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Revista Ciência Mundo das Crianças
Outubro de 2015 Para conhecer a África, é preciso roupas para um safári, protetor solar, óculos de sol, chapéu de palas largas, câmera fotográfica e muito mais... Quem está preparado? Que nada! Você pode conhecer agora um pouco desse continente sem nem precisar sair do lugar. Despertou a curiosidade? Então, antes de ir à África, ou a qualquer outro continente, é sempre bom conhecer, através da leitura, como é esse lugar. Sua paisagem, sua fauna e flora, os hábitos e cultura de cada povo. E foi pensando nisso que o quarto ano do Ensino Fundamental I do Colégio Sagrado Coração de Maria produziu esta revista de divulgação científica para crianças: Ciência Mundo para Crianças. Vire a página e aprofunde seus conhecimentos sobre esse continente que tem muito a nos ensinar. Você sabia que lá existem países que falam a língua portuguesa? Qual a árvore que é chamada “árvore garrafa”? Já ouviu falar de gnu? E de Zanzibar? Na sequência, teste seus conhecimentos sobre os cuidados com a água. Qual a galinha pintadinha que veio da África? Ainda há muito mais surpresas à sua espera. Leia e divirta-se nesse “safári literário” que preparamos para você!
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Colégio Sagrado Coração de Maria
Expediente
Sumário
Diretora Geral: Regina Coeli Faustini Baglioli
Uma aventura na África...................................................2
Coordenadora Pedagógica Geral: Silvana Bizzo Cruz Coordenadora de Serviço de Orientação Religiosa: Andrea Almeida Martins
Saara, o maior deserto quente do mundo! ...........6 Savanas e Safari ................................................................ 8
Coordenadora Pedagógica de Segmento: Helena Maria de Almeida Ambrósio
Gnu, é um animal?.............................................................10
Coordenadora Educacional: Caroline Vieira Mansano
O Egito....................................................................................12
Coordenadora de área (Língua Portuguesa) e Revisão: Kelly Christine Lisboa Diniz Leite de Vilhena Coordenadora de área (Ciências): Rivana Souza Batista Professoras: Magda Feijó Weber, Samira Cestaro, Sandra Gorette, Érika Passos e Ana Carolina dos Santos Martins Colaboração: Thalita Isa Ramos (Acessora de Comunicação) Projeto Gráfico e Diagramação: Danilo Croce Arte: Alunos dos quartos anos, Danilo Croce e Pedro Feijó
Cataratas Vitória: A maior queda d’água da África ................................14 Baobá ......................................................................................16 Kruger National Park ........................................................18 Madagascar: uma das maiores ilhas do mundo ............................20
Imagens: Google
A Galinha D’angola...........................................................22
Reprodução: Reprografia do CSCM
Desafios Matemáticos.................................................. 24
Endereço da Redação: Rua Sagrado Coração de Maria, 315 – Praia do Canto – Vitória – ES, CEP 29055-770 Tel.: (27) 2124-9108 Fax: (27) 2124-9146
Fotos dos alunos ............................................................ 26
Site: redesagradovitoria.com.br
HQ Mundinho Sagrado em “Árvore garrafa”.......27
A tiragem e distribuição são auditadas pelo CSCM.
Ecoteste ...............................................................................28
200 exemplares.
Países Africanos que falam Português..................30 Eu indico essa leitura .....................................................32 Animal Africano: Chacal ............................................... 34 Cadeia alimentar ............................................................. 36 Literatura Africana .........................................................38 Quando eu crescer, vou ser Biólogo ....................... 40 Zanzibar ............................................................................... 42
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a r u t n e v a a m U na África Ana Luiza Sobreira, Inácio José Seixas, Ingrid Paula Braga, Luisa De Paula e Daniel Murad.
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África é um grande continente que acolhe muitos países com diferentes culturas. A comida, os habitantes e suas roupas coloridas, várias línguas diferenciam os povos e mais de sessenta espécies de animais carnívoros como os leões, chitas, leopardos, hienas, cães selvagens, raposas, chacais e outros tornam único esse continente. Esses animais são importantes para a manutenção da ecologia das áreas em que habitam e formam o lindo ecossistema africano. Infelizmente, o homem fez diminuir bastante a população de animais na África, de maneira direta ou indireta. Isso fez com que muitas espécies
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entrassem em processo de extinção. A notícia boa é que, nos últimos anos, vêm crescendo os esforços de proteção aos animais africanos e aumentado o policiamento de reservas demarcadas.
Se há um lugar especial no planeta para encontrar muitas curiosidades, esse lugar é a África! Vamos lá?
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Saara, o maior deserto Eliza Lacerda, Gustavo De Souza, Gabrielly Siqueira, Beatriz Chaves e Lucas Aleixo.
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ambém localizado no continente africano, o deserto do Saara é o maior, mais quente e mais famoso do mundo. O seu tamanho é de aproximadamente 9 milhões de quilômetros quadrados, ele é muito grande!
O clima de lá é o mais árido do mundo, a temperatura é tão alta que pode passar de 50 °C durante o dia. Um fato muito interessante é que, apesar de fazer tanto calor durante o dia, quando chega a noite, a temperatura cai muito e fica na marca de 0º C.
E as chuvas? Raramente chove no Deserto do Saara, quando acontece, geralmente, é após longos períodos secos. A paisagem verde não existe na maior parte, apenas em áreas de oásis.
“Oásis é uma pequena região fértil graças à presença de água, num deserto”.
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quente do mundo! Mesmo apresentando todas essas características difíceis para a sobrevivência, o Saara é habitado. Destacam-se os tuaregues (povos nômades) e os beduínos (povos que praticam o comércio ambulante). O deserto do Saara ganhou grande importância econômica após a descoberta de poços de petróleo. No entanto, para que o óleo seja extraído, são necessários investimentos altos em infraestrutura, tornando a atividade não muito lucrativa.
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Savanas e Safári Ester Ribetti, Luiza Leão, Rayana Vitoria, Helena De Angeli e Matheus Stefan.
Fique por dentro! Você sabia que a leoa é uma grande caçadora e precisa capturar outros bichos para alimentar os seus filhotes, sempre famintos? Ela é uma supermãe!
A savana africana é formada por uma linda vegetação com arbustos e árvores. É aí que vivem a maioria dos grandes animais da África. A grande quantidade de alimento atrai muitas manadas como zebras, girafas, elefantes, rinocerontes, dentre outros. Os herbívoros são a base alimentar dos predadores, como, guepardos, leopardos, hienas, crocodilos, leões e etc.
S elvagem A ventura V ida A nimais N atureza A legria
Falando em leões, existe uma curiosidade a respeito desse belo e feroz felino. Conhecido como o rei da floresta por estar no topo da cadeia alimentar, o leão não vai à caça para buscar o sustento de sua família. Pois é, num
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bando de leões, em geral, as fêmeas caçam e os machos ficam observando à distância, aparecendo apenas para se alimentar. As savanas africanas continuam sendo um dos lugares mais fascinantes e surpreendentes da Terra.
Ah! Não podemos esquecer dos safaris. Safári era originalmente uma expedição de caça, especialmente pela África central e sul. Um grupo de caçadores se embrenhavam pelas florestas africanas por vários dias. Carregadores nativos transportavam equipamentos e suprimentos.
Atualmente, o termo aplica-se aos passeios em carro aberto para observar animais selvagens em reservas ou parques. Os grandes animais são as principais atrações. A África possui muitas reservas que podem ser visitadas ao estilo safári, principalmente no Kenya, Tanzânia, Zâmbia, Zimbabwe, Botswana, Namíbia e África do Sul. Cada dia um novo cenário, nunca se sabe que animais serão encontrados!
Ah! Os safaris são passeios em carro aberto para observar animais selvagens em reservas ou parques.
Fique por dentro! Você sabia que as zebras são animais típicos das savanas africanas?
Fique por dentro! Você sabia que savanas também existem no Brasil e que o cerrado é um exemplo?
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Gnu, é um animal? Paula De Souza, Gabriel Nepomuceno, Miguel Barbosa, Eric Lima e Mayana Braga. Existem centenas de milhares de gnus nas savanas africanas. Eles são menores que os bois. Alcançam 1,5 m de altura, têm 2,5 m de comprimento e chegam a pesar 250 kg. Os gnus são herbívoros, alimentam-se do pasto das savanas. Vivem em grandes manadas. São animais bastante pacíficos, vivendo e se alimentando em companhia de antílopes e zebras de maneira harmoniosa. O gnu africano é extremamente ágil e ativo, o que é necessário, pois eles constantemente escapam de predadores que contam com a velocidade para pegá-los quando estão distraídos. Mesmo gnus africanos recém-nascidos são capazes de ficar em pé e acompanhar o resto do rebanho menos de 15 minutos após o nascimento. Além disso, os gnus africanos preferem pastar nas manhãs e fins de tarde, a menos que percebam uma ameaça. Eles geralmente descansam quando o sol está alto, no período na tarde.
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Ajude o gnu a passar pelo labirinto e, encontrar seus amigos.
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O Egito Conheça o país considerado berço de uma das mais importantes civilizações da Antiguidade e que possui uma das histórias mais longas do mundo...
Ester Ribetti, Luiza Leão, Rayana Vitoria, Helena de Angeli e Matheus Stefan. O Egito é o terceiro país mais populoso da África, com aproximadamente 84,4 milhões de habitantes. Mais de 90% dessas pessoas moram perto das margens do Rio Nilo e na costa do Mar Mediterrâneo, visto que as outras regiões do país são ocupadas pelo Deserto do Saara. Mas, não tem como falar do Egito sem lembrar de suas pirâmides. Você já viu uma pirâmide egípcia? Então, o povo do antigo Egito acreditava que a vida continuava depois da morte, por isso era importante preservar o corpo para que ele recebesse de forma adequada sua alma.
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Para divertir: Você sabe quais são as cores da bandeira do Egito? Se não sabe, pesquise e pinte a bandeira para que ela fique bem legal!
Preocupados com isso, os egípcios criaram o sistema de mumificação – “processo artificial de se preservar o corpo humano da decomposição após a morte”. Os órgãos eram retirados, só ficava o coração e, depois, o corpo era todo enfaixado.
Quando acabava este processo, o corpo - agora chamado múmia - era levado à pirâmide para ser protegido e conservado. “Na época, por ser um processo muito caro, apenas os faraós e os sacerdotes eram mumificados”.
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Cataratas Vitória Mila Perim, Paula Borges, Matteo Chisté, Pedro Henrique Volta e Carolina Cony.
Os nativos chamam de Nuvem Trovão o que para nós são as Cataratas Vitória, uma das mais espetaculares quedas d’água do mundo, situada entre Zimbábue e a Zâmbia, na África. Foi vista pela primeira vez por um ocidental – um explorador escocês chamado David Livingstone, que registrou, em 1855, o nome em homenagem à rainha Vitória. As Cataratas Vitória encontram-se a 11 quilômetros de Livingstone, a capital turística da Zâmbia. Situam-se no rio Zambezi, que nasce no Distrito de Mwinilunga, na região noroeste da Zâmbia, e desemboca no oceano Índico. O rio corre pela bacia do Zambezi e atravessa cinco países: Angola, Moçambique, Naníbia e Zimbábue. As Cataratas Vitória são consideradas patrimônio mundial desde dezembro de 1989, sob a categoria III – Monumentos Naturais. Trata-se de um local de extrema significância nacional e universal: uma das 7 maravilhas naturais do mundo.
Durante certos períodos, o fluxo de água é intenso a ponto de tornar tudo invisível sob o véu das cachoeiras, enquanto o som de trovão da queda de água pode ser ouvido a milhas de distância. O único modo de se ter uma visão completa das cataratas é de cima. As Cataratas Vitória, descritas em termos modernos como a maior cortina de quedas de água do mundo, também é conhecida pelo antigo nome “Musi-Oa-Tunya” (ou “Fumaça Trovejante”). As fumaças “estrondosas” das quedas d’água, nos períodos de chuva, podem ser vistas a 20 quilômetros de distância. Com 1.700 metros de largura (quase dois quilômetros), um desfiladeiro profundo de mais de 100 metros de altura e uma vasão com mais de 500 mil metros cúbicos de água por minuto despencam da borda (no auge da estação das cheias: março e abril). O largo penhasco de basalto, sobre o qual recai o trovão, transforma o rio Zambezi de um largo rio plácido a uma torrente feroz.
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A maior queda d’água da África
Atrações Existem 6 monumentos nacionais no parque, incluindo as cataratas e um museu arqueológico. A Zâmbia e o Zimbábue – países que dividem as cachoeiras entre seus territórios – são um polo de esportes de aventura: rafting no Zambezi, o rio que dá origem às cataratas, trekking, mountain biking, canoagem, sobrevoos de helicóptero, são alguns exemplos. A melhor época para conseguir ver as queda d’água das Cataratas Vitória é quando a água está baixa, durante os meses de novembro e dezembro. Já nos meses de abril e maio – quando tem muito mais água caindo - fica muito difícil ver a queda d’água, porque cria uma grande nuvem branca. Ficou interessado em conhecer de perto esse patrimônio mundial que é uma maravilha?
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Baobá Maria Luiza Marianelli, Larissa Salazar, Gabriel Saiani, Thiago Chamoun e Lucas Andreão. Qual é a árvore considerada o símbolo da África? Se você respondeu: o baobá, acertou! Essa árvore é extraordinária por possuir um tronco largo, capaz de armazenar muita água e viver muito tempo. É também considerada na África a “árvore da palavra” e pode ser encontrada em todo o continente africano, recebendo nomes diferentes de país para país. Os baobás são nativos de Madagascar, das savanas africanas, da Índia e da Austrália, e se espalham principalmente na linha do Equador. Essas árvores podem viver durante milhares de anos (mais de cem, de mil, até seis mil anos) e são consideradas pelos biólogos como as árvores mais antigas da Terra. Seu nome científico é Adansonia Digitata – toda planta ganha um nome científico, quando o descobridor de uma nova espécie avisa um centro importante de botânica. Lá pelos anos 1750, Michel Adanson, um naturalista francês, andava pela África e fez um relatório sobre a árvore e enviou para cientistas europeus, em sua homenagem, deram-lhe esse nome -, mas são conhecidas também como embondeiro, imbondeiros, calabaceiras, adansônia e baobá. O baobá é a árvore considerada a mais generosa, porque tudo nela se aproveita. Abriga centenas de animais – aves e insetos – em seus imensos troncos. Suas flores chegam a medir 20 cm e florescem uma única noite, mas possuem néctar e frutos que servem de alimentação para tribos e animais em tempo de escassez, além de haver indícios de seu uso para cura da malária. As sementes têm ainda um óleo, que serve para fazer sabão. Também são estudadas por suas propriedades como cosméticos. As frutas
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que nascem na árvore são uma espécie de cabaça, como um fruto de casca dura. Sua polpa tem seis vezes mais vitamina C que a laranja. Dela se faz queijo e vários remédios. Antigamente, seu suco era usado até para neutralizar o veneno de um animal caçado com flechas envenenadas, antes de se comer a carne dele. Além de alimento, a cabaça pode ser usada como utensílio.
Seu tronco oco – que pode atingir 20 m de diâmetro e 30 m de altura - pode armazenar, em seu interior, até 120 mil litros de água, em meses de chuva. Por esse motivo é denominada “árvore garrafa”. São necessárias muitas pessoas para conseguir abraçar um baobá. Não é de se estranhar que Saint-Exupéry tenha se impressionado com a magnitude dessa árvore para compor a história do Pequeno Príncipe, uma personagem intrigante que se preocupava com os brotos do baobá que cresciam em seu pequeno planeta B612. Existe um baobá gigante na África do Sul que abriga um bar, o “Big Baobab” (grande baobá) fica em uma fazenda de Modjadjiskloof, localidade situada a quatro horas de Pretori. Ele é o maior da espécie no mundo, de acordo com a Sociedade Dendrológica da África do Sul. Sua idade é desconhecida, mas sabe-se que ele tem mais de 1700 anos – em 2009, uma equipe do departamento de química de uma universidade romena chegou a estimar que ela tenha até 6 mil anos. Esse bar já recebeu 60 pessoas de uma vez durante uma festa. O local também é cenário para casamentos. O baobá é o símbolo da África. Ele é considerado a árvore da palavra porque muitos dos ensinamentos da vida eram passados oralmente, de geração em geração, debaixo de um baobá. Os contos e as lendas africanos, que atravessam os tempos, nos fazem viajar no mundo da imaginação - cada vez que observamos um baobá, podemos ter a impressão de que seus “braços” levantados na direção dos céus parecem implorar eternamente algo para o divino. Será que ele levava mesmo as mensagens dos antepassados para o além?
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Kruger National Park Eliza de Cássia Poloni, Caio Campos, Ahmad Ali El Assal, Sofia Nader e Luisa Tôso.
Você já viajou para a África? Ou já teve vontade de conhecer esse continente que se situa do outro lado do Oceano Atlântico? É lá que existe o Parque Nacional Kruger, um dos mais antigos de toda a África. Fundado pelo sul-africano Paul Kruger (1825-1904), em meados de 1898, quando foi aberto ao público em geral, que se interessava em conhecer de perto a fauna e a flora africanas. Esse parque recebeu o nome de Kruger em homenagem ao seu fundador, que havia contribuído para a conservação das espécies animais da África do Sul. O parque tem aproximadamente 350Km de comprimento e 60Km de largura. Existe uma grande variedade e quantidade de animais, dentre eles, aproximadamente, 7500 elefantes, 3200 zebras, 4900 girafas, 1500 leões, além de uma infinidade de pássaros. A melhor época para a observação é a estação da seca, no inverno. Nessa época, o mato é baixo e as árvores não têm folhas, o que torna a observação mais fácil, pois a vista não fica obstruída pela vegetação. Como praticamente não chove no inverno, os animais têm que ir até às nascentes beber água pelas manhãs e finais de tarde, e podem ser observados do carro. Sem dúvida, o Kruger National Park é um dos maiores parques do mundo e tem sido elogiado pelos seus esforços quanto à preservação da natureza.
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Madagascar: uma das maiores ilhas do mundo Ana Clara Libardi, Gabriel De Amorim, Izabela Rocha, Luísa Conde e Igor Batista.
Quem já ouviu falar de Madagascar? É bem provável que você já tenha assistido a série de desenhos animados produzidos pela DreamWorks Animation. Mas o que estamos nos referindo é sobre à quarta maior ilha do mundo, situada no Oceano Índico. Esse país africano possui 18 grupos étnicos, com influência predominante dos malaio-polinésios, antigos colonizadores asiáticos. Madagascar é um destino pouco explorado turisticamente, lá não vivem macacos, elefantes e nem zebras, mas é um dos únicos lugares do mundo habitado por lêmures, pequenos primatas com olhos grandes, pelo macio e fofinho como o das raposas.
Além de ser a quarta maior ilha do mundo - com uma extensão territorial de 587041 km², perdendo apenas para Groenlândia, Nova Guiné e Bornéu -, Madagascar é a maior ilha do Oceano Índico. Lá há duas línguas oficiais: malgaxe e francês. A pobreza financeira do país é compensada pela riqueza da cultura, da fauna e da flora locais. Os malgaxes - como são conhecidos os habitantes da República de Madagascar - têm suas raízes mais próximas do sul-asiático do que dos africanos. Acredita-se que alguns dos primeiros habitantes de Madagascar tenham chegado ao território vindo das ilhas do Oceano Índico e Pacífico em canoas
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polinésias, que até hoje são usadas pelos pescadores dos vilarejos. Como a ilha fazia parte das rotas comerciais marítimas, o contato com os europeus se deu a partir de 1500 por meio do capitão português Diogo Dias. Mas o mercador Marco Polo foi o primeiro a reportar a existência da ilha e também foi o responsável por batizar e popularizar o nome do país da maneira que conhecemos hoje. Por volta de 1897, os franceses invadiram o país e declararam-no uma colônia da França. Em 1960, a ilha de Madagascar conquistou sua independência, após anos de batalhas contra os franceses. Ainda hoje, mesmo tendo se tornado independente, Madagascar é um país politicamente instável, pois ainda ocorrem muitos conflitos civis. O que faz Madagascar um lugar único é que centenas de espécies animais existem exclusivamente na ilha. Além do lêmure e do aie-aie (que é o Maurice da animação “Madagascar”), existem mais de 346 espécies de répteis encontrados apenas lá – incluindo o maior camaleão do mundo, o camaleão de Parson (calumma parsonii) e o menor de todos, o Brookesia (brookesia minima). Entre as espécies de plantas que mais impressionam, nessa ilha existem os gigantes baobás, que são árvores de tamanho impressionante que parecem ter suas raízes erguidas no ar. Bem, quando lhe perguntarem se você já ouviu falar de Madagascar, não deixe de falar sobre as curiosidades que aprendeu sobre essa ilha tão encantadora.
Desenho da Ilha de Madagascar realizado pela aluna Izabela Rocha do 4º D.
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A Galinha D’angola
João Gabriel Marinho, Maria Clara Mendonça, Maria Eduarda Figueredo, Millena Boldrini e João Miguel Telles. Quem já viu a galinha pintadinha? Não se trata da famosa galinha azul com pintinhas brancas, não! Estamos nos referindo à galinha d’angola, também conhecida aqui no Brasil por cocá, tô fraco – em decorrência do som característico, emitido pelas fêmeas da espécie – cakuê (em algumas regiões da Bahia) ou angolista. É uma ave da ordem dos galliformes, originária da África, especificamente angolana, e introduzida no Brasil pelos colonizadores portugueses, nas primeiras décadas do século XVI. São encontrados três tipos de galinha d’angola, com relação às características físicas: Pedrês – mais comum, é cinza com bolinhas brancas; Branca – inteiramente branca e Pampa – resultado do cruzamento das duas anteriores. Essa interessante e bonita ave vem sendo criada há muitos anos por todo o Brasil. A galinha d’angola produz uma carne muito apreciada e, segundo muitos gourmets, o peito dessa ave, quando bem preparado, é um prato tão gostoso quanto o do faisão. Para a produção de ovos, não podem competir com as galinhas porque seus ovos, apesar de terem qualidade e gosto semelhantes, são bem menores e de menor valor de mercado. Além disso, sua postura é pequena, indo de 20 a 30 ovos antes de cada incubação.
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A galinha d’angola é uma ave muito barulhenta, tendo que ser criada preferencialmente em espaço específico, uma vez que se estressam com facilidade – elas ficam nervosas facilmente e são extremamente agitadas. São aves de bando e precisam dele para se reproduzir, pois só assim sentem estímulo para o acasalamento. Cada grupo tem seu líder, o que é fácil de constatar no momento em que se alimentam: o líder vigia enquanto seus companheiros comem e, só depois de verificar que está tudo em ordem, é que começa a comer. São aves fáceis de criar, exceto num ponto: se deixadas soltas, escondem os ninhos e põem os ovos em camadas cobrindo-os com palha ou outro material. Elas não são boas mães, pois somente os ovos da camada de cima recebem o calor da ave e eclodem. E, além disso, os filhotes que nascem são levados pela mãe a lugares úmidos, podendo comprometer a sobrevivência deles. Em criação em cativeiro, é recomendável recolher os ovos e colocá-los em incubadoras ou fazê-los chocar por uma galinha. Sua criação pode ser feita de duas maneiras: em liberdade ou em cativeiro – em confinamento. No primeiro caso, as aves são soltas e recebem ração pela manhã, e, ao longo do dia, elas se alimentam de capins, insetos, vermes e outros alimentos, não dando quase nenhuma despesa ao criador. Nesse caso, é comum a galinha d’angola permanecer com hábitos selvagens - só fazem ninhos no mato, bem escondidos, e quando voltam a aparecer, elas voltam acompanhadas dos filhotes, deixando seus ninhos com vários ovos velhos e estragados. Outro tipo de criação é confinamento, quando as aves são mantidas presas, em cercados cobertos com tela, pois as angolinhas voam muito e fogem, sendo difícil tornar a prendê-las. É uma beleza esse tipo de galinha pintadinha! E é mais interessante ficar sabendo que ela veio da África para o nosso país com os colonizadores e que, depois disso, elas se espalharam por toda a parte recebendo vários nomes. Quando você ouvir “tô fraco, tô fraco” não se impressione e nem pense que a angolinha está doentinha, não. Ela estará bem, e muito agitadinha!!
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s o i f a s e D s o c i t á m e t a M Martina Eva, Ana Lara de Souza, Marco Antônio Persio, Maria Clara Sartori e Leonardo Loubak.
Atenção: Como um bom estudante de Ciências, você deve saber que uma aranha tem 8 patas e uma joaninha 6.
Solução
Um estudante apanhou aranhas e joaninhas, num total de 15, e as guardou numa caixa. Contou em seguida 108 patas. Quantas aranhas e quantas joaninhas ele apanhou?
9 aranhas com 8 patas: 9 x 8 = 72 6 joaninhas com 6 patas: 6 x 6 = 36 72 + 36 = 108 patas Os alunos poderão usar os resultados das tabuadas do 6 e do 8, irem somando até encontrar o resultado de 108.
Desafio dos Bichinhos
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Desafio do Estacionamento Em que número está o carro estacionado?
Desafio vire o peixe
Desafio dos pontos
Como é possível mover 3 palitos para fazer o peixe nadar em direção oposta.
Sem levantar a caneta, experimente ligar os nove pontos com apenas quatro linhas retas contínuas (sem “tirar o lápis do papel”). Não vale repetir.
Basta virar os números ao contrário.
Soluções
Mova três palitos para fazer o peixe nadar para o outro lado.
vive e
r a g i t s e v in
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Carol Valadão, Vitor Baptista, Lara Quadros, Victoria de Vas-Concellos e Davi Conde.
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Ecoteste Ester Stein, Heitor Campanha, Carlos Eduardo Leite, Leonardo Roxo, Julia Rodrigues e Julia Loiola.
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Você se preocupa em preservar a água? Através deste ECOTESTE, será fácil descobrir como andam seus hábitos e cuidados com esse recurso que é SAGRADO para os seres vivos. Mas responda com sinceridade!
VOCÊ
NUNCA
ÀS VEZES
SIM
Costuma jogar fora a água que sobra da sua garrafinha ao invés de jogar nas plantas?
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Deixa a torneira aberta durante a escovação dos dentes?
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Importa-se quando vê alguém encher o copo com água para beber e jogar a metade fora?
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Usa o vaso sanitário como se fosse lixeira?
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Conserva mais as coisas para não fabricar lixo à toa?
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Deixa restos de comida irem embora pelo ralo da pia?
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Costuma tomar banhos demorados?
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Avisa aos adultos quando vê um vazamento?
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Joga lixo nas ruas?
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Conhece os problemas que o lixo causa nos rios e mares?
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Some os pontos obtidos e confira abaixo!
Se você fez de 30 a 27 pontos: Parabéns! Você é um cidadão consciente, valoriza a água e não a esbanja. Continue assim e colabore para o não desperdício!
Se você fez de 26 a 24 pontos: Você está no caminho certo, se preocupa um pouco com a água!
Se você fez 23 ou menos pontos: Que pena! Você não está utilizando de forma adequada o líquido que nos dá vida. Mas ainda há tempo e você poderá mudar seus hábitos e atitudes abusivas. Vamos lá, não é tão difícil assim!
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Países Africanos que falam Português Lívia Pelissari, Sofia Herkenhof, Gabriela Fidalgo, Aldyr Alves, Pedro Enrique Talayer e Louise Azevedo.
Por que na África existem países que falam a Língua Portuguesa? Vamos entender com um pouco de história: a colonização da África se deu, como no Brasil, por meio das grandes navegações. O português é a oitava língua mais falada do planeta, é a língua oficial em oito países e destes, seis são africanos. No início do século XIV, os portugueses conquistam Ceuta e Diogo Gomes ocupa Cabo Verde. No final do século XV, Portugal estabelece nos portos do litoral oeste africano suas feitorias – lugar ou estabelecimento, que pode ou não ser fortificado, geralmente situado junto a um porto, e que funciona como entreposto comercial para trocas de mercadorias naturais da região ou com mercadorias que nesse local se transportavam -, e Bartolomeu Dias inicia a colonização da costa oriental da África, quando dobra o Cabo da Boa Esperança. A partir de então, em meados do século seguinte, ingleses, franceses e holandeses também invadem estas áreas, expulsando os portugueses das zonas costeiras. Portugal, no entanto, mantém algumas antigas colônias: Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau, Angola e Moçambique. Foi em Angola e Moçambique que a Língua Portuguesa se manteve como língua falada de maneira mais forte. Contudo, muitas línguas (dialetos) nativas se mantêm nestes locais, ao lado da língua trazida pelos portugueses. O falar português nesses países é bem semelhante ao de Portugal, já que houve uma substituição da língua nativa pela língua portuguesa por uma adesão a esta nova língua que, pela força da colonização, acabou fazendo com que se tornasse língua oficial nesses países. Nos demais países africanos, o português falado não foi aderido como em Angola e Moçambique. Em Cabo-Verde, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe e, mais recentemente, Guiné Equatorial, nestes outros, ape-
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sar de ser língua oficial, ele é apenas utilizado na administração, no ensino, na imprensa e em relações a outros países. No cotidiano, se usa as línguas nacionais (crioulos) e, por isso, a influência das línguas locais sobre o português causa um maior distanciamento entre o português utilizado por eles e o português falado em Portugal. É bem interessante saber que do outro lado do Oceano Atlântico, além de Portugal, existem pessoas na África se comunicando em português. É claro que em cada lugar a língua sofre influência de seus dialetos locais e, por isso, traz traços próprios que diferenciam um pouco a maneira que falamos o português aqui no Brasil desses outros países lusófonos, ou seja, dos países que falam o português.
Angola
Cabo Verde
Guiné Bissau
Desenho da aluna Lívia Pelissari
Moçambique
Timor Leste
São Tomé e Príncipe
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Eu indico essa leitura
Daniel Junior, Rafaela Fonseca, Natalia Santos, Gabriel Olavo Santos, Betina Borges e Lucca Tonini.
O Pequeno Príncipe O Pequeno Príncipe devolve a cada um o mistério da infância. De repente retornamos aos sonhos. Voltam ao coração, escondidas recordações. O reencontro, o homem-menino pelas mãos do pequeno príncipe, nos faz recuperar a meninice abrindo assim uma brecha no tempo. De olhinhos brilhantes, um menino vindo de um planeta distante, junto de alguns amigos: uma raposa e sua rosa, compartilham experiências que divertem, encantam e tocam o coração de todos. Quebram-se, assim, as barreiras de se cativar um animal, cuidar de uma rosa a qual considera única, voltar a sentir o perfume de uma estrela, a ouvir a voz de uma flor e escutar os guizos das folhas batidas pelo vento. O universo, ou melhor, a vida é um lugar encantador, ainda mais quando o conhecemos através dos encantos de um Pequeno Príncipe.
Operação Risoto
Aventura na África Jimmy tem apenas onze anos quando viaja para a África com sua mãe, uma executiva do ramo hoteleiro. Ao chegar, ele conhece uma girafa falante que lhe relata a situação de guerra entre tribos locais. Junto a uma menina africana, Jimmy embarca em uma aventura mágica para ajudar a girafa.
Rodeada de colinas verdes e uma paisagem bucólica, Piririca da Serra teria tudo para ser uma cidade tranquila... Se alguns de seus habitantes não se encarregassem de agitar um pouquinho a vida por ali. O que ocorre agora é um estranho caso contado por meio de códigos secretos, bilhetes, cartas, cartões-postais, diários, relatórios, anúncios, notícias, entrevistas... Parece coisa de louco, não é? Seja lá o que for, fique atento! Não perca nenhuma linha ou palavra, que qualquer rabisco pode ser necessário para desvendar o mistério que envolve o sumiço de Nicolino. Cuidado, se bobear até você vira suspeito! Cada livro da coleção Piririca da Serra traz novas peripécias criadas por Eva Furnari. Da mesma coleção, conheça também A bruxa Zelda e os 80 docinhos, O feitiço do sapo e Mundracks.
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Davi ataca outra vez Davi ainda não sabe ler, mas adora escrever. Sua habilidade para rabiscar todas as paredes disponíveis do bairro não só vai fazer com que seja aceito na turma dos mais velhos, como vai torná-lo o pivô de um grande movimento! Col. Toda criança do mundo
A Semente que veio da África O livro de literatura infantil "A Semente que Veio da África" parte de uma ideia muito original. Ele reúne três lendas sobre o baobá, advindas da Costa do Marfim, de Moçambique e da França. O baobá é uma árvore que pode viver até seis mil anos. Além da longa vida, esta árvore se caracteriza pela abundância e pela generosidade. Suas sementes são castanhas comestíveis, que também são usadas para se fazer um tipo de bebida semelhante ao café. Com o óleo da castanha se faz sabão. A polpa de suas frutas tem vitamina C. Ela também dá flores e uma sombra deliciosa. E quando morre, o baobá desaba sobre si mesmo, deixando uma montanha de fibras das quais se fazem cordas, tecidos, fios de instrumentos musicais e cestos. A obra foi escrita a várias mãos e reúne um mito de origem, uma lenda e uma narrativa de Heloisa Pires Lima. Estas três abordagens poéticas dão uma dimensão da importância dessa árvore, não apenas na paisagem africana, mas também no imaginário de seu povo. Os textos vêm acompanhados de depoimentos pessoais dos autores, rememorando aspectos da infância e do convívio com o baobá. Além disso, o leitor encontra uma série de fotografias desta árvore enorme e tão significativa para os africanos. "A Semente que veio da África" é um livro que exala a força da natureza com muita beleza poética. É uma ótima opção para ser trabalhada em sala de aula, tanto na área de ciências como por professores de português e de história.
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Animal Africano: Chacal Carolina Casotti, Clara Conde, Marina Brasil, Pedro Henrique Gonçalves e Pedro Guimarães.
Você já ouviu falar de um animal chamado chacal? Ele é parecido com a raposa e pertence à família do cão. Esopo incluiu este animal simpático e astuto em algumas de suas fábulas. Agora vamos contar um pouco de seus nomes, as espécies de chacal que existem e suas características, sua forma de vida e algumas curiosidades. Existem três espécies de chacal: o chacal-dourado, o chacal-de-dorso-preto e o chacal-listrado. A cor do pelo depende da espécie. A cor do chacal-dourado varia do amarelo ao dourado-claro. Eles vivem do leste da Europa e do norte da
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África até o sul da Ásia. O pelo do chacal-de-dorso-preto é vermelho-ferrugem. As marcas pretas e pratas nas costas dão a essa espécie seu nome e aparência distinta. Ele e o chacal-listrado vivem no sul e no leste da África. O chacal-listrado é acinzentado, com a ponta do rabo branca e uma listra em cada lado do corpo. O chacal adulto tem cerca de 1m de comprimento (da cabeça ao rabo), pesa entre 7 a 11 quilogramas. A forma de vida dos chacais não é muito diferente da forma de vida das raposas. Os chacais vivem em espaços abertos como as savanas. Eles podem viver sozinhos, e pares, ou em grandes grupos chamados matilha. Eles comem pequenos animais e algumas plantas. Os chacais caçam à noite e de dia ficam escondidos. Eles uivam para se comunicar entre si. O uivo pode parecer cansativo para as pessoas, pois som lembra um grito alto parecido com uma sirene. Quando caçam em matilhas, conseguem pegar animais de grande porte, como uma ovelha ou um antílope. Também seguem leões que, quando acabam de se alimentar de uma caça, deixam as sobras dela para os chacais comerem. Não deu uma vontade de viajar para a África para conhecer os chacais? Não vai precisar de um guia para identificar esse mamífero tão interessante entre os demais animais da savana! Você já ficou sabendo de muitas curiosidades e sobre sua forma de vida, então só falta conhecê-lo de perto!
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Cadeia alimentar Carolina Casotti, Clara Conde, Marina Brasil, Pedro Henrique Gonçalves e Pedro Guimarães. Pode-se dizer que cadeia alimentar é o percurso da matéria e energia que se inicia sempre nos produtores e termina nos decompositores. Corresponde à absorção de nutrientes e energia entre os seres vivos. Mas de onde vem essa energia? A energia do Sol é captada pelos seres clorofilados – denominados produtores. Dessa maneira, quando um animal herbívoro se alimenta da planta, ele consome a energia do Sol absorvida por ela. E é por isso que quando um carnívoro se alimenta de um herbívoro, recebe a energia e nutrientes necessárias para sua sobrevivência. A parte que compõe a cadeia alimentar se classifica em: PRODUTORES – CONSUMIDORES – DECOMPOSITORES. Os produtores são a base da cadeia alimentar, isto é, são os que produzem seu próprio alimento, através da fotossíntese – processo pelo qual a planta com a absorção de água, gás carbônico e luz solar, ela consegue produzir o seu próprio alimento, que é a glicose (um açúcar). Durante a transformação da água e do
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gás carbônico em alimento, a planta libera oxigênio (O2) no ar. Os consumidores são os seres vivos que não produzem seu próprio alimento, sendo assim, necessitam buscar em outros seres a energia para sobreviver, se alimentam dos produtores e dividem-se em: consumidores primários – herbívoros; consumidores secundários – carnívoros; consumidores terciários – grandes carnívoros. Os decompositores são organismos que se alimentam da matéria orgânica em decomposição dos seres mortos, obtendo, assim, nutrientes e energia. Reciclam a matéria orgânica, que será utilizada pelos produtores, recomeçando o ciclo. São representados por fungos, bactérias e alguns protozoários. Veja na ilustração abaixo, feito pelos alunos, um exemplo de cadeia alimentar.
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Literatura Africana Maria Antonia, Vitor Pauzem, Daniela Figueiredo, Henrique Gomes e Anita Lugão.
Tânia Macedo
Ler é uma atividade essencial para os seres humanos. Além de ajudar na memória, a leitura aumenta a capacidade de aprender, amplia a sua maneira de compreender os fatos que ocorrem ou que já ocorreram e nos auxilia a compreender muitas vezes, também, situações novas e como poderemos enfrentá-las de maneira criativa. O hábito de ler permite que conheçamos as culturas de outros países. Há algumas histórias que conhecemos aqui no Brasil que sofreram influência de culturas de povos que colonizaram nosso país. Por isso é importante ler. A produção literária africana possui muitos auto-
res renomados. Desde muito tempo, ela vem sendo passada de pais para filhos. A África possui uma variada literatura que foi se desenvolvendo através do tempo. E vale aprender um pouco sobre isso. Para Tânia Macedo, do Centro de Estudos Africanos da Universidade de São Paulo, a inclusão de nomes africanos nas aulas de Língua Portuguesa contribui para desmistificar muito do que o senso comum pensa da África. “Muita gente imagina que a África é um país, onde todo mundo é igual e todos vivem em tribos. Quando leem que há árabes por lá ou perce-
Mia Couto
bem, por meio das narrativas, como os africanos são diferentes entre si se surpreendem”, explica. Esse continente tão plural tem muito a ver com o Brasil e é fonte de muitos hábitos culturais que temos aqui. Alguns escritores merecem destaque na literatura africana, como Mia Couto (1955), moçambiquenho que apresenta inúmeras situações de forma figurada, com referência aos mitos, lendas e ao folclore nacional, buscando a identidade dos povos Artur Carlos Mauricio Pestana dos Santos africanos, tendo em vista a solidificação da independência do seu país. Recebeu o prêmio União das Literaturas Românticas e em 2015, recebeu o título de Doutor “Honoris Causa”, pela Universidade Politécnica de Maputo. Artur Carlos Mauricio Pestana dos Santos (1941) – conhecido como Pepetela -, angolano, participou como militante do Movimento Popular
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para a Libertação e das ações que antecederam a independência angolana. Sua obra literária está comprometida com os ideais de independência do povo negro angolano de que, de certa forma, o autor faz uma defesa. Em 1997, recebeu o Prêmio Camões, um dos mais importantes da literatura mundial. Nadine Gordimer (1923) nasceu na África do Sul e foi premiada com o Nobel de Literatura em 1991. O tema mais recorrente em suas crônicas são as más condições sociais durante o Apartheid, um regime sul-africano de segregação racial que durou quase cinquenta anos.
Livro As fábulas de Esopo
Fábulas de Esopo, onde consegue envolver o leitor com personagens típicas da savana africana como a naja-cuspideira e a águia cobreira; o astuto chacal enganado o antílope-salta-rochas para escapar da morte, mas que é trapaceado pelo leão... E dessa maneira, adaptou dezesseis fábulas de um dos maiores clássicos universais.
Nadine Gordimer
Incluir a literatura africana nas aulas de literatura no Brasil é uma ideia muito boa. Além do mais, pode ser que ela já esteja inserida há mais tempo do que se imagina. As fábulas de Esopo são um bom exemplo disso. As fábulas são contadas nas escolas desde as primeiras séries. Vamos considerar que Esopo era um sábio escravo que tinha vivido há mais de 2500 anos na Grécia. Pode-se imaginar que ele era grego. Porém há mais indícios de que ele tenha sido africano. Por que ele usou animais africanos em tantas de suas fábulas? A maioria de suas fábulas tem uma moral e os contos populares africanos frequentemente revelam o significado de um provérbio. Para a escritora Beverley Naido (1943) nascida em Joanesburgo, África do Sul, “As fábulas de Esopo não são como os contos europeus com finais do tipo ‘é viveram felizes para sempre’. São muito mais parecidas com os contos tradicionais africanos.” Essa autora cresceu durante o período do Apartheid e, ainda estudante, foi presa por participar do movimento de resistência. Exilou-se em 1965 na Inglaterra e só pode voltar para seu país após 26 anos. Em 2011, lançou o livro
De verdade, você acha que pode resistir aos atrativos da literatura africana? Quer saber mais, então comece com um bom livro de histórias africanas! Beverley Naido
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Quando eu crescer, vou ser Biólogo Roberto Araujo, Pedro Trazzi, Julia Silva, Jacinta Barbosa, João Pedro Cabaleiro e Sarah Vasconcellos. Existe uma profissão que estuda a vida! O significado da palavra biologia é a ciência que estuda sobre a vida. A vida de um biólogo é cheia de aventuras, pois ele estuda a natureza, as plantas, os animais em seus habitats naturais, seres humanos e até aqueles bichinhos que a gente não consegue ver! Um biólogo, então, é uma pessoa que estuda os seres vivos. Um bom exemplo é Charles Darwin que criou a Teoria da Evolução em que os animais se adaptam ao seu habitat. Biólogo é a profissão ideal para quem gosta da natureza. Para se tornar um biólogo é necessário ser curioso, paciente, corajoso, além de estudar muito. O biólogo pode trabalhar em vários lugares diferentes, desde laboratórios até campos abertos. Muitos biólogos fazem o curso para trabalhar nas salas de aula como professor, sabia? Tem aqueles que trabalham em parques ecológicos, museus e zoológicos. Além de gostar da natureza, tem que gostar de trabalhar em equipe, conhecer os recursos naturais, facilidade em lidar com animais e interesse pela pesquisa científica. Existem muitos tipos de biólogos. Entre os estudos mais populares, estão: Oceanografia (estuda os seres marinhos); botânica (estuda as plantas); ecologia (estuda o nossa planeta); zoologia (estuda os animais); genética (estuda reprodução e tudo que tem a ver com genética, seja nas pessoas ou outros seres vivos). Seja qual for o tipo de biologia que você preferir, uma coisa é certa: vai ter que estudar muito e trabalhar duro. Na faculdade, as disciplinas básicas são: anatomia – dissecação do corpo do ser vivo para estudo de sua organi-
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zação interna, bioquímica – ramo da química que trata das reações ocorrentes nos organismos vivos -, patologia – ramo da medicina que se ocupa da natureza e das modificações produzidas nos organismos por doenças - dentre outras. Quem quiser seguir carreira na área de Biologia pode optar por dois caminhos: bacharelado ou licenciatura. No bacharelado, o profissional estará apto a atuar como biólogo em empresas públicas e privadas dos mais variados ramos, desde zoológicos e reservas naturais até a indústria de alimentos. Já quem faz licenciatura é formado para dar aulas nos ensinos fundamental e médio. O mercado para essa profissão está em alta, porque nos dias de hoje a população está cada vez mais preocupada com a preservação da natureza. Existe um dia para celebrar essa profissão. O dia do biólogo é comemorado em 3 de setembro. Essa carreira é muito importante, pois em qualquer lugar do planeta, por piores que sejam as condições ao desenvolvimento da vida, há sempre algum habitante, mesmo que seja uma bactéria. Por esse motivo, a biologia é considerada uma das mais vastas ciências existentes. E aí? Você já pensou em ser biólogo? Quem sabe, depois dessa explicação, você decide a sua profissão para o futuro e assim podermos ter uma esperança de a Terra ser um planeta mais harmônico e sustentável.
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Zanzibar Vitor Trazzi, Manoela Barros, Lucas Dadalto, Yasmin Ribeiro, Gabriel Loss e Júlia Neves.
Onde fica Zanzibar? O caribe africano fica a 50 quilômetros do continente, na costa da Tanzânia. Zanzibar é um arquipélago cercado de beleza por todos os lados. Zanzibar é o nome dado ao conjunto de duas ilhas do arquipélago de Zanzibar: Unguja (em suaíli nome dado a ilha de Zanzibar) e Pemba, separadas do continente pelo canal de Zanzibar. A capital das ilhas fica em Unguja. A parte antiga da cidade chama-se Cidade de Pedra, um sítio arqueológico tombado como patrimônio da humanidade pela Unesco. O local possui um labirinto de ruas apertadas, um charme que mistura tradição e história, contada na saga de quatro mil anos de dominação. Pelo local, passaram sírios, portugueses, ingleses, reis da Pérsia e os sultões de Omã. Os árabes se estabeleceram na ilha entre os séculos VII e XIX e deixaram influência na arte com a mistura de percussão e o trompete de madeira. Influenciaram também a religião, com 90% da população muçulmana, e a arquitetura, com os grandes palácios dos sheiks. Um dos palácios, que virou museu, fica no patrimônio mundial protegido pela Unesco: a Cidade de Pedra, que tem construções com até 500 anos. Nesse local, o povo de Zanzibar sofria durante a escravatura. No prédio de 1,5 metro de altura, eles ficavam vários dias sem água e comida para testar a resistência. Segundo um guia turístico da região, também eram amarrados em uma árvore e açoitados. Quem suportasse mais a dor, tinha preço maior.
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Com a abolição, o mercado de escravos foi destruído. E sobre os escombros, se ergueu uma igreja, a catedral anglicana, onde são feitas homenagens às vítimas da ignorância. Em Zanzibar existe um bazar famoso por causa de um antigo morador. Era a casa do filho ilustre da ilha: Farrock Bulsara, mais conhecido como Freddie Mercury, o lendário líder do grupo de rock Queen. As atrações estão dentro e fora da ilha. As águas cristalinas do Oceano Índico são um convite ao mergulho. Em uma profundidade pequena, de 10 a 12 metros, já é possível conhecer os encantos do lugar: recifes de coral com as mais variadas formas e centenas de habitantes, grandes cardumes no bailado subaquático. Alguns peixes se destacam pelo colorido. Outros pelo estilo, como o trombeta que pode chegar a dois metros de comprimento. Hoje, cerca de 80 tipos de tartarugas vivem na área. Esses bichos são campeões em longevidade e vivem, em média, 200 anos. Também são pesos pesados da natureza. Uma tartaruga, por exemplo, tem 300 quilos. E a dieta é balanceada, à base de folhas. Os pratos preferidos são repolho e espinafre. Os machos comem mais, são maiores e podem ser identificados pela carapaça ondulada. A maioria das tartarugas já é centenária. Uma tem 185 anos, mas as novas gerações da longevidade estão surgindo.
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Zanzibar também é a morada de outro bicho em extinção. Na Floresta de Jozani, existe um animal só encontrado no local: o macaco vermelho colobus de Zanzibar, um dos mais dóceis e curiosos primatas da África. Ele se alimenta de folhas e frutos ainda verdes. O estômago não digere o açúcar, mas pode absorver a água das folhas. O colubus também come urtiga e plantas tóxicas para os humanos. Por isso, é chamado de macaco venenoso. Suas mãos rápidas escavam o chão à procura de madeira queimada nos incêndios. O carvão vegetal ajuda na digestão dos alimentos e combate as toxinas do organismo. Na floresta de Jozani, esses macacos têm a saúde frágil, são sensíveis inclusive a doenças humanas, como a gripe. Por isso, mesmo com todos os cuidados, o futuro desse animal é de incerteza. O colubus vermelho está seriamente ameaçado de extinção. A última estimativa foi de 2,5 mil macacos. Por isso, existe uma preocupação muito grande com a preservação dessa área. Se o lar do bicho estiver bem cuidado, o contato com ele vai estar garantido. Zanzibar encanta pelas suas belezas naturais e sua história. É um lugar magnífico para quem gosta de curtir praias paradisíacas e natureza espetacular, além de conhecer um pouco mais das riquezas do continente africano.