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ALGARVE INFORMATIVO #157

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ALGARVE INFORMATIVO 26 de maio, 2018

«SEM RETORNO» RECORDOU MANUEL TEIXEIRA GOMES CONCURSO DE FADO DE VILA DO BISPO | «THE BLACK TEDDYS» | MOTONÁUTICA EM PORTIMÃO ALGARVE DESIGN MEETING | «O DEUS DA CARNIFICINA» |«A TASCA DO TI CARLOS» | DEAD COMBO 1 ALGARVE INFORMATIVO #157


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CONTEÚDOS #157 26 DE MAIO, 2018 44

ARTIGOS 10 - 8.º Algarve Design Meeting 16 - Grande Prémio de Portugal de Motonáutica em Portimão 32 - 19.º Concurso de Fado Cerveja Sagres Concelho de Vila do Bispo 44 - «A Tasca do Ti Carlos» 54 - The Black Teddys 62 - «Sem Retorno» 72 - Dead Combo 80 - «O Deus da Carnificina»» 100 - Atualidade

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OPINIÃO 86 - Paulo Cunha 88 - Paulo Bernardo 90 - Adília César 92 - José Graça 94 - Mirian Tavares 96 - Fábio Jesuíno ALGARVE INFORMATIVO #157

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REPORTAGEM

FÁBRICA DA CERVEJA DE FARO ACOLHEU 8.º ALGARVE DESIGN MEETING Texto:

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| Fotografia:

e 22 a 26 de maio, o 8.º Algarve Design Meeting (ADM) voltou a ocupar os vários pisos e salas do edifício da antiga Fábrica da Cerveja, no centro histórico de Faro, com o propósito de dar a conhecer o que de melhor se faz nesta área no Algarve, em Portugal e além-fronteiras. A organização foi mais uma vez da Universidade do Algarve, através da sua Escola Superior de

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Educação e Comunicação, em parceria com a Câmara Municipal de Faro e a Associação Nacional de Designers, e o objetivo foi, para além de divulgar o design português e internacional, potenciar a ligação entre designers, empresas, academia, indústria e sociedade. Por estes dias Faro converteu-se na capital internacional do design, uma 10


cidade onde investigadores, professores, profissionais e o público em geral puderam, por via de um programa recheado de atividades que iam desde seminários e workshops a exposições, cinema ao ar livre, lojas pop-up e videomapping, entre outras ações, ter contato com os vários projetos e talentos existentes neste sector das indústrias criativas, fomentando o conhecimento entre os diferentes coletivos da nossa sociedade. Durante a apresentação do vasto programa, António Lacerda lembrou que o ADM já se realizou no Museu Municipal de Faro, na CCDR – Algarve e no Museu Municipal de Loulé, antes de rumar ao emblemático edifício da antiga Fábrica da Cerveja da capital algarvia. “Durante estes últimos sete anos, o ADM já concretizou mais de 60 exposições, de 30 workshops, sete conferências (onde tivemos a participação de mais de 120 oradores nacionais e internacionais

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convidados), cerca de 50 Lojas pop-up, com milhares de visitantes no encontro. Continuamos a promover o design como uma área de inovação e intervenção estratégica, fundamental para o desenvolvimento social, cultural e económico na região do Algarve”, explicou o coordenador geral do ADM. Uma novidade da oitava edição foram os «Prémios de Design do Algarve», que pretendem distinguir os melhores projetos profissionais na área do design nas áreas da comunicação, interiores e produto, realizados e implementados no Algarve em 2017. Os prémios têm como objetivo o reconhecimento do trabalho dos designers e dar visibilidade ao sector criativo do Algarve, “cuja qualidade deve ser valorizada”, sublinhou António Lacerda. Outro destaque foi o Festival de

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Alexandra Gonçalves no uso da palavra na sessão de abertura do 8.º Algarve Design Meeting, juntamente com António Guerreiro, Saúl Neves de Jesus e Rogério Bacalhau

Videomapping, que aconteceu no dia 26 de maio, pelas 22h, a encerrar o 8.º Algarve Design Meeting. “É um festival de som e imagem em grande escala, onde são projetados na fachada da Igreja da Sé trabalhos experimentais de alunos de várias universidades nacionais e internacionais, nomeadamente da Universidade do Algarve-ESEC, Universidade de Tomas Bata da República Checa, Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos e Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa”, indicou António Lacerda. “Este é um trabalho de continuidade que se tem tornado uma referência na disseminação e promoção do design, da Universidade do Algarve e ALGARVE INFORMATIVO #157

da cidade de Faro, e que tem também como missão afirmar a região sul do país no mapa dos grandes eventos internacionais na área das indústrias criativas”, reforçou. A importância do ADM foi reconhecida por Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faro, cujo executivo tem acompanhado, “com bastante entusiasmo”, o crescimento desta iniciativa desde a primeira edição. “As presenças que temos este ano na Fábrica da Cerveja dizem bem do interesse cada vez maior que este evento gera junto dos profissionais do ramo. É hoje um encontro de cariz internacional, multifacetado e capaz de agregar diversas visões, escolas, culturas e sensibilidades. Felizmente, Faro tem cada vez mais público para 12


este e outros eventos. Graças à sua comunidade académica de mais de 10 mil pessoas, Faro tornou-se um concelho cosmopolita, moderno e evoluído”, destacou o edil, salientando ainda que “os farenses observam o fenómeno cultural com espírito crítico e exigente, são ávidos consumidores de cultura”. Rogério Bacalhau nota, igualmente, claros sinais de uma orientação do setor criativo para as atividades produtoras de conteúdos, com elevados níveis de valor acrescentado e extremamente competitivos internacionalmente. “A Câmara Municipal de Faro tenta, naturalmente, associar-se aos projetos que potenciam a importância de Faro enquanto cidade da cultura, do conhecimento e das artes, apoiando, divulgando e disponibilizando os seus espaços, na certeza de que, com isso, presta um bom serviço ao concelho, a quem nos visita e a quem trabalha nestas áreas”, declarou o autarca.

a função estão em competição na arte do design, mas a inspiração e a criatividade estão na base e é nesse ponto que a história, o património e a cultura podem dar um excelente contributo”, defendeu, deixando o desafio aos estudantes para participarem mais na vida cultural do Algarve para além do seu dia-a-dia académico. “A região precisa da vossa irreverência, do vosso domínio tecnológico, da vossa versatilidade, da inovação que pode resultar de uma participação socialmente mais alerta e inspiradora. Nas palavras de uma curadora, museóloga e filósofa do design italiana, Paola Antonelli, ‘o

Na sessão de abertura, Alexandra Gonçalves, Diretora Regional de Cultura do Algarve, lembrou que o Prémio Museu Europeu do Ano 2018 foi para o London Design Museum, tendo sido considerado pelo júri como ‘um museu inspirador e socialmente atento’. “Os materiais, as formas e as técnicas que são colocadas ao dispor do designer são apenas instrumentos, meios que necessitam de inspiração, de criatividade, de manipulação e de trabalho que muitas vezes não produzem o resultado esperado. Quase sempre a estética, a forma e 13

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design dá ao mundo algo que eu não sabia que tinha falta’”, concluiu. Saul Neves de Jesus, Vice-Reitor da Universidade do Algarve, também não tem dívidas de que o ADM é uma iniciativa importante para a academia algarvia, para a cidade de Faro e para toda a região, destacando a sua dimensão nacional e internacional. “Cada vez mais funcionamos em rede, quer a componente científica como pedagógica, e aqui estão envolvidos professores e alunos de várias nacionalidades. Temos aqui projetos que resultam de um trabalho exaustivo feito nos cursos de licenciatura e mestrado e alguns dos que foram apresentados nas anteriores edições já se concretizaram e deram origem a empresas e negócios. Esta transferência de tecnologia e ligação à empregabilidade é um aspeto que deve ser realçado, é destas iniciativas que a ALGARVE INFORMATIVO #157

Universidade do Algarve precisa”, assumiu o Vice-Reitor, adiantando que o Algarve Design Meeting terá um destaque especial, em 2019, aquando das comemorações dos 40 anos da UAlg. A sessão de abertura foi encerrada por António Guerreiro, diretor da Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve, para quem o ADM é um espaço, “não só de exposição e apresentação, mas também de aprendizagem, discussão, negociação de significados, da necessidade de nos cruzarmos uns com os outros e percebermos as diferentes perspetivas”. Seguiu-se uma visita pelas várias exposições, com um vasto público a encher as diversas salas da Fábrica da Cerveja .

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REPORTAGEM

SHAUN TORRENTE VENCEU GRANDE PRÉMIO DE MOTONÁUTICA DE PORTIMÃO Texto:

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norte-americano Shaun Torrente, da Team Abu Dhabi, foi o vencedor do Grande Prémio de Portugal de Motonáutica, realizado em Portimão, no dia 20 de maio. Naquela que foi a primeira ronda do Mundial, o português Duarte Benavente (F1 Atlantic Team) cruzou a meta no sétimo posto, precisamente o lugar que ocupara na grelha de partida, ficando a uma volta de Shaun Torrente e não conseguindo repetir a proeza de 2017, quando registou um terceiro lugar.

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O norte-americano partiu da pole position e não deu grandes hipóteses à concorrência, apenas importunado pelo companheiro de equipa, o piloto dos Emirados Árabes Unidos, Thani Al Qemzi, o segundo classificado, a 2,09 de Shaun Torrente. Os dois pilotos da Team Abu Dhabi mantiveram durante as 48 voltas ao circuito uma vantagem assinalável sobre o terceiro classificado, umas vezes o atual campeão do mundo em título, o italiano Alex Carella (Victory

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Cerimónia do pódio, com a presidente da Câmara Municipal de Portimão, Isilda Gomes, o VicePresidente da Região de Turismo do Algarve, João Fernandes e o Secretário de Estado das Pescas, José Apolinário, entre outros dirigentes

Team), noutras ocasiões o francês Philippe Chiappe (F1 China Team). Philippe Chiappe ganhou o Grande Prémio de Portugal no ano transato e ficou em segundo no Mundial de 2017 e, desta feita, tirou partido dos problemas mecânicos que afetaram Alexa Carella a quatro voltas do final, garantindo assim o terceiro lugar do pódio, a 3,54 segundos do vencedor. Não foi, por isso, a melhor forma de Alex Carella começar a defender o título de campeão do mundo, terminando a 25,75 segundos de Shaun Torrente. A corrida de Portimão ficou ainda marcada por uma interrupção logo na ALGARVE INFORMATIVO #157

primeira volta, quando o barco de Jonas Andersson (Team Sweden) pegou fogo, ditando o seu abandono. Aliás, dos 19 pilotos de nove equipas que começaram a ronda inaugural do Mundial de 2018, apenas 11 cruzaram a meta. Feitas as contas, o Mundial de pilotos é liderado por Shaun Torrente, com 20 pontos, seguido por Thani Al Qemzi com 15 e por Philippe Chiappe com 12. O português Duarte Benavente amealhou quatro pontos na prova em Portimão e ocupa o sétimo lugar do Mundial. O Grande Prémio de Portugal de motonáutica integrou também duas corridas da classe Fórmula 4-S, considerada uma categoria de iniciação, 20


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tendo o português Pedro Fortuna (Team Sweden) vencido a primeira e o francês Tom Chiappe (Emirades Racing Team) a segunda. A prova foi da responsabilidade da F1h20/UIM, com organização local a cargo do Município de Portimão, contando com o apoio local da Capitania do Porto de Portimão, Administração dos Portos de Sines e do Algarve, S.A., EMARP e Turismo do Algarve, com o apoio técnico da Federação Portuguesa de Motonáutica e do Clube Naval de Portimão e o patrocínio do grupo Interpass, Autorent e Delta Cafés .

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Fotos: Vitor Pina

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REPORTAGEM

MAFALDA VASQUES VENCEU 19.ยบ CONCURSO DE FADO CERVEJA SAGRES CONCELHO DE VILA DO BISPO Texto:

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Catarina Cândido

Sílvia Silva

terceira foi de vez! Depois do segundo lugar alcançado em 2016 e 2017, Mafalda Vasques venceu a 19.ª edição do Concurso de Fado Cerveja Sagres Concelho de Vila do Bispo, num noite calorosa em que cerca de 700 pessoas assistiram à grande final, no dia 19 de maio, no Salão de Festas da Sociedade Recreativa de Barão de São Miguel.

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A simpática fadista natural de Beja levou de vencida a concorrência precisamente no Dia da Bênção de Fitas do seu curso de ALGARVE INFORMATIVO #157

Enfermagem, ao interpretar brilhantemente «Saudade Silêncio e Sombra» e «Cabeça ao Vento», levando para casa um prémio monetário no valor de mil euros. Logo atrás ficaram a estudante Catarina Cândido, de Lagoa, e a assistente social Sílvia Silva, de Braga, que arrecadaram prémios de 500 e 250 euros, respetivamente. O 4.º lugar foi conquistado pelo economista Amabélio Pereira, de São Brás de Alportel, que tão bem conhecemos do Grupo Folclórico de Faro, e o 5.º foi para a mediadora imobiliária Vânia 34


Amabélio Pereira

Rodrigues, de Loulé, cada um recebendo um prémio de 150 euros. Aos prémios monetários somaram-se ainda várias ofertas dos muitos patrocinadores deste que é, sem dúvida, um dos mais reputados concursos de fado do sul do país. Na semana anterior tinha acontecido, entretanto, a final da vertente juvenil, cujo vencedor foi Ricardo Martins, com Rita Luz e Zélia Viana a classificarem-se em 2.º e 3.º lugar. Neste caso, os prémios foram de 300, 200 e 150 euros, respetivamente. A noite da apoteose do 19.º Concurso de 35

Vânia Rodrigues

Fado Cerveja Sagres Concelho de Vila do Bispo contou ainda com as atuações das vencedoras da edição de 2017, nomeadamente de Helena Candeias (vertente sénior) e de Micaela Gonçalves (vertente juvenil). E, claro, da atração especial, a fadista Cuca Roseta, que deu ainda mais magia à noite com um reportório recheado de fados conhecidos do público. A iniciativa foi organizada pela Câmara Municipal de Vila do Bispo com o intuito de divulgar e estimular o gosto pelo ALGARVE INFORMATIVO #157


Ricardo Martins

Fado, Património Imaterial da Humanidade, dar a conhecer novos talentos musicais e contribuir para o desenvolvimento cultural do concelho. A Cerveja Sagres foi o patrocinador oficial do evento, que contou ainda com o patrocínio do Martinhal Resort, Caixa Agricola, Hotel Residencial Salema, Feelsafe, Nau Hotels, Hotel Mira Sagres, Walkin Sagres, Cape Cruiser, Don Tenório, Pontalaia, Freeride Sagres, Pousada de Sagres, Mar Ilimitado, Memmo Baleeira, Aldeia da Pedralva, Bar da Praia – Cordoama, Herdade dos Seromenhos, Zoo Lagos, Bar Pau de Pita, ALGARVE INFORMATIVO #157

Sagres T-Shirts, Direção Regional da Cultura do Algarve, Região de Turismo do Algarve, Hotel Navigator, Café Correia, Restaurante Ribeira do Poço, Restaurante Mexilhão, Restaurante Retiro do Pescador, Restaurante Gigi, Restaurante Vila Velha, Restaurante A Sagres, Just Travel, Joaquim Augusto Bispo, Lda., Lena Cabeleireiros, Maria Paula Correia, Cristalina Batista - Estilista, Vanda Bravo Florista, Carmen Silva. E ainda com o apoio da RVBS Paróquias, Paróquia de Burgau, Sociedade Barão S. Miguel, Lagos em Forma e Bombeiros Voluntários de Vila do Bispo . 36


Rita Luz

Zélia Viana

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Cuca Roseta

Micaela Gonรงalves

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Cuca Roseta

Helena Candeias 39

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REPORTAGEM

«A TASCA DO TI CARLOS» FEZ OLHÃO CHORAR DE TANTO RIR Texto:

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«Tasca do Ti Carlos» tomou conta do Auditório Municipal de Olhão, na noite de 18 de maio, para satisfação do vasto público que encheu a sala. Fiel às características da boa revista à portuguesa, a peça escrita pelo ator Luís Viegas gerou risadas do princípio ao fim, com divertidas rábulas humorísticas protagonizadas por Paulo Oliveira, Ana Paula Mota, Luís Filipe Viegas e Filipa Giovanni e onde os próprios atores se desmancham a rir com os imprevistos e os improvisos naturais de quem está em palco para desfrutar da noite e para divertir as pessoas que têm pela frente. E, quando assim é, o público

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transforma-se, aqui e ali, também ele em ator, interagindo com os humoristas e motivando as tais piadas de momento que nos deixam a todos de lágrimas nos olhos. O serão é passado numa típica tasca portuguesa onde a empregada de serviço, a expressiva Filipa Giovanni, é frequentemente confundida com a vencedora do recente Festival da Eurovisão da Canção, a israelita Netta, que muitos comparam a uma galinha que canta. Depois, ao longo da peça, Ana Paula Mota, Paulo Oliveira e Luís Viegas, vão interpretando várias personagens hilariantes, desde uma 46


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Manuela Bravo

inspetora da ASAE que se deixa subornar para fechar os olhos a algumas irregularidades do estabelecimento comercial; a duas amigas seniores muito atrevidas que pensavam que iam assistir a um concerto de Julio Iglesias; a uma dupla de cabeleireiros de artistas e animais; terminando num casal de namorados que, de tanto que gaguejavam, provocaram constantes ataques de risos na plateia. Por entre a boa-disposição proporcionada pelo quarteto de atores,

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António Pinto Basto

oportunidade também para escutar alguns dos maiores sucessos dos populares artistas António Pinto Basto e Manuela Bravo, que conseguiram, com naturalidade, colocar o público a cantar os refrões das músicas. Resumindo, foram praticamente duas horas de gargalhadas, onde não faltaram a habitual crítica social e muita malandrice duma revista à portuguesa que continua a fazer as delícias do público .

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ENTREVISTA

DEPOIS DO EP «MIDNIGHT STRUGGLES», THE BLACK TEDDYS LANÇAM PRIMEIRO LONGA DURAÇÃO EM JUNHO Texto:

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«M

asquerade» é o primeiro avanço do disco de estreia dos «The Black Teddys», banda nascida em Olhão, em setembro de 2015, e que depressa começou a dar nas vistas com um indie-rock cativante recheado de letras fortes e melodias que nos prendem a atenção. Constituído por André Brito (Baixo), Bruno Barras (Bateria), Carlos Favinha (Voz e Guitarra) e Ricardo Martins (Guitarra), os primeiros meses do quarteto foram dedicados aos covers, um género de estágio, de rodagem pelo circuito de bares, para se entrosarem e ganharem ritmo. No entanto, o rumo estava bem definido e a vontade era, sem dúvida, começar rapidamente a compor originais. Por isso, os próprios covers que integravam o repertório inseriam-se no estilo que pretendiam adotar no futuro, casos de Arctic Monkeys, The Strokes, David Bowie e por aí adiante. “Queríamos ganhar experiência em frente ao público e, acima de tudo, compreender bem o que nós quatro gostávamos de ouvir e tocar. Nem sequer eramos a banda típica de covers que estamos habituados a ver nos bares do Algarve, tínhamos um estilo diferente”, conta Ricardo Martins. O estágio foi, de facto, relativamente curto, as dinâmicas ganharam-se num instante e Carlos Favinha reconhece, por exemplo, a importância da influência de The Strokes, banda também com duas poderosas guitarras que vão alternando entre os solos, os ritmos, os riffs. “O Indie Rock foi uma escolha natural, depois, foi uma questão de optar pelo caminho que melhor se adequava a nós, entre o mais ALGARVE INFORMATIVO #157

leve e pesado”, explica o guitarrista e vocalista, recordando que o primeiro tema original viu a luz do dia em abril de 2016 e o EP «Midnight Struggles» foi lançado em fevereiro de 2017, num trajeto que veio finalmente dar lugar a «The Black Teddys», o primeiro LP dos olhanenses. “Temos várias influências, como é óbvio, mas não nos preocupamos em fazer músicas semelhantes às que estão na moda. 56


Descobrimos, inconscientemente, a nossa linguagem musical, embora o desejo de qualquer artista seja que os outros gostem daquilo que fazemos”, refere Ricardo Martins. Carlos Favinha lembra, a propósito desse assunto, uma declaração de David Grohl, líder carismático dos Foo Fighters e exmembro dos saudosos Nirvana, quando dizia que ‘os Foo Fighters não gostam de 57

tocar de costas para o público’. “Nós adoramos puxar pelas pessoas, que o público interaja connosco nos concertos. Não fizemos nenhum exercício do tipo ‘vamos fazer esta música assim para agradar às massas’, mas também não seguimos por um estilo muito experimental. Tocamos aquilo que realmente gostamos, mas não estamos apenas a olhar para o nosso umbigo”, entende o vocalista, ALGARVE INFORMATIVO #157


que também é o responsável pelas letras dos «The Black Teddys». “Normalmente o processo começa com uma melodia de guitarra, uma linha de baixo, um ritmo de bateria. As letras aparecem depois e todas contam uma pequena história e circulam em redor da figura feminina. Não escrevo diretamente sobre as minhas vivências pessoais, será mais sobre um mundo de fantasia em que a banda estará inserida”, descreve o entrevistado. O processo de criação não tem, contudo, regras fixas, cada elemento surge com novas ideias e abordagens diferentes, outro acrescenta uma pitada, outro puxa para este ou para aquele lado. Uma evolução da dinâmica de grupo que fez, inclusive, com que os «The Black Teddys» fossem duas vezes para estúdio na altura de preparar o álbum homónimo. “A base das músicas foi gravada na primeira vez e os complementos, os sintetizadores, os backing vocals, vieram depois”, indica Ricardo Martins, com Carlos Favinha a admitir que, atualmente, não é fácil criarse uma sonoridade original e distintiva, a não ser que se entre no tal experimentalismo extremo. “A roda já foi inventada há muito tempo. No nosso caso, cada um trouxe as suas influências para o seio da banda e daí apareceu um som que é muito característico, diferente”, acredita. “A facilidade que existe hoje para se ouvir música de tantos estilos e proveniências acaba por tornar a vida das bandas algo ingrata. Como a oferta é tanta, as pessoas acabam por absorver mais facilmente aquilo que lhes é jogado diretamente à sua frente, seja através das rádios, dos programas de televisão ou das novelas, e ALGARVE INFORMATIVO #157

o nosso estilo não é propriamente daqueles que surge em primeiro plano”, acrescenta Ricardo Martins. Escutando-se atentamente o EP «Midnight Struggles» e o single «Masquerade», poucas dúvidas restam em relação à qualidade dos «The Black Teddys». O problema é, contudo, chegar às pessoas, concordam Carlos e Ricardo, garantindo que este trabalho “merece ser ouvido”. E ouvido, de preferência, ao vivo, na estrada, em cima do palco, aconselha Ricardo Martins. “Sentimos um imenso prazer em dar concertos, nem sequer pensamos na questão monetária, embora saibamos que, no século XXI, é principalmente nas atuações que as bandas ganham dinheiro. Mas nós não somos profissionais da música, não é com isto que metemos comida da mesa, estamos aqui porque gostamos essencialmente de criar músicas. Aliás, ainda agora gravamos o disco e já estão a surgir novas ideias”, aponta o guitarrista. E porque «The Black Teddys» está prontinho para ir para o mercado, o concerto oficial de lançamento acontece a 9 de junho, na Associação Cultura ReCreativa República 14, em Olhão, e mais datas estão agendadas. Antes disso, a banda fez uma mini digressão de quatro concertos, para experimentar o novo material ao vivo e a receção foi bastante entusiástica. “Este álbum reflete todas as experiências que acumulámos nestes três anos e estamos desejosos de mostrá-lo às pessoas”, terminam Carlos e Ricardo .

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REPORTAGEM

«SEM RETORNO» RECORDOU

MANUEL TEIXEIRA GOMES Texto:

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blackbox do TEMPO – Teatro Municipal de Portimão foi palco, no dia 23 de maio, da performece «Sem Retorno», a nova criação da Associação Cultural Dancenema que fez parte do Festival «Entre Mares». O espetáculo foi igualmente uma evocação de Manuel Teixeira Gomes, figura singular da história portuguesa nascida, a 27 de maio de 1860, em Portimão e que foi o sétimo Presidente da República Portuguesa, de 6 de outubro de 1923 a 11 de dezembro de 1925. “Numa altura em que Portugal se encontra submerso num clima de grande tensão politica e agitação social, a figura que ocupa o mais alto cargo político opta pelo auto exílio e atravessa os mares em busca de silêncio, solidão e liberdade. Mas aprazia-me viver a minha vida e a meu modo, imperterritamente livre no vastíssimo jardim sem barreiras da minha solidão...", dizia Manuel Teixeira Gomes. «Sem retorno» é, pois, uma reflexão sobre o estado de espírito, personalidade e introspeção acerca dos mundos vivenciados por esta personagem, desenvolvida sob o olhar contemporâneo das autoras. Com produção da Dancenema, tem Direção Artística e Direção de Cena de Nilsen Jorge e é uma Cocriação de Ana Alberto e Thora Jorge, interpretada por Ana Alberto, Cristina Cláudio, Filipa Borges, Thora Jorge e Tiffanie Millenkka e com a participação de Beatriz Bernardo, Lara Guerreiro, Leonor Faria, Leonor Cavaco, Leonor Pires, Maria Duarte, Matilde Malveiro, Mariana, Raquel Dias, alunas de Dança Contemporânea da Escola de Dança de Portimão .

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DEAD COMBO APRESENTARAM «ODEON HOTEL» NO CINE-TEATRO LOULETANO Texto:

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Cine-Teatro Louletano transformou-se, no dia 17 de maio, no «Odeon Hotel», por ocasião do concerto dos Dead Combo de apresentação do seu sexto álbum de originais. A dupla formada por Tó Trips e Pedro Gonçalves levou ao rubro a principal sala de espetáculos do concelho de Loulé, comprovando ser uma das mais interessantes e importantes bandas do novo panorama musical português.

«Paredes Ambience», incluída no disco de homenagem a Carlos Paredes Movimentos Perpétuos, os Dead Combo depressa começaram a dar nas vistas e o sucessor de «A Bunch of Meninos» (2014) foi gravado em Lisboa, nos Estúdios Namouche, durante o mês de setembro. Com produção de Alain Johannes (Queen Of Stone Age, PJ Harvey, Chris Cornell, etc,), este novo disco é a síntese perfeita da portugalidade e universalidade

Nascidos, em 2003, na sequência de um convite do radialista Henrique Amaro, da Antena 3, para compor e gravar a canção

existentes na música da banda e será distribuído em todo o mundo com o selo de uma das maiores editoras internacionais.

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Os álbuns da dupla têm sido largamente elogiados em Portugal e no estrangeiro e receberam já vários prémios para «Álbum do Ano». «Lusitânia Playboys» (2008), o terceiro disco de estúdio, foi eleito «Álbum da Década» pelo jornal Expresso. Em dezembro de 2014, coroando um ano com mais de 40 concertos realizados, esgotaram o Coliseu dos Recreios em Lisboa e o Teatro Rivoli no Porto. No final desse ano ficou também a saber-se que «A Bunch of Meninos» foi considerado pelos leitores da Blitz como o melhor álbum português de 2014. O Globo de Ouro de 2015 para melhor banda confirmou o reconhecimento nacional do trabalho de Tó Trips e Pedro Gonçalves que, em 2016, se reinventam com a ajuda das «Cordas da má fama», apresentando-se de forma mais acústica e por vezes surpreendente, de norte a sul de Portugal. O trajeto culmina, agora, com «Odeon Hotel», que os algarvios puderam escutar, in loco, num fantástico concerto no Cine-Teatro Louletano . ALGARVE INFORMATIVO #157

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«O DEUS DA CARNIFICINA» PASSOU PELO TEATRO DAS FIGURAS Texto:

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Teatro das Figuras, em Faro, foi ponto de passagem, no dia 19 de maio, de «O Deus da Carnificina», conhecido texto de Yasmina Reza que foi traduzido, adaptado e encenado para os palcos portugueses por Diogo Infante. Nesta história, dois casais, adultos e aparentemente civilizados, interpretados por Diogo Infante, Jorge Mourato, Patrícia Tavares e Rita Salema, encontram-se para resolver um incidente protagonizado pelos seus filhos menores. “O que é verdadeiramente sedutor neste confronto é a progressão paradoxal do encontro dos casais. Há uma certa sofisticação na forma como o encontro decorre na tentativa de apurar responsabilidades na luta física que ocorreu entre os respetivos filhos, dois jovens de 11 anos”, explica o encenador.

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O tema da peça é a Hipocrisia, ou, se assim se preferir, a dupla moral e de como perspetivas éticas se mostram flexíveis para defenderem certos interesses. “O que é curioso é que toda esta dimensão ética e política é colocada neste texto em termos profundamente cómicos. Deus da Carnificina é uma comédia, mesmo que o riso tenha como fronteira a dor que sempre sentimos, quando constatamos a nossa fragilidade humana”, descreve . ALGARVE INFORMATIVO #157

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Professor (instrutor, educador, animador e cuidador) Paulo Cunha (Professor) uando pensamos na profissão Professor, vemnos logo à mente a palavra Educação. Aliás, não é à toa nem é impunemente que grande parte das disciplinas ligadas às expressões tem agregada à sua nomenclatura a palavra Educação (Educação Visual, Educação Tecnológica, Educação Musical e Educação Física). Todas estas disciplinas têm subjacente uma forma de educar através da exploração de aptidões e competências ligadas à motricidade, ao exercício intelectual, à criatividade, à arte e à fruição. Ora, se entendermos a educação como um processo que visa o pleno desenvolvimento intelectual, físico e moral de um indivíduo e a sua adequada inserção na sociedade, percebermos que toda a abrangência do seu significado deverá ser distribuída por todos os agentes educativos que na infância e na juventude deverão proporcionar os meios para que tal se concretize. Serão então os pais que, em conjunto com outros familiares, constituirão os principais encarregados da educação dos seus educandos, cabendo aos professores o papel primordial de colocar em prática um conjunto de normas pedagógicas tendentes ao desenvolvimento geral do corpo e do espírito. Daí ser comum ler e ouvir as frases já por de mais batidas: “Os pais educam, os professores instruem!” Analisando o nosso atual sistema socioeconómico, cada vez mais virado para

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a angariação e acumulação de capital, é notória a troca efetuada por grande parte dos pais portugueses, ao substituírem o tempo para a educação dos filhos pelo tempo dedicado à sua profissão. Não podendo, nem devendo, ser substituídos na exclusiva, essencial e nobre tarefa de exercer a paternidade, constato que há mais pais a, literalmente, despejarem os seus educandos em Centros de Atividades de Tempos (nada) Livres (ATL), a deixarem os filhos a vaguear pelas escolas até os irem buscar ao anoitecer e, na pior das situações, a deixarem-nos entregues à educação dada na rua e pela rua. Perante tais ocorrências, sinto na pele, na consciência e no coração (meus e de muitos colegas) a dor, a angústia e a tristeza de ver a negligência parental refletida no comportamento anómalo e desviante de muitos jovens. Jovens à procura da atenção e da educação que não encontram nas casas onde apenas partilham o teto e a mesa de jantar com os seus progenitores. Já não bastando terem de se substituir aos educadores ausentes, é cada vez mais evidente o papel de animador social a que os professores se entregam ou, nalguns casos, são forçados a se entregar, para assim entreterem os miúdos, para criarem situações para que o tempo passe mais depressa ou, na grande parte dos casos, para tentar captar a atenção para as metodologias de ensino que, apesar da passagem do tempo, continuam iguais às usadas no tempo dos seus avós. 86


Para complementar as diversas funções que são hoje apanágio de um professor, há que acrescentar também a de cuidador. A tal ocupação que, com a progressiva longevidade dos nossos anciãos, está cada vez mais na ordem do dia, como garante de apoio a quem dele muito necessita. Extrapolemos então a função do cuidador da chamada 3.ª idade para tudo aquilo que assistimos, hoje, nas escolas públicas do nosso país e, desde logo, nos aperceberemos que, com a diminuição acentuada dos assistentes operacionais e com a sobrelotação de alguns agrupamentos escolares, é cada vez mais comum observar professores/educadores a prestar os mais variados cuidados aos seus alunos. E assim se completa o quadrado (instrutor, educador, animador e cuidador) que faz do novo professor um homem novo. Um profissional para toda a obra, numa escola moderna onde o novo paradigma é: “Mais importante do que ensinar é aprender!” Não tendo nada contra, questiono se só isso bastará?! .

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OPINIÃO

RGPD Paulo Bernardo (Empresário)

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egulamento Geral de Proteção de Dados, é o nome daquilo que se fala em Portugal para além do tema futebol, pois o resto está tudo bem. O RGPD foi também para mim tema de investigação e estudo nos últimos tempos, pois o que mais fazemos na minha empresa é tratar dados, muitos dados. Temos cerca de 800 mil pessoas a ligarem-se às nossas soluções em Portugal, mais outras em Espanha. É muita gente a usar uma plataforma que as liga ao mundo e lhes dá a informação que elas procuram, que as colocam a falar com a família, a trabalhar, a namorar, resumidamente, a viver. Pois a vida é aquilo que acontece enquanto estamos a fazer qualquer coisa e, hoje, as tecnologias são parte integrante nas nossas vidas. O RGPD para mim não traz nada de estranho, nem de novo, pois na empresa já o tínhamos a funcionar, apenas algumas coisas tiveram que ser alteradas, contudo, o RGPD, como quase tudo que a Europa produz, tem a capacidade de tornar complicado aquilo que pode ser feito de uma forma natural e fácil. Se a gravidez fosse possível de ser legislada, o Parlamento Europeu já tinha produzido leis a ditar que um bebé só nasceria ao fim de uns dez anos. O tema é muito de senso comum, todos nós temos direito à privacidade e a mesma deve ser mantida, todos nós queremos receber informação de empresas, através de e-mail, telefone, etc., sobre temas que gostamos ou produtos, todos nós não queremos ser importunados com vendas ou temas que não nos interessam. Assim, o RGPD, veio dar organização a isso, pois todos os dias perdemos muito tempo a gerir

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e-mails sem interesse ou atendendo chamadas da treta. Contudo, o estado português, que devia dar o exemplo, ficou de fora durante alguns anos. Assim, em que ficamos? O Estado não cumpre e uma pequena empresa que dá trabalho a algumas pessoas tem que cumprir. Não está certo, é apenas mais uma brincadeirinha. Países como a Bélgica já disseram que não estão em condições de colocar em prática tão cedo. Voltando ao tema, o RGPD não é fácil, mas também não é um tema impossível, julgo que a própria fiscalização não vai entrar a matar, mas podia ter sido feito de outra forma, mas não era a mesma coisa. Vamos lá ver, o RGPD, dá-nos o direito a ter a nossa privacidade e poder até pedir a destruição dos dados que uma empresa ou instituição tenha sobre nós. Agora, digam lá se, num país onde se passam entrevistas privadas de um antigo Primeiro-Ministro numa televisão e nada acontece, num país onde todos os dias se fazem capas de jornais com processos em segredo de justiça (coisa quase sagrada), num país onde o Estado envia cartas ameaçadoras sobre a limpeza das matas via finanças (misturar dados pois agricultura é uma coisa, finanças é outra, mistura essa aparentemente não legal). Tudo isso são assaltos à privacidade de um indivíduo, posso mesmo dizer de um povo, pois quando passamos entrevistas ou damos notícias, não é só o indivíduo que é penalizado, mas todo o povo português é vítima desta manipulação e devassa. Espero que o abençoado RGPD seja o remédio para todos estes males .

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OPINIÃO

Escritas a Sul, no Sul e para o Sul Adília César (Escritora) “O que um escritor pode fazer na solidão do seu quarto é algo que nenhum poder consegue destruir facilmente. No catálogo dos direitos humanos não existe o direito a não ser ofendido; se existisse, ninguém poderia dizer ou escrever uma palavra”. Salman Rushdie

evento literário «Escritas a Sul», organizado por Homero Flor, integrado na IV Mostra de Autores do Algarve, decorreu no passado dia 19 de Maio, na Biblioteca Municipal António Ramos Rosa, na cidade de Faro. Do programa constaram dois painéis de discussão e exercícios teatrais sobre textos de Luís Campião e Paulo Moreira, levados à cena pelos próprios. No 1.º painel, moderado por Patrícia de Jesus Palma – A Importância da Edição/Revistas Literárias – participaram os editores: Adília César (Revista Lógos Biblioteca do Tempo); Paulo Correia (Garanta – Revista de Letras, Artes e Cultura); João Miguel Pereira (Revista CAL) e Pedro Jubilot (Editora Canal Sonora). No 2.º painel – O que escrevemos? Para quem escrevemos? – moderado por Pedro Oliveira Tavares, participaram os escritores: Gabriela Rocha Martins; Fernando Pessanha; Tiago Nené e Paulo Pires. De acordo com Patrícia de Jesus Palma, o evento “mostrou como estão bem vivas a escrita, a edição, a leitura, o pensamento”. Relativamente ao 1º painel, os quatro projectos editorias apresentados “não esgotam o que se faz no Algarve, apenas indicam a diversidade (…), permitiram trazer à discussão o papel do editor e as utopias da edição, a relevância da multiplicidade tecnológica, as relações do editor com os leitores e com as instituições de apoio à cultura, à promoção do livro e da leitura”. No que diz respeito ao painel de escritores, estes

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“deram prova da diversidade de géneros literários, de métodos e convocaram para o debate as lacunas do nível da crítica, os circuitos de promoção, comercialização e distribuição dos livros. O público participou activamente e ficou bem evidenciado como são granulosas e intricadas as relações do universo do livro e das leituras”. De facto, assim foi. E assim é. A Sul do Centro e do Norte de um país de escritores – veja-se, por exemplo, as centenas de autores recenseados na plataforma Escritores.Online, entretanto extinta – também se escreve, também se edita e principalmente, também se reflecte sobre o cenário literário que rodeia o quintal de cada um. Contudo, não se percebe muito bem a quem se destina um evento deste tipo, ou seja, a que público interessará a discussão sobre os temas acima apresentados? À partida, aos próprios escritores, editores, professores de vários graus de ensino, alunos de cursos de literatura e público em geral, estando este último quase sempre escasso em número, fenómeno similar ao das apresentações de livros. Na verdade, os eventos literários interessam principalmente a quem escreve e talvez a quem lê (ainda há leitores?...). São acontecimentos culturais «abertos», sendo este adjectivo de dupla significação: por um lado, são de entrada livre; por outro, tendo em conta a solidez dos objectivos definidos pelos elementos da organização, abrem o espaço e o tempo da partilha a outros intervenientes. Com a participação de um público mais vasto e diversificado, o Escritas a Sul poderia transformar-se numa viagem literária que 90


percorresse o país inteiro, mesmo não saindo do auditório da Biblioteca Municipal de Faro. Muito importante seria também o seu registo áudio e vídeo, para mais tarde disponibilizar aos interessados: uma Biblioteca do Tempo de revistas do Sul e de autores do Sul, mas focados noutros horizontes mais longínquos, tal como alguns dos intervenientes dos painéis o demonstraram. A Literatura do Sul não se pode confinar a uma geografia com fronteiras. As revistas literárias do Sul, ainda que oriundas do Algarve, deverão extravasar a mentalidade regional, incluindo autores de outras regiões. E os autores do Sul já entenderam a insatisfação de se movimentarem num lugar onde cada um puxa por si e para dentro de si, quando a escrita é exactamente o oposto: uma pulsação criativa que sai de dentro do escritor e é oferecida aos outros, os leitores de qualquer ponto do planeta. Assim seja a expectativa de quem escreve. É para isso que o escritor trabalha arduamente, é para ser lido, no Sul e para lá do Sul.

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OPINIÃO

Interior(es) José Graça (Deputado da Assembleia Intermunicipal do Algarve)

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á duas semanas, realçámos neste espaço a importância da nova Lei das Finanças Locais e do processo de descentralização de competências, sublinhando que permitirá o reforço do papel das Autarquias, obter ganhos de eficiência e garantir uma mais adequada presença do Estado, combatendo o despovoamento e favorecendo a sustentabilidade dos territórios. Apesar doutros temas dominarem a agenda mediática, não posso deixar de partilhar convosco a relevância do processo de consulta pública da proposta de alteração do Plano Nacional de Políticas de Ordenamento do Território (PNPOT), em curso até 15 de junho. Mostrando-se desejável que tal prazo possa ser alargado, três membros Governo participam no próximo dia 5 de junho num encontro onde serão apresentados a Estratégia e Agenda para o Território e se promoverá o debate sobre as suas propostas e orientações. Determinada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 44/2016 de 23 de agosto, a alteração do PNPOT visa estabelecer as grandes opções estratégicas de base territorial com relevância para a organização do território (a Estratégia) e respetivo programa de ação (a Agenda), tendo sido objeto do trabalho de inúmeros parceiros governamentais e institucionais, públicos e privados, ao longo destes quase dois anos. A discussão pública tem como objetivo de proporcionar um diálogo alargado e de melhorar a proposta por forma a responder aos problemas e desafios críticos para o território nacional, sendo de sublinhar que esta é a segunda vaga de encontros. Numa primeira fase, ainda durante o processo de elaboração da proposta, debateram-se no Algarve as questões ligadas à Economia do Mar. Desta feita, em plena consulta pública, o tema escolhido para aprofundar e debater no Dia Mundial do Ambiente foi «Territórios e Floresta», a desenvolver pelo algarvio Miguel Freitas, ALGARVE INFORMATIVO #157

Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural. Com forte presença na agenda pública, as questões da floresta não podem ser dissociadas das problemáticas do interior e do despovoamento. Lançado há pouco mais de ano e meio, o Programa Nacional para a Coesão Territorial (PNCT) visava limitar as diferenças que dividem o país entre um litoral populoso e rico e um interior despovoado, abandonado e cada vez mais pobre, havendo agora a perspetiva que a reprogramação do Portugal 2020 possa garantir a “discriminação positiva» dos territórios de baixa densidade”, como sublinhou Pedro Siza Vieira em entrevista recente. Segundo o Ministro Adjunto do PrimeiroMinistro, o Governo está a estudar um sistema para “remunerar” o interior pelos serviços que presta ao país, explicitando que a “medida que está a ser desenvolvida passa pelo estudo de como se valoriza os serviços do ecossistema, o que é que se deve pagar e quanto”, algo que Miguel Freitas já vinha defendendo há muito e deverá sustentar na sua intervenção em Faro. Apesar de estar prevista para avançar “no próximo ano, no território do Pinhal Interior”, seria desejável o seu rápido alargamento a territórios com as mesmas características, nomeadamente no interior do Algarve – os concelhos de Alcoutim, Aljezur, Castro Marim, Monchique e Vila do Bispo, na totalidade, e as freguesias de São Marcos da Serra (Silves), Cachopo e Santa Catarina da Fonte do Bispo (Tavira), bem como Alte, Ameixial, Salir e Querença, Tor, Benafim (Loulé). Finalmente, seria bom que se aproveitasse este processo para harmonizar o conceito de «Territórios de Baixa Densidade», definir as unidades administrativas incluídas e resolver alguns problemas concretos, gerados pela absurda reorganização das freguesias de 2011, permitindo que todos os concelhos, freguesias e territórios do interior sejam abrangidos e beneficiados! . 92


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OPINIÃO

Ser ou não ser emergente, eis a questão Mirian Tavares (Professora) “We are all in the gutter, but some of us are looking at the stars”. Oscar Wilde ideia de emergência é vasta e a sua definição cobre diversos campos – é emergente aquele que emerge, que vem à tona, como também aquele que se encontra em ascensão. O campo semântico do termo contempla ainda a ideia de algo que é urgente, que precisa ser tratado logo. No campo das artes, e da cultura, emergentes são aqueles que ainda não são, que estão em vias de, que foram recémdescobertos ou que se tornaram, por motivos diversos, o foco das atenções. Em muitos casos, artistas que são considerados emergentes num contexto já são, ou podem ser, artistas consagrados noutro. Porque, na contemporaneidade, a multiplicidade de emergências, e de emergentes, torna quase impossível delimitar um espaço para cada artista ou ator cultural. Porque a própria contemporaneidade é, em si mesma, emergente – faz parte do discurso da arte há demasiado tempo, mas não chega a se estabelecer, é dinâmica, está em constante movimento, a vir à tona, a emergir de um mar de conceitos e conceptualizações muitas vezes antitéticos. A contemporaneidade é algo que nos escapa e, conforme Giorgio Agamben, “aqueles que coincidem muito plenamente com a época, que em todos os aspetos a esta aderem perfeitamente, não são contemporâneos porque, exatamente por isso, não conseguem vê-la, não podem manter fixo o olhar sobre ela”. O verdadeiro contemporâneo é o que escapa, é o que não

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está no centro, mas habita, de forma sábia, às margens. E é na margem, ou na periferia dos conceitos, que a emergência «emerge» – que se torna um estado de permanente movimento, de busca, de ocupação de espaços outros e, algumas vezes, de ocupação do espaço central onde todos querem, ou pretendem estar. Mas não há, de facto, este lugar específico. Múltipla é a contemporaneidade e múltiplos os seus lugares de reconhecimento e de linha de chegada do percurso do emergente. Vir à tona é uma forma de mostrar resiliência e vontade de sobreviver, de não se deixar afogar, de continuar a mover-se em direção a. E as direções são muitas, e muitos são os que participam neste processo de reconhecimento do emergente, de descoberta e de celebração. Os curadores, críticos de arte, os galeristas, os teóricos e os compradores de arte decidem, de formas diferentes, o lugar que cada um ocupa no panteão, e esta decisão tem um preço, simbólico e literal. O emergente é aquele que está em movimento, que, de forma mais livre, consegue criar e sem problemas frequentar as margens, porque só deste lugar, à distância, é que se vê o todo e que se pode compreender a história que está a acontecer neste mesmo instante e que é voraz, nada perdoa. Ser emergente é resistir, é tornar-se essencial num dado instante. É estar em processo e, como tal, poder, mais facilmente, reinventar-se. E emergir .

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Algarve região valente Fábio Jesuíno (Empresário) região algarvia tem sido a que mais cresce nos últimos anos em Portugal e tudo aponta que continue a ser, principalmente alavancada pelo sector do turismo, que apresenta recordes sucessivos a nível nacional. Segundo os últimos dados conhecidos do Instituto Nacional de Estatística, em 2016, o Algarve teve o maior crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), fixando-se nos 2,6 por cento. Em 2015, já tinha sido a região com maior crescimento, apresentando nessa altura 2,7 por cento. Todos os indicadores apontam para um aumento constante das atividades ligadas ao ramo do comércio, transportes, alojamento e restauração, todas com forte ligação ao turismo, principal sector de atividade da região e com grande contributo para o crescimento económico do nosso país. É também uma das regiões que apresenta um dos maiores valores em termos de riqueza distribuída por habitante, que é de 17 mil e 871 euros, ficando nos últimos anos só atrás de Lisboa. Estes valores podem estar também relacionados com as horas de trabalho e, segundo dados recentes da Portdata, o Algarve é onde se trabalha mais no país, quebrando um mito de que se trabalha mais no Norte do que nas restantes regiões de Portugal. É também, na minha opinião, uma região com muita qualidade de vida, um clima espetacular, aliado a boas condições das suas praias de areia branca e águas amenas, uma natureza com

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características únicas onde a Ria Formosa é um dos seus elementos mais expressivos. Tenho acompanhado nos últimos anos a evolução que a região tem conhecido, principalmente no desenvolvimento do turismo, a sua principal fonte de riqueza, cada vez menos sazonal, com apostas fortes no turismo sénior e com programas culturais como o «365 Algarve». A região também é um exemplo em termos de dinamização e inovação económica, com criação de condições de atração e desenvolvimentos de ideias empresarias, através das varias incubadoras e projetos de promoção do empreendedorismo. Destaco alguns bons exemplos, o CRIA em Faro, a Startup Portimão e o Loulé Design Lab. Tenho a convicção que vai ser uma região ainda mais dinâmica e apelativa para atração de novas ideias de negócio de empreendedores portugueses e estrangeiros, sobretudo através das excelentes condições que oferece em termos de qualidade de vida. Tornando a criação de startups um complemento económico importante de menos dependência do turismo. Por esses motivos escolhi o Algarve, em particular a cidade de Loulé, para fixar a sede da minha empresa, a 3WX Digital Creative Agency, com o objetivo de desenvolver projetos inovadores e criativos, tornandose a nossa principal base de operações no desenvolvimento web e marketing digital com a criação de um centro tecnológico brevemente . 96


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GRUPO CAMINHADAS AO LUAR PRESTOU HOMENAGEM AO MUNICÍPIO DE ALBUFEIRA

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o dia 9 de maio, José Carlos Rolo recebeu das mãos de João Espada, mentor do grupo «Caminhadas Ao Luar», um troféu de reconhecimento público pelo apoio que a Câmara Municipal de Albufeira tem prestado ao grupo ao longo dos seus quatro anos de existência. As Caminhas ao Luar são encontros informais, sem caráter competitivo, que visam incentivar a prática desportiva, permitir o convívio entre os participantes e dar conhecer o concelho de Albufeira, através de diferentes rotas por todas as freguesias. “O Município de Albufeira tem apoiado o grupo desde a sua formação, em 2014, permitindo-nos continuar a realizar estas Caminhadas ao Luar, que juntam a comunidade albufeirense em torno da prática de exercício físico e do convívio”, salientou João Espada. A homenagem teve lugar no edifício dos Paços do Concelho, local de concentração das Caminhadas ao Luar, todas as quartasfeiras, às 20h30. O grupo entregou ainda a José Carlos Rolo um diploma de reconhecimento pela conquista dos 2.º e 3.º lugares do grupo na 2.ª Meia Maratona de Tondela, mas, acima de tudo, pelo apoio que o Município de Albufeira prestou ao Município de Tondela durante os trágicos acontecimentos do passado mês

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de outubro, causados pelos incêndios florestais que devastaram o concelho. “Sentimo-nos gratos por termos podido ajudar os munícipes de Tondela num momento tão crítico, em que toda a ajuda era pouca. Através do grupo das Caminhadas ao Luar conseguimos fazer duas recolhas de bens (eletrodomésticos, roupa, brinquedos, móveis, entre muito outros), que foram entregues em Tondela e que contaram com o apoio da Autarquia de Albufeira”, referiu José Carlos Rolo. O grupo de caminhadas noturnas conta já com mais de 300 pessoas inscritas, dos 8 aos 75 anos, que todas as quartas-feiras se juntam para percorrer dois percursos diferentes, de cinco ou oito quilómetros, conforme o nível de preparação, podendo optar pela marcha ou corrida. As rotas variam todas as semanas, permitindo aos participantes conhecerem diferentes trilhos do concelho de Albufeira, visitando as cinco freguesias . 100


PERCURSOS PEDESTRES DE ALBUFEIRA PASSAM A ESTAR MESMO À MÃO onhecer com propriedade os percursos pedestres de Paderne e o da Via Algarviana que liga Albufeira a Alte, numa extensão de 29,3 quilómetros, pode ser um dos grandes desafios para os tempos livres, com aposta ganha no conhecimento em matéria de biologia, fauna, flora, geografia e todas as áreas que digam respeito à Natureza. Por ação do Município de Albufeira, os interessados podem, a partir de agora, ter acesso livre a estes percursos, seja para conhecer ou para os apreciar fisicamente, em passo contemplativo ou de corrida. Para quem usa computador, pode aceder a esta informação através dos links:

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https://play.google.com/store/apps/detai ls?id=com.iclio.floema.albufeira ou https://itunes.apple.com/pt/app/percursospedestres-albufeira/id1353120040?mt=8. Os que desejem «descarregar» nos telemóveis ou tablets esta informação, basta entrarem nas respetivas stores (Android ou IOS) e procurar com as palavras-chave «Percursos Pedestres de Albufeira». O percurso que liga Albufeira à Via Algarviana começa no Posto de Turismo de Albufeira, passa pela estação de caminho-de-ferro de Ferreiras e segue até à aldeia de Centieira (próxima da antiga empresa Faceal), cruzando-se aí com os três percursos existentes em Paderne: o do Castelo, o do Cerro Grande e o do Cerro de São Vicente .

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ATUALIDADE

FARO LEVOU PROJETOS SOCIAIS INOVADORES Estiveram representadas, no expositor da Município de Faro marcou

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presença na feira «Portugal Economia social», que se realizou nos dias 23 e 24 de maio, na FIL, no Parque das Nações, em Lisboa, com um stand próprio que evidenciou a sua aposta na área social. A autarquia participou pela primeira vez no maior evento de empreendedorismo e inovação na economia social em Portugal e deu a conhecer dois projetos sociais inovadores no concelho.

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autarquia, para além do Departamento de Ação Social e Educação, duas instituições de solidariedade pertencentes ao Conselho Local de Ação Social, com as quais tem desenvolvido um importante trabalho em rede: o GATO - Grupo de Ajuda a Toxicodependentes, que apresentará o seu projeto «Crescer Mudando»; e a AAPCDM- Associação Algarvia de Pais e Amigos de Crianças Diminuídas Mentais, com a apresentação do seu Restaurante Pedagógico «O Compromisso». 102


«Crescer Mudando», também conhecido como GAP - Gabinete de Apoio Psicossocial, teve início em 2008, voltando a abrir nova candidatura em 2013 para responder às necessidades encontradas no Diagnóstico do Concelho de Faro. Foi então formulado o projeto «Crescer Mudando 2», com ações de atendimento e encaminhamento de crianças, adolescentes e adultos; acompanhamento psicossocial individualizado, com avaliação psicológica e acompanhamento psicopedagógico; ações de sensibilização na área da educação para a saúde; ações de promoção da saúde; colónias de férias; grupos de treino de competências pessoais, sociais e parentais e grupos de interajuda parental. O Restaurante Pedagógico «O Compromisso» da AAPCDM funciona como um espaço simulador, semelhante ao que os jovens irão encontrar quando iniciarem a sua prática em contexto de trabalho. O projeto serve como catalisador de mudança na forma como se desenvolve o processo formativo, procurando adequálo às necessidades individuais dos clientes, 103

capacitando-os para a realidade do mundo do trabalho. Em termos sociais, os almoços pedagógicos funcionam como um espelho com o qual se pretende promover a mudança na visão tradicional que liga a deficiência à incapacidade, mostrando à comunidade que, apesar das suas limitações, estes jovens serão capazes de se inserir no mercado de trabalho, tornando-se membros ativos e participativos. Os alunos desta Associação demonstrarão o seu talento, durante o certame, com demonstrações de culinária. No dia 23 serão confecionadas iguarias tradicionais, pelo curso de «Cozinheiro» e, no dia 24, serão feitas demonstrações pelo curso «Empregado de Mesa», com execução de serviço de bar, incluindo cocktails sem álcool. O evento assume-se, para a autarquia, como um excelente veículo para promover o seu trabalho social e de integração feito em prol de um território mais inclusivo, dando visibilidade aos projetos sociais inovadores desenvolvidos em parceria com instituições de solidariedade do Concelho de Faro. Como tal, no stand do Município de Faro foram ainda dados a conhecer os projetos desenvolvidos pela autarquia, através do seu Departamento de Ação Social e Educação, como a Gestão do Parque Habitacional Municipal, o Alojamento de Apoio Temporário, o Serviço de informação e Mediação para as Pessoas com Deficiência, o Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes, o Gabinete de Apoio ao Emigrante, a Rede de Atendimentos Sociais, o Gabinete de Apoio ao Idoso, o Transporte Social, a Horta Social, a dinamização do Banco Local de Voluntariado, entre outras ações na área social .

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MUNICÍPIO DE FARO REFORÇA INVESTIMENTO NA RECUPERAÇÃO DE HABITAÇÃO SOCIAL Câmara Municipal de Faro adjudicou mais uma importante intervenção, desta feita num bairro social da capital algarvia, designadamente a recuperação das fachadas do Bloco D da Carreira de Tiro. O contrato de execução foi assinado com a Sociedade «A. M. Barriga - Engenharia e Construção, Lda», pelo montante global de 63 mil e 375 euros, acrescido de IVA à taxa legal em vigor. A obra contempla essencialmente trabalhos de limpeza das paredes e tetos exteriores, bem como na reparação de fissuras existentes e pintura. Com um prazo de execução de 90 dias,

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corresponde a mais um dos investimentos que a autarquia farense está a levar a cabo para reabilitar e dignificar toda a oferta de habitação social do concelho e acontece depois de se ter iniciado também a recuperação das fachadas do complexo habitacional da Rua Monsenhor Henrique Ferreira da Silva, junto ao quartel dos Bombeiros Sapadores. “Com isto pretende-se, acima de tudo, garantir às famílias melhores condições de segurança e salubridade nas suas habitações, contribuindo igualmente para a melhoria urbanística dos bairros onde estas se inserem”, sublinha o executivo liderado por Rogério Bacalhau .

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AUTARQUIA DE LOULÉ PROMOVE ATIVIDADES NAS PAISAGENS PROTEGIDAS LOCAIS DA ROCHA DA PENA E DA FONTE BENÉMOLA Câmara Municipal de Loulé, entidade gestora das Paisagens Protegidas Locais da Rocha da Pena e da Fonte Benémola, está a promover um conjunto de iniciativas, no sentido de valorizar e divulgar os valores naturais e culturais destas Áreas Protegidas. As atividades incluem a realização de percursos interpretativos sobre o património natural (flora, fauna e geologia) e cultural das duas Paisagens Protegidas Locais do Concelho. Entre maio e setembro está prevista a realização de cinco ações na Fonte Benémola e de quatro na Rocha da Pena, que passarãp por percursos interpretativos, orientados por técnicos da Autarquia e entidades parceiras. Para a Fonte Benémola, as temáticas serão «Avifauna na Fonte Benémola» (26 de maio), «Histórias das rochas e paisagens da Fonte Benémola» (27 de maio), «Observação de animais notívagos» (8 de junho), «Na rota das libélulas e libelinhas da Fonte Benémola» (9 de junho) e «Por Caminhos da Cal» (23 de junho). Na Rocha da Pena estarão disponíveis as atividades «Flora & Fauna da Rocha da Pena» (16 junho), «Em busca dos insetos da Rocha da Pena» (21 julho), «Histórias

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das rochas e paisagens da Rocha da Pena» (16 de setembro) e «Os habitantes e o território, um percurso interpretativo do património» (22 de setembro). As atividades são dirigidas ao público em geral e realizam-se aos fins de semana, de manhã, à exceção da atividade de observação de animais notívagos, que decorrerá numa sexta-feira à noite. Para a sua implementação, e tal como em 2017, a autarquia louletana estabeleceu parcerias com várias entidades, nomeadamente com a ALMARGEM – Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve, a Barroca - produtos culturais e turísticos, o Centro Ciência Viva de Lagos, e com a empresa de animação turística GeoWalks & Talks - Geoturismo no Algarve (aderente à marca Natural.PT de produtos e serviços em Áreas Protegidas) . ALGARVE INFORMATIVO #157


ATUALIDADE

REQUALIFICAÇÃO DA ESTRADA MUNICIPAL 537 (QUATRO ESTRADAS – VILA DA LUZ) FOI APRESENTADA À POPULAÇÃO

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projetista) apresentaram, no dia 17 de maio, no Salão de Reuniões da Junta de Freguesia da Luz, o projeto de requalificação da Estrada Municipal 537 (troço entre as Quatro Estradas e a Rua do Ramalhete), um acesso estruturante à pitoresca e turística Vila da Luz, há muito carenciado de intervenção. Na ocasião, os autarcas evidenciaram a urgência e o interesse público desta intervenção, manifestando total disponibilidade para responder às

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aria Joaquina Matos (Presidente da Câmara Municipal de Lagos), João Fernando Rosado dos Reis (Presidente da Junta de Freguesia da Luz), Helena Morais (Coordenadora da Unidade Técnica de Gestão Urbana, serviço da autarquia encarregue deste processo) e António Marques (Arquiteto responsável pela equipa externa


questões da população e em particular aos privados proprietários das parcelas contíguas à via existente. A explicação dos aspetos mais técnicos das soluções preconizadas estiveram a cargo da equipa projetista, que iniciou a apresentação referindo o programa definido pelo Município – criar condições de mobilidade suave, pedonal e ciclável – o qual serviu de orientação à elaboração do projeto. Como condicionantes, no âmbito da caraterização da área de intervenção, foram destacadas: as características da via e das bermas; cadastro das propriedades; as infraestruturas existentes; a existência de um número considerável de acessos a casas e quintas; os quatro cruzamentos também existentes; um declive reduzido, convidativo à circulação pedonal; os dois mil e 500 metros de comprimento da via; o mau estado do piso; e a falta de segurança e ordenamento. Manter a identidade da via, quanto às suas características rurais, de modo a perpetuar a memória do território, mas torná-la mais urbana e humanizada, de forma a permitir outros usos (que não apenas o da circulação automóvel) e diversificar o seu usufruto, é, segundo as palavras do Arquiteto António Marques, o conceito central do projeto, e cujo âmbito integra: a adaptação da via a um sistema de mobilidade; a requalificação da via; e a renovação das infraestruturas existentes. A prioridade consiste em garantir um ambiente seguro para os peões, sem descurar a segurança dos velocípedes. Existe também a preocupação em circunscrever, tanto quanto possível, os trabalhos à via e às 107

bermas, para que o impacto na envolvente seja reduzido. O projeto prevê ainda que as infraestruturas sejam dispostas num dos lados da via, o mesmo acontecendo com o passeio para os peões, o qual terá uma faixa elevada e autónoma. O sistema de mobilidade integrada adotado é de modelo urbano, prevendo uma via com berma de 0,40m, uma valeta de 0,60 m, uma faixa de rodagem de cinco metros (com dois sentidos, onde conviverão o tráfego automóvel e os velocípedes), um passeio para os peões com 1,85 m e um sistema de iluminação contínuo. A adaptação da via à funcionalidade urbana faz-se pelo seu perfil e pela acalmia da velocidade, uma vez que nos pontos críticos o perfil da faixa de rodagem será sobreelevado em 15 cm. A remodelação da sinalização é outra das componentes presentes. Ao nível das infraestruturas prevê-se a renovação integral da adutora de água, que ficará instalada sob o passeio para que, futuramente e em caso de necessidade, se possa fazer uma qualquer intervenção sem necessidade de interromper o trânsito, assim como a drenagem das bacias hidrográficas e a construção de três passagens hidráulicas. A intervenção contempla também a criação de rede pluvial, a remodelação de rede de distribuição em baixa tensão e rede de telecomunicações. A obra está estimada em um milhão e 300 mil euros, com um prazo de execução de seis meses, prevendo-se que tenha início no 2.º semestre de 2018, depois do período de época balnear .

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ATUALIDADE

OLHÃO ESTEVE PRESENTE NO SALÃO DO IMOBILIÁRIO E DO TURISMO DE PARIS

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elo segundo ano consecutivo, o Município de Olhão voltou a estar presente no Salão do Imobiliário e do Turismo, em Paris, organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Franco-Portuguesa, que decorreu no Centro de Exposições Porte de Versailles, de 18 a 20 de maio. Olhão foi o único município algarvio representado entre os 170 expositores. Os três dias do certame serviram para mostrar ao público francês as oportunidades que Olhão tem para oferecer nos setores do imobiliário e do turismo, bem como para estabelecer ALGARVE INFORMATIVO #157

contatos e parcerias com vista à internacionalização das empresas olhanenses no mercado gaulês. Este último objetivo materializou-se na assinatura de um protocolo entre a Câmara Municipal de Olhão e a Câmara de Comércio e Indústria Franco-Portuguesa, onde esta última se compromete a auxiliar as empresas sediadas em Olhão no processo de implantação no mercado francês e a prestar aconselhamento e acompanhamento nas suas deslocações comerciais àquele país. Para além disso, a Câmara de Comércio e Indústria Franco-Portuguesa irá divulgar a cultura, a gastronomia e os recursos naturais, patrimoniais e arquitetónicos do 108


concelho em França, bem como promover os produtos e serviços das empresas olhanenses junto do mercado francês. A comitiva do município de Olhão integrou, para além do presidente da autarquia, António Miguel Pina, um número maior de representantes de várias empresas locais ligadas aos setores do imobiliário e do turismo: os empreendimentos Aldeia de Marim II e Del Mar Marina, e os agentes imobiliários MVP, Top Marquês, Chave na Casa e Imoalk. No que diz respeito à divulgação de produtos locais, Olhão apostou nas conservas Manná, nos licores Fazenda do Cré e no azeite Terras de Olhão. No final do certame, que contou com a presença da secretária de Estado do Turismo portuguesa, Ana Mendes Godinho, o presidente do município olhanense, António Miguel Pina, fez um balanço francamente positivo de mais uma deslocação a Paris. “A nossa presença na edição deste ano é uma consequência direta do sucesso que registámos o ano passado, quer em termos da divulgação dos atrativos do concelho ao público francês, quer em termos do volume de negócios aqui gerado pelas empresas que nos acompanham. Esse sucesso é facilmente constatável através do número crescente de franceses que apostam em Olhão para passar férias ou para adquirir a sua casa de habitação permanente” . 109

PORTIMÃO CELEBRA DIA DA CRIANÇA COM MEGA FESTA INOVADORA

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ara assinalar o Dia Mundial da Criança, a Câmara Municipal de Portimão propõe, entre as 17h30 e as 00h, um programa completamente inovador pautado por uma Festa Silenciosa - «Silent Party» - e por muitos insufláveis onde reinará a diversão e a alegria a pensar em toda a família. As atividades são gratuitas e em pleno centro da cidade, na Praça da República (Alameda), sendo que as crianças e respetivas famílias poderão participar numa festa que se realiza pela primeira vez no Algarve. A «Silent Party» ao ar livre convida miúdos e graúdos para uma festa silenciosa, na qual os participantes recebem, à entrada do recinto, auscultadores/headphones e, ao som de músicas de todas as épocas que só se ouvem nos «phones», dois DJ’s (Echo Sound) vão captando a atenção e estimulando o público para dançar, em despique. Os headphones acendem uma luz de cor verde ou vermelha, consoante o DJ que se está a ouvir. A primeira atuação decorrerá das 17h30 às 20h e será sobretudo vocacionada para os mais pequeninos com músicas infantis. O segundo momento está previsto acontecer entre as 21h e as 00h, mais dedicado às famílias e pessoas de todas as gerações, sendo certo que, com auscultadores individuais, cada um dança ao ritmo da música que quiser. Para que este dia ainda seja mais divertido, e porque as crianças são o centro das atenções, serão colocados na Alameda da República três Insufláveis de diferentes tamanhos para animar o espaço e comemorar, assim, com os mais pequenos e as suas famílias, envolvendo-se toda a comunidade, educadores, professores, pais e avós. ALGARVE INFORMATIVO #157


ATUALIDADE

INTERVENÇÃO ARTÍSTICA DESAFIA A CAMINHAR NA MEALHA E AMEIXIAL

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ecorre, no dia 2 de junho, na Mealha (Cachopo) e no Ameixal (Loulé), a sessão «Pessoas, Fronteiras e Objetos», cujo ponto de encontro terá lugar no Centro de Descoberta da Mealha (antiga Escola Primária). A intervenção artística é dinamizada por Ângelo Gonçalves e Luísa Ricardo e inclui caminhada (8h30, Mealha) com ação performativa e instalação na paisagem, seguida de refeição comunitária (13h, Ameixial), bem como um convívio musical com Silvino Campos (acordeão) e ALGARVE INFORMATIVO #157

o Grupo de Cantares de Cachopo «Searas de Outono». O encontro visa fomentar o convívio, a caminhada, a necessidade de passar fronteiras e de construir objetos, retratando “a arte nos caminhos velhos da Serra do Caldeirão”, de acordo com a organização. O projeto, surgido em dezembro do ano passado e com duração de um ano, integra sessões únicas, irrepetíveis, correspondendo cada uma delas a intervenções e percursos diferentes entre o Ameixial e a Mealha.

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Ângelo Gonçalves é um artista multidisciplinar formado na Universidade do Algarve, onde desempenhou funções de monitor de Laboratório de Artes Visuais. Integra a direção da associação artística «289» (Faro) e tem vindo a desenvolver trabalho sobre habitação temporária, casas e abrigos, estando a sua obra representada na coleção Pedro Cabrita Reis, adquirida pela Fundação EDP/MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, em Lisboa e, no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães. Luísa Ricardo é antropóloga e encontra-se neste projeto como criadora e curadora. Trabalha sobre a caminhada enquanto prática artística e princípio de transformação social e pessoal. Desenvolve atividades ligadas ao património imaterial e às artes

contemporâneas no Museu Municipal de Tavira. A iniciativa é uma organização das Juntas de Freguesia de Cachopo e do Ameixial, com a participação da Casa do Povo do Ameixial. «Pessoas, Fronteiras, Objetos» conta com o apoio das Câmaras Municipais de Tavira e Loulé, Museu Nacional de Etnologia, Projeto Estela, Museus Municipais de Tavira e Loulé, Direção Regional de Cultura, Cooperativa QRER, «Cachopo, uma aldeia com história», Associação In Loco e habitantes locais. Os interessados deverão efetuar a sua inscrição, gratuita e obrigatória, até dia 30 de maio, através do formulário disponível em https://goo.gl/forms/gOZdn2n2LpRb5It 22.

MUNICÍPIO DE VILA DO BISPO REPÕE TRÊS DIAS DE FÉRIAS AOS FUNCIONÁRIOS Município de Vila do Bispo assinou o Acordo Coletivo de Entidade Empregador Público (ACEP) com o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) e o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (SINTAP), nos dias 21 e 22 de maio, respetivamente. A assinatura deste acordo restitui, já no corrente ano, aos trabalhadores municipais o direito a 25 dias de férias, ou seja, passam a usufruir de mais três dias de férias. Para o autarca Adelino Soares, a assinatura deste acordo é um instrumento

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importante na gestão dos recursos humanos do Município, representando mais um passo na valorização do trabalho e dos direitos dos trabalhadores da autarquia, numa convergência de interesses e vontades que devolve aos colaboradores um direito retirado pelo anterior governo. Para além de mais três dias de férias, os trabalhadores da autarquia Vila-bispense continuam a usufruir das 35 horas de trabalho semanal, do dia do aniversário e ainda do dia do carnaval. Este ACEP entra em vigor após a sua publicação em Diário da República .

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CAÇADORES PROMOVERAM JORNADA DE LIMPEZA NAS RESERVAS DE CAÇA DO CONCELHO DE CASTRO MARIM

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o dia 20 de maio comemorou-se o «Dia Nacional do Caçador pelo Ambiente» com mais uma ação de limpeza nas reservas de caça, levada a cabo pelas diversas associações de caçadores do Algarve, em parceria com os Municípios e com o apoio da ALGAR. No concelho de Castro Marim, a ação foi promovida pela Federação de Caçadores do Algarve, teve o apoio logístico do Município e contou com cerca de 16 associações de caçadores pertencentes às quatro freguesias. Com mais de 140 voluntários, a jornada culminou com um salutar convívio na ALGARVE INFORMATIVO #157

Corte Gago, numa das várias sedes de associações de caçadores que tem merecido o apoio da Câmara Municipal de Castro Marim, por reconhecer a sua importância na manutenção dos ecossistema das zonas interiores e desertificadas. Durante o convívio foram apresentados pelo Serviço Municipal de Proteção Civil os programas «Aldeia Segura» e «Pessoas Seguras», no âmbito da defesa da floresta contra incêndios. O objetivo principal da iniciativa foi a limpeza das reservas de caça, da qual resultou a recolha de cerca de seis toneladas de resíduos e a consciencialização para uma maior preocupação em proteger e cuidar o meio ambiente .

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ALBUFEIRA COMEMOROU DIA INTERNACIONAL DA BIODIVERSIDADE COM VISITA À LAGOA DOS SALGADOS

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elas 10h do dia 22 de maio, os técnicos do Ambiente do Município de Albufeira distribuíam binóculos e guias com todas as espécies de aves existentes em Portugal, às duas dezenas de alunos que participaram na atividade ambiental de comemoração do Dia Internacional da Biodiversidade que se realizou na Lagoa dos Salgados. Ao longo do percurso pedestre pelo passadiço que liga Albufeira a Armação de Pera, concelho de Silves, os jovens e professores observaram o ecossistema aquático e costeiro, identificando as espécies de flora e fauna, como os juncos e caniços, ou o pato-real, garça-real e o galeirão, entre muitos outros. A Lagoa dos Salgados é considerada património regional do Algarve e apresenta um grande interesse científico ao nível geológico e biológico, não só pela sua capacidade de albergar uma grande e variada quantidade de espécies de aves, mas também pela sua riqueza em flora. “Este tipo de atividade é importante para demonstrar aos alunos o caráter prático da educação, permitindo-lhes aplicar numa situação real, os conhecimentos

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adquiridos na sala de aula”, referiu o presidente da Câmara Municipal de Albufeira. José Carlos Rolo relembrou que a Lagoa dos Salgados é “um local que permite enriquecer o conhecimento de uma forma lúdica, sobre a biologia e geologia local, e onde se podem praticar atividades de lazer, como fazer uma caminhada ou observar as aves”. O Dia Internacional da Biodiversidade foi proclamado pelas Nações Unidas a 22 de maio de 1992, data em que se adotou o texto final da Convenção da Diversidade. A biodiversidade continua a diminuir em todas as regiões do mundo a taxas alarmantes. Essa perda de natureza agrava outros desafios globais, como a mudança climática, a segurança da água, a segurança alimentar e a saúde pública, podendo levar a resultados catastróficos para a existência humana neste planeta .

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AÇÃO DE VOLUNTARIADO AMBIENTAL LIMPOU CORDÃO DUNAR NA PRAIA DO CABEÇO

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eve lugar, no dia 20 de Maio, «Dia Europeu do Mar», mais uma ação de limpeza das praias no concelho de Castro Marim, nomeadamente entre a praia do Cabeço e a praia de Altura. A iniciativa de sensibilização ambiental promovida pelo Município de Castro Marim reuniu mais de 20 voluntários, entre funcionários do município, munícipes e colaboradores do concessionário do apoio de praia «Sem Espinhas». A atividade centrou-se na zona dunar, onde a presença de resíduos ainda é significativa e de difícil recolha, uma vez que, no areal, o Município de Castro Marim dispõe de um serviço de limpeza mecânica que facilita a tarefa. O cordão dunar foi percorrido pelos voluntários, tendo sido recolhidas cerca de 1,5 toneladas de resíduos, desde vidros, plásticos, cadeiras de praia, sombrinhas, paletes, entre outros. Em simultâneo e no âmbito das atividades de educação ambiental do projeto Bandeira Azul 2018, foi efetuada recolha e caracterização dos resíduos encontrados no areal, numa atividade denominada «Os suspeitos do costume – do rio ao mar, sem lixo!» e que tem como objetivo a recolha e a caracterização dos resíduos, destacando o top 10 dos mais ALGARVE INFORMATIVO #157

encontrados por forma a tentar identificar a sua origem. Foi entretanto possível verificar que a zona do areal em causa não apresentava sinais de poluição, atestando assim a eficácia da limpeza mecânica efetuada regularmente pelo Município, tendo sido recolhidos nesta área cerca de cinco quilos de resíduos de pequenas dimensões numa área aproximada de 1,5 quilómetros quadrados. Os resíduos mais encontrados no areal foram beatas, embalagens de alimentos, pedaços de esferovite, garrafas de plástico, invólucros de palhinhas, palhinhas de plástico, fragmentos de plástico, sacos de plástico e embalagens diversas. Ações como esta são fundamentais para a sensibilização ambiental e preservação do sistema dunar e dos ecossistemas costeiros, imprescindíveis para o equilíbrio de todo o planeta, tornando assim o voluntariado ambiental uma atividade cívica cada vez mais importante na sociedade atual . 114


AUTARQUIA E APAL RENOVAM PARCERIA PARA PROMOÇÃO DO CONCELHO DE ALBUFEIRA Câmara Municipal de Albufeira, enquanto sócia fundadora da APAL, voltou a celebrar pelo 14.º ano consecutivo, um protocolo de colaboração anual com a Agência de Promoção de Albufeira, assegurando o cumprimento do seu Plano de Atividades para o presente ano. O acordo prevê um conjunto de apoios a nível de recursos humanos, logísticos e financeiros. A este nível, a APAL contará com uma comparticipação de 90 mil euros destinada a valorizar a marca «Albufeira» através de diversas iniciativas junto dos mercados interno e externo, especialmente a partir de meios digitais. Presidida por José Santos, o combate à sazonalidade continua a ser um dos grandes objetivos de ação desta agência, referindo que “o cicloturismo, profissional ou de lazer, o pedestrianismo, o mergulho, a observação de aves, entre outras atividades, permitirão que o concelho possa apresentar um maior leque de produtos complementares ao Sol, Praia e Mar e assim oferecer um maior número de motivações de visita a Albufeira”. Agora, há que divulgar todas estas potencialidades do território através dos meios digitais, na medida em que, “dos cerca de sete milhões de portugueses que utilizam a internet, 25 por cento fazem compras online, 63 por cento usam um smartphone e 79 por cento estão diariamente online”.

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A estratégia da APAL passa então pelo Marketing Online dirigido ao mercado do Reino Unido, Canadá e mercado interno, assim como na criação de novos canais de comunicação. Segundo a APAL, “esta estratégia de investimento no marketing digital será também acompanhada pelo desenvolvimento de uma app para Albufeira dirigida ao consumidor final, permitindo dar uma maior visibilidade localmente aos produtos turísticos, aos serviços e às empresas”. Ao nível dos mercados a investir em 2018, a proposta recai num conjunto de ações direcionadas para o mercado do Reino Unido (1.º mercado emissor para Albufeira), Mercado Nacional (2.º mercado emissor), Francês (5.º mercado emissor), Espanhol (6.º mercado emissor) e ainda nos mercados que no passado já apresentaram uma procura significativa, como é o caso do Canadiano e Sueco, tendo aqui uma perspetiva de combate à sazonalidade, especialmente no mercado canadiano . ALGARVE INFORMATIVO #157


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ALCOUTIM APOIA ASSOCIAÇÃO ALMARGEM NA GESTÃO DA VIA ALGARVIANA Município de Alcoutim aprovou, no dia 23 de maio, a atribuição de um subsídio à Associação Almargem no valor de três mil e 121 euros, para apoiar a manutenção e gestão da Via Algarviana durante o corrente ano. A Via Algarviana é uma Grande Rota Pedestre (GR13) que liga Alcoutim ao Cabo de S. Vicente. A Almargem é atualmente a entidade responsável pela manutenção e desenvolvimento desta Grande Rota Pedestre, em articulação com os municípios envolvidos no projeto (Alcoutim, Aljezur, Castro Marim, Tavira, S. Brás de Alportel, Loulé, Silves, Monchique, Lagos, Portimão, Vila do Bispo e Albufeira). No traçado da via houve a preocupação de a aproximar dos

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locais de maior interesse natural e cultural, assim como de serviços de restauração e alojamento, incluindo empreendimentos de turismo rural, aldeias típicas do interior algarvio, entre outros pontos de interesse e serviços. Esta autentica «espinha-dorsal» de uma rede de percursos pedestres no Algarve é um projeto que estimula o empreendedorismo em áreas de baixa densidade e com graves problemas de despovoamento, como é o caso de Alcoutim. Trata-se, portanto, de um instrumento importante para afirmar o Algarve em geral, e a Serra Algarvia em particular, como um destino de turismo ativo e de natureza, associado ao pedestrianismo, sobretudo na época baixa, e desse modo funcionar como mais um meio de combate à sazonalidade . 116


ZONA DO PAUL DE LAGOS VAI TER PLANO DE PORMENOR Executivo Lacobrigense deliberou, na sua última reunião, determinar a elaboração do Plano de Pormenor do Paul de Lagos, correspondente à única Unidade Operativa de Planeamento e Gestão (UOPG 10) do Plano Diretor Municipal (PDM), a qual visa salvaguardar, potenciar e promover uma zona com características naturais muito peculiares e proteger um espaço da máxima importância para a conservação da natureza, no âmbito local e regional. O prazo de execução previsto deste plano é de 370 dias, sem contar com os tempos inerentes à tramitação e procedimentos previstos no Regime Jurídico de Gestão Territorial (RJIGT), sendo antecedido de um período de participação pública de 15 dias, durante o qual os interessados terão oportunidade de formular e apresentar sugestões e informações sobre quaisquer questões que possam ser consideradas no âmbito do respetivo procedimento de elaboração. Este período terá início a partir da data de publicação do Aviso n.º 11018/2018 na 2.ª Série do Diário da República. A Câmara Municipal de Lagos decidiu ainda qualificar a não sujeição do Plano de Pormenor a Avaliação Ambiental estratégica (AAE) nos termos do n.º 2 do art.º 78.º do RJIGT e ao abrigo dos critérios estabelecidos no anexo ao Decreto-Lei n.º 232/2007 de 15 de junho, na sua redação atual, uma vez que no âmbito do PDM e do Plano de

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Urbanização de Lagos já se percorreram esses passos. A vontade política de salvaguardar e promover o Paul de Lagos está expressa igualmente na candidatura da Câmara Municipal de Lagos ao Programa Operacional CRESC ALGARVE 2020, Tipologia de Intervenção 6.14 – Património Natural e Cultural, que mereceu aprovação e que, em termos de intervenção, contempla não só a UOPG 10 do PDM, como também as áreas adjacentes identificadas no estudo da SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e no Plano de Urbanização de Lagos, cujo leito e margens da Ribeira de Bensafrim dão continuidade natural aos recursos do Paul. Uma das ações previstas nessa candidatura é precisamente a elaboração de um Plano de Pormenor, estando igualmente prevista a edição de uma monografia sobre esta parcela do território intitulada «Paul de Lagos: Geoarqueologia de um território» . ALGARVE INFORMATIVO #157


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LAGOA RECEBEU COMEMORAÇÕES DO DIA DO ADVOGADO

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cidade de Lagoa acolheu, nos dias 18 e 19 de maio, as comemorações do Dia do Advogado organizadas pela Ordem dos Advogados. Após uma sessão de cumprimentos decorrida no Salão Nobre do antigo edifício dos Paços do Concelho, entre o Bastonário da Ordem, Guilherme Figueiredo, e o Vice-Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Luís Encarnação, e acompanhados pelo Juiz Presidente da Comarca de Faro, Sénio Alves; o Presidente do Conselho Regional de Faro da Ordem, José Leiria; a Presidente da Delegação de Portimão, Carla Silva e Cunha, e restantes membros desta delegação, os presentes fizeram uma visita às futuras instalações do Tribunal de Comércio de Lagoa.

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No dia 19 de maio, a Igreja Matriz de Santiago, em Estômbar, recebeu, pelas 11h30, uma missa de sufrágio em memória dos advogados falecidos e de ação de graças pelos advogados no ativo. Pelas 16h, nos Claustros do Convento de S. José, foram atribuídas as medalhas de honra e as medalhas comemorativas dos 50 anos da inscrição na Ordem. A sessão contou com a participação do Vice-Presidente da autarquia, do Bastonário e de outros elementos da Ordem dos Advogados, nomeadamente da Presidente da Delegação de Portimão, do Presidente do Conselho Regional de Faro, do Presidente do Conselho Fiscal e do Presidente do Conselho Superior, entre outros. A cerimónia contou ainda com a presença da Secretária de Estado da Justiça que, no final da sessão, visitou as instalações do futuro Tribunal de Comércio de Lagoa, que entrará em funcionamento em setembro do corrente ano, de acordo com os prazos previamente fixados. No final da sessão solene, o município proporcionou aos presentes um momento musical com a atuação dos alunos do Conservatório de Lagoa e um Lagoa de honra com vinhos locais . 118


CASA DE ODELEITE FESTEJA SANTOS POPULARES om o objetivo de celebrar uma das marcas mais festivas da cultura popular portuguesa, a NovBaesuris-Empresa Municipal dedica a edição do «Acontece» de junho aos Santos Populares, na Casa de Odeleite. Com as desejadas noites de Verão e para o contentamento de residentes e visitantes do concelho de Castro Marim, a NovBaesuris comemora, então, no dia 9 de junho, os Santos Populares com a música do Mato Bravo, um grupo com raízes no Baixo Guadiana que, a partir das 21h, vai animar a Casa de Odeleite. O arraial vai atrair muitas pessoas à aldeia de Odeleite e não vão faltar os

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balões de cores garridas e o cheiro a alecrim e manjerico, havendo igualmente a participação especial de Francisco Sequeira, um dos grandes contadores de anedotas do Baixo Guadiana. O Espaço Odeleia terá também as portas abertas para os amantes do livro e da leitura. Contando com o apoio da Câmara Municipal de Castro Marim e da Junta de Freguesia local os Santos Populares integram o programa cultural da NovBaesuris «Acontece na Casa de Odeleite», de periodicidade mensal, que visa recriar momentos de entretenimento, dinamizando o espaço e as tradições do Baixo Guadiana .

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DIRETOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina (danielpina@sapo.pt) CPJ 5852 Telefone: 919 266 930 EDITOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina SEDE DA REDAÇÃO: Rua Estrada de Faro, Vivenda Tomizé, N.º 12P, 8135-157 Almancil Email: algarveinformativo@sapo.pt Web: www.algarveinformativo.blogspot.pt PROPRIETÁRIO: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina Contribuinte N.º 211192279 Registado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº 126782 PERIODICIDADE: Semanal CONCEÇÃO GRÁFICA E PAGINAÇÃO: Daniel Pina FOTO DE CAPA: Daniel Pina

A ALGARVE INFORMATIVO é uma revista regional generalista, pluralista, independente e vocacionada para a divulgação das boas práticas e histórias positivas que têm lugar na região do Algarve. A ALGARVE INFORMATIVO é uma revista independente de quaisquer poderes políticos, económicos, sociais, religiosos ou culturais, defendendo esse espírito de independência também em relação aos seus próprios anunciantes e colaboradores. A ALGARVE INFORMATIVO promove o acesso livre dos seus leitores à informação e defende ativamente a liberdade de expressão. A ALGARVE INFORMATIVO defende igualmente as causas da cidadania, das liberdades fundamentais e da democracia, de um ambiente saudável e sustentável, da língua portuguesa, do incitamento à participação da sociedade civil na resolução dos problemas da comunidade, concedendo voz a todas as correntes, nunca perdendo nem renunciando à capacidade de crítica. A ALGARVE INFORMATIVO rege-se pelos princípios da deontologia dos jornalistas e da ética profissional, pelo que afirma que quaisquer leis limitadoras da liberdade de expressão terão sempre a firme oposição desta revista e dos seus profissionais. A ALGARVE INFORMATIVO é uma revista feita por jornalistas profissionais e não um simples recetáculo de notas de imprensa e informações oficiais, optando preferencialmente por entrevistas e reportagens da sua própria responsabilidade, mesmo que, para tal, incorra em custos acrescidos de produção dos seus conteúdos. A ALGARVE INFORMATIVO rege-se pelo princípio da objetividade e da independência no que diz respeito aos seus conteúdos noticiosos em todos os suportes. As suas notícias narram, relacionam e analisam os factos, para cujo apuramento serão ouvidas as diversas partes envolvidas. A ALGARVE INFORMATIVO é uma revista tolerante e aberta a todas as opiniões, embora se reserve o direito de não publicar opiniões que considere ofensivas. A opinião publicada será sempre assinada por quem a produz, sejam jornalistas da Algarve Informativo ou colunistas externos.

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