ALGARVE #96 INFORMATIVO 25 de fevereiro, 2017
Be P-Art Vá-de-Viró Daqui Ninguém Entra Centro de Investigação em Biomedicina
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CONTEÚDOS
ARTIGOS 8 - CBMR 18 - Be P-Art 26 - Vá de Viró 34 - Daqui Ninguém Entra 40 - Algarve Store 54 - Bolsa de Empreendedorismo 58 - Faro Future Portugal 2 62 - Orçamento Participativo das Escolas 66 - Atualidade
OPINIÃO 6 - Daniel Pina 46 - Paulo Cunha 48 - José Graça 50 - Mirian Tavares 52 - Augusto Lima
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OPINIÃO
A menina dos sapatos vermelhos… Daniel Pina
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onfesso que cada vez gosto mais da música portuguesa, não porque ela antigamente não tivesse qualidade, mas provavelmente porque não lhe andava a prestar a devida atenção. Um mea culpa cuja responsabilidade, digo em minha defesa, partilho com os meios de comunicação social, sobretudo a televisão. Essa televisão generalista que nos entope os canais com anúncios a produtos de saúde e bem-estar do género do «cogumelo do tempo» – não faço a mínima ideia o que será, mas que tem um nome fantástico, lá isso tem – e com promessas de dinheiro fácil a quem ligar para os tais números mágicos. Lá pelo meio aparece alguém a contar a sua triste história, ou surgem uns especialistas – agentes de autoridade, psicólogos e sociólogos – a comentar as tristes histórias dos outros. E, pelo meio disto tudo, lá acontece um ou outro momento musical, com artistas não de música pimba, que eles levam a mal o rótulo, mas de música popular. Os músicos a sério, melhor dizem, os músicos que fazem música a sério, raramente compactuam com estes esquemas e, por isso, não têm honras televisivas. Os canais da televisão por cabo vocacionados para a música escasseiam ou limitamse a passar videoclips das vedetas internacionais. Quanto às rádios, fazem o seu trabalho mas, na hora da verdade, só as ouvimos no carro quando vamos para o trabalho ou de regresso a casa e, nessas alturas, convém estar com mais atenção ao que se vai passando na estrada, e não tanto ao nome dos artistas e bandas que vamos escutando. E depois há os outros, como eu, confesso, que já nem sequer ouvem rádio, mas sim as playlists do Spotify. Isto tudo para tentar explicar a minha desatenção ao que se vai fazendo no panorama musical nacional, mas ser jornalista ainda tem algumas vantagens nos tempos modernos e fazer reportagens de concertos e entrevistar os respetivos artistas, é uma das mais aliciantes para mim. Para mim e para aqueles que não estão apenas preocupados com os acidentes nas estradas, com as apreensões de droga, com os velhotes que assassinaram as suas companheiras de uma vida inteira e por aí adiante. Ora, foi em trabalho que, há algumas semanas, assisti ao concerto do João Pedro Pais em Vila do
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Bispo. Uma fantástica surpresa e saltei e cantei como o restante público. Lá está… Um dos tais artistas que não tem paciência para os programas da manhã ou da tarde dos canais generalistas, ou cujo som não agrada aos espetadores de idade avançada que consomem esses programas. Por isso, conhecia os temas dele que todos conhecemos, não porque fossem os melhores, mas porque foram os escolhidos pelas rádios para promover. Mas, ao vivo, a poucos metros do palco, envolvido pela energia do João Pedro Pais, percebi que ele é realmente um espetáculo. Nas semanas seguintes, não me cansei de ouvir os discos todos dele no Spotify e o mesmo promete acontecer agora com a Rita Redshoes, que tive o prazer de ver ao vivo, a noite passada, no CineTeatro Louletano. Uma Rita que conheci, há uma carrada de anos, ainda ela não era Redshoes, tocava piano no grupo do David Fonseca. Mas aquela rapariga tímida de outros tempos cresceu e tornouse uma artista de mão cheia. Que concerto estrondoso, com um quarteto de cordas a acompanhar o piano e as várias guitarras da Rita, temas profundos, que nos fazem pensar, de olhos fechados, outros mais simples, com batidas mais mexidas. O público esgotou a sala, não se cansou de bater palmas. No palco, via-se uma Rita encantada da vida, a fazer o que mais gosta, de sorriso nos lábios, até teve que se levantar uma vez do piano com o calor que lhe aquecia a alma. Não estava ali a picar o ponto, a pensar no cachet, mas a vibrar com a sua música, a falar da cataplana mista que tinha comido, minutos antes, no Restaurante Avenida, do famoso Carnaval de Loulé, de tudo um pouco. Voltando ao princípio… cada vez gosto mais da música portuguesa, mas não daquela que ouvimos todos os dias na televisão… e de preferência ao vivo. Desconfio que alguns espetadores deviam olhar com uma certa estranheza para um jornalista/fotógrafo que estava a cantar e a bater o pé enquanto dava uns cliques na máquina, mas quero lá saber. Naquele momento, quem mandava era a Rita Redshoes .
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CENTRO DE INVESTIGAÇÃO EM BIOMEDICINA DA UNIVERSIDADE DO ALGARVE É UMA REFERÊNCIA A NÍVEL MUNDIAL Famosa pelos seus cursos ligados ao turismo e às ciências do mar, a Universidade do Algarve possui, no seu campus das Gambelas, uma estrutura menos conhecida da opinião pública, mas que tem conquistado diversos prémios internacionais nos últimos anos. Falamos do Centro de Investigação em Biomedicina, onde se estuda, desde a prevenção do cancro da mama e a diabetes, à Medicina Regenerativa e à Biomedicina e Tecnologia Molecular. Texto:
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no polo das Gambelas da Universidade do Algarve que se localiza o Centro de Investigação em Biomedicina, criado em 2015 e dedicado à investigação e ao tratamento da doença. Composto por investigadores de diversas áreas, o CBMR é o seguimento do antigo Centro de Biologia Molecular e Estrutural, uma mudança ocorrida aquando da última avaliação dos centros de investigação pela Fundação
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para a Ciência e a Tecnologia por se tratar de um laboratório associado a outras universidade do resto do país. “Houve necessidade das instituições se separarem e assim nasceu o novo Centro”, explica Ana Teresa Maia, vicediretora do CBMR. “Temos os nossos grupos organizados em quatro grandes áreas temáticas – Mecanismos de Doença Molecular e Celular; Biomedicina Molecular; Medicina
Ana Teresa Maia: “Uma das coisas bonitas da Ciência é que a grande maioria dos investigadores partilha e discute ideias e isso tornou-se mais simples com as novas tecnologias de comunicação. O admirável mundo novo está decididamente aberto para ser investigado”. sobretudo na prevenção do cancro da mama.
Ana Teresa Maia é a vice-diretora do CBMR
Regenerativa; e Medicina Translacional – e o objetivo final é o tratamento ou, pelo menos, a compreensão de um mecanismo de doença. Nesse sentido, estamos igualmente integrados no Centro Académico e Clínico do Algarve, o ABC – Algarve Biomedical Centre, um consórcio entre a Universidade do Algarve e o Centro Hospitalar do Algarve”, acrescenta a investigadora que tem trabalhado
Investigação de topo que, como se sabe, não é fácil num país de escassos recursos financeiros e onde a Ciência nem sempre tem sido bem tratada, ainda para mais numa região como o Algarve que está bastante associada ao turismo, nomeadamente ao sol e mar. Apesar disso, o CBMR tem obtido resultados de excelência e reconhecidos além-fronteiras e para isso muito tem contribuído o contributo da Universidade do Algarve. A este apoio juntam-se as verbas atribuídas pelo poder central através da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, sendo que os centros de investigação vão ser novamente avaliados em 2017. “Este financiamento é suficiente para o funcionamento normal do centro, ou seja, para a componente administrativa. Depois, como qualquer outro Centro do mundo, concorremos a projetos e os próprios investigadores candidatam-se a bolsas. A nossa #96 ALGARVE INFORMATIVO
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investigação é internacional e, por isso, o nosso financiamento vem de todos os pontos do globo”, indica Ana Teresa Maia. A vice-diretora do CBMR reconhece, contudo, que muitos algarvios não se apercebem da qualidade do trabalho ali realizado e que tem sido constantemente premiado pela comunidade internacional, o que é bom, porque os prémios não trazem apenas financiamento, mas também reconhecimento. “Uma das nossas desvantagens é, realmente, a economia do Algarve estar bastante centrada no turismo e nem sempre é fácil conseguir direcionar fundos para a investigação, nomeadamente aquela em torno da saúde. Mas nunca nos damos por vencidos e temos desenvolvido contatos com a CCDR e a ARS para tentar melhorar 12 ALGARVE #96
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o financiamento para esta área”, aponta, revelando ainda que este centro é muito eclético no que toca aos seus elementos. “O nosso diretor é sueco e temos diversos colegas estrangeiros. Para além disso, muitos dos chefes de equipa que são portugueses tiveram experiências além-fronteiras e eu própria estive 13 anos em Inglaterra. Outros trabalharam nos Estados Unidos e no Canadá e isso alargou imenso a nossa rede de contatos, de modo que a nossa investigação não está fechada no Algarve, antes pelo contrário”. De referir que a maior parte dos chefes de equipa são docentes da Universidade do Algarve, outros vêm puramente para fazer a sua ciência e investigação no CBMR, mas são todos permanentes.
“Temos cerca de 40 investigadores com doutoramento e somos um grupo muito dinâmico, sempre com pessoas novas a chegar. Em termos globais, devemos andar à volta da centena de investigadores”, conta a vice-diretora, que sorri quando é confrontada com a imagem que muitas pessoas ainda têm dos cientistas que trabalham no seu sótão ou na garagem, quase isolados do mundo. “É uma ideia que se tira dos filmes, mas essas são as exceções. Uma das coisas bonitas da Ciência é que a grande maioria dos investigadores partilha e discute ideias e isso tornou-se mais simples com as novas tecnologias de comunicação. O admirável mundo novo está decididamente aberto para ser investigado e, ainda ontem à noite, estive de volta de uma base de dados que tem os contributos de colegas de todo o mundo da minha área. Preciso responder a uma
pergunta biológica e, como é óbvio, vou fazer referência ao trabalho dessas pessoas. Existe uma troca saudável, no geral, o cientista partilha”, garante Ana Teresa Maia.
O FASCÍNIO DE DISSECAR O QUE É COMPLEXO Nem tudo são rosas, como é natural, e um dos grandes desafios dos investigadores, sobretudo daqueles que acumulam a carreira de docente, é como esticar o tempo. “O dia só tem 24 horas e era bom que nós dormíssemos, pelo menos, umas quatro”, refere, com uma risada. “Mas dar aulas faz parte do nosso crescimento como investigador e permite-nos moldar e ajudar a criar novos cientistas. A Universidade do Algarve tem muitos cursos de Mestrado que estão, de alguma forma, ligados ao
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nosso Centro e essa é uma excelente oportunidade para ensinarmos os jovens a pensarem, a aplicarem o método científico como deve ser, a serem críticos naquilo que leem, a fomentar a formação de ideias novas. Se estivéssemos isolados num Centro meramente de investigação, isso não seria possível”, entende a entrevistada, que dá aulas de Genética Humana na Licenciatura em Ciências Biomédicas. “Na minha área de cancro, os alunos vêm frequentemente ter comigo a solicitar estágios no laboratório, onde ganham o bichinho da Ciência e, a partir daí, fazem Mestrados”, acrescenta. É fácil, portanto, cativar a nova geração para a carreira de investigador, mesmo sabendo-se que podem passar anos a fio até fazerem alguma descoberta concreta e a razão é simples, na opinião de Ana Teresa Maia. “O processo é o mais interessante
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disto tudo. Encontrar uma solução, em Ciência, é ótimo, mas uma boa solução cria-nos de imediato novas perguntas. Somos umas eternas crianças de cinco anos, sempre a perguntar «porquê?». Nunca chegamos realmente ao fim do caminho, um projeto concluído cria outro projeto”, assegura a investigadora. “Conseguirmos dissecar, aos poucos, a complexidade do nosso mundo, é algo extremamente interessante. Eu trabalho em cancro da mama e estou a contribuir para que diminua o número de novos casos. Quanto mais conseguirmos descobrir, melhor será para a população em geral, mais pessoas poderemos salvar, e isso é uma recompensa incalculável”. No dia-a-dia, o CBMR está envolvido, então, em várias áreas, sendo uma delas a Oncobiologia, onde se estudam
diversos tipos de cancro, mas também os aspetos mais básicos da célula, para se perceber como ela funciona bem e mal. Outros investigadores trabalham numa vertente mais translacional, para compreender que cancros vão responder melhor ou pior a esta ou aquela terapia. Outros ainda estudam o desenvolvimento e medicina regenerativa, a neurociência, como se comportam as células estaminais cardíacas – uma excelente aplicação para o pós-enfarte – ou a diabetes. “O nosso diretor, por exemplo, trabalha em linguística, para perceber como o cérebro funciona em termos de aquisição de linguagem e o que falha quando as pessoas têm dislexia. Abrangemos um leque imenso de doenças aqui no Centro”, destaca Ana Teresa Maia, que não fica surpreendida com os prémios alcançados a nível internacional. “Temos uma equipa muito boa e o sucesso só vem depois do trabalho. É mais fácil haver intercâmbio
entre instituições quando estamos mais perto uns dos outros mas, apesar da posição periférica do Algarve, temos um aeroporto à porta da universidade, o que nos permite trazer muitos colegas e convidados do resto da Europa”. Convidados porque o CBMR não se limita a fazer investigação, organizando, igualmente, seminários, palestras e workshops das mais variadíssimas temáticas. “Neste momento, temos dois ciclos de seminários: um de discussão interna semanal dos resultados dos grupos; outro com distintos investigadores internacionais, porque a massa crítica de um centro só se mantém com qualidade quando há intercâmbio de ideias”, justifica. Ana Teresa Maia dá também um particular ênfase ao Centro Académico e Clínico do Algarve, que irá fomentar uma maior proximidade ao Centro Hospitalar do #96 ALGARVE INFORMATIVO
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Algarve. “Quando estamos a estudar a doença é essencial termos os médicos como parceiros, porque o objetivo final é sempre aplicar a nossa investigação para o bem da saúde pública”, defende. Convém lembrar que a aplicação no mundo real das descobertas feitas em laboratório depende do tipo de investigação que se estiver a efetuar, porque há cronogramas distintos para as várias áreas e pode demorar anos até se chegar ao paciente final. “Tem tudo que ser muito bem validado e controlado, porque estamos a falar da vida das pessoas. Não podemos administrar fármacos que ainda não estejam extensivamente estudados e validados, precisamos ter o conhecimento mais completo possível até dos efeitos secundários. No caso da investigação da predisposição para uma doença, por
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exemplo, nós descobrimos marcadores individuais. Depois, demora anos a perceber como eles interagem com tudo o resto, porque é tudo uma questão de probabilidades”, esclarece Ana Teresa Maia. Um processo longo que, contudo, não retira o ânimo e a motivação aos investigadores, garante a entrevistada. “É como se fosse um filho: uns demoram 18 anos a sair de casa, outros levam 40. É o nosso trabalho e nunca acaba, há sempre mais «porquês». No início deste século sequenciou-se o primeiro genoma humano e houve logo quem entrasse em pânico por pensar que não havia mais nada para se fazer em termos de genética. Na verdade, criou-se um mundo ainda maior para estudar. O conhecimento não tem limite”, afiança, em final de conversa .
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«BE P-ART» NO MUSEU MUNICIPAL DE LOULÉ O Museu Municipal de Loulé foi palco, no dia 22 de fevereiro, do «Be P-Art», uma produção da Associação Amarelarte, inserida no programa «365 Algarve», que pretende fazer a ponte entre o passado e o presente através de histórias, lendas e crenças. O espetáculo multidisciplinar combina teatro, música e projeção de imagens e termina com um buffet de sabores temporais. Texto:
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o passado dia 22 de fevereiro, ao final da tarde, com o pôr-do-sol como pano de fundo, o Museu Municipal de Loulé recebeu o espetáculo teatral «Be P-Art», uma criação de Nicole Lissy, da Associação Amarelarte, que procura ligar o passado e o presente por via de histórias, lendas e crenças e com uma participação bastante ativa do próprio público. Isto porque os espetadores, portugueses e estrangeiros, são convidados a interagir com as personagens e a comer com os atores no fim da performance, num ambiente informal de troca de ideias e opiniões. A ênfase do espetáculo são detalhes e realidades fictícias, mas inspiradas na pesquisa histórica, sobre o Castelo de Loulé, baseando-se na época da reconquista Cristã por D. Afonso III e D. 20 ALGARVE #96
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Peres Paio Correia, mas também abordando eventuais conflitos e ligação entre as duas grandes religiões: os muçulmanos e os cristãos. É, acima de tudo, uma fusão entre expressão visual, corporal, musical e sensorial, linguagens artísticas e universais para públicos de diferentes países, e que já tinha sido experimentado, em 2016, no Castelo de Paderne, ao abrigo do Programa DiVaM, da Direção Regional de Cultura do Algarve. “Ficou a vontade de continuar a criar de uma forma teatral bastante aberta, misturando disciplinas e incluindo o público, que não fica sentado ao lado do palco”, conta Nicole Lissy. Para já, «Be P-Art» vai voltar a «cena», no Castelo de Loulé, nos dias 28 de março e 18 de abril, e no Castelo de Tavira, nos dias 10 de março, 8 de abril e
6 de maio, mas o desejo é percorrer mais monumentos da região, com a certeza de que nenhum espetáculo será exatamente igual ao seu antecessor. “Têm a ver com episódios da história do Algarve, com aqueles que permanecem na memória das pessoas, mas também com aqueles que ficaram esquecidos no tempo ou que foram contados de outras formas. Nós também criamos alguns aspetos e é perfeitamente possível combinar eventos políticos com tragédias pessoais. Há sempre heróis e vilões nas histórias”, levanta um pouco do véu, mas não em demasia, para não estragar a surpresa. “O objetivo é que o público sinta o que está a presenciar e reflita, de um modo mais profundo, ou simplesmente desfrute do que está a vivenciar. Normalmente é fácil definir quem é o «bom» e o «mau» dos
espetáculos, mas aqui não existe nada disso, fica ao critério do espetador”, adianta Nicole Lissy. Com diversas disciplinas em perfeita sintonia ao longo do «Be P-Art», a parte musical surge como uma agradável surpresa, interpretada por Rui Afonso e Luís Lourenço, que acompanham, com o seu repertório, todo o conceito artístico de uma forma bastante flexível. Ou seja, é quase como que uma banda sonora tocada ao vivo, enquanto decorre a ação, o que envolve ainda mais a assistência. “Os músicos têm um papel muito importante no espetáculo, praticamente vão criando a história à medida que ela se vai desenrolando, porque há muito pouco palavra. Há um livro com um pequeno texto em
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português e inglês, para contextualizar o que está a acontecer, e pouco mais”, explica a responsável pelo projeto. À música juntam-se as imagens projetadas nas muralhas do Castelo, com a nuance de, em Loulé, incluírem as fotografias tiradas por Kátia Viola no espetáculo do Castelo de Paderne. E, para intensificar o efeito visual, a hora do espetáculo foi escolhida com particular cuidado, tentando coincidir com o pôr-dosol. “Há sempre uma grande dificuldade em definir a hora exata do arranque da atuação por causa desse pormenor, porque queremos que as imagens ganhem forma enquanto o sol se põe. Depois, há um pequeno aperitivo no final do espetáculo para convivermos com o
público. Os sabores presentes no buffet têm a ver com a história, com a mistura das culturas”, revela a encenadora, não escondendo um pequeno nervosismo antes do início da atuação. “Há alguns grupos de teatro que trabalham de uma forma semelhante, mas este conceito é bastante inovador e, por isso, nunca sabemos como as pessoas vão reagir. Depois, cada local implica alguma adaptação da história ao espaço, pelo que os espetáculos de Tavira serão ligeiramente diferentes daqueles de Loulé. Não pretendemos fazer uma pesquisa histórica rigorosa, o mais importante é o impacto sensorial que possamos provocar no público”, indica Nicole Lissy .
FICHA TÉCNICA: Conceito e Coordenação Artística – Nicole Lissy Atores – Adriana Tincul, Ana Paulino, Jorge Oliveira, Laura Silva, Miguel Angel Silva e Nicole Lissy Música – Rui Afonso (Percussões) e Luís Lourenço (Sopros e Cordas) Figurinos e Adereços – Tó Quintas Fotografia e Imagem – Kátia Viola, Nicole Lissy e Pedro Pereira Apoio Técnico – Luís Mendes Apoio Culinária – Raquel Ceriz #96 ALGARVE INFORMATIVO
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ENTREVISTA
VÁ-DE-VIRÓ CELEBRAM BODAS DE PRATA
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Os Vá-de-Viró assinalam, em 2017, um quarto de século de existência, 25 anos a tocar sobretudo música tradicional portuguesa mas que, com o passar do tempo, foi abraçando igualmente outras sonoridades. Uma evolução natural numa verdadeira «família» por onde têm passado quase quatro dezenas de elementos, uns músicos a tempo inteiro, outros profissionais de outras áreas, unidos pela paixão comum pela música cantada em português. Texto:
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eunir os 10 elementos dos Váde-Viró não é tarefa fácil, portanto, Paulo Cunha e Jorge Semião foram os representantes deste grupo, nascido em 1982, com quem estivemos à conversa na sede da Associação Cultural Música XXI, em Faro. Um quarto de século dedicado essencialmente à música tradicional portuguesa numa banda que nasceu da vontade de um grupo de professores do Conservatório Regional do Algarve em dar a conhecer este estilo aos seus alunos. “Começamos a misturar os instrumentos ditos clássicos com as harmonias e melodias tradicionais e, no início, até nos chamávamos Grupo de
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Música Tradicional Portuguesa do Conservatório Regional do Algarve, um nome enorme. O grupo depois evoluiu, sem renegar as suas raízes, e tocamos músicas com influências de outros países e culturas, bem como temas próprios. Os nossos compositores combinam a sua originalidade com alguma tradicionalidade, graças à vasta bagagem e experiência que possuem”, refere Paulo Cunha, um dos sobreviventes da formação original, a par de Cláudia Matias. Sem hesitações, Paulo Cunha garante que, quando esta jornada começou, era mesmo para prosseguir por largos anos,
conseguiríamos ter tantos elementos, haveria uma maior rotatividade. As pessoas levam isto muito a sério mas, no fundo, é um hobby porque não vivemos financeiramente da banda”, considera o professor de engenharia eletrotécnica da Universidade do Algarve.
Foto: Cláudia Aragão
pelo que não o admira a longevidade dos Vá-de-Viró. “Enquanto as pessoas acreditarem, os projetos continuam, e estou bastante feliz por termos chegado aos 25 anos. Neste trajeto passaram pelo grupo 38 elementos e há uma empatia e uma solidariedade muito grandes entre todos nós”, assegura o membro-fundador, com Jorge Semião a reconhecer que o cultivar de um convívio permanente entre os músicos tem sido fundamental nesta já longa caminhada. “Se calhar, outra razão para o projeto ter durado tanto tempo é não sermos um grupo estritamente profissional. Se estivéssemos todos concentrados nos Vá-de-Viró como um projeto comercial, dificilmente
Este desprendimento, ou informalidade, como lhe queiram chamar, não significa, porém, que a exigência não seja total, nada disso, simplesmente não estão empenhados em fazer um «x» número de concertos por ano ou em lançar constantemente novos discos por precisarem desse retorno financeiro para viverem no diaa-dia. “Mas alguns dos Vá-de-Viró vivem exclusivamente da música, uns por serem professores de música, outros por integrarem outras bandas. Aliás, houve uma altura em que um dos nossos colegas tocava em cinco projetos em simultâneo”, lembra Jorge Semião, acrescentando que a música tradicional portuguesa também não será o estilo mais indicado para se ter um enorme sucesso comercial no nosso país. “Provavelmente não existirá em Portugal nenhum grupo de música tradicional ou popular que seja 100 por cento profissional. Isso depois influencia a própria questão de produzir discos com regularidade, o que também é complicado face às nossas ocupações principais”, admite. Tal não impede os Vá-de-Viró de criarem, conforme referido anteriormente, os seus próprios temas originais, porque a principal motivação de qualquer músico é tocar coisas novas, #96 ALGARVE INFORMATIVO
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ou coisas antigas com uma nova roupagem, com diferentes arranjos. “Um aspeto que nos une é o gosto pelos instrumentos tradicionais e pelos instrumentos acústicos, e não apenas os de Portugal, o que empresta uma sonoridade mais moderna aos Vá-deViró”, indica Jorge Semião. Música tradicional que também tem sofrido, no geral, algumas transformações nas últimas décadas, sublinha Paulo Cunha. “Os nossos dois primeiros discos, que lançámos no século passado, têm um forte cariz tradicional. Os dois álbuns que editamos já no século XXI têm um piscar de olho à fusão de vários estilos, abrindo portas também à música original. É isso que tem acontecido, no meu ver, no contexto nacional. A música portuguesa tem estado a ganhar consistência, cada vez mais os portugueses estão a gostar de si próprios em termos culturais e não têm vergonha de cantar na sua língua. Há, inclusive, artistas que começaram por cantar em inglês e que agora estão a assumir o seu idioma. Há boa poesia para ser musicada, há excelentes músicos e se a música ligeira funciona bem em português, as pessoas sentem curiosidade em saber o que existe mais interpretado na sua língua materna”, analisa o docente e músico.
UM GRUPO QUE É UM LABORATÓRIO DE EXPERIÊNCIAS Quem assiste a um espetáculo dos Vá-deViró apercebe-se rapidamente da naturalidade com que é feita esta transposição da música tradicional portuguesa para o século XXI e são até muitos os jovens que procuram o grupo para compreender essa dinâmica na 30 ALGARVE #96
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região. Mas Paulo Cunha explica que os temas da banda são feitos, em primeira análise, para agradar aos seus elementos, porque adoram tocar uns para os outros e são todos bastante permeáveis às opiniões dos colegas. “Temos que gostar daquilo que estamos a fazer. Felizmente, temos tido a sorte dos outros, do público, também apreciar as nossas músicas e melodias. E não somos mais conhecidos, não tocamos com maior assiduidade, porque prescindimos de ter um agente que ande a bater à porta das autarquias, das comissões de festas, da organização dos festivais”, justifica o entrevistado, revelando ainda que os Váde-Viró são representados pela Associação Cultural Música XXI. A agenda menos preenchida de espetáculos nunca colocou em causa, todavia, a sobrevivência do grupo, porque há uma enorme amizade a unir os 10 integrantes dos Vá-de-Viró – os nove músicos e o técnico de som – e a sala de ensaios é um verdadeiro laboratório onde fazem constantes experiências criativas. “Às vezes chega o Jorge Semião com uma música nova feita, ainda não tem letra, mas juntamo-nos todos para a ouvir. Ou é o Gonçalo Pescada que aparece com um novo corridinho ao acordeão. Ou surjo eu com uma nova composição. É neste intercâmbio permanente que nos satisfazemos”, descreve Paulo Cunha. Ora, não sendo uma banda profissional, no sentido dos membros dependerem exclusivamente dela para a sua subsistência financeira, os Vá-deViró não deixam de ser extremamente
Paulo Cunha e Jorge Semião, dos Vá-de-Viró
profissionais e rigorosos naquilo que fazem e não admitem que o público saia defraudado dos seus concertos. “Não interessa se não percebem o que estamos a cantar, porque as notas são iguais em qualquer parte do mundo e a música tem que ser bem tocada”, salienta Paulo Cunha, enquanto Jorge Semião confirma que o Verão é a época do ano em que há mais solicitações para subir ao palco. “Mas não é fácil conciliar a agenda de 10 pessoas que têm os seus próprios afazeres e alguns até integram outros grupos também”, reconhece. Certo é que as músicas vão aparecendo, sempre de espírito aberto, abraçando o que cada um tem para oferecer ao grupo, umas com arranjos mais tradicionais do que outras, porque não existe uma linha rígida a seguir. Aliás, Paulo Cunha admite
ter alguma dificuldade em catalogar os Vá-de-Viró. “Cantamos música cantada em português, com diversas influências, mas imbuída de um caráter étnico. Vivemos num mundo muito permeável e não podemos negar essas influências, que extravasamos através da música”, indica, garantindo que material não falta para manter um repertório amplo e atualizado. “Como estava à frente de uma classe conjunta ligada a uma instituição escolar, tive que me munir de imenso material que trouxesse novidade e que não fosse uma mera repetição daquilo que já tinha sido feito, portanto, há muito tema tradicional que ainda não foi gravado. Criatividade também não falta no grupo e o Jorge Semião é, neste momento, o nosso compositor-mor, e com imensa qualidade”, salienta o fundador. #96 ALGARVE INFORMATIVO
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A falta de tempo é, de facto, o grande entrave a um maior atividade dos Vá-deViró e Paulo Cunha lembra uma conversa de há poucos dias com Gonçalo Pescada, acordeonista de eleição mundial que tem desafiado constantemente Jorge Semião para compor um tema para aproveitar a sonoridade do bandoneón, instrumento argentino ligado ao tango. “Será uma fusão entre a música portuguesa e a argentina que só nos apraz e satisfaz, mas o dia só tem, infelizmente, 24 horas. Uma das qualidades deste grupo é respeitarmos as atividades e o tempo de cada um. Nunca ninguém impôs nada a ninguém, nem nunca se colocou a hipótese de acabarmos porque algum elemento participasse menos ou mais do que o outro. É muito importante que estejamos todos bem, a nível pessoal e psicológico, para darmos o nosso melhor em termos musicais”, frisa Paulo Cunha. Apesar destas limitações, bodas de prata só se comemoram uma vez na vida e os Váde-Viró estão a estudar a melhor forma de 32 ALGARVE #96
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assinalar a data, com a certeza, porém, de que não será lançado nenhum disco novo em 2017. Vão, sim, aproveitar o ano para voltar a divulgar os trabalhos já editados, porque um disco é feito para ser ouvido. “Não há necessidade de gravar só para dizer que temos um novo álbum, o que interessa é dar a conhecer a banda a mais pessoas”, aponta Paulo Cunha, enquanto Jorge Semião revela a vontade de juntar antigos elementos do grupo num grande concerto. “Ainda não está nada agendado, mas certamente que vamos festejar a data com um bolo de aniversário e com tudo aquilo a que temos direito pelos nossos 25 anos de vida”, assegura. “Não são muitos os grupos que chegam ao quarto de século de existência, mas nós temos aguentado estoicamente, porque gostamos de música, e do Algarve. E estamos disponíveis para fazer essa festa em todos os pontos da região, até porque temos elementos de várias cidades algarvias”, indica Paulo Cunha, no final de mais um dia de aulas, e antes de mais um ensaio do grupo .
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«DAQUI NINGUÉM ENTRA»
foi a cena no Teatro das Figuras Texto:
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nserido na rúbrica «Às Quintas no Teatro», o Teatro das Figuras recebeu, no dia 9 de fevereiro, a peça «Daqui Ninguém Entra». Em palco, dois atores. Ela não quer ver ninguém. A porta, ainda que fechada, é a sua maior vulnerabilidade e o seu maior obstáculo também. Num mundo de gente trancada, quem guarda ainda essa chave que permite com cada coisa abrir outra coisa? Quem se atreve a empunhá-la? Questiona a protagonista… «Daqui Ninguém Entra» é um lugar em que dentro e fora se dispõem a medir forças. A partir de um momento perdido na juventude, a solidão assume-se como um troféu que inaugura a individualidade. Porém, o custo poderá ser demasiado alto. A abertura dessa paisagem própria encerra a ameaça do seu povoamento pela perda e pelo cansaço . Ficha artística e técnica Texto: Vasco Gato Encenação: Luciana Ribeiro Interpretação: Inês Veiga de Macedo e João Ascenso Apoio à cenografia e figurinos: Luna Rebelo Fotografia: Vitorino Coragem Assistência de Encenação: Inês Basto Desenho de Luz: Rui Seabra Produção: Catarina Pires e Inês Veiga de Macedo Design Gráfico: António Queirós 36 ALGARVE #96
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ACRAL APRESENTOU «ALGARVE STORE & BUSINESS ONLINE» A ACRAL – Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve apresentou, no dia 16 de fevereiro, no auditório da CCDR Algarve, em Faro, o projeto «Algarve Store & Business Online», uma estratégia de abordagem aos mercados internacionais, assente na economia digital, num modelo de negócio B2B e B2C, com todas as vantagens que daí podem advir para as exportações das empresas dos 16 concelhos algarvios e para a consolidação da economia regional e nacional. Texto: 40 ALGARVE #96
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REPORTAGEM
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«Algarve Store & Business Online», da responsabilidade da ACRAL, foi aprovado no âmbito do Sistema de Apoios a Ações Coletivas – Internacionalização do CRESC ALGARVE 2020 e contempla um investimento total perto dos 700 mil euros, com fundos comunitários na ordem dos 488 mil euros e comparticipação privada a rondar os 210 mil euros. O projeto dá continuidade ao trabalho desenvolvido no «Algarve Positivo», através da implementação de ferramentas que possibilitem às empresas da região a prospeção, conhecimento e acesso a novos mercados e de processos colaborativos de internacionalização, de partilha de conhecimentos e de capacitação para a internacionalização. Dá igualmente resposta à valorização económica, por via da tecnologia e de novos usos de produtos endógenos em que o Algarve apresenta qualidade, através da internacionalização e capacitação das Pequenas e Médias Empresas por meio da economia digital. Dúvidas não existem em relação à qualidade dos produtos típicos do Algarve mas, na opinião de Álvaro Viegas, presidente da ACRAL, por vezes falta coordenação entre os diversos agentes, a concentração desses bens e serviços e a capacidade de organização para os exportar para os mais diversos países. “Para resolver esses problemas foi elaborada esta candidatura, que foi aprovada e está em desenvolvimento, sendo nosso desejo que, até final de 2017,
tudo esteja concluído para avançar para o terreno no início de 2018. Existem outras plataformas, algumas delas com grande sucesso para outras áreas, mas este é um projeto pioneiro em Portugal, por permitir a promoção, a exposição e a possibilidade de venda e pagamento dos nossos produtos regionais”, salientou o dirigente associativo. Em representação da edilidade farense, a Vereadora Teresa Correia mostrou o seu agrado pelo lançamento desta iniciativa e garantiu que a autarquia está sempre ao lado dos produtores algarvios. “Vemos na qualidade dos nossos produtos uma excelente maneira de alavancarmos a recuperação do tecido económico da região e de propiciarmos um ciclo virtuoso de desenvolvimento. Temos as melhoras amêndoas e laranjas do mundo; um mel de eleição; o medronho – uma bebida espirituosa única; o vinho, que começa a ser tido como um produto de excelente qualidade; temos o peixe e o marisco mais frescos, entre outros”, enumerou, concordando que falta alguma organização e um trabalho de marketing mais profundo e orientado para mercados específicos para que os resultados dos produtores locais sejam mais positivos. Para Teresa Correia, o «We Shop Algarve» tem o condão de envolver toda a região e todos os setores económicos, “abrangendo os agentes e os atores fundamentais na geração de valor #96 ALGARVE INFORMATIVO
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Teresa Correia, Vereadora da Câmara Municipal de Faro, Francisco Serra, presidente da CCDR Algarve, Álvaro Viegas, presidente da ACRAL e João Magalhães e Armindo Silva, da NKA, empresa que está a elaborar a plataforma «We Shop Algarve»
acrescentado para a economia”. “A existência de uma rede ativa de produtores, intermediários e comercializadores dos nossos produtos fomentará a criação de sinergia e a integração e partilha de conhecimento no ciclo económico. Com esta forma inteligente de comunicarmos e de nos organizarmos, estou certa de que os mercados estarão efetivamente ao nosso alcance”, entende a vereadora, disponibilizando a autarquia farense para toda a colaboração necessária para a afirmação do projeto. Álvaro Viegas sublinhou, entretanto, a importância da nova plataforma ser credível, sobretudo no que toca a dar resposta aos pedidos que sejam feitos 42 ALGARVE #96
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pelos clientes, sejam eles consumidores finais ou intermediários para revenda. “O pior que pode acontecer é não termos capacidade produtora para assegurar as encomendas feitas, portanto, vai haver um grande cuidado na escolha dos aderentes. Só estarão na plataforma os produtos que tivermos para vender e nas quantidades disponíveis”, explicou o presidente da ACRAL.
ESPANHA, ALEMANHA, INGLATERRA E FRANÇA SÃO OS ALVOS PRIORITÁRIOS Na base do processo estará a plataforma de negócios e venda online
«We Shop Algarve», cujos objetivos passam por aumentar a visibilidade internacional do Algarve e das suas empresas, bem como a promoção, divulgação, venda e negociação dos produtos típicos e regionais aqui produzidos, através da centralização da oferta num único espaço digital, assim como a sua promoção e divulgação assente em meios digitais. Entre os objetivos operacionais contam-se ainda aumentar o valor das exportações no volume de negócios das PME que integrarem o projeto e aumentar o conhecimento e a partilha sobre os mercados-alvo, que numa primeira fase serão Espanha, Alemanha, Inglaterra e França. A escolha teve por base o facto de estes serem alguns dos principais países emissores de turistas para o Algarve, pelo que estes visitantes já tiverem um primeiro contato com os produtos endógenos da região e, por ventura, até terão o desejo de os continuar a consumir nos seus locais de origem. A sessão de apresentação e divulgação que teve lugar, no dia 16 de fevereiro, no auditório da CCDR Algarve, em Faro, foi a primeira ação efetiva do projeto e contou com ampla adesão de produtores, empresários e comerciantes. O passo seguinte consistirá na identificação dos setores/fileiras com maior potencial de comercialização e internacionalização, com a recolha e tratamento de informação das empresas aderentes; a identificação do potencial produtivo instalado e o seu grau de utilização; e a identificação e análise qualitativa e quantitativa dos referidos setores/fileiras, para organizar a oferta e a sua promoção nos mercados prioritários definidos.
Concluída esta primeira fase, será então implementada a plataforma «We Shop Algarve», após o qual será criado um plano de ação para a internacionalização dos setores/fileiras, onde constem as medidas a implementar nas empresas de cada setor/fileira, as regras de funcionamento e a uniformização de procedimentos, que serão assegurados pelas empresas aderentes. Outra ação importante é a realização de visitas de importadores ao Algarve para conhecerem, no terreno, a oferta disponível e para se estabelecerem relações de parceria com esses agentes para o escoamento das produções que tenham dimensão para esse efeito. Serão conduzidas igualmente reuniões em cada concelho para acompanhar a execução do projeto, auscultando os intervenientes para responder aos desafios que se coloquem, criando uma dinâmica de cooperação e capacitação de todos os envolvidos. Finalmente, será promovido um seminário de divulgação e disseminação de resultados. O «We Shop Algarve» tem como destinatários empresas de qualquer natureza jurídica, com sede no Algarve, que se dediquem à produção, transformação ou comercialização de produtos típicos algarvios, certificados ou não, nomeadamente: amêndoa, alfarroba, figo, azeitona, citrinos, batatadoce, uva, cortiça, frutos vermelhos, moluscos, bivalves, sal marinho, flor de sal, mel, enchidos, cabrito (carnes), queijo, azeite, conservas, doçaria regional, aguardentes, vinhos, licores, artesanato, entre outros . #96 ALGARVE INFORMATIVO
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E do imaterial se fez matéria Paulo Cunha
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m 1989, com a Recomendação da UNESCO aos estados-membros sobre a Salvaguarda da Cultura Popular e Tradicional promulgada na 31.ª Conferência Geral, assistiu-se a uma tomada de consciencialização e de responsabilização da importância da diversidade cultural, especialmente da valorização das culturas populares e das tradições intangíveis. Esta Recomendação constitui o embrião da noção de património imaterial. Nela é sublinhada “a natureza específica e a importância da cultura tradicional e popular como parte integrante do património cultural da cultura vivente.”. É também reconhecida a “extrema fragilidade de certas formas da cultura tradicional e popular e, particularmente, dos aspetos correspondentes das tradições orais.”. Uma frase fica então célebre neste contexto: “Numa cultura tradicional, muitas vezes quando um ancião morre, é toda uma biblioteca que se queima!”. A Recomendação de 1989 chamava ainda a atenção para a proteção dos produtores e detentores da tradição, para além dos produtos culturais. No dia 17 de Outubro de 2003 foi aprovada a Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial no decurso da 32ª Conferência Geral das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Esta Convenção entrou em vigor no dia 20 de abril de 2006, tendo como principais objetivos a salvaguarda do património cultural imaterial; o respeito pelo património cultural imaterial das comunidades, dos grupos e dos indivíduos; a sensibilização, a nível local, nacional e internacional, para a importância do património cultural imaterial e do seu reconhecimento mútuo; a cooperação e o auxílio internacionais, no quadro de um mundo cada vez mais globalizado que ameaça uniformizar as culturas aumentando simultaneamente as desigualdades sociais. Considera-se património cultural imaterial, de acordo com a Convenção: «(…) as práticas, representações, expressões, conhecimentos e aptidões – bem como os instrumentos, objectos, 46 ALGARVE #96
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artefactos e espaços culturais que lhes estão associados – que as comunidades, os grupos e, sendo o caso, os indivíduos reconheçam como fazendo parte integrante do seu património cultural. Esse património cultural imaterial, transmitido de geração em geração, é constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função do seu meio, da sua interação com a natureza e da sua história, incutindo-lhes um sentimento de identidade e de continuidade, contribuindo, desse modo, para a promoção do respeito pela diversidade cultural e pela criatividade humana» (Artigo 2º). Volvidos mais de dez anos após a entrada em vigor da citada Convenção, continua ainda por cumprir a plena implementação dos elos inseparáveis da cadeia: a criação, a produção, a distribuição/difusão, o acesso e a fruição das expressões culturais veiculadas pelas atividades, bens e serviços culturais. Em tempo de balanço, sinto que ainda há muito por fazer no que à prossecução destes objetivos concerne, de forma planificada, estruturada e devidamente apoiada pelas estruturas locais do poder público e privado. Aqui e ali, no campo da música, tenho constatado que existem estruturas associativas, músicos, professores e musicólogos que, com parcos recursos e sem grandes apoios, têm-se substituído a quem, por representação, incumbência e dever à causa pública, deveria zelar pelo espírito da Convenção, tendo em conta que os processos de salvaguarda e de revitalização do património cultural imaterial estão em permanente transformação. Urge, por isso, criar estruturas orgânicas que respondam, no campo das várias valências culturais, pela pesquisa, sistematização, revitalização e divulgação de tudo que integra a identidade de um povo e de uma região. E para evitar, também, que certas manipulações de ordem religiosa, política, comercial ou económica possam opor-se à sobrevivência do nosso património imaterial. Porque nem tudo o que reluz é matéria! .
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Quase sessenta anos de Europa José Graça
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União Europeia celebra em março os sessenta anos da assinatura dos Tratados de Roma, com um vasto programa de iniciativas comemorativas, procurando consolidar os seus princípios fundacionais e relançar a Europa nas suas várias perspetivas. Nos últimos dias, no contexto da discussão pública sobre o Semestre Europeu, as avaliações efetuadas numa base prospetiva sobre a situação socioeconómica de Portugal encheram as páginas dos jornais, dando-se inexplicavelmente uma ênfase aos dados mais negativos. Acontece que, na generalidade dos indicadores, há "notícias encorajadoras", reconhecendo-se que o país enfrenta ainda "desafios económicos e sociais". Esta semana, foi o próprio Vice-Presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, a reconhecer que Portugal conseguiu cumprir os seus objetivos, virar a página da austeridade e diminuir o défice público, fruto de uma caminhada de cinco anos que implicou muitos sacrifícios para os portugueses. Como sublinhou António Costa, “o país não precisa de pessimistas, não precisa de irritados, precisa de quem goste dos sucessos de Portugal”. Ainda numa situação frágil, Portugal precisa do empenhamento de todos, como tem vindo a sublinhar o Presidente da República. O Semestre Europeu é um ciclo de coordenação das políticas económicas e orçamentais na União Europeia, focando-se nas questões da governação económica integrada e centra-se nos primeiros seis meses de cada ano, daí a sua designação. Durante este período, os Estados-Membros procedem ao alinhamento das políticas orçamentais e económicas nacionais pelas regras e objetivos fixados a nível da UE. Atualmente, este procedimento abrange três blocos de coordenação das políticas económicas: as reformas estruturais, centradas na promoção do crescimento e do emprego de acordo com a Estratégia Europa 2020; as políticas orçamentais, para garantir a sustentabilidade das finanças públicas de acordo com o Pacto de Estabilidade e Crescimento, e, a prevenção de desequilíbrios macroeconómicos excessivos.
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Todos os anos, a Comissão procede a uma análise pormenorizada dos programas de reformas orçamentais, macroeconómicas e estruturais dos países e formula recomendações específicas para cada país para os 12 a 18 meses seguintes. Estas recomendações contribuem igualmente para os objetivos da estratégia a longo prazo da UE para o crescimento e o emprego, denominada estratégia Europa 2020, que é implementada e acompanhada no contexto do Semestre Europeu. Em outubro de 2015, foi decidido tornar o Semestre Europeu ainda mais eficiente, prevendo uma melhor integração entre a dimensão da zona euro e as dimensões nacionais, um maior enfoque no emprego e no desempenho social, o reforço do diálogo democrático, a promoção da convergência através de um aferimento comparativo e da prossecução de boas práticas e o apoio à reforma dos Fundos Estruturais e de Investimento Europeus e à assistência técnica. Na sua intervenção em Lisboa, Valdis Dombrovskis deixou avisos para os próximos anos: o défice tem de continuar a diminuir, assim como a dívida pública, sendo necessário mais reformas estruturais. Ainda assim, o défice de 2,1% é o principal trunfo para que o país consiga sair do Procedimento por Défices Excessivos. E é isto que alguns “irritados” não perdoam ao algarvio Mário Centeno, autor do défice público mais baixo da democracia portuguesa. No último trimestre de 2016, o índice de confiança dos consumidores portugueses da consultora Nielsen subiu oito pontos, face ao período homólogo, para 74 pontos, atingido "o valor mais alto de sempre" em Portugal. Acontecendo algo muito semelhante com os empresários, a continuação deste clima de confiança dos portugueses depende muito da estabilidade social e de políticas públicas equilibradas que garantam o investimento público e privado e respeitem as nossas obrigações como membros de pleno direito desta Europa! . (Membro do Secretariado Regional do PS-Algarve e da Assembleia Intermunicipal do Algarve)
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Unforeseeable Exposição de Pedro Cabral Santo Mirian Tavares “(…) que é, pois, o tempo? Se ninguém mo perguntar, eu sei; se o quiser explicar a quem me fizer a pergunta, já não sei.” Santo Agostinho
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tempo foi uma das grandes questões filosóficas que Santo Agostinho debateu nas suas Confissões, para quem o tempo quotidiano não apresentava problemas, no entanto, quando se debruçava sobre a questão de forma conceptual, perguntavase: “Mas se o presente, para ser tempo, tem necessariamente de passar para o pretérito, como podemos afirmar que ele existe, se a causa da sua existência é a mesma pela qual deixará de existir? Para que digamos que o tempo verdadeiramente existe, porque tende a não ser?”. Falar do tempo, de forma conceptual, é absolutamente necessário para que possamos perceber a obra de Pedro Cabral Santo, sobretudo no seu tríptico, cuja última peça é exibida agora nessa exposição. Unforesseable fala-nos de um tempo imprevisível, mas, simultaneamente previsto por todos aqueles, filósofos ou artistas, que anteciparam com suas inquietações o que vivemos neste preciso instante. Se o tempo não é abarcável nas suas três dimensões, passado, presente e futuro, é porque ele é cíclico e funciona em camadas que se sobrepõem: ora aparecem umas, ora aparecem outras. E as obras de Pedro Cabral Santo dizem-nos aquilo que Santo Agostinho não conseguiu traduzir em palavras, ou seja, que o tempo não é traduzível, mas sim uma
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entidade enganadora que parece avançar, mas que permanece. Ideia muito bem traduzida no relógio de parede que marca uma hora exata de um tempo preciso e que já não se move. O tempo, marcado pelo relógio, é o da revolução. E o tempo que a obra do artista se propõe mostrar é o da revolução permanente que a arte deve buscar como única forma de se servir a si mesma e ao seu próprio tempo. Um tríptico, originalmente, é um quadro composto de três pinturas que tratam um só tema, como se de apenas um quadro se tratasse. As três exposições que fecham agora o seu ciclo, de formas diferentes, falam do mesmo, porque a obra do artista é coerente nos seus múltiplos formatos e dispositivos. Toda ela é feita para refletir sobre o seu tempo, que também é história. Pois, como afirmou Joseph Beuys, a propósito de se ser artista na contemporaneidade: “A arte deixa de pertencer a um indivíduo e passa a ser parte da humanidade como um todo”. E é sobre a humanidade, e os seus atos, dentro de um tempo específico, mas que sofre da doença do eterno retorno, que as obras desta exposição se debruçam .
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Concorrência Augusto Lima
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oje em dia, ter uma grande Marca já não é sinónimo de admiração por parte do consumidor. Ter uma grande história para contar, história essa que explica como a Marca nasceu, o porquê e como cresceu, agrada muito mais – pela curiosidade, pela segurança, pela empatia e pela passagem da confiança necessária para que a Marca continue a crescer de forma sustentável. Por Concorrência, entende-se o duelo estabelecido entre criadores/donos/promotores de um bem ou serviço que se igualem nas mesmas características e que se promovam com o objetivo de conquistar a maior parcela do mercado. Em economia, a Concorrência traduz-se no lucro obtido por um número de pessoas que são criadores/donos/promotores de iguais bens ou serviços e no que fazem paralelamente em investimentos, quer seja um plano de marketing, preços, qualidade ou outras estratégias. Independentemente do que se vende, do sector em que esse produto se encontra ou mesmo a empresa que o representa/vende, no final, todos vão querer dominar, vender mais, obter a maior quota de mercado. Existe Boa Concorrência, Má Concorrência e não concorrência ou Guerrilha de Negócio. A primeira existe quando os diferentes operadores lutam com as mesmas armas – o produto fala mais alto; a segunda, a chamada má concorrência, existe quando um dos operadores, concorrentes, pelo facto de ter mais capital de investimento ou má política relacionada com a compra ou produção do produto, o consegue colocar num patamar elevado, apenas porque não existe concorrência; a terceira observação, a não concorrência ou guerra declarada, guerrilha entre negociantes no mundo da Restauração, é aquela que mais observo no Algarve e fora dele, por muitos dos que trabalham em ERBs (Estabelecimentos de Restauração e Bebidas) e que não têm conhecimento algum de Marketing, Estratégia empresarial, noção de Concorrência ou mesmo, falta de Ética, Sem noção, Maldade, etc. Caso ainda não tenham pensado nisto, já repararam porque os Bancos ou grandes lojas que representam grandes Marcas, se encontram todas juntas? Em algumas cidades, podemos mesmo assistir à existência de 50 (número meramente exemplificativo) casas de Comes e Bebes, em relação a um número total de 60 edifícios, falando de Restauração…
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A explicação deve-se pelo facto de, juntos, poderem crescer de forma sustentável. Ter um concorrente sério, honesto, tão bom ou melhor do que nós, só nos pode ajudar. Primeiro porque, se criarmos boa impressão ou despertarmos interesses nos seus clientes, serei o próximo alvo da sua visita e recolherei algum do seu dinheiro. Segundo, porque um concorrente, tal como um inimigo, se quer bem debaixo do nosso olho. A ideia da boa venda, é adicionar Valor e não o Preço em si. Vender é uma Arte, a Arte de negociar, a Arte da oferta. Nos nossos dias, não chegam as palavras bonitas, copiadas e repetidas. O Cliente quer comprar algo que precise e que o emocione. Vender gato por lebre já não funciona – o cliente está mais informado e tem instrumentos de reclamação rápidos e de Maio pesada para os infractores. Exemplificando, esta semana fui jantar a um espaço dedicado às Carnes, muito a propósito de uma conversa que tive com um cliente a quem estou a prestar um Serviço de Consultoria para a abertura de um espaço «Casual Food», com tendência para o conceito de «Steakhouse», e onde falávamos sobre Marketing e Produto e por eu ter reparado, casualmente, no Marketing desenvolvido para o tal espaço – Bom slogan, Logótipo interessante, intenção de qualidade e vontade, descrita na parede da sala, ambiente acolhedor, enfim, tudo certo até à hora de comer. Banal, sem bom gosto, com carne de má qualidade e mal cortadas e vendidas como de primeira e ainda com usurpação do nome/técnica Grelhar. Resultado – Não volto mais e, se me perguntarem, serei honesto com a minha experiência. Vender bem pressupõe saber vender, conhecer o produto, usar estratégias de marketing adequadas, pesquisa da concorrência, incorporar valor ao produto, treino e técnicas de vendas, revisitadas, inovação constante. Quem quer Liderar, tem que Inovar! Boas vendas com boa concorrência! . (Presidente da Associação de Cozinheiros e Pasteleiros do Algarve)
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BOLSA DE EMPREENDEDORISMO 2017 APRESENTADA NA CCDR ALGARVE A Bolsa do Empreendedorismo 2017 é uma iniciativa da Representação da Comissão Europeia em Portugal que pretende difundir informação sobre as atividades da União Europeia para a promoção de uma cultura empreendedora, com o objetivo de fomentar o empreendedorismo qualificado através de uma forte componente formativa. Na sessão de apresentação que teve lugar, no dia 21 de fevereiro, na sede da CCDR Algarve, deu-se um particular destaque ao Concurso de Ideias «Elevator Pitch – IdeiasQueMarcam», cuja data limite de candidaturas é o dia 26 deste mês. Texto:
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sede da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve recebeu, no dia 21 de fevereiro, uma sessão de apresentação da Bolsa de Empreendedorismo 2017, com a colaboração do Europe Direct Algarve e da Enterprise Europe Network e o apoio da rede Investalgarve. Promover o empreendedorismo e os mecanismos que o tornam possíveis que são tarefas de todos os dias, defendeu, no início da sua intervenção, o presidente da CCDR Algarve. “O país deve mobilizar-se, não só para a ideia do empreendedor que deseja iniciar a sua atividade e que, naturalmente, tem as suas limitações, mas também para desenvolver nas pessoas este conceito de arriscar, de se envolver para fazer coisas novas. O empreendedorismo tem sido fundamentalmente conotado com a noção de se abrir uma empresa ou um negócio, mas deve ser visto também numa perspetiva mais alargada, de não ter
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receio de tomar a iniciativa, de liderar processos, de mostrar aos outros que é possível fazer mais ou diferente”, sublinhou Francisco Serra. O dirigente está convencido que este espírito é essencial para que a sociedade se desenvolva de uma forma mais harmoniosa e que se consiga ter empresas mais inovadoras e qualificadas. “Isto tem tudo a ver com a estratégia de especialização inteligente da região do Algarve e com o alinhamento que o próprio sistema de incentivos tem relativamente a esta matéria. Como sabemos, o Algarve não tem muito dinheiro, mas cerca de 60 por cento do PO Algarve 2020 está afeto a incentivos às empresas, sob diversas formas, entre elas o empreendedorismo e a internacionalização”, apontou Francisco Serra. “Temos publicado avisos que permitem às instituições – associações, universidade e outras entidades – que
José Gonçalves (CRIA), José Damião (Bolsa do Empreendedorismo), Francisco Serra (CCDR Algarve), Catarina Cruz (Europe Direct) e Catarina Marques (ANJE)
se constituam como agentes da mudança, outros foram abertos para possibilitar a incubação de empresas, tudo para que o empreendedorismo ganhe forma e se desenvolva no Algarve”. O objetivo, no final do caminho, é ter uma economia mais diversificada e, no médio e longo prazo, mais sólida e resistente a choques externos, baseada num emprego qualificado. No que toca à Bolsa do Empreendedorismo 2017, assenta em três ações, sendo a mais relevante, neste momento, o «Elevator Pitch – IdeiasQueMarcam», uma vez que o prazo limite para apresentação de candidaturas termina no dia 26 de fevereiro. O Concurso de Ideias pretende proporcionar a empreendedores potenciais e já estabelecidos a oportunidade de
apresentarem uma ideia de negócio a profissionais de topo de instituições que financiam, acompanham e apoiam a criação de novos projetos, com a atribuição de várias ferramentas de suporte aos projetos, designadamente incubação, mentoria, serviços e prémios monetários. Os projetos candidatos devem corresponder a, pelo menos, uma das áreas temáticas eleitas pela União Europeia para o Horizonte 2020. No Pilar Desafios Societais encontram-se as áreas: Saúde, alterações demográficas e bem-estar; Segurança alimentar, agricultura sustentável, investigação marinha e marítima e bioeconomia; Energia segura, não poluente e eficiente; Transportes inteligentes, ecológicos e integrados; Ação climática, eficiência na #96 ALGARVE INFORMATIVO
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utilização de recursos e matérias-primas; Europa num Mundo em mudança – Sociedades inclusivas, inovadoras e ponderadas; Sociedades seguras – Defender a liberdade e a segurança da Europa e dos seus cidadãos. No Pilar Liderança Industrial incluem-se as áreas: Tecnologias de informação e comunicação; Nanotecnologias, materiais avançados, processos de manufatura e fabrico avançados, biotecnologia; Espaço. Outra importante ação da Bolsa de Empreendedorismo 2017 será o evento a realizar, a 9 de maio, Dia da Europa, na Fundação Champalimaud. Será um dia preenchido por comunicações de parceiros institucionais, numerosas apresentações no contexto de workshops temáticos e uma área de exposição e interação com representantes de mais de 30 entidades parceiras. A terceira ação é o Concurso «Canvas.ProjetosQueMarcam», que pretende proporcionar a empreendedores potenciais ou já estabelecidos a oportunidade de apresentar uma ideia de negócio num formato simples e acessível, com a atribuição de várias ferramentas de suporte aos projetos, entre elas a incubação, mentoria, serviços e prémios monetários.
A sessão de apresentação da Bolsa de Empreendedorismo 2017 serviu também para dar a conhecer dois casos concretos dinamizados no Algarve, um deles o «Erasmus para Jovens Empreendedores», da ANJE, um programa transfronteiriço financiado pela Comissão Europeia, que 56 ALGARVE #96
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teve início em 2009 e passou, em 2012, a integrar o Programa para a Competitividade e Inovação da União Europeia. Possibilitar uma oportunidade de aprendizagem «on-the-job» é o principal objetivo desta iniciativa que permite aos jovens participantes desenvolver competências de gestão úteis para os seus negócios, através da colaboração com empreendedores mais experientes (empreendedor es de acolhimento). No programa podem participar jovens empreendedores que planeiam criar o seu próprio negócio ou que já criaram empresa nos últimos três anos, mas também empreendedores experientes que são proprietários ou gerem uma pequena ou média empresa num dos países participantes no programa (os 28 membros da UE, Liechtenstein, Noruega, República da Macedónia, Islândia, Montenegro, Turquia, Albânia, Sérvia e Israel). A estadia dos empreendedores nos países selecionados pode variar entre um e seis meses, e o período de
validade do programa pode ser repartido em intervalos de tempo (com duração mínima obrigatória de uma semana), desde que o cumprimento do período total previsto não exceda os 12 meses. O valor mensal pago aos novos empreendedores pode variar entre os 560 e os 1100 euros, de acordo com o custo de vida nos diferentes países de acolhimento. Na sessão ficou a conhecer-se também a 5ª Edição do «Ideias em Caixa», concurso de ideias para criação de empresas inovadoras promovido pela Universidade do Algarve, através do CRIA – Divisão de Empreendedorismo e Transferência de
Tecnologia. O concurso é desenvolvido em parceria com a Associação Empresarial da Região do Algarve (NERA), a Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), a Caixa Geral de Depósitos e a Agência para a Competitividade e Inovação, I.P. (IAPMEI), e tem como objetivo promover a iniciativa empresarial e o empreendedorismo qualificado e inovador, em especial nos setores do Turismo, Mar, Agroalimentar, Economia Verde, Saúde e Ciências da Vida, TIC e Atividades Culturais e Criativas .
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ATUALIDADE
FARO E MONTENEGRO RESPIRAM TÉNIS DURANTE 10 DIAS Texto:
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Steven Sousa Piedade, presidente da Junta de Freguesia do Montenegro, José Rosa Nunes, presidente do Centro de Ténis de Faro, e Paulo Santos, vice-presidente da Câmara Municipal de Faro
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Centro de Ténis de Faro organiza, pelo 25.º ano consecutivo, o torneio internacional de ténis «Faro Future Portugal 2», entre os dias 4 e 12 de março. Com um prize money de 15 mil dólares, a competição conta para o ranking mundial ATP Tour e terá a participação de 160 jogadores de ténis, em representação de mais de 30 países. “A caminhada teve início, em 1992, com o «Ladies Open», prova de 10 mil dólares exclusivas para senhoras. O ténis feminino é mais bonito, tecnicamente, de se ver e não estávamos habituados a ver atletas 58 ALGARVE #96
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profissionais daquele nível”, recordou José Rosa Nunes, presidente da direção da entidade, durante a conferência de imprensa de apresentação do torneio. Seis anos depois, o evento integrou o circuito de satélites de 25 mil dólares, antes de passar, já no novo milénio, para os «Future», de 10 mil dólares, um modelo onde as provas duram apenas uma semana e que atrai mais espetadores. “São três torneios seguidos, o primeiro em Vale do Lobo, depois Faro e, finalmente, em Loulé. Optámos por esta altura do ano por
existirem menos torneios na Europa e a maior parte dos jogadores vem ao Algarve, graças às nossas fantásticas condições climatéricas”, explicou o dirigente. “Começamos com mais de 500 inscritos, mas o limite máximo permitido pela Federação Internacional de Ténis (ITF) para os «Future» é de 160 atletas. Para que não ficassem muitos de fora, as organizações das três semanas projetaram um pré-qualifying, onde os respetivos vencedores têm acesso ao quadro principal dos torneios”. Outra imposição recente da ITF é que os prize-moneys dos «Future» não podem ser inferiores aos 15 mil dólares, o que exigiu um maior esforço financeiro ao Centro de Ténis de Faro, mas José Rosa Nunes destacou a postura da Federação Portuguesa de Ténis que, pela primeira vez, suporta metade dos prémios monetários. Para além desta ajuda, o responsável pelo torneio deixou um agradecimento especial à Câmara Municipal de Faro, que retomou, em 2016, o apoio financeiro a esta instituição, num pacote anual que engloba todas as provas organizadas. “É um apoio fundamental para o clube crescer, não só para os eventos que dinamizamos, mas também para melhorar as instalações”, assumiu. Parceiro importante é também a Junta de Freguesia do Montenegro, que este ano se juntou à organização do «Faro Future Portugal 2» e duplicou o apoio financeiro, a que se soma outros contributos em termos de logística. José Rosa Nunes fez ainda questão de agradecer à Garrafeira Soares e à Optimax, com o rol de patrocinadores a incluir também o Rialgarve e Hotel Baltum (hotéis oficiais do torneio), Frangaria,
Crédito Agrícola, Decathlon e Artengo. “Tudo isto é essencial porque as despesas são avultadas. O torneio precisa de árbitros internacionais e só o orçamento para eles ronda os cinco a seis mil euros. São seis árbitros e o juizárbitro do torneio será o farense Marco Romão, que nasceu aqui no clube e, neste momento, é um dos mais conceituados do mundo”, referiu o professor Rosa Nunes. A ação arranca, então, nos dias 4, 5 e 6 de março, com o qualifying de 128 jogadores, seguindo-se o quadro principal. A final de pares está prevista para as 15h de dia 11 de março e a final de singulares para a mesma hora do dia seguinte e o torneio voltará a ter a cobertura da RTP2. “A televisão é um custo pesado, e suportado por nós, mas é fundamental para dar visibilidade aos nossos patrocinadores e para divulgar Faro e Montenegro durante a competição. Haverá ainda o livestreaming e qualquer pessoa, esteja onde estiver, pode ver os jogos dos campos 1 e 2, ao vivo”, revelou o presidente do Centro de Ténis de Faro, que falou ainda das receitas provenientes das apostas online. “Os árbitros de cadeira estão a dar, em tempo real, os resultados de todos os jogos e as apostas têm vindo a crescer de ano para ano. É uma verba que nos ajuda a cobrir as taxas de inscrição do torneio, porque temos que pagar 10 por cento do prize-money à ITF, ou seja, 1500 euros, mais 100 euros para a Federação Portuguesa de Ténis”. Feitas as contas, o «Faro Future Portugal 2» é um torneio caro, mas que #96 ALGARVE INFORMATIVO
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se paga a ele próprio, assegurou José Rosa Nunes, daí não haver receio em continuar a investir nele. “Fazemos à volta de 20 eventos ao longo do ano, todos têm a sua importância, desde os sociais aos oficiais, mas este é o internacional com maior responsabilidade”, reconheceu José Rosa Nunes. “Cada atleta deixa mais de 100 euros por dia no concelho e normalmente não vêm sozinhos, trazem o treinador, o pai ou a mãe, outros trazem namoradas ou amigos. Não é de admirar que, mal o torneio acaba, o comércio e a restauração local nos perguntem logo quando começa o próximo”, acrescentou o dirigente. Presente da conferência esteva Paulo Santos, vice-presidente da Câmara Municipal de Faro, que enalteceu o contributo que a instituição tem dado, ao longo da sua existência, para a promoção do desporto no concelho. “O «Faro Future» é a grande montra internacional, mas há que louvar o constante empenho, dedicação e profissionalismo do Centro de Ténis de Faro, junto de todos os escalões etários. Quanto ao evento em concreto, são 10 dias com uma enorme afluência de pessoas, o que faz com que toda a economia local mexa, ainda por cima numa altura de época baixa”, salientou. “O Professor Rosa Nunes está 60 ALGARVE #96
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permanentemente a reinventar-se, a evoluir, a inovar, e isso depois nota-se pelo reconhecimento que alcança, tendo sido eleito, mais uma vez, o clube algarvio do ano”. Satisfeito com o sucesso do evento está igualmente Steven Sousa Piedade, presidente da Junta de Freguesia do Montenegro, confirmando o peso da atividade do Centro de Ténis de Faro na economia local. “Montenegro gira muito em torno dos estudantes mas ter cá, durante 10 dias, cerca de 400 pessoas, é um balão de oxigénio para o comércio. Mas há que salientar todo o trabalho desenvolvido na introdução de novas modalidades no Algarve, primeiro o Padel, agora o Padbol, que criam fatores de atração à freguesia. O professor Rosa Nunes é assim – ainda não concluiu um desafio, já está a pensar no próximo – e é isso que precisamos para a freguesia, para o concelho e para a região” .
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SECRETÁRIO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO VEIO À SECUNDÁRIA DE LOULÉ OUVIR PROPOSTAS DO ORÇAMENTO PARTICIPATIVO DAS ESCOLAS O Secretário de Estado da Educação, João Costa, esteve em Loulé, no dia 21 de fevereiro, para apresentar oficialmente o Orçamento Participativo das Escolas e ficou também a conhecer as várias propostas elaboradas pelos alunos da Escola Secundária de Loulé. Segue-se um período de «campanha» que culminará na escolha, no dia 24 de março, Dia do Estudante, da proposta vencedora. Texto: 62 ALGARVE #96
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s estudantes do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário vão ter pela primeira vez a possibilidade de decidir o que querem melhorar na sua escola, bastando para tal proporem ideias que sejam aprovadas, através de um processo democrático, pela maioria dos colegas. A melhor proposta será votada no dia 24 de março, precisamente o Dia do Estudante, conforme explicou o Secretário de Estado da Educação, João Costa, no dia 21 de fevereiro, numa sessão de apresentação do Orçamento Participativo das Escolas que teve lugar na Escola Secundária de Loulé. Trata-se de um processo com várias etapas que garante aos alunos a possibilidade de participarem ativamente no desenvolvimento de um projeto, de acordo com as suas preferências, necessidades e vontades, que contribua para a melhoria da sua escola. O objetivo é fomentar o espírito de participação e de cidadania e valorizar a opinião dos estudantes em decisões que os afetam diretamente. Por outro lado, estimulam-se as escolhas responsáveis, a familiaridade com os mecanismos do voto e a participação na execução das escolhas efetuadas. Nesta primeira edição, o montante do OPE é de 500 euros para estabelecimentos de ensino com menos de 500 alunos do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário, ou o valor equivalente a
um euro por cada aluno nas escolas com mais de 500 alunos. A ideia é combater o défice de confiança e o afastamento dos cidadãos, sobretudo os mais jovens, relativamente às instituições democráticas, e reforçar a gestão democrática das escolas, estimulando a participação dos estudantes. “O Dia do Estudante é assinalado em memória de uma greve muito grande que houve na década de 60, uma crise académica em que os estudantes saíram à rua porque não tinham direito a participar, a falar. Com esta iniciativa, queremos que vocês todos ganhem consciência de como funcionam as instituições democráticas e esta sessão não é muito diferente do que acontece regularmente na Assembleia da República ou na Assembleia Municipal”, explicou João Costa, perante um auditório completamente cheio de jovens. O Secretário de Estado da Educação recordou as elevadas taxas de abstenção que têm sido uma constante nos atos eleitorais em Portugal no passado recente, assim como as queixas que são feitas, nos quatro anos seguintes, pela generalidade dos cidadãos. “Todavia, se não sairmos de casa para participar, quase que perdemos a legitimidade para nos queixarmos. Temos que nos envolver nos processos e é esse convite que aqui estamos a fazervos, porque todos os alunos de #96 ALGARVE INFORMATIVO
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Portugal têm voz e podem ajudar a escolher e a decidir o que se faz nas suas escolas”, frisou João Costa. “É certo que o Governo e as Câmaras Municipais gerem o dinheiro de todos nós e que algumas pessoas foram eleitas ou nomeadas para o fazer, mas o dinheiro é gasto como os cidadãos decidirem. É esse o espírito do Orçamento Participativo, cada um de vocês é dono daquilo que acontece”, acrescentou o governante. O convite está, assim, lançado a todos os alunos do 3.º ciclo do ensino básico e secundário, quer para elaborarem e proporem ideias, mas também para depois as defenderem e nelas votarem, até
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porque as propostas só podem ir a votos se forem subscritas por cinco por cento dos alunos dos respetivos estabelecimentos de ensino. “Hoje vão ouvir as propostas e, se calhar, a medida que mais queriam ver concretizada não está entre elas. Todos temos a obrigação de participar, pois o mundo faz-se de gente que não está à espera que os outros façam. Os grandes homens da Humanidade não ficaram à espera que alguém fizesse por eles e aqui, na vossa escola, é igual. Queremos que isto funcione, que melhore as escolas e só são válidas as propostas que são para o bem de todos”, concluiu João Costa .
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REABILITAÇÃO DA FRENTE RIBEIRINHA VAI ALTERAR A FACE DA CIDADE DE OLHÃO
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ara o presidente da Câmara Municipal de Olhão, António Miguel Pina, a futura reabilitação na Frente Ribeirinha, cujo projeto foi apresentado ao público, no dia 23 de fevereiro, na Biblioteca Municipal Mariano Gago, “vai orgulhar todos os olhanenses e mudar a face da cidade”. Esta verdadeira «revolução» numa das zonas mais nobres da cidade contempla a requalificação dos jardins Patrão Joaquim Lopes e Pescador Olhanense, a zona dos Mercados Municipais e a Avenida 5 de Outubro, e vai conferir a toda esta zona características mais modernas, polivalentes e, sobretudo, amigas dos peões. O denominador 66 ALGARVE #96
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comum desta intervenção é a evocação da Ria, do mar e das tradições olhanenses e a preservação da memória e de espaços icónicos, criando uma zona homogénea, onde jardins, Mercados, Avenida 5 de Outubro e estabelecimentos comerciais vão formar um conjunto integrado, eliminando as barreiras arquitetónicas e visuais que atualmente existem e criando uma zona turística por excelência, bem como um espaço de usufruto para todos os olhanenses. No Jardim Patrão Joaquim Lopes, o objetivo é conferir àquele espaço verde um aspeto mais homogéneo, prevendo-se a construção de uma
nova bilheteira e de novos pontos de informação turística para substituir os atuais, requalificação do cais de embarque, da cafetaria e da geladaria e criação de dois novos estabelecimentos de restauração e bebidas. Será ainda criada uma zona de merendas e um monumento de evocação ao patrono do jardim, Patrão Joaquim Lopes. Em relação a uma eventual intervenção junto das árvores existentes, o Presidente da Autarquia fez questão de afirmar categoricamente que “não irá haver lugar ao abate de qualquer árvore”.
ginásio ao ar livre será relocalizado numa zona mais a nascente, de forma a integrar o Jardim Pescador Olhanense e tirar partido da sombra proporcionada pelas árvores. A venda ambulante que atualmente se efetua neste espaço será relocalizada. Como resultado, os dois jardins passarão a formar um conjunto coerente do ponto de vista paisagístico e complementar do ponto de vista dos equipamentos e funcionalidades, reforçando a ligação com a Ria.
Já no Jardim Pescador Olhanense, de acordo com uma das autoras do projeto, a arquiteta Amélia Santos, o principal desafio foi reforçar a mancha arbórea e criar espaços de lazer e diversão sem, no entanto, perder de vista o caráter polivalente deste espaço, nomeadamente no que diz respeito à realização de eventos como o Festival do Marisco. O projeto prevê que passe a haver neste jardim dois parques infantis contíguos, para utilização de crianças de idades diferenciadas. Serão criadas diversas zonas de lazer, com a instalação de espreguiçadeiras que convidam à contemplação da Ria, ou a criação de dois anfiteatros multiusos. Também o atual
No que diz respeito à intervenção na Avenida 5 de Outubro, a principal preocupação da equipa que concebeu o projeto foi, adianta Amélia Santos, “reforçar o espaço disponível e dar um caráter mais homogéneo às esplanadas e, ao mesmo tempo, criar uma zona de circulação de peões, numa artéria que se pretende constitua uma ligação e não uma barreira entre a Frente Ribeirinha e a Zona Histórica da cidade”. Assim, os espaços públicos vão ser reorganizados, bem como o estacionamento e a circulação automóvel, com o objetivo sempre presente de privilegiar a circulação de pessoas.
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Esplanadas, passeios e faixa de rodagem serão nivelados, para tornar a zona mais «amiga» de quem circula a pé. Quanto a eventuais mudanças na circulação automóvel, o projeto permite várias soluções. “Não sabemos ainda se a circulação se passará a fazer só num sentido, se se manterá nos dois sentidos, ou se será condicionada. Uma decisão final nesta matéria está pendente de um estudo de tráfego que será elaborado em breve. Em qualquer dos casos, será mantido o número de lugares de estacionamento”, adianta o presidente da Autarquia, António Miguel Pina. “Uma vez concluído, Olhão será dotado de uma Frente Ribeirinha única no Algarve, e talvez no País, moderna, que preserva a tradição, os valores e a alma olhanense, um espaço à escala humana com uma vivência social intensa, onde será muito melhor passear mas, também, onde será muito melhor trabalhar”.
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O projeto de arquitetura agora apresentado seguirá em breve para a Sociedade Polis, que será a responsável pela execução. O concurso público deverá ser lançado no segundo semestre deste ano, prevendo-se o arranque das obras no final de outubro, após a época balnear. O custo da intervenção ronda 1,5 milhões de euros – 900 mil imputados à Sociedade Polis e 600 mil à Autarquia de Olhão.
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CÂMARA DE ALBUFEIRA DECLARA EXPLORAÇÃO DE AQUACULTURA CONTRÁRIA AOS INTERESSES PÚBLICOS
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Câmara Municipal de Albufeira voltou a deliberar por unanimidade, em reunião do executivo do dia 7 de fevereiro, contestar o pedido de instalação de uma exploração de aquacultura em mar aberto, ao largo do porto de abrigo da cidade, destinada à produção de ostras e vieiras. A autarquia qualifica a iniciativa contrária ao interesse público, considerando que o pedido deverá ser indeferido. O projeto, que é de natureza privada, está em fase de consulta pública que termina no dia 17 de fevereiro, pelo que a Câmara Municipal de Albufeira decidiu transmitir o teor da referida deliberação a várias entidades, nomeadamente à CCDR Algarve, ao Ministério do Mar, ao Ministério do Ambiente, ao Comandante do Porto de Portimão, à Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, à Agência Portuguesa do Ambiente, à AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve, a todos os municípios da região e à Assembleia Municipal de Albufeira, no sentido de tentar inviabilizar a exploração de bivalves ao largo da costa, a 7,3 km a sudoeste do porto de abrigo da cidade. Já no passado mês de agosto a Autarquia havia manifestado publicamente a sua clara oposição à exploração de bivalves em Albufeira, razão que levou o 70 ALGARVE #96
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executivo liderado por Carlos Silva e Sousa a reiterar a deliberação tomada nessa altura, onde se refere que “tal estabelecimento contraria manifestamente o interesse público beneficiando, em exclusivo, interesses particulares”. O Município de Albufeira reforça agora a sua posição, referindo que a instalação tem consequências graves no ecossistema, uma vez que a estrutura em causa incide sobre uma zona de maternidade de diversas espécies e moluscos, para além de afetar uma área de interesse arqueológico marítimo bastante relevante. “Para além destes problemas, a decisão teve por base o manifesto conflito de usos ou atividades existentes no local, consideradas incompatíveis com este tipo de exploração, uma vez que irá colidir com a atividade de pesca artesanal, o turismo náutico e o intenso trafego marítimo na zona, com a agravante de condicionar o acesso de embarcações ao Porto de Abrigo e à Marina de Albufeira”, justifica Carlos Silva e Sousa, sublinhando que Albufeira, e o Algarve em geral, têm como principal atividade o Turismo, sendo precisamente o livre usufruto do mar uma fonte geradora de riqueza .
MUNICÍPIO DE ALCOUTIM REFORÇA APOIO FINANCEIRO AOS BOMBEIROS
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Câmara Municipal de Alcoutim aprovou a renovação de um protocolo de colaboração com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcoutim, nos termos do qual se compromete a transferir para a instituição uma verba global no valor de 144 mil euros. Resultante da necessidade de salvaguarda dos interesses da população, e garantindo a continuidade na prestação de cuidados sociais e de socorro no concelho, este encargo financeiro com aquela associação representa um reforço de 20 por cento face às verbas atribuídas em anos anteriores.
O protocolo assegura assim a manutenção de diversos serviços prestados pelos bombeiros, nomeadamente no combate a incêndios, na proteção civil, no socorrismo e transporte de doentes, bem como no socorro a náufragos e apoio a outras atividades fluviais. Este apoio financeiro garante também, no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF), e no período da Fase Charlie, o pré-posicionamento de uma equipa de combate a incêndios florestais em Vaqueiros .
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CASTRO MARIM ALARGA ABASTECIMENTO DE ÁGUA A MAIS 28 POVOAÇÕES
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oi aprovada a candidatura apresentada pela Câmara Municipal de Castro Marim, em agosto de 2016, ao programa PO SEUR (Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos) de um projeto de infraestruturas de abastecimento de água a 28 povoações do concelho. Avaliado em cerca de três milhões, 900 mil e 790 euros, a execução deste projeto permite o abastecimento de água, em quantidade e qualidade, a populações das freguesias rurais ainda não servidas. A intervenção permite a articulação entre a vertente em alta e a vertente em baixa, configurando as infraestruturas municipais de modo a permitir a ligação eficaz aos Sistemas Multimunicipais de Abastecimento de Águas do Algarve. O projeto candidatado enquadrou-se no monte máximo possível nos termos do aviso para o abastecimento de água, sendo que a
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componente de saneamento não era elegível. É um investimento articulável com as intervenções levadas a cabo e permite o fornecimento de água até Alta Mora, a fronteira poente do concelho de Castro Marim, ou seja, um canal de adução com cerca de 54 quilómetros de condutas. Esta adução será garantida por duas obras – subsistema central (1ª fase) e subsistema central (2ª fase). Conseguir este financiamento vai servir cerca de 50 por cento das pessoas ainda sem abastecimento de água domiciliário. Além do desenvolvimento e melhoria das condições de vida da população residente, a concretização deste projeto representa também uma indiscutível valorização do interior do concelho de Castro Marim, funcionando como fator de atratividade a novos residentes e como alavanca da economia local, nomeadamente no setor do turismo .
CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO BRÁS DE ALPORTEL ASSINOU PROTOCOLOS COM ASSOCIAÇÕES LOCAIS
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Salão Nobre dos Paços do Concelho acolheu, no dia 16 de fevereiro, a Cerimónia de Assinatura de Protocolos para o estabelecimento de contratos programa com as associações locais, no âmbito do Plano Municipal de Apoio ao Associativismo. Dezasseis associações de índole cultural, desportivo, recreativo e de apoio ao desenvolvimento económico estabeleceram acordos com o Município de São Brás de Alportel, para prosseguimento das suas atividades regulares, fundamentais para o desenvolvimento do concelho e bem-estar da comunidade. Durante os últimos anos, a Câmara Municipal de São Brás de Alportel criou condições para reforçar o Plano de Apoio ao Associativismo, num processo sempre concretizado mediante uma análise ponderada do programa de atividades apresentado por cada entidade. Nesta edição, e face aos valores de 2016, o plano apresenta um
aumento de cerca de 6 por cento ao nível dos apoios completados em protocolos. O apoio às associações e o trabalho em parceria e proximidade são assumidos como prioritários para o Município de São Brás de Alportel que, no contexto da região, e atendendo à sua dimensão e orçamento, é um dos que mais apoia o associativismo local. A autarquia garante às coletividades não só apoio financeiro, mas também uma enorme componente logística, dando suporte à realização das atividades. Outro importante apoio passa pela cedência de espaços da autarquia para sedes ou realização de iniciativas, bem como a disponibilidade de transporte para as deslocações, garantida pelo município e, a partir deste mês de fevereiro, de forma totalmente gratuita, o que representa um importante contributo para ajudar a reduzir as despesas das associações .
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AUTARQUIA COMPROU OS EDIFÍCIOS DA ANTIGA PANIFICADORA DE LAGOA
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Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Francisco Martins, formalizou, no dia 10 de fevereiro, a aquisição de dois edifícios que pertenciam à antiga Panificadora da Senhora da Luz, Lda. Com este negócio, que representou um investimento de 400 mil euros, a autarquia conseguiu trazer para o seu património uma área com cerca de dois mil metros quadrados no centro de Lagoa, com boas acessibilidades, que pelo seu estado de degradação não contribuía em nada para a valorização ambiental e urbanística da zona.
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Na altura, o edil lagoense mostrou-se satisfeito pela conclusão deste processo negocial que, para além de resolver um problema de natureza urbanística, vem permitir aos antigos trabalhadores da Panificadora receber os seus créditos. “Acredito que foi um desfecho bom para todas as partes e, no futuro, Lagoa terá mais um espaço reabilitado mais consentânea com a qualidade que Lagoa e os Lagoenses merecem”, frisou Francisco Martins .
REQUALIFICAÇÃO DO LARGO PACO DE LUCÍA EM CONCURSO PÚBLICO
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Câmara Municipal de Castro Marim lançou recentemente um concurso público para a requalificação do Largo Manuel Gomes, em Monte Francisco, futuro Largo Paco de Lucía, um tributo ao eterno génio da guitarra e à memória de sua mãe, Luzia Gomes, natural desta povoação castro-marinense. O projeto de requalificação, estimado em 325 mil euros, considera também a beneficiação dos arruamentos da envolvente (zona nascente), intervenção que também se manifestava indispensável na melhoria das condições de mobilidade em Monte Francisco. Paralelamente, será brevemente aberto um concurso para a pavimentação dos arruamentos da zona poente em Monte Francisco, intervenção avaliada no valor de 100 mil euros. A melhoria dos arruamentos das povoações do concelho tem sido uma das principais preocupações deste executivo, que avançou esta semana com os trabalhos na Urbanização da Quinta do Sobral e prevê avançar brevemente com esta intervenção em Odeleite, Azinhal, Altura e Casa Alta. O Largo Paco de Lucía nasce da vontade de ampliar e promover o laço do «mestre absoluto
do flamenco» a Castro Marim, mais especificamente a Monte Francisco, onde viveu a sua mãe, cuja alegria e semblante lusitano sempre o orgulhou e inspirou. A sua ligação às raízes maternas perpetua-se no nome artístico de Francisco Gustavo Sánchez Gomes – Paco de Lucía - e nos álbuns de «Castro Marín» (1981) e «Luzia» (1998). O Largo Paco de Lucía será um memorial ao guitarrista, que evoca e resgata um pouco da vida e da obra do músico, compositor e intérprete. O projeto prevê a criação de um espaço pedonal ajardinado, conjugado com peças artísticas, que invocam sensorialmente o artista Paco de Lucía, com alusão ao instrumento que elegeu, a guitarra. No local será ainda instalado um sistema áudio, para disponibilizar aos visitantes o legado musical do génio da guitarra e do flamenco. A requalificação do Largo Paco de Lucía é um projeto enquadrado no Plano de Ação de Desenvolvimento de Recursos Endógenos (PADRE), aprovado no âmbito do PO CRESC ALGARVE 2020, cuja candidatura a financiamento FEDER está em curso .
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UMS DE CASTRO MARIM PASSA A FUNCIONAR A TEMPO INTEIRO
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ada a impossibilidade prática do Ministério da Saúde cumprir o assumido em protocolo, o Município de Castro Marim contratou uma enfermeira a tempo inteiro que, diariamente, percorre na UMS, com um médico, a centena de povoações dispersas pelo concelho. Com este reforço, a equipa está completa e a Unidade Móvel pode funcionar a tempo inteiro, encontrando-se também disponível para colaborar com o Centro de Saúde, de Castro Marim, na realização de serviços de enfermagem ao domicílio, solicitados por essa Unidade. Na impossibilidade de harmonização entre os dois serviços, a Câmara Municipal de Castro
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Marim disponibilizou outra viatura municipal à Unidade de Saúde Familiar, para garantir a realização dos tratamentos domiciliários, quando for requerido esse apoio. Para além do protocolo existente com a ARS Algarve, o funcionamento da UMS conta com a parceria da Associação Social da Freguesia de Odeleite, a Associação de Bem Estar Social da Freguesia do Azinhal e o Centro de Saúde de Castro Marim. O Município de Castro Marim aguarda, há cerca de seis meses, a reabertura da extensão do Centro de Saúde do Azinhal, conforme acordado com a ARS Algarve, tendo o município concluído as obras exigidas pelo Ministério da Saúde .
MUSEU MUNICIPAL DE FARO COMEMORA 123.º ANIVERSÁRIO
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Museu Municipal de Faro comemora, no dia 4 de março, o seu 123.º aniversário e, para assinalar a data, a Autarquia de Faro preparou uma programação de qualidade, com entrada gratuita, que inclui contos, dança, música, gastronomia, visitas guiadas e animação diversa. As celebrações terão início no dia 3 de março, com sessões de contos «Daqui e dali» que nos levam a uma viagem de mão dada com as palavras por terras e paisagens daqui, dali, de hoje, de ontem e de sempre. Estes contos serão dinamizados pela ARCA e os destinatários são as escolas do 1.º ciclo do concelho. Também neste dia, os amantes da doçaria poderão assistir a um Showcooking dinamizado pelo Chef Frederico Lopes, da Tertúlia Algarvia, que irá confecionar uma torta de laranja com chocolate. A noite será animada com o espetáculo «Danças do Mundo», seguido do concerto com
«Epiphany» e, por último, a atuação do DJ Set Gijoe. No dia 4 de março, o «Famílias com Estórias» convida a uma visita aos «bastidores do Museu», uma oportunidade para conhecer as áreas de reserva, os gabinetes e serviços essenciais ao funcionamento do Museu e conhecer alguns dos elementos que fazem parte da equipa. Serão também dinamizadas visitas guiadas pelas salas do Museu Municipal: «Caminhos do Algarve Romano e Mosaico do Deus Oceano» e «Pintura Antiga», por João Pedro Bernardes, da Universidade do Algarve e Anísio Franco, do Museu Nacional de Arte Antiga, respetivamente. Haverá igualmente tempo para um espetáculo de Magia, por Angel Del Vale e para a inauguração da exposição de desenhos «Esperante», de Jorge Leal. A noite será de festa, com o concerto «Fenoid & Convidados» e atuação do DJ Alfarroba. #96 ALGARVE INFORMATIVO
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CENTRO INTERNACIONAL DE ALTO RENDIMENTO PARA VELA ABRE NA MARINA DE VILAMOURA
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Centro Internacional de Alto Rendimento da Marina de Vilamoura, o Vilamoura Sailing – Hi Performance Centre, abriu portas, no dia 17 de fevereiro, numa parceria entre a Companhia Náutica e a Marina de Vilamoura que permitirá aos atletas de vela de alta competição encontrar o local ideal para treinar e estagiar. Embora o Vilamoura Sailing – Hi Performance Centre funcione o ano inteiro, a época de maior afluência será entre outubro e maio, período durante o qual a maior parte dos países do centro e norte da Europa não reúne condições climatéricas e de mar favoráveis ao treino das equipas. Aproveitando esse facto, neste Centro localizado na Marina de Vilamoura os atletas terão a oportunidade de planear os estágios de acordo com as especificidades das equipas, como, por exemplo, a condição física dos atletas, a dieta adequada ao desempenho pretendido, o suporte técnico e teórico e o apoio psicológico. O Centro tem disponível uma frota de embarcações
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diversificada das classes Optimist, 420, 29ers, Laser Standart (classe Olímpica), Laser Radial (classe Olímpica), Laser 4.9 e 470 (classe Olímpica). Além das embarcações a vela, o centro possui ainda uma frota de botes semirrígidos para os treinadores. Este novo equipamento prevê atrair atletas do Norte da Europa, sobretudo pelas condições meteorológicas e hoteleiras e da Ásia, que assim podem estabelecer uma base de treino na Europa. Por isso, o Centro de Alto Rendimento é um equipamento que vai contribuir para combater a sazonalidade do Algarve, dotando a Marina de Vilamoura de mais um fator diferenciador e de desenvolvimento regional. Marina de Vilamoura que, como se sabe, tem uma longa tradição na organização de provas e no acolhimento de atletas de alta competição. O sucesso do World Cup Optimist, em 2016, ou a Regata de Carnaval, a realizar nos dias 25, 26 e 27 de fevereiro, com mais de 500 participantes, são exemplos disso .
LAR/CENTRO DE DIA DE QUERENÇA GANHA NOVA CARRINHA
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o âmbito do Orçamento Participativo 2015, a Câmara Municipal de Loulé entregou esta semana à Associação de Bem-Estar dos Amigos de Querença uma carrinha para o Lar/Centro de Dia, com equipamento adequado para o transporte de pessoas e apoio domiciliário. Este foi o projeto vencedor da segunda edição deste Orçamento Participativo e vem dar resposta às necessidades de uma população envelhecida, numa localidade do interior do Concelho, com diversos núcleos habitacionais dispersos. Com esta viatura, a Associação poderá prestar da melhor forma o apoio aos utentes do Lar/Centro de Dia e aos idosos que residam sozinhos. Este será, pois, um contributo importante para o desenvolvimento das atividades no apoio social nesta aldeia. Permitirá, por exemplo, o transporte até às unidades de saúde em Loulé ou Faro. A aquisição desta carrinha significou um investimento que rondou os 26 mil euros. O autarca de Loulé, Vítor Aleixo, e Margarida Correia, presidente da Associação e também presidente da União de Freguesias Querença, Tôr
e Benafim, sublinharam a importância da aquisição desta viatura no contexto de uma localidade que se encontra afastada dos principais núcleos urbanos, habitada sobretudo por idosos e, tal como todo o território do interior, afetada pelos problemas de desertificação. Os dois responsáveis referiram ainda que o Orçamento Participativo tem permitido levar a cabo investimentos escolhidos pelos próprios munícipes e que, em muitos casos, são tão ou mais importantes do que as grandes obras. Refira-se que o Orçamento Participativo do Município de Loulé arrancou em 2014, ano em Querença o projeto vencedor foi a criação da Rota d’Água – limpeza e manutenção de levadas para fins turísticos e agrícolas, cujos trabalhos orçados em 22 mil euros estão em fase de conclusão. Já em 2016, a criação de uma piscina natural na zona da Fonte Filipe foi o projeto de Querença que reuniu mais votos no Orçamento Participativo. Ao longo destes três anos, este é um projeto que o executivo municipal considera ser é paradigmático do que deve ser a verdadeira democracia participativa, projeto esse que já a dar frutos com a realização dos investimentos . #96 ALGARVE INFORMATIVO
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TAÇA DO MUNDO DE GINÁSTICA RÍTMICA REGRESSA A PORTIMÃO
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uma organização conjunta da Federação de Ginástica de Portugal, Câmara Municipal de Portimão e Associação Turismo de Portimão, de 11 a 14 de maio, Portimão volta a receber a Taça do Mundo de Ginástica Rítmica e o Torneio Internacional de Portimão de Ginástica Rítmica, provas míticas que durante anos contribuíram para o crescimento da disciplina no país e para a projeção da imagem do município no mundo. A experiência adquirida durante 25 anos de realização do Torneio Internacional de Portimão e cinco etapas da Taça do Mundo de Ginástica Rítmica, as boas condições logísticas e as infraestruturas existentes foram argumentos fortes para firmar o acordo, assinado em 2016, entre a Federação de Ginástica de Portugal, a Câmara Municipal de Portimão e a Associação Turismo de Portimão, garantindo o regresso daquela que já foi considerada a «melhor» Taça do Mundo de Ginástica Rítmica e, com ela, a realização da XVI edição do Torneio Internacional de Portimão. Pela Taça do Mundo irão competir, nas vertentes «individual» e «conjunto», as ginastas seniores e o Torneio Internacional de Portimão voltará a receber as jovens promessas da disciplina no primeiro ano do novo ciclo olímpico que tem Tóquio 2020 em perspetiva. Com a participação de seis países e apenas 20 ginastas, nascia em 1987 o Torneio Internacional de Portimão. Durante 25 anos aquela que é a mais antiga prova internacional de ginástica em Portugal tornou-se uma referência no circuito internacional da disciplina. O sucesso e o prestígio alcançado pelo Torneio Internacional de Portimão contribuíram para que Portimão recebesse, a partir de 2006, uma das Taças do Mundo do circuito internacional de Ginástica Rítmica, que veio fortalecer em definitivo a ligação do município àquela que é uma das mais belas disciplinas de ginástica. A sua primeira edição serviu igualmente de pano de fundo à inauguração do Portimão Arena. Entre 2006 e 2011, em simultâneo com o Torneio Internacional de Portimão, realizaram-se 80 ALGARVE #96
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seis Taças do Mundo de Ginástica Rítmica em Portimão. Em 2011, a impossibilidade da autarquia garantir a realização das provas conduziu a uma interrupção e em 2013 a Federação de Ginástica de Portugal decidiu retomar a organização da competição em Lisboa, o que aconteceu até 2016. Este ano, Portugal irá fazer-se representar por duas ginastas seniores, que ao que tudo indica serão as escolhidas para o Campeonato da Europa da disciplina, que se realizará na semana seguinte, na Hungria. As ginastas estão em preparação para este Ciclo Olímpico e contam com a ajuda da nova treinadora nacional, a búlgara Darina Vasileva. No Torneio Internacional de Portimão, a delegação portuguesa será maior, com a participação de ginastas seniores e juniores individuais da Seleção Nacional .
AGRICULTURA BIOLÓGICA EM GRANDE DESTAQUE EM PORTIMÃO
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Agrobio – Associação Portuguesa de Agricultura Biológica, vai estar em Portimão, na Biblioteca Municipal Manuel Teixeira Gomes, no dia 2 de março, pelas 18h, com o Workshop «Agricultura Biológica e Desenvolvimento Rural Sustentável». A iniciativa acontece numa parceria com o Município de Portimão com o objetivo de sensibilizar a comunidade para a agricultura biológica, o seu impacto no meio-ambiente, as possibilidades da política agrária comum para o desenvolvimento de uma ruralidade sustentável e a aprendizagem direta com um produtor Bio em diferente áreas de produção. A Campanha + Bio pretende aumentar a consciência dos cidadãos em relação à importância da Agricultura Biológica, da produção ao consumo, assim como a compreensão do impacto que as nossas escolhas têm na pegada
ecológica de cada um e consequentemente em todo o planeta. A ruralidade sustentável é a premissa por excelência da campanha e esta passa pela ruralidade inteligente com opções centradas na agricultura biológica, nas energias verdes e no sequestro das técnicas tradicionais de construção e organização rural. A Agrobio foi fundada em 1985 e é uma instituição pioneira que protagoniza a divulgação da Agricultura Biológica em Portugal. Constitui-se como um polo agregador de pessoas de todas as faixas etárias e profissões, que têm em comum preocupações com a qualidade dos alimentos, a saúde, o ambiente e a defesa de uma prática agrícola mais sã. Este workshop está em digressão pelo país, em parceria com diferentes municípios e diferentes instituições: Quercus, DRAP, Bolsa de Terras e diferentes produtores .
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ALGARVE LIDERA TURISMO NACIONAL COM RESULTADOS HISTÓRICOS
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m 2016, o Algarve registou mais de 18 milhões de dormidas na hotelaria, marca nunca antes alcançada por nenhum destino turístico nacional, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística no dia 15 de fevereiro. O Algarve alcançou o primeiro lugar em Portugal não apenas em relação às dormidas de estrangeiros (14,2 milhões, que representam 37,2% de todas as dormidas de estrangeiros no país), como também de residentes (3,9 milhões, ou seja, 25,4% do total das dormidas de residentes em Portugal). “Depois de um ano a todos os níveis difícil no que concerne à gestão dos parcos recursos que nos são atribuídos, tivemos um desempenho exemplar em termos turísticos. Para um sector estruturante como o turismo seria expectável que se prolongasse este ciclo virtuoso, continuando a investir-se hoje para continuar a colher-se no futuro. Gostaria que o turismo tivesse o tratamento diferenciado que já fez por 82 ALGARVE #96
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merecer”, declara o presidente da Região de Turismo do Algarve, Desidério Silva. Em todo o ano de 2016, o valor acumulado das dormidas em estabelecimentos hoteleiros, aldeamentos e apartamentos turísticos no Algarve alcançou a fasquia dos 18,1 milhões, mais 9 por cento do que no ano anterior. Os mercados externos emissores de turistas para a região, liderados pelo Reino Unido, originaram 14,2 milhões de dormidas, mais 11,9 por cento do que em 2015. Os proveitos totais da hotelaria regional fecharam o ano de 2016 com uma subida acentuada face ao ano anterior, na ordem dos 19,4 por cento, para um valor recorde de 904,6 milhões de euros, e os proveitos de aposento aumentaram 21,1 por cento, para 666,4 milhões de euros. Também neste indicador foi o Algarve a registar o valor absoluto mais elevado de todas as regiões nacionais.
De janeiro a dezembro, o INE assinala igualmente uma evolução positiva nos hóspedes na hotelaria da região, alcançando quatro milhões de hóspedes, um resultado 10,1 por cento acima do verificado no período homólogo. No Algarve, a estada média nos estabelecimentos hoteleiros situou-se nas 4,49 noites, valor que compara com uma estada média a nível nacional de 2,81 noites. O ano foi também de recordes no Aeroporto de Faro, por onde passaram, em 2016, 7,6 milhões de passageiros, número que constitui um novo recorde para a infraestrutura depois de um crescimento de 18,5 por cento em relação a 2015. O número de movimentos de aviões subiu 18,7 por cento. Por mercado, o destaque vai para o Reino Unido, com 3,9 milhões de passageiros movimentados em Faro (+12,9%) e uma quota de mercado de 51,5 por cento. Seguiram-se a Alemanha, com 882 mil passageiros (+22,3%); Irlanda, com 684 mil passageiros (+16,5%); Holanda, com 660 mil (+17,2%); e França, com 418 mil passageiros e um crescimento excecional (+112,8%). O golfe continua a ser um produto turístico de extrema relevância para o Algarve no combate à sazonalidade do turismo balnear. Atualmente existem cerca de 40 campos de golfe dispersos pela região com diferentes características, sendo
possível praticar a modalidade ao longo de todo o ano. Em 2016 foram registadas cerca de 1,3 milhões de voltas de golfe, o que correspondeu a um aumento de 10,5 por cento em relação ao ano anterior. Os meses de outubro (161 mil voltas) e abril (148 mil) são os mais procurados pelos golfistas no destino. Fevereiro (+23,0%) e abril (+19,8%) registaram as maiores subidas relativamente a 2015 .
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ALCOUTIM VOLTA A DEBATER MUNDO RURAL
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os dias 3 e 4 de março, a Câmara Municipal de Alcoutim vai levar a efeito, em colaboração com a Associação de Proprietários Florestais das Cumeadas do Baixo Guadiana, a segunda edição das «Jornadas do Mundo Rural». O evento decorrerá no Espaço Guadiana, em Alcoutim, e terá como temas centrais a Floresta e a Agricultura. As jornadas contam com a participação de um conjunto prestigiado de oradores de instituições de relevância para o setor, com o objetivo estratégico e transversal de apresentar os desafios e oportunidades que os profissionais e as instituições têm de enfrentar, e sobre os quais importa refletir de forma global, contando com espaços abertos ao debate em torno das questões apresentadas. Luís Capoulas Santos, Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Fernando Severino, diretor regional de Agricultura 84 ALGARVE #96
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e Pescas do Algarve, Valentina Calixto, diretora do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas do Algarve, Miguel Freitas, professor universitário e membro da AMAL- Comunidade Intermunicipal do Algarve, Ricardo Bernardino, GAL Rural - Terras do Baixo Guadiana, são algumas das entidades convidadas para o evento, que contará ainda com perto de duas dezenas de oradores. A reforma florestal, o Plano Regional de Ordenamento Florestal do Algarve (PROF do Algarve), as novas oportunidades na Agricultura como a apicultura, a cultura da amêndoa serão alguns dos temas apresentados no evento. Com abertura marcada para as 9h45 de sexta-feira, dia 3 de março, o evento tem participação gratuita e está aberto ao público em geral .
CONJUGAÇÃO DE ESFORÇOS FAZ RENASCER TORNEIO EMBLEMÁTICO
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Federação Portuguesa de Golfe (FPG), a PGA de Portugal e o grupo NAU Hotels & Resorts assinaram, no dia 23 de fevereiro, em Lisboa, um protocolo que viabiliza o regresso do Open de Portugal @ Morgado Golf Resort aos calendários oficiais do PGA European Tour e do Challenge Tour, por um período de três anos. Miguel Franco de Sousa, presidente da FPG, José Correia, presidente da PGA de Portugal, e Mário Azevedo Ferreira, CEO do NAU Hotels & Resorts foram os rostos de uma parceria sancionada pelo PGA European Tour e pelo Challenge Tour. Esta parceria permite levar pela primeira vez ao Morgado Golf Course, situado no concelho de Portimão, a primeira e a segunda divisão do golfe profissional europeu, num torneio de meio milhão de euros em prémios monetários, a contar para o ranking mundial, Corrida para o Dubai (ranking do European Tour) e Corrida para Omã (ranking do Challenge Tour). A data escolhida, de 11 a 14 de maio, é importante porque será o primeiro evento do European Tour de 2017 em solo europeu,
depois do circuito ter passado pela África do Sul, Austrália, China, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Malásia, México, Índia, Estados Unidos e Marrocos. O mesmo sucede no Challenge Tour, circuito que arranca no Quénia, segue para a Turquia e depois terá este ponto alto da sua temporada no Algarve. O Open de Portugal @ Morgado Golf Resort, apoiado também pelo Instituto Português do Desporto e Juventude, regressa após um hiato que datava de 2010. O evento assume o formato de «dual ranking», à semelhança com o que aconteceu durante anos com o Madeira Islands Open BPI. No caso da segunda divisão europeia, o Challenge Tour, o torneio assume o estatuto de «Major», um dos mais importantes eventos do ano. Em certa medida será mesmo o mais relevante, pois será o único torneio do Challenge Tour em 2017 em que o campeão é imediatamente promovido, ao oferecer uma isenção de um ano no circuito principal, o European Tour .
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