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REVISTA ALGARVE INFORMATIVO #542

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ALGARVE INFORMATIVO 26 de setembro, 2026

D. VITORINO SOARES É O NOVO BISPO DO ALGARVE 2027#542 1CONTAGEM DECRESCENTE PARA OS JOGOS DO MEDITERRÂNEO DE PRAIA PORTIMÃO-LAGOA ALGARVE INFORMATIVO «THE SWIMMING POOL PARTY» | «WONDERLANDI» | MIMICAT | A «NOVA» ESCOLA N.º 1 DE OLHÃO


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Os GNR festejaram os 45 anos de existência com um estrondoso concerto no Cineteatro Louletano 3

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ÍNDICE Paulo Cunha (pág. 16) Fábio Jesuíno (pág. 20) Sílvia Quinteiro (pág. 24) D. Vitorino Soares é o novo Bispo do Algarve (pág. 28) Escola N.º 1 de Olhão (pág. 44) X Meia Maratona de Faro (pág. 52) Jogos do Mediterrâneo de Praia Portimão-Lagoa 2027 (pág. 58) «The Swimming Pool Party» (pág. 66) «WonderLandi» (pág. 88) Mimicat (pág. 106)

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Despojos de uma vida Paulo Cunha, professor pós a partida do meu pai, anos depois seguiu-se a minha mãe. De repente, vi a casa que me viu crescer vazia de gente, cheia de bens pessoais e repleta de memórias, as minhas. Um mês foi o período que então estipulei para entregar a casa ao senhorio. Achava eu, então, que seria o período suficiente para esvaziar a casa. Entretanto, descobri que o tempo se tinha encarregado de a fazer encolher em área disponível, tal a quantidade de bens pessoais, estimativos e afetivos que encontrava quando abria uma gaveta, um armário, uma estante, um baú ou uma caixa. Mais do que bens pessoais do dia a dia, eram bens dos dias vividos por todos os elementos que até então tinham construído o nosso património familiar. Compreendi, na altura, a razão por que para muitas pessoas esvaziar a casa dos progenitores é uma das tarefas mais difíceis da vida. Precisamente porque não é apenas «esvaziar uma casa». É desmontar um mundo. Quando os pais vão para um lar ou morrem, a casa deixa de ser apenas um espaço físico. Cada gaveta, álbum de fotografias, livro ou peça de roupa pode representar uma memória, uma parte da identidade deles e também da nossa. Por isso, é normal sentir tristeza, culpa, ansiedade, angústia, exaustão ou até conflito interior. ALGARVE INFORMATIVO #542

Tal como eu então fui, muitas pessoas acham que devem ser pragmáticas e resolver tudo rapidamente. Na prática, é frequente abrir uma caixa e passar meia hora a recordar histórias. Obviamente, não há nada de errado nisso. Tentei não decidir tudo de uma só vez, tomando como estratégia dividir os objetos em categorias: os que guardaria, os que daria a familiares ou amigos, os que doaria, os que venderia e os que reciclaria ou deitaria fora. Não é fácil consciencializarmo-nos que as memórias não estão nos objetos, pois muitas vezes sentimos que se deitarmos algo fora estamos a perder a pessoa. Optei, por isso, por guardar alguns objetos pessoais significativos associados a memórias fortes e marcantes. De quando em quando revisito-os, pois sei que manuseá-los e vê-los faz-me bem! No fundo, esvaziar a casa dos pais é um trabalho logístico, mas sobretudo emocional. Ao entrar na casa após a perda, muitas pessoas sentem uma espécie de «presença psicológica» da pessoa falecida. O verdadeiro desafio não é decidir o que fazer com os objetos, é aceitar que uma fase da vida terminou e assim encontrar uma forma de levar as memórias connosco sem termos de carregar tudo fisicamente. Durante o processo de arrumação é frequente descobrir fotografias antigas, cartas desconhecidas, documentos ou objetos esquecidos. Isso pode levar-nos a 16


Foto: Daniel Santos

experienciar uma sensação curiosa de conhecer novamente quem partiu. Tal como eu, algumas pessoas dizem que ao esvaziar a casa dos pais, descobriram dimensões das suas vidas que nunca tinham imaginado. É comum ouvir algumas pessoas dizerem: “O que aqui foi vivido permanece comigo. O resto pode seguir o seu caminho”, descrevendo este tipo de ritual não como um adeus definitivo, mas como uma transformação da relação: a pessoa deixa de estar presente na casa e passa a estar presente na memória, na identidade e na história de quem fica. É isso que sinto quando, de carro, passo pela casa onde vivi com os meus pais e olho para as suas janelas: a nostalgia e as boas e gratas memórias de um tempo único e insubstituível. 17

Quando os pais vão para um lar, a situação pode ser ainda mais complexa porque existe uma espécie de luto ambíguo. A pessoa continua viva, mas a vida mudou radicalmente. Nessa altura, fazer uma espécie de despedida poderá ajudar. Como? Passando algum tempo na casa antes de entregar as chaves, tirando fotografias dos espaços, escrevendo algumas memórias e conversando com familiares sobre histórias associadas àquele lugar. Isso ajudará a fechar um capítulo de forma mais consciente, consistente e assumida. Por vezes, questiono-me se os meus filhos quererão ficar com os meus objetos (muitos deles associados à música) após a minha morte. À medida que envelhecemos, tendemos a associar os objetos à nossa história. Um móvel não é apenas um móvel, é a mesa onde a família jantava, a cadeira onde o pai lia o jornal, a loiça usada nos Natais. Para os filhos, muitas vezes, esses significados existem, mas são menos intensos e representativos. Muitas pessoas preocupam-se em deixar coisas aos filhos, quando aquilo que os filhos mais desejam herdar são frequentemente coisas que não ocupam espaço: estórias de família, receitas, fotografias identificadas com nomes e datas, gravações de voz, cartas escritas pelos pais e memórias partilhadas. Talvez a pergunta mais útil não seja: “Os meus filhos irão querer os meus objetos após a minha morte?”, mas sim: “De quais dos meus objetos os meus filhos se lembrarão quando pensarem em mim?”. Esse sim, será o espólio que nos sobreviverá!

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Criatividade: A coragem de pensar diferente Fábio Jesuíno, empresário m dos principais fatores que distingue o ser humano é a sua capacidade de criar. A criatividade é uma das características que nos permite imaginar novas possibilidades, encontrar soluções para problemas e transformar ideias em algo concreto. Em muitos casos, o sucesso nasce precisamente dessa capacidade de pensar de forma diferente e de transformar o que ainda não existe em algo novo. A palavra criatividade está diretamente relacionada com o ato de criar, de dar existência a algo que antes não existia. É um processo que conduz ao aparecimento de novas ideias, conceitos, soluções ou formas de fazer, muitas vezes rompendo com aquilo que conhecemos e consideramos convencional. Vivemos atualmente num mundo em constante transformação, marcado pelo desenvolvimento tecnológico, pela internet e pelo acesso praticamente ilimitado à informação. O conhecimento deixou de estar confinado a determinados espaços ou grupos e tornou-se cada vez mais acessível. Esta democratização do conhecimento cria também novas oportunidades para a criatividade, permitindo que mais ALGARVE INFORMATIVO #542

pessoas aprendam, experimentem, partilhem ideias e desenvolvam soluções capazes de transformar a sociedade. O caminho para o sucesso passa, muitas vezes, pela capacidade de despertar e desenvolver as nossas competências criativas. Pensar de forma diferente, questionar o que damos como adquirido, procurar novas respostas e encontrar soluções alternativas são atitudes fundamentais num mundo em permanente mudança. A criatividade não significa apenas ter ideias originais. Significa também ter a capacidade de olhar para um problema de outra perspetiva, identificar oportunidades onde outros veem obstáculos e transformar uma ideia numa solução com valor. É precisamente essa procura por algo diferente que nos permite romper com padrões estabelecidos e explorar realidades que ainda não foram experimentadas. Ser criativo também é uma capacidade que pode ser desenvolvida. Não é necessário esperar por uma inspiração extraordinária. É possível estimular a criatividade através da observação, da curiosidade, da aprendizagem, da experimentação e, sobretudo, da vontade de questionar.

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pensamento diferente é Steve Jobs, cofundador da Apple. A sua visão esteve profundamente associada à ideia de questionar o estabelecido e procurar novas formas de fazer as coisas.

Muitas vezes, as nossas próprias rotinas funcionam como barreiras à criatividade. Repetimos diariamente as mesmas ações, seguimos os mesmos caminhos e procuramos respostas dentro dos mesmos limites. Por isso, é importante mudar a forma como olhamos para as coisas. Experimentar novas abordagens, aceitar o erro como parte do processo e, em determinados momentos, imaginar o impossível pode ser essencial para encontrar novas soluções. Pensar «fora da caixa» tornou-se uma expressão comum, mas o seu significado continua a ser extremamente relevante. Significa ultrapassar os limites que nós próprios estabelecemos, abandonar respostas automáticas e explorar caminhos diferentes. Por vezes, é precisamente quando nos permitimos imaginar o impossível, o improvável ou o aparentemente inatingível que surgem as ideias capazes de fazer a diferença. Um dos exemplos mais marcantes da valorização da criatividade e do 21

Em 1997, a Apple lançou uma das suas campanhas publicitárias mais conhecidas, intitulada «Think Different», que se tornou uma verdadeira celebração daqueles que desafiam o pensamento convencional. A campanha apresentava uma ideia simples e poderosa: são muitas vezes as pessoas que questionam as regras, que veem o mundo de forma diferente e que têm coragem para imaginar novas possibilidades que acabam por transformar a realidade. A criatividade não é, por isso, apenas uma ferramenta para criar produtos, empresas ou campanhas. É uma forma de olhar para o mundo. É a capacidade de questionar, imaginar, experimentar e procurar novas respostas. Num mundo em que a tecnologia torna o conhecimento cada vez mais acessível e em que muitas tarefas podem ser automatizadas, a capacidade humana de imaginar, criar e estabelecer novas ligações entre ideias assume uma importância ainda maior. No final, talvez o verdadeiro sucesso da criatividade esteja precisamente aí: ter a coragem de imaginar aquilo que ainda não existe e a determinação para o transformar em realidade. ALGARVE INFORMATIVO #542


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Interferências Sílvia Quinteiro, professora epois de ter pegado em dois livros e nenhum deles me ter entusiasmado, decidi passar a noite a ver televisão. Não procurava um canal ou programa em particular. Queria apenas companhia até adormecer. Liguei o aparelho e dei uma volta pelos canais de informação. Notícias, debates, comentadores. Na verdade, inúmeros comentadores, de diferentes idades, cores políticas, religiões e nacionalidades. O que, à primeira vista, me pareceu uma saudável manifestação de diversidade, depressa se revelou uma verdadeira confraria de arautos da desgraça, empenhados em disputar entre si o privilégio de anunciar em primeira mão o apocalipse. Num canal, discutia-se a hipótese de a humanidade ser extinta pela Inteligência Artificial em menos de dez anos. Noutro, explicava-se como Putin ponderava bombardear em breve a Europa Ocidental. Noutro ainda, o Irão atacava os vizinhos e ameaçava o petróleo, as economias europeias e, por essa via, a nossa sobrevivência. Havia também quem explicasse como os Estados Unidos poderiam transformar a Europa no inimigo número um: primeiro a Gronelândia, depois os Açores e, finalmente, o nosso fim, claro está. Em qualquer destes

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cenários, estaremos todos mortos não tarda mesmo nada. Fui ficando ansiosa. Não sou particularmente dada ao falecimento e aquela sucessão de calamidades e previsões catastróficas não me parecia uma boa forma de terminar o dia. Comecei, então, a suspeitar de que talvez houvesse uma explicação mais simples para tanto drama. A competição é feroz e nada prende mais o espectador do que uma boa tragédia. Se um anuncia uma catástrofe, o outro tem de anunciar uma maior. Se um prevê uma epidemia, o seguinte terá de prever a extinção. Continuei a navegar pelas grelhas e descobri que, naquele horário, o fim do mundo disputava audiências com o universo cor-de-rosa. Detive-me num dos programas em que se comentava a adequação de um cinto ao corpo de uma atriz, o tamanho das unhas da noiva de um futebolista, a cor das sobrancelhas de uma cantora. Mas também havia insinuações de infidelidades, paternidades duvidosas e tudo aquilo que cabe na categoria da roupa suja. Fiquei a ver, intrigada, não com os visados, mas com quem deles falava. Os tempos são mesmo outros. Os contínuos passaram a assistentes operacionais, os cozinheiros a chefs, os caixeiros-viajantes a técnicos de vendas, e as antigas cuscas a comentadores do social. Aquilo que antes 24


era próprio das calhandreiras, de gente com falta de educação, de princípios ou simplesmente de ocupação – investigar quem andava com quem, quem tinha feito o quê e comentá-lo à menor oportunidade –, é agora uma profissão respeitável e admirada. Chique, quem diria. Bastou mudar o nome. A coisa pega-se de tal maneira que, a certa altura, dou por mim a ter uma opinião sobre o casal cuja fotografia aparece no ecrã. Também eu acho que ficam muito bem juntos, que têm tudo para dar certo. Embora não faça a mais pequena ideia de quem são. Mas acho que sim. Apercebo-me do disparate e, em busca de um documentário sobre qualquer coisa 25

suficientemente inútil para não ter de pensar em nada, detenho-me numa entrevista a um primeiro-ministro. Fico incrédula ao perceber que dá palpites sobre a forma como o primeiro-ministro de um país vizinho governa o país dele. Preciso de uns instantes para me sintonizar. Por momentos, pensei que se tratasse de interferências e que o som de um canal se tivesse misturado com a imagem de outro. Tive pena do homem. Talvez também sofra de insónias. Foi saltando entre programas e acabou por baralhar política com conversa sobre a vida alheia. Deu nisto. Ao menos, não se pôs a dar à língua sobre a mulher do seu homólogo, a decoração da residência oficial, a roupa mal estendida ou as janelas que estão há meses por lavar. Podia ter sido bem pior… ALGARVE INFORMATIVO #542


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D. Vitorino Soares é o novo Bispo do Algarve D. Vitorino José Pereira Soares iniciou, no dia 19 de setembro, o seu ministério como Bispo de Faro (Algarve), na Eucaristia celebrada às 11h30 na Sé de Faro. A tomada de posse canónica concretizou-se no momento em que se sentou na cátedra, tornando-se o 34.º bispo da diocese desde a transferência da sede episcopal de Silves para Faro, em 1577. A celebração reuniu uma das maiores assembleias de que há memória naquela catedral, acompanhada também no exterior e por transmissão em direto.

Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina s 10h50, o bispo eleito saiu do Paço Episcopal em direção à Sé, acompanhado pelo Núncio Apostólico em Portugal, pelo Arcebispo de Évora e pelo Administrador Apostólico da Diocese do Algarve. À porta da catedral foi acolhido pelo Deão do Cabido, o cónego Mário de Sousa, que lhe apresentou os restantes

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membros capitulares e lhe deu a cruz a beijar. O diácono Luís Galante apresentou-lhe a relíquia de São Vicente, padroeiro da Diocese do Algarve. Seguiu-se um momento de oração em silêncio na Capela do Santíssimo Sacramento, onde foram apresentados os restantes membros do Colégio dos Consultores. Após a oração do Deão pelo novo bispo, D. Vitorino Soares realizou o 28


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rito da profissão de fé e o juramento de fidelidade. Regressou depois ao Paço Episcopal, de onde partiu o cortejo litúrgico para a catedral.

Bula apostólica, báculo e cátedra A celebração começou sob a presidência do Arcebispo Metropolitano de Évora, D. Francisco Senra Coelho, que, após uma palavra de saudação, pediu que fosse lida a bula apostólica do Papa Leão XIV, documento pontifício que formaliza a nomeação. A leitura foi feita pelo Núncio Apostólico em Portugal, D. Andrés Carrascosa Coso.

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Seguiu-se a entrega do báculo diocesano ao bispo eleito e a sua condução à cátedra por D. Francisco Senra Coelho. A cátedra, que dá nome à catedral, é símbolo da missão de ensinar, governar e santificar. Ao sentar-se nela, D. Vitorino Soares assumiu a missão que lhe foi confiada pelo Papa e passou a ser, para todos os efeitos canónicos, Bispo de Faro (Algarve). O momento foi assinalado pelo toque dos sinos da Sé. Saudaramno, em nome da Diocese, dois membros do Colégio dos Consultores e representantes dos presbíteros, dos diáconos e dos consagrados, além de três leigos, um por cada uma das regiões pastorais: barlavento, centro e sotavento. D. Vitorino Soares 31

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assumiu depois a presidência da Eucaristia.

“Continuamos uma história de graça que pertence a Deus” Na primeira homilia como Bispo do Algarve, proferida a partir do diálogo entre Jesus e Pedro no lago de Tiberíades — «Apascenta as minhas ovelhas» (Jo 21,17) —, D. Vitorino Soares sublinhou que “a Igreja não começa hoje”, evocando a longa tradição cristã algarvia, consolidada pela antiga Sé de Silves, entre 1189 e 1577, e renovada na Sé de Faro a partir de D. Jerónimo Osório. “Hoje não se inaugura uma nova igreja, continuamos sim uma história de graça que pertence a Deus”, afirmou.

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Recordou os bispos do Porto que passaram pelo Algarve, D. António Barbosa Leão e D. Florentino Andrade e Silva, e D. Júlio Tavares Rebimbas, que o ordenou sacerdote a 14 de julho de 1985 — dia e mês, também, da sua nomeação para a Diocese do Algarve. Agradeceu “a obra e a serenidade de D. Manuel Madureira Dias” e pediu a D. Manuel Quintas, a quem sucede, o seu “manto de sabedoria, de fortaleza e de prudência”. O novo bispo insistiu que “antes da missão do Bispo, está sempre a iniciativa de Deus”. “O Bispo não substitui Cristo. Não é o dono do rebanho. Não pertence a si mesmo. É apenas servidor daquele que continua a dizer: «As minhas ovelhas»”, frisou, acrescentando que “eu, como Bispo, ALGARVE INFORMATIVO #542


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estou chamado a aprender o olhar do Bom Pastor”. Sobre o exercício do ministério episcopal, declarou que “na Igreja, a autoridade nunca é domínio, é serviço”, que “o governo nunca é poder, é cuidado” e que “a grandeza nunca consiste em ser servido, mas em servir”. Defendeu que “uma Igreja que acolhe, escuta, acompanha e evangeliza é um esforço para todo o povo de Deus”. Notou ainda que Jesus não interroga Pedro sobre competências, mas apenas sobre o amor: “Sem amizade com Cristo, o pastor transforma-se num simples gestor”. D. Vitorino Soares reconheceu no Algarve “uma vocação muito própria”: “É terra de encontro, terra aberta ao mar, terra onde chegam pessoas de todos os continentes, terra onde 35

convivem diferentes culturas e credos religiosos”. Um quadro que descreveu como “um enorme desafio pastoral, mas também uma extraordinária oportunidade missionária”. Assumiu como lema o Salmo 126 — «Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem» —, que o acompanha desde a ordenação presbiteral, recordando que “toda a obra verdadeiramente fecunda tem a sua origem em Deus”. Citando a pagela distribuída na celebração, afirmou: “Chego como sucessor dos Apóstolos, não para iniciar uma obra que me pertence, mas para servir a obra que é de Deus”. E exortou a Diocese a permanecer “alegres na esperança, pacientes na tribulação, perseverantes na oração e generosos no serviço aos irmãos”. ALGARVE INFORMATIVO #542


Auto de posse e primeiro decreto Depois da oração da comunhão, o chanceler da Diocese, cónego Rui Barros Guerreiro, leu o auto da tomada de posse, assinado pelo novo bispo, pelo Arcebispo Metropolitano de Évora, pelo Núncio Apostólico, pelo Bispo emérito do Algarve, pelo Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Virgílio Antunes, pelo Cardeal D. Américo Aguiar, pelo Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, pelo Arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, por representantes do Colégio dos Consultores, pelo Deão do Cabido e pelo chanceler. Seguiu-se a leitura do primeiro decreto de D. Vitorino Soares, no qual confirmou e manteve, segundo o direito, os responsáveis nos ofícios e funções eclesiais que requerem nomeação episcopal, medida que ALGARVE INFORMATIVO #542

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assegura continuidade e estabilidade pastoral no início do novo episcopado.

Uma cruz peitoral com as marcas gráficas da diocese O Conselho Pastoral Diocesano ofereceu ao novo bispo uma cruz peitoral, entregue por Cláudia Vieira e Sónia Andrez. A peça de ourivesaria, em prata, integra a dourado, no seu interior, a cruz escavada que faz parte do logótipo da Diocese do Algarve. Cláudia Vieira desejou que seja “sinal de fortaleza de consolo e amparo que é sempre o amor de Jesus” e recorde ao bispo que é “enviado ao Algarve para, com Jesus, oferecer a sua vida por este seu povo”, reavivando o essencial do ministério episcopal: “ser em tudo sacramento do amor de Deus como pastor, como guia e como pai”. D. Vitorino Soares agradeceu a oferta e, mostrando a peça à assembleia, indicou: “É uma cruz à 39

minha medida”. No final, o novo bispo agradeceu à comissão de acolhimento e tomada de posse, “o que rezaram antes de conhecer o novo bispo e, sobretudo, depois disso”, ao coro e músicos, à Câmara Municipal de Faro, a todos os presentes e, visivelmente emocionado, à sua “família de sangue”. Nascido a 19 de outubro de 1960, em Luzim, Penafiel, D. Vitorino Soares foi ordenado sacerdote para a Diocese do Porto a 14 de julho de 1985. Foi formador e prefeito de seminários, capelão militar, diretor do Secretariado Diocesano da Pastoral da Juventude e pároco em Paredes. Nomeado Bispo Titular de Gisipa e Auxiliar do Porto em 2019, foi reitor do Seminário Maior do Porto e presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios. Foi eleito Bispo do Algarve pelo Papa Leão XIV a 14 de julho de 2026. ALGARVE INFORMATIVO #542


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Escola N.º 1 de Olhão foi requalificada com investimento municipal de cerca de 2 milhões de euros Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina Câmara Municipal de Olhão inaugurou, no dia 14 de setembro, a requalificação da Escola N.º 1, uma intervenção profunda que representou um investimento de cerca de 2 milhões de euros, integralmente suportado por fundos municipais, e que veio transformar as condições de funcionamento deste estabelecimento de ensino. ALGARVE INFORMATIVO #542

A intervenção incidiu sobre os edifícios destinados ao 1.º Ciclo do Ensino Básico, abrangendo a renovação de diversas infraestruturas e equipamentos, com o objetivo de proporcionar às crianças e aos profissionais um espaço escolar mais confortável, funcional e adequado às necessidades atuais. Entre os trabalhos realizados estão a renovação dos pisos, instalações elétricas e rede de internet, bem como a aquisição de novo mobiliário e quadros interativos, dotando as salas de 44


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aula de melhores condições para o desenvolvimento das atividades letivas. A intervenção contemplou igualmente uma melhoria significativa das condições do refeitório, incluindo a instalação de uma nova cozinha, contribuindo para uma resposta mais adequada às necessidades da comunidade escolar. Uma das novidades resultantes da requalificação é, também, a criação de um alpendre entre os dois edifícios do 1.º Ciclo, permitindo que os alunos disponham de um espaço protegido para brincar e para a realização de aulas de Educação Física em dias de chuva ou de temperaturas elevadas. Durante a visita à escola, o Presidente da Câmara Municipal de Olhão, Ricardo Calé, destacou a importância do investimento realizado, sublinhando que a educação constitui uma das prioridades do Município. “Acreditamos que a educação é uma responsabilidade do Estado Central e também dos municípios e, por isso mesmo, o maior elevador social que existe na sociedade deve ser sempre muito bem acompanhado por parte daqueles que são os decisores”, afirmou o autarca. Para além da requalificação da Escola N.º 1, o início do ano letivo fica ainda marcado por outras medidas municipais de apoio à comunidade educativa e às famílias, como a continuidade da gratuitidade dos cadernos de atividades. O presidente da Câmara Municipal realçou, também, a abertura do novo espaço da Escola do Largo da Feira, que passa a funcionar nas instalações definitivas depois de ter estado ALGARVE INFORMATIVO #542

provisoriamente instalada num espaço nas proximidades, bem como a abertura de um novo espaço de pré-escolar na Escola João de Ourém. Neste âmbito, o Município de Olhão mantém como objetivo alcançar uma oferta de ensino pré-escolar totalmente universal e gratuito em instalações públicas. Atualmente, estima-se que sejam ainda necessárias cerca de 18 salas 46


para atingir essa meta. Enquanto esse objetivo não é concretizado, a Câmara Municipal de Olhão avançou, já neste ano letivo, com uma medida de apoio às famílias que não têm acesso à rede pública de pré-escolar: o Município irá comparticipar em 50 por cento as mensalidades, até ao limite máximo de 150 euros. “Olhão fica a ganhar, as famílias ficam a ganhar, mas, acima de 47

tudo, a educação das crianças fica a ganhar”, concluiu Ricardo Calé. A requalificação da Escola N.º 1 representa, assim, mais um investimento municipal na melhoria das condições da rede escolar do concelho, colocando as necessidades das crianças, das famílias e dos profissionais de educação no centro da intervenção municipal. ALGARVE INFORMATIVO #542


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X Meia-Maratona de Faro traz novidades e presta homenagem a Artur Lara Ramos Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina

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orre onde o sol te encontra» é o mote para a X MeiaMaratona de Faro que se vai disputar, a 10 de abril de 2027, na capital algarvia, com várias novidades no cardápio e numa edição que será também de homenagem a Artur Lara Ramos. O percurso homologado pela Federação Portuguesa de Atletismo contempla uma caminhada de 12 quilómetros, uma corrida de 10,5 quilómetros e a meia-maratona de 21,097

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quilómetros, cujo vencedor levará para casa um prémio monetário de 1.000 euros, e contará, pela primeira vez, com quatro pontos de animação, partida da Praia de Faro e chegada ao Jardim Manuel Bívar. O evento será apadrinhado por Isaac Nader, campeão do mundo dos 1.500 metros, e pela antiga campeã olímpica e mundial de maratona, Rosa Mota, e terá como patrocinador principal a empresa farense FRIMARC, contando ainda com os apoios da União de Freguesias de Faro, 52


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do Fórum Algarve, da Sportzone e da Fagar. Fagar que foi precisamente a patrocinadora da antiga Meia-Maratona da Água durante nove edições, mas a prova ganha agora uma nova identidade, mantendo sempre a ligação à cidade de Faro e aos farenses. E a primeira edição do novo formato tem desde logo um significado muito especial, porque será de homenagem a Artur Lara Reis, conforme se ficou a saber na conferência de imprensa que teve lugar no Fórum Algarve, no dia 19 de setembro. “Correr em Faro é correr junto à Ria, passar pelas ruas que têm moda, sentir o sol, atravessar a cidade e encontrar Faro em cada quilómetro. Essa identidade é uma das grandes mais-valias desta prova, porque Faro está em todo o lado. Está no percurso, na animação, na camisola que todos os participantes vão envergar, nas medalhas que se vão ALGARVE INFORMATIVO #542

entregar”, referiu Salomé Viegas, Diretora de Departamento da Educação, Juventude e Desporto da Câmara Municipal de Faro. Em representação da Associação de Atletismo do Algarve, Rui Costa recordou que Faro já tem o Grande Prémio dos Reis, com mais de 50 anos, o Meeting Vítor Tavares (prova de pista) e esta Meia-Maratona de Faro, que vai para a sua 10.ª edição e que tem sido aquela com mais participantes de Lisboa para baixo. “Nós, Associação de Atletismo do Algarve, nunca vamos deixar de recordar o legado do professor Artur Lara Ramos, por isso, vai ser uma prova muito especial para todos nós. E as marcas nesta meia-maratona, por ser homologada pela Federação Portuguesa de Atletismo, contam para as grandes competições, o que de si já é 54


uma mais-valia em relação ao que se passa no resto do país”, frisou o Diretor Técnico Regional. “A ambição é sempre melhorar a cada edição, daí os quatro pontos de animação existentes ao longo do percurso e a zona de festa que estará instalada no Jardim Manuel Bívar. E termos como madrinha e padrinho a Rosa Mota e o Isaac Nader é para nós um grande motivo de orgulho, porque são duas referências do passado, do presente e do futuro do atletismo português”. Rui Costa fez questão de realçar que “termos um campeão do mundo como o Isaac Nader, uma Ana Dias que foi a atleta mais vezes internacional do cortamato pela seleção nacional, ou um Ezequiel Canário, que foi um dos melhores atletas do mundo do corta-mato, é algo que é mesmo real”. “É uma mensagem para os nossos jovens de que é possível nascer em Faro, viver em Faro, treinar em Faro, participar em boas competições em Faro e ser, ao mesmo tempo, um dos melhores do mundo”, destacou o Diretor Técnico Regional da Associação de Atletismo do Algarve. A conferência de imprensa encerrou com as palavras de Carlos Luís, vereador da Câmara Municipal de Faro com os pelouros do Desporto e Juventude, entre outros, que não duvida que a X MeiaMaratona de Faro será “o início de uma era em que queremos incrementar o desempenho dos eventos desportivos na cidade”. “Neste processo temos que 55

melhorar, obviamente, as instalações desportivas, para que a prática desportiva seja favorecida, mas também temos que enveredar por uma nova estratégia em que a vertente competitiva estará sempre ligada à saúde e ao fomento da prática desportiva junto dos mais jovens. Estamos a planear outros eventos desportivos que proporcionem uma experiência imersiva, a par da experiência desportiva, para valorizar tudo aquilo que Faro tem de bom. Faro tem um potencial enorme ao nível das condições naturais, do património, da localização, e isso tem que refletir-se em tudo o que é feito nesta cidade e concelho”, concluiu Carlos Luís. ALGARVE INFORMATIVO #542


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Começou a contagem regressiva para os Jogos do Mediterrâneo de Praia Portimão-Lagoa 2027 Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina o dia 18 de setembro, o relógio marcou a hora certa e começou a contagem regressiva para os IV Jogos do Mediterrâneo de Praia Portimão-Lagoa 2027, que irão trazer ao Algarve cerca de 900 atletas, de 26 países da Europa e de África para competir na Praia Grande, em ALGARVE INFORMATIVO #542

Ferragudo, e na Praia da Rocha, em Portimão. Para assinalar a data foi realizado um evento na Fortaleza de Santa Catarina, em Portimão, que juntou a Comissão Organizadora, Presidentes da Câmaras Municipais envolvidas, parceiros, comunicação social e convidados que se quiseram juntar a este momento. “Esta é a primeira vez que o nosso país organiza uma competição desta dimensão”, começou por referir o 58


Presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), Fernando Gomes, “e isso dá-nos um enorme orgulho, mas também uma grande responsabilidade”. O objetivo do Comité Organizador é bem claro, organizar os melhores Jogos do Mediterrâneo de Praia de sempre e, para além da vertente competitiva, o Presidente do COP vê também na competição uma “oportunidade de aproximação, que transforma a diferença numa força”. “E transforma o desporto numa linguagem que todos compreendemos”. Na sua intervenção, Fernando Gomes destacou ainda o legado que a competição deixará no futuro, considerando que “o verdadeiro valor ficará, depois, nas pessoas”. O Comité Internacional dos Jogos do Mediterrâneo (CIJM) esteve representado

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pelo Presidente Francesco Purromuto e pelo Secretário-Geral Iakovos Filippousis. Na sua intervenção, o Presidente do CIJM passou uma mensagem de confiança relativa ao progresso dos preparativos da competição e recordou os recémterminados Jogos do Mediterrâneo em Taranto para antever o momento competitivo do próximo ano no Algarve. Presente no evento em Portimão, Pedro Dias, Secretário de Estado do Desporto, destacou o orgulho que sente quando Portugal acolhe grandes eventos internacionais. “Temos infraestruturas, temos experiência, temos capacidade organizativa, temos condições naturais únicas. E temos, acima de tudo, pessoas e instituições profundamente comprometidas com o desenvolvimento do Desporto”, declarou, completando com o elogio à capacidade de união envolvida neste tipo

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de eventos desportivos: “Daqui a um ano, Portimão e Lagoa serão o ponto de encontro de centenas de atletas de diferentes modalidades, países e culturas, unidos pelos valores do Desporto, mas também unidos por uma ideia comum de valorização dos territórios sob influência do Mediterrâneo”. Álvaro Bila, Presidente da Câmara Municipal de Portimão, mostrou-se disponível para abrir as portas de sua «casa» a este evento que, para Portimão, se reveste de oportunidade e responsabilidade. “É uma das maiores oportunidades da nossa história recente. A oportunidade de mostrar ao mundo aquilo que somos, num ALGARVE INFORMATIVO #542

momento do ano em que o Algarve é ainda mais bonito. A oportunidade de projetar internacionalmente a nossa marca, de qualificar aquilo que temos e de deixar um legado desportivo e urbano que fica para quem cá vive. E a oportunidade de fazer aquilo que mais nos orgulha: receber bem”, declarou. “E é, acima de tudo, uma responsabilidade. Estes Jogos chegam a Portimão e a Lagoa porque o Comité Olímpico de Portugal acreditou que este território estava à altura de os receber. E encontrou aqui dois municípios que não vão desiludir”. O autarca reconheceu que estes Jogos assentam em condições naturais singulares, mas lembrou que estas, por si 60


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água. E sabe-o, todos os anos, por eventos que movimentam dezenas de milhares de pessoas com segurança, com organização e com alegria. Temos hotelaria na primeira linha de praia, o que permite aos atletas viver os Jogos a poucos metros da competição, reduzindo deslocações e reduzindo a pegada ambiental. Temos acessibilidades, serviços de saúde, capacidade de segurança e proteção civil, experiência de coordenação entre entidades. E temos, sobretudo, gente habituada a trabalhar em conjunto quando a exigência aperta”, enalteceu Álvaro Bila.

só, não organizam nada. “A elas juntámos, ao longo de décadas, infraestruturas hoje reconhecidas pela sua excelência e uma determinação que já foi posta à prova muitas vezes. Portimão sabe o que é acolher grandes eventos. Sabe-o pelo Autódromo Internacional do Algarve, que trouxe a este concelho os maiores campeonatos mundiais do automobilismo e do motociclismo. Sabe-o pelo Portimão Arena e pelo nosso parque desportivo municipal. Sabe-o pela Marina e pelo Porto de Recreio. Sabe-o pelas competições internacionais que a Praia da Rocha já recebeu, nas areias e na ALGARVE INFORMATIVO #542

O autarca fez ainda um apelo direto e sentido aos clubes e associações dos dois concelhos. “Precisamos dos vossos treinadores, dos vossos dirigentes, dos vossos atletas, do vosso conhecimento do terreno. Estes Jogos não podem ser um acontecimento que acontece ao lado do movimento associativo. Têm de ser feitos com ele e por ele. Queremos que cada clube encontre aqui um palco, uma modalidade, uma tarefa, um motivo para dizer aos seus que estes Jogos também são nossos”, frisou, revelando, entretanto, que será lançado um programa de voluntariado que quer envolver a comunidade dos 8 aos 80. “As escolas e os mais novos, que em 2027 62


vão viver a semana mais marcante da sua infância. Os jovens, que ganharão uma experiência internacional sem sair de casa. Os adultos e os seniores, que já deram tanto a esta terra e têm ainda tanto para dar. Queremos voluntários nas praias, nos recintos, no acolhimento, na informação, nas escolas. Queremos que o colete de voluntário seja, no próximo ano, uma das peças de roupa mais desejadas em Portimão”. Para o Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Luís Encarnação, a realização deste evento representa “uma oportunidade extraordinária para Lagoa e Portimão demonstrarem a força da cooperação intermunicipal e para o Algarve se afirmar, através do desporto, num contexto internacional”. “Faltam 365 dias e o trabalho que temos pela frente é exigente, mas estamos determinados a garantir que estes Jogos deixam uma marca positiva e duradoura no nosso território”, disse o edil, que destacou ainda a relação histórica de Lagoa com o desporto e o papel dos seus agentes desportivos neste percurso: “O desporto faz parte do ADN identitário de Lagoa. Temos clubes, associações, atletas, dirigentes, treinadores e técnicos que, diariamente, dão expressão a essa identidade e que serão fundamentais 63

para o sucesso destes Jogos. Queremos que os nossos agentes desportivos estejam envolvidos e que esta grande competição internacional seja também uma oportunidade para valorizar o trabalho que desenvolvem ao longo de todo o ano”. A preparação para os Jogos constitui igualmente uma oportunidade para reforçar o posicionamento de Lagoa enquanto território ligado à prática desportiva e à organização de grandes eventos. “Lagoa tem uma forte tradição desportiva e dispõe de um tecido associativo e de clubes com uma ALGARVE INFORMATIVO #542


enorme capacidade de mobilização. A realização dos Jogos do Mediterrâneo de Praia é mais um passo na valorização dessa realidade e na afirmação do desporto como instrumento de promoção do território, de aproximação entre povos e de projeção internacional do concelho”, considera Luís Encarnação.

África. Para além disso visitou Comités Olímpicos Nacionais, entregando a bandeira da competição de 2027. Ao mesmo tempo, um percurso de barco fez uma viagem simbólica. A largada foi em Taranto com o atleta olímpico José Costa. Em Tânger, Carolina João, atleta olímpica de Vela, assumiu o leme e conduziu a embarcação até Portimão.

Dia marcou também a chegada da REPSOL Lighthouse Journey by BMW

Um percurso feito de água e de luz, os dois vetores que irão conduzir os Jogos do Mediterrâneo de praia PortimãoLagoa 2027. “Este foi um caminho feito de simbolismo e que criou um laço invisível entre todos os países que fazem parte do Comité Internacional dos Jogos do Mediterrâneo, cada vez mais ligados pela força da água do mar e pela luz dos faróis”, destacou a organização.

Entretanto, ao fim de 15 dias e mais de 4 mil e 500 quilómetros, chegou ao fim a Lighthouse Journey que ligou Taranto, em Itália, a Lagoa e Portimão. João Pereira, que fez o percurso de carro, recolheu água do mar e parou em vários faróis emblemáticos da bacia do Mediterrâneo que une a Europa e a ALGARVE INFORMATIVO #542

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TEATRO DO ELÉCTRICO TR POOL PARTY» AO CINETEA Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina

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ROUXE «THE SWIMMING ATRO LOULETANO

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Cineteatro Louletano recebeu, nos dias 11 e 12 de setembro, «The Swimming Pool Party» do Teatro do Eléctrico, com texto e encenação do quarteirense Ricardo Neves-Neves. E a premissa da peça é simples: Pode um grupo de amigos e familiares, em estranha party de fim de temporada, ao som da bossa nova e conversas presunçosas, levar a um desfecho mortal e suscitar a pergunta whodunit? “Sim, quando neste grupo se mistura uma bizarra trupe de conversa oca e surda, em que o lema na vida é viver no fio da ALGARVE INFORMATIVO #542

navalha, banhando-se num mundo de super-ficialidade”, responde o encenador. Nesta peça não são necessários os inspetores Hercule Poirot ou Maigret para desembrulhar um crime em que o assassino está no palco. Neste texto de Ricardo Neves-Neves, o enredo é muito mais dramático, as causas mais profundas, as personagens uns canalhas desprezíveis, e o final trará o espanto, numa peça brilhantemente interpretada por Alexandre Carvalho/Ruben Madureira, Ana Cloe, Ana Marta Contente, Filipe Vargas, José Leite, Marta Andrino, Sandra Faleiro, Santiago Galvão e Sissi Martins. 68


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LANDER PATRICK APRE «WONDERLANDI» NO TE Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina

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ESENTOU EATRO DAS FIGURAS

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etembro é mês de Festival Dance Dance Dance no Teatro das Figuras, em Faro, e incluiu, no dia 12, o estonteante «WonderLandi» de Lander Patrick, espetáculo que propõe um itinerário em que a música é o epicentro performativo. Composto por um elenco invulgar no meu percurso artístico, WonderLandi pretende utilizar o ritmo e a melodia como matriz coreográfica, capaz de estruturar e orquestrar corpos, objetos, textos, intenções e movimentos. “Este projeto é uma homenagem a este fenómeno misterioso que assombra humanos e animais: a música. Embora ALGARVE INFORMATIVO #542

não haja consenso sobre se foi a música ou a linguagem que surgiu primeiro, é inegável que o curso da nossa civilização teria sido profundamente alterado sem o contributo inestimável deste património imaterial. Ao longo dos tempos, os poderes políticos, as instituições religiosas e os movimentos culturais e ideológicos têm explorado a música como um poderoso vetor de difusão de mensagens, de formação da opinião pública e de despertar emoções”, refere Lander Patrick. “Um exemplo emblemático é a Revolução dos Cravos em Portugal, em 1974, em que a emissão de duas canções na rádio catalisou uma revolta popular e militar, precipitando a queda da ditadura e inaugurando uma era de democracia no país”. 90


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Como cantou Madonna, «Music makes people come together», mas a música também tem esse efeito agregador na natureza: fundamental para os rituais de acasalamento das aves, a comunicação entre as baleias, a memória dos elefantes, a coordenação das abelhas e a segurança dos primatas. A música e a sua herança é o foco de WonderLandi, que se propõe analisar esta manifestação subjetiva imaterial capaz de nos hipnotizar, de ativar estados de espírito e de nos incitar à ação. “O projeto

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pretende evocar o poder da música, a sua omnipresença na natureza, a sua relevância e a forma como é percebida e celebrada em diferentes partes do mundo ao longo da História. Um projeto sobre música através da música”, descreve o criador e coreógrafo. Com Direção Artística, Conceção e Coreografia de Lander Patrick, «WonderLandi» é interpretado por Cacá Otto Reuss, João Calado, Lander Patrick, Lewis Seivwright, Marti Forcada, Melissa Sousa, Nara Gonçalves e Suevia Rojo.

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MIMICAT ABRIU NOVA T CHOQUE FRONTAL AO V Texto: Vera Lisa Cipriano| Fotografia: Vera Lisa Cipriano

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TEMPORADA DO VIVO EM PORTIMÃO

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cantora e compositora Mimicat foi a convidada da primeira edição da segunda temporada de 2026 do Choque Frontal ao Vivo, programa da Rádio Alvor FM que regressou, no dia 17 de setembro, ao palco do TEMPO – Teatro Municipal de Portimão. A artista, uma das vozes em destaque na música portuguesa, protagonizou uma noite que juntou música ao vivo, conversa e momentos de proximidade com o público. Mimicat ganhou notoriedade nacional ao vencer o Festival da Canção 2023 com «Ai Coração», tema com que representou Portugal no Festival Eurovisão da Canção. Durante a gravação, a cantora ALGARVE INFORMATIVO #542

apresentou vários temas do seu percurso mais recente, entre os quais «Agostinho», «Santa», «A Minha Gente» e «Tipicamente Casados», dueto com Ana Bacalhau. O alinhamento incluiu ainda «Ai Coração», um dos temas mais reconhecidos da artista. Desde 2025, Mimicat tem desenvolvido uma nova fase artística inspirada na canção portuguesa das décadas de 1960 e 1970, cruzando referências do fado com sonoridades da pop contemporânea. Para além da música, a artista partilhou com o público histórias relacionadas com a sua carreira e vida pessoal. Um dos momentos da noite aconteceu quando apresentou uma canção com referências a Portimão e ao próprio Choque Frontal ao Vivo, composta em conjunto com o guitarrista João Gaspar durante o jantar. O tema encerrou a atuação da cantora. 108


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A convidada foi também surpreendida com um retrato seu, oferecido pelo artista plástico portimonense João Sena. A obra foi recebida com emoção por Mimicat, que a colocou em palco e permaneceu junto ao retrato até ao final do espetáculo. Após a gravação, o convívio prosseguiu entre a artista, o público e a equipa do programa, com autógrafos, fotografias e momentos de confraternização, acompanhados por doces e vinhos do Algarve. Com quase dez anos de existência, o Choque Frontal ao Vivo consolidou-se como um dos projetos da Rádio Alvor FM dedicados à divulgação da música portuguesa e à aproximação entre artistas e público. O programa

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caracteriza-se pelo formato intimista, combinando atuações ao vivo e entrevistas num ambiente de proximidade. A realização, produção e apresentação estão a cargo de Júlio Ferreira e Ricardo Coelho. A próxima edição está marcada para 15 de outubro, no TEMPO, com a presença de Rogério Charraz, cantautor português com vários álbuns editados e projetos como Reunião de Condomínio e Anónimos de Abril. As gravações têm início às 21h e recebem cerca de 125 espectadores. Os convites são gratuitos e podem ser levantados na bilheteira do TEMPO a partir da quinta-feira anterior a cada sessão, até ao limite da lotação disponível.

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PROPRIETÁRIO E EDITOR: Parágrafoptimista Unipessoal Lda. NIPC 518198189 GERÊNCIA: Mónica Pina DETENTORA: Mónica Pina (100%) SEDE: Rua Estrada de Faro, Vivenda Tomizé, N.º 67, 8135-157 Almancil Órgão registado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº 126782 DIRETOR: Daniel Pina (danielpina@sapo.pt) CPJ 3924 Telefone: 919 266 930 (custo de chamada para a rede móvel nacional) REDAÇÃO: Rua Estrada de Faro, Vivenda Tomizé, N.º 67, 8135-157 Almancil Email: algarveinformativo@sapo.pt PERIODICIDADE: Semanal CONCEÇÃO GRÁFICA E PAGINAÇÃO: Daniel Pina FOTO DE CAPA: Daniel Pina

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