Nordeste do país vive momento de
crescimento econômico
Navegando nas ondas da crise mundial
O novo índice de custos da nossa indústria gráfica
Bahia lança em 2012 fac-símile da primeira revista brasileira
Modernização e desequilíbrio
Expediente
Carta ao Leitor
Editor Responsável: Sandra Medeiros Fotografia: Erick Marins Textos: Danilo Croce Drusille Fagnibo Erick Marins Ycaro Gonçalves Borges Diagramadores: Danilo Croce Drusille Fagnibo Erick Marins Ycaro Gonçalves Borges Projeto Gráfico Original: Danilo Croce Revisão: Sandra Medeiros Jornalistas: Drusille Fagnibo Erick Marins Capa: Ycaro Gonçalves Borges
Caro leitor, você que é um profissional da área, curioso ou que se interessa pelo assunto, nesta revista, ira encontrar um material de qualidade e com um grande repertório de conhecimento sobre impressões em Offset. A revista Offset aborda sobre esse processo e tudo que com ele está envolvido. Ela também traz matérias relevantes, entrevistas e perfis de pessoas que trabalham nesse processo que te levarão a conhecer o universo da impressão em Offset. Assim, você que quer conhecer a área, o panorama do mercado ou até mesmo, um novo conhecimento, ao abrir esse impresso e lê-lo, pacientemente, você irá adquirir todo o conhecimento que busca sobre área ao decorrer de cada página.
Colaboradores Danilo Croce, estudante da Ufes, do curso de Desenho Industrial, do Centro de artes, do quarto período. danilo.croce@hotmail.com Drusille Fagnibo, estudante da Ufes, do curso de Desenho Industrial, do Centro de artes, do quarto período. fdrusille@yahoo.fr Erick Marins Ribeiro, estudante da Ufes, do curso de Desenho Industrial, do Centro de artes, do quarto período. erick2_mr@hotmail.com Ycaro Gonçalves Borges, estudante da Ufes, do curso de Desenho Industrial, do Centro de artes, do quarto período. ycarogonbor@hotmail.com
OFFSET / Editora ÍMÃ. Universidade Federal do Espírito Santo. – N.171 (2014) – Vitória, ES: Ufes, Centro de Artes, 2014. Mensal.
ISSN: 3333-3333
1-Biblioteca Setorial, Copyexpress.
Sumário Bahia lança em 2012 fac-símile da primeira revista brasileira.......5 Diogo Soares da Silva de Bivar...........................................................7 Navegando nas ondas da crise mundial............................................8 O novo índice de custos da nossa indústria gráfica.........................11 Nordeste do país vive momento de crescimento econômico ....... 12 Modernização e desequilíbrio......................................................... 17
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Variedades
Foto: Publicidade
Bahia lança em 2012 fac-símile da primeira revista brasileira Está previsto para o início do próximo ano o lançamento de edição facsimilar de As Variedades ou Ensaios de Literatura, que circulou em 1812. Luiz Guilherme Pontes Tavares
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comemoração dos 200 anos do lançamento da primeira revista brasileira está marcada para 23 de janeiro de 2012 no Auditório Kátia Mattoso da Biblioteca Pública do Estado da Bahia. Na ocasião, será lançado o fac-símile da coleção de As Variedades ou Ensaios de Literatura, cujos três únicos números, que circularam entre janeiro e março de 1812, foram impressos na tipografia de Manoel Antonio da Silva Serva, em Salvador, a primeira unidade da indústria gráfica-editorial privada brasileira. O fac-símile será acomodado num estojo ao lado de volumes contendo o texto atualizado da revista e de e3nsaios a respeito dela e de seu impressor.
O evento foi programado pela Fundação Pedro Calmom, órgão da Secretária da Cultura do governo baiano, em parceria com a Associação Bahiana de Impressa, Empresa Gráfica da Bahia ( que comemorará o primeiro centenário em 2015) e o Núcleo de Estados da História dos Impressos da Bahia(Nehib). Estão sendo convidados três palestrantes para o lançamento: a professora Cybelle Moreira de Ipanema, secretára do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB); o jornalista Leão Serva; diretor do Diário de S. Paulo e descendente de Silva Serva; e o empresário Thomaz Souza Correa, vice-presidente do Conselho Editorial do Grupo Abril. Revista OFFSET
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Foto: João Marins
Edificação do século XVIII, no bairro do Comércio, em Salvador, onde Silva Serva morou e instalou a sua tipografia
APENAS TRÊS NÚMEROS O historiador Helio Vianna dedicou o primeiro capítulo do seu clássico Contribuição à História da Imprensa Brasileira ( Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1945) para afirma o pioneirismo de As Variedades entre as revistas do primórdio da imprensa brasileira. O autor preenche algumas páginas do ensaio com informações sobre o redator Diogo Soares da Silva de Bivar. A revista foi também estudada pelo bibliófilo Renato Berbet de Castro, que, em 1982, publicou o primeiro fac-símile dela no número 1 da série “Documentos e estudos de história e literatura da Bahia: inéditos e reimpressos”, do Arquivo Público do Estado da Bahia. O texto introdutório, de sua lavra, dialoga com o ensaio de Helio Vianna. As Variedades ou Ensaios de Literatura foi mais uma iniciativa audaciosa do 6
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empresário de origem portuguesa Manoel Antonio da Silva Serva. Em 14 de maio de 1811, ele lançara o primeiro jornal baiano e segundo impresso no País—Idade d’Ouro do Brazil—, patrocinado pelo conde dos Arcos, e enfrentava dificuldade para renovar assinaturas e vender exemplares avulsos. Silva Serva as encarava com vigor e criatividade: substituía importação ao fabricar em Salvador tipos móveis e prelos— pretendia fabricar papel a partir da polpa obtida com a folha de bananeira e formava quadros na sua tipografia, mas o reduzido mercado por causa do predomínio de analfabetos e a ausência de redatores não autorizava o novo produto que Silva Serva lançou em janeiro de 1812. A missão, digamos assim, de As Variedades ou Ensaios de Literatura era civilizatórias. Tanto o prospecto como a carta de princípios estampada no número 1 dão conta
Variedades de que suas páginas seriam preenchidas por “reflexões profundas sobre os costumes e as virtudes sociais e morais, algumas novelas de escolhido gosto e moral, resumo de viagens, extratos da história antiga, pedaços de autores em verso, anedotas curiosas, tudo, em uma palavra, que pode compreender- se na expressão geral de literatura, são os materiais de que o Redator se há de servir para esta compilação, que pelo correr do tempo se ampliará a alguns ramos dos conhecimentos científicos propriamente ditos”. Nos dias atuais seria uma revista de variedades e autoajuda. O primeiro número, datado de janeiro de 1812, saiu com 30páginas. Circulou no início de fevereiro, mês em que a revista não ofereceu um novo número aos assinantes. Isso porque o redator caíra doente. Em março saiu, então, o número duplo—2 e3— com 67 páginas e com esse a vida do periódico foi encerrada. Em 1914, Silva Serva comercializou num único volume os três números da revista, aproveitando os exemplares que sobraram em 1812. imprimiu novo frontis-
pício, exibindo sim, mais uma vez, seu tirocínio comercial e sua criatividade. É um dos volumes de 1814 que está sendo digitalizado e que será lançado em janeiro próximo.
EXEMPLAR RARO É provável que só tenha restado um único volume da coleção de As Variedades ou Ensaios de Literatura, daí a relevância do fac-símile que será lançado em 2012. Tanto Helio Vianna como Renato Berbert de Castro utilizaram-se deste que é, portanto uma raridade: o volume que há alguns anos pertence à Fundação Clemente Mariani, entidade cultural ligada ao Banco da Bahia Investimentos, fora anteriormente do colecionador fluminense Francisco Marques dos Santos. Em 1949, após o volume ser submetido, no Rio de Janeiro, a ações restaurativas sob a responsabilidade do bibliófilo Tancredo de Barros Paiva, Marco dos Santos doou-o ao Instituto Geográfico e Histórico da Bahia. O volume está em bom estado e a mancha gráfica permite usufruir de leitura agradável.
Diogo Soares da Silva de Bivar Não há data precisa da chegada acidental a Salvador do redator da revista As variedades. Ele havia sido degredado de Portugal para Rios de Sena, em Moçambique, sob a acusação de ter apoiado os franceses quando da ocupação napoleônica de 1807, cuja conseqüência foi a transmição da corte portuguesa para o Brasil. Ficou preso no Forte de São Pedro até 1821, quando dom João VI restabeleceu- lhe a liberdade. Durante esse período colaborou com seu texto nos impressos da Tipografia Serva. Constituiu família casando- se com Violante Ceo e Lima e teve três filhos, uma das quais, a caçula, foi a primeira jornalista brasileira: Vio-
lante Atabalipa Ximenes de Bivar e Velasco. Assim como há questões não respondidas sobre a história da primeira revista brasileira, há também questões não respondidas sobre Diogo de Bivar. Seu destino fora traçado em Portugal para acabar na África. No entanto, depois de cumprir “prisão” em Salvador, foi para o Rio de Janeiro como funcionário da Corte e experimentou o prestígio de ser o primeiro orador do Real Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e diretor do Real Conservatório Dramático. O que se lamenta é a ausência da biografia de Manoel Antonio da Silva, o pioneiro da indústria gráfica privada brasileira. Revista OFFSET
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Foto: Roberto Junqueira
NAVEGANDO NAS ONDAS DA CRISE MUNDIAL Não é possível definir como “furacão” ou “marolinha” a verdadeira convulsão financeira que atingiu o mundo a partir do ultimo quadrimestre de 2008. Forte ou fraca, é certo que a ventania deste clima atípico na economia atingiu as empresas gráficas de pequeno e médio porte em diferentes intensidades: intensa para uns, branda para outros. 8
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Ada Caperuto
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crise está aí. Amplamente anunciada pela imprensa desde seu início, quando o mercado imobiliário dos Estados Unidos serviu de estopim para uma bomba de proporções mundiais, no inicio do ultimo semestre do ano em que passou. O Brasil, apesar das afirmações oficiais de que, por aqui, os efeitos seriam brandos, não ficou de fora dos reflexos que, de um modo geral, trouxeram retração a todos os setores e atividades econômicas. A verdade é que as grandes empresas são as mais atingidas pela mudança no mercado internacional. No entanto, desde o início deste ano, os pequenos negócios, focados no mercado interno, estão ameaçados pelo efeito dominó que tende a afetar todos os elos da cadeia produtiva. As pequenas e médias empresas (PME) também sentem os efeitos da desaceleração econômica, com a diminuição da demanda, do faturamento e da oferta de crédito. Para avaliar as dimensões desta situação, em março úl-
Economia timo o Seabre Nacional elaborou a sondagem “Ponto de Vista dos Pequenos Negócios”, divulgada pela Agência Seabre de Notícias. A pesquisa, que entrevistou 2.937 empresários de todos setores, em 26 estados do País e do Distrito Federal, trata dos reflexos da crise nas PME. Apesar de 63% dos empresários afirmarem que foram afetados pela crise, 69% dos entrevistados não demitiram funcionários e outros 65% disseram que não ouve necessidade de recorrer ao dinheiro dos bancos.
CINTOS APERTADOS É certo que as agruras econômicas não são novidade para os brasileiros, muito menos para o setor gráfico. Alguns destes momentos foram marcantes a partir da década de 1980 – a chamada década perdida -, estendendo-se até a virada para o século XXI. Com uma história de 40 anos no mercado de impressos, a Gráfica Fox, de Belo Horizonte (MG), tem fortes atuações no setor comercial e nove funcionários. Com uma das crises mais sérias que viveu, o diretos Flávio Ferreira de Souza cita o período de altas freqüentes da inflação e os congelamentos do plano cruzado, no governo de José Sarney, em 1986. “Não podíamos manter um orçamento por mais de 24 horas, o que gerava um grande desgaste nas negociações”, lembra o executivo. O plano econômico do governo Fernando Collor de Mello, em 1990, foi o pior momento para a Gráfica Comunicare, de Curitiba (PR), empresa de porte médio, do ramo editorial, com 30 anos de existência e 63 funcionários. O diretor Raphael Manzoni conta que, graças ao “confisco” dos cruzados novos, em 1990, perdeu o capital para pagar a liberação de uma máquina importada, presa na alfândega. Para o diretor da Grafiset Gráfica, Lourival Lopes dos Reis, não foram os pla-
nos econômicos, mas o desabastecimento de papel no mercado interno, em 1987, a causo do pior momento na história de 35 anos da gráfica de 10 funcionários, instalada em Porto Alegre (RS) e especializada no segmento comercial e promocional. No entanto, o sufoco do passado não chega nem perto da dificuldade atual para a gráfica comercial, de São José dos Campos, no Estado de São Paulo, que conta com 6 funcionários. “Todos esses momentos foram complexos, porém, se de alguma forma pudéssemos agrupá-los, não teriam as conseqüências que a atual crise trouxe, uma situação sem precedentes”, diz Edilson Biondi, gerente de negócios da empresa fundada há 30 anos, com atuação no segmento comercial. A Gráfica Rio Mulato sobrevive a 20 anos às agruras e intempéries econômicas, mas está em situação peculiar. Localizada em Regeneração, interior do Piauí, com 6 funcionários, seus clientes são pequenos estabelecimentos comerciais e profissionais autônomos de municípios circunvizinhos. Segundo a diretora Nileide B. Silva, a gráfica sofre não apenas com um desequilíbrio na demanda, como também com as dificuldades geográficas e com a burocracia para a obtenção de credito. “O que assusta é a expectativa da crise. É como se fosse uma cortina e não sabemos o que esta por trás.
EFEITOS E REAÇÕES De acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) da Fundação Seade e do Dieese, 221 mil postos de trabalho foram fechados em janeiro de 2009, em seis capitais e no Distrito Federal. Apesar de especialistas afirmarem que as dimensões em decorrência da crise estejam atingindo muito mais as grandes empresas, a pesquisa revela outro aspecto: do total de 127 mil trabalhadores demitidos, 96 Revista OFFSET
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Economia mil não tinham carteira assinada – um modelo de trabalho geralmente adotado pelas empresas menores. É o caso da Gráfica e Editora Contexto, de Olinda (PE), que reduziu o quadro em mais de 50%. Com 23 anos de mercado, atuando no ramo promocional, a empresa tem hoje 12 funcionários – mas já foram 28. O monstro por detrás da cortinada o ar da graça no levantamento do Seabre Nacional, que aponta que cerca de 70% das PME tiveram retração nas vendas a partir de setembro de 2008. Mais de 55% delas viram reduzir-se o numero de clientes; outros 30% demitiram funcionários, enquanto o nível de investimento previsto caiu para 60% das empresas consultadas. Flavio de Souza, da Gráfica Fox, diz que sentiu, de fato, queda no faturamento mensal. Na Gráfica e Editora Contexto, a crise está em seu ápice, com a diminuição drástica das encomendas. Pior para a Comunicare, que teve seus planos de expansão interrompidos quando reduziu-se o volume me orçamentos e, conseqüentemente, de pedidos. A diretora da Gráfica Rio Mulato revela que, no seu caso, preços e prazos de fornecedores se mantiveram praticamente inalterados. Mas Nileide explica que deu sorte, pois tinha um fôlego provocado por uma demanda inesperada de clientes. Há cerca de oito anos, muitos trabalhadores autônomos passaram a atuar na formalidade, gerando pedidos de impressos diversos. “Foi isso que nos deu tranqüilidade para atravessar os últimos seis meses, em que vem ocorrendo uma diminuição nas compras”. Para tentar reverter a situação, a Contexto reviu custos e o departamento comercial tratou de adotar uma postura ainda mais ativa. “Melhorando nossa gestão, nos aproximamos dos clientes e adiamos investimentos”, sintetiza Eduardo Mota, embora afirme 10
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que, por outro lado, acelerou sua entrada na impressão digital. Estratégico! Os funcionários têm contado ainda mais pontos positivos neste momento. “Em todas as situações de crise, meu investimento sempre foi no pessoal, e agora contratei uma pessoa de vendas para fazer contato nas cidades vizinhas”, diz a diretora da Rio Mulato. “Eles estão integrados ao processo e são integrados sobre cada assunto”, acrescenta. No balanço final, o clima nas PMEs é de otimismo. Ao menos é o que aponta a pesquisa do Seabre Nacional. Mais de 68% dos empresários acreditam no aumento do numero de clientes este ano e 49% deles disseram que devem aumentar o investimento próprio no negócio. “Esta situação é momentânea. O País sairá fortalecido com a abertura de novos mercados consumidores”, observa Flávio de Souza, da Fox. O diretor da Contexto dá prazo e diz que a reação deverá começar no ultimo trimestre do ano. Na Comunicare, a reação já se mostra concretamente com a entrada do segmento de impressão digital e abertura de dois pontos de varejo, no nicho de gráfica rápida, além da prospecção de um terceiro estabelecimento. Enfim, para sobreviver a turbulência, os especialistas dão uma lição de casa que os empresários do setor gráfico já sabem e cumprem direitinho: rever estratégias de gestão, reduzis desperdícios, eliminas estoques desnecessários, adaptar produtos e estar atento ao mercado interno. Mas do que o empenho destes empreendedores, o setor público tem sua parte a cumprir. Além da pesquisa, o Seabre assina uma receita de medidas anticrise que inclui a desoneração de impostos, a adoção de políticas monetárias de créditos e fiscais, os programas de criação direta de emprego, subsídios ao emprego, a capacitação da mão-de-obra e o microcrédito.
Economia
O novo índice de custos da nossa indústria gráfica A partir de maio, o novo Boletim de Custos Abigraf, com índice dos segmentos de cadernos, embalagens, envelopes e formulários podem ser acessados no website da entidade.
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ISG – Índice Setorial de Custos Gráficos, que mede variações nos custos de insumos utilizados para a produção de determinados produtos gráficos e vigorou ate 2007, foi reformulado em decorrência de duas grandes deficiências que estavam sendo constantemente observadas na versão anterior: 1) há, mais ou menos, 5 anos o ISG não passava por uma revisão e havia a necessidade de recálculo dos pesos dos insumos na estrutura do índice, já que mudanças tecnológicas no setor alteram a intensidade do uso de matérias primas e mão de obra ao longo dos anos; e 2) pouquíssimas empresas respondiam aos questionários que captavam as variações mensais nos preços de insumos, enviados às mesmas pelo Decon/Abigraf, reduzindo em muito a confiabilidade dos resultados que estavam sendo gerados. Para contornar esses dois problemas de forma permanente, os pesos do índice serão revistos anualmente (sempre em janeiro) e os dados para a sua atualização não dependerão do processo de envio e resposta de questionários as empresas associadas ao sistema Abigraf. Isso porque as variações de custos serão fundamentais em dados secundários, gerados por entidades que acompanham os movimentos destes mesmos custos, como por exemplo: Cepea, IBGE e FGV, para papel e tintas para impressão; Secex, para o acompanhamento dos preços das máquinas gráficas
importadas; e Datafolha, para o acompanhamento dos custos da mão de obra. Os pesos são considerados pela da participação dos gastos de cada insumo incluindo na cesta de cada produto, do início e do final do período. As empresas que participam da construção da estrutura dos índices pertencem aos segmentos gráficos de cadernos, embalagens, envelopes e formulários. O grupo de embalagens decidiu criar dois índices para o segmento: para embalagens de cartões e embalagens em cartuchos. Os resultados estão apresentados no novo Boletim de Custos Abigraf, que trará a atualização mensal do referido índice, em vigor a partir de maio de 2009 e disponível no website da entidade para consulta. Esta é mais uma vitória da Abigraf, no sentido de fortalecer o setor por meior por meio de ações de vanguarda, principalmente no que se refere a consolidação do departamento econômico, ao fornecer informações fundamentais, revestidas, com credibilidade e baseadas em metodologias amplamente aceitas, já que este é o procedimento também adotado pelos institutos de pesquisa, como os BLS (Bureau of Labour Statistics/EUA), IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) e FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e será utilizado na metodologia do índice da Abigraf. Revista OFFSET
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Mercado
Nordeste do país vive momento de
crescimento econômico
Para o setor, no entanto, a modernização e expansão dos parques gráficos vêm gerando um desequilibro entre a oferta e a procura de impressos. Dados estatísticos elaborados pelo o Departamento de Estudos Econômicos da Abigraf revelam o perfil de mão de obra, o desempenho e a participação no contexto nacional do setor gráfico da região Nordeste do país. Departamento de Estudos Econômicos da Abigraf
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erço da atividade econômica brasileira, com a extração do pau-brasil e o cultivo de cana-de-açúcar, a região Nordeste do Brasil, habitada por mais de 53 milhões de pessoas é a que possui o maior número de estados (nove no total); Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Sua área territorial é de 1.558.196 quilômetros quadrados, o equivalente a 18% da área nacional, possuindo a maior costa litorânea do País. Com a participação do Produto Interno Bruto nacional de 13,1% em 2008, a região conquistou melhora significativa na distribuição de renda na ultima década. De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio (PNAD) 2009, a renda média nordestina sofreu um aumento real (já descontada a inflação) de 28,8% entre 2004 e 2009, passando de R$ 570 para R$ 734 mensais. Foi, ainda, a região que apresentou o maior incremento no salário médio do trabalhador de 2008 para 2009 (2,7%), e experimenta, há pelo menos dois anos, um forte crescimento econômico. Mesmo durante a crise econômica mundial de 2008-
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2009, a região apresentou aumento no PIB: enquanto o índice nacional recuo 0,2% em 2009, o de Pernambuco evoluiu 3,8%, o do Ceará, 3,1%, e o da Bahia, 1,7%. Esse crescimento amenizou o impacto da maior crise do capitalismo nos últimos 80 anos na economia brasileira.
A INDÚSTRIA GRÁFICA NO BRASIL E NO NORDESTE O setor gráfico brasileiro encerrou 2010 com cerca de 20 mil estabelecimentos, empregando mais de 220 mil pessoas. Na produção, o período de 2008 a 2010 proporcionou um aumento de 4% tanto nas gráficas do Nordeste quanto nas de todo o país. Em 2010, os investimentos do setor no Brasil registraram um incremento de 40% em comparação ao ano anterior, com US$ 1,4 bilhão aplicado pelas empresas na compra de máquinas e equipamentos, contra US$ 1,0 bilhão em 2009. No encerramento do exercício, as exportações totalizaram US$ 248,97 milhões e as importações, US$ 409,16 milhões. O saldo da balança comercial ficou negativo em US$ 160,19 milhões.
Mercado A importância do setor gráfico da região Nordeste confirma-se com os dados estatísticos que revelam sua participação no contexto nacional, como a produção, número de empresas e o perfil da mão de obra. O valor da produção industrial gráfica nordestina em 2010 foi de R$ 1,12 bilhão (IBGE, com estimativa do Decon/ Abigraf). De acordo com os dados do Ministério do Trabalho (TEM/ Rais), o setor reúne 2.976 empresas, numero que corresponde a 15% das 20.007 existentes em todo o País. Com relação à mão de obra, a região responde por 23.360 dos 220.796 postos de trabalho gerados pelo setor no território nacional, ou seja, 11% dos funcionários gráficos estão alocados lá. Entre 2008 e 2010, esse contingente apresentou crescimento de 10%, muito superior à média nacional, que foi de 5% no mesmo período. Quanto à balança comercial do setor, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a região Nordeste exportou, em 2008, US$ 5,03 milhões e importou US$ 15,52 milhões em produtos gráficos, gerando déficit co14
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mercial de US$ 10,49 milhões. Em 2010, o déficit foi superior ao do ano de 2008, com US$ 12,20 milhões, negativos, resultado das importações no valor de US$ 13,35 milhões e da queda expressiva de 77% nas exportações de produtos gráficos.
PERFIL DAS GRÁFICAS E DO EMPREGO NO SETOR O perfil dos estabelecimentos da região Nordeste assemelha-se ao da média nacional, já que 84,1% das empresas empregam até 19 pessoas. No Brasil o percentual de empresas com o mesmo porte é de 81,8%. Vale ressaltar que as gráficas que empregam de 20 a 49 pessoas correspondem a 5,5% do total no Nordeste a 6,6% na média
nacional. Em relação às gráficas que não tem nenhum empregado (normalmente empresas familiares), a região Nordeste, com o percentual de 8,4%, também se encontra semelhante a média nacional (8,2%). Do ponto de vista da oferta da mão de obra, o Nordeste é responsável por 11% do emprego no setor, ficando atrás do Sudeste e do Sul do país. Com relação a remuneração, o salário médio no Nordeste é inferior a média nacional. A parcela de empregados que recebe até um salário mínimo corresponde a 13%, índice mais de três vezes superior a média nacional (4%). Já os que recebem entre 1 e 2 salários mínimos correspondem a Foto: Caio Martins
Produção gráfica com máquinas Offset
Mercado 66%, sendo que a média nacional desta faixa salarial corresponde a 45% do total. A baixa remuneração reflete o grau de escolaridade dos gráficos. A maioria dos empregados do setor na região Nordeste (61%) tem até o ensino médio completo, superando a média nacional, que é de 52%. Já a parcela de funcionários que possui Ensino Superior completo é muito baixa, apenas 5%, enquanto que a média nacional é quase o dobro (9%) para esta faixa de grau de instrução. Dentre os estados da região Nordeste, Ceará, Bahia e Pernambuco são os que mais concentram estabelecimentos e empregos no setor, localizados, sobretudo em suas respectivas capitais. É o caso de fortaleza, que reúne 71% das gráficas e 67% do emprego do Estado do Ceará. Entre os estados com menos de duzentas gráficas, a maioria dos estabelecimentos também está alocada em suas respectivas capitais. Este fenômeno
ocorre em Teresina (62%), Maceió (71%) e Aracaju (78%). O Estado da Paraíba concentra 221 estabelecimentos gráficos e emprega 2.514 pessoas, com média de 11,4 empregados por gráfica, praticamente igual a nacional. Sua capital, João Pessoa, detém 45% das gráficas e 54% do emprego do estado, com média de 13,6 funcionários por gráfica, numero bem superior a média nacional, que é de 11 colaboradores por estabelecimento gráfico.
BALANÇA COMERCIAL Os estados da região Nordeste não contribuem muito para a balança comercial do setor e importam muito mais do que exportam. Nos últimos onze anos, tem apresentado histórico de saldo negativo. A média de importação nesse período foi de US$ 10,6 milhões anuais em produtos gráficos comprados no exterior. Já a média das exportaFoto: Caio Martins
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Mercado ções foi de US$ 1,6 milhão. É importante destacar que no ano de 2010 a região importou US$ 13,3 milhões em produtos gráficos e exportou apenas US$ 1,1 milhão, o que causou déficit comercial de US$ 12,2 milhões. Se compararmos as importações de 2010 em relação a 2009, o aumento foi de 123%.
ÍNDICE DE VOLUME DE VENDAS NO COMÉRCIO VAREJISTA Os dados da Pesquisa Mensal de Comércio – apontam para um crescimento médio de 8,36% no volume de vendas no Brasil de produtos tipicamente gráficos no comércio varejista, como o de livros, jornais, revistas e papelaria, no período de janeiro a julho de 2011, na comparação com igual período no ano anterior. A mesma pesquisa mostra que o crescimento nas vendas desses produtos em três estados da região Nordeste acompanhados pela pesquisa (Bahia, Ceará e Pernambuco) superam os resultados verificados para a média nacional, destacando-se o Ceará, com crescimento de 33,44% nas vendas no período.
PARTICIPAÇÃO DE GRÁFICAS NORDESTINAS NO GRAPHIA Intensificando a sua atuação junto às empresas do setor no Nordeste, o Graphia – projeto de exportação de produtos e serviços gráficos constituído no âmbito da Abigraf Nacional, em parceria com a Agência de Promoção de Exportação e Investimentos do Governo Federal (Apex-Brasil) – já conta com a participação da gráfica Santa Marta, da Paraíba, e da Perfilgráfica, de Pernambuco. O Graphia é o maior exemplo do potencial do produto gráfico brasileiro no mercado externo. Criado pela Abigraf Nacional em 2003, o grupo já realizou negócios com 26 países das Américas, Caribe, Europa e Ásia, nos seus três segmentos de atuação: embalagem, papelaria e editorial – promocional. O projeto já viabilizou a inserção de mais de 80 empresas brasileiras no mercado internacional, e também já participou de 88 missões comerciais e 57 feiras internacionais, acumulando vendas superiores a R$ 42 milhões para o exterior. Foto: Caio Martins
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Mercado
MODERNIZAÇÃO E DESEQUILÍBRIO Atualização tecnológica do parque gráfico nordestino acentua o aspecto de descompasso entre oferta e procura de serviços gráficos. Ada Caperuto
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os nove estados da região nordeste o senário é praticamente o mesmo. O que se encontra nas capitais, além do maior numero de empresas gráficas, é um forte desequilíbrio entre a procura e a oferta de impressos. Alguns lugares apresentam mesmo grandes picos de queda na demanda, a exemplo da Bahia, que registrou 75% de ociosidade nos últimos três meses, segundo Francisco Sales Souza Gomes, presidente da Abigraf Regional Bahia e da Press Color. “Um elevado numero de equipamentos de impressão vem sendo incorporado aos parques, devido à facilidade de acesso aos financiamentos”, diz o presidente da Abigraf Regional Ceará e diretor da gráfica Tiprogresso, Luiz Francisco Juaçaba Esteves. Na verdade, Todos os estados estariam em um mesmo patamar de qualidade, graças aos recursos tecnológicos embarcados nos parques industriais. Para Roberto Carlos Moreira, presidente da Abigraf Regional Maranhão e diretor da Gráfica e Editora Aquarela, apesar da considerável expansão de demanda no Estado nos últimos oito anos, existe uma enorme concentração de poder de compra, uma vez que o principal cliente é o setor público. O Piauí, Estado que sempre concorreu com seus vizinhos mais próximos, vive um momento de competição interna, e pelo mesmo motivo: a modernização do parque gráfico. James Hermes dos Santos, presidente da Abigraf Regional Piauí, do Conselho Diretivo da Abigraf nacional e
da gráfica mundial, revela o agravante: o período é de queda generalizada nas compras públicas. De acordo com o empresário Alexandre Firmino Melo Filho, presidente da Abigraf Regional do Rio Grande do Norte e sócio-diretor da Impressão Gráfica e Editora, o mercado potiguar não sofrerá retração, apenas crescerá menos do que no ano passado. Seguindo para a Paraíba, a situação não muda muito. “Omercado gráfico do estado continua em expansão, competindo em igualdade com todo o Brasil”, opina Marcone Tarratd Rocha, presidente da Abigraf Regional Paraíba, e da Editora Gráfica Marcone. Nos últimos dois anos a capacidade instalada cresceu mais de 50%, taxa que nem se aproxima do crescimento da demanda, de acordo com Luiz Sergio Baptista, diretor comercial da Gráfica JB. Ele considera que a competitividade é saudável, desde que ocorra dentro de princípios éticos. “Infelizmente, ainda temos no nosso país muita concorrência desleal”, diz. Nesse aspecto, o presidente da Abigraf Regional Sergipe e diretor da Nossa Gráfica Walter Castro dos Santos, critica a “invasão” de gráficas de estados vizinhos, que participam de licitações públicas, muitas vezes com preços abaixo do mercado.
CAUTELA E CANJA DE GALINHA Ter cautela nos investimentos parece ser a palavra de ordem nas gráficas nordestiRevista OFFSET
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Mercado
nas. Francisco Gomes, da Abigraf-BA, opina que as empresas devem selecionar bem as opções de investimento. É o que está fazendo Luiz Francisco, da Abigraf-CE, ao aplicar recursos em equipamentos que tragam efetivos diferenciais. O principal deles, esse ano, foi um CtP sem processo químico. A pré-impressão também foi alvo de Floriano Alves da Silva Junior, presidente da Regional Alagoas, para a Gráfica Jaraguá, mas a impressão e o acabamento deverão receber reforço ate o inicio de 2012. Mais ambicioso, com projetos de expandir a atuação da Texform para o mercado do Sudeste, o alagoano Carlos Oliveira revela que fez fortes investimentos em impressão e acabamento. O colega potiguar tem plenas expectativas de crescimento. “Mantemos uma política 18
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permanente de investimentos. Ainda este ano iniciaremos a aplicação de nossa área física e vamos adquirir mais duas máquinas”, declara Alexandre Firmino. A impressão digital para oferecer serviços em pequenas tiragens foi uma das opções de investimento da Gráfica Mundial, do Piauí, de acordo com James Hermes dos Santos. “As empresas devem estar preparadas para atender qualquer tipo de demanda que vier”, justifica. Já o presidente da Abigraf Regional Pernambuco e da Gráfica e Editora Contexto, Eduardo Carneiro Mota, informa que este é o momento de investir em marketing empresarial, na busca de novos mercados e clientes. Luiz Sergio, da paraibana Gráfica JB, revela que 2011 foi um momento de melhorar processos e qualificar equipes. “A expansão da base instalada acentuou o problema de mão de obra, já que no nordeste praticamente não temos escolas para a formação de profissionais”.
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O Presidente da Abigraf-SE prefere pensar em longo prazo a estratégia de guerra contra a concorrência. “O ano que vem, quando teremos eleições, será fundamental não só para novos investimentos, como para expansões, modestas talvez, mas importantes”. Contudo, alguns empresários ressaltam a importância de buscar um equilíbrio, para não ficar para trás. “De nada adianta conquistar um novo cliente e perdê-lo por não conseguir prestar um bom trabalho. A ampliação das vendas tem que vir acompanhada da capacidade produtiva e das condições de se fazerem novos investimentos tanto em equipamento quanto em pessoal”, ressalta Roberto Moreira, do Maranhão.
...EM UM SENÁRIO DE INSALUBRIDADE Mais do que a conjuntura econômica interna, para alguns empresários o que preocupa mesmo é a crise na zona do euro. “O momento não inspira muita confiança por causa da crise na Europa, mas esperamos que isso não venha atingir nossa economia”, pondera Marcone, da Abigraf-PB. “Como a maioria dos nossos
investimentos é em moeda estrangeira, é prudente aguardar a melhora dos cenários internacionais, tando na crise norte-americana quanto na européia, e tentar se proteger de surpresas trocando divida em moeda estrangeira para moeda nacional, e se possível solidificar o capital de giro ou, melhor ainda, evitar dívidas novas, adianto investimentos”, completa o presidente da Abigraf maranhense. Para Walter Castro dos Santos, do Sergipe, as sucessivas crises econômicas vividas pelo País a partir dos anos 1960 deixaram o brasileiro com os pés no chão. Dentro dessa mesma linha de raciocínio, o pernambucano Eduardo Carneiro Mota afirma que “em caso de desestabilidade econômica, nos brasileiros, que estamos a muito tempo no mercado, com certeza, saberemos nos adaptar, dançamos qualquer musica, mesmo que por alguns momentos percamos o passo”. A mesma confiança é demonstrada por outros empresários, Apostando na adequada administração do conflito pelo governo federal, Luiz Francisco Jubaça Esteves garante que o governo brasileiro tomara todas as medidas para a manutenção do atual quadro de instabilidade. No entanto, com olhar um pouco mais crítico, James Hermes dos Santos entende que existe, sim, uma leve instabilidade, e que esta atinge não apenas a região Nordeste, mas o Brasil todo. “Converso com os empresários nas reuniões da entidade e percebo que houve retração. O índice de não emprego é o maior dos últimos quatro anos. Você não demite, mas adia ou recua a hora de contratar. Nossa expectativa é que a situação melhore a partir de setembro, o que é característico da industria gráfica”. Revista OFFSET
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