the mermaid of black conch
Copyright © Monique Roffey, 2020 Todos os direitos reservados.
Imagem da Capa © Sophie Bass
Imagens de Miolo © Adobe Stock, © Freepik
Tradução para a língua portuguesa © Marcela Filizola, 2023
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E ditora
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Capa e Proj. Gráfico Retina 78
Coordenador de Arte Eldon Oliveira
Coordenador de Diagramação
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Finalização
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P reparação
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Revisão
Francylene Silva Retina Conteúdo
Impressão e Acabamento Ipsis Gráfica
DADOS INTERNACIONAIS DE CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO (CIP) Jéssica de Oliveira Molinari – CRB-8/9852
Roffrey, Monique
A sereia de concha negra / Monique Roffey; tradução de Marcela Filizola. Rio de Janeiro : DarkSide Books, 2023. 304 p.
ISBN: 978-65-5598-342-5
Título original: The Mermaid of Black Conch
1. Ficção norte-americana 2. Literatura fantástica I. Título II. Filizola, Marcela 23-6003
CDD 813
Índice para catálogo sistemático: 1. Ficção norte-americana
[2023]
Todos os direitos desta edição reservados à DarkSide® Entretenimento LTDA.
Rua General Roca, 935/504 – Tijuca 20521-071 – Rio de Janeiro – RJ — Brasil www.darksidebooks.com
Tradução
Marcela Filizola
Para Irma, Laure e Yvette, e a comunidade ancestral antes delas, para aquelxs mulherxs das quais nasci. Pisa, Porto Saíde, Porto da Espanha. Para a Deusa, a musa, as lendas das profundezas que vocês são para mim.
No dia anterior [8 de janeiro de 1493], quando o almirante foi ao Rio del Oro [no Haiti], ele disse ter visto claramente três sereias, bem evidentes acima do mar; mas não eram tão belas quanto pintam, pois seus rostos tinham traços masculinos. Diz tê-las visto outras vezes, na costa da Guiné, pela Malagueta.
Estranha às lágrimas, ela não chorou.
Estranha às roupas, ela não se vestiu.
Marcaram-na com pontas de cigarro e rolhas queimadas, E rolaram pelo chão da taberna, entre risadas estridentes.
Pablo Neruda, “Fábula da Sereia e dos Bêbados”
Simplicidade 1
Os dreadlocks de David Baptiste estão grisalhos e seu corpo encarquilhou até se transformar em corais pretos e retorcidos, mas ainda há pessoas por Santa Constança que se lembram do jovem que ele um dia foi e de sua participação nos eventos de 1976, quando aqueles homens brancos da Flórida vieram para pescar marlim e, em vez disso, içaram uma sereia do mar. Aconteceu em abril, depois que as tartarugas-de-couro começaram a migrar. Alguns disseram que ela chegou com as tartarugas. Outros, aqueles que costumavam pescar em mar aberto, afirmavam que a tinham visto em outras ocasiões. Mas a maioria das pessoas concorda que ela jamais teria sido capturada se não estivesse rolando algum tipo de flerte entre os dois.
As águas de Concha Negra abundavam ao alvorecer. David Baptiste costumava sair o mais cedo possível, tentando vencer os outros pescadores na captura de uma
boa cavala-verdadeira ou um bom luciano-do-golfo. Ele seguia rumo às rochas denteadas, a cerca de um quilômetro e meio da Baía da Desgraça, levando consigo os apetrechos habituais para lhe fazer companhia enquanto jogava as linhas — um baseado da melhor maconha local e seu violão, o qual ele não tocava lá muito bem, um presente velho e surrado dado por seu primo, Nicer Country. Ele soltava a âncora perto das rochas, prendia o leme, acendia o baseado e dedilhava para si enquanto o disco branco e néon do sol aparecia no horizonte, elevando-se, subindo bem devagar, devagarzinho, onipotente no céu azul-prateado.
David dedilhava o violão e cantava quando ela ergueu pela primeira vez a cabeça coberta de algas e cracas do mar plano e cinzento, seus tons intensos de turquesa ainda calmos. Simples assim, a sereia apareceu e o observou por algum tempo antes de ele olhar ao redor e enfim flagrá-la.
“Santa Mãe do Santo Deus na terra”, exclamou ele. Ela mergulhou de volta no mar. Rapidinho, David largou o violão e olhou com mais afinco. Ainda não era dia claro. Esfregou os olhos, como se para obrigá-los a enxergar melhor.
“Eiii!”, gritou para a água. “Dou dou. Vem. Mami Wata! Vem. Vem cá.”
Botou uma das mãos no coração, porque ele estava aos pulos no peito. As entranhas tremelicavam de desejo, medo e espanto, porque ele sabia o que tinha visto. Uma mulher. Bem ali, na água. Uma mulher de pele vermelha, não negra, não africana. Nem amarela, também não era uma mulher chinesa, ou uma mulher de cabelos dourados
de Amsterdã. Nem uma mulher azul, azul feito a desgraça de um peixe. Vermelha. Era uma mulher vermelha, como uma indígena. Ou, pelo menos, a metade superior era dessa cor. Ele tinha visto ombros, cabeça, seios e longos cabelos pretos como cordas, cheios de musgo do mar e salpicados de anêmonas e conchas. Uma sereia. O homem observou o local de sua aparição por algum tempo. Deu uma boa olhada para o baseado; tinha fumado alguma coisa assim tão forte naquela manhã? Sacudiu a cabeça e olhou fixamente para o mar, à espera que ela surgisse de novo.
“Volta!”, gritou para o cinza profundo. A sereia havia erguido a cabeça bem acima das ondas, e David identificara uma certa expressão no rosto dela, como se o estudasse.
Ele esperou.
Mas nada aconteceu. Não naquele dia. Sentou-se na piroga e, por algum motivo, lágrimas caíram por sua mãe, sem mais nem menos. Para Lavinia Baptiste, a mãe gente boa, a padeira da aldeia, falecida há menos de dois anos. Mais tarde, vasculhando a própria mente, lembrou-se de todas aquelas histórias ouvidas desde a infância, contos de criaturas metade marinhas, só que eram histórias de tritões. A lenda de Concha Negra falava de homens-sereia que viviam no fundo do mar e vinham para a terra de vez em quando a fim de acasalar com donzelas ribeirinhas — histórias antigas, da época colonial. Os pescadores mais velhos gostavam de conversar no bar de Ci-Ci na orla, às vezes até tarde da noite, depois de inúmeras doses de rum e muita maconha. Os tritões de Concha Negra eram apenas isso: histórias.

Era abril, época da migração das tartarugas-de-couro para o sul, para as águas de Concha Negra, época da estiagem, dos ipês explodindo nas colinas, amarelos e cor-de-rosa, tais como bombas de enxofre, a época em que o flamboyant começa a florescer em sua indecência. A partir daquele momento, quando a mulher de pele vermelha se levantou e desapareceu como se quisesse provocá-lo, David ansiou por vê-la de novo. Sentiu uma melancolia agridoce, uma carícia suave no espírito. Nada relacionado ao que ele havia fumado. Naquele dia, parte dele se acendeu, uma parte que ele sequer sabia ser capaz de acender. Uma pontada aguda bem ali na parte achatada entre as costelas, no plexo solar.
“Volta aqui”, sussurrou ele, todo cavalheiresco depois que as lágrimas derramadas pela mãe secaram, transformando a pele em um tamborim de sal. Alguma coisa tinha acontecido. Ela havia surgido das ondas, escolhendo-o, um humilde pescador.
“Vem cá, dou dou ”, implorou ele, desta vez ainda mais baixinho, como se quisesse seduzi-la. Mas a água estava plana outra vez.
Na manhã seguinte, David foi exatamente ao mesmo local perto daquelas rochas chanfradas da Baía da Desgraça e, mesmo esperando por várias horas, não viu nada. Nesse dia ele não fumou. No seguinte, a mesma coisa. Por quatro dias, ele tomou a piroga rumo às rochas. Desligou o motor, lançou a âncora e aguardou. Não havia contado a ninguém o que tinha visto. Evitou o bar da Ci-Ci, a propriedade de

sua tia gentil e falastrona. Evitou primos e camaradas em Santa Constança. Voltou para a casinha na colina, a que ele mesmo construíra, cercada de bananeiras, onde morava com Harvey, seu vira-lata. Ele estava à flor da pele. Ia para a cama cedo para acordar cedo. Precisava ver a sereia de novo para ter a convicção de que seus olhos não o haviam enganado. Precisava apaziguar aquela inflamação que se formara em seu coração, acalmar o zumbido que se iniciara em seu sistema nervoso. David nunca sentira nada parecido, com certeza não por uma mulher mortal. Então, no quinto dia, por volta das seis horas, ele estava dedilhando o violão, cantarolando um hino, quando a sereia apareceu novamente.
Desta vez, ela espirrou água com uma das mãos e fez um som parecido com o pio de um pássaro. Quando ele olhou para cima, não se assustou tanto, embora sua barriga estivesse totalmente contraída e cada fibra do corpo, congelada. David ficou parado e a observou bem. Ela estava flutuando a bombordo do barco, tranquila, tranquila, como uma mulher normal em uma jangada, só que não havia jangada. A sereia, que tinha longos cabelos pretos e olhos grandes e brilhantes, lhe lançou um longo olhar desconfiado. Ela inclinou a cabeça, e foi só então que David percebeu que ela estava observando o violão. Devagar, devagar, para não fazer com que ela desaparecesse de novo, ele pegou o instrumento e começou a dedilhá-lo e a cantarolar baixinho. Ela ficou ali, flutuando, olhando para ele, acariciando a água, lentamente, com os braços e a cauda enorme.
A música a levou até ele, não o som do motor, embora ela também conhecesse isso. Era a magia que a música cria, a canção que vive dentro de cada criatura na terra, incluindo as sereias. Fazia muito tempo que ela não ouvia música, talvez mil anos, e assim ela fora irresistivelmente atraída para a superfície, bem indolente e interessada.
Naquela manhã, David tocou canções suaves que havia aprendido quando menino, louvores a Deus. Entoou para ela canções sagradas, canções que o fizeram chorar, e ali ambos ficaram, nesse segundo encontro, separados por um pedacinho de mar, olhando-se — um jovem pescador de Concha Negra de olhos marejados com um violão velho, e uma sereia que tinha chegado pelas correntes das águas cubanas, onde outrora se referiam a ela pelo nome de Aycayia.
Desapareço uma noite, numa grande tempestade há muito, muito tempo
Ilha onde um dia viveram os taínos e as pessoas antes deles
Pro norte nesse conjunto de ilhas e pro oeste também
A ilha que eu lembro
tinha forma de lagarto
Vi o mar
Vi sua glória
Vi seu poder o poder do seu reino
Nadei suas raivas
Nadei sua angústia
Nadei seu chão de veludo
os corais
as cidades submersas
Nadei sob ilhas
Nadei pela costa em ondas rasas e vi crianças brincando
Nadei com canoa de aço
Nadei em todos os lugares nesse arquipélago
Nadei com um grande GRUPO de golfinhos
Nadei com um CARDUME de peixes grande como o tamanho de um ser humano inteiro
Mergulhei em paredes de oceano
Teria morrido muito cedo como mulher
Quarenta ciclos? Filhos, marido
vida da terra e vida do nascer e morrer
Em vez disso, vivi por mais de mil ciclos dentro do mar
Eu não estava sozinha no ato da minha maldição uma idosa também foi amaldiçoada e desapareceu na mesma noite
muito, muito tempo, tanto que não sei quanto só que chamaram um furacão pra me levar pra longe
selar minhas pernas dentro de uma cauda
Diário de David Baptiste, março de 2015
Quando vejo chegarem as primeiras tartarugas-de-couro, sempre fico feliz. Sei que ela, minha sereia, logo vai aparecer, feliz também, pra me ver. Eu costumava procurar ela todas as noites de abril em diante. Ela sempre sabia onde me encontrar, perto das mesmas rochas denteadas onde a gente se viu pela primeira vez, a um quilômetro e meio da Baía da Desgraça. Ainda é um lugar privado, mesmo agora, já que todos os malditos peixes terminam fisgados. Procuro por Aycayia por mais da metade da minha miserável vida. Estive com muitas mulheres desde aqueles dias há muito passados, de todo tipo — amiga, mãe, amante —, mas ninguém como ela.
Ela era algo mais.
Eu sou um velho agora, e doente, doente de um jeito que num posso me mexer muito, doente, então num posso trabalhar, sair pro mar, assim só me resta escrever a minha história. Sento e bebo uma dose ou duas de rum pra afogar a tristeza, afogar a porra do meu coração nesta garrafa. Depois do furacão Rosamund, tudo mudou, cara, cada maldita coisa que havia foi pelos ares e então, um ano depois da gente se conhecer, é, ela voltou!
A srta. Rain a ensinou palavras na época em que ela veio até mim, depois que tiraram ela do mar naquele dia fatídico. Ela tem uma linguagem própria e algumas dessas palavras surgiram quando a gente transava. Mas era uma língua antiga e a memória dela não era boa. Ela não falava tinha muito tempo. Enquanto moramos juntos,
aprendemos o nome de todos os peixes, ela e eu, na mesma enciclopédia que é da srta. Rain. Eu levava ela no meu barco. Aycayia gosta de aprender, e queria saber o nome de cada peixe em todo o maldito oceano, tudo no mar e ao longo da costa. Eu mesmo aprendi metade desses nomes — e todos os peixes também têm um nome em latim.
Então agora ela é uma sereia que sabe os nomes de todos os peixes do mar em duas línguas, e alguns ela sabe dizer na própria língua dela.
A sereia me assusta como o diabo quando a vejo pela primeira vez. A metade superior salta do mar. Era vermelha, como uma mulher indígena, e toda escamosa e brilhante, como se ela mesma tivesse se polido com primor.
Do nada ela veio, cara. Ouvi um jato de água e depois vush.
Ela sobe. Gostou das canções que eu tava cantando naquele dia. Pareceu que o som da minha voz a agradou, do jeito como emanava pela água. Mais tarde vim saber que ela chegou na nossa costa pelas águas cubanas. Só muito depois ela me contou sua notável história e o seu nome. Ela desceu de lá nas correntes com uma velha, Guanayoa. Lembro como ela ficou curiosa sobre a enciclopédia. Que nome eu tenho, perguntou. Como é que não tenho uma foto lá?
Nas semanas seguintes, acho que a vi todos os dias. Ela passou a reconhecer o som do motor do meu barco. Como se estivesse esperando. Eu tinha o cuidado de não mijar na água. E, para isso, levava uma lata velha. Resolvi ter paciência, então eu sentava e ficava esperando ela, longas horas. E aí eu via uma grande barbatana caudal, grande como uma baleia-piloto. Meu coração ficava quentinho.
Ela abriu o meu coração, uma vez, aquela sereia, Deus do céu. Ela o fez inflar no peito, simples assim. Abriu ainda a minha mente, pra outros animais e peixes que a gente não conhece. Ela costumava nadar no mar triste, triste, ou assim ela me disse, antes da gente se conhecer. Num sei como ela sobreviveu todos aqueles anos naquele oceano enorme, sozinha. Precisava ser corajosa pra isso, por mais que no começo tivesse medo de mim, do que eu poderia fazer se a capturasse. Ela e eu travamos olhares muitas vezes, maravilhados um com o outro, antes dos americanos pegarem ela.
Uma vez, logo depois que nos conhecemos, ela nadou perto do meu barco. Vi muito bem ela nessa vez. A cabeça era lisinha, delicada, olhos pequenos, rosto pequeno. Parecia uma mulher de muito tempo atrás, como os antigos taínos que vi num livro de história na escola. O rosto era jovem e nada bonito, e reconheço algo antigo ali também. Vi o rosto de uma mulher humana que viveu séculos antes, reluzindo pra mim. Vi os seios, embaixo da delicada camada escamosa. Vi os dedos palmados e como algas de sargaço escorriam deles. O cabelo estava cheio de algas marinhas também, preto, preto, e longo, e vivo com criaturas que picam — semelhante a carregar uma coroa de fios elétricos na cabeça. Toda vez que ela levantava a cabeça, eu via o cabelo dela voar, como se tivesse um coral-de-fogo dentro dele.
E aí tinha a cauda dela. Ah, Senhor. As coisas que um homem vê nessa vida, especialmente se ele se conecta com a natureza e vive perto do mar.

Vi essa parte da criatura ainda de dentro do meu barco. Metros e metros de um prateado bolorento. Dava uma aparência de poder, como se ela saísse da própria cauda. Então penso que essa mulher-peixe deve ser pesada como uma mula. Uns cento e tantos ou duzentos quilos, fácil. Quando a vejo pela primeira vez, imagino que veio de algum semiespaço na grande ordem de Deus, como se fosse de uma época em que todas as criaturas tavam sendo criadas. Ela era de quando os peixes estavam deixando o mar, crescendo pernas, se transformando em répteis. Era uma criatura que nunca tinha chegado na terra. Era o que eu tava pensando antes de ouvir a história dela. Acredito que tanto ela quanto a espécie dela acabaram interrompidos em algum lugar no meio do ato da criação de Deus. Eu era um cara jovem. Nunca havia parado pra pensar que podia criar problemas para ela. Homens a desgraçam, mulheres a amaldiçoam: foi assim que ela acabou como uma sereia no mar, condenada à solidão e com o sexo selado dentro de uma grande cauda. Era isso o que aquelas mulheres queriam, pra mantê-la longe dos seus homens. Depois que a resgatei, nunca mais pensei que ela pudesse se machucar de novo, fosse por homens ou por mim. Por vezes canto e toco meu violão pra ela naquelas rochas na Baía da Desgraça. Nunca mais me dei ao trabalho de jogar as linhas de pesca depois de nosso segundo encontro, por medo de fisgá-la. Mas foi minha culpa eles a terem capturado, os homens ianques. Minha culpa. Ela achava que tinha ouvido o som do motor da minha piroga, Simplicidade. Eu tava lá com eles, então ela seguiu o outro barco por acidente.







Em 1976, David encontra Aycayia, uma sereia amaldiçoada por esposas ciumentas. Após resgatá-la dos turistas, ele descobre que, fora d’água, ela se transforma em uma mulher. À medida que se apaixonam, David e Aycayia enfrentam as alegrias e os perigos da vida na terra. No entanto, uma pergunta persiste: a sereia será capaz de escapar da maldição? Combinando elementos de fantasia, romance e política, A Sereia de Concha Negra é uma história cativante que nos faz questionar o que é ser humano.