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ALGARVE INFORMATIVO #170

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ALGARVE INFORMATIVO 1 de setembro, 2018

GISELA JOÃO ENCANTADORA EM TAVIRA «LOULÉ SUMMER 2018» | «FESTA DO BANHO 29» EM LAGOS | «NOITES DO LEVANTE» 1RICARDINHO ESPALHOU MAGIA EM PORTIMÃO | JOVENS PROTEGEM ALGARVE INFORMATIVO #170 FLORESTAS


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CONTEÚDOS #170 1 DE SETEMBRO 2018 18

ARTIGOS 10 - Feira da Dieta Mediterrânica a chegar 18 - FOMe renovado com Outros Comeres 32 - Ricardinho espalhou magia por Portimão 42 - Festa do Banho 29 em Lagos 54 - Jovens protegeram floresta de São Brás de Alportel 68 - Gisela João em Tavira 76 - «Loulé Summer 2018» 84 - Noites do Levante em Olhão 106 - Atualidade

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OPINIÃO 96 - Paulo Cunha 98 - Adília César 100 - Ana Isabel Soares 102 - Fábio Jesuíno ALGARVE INFORMATIVO #170

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REPORTAGEM

Ana de Freitas, Alexandra Gonçalves, Francisco Serra, Jorge Botelho, Fernando Severino e João Fernandes, na apresentação da VI Feira da Dieta Mediterrânica de Tavira

MUITO MAIS DO QUE UMA FESTA, A FEIRA DA DIETA MEDITERRÂNICA É UMA AFIRMAÇÃO DA IDENTIDADE DO ALGARVE Texto:

| Fotografia:

e 6 a 9 de setembro decorre a VI Feira da Dieta Mediterrânica, no centro histórico de Tavira, ao longo das margens do rio Gilão e na colina genética do alto de Santa Maria. ALGARVE INFORMATIVO #170

O evento é um dos pilares do Plano de Salvaguarda aprovado pela UNESCO e resulta da inscrição da Dieta Mediterrânica na Lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade, a 4 de dezembro de 2013, em Baku, com a 10


inclusão de Portugal e da sua comunidade representativa Tavira. A Feira cumpre objetivos de transmissão dos valores ancestrais da Dieta Mediterrânica, legado das civilizações que originaram a identidade, língua e cultura nacionais, conforme destacou Jorge Botelho, presidente da Câmara Municipal de Tavira, na apresentação do evento. “Estimula relações humanizadas de cooperação, confraternização entre gerações, partilha de objetivos e recursos comuns. Acima, de tudo, é um processo de desenvolvimento regional e de afirmação da identidade do Algarve. Para além das iniciativas que têm a ver com a dinâmica agrícola, da parte da investigação e da culinária, referenciais mais associados à Dieta, a programação é vasta e tem um amplo conjunto de espaços”, referiu o edil tavirense. De facto, o programa de 2018 reflete o trabalho de parceria alargada, com a feira institucional e presença de outros países, de instituições nacionais e regionais, mercado de produtores, mostras botânicas, praça da convivialidade e restauração, provas gastronómicas e petiscos, música e outras artes performativas, poesia, exposições, projeções, visitas ao património e às coleções de fruteiras, entre outras novidades. “São 155 stands, 117 dos quais agroalimentares e de artesanato tradicional e 29 institucionais. O Mercado da Ribeira mantém-se como polo de atratividade das demonstrações culinárias e, este ano, serão também realizadas algumas atividades no Mercado Municipal”, apontou Jorge Botelho, falando ainda do aconselhamento 11

nutricional e cardiovascular, do jardim mediterrânico, da exposição de sementes e variedades endógenas, do «Vaivém» do Oceanário de Lisboa, da atividade física promovida por ginásios locais, do carrossel ecológico, dos homens-estátua, das exposições no Museu Municipal de Tavira e de conversas sobre temáticas relacionadas com a Dieta Mediterrânica. Para o público infantojuvenil foi desenhado um programa que contempla oficinas, jogos, exposições, espetáculos de teatro de marionetas, magia, contos tradicionais portugueses, a peça «Ulisses» pela Companhia da Esquina, a música de João Violão e muitas outras surpresas. Claro que os espetáculos musicais não foram esquecidos e estarão distribuídos pelos quatro dias da Feira, com a Praça da República a receber António Zambujo (dia 6), o andaluz Diego El Cigala, figura destacada do flamenco (dia 7), a fadista Carminho (dia 8) e, a pensar nos mais jovens, AGIR (dia 9). O palco do Castelo acolherá os italianos «Mascarimiri», os gregos «Ria Ellinidou & Band Colours of Greece», a andaluza Rocío Marquez e os marroquinos «AYWA». Ainda na música, a Igreja da Misericórdia será palco dos concertos do quarteto Ensemble Med e da jovem pianista andaluza Penélope Carrasco. Na Igreja das Ondas haverá uma viagem pela poesia mediterrânica com Carlos Mota de Oliveira, acompanhado por António Candeias, e vai-se escutar o Duo Mediterraneus e os Suono Cantabile, com voz e alaúde. Destaca-se também a participação de grupos ALGARVE INFORMATIVO #170


etnográficos portugueses como o Grupo de Pedrinhas de Arronches, Os Ganhões de Castro Verde, Cana Rachada da Azambuja, os Chocalheiros de Vila Verde de Ficalho e a mascarada tradicional dos Caretos de Podence. Haverá ainda participação de ranchos folclóricos, da Banda Musical de Tavira, de grupos de música popular portuguesa, bem como oficinas de danças tradicionais mediterrânicas e o «Fado com História», no Largo da Capela de Nossa Senhora da Piedade. A gastronomia mediterrânica estará disponível nos cinco restaurantes e tascas situados na Praça da Convivialidade /Parque do Palácio da Galeria, mas aderiram à feira dezenas de restaurantes do concelho que disponibilizam menus relacionados com a dieta mediterrânica. “O que queremos é um clima de festa permanente nestes quadro dias,

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decorrente de um grupo de trabalho que se junta, a partir de janeiro/fevereiro, para preparar este extenso programa. Todas as entidades envolvidas contribuíram com ideias e muita vontade e agora cabe aos técnicos e operacionais da Câmara Municipal de Tavira montar e, depois, desmontar a Feira da Dieta Mediterrânica”, sublinhou Jorge Botelho, antes de passar a palavra a Fernando Severino, Diretor Regional de Agricultura e Pescas do Algarve, que lembrou que o Ministério da Agricultura comemora, em 2018, o seu centenário. “A agricultura tem as suas raízes no passado e faz parte das nossas tradições, ligando todos os portugueses através de um território comum a todos, e esta mostra tornouse uma pedra basilar para a agricultura na vertente da Dieta Mediterrânica e

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Jorge Botelho, presidente da Câmara Municipal de Tavira

de tudo aquilo que ela encerra numa visão mais global”, declarou.

vai muito longe e esta Feira é um exemplo do caminho a seguir, da sustentabilidade, de luzes para o futuro, daquilo que, todos juntos, podemos realizar”, considerou Fernando Severino.

Para além dos eventos habitualmente dinamizados pelo Posto Agrário de Tavira, a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve vai dar uma especial ênfase às alterações climáticas, mas também à Estratégia Nacional da Agricultura Biológica e à Estratégia Nacional dos Recursos Genéticos. “Temos finalmente um projeto aprovado para os próximos quatro anos para a preservação e recolha das fruteiras tradicionais e para levá-las aos viveiristas, na qual se inclui, por exemplo, a pera-rocha e o pero de Monchique. A agricultura, sozinha, não

Do grupo de trabalho que pensa e prepara a Feira da Dieta Mediterrânica faz parte a CCDR – Comissão da Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, com Francisco Serra a lembrar a importância dos organismos que, neste território, tentam divulgar a ideia da Europa e, por essa via, “criar uma interação que valorize a nossa cultura e produtos endógenos junto dos nossos parceiros na União Europeia”. “Temos várias atividades na Feira, algumas delas conduzidas pelo Centro Europe Direct,

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Alexandra Gonçalves, Diretora Regional de Cultura do Algarve, e Francisco Serra, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve

como é exemplo um passeio/tertúlia, em parceria com a Agricultura, sobre «O Figo – Alimento Cultural do Algarve». Teremos outro passeio sobre as paisagens do sal, «A Maior Lição do Mundo» sobre os objetivos do desenvolvimento sustentável das Nações Unidas e uma viagem sobre as lendas do Mediterrâneo. São iniciativas que podem parecer pouco conectadas com uma feira baseada em produtos, mas esta mostra é, precisamente, um conjunto de realizações onde se valorizam também a vivência e a convivialidade”, reforçou Francisco Serra. O Turismo do Algarve não está, como é natural, dissociado da Feira da Dieta Mediterrânica de Tavira e João Fernandes dá nota muito positiva à perseverança das entidades envolvidas, ao longo da última ALGARVE INFORMATIVO #170

década, na promoção e dinamização deste estilo de vida. “É um projeto que tem uma grande consistência e em que os parceiros se mantêm empenhados na sua consolidação e evolução. A RTA aderiu desde a primeira hora a esta realização e desde 2013 que defendemos a gastronomia e os vinhos como produtos transversais a toda a oferta turística da região, por traduzir muito da sua identidade. Sempre que desenvolvemos ações promocionais em Portugal ou Espanha, tal como a ATA o faz nos mercados emissores externos, há uma componente de divulgação da Dieta Mediterrânica”, afirmou o presidente da Região de Turismo do Algarve. Inovação e tradição trouxe a Direção Regional de Cultura do Algarve à VI 14


Feira da Dieta Mediterrânica de Tavira, como se constata pela ação «Gentes do Mercado – Sorrisos e Expressões Proverbiais», que transportará os vendedores e utilizadores do Mercado Municipal de Tavira para o palco. “Interessa-nos valorizar as pessoas que fazem o mercado e é um projeto que requer a participação da comunidade. Estamos a dar o nosso contributo mais sorrisos e saudações”, entende Alexandra Gonçalves, ao passo que Ana de Freitas, Vice-Reitora da Universidade do Algarve, descreve a feira como “o celebrar do trabalho desenvolvido por todas as entidades, instituições e comunidades envolvidas na Dieta Mediterrânica”. E no stand da UAlg vai poder ver-se, através de exposições, o trabalho que é realizado ao nível do cultivo de plantas hortícolas e condimentares, da agricultura biológica, da desertificação e da ocupação do solo, da dietética e nutrição. “O plano de atividades para a promoção e salvaguarda da Dieta Mediterrânica entre 2018 e 2021 é um documento orientador e um marco importante desta caminhada”, frisou Ana de Freitas, com Jorge Botelho a confirmar o valor deste plano de ação para os próximos três anos, de tal modo que foi abarcado para o contexto nacional com a criação de um Centro de Competências para a Dieta Mediterrânica e

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com uma candidatura a fundos nacionais e internacionais. O presidente da Câmara Municipal de Tavira assegurou ainda que a Feira da Dieta Mediterrânica não é um happening, mas sim “uma afirmação de poder regional multifacetado e multissectorial, que mexe naquilo que é o mais ínfimo das nossas vidas coletivas ao mais ínfimo pormenor”. “É tudo aquilo que já cá estava, mas que nem dávamos por isso. É mostrar uma identidade regional e nacional que existe naquilo que, às vezes, é simples, mas que faz a diferença entre os povos”, defendeu. “Estamos todos alinhados para darmos passos seguros e persistentes neste caminho e apostamos na universalidade e consistência da programação da Feira para que todos se sintam bem-vindos em Tavira por estes dias”, finalizou Jorge Botelho .

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REPORTAGEM

GASTRONOMIA JUNTA-SE ÀS MARIONETAS PARA UM FOME RENOVADO Texto:

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gastronomia é uma das novidades do FOMe – Festival de Objetos e Marionetas dinamizado pela ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve, que vai realizar-se, de 14 a 29 de setembro, em Faro, Loulé, São Brás de Alportel, Olhão, Tavira e Albufeira, com financiamento da União Europeia através do programa CRESC Algarve 2020. E a saída dos limites da cidade de Faro e expansão para os seis concelhos do Algarve Central é a outra grande novidade do agora Festival de Objetos e Marionetas & Outros Comeres. Durante a conferência de imprensa de apresentação do FOMe, Luís Vicente recordou que o certame nasceu da dinâmica em torno do VATe – Vamos Apanhar o Teatro, o projeto educativo itinerante da ACTA. “No período anterior

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à crise, quando o autocarro saia de Faro, às vezes passavam-se dois meses que eu não via a Jeannine Trévidic, que me ia chamando a atenção para determinados fenómenos que aconteciam em torno dos espetáculos realizados. Chegávamos a «tocar» mais de nove mil crianças por época, até cairmos para as 800 no ano agudo da crise”, lembrou o diretor da ACTA. O projeto envolvia, de facto, as famílias nos espetáculos e nos vários ateliers que os acompanhavam, nomeadamente os avós, dai que Jeannine Trévidic tenha desafiado Luís Vicente para a organização de um festival que fosse o corolário do VATe, assim nascendo o FOMe. “No terceiro ano houve a extensão a São Brás de Alportel, depois a Loulé, até que chegamos a este momento em que

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Jeannine Trévidic e Luís Vicente, da ACTA

vamos estar nos seis concelhos do Algarve Central. Foi um processo complexo porque os timings foram bastante apertados”, reconheceu o ator e encenador. “Sejamos intelectualmente honestos e digamos isto com toda a clareza: esta primeira edição não corresponde àquilo que nós desejaríamos fazer e que estamos absolutamente convencidos que vamos fazer nos próximos dois anos. Se alguma coisa correr mal – esperamos que não – sejam condescendentes, por favor, porque montar o festival foi muito difícil”. Dificuldades que foram ultrapassadas graças ao património de conhecimentos e contatos da ACTA, uma companhia teatral reconhecida além-fronteiras pela sua qualidade, competência e fiabilidade. “De todas as companhias que participam no 21

FOMe só houve uma, por questões meramente administrativas, que pediu que fosse assinado um contrato. Tudo o resto foi apalavrado boca-a-boca. Temos um património de confiança que nos é muito grato e, por isso, de modo algum podemos falhar com os nossos compromissos”, afirmou Luís Vicente. FOMe que, durante sete anos, foi desenvolvido de forma individual pela ACTA, “muitas vezes lutando contra moinhos e marés para levar por diante este sonho”, enalteceu Paulo Santos, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Faro, considerando ainda que o Algarve Central é “uma plataforma bastante interessante de cooperação e articulação em termos de programação cultural, para conceber ALGARVE INFORMATIVO #170


Luís Vicente, Jeannine Trévidic, Paulo Santos, Gracinda Rendeiro, Vítor Guerreiro e Vítor Aleixo

eventos que saiam dos seus limites territoriais e, com isso, ganhar sinergias, trabalhar em rede, potenciar, alavancar, criar mais público”. O FOMe, com uma nova roupagem onde os comeres assumem um papel de destaque, é um bom exemplo deste trabalhar de mãos-dadas, com apoios comunitários captados com o auxílio da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve e, sobretudo, a acontecer fora da época alta, não chocando com os grandes eventos dos meses de julho e agosto. “Tudo isto são boas experiências que não só engrandecem os residentes nos vários concelhos envolvidos, mas todo o Algarve e o país”, salientou ainda Paulo Santos, uma opinião partilhada por Gracinda Rendeiro, Vice-Presidente da ALGARVE INFORMATIVO #170

Câmara Municipal de Olhão. “O Algarve Central deve apostar neste género de eventos culturais e trabalhar em conjunto deve ser um objetivo das autarquias para melhor se atingirem os objetivos a que se propõem”, considerou. Felicitações a Luís Vicente e a toda a equipa da ACTA foram dadas igualmente por Vítor Guerreiro, presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, por ter conseguido levar a bom-porto esta candidatura. “É um grande embaixador da cultura algarvia e todos reconhecemos o papel importante que a sua companhia desempenha na região. Este festival alia a gastronomia, que faz parte da nossa riqueza cultural e social e que tem um peso bastante grande em 22


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termos turísticos, às marionetas, que fazem parte do nosso imaginário, da nossa cultura tradicional”, sublinhou o edil são-brasense, dando nota positiva também a esta parceria do Algarve Central para o FOMe. “Se nos unirmos, poupamos dinheiro, conseguimos ter uma programação transversal a vários concelhos e promovemos a região como um todo. Este projeto tem outra maisvalia que é envolver a população local”.

E porque a conferência de imprensa tinha como objetivo dar a conhecer um pouco da programação do FOMe, Jeannine Trévidic falou, de forma resumida, dos 34 espetáculos realizados por 14 companhias,

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portuguesas e estrangeiras, a que se somam uma exposição de ilustração do marionetista Rui Sousa, um concerto de encerramento e duas formações: uma em teatro de marionetas de luva tradicional portuguesas – D. Roberto – repetido nos seis municípios; e outra mais alargada em teatro de objetos, que acontece apenas em Loulé. Em termos nacionais participam a S.A. Marionetas & Bonecos (Alcobaça), a Marionetas da Feira (Aveiro), A Barraca do Gregório (Lagoa), Lafontana – Formas Animadas (Vila do Conde), Companhia Mãozorra (Oeiras), Radar 360 – Associação Cultural (Porto) e Teatro de Marionetas do Porto, juntando-se a estes os internacionais Irene Vecchia (Itália), Clive Chandler (Inglaterra), Heleandjohn (Inglaterra),

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Tuti (Argentina), Karromato (República Checa), para além do workshop da britânica Helen Ainsworth. “A par das marionetas que podemos ver nos espetáculos em movimento, vamos também poder ver a marioneta pensada numa outra faceta, a da ilustração. Preparámos igualmente uma pequena mostra de teatro tradicional de marionetas de luva de alguns países para que o público possa observar as semelhanças e diferenças existentes e a forma como as marionetas evoluíram e

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perduram até aos dias de hoje. Teremos também marionetas de fios e marionetas de grandes dimensões que vão ser movimentadas ao longo da cidade de Faro por artistas e pela própria comunidade algarvia, no espetáculo de abertura, no dia 14 de setembro”, desvendou a responsável pela programação. E como um dos objetivos do FOMe é, precisamente, familiarizar o público com o universo das marionetas, deu-se uma grande importância à vertente formativa por via de workshops em que se vai poder aprender a técnica de marionetas de luva do D. Roberto, bem como a dar vida aos objetos. Jeannine Trévidic aproveitou para lançar o desafio aos algarvios para participarem em «LÚMEN – Uma História de Amor», uma celebração dos 20 anos de existência da S.A. Marionetas & Bonecos, que terá lugar, no dia 14 de setembro, pelas 22h. “Envolve 10 marionetas entre três a cinco metros, música, videomapping e cantores de ópera, numa criação original sem palavras. É um espetáculo de rua noturno com início junto à Igreja do 26


Carmo e, após um percurso pela cidade, desenvolve-se no Largo da Sé, numa relação com o património”, adianta a programadora, acrescentando que não é necessária qualquer experiência em teatro para fazer parte de LÚMEN. “Os S.A. Marionetas & Bonecos estão à procura de crianças e adultos maiores de 12 anos para uma formação de 14 dias, que culminará na apresentação do espetáculo. A formação é gratuita, decorrerá na Escola Tomás Cabreira, de 4 a 14 de setembro, em horário póslaboral”, explicou Jeannine Trévidic. Como a programação foi delineada em rede, os espetáculos e formações vão circular pelos seis municípios, em locais e contextos distintos – num café, perto da praia, no centro ou longe da cidade – de modo a proporcionar experiências diferentes para os artistas e públicos. Para acabar o festival em festa e convívio haverá, no dia 29 de setembro, um concerto de música folk da Kumania Algazarra, o tradicional lançamento do balão do FOMe e outras surpresas, nas Muralhas de Faro. E, como o próprio nome do festival refere, haverá também muitos comeres na programação, em três planos distintos. 27

“Em algumas situações, o mote do espetáculo é a gastronomia ou relaciona-se com ela por meio de metáforas, utilizando os materiais para falar da condição humana. Noutras ocasiões há uma estreita relação dos espetáculos com os centros das cidades e os espaços de restauração. Noutras ainda dá-se o cruzamento entre o objeto artístico e a gastronomia, dando origem a um novo produto criativo”, apontou Jeannine Trévidic. Agora, resta-nos esperar por dia 14 de setembro para mergulharmos de cabeça no mundo encantado das marionetas, dos objetos … e dos outros comeres .

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RICARDINHO ESPALHOU MAGIA POR PORTIMÃO Texto:

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Portimão Arena foi palco, nos dias 25 e 26 de agosto, de mais uma edição do Record Masters Cup, que viria a ser vencida pela equipa do Sporting. Para além da vertente desportiva, o fim-desemana foi rico em emoções fortes, muito por culpa da presença do português Ricardinho, considerado o melhor jogador do mundo de futsal da atualidade. E o frenesim em torno do nortenho começou logo na sexta-feira, 24 de agosto, durante a apresentação do seu livro «A Magia Acontece Onde Há Dedicação», editado pelo Grupo Leya e no qual o internacional português aborda o seu percurso pessoal e desportivo.

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A sessão contou com a presença de Isilda Gomes, presidente da Câmara Municipal de Portimão, que não escondeu a satisfação por ver o auditório do Portimão Arena cheio de jovens, grande parte deles praticantes de futsal em clubes de todo o Algarve. “É sobretudo para vós que fazemos isto e quero agradecer ao Ricardinho, ao Movistar Inter FS, ao Paulo Jorge (Unisports) e ao Grupo Leya por este momento que nos estão a proporcionar. Não é com muita frequência que os nossos jovens têm a possibilidade de serem acompanhados, nos toques na bola, pelo melhor jogador do mundo”, justificou, sorridente. “Quem escreve 34


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um livro e conta a sua história tem que ser uma grande pessoa e isso é bastante importante para que todos sintam que, se quiserem, também serão capazes de alcançar os vossos objetivos. Podem não ser os melhores do mundo, mas o que interessa é serem bons desportistas, bons cidadãos, bons jovens, como é o Ricardinho”, reforçou a edil portimonense. Isilda Gomes destacou ainda o facto de, pelo terceiro ano consecutivo, Portimão acolher o Record Masters Cup de Futsal, com a novidade de, pela primeira vez, integrar o Movistar MegaCracks Tour, programa de Educação, Desporto e Integração dirigido a crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 12 anos. O Gira Megacracks tornou-se já uma ALGARVE INFORMATIVO #170

referência social e é o único evento que combina desporto com os valores essenciais da vida: equidade, compromisso, equipa, integração, solidariedade, aprendizagem, cultura e, acima de tudo, muita diversão. “O vosso futuro está nas vossas mãos e aproveitem bem os bons momentos. E este é um grande momento para Portimão”, afirmou a presidente da Câmara Municipal de Portimão, lembrando ainda, antes de terminar, que Portimão foi eleita Cidade Europeia do Desporto de 2019. “E isso deve-se, também, ao fortíssimo movimento associativo de Portimão e aos equipamentos desportivos de elevado nível que o concelho possui. Estamos no bom caminho porque contamos

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com a vossa participação e com as atividades que dinamizam”. Reconhecendo não ter o mesmo dom para a palavra de Isilda Gomes, Ricardinho mostrou-se emocionado perante a plateia que tinha pela frente e pelo carinho que estava a receber, ainda mais numa iniciativa que foi organizada num curto espaço de tempo. “Este livro tem um target abrangente, é para todos os desportistas, para todos os jovens e adultos em geral. Eu não quero que as pessoas tenham pena de mim por ter vindo do «bairro», mas sim que acreditem que também podem chegar ao topo, venham de onde vierem. Tudo depende da cabeça e da dedicação de cada um”, frisou o craque de futsal. “Nem todos vão ser Cristianos Ronaldo’s ou 37

Ricardinho’s, mas todos podemos empenharmo-nos ao máximo no desporto que praticamos e sermos aquilo que queremos ser. Nunca deixem que alguém vos diga «não!», acreditem no vosso trabalho e sigam o vosso caminho. Com essa dedicação, vocês vão ser o futuro da nossa seleção, do nosso desporto e de Portugal”. Seguiu-se uma longa fila de jovens desejosos de terem o autógrafo de Ricardinho no seu exemplar do livro, posto o que as atenções se viraram para o pavilhão do Portimão Arena, onde teve lugar a primeira sessão do Movistar MegaCracks Tour em território algarvio. E foi, sem dúvida, uma tarde bem diferente para perto de 500 crianças, ALGARVE INFORMATIVO #170


com os jogadores da melhor equipa de futsal do mundo a divertirem-se com os mais novos, num encontro que contou também com a participação de crianças e jovens portadores de deficiência. Isto porque uma das marcas deste projeto é precisamente mostrar aos jovens que, independentemente das suas capacidades, todos podem praticar desporto e desfrutar juntos. Durante duas horas, os participantes estiveram em campo e partilharam experiências com as estrelas do Movistar Inter FS, com quem aprenderam conceitos técnicos e táticos do desporto numa ALGARVE INFORMATIVO #170

interação lúdica e desportiva, onde se realizaram minijogos e várias atividades. No final, todos os participantes receberam uma lembrança para mais tarde recordarem este momento especial que ficará para sempre nas suas memórias . 38


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LAGOS REVIVEU FESTA DO BANHO 29 Texto:

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o dia 29 de agosto, Lagos voltou a estar em alta com a tradicional Festa do Banho 29, que há muito se transformou numa manifestação de caráter popular enraizada na cultura lacobrigense, sendo mesmo um dos principais eventos do concelho ao longo do ano. Como forma de relembrar, reviver e preservar esta tradição, a Câmara Municipal de Lagos preparou um programa recheado de música, animação de praia, comes e bebes, artesanato e doçaria regional, não faltando igualmente o Concurso de Trajes de Banho Antigos, o obrigatório banho noturno e um concerto com a banda «Anjos». A programação integrou ainda uma componente de sensibilização ambiental materializada no «Cortejo por Amor ao Mar e à Terra: por uma cultura limpa e sustentável em Portugal», dinamizado pela AORCA – Associação de Observação, Regeneração e Criatividade na Atualidade, e que pretendeu ser uma ação simbólica contra a prospeção de petróleo na Costa Vicentina. Mas o momento mais emblemático foi, sem dúvida, a recriação da tradição do Banho 29 pelo Centro de Estudos de Lagos, com muitos cidadãos seniores trajados a rigor a «invadirem», a meio da manhã, o areal da Praia da Batata, para surpresa dos muitos turistas que ainda se encontravam de férias na cidade de Lagos. Vestidos à época, com as cestas com os comes e bebes debaixo do braço, entoando cantigas populares dos tempos dos nossos avós, os seniores montaram o «estaminé» na Praia da Batata, estenderam as toalhas, tiraram as roupas de cima e, num grande frenesim, entraram mar adentro, o que não constituiu qualquer sacrifício, face à temperatura que se fazia sentir, dentro e fora de água. Depois, o resto da manhã foi passado num animado piquenique, com os visitantes, nacionais e estrangeiros, a não desperdiçarem esta excelente oportunidade para tirarem centenas de fotos para recordar o momento . ALGARVE INFORMATIVO #170

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JOVENS AJUDARAM A PROTEGER A FLORESTA DE SÃO BRÁS DE ALPORTEL Texto:

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nquanto milhares de jovens se divertiram nas praias, piscinas e parques aquáticos, outros houve que passaram parte das suas férias de Verão a proteger as florestas algarvias, nomeadamente na Serra do Caldeirão, no concelho de São Brás de Alportel, inseridos no «Florestas Nossas» da Associação In Loco, projeto apoiado pelo Programa de Voluntariado Jovem para a Natureza e Floresta do Instituto Português do Desporto e Juventude. No terreno, o projeto tinha como objetivos a sensibilização das populações para a preservação da natureza, florestas e respetivos ecossistemas; a inventariação e monitorização de espécies animais e

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vegetais em risco; a inventariação, sinalização e manutenção de caminhos florestais e acessos a pontos de água; a vigilância móvel, a pé ou em bicicleta, nas áreas definidas pelas entidades locais de coordenação; a inventariação de áreas necessitadas de limpeza; atividades de controlo de espécies invasoras; vigilância fixa nos postos de vigia; e limpeza e manutenção de parques de lazer. O projeto decorreu de 6 a 24 de agosto, sob a coordenação técnica de Andreia Revez, que já vinha executando o «Programa Escolhas» da Associação In Loco. “Em 2017, os resultados foram bastante positivos, motivo pelo qual

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Andreia Revez, coordenadora do Programa Escolhas e do Projeto Florestas Nossas da In Loco

decidimos candidatar-nos novamente ao programa do IPDJ. Desta vez a planificação foi feita mais atempadamente e contamos com um apoio mais significativo da parte da Câmara Municipal de São Brás de Alportel e, por isso, conseguimos dar mais formação aos jovens e ter um grupo maior no terreno”, explica Andreia Revez, lembrando que tudo começou a ser preparado em abril. “Fizemos logo os contatos com os Bombeiros e o Exército em julho, estivemos em agosto no terreno e, em setembro e outubro, vai decorrer a vertente de sensibilização nas escolas”, descreve. Sete voluntários mobilizados pela Associação In Loco e pelo Município de São Brás de 57

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Alportel dinamizaram, então, várias atividades com jovens com idades compreendidas entre os 6 e os 16 anos, todos oriundos deste concelho do coração do Algarve, num trabalho de sensibilização que principiou no ano transato, revela a entrevistada. “Em 2017, as ações de limpeza decorreram sobretudo em praias para ser mais fácil atrair os jovens, motivá-los para «trabalharem» nas suas férias de Verão, e acabaram por ser bastante elogiados pela comunidade e pelos próprios turistas. Perceberam que esta é uma missão importante e muito valorizada”, conta Andreia Revez. “Se tivéssemos começado logo a levá-los para o meio da floresta no pico do Verão, acredito que não teríamos tanta adesão. Este ano, o IPDJ e a Autarquia participaram muito ativamente nesse sensibilizar dos jovens, disponibilizaram os materiais, fizeram um ALGARVE INFORMATIVO #170

reconhecimento público ao que eles realizaram, o que os deixou bastante orgulhosos”. O projeto contemplava uma carga diária de cinco horas que, de acordo com a coordenadora, não eram passadas somente a apanhar lixo da mata ou a desempenhar as outras tarefas, havendo sempre lugar para momentos de convívio e brincadeira, porque estamos a falar, na hora da verdade, de crianças e adolescentes. “Correu tudo muito bem, desde os pequenos aos mais velhos”, garante, sorridente. “Durante a fase formativa interagimos com várias entidades para eles perceberem como o trabalho era executado pelos profissionais do ramo. A segunda fase foi preenchida pelas recolhas de lixo e ações de vigilância. Finalmente, os jovens vão 58


partilhar esta experiência nas escolas e tentar motivar os colegas para participarem em ações futuras, porque a ideia é que o programa se repita todos os anos”. Ações de limpeza que não tiveram lugar apenas no concelho de São Brás de Alportel, tendo sido conduzida uma na Praia de Faro e outra na Ria Formosa e, segundo Andreia Revez, encontrou-se muito menos lixo do que em 2017. “É sinal de que estas iniciativas já vão tendo efeitos práticos”, observa. Quanto a levar os mais novos para o meio do mato, é algo que não fez confusão à pequenada, assegura Andreia. “Aliás, ficaram a conhecer partes do concelho que ainda

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desconheciam – barragens e miradouros – e contataram com outras realidades”.

Entre as ações formativas realizadas no âmbito do «Florestas Nossas» figurou uma visita ao Quartel dos Bombeiros de São Brás de Alportel, onde os jovens perceberam melhor o que um «soldado da paz» faz no seu diaa-dia e ficaram com algumas noções básicas de suporte de vida. Outra atividade envolveu o Exército Português para se compreender em que consistem as patrulhas de vigilância e prevenção

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que realizam na serra e assim se verificou que “não temos militares suficientes para cobrir todo o Algarve, tiveram que vir alguns de outros pontos do país”. A última ação formativa decorreu no Centro RIAS, em Olhão, para entenderem o que fazer com os animais em perigo ou situações de risco. “Com tudo isto amealharam conhecimentos do que se deve fazer quando encontramos alguém a passar mal, quando vislumbramos um incêndio ou nos deparamos com animais feridos. E, quando não temos nenhum incidente, é sinal de que a vigilância e a sensibilização foram bem-sucedidas”, entende Andreia Revez. E assim se consumiam, num instante, as cinco horas durante a fase de formação, ao ALGARVE INFORMATIVO #170

passo que, no terreno, parte do período era gasto com as deslocações de ida e volta para a serra, de viatura ou a pé, e com o lanche. “Infelizmente, ainda encontramos demasiado lixo, sobretudo em alguns pontos turísticos como miradouros, o que me surpreendeu. Garrafões, garrafas, cigarros e, quanto mais para o interior vamos, pior é. À beira da estrada e nos parques de estacionamento está tudo limpo, à medida que avançamos pela natureza adentro, o cenário fica bem pior”, lamenta a técnica da In Loco. “Nos parques de merendas, muitos restos alimentares e cigarros”, reforça, motivo pelo qual estes programas de sensibilização devem incidir logo sobre os mais jovens. “Lá diz o ditado que «é 60


de pequenino que se torce o pepino» e tem sido uma lição para todos eles. Havia situações em que alguns estavam a comer, jogavam o lixo para o chão e eram logo repreendidos pelos colegas. Passa tudo por ganhar rotinas, mas é muito difícil mudar hábitos que estão enraizados dentro de nós, coisas que fazemos de forma inconsciente”, admite Andreia Revez, defendendo que, em locais frequentados por famílias e crianças, deveria haver um respeito ainda maior. “Mas acredito que, quantas mais ações existirem deste género, melhores resultados vão-se alcançar, porque não estamos apenas a influenciar os participantes, mas também os seus familiares e as próprias entidades”.

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Seja como for, há muito trabalho para se fazer no dia-a-dia, nunca há campanhas suficientes, porque “educar as pessoas não é fácil”. “Quem participa ao longo do ano nas atividades do «Programa Escolhas» acaba por ter alguns benefícios, o que ajuda a mobilizar jovens para as ações seguintes. Para além disso, o reconhecimento que tem sido dado pela autarquia de São Brás de Alportel e pela própria comunicação social deixa os pais orgulhosos por os filhos estarem a colaborar nesta causa. Claro que nunca se conseguiria ter jovens a apanhar lixo e vigiar as florestas durante os três meses de Verão, mas vamos caminhando passo a passo”, ALGARVE INFORMATIVO #170


refere a entrevistada, recordando ainda que os voluntários recebiam um apoio financeiro diário para alimentação e transporte. “Não é um emprego, nem estão a receber um ordenado, mas estão a fazer uma boa ação e ainda ganham algum dinheiro”. Certo é que a Associação In Loco, sozinha, não teria capacidade para dinamizar um projeto desta envergadura, daí a importância do Programa de Voluntariado Jovem para a Natureza e Floresta do Instituto Português do Desporto e Juventude. “Nesse sentido, o IPDJ é maravilhoso por causa das oportunidades e iniciativas que têm

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sempre ao longo do ano. São muito prestáveis e presentes. Isto só foi possível com o apoio financeiro do IPDJ, o apoio logístico do Município de São Brás de Alportel e os meios humanos da In Loco, é uma parceria a três”, salienta Andreia Revez. “A própria autarquia pediu-nos para, se encontrássemos zonas que necessitassem de uma maior intervenção, para os avisarmos de imediato, ou se reparássemos em espécies invasoras, tanto vegetais como animais, ou sinalização que estivesse destruída. Todos ganhamos se trabalharmos para o mesmo” .

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GISELA JOÃO FECHOU COM CHAVE-DE-OURO «VERÃO EM TAVIRA» Texto:

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prometido é devido! Depois de, em 2017, ter sido forçada, por motivos de saúde, a cancelar o seu concerto em Tavira, Gisela João atuou, no dia 23 de agosto, no parque do Palácio da Galeria e comprovou por que razão é considerada uma das vozes mais importantes do panorama do fado da atualidade. Gisela João é, de facto, uma figura central e uma das mais encantadoras intérpretes da música portuguesa do século XXI, tendo sido laureada com inúmeros prémios, entre os quais se destacam os prémios Blitz, Time Out, Expresso e o Globo de Ouro para Melhor Intérprete Nacional. A sua constante presença em palcos nacionais e internacionais, bem como as suas atuações eletrizantes, foram determinantes para consagrarse entre os demais intérpretes e gigantes da música portuguesa, apresentando um lado contemporâneo sem desvios nem artifícios, que parte de uma formação tradicional e mergulha na sua génese, reencontra a sua autenticidade, questiona os seus excessos e maneirismos, para se tornar por fim, incrivelmente genuíno .

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loulé Summer 2018 chegou ao fim com Dengaz e Urban Sunset Texto:

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programa do «Loulé Summer 2018» terminou, a 25 de agosto, com dose tripla na cidade de Loulé. A partir das 20h, Carolina Torres apresentou um DJ Set num Urban Sunset, no Largo de S. Francisco, depois do DJ Rodriguez já ter aquecido o ambiente. Mais tarde, foi a vez de Dengaz subir ao palco do Largo D. Afonso III para um fantástico concerto de um dos artistas do momento.

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Apresentadora, cantora, atriz e DJ, Carolina Torres é uma das caras da televisão portuguesa mais conhecidas da nova geração. A jovem natural da Maia deu-se a conhecer ao grande público com a participação no programa de talentos «Ídolos» em 2009/10, no qual chegou até à sexta gala, tendo sido elogiada pelo júri pelo seu sentido de entretenimento e carisma. Mercê disso participou na digressão «Idolomania» com os restantes finalistas e, em fevereiro de 2010, estreouse no programa «Curto Circuito» da SIC Radical, como apresentadora ao lado de Diogo Valsassina, João Manzarra, Rua Maria Pêgo e Diana Bouça-Nova. Apresentou posteriormente os diários do Festival MEO Sudoeste, em 2013, foi repórter do programa «X-Factor» e apresentou o programa «Poker Vip», da SIC. Participou ainda nos programas «Splash! Celebridades», «Cante se puder» e «A tua cara não me é estranha». Foi uma das comentadoras do Esquadrão do Amor, no Canal Q, e teve imenso sucesso com o projeto musical «Milkshake», em livestreaming, em 2015. Mais recentemente participou na telenovela da

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SIC «Espelho d’Água», na qual interpretou a personagem Inês Reis. Quanto a Dengaz, nome artístico de Luís Mendes, é um dos nomes incontornáveis do hip-hop nacional dos tempos modernos. O seu trabalho a solo viria a resultar no lançamento, em 2010, do primeiro álbum intitulado «Skill Respeito & Humildade», deixando uma marca clara no panorama musical português. Atualmente, é nacionalmente conhecido por hits como «Dizer que não», que tem mais de 10 milhões de visualizações no Youtube e é Single de Ouro, «From The Heart», «Eu Consigo», entre outros. Neste percurso teve a oportunidade de pisar inúmeros palcos de Norte a Sul do país e de trabalhar com diversos artistas de renome. Nas atuações ao vivo, destaca-se o Festival MUSA em 2010 (Carcavelos) e a primeira parte do concerto de Richie Campbell e Alborosie no Campo Pequeno em 2011. A nível de artistas e produtores, já trabalhou com Richie Campbell, Praga (Nigga Poison), Dino, Sagaz, Carolina Deslandes, Clayton (USA) e Madkutz . ALGARVE INFORMATIVO #170

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e 23 a 25 de agosto aconteceu a quarta edição das «Noites de Levante», uma iniciativa da Câmara Municipal de Olhão que voltou a trazer imensa animação à baixa da Cidade da Restauração. Foram três dias de festa em que o público foi surpreendido com momentos de grande animação logo a partir das 17h, com artes de rua, música, teatro e dança, que passaram pela Avenida da República, Rua do Comércio, bairros da Barreta e do Levante, Avenida 5 de Outubro, e terminaram, pelas 24h, junto aos Mercados. Com as «Noites de Levante», a autarquia olhanense pretendeu dinamizar vários pontos da cidade, nomeadamente na zona ribeirinha, com atividades de caráter lúdico, sem esquecer a vertente cultural, ao mesmo tempo que convidava a sair à rua residentes e turistas de férias na cidade cubista .

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Folha em branco Paulo Cunha (Professor) endo a palavra «férias» o plural de féria, um termo que deriva do latim e que significa «dia de festa», é natural que todos nós aspiremos festejar o descanso merecido após um tempo prolongado de atividade laboral ou estudantil. Tendo em conta que as férias permitem realizar grande parte das atividades agradáveis e repousadas que, por falta de tempo, não realizámos no período de trabalho, é de esperar que, uma vez terminadas, constituam um marco que revitalize e tonifique o período de trabalho que nos espera. Mas a questão que se coloca e que me leva, aqui, a convosco refletir é a quantidade de pessoas que terminam as férias com uma enorme sensação de cansaço e desejo de reentrar de férias. Não considerando o ato de aqui escrever como uma ocupação profissional que me retire tempo ao merecido e desejado lazer, mesmo assim, entendi não o fazer em período de férias, pois, por opção, quis subtrair às vinte e quatro horas diárias o máximo de obrigações, rotinas e atividades sociais. Não me tenho dado mal com este meu estar que, ano após ano, vai sendo norma, mas… devo dizer-vos: para que tal suceda tenho que me policiar constantemente! É preciso estar atento e vigilante a tudo que, independentemente de estarmos a gozar o merecido período de férias, nos chama para uma realidade que de gozo pouco tem. Basta observar as inúmeras e variadas aglomerações de pessoas que, em explosões constantes de stress, não aproveitando o único mês do ano onde poderiam fazer um «reset» aos seus comportamentos sociais, continuam a acumular fel no seu estar e a infernizar a vida alheia.

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Será possível fazer férias de nós próprios? Eu acredito, piamente, que sim! Aliás, de que serve ir de férias para locais paradisíacos se levamos connosco o inferno em que muitas vidas se transformam? É por isso que antes de ir de férias, mais importante que arrumar convenientemente as malas,- é necessário arrumar a nossa «mala interior», certificandonos que deixaremos para trás tudo aquilo que nos fez ansiar estar em férias. Usufruir e desfrutar deste direito, que no século passado se generalizou em quase todo o mundo democrático, poderão ser os impulsionadores necessários para começarmos um novo ano profissional ou estudantil, escrevendo um novo capítulo no que resta nas nossas vidas. Conseguir usar as férias como uma borracha que apague tudo o que de menos bom passou, deixando-nos à frente uma folha em branco onde poderemos reescrever uma vida mais querida do que consentida, poderá ser o sinal que: relaxar, meditar, contemplar e fruir são férias ao alcance de qualquer um. Basta querer e fazer acontecer! Para muitos, hoje, dia em que vos escrevo, é o último dia de férias. Foram férias em que muitos encontros entre amigos foram idealizados e até combinados, mas, afinal de contas, não houve nem tempo, nem disponibilidade para os concretizar... Ninguém poderá levar a mal ou ficar chateado com tal facto, pois o que seriam as férias se não as isentássemos de horários, lembretes, combinações e marcações. É a imprevisibilidade e a ausência de rotinas que as torna tão apetecíveis. O tempo tem-me vindo a mostrar que os reencontros acontecem quando têm que acontecer, naturalmente. Aliás, como tudo de bom na vida! .

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Um outro sonho para a mesma noite de Verão Adília César (Escritora) “A simplicidade e o silêncio dizem mais que a eloquência planejada”. William Shakespeare, in «Sonho de uma Noite de Verão»

Agosto do meu descontentamento já lá vai. Caminha no sentido contrário do meu destino. Posso agora escrever o poema dos passos que oferecerei ao novo dia. É Setembro outra vez. Setembro, meu amor. Fecho os olhos e amplio a escuta onde acontece o primeiro festival do silêncio. O alívio, a felicidade, o reencontro da brisa. Segurar esse instante. Quis então olhar para dentro da manhã como nunca me tinha visto antes. Um devoto caminho na placidez dos passos e um silêncio andante na promessa de ir sem voltar. Mas porque gritam os pássaros se a água insiste em salpicar as suas asas? É madrugada e o sol há-de chegar confiante, por entre certezas de sombras sinceras, a tecer os grãos de areia que guiam os pés caminhantes. Mil passos e ainda tão longe de mim, tão inatingível o destino por amanhecer, como se a urgência da noite teimasse em ficar para esconder o brilho sedutor do espelho de água, onde se revela a beleza do que é ínfimo e eterno. Mas porque morrem as conchas se a maré se esquece de acordar? Nos olhos lavados dos peixes, o desgosto entorpecido renasce na simetria das escamas corajosas, a dimensão breve do recobro das horas repetitivas, a dormência do tempo que falta até chegar. As incertezas a doer no cântico das pedras soltas, no vacilar do toque tímido dos dedos às veredas infinitas. A respiração a devolver a vida às coisas inertes, em sintonia cálida e sincera. 99

Mas porque sonham as borboletas, se o vento desfalece nos arbustos? Camarinhas brancas e doces numa pose paciente acalmam o remoinho da momentânea melancolia, como se a vertigem do último degrau oferecesse o voo das gaivotas às nuvens dançantes. A madrugada apregoa saudades à nascente do dia, a frescura da brisa revela novos modos de adivinhar árvores, a mudar a cor do que antes era cinzento. Mas porque choram as estevas, se o sol atende pelo único nome que conhece? A luz é sempre uma promessa de sorrisos, quando o ar se veste de sons, de improvisos macios. Todo este céu a caber numa gota de silêncio puro. Uma música intermitente na respiração das coisas, como as velhas tábuas dos barcos em terra a viajar tardiamente no declive das algas. Mas porque sussurram as formigas, se a terra não gosta de surpresas? Nos precipícios cansados do meu corpo, abandono a inutilidade visceral do sangue e guardo o paraíso interior que nasce subitamente na fina pele do ruído do pensamento que se cala num êxtase. Sei agora que chegarei ao centro de mim, ainda que os olhos fechados me digam a demora de uma vida dissimulada pelas incertezas dos que desistem de caminhar. Ir sem voltar não é desistir, é persistir num belo sonho para uma noite de Verão. E quando acordar, sei que estarás à minha espera. Ainda bem .

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Do Reboliço #6 Ana Isabel Soares (Professora) Reboliço senta-se à porta da casa do Moinho Grande. O ar da manhã ainda está fresco: deixa-se ficar a aspirar a aragem. O avô sai com a chave do moinho na mão (a chave é de ferro, maior do que a mão do avô) e o bicho segue-o com os olhinhos pequeninos; vê-o atravessar o chão de terra, subir os oito degraus do socalco, avançar os poucos metros até à torre. Quando, aberta a porta encarnada do moinho, a silhueta se perde no escuro do piso de baixo, o Reboliço põe-se de pé: tlin-tlin-tlin da esquilinha, as patas pisam o lugar dos passos do avô. Entra no moinho, o interior já iluminado – o avô deve ter aberto o postigo da porta de trás, a que dá para a estrada, para o vento de poente, e as janelas dos pisos de cima. É só nessa altura que o canito pisca os olhos, estranhando não ver ninguém nem ouvir qualquer barulho de dentro da torre, ainda fresca da noite que acabou. Lembra-se tantas vezes do velho moleiro, como se ele estivesse ali, o som das botas, o respirar dele, a voz a chamá-lo, “Preguiçooooso...”. Imagina-o a chegar à escada que leva ao piso intermédio, as pesadas pernas lentas sobre as ripas de grossa madeira empoeirada, cheias de teias de aranha, restos de tinta branca e, farejando de perto, alguma farinha amarelecida. Cada um dos degraus está entalhado entre uma tábua longa (disposta na oblíqua desde a pedra da soleira) e a parede de alvenaria. Dos últimos degraus da escada, o Reboliço vê o chão do piso intermédio como se fossem estratos morfológicos no corte de um terreno: duas camadas sobrepostas de tábuas entalam duas outras, mais fininhas, que fazem enchumaço. Quantas vezes pisaram os homens aquele chão, quantas as tábuas dos degraus, marcadas agora do peso dos corpos carregados com alcofas de trigo em grão, na subida, ou com a farinha feita, fechada em sacas, a descer? A madeira mostra: do lado da parede, cada degrau tem um côncavo mais fundo, ALGARVE INFORMATIVO #170

polido, brunido, brilhante, dos pés que ali assentavam mais, à procura da segurança da cal e da pedra por trás dela. O Reboliço, estacado debaixo do umbral da porta, meio corpo fora e meio corpo do lado de dentro da torre, ergue a cabeça e olha para a escada: a partir do terceiro degrau, vê como, sem grande esforço, a mão esquerda do moleiro alcançava a corda, uma velha cauda de sisal a fazer de corrimão. Está desde sempre pendurada a prumo a partir de um buraco no último piso. Desse buraco no teto-chão, sai coisa de um palmo, até ter dois ou três nós grossos – que já são a corda. Daí, o Reboliço vê que desce quase dois metros, lá em cima mais grossa, afunilando numa ponta cada vez mais rala até ao extremo, por altura entre o penúltimo e o último degraus da escada que vai para a rua. Tem na ponta um nó pequeno, iluminado por fios de lã de três cores diferentes: amarelo, verde claro e castanho. O Reboliço imagina o passo dos homens a parar a meio da escada e prende os olhinhos pequenos na mão esquerda do avô. Eram só segundos que ele detinha – a corda a amparar o balanço do corpo para o resto da subida –, mas, nesses poucos instantes, o Reboliço pensa nas marcas que a corda tem dos dedos grossos e gretados, e nas dos pés sobre o sobrado. (Na praia, a areia parece que é feita de montinhos – que são os pés que fazem, de gente que vai ao mar, que volta e corre a chegar, ou se arrasta, à abalada. À beira da água, as marcas desaparecem, que o mar alisa tudo.) As paredes das casas, os chãos de madeira, os cabos e as cordas, de tanto tocados, de tanto pisados no mesmo lugar, têm covas como o peito do pastor, “de me encostar ao cajado” . * Reboliço é o nome de um cão que o avô teve, no Moinho Grande. É a partir do seu olhar que aqui escrevo.

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Foto: Vasco Célio

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O futuro da televisão na era digital Fábio Jesuíno (Empresário) televisão ficou para a História como a caixa que mudou o mundo, uma revolução que transformou a sociedade, democratizou e facilitou o acesso ao entretenimento e a informação. Como principal meio de comunicação criado no século XX, a televisão teve a sua primeira emissão no dia 26 de janeiro de 1926, no laboratório do engenheiro escocês John Logie Baird, em Londres. Era uma imagem de 30 linhas na vertical a preto e branco, que possibilitava distinguir uma personagem. As primeiras transmissões experimentais tiveram início nos Estados Unidos, em 1930, pela NBC. A televisão em Portugal nasceu em 1957, tornou-se logo um fenómeno nacional, quem não possuía um televisor, que na altura era considerado um produto de luxo, ia para cafés ou outros locais públicos ver os programas preferidos. A caixa mágica que mudou os hábitos da nossa sociedade vive atualmente a sua maior transformação. Numa época onde a tecnologia evolui a uma velocidade vertiginosa, a televisão passa ser uma experiência exclusiva e altamente personalizada, com uma mistura de canais tradicionais, conteúdos em vídeo digital e com a ligação a internet, permitindo dessa forma acesso a um mundo infinito de possibilidades.

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O futuro da televisão passa, acima de tudo, por uma componente digital. Recentemente, um estudo publicado pela empresa de pesquisa Ofcom aponta que, pela primeira vez no Reino Unido, os canais de televisão por streaming ultrapassaram os canais por cabo pagos. Tudo aponta para que seja uma tendência gradual em todos os países europeus. O consumo de conteúdos de entretenimento está em plena mudança, onde empresas como a Netflix e a Amazon Prime ganham destaque e tornam-se os principais produtores. A internet da banda larga foi a principal impulsionadora dos canais de streaming, permitindo um acesso generalizado destes conteúdos alternativos. O digital vem transformar a televisão por completo. Recentemente, a rede social Instagram, uma das mais utilizadas em todo o mundo, lançou a IGTV, uma aplicação de vídeos que imita a televisão, para que seja uma plataforma que facilite a criação de conteúdos a uma escala global. A televisão do futuro vai estar ligada às principais plataformas digitais, onde a interação e a personalização serão as suas principais componentes. Uma área em plena mudança onde existem muitas oportunidades para novos projetos inovadores .

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ESCOLA DE HOTELARIA E TURISMO DO ALGARVE RECEBE GALARDÃO ECO-ESCOLAS Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve acaba de receber o Galardão EcoEscolas, conquistando assim a sua primeira Bandeira Verde no âmbito deste programa. O prémio é o resultado de um trabalho de toda a comunidade escolar através das inúmeras atividades que desenvolveu durante o ano letivo. Foram, de facto, inúmeras as temáticas nas quais alunos e professores estiveram envolvidos, sempre na perspetiva de fomentar o interesse dos jovens sobre as matérias ligadas ao Meio Ambiente e também sensibilizá-los para o poder que têm em mãos para a mudança de hábitos e atitudes que efetivamente terão impacto no seu meio envolvente. Em destaque ALGARVE INFORMATIVO #170

estiveram atividades como a Horta Bio da EHTA, a recolha de tampinhas para causa solidária, a recolha ambiental na Ria Formosa no âmbito dos «Global Action Days», a recolha de equipamentos elétricos e eletrónicos – «Geração Depositrão», trabalhos curriculares sobre consumo sustentável e o projeto «Papel por Alimentos», que se traduziu na recolha de papel e cartão para ajudar o Lar Serra do Caldeirão através do Banco Alimentar. Não esquecer, também, os dois prémios amealhados pela Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve no Concurso Alimentação Saudável e Sustentável do Programa Eco-Escolas, em julho .

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UALG ASSOCIA-SE AO I ENCONTRO INTERNACIONAL DO CONHECIMENTO E CRESCIMENTO AZUL Universidade do Algarve associou-se ao InnovAzul I Encontro Internacional do Conhecimento e Crescimento Azul, que se irá realizar no final do mês de novembro, em Cádis, Espanha. A academia algarvia faz parte da comissão científica e da comissão organizadora do evento, que tem como principal foco a inovação dos setores económicos ligados ao Mar, em especial da Andaluzia e do Algarve. Esta iniciativa, que abordará temas como Pescas e Aquacultura, Indústria Transformadora, Turismo ligado ao mar,

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bioprodutos marinhos, entre outros, terá disponíveis vários stands, espaços de reuniões, áreas de exposição e um programa que contará com cerca de uma centena de participantes, divididos por palestras, mesas redondas e outros formatos. O InnovAzul é organizado pelo Conselho de Administração da Fundação CEI.MAR, em parceria com diversas entidades espanholas e portuguesas, entre as quais o Ministério da Economia da República Portuguesa. O evento conta com o apoio de Sua Majestade o Rei de Espanha, D. Filipe VI, que preside à Comissão de Honra .

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ATUALIDADE

TSF MOSTROU UMA LAGOA DESPORTIVA, AMBIENTAL E AMANTE DAS SUAS TRADIÇÕES programa «Praia a Praia» esteve em direto, no dia 19 de agosto, a partir da Praia Grande, em Ferragudo, e mostrou aos ouvintes o que de melhor o concelho de Lagoa oferece hoje aos seus habitantes e visitantes. Ao longo de sensivelmente duas horas, a última praia costeira do programa da TSF encheu-se de redobrada vida, com muitas entrevistas e um programa de atividade física dinamizada pelo Ginásio Clube Português. Francisco Martins, Presidente da Câmara de Lagoa recordou que Lagoa é o segundo ALGARVE INFORMATIVO #170

concelho mais pequeno da região, situado no centro do Algarve, “com uma costa riquíssima e de uma beleza única” e justificou a ocupação turística do concelho durante quase o ano inteiro com a “aposta em nichos de mercado, mas também nos cuidados com o património, na promoção cultural e na preocupação ambiental”. “Somos, por isso, uma referência em termos de um turismo de qualidade no Algarve”, acrescentou. “Muitas vezes pensamos que o turismo se esgota na ocupação hoteleira e na restauração, mas tudo o que está à volta importa, da 108


construção civil à oferta imobiliária. Lagoa não tem torres, mantem-se fiel a uma traça, isso torna-a atrativa e, do ponto de vista económico, gera retornos. Essa é uma estratégia que será para continuar”, reforçou o edil lagoense, comprometido em “preservar cada vez mais a nossa costa, a primeira linha, dar ênfase ao que o concelho tem de bom e, obviamente, criar condições para a escolha deste concelho para viver”. O dinamismo económico de Lagoa foi também um dos pontos abordados neste programa e Francisco Martins recordou que a FATACIL, que inaugurou este ano com a presença do Presidente da República, atingiu o seu record no passado sábado, dia 18. “Foi o melhor dia de sempre das 39 edições da FATACIL. É um certame que está cada vez mais afirmado”. A maior feira a Sul do Tejo acolheu este ano 700 expositores, com muito artesanato ao vivo, e tem no seu seio, segundo o autarca, uma grande vantagem: a sua oferta. “É uma montra de Portugal para o mundo”, disse. Francisco Martins realçou ainda como de relevante importância para o concelho setores como a Educação, a Cultura, o Imobiliário ou a Vinha, áreas onde a autarquia tem vindo a fazer uma forte aposta. “Duplicamos nos últimos quatro anos o número de produtores e temos tido vinhos premiados internacionalmente”. O programa da TSF ouviu ainda um conjunto de entidades que promovem todos os dias a vila. Luís Veríssimo, ligado à elevação de Ferragudo a Vila (medida que apresentou enquanto deputado), realçou a beleza e a importância da “conjugação entre o tipicismo e as características piscatórias da vila, aliadas 109

ao desenvolvimento turístico”. A beleza esteve também presente no percurso guiado pelo arquiteto paisagista José Vieira ao recéminaugurado Trilho dos Promontórios. “São 7,5 quilómetros, não muito difíceis, com um património interessantíssimo, sobretudo ao nível da geologia, porque conta muito da história destas arribas, muito rendilhadas”. Do Farol da Ponta do Altar (dormitório de aves marinhas e Zona de Proteção Especial, onde nidifica a graça branca na Primavera), o jornalista pôde atestar porque se chama assim este percurso. Daqui podem ver-se os vários promontórios, entre os quais o da Torre da Lapa, uma obra que faz parte de uma rede de vigilância costeira, que se supõe existir desde o século XVI e que, pela sua raridade, foi colocada em vias de classificação como Imóvel de Interesse Nacional. A este respeito, Francisco Martins apontou para a existência de “um documentário em vídeo que dá suporte àquela recuperação” e recordou a existência de outro percurso: a dos Sete Vales Suspensos. Já Ricardo Arrabaça, Comandante da Capitania do Porto de Portimão, referiu que “o concelho de Lagoa é muito procurado, quer em terra, quer no mar”, mas reiterou as palavras do presidente, recordando a importância de respeitar as medidas de prevenção e a sinalização de segurança, como a distância das arribas, no topo e abaixo das mesmas. A par do turismo de Natureza, o «Praia a Praia» falou com pescadores e esteve a bordo de um barco à pesca do salmonete, com Joaquim Albino e João Ângelo. A Associação de Pescadores de ALGARVE INFORMATIVO #170


ATUALIDADE Ferragudo, dirigida por André Dias, foi criada para manter a tradição piscatória da vila, que foi criada em 1520, e “tentar dar melhores condições aos pescadores para que não abandonem a atividade, e manter algumas pequenas tradições, como é o caso da procissão da Nossa Senhora da Conceição, padroeira da vila”. A TSF ouviu também Nuno Pedro e Manuel Noites, dirigentes na área do basquetebol da Associação Cultural e Desportiva de Ferragudo (ACD). Com 40 anos de vida e 200 atletas, a modalidade tem conquistado muitos títulos, sobretudo nos últimos três anos, na classe feminina. “Fomos campeões regionais de Sub-14 e Sub-16 e este ano conseguimos ter quatro atletas nas

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seleções nacionais, incluindo a Beatriz Santos, que representou a nossa seleção numa prova internacional, nos Jogos da CPLP, em S. Tomé e Príncipe. Ainda não fomos campeões nacionais, mas é esse o objetivo para a próxima temporada, mais concretamente no Escalão Sub-16 Feminino”, disse Manuel Noites .

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FLAMENCO REGRESSA A LAGOS EM SETEMBRO stá de regresso ao Centro Cultural de Lagos, nos dias 13, 14 e 15 de setembro, o Festival de Flamenco mais antigo de Portugal. Nesta edição, houve um cuidado especial na diversificação dos três espetáculos apresentados, de modo a que o público entenda as diferentes linguagens atuais deste género de música e dança, elevado a Património Imaterial da Humanidade em 2010 pela UNESCO. A abertura do 17.º Festival Flamenco de Lagos será feita, a 13 de setembro, com o flamenco mais tradicional desprovido de «aditivos», a cargo do Cuadro Flamenco Gonzalo Quintero. Este bailaor sevilhano é dotado de um enorme virtuosismo a nível técnico, que se destaca pela sua «jondura» (profundidade) na interpretação do baile. No dia seguinte é a vez do «nuevo flamenco» marcar presença com um extraordinário espetáculo de piano flamenco jazz, levado a cabo pelo grupo de Chiqui Cienfuegos. O repertório a apresentar está composto por bulerías, soleares, tangos, tanguillos, rumbas… com uma sonoridade muito pessoal. O Festival Flamenco de Lagos encerra, a 15 de setembro, com o Cuadro 111

Flamenco Mirabras. Este projeto originário da província de Cádiz, liderado pelo guitarrista Niño Manuel, fusiona magistralmente o flamenco puro com a inclusão de flautas que dão uma maior frescura ao repertório. As três formas de ver e sentir o flamenco: o cante, o toque e o baile, fundem-se e tornam-se um espetáculo de vanguarda, fantasia e ilusão flamenca .

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FATACIL DE 2018 FOI A MELHOR DE SEMPRE ais de 180 mil visitantes passaram pela 39.ª FATACIL – Feira de Artesanato, Turismo, Agricultura, Comércio e Indústria de Lagoa. O certame, que foi este ano inaugurado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, encerrou a 26 de agosto e, durante 10 dias, encheu Lagoa de animação e de festa. A Câmara Municipal de Lagoa registou um aumento de 11 mil e 300 visitantes em relação a 2017, para além de um acréscimo de cerca de 25 mil euros de receita de bilheteira. A ampliação dos parques de estacionamento, a maior fluidez na ALGARVE INFORMATIVO #170

aquisição de bilhetes, com um tempo médio de espera nunca superior a 12 minutos e um aumento da venda de bilhetes online na ordem dos 60 por cento facilitaram em muito o acesso ao Parque de Feiras e Exposições. Aquela que é a maior feira a Sul do Tejo bateu o record de entradas em dois dos dias do certame: no sábado, dia 18, com a atuação da fadista Mariza (que chegou a ultrapassar o número de ingressos do mítico concerto dado pelos Xutos e Pontapés, com quase 25 mil entradas); e no sábado, dia 25, com a atuação de Richie Campbell, e um total de 26 mil visitantes. Os vinhos do 112


Algarve estiveram em grande destaque, bem como o Espaço Amar a Terra, onde as mesas se mantiveram sempre cheias, revelando a curiosidade dos visitantes pela gastronomia algarvia. A animação, garantida pela atuação de ranchos folclóricos de várias zonas de Portugal, e as tertúlias e sessões de show cooking constituíram, sem dúvida, outro dos aliciantes para o sucesso daquele espaço. O público registou ainda uma grande afluência, e de forma quase permanente, no Setor Equestre, particularmente nos dias de atuação do «cabeça-de-cartaz», Gonzalez Horse Show. Durante o certame, o setor Agropecuário registou com felicidade o nascimento de

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dois cordeiros, devidamente acompanhados pela veterinária municipal, um dos quais acabou por receber FATACIL como nome de batismo. Esta foi, por todos estes motivos, segundo o presidente da Câmara de Lagoa, Francisco Martins, “a melhor FATACIL de sempre”. Após os trabalhos de desmontagem, que deverão estar concluídos durante a primeira semana de setembro, o Município de Lagoa começará a preparar a 40.ª edição, que decorrerá entre os dias 16 e 25 de agosto de 2019, num espaço renovado e com muitas novidades .

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MUNICÍPIO DE LAGOA PREPARADO PARA O ARRANQUE DA ÉPOCA DESPORTIVA ano transato trouxe a Lagoa muitas alegrias desportivas, com clubes e associações a protagonizarem uma época de sonho no desporto de competição com a conquista de vários títulos regionais, nacionais e até mundiais, por parte dos mais de mil e 600 atletas federados, praticantes de 15 modalidades desportivas. A 6 de outubro, o Centro de Congressos do Arade, no Parchal, receberá a Gala do Desporto «Lagoa Terra de Campeões», onde serão homenageados os clubes e atletas do concelho que mais se destacaram ao longo da época desportiva anterior. ALGARVE INFORMATIVO #170

A autarquia prepara-se também para o arranque da Época Desportiva 20182019, que se inicia a 3 de setembro, durante a qual aumentará a sua oferta desportiva em quatro novas modalidades - o Jodo e o Laido (Associação Asakazekan), a Esgrima (AD Clube de Esgrima) e o Futsal Feminino (SRBU Parchalense e ARDC Mentes do Desporto), perspetivando-se, igualmente, um aumento do número de praticantes em geral e de atletas federados em particular. A partir desta data, Lagoa passará ainda a contar com um novo equipamento desportivo, o Ginásio de Musculação do Estádio Municipal da Bela Vista. A par destas 114


novidades, mais de metade das cerca de duas dezenas de equipamentos desportivos municipais sofreram obras de melhoramento e reestruturação durante o período de Verão, destacando-se: a pintura da Pista de Atletismo e a colocação de corrimãos nas bancadas do Estádio Municipal da Bela Vista; a substituição da iluminação por equipamentos com tecnologia LED em todos os pavilhões utilizados pela autarquia; e a atualização de marcações em vários equipamentos desportivos. Integram o Plano Estratégico Desportivo do Município de Lagoa, para além do «Desporto Competição» (2.º Eixo), o «Desporto Para Todos» (1.º Eixo) e «Lagoa Acolhe Grandes Eventos Desportivos» (3.º Eixo). O Município continuará, por isso, a apoiar e promover o desporto no concelho através da cedência de instalações e equipamentos desportivos aos clubes e associações com sede na área do Município; a celebrar Contratos-Programa de Desenvolvimento Desportivo; e a 115

disponibilizar serviços de transporte destinados a jogos e competições. O orçamento global desta medida ascende a cerca de um milhão de euros .

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ESPAÇO EXTERIOR DA CRECHE E JARDIM DE INFÂNCIA DE CASTRO MARIM ESTÁ A SER REQUALIFICADO o final de 2017, a Câmara Municipal de Castro Marim encerrou o espaço exterior da Creche e Jardim de Infância da vila por razões que se prendiam com a segurança e a necessidade de realizar obras de melhoramento da infraestrutura. Depois de elaborado o projeto, a autarquia arrancou agora com a empreitada, um investimento de cerca de 165 mil euros que vai dar lugar a um espaço exterior ALGARVE INFORMATIVO #170

multifuncional e que responde às necessidades de desenvolvimento das diferentes faixas etárias da Creche e Jardim de Infância. Estão projetadas cinco zonas distintas: o espaço central, com os equipamentos infantis; um relvado; uma zona de hortas pedagógicas; o terreiro; e a área técnica exterior. Serão ainda executados trabalhos no âmbito de drenagem de águas residuais e da rede de águas pluviais . 116


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LOULÉ CRIATIVO VOLTA A APOSTAR NAS VINDIMAS PARA O FINAL DA ÉPOCA BALNEAR o dia 8 de setembro, o «Loulé Criativo» junta-se novamente à Quinta da Tôr e propõe, pelo segundo ano consecutivo, uma atividade de vindimas, num lugar emblemático e repleto de charme em pleno barrocal algarvio, das 9h às 17h. Será uma oportunidade para experimentar uma visita exclusiva às vinhas e adega e participar nas vindimas, desfrutando da degustação dos excelentes vinhos desta quinta, vinificados, amadurecidos e engarrafados na propriedade.

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O participante poderá conhecer por dentro esta atividade e desfrutar de um almoço preparado na quinta, saboreado num espaço único, com vista para a vinha. A acompanhar o workshop estará Mário Santos, proprietário da Quinta da Tôr desde 2011, engenheiro que recuperou a vinha e construiu a nova adega. O workshop, ministrado em inglês e português, tem um custo de 30 euros por pessoa (almoço incluído), e as inscrições podem ser feitas em http://loulecriativo.pt/pt/turismocriativo /experiencias/79-vindimas-na-quintada-tr . 118


LOULÉ ASSOCIA-SE À SEMANA DA ALFABETIZAÇÃO E DAS LITERACIAS

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ealiza-se, de 1 a 8 de setembro, a Semana da Alfabetização e das Literacias, uma iniciativa nacional de educação e de formação de adultos à qual o Município de Loulé se associa com uma ação de sensibilização. Assim, no dia 8, na Cerca do Convento Espírito Santo, em Loulé, das 10h às 13h, terão lugar várias atividades como uma mostra de artes e ofícios, partilha de saberes, exposição de trabalhos, animação e música. A UNESCO instituiu o Dia Internacional da Literacia a 8 de setembro e a

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comemoração desta data foi decidida na Conferência de Teerão, em 1965, com o objetivo de erradicar a iliteracia e celebrado pela primeira vez em 1966. Resultante de uma parceria com a ANMP – Associação Nacional de Municípios Portugueses e a APEFA – Associação Portuguesa de Educação e Formação de Adultos, Aprendências, esta iniciativa pretende assinalar o Dia Internacional da Alfabetização e contribuir para a sensibilização e mobilização social para a questão das literacias e do analfabetismo em Portugal .

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PORTIMÃO NA ROTA DO TOURISM UP

ortimão está na rota do «Tourism UP», um programa de aceleração de âmbito nacional que irá decorrer entre 19 de novembro e 12 de dezembro e que foi desenhado para apoiar projetos de empreendedorismo nas áreas do turismo e promoção de produtos endógenos. Desse modo, no dia 25 de setembro, será palco de uma «Oficina de Seleção» onde será escolhido um projeto finalista que terá acesso ao Tourism UP. Além da valorização de produtos locais, o Tourism UP vem apoiar os empreendedores que pretendam modernizar um negócio de família e profissionais do setor turístico/agroalimentar que pretendam transformar os recursos endógenos das suas regiões em produtos turísticos competitivos e inovadores, contribuindo ALGARVE INFORMATIVO #170

para o desenvolvimento territorial. O Tourism UP disponibiliza cinco mil euros em prémios monetários e estão abertas as candidaturas, através da inscrição numa das 30 Oficinas do Roadshow nacional, onde não só será divulgado o programa, como será selecionado um finalista que terá acesso direto e gratuito ao programa de aceleração que inclui a participação em Bootcamps e mentoria. Em Portimão, a Oficina de Seleção realiza-se na StartUp Portimão, no dia 25 de setembro, entre as 9h30 e as 12h30 e as inscrições podem ser feitas até à véspera através do link http://bit.ly/portimão. O programa é promovido pelos «Territórios Criativos» e o Turismo de Portugal, do qual o Município de Portimão é parceiro local, dinamizando não só a Oficina de Seleção, no âmbito das Comemorações do Dia Mundial do Turismo, mas também como cidade anfitriã de um dos Bootcamps, a realizar na StartUp Portimão, no dia 23 de novembro, na continuidade da sua aposta na área empreendedorismo .

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MUNICÍPIO DE SÃO BRÁS DE ALPORTEL LANÇA COLEÇÃO DE POSTAIS TURÍSTICOS Município de São Brás de Alportel lançou uma coleção de 12 postais, com fotografias de elementos significativos, identificativos e demonstrativos da beleza e diversidade do concelho e que vão agora correr mundo pelas mãos do crescente número de turistas que visitam este território da serra algarvia. As fotografias são da autoria do jovem sãobrasense André Nunes, que esteve presente na sessão de lançamento da edição e inauguração de uma exposição patente ao público na 27.ª Feira da ALGARVE INFORMATIVO #170

Serra de São Brás de Alportel, no final do mês de julho. Pretende-se com esta edição dar a conhecer o município e as suas potencialidades turísticas, tanto ao nível do património, como da natureza e das

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paisagens. Os postais, de edição municipal, estão à venda de forma individual (1 euro cada) e em coleção (8 euros) no Gabinete do Munícipe, no edifício da Câmara Municipal e no Posto de Informação Turística do Concelho. Brevemente estarão também à venda nas livrarias e outras lojas e estabelecimentos do concelho ou mesmo noutros locais fora do concelho que assim o desejem, pois a autarquia estipulou desde logo um preço de revenda para a publicação. Com esta iniciativa, o Município deu resposta aos pedidos dos turistas e reforçou o leque de materiais de promoção turística do concelho, com o intuito de afirmar a centralidade de São

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Brás de Alportel enquanto local para visitar, mas também para viver e investir. Integrando a mesma estratégia foi criado muito recentemente o novo site Visit São Brás, para ajudar todos aqueles que desejam visitar o concelho .

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PLANO DE AÇÃO E SALVAGUARDA DA DIETA MEDITERRÂNICA JÁ FOI APROVADO pós um período de consulta pública, já foi aprovada a versão definitiva do Plano de Ação e Salvaguarda da Dieta Mediterrânica para a região do Algarve, no qual participam as entidades que elaboraram a candidatura da Dieta Mediterrânica (DM) a Património Cultural Imaterial da Humanidade, apresentada por sete países (Portugal, Chipre, Croácia, Grécia, Espanha, Itália e Marrocos) e aprovada no dia 4 de dezembro de 2013, na 8.ª Sessão do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da UNESCO. Na introdução do Plano, Francisco Serra, presidente da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve) e da

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Comissão Regional da Dieta Mediterrânica, sublinha a necessidade de assegurar “a articulação entre as ações e atividades de forma a otimizar as ligações e sinergias entre os parceiros, garantindo uma atuação concertada a nível regional e dando resposta à concretização do Plano de Salvaguarda”. “Com a apresentação do Plano de Atividades 2018-2021, pretende-se apoiar a sua continuidade de modo sustentável e transmitir às gerações vindouras o conceito da Dieta Mediterrânica”, afirma Francisco Serra, destacando o papel da Universidade do Algarve na elaboração do documento, no qual estão listadas intervenções que foram objeto de consenso regional, “sendo um projeto transversal ao território e estruturante no âmbito da estratégia regional pela capacidade que

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tem em mobilizar domínios relevantes para a região da identidade à produção e consumo”. De acordo com Francisco Serra, o esforço de valorização e promoção dos valores culturais e naturais deverá ser encarado como “uma oportunidade para o desenvolvimento de atividades com relevância socioeconómica e como forma de acrescentar valor à oferta regional, contribuindo para a consolidação do turismo cultural e de natureza e para o combate à sazonalidade”. Tendo integrado o grupo de trabalho que preparou a candidatura em 2011, a CCDR Algarve dinamizou a constituição de uma Comissão Regional da Dieta Mediterrânica em 2014, a qual tem como objetivo acompanhar os projetos «Dieta Mediterrânica – Algarve», que têm vindo a ser aprovados no âmbito dos Programas Operacionais regionais, e integra a CCDR Algarve, Universidade do Algarve, Município de Tavira, Direção Regional de Cultura do Algarve, Direção 125

Regional de Agricultura e Pescas do Algarve, Região de Turismo do Algarve, Turismo de Portugal (Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve - Faro e Escola de Hotelaria e Turismo de Vila Real de Santo António), Associação In Loco, Associação dos Hoteleiros e Industriais do Algarve, Confraria dos Gastrónomos do Algarve, Confraria dos Enófilos e Gastronómica do Algarve, Tertúlia Algarvia e Fundação Portuguesa de Cardiologia – Algarve. Definindo os objetivos e as iniciativas considerados estratégicos para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da Dieta Mediterrânica no âmbito de: (1) identificação, investigação e documentação; (2) preservação e proteção; (3) promoção e valorização e (4) transmissão, através da educação formal e não formal, o Plano ficará disponível para consulta pública e monitorização nos suportes de comunicação digital de todos os parceiros.

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PORTO DA BALEEIRA/SAGRES TEM NOVO CAIS FLUTUANTE DE APOIO À PESCA Porto de Pesca Costeira da Baleeira/Sagres dispõe agora de um cais flutuante de descarga para apoio à pequena pesca, na sequência de concurso lançado pela Docapesca em março e que representou um investimento de 112 mil e 960 euros. A intervenção faz parte de um projeto que tem como objetivo a melhoria das condições de segurança de pessoas e bens no embarque, atracação e acesso a embarcações nos portos de pesca da região algarvia. A nova estrutura é constituída por dois elementos de plataforma de flutuação contínua em betão armado, com ALGARVE INFORMATIVO #170

dimensões de 20 metros (comprimento) por quatro metros (largura), estando equipada com defensas horizontais e verticais, escada de emergência quebracostas em aço inoxidável, armário de emergência e sistema de amarração com corrente metálica. O acesso ao cais flutuante é proporcionado por uma ponte de acesso com dimensões de 20 metros (comprimento) por 1,5 metros (largura) ancorada a um maciço de betão armado. Para manutenção de pequenas embarcações acostadas à plataforma foram fixados cunhos de amarração nas laterais, em liga de alumínio fundido, com capacidade para cinco toneladas . 126


DRCALG ASSINOU CONCESSÃO DA LOJA DA FORTALEZA DE SAGRES Direção Regional de Cultura do Algarve assinou o contrato de concessão da Loja da Fortaleza de Sagres, após concurso público, com a empresa «Mapa das IdeiasEdições de Publicações Lda», pelo prazo de 60 meses continuados. Esta empresa detém também a exploração da loja do Museu de Marinha em Lisboa. O caderno de encargos e o programa do concurso estabelecem regras de exploração que acautelam a melhor

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prossecução da atividade comercial, com o respeito pela natureza e a menor afetação do monumento nacional. A Loja reabrirá ao público no dia 1 de outubro, esperando-se, desta forma, contribuir para uma melhor valorização das propostas comerciais de publicações e merchandising aos dispor dos visitantes deste monumento nacional. Prossegue-se, assim, com o projeto de melhoria e valorização da atratividade do monumento mais visitado a Sul do Tejo.

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AUTARQUIA DE VRSA CONTINUA A APOIAR MOVIMENTO ASSOCIATIVO município de Vila Real de Santo António aprovou, no dia 28 de agosto, o Programa de Apoio ao Movimento Associativo, clubes e demais entidades locais. A proposta estabelece um conjunto de critérios para aumentar a cooperação entre a autarquia e as coletividades e visa promover a transparência e equidade nos apoios prestados, tendo ainda como meta desenvolver uma política que permita o aparecimento e a realização de projetos culturais, recreativos, sociais e desportivos de reconhecida qualidade e interesse. ALGARVE INFORMATIVO #170

De acordo com Conceição Cabrita, presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, “o novo Programa de Apoio ao Movimento Associativo resulta de um conjunto de auscultações às coletividades do concelho e foi desenvolvido tendo em consideração as necessidades existentes e as medidas de rigor orçamental”. Assim, assenta em três princípios base: regrar os tipos e as formas de atribuição de apoios, quantificar e publicitar os apoios autárquicos e dinamizar a atividade do movimento associativo. 128


O novo regulamento terá como suporte uma plataforma online que possibilitará o registo municipal das associações e clubes, através da qual serão divulgadas, registadas e monitorizadas as atividades programadas por cada entidade e estabelecidos os respetivos contratos de comodato e protocolos de cooperação. Por outro lado, será acompanhado pelo

Gabinete de Apoio ao Associativismo, o que permitirá fornecer respostas aos projetos apresentados e reorganizar as relações institucionais com a Câmara Municipal. Todas as medidas têm igualmente como objetivo prosseguir o Plano de Ajustamento Municipal, racionalizando os meios e os apoios a conceder .

ALGARVE NA CORRIDA AOS ÓSCARES DO TURISMO NACIONAIS Algarve soma 23 nomeações em oito categorias dos Publituris Portugal Travel Awards, incluindo a de Melhor Região de Turismo Nacional. Os candidatos algarvios estão a votos até 14 de setembro e o objetivo é conquistar ainda mais estatuetas do que na edição anterior, com a ajuda de todos os que amam a região e fazem dela a sua residência ou o seu destino de férias preferido. Nesta iniciativa, que pretende distinguir os melhores agentes do setor do Turismo em Portugal, o Algarve está representado em grande peso com 23 nomeações no total, mais três do que na edição de 2017 destes prémios. No conjunto, o Algarve disputa oito categorias: Melhor Hotel de Cinco Estrelas (Anantara Vilamoura Algarve Resort); Melhor Hotel de Quatro Estrelas (Vila Monte Farm House); Melhor Hotel de Três Estrelas (Carvi Beach Hotel Lagos, Dom José Beach Hotel); Melhor Hotel Resort (Cascade Wellness & Lifestyle Resort, Conrad Algarve, EPIC SANA Algarve, Monte Santo Resort, Vila Vita Parc Resort & Spa, Vilalara Thalassa 129

Resort); Melhor Family Resort Hotel (Adriana Beach Club Hotel Resort, Aquashow Park Hotel, 3HB Clube Humbria, Salgados Palm Village); Melhor Hotel de Praia (Bela Vista Hotel & Spa, Onyria Palmares Beach House Hotel, Suites Alba Resort & Spa, Vila Joya); Melhor Campo de Golfe (Monte Rei, Onyria Palmares, Quinta do Lago Norte, The Old Course) e ainda Melhor Região de Turismo Nacional. Os Publituris Portugal Travel Awards são promovidos pelo maior jornal para profissionais da indústria do turismo e destinam-se a premiar as empresas, instituições, os serviços e profissionais que mais se destacaram no setor do turismo durante o último semestre de 2017 e o primeiro de 2018. Os nomeados são submetidos a uma votação online, em curso até 14 de setembro em http://premios.publituris.pt/travel_20 18/, e a uma votação do júri, constituído por diversas personalidades do setor. A ponderação das duas determinará os vencedores da 15.ª edição destes prémios, que serão anunciados no dia 21 de setembro .

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DIRETOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina (danielpina@sapo.pt) CPJ 3924 Telefone: 919 266 930 EDITOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina SEDE DA REDAÇÃO: Rua Estrada de Faro, Vivenda Tomizé, N.º 12P, 8135-157 Almancil Email: algarveinformativo@sapo.pt Web: www.algarveinformativo.blogspot.pt PROPRIETÁRIO: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina Contribuinte N.º 211192279 Registado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº 126782 PERIODICIDADE: Semanal CONCEÇÃO GRÁFICA E PAGINAÇÃO: Daniel Pina FOTO DE CAPA: C. M. Tavira

A ALGARVE INFORMATIVO é uma revista regional generalista, pluralista, independente e vocacionada para a divulgação das boas práticas e histórias positivas que têm lugar na região do Algarve. A ALGARVE INFORMATIVO é uma revista independente de quaisquer poderes políticos, económicos, sociais, religiosos ou culturais, defendendo esse espírito de independência também em relação aos seus próprios anunciantes e colaboradores. A ALGARVE INFORMATIVO promove o acesso livre dos seus leitores à informação e defende ativamente a liberdade de expressão. A ALGARVE INFORMATIVO defende igualmente as causas da cidadania, das liberdades fundamentais e da democracia, de um ambiente saudável e sustentável, da língua portuguesa, do incitamento à participação da sociedade civil na resolução dos problemas da comunidade, concedendo voz a todas as correntes, nunca perdendo nem renunciando à capacidade de crítica. A ALGARVE INFORMATIVO rege-se pelos princípios da deontologia dos jornalistas e da ética profissional, pelo que afirma que quaisquer leis limitadoras da liberdade de expressão terão sempre a firme oposição desta revista e dos seus profissionais. A ALGARVE INFORMATIVO é uma revista feita por jornalistas profissionais e não um simples recetáculo de notas de imprensa e informações oficiais, optando preferencialmente por entrevistas e reportagens da sua própria responsabilidade, mesmo que, para tal, incorra em custos acrescidos de produção dos seus conteúdos. A ALGARVE INFORMATIVO rege-se pelo princípio da objetividade e da independência no que diz respeito aos seus conteúdos noticiosos em todos os suportes. As suas notícias narram, relacionam e analisam os factos, para cujo apuramento serão ouvidas as diversas partes envolvidas. A ALGARVE INFORMATIVO é uma revista tolerante e aberta a todas as opiniões, embora se reserve o direito de não publicar opiniões que considere ofensivas. A opinião publicada será sempre assinada por quem a produz, sejam jornalistas da Algarve Informativo ou colunistas externos.

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