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REVISTA ALGARVE INFORMATIVO #525

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ALGARVE INFORMATIVO

ÍNDICE

Fábio Jesuíno (pág. 16)

Paulo Neves (pág. 20)

Ministro das Infraestruturas inaugurou Variante a Olhão (pág. 30)

Faro Youth Lab (pág. 38)

Taça de Portugal de Ginástica Acrobática em Albufeira (pág. 48)

«Novas Cartas Portuguesas» no Cineteatro Louletano (pág. 78)

«QUATRO» no Auditório Carlos do Carmo (pág. 90)

Marta Lima no TEMPO (pág. 102)

Orquestra do Algarve em Portimão (pág. 110)

Hoje, nenhum negócio pode ignorar os acontecimentos globais

Fábio Jesuíno, empresário

tualmente, as fronteiras económicas, sociais e tecnológicas são cada vez menos visíveis, tornando o mundo mais interligado do que nunca. O que acontece noutro país, seja uma crise, uma inovação, uma mudança política ou uma nova tendência de consumo, pode ter um impacto direto nas empresas no nosso país. Hoje, nenhum negócio, independentemente da sua dimensão, pode dar-se ao luxo de ignorar os acontecimentos globais, porque estar informado e saber adaptar-se deixou de ser apenas uma vantagem competitiva para se tornar uma necessidade.

Os acontecimentos dos últimos anos comprovam bem essa realidade, o mundo muda a um ritmo acelerado, e estar atento ao que se passa é fundamental para que qualquer negócio possa prosperar. Desde a pandemia de Covid-19, passando pela guerra na Ucrânia e, mais recentemente, pelas tensões no Estreito de Ormuz, todos estes eventos têm impacto direto na atividade económica. Perante este cenário, as empresas precisam de acompanhar de perto a evolução dos acontecimentos e agir com rapidez, para conseguirem adaptar-se da melhor forma às mudanças do contexto global.

Os negócios têm de estar em constante transformação. Mais do que resistir à mudança, é essencial saber acompanhá-la e estar preparado para ajustar, de forma até subtil, o modelo de negócio sempre que o contexto o exija.

As grandes marcas mundiais são exemplos claros dessa capacidade de adaptação. A Nokia, por exemplo, começou como uma fábrica de pasta de papel antes de se tornar uma referência mundial no setor das telecomunicações. A Amazon iniciou a sua atividade apenas com a venda de livros online, mas transformou-se numa gigante global, abrangendo o comércio eletrónico em várias categorias, a computação em nuvem através da AWS e diversos serviços digitais. Já a Netflix, um dos casos mais marcantes de transformação empresarial, começou como um serviço de aluguer de DVDs por correio, concorrendo com as videolocadoras tradicionais, antes de evoluir para uma das maiores plataformas de streaming e produção de conteúdos originais do mundo.

Estes são apenas alguns exemplos de empresas hoje amplamente conhecidas que souberam reinventar-se e adaptar-se às mudanças do mercado. No entanto, esta realidade não se aplica apenas às grandes multinacionais, existem também

muitas pequenas empresas que, ao ajustarem o seu posicionamento, os seus produtos ou a sua forma de operar, conseguem crescer, manter-se relevantes e responder melhor às novas exigências dos consumidores e do mercado.

No meu próprio caso, isso também aconteceu na prática. Quando comecei a minha empresa, em 2023, a atividade estava centrada no desenvolvimento de websites. No entanto, à medida que o mercado foi evoluindo, também nós tivemos de acompanhar essa transformação. Atualmente, para além do desenvolvimento web, prestamos serviços de gestão de redes sociais e criamos plataformas online, como áreas de cliente, portais de gestão e outras soluções

digitais ajustadas às necessidades de cada negócio.

Esta evolução resultou da necessidade de adaptação às exigências do mercado e às novas tendências. Mesmo os pequenos negócios precisam de se transformar constantemente para conseguirem responder da melhor forma aos acontecimentos, às mudanças no comportamento dos consumidores e às novas oportunidades que vão surgindo.

Num contexto empresarial cada vez mais dinâmico, esta capacidade de transformação é fundamental. Nos negócios, é preciso saber adaptar, ajustar e reinventar, quase como verdadeiros camaleões.

Bloqueados e anímicos

Paulo Neves, «ilhéu», mas nenhum homem é uma ilha

ma borboleta bate as asas (no médiooriente) e… provoca uma gripe (económica) em Portugal.

Tal e qual como o ministro das Finanças já fez antever “…teremos um choque económico muito significativo e teremos de, naturalmente, procurar responder a esse choque, porque temos uma economia onde o turismo é uma indústria muito importante, quer na receita, quer no emprego” (05/05/2026) … e então quais as medidas que antecipa?

- “…Portugal vai avançar com taxas sobre os lucros extraordinários de empresas energéticas, à semelhança do que aconteceu em 2022, na anterior crise dos preços dos combustíveis após a invasão da Ucrânia pela Rússia” (10 de maio, ministro das Finanças em Bruxelas).

Pois, é uma medida popularmente bem aceite, mas eu era capaz de pensar em comunicar uma medida, também do governo daquela época, de suporte imediato à economia e ao emprego, ao invés de fechar o assunto com a maior arrecadação de receitas.

Aliás, louvo-me das afirmações do antigo ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, que já veio defender “que o

governo redistribua o aumento das receitas fiscais extraordinárias (EDP e Galp e, acrescentaria eu, Banca) para os rendimentos das famílias e das empresas aos trabalhadores, turismo e/ou a redução dos impostos dos combustíveis aos consumidores”.

Ou seja, ressocializar de forma extraordinária, receitas extraordinárias comunicantes de forma direta. Será o mínimo que as PMEs, consumidores esperariam ouvir.

Mas, insisto, como referiu o ministro das Finanças: - “teremos que responder a esse choque” … Mais impostos sobre quem tem rendimentos extraordinários por causa da crise e ressocializar, em conexão, essas receitas aos consumidores, seria mais justo e útil. Mas diria que é continuar a esperar receitas de crise e redistribuir depois, por causa da crise.

Face à indecisão dos mercados da procura turística, ao impacto dos preços em maio e, portanto, do funcionamento da nossa economia, precisaríamos já de outro caminho – o da motivação dos mercados, por um lado e, por outro, dos agentes do lado da oferta, antes que a crise se acentue e percamos a época alta, que depois não há como equilibrar quando, no outono, os efeitos da guerra se podem já ter atenuado.

Não vejo apregoar-se a marca Portugal «como refúgio seguro», para atenuar as notícias que, ao invés de Espanha, estamos de um lado dos beligerantes. Não vislumbro afirmação no mercado interior alargado (Portugal/Espanha), para mobilizar viagens alternativas à dependência do transporte aéreo que vai encarecendo. Não antecipo notícias de redução das tarifas aeroportuárias, que afinal estão a fazer com que destinos nacionais percam ligações.

Não ouço notícias de Portugal na captação de investimento estratégico e players internacionais para formar imagem positiva… sei lá, ao menos, repitam os anúncios.

Ouço falar, sim, que estamos atrasados no PRR e que lançámos um PTRR com milhões daqui e dali, mas, mobilização para a economia, um rumo proativo…não vislumbro, sequer para o sector que mais impacta em Portugal que já está a sofrer consequências imediatas e que vão perdurar.

«Não é preciso inventar a roda». Isto já foi feito antes recentemente, seja devido à invasão da Ucrânia (2022), seja pela pandemia (2020).

Basta ajustar criticamente e relançar de forma melhorada. Mas é preciso fazer já. Não me parece que esperar efeitos das conversas na China seja remédio para dar a volta ao continuar de um clima imprevisível, de incerteza, a adensar-se e que está a impactar na decisão de despesa dos nossos milhões de visitantes de várias origens.

Aliás, basta ver os que os operadores portugueses estão a fazer para tentar sustentar a decisão de despesa das viagens a partir de Portugal para destinos internacionais.

Talvez fosse de fazer, quem deve, para atrair, todos, mas para Portugal. Mas um esforço conjunto com quem está no terreno, do lado do produto, da oferta, do atendimento que nos distingue.

Não conseguimos decidir sobre o(s) bloqueio(s), Afonso de Albuquerque não reincarna em Trump, mas podemos assumir uma ação que contrarie uma postura anímica. A inflação cresce e a receita decresce, não nos vamos deixar ficar.

Novos eventos, surpreender, novas ofertas, novos apoios que nos façam unir neste desígnio que é salvar a economia das nossas pessoas.

Afirmar Portugal! Ganharemos sempre e em qualquer cenário.

15.º Algarve Design Meeting transforma Faro num espaço internacional de criação, pensamento e experimentação em

Design

Fotos: Algarve Design Meeting

o âmbito do programa de apoio a iniciativas culturais regionais, de caráter não profissional, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, I.P., através da Unidade de Cultura, tem contribuído para a realização do Algarve Design Meeting, que este ano voltou a candidatar-se na tipologia de Protocolos. De 18 a 24 de maio, a cidade de Faro volta então a receber este evento cultural e académico promovido pela Universidade do Algarve, através da Escola Superior de Educação e Comunicação (ESEC).

Na sua 15.ª edição, o ADM apresenta o projeto curatorial internacional «Space to Space», reunindo designers, investigadores, artistas, estudantes e instituições de vários países num programa multidisciplinar dedicado ao design contemporâneo. A sessão oficial de abertura decorre no dia 18 de maio, às 17h30, no auditório da CCDR Algarve, marcando o início de uma semana dedicada ao pensamento crítico, à experimentação visual e à

criação contemporânea nas áreas do design, animação e media. O evento terá lugar na Fábrica da Cerveja, em Faro, e integra conferências, exposições, workshops, cinema, videomapping, instalações, projeto montra, lojas pop-up e espaços de experimentação criativa,

afirmando-se como uma das principais plataformas nacionais de reflexão e divulgação do design, da animação e dos media.

Com o tema «Space to Space», a edição de 2026 propõe uma reflexão sobre o papel do design enquanto mediador entre espaços físicos, sociais, digitais e conceptuais, explorando as relações

entre ecologia, tecnologia, coexistência e imaginação de futuros possíveis. O conceito curatorial desenvolve-se em quatro dimensões interligadas — Space (Earth), Space (Human), Space (Digital) e Space (Cosmic) — cruzando sustentabilidade, inclusão, inteligência artificial, media imersivos, design especulativo e práticas experimentais. Este ano, o evento inclui uma componente científica com a realização da Space to Space – 1st International Conference on Design, Animation & Media, nos dias 21 e 22 de maio, na CCDR Algarve. A conferência internacional reúne investigadores, profissionais e estudantes de diferentes áreas criativas e científicas, promovendo o debate interdisciplinar sobre os desafios contemporâneos do design e dos media.

Um dos momentos de destaque desta edição será o Festival Internacional de Videomapping, que encerra o Algarve Design Meeting no dia 23 de maio. O festival apresenta projeções audiovisuais de grande escala sobre arquitetura urbana, reunindo artistas e estúdios nacionais e internacionais numa celebração imersiva da imagem em movimento, da luz e da experimentação digital. O evento transforma o espaço público num cenário performativo e sensorial, aproximando a criação contemporânea da comunidade e encerrando o ADM com uma forte componente visual e tecnológica.

Nesta edição, o Algarve Design Meeting conta com a participação de diversas instituições internacionais parceiras, entre as quais a Tomas Bata University in

Zlín (República Checa), Technical University of Zvolen (Eslováquia), Academy of Fine Arts in Wrocław (Polónia), Bezalel Academy of Arts and Design (Israel), Taipei Tech (Taiwan), Erasmus Brussels University of Applied Sciences and Arts (Bélgica) e outras escolas europeias de referência nas áreas do design, arte e media. O ADM 2026 conta ainda com o apoio institucional e cultural da AND – Associação Nacional de Designers e da Câmara Municipal de Faro, entre outras entidades culturais, académicas e municipais que reforçam a dimensão colaborativa e internacional do evento. Além da programação expositiva e científica, o ADM reforça a ligação entre universidade, cidade e comunidade, promovendo projetos colaborativos, intervenções urbanas e experiências abertas ao público. A iniciativa pretende estimular a inovação, a criação contemporânea e o pensamento crítico, consolidando Faro como um território de encontro internacional para o design e a cultura visual.

A coordenação geral do Algarve Design Meeting 2026 é de António Lacerda e Nuno Filipe Martins. Mais informações e programa completo disponíveis em https://algarvedesignmeeting.ualg.pt/pt/.

Variante de Olhão já está ao serviço das populações

Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina

tão aguardada

Variante de Olhão foi inaugurada no dia 12 de maio e vai assegurar a melhoria das condições de segurança e fluidez de tráfego para quem circular na Estrada Nacional 125, desviando para fora da cidade cubista o tráfego que até à data atravessava o seu núcleo urbano, o que contribuirá para o descongestionamento do trânsito de Olhão e para o reforço da segurança rodoviária, mitigando o risco de acidentes. Para o presidente da Infraestruturas de Portugal, Miguel Cruz,

“esta intervenção traduz o compromisso da empresa com a melhoria das acessibilidades, da segurança rodoviária e da coesão territorial, através da concretização de investimentos estratégicos financiados pelo PRR”.

De facto, com a conclusão desta empreitada serão alcançados vários objetivos: melhoria da mobilidade rodoviária, através da diminuição dos tempos e distância nas ligações; reforço da segurança rodoviária; melhoria da qualidade de vida das populações; e reforço da coesão económica e social no território nacional. Com uma extensão de

cerca de seis quilómetros, a variante tem uma via para cada sentido e seis rotundas de ligação à rede viária local, melhorando a fluidez de tráfego e as acessibilidades rodoviárias.

O traçado desenvolve-se circularmente à cidade de Olhão, entre o quilómetro 111,600 da EN125, a poente de Olhão, e termina na rotunda existente a nascente de Olhão, que faz ligação entre a EN 125 e a EN 398. Com um investimento de 14,4 milhões de euros, esta empreitada foi

realizada no âmbito do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, financiado pela União Europeia, “um projeto que, desde o início, poucas pessoas acreditaram que pudesse ser executado no prazo determinado e dentro dos valores estipulados”, reconheceu Miguel Cruz. “Era um projeto que fazia parte da concessão da Rotas do Algarve Litoral e tirá-lo desse contexto para poder ser financiado no âmbito do PRR obrigou a uma negociação intensa, uma negociação delicada, uma negociação

de que também nos orgulhamos. Um projeto onde tivemos todas as dificuldades que podíamos ter e, no entanto, não acabamos exatamente dentro do prazo previsto, mas acabamos dentro do prazo existente no âmbito do PRR, e só o fizemos graças à dedicação das equipas da IP e com a colaboração extraordinária do empreiteiro”, destacou o presidente da Infraestruturas de Portugal.

Entretanto, Ricardo Calé, presidente da Câmara Municipal de Olhão, não tem dúvidas de que esta inauguração marcará o antes e o depois da mobilidade no concelho. “A Avenida D. João VI, que é atravessada atualmente pela Estrada Nacional 125, passa agora a ser uma verdadeira avenida de fruição pública para as pessoas que procuram serviços essenciais, acesso a escolas e acesso à

normal utilização da cidade”, sublinhou, reconhecendo que esta variante passou por vários desafios, logo a começar pela aceitação, ou não, do projeto que existia na Infraestruturas de Portugal com uma faixa em cada sentido. “Tínhamos que tomar uma decisão política: ou reforçávamos que esta variante integrasse o PRR, e foi a única obra de rede viária que integrou o PRR no Algarve, e com isso conseguiríamos que ela fosse feita até ao final de 2026; ou reforçávamos que esta variante tivesse que ter duas vias em cada sentido e teríamos que esperar que algum governo integrasse em Orçamento de Estado, nos próximos 10 ou 20 anos, esta obra. Olhão soube executar muito bem o PRR em áreas que são fundamentais para mudar a face das infraestruturas públicas no normal funcionamento da cidade e na resposta

aos munícipes, na saúde, na tecnologia, na investigação, na habitação, na rede viária, na resiliência hídrica, com projetos tão sobejamente conhecidos como o Hub Azul de Olhão, a nova USF de Olhão, a construção dos 104 fogos no Bairro 16 de Junho e também a requalificação da rede de águas na zona baixa do Concelho de Olhão”, destacou o edil olhanense.

A finalizar a ronda de intervenções oficiais, o Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, mostrou-se

bastante satisfeito com a inauguração da Variante a Olhão da EN 125, “uma obra que começou no governo anterior e que foi concluída neste, mas pouco importa quem começou, o que importa é fazer e transformar a vida das pessoas”. “Esta variante é mais do que uma nova ligação rodoviária. É um sinal de que o Algarve não pode continuar bloqueado nem ficar para trás no desenvolvimento do país”, afirmou o governante, assumindo rapidamente três compromissos: libertar o Algarve dos entraves que têm travado obras

estruturantes fundamentais para a região, como a ligação ao Aeroporto de Faro ou os acessos à A22; apostar numa nova visão de mobilidade, com soluções de transporte público moderno e sustentável, construídas em articulação com os autarcas e os territórios; e encontrar soluções e desatar nós. “O que não se resolve de uma maneira, resolvese de outra. O Algarve não pode continuar com uma «espada no pescoço» que trava o investimento e o desenvolvimento. Este é um dia histórico para Olhão, mas queremos que deixe de ser exceção. Queremos continuar a construir as infraestruturas de que o Algarve precisa e que os algarvios merecem”, declarou.

A cerimónia de abertura ao tráfego da Variante de Olhão contou com a presença do Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, do presidente da IP, Miguel Cruz, do presidente do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), João Caetano, do presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, do presidente da Câmara Municipal de Olhão, Ricardo Calé, do presidente da Câmara Municipal de Faro e da AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve, António Miguel Pina, da presidente da Câmara Municipal de Tavira, Ana Paula Martins, e da presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, Marlene Guerreiro e da vice-presidente da IP, Maria Amália Almeida.

Município de Faro inaugurou Faro Youth Lab

Município de Faro inaugurou, a 28 de abril, o Faro Youth Lab –Espaço Jovem Municipal de Faro, um novo equipamento totalmente dedicado à juventude e pensado para responder às necessidades e desafios das novas gerações.

O equipamento situa-se na Rua Lethes, n.º 42/44, num edifício de quatro pisos adquirido pela Autarquia e cuja requalificação representou um investimento municipal de cerca de 500

mil euros, com o objetivo de ser um local de encontro e partilha, ajustado às dinâmicas juvenis atuais, visando a promoção de oportunidades de aprendizagem, formação e capacitação. Pretende igualmente dar apoio aos jovens em áreas fundamentais como emprego, saúde mental, mobilidade, associativismo e cidadania; assim como incentivar a participação ativa dos jovens, envolvendo-os na construção e dinamização das políticas locais de juventude e no reforço da articulação com escolas, associações e outras entidades, promovendo uma rede colaborativa forte e ativa no território.

Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina

Em pleno centro da cidade, o Faro Youth Lab conta agora com áreas de jogos de tabuleiro, videojogos e leitura, mas também equipamentos multimédia para criação e produção, máquinas de costura, estúdios para podcasts e ferramentas de design, bem como disponibilidade de consultas gratuitas de psicologia para jovens, entre outros espaços. “A criação deste espaço vem complementar a oferta existente do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e fomentar aquilo que já existe no concelho, nomeadamente grupos formais e associações juvenis que poderão concentrar a sua atividade neste espaço e promover uma relação ainda mais estreita com as escolas da cidade e do concelho”, explicou o presidente da Câmara Municipal de Faro, António Miguel Pina. “A ideia é atrair os jovens para atividades de entretenimento, mas também permitir que, a partir daí, estes possam participar em formações, organizem

iniciativas próprias ou realizem trabalhos de grupo, além de fomentar a sua própria dimensão cívica. Queremos criar aqui um espaço de participação, onde sintam a necessidade de dizer algo sobre a cidade. A administração pública tem que estar mais próxima dos jovens, porque corremos o risco das novas gerações estarem muito distantes dos seus eleitos, e isso consegue-se através de iniciativas como esta, da Assembleia Municipal Jovem, do Orçamento Participativo Jovem e outras”, reforçou o edil farense

O novo espaço funciona de segunda a quarta-feira, das 9h às 17h; quintas e sextas-feiras, das 9h às 20h; e sábados, das 9h às 17h, podendo estes horários ser ajustados em função da procura ou necessidades dos utentes. Os interessados podem entrar em contacto através dos endereços de e-mail espacojovemfaro@cm-faro.pt ou juventude@cm-faro.pt.

Centenas de atletas vieram

até Albufeira disputar a Taça de Portugal de Ginástica Acrobática

Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina

Taça de Portugal de Ginástica

Acrobática realizou-se nos dias 21 e 22 de março e trouxe a elite da modalidade até ao Pavilhão Desportivo de Albufeira. Em prova estiveram atletas da 1.ª e 2.ª Divisão, bem como da Divisão Base, tendo sido dominada por atletas do Sporting Clube de Portugal e do Ginásio Clube de Tomar.

Foram cerca de 450 atletas a pisar o praticável, representando 21 clubes de diferentes regiões do país, incluindo a formação local do Acro Al-Buhera Clube de Ginástica de Albufeira. Na 1.ª Divisão, o título foi conquistado pelo Sporting Clube de Portugal, que se superiorizou aos coletivos do Acro Clube da Maia, que arrecadaram os 2.º e 3.º lugares do pódio. Na prova da Divisão Base, os 1.º e 2.º lugares foram alcançados por ginastas do Sporting Clube de Portugal, ficando, em 3.º lugar, a formação do Gimnoanima.

Na 2.ª divisão, a vitória foi alcançada por atletas do Ginásio Clube de Tomar, que acabou também por conquistar a medalha de bronze na mesma categoria. O 2.º lugar acabaria por ser entregue ao Acro Clube da Maia. No final dos dois dias de competição, o vice-presidente da Câmara Municipal de Albufeira e vereador com o pelouro do Desporto destacou a “importância de acolher eventos de referência, num ano em que Albufeira é Cidade Europeia do Desporto”. Para Jorge Carmo, “receber

atletas de elite no nosso concelho é parte central da estratégia municipal de valorização do Desporto enquanto motor da formação dos nossos jovens”

A competição foi organizada pela Federação de Ginástica de Portugal, em parceria com o Acro Al-Buhera Clube de Ginástica de Albufeira, e contou com o apoio da Câmara Municipal de Albufeira. A prova integrou o calendário oficial da Federação de Ginástica de Portugal e inseriu-se na programação «Albufeira Cidade Europeia do Desporto 2026».

CINETEATRO LOULETANO ASSINALOU 25 DE ABRIL COM «NOVAS CARTAS PORTUGUESAS»

Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina

Cineteatro

Louletano

recordou a Revolução dos Cravos, no dia 24 de abril, com uma sessão dupla (público escolar e público geral) de «Novas Cartas Portuguesas» de Vítor H. Freitas.

Em palco, Ana Couto, Catarina Flor e Rita Freire protagonizam uma leitura

encenada que convida o público a percorrer a obra num ambiente musical que se modela com a palavra. Uma viagem acompanhada por uma paisagem sonora tocada ao vivo e de uma vídeoprojeção que homenageia as 3 Marias e as Mulheres que fizeram parte da Revolução de Abril.

Com texto de Maria Teresa Horta, Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa e criação do «Aquilo Teatro», a encenação e cenografia são de Vítor H. Freitas.

AUDITÓRIO CARLOS DO DIA MUNDIAL DA DANÇA «QUATRO» DA EMOTION

Texto: Daniel Pina| Fotografia: Filipa Marques @memorias_de_tulipa

CARMO FESTEJOU

COM

Auditório Carlos do Carmo, em Lagoa, festejou o Dia Mundial da Dança, a 29 de abril, com «QUATRO», mais uma excelente produção da Emotion Dance Company de Laura Abel e Pedro Pinto. “QUATRO. Como o estádio final que deixou vazio um dos quatro lugares à nossa mesa. QUATRO. Como as paredes que nunca foram altas o suficiente para impedir a luz de entrar. QUATRO. Como os tempos que conto

antes de viver o meu sonho feito de movimento. QUATRO. Como os cantos de um palco onde o nada e o tudo se cruzam num só espaço”, descreve a dupla.

Com coreografia de Laura Abel, a interpretação esteve a cargo da Emotion Dance Company, com Desenho de Luz e Operação de Som e Luz de Pedro Pinto, Sonoplastia de Pedro Pinto e Laura Abel, Direção Artística de Laura Abel e Direção Técnica de Pedro Pinto. A produção foi da Emotion Dance Academy e Kimahera.

MARTA LIMA EM DESTAQUE FRONTAL AO VIVO»

Texto: Vera Lisa Cipriano | Fotografia: Vera Lisa Cipriano

DESTAQUE NO «CHOQUE

programa radiofónico

«Choque Frontal Ao Vivo», emitido pela Alvor FM, regressou, no dia 23 de abril, ao TEMPO – Teatro Municipal de Portimão para mais uma edição, reafirmando o seu posicionamento como um formato distintivo no panorama cultural a sul do país. A sessão contou com a participação da cantora e compositora Marta Lima, que protagonizou um momento de interpretação musical e partilha artística em ambiente intimista.

Num registo acústico, a artista apresentou-se em palco acompanhada exclusivamente pela sua guitarra, privilegiando uma abordagem minimalista que evidenciou a expressividade da sua voz e a densidade

das suas composições. O alinhamento incluiu temas como «Caravana», «Passos Marcados», «Postal em Branco» e «Maré Cheia», interpretados de forma depurada, conferindo-lhes uma dimensão mais introspectiva.

A par da componente musical, o espetáculo integrou momentos de diálogo com o público, nos quais Marta Lima partilhou reflexões sobre o processo criativo e o seu percurso artístico. Esta interação direta constitui uma das características centrais do «Choque Frontal Ao Vivo», contribuindo para a criação de uma atmosfera de proximidade entre artista e audiência.

Reconhecida como uma das vozes emergentes da música portuguesa contemporânea, Marta Lima apresenta um percurso marcado pela diversidade de influências, que cruzam o jazz com o

universo indie-pop. Com raízes no Algarve e formação no Hot Clube de Portugal, a artista tem vindo a consolidar a sua presença em diversos palcos nacionais.

O programa, conduzido por Júlio Ferreira e Ricardo Coelho, responsáveis pela sua conceção, produção e apresentação, mantém o compromisso de promover a música portuguesa e projetos autorais, privilegiando formatos de apresentação intimistas. A próxima edição está agendada para o dia 28 de maio, no mesmo espaço, e contará com a participação da cantora e autora Ana Tereza. A entrada será gratuita, mediante levantamento prévio de convites no Teatro Municipal de Portimão, na quintafeira anterior ao evento, encontrando-se limitada a dois ingressos por pessoa.

ORQUESTRA DO ALGARVE REVISITOU ABRIL COM

A SÉRGIO GODINHO

Texto: Ricardo Coelho| Fotografia: Ricardo Coelho

ALGARVE EM PORTIMÃO HOMENAGEM

noite de 24 de abril foi vivida com intensidade no Portimão Arena com um concerto evocativo do 25 de Abril que reuniu música, memória e participação coletiva.

A Orquestra do Algarve, dirigida pelo maestro Pablo Urbina, apresentou «As Novas Memórias da Revolução», um programa sinfónico pensado como uma viagem pelos momentos-chave da conquista da liberdade. Entre peças de repertório clássico e abordagens contemporâneas, construiu-se um diálogo dinâmico com o público, dando nova vida aos ideais de Abril.

O concerto integrou uma homenagem especial a Sérgio Godinho, cuja obra permanece central na história da canção de intervenção em Portugal. Através de arranjos sinfónicos, foram revisitadas algumas das suas canções mais

marcantes, sublinhando o seu papel na construção da consciência democrática. A componente vocal contou com a participação de Canto Nono, do cantor Tiago Nacarato e do Coro Comunitário da A.M.A., num encontro de vozes que reforçou o espírito de partilha e inclusão que marcou toda a atuação.

Durante a noite, sucederam-se interpretações de temas como BombaRelógio, Espalhem a Notícia, Caramba, Às Vezes o Amor, 1.º Dia, É Terça-feira, O Elixir da Eterna Juventude e Maré Alta. Já no final, Liberdade destacou-se como ponto alto, regressando em encore com todos os artistas em palco e o público a acompanhar em uníssono, num momento de grande emoção.

Mais do que um simples espetáculo, este concerto assumiu-se como uma celebração viva dos valores de Abril, um encontro entre gerações que honrou o passado, celebrou o presente e lançou um olhar confiante sobre o futuro.

PROPRIETÁRIO E EDITOR:

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DIRETOR:

Daniel Pina (danielpina@sapo.pt) CPJ 3924

Telefone: 919 266 930 (custo de chamada para a rede móvel nacional)

REDAÇÃO:

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