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ALGARVE INFORMATIVO 16 de junho, 2018
DOMINGAS VEIGA ELEITA MISS QUEEN ALGARVE 2018 DINO D’SANTIAGO ENCANTOU CINE-TEATRO LOULETANO| À CONVERSA COM RAQUEL VARELA MARCHAS POPULARES DE QUARTEIRA E PORTIMÃO| BENTO ALGARVIO APOSTA RESTAURAÇÃO 1 ALGARVENA INFORMATIVO #159
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CONTEÚDOS #159 16 DE JUNHO, 2018 40
ARTIGOS 78
6 - Bairro dos Centenários 10 - Políticas Habitação 18 - 7 Maravilhas à Mesa 24 - «Bento Algarvio» aposta na restauração 30 - Raquel Varela 40 - Miss Queen Algarve 54 - Marchas Quarteira 68 - Marchas Portimão 78 - Dino d’Santiago 86 - Futevólei no Carvoeiro 94 - Wallace Limaa 114 - Atualidade
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OPINIÃO 102 - Paulo Cunha 104 - Adília César 106 - Mirian Tavares 108 - Fábio Jesuíno 110 - Ana Paula Ribeiro ALGARVE INFORMATIVO #159
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REPORTAGEM
BAIRRO DOS CENTENÁRIOS EM FARO FOI REQUALIFICADO E GANHOU DIGNIDADE Texto:
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oi inaugurada, ao final da tarde do dia 12 de junho, a obra de requalificação do Bairro dos Centenários, junto ao Estádio de S. Luís, no coração de Faro, com a festa a continuar, logo de seguida, com o tradicional arraial de Santo António organizado pela PROVECTUS – Associação em Prol da Terceira Idade. Presentes na cerimónia estiveram o presidente da Câmara Municipal de Faro, Rogério Bacalhau, bem como o restante executivo camarário, para além do presidente da PROVECTUS,
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António Milheiras Rodrigues, e do vigário-geral da Diocese, Carlos César Chantre, que abençoou esta infraestrutura há muito desejada pela população e pelos utentes da associação sediada no Bairro dos Centenários. A empreitada foi da responsabilidade da empresa «Martins Gago & Filhos, Lda.» e implicou um investimento de 130 mil e 284,99 euros, mais IVA à taxa legal, tendo como objetivo a requalificação de um bairro que se encontrava completamente 6
descaracterizado. Neste sentido, foram adquiridos conjuntos novos de mobiliário urbano e iluminação pública e procedeu-se à pavimentação de todo o bairro, bem como a diversas pinturas. Na intervenção foram ainda consideradas a estabilização de taludes, a regulação do acesso ao estacionamento automóvel no núcleo do bairro, a intensificação da presença de vegetação e a dotação do espaço de uma rede de drenagem das águas pluviais e rede de rega. A obra está integrada no Programa Faro Requalifica, com a autarquia local a continuar a apostar na requalificação urbana como forma de dignificar o espaço público, dotando-o das melhores condições para a sua utilização e total fruição dos munícipes. “Foi uma promessa feita e cumprida por este executivo e que não se limita apenas ao pavimento,
incluindo a parte elétrica e das águas correntes que muitas dores de cabeça davam à PROVECTUS. É daqui que parte o apoio diário a pelo menos quatro dezenas de idosos que estão nas suas residências e é também neste espaço que se movimentam outras dezenas de idosos em atividades que promovem o seu envelhecimento saudável”, explicou António Milheiras Rodrigues. “Queremos que este espaço seja cada vez mais dinâmico e atrativo e temos que agradecer à câmara municipal por ter providenciado estas melhorias. E é de enaltecer também a postura da empresa responsável pela obra, que conseguiu fazer o seu trabalho sem interferir com as atividades regulares da associação”. Rogério Bacalhau começou por sublinhar o papel da PROVECTUS no
António Milheiras Rodrigues, presidente da PROVECTUS e Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faro 7
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apoio aos mais idosos do concelho de Faro, que agora ficou mais facilitado depois da requalificação do característico Bairro dos Centenários. “Ao longo dos anos este espaço público foi-se degradando e nunca sofreu uma intervenção desta monta, uma obra que, no início, não era de grande complexidade, mas foram surgindo alguns problemas no seu decurso. Contudo, com a boa-vontade da Autarquia, da FAGAR, da EDP e do empreiteiro, tudo se resolveu”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Faro, incentivando ainda a associação a prosseguir com a sua missão humanitária, “com os seus voluntários, homens e mulheres que, de uma forma altruísta, dedicam algum do seu tempo pessoal a apoiar quem realmente precisa”. A requalificação do Bairro dos Centenários já estava nos planos do executivo liderado por Rogério Bacalhau desde o início do mandato anterior e deveria ter ido para o terreno em 2016/2017, todavia, face à impossibilidade da autarquia investir por se encontrar, na época, num plano de reequilíbrio financeiro, foi sendo adiada. “Foi finalmente lançada em 2017 mas sofreu alguns atrasos por causa de questões ALGARVE INFORMATIVO #159
relacionadas com a água, o saneamento e a eletricidade. Chegamos à conclusão que a rede de águas estava completamente obsoleta, o que obrigou a uma intervenção da FAGAR. Estamos a falar de um espaço situado numa zona muito central da cidade de Faro, que necessitava de um arranjo importante e que agora ganhou dignidade e uma boa apresentação”, indicou Rogério Bacalhau. Bairro dos Centenários que é propriedade municipal, estando a maioria das habitações cedidas à PROVECTUS para prossecução da sua atividade diária de apoio aos cidadãos idosos do concelho, lembrou ainda o edil farense . 8
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REPORTAGEM
Ana Pinho, Secretária de Estado da Habitação
SECRETÁRIA DE ESTADO DA HABITAÇÃO APRESENTOU NOVA GERAÇÃO DE POLÍTICAS DE HABITAÇÃO NO SALÃO IMOBILIÁRIO DE LAGOA Texto:
Fotografia:
Centro de Congressos do Algarve acolheu, de 7 a 9 de junho, o primeiro Salão Imobiliário do Algarve, uma iniciativa da Câmara Municipal de Lagoa motivada pela recuperação da dinâmica do setor imobiliário em Portugal e pela força que
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ele detém no tecido económico e empresarial do Algarve. “Mais do que promover o imóvel, pretendemos promover a região, com um certame que reuniu diferentes agentes do mercado imobiliário, assim como públicos interessados na mediação imobiliária, tecnologias e materiais de 10
construção civil e reabilitação urbana”, indicou Francisco Martins, presidente do Município de Lagoa. “Numa altura em que só uma em cada quatro pessoas consegue arrendar casa e em que a capacidade para pagar um empréstimo assombra a maior parte das jovens famílias, este salão constituiu uma boa oportunidade para encontrar novas soluções e oportunidades de negócio. Para além de potenciar o desenvolvimento do setor económico da construção e do imobiliário, permitindo aos vários agentes expor e apresentar os seus catálogos, os três dias do certame contaram com várias conferências e seminários sobre o setor”, acrescentou o edil lagoense. Um dos momentos altos do certame foi a apresentação, pela Secretária de Estado da Habitação, Ana Pinho, do Pacote
Legislativo da Nova Geração das Políticas de Habitação, um conjunto de instrumentos que visa responder às carências habitacionais, bem como promover o arrendamento acessível e a coesão territorial, e cuja importância foi prontamente realçada por Francisco Martins. “O Algarve tem algumas particularidades nesta matéria e sofre de uma interioridade muito grande. Embora esteja no litoral, estamos bastante longe do centro de decisão e, ainda por cima, somos considerados pela União Europeia como uma zona rica. Temos localidades que, antigamente, eram humildes, de pescadores e que, hoje, são quase o filé mignon do Algarve e os seus nativos estão praticamente impossibilitados de terem ali uma casa. Por isso, fico bastante satisfeito pelo governo ter finalmente
Francisco Martins, presidente da Câmara Municipal de Lagoa 11
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arregaçado as mangas para combater um problema sério, depois de se terem perdido muitos anos, no passado, a fazer diagnósticos, em vez de se ir para o terreno resolver as coisas”, reforçou Francisco Martins. De facto, foi aprovada, em Conselho de Ministros de 26 de abril, a Resolução que estabelece o sentido estratégico, objetivos e instrumentos de atuação para uma Nova Geração de Políticas de Habitação, com a missão de garantir o acesso de todos a ALGARVE INFORMATIVO #159
uma habitação adequada, entendida no sentido amplo de habitat e orientada para as pessoas, passando por um alargamento do âmbito de beneficiários e da dimensão do parque habitacional com apoio público; e criar as condições para que, tanto a reabilitação do edificado, como urbana, passem de exceção a regra e se tornem nas formas de intervenção predominantes, quer ao nível do edificado como das áreas urbanas. Nesse sentido, são apontadas como novas metas de médio prazo: 12
carência habitacional de uma forma eficaz e justa, mediante instrumentos de apoio adequados e flexíveis, do reforço dos instrumentos e dos recursos disponibilizados para a promoção de oferta de habitação para arrendamento social e do reforço dos instrumentos e dos recursos disponibilizados para a reabilitação do parque habitacional de arrendamento social. E a Secretária de Estado da Habitação deu particular ênfase ao «1.º Direito - Programa de Apoio ao Acesso à Habitação», que concede apoio financeiro a atores públicos e assistenciais locais, às associações de moradores e às cooperativas de habitação e construção, mas também diretamente às próprias famílias, privilegiando intervenções de reabilitação e de arrendamento e que promovam as acessibilidades e a sustentabilidade.
aumentar o peso da habitação com apoio público no parque habitacional de dois para cinco por cento, o que reflete um acréscimo de cerca 170 mil fogos; e baixar a percentagem de população que vive em agregados familiares com sobrecarga das despesas com habitação no regime de arrendamento de 35 para 27 por cento. O objetivo prioritário é promover a existência de uma bolsa dinâmica de alojamentos capaz de dar resposta às famílias que vivem em situação de grave 13
Ana Pinho lembra que foi assumido como um desígnio nacional acabar com as carências habitacionais graves até se comemorarem os 50 anos da Revolução do 25 de Abril, ou seja, até 2024. “O instrumento está cá, o dinheiro também, e esperamos que as estratégias locais reflitam as carências dos diversos municípios e lhes deem resposta. E confio plenamente no poder local, até porque, quem esteve ausente em matéria de política de habitação, durante mais de 10 anos, foi o Estado. O que foi feito neste período foi graças inteiramente aos municípios, apesar de não contarem com a ajuda financeira do governo”, afirmou a Secretária de Estado da Habitação, acrescentando ainda que este instrumento não tem como intuito ALGARVE INFORMATIVO #159
Ana Pinho: (…) “Não conseguiremos resolver o problema das famílias que vivem em situação indigna até aos 50 anos do 25 de abril sem os municípios. Seis anos é muito pouco tempo, ainda mais em políticas de habitação, onde não basta inserir uma verba no Orçamento de Estado ou aprovar um decreto-lei. Depois disso é preciso pensar nas soluções, fazer os projetos, lançar os concursos para as empreitadas”.
promover a reabilitação urbana para fins de venda dos imóveis. “Não estamos aqui a falar de habitação de custos controlados para venda. Aliás, este programa centra-se, não nas casas, mas nas pessoas. O objetivo é encontrar a solução habitacional adequada à situação concreta de cada família”, distinguiu. A sessão não abordou, no entanto, apenas as pessoas em situação de carência habitacional mais vulnerável, mas também a dificuldade que o cidadão comum sente, ALGARVE INFORMATIVO #159
atualmente, para arrendar casa. Assim, um segundo objetivo desta nova geração das políticas de habitação é, precisamente, garantir o acesso à habitação aos que não têm resposta por via do mercado, criando-se uma oferta alargada de habitação para arrendamento a preços acessíveis. “Para isso temos um conjunto de instrumentos orientados para a atração do setor privado para o arrendamento estável e a custos acessíveis, que já foram aprovados em Conselho de Ministro e que estão atualmente na Assembleia da República, porque implicam, por exemplo, a isenção de tributação sobre rendimentos. Portugal tem 72 por cento do parque habitacional ocupado pelos proprietários, o Estado possui apenas dois por cento, portanto, se não conseguirmos atrair o setor privado para esta missão, não teremos dimensão suficiente para atacar o problema”, reconhece Ana Pinho. Um instrumento extremamente interessante, na opinião da Secretária de Estado da Habitação, é o Fundo Nacional de Reabilitação do Edificado, que incentiva a reabilitação do património devoluto ou disponível para posterior arrendamento, em particular para fins habitacionais e alojamento estudantil a preços acessíveis, promovendo o aumento da oferta nestes segmentos e a otimização dos parque edificado. Está aberto à participação, numa primeira fase, de entidades públicas e do terceiro setor, podendo vir a ser aberto, posteriormente, ao setor privado. A 14
Ana Pinho e Francisco Martins
participação no FNRE tem como principais vantagens: apoiar as entidades públicas e do terceiro setor na prossecução das suas políticas de habitação, sociais e de reabilitação e regeneração dos centros urbanos; possibilitar a reabilitação do património imobiliário sem aumentar o endividamento; e constituir um investimento de baixo risco e com rentabilidade. Apresentados os instrumentos, Ana Pinho falou de 700 milhões de euros, a fundo perdido, despendidos no 1.º Direito até 2024, enquanto o potencial de investimento no Fundo Nacional de Reabilitação do Edificado é o dobro, isto é, mil e 400 milhões de euros. “O Plano Nacional de Reformas aponta, até final de 2020, para dois mil fogos ou unidades 15
residenciais para estudantes e isso só será possível se contarmos com a ajuda dos municípios. Do mesmo modo, não conseguiremos resolver o problema das famílias que vivem em situação indigna até aos 50 anos do 25 de Abril sem os municípios. Seis anos é muito pouco tempo, ainda mais em políticas de habitação, onde não basta inserir uma verba no Orçamento de Estado ou aprovar um decreto-lei. Depois disso é preciso pensar nas soluções, fazer os projetos, lançar os concursos para as empreitadas”, manifestou a Secretária de Estado da Habitação. “Todos nós vamos ter que aprender a trabalhar com estes novos instrumentos para irmos depressa para o terreno”, finalizou Ana Pinho .
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REPORTAGEM
«SETE MARAVILHAS À MESA» VÃO SER CONHECIDAS EM ALBUFEIRA Texto:
Fotografia:
José Carlos Rolo durante o sorteio das galas das «7 Maravilhas à Mesa»
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eve lugar, no dia 7 de junho, em Albufeira, o sorteio para distribuir as 49 mesas préfinalistas pelas sete galas eliminatórias a emitir pela RTP, durante o Verão, das «7 Maravilhas à Mesa». As transmissões iniciam-se logo a seguir ao término do Campeonato do Mundo de Futebol da Rússia e incluem ainda um programa em jeito de balanço do concurso, na ilha do Pico, nos Açores. A Gala Final, onde serão declaradas as sete vencedoras, realiza-se em Albufeira, a 16 de setembro.
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O evento contou com a presença do Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel Freitas, que enalteceu a presença de elementos da Dieta Mediterrânica na grande maioria das mesas a concurso. “Falar de «maravilhas» à mesa remete-nos para sensações e representações que temos à volta da mesa. Esta edição não diz respeito só à gastronomia, mas ao saber fazer, ao sentirmos que há cultura por detrás da mesa e essa cultura está muito ligada ao 18
Mediterrâneo. A Dieta Mediterrânica, Património Cultural Imaterial da Humanidade, está a ser valorizada nesta iniciativa das «7 Maravilhas» com uma matriz mediterrânica em todo o país e todas as mesas que aqui se apresentam”, enfatizou Miguel Freitas. Albufeira e a Praia dos Pescadores vão ser o cenário final da grande revelação, o que deixa José Carlos Rolo bastante orgulhoso e satisfeito. “É um evento que vai com certeza desempenhar um importante papel na promoção do nosso território. Albufeira é um destino turístico de referência e queremos aproveitar esta janela para divulgar o nosso concelho, mas também os nossos costumes e tradições, associados à gastronomia e ao património. É uma excelente oportunidade para mostrar
uma Albufeira talvez não tão mediática, mas que merece ser conhecida e explorada”, considera o presidente da Câmara Municipal de Albufeira. José Carlos Rolo confessou ainda ter assistido a praticamente todos os programas da edição do ano transato das «7 Maravilhas», não estivesse a aldeia de Paderne entre as finalistas, falando de “um trabalho extraordinário” da parte da organização e de “um verdadeiro serviço público” prestado pela RTP. O potencial de afirmação territorial e nacional de Portugal por via deste concurso foi também realçado por Luís Segadães, Presidente das «7 Maravilhas». “Estamos cada vez mais a solidificar a rede e o roteiro que se cria com as «Maravilhas» eleitas a cada
José Carlos Rolo, presidente da Câmara Municipal de Albufeira, José Carlos Leandro, proprietário do Hotel Alísios e o conhecido cantor Tony Carreira 19
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Luís Segadães, Presidente das «7 Maravilhas»
ano, nas várias vertentes turísticas em que Portugal se distingue. Basta ver a repercussão económica da eleição das «7 Maravilhas de Portugal – Aldeias», por exemplo em Sistelo, onde aconteceu uma autêntica revolução, com criação de negócios de restauração, de alojamento e animação turística e onde as pessoas estão a acompanhar essa mudança”, apontou o responsável pelo concurso, adiantando ainda que esta eleição “vai promover a verdadeira experiência de comer e beber a uma mesa portuguesa, razão pela qual somos cada vez mais um destino turístico de referência”. “Desta eleição vão resultar, não uma, mas sete mesas representativas do nosso país”, sublinhou. Luís Segadães confirmou, entretanto, que a edição deste ano das «7 Maravilhas» ALGARVE INFORMATIVO #159
encerra uma maior complexidade em relação ao passado. “Antigamente íamos fotografar e filmar aquilo que já se encontrava nos territórios. Este ano houve uma maior preparação, teve que se juntar o que se come e bebe com o que se passeia, criou-se um produto diferente e bastante apelativo. Tenho que agradecer a todos aqueles que aceitaram este desafio, com grande empenho e qualidade”, salientou o mentor do concurso, revelando ainda que as «7 Maravilhas de Portugal – Aldeias» foi o programa em que o público mais votou em toda a história da televisão portuguesa. O processo segue o percurso de anos anteriores, contando com a votação de um painel de especialistas na longa lista 20
de candidaturas, de onde resultou o lote dos 49 pré-finalistas. Todo o processo tem o acompanhamento e supervisão de um Conselho Científico e a votação é auditada pela PwC. As 49 mesas pré-finalistas vão ser votadas pelo público em sete galas para eleger as «7 Maravilhas à Mesa», que começam a ser emitidas a partir de 22 de julho pela RTP. De cada uma das sete galas saem duas mesas finalistas, num total de 14, que serão depois votadas até à grande Final, que acontece, a 16 de setembro, em Albufeira. Enquanto as votações não começam, fica-se já a saber a constituição das sete galas do «7 Maravilhas à Mesa»: Gala Reguengos de Monsaraz (22 de julho) – Mesas de Reguengos de Monsaraz, Ponta Delgada, Monchique, Terras da Chanfana, Vila Real, Braga e Almeirim; Gala da
Batalha (29 de julho) – Mesas de Batalha, Cacela Velha, Vila de Frades, Guarda, Bragança, Angra do Heroísmo e Aveiro; Gala de Viseu (5 de agosto) – Mesas de Viseu, Lajes do Pico, Tavira, Bairrada ao Mondego, Montalegre, Porto Moniz e Palmela; Gala de Alijó (12 de agosto) – Mesas de Alijó, Lajes das Flores, Albufeira, Beira Serra, Beja, Setúbal e Constância; Gala de Odemira (19 de agosto) – Mesas de Zambujeira do Mar, Madalena do Pico, Loulé, Vila do Bispo, Mirandela, Borba e Funchal; Gala de Tomar (26 de agosto) – Mesas de Tomar, Sintra, Sever do Vouga, São Roque do Pico, Silves, Chaves e Arraiolos; Gala de Lagoa (2 de setembro) – Mesas de Lagoa, Calheta, Tarouca, Monção, Gouveia, Villa Oeiras e Santa Cruz .
Fernando Severino, Diretor Regional da Agricultura e Pescas do Algarve, Miguel Freitas, Secretário de Estado das Florestas e do Reordenamento do Território, José Carlos Rolo, presidente da Câmara Municipal de Albufeira e 1.º Tenente Augusto Rebolo, da Delegação Marítima de Albufeira da Capitania do Porto de Portimão 21
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REPORTAGEM
DEPOIS DOS RINGUES DE BOXE, «BENTO ALGARVIO» APOSTA FORTE NA RESTAURAÇÃO Texto:
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Aníbal Silva e António João Bento, no restaurante do Grupo Naval de Olhão
0 de junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, mas também o dia de aniversário de António João Bento, ou «Bento Algarvio», como o conheço há coisa de 20 anos, o melhor pugilista português de todos os tempos. E um dos melhores da Europa da sua geração e da sua categoria de peso, superplumas, não tendo voado mais alto
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porque, como em tudo na vida, nem sempre basta ser bom, ou mesmo o melhor, é preciso ter a ajuda certa no momento certo para abrir as portas certas. E foi isso que faltou ao farense quando estava no auge da carreira e que o impediu de pisar os ringues dos Estados Unidos da América, onde realmente o boxe é rei e senhor.
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Mas hoje não falamos de boxe, mas sim da aposta de António João Bento na restauração, tendo aproveitado a festa dos seus 43 anos para comemorar igualmente um ano à frente do restaurante do Grupo Naval de Olhão, a que se junta também o restaurante da VIVMAR - Associação de Viveiristas e Mariscadores da Ria Formosa, em Faro. “A minha mãe foi chefe de cozinha e ensinou-me muito desse ofício. Depois, ao longo da minha carreira de boxeur, os meus maiores contratos sempre foram feitos à mesa. Toda a gente gosta de comer e beber bem, a nossa gastronomia é fabulosa, foi uma aposta natural”, explica-nos «Bento Algarvio», durante o almoço no restaurante do Grupo Naval de Olhão. “Já em 1999, quando estava num estágio com vários ingleses, era eu que tratava do almoço, carapaus fritos com tomate que eles adoravam. O meu apartamento
tornava-se praticamente num restaurante e foi assim que assinei um grande contrato para lutar em Inglaterra”, recorda. O gostinho pela restauração foi ficando de lado porque, na altura, os dias do farense eram totalmente consumidos pelo boxe, mas agora essa paixão foi reatada, assim como o seu outro grande hobbie, a restauração de móveis antigos. “Daqui a dois meses vou abrir um novo restaurante em Olhão, o primeiro de um franchising ligado aos churrascos, principalmente o frango assado com piripiri”, revela, em primeira mão, depressa esclarecendo que não pretende ser um campeão na restauração, como o foi no boxe profissional. “É um mundo completamente diferente, com uma concorrência enorme, mas vou tentar aplicar a experiência que ganhei nos
«Bento Algarvio» com a esposa Fátima Botelho 25
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vários países e culturas por onde passei nestas últimas duas décadas no «Bento’s Chicken Piripiri». Ainda em 2018 vou abrir também um restaurante na Argentina, em mais uma parceria que nasceu à mesa. Portugal é um país maravilhoso para se viver mas, para se vingar nos negócios, é preciso sair das nossas fronteiras”, justifica. Nesta cadeia nacional «Bento Algarvio» terá como sócio Aníbal Silva, empresário com vários restaurantes de alta gastronomia em Montreal, no Canadá, e outros negócios em Portugal e que está precisamente a dar formação aos funcionários do restaurante do Grupo Naval de Olhão. “Implantou o frango assado com piripiri no Canadá, tem a estrutura e um know-how imenso nessa ALGARVE INFORMATIVO #159
matéria e é um homem que gosta de trabalhar com quem fiz amizade há alguns anos, quando lá fui combater”, contou, confirmando, ainda, que os seus dias dentro dos ringues estão a chegar ao fim. “Estive parado um ano e meio e comecei a treinar há umas semanas para os meus dois últimos combates. No final do ano vou jogar em Las Vegas e, depois, faço a despedida em Faro, a cidade onde nasci. Após isso, a ideia é agarrar em jovens talentos para lhes proporcionar uma carreira desportiva a sério. Portugal tem bons atletas e treinadores, faltam empresários com conhecimentos e estrutura financeira para os guiar, caso contrário, os pugilistas portugueses vão continuar a ser uns sacos de batata”, desabafa. 26
Entretanto, lá conseguimos apanhar o Chefe Aníbal Silva para dois dedos de conversa. “Estou habituado a um serviço de qualidade e estou a dar a formação, até final de setembro, aqui no Grupo Naval de Olhão”, confirma o empresário lisboeta que foi com os pais para o Canadá ainda em criança. “Foi lá que cresci como homem e profissional, mas Portugal é a minha terra e adoro o Algarve. Aliás, já tive restaurantes em Vilamoura e na Quinta do Lago, mas a minha vida pessoal, na altura, obrigou-me a regressar ao Canadá”, refere, mostrandose fascinado pela vista panorâmica do restaurante do Grupo Naval de Olhão e pela forma como a Cidade da Restauração está a crescer. “Não é por acaso que temos cá o único hotel de cinco estrelas no sotavento. Olhão tem lugar para um restaurante de alta gastronomia, este possui uma vista deslumbrante, os barcos à nossa frente, o cheirinho a mar, e acredito que, a curto prazo, será o melhor da cidade”, declarou, sem meias-palavras.
Lobo. “Mas as pessoas que encontrei no Grupo Naval de Olhão são humildes, querem verdadeiramente aprender e eu estou aqui para lhes transmitir os meus conhecimentos. O objetivo é estar aberto o ano inteiro e a formação de alto nível é uma das minhas responsabilidades nesta parceria com o «Bento Algarvio». Na ementa não se pode mexer muito, é o peixe e marisco”, disse, confessando que não dispensa uma ida ao sábado de manhã ao Mercado de Olhão. “Quero fazer eu as compras para saber o que estou a oferecer aos clientes e é por isso que eles voltam. O turismo oscila, vai e vem, nós pretendemos cativar os olhanenses e os algarvios, porque é assim que se mantém as casas abertas no Inverno” .
Uma dificuldade que já estava à espera de encontrar prende-se com os recursos humanos, porque o Algarve ainda não venceu a sazonalidade da atividade turística e os bons funcionários normalmente têm contratos ao ano noutros pontos do país ou nos principais estabelecimentos do Algarve, nomeadamente em Vilamoura, Quinta do Lago ou Vale do 27
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ENTREVISTA
RAQUEL VARELA: “OS SILÊNCIOS É QUE FAZEM MOSSA, AS IDEIAS NÃO FAZEM MOSSA, AS IDEIAS SÃO UM ATO DE LIBERDADE”. Raquel Varela é uma das mais reconhecidas pensadoras portuguesas da atualidade. Com quatro anos aprendeu, à beira-rio, o que significava a palavra liberdade. Hoje, ajuda-nos a compreender o 25 de abril através da lente da História Social. Garante que “não aprende a ficar bem com o que está mal” e, por isso, acredita que o passado pode ser usado como arma para transformar o presente e pensar o futuro. Texto: Um contributo
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o dia 25 de abril de 1974 Raquel Varela ainda cá não estava. A liberdade bateulhe à porta anos mais tarde quando, depois de uma temporada a viver em casa da avó, em Alcobaça, regressou a Lisboa para estudar num colégio privado. A menina de quatro anos, que passeava de galochas à beira-rio acompanhada por dois patos que a seguiam para todo o lado, entendeu, nesse momento, o que significara Abril. “Aquilo, para mim, foi uma sensação de prisão. Tirar-me daquele espaço enorme e levarme para aquele colégio foi terrível. Sentia que não podia respirar”. Confessa que essa talvez tenha sido a sua primeira noção de liberdade.
A lição ficaria para a vida. “Eu não sou adaptável a situações erradas. Torno-me muito disfuncional em situações erradas. Então, estou sempre à procura de mudar as coisas à minha volta. Isso é parte do meu estado irrequieto”. Se, com quatro anos, Raquel Varela confessa que “era um perigo”, hoje, mantém ainda o mesmo brilho traquina no olhar. Com a mesma firmeza com que, aos 20 anos, decidiu interromper o curso de Direito, em Coimbra, a investigadora, que é atualmente considerada uma das grandes pensadoras da História Contemporânea em Portugal, não tem reservas em afirmar que não aprende a ficar bem com o que está mal. “Acho isso completamente errado. As pessoas não têm nada que se contentar. Não há alegria na escassez, não há amor na pobreza, não há felicidade na carência. Para sermos felizes temos que lutar por viver em ambientes felizes com pessoas felizes. Isso é fundamental”, defende. ALGARVE INFORMATIVO #159
Fiel ao seu pensamento, e ao encontrar uma Coimbra sem perspetiva crítica, pouco interessante e muito fechada sobre si própria, Raquel, que se iniciara em 97 como estudante de Direito, rapidamente percebeu que a pássaro com asas não se lhe pode pedir que fique preso ao galho. “Julgo que a função de um investigador e de um cientista social é criticar, sem mediações, os poderes. Nós temos uma função contrapoder. Isso para mim foi sempre um ponto assente. E, em Coimbra, não encontrei ninguém que me oferecesse uma perspetiva crítica”. Inconformada e de malas feitas, segue para Munique, na Alemanha, onde trabalha durante um ano a servir às mesas num luxuoso bar de champanhe e charutos. “Foi o maior salário de toda a minha vida. Era o bar mais caro de Munique e era preciso saber falar várias línguas”, recorda. O trabalho nunca a assustou. Considera-se, aliás, uma pessoa profundamente disciplinada. “Acordo às 06h da manhã e deito-me às 22h. Luto para que todas as pessoas tenham direito ao trabalho, não ao subsídio de desemprego”. Aos 12 anos, quando pediu aos pais uma lambreta e a mãe lhe respondeu que, se queria concretizar a ideia, teria de trabalhar para isso, arregaçou as mangas e foi trabalhar para um centro comercial. Uns meses depois o resultado estava à vista. “A minha mãe ia desmaiando quando cheguei a casa com o dinheiro para a motoreta”, recorda, entre risos.
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Hoje, Raquel Varela, professora universitária e investigadora no Instituto de História Contemporânea, confessa que o estudo do trabalho fez de si uma pessoa diferente. “Tenho cada vez mais consciência da importância e do respeito por quem trabalha. Somos altamente dependentes do trabalho uns dos outros e o desrespeito que se tem por isso é uma das coisas que mais mexe comigo”. A investigadora, que assume ter tido sempre “a ousadia de escolher temas que incomodam, mas que levantam questões absolutamente fundamentais”, procura, atualmente, a partir do seu trabalho, 33
compreender o passado, não apenas para viver o presente, mas, sobretudo, para transformá-lo. “É preciso mudar aquilo que está mal e temos que usar instrumentos do passado para isso. Vivemos num individualismo hedonista pós-moderno em que as pessoas estão permanentemente convencidas de que aquilo que fazem foi porque decidiram, individualmente, fazer. O nosso grau de decisão individual é, na realidade, mínimo. Somos altamente constrangidos por necessidades materiais, de sobrevivência, intimamente relacionadas com o ALGARVE INFORMATIVO #159
trabalho. Somos altamente condicionados. O número de coisas que fazemos por decisões individuais é muito reduzido, sobretudo na sociedade capitalista, onde a nossa sobrevivência está ameaçada quase permanentemente”. Compreender o passado e as pessoas, nas “suas lutas, nas suas grandezas e nas suas misérias”, é, pois, a tarefa a que se dedica, diariamente, Raquel Varela. Com projetos internacionais um pouco por todo o mundo e a trabalhar, em território nacional, com um grupo de mais de 40 investigadores, a historiadora conta que um dos maiores desafios continua a ser “que as pessoas tenham noção da sua própria força, do seu papel na História”. É preciso entender, como nos recorda, que não há nenhum direito adquirido, foram todos conquistados. “As pessoas acham que o Estado Social é uma dádiva. O Estado Social não é uma dádiva, é uma conquista da Revolução do 25 de Abril. O Serviço Nacional de Saúde não foi criado em 1979, foi criado em 74/75 quando os médicos ocuparam e geriram os hospitais”. A consciência de que as “novas possibilidades que hoje se abrem partem do que já existe”, e de o que somos depende muito daquilo que fomos, é um dos pilares centrais do trabalho da mulher que revolucionou o modo como hoje olhamos para o 25 de abril. Autora de «A História do Povo na Revolução Portuguesa», Raquel Varela é também responsável por uma mudança de perspetiva face à revolução. “Durante 40 anos prevaleceu a tese de que o Estado estava em disputa na revolução ALGARVE INFORMATIVO #159
portuguesa. Este livro vem provar qua havia dualidade de poderes – um poder fora do Estado contra o Estado. Não é o último grito, não é a última palavra, mas acho que avançámos muito na compreensão do que é o Estado e a sociedade”. Naquela que considera ser a sua obra de referência, a historiadora apresenta uma rigorosa investigação que ambiciona dar voz aos que a não tiveram, aos rostos invisíveis e anónimos da grande massa popular que, segundo Raquel Varela, também fez a revolução portuguesa. Quatro anos volvidos após a publicação do livro, a 34
investigadora, que mudou a forma como olhamos para o 25 de abril, confessa ter-se também deixado olhar pela revolução. “O estudo da revolução portuguesa marcou profundamente a minha personalidade. Contribuiu para que eu tenha hoje uma visão mais feliz e mais otimista da vida”, assume. Os projetos, esses, acumulam-se em cima da secretária a uma velocidade impressionante. No dia 2 de junho apresentou ao mundo «Breve História da Europa», um novo livro sobre o século XX. Seguir-se-á um estudo nacional sobre burnout nos professores, um estudo mundial de História do Trabalho na 35
Indústria Naval, um projeto sobre a História do Serviço Médico à periferia, a tradução da sua obra para mais duas línguas e, em 2019, espera fazer sair um novo livro sobre a revolução portuguesa. O relógio de Raquel Varela não pára. Quando questionada como consegue fazer tanto em tão pouco tempo, a resposta é perentória: “Saber trabalhar em equipa é fundamental. É preciso saber gerir conflitos, saber dizer que sim e saber dizer que não, saber recuar e saber avançar. Não se pode ser individualista, nem criar falsos consensos. É um equilíbrio complicado, mas muito gratificante”. ALGARVE INFORMATIVO #159
Equilíbrio que Raquel Varela tenta manter também em casa. Com dois filhos gémeos, com 13 anos, conta-nos que “a maternidade é um desafio permanente”. A sua função como mãe passa, como nos adianta, por “garantir que eles vão ganhando autonomia e independência” pois, assegura, só assim poderão ser felizes. “Isso implica também uma luta contra mim própria, porque temos sempre medos, receios, dependências…”. Confessa-se profundamente dedicada à família e acrescenta que, se amar é um verbo, então, não se pode amar platonicamente. É preciso dedicar-se e pensar como fazer os outros felizes. “Um dia perfeito para mim implica acordar cedo, namorar, fazer o pequeno-almoço com os miúdos, passearmos no campo e acabar o dia em família a rirmo-nos”. Revela-nos que, com uma agenda preenchida, isso nem sempre é possível, mas, por vezes, é fundamental “fecharmos a chave do trabalho e das responsabilidades”. Com os filhos e com o marido, Raquel Varela procura dar sentido, todos os dias, à palavra liberdade. “Passeamos muito pelo campo, fazemos férias na montanha, vamos para os Pirenéus e fazemos desportos radicais todos juntos”. Nos momentos de recatamento lê romances, contos e poesia. Embora se confesse profundamente apaixonada por aquilo que faz, Raquel lamenta, porém, o «ambiente medieval» que se vive no interior das instituições de ensino superior em Portugal. “O problema da universidade não é só a precariedade (que é um problema gravíssimo) mas ALGARVE INFORMATIVO #159
também a proteção medieval de quem está lá dentro. As universidades têm um problema de endogamia, garantida por uma seleção medieval, e isso, no limite, leva à sua decadência”. Sobre a academia portuguesa, Raquel Varela, sempre sagaz, deixa a crítica: “As pessoas estão permanentemente ameaçadas, em competição, com dificuldades em trabalhar em equipa. A inveja é o sentimento mais pobre que existe no meio universitário. O talento dos outros deve suscitar-nos admiração e não inveja. Isso é o que fazem as pessoas saudáveis quando veem alguém melhor. Nos meios universitários de países pequenos é o contrário. O brilhantismo dos outros suscita-nos medo, inveja e sentimentos horrorosos, quando nos devia suscitar admiração”. Quando questionada sobre uma resolução para o problema da endogamia, a historiadora confessa não ter uma resposta. Garante, no entanto, que, certamente, a situação “não se resolve impedindo os precários de dar aulas, nem continuando com concursos medievais”. Vai ainda mais além, assegurando que, quer no meio universitário, quer fora dele, “não respeitamos quem trabalha no país”. “Pagamos salários miseráveis, não damos condições de trabalho democráticas para que as pessoas possam inovar, ter autonomia, crescer e criar. Estamos permanentemente a bloquear a criatividade com estes métodos de gestão hierárquicos e brutais. E isso é inaceitável”, lamenta.
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Inaceitável é, também, segundo a opinião da professora universitária, o atual quadro de precariedade que se vive na investigação científica. “A investigação é uma maratona. A investigação não é compatível com a sucessiva ameaça de desemprego, com projetos de curta duração. Isso é compatível com a acumulação de capital, mas não é o que deve fazer funcionar uma sociedade. Capital, capital, mais capital…A segurança é um valor primordial. Se não temos filhos por três meses porque havemos de ter contratos por três meses”, indaga. 37
Numa era em que, como acrescenta, “os juros ganharam uma dimensão sacralizada”, a investigadora não consegue deixar de se questionar: “Como é possível que uma pessoa não tenha direito ao trabalho, direito à sua dignidade, à sua sobrevivência, e, depois, os juros sejam intocáveis”. “Que se lixem os juros”, conclui. Conhecida por manter posições fortes em relação a temas fraturantes, Raquel Varela, que, por diversas vezes já sentiu na pele o confronto direto com a sociedade e com o poder político, ALGARVE INFORMATIVO #159
Raquel Varela: (…) “O talento dos outros deve suscitar-nos admiração e não inveja. Isso é o que fazem as pessoas saudáveis quando veem alguém melhor. Nos meios universitários de países pequenos é o contrário. O brilhantismo dos outros suscita-nos medo, inveja e sentimentos horrorosos, quando nos devia suscitar admiração”.
garante que uma das suas grandes qualidades é ter uma grande capacidade para ouvir o contraditório. “Não acredito numa academia composta por um conjunto de pessoas que pensam todas da mesma maneira. Não acredito na vida humana assim, não acredito nos partidos políticos assim, não acredito nos governos assim. Não podemos nunca ter medo de debater as nossas ideias. O contraditório é um pilar da liberdade”. Quanto à profissão que escolheu para fazer vida, a historiadora portuguesa garante ter um papel a cumprir: “A sociedade investiu em nós para sermos investigadores e é nossa obrigação sermos claros, sucintos e fazer compreender aos não-especialistas o que é que nós fazemos. É um ponto de ALGARVE INFORMATIVO #159
honra”. Confessa que tentar colocar em duas frases no Facebook o que investigou durante seis meses não é fácil, mas, garante, que esse é o seu dever – “é aquilo que devolvemos à sociedade”. Sociedade essa pela qual se revela completamente apaixonada: “Sempre gostei de pessoas. Adoro gente. Acho a Humanidade um desafio e gosto de entender os comportamentos humanos, as relações… Fascina-me descobrir os raros momentos na História em que as pessoas foram maiores do que elas próprias através da coragem coletiva de enfrentar os poderes instituídos”. Esse, aliás, é o repto que nos deixa Raquel Varela, a trabalhar há mais de 20 anos com ciência fundamental, com “o subterrâneo” que, embora não seja “visível cá fora” e não tenha aplicação imediata, é, como acrescenta, absolutamente fundamental para que outros tipos de ciência possam continuar a existir. Da menina que brincava, em Alcobaça, à beira-rio, trazemos, talvez, de Oeiras, mais uma lição de liberdade. Raquel Varela fala com voz firme, tom desafiador, convida-nos, a cada passo, a olharmos para dentro, a elevarmos a nossa voz e a não nos adaptarmos ao que está errado. “As pessoas tendem a diminuir o seu papel na História”, revela. “É preciso perceber que os silêncios é que fazem mossa, as ideias não fazem mossa, as ideias são um ato de liberdade”, conclui .
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DOMINGAS VEIGA É A MISS QUEEN ALGARVE 2018 Texto:
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eleição da Miss Queen Algarve 2018 teve lugar, no dia 9 de junho, no Salão de Festas de Barão de São Miguel, no concelho de Vila do Bispo, com Domingas Veiga a ser a escolhida pelo júri para representar a região na Miss Queen Portugal 2018. Na
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mesma noite foi ainda eleita Inês Lourenço como Miss Vila do Bispo 2018. Foi uma noite de grande glamour, mas também de muita música, quase que se podia dizer um concerto da conhecida dupla «Anjos» à mistura com os desfiles das 12 concorrentes, mas também se escutaram temas pelas vozes de Wanda 42
roupa informal, fato de banho e vestido de noite. A apresentação esteve a cargo de Liliana Campos e Ricardo Carriço e a árdua tarefa de eleger as mais belas da noite coube ao júri constituído por Adelino Soares, presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo, António Miguel Pina, presidente da Câmara Municipal de Olhão, Luís Encarnação, vereador da Câmara Municipal de Lagoa, Desidério Silva, presidente da Região de Turismo do Algarve, Paula Bobone, Zulmira Ferreira, Adriana Iria e Ricardo Monteverde, presidente da Miss Queen Portugal. Feitas as contas, ficaram-se a conhecer as primeiras vencedoras logo no final do desfile em vestidos de noite, designadamente a Miss Simpatia (Mariana Figueiras), Miss Fotogenia (Alexia Matos) e Miss Facebook (Cátia Pacheco), bem como da Miss Vila do Bispo, Inês Lourenço. Com as cinco finalistas mais votadas à frente, foi depois hora de saber quem seriam a segunda Dama de Honor, Alexandra Conceição, a primeira Dama de Honor, Mariana Figueiras e, finalmente, a Miss Queen Algarve 2018, título entregue à jovem Domingos Veiga, 17 anos, proveniente de Lagoa. Stuart e Ricardo Carriço. Em prova estiveram Maia Sirbu, Cátia Pacheco, Catarina Canelas, Inês Lourenço, Madalena Correia, Alexia Matos, Patrícia Silva, Domingas Veiga, Milena Mondego, Alexandra Conceição, Beatriz Mckenzie e Mariana Figueiras, que desfilaram em
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Organizado pela Hopelanda, o evento contou com o apoio financeiro, técnico e logístico da Câmara Municipal de Vila do Bispo, para além dos patrocínios das Câmaras Municipais de Olhão e Lagoa e de outras entidades e empresas da região .
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Liliana Campos e Ricardo Carriรงo foram os apresentadores da gala Miss Queen Algarve 2018
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Wanda Stuart e Ricardo Carriço
45 Os irmãos Nelson e Sérgio Rosado, mais conhecidos por Anjos, num fantástico concertoALGARVE INFORMATIVO #159
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Telma Madeira, Miss Queen Portugal 2017, Domingas Veiga, Miss Queen Algarve 2018 e Adelino Soares
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Adelino Soares, presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo, com a esposa Dalila Gil e os 50filhos
António Miguel Pina, José Dominguez, Adelino Soares, Luís Encarnação e Desidério Silva
51 Iria, Patrícia Jordão Dominguez, Adelino Soares, Luís Encarnação, Zulmira Ferreira ALGARVE INFORMATIVO Adriana e Desidério Silva#159
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REPORTAGEM
MARCHAS POPULARES ENCHERAM MARGINAL DE QUARTEIRA Texto:
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desfile das Marchas Populares, um dos mais típicos e característicos eventos culturais da cidade de Quarteira, voltou a mostrar, na noite de 12 de junho, o forte bairrismo desta antiga comunidade piscatória. Os festejos dos Santos Populares, neste caso do Santo António, levaram ao Calçadão Nascente milhares de visitantes que se deliciaram com esta verdadeira manifestação etnográfica ligada ao mar, nomeadamente os trajes, as músicas e as coreografias dos grupos participantes.
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Centenas de figurantes quarteirenses fazem deste desfile um dos maiores eventos do género no sul de Portugal e um dos principais cartazes turísticos do Algarve nesta altura do ano. Em 2018 participam sete marchas em representação das artérias e bairros da cidade. A emblemática Rua da Cabine, que em 2017 participou também no desfile alfacinha, em plena Avenida da Liberdade, trouxe este ano o tema «Os Sobrinhos da Ti Anica», enquanto as crianças e jovens da Fundação António Aleixo homenagearam novamente as gentes do mar, com «A Varina e o Pescador». A Marcha da Rua Gago Coutinho prestou homenagem às ALGARVE INFORMATIVO #159
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fundadoras desta que é uma das marchas pioneiras em Quarteira, com «A Nova Era – Tributo às Origens», ao passo que a Marcha Poeta Pardal este ano cantou o Algarve, em «Coração do Algarve, Quarteira, linda Quarteira», com todos os seus costumes e património, que vão do mar ao Alentejo. Prosseguindo com o alinhamento, a Marcha da Rua Vasco da Gama fez uma retrospetiva de 26 anos de existência com o tema «Reviver Vasco da Gama»; «Piquenique à Portuguesa» foi o mote para o desfile das meninas e jovens raparigas do grupo Florinhas de Quarteira; finalmente, a Rua do Outeiro fez mais uma aparição cheia de alegria neste evento com «Quarteira em Festa», que foi igualmente uma homenagem aos quarteirenses que sempre acarinharam as suas marchas. As Marchas Populares voltam a percorrer o Calçadão Nascente nos dias 23 e 28 de junho, para se festejar o São João e o São Pedro, em mais uma organização da APROMAR – Associação Promotora das Marchas de Quarteira, Câmara Municipal de Loulé e Junta de Freguesia de Quarteira . 59
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MARCHAS E ARRAIAIS DÃO BRILHO ÀS NOITES DE JUNHO EM PORTIMÃO Texto:
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tradição dos Santos Populares volta a encher de cor e alegria as noites de junho em Portimão, com os célebres desfiles das Marchas e os Arraiais levados a cabo pelas coletividades locais. A 19.ª edição das Marchas Populares já começou a encantar residentes e turistas, saindo pela primeira vez à rua no dia 8 de junho, com a participação de quatro coletividades do município: o Sporting Glória Ou Morte Portimonense; o CIRM Clube de Instrução e Recreio Mexilhoeirense; a Sociedade Recreativa Figueirense; e a Marcha da Vila de Alvor. A Marcha Infantil do CIRM também participa com dezenas de crianças que desde o mês de abril se preparam para os desfiles agendados.
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Como de costume, o movimento associativo festeja em massa as marchas no concelho, um evento que tem uma enorme adesão popular e que é visto por milhares de pessoas. O espírito de vizinhança também está presente, com Portimão a convidar quatro Marchas dos concelhos vizinhos para desfilar nas quatro sextas-feiras de junho, designadamente a Marcha do Centro Comunitário Duna-Caslas/ Meia Praia Lagos, a Marcha da Associação Grupo de Amigos da Pedreira, a Marcha de Odiáxere e a Marcha Popular Nova Juventude de Silves. O primeiro desfile aconteceu na Zona Ribeirinha de Portimão, a 8 de junho, mas antes disso as Marchas concentraram-se na Praça da República (Alameda), o ponto de encontro de eleição deste Verão que receberá ALGARVE INFORMATIVO #159
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eventos de várias índoles. O segundo desfile está agendado para o dia 15 de Junho, no Adro da Igreja da Mexilhoeira Grande e, no dia 22 de junho, o desfile realiza-se na Zona Ribeirinha de Alvor e pelas ruas pitorescas da vila. O culminar desta grande festa terá lugar no dia 29 junho, na Praia da Rocha, com o percurso pela Avenida Tomás Cabreira, a começar no Miradouro e a terminar na Fortaleza de Santa Catarina. Esta edição das Marchas Populares de Portimão reúne cerca de 500 participantes, entre marchantes, coreógrafos e figurinistas, que mais uma vez vestem o espírito do associativismo e dão largas à imaginação e ao espírito popular, evocando vários temas ligados ao património sociocultural e às tradições do Algarve. A par dos desfiles, a música ecoa igualmente pelas ruas, como se constata com «A Mexilhoeira» pela Marcha Infantil do CIRM, os «Faróis» pela Marcha da Sociedade Recreativa Figueirense, «Fumeiro» pela Marcha da Vila de Alvor, «A Lenda do Pote de Ouro» pela Marcha do Clube de Instrução e Recreio Mexilhoeirense e o «Jardim 1.º Dezembro» pela Marcha do Sporting Glória ou Morte Portimonense. Na tradição dos Santos Populares, os Arraiais em Portimão fazem também furor e o Clube União Portimonense e a Sociedade Vencedora Portimonense unem esforços para criar um ambiente alegre repleto de cores, luzes e música, que se mistura com o fumo das sardinhas assadas na brasa, abafando o cheiro dos manjericos decorados nas mesas. A iniciativa é organizada pelo Município de Portimão em conjunto com a Freguesia de Portimão, Junta de Freguesia de Alvor, Junta de Freguesia da Mexilhoeira Grande . ALGARVE INFORMATIVO #159
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DINO D'SANTIAGO TROUXE «MUNDU NOBU» AO CINE-TEATRO LOULETANO Texto:
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ino D’Santiago regressou, no dia 9 de junho, ao Cine-Teatro Louletano para apresentar o seu mais recente disco a solo, «Mundo Nobu», produzido por Kalaf & Seiji. No álbum, este crooner criolo revela-se um contador de histórias nato, cantandoas com a voz melodiosa, suportada por um som rendilhado, capaz de nos devolver toda a poesia do quotidiano, onde os sentimentos de sensualidade e de alegria se confundem com os de melancolia, num espetáculo onde cabe toda a vida de Dino D’Santiago. Trata-se de música consciente das suas raízes, sejam elas cabo-verdianas ou portuguesas, mas de apelo global, rica em pormenores instrumentais, em harmonias e em texturas, expostas numa voz quente e envolvente.
Dino d’Santiago nasceu em Quarteira, filho de pais caboverdianos, começando por dar nas vistas, em 2003, no concurso de talentos da Operação Triunfo, e envolvendo-se de seguida na música urbana globalizada, fazendo parte de várias aventuras com soul, R&B ou hip-hop lá dentro (Dino & The SoulMotion, Expensive Soul ou Nu Soul Family). Na sua própria opinião, «Mundu Nobu» é “uma obra ambiciosa, com a música eletrónica, os movimentos rítmicos da ilha de Santiago ou a voz que tanto exteriorizam emoções de celebração da vida, como se recolhem intimamente em momentos mais virados para o interior” . ALGARVE INFORMATIVO #159
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FILIPE SANTOS E BETO CORREIA VENCERAM ETAPA INAUGURAL DO CAMPEONATO NACIONAL DE FUTEVÓLEI 2018 Texto: ALGARVE INFORMATIVO #159
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jovem dupla nacional constituída por Filipe Santos e Beto Correia, os vice-campeões em título, representantes do CD Póvoa, foi a grande vencedora da primeira etapa do Campeonato Nacional de Futevólei 2018, disputada na vila de Carvoeiro, no concelho de Lagoa. Foram 13 as equipas, 26 atletas, que evoluíram ao longo dos dois dias de prova (2 e 3 de junho) no areal do recinto, com registo para a presença de equipas de todo o país em busca da vitória e primeiros pontos no ranking.
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Com o apuramento dividido em três grupos, numa primeira fase as cinco duplas menos cotadas no ranking discutiram o acesso ao Qualifying. As oito duplas mais cotadas iniciaram a sua participação seguidamente, fechando o primeiro dia de prova ao fim de 22 partidas bastante disputadas e com quatro duplas a garantirem o passaporte para os quartos-definal. No domingo, oito equipas mediram forças no Qualifying para apurar as restantes quatro duplas para os quartos-de-final. Já com os oito finalistas conhecidos, a prova prosseguiu com quatro decisivos jogos, findos os quais se apuraram para as meias-finais as duplas Ruben Santos/Alan Cavalcanti (EF Alan Cavalcanti), Pedro ALGARVE INFORMATIVO #159
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Salvador/Bonga (CD Póvoa), Jorge Gamboa/João Gamboa (CD Póvoa) e Filipe Santos/Beto Correia (CD Póvoa). Ruben Santos/Alan Cavalcanti e Filipe Santos/Beto Correia foram mais eficazes e venceram os seus adversários em dois sets sem resposta. Em clima de festa e de grande animação chegouse então à discussão da grande final da etapa. O equilíbrio foi a nota dominante, com alternância constante no marcador, acabando Filipe Santos/Beto Correia por fechar o primeiro set na frente por 18x15. Sem margem para novo deslize, Ruben Santos e Alan Cavalcanti iniciaram o segundo set da melhor forma ganhando alguma vantagem, contudo, do outro lado, a dupla poveira, conseguiu corrigir alguns aspetos do seu jogo e aos poucos conseguiu a recuperação pontual que viria a ser decisiva para fechar o set e a partida com novo 18x15 e consequente vitória na etapa inaugural. Numa organização da Federação Nacional de Futevólei, o evento teve como principais entidades apoiantes, o Município de Lagoa, AlgarveExperience, Jornal A Bola, A Bola TV, Movielight, assim como outros parceiros locais .
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ENTREVISTA
WALLACE LIMAA,
O «DR. QUÂNTICO», MINISTRA CURSO DE COACHING QUÂNTICO EM LISBOA Wallace Limaa, brasileiro, graduado em Engenharia Elétrica e Electrónica, palestrante, autor e consultor de Saúde Quântica, esteve recentemente em Lisboa, no Instituto Anna Mikii, para ministrar um Curso de Coaching Quântico. Antes, passou pela Universidade do Algarve, onde palestrou sobre Saúde Quântica, onde desmistificou esta terminologia.
Texto e Fotografia: Um contributo: ALGARVE INFORMATIVO #159
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Semear Saúde: Na palestra que acabámos de assistir aqui, na Universidade do Algarve, percebemos que, ao contrário do que ocorre nas nossas sociedades, que estão focadas na doenca, o Prof. Wallace Limaa defende uma cultura de saúde. Mais precisamente de saúde quântica. O seu trabalho sobre saúde quântica tem base científica? Wallace Limaa: É totalmente baseado na ciência. Foi isso que me inspirou a propagar esse conhecimento, exactamente para diminuir qualquer tipo de preconceito que existia em relação às curas naturais, porque as pessoas não tinham muitas vezes uma base científica. E aí a física moderna, junto com a neurociência e a epigenética, que são as áreas que eu mais pesquiso, fundamentam o potencial extraordinário de autocura que todo o Ser Humano tem. Nós temos um sistema imunológico extraordinário. Nós temos as células tronco que se podem transformar em qualquer tipo de célula. Podem curar cancros terminais ou qualquer outro tipo de doença, cicatrizar o nosso corpo. O que a ciência mostra é que há um componente aí, há um componente, já que tudo quanticamente é energia. Há um componente da energia material que alimenta o físico, que nós colocamos no corpo, e é um componente determinante, talvez até mais importante que o componente emocional, mental e espiritual. Porque, às vezes, as pessoas se alimentam muito bem, mas muitas vezes estão doentes. Então, não é só o alimento físico, entende?
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Muitas vezes as pessoas estão processando vozes internas onde elas se desautorizam, onde elas vivem num estado de sofrimento, de ressentimento, e isso gera angústia e fragiliza o sistema imunológico. Isso é conhecido por uma área que se chama psiconeuroimunologia, que mostra que os nossos pensamentos afetam os sistemas imunológico, endócrino e nervoso e desecadeiam as doenças. Todo esse cohecimento tem uma base científica e um conhecimento voltado para empoderar o Ser Humano. Semear Saúde: Preventivo, portanto? Wallace Limaa: Preventivo. Voltado para a prevenção e promoção da saúde. Tem como base o próprio pai da medicina – Hipocrates - que dizia: “Faça do seu alimento o seu remédio e do seu remédio o seu alimento”. E isso foi esquecido nos dias de hoje. A física moderna está trazendo isso, que tudo é alimento e que tudo pode ser remédio, caso seja usado de maneira consciente. Semear Saúde: Apesar da globalização, considera que o Brasil poderá estar mais avançado espiritualmente e a nível deste conhecimento quântico se comparado com Portugal? Wallace Limaa: Aparentemente sim, mas eu não sou especialista para perceber isso. É a segunda vez que venho a Portugal e, pelo que as pessoas me dizem, aqui esta havendo uma abertura maior. Mas já foi mais fechado… Desde 2009 que organizo, no ALGARVE INFORMATIVO #159
Brasil, um evento de saúde quântica, que se tornou no maior do género no mundo, que é o Simpósio Internacional de Saúde Quântica e Qualidade de Vida. Desde 2005 também dou seminários nessa área e isso contribuí.
abertura do Brasil se for comparado com outros países?
Você vai encontrar no Brasil várias conferências, médicos trabalhando com medicina quântica, portanto, acredito que houve um grande avanço dessa área no Brasil. Como o Brasil tem um diversidade religiosa muito grande, é um país que tem essas possibilidades. E também hoje pessoas ligadas a determinadas religiões estão buscando, compreendendo a prática espiritual à luz da ciência, que é o que a física quântica e relativística possibilita.
Wallace Limaa: Sim, isso é uma conquista. Em 2015, quando organizei o IV Simpósio Internacional de Saúde Quântica e Qualidade de Vida em Brasília, o meu interesse era sensibilizar a classe política. Fiz uma palestra dentro da Câmara dos Deputados e o pessoal do núcleo das práticas integrativas do Ministério da Saúde procurou-me e fizemos uma parceria. Foi criado no Facebook um grupo por uma nova cultura em saúde. Fizemos um manifesto em prol da saúde. Foi assinado, por quase duas mil pessoas, no Simpósio.
Semear Saúde: A recente integração das terapias alternativas e complementares no SUS (Sistema de Saude Único) poderá mostrar uma maior
Na altura eles estavam falando das dificuldades de levar isso em frente. Recentemente foram aprovadas 29 práticas integrativas, o que é uma
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grande vitória, que mostra a abertura e o quanto esse movimento que está acontecendo no Brasil em rede, muitas pessoas em vários Estados levando esse conhecimento, está possibilitando transformar-se numa política pública, o que é muito bom para a população. Semear Saúde: Consultando o seu currículo, encontramos a seguinte designação «Consultor de Saúde Quantica». O que é que faz um Consultor de Saúde Quântica? Wallace Limaa: Um consultor de saúde quântica ensina as pessoas, orienta as pessoas a olhar para a saúde. Porque nós temos uma cultura em que você vai a um profissional de saúde, entre aspas da saúde, porque ele não aprende praticamente nada de saúde na universidade. E ele vai identificar um sintoma seu e vai dar-lhe um medicamento. Mas ele não lhe pergunta sobre a sua alimentação, sobre o seu estilo de vida, sobre os seus pensamentos, sobre suas crenças, sobre suas dores, sobre seus traumas. Enfim, você não muda nada na sua vida. Uma pessoa que trabalha com a saúde quântica não vai olhar para a doença. Ela vai entender que a doença é uma manifestação de um estilo de vida. Ele vai olhar para o Ser Humano e vai ajudá-lo a se auto-observar, a se empoderar, para que, compreendendo as causas, ele possa evitar que adoeça. E para que ele possa ter um estilo de vida em que possa ser protagonista e não uma pessoa eternamente dependente de medicamentos químicos que nunca vão ajudá-lo a superar de facto. 97
Semear Saúde: Falou-nos na prevenção. E, no caso da pessoa ter um problema de saúde instalado, ou uma patologia que já se manifestou, como atua um consultor de saúde quantica? Wallace Limaa: Eu, por exemplo, não tomo medicamentos químicos há mais de 30 anos, a não ser numa emergência. Mas para se tratar de alguma coisa, não, porque tem outras medicinas. As medicinas mais antigas do mundo, Medicina Ayurvédica, Medicina Tradicional Chinesa, Medicina Tibetana, depois vem a Medicina Antroposófica, elas não trabalham com medicamento químico, elas olham para o Ser Humano. Então, o que nós fazemos é oferecer alternativas naturais, ajudamos a pessoa a mudar o estilo de vida. Você tem hoje alimentação anti-cancer, antiansiedade, anti-depressão... então, você tem um mundo, como o próprio pai da medicina dizia: “Faça do seu alimento seu remédio, e do seu remédio seu alimento”. É possivel você ajudar uma pessoa a sair de uma doença, tanto mudando os hábitos alimentares, como as crenças que a aprisionam. Mas, o mais importante, é preciso ajudar a pessoa a entender a causa, para que ela se cure e não volte adoecer novamente, a repetir o padrão da doença. Semear Saúde: Como vê a Medicina do Futuro daqui a uns 10 ou 20 anos? Wallace Limaa: O meu grande sonho é que um profissional seja educado para ALGARVE INFORMATIVO #159
entender de saúde. Então, estou muito feliz com o avanço da psicologia positiva, da inteligência positiva. Porque você tinha, há poucos anos atrás, quase 50 mil trabalhos sobre depressão e tinham à volta de mil e 500 trabalhos científicos sobre felicidade. Nos últimos anos houve um boom de trabalhos sobre a felicidade. É exactamente isso que a gente precisa. Estudar as pessoas que são felizes, estudar as pessoas que são saudáveis, saber o que é que elas fazem, e ajudar as pessoas a replicarem isso. Uma pessoa feliz influencia. Numa pesquisa que foi feita sobre esse sentimento, com mas de cinco mil pessoas, percebeu-se que uma pessoa feliz influencia, num circulo de um quilómetro e meio, uma ou outra pessoa amiga dela, a ser feliz também, a aumentar em 25 por cento a chance de ser feliz. Aquela pessoa que tiver um amigo, ela influencia em torno de 8 por cento e a outra pessoa vai influenciar em torno de 6 por cento. Então, uma pessoa feliz influencia uma pessoa que está distante dela. Então, o que a gente precisa é de ensinar, treinar as pessoas a serem mais felizes e a buscarem a saúde, em vez de estarem a combatendo sintomas, e as pessoas infelizes que nunca vão deixar de ser doentes na verdade. Semear Saúde: A sociologia diz-nos que já se iniciou o processo para a construção de um novo paradigma em saúde. Concorda? Wallace Limaa: Concordo. Eu costumo dizer que está a acontecer uma revolução silenciosa no mundo. As universidades americanas já estão adotando a lógica da saúde integral. Pesquisas científicas de ALGARVE INFORMATIVO #159
ponta estão mostrando todas essas possibilidades, ou seja, esse é o caminho, para sair do sofrimento eterno das pessoas que vivem dependentes de medicamentos. E nunca melhoram, só pioram. Se você for olhar para uma pessoa que começa a tomar medicamentos e que é atendida por um profissional que não entende de saúde, que é a formação de um médico alopata normalmente, essa pessoa vai só propagar o seu sofrimento. Na minha casa eu vi isso, desde criança, acontecer ao meu pai, que tinha problemas cardiovasculares. Quando ele foi ao médico, o meu pai perguntou quando tempo vou tomar medicamentos. Para vida toda, respondeu o médico. Para a vida toda significa que não estou aqui para o curar, estou aqui para o manter doente, e você vai ficar um pouco mais doente, porque estes medicamentos vão gerar um monte de efeitos colaterais. O meu pai passou a ter de estômago, digestivos, de intestinos. Ele que só tomava medicamentos para os problemas cardiovasculares passou a tomar para um monte de coisas. E normalmente é assim, pessoas na terceira idade tomando 50 a 70 cápsulas de medicamentos, porque elas estão cada vez mais doentes e o profissional não é habilitado para ajudá-la a olhar para a saúde e para a causa. Aqueles medicamentos são verdadeiras toxinas, que desencadeiam problemas que as pessoas não tinham antes. Semear Saúde: Acha que com os seus workshops, cursos e palestras, 98
consegue realmente chegar às pessoas e fazer com que elas façam verdadeiras mudanças nas suas vidas? É suficiente uma palestra, um curso ou um workshop para essa mudança? Wallace Limaa: O que as pesquisas mostram é que 20 por cento das pessoas seguem. O que é que acontece? A transformação doi. Quando você se quer transformar tem um sofrimento, só que é um sofrimento que trará algo muito prazeroso depois. É exactamente o ego, todas aquelas práticas que a pessoa teve, que manteve ela na zona do conforto, elas vão funcionar como sabotadores de uma nova experiência. A pessoa que se habituou Cláudia Brito, da Associação Semear Saúde, com Wallace Limaa a viver 5, 10, 15, 30 ou 40 anos, se dali empolgada, mas a tendência, de comportando do mesmo jeito, ela está uma boa parte delas, é voltar ao padrão. viciada num padrão emocional e químico. Isto requer uma continuidade. Por isso é que a gente diz que isto aqui é uma Quando ela traz, quando ela começa a se nutrição, mas você tem que regar, é comportar de um novo jeito, o próprio uma semente. Você tem que regar a corpo sabota. E se ela não tiver clareza semente todo dia, para levar a sua vida sobre isso, ela vai-se enfraquecendo. Por para um próximo nível. isso, ela se empolga. Ela faz o curso, sai 99
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processo. Você vai ver que a vida começa a ter sentido, de facto. Semear Saúde: Gostaria que deixasse uma mensagem para portugueses em geral, e para os algarvios mais em particular? Wallace Limaa: Viver vale a pena. Vale a pena nós fazermos este investimento em nós mesmos, porque a vida é curta. Tem gente vivendo uma vida sem sentido, vivendo só para sobreviver. Não é à toa que a depressão é hoje considerada a doença do século. A depressão é uma doença que tira a vitalidade, energia.
Requer um envolvimento maior, requer prática. Por isso é que eu digo tanto «tem de praticar». Se você não põe em prática, os sabotadores vão-lhe engolir e vão trazer você de volta para a zona do conforto. Então, quem está com muita vontade, vai. Quem não está com vontade suficiente, termina. Tem muitas pessoas que estão o tempo todo fazendo várias coisas, faz uma coisa, faz outra, mas elas rodam, rodam e ficam no mesmo lugar, porque falta essa consistência e entender que transformação doi. Mas gera também um prazer imenso quando se supera esse ALGARVE INFORMATIVO #159
As pessoas não estão dando um sentido para a vida delas. Mas você encontra pessoas que conseguem sair de situações dramáticas e a vida delas começa a ter um sentido. Então, essa possibilidade existe. Para quem está no fundo do poço, depende exactamente dessa vontade, dessa determinação. E entender que existe um ambiente propício, existe um conhecimento hoje que possibilita trazer esse poder interior, para que a gente se possa conectar e olhar para as soluções, em vez de olharmos para os problemas. E evoluir e viver de forma digna e com saúde. 100
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OPINIÃO
O valor de um «Muito Bom» Paulo Cunha (Professor)
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um destes dias, numa das bibliotecas municipais algarvias que acolheram a apresentação em livro das minhas primeiras cem crónicas (em forma de «desabafos») publicadas nos primeiros dois anos de existência do Algarve Informativo, alguém no público me perguntou qual era a metodologia que eu usava para escolher a temática das mesmas. Prontamente lhe respondi que até ao dia estipulado para as escrever, deixava que fosse o tema a escolherme. É claro que perante tal enigmática e estranha resposta, vi-me obrigado a complementá-la com uma explicação mais aprofundada, dizendo que o facto de escrever sobre o que vivia, sentia, pensava e acreditava era o suficiente para todas as semanas ter sobre o que escrever. Bastava presenciar ou vivenciar algo que me merecesse a devida atenção. Foi o que aconteceu hoje, dia em que aqui reflito sobre algo que me surpreendeu. Tinha eu acabado de entregar o teste, quando, na conversa entre quem o recebeu e o colega do lado, algo que entre eles foi dito fezme despertar a atenção. De tal forma que, depois de interpelado para repetir, o aluno visado rapidamente me confirmou o que eu tinha julgado ouvir: “Como nunca tirei um «Muito Bom», não sei se a esta disciplina valerá também dez euros. Provavelmente, como é Educação Musical, talvez não!” Recostei-me na cadeira e perante tal novidade, em silêncio, tentei assimilar algo com o qual nunca me tinha confrontado enquanto professor, o valor monetário de um «Muito Bom». Ora como para mim, enquanto pai e professor, tal praxis educativa era novidade, tentei inteirar-me junto ao aluno como é que funcionava tal sistema, que visava premiar o desempenho do educando com um pagamento pecuniário pelas avaliações mais altas, mas só a determinadas disciplinas (as ALGARVE INFORMATIVO #159
mais importantes). Depois da explicação dada e por mim escutada com a maior atenção, pedi desculpa pelo meu sorriso amarelo e pensei que o assunto se tinha confinado àquele aluno, quando, de repente, parte da turma me começou a relatar que era usual tal prática nas suas famílias. Depois de animado e participado debate, todos os alunos que disseram ser contemplados com os citados «incentivos» afirmaram ser normal e recomendável tal prática, completando que também o farão quando, no futuro, forem encarregados de educação. Não tendo dados suficientes para aferir se o que presenciei hoje será uma prática corrente no relacionamento entre encarregados de educação/familiares e educandos em Portugal, o que assisti foi motivo suficiente para aqui deixar a minha humilde, mas pertinente, opinião. Sendo o atual sistema educativo financiado pelos impostos de todos nós, quando deixamos os nossos filhos na escola esperamos que os educadores/professores cumpram a nobre tarefa de ensinar o melhor que sabem e podem, e para a qual são pagos. Esperamos também que os alunos cumpram também a sua principal tarefa e ocupação diárias, que é aprender nas escolas financiadas pelos impostos dos seus pais. Como não faria nenhum sentido dar qualquer tipo de incentivos e gratificações a um professor pelas notas altas que ajudou os alunos a ter, também não o fará em relação aos alunos que não fazem mais do que a sua obrigação ao mostrar, nas aulas e nos testes, que aprenderam o que os professores lhes ensinaram. Da mesma forma que não entendo a lógica educativa de «incentivar» com porrada as avaliações negativas, também não entendo a lógica de «incentivar» com dinheiro o mérito e o sucesso. Como explicar a um aluno, membro de uma família carenciada, que a nota do colega, apesar de ser a mesma que a sua, tem 102
um valor diferente? Como explicar a crianças/jovens (futuros adultos) que se habituaram a ser monetariamente recompensados por fazerem aquilo que, naturalmente, lhes é exigido, que a fronteira entre os incentivos/prémios/compensaç ões e determinadas formas de corrupção pode ser ténue? Aprender, por si só, é a maior recompensa que cada aluno deverá almejar, a qual transportará consigo pela vida fora e lhe garantirá formas de subsistência e de enriquecimento espiritual e emocional para além da vida dos seus progenitores. Posso até já ser considerado da «velha escola», ou descontextualizado de um sistema educativo que, cedo, prepara os alunos para a competição, mas continuo a replicar nos meus filhos a forma como os meus pais mostraram o seu agrado e satisfação pelo meu percurso, independentemente do que eles gostariam que eu tivesse seguido e sido. Onde quer que estejam, estarão felizes, por certo, pois sabem que os valores que movem a família que ajudaram a construir continuam assentes no Ser e não no Ter. Assim sendo: um abraço, um beijo, uma palavra de regozijo e de satisfação ou determinadas ações são, e continuarão a ser, o melhor reconhecimento e incentivo. Pelo menos para mim, enquanto cá estiver! .
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OPINIÃO
Um livro é um bom lugar para habitar Adília César (Escritora) “Antes de saber ler os livros, eu lia pessoas”. Fernando Esteves Pinto
acto de ler possui uma aura de humildade. Não é um sentimento, é uma postura corporal que convida à aceitação. A linha da própria leitura que vai dos olhos até ao texto deslocase numa perspectiva inclinada, ou seja, eu olho de cima para baixo quando leio. Contudo, o facto de olhar a partir de um plano superior não quer dizer que haja qualquer arrogância na apropriação do texto lido. Pelo contrário, todas as inferências em relação ao que leio são no sentido de me esquecer de mim mesma, e até de enaltecer o objecto que tenho nas mãos (refiro-me, é certo, ao conteúdo ficcional e poético do texto e não ao objecto-livro propriamente dito) como algo novo e valioso, talvez uma campainha que me acorde e me faça sentir que sou real, que convoque as mudanças de que necessito. Um escritor que muito admiro disse numa entrevista, há alguns anos, que antes de saber ler os livros, ele se disponibilizava mental e fisicamente para observar e ler as pessoas. Achei esta afirmação muito interessante, porque explica, de algum modo, as características fortemente psicológicas da sua escrita profundamente poética e filosófica. Então, passei a fazer esse jogo, no qual estabeleço um paralelismo entre o meu método de leitura dos livros e a atitude quase transparente de algumas pessoas incógnitas que vejo na rua. Da leitura que faço dessas pessoas percebo um sentimento de humildade e resignação no que diz respeito às fragilidades das suas vidas, à sua fraca autoestima. Isso percebe-se pelo modo como olham o mundo: sempre para baixo. Elas vêem
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o seu mundo prostrado no chão, o peso do mundo sobre elas. Saberão essas pessoas que têm o poder de mudar as suas próprias vidas, de elevar a fasquia do seu mundo, de ler as narrativas inscritas nos livros e iluminar os seus dias, em vez de apenas olhar as pedras simples da calçada? Assim é o poder de um bom texto que me disponho a ler: a possibilidade de um vislumbre estético. É uma disponibilidade íntima, densa. Estou ali, em solidão meditativa, e aceito o que a leitura me oferece. Imbuída de uma certa humildade, consigo apropriar-me do que está escrito. A competência cerebral face ao desígnio emocional. E se o escritor (quando escreve) não consegue separar a sua vida da sua escrita – um bom romance, um bom poema, vai buscar à vida do seu autor tudo o que necessita para brilhar e sobreviver – eu, enquanto leitora, tenho a possibilidade de ler o texto dele anulando todas as inferências relativas à identidade do autor, uma vez que ele é um desconhecido para mim. Posso imaginar como será «a pessoa que escreve», inventar-lhe uma vida (se o livro me agrada, faço sempre este exercício), a partir dos factos relatados na narrativa, transformando-me numa co-autora. Mas e se eu souber quem é o escritor? Se o conhecer mesmo, em presença, por fora e por dentro, dia após dia? Este tipo de leitura intimista pode ser também invasivo, no bom sentido, para o escritor e para o leitor, como se nos conseguíssemos misturar no mesmo lugar – corpo, espírito, entendimento, expectativa. Emoção e fruição estética. Literatura e Vida. Um livro é um bom lugar para habitar: o escritor e o leitor no mesmo mundo . ALGARVE INFORMATIVO #159
OPINIÃO
Isto não é uma canção de amor Exposição dos finalistas de Artes Visuais Mirian Tavares (Professora)
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ãe, eu quero ser artista!” é daquelas frases que deixam muitos pais preocupados. Por que cargas d’água, num mundo onde tudo se transforma em valor económico, o filho não quer ser médico? Ou informático? Ou gestor? Não, tinha de calhar um filho artista! E nem é dos que decidem fazer televisão, ou mesmo ser um instagramer ou youtuber, a criatura quer fazer artes visuais, valha-me Deus! Para que serve um curso de artes visuais? Quais são as saídas profissionais? Isso dá dinheiro? Qualquer pai, ou mãe, preocupados com o futuro dos seus rebentos, treme ao ouvir que criou um filho, com tanto sacrifício, para que este decidisse ser artista. E de arte contemporânea! Aquela coisa conceptual que ninguém entende. Nem sequer fazem coisas de jeito. Muitos nem pintam uns quadrinhos bonitos para decorar a casa. Ou fazem um desenho jeitoso. Na verdade, vários pais, e muita gente boa ou má, não faz mesmo ideia do que é arte contemporânea. Já ouviu falar de criatividade. De «sair da caixa». De indústrias culturais. Estes termos até soam bem, porque estão associados ao mundo do empreendedorismo, dos rankings, das relações entre empresas e universidades, da criação de patentes. E a arte contemporânea não facilita o trabalho a ninguém: aos que produzem, aos que nela pensam ou sobre ela escrevem, aos que
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fruem e aos pais, que até gostariam de mostrar qualquer coisinha que o filho criou na festa da família, mas não conseguem. Porque o raio do miúdo, ou da miúda, é um artista conceptual. Felizes eram os tempos em que a arte era consensual. Todo mundo percebia o que era feito e o artista era, antes de mais nada, um criador de coisas belas. Mesmo passado mais de um século sobre o surgimento dos primeiros movimentos de vanguarda, que deram à arte outro sentido, continua-se a insistir nesta visão do belo, nesta ideia de “Cante uma canção De amor só prá mim Isso vai me ajudar A viver”. Ney Matogrosso
arte como algo que conheço, e como tal, domino. E este é o grande problema, dos pais, e de parte do mundo, em relação às artes na contemporaneidade – é um tema, e um objeto, que não dominam. Que tem vida (s) própria (s), que pode ser autossignificante, que pode ser mitopoético, que não busca outro significado que não o da sua existência e das consequências deste ser/existir. De existir num mundo cada vez mais mercantilizado, hedonista, infantilizado. Num mundo com legenda, e, em muito caso, dobragens. Num mundo em que ninguém quer se esforçar para entender, que conhece mais nomes de cozinheiros que de artistas, num mundo novo-rico e
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cada vez mais ignorante. Num mundo em que as canções são feitas por algoritmos, cuja melodia é pensada para agradar a todos os ouvidos, para não arranhar as sensibilidades. «Isto não é uma canção de amor» é mais que uma exposição. É uma tomada de posição de jovens, mais ou menos novos, que disseram aos seus pais, e ao mundo: quero ser artista. E minha arte não é para enfeitar paredes, mas para provocar reações, para fazer pensar. Minha arte não tem legenda, nem é dobrada. É preciso ver e deixar-se contaminar pelo que é visto. É preciso sair da posição de conforto e da certeza de que está tudo bem. E que podemos dormir descansados, porque já não há nada a fazer. Há muito a fazer, e a descobrir, e a discutir. Há muito sobre o que pensar. Há muitas melodias que não são fáceis, que não grudam nos ouvidos. É preciso que sejamos todos novamente educados. Que deixemos para trás a infância e que vejamos os nossos filhos/artistas como adultos que sabem exatamente o que querem fazer. Que música preferem tocar. E que já dominam muitos instrumentos .
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OPINIÃO
A influência do futebol na era digital Fábio Jesuíno (Empresário) desporto rei, o futebol, tornou-se num grande negócio com uma influência inimaginável, tem o poder de movimentar multidões, opiniões e muitos milhões, um espetacular produto da globalização que se destaca na era digital. A indústria do futebol é uma das mais valiosas do mundo, cada vez mais desperta o interesse da sociedade mundial, principalmente numa época onde as redes sociais contribuem para a aproximação dos seus principais intervenientes, os jogadores tornam-se verdadeiros super heróis digitais, os clubes religiões onde a fé futebolística é divulgada pelos mais diversos canais online com o objetivo de cativar crentes pelo mundo fora. Em Portugal o futebol profissional contribuiu diretamente com 456,1 milhões de euros para o PIB na época 2016/2017, segundo um estudo da Ernst & Young, com base em dados fornecidos pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional. Valores que dão que pensar na importância deste desporto que se tornou num grande negócio à escala mundial, onde jogadores, que são acima de tudo funcionários dos clubes, são transferidos por milhões de euros e com ordenados milionários. Desde a origem do futebol, os aspetos financeiros fazem parte do espetáculo, são fatores importantes no jogo, mas nunca decisivos, o que torna este desporto
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ainda mais interessante de ser analisado e atrativo para os adeptos. Vivemos hoje num mundo onde constantemente o futebol é um assunto recorrente, pelos bons e maus motivos. Dentro e fora do campo a agenda mediática é dominada com muita frequência por este desporto, as suas principais estrelas influenciam multidões, são aclamados como símbolos de países e condecorados pelos seus feitos desportivos. Nenhum outro desporto tem tanta importância na sociedade. No mundo digital, os futebolistas estão em destaque nas redes sociais, são os que atraem mais seguidores e fãs, em alguns casos conseguem obter interesse de milhões de pessoas a nível global com uma simples publicação. Fazem parte das estratégias de marketing de muitas marcas para divulgarem os seus produtos e serviços, são os seus verdadeiros embaixadores, contribuindo para grandes resultados. Iniciou-se o Campeonato do Mundo de Futebol na Rússia, um dos maiores eventos desportivos à escala mundial, acompanhado por centenas de milhões de pessoas por todo o mundo. As atenções nos próximos dias estão focadas nesta competição desportiva onde o nosso país é um dos candidatos a vencer. Se isso acontecer, vai ter impacto na economia do nosso país, até mesmo na nossa motivação. Poder inimaginável da Futebolândia .
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Constelações Familiares Sistémicas Ana Paula Ribeiro (Terapeuta Transpessoal) Associação Semear Saúde uma terapia sistémica fenomenológica, com abordagem psicoterapêutica e energético-espiritual que integra o Corpo e a Alma, a partir das ordens ocultas do Amor. Surge como uma possibilidade de terapia familiar, onde se dissolvem bloqueios energéticos, dinâmicas ocultas intrapessoais e interpessoais, conscientes e inconscientes, antigos padrões familiares (nem sempre conscientes) que influenciam a nossa Vida e que impedem o livre fluxo do amor. Apercebemo-nos, então, do quão poderoso e do quanto interfere connosco, o transgeracional! Bert Hellinger é o mentor desta terapia. Estudou filosofia, teologia, pedagogia, psicanálise, foi beber a várias orientações terapêuticas (análise transacional, hipnoterapia, psicodrama, esculturas familiares, Pnl) e teve diversos contactos com as tribos africanas e os seus rituais. É uma terapia para todos, daí, poderem constelar os adultos, as grávidas e as crianças, desde que acompanhadas pelos pais. Qualquer questão que esteja a ser motivo de sofrimento pode ser constelada: na saúde física (doenças, sintomas); emocional e mental (comportamentos e sentimentos doentios, perdas e lutos, ansiedade, depressão, vícios e dependências, medos e sintomas inexplicáveis, traumas, problemas psicológicos); nos relacionamentos amorosos (inseguranças, infertilidade,
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infidelidade, divórcios, gravidezes conturbadas, padrões de dependência); nos relacionamentos familiares (dificuldade de relacionamento com qualquer membro da família, heranças, exclusões, traumas de infância); no trabalho (vida bloqueada, vida estagnada). As constelações podem ser facilitadas numa sessão individual ou em grupo. Nas de grupo, além da pessoa que coloca o tema, todos os que nela participam, usufruem de grandes benefícios para a sua Vida e para os seus processos individuais. É também uma ótima ferramenta para profissionais da saúde, pois permite-lhes compreender melhor os contextos em que se desenvolvem alguns problemas psicológicos e sistémicos, indo da raiz do problema até à solução. Na prática, o paciente apresenta o tema que quer trabalhar e curar. O facilitador pede algumas informações chave, e escolhe-se, de entre o grupo, pessoas para representarem membros familiares ou outras energias solicitadas. O facilitador, guiado pelas reações desses representantes, pelo conhecimento das ordens do amor, pela observação objetiva, pela equanimidade e pela sua conexão com o sistema familiar do paciente, conduz os representantes a entrar em contacto com informações vitais para solucionar o tema.
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O facilitador olha com amor, respeito e compaixão para o paciente, mas também para toda a família e os seus antepassados, honrando e aceitando os seus destinos. Quer isto dizer que trabalha com várias consciências: a pessoal, a familiar e a integral! Uma constelação inicia um processo de mudança, de evolução, libertando-se a energia que estava estagnada, desenvolvendo e criando uma nova perspetiva, levando a uma nova vivência e ao emergir de uma nova consciência. Fazer uma constelação familiar é trazer força e equilíbrio para o próprio, pois ocupa o seu lugar e deixa de ter lealdades inconscientes, assim como para todo o seu sistema familiar. Só encontrando o nosso verdadeiro lugar, dentro da família, é que acedemos a todo o nosso potencial e, podemos encontrar o nosso lugar no mundo, num relacionamento amoroso, sentindo-nos livres, vivendo uma Vida com dignidade e inteireza! . 111
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ATUALIDADE
ALUNOS DE ALBUFEIRA DESPEDIRAM-SE DO SECUNDÁRIO COM ELEGÂNCIA E EMOÇÃO erca de uma centena de alunos de Albufeira receberam o «diploma de formatura», depois de concluírem o 12.º ano, numa cerimónia que decorreu, no dia 9 de junho, no Auditório Municipal de Albufeira e que contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Albufeira e da Presidente da Junta de Freguesia de Albufeira e Olhos d’Água. Os finalistas da ESA - Escola Secundária de Albufeira e da EBSA - Escola Básica e Secundária de Albufeira receberam os aplausos dos muitos pais e professores que assistiram a este momento que assinala o início de uma nova etapa nas suas vidas. Numa apresentação a cargo dos alunos Ivo Laranjo e Joana Galego, os alunos subiram ao palco por cursos e não deixou de ser notável a elegância com que se vestiram para este momento. Depois da
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cerimónia, houve jantar e baile numa quinta de Albufeira. “Aquilo que será o futuro, será agora a vossa missão. Daqui para a frente será uma vida muito diferente daquela que têm conhecido, com outras dificuldades, mas todas elas ultrapassáveis. Terminem o ensino superior”, aconselhou José Carlos Rolo, desejando “sucessos e êxitos nas vossas metas, de filhos e pais”. A presidente da Junta de Freguesia de Albufeira e Olhos d’Água, Indaleta Cabrita, também não escondeu a emoção. “Ficamos com o coração cheio de alegria e esperança. É o acabar de um ciclo e o começo de um outro, um pouco mais complexo. Se ficarem daqui para a frente noutras cidades, não se esqueçam das vossas famílias, porque elas estão convosco sempre, nos bons e maus momentos. E vocês precisam da família para toda a vossa vida”, afirmou . 114
MUNICÍPIO DE ALCOUTIM FINANCIA PROJETOS DA ODIANA
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o âmbito do seu papel enquanto sócio da Odiana – Associação para o Desenvolvimento do Baixo Guadiana, o Município de Alcoutim deliberou, no dia 13 de junho, aprovar uma comparticipação financeira a esta associação no montante total de 23 mil e 875,73 euros. A verba destina-se a financiar projetos como o «Promoturis», plano de promoção turística e cultural, candidato no âmbito do CRESC ALGARVE 2020; o «Valintur», valorização do interior do Baixo Guadiana, candidato no âmbito do Turismo de Portugal; e o «Uaditurs II», promoção do turismo sustentável no Baixo Guadiana através do itinerário ambiental e cultural no marco de uma estratégia comum, candidato no âmbito do Programa de Cooperação INTERREG V A EspanhaPortugal (POCTEP) 2014-2020. “O Baixo Guadiana é uma região que queremos afirmar como um destino de turismo de natureza por excelência. Os projetos em geral estão orientados para aumentar o número de visitantes ao território”, justificou o presidente da autarquia, Osvaldo Gonçalves. A Odiana foi fundada pelos municípios de Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António em novembro de 1998. Trata-se de uma associação sem fins lucrativos cujo objetivo é unir o território através de projetos estruturantes, contribuindo para o desenvolvimento económico, social e cultural do Baixo Guadiana, um território que possui 115
recursos endógenos com potencialidades excecionais e cujo elo de ligação é o grande rio do Sul, o Guadiana. Na linha do desenvolvimento da sub-região do Baixo Guadiana, são várias as ações e projetos desencadeados nos diversos domínios de intervenção da Odiana através de candidaturas a programas operacionais regionais, nacionais e internacionais . ALGARVE INFORMATIVO #159
ATUALIDADE
FREGUESIA DE FERREIRAS VAI FINALMENTE TER UM CEMITÉRIO Freguesia de Ferreiras, no concelho de Albufeira, vai finalmente ter um cemitério, correspondendo a uma antiga aspiração da população, que vai ser construído num terreno nas imediações da Igreja de São José, com boas acessibilidades, tráfego reduzido e condições favoráveis ao recolhimento e à espiritualidade. O trabalho vencedor do concurso público de conceção destinado à elaboração dos projetos de Arquitetura e Especialidades para construção do Cemitério foi apresentado, no dia 6 de junho, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. Este é o fechar de um ciclo que se iniciou com a identificação da necessidade premente de aumentar a capacidade das instalações funéreas no concelho de Albufeira, ao mesmo tempo que se pretende dar resposta a “uma aspiração legítima dos munícipes da Freguesia de Ferreiras, uma localidade em franca
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expansão populacional que há muito desejava ter um lugar para sepultar e venerar os seus entes queridos”, destacou o presidente da Câmara Municipal de Albufeira, durante a cerimónia de atribuição dos prémios no âmbito do Concurso Público de Conceção destinado à Elaboração dos Projetos de Arquitetura e Especialidade do futuro Cemitério de Ferreiras. José Carlos Rolo deu os parabéns à empresa vencedora, considerando que, agora, “o mais importante é avançar rapidamente para que a ideia passe do papel para o terreno e a obra possa começar”. O concurso foi aberto por deliberação camarária de 1 de agosto de 2017 e oito meses depois, a 17 de abril deste ano, foi deliberado homologar os resultados e proceder à atribuição dos prémios aos concorrentes. Concorreram seis empresas, tendo o júri decidido atribuir o primeiro prémio, no valor de 5 mil euros, à empresa «C.D.A. – Consultório de Arquitetura, 116
Lda.», que esteve representada na cerimónia pelos arquitetos Joana Dea Pinheiro e Rodrigo Coelho. O 2.º prémio, no valor de 3 mil euros, foi entregue à empresa «CNLL, Lda.» e o 3.º prémio, no valor de 2 mil euros, à «A1V2, Engenharia Civil e Arquitetura, Lda.». Foi ainda atribuída uma menção honrosa, de natureza não pecuniária, à proposta apresentada pelo arquiteto Alessandro Narduzi, que se distinguiu pela sua singularidade e originalidade. O futuro Cemitério de Ferreiras vai ser construído num terreno com uma área de implantação com cerca de 21 mil e 400 metros quadrados, criteriosamente escolhido por ter boas acessibilidades, tráfego automóvel pouco intenso e estar localizado na proximidade de equipamentos sociais e religiosos, nomeadamente da Igreja de São José. Com base no programa preliminar do concurso, a solução arquitetónica deverá adaptar-se à modulação do terreno, prever a execução da empreitada por fases. A marcação da entrada do novo espaço deverá ser um elemento de destaque, preconizando-se um equipamento público de grande dignidade e nobreza, que deverá constituir um ambiente de reencontro de memórias, diferenciado da generalidade dos cemitérios. Para além disso, todos os apontamentos arquitetónicos e escultórios, civis ou religiosos, deverão incluir elementos marcadamente locais, de forma a refletir a história da região. Os elementos arbustivos e arbóreos deverão ter uma forte presença, mantendo-se, sempre que possível, as espécies previamente existentes. Os sistemas de inumação deverão possibilitar uma maior rentabilidade do espaço 117
cemiterial, permitindo conciliar formas tradicionais de inumação com outras mais contemporâneas, integrando zonas distintas para sepulturas em caixa de betão, consumpção aeróbica, ossários, jazigos de capela e columbários. O Cemitério deverá contemplar ainda uma capela para celebrações, espaço de velório, sem qualquer alusão a signos ou símbolos religiosos, secretaria/arquivo, balneários e vestiários, sanitários públicos, armazém para maquinaria e arrumos, pontos de abastecimento de água e de preparação de flores, locais para depósito de resíduos com acesso viário pelo exterior e dois espaços comerciais, eventualmente para florista e venda de materiais pétreos e adornos fúnebres. Na envolvente, deverá ser criada uma zona de estacionamento exterior. O preço base do fornecimento é de 68 mil euros + IVA, e o prazo de execução não deverá ultrapassar os 120 dias. “Foi uma honra enorme para a nossa equipa participar neste concurso”, sublinhou a arquiteta Joana Pinheiro, ao passo que o colega Rodrigo Coelho destacou as principais motivações e desafios subjacentes à elaboração da proposta, nomeadamente “a qualidade e clareza do programa, as características do terreno, a paisagem, a luz, a arquitetura mediterrânica e o envolvimento num projeto que permite trabalhar em simultâneo a dimensão do sagrado e do profano”. Já o presidente da Assembleia Municipal, Paulo Freita, congratulou o Município pelo esforço desenvolvido para que este projeto se torne numa realidade o mais brevemente possível, lembrando ainda a dificuldade na aquisição do terreno, “que fazia todo o sentido que estivesse localizado perto da igreja” . ALGARVE INFORMATIVO #159
ATUALIDADE
APROVADO REGULAMENTO DE FUNCIONAMENTO DA EXTENSÃO DE SAÚDE DE VAQUEIROS Município de Alcoutim aprovou, no dia 13 de junho, um protocolo de colaboração a celebrar com a Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve e a Junta de Freguesia de Vaqueiros para assegurar o funcionamento e manutenção da recentemente inaugurada Extensão de Saúde de Vaqueiros. A unidade de saúde funciona no edifício da antiga Escola Primária de Vaqueiros, cedido gratuitamente pelo Município de Alcoutim à ARS após conclusão de obras de reconversão suportadas na totalidade pela autarquia. A Extensão de Saúde de Vaqueiros foi oficialmente inaugurada a 30 de novembro de 2017, pelo secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado. Nos termos do protocolo, a ARS compromete-se a assegurar a prestação de cuidados primários de saúde através de médico e/ou enfermeiro em, pelo
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menos, um dia por semana e a contratar, procedendo ao respetivo pagamento, o fornecimento de água, luz e telefone. Compromete-se ainda a efetuar a manutenção, conservação e reparações das instalações e redes de eletricidade, comunicações, água e esgotos, excluindo a fossa sética, bem como de equipamentos cedidos. Ao Município de Alcoutim cabe a manutenção, conservação e reparação de todo o imóvel, assim como os arranjos exteriores, em colaboração com a Junta de Freguesia, que também fica responsável pela limpeza na totalidade do prédio cedido. A Extensão de Saúde de Vaqueiros abrange cerca de 350 utentes, tendo sido encerrado em outubro de 2013 pela ARS, que alegou o estado em que as instalações se encontravam, forçando os utentes da freguesia de Vaqueiros, maioritariamente idosos, a deslocarem-se à Extensão de Saúde de Martim Longo .
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LAGOA APROVA SETE ÁREAS DE REABILITAÇÃO URBANA
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epois de ter aprovado a delimitação da Área de Reabilitação Urbana (ARU) da cidade de Lagoa, a 28 de fevereiro, a Assembleia Municipal de Lagoa aprovou, sob proposta da Câmara Municipal de Lagoa, no dia 23 de maio, a delimitação de ARU de Carvoeiro, Estômbar, Ferragudo, Mexilhoeira da Carregação, Calvário, Parchal e Porches. A maior Área de Reabilitação Urbana aprovada encontrase em Lagoa (89,5 hectares), seguindo-se as zonas da Mexilhoeira da Carregação e Calvário (59,4 hectares), o Parchal (53,9 hectares), Ferragudo (30,5 hectares), Estômbar, Porches e Carvoeiro (com 23,8; 22,4 e 11 hectares, respetivamente).
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Esta medida, aplicada nos principais aglomerados urbanos do concelho, é reveladora da necessidade do município em congregar um conjunto de intervenções e investimentos integrados que assegurem a salvaguarda do património edificado e o desenvolvimento sustentável do território. Encontra-se associado a cada uma das áreas um conjunto de benefícios fiscais a que os proprietários dos prédios que integram as áreas delimitadas poderão aceder, caso optem por reabilitar a sua propriedade. As ARU aprovadas serão agora publicitadas nos termos legalmente exigidos, e proceder-se-á ao desenvolvimento das Operações de Reabilitação Urbana para cada uma das delimitações em causa .
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ATUALIDADE
INVESTIGADORES DA UALG PROCURAM BIORREFINARIA INTEGRADA
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o âmbito do projeto ALGARED+, uma equipa de investigadores liderada por Sara Raposo, docente da Universidade do Algarve e investigadora do Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA), vai colaborar na implementação de uma estratégia para promover o desenvolvimento tecnológico da biotecnologia de microalgas nos setores da energia, saúde, cosmética e aquacultura. “O Laboratório de Engenharia e Biotecnologia Ambiental do CIMA vai dedicar-se à exploração das energias renováveis, bioetanol, biodiesel e produção de biometano,
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além de outros produtos que possam ter interesse numa perspetiva de biorrefinaria”, explica Sara Raposo, acrescentando ainda que “outros grupos que integram o projeto se irão dedicar a outras áreas de exploração, com aplicabilidade na área da saúde, cosméticos e aquacultura”. O grupo de investigadores do CIMA irá otimizar as condições de crescimento de microalgas para a produção de bioenergia, através do aproveitamento das diferentes frações da biomassa. O amido, açúcar de reserva, e a celulose e hemicelulose, presentes nas paredes das microalgas, irão ser hidrolisados em açúcares mais simples, fermentáveis, que serão depois usados
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como fonte de carbono para produção de bioetanol. Os óleos serão caracterizados e, dependendo da sua composição, serão usados para a produção de biodiesel ou de produtos de elevado valor, e a biomassa residual poderá ainda ser usada para a produção de biogás, através da digestão anaeróbia. O foco será a produção de biocombustíveis, aliada à obtenção de produtos de interesse, tais como os carotenoides, pigmentos que se encontram na natureza com interesse no setor alimentar e da saúde. Mas qual a relevância desta investigação? Sara Raposo é perentória em afirmar que “esta é uma área de grande interesse a nível nacional e internacional, que está em ampla expansão, quer no desenvolvimento, quer na procura de novas alternativas ao nível das energias renováveis”. Questionada sobre quais as maisvalias que poderá trazer para a sociedade, a investigadora revela: “O objetivo é contribuir para esse desenvolvimento sustentável, através da exploração de recursos biológicos de uma forma sustentável e ambientalmente amigável, num conceito de biorrefinaria integrada, em que, aliada à produção de energia, teremos outros processos para a produção de produtos de elevado valor a partir da biomassa algal, ou seja, iremos fazer uso de tecnologias de processamento limpas e ao mesmo tempo integradas”. ALGARED+ é uma rede de internacional de excelência, constituída no âmbito do Programa Operacional EP-INTERREG VA EspanhaPortugal (POCTEP), formada por universidades, centros de investigação, empresas pública e privadas do setor da aquicultura, biomedicina e produção de microalgas. O objetivo desta rede é a implementação de uma estratégia na fronteira espanhola-portuguesa para promover a investigação e desenvolvimento tecnológico na área da biotecnologia de microalgas e a sua utilização na saúde, cosmética e aquicultura . 121
PRAIA DA BARRETA RECEBE GALARDÃO «PRAIA ZERO POLUIÇÃO» Praia da Barreta - Ilha Deserta recebeu o galardão «Praia ZERO Poluição» atribuído pela ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável. O prémio distingue as praias que, ao longo das três últimas épocas balneares, não só tiveram sempre classificação «Excelente», como apresentaram zero valores em todas as análises efetuadas. A partir de dados fornecidos pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a Associação ZERO identificou, em 2018, 44 praias em Portugal, sendo que, na praia da Barreta, nem sequer houve a deteção de qualquer unidade formadora de colónias. Relembre-se que, já em 2016, a Associação Bandeira Azul da Europa atribuiu à Praia da Barreta o Certificado Internacional de 15 anos de Bandeira Azul (2002/2016, ininterruptamente). A Praia da Barreta é uma das mais bem conservadas e reservadas praias do Algarve. O acesso faz-se por mar, a partir do Cais da Porta Nova, em Faro (Portas do Mar) e a praia disponibiliza dois apoios balneares, com nadadores salvadores e serviço de aluguer de colmos e espreguiçadeiras, e um apoio de praia, aberto todo o ano (restaurante) .
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LAGOA PRETENDE CRIAR PONTOS DE RECOLHA PARA MELHOR PRESERVAR A MEMÓRIA COLETIVA
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averá um antes e um depois de Lagoa, nos arquivos municipais”, palavras proferidas por António Maranhão Peixoto, ex-diretor do Arquivo Municipal de Viana do Castelo, na cerimónia de abertura do colóquio «Entre o tudo guardar e o nada perder - O papel dos Arquivos Municipais na salvaguarda ALGARVE INFORMATIVO #159
da Memória Local», que teve lugar no Auditório do Convento de S. José, no dia 9 de junho. Este momento constituiu, para o município, a forma ideal de assinalar a comemoração do Dia Internacional dos Arquivos e o 70.º aniversário da criação do Conselho Internacional de Arquivos. Na cerimónia de abertura, que contou com a presença do historiador e professor universitário José Pacheco Pereira, foi salvaguardada a importância de combater a 122
desvalorização do passado. O historiador abordou o painel «Salvar a memória do passado como arma para a democracia do presente» e apresentou o projeto de biblioteca e arquivo «Ephemera», que tem como objetivo divulgar espólios, acervos, livros, periódicos, fotos, entre outros, pertencentes ao arquivo pessoal do historiador, e colocá-los acessíveis a todos. (https://ephemerajpp.com/). A palestra contou com um momento de sensibilização para o papel dos cidadãos no projeto e para o «vazio» existente na região em termos de postos de recolha de materiais passíveis de preservação. O repto obteve réplica na disponibilidade expressa pelo Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Francisco Martins, no sentido de criar no concelho um posto de recolha e apresentá-lo à comunidade em sessão a realizar brevemente. O evento prosseguiu com um programa focado em alguns dos problemas com que se deparam os arquivos municipais e no papel, atual e futuro, que estes podem desempenhar na salvaguarda da memória local. A manhã foi preenchida por três intervenções: «A transversalidade da informação arquivística: o desafio da salvaguarda da memória central e local» (Paula Cristina Ucha - Biblioteca e Arquivo da Secretaria - Geral do Ministério da Economia); «O acesso à memória nos Arquivos Municipais 2.0: da digitalização à preservação digital» (Cristiana Vieira de Freitas - Arquivo Municipal de Ponte de Lima); e «Gestão Documental e Memória: Que Futuro nos Arquivos Municipais?» (António Maranhão Peixoto - ex-diretor do Arquivo Municipal de Viana do Castelo). Pela tarde, André Melícias, do Centro de Estudos Clássicos da Universidade de Lisboa, fez uma intervenção sobre 123
«Arquivos da Igreja como lugares de memória, identidade e ação: perspetivas sobre os seus desafios e oportunidades», moderado por Armando Malheiro da Silva. Abel Rodrigues, da Universidade do Porto, questionou uma outra abordagem do mesmo assunto: «Os Arquivos Pessoais e Familiares e os Arquivos Municipais: uma relação lógica ou paradoxal?». Por último, foi apresentado o projeto de salvaguarda dos arquivos das associações de cultura, recreio e desporto, por Maria Luísa Pereira e Tiago Barão, do Arquivo Distrital e Municipal de Faro, respetivamente, e da Rede de Arquivos do Algarve. A palestra de encerramento coube ao Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Armando Malheiro da Silva, que abordou problemas e desafios no caminho dos arquivos municipais, numa análise centrada nas questões do património documental e da Informação Orgânica. Nas conclusões, o palestrante alertou para a necessidade de se debater a proposta metodológica apresentada pelo próprio e pela também docente da Universidade do Porto, Fernanda Ribeiro, em torno da implementação da macroestrutura funcional (MEF). Alexandra Lourenço, Presidente da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas (BAD), reiterou a ideia veiculada por Maranhão Peixoto na sessão de abertura a focou a premência de rever leis como a do património arquivístico e das incorporações; de legislar em torno dos arquivos familiares e pessoais e de dinamizar grupos de trabalho no seio da BAD dedicados aos arquivos religiosos e aos arquivos familiares e pessoais .
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PRIMEIRA CICLOVIA BIDIRECCIONAL NA CIDADE DE LOULÉ VAI ARRANCAR NA AVENIDA LAGINHA SERAFIM
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o âmbito da Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas (EMAAC), em particular no que diz respeito à opção de promoção de uma mobilidade sustentável, arrancam neste mês de junho os trabalhos de construção da primeira ciclovia bidirecional na cidade de Loulé. Com uma extensão total aproximada de um quilómetro e meio, irá desenvolver-se ao longo da Avenida Laginha Serafim e permitirá a criação de melhores condições de conforto e segurança na ligação do centro da cidade de Loulé à área ALGARVE INFORMATIVO #159
desportiva do Pavilhão Municipal, do Parque Municipal e Complexo de Piscinas Municipais, assim como ao Centro de Saúde e Escola Secundária de Loulé. Este investimento total de 138 mil e 888,56 euros incorpora, em igual proporção, a implementação de uma ciclovia, bem como um conjunto de intervenções ao longo do percurso visando a melhoria das condições de acessibilidade universal com medidas de acalmia de tráfego e segurança rodoviária. A intervenção inaugura a implementação do sistema de rede ciclável em espaço próprio que será introduzida nas principais artérias 124
de expansão da cidade. No interior de Loulé será promovida a segurança e a convivência dos diferentes modos, permitindo o acesso generalizado dos habitantes aos diferentes equipamentos e serviços existentes. A cidade receberá, num futuro próximo, um sistema de bicicletas partilhadas que, em parceria com o sistema já em funcionamento em Vilamoura e em arranque em Vale do Lobo, colocarão o Município alinhado de forma expressiva com os objetivos de desenvolvimento sustentável definido no âmbito do quadro das Nações Unidas. A mobilidade ciclável é uma realidade que vem ganhando expressão em cidades de todo o mundo e o Município de Loulé está também a trabalhar nela. Assim, depois de ter implementado um sistema interno de empréstimo de bicicletas sem custos para os alunos, professores e funcionários das escolas do Concelho do 2.º e 3.º ciclo do Básico e Secundário, inicia-se agora a criação de infraestruturas próprias com o objetivo de incremento da segurança e conforto na utilização da bicicleta. Pretende-se assim afirmar a mobilidade ciclável como uma atrativa opção de lazer mas, acima de tudo, como um meio de transporte urbano saudável, célere e sustentável para o dia-a-dia dos cidadãos. “Esta iniciativa convoca todos aqueles que usam o espaço público a participar nas mudanças de paradigma em prol do bem comum e da sustentabilidade ambiental do nosso território. Promovendo um modelo de vida mais saudável, com mais qualidade de vida, melhor qualidade do ar para todos, tornando-nos cidadãos mais responsáveis na gestão dos recursos existentes e na proteção do nosso futuro e das futuras gerações”, referem os responsáveis municipais . 125
PASSEIOS PELO CAMPO E ATIVIDADES LIGADAS À CORTIÇA E AO PÃO EM FORNO DE LENHA EM LOULÉ projeto «Loulé Criativo» festeja a chegada do Verão com uma programação focada na beleza do interior e nas tradições da serra algarvia. Assim, a 23 de junho, o projeto associa-se ao produtor de medronho e de cortiça João Rafael (J.R. Medronho biológico) e propõe uma caminhada de três quilómetros pela serra para apreciar os sobreiros, assim como uma atividade de extração de cortiça. Os participantes terão a oportunidade de se juntar aos profissionais desta empresa familiar e de descobrir os segredos da arte da extração e do tratamento da famosa cortiça portuguesa. Com um almoço típico servido numa associação local, a atividade ocorrerá entre as 8h30 e as 15h. A 30 de junho, o «Loulé Criativo» junta-se à «Morgan’s Nature Walks» e propõe um passeio de quatro quilómetros guiado pela zona de Salir para apreciar as suas surpreendentes noras de água, assim como as suas paisagens naturais. O almoço está incluído e será servido na Casa Monte da Portela, onde decorrerá um workshop de pão caseiro, no qual os participantes poderão aprender a acender um forno a lenha, a amassar e a cozer pão tipicamente regional. Pretende-se com estas atividades que os participantes testemunhem o encanto do interior do Concelho de Loulé à chegada do Verão, que contactem com a comunidade e com a cultura local de forma ativa e participativa. As inscrições podem ser feitas através de www.loulecriativo.pt .
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PRÉMIO LITERÁRIO MANUEL TEIXEIRA GOMES VAI SER RETOMADO PELA AUTARQUIA DE PORTIMÃO Câmara Municipal de Portimão escolheu o 10 de junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, para tornar público que o Prémio Literário Manuel Teixeira Gomes vai ser retomado já este ano. “A criação do Prémio Literário Manuel Teixeira Gomes, para além de constituir uma justa homenagem ao respetivo patrono, cuja vida e obra se encontram intimamente ligados a Portimão, ao Rio Arade, ao próprio Algarve, consubstancia uma iniciativa de especial relevância no âmbito da literatura nacional, a qual integra o nosso património cultural imaterial como Pátria e Povo”, justifica o executivo liderado por Isilda Gomes. Este prémio pretende distinguir trabalhos inéditos, na modalidade
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novela, com o objetivo de estimular a criação literária e homenagear o grande escritor-Presidente que nasceu em Portimão. Destina-se a todos os autores nacionais, a cidadãos de países de língua oficial portuguesa, cidadãos comunitários e, ainda, a demais cidadãos estrangeiros com situação regularizada de permanência em Portugal. As obras terão de estar escritas em português e ser inéditas. As obras deverão ser recebidas até ao dia 17 de agosto, na Biblioteca Municipal Manuel Teixeira Gomes, Rua Quinta do Bispo, 8500-729 Portimão. O prémio para a obra vencedora será a edição de 300 exemplares da mesma, sendo que será também atribuído ao autor da obra vencedora um prémio monetário no valor de 500 euros. As Normas de Participação estão disponíveis em www.vivaportimao.pt e www.cm-portimao.pt .
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MELHOR FILME PORTUGUÊS DO FESTIVAL FINISTERRA É O VÍDEO PROMOCIONAL DO MUNICÍPIO DE SÃO BRÁS DE ALPORTEL
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vídeo promocional do Município de São Brás de Alportel, apresentado ao público em julho de 2017 por ocasião da Feira da Serra 2017, foi considerado como «Melhor Filme Português» e «Segundo Melhor Filme Promocional», a nível internacional, no Festival Internacional Finisterra Arrábida Film Art & Tourism, 127
onde concorreram 500 filmes de 70 países. O prémio foi entregue no dia 31 de maio, em Sesimbra, ao vídeo «São Brás de Alportel…onde Viver Sabe Bem!», produzido pela produtora algarvia «New Light Pictures» por iniciativa do Município de São Brás de Alportel, no âmbito da sua estratégia de promoção turística do território são-brasense «Porta aberta à Serra, Janela sobre o Mar». Rodado em vários locais do concelho de São Brás de Alportel, contando com a participação da comunidade, sem recurso a atores profissionais, o vídeo conta uma história onde o passado se funde com o presente, numa profusão de olhares sobre a natureza, a cultura e as tradições das gentes, o património edificado e natural e os sabores de um ontem que se pode tocar hoje. O resultado final pode ser visto em https://www.youtube.com/watch?v=kMOE V_l1zZM .
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MERCADO MENSAL DE CACELA VAI PASSAR PARA O CENTRO DA VILA Câmara Municipal de Vila Real de Santo António vai relocalizar, de forma integral, o Mercado de Cacela na zona envolvente ao Largo Manuel Cabanas, reunindo todas as bancas e vendedores no centro da vila. A medida pretende revitalizar o mercado, ao concentrar a venda de produtos e bens num só local, contribuindo assim para o aumento da afluência de visitantes e beneficiando o comércio local da freguesia de Vila Nova de Cacela. A decisão tem também em consideração os pedidos dos feirantes/vendedores, moradores, comerciantes locais e entidades de segurança e permite uma melhor
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agilização dos serviços. O terreno onde atualmente se localizava parte do mercado, na zona da Bornacha, junto à EN 125, será utilizado exclusivamente para estacionamento quer dos feirantes/vendedores, quer dos visitantes. “A medida pretende estabelecer a equidade das condições de venda para todos os operadores e tem em consideração o facto de existir muito mais afluência de visitantes à zona B, ou seja, a área envolvente ao Largo Manuel Cabanas”, explica o vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, Luís Romão. A relocalização do Mercado Mensal de Cacela terá efeitos imediatos e será colocada em prática já no próximo domingo, dia 17 de junho . 128
CONCLUÍDA A PRIMEIRA FASE DE REQUALIFICAÇÃO DO MERCADO MUNICIPAL DE VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO Câmara Municip al de Vila Real de Santo António concluiu a primeira fase da obra de requalificação do Mercado Municipal de Vila Real de Santo António, com uma intervenção na ala norte que contemplou a substituição da cobertura melhorando assim a qualidade térmica, acústica e ambiental daquele espaço -, bem como a remodelação das bancas, locais de venda e pavimentos. As medidas integraram também a remodelação dos WC, a pintura interior e a beneficiação das redes pluviais, conferindo mais conforto e atratividade ao equipamento. A divisão da obra em duas fases foi estabelecida por mútuo acordo entre a autarquia e os comerciantes, de forma a não afetar o normal funcionamento do mercado durante o Verão, altura em que o movimento de clientes aumenta significativamente. Nesta primeira etapa, os trabalhos foram exclusivamente concretizados na ala norte e serão estendidos à ala sul em outubro. Entretanto, o mercado encontra-se a
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funcionar na sua totalidade com a zona norte já renovada e a sul nas condições originais. A requalificação do Mercado Municipal de Vila Real de Santo António representa um investimento global de 345 mil euros + IVA e corresponde a uma ambição há muito desejada pela população, dando melhores condições a quem compra, a quem vende e a quem visita o concelho. Por outro lado, tem o objetivo de tornar o mercado mais atrativo e dinâmico, transformando-o não só um ponto de comércio, mas também de lazer e estadia .
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DIRETOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina (danielpina@sapo.pt) CPJ 5852 Telefone: 919 266 930 EDITOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina SEDE DA REDAÇÃO: Rua Estrada de Faro, Vivenda Tomizé, N.º 12P, 8135-157 Almancil Email: algarveinformativo@sapo.pt Web: www.algarveinformativo.blogspot.pt PROPRIETÁRIO: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina Contribuinte N.º 211192279 Registado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº 126782 PERIODICIDADE: Semanal CONCEÇÃO GRÁFICA E PAGINAÇÃO: Daniel Pina FOTO DE CAPA: Daniel Pina
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