ALGARVE #99 INFORMATIVO 18 de março, 2017
Carripana O Sul de José Afonso Joaquim Monchique Jordânia
DIOGO PIÇARRA
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CONTEÚDOS ARTIGOS 8 - Diogo Piçarra 18 - O Sul de José Afonso 26 - Joaquim Monchique é GOD 34 - Carripana 44 - Jordânia 64- Malapata 68 - Atualidade
OPINIÃO 6 - Daniel Pina 52 - Paulo Cunha 54 - Paulo Bernardo 56 - José Graça 58 - Cristiano Cabrita 60 - Antónia Correia 62 - Fábio Jesuíno
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OPINIÃO A marcha do tempo não perdoa… mas as filhotas compensam tudo Daniel Pina
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sto hoje não vai ser fácil… nada fácil. Chegado a casa por volta das três da manhã, depois da festa dos 30 anos de carreira de Eliseu Correia, ainda havia trabalho para fazer. Primeiro, descarregar as centenas de fotos para o computador e meter grande parte delas no Facebook. Depois, paginar mais duas crónicas da revista semanal e, teoricamente, ainda tinha a minha própria croniqueta para escrevinhar… mas o corpo já não aguentou. Sai da festa quando Pete Tha Zouk estava em plena atuação, mais uma excelente performance de um dos melhores DJ’s de Portugal e, por que não dizê-lo, com orgulho, do Mundo. Noutros tempos, bebia uma vodka redbull, ou duas, aguentava o set até ao fim, vinha para casa, fazia o trabalho que tinha para fazer e nada de crises. Mas a marcha do tempo não perdoa e também não vale a pena esforçar demais a máquina, não vá o motor gripar e depois ainda é pior. Nada disto seria preocupante se recuperasse a energia com uma bela manhã passada na cama, mas isso são devaneios de moços solteiros sem responsabilidades na vida. Quando temos filhos, neste caso duas, uma de sete e outra de três anos, podemos esquecer essas ilusões pois, como todos os pais deste mundo bem sabem, as malandras não têm noção do que é o fim-de-semana. Assim sendo, às sete e meia já andava a mais pequena de pé a pedir para ligarem a televisão da sala. “Pede à mana…”, despachei eu, meio a dormir, o que me valeu mais alguns minutos de sossego. Volvidos os tais minutos, veio o pedido do leite e isso já não podia delegar na mais velha, que, diga-se de passagem, também tinha que comer. Que remédio, lá me levantei, tratei das miúdas e enfiei-me no computador para terminar a revista desta semana. Mas a azafama hoje era diferente, uma excitação sem fim, porque é véspera de Dia do Pai
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e elas andam em pulgas para me darem as prendas que fizeram na escola. Na sexta-feira quase não se continham, era um segredo a querer escapar a toda a força da boca para fora, a anteciparem qual será a minha reação quando abrir os dois envelopes que colocaram na minha mesa-de-cabeceira. Eu também estou curioso, claro, sou daqueles pais babados, os tais «pais galinha» ou «pais galo», sei lá qual o termo correto, que andam sempre a ver se está tudo bem com elas. Por isso, adoro estas prendas, assim como adoro vê-las crescer e descortinar os traços que pegaram do pai e aqueles que foram buscar à mãe. Os bons e os maus, moldados depois às suas próprias personalidades, e que tornam a vida de pai num constante desafio. Um desafio ainda maior para quem deseja ser, efetivamente, um bom pai, porque há aqueles que não se esforçam tanto para o ser. São mais desligados, aquela postura do «deixa andar», do «relax», «se caírem, levantam-se», «o que não mata, fortalece», «partir um braço ou a cabeça faz parte do crescimento». Confesso que não percebo muito bem essa mentalidade. Da minha parte, se as minhas filhas nunca partirem nada, fico encantado da vida. Mas há aqueles progenitores, que se julgam «cool», o tal pai «porreiro», que encaram com maior leviandade o seu papel de pai. Eu, perdoem-me, não consigo desligar o botão com essa facilidade e prova disso é que os cabelos brancos vão aparecendo mais cedo do que seria suposto. Mas os mimos que me dão – quando estão viradas para isso – e as traquinices que fazem, que é o mais normal nestas idades, tudo compensam .
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ENTREVISTA
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DIOGO PIÇARRA ESTREIA NOVO DISCO EM CASA, NO TEATRO DAS FIGURAS Está quase a chegar ao mercado o sucessor de «Espelho», o álbum sensação que marcou a estreia da carreira a solo de Diogo Piçarra. De nome «Do=s», o disco foi feito praticamente na estrada, porque o cantor farense anda numa constante tournée, quase sem tempo para respirar, mas o produto final é, sem dúvida, um registo digno de se ouvir. E vão ser os algarvios os primeiros a assistir em palco aos novos temas, porque Diogo Piçarra fez questão do concerto de apresentação se realizar em Faro, no dia 24 de março, no Teatro das Figuras. Texto:
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uitos são os vencedores dos populares concursos televisivos de talentos que prometem mas, infelizmente, nunca chegam a passar disso mesmo, de uma promessa. Uns porque não têm talento suficiente para singrar no «mundo cão» da música, e da cultura, em geral; outros porque vão a correr para o estúdio, iludidos pela fama inesperada que alcançaram no pequeno ecrã, sem terem ainda a maturidade necessária para gravar um disco; outros ainda porque não são devidamente acompanhados/aconselhados sobre o que implica ser artista. Em nenhuma dessas categorias se encaixa Diogo Piçarra, o «nosso» Diogo Piçarra. Depois de vencer uma edição dos «Ídolos», foi tirar mais formação musical, trabalhou os seus temas com calma, sem correrias, sem pressas desmedidas. O resultado foi «Espelho», lançado em 2015, um sucesso tal que ainda não parou de andar em digressão de Norte a Sul de Portugal. E foi nessa vida de artista, de casa às costas, de concerto em concerto, que foi nascendo «Do=s», cujo espetáculo de apresentação vai ter lugar, no dia 24 de março, no Teatro das Figuras, na cidade de Faro que o viu nascer e crescer. “Este novo trabalho é uma evolução natural do meu estilo de cantar, da minha própria composição e produção. Nada tem a ver com o «Espelho», apesar de possuir algumas baladas, é uma nova sonoridade”, distingue, em início de conversa. Uma nova abordagem, mais eletrónica, que também resulta da correria em que anda constantemente de um lado para o outro, de modo que todos os temas foram compostos em computador, antes de passarem para as mãos dos vários produtores envolvidos no álbum. “Ando na estrada há dois anos e foi muito complicado ir para estúdio para gravar sequer uma bateria ou um baixo”, justifica, confirmando que o processo criativo de «Do=s» foi completamente distinto em relação ao «Espelho». “Posso dizer que demorei 24 anos a fazer o primeiro álbum, é o disco da minha vida. Desta vez, tive cerca de ano e meio, mas estou bastante satisfeito e orgulhoso do produto final. Adoro as músicas e tenho a certeza de que vão contribuir imenso para os espetáculos”, afiança o entrevistado.
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Um som mais eletrónico que resulta do género de música que Diogo Piçarra mais ouve na atualidade, mas também por estar atento às novas tendências, ao que o público mais procura em cada momento. “No primeiro disco já mostrei um pouco desta faceta em alguns temas. A minha música é bastante transversal nas idades e géneros e, para ser realmente bom, um tema tem que soar bem, seja cheio de produção, ou simplesmente numa guitarra ou num piano. Fiz esse teste e julgo que vai agradar a pessoas dos 8 aos 80 anos”, afirma o farense. “Algumas pessoas que vão aos meus concertos estão à espera de me ver sentado ao piano a cantar, mas sempre tentei incutir, em palco, mais energia do que aquela que estava presente no registo discográfico. Neste novo disco, isso vai ser ainda mais evidente, estarei poucas vezes sentado ao piano”, adianta. Tal não significa que Diogo Piçarra não goste da componente mais acústica da sua música, aliás, revela o desejo de, no futuro, fazer uma tournée apenas de auditórios com essa faceta. Mas, para já, é com uma batida mais eletrónica que vamos vê-lo em concerto, num disco onde, reconhece, a responsabilidade foi maior, devido ao êxito do «Espelho». “Quando estava a compor, tentei não pensar muito nisso, o importante era fazer as músicas e experimentar novas sonoridades. Depois, foi fazer uma triagem para selecionar aquelas que iriam de encontro ao que o público gosta. É fundamental ter essa sensibilidade, porque eu gosto delas todas, mas os outros podem não ter a mesma opinião. Não há que ter medo de jogar músicas fora”, sublinha o cantor. Um processo de escolha em que conta com dois poderosos aliados, os próprios pais, confessa, com um sorriso. “Se o meu pai e a minha mãe gostam, mais pessoas da sua faixa etária vão apreciar, mas é errado julgar que toda a gente vai adorar a minha música. Alguns artistas pensam dessa maneira e, quando as coisas não correm bem, vem a desilusão. Sei exatamente a posição em que me estou a colocar com este disco”, indica Diogo Piçarra, com grande maturidade. Sempre com os pés bem assentes no chão, independentemente dos inúmeros espetáculos que tem dado nos últimos dois anos ou dos milhões de visualizações que os #99 ALGARVE INFORMATIVO
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seus vídeos têm no You Tube, Diogo Piçarra está ciente de que o segundo disco normalmente é a «prova dos nove» dos artistas, a prova de fogo dos músicos. “Já me disseram muitas vezes que o mais difícil não é ter sucesso, é conseguir mantê-lo. Ter uma música no top, um single a tocar na rádio, um vídeo cheio de visualizações, é relativamente fácil, o complicado é acontecer o mesmo na próxima música, ou fazermos melhor, superar-nos a nós próprios. O segundo disco, por vezes, é a «morte do artista» e espero que isso não aconteça comigo. Se, por acaso, assim acontecer, estou preparado para tudo e parto para o terceiro disco de cabeça levantada”, garante. Com letras e músicas novamente compostas por si, cada tema de «Do=s» é independente dos outros, mas com aspetos em comum, para criar um fio condutor no álbum. “A minha maneira de cantar e de escrever está mais coerente. No «Espelho», tinha músicas de estilo folk, pop, rock, eletrónica, agora, está tudo mais homogéneo”, analisa o farense, referindo que tanto gosta de tocar em espaços mais intimistas como auditórios e teatros, como em grandes festivais ou feiras. “Nos auditórios há uma magia especial, as pessoas estão sentadas, em silêncio, respeitam mais o artista, estão mais concentradas. Num festival, tenho milhares de pessoas à minha frente, o ambiente é mais de festa. Este Verão andarei sobretudo em grandes festivais e feiras, mas espero fazer uma tournée só de auditórios, onde mostrarei uma faceta mais intimista”, aponta. No palco, a seu lado, estará a mesma banda, músicos também eles farenses, alguns conhecidos de longa data, dos ex-Mindlock. “Faço questão de ter na minha equipa pessoas próximas de mim, amigos, porque esse à vontade, essa segurança, fazem a diferença em palco. Quando olho para trás, vejo três irmãos”, assume Diogo Piçarra, que podia ter no seu projeto os tais instrumentistas que tocam para as grandes estrelas, mas a sua escolha recaiu sobre Filipe Cabeças, Francisco Aragão e Miguel Santos. “São excelentes profissionais, mais velhos do que eu, e conseguem ensinar-me algumas coisas”, salienta. “Estou muito satisfeito, surpreendi-me a mim próprio, com músicas que nunca pensei escrever. O espetáculo de dia 24 de março, no Teatro das Figuras, vai ser o primeiro da tournée do «Do=s», disse logo que tinha que ser em Faro, na minha cidade, na minha região, para retribuir o carinho que tenho recebido de todos” .
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REPORTAGEM
«O SUL DE JOSÉ AFONSO» MOSTROU-SE NO CINE-TEATRO LOULETANO Depois da estreia em Lagos, «O Sul de José Afonso» esgotou o Cine-Teatro Louletano, no dia 10 de março, num espetáculo repleto de emoções fortes e de memórias do passado. Foi mais uma prova que, 30 anos após o seu falecimento, os temas do emblemático cantautor continuam a tocar fundo nos sentimentos dos portugueses, quer dos filhos de Abril, quer das novas gerações. Texto:
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ão foi propriamente uma surpresa a sala cheia de público adulto e senior que assistiu ao espetáculo «O Sul de José Afonso», no dia 10 de março, no Cine-Teatro Louletano, seja pela qualidade incontornável da obra do cantautor que faleceu fez 30 anos no dia 23 de fevereiro, seja por fazerem parte do projeto alguns nomes do meio cultural da cidade de Loulé. Por isso, quando João Afonso, Luís Galrito, Rogério Pires, Paulo Machado – que substituiu neste espetáculo o habitual Paulo Pires, João Espada e Sónia Pereira subiram ao palco, foram brindados com uma valente ovação e as palmas foram uma constante no final de cada tema. O espetáculo interdisciplinar pretende assinalar as três décadas da derradeira 20 ALGARVE #99
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viagem de José Afonso, mas também recordar a sua forte ligação ao Algarve, mostrando o seu percurso na região e dando a conhecer aspetos menos conhecidos e curiosos duma relação que tanto influenciou a sua vida e obra. Deste modo, o concerto evoca o seu ofício de professor, primeiro em Lagos e depois em Faro, entre 1960 e 1964, bem como os episódios, uns curiosos, outros caricatos e difíceis, que viveu nas escolas por onde passou, desde os métodos que utilizava até à influência que deixou nos seus alunos. Nesta viagem musical abordam-se igualmente os seus locais de tertúlia, encontro e convívio, e de inspiração musical, nas cidades de Lagos (Meia Praia, entre outros), Faro (Café Aliança, por exemplo) e Olhão (Escandinávia Bar,
na Fuzeta). “Recordamos também as memórias dos concertos clandestinos que deu no Algarve, as histórias que se contavam a seu respeito, as músicas e letras que produziu sobre ou inspiradas na região, como os «Índios da Meia Praia», «Escandinávia Bar – Fuzeta», «Ó Vila de Olhão» ou «Pastor de Bensafrim». Não nos podemos esquecer que, de 1962 a 1968, Zeca Afonso criou as suas primeiras músicas de intervenção, encetando um período de grande inspiração e fertilidade artísticas”, explica Paulo Pires, o criador do projeto, em parceria com João Espada. O período em que privou com figuras como Luíza Neto Jorge, António Barahona, António Ramos Rosa e Pité é igualmente de paragem obrigatório neste périplo, no qual se revisita ainda a sua ligação ao mar, à Ria Formosa (onde pescava e fazia longos passeios no mítico «Barco do Diabo») e a Olhão, onde conheceria a sua segunda
mulher, Zélia, natural da Fuzeta. Depois, em palco, o espetáculo junta duas vozes singulares e maiores: o compositor e cantor João Afonso (sobrinho do cantautor e com raízes algarvias, em Silves) e o professor de música e intérprete Luís Galrito (reconhecido divulgador da obra de Zeca no Algarve e não só). Esta dupla propõe-se reinventar, pelo repertório, arranjos, alinhamento e moldes do concerto, a obra do genial compositor e intérprete, sendo acompanhados por dois músicos – Rogério Pires na guitarra clássica e Paulo Pires no acordeão – bem como por Sónia Pereira, que irá declamar vários poemas e contar algumas histórias pouco conhecidas sobre José Afonso no Algarve. “O formato completa-se ainda com projeção de imagens, a cargo de João Espada, que deambula, de forma
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poética e simbólica (e em diálogo com a componente musical), pelos lugares, gentes e paisagens algarvias atuais e de outros tempos ligados à vivência de José Afonso ao sul”, aponta Paulo Pires. E, para além da componente mais imediata do espetáculo, o simples desfrutar da música, «O Sul de José Afonso» pretende homenagear e reinventar a obra do intérprete, “juntando várias linguagens (música, imagem, palavra dita/declamada), num formato inédito que junta um conjunto de artistas de várias áreas e percursos, num encontro entre algarvios e não algarvios unidos pelo mesmo motivo: a celebração de uma obra que não se esgota na chamada «música de intervenção», mas que se estende, de forma inspirada e corajosa, a outros universos e abordagens musicais”, salienta Paulo Pires. 22 ALGARVE #99
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Outro objetivo do projeto passa por promover a reflexão crítica e debate, nomeadamente junto dos mais jovens e seus educadores, em torno de temas ligados à relação música/arte-sociedadeensino-cidadania, tendo como ponto de partida o percurso de José Afonso. Mas a proposta é abrangente e pretende alcançar, quer o público turístico nacional (adulto e sénior), como também os residentes locais/regionais, “dado o percurso artístico do reconhecido cantautor, a sua ligação afetiva e musical ao Algarve e o seu significativo contributo, enquanto espécie de farol, para a evolução da música portuguesa pré e pós-25 de Abril, fortemente enraizados na memória coletiva”, reforça Paulo Pires.
Ficha Técnica João Afonso – voz e guitarra / Luís Galrito – voz e guitarra / Rogério Pires – guitarra e coros Paulo Pires – acordeão e coros / João Espada – visual arts / Sónia Pereira – declamação Conceito/ideia original: Paulo Pires com João Espada Arranjos: João Afonso, Luís Galrito, Rogério Pires e Paulo Pires / Conteúdos visuais: João Espada Seleção de textos: Sónia Pereira Produção executiva: João Espada #99 ALGARVE INFORMATIVO
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JOAQUIM MONCHIQUE É MESMO UM DEUS Depois de Olhão, Loulé e Albufeira, foi agora a vez da cidade de Lagoa receber «GOD», o espetáculo sensação estrelado por Joaquim Monchique, no âmbito de mais uma edição do Humorfest – Festival de Humor de Lagoa. O Algarve Informativo não faltou e constatou, em primeira mão, que Joaquim Monchique é mesmo o Deus da comédia. Texto:
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omo é tradição de há uns anos a esta parte, março é um mês repleto de boa disposição no concelho de Lagoa, muito por culpa do Humorfest – Festival de Humor de Lagoa, que este ano traz ao Auditório Municipal nomes como Bruno Nogueira, Joaquim Monchique, Ana Bola, Môce dum Cabréste e Nilton. E foi no dia 11 de março que tivemos oportunidade de assistir, mais uma vez, a «GOD», de Joaquim Monchique. A oportunidade e o prazer, diga-se em abono da verdade, porque Joaquim Monchique encarna a personagem de um Deus irreverente e sem papas na língua que arranca gargalhadas da assistência do princípio ao fim do espetáculo. Depois do êxito na Broadway e em Los Angeles, «An Act of God» chegou a Portugal simplesmente como «GOD» e o sucesso não se fez por esperar. O original de David Javerbaum, vencedor de 13 Emmys e dois Grammys e um dos escritores de eleição de Jon Stewart no «The Daily Show», foi transposto para a realidade nacional, mas não deixa de responder às questões existenciais que têm atormentado os homens desde a Criação. A abertura é, como habitual na Broadway, cheia de glamour, luzes e som, com Joaquim Monchique a descer uma ampla escadaria até se 28 ALGARVE #99
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sentar num confortável sofá e dali mais não sai. Nesta encenação de António Pires, o «Deus» Monchique é acompanhado pelos «arcanjos» Diogo Mesquita e Rui Andrade, que começam por recolher algumas perguntas que o público tem para fazer ao «dono disto tudo», perdão, ao criador disto tudo. E depressa nos apercebemos que, afinal, a história real da nossa existência não é bem como está retratada na Bíblia. Sem preconceitos ou tabus, a peça fala de questões sensíveis que, há umas décadas, seriam impensáveis de ir a cena, dos princípios fundamentais da fé cristã a questões mais triviais como o jardineiro Adão que tomava conta do Jardim de Éden, e do seu companheiro, que começou por ser o Andrade, antes de ter aparecido Eva. Histórias em que nos apercebemos de ligeiras adaptações do texto aos locais em que cada espetáculo tem lugar, como a serpente que convence Adão e Andrade a comerem o fruto proibido, que era de Alvor. Ou como eles se divertiam nas festas de Verão da Praia da Rocha. Ou como iam fazer compras ao Aldi, por não estarem devidamente «trajados» para irem aos Supermercados Apolónia. O sucesso prolongado deste género de comédias vive disso mesmo, da capacidade de improvisação, no momento, dos seus
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protagonistas, e nisso Joaquim Monchique é um verdadeiro mestre, mas também de ter um texto que seja fluído e que esteja atento ao que se vai passando no país. Por isso, quando os arcanjos Miguel e Gabriel se portam mal, logo Deus lhes promete que, na próxima vida, vão reencarnar como bailarinos de Maria Leal. E outras piadas mais se sucedem numa alusão à atualidade nacional, umas programadas, outras inesperadas, de tal modo que o próprio Monchique se desmancha em risadas e se perde, por pequenos instantes, no enredo. O público, como se adivinha, reage entusiasticamente, não se cansa de rir, de bater palmas, seja quando se fala dos pecados mortais ou da «comadre Fatinha», ou quando Deus transmite, não através de Moisés, mas em primeira pessoa, os novos 10 Mandamentos. Deus que pede, encarecidamente, que os humanos parem de gritar por ele quando fazem sexo, ou que andem sempre em coscuvilhices e maldizeres, ou que não vistam tudo aquilo que se mexe, como sejam os cães e gatos. Bem-feitas as contas, é mais de hora e meia de contínua boa-disposição, num espetáculo que está ai para dar e durar, numa eterna tournée de norte a sul de Portugal . 32 ALGARVE #99
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Tournée da «Carripana» arrancou em Castro Marim A proposta é audaciosa, mas também um género de regresso ao passado, aos tempos do teatro itinerante de Shakespeare. Durante três meses, João de Brito e Manuela Pedroso vão percorrer oito concelhos do Algarve para levar a cena «Carripana», sete vezes por dia, dois a três dias por semana, junto a mercados, esplanadas de restaurantes, passeios de rua, locais onde os residentes e os turistas se cruzam nos seus afazeres e, de repente, se deparam com a bela história da francesa Citroen e do italiano Berlingo. Texto:
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outros tempos era assim. Não havia teatros ou auditórios municipais, centros culturais ou anfiteatros ao ar livre. Os atores andavam com o teatro às costas, os cenários, os figurinos, as roupas. Quando se deparavam com um aglomerado de pessoas, paravam, montavam o palco e, num instante, nascia teatro. E é um pouco desse espírito que respira «Carripana», o projeto de João de Brito e Manuela Pedroso que tivemos oportunidade de assistir, no dia 11 de março, em Castro Marim. Não à hora que tínhamos previsto, porque o trânsito na EN 125 tem destas coisas e nem sempre chegamos ao nosso destino à hora que desejaríamos. Como tal, chegados junto ao Lar de Terceira Idade de Castro Marim, logo a seguir ao almoço, já os utentes da instituição estavam a regressar ao interior do edifício e os dois atores arrumavam a casa, melhor dizendo, o palco improvisado em cima do passeio. Nada de dramas, porém, porque logo a seguir havia outra atuação, em frente a um conhecido restaurante desta vila do sotavento, por sinal repleta de residentes, mas também de muitos turistas estrangeiros. Entretidos nas suas conversas, os 36 ALGARVE #99
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clientes são surpreendidos por uma Citroen Berlingo que galga o passeio e estaciona bem à frente da esplanada. Nas portas traseiras pintada a palavra «Carripana». Do interior saem Manuela Pedroso e João de Brito, trajados de gala, que depressa começam a varrer o chão e colocam uma longa carpete. Depois, é um banco que sai da carrinha, cães e gatos de porcelana, uma grafonola antiga. Sucedem-se mil peripécias, num teatro mais físico do que falado que dura sensivelmente 15 a 20 minutos. “Há algum tempo que eu e a Manuela queríamos fazer uma produção juntos e também já tinha a ideia de criar qualquer coisa com a carrinha. Posteriormente, apareceu o Programa «365 Algarve», decidimos concorrer e fomos para a frente com esta produção original que é para todos os tipos de público. Não existe nenhuma barreira linguística porque quase não tem texto, dá para todas as culturas”, explicou João de Brito, após terminada a sétima atuação do dia. Uma estreia que foi, de facto, desafiante e que deu logo para perceber como vai ser esta longa tournée por oito concelhos do Algarve, em que realizam seis a sete espetáculos por dia, três dias por semana, num total de 160 atuações. “Temos que nos adaptar completamente ao ambiente. Hoje estivemos num mercado
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semanal, num lar de idosos e num restaurante, as pessoas têm sempre uma energia diferente e tentamos corresponder a isso. É um trabalho em que testamos, a cada momento, a nossa capacidade de improvisação, apesar de termos uma estrutura e uma história para contar”, refere Manuela Pedroso. História que, no caso de «Carripana», fala das aventuras de dois saltimbancos que andam a fazer um número de dança pelo mundo. Contudo, para tal, é necessário reunir diversos fatores e há sempre algo que falha ou falta, sucedendo-se múltiplas tropelias até a francesa Citroen e o italiano Berlingo conseguirem executar o número. “No final, a reação é bastante engraçada, porque as pessoas vieram ter connosco para elogiar a peça e para falar do que sentiram. Inicialmente não se percebe o que acontece na relação entre as duas personagens mas, depois, tudo faz sentido. A linha e a agulha estavam lá e tudo se cose”, descreve Manuela Pedroso. “Tivemos uma miúda de dois anos que ficou completamente vidrada a olhar para nós, tivemos utentes de um #99 ALGARVE INFORMATIVO
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lar que nos vieram agradecer este pequeno prazer que lhes demos, tivemos estrangeiros que conseguiram ler aquilo que queríamos transmitir”, acrescenta João de Brito. Manuela Pedroso recorda, entretanto, que o teatro, no seu início, acontecia fora de portas, antes de ir para o palco, fechado entre quatro paredes. Em «Carripana», o palco está todo no interior de uma Citroen Berlingo, o que implica uma tremenda logística, reconhece João de Brito. “Em viagem, temos que calafetar umas coisas para não se partirem, a escada tem que vir fora da carrinha, e precisamos andar devagar. Quisemos ser ambiciosos e dar a ideia de que existe todo um mundo no interior da carrinha, de onde saem objetos grandes e pequenos para surpreender o público”, indica o ator e encenador. A tournée avizinha-se longa e a dupla acredita que haverá sempre pormenores para afinar à medida que se vão somando as atuações perante públicos distintos. Mas esta é uma versão curta da «Carripana», de 15 a 20 minutos, existindo o projeto de levar a cena a versão completa, no Teatro de São Luiz, em Lisboa, a 1 de junho, Dia Mundial da Criança. “O teatro nunca está «fechado», há coisas e momentos para limar, reações que gostamos e que queremos que se repitam. Na rua acontecem mil e uma coisas que não estamos à espera”, frisa João de Brito, com Manuela Pedroso a contar que, da parte da manhã, uma senhora passou pelo meio do cenário, mesmo rente a João de Brito, gerando-se uma interação improvisada. “Está a superar as expetativas, algumas pessoas até pedem mais, dizem que o espetáculo é curto”, acrescentam os atores, enquanto um casal de espanhóis que tinha estado na esplanada do restaurante se intromete, com o típico à vontade de nuestros hermanos, na conversa para dar os parabéns à dupla e agradecer o espetáculo . Ficha Técnica: Criação e Interpretação - João de Brito e Manuela Pedroso Consultoria - Catarina Requeijo Cenografia - Fernando Ribeiro Música - Teresa Gentil Fotografia e Vídeo - Sofia Marques Ferreira Caricaturas - Wagner Borges 40 ALGARVE #99
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Jordânia em exposição em Tavira Inaugurou, no dia 16 de março, no Núcleo Islâmico do Museu Municipal de Tavira, a exposição «Jordânia», de Pedro Barros. A mostra estará patente até 15 de julho e é composta por 18 fotografias que retratam o Reino Hashemita da Jordânia, país de grandes contrastes geográficos situado num importante eixo estratégico, entre o Mediterrâneo e a Arábia. Texto:
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ntre o Mediterrâneo e a Arábia, próximo das regiões do Egipto e da Mesopotâmia, onde se desenvolveram civilizações urbanas, pelo menos, desde há três mil anos, situa-se o Reino Hashemita da Jordânia, que agora podemos conhecer mais de perto através da objetiva de Pedro Barros. A exposição «Jordânia» inaugurou, no dia 16 de março, no Núcleo Islâmico do Museu Municipal de Tavira e é composta por 18 fotografias que retratam os contrastes geográficos desta nação. O esplendor da herança cultural e histórica da Jordânia encontra-se bem documentado nos impressionantes testemunhos arqueológicos, entre os quais Petra, capital político-religiosa dos Nabateus, nação árabe pré-islâmica, contemporânea do mundo greco-romano, que hoje constitui a joia turístico-cultural do país. A prosperidade das suas gentes,
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resultante do comércio de longa distância, cedo atraiu egípcios, assírios e babilónios, cujo território veio mais tarde a integrar os sucessivos impérios de Persas, Macedónios, Romanos, Árabes e Turcos Otomanos. As imagens de Pedro Barros, que refletem paisagens de grande beleza, são contextualizadas com um texto sobre o país, legendadas por pequenos resumos explicativos em português e inglês da autoria de Álvaro Figueiredo. Antes de chegar a Tavira, «Jordânia» passou pelos Claustros do Convento Espírito Santo, em Loulé, pelo «Mercado de Culturas... à Luz das Velas», nos Claustros do Convento de São José, em Lagoa, pelas «Noites d'Encanto 2014», em Cacela Velha e pelo Castelo de Silves, estando agora patente, nas margens do Rio Gilão, até 15 de julho .
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OPINIÃO Bota-abaixismo Paulo Cunha
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inda no rescaldo de outra derrota de uma equipa portuguesa com um clube alemão, o meu amigo Adriano St. Aubyn explicou-me a sua teoria sobre o poderio do futebol germânico no mundo. Segundo ele, mais do que a eficácia do futebol jogado, o principal segredo reside na forma como os clubes se respeitam, interagem e entreajudam, tornando assim o futebol efetivamente um desporto-rei no que aos diversos tipos de ganhos concerne. Fundamentou a sua análise com uma ocorrência que, até então, eu desconhecia: o facto do clube Borussia Dortmund se ter «afundado» numa crise financeira sem precedentes após ter conquistado o título alemão da temporada 2001/2002, em grande parte devido ao dinheiro gasto em contratações caras. Perto de decretar falência, o clube teve que vender vários jogadores importantes, bem como o «naming rights» do seu estádio para tentar equilibrar as suas dívidas. Tendo perdido força e protagonismo no cenário futebolístico alemão, e já perto de se extinguir como clube de futebol, recebeu uma ajuda providencial do seu rival, Bayern de Munique, que lhe emprestou dois milhões de euros, quantia necessária para, em 2007, se reerguer. Efetivamente, seria impensável ver uma das equipas que, por norma, discutem a conquista dos vários títulos do futebol português a emprestar o seu dinheiro para «salvar» da descida de divisão ou até da extinção enquanto clube, um qualquer seu rival direto. Percebi o seu ponto de vista, tendo-lhe dado de imediato toda a razão. O que tornou o futebol germânico forte e ganhador, a exemplo de muitas outras atividades, foi a saudável concorrência entre pares. Só o facto de ter congéneres que nos façam frente, faz-nos aumentar imediatamente a fasquia qualitativa da nossa prestação, aumentando, por conseguinte, a satisfação de quem do nosso trabalho usufrui. O segredo está na dignificação dos adversários como forma de atingirmos uma maior valorização pessoal, não o contrário! Tal como num prato culinário, é a dicotomia qualidade/quantidade dos produtos selecionados que o tornam mais rico, mais atraente e mais
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saboroso. Também na vida tal sucede: rodearmonos de gente de gabarito igual ou superior faz-nos estimular o desejo de superação e de conquista, tornando a nossa contribuição para a sociedade mais apreciada e desejada. Tal como uma escada que nos eleva para além da mediocridade daqueles que veem na desgraça alheia a sua graça, a valorização interpessoal só gratifica e enriquece quem a pratica! À medida que vamos ganhando anos na nossa conta pessoal, ganhamos também a capacidade de reconhecer as ervas daninhas que junto a nós permitimos que crescessem, roubando-nos a frescura, a graciosidade e a beleza que só a vida condigna e plenamente vivida propicia. Gente que, através do famigerado «bota a baixo», mascara a sua pequenez, tentando destruir quem lhe possa fazer sombra. Um jogo rasteiro próprio de «gentalha» (mistura de gente com acendalha) que vive a sua vida a atiçar fogos com o intuito de devastar a grandiosidade dos verdadeiros pensadores e empreendedores. Levamos grande parte do tempo a despender recursos e energias a, literalmente, lutar contra este tipo de seres que, sendo como são, em tudo veem possível concorrência, transformando adversários em verdadeiros inimigos. Parecendo ter nascido com o polo negativo na testa, em tudo colocam defeito, puxando para baixo quem lhes possa fazer frente, seja no que for. O seu negativismo latente seca tudo em redor, fazendo do «bota-abaixismo» uma forma de estar na vida, nivelando por baixo muito daquilo que, crescendo, teria tudo para dar certo. É a forma invejosa, negativa, depreciativa e malévola como certas pessoas encaram os seus pares que faz encolher um país que outrora se espraiou pelo mundo fora. Há por cá demasiados seres a aspirar ser grandes à conta da sua pequenez… Para eles: a minha real indiferença! Só o destaque que grande parte de nós lhes dá é que lhes permite ter a cabeça acima da linha pantanosa onde se movem. Por isso meus caros, já vai sendo altura de gritar: “vá de retro!”… E já agora: “bota-acima!”.
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OPINIÃO Dia do Pai e Dia da Filha Paulo Bernardo
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ste mês tem duas datas bastante importantes para mim, o dia da mulher e o dia do pai. Todos os pais deveriam ser pais de uma filha, pois é a única forma de entender minimamente o que é ser mulher. Ser pai de uma menina é uma escola fabulosa de respeito, carinho e entendimento de um ser diferente. Ser esse que, em pleno século XXI, ainda recebe menos salário, tem que se esforçar mais para chegar aos mesmos sítios, que tem pouca representatividade na sociedade. Que ainda inúmeras vezes é relegada para um segundo plano. Ser pai da Catarina ensinou-me muito e tornoume num homem mais completo e entendedor do que é ser mulher. O mundo é muito pouco justo, ingrato e estranho, todos temos que dar o nosso contributo para o tornar melhor. O Dia Internacional da Mulher não pode ser apenas um jantar e umas flores, todos temos que mudar de mentalidade e olhar para uma mulher como um ser igual a qualquer homem e com a mesma valia, nem mais nem menos. Não deve haver quotas de mulheres ou de homens, deve haver sim oportunidades iguais para todos. Depois vem o Dia do Pai, dia que também só soube o seu verdadeiro valor quando me tornei pai, momento em que um novo mundo se abre e entramos em outra dimensão. Uma mistura de responsabilidade, amor, projeção no futuro, e uma quantidade de emoções que não sou capaz de descrever. Ser pai é maravilhoso, contudo, nunca entendi até o ser, o que o meu pai me dizia, que eu só ia entender o que é ser pai quando o fosse. Hoje, dou-lhe razão, hoje, estou nos dois lados, o lado de pai que atrás descrevi, e o lado de filho.
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É pena hoje já não ter o meu pai, que recordo com muito carinho, mas teria sido bem mais fácil se já soubesse o que era ser pai, como bem melhor teria sido a nossa relação, como o teria ouvido de outra forma. Apenas hoje me restam as recordações da sua boa companhia e das prendas que lhe entregava no Dia do Pai e que ele tão bem guardava. O amor de pai é incondicional, o problema é que só lhe damos valor quando somos pais. Como sugestão para os filhos, olhem de uma forma diferente para o vosso pai. Pai que manifesta o seu sentimento de diferentes formas, mas que vos ama incondicionalmente. Dia da filha, pois é uma sorte ser pai de uma menina, para os homens que não tiveram essa sorte, é bem mais difícil de explicar, é quase como explicar as cores a cegos. Contudo, entendam que as mulheres são os seres que mudam o mundo, que melhor se adaptam, que fazem as revoluções, que misturam as raças, que têm uma capacidade enorme de trabalho, que conseguem fazer mil coisas ao mesmo tempo, que têm filhos, que nos dão a volta sem nós sequer sabermos, mas que estão lá para nos dar aquele carinho quando necessitamos. Acima de tudo, são um mistério para nós, um pouco mais fácil para o pai de uma menina, mas nada fácil. Obrigado pai por tudo que eu nunca disse obrigado, pois os filhos assumem os pais como uma pessoa que sempre lá esteve e só lhe damos valor quando já cá não está fisicamente .
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OPINIÃO
Há males que chegam por bem José Graça
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força que claramente exprime a vontade de romper com a União Europeia e, sobretudo, de romper com o modelo económico e social que subjaz à União Europeia, foi clamorosamente derrotada" no processo eleitoral dos Países Baixos. Estas são palavras de Augusto Santos Silva, mas foi esta sensação de alívio que a generalidade dos líderes políticos exprimiu quando se conheceram os resultados que contrariaram as sondagens que vinham anunciando antecipadamente a vitória do Partido da Liberdade (PVV, extrema-direita), liderado por Geert Wilders, um populista que foi sabendo gerir com parcimónia os receios das populações e as oportunidades proporcionadas pelos meios de comunicação. Mas, se a vitória do Partido Popular para a Liberdade e a Democracia (VVD, de direita), presidido pelo atual primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, tranquilizou muita gente nas chancelarias europeias, o fantasma dos populismos radicais permanece quase intacto, com prognósticos preocupantes para os próximos atos eleitorais nos maiores Estados da União Europeia – França e Alemanha. Esta derrota dos populismos e extremismos é também uma vitória das forças políticas pró-europeias e da moderação política, obrigando os líderes destas forças a refletirem sobre o Livro Branco sobre o Futuro da União Europeia, recentemente apresentado pela Comissão e que estará no centro das discussões durante esta semana, em que os Estadosmembros celebram os 60 anos dos Tratados de Roma. Sabiamente, o povo holandês proporcionou uma lição aos líderes europeus – devemos permanecer juntos, precisamos combater os discursos de divisão e é nossa obrigação e densificar o debate sobre a reforma das instituições e dos mecanismos de governança da União no âmbito da união económica monetária e do 56 ALGARVE #99
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aprofundamento do mercado único. Para tal, é fundamental que os Estados-membros detenham governos que defendam os valores europeus da sociedade aberta e tolerante e os princípios da economia social de mercado, dinamizando a economia, criando empregos, protegendo a cultura do conhecimento e do desenvolvimento e ajudando quem mais precisa, qualquer sue seja a sua naturalidade, raça ou religião, numa caminhada progressiva de inclusão e crescimento sustentável. Para além da derrota dos trabalhistas do presidente do Eurogrupo e ministro das Finanças holandês, Jeroen Dijsselbloem, e da visão economicista de Ângela Merkel, sublinhe-se a extraordinária taxa de participação eleitoral, registando-se a votação de quatro em cada cinco eleitores, através de processos de participação diversificados e próximos. Não podemos ignorar que a grande força da democracia é a participação cívica, quer seja nos debates pré-eleitorais, na própria eleição ou no acompanhamento da atividade político-partidária e que o desinteresse pelos assuntos da comunidade ou a abstenção sistemática são os seus maiores riscos, o que é particularmente preocupante em eleições bipolarizadas, referendos ou sistemas eleitorais maioritários, como o caso português, regido pelo método de distribuição de mandatos de Hondt. Ficar em casa a ver o jogo pela televisão é mais económico e liberta-nos do desconforto das intempéries, mas retira-nos igualmente o gozo das emoções de participarmos em direto e ao vivo. E isto é tão válido no desporto como no exercício dos nossos deveres de cidadania, sejam a nível europeu, nacional ou local. É uma questão de responsabilidade pelo futuro dos nossos filhos! . (Membro do Secretariado Regional do PS-Algarve e da Assembleia Intermunicipal do Algarve)
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OPINIÃO O Ministro «recomeço», Teresa Leal Coelho e o populismo na Europa Cristiano Cabrita Regional m conjunto de trapalhadas. Esta é a política de Pedro Marques para o Algarve. Aliás, parece ser a única. Em 2016, escrevi aqui que via com alguma prudência as medidas anunciadas pelo Ministro das Infraestruturas para a região algarvia. A questão é que um ano depois tudo está igual. O Ministro «recomeço» - amavelmente batizei-o assim depois daquela jogada de marketing político amador que foi a sua deslocação ao Algarve para assinalar in loco o recomeço das obras da EN125 – continua a dar tiros nos pés. Desde logo, a grande questão é saber porque é que as ditas obras pararam durante mais de seis meses. Depois, e esta parte é importante, porque Marques simplesmente é desprovido de bom senso político, o que, aliado ao desconhecimento da realidade algarvia, torna-se ainda mais perigoso. Quando questionado, a resposta é sempre a mesma: “as obras estão acabadas no Verão”. Alguém que diga ao Sr. Ministro que o Algarve não é só o Verão e que os acidentes (fruto do caos existente) continuam a suceder em catadupa na EN125; que a Via do Infante é cada vez mais um obstáculo económico (quando devia ser potenciador de desenvolvimento) e que o aeroporto de Faro ainda é um estaleiro.
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Nacional Pedro Passos Coelho, numa jogada de alto risco (ou talvez não), escolheu Teresa Leal Coelho como candidata do PSD a Lisboa (falta apenas a confirmação oficial). Mais do que debater o nome de Teresa Leal, importa fazer outra leitura. E a leitura, do meu ponto de vista, é: PPC assume-se como «o» líder do Partido enviando alguns recados internos para as supostas «alternativas» que foram surgindo nos últimos tempos. Explicitamente, afirma que até ao próximo Congresso, quem manda nos destinos dos socialdemocratas é ele. Ponto final. Para isso, «dispensou» a concelhia de Lisboa naquilo que é uma jogada de xeque-mate político. Ou seja, se Leal
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conseguir ganhar o segundo lugar em Lisboa (realisticamente Fernando Medina ganhará as eleições com maior ou menor dificuldade), verá a sua estratégia valorizada. Se ficar atrás de Cristas e do CDS, então as coisas complicar-se-ão. Nota final: diga-se o que se disser, Teresa Leal é um bom nome com experiência política que, devidamente capitalizado, pode causar uma surpresa positiva. Mas, para já, parte como outsider. Internacional O atual primeiro-ministro Mark Rutte ganhou as eleições legislativas nos Países Baixos e afastou – por enquanto – o espectro da extrema-direita vir a ser poder naquele país do norte da Europa. Segundo Rutte, foi possível travar "o populismo errado" do candidato de extrema-direita, Geert Wilders. Não concordo com o chefe do Governo holandês. Em primeiro lugar, porque não existe o populismo «errado» ou «certo». Por definição, ambos, no limite, são instrumentos retóricos utilizados para alcançar apenas e só o poder, por caminhos nebulosos, diga-se. Ao bom estilo maquiavélico, não interessa o conteúdo do programa proposto, nem o seu cumprimento, o que importa é a eleição. Bem sei que Rutte procurou distanciar-se do Brexit e da eleição de Donald Trump. Ora, o problema é precisamente esse. Rutte, que se situa no «arco da governação», não resistiu à tentação de utilizar o populismo como arma de arremesso, adotando uma posição inflamada contra a Turquia. Aliás, as sondagens dizem-nos agora que o líder do Governo holandês só ganhou as eleições porque decidiu enfrentar Erdogan utilizando as mesmas armas de Wilders. Este é que é o verdadeiro problema que grassa nas democracias liberais do ocidente: entrámos num estado letárgico onde parece ser normal assumirmos o «populismo» como uma alternativa viável. Quando não o devia ser .
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OPINIÃO O Algarve reinventa o ciclo de vida do destino turístico Antónia Correia
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m economia, e o turismo é uma atividade económica, ciclos económicos de prosperidade e de relativa estagnação sucedem-se. Schumpeter (1939) caraterizou as quatro fases do ciclo económico como boom, recessão, depressão e recuperação. Na mesma linha Butler (1980) informa que o ciclo de vida do destino turístico se carateriza, por cinco fases: envolvimento, exploração, desenvolvimento, consolidação, rejuvenescimento ou declínio. Os ciclos económicos variam na duração e na intensidade, ainda que normalmente perdurem pelo menos por três anos. Pode admitir-se que o ciclo de vida dum destino possa ser mais longo, em particular nos destinos sol e praia. No entanto, um ciclo que persiste por mais de 50 anos, sem grandes flutuações significativas, contraria a teoria económica e reafirma uma nova forma de antever o ciclo de vida dum destino. O Estudo do Perfil do Turista que visita o Algarve realizado pela Região do Turismo do Algarve em colaboração com a Universidade do Algarve, suportado por 4205 inquéritos a turistas estrangeiros e nacionais, em 2016, esclarece este fenómeno. A grande maioria, dos turistas algarvios que visitaram o Algarve em 2016, já conhecia a região (87 por cento), remontando este conhecimento ao início do século XXI (47 por cento), ou à década de 90 (25 por cento) ou ainda a datas anteriores (28 por cento). Esta relação que persiste no tempo ocorre numa base anual (55 por cento) ou com uma frequência superior a duas visitas por ano (20
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por cento), fundamentalmente entre os turistas com maior tradição com o destino. Estes turistas definem o local como agradável, amigável, bom, bonito, quente, sol e descanso. Sinónimos que desvendam a afinidade e hábito de visita e justifica o estado de espírito dos turistas. Felizes, satisfeitos, tranquilos e relaxados são as emoções que personificam e antecipam a satisfação que os turistas demonstram para com o Algarve. Apesar do hábito e da visita recorrente, estes turistas estão satisfeitos (98 por cento) e pretendem continuar a visitar o sul de Portugal (97 por cento), indicadores que perpetuam este ciclo de visitas. A capacidade de retenção dos turistas na região é muito elevada e parece ser para manter no futuro, tanto é que o potencial de crescimento do turismo residencial ascende a 48 por cento. Férias, reforma e investimento moderam a decisão de fixar a sua base de férias no sul do país, não fosse este um destino conotado como «as Caraíbas da Europa» ou o «paraíso». Uma revisita à teoria do ciclo económico recomenda, porém, alguma prudência na leitura destes resultados que antecipam que a capacidade de retenção dos turistas é excelente, mas a capacidade de atração de novos públicos carece de algum trabalho . (Professora do CEFAGE, Universidade do Algarve e Universidade Europeia)
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OPINIÃO
O futuro do marketing digital Fábio Jesuíno
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marketing digital tem crescido exponencialmente nos últimos anos, destacando-se como um das principais formas de comunicação das empresas. Prever o futuro nesta área é um grande desafio e, no meio de tantas novidades, é fundamental para as empresas saber as principais tendências para prepararem uma estratégia de sucesso. Inteligência Artificial – Uma das principais tendências nos próximos anos funciona com base em algoritmos, que permitem às máquinas aprenderem sem serem explicitamente programadas para esse fim. A inteligência artificial é, hoje em dia, utilizada nas mais diversas formas, como no Predective Customer Intelligence, que personaliza a experiência do cliente com base no seu comportamento de compra, atividade na internet ou redes sociais. Mobile – Atualmente, a maioria dos acessos à internet tem origem em dispositivos móveis, por esse motivo, é fundamental ter um web site responsivo, adaptado ao computador, tablet e smartphone e com uma boa navegabilidade, proporcionando uma experiência agradável ao utilizador. O Google veio também confirmar este caminho, penalizando os web sites não adaptados aos dispositivos móveis nas pesquisas. Vídeo – Nos últimos anos, os vídeos foram os conteúdos que tiveram o maior aumento de popularidade, consumindo a maioria do tráfego de
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internet. Os vídeos permitem apresentar um serviço ou produto de uma forma que seja mais facilmente compreendida pelo público. A facilidade de qualquer pessoa realizar uma transmissão em direto sem precisar de nenhum equipamento profissional veio tornar a utilização do vídeo mais forte. Conteúdos – Os conteúdos voltam a estar em destaque como uma das principais formas para as marcas construírem progressivamente um relacionamento de confiança com o seu públicoalvo e, dessa forma, conquistarem a sua preferência. Cibersegurança – Os ataques informáticos são cada vez mais frequentes e têm tido uma grande visibilidade ultimamente. Qualquer empresa, seja pequena ou grande, está sujeita a ter problemas de segurança que podem prejudicar a sua imagem e afetar gravemente o seu funcionamento. Por esse motivo, é prioritário o investimento em plataformas seguras, atualizadas e monitorizadas com frequência. Saber as tendências na área do marketing digital é determinante, estar atendo às novidades nesta área e aos seus principais indicadores é decisivo para o sucesso de uma organização ou marca . (CEO da 3WX Digital Creative Agency)
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«MALATAPA» DE DIOGO MORGADO ESTREOU NO TEATRO DAS FIGURAS NUMA NOITE À HOLLYWOOD Texto:
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| Fotografia:
Teatro das Figuras, em Faro, recebeu, no dia 14 de março, a antestreia de «Malapata», o primeiro filme de Diogo Morgado enquanto realizador e que conta no elenco com nomes como Rui Unas, Marco Horácio, Manuel Marques, Luís de Matos, Luciana Abreu, Ana Malhoa, Mário Bomba, entre outros. E, num final de tarde, início de noite, a lembrar o «Red Carpet» de Hollywood, a principal sala de espetáculos da capital algarvia esgotou por completo, com a fina nata da sociedade farense e da 64 ALGARVE #99
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movida cultural a marcarem forte presença. À antestreia não faltaram o próprio Diogo Morgado, bem como alguns elementos do elenco, com destaque para Rui Unas, Luciano Abreu e Ana Malhoa, não tivesse grande parte do enredo sido rodado precisamente na cidade de Faro. “É a história de dois amigos que ganham a lotaria, muitos milhões, e que julgam que esse dinheiro todo lhes vai mudar a vida. Muda, de facto, porque há uma espécie
de «malapata», uma sucessão de azares que lhes vai acontecer”, revelou Diogo Morgado, que podemos ver atualmente a estrelar a novela da TVI «Ouro Verde». Depois de ter experimentado algumas curtas-metragens, esta foi a primeira longa-metragem de Diogo Morgado como realizador e garante que nada teria sido possível sem os apoios de várias entidades públicas e privadas. “A cidade de Faro recebeu-nos de braços abertos, foi o local perfeito para a nossa história, e o Hotel Faro foi também um apoio crucial para este filme. Estamos aqui a celebrar o conjunto de esforços de várias entidades e dos próprios artistas, muitos deles trabalharam simplesmente pelo amor à camisola”, destacou, explicando que a escolha de Faro se deveu à vontade de quebrar as convenções instituídas. “Queremos descentralizar as histórias, porque o nosso país é muito mais do que
Lisboa e Porto. A maior parte das pessoas não conhece o Portugal «profundo» e, como este filme é uma comédia, é uma história leve, o Sul de Portugal pareceu-nos perfeito e Faro foi a cidade que nos acolheu. Há que mostrar Portugal aos portugueses, o melhor das nossas gentes e localidades”, justificou. Celebrizado internacionalmente pelo filme «O Filho de Deus», a que se seguiu a série norte-americana «The Messengers», onde interpretou, curiosamente, o Diabo, Diogo Morgado nunca escondeu que a realização é a sua verdadeira paixão. “Sou um ator mas, essencialmente, sou um contador de histórias, seja de que forma for. Claro que, no papel de realizador, temos muito mais controlo sobre a história que estamos a contar e a forma como ela chega às pessoas. Este filme não é
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uma comédia tonta, é uma história de amizade, são dois polos extremos que se tocam numa determinada situação, tem um elemento místico que é engraçado explorar, coisas que, muitas vezes, não são abordadas pelo cinema português”. Um dos amigos a quem saiu a sorte grande é interpretado por Rui Unas, que depressa aderiu a este projeto ambicioso cujo propósito era fazer divertir as pessoas. “O Diogo facilita imenso a relação entre ator e realizador, porque sabe o que é estar deste lado e como nos encaminhar para fazermos aquilo que ele pretende. Consegue que saiamos da nossa zona de conforto e que arrisquemos e tentamos ir um pouco além do óbvio nas típicas comédias. Queremos que as pessoas pensem em questões como a amizade, a ganância, o amor”, comentou o irreverente comediante, ator e apresentador de programas.
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Sobre a experiência de gravar no Algarve, garante ter sido ótima, apesar do vento que se fez sentir na altura, um pouco como sucedia nesta noite de antestreia. “Fomos super bem recebidos, comemos muito bem, toda a estrutura foi ótima. Julgo que faz falta arriscarmos mais, sairmos da eterna conversa do «não é possível», «não há condições». Este filme conseguiu contagiar-nos com este sonho e perceber que se pode ir mais além do que está estabelecido”, sublinhou Rui Unas, cuja personagem vive numa capa, deseja projetar aquilo que gostaria de ser, mas que não é. “Há pessoas que se mostram muito despachadas, confiantes e seguras, mas, no fundo, são bastante solitárias. O «Carlos» é bastante divertido, mas tem um lado negro”, concluiu, antes de responder às múltiplas solicitações dos atores que enchiam o hall do Teatro das Figuras .
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ALGARVE APRESENTOU NA BTL OFERTA TURÍSTICA ÚNICA NO PAÍS
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Algarve, principal destino turístico nacional, marcou presente na maior feira de turismo do país - a Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), de 15 a 19 de março na FIL, no Parque das Nações, em Lisboa, para apresentar as suas novidades e projetos delineados para 2017. O stand Algarve contou com a presença de todos os municípios da região e com um programa repleto de animação que deu a conhecer de forma original os encantos da região, desde a sua beleza natural e o seu património cultural até à gastronomia e vinhos e à oferta de turismo desportivo. A Região de Turismo do Algarve (RTA) apresentou o «Algarve 360º», uma verdadeira experiência imersiva no Algarve, em que o público descobre a diversidade da oferta turística e a beleza paisagística da região através de sete vídeos de realidade virtual. Disponíveis no 68 ALGARVE #99
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Youtube e no Facebook, cada vídeo retrata um atrativo da região: Sol e Mar, Golfe, turismo ativo, touring, gastronomia e vinhos, turismo náutico e outro vídeo genérico. A nova aplicação para dispositivos móveis da RTA - Roteiro Cultural Algarve, que convida a descobrir o património cultural da região, foi outra novidade na BTL. De navegação intuitiva, esta app permite fazer pesquisas por tipo (museu, monumento, igreja, sítios arqueológicos, etc.) ou filtrar a informação por localidade. A aplicação é gratuita e está disponível em português, inglês e espanhol, no Google Play e na App Store. A região, que pretende posicionar-se internacionalmente como destino de referência de ciclismo e caminhadas, destacou durante os cinco dias da feira o programa Cycling & Walking Algarve e realça a produção de
conteúdos promocionais, nomeadamente do «Guia de percursos de ciclismo de estrada» que está prestes a ser publicado; e uma ação de capacitação destinadas às unidades de alojamento que pretendem assumir-se como «bicycle friendly» e «walking friendly». Relativamente à Algarve Nature Week, esperamse nesta terceira edição ainda mais visitantes e empresas participantes do que nas anteriores. De 5 a 14 de maio, serão centenas as propostas de atividade ao ar livre - caminhadas, passeios de barco, bicicleta, cavalo ou burro, asa-delta, canoagem, surf, mergulho, observação de aves e de cetáceos, entre muitas outras – a preços convidativos. Outro tema em destaque na BTL foi o «365 Algarve», um programa cultural diversificado que pretende melhorar a experiência turística e a atratividade do Algarve durante todo o ano, valorizando a identidade cultural regional. Os resultados têm sido muito positivos, somando já 34 mil e 347 espectadores até ao final de fevereiro deste ano. As inscrições para a segunda
fase do programa, que decorrerá de outubro de 2017 a maio de 2018, já estão abertas. A RTA revelou ainda que irá muito em breve divulgar o estudo «Perfil do Turista que visita o Algarve», elaborado pela Universidade do Algarve. A partir de quatro mil e 205 inquiridos, o estudo define o perfil do turista tradicional e residencial que visita o destino e qual o nível de satisfação, entre outros dados relevantes que irão permitir adequar a oferta e a estratégia promocional. “2016 foi o melhor ano para o turismo do Algarve, com a região a registar 18,1 milhões de dormidas, um aumento de 9 por cento face ao ano anterior. Em 2017, o desafio será manter a sustentabilidade do destino, e isso passará pelo envolvimento de todos os agentes da região e pelo desenvolvimento de iniciativas cada vez mais arrojadas e inovadoras. A BTL revela-se sempre o palco ideal para apresentar os novos projetos junto do público e dos profissionais do sector”, explicou Desidério Silva, Presidente da Região de Turismo do Algarve .
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MED É O MELHOR FESTIVAL DE MÉDIA DIMENSÃO DA PENÍNSULA IBÉRICA
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o âmbito da 2ª edição dos Iberian Festival Awards, o Festival MED foi distinguido, no dia 16 de março, como o Melhor Festival de Média Dimensão («Best Medium Sized Festival») da Península Ibérica, durante uma cerimónia que decorreu no MACBA, em Barcelona, na qual marcaram presença Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé, e Carlos Carmo, adjunto do presidente e coordenador do Festival. Ao lado do MED concorriam nesta categoria, cujo resultado final foi ditado pela votação do público, o Bons Sons, EdpCoolJazz, Festival F e Milhões de Festa, de Portugal, e Arrecife en Vivo, Azkena Rock Festival, Ebrovisión, Mundaka Festival e Noches del Botanico, de Espanha. O MED conseguiu alcançar o prémio no contexto ibérico e, naturalmente, também em Portugal, tendo o Azkena Rock Festival sido o vencedor em Espanha. Este galardão visa premiar festivais que recebem um público entre 1500 e 10 mil pessoas por dia, que já estão consolidados e que contam
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com um público fiel, mas ainda com potencial de crescimento, e que são considerados festivais criativos pois têm a capacidade de criar uma experiência intimista e única nos espetadores. No contexto destes prémios, o MED tem-se distinguido por ser um festival fora do mainstream, mas que tem conseguido alcançar um importante número de seguidores. O MED estava ainda indicado pelo júri como finalista dos Iberian Festival Awards nas categorias de Melhor Promoção Turística («Best Touristic Promotion»), Melhor Programa Cultural («Best Cultural Programme») e Contributo para a Sustentabilidade («Contribution to Sustainability»). Nas categorias votadas pelo público, além daquela em que venceu, o MED era finalista como Melhor Alinhamento Musical («Best Line-Up») e Melhor Atuação - PT com o concerto de António Zambujo («Best Live Performance – PT»).
Para os responsáveis do Município de Loulé, esta distinção reflete bem a importância da projeção internacional que o Festival MED tem alcançado, em particular no roteiro dos principais festivais da Europa, sendo atualmente um evento que extravasa amplamente fronteiras de Portugal. Por outro lado, é o reconhecimento pelo trabalho que tem sido levado a cabo ao longo dos últimos anos, não só pela organização do Festival MED, mas também dos vários agentes envolvidos. “Queremos partilhar este prémio com todos aqueles que contribuem para a excelência deste Festival, nomeadamente a equipa do Gabinete de Eventos que organiza o MED, bem como todos
os outros serviços da Câmara Municipal de Loulé envolvidos, os técnicos na área da produção, os media partners e, sobretudo, o público”, afirmou Vítor Aleixo. O Festival MED recebe este galardão no mesmo dia em que foram anunciados os primeiros 12 nomes do cartaz da sua 14ª edição, durante a BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa. A Zona Histórica de Loulé volta a receber aquele que é agora o Melhor Festival de Média Dimensão da Península Ibérica, nos dias 29 e 30 de junho, 1 e 2 de julho .
MUNICÍPIO DE CASTRO MARIM APOIA 51 JOVENS A CONTINUAR ESTUDOS
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ão 51 os jovens estudantes apoiados pelo Município de Castro Marim neste ano letivo (2016/17), para alguns, é a única oportunidade de continuarem a estudar. As bolsas de estudo atribuídas, no ensino secundário ou no ensino superior, representam um investimento total de 76 mil e 500 euros. Esta é uma das medidas promovidas na área da ação social e educação pela autarquia de Castro Marim e que promove a igualdade de oportunidades de acesso ao ensino a todos os alunos do concelho. “É um investimento no desenvolvimento e no futuro de Castro Marim. É muito gratificante saber que conseguimos contribuir na realização dos sonhos destes jovens”, declarou o presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Francisco Amaral. "Com os tempos que correm, cada vez tornasse mais complicado continuar os estudos, principalmente devido a problemas financeiros. Como seria de esperar, o Ensino Superior para além das despesas relativas às propinas, acaba também por acarretar outras despesas como o alojamento, a alimentação e muitas outras. A bolsa de estudo atribuída pela câmara é fundamental para que possa concluir esta etapa", garante uma das bolseiras, Marlene Rosa.
Para além da atribuição de bolsas de estudo, o município promove outros apoios às crianças e jovens do concelho, nas etapas fundamentais da sua formação pessoal e sucesso educativo, entre as quais se destacam: um auxílio económico anual, a alunos pertencentes a agregados familiares de fracos rendimentos, para aquisição de material escolar (1.º, 2.º e 3.º Ciclo do Ensino Básico); a aquisição de manuais escolares aos alunos do 2.º, 3.º e 4.º anos do 1.º ciclo; o financiamento da refeição escolar pagamento na totalidade e em 50 por cento aos alunos posicionados em escalão A e B, respetivamente; o mesmo sucede com as refeições e com a componente de apoio à família no ensino pré-escolar; o financiamento de 50 por cento do valor do passe de transportes públicos para todos os alunos residentes no concelho a estudar na Escola Secundária de Vila Real de St. António; o transporte escolar aos alunos do 1.º ciclo cuja residência se situe a mais de três quilómetros do estabelecimento de ensino que frequentam; a atribuição de material escolar/didático às escolas do 1.º ciclo (de dois em dois anos letivos) e ao ensino pré-escolar; a viagem anual dos melhores alunos de cada ano e de cada turma . #99 ALGARVE INFORMATIVO
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LAGOA PROMOVE X CONCURSO VINHOS DO ALGARVE
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a sequência do compromisso assumido aquando do encerramento do ano em que Lagoa foi a «Cidade do Vinho», a Câmara Municipal de Lagoa continuará a realizar ou colaborar em iniciativas para a promoção e valorização desse produto essencial na economia concelhia. Assim, com o apoio da Comissão Vitivinícola do Algarve e da Associação de Escanções de Portugal, promove o X Concurso Vinhos do Algarve, no dia 19 de março, no Convento de S. José, espaço histórico bem enquadrado no tema escolhido para 2017, «Património olhar o passado, rumo ao futuro». No concurso, que premiará os melhores vinhos do Algarve, os produtores da Região submeterão os seus produtos a uma prova cega em que um conjunto de provadores, todos reputados Escanções da AEP, os avaliará, de acordo com os
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critérios definidos, a tipicidade e qualidade, atribuindo Medalhas de Ouro, Prata e Bronze e a Grande Medalha de Ouro ao melhor vinho do Algarve. A autarquia mantém, deste modo, todo o seu empenho na divulgação dos vinhos do Algarve em geral e de Lagoa em particular, consciente da necessidade de, através de eventos deste tipo, apoiar os produtores, de forma a tornar o excecional vinho do Algarve conhecido em todo o mundo. A entrega dos prémios será feita durante o Simpósio Vitivinícola do Algarve, no decorrer do Lagoa Wine Show 2017, que se realiza de 28 a 30 de abril no Centro de Congressos do Arade, no Parchal, mais uma aposta de continuidade da Câmara Municipal de Lagoa, que prevê milhares de visitantes no certame .
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SAPADORES DE FARO RECEBEM DESFIBRILHADOR AUTOMÁTICO
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Corpo de Bombeiros Sapadores de Faro dispõe, desde o dia 1 de março, de um Desfibrilhador Automático operacional no veículo de combate a incêndios urbanos. Com um investimento total de cerca de cinco mil euros, que incluiu a aquisição do equipamento em si, das baterias, o licenciamento do equipamento, a formação indispensável dos bombeiros, assim como a atualização informática necessária, a autarquia farense deu mais um passo no sentido de apetrechar os bombeiros locais com os equipamentos essenciais para que continuem a realizar a sua missão com a maior eficácia possível. A existência desta valência neste veículo de primeira intervenção permitirá reduzir o tempo de aplicação da desfibrilhação, procedimento 74 ALGARVE #99
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fundamental para a sobrevivência de vítimas de paragem cardiorrespiratória. Com esta aquisição, o Corpo de Bombeiros Sapadores de Faro passa também a integrar o programa de DAE previsto no Plano Nacional de Desfibrilhação Automática Externa da Cruz Vermelha Portuguesa, numa parceria com a Delegação da Cruz Vermelha Portuguesa Faro/Loulé. Em 2016, o Corpo de Bombeiros Sapadores de Faro registou um total de 3039 ocorrências, em que envolveu os seus meios operacionais no socorro de pessoas e bens. Destas, destacam-se 127 incêndios urbanos ocorridos no concelho que envolveram um total de 647 bombeiros e 220 veículos de combate e assistência .
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ATUALIDADE
ANTÓNIO MIGUEL PINA ASSINOU CONTRATO DE DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIAS PARA O GAL PESCA DO SOTAVENTO
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presidente da Câmara Municipal de Olhão, António Miguel Pina, assinou, no dia 15 de março, na sede da Autoridade de Gestão do Mar 2020, em Lisboa, o contrato de delegação de competências da Autoridade de Gestão do Mar 2020 no Grupo de Ação Local Pesca (GAL Pesca) do Sotavento do Algarve, com sede no Município de Olhão. Este organismo tem para gerir 3,5 milhões de euros até 2020. A sessão contou com a presença dos presidentes dos 12 GAL Pesca a nível nacional e da Autoridade de Gestão (AG) do Mar 2020, entre eles o autarca olhanense, na qualidade de presidente do GAL Pesca do Sotavento do Algarve e que tem como parceiro gestor o Município de Olhão. A assinatura destes contratos tem como objetivo a delegação de competências da AG do programa operacional MAR2020 nos organismos intermédios GAL Pesca no período entre 2014-2020, no território do Continente, nos termos e no âmbito da medida de execução das estratégias de desenvolvimento local, com a finalidade de assegurar uma otimização dos níveis de eficácia e eficiência no 76 ALGARVE #99
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estabelecimento de procedimentos e no cumprimento da legislação europeia e nacional aplicável. A dotação orçamental afeta ao GAL Pesca do Sotavento, com vista à execução da EDLBC Costeira para o período 2014 a 2020, é de três milhões, 589 mil e 506 euros, de acordo com a seguinte repartição: Fundo Europeu e dos Assuntos Marítimos e das Pescas – dois milhões, 989 mil e 506 euros; Fundo Social Europeu – 300 mil euros; Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional – 300 mil euros. O território de intervenção do GAL Pesca engloba as zonas costeiras e ribeirinhas dos concelhos do Sotavento do Algarve e tem como objetivos estratégicos promover e valorizar a competitividade das atividades do cluster Mar do Sotavento; promover a empregabilidade da população do território de intervenção; promover a sustentabilidade e valorização do património natural e cultural da Ria Formosa e do Estuário do Guadiana e dinamizar a cooperação e animação do território .
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AUTARQUIA DE LOULÉ PROMOVE MOBILIDADE SUAVE EM MEIO ESCOLAR
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om o objetivo de mobilizar a comunidade escolar para a criação de práticas de vida ambientalmente mais sustentadas e mais saudáveis, minimizando o local dos impactos sobre as alterações climáticas, a Câmara Municipal de Loulé vai levar a cabo a ação «CAPTAME» de promoção da mobilidade suave em meio escolar, com sessões em Loulé, Almancil e Quarteira. Trata-se de uma iniciativa dirigida a educadores de infância e professores dos Ensinos Básico e Secundário, designadamente os professores das áreas científicas que se debruçam sobre a temática das alterações climáticas, os responsáveis pelos média escolares, professores responsáveis pelos Grupos-equipas de BTT, pessoal não docente e todos os interessados nestas matérias. Através desta ação, pretende-se apoiar a comunidade escolar na minimização local dos impactes sobre as alterações climáticas, através da promoção da mobilidade suave em meio escolar, bem como consolidar a prática de utilização dos modos de mobilidade suave em meio escolar. Por outro lado, a ideia é fomentar
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nos alunos, professores e staff não docente das escolas o uso das bicicletas, reforçando a importância da utilização deste meio de locomoção no desenvolvimento sustentável da cidade de Loulé. O «CAPTAME» surge no contexto da Estratégia Municipal de Alteração às Adaptações Climáticas da qual emanaram 28 opções estratégicas. Em maio de 2016, foi implementado, nas escolas da cidade de Loulé, o Projeto Bicicletas Partilhadas, uma das medidas mais emblemáticas. O Município atribuiu aos Agrupamentos de Escolas Eng.º Duarte Pacheco e Pe. Coelho Cabanita e Escola Secundária de Loulé um conjunto de 10 bicicletas para empréstimo a alunos, esperando com a medida contribuir para o incremento do interesse e do número de utilizadores da bicicleta nas deslocações casa – escola- casa, na convicção de que esta componente da iniciativa iria permitir aos alunos que não sejam detentores de bicicleta experimentar, por tempo determinado, a utilização deste meio de transporte nas suas deslocações regulares .
VIA DE ACESSO À QUINTA DO LAGO E VALE DO LOBO VAI SER REQUALIFICADA
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Câmara Municipal de Loulé prossegue a aposta em requalificar a rede viária em vários pontos do Concelho e, nesse sentido, foi adjudicada a empreitada de ligação da variante à EN396 a Vale do Lobo e Quinta do Lago – troço entre a EM 527-2 e VNC 522, na freguesia de Almancil. Trata-se de uma via que se reveste de especial importância já que constitui uma das portas de entrada nos principais resorts turísticos da região. Esta intervenção permitirá melhorar a imagem junto dos muitos turistas que por aqui passam ao longo de todo o ano. O troço a beneficiar tem dois mil e 200 metros de extensão, localizando-se entre a EM 527-2 (Almancil – Quarteira) e a VNC 522 (Vale do Lobo – Quinta do Lago), sobrepondo-se na sua
generalidade do traçado à atual estrada, onde se inclui a rotunda a construir na interligação com a EM 527-2. A obra foi adjudicada por cerca de 2,2 milhões de euros e tem um prazo de execução de um ano. Para os responsáveis municipais, com mais esta intervenção, a Câmara de Loulé procura prosseguir a requalificação dos acessos a uma área litoral de turismo de excelência que tão importante se tem revelado para a economia e a empregabilidade no Concelho. É também graças a este trabalho conjunto entre o setor público e privado que o concelho alcançou o primeiro lugar a nível nacional em termos de dinamismo económico nos ratings concelhios 2016 disponibilizados pela Marktest . #99 ALGARVE INFORMATIVO
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START WORK II BATEU RECORDE DE VISITANTES
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eis mil visitantes passaram pela «Start Work II – Mostra de Educação, Formação Profissional, Empreendedorismo e Emprego», que teve lugar, nos dias 9, 10 e 11 de março, no Portimão Arena. Depois do sucesso da primeira edição, a «Start Work» reuniu este ano, num só espaço, 64 empresas e instituições públicas e privadas da região, com atendimento presencial aos visitantes, entre elas o Ikea Mar Shopping, Pingo Doce, Leroy Merlin, Worten, Zoomarine do Algarve, ETIC Algarve, Instituto PIAGET, ISMAT e a Universidade do Algarve. Dos contactos estabelecidos, foram formalizadas mais de 300 candidaturas a emprego e estágios profissionais, disponibilizadas por empresas públicas e privadas no município e região do Algarve. Também a formação profissional, o
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ensino secundário normal e profissionalizante e o ensino superior, disponibilizados por empresas e instituições de ensino públicas e privadas, politécnicas e universitárias existentes no município e na região, registaram uma forte afluência de visitantes, sobretudo camadas mais jovens que procuraram, desta forma, orientação profissional ou no prosseguimento de estudos. A «Start Work II – Mostra de Educação, Formação Profissional, Empreendedorismo e Emprego» foi uma organização conjunta da Câmara Municipal de Portimão e IEFP – Instituto de Emprego e Formação Profissional, IP e DGEstE – Direção-Geral de Estabelecimentos Escolares DSR Algarve .
AMAL AVALIA POSSIBILIDADE DE PLANO JUNCKER NO ALGARVE
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AMAL - Comunidade Intermunicipal do Algarve recebeu o Banco Europeu de Investimento (BEI) para uma apresentação do Plano de Investimento Juncker aos municípios algarvios. No encontro foram analisadas as inúmeras modalidades de financiamento do plano, nomeadamente do Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos, com vista a investimentos públicos na região do Algarve. A AMAL vai avaliar a possibilidade de concretizar um plano Juncker de âmbito intermunicipal. O Plano de Investimento Juncker é uma resposta política da União Europeia com o objetivo de criar investimento, através da aplicação de financiamentos e assume duas componentes – o Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos (FEIE) para empréstimos diretos ou intermediados e sistemas de garantias e partilha de risco para os setores público e privado. Os setores do ambiente, infraestruturas, inovação e as PME’s (Pequenas e Médias Empresas) são prioritários na avaliação das candidaturas, assegurou Kim Krellgaard, do Escritório de Representação do Grupo BEI, e o financiamento apresenta “taxas de juros muito baixas com longos períodos de retorno (20 a 30 anos), o que torna muito
atrativo o recurso a este tipo de apoio ao investimento público e privado”, garantiu. Mediante a mobilização de recursos financeiros e da tentativa de aproximar o financiamento do investidor, através da criação de ferramentas de comunicação facilitadoras e da agilização dos procedimentos, o FEIE oferece condições para aplicar recursos do orçamento comunitário em situações consideradas de risco. A Comunidade Intermunicipal do Algarve vai promover uma primeira avaliação junto dos municípios, segundo o seu Presidente, Jorge Botelho, "no sentido de perceber em que medida se pode reunir um conjunto de projetos, com um valor superior a 50 milhões de euros, em áreas como a mobilidade e transportes, da energia e das infraestruturas urbanas, para se avançar para um financiamento através da linha BEI". Essa avaliação, para além das intenções de investimento, deve estudar a figura jurídica que assegure uma candidatura comum a nível regional. O Plano Juncker ambiciona mobilizar cerca de 315 mil milhões de euros até 2018, quando termina o período de vigência do plano, o qual se pretende alargar até 2020 . #99 ALGARVE INFORMATIVO
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FARO DITA HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DOS ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS
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stá pronto a entrar em vigor o Regulamento Municipal dos Horários de Funcionamento dos Estabelecimentos Comerciais e de Prestação de Serviços, após aprovação deste em Assembleia Municipal, no dia 6 de março, pela maioria dos membros presentes. Este regulamento pretende, de uma forma geral, estabelecer limites temporais de funcionamento para os diversos setores de atividade comercial, no sentido de prover o melhoramento do bemestar dos munícipes, ao nível da segurança, da tranquilidade e do repouso, de certo modo prejudicados desde a entrada em vigor do Decreto-lei 10/2015, que veio impor um regime de liberalização total dos horários de funcionamento. Reconhecendo as implicações negativas que a norma acarretava para o quotidiano de uma cidade como Faro, em que há uma proximidade e, por vezes, uma coincidência, entre zona
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residencial e áreas de divertimento noturno, imediatamente o Executivo tratou de definir regras claras para os horários de funcionamento. No entanto, só agora foi possível a aprovação no órgão deliberativo, após uma primeira rejeição na sessão de 29 de Junho de 2016. Com a solução agora aprovada, que tem em conta a ponderação dos interesses em presença, Faro é mais um dos concelhos a restringir os horários de funcionamento, em conformidade com as alterações legislativas recentes, que conferem aos municípios a faculdade de regular esta matéria. De referir ainda que, para a elaboração deste novo regulamento, foram ouvidas as forças políticas e ainda os sindicatos, as forças de segurança, as associações de empregadores, as associações de consumidores as juntas de freguesia, bem como o público em geral .
ALGARVE NOMEADO COM DISTINÇÃO PARA OS WORLD TRAVEL AWARDS
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Algarve volta a estar nomeado para Melhor Destino de Praia da Europa nos World Travel Awards 2017, os óscares do turismo. A nomeação já acontece há dez anos desde 2007, data em que esta categoria foi criada -, e já brindou a região por quatro vezes, inclusive no ano passado, fazendo com que o sector de viagens e do turismo e todos os que apoiam o Algarve se enchessem de orgulho e satisfação. O Melhor Destino de Praia da Europa de 2016 concorre contra alguns dos mais famosos destinos balneares europeus, tais como, Cannes, em França, Corfu, na Grécia, Maiorca e Marbella, em Espanha, Oludeniz, na Turquia, e Sardenha, em Itália, decorrendo as votações até 6 de agosto. “Há largos anos que o Algarve é nomeado como Melhor Destino de Praia da Europa mas a forma com que recebemos a notícia é cada vez mais gratificante. O clima da região, a qualidade das nossas águas balneares, - classificadas todos os anos com Bandeira Azul -, e dos nossos hotéis e resorts são os principais motivos para este reconhecimento. Acreditamos que há fortes probabilidades de renovarmos o título este ano,
ainda que a concorrer com grandes destinos balneares da Europa”, explica Desidério Silva, presidente da Região de Turismo do Algarve. Este ano, os World Travel Awards repartemse pela Europa e por Portugal, que somam um total de 92 nomeações nas categorias dedicadas aos melhores hotéis e resorts. O Vila Vita Parc e o Monte Santo Resort destacam-se com 20 e 12 nomeações, respetivamente, em diferentes categorias, como Melhor Hotel da Europa, Melhor Resort de Praia da Europa, Melhor Resort Familiar de Luxo da Europa, Melhor Resort à Beira-Mar da Europa e Melhor Hotel de Luxo. Na secção de Portugal, as nomeações também se dividem pelas mais variadas categorias, como Melhor Villa Resort de Portugal, Melhor Hotel de Negócios de Portugal, Melhor Green Resort de Portugal, Melhor Design Hotel de Portugal, entre outras. “Estes números são o reconhecimento do excelente trabalho que é feito na região quer pelos operadores e agentes turísticos na promoção do destino, quer por toda a equipa hoteleira”, sublinha o presidente da RTA .
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MUNICÍPIO DE ALCOUTIM APOIA CRUZ VERMELHA DE MARTIM LONGO
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o sentido de manter em funcionamento a extensão de Martim Longo da Cruz Vermelha Portuguesa e os serviços prestados por esta instituição, em estreita articulação com os serviços municipais de ação social, o Município de Alcoutim vai apoiar financeiramente a instituição com uma verba de 54 mil euros. O apoio será atribuído no âmbito de um protocolo de colaboração com a delegação de Tavira da Cruz Vermelha Portuguesa, onde foi integrada a extensão de Martim Longo, aprovado em reunião de Câmara de 8 de março. Por parte da autarquia, o documento prevê não só o apoio financeiro como também logístico, nomeadamente com a cedência de uma viatura automóvel adaptada para as funções de Unidade Móvel de Saúde (UMS). Por sua vez, a Cruz Vermelha compromete-se a manter em funcionamento a UMS, a realizar o serviço
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permanente de ambulância com pessoal especializado e a prestar o serviço de psicologia clínica, duas vezes por mês, aos munícipes sinalizados e encaminhados pelo gabinete municipal de Ação Social, saúde e Educação. As consultas de Psicologia Clínica dirigem-se à população em geral, têm uma periodicidade quinzenal e são gratuitas. Desde a implementação deste serviço, em março de 2014, foram asseguradas um total de 290 consultas, até final do ano de 2016. A UMS está especialmente vocacionada para a prevenção e vigilância junto da população mais idosa e com mais dificuldades de acesso aos serviços de saúde. Dotada com pessoal especializado, nomeadamente médico, enfermeiro, condutor e socorrista, a unidade de saúde presta cuidados médicos e de enfermagem em todas as povoações do concelho .
EMBAIXADOR DA REPÚBLICA POPULAR DA CHINA VISITOU LAGOA
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o passado dia 15 de março, o Presidente da Câmara Municipal de Lagoa e demais elementos do executivo receberam, nos Paços do Concelho, uma representação da Embaixada da República Popular da China constituída pelo Embaixador Cai Run, a Embaixatriz Wu Jun e o Adido Cultural, de Educação e da Secção Política. O embaixador Cai Run mostrou-se interessado nas muitas informações que recebeu sobre a história deste concelho, com especial destaque para a cultura do povo lagoense, com o edil local a realçar o contributo que a comunidade chinesa que ali exerce atividades comerciais dá à economia local, bem como a sua rápida integração social e adaptação escolar dos seus filhos. O Embaixador Cai Run mostrou-se muito interessado em desenvolver um polo de mostra
cultural chinesa em Lagoa, tendo aceite o convite do Presidente Francisco Martins para a República Popular da China trazer a riqueza da sua cultura ao «Mercado de Culturas… à Luz das Velas», que decorre de 6 a 9 de julho sob o tema da Rota da Seda, nomeadamente com uma exposição fotográfica sobre o tema rota da seda, provas gastronómicas, espetáculos musicais e apresentação artesanal chinesa. Seguiu-se uma visita ao Convento de S. José, alvo de muita atenção por parte dos elementos da comitiva que quiseram saber mais sobre as imagens em exposição e sobre as caraterísticas do Convento, ouvindo com curiosidade a ligação histórica à recolha, pelas freiras Carmelitas, de crianças abandonadas .
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PROPOSTAS VENCEDORAS DE QUARTEIRA E SALIR DO OP DE LOULÉ 2016 JÁ TÊM VERBAS
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Câmara Municipal de Loulé, representada pelo presidente Vítor Aleixo, e as instituições Colégio Origami e Associação dos Amigos da Cortelha, representadas por Teresa Santana e Filipe de Jesus, respetivamente, assinaram a Carta de Compromisso, através da qual foi atribuída a primeira tranche (50 por cento) dos investimentos previstos nos projetos vencedores nas freguesias de Quarteira e Salir, no âmbito do Orçamento Participativo do Município de Loulé 2016. Em Quarteira, a remodelação do espaço exterior e casas de banho do Colégio Origami será a intervenção prevista. O projeto reuniu 298 votos, tendo sido o grande vencedor desta terceira edição do OP nesta freguesia. A Autarquia irá financiar, desta forma, a totalidade da obra orçamentada em 75 mil e 214 euros. Em Salir, a localidade da Cortelha conseguiu, mais uma vez, apresentar o projeto que reuniu o maior número de votos em todo o concelho. No total, foram 962 os votos na proposta de
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requalificação do piso, laterais e iluminação do Polidesportivo da Cortelha. A obra terá um investimento total de 78 mil e 990 euros, valor atribuído pela edilidade. Prevê-se que a conclusão dos trabalhos de ambos os projetos ocorra durante o segundo semestre do corrente ano. Refira-se que, apesar da Câmara Municipal de Loulé ser a entidade responsável pelo financiamento das empreitadas, a gestão das mesmas ficará a cargo das respetivas instituições. Uma vez que são projetos de investimento decorrentes do Orçamento Participativo 2016, após a execução das obras, as instituições comprometem-se a disponibilizar e facilitar o acesso aos espaços intervencionados com vista ao uso do mesmo por parte das populações e comunidade em geral, sem prejuízo de um eventual conjunto de regras elementares definidas pelas instituições de modo a agilizar a utilização das infraestruturas .
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DIRETOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina (danielpina@sapo.pt) CPJ 5852 Telefone: 919 266 930 EDITOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina SEDE DA REDAÇÃO: Rua Estrada de Faro, Vivenda Tomizé, N.º 12P, 8135-157 Almancil Email: algarveinformativo@sapo.pt Web: www.algarveinformativo.blogspot.pt PROPRIETÁRIO: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina Contribuinte N.º 211192279 Registado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº 126782 PERIODICIDADE: Semanal CONCEÇÃO GRÁFICA E PAGINAÇÃO: Daniel Pina FOTO DE CAPA: Arlindo Camacho
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