ALGARVE #93 INFORMATIVO 28 de janeiro, 2017
Um Livro Roubado Joรฃo Pedro Pais Festa das Chouriรงas Psicomotricidade Infantil
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Conteúdos
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8 - Festa das Chouriças de Querença 12 - Atualidade 44 - Psicomotricidade Infantil 52 - João Pedro Pais 62 - Um Livro Roubado
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68 - Maria João Franco
OPINIÃO 6 - Daniel Pina 34 - Paulo Cunha 44
36 - Paulo Bernardo 38 - Cristiano Cabrita 40 - António Manuel Ribeiro 42 - Augusto Lima
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Segue ao rubro a zaragata das autárquicas… Daniel Pina
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á há alguns meses tinha para aqui escrevinhado que as eleições autárquicas de 2017 iam ser bastante quentes no Algarve, a julgar pela forma como alguns candidatos a candidatos do lado da oposição «atacavam», por tudo e por nada, os respetivos presidentes de câmara dos seus concelhos. Com o dobrar do ano, começaram a conhecer-se os candidatos oficiais de cada partido, na maior parte dos casos sem grandes surpresas, mas o principal aliciante das eleições, na minha opinião, vai ser a guerrilha que está instalada dentro dos próprios partidos por causa dos nomes que vão a votos.
Assim sendo, em Castro Marim temos um PSD em constantes ataques a Francisco Amaral, um homem que foram convidar para ser candidato, em 2013, devido à impossibilidade de José Estevens se voltar a recandidatar face à lei de limitação de mandatos. Do outro lado do Algarve, em Vila do Bispo, já era conhecida a contestação do PS local em relação a Adelino Soares, mas o caldo entornou na última assembleia municipal, com a concelhia socialista a demitir-se em bloco e grande parte dos militantes rosa a entregarem os seus cartões do PS.
A crispação já se vinha notando, por exemplo, em Castro Marim e Vila do Bispo e o «calor» aumentou ainda mais quando os órgãos nacionais do PSD e PS colocaram um ponto final nas dúvidas e afirmaram que os atuais autarcas que queiram ir a votos contarão com o apoio das estruturas partidárias pelas quais foram eleitos em 2013. Ou seja, Francisco Amaral será o candidato laranja em Castro Marim e Adelino Soares o candidato do partido rosa em Vila do Bispo.
Indiferentes a estas zaragatas internas, acredito que Francisco Amaral e Adelino Soares serão mesmo candidatos nas eleições autárquicas deste ano e que vão vencer sem grandes dores de cabeça, até porque, do lado da oposição, não se vislumbram adversários de peso. Os maiores problemas poderão acontecer depois ao nível das assembleias municipais, o que dificultará a atuação dos autarcas eleitos e, para variar, quem se lixa no meio disto tudo será a população.
Ora, eu não sou nenhum especialista em política, nem tão-pouco resido nesses concelhos, mas, cá do lado de fora, e pelas várias visitas que vou fazendo regularmente a esses municípios, não encontro quaisquer motivos para conturbações, porque os dois homens têm feito um excelente trabalho, na minha ótica, à frente de dois concelhos que estão localizados nas extremidades do Algarve e que, por isso mesmo, não têm os recursos financeiros dos seus colegas da zona centro da região. Portanto, com poucos ovos, têm feito omeletes bastantes boas, mas parece que os seus partidos não veem o filme com os mesmos olhos.
Noutros concelhos, a luta promete ser também interessante, embora sem estes contornos de novela sul-americana. Contudo, a manter-se este clima, o que ficará para a história será a postura menos digna de alguns candidatos, uns por não terem formação e experiência política para o cargo que pretendem exercer, outros por não perceberem que o seu tempo na política já acabou, outros por não conseguirem aceitar, com bom desportivismo, a decisão dos eleitores. E nada disto abona para a imagem geral dos políticos, nem contribui para que as pessoas tenham vontade de sair de casa para ir votar .
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FESTA DAS CHOURIÇAS DE QUERENÇA VOLTOU A LOUVAR SÃO LUÍS
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aldeia de Querença, no interior do concelho de Loulé, recebeu, nos dias 21 e 22 de janeiro, a tradicional Festa em Honra de São Luís, mais conhecida por Festa das Chouriças, um dos maiores cartazes gastronómicos do Algarve. A iniciativa é da responsabilidade da Comissão de Festas da Paróquia, com o apoio da União de Freguesias de Querença, Tôr e Benafim, da Câmara Municipal de Loulé e da Casa do Povo de Querença, e começou, no sábado, com uma Noite de Fados, na Casa do Povo de Querença. O grosso das festividades esteve reservado para o domingo, dia 22, com os visitantes a
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terem a oportunidade de degustar a chouriça assada nos vários estabelecimentos de Querença, alguns localizados no Largo da Igreja. Ao início da tarde teve lugar a Missa na Igreja de Nossa Senhora da Assunção, presidida pelo Padre Carlos Matos, seguindose a Procissão Solene com a imagem de São Luís pelas ruas da aldeia. Terminado o percurso, aconteceu o habitual e sempre animado leilão de chouriças, ao mesmo tempo que decorria um mercadinho com exposição e venda de artesanato e produtos bem representativos da região. A concluir as festividades realizou-se um baile, no Salão de Festas da Casa do Povo, animado pela acordeonista Telma Santos.
Esta festa tradicional em louvor de São Luís, Santo Protetor dos animais, é uma das principais atrações turísticas do concelho de Loulé, aliando a gastronomia a uma forte componente religiosa. As raízes do evento remontam a uma época em que, no interior algarvio, as famílias tinham o hábito de criar o seu porco para sustento ao longo do ano. Era igualmente tradição pedir a São Luís que conservasse em boas condições o porco, para garantir a alimentação do agregado familiar, sendo que, em forma de gratidão, se ofereciam depois ao Santo Protetor as melhores chouriças caseiras. De ascendência francesa, São Luís de Anjou nasceu na Itália, em 1274, o mais velho entre 14 irmãos. Era filho de Maria, sobrinha de Santa Isabel da Hungria e irmã de três príncipes que também chegaram a ser reis e santos: Estêvão, Ladislau e Henrique. O pai era Carlos II de Anjou, Rei de Nápoles, Sicília, Jerusalém e
Hungria e filho do Papa Inocêncio II. São Luís era ainda sobrinho-neto de São Luiz IX, Rei da França. Em 1284, começou a crise da Casa Real de Anjou, tendo o pai de Luís sido feito prisioneiro dos reis de Aragão. Três anos depois, o monarca seria libertado, mediante troca de reféns, designadamente os seus três sucessores diretos - Luís, Roberto e Raimundo, cujo cativeiro se prolongou por sete anos. Luís aceitou a longa prisão com abnegação e paciência e foi acompanhado pelos frades da Ordem de São Francisco, principalmente pelo frei Jacques Deuze, que mais tarde seria eleito Papa. Foi ele quem presenciou e registrou as curas prodigiosas feitas por intercessão de Luís e também quem acompanhou o jovem príncipe quando este adoeceu gravemente, testemunhando a sua milagrosa cura e a decisão de tornar-se um simples frade franciscano.
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Em janeiro de 1296, os três príncipes foram libertados Assim que chegaram a Nápoles, Luís renunciou ao trono real em favor do irmão Roberto e ingressou na vida religiosa no Convento de Ara Coeli, dos franciscanos, em Roma. Tornar-se-ia bispo da diocese de
Toulouse, na França, onde viveu sempre na pobreza, cumprindo os seus votos de franciscano. Doente com tuberculose, acabaria por morrer a 19 de agosto de 1297, aos 23 anos, sendo proclamado Santo em 1317 pelo Papa João XXII .
FESTA DAS CHOURIÇAS DE QUERENÇA QUER SER PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL NACIONAL
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Festa das Chouriças de Querença pretende candidatar-se a Património Cultural Imaterial Nacional em resultado da mobilização de vontades de várias entidades e associações locais, segundo revelou Alexandra Gonçalves, Diretora Regional de Cultura do Algarve, durante as festividades que tiveram lugar, no dia 21 e 22 de janeiro, nesta freguesia do concelho de Loulé. “O que nos interessa é que a comunidade seja a própria promotora dessa salvaguarda. Depois, haverá uma entidade, em princípio a Fundação Manuel Viegas Guerreiro ou a Junta de Freguesia de Querença, ou as duas em conjunto, que recolherão a documentação, informação e testemunhos que nos levem a consagrar o registo desta festa como património nacional”, indicou. O processo está no seu início e envolve uma intensa recolha de material etnográfico e antropológico para preservar as vivências mais autênticas desta festividade. “É uma tradição popular que tem a ver com o culto do São Luís, o santo protetor dos animais, para que estes cresçam muito e deem boas chouriças. É mais um exemplo das raízes populares das comunidades do interior algarvio, muitas delas em vias de desertificação, mas essas tradições podem ajudar a criar novas dinâmicas no território”, defende Alexandra Gonçalves . ALGARVE #93
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REQUALIFICAÇÃO DA EN 125 ENTRE OLHÃO E VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO CONCLUÍDA ATÉ 2020
Guilherme d’Oliveira Martins, Jorge Botelho, Pedro Marques, Nelson de Souza e António Laranjo
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Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, deslocou-se a Tavira, no dia 20 de janeiro, para revelar as Intervenções Prioritárias de Requalificação na Estrada Nacional 125, para o Troço Olhão - Vila Real de Santo António. Incrementar as condições de fluidez e de segurança, da circulação rodoviária e pedonal, no atravessamento de zonas urbanas e eliminar pontos negros rodoviários e zonas de acumulação de acidentes, são alguns dos objetivos deste Projeto de Requalificação apresentado pelo Presidente da Infraestruturas de Portugal, António Laranjo. A meta é dotar a EN 125 de um nível de serviço de qualidade consentâneo com uma região de turismo de excelência, depois do ALGARVE #93
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governo ter escutado, processado e trabalhado os desejos e anseios dos autarcas, empresários, dirigentes associativos e cidadãos anónimos do Algarve. “Quando tive conhecimento que a parte das obras entre Olhão Nascente e Vila Real de Santo António iria passar para as Infraestruturas de Portugal, senti que havia algarvios de primeira e segunda categoria. Muita gente me garantiu que isso não aconteceria mas a verdade é que, passados todos estes anos, as intervenções do outro lado arrancaram e nós ficamos a aguardar, até hoje, pela nossa vez”, frisou Jorge Botelho, presidente da Câmara Municipal de Tavira, enfatizando que o sotavento algarvio está em clara expansão e que a EN 125 não está à altura desse crescimento.
O presidente da AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve defendeu um desenvolvimento harmonioso em toda a região nesta matéria, com vias longitudinais requalificadas e eletrificação da linha ferroviária do barlavento ao sotavento. “Todos estamos a trabalhar para transformar o Algarve numa região que funcione todo o ano e isso implica que haja uma diferenciação de produtos e uma complementaridade da oferta, o que requer infraestruturas adequadas”, reforçou Jorge Botelho, avisando que a paciência dos autarcas tem os seus limites. “A partir de certa altura começamos a «desconversar» mas, felizmente, com o Ministro Pedro Marques, voltamos a pôr isto nos trilhos e a conversar para que consigamos responder às nossas populações. E, por isso, avançamos rapidamente nos mapeamentos de papel que estavam na concretização dos fundos comunitários, porque a prioridade é executar”. Mais dinheiro para as autarquias e agentes económicos traduz-se em mais candidaturas tornadas realidade e, com isso, mais emprego
e riqueza se criam na região, destacou Jorge Botelho. “Sabemos perfeitamente que nem tudo é possível de se fazer, que o dinheiro não é elástico, que há que definir prioridades, mas precisamos de abertura em Lisboa para se conversar porque alguma coisa tem que, efetivamente, ser feita. A AMAL tem reunido frequentemente para decidir projetos, ideias e programas que abranjam os 16 municípios, e não só os do litoral, havendo uma solidariedade entre todos para que nada fique esquecido”, reforçou o representante dos autarcas algarvios, satisfeito pela perspetiva da 125 deixar de ser uma «Rua» e voltar a ser uma «Estrada». Para Pedro Marques, a EN 125 é estruturante para a mobilidade do Algarve, à semelhança da Via do Infante, dai a necessidade de se intervir com urgência e de modo integrado, tanto a sotavento como a barlavento. Mas o Ministro do Planeamento e das Infraestruturas aproveitou a deslocação ao Algarve para apresentar também os projetos relativos à eletrificação da linha ferroviária da região, que, atualmente, apenas é uma realidade no troço entre Tunes
O Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques #93 ALGARVE INFORMATIVO
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e Faro. “Queremos uma mobilidade norte-sul e, dentro na região, entre o barlavento e sotavento, plenamente eletrificada, com material circulante de qualidade, com melhores tempos de transporte. E quero deixar claro que todas estas intervenções têm que começar pela fase dos projetos porque eles simplesmente não existiam. Quando chegou a altura de decidir o que íamos candidatar a fundos comunitários, colocamos a eletrificação da linha do Algarve como uma prioridade do Plano Ferrovia 2020”, salientou Pedro Marques, adiantando que esta deverá estar concluída até final de 2020. Na visita à região foi igualmente possível acompanhar a realização das obras no Aeroporto Internacional de Faro, após as quais o terminal ficará com capacidade para receber muitos mais turistas durante todo o ano. “Teremos um aeroporto capaz de responder em condições no Verão, uma infraestrutura adequada para décadas”, garantiu o governante, lembrando ainda as novidades em termos de ligações aéreas entre Faro e Lisboa no Verão. “Escutámos as reivindicações da região, falamos com a Comissão Executiva da TAP – que tem a competência de definir e programar as rotas da companhia área – e, a ALGARVE #93
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partir de 10 de junho, teremos mais 45 por cento de lugares disponíveis. Aumentamos bastante a capacidade da TAP para trazer mais turismo ao Algarve, porque também sentimos essa procura da parte dos visitantes que chegam a Lisboa”, afirmou Pedro Marques. Finalmente, o Ministro reconheceu a injustiça que existia para com os municípios de baixa densidade no que concerne aos apoios à reabilitação urbana que estavam garantidos para o resto da região. “A competitividade do Algarve depende de se afirmar a identidade da sua marca e boa parte dessa diferenciação está na serra, no interior. Por isso, assinamos, em Alcoutim, o último dos quatro contratos com quatro municípios da baixa densidade – Alcoutim, Aljezur, Monchique e Vila do Bispo, para terem um acesso reforçado à promoção dos recursos endógenos e à requalificação urbana dos seus territórios”, enfatizou Pedro Marques. “O Algarve sabe unir-se em torno do que é essencial, a AMAL sabe pensar o futuro da região como um todo e hoje temos, na CCDR, com quem trabalhar e promover esse desenvolvimento, uma equipa que compreendeu as injustiças da programação anterior e que nos ajudou a resolver esse problema”, finalizou o governante .
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ALBUFEIRA VAI TER ORÇAMENTO PARTICIPATIVO PARA 2018
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Orçamento Participativo de Albufeira para o ano de 2018 vai contar com uma verba de 250 mil euros, destinada a promover a Acessibilidade e a Mobilidade no concelho, nomeadamente no que diz respeito à qualidade dos espaços, edifícios e serviços, bem como a segurança, conforto e autonomia dos seus utilizadores e, ainda, a facilitar o acesso à informação, no quadro de uma sociedade mais justa e inclusiva. Na edição deste ano, o OP irá procurar acolher propostas que visem promover uma sociedade sem qualquer tipo de barreiras (sensoriais, intelectuais ou físicas), fundada nos valores da dignidade humana, na democracia, na solidariedade e no desenvolvimento sustentável, incentivando a crescente autonomia dos cidadãos em todas as faixas etárias, condição ou extrato social. Esta é a quarta edição do OP de Albufeira, sendo de destacar que o montante destinado à sua implementação tem vindo a aumentar consecutivamente: 60 mil euros em 2015; 100 mil ALGARVE #93
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euros em 2016; 150 mil euros em 2017 e 250 mil euros para a edição de 2018, o que tem permitido uma maior exequibilidade das ideias apresentadas pelos proponentes, bem como a distribuição da verba por mais do que um projeto vencedor. Relativamente aos projetos aprovados nas edições anteriores, refira-se que, em dezembro de 2016, foi inaugurado o Centro de Bem Estar Animal - projeto vencedor do OP 2015. Atualmente estão a decorrer os processos e procedimentos concursais com vista à execução da obra de Reabilitação da Zona de Recreio da Escola Básica n.º 1 de Albufeira e da obra de Requalificação do Polidesportivo da Guia - projetos vencedores do OP 2016. Recorde-se que os projetos vencedores no âmbito do OP têm um prazo de execução de dois anos. No próximo mês de fevereiro vai dar-se início à formação dos facilitadores das sessões públicas de participação com vista à recolha de propostas. As sessões irão decorrer em todas as freguesias do Concelho, entre 13 e 24 de março .
FARO REQUALIFICA ESTRADA DE SÃO LUÍS E LARGO DO SOL POSTO
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Câmara Municipal de Faro dá seguimento ao programa «Faro Requalifica 2», plano de intervenções municipais para melhoria da rede viária e de espaços públicos da cidade e freguesias, tendo sido assinados, no dia 24 de janeiro, os contratos de Empreitada de Repavimentação do Largo do Sol Posto, Rua Batista Lopes, Rua do Sol, Rua da Conceição, Travessa da Conceição e Rua Lethes e de Empreitada de Repavimentação da Estrada de S. Luís. Estas obras de requalificação são essenciais para o melhoramento da circulação rodoviária e condições de segurança dos utilizadores destas vias. Para além da completa repavimentação das artérias, os trabalhos contemplam também o restauro de passeios em calçada, sinalização vertical e horizontal e, na Estrada de S. Luís, compreendem ainda a implementação de uma zona de cargas e descargas. As intervenções
foram adjudicadas à empresa «Sociedade Candeias & Silva, Lda», exigindo a primeira um investimento do Município no valor de 37 mil e 969,25 euros, acrescido de IVA, e a segunda empreitada, de repavimentação da Estrada de S. Luís, um investimento no valor de 65 mil e 972,50 euros, acrescido de IVA. Os prazos de execução são de 45 dias para o Largo do Sol Posto e 60 dias para a Estrada de São Luís. Recorde-se que, em condições ideais, o Programa «Faro Requalifica II» estaria já numa fase mais adiantada da sua implementação. No entanto, a recusa do Governo em homologar o plano de investimentos municipal resultante da revisão orçamental aprovada em julho de 2016 atrasou a aplicação de cerca de três milhões e meio de euros, que só a partir deste ano poderão ser investidos em benefício da população . #93 ALGARVE INFORMATIVO
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PROJETO-PILOTO DO «CYCLING & WALKING PORTUGAL» VAI SER EM VILA DO BISPO
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nserido nas comemorações do feriado municipal de Vila do Bispo, o presidente da Câmara Municipal Adelino Soares apresentou, no dia 21 de janeiro, a futura Ecovia/Ciclovia, um projeto da Sociedade POLIS Litoral Sudoeste que inclui os concelhos de Sines, Odemira, Aljezur e Vila do Bispo e que será em parte financiado pela CCDR – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve. “É um projeto conjunto em que cada um de nós vai lançar a sua empreitada de forma separada e que envolve um milhão e 150 mil euros da parte de Vila do Bispo e um milhão e 600 mil euros do lado de Aljezur”, adiantou o edil. A Ecovia/Ciclovia é transversal a todo o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina mas o edil vila-bispense reconheceu ALGARVE #93
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que o processo não foi fácil, dando dois exemplos concretos. “Na Curva do Beliche pretendíamos que se reduzisse a faixa de rodagem para criarmos uma via ciclável, mas os obstáculos burocráticos eram muitos porque a empreitada entra na área de intervenção do Parque Natural, da CCDR, da Autoridade Marítima, das Infraestruturas de Portugal e de outras instituições. Com a ajuda da Secretária de Estado do Turismo Ana Mendes Godinho, conseguimos juntar todos os organismos no concelho de Vila do Bispo e «obrigamos» estas pessoas a estarem no meio da estrada e a imaginar como se sente quem anda ali de bicicleta”, contou Adelino Soares. Depressa os responsáveis compreenderam a necessidade de se intervencionar o local e a
solução encontrada foi a construção de uma ponte lateral na Curva do Beliche. A ideia é criar, do Cabo de São Vicente até Sagres, um piso ciclável contínuo, aproveitando-se, assim, a aposta do atual governo no produto turístico «Cycling & Walking», sendo que o projetopiloto será precisamente em Vila do Bispo. “Há, depois, um grande impasse na zona da Lagoa do Martinhal, problema que será resolvido com uma ponte elevada que ligará um caminho de terra batida ao empreendimento turístico do Martinhal. Vai-se poder andar a pé e de bicicleta e qualquer turista que faça o Algarve de uma ponta à outra já não precisa ir à estrada principal, a EN 268”, indicou o autarca. Entretanto, à entrada de Sagres, vai ser retirada uma parte do cerro para receber esta ciclovia, alteração só possível porque a Estação Elevatória de Sagres é um projeto
ambientalmente importante para a região e para o país. “Tudo isto implica um investimento na ordem do milhão e 219 mil euros, dos quais 69 mil euros dizem respeito ao IVA – que vai ser suportado pela Câmara Municipal de Vila do Bispo –, mas para o qual existe um financiamento de 90 por cento. A CCDR Algarve avança com 805 mil euros e o Turismo de Portugal com 230 mil euros”, explicou Adelino Soares. “Fazer, com menos de 200 mil euros, um projeto que ultrapassa o milhão e 200 mil euros, é uma forma de governar bem e o nosso município está de parabéns. É importante para mostrarmos que não somos apenas um excelente destino de sol e praia, de boa gastronomia, de património cultural, mas que somos também um destino de topo para a prática de caminhadas e de passeios de bicicleta”, reforçou o edil vilabispense .
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LAGOS E LOULÉ PROMOVEM MAIS UM CONCURSO LITERÁRIO SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
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s Câmaras Municipais de Loulé e Lagos realizam, através das suas Bibliotecas Municipais – Sophia de Mello Breyner Andresen e Dr. Júlio Dantas – o 11.º Concurso Literário Sophia de Mello Breyner Andresen, iniciativa que tem por objetivo incentivar para a leitura das obras de um dos expoentes máximos da Literatura Portuguesa. Podem participar neste concurso estudantes do 3.º Ciclo do Ensino Básico (7.º, 8.º e 9.º anos) e do Ensino Secundário (10.º, 11.º e 12.º anos) ou equiparado da região do Algarve. São admitidos trabalhos de poesia, prosa ou ensaio, em língua portuguesa, ilustrações e fotografia, originais e inéditos, que incidam sobre a obra literária da escritora Sophia de Mello Breyner Andresen. Os trabalhos deverão ser entregues até 22 de março, na Biblioteca Municipal de Loulé ou de Lagos. Deverão estar identificados, obrigatoriamente, com pseudónimo e ano de escolaridade, categoria e título. O júri do
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Concurso é constituído por um representante da Câmara Municipal de Loulé, da Câmara Municipal de Lagos, da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, da DREALG – Direção Regional de Educação do Algarve e um autor convidado. Os prémios serão entregues em cartõesoferta a levantar em livrarias locais, sendo atribuídos seis prémios a cada nível de escolaridade, dois por categoria (cartão-oferta no valor de 200 euros e diploma de participação para o 1.º classificado e cartãooferta no valor de 100 euros e diploma de participação para o 2.º classificado). Às escolas frequentadas pelos alunos premiados serão oferecidos livros. Uma vez que a entrega de prémios é rotativa, este ano ocorrerá na cidade de Lagos, no dia 22 de abril .
EC TRAVEL FINANCIA CAMPO DE TREINOS PARA JOVENS CRAQUES DO MONTENEGRO
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Clube Desportivo de Montenegro vai ver um dos seus sonhos concretizado brevemente, depois de uma parceria firmada com a empresa EC Travel que culminará na construção do «Campus EC». Trata-se de um espaço para treinos especializados das camadas jovens deste clube da freguesia de Montenegro, concelho de Faro, que será construído num terreno cedido pela autarquia farense. A nova infraestrutura será financiada a 100 por cento pela EC Travel de Eliseu Correia, ele próprio um «filho» do Montenegro, e permitirá a introdução de novas valências aos futuros craques do clube, nomeadamente, o treino específico de guarda-redes e o treino específico de técnica individual, acrescentando, deste modo, maior qualidade ao trabalho já realizado na formação destes jovens atletas.
de poucos minutos de conversa com o empresário, que assim demostrou mais uma vez o seu envolvimento permanente com a comunidade que o rodeia, sobretudo as causas sociais e desportivas. “É um acordo a longo prazo, no mínimo 10 anos, que envolve o «naming» do campo de treino e nós assumimos todos os custos da execução do projeto. A Câmara Municipal de Faro tem ajudado bastante o clube e cedeu o terreno, mas depois faltava o dinheiro para a sua reconversão para fins desportivos”, indicou Eliseu Correia, radiante por poder ajudar os jovens da sua terra, independentemente de depois rumarem ao seu Benfica ou a outro qualquer clube. “O meu principal objetivo é colaborar para que esses miúdos se tornem homens de qualidade e, se possível, atletas de altíssimo nível. De resto, fico contente se qualquer um dos «grandes» quiser acarinhar, no futuro, um craque do Montenegro” .
O protocolo, segundo Rui Guerreiro, do Clube Desportivo de Montenegro, foi firmado ao fim #93 ALGARVE INFORMATIVO
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AVANÇA A REQUALIFICAÇÃO DA PRAIA DE MONTE GORDO
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Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) vão dar início, na primeira quinzena de fevereiro, à obra da reabilitação da Praia de Monte Gordo. A construção de um passadiço pedonal sobrelevado com dois quilómetros de extensão, ao longo de toda a frente marítima, no valor de um milhão de euros, será o primeiro passo da grande operação que renovará o rosto de Monte Gordo. O plano já aprovado pela APA prevê 18 novos apoios de praia, que irão substituir os antigos à medida que as novas estruturas forem sendo construídas. “Recorde-se que o Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC), aprovado pelo anterior executivo socialista da autarquia, apenas previa a construção de oito apoios de praia mas, através da sua revisão e do conjunto de reuniões desenvolvidas entre a Câmara Municipal e a APA, foi possível a instalação de 18 unidades”, nota Luís Gomes, presidente da Câmara Municipal de VRSA. “Significa isto que todos os empresários que detinham atividade na praia e possuam a sua situação regularizada não necessitarão de submeter-se a concurso, pondose fim ao sistema de licenças precárias que vigorava até ao momento”, prossegue o autarca.
A construção do passadiço destina-se a garantir o acesso ao areal e aos novos apoios de praia, ALGARVE #93
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permitindo a deslocação ao longo das áreas balneares. Será iluminado em toda a extensão, terá zonas de descanso e criará um circuito pedonal e de lazer. A autarquia de VRSA irá suportar os encargos financeiros com o projeto, fiscalização e coordenação da obra. De forma a apoiar os operadores, a autarquia irá desenvolver os projetos de arquitetura dos novos apoios fornecendo-os de forma gratuita aos concessionários - e criar um gabinete técnico de acompanhamento em Monte Gordo. “Todas estas medidas visam colocar um ponto final ao que foi feito de mau no nosso concelho, especialmente no que diz respeito ao planeamento. Por esta razão, esta operação, sem precedentes, irá apostar em equipamentos de qualidade, com baixa densidade urbanística, adaptados às necessidades de cada um dos concessionários”, destaca Luís Gomes. Ao nível ambiental, será recuperado todo o cordão dunar, enquanto as construções a implementar serão sobrelevadas, de forma a evitar o pisoteio, e obedecerão a materiais e projetos sustentáveis. A reabilitação da praia de Monte Gordo junta-se ao processo de requalificação da frente de mar, promovido pela autarquia de Vila Real de Santo António e avaliado em 2,2 milhões de euros .
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TIVOLI CARVOEIRO REABRE APÓS RENOVAÇÃO TOTAL
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s viajantes de elite terão brevemente um novo refúgio de luxo, junto a algumas das mais magníficas praias do Algarve. O Tivoli Carvoeiro vai reabrir no dia 1 de abril, requalificado como hotel de cinco estrelas, com uma nova decoração contemporânea e descontraída, com muita luminosidade e espaço, em perfeita sintonia com a paisagem deslumbrante de falésias recortadas por areais e grutas, que atraem turistas de todo o mundo. Rodeado pelo colorido da pitoresca vila do Carvoeiro, com os seus pequenos barcos ancorados no areal e casas brancas com as tradicionais barras azuis, este resort surge agora com uma estética renovada, inspirada no melhor do destino, da autoria dos prestigiados arquitetos da Broadway Malyan. Além dos quartos remodelados, destacam-se três novos restaurantes, um pool bar, o novo Sky Bar Carvoeiro, um spa e um centro de fitness, ambos com o selo de qualidade da insígnia Tivoli. Em contraste com os agitados centros turísticos da costa algarvia, esta antiga aldeia de ALGARVE #93
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pescadores, a apenas 40 minutos do Aeroporto de Faro, convida a desfrutar da tranquila paisagem atlântica, alugar um barco para visitar as praias em redor, conhecer o Algarve mais a fundo em atividades de mergulho e saborear as famosas sardinhas assadas ou a sopa de peixe fresco, entre outros pratos típicos. Em terra, as paisagens de uma beleza natural inesquecível seduzem também os amantes dos locais de charme, com os seus campos de golfe do mais alto nível competitivo e as quintas de produção local de vinho que tornam a região reconhecida alémfronteiras. Após uma remodelação de cinco meses, o Tivoli Carvoeiro passa a ter quartos mais amplos e confortáveis, com varandas panorâmicas, desenhados em detalhe para agradar aos hóspedes mais exigentes e aficionados pela arte de saber viver. Para o efeito, o número de quartos foi reduzido de 293 para 246. Uma nova categoria de Family Rooms vai também ser criada para responder à crescente procura deste segmento, elevando a experiência da estadia para outro patamar, já que permite que famílias de quatro
pessoas fiquem hospedadas no mesmo quarto com todo o conforto e comodidade. Para uma refeição inspirada nos sabores do mar, o Tivoli Carvoeiro apresenta o remodelado Varanda, que no quinto piso coloca literalmente o Oceano Atlântico aos pés dos seus visitantes. Para outras opções, o restaurante Gourmet, dedicado à autêntica gastronomia portuguesa, promete oferecer uma verdadeira experiência para os sentidos; já o Palmeira está a ser renovado para se transformar no local ideal para apreciar uma refeição ligeira ou usufruir de uma bebida refrescante com vistas amplas. Igualmente prometedor será o novo rooftop bar com vista de 360 graus para o mar e para as falésias: o Sky Bar Carvoeiro. Para momentos identicamente memoráveis, o pool bar, com a sua localização estratégica no topo da falésia, vai oferecer experiências que deixam uma marca indelével em todos os que ousem
embarcar numa viagem pelos cinco sentidos, através dos seus smoothies, sangrias e cocktails personalizados. Para os adeptos de um estilo de vida saudável, o Tivoli Carvoeiro terá um centro de fitness – o Tivoli Active – que, além de equipamento de topo e instrumentos de monitorização física e nutricional, proporciona a oportunidade de treinar num inspirador espaço rodeado de um extenso jardim. O verdadeiro equilíbrio conquista-se, contudo, no Tivoli Spa do Carvoeiro, uma experiência de SPA baseada na cura holística, usando técnicas intemporais e enraizada nos elementos e produtos naturais do destino. Para as crianças estão ainda reservadas aventuras especiais (outdoor e indoor), no T/KIDS, que proporciona momentos de entretenimento que ficarão para sempre gravados nas suas memórias como umas férias bem-passadas .
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LOULÉ CRIATIVO MARCOU PRESENÇA NA FITUR 2017 EM MADRID
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o passado dia 19 de janeiro, o «Loulé Criativo» esteve presente na FITUR (Feira Internacional de Turismo) em Madrid e participou na mesa redonda organizada pelo Creative Tourism Network: «Turismo creativo, oportunidades y desafíos para el destino». O encontro contou com as intervenções de Vicent Torres Ferrer, Diretor Geral de Turismo, Consell d'Eivissa, Programa Ibiza Creativa, Manuel Lara Cantizani, Conselheiro de Turismo, Cultura, Criatividade e Empresas, Ayuntamiento de Lucena - Turismo de Lucena, Caroline Couret, Diretora do Creative Tourism Network de Barcelona e de uma comitiva representativa do Projeto «Loulé Criativo». O objetivo foi debater o impacto do turismo criativo na economia local, assim como a sua importância socioeconómica enquanto novo segmento de turismo. O projeto «Loulé Criativo» aproveitou igualmente a sua presença na feira para contactar vários operadores turísticos a quem distribuiu mais de 40 press kits e, desta forma, chamou a atenção de entidades, empresas ALGARVE #93
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e comunicação social internacionais para o potencial criativo do Concelho de Loulé, através do seu programa de atividades dinamizadas pela sua rede de parceiros que promovem a cultura local, assim como do seu empenho na criação de um turismo responsável e de qualidade através da preservação da autenticidade da sua identidade local. A FITUR, para além de ser um ponto de encontro dos profissionais de turismo, é considerada a feira líder dos mercados ibero-americanos. Na edição de 2016, o certame bateu recordes de participação com cerca de nove mil e 605 empresas expositoras provenientes de 164 países/regiões diferentes, 124 mil e 659 profissionais participantes e 107 mil e 213 visitantes não profissionais. A comunicação social também representa uma presença de peso no evento, com mais de sete mil e 184 revistas e jornais especializados o que evidencia a expectativa que gira à volta da FITUR no circuito internacional de feiras do sector .
MINISTRO DO PLANEAMENTO E DAS INFRAESTRUTURAS FOI A ALCOUTIM ASSINAR CONTRATOS DO PADRE Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, e o Secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Nelson de Souza, deslocaram-se a Alcoutim, no dia 20 de janeiro, para participar na Cerimónia de Assinatura do Protocolo de Atribuição do Apoio Adicional do Portugal 2020 aos Municípios do Interior Algarvio, entre a CCDR – Algarve e o Município de Alcoutim. Na cerimónia, estiveram presentes o Presidente da Câmara Municipal de Alcoutim, Osvaldo dos Gonçalves, o Presidente da CCDR Algarve, Francisco Serra, e o Presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve, Jorge Botelho, entre outras entidades e individualidades.
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que permitirá ao Município de Alcoutim o acesso a áreas de investimento de extrema relevância e de natureza prioritária, como a revitalização urbana, que até aqui figuravam como matéria inacessível, pela sua falta de enquadramento em sede de inclusão programática. O PADRE é o principal instrumento de apoio a iniciativas associadas às temáticas rurais e aos territórios de Baixa Densidade, visando o financiamento de investimentos públicos que possam criar condições para a valorização dos recursos endógenos, associando-se e articulando-se com as estratégias de desenvolvimento local de base comunitária (DLBC) que suportam pequenas iniciativas privadas e de criação de emprego.
Trata-se de um protocolo que reprograma o Plano de Ação de Desenvolvimento de Recursos Endógenos (PADRE), na sequência de proposta da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), e
O PADRE é cofinanciado pelo Programa Operacional Regional do Algarve – CRESC ALGARVE 2020, ao abrigo do Acordo de Parceria PORTUGAL 2020 .
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MERCADO AVENIDA SÃO JOÃO DEUS COMEMORA UMA DÉCADA DE VIDA
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antendo a mesma filosofia traçada desde que abriu as suas portas, 2017 voltará a ser sinónimo de muita animação no Mercado Municipal de Portimão nas mais variadas facetas, desde a promoção dos produtos regionais a festas temáticas de produtos, iniciativas na área da saúde e desporto, passando por exposições e comemoração de datas especiais. De referir que, em 2016, o Mercado Avenida São João Deus registou uma média mensal de entradas de 50 mil clientes/visitantes, fruto da confiança e da qualidade dos produtos que são comercializados neste equipamento, aliado as valências que disponibiliza aos seus clientes, destacando-se o horário alargado do espaço, que funciona de 2ª a 6ª feira das 7h às 14h e das 17h às 20h e ao sábado, das 7h às 14h. No ano em que o Mercado Avenida São João Deus assinala uma década, está a ser delineado ALGARVE #93
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um programa de ações e eventos em conjunto com os operadores e parceiros locais que pretende destacar o papel do mercado enquanto equipamento comercial e espaço social de encontro e partilha de locais e visitantes do concelho. Até junho, no primeiro e terceiro sábado de cada mês, o comércio local vem ao Mercado, contando com a presença dos associados da ACRAL divulgando os seus serviços e dinamizando as manhãs de sábado. Uma iniciativa que integra um conjunto de ações até final de 2017, no âmbito do protocolo de colaboração e dinamização do comércio local realizado entre a ACRAL e a Câmara Municipal de Portimão, destacando-se a realização de um Stock Out no espaço do mercado já em março. Em fevereiro, a laranja é rainha da festa e dá o mote para um conjunto de atividades que vão desde a promoção da laranja a um preço especial, demonstrações culinárias, sessões de
aconselhamento sobre consumo de citrinos, entre outros. Abril traz o evento «Há livros no Mercado» onde, ao longo de seis dias, as bancas vão transformar-se em estantes e será possível comprar livros a preços simbólicos, aprender a cuidar dos seus livros e conviver com a leitura, contando ainda com sessões de hora do conto, onde os sabores estão a par com as histórias infantis para os alunos do 1.º ciclo de escolas do concelho. 2017 termina em beleza com as comemorações do 10.º aniversário do Mercado Municipal de Portimão, envolvidas no clima natalício tão próprio da época, em particular através da comemoração do aniversário e estão a ser delineadas muitas surpresas ao longo deste mês de dezembro. Desde a sua abertura, este equipamento tem mantido uma preocupação ambiental registando, anualmente, impressionantes valores de recolha de materiais recicláveis. A recolha de óleo e pilhas usados continua a ser
uma iniciativa de grande aceitação junto da população e, só no ano passado, foram depositados 671 litros de óleo usado e 80 quilos de pilhas gastas. Estes dois materiais têm posteriormente utilizações diversas: uma vez reciclado, o óleo alimentar transforma-se em biocombustível ou pode inclusive ser utilizado no fabrico de sabão; já as pilhas, depois de decompostas, são utilizadas na cerâmica, na pigmentação de tintas e até no fabrico de fogo-de-artifício. Ainda em 2016, o Mercado da Avenida São João de Deus separou mais de 3,5 toneladas de papel e cartão e 860 quilos de plástico. Por sua vez, o Mercado de Venda por Grosso reciclou mais de 41 toneladas de papel e cartão, mais de oito toneladas de madeira e aproximadamente seis toneladas de embalagens de plástico. A recolha de todos estes materiais é assegurada pela empresa ALGAR .
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CIDADE DE LOULÉ ASSINALA 29.º ANIVERSÁRIO
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a próxima quarta-feira, 1 de fevereiro, Loulé assinala o 29.º aniversário de elevação a cidade com um programa que pretende dar a conhecer o ponto de situação dos investimentos que estão a ser realizados. Assim, a partir das 10h15, o executivo municipal vai visitar algumas obras em curso na cidade. O «roteiro» arranca no emblemático Café Calcinha, que neste momento está a ser alvo de trabalhos de requalificação. Em curso está também o concurso para a concessão de exploração deste café que faz parte da «Rota dos Cafés com História». Segue-se uma passagem pelos Banhos Islâmicos, onde está a ser feito o levantamento 3D das suas estruturas arqueológicas, uma ferramenta que permite a visualização e o registo patrimonial em detalhe, o que irá possibilitar ainda planear a musealização dos ALGARVE #93
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únicos Banhos Islâmicos descobertos até agora em território nacional. Neste périplo pela cidade, os responsáveis da Câmara Municipal de Loulé irão visitar ainda os trabalhos de reabilitação em dois edifícios históricos da cidade: o Solar da Música Nova, que vai ser transformado num espaço dedicado ao ensino da música, e o Palácio Gama Lobos, que irá acolher um pólo de criatividade. Pelas 12h, serão inauguradas as obras de requalificação da Rua Cabeço do Mestre e Rua Assis Esperança, que fazem a ligação entre o Estádio Municipal e a Urbanização Vale de Rãs. À noite, a partir das 21h30, o Cine-Teatro Louletano recebe o espetáculo que junta em palco o fadista Camané e o pianista Mário Laginha, num encontro único em que o Fado ganhará novos contornos .
VILA DO BISPO VENCE PRÉMIO SUSTENTABILIDADE 2015- 2016
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Município de Vila do Bispo venceu a nível nacional o «Prémio Sustentabilidade 2015-2016» com o projeto «Festival de Observação de Aves & Atividades de Natureza de Sagres». A gala de entrega dos prémios decorreu, no dia 24 de janeiro, no Centro de Congressos do Tryp Aeroporto Lisboa Hotel, tendo o município algarvio sido representado pelo seu presidente, Adelino Soares, e pela vereadora Rute Silva. Uma plateia de excelência assistiu e participou na 9ª Gala dos Eventos, onde foram revelados e entregues os Prémios dos Eventos, numa iniciativa promovida pela ExpoEventos. Um grande número de profissionais e personalidades das mais variadas áreas relacionadas com o mundo da organização e promoção de eventos de todas as
tipologias não faltou ao acontecimento, assim como os diversos concelhos concorrentes se fizeram representar ao mais alto nível, assim como instituições e associações, clientes empresariais, organizadores de eventos e congressos, o mundo académico, profissionais da comunicação e do marketing, hoteleiros e agentes turísticos. O projeto premiado (Festival de Observação de Aves & Atividades de Natureza de Sagres) é promovido pela Câmara Municipal de Vila do Bispo, em parceria com a Associação Almargem e a SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e já em 2015 tinha permitido ao município de Vila do Bispo arrecadar o «Prémio Município do Ano Portugal» . #93 ALGARVE INFORMATIVO
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Opinião pública e opinião publicada Paulo Cunha
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ropecei numa frase do opinante e articulista Vasco Pulido Valente (escrita em 2009 e retirada de um determinado contexto) que me conseguiu colocar a matutar sobre a atual dicotomia «opinião pública versus opinião publicada». Rezava a dita o seguinte: “O regime de liberdade, aliás relativa, em que vivemos permite ao primeiro transeunte evacuar o espírito de toda a espécie de tralha. É um privilégio que devemos intransigentemente defender.”. Quase em tom de resposta veio-me à memória uma opinião do insigne escritor e pensador Umberto Eco, que em relação à opinião pública - publicada nas redes sociais - teve em 2015 o seguinte desabafo: “As redes sociais deram o direito à fala a legiões de imbecis que, anteriormente, falavam só no bar, depois de uma taça de vinho, sem causar dano à coletividade. Diziam-lhes imediatamente para calar a boca, enquanto agora têm o mesmo direito a falar do que que um vencedor do Prémio Nobel.”. Ambas opiniões nos transportam para o atual uso (e algum abuso) da informação «sem filtros» que todos os dias chega, por várias vias, ao nosso conhecimento. As redes sociais constituíram-se como um fenómeno que nos permitiu ter acesso a conteúdos que, de outra forma, não conheceríamos. Mas… nem tudo são rosas, e a verdade é que muitas pessoas não estão preparadas para saber usar a Internet em geral e as redes sociais em particular. Tentar saber se as notícias que - em catadupa e de forma voraz - são postas a circular são fidedignas, é hoje um exercício de confiança e de alguma «fezada» nas fontes noticiosas, pois cada vez há mais gente a querer intervir na realidade noticiada, acrescentado um, dois ou mais pontos… fazendo assim valer o velho ditado “Quem conta um conto acrescenta um ponto!”. Ora se a realidade se pretende neutra, aos olhos de quem a observa acaba por ter uma infinidade de interpretações resultantes das mentes que a processam, tentando dar-lhe cores que não tem ALGARVE #93
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ou esbatendo-a em várias tonalidades cinza próprias das mentes cinzentas que a interpretam. Mas uma coisa é certa: por mais cores que a pintem nunca perderá a sua cor inicial! Nem sempre em sintonia, a opinião pública e a opinião publicada sustentam-se, condicionam-se e necessitam-se como forma de garantir que a opinião chegue ao «público-alvo» e assim cumpra os seus vários intentos. Por isso é cada vez mais fácil observar a forma como certas pessoas com aspirações em vários campos, através do populismo mediático, apelam aos diversos meios de comunicação como forma de conseguir influenciar a opinião pública e assim alcançar os seus objetivos. Para além de alguns iluminados que saltitam entre vários meios de comunicação, perorando em pose altiva sobre todos os assuntos e assim fazendo da sua opinião também notícia, a democratização da opinião através da partilha cibernética (blogues, redes sociais e sites pessoais e corporativos) fez saltar para algumas publicações, onde a idoneidade e a qualidade formal e de conteúdo são elementos referenciais e catalisadores, o que de melhor se pensa e se escreve. Este é um caso onde a opinião pública e a publicada se conjugam a favor do consumidor final, que, em última análise, somos todos nós. Assim, na diversidade da opinião publicada conseguiremos (opinião pública) separar o trigo do joio e perceber se quem analisa e comenta a realidade a vê tal como ela é ou a filtra com óculos de cores muito pouco neutras. De outra forma, como poderia este vosso simples professor de Educação Musical alguma vez imaginar ver os seus «desabafos» escritos numa publicação como esta, na qual tem a honra e o prazer de vos escrever sobre interpretações, aspirações e alguns sonhos?! Por isso não me esqueço de relembrar a quem teima esquecer: “Cuidai!... Que a liberdade só vive em quem dela cuida!” .
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O Algarve fica longe Paulo Bernardo
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or coincidências do destino, esta semana conheci três indivíduos diferentes e de forma diferente e de países diferentes, contudo, a distância para chegar ao Algarve era mais de 20 horas de avião. Todos eles tinham uma coisa em comum, gostavam muito do Algarve e declaravam-na como a melhor região que conheciam. Em pleno Inverno estavam de manga curta. Estes três estrangeiros de latitudes diferentes viam o Algarve como próximo e como uma região única. No entanto, esta mesma região é vista por muitos portugueses como uma região longínqua e quase inabitada, sendo apenas visitável em algumas datas festivas e nos meses de Verão. Tirando isso, o Algarve é uma região inabitável, muito pouco visitada, quase inóspita. Se perguntarmos aos portugueses quantas vezes vieram ao Algarve fora das épocas atrás referidas, muitos vão dizer que nunca o fizeram, que é longe, difícil de chegar e sem nada para fazer. Mas essa tribo invade-nos, normalmente
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passam o dia ao sol e de noite frequentam espaços que os acompanham dos seus locais de origem, os espaços de animação noturnos que surgem em julho e fecham portas em agosto. Até no mundo empresarial já aprendi que não posso dizer que a empresa que tenho está mais no Algarve do que em outra parte do mundo, tenho que dizer que está em Lisboa. Pronto, ainda posso dizer que tenho escritório no Porto ou em São Paulo, agora, no Algarve, é muito longe. Que chatice, ter que descer e levar com este tempo fantástico, com a comida maravilhosa que temos, com a animação, com a oferta cultural! Para isso existem alguns e felizmente muitos loucos que fazem 20 horas ou mais de avião para estar na melhor região do mundo. O Algarve tem destas coisas, longe para os de perto e perto para os de longe .
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Monchique, o «boxeur» Pedro Passos Coelho e a América de Trump Cristiano Cabrita REGIONAL
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á sítios mágicos que, por uma razão ou outra, não foram devidamente potenciados ao longo dos anos. Monchique é um desses casos. Ou melhor, era. Este concelho algarvio está bem diferente, para muito melhor, diga-se. Rui André, com a sua humildade, conseguiu colocar esta terra na rota turística regional e internacional de uma maneira que surpreende até os mais desatentos. A «Sintra do Algarve», como eu lhe chamo, evoluiu de tal maneira que hoje é um concelho empreendedor, dinâmico, culturalmente apelativo e, pasme-se, exportador. Para todos aqueles que afirmam que é necessário um grande orçamento camarário para alcançar os seus objetivos, olhem para Monchique. Definitivamente, um exemplo.
NACIONAL E, de repente, o António Costa engasgou-se com a TSU. Este foi o primeiro exemplo de como a Geringonça não é feita de consensos quando as mais básicas diferenças político-ideológicas são colocadas em cima da mesa. Mas, se é assim, porque é que sustentam este Governo? Pois, não se sabe. O mínimo que se podia pedir era que concordassem em torno de assuntos importantes. Mas não foi isso que sucedeu na última semana. E, caros amigos, dê por onde der, abriu-se uma brecha no dique da Geringonça. Resta saber o impacto no futuro. O que nos leva a um outro exercício de reflexão. Se esta foi uma derrota (suave é certo, mas uma derrota da Geringonça) quem sai beneficiado disto tudo? Creio que o PSD em geral, e Pedro Passos Coelho, em particular. Estamos perante uma nova conjuntura. Quando os críticos internos sociaisdemocratas já afiavam as facas, eis que o «boxeur» de Massamá, Passos Coelho, volta ao ringue com redobrada energia. Não sei se andará a ter umas lições com Morais Sarmento. O que eu sei é que a questão da TSU ALGARVE #93
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permitiu ao líder do maior partido da oposição (mais um) novo fôlego – não quer dizer que tudo tenha corrido bem até agora, longe disso, mas o próprio Costa não esperaria tanta resiliência de PPC. Digo eu. Brilhante a forma como seguidamente confrontou Costa no Parlamento. Foi uma «direita» bem aplicada. Se tiver um bom resultado nas autárquicas, permanecerá.
INTERNACIONAL Donald Trump é o novo Presidente dos EUA. O mundo parou na última semana para saber que Trump seria este, depois de ser empossado. Seria o Trump populista, nacionalista, demagogo e racista da campanha eleitoral ou, pelo contrário, tornar-se-ia num estadista ponderado, responsável, virado para múltiplos consensos. Prevaleceu a primeira hipótese. O que não devemos estranhar. Independentemente de aceitarmos as suas ideias, fez algo que muitos políticos nunca fizeram: manter as suas promessas eleitorais. Posto isto, é óbvio que o mundo ficará mais instável com a instabilidade norte-americana. É óbvio que a comunidade internacional terá que se adaptar a esta nova realidade. Irão surgir mudanças abruptas na política interna (o fim do Obamacare é só o início) e na política externa (mais preocupante do que a sua inexperiência em navegar num sistema internacional criado pelos EUA após 1945, é a debandada geral de muitas pessoas qualificadas em lugares chave do Departamento de Estado). Os EUA e o mundo estão hoje mais divididos e isso nunca é bom. Convém relembrar que os laços institucionais criados após a Segunda Guerra Mundial serviram precisamente para evitar o despoletar de uma nova Guerra... Se acabarmos com este pilar da ordem liberal, caminharemos para o abismo .
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A propaganda democrática António Manuel Ribeiro
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hurchill sintetizou um dia que a democracia era o melhor dos piores sistemas, e serve medianamente enquanto não arranjamos um melhor. Temos falhado muito, mas é pelo voto que falhamos. Numa sociedade culturalmente débil, o voto é sugado por todos os bons motivos que os rapazes inventam – propaganda. Trump, que pertence a uma sociedade maior que a nossa, dá mais nas vistas, tem a nota verde, tem um exército gigantesco e moderno, porta-aviões como botes no Tejo na apanha do peixe que foge, tecnologia e fanfarronice – propaganda. Recebeu o voto; ganhou. A questão Putin e o ataque à campanha Hillary já lá vai. Como o morto que nunca mais ninguém enterra e incomoda a turba quer ver a coisa despachada com pompa – em Trump é mais popa – e aparato. É kitsch, é americano, é hambúrguer. O resultado virá depois, num compasso de espera em que as corporações afinam os seus homens e mulheres de mão para que tudo resulte em sucesso especulativo em Wall Street – a América só entende o valor do lucro que resulta dessa forma de sucesso – GRANDE. Por isso não perdeu tempo e a arrogância já ditou, enquanto decorria o baile de tomada de posse, o fim do sistema de saúde que ficou conhecido por Obamacare. Ninguém quer saber de nada, sobretudo as companhias de seguros. Vão morrer americanos pelas ruas a quem prometeram o sonho americano. E esse sonho resplandece na boçalidade de Trump – é possível na América um magnata endinheirado e culturalmente mal formado chegar ao topo. Bastou uma colecção de slogans básicos e uma máquina de propaganda. E o descrédito, incluindo o de Obama. Por cá já nos aconteceu o mesmo. Tivemos um primeiro-ministro saído do nada a defender com unhas e dentes uma terceira auto-estrada que ligasse Lisboa ao Porto – entre outras desgraças caríssimas. Não cuidou de avaliar o tráfego e a rentabilidade, mas era fachada, vaidade e algo mais, como hoje as edições dos semanários Sol e expresso contam. Na madrugada da passada quinta-feira, depois de sair da Figueira da Foz, tomei a A17 de regresso a Lisboa, mas em Leiria saí para a A1 – há anos que na A8 não há hipótese de tomar um café quente para ajudar a condução: a concessão está falida.
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Não vou entrar em pormenores, que esse não é o meu papel neste escrito, mas tudo nos foi vendido como inevitável para o progresso deste Portugal de atrasos crónicos. A banca rota estava à espreita – estamos a pagá-la. A propaganda, enquanto durou, dourou as atitudes de um certo ‘animal feroz’ por ela criado. Vai custar muito ao bolso da nação estas patacoadas por um pífio herói sem heroicidade. Quando ainda hoje atacam o governo que lhe sucedeu, que vi como um grupo de directores-gerais às ordens da troika, como autores da nossa desgraça – e em alguns momentos foram-no pela forma, não pela urgência –, lembro que esse governo foi o efeito da causa anterior. Ter pouca memória e correr atrás do slogan custa caro. Vai ser um ano de descobertas. A direita populista europeia levanta cabeça como em meados dos anos ’30 do século passado, e isso conduziu-nos à mais sangrenta guerra que a Humanidade até hoje suportou. Mas pode haver mais e maior. Idiotas com brinquedos nucleares, fanáticos religiosos, ganância atrás de ganância servem de combustível. Numa coisa Putin e Trump estarão de acordo: é preciso contínuos campos de batalha para que a venda de armas prossiga, mas fábricas laborem e as exportações sejam confortáveis – uma questão de PIB. As pequenas guerras, como na Síria, também servem para aperfeiçoar os brinquedos mortais em cenário real. A Europa, tonta de tanta vaidade e deformada por sucessivas operações plásticas, não sabe o que há-de fazer aos refugiados, enreda-se com princípios deslocados como o cavalheirismo militar sucumbiu ao gaseamento feroz que a I Grande Guerra impôs. Esquecemos facilmente ou cuidamos que discursos de conveniência trarão resultados. Ouvimos a ONU, ouvimos o Papa e mais uns quantos sujeitos a cair da tripeça. O mundo mudou, o mundo está a mudar agora enquanto escrevo estas palavras no regresso de uma bela noite em Beja. Um disco pela manhã fria: Keith Jarrett e Michelle Makarski em «Six Sonates for Violin and Piano de Johann Sebastian Bach». Traz-me paz e lucidez para ler os semanários Sol e Expresso .
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O Marketing na Restauração Augusto Lima
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oje trago um assunto sobre o qual adoro falar – o Marketing. Embora não seja um expert e faça-o de forma leiga, tenho-o como um dos instrumentos mais importantes na vida de um Restaurante. Vejamos: O Marketing define as estratégias de desenvolvimento de vendas numa política empresarial. Tudo bem, dizem alguns restauradores, donos de ERB (Estabelecimentos de Restauração e Bebidas), mas o que é que eu tenho a ver com isso ou para que é que eu preciso disso? Pois bem: O que vocês têm é um produto, comida/bebida que precisa ser vendida, tão simples quanto isso. Mas não ficamos só por aqui, pois tratase, mais que de uma técnica, de uma filosofia de conquista, de se ser prático, activo, determinado, certo do que vende e quer vender, a quem quer vender e porque vende. O Marketing actua em quatro premissas/valores: Produto, Preço, Distribuição/Divisão e Comunicação. Num país e numa região que se assume cada vez mais como uma referência no turismo mundial, importa, o Governo, as Câmaras municipais, as Associações Empresarias e o tecido empresarial, individualmente e de forma conjunta, pensar/saber que é importante desenvolver uma marca identificativa do que somos, quem somos. As Marcas são o BI das empresas/negócios e o Marketing trabalha todo o seu espaço de envolvimento no nome, na Marca do produto. No Marketing da Restauração (como em qualquer outro), o ERB é o produto Mãe, a Marca que representa os outros produtos: A comida e a bebida, a loiça onde é apresentada, o espaço onde as refeições/bebidas vão ser comidas/bebidas, os actores desse produto conjunto, os diferentes profissionais que confeccionam e servem as refeições/bebidas. Para vos dar um exemplo, há poucos dias, por casualidade, tive que entrar num ERB que claramente tinha um conceito bem definido, através do Nome, Slogan e Logótipo, assim como a estrutura do espaço e até mesmo pormenores que adorei ver. Curioso, fiz uma pergunta casual relativa ao produto que ali se vendia e o mau empregado respondeu-me que não tinha a mínima ideia do que eu estava a falar e que, assim de manhã, era mesmo muito
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chato ter que ouvir uma pergunta complicada daquelas. Está-se a rir? Pois eu também o fiz, perplexo e ainda tive que ouvir, antes de abandonar as instalações – Está a gozar comigo? Isto tudo representa que o Marketing falhou aqui. As pessoas continuam a ser o mais precioso recurso empresarial. Investir nelas é prioritário e faz a diferença na venda do produto, da Marca. Aspectos como as cores, o conforto do mobiliário (cadeiras, mesas, wc), a luz, a letra da ementa e o material dela são cruciais para as vendas, mas quem gosta de um funcionário com a barba mal feita, cabelo despenteado, sorriso falso ou ausência dele? Com cheiro a gordura ou tabaco ou coisa pior? A farda é um instrumento de Marketing, também. Usar ou não usá-la é uma questão delicada que pode bem ser ultrapassada, por vezes com outros aspectos como a desenvoltura do funcionário, confiança que transmite, sorriso franco, saber inerente. Não devemos esquecer que ninguém melhor que nós (desde que verdadeiro), nos conhece, portanto, não há melhor pessoa para nos vender que nós próprios (ou não deveria). O mesmo acontece com a Marca. Para a vender temos que ter vendedores capazes, felizes, motivados Ontem mesmo partilhei ideias com um empresário Italiano, que vive no Algarve e que trabalha e investe local (leia-se regional) e Nacional e que me confessou que a maioria dos seus colaboradores está com ele há anos e detêm parte do negócio. Como a Marca dele trouxe ao Algarve clientes do Norte e Centro e levou os seus clientes de cá, para lá, ou ainda que os seus Chefes de Cozinha são mais importantes que a cor do chão da sala. Foi música para os meus ouvidos, claro, e esta crónica também se deve ao facto de um amigo, músico entre outras coisas, seguidor/fã, mais que cliente, me ter abordado sobre um tema que desenvolvi no inicio do ano, na Crónica – Balanço e que tem tudo a haver com estas questões de nos afirmarmos como um País que vende gastronomia, folclore, costumes, identidade e lazer, e que, para isso, o deve fazer sempre com muito prazer . (Presidente da Associação de Cozinheiros e Pasteleiros do Algarve)
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Algarve ainda está pouco sensibilizado para o papel da Psicomotricidade Infantil A Psicomotricidade Infantil esteve em debate, no dia 17 de janeiro, na Biblioteca Municipal de Olhão, numa iniciativa dinamizada pela APATRIS 21 - Associação de Portadores de Trissomia 21 do Algarve. O objetivo era sensibilizar para a importância de se sustentar as aprendizagens psicomotoras das crianças, no sentido de promover uma melhor aprendizagem em áreas tão distintas como as comunicativas, sociais e académicas. Texto:
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Psicomotricidade Infantil ainda se encontra numa fase inicial de aplicação na região algarvia,mas a sua própria definição não está perfeitamente consolidada, evoluindo à medida que se vai aplicando a novos campos. De facto, no início, era sobretudo utilizada na correção de alguma debilidade, dificuldade ou deficiência detetada, mas depressa alargou o seu âmbito de ação e passou a ocupar um lugar importante na educação infantil, principalmente nos mais jovens, fase em que existe uma grande interdependência entre os desenvolvimentos motores, afetivos e intelectuais. Em suma, a psicomotricidade é a ação do sistema nervoso central que cria uma consciência no ser humano sobre os movimentos que realiza através dos padrões motores, como a velocidade, o espaço e o tempo. Como o assunto é complexo, e ainda pouco divulgado no Algarve, a APATRIS – Associação de Portadores de Trissomia 21 do Algarve, levou a cabo um encontro, na Biblioteca Municipal Mariano Gago, em Olhão, para sensibilizar educadores, professores, técnicos de saúde e pais para a matéria e a adesão foi bastante encorajadora. “É uma área que consegue atingir um público-alvo bastante diversificado, com base numa intervenção terapêutica ou de forma preventiva. Na prevenção, procuramos detetar fatores de risco e sinais que possam indiciar dificuldades de aprendizagem ou perturbações de desenvolvimento”, explica Nuno
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Trindade, licenciado pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa e a concluir a sua tese de Mestrado. O intuito é desenvolver alguns fatores psicomotores com a finalidade de tornar mais harmoniosa a relação intrínseca entre o indivíduo e o meio que o rodeia mas, como se adivinha, os psicomotricistas são normalmente procurados quando os problemas já existem. “O foco passa a ser a intervenção sobre os problemas concretos da criança, adequando-se a prática terapêutica às suas necessidades e à fase de desenvolvimento em que se encontra”, indica o louletano, enfatizando a importância de uma atitude mais pró-ativa nesta matéria. “Seria excelente conseguirmos evitar alguns problemas que possam advir de um fraco desenvolvimento psicomotor, mas a realidade é que, normalmente, só atuamos depois das perturbações ou dificuldades serem sinalizadas”. Perturbações que não são exclusivas de jovens com dificuldades de desenvolvimento mental e cognitivo, com problemas neurológicos ou deficiências obtidas à nascença. “Por vezes há problemas de práxia fina que impossibilitam as crianças, numa fase inicial, de escrever ou executar outras tarefas que envolvam os pequenos músculos das mãos. No futuro, isso conduzirá a dificuldades de aprendizagem, mesmo estando as
funções cognitivas perfeitamente intactas”, exemplifica Nuno Trindade, técnico da APATRIS 21. “Há um leque alargado de dificuldades em que podemos intervir, não só nas perturbações de desenvolvimento, mas junto da população em geral”, reforça o especialista. De acordo com Nuno Trindade, também as perturbações ao nível da linguagem podem ser justificadas por problemas no período sensório-motor, quando a criança não teve as vivências necessárias, ao nível motor, para desencadear um raciocínio que lhe permita uma boa ação e articulação da fala. “Acaba por estar tudo ligado, porque uma fraca experiência motora influencia negativamente os processos psicolinguísticos”, afirma o entrevistado, adiantando que a maior parte das competências das crianças são adquiridas até aos três anos de idade, nomeadamente na questão da linguagem e das ações motoras. “Neste período, tudo o que for um desvio da norma deve ser sinalizado para se intervir prontamente e prevenir futuros problemas. Até pode não ser nada de preocupante, mas o melhor é precaver”, aconselha.
Tratamento tem que ser adequado a cada caso Ninguém duvida dos méritos da prevenção, contudo, falar é fácil, colocar estas ideias na prática é bem mais complicado numa época em que os pais andam num constante corre-
“NÃO TEMOS NENHUMA VARINHA MÁGICA E O IDEAL É HAVER UMA EQUIPA MULTIDISCIPLINAR A ACOMPANHAR CADA CASO E QUE TRABALHE PARA O MESMO OBJETIVO, QUE É PROPORCIONAR UMA MELHOR CONDIÇÃO DE VIDA ÀS PESSOAS”. corre de casa para o trabalho, deixando, pelo meio, os filhos nas creches, infantários ou escolas. No regresso do emprego, vai-se buscar novamente os pequenotes mas, chegados a casa, o ritmo não abranda, porque há que preparar o jantar, tratar do farnel dos filhos para o dia seguinte, ajudar no que se puder nos deveres da escola, tudo antes de os colocar para dormir. Não é difícil, portanto, deixar escapar alguns sinais e pensar-se que está tudo bem com as crianças. “Da forma como o sistema está montado no nosso país não é realmente fácil para os progenitores darem a devida atenção aos seus filhos. Os educadores na pré-escola e nos infantários têm um contato diário e constante com as crianças e mais rapidamente conseguirão aperceberse de alguma anormalidade, mas este trabalho deve ser feito por todos”, entende Nuno Trindade.
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Detetados os desvios, há que recorrer, então, a um psicomotricista, que deverá realizar uma avaliação prévia da criança, de modo a que as sessões de tratamento sejam as mais adequadas a cada caso concreto. “Cada pessoa tem a sua forma de ser e temos que focalizar a nossa intervenção nas suas necessidades, nunca esquecendo os seus pontos fortes, para que não fiquem desmotivadas, e acreditando sempre nas suas potencialidades. A finalidade é criar ambientes harmoniosos e seguros para a pessoa, seja uma criança ou um adulto”, refere Nuno Trindade, que trabalhou alguns anos em Lisboa antes de regressar às origens. “Noto que a psicomotricidade ainda não é muito procurada no Algarve, não há um grande conhecimento enquanto área de intervenção, seja terapêutica ou de prevenção”, compara as duas realidades. Como o conhecimento da especialidade ainda é reduzido na região e muitas perturbações ou dificuldades só são detetadas a posteriori, muitos casos só chegam às mãos do psicomotricista num estado avançado do problema, mas Nuno Trindade garante que há sempre potencial para a pessoa evoluir. “Mesmo que os resultados não sejam muito percetíveis em determinadas situações, sem intervenção, o problema ainda se iria agravar mais com o decorrer do tempo. Como é lógico, quanto mais cedo o trabalho
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começar, melhor para o utente, mas não conseguirmos resolver tudo. Não temos nenhuma varinha mágica e o ideal é haver uma equipa multidisciplinar a acompanhar cada caso e que trabalhe para o mesmo objetivo, que é proporcionar uma melhor condição de vida às pessoas”.
Entretanto, no rescaldo da palestra realizada em Olhão, no dia 17 de janeiro, Nuno Trindade verificou que estes problemas já não constituem um bicho-de-sete-cabeças para a generalidade das pessoas, mas ainda há aquelas que preferem ignorar a situação. “Há pais que se preocupam bastante com estas questões, que
sinalizam imediatamente as dificuldades dos seus filhos quando se apercebem delas e recorrem aos profissionais de saúde. Também há, porém, aqueles que julgam que está tudo bem, que é normal algumas crianças desenvolverem-se mais tardiamente, às vezes por falta de informação” .
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JOÃO PEDRO PAIS
NUMA NOITE MÁGICA EM VILA DO BISPO João Pedro Pais foi o convidado especial das festividades do feriado municipal de Vila do Bispo e deu um concerto fenomenal, no Pavilhão Multiusos da Raposeira, na noite de 21 de janeiro. O espetáculo insere-se na tournée «Improviso» e o espaço encheu por completo, com centenas de pessoas ao rubro e a vibrar com os sucessos de 20 anos de carreira do lisboeta. Texto:
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inda hoje o espetador mais atento se recorda da prestação de João Pedro Pais no programa de televisão da SIC «Chuva de Estrelas», em 1995, no qual ficou em segundo lugar ao interpretar «Ao passar de um navio» dos Delfins. O enorme talento demonstrado para a música levou-o a colocar de lado a sua carreira desportiva, onde ainda foi campeão de luta greco-romana e, dois anos depois, lançava o seu disco de estreia, «Segredos». Depressa se tornou num campeão de vendas, mas sem perder o seu lado irreverente, sem pretensões de ser vedeta, de cabelo despenteado, voz rouca, guitarra nas mãos, quase um Bruce Springsteen de sangue e timbre lusitano. ALGARVE #93
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Desde então, editou mais discos de originais: «Outra Vez» (1999), «Falar Por Sinais» (2001), «Tudo Bem» (2004) «A Palma e a Mão» (2008), «Desassossego» (2012) e «Identidade» (2015), mas também protagonizou o projeto «Lado a Lado», em 2006, com Mafalda Veiga, uma parceria que deu frutos inesperados e que esgotou por completo os Coliseus de Lisboa e do Porto. Antes disso, em 2003, já tinha sido convidado para fazer a primeira parte da tournée ibérica de Bryan Adams, mais uma oportunidade para evidenciar as suas facetas de compositor e intérprete. Não admirou, por isso, que, no ano seguinte, atuasse também na
primeira edição do Rock In Rio – Lisboa, mediático festival ao qual regressaria em 2010. Em outubro de 2010 foi colocado à venda o primeiro DVD da carreira de João Pedro Pais, com um concerto no Coliseu dos Recreios, que rapidamente atingiu o primeiro lugar do top nacional de vendas e que se manteve por vários meses no top 5 dos discos mais vendidos em Portugal. As tournées seguintes foram constituídas por múltiplos espetáculos de lotação esgotada, no continente e ilhas, e é a digressão do disco «Identidade» que trouxe o cantor até ao Algarve, mais concretamente ao concelho de Vila do Bispo, para uma noite simplesmente
mágica no Pavilhão Multiusos da Raposeira, no dia 21 de janeiro. O concerto, em formato acústico, num conceito de «Improviso», deixou em delírio as muitas centenas de pessoas que encheram por completo o espaço e que cantaram os êxitos de João Pedro Pais do princípio ao fim, mas o cantor conserva toda a sua humildade, num quase desapego em relação ao sucesso, mesmo estando a comemorar as duas décadas desde o álbum de estreia. “Não sei o que vou ser daqui a dois ou três anos porque isto é tudo bastante efémero. Hoje, as coisas acontecem mais depressa e mantenho a mesma mentalidade de há 20 anos, nunca dei nada por
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garantido. Ando aqui enquanto me sentir bem e me divertir a mim próprio e aos outros, é isso que faz sentido para mim”, sublinhou João Pedro Pais, poucas horas antes do mítico concerto da Raposeira. Uma postura que, de facto, se tem mantido constante, fiel a si mesmo, à medida que os anos têm passado, não procurando ser quem não é, não se ALGARVE #93
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mascarando de popstar com discursos politicamente corretos ou ao sabor das modas. “Já tenho idade para ter juízo”, justifica, simplesmente, com uma risada. “Há miúdos nesta nova geração com bastante jeito e talento, que trabalham para conseguir alcançar os seus objetivos, cujas músicas me agradam. O difícil é ter paciência para nos escutarmos a nós
se adeque àquilo que as rádios querem passar neste ou naquele momento”.
próprios, para lidarmos com as nossas dúvidas e frustrações, e tentar criar canções com as quais as pessoas se identifiquem”, entende o compositor, considerando que já está tudo inventado na música e que há imensos artistas com bastante mais talento do que ele. “Tento seguir as pisadas daqueles com quem me identifico e escolher o melhor caminho para mim, mesmo quando a minha música não
Manter-se fiel a si mesmo, mas recriando-se continuamente, não é uma tarefa ao alcance de qualquer um, daí que muitos artistas desapareçam ao fim de um ano ou dois de estrada e outros andem por cá há algumas décadas. A receita, porém, não é nenhum segredo dos deuses. “É estar atento ao que fiz mal no passado, ao que resultou menos bem, e tentar, às vezes, despir as canções musicalmente, não as pôr tão cheias de instrumentos, de informação. O simples é o mais complicado de se alcançar”, reconhece. “Acredito que as letras ainda dizem qualquer coisa às pessoas, mas há outros que ficam agarrados à batida e não ligam tanto às palavras. Mas até não nos podemos queixar muito porque os portugueses têm tradição de ligar ao que as canções dizem. O pop britânico faz um êxito com uma música que diga apenas «I Love You, I Love You», desde que a melodia seja forte e tenha os arranjos adequados”, compara João Pedro Pais.
NOVO ÁLBUM? VAMOS A ISSO… Grandes efeitos produzidos pelas novas tecnologias não é, sabemos bem, o estilo de João Pedro Pais, um compositor e cantor que gosta da simplicidade, de manter a música o #93 ALGARVE INFORMATIVO
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mais natural possível, porque se habituou a ouvir Eric Clapton enquanto crescia, do mesmo modo que agora escuta John Mayer ou Dave Matthews Band, mas também Jorge Palma, “que toca piano divinamente bem”. “Não sou nenhum intelectual, tenho o meu gosto pessoal e sei por onde quero ir e, quando vou ver um espetáculo, o que me agarra é a maneira como os artistas tocam viola, como executam o instrumento. A mim não me interessa tocar uma batida que vem não sei de onde, de um aparelho qualquer. Gosto, sim, de ver alguém a colocar as mãos no teclado do piano e a fazer soar grandes melodias, assim como na guitarra ou na bateria”. Como as canções de João Pedro Pais não são as tais do «I Love You, I Love You», como estamos de paciência para compor novos temas ao fim de duas décadas de carreira, questionamos. “Há sempre histórias para contar, mas não posso fugir muito ao que vivo no dia-a-dia. Tive a sorte de não ter nascido num ambiente demasiado conturbado, não vivi aquela época de 74, do regime ditatorial, da saída do Estado Novo. Nomes como José Mário Branco, Fausto, Sérgio Godinho, escrevem do que vivenciaram, eu advenho de uma juventude que prestou mais atenção à música na década de 90”, refere o entrevistado, lembrando-se de bandas como Duran Duran, Roxy Music ou Pearl Jam. “Intervir toda a gente o faz no quotidiano, mas não escrevo
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temas de protesto, se bem que tenha o «Civilização»”. Nesta viagem pelo tempo, João Pedro Pais apanhou igualmente a fase em que as bandas nacionais se viraram para a língua inglesa, mas o lisboeta não entrou nesse caminho, porque é em português que gosta de contar as suas histórias. “Quem canta em inglês deve ter uma boa pronúncia e isso não é tão fácil como parece. Quando toquei com o Keith Scott, guitarrista do Bryan Adams, dei-lhe a ouvir alguns artistas portugueses que cantavam em inglês e ele disse que se notava logo que não eram americanos ou britânicos”, indica, falando igualmente dos produtos que saem dos concursos televisivos inspirados no longínquo «Chuva de Estrelas». “Adoro a Carolina Deslandes, é um grande talento. Pode não ter aquele vozeirão rasgado, mas nem é preciso, porque a sua musicalidade leva-a para outros patamares. Claro que há artistas que chegam e desaparecem num instante, porque é preciso serem educados, terem bons conselhos para não se perderem pelo caminho”. E porque duas décadas de carreira são sempre um momento de relevo na vida de qualquer artista, perguntámos se vem algum novo disco de originais a caminho. “Este ano faço 20 anos, não é? Então, vamos a isso”, responde, com um sorriso. Resta-nos, então, esperar
Foto: Salvador Colaço
por mais novidades, porque o concerto de Vila do Bispo já faz parte do passado e deixou-nos repletos de boas memórias. A quem lá não esteve, fica o alerta: João Pedro Pais estará de novo no Algarve, no dia 14 de fevereiro, para um concerto no Teatro das Figuras, em Faro. “Eu ajo muito por impulso, daí o concerto chamar-se «Improviso», e
fazemos uma viagem musical desde 1997, mas o espetáculo de Faro deverá ser semelhante a este. Será um concerto intimista, despido do elétrico, menos roqueiro, em que o importante é a essência das canções e que as pessoas as cantem” .
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CASTRO MARIM QUER PÔR TODA A GENTE A LER COM «LIVROS ROUBADOS» A Câmara Municipal de Castro Marim quer aumentar os índices de leitura no concelho e, para isso, lançou uma iniciativa inovadora no contexto nacional, a «Um Livro Roubado», que se traduz num conjunto de minibibliotecas instaladas nas ruas de Castro Marim, Altura, Praia Verde, Odeleite e Azinhal. A ideia é que qualquer pessoa possa levar um livro para casa, deixando outro no seu lugar, e o pontapé de saída foi dado pelo realizador de cinema Ivan Dias, que ofereceu 600 títulos da sua coleção particular. Texto:
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Mercado Municipal de Castro Marim foi palco, no dia 20 de janeiro, da apresentação da «Um Livro Roubado», iniciativa da Biblioteca Municipal para promover a leitura com base numa política de proximidade e com um fundo documental constituído, para já, por 600 livros oferecidos pelo realizador de cinema Ivan Dias, cujo trajeto de vida foi influenciado, precisamente, por um livro roubado. “O meu pai viveu a sua infância em Moçambique, veio estudar medicina para o Porto e a ultima cosa que fez antes da viagem foi roubar um livro na biblioteca de Quelimane. Apercebime disto anos mais tarde quando, antes de eu ir para a universidade, ele me ofereceu o «Coimbra de Capa e Batina». Esse livro mudou
absolutamente a minha vida”, recordou. Depois de ler o livro, Ivan Dias decidiu dar um chute no caminho que lhe estava destinado, ou imaginado, pela família, e rumou a Coimbra para viver e sentir as histórias retratadas naquela obra. “Isso trouxe-me alguns dissabores porque o meu pai não compreendeu, inicialmente, as aventuras que eu queria viver, mas, mais tarde, rimo-nos muito destas coisas. Face ao meu trajeto, o meu pai disse-me que nunca um livro tinha sido tão bem roubado”, relatou o nortenho, cujo relacionamento com o concelho de Castro Marim se deve aos filmes que realizou, nos últimos dois anos, sobre Paco de Lucía, o sal e o acordeão.
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O realizador de cinema Ivan Dias doou 600 livros para «Um Livro Roubado»
Num ato de desapego, Ivan Dias doou uma fatia importante da sua biblioteca pessoal ao município de Castro Marim, com muitos dos livros a terem parágrafos sublinhados ou pensamentos escritos nas páginas, e espera agora que as pessoas lhes peguem no momento em que os desejarem realmente ler. “E se eles vos disserem algo especial, fiquem com eles para os relerem e, depois, os passarem também a alguém. Os livros não são para ficarem fechados na Biblioteca Municipal, mas para estarem na rua, disponíveis para quem os quiser levar para casa”, referiu. A ideia nasceu da constatação de que cada vez se lê menos no dia-a-dia, de tal modo que existem projetos ALGARVE #93
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semelhantes a este um pouco por toda a Europa. “Temos que trazer a Biblioteca para junto da comunidade e provocar encontros improváveis com as pessoas, para que elas também percebam que a biblioteca é um espaço aberto e que vai muito para além do conhecimento. Houve alguma resistência a deixarmos os livros «desaparecerem» nas mãos das pessoas, mas tenho confiança de que elas os vão tratar com carinho e de que eles vão, com certeza, mudar as suas vidas, histórias e formas de pensar”, afirmou Filomena Sintra, vicepresidente da Câmara Municipal de Castro Marim. Para a autarca, o mais importante é estimular a leitura, independentemente da formação e nível cultural dos indivíduos. “Quando
o «roubar» for para interiorizar e para ler, podem roubar todos os livros à vontade, porque, quem não lê, fica condicionado àquilo que os outros lhes conta e isso nem sempre corresponde à verdade”, justificou, aproveitando para enaltecer o trabalho realizado por Mário Raimundo, carpinteiro da Câmara Municipal de Castro Marim. “Pedimoslhe que estas réplicas tivessem uma aproximação à arquitetura do edifício da Biblioteca Municipal e ele superou todas as expetativas”.
Filomena Sintra, vice-presidente da Câmara Municipal de Castro Marim
Entretanto, no próprio dia da apresentação, já alguns habitantes levavam consigo livros para doar ao projeto, o que deixou os responsáveis autárquicos bastante satisfeitos. “Temos a contagem atual dos leitores da Biblioteca Francisco Amaral, presidente da Câmara Municipal de Castro Marim horas a fio agarrados aos telemóveis, Municipal e gostava que, no final do tablets e consolas de jogos. “As nossas ano, depois de uma avaliação da crianças estão demasiado ação, este número aumentasse dependentes dos videojogos e das significativamente. E o município redes sociais. É uma compromete-se a encontrar todos os toxicodependência contra a qual livros que a população deseje ler”, devemos lutar e a leitura é uma assegurou Filomena Sintra. ferramenta importantíssima para combater estes hábitos viciosos. A Encantado com o projeto mostrou-se vida do dia-a-dia é tão frenética que igualmente o edil Francisco Amaral, não há tempo sequer para ler um lamentando que grande parte dos livro”, observa o presidente de jovens dos tempos modernos passe #93 ALGARVE INFORMATIVO
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O contador de histórias Jorge Serafim animou a sessão de apresentação que teve lugar no Mercado Municipal de Castro Marim
câmara. “Há que ser mais pró-ativo e as nossas gentes vão literalmente «encalhar» nas bibliotecas quando andarem na rua. Muitos de nós têm centenas, ou milhares, de livros em casa que nunca chegaremos a ler, até há quem compre estantes para adornar a casa. Esta iniciativa é lindíssima e estamos a fazer história”, considerou Francisco Amaral. Os leitores interessados podem levar um livro para casa sem data de devolução marcada, deixando outro em seu lugar, com o objetivo de se criar uma rede de cultura e conhecimento de fácil acesso e interação. As obras podem ser policiais ou histórias de amor, de poesia ou do fantástico, ou mesmo um simples guia de viagem, e todos os livros estão ALGARVE #93
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sinalizados com um autocolante e um panfleto que contextualiza a iniciativa e que convida o leitor a conhecer a Biblioteca Municipal, onde se encontra todo o fundo documental residente. A próxima fase será ligar esta iniciativa à ação «Bookcrossing», um conceito mundialmente conhecido e que consiste da prática de deixar um livro num local público, para que outros o encontrem e o possam ler, libertando-o depois e assim sucessivamente. O lançamento da «Um Livro Roubado» foi enriquecido com a atuação do conhecido contador de histórias Jorge Serafim, que animou e estimulou as muitas crianças e jovens presentes no público .
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MARIA JOÃO FRANCO EXPÕE NO CONVENTO ESPÍRITO SANTO
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stá patente, até 11 de março, na Galeria da Arte do Convento Espírito Santo, em Loulé, a Exposição «Por dentro de nós, suor e lama», de Maria João Franco. Maria João Franco perfaz o contorno, realiza o movimento, concretiza a ideia num imaginário pictórico único que lhe atribui um lugar marcante nas artes plásticas portuguesas. A sua arte tem uma estreita relação com o corpo, com o corpo das coisas, com a ideia primeira de matéria mater, que refaz incessantemente numa busca interminável, como se procurasse o princípio e o fim de um todo que sente ser o nosso, mas, na sua pesquisa, anseia sempre por um fim ou princípio outro. Aqui assenta toda a diversidade da sua obra em que o fio condutor submerge e emerge, consentindo e confirmando toda a sua versatilidade como artista plástica, como criativa e autora. No âmbito desta exposição, no dia 3 de fevereiro está agendada a primeira «tertúlia» designada por «Conversas com Cor», dinamizada pelo curador João Moniz, pelas 18h, na Galeria. A Exposição pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 9h30 às 17h30, e ao sábado, das 9h30 às 16h . ALGARVE #93
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Homem (2006) - Téc. mista s/ tela - 60X160cm Coleção particular de Álvaro Lobato Faria
Laura, meu amor (2016) Téc. mista s/ tela - 162X140cm
Mundo nosso (2016) Téc. mista s/ tela - 160X97cm
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Em cima: Homenagem (2005) Óleo s/ tela 81X100cm Coleção particular de Carlos Poças
À esquerda: Delírios de poder Téc. mista s/ tela 160X140cm Coleção do autor ALGARVE #93
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Maria, o modelo (2006) Téc. mista s/ tela 100X150cm, Coleção particular de Joana Gomes
Femina (1997) Óleo s/ tela - 97X130cm (Coleção particular)
Subterrâneos de vida (2016) Téc. mista s/ tela - 160X97cm #93 ALGARVE INFORMATIVO
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DIRETOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina (danielpina@sapo.pt) CPJ 5852 Telefone: 919 266 930 EDITOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina SEDE DA REDAÇÃO: Rua Estrada de Faro, Vivenda Tomizé, N.º 12P, 8135-157 Almancil Email: algarveinformativo@sapo.pt Web: www.algarveinformativo.blogspot.pt PROPRIETÁRIO: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina Contribuinte N.º 211192279 Registado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº 126782 PERIODICIDADE: Semanal CONCEÇÃO GRÁFICA E PAGINAÇÃO: Daniel Pina FOTO DE CAPA: Paulo Moreira
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