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ALGARVE INFORMATIVO 22 de setembro, 2018
FERNANDO LEAL NA PRIMEIRA PESSOA FESTAS DO PESCADOR EM ALBUFEIRA | MARIONETAS À SOLTA EM FARO| UM [UNIMAL] ALBUFEIRA É UMA DAS 7 MARAVILHAS À MESA | BERG E FAD’NU LOULÉ#172 1 ALGARVEEM INFORMATIVO
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CONTEÚDOS #172 22 DE SETEMBRO 2018
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ARTIGOS 8 - Dia do Município de Faro 20 - Festa de Alcoutim 28 - Conservatório de Música de Loulé 40 - Vindima de Negra Mole 48 - Elite Cup de Hóquei em Patins em Portimão 54 - Marionetas à solta em Faro 68 - Fernando Leal 78 - 7 Maravilhas à Mesa 90 - Berg e Fad’Nu em Loulé 98 - [UM] Unimal 110 - Festas do Pescador em Albufeira 126 - Festival dos Perceves de Vila do Bispo 146 - Atualidade
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OPINIÃO 132 - Paulo Cunha 134 - Mirian Tavares 136 - Adília César 138 - Ana Isabel Soares 140 - Fábio Jesuíno 142 - Carla Serol ALGARVE INFORMATIVO #172
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REPORTAGEM
Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faro
FARO FESTEJOU DIA DO MUNICÍPIO NA COMPANHIA DO NAVIO-ESCOLA SAGRES Texto:
Município de Faro voltou a celebrar, a 7 de setembro, o seu aniversário, desta vez não no Salão Nobre dos Paços do Concelho, como habitualmente acontece, mas no Cais Comercial, tendo ALGARVE INFORMATIVO #172
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como pano de fundo o imponente Navio-Escola Sagres, que em três dias recebeu mais de 20 mil visitantes. Uma sessão solene que contou igualmente com a participação da Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, tendo sido dados a conhecer os contornos da tão desejada 8
requalificação do litoral da cidade, numa extensão de cinco quilómetros e numa área total de 137 hectares que vai desde o Parque Ribeirinho até ao Cais Comercial. No uso da palavra, Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faro, destacou a consolidação de oito anos de trabalho “que vem permitindo dar ao município a credibilidade e a operacionalidade que não tinha”, mas também a projeção do concelho para horizontes mais longínquos, quer no espaço quer no tempo, “com o reforço da nossa notoriedade e da nossa competitividade, nas ciências, nas artes, no turismo, na qualidade de vida, na economia e no Mar”, não escondendo, porém, o desalento pelo estado do local onde decorria a cerimónia, “o que resta de um porto de mercadorias praticamente desativado”. “Quando olhamos para o Navio-Escola Sagres aqui ancorado,
percebemos bem como esta área devia ser diferente. Olhando à nossa volta, percebemos também que poderíamos sair daqui em direção à cidade, atravessando um espaço qualificado, melhorado, dignificado e com sentido estético. Ao invés, quando abandonamos estas instalações, o que encontramos são as traseiras da cidade, as parcelas de terra que nunca ninguém quis”, lamentou. Para o autarca, é necessário continuar a resgatar o litoral de Faro “da obscuridade em que se encontra”, dando outro destino a estas zonas da cidade. “É preciso que a requalificação da baixa que estamos preparando tenha um seguimento lógico, num passeio marítimo de referência, em zonas de fruição onde o contacto com a ria seja fácil, desde o Parque Ribeirinho até ao Largo de S.
Rogério Bacalhau, Ana Paula Vitorino, Luís Graça e José Apolinário 9
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Luís Graça, presidente da Assembleia Municipal de Faro
Francisco. É preciso trabalhar em toda a faixa ribeirinha da cidade, que vai do casco antigo até à entrada nascente”, defendeu Rogério Bacalhau. “Faro não pode mais renegar a sua condição ribeirinha, sob pena de interromper dramaticamente o seu processo de desenvolvimento económico, urbanístico e social”, alertou.
atenção especial à nossa academia, que já é parte integrante da nossa marca. E, se tudo correr como esperamos, dentro de algum tempo teremos a extraordinária notícia de vir para o Algarve a Capital Europeia da Cultura 2027”, afirmou, apelando ao contributo de todos os quadrantes, públicos, privados e associativos.
No discurso do presidente da Câmara Municipal de Faro não faltou, como seria de esperar, a alusão ao processo de candidatura a Capital Europeia da Cultura 2027, estando a ser ultimado um projeto estratégico nesse sentido, “que envolve todos e não exclui ninguém”. “Um projeto que passa pelo reforço da nossa marca, em articulação com as forças vivas da região e que exige um compromisso político entre os municípios, entre todos nós. Com uma
Esforço e persistência da Câmara Municipal de Faro neste desejo de ligação da cidade ao Mar foram reconhecidos pelo socialista Luís Graça, presidente da Assembleia Municipal de Faro, “mas só agora se chegou ao ponto de haver uma ideia mais firme para este território”. “A verdade é que houve tempos e governos que foram contra esta solução da cidade poder abraçar o mar. A primeira oportunidade que tivemos, enquanto
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comunidade, de possuir uma zona turística, de podermos também desempenhar um papel relevante no Algarve, do ponto de vista da criação de riqueza através do turismo, foi a Ilha de Faro. É uma pérola que temos e quando o Estado Novo a desafetou do domínio público hídrico e permitiu a sua urbanização, não fomos capazes de o fazer à altura. Falhamos enquanto comunidade, no seu planeamento e desenvolvimento, com prédios de três e quatro andares numa zona muito sensível em termos ambientais”, admitiu o deputado da Assembleia da República. Por isso, o Cais Comercial e a Zona Industrial da Horta da Areia são, segundo Luís Graça, uma segunda oportunidade de Faro e dos farenses terem uma dimensão turística e económica relevante para dar ao Algarve. “É muito importante que este projeto se desenvolva com o acompanhamento da comunidade, com enorme transparência e diálogo”, apontou o socialista Como é tradição, foram ainda realizadas as habituais homenagens a personalidades e entidades coletivas que marcaram e marcam a vida do nosso concelho. Assim, ao abrigo do regulamento das distinções honoríficas em vigor, receberam 11
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a medalha de mérito grau ouro: Carlos César Chantre, vigário-geral da Diocese e personalidade de prestígio incomparável no concelho, na região e em todo o país; o cidadão, ambientalista e defensor do património edificado, Fernando Grade; o saudoso Joaquim Guerreiro, diretor do Teatro das Figuras, grande impulsionador da nova programação e dinâmica cultural do concelho; o advogado, homem do ALGARVE INFORMATIVO #172
associativismo social e humanista, Jorge Leitão; o empreendedor Luís Ferrinho; o consagrado jornalista Ramiro Santos; as populares agremiações São Pedro Futsal, Futebol Clube São Luís e o Grupo 77 do Agrupamento de Escoteiros de Portugal; e o homem do mar, defensor dos mariscadores e antigo presidente da Junta de Freguesia de São Pedro, Victor Lourenço. Ao pintor Manuel Baptista, 12
enorme vulto da cultura, foi outorgada nova distinção, a medalha de ouro da cidade. De salientar, entre diversas outras manifestações culturais e protocolares, a homenagem especial a duas ilustres figuras cuja obra e legado as levou a figurar na toponímia do concelho: o Presidente de Câmara João Negrão Belo e a saudosa professora e amadora de teatro, Maria Amélia Campos Coroa. 13
REQUALIFICAR FRENTE RIBEIRINHA DE FARO CUSTA 120 MILHÕES DE EUROS Inserido nas comemorações do Dia do Município de Faro foi dado a conhecer o que o futuro pode reservar para toda a frente ribeirinha da cidade, um estudo ALGARVE INFORMATIVO #172
que resulta de oito meses de trabalho do grupo multidisciplinar criado pela Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, para apresentar o plano de ordenamento daquele espaço e avaliar a viabilidade económica, financeira e ambiental da ideia que já tinha sido avançada pela autarquia farense a 14 de junho do ano transato. O atual projeto contém, contudo, diversas modificações face ao inicial, sobretudo de incidência ambiental. Em termos gerais, contempla a reconversão do velho cais num espaço de referência da náutica, com uma marina que pretende ser a âncora do processo e que irá potenciar as atividades marítimas. Haverá, igualmente, uma importante componente de investigação ligada à Universidade do Algarve e aos seus centros de investigação, um grande aquário, alojamento, restauração,
comércio e outras valências. A perspetiva é de que os privados que desenvolvam este projeto venham a investir cerca de 120 milhões de euros. “As cidades constroem-se com pessoas, criatividade e dinamismo, com projetos que geram curiosidade, com o saber de todos e que procuramos partilhar. O sonho é fundamental para podermos projetar uma ideia de desenvolvimento da cidade e temos, na frente ribeirinha de Faro, elementos que fazem a diferença”, considera Luís Gomes, coordenador do grupo de trabalho. Inspiração foi-se buscar a casos de requalificação de sucesso de Miami, nos Estados Unidos da América, de Toronto, no Canadá, mas também da cidade do Porto, “projetos estruturantes e que têm um impacto que vai muito mais
Ana Paula Vitorino, Ministra do Mar ALGARVE INFORMATIVO #172
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Luís Gomes, coordenador do grupo de trabalho
além da escala das próprias cidades e dos países”, entende o antigo presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António. “Na prática, queremos ajudar a afirmar ainda mais Faro como capital do Algarve e de um dos principais destinos turísticos da Europa. E, para que isso aconteça, será necessário criar uma Área de Reabilitação Urbana e, posteriormente, de uma operação de reabilitação urbana para toda esta frente ribeirinha, mais dois Planos de Pormenor: um da reconversão do Porto Comercial de Faro; outro da Zona Industrial do Bom João”, revelou Luís Gomes. Já definidos estão quatro projetos: o Passeio Ribeirinho, que vai do Teatro das Figuras à Doca de Recreio; o Passeio Marítimo, que faz o percurso entre a Doca 15
de Recreio e o Largo de São Francisco; a requalificação do eixo central adjacente a esta área; e a reconversão do Cais Comercial. “Pretende-se criar um grande passadiço que vai criar pontos de amarração, portanto, vão funcionar docas de recreio ao longo da cidade de Faro, o que irá aproximar a cidade da Ria Formosa”, adiantou ainda Luís Gomes. Para que tudo isto seja possível foi assinado e homologado pela Ministra do Mar, durante a cerimónia, o contrato de transferência de gestão dos terrenos entre a Doca e o Largo de São Francisco da Docapesca para a autarquia farense. Outro acordo fundamental será firmado com as Infraestruturas de Portugal, ao nível da gestão do território e da sua requalificação, com vista ao reordenamento do espaço e para que algumas zonas possam ser absorvidas ALGARVE INFORMATIVO #172
Sérgio Faias e Teresa Pedro, da Docapesca, Ana Paula Vitorino e Rogério Bacalhau
neste projeto e devolvidas à cidade de Faro. Apresentada a estratégia, Rogério Bacalhau confirmou que, depois de uma forte aposta na redinamização do centro histórico, da baixa e do espaço público da cidade, a estratégia da autarquia passa agora “pela abertura da cidade à economia do mar, estimulando a requalificação de toda a zona ribeirinha e explorando potencialidades turísticas que podem guiar Faro a décadas de desenvolvimento urbanístico, económico e social”. “Este não é um projeto partidário ou político, é um projeto para um concelho”, enfatizou o presidente da Câmara Municipal de Faro, uma ideia corroborada e apoiada pela Ministra do Mar. “É para isto que os portugueses elegem governantes, para transformar ALGARVE INFORMATIVO #172
para melhor as suas vidas e os territórios”. “Trata-se de requalificar um território em que já se degradou o que foi em tempos a sua atividade principal – a portuária – e transformálo num território que possa ser usufruído pela população, pelos turistas, por todos nós. É importante que continuemos a ter aqui a náutica de recreio e, por ventura, algumas ligações de transporte marítimo que crie pontes com outros territórios. E se não fizermos rigorosamente nada e mantivermos este espaço como ele está, estamos a lesar, não só do ponto de vista social e económico, o nosso país, mas também estamos a afetar gravemente a qualidade ambiental do nosso território”, salientou a governante .
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REPORTAGEM
ALCOUTIM ESTEVE EM FESTA Texto:
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e 14 a 16 de setembro Alcoutim está em festa, com muita gastronomia, artesanato, animação e música a proporcionar um excelente fim-de-semana no extremo do sotavento algarvio. As Festas de Alcoutim são um dos momentos altos da vida do concelho e o programa começou logo na manhã de sexta-feira, com o içar da bandeira, o toque do hino nacional e a Sessão Solene do Dia do Município, que teve lugar no Espaço Guadiana e que principiou com a habitual entrega das medalhas de bons-serviços e dedicação e das medalhas de mérito. Desta feita, foi atribuída a Medalha Municipal de Mérito Grau Prata ao Capitão-Tenente Pedro Palma, Capitão do Porto de Vila Real de Santo António e Tavira e que tem assumido um papel 21
relevante na cooperação institucional com o Município de Alcoutim nos eventos por ele organizados, com particular destaque para o Festival do Contrabando. “Alcoutim sempre teve uma ligação muito próxima com o mar e aqui nasceram vários marinheiros, que representaram dignamente Portugal no Mundo. Alcoutim teve também um papel estratégico na história, até aos anos 60, como porto, quando Portugal exportava minério das Minas de São Domingo para Inglaterra”, recordou o farense, filho e neto de alcoutenejos. Pedro Palma lembrou ainda que o Rio Guadiana já é navegável até Alcoutim, de dia e de noite, e falou do sonho de unir as suas duas margens, nomeadamente as populações de Alcoutim e Sanlúcar de Guadiana, algo que acontece durante o Festival do Contrabando. “Vamos ALGARVE INFORMATIVO #172
Rural, Miguel Freitas, antigo Diretor Regional da Agricultura, ex-DiretorGeral do Desenvolvimento Rural, exVice-Presidente da Comissão de Coordenação da Região do Algarve e ex-Secretário Executivo da AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve, entre outros cargos regionais e nacionais. Ao longo da sua carreira, focou muita da ação política na área agroflorestal e, sobretudo, no desenvolvimento das zonas rurais, com enfoque para o concelho de Alcoutim, sendo, inclusive, o principal responsável pela escolha de Alcoutim como sede do Centro de Competências na Luta contra a Desertificação.
continuar a lutar para que esse sonho se torne realidade e não apenas durante três dias por ano”. Homenageado com a Medalha Municipal de Mérito Grau Ouro foi o Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento ALGARVE INFORMATIVO #172
No uso da palavra, o governante não escondeu o turbilhão de emoções que sentia neste “momento especial na vida de um homem”. “Espero poder corresponder e merecer esta honra, com a consciência de que, quando estreitamos laços desta maneira, ficamos mais comprometidos com as coisas. Estou aqui porque defendo causas e porque não podemos ter um país fraturado. Temos que fazer o combate a todas as desigualdades, essencialmente à fratura entre o litoral e o interior”, frisou o Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural. “Para que tenhamos um interior tão desenvolvido como o litoral, há que corrigir todas as desigualdades que existem nos territórios e, acima de tudo, ter um olhar diferente para o interior”.
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Miguel Freitas alerta, contudo, que não há apenas um Interior, porque a realidade de Alcoutim é bem diferente, por exemplo, da de Castelo Branco, Guarda ou Vila Real. “Territórios como Alcoutim têm que ser olhados, pelo país, pelos governos, por todas as instituições, de uma forma diferente. Recordo o primeiro Mestrado em Gestão de Espaços Rurais realizado em Alcoutim, foi uma pedrada no charco em Portugal que teve um enorme êxito, com 18 alunos. Agora, temos o projeto do Observatório de Luta Contra a Desertificação, em que pensamos o passado para projetar o futuro, sempre com a confiança de que, trabalhando, seremos capazes de construir um futuro melhor para todos”, salientou. Concluída a entrega das Medalhas Municipais de Mérito, foi a vez de intervir o Presidente da Assembleia Municipal de Alcoutim, José António Pinheiro Moreira, para quem o Centro de Competências na Luta contra a Desertificação deve ser “uma âncora que permita definir, planear e concretizar um conjunto de políticas públicas que possibilite combater este fenómeno que tanto afeta o nosso concelho”. “A Assembleia Municipal, enquanto órgão fiscalizador da ação do executivo, irá avaliar os resultados da criação deste centro, no que toca à atração de investimento através da fixação de empresas dos vários ramos de atividade, e que permita criar 23
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Osvaldo Gonçalves, presidente da Câmara Municipal de Alcoutim
emprego e fixar população no concelho”, adiantou, falando ainda da oportunidade que constitui o reforço de competências dos municípios nas áreas da saúde, ação social, transportes, educação, formação, património e cultura. “Esta nova fase de desenvolvimento do poder local lança um enorme desafio ao Município de Alcoutim, no sentido de garantir os recursos financeiros, materiais e humanos necessários, junto do Governo e da AMAL, que permitam garantir o cumprimento destas novas atribuições, assegurando, ao mesmo tempo, uma gestão mais eficiente e eficaz dos dinheiros públicos com vista ao desenvolvimento sustentável da nossa terra”, reforçou José António Pinheiro Moreira.
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Osvaldo Gonçalves, que tomou posse como Presidente da Câmara Municipal de Alcoutim a 15 de outubro de 2013, assumiu o orgulho por estar ao serviço do concelho onde nasceu e cresceu, com o objetivo de “perpetuar as nossas raízes e projetá-las, a médio e longo prazo, como pilares que se impõem fortes e decisivos na edificação de um projeto municipal centrado nas pessoas e para as pessoas e que tem como meta principal a melhoria das suas condições de vida nas mais diversas valências”. E, analisando os cinco anos que leva como edil alcoutenejo, confirmou que o foco está 24
centrado na disponibilização dos serviços básicos aos seus conterrâneos, com um particular peso para o melhoramento da rede de distribuição de água domiciliária para consumo humano e da área do saneamento. “É relevante sublinhar a construção de mais de 21 quilómetros de condutas de ligação de alta em baixa que passarão a servir mais 12 localidades e a construção de uma ETAR que servirá cinco localidades. Este conjunto de obras, para além de beneficiar significativamente os residentes no concelho, cria condições que potenciam a capacidade de atração destes territórios, tornando-os mais apelativos aos olhos de quem os visita como destino turístico ou para quem pretende fixar a sua residência em concelhos como o nosso”.
infraestruturas habitacionais para atrair a população jovem e para fomentar a fixação de mais famílias no concelho, dando o exemplo de um loteamento em Martim Longo e de cinco fogos habitacionais em Alcoutim. “Continuamos igualmente a pugnar por melhores condições de acesso aos cuidados de saúde, nomeadamente com a colocação de mais um médico, a tempo inteiro, no Centro de Saúde de Alcoutim, e acreditamos que se vão registar melhorias na prestação do serviço de proximidade com a entrada em funcionamento da primeira Unidade Móvel de Saúde de Primeira Geração, dotada de melhores meios técnicos e mais adequados, assim como de pessoal médico e de enfermagem”, sublinhou o autarca.
Osvaldo Gonçalves revelou a intenção da autarquia em investir mais de um milhão e meio de euros na criação de
O presidente da Câmara Municipal não esqueceu, no seu discurso, aquele que deve ser um dos principais objetivos de
Miguel Freitas, Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural 25
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O Presidente da Assembleia Municipal de Alcoutim, José António Pinheiro Moreira
todos os governantes: o combate à desertificação. “É um desafio que nos deve unir a todos, sem exceção, porque não é um problema de Alcoutim, mas sim um problema do Interior, um problema de Portugal”, garantiu, manifestando a sua satisfação pela colocação, em Alcoutim, do Centro de Competências na Luta contra a Desertificação, a cuja direção preside o município alcoutenejo. “Tem como missão promover o desenvolvimento e sustentabilidade do combate à desertificação pela via do reforço da investigação, da formação, da capacitação, da promoção da inovação e da transferência e divulgação do conhecimento”, descreveu, reconhecendo que “há muito trabalho a fazer, muitos obstáculos a ultrapassar, mas a nossa convicção é grande e estamos prontos para abraçar o futuro, com a certeza de que estamos no caminho certo”.
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E Osvaldo Gonçalves abordou ainda a Lei-Quadro de transferência de competências para as autarquias locais e para as entidades intermunicipais, que define o alargamento das competências municipais num amplo conjunto de campos, “concretizando os princípios da subsidiariedade, da descentralização administração e da autonomia do poder local”. “Este executivo entende que a descentralização administrativa, quando garantidas as condições essenciais para a sua operacionalização, representa uma importante ferramenta no que concerne à autonomia do poder local mas, sobretudo, uma maior eficácia e eficiência nos serviços públicos prestados aos cidadãos, principalmente pela maior proximidade com a população a que se destinam” . 26
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REPORTAGEM
PRIMEIRO-MINISTRO ANTÓNIO COSTA INAUGUROU CONSERVATÓRIO DE MÚSICA FRANCISCO ROSADO, EM LOULÉ Texto: ALGARVE INFORMATIVO INFORMATIVO #172 #172 ALGARVE
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izia o poeta António Leixo que «tem a Música o poder, de tornar o homem feliz, nem há quem saiba dizer, tanto quanto ela nos diz». Por isso, era bem visível a enorme felicidade de Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé, ao receber o Primeiro-Ministro António Costa, na manhã do dia 12 de setembro, para a inauguração do Conservatório de Música de Loulé. Uma visita oficial que contou com a presença de toda a equipa ministerial ligada à Educação, constituída pelo Ministro Tiago Brandão Rodrigues e pelos Secretários de Estado Alexandra Leitão e João Costa, assim se assinalando o arranque do ano letivo 2018/2019 em terras algarvias. E os motivos de alegria não eram para menos, porque Loulé passa a ter, a partir desta data, a primeira escola pública direcionada para o Ensino Integrado de Música a sul do Tejo, juntando-se aos conservatórios de Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e Lisboa nesta rede nacional. O Conservatório de Música de Loulé terá como patrono o Professor Francisco Rosado, grande impulsionador do Encontro de Música Antiga de Loulé – que este ano vai para a sua 20.ª edição – e vai funcionar no Solar da Música Nova, antigo Palácio dos Barros e Aragões, edifício abrasonado do século XVIII que sofreu profundas obras de reabilitação nos últimos meses. Em articulação com os agrupamentos escolares, ali irá funcionar um estabelecimento escolar com 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico (do 5.º ao 9.º ano) e do Ensino Secundário (do 10.º ao 12.º ano) no domínio do ensino artístico especializado da Música. Ao todo, são ALGARVE INFORMATIVO #172
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cerca de 300 alunos provenientes de vários pontos da região que passam a cursar o Conservatório, estabelecimento de ensino que tem Manuel Rocha, antigo diretor do Conservatório de Música de Coimbra, como presidente da Comissão Administrativa Provisória. De referir ainda que três das 18 salas de aula existentes serão ocupadas pela Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva, associação cultural centenária do concelho de Loulé que ali terá a sua nova sede e também a sua Escola de Música, com cursos livres de diversos instrumentos. Em fase de conclusão está ainda um Auditório Municipal para servir as necessidades de espaços para atividades culturais na cidade. E tudo isto foi possível graças a uma parceria entre o Ministério da Educação e o Município de
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Loulé, que cedeu o espaço e foi responsável pelas obras de reabilitação do mesmo, num investimento que rondou os três milhões de euros. “Este edifício encontrava-se desabitado, em ruínas, e era a imagem de uma certa decadência urbana que a todos incomodava e entristecia. Reabilitámos o edifício, demos-lhe um uso, e a educação dos muitos milhares de jovens que por aqui passarão nunca será traduzível em qualquer valor monetário. É isso que realmente importa, não o montante que a autarquia aqui investiu”, afirmou o edil louletano. O Conservatório de Música de Loulé vem, assim, construir esperança na educação artística dos jovens algarvios, “com uma verdadeira peça urbana
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Manuel Rocha, diretor do Conservatório de Música de Loulé, Adriano Pimpão, presidente da Assembleia Municipal de Loulé, Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé, o PrimeiroMinistro António Costa e o Ministro da Educação Tiago Brandão Rodrigues
sinfónica que constitui um marco, um ponto de viragem, para um novo ciclo de regeneração urbana da cidade”, descreveu Vítor Aleixo, lembrando que para breve está igualmente a reabertura, mesmo do outro lado da rua, do recuperado Palácio de Gama Lobos, mais conhecido por Palácio dos Espanhóis, a que se seguirá a musealização dos Banhos Islâmicos de Loulé, uma peça de arqueologia de grande dimensão e de enorme interesse regional e nacional. E em fase de execução e recuperação total está ainda a Igreja Matriz de Loulé, entre outras intervenções levadas a cabo no património do concelho. “O amor que nutrimos pela nossa terra e pelas pessoas que aqui vivem conduziu-nos naturalmente ao trabalho de valorização e culto pela 33
nossa raiz identitária, seja ela de expressão material ou imaterial, e à aposta na educação como ferramenta estratégia para transmitir às gerações vindouras a experiência e o saber daqueles que, antes de nós, aqui estiveram”, sublinhou o autarca. Vítor Aleixo recordou ainda que Loulé possui 56 equipamentos educativos, 10 mil e 568 alunos e 860 professores, de acordo com dados recolhidos pelo Observatório Local de Educação, e que saúda a descentralização de competências que se avizinha, mostrando-se pronto para assumir as suas responsabilidades na área da Educação, “no pressuposto natural de que os meios a disponibilizar estejam à ALGARVE INFORMATIVO #172
altura dos desafios”. “Desde o momento em que começamos a conversar com a equipa do Ministro Tiago Brandão Rodrigues sobre a hipótese de instalar em Loulé uma escola para enriquecer a rede de oferta pública do ensino especializado da Música, até esta inauguração, decorreu muito pouco tempo. De facto, em menos de seis meses conseguimos criar o Conservatório de Música de Loulé”, destacou o edil, enaltecendo ainda o papel de Manuel Rocha, presidente da Comissão Administrativa Provisória, e deixando o repto para que continue à frente deste equipamento “por muitos e bons anos”. Manuel Rocha que lembrou que a Música goza de particulares privilégios nos gostos ALGARVE INFORMATIVO #172
de toda a gente, daí ter sido feito companheira dos muitos passos dos humanos ao longo da sua história, nas rodas de baile, nas orações de trovoada, nos cantos das Janeiras, no alar das redes, nas modas de passar o tempo. “Há milénios que Música é pão também e disso vem tomando consciência crescente a escola portuguesa, multiplicando iniciativas para encontrar o fio que andou perdido na meada dos saberes. Demora, mas a Arte e o seu ensino vêm conquistando em Portugal um papel de mecanismo civilizacional de justificação da existência humana sobre a razão individual e coletiva”, declarou o antigo diretor do Conservatório de Música de Coimbra. 34
Perante uma sala de ensaios da Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva completamente a abarrotar, Tiago Brandão Rodrigues falou da energia, da ambição, dos sonhos, de todas as crianças e jovens que iniciam agora um novo ano letivo, mas também de toda a comunidade educativa. “A Educação não é estática, acontece num contexto social específico, num território em concreto, e lutar pelo sucesso escolar é diferente em Loulé, em Paredes de Coura, num bairro de Lisboa ou no interior de Trás-os-Montes. Cada comunidade escolar tem necessidades e vicissitudes distintas, cada escola, cada
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turma, cada aluno”, enfatizou o Ministro da Educação, lembrando que remonta ao início do ano letivo de 2016/2017 o lançar de muitas das medidas que agora foram consolidadas com vista a uma “educação de qualidade para todos e com acesso para todos, independentemente do seu meio socioeconómico, de serem de uma grande urbe como Lisboa, ou de um pequeno território como Barrancos”. Uma dessas medidas passa pela universalização do pré-escolar aos três anos, tendo sido criadas novas cinco mil vagas desde 2016/2017, assim como o reforço da ação social escolar, a entrega de manuais gratuitos aos alunos mais carenciados, do 1.º ao 6.º ano de escolaridade, o incremento nas
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refeições escolares. “Neste momento, temos 500 mil alunos a receber gratuitamente os seus livros, o que permite às suas famílias canalizar esse dinheiro para outras necessidades. Mas temos que pensar numa escola onde se aprenda mais e melhor e a promoção do sucesso escolar tem que ser feita localmente, com medidas que se adequem a cada comunidade. E dar flexibilidade e autonomia às escolas é importante para pensarem em projetos concretos para responderem às dificuldades dos seus alunos”, frisou Tiago Brandão Rodrigues.
por terem a segurança de um projeto pedagógico e uma maior estabilidade profissional. É o justo reconhecimento que todos os docentes merecem e para que tenhamos comunidades mais coesas e competitivas”, salientou Tiago Brandão Rodrigues. “A Música, o Ensino Artístico, são absolutamente centrais nas nossas vidas para podermos preservar-nos, para podermos ser mais sociedade, para vivermos melhor, com mais felicidade, para que as ameaças do mundo sejam mais facilmente ultrapassadas”, concluiu o Ministro da Educação.
O Ministro da Educação reconheceu o enorme esforço que é requalificar os estabelecimentos de ensino de norte a sul de Portugal, o que tem sido possível, em larga medida, devido “à generosidade e ousadia das autarquias”. “Os algarvios têm agora disponível na sua região o ensino artístico especializado, que tem também um tremendo impacto no sucesso escolar dos alunos nas outras disciplinas. O ensino da música tem que ser olhado com equidade e com especificidade e o novo regime de seleção e recrutamento vem facilitar a captação de professores,
O arranque de um novo ano letivo é sempre um dia de festa e, para António Costa, não há festa sem música, portanto, nada melhor do que dar o «pontapé de saída» para 2018/2019 com
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a inauguração do Conservatório de Música de Loulé e da nova sede da Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva. “Em 1971 tive a felicidade de participar na primeira experiência de ensino artístico integrado que houve em Portugal, no Conservatório de Música de Lisboa, o que demonstra que, muitas vezes, as mudanças mais importantes demoram tanto tempo a tornarem-se uma realidade em todo o país. Este é um caminho que temos que prosseguir, porque o papel da escola não é apenas ensinar a ler e escrever, a fazer contas, transmitirem-nos onde nascem os rios ou como se formam os fenómenos geológicos. A função fundamental da escola é fazer de nós cidadãos livres e a liberdade assenta, em primeiro lugar, na capacidade de ter acesso ao conhecimento, de sentir, de interagir, de 37
sermos cidadãos”, declarou o PrimeiroMinistro. António Costa indicou ainda que, segundo a Comissão Europeia, a maioria dos alunos que frequentam, atualmente, o sistema de ensino vão, ao longo da sua vida, exercer profissões que ainda não foram sequer inventadas. “Desse modo, uma escola que forme simplesmente para as profissões que já foram criadas no passado não cumpre a sua função para o futuro. Os jovens têm que sair das escolas com as ferramentas necessárias para continuarem a aprender ao longo de toda a sua vida e para serem capazes de responder às diferentes oportunidades que a vida lhes vai oferecer”, defendeu, aproveitando para falar da flexibilização curricular que está ALGARVE INFORMATIVO #172
em curso e que dará autonomia às escolas dos diversos agrupamentos para ajustarem os currículos às realidades específicas dos seus territórios, das suas comunidades educativas, dos seus alunos. “Temos que libertar e valorizar o melhor potencial que as nossas crianças e jovens têm. E as escolas têm que ser para todos, serem realmente inclusivas, motivo pelo qual entrou em vigor uma medida relativamente às crianças com necessidades educativas especiais. Se queremos ter uma sociedade com igualdade de oportunidades para todos, essa igualdade começa a ser construída nas escolas”. O Primeiro-Ministro admitiu ainda que a universidade não é a única saída possível para quem pretende prosseguir a sua caminhada escolar, por isso, a importância do ensino artístico integrado e do ensino profissional. “Temos paulatinamente procurado criar as condições para que sejam igualmente valorizados nos ALGARVE INFORMATIVO #172
percursos educativos. De igual modo, é absolutamente decisivo termos eliminado as condições discriminatórias dos alunos do ensino profissional no acesso ao ensino superior. Devem ter a liberdade de exercer a profissão que aprenderam ou, a qualquer momento da sua vida, ingressar no ensino superior em condições de total igualdade”, apontou o governante, considerando ainda de enorme importância a redução do número de alunos por turma, algo que já irá acontecer em todo o território nacional. “Este vai ser um ano letivo diferente, com escolas com currículos mais flexíveis, mais inclusivas relativamente às crianças com necessidades educativas especiais, com turmas com menos alunos, com maior diversidade de oferta no ensino artístico e profissional e porque vamos somar mais 50 salas às 170 existentes de pré-escolar”, sumarizou António Costa . 38
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REPORTAGEM
VINDIMA DE NEGRA MOLE,
A CASTA EXCLUSIVA DO ALGARVE Texto:
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os vinhos, uma das maiores dificuldades de afirmação de uma região passa por conseguir ter algo único, original, e que, de preferência, combine isso com história e histórias à sua volta. A Região Vitivinícola do Algarve tem essa diferenciação, a Negra Mole, uma casta única no mundo e só existente no Algarve. Para quem está mais informado acerca das castas dos vinhos ou habitualmente procura um vinho que expresse toda a identidade particular de uma casta, vulgarmente designados por monocasta, por serem vinificados maioritariamente com um tipo de uva, talvez já tenha ouvido ALGARVE INFORMATIVO #172
falar, e até provado, um vinho feito apenas com Negra Mole – a casta mais emblemática do Algarve – e que já foi a mais utilizada na região para a produção dos seus vinhos regionais. A Negra Mole está disseminada por toda a região, sendo uma das principais, ou até a única, a integrar os lotes dos afamados e típicos Palhetes e Claretes algarvios. Para os menos entendidos, os Palhetes podem-se obter com mistura de uvas brancas e tintas. No caso algarvio, a mistura era natural e feita apenas de Negra Mole, pois, na maioria dos casos, é frequente os talhões de uvas desta casta conterem uvas brancas, rosadas e tintas, fazendo uma mistura natural de 42
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mosto mais claro e mais escuro e cujo resultado era um vinho tinto de cor muito aberta, mais ligeiro no sabor e bastante aromático e frutado. Bebia-se bem ligeiramente fresco e, claro, combinava otimamente com os calores e a gastronomia algarvia, que no litoral era bastante à base de peixe e vegetais.
terroir regional. Atualmente, já existem cerca de meia dúzia de referências de vinhos vinificados apenas com Negra Mole, entre tintos e rosados, e também um Clarete, podendo já fazer-se uma prova diversa e específica desta casta, com produções de qualidade, algumas delas medalhadas internacionalmente.
Os tempos mudaram e os gostos também, mas tem-se assistido a uma tendência gradual para a recuperação de algumas tradições, introduzindo alguma inovação e, sobretudo, mais qualidade e rigor. Muitos produtores estão cientes do potencial da casta Negra Mole, que tem a principal vantagem de existir apenas no Algarve, pelo menos com quantidade para a produção de muitos litros de um vinho diferente, original e que expressa bem o
A CVA – Comissão Vitivinícola do Algarve tem, de forma consistente, vindo a promover e divulgar esta casta autóctone (que em testes genéticos foi classificada como a segunda mais antiga do país), junto da distribuição e do consumidor final, tendo acompanhado uma vindima desta casta, parcialmente feita em vinhas de 1942, de pé franco em solo arenoso, tão típico da região do Algarve .
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REPORTAGEM
3.ª ELITE CUP TRAZ A PORTIMÃO ATLETAS DE TOPO DO HÓQUEI EM PATINS Texto:
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Câmara Municipal de Portimão, a Associação Nacional de Clubes de Patinagem (ANACP) e a Associação de Patinagem do Alentejo levam a cabo, de 28 a 30 de setembro, a terceira edição da Elite Cup em Hóquei Patins, que vai trazer, à cidade de Portimão, os melhores atletas da modalidade a nível nacional. A competição ALGARVE INFORMATIVO #172
é já um marco na pré-temporada do desporto que mais títulos deu a Portugal em termos coletivos e acontece em Portimão pela primeira vez. Na prova de 2018 vão estar presentes Sporting Clube de Portugal, Sport Lisboa e Benfica, Clube Desportivo de Paço de Arcos, União Desportiva Oliveirense, Associação Juventude de 48
Rui Mateus e Teresa Mendes
Viana, Sporting Clube de Tomar, Hóquei Clube de Torquel e Associação Desportiva de Valongo que, para além da vertente desportiva, vão participar em ações de divulgação junto da população e da comunidade escolar. “O que se pretende é que sejam três dias de promoção do hóquei em patins no Algarve”, referiu Rui Carvalho, presidente da ANACP. Um evento que foi prontamente abraçado pelo Município de Portimão, conforme referiu Teresa Mendes, Vereadora do Desporto. “É uma excelente oportunidade para nós, uma vez que, em 2019, Portimão vai ser Cidade Europeia do Desporto, e é essencial diversificar a nossa oferta. Temos um clube no concelho, o Hóquei Clube de Portimão, que se está a afirmar nesta modalidade, já com 70 atletas e que deseja crescer ainda mais”.
2019, deverá mesmo rumar ao Portimão Arena, adiantou ainda Rui Carvalho. Hóquei em Patins que ainda não está muito desenvolvido no sul do país, reconheceu Rui Mateus, presidente da Associação de Patinagem do Alentejo, que está a caminho de se tornar Associação de Patinagem do Alentejo e Algarve, depois de, em termos administrativos, a Associação de Patinagem do Algarve já ter sido extinta. “Vamos agregar todos os clubes que têm modalidades de patinagem nos distritos de Faro, Beja, Évora e Portalegre. É um território vasto do qual, com exceção do famoso Futebol Clube de Estremoz, mais nenhum clube esteve na primeira divisão do hóquei em patins”, lembrou Rui Mateus.
Elite Cup que vai decorrer no Pavilhão Gimnodesportivo de Portimão mas, em
O presidente da futura Associação de Patinagem do Alentejo e Algarve
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sublinhou ainda que a aposta nos próximos anos passa pela captação de mais jovens para esta prática desportiva, porque existem todas as disciplinas na região, desde a patinagem artística à patinagem de velocidade, passando pelo hóquei em patins, freestyle e skate. “Mas esporádica e pontualmente, não estão implantadas em todo o território de igual forma. Estamos a tentar, com as freguesias e os clubes, levar a patinagem às escolas do pré-escolar e a dinamizar o Dia da Patinagem em várias cidades, com um programa recheado de exibições ao longo de todo o dia. O objetivo é que as pessoas percebam que tanto se faz patinagem dentro de um pavilhão como no exterior. Nenhuma modalidade cresce sem atletas e sabemos que a oferta desportiva é enorme, com o futebol, o futsal e o atletismo à cabeça”, apontou o dirigente, admitindo ainda que ALGARVE INFORMATIVO #172
o maior constrangimento sentido a nível nacional é a falta de equipamentos adequados a esta prática desportiva. Vão ser, então, dois anos importantes para a divulgação e dinamização desta modalidade no Algarve, já a começar no fim-de-semana de 28 a 30 de setembro com a festa do hóquei em patins. E foi no Restaurante A Faina, no Museu Municipal de Portimão, que se ficou a saber o alinhamento dos quartos-definal, num sorteio onde intervieram jogadores e dirigentes dos oito clubes em prova. Ficou assim ditado que a União Desportiva Oliveirense defronta Sporting Clube de Tomar; Associação Desportiva de Valongo vs Associação Juventude de Viana; Sporting Clube de Portugal vs Hóquei Clube de Torquel; e Sport Lisboa e Benfica vs Clube Desportivo de Paços de Arcos . 50
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REPORTAGEM
MARIONETAS
À SOLTA EM FARO Texto:
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ecorre, até dia 29 de setembro, mais um FOMe – Festival de Objectos e Marionetas & Outros Comeres, iniciativa organizada em rede pelos municípios do Algarve Central – Olhão, Faro, Loulé, Albufeira, S. Brás de Alportel e Tavira – e programada e produzida pela ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve. Depois da estrondosa abertura, na noite de 14 de setembro, com «Lúmen – Uma História de Amor», o dia 15 foi marcado por vários espetáculos, no Jardim Manuel Bívar, em Faro, onde as marionetas foram rainhas. A tarde começou com o divertidíssimo «Pulcinella», trazido ao FOMe pela italiana Irene Vecchia. O Guarattelle é a forma tradicional napolitana de teatro de rua, criada com a técnica de bonecos de luva e transmitida oralmente há mais de 500 anos em Itália. A personagem principal - Pulcinella - é um ser livre que, com a sua voz mágica, encena o eterno conflito entre o bem e o mal. Pulcinella representa as emoções da vida humana em que cada espetador se vai reconhecer e é esse precisamente o segredo de uma tradição oral antiga, num espetáculo social e sempre vital, numa representação irónica e numa sátira do ser humano. ALGARVE INFORMATIVO #172
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Uma hora depois o público, maioritariamente constituída por crianças e pelos pais, porque as marionetas agradam a miúdos e graúdos, teve oportunidade de assistir a «Punch and Judy», trazido de Inglaterra pelas mãos do categorizado Clive Chandler. O marionetista, com mais de 30 anos de experiência, é um líder deste tipo de teatro tradicional em Terras de Sua Majestade e apresentou uma performance muito ritmada e engraçada, com uma série de marionetas de luva que incluem o Polícia e o Crocodilo e em que, no final, o Diabo é derrotado.
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A tripla sessão de marionetas terminou com a companhia Lafontana – Formas Animadas e o seu «Mamulengo Capiroto», uma forma de teatro tradicional brasileira praticada, na sua essência, por artistas do povo, de características genuinamente populares, onde os atores são bonecos que falam, dançam, brigam e, quase sempre, morrem. «Mamulengo Capiroto» vem dar continuidade ao projeto de investigação que o grupo vila-condense tem vindo a realizar sobre este teatro ao longo dos últimos 15 anos, refletindo e revelando de modo singular a relação entre esta manifestação brasileira e os seus congéneres em Portugal .
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ENTREVISTA
FERNANDO LEAL
NA PRIMEIRA PESSOA Texto:
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imponente Teatro Lethes acolhe, no dia 4 de outubro, véspera de feriado da Implantação da República Portuguesa, o lançamento oficial de «Na Primeira Pessoa», disco de estreia do açoriano Fernando Leal, um rosto já bem conhecido dos algarvios do circuito de covers. Há quatro anos intensificou-se, porém, a vontade do artista residente em Faro ter um produto próprio, deixar o seu cunho pessoal na história da música portuguesa, e assim se começou a desenhar este disco. “Tinha que me rodear das pessoas certas para avançar, desde músicos a produtores”, conta Fernando Leal, que também integrou as típicas bandas de liceu, aquelas que tocam nos bares e nas festas de escola. Dos Açores veio para o Algarve, primeiro para Olhão, depois para Faro, onde se abriram as portas do circuito de bares, importante para ganhar experiência, estaleca, rodagem. E para garantir a sustentabilidade financeira ao fim do mês, reconhece, sem rodeios. “Durante o Verão toquei praticamente todos os dias, no Outono/Inverno é mais aos fins-desemana, ainda é cedo para pensar apenas nos originais. Agora temos o Lethes”, refere, já de olhos postos na grande data, onde vai dar a conhecer os seus temas. “Já compunha quando comecei nos bares, mas soava tudo muito banal, sem sumo. Tive que ouvir bastante música e ler imenso e, quando se escuta o «Na Primeira Pessoa», notase o resultado. São canções com conteúdo”. ALGARVE INFORMATIVO #172
Letras todas da autoria de Fernando Leal, nas músicas contou com a ajuda de João Ruano e do produtor Rui Santos, proprietário da Boxer Studios, em São Brás de Alportel, onde o disco foi gravado. “Foram peças importantes para que isto fosse realmente para a frente”, reconhece, assegurando que a sua vontade sempre foi entrar pela porta grande, com um disco de qualidade indiscutível. E assim o fez, porque «Na Primeira Pessoa» é composto por 12 temas realmente bons, sobretudo de pop/rock, mas com um cheirinho de outras sonoridades, com baladas e canções mais mexidos e, conforme o entrevistado descreveu, com letras que contam histórias, as histórias da vida de Fernando Leal. Na forma de cantar sentem-se influências de nomes sonantes como Jorge Palma, Miguel Araújo ou António Zambujo, não com a pretensão de se colar a esses registos vocais, simples influências, porque todos os artistas as têm. Depois, joga-se à guitarra e deixase levar pelas emoções e pelos pensamentos. “Aulas de piano tive um dia, aos 13 anos, não gostei do professor e não voltei. Guitarra aprendi na internet. De canto tive aulas durante dois anos, no Conservatório de Música de Olhão”, revela, admitindo que ainda não descobriu o seu som próprio. “Tenho 24 anos, ainda estou na fase da descoberta. Os bares dão muito calo, sem eles não estava neste nível, não sabia como enfrentar o público, como conduzir um espetáculo. Isso aprendese na estrada. E este disco é feito à 70
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medida dos meus gostos pessoais, não andei a ver que ondas é que estão na moda”, frisa. Claro que um artista quer vender discos, é para isso que os compõe e grava, e há contas para pagar no fim do mês, mas isso não significa, na opinião de Fernando Leal, que se tenham que fazer demasiado cedências em termos criativos, que se tenha que lançar um disco puramente comercial, mesmo que ele não reflita a veia musical do artista. “Quero gravar logo três discos de seguida. Para o próximo entro em estúdio no início de janeiro de 2019 para editar no final do ano. Sei exatamente o que quero fazer, não caí aqui de para-quedas. No dia 4 de outubro tenho que lançar um videoclip do «Mulheres da Vida», gravado num bar de Faro. No dia 24 de dezembro, às sete da tarde, lanço outro videoclip, do tema
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que fiz para a minha mãe, a mulher da minha vida”, desvenda. “Tudo tem que ser planeado com antecedência, não podemos andar ao sabor do vento. O Filipe Cabeçadas, que anda nisto há mais tempo do que eu, aconselhou-me a definir sempre datas para aquilo que quero fazer e depois é trabalhar forte para cumprir com os planos”. E, por essa razão, todas as baterias estão apontadas para 4 de outubro, que será, certamente, um dia muito especial para Fernando Leal. Depois, não esconde a ambição de tocar no Festival F, em Faro, e no Festival MED, em Loulé, já em 2019. “Acredito que tenho qualidade para isso. Este é um disco autobiográfico, fala da minha vida, momentos que passei, histórias que tive com outras pessoas. O «Bom Português», por exemplo, resulta de
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uma viagem que fiz de carro para o Gerês pela Estrada Nacional, foram 10 horas, e fui escrevendo aquilo que ia vendo pelo caminho”, exemplifica, acrescentando que não teve problemas em expor a sua vida logo no disco de estreia, quando é normal haver ainda alguma insegurança da parte do artista. “Se calhar, no próximo disco, já terei que escrever sobre outros assuntos e isso não é nenhuma dor-decabeça para mim. Não costumo ter brancas. Aliás, já depois de estar praticamente tudo finalizado, fiz os dois melhores temas do álbum em dois dias, o «Até ao Sol» e o «Vender a Alma? Não!». Ficaram 12 temas”.
Covers são covers, originais são originais, portanto, Fernando Leal ainda não cantou, ao vivo, as suas músicas, a estreia oficial será mesmo a 4 de outubro, no Teatro Lethes. Mas o feedback dos amigos que já escutaram um pouco de «Na Primeira Pessoa» é bastante positivo, jornalista incluído, depois de ouvir o disco no regresso a casa após a entrevista, feita numa bela manhã de setembro, no coração da capital do Algarve. E Fernando Leal não estará sozinho em cima do palco, terá 73
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ao seu lado por 10 músicos, até uma bailarina durante uma balada. Entre os vários instrumentos figuram o violino, a viola de arco e o violoncelo que também se fazem ouvir no disco, gravados por três elementos da Orquestra de Sofia, da Bulgária. “Não quis nada digital, foi tudo gravado por músicos de carne e osso, numa grande produção que implicou um enorme esforço financeiro da minha parte. À medida que ia tocando nos bares ia logo colocando de lado uma parte para as despesas. Espero que os discos vendam bem para ajudar a recuperar o investimento”. Cuidados que se notam em todo o produto final, da música à própria capa do disco e ao livro que o acompanha. Ou seja, Fernando Leal não brincou em serviço, não fez por menos, a estreia tinha que ser, volte-se a dizer, pela porta grande. “Ou se faz, ou não se faz. E o artista, hoje, tem que se mexer, tem que fazer imensos contatos para promover o seu trabalho. Não podemos ficar à espera que o telefone toque para nos comprarem o espetáculo”, avisa o entrevistado. “Até podia não ter mandado fazer discos, ficava-me pelas plataformas digitais, mas o dia mais importante da minha vida foi, na sexta-feira passada, quando recebi as caixas com os 75
CD. A internet é bastante bonita, mas não é palpável, não estás a tocar no disco, a folhear o livro. E dar o disco em mão é uma sensação única, é o nosso filho que estamos a apresentar”, descreve, emocionado. “Não conheço muita malta com a minha idade que lance discos de originais. Aos 30 anos quero ter já uns seis álbuns”, dispara. Confiança total no seu produto, objetivos perfeitamente definidos, mas sempre com os pés bem assentes no chão, assegura Fernando Leal. “Se não for o primeiro a acreditar em mim, como é que vou convencer os outros que isto é bom? No final de um concerto, não podemos chegar ao pé de uma pessoa e perguntar-lhe se ela gostou, isso é desconfiar do nosso valor. Claro que, às vezes, também tenho dúvidas, mas essas ficam guardadas para o meu núcleo duro”, confessa, voltando a referir que, pelo menos nos próximos tempos, ainda terá que andar pelas covers. “Gosto de tocar nos bares, as pessoas gostam de mim, tratam-me bem. Os originais são o sonho de qualquer um, só que dá bastante trabalho para o concretizar e muitas pessoas não estão dispostas a isso. São noites inteiras sem dormir, a pensar em todos os pormenores, as músicas não nos saem da cabeça”, conta, deixando ainda uma garantia: não vai faltar o seu característico tapete no palco do Lethes. “Levo sempre o tapete para todos os concertos, é uma forma de me sentir em casa. Vou contar as minhas histórias, o que tem sido a minha vida, e espero que as pessoas se revejam neste disco”, remata, em final de conversa . ALGARVE INFORMATIVO #172
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ALBUFEIRA É UMA DAS 7 MARAVILHAS À MESA Texto:
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oram reveladas, no dia 16 de setembro, as «7 Maravilhas à Mesa», em cerimónia que decorreu na Praça da Praia dos Pescadores, em Albufeira. Depois de praticamente dois meses de votação pública, as sete mesas eleitas pelos portugueses foram Albufeira, Bairrada ao Mondego, Lajes do Pico, Mirandela – Maria Rita do Romeu, Monção, Terras da Chanfana e Vila Real.
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A capital do turismo algarvio foi o local prefeito para a Declaração Oficial das «7 Maravilhas à Mesa», numa noite calorosa que teve na assistência claques, promotores e padrinhos das 14 mesas finalistas e onde se ficaram a conhecer algumas das maiores riquezas gastronómicas de Portugal. O evento, transmitido em direto pela RTP 1 e apresentado por Catarina Furtado e José Carlos Malato, contou ainda com as 80
atuações de Salvador Sobral, que interpretou os temas «Amar pelos Dois» e «Mano a Mano», bem como Daniel Pereira Cristo e a sua banda com uma «Rapsódia à mesa» que foi uma constante em todas as galas deste ano das «7 Maravilhas» em Portugal. O espetáculo contou ainda com três momentos de dança e um momento piromusical no final. As «7 Maravilhas à Mesa» foram a sétima edição das «7 Maravilhas» em Portugal, um projeto que uniu gastronomia, vinhos e azeites e roteiros num conceito integrado de «mesa» que não existia. O projeto arrancou em novembro do ano passado, 81
com a fase de candidaturas e, de uma lista longa de cerca de 200 candidatas, foram selecionadas 49 pré-finalistas por um painel de 77 especialistas de todas as regiões do país. A votação pública arrancou a 20 de julho e as finalistas foram apuradas em sete galas eliminatórias, emitidas aos domingos na RTP 1 e RTP Internacional. As 14 finalistas passaram, depois, por uma segunda fase de votação, entre 9 e 16 de setembro, num processo auditado pela PwC. Em Albufeira ficou ainda a saberse que, em 2019, os portugueses vão eleger as «7 Maravilhas de Portugal – Doces» . ALGARVE INFORMATIVO #172
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BERG JUNTOU-SE AOS FAD’NU PARA UM CONCERTO MEMORÁVEL EM LOULÉ Texto:
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oi, de facto, um concerto único aquele que juntou em Loulé, na noite de 15 de setembro, o carismático intérprete e compositor Berg aos talentosos José Alegre (guitarra portuguesa) e Cátia Alhandra (voz), músicos algarvios que reinventaram o fado com o seu projeto Fad’ Nu. Numa noite quente e desinibida, em constante interação com o público, Berg não se cansou de louvar a qualidade e o interesse da assistência que encheu o Cine-Teatro Louletano no «pontapé de saída» para a nova temporada desta prestigiada sala. O concerto inseriu-se no ciclo «O Longe é Aqui», uma fórmula já bastantes vezes ALGARVE INFORMATIVO #172
experimentada pela autarquia louletana e que tem vindo a revelar-se um sucesso, ao colocar lado a lado reconhecidos músicos nacionais com projetos locais de capacidade acima da média para encontros inéditos em palco. Disso foram exemplo os concertos surpreendentes de Aurea com o jovem quarteirense Bertílio Santos, ou de Maria João com as Moçoilas, inspirador projeto feminino algarvio de canto à capella, ou da Ronda dos Quatro Caminhos com Ricardo Martins, sãobrasense mestre da guitarra portuguesa. Desta feita, a encomenda artística do Cine-Teatro Louletano apresentou um Berg mais maduro e confiante que, 92
depois de vários anos a acompanhar os mais importantes músicos portugueses, se assume agora como frontman, ator principal, figura de proa, estando já a preparar um trabalho discográfico em estúdio. Quanto aos Fad’Nu, nasceram do diálogo cénico e musical entre a cantora Cátia Alhandra e o guitarrista José Alegre, personagens fulcrais e identificadoras do Fado, Património Imaterial da Humanidade. Por isso, a experiência artística de 15 de setembro foi, realmente, única, abrindo, e de que maneira, o apetite para os intensos meses que se seguem no principal equipamento cultural do concelho de Loulé . 93
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FESTIVAL DANCE, DANCE, DANCE 2018 COMEÇOU COM UM [UNIMAL] DE CRISTINA PLANAS LEITÃO Texto: ALGARVE INFORMATIVO #172
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etembro é mês de muita dança no Teatro das Figuras, em Faro, com o Festival Dance, Dance, Dance a arrancar, no dia 13, com UM [unimal], com Direção Artística e Coreografia de Cristina Planas Leitão e interpretação de Anaísa Lopes. O solo foi desenvolvido a partir da ideia de Sobrevivência e materializa-se pela fisicalidade da Marcha. “Trabalha-se a noção de corpo arquivo e de corpo que carrega uma história através da dança. A marcha desdobra-se em movimentos que derivam do caminhar e que se revelam no binómio danças de resistência/resistência na dança”, explicou a coreógrafa à conversa com o público no final do espetáculo. ALGARVE INFORMATIVO #172
Através de instruções ao vivo, transmitidas à intérprete durante toda a peça por via de auriculares, abordam-se conceitos como autoria, autoridade, liberdade e liderança. “Não me interessava fazer uma peça política, mas em que eu estudasse vários tipos de dança e os começasse a «secar», a perceber a forma como eles se podiam transformar no movimento do caminhar. Marchar é um movimento de manifestação, mas também de controlo. Queria também falar do que é persistir nesta profissão e em cima do palco, e da ideia de uma violência que está quase banalizada”, referiu Cristina Planas Leitão. “Em palco temos 100
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um corpo quase androide, um corpo máquina que se vai tornando mais humanizado através do cansaço, que é bastante visível à medida que a peça vai avançando”. Havendo um roteiro pré-definido para UM [unimal], o que não é fixo é o tempo em que cada passagem acontece, esclarece a coreógrafa, sendo que os derradeiros 15 minutos são mais abertos, menos programados, com palavras diferentes a despoletarem reações distintas à intérprete. “Existe uma partitura fixa, mas vou gerindo os tempos de entrada em função daquilo que ela vai fazendo em palco. Tudo começou com a construção do vocabulário que vou usando no diálogo com a personagem, que é interpretada por três bailarinas diferentes, de acordo
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com as datas. São três mulheres com um corpo muito feminino, mas a peça tem movimentos que podem ser entendidos, de facto, como bastante masculinos. Na verdade, a peça é um ensaio assistido, é como se estivéssemos a treinar, mas com um público pela frente”, descreve Cristina Planas Leitão. UM [unimal] é uma coprodução da Culturgest Lisboa, Teatro Municipal do Porto, Festival Dance Dance Dance e Teatro Aveirense que contou com o apoio financeiro da Direção Geral das Artes e da Fundação Calouste Gulbenkian, bem como o apoio institucional do Ministério da Cultura, através da Direção Regional de Cultural do Norte/Casa das Artes .
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UM [unimal] Ficha Artística e Técnica: Direção Artística & Coreografia: Cristina Clanas Leitão Interpretação: Anaísa Lopes Intérprete original: Daniela Cruz Desenho de Luz e Direção Técnica: Cárin Geada Sonoplastia: Flávio Rodrigues Desenho do Espaço Sonoro: Pedro Lima Apoio Dramatúrgico: Catarina Miranda, Victor Hugo Pontes Figurino: Micaela Larisch, Cristina Planas Leitão Objetos cenográficos: Emanuel Santos Aconselhamento e Apoio na comunicação: Joana Ferreira
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ALBUFEIRA DESPEDIU-SE DO VERÃO COM AS ESTRONDOSAS
FESTAS DO PESCADOR Texto:
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ão, sem dúvida, o momento mais emblemático e carismático do Verão de Albufeira, as tradicionais Festas do Pescador, não propriamente para os milhares de portugueses e estrangeiros que visitam a capital do turismo algarvio, mas para os seus residentes, para os albufeirenses de gema e para todos aqueles que escolheram este concelho para viver. Por isso, as Festas do Pescador são vividas pela comunidade local de forma bastante intensa e praticamente nem interessa que artistas vão subir ao palco durante os três dias de evento. Desta feita, contudo, a Câmara Municipal de Albufeira preparou, para os dias 7, 8 e 9 de setembro, um cartaz de luxo, principalmente para a noite de encerramento, onde se escutou bem alto o melhor do rock português com os UHF. A mítica banda de António Manuel Ribeiro encantou e levou ao rubro o público presente que fez questão de gritar bem alto o refrão das músicas mais conhecidas do grupo, com destaque para «Cavalos de Corrida», «Estou de Passagem», «Foge Comigo Maria», entre outros êxitos. E cantaram de tal maneira que o próprio António Manuel Ribeiro ficou arrebatado, ALGARVE INFORMATIVO #172
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conforme desabafou, dias depois, no Facebook. “No poço de pensamentos contraditórios que o Algarve me transmite, que tem a ver com a fugacidade dos meus primeiros tempos como homem da guitarra e da palavra e das namoradas sem fim, não sei o que esperava das Festas do Pescador na praça homónima, em Albufeira. Enquanto as canções eram desfiadas, nem sonham o temporal de memórias que ocorria em simultâneo – tudo aquilo que pensava dizer entre canções fugia e foi sempre algo novo a surgir na voz do cantor. Foi assim, é assim, felizmente sem planos, por mais planos que a consciência teça. Albufeira foi fantástico. Agora que os concertos do Verão se fecharam, ver e sentir aquela praça cheia (incluindo ao alto o «terceiro anel») para nós e por nós, sossega a alma dos foragidos que vogam de terra em terra com uma bagagem de melodias – os UHF”. O caloroso fim-de-semana voltou a demonstrar que este é um dos mais aguardados momentos por toda a comunidade albufeirense, que durante três dias, melhor dizendo, três longas noites, aproveita para reencontrar amigos e recordar as suas ALGARVE INFORMATIVO #172
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raízes ligadas ao mar. Um evento que reúne o melhor que a gastronomia oferece com a etnografia, a música popular e outras sonoridades. A cataplana foi a rainha das XXI Festas do Pescador, mas pouco se podia pensar em dietas nesta altura, porque havia também choquinhos com tinta, mariscos sempre muito frescos, carapaus alimados, feijoada de búzios, caldeirada de peixe, xerém, bem como a afamada doçaria regional. Como em arraial que se preze não pode faltar o bailarico, a música ao início da noite esteve a cargo do «Duo 64» na sexta-feira e no domingo, seguindo-se a brasileira Edna Pimenta e os portugueses UHF. O sábado esteve reservado para o XXII Festival de Folclore de Albufeira, que contou com a riqueza dos trajes e as danças e cantares de quatro ranchos folclóricos provenientes de diferentes pontos do País. Assim, para além do Rancho Folclórico de Albufeira, atuaram o Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de Santa Clara-a-Nova e Gomes de Aires (Almodôvar), o Rancho Folclórico da Madalena (Vila Nova de Gaia) e o Rancho Típico das Lavadeiras de Aboim da Nóbrega (Vila Verde). E assim se chegou ao fim de mais uma inesquecível edição das Festas do Pescador de Albufeira. Até para o ano! . ALGARVE INFORMATIVO #172
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REPORTAGEM
MAIS DE 10 MIL PESSOAS PASSARAM PELO FESTIVAL DO PERCEVE DE VILA DO BISPO Texto:
Fotografia:
e 14 a 16 de setembro, Vila do Bispo recebeu a sétima edição do Festival do Perceve, evento que atraiu ao recinto da Escola E.B. 2,3 de S. Vicente mais de 10 mil pessoas. Perceves, mexilhões, feijoada de choco, lapas grelhadas, moreia frita, navalheiras, ALGARVE INFORMATIVO #172
salada de polvo e de ovas, camarão, papas de mexilhão e choco frito foram os petiscos servidos pela equipa constituída por 70 pessoas aos visitantes deste certame. José Apolinário, Secretário de Estado das Pescas, foi uma das figuras públicas 126
que passou pelo Festival para, na companhia de Adelino Soares, presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo, degustar os afamados perceves da costa que banha este concelho do barlavento algarvio. No primeiro dia do evento, a Associação de Marisqueiros homenageou Teresa Duarte pela sua prestação no Campeonato do Mundo de Pesca Submarina, tendo para o efeito recebido uma lembrança do edil vilabispense. Além das iguarias da cozinha local, o Festival contou ainda com muita animação musical. Assim, no primeiro dia marcaram presença o grupo Vozes do Sul e Rui e Lau, no segundo dia atuaram o grupo Brasa Doirada e Humberto Silva e, no último dia, subiram ao palco o Rancho Folclórico e Etnográfico de Odiáxere, Cool Loung Quintet e Ricardo Glória. Este Festival foi organizado pela Associação dos Marisqueiros da Vila do Bispo e Costa Vicentina e teve, uma vez mais, o forte apoio logístico e financeiro da Câmara Municipal de Vila do Bispo .
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OPINIÃO
“Esquece lá isso!” Paulo Cunha (Professor) o partilhar e tentar debater certas preocupações, anseios e reflexões que me assaltam o espírito e a mente, oiço, cada vez mais, o bordão linguístico “Esquece lá isso!” como resposta. Uma resposta muda, que cala quem a profere e, ao mesmo tempo, me tenta calar. Entendo que a vida nos coloca certos impedimentos e dificuldades, mas tais situações não deverão ser motivo para passar pela vida sem, pelo menos, tentar mudá-la para melhor. Tenho vindo a constatar que, a par com o progresso tecnológico, tem também progredido uma forma de estar onde o laxismo, o comodismo e a permissividade se têm vindo a instalar nos hábitos diários de alguns portugueses. Obviamente, tais comportamentos preocupam-me, pois no exemplo se educa! Winston Churchill disse que a democracia é o pior dos regimes políticos, mas não há nenhum sistema político melhor do que ela. É fácil entender porque o disse, pois foi também ele que proferiu outra frase que ficou para a história: “O melhor argumento contra a democracia é uma conversa de cinco minutos com um eleitor mediano”. Há quem considere a democracia a ditadura das maiorias por, como todos o sabemos, ficarmos presos a más decisões tomadas pela maioria dos eleitores. Infelizmente, a história está repleta de maus exemplos que, ciclicamente, se vão repetindo. Ouve-se, amiúde, várias pessoas questionarem qual a razão que leva tanta gente, através do voto, a repetir os erros do passado. A resposta é simples: nada se aprende com o passado quando a educação e a instrução não o usa como forma de projetar, estruturar e planificar o futuro. Daí causar-me algum
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mal-estar observar tanta gente a esconder os seus problemas debaixo de um enorme tapete imaginário que, bem vistas as coisas, não os fará desaparecer! Como apoiante e defensor do sistema democrático, apesar de todos os seus condicionalismos, fragilidades e dualidades, gosto da forma como a maioria dos portugueses dele faz usufruto, expressando o seu estar e sentir e, na maioria das vezes, respeitando o dos outros. Por isso mesmo, gosto do debate ideológico construtivo e consequente, por antítese com a cultura do «Deixa estar!». Todas as opiniões são bemvindas quando são devidamente pensadas, estruturadas e refletidas. Com as opiniões dos outros solidificamos as nossas ou, pelo contrário, descobrimos que as nossas não estão certas e assim, só por isso, percebemos o privilégio da liberdade de expressão e de ação que a democracia nos dá! Recebi com agrado, através dos «media», a notícia que Portugal está em décimo lugar no ranking das democracias a nível mundial, de acordo com o Relatório da Democracia de 2018, realizado por uma rede global de investigadores e peritos com sede na Universidade de Gotemburgo, que avalia a qualidade da democracia em 201 países de todo o mundo. Evidentemente, todos os que lutaram e continuam a lutar pela implementação e manutenção da democracia deverão, como eu, regozijar, pois Portugal é um dos países em contra tendência, já que a tendência mundial da última década tem sido de algum desgaste e de atropelos à democracia. Por isso mesmo, urge continuar a batalhar pelas palavras tornadas ações. Nesse tipo de democracia, eu acredito! E vós?… .
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Morte e Vida – Death and Life Exposição de Vicente de Brito, Galeria TREM, Faro Mirian Tavares (Professora) obra do médico Vicente de Brito é fruto de uma tradição cultural e criativa, patente na vida farense desde o início do século XX, com particular desenvolvimento nos anos 50, que congregou pessoas de diversas formações em torno da Arte e da Cultura, temas centrais de concorridas tertúlias que contavam com a participação de eminentes advogados, jornalistas, poetas e romancistas que escreveram sobre estes temas nos jornais locais e que, nalguns casos, ultrapassaram a barreira da escrita e experimentaram o campo da criação plástica. Nascido em 1939, Vicente de Brito é, como ele mesmo diz, um artista autodidata que se interessou desde cedo pela pintura: “Ao longo da minha cultura artística as influências das diferentes correntes têm produzido os seus efeitos. O impressionismo começou por me atrair, mas a influência expressionista, sobretudo da corrente Die Brücke, é a com que mais identifico a minha pincelada”. Como o artista multifacetado, de origem algarvia, Roberto Nobre, que experimentou diversas técnicas e passou por vários movimentos de vanguarda na altura em que os mesmos se sucediam vertiginosamente em Paris com ecos no resto do mundo, pode dizerse que a obra de Vicente de Brito é marcada por esta sucessão de ressonâncias e por uma cultura artística que se converteu, mais tarde, em obra pictórica.
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Para mim, esta exposição, e o próprio artista, são fruto de uma herança que vem, precisamente, desde de Lyster Franco, passando por Carlos Porfírio e por Roberto Nobre, artistas que experimentaram o campo das artes e que nela se fixaram, apesar de desenvolverem outras atividades e de possuírem formação noutros domínios do saber: porque não conseguiram resistir ao apelo que as artes lhes fizeram e que decidiram criar um percurso, muitas vezes local, sem descurar no entanto a sua capacidade de pensar sobre o seu próprio tempo e deixar que este se refletisse nas suas criações, num plano universal. São todos eles artistas que lutaram, muitas vezes, contra a incompreensão dos seus pares, agudizando a ideia de contradição, tão presente na arte desde o período das vanguardas. Mas é exatamente esta contradição que enriquece e alimenta a arte no reino de Portugal e dos Algarves. É esta mesma contradição que confere um carácter muito próprio ao que é aqui produzido. Há que se pensar a arte de cada país, de cada recanto de cada país, como um produto em que convergem o desejo de copiar o novo, que vem de fora, e aquilo que aprenderam a ver ou a fazer no seu pedaço de mundo. Não é uma visão determinista – pode-se sair do lugar em que se nasceu. O certo é que o lugar em que se nasceu, dificilmente, sai de dentro de nós. Pois, como afirmou Vicente de Brito, “Sou Farense e sempre vivi sob a influência da luz do sol meridional” .
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A Laranja Mecânica e outros belos pesadelos Adília César (Escritora) “Este filme – A Laranja Mecânica – marcou-me de tal forma que nunca, nunca mais o vejo. De como uma obra de arte pode ser desoladora e incómoda...”. (Fátima Diogo) uando pensamos em Cinema recordamos a magia do Cinematógrafo dos irmãos Auguste e Louis Lumière, que a 28 de dezembro de 1895 exibiram as primeiras imagens em movimento, no Grand Café do Boulevard des Capucines de Paris. Os franceses, sedentos de novidades, ficaram fascinados. Os «filmes» mostravam apenas cenas do quotidiano, descritas nos seus títulos, como por exemplo, «A Chegada da Locomotiva na Estação» ou «A Saída dos Operários da Fábrica», não evidenciando, portanto, preocupações propriamente artísticas. A nova técnica foi evoluindo rapidamente e logo no ano seguinte foi fundado o primeiro estúdio do mundo, o Pathé, que em poucos anos evoluiu para um império internacional. É certo que os primeiros trabalhos de realização não iam muito além da filmagem linear de espectáculos de prestidigitação ou de cenas de teatro de pantomina, mas em 1896 dá-se uma viragem com a exibição do filme «The Kiss», uma espécie de génese da indústria cinematográfica propriamente dita, sendo que o Cinema ainda não era referido como Arte. As experiências foram evoluindo rapidamente, decorrentes do interesse crescente do público: em 1898 surge o primeiro filme com cor; em 1899 a primeira adaptação de Shakespeare da história, «King John»; em 1902, Georges Méliès introduz a ficção científica com o filme «A Viagem à Lua»; em 1915, através de D. W. Griffith, considerado o criador do que se chama «linguagem cinematográfica», surge o épico apologético ao racismo «O Nascimento de uma Nação», com a introdução do uso da panorâmica e da montagem alternada; em 1919, Robert Wiene dirige «O Gabinete do Doutor Caligari», onde a encenação contemplava a criação intencional de
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determinado ambiente, tendo em conta as luzes e as sombras. Estávamos na segunda metade do século XX quando se abriu o caminho para a construção da ideia de Cinema como Sétima Arte. O conceito em 1911, através do teórico e crítico de cinema Ricciotto Canudo no «Manifeste des Sept Arts» (Manifesto das Sete Artes), que foi publicado apenas em 1923. Canudo pertencia ao futurismo italiano e para ele o Cinema era uma «Arte Total», uma arte síntese que conciliava todas as outras artes nomeadas na época: Música, Pintura, Escultura, Arquitetura, Poesia e Dança. Deste modo, pretendia elevar o Cinema à categoria de Belas Artes, ou seja, afastar a ideia vulgarmente aceite de que o Cinema era apenas um espectáculo para as massas. Por tudo isto, ele considerou o Cinema como a Sétima Arte, e trabalhou nesse sentido. Assim, em 1913, Ricciotto Canudo criou uma revista especializada em arte, a «Montjoie», que abordava assuntos relativos ao cinema. Estando muito bem relacionado no meio cultural, criou laços de amizade com o pintor Pablo Picasso (1882 – 1973), o crítico de arte Guillaume Apollinaire (1880 – 1918), o compositor e pianista Joseph-Maurice Ravel (1875-1937), entre outros. O Clube dos Amigos da Sétima Arte surge neste contexto, em 1920, a partir de interesses comuns de artistas e teóricos de arte. Hoje em dia, «ir ao cinema» é algo vulgar e frequente para muitas pessoas, como actividade de entretenimento: uns preferem as comédias românticas, outros procuram os filmes de acção ou de terror, alguns pretendem curar as suas feridas psicológicas. E ainda há os que procuram a Sétima Arte, essa estética cinematográfica condensada num filme. E é aqui que tudo se complica na nossa mente, ao
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ser-nos exigida uma certa «gestão de risco emocional». Chegámos à «Laranja Mecânica» de Stanley Kubrick, exibido em Portugal em novembro de 1974. Esse filme de culto, essa obra de arte «desoladora e incómoda». Imagens fortíssimas, de uma violência avassaladora e agoniante. Eu tinha 15 anos quando me deparei com o «Laranja Mecânica» numa grande sala de cinema e ainda hoje recordo toda a sequência de imagens e banda sonora exploradoras da ultraviolência. Mas principalmente, o inesquecível Alex (protagonizado pelo intimidante Malcolm MacDowell) povoou o meu imaginário até hoje. Mais tarde, iniciei a leitura do romance distópico de Anthony Burguess, a qual nunca concluí, o que veio confirmar toda a minha perplexidade face a determinadas obras de arte: difíceis, violentas, belas; mas, indubitavelmente, estéticas. A arte tem múltiplos significados e finalidades. A beleza na arte é questionável. A procura do belo nem sempre conduz à felicidade. Neste afunilamento racional cabe toda a sensação de pavor que o filme provoca: um pesadelo. Gosta de cinema como divertimento? Então não assista ao filme «Laranja Mecânica». Há formas bem mais fáceis de ser espectador.
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Do Reboliço #8 Ana Isabel Soares (Professora) o catalão Josep Pla, o Reboliço gosta de reler o que escreveu sobre o Algarve, quando ali passou no começo da década de 1950. Assim: “Todas as povoações [...] são muito silenciosas. Em geral, Portugal – tirando Lisboa e Porto – é um país muito silencioso, de um silêncio rural, delicioso, um silêncio que parece ter, para as gentes que o habitam, uma certa intimidade”. Pensa neste silêncio que só muito raramente encontra, e percebe que talvez setembro tenha dos instantes menos ruidosos do ano, na terra algarvia. Lembra-se de idas à praia nesses dias de fim de Verão, quando, chegado à areia, já não havia pessoas sobre ela e só uma ou outra gaivota, um ou outro gaivotinho saltitavam entre a duna cheia de ervas rasteiras, canas, quase venosos sendeiros – e o mar. Fim de Verão, era quase sempre assim: bastava que não fosse o vento muito frio nem rijo, a água daria o conforto de um caldo morno e marés calmas. Sabia que pelo menos durante alguns dias, antes da mudança da lua, à mesma hora do fim de tarde a maré estaria baixa. Não era pelo pôr-do-sol, pelo cartão postal que, animado, poderia ver, se virasse o focinho a oeste e dali, além das cores, cheirasse a despedida que a maresia cantava à luz. Não era só pelo fresquinho do ar que o mar amornava. Nem só por aquele areal vazio de gente. Era isso tudo ajuntado, mas, por cima de tudo, era a manta do mar raso, pouco enrugado das vagas, transparente, de pesado azul de chumbo (nela via, por exemplo, como alguns pintores da Espanha procuravam, vidas inteiras, a aparição daqueles contrastes numa mesma tela, o mar de Sorolla como as nuvens de Turner, invenções com óleos sobre lugares e ondas inexistentes). Havia uma praia do fim do Verão aonde chegava na Renault carrinha azul: mal o motor se calava, descia num salto pequeno para a gravilha e corria nos passinhos curtos até à ponte de tijolos cor-de-rosa: do meio dela confirmava que a água quase deixava ver o ALGARVE INFORMATIVO #172
fundo do ribeiro, que a maré seria a boa – e abalava em correria maior, passava os canaviais solitários ao lado de um dos muitos carreiros que subiam a duna, para gozar, da subida e da paragem, a visão da água, o areal esvaziado, a temperatura do mar, o silêncio. Era o lugar da Falésia. Ninguém já – ou melhor, quase ninguém: nos dias daquela maré rasinha, em que a areia molhada prolonga o castanhoescuro irisado dos sulcos que a água lenta faz sobre a terra de pedrinhas, quando havia conquilha pouco afundada nas poças muito brilhantes daquela areia-chocolate, um ou dois homens puxavam arrastos de cintura, para um lado e para o outro. O areal – branco, amarelecido e castanho, nas cores que as telas não fixavam porque o sol a cair devagar as mudava segundo a segundo – era limpo e amplo e entregava-se às gentes raras. O mar, liso-liso e de um azul que, demorando na mudança, escurecia, não era de mais ninguém. O Reboliço ia com os moços pequenos da família e via o pai ficar na areia, os pés no movimento redondo e afundado de procurar conquilha, as mãos descontraidamente atrás das costas, um pulso agarrado no outro punho – enquanto eles se atiravam à ondulação baixa, a tentar que nenhum movimento quebrasse a paz daquele quadro que tela alguma jamais fixaria. No silêncio, punham-se a escutar os anéis de água centrífuga que se alongavam dos seus corpos. Às vezes, poucas, ouvia-os a conversar baixinho. Perguntavam “Já imaginaste, se...?”, sem quererem saber a resposta. A praia havia toda à volta deles: a areia lisa onde as poucas gaivotas faziam voos curtos e o mar amplo, alisado e escuro. Lembra-se de uma vez, enquanto se moviam suspensos na água que os marcava naquelas curvas a afastarem-se, terem percebido que perto, distante no mar o alcance dos olhos, aparecia encostada à superfície uma série de pequenas esferas. Eram uns berlindes dos grandes, escuros, a boiar à frente deles – que não davam a entender do que nasciam aquelas 138
Foto: Vasco Célio
bolhas de água. Quando tentaram aproximar-se para perceber o que seriam, o pequeno alvoroço do movimento fez com que as esferinhas sumissem debaixo do azul. Mas, nada de tempo depois, reassomaram, ressurgidas todas no mesmo segundo à tona das ondas de azulnegro, e deslocadas para poente. Outra vez se aproximavam os moços, mais lentos, a flutuar só e a deixar que os guiasse a corrente débil. Viram, então – porque a água transpareceu nos círculos
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à volta das esferas, as pequenas cabeças de um grupo de tartarugas. Da areia molhada, o pai acenou-lhes e regressaram: os olhos vermelhos do tanto tempo no sal, tiritando de ter desaparecido o sol, enrolaram-se nas toalhas que guardavam o calor que ele deixara . * Reboliço é o nome de um cão que o avô teve, no Moinho Grande. É a partir do seu olhar que aqui escrevo. ALGARVE INFORMATIVO #172
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Os unicórnios portugueses, startups que chegam aos mil milhões Fábio Jesuíno (Empresário) palavra unicórnio tem ganhado destaque ultimamente na comunicação social, não pelo seu significado original, um animal mitológico que tem a forma de cavalo, com um único chifre, mas associada às startups que atingem sucesso e uma grande valorização. O termo surgiu em 2013, por Aileen Lee, fundadora da Cowboy Ventures, quando escreveu, no jornal norte-americano NewYork Times, um artigo intitulado «Bem-vindos ao grupo dos Unicórnios: Aprender com as startups de mil milhões de dólares». O artigo foi um sucesso e fez com que o termo se tornase associado à meta mítica do empreendedorismo. O uso do animal mitológico está diretamente relacionado com o objetivo quase inatingível de uma startup conseguir essa valorização. Segundo a revista Forbes, o mercado mundial possui mais de 190 empresas unicórnio, estando a sua maioria localizadas na China e dos Estados Unidos da América. As startups unicórnios que se destacam são em primeiro lugar a Ant Financial, sediada na China, com uma valorização de 70 mil milhões de dólares, e a norte-americana Uber, com 62,5 mil milhões de dólares. Portugal também faz parte do grupo restrito dos unicórnios, com duas startups que conseguiram alcançar esse patamar, Farfetch e a OutSystems, casos de grande sucesso de empreendedores que conseguiram na identificação de problemas encontrar grandes oportunidades de negócio, empresas que se tornaram completamente globais. A Farfetch foi a primeira startup de origem portuguesa a conseguir atingir os mil milhões de dólares. Criada em 2007, é uma plataforma online de venda de artigos de moda de luxo, ALGARVE INFORMATIVO #172
liderada por José Neves, que está neste momento a abrir o capital na bolsa de Nova Iorque a valer até 5,5 mil milhões de dólares. A startup portuguesa mais recente a entrar para este grupo foi a OutSystems. Criada em 2001, em Linda-a-Velha, é uma plataforma que permite a criação de aplicações e websites de uma forma simplificada, utilizando interfaces gráficos com código previamente escrito. A empresa, fundada por Paulo Rosado, está atualmente sediada em Atlanta e conta como clientes multinacionais como a Toyota e a Deloitte, entre outras. Para além destas duas startups, existem em Portugal mais algumas que, na minha opinião, poderão atingir essa meta brevemente. São elas a Feedzai, a TalkDesk e a Uniplaces. Começo pela a Feedzai. Fundada por Nuno Sebastião, Pedro Bizarro e Paulo Marques em 2008, em Coimbra, é a que têm maior potencial, especializada no combate à fraude nos pagamentos com recurso à inteligência artificial. A TalkDesk, fundada em 2001, em Lisboa, por Tiago Paiva e Cristina Fonseca, oferece soluções de call center na cloud, ajudando as empresas a melhorar a interação com os clientes, tem também um grande potencial, principalmente pelo recente destaque na revista Wired, no Reino Unido. Não podia deixar de falar da Uniplaces, que a meu ver pode surpreender a qualquer momento. Cofundada em 2012 por Miguel Santo Amaro, também em Lisboa, é uma plataforma online para alojamento de estudantes universitários que se têm destacado pelo seu crescimento. Todos estes exemplos são prova que o nosso país tem um potencial enorme para o empreendedorismo, assistimos a uma nova era dos Descobrimentos .
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OPINIÃO - Tudo em Particular e Nada em Geral
A Barbie sou eu! Carla Serol (Uma loira qualquer) ou penosamente mãe de três rapazes. Sim, três rapazes! Durante as minhas gravidezes, fui recebendo lamentos valiosíssimos dos entendidos na matéria: “O casalinho é que é bonito!”. Pessoas estas, conhecedoras profundas desta importantíssima lei que determina que, para uma família ser perfeita e feliz, há que ter, pelo menos, dois descendentes e obrigatoriamente de género diferente, ou então que, pelo menos, haja sempre uma menina! Fui guardando estas preciosas sabedorias: “só moços?!”, “tanto moço!”, “ohhhh, nem uma menina?!”, “Ah, tens de ir ao quarto para vir a menina!”, ou até mesmo a pior de todas: “Oh, que pena, só moços!”. Lamentável, é verdade! Eu sofro mesmo imenso com o facto de só ter filhos rapazes. Sofro porque sei que cada um deles será capaz de arrancar suspiros e não só, em todas as raparigas com quem se cruzarão durante as suas vidas. Imaginem só a quantidade de pretensas noras que eu vou ter de conhecer, ser simpática e doce, e ainda esforçar a minha querida expressão para que elas não percebam que eu não gosto delas. Isto vai arruinar a minha pele! Não há colagénio que aguente! Portanto, só por aqui, podem ver o sofrimento horrível que é ser mãe de três rapazes lindos e saudáveis. Outro enorme sofrimento, terrível mesmo, é que, por serem todos rapazes, partilham o gosto por diversas atividades, como, por exemplo, o futebol. É terrível, aos sábados à tarde, irem os quatro (sim, quatro! O pai eu não pari, mas conta como filho), uma tarde inteira jogar futebol e deixarem-me sozinha em casa, num silêncio imaculado em que posso dormir, meditar, ver as minhas séries preferidas de enfiada, chorar rios de lágrimas a ver aquele filme romântico que nunca posso
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ver porque há sempre um jogo de futebol importantíssimo, ora da Liga, ora da Taça da Liga, ora da Liga da Taça, ora da Liga onde joga o Cristiano Ronaldo, ora da Liga do conterrâneo Zé Mourinho… enfim. São tardes horrorosas em que vou às compras sozinha a ouvir música no carro e a fazer karaoke enquanto conduzo. Uma tristeza só! Outra questão que me faz sofrer imenso é a roupa que usam ser sempre muito básica. Não há um lacinho a acompanhar a t-shirt, uma meia de folho pelo joelho a combinar com o calção, nem uma fita para o cabelo a combinar com o casaco! Um marasmo, uma deprimência. Logo, lá terei que ser eu a estar atenta às novas tendências e a usá-las. São artigos de ourivesaria, relógios, maquiagem, malas, sapatos… Dá um enorme trabalho e é desagradável ir às compras e comprar o que me apetece sem ter uma filha adolescente a cravar-me todos os meses uns ténis da moda ou uma t-shirt in da marca da etiqueta vermelha, só porque a escola inteira usa. É sofrível e eu estou à beira de precisar de terapia! Por fim, é a questão dos brinquedos. Como devem calcular, é um suplício! Bolas… bolas de todos os tamanhos e modelos, a bola da Liga, a bola do Europeu, a bola do Mundial, a Roteiro, a Brasuca, a do Benfica… e claro, carrinhos e peças. Peças senhores! Peças que obrigam os moços a construir estruturas e estimulam o pensamento e as ideias! E nem uma singela boneca, nem uma Barbie… por isso, naquela casa não me resta alternativa senão ser eu a Barbie! Mãe Barbie no Yoga, Mãe Barbie no Shopping, Mãe Barbie na Esteticista, Mãe Barbie no Cabeleireiro, Mãe Barbie Viaja… Mãe Barbie tem só rapazes lindos e saudáveis e é penosamente feliz! .
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AUTARQUIA DE ALCOUTIM PRESCINDE DOS 5% DE IRS, COBRA TAXA MÍNIMA DE IMI E APLICA COEFICIENTE FAMILIAR Câmara Municipal de Alcoutim deliberou, no dia 12 de setembro, continuar a prescindir da coleta de 5% em sede de IRS sobre os rendimentos auferidos pelos contribuintes individuais com domicílio fiscal no município. Deliberou ainda fixar pela taxa mínima (0,3%) o IMI a cobrar no próximo ano, a redução máxima prevista na lei da taxa do IMI de acordo com o número de dependentes e uma redução até 20 por cento da taxa de IMI a aplicar aos prédios urbanos arrendados destinados a habitação permanente. No que concerne à aplicação do coeficiente familiar, os benefícios fiscais traduzem-se numa redução da taxa de IMI a aplicar ao prédio urbano destinado à habitação própria e permanente do sujeito passivo, de acordo com o número de elementos que compõem o agregado familiar, sendo de 20 euros para as famílias ALGARVE INFORMATIVO #172
com um filho, 40 euros para as famílias com dois filhos e 70 euros para as famílias com três ou mais dependentes a cargo. Estas medidas, apesar de se traduzirem numa diminuição das receitas municipais, permitem aliviar a carga fiscal dos residentes no concelho, constituindo assim um estímulo à manutenção e atração de novos residentes. “Conjugado com o Programa de Incentivo à Natalidade, que apoia as famílias com 5 mil euros por cada criança nascida no concelho, a redução da taxa de IMI para as famílias com filhos é mais um fator de diferenciação positiva do município, potenciador de atração e fixação de residentes e incentivador do aumento da população no nosso concelho”, sublinha o presidente da Câmara Municipal, Osvaldo dos Santos Gonçalves .
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ATUALIDADE
SAL DE CASTRO MARIM INSPIRA PROJETOS E CANDIDATURAS A FUNDOS COMUNITÁRIOS Câmara Municipal de Castro Marim, numa aposta firme na promoção e valorização do sal e flor de sal tradicional, concretizou algumas candidaturas, já aprovadas, no âmbito do PO CRESC Algarve 2020 e do Mar 2020. Colocar o sal de Castro Marim à mesa de novas dezenas de restaurantes nacionais e internacionais é um dos principais objetivos da candidatura «Patrimónios de Castro Marim: Valorização e Promoção de ALGARVE INFORMATIVO #172
Produtores Locais e Produtos Endógenos», comparticipada pelo PO CRESC 2020, projeto PADRE, apoiada por Portugal e União Europeia, cofinanciada a 70 por cento pelo FEDER. As ações de valorização do sal e da flor de sal de Castro Marim passam pela iniciativa «Sal de Castro Marim à Mesa dos Restaurantes», pela realização de uma Feira do Sal em época alta, por uma Rota Gastronómica, mas também por estimular a comercialização através da realização de Business Trips 148
internacionais. “São ações que nos permitem realçar as qualidades globais dos produtos tradicionais, potenciando o desenvolvimento destas atividades e o aumento das cadeias de distribuição. Ao nível da comercialização, as business trips permitem que se encetem novos laços e canais de distribuição internacionais, bem como a visita a mercados análogos para assimilar conceitos e ideias de negócio afetas aos recursos em questão”, refere a vicepresidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Filomena Sintra. Com um caráter mais documental e patrimonial, a autarquia desenvolveu também a candidatura «Salineiro – Uma profissão», apoiada no âmbito do programa MAR 2020, cofinanciada a 85 por cento pelo FEAMP. Daqui nasceu o documentário «Os Dias do Sal», apresentado publicamente este Verão e que revela de uma forma muito autêntica a identidade castro-marinense, profundamente ligada à exploração do sal, e que vai muito além da explanação da atividade salineira, procurando descortinar o sal que há nas vidas de quem entrega a vida ao sal. A autarquia tem ainda, desde janeiro de 2013 e cedidos pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, o edifício da Casa do Sal e uma salina destina à valorização e promoção da atividade salícola, cuja exploração é realizada numa vertente predominantemente pedagógica relacionada ao sal, flor de sal, atividade salineira e profissão de salineiro. Ali, as iniciativas são desenvolvidas pela empresa municipal Novbaesuris, no âmbito do
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contrato-programa com a autarquia local, cuja exploração para fins educacionais é financiada pela mesma. Em relação à Casa do Sal, agora com quatro anos, é propriedade do ICNF (Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, I.P.) e encontra-se cedida ao Município de Castro Marim ao abrigo de um protocolo. A obra de requalificação levada a cabo pela Câmara Municipal permitiu que o edifício tivesse sido valorizado através de uma fiel e rigorosa recuperação com materiais e técnicas tradicionalmente características da região, cujo projeto de execução foi realizado no âmbito do projeto «Sal do Atlântico» Interreg III B, Arco Atlântico e a obra cofinanciada pelo projeto PROMAR. Este equipamento cultural é um polo dinamizador da cultura e da valorização e promoção da salinicultura tradicional, com diversas áreas funcionais, tendo como objetivo promover atividades sociais, culturais e recreativas. Ainda no âmbito da promoção do sal tradicional, a Câmara Municipal de Castro Marim contribuiu para agregar a documentação necessária para a construção do dossier de candidatura à DOP (Denominação de Origem Protegida), assessorada tecnicamente por entidades externas, estando o término do processo em vias de ser submetido por um agrupamento de produtores. Outras orientações existem para o setor, designadamente ao nível da cerificação em termos biológicos e da criação de apoios a microempresas no polo incubador .
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UALG E DIREÇÃO-GERAL DE REINSERÇÃO E SERVIÇOS PRISIONAIS ASSINARAM PROTOCOLO E ACORDO ESPECÍFICO DE COOPERAÇÃO Universidade do Algarve e a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais assinaram um Protocolo Geral de Cooperação e um Acordo Específico de Cooperação, no dia 17 de setembro, na Sala de Seminários da Reitoria, no Campus de Gambelas, em Faro, numa sessão que contou com a presença do Diretor-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, Celso Manata, e do Reitor Paulo Águas. Trata-se de um protocolo que visa a promoção de iniciativas ao abrigo da Medida Contrato Emprego-Inserção+ com reclusos
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colocados em regime aberto no exterior, que se encontrem a cumprir pena nos Estabelecimentos Prisionais do Algarve, para a execução de trabalho socialmente necessário nas instalações da UAlg. A iniciativa pretende promover a empregabilidade destes reclusos, preservando e melhorando as suas competências socioprofissionais, através do contacto direto com o mercado de trabalho e, em simultâneo, pretende fomentar o contacto com outros trabalhadores e atividades, como
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forma de combater riscos de isolamento, desmotivação e marginalização. Ao abrigo do presente Acordo Específico, serão desenvolvidas ações destinadas a capacitar profissionalmente os reclusos nas áreas de trabalho socialmente necessário, segundo o plano estabelecido pela UAlg e aprovado pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, I.P. (IEFP). De acordo com o Diretor-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, esta colaboração é muito abrangente. “Em causa poderão estar a realização de estudos e investigação sobre temas ligados ao sistema prisional, como a liberdade condicional ou a reinserção, ou a formação universitária de reclusos e dos recursos humanos dos
estabelecimentos prisionais”. A execução das medidas supramencionadas é cofinanciada pelo quadro de programação 2014-2020, Portugal 2020, designadamente através de Programas Operacionais Regionais, tais como o Programa CRESC Algarve 2020. No âmbito deste Acordo Específico e com o intuito de apoiar a inserção académica de reclusos, a UAlg compromete-se a atribuir uma bolsa de incentivo anual, de valor mínimo equivalente a 75 por cento da propina do ciclo de estudos que o interessado se propõe frequentar, podendo em casos excecionais, o incentivo ser de 100 por cento .
UALG E IPB ASSINAM PROTOCOLO DE COLABORAÇÃO ais de 100 docentes assistiram, no dia 14 de setembro, a uma sessão sobre «O processo Design Thinking como potenciador da motivação para a aprendizagem». Antes disso, porém, a Universidade do Algarve e o Instituto Politécnico de Bragança assinaram um Protocolo Específico de Cooperação que visa a promoção de iniciativas conducentes à cooperação pedagógica, científica e técnica entre as duas entidades. Esta sessão foi dinamizada por Ana Galvão, professora do Instituto Politécnico de Bragança, que se encontra a realizar um pós-doutoramento na UAlg, orientado por Saúl Neves de Jesus, sobre o tema «O 151
Coaching Psicológico como Catalisador para o Empreendedorismo na População de Jovens Universitários». No sentido de enquadrar este pósdoutoramento e outras colaborações que possam contribuir para estratégias conjuntas de promoção do sucesso académico dos estudantes, o IPB e a UAlg procurarão desenvolver ações que reduzam o abandono dos ciclos de estudos e promovam competências empreendedoras dos estudantes destas duas instituições, bem como o desenvolvimento de competências transversais nos professores e nos estudantes das mesmas. A iniciativa foi organizada pelo Gabinete de Apoio à Inovação Pedagógica da UAlg . ALGARVE INFORMATIVO #172
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FRANCISCO MARTINS APELOU À CLASSE POLÍTICA PARA CONFERIR MAIOR MOBILIDADE URBANA AO ALGARVE o Algarve estamos obrigatoriamente condenados ao transporte próprio”, “não temos efetiva alternativa que não seja o nosso próprio carro”. Foi com estas palavras que Francisco Martins fez a sua intervenção no Lisbon Mobi Summit, que decorreu, em Lisboa, nos dias 13 e 14 de setembro, com a presença de especialistas de renome nacional e estrangeiro na abordagem de temas como a mobilidade urbana e os desafios que se colocam às cidades. “Muito do que ouvi aqui é para a realidade de Lisboa. Quando vão ao Algarve no Verão, as pessoas que moram na capital encontram uma realidade diferente”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Lagoa. Ora, se, em Lisboa, o transporte público é uma alternativa amiga do ambiente e da economia familiar, esse transforma-se num panorama-miragem se estivermos a falar do extremo sul do país, de acordo com o autarca lagoense. “O Algarve tem, de Sagres e Vila Real de Santo António, sensivelmente 160 quilómetros. Se quiser deslocar-me entre o eixo económico principal da região, situado entre Portimão e Faro para percorrer os 60 quilómetros que distam entre si, de comboio ou de autocarro, isso tomarme-á duas horas; de carro, pela EN 125, hora e meia”, apontou Francisco Martins, falando em “constrangimentos decorrentes de um desinvestimento que
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foi feito ao longo de muitos e muitos anos”. “Ainda estamos bastante longe da realidade de que estamos aqui a falar”, enfatizou. Francisco Martins recordou o projeto MOBI.E, uma rede de carregamento inteligente existente em algumas cidades piloto e que utiliza energia elétrica proveniente essencialmente de fontes renováveis para o abastecimento de veículos elétricos em qualquer ponto da rede nacional. “O projeto começou com a intenção de ter dois carregadores por concelho, depois passou para um e hoje não há nenhum”, revelou, apelando à classe política que olhe para o resto do mapa nacional no que toca ao tema da mobilidade. O edil mencionou ainda a importância de um maior investimento nesta área numa região que, para além de acolher dois milhões de pessoas no Verão (superando largamente os 450 mil habitantes), faz fronteira com Espanha, “o que lhe garante uma proximidade extraordinária com a Andaluzia”. E este é, para o autarca, um ponto atrativo para “empresas que estão à procura do seu cliente e que poderão passar a encarar o Algarve como um importante fator de investimento”. Francisco Martins fez a sua intervenção num workshop com Nuno Piteira Lopes, vereador da Câmara Municipal de Cascais; João Paulo Gouveia, vereador da Câmara Municipal de Viseu; e Pedro Silva, diretor para a 152
Mobilidade Elétrica da empresa EFACEC. A Lisboa Mobi Summit trouxe a Lisboa especialistas como Martin Hofman, responsável pela tecnologia de informação do grupo Volkswagen; Paulo Humanes, gestor do PTV Group; ou ainda Andrew McKellar, secretário-geral para a Mobilidade da Federação Internacional do Automóvel. Estiveram igualmente presentes o ministro belga para a Mobilidade, Pascal Smet; o cofundador da Paris Process on Mobility and Climate – PPMC, Patrick Oliva; Markus Bischof, 153
responsável da segurança europeia da Cisco Systems GmbH e Mark Preston, da Formula E Team. Os dois dias desta conferência internacional contaram ainda com as intervenções do Ministro do Ambiente, João Matos Fernandes; do Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques e do Secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Gomes Mendes, entre outros agentes políticos e económicos .
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11 NOVAS SALAS DE AULA E ENTREGA DE MANUAIS MARCARAM ARRANQUE DO ANO LETIVO EM LOULÉ abertura de 11 novas salas de aula e a entrega de manuais escolares e fichas de atividades aos alunos, em complementaridade com o Governo, foram os pontos principais do arranque do ano letivo 2018/19 no Concelho de Loulé. No dia 17 de setembro, o presidente da Câmara, Vítor Aleixo, e a vereadora com o pelouro da Educação, Ana Machado, fizeram um périplo pelos estabelecimentos de ensino do maior município algarvio para dar as boas-vindas ALGARVE INFORMATIVO #172
a toda a comunidade escolar e proceder à entrega dos manuais escolares. Recorde-se que Loulé é uma das autarquias do país que decidiu complementar a gratuidade do Ministério da Educação nesta matéria. Assim, aos alunos do 1.º e 2.º Ciclos (1.º ao 6.º anos), a autarquia louletana ofereceu as fichas de atividade. Para além disso, foram ainda distribuídos dicionários aos alunos do 2.º ano e gramáticas para o 3.º ano. Todos os alunos do 3.º Ciclo da rede pública (7.º, 154
8.º e 9.º anos) receberam os manuais escolares e as fichas de atividades. Foi ainda entregue a banda desenhada «Reportagem Especial – Adaptação às alterações climáticas em Portugal», de Bruno Pinto (argumento), Penim Loureiro (desenho) e Quico Nogueira (cor), dedicada a uma matéria de grande importância para as políticas municipais em Loulé. Todos os manuais e fichas oferecidos pela Câmara Municipal de Loulé foram disponibilizados aos alunos no primeiro dia de aulas, numa iniciativa que abrangeu 7 mil e 280 alunos das escolas públicas do Concelho (3.268 do 1.º Ciclo, 1.723 do 2.º Ciclo e 2.289 do 3.º Ciclo), totalizando 60 mil e 399 manuais/fichas entregues, num investimento de mais de 810 mil euros por parte do Município. Outra das novidades do novo ano letivo foi o alargamento da rede escolar no
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Concelho de Loulé, com a abertura de 11 novas salas de aula: três salas de 3.º Ciclo na Escola EB 2,3 Eng.º Duarte Pacheco; uma sala de 3.º Ciclo na Escola EB 2,3 Padre João Coelho Cabanita; duas salas de 3.º Ciclo na Escola EB 2,3 S. Pedro do Mar; duas salas de 1.º Ciclo na Escola EB1/JI Dona Francisca de Aragão; uma sala de 1.º Ciclo na Escola EB1/JI da Abelheira; uma sala de Jardim de Infância na EB da Estação; uma sala de Jardim de Infância na EB de Alte. “É para o executivo que lidero uma prioridade o sucesso dos nossos alunos, pelo que contribuímos ativamente, criando as condições necessárias para que possam ter igualdade de oportunidades e de acesso. É um forte compromisso com a nossa comunidade”, sublinhou Vítor Aleixo .
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LANÇADA PRIMEIRA PEDRA DAS OBRAS DE REQUALIFICAÇÃO DA EB N.º 5, EM OLHÃO presidente do Município de Olhão, António Miguel Pina, presidiu, na manhã do dia 17 de setembro, ao lançamento da primeira pedra da construção da nova escola EB1 N.º 5, cujos edifícios serão totalmente remodelados e onde surgirão novos espaços e serviços. A empreitada custará cerca de dois milhões de euros e a nova escola deverá estar a funcionar no ano letivo 2020/2021. ”Este era um investimento que já estava para acontecer há algum tempo e,
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finalmente, conseguimos arrancar com as obras”, referiu o edil, satisfeito com as melhorias que aqui vão surgir. O custo da intervenção será repartido entre fundos comunitários, através do programa CRESC Algarve 2020 (60 por cento) e a autarquia, serão remodeladas as seis salas de aula existentes nos edifícios do plano centenário e surgirão três novas salas. “No edifício novo haverá também uma unidade multideficiência, que será uma referência no concelho e em todo o sotavento algarvio”, revelou António 156
Miguel Pina durante a visita às obras, que já começaram, a cargo da empresa Martins & Gago. No novo edifício, que ficará situado ao lado dos já existentes, ficarão localizadas, para além da unidade multideficiência, a portaria, sala de professores, cozinha, refeitório, arrecadações, biblioteca e sala polivalente. A nova escola passará a contar com nove salas de aula, com capacidade para mais de 200 alunos, e terá também uma horta pedagógica, três parques infantis e os antigos pátios serão recuperados e devolvidos às brincadeiras dos alunos. Enquanto não reabre, totalmente renovada, os alunos desta instituição de ensino estão a ter aulas na Escola Prof. Paula Nogueira, em monoblocos de elevada qualidade do ponto de vista térmico e de insonorização, climatizados e com todos os equipamentos necessários para o bom funcionamento das aulas.
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António Miguel Pina revelou também que a Escola Prof. Paula Nogueira será alvo de importantes obras de melhoramento, no valor de 3,2 milhões de euros, com o concurso a ser lançado no próximo ano. “É uma obra para fazer ainda neste mandato”, garantiu o autarca, lembrando que a educação é um dos pilares do executivo por si liderado. “Quero terminar este mandato com todas as escolas requalificadas”, assegurou, explicando que falta remodelar a EB N.º 4, cujo projeto deverá estar concluído até final do ano. “Temos já pronto o projeto de requalificação da escola de Quelfes e vamos iniciar os projetos das escolas N.º 1 e de Brancanes”, adiantou, duas obras que, para já, não têm financiamento, devendo ascender a cerca de dois milhões de euros .
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MUNICÍPIO DE SÃO BRÁS DE ALPORTEL ESTABELECEU ACORDO COM A ARS ALGARVE PARA PROMOVER A SAÚDE ORAL
o âmbito da estratégia municipal de promoção da saúde, e dando continuidade às parcerias desenvolvidas com a Administração Regional da Saúde do Algarve, a Câmara Municipal de São Brás de Alportel firmou com a ARS/Algarve um protocolo de cooperação, tendo em vista disponibilizar consultas de saúde oral no Centro de Saúde no início de 2019. Para tal, o edil Vítor Guerreiro esteve presente, no dia 18 de setembro, em cerimónia realizada no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, para implementação da estratégia «Saúde Oral para Todos», na presença do Ministro da Saúde, Adalberto Campos, e na qual foram assinados protocolos com 65 municípios. A ação está integrada na fase de alargamento do projeto-piloto lançado pelo Governo em 2016 para a implementação de consultas de saúde oral no Serviço Nacional de Saúde. O Município ALGARVE INFORMATIVO #172
de São Brás de Alportel assume-se como parceiro desta iniciativa através do seu trabalho contínuo em prol do bem-estar da população em várias áreas de ação, como sejam as políticas sociais e de promoção da saúde. “Trata-se de um protocolo da máxima importância para a saúde e bem-estar da população, áreas prioritárias para o município”, afirmou o autarca, sublinhando ainda que esta é uma medida em prol da prevenção de vários problemas de saúde, ao disponibilizar cuidados de saúde oral a muitos sãobrasenses que não têm possibilidade de aceder a estas consultas no sistema privado. Através do protocolo, a Câmara Municipal de São Brás de Alportel compromete-se a atribuir um apoio de 24 mil e 600 euros à ARS/Algarve para a aquisição de equipamento clínico para a sala de saúde oral que vai ser criada no Centro de Saúde. A ARS/Algarve compromete-se a realizar as obras necessárias na sala reservada para as consultas de saúde oral no Centro de Saúde, a garantir os recursos humanos necessários para as consultas e a formação dos recursos humanos afetos a este serviço, assim como garantir as condições necessárias para o bom funcionamento deste novo serviço, entre os quais se incluem os materiais consumíveis. O protocolo vai estar em vigor por três anos, com possibilidade de renovação . 158
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DIRETOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina (danielpina@sapo.pt) CPJ 3924 Telefone: 919 266 930 EDITOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina SEDE DA REDAÇÃO: Rua Estrada de Faro, Vivenda Tomizé, N.º 12P, 8135-157 Almancil Email: algarveinformativo@sapo.pt Web: www.algarveinformativo.blogspot.pt PROPRIETÁRIO: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina Contribuinte N.º 211192279 Registado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº 126782 PERIODICIDADE: Semanal CONCEÇÃO GRÁFICA E PAGINAÇÃO: Daniel Pina FOTO DE CAPA: Mónica Brazuna
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