

ALGARVE INFORMATIVO




ÍNDICE
Sílvia Quinteiro (pág. 14)
Paulo Neves (pág. 18)
Boliqueime festejou aniversário de elevação a vila (pág. 22)
Festival das Amendoeiras em Flor de Alta Mora (pág. 32)
Nova UALGZine (pág. 54)
15.ª Winner’s Cup no Pine Cliff Resort (pág. 66)
Ginástica acrobática em Lagoa (pág. 74)
«Uma Brancura Luminosa» no Cineteatro Louletano (pág. 90)
These New Puritans no Teatro das Figuras (pág. 108)












Interessante Sílvia Quinteiro, professora “
tempo — ainda bem! — é o carrasco da nulidade”, escreveu José Dias Sancho.
Esperemos que sim, acrescento eu.
Lembrei-me desta frase numa daquelas situações em que a civilidade nos impede de nos levantarmos, apesar de o instinto aconselhar que fujamos a sete pés. Uma palestra longa e inflamada, sustentada por palavras seguras, ditas do alto da convicção de quem acredita não precisar provar nada do que afirma.
Discurso redondo. Da boca do orador — gárgula sinistra— jorra uma corrente contínua de frases, recolhidas e despejadas como as águas pluviais na beira de um telhado.
Sempre de boca aberta. Alheio ao aviso da sabedoria popular — irrelevante para um intelectual deste gabarito — segundo o qual, nestes casos, ou entra mosca ou sai asneira. Básico, mas certeiro.
Após longos minutos de preâmbulo, o orador anuncia finalmente o objeto da sua vasta investigação. Um trabalho exaustivo, rigorosíssimo, uma lista de fontes inesgotável… haveria tanto a dizer. Uma lástima, o tempo ser curto.
Discorre, por isso, sobre outros temas. Divaga. Cola umas coisas aqui. Cose outras acolá. De vez em quando, lembrase do tema e, de raspão lá o menciona. Uma investigação profundíssima. Chegou a tantas conclusões. Se ao menos tivesse tempo… As descobertas foram muito interessantes, assevera.
Interessantes! Ao ouvir a palavra, acionam-se em mim todos os sinais de alerta — disparam os alarmes interiores, ouço sirenes, avisto luzes de emergência a entrar pela sala a dentro — e procuro, sem sucesso, uma saída de emergência. Interessante, a palavra que tem como única virtude não querer dizer rigorosamente nada. Muito útil quando não sabemos do que falamos ou quando não temos nada para dizer. A obra era, portanto, interessante. Nem uma referência concreta, um exemplo, uma breve citação, nada. Exalte-se, porém, a virtude de um orador que discorre horas sobre o desconhecido e arranca da audiência a confirmação do seu juízo: Interessante! Interessante!
Uma preleção brilhante, considerando que o tempo era curto e a investigação extensa. Milagres não se fazem. Uma pena, porque também teria sido interessante.

Costumo dizer destas situações que prefiro uma dor de dentes. E, nem de

propósito, dei por mim hoje no dentista. Quase uma hora de espera, passada a observar um pai que ensinava o filho a construir um castelo de cartas. O menino tentava, as cartas caíam, mas ele insistia. O pai explicava pacientemente o porquê do desequilíbrio e mostrava como distribuir o peso. A certa altura, olhou para mim e disse, meio a rir, meio a sério:
— O filho de um engenheiro tem de saber o que está a fazer.
Entre observar aquela criança a construir o castelo de cartas e ouvir o sofrível investigador, não hesito na escolha.
Entre um castelo sustentado e outro construído sobre o vazio, não tenho dúvidas sobre qual ruirá primeiro.
Mais tarde ou mais cedo, o tempo será, inevitavelmente, o carrasco da nulidade.


Para um roteiro mariano em Faro
Paulo Neves, «ilhéu», mas nenhum homem é uma ilha
Cantigas de Santa Maria, de Alfonso X (el Sabio), anos 1221 a 1284 (em galaico-português):
“Desto direi un miragre que fezo en Faaron a Virgen Santa Maria en tempo d'Aben Mafon, que o reino do AIgarve tii ' aquela sazon a guisa d ' om ' esforçado, quer en guerra, quer en paz.
En aquel castel avia omagem, com' apres ' ei da Virgen mui groriosa, feita como vos direi de pedra bem fegurada e, com ‘eu de cert’ achei, na riba do mar estava escontra ele de faz. Ben do tempo dos crischãos a sabian y estar, e posende os cativos a yan sempre a orar, e Santa Mari 'a vila de Faaron nomear por aquesta razon foron. Mas o poboo malvaz dos mouros que y avia ouveran gran pesar en e no mar a deitaron sannudos con grande desden; mas gran miragre sob' esto mostrou a Virgen que ten o mundo' en seu mandamento, a que soberba despraz.
Ca fez que niun pescado nunca poderon prender enquant ' aquela omagem no mar leixaron jacer.
Os mouros, pois viran esto, fóróna dali erger e posérona no muro ontr'as ameas en az. Des i tan muito pescado ouveron des enton y, que nunca tant y ouveran, per com' a mouros oy dizer e aos crischãos que o contaran a mi; poren loemos a Virgen en que tanto de ben jaz.”

Fontes: (Jaime Ferreiro Alemparte, «A Cidade Moçárabe de Santa Maria de Faro e o Milagre da Cantiga CLXXXlll em Fontes anteriores ao Rei Sábio». In Anais do Município de Faro, vol. VII, 1977, pp. 63 e 64).
In LAMEIRA, Francisco Faro – A arte na história da cidade, Câmara Municipal de Faro, 1999, p.23.
«Como uma imagem de Santa Maria estava em Faroon, na riba do mar. Ilustração das cantigas de Alfonso X. Estampa do sec. XIII, Mosteiro do Escorial, Madrid». http://faro-com-historia-sabermais.blogspot.com/2010/11/cantiga-de-santa-maria-de-afonso-x-o.html
026… estamos na semana da BTL e sinto que nos falta ainda mais algo, a Faro, para atrair o turismo cultural (e religioso), para surpreender os nossos vizinhos de Espanha e, afinal, para honrar a nossa história. Para integrar produto e enriquecer a nossa oferta, a nova procura pelo destino…
Como é que Alfonso X já nos “havia descoberto”, cantado e louvado e ainda há tanto que ainda falta, nós próprios, “descobrirmos” e dar a conhecer
A nossa ligação fronteira à ria, os nossos ancestrais pescadores, os cristãos já havidos em Faro antes da ocupação muçulmana (vide o nosso templo visigótico, depois romano e o Bispo Vicente, do Séc. III, o templo cristão primaz de Portugal), o arco do repouso e a sua ermida evocativa da aparição a Afonso III; a Nossa Senhora (da Conceição, padroeira de Portugal) que encima a heráldica e o nosso brasão (antes com o Menino ao colo), entre duas torres de Faro com as ondas a seus pés; a IgrejaCatedral de Santa Maria… A ermida da Nossa Senhora da Saúde; a pedra/olheiro a Nossa Senhora que estava no passeio da doca (louvando as águas santas para a cura das doenças dos olhos, que parece também representada na estrela no brasão, antes ondulada, agora em 8 pontas de ouro); O Convento da Nossa Sonhora da Assunção (uma história fantástica que liga as mulheres de Faro e as Rainhas de Portugal); a Nossa Senhora dos Negros (Igreja Matriz de São Pedro) ou a Senhora do Carmo … Cada com uma história local e muito mais além no Algarve.
Enfim, contributos para um roteiro mariano em Faro.

Quanto tempo mais para voltarmos a consagrar, e (re)colocar num nicho, no pano da muralha, fronteira à Ria Formosa, a imagem da Nossa Senhora, com esta legenda da cantiga de Alfonso X (texto e música), para Faro ser propalada, visitada, respeitada pela história e cultura milenar?
Não compreendo como continuamos a perder oportunidades e ensinarmos às novas gerações o nosso património comum, para mais quando já é reconhecido, de há tanto tempo, pelos Reis de outras nações (verdade que Alfonso X, disputava com Afonso III, a titularidade sobre Faro depois do Califa de Niebla, Aben Mafon, lhe ter prestado vassalagem, antes da tomada da cidade em 27 de março de 1249).
Porque não juntar a Diocese e a Universidade, com o Município e a RTA, para tão importante (minha opinião) trabalho, concertando e respeitando, melhor interpretando, para divulgar a nossa história?



Vila de Boliqueime celebrou 1.º
aniversário com investimento em rede de água e parques infantis
Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina
oliqueime assinalou, a 15 de fevereiro, o primeiro aniversário com o estatuto de vila e, para comemorar a data, a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal de Loulé promoveram um programa comemorativo que incluiu o lançamento da rede de água de S. Faustino e a inauguração de dois parques infantis, com Telmo Pinto a trazer ainda boas notícias sobre uma obra há muito
aguardada: o saneamento básico ao longo da EN125.
Durante a primeira assinatura de um auto de consignação no exercício das funções de presidente do Município de Loulé – a obra da rede de água em S. Faustino –, Telmo Pinto sublinhou a vontade da Autarquia em chegar a muitos mais lugares do concelho que ainda não estão cobertos por rede de água. “Toda a gente com uma casa licenciada tem direito a ter água, e não



é por estar mais ou menos isolado que deixa de ter esse direito”, afirmou. No caso de S. Faustino, serão 20 mil metros de condutas para levar água a uma população que se encontra numa zona de habitação dispersa, garantindo água potável e de qualidade controlada durante todo o ano.
Uma obra que estará concluída no prazo de dois anos, servindo, não só S. Faustino, mas também Almarjão, Parreira e Ladeira, Casas Costas e Moinho da Boa Vista. Para Nélson Brazão, presidente da Junta de Freguesia de Boliqueime, este é mais um “passo importantíssimo” para dotar toda a freguesia destas infraestruturas, numa altura em que está concluída a rede de águas na Rua Jorge Manuel Dias Coelho e, em fase de conclusão, a obra no Ribeiro. “Esta empreitada estava
complicada de sair, falou-se muito dela, levou até alguns a colocarem em causa se ela alguma vez se iniciaria. Diversas vezes fui questionado na rua e já ninguém acreditava que fosse uma realidade, mas hoje podem constatar que vai mesmo ser uma realidade, embora não à velocidade que desejaríamos. Todos os processos de empreitadas que passam pela contratação pública levam ao desespero de quem os lança e de quem está a necessitar de um bem essencial, neste caso a água. Precisamos de descomplicar estes processos para termos muitas mais obras e em tempo útil”, desabafou Nélson Brazão.
Telmo Pinto deixou ainda um sinal positivo relativamente ao impasse que dura há alguns anos na EN125, inviabilizando o arranque da empreitada




de saneamento nas localidades que se encontram ao longo dessa via, e que se prende com a dificuldade de expropriar os terrenos necessários para realizar os trabalhos. “Contratámos os serviços jurídicos para conseguirmos levar adiante esta obra que representa muito, quer pela sua dimensão, quer pelo facto de estar perto dos serviços urbanos. Estamos neste momento a trabalhar no processo para conseguirmos chegar aos proprietários desconhecidos, para que possamos, o mais depressa possível, responder a todas as pessoas daquela estrada. Iremos abrir um caminho para toda a envolvente, que também não tem águas e esgotos, de forma a responder a mais pessoas”, explicou o responsável do Município.
O aniversário de Boliqueime ficou ainda marcado pela inauguração de dois parques infantis. O primeiro no Jardim
Filipe Barriga, e outro junto à EN125, no Parque de Merendas da Maritenda, criado ao abrigo do contrato interadministrativo. Este último com uma componente inovadora, que contribuirá para melhorar o conhecimento dos mais novos sobre a história desta terra, uma vez que, através de um QR Code que se encontra no interior do parque, as crianças são desafiadas a responder a perguntas sobre a freguesia. Mas este é um espaço com outras valências, como um campo de petanca, que reúne muitos praticantes em momentos de profundo convívio, sendo que a Junta pretende também ali criar mais equipamentos para a prática desportiva informal. “Dos mais jovens aos mais velhos, precisamos de ter a capacidade de fomentar este tipo de iniciativas para as pessoas serem mais ativas, estimulando-as mental e fisicamente, de forma a que deixem de estar em casa e virem para sítios como estes”, referiu o presidente Telmo Pinto.






Nélson Brazão lembrou, entretanto, que o Parque Infantil Filipe Barriga nasceu de um Orçamento Participativo, por proposta de um grupo liderado por Manuela Senhorinho. Quanto ao Parque de Merendas da Maritenda, tem vindo a ser apetrechado de equipamentos, primeiro os campos de petanca, agora um parque infantil. “Tem sido uma aposta ganha e vamos continuar a investir nele. Pretendemos colocar mais equipamentos neste espaço e aumentar o número de campos de petanca, porque a modalidade está a desenvolver-se e tem imensos praticantes”, justificou, aproveitando para dar os parabéns à Associação de Petanca da Maritenda que festejava naquele dia o seu aniversário. “Este executivo da Junta de Freguesia preocupa-se com a população e pretende dar cada vez mais
equipamentos e condições para os nossos fregueses. Precisamos de mais espaços ajardinados, espaços para a prática casual de desporto para que as nossas crianças possam brincar e os nossos graúdos possam praticar desporto e lazer. Mas Boliqueime necessita também urgentemente de habitação para os jovens, mais rede de saneamento e águas, um centro de saúde condigno, um campo de futebol reabilitado, zonas de lazer, segurança e a zona industrial. Queremos que todos os boliqueimenses possam cá viver em boas condições, e só quando respondermos a todas estas necessidades é que poderemos dizer que estaremos felizes”, frisou o autarca, agradecendo ainda a disponibilidade do Município de Loulé em colaborar com a Junta de Freguesia de Boliqueime em diversas empreitadas e iniciativas.






Milhares rumaram ao Festival das Amendoeiras em Flor de Alta Mora para reviver tradições da serra
Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina e Município de Castro Marim
ntre 20 e 22 de fevereiro, a pequena aldeia de Alta Mora acolheu milhares de visitantes em mais uma edição de sucesso do Festival das Amendoeiras em Flor do Algarve, inaugurado com a participação do Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado.
Já considerado como um dos maiores eventos de época baixa da região algarvia e com um forte contributo para o

desenvolvimento do interior, esta iniciativa começou há mais de duas décadas com a exploração turística de percursos pedestres, um projeto que foi pioneiro no Algarve. Estes percursos pedestres foram novamente um dos grandes destaques, com lotação esgotada, além da Torta de Amêndoa Gigante com 44 metros e da valorização de artistas, artesãos e produtores locais que demonstraram as suas artes e tradições ao vivo.

O recinto foi ainda preenchido com um mercado de rua com produtos da região como o mel, frutos secos, doçaria, sal, queijos, artesanato e cestaria, não faltando também workshops e recriações ao vivo. A programação deste ano incluía ainda uma exposição fotográfica, a Aldeia do Artesão, pinturas faciais, oficinas, estátuas vivas e a atuação de grupos de dança e música como as ARUTLA, o Grupo Etnográfico Amendoeiras em Flor, Malatitsch ou o Rancho Folclórico do Azinhal.
Na sessão de inauguração, o Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços salientou que “não há Algarve sem Alta Mora”, destacando ainda a importância do evento e do turismo para a coesão, que é relevante. Este evento tem um forte investimento do Município de Castro Marim em logística e apoio financeiro, mas este ano, pela primeira vez, teve o apoio do Turismo de Portugal, no âmbito do Portugal Events 2026-2028.

Durante várias semanas participou uma grande rede de voluntariado, de pessoas da aldeia, descendentes e amigos, que já assumem e sua missão de voluntário como parte integrante do evento.
“Associaram-se também ao evento, de muitas formas, várias empresas, ao mesmo tempo em que existem novos produtos, novos artesãos e novos projetos inovadores que emergem e germinam no território. Hoje, à semelhança do processo do sal, também já existem produtores de amêndoa locais com embalagem e
tratamento próprio”, referem os responsáveis autárquicos.
O Festival das Amendoeiras em Flor do Algarve foi organizado pela Associação Recreativa, Cultural e Desportiva dos Amigos da Alta Mora, em parceria com o Município de Castro Marim e a Junta de Freguesia de Odeleite e a participação de muitos voluntários e residentes com espírito de equipa e de missão pelo combate ao despovoamento, isolamento e desertificação.





















































Nova «UALGzine» mostra como a UAlg está a construir uma Universidade Europeia dos Mares
«UALGzine» n.º
18 mostra como a Universidade do Algarve está a transformar conhecimento em soluções concretas para o mar e para as regiões costeiras, focando-se na sustentabilidade, inovação azul, mobilidade académica e ligação à comunidade. Dedicada à Universidade
Europeia dos Mares (SEA-EU), esta edição foi apresentada no dia 13 de fevereiro, no Centro de Ciência Viva do Algarve, em Faro, numa sessão que assinalou também o 6.º aniversário desta Aliança.
O evento reuniu a comunidade académica, comunicação social e parceiros para um momento de partilha e reflexão sobre o papel da UAlg na SEA-
Texto: Daniel Pina| Fotografia: Universidade do Algarve




EU, uma aliança de nove universidades europeias, que aposta na cocriação e na partilha de conhecimento, impulsionada por pessoas e amiga do ambiente. Na sessão de abertura, a vice-reitora para as Parcerias e Universidade Europeia (SEAEU), Patrícia Pinto, apresentou uma retrospetiva do percurso da SEA-EU, sublinhando a evolução do projeto e o papel da UAlg na construção conjunta de soluções. A responsável destacou que a SEA-EU se tem afirmado como um espaço de colaboração em crescimento, consolidando projetos e oportunidades que aproximam a Universidade do território e da Europa.
Também na abertura, Tomás Silva, presidente da Associação Académica da UAlg, destacou a importância da Aliança para a experiência dos estudantes, sublinhando o impacto direto das oportunidades de mobilidade e de participação em iniciativas europeias. O responsável manifestou ainda a expectativa de que a SEA-EU continue a “abrir portas” a novas vivências académicas e culturais, facilitando períodos de estudo e formação noutras universidades europeias.
A reitora Alexandra Teodósio reforçou a relevância estratégica da participação da UAlg na Aliança e o impacto do trabalho desenvolvido. Segundo a responsável,




esta edição da UALGzine demonstra de forma concreta como a Universidade se tem afirmado no contexto europeu através de projetos, inovação pedagógica e cooperação internacional.
A apresentação da revista esteve a cargo do jornalista da RTP, Mário Antunes, que destacou o papel decisivo da comunicação na relação entre ciência e sociedade. Na sua intervenção, defendeu que comunicar ciência implica traduzir conceitos técnicos em linguagem clara, contextualizada e acessível, recorrendo a exemplos e formatos próximos do público, para que o conhecimento científico possa contribuir para escolhas e decisões mais informadas.
A edição n.º 18 da «UALGzine» mergulha no universo da SEA-EU, apresentando a Aliança como um «laboratório vivo» de construção conjunta de soluções para grandes desafios das regiões costeiras, como a sustentabilidade ambiental, a inovação azul, a coesão social e o crescimento económico responsável. Ao longo deste número, o leitor encontra projetos científicos e pedagógicos que cruzam equipas, culturas e territórios, oportunidades de mobilidade para estudantes, docentes e staff, e iniciativas que transformam conhecimento em atividades concretas. A publicação evidencia ainda o reforço da dimensão europeia da UAlg nos campi, nos laboratórios, nas salas de aula e na ligação à comunidade.



O evento incluiu ainda um conjunto de estações interativas que permitiram aos participantes conhecer de forma mais próxima o impacto da Aliança. Na estação «SEA-EU em 90 segundos» foi apresentado o «pitch» base da rede, explicando o que é a SEA-EU, o seu contributo para a região e o valor estratégico para a UAlg. A estação «Mobilidade e Oportunidades» esclareceu como estudantes, docentes e staff podem participar nas iniciativas da Aliança, apresentando exemplos concretos e evidenciando benefícios ao nível da internacionalização, desenvolvimento de competências e empregabilidade.
Em «Iniciativas que aproximam a comunidade» estiveram em destaque projetos colaborativos já implementados, reforçando a presença da SEA-EU no
terreno. A estação dedicada à «Economia Azul e Território» evidenciou a articulação entre academia, empresas e parceiros regionais, bem como o contributo da Aliança para o posicionamento do Algarve como território de economia azul. Já em «Sustentabilidade e Futuro do Oceano» foram abordadas questões de literacia do oceano, boas práticas e desafios ambientais, tornando visível o contributo da rede para soluções sustentáveis.
A terminar, a dinâmica «Última Página» convidou os participantes a refletir, através de uma atividade participativa com post-its, sobre os impactos concretos da SEA-EU e as principais aprendizagens do evento. A sessão terminou com o momento «Parabéns à SEA-EU», assinalando o 6.º aniversário da Aliança.










Winners’ Cup regressou para fim de semana de desporto e luxo no Pine Cliffs Resort
Pine Cliffs Resort acolheu, nos dias 14 e 15 de fevereiro, a 15.ª edição da Winners’Cup, um evento dedicado ao golfe, ténis e, pela primeira vez, ao padel, reunindo os melhores jogadores dos torneios semanais destas modalidades promovidos pelo resort numa grande competição final. Durante
dois dias, o Pine Cliffs foi então palco de uma prova desportiva de âmbito nacional com torneios das três modalidades, complementada por clínicas conduzidas por profissionais, partidas amigáveis e momentos de convívio, afirmando-se como um dos destaques da agenda desportiva do Algarve.
A Winners’ Cup arrancou com a competição de Ténis e Padel e, ainda no primeiro dia, houve espaço para um
Texto: Daniel Pina| Fotografia: Adriana Urbano




torneio amigável na Academia de Golfe e para uma Clínica de Ténis na Academia de Ténis Annabel Croft, com a ex-tenista profissional britânica Annabel Croft e o treinador de padel português Fábio Faísca. A totalidade do valor angariado nestes dois eventos amigáveis reverte a favor do projeto social Somos Mais, uma iniciativa promovida pela UIP que visa beneficiar entidades de cariz social nas regiões onde opera. A grande final de golfe da Winners’ Cup 2026 aconteceu a 15 de fevereiro e a cerimónia de entrega de prémios decorreu durante o almoço no Salão Pinhal.
O Pine Cliffs Resort é propriedade da United Investments Portugal (UIP), parte do consórcio Al-Bahar Investment Group, sediado no Dubai. O Pine Cliffs Hotel, Pine Cliffs Ocean Suites & Spa e Pine Cliffs Residence dentro do Pine Cliffs
Resort são geridos pela Marriott International, sob a marca The Luxury Collection.
Sendo um dos resorts de luxo mais prestigiados e premiados da Europa, o Pine Cliffs Resort já foi distinguido várias vezes desde a abertura em 1992. O Resort já surgiu por duas vezes no Condé Nast Traveller’s ‘Gold List’ e recebeu por seis vezes o prémio de «Melhor Resort para Famílias em Portugal».
Em 2024 foi considerado o «Melhor Resort de Luxo» na Europa, o «Melhor Resort de Luxo com Vista Mar» e «Melhor Resort de Luxo para Famílias» em Portugal nos World Luxury Hotel Awards. Ainda neste ano foi premiado pelos Luxe Global Awards nas categorias de «Melhor Resort de 5 Estrelas» e «Melhor Resort de Luxo para Famílias». O spa, Serenity –



The Art of Well Being recebeu o prémio de «Melhor Retiro de Bem-estar de Portugal» em 2023 e 2024.
O resort disponibiliza ainda um conjunto de infraestruturas de lazer e desporto exclusivos, incluindo o prestigiado campo de golfe de 9 buracos
e a Academia de Ténis & Padel Annabel Croft; 15 restaurantes e bares para experiências gastronómicas variadas; a Aldeia para Crianças, Porto Pirata; o ACTIVE Health Club; o Serenity – The Art of Well Being; o Style – Hairdresser & Barber Shop; assim como várias lojas e boutiques.








Nova época de ginástica acrobática arrancou em Lagoa (2)
época 2025/26 de ginástica acrobática no Algarve deu o pontapé-de-saída com o 1.º Encontro de Infantis, o Torneio de Iniciação e o 1.º Torneio de Níveis, no dia 14 de fevereiro, no Pavilhão Municipal Jacinto Correia, numa organização da ACD Che Lagoense e da Associação de Ginástica do Algarve com o apoio do Município de Lagoa.
A expetativa era muita, como seria de esperar, por se tratar da primeira prova oficial do ano, com novos pares e trios, novos esquemas, novas coreografias e figuras, novas roupas, mas com uma coisa em comum: a enorme alegria com que centenas de jovens ginastas sobem ao praticável para fazer aquilo que mais gostam. Não admira, por isso, que a bancada do pavilhão estivesse completamente esgotada durante toda a manhã e tarde, com constantes gritos de incentivo aos atletas, e muitas lágrimas
Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina


nos olhos e sorrisos nos rostos dos pais orgulhosos.
Uma demonstração de que a ginástica acrobática está de saúde no Algarve, com excelentes desempenhos dos ginastas da APAGL – Associação de Pais e Amigos da Ginástica de Loulé, da ACD Che Lagoense, da AGS – Associação de Ginástica de Silves, do LDC – Louletano Desportos Clube, do Acro Albuhera –Clube de Ginástica de Albufeira, da GCL –Ginástica Clube de Loulé, do CEDF –Clube Educativo e Desportivo de Faro e da CPSBM – Casa do Povo de São Bartolomeu de Messines. Nesta edição fica a reportagem do Torneio de Iniciação.





















































RICARDO PEREIRA E SANDRA
INTERPRETAM «UMA BRANCURA

Texto: Daniel Pina| Fotografia: Teatro das Daniel Pina
SANDRA BARATA BELO BRANCURA LUMINOSA»


Cineteatro
Louletano
recebeu, nos dias 22 e 23 de fevereiro, «Uma Brancura
Luminosa» de Jon Fosse, com Ricardo Pereira e Sandra Barata Belo. Na peça, um homem conduz sem destino, ao acaso, vira à direita, vira à esquerda até que o carro fica atolado numa estrada florestal. Sai do carro e perde-se no interior da floresta, debaixo do céu escuro e de neve. Quase morre de frio e de cansaço.
Entre questões e hesitações o homem segue, perdido nos seus pensamentos, em imagens que lhe trazem memórias. Um jogo entre o passado presente e
futuro, que se vive no mesmo plano, pondo em causa o que vê, o que é realidade ou espectro. No meio deste existencialismo o homem vê uma estranha brancura luminosa.
A partir de um texto de Jon Fosse, traduzido por Liliete Martins, a peça tem adaptação e encenação de Sandra Barata Belo, que partilha a interpretação com Ricardo Pereira. «Uma Brancura
Luminosa» é uma produção da Beladona e coprodução do Centro de Artes de Ovar, Cineteatro Louletano, Teatro Municipal de Ourém, Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão e Teatro Municipal da Covilhã. Conta com o apoio da República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes IFICT – Núcleo de Oeiras.


































TOURNÉE DOS THESE PASSOU PELO TEATRO

Texto: Daniel Pina| Fotografia: Teatro das Figuras / Miguel Fernandes
THESE NEW PURITANS TEATRO DAS FIGURAS


Teatro das Figuras, em Faro, recebeu, no dia 12 de fevereiro, os These New Puritans, banda de Essex, Inglaterra, formada pelos irmãos George Barnett e Jack Barnett, e um elenco rotativo de colaboradores. Com eles trouxeram «Crooked Wing», o quinto álbum da carreira e o primeiro de estúdio em seis anos, produzido por Jack Barnett e pelo colaborador de longa data e pioneiro do Bark Psychosis, Graham Sutton, além de contar com participações especiais de um elenco eclético e imprevisível de colaboradores, de Caroline Polachek ao veterano contrabaixista de jazz britânico Chris Laurence.
O novo álbum da dupla experimental de culto, singular e duradoura, sonoramente varia do brutal ao belo, consolidando a reputação dos These New Puritans por
sua música visionária que desafia categorizações e convenções. “Uma asa torta é uma orelha; você tem uma de cada lado do corpo, e elas têm um formato ondulado. Talvez, se você tiver sorte, elas possam te ajudar a voar”, comentam os irmãos.
O álbum começou com o toque de um sino. “Eu tive que atravessar um desfiladeiro muito longo e sinuoso para chegar lá”, explica Jack Barnett sobre a pequena e isolada igreja ortodoxa grega, que ele encontrou por acaso. Sem dar muita importância, o vocalista e principal compositor da banda fez uma gravação de campo – gravações de campo fazem parte de sua prática há muito tempo. Na verdade, como ele afirma hoje, “aquele toque de sino colocou grande parte do álbum em movimento”. “Sugeriu uma série de notas, que levaram a uma música, e outra música, e outra música”, acrescenta.





De volta a Londres, a dupla começou a aprimorar as faixas a partir de dezenas e dezenas de ideias no estúdio de Jack e o
resultado final, «Crooked Wing», fez as delícias do público do Teatro das Figuras.


PROPRIETÁRIO E EDITOR:
Parágrafoptimista Unipessoal Lda. NIPC 518198189
GERÊNCIA: Mónica Pina
DETENTORA: Mónica Pina (100%)
SEDE:
Rua Estrada de Faro, Vivenda Tomizé, N.º 67, 8135-157 Almancil
Órgão registado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº 126782
DIRETOR:
Daniel Pina (danielpina@sapo.pt) CPJ 3924
Telefone: 919 266 930 (custo de chamada para a rede móvel nacional)
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Rua Estrada de Faro, Vivenda Tomizé, N.º 67, 8135-157 Almancil
Email: algarveinformativo@sapo.pt
PERIODICIDADE: Semanal
CONCEÇÃO GRÁFICA E PAGINAÇÃO:
Daniel Pina
FOTO DE CAPA:
Daniel Pina

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