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ALGARVE INFORMATIVO 22 de agosto, 2026
ALTURA 1MINISTRA DA SAÚDE EM FARO | MINISTRA DA CULTURA, DESPORTO E JUVENTUDE ALGARVE EM INFORMATIVO #538 FESTIVAL DO MARISCO EM OLHÃO | MAIARA & MARAÍSA EM PORTIMÃO | VERÃO EM TAVIRA
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Os GNR festejaram os 45 anos de existência com um estrondoso concerto no Cineteatro Louletano 3
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ÍNDICE Paulo Neves (pág. 14) Sílvia Quinteiro (pág. 18) 38.º Festival do Marisco em Olhão (pág. 26) Ministra da Saúde em Faro (pág. 40) Ministra da Cultura, Desporto e Juventude em Altura (pág. 48) Verão em Tavira (pág. 60) The Gift em Castro Marim (pág. 72) Maiara & Maraísa em Portimão (pág. 90) X Encontro Motard Cidade Sem Lei (pág. 98)
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Paulo Neves, «ilhéu», mas nenhum homem é uma ilha ortugal e os portugueses estão bem, ou… nem por isso(?)
As pessoas vivem cada vez mais preocupadas com o dia seguinte e ainda com a sua reforma na velhice mais duradoura.
Aparecemos nas notícias como um dos países, à escala internacional, que atrai mais estrangeiros para viver, em particular, na velhice (somos mesmo o país cimeiro entre os demais para esta opção) e, no entanto, somos dos mais envelhecidos da Europa e o que tem dos piores apoios qualitativamente face aos anos de vida ganhos.
Mesmo no turismo os sucessos em anos seguidos, não se transferem para a riqueza de quem o produz e serve.
Também granjeamos a preferência externa para a compra de habitação, em investimento, de entre particulares e fundos institucionais, mas há cerca de 300 mil dos nacionais que não conseguem aceder a uma casa própria ou arrendada ajustada às suas condições. Os rendimentos do trabalho aumentam incessantemente, mas só nominalmente, de facto nos últimos 3 anos, o custo de vida real, perante a inflação, faz piorar o nível de vida e os endividamentos ao consumo aumentam. Por outro lado, com a redução da dívida pública, a taxa de juro ao Estado vem estabilizando, mas o juro bancário aos particulares agrava-se. ALGARVE INFORMATIVO #538
Na Saúde, a despesa pública aumenta, mas o nível de acesso não, portanto, a despesa privada também fomenta as alternativas. Na Educação, a situação agrava a sensação de insegurança, que aliás é transversal ao estado de instabilidade a que as pessoas se sentem em geral. Não há nem paciência para o convívio, para a vida em comunidade. Qualquer coisa, menor que seja, faz «rebentar o fusível» de cada um com reações antagónicas desproporcionais, na rua, no trânsito, no trabalho, na família, na política. Tudo parece melhor, mas afinal está, ao mesmo tempo, pior para cada um. Há uma riqueza que causa pobreza. Perigosa esta perspetiva do aprofundamento das desigualdades, mormente quando o investimento público deveria servir para as atenuar, com tantos milhões e fundos de toda a ordem que estão disponíveis e, aparentemente, criam injustiça na redistribuição das oportunidades. 14
Sim está criada uma ideia do salve-se quem puder no aproveitamento dos bens e na relação com o próximo. No entanto, creio que em Portugal há, de facto, condições e lugar ainda para o sonho. Para fazer crescer um sentimento de tornar possível, outra vez, um caminho e um futuro melhor em torno de um desígnio que se acredite comum. Nem falo dos políticos, ou da alternativa política ainda. Pois sinto que (nós) os políticos cada vez mais falam só para si enquanto os demais cidadãos desviam o pensamento para coisas diferentes que lhes torne possível o que precisam. Falo mesmo em dar espaço e projeção às iniciativas de solidariedade, das coletividades desportivas, culturais, das cooperativas. Deixem que volte a germinar as boas vontades e talvez volte a ser possível, a partir da base, criar confiança entre as pessoas. Simplesmente confiança para criar a motivação para a energia de esforços comuns, me parece o importante agora. Vivemos em ansiedade competitiva e julgo que podemos viver com partilha de responsabilidades, desde que não venhamos a descobrir que fomos manipulados pelo poder ou desacreditamos da democracia. Há que falar verdade para saber o caminho que nos cumpre para os objetivos. Talvez dizer o que podemos 15
fazer primeiro e a seguir, a começar por discutir o papel do público e do setor privado e da relação clara entre eles nesses objetivos ou seremos sempre apunhalados pelos desvios na corrupção. Mas também, assim, teremos mesmo que ultrapassar o medo dos agentes públicos no fazer acontecer as coisas necessárias em que a burocracia e a suspeita os vão submetendo à vantagem do conforto ao invés do cumprimento da missão. Ou a alternativa é a continua afirmação da divisão e da turba populista que nos deixará um amargo de boca maior ainda que a pobreza na satisfação das necessidades, depois de tão grandes progressos, deste meio século, que temos de manter vivos com benefícios PARA TODOS. ALGARVE INFORMATIVO #538
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Sílvia Quinteiro, professora á perdi a conta aos festivais a que fui ultimamente. De música, de literatura, de cinema, de caminhadas, de gastronomia, de artesanato, de dança. E, ainda assim, receio bem estar a perder os melhores. Há duas semanas estive num festival literário. O evento era bastante pequeno, mas não estranhei. Até porque hoje em dia há festivais de todas as dimensões. A minha curiosidade começou quando olhei para o programa. Centrava-se sobretudo num escritor. Iniciou com a apresentação do seu mais recente romance, seguida de uma conversa sobre a obra. Rasgaram-se elogios à qualidade e à originalidade, que a leitura de excertos do e pelo escritor não veio confirmar. Má escolha, assumi. Dificilmente somos bons juízes em causa própria. E, pelo sim pelo não, quando a sessão de autógrafos veio coroar o evento, lá estava eu na fila com um exemplar na mão. Foi aí que encontrei uma pessoa próxima e lhe confessei que nunca tinha ouvido falar do autor e que estava surpreendida com o destaque que tinha no evento. A resposta elucidou-me. O festival era organizado pelo autor para divulgar o seu trabalho. Os oradores, eram convidados, cujas despesas assumia e que lhe faziam o favor de tirar uns dias das suas férias para vir ao Algarve ALGARVE INFORMATIVO #538
em agosto. Sacrifícios que, como é sabido, só se fazem em nome de um grande talento. Para não fugir ao espírito da época, a noite foi passada num festival gastronómico. Ou melhor, fui jantar a um restaurante, onde um chef confecionou uma cataplana ao vivo. Enumerou os ingredientes em várias línguas, acrescentou uma frase sobre a importância de valorizar os sabores tradicionais, disse três vezes “sustentabilidade” e o festival ficou despachado. Como não sou de desistir facilmente, acedi ainda a acompanhar uns amigos a um festival de música. Um minipalco num recinto acolhedor. Cadeiras. Boa iluminação. Uma brisa agradável. De enfiada, quatro cantores lá da terra. O mais velho explicou que todos eram alunos da sua academia, incluindo o rapaz que tocava bateria, ninguém diria que havia apenas dois meses. Mas sejamos justos. O Festival de Música teve pelo menos um instrumento bem afinado e tocado por um virtuoso: uma rulote onde eram servidas, com igual mestria, imperiais geladas e fabulosos bolinhos de amêndoa em forma de guitarra, violoncelo e saxofone. Diga-se, a bem da verdade, que, se no resto do ano há imensos festivais, chegado
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o verão é quase impossível sair à rua sem tropeçar num.
sempre na mesma. Este ano acabou-se a festa. Vamos fazer um festival.
Há dias, uma amiga do Norte, contou-me que, na aldeia dela, a comissão de festas preparara, como todos os anos, a Festa do Emigrante. Estando tudo encaminhado – comida, bebida, música, artesanato – foram surpreendidos com a desaprovação do Presidente da Junta. Segundo ele, era mais do mesmo. As pessoas já estavam fartas e era preciso atrair as novas gerações. Queria uma coisa moderna. Em grande.
– Um festival? Mas como? – perguntou o diretor da comissão.
Confrontado com questões como o tempo, o número de voluntários e o orçamento, abanou a cabeça incrédulo: – Que falta de visão! É por isso que as coisas não avançam e o interior está 19
- Com um telefonema, homem. Com um telefonema. E perante o espanto de todos, ligou para os serviços gráficos do município: – Ó Silva, ó homem, você pegue no cartaz da Festa do Emigrante do ano passado e mude-lhe a data e o nome. Escreva Festival da Diáspora. Com acento no “á”, está a ouvir? – Festival da Diáspora. – repetiu, encarando a comissão. – Isto é logo outra categoria, caramba! ALGARVE INFORMATIVO #538
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CONTEÚDO PATROCINADO
«Ca(le)jados da Terra» leva cinema documental às comunidades do interior algarvio documentário «Ca(le)jados da Terra», da realizadora Ana Beatriz Bernardo de Jesus, inicia, durante os meses de agosto e setembro, um ciclo de sessões de cinema ao ar livre em diferentes localidades do Algarve, através do projeto «Ca(le)jados da Terra – Cinema Itinerante de Proximidade», apoiado pela CCDR Algarve. Depois de ter contado com o apoio da CCDR Algarve na fase de criação e produção, o documentário entra agora numa nova etapa, dedicada à sua circulação e devolução às comunidades que inspiraram a sua realização. Num ano em que se assinala o Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores, promovido pelas Nações Unidas, este projeto pretende contribuir para a valorização da pastorícia, da memória rural e do património cultural imaterial associado aos territórios do interior. Mais do que um circuito de exibições, este projeto nasce da vontade de devolver o documentário às comunidades que lhe deram origem, criando novos momentos de encontro entre cinema, território e população. Cada sessão será seguida de uma conversa aberta com o ALGARVE INFORMATIVO #538
público, promovendo a partilha de memórias, experiências e reflexões sobre os desafios atuais da vida pastoril. As primeiras sessões terão lugar em São Brás de Alportel (Mesquita, São Romão e Parises), Querença e Benafim. Todas as projeções decorrerão ao ar livre, transformando largos, adros de igrejas e outros espaços públicos em salas de cinema temporárias, numa proposta cultural de proximidade que pretende aproximar o cinema documental das comunidades rurais. Recentemente, «Ca(le)jados da Terra» foi selecionado para o Mountainfilm Summit No. 3, um festival internacional de cinema dedicado às montanhas e aos territórios rurais, que se realizará na Bósnia e Herzegovina, iniciando assim também o seu percurso internacional. Continuam abertas novas possibilidades de circulação, reforçando esta rede de encontros entre cinema, comunidades e património. As sessões acontecem, sempre às 21h, nos dias 18 de agosto – Mesquita (São Brás de Alportel), 20 de agosto – São Romão (São Brás de Alportel), 22 de agosto – Parises (São Brás de Alportel), 25 de agosto – Corte da Velha (Mértola), 26 de agosto – Espaço Casa Velha (Mértola), 27 de agosto – Querença e 11 22
de setembro – Benafim. A produção é da Associação Barro I Cal e «Fui atrás» e, para além do apoio da CCDR Algarve, são parceiros das sessões já confirmadas a Junta de Freguesia de São Brás de Alportel, Município de São Brás de Alportel, Junta de Freguesia de Querença, Junta de Freguesia de Benafim, Sport Club Benafim e Cineclube de Mértola. Entre o balido das ovelhas e o som dos cajados a tocar o chão, há uma vida que se move ao ritmo da natureza. «Ca(le)jados da Terra» acompanha o dia a dia dos pastores, que conhecem cada caminho, cada animal e cada silêncio da terra. Entre cães fiéis, rebanhos teimosos, histórias de partos e brincadeiras de infância, este documentário revela a dureza e a beleza de uma profissão quase invisível. Fala-se de liberdade e de finitude, de incêndios e de terrenos abandonados, de queijos e de lã, de venenos nos terrenos e de animais selvagens. “Mais do que um retrato do trabalho rural, «Ca(le)jados da Terra» é um olhar humano sobre quem resiste, cuidando da terra e dos animais com a sabedoria de quem aprendeu tudo pela experiência e pelo 23
coração. Porque há vidas que se medem em passos sobre a terra, e mãos que guardam a memória afetiva de infâncias de sacrifício, mas também de liberdade e a força de um território inteiro”, refere a realizadora Ana Beatriz Bernardo de Jesus.
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38.º Festival do Marisco encerra com cerca de 50 mil visitantes Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina e Município de Olhão Jardim Pescador Olhanense voltou a ser palco, de 10 a 15 de agosto, do maior evento gastronómico a sul do país, o 38.º Festival do Marisco, que reuniu o melhor da gastronomia da Ria Formosa, um cartaz musical de excelência com Matias Damásio, Deejay Telio, Némanus, Calema, Mariza e Daniela Mercury, e várias novidades que tornaram a experiência dos visitantes ainda mais confortável e completa. A inauguração oficial realizou-se no dia 10 de agosto, ALGARVE INFORMATIVO #538
com a presença do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco. A edição de 2026 recebeu cerca de 50 mil visitantes, permitindo igualar os números registados no ano anterior, e ficou também marcada por um conjunto de melhorias introduzidas no recinto e na organização, com destaque para o reforço do espaço disponível, o aumento das condições de segurança e a criação de um novo espaço dedicado à venda de marisco, contribuindo para uma maior fluidez e redução dos tempos de espera. A diversificação da oferta gastronómica 26
foi outra das apostas de 2026, com a estreia do Poke Market na área de street food e a presença da pastelaria Kubidoce, que apresentou especialidades inspiradas na tradição e identidade do concelho, como o floripes e o moncarapachense. Para o presidente da Câmara Municipal de Olhão, Ricardo Calé, “com o recinto melhorado, o marisco de excelência e com a resposta de todos os serviços que fazem parte de um festival que se quer marcante, dinâmico, acessível e, acima de tudo, com um cartaz de excelência, conseguimos ter um ano muito, muito bom”. O autarca destaca, ainda, que a 27
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edição de 2026 permitiu perceber que “aumentar o espaço, aumentar a segurança e, acima de tudo, continuar com a grande qualidade de marisco que temos e com parceiros de excelência nessa área e, ao mesmo tempo, acompanhar a componente gastronómica com um cartaz de qualidade, é a receita que torna o Festival do Marisco único e um dos eventos que marca a agenda do verão algarvio”. Para Ricardo Calé, o balanço positivo desta edição resulta, igualmente, de um trabalho de preparação e aprendizagem a partir de outros grandes eventos realizados no país. “Tivemos muito cuidado para perceber aquilo que se passou este ano, não só aqui no Festival do Marisco, mas em outros eventos em todo o país. Encontrámos os melhores ALGARVE INFORMATIVO #538
momentos, fizemos os contactos certos. Se acharam que este Festival do Marisco foi especial, aguardem pela 39.ª edição, que vai trazer muitas surpresas”, assumiu, deixando, ainda, uma palavra de agradecimento a todos os que contribuíram para o sucesso do evento: “Muito obrigado a quem nos visitou e a todos os olhanenses pela forma como os receberam”. Com cerca de 50 mil visitantes, o 38.º Festival do Marisco encerra, assim, uma edição que voltou a afirmar Olhão como capital da gastronomia ligada ao mar e reforçou a importância do evento para a promoção turística e económica do concelho, projetando a identidade, os produtos e a hospitalidade olhanense junto de milhares de visitantes nacionais e estrangeiros. 28
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Loulé e Faro asseguram acessibilidades e infraestruturas exteriores ao futuro Hospital Central do Algarve Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina Administração Central do Sistema de Saúde, a Unidade Local de Saúde do Algarve, a Associação de Municípios Loulé/Faro e as duas autarquias assinaram, no dia 14 de agosto, uma adenda ao Acordo Estratégico do ALGARVE INFORMATIVO #538
Hospital Central do Algarve, celebrado no início do ano, com vista a assegurar as acessibilidades e infraestruturas exteriores do futuro equipamento. O momento, presidido pela Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, formaliza o empenho direto dos dois Municípios na viabilização desta infraestrutura há muito aguardada na região e que se prevê esteja concluída em 2031. 40
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Num financiamento conjunto de 1 milhão de euros, repartido em partes iguais, pretende-se, não só garantir os acessos ao Hospital e áreas de estacionamento, mas também assegurar a implementação das redes de água e esgotos, gás, eletricidade, comunicações e iluminação pública. Adicionalmente, foram investidos perto de 10 milhões de euros na aquisição dos terrenos no Parque das Cidades onde o hospital será edificado, estando ainda prevista a compra de mais alguns terrenos num valor que poderá rondar os 2 milhões de euros. Enquanto porta-vozes de uma região, Telmo Pinto e António Miguel Pina destacaram a relevância deste Hospital 43
para o Algarve e transmitiram um forte sentido de urgência para que o processo avance sem novos adiamentos. “Um Serviço Nacional de Saúde forte e robusto é aquele que responde às necessidades reais de todas as regiões, e o Algarve, que tanto contribui para o Produto Interno Bruto deste país, que acolhe milhões de visitantes todos os anos, não pode continuar a ser a única região do país sem um Hospital Central”, afirmou o autarca de Loulé. O edil farense, por seu turno, lembrou que os Municípios de Faro e Loulé têm vindo a ser chamados para contribuir “mais do que os outros” para este esforço, o que “não significa que os louletanos ou os farenses tenham direito a mais saúde que todos os algarvios”. ALGARVE INFORMATIVO #538
No dia em que foi dado mais um passo para esta aspiração dos algarvios, a Ministra da Saúde recordou que este é um projeto com mais de 23 anos. “O Algarve, durante muito tempo, era um código postal menos presente na agenda política na área da saúde. É inadiável que o Hospital e outros processos, como garantir a cobertura nos cuidados de saúde primários em toda a região, se desenvolvam”, disse. A responsável da pasta lembrou que o trabalho dos municípios é determinante para atrair e fixar profissionais de saúde na região e lembrou que este futuro Hospital será um dos mais relevantes do SNS pela “componente científica e de desenvolvimento em termos do cluster da saúde”. Numa região universitária, com cursos ligados à área da saúde, este Hospital trará “uma perspetiva de desenvolvimento nacional e internacional”, frisou Ana Paula Martins. ALGARVE INFORMATIVO #538
Tiago Botelho, presidente da ULS, anunciou, por seu turno, que terminou há dias o concurso para escolher a entidade que vai fazer o projeto e a construção e manutenção do Hospital e agradeceu o empenho das autarquias na “repartição de responsabilidades e encontro desta solução”. “Cada dia estamos mais perto, com passos concretos, de termos um novo hospital. Os algarvios merecem, os profissionais de saúde precisam de instalações à altura dessa excelência”, declarou. Na ocasião foram igualmente assinados acordos de colaboração no âmbito do SNIPI – Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância, com a APEXA de Albufeira e a APPC de Faro, bem como o acordo de colaboração no âmbito da proteção à primeira infância com o Refúgio Aboim Ascensão de Faro. 44
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Ministra da Cultura, Juventude e Desporto visitou campos de férias e programas de juventude em Castro Marim Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina elo segundo ano consecutivo a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, deslocou-se, no dia 17 de agosto, a Altura, para conhecer de perto os programas juvenis «Férias 5.0», «Jovens pelo Ambiente» e «Férias Ativas» e os seus respetivos resultados. ALGARVE INFORMATIVO #538
Na sede da associação juvenil Young Link, na antiga Escola Primária de Altura, a ministra esteve próxima dos jovens e ficou a saber mais acerca do programa «Férias 5.0», que faz parte das «Férias Ativas de Verão» do Município de Castro Marim e junta as crianças, os jovens e a tecnologia, em parceria com o Instituto Português do Desporto e Juventude. O objetivo é integrar as áreas prioritárias tecnológico-científicas, com o objetivo de oferecer uma experiência geracional às 48
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crianças e jovens entre os 6 e os 10 anos, em vertente tecnológica de ocupação de tempos livres. Esta iniciativa aborda temáticas como robótica, programação, inteligência artificial e comunicação digital, além de atividades alternativas como visitas e jogos. No mesmo local, a Ministra da ALGARVE INFORMATIVO #538
Cultura, Juventude e Desporto interagiu com os participantes do programa «Jovens pelo Ambiente», que convida os mais novos a trabalharem no sentido crítico e a participarem ativamente na valorização do espaço público e preservação ambiental, através de atividades como a limpeza urbana ou a 50
território junto dos mais novos. Na antiga Escola Primária de Altura foi ainda demonstrada outra atividade das «Férias Ativas de Verão» do Município de Castro Marim, que consistia na pintura de um mural, com a assinatura dos jovens do concelho.
salinicultura, tendo entregado os seus certificados. Margarida Balseiro Lopes assistiu ainda a uma aula de folclore com participantes das «Férias Ativas de Verão» do Município de Castro Marim, promovida pela Associação Cultural Amendoeiras em Flor, que promove as tradições do 51
Recebida pelo executivo camarário liderado por Filomena Sintra, a comitiva incluiu o presidente do Conselho Diretivo do IPDJ, Ricardo Gonçalves, e o Diretor Regional do Algarve do IPDJ, Ricardo Pinto, e assistiu, in loco, ao que estes jovens castro-marinenses têm feito durante a pausa letiva. “Temos um programa de férias inovador e muito rico, com 60 atividades, dinamizado em conjunto com o IPDJ, e assim ficamos todos a ganhar, sobretudo as crianças do concelho. Os municípios têm ALGARVE INFORMATIVO #538
recursos, têm capacidade, mas faltalhes muitas vezes o sonho, a energia, a capacidade de inovar e transformar, e é isso que esta parceria nos permite fazer. São cerca de 40 monitores, desde a canoagem à vela, à programação, à vertente etnográfica e acordeão, imensas atividades”, destacou Filomena Sintra. A presidente da Câmara Municipal de Castro Marim elogiou igualmente a participação dos jovens nos programas de proteção e sensibilização ambiental, um facto importante num concelho de 300 quilómetros quadrados conhecido pelo envelhecimento da sua população rural. Depois de ter estado em Altura em 2025, e agora mais uma vez, Margarida Balseiro Lopes deixou de imediato o compromisso de regressar no próximo ano “para conhecer a ação e o impacto ALGARVE INFORMATIVO #538
que o IPDJ, em articulação com os municípios e as associações parceiras, tem junto de milhares de jovens”. “Uma coisa que sempre me causou inquietação foi saber o que é que as crianças e jovens faziam nestes períodos de pausa escolar, porque há efetivamente meninas e meninos cujos pais, ou por via dos recursos que têm, ou da sensibilidade que têm, lhes proporcionam férias diferenciadas… mas há muitos meninos e meninas para quem isso não é possível e, nesses casos, o Estado tem de atuar. E se há um instituto que tem esta missão é precisamente o IPDJ. Ninguém faz nada sozinho e, se trabalharmos em articulação e proporcionamos uma diversidade de experiências a crianças e jovens, esse é o melhor investimento que podemos fazer para o seu futuro e 52
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para a sua educação”, defendeu a governante. Após assistir aos jovens imersos em atividades tão variadas como programação informática ou edição de fotos e vídeos, um upgrade em relação às tradicionais ofertas de programas de férias de Verão, a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto frisou que “estas são aprendizagens que ficam para a vida e que lhes permitem criar o gosto em seguir áreas que oferecem um mar de oportunidades de empregos bem remunerados e muito requisitados no mercado de trabalho”. “Mantivemos estes projetos mais ligados ao digital e este ano acrescentámos a parte cultural, o que é extraordinário. Na cultura falamos muito do ALGARVE INFORMATIVO #538
financiamento e pouco de sustentabilidade e é fundamental criar uma população que valoriza e conhece a cultura em todas as suas dimensões”, afirmou Margarida Balseiro Lopes. “A nossa cultura é muito rica e, da mesma forma que nós podemos valorizar o folclore, podemos também valorizar o teatro, que é o que temos feito em vários campos de férias, onde as crianças e jovens escrevem os textos e preparam os próprios cenários. Independentemente de algumas destas crianças quererem ou não seguir um caminho profissional na área da cultura, terão certamente mais sensibilidade para a cultura e ganharam aqui experiências e competências que serão úteis para a sua vida”, acredita a governante. 54
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Verão em Tavira com cultura de qualidade para todos os gostos Texto: Daniel Pina| Fotografia: Município de Tavira programa «Verão em Tavira», promovido pelo Município de Tavira, continua a proporcionar excelentes noites aos milhares de residentes e turistas, nacionais e estrangeiros, que elegem a cidade do Rio Gilão para gozar as suas férias. ALGARVE INFORMATIVO #538
No dia 7 de agosto, a Praça da República vibrou com o concerto comemorativo dos 150 anos de «A História do Rock by Simply Rock», depois de, na véspera, o palco ter sido ocupado pelos jovens talentosos da D’ Dance Cia. A música dos Lavoisier regressou também a Tavira no dia 4 para mais uma enchente, naquele que é, sem dúvida, um dos programas culturais mais intensos do verão algarvio. 60
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The Gift brilharam em Castro Marim Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina astro Marim foi mais uma vez palco das Festas em Honra de Nossa Senhora dos Mártires, entre 13 e 17 de agosto, com uma programação que incluiu várias iniciativas religiosas e culturais, sem esquecer as tradições do território. O cartaz musical voltou a ser um dos grandes destaques do evento organizado pelo Município de Castro Marim, em parceria com a Junta de Freguesia e a ALGARVE INFORMATIVO #538
Paróquia de São Tiago, e incluiu um baile com Hugo Madeira e Ângelo Correia, o espetáculo do grupo de dança ARUTLA e Ana Bacalhau no dia 14. No dia 15 a noite começou com o André Filipe Duo e terminou com o projeto Time Travel, assinado por Possessivo e DJ Karussa. Pelo meio, claro, o fantástico concerto dos The Gift, a carismática banda de Leiria liderada por Sónia Tavares e Nuno Gonçalves que levou à loucura os muitos fãs presentes e que cantaram, alto e bom som, temas como «Primavera», «Verão», «Fácil», «OK», «Big Fish», «Clássico» e «Singles», entre outros. 72
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Maiara & Maraísa juntaram milhares de pessoas no Festival Mar Me Quer em Portimão Texto: Teresa Coelho| Fotografia: Teresa Coelho aiara & Maraísa foram, no dia 12 de agosto, uma das grandes atrações do Festival Mar Me Quer, em Portimão. A dupla brasileira regressou ao Algarve depois de ter atuado em fevereiro no Porto e em Lisboa e encontrou uma plateia composta por milhares de pessoas, entre portugueses, turistas e membros da comunidade brasileira. ALGARVE INFORMATIVO #538
O concerto foi marcado pela energia e pela forte participação do público, que acompanhou do início ao fim alguns dos maiores sucessos da dupla sertaneja. Ao longo da noite, temas como «Medo Bobo», «10%», «A Culpa É Nossa» e «Todo Mundo Menos Você» fizeram parte de um alinhamento que cruzou alguns dos clássicos mais conhecidos de Maiara & Maraísa com temas mais recentes. A atuação acontece numa nova fase da carreira da dupla, marcada pelo projeto «Melhor Que Imaginei», que tem levado 90
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as artistas a diferentes palcos no Brasil e no estrangeiro. O repertório apresentado em Portimão incluiu também «Já Te Namoro», um dos temas mais recentes do projeto e que tem conquistado destaque junto dos fãs e nas redes sociais. Mais do que uma apresentação do novo trabalho, o espetáculo em Portimão apostou na proximidade com o público. Maiara & Maraísa interagiram várias vezes com a plateia, partilharam histórias da carreira e proporcionaram diferentes momentos ao longo da atuação. A emoção também marcou a noite, sobretudo quando a dupla recordou Marília Mendonça, num momento de homenagem e memória que foi recebido com particular emoção pelo público. Com uma forte componente visual e bastante movimento em palco, o
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concerto alternou momentos de grande energia com outros mais emotivos. A plateia respondeu sempre de forma entusiasta, cantando muitas das músicas em conjunto com as duas artistas. A presença de Maiara & Maraísa no Festival Mar Me Quer confirma também a crescente popularidade da música sertaneja junto do público português. Depois de atuações em grandes salas nacionais, a dupla continua a marcar presença em festivais e eventos de verão, aproximando cada vez mais a música brasileira das audiências portuguesas. Em Portimão, a noite ficou marcada por milhares de vozes a acompanhar os sucessos de Maiara & Maraísa, num dos momentos de maior participação do público desta edição do Festival Mar Me Quer.
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Livramento acolheu X Encontro Motard Cidade Sem Lei Texto: Fábio Freira| Fotografia: Fábio Freira ealizou-se, no fim de semana de 24 e 25 de julho, o X Encontro Motard Cidade Sem Lei no Polidesportivo do Livramento. Foram dois dias de muita animação, com a tradicional mariscada no sábado e com a participação das Bandas Estrelas do Covil e Fora D’Órbita. ALGARVE INFORMATIVO #538
A alegria, a amizade, o amor, o convívio e a união motard estiveram presentes neste encontro que juntou, não só adeptos das duas rodas, mas também famílias, e onde as fronteiras se tocam, tal o número de nuestros hermanos que estiveram presentes para celebrar a amizade num sábado bem quente.
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