA (EM %)

30

BRASIL

19

DIGESTO ECONÔMICO

FISCAL

Estrutura

Custos

As etapas de tarifação exi-

Tarifária —

gera:

Marginais

A Eletrobrás

e o DNAEE

vêm desenvolvendo, desde 1977, estudos visando à implantação no Brasil do sistema tarifário baseado na teoria dos custos

CANADÃ

8

MÉXICO

10

marginais, aproveitando a ex periência

da

Electricité

de

Prance, que funciona como con sultora.

ARGENTINA

URUGÜAI

25

10

estruturados

de

forma

22

IRLANDA

5

— diferentes categorias de consumidores; — cada estação do ano; cada hora do dia;

ÃÜSTRIA

13

— cada nível de tensão; e,

SUÉCIA

15

ISRAEL

12

2)

ELErRDBRÃ.9-DGíyDepárt:ainento de Tarifas - DEFA.

Pesquisa Intemaciõnal de Tarifas de Energia Elétrica realizada pelo DETA,

— definição das curvas de — determinação das tarifas

de referência.

Assim, vê-se que a existên

consumo, diversidade hidrológica, utilização de usinas tér

sões continentais do País re comenda uma certa prudência na abordagem da questão.

— regiões geográficas, etc.

Torna-se necessário um es

É necessário, porém, que al

tudo aprofundado sobre a caracterização da demanda, ini

gumas etapas sejam definidas de forma adequada, a fim de possibilitar a definição corre

ta dos custos marginais, pois 1)

ção;

micas no sistema, e as dimen

FRANÇA

FONTE:

ração, transmissão e distribui

cia de fatores como diversida de de consumo, elasticidade de

17

5

— determinação dos custos

marginais de expansão de ge

a se proceder às tarifações di versificadas para:

ALEMANHA FEDERAL

JAPÃO

rador;

carga horária e sazonais; ê,

A aplicação desta sistemá tica permitiría que os custos fôssem

— análise do mercado consumidor; — otimização do sistema ge¬

0 período considerado necessá rio à sua aplicação varia de 5 a 10 anos e exige uma econo mia razoavelmente estável, com preços constantes ao lon go do tempo.

cluindo-se

nele a maior

cisão nas previsões

e

um

preco-

nhecimento mais detalhado das curvas

de carga tanto dos con-

sumidores quanto da empresa.

No campo industrial devem

ser investigadas

a tecnologia

existente e a viabilidade produção

de novos

de

tipos de


DIGESTO

20

medidores

que a sistemática

exige. Também

tornam

fundamental

os estudos

se

de custos

marginais de produção, trans missão e distribuição, o que exigirá maior cuidado na orçamentação, e na consideração de indicadores nanceiros.

económico-fi-

Finalmente não podem ser relevados os aspectos comer ciais, institucionais e legais que envolvem a questão verifican do-se assim que tal sistemáti ca não poderá ser implantada a cui'to prazo.

Essas considerações feitas sobre a tarifação da energia no

abrangentes,

Brasil, embora não esgotam -)

assunto, ao contrário, apontam certos ângulos da política ta rifária em vigor, que merecem uma revisão criteriosa e com

patível com 0 estágio de de senvolvimento em que se en contra

0

setor

nível de contingências, porém suficientemente estruturado pa ra

evitar o casuísmo

se

nas

decisões.

elétrico

brasi

Torna-se imperioso um ade quado planejamento tarifário,

flexível, para absorver

certo

Este

novo

quadro fez

com

que a remuneração média das empresas brasileiras, anteriormeníe prevista como de 8% caísse para 6,5%, o mesmo per

se aprofundem os estudos so bre 0 comportamento do mer cado face à situação econômi ca atravessada pelo Pais, prin cipalmente com relação ao se tor

via tarifa, o Poder Conceden te

zados com percentuais de 17%

do, muito abaixo da legalmente

20%, 23% e 23%. Situações como esta exigem, de um lado, uma pronta ação

permitida e que

xar

os

objetivos

a

serem

cançados pelo setor se

baseou

em

al

elétrico

certas

pre-

missas quanto ao comportamen to

do

mercado

e da

taxa

m

flacionária prevista e assim de terminou um percentual de au mento da tarifa para esse ano, considerando:

—

Crescimento

do

—

tro, uma compreensão do Po Mercado

der

da

Tarifa

recente aumento concedido pe

87,4%

No decorrer do ano, não se as

metas

econômi

cas previstas pelo Governo Fe deral este revisou

os valores

estimados anteriormente, rando-os como segue:

alte-

— Inflação — 88% do Mercado

(Brasil) — 4,2% — Aumento 112%

VI-

Concedente.

Exemplo destas ações é o;

Aumento

realizando

da direção das empresas

sando a busca de soluções cria tivas e de diálogo entre supridoras e distribuidoras, e de ou

(Brasil) — 12%

— Crescimento

leiro.

21

DIGESTO ECONÔMICO

centual estimado para a CESP. Os quatro aumentos tarifá rios originalmente propostos, fie 17% cada um, foram reali

Para o ano de 1981, ao fi

— Inflação — 57%

6. Conclusões e Recomendações

elétrica

ECONÔMICO

da

Tarifa —

lo DNAEE para as tarifas de suprimento da CESP, em vigor a partir de outubro de 1981, e que atingiu em termos médios 8,38%, percentual que no caso dos fornecimentos feitos à Ele-

industrial.

Outro aspecto que deve ser tratado é referente à remuneraçao

que

o setor

vem obtennâo

é sufi-

ciente para cobrir os encargos financeiros das empresas, ho

je cerca de 3 vezes superiores

à taxa de remuneração média do setor. Desta forma, mesmo

as

empresas

consolidadas

es-

tão passando por um intenso processo de endividamento, não se vislumbra a curto prazo

uma

mudança significativa

desta situação.

A esse respeito recentes esem conjunto tudos efetuados

pelas autoridades brasileiras do setor e técnicos do Banco Mun dial indicaram

que para

se

tropaulo situa-se em 6,77%.

conseguir ^ médio prazo uma

Também torna-se necessá rio um tratamento mais unifor

necessário que os aumentos nas

me e criterioso com relação às estimativas de mercado, hoje, sujeitas a definições diversas dentro do próprio setor; neste assunto ainda é desejável que

remuneração

de 10%, torna-se

tarifas para 1982 se situem 3% acima do INPC, percentual que

sobe para 5% a partir de 1983. Assim, 0 setor

de energia

elétrica se por um lado convi-


DIGESTO

20

medidores

que a sistemática

exige. Também

tornam

fundamental

os estudos

se

de custos

marginais de produção, trans missão e distribuição, o que exigirá maior cuidado na orçamentação, e na consideração de indicadores nanceiros.

económico-fi-

Finalmente não podem ser relevados os aspectos comer ciais, institucionais e legais que envolvem a questão verifican do-se assim que tal sistemáti ca não poderá ser implantada a cui'to prazo.

Essas considerações feitas sobre a tarifação da energia no

abrangentes,

Brasil, embora não esgotam -)

assunto, ao contrário, apontam certos ângulos da política ta rifária em vigor, que merecem uma revisão criteriosa e com

patível com 0 estágio de de senvolvimento em que se en contra

0

setor

nível de contingências, porém suficientemente estruturado pa ra

evitar o casuísmo

se

nas

decisões.

elétrico

brasi

Torna-se imperioso um ade quado planejamento tarifário,

flexível, para absorver

certo

Este

novo

quadro fez

com

que a remuneração média das empresas brasileiras, anteriormeníe prevista como de 8% caísse para 6,5%, o mesmo per

se aprofundem os estudos so bre 0 comportamento do mer cado face à situação econômi ca atravessada pelo Pais, prin cipalmente com relação ao se tor

via tarifa, o Poder Conceden te

zados com percentuais de 17%

do, muito abaixo da legalmente

20%, 23% e 23%. Situações como esta exigem, de um lado, uma pronta ação

permitida e que

xar

os

objetivos

a

serem

cançados pelo setor se

baseou

em

al

elétrico

certas

pre-

missas quanto ao comportamen to

do

mercado

e da

taxa

m

flacionária prevista e assim de terminou um percentual de au mento da tarifa para esse ano, considerando:

—

Crescimento

do

—

tro, uma compreensão do Po Mercado

der

da

Tarifa

recente aumento concedido pe

87,4%

No decorrer do ano, não se as

metas

econômi

cas previstas pelo Governo Fe deral este revisou

os valores

estimados anteriormente, rando-os como segue:

alte-

— Inflação — 88% do Mercado

(Brasil) — 4,2% — Aumento 112%

VI-

Concedente.

Exemplo destas ações é o;

Aumento

realizando

da direção das empresas

sando a busca de soluções cria tivas e de diálogo entre supridoras e distribuidoras, e de ou

(Brasil) — 12%

— Crescimento

leiro.

21

DIGESTO ECONÔMICO

centual estimado para a CESP. Os quatro aumentos tarifá rios originalmente propostos, fie 17% cada um, foram reali

Para o ano de 1981, ao fi

— Inflação — 57%

6. Conclusões e Recomendações

elétrica

ECONÔMICO

da

Tarifa —

lo DNAEE para as tarifas de suprimento da CESP, em vigor a partir de outubro de 1981, e que atingiu em termos médios 8,38%, percentual que no caso dos fornecimentos feitos à Ele-

industrial.

Outro aspecto que deve ser tratado é referente à remuneraçao

que

o setor

vem obtennâo

é sufi-

ciente para cobrir os encargos financeiros das empresas, ho

je cerca de 3 vezes superiores

à taxa de remuneração média do setor. Desta forma, mesmo

as

empresas

consolidadas

es-

tão passando por um intenso processo de endividamento, não se vislumbra a curto prazo

uma

mudança significativa

desta situação.

A esse respeito recentes esem conjunto tudos efetuados

pelas autoridades brasileiras do setor e técnicos do Banco Mun dial indicaram

que para

se

tropaulo situa-se em 6,77%.

conseguir ^ médio prazo uma

Também torna-se necessá rio um tratamento mais unifor

necessário que os aumentos nas

me e criterioso com relação às estimativas de mercado, hoje, sujeitas a definições diversas dentro do próprio setor; neste assunto ainda é desejável que

remuneração

de 10%, torna-se

tarifas para 1982 se situem 3% acima do INPC, percentual que

sobe para 5% a partir de 1983. Assim, 0 setor

de energia

elétrica se por um lado convi-


DIGESTO

22

ve hoje com limitações exter

nas, de ordem conjuntural, de vido à política econômico-financeira posta em prática pe lo Governo Federal, por outro está condicionado também por dificuldades estruturais do sis

tema tarifário em vigor.

aprofundado

mecanismos de formação de preços, a ser realizado em con junto com as empresas conces sionárias, para que as modi ficações em critérios, metodo

logias, controles, etc. se

pro

cessem de forma harmônica e

de acordo com o estágio já al

Torna-se, pois, indispensável um estudo

ECONÔMICO

dos

cançado no Brasil

pelo Setor

$.

Elétrico.

Quando os rios Capiberibe, no Recife, ou Tairianduateí, em São Paulo, transbordam, os bairros atingidos costiimam sofrer, além dos transtornos com móveis e soleiras, surtos de leptospir<«e,, grupo de

Novos diagnósticos para leptospirose

doenças causadas por ibactérias, primordialmente de animais e secundariamente homem. È que os ratos, acuados nas tocas, saem e contaminam a água ccm urina que contém germes da doença. Na USP concentra-se grande número de pesquisas sobre a leptospirose, a

animais em estado de portadot. Assim, pode-se infectar a pessoa que esteja trabalhando em desobstrução de esgotos, na plantação ou colheita de arroz era terrenos lamacentos, ou até quem se entregue a atividades de lazer, banhan do-se em lagos ou pequenos rios. A água é, portanto, elemento importante na transmissão das leptospirose. São conhecidos as epidemias hidrícas de alguns países da Europa e os casos acidentais era quedas nos canais da Holanda. Em São Paulo e no Recife, casos de leptospirose ocorrem depois de chuvas fortes com transbordamento de rios. Outro elemento importante na transmissão é o tmimal-reservatório, que se infecta, adoece e permanece por determinado permdo com leptospiras nos rins (caso dos animais domésticos), ou que se infecta, não adoece e mantém-se como reservatório durante todo o cido de vida, elimi nando bactéria pela urina. Neste caso estão roedores de várias. espécies, mas, em relação à transmissão ao homem, o mais importante é o rato-de-esgoto ratfus norvegicus). Outros roedores, carnívoros e marsupiais também partici-

(Contlnua na página 66)

Mellão

Nenhum país em desenvolvimento pode dispensar as opções disponíveis, para a consecução desse obietivo. O autor é agricultor e financista.

do

cargo de professores das Faculdades de Medicina Veterinária e Zootecnia e de Medicina. Trabalhos foram feitos, com o objetivo de elucidar a doença em cães e bovinos e procurar métodos de laboratório mais práticos para o diag nóstico imunológico. Transmissão — O processo de transmissão da leptospirose depende da espécie animal em questão, embora haja pontos em comum. No homem dá-se pelo contato com águas estagnadas ou mesmo cora águas corren tes que estejam contaminadas com urina de roedores ou de outras espécies de

P.

As oscilações da taxa cam bial que ocorreram desde mea dos de 1980 desorganizaram completamente o cenário mone

resposta é muito importante e muito difícil de ser dada. É de especial preocupação dos res

tário

mica da Europa, para quem um dólar forte ou fraco implica em

internacional.

O

dólar

americano, cuja fraqueza “con gênita” costumava ser um tema favorito, acaba de apresentar uma recuperação espetacular às

custas

de todas

as

mais

fortes moedas, especialmente as da Europa. Trata-se do re verso da tendência baixista do

ponsáveis pela política econô posturas econômicas e finan ceiras inteiramente diferentes.

Também diz respeito a to

dos aqueles que, profissional mente ou por conta próprm, lidam

com

investimentos

em

dólar entre 1969 e 1978, ou q que ocorre é somente um for talecimento temporário num longo período de tendência bai

moedas estrangeiras, investem no extCTior e fazem emprésti mos. São sempre complexas na

xista da moeda americana? A

origem as grandes e duradou-


DIGESTO

22

ve hoje com limitações exter

nas, de ordem conjuntural, de vido à política econômico-financeira posta em prática pe lo Governo Federal, por outro está condicionado também por dificuldades estruturais do sis

tema tarifário em vigor.

aprofundado

mecanismos de formação de preços, a ser realizado em con junto com as empresas conces sionárias, para que as modi ficações em critérios, metodo

logias, controles, etc. se

pro

cessem de forma harmônica e

de acordo com o estágio já al

Torna-se, pois, indispensável um estudo

ECONÔMICO

dos

cançado no Brasil

pelo Setor

$.

Elétrico.

Quando os rios Capiberibe, no Recife, ou Tairianduateí, em São Paulo, transbordam, os bairros atingidos costiimam sofrer, além dos transtornos com móveis e soleiras, surtos de leptospir<«e,, grupo de

Novos diagnósticos para leptospirose

doenças causadas por ibactérias, primordialmente de animais e secundariamente homem. È que os ratos, acuados nas tocas, saem e contaminam a água ccm urina que contém germes da doença. Na USP concentra-se grande número de pesquisas sobre a leptospirose, a

animais em estado de portadot. Assim, pode-se infectar a pessoa que esteja trabalhando em desobstrução de esgotos, na plantação ou colheita de arroz era terrenos lamacentos, ou até quem se entregue a atividades de lazer, banhan do-se em lagos ou pequenos rios. A água é, portanto, elemento importante na transmissão das leptospirose. São conhecidos as epidemias hidrícas de alguns países da Europa e os casos acidentais era quedas nos canais da Holanda. Em São Paulo e no Recife, casos de leptospirose ocorrem depois de chuvas fortes com transbordamento de rios. Outro elemento importante na transmissão é o tmimal-reservatório, que se infecta, adoece e permanece por determinado permdo com leptospiras nos rins (caso dos animais domésticos), ou que se infecta, não adoece e mantém-se como reservatório durante todo o cido de vida, elimi nando bactéria pela urina. Neste caso estão roedores de várias. espécies, mas, em relação à transmissão ao homem, o mais importante é o rato-de-esgoto ratfus norvegicus). Outros roedores, carnívoros e marsupiais também partici-

(Contlnua na página 66)

Mellão

Nenhum país em desenvolvimento pode dispensar as opções disponíveis, para a consecução desse obietivo. O autor é agricultor e financista.

do

cargo de professores das Faculdades de Medicina Veterinária e Zootecnia e de Medicina. Trabalhos foram feitos, com o objetivo de elucidar a doença em cães e bovinos e procurar métodos de laboratório mais práticos para o diag nóstico imunológico. Transmissão — O processo de transmissão da leptospirose depende da espécie animal em questão, embora haja pontos em comum. No homem dá-se pelo contato com águas estagnadas ou mesmo cora águas corren tes que estejam contaminadas com urina de roedores ou de outras espécies de

P.

As oscilações da taxa cam bial que ocorreram desde mea dos de 1980 desorganizaram completamente o cenário mone

resposta é muito importante e muito difícil de ser dada. É de especial preocupação dos res

tário

mica da Europa, para quem um dólar forte ou fraco implica em

internacional.

O

dólar

americano, cuja fraqueza “con gênita” costumava ser um tema favorito, acaba de apresentar uma recuperação espetacular às

custas

de todas

as

mais

fortes moedas, especialmente as da Europa. Trata-se do re verso da tendência baixista do

ponsáveis pela política econô posturas econômicas e finan ceiras inteiramente diferentes.

Também diz respeito a to

dos aqueles que, profissional mente ou por conta próprm, lidam

com

investimentos

em

dólar entre 1969 e 1978, ou q que ocorre é somente um for talecimento temporário num longo período de tendência bai

moedas estrangeiras, investem no extCTior e fazem emprésti mos. São sempre complexas na

xista da moeda americana? A

origem as grandes e duradou-


24

DIGESTO

ras oscilações do câmbio no exterior.

Muitos

fatores

se

combinam para produzir

uma

moeda forte ou fraca no

mer

cado

de

câmbio.

Iniciaremos

analisando estes vários fatores

e então investigaremos a pers pectiva do dólar para os pró ximos meses.

ECONÔMICO

1. Tendências do dólar no passado

O

gráfico 1 demonstra

a

escala do declínio de todas as

moedas européias ligadas ao EMS, e deste modo forçadas a nivelar-se

com

a

mais

fraca

dentre elas, e também da libra

25

DIGESTO ECONÔMICO

As duas últimas moedas sustentaram seu nível até fins

a

de 1980 e

Preços do ouro sempre têm si

então se curvaram,

como as outras,

à recém-des-

coberta força do “poderoso” dó lar. As piruetas executadas pelo valor do dólar cotado em marco alemão e pelo ouro (ver Gráfico 2) é uma demonstração

mais

poder

do

da

recém-descoberto

moeda

americana

do um ótimo indicador do esta

do de saúde do dólar, e o declí nio do preço do ouro é prova tangível da nova força do dólar americano.

e do iene.

O gráfico da taxa cambial na página de "Câmbio” no final deste Boletim dá uma visão da recente subida do dólar. Embo ra tenha havido um movimento

marcante no sentido de ajusta mento das taxas cambiais

em

relação ao dólar, estamos ainda bsm distante dos níveis da ta

xa cambial que prevaleceram


24

DIGESTO

ras oscilações do câmbio no exterior.

Muitos

fatores

se

combinam para produzir

uma

moeda forte ou fraca no

mer

cado

de

câmbio.

Iniciaremos

analisando estes vários fatores

e então investigaremos a pers pectiva do dólar para os pró ximos meses.

ECONÔMICO

1. Tendências do dólar no passado

O

gráfico 1 demonstra

a

escala do declínio de todas as

moedas européias ligadas ao EMS, e deste modo forçadas a nivelar-se

com

a

mais

fraca

dentre elas, e também da libra

25

DIGESTO ECONÔMICO

As duas últimas moedas sustentaram seu nível até fins

a

de 1980 e

Preços do ouro sempre têm si

então se curvaram,

como as outras,

à recém-des-

coberta força do “poderoso” dó lar. As piruetas executadas pelo valor do dólar cotado em marco alemão e pelo ouro (ver Gráfico 2) é uma demonstração

mais

poder

do

da

recém-descoberto

moeda

americana

do um ótimo indicador do esta

do de saúde do dólar, e o declí nio do preço do ouro é prova tangível da nova força do dólar americano.

e do iene.

O gráfico da taxa cambial na página de "Câmbio” no final deste Boletim dá uma visão da recente subida do dólar. Embo ra tenha havido um movimento

marcante no sentido de ajusta mento das taxas cambiais

em

relação ao dólar, estamos ainda bsm distante dos níveis da ta

xa cambial que prevaleceram


28

DIGESTO

ECONÔMICO

29

DIGESTO ECONÔMICO

ao mercado alemão, e excluin

para eurobônus, comparado ao

ceios

do 0 período de relaxamento da política monetária durante 0 segundo trimestre de 1980,

seu grande competidor, o mar

observa-se

censão do dólar csiá mente fortificada.

tempo, a crescente cisão na Europa c os acontecimentos no Afeganistão e Polônia minaram a marcante imagem do marco alemão e encorajaram os pc.ssuidores a desembaraçar-se da

umá

margem

va

riando de 2 a aproximadamen te 10 pontos entre as taxas do eurodólar .s do euromarco ale

mão (intervalo médio do perío do: 5,14%). O alto retorno dos investi

mentos no dólar, enquanto a taxa de inflação está declinan do nos Estados Unidos (9% nos preços ao consumidor), dispara as taxas reais de juros que só

podem acentuar a reciclagem de capital em dólares.

Isto é confirmado pelas es tatísticas disponíveis sobre a análise geográfica dos exceden tes da Opep, que demonstram 0

aumento

dos

investimentos

nos Estados Unidos a partir de 1979, em seguida ao grande de clínio de 1978.

A mais combativa política recentemente seguida pelos bancos americanos, no que se refere a transações interna cionais, é uma das maiores ra zões de este Fênix ter se levan

tado renascido de suas próprias cinzas. Do mesmo modo a fun ção do dólar como um veículo

co

alemão,

confirma,

se isso

fosse necessário, que essa as firme

Mas não se deve permitir que as árvores escondam o bosque. Atrás das taxas de

juros há outros fatores políti cos e econômicos que estão au xiliando o dólar na peração.

sua

recu

3. A teoria do "santuário'

A

teoria do “santuário" sem dúvida agrupa todos os fatores políticos trabalhando a

favor do novo vigor do dólar, em confronto a todas as

mais

fortes moedas, particularmente

e incertezas.

Ao mesmo

de resistência à valorização do

dólar é muito maior, sem dúvi da porque é menos afetado por fatores políticos e porque a economia em que opera tem demonstrado notável desempe nho.

moeda.

4. O "efeito Reagan

Apesar da sua importância, 0 fator político por si mesmo não pederia ter provocado a recente elevação, se não tives se sido ampliado por uma série

de forças econômicas que têm origem nos Estados Unidos e na Europa. O caso do^ iene, que, em julho de 1981, recupe rou

sua

taxa

de

fins

de 1979

em eposição ao dólar, deve ser considerado separadamente das mv.cdas européias. Seu grau

O que é conhecido como o “efeito Reagan" abrange uma mudança muito complexa e

profunda na

economia ameri

cana.

Após um período de calma ria, devido a vários fatores, os Estados Unidos

entraram num

processo de construir a econo mia americana do' século XXI. A ação mais satisfatória se re fere à desburocratização. Atra-

moedas européias.

O agravamento da tensão internacional nestes últimos anos foi acompanhado por um enfraquecimento do poder americano e, acima de tudo por dúvidas relativas ao desejo de os Estados Unidos defender seus interesses no mundo con

tra qualquer ameaça. A entra

.'■'BRIGAÇtíES VE VÍVíVAS EXTEKHAS Mak>l9ll 1918

1977

1979

Dez. 1980

136

w

166

-

32»,

-

t3.7r.

●

2Di

313 (P1

9.6^

*

3.9S

da em cena do novo time, e

sua política de defesa, dissipou, ao menos

em parte,

esses re-

(em buthoQ.^

USÍ)


28

DIGESTO

ECONÔMICO

29

DIGESTO ECONÔMICO

ao mercado alemão, e excluin

para eurobônus, comparado ao

ceios

do 0 período de relaxamento da política monetária durante 0 segundo trimestre de 1980,

seu grande competidor, o mar

observa-se

censão do dólar csiá mente fortificada.

tempo, a crescente cisão na Europa c os acontecimentos no Afeganistão e Polônia minaram a marcante imagem do marco alemão e encorajaram os pc.ssuidores a desembaraçar-se da

umá

margem

va

riando de 2 a aproximadamen te 10 pontos entre as taxas do eurodólar .s do euromarco ale

mão (intervalo médio do perío do: 5,14%). O alto retorno dos investi

mentos no dólar, enquanto a taxa de inflação está declinan do nos Estados Unidos (9% nos preços ao consumidor), dispara as taxas reais de juros que só

podem acentuar a reciclagem de capital em dólares.

Isto é confirmado pelas es tatísticas disponíveis sobre a análise geográfica dos exceden tes da Opep, que demonstram 0

aumento

dos

investimentos

nos Estados Unidos a partir de 1979, em seguida ao grande de clínio de 1978.

A mais combativa política recentemente seguida pelos bancos americanos, no que se refere a transações interna cionais, é uma das maiores ra zões de este Fênix ter se levan

tado renascido de suas próprias cinzas. Do mesmo modo a fun ção do dólar como um veículo

co

alemão,

confirma,

se isso

fosse necessário, que essa as firme

Mas não se deve permitir que as árvores escondam o bosque. Atrás das taxas de

juros há outros fatores políti cos e econômicos que estão au xiliando o dólar na peração.

sua

recu

3. A teoria do "santuário'

A

teoria do “santuário" sem dúvida agrupa todos os fatores políticos trabalhando a

favor do novo vigor do dólar, em confronto a todas as

mais

fortes moedas, particularmente

e incertezas.

Ao mesmo

de resistência à valorização do

dólar é muito maior, sem dúvi da porque é menos afetado por fatores políticos e porque a economia em que opera tem demonstrado notável desempe nho.

moeda.

4. O "efeito Reagan

Apesar da sua importância, 0 fator político por si mesmo não pederia ter provocado a recente elevação, se não tives se sido ampliado por uma série

de forças econômicas que têm origem nos Estados Unidos e na Europa. O caso do^ iene, que, em julho de 1981, recupe rou

sua

taxa

de

fins

de 1979

em eposição ao dólar, deve ser considerado separadamente das mv.cdas européias. Seu grau

O que é conhecido como o “efeito Reagan" abrange uma mudança muito complexa e

profunda na

economia ameri

cana.

Após um período de calma ria, devido a vários fatores, os Estados Unidos

entraram num

processo de construir a econo mia americana do' século XXI. A ação mais satisfatória se re fere à desburocratização. Atra-

moedas européias.

O agravamento da tensão internacional nestes últimos anos foi acompanhado por um enfraquecimento do poder americano e, acima de tudo por dúvidas relativas ao desejo de os Estados Unidos defender seus interesses no mundo con

tra qualquer ameaça. A entra

.'■'BRIGAÇtíES VE VÍVíVAS EXTEKHAS Mak>l9ll 1918

1977

1979

Dez. 1980

136

w

166

-

32»,

-

t3.7r.

●

2Di

313 (P1

9.6^

*

3.9S

da em cena do novo time, e

sua política de defesa, dissipou, ao menos

em parte,

esses re-

(em buthoQ.^

USÍ)


32

DIGESTO

ECONÔMICO

33

DIGE8TO ECONÔMICO

No período do decliiiíu, no verão de 1980.

0 produto nacional bruto (PNB) per capita dos principais países

europeus

espresso

em

dólares, às taxas cambiais da época, indicou uma tendência de supervalorização das moe das européias.

Isto é confirmado pelas estatísticas

parativas de custas salariais em dólares entre os

- PNB PER CAPITA EM DOIAR CONSTA^fTH 13 332

’

IZ3Ç4

n 12B

5

Estados Unidos e seus principais competi

dores, principalmente a Alemanha.

'S

u

iDC-'>

10 -

.'10

e 7 Ub

4 7B9

s.

_s

4 VX)

a 069

0 _

.0

1070197&iseomi

Alemanha

1B70t976 IMOIBSI

EUA

1970197$1M019S1

Japão

1? 071 10 8í>b

9 771

10.

-10

6 M9

«479 5 .

●

3 441

2 7B8

2 189

6 373 _ 5

4 098

1 72?

0 .

_ 0

1970 197&19M 1981

UK

1970 197b 19801961

Franpa

1970 1975 19601981

Itália

com

meses


32

DIGESTO

ECONÔMICO

33

DIGE8TO ECONÔMICO

No período do decliiiíu, no verão de 1980.

0 produto nacional bruto (PNB) per capita dos principais países

europeus

espresso

em

dólares, às taxas cambiais da época, indicou uma tendência de supervalorização das moe das européias.

Isto é confirmado pelas estatísticas

parativas de custas salariais em dólares entre os

- PNB PER CAPITA EM DOIAR CONSTA^fTH 13 332

’

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5

Estados Unidos e seus principais competi

dores, principalmente a Alemanha.

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Alemanha

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EUA

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Japão

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10.

-10

6 M9

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●

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UK

1970 197b 19801961

Franpa

1970 1975 19601981

Itália

com

meses


DIGESTO ECONÔMICO

37

Ihões, respectivamente. Os Es

previnir seu declínio muito pre cisará ser feito. O centro de gravidade do desenvolvimentc

tados Unidos têm um maior e

melhor potencial agroalimentar do que a Europa e isto pe sará muito no futuro equilí brio da taxa cambial.

Acres-

centando-se a capacidade tec nológica e 0 grau de indepen dência energética (a renova ção do programa nuclear ame ricano em particular), tornase claro que se a Europa dese jar restaurar sua posição e

econômico do mundo

tem

se

deslocado, de há muitos anos. para o Pacífico. Não é de sur preender, nestas circunstân cias, que descontando todas as flutuações em períodos cur tos, as duas mais fortes moe

das, hoje em dia, são o dólar e 0 iene.

"Uma melhor contribuição do Setor Privado para o desenvolvimento econômico depende em muito do

aprimoramento do Setor Público" Os principais problemas do setor privado são bastante se melhantes para todos os tipos

de economias, quer semi-industriais

ou

fundamentalmente

agrícolas, socialistas ou de orientação mercadológica. To dos os países devem levar em consideração os seguintes pon

tos: (1) A amplitude da ativi dade do governo na economia e como tornar a mesma mais

cimento de recursos,

(3) Até

que ponto empregar a proteção e

outros

incentivos

especiais

para estimular a produtividade. E, por último, (4) como fomen

tar a formação e o uso eficien te de capital. Este artigo rea

lizará um breve levantamento

destes e de outros problemas gerais da política governamen tal, e como os mesmos afetam

o desempenho do setor privado

eficiente. (2) A margem den tro da qual os preços — quei para mercadorias e serviços supridos por agências governa mentais ou pelo setor privado

no desenvolvimento econômico dos países.

— devam

Na maioria dos países em desenvolvimento, o setor gover-

ser

deixados

livres

para influenciar o uso e o cres-

Investimento e Administração Governamental


DIGESTO ECONÔMICO

37

Ihões, respectivamente. Os Es

previnir seu declínio muito pre cisará ser feito. O centro de gravidade do desenvolvimentc

tados Unidos têm um maior e

melhor potencial agroalimentar do que a Europa e isto pe sará muito no futuro equilí brio da taxa cambial.

Acres-

centando-se a capacidade tec nológica e 0 grau de indepen dência energética (a renova ção do programa nuclear ame ricano em particular), tornase claro que se a Europa dese jar restaurar sua posição e

econômico do mundo

tem

se

deslocado, de há muitos anos. para o Pacífico. Não é de sur preender, nestas circunstân cias, que descontando todas as flutuações em períodos cur tos, as duas mais fortes moe

das, hoje em dia, são o dólar e 0 iene.

"Uma melhor contribuição do Setor Privado para o desenvolvimento econômico depende em muito do

aprimoramento do Setor Público" Os principais problemas do setor privado são bastante se melhantes para todos os tipos

de economias, quer semi-industriais

ou

fundamentalmente

agrícolas, socialistas ou de orientação mercadológica. To dos os países devem levar em consideração os seguintes pon

tos: (1) A amplitude da ativi dade do governo na economia e como tornar a mesma mais

cimento de recursos,

(3) Até

que ponto empregar a proteção e

outros

incentivos

especiais

para estimular a produtividade. E, por último, (4) como fomen

tar a formação e o uso eficien te de capital. Este artigo rea

lizará um breve levantamento

destes e de outros problemas gerais da política governamen tal, e como os mesmos afetam

o desempenho do setor privado

eficiente. (2) A margem den tro da qual os preços — quei para mercadorias e serviços supridos por agências governa mentais ou pelo setor privado

no desenvolvimento econômico dos países.

— devam

Na maioria dos países em desenvolvimento, o setor gover-

ser

deixados

livres

para influenciar o uso e o cres-

Investimento e Administração Governamental


38

DIGESTO

namental fornece uma ampla desde a gama de serviços energia elétrica, transporte, te lecomunicações, abastecimento

dagua, educação, treinamento vocacional, saúde e outros serviços sociais, Em muitos paí-

ses 0 setor público participa na produção de mercadorias bási¬ cas, tais como: aço, produtos químicos, petróleo e fertilizan tes; na maioria dos países 0

ECONÔMICO

uma carga de impostos adicio

de fornecer

o financiamento e

ções para — estatais ou semi

a organização necessária e ha

públicas e de quaisquer subsí

via uma relutância em oferecer

dios fornecidos.

recursos

para

investimentos.

Se os serviços públicos, tais co

controle

mo energia elétrica, transporte e telecomunicações, forem ina dequados ou desmerecedores de

trangeiros nas atividades essen

confiança, o setor privado tornar-se-á menos eficiente.

Embora os administradores

tituições de crédito agrícola. Tanto a amplitude do envolvi mento do setor público na eco-

contram-se

nomia, como a eficiência com que opera, pode influenciar a vi

vezes à mercê de pressões po líticas e de práticas vexatórias orçamentárias e administrati

talidade do setor privado

e

a

estrutura global da economia: Obviamente, se o investi mento do setor governamental for ineficiente o seu custo ex cessivo

e

sua

produtividade

38

nais, reduzindo assim os seuí.

dos empreendimentos do setor público tenham frequentemente uma posição privilegiada ein competirem na procura de ca pitais e materiais escassos, en

setor público também controla 0 crédito industrial e as ms-

DIGESTO econômico

vas.

Os

os

mesmos

muitas

administratores

nã«

estão diretamente sujeitos às regras do mercado. Geralmente é mais difícil

são

menos

e os incentivos atraentes para

ciais.

aos

investidores

es

Durante as duas últimas

décadas,

no

entanto,

o setor

privado em muitos países tem se tornado mais capaz de exe

cutar grandes projetos e de atrair investimentos estrangei ros.

Quanto maior o envolvimen

to do setor públic.. econômica

de

um

na vida

país.

mais

importante se torna que o setor

público seja planejado e dirigi do eficientemente. Dada a escala e a diversi dade das atividades do setor

público, e em particular dos empreendimentos estatais, é im

portante que os governos façam um levantamento de sua parti cipação em tais empresas — para revisar os seus objetivos periodicamente, os constrangi mentos aos quais estão sujeitos,

baixa — o retorno econômico do capital total de investimento disponível do país será reduzi do, e 0 crescimento global será

que empreendimentos públicos tenham desempenho eficiente. investimento em

e a eficiência com a qual finan

prejudicado.

grande escala na energia elétrica, por exemplo, e nas

ciam, produzem e consomem recursos econômicos. Um as pecto importante desse levanta

mentos

Se os empreendi

estatais

têm

que

ser

subsidiados, por exemplo, por que custam mais do que prn

duzem, o setor privado talvez 'seja

solicitado

a

arcar

com

Contudo, têm realizado

muitos

governos

indústrias pesadas, tais como aço e produtos químicos — por que 0 setor privado doméstico se encontrava impossibilitado

mento deveria ser uma revisão

periódica

das

estruturas

de

custos e preços das organiza

A Função dos Preços Preços são fundamentais no desempenho econômico. Influ enciam

as

decisões

do

setor

privado sobre o que comprar, o quanto poupar, o que produzii e o quanto investir. Tudo tem seu preço ● - bens particulares, serviços públicos, capital e câmbio. O relacionamento entre

os preços determina quais os setores ou indústrias que cres cerão mais rapidamente, e se

os empreendimentos poderão operar com lucro ou não. A

taxa cambial, por exemplo, in fluencia os preços das importa ções e exportações do país e. como resultado, as participa ções respectivas da indústria e da agricultura no comércio ex

terior.

E o modelo das expor

tações. muitas vezes o elemento mais dinâmico do desenvolvi

mento de um país, provavel mente influenciará o tipo de crescimento econômico que ocorrerá.

Os cálculos de preços dos serviços públicos poderão ter um impacto importante sobre


38

DIGESTO

namental fornece uma ampla desde a gama de serviços energia elétrica, transporte, te lecomunicações, abastecimento

dagua, educação, treinamento vocacional, saúde e outros serviços sociais, Em muitos paí-

ses 0 setor público participa na produção de mercadorias bási¬ cas, tais como: aço, produtos químicos, petróleo e fertilizan tes; na maioria dos países 0

ECONÔMICO

uma carga de impostos adicio

de fornecer

o financiamento e

ções para — estatais ou semi

a organização necessária e ha

públicas e de quaisquer subsí

via uma relutância em oferecer

dios fornecidos.

recursos

para

investimentos.

Se os serviços públicos, tais co

controle

mo energia elétrica, transporte e telecomunicações, forem ina dequados ou desmerecedores de

trangeiros nas atividades essen

confiança, o setor privado tornar-se-á menos eficiente.

Embora os administradores

tituições de crédito agrícola. Tanto a amplitude do envolvi mento do setor público na eco-

contram-se

nomia, como a eficiência com que opera, pode influenciar a vi

vezes à mercê de pressões po líticas e de práticas vexatórias orçamentárias e administrati

talidade do setor privado

e

a

estrutura global da economia: Obviamente, se o investi mento do setor governamental for ineficiente o seu custo ex cessivo

e

sua

produtividade

38

nais, reduzindo assim os seuí.

dos empreendimentos do setor público tenham frequentemente uma posição privilegiada ein competirem na procura de ca pitais e materiais escassos, en

setor público também controla 0 crédito industrial e as ms-

DIGESTO econômico

vas.

Os

os

mesmos

muitas

administratores

nã«

estão diretamente sujeitos às regras do mercado. Geralmente é mais difícil

são

menos

e os incentivos atraentes para

ciais.

aos

investidores

es

Durante as duas últimas

décadas,

no

entanto,

o setor

privado em muitos países tem se tornado mais capaz de exe

cutar grandes projetos e de atrair investimentos estrangei ros.

Quanto maior o envolvimen

to do setor públic.. econômica

de

um

na vida

país.

mais

importante se torna que o setor

público seja planejado e dirigi do eficientemente. Dada a escala e a diversi dade das atividades do setor

público, e em particular dos empreendimentos estatais, é im

portante que os governos façam um levantamento de sua parti cipação em tais empresas — para revisar os seus objetivos periodicamente, os constrangi mentos aos quais estão sujeitos,

baixa — o retorno econômico do capital total de investimento disponível do país será reduzi do, e 0 crescimento global será

que empreendimentos públicos tenham desempenho eficiente. investimento em

e a eficiência com a qual finan

prejudicado.

grande escala na energia elétrica, por exemplo, e nas

ciam, produzem e consomem recursos econômicos. Um as pecto importante desse levanta

mentos

Se os empreendi

estatais

têm

que

ser

subsidiados, por exemplo, por que custam mais do que prn

duzem, o setor privado talvez 'seja

solicitado

a

arcar

com

Contudo, têm realizado

muitos

governos

indústrias pesadas, tais como aço e produtos químicos — por que 0 setor privado doméstico se encontrava impossibilitado

mento deveria ser uma revisão

periódica

das

estruturas

de

custos e preços das organiza

A Função dos Preços Preços são fundamentais no desempenho econômico. Influ enciam

as

decisões

do

setor

privado sobre o que comprar, o quanto poupar, o que produzii e o quanto investir. Tudo tem seu preço ● - bens particulares, serviços públicos, capital e câmbio. O relacionamento entre

os preços determina quais os setores ou indústrias que cres cerão mais rapidamente, e se

os empreendimentos poderão operar com lucro ou não. A

taxa cambial, por exemplo, in fluencia os preços das importa ções e exportações do país e. como resultado, as participa ções respectivas da indústria e da agricultura no comércio ex

terior.

E o modelo das expor

tações. muitas vezes o elemento mais dinâmico do desenvolvi

mento de um país, provavel mente influenciará o tipo de crescimento econômico que ocorrerá.

Os cálculos de preços dos serviços públicos poderão ter um impacto importante sobre


42

DIGESTO

especiaimente entre os países que estão se industrializando rapidamente do mais recursos

tem

concentra-

sobre aumentar seus cambiais, adotando

políticas para tornar as empre sas domésticas competitivas in ternacionalmente. Tal caminho tem resultado num regime de comércio reiativamente livre dentro do qual 6 permitido ao»

exportadores recursos cambiai'. ádSQUacloS para adquirir os insumos necessários — muit&g vezes apoiado por um sistema de incentivos à exportação. As políticas protecionistas ou aquelas que são “interiorizantes'

representam

efetiva-

ECONÔMICO

tarifários, muitas vezes (à guisa de proteção sem limite para indústrias embrionárias), tendem a desenvolver ou a per

sultante é indesejável nas eco

adversa do que as economias

nomias

protegidas; economias eficien tes por sua vez poderão^ ser

petuar, às custas do resto da

dução agrícola e de alívio para a pobreza rural. Proteção re

economia, indústrias cujas van. tagens comparativas interna cionalmente são inferiores e

que não podem competir sem

ajuda especial. A proteção também pode agir contra o propósito básico dç rcmcdiur a falta- do rqcursos cambiais — porque os exportadores domés

ticos, que ganham recursos cambiais para o país, são for çados a elevar seus preços por causa das altas tarifas alfande

gárias, que aumentam os custos

mente um imposto sobre os consumidores de mercadorias

dos seus insumos importados, tornando-se, portanto, menos

importadas e são equivalentes a um subsídio para os produto

competitivos nos mercados in ternacionais.

res domésticos de mercadorias que substituem as importadas.

Além disso, a maioria dos regimes protecionistas — por

Assim, uma tarifa alfandegária de 80% sobre têxteis e confecçoes — nao incomum nos países em desenvolvimento — aumen ta

substancialmente

o

preço

que os consumidores terão que pagar por confecções enquanto protege a ineficiência das te celagens locais e inflaciona os lucros de seus donos. Sistemas

43

DIGESTO ECONÔMICO

serem as tarifas “desiguais" aplicadas em menor escala à maquinária — favorece as in

dústrias de capital intensivo que usam maquinaria e ten dem a aumentar os preços dos

artigos de consumo protegidos^

que são produzidos por essas indústrias. O favorecimento pró-capital e pró-indústria re¬

onde

há

mão-de-obra

excedente e naquelas que ne cessitam de aumento de pro

duzida

e

uma estrutura mais

equilibrada de incentivos fis cais e uma política protecio nista diminuirão o desfavorecimento relativo à indústria de

pecjuono porto com mão-doübra intensiva, o será mais compatível com o crescimento do empresariado local, a cria ção de empregos no setor pri

vado, o emprego eficiente de capital e a dispersão geográ fica. Indústrias de engenharia elétrica e mecânica provavel mente

seriam

beneficiadas

(como, por exemplo, na índia, Coréia, Filipinas e Tunísia). A experiência durante os últimos 20 anos, e especial mente desde os aumentos dos

preços do petróleo em 1973, de monstrou que as economias mais exteriorizantes, relativa mente desprotegidas, provavel mente tornar-se-ão mais efi cientes e terão melhor desem penho dentro de uma situação

bem sucedidas no setor da ex

portação. Em suma, coimércio fomenta

como o

o

aumento

da eficiência através da espe cialização, o desenvolvimento é geralmente melhor servido

por esforços para incrementá-

lo^

aumentando

cambiais,

as

reservas

do que por esforços

para reduzir o seu emprego. Mudanças

fundamentais.

todavia, no relacionamento en tre custos e preços — devido, por exemplo, aos aumentos rá pidos do preço do petróleo, mudanças na política de comér cio

ou de

subsídios

e mudan

ças no ambiente competitivo — podem causar problemas de reajustamentossérios e doloro sos, inclusive a necessidade de reabilitação e modernização. Política Financeira

Dá-se

ênfase

aos

tomado

res de empréstimos da impor tância que as taxas de juros sejam positivas em termos reais e que reflitam o custo

real do capital na economia. O


42

DIGESTO

especiaimente entre os países que estão se industrializando rapidamente do mais recursos

tem

concentra-

sobre aumentar seus cambiais, adotando

políticas para tornar as empre sas domésticas competitivas in ternacionalmente. Tal caminho tem resultado num regime de comércio reiativamente livre dentro do qual 6 permitido ao»

exportadores recursos cambiai'. ádSQUacloS para adquirir os insumos necessários — muit&g vezes apoiado por um sistema de incentivos à exportação. As políticas protecionistas ou aquelas que são “interiorizantes'

representam

efetiva-

ECONÔMICO

tarifários, muitas vezes (à guisa de proteção sem limite para indústrias embrionárias), tendem a desenvolver ou a per

sultante é indesejável nas eco

adversa do que as economias

nomias

protegidas; economias eficien tes por sua vez poderão^ ser

petuar, às custas do resto da

dução agrícola e de alívio para a pobreza rural. Proteção re

economia, indústrias cujas van. tagens comparativas interna cionalmente são inferiores e

que não podem competir sem

ajuda especial. A proteção também pode agir contra o propósito básico dç rcmcdiur a falta- do rqcursos cambiais — porque os exportadores domés

ticos, que ganham recursos cambiais para o país, são for çados a elevar seus preços por causa das altas tarifas alfande

gárias, que aumentam os custos

mente um imposto sobre os consumidores de mercadorias

dos seus insumos importados, tornando-se, portanto, menos

importadas e são equivalentes a um subsídio para os produto

competitivos nos mercados in ternacionais.

res domésticos de mercadorias que substituem as importadas.

Além disso, a maioria dos regimes protecionistas — por

Assim, uma tarifa alfandegária de 80% sobre têxteis e confecçoes — nao incomum nos países em desenvolvimento — aumen ta

substancialmente

o

preço

que os consumidores terão que pagar por confecções enquanto protege a ineficiência das te celagens locais e inflaciona os lucros de seus donos. Sistemas

43

DIGESTO ECONÔMICO

serem as tarifas “desiguais" aplicadas em menor escala à maquinária — favorece as in

dústrias de capital intensivo que usam maquinaria e ten dem a aumentar os preços dos

artigos de consumo protegidos^

que são produzidos por essas indústrias. O favorecimento pró-capital e pró-indústria re¬

onde

há

mão-de-obra

excedente e naquelas que ne cessitam de aumento de pro

duzida

e

uma estrutura mais

equilibrada de incentivos fis cais e uma política protecio nista diminuirão o desfavorecimento relativo à indústria de

pecjuono porto com mão-doübra intensiva, o será mais compatível com o crescimento do empresariado local, a cria ção de empregos no setor pri

vado, o emprego eficiente de capital e a dispersão geográ fica. Indústrias de engenharia elétrica e mecânica provavel mente

seriam

beneficiadas

(como, por exemplo, na índia, Coréia, Filipinas e Tunísia). A experiência durante os últimos 20 anos, e especial mente desde os aumentos dos

preços do petróleo em 1973, de monstrou que as economias mais exteriorizantes, relativa mente desprotegidas, provavel mente tornar-se-ão mais efi cientes e terão melhor desem penho dentro de uma situação

bem sucedidas no setor da ex

portação. Em suma, coimércio fomenta

como o

o

aumento

da eficiência através da espe cialização, o desenvolvimento é geralmente melhor servido

por esforços para incrementá-

lo^

aumentando

cambiais,

as

reservas

do que por esforços

para reduzir o seu emprego. Mudanças

fundamentais.

todavia, no relacionamento en tre custos e preços — devido, por exemplo, aos aumentos rá pidos do preço do petróleo, mudanças na política de comér cio

ou de

subsídios

e mudan

ças no ambiente competitivo — podem causar problemas de reajustamentossérios e doloro sos, inclusive a necessidade de reabilitação e modernização. Política Financeira

Dá-se

ênfase

aos

tomado

res de empréstimos da impor tância que as taxas de juros sejam positivas em termos reais e que reflitam o custo

real do capital na economia. O


ECONÔMICO

DIGESTO ECONÔMICO

de 1980), constituído por XVI Partes e VIII Anexos, totali zando 441 artigos.

administração dos pesqueiros marinhos.

DIGESTO

46

até

o

décimo

atualmente

re-

convocado, a Conferência vem realizando prolongadas e difí ceis negociações à procura do estabelecimento

de

normas

abrangentes e complexas para os diversos e interdependen^-.es

Concluída a etapa de nego ciações, que possivelmente ocorrerá ainda no presente

Espaços Marítimos

Estados com costas adjacentes ou situadas frente a frente, e também dos Estados arquipelágicos.

Entende-se por mar territo rial a faixa marinha adjacente

ano, será

do

náuticas, que se segue ao mar

observada

uma

su

Estado

costeiro,

recursos

sobre

a

usos do mar. Isto em decor rência do crescente aumento

cessão de procedimentos, tais como assinatura, ratificação e

de conteúdo do Direito do Mar, que tende sempre à maior plurifuncionalidade, tornando-se

faixa situa-se aléím de seu ter

entrada em vigor da Conven

ritório, de suas águas interio

ção, com os naturaià

e neces

sários ajustes na ordem inter na dos Estados.

O novo trata

pluridimensional (Rangel, 1981). A longa duração da Confe

do entrará em vigor doze me

rência não decorre apenas dos

ses após ter recebido a ratifi

inúmeros temas em discussão,

cação ou adesão do sexagési

temente, do processo de toma

Como é lógico e esperado,

da de decisões, até agora al

a futura Convenção sobre o Di

cançadas por consenso,

reito do Mar terá grandes im plicações com respeito à admi nistração dos recursos pesquei ros marinhos, tanto nas áreas que ficarão sujeitas a jurisdi

mas, também^ e, preponderan 0

que

não impede a possível adoção do sistema de votação, Defi!

47

niu-se como consenso a "au

sência de toda objeção formai”,

mo Estado.

feita por qualquer Estado paiticipante da Conferência, sendo convidados mais de 160 paí

ções nacionais, como naquela de natureza internacional, su mariamente discutidas no pre

ses

sente trabalho.

para

se

representarem,

através de delegações, nos úl timos periodos de sessões. No presente momento, o resultado

maior

da

Conferên

cia consiste no Projeto de Con

venção sobre o Direito do Mar. (documento A/CONF. 62/WP. lO/Rev. 3*, de 22 de setembro

Disposições do Projeto de Convenção

qual exerce

res

e.

no

soberania.

caso do

Esta

Estado ar-

quipelágico, de suas águas arquipelágicas. Tal soberania se estende ao espaço aéreo sobrejacente, bem como ao leito e

faixa

de até 12 milhas

territorial, será denominada de zona contígua, onde o Estado costeiro exercerá a fiscaliza

ção com 0 objetivo de impedir e reprimir práticas que consti

tuam infrações dos seus regu lamentos alfandegários, fiscais, de imigração e sanitários.

Uma

grande

importância

ao subsolo recoberto pelas águas, com a única restrição de não poder impedir a pas sagem inocente de navios es trangeiros, segundo normas de

rial e a ele adjacente, que não poderá se estender a distância

finidas.

superior a 200 milhas náuticas,

Cada Estado costeiro pode rá estabelecer a largura do seu mar territorial, desde que não

se ultrapasse o limite

será

conferida

à chamada zo

na econômica exclusiva, situa da mais além do mar

territo

medida desde a linha de base

onde começa o mar territorial.

Na zona econpmica exclu

de

12

siva 0 Estado costeiro terá di

medidas

a

reitos de soberania para a ex

partir da linha de base nor mal, que é a linha de baixa-

ploração e explotação, conser

milhas

náuticas,

mar ao longo da costa, indican-

De modo resumido e orde nado. trataremos a seguir das disposições do Projeto de Con venção que se relacionam, di

do-se os procedimentos com respeito aos arrecifes. desem bocaduras de rios, baías, por tos, enseadas, elevações na baixa-mar e uso de linhas de

reta ou indiretamente, com

base

a

A.

retas, além

do caso de

vação e ordenamento dos re cursos naturais em geral, en contrados no leito e no subsolo

marinhos, bem como nas águas sobrejacentes, incluindo-se ou tras atividades de exploração e explotação econômicas, tais como produção de energia de-


ECONÔMICO

DIGESTO ECONÔMICO

de 1980), constituído por XVI Partes e VIII Anexos, totali zando 441 artigos.

administração dos pesqueiros marinhos.

DIGESTO

46

até

o

décimo

atualmente

re-

convocado, a Conferência vem realizando prolongadas e difí ceis negociações à procura do estabelecimento

de

normas

abrangentes e complexas para os diversos e interdependen^-.es

Concluída a etapa de nego ciações, que possivelmente ocorrerá ainda no presente

Espaços Marítimos

Estados com costas adjacentes ou situadas frente a frente, e também dos Estados arquipelágicos.

Entende-se por mar territo rial a faixa marinha adjacente

ano, será

do

náuticas, que se segue ao mar

observada

uma

su

Estado

costeiro,

recursos

sobre

a

usos do mar. Isto em decor rência do crescente aumento

cessão de procedimentos, tais como assinatura, ratificação e

de conteúdo do Direito do Mar, que tende sempre à maior plurifuncionalidade, tornando-se

faixa situa-se aléím de seu ter

entrada em vigor da Conven

ritório, de suas águas interio

ção, com os naturaià

e neces

sários ajustes na ordem inter na dos Estados.

O novo trata

pluridimensional (Rangel, 1981). A longa duração da Confe

do entrará em vigor doze me

rência não decorre apenas dos

ses após ter recebido a ratifi

inúmeros temas em discussão,

cação ou adesão do sexagési

temente, do processo de toma

Como é lógico e esperado,

da de decisões, até agora al

a futura Convenção sobre o Di

cançadas por consenso,

reito do Mar terá grandes im plicações com respeito à admi nistração dos recursos pesquei ros marinhos, tanto nas áreas que ficarão sujeitas a jurisdi

mas, também^ e, preponderan 0

que

não impede a possível adoção do sistema de votação, Defi!

47

niu-se como consenso a "au

sência de toda objeção formai”,

mo Estado.

feita por qualquer Estado paiticipante da Conferência, sendo convidados mais de 160 paí

ções nacionais, como naquela de natureza internacional, su mariamente discutidas no pre

ses

sente trabalho.

para

se

representarem,

através de delegações, nos úl timos periodos de sessões. No presente momento, o resultado

maior

da

Conferên

cia consiste no Projeto de Con

venção sobre o Direito do Mar. (documento A/CONF. 62/WP. lO/Rev. 3*, de 22 de setembro

Disposições do Projeto de Convenção

qual exerce

res

e.

no

soberania.

caso do

Esta

Estado ar-

quipelágico, de suas águas arquipelágicas. Tal soberania se estende ao espaço aéreo sobrejacente, bem como ao leito e

faixa

de até 12 milhas

territorial, será denominada de zona contígua, onde o Estado costeiro exercerá a fiscaliza

ção com 0 objetivo de impedir e reprimir práticas que consti

tuam infrações dos seus regu lamentos alfandegários, fiscais, de imigração e sanitários.

Uma

grande

importância

ao subsolo recoberto pelas águas, com a única restrição de não poder impedir a pas sagem inocente de navios es trangeiros, segundo normas de

rial e a ele adjacente, que não poderá se estender a distância

finidas.

superior a 200 milhas náuticas,

Cada Estado costeiro pode rá estabelecer a largura do seu mar territorial, desde que não

se ultrapasse o limite

será

conferida

à chamada zo

na econômica exclusiva, situa da mais além do mar

territo

medida desde a linha de base

onde começa o mar territorial.

Na zona econpmica exclu

de

12

siva 0 Estado costeiro terá di

medidas

a

reitos de soberania para a ex

partir da linha de base nor mal, que é a linha de baixa-

ploração e explotação, conser

milhas

náuticas,

mar ao longo da costa, indican-

De modo resumido e orde nado. trataremos a seguir das disposições do Projeto de Con venção que se relacionam, di

do-se os procedimentos com respeito aos arrecifes. desem bocaduras de rios, baías, por tos, enseadas, elevações na baixa-mar e uso de linhas de

reta ou indiretamente, com

base

a

A.

retas, além

do caso de

vação e ordenamento dos re cursos naturais em geral, en contrados no leito e no subsolo

marinhos, bem como nas águas sobrejacentes, incluindo-se ou tras atividades de exploração e explotação econômicas, tais como produção de energia de-


48

DIGESTO

ECONÔMICO

rivada da água, das correntes

estendem alúm do seu mar ter

e dos ventos.

ritorial, no todo e ao largo do prolongamento natural do seu território, até a borda exterior da margem continental, ou en tão, até uma distância de 200

O Estado costeiro exercerá jurisdição na zona econômica exclusiva, respeíiancfo as dis posições pertinentes, sobre os seguintes pontos: — estabelecimento

e

utili-

ção de ilhas artificiais, instala ções e estruturas; — investigação científica marinha; — proteção e preservação do meio ambiente marinho. Na zona econômica exclu

milhas náuticas, contadas des de a linha de base a partir da aual se mede a largura do mar territorial, quando a borda ex

terior da margem continental não chegar a essa distância. A margem continental com preende 0 leito e 0 subsolo da

siva, todos os Estados gozam

plataforma, o talude e a pen

de liberdades regulamentadas para a navegação, sobrevoo, lançamento de cabos, constru ção de tubulações submarinas

abrange o fundo oceânico pro fundo, com suas elevações abissais, bem como o corres

e outros usos do mar interna

cionalmente legítimos, relacio nados com estas liberdades.

A delimitação da zona eco nômica exclusiva entre Estados com costas adjacentes ou si tuadas frente a frente, se fará por meio de acordos entre

mesmos,

os

recorrendo-se a pro

cedimentos

internacionais,

na

dente

precontinental.

Não

de base a partir da qual se mede o mar territorial, o Es

mais

curta

entre

0 ponto amostrado e o pé do talude continental; — largura de até 350 mi lhas náuticas, incluindo a dis tância entre a linha de base, a

partir da qual se mede o mar territorial, e o pél do talude continental, bem como uma faixa e.xterna com a largura de até 60 milhas náuticas; — distância

entre

a

linha

de base, a partir da qual

se

mede o mar territorial, e a isóbata de 2.500 metros, acresci da de mais 100 milhas náuti

cas de largura. di.’'eitos de soberania sobre

a

plataforma continental, para efeitos de exploração e expiotação dos recursos naturais ali encontrados, e nenhum outro Estado poderá empreender di tas

plataforma continental segun do critérios alternativos, abai

presso consentimento, indepen dentemente da ocupação real

— largura de até 350

o leito e subsolo

rias, considerando-.se como tais

aquelas que no período de explotação estão imóveis no leito

distância

tado costeiro estabelecerá sua

forma continental de um Esta

costeiro,

tos for igual ou superior a 1%

O Estado costeiro exercerá

Quando a borda exterior da margem continental se encon trar a mais de 200 milhas náu ticas, contadas desde a linha

xo definidos, podendo ultrapas

do

4S

ECONÔMICO

da

pondente subsolo.

hipótese da persistência do problema. Entender-se-á como plata

das áreas submarinas que se

ÜIGESTO

sar a largura de

350

milhas

náuticas:

atividades,

ou fictícia.

sem

o seu ex

Os recursos natu

rais. aqui considerados, são os recursos minerais e outros re

mi-

lhas náuticas, quando a espes sura das camadas de sedimen-

cursos não vivos do leito ma rinho e do seu subsolo, c tam

bém os organismos vivos per tencentes a espécies sedentá-

do mar ou no subsolo marinho,

movendo-se

apenas

em

cons

tante contato físico com o leiLi)

e 0 subsolo

onde se

encon

tram.

i\ delimitação da platafor ma continental entre

Estados

com costas adjacentes ou si tuadas frente a frente, se efe tuará por acordo entre os mes mos. antes de qualquer recor rência a procedimentos inter nacionais.

O alto mar será o espaço

marítimo não sujeito a qual quer jurisdição nacional, onde se exercerão as tradicionais li

berdades regulamentadas,

fa

vorecendo a todos os Estados. Entre tais liberdades se ali

nham a de investigação cientí fica e a de pesca. O leito e o subsolo marinhos, sob regime internacional, constituem

a

zo

na, e os seus recursos minerais In sltu são considerados

como

patrimônio comum nidade.

huma

da

Recursos Pesqueiros O Estado costeiro determi

nará a captura permissível dos


48

DIGESTO

ECONÔMICO

rivada da água, das correntes

estendem alúm do seu mar ter

e dos ventos.

ritorial, no todo e ao largo do prolongamento natural do seu território, até a borda exterior da margem continental, ou en tão, até uma distância de 200

O Estado costeiro exercerá jurisdição na zona econômica exclusiva, respeíiancfo as dis posições pertinentes, sobre os seguintes pontos: — estabelecimento

e

utili-

ção de ilhas artificiais, instala ções e estruturas; — investigação científica marinha; — proteção e preservação do meio ambiente marinho. Na zona econômica exclu

milhas náuticas, contadas des de a linha de base a partir da aual se mede a largura do mar territorial, quando a borda ex

terior da margem continental não chegar a essa distância. A margem continental com preende 0 leito e 0 subsolo da

siva, todos os Estados gozam

plataforma, o talude e a pen

de liberdades regulamentadas para a navegação, sobrevoo, lançamento de cabos, constru ção de tubulações submarinas

abrange o fundo oceânico pro fundo, com suas elevações abissais, bem como o corres

e outros usos do mar interna

cionalmente legítimos, relacio nados com estas liberdades.

A delimitação da zona eco nômica exclusiva entre Estados com costas adjacentes ou si tuadas frente a frente, se fará por meio de acordos entre

mesmos,

os

recorrendo-se a pro

cedimentos

internacionais,

na

dente

precontinental.

Não

de base a partir da qual se mede o mar territorial, o Es

mais

curta

entre

0 ponto amostrado e o pé do talude continental; — largura de até 350 mi lhas náuticas, incluindo a dis tância entre a linha de base, a

partir da qual se mede o mar territorial, e o pél do talude continental, bem como uma faixa e.xterna com a largura de até 60 milhas náuticas; — distância

entre

a

linha

de base, a partir da qual

se

mede o mar territorial, e a isóbata de 2.500 metros, acresci da de mais 100 milhas náuti

cas de largura. di.’'eitos de soberania sobre

a

plataforma continental, para efeitos de exploração e expiotação dos recursos naturais ali encontrados, e nenhum outro Estado poderá empreender di tas

plataforma continental segun do critérios alternativos, abai

presso consentimento, indepen dentemente da ocupação real

— largura de até 350

o leito e subsolo

rias, considerando-.se como tais

aquelas que no período de explotação estão imóveis no leito

distância

tado costeiro estabelecerá sua

forma continental de um Esta

costeiro,

tos for igual ou superior a 1%

O Estado costeiro exercerá

Quando a borda exterior da margem continental se encon trar a mais de 200 milhas náu ticas, contadas desde a linha

xo definidos, podendo ultrapas

do

4S

ECONÔMICO

da

pondente subsolo.

hipótese da persistência do problema. Entender-se-á como plata

das áreas submarinas que se

ÜIGESTO

sar a largura de

350

milhas

náuticas:

atividades,

ou fictícia.

sem

o seu ex

Os recursos natu

rais. aqui considerados, são os recursos minerais e outros re

mi-

lhas náuticas, quando a espes sura das camadas de sedimen-

cursos não vivos do leito ma rinho e do seu subsolo, c tam

bém os organismos vivos per tencentes a espécies sedentá-

do mar ou no subsolo marinho,

movendo-se

apenas

em

cons

tante contato físico com o leiLi)

e 0 subsolo

onde se

encon

tram.

i\ delimitação da platafor ma continental entre

Estados

com costas adjacentes ou si tuadas frente a frente, se efe tuará por acordo entre os mes mos. antes de qualquer recor rência a procedimentos inter nacionais.

O alto mar será o espaço

marítimo não sujeito a qual quer jurisdição nacional, onde se exercerão as tradicionais li

berdades regulamentadas,

fa

vorecendo a todos os Estados. Entre tais liberdades se ali

nham a de investigação cientí fica e a de pesca. O leito e o subsolo marinhos, sob regime internacional, constituem

a

zo

na, e os seus recursos minerais In sltu são considerados

como

patrimônio comum nidade.

huma

da

Recursos Pesqueiros O Estado costeiro determi

nará a captura permissível dos


DIGESTO

30

recursos

pesqueiros,

em

sua

OU

aos nacionais

ECONÔMICO

DIGESTO

destes,

Tabela I — Espécies altamente migradoras, segundo o Projeto de Convenção sobre o Direito

por

zona econômica exclusiva, ado tando medidas de conservação, com 0 objetivo de assegurar o

cessão ou licença, para o es tabelecimento de empresas con juntas ou de qualquer modali

máximo rendimento sustentável

dade que tenha o efeito de tal

das espécies de interesse econô. mico. Com tais procedimentos, 0 Estado costeiro sempre leva rá em conta os efeitos da pesca sobre as espécies associadas com aquelas que são captura das ou destas dependentes, para a devida proteção.

transferência.

Quando o Estado costeiro não for capaz de explotar toda

a captura permissível de pes cado, em sua zona econômica exclusiva, permitirá a explotação do excedente a outros Es

51

— Tubarões — Cetorhinus

ma-

Quando nas-zonas econômi cas exclusivas de dois ou mais

Estados costeiros se encontrem as mesmas populações explota-

piidae, Carcharhinidae, Isuridae e Sphyrnidae.

das ou a estas associadas, es

tes Estados procurarão, direta mente ou por intermédio das organizações sub-regionais ou regionais convenientes, estabe lecer as necessárias medidas

de coordenação, para assegu rar a conservação e o cresci

mento dessas populações.

impondo m medidãi do conservação QUC jUlgUC neCCSsárias. Na seleção destes outros Estados se dará preferência àqueles em desenvolvimento, principalmente os que não têm litoral ou se apresentam com características geográficas es peciais, desde que situados na

â pesca cias espécies altamenlc ttiigradoras, relacionadas na

mesma sub-região ou região geográficas. O Estado que re ceber esta permissão não po

toda a área de

Os lístíidi )S

Agulhões

albicans^

Istiophorus

Istiophorus

platYP-

Makaíra indica. terus, kaira Mazara, Makaira nigricans, Tetrapturus albidus, Tetrapturus angustirostris, Te-

trapfurus audax, Tetrapturus belone, Tetrapturus georgel, Tetrapturus pfluegeri g Xiphías

quo

cxerccrcrn

tabela I, deverão cooperar di retamente ou através de orga nizações internacionais compe tentes, para garantir a conser vação de tais espécies e pro mover sua ótima utilização, em ocorrência de

cada população explotada, tan to fora quanto dentro da(s) zona(s) econômica(s) exciuslva(s) correspondente(s).

resox saurus saurus e Scomberesox saurus scombroldes.

Dourados

do l\^ar.

xtmus, Hexanchus gríseus, Rhincodon fypus e aquelas pertencentes às famílias Alo-

tados, mediante acordos que definam condiçDe.s o regulamon-

derá transferi-la direta ou in diretamente a outros Estados

ECONÔMICO

gladius.

— Atuns Thunnus âlalunga. Thunnus albacares, Thunnus atlanticus, Thunnus maccoyll,

Coryphaena )quiselís e Coryphaena híppu. rus.

— Japutas — espécies da famí lia Bramidae.

— Mamíferos (baleias, cacha lotes e focas) — espécies das famílias Balaenidae, Balaenop-

teridae, Delphinidae, Eschrichtiidae, Monodontidae, Physeteridae e Ziphiidae. Nada impedirá que o Esta do costeiro proiba, limite ou regulamente a explotação de mamíferos marinhos de forma

mais rostritivü do Que âQuela intcrnacíonalmente aceita, des de que isto se efetive em sua zona

econômica

exclusiva

ou

thynnus.

que alcance seus pescadores e empresas nacionais. Os Estados

Auxis rochet, Auxis thazard, Euthynnus afflnís, Euthynnus alletteratus e

devem cooperar para a conser vação dos mamíferos marinhos, através de organizações inter nacionais apropriadas.

Thunnus

obesus

e

Thunnus

Bonitos

Katsuwonus pelamis. — Cavalinha

Cololabis ado-

cetus, Cololabis saíra, Scombe-

Os Estados em cujos rios se originam as populações anádromas são primordialmente


DIGESTO

30

recursos

pesqueiros,

em

sua

OU

aos nacionais

ECONÔMICO

DIGESTO

destes,

Tabela I — Espécies altamente migradoras, segundo o Projeto de Convenção sobre o Direito

por

zona econômica exclusiva, ado tando medidas de conservação, com 0 objetivo de assegurar o

cessão ou licença, para o es tabelecimento de empresas con juntas ou de qualquer modali

máximo rendimento sustentável

dade que tenha o efeito de tal

das espécies de interesse econô. mico. Com tais procedimentos, 0 Estado costeiro sempre leva rá em conta os efeitos da pesca sobre as espécies associadas com aquelas que são captura das ou destas dependentes, para a devida proteção.

transferência.

Quando o Estado costeiro não for capaz de explotar toda

a captura permissível de pes cado, em sua zona econômica exclusiva, permitirá a explotação do excedente a outros Es

51

— Tubarões — Cetorhinus

ma-

Quando nas-zonas econômi cas exclusivas de dois ou mais

Estados costeiros se encontrem as mesmas populações explota-

piidae, Carcharhinidae, Isuridae e Sphyrnidae.

das ou a estas associadas, es

tes Estados procurarão, direta mente ou por intermédio das organizações sub-regionais ou regionais convenientes, estabe lecer as necessárias medidas

de coordenação, para assegu rar a conservação e o cresci

mento dessas populações.

impondo m medidãi do conservação QUC jUlgUC neCCSsárias. Na seleção destes outros Estados se dará preferência àqueles em desenvolvimento, principalmente os que não têm litoral ou se apresentam com características geográficas es peciais, desde que situados na

â pesca cias espécies altamenlc ttiigradoras, relacionadas na

mesma sub-região ou região geográficas. O Estado que re ceber esta permissão não po

toda a área de

Os lístíidi )S

Agulhões

albicans^

Istiophorus

Istiophorus

platYP-

Makaíra indica. terus, kaira Mazara, Makaira nigricans, Tetrapturus albidus, Tetrapturus angustirostris, Te-

trapfurus audax, Tetrapturus belone, Tetrapturus georgel, Tetrapturus pfluegeri g Xiphías

quo

cxerccrcrn

tabela I, deverão cooperar di retamente ou através de orga nizações internacionais compe tentes, para garantir a conser vação de tais espécies e pro mover sua ótima utilização, em ocorrência de

cada população explotada, tan to fora quanto dentro da(s) zona(s) econômica(s) exciuslva(s) correspondente(s).

resox saurus saurus e Scomberesox saurus scombroldes.

Dourados

do l\^ar.

xtmus, Hexanchus gríseus, Rhincodon fypus e aquelas pertencentes às famílias Alo-

tados, mediante acordos que definam condiçDe.s o regulamon-

derá transferi-la direta ou in diretamente a outros Estados

ECONÔMICO

gladius.

— Atuns Thunnus âlalunga. Thunnus albacares, Thunnus atlanticus, Thunnus maccoyll,

Coryphaena )quiselís e Coryphaena híppu. rus.

— Japutas — espécies da famí lia Bramidae.

— Mamíferos (baleias, cacha lotes e focas) — espécies das famílias Balaenidae, Balaenop-

teridae, Delphinidae, Eschrichtiidae, Monodontidae, Physeteridae e Ziphiidae. Nada impedirá que o Esta do costeiro proiba, limite ou regulamente a explotação de mamíferos marinhos de forma

mais rostritivü do Que âQuela intcrnacíonalmente aceita, des de que isto se efetive em sua zona

econômica

exclusiva

ou

thynnus.

que alcance seus pescadores e empresas nacionais. Os Estados

Auxis rochet, Auxis thazard, Euthynnus afflnís, Euthynnus alletteratus e

devem cooperar para a conser vação dos mamíferos marinhos, através de organizações inter nacionais apropriadas.

Thunnus

obesus

e

Thunnus

Bonitos

Katsuwonus pelamis. — Cavalinha

Cololabis ado-

cetus, Cololabis saíra, Scombe-

Os Estados em cujos rios se originam as populações anádromas são primordialmente


k'.',

DIGESTO

52

ECONÔMICO

responsáveis pela conservação

assegurando a entrada e saída

destes recursos pesqueiros, es

dos peixes migradores, nos/dos

tabelecendo medidas de regula mentação vigentes a partir dos respectivos limites externos

seus rios.

das

exclu

catádromas também se efetiva, rão apenas nas zonas económl'

De um modo geral, as pes

cas exclusivas. Quando os pei

zonas

econômicas

sivas.

exceto quando esta disposição

xes migram, tanto na fase ju venil quando durante a matura ção, através de mais de uma zona econômica exclusiva, tanto

acarretar perturbação econô mica a Estados distintos dos Estados de origem.

as medidas de proteção das populações quanto a pesca serão regidas por acordos entre os

carias de

espécies anádromas

serão

efetuadas

zonas

econômicas

somente

nas

exclusivas,

Na hipótese de haver pesca das espécies anádromas, além dos limites exteriores de zonas

econômicas exclusivas, os Es tados interessados devem che gar a um acordo, levando em conta a conservação das popu lações explotadas e as neces

sidades dos Estados de origem, com a fixação das capturas to tais permitidas.

Com respeito às espécies catádromas, os Estados costei ros em cujas águas elas pas sem a maior parte do ciclo vi

tal, serão conservação

responsáveis pela destas

espécies,

Ao decidirem sobre a cap

tura máxima permitida dos re cursos pesqueiros ou a adoção

Estados interessados,

sempre

presentes as responsabilidades daqueles Estados em cujas

águas elas permanecem durante a maior parte do ciclo vital. Todos os Estados continua

levar em conta os dados cien tíficos mais fidedignos, os fa tores ambientais e econômicos

meio marinho devem abranger

pertinentes, os efeitos sobre as espécies associadas e as neces

todas as fontes de poluição, incluindo-se aquelas destinadas a

sidades dos Estados em desen volvimento.

reduzir^ ao menor grau possí

conservação, os Estados devem

Os Estados farão o aporte periódico e o intercâmbio da informação científica disponí

vel, que diga respeito aos re cursos pesqueiros do alto mar, com vistas à sua mais adequa

da administração, prefepentemente através das organiza

ções sub-regionais ou regionais de pesca.

Em alto mar, nenhum Es tado sofrerá qualquer discrimi nação, de fato ou de direito,

rão com 0 direito de explotar cs recursos pesqueiros do alto mar, sujeitos a obrigações in

com respeito à explotação dos

ternacionais

definidas.

recursos pesqueiros.

tanto,

deverão

eles

Entre

cooperar

para a tomada de medidas ra cionais de conservação de tais recursos, propiciando a criação ou fortalecendo as organiza ções sub-regionais ou regionais de pesca.

lizando-se dos meios práticos disponíveis, na medida de suas possibilidades, individual ou

conjuntamente, esforçando-se para conseguirem a harmoniza ção de suas políticas. As medidas de proteção do

de qualquer outra medida de

As pescarias das espécies

53

DIGESTO ECONÔMICO

exercida contra seus nacionais,

Proteção Ambiental Os Estados tomarão as me

didas necessárias

para preve

nir, reduzir ou controlar a po

luição do ambiente marinho, oriunda de qualquer fonte, uti-

vel, 0 que abaixo se indica: — descargas de substân cias tóxicas, prejudiciais ou nocivas, especialmente as que sejam persistentes;

— poluição causada por barcos, com medidas que pre vinam acidentes e permitam en frentar casos de urgência; — poluição procedente de instalações e dispositivos utili zados na exploração e explotação dos recursos naturais do fundo e subsolo marinhos;

— poluição oriunda de ou tras instalações e dispositivos que funcionem no meio mari nho.

Entre as medidas de prote ção ambiental devem se encon trar aquelas destinadas a pre servar

os

ecossistemas

mari

nhos raros e/ou frágeis, bem


k'.',

DIGESTO

52

ECONÔMICO

responsáveis pela conservação

assegurando a entrada e saída

destes recursos pesqueiros, es

dos peixes migradores, nos/dos

tabelecendo medidas de regula mentação vigentes a partir dos respectivos limites externos

seus rios.

das

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catádromas também se efetiva, rão apenas nas zonas económl'

De um modo geral, as pes

cas exclusivas. Quando os pei

zonas

econômicas

sivas.

exceto quando esta disposição

xes migram, tanto na fase ju venil quando durante a matura ção, através de mais de uma zona econômica exclusiva, tanto

acarretar perturbação econô mica a Estados distintos dos Estados de origem.

as medidas de proteção das populações quanto a pesca serão regidas por acordos entre os

carias de

espécies anádromas

serão

efetuadas

zonas

econômicas

somente

nas

exclusivas,

Na hipótese de haver pesca das espécies anádromas, além dos limites exteriores de zonas

econômicas exclusivas, os Es tados interessados devem che gar a um acordo, levando em conta a conservação das popu lações explotadas e as neces

sidades dos Estados de origem, com a fixação das capturas to tais permitidas.

Com respeito às espécies catádromas, os Estados costei ros em cujas águas elas pas sem a maior parte do ciclo vi

tal, serão conservação

responsáveis pela destas

espécies,

Ao decidirem sobre a cap

tura máxima permitida dos re cursos pesqueiros ou a adoção

Estados interessados,

sempre

presentes as responsabilidades daqueles Estados em cujas

águas elas permanecem durante a maior parte do ciclo vital. Todos os Estados continua

levar em conta os dados cien tíficos mais fidedignos, os fa tores ambientais e econômicos

meio marinho devem abranger

pertinentes, os efeitos sobre as espécies associadas e as neces

todas as fontes de poluição, incluindo-se aquelas destinadas a

sidades dos Estados em desen volvimento.

reduzir^ ao menor grau possí

conservação, os Estados devem

Os Estados farão o aporte periódico e o intercâmbio da informação científica disponí

vel, que diga respeito aos re cursos pesqueiros do alto mar, com vistas à sua mais adequa

da administração, prefepentemente através das organiza

ções sub-regionais ou regionais de pesca.

Em alto mar, nenhum Es tado sofrerá qualquer discrimi nação, de fato ou de direito,

rão com 0 direito de explotar cs recursos pesqueiros do alto mar, sujeitos a obrigações in

com respeito à explotação dos

ternacionais

definidas.

recursos pesqueiros.

tanto,

deverão

eles

Entre

cooperar

para a tomada de medidas ra cionais de conservação de tais recursos, propiciando a criação ou fortalecendo as organiza ções sub-regionais ou regionais de pesca.

lizando-se dos meios práticos disponíveis, na medida de suas possibilidades, individual ou

conjuntamente, esforçando-se para conseguirem a harmoniza ção de suas políticas. As medidas de proteção do

de qualquer outra medida de

As pescarias das espécies

53

DIGESTO ECONÔMICO

exercida contra seus nacionais,

Proteção Ambiental Os Estados tomarão as me

didas necessárias

para preve

nir, reduzir ou controlar a po

luição do ambiente marinho, oriunda de qualquer fonte, uti-

vel, 0 que abaixo se indica: — descargas de substân cias tóxicas, prejudiciais ou nocivas, especialmente as que sejam persistentes;

— poluição causada por barcos, com medidas que pre vinam acidentes e permitam en frentar casos de urgência; — poluição procedente de instalações e dispositivos utili zados na exploração e explotação dos recursos naturais do fundo e subsolo marinhos;

— poluição oriunda de ou tras instalações e dispositivos que funcionem no meio mari nho.

Entre as medidas de prote ção ambiental devem se encon trar aquelas destinadas a pre servar

os

ecossistemas

mari

nhos raros e/ou frágeis, bem


34

DIGESTO

como 0 habitat das espécies em

ECONÔMICO

ameaçadas

mentar, autorizar e realizar in vestigações científicas em seu mar territorial, zona econômi

Os Estados cooperarão, di

ca exclusiva e plataforma con

vias de extinção, ou em perigo.

retamente ou através de orga nizações internacionais compe tentes, na promoção de estudos ou programas de investigação científica, fomentando o inter

câmbio de informações e da dos obtidos, que digam respeito à poluição marinha.

princípios

Em circunstâncias nor mais, Q Estado costeiro outor

gará seu consentimento para que outros Estados ou organi zações internacionais compe tentes realizem investigações

gerais

que

econô

mica exclusiva e plataforma continental, desde que não con trariem os princípios gerais ci tados, com 0 objetivo de au

nortearão a realização de in vestigações científicas mari-

mentar o conhecimento

nhas serão os seguintes:

nefício de toda a humanidade.

— destinação exclusiva pa ra fins pacíficos; — realização com métodos e meios apropriados e interna

cionalmente aceitáveis; — sem interferência injus

tificada com os usos legítimos do mar;

— respeito aos regulamen

tos internacionais pertinentes, inclusive os destinados à pro teção e preservação do meio marinho.

Cada Estado costeiro tem o

direito

exclusivo

de

regula-

cientí

fico do meio marinho, em be Entretanto,

tal

consenti-

mento poderá ser negado. quando os projetos de investi

gações tenham importância di reta para a exploração e ex-

plotação dos recursos naturais;

quando acarretem perfurações

na plataforma continental, com a utilização de explosivos ou introdução

de substâncias

no-

eivas ao meio marinho; quan

do determinem

a construção,

funcionamento ou utilização de ilhas artificiais e diversas outras instalações ou estrutu ras; quando não contenham as

55

informações necessárias sobre a índole e os objetivos das pes quisas.

Ao

realizar

científicas

científicas em sua zona

Investigação Cientifica

Os

tinental.

DIGESTO ECONÔMICO

investigações

marinhas

na

— informar prontamente ao Estado costeiro de qualquer mudança importante nos pro gramas de investigações; — retirar as instalações ou

zona

econômica exclusiva ou na pla taforma continental de um Es

tado costeiro, os outros Esta dos e organizações internacio nais competentes se sujeitarão às seguintes condições;

— garantir ao Estado cos teiro 0 direito de participar ou estar representado nos projetos de investigações; — proporcionar ao Estado costeiro, caso este solicite, in

formações preliminares, resul

equipamentos científicos, logo após 0 término das investiga ções, a não ser que se tenha acordado de outra maneira.

Cabe

ao

Estado

costeiro

suspender ou fazer cessar quaisquer atividades de inves tigação, conduzidas por outros Estados ou organizações inter nacionais competentes em sua zona

econômica

na

plataforma

exclusiva

ou

continental,

quando não houver fornecimen to

de

informações

ou

não

tados e conclusões das investi gações;

cumprimento de condições in

— assegurar ao Estado cos Ú teiro, se for 0 seu desejo,

Os Estados fomentarão o desenvolvimento da ciência e

acesso a todos os dados e amostras resultantes das inves

tigações, facilitando a tomada de cópias dos dados e divisão das amostras, bem como a ne cessária assistência

em

sua

avaliação ou interpretação; — divulgar os resultados das investigações, em escala internacional, por meios na cionais ou internacionais apro priados;

ternacionalmente aceitáveis.

tecnologia marinhas, através de assistência técnica, parti cularmente dirigida aos Esta dos em desenvolvimento, in cluídos entre estes os Estados sem litoral ou em situação geo

gráfica desvantajosa, no tocan te à exploração, explotação, conservação e administração dos recursos marinhos, bem como à proteção e preservação do meio marinho, à investiga-


34

DIGESTO

como 0 habitat das espécies em

ECONÔMICO

ameaçadas

mentar, autorizar e realizar in vestigações científicas em seu mar territorial, zona econômi

Os Estados cooperarão, di

ca exclusiva e plataforma con

vias de extinção, ou em perigo.

retamente ou através de orga nizações internacionais compe tentes, na promoção de estudos ou programas de investigação científica, fomentando o inter

câmbio de informações e da dos obtidos, que digam respeito à poluição marinha.

princípios

Em circunstâncias nor mais, Q Estado costeiro outor

gará seu consentimento para que outros Estados ou organi zações internacionais compe tentes realizem investigações

gerais

que

econô

mica exclusiva e plataforma continental, desde que não con trariem os princípios gerais ci tados, com 0 objetivo de au

nortearão a realização de in vestigações científicas mari-

mentar o conhecimento

nhas serão os seguintes:

nefício de toda a humanidade.

— destinação exclusiva pa ra fins pacíficos; — realização com métodos e meios apropriados e interna

cionalmente aceitáveis; — sem interferência injus

tificada com os usos legítimos do mar;

— respeito aos regulamen

tos internacionais pertinentes, inclusive os destinados à pro teção e preservação do meio marinho.

Cada Estado costeiro tem o

direito

exclusivo

de

regula-

cientí

fico do meio marinho, em be Entretanto,

tal

consenti-

mento poderá ser negado. quando os projetos de investi

gações tenham importância di reta para a exploração e ex-

plotação dos recursos naturais;

quando acarretem perfurações

na plataforma continental, com a utilização de explosivos ou introdução

de substâncias

no-

eivas ao meio marinho; quan

do determinem

a construção,

funcionamento ou utilização de ilhas artificiais e diversas outras instalações ou estrutu ras; quando não contenham as

55

informações necessárias sobre a índole e os objetivos das pes quisas.

Ao

realizar

científicas

científicas em sua zona

Investigação Cientifica

Os

tinental.

DIGESTO ECONÔMICO

investigações

marinhas

na

— informar prontamente ao Estado costeiro de qualquer mudança importante nos pro gramas de investigações; — retirar as instalações ou

zona

econômica exclusiva ou na pla taforma continental de um Es

tado costeiro, os outros Esta dos e organizações internacio nais competentes se sujeitarão às seguintes condições;

— garantir ao Estado cos teiro 0 direito de participar ou estar representado nos projetos de investigações; — proporcionar ao Estado costeiro, caso este solicite, in

formações preliminares, resul

equipamentos científicos, logo após 0 término das investiga ções, a não ser que se tenha acordado de outra maneira.

Cabe

ao

Estado

costeiro

suspender ou fazer cessar quaisquer atividades de inves tigação, conduzidas por outros Estados ou organizações inter nacionais competentes em sua zona

econômica

na

plataforma

exclusiva

ou

continental,

quando não houver fornecimen to

de

informações

ou

não

tados e conclusões das investi gações;

cumprimento de condições in

— assegurar ao Estado cos Ú teiro, se for 0 seu desejo,

Os Estados fomentarão o desenvolvimento da ciência e

acesso a todos os dados e amostras resultantes das inves

tigações, facilitando a tomada de cópias dos dados e divisão das amostras, bem como a ne cessária assistência

em

sua

avaliação ou interpretação; — divulgar os resultados das investigações, em escala internacional, por meios na cionais ou internacionais apro priados;

ternacionalmente aceitáveis.

tecnologia marinhas, através de assistência técnica, parti cularmente dirigida aos Esta dos em desenvolvimento, in cluídos entre estes os Estados sem litoral ou em situação geo

gráfica desvantajosa, no tocan te à exploração, explotação, conservação e administração dos recursos marinhos, bem como à proteção e preservação do meio marinho, à investiga-


s?

DIGESTO ECONÔMICO

SS55”'S|SSSSSS2§2~-~-SS^-S55S:-§Sí;;-SS§S5iÍ3-ͧ

i

£

I

I

uos ni\GÍs de participação das chamadas espécies nobres, ao lado do rápido declínio da ex()!otação dacjuelas destinadas à ledução em farinha e óleo. Estes são aspectos frustrantes, pondo cm suspeição a eficiência das me didas de administração pes queira. tanto nos niveis na

çào científica e outras ativida des

1

s««

s

c

internacionalmente

legiti

mas.

S

I

Atuais e Futuras Pescarias

As recentes capturas mun C''''

diais de pescado marinho (ta belas II e III), mostram uma certa estabilização dos volu mes anuais de produção. Isto decorre de dois fatores princi pais: estagnação e'ou queda

s 3

2 2

s

2

i

o

8

SS2 jo ●- O in 05

I

3

cionais

como

apesar

do

no

internacional,

crescente

conheci-

sS§iâ2?|SÍKSSÍ|g?Sg532«l§§s52S§ÍSSSSgSSS

i 5”2S55gi^S2|ggSÇg§SSsa2|2§e|S2SS- S j,-o«<o

s t£, íQ

ffy

5

2

I I

lO

8

i

1

Tabela III - Capturas mundiais de mamíferos

de espécies,

durante

marinhos,

por grupos

os anos de 1974/1979

I Grupo de

Uni

Temporadas

Média

da especies

I K

õ““

I

I

I %

74/75

75/76

76/77

77/78

78/79

n9

29.267

21.792

16.251

12.720

10.544

I

ô;

S

de

●E

baleias maio res

18.115

Grupos de

Uni da

espécies

des

1975

1976

1977

1978

1979

nÇ

14.393

13.432

16.453

13.049

14.377

14.341

t

3.355

3.608

3.702

3.337

2.886

3.378

n9

372.765

339.424

348.001

352.912

355.901

353.801

Anos Medias

2

baleias

meno

res

1 I

golfinhos outros

I

I >-

I í-

%

mamí

feros

U.

Fonte: ches

FAO

(1980)

and landings.

- Yearbook

of

fishery

statisties -

1979

.

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çào científica e outras ativida des

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I

Atuais e Futuras Pescarias

As recentes capturas mun C''''

diais de pescado marinho (ta belas II e III), mostram uma certa estabilização dos volu mes anuais de produção. Isto decorre de dois fatores princi pais: estagnação e'ou queda

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Tabela III - Capturas mundiais de mamíferos

de espécies,

durante

marinhos,

por grupos

os anos de 1974/1979

I Grupo de

Uni

Temporadas

Média

da especies

I K

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I

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18.115

Grupos de

Uni da

espécies

des

1975

1976

1977

1978

1979

nÇ

14.393

13.432

16.453

13.049

14.377

14.341

t

3.355

3.608

3.702

3.337

2.886

3.378

n9

372.765

339.424

348.001

352.912

355.901

353.801

Anos Medias

2

baleias

meno

res

1 I

golfinhos outros

I

I >-

I í-

%

mamí

feros

U.

Fonte: ches

FAO

(1980)

and landings.

- Yearbook

of

fishery

statisties -

1979

.

Cat-


DIGESTO

mcnlo científico disponível so

bre os oceanos e mares adja centes, recursos pesqueiros ma rinhos e dinâmica das popula ções,

ao

lado de

melhor

tec

nologia de pesca e processa mento do pescado. Algumas característicasdis tinguem a pesca de outros em

preendimentos, difícil

o

tornando bem

estabelecimento

de

efetivas e apropriadas medidas de administração pesqueira.

Entre tais características, des tacam-se aquelas de maior im

portância,

assim consideradas

por Christy Jr. (1973): — 0 comportamento migra tório da maioria dos recursos pesqueiros;

— 0 fato da explotação se concentrar sobre estoques naturais, não susceptíveis de cultivo, com níveis limitados de produção; — as complexas e múltiplas interrelações entre os recursos

ECONÔMICO

sentemente atuantes, acreditase na expansão da produção

mundial de pescado, com esti mativas feitas até para o ano

2000 (tabela IV), quando se espera a crescente participação dos países em desenvolvimen to, suplantando os níveis de capturas daqueles considerados desenvolvidos.

As

aumento das capturas mundiais de pescado, com a racional ad ministração dos recursos ex-

plotados, podem ser resumidas às três seguintes, propostas por Robinson (1980): — esforços para aumentar a pródução das espécies con vencionais que permanecem subexplotadas, juntamente com a explotação daquelas nao convencionais e o desenvolvimento

da aquacultura; — melhor utilização das es.

pécies que são explotadas, pela

de

— a geral concepção de que os recursos pesqueiros constituem propriedade co mum, com livre c aberto aces so à sua explotação.

— atenção para os proble mas de administração dos re cursos atualmente cxplotados, assGgurando-se os desejados benefícios econômicos e sociais. Os mais altos níveis de

e

o

esforço

pesca;

Apesar das condições pre-

ECONÔMICO

produtividade

primária

dos

59

espaços marinhos são encon trados nas zonas de ressurgência e nas plataformas conti nentais (tabela V), que em conjunto apresentam o poten cial pesqueiro de 99,5% daquele

que corresponde a todos os oceanos e mares adjacentes,

que é estimado em 94,34 x 10® t/ano

(tabela VI).

Acontece que as zonas de ressurgência, na sua quase

expressas Tabcla IV - Estimativas da produção mundial de pescado, re em milhões de toneladas métricas, segundo grupos de países e

giões geográficas.

ações para o previsto

redução dos desperdícios agora observados;

explotados

DIGESTO

Anos

Grupos de países e regiões geográficas

Países

em desenvolvimento

-América

Latina

-África

1980

1990

2000

37,3

45, 6

51,9

7,6

9,0

10,2

4,1

5,1

6,0

-Oriente

Próximo

1,0

1,3

1,5

-Extremo

Oriente

12,6

15,6

18,1

11,5

13,8

15,3

0,5

0,7

0,7

38, 0

39,1

40,6

4,9

6,4

6,9

12,5

12, 9

-Asia

(países socialistas)

-Outros países Países desenvolvidos -América

do Norte

11,7

-Europa Ocidental

"Comunidade Econômica Européia -Outros países

-Europa Oriental e União Soviética -Oceania

-Outros países Produção mundial Fonte;

Robinson

and aranagement.

(1980) - World fisheries to

5,2

5,3

5,5

6,5

7,2

7,4

10,6

9,7

10,0

0,3

0,4

0, 6

10,6

10,1

10,2

75,3

84,7

92,5

2000

.

Supply,

demand


DIGESTO

mcnlo científico disponível so

bre os oceanos e mares adja centes, recursos pesqueiros ma rinhos e dinâmica das popula ções,

ao

lado de

melhor

tec

nologia de pesca e processa mento do pescado. Algumas característicasdis tinguem a pesca de outros em

preendimentos, difícil

o

tornando bem

estabelecimento

de

efetivas e apropriadas medidas de administração pesqueira.

Entre tais características, des tacam-se aquelas de maior im

portância,

assim consideradas

por Christy Jr. (1973): — 0 comportamento migra tório da maioria dos recursos pesqueiros;

— 0 fato da explotação se concentrar sobre estoques naturais, não susceptíveis de cultivo, com níveis limitados de produção; — as complexas e múltiplas interrelações entre os recursos

ECONÔMICO

sentemente atuantes, acreditase na expansão da produção

mundial de pescado, com esti mativas feitas até para o ano

2000 (tabela IV), quando se espera a crescente participação dos países em desenvolvimen to, suplantando os níveis de capturas daqueles considerados desenvolvidos.

As

aumento das capturas mundiais de pescado, com a racional ad ministração dos recursos ex-

plotados, podem ser resumidas às três seguintes, propostas por Robinson (1980): — esforços para aumentar a pródução das espécies con vencionais que permanecem subexplotadas, juntamente com a explotação daquelas nao convencionais e o desenvolvimento

da aquacultura; — melhor utilização das es.

pécies que são explotadas, pela

de

— a geral concepção de que os recursos pesqueiros constituem propriedade co mum, com livre c aberto aces so à sua explotação.

— atenção para os proble mas de administração dos re cursos atualmente cxplotados, assGgurando-se os desejados benefícios econômicos e sociais. Os mais altos níveis de

e

o

esforço

pesca;

Apesar das condições pre-

ECONÔMICO

produtividade

primária

dos

59

espaços marinhos são encon trados nas zonas de ressurgência e nas plataformas conti nentais (tabela V), que em conjunto apresentam o poten cial pesqueiro de 99,5% daquele

que corresponde a todos os oceanos e mares adjacentes,

que é estimado em 94,34 x 10® t/ano

(tabela VI).

Acontece que as zonas de ressurgência, na sua quase

expressas Tabcla IV - Estimativas da produção mundial de pescado, re em milhões de toneladas métricas, segundo grupos de países e

giões geográficas.

ações para o previsto

redução dos desperdícios agora observados;

explotados

DIGESTO

Anos

Grupos de países e regiões geográficas

Países

em desenvolvimento

-América

Latina

-África

1980

1990

2000

37,3

45, 6

51,9

7,6

9,0

10,2

4,1

5,1

6,0

-Oriente

Próximo

1,0

1,3

1,5

-Extremo

Oriente

12,6

15,6

18,1

11,5

13,8

15,3

0,5

0,7

0,7

38, 0

39,1

40,6

4,9

6,4

6,9

12,5

12, 9

-Asia

(países socialistas)

-Outros países Países desenvolvidos -América

do Norte

11,7

-Europa Ocidental

"Comunidade Econômica Européia -Outros países

-Europa Oriental e União Soviética -Oceania

-Outros países Produção mundial Fonte;

Robinson

and aranagement.

(1980) - World fisheries to

5,2

5,3

5,5

6,5

7,2

7,4

10,6

9,7

10,0

0,3

0,4

0, 6

10,6

10,1

10,2

75,3

84,7

92,5

2000

.

Supply,

demand


Rn

DIGESTO

totalidade

e

com

exclusão

Antártica, ficarão

da

sujeitas às

jurisdições dos Estados costei ros, juntamente com as plata formas

continentais,

estiman-

do-se que abrangerão cerca de 40,6% dos espaços marinhos (tabela VII), segundo as dis-

ECONÔMICO

posições do Projeto de Conven ção sobre o Direito do Mar. Os 10 países com maiores áreas que ficarão sujeitas às suas

DIGESTO

ECONÔMICO

Tabela VI - Estimativas do potencial pesqueiro

da

Estados

América,

França,

Inda

Potencial

Espaços marinhos

(10® t/ano)

Zonas de ressurgência -Pacifico Tropical Oriental - Ilhas Marquesas -outras

0,54

áreas

45,93

Plataformas continentais

primária.

47,36

Outras áreas oceânicas

0,51 94,34

Total

Produtividade

Areas

Espaços marinhos

(10®t de car

(10^ kra^)

Zonas de ressurgência -áreas costeiras -áreas não costeiras

494

43, 29

14.464

1.222,40

-Antártica Plataformas

continentais

Outras áreas oceânicas

f)-

Totais

Fonte; of

Rounsefell

marine

(1975)

- Ecology,

160

23,52

30.506

4.423,37

289.479

20.987,24

362.000

27.945,37

utílization,

and

Rounsefell

marine

(1975)

- Ecology,

de Convenção

pesqueiros

manaqement

marinhos,

Nova Zelândia, Canadá, União Soviética, Japão e Brasil (ta

que

bela VHP.

— crescente importância dos Estados costeiros, sob cujas responsabilidades fi

Estes fatos indicam algu mas perspectivas no tocante à

futura administração dos

re¬

podem

assim

ser

o

Projeto

10^ km 2

todas

as

zonas

econômicas

exclusivas

todas

as

zonas

econômicas

exclusivas

acrescidas

cursos

manaqement

Areas

de

faixas

externas

ex

35,8

129

das

plataformas continentais

Indonésia,

and

sobre o Direito do Mar.

Espaços marinhos

fisheries.

glaterra, Austrália,

utilization,

fisheries.

Tabela VII - Distribuição dos espaços marinhos, segundo

1.245,55

26.897

Fonte; of

bono/ano )

-Pacífico Tropical Oriental

mari

Unidos

Tabela V - Espaços marinhos cora as correspondentes estimativas

produtividade

dos espaços

nhos.

respectivas jurisdições, serão os seguintes, em ordem de crescente:

fil

146

(1)

40,6

alto mar/zona

215

59,4

Total dos oceanos e mares adjacentes

361

100,0

(1)

pressas;

carão

os

controles

da

Observação;

(1) - indica que o valor á estimado.

Fonte;

Jenisch

Tenth

Session.

(1981)

- The Law of the Sea Conference Before

Its


Rn

DIGESTO

totalidade

e

com

exclusão

Antártica, ficarão

da

sujeitas às

jurisdições dos Estados costei ros, juntamente com as plata formas

continentais,

estiman-

do-se que abrangerão cerca de 40,6% dos espaços marinhos (tabela VII), segundo as dis-

ECONÔMICO

posições do Projeto de Conven ção sobre o Direito do Mar. Os 10 países com maiores áreas que ficarão sujeitas às suas

DIGESTO

ECONÔMICO

Tabela VI - Estimativas do potencial pesqueiro

da

Estados

América,

França,

Inda

Potencial

Espaços marinhos

(10® t/ano)

Zonas de ressurgência -Pacifico Tropical Oriental - Ilhas Marquesas -outras

0,54

áreas

45,93

Plataformas continentais

primária.

47,36

Outras áreas oceânicas

0,51 94,34

Total

Produtividade

Areas

Espaços marinhos

(10®t de car

(10^ kra^)

Zonas de ressurgência -áreas costeiras -áreas não costeiras

494

43, 29

14.464

1.222,40

-Antártica Plataformas

continentais

Outras áreas oceânicas

f)-

Totais

Fonte; of

Rounsefell

marine

(1975)

- Ecology,

160

23,52

30.506

4.423,37

289.479

20.987,24

362.000

27.945,37

utílization,

and

Rounsefell

marine

(1975)

- Ecology,

de Convenção

pesqueiros

manaqement

marinhos,

Nova Zelândia, Canadá, União Soviética, Japão e Brasil (ta

que

bela VHP.

— crescente importância dos Estados costeiros, sob cujas responsabilidades fi

Estes fatos indicam algu mas perspectivas no tocante à

futura administração dos

re¬

podem

assim

ser

o

Projeto

10^ km 2

todas

as

zonas

econômicas

exclusivas

todas

as

zonas

econômicas

exclusivas

acrescidas

cursos

manaqement

Areas

de

faixas

externas

ex

35,8

129

das

plataformas continentais

Indonésia,

and

sobre o Direito do Mar.

Espaços marinhos

fisheries.

glaterra, Austrália,

utilization,

fisheries.

Tabela VII - Distribuição dos espaços marinhos, segundo

1.245,55

26.897

Fonte; of

bono/ano )

-Pacífico Tropical Oriental

mari

Unidos

Tabela V - Espaços marinhos cora as correspondentes estimativas

produtividade

dos espaços

nhos.

respectivas jurisdições, serão os seguintes, em ordem de crescente:

fil

146

(1)

40,6

alto mar/zona

215

59,4

Total dos oceanos e mares adjacentes

361

100,0

(1)

pressas;

carão

os

controles

da

Observação;

(1) - indica que o valor á estimado.

Fonte;

Jenisch

Tenth

Session.

(1981)

- The Law of the Sea Conference Before

Its


62

DIGESTO

ECONÔMICO

Tabela VIII - Maiores áreas ararinhas sujeitas a jurisdições nais,

nacio

segundo o Projeto de Convenção sobre o Direito do Mar.

63

DIGESTO ECONÔMICO

marinhos

queiros

explotados

pelos Estados costeiros, dimi nuindo

a

influência

daqueles

não costeiros;

Estados

Ãreas

costeiros

Unidos da América

15.000.000

(

7.825.000 11.000.000

França Inglaterra

10.000.000

Austrália,

7.006.500

Indonésia

5.408.600

Nova

4.833.000

Zelândia

Canadá União

4.697.700

Soviética

3.861.100

Brasil

3.168.400

Observações;

(1)

possess^ss uiLr-amajrinas; a

Baía

de

(4}

(3)

Jenisch

Tenth

Session.

aumento

te à proteção ambiental, assegurando condições de sobrevivência para os recursos pesqueiros;

Tabela IX - Tentativa de separação das recentes capturas anuais de

(3)

pescado,

por grandes grupos,considerando os espaços marinhos

Projeto de Convenção sobre o Direito do Mar. Os valores

apresentados devem ser considerados como simples indicações. Porcentagens

Grandes grupos

(2)

- incluindo todas

Estados

alto

costeiros

mar

Peixes

diádromos

2,6

Peixes

marinhos

82,0

4,0

Crustáceos marinhos

4,0

0,2

Moluscos

marinhos

6,0

1,0

invertebrados

0,2

as

(5)

- The Law of the Sea Conference Before

Its

Répteis marinhos

fluências decisivas quanto à administração global dos re¬

pesqueiros

marinhos,

entre os quais predominam países desenvolvidos; — relevante

papel

a

ser

desempenhado pelas organiza ções sub-regionais ou regionais de pesca, na coordenação de ações relacionadas com

ministração

a ad

de recursos pes-

94,8

5,2 80,0

Baleias

maiores

20,0

Baleias

menores

40,0

60,0

Golfinhos

60,0

40, 0

Outros mamíferos

80, 0

20,0

Observações; (1) - incluindo partes das capturas de atuns, tos, agulhões, tubarões e miscelânea; (2) - corresponde ao (crustáceos planctõnicos);

(1) (2) (3)

0,0

Totais

cursos

do

relativos

(5)

- incluindo Papua Nova Guini>

quase totalidade das capturas marinhas de pescado; — grande disparidade no tamanho das áreas sujeitas a jurisdições nacionais, favore cendo um pequeno grupo de países, os quais exercerão in

sob

jurisdição dos Estados costeiros e o alto mar, em decorrência

Í4)

Hudson.

(1981)

— maiores responsabilidades

(3)

Outros

Fonte;

que

(2)

- incluindo o Havaí e ilhas do Pacífico;

excluindo o Havaí e ilhas do Pacífico? incluindo

(1)

4.490.300

Japão

de

da necessidade e importância dos acordos de pesca, entre Estados com costas adjacentes ou

(km^)

frente a frente,

dos Estados costeiros no tocan

— tendência Estados

situados

explütam os mesmos recursos.

(3)

incluindo

as

lulas

e

sibas.

boni krill


62

DIGESTO

ECONÔMICO

Tabela VIII - Maiores áreas ararinhas sujeitas a jurisdições nais,

nacio

segundo o Projeto de Convenção sobre o Direito do Mar.

63

DIGESTO ECONÔMICO

marinhos

queiros

explotados

pelos Estados costeiros, dimi nuindo

a

influência

daqueles

não costeiros;

Estados

Ãreas

costeiros

Unidos da América

15.000.000

(

7.825.000 11.000.000

França Inglaterra

10.000.000

Austrália,

7.006.500

Indonésia

5.408.600

Nova

4.833.000

Zelândia

Canadá União

4.697.700

Soviética

3.861.100

Brasil

3.168.400

Observações;

(1)

possess^ss uiLr-amajrinas; a

Baía

de

(4}

(3)

Jenisch

Tenth

Session.

aumento

te à proteção ambiental, assegurando condições de sobrevivência para os recursos pesqueiros;

Tabela IX - Tentativa de separação das recentes capturas anuais de

(3)

pescado,

por grandes grupos,considerando os espaços marinhos

Projeto de Convenção sobre o Direito do Mar. Os valores

apresentados devem ser considerados como simples indicações. Porcentagens

Grandes grupos

(2)

- incluindo todas

Estados

alto

costeiros

mar

Peixes

diádromos

2,6

Peixes

marinhos

82,0

4,0

Crustáceos marinhos

4,0

0,2

Moluscos

marinhos

6,0

1,0

invertebrados

0,2

as

(5)

- The Law of the Sea Conference Before

Its

Répteis marinhos

fluências decisivas quanto à administração global dos re¬

pesqueiros

marinhos,

entre os quais predominam países desenvolvidos; — relevante

papel

a

ser

desempenhado pelas organiza ções sub-regionais ou regionais de pesca, na coordenação de ações relacionadas com

ministração

a ad

de recursos pes-

94,8

5,2 80,0

Baleias

maiores

20,0

Baleias

menores

40,0

60,0

Golfinhos

60,0

40, 0

Outros mamíferos

80, 0

20,0

Observações; (1) - incluindo partes das capturas de atuns, tos, agulhões, tubarões e miscelânea; (2) - corresponde ao (crustáceos planctõnicos);

(1) (2) (3)

0,0

Totais

cursos

do

relativos

(5)

- incluindo Papua Nova Guini>

quase totalidade das capturas marinhas de pescado; — grande disparidade no tamanho das áreas sujeitas a jurisdições nacionais, favore cendo um pequeno grupo de países, os quais exercerão in

sob

jurisdição dos Estados costeiros e o alto mar, em decorrência

Í4)

Hudson.

(1981)

— maiores responsabilidades

(3)

Outros

Fonte;

que

(2)

- incluindo o Havaí e ilhas do Pacífico;

excluindo o Havaí e ilhas do Pacífico? incluindo

(1)

4.490.300

Japão

de

da necessidade e importância dos acordos de pesca, entre Estados com costas adjacentes ou

(km^)

frente a frente,

dos Estados costeiros no tocan

— tendência Estados

situados

explütam os mesmos recursos.

(3)

incluindo

as

lulas

e

sibas.

boni krill


DIGESTO

controle

decisivo

dos

ECONÔMICO

— espera-se

uma

redução das

capturar,

coninuia

Esiadüs costeiros sobre as in

da

vestigações científicas relacio

atuns e afins em alto mar uma

nadas com a exploração e ex-

.'cz que as atuais pescarias destes peixes tendem a se con

plolação pesqueiras;

centrar

redução da das

importância

chamadas pescas interna

cionais, cum acesso

livre

a

todos os Estados.

No âmbito das projeções referentes às futuras pescas marítimas, num processo ten tativo de separação das atuais

capturas anuais de por grandes grupos,

pescado, destaca

mos as seguintes, com base nos valores indicativos apresentados na tabela IX:

nas

zonas

de

dos

ressur-

DIGESTO ECONÔMICO

desenvolvimento das pescas marinhas, com reflexos maiores

naquelas conduzidas a grandes distâncias dos portos de bases das frotas, nas operações em águas do alto mar.

gcncia:

-- a explotação baleeira nu alto mar mostra declinio acc-ri-

luado, princípalmente con- res peito às baleias maiores ten dência que persistirá no luluro próximo; — que a única possibilida de de grande expansão das pescas do alto mar dependerá do aumento das capturas do krill (crustáceos pianctônicos). iniciadas a partir do ano de

65

As previstas mudanças no Direito

do

muito

bem

Mar os

acobertam

interesses

de

produção

Alternatíve

marine fisheries:

ser mantida

a atual

relação

entre os grandes grupos; -— que as pescarias em al

io mar se restringirão à explo

Finalmente, nunca se deve

com tação de poucos grupos, destaque para os atuns e afins, as baleias e o krill (crustáceos pianctônicos):

esquecer que o continuado au

mento dos preços dos combus

tíveis,

observado

em

todo

0

mundo, é um sério obstáculo ao

FAO — 1980

of

Rangel, V. M. — 1981 — A nova Convenção sobre o Direi Problemas

Brasi

Over

Robinson, M. A. — 1980 —

Fu

World fisheries to 2000. Supply, demand and management. Maríne Police, Guilford 4 (1): 19

tional Studies of Fishery Ar rangements. X + 91 pp., 2 figs., Washington.

Resources

for

ture, Inc./Program of Interna

conservacionistas.

62/WP. 10/Rev. 3*. 207 pp. Généve.

the

suas

ções

el De

an

View.

micas exclusivas, caso persis tam as atuais pressões exerci das por países e/ou organiza

el Derecho dei Mar (Texto Ofi cioso). Naciones Unidas/Ter-

arrangements

mesmo proibam a explotação de mamíferos marinhos, em econô

Convenclón sobre

leiros, São Paulo, XVm (199): 20 — 33, (18) figs.

—

zonas

de

Christy Jr., F. T. - 1973 for

respectivas

Naciones Unidas — 1980 —

Proyecto

to do Mar.

criem

ou

Hamburg, 32 (1); 15 — 28.

Referências Bibliográficas

le número de Estados costeiros

maiores

Aussen Po-

recho dei Mar, doc. A/CONF.

mundial de pescado

restrições

Its Tenth Session.

dos costeiros, devendo acarre tar novo arranjo no grupo dos países maiores produtores, pela redução de áreas para a livre atuação das frotas de pesca.

Estima-sc que um crescen

marinho (excluindo-se os mamiferos), serão oriundos de águas sob jurisdição dos Esta dos costeiros, na.,hipótese de

The

cera Conferência sobre

1974.

de 95%

—

explotação pesqueira dos Esta

da

-- que cerca

Jenisch. U. — 1981

Law of Sea Conference Before

Yearbook

fishery staflstics — 1979.

— 32.

Rounsefell, G. A. — 1975 —

Ecology, utilization, and managemenf

of

marine

fisheries.

C. V. Mosby

Company,

Catches and landlngs. Food and

The

Agriculture Organization, vol. 48, X -f 384 pp.. 1 est., Roma.

XII + 516 pp., 186 figs., Saint Louís.


DIGESTO

controle

decisivo

dos

ECONÔMICO

— espera-se

uma

redução das

capturar,

coninuia

Esiadüs costeiros sobre as in

da

vestigações científicas relacio

atuns e afins em alto mar uma

nadas com a exploração e ex-

.'cz que as atuais pescarias destes peixes tendem a se con

plolação pesqueiras;

centrar

redução da das

importância

chamadas pescas interna

cionais, cum acesso

livre

a

todos os Estados.

No âmbito das projeções referentes às futuras pescas marítimas, num processo ten tativo de separação das atuais

capturas anuais de por grandes grupos,

pescado, destaca

mos as seguintes, com base nos valores indicativos apresentados na tabela IX:

nas

zonas

de

dos

ressur-

DIGESTO ECONÔMICO

desenvolvimento das pescas marinhas, com reflexos maiores

naquelas conduzidas a grandes distâncias dos portos de bases das frotas, nas operações em águas do alto mar.

gcncia:

-- a explotação baleeira nu alto mar mostra declinio acc-ri-

luado, princípalmente con- res peito às baleias maiores ten dência que persistirá no luluro próximo; — que a única possibilida de de grande expansão das pescas do alto mar dependerá do aumento das capturas do krill (crustáceos pianctônicos). iniciadas a partir do ano de

65

As previstas mudanças no Direito

do

muito

bem

Mar os

acobertam

interesses

de

produção

Alternatíve

marine fisheries:

ser mantida

a atual

relação

entre os grandes grupos; -— que as pescarias em al

io mar se restringirão à explo

Finalmente, nunca se deve

com tação de poucos grupos, destaque para os atuns e afins, as baleias e o krill (crustáceos pianctônicos):

esquecer que o continuado au

mento dos preços dos combus

tíveis,

observado

em

todo

0

mundo, é um sério obstáculo ao

FAO — 1980

of

Rangel, V. M. — 1981 — A nova Convenção sobre o Direi Problemas

Brasi

Over

Robinson, M. A. — 1980 —

Fu

World fisheries to 2000. Supply, demand and management. Maríne Police, Guilford 4 (1): 19

tional Studies of Fishery Ar rangements. X + 91 pp., 2 figs., Washington.

Resources

for

ture, Inc./Program of Interna

conservacionistas.

62/WP. 10/Rev. 3*. 207 pp. Généve.

the

suas

ções

el De

an

View.

micas exclusivas, caso persis tam as atuais pressões exerci das por países e/ou organiza

el Derecho dei Mar (Texto Ofi cioso). Naciones Unidas/Ter-

arrangements

mesmo proibam a explotação de mamíferos marinhos, em econô

Convenclón sobre

leiros, São Paulo, XVm (199): 20 — 33, (18) figs.

—

zonas

de

Christy Jr., F. T. - 1973 for

respectivas

Naciones Unidas — 1980 —

Proyecto

to do Mar.

criem

ou

Hamburg, 32 (1); 15 — 28.

Referências Bibliográficas

le número de Estados costeiros

maiores

Aussen Po-

recho dei Mar, doc. A/CONF.

mundial de pescado

restrições

Its Tenth Session.

dos costeiros, devendo acarre tar novo arranjo no grupo dos países maiores produtores, pela redução de áreas para a livre atuação das frotas de pesca.

Estima-sc que um crescen

marinho (excluindo-se os mamiferos), serão oriundos de águas sob jurisdição dos Esta dos costeiros, na.,hipótese de

The

cera Conferência sobre

1974.

de 95%

—

explotação pesqueira dos Esta

da

-- que cerca

Jenisch. U. — 1981

Law of Sea Conference Before

Yearbook

fishery staflstics — 1979.

— 32.

Rounsefell, G. A. — 1975 —

Ecology, utilization, and managemenf

of

marine

fisheries.

C. V. Mosby

Company,

Catches and landlngs. Food and

The

Agriculture Organization, vol. 48, X -f 384 pp.. 1 est., Roma.

XII + 516 pp., 186 figs., Saint Louís.


66

DIGESTO

ECONÔMICO

(Continuação da página 22)

A UNE

pam da transmissão da leptospirose no campo. Há outros fatores de impor tância nesse processo, como o grau de acidez da água, do solo e mesmo da urina dos animais transmissores. Pesquisas — A leptospirose é doença ainda pouco estudada no Brasil, embora trabalhos esparsos apareçam em alguns ÊsLados, Na USP. Mitika Hagiwara, da Faculdade de Medicina Veterinária c Zootecnia, Paulo Yasuda e Roberto Yanaguita. do Instituto de Ciências Biomèdicas, dedicaram pesquisas a aspectos imunológico da doença e de métodos de laboratório para diagnóstico da mesma. Já o prof. Carios Almeida Santa Rosa estudou antígeno mais prático, sensível e específico para o diagnóstico da leptospirose animal através da reação de soroaglutinação microscópica. Anttriormente, desenvolveu pesquisa procurando entre várias espécies de roedores silvestres e em marsupiais a condição de reservatório. Santa Rosa conseguiu

continua a 11 les] M la

isólar os sortipos gruppofyphosa, ballum, canicola, pyrogenese, szwajizak e icterohacmorrhagiae. Isolou também dois soroíipos novos, brasiliensis o guaratuba.

Flávio Gaivão

Esses isolamentos foram possíveis em pequena área de São Paulo, tratando-se

de animais transmissores, em potencial, da leptospirose para outros animais e também para o homem. Na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, o

prof.

Santa

Rosa

desenvolve, junto

com

Carlos

Eduardo

Larsson,

A U.N.E. foi e continua sendo um reduto comunista. O tema foi debatido em reunião do Centro de Estudos Sociais e Políticos

pesquisa

em gatos e búfalos, e colabora em outros projetos que utilizam material oriun-

00 do Pará, Alagoas e Pernambuco. Em medicina humana, ao lado de traba lhos desenvolvidos fora da USP, há estudos importantes

em

andamento na

área

da patologia orientados pelo prof.

na

Faculdade

Me

Thales de Brito,

de

dicina. Prevenção — Segundo Santa Rosa. em relação ao combate a essa zoonose, o Brasil está praticamente na estaca zero. A prevenção contra a leptospirose deve começar pela eliminação da fonte de infecção e por programa de educação sanitária, a exemplo do que se faz em relaçâo a outras doenças. Em relação aos animais, há necessidade de vaci-

nação sistemática nos países em que a doença é problema, como nos Estados Unidos e regiões da Europa. A vacinação dos animais domésticos, além de diminuir a condição de reservatório, protege-os contra o aborto — caso dos suínos e bovinos — fator que pesa na economia da pecuária. Contudo, para EC fazer a vacinação, é preciso saber qual o sorotipo de leptospira que predo mina no país ou pelo menos nas regiões onde a pecuária é mais desenvolvida 0 problema é que em leptospirose não há imunidade cruzada, isto é, a vacina deve ser preparada com um ou mais tipos que predominem na região. No Brasfi, embora já tenha havido surtos de abortos sérios, causados por leptospiras em suínos, principalmente no Paraná, ainda não se programou nem se preparou vacina para essa profilaxia. A única vacina que se encontra no mer cado destina-se aos cães, protegendo-os contra os dois sorotipos mais frequen tes na espécie, o ieterohaemorrhagiae e o canicola. (Do Boletim da USP).

da Associação Comerciai de São Paulo A

União Nacional

dos

Es

tudantes, organização ilegal e que, no entanto, funciona às escâncaras,

continua a

decorridos dezessete

mesma, anos

de

seu fechamento pelo Governo que emergiu da revolução de mocrática de 1964, isto é, con tinua dominada pela esquerda radical e explorando o movi mento estudantil em função de seu real objetivo máximo, que é a derrocada do regime de mocrático para a implantação de um regime socialista de fei-

ção totalitária, copiado de mo delos alienígenas.

É 0 que se evidencia à luz do 33.° Congresso da entidade, realizado em novembro último,

em Cabo Frio, Estado do

Rio

de Janeiro.

A coleção de fascículos in titulada “Nosso Século”, da

Editora Abril, no seu número 69, recentemente publicado, re sume, nos seguintes termos, « participação da esquerda no movimento estudantil, no pe-


66

DIGESTO

ECONÔMICO

(Continuação da página 22)

A UNE

pam da transmissão da leptospirose no campo. Há outros fatores de impor tância nesse processo, como o grau de acidez da água, do solo e mesmo da urina dos animais transmissores. Pesquisas — A leptospirose é doença ainda pouco estudada no Brasil, embora trabalhos esparsos apareçam em alguns ÊsLados, Na USP. Mitika Hagiwara, da Faculdade de Medicina Veterinária c Zootecnia, Paulo Yasuda e Roberto Yanaguita. do Instituto de Ciências Biomèdicas, dedicaram pesquisas a aspectos imunológico da doença e de métodos de laboratório para diagnóstico da mesma. Já o prof. Carios Almeida Santa Rosa estudou antígeno mais prático, sensível e específico para o diagnóstico da leptospirose animal através da reação de soroaglutinação microscópica. Anttriormente, desenvolveu pesquisa procurando entre várias espécies de roedores silvestres e em marsupiais a condição de reservatório. Santa Rosa conseguiu

continua a 11 les] M la

isólar os sortipos gruppofyphosa, ballum, canicola, pyrogenese, szwajizak e icterohacmorrhagiae. Isolou também dois soroíipos novos, brasiliensis o guaratuba.

Flávio Gaivão

Esses isolamentos foram possíveis em pequena área de São Paulo, tratando-se

de animais transmissores, em potencial, da leptospirose para outros animais e também para o homem. Na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, o

prof.

Santa

Rosa

desenvolve, junto

com

Carlos

Eduardo

Larsson,

A U.N.E. foi e continua sendo um reduto comunista. O tema foi debatido em reunião do Centro de Estudos Sociais e Políticos

pesquisa

em gatos e búfalos, e colabora em outros projetos que utilizam material oriun-

00 do Pará, Alagoas e Pernambuco. Em medicina humana, ao lado de traba lhos desenvolvidos fora da USP, há estudos importantes

em

andamento na

área

da patologia orientados pelo prof.

na

Faculdade

Me

Thales de Brito,

de

dicina. Prevenção — Segundo Santa Rosa. em relação ao combate a essa zoonose, o Brasil está praticamente na estaca zero. A prevenção contra a leptospirose deve começar pela eliminação da fonte de infecção e por programa de educação sanitária, a exemplo do que se faz em relaçâo a outras doenças. Em relação aos animais, há necessidade de vaci-

nação sistemática nos países em que a doença é problema, como nos Estados Unidos e regiões da Europa. A vacinação dos animais domésticos, além de diminuir a condição de reservatório, protege-os contra o aborto — caso dos suínos e bovinos — fator que pesa na economia da pecuária. Contudo, para EC fazer a vacinação, é preciso saber qual o sorotipo de leptospira que predo mina no país ou pelo menos nas regiões onde a pecuária é mais desenvolvida 0 problema é que em leptospirose não há imunidade cruzada, isto é, a vacina deve ser preparada com um ou mais tipos que predominem na região. No Brasfi, embora já tenha havido surtos de abortos sérios, causados por leptospiras em suínos, principalmente no Paraná, ainda não se programou nem se preparou vacina para essa profilaxia. A única vacina que se encontra no mer cado destina-se aos cães, protegendo-os contra os dois sorotipos mais frequen tes na espécie, o ieterohaemorrhagiae e o canicola. (Do Boletim da USP).

da Associação Comerciai de São Paulo A

União Nacional

dos

Es

tudantes, organização ilegal e que, no entanto, funciona às escâncaras,

continua a

decorridos dezessete

mesma, anos

de

seu fechamento pelo Governo que emergiu da revolução de mocrática de 1964, isto é, con tinua dominada pela esquerda radical e explorando o movi mento estudantil em função de seu real objetivo máximo, que é a derrocada do regime de mocrático para a implantação de um regime socialista de fei-

ção totalitária, copiado de mo delos alienígenas.

É 0 que se evidencia à luz do 33.° Congresso da entidade, realizado em novembro último,

em Cabo Frio, Estado do

Rio

de Janeiro.

A coleção de fascículos in titulada “Nosso Século”, da

Editora Abril, no seu número 69, recentemente publicado, re sume, nos seguintes termos, « participação da esquerda no movimento estudantil, no pe-


DIGE5TO

68

ríodü imediatamente anterior à

dissolução da UNE.

ECONÔMICO

fluências, o ecumenismo transformava na principal

se pa

lavra de ordem do catolicismo

“No meio estudantil, agitado pela ação reivindicatória e po lítica, atuam, nos quatro pri meiros anos da década de 60, todas as organizações de es querda existentes no Brasil: Ação Popular (AP), Partido Comunista Brasileiro (PCB;, Partido Comunista do Brasil (PC do B), Organização Marxis ta Revolucionária-Política Ope rária (Polop) e Movimento Re volucionário Comunista (MRC).

progressista. Com a eleição de Aldo Arantes para a presidên cia da UNE, e depois Vinícius

Mas a maior força organi

esse partido, julgava necessá rio “combinar uma ideologia

zada dentro do movimento es

tudantil era a Ação Popular, formada a partir de um rom pimento da Juventude Univer

I

sitária Católica (JUC) com. a

hierarquia eclesiástica, em 1960, a AP surgiu num momento fa vorável para a extensão de sua influência: nas universidades católicas

havia

uma dinamiza-

ção das atividades políticas, os jovens rebelavam-se cada vez mais contra o autoritarismo cle

rical do catolicismo ortodoxo, e uma forte onda contestava a economia capitalista e as for

ças conservadoras da política nacional.

Ao

lado

dessas

in-

Caldeira Brant e José Serra —

todos os três ativistas da Ação Popular — 0 catolicismo de es querda imprimia definitivamen te suas diretrizes no movimen

to estudantil. Segundo seus pró prios dirigentes, o que a AP propunha era a “formação de um verdadeiro partido revolu

cionário”. Mas, para construir verdadeiramente

revolucioná

ria com uma ação junto à mas sa popular e estudantil”. A Ação Popular defendia uma

aliança entre operários,

cam

poneses e estudantes. Dentro do movimento estudantil (embora quase todas as organizações de esquerda declarassem que sua linha política era a única cor reta para a atual etapa” e que os demais grupos são “refor mistas"

e “traidores da causa

do proletariado”) havia, de fa to, pouca diferença entre a atuação prática das diferentes facções. Quase todas participa¬

69

DIGESTO ECONÔMICO

vam dos mesmos "organismos

de massa”, como, por exemplo, os

Comitês de Defesa de Cuba

(CDC), ou a Frente de Juven

tude de Esquerda (FJE). E, re fletindo os métodos da “grande

política” nacional, nas eleições das entidades estudantis as lis tas eram feitas por coalisões e acordos, os "conchavos”. Nucleados ao redor de sua dire

ção máxima — a UNE — estu dantes de todo 0 espectro polí tico levantavam praticamente as mesmas bandeiras: reforma

universitária; defesa de Cuba contra o “bloqueio ianque”; re forma agrária; expropriação das grandes empresas estran

geiras; moratória da dívida ex

terna brasileira; e construção de uma sociedade justa”.

A UNE participou da última grande manifestação do governo João Goulart, que foi o co^ micio da Central do Brasil, rea lizado no Rio, em 13 de mar ço de 1964. E que, como demonstram as notícias e as fo

te membro da oposição desde que retornou do exterior onde se refugiara) discursou no co mício.

No dia l.° de abril de 1964, vitorioso o movimento cívil-mi-

litar feito contra a corrupção e contra a subversão, José Serra homiziou-se

na

Chile e a sede

Embaixada

do

da UNE, no

Flamengo, quartel da subver são, foi depredada pelo povo.

A UNE foi dissolvida por de creto do presidente Castelo Branco e, depois, passou a ser entidade clandestina

e ilegal.

Cabe ressaltar,

propósito,

a

que, nos termos do art. 40 da vigente Lei de Segurança Na n.<^ cional (Lei 6.620, de 17.12.78), constitui crime puni do com pena de reclusão de 1 a

5 anos, “reorganizar ou tentar reorganizar, de fato ou de di reito, ainda que sob falso nome ou forma simulada, partido po lítico ou associação, dissolvidos

Partido Comunista e seus alia

por força de disposição legal ou de decisão judicial, ou que exer ou ça atividades prejudiciais perigosas à Segurança Nacio

dos.

nal, ou fazê-los funcionar, nas

tografias dele publicadas, uma

grande

foi

demonstração do

O presidente da UNE, José Serra (hoje economista e atuan-

mesmas condições, quando le galmente suspenso”.


DIGESTO

68

ríodü imediatamente anterior à

dissolução da UNE. “No meio estudantil, agitado

pela ação reivindicatória e po lítica, atuam, nos quatro pri meiros anos da década de 60, todas as organizações de es

querda existentes no Brasil: Ação Popular (AP), Partido Comunista Partido

Brasileiro Comunista

(PCB;, do

Brasil

(PC do B), Organização Marxis ta Revolucionária-Política Ope rária (Polop) e Movimento Re volucionário Comunista (MRC). Mas a maior força organi zada dentro do movimento es

tudantil era a Ação Popular, formada a partir de um rom

pimento da Juventude Univer sitária Católica (JUC) com a

hierarquia eclesiástica, em 1960,

ECONÔMICO

fluências, 0 ecumenismo transformava na principal

de massa”, como, por exemplo,

lavra de ordem do catolicismo

os Comitês de Defesa de Cuba

progressista. Com a eleição de Aldo Arantes para a presidên cia da UNE, e depois Vinícius Caldeira Brant e José Serra —

todos os três ativistas da Ação Popular — 0 catolicismo de es querda imprimia definitivamen te suas diretrizes no movimen

to estudantil. Segundo seus pró prios dirigentes, o que a AP propunha era a “formação de um verdadeiro partido revolu

cionário”. Mas, para construir esse partido, julgava necessá rio “combinar uma ideologia verdadeiramente

revolucioná

ria com uma ação junto à mas sa popular e estudantil”. A

Ação Popular

defendia

uma

aliança entre operários,

cam

poneses e estudantes. Dentro do movimento estudantil (embora

influência: nas universidades católicas havia uma dinamiza-

quase todas as organizações de esquerda declarassem que sua linha política era a única cor reta para a atual etapa” e que os demais grupos são “refor

mais contra o autoritarismo cle

rical do catolicismo ortodoxo, e uma forte onda contestava a economia capitalista e as for

ças conservadoras da política nacional.

Ao

lado

dessas

in¬

vam dos mesmos “organismos

se pa

a AP surgiu num momento fa vorável para a extensão de sua

ção das atividades políticas, os jovens rebelavam-se cada vez

69

DIGESTO ECONÔMICO

mistas”

e “traidores

da causa

(CDC), ou a Frente de Juven tude de Esquerda (FJE). E, re fletindo os métodos da “grande política" nacional, nas eleições das entidades estudantis as lis tas eram feitas por coalisões e acordos, os “conchavos". Nucleados ao redor de sua dire

ção máxima — a UNE — estu dantes de todo 0 espectro polí tico levantavam praticamente as mesmas bandeiras: reforma universitária; defesa de Cuba contra o “bloqueio ianque"; re forma agrária; expropriação das grandes empresas estran

geiras; moratória da dívida ex terna brasileira; e construção de uma sociedade justa”.

A UNE participou da última grande manifestação do gover no João Goulart, que foi o co mício da Central do Brasil, rea lizado no Rio, em 13 de mar

te membro da oposição desde que retornou do exterior onde se refugiara) discursou no co mício.

No dia 1.0 de abril de 1964, vitorioso 0 movimento civil-mi-

litar feito contra a corrupção e contra a subversão, José Serra homiziou-se

na

Chile e a sede Flamengo,

Embaixada

do

da UNE, no

quartel da subver

são, foi depredada pelo povo. A UNE foi dissolvida por de creto do presidente Castelo

Branco e, depois, passou a ser entidade clandestina

e ilegal.

Cabe ressaltar, a propósito, que, nos termos do art. 40 da vigente Lei de Segurança Na cional (Lei n.*^ 6.620, de 17.12.78), constitui crime puni do com pena de reclusão de 1 a

5 anos, “reorganizar ou tentar reorganizar, de fato ou de di reito, ainda que sob falso nome ou forma simulada, partido po

ço de 1964. E que, como demonstram as notícias e as fo

lítico ou associação, dissolvidos

foí

de decisão judicial, ou que exer

tografias dele publicadas,

demonstração do

ça atividades prejudiciais ou perigosas à Segurança Nacio nal, ou fazê-los funcionar, nas

O presidente da UNE, José

mesmas condições, quando le

uma

grande

por força de disposição legal ou

do proletariado”) havia, de fa

Partido Comunista e seus alia

to, pouca diferença entre a atuação prática das diferentes facções. Quase todas participa-

dos.

Serra (hoje economista e atuan-

galmente suspenso".


I

70

DIGESTO

ECONÔMICO

Ilegal, repetimos, tolerada só pela liberalidade de nosso

As grandes forças foram as correntes chamadas "Viração"

democrático, a UNE realizou em novembro, na Ca

ao PT.

governo

bo

Frio dos

milionários

cario-

cas, o seu 33.° Congresso.

Inicialmente, saliente-se que a reunião não teve representatividade. O número de estudan no tes de cursos superiores Brasil eleva-se a cerca de 1 milhão e meio. Pois, a Cabo

Frio foram ter cerca de 2 mil

que a propaganda de esquerda

procurou transformar,

inutil

mente, em 8 mil, depois 4 mil. Os números indicam a falta

de representatividade, sendo de acrescer que nada se infor mou sobre a escolha desses 2 mil e poucos “delegados”.

Em segundo lugar, observese que desde o primeiro dia do

Congresso ficou patente que a corrente

democrática,

que

e

majoritária no computo geral

dos estudantes brasileiros,

era

mínima no congresso, representada por reduzido mas co-

“Mãos à Obra” e a vinculada

Viração" é a corrente

ao

movimento estudantil que tem

por isso foram logo rotulados

agremiação ilegal e clandesti na desde 1947, por decisão da Justiça Brasileira, e que afas

volucionário 8 de Outubro — o MR-8 entidade marxista-le-

ninista,

clandestina e ilegal,

dios,

sequestros,

dos

assaltos —

cia do Partido Comunista Bra

ocorridos no Brasil, no surto

sileiro, levada a efeito

subversivo que se

iniciou em

vermelhos que consideravam a agremiação moscovita “revisio

1968 e só terminou no início da

nista” e que pretendiam fazer a revolução logo e pela violên

na maioria, asilaram-se no ex terior, para fugir à ação da

cia, pela luta armada. Após 64.

justiça brasileira, só retornan do após a anistia, posando de

Araguaia, levada a efeito por terroristas que se deslocaram

da cidade para ensanguentar 0 campo no

Brasil

O candidato

Central.

da “Viração",

isto é, o candidato apoiado pe lo Partido Comunista do

Bra

Alsil, foi Francisco Javier faya, estudante de arquitetu

inicial

mente, como baiano, mas foi obrigado a confessar que é es

trangeiro,

espanhol,

com 25

pelo

“Mãos à Obra” é a corren

tina e ilegal, fruto de dissidên

os principais dirigentes do PC do B refugiaram-se na Albânia. Foi esta fração comunista a insufladora da guerrilha do

apoiado

Partido

atentados terroristas — homicí

pelos

“Unidade",

7 anos.

do Brasil, agremiação clandes

Bahia. Apresentou-se,

de “direitistas”.

os

responsável pela maioria

ra da Universidade Federal da

que

anos de idade, no Brasil desde

0 apoio do Partido Comunista

rajoso grupo de estudantes li

Mackenzie,

71

te apoiada pelo Movimento Re

derados por Flávio Fleming, da Universidade

DIGESTO ECONÔMICO

década de 70. Seus membros,

“pais da Pátria”, a publicar li vros e relatos sobre seus cri mes, como se estes fossem fa

Comunista

Brasiieiro,

tou, há pouco, seu velho líder Luís Carlos Prestes, substituindo-o por Giocondo Dias. “Companheiro", do chama do “Movimento de Emancipa ção do Proletariado" — MEP, e "Refazendo", do chamado Núcieo de Ação Comunista — NAC.

Do

grupo

dos

partidários

do PT — 0 partido de Lula, o

Metalúrgico, o segundo em nú mero de delegados, faziam par te a “Liberdade e Luta” (a Libelú), a “Caminhando", a “Cen

çanhas dignas de figurar na história. O candidato à presi dência do MR-8 foi 0 pernam bucano Luís Alencar Falcão,

telha" (Minas Gerais), a “Mo bilização Estudantil da Con

alcunhado “Lula".

Compareceram, ainda, re presentantes da União Interna

vergência Socialista e os trotsquístas.

Alfaya teve o apoio do pre sidente cujo mandato expira va, 0 alagoano Aldo Rebelo, e

— e da Organização Continen

Alencar Falcão, o do vice-pre

tal

sidente, Luís Mariano de Car

dantes — OCLAE. A UIE, com sede em Praga, é uma central

valho.

Outros grupos esquerdistas participantes do congresso de Cabo Frio foram:

cional dos Estudantes — UIE Latino-Americana de Estu

estudantil dominada pelos co munistas. Em julho de 1952, no 15.0 Congresso Nacional dos


I

70

DIGESTO

ECONÔMICO

Ilegal, repetimos, tolerada só pela liberalidade de nosso

As grandes forças foram as correntes chamadas "Viração"

democrático, a UNE realizou em novembro, na Ca

ao PT.

governo

bo

Frio dos

milionários

cario-

cas, o seu 33.° Congresso.

Inicialmente, saliente-se que a reunião não teve representatividade. O número de estudan no tes de cursos superiores Brasil eleva-se a cerca de 1 milhão e meio. Pois, a Cabo

Frio foram ter cerca de 2 mil

que a propaganda de esquerda

procurou transformar,

inutil

mente, em 8 mil, depois 4 mil. Os números indicam a falta

de representatividade, sendo de acrescer que nada se infor mou sobre a escolha desses 2 mil e poucos “delegados”.

Em segundo lugar, observese que desde o primeiro dia do

Congresso ficou patente que a corrente

democrática,

que

e

majoritária no computo geral

dos estudantes brasileiros,

era

mínima no congresso, representada por reduzido mas co-

“Mãos à Obra” e a vinculada

Viração" é a corrente

ao

movimento estudantil que tem

por isso foram logo rotulados

agremiação ilegal e clandesti na desde 1947, por decisão da Justiça Brasileira, e que afas

volucionário 8 de Outubro — o MR-8 entidade marxista-le-

ninista,

clandestina e ilegal,

dios,

sequestros,

dos

assaltos —

cia do Partido Comunista Bra

ocorridos no Brasil, no surto

sileiro, levada a efeito

subversivo que se

iniciou em

vermelhos que consideravam a agremiação moscovita “revisio

1968 e só terminou no início da

nista” e que pretendiam fazer a revolução logo e pela violên

na maioria, asilaram-se no ex terior, para fugir à ação da

cia, pela luta armada. Após 64.

justiça brasileira, só retornan do após a anistia, posando de

Araguaia, levada a efeito por terroristas que se deslocaram

da cidade para ensanguentar 0 campo no

Brasil

O candidato

Central.

da “Viração",

isto é, o candidato apoiado pe lo Partido Comunista do

Bra

Alsil, foi Francisco Javier faya, estudante de arquitetu

inicial

mente, como baiano, mas foi obrigado a confessar que é es

trangeiro,

espanhol,

com 25

pelo

“Mãos à Obra” é a corren

tina e ilegal, fruto de dissidên

os principais dirigentes do PC do B refugiaram-se na Albânia. Foi esta fração comunista a insufladora da guerrilha do

apoiado

Partido

atentados terroristas — homicí

pelos

“Unidade",

7 anos.

do Brasil, agremiação clandes

Bahia. Apresentou-se,

de “direitistas”.

os

responsável pela maioria

ra da Universidade Federal da

que

anos de idade, no Brasil desde

0 apoio do Partido Comunista

rajoso grupo de estudantes li

Mackenzie,

71

te apoiada pelo Movimento Re

derados por Flávio Fleming, da Universidade

DIGESTO ECONÔMICO

década de 70. Seus membros,

“pais da Pátria”, a publicar li vros e relatos sobre seus cri mes, como se estes fossem fa

Comunista

Brasiieiro,

tou, há pouco, seu velho líder Luís Carlos Prestes, substituindo-o por Giocondo Dias. “Companheiro", do chama do “Movimento de Emancipa ção do Proletariado" — MEP, e "Refazendo", do chamado Núcieo de Ação Comunista — NAC.

Do

grupo

dos

partidários

do PT — 0 partido de Lula, o

Metalúrgico, o segundo em nú mero de delegados, faziam par te a “Liberdade e Luta” (a Libelú), a “Caminhando", a “Cen

çanhas dignas de figurar na história. O candidato à presi dência do MR-8 foi 0 pernam bucano Luís Alencar Falcão,

telha" (Minas Gerais), a “Mo bilização Estudantil da Con

alcunhado “Lula".

Compareceram, ainda, re presentantes da União Interna

vergência Socialista e os trotsquístas.

Alfaya teve o apoio do pre sidente cujo mandato expira va, 0 alagoano Aldo Rebelo, e

— e da Organização Continen

Alencar Falcão, o do vice-pre

tal

sidente, Luís Mariano de Car

dantes — OCLAE. A UIE, com sede em Praga, é uma central

valho.

Outros grupos esquerdistas participantes do congresso de Cabo Frio foram:

cional dos Estudantes — UIE Latino-Americana de Estu

estudantil dominada pelos co munistas. Em julho de 1952, no 15.0 Congresso Nacional dos


72

DIGESTO

Estudantes, Antonio

por

proposta

Faustino

de

Porto Sobri

nho, líder da bancada do Dis trito Federal e representante

ECONÔMICO

8, 2 pará o MEP, 1 para os co munistas prestistas e 1 para o Núcleo de Ação Comunista.

73

DIGESTO ECONÔMICO

Eimard Julião, da Universida

E prometeu dar ênfase às ques

tes regionais: Norte — Arnal do Jordir, da Universidade Fe

costumes, tais como o homos-

de Federal de Goiás, secretá rio de esportes, Vice-presiden-

Acadêmico Cândido

A diretoria da UNE, de

de Oliveira, a UNE se desliga ra da UIE. A OCLAE é prô-

acordo com o noticiário da im prensa, ficou assim constituí

deral

da: Francisco Javier Alfaya,

dade Federal da Paraíba; Centro-Oeste — Themis de Olivei

do Centro

Fidel Castro.

A UNE, sabem-no todos os que participaram de algum de

seus congressos, foi uma esco

la de conchavos políticos, que não primavam pela honestida

de, ao contrário, consagravam as mais espúrias combinações. Também

isso

não

mudou:

o

33.0 Congresso girou em torno de conchavos.

Assim, 0 espanhol Alfaya

formou sua chapa, dando a VIce-presidência

a

um

concor

rente, 0 candidato do MR-8,

“Lula” e este formou a sua dan. do a vice a Alfaya. Vale di zer, 0 PC do B e 0 MR-8, conchavados, jogavam no ponto e na banca, para vencer de qualquer maneira.

A “fórmula” da chapa de Alfaya foi a seguinte: vicepresidência para o MR-8, com Lula; cinco cargos para o PC

do B, mais quatro para o MR-

presidente; Luís Alencar Fal

tões culturais e trazer a deba te temas polêmicos como os relacionados com 'a moral e os

—

sexualismo e o uso de tóxicos,

Walter Oliveira, da Universi

temas que ele considera “liga dos aos jovens”. Para ele o

do

Pará;

Nordeste

Brasil continua a viver sob um

ra, da Universidade de Brasí lia; Sudeste — Sebastião Sil veira, da Universidade Federal

“regime político ditatorial, que castra a liberdade de organiza

de Minas Gerais; Sul — Edgar Stefanin, da PUC de Campi

de”.

tesoureiro; Clara Maria Araú jo, da Universidade Federal da

nas.

Luís Alencar

escolhido em eleição indireta. Os estudantes da UNE formam

Bahia, departamento feminino;

Falcão, com Alfaya na vice-

entre os que, no País, recla

cão, vice-presidente; Antônio Macedo, da Universidade Fe

deral de Santa Catarina, se-

cretário-geral;

Artur

Araújo,

da Escola Politécnica, da USP,

Orlando Tomé Cordeiro, da

Universidade Federal do Rio de Janeiro, secretário de rela ções internacionais, Roberto Bacarat, da Universidade de São Paulo, secretário de im prensa; Rui d'Agostini, da PUC dò Rio Grande do Sul, secre

tário de cultura; Carlos Vignoli, da Cândido Mendes, assis tente estudantil; Paul Magnoni, da USP, departamento de Ciências Humanas; Roque Eu gênio, da PUC de Minas Ge rais, departamento de Ciências

Exatas; Luís Alberto, da Uni versidade Federal do Rio

Janeiro,

segundo

de

tesoureiro;

A chapa de

presidência, obedecia à mesma

ção e manifestação da socieda 0 presidente da UNE foi

composição para os demais cargos, e foi a terceira colo

mam, a propósito de tudo e de nada, eleições diretas, em to dos os níveis e para todos os

cada.

cargos,

A chapa das correntes liga

como

se

a forma das

eleições qualificasse o regime.

das ao PT foi encabeçada por

Mas, para uso interno, a UNE

Américo

adota a eleição indireta,

Antunes,

presidente

em

Turra, do Diretório Central de

que o conchavo é possível, em que dois mil escolhem “intramuros por 1 milhão e meio...

São Paulo.

Para justificar a evidente incoerência, os da UNE não

da União Estadual de Estudan tes de Minas Gerais e Cleusa Estudantes da Universidade de

Javier Alfaya pretende, como

declarou,

segundo a im

prensa, apressar a luta pela le galização da UNE, que é a questão de prioridade máxima.

se pejam em apelar para o ar-

qui-inimigo da esquerda, a potência-líder do campo democrá

tico, os Estados Unidos, dizen do que a forma mais avançada


72

DIGESTO

Estudantes, Antonio

por

proposta

Faustino

de

Porto Sobri

nho, líder da bancada do Dis trito Federal e representante

ECONÔMICO

8, 2 pará o MEP, 1 para os co munistas prestistas e 1 para o Núcleo de Ação Comunista.

73

DIGESTO ECONÔMICO

Eimard Julião, da Universida

E prometeu dar ênfase às ques

tes regionais: Norte — Arnal do Jordir, da Universidade Fe

costumes, tais como o homos-

de Federal de Goiás, secretá rio de esportes, Vice-presiden-

Acadêmico Cândido

A diretoria da UNE, de

de Oliveira, a UNE se desliga ra da UIE. A OCLAE é prô-

acordo com o noticiário da im prensa, ficou assim constituí

deral

da: Francisco Javier Alfaya,

dade Federal da Paraíba; Centro-Oeste — Themis de Olivei

do Centro

Fidel Castro.

A UNE, sabem-no todos os que participaram de algum de

seus congressos, foi uma esco

la de conchavos políticos, que não primavam pela honestida

de, ao contrário, consagravam as mais espúrias combinações. Também

isso

não

mudou:

o

33.0 Congresso girou em torno de conchavos.

Assim, 0 espanhol Alfaya

formou sua chapa, dando a VIce-presidência

a

um

concor

rente, 0 candidato do MR-8,

“Lula” e este formou a sua dan. do a vice a Alfaya. Vale di zer, 0 PC do B e 0 MR-8, conchavados, jogavam no ponto e na banca, para vencer de qualquer maneira.

A “fórmula” da chapa de Alfaya foi a seguinte: vicepresidência para o MR-8, com Lula; cinco cargos para o PC

do B, mais quatro para o MR-

presidente; Luís Alencar Fal

tões culturais e trazer a deba te temas polêmicos como os relacionados com 'a moral e os

—

sexualismo e o uso de tóxicos,

Walter Oliveira, da Universi

temas que ele considera “liga dos aos jovens”. Para ele o

do

Pará;

Nordeste

Brasil continua a viver sob um

ra, da Universidade de Brasí lia; Sudeste — Sebastião Sil veira, da Universidade Federal

“regime político ditatorial, que castra a liberdade de organiza

de Minas Gerais; Sul — Edgar Stefanin, da PUC de Campi

de”.

tesoureiro; Clara Maria Araú jo, da Universidade Federal da

nas.

Luís Alencar

escolhido em eleição indireta. Os estudantes da UNE formam

Bahia, departamento feminino;

Falcão, com Alfaya na vice-

entre os que, no País, recla

cão, vice-presidente; Antônio Macedo, da Universidade Fe

deral de Santa Catarina, se-

cretário-geral;

Artur

Araújo,

da Escola Politécnica, da USP,

Orlando Tomé Cordeiro, da

Universidade Federal do Rio de Janeiro, secretário de rela ções internacionais, Roberto Bacarat, da Universidade de São Paulo, secretário de im prensa; Rui d'Agostini, da PUC dò Rio Grande do Sul, secre

tário de cultura; Carlos Vignoli, da Cândido Mendes, assis tente estudantil; Paul Magnoni, da USP, departamento de Ciências Humanas; Roque Eu gênio, da PUC de Minas Ge rais, departamento de Ciências

Exatas; Luís Alberto, da Uni versidade Federal do Rio

Janeiro,

segundo

de

tesoureiro;

A chapa de

presidência, obedecia à mesma

ção e manifestação da socieda 0 presidente da UNE foi

composição para os demais cargos, e foi a terceira colo

mam, a propósito de tudo e de nada, eleições diretas, em to dos os níveis e para todos os

cada.

cargos,

A chapa das correntes liga

como

se

a forma das

eleições qualificasse o regime.

das ao PT foi encabeçada por

Mas, para uso interno, a UNE

Américo

adota a eleição indireta,

Antunes,

presidente

em

Turra, do Diretório Central de

que o conchavo é possível, em que dois mil escolhem “intramuros por 1 milhão e meio...

São Paulo.

Para justificar a evidente incoerência, os da UNE não

da União Estadual de Estudan tes de Minas Gerais e Cleusa Estudantes da Universidade de

Javier Alfaya pretende, como

declarou,

segundo a im

prensa, apressar a luta pela le galização da UNE, que é a questão de prioridade máxima.

se pejam em apelar para o ar-

qui-inimigo da esquerda, a potência-líder do campo democrá

tico, os Estados Unidos, dizen do que a forma mais avançada


74

DIGESTO

de democracia, em matéria de

A reduzidíssima fração de mocrática, que os demais con

eleição, é a adotada no grande país do Norte "eleição em con gresso", eufemismo fabricado por eles para esconder que os norte-americanos elegem indi retamente seu presidente. Reconheça-se que

no congresso da

gressistas teimaram em rotular

dp direitista,

luio PC do B — MR-8.

anunciou,

pelo

seu porta-voz, Fábio Fleming, da Universidade Mackenzie (São Paulo), que pretende for mar uma entidade paralela, à vista de ter o Congresso eleito

houve,

UNE, quem

defendesse a eleição direta, mas essa posição foi derrota da. Os estudantes ligados ao PT eram contra a eleição in direta e achavam que o con gresso não tinha representatividade para eleger a diretoria. Mas acabaram participando do pleito, ficando com a segunda votação, derrotados pelo con

ECONÔMICO

indiretamente

a

diretoria

Por que piorou a distribuição

da

da renda

UNE quando lhe faltava representatividade para tal. Nas mãos de estudantes li

gados ao Partido Comunista do Brasil e ao Movimento Revo

Rubens Vaz da Costa

lucionário 8 de Outubro — os

dois

grandes

mananciais

do

terrorismo no Brasil — a UNE

É preciso identificar as causas da má distribuição

da renda, e, identificadas, combatê-las.

continua a mesma.

O sentido rítmico do amarelo

Pesquisa

realizada

O autor é secretário de

na

Es

Economia e Planeiamento do Estado de São Paulo, ex-presidente do Banco Nacional da

cola de Educaçao Física da USP pela prof.a Maria Alice Magalhães Navarro mostrou que, ao contrário do que se podería esperar, o desempenho rítmico dos mestiços é inferior ao dos amarelos

e dos brancos. O estudo foi

Habitação e do Banco do Nordeste

e ex-superintendente da SUDENE.

feito

com 600 crianças de 6 a 8 anos, da rede escolar do Estado, distribuidas nos três grupos étnicos. A pesquisadora acredita que o padrão educacional da criança, independentemente da classe social a que pertence, exerce grande influência no desenvolvimento do sentido rítmico. O conceito popular de que o desempenho rítmico dos mestiços é melhor do que o dos demais grupos étnicos resulta do elevado número de passistas, sambistas e ritmlstas existentes em seu meio, no Brasil. A própria presença do mestiço na tradição brasileira está profundamente ligada às atividades

rítmicas, tanto na dança, música e lutas, quanto nos cantos do trabalho. Orien

tada pelo prof. Irany Novah_ Moraes, Maria Alice trabalhou com equipe de

avaliadoras e teve colaboraçao de outros setores da Universidade, especial* (Continua na página 78)

timo Censo demográfico, veri-

-econômico

concentrador

ficou-se algo

que não deveria

renda, o Governo, pela voz de

verificar-se:

a distribuição da

seus

ministros,

da

vinha conde

renda no Brasil, em vez de me

nando a má distribuição

lhorar, piorou. Nos últimos anos, acusado de tornar os ri

renda, afirmando não ser soli

pobres, graças a um “modelo”

didas para melhorá-la. E, de fato, foram tomadas divetrsas providências viaando á redis-

cos mais ricos e os pobres mais

Conhecidos os dados do úl-

da

dário com ela e prometendo me


74

DIGESTO

de democracia, em matéria de

A reduzidíssima fração de mocrática, que os demais con

eleição, é a adotada no grande país do Norte "eleição em con gresso", eufemismo fabricado por eles para esconder que os norte-americanos elegem indi retamente seu presidente. Reconheça-se que

no congresso da

gressistas teimaram em rotular

dp direitista,

luio PC do B — MR-8.

anunciou,

pelo

seu porta-voz, Fábio Fleming, da Universidade Mackenzie (São Paulo), que pretende for mar uma entidade paralela, à vista de ter o Congresso eleito

houve,

UNE, quem

defendesse a eleição direta, mas essa posição foi derrota da. Os estudantes ligados ao PT eram contra a eleição in direta e achavam que o con gresso não tinha representatividade para eleger a diretoria. Mas acabaram participando do pleito, ficando com a segunda votação, derrotados pelo con

ECONÔMICO

indiretamente

a

diretoria

Por que piorou a distribuição

da

da renda

UNE quando lhe faltava representatividade para tal. Nas mãos de estudantes li

gados ao Partido Comunista do Brasil e ao Movimento Revo

Rubens Vaz da Costa

lucionário 8 de Outubro — os

dois

grandes

mananciais

do

terrorismo no Brasil — a UNE

É preciso identificar as causas da má distribuição

da renda, e, identificadas, combatê-las.

continua a mesma.

O sentido rítmico do amarelo

Pesquisa

realizada

O autor é secretário de

na

Es

Economia e Planeiamento do Estado de São Paulo, ex-presidente do Banco Nacional da

cola de Educaçao Física da USP pela prof.a Maria Alice Magalhães Navarro mostrou que, ao contrário do que se podería esperar, o desempenho rítmico dos mestiços é inferior ao dos amarelos

e dos brancos. O estudo foi

Habitação e do Banco do Nordeste

e ex-superintendente da SUDENE.

feito

com 600 crianças de 6 a 8 anos, da rede escolar do Estado, distribuidas nos três grupos étnicos. A pesquisadora acredita que o padrão educacional da criança, independentemente da classe social a que pertence, exerce grande influência no desenvolvimento do sentido rítmico. O conceito popular de que o desempenho rítmico dos mestiços é melhor do que o dos demais grupos étnicos resulta do elevado número de passistas, sambistas e ritmlstas existentes em seu meio, no Brasil. A própria presença do mestiço na tradição brasileira está profundamente ligada às atividades

rítmicas, tanto na dança, música e lutas, quanto nos cantos do trabalho. Orien

tada pelo prof. Irany Novah_ Moraes, Maria Alice trabalhou com equipe de

avaliadoras e teve colaboraçao de outros setores da Universidade, especial* (Continua na página 78)

timo Censo demográfico, veri-

-econômico

concentrador

ficou-se algo

que não deveria

renda, o Governo, pela voz de

verificar-se:

a distribuição da

seus

ministros,

da

vinha conde

renda no Brasil, em vez de me

nando a má distribuição

lhorar, piorou. Nos últimos anos, acusado de tornar os ri

renda, afirmando não ser soli

pobres, graças a um “modelo”

didas para melhorá-la. E, de fato, foram tomadas divetrsas providências viaando á redis-

cos mais ricos e os pobres mais

Conhecidos os dados do úl-

da

dário com ela e prometendo me


DIGESTO

76

tribuiçâo da renda. Criaram-se 0 PIS e o PASEP, para permi tir a participação dos emprega dos no lucro das empresas. As tarifas de luz e água foram es truturadas de maneira a incidir de forma mais suave sobre os

que menos ganham. Os juros do BNH, nas prestações das famí lias de baixa renda, forani re duzidos a uma

faixa de um a

três por cento, ao ano.

Às empresas foi permitido deduzir do Imposto de Renda parte dos gastos com alimenta

ção e treinamento dos empre gados. A Previdência Social aumentou a assistência médi ca e passou a aposentar maio

res de 70 anos, mesmo que nun ca houvessem para ela contri buído. Foi criado o FUNRURAL para assistir os trabalhadores do campo, a eles levando assis tência médica„ pensão e apo sentadoria.

A nova política salarial vi sou melhor distribuir a renda ao corrigir semestralmente os salários dos que ganham até 3

salários mínimos, na base

do

110% do INPC. Ao mesmo tem

po, reduziu o reajuste à metade do INPC, para os ganham de 15 a 20 salários mínimos.

ECONÔMICO

Com esse considerável elen co de medidas redistribuidoras

da renda,

era de se

77

DIGESTO ECONÔMICO

mais pesada para os pobres do que para os ricos.

esperar

Eta segundo lugar, os sub

que, em 1980. o Censo mostras

sídios ao investimento, à pro

se um quadro bem mais anima dor do que o de 1970. Mas as

cifras, mesmo simplificadamente, não deixam margem a dúvidas. Os 50% mais pobres da população brasileira rece beram 17,4% da renda nacional

de 1960, 14,9% em 1970 e 12,6% em 1980. Os 5% mais ricos re ceberam 28,3% da renda na-

cional em 1960, 34,1% em 1970

dução e à exportação são alta mente concentradores da ren da. Os subsídios são pagos por

todos, com recursos de impos tos ou através de emissão de

dinheiro — ou seja, inflação — mas beneficiam a uns poucos

felizardos. Entre 1973 e 1980, os

todos.

simplificar um problema com

plexo .0 difícil, vou sugerir, sem análise mais profunda, que há

três

vestimentos

responsáveis

por essa

principais

lamentável situação.

Em primeiro lugar, a acelera ção da inflação, que passou de 100% no ano passado. A infla ção é iníquo imposto que atin ge na mesma proporção a ricos

& pobres — portanto, é muito

para

milhões, om 1970.

Como

esta cifra é escandalosa para a décima economia do mundo,

o Governo criou o Mobral, cujo objetivo é erradicar o analfa betismo no

Brasil. O Mobral

em seus relatórios, afirma haver

alfabetizado treze milhões

em

programas

da. Dos 18 milhões de analfabe

tos que tínhamos em 1970, pelo década. Assim, em 1980, deve ria haver apenas cerca de 4 milhões de analfabetos no Brasil.

—

Ocorre que o Censo contou

na verdade doações do Gover

18,5 milhões de analfabetos. Se rá que, na década de 70, 14,5

1980. A soma dos subsídios no — e das

Correndo o risco de super-

18,1

e

número subiu

menos 1 milhão morreram na

aprovados pelo Governo — pas saram de Cr$ 186 bilhões em 1973 para Cr$ 206 bilhões em

melhor distribuir entre os bra sileiros 0 fruto do trabalho de

de 15 anos de idade

tivos fiscais — impostos não pagos, mas cujo valor é apro

ção da renda, a despeito de tu do 0 que o Governo fez para

Continuou, assim a tendência à concentra

betos

mais. O

subsidios cresceram. Os incen

priado pelas empresas para in

37,9% em

no Brasil 16 milhões de analfa

de pessoas, na década passa

1980.

e

de analfabetos. Em 1960, havia

incentivos fiscais

— na verdade, impostos não pagos — foi de Cr$ 960 bilhões em 1980, o equivalente a 99% da receita tributária da União. Es ta ridícula tentativa de subsi diar e incentivar tudo e a todos

responde, em grande parte, pe

lo aumento da concentração da renda.

A

terceira causa da

má

distribuição da renda é o nosso elevado e

crescente “estoque”

milhões de pessoas chegaram aos 15 anos sem aprender a ler e escrever? Claro que não. En

tão, 0 Mobral, não alfabetizou tanta gente quanto alega. Cer tamente, alfabetizou muitos, mas tudo indica que o número

que alfabetizou é menor do que o número de crianças que fica ram fora da escola. Independen-

temente da solução do enigma do Mobral, a verdade é que


DIGESTO

76

tribuiçâo da renda. Criaram-se 0 PIS e o PASEP, para permi tir a participação dos emprega dos no lucro das empresas. As tarifas de luz e água foram es truturadas de maneira a incidir de forma mais suave sobre os

que menos ganham. Os juros do BNH, nas prestações das famí lias de baixa renda, forani re duzidos a uma

faixa de um a

três por cento, ao ano.

Às empresas foi permitido deduzir do Imposto de Renda parte dos gastos com alimenta

ção e treinamento dos empre gados. A Previdência Social aumentou a assistência médi ca e passou a aposentar maio

res de 70 anos, mesmo que nun ca houvessem para ela contri buído. Foi criado o FUNRURAL para assistir os trabalhadores do campo, a eles levando assis tência médica„ pensão e apo sentadoria.

A nova política salarial vi sou melhor distribuir a renda ao corrigir semestralmente os salários dos que ganham até 3

salários mínimos, na base

do

110% do INPC. Ao mesmo tem

po, reduziu o reajuste à metade do INPC, para os ganham de 15 a 20 salários mínimos.

ECONÔMICO

Com esse considerável elen co de medidas redistribuidoras

da renda,

era de se

77

DIGESTO ECONÔMICO

mais pesada para os pobres do que para os ricos.

esperar

Eta segundo lugar, os sub

que, em 1980. o Censo mostras

sídios ao investimento, à pro

se um quadro bem mais anima dor do que o de 1970. Mas as

cifras, mesmo simplificadamente, não deixam margem a dúvidas. Os 50% mais pobres da população brasileira rece beram 17,4% da renda nacional

de 1960, 14,9% em 1970 e 12,6% em 1980. Os 5% mais ricos re ceberam 28,3% da renda na-

cional em 1960, 34,1% em 1970

dução e à exportação são alta mente concentradores da ren da. Os subsídios são pagos por

todos, com recursos de impos tos ou através de emissão de

dinheiro — ou seja, inflação — mas beneficiam a uns poucos

felizardos. Entre 1973 e 1980, os

todos.

simplificar um problema com

plexo .0 difícil, vou sugerir, sem análise mais profunda, que há

três

vestimentos

responsáveis

por essa

principais

lamentável situação.

Em primeiro lugar, a acelera ção da inflação, que passou de 100% no ano passado. A infla ção é iníquo imposto que atin ge na mesma proporção a ricos

& pobres — portanto, é muito

para

milhões, om 1970.

Como

esta cifra é escandalosa para a décima economia do mundo,

o Governo criou o Mobral, cujo objetivo é erradicar o analfa betismo no

Brasil. O Mobral

em seus relatórios, afirma haver

alfabetizado treze milhões

em

programas

da. Dos 18 milhões de analfabe

tos que tínhamos em 1970, pelo década. Assim, em 1980, deve ria haver apenas cerca de 4 milhões de analfabetos no Brasil.

—

Ocorre que o Censo contou

na verdade doações do Gover

18,5 milhões de analfabetos. Se rá que, na década de 70, 14,5

1980. A soma dos subsídios no — e das

Correndo o risco de super-

18,1

e

número subiu

menos 1 milhão morreram na

aprovados pelo Governo — pas saram de Cr$ 186 bilhões em 1973 para Cr$ 206 bilhões em

melhor distribuir entre os bra sileiros 0 fruto do trabalho de

de 15 anos de idade

tivos fiscais — impostos não pagos, mas cujo valor é apro

ção da renda, a despeito de tu do 0 que o Governo fez para

Continuou, assim a tendência à concentra

betos

mais. O

subsidios cresceram. Os incen

priado pelas empresas para in

37,9% em

no Brasil 16 milhões de analfa

de pessoas, na década passa

1980.

e

de analfabetos. Em 1960, havia

incentivos fiscais

— na verdade, impostos não pagos — foi de Cr$ 960 bilhões em 1980, o equivalente a 99% da receita tributária da União. Es ta ridícula tentativa de subsi diar e incentivar tudo e a todos

responde, em grande parte, pe

lo aumento da concentração da renda.

A

terceira causa da

má

distribuição da renda é o nosso elevado e

crescente “estoque”

milhões de pessoas chegaram aos 15 anos sem aprender a ler e escrever? Claro que não. En

tão, 0 Mobral, não alfabetizou tanta gente quanto alega. Cer tamente, alfabetizou muitos, mas tudo indica que o número

que alfabetizou é menor do que o número de crianças que fica ram fora da escola. Independen-

temente da solução do enigma do Mobral, a verdade é que


y.-.

DIGE3TO

76

muito difícil é melhorar a dis

tribuição da renda num País que tem mais de 18 milhões de analfabetos e no qual^ de cad 4 adultos, um não sabe ler e escrever. Que futuro tem,

no

Brasil de hoje, quem é analfa beto?

A

identificação das

três

principais causas da má distri buição da renda e sua remoção podem não garantir que a dis tribuição da

renda se tornará

ECONÔMICO

logo justa e equitativa. Muito mais é necessário fazer para sç atingir esse ideal humanitário. Mas, se não contivermos a in flação, se não reduzirmos os

Vovos rumos

subsídios e incentivos ao estri tamente necessário e se não

Eugênio Gudin

dermos um lugar na escola a toda criança de 7 a 14 anos, o problema da má distribuição da renda continuará se agravan

É preciso realizar sem angústia e sofrimento do povo, isto é, do contribuinte O professor Eugênio Gudin é "maitre à penser" de algumas gerações de economistas.

do e destruirá a sociedade de

mocrática e pluralista que que remos construir.

(Continuação da página 74) mente para

pesquisa

tratamento

conduziu às

estatístico

seguintes

dos

dados

conclusões:

recolhidos.

o sentido

Conclusões

rítmico

da

A

criança,

avaliado quanto à realização do movimento, sua sequência e ajustamento mu sical, é diferente entre os brancos, amarelos e mestiços de 6 a 8 anos; a noção de ritmo estudada pela realização do movimento é significativamente melhor no amarelo do que no branco e no mestiço — as crianças amarelas tendem a cometer menos erros na sequência do movimento do que as de mais; na realização e na sequência do movimento, as meninas erram menos do que os meninos, mas quanto ao ajustamento musical não existe diferença significativa entre os sexos; na avaliação do sentido rítmico, a idade é fator que não parece ter influência na incidência de

erros cometidos;

as crianças

brancas e amarelas de 8 anos têm tendência a cometer menos erros em con fronto com as mestiças. As oportunidades oferecidas às crianças de origem japonesa favorecem o desenvolvimento e a maturação. Seus hábitos alimen tares parecem bem mais equilibrados que os dos mestiços, frequentemente deficientes. As crianças mais saudáveis têm, sem dúvida, maior capaci dade de concentração e atenção e raciocínio mais rápido. A pesquisadora lembra ainda os hábitos disciplinares dos japoneses e o relacionamento nas famílias, que já preparam as crianças para atitude mais atenta. O mestiço projeta-se na música popular brasileira criando imagem altamente conceitua

da do ponto de vista rítmico, o que induziu os pesquisadores ao entendi mento inicial de que também teriam margem menor de

programadas.

(Do Boletim da USP).

erros

nas

provas

“Tomo

t(5do 0 cuidado em

não fazer pouco ou desdenhar as ações humanas, de não as deplorar nem as maldizer e sim de as compreender”. É um

fruto (3a imaginação ou pelo propósito de promoção.

conselho de Spinoza a que sem

0 arcabouço da teoria eco nômica com que comecei a le cionar (e concomitantemente,

pre procuro me ater. E é por isso que há bastante tempo não

seus fundamentos o mesmo por

a estudar) há 40 anos é, em

econômico-finan-

que hoje me oriento, salvo as remodelações ou complepaentações trazidas sobretudo* por Keynes nos anos 30 e 40.

Não sou facilmente vulne rável ao embate das idéias no

nedy, jovem dinâmico e entu siasta, assumindo a presidência

vas (até porque as verdadeiras

dos USA, trouxe um assessor, Walter Heller, que publicou pou co depois um livro “The New

me tenho animado a opinar nes

tes artigos sobre a marcha de nossa política e de nossos atos em

matéria

ceira.

são raras) que aparec(ím tão frequentemente geradas pelo

Mas em 1060-61, ÍTohn Ken-


y.-.

DIGE3TO

76

muito difícil é melhorar a dis

tribuição da renda num País que tem mais de 18 milhões de analfabetos e no qual^ de cad 4 adultos, um não sabe ler e escrever. Que futuro tem,

no

Brasil de hoje, quem é analfa beto?

A

identificação das

três

principais causas da má distri buição da renda e sua remoção podem não garantir que a dis tribuição da

renda se tornará

ECONÔMICO

logo justa e equitativa. Muito mais é necessário fazer para sç atingir esse ideal humanitário. Mas, se não contivermos a in flação, se não reduzirmos os

Vovos rumos

subsídios e incentivos ao estri tamente necessário e se não

Eugênio Gudin

dermos um lugar na escola a toda criança de 7 a 14 anos, o problema da má distribuição da renda continuará se agravan

É preciso realizar sem angústia e sofrimento do povo, isto é, do contribuinte O professor Eugênio Gudin é "maitre à penser" de algumas gerações de economistas.

do e destruirá a sociedade de

mocrática e pluralista que que remos construir.

(Continuação da página 74) mente para

pesquisa

tratamento

conduziu às

estatístico

seguintes

dos

dados

conclusões:

recolhidos.

o sentido

Conclusões

rítmico

da

A

criança,

avaliado quanto à realização do movimento, sua sequência e ajustamento mu sical, é diferente entre os brancos, amarelos e mestiços de 6 a 8 anos; a noção de ritmo estudada pela realização do movimento é significativamente melhor no amarelo do que no branco e no mestiço — as crianças amarelas tendem a cometer menos erros na sequência do movimento do que as de mais; na realização e na sequência do movimento, as meninas erram menos do que os meninos, mas quanto ao ajustamento musical não existe diferença significativa entre os sexos; na avaliação do sentido rítmico, a idade é fator que não parece ter influência na incidência de

erros cometidos;

as crianças

brancas e amarelas de 8 anos têm tendência a cometer menos erros em con fronto com as mestiças. As oportunidades oferecidas às crianças de origem japonesa favorecem o desenvolvimento e a maturação. Seus hábitos alimen tares parecem bem mais equilibrados que os dos mestiços, frequentemente deficientes. As crianças mais saudáveis têm, sem dúvida, maior capaci dade de concentração e atenção e raciocínio mais rápido. A pesquisadora lembra ainda os hábitos disciplinares dos japoneses e o relacionamento nas famílias, que já preparam as crianças para atitude mais atenta. O mestiço projeta-se na música popular brasileira criando imagem altamente conceitua

da do ponto de vista rítmico, o que induziu os pesquisadores ao entendi mento inicial de que também teriam margem menor de

programadas.

(Do Boletim da USP).

erros

nas

provas

“Tomo

t(5do 0 cuidado em

não fazer pouco ou desdenhar as ações humanas, de não as deplorar nem as maldizer e sim de as compreender”. É um

fruto (3a imaginação ou pelo propósito de promoção.

conselho de Spinoza a que sem

0 arcabouço da teoria eco nômica com que comecei a le cionar (e concomitantemente,

pre procuro me ater. E é por isso que há bastante tempo não

seus fundamentos o mesmo por

a estudar) há 40 anos é, em

econômico-finan-

que hoje me oriento, salvo as remodelações ou complepaentações trazidas sobretudo* por Keynes nos anos 30 e 40.

Não sou facilmente vulne rável ao embate das idéias no

nedy, jovem dinâmico e entu siasta, assumindo a presidência

vas (até porque as verdadeiras

dos USA, trouxe um assessor, Walter Heller, que publicou pou co depois um livro “The New

me tenho animado a opinar nes

tes artigos sobre a marcha de nossa política e de nossos atos em

matéria

ceira.

são raras) que aparec(ím tão frequentemente geradas pelo

Mas em 1060-61, ÍTohn Ken-


DIGSSTO

80

Dimensions

ECONÔMICO

of Political Econo-

isto é, da economia da oferta,

my” que me deu a pensar e que até hoje guardo na minha estante especial de Economia

a qual vejo agora renascer não

Heller escreve de início que há

entre

os

economistas

só nas plataformas de Reagan, como de outra gente boa, no Brasil e alhures. Kennedy acre ditava que havia na economia

con

americana bastante folga para senso de doutrina “salvo quan absorver o estímulo da redução do há que apertar as torneiras de impostos, e que a prosperi monetárias e fiscais numa eco

dade resultante daria receitas

nomia superaquecida ou àfrou-

fiscais que permitiriam reali

xá-las

zar vários projetos do governo.

numa economia em de

pressão”. Heller tocava assim no ponto-chave da Política Econô mica, qual a natureza e o sen

tido da intervenção do governo para defender a economia dos desequilíbrios ou distúrbios oriundos do simples mecanismo do

mercado.

Até aí estávamos de acordo.

Mas em princípios de 63,

DIGESTO

ECONÔMICO

81

Quando o atual Governo tomou posse em fins de 1979 com o professor Delfim Netto na Pasta da Economia, fiquei aguardando a publicação de seu plano de doutrina de ação. Notei apenas; (a) que ele engo liu a nova lei de Indexação de Salários; (b) a notícia de que as companhias estatais haviam dado déficits “gigantescos”; (c)

que através de uma conta de nominada "Conta de Movimen

Em quase fins de 79, em

to com 0 Banco do Brasil”, o

plena inflação, nosso dinâmico ministro da Economia, Delfim Netto, deu uma entrevista di

Banco Central fornecia ao do Brasil muitos bilhões de cru

zendo que importava reduzir nossa capacidade ociosa que era, em parte, responsável pela inflação. A idéia de que numa infla ção, em pleno aquecimento co mo a nossa, pode existir capa

zeiros (sem juros ou quase), especialmente para crédito à lavoura.

Agora,

porém,

pelas últi

mas medidas adotadas, parece o Governo disposto a enfrentar com coragem e decisão a pres

são inflacionária, dizendo Simonsen, que em princípio de

cidade ociosa, isto é, não ab

1981 a política econômica esta

sorvida pelo fluxo monetário e portanto improdutiva, não é

va sendo drasticamente inver

e de déficits em elevação, com

nova

Estava aí lançada, a dou trina do "Suppiy Economics”,

(tão

semelhante

à

do

tida e que a famigerada políti ca do “Suppiy Economics” es

“Suppiy Economics” a qual se duziu Kennedy, Heller e Rea

política

gan).

sacrifício

O futuro próximo dirá se

ela tem fundamento.

tava

adotada há mais tempo, o sa crifício exigido da economia nacional seria menor. Mas tal

argumento aplicar-se-ia igual mente ao governo Geisel, con quanto em menor grau. Outra, a de que é difícil combater eficazmente uma inflação com salários indexados indefinida mente.

A

consideração

do

tempo

parece não influir muito no espírito dos governantes. E nesse andar nem a geração que

Kennedy propôs uma forte reduçâo de impostos numa con juntura de despesas crescentes a economia em ascensão.

Algumas observações pare cem oportunas. Uma, a de que se a nova política tivesse sido

sendo

substituída

pela

ortodoxa à custa do da

maior

industrial desde 1965.

recessão

ora

desponta

terá no

Brasil

uma moeda estável para seus

projetos, orçamentos e previ sões.

Poder-se-ia replicar que em contrapartida de tão longos anos de sofrimento inflacioná-

rio, tenamos Itaipu, Carajás, etc. (ao menos). Mas é que essas mesmas e gi-andes reali

zações poderiam ser feitas com be^

menor

gústia.

soírimento

e an-


DIGSSTO

80

Dimensions

ECONÔMICO

of Political Econo-

isto é, da economia da oferta,

my” que me deu a pensar e que até hoje guardo na minha estante especial de Economia

a qual vejo agora renascer não

Heller escreve de início que há

entre

os

economistas

só nas plataformas de Reagan, como de outra gente boa, no Brasil e alhures. Kennedy acre ditava que havia na economia

con

americana bastante folga para senso de doutrina “salvo quan absorver o estímulo da redução do há que apertar as torneiras de impostos, e que a prosperi monetárias e fiscais numa eco

dade resultante daria receitas

nomia superaquecida ou àfrou-

fiscais que permitiriam reali

xá-las

zar vários projetos do governo.

numa economia em de

pressão”. Heller tocava assim no ponto-chave da Política Econô mica, qual a natureza e o sen

tido da intervenção do governo para defender a economia dos desequilíbrios ou distúrbios oriundos do simples mecanismo do

mercado.

Até aí estávamos de acordo.

Mas em princípios de 63,

DIGESTO

ECONÔMICO

81

Quando o atual Governo tomou posse em fins de 1979 com o professor Delfim Netto na Pasta da Economia, fiquei aguardando a publicação de seu plano de doutrina de ação. Notei apenas; (a) que ele engo liu a nova lei de Indexação de Salários; (b) a notícia de que as companhias estatais haviam dado déficits “gigantescos”; (c)

que através de uma conta de nominada "Conta de Movimen

Em quase fins de 79, em

to com 0 Banco do Brasil”, o

plena inflação, nosso dinâmico ministro da Economia, Delfim Netto, deu uma entrevista di

Banco Central fornecia ao do Brasil muitos bilhões de cru

zendo que importava reduzir nossa capacidade ociosa que era, em parte, responsável pela inflação. A idéia de que numa infla ção, em pleno aquecimento co mo a nossa, pode existir capa

zeiros (sem juros ou quase), especialmente para crédito à lavoura.

Agora,

porém,

pelas últi

mas medidas adotadas, parece o Governo disposto a enfrentar com coragem e decisão a pres

são inflacionária, dizendo Simonsen, que em princípio de

cidade ociosa, isto é, não ab

1981 a política econômica esta

sorvida pelo fluxo monetário e portanto improdutiva, não é

va sendo drasticamente inver

e de déficits em elevação, com

nova

Estava aí lançada, a dou trina do "Suppiy Economics”,

(tão

semelhante

à

do

tida e que a famigerada políti ca do “Suppiy Economics” es

“Suppiy Economics” a qual se duziu Kennedy, Heller e Rea

política

gan).

sacrifício

O futuro próximo dirá se

ela tem fundamento.

tava

adotada há mais tempo, o sa crifício exigido da economia nacional seria menor. Mas tal

argumento aplicar-se-ia igual mente ao governo Geisel, con quanto em menor grau. Outra, a de que é difícil combater eficazmente uma inflação com salários indexados indefinida mente.

A

consideração

do

tempo

parece não influir muito no espírito dos governantes. E nesse andar nem a geração que

Kennedy propôs uma forte reduçâo de impostos numa con juntura de despesas crescentes a economia em ascensão.

Algumas observações pare cem oportunas. Uma, a de que se a nova política tivesse sido

sendo

substituída

pela

ortodoxa à custa do da

maior

industrial desde 1965.

recessão

ora

desponta

terá no

Brasil

uma moeda estável para seus

projetos, orçamentos e previ sões.

Poder-se-ia replicar que em contrapartida de tão longos anos de sofrimento inflacioná-

rio, tenamos Itaipu, Carajás, etc. (ao menos). Mas é que essas mesmas e gi-andes reali

zações poderiam ser feitas com be^

menor

gústia.

soírimento

e an-


o DBARIO

Energia nuclear

tr

O JORNAL DE TODO XECUTIVO

e 10

o

cnse emerffetica

e

I

●

.N *4

f»

r*

J

Marcelo Damy de Souza Santos

* * - ' ^'Í

A/o ano 2.000 teremos de nos voltar para a

I

PENETRAÇÃO:

FUNÇÃO EXERCIDA;

VIAJAM;

Jornal A Diário do Comércio ● 25%

Empresários - 16%

Para o Exterior ● 11% Dentro do Pais - 43%

Jornal 6

Diretores Gerentes

● -

13% 11%

SETORES DE ATIVIDADE;

APLICAM EM IMÓVEIS;

Indústria ● 21% Comércio ● 28% Ind. e Com. ● 29% ● 18% Serviços

estarão esgotadas. O autor é

professor da Universidade de São Paulo. O texto é de palestra proferida no Rotary Clube.

GRAU DE INFLUÊNCIA:

Casa Própria

●

Terrenos

● 44%

Prala/Compo

● 32%

53%

Imóveis p/Renda - 18%

PERFIL DO LEITOR

POSSUEM AUTOMÓVEIS;

25/34 anos ● 36% 35/54 anos - 43%

Um ● 40%

Dois ou mais - 44%

Decidem na Compra de Bons 0 Serviços - 70%

*

do Jonuls

£con6íTT Ic^ri ruocel ro s

9

O JORNAL DOS EMPRESÁRIOS PALACIO DO COMÉRCIO Rua Boa Vista. 51 ■ Tel.: 239-1333 CEP OtOI4 - TcIok (011) 23.355 a 32.446

Muito tem-se falado sobre

O problema em escala univer

0 problema da crise energética.

sal, nós podemos chegar a al

E deveremos então

no melo Cmpresorlel do 3lo Pouio mo90* do março/ibrll/fil. reoüzade pole Mirplan

DIAtlO PO COMIROO MAIS UM SERVIÇO COM A TRADIÇAO DA

energia nuclear^ pois as outras fontes

distinguir

dois aspectos da crise energé tica. O problema da crise ener gética no Brasil, em escala mundial, a sua situação atual e a sua

situação

num

futuro

próximo. Se nos preocuparmos com

gumas conclusões que são da maior importância para poder mos situar melhor o problema em escala nacional.

A possibilidade de uma cri se energética foi anunciada pe la primeira vez„ em 1955, du rante a primeira Conferência


o DBARIO

Energia nuclear

tr

O JORNAL DE TODO XECUTIVO

e 10

o

cnse emerffetica

e

I

●

.N *4

f»

r*

J

Marcelo Damy de Souza Santos

* * - ' ^'Í

A/o ano 2.000 teremos de nos voltar para a

I

PENETRAÇÃO:

FUNÇÃO EXERCIDA;

VIAJAM;

Jornal A Diário do Comércio ● 25%

Empresários - 16%

Para o Exterior ● 11% Dentro do Pais - 43%

Jornal 6

Diretores Gerentes

● -

13% 11%

SETORES DE ATIVIDADE;

APLICAM EM IMÓVEIS;

Indústria ● 21% Comércio ● 28% Ind. e Com. ● 29% ● 18% Serviços

estarão esgotadas. O autor é

professor da Universidade de São Paulo. O texto é de palestra proferida no Rotary Clube.

GRAU DE INFLUÊNCIA:

Casa Própria

●

Terrenos

● 44%

Prala/Compo

● 32%

53%

Imóveis p/Renda - 18%

PERFIL DO LEITOR

POSSUEM AUTOMÓVEIS;

25/34 anos ● 36% 35/54 anos - 43%

Um ● 40%

Dois ou mais - 44%

Decidem na Compra de Bons 0 Serviços - 70%

*

do Jonuls

£con6íTT Ic^ri ruocel ro s

9

O JORNAL DOS EMPRESÁRIOS PALACIO DO COMÉRCIO Rua Boa Vista. 51 ■ Tel.: 239-1333 CEP OtOI4 - TcIok (011) 23.355 a 32.446

Muito tem-se falado sobre

O problema em escala univer

0 problema da crise energética.

sal, nós podemos chegar a al

E deveremos então

no melo Cmpresorlel do 3lo Pouio mo90* do março/ibrll/fil. reoüzade pole Mirplan

DIAtlO PO COMIROO MAIS UM SERVIÇO COM A TRADIÇAO DA

energia nuclear^ pois as outras fontes

distinguir

dois aspectos da crise energé tica. O problema da crise ener gética no Brasil, em escala mundial, a sua situação atual e a sua

situação

num

futuro

próximo. Se nos preocuparmos com

gumas conclusões que são da maior importância para poder mos situar melhor o problema em escala nacional.

A possibilidade de uma cri se energética foi anunciada pe la primeira vez„ em 1955, du rante a primeira Conferência


84

DIGESTO

Internacional de Princípios Pa cíficos de Energia Atômica,

poder-se-ia então inferir que no

reunido em Genebra.

riam totalmente esgotadas.

Nessa ocasião um dos pro fessores, um dos mais destaca dos físicos contemporâneos, fez um relatório para as Nações Unidas, analisando o problema da disponibilidade energética em

escala

mundial face

à

de

manda crescente que era obser vada.

A conclusão a que se che gou foi a seguinte: se não con siderarmos que existe uma cor relação entre a renda per ca

pita e o consumo energético, no sentido de que os paíse-s mais desenvolvidos

I

ECONÔMICO

consomem mais

energia do que os atrasados, e a relação é praticamente linear, então podia-se inferir naquela época, em 1955, se as nações

subdesenvolvidas,

que

consti

ano

2000

essas

reservas

esta-

Obviamente, estas reservas se esgotariam mais rapidamen te, se esses países subdesenvol

vidos se lançassem em progra mas de

desenvolvimento mais

85

DIGESTO ECONÔMICO

após um período de muitos anos

atinge a terra, uma parte é es

ds estudos pelas maiores auto ridades mundiais chegou-se a

sencial para contribuir para o

de

aquecimento da superfície ter restre, para produzir reações fotoquímicas e manter então uma vegetação viva através desse processo. O que sobra de energia podería então ser pen sado como uma energia poten cial a ser utilizada pelo homem.

energia na terra. Em segundo lugar, energia geotérmica,. e

dois métodos possíveis de utili

algumas conclusões simples, que podem ser enunciadas em

poucas palavras: as fontes al

ternativas de energia que nós encontramos no mundo são, em

primeiro lugar, a energia solar

intenso do que a meta prevista inicialments, que era de 1/3 da renda per capita dos países de senvolvidos em 1955, para ser

que é a fonte

atingida pelos subdesenvolvidos

portância secundária, como energia de marés, energia de ventos, etc. que são, no fundo, uma consequência indireta da própria energia solar,, que pro voca ventos, sobre a água pro-

no ano 2000.

O que se verificou é

que

estudos posteriores mostraram que as reservas de petróleo c de carvão tendem a se exaurh*

outras formas de energia de im

ondas, sem se levar

em torno do ano 2000, e como as demandas de energia são cres

voca

centes, nós venhamos a ter pro

por diante.

blemas curiosos em diferentes

primordial

em

conta energia de marés e assim Se

gia solar, que seria então a al

tendo consciência da importân cia das riquezas naturais que

mostra que dessa energia solar,

vel. Isto provocou um desequi

haveria

necessidade de fazer

líbrio econômico mundial. Este

uso crescente de energia, e co mo as fontes de energia dispo níveis, que eram fundamental mente 0 carvão, óleo e energia hidrelétrica, eram limitadas,

desequilíbrio econômico mun dial lançou então os diferentes, países na procura das alterna tivas de energia. Isso tudo foi feito com grande sucesso e

dispunham em seu território le vantaram 0 preço do combustí

ternativa número 1, observação 0 fluxo médio que incide na ter ra é da ordem de mil e pou

cos watts por metro quadrado, Dessa energia,

teríamos

aí

então,

zação. Um seria utilizar a pró pria .energia solar, sob sua for ma térmica para produzir aque cimento. Isso se faz em alguns

países em escala moderada, essa forma de

e

energia nunca

representará uma contribuição importante para as demandas mundiais.

Para o desenvolvimento de

considerarmos a ener-,

áreas. Em primeiro lugar,, os países produtores de petróleo

tuíam a maior parte da popu lação mundial, procurassem atingir um padrão de vida da ordem de 1/3 daquele apresenta do pelas nações desenvolvidas

Nós

cerca de 45%

fica perdida no aquecimento da atmosfera e na reflexão. Então

a que atinge a superfície

da

terra tem uma densidade ain¬ da menor. Desta fração que

um país, e, portanto, para de senvolvimento

do

seu parque

industrial, é necessário que se

disponha de uma energia facil mente accessível, isto é, facil mente disponível. E a única for

ma de energia que se conhece e pode ser facilmente transmis sível é a energia elétrica. Estudou-se, então, a trans

formação da -energia solar em energia elétrica. Essa transfor-


84

DIGESTO

Internacional de Princípios Pa cíficos de Energia Atômica,

poder-se-ia então inferir que no

reunido em Genebra.

riam totalmente esgotadas.

Nessa ocasião um dos pro fessores, um dos mais destaca dos físicos contemporâneos, fez um relatório para as Nações Unidas, analisando o problema da disponibilidade energética em

escala

mundial face

à

de

manda crescente que era obser vada.

A conclusão a que se che gou foi a seguinte: se não con siderarmos que existe uma cor relação entre a renda per ca

pita e o consumo energético, no sentido de que os paíse-s mais desenvolvidos

I

ECONÔMICO

consomem mais

energia do que os atrasados, e a relação é praticamente linear, então podia-se inferir naquela época, em 1955, se as nações

subdesenvolvidas,

que

consti

ano

2000

essas

reservas

esta-

Obviamente, estas reservas se esgotariam mais rapidamen te, se esses países subdesenvol

vidos se lançassem em progra mas de

desenvolvimento mais

85

DIGESTO ECONÔMICO

após um período de muitos anos

atinge a terra, uma parte é es

ds estudos pelas maiores auto ridades mundiais chegou-se a

sencial para contribuir para o

de

aquecimento da superfície ter restre, para produzir reações fotoquímicas e manter então uma vegetação viva através desse processo. O que sobra de energia podería então ser pen sado como uma energia poten cial a ser utilizada pelo homem.

energia na terra. Em segundo lugar, energia geotérmica,. e

dois métodos possíveis de utili

algumas conclusões simples, que podem ser enunciadas em

poucas palavras: as fontes al

ternativas de energia que nós encontramos no mundo são, em

primeiro lugar, a energia solar

intenso do que a meta prevista inicialments, que era de 1/3 da renda per capita dos países de senvolvidos em 1955, para ser

que é a fonte

atingida pelos subdesenvolvidos

portância secundária, como energia de marés, energia de ventos, etc. que são, no fundo, uma consequência indireta da própria energia solar,, que pro voca ventos, sobre a água pro-

no ano 2000.

O que se verificou é

que

estudos posteriores mostraram que as reservas de petróleo c de carvão tendem a se exaurh*

outras formas de energia de im

ondas, sem se levar

em torno do ano 2000, e como as demandas de energia são cres

voca

centes, nós venhamos a ter pro

por diante.

blemas curiosos em diferentes

primordial

em

conta energia de marés e assim Se

gia solar, que seria então a al

tendo consciência da importân cia das riquezas naturais que

mostra que dessa energia solar,

vel. Isto provocou um desequi

haveria

necessidade de fazer

líbrio econômico mundial. Este

uso crescente de energia, e co mo as fontes de energia dispo níveis, que eram fundamental mente 0 carvão, óleo e energia hidrelétrica, eram limitadas,

desequilíbrio econômico mun dial lançou então os diferentes, países na procura das alterna tivas de energia. Isso tudo foi feito com grande sucesso e

dispunham em seu território le vantaram 0 preço do combustí

ternativa número 1, observação 0 fluxo médio que incide na ter ra é da ordem de mil e pou

cos watts por metro quadrado, Dessa energia,

teríamos

aí

então,

zação. Um seria utilizar a pró pria .energia solar, sob sua for ma térmica para produzir aque cimento. Isso se faz em alguns

países em escala moderada, essa forma de

e

energia nunca

representará uma contribuição importante para as demandas mundiais.

Para o desenvolvimento de

considerarmos a ener-,

áreas. Em primeiro lugar,, os países produtores de petróleo

tuíam a maior parte da popu lação mundial, procurassem atingir um padrão de vida da ordem de 1/3 daquele apresenta do pelas nações desenvolvidas

Nós

cerca de 45%

fica perdida no aquecimento da atmosfera e na reflexão. Então

a que atinge a superfície

da

terra tem uma densidade ain¬ da menor. Desta fração que

um país, e, portanto, para de senvolvimento

do

seu parque

industrial, é necessário que se

disponha de uma energia facil mente accessível, isto é, facil mente disponível. E a única for

ma de energia que se conhece e pode ser facilmente transmis sível é a energia elétrica. Estudou-se, então, a trans

formação da -energia solar em energia elétrica. Essa transfor-


86

DIGESTO ECONbMICO

mação é extremamente

cara.

Os métodos mais eficientes co

nhecidos, baseados nos últimos

avanços da física, mostram que um investimento necessário pa ra se produzir um quilovatehora, é da ordem de cem mil vezes maior do que a mais cara usina termo elétrica ou hidrelé trica existente no mundo.

Em

consequência,

não

é

uma fonte de energia com a qual se possa contar economi camente para promover o de senvolvimento dos países em desenvolvimento, e para manter o ritmo atual e o padrão de vi da levado pelas nações desen volvidas.

Qual é a outra forma de energia disponível ao homem?

É uma só. Ê a Energia Nuclear. A Energia Nuclear, descoberta gramaticamente na década de 1940, que pôs pela primeira vez 0 homem em contato com a pos sibilidade que havia sido pre vista por Einstein de informação direta da massa de energia. Ve rificou-se que certos núcleos como o do urânio goza da pro priedade de partir-se em dois fragmentos que são mais le* ves do que a massa inicial do urânio e essa diferença de mas¬

sa desaparece e é convertida em energia. A quantidade de energia produzida é incalculá vel. Um quilograma de urânio 235, que é uma das va-

0

restante dessa massa de urâ

mar não apenas aqueles 0,7%

nio que é chamado urânio 238 e que é inerte, ao absorver fragmentos produzidos pela fis

de urânio tpresente, mas, toda a massa do urânio que é con vertido durante o próprio pro cesso de queima do combustí

associação

são de urânio 235, que são frag mentos do átomo, partículas subatômicas chamadas nêu

urânio natural, é capaz

trons, 0 urânio 238 ao absorver

riedades do se encontra com

87

DIGESTO ECONÔMICO

urânio, em

que

de gerar uma energia equiva

lente à que se obteria de 3 mil toneladas de gnolite. Isso dá uma idéia da extrema

concen-

tração de energia e de alto ní vel de disponibilidade.

Se nós considerarmos

reservas mundiais

as

de urânio

então é fácil ver que se esta

esses

nêutrons

se

transmuta

num elemento não existente na

natureza, que é o plutônio, que é capaz de gerar mais energia e com maior facilidade do que

0 próprio urânio 235. Conseqüentemente, nós podemos en trever então 0 reator que fun cionando com urânio natural

vel.

Em outras palavras,

neste

tipo de reatores, o próprio com gera bustível, ao queimar-se, um novo combustível. Esse no vo combustível pode ser mistu rado com outro urânio inerte,

para gerar mais E

combustível.

verificou-se também, nessa

ocasião, que existe uma outra alternativa que é o emprego do torium

como

elemento

capaz

vai queimando o urânio 235 e

de se transformar em um ele

da humanidade, a humanidade

ao

mento físsil, quando introduzi

100 ou

reação, não é, as cinzas da rea.

energia fosse posta a serviço poderia contar

200

com cerca de anos de energia

abundante e barata. Isto porque , no urânio ^ tal como se en¬

contra na natureza, chamadr0 urânio natural, esse urânio 235 que goza da propriedade de sofrer esse processo de fissão com libertação de energia presenta apenas 0,7% da sa do urânio presente.

re-

mesmo

tempo

em

que

o

queima, os fragmentos dessa ção, transmutam o material

inerte em um novo combustí vel nuclear. São os chamados reatores reprodutores. Esses reatores já funcionam desde 1946 nos Estados Unidos, na In glaterra e na União Soviética. No momento existem reatores

do num reator.

Como as reservas de torium mundiais são

maiores do

que

as de urânio, e o Brasil, eítn

particular, é um dos maiores detentores de torium do mun

do, esse ciclo da utilização do torium para nós é de impor tância fundamental como é pa

ra a índia que é o segundo país produtor de torium do

mas-

desse tipo funcionando para produção industrial na França,

Estudos realizados na In glaterra, inicialmente em 1934

na Inglaterra, na União Sovié

mostraram' um fenômeno

ex-

Estados Unidos e demonstrou-

Então, com base ness^as in formações, a comunidade cien

é que o

se assim que era possível quei-

tífica brasileira, que se preo-

tremamente curioso:

tica, um de pequeno porte nos

mundo.


86

DIGESTO ECONbMICO

mação é extremamente

cara.

Os métodos mais eficientes co

nhecidos, baseados nos últimos

avanços da física, mostram que um investimento necessário pa ra se produzir um quilovatehora, é da ordem de cem mil vezes maior do que a mais cara usina termo elétrica ou hidrelé trica existente no mundo.

Em

consequência,

não

é

uma fonte de energia com a qual se possa contar economi camente para promover o de senvolvimento dos países em desenvolvimento, e para manter o ritmo atual e o padrão de vi da levado pelas nações desen volvidas.

Qual é a outra forma de energia disponível ao homem?

É uma só. Ê a Energia Nuclear. A Energia Nuclear, descoberta gramaticamente na década de 1940, que pôs pela primeira vez 0 homem em contato com a pos sibilidade que havia sido pre vista por Einstein de informação direta da massa de energia. Ve rificou-se que certos núcleos como o do urânio goza da pro priedade de partir-se em dois fragmentos que são mais le* ves do que a massa inicial do urânio e essa diferença de mas¬

sa desaparece e é convertida em energia. A quantidade de energia produzida é incalculá vel. Um quilograma de urânio 235, que é uma das va-

0

restante dessa massa de urâ

mar não apenas aqueles 0,7%

nio que é chamado urânio 238 e que é inerte, ao absorver fragmentos produzidos pela fis

de urânio tpresente, mas, toda a massa do urânio que é con vertido durante o próprio pro cesso de queima do combustí

associação

são de urânio 235, que são frag mentos do átomo, partículas subatômicas chamadas nêu

urânio natural, é capaz

trons, 0 urânio 238 ao absorver

riedades do se encontra com

87

DIGESTO ECONÔMICO

urânio, em

que

de gerar uma energia equiva

lente à que se obteria de 3 mil toneladas de gnolite. Isso dá uma idéia da extrema

concen-

tração de energia e de alto ní vel de disponibilidade.

Se nós considerarmos

reservas mundiais

as

de urânio

então é fácil ver que se esta

esses

nêutrons

se

transmuta

num elemento não existente na

natureza, que é o plutônio, que é capaz de gerar mais energia e com maior facilidade do que

0 próprio urânio 235. Conseqüentemente, nós podemos en trever então 0 reator que fun cionando com urânio natural

vel.

Em outras palavras,

neste

tipo de reatores, o próprio com gera bustível, ao queimar-se, um novo combustível. Esse no vo combustível pode ser mistu rado com outro urânio inerte,

para gerar mais E

combustível.

verificou-se também, nessa

ocasião, que existe uma outra alternativa que é o emprego do torium

como

elemento

capaz

vai queimando o urânio 235 e

de se transformar em um ele

da humanidade, a humanidade

ao

mento físsil, quando introduzi

100 ou

reação, não é, as cinzas da rea.

energia fosse posta a serviço poderia contar

200

com cerca de anos de energia

abundante e barata. Isto porque , no urânio ^ tal como se en¬

contra na natureza, chamadr0 urânio natural, esse urânio 235 que goza da propriedade de sofrer esse processo de fissão com libertação de energia presenta apenas 0,7% da sa do urânio presente.

re-

mesmo

tempo

em

que

o

queima, os fragmentos dessa ção, transmutam o material

inerte em um novo combustí vel nuclear. São os chamados reatores reprodutores. Esses reatores já funcionam desde 1946 nos Estados Unidos, na In glaterra e na União Soviética. No momento existem reatores

do num reator.

Como as reservas de torium mundiais são

maiores do

que

as de urânio, e o Brasil, eítn

particular, é um dos maiores detentores de torium do mun

do, esse ciclo da utilização do torium para nós é de impor tância fundamental como é pa

ra a índia que é o segundo país produtor de torium do

mas-

desse tipo funcionando para produção industrial na França,

Estudos realizados na In glaterra, inicialmente em 1934

na Inglaterra, na União Sovié

mostraram' um fenômeno

ex-

Estados Unidos e demonstrou-

Então, com base ness^as in formações, a comunidade cien

é que o

se assim que era possível quei-

tífica brasileira, que se preo-

tremamente curioso:

tica, um de pequeno porte nos

mundo.


88

89

ECONÔMICO

DIGESTO ECONÔMICO

cupou com esses problemas desde o advento da bomba atô mica, fixou como diretrizes para um programa nacional,

Em primeiro lugar falar-se em crise energética no Brasil, hoje em dia, não tem muito sentido, porque nós sabemos

Bacia Amazônica e

mais tarde aprovado pelo Con selho de Segurança Nacional,

que temos um excesso de ener

0 desenvolvimento de uma tec

não está sendo utilizada, 'apa

captação mais difícil como o Baixo Tocantins, mesmo se nós levarmos em conta as necessi dades do crescimento da ener gia até 0 ano 2000, nós verifi caremos que, ai pelo ano 2000/

rentemente

2020, todas as nossas fontes,

tica, e inicialmente os Estados Unidos não apresentaram até

energia

hoje, e 0 início desse desenvol

DIGESTO

nologia que empregasse o urâ nio ao natural como combustí vel, transformando o urânio

inerte em plutônio, este plutô nio continuaria a produzir com bustível, e nesses reatores em que 0 plutônio produziría com

bustível e produziría calor, nós poderiamos, também, utilizar uma camisa de torium em tor

no do reator para absorver es ses fragmentos e gerarmos en

tão um novo combustível a par tir do torium.

Mostra-se que esse proces so é economicamente satisfató

rio, isso é mostrado pelos Es tados Unidos, em 1951, existem reatores de torium trabalhando no mundo, então esse seria o ciclo ideal.

Qual seria o problema' do Brasil perante essa crise ener

gética e qual o papel que a energia atômica poderia desen volver aqui?

gia hidrelétrica disponível, que temos

excesso de

álcool que está sendo produzi

do mais do que a demanda, a Petrobrás tem tido incrível su-

cesso na descoberta de novos poços, e todas as nossas pers-

pectivas

de

suprimento

de

energia local eu diria que são excelentes.

Qual

seria então 0 papel

da energia atômica no nosso país?

Se ... nós levarmos , em conta

que 0 indice de crescimento da população brasileira é de 2 8%

ao ano, que a demanda da nos-

sa energia tem-se situado

en-

tre índices que variam de 11% ao ano a 8% ao ano, o que im plica em média, à necessidade de se dobrar o potencial elétri

áreas de

economicamente exploradas de

hidrelétrica,

inutilizadas.

Como

estarão o

Brasil

continuará então a fornecer a

energia necessária? Não há ou tras

alternativas.

Só

existe

uma: é o emprego da energia nuclear no Brasil, é um impe rativo de sobrevivência para o

futuro e deve ser encarado sob essa forma. É uma forma de

energia que tem sido altamen te combatida, ora por razões politicas, ora por razões de na tureza ecológica, quer dizer, argumentos científicos, mas, 0 que é fora de dúvida, é que

cada utilização de energia atô mica, segundo a tecnologia que é

desenvolvida

no

seu

empre

otimistas

go, pode apresentar condições de geração de energia cara, ou barata, condições de seguran ça ou de perigo. Se fizermos um apanhado do desenvolvi

situam em torno de 300 milhões de quilovates, incluindo-se a

mento da energia atômica em escala mundial, nós observa-

co instalado a cada 7 ou 8 anos, então é fácil

ver que

todo o

potencial hidrelétrico brasilei ro, que os

cálculos

mos que os países que desen volveram energia nuclear uti

lizando 0 urânio natural^ depois passando para o ciclo do plutô nio, e assim por diante, estão fundamentalmente, a Inglater

ra, a França, a União Sovié

vimento data de 1946/47, sem nenhum acidente sério, Nós encontramos acidentes nuclea res nos países que empregam

reatores que usam o châmado urânio enriquecido, que é uma técnica pela qual aumentamos 0 conteúdo isotópico do urânio natural em urânio 235 e que

hoje é uma arma leve como um moderador. Para reatores do tipo que hoje se instalam no Brasil,

através

Brasil-Alemanha.

do

programa

Esses reato

res, derivam dum protótipo que foi desenvolvido em 1956 pelo almirante Ricover nos Estados

Unidos, para propulsão naval, nos primeiros submarinos nu cleares. Esses modelos foram

depois alterados para produzir energia elétrica. E a experiên cia tem demonstrado no mun

do inteiro que esse tipo de rea

tores, em primeiro lugar, re-


88

89

ECONÔMICO

DIGESTO ECONÔMICO

cupou com esses problemas desde o advento da bomba atô mica, fixou como diretrizes para um programa nacional,

Em primeiro lugar falar-se em crise energética no Brasil, hoje em dia, não tem muito sentido, porque nós sabemos

Bacia Amazônica e

mais tarde aprovado pelo Con selho de Segurança Nacional,

que temos um excesso de ener

0 desenvolvimento de uma tec

não está sendo utilizada, 'apa

captação mais difícil como o Baixo Tocantins, mesmo se nós levarmos em conta as necessi dades do crescimento da ener gia até 0 ano 2000, nós verifi caremos que, ai pelo ano 2000/

rentemente

2020, todas as nossas fontes,

tica, e inicialmente os Estados Unidos não apresentaram até

energia

hoje, e 0 início desse desenvol

DIGESTO

nologia que empregasse o urâ nio ao natural como combustí vel, transformando o urânio

inerte em plutônio, este plutô nio continuaria a produzir com bustível, e nesses reatores em que 0 plutônio produziría com

bustível e produziría calor, nós poderiamos, também, utilizar uma camisa de torium em tor

no do reator para absorver es ses fragmentos e gerarmos en

tão um novo combustível a par tir do torium.

Mostra-se que esse proces so é economicamente satisfató

rio, isso é mostrado pelos Es tados Unidos, em 1951, existem reatores de torium trabalhando no mundo, então esse seria o ciclo ideal.

Qual seria o problema' do Brasil perante essa crise ener

gética e qual o papel que a energia atômica poderia desen volver aqui?

gia hidrelétrica disponível, que temos

excesso de

álcool que está sendo produzi

do mais do que a demanda, a Petrobrás tem tido incrível su-

cesso na descoberta de novos poços, e todas as nossas pers-

pectivas

de

suprimento

de

energia local eu diria que são excelentes.

Qual

seria então 0 papel

da energia atômica no nosso país?

Se ... nós levarmos , em conta

que 0 indice de crescimento da população brasileira é de 2 8%

ao ano, que a demanda da nos-

sa energia tem-se situado

en-

tre índices que variam de 11% ao ano a 8% ao ano, o que im plica em média, à necessidade de se dobrar o potencial elétri

áreas de

economicamente exploradas de

hidrelétrica,

inutilizadas.

Como

estarão o

Brasil

continuará então a fornecer a

energia necessária? Não há ou tras

alternativas.

Só

existe

uma: é o emprego da energia nuclear no Brasil, é um impe rativo de sobrevivência para o

futuro e deve ser encarado sob essa forma. É uma forma de

energia que tem sido altamen te combatida, ora por razões politicas, ora por razões de na tureza ecológica, quer dizer, argumentos científicos, mas, 0 que é fora de dúvida, é que

cada utilização de energia atô mica, segundo a tecnologia que é

desenvolvida

no

seu

empre

otimistas

go, pode apresentar condições de geração de energia cara, ou barata, condições de seguran ça ou de perigo. Se fizermos um apanhado do desenvolvi

situam em torno de 300 milhões de quilovates, incluindo-se a

mento da energia atômica em escala mundial, nós observa-

co instalado a cada 7 ou 8 anos, então é fácil

ver que

todo o

potencial hidrelétrico brasilei ro, que os

cálculos

mos que os países que desen volveram energia nuclear uti

lizando 0 urânio natural^ depois passando para o ciclo do plutô nio, e assim por diante, estão fundamentalmente, a Inglater

ra, a França, a União Sovié

vimento data de 1946/47, sem nenhum acidente sério, Nós encontramos acidentes nuclea res nos países que empregam

reatores que usam o châmado urânio enriquecido, que é uma técnica pela qual aumentamos 0 conteúdo isotópico do urânio natural em urânio 235 e que

hoje é uma arma leve como um moderador. Para reatores do tipo que hoje se instalam no Brasil,

através

Brasil-Alemanha.

do

programa

Esses reato

res, derivam dum protótipo que foi desenvolvido em 1956 pelo almirante Ricover nos Estados

Unidos, para propulsão naval, nos primeiros submarinos nu cleares. Esses modelos foram

depois alterados para produzir energia elétrica. E a experiên cia tem demonstrado no mun

do inteiro que esse tipo de rea

tores, em primeiro lugar, re-


100

DIGESTO

Desse

estado

de

coisas

surgiram corrflitos, que produ ziram inclusive

derramamento

de sangue.

Só lenta e gradualmente, à

custa

de grande

esforço, fo

ram os poderes municipais re

ECONÔMICO

pio. A função executiva era apenas parcialmente exercida pelo procurador, empregado da Câmara, que arrecadava e aplicava as rendas do Conse

lho

(Município).

Em 1835, a

Província de São Paulo criou

duzidos às suas primitivas atribuições. Dom Pedro I, proclamando

0 cargo de prefeito, nomeado pelo presidente da Província equivalente ao nosso atual go

a Independência do Brasil — depois que o presidente da

plo foi logo seguido pelas ou tras províncias.

Câmara do Rio de Janeiro lhe

entregara uma representação assinada por 8.000 cidadãos e

instado pela propaganda da emancipação em jornais e tea

tros e por José Bonifácio, pre

sidente da Junta de São Paulo —, tratou logo de sufocar o grande poder das Câmaras Municipais.

Com a Constituição

Impe

rial de 1824, foram instituídas Câmaras Municipais em todas as cidades, mas com o caráter de corporações meramente ad

ministrativas, sem funções judicantes (cf. a Lei de l.o de outubro de 1828). Perderam

então os verea

dores o poder de julgar. E também não havia um agente executivo próprio do Municí¬

vernador

do

Estado.

O desprestígio

O

exem

político das

Câmaras, no período imperial não foi aceito, entretanto, com passividade.

101

DIGESTO ECONÔMICO

(1869). A par disso,

acerbas

críticas eram feitas pelos par lamentares à postura centrali zadora do Império. Entretanto, e apesar de to das as vozes dissonantes, a si tuação dos Municípios, reduzi dos em seu poder, perdurou até a Proclamação da República. A Constituição Republicana de 1891 determinou que os Es tados se organizassem de for ma a assegurar a autonomia dos Municípios.

O texto constitucional con

signava, expressamente, velha

Vitor Nunes Leal, em seu livro "Coronelismo, Enxada e Voto”

Com a Revolução de 1930, foram

de novo

vitoriosas

as

idéias municipalistas. Tratou-se

de assegurar rendas próprias aos Municípios, para a realiza ção de seus serviços.

A Constituição de 1934 as

segurou a autonomia dos Mu nicípios, especialmente pela eletividade do prefeito e verea-

dores, pela decretação de seus impostos e a organização dos seus serviços. Teve porém cur tíssima vigência, pois o golpe

e nunca sopitada aspiração. Po rém 0 hábito do centralismo e a opressão do “coronelismo”

ditatorial de 1937 impôs um no

era tão forte, que uma série de

tes que, a mando do governo

Executivo

medidas foram tomadas para restituir, ao menos em parte os poderes municipais.

pios como sua propriedade par

terventorial.

A tradição de autonomia dos Municípios, grangeada pela atuação dos antigos vereadores,

Mas essas medidas não pas saram de projetos de reforma — entre os quais se destacam 0 projeto do deputado Romão Ataíde restituindo as

ções judicantes

às

atribui

Câmaras

(1857) e, a do deputado Paulino de Souza, que entregava ao presidente da Câmara a chefia

do Poder Executivo Municipal

representado por políticos for

estadual, tratavam os Municí

ticular, forjando eleições segun do o seu desejo, fizeram com que essa autonomia existisse somente no papel. Sem qual

quer garantia democrática, os Municípios viveram quatro dé

cadas sem recursos, sem liberdade, sem progresso e sem au tonomia.

Essa situação foi magistral mente enfocada pelo Ministro

vo regime político no Brasil, caracterizado

pela

ção de poderes

concentra

no Chefe do

Federal.

Instituiu-se um regime inO interventor nos

Estados era nomeado pelo di tador e os prefeitos, pelo in terventor. Garantiu-se a eleti vidade dos vereadores, mas

destituídos de qualquer po der. Os prefeitos nomeados governavam

discricionariamem

te sem a colaboração do órgão de representação popular, e subordinados sempre à interventoria dos Estados.


100

DIGESTO

Desse

estado

de

coisas

surgiram corrflitos, que produ ziram inclusive

derramamento

de sangue.

Só lenta e gradualmente, à

custa

de grande

esforço, fo

ram os poderes municipais re

ECONÔMICO

pio. A função executiva era apenas parcialmente exercida pelo procurador, empregado da Câmara, que arrecadava e aplicava as rendas do Conse

lho

(Município).

Em 1835, a

Província de São Paulo criou

duzidos às suas primitivas atribuições. Dom Pedro I, proclamando

0 cargo de prefeito, nomeado pelo presidente da Província equivalente ao nosso atual go

a Independência do Brasil — depois que o presidente da

plo foi logo seguido pelas ou tras províncias.

Câmara do Rio de Janeiro lhe

entregara uma representação assinada por 8.000 cidadãos e

instado pela propaganda da emancipação em jornais e tea

tros e por José Bonifácio, pre

sidente da Junta de São Paulo —, tratou logo de sufocar o grande poder das Câmaras Municipais.

Com a Constituição

Impe

rial de 1824, foram instituídas Câmaras Municipais em todas as cidades, mas com o caráter de corporações meramente ad

ministrativas, sem funções judicantes (cf. a Lei de l.o de outubro de 1828). Perderam

então os verea

dores o poder de julgar. E também não havia um agente executivo próprio do Municí¬

vernador

do

Estado.

O desprestígio

O

exem

político das

Câmaras, no período imperial não foi aceito, entretanto, com passividade.

101

DIGESTO ECONÔMICO

(1869). A par disso,

acerbas

críticas eram feitas pelos par lamentares à postura centrali zadora do Império. Entretanto, e apesar de to das as vozes dissonantes, a si tuação dos Municípios, reduzi dos em seu poder, perdurou até a Proclamação da República. A Constituição Republicana de 1891 determinou que os Es tados se organizassem de for ma a assegurar a autonomia dos Municípios.

O texto constitucional con

signava, expressamente, velha

Vitor Nunes Leal, em seu livro "Coronelismo, Enxada e Voto”

Com a Revolução de 1930, foram

de novo

vitoriosas

as

idéias municipalistas. Tratou-se

de assegurar rendas próprias aos Municípios, para a realiza ção de seus serviços.

A Constituição de 1934 as

segurou a autonomia dos Mu nicípios, especialmente pela eletividade do prefeito e verea-

dores, pela decretação de seus impostos e a organização dos seus serviços. Teve porém cur tíssima vigência, pois o golpe

e nunca sopitada aspiração. Po rém 0 hábito do centralismo e a opressão do “coronelismo”

ditatorial de 1937 impôs um no

era tão forte, que uma série de

tes que, a mando do governo

Executivo

medidas foram tomadas para restituir, ao menos em parte os poderes municipais.

pios como sua propriedade par

terventorial.

A tradição de autonomia dos Municípios, grangeada pela atuação dos antigos vereadores,

Mas essas medidas não pas saram de projetos de reforma — entre os quais se destacam 0 projeto do deputado Romão Ataíde restituindo as

ções judicantes

às

atribui

Câmaras

(1857) e, a do deputado Paulino de Souza, que entregava ao presidente da Câmara a chefia

do Poder Executivo Municipal

representado por políticos for

estadual, tratavam os Municí

ticular, forjando eleições segun do o seu desejo, fizeram com que essa autonomia existisse somente no papel. Sem qual

quer garantia democrática, os Municípios viveram quatro dé

cadas sem recursos, sem liberdade, sem progresso e sem au tonomia.

Essa situação foi magistral mente enfocada pelo Ministro

vo regime político no Brasil, caracterizado

pela

ção de poderes

concentra

no Chefe do

Federal.

Instituiu-se um regime inO interventor nos

Estados era nomeado pelo di tador e os prefeitos, pelo in terventor. Garantiu-se a eleti vidade dos vereadores, mas

destituídos de qualquer po der. Os prefeitos nomeados governavam

discricionariamem

te sem a colaboração do órgão de representação popular, e subordinados sempre à interventoria dos Estados.


DIGESTO

102

Deposto 0 governo ditatorial, pelo movimento das Forças Armadas de 1945, renasceu pa ra

o Brasil o ideal democrá

tico.

E 0 ressurgimento da demo cracia implicou 0 renascimen

to da Câmara Municipal, com todo o seu prestígio. Impressio na, aliás, a constatação do fa to de ser a Câmara Municipal a base da democracia brasilei ra. Pode haver democracia ain da quando o chefe do Execu

tivo seja nomeado. Não haverá, entretanto, quando dissolvida a

Câmara Municipal.

A Câmara, pela sua compo

que 0 Executivo eleito. Consti tuída de vereadores eleitos di

retamente pelo povo, nela estão claramente representadas opi

nião e os interesses de diver sos segmentos da população.

A Câmara livre e indepen dente significa também regime democrático

atual, a autonomia

municipal

passou a ser exercida de direi to € de fato.

autêntico, verda

deiro.

A partir da Constituição de 1946, cujo espírito municipalista foi reafirmado pelas Consti

tuições posteriores, inclusive a

DIGESTO ECONÔMICO

à antiga posição de prestígio que a Câmara disputava. Submetida ao princípio da separação de poderes, a Câma ra hoje não exerce funções ju diciárias, nem executivas. resu Sua atuação ficaria mida à função legislativa, não fosse 0 respeito à tradição con firmar

sua

atividade

fiscaliza-

dora do Poder Executivo, que exerce desde os tempos colo do

sistema

cons

titucional de repartição de com

petências entre União, Estados e Municípios, sua atividade le gislativa também foi reduzida, adstrita que é às matérias de interesse

A Câmara

local.

O papel do vereador, ou se ja, a sua atuação efetiva no

sistema político, é hoje restri to sim, mas não destituído de importância. O vereador exerce uma fun ção legislativa autêntica, atra

vés de leis gerais e não de simples ordenanças ou regula mentos locais, as chamadas

não é um sim

ples órgão ou forma embrioná ria de poder, mas um verda deiro poder: o Poder Legisla tivo do Município.

Hoje, a lei municipal edita da em matéria

de

interesse

predominantemente local afas

ta e exclui a incidência das leis estaduais e federais. Nas áreas reservadas à competência mu

nicipal. nada pode a lei federal nu

Em razão

103

“posturas' antigas, denominaçâo usada na época em que as leis autênticas só podiam ser editadas por Portugal.

Porém, não mais se volveu

niais.

sição, é mais representativa do

as diversas correntes de

ECONÔMICO

a estadual.

Dentre essas

leis, são

as

mais importantes: a lei do pla nejamento urbano (Plano Di retor). 0 Código Tributário do Município, 0 Código de Obras. a Lei de Zoneamento, o Esta tuto dos Funcionários Públicos, Leis de Saúde Pública local, da Diversões Públicas e de Funcionamento de Indústria e as

Comércio.

As leis são atos normativos de caráter geral,. Mas os ve readores

editam ainda decre

tos legislativos, que são tam bém obrigatórios para tercei ros, embora tratem de maté-

rias de competência privativa da Câmara. É o ato que, por exemplo, fixa os subsídios do prefeito. Os demais atos de competência privativa de Câ mara e que tenham efei

tos apenas internos, são as Re soluções, que obrigam somente os membros da própria Câma ra, tal como a Resolução que fixa a remuneração dos verea dores.

Além disso, a Câmara auto riza o prefeito a praticar atos de maior importância para o Município que, sem essa auto

rização prévia seriam inváli dos. São, exemplificativamente, os atos de alienação de bens

públicos celebração de convê nios, realização de emprésti mos, concessão de auxílios e subvenções.

Função tão importante quan to a legislativa é a função fiscalizadora. É a Câmara

que

julga as contas do prefeito, as sessorada paio Tribunal de Contas. Nunca é demais lem

brar que 0 Tribunal de Con tas é apenaá um auxiliar da Câmara, que pode ou não con cordar com 0 seu parecer, re

jeitando-o se quiser (mediante


DIGESTO

102

Deposto 0 governo ditatorial, pelo movimento das Forças Armadas de 1945, renasceu pa ra

o Brasil o ideal democrá

tico.

E 0 ressurgimento da demo cracia implicou 0 renascimen

to da Câmara Municipal, com todo o seu prestígio. Impressio na, aliás, a constatação do fa to de ser a Câmara Municipal a base da democracia brasilei ra. Pode haver democracia ain da quando o chefe do Execu

tivo seja nomeado. Não haverá, entretanto, quando dissolvida a

Câmara Municipal.

A Câmara, pela sua compo

que 0 Executivo eleito. Consti tuída de vereadores eleitos di

retamente pelo povo, nela estão claramente representadas opi

nião e os interesses de diver sos segmentos da população.

A Câmara livre e indepen dente significa também regime democrático

atual, a autonomia

municipal

passou a ser exercida de direi to € de fato.

autêntico, verda

deiro.

A partir da Constituição de 1946, cujo espírito municipalista foi reafirmado pelas Consti

tuições posteriores, inclusive a

DIGESTO ECONÔMICO

à antiga posição de prestígio que a Câmara disputava. Submetida ao princípio da separação de poderes, a Câma ra hoje não exerce funções ju diciárias, nem executivas. resu Sua atuação ficaria mida à função legislativa, não fosse 0 respeito à tradição con firmar

sua

atividade

fiscaliza-

dora do Poder Executivo, que exerce desde os tempos colo do

sistema

cons

titucional de repartição de com

petências entre União, Estados e Municípios, sua atividade le gislativa também foi reduzida, adstrita que é às matérias de interesse

A Câmara

local.

O papel do vereador, ou se ja, a sua atuação efetiva no

sistema político, é hoje restri to sim, mas não destituído de importância. O vereador exerce uma fun ção legislativa autêntica, atra

vés de leis gerais e não de simples ordenanças ou regula mentos locais, as chamadas

não é um sim

ples órgão ou forma embrioná ria de poder, mas um verda deiro poder: o Poder Legisla tivo do Município.

Hoje, a lei municipal edita da em matéria

de

interesse

predominantemente local afas

ta e exclui a incidência das leis estaduais e federais. Nas áreas reservadas à competência mu

nicipal. nada pode a lei federal nu

Em razão

103

“posturas' antigas, denominaçâo usada na época em que as leis autênticas só podiam ser editadas por Portugal.

Porém, não mais se volveu

niais.

sição, é mais representativa do

as diversas correntes de

ECONÔMICO

a estadual.

Dentre essas

leis, são

as

mais importantes: a lei do pla nejamento urbano (Plano Di retor). 0 Código Tributário do Município, 0 Código de Obras. a Lei de Zoneamento, o Esta tuto dos Funcionários Públicos, Leis de Saúde Pública local, da Diversões Públicas e de Funcionamento de Indústria e as

Comércio.

As leis são atos normativos de caráter geral,. Mas os ve readores

editam ainda decre

tos legislativos, que são tam bém obrigatórios para tercei ros, embora tratem de maté-

rias de competência privativa da Câmara. É o ato que, por exemplo, fixa os subsídios do prefeito. Os demais atos de competência privativa de Câ mara e que tenham efei

tos apenas internos, são as Re soluções, que obrigam somente os membros da própria Câma ra, tal como a Resolução que fixa a remuneração dos verea dores.

Além disso, a Câmara auto riza o prefeito a praticar atos de maior importância para o Município que, sem essa auto

rização prévia seriam inváli dos. São, exemplificativamente, os atos de alienação de bens

públicos celebração de convê nios, realização de emprésti mos, concessão de auxílios e subvenções.

Função tão importante quan to a legislativa é a função fiscalizadora. É a Câmara

que

julga as contas do prefeito, as sessorada paio Tribunal de Contas. Nunca é demais lem

brar que 0 Tribunal de Con tas é apenaá um auxiliar da Câmara, que pode ou não con cordar com 0 seu parecer, re

jeitando-o se quiser (mediante


DIGESTO ECONÔMICO

114

impõe não somente

vista Bolsa n.o 481/2, março de

Órgãos técnicos da Bolsa re conheceram a importância do projeto da Instrução 'da CVM,

1981, pág. 9). Mas, na reali

especialmente nos seus

dade, é importante e oportuno

tos éticos.

acionistas que numa empresa,

timula os investidores mais inventivos e observadores” (Re

reintroduzir o elemento

ético

no capitalismo e inclusive nas

operações de Bolsa, sob pena de prejudicar o princípio bási co do tratamento equitativo que deve ser dado aos acionistas e

assim, a médio ou a longo pra zo, desinteressar os próprios investidores, que têm direito a dísclosure

devendo

ser-lhes

assegurado "a visibilidade” das operações que estão sendo rea lizadas no mercado.

Não é mais possível tratar

o acionista, ou seja, o investi dor, na Bolsa como se preten dia fazê-lo no século

passado,

na época do capitalismo selva gem. Ao contrário, aplica-se ao mercado de capital a lição de Lincoln de acordo com a qual

não é possível enganar muitas pessoas por muito tempo, em bora algumas vezes muitas pes soas sejam enganadas por pou

aspec

É preciso salientar que não se limita de modo algum a pos

sibilidade de aquisição de con trole d,e sociedade

por

novo)

acionistas. Não há como negar»

ao contrário, que a oferta pú blica de ação, ou seja, o take over bid representa uma opor tunidade relevante para o acio nista de contestar a autoridade do controlador e da tecnocra-

cia quando não

atendem aos

superiores interesses

da com

panhia.

revolta

Mas

essa

não pode significar, em caso algum, a tirania da minoria so bre a maioria ou a tomada ino-

pinada do poder por um grupo em detrimento do interesse so cial e contrariamente à vonta de da chamada maioria silen ciosa.

A finalidade

da dísclosure

por muito tempo. A disclosure

é a advertência às partes in teressadas para que saibam do ataque que está sendo tramado e possam, dentro da lei, tomar

é assim um elemento incontes tável de moralização do mer cado e neste sentido os próprios

ção das regras do jogo que se

co tempo

ou poucas

pessoas

as medidas defensivas cabí veis. É na realidade uma fixa

ns

DIGESTO ECONÔMICO

no

inte

resse do controlador, mas ba sicamente

nos

seus

sua

no

interesse

controladores

diretoria,

e

dos

investiram confiando

não

e

na

podem

ser surpreendidos, de um dia para o outro, com uma mudan ça de comando, geralmente, di rigida em detrimento dos seus

interesses, porque, não fosse, não

se

assim

haveria neces

sidade do controle ser assumi do subrepticiamente e as re

gras

da

dísclosure poderíam

funcionar no interesse comum

da maioria acionária e do gru

po que pretende vir a controlar a empresa. Se válidas as inten çoes des adquirentes nenhuma razão sem

haveria para que devestemer a divulgação das

mesmas.

A tendência do direito con

temporâneo é no sentido de re

conhecer que a empresa deve

mais acionistas da empresa, mas também para com os que nela trabalham e para com a comunidade em que a empre

sa atua, cujos

direitos e inte

resses devem

ser

lealmente

respeitados e atendidos.

Res

salte-se, aliás, que as modali dades de exercício abusivo do

poder de controle, descritos no

parágrafo l.o do artigo 117 da Lei n.o 6.404, não se refere ape nas às relações de caráter so cietário (entre acionistas) mas a relações com terceiros, che gando a abranger o próprio in teresse nacional, tutelado pelo diploma legal em caráter espe

cífico (artigo

117, § 1.0, alí

nea a).

O simples fato de caracte rizar-se uma companhia como aberta expande a noção tra dicional do controle e de suas consectárias responsabilidades.

Salienta, a esse propósito, a Exposição de Motivos da Lei

atender a uma

função

social

n.o 6.404, que "toda companhia

que a própria

lei reconhece.

que faz apelo — por mínimo que seja — à poupança públi ca, cria, ao ingressar no mer cado de capitais, relações que

Efetivamente, a legislação es pecífica acentua no parágrafo único do art. 166, a função so cial da companhia ao procla mar que o acionista controla dor tem deveres e responsabi lidades não só para com os de-

não existem na companhia fe

chada, e que exigem disciplina própria para proteção da eco nomia

popular e no interesse


DIGESTO ECONÔMICO

114

impõe não somente

vista Bolsa n.o 481/2, março de

Órgãos técnicos da Bolsa re conheceram a importância do projeto da Instrução 'da CVM,

1981, pág. 9). Mas, na reali

especialmente nos seus

dade, é importante e oportuno

tos éticos.

acionistas que numa empresa,

timula os investidores mais inventivos e observadores” (Re

reintroduzir o elemento

ético

no capitalismo e inclusive nas

operações de Bolsa, sob pena de prejudicar o princípio bási co do tratamento equitativo que deve ser dado aos acionistas e

assim, a médio ou a longo pra zo, desinteressar os próprios investidores, que têm direito a dísclosure

devendo

ser-lhes

assegurado "a visibilidade” das operações que estão sendo rea lizadas no mercado.

Não é mais possível tratar

o acionista, ou seja, o investi dor, na Bolsa como se preten dia fazê-lo no século

passado,

na época do capitalismo selva gem. Ao contrário, aplica-se ao mercado de capital a lição de Lincoln de acordo com a qual

não é possível enganar muitas pessoas por muito tempo, em bora algumas vezes muitas pes soas sejam enganadas por pou

aspec

É preciso salientar que não se limita de modo algum a pos

sibilidade de aquisição de con trole d,e sociedade

por

novo)

acionistas. Não há como negar»

ao contrário, que a oferta pú blica de ação, ou seja, o take over bid representa uma opor tunidade relevante para o acio nista de contestar a autoridade do controlador e da tecnocra-

cia quando não

atendem aos

superiores interesses

da com

panhia.

revolta

Mas

essa

não pode significar, em caso algum, a tirania da minoria so bre a maioria ou a tomada ino-

pinada do poder por um grupo em detrimento do interesse so cial e contrariamente à vonta de da chamada maioria silen ciosa.

A finalidade

da dísclosure

por muito tempo. A disclosure

é a advertência às partes in teressadas para que saibam do ataque que está sendo tramado e possam, dentro da lei, tomar

é assim um elemento incontes tável de moralização do mer cado e neste sentido os próprios

ção das regras do jogo que se

co tempo

ou poucas

pessoas

as medidas defensivas cabí veis. É na realidade uma fixa

ns

DIGESTO ECONÔMICO

no

inte

resse do controlador, mas ba sicamente

nos

seus

sua

no

interesse

controladores

diretoria,

e

dos

investiram confiando

não

e

na

podem

ser surpreendidos, de um dia para o outro, com uma mudan ça de comando, geralmente, di rigida em detrimento dos seus

interesses, porque, não fosse, não

se

assim

haveria neces

sidade do controle ser assumi do subrepticiamente e as re

gras

da

dísclosure poderíam

funcionar no interesse comum

da maioria acionária e do gru

po que pretende vir a controlar a empresa. Se válidas as inten çoes des adquirentes nenhuma razão sem

haveria para que devestemer a divulgação das

mesmas.

A tendência do direito con

temporâneo é no sentido de re

conhecer que a empresa deve

mais acionistas da empresa, mas também para com os que nela trabalham e para com a comunidade em que a empre

sa atua, cujos

direitos e inte

resses devem

ser

lealmente

respeitados e atendidos.

Res

salte-se, aliás, que as modali dades de exercício abusivo do

poder de controle, descritos no

parágrafo l.o do artigo 117 da Lei n.o 6.404, não se refere ape nas às relações de caráter so cietário (entre acionistas) mas a relações com terceiros, che gando a abranger o próprio in teresse nacional, tutelado pelo diploma legal em caráter espe

cífico (artigo

117, § 1.0, alí

nea a).

O simples fato de caracte rizar-se uma companhia como aberta expande a noção tra dicional do controle e de suas consectárias responsabilidades.

Salienta, a esse propósito, a Exposição de Motivos da Lei

atender a uma

função

social

n.o 6.404, que "toda companhia

que a própria

lei reconhece.

que faz apelo — por mínimo que seja — à poupança públi ca, cria, ao ingressar no mer cado de capitais, relações que

Efetivamente, a legislação es pecífica acentua no parágrafo único do art. 166, a função so cial da companhia ao procla mar que o acionista controla dor tem deveres e responsabi lidades não só para com os de-

não existem na companhia fe

chada, e que exigem disciplina própria para proteção da eco nomia

popular e no interesse


DIGESTO

116

do

funcionamento

regular e

do desenvolvimento do merca do de valores mobiliários”. As

sim sendo, o controle da com panhia aberta assume verda deiro caráter publicístico.

Diante do exposto, há que se ponderar que a translação do controle gera efeitos não apenas na comunidade de acio nistas, mas na própria econo mia do País, atingindo interes ses de terceiros que trabalham na empresa ou com ela se re lacionam e o próprio interesse nacional, como já anterior mente assinado. Nenhuma

dúvida

existe

quanto à legalidade da Instru ção proposta, conforme se verifica pela análise dos arti gos 4.°, 8.“ e 18 da Lei n.° 6.385 e pelo exame da jurisprudência

ECONÔMICO

mente justificadas pelos comen. tários apresentados no trabalho que examinou as diversas crí ticas apresentadas. O primeiro ponto foi a re dução do percentual de 10% para 5%, conforme sugestão que tinha feito e que se ba seava na própria sistemática da Lei das Sociedades

mas (artigo 206,

Anôni

II, letra b),

na regulamentação administra tiva (Carta Circular n.° 303) e

na lição do direito comparado, considerando-se, em particular, a própria evolução do direito norte-americano e inglês. A segunda modificação co>nsiste na presunção contida

no § único do artigo 1.® que se refere às empresas coligadas, controladas, associadas ou vin culadas uma a outra sob qual

já existente na matéria, con

quer

forme tive a ocasião de salien

como atuando em conjunto e aplicando-se a mesma regra aos investidores institucionaiB em relação às entidades às

tar no parecer que sobre a matéria foi aprovado pelo Ins tituto dos Advogados Brasilei ros.

Passando

principais

a

examinar

modificações

as

entre

o texto atual e o apresentado inicialmente pela CVM, enten

do que as modificações feitas foram oportunas e estão plena-

forma,

considerando-as

quais estejam ligados, sem pre juízo da inclusão de outras pessoas como integrante)s de um mesmo grupo de interesse. A proposta de incluir a presun ção foi minha e o seu texto foi aprimorado na nova redação de

117

DIGESTO ECONÔMICO

dispensa prevista no artigo 4.®, obedecerá as regras previstas no artigo 289 da Lei n.° 6.404, de 15.12.76 e

modo a ampliar a presunção © esclarecer que ela não impedia

a responsabilização de tercei ros como integrantes dos gru pos cuja vinculação aos mes mos deveria ser provada. En

da Instrução CVM n° 02,

de

4.5.78, devendo

estas

serem encaminhadas simul taneamente às Bolsas de

tendo que 0 novo parágrafo foi uma inovação importante num momento em que não se pode

Valores

olvidar a relevância dos grupos

ciadas as ações da compa

societários. A proposta de ins

nhia, se for 0 caso.”

trução ficou assim mais clara

Somente com esta redação

e ampla no particular.

A redação do deveria

ser

haverá compatibilização

artigo- 3.®

modificada

para

atender ao disposto no artigo 4.°. Na realidade, somente se

a comunicação for feita inicial mente à CVM é que ela poderá autorizar a dispensa da divul gação, justificando-se assim que

cronologicamente

onde forem nego

ocorra

em primeiro lugar a comunica

ção à CVM para que, em se

guida, se faça a divulgação nos casos em que couber. Assim sendo, propomos que

se dê ao artigo 3.° a redação

A inclusão da expressão "nem no presente nem no fu turo” se explica pela necessi dade de não permitir que as

compras

sucessivas

venham

permitir a aquisição disfarçada do controle, podendo O' adquirente de ações declarar nas compras iniciais que não pre tende adquirir o controle nem mudar a administração da so

ciedade, o que só irá ocorrer nas aquisições seguintes ou finais.

seguinte:

"Artigo 3.° — A divulga ção das declarações exigi das por esta Instrução será feita inicialmente à CVM e, não ocorrendo a hipótese da

entre

as regras dos artigos 3.® e 4.°.

O artigo 5.® do texto vigen te

não

constava

da

redação

inicial, mas representa um in contestável aprimoramento do texto, pois impõe a responsabi lidade civil daqueles

que

te-


DIGESTO

116

do

funcionamento

regular e

do desenvolvimento do merca do de valores mobiliários”. As

sim sendo, o controle da com panhia aberta assume verda deiro caráter publicístico.

Diante do exposto, há que se ponderar que a translação do controle gera efeitos não apenas na comunidade de acio nistas, mas na própria econo mia do País, atingindo interes ses de terceiros que trabalham na empresa ou com ela se re lacionam e o próprio interesse nacional, como já anterior mente assinado. Nenhuma

dúvida

existe

quanto à legalidade da Instru ção proposta, conforme se verifica pela análise dos arti gos 4.°, 8.“ e 18 da Lei n.° 6.385 e pelo exame da jurisprudência

ECONÔMICO

mente justificadas pelos comen. tários apresentados no trabalho que examinou as diversas crí ticas apresentadas. O primeiro ponto foi a re dução do percentual de 10% para 5%, conforme sugestão que tinha feito e que se ba seava na própria sistemática da Lei das Sociedades

mas (artigo 206,

Anôni

II, letra b),

na regulamentação administra tiva (Carta Circular n.° 303) e

na lição do direito comparado, considerando-se, em particular, a própria evolução do direito norte-americano e inglês. A segunda modificação co>nsiste na presunção contida

no § único do artigo 1.® que se refere às empresas coligadas, controladas, associadas ou vin culadas uma a outra sob qual

já existente na matéria, con

quer

forme tive a ocasião de salien

como atuando em conjunto e aplicando-se a mesma regra aos investidores institucionaiB em relação às entidades às

tar no parecer que sobre a matéria foi aprovado pelo Ins tituto dos Advogados Brasilei ros.

Passando

principais

a

examinar

modificações

as

entre

o texto atual e o apresentado inicialmente pela CVM, enten

do que as modificações feitas foram oportunas e estão plena-

forma,

considerando-as

quais estejam ligados, sem pre juízo da inclusão de outras pessoas como integrante)s de um mesmo grupo de interesse. A proposta de incluir a presun ção foi minha e o seu texto foi aprimorado na nova redação de

117

DIGESTO ECONÔMICO

dispensa prevista no artigo 4.®, obedecerá as regras previstas no artigo 289 da Lei n.° 6.404, de 15.12.76 e

modo a ampliar a presunção © esclarecer que ela não impedia

a responsabilização de tercei ros como integrantes dos gru pos cuja vinculação aos mes mos deveria ser provada. En

da Instrução CVM n° 02,

de

4.5.78, devendo

estas

serem encaminhadas simul taneamente às Bolsas de

tendo que 0 novo parágrafo foi uma inovação importante num momento em que não se pode

Valores

olvidar a relevância dos grupos

ciadas as ações da compa

societários. A proposta de ins

nhia, se for 0 caso.”

trução ficou assim mais clara

Somente com esta redação

e ampla no particular.

A redação do deveria

ser

haverá compatibilização

artigo- 3.®

modificada

para

atender ao disposto no artigo 4.°. Na realidade, somente se

a comunicação for feita inicial mente à CVM é que ela poderá autorizar a dispensa da divul gação, justificando-se assim que

cronologicamente

onde forem nego

ocorra

em primeiro lugar a comunica

ção à CVM para que, em se

guida, se faça a divulgação nos casos em que couber. Assim sendo, propomos que

se dê ao artigo 3.° a redação

A inclusão da expressão "nem no presente nem no fu turo” se explica pela necessi dade de não permitir que as

compras

sucessivas

venham

permitir a aquisição disfarçada do controle, podendo O' adquirente de ações declarar nas compras iniciais que não pre tende adquirir o controle nem mudar a administração da so

ciedade, o que só irá ocorrer nas aquisições seguintes ou finais.

seguinte:

"Artigo 3.° — A divulga ção das declarações exigi das por esta Instrução será feita inicialmente à CVM e, não ocorrendo a hipótese da

entre

as regras dos artigos 3.® e 4.°.

O artigo 5.® do texto vigen te

não

constava

da

redação

inicial, mas representa um in contestável aprimoramento do texto, pois impõe a responsabi lidade civil daqueles

que

te-


DIGESTO

128

admitiu sua afirmação segundo

As críticas do modelo (2)

a

Uma das primeiras críticas

referiu-se à tese de Lewis segundo a qual a importância da oferta de trabalho poderia

ser

0

mentos econômicos no setor de subsistência.

E se o produto marginal aumentasse durante a

transferência de trabalho, a ta

também

capitalista. Pois, e com maior razão, mesmo

modelo de (2)

Lewis

produto

transferência de trabalho se traduziría por um aumento

da renda média

da população

continuando a trabalhar neste setor. O modelo deveria eni consequência indicar um cres cimento de preço da oferta de trabalho desde o começo. Disseram que o modelo de

fraco no

quando

que o

marginal seja nulo ou fraco, a

aumentar, Para outros, subsis

te sempre um ponto

qual é o produto médio e não produto marginal do setor de

subsistência que determina o nível de vida deste setor e por conseguinte o salário no setor

tal, que o produto marginal no setor de subsistência seria nu lo, e que assim a transferência de mão-de-obra se efetuaria sem perda de produção. Isto pareceu sem fundamento com rela ção à natureza dos comporta

xa de salário deveria

ECONÔMICO

se

Lewis

traçava

uma

imagem

idílica da transferência de tra

balho, quer dizer da passagem

DIGESTO

do

pirados na

teoria do "desenvolvimento do

subdesenvolvimento” sâo mais recentes. Amplas referências a esta literatura (não se ligando exclusivamente aos modelos de economia dual) são dados por Palma (1978); Arrighi (1970) é o autor de um texto mul to pertinente mas não mencionado. Certamente, o modelo de Lewis permanece um tema de discussão nos textos sobre o desenvolvimento. Meier (1974) e Todaro (1977), são exemplos disso, recentes. As criticas de Lewis, as mais recentes, refletem a cor

rente consagrada ao desemprego urbano, às migrações e â dimensão da distância entre 03 salários urbanos e as rendas gos campos. A apresentação por Lewis de seu próprio modelo conduziu, frequentemente, as criticas, à procura de uma maior precisão, a ligá-lo a outros modelos, formulados mais rigo

rosamente, mas sem que as diferenças sejam sempre bem notadas. Assim. Todaro e outros, se referem ao modelo de Lewis-Fei-flanis para debater a distinção indústriaagricultura, cidade-campo. Griffin (1969) associa Lewis ao modelo neoclássico (Jorgenson)

para discutir modelos

peclalmente

as afirmações

de economia dual

de Barber (1970)

no seu conjunto.

Arrighi critica mais es-

sobre o subemprego agrícola.

É também natural observar que a resposta de Lewis a seus detratores (Lewis, 1970) comporta transformações de acentuação e dos desenvolvimentos suplementares dos quais alguns

podem

ser considerados como

concessões às

criticas.

subemprego

129

campos

portar nas implicações políticas

para o pleno emprego de um setor urbano crescente, moder

poderia e deveria ser realizada

dos

no e industrial. Ora os fatos mostram mais claramente um de-semprego e um subemprego

maçiços nas cidades e

um ex

cedente de mão-de-obra muiro fraco no campo. Além disso, ●estes mesmos fatos contradi zem o laço suposto

entre

as

rendas rurais e os salários da

indústria, a distância entre am bos tendo de fato aumentado consideravelmente. Enquanto os altos salários dos citadinos são um

elemento da maior

impor

tância para suscitar a emigra

ção dos campos, o emprego in

dustrial suplementar oferecido foi muito fraco em razão da natureza da mudança técnica. Pretendeu-se, por outro la

Uma lista — não exaustiva — dos primeiros textos críticos aparece na obra de Lewis

(1972). Entre os textos não recenseados. mas interessantes por sua aplicação geral, é preciso citar o de Bauer (1956). Os ataques contra os modelos de economia dual ins

ECONÔMICO

do. que Lewis sustentava nao

havia nenhum

que

problema

ligado à criação de uma classe capitalista numa sociedade não desenvolvida^ os capitalistas reinvestindo automaticamente todos os seus lucros, nem pro blema de mercados para a pro dução do setor capitalista. Para algumas críticas, o modelo de Lewis pareceu im-

seguintes:

a

industrialização

sem que fosse necessário con

tar com o excedente agrícola e, 0 desenvolvimento

através

do

capitalismo privado é ao mes mo tempo necessário e desejá

vel, o aumento das desigualda des sendo inelutável neste pro

cesso. Em oposição, tais críti cas defenderam a concessão da prioridade a uma empresa agrí

cola de pequena escala, condu zindo portanto a maior igualda de e a mais rápida erradicação da pobreza. Além disso, longe de o setor

tradicional

tender

necessariamente para a estag

nação irracional, de um pon to de vista econômico, existem grandes possibilidades de au mentar a produção agrícola quando se oferece aos agricul tores insumos baratos, melho res preços para sua produção e quando se procede às reformas institucionais apropriadas. Estas

críticas

fundadas

so

bre considerações políticas têm certas afinidades

com outras,

provenientes de

preocupações

diferentes. Os modelos de eco

nomia dual, entre

os quais o

de Liewis é um exemplo célebre,


DIGESTO

128

admitiu sua afirmação segundo

As críticas do modelo (2)

a

Uma das primeiras críticas

referiu-se à tese de Lewis segundo a qual a importância da oferta de trabalho poderia

ser

0

mentos econômicos no setor de subsistência.

E se o produto marginal aumentasse durante a

transferência de trabalho, a ta

também

capitalista. Pois, e com maior razão, mesmo

modelo de (2)

Lewis

produto

transferência de trabalho se traduziría por um aumento

da renda média

da população

continuando a trabalhar neste setor. O modelo deveria eni consequência indicar um cres cimento de preço da oferta de trabalho desde o começo. Disseram que o modelo de

fraco no

quando

que o

marginal seja nulo ou fraco, a

aumentar, Para outros, subsis

te sempre um ponto

qual é o produto médio e não produto marginal do setor de

subsistência que determina o nível de vida deste setor e por conseguinte o salário no setor

tal, que o produto marginal no setor de subsistência seria nu lo, e que assim a transferência de mão-de-obra se efetuaria sem perda de produção. Isto pareceu sem fundamento com rela ção à natureza dos comporta

xa de salário deveria

ECONÔMICO

se

Lewis

traçava

uma

imagem

idílica da transferência de tra

balho, quer dizer da passagem

DIGESTO

do

pirados na

teoria do "desenvolvimento do

subdesenvolvimento” sâo mais recentes. Amplas referências a esta literatura (não se ligando exclusivamente aos modelos de economia dual) são dados por Palma (1978); Arrighi (1970) é o autor de um texto mul to pertinente mas não mencionado. Certamente, o modelo de Lewis permanece um tema de discussão nos textos sobre o desenvolvimento. Meier (1974) e Todaro (1977), são exemplos disso, recentes. As criticas de Lewis, as mais recentes, refletem a cor

rente consagrada ao desemprego urbano, às migrações e â dimensão da distância entre 03 salários urbanos e as rendas gos campos. A apresentação por Lewis de seu próprio modelo conduziu, frequentemente, as criticas, à procura de uma maior precisão, a ligá-lo a outros modelos, formulados mais rigo

rosamente, mas sem que as diferenças sejam sempre bem notadas. Assim. Todaro e outros, se referem ao modelo de Lewis-Fei-flanis para debater a distinção indústriaagricultura, cidade-campo. Griffin (1969) associa Lewis ao modelo neoclássico (Jorgenson)

para discutir modelos

peclalmente

as afirmações

de economia dual

de Barber (1970)

no seu conjunto.

Arrighi critica mais es-

sobre o subemprego agrícola.

É também natural observar que a resposta de Lewis a seus detratores (Lewis, 1970) comporta transformações de acentuação e dos desenvolvimentos suplementares dos quais alguns

podem

ser considerados como

concessões às

criticas.

subemprego

129

campos

portar nas implicações políticas

para o pleno emprego de um setor urbano crescente, moder

poderia e deveria ser realizada

dos

no e industrial. Ora os fatos mostram mais claramente um de-semprego e um subemprego

maçiços nas cidades e

um ex

cedente de mão-de-obra muiro fraco no campo. Além disso, ●estes mesmos fatos contradi zem o laço suposto

entre

as

rendas rurais e os salários da

indústria, a distância entre am bos tendo de fato aumentado consideravelmente. Enquanto os altos salários dos citadinos são um

elemento da maior

impor

tância para suscitar a emigra

ção dos campos, o emprego in

dustrial suplementar oferecido foi muito fraco em razão da natureza da mudança técnica. Pretendeu-se, por outro la

Uma lista — não exaustiva — dos primeiros textos críticos aparece na obra de Lewis

(1972). Entre os textos não recenseados. mas interessantes por sua aplicação geral, é preciso citar o de Bauer (1956). Os ataques contra os modelos de economia dual ins

ECONÔMICO

do. que Lewis sustentava nao

havia nenhum

que

problema

ligado à criação de uma classe capitalista numa sociedade não desenvolvida^ os capitalistas reinvestindo automaticamente todos os seus lucros, nem pro blema de mercados para a pro dução do setor capitalista. Para algumas críticas, o modelo de Lewis pareceu im-

seguintes:

a

industrialização

sem que fosse necessário con

tar com o excedente agrícola e, 0 desenvolvimento

através

do

capitalismo privado é ao mes mo tempo necessário e desejá

vel, o aumento das desigualda des sendo inelutável neste pro

cesso. Em oposição, tais críti cas defenderam a concessão da prioridade a uma empresa agrí

cola de pequena escala, condu zindo portanto a maior igualda de e a mais rápida erradicação da pobreza. Além disso, longe de o setor

tradicional

tender

necessariamente para a estag

nação irracional, de um pon to de vista econômico, existem grandes possibilidades de au mentar a produção agrícola quando se oferece aos agricul tores insumos baratos, melho res preços para sua produção e quando se procede às reformas institucionais apropriadas. Estas

críticas

fundadas

so

bre considerações políticas têm certas afinidades

com outras,

provenientes de

preocupações

diferentes. Os modelos de eco

nomia dual, entre

os quais o

de Liewis é um exemplo célebre,


DIGESTO

130

são acusados

de

fornecerem

uma imagem falsa do processo histórico de mudança nos paí ses subdesenvolvidos. Sonhar com um setor moderno emer gindo de uma economia primi tiva, estagnada e tradicional, supondo que todos os países

ECONÔMICO

cionais é tal que os países sub desenvolvidos não podem conhe cer um desenvolvimento capita lista independente. Eles são re

duzidos a um tipo de relações pervertidas de estilo “compra

dor" e de dependência, benefi ciando somente a uma minoria

DIGESTO ECONÔMICO

131

campo para a cidade que não chega a um emprego no setor capitalista é de algum modo um

pontos

que 0 processo de crescimento

ticas.

do setor capitalista devia estar entre as mãos do capitalismo

zem aquelas pelas saram os países

à multidão que se amontoa nas cidades e de gerar o desenvol vimento. O processo de Lewis não funciona e as massas do Terceiro Mundo são excluídas da participação no crescimento do mundo capitalista.

tutela do Estado como na União Soviética conviria igualmente.

Lewis poderia responder a

tiva de futuro

para os países

subdesenvolvidos.

Pelo

con

trário, o desenvolvimento de um mundo capitalista provocou por longo período uma ruptura e uma reestruturação das eco nomias

atualmente

subdesen

volvidas. Longe de serem isola das, estas economias tradicio nais foram durante séculos ví

timas da exploração dos países metropolitanos.

Quanto ao desenvolvimento nem de acordo com o das me

trópoles, nem é autêntico fren normativos.

A

estrutura das relações interna¬ (3)

Lewis (1972)

‘‘de

subsistência”

e não

o in

dustrial e 0 agrícola ou o urba

do setor ;em decolagem, chama do também moderno, não está te a critérios

algumas destas críticas — e o fez — convidando simplesmente seus detratores a lerem seus artigos originais mais atenta mente (3). Seus dois setores eram os setores “capitalista” e

no e o rural. A população po bre das cidades não era negli genciada mas exipressamente incluída nos grupos fornecedo res de oferta de trabalho. O modelo deve, portanto, ser inter pretado assim: a emigração do

Deve-

subsistência complexa. Do mes. mo modo, Lewis não sustentava

em cada país. cada vez mais incapaz de fornecer empregos

adiantados, não é uma perspec

anterior.

processo interno ao setor de

atravessam as mesmas etapas de crescimento e que reprodu

quais pas atualmente

simultânea ou

se dizer entretanto que, apesar das reservas de Lewis, a filo sofia do modelo, no que con

privado. A acumulação sob a E isto se aplica tanto à agri cultura capitalista como às mi-

cerne à política,

sublinhados

confirma os

pelas

crí

Lewis considerava que o produto marginal per capita do setor agrícola ou das outras atividades do setor de subsis

tência, seria nulo, mas que, calculado por pessoa e por hora, seria positivo. Quando um indi

nas, às plantações ou à indús

víduo deixa a fazenda familiar,

tria. O modelo não supõe tam bém necessariamente um agra

os camponeses restantes pode-

vamento da distribuição atual das rendas pois as rendas capi talistas crescentes podem ser acompanhadas de uma diminui

lhando mais ou mais longamen

ção da parte que cabe aos pro prietários fundiários. Enfim,

ram outra recompensa que a

riam manter a produção traba te; e na sua opinião é efetiva

mente 0 que acontece, dado que os camponeses não espe adição às suas rendas

indivi

como Lewis sublinha, este mo delo não é normativo: contenta-se em descrever o que acon

duais de uma fração do consu

teceu. O próprio Lewis se decla-

modelo repousa sobre a hipó tese do produto marginal nulo: basta que ele seja inferior ao salário da indústria. Alguns salientaram que deveria haver aí um laço entre o crescimento da renda média do setor de

ra

plenamente favorável a que

sejam

consagrados

recursos

para melhorar a sorte dos cam poneses e escreveu muito a este respeito; do mesmo modo reco nhece que as revoluções indus triais frequentemente depende ram de uma revolução agrária

mo dos nenhum

emigrados. Mas em caso a validade do

subsistência e o salário no setor

capitalista, durante a transfe-


DIGESTO

130

são acusados

de

fornecerem

uma imagem falsa do processo histórico de mudança nos paí ses subdesenvolvidos. Sonhar com um setor moderno emer gindo de uma economia primi tiva, estagnada e tradicional, supondo que todos os países

ECONÔMICO

cionais é tal que os países sub desenvolvidos não podem conhe cer um desenvolvimento capita lista independente. Eles são re

duzidos a um tipo de relações pervertidas de estilo “compra

dor" e de dependência, benefi ciando somente a uma minoria

DIGESTO ECONÔMICO

131

campo para a cidade que não chega a um emprego no setor capitalista é de algum modo um

pontos

que 0 processo de crescimento

ticas.

do setor capitalista devia estar entre as mãos do capitalismo

zem aquelas pelas saram os países

à multidão que se amontoa nas cidades e de gerar o desenvol vimento. O processo de Lewis não funciona e as massas do Terceiro Mundo são excluídas da participação no crescimento do mundo capitalista.

tutela do Estado como na União Soviética conviria igualmente.

Lewis poderia responder a

tiva de futuro

para os países

subdesenvolvidos.

Pelo

con

trário, o desenvolvimento de um mundo capitalista provocou por longo período uma ruptura e uma reestruturação das eco nomias

atualmente

subdesen

volvidas. Longe de serem isola das, estas economias tradicio nais foram durante séculos ví

timas da exploração dos países metropolitanos.

Quanto ao desenvolvimento nem de acordo com o das me

trópoles, nem é autêntico fren normativos.

A

estrutura das relações interna¬ (3)

Lewis (1972)

‘‘de

subsistência”

e não

o in

dustrial e 0 agrícola ou o urba

do setor ;em decolagem, chama do também moderno, não está te a critérios

algumas destas críticas — e o fez — convidando simplesmente seus detratores a lerem seus artigos originais mais atenta mente (3). Seus dois setores eram os setores “capitalista” e

no e o rural. A população po bre das cidades não era negli genciada mas exipressamente incluída nos grupos fornecedo res de oferta de trabalho. O modelo deve, portanto, ser inter pretado assim: a emigração do

Deve-

subsistência complexa. Do mes. mo modo, Lewis não sustentava

em cada país. cada vez mais incapaz de fornecer empregos

adiantados, não é uma perspec

anterior.

processo interno ao setor de

atravessam as mesmas etapas de crescimento e que reprodu

quais pas atualmente

simultânea ou

se dizer entretanto que, apesar das reservas de Lewis, a filo sofia do modelo, no que con

privado. A acumulação sob a E isto se aplica tanto à agri cultura capitalista como às mi-

cerne à política,

sublinhados

confirma os

pelas

crí

Lewis considerava que o produto marginal per capita do setor agrícola ou das outras atividades do setor de subsis

tência, seria nulo, mas que, calculado por pessoa e por hora, seria positivo. Quando um indi

nas, às plantações ou à indús

víduo deixa a fazenda familiar,

tria. O modelo não supõe tam bém necessariamente um agra

os camponeses restantes pode-

vamento da distribuição atual das rendas pois as rendas capi talistas crescentes podem ser acompanhadas de uma diminui

lhando mais ou mais longamen

ção da parte que cabe aos pro prietários fundiários. Enfim,

ram outra recompensa que a

riam manter a produção traba te; e na sua opinião é efetiva

mente 0 que acontece, dado que os camponeses não espe adição às suas rendas

indivi

como Lewis sublinha, este mo delo não é normativo: contenta-se em descrever o que acon

duais de uma fração do consu

teceu. O próprio Lewis se decla-

modelo repousa sobre a hipó tese do produto marginal nulo: basta que ele seja inferior ao salário da indústria. Alguns salientaram que deveria haver aí um laço entre o crescimento da renda média do setor de

ra

plenamente favorável a que

sejam

consagrados

recursos

para melhorar a sorte dos cam poneses e escreveu muito a este respeito; do mesmo modo reco nhece que as revoluções indus triais frequentemente depende ram de uma revolução agrária

mo dos nenhum

emigrados. Mas em caso a validade do

subsistência e o salário no setor

capitalista, durante a transfe-


132

DIGESTO

rência de trabalho. Lewis lhes

respondeu explicando que, por um lado, o crescimento demo gráfico no setor de subsistên cia contribuía para anular a alta das rendas e por outro lado, que o laço entre a renda do

setor

de subsistência

e o

ECONÔMICO

outros tipos de bens (não ne cessariamente comercializados)

contrário. Se o setor de subsis

for eventualmente reduzida. O

tência vende mercadorias, so bretudo alimento, ao setor capi talista, uma queda da produ ção do setor de subsistência consecutiva à transferência de

mão-de-obra, tenderá a deterio

alta do primeiro não se traduz

capitalista e a acentuar a alta

automaticamente por um movi mento ascendente do segundo. Em definitivo, Lewis se declara a si mesmo como favorável ao realismo e hostil a uma formu

dos salários na proporção do produto per capita, e portanto a reduzir a acumulação. Em outros termos, o setor capita lista é constrangido a consagrar

modelo. No entanto, um rela xamento excessivo do laço salário-renda não deixaria subsis tir grande coisa do modelo. Se a insensibilidade do salário às

variações da renda aumenta, ã

distância

tornando-se

grande

demais, é evidente que haverá sempre uma oferta de trabalho

disponível para este salário, 0 produto médio (ou marginal) do setor de subsistência poden do variar muito amplamente.

133

ciam entre eles, é, sem dúvida alguma, significativo no caso

salário do setor capitalista é flexível: assim, uma pequena

lação demasiado precisa de seu

DIGESTO ECONÔMICO

rar os termos da troca do setor

mais recursos aos bens de con sumo destinados aos membros

do setor de subsistência (que

crescimento tende

a

demográfico

anular

toda

alta

que das

rendas no setor de subsistência, contribuirá também para man ter a força de trabalho e para impedir a queda da produção. Mas ele pode, também, manter 0 consumo do setor e portanto

impedir que excedentes agríco las acompanhem a transferên cia de trabalho. A transformação do setor de subsistência

Mas uma questão se coloca:

se consideram não compradores

por que parar a discussão aqui?

de bens de equipamento) para obter a alimentação necessária aos trabalhadores; em conse quência, os recursos disponíveis para a produção de bens de equipamento são reduzidos.

formação histórica num perío do prolongado. Durante tal período numerosas transforma ções podem aparecer no setor

Lewis teria podido fazer aqui um uso mais amplo da natureza composta do setor de

subsistência. Se os novos ope rários da indústria são origi

O modelo de Lewis se refere a um vasto panorama de trans

de subsistência, além do cresci mento demográfico. Um gran de número delas tem origem no

processo de transferência de trabalho. Que a produção seja mantida ou não por ocasião da

Como 0 disse Lewis, embora 0 produto marginal do setor de subsistência possa ser negligenciável para a função de salário

de

sofrerá com

transferência de trabalho de pende de fatores tão numero

quando os setores não comer-

isso, mesmo se a produção de

sos que a definição e a medida

nários da parte urbana do se tor de subsistência, a produção alimento não

do produto marginal torna-se muito problemática. Entre estes fatores figura, na parte rural do setor de subsistência o equi líbrio entre a emigração e o crescimento demográfico e seu efeito sobre a composição so cial por idade e por sexo; e outros fatores intervém: a po pulação não agrícola do setor de subsistência pode abandonar seus outros trabalhos (produ tos não comercializados ou

de

menor importância que o ali mento) para ajudar na colhei ta; a transferência de trabalho pode resultar, a longo prazo, à negligência dos meios de subsistência; a emigração pode ser acompanhada de uma re organização do trabalho e de uma jornada de trabalho pro longada; enfim, os laços com o setor capitalista podem aumen tar a receptividade às idéias

novas e a chegada de bens de consumo do setor capitalista estimular o aumento da parte de produção destinada ao mer cado. Quando os trabalhadores deixam o' setor de subsistência,

qualquer eventualidade é pos sível, inclusive a do crescimen to da produção; Lewis evocou, com efeito, a possibilidade de


132

DIGESTO

rência de trabalho. Lewis lhes

respondeu explicando que, por um lado, o crescimento demo gráfico no setor de subsistên cia contribuía para anular a alta das rendas e por outro lado, que o laço entre a renda do

setor

de subsistência

e o

ECONÔMICO

outros tipos de bens (não ne cessariamente comercializados)

contrário. Se o setor de subsis

for eventualmente reduzida. O

tência vende mercadorias, so bretudo alimento, ao setor capi talista, uma queda da produ ção do setor de subsistência consecutiva à transferência de

mão-de-obra, tenderá a deterio

alta do primeiro não se traduz

capitalista e a acentuar a alta

automaticamente por um movi mento ascendente do segundo. Em definitivo, Lewis se declara a si mesmo como favorável ao realismo e hostil a uma formu

dos salários na proporção do produto per capita, e portanto a reduzir a acumulação. Em outros termos, o setor capita lista é constrangido a consagrar

modelo. No entanto, um rela xamento excessivo do laço salário-renda não deixaria subsis tir grande coisa do modelo. Se a insensibilidade do salário às

variações da renda aumenta, ã

distância

tornando-se

grande

demais, é evidente que haverá sempre uma oferta de trabalho

disponível para este salário, 0 produto médio (ou marginal) do setor de subsistência poden do variar muito amplamente.

133

ciam entre eles, é, sem dúvida alguma, significativo no caso

salário do setor capitalista é flexível: assim, uma pequena

lação demasiado precisa de seu

DIGESTO ECONÔMICO

rar os termos da troca do setor

mais recursos aos bens de con sumo destinados aos membros

do setor de subsistência (que

crescimento tende

a

demográfico

anular

toda

alta

que das

rendas no setor de subsistência, contribuirá também para man ter a força de trabalho e para impedir a queda da produção. Mas ele pode, também, manter 0 consumo do setor e portanto

impedir que excedentes agríco las acompanhem a transferên cia de trabalho. A transformação do setor de subsistência

Mas uma questão se coloca:

se consideram não compradores

por que parar a discussão aqui?

de bens de equipamento) para obter a alimentação necessária aos trabalhadores; em conse quência, os recursos disponíveis para a produção de bens de equipamento são reduzidos.

formação histórica num perío do prolongado. Durante tal período numerosas transforma ções podem aparecer no setor

Lewis teria podido fazer aqui um uso mais amplo da natureza composta do setor de

subsistência. Se os novos ope rários da indústria são origi

O modelo de Lewis se refere a um vasto panorama de trans

de subsistência, além do cresci mento demográfico. Um gran de número delas tem origem no

processo de transferência de trabalho. Que a produção seja mantida ou não por ocasião da

Como 0 disse Lewis, embora 0 produto marginal do setor de subsistência possa ser negligenciável para a função de salário

de

sofrerá com

transferência de trabalho de pende de fatores tão numero

quando os setores não comer-

isso, mesmo se a produção de

sos que a definição e a medida

nários da parte urbana do se tor de subsistência, a produção alimento não

do produto marginal torna-se muito problemática. Entre estes fatores figura, na parte rural do setor de subsistência o equi líbrio entre a emigração e o crescimento demográfico e seu efeito sobre a composição so cial por idade e por sexo; e outros fatores intervém: a po pulação não agrícola do setor de subsistência pode abandonar seus outros trabalhos (produ tos não comercializados ou

de

menor importância que o ali mento) para ajudar na colhei ta; a transferência de trabalho pode resultar, a longo prazo, à negligência dos meios de subsistência; a emigração pode ser acompanhada de uma re organização do trabalho e de uma jornada de trabalho pro longada; enfim, os laços com o setor capitalista podem aumen tar a receptividade às idéias

novas e a chegada de bens de consumo do setor capitalista estimular o aumento da parte de produção destinada ao mer cado. Quando os trabalhadores deixam o' setor de subsistência,

qualquer eventualidade é pos sível, inclusive a do crescimen to da produção; Lewis evocou, com efeito, a possibilidade de


DIGESTO ECONÔMICO

134

uma curva de produção com um produto marginal negativo. Em

um

momento

determinado

do processo, o setor de subsis tência (tal como é aqui qualifi cado) se transforma em razão da acumulação do capital (constituído em parte por bens de investimento comprados ao setor capitalista, em parte tam bém criados por ele mesmo) e da mudança técnica que o acompanha. A margem de di minuição do emprego sem bai xa da produção torna-se muito ampla. Quanto à questão dos níveis de vida do setor de subsistên

cia e de seus laços com o sa lário capitalista, não somente 0 crescimento demográfico tende

a anular toda alta, mas o pro

efeitos variados do crescimento

da população do outro, podem ter 0 mesmo efeito. Neste caso, como em outros, o conceito de

média é enganador. A renda média pode crescer sem elimi nar

uma

camada

de

baixas

rendas para a qual o salário mínimo

constante,

oferecido

pelo setor capitalista será uma incitação suficiente à transfe rência.

A diferenciação implica também, frequentemente, na polarização da população rural em empregadores e operários agrícolas, proprietários e fo reiros. No primeiro caso, por analogia com o modelo de Lewis com suas explorações ru rais superpovoadas, é possível considerar que os empregado

135

DIGESTO ECONÔMICO

empregados de tempo integral é possível (sobretudo quando a tecnologia se torna mais capi-

maior razão o proprietário rea girá também), não é certo que

talística) e, desse movimento, os temporários não se poderíam beneficiar. O empregador tem

das pessoais. Basta uma rene gociação dos arrendamentos por ocasião da evacuação das

conduta perfeitamente racional retendo nas peque nas cidades este reservató rio de mão-de-obra de tem

glebas por expulsão

ou

quer outro meio; o estará estreitamente emigração.

processo ligado à

uma

po

parcial,

considerando

os

Sob cada um destes regi mes — camponeses independen tes, empregadores-trabalhadores agrícolas, proprietáriosforeiros — poderia dar-se uma

Mas ao termo desse processo, não obstante seja verdade que

certos

empregados

agrícolas

possam, talvez, viver melhor que certos camponeses indepen

situação na qual, mesmo sem

dentes, os outros, para quem o

obra emigrasse sem que ocor

trabalho ocasional não seja mais suficiente para viver, di-

resse queda da produção. Por outro lado, mesmo se a renda média da cidade aumentasse, com salário constante, no setor capitalista, haveria uma oferta de trabalho disponível para

rigir-se-ão para a cidade. Excepcionalmente, o regi-

proprietários-foreiros pode

res

mistura de trabalho (familiar)

diferir bem pouco do de cam-

ligado à diferenciação social nesse setor. Mesmo quando se

em tempo integral e uma re serva de mão-de-obra ocasional,

limita 0 modelo a um setor de

poneses independentes quando arrendamentos são fixados os

uma vez que

subsistência

dores escolhem emigrar en quanto outros se propõem a trabalhar mais tempo. Mas o trabalho suplementar não é ne

pelo costume. Mas quando o proprietário está em condições

reduzido

a

pro

priedades rurais familiares, o processo

de

emigração,

não

sendo uniforme para todas as famílias, pode desembocar no aumento

da

distância

empobrecidos

e

A

um

sorte

de

entre

enriquecidos. lado

e

os

contar

com

uma

certos trabalha

cessariamente oferecido de mo

do igual para todos os traba lhadores. Um movimento para maior confiança em relação aos

qual

períodos de ponta da demanda.

cesso de transferência de tra balho é, também, intimamente

possam

os foreiros aumentem suas ren

me

de aumentar os arrendamentos, a renda do setor de subsistên cia aumentando (se os trabalha

mudança de técnica^ a mão-de-

esse

setor.

Estes

fenômenos

são explicáveis do modo mais simples à medida que progride a transição de um' regime rural para uma mistura dos dois outros. A predominância de um ou do outro teria, entretanto,

consequências diferentes. Além

dores do setor capitalista rea

disso, a situação descrita por

gem a um

Krishna Bharadwa (4), na qual

(4)

tal

aumento, com

"Towards a macroeconomic framework for a developing economy: The indien caaa" por Krishna

Bharadwa

em "The

Manchester School", setembro de 1979.


DIGESTO ECONÔMICO

134

uma curva de produção com um produto marginal negativo. Em

um

momento

determinado

do processo, o setor de subsis tência (tal como é aqui qualifi cado) se transforma em razão da acumulação do capital (constituído em parte por bens de investimento comprados ao setor capitalista, em parte tam bém criados por ele mesmo) e da mudança técnica que o acompanha. A margem de di minuição do emprego sem bai xa da produção torna-se muito ampla. Quanto à questão dos níveis de vida do setor de subsistên

cia e de seus laços com o sa lário capitalista, não somente 0 crescimento demográfico tende

a anular toda alta, mas o pro

efeitos variados do crescimento

da população do outro, podem ter 0 mesmo efeito. Neste caso, como em outros, o conceito de

média é enganador. A renda média pode crescer sem elimi nar

uma

camada

de

baixas

rendas para a qual o salário mínimo

constante,

oferecido

pelo setor capitalista será uma incitação suficiente à transfe rência.

A diferenciação implica também, frequentemente, na polarização da população rural em empregadores e operários agrícolas, proprietários e fo reiros. No primeiro caso, por analogia com o modelo de Lewis com suas explorações ru rais superpovoadas, é possível considerar que os empregado

135

DIGESTO ECONÔMICO

empregados de tempo integral é possível (sobretudo quando a tecnologia se torna mais capi-

maior razão o proprietário rea girá também), não é certo que

talística) e, desse movimento, os temporários não se poderíam beneficiar. O empregador tem

das pessoais. Basta uma rene gociação dos arrendamentos por ocasião da evacuação das

conduta perfeitamente racional retendo nas peque nas cidades este reservató rio de mão-de-obra de tem

glebas por expulsão

ou

quer outro meio; o estará estreitamente emigração.

processo ligado à

uma

po

parcial,

considerando

os

Sob cada um destes regi mes — camponeses independen tes, empregadores-trabalhadores agrícolas, proprietáriosforeiros — poderia dar-se uma

Mas ao termo desse processo, não obstante seja verdade que

certos

empregados

agrícolas

possam, talvez, viver melhor que certos camponeses indepen

situação na qual, mesmo sem

dentes, os outros, para quem o

obra emigrasse sem que ocor

trabalho ocasional não seja mais suficiente para viver, di-

resse queda da produção. Por outro lado, mesmo se a renda média da cidade aumentasse, com salário constante, no setor capitalista, haveria uma oferta de trabalho disponível para

rigir-se-ão para a cidade. Excepcionalmente, o regi-

proprietários-foreiros pode

res

mistura de trabalho (familiar)

diferir bem pouco do de cam-

ligado à diferenciação social nesse setor. Mesmo quando se

em tempo integral e uma re serva de mão-de-obra ocasional,

limita 0 modelo a um setor de

poneses independentes quando arrendamentos são fixados os

uma vez que

subsistência

dores escolhem emigrar en quanto outros se propõem a trabalhar mais tempo. Mas o trabalho suplementar não é ne

pelo costume. Mas quando o proprietário está em condições

reduzido

a

pro

priedades rurais familiares, o processo

de

emigração,

não

sendo uniforme para todas as famílias, pode desembocar no aumento

da

distância

empobrecidos

e

A

um

sorte

de

entre

enriquecidos. lado

e

os

contar

com

uma

certos trabalha

cessariamente oferecido de mo

do igual para todos os traba lhadores. Um movimento para maior confiança em relação aos

qual

períodos de ponta da demanda.

cesso de transferência de tra balho é, também, intimamente

possam

os foreiros aumentem suas ren

me

de aumentar os arrendamentos, a renda do setor de subsistên cia aumentando (se os trabalha

mudança de técnica^ a mão-de-

esse

setor.

Estes

fenômenos

são explicáveis do modo mais simples à medida que progride a transição de um' regime rural para uma mistura dos dois outros. A predominância de um ou do outro teria, entretanto,

consequências diferentes. Além

dores do setor capitalista rea

disso, a situação descrita por

gem a um

Krishna Bharadwa (4), na qual

(4)

tal

aumento, com

"Towards a macroeconomic framework for a developing economy: The indien caaa" por Krishna

Bharadwa

em "The

Manchester School", setembro de 1979.


136

DIGESTO

um único homem pode ser ao mesmo tempo empregador, pro prietário, financiador e nego ciante (poder-se-ia igualmente acrescentar magistrado), é uma eventualidade provável. Em todos esses papéis, ganha um poder econômico e um controle político sobre um vilarejo superpovoado (é importante dispor da terra, em matéria jurídica como também para a disciplina

A diferenciação da econo mia rural de subsistência, se gundo este esquema, permite também explicar porque uma

da mão-de-obra). Numerosos são os casos nos quais teríamos uma necessidade impera

rência de trabalho,

tiva do “código de comporta mento ético” graças ao qual Lewis explica a prática do empregador de engajar mais trabalhadores agrícolas do que 0 mínimo indispensável. Na

realidade, é bem certo, a tran sição não se efetua com técni

cas imutáveis mas é acompa nhada de uma acumulação do capital e de uma transforma ção técnica frequentemente

alta análoga do consumo rural

de alimentos que impediría o crescimento do setor capitalis ta.

Sem

introduzido por Lewis, segundo fico anula o efeito da transfe

pode

ser

observado em muitos casos e a transferência de trabalho evita que a renda diminua tão

ter

abandono do modelo de Lewis.

mos da troca para a indústria: a mudança de regime pode com efeito, realizar-se por uma subs tituição das vendas dos cam

A análise do papel do setor de subsistência pode ser desenvol vida de modo muito satisfatório no quadro deste modelo. O se

poneses pelas dos empregado res, proprietários e negocian tes (cujo peso na negociação é superior).

clui uma reserva de mão-deobra que aceita trabalhar por um fraco salário. Esse setor

Pondo-se de lado a agri cultura, que dizer da situação

dúvida, o fenômeno

o qual 0 crescimento demográ

137

necessariamente melhores

alta da renda rural média não engendra necessariamente uma

do setor de subsistência? Um dos aspectos do processo de di ferenciação é 0 domicílio de uma parte crescente da popu

lação pertencente ao setor

de

subsistência nas cidades mais

rapidamente quanto se

do que nas zonas rurais.

no caso contrário,

fenômeno toca em tantas ques tões de importância vital para 0 estudo das economias do Ter ceiro Mundo, que há um acor

daria Neste cd-

so, o processo de diferenciação

é útil para explicar porque o crescimento da população não

tem por consequência um mento do consumo

au“

alimentar

rural que ameaçaria 0 excedente agrícola. Para as famí lias pobres, o crescimento de mográfico significa uma msnor

quantidade

de

alimento

sem

nenhuma

economizadoras de mão-de-obra

“'per capita

e que permitem possivelmente 0 aumento da produção ou pelo menos sua manutenção enquan to a situação dos trabalhadores agrícolas torna-se mais pre

dúvida, uma diferenciação das

cária.

DIGESTO ECONÔMICO

ECONÔMICO

e,

situações no interior da famí lia. Enfim, o aumento do ex

cedente agrícola, consecutivo à mudança de regime que se aca ba de descrever, não significa

Este

do geral em pensar que é bas tante inadequado prosseguir em análise fundada unicamen te sobre um setor de subsistêncomposta, Reconhece-se cia comumente, em nossos dias, a

do

existência

do

de

trabalho

meio urbano,

um

merca-

particular no

o

setor

infor

mal. Mas como sustenta Mar tin Godfrey (5), o debate sobre 0 setor informal não impÕe o (5)

"Rural-Urban Manchestor

migration School",

in

a

setembro

“Lew's de

tor informal, por seu lado, in

fornece bens não

serviços quando membros seus

0 deixam para empregar-se no setor capitalista é mais pronun ciada do que na agrieultma. Entre as relações significativas deste setor com os demais, ca pitalista e rural,'figura a rela ção entre o número de migran tes do setor agrícola para o se tor informal e o destes que pas

sam a trabalhar no setor capi talista. Se o primeiro excede 0 segundo, haverá um exceden te alimentar, útü para a satis fação das necessidades do se tor capitalista, mesmo que os operários consumam mais ali mentos do que os trabalhadores rurais, desde que a população pobre das cidades consuma menos do que o faria se fosse rural.

Model" context” por Martin

1979.

alimentícios

baratos e serviços para o se* tor moderno. Sua capacidade de sustentar uma produção de

Godfrey

em

"The


136

DIGESTO

um único homem pode ser ao mesmo tempo empregador, pro prietário, financiador e nego ciante (poder-se-ia igualmente acrescentar magistrado), é uma eventualidade provável. Em todos esses papéis, ganha um poder econômico e um controle político sobre um vilarejo superpovoado (é importante dispor da terra, em matéria jurídica como também para a disciplina

A diferenciação da econo mia rural de subsistência, se gundo este esquema, permite também explicar porque uma

da mão-de-obra). Numerosos são os casos nos quais teríamos uma necessidade impera

rência de trabalho,

tiva do “código de comporta mento ético” graças ao qual Lewis explica a prática do empregador de engajar mais trabalhadores agrícolas do que 0 mínimo indispensável. Na

realidade, é bem certo, a tran sição não se efetua com técni

cas imutáveis mas é acompa nhada de uma acumulação do capital e de uma transforma ção técnica frequentemente

alta análoga do consumo rural

de alimentos que impediría o crescimento do setor capitalis ta.

Sem

introduzido por Lewis, segundo fico anula o efeito da transfe

pode

ser

observado em muitos casos e a transferência de trabalho evita que a renda diminua tão

ter

abandono do modelo de Lewis.

mos da troca para a indústria: a mudança de regime pode com efeito, realizar-se por uma subs tituição das vendas dos cam

A análise do papel do setor de subsistência pode ser desenvol vida de modo muito satisfatório no quadro deste modelo. O se

poneses pelas dos empregado res, proprietários e negocian tes (cujo peso na negociação é superior).

clui uma reserva de mão-deobra que aceita trabalhar por um fraco salário. Esse setor

Pondo-se de lado a agri cultura, que dizer da situação

dúvida, o fenômeno

o qual 0 crescimento demográ

137

necessariamente melhores

alta da renda rural média não engendra necessariamente uma

do setor de subsistência? Um dos aspectos do processo de di ferenciação é 0 domicílio de uma parte crescente da popu

lação pertencente ao setor

de

subsistência nas cidades mais

rapidamente quanto se

do que nas zonas rurais.

no caso contrário,

fenômeno toca em tantas ques tões de importância vital para 0 estudo das economias do Ter ceiro Mundo, que há um acor

daria Neste cd-

so, o processo de diferenciação

é útil para explicar porque o crescimento da população não

tem por consequência um mento do consumo

au“

alimentar

rural que ameaçaria 0 excedente agrícola. Para as famí lias pobres, o crescimento de mográfico significa uma msnor

quantidade

de

alimento

sem

nenhuma

economizadoras de mão-de-obra

“'per capita

e que permitem possivelmente 0 aumento da produção ou pelo menos sua manutenção enquan to a situação dos trabalhadores agrícolas torna-se mais pre

dúvida, uma diferenciação das

cária.

DIGESTO ECONÔMICO

ECONÔMICO

e,

situações no interior da famí lia. Enfim, o aumento do ex

cedente agrícola, consecutivo à mudança de regime que se aca ba de descrever, não significa

Este

do geral em pensar que é bas tante inadequado prosseguir em análise fundada unicamen te sobre um setor de subsistêncomposta, Reconhece-se cia comumente, em nossos dias, a

do

existência

do

de

trabalho

meio urbano,

um

merca-

particular no

o

setor

infor

mal. Mas como sustenta Mar tin Godfrey (5), o debate sobre 0 setor informal não impÕe o (5)

"Rural-Urban Manchestor

migration School",

in

a

setembro

“Lew's de

tor informal, por seu lado, in

fornece bens não

serviços quando membros seus

0 deixam para empregar-se no setor capitalista é mais pronun ciada do que na agrieultma. Entre as relações significativas deste setor com os demais, ca pitalista e rural,'figura a rela ção entre o número de migran tes do setor agrícola para o se tor informal e o destes que pas

sam a trabalhar no setor capi talista. Se o primeiro excede 0 segundo, haverá um exceden te alimentar, útü para a satis fação das necessidades do se tor capitalista, mesmo que os operários consumam mais ali mentos do que os trabalhadores rurais, desde que a população pobre das cidades consuma menos do que o faria se fosse rural.

Model" context” por Martin

1979.

alimentícios

baratos e serviços para o se* tor moderno. Sua capacidade de sustentar uma produção de

Godfrey

em

"The


DIGESTO

138

distância entre o salário indus

que o inverso se produz: por exemplo, quando os trabalha dores das minas e das planta ções continuavam a morar nas

trial e as rendas do setor de

zonas do setor de subsistência

subsistência sempre constituiu uma dificuldade penosa do mo delo de Lewis. A importância desta distância em certos paí ses, quando se verifica grande

e a tirar uma boa parte de sua renda em natura, das provisões familiares. Nesta situação, os

O salário no setor capitalista

O problema do laço

e

da

subemprego, é um fator "de impulso”, encorajando a emi gração e se acrescenta aos fa tores dinâmicos estudados aci

ma: Lewis concorda que se trata, nesse caso, de um fenô meno sobre o qual seu modelo projeta pouca luz (6). Em seu

I

tempo, o modelo trouxe, entretranto, uma importante contri buição à noção clássica de sa lário convencional: não é fun ção diretamente dos bens de subsistência, mas sim do níveJ de

vida

sistência. conjunto

do

setor

de

sub

Para perceber o do processo numa

perspectiva histórica, seria, sem dúvida, necessário obser var, não apenas a tendência atual dos salários de ultrapas sar amplamente os níveis de renda do setor de subsistência, mas também as ocasiões (6)

em

salários não remuneravam

mais baixos que fossem, cons tituíam um complemento acei

de

subsistência.

O processo de desenvolvi

mento seria completo se, pela

do

de

1979.

talvez,

dro do modelo de

Lewis.

Ê

também possível que o modelo de Lewis na sua forma inicial possa aplicar-se perfeitamente

ao desenvolvimento capitalista que se gera e viceja no setor informal. A tese duallsta

Lewis definiu seu setor de

para a resolução do problema

não é muito satisfatório, mesmo limitado à consideração de uma das variáveis do modelo,

entre

salário e

O modelo original

foi

concebido para se aplicar aos

salários dos trabalhadores não

setor mo

estabeleceu,

entre ela própria e a economia

vais, discutido por Lewis (8) seria, sem dúvida, um caminho renda.

especializados que teriam po

derno. Separar-se-iam então do setor de subsistência e

da economia que não utiliza capital reprodutível”, O termo

incluindo-se o comércio entre os dois setores. Seu significado é estreito ainda quando em se-

dido exercer uma atividade no setor de subsistência. Quais são as soluções alternativas

grupando

para as outras seções do mer cado do trabalho? Ãs vezes, a

lhadores agrícolas, proprietá rios, patrões e negociantes. A

solução tem sido o crescimen

tentação é grande de adotar a

to considerável do emprego pú¬

outra distinção em setor: agri-

se tornariam consumidores dos bens de consumo do setor moderno. A alternativa setor de subsistência-setor moderno

dos bens de consumo pode evi dentemente desaparecer. Para falar como Lewis, os trabalha dores podem "imitar o estilo de

do

nacional

subsistência como "toda a parte

da distância

emigração e pela urbaniza ção, 0 trabalhador e sua família se incorporassem ao vida

adiantados,

tudo da segmentação do mer cado de trabalho nas cidades e do conceito de grupos não-ri-

nuar a viver na vila e a man

de

de subsistência, um abismo que permanece inexplicável no qua

industriais

um esquema esboçado Martin Godfrey (7), o es por

dade, sua família podia conti

modo

países

que

balhador sendo locatário na ci

setor

blico, Mas a minoria que acedeu ao nível de vida inter

processo de diferenciação,

tável da renda familiar. O tra

do

vida capitalista” que está atual mente em plena expansão in ternacional, Este processo. ainda corrente, mesmo nos

Do mesmo modo que é judicioso estudar a estrutura das rendas rurais procedente do

totalidade do trabalho mas, por

ter a produção

139

significa uma alta progressiva da taxa de salário.

a

"The dual economy revlaited” por Arthur Lewis, em "The Manchester School", setem bro

DIGESTO ECONÔMICO

ECONÔMICO

(7) (8J

Cf nota (S) Cf nota (6)

quência se considera o setor em

estado de transformação, camponeses,

rea-

traba


DIGESTO

138

distância entre o salário indus

que o inverso se produz: por exemplo, quando os trabalha dores das minas e das planta ções continuavam a morar nas

trial e as rendas do setor de

zonas do setor de subsistência

subsistência sempre constituiu uma dificuldade penosa do mo delo de Lewis. A importância desta distância em certos paí ses, quando se verifica grande

e a tirar uma boa parte de sua renda em natura, das provisões familiares. Nesta situação, os

O salário no setor capitalista

O problema do laço

e

da

subemprego, é um fator "de impulso”, encorajando a emi gração e se acrescenta aos fa tores dinâmicos estudados aci

ma: Lewis concorda que se trata, nesse caso, de um fenô meno sobre o qual seu modelo projeta pouca luz (6). Em seu

I

tempo, o modelo trouxe, entretranto, uma importante contri buição à noção clássica de sa lário convencional: não é fun ção diretamente dos bens de subsistência, mas sim do níveJ de

vida

sistência. conjunto

do

setor

de

sub

Para perceber o do processo numa

perspectiva histórica, seria, sem dúvida, necessário obser var, não apenas a tendência atual dos salários de ultrapas sar amplamente os níveis de renda do setor de subsistência, mas também as ocasiões (6)

em

salários não remuneravam

mais baixos que fossem, cons tituíam um complemento acei

de

subsistência.

O processo de desenvolvi

mento seria completo se, pela

do

de

1979.

talvez,

dro do modelo de

Lewis.

Ê

também possível que o modelo de Lewis na sua forma inicial possa aplicar-se perfeitamente

ao desenvolvimento capitalista que se gera e viceja no setor informal. A tese duallsta

Lewis definiu seu setor de

para a resolução do problema

não é muito satisfatório, mesmo limitado à consideração de uma das variáveis do modelo,

entre

salário e

O modelo original

foi

concebido para se aplicar aos

salários dos trabalhadores não

setor mo

estabeleceu,

entre ela própria e a economia

vais, discutido por Lewis (8) seria, sem dúvida, um caminho renda.

especializados que teriam po

derno. Separar-se-iam então do setor de subsistência e

da economia que não utiliza capital reprodutível”, O termo

incluindo-se o comércio entre os dois setores. Seu significado é estreito ainda quando em se-

dido exercer uma atividade no setor de subsistência. Quais são as soluções alternativas

grupando

para as outras seções do mer cado do trabalho? Ãs vezes, a

lhadores agrícolas, proprietá rios, patrões e negociantes. A

solução tem sido o crescimen

tentação é grande de adotar a

to considerável do emprego pú¬

outra distinção em setor: agri-

se tornariam consumidores dos bens de consumo do setor moderno. A alternativa setor de subsistência-setor moderno

dos bens de consumo pode evi dentemente desaparecer. Para falar como Lewis, os trabalha dores podem "imitar o estilo de

do

nacional

subsistência como "toda a parte

da distância

emigração e pela urbaniza ção, 0 trabalhador e sua família se incorporassem ao vida

adiantados,

tudo da segmentação do mer cado de trabalho nas cidades e do conceito de grupos não-ri-

nuar a viver na vila e a man

de

de subsistência, um abismo que permanece inexplicável no qua

industriais

um esquema esboçado Martin Godfrey (7), o es por

dade, sua família podia conti

modo

países

que

balhador sendo locatário na ci

setor

blico, Mas a minoria que acedeu ao nível de vida inter

processo de diferenciação,

tável da renda familiar. O tra

do

vida capitalista” que está atual mente em plena expansão in ternacional, Este processo. ainda corrente, mesmo nos

Do mesmo modo que é judicioso estudar a estrutura das rendas rurais procedente do

totalidade do trabalho mas, por

ter a produção

139

significa uma alta progressiva da taxa de salário.

a

"The dual economy revlaited” por Arthur Lewis, em "The Manchester School", setem bro

DIGESTO ECONÔMICO

ECONÔMICO

(7) (8J

Cf nota (S) Cf nota (6)

quência se considera o setor em

estado de transformação, camponeses,

rea-

traba


DIGESTO

140

ECONÔMICO

cultura-indústria (9). — Mas se

Em todos os casos, o mode

esse ponto pode ser fundamen tal em certas circunstâncias, tem iwuca importância para o processo analisado por Lewis. De um ponto de vista formal, p certamente possível considerar como partes do setor capitalis ta, parcelas do setor de subsis

lo de Lewis pode, sem dúvida,

tência dentro da definição de Lfcwis. Mas 0 processo de transformação do setor de sub sistência se opera gradualmen te e por partes. A mistura dos regimes em seu seio modifica

tor capitalista. Nada exige na versão de Lewis que o setor de

o

funcionamento das

ser absolvido das censuras diri gidas contra os modelos da tese

dualista que dão, ao mesmo tempo, uma imagem errônea

vas de desenvolvimento do se

primitivo.

As

características

do setor,

indispensáveis para

0 modelo seja operável,

ções com as metrópoles.

interesisante

xas

de desenvolvimento no subde-

senvolvimento. O interesse dos proprietários de terras e de mi-

observa Lewis, a maioria dos países começou por importar

nas em manter a pobreza rural; o uso da força e a taxação

seus capitalistas. Não é indispensável que todos os lucros

que seria útil discutir, do apa recimento de certos fenômenos

exceden

pelos governos coloniais para

sejam investidos. O crescimento do capitalismo indígena po de encontrar obstáculos, cuja

por

origem

impedir a ascensão das rendas para criar uma força de traba

de

circuns

lho e um excedente agrícola

têm

históricas,

indo

da

monopolização da terra por poderosos proprietários, à do minação dos mercados rurais por negociantes ou ainda pela

falta de oportunidades de in vestimento, pela educação ou

A discussão original de Lewis era fundada

sobre um regime de camponeses fazendei ros. E fez uma boa referência aos proprietários de terras o aos arrendamentos (Lewis 1954, p. 1493. Remis e Frei construiram seu modelo em termos de proprletários-empregadores e utilizom este mecanismo para explicar os freios ao crescimento da renda da mão-de-obra rural. Mais tarde, Lewis Introduziu os trabalhadores agrícolas e os fazendelrDs independentes. Também retomou a divisão setorial de Ramis e Frei na sua análise do comércio entre setores: r agricultura e a indústria (Lewis 1972. p p 88-92}. Desde então. Lewis adotou uma nova derno e tradicional (Cf nota 6).

terminologia

e

to sobre esses assuntos (11).

Não é verdade também que o modelo requeira necessaria mente um progresso sem freio e rápido do capitalismo indíge na. O setor capitalista podería igualmente manter-se sob pro priedade estrangeira: como

Os mecanismos mais im portantes para este modelo constituem de fato um quadro

(10);

o papel dos termos da

troca para extorquir um exce dente aos homens do campo; o laço entre as baixas rendas destes e os termos da troca in-

ternacional

desfavoráveis

aos

produtos tropicais, que repre sentam o mesmo papel que um

(9}

é esclarecido polo modelo de

Lewis que, aliás, escreveu mui

e de bai

variedade

tâncias

baixos das colheitas: tudo isso

iniciais de

rendas

uma

As

baixo salário numa empresa agrícola ou, em certas circuns tâncias, que a venda a preços

mão-de-obra

condições tes de

capitalista que tenha alcançado a maturidade e forneça, pelo menos, alguns dos recursos dos quais depende o crescimento do setor capitalista.

muito

mas que não repõe em causa

em uma etapa anterior às rela

das as suas variedades e mu tações, não possua ainda as ca racterísticas de uma economia

posquisa

a utilidade do modelo.

poderíam ter sido engendradas

seja batizado, é essencial, des de 0 começo da análise, definir um setor residual que, em to

pelo adiantamento técnico, po dendo mesmo, essas circunstân cias resultar de relações colo niais ou não com os países ca pitalistas. Há aí um assunto de

de subsistência e das perspecti

que

mesmo as capitalistas. Qual quer que seja o nome com que

141

da realidade histórica do setor

subsistência esteja em estado

unidades

DIGESTO ECONÔMICO

refere-se agora

aos

setores

análise exija uma pesquisa de seus laços com a classe dos proprietários de terras, com o Estado e os centros internacio

nais do capitalismo.

Embora

aparentemente o desenvolvi mento capitalista possa prosse guir durante muito tempo, sem

exigir necessariamente um bai-

(10) A análise de Arrighi fornece um exemplo mostrando que as duas variantes do modelo outra simplesmente a trans* de Lewis (uma Incluindo o comércio entre os setores, ferêncla de trabalho não se excluem mutuamente porque se aplicariam cada uma em circunstâncias diferentes,

mas

constituem

etapas

sucessivas

do crescimento do setor dos campo

capitalista: a agricultura capitalista torna pouco aproveitáveis as vendas neses e os leva a vender mais sua força de trabalho.

mo

(II)

Por exemplo, Lewis (1978).

4


DIGESTO

140

ECONÔMICO

cultura-indústria (9). — Mas se

Em todos os casos, o mode

esse ponto pode ser fundamen tal em certas circunstâncias, tem iwuca importância para o processo analisado por Lewis. De um ponto de vista formal, p certamente possível considerar como partes do setor capitalis ta, parcelas do setor de subsis

lo de Lewis pode, sem dúvida,

tência dentro da definição de Lfcwis. Mas 0 processo de transformação do setor de sub sistência se opera gradualmen te e por partes. A mistura dos regimes em seu seio modifica

tor capitalista. Nada exige na versão de Lewis que o setor de

o

funcionamento das

ser absolvido das censuras diri gidas contra os modelos da tese

dualista que dão, ao mesmo tempo, uma imagem errônea

vas de desenvolvimento do se

primitivo.

As

características

do setor,

indispensáveis para

0 modelo seja operável,

ções com as metrópoles.

interesisante

xas

de desenvolvimento no subde-

senvolvimento. O interesse dos proprietários de terras e de mi-

observa Lewis, a maioria dos países começou por importar

nas em manter a pobreza rural; o uso da força e a taxação

seus capitalistas. Não é indispensável que todos os lucros

que seria útil discutir, do apa recimento de certos fenômenos

exceden

pelos governos coloniais para

sejam investidos. O crescimento do capitalismo indígena po de encontrar obstáculos, cuja

por

origem

impedir a ascensão das rendas para criar uma força de traba

de

circuns

lho e um excedente agrícola

têm

históricas,

indo

da

monopolização da terra por poderosos proprietários, à do minação dos mercados rurais por negociantes ou ainda pela

falta de oportunidades de in vestimento, pela educação ou

A discussão original de Lewis era fundada

sobre um regime de camponeses fazendei ros. E fez uma boa referência aos proprietários de terras o aos arrendamentos (Lewis 1954, p. 1493. Remis e Frei construiram seu modelo em termos de proprletários-empregadores e utilizom este mecanismo para explicar os freios ao crescimento da renda da mão-de-obra rural. Mais tarde, Lewis Introduziu os trabalhadores agrícolas e os fazendelrDs independentes. Também retomou a divisão setorial de Ramis e Frei na sua análise do comércio entre setores: r agricultura e a indústria (Lewis 1972. p p 88-92}. Desde então. Lewis adotou uma nova derno e tradicional (Cf nota 6).

terminologia

e

to sobre esses assuntos (11).

Não é verdade também que o modelo requeira necessaria mente um progresso sem freio e rápido do capitalismo indíge na. O setor capitalista podería igualmente manter-se sob pro priedade estrangeira: como

Os mecanismos mais im portantes para este modelo constituem de fato um quadro

(10);

o papel dos termos da

troca para extorquir um exce dente aos homens do campo; o laço entre as baixas rendas destes e os termos da troca in-

ternacional

desfavoráveis

aos

produtos tropicais, que repre sentam o mesmo papel que um

(9}

é esclarecido polo modelo de

Lewis que, aliás, escreveu mui

e de bai

variedade

tâncias

baixos das colheitas: tudo isso

iniciais de

rendas

uma

As

baixo salário numa empresa agrícola ou, em certas circuns tâncias, que a venda a preços

mão-de-obra

condições tes de

capitalista que tenha alcançado a maturidade e forneça, pelo menos, alguns dos recursos dos quais depende o crescimento do setor capitalista.

muito

mas que não repõe em causa

em uma etapa anterior às rela

das as suas variedades e mu tações, não possua ainda as ca racterísticas de uma economia

posquisa

a utilidade do modelo.

poderíam ter sido engendradas

seja batizado, é essencial, des de 0 começo da análise, definir um setor residual que, em to

pelo adiantamento técnico, po dendo mesmo, essas circunstân cias resultar de relações colo niais ou não com os países ca pitalistas. Há aí um assunto de

de subsistência e das perspecti

que

mesmo as capitalistas. Qual quer que seja o nome com que

141

da realidade histórica do setor

subsistência esteja em estado

unidades

DIGESTO ECONÔMICO

refere-se agora

aos

setores

análise exija uma pesquisa de seus laços com a classe dos proprietários de terras, com o Estado e os centros internacio

nais do capitalismo.

Embora

aparentemente o desenvolvi mento capitalista possa prosse guir durante muito tempo, sem

exigir necessariamente um bai-

(10) A análise de Arrighi fornece um exemplo mostrando que as duas variantes do modelo outra simplesmente a trans* de Lewis (uma Incluindo o comércio entre os setores, ferêncla de trabalho não se excluem mutuamente porque se aplicariam cada uma em circunstâncias diferentes,

mas

constituem

etapas

sucessivas

do crescimento do setor dos campo

capitalista: a agricultura capitalista torna pouco aproveitáveis as vendas neses e os leva a vender mais sua força de trabalho.

mo

(II)

Por exemplo, Lewis (1978).

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DIGESTO ECONÔMICO, número 289, fevereiro 1982 by Diário do Comércio - Issuu