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REVISTA ALGARVE INFORMATIVO #479

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ALGARVE INFORMATIVO 10 de maio, 2025

Os eternos UHF em Tavira 1 TORNEIO DE GINÁSTICA ACROBÁTICA EM LOULÉ | PARQUE DA JUVENTUDE EM PORTIMÃO | ALBUFEIRA ALGARVE INFORMATIVO #479 SEA FEST’25

FESTIVAL DOS DESCOBRIMENTOS EM LAGOS | GNR DE LOULÉ TEM NOVAS VIATURAS | AVENIDA MÁRIO SOARES


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Os GNR festejaram os 45 anos de existência com um estrondoso concerto no Cineteatro Louletano 3

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O Atelier do Movimento apresentou o seu espetáculo de Ano Novo 5

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ÍNDICE Albufeira Sea Fest 2025 (pág. 22) Avenida Mário Soares em Loulé (pág. 34) GNR tem novas viaturas no concelho de Loulé (pág. 40) Albufeira festejou Dia da Liberdade (pág. 48) Parque da Juventude de Portimão (pág. 56) Festival dos Descobrimentos em Lagos (pág. 66) Ginástica acrobática em Loulé (pág. 90) UHF em Tavira (pág. 132)

OPINIÃO Júlio Ferreira (pág. 148) Antónia Correia (pág. 150) Valentim Filipe (pág. 152)

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Albufeira Sea Fest foi um êxito e promete regressar no próximo ano com mais novidades Texto: Daniel Pina| Fotografia: Município de Albufeira e 17 a 19 de abril, o Sea Fest regressou à Praça e à Praia dos Pescadores e, nesta quarta edição, superou todas as expectativas, tendo contado com a presença de 20 mil visitantes, entre albufeirenses, residentes de vários pontos do Algarve e muitos turistas portugueses e estrangeiros. ALGARVE INFORMATIVO #479

“Esta é a grande Festa da Juventude e da Família”, refere o presidente da Câmara Municipal de Albufeira, sublinhando que “ano após ano, a iniciativa tem vindo a consolidar-se como evento âncora das férias da Páscoa, atraindo milhares de visitantes”. José Carlos Rolo agradeceu a colaboração de todos os parceiros do 22


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evento, tendo destacado a presença de várias associações locais. No entanto, frisou que, “ao nível das comidas e bebidas, houve a preocupação de reduzir ao mínimo a oferta, porque esta festa é para todos, incluindo a restauração e o comércio local, que também têm que ganhar com a realização do Albufeira Sea Fest”. O autarca destacou ainda “a vertente social do evento”, tendo sido realizada a venda de rifas, com sorteio do skate oficial do Sea Fest e de um passeio de barco pela costa (oferta da AlgarExperience) que rendeu um total de cerca de 800 euros, valor que vai ajudar na aquisição de uma cadeira de rodas vertical, que custa cerca de 36 mil euros, para um munícipe de Albufeira que não tem possibilidade de adquirir este equipamento imprescindível à sua mobilidade no dia-a-dia. ALGARVE INFORMATIVO #479

Para além da maior adesão, este ano o certame incluiu um maior número de atividades e mais diversificadas, com destaque para simulações de salvamento com a ajuda de meio aquático, rastreios e aconselhamento na área da prevenção da saúde em geral e dos cuidados a ter na praia e uma componente ambiental bem vincada, com a presença da tenda da Educação Ambiental do Município, que promoveu ações de sensibilização, ensinou a construir um hotel para insetos, comedouros reciclados e bombas de sementes, promoveu a recolha de lixo «Trash Surfers» e ajudou na produção do Skate Oficial do evento. O GAJ – Gabinete da Juventude de Albufeira também marcou presença para dar a conhecer o serviço e a programação até ao final do ano. 24


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O presidente José Carlos Rolo afirmou igualmente que “trazer a sensibilização ambiental para eventos especialmente vocacionados para a juventude é uma mais-valia que temos que potenciar na sequência da recente candidatura de Albufeira a Destino Turístico Sustentável, pois as alterações comportamentais e as boas práticas têm que começar desde cedo”. ASUR, nome artístico do albufeirense Filipe Neves, artista de arte urbana com vários trabalhos realizados em Albufeira e em diversas partes do mundo, elaborou precisamente um mural dedicado às questões ambientais, nomeadamente à vida marinha, que retratou sob a forma de uma tartaruga numa tela gigante. Cristiano Cabrita, vice-presidente da Câmara Municipal e responsável máximo pela organização do evento, sublinhou 27

estar muito feliz com mais esta edição do Albufeira Sea Fest, tendo dito que “o balanço desta quarta edição é excecional e difícil de superar, mas há sempre espaço para crescer e melhorar”. “Tivemos desporto, arte, cultura, crianças, jovens muitas famílias, espetáculos com os nossos músicos locais (à exceção dos cabeça de cartaz), o que deu a oportunidade aos nossos artistas de mostrarem a quem por aqui passou o que de melhor se faz em Albufeira”, indicou Cristiano Cabrita, que fez questão de realçar que, na organização dos eventos, a autarquia aposta sempre na valorização dos artistas da terra, tendo destacado a boa vontade e a interajuda de todos os envolvidos, bem como dos comerciantes da zona. Cristiano Cabrita salientou que o Sea Fest terá sempre uma ligação ao mar, ao desporto, à cultura, ao movimento ALGARVE INFORMATIVO #479


associativo e à preservação do meio ambiente. “Trata-se de uma atividade que veio para ficar e que, ao realizar-se durante a época baixa tem, igualmente, por objetivo combater a sazonalidade”. Para além das atividades radicais e ambientais adaptadas aos mais pequeninos, workshops de desenho e colagem, jogos tradicionais, pinturas faciais, entre outras, a kids area com insufláveis e trampolins proporcionou momentos inesquecíveis a todas as crianças presentes. A música e os desportos radicais foram das principais atrações do certame e, para além dos cabeça de cartaz Carolina Deslandes, Richie Campbell e Ivandro, houve palco para Carlos Braga, os Ranchos Folclóricos de Olhos de Água e Albufeira, Carol, Ehliu, Associação LUEL, Ben & The Pirates, Sucus, Don Lui, Pacha, Dança ALGARVE INFORMATIVO #479

Soul, assim como para capoeira, um espetáculo de luz com Ana Sofia Brito e magia. A zona central do recinto, na Praça dos Pescadores, foi ocupada por duas filas de bancas de artistas da terra que mostraram os seus trabalhos artesanais realizados em diferentes materiais e que acolheram a boa aceitação do público, situação comprovada pelo volume de vendas. A praia e o mar como pano de fundo, receberam a programação do Skate Park que foi bastante concorrida, com centenas de pessoas a assistirem aos espetáculos nas bancadas montadas junto à pista gigante, em pleno areal. No Skate brilharam Ruben Rodrigues (veterano de Skate em Portugal) e os espanhóis Carlos Neira e Ivan Gordillo (vencedor da competição). Noutras modalidades, realce para Ricardo Lino 28


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em Inline; Diogo Santos nas BMX, e Lennart em Scotters (Alemanha). Todos levaram o primeiro lugar para casa, oferta dos vários patrocinadores do evento. O «Cash 4 Tricks» foi um sucesso com mais de 1000 euros distribuídos entre as várias modalidades. Como evento mais divertido, a organização distingue o salto em altura, praticado por todas as modalidades, com destaque para os atletas de BMX que conseguiram um salto de 2,4 metros. No total, o Skate Park contabilizou a participação de ALGARVE INFORMATIVO #479

aproximadamente 100 atletas que contaram com a ajuda do público na escolha dos vencedores.

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Avenida Mário Soares abriu à circulação, em Loulé, no dia 25 de Abril Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina e automóvel, a pé ou de bicicleta, foram muitos os louletanos que atravessaram pela primeira vez a Avenida Mário Soares, no dia 25 de abril, data em que se comemoraram os 51 anos da Revolução dos Cravos. Uma das mais aguardadas obras na cidade, cujo projeto remonta ao ano de 1995, abriu assim, finalmente, ao público. Este é o último troço da Circular de Loulé, que liga a Rotunda do Cilindro (no ALGARVE INFORMATIVO #479

final da Rua Afonso de Albuquerque) à Rotunda Querença e Ameixial, junto ao Pavilhão Desportivo Joaquim Vairinhos e Centro de Saúde Universitário de Loulé, num percurso de dois quilómetros. Uma obra que significou um investimento de mais de quatro milhões de euros e “muito bonita!”, “vai dar bastante jeito!”, “excelente para fazer caminhadas!” foram algumas das opiniões dos populares que ali estiveram naquela tarde, fazendo antever que nos próximos tempos a via seja bastante concorrida, não só por automobilistas, mas também (e sobretudo) por transeuntes. 34


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Um cenário possível porque este troço não segue o perfil do anterior, com duas faixas em cada sentido, dando antes primazia aos peões pelo seu carácter de avenida urbana, como explicou o autarca Vítor Aleixo. “As necessidades vão mudando. Hoje, as pessoas saem, andam a pé, gostam de fazer passeios com os amigos, de ter ciclovias para andar de bicicleta. Esta avenida tem um perfil moderno, que responde às necessidades do mundo atual, em que as cidades são mais pensadas em função das pessoas e da sua qualidade de vida, do que do automóvel”, notou o presidente da Câmara Municipal de Loulé, que disse ser esta uma avenida “bonita e funcional”.

Autarquia de Loulé pretende prosseguir agora com a requalificação da Avenida Laginha Serafim, como anunciou na ocasião o responsável municipal. O projeto para dar continuidade a esta ciclovia ao longo da Avenida Laginha Serafim, até à rotunda Salgueiro Maia, já está concluído, sendo que a artéria será totalmente reestruturada e também vai ter “passeios mais generosos, iluminação pública e mais arborização”. A Avenida Mário Soares marca uma nova etapa na estrutura viária da cidade, mas vem igualmente enriquecer a toponímia de Loulé, com o nome de uma figura que teve um papel fundamental no desenvolvimento do Portugal contemporâneo e democrático.

É a pensar precisamente nestes novos estilos de vida dos cidadãos que a

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Três novas viaturas reforçam meios da GNR no concelho de Loulé Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina Câmara Municipal de Loulé entregou, no dia 30 de abril, ao Comando da Guarda Nacional Republicana, três novas viaturas que irão ajudar ao trabalho desenvolvido nos postos de Loulé e Almancil e no subdestacamento de Quarteira. As viaturas «amigas do ambiente» eram uma necessidade sentida pela instituição neste território e, através desta cedência, a GNR vê melhoradas as condições para levar a cabo as suas atividades. ALGARVE INFORMATIVO #479

As três novas viaturas destinam-se fundamentalmente à missão de policiamento comunitário e de proximidade, em particular em ações que visam o apoio à comunidade escolar por via do «Programa Escola Segura», o apoio ao desenvolvimento através do «Programa Comércio Seguro» e o apoio às populações idosas no âmbito do «Programa Apoio 65 – Idosos em Segurança», entre outros programas e ações realizadas nas áreas às quais cada uma das viaturas se destina. Serão, por 40


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isso, essenciais para a sua execução de uma forma mais eficiente e abrangente. De acordo com o Comandante Territorial de Faro da GNR, Coronel Marco Henriques, “esta iniciativa representa muito mais do que um aumento da capacidade de resposta da Guarda nestas localidades, materializa um incremento na imagem da Guarda, do concelho e do país, na motivação dos militares que passarão a dispor de um equipamento mais moderno, mais seguro e mais eficiente, mas também no reforço do compromisso que a Guarda partilha com o poder local, na prossecução do interesse público”. “A ALGARVE INFORMATIVO #479

GNR é uma presença muito valorizada por toda a comunidade, sabemos bem quão importante é o seu trabalho no nosso concelho. Não há comunidade adulta, robusta, democrática que não tenha, na primeira linha das suas preocupações, o valor da segurança dos cidadãos”, afirmou, por sua vez, Vítor Aleixo, presidente da Câmara de Loulé. O autarca destacou “a quantidade impressionante de serviços da GNR que se encontram sedeados no concelho de Loulé, desde o patrulhamento de costa até às unidades especiais, e a quantidade de militares envolvidos”. De facto, no concelho de Loulé, a GNR conta 42


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com o Comando do Destacamento em Loulé, o Subdestacamento de Quarteira, os Postos de Loulé, Salir, Almancil e Vilamoura, o Destacamento de Intervenção sediado no Quartel de Vilamoura (que congrega 4 Equipas de Intervenção, 1 Equipa Cinotécnica que inclui Deteção de Explosivos e 2 Esquadras a Cavalo), o Posto de Guarda de Fronteira, da Unidade de Controlo Costeiro e Fronteiras, também sediado no Quartel de Vilamoura, e ainda a Companhia de Ataque Estendido da UEPS, sediada no Posto de Almancil. Ou seja, 9 subunidades que são compostas por um total de 297 militares. A GNR marca ainda presença através da patrulha a cavalo que todos os anos é deslocada para a Cortelha, no apoio à vigilância da floresta contra incêndios, e do projeto de ALGARVE INFORMATIVO #479

Videovigilância para Vilamoura, que em breve irá avançar para a fase de concurso para aquisição dos equipamentos. Depois de, nos últimos anos, a Câmara Municipal de Loulé ter investido na melhoria dos equipamentos da GNR no concelho, o presidente Vítor Aleixo realçou que o próximo “maior desígnio” é a concretização do edifício do Comando Territorial de Faro na «Cidadela de Proteção e Segurança de Loulé», dando, do ponto de vista regional, “melhores condições de trabalho, modernas e eficazes”. O concurso público para o projeto do edifício está já aberto, sendo que a Autarquia comparticipará no projeto (500 mil euros) e em metade do valor da empreitada. 44


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Albufeira assinalou Dia da Liberdade com inaugurações e homenagens Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina e Município de Albufeira semelhança do que acontece todos os anos, a Autarquia de Albufeira celebrou a conquista da Liberdade, Democracia e Igualdades, este ano, por determinação do presidente da Câmara Municipal de Albufeira, José Carlos Rolo, de forma contida e sem discursos institucionais, por respeito ao luto pelo falecimento do Papa Francisco.

À

O dia 25 de abril começou com o tradicional hastear das bandeiras ao som do Hino Nacional protagonizado pela ALGARVE INFORMATIVO #479

centenária Banda de Paderne, com Guarda de Honra pelos Bombeiros Voluntários de Albufeira. Seguiu-se a inauguração da Estátua de D. Manuel I, esculpida por Francisco Rato em granito, um momento histórico e de afirmação da identidade local, em homenagem ao rei que, em 1504, atribuiu Foral à então vila de Albufeira. D. Manuel I é agora uma presença marcante, na zona ajardinada em frente aos Paços do Concelho. O desporto marcou presença com a realização do VIII Duatlo 25 de Abril do Futebol Clube de Ferreiras, Campeonato Nacional de Clubes de Duatlo e Prova 48


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Aberta. No ano em que se assinala o 51.º aniversário do 25 de Abril, o Município decidiu incluir no programa a inauguração do Memorial aos Combatentes do concelho que pereceram na Guerra do Ultramar, 13 filhos de Albufeira que não regressaram a casa, nomeadamente, Daniel Arez dos Santos, Desidério Coelho Gonçalves, Ezequiel José Martins Figueiras, Francisco da Conceição Gamito, Heitor Cabrita dos Reis, João Francisco Cruz Rosendo, Jorge Manuel Nicolau Bailote, Jorge Manuel Vicente Mendes, José da Silva Oliveira, José Manuel Clemente Casarota, José Maria Sousa Vicente, Leonel José da Conceição Barreto e Manuel José Agosto. A obra surgiu na sequência de um projeto de investigação realizado pelos técnicos do Arquivo Histórico do ALGARVE INFORMATIVO #479

Município que teve início com a identificação dos presos políticos da ditadura, alargado posteriormente aos combatentes do Ultramar, e que contou com a colaboração dos capitães Filipe Lopes e Glória Alves, Coronel Branco, Furriel Miliciano António Pires e Sargento José João Pais com o apoio do Registo Civil de Albufeira. A escultura, que se encontra localizada na Rua do Município, em frente ao Continente, foi construída pelo artista João Jesus, em metal reciclado, a partir de um antigo corrimão de proteção, instalado durante vários anos no pontão da Praia dos Pescadores. Seguiu-se a inauguração da primeira fase das obras de requalificação do Skate Parque de Albufeira, onde já se encontravam várias crianças e jovens a praticar as suas modalidades preferidas. 50


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Um dos momentos altos do dia consistiu na aposição do nome Fernando Barata ao Estádio Municipal de Albufeira, cerimónia que contou com a presença de familiares, com destaque para a filha Mónica Barata, e amigos do empresário hoteleiro e antigo presidente do Farense e do Imortal de Albufeira. O nome de Fernando Barata fica, a partir do dia 25 de abril de 2025, associado para sempre ao Estádio Municipal de Albufeira, um nome que está desde há muito ligado à história do concelho, quer a nível turístico quer do futebol. De facto, chegou ao Algarve quando o turismo estava a dar os primeiros passos e começou como rececionista do Hotel Sol e Mar, «arregaçou as mangas» e a sua visão e ALGARVE INFORMATIVO #479

empreendedorismo levaram-no a construir um império com várias unidades hoteleiras em Albufeira, passando por Lisboa, Londres e Guiné-Bissau. Atingiu uma posição cimeira no setor com o Grupo Fernando Barata a gerar milhares de empregos e foi presidente do Farense de 1981 a 1988, com a equipa a subir por duas vezes à I Liga, sendo que na época de 1982/1983 a equipa sagrou-se campeã nacional da II Liga. Com a sua presidência no Imortal, de 1996 a 2007, Fernando Barata elevou o clube de Albufeira à II Liga e em 1998 criou a SAD. Aquando da organização do Euro 2024 em futebol trouxe a primeira seleção da Holanda para estagiar e treinar no Estádio Municipal de Albufeira. 52


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Parque da Juventude de Portimão reabriu ao público após forte requalificação Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina eabriu oficialmente, no dia 26 de abril, o Parque da Juventude de Portimão, após ano e meio encerrado ao público para requalificação. A principal novidade é um novo Parque Radical de Portimão, um equipamento há muito desejado pela comunidade local que, concebido para conciliar a prática de skate e de BMX, e inspirado na Fortaleza ALGARVE INFORMATIVO #479

de Santa Catarina, terá uma zona de street e um bowl. O espaço verde com cerca de 15 mil metros quadrados sofreu uma requalificação profunda, tornando-o mais atrativo e com novas áreas fruição, de desporto informal, e acessível a todos os cidadãos. A obra contemplou uma grande recuperação dos espaços verdes e dos caminhos existentes, a construção de um passadiço elevado à altura das copas das 56


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árvores e de uma torre de vigia situada no ponto mais alto do parque. Foram ainda requalificadas as entradas sul e norte, o parque infantil existente na entrada norte, a cafetaria, as casas de banho e o lago, que passará a contar com um deck e plantas depuradoras de água.

infantojuvenil na entrada sul, a instalação de uma área de street workout, bem como a conversão do antigo «skate park» num novo campo de jogos com um campo de futsal e um de basquetebol 3x3 com a assinatura da Federação Portuguesa de Basquetebol, através do projeto «3x3 BASKETART».

Desta empreitada o parque ganhou também um novo equipamento

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A grande aventura do Festival dos Descobrimentos regressou a Lagos, desta feita tendo o Japão como protagonista principal Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina e 30 de abril a 4 de maio, Lagos mergulhou mais uma vez no espírito épico dos Descobrimentos por ocasião da 12.ª edição do Festival dos Descobrimentos, evento lacobrigense bianual que contou com a habitual participação das forças ALGARVE INFORMATIVO #479

vivas locais. Foi um convite para viajar no tempo e no espaço, com uma Feira Quinhentista, múltiplos espetáculos e recriações históricas, exposições, workshops, uma conferência, visitas guiadas, animação permanente e muitas outras surpresas. Tudo começou, na tarde do dia 30 de abril, com o Cortejo Histórico que juntou 66


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mais de dois mil figurantes em trajes de época, a desfilar desde a Avenida dos Descobrimentos até à Praça do Infante, com a presença especial do Embaixador do Japão e da comunidade escolar. Ao longo dos cinco dias, a Feira Quinhentista ocupou a Praça do Infante e o Jardim da Constituição com mercadores, artesãos, taberneiros e animação contínua. Em diferentes pontos do recinto, recriações históricas, espetáculos, animação circulante e polos temáticos deram vida a episódios do passado: acampamento mouro com dromedários e guerreiros, espaço dedicado à vida militar com disparos de canhões e treino de armas, jogos para toda a família, torneios de cavalaria, a construção de uma caravela modular com a ajuda do Centro Ciência Viva de Lagos e até passeios na embarcação Santa Bernarda para recordar tempos de aventura. ALGARVE INFORMATIVO #479

O Japão teve uma forte presença nesta edição, com o Festival dos Descobrimentos a construir uma ponte entre os navegadores portugueses do século XVI e a cultura nipónica com várias experiências imersivas: no Jardim da Constituição, o Espaço Japão convidou a explorar a gastronomia, o artesanato e as artes tradicionais do país; houve também demonstrações de Kyudo (tiro ao arco japonês), workshops de origami, caligrafia, furoshiki, mizuhiki, kirigami e até peças de sushi e doces típicos como o daifuku mochi. No Armazém Regimental, a exposição «Kakure Kirishitan – Cristãos Ocultos» apresentou um capítulo menos conhecido da história religiosa japonesa. À noite, os grandes espetáculos tomaram conta do Palco da Muralha e do Cais do Forte Ponta da Bandeira: «Circle 68


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of Fire» abriu com fogo e expressão corporal; os poderosos tambores Taiko ressoaram a 2 de maio; e a surpreendente «Samurai Station» uniu teatro, arte e pirotecnia. Nos dias 3 e 4, o espetáculo «Tanegashima» recriou, com a embarcação Santa Bernarda, a chegada dos portugueses ao Japão, seguido da história de amor impossível entre a princesa Wakasa e Fernão Mendes Pinto, encenada sob o título «O Primeiro Amor». O programa incluiu ainda visitas guiadas que revelaram os bastidores históricos e geológicos de Lagos, com percursos pela «Rota da Escravatura», caminhadas pelo centro histórico em busca das rochas que constroem a cidade e visitas comentadas

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ao Forte Ponta da Bandeira e à Caravela Boa Esperança. Numa lógica «fora de portas», o Cinema de Lagos teve exibições gratuitas de filmes alusivos à Ásia e o Centro Cultural de Lagos foi palco, no dia 3 de maio, da conferência «O Encontro de Portugal com o Japão nos Séculos XVI-XVII», reunindo investigadores e especialistas numa reflexão sobre as trocas entre os dois mundos. Já os equipamentos do Museu de Lagos tiveram entrada gratuita ao longo dos cinco dias do evento. O XII Festival dos Descobrimentos constituiu, por tudo isto, um verdadeiro mergulho na história, com animação contínua, recriação, conhecimento e surpresa a cada esquina.

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Pavilhão Municipal Professor Joaquim Vairinhos assistiu ao talento e dedicação dos jovens ginastas algarvios (2) Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina Pavilhão Municipal Professor Joaquim Vairinhos, em Loulé, foi palco, nos dias 5 e 6 de abril, de mais fim-de-semana intenso de ginástica acrobática inserido no calendário de provas de 2025 da ALGARVE INFORMATIVO #479

Associação de Ginástica do Algarve, desta feita com a realização, em parceria com o Louletano Desportos Clube, do Campeonato Territorial de 1.ª e 2.ª Divisão, do Torneio de Preparação Base, do 2.º Encontro de Infantis e do 2.º Torneio de Níveis. Com o apoio do Município de Loulé e da Federação de Ginástica de Portugal, a prova demonstrou, mais uma vez, o excelente 90


trabalho que está a ser desenvolvido na região nesta modalidade, tendo contado com a participação de centenas de atletas a representar a ACD Che Lagoense, o Acro Al-Buhera Clube de Ginástica de Albufeira, a AGS – Associação de Ginástica de Silves, a APAGL – Associação de Pais e Amigos da Ginástica 91

de Loulé, a Casa do Povo de São Bartolomeu de Messines, o CEDF – Clube Educativo e Desportivo de Faro, o Ginástica Clube de Loulé e o Louletano Desportos Clube. Nesta edição encontrase a reportagem do Torneio de Preparação Base. ALGARVE INFORMATIVO #479


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OS ETERNOS UHF BRILH DA PRIMAVERA DE TAV Texto: Daniel Pina| Fotografia: Daniel Pina

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HARAM NA MOSTRA VIRA

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avira, comunidade representativa da Dieta Mediterrânica como Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO, acolheu, entre 25 e 27 de abril, na baixa da cidade (Rua do Cais, Jardins do Coreto e das Palmeiras, Mercado da Ribeira), mais uma Mostra da Primavera, com 100 expositores e 60 stands a divulgar uma enorme variedade de produtos tradicionais e artesanato caraterístico do concelho e da região, enaltecendo, deste modo, a essência e autenticidade local. O programa de animação foi extenso e de grande qualidade, mas um dos ALGARVE INFORMATIVO #479

momentos mais aguardados foi, sem dúvida, a atuação dos UHF, no dia 26 de abril, num Mercado da Ribeira completamente a abarrotar de fãs da carismática banda liderada por António Manuel Ribeiro. Sob o mote «A Herança e a Trova», aquele que foi o concerto 1901 dos UHF incluiu temas do novo disco «O Lugar do Rock», que sustenta e promove a digressão deste ano, assim como canções ligadas ao 25 de abril, sempre com um António Manuel Ribeiro muito interventivo e à conversa com o público. Uma noite fantástica, como já era de esperar. 134


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Fez-se luz no meio do apagão! Júlio Ferreira, inconformado encartado pós ser humilhado pelos meus filhos no jogo do «Uno» entre um bife descongelado, uma vela do Continente e uma caixa de gelados quase no limiar de uma overdose de açúcar, tive a epifania: os espanhóis voltaram a tramar-nos. Séculos de história, intrigas, guerras, tratados e «castelhanices» culminaram neste momento glorioso em que Portugal mergulhou, literal e simbolicamente, no escuro. Apagão ibérico, chamaram-lhe. Eu cá lembrei-me de acrescentar mais um capítulo do clássico intemporal: “De Espanha, nem bom vento, nem bom casamento… e agora nem eletricidade!”. Desde que fui a Espanha e paguei 10 euros por uma cerveja. Fiquei com os filhos da mãe dos espanhóis atravessados na garganta. Os verdadeiros bárbaros do planeta, não são os alemães, são estes gajos que vivem aqui ao lado, os espanhóis. E não pensem que por andarem aparentemente quietinhos nos últimos 70 anos (até ao apagão) a malta se esquece do que andaram aqui a fazer desde os Reinos de Castela e Aragão. A malta hoje ainda se queixa da Al Qaeda, mas na realidade o que estes energúmenos fizeram ao longo dos tempos não anda muito longe dos fanáticos islamitas, senão, vejamos alguns exemplos. A realidade é que o povo alemão é um injustiçado: o facto de terem recentemente feito porcaria (da grossa) duas vezes seguidas, provocando guerras mundiais lixou-lhes a imagem de poetas, filósofos e músicos que conquistaram ao longo dos três últimos séculos. ALGARVE INFORMATIVO #479

Evitando utilizar linguagem que possa ferir suscetibilidades das duas ou três pessoas que perdem tempo a ler esta coisa. Relembro que os nossos vizinhos têm uma longa tradição de nos tramar, seja à paulada, à facada, ou agora, à tomada. Se Portugal é o cu da Europa, a Espanha é o seu membro fálico. Com ejaculação precoce. Dizem que foi uma falha técnica. Uma pequena oscilação no sistema elétrico partilhado. Como se uma falha técnica explicasse 800 anos de má fé peninsular. A mim não me enganam. Isto foi mais um capítulo no manual castelhano de sabotagem subtil — um manual com mais páginas do que o testamento da rainha de Inglaterra e mais reviravoltas do que novela da TVI. Mas isto não é novo. Oh, se não é. Já devíamos ter aprendido com o passado. Mas Portugal, esse romântico incorrigível, continua a cair na lábia do vizinho que já nos deu mais facadas do que Judas em fase criativa. Outros Blackouts históricos (sem eletricidade, mas com sangue) A dada altura, decidem e desatam a chacinar os mouros, que já cá estavam antes deles, até conseguirem pô-los definitivamente fora da península. Tiveram azar na fruta quando uma lolita deu à luz um gajo que tinha a mania que havia de ser rei de alguma coisa e que acabou por fundar Portugal. Exportaram-nos a Inquisição, o primeiro franchising europeu de tortura, vendido como quem oferece um McMenu com 148


No início do século XX, a guerra civil mais bárbara da Europa onde foi? Na Ucrânia? Na Palestina? Nãããã! Foi em Espanha, claro. Não só se dizimaram entre si como ainda deixaram os nazis ensaiarem táticas e maquinaria de guerra para fazerem porcaria no planeta uns anitos mais tarde. Graças aos nossos amigos espanhóis, o senhor(?) alemão de bigode ridículo aperfeiçoou formas de matar. Atualmente, compram as nossas laranjas, peixe, porcos e sabe-se lá mais o quê para venderem como se fossem deles… e nós (parvos) compramos. Conclusão: Isto não foi um acidente. Foi um lembrete. Para mim, não foi só a luz que se foi. Foi a paciência.

batatas a murro. Acabaram com a elite cultural do país, roubaram o dinheiro todo aos judeus e, num exercício de puro fanatismo religioso, desataram a queimar gente como se fossem velas num apagão. Nós, como país de cabotinos provincianos, quisemos copiar tudo o que vinha de Espanha (uma tradição que perdura até aos dias de hoje, se olharmos para a quantidade de franchises espanhóis que há espalhados por este país). E em 1578? Mandámos o nosso D. Sebastião para Alcácer Quibir em troca de um regresso glorioso. Spoiler: não voltou. E quem aproveita o caos dinástico? Claro, os Filipes. Ocupam isto durante 60 anos, falam castelhano nas cortes e não investem um cêntimo. Portugal ficou numa espécie de autogestão. Em Olivença, ainda lá estão. Tomaram aquilo em 1801 e nunca mais devolveram.

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Nós até podemos ser um paraíso mal gerido e governado. Podemos andar de cinto apertado e até de rego à mostra. Podemos fugir aos impostos, porque todos fazem o mesmo. De ter Tony Carreira na voz e de dançar nos bailaricos em S. Bento, até porque quem dança seus males espanta e nós bem os precisamos de espantar. E mesmo olhando para toda esta desgraça à nossa volta e achando, por vezes, que o patriotismo é uma treta (à semelhança de Jorge Jesus com o fair-play) dizemos com orgulho que somos de Portugal e ficamos ofendidos quando pensam que isto é uma província de Espanha. Isso é que não! É Portugal! Portanto, da próxima vez que houver um apagão, não percam tempo a ligar para a EDP ou REN. Vão à varanda, gritem com orgulho, à janela, de peito feito e panela na mão: “LEVAM-ME A ELETRICIDADE, MAS NÃO ME LEVAM A DIGNIDADE, COÑOS!”.

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Turismo Transformativo: Mudança Real ou Ilusão Temporária? Antónia Correia, professora e presidente do KIPT Colab unca viajámos tanto como antes da pandemia — e nunca o fizemos com tão pouca consciência. A promessa de “ver o mundo” transformou-se, muitas vezes, num desfile de selfies e corridas de um monumento para outro, enquanto os destinos se tornavam cenários esvaziados da sua vida real. Com a chegada da COVID-19, tudo mudou. As fronteiras fecharam, os aviões ficaram em terra e o silêncio invadiu cidades sobrecarregadas. Lembro-me de pensar: talvez agora repensemos a forma como viajamos. Talvez esta pausa forçada nos leve a valorizar mais a essência do que o excesso. Foi nesse contexto que começou a ganhar força a ideia de turismo transformativo — um conceito que defende que viajar pode ser uma experiência profunda, de crescimento pessoal, conexão com os outros e com o planeta. E, durante algum tempo, pareceu mesmo possível. Falava-se em sustentabilidade, em turismo com propósito, em experiências que nos mudassem por dentro. As pessoas partilhavam reflexões nas redes sociais, os destinos apostavam em mensagens de ALGARVE INFORMATIVO #479

empatia e esperança. Pela primeira vez, viajar podia ser mais do que consumir; podia ser transformar-se e transformar. Mas, passado o choque pandémico, o que vimos foi o regresso, em força, ao velho modelo de turismo de massas. Aviões lotados, cruzeiros gigantes, filas intermináveis para “tirar a mesma fotografia de sempre”. A indústria não esperou para mudar — apenas retomou. E, com isso, perdeu-se uma oportunidade rara de fazer diferente. Ainda assim, continuo a acreditar no potencial do turismo transformativo. Não como uma moda ou um nicho, mas como um caminho necessário. Já não faz sentido pensarmos o turismo apenas como lazer ou como negócio. O turismo, quando vivido com autenticidade e respeito, pode ser uma ferramenta poderosa de consciência social, de educação intercultural e de regeneração ambiental. Mas para isso, é preciso mais do que discursos inspiradores. É preciso ação. Destinos que apostem realmente na envolvência com as comunidades locais. Marketing que promova a verdade, e não apenas paisagens editadas. Viajantes dispostos a sair da sua zona de conforto e a escutar — em vez de apenas olhar. 150


Transformar exige esforço. E talvez seja por isso que o turismo transformativo ainda não passou de potencial a realidade. Mas acredito que, com pequenos gestos conscientes de 151

todos — viajantes, profissionais, decisores —, essa transformação é possível. Não será para todos. Mas será, seguramente, para os que querem mais do que um carimbo no passaporte. ALGARVE INFORMATIVO #479


Abril adiado Valentim Filipe, músico, professor aposentado e dirigente associativo bril não pode ser adiado !!!!! Palavras proferidas por Pedro Nuno Santos na Avenida da Liberdade numa clara alusão crítica à decisão do governo de Luís Montenegro de não participar nas festas alusivas às comemorações do 25 de Abril. Na verdade, era a última pessoa que poderia ter proferido aquela frase, pois, como líder do partido que mais tempo governou este país desde há 51 anos, a sua responsabilidade é decerto a maior de todas por Abril estar sempre a ser adiado.

falta diz o povo «todos falam e ninguém tem razão» … Pão: É sabido que cerca de dois milhões de portugueses vivem em clara dificuldade e que muitas vezes é abdicando de alimentação minimamente digna que conseguem fazer face às despesas diárias. Habitação: sobre isto nem vale a pena falar, tal é a crise em que está envolvida o sector e que publicamente todos nos dias temos acesso às piores notícias. Saúde: Mais uma matéria em que diariamente nos deparamos com inúmeros problemas desde o Serviço Nacional de Saúde, a questão dos médicos de família, etc, etc.

Paz, Pão, Habitação, Saúde Educação!! Dizia a canção de Sérgio Godinho que referenciava exatamente os cinco itens para que Abril fosse cumprido. Analisemos sintetizando! Paz: Entendemos que pelo facto de não haver propriamente guerra na verdadeira aceção da palavra (com pistolas, canhões, mísseis, etc.), o facto é que não existe paz social nos seus mais diversos parâmetros e esta principal razão leva-nos ao segundo item, que é aquele que quando

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Educação: Pelo andar das coisas parece que vem longe o dia em que os alunos deste país terão professores a todas as disciplinas durante o ano letivo, além de outros problemas, como colocações de docentes e assim por diante. Posto isto, qual a moralidade que tem PNS de falar de Abril? É claro que não é o único culpado, já que o PSD, partido com quem dividiu o arco do poder nestes anos, também terá a sua parte da culpa, assim como os partidos que formaram a geringonça e que se preocuparam muito 152


mais com os tachos que nesse período ocuparam em instituições (alguns fantasmas que apenas existem no papel) do que com questões que importam aos portugueses. Que as comemorações são importantes decerto concordamos, desde que feitas num contexto normal. Agora, utilizar essas mesmas festividades para ocultar injustiças, incompetências, compadrios, tachismos, etc…. vamos lá priorizar as coisas começando pelas mais importantes, como as referidas na canção, e depois verificaremos que os festejos sabem muito melhor, pois serão feitos em cima de algo muito mais sólido e concretizado.

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