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ALGARVE INFORMATIVO 19 de maio, 2018

«SEATTLE» DE JOÃO DE BRITO ESTREOU EM FARO «CARMINA BURANA» | «O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO» | «PIORAVANTE MARCHE» JAZZ INFORMATIVO DE LOULÉ#156 1 DANIEL KEMISH TEM NOVO DISCO | MÁRIO LAGINHA E TRIO DEALGARVE


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CONTEÚDOS #156 19 DE MAIO, 2018 16

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ARTIGOS 10 - Algarve Cooking Vacations 16 - «Carmina Burana» em Faro 24 - Daniel Kemish lança «Under The Same Sky» 32 - Mário Laginha e Trio de Jazz de Loulé em Faro 40 - «O Último Dia de um Condenado» em Albufeira 50 - «Seattle» estreou em Faro 60 - «Pioravante Marche» 70 - Semear Saúde» 86 - Atualidade

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OPINIÃO 78 - Paulo Cunha 80 - Paulo Bernardo 82 - Adília César ALGARVE INFORMATIVO #156

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REPORTAGEM

João Amaro, João Fernandes, Francisco Serra e Paula Vicente

TURISMO DO ALGARVE E TERTÚLIA ALGARVIA DINAMIZAM WORKSHOPS SOBRE FÉRIAS CULINÁRIAS E ENOLÓGICAS Texto:

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Região de Turismo do Algarve e a Tertúlia Algarvia levaram a cabo, nos dias 15 e 16 de maio, na Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, em Faro, vários workshops sobre férias culinárias e enológicas, no âmbito do

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projeto «Algarve Cooking Vacations». O objetivo foi melhorar as competências dos stakeholders regionais no domínio das férias culinárias e enológicas, bem como explorar possíveis sinergias entre diferentes setores e regiões para a criação de rotas. “O turismo culinário é 10


uma das grandes tendências de futuro e temos ainda um trabalho a fazer nesse campo. Os turistas que nos visitam apreciam muitos aspetos da sua estadia e a gastronomia é precisamente um deles, mas agora será num contexto diferente do habitual, porque se pretende conhecer a origem da gastronomia dos locais a que vão, ir a mercados, saber como se preparam os pratos”, referiu Paula Vicente, Diretora da Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve durante a sessão de abertura. Uma das responsabilidades da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve é, precisamente, acompanhar o desenvolvimento regional, para além de efetuar a gestão de parte dos fundos comunitários neste território, “e as férias culinárias e enológicas poderão

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contribuir para afirmar o Algarve de forma diferente nos mercados internacionais e até mesmo junto dos portugueses”, entende o presidente Francisco Serra. “Vivemos, atualmente, num contexto de economia das emoções em que as experiências são uma componente significativa do nosso sucesso ou da nossa capacidade de diferenciação. O João Amaro, da Tertúlia Algarvia, tem sido um sonhador, uma pessoa muito empenhada em múltiplas iniciativas, com as equipas que consegue mobilizar, que têm substância, produtos e serviços que ficam no terreno e que depois constituem a base para uma mensagem de comunicação sustentável”, enalteceu Francisco Serra.

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João Amaro, presidente da Direção da Associação Tertúlia Algarvia, e João Fernandes, vice-presidente da Região de Turismo do Algarve

O presidente da CCDR/Algarve mostrouse ainda satisfeito pelos programas que têm sido dinamizados com fundos comunitários provenientes do Portugal 2020 e do CRESC Algarve 2020 e que têm gerado resultados bastante animadores. “O caminho faz-se caminhando e nunca haverá um fim desse caminho. Ele é dinâmico, todos os dias há coisas novas e antigas, e o que interessa é que, no diaa-dia, tenhamos a sensação de que melhoramos, do ponto de vista da nossa capacidade de oferecer novas experiências e emoções, mas também do ponto de vista da governança, da nossa aptidão para nos entendermos e trabalharmos melhor”, sublinhou Francisco Serra. A Região de Turismo do Algarve esteve ALGARVE INFORMATIVO #156

representada na abertura dos workshops por João Fernandes, atual vice-presidente e recentemente eleito como próximo presidente desta entidade, que de imediato confirmou que a gastronomia se tornou, nos últimos anos, numa importante componente da experiência turística. “Já em 2012, de acordo com a Organização Mundial de Turismo, houve cerca de 600 mil viagens cuja motivação primária era a gastronomia e os vinhos. Se pensarmos neles como uma motivação secundária, esse valor aumentava até aos 20 milhões de viagens e é interessante verificarmos que, entre os destinos mais visitados com este mote, estão os nossos vizinhos da Espanha, França e Itália, que partilham connosco a Dieta Mediterrânica”, frisou o antigo Diretor 12


da Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, acrescentando que os principais mercados emissores destes interesses são a Alemanha, o Reino Unido, a Benelux, a França e a Itália. Para João Fernandes existe, então, um bom casamento entre uma oferta que é valorizada pela procura e uma procura que já conhece o destino Algarve, ainda que noutras perspetivas. “O turista culinário preocupa-se com a autenticidade dos locais que visita e com os produtos que são utilizados na própria alimentação, e valoriza a experiência de uma refeição em que há um processo de socialização, ou seja, em que há vontade e disponibilidade para nos darmos a conhecer e confraternizarmos”, apontou, lembrando ainda que o turista culinário apresenta um gasto médio superior à maioria dos visitantes e que um terço do seu orçamento para as viagens está destinado à alimentação. Neste enquadramento, em 2014, quando foi definido o Plano de Marketing Estratégico para o Turismo do Algarve, ficou decidido que a gastronomia seria um produto estratégico, complementar e transversal a toda a oferta, de modo que, em todas as ações promocionais da responsabilidade da RTA, ela tem estado presente. E João Fernandes falou dos exemplos do Plano de Salvaguarda da Dieta Mediterrânica, da Algarve Chefs Week, do projeto da Cataplana Algarvia – dinamizado pela Tertúlia Algarvia – e por propostas do «365 Algarve» como o «Jazz nas Adegas», «Fado & Wine» e «Algarbe.Come». “O «Algarve Cooking Vacations apresenta três linhas gerais de ação: uma primeira que tem a ver com a 13

necessidade de conhecermos o mercado e as tendências destas férias culinárias e enológicas; uma segunda que aposta na capacitação e envolvimento dos agentes neste trabalho; e uma terceira que será uma vertente mais de comercialização e promocional. No fundo, para desenvolvermos o turismo gastronómico, temos que criar experiências únicas que nos permitam contar histórias, revelar segredos, dar a conhecer a nossa culinária e envolver os produtores, distribuidores, operadores turísticos, o alojamento e a restauração, a investigação científica e a comunicação social, sem esquecer, naturalmente, os consumidores”, salientou o vice-presidente da Região de Turismo do Algarve. Depois do sucesso do projeto «Cataplana Algarvia», entre 2014 e 2016, foi com naturalidade que a Tertúlia Algarvia decidiu avançar para as «Algarve Cooking Vacations». “Conseguimos desenvolver programas de experiências à volta da cataplana que estão a funcionar, junto de turistas nacionais e estrangeiros. Este novo projeto pretende ir mais além, isto é, desenvolver rotas de férias culinárias e enológicas, com uma duração variável entre os três e os sete dias, para comercializar diretamente no exterior e trazer turistas com esse objetivo”, explicou João Amaro, da Tertúlia Algarvia. O projeto iniciou-se com um estudo das oportunidades, tendências e potenciais formas de comercialização destes programas e rotas de férias, ALGARVE INFORMATIVO #156


estando agora em curso a criação desses mesmos programas, com visitas a agentes regionais para os motivar a fazer parte do «Algarve Cooking Vacations». Em paralelo decorrem ações promocionais no exterior para divulgar o Algarve como destino para férias culinárias e enológicas, seguindo-se campanhas de marketing digital e a criação de dois livros, um de receitas tradicionais, outro de vinhos do Algarve. “O intuito de tudo isto é colocar o Algarve no mapa deste nicho de mercado. Com estes workshops queremos aprender com outras experiências, nacionais e internacionais, por reconhecermos que não temos ainda conhecimentos suficientes sobre este

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assunto. Pretendemos igualmente descobrir capacidades que já estão instaladas na região e que podem servir para desenvolvermos uma oferta estrutura, assim como explorar sinergias para criarmos programas de férias culinárias e enológicas únicos. Se só tivéssemos um, dois ou três campos de golfe no Algarve, dificilmente seriamos considerados melhor destino de golfe da Europa e do Mundo. Do mesmo modo, só com uma oferta alargada, do ponto de vista territorial e da diversidade das experiências proporcionadas, é que poderemos alcançar os objetivos deste projeto”, concluiu João Amaro .

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REPORTAGEM

7.º SONHO DA MÚSICA DO GRUPO CORAL OSSÓNOBA LEVOU «CARMINA BURANA» AO TEATRO DAS FIGURAS Texto:

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famosa obra de Carl Orff «Carmina Burana» esgotou o Teatro das Figuras, em Faro, no dia 13 de maio, por ocasião da 7.ª Gala Sonho da Música, organizada anualmente pelo Grupo Coral Ossónoba. Para além dos três coros do Grupo Coral Ossónoba – Pequenos Cantores d’Ossónoba, Ossónoba-Coro Juvenil e Coral Ossónoba, o espetáculo contou com a participação da soprano Patrícia Modesto, do barítono Rui Baeta, ambos farenses, e do tenor Pedro Rodrigues. Nos dois pianos estiveram Joana Vieira e Luís Conceição e a percussão esteve a cargo de José Ramalho, Miguel Pires, Rui Quintas, Tiago Pires e Vasco Ramalho, sendo a direção musical de Nuno Sequeira Rodrigues.

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Os poemas que deram origem à cantata «Carmina Burana» foram encontrados

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num mosteiro beneditino na Baviera alemã, nos finais do século XIX. «Carmina Burana» significa, numa tradução aberta, os «Cânticos do Mosteiro», apontados como cantos profanos compostos por monges Goliardos, clérigos errantes e desiludidos com as corrupções do Clero, tendo sido escritos em latim medieval, alemão arcaico e provençal. Os poemas utilizados por Carl Orff remontam ao século XIII, mas o que é desconhecido do grande público é que existe uma parte desta «Carmina Burana» original musicada nessa época. Sabendo-se que a escrita musical era extremamente precária no século XIII, a execução destas páginas implica muita fantasia e criatividade por parte dos seus intérpretes. De facto, o que ficou realmente documentado foi apenas uma linha de canto sem

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acompanhamento de apenas algumas dezenas de poemas, que Carl Orff usou maioritariamente na secção «In Taberna», na qual manteve algumas das linhas melódicas originais. Grande parte da estrutura da composição é baseada na ideia da Roda da Fortuna. Assim, o desenho da roda que figura na primeira página do Códice Burana inclui quatro frases ao redor, do lado de fora da roda, «Regnabo, Regno, Regnavi Sum sine regno», que significam «Eu reinarei, eu reino, eu reinei, eu estou sem um reino» e ilustram as voltas que o Mundo dá e o que se dá e tira em função da sorte de cada um. Carl Orff criou uma obra que reforça esta ideia, colocando exatamente no início e no fim «O Fortuna», sem dúvida a peça mais icónica e conhecida de Rui Baeta «Carmina Burana» e que foi utilizada em concertos formais, bandas sonoras de filmes, vídeos, publicidade e outros fins. Entre as duas «voltas» da Roda da Fortuna, Carl Orff introduz 23 poemas, divididos em três partes, nos quais são louvados a natureza, o amor, o sexo, a bebida e a dança, num contraponto à rigidez da sociedade da época, nomeadamente da influência e dominância da Nobreza e do Clero. A ALGARVE INFORMATIVO #156

primeira parte, «Primo Vere» (Na Primavera) fala do despertar da natureza e do amor na Primavera. Na segunda parte, «In Taberna» (Na Taberna), com um clima mais sombrio, é relatada uma noite de excessos gastronómicos e alcoólicos numa taberna, onde é criticada, à boa maneira das «Cantigas de Escárnio e Maldizer», toda a sociedade, passando uma ideia de «democracia» nos vícios e na busca dos 20


Patrícia Modesto

prazeres. Finalmente, em «Cour d’amours» (Tribunal do Amor), aborda-se um amor que se torna mais vulgar, mostrando que tudo pode ser alterado pelos caprichos do destino, sem impor barreiras rígidas entre amor platónico e amor carnal, uma vez que tudo é Amor. «Carmina Burana» estreou na Alemanha, em 1937, debaixo do regime nazi alemão e teve uma apresentação em Milão, em 21

Pedro Rodrigues

1942, em plena II Guerra Mundial. Inicialmente do desagrado das forças do regime, acabou por se impor graças à sua força e foi depois aproveitada e glorificada pelo III Reich. A peça ganhou uma dimensão universal, transmitindo um sinal de liberdade e crítica de costumes que se aplica a muitas das situações históricas desde a época da escrita original dos poemas até aos dias modernos .

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ENTREVISTA

DANIEL KEMISH TEM NOVO DISCO «Under The Same Sky» é o novo disco de Daniel Kemish, o talentoso britânico a viver no Algarve desde criança, à venda a partir de dia 25 de maio e com concerto de lançamento agendado para o 10 de junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, no Palácio da Galeria, em Tavira. O Algarve Informativo já ouviu os temas do segundo álbum de originais, uma mistura de country-folk com umas pitadas de rock, e ficamos encantados. Texto:

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aniel Kemish, britânico de 31 anos a viver em Tavira desde tenra idade, vai lançar, a 25 de maio, «Under The Same Sky», o sucessor do álbum de estreia «Fools & Money» e dos EP’s «Heading South» e «Live at the Teatro». E se o primeiro LP foi marcadamente influenciado pela country music dos Estados Unidos da América, o novo trabalho é muito mais do que isso, com temas mais maduros, com outra estética harmónica e lírica e um cheirinho de rock que depressa nos cativa a fazer replay para escutar outra vez.

descobrir a sua voz e a ganhar força e traquejo na guitarra. Mesmo quando ninguém estava a ouvir o que cantava, lembra, uma experiência difícil para qualquer artista. “Está o futebol a passar na televisão, clientes a jogar snooker ou videogames, nós somos quase música ambiente, mas isso fez com que adquirisse mais power em cima do palco”. Por volta dos 25, 26 anos, porém, o britânico disse «basta»,

A evolução foi natural para este «algarvio» de coração que, curiosamente, só experimentou a música por volta dos 14 anos, depois de ouvir a banda de um amigo de escola. “Nunca tive aulas, nem sei bem os acordes que toco, sou o pior músico que existe”, confessa, com uma risada, à conversa nos estúdios da RUA FM, em Faro. “Estava a estudar em Inglaterra na altura, ia fazer anos, os meus pais perguntaram-me o que queria de prenda e eu pedi-lhes uma guitarra. Nos primeiros tempos nem sequer peguei muito nela, depois comprei uma guitarra elétrica mas não gostei, troquei logo por uma acústica. Mais tarde, por volta dos 18, comecei a tocar covers em bares”, conta, uma caminhada que durou vários anos. “Era muito Oasis, Kings of Leon, essas coisas que toca a gente canta. As pessoas escolhiam as músicas que queriam que eu cantasse, era tipo karaoke”, recorda. Ao longo de quase sete anos esta foi a rotina de Daniel Kemish, duas ou três atuações por dia, o que o ajudou a ALGARVE INFORMATIVO #156

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decidiu dar outro rumo à vida. “Já andava a tentar compor temas originais há algum tempo mas as coisas não estavam a funcionar, não tinha inspiração para nada. O problema é que, quando vives em Inglaterra, se deixas de trabalhar, o dinheiro desaparece num instante. Como os meus pais estavam de partida para o Algarve, meti o meu material todo na carrinha e deixei as minhas rotinas para trás”, relata.

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De volta ao Algarve, Daniel Kemish apostou definitivamente nos originais e pouco depois nasce o primeiro EP, «Heading South», um trabalho ainda cru. “As músicas eram algo semelhantes umas às outras, as letras também parecidas entre elas, foi uma aprendizagem”, admite, sem rodeios. E, porque a country music era a sua grande influência, nada melhor do que

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mergulhar de cabeça na cena americana, em Nashville. “Lá realmente aprendes a escrever músicas e letras. Da primeira vez estive lá quatro semanas, aluguei um carro, falei com muitas pessoas, toquei em vários bares, mas não é fácil entrares no meio. Funciona tudo por cliques, tens que estar lá, insistir e, de repente, estás a ser contratado para tocar”, descreve, acrescentando que o primeiro LP, «Fools & Money», foi gravado nos Ocean Way Studios, em 2015, sendo lançado quase um ano depois, no início de 2016. “Sempre escrevi músicas na onda country e a malta em Inglaterra dizia-me frequentemente que não ia resultar, mas mantive-me firme nas minhas convicções. Quando vim para Portugal, disseram-me a mesma coisa, mas era aquilo que gostava de tocar”. «Under The Same Sky» bebe, contudo, de outras influências musicais. Não que os gostos de Daniel Kemish se tenham alterado, simplesmente começou a ouvir outros géneros que, depois, passaram para os seus originais. “Tem muito de americana, country, folk e rock, ao contrário do «Fools & Money», que foi gravado num dia. Entrei de manhã no estúdio com uma banda de Nashville, só tinha feito dois ensaios com eles, e sai à noite com o álbum feito. Eles fazem um take e está pronto, porque o country está-lhes mesmo no sangue”, lembra, de olhos a brilhar, a recordar a experiência. Desta vez, contudo, o processo foi diferente, com Daniel Kemish a assumir a produção do disco juntamente com Fábio Palma, técnico de som que tem estado ao seu lado em toda esta caminhada, saindo o disco pela editora «Far Out Records», do 29

próprio Daniel. Outra diferença é que o autor se isolou numa casa que um amigo tem nas montanhas da Áustria durante um mês para se reencontrar consigo próprio, para estar sozinho, somente o Daniel com o Daniel, para escrever temas mais pessoais e íntimos. “Nesta vida estamos sempre rodeados de pessoas, a trabalhar, a viajar, horas a fio passadas em frente ao computador, porque, hoje, é quase tudo feito online, o design, a distribuição, a promoção. Fui para a casa de um amigo em fevereiro, completamente sozinho, foi incrível, escrevi 29 músicas”, revela, das quais 11 dão corpo a «Under The Same Sky». “Quando regressei de uma digressão nos Estados Unidos, em novembro, fui logo para a Áustria e levei o equipamento e montes de comida enlatada para a casa, porque não sabia como iam estar as estradas em janeiro. Estive algum tempo no Algarve e, em fevereiro, fiquei sozinho na montanha”. Se «Fools & Money» é um álbum com as típicas histórias da música country, «Under The Same Sky» é, de facto, mais pessoal, relatando situações que lhe aconteceram na vida mas que, na hora da verdade, são comuns a muitos de nós. “As experiências de vida são para se contar, quem está do outro lado quer saber quem nós somos na realidade. Quando somos verdadeiros naquilo que fazemos é mais fácil construirmos uma carreira longa e sustentável. Se optamos por algo puramente comercial para subir depressa ao topo, também num instante caímos”, considera Daniel ALGARVE INFORMATIVO #156


Kemish, que praticamente lida com todos os aspetos da sua carreira, desde a criação musical ao design e distribuição. “Sou um pouco controlador, confesso, tenho que saber tudo o que se está a fazer, porque é o meu dinheiro e o meu nome que estão em causa. E eu gosto realmente de fazer as coisas todas, de gravar e editar os vídeos, de tratar das imagens”. Contrariamente aos prognósticos, o certo é que a música de Daniel Kemish tem ganho cada vez mais seguidores e o britânico já atuou em eventos de grande dimensão na região como o Festival MED de Loulé, a Concentração de Motos de Faro ou o Calçadas de São Brás de Alportel, para além de uma carreira internacional bem-sucedida. E as

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expetativas em relação a «Under The Same Sky» são muitas, com a primeira amostra, o single «Hold On Tight» a aguçar o apetite, tendo o videoclip sigo gravado, num só take, no Teatro Lethes. Quanto ao lançamento oficial, está marcado para o dia 10 de junho, de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, no Palácio da Galeria, em Tavira. Segue-se, logo depois, uma digressão de dois meses pela Europa fora, regressando para mais concertos, em agosto e setembro, no Algarve. “Ainda ninguém ouviu o álbum e já estão muitos concertos agendados, o que é bom, demonstra confiança no meu trabalho”, finaliza Daniel Kemish, entusiasmado .

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REPORTAGEM

«OS DIAS DO JAZZ» DE FARO ARRANCARAM COM MÁRIO LAGINHA E TRIO DE JAZZ DE LOULÉ Texto:

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aio é mês de jazz em Faro, com a quarta edição do festival «Os Dias do JAZZ» a surpreender o público com espetáculos em locais improváveis da cidade, como o Palácio Belmarço ou o Seminário Episcopal de Faro. O concerto de abertura aconteceu, porém, no espaço mais tradicional do Teatro das Figuras, no dia 11 de maio, com o fantástico Mário Laginha a aceitar o convite do Trio de Jazz de Loulé para uma noite inesquecível para os apreciadores deste género musical. Foi um encontro especial a dois pianos, Mário Laginha e João Coelho, aos quais se juntou a secção rítmica do Trio, composta por António Quintino (contrabaixo) e João Pereira (bateria). Ao longo da noite escutaram-se as peças magistrais de Mário Laginha, fantástico, como habitual, um virtuoso que não se limita a respirar jazz, sendo transversal a vários estilos. Quanto ao Trio de Jazz de Loulé, é o resultado de um concurso nacional promovido pelo Município de Loulé, com os três jovens músicos a destacarem-se de entre os da sua geração na cena jazzística do país, com a formação a tornar-se oficinal em 2016. Um trio que foi precisamente apadrinhado por Mário Laginha, presidente de júri do concurso, e que tem como principais objetivos explorar a versatilidade de estilos a interpretar e comunicar a linguagem do Jazz a um público cada vez mais alargado e heterogéneo. ALGARVE INFORMATIVO #156

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Com uma carreira que leva já mais de duas décadas, Mário Laginha é habitualmente conotado com o mundo do jazz, mas o universo musical que foi construindo é, de facto, bem mais vasto, passando pelas sonoridades brasileiras, indianas, africanas, pelo pop e o rock, e pelas bases clássicas que presidiram à sua formação. Gravou um único disco a solo, «Canções e Fugas», mas tem partilhado a sua arte com outros músicos e criadores. Desde logo com Maria João, com quem gravou mais de uma dezena de discos, mas também com Pedro Burmester, Bernardo Sassetti, com quem cultivou grande cumplicidade até ao seu inesperado desaparecimento, e com músicos excecionais como Trilok Gurtu, Gilberto Gil, Lenine, Ralph Towner, Manu Katché, Dino Saluzzi, Kai Eckhardt, Julian Argüelles, Howard Johnson, André Mehmari ou Django Bates. Em finais de 2013, Mário Laginha e o seu novo Trio lançaram «Terra Seca», um disco que desbrava novos caminhos para o jazz e a música portuguesa. Antes de terminar 2015, retomou a colaboração com o pianista Pedro Burmester, com quem tem participado nalguns dos mais importantes festivais de música em Portugal e no estrangeiro. A obra mais recente do Mário Laginha Trio é «Mongrel», a partir de temas originais de Chopin, e «Iridescente» é a sua última aventura musical com Maria João . ALGARVE INFORMATIVO #156

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VIRGÍLIO CASTELO VIVEU EM ALBUFEIRA «O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO» Texto:

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um registo intimista e de profunda reflexão, «O Último Dia de um Condenado» subiu ao palco do Auditório Municipal de Albufeira, no dia 12 de maio, em maus uma produção de grande qualidade da Yellow Star Company. A peça é uma adaptação de um texto original de Victor Hugo, publicado em 1862 e considerado um autêntico manifesto a favor da abolição da pena de morte, tendo sido agora encenada por Paulo Sousa Costa e contando com a magnífica interpretação de Virgílio Castelo. Versando sobre as últimas horas de um homem que está no «corredor da morte», com o fim iminente à sua espera, trata-se de uma crítica mordaz à pena de morte, onde o autor questiona a justiça por tamanha barbaridade que é tirar a vida a um ser humano, mesmo que seja culpado por um crime de sangue. Falecido em maio de 1885, Victor Hugo sempre esteve contra a pena de morte e chegou mesmo a escrever ao Diário de Notícias quando Portugal a aboliu, sendo o primeiro país da Europa a fazê-lo. "Está pois a pena de morte abolida nesse nobre Portugal, pequeno povo que tem uma grande história", assim disse o célebre romancista numa carta publicada naquele

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jornal e endereçada ao fundador Eduardo Coelho. A carta está datada de «Hauteville-House, 2 de julho de 1867», dia seguinte ao da abolição da pena capital em Portugal, Lei aprovada no reinado de D. Luís e pioneira na Europa. O texto, um original de Victor Hugo, publicado quando tinha apenas 27 anos, foi uma tomada de posição política que lançou um profundo debate sobre a abolição da pena de morte e que agora se recordou no Auditório Municipal de Albufeira . 42


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«SEATTLE» DE JOÃO DE BRITO ESTREOU EM FARO Texto:

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«sala do morcego» da Associação Recreativa e Cultural de Músicos de Faro foi o palco escolhido pelo ator e encenador farense João de Brito para a estreia da mais recente aventura teatral do LAMA – Laboratório de Artes e Media do Algarve, «Seattle», de 16 a 18 de maio. A peça oscila entre os desabafos e reflexões intimistas das quatro personagens, noutras ocasiões vive uma verdadeira explosão de emoções cruas e perturbadoras, pretendendo retratar a envolvência da cena grunge que nasceu nesta cidade norte-americana no final da década 80, início dos anos 90, do século passado e que ficou mundialmente famosa graças a bandas como Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden, Alice In Chains e tantas outras.

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Em palco, num misto de gaiola e garagem, encontram-se Carlos Malvarez, Cristóvão Campos, João Pedro Dantas e Lia Carvalho, que tentam transmitir a meteorologia própria de Seattle, “aquela gerida pela paisagem interior das personagens”. “A dinâmica e o ambiente tchekhoviano apontam o frio, o passar dos dias-a-fio, sempre iguais, e o difícil divorciar dos espaços de recordação, de convivência e de partilha. Em Seattle, as mãos e os corações gelam, e a chuva que se impõe é uma tempestade da alma, a mesma que habita e inspira o espírito grunge que aqui se experimenta”, descreve João de Brito, depois de terminada a peça. “Seattle é, para nós, a metáfora dos sonhos, daqueles que apenas se apresentam como um lugar de memória que, afinal, nunca se habitou. A passagem do tempo e o ritmo dos dias ALGARVE INFORMATIVO #156

apresentam-se como um escape paradoxal que apenas adia o confronto inevitável com a mudança. E isto somos nós, sem certezas, a praticar os 27 anos de quem já viveu e sentiu tudo, do lado de cá, o das sombras, da 52


caverna a que chamamos casa”, acrescenta o encenador e ator. A criação de João de Brito e Statt Miller já estava na gaveta há algum tempo, à espera de estarem reunidas as condições 53

para se tornar uma realidade, o que aconteceu finalmente em 2018. “Foram bandas que me tocaram bastante, a mim e a todos os da minha geração. Não há aqui uma recriação direta de personagens, ninguém faz de Kurt ALGARVE INFORMATIVO #156


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Cobain, Eddie Vedder ou Chris Cornell, tentamos fazer um paralelismo com o que se passava no resto do mundo e, inclusive, em Portugal, porque existiam muito mais bandas de garagem naquele tempo do que nos dias atuais”, refere o entrevistado, lembrando que, na época, só as bandas de Nova Iorque e Los Angeles é que interessavam e poucos auguravam qualquer futuro ao que emergia de Seattle. “Estavam fora do mainstream e eles criavam a sua música sem quererem exibir o que estavam a fazer mas, ao mesmo tempo, queriam ser ouvidos. Era uma linha ténue que quisemos transportar para o espetáculo, daí os

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tempos de pausa, os silêncios algo inquietantes a que se assiste, porque os músicos não tinham necessariamente que estar sempre a compor”. No grunge de Seattle, as regras eram definidas pelos próprios músicos e, apesar de não o quererem, de não ser essa a sua intenção, acabaram por se tornar vedetas à escala mundial, um “presente envenenado”, nas palavras de João de Brito. “A sua música era tão boa que chegou ao mundo inteiro, teve uma repercussão brutal, e muitos deles não souberam lidar com essa

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fama inesperada. O principal «cabecilha» do movimento, o Kurt Cobain, cujo suicídio dita praticamente o fim do grunge, é disso um perfeito exemplo. Deixou de querer compor e tocar, fica o que está e pronto. Eles não se preocupavam muito com o que estavam a tocar, o que interessava era simplesmente tocar”, recorda o encenador. Depois de estrear em Faro, nos dias 16, 17 e 18 de maio, «Seattle» segue para o 57

Teatro Ibérico, em Lisboa, de 31 de maio a 2 de junho, em agosto vai a cena em Setúbal e, depois do Verão, mais datas estão marcadas para Cascais e Leiria. “É um espetáculo com muita energia e que promete amadurecer ainda mais com o tempo, porque os atores vão respirando melhor as personagens. E esta noite até tivemos morcegos a pairar sobre os atores para compor a cenografia”, termina João de Brito, com um sorriso .

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«PIORAVANTE MARCHE» DE SAMUEL BECKETT FOI UMA PROVA DE FOGO PARA FINALISTAS DA TOMÁS CABREIRA Texto:

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om base no texto de Samuel Beckett, «Pioravante Marche», os alunos do 3.º ano do Curso Profissional de Artes do Espetáculo - Interpretação, da Escola Secundária Tomás Cabreira, em Faro, subiram ao palco, nos dias 17 e 18 de maio, para interpretarem uma peça onde predominou a articulação entre palavra e movimento e entre o indivíduo e o grupo, procurando-se dar “corpo às palavras", de acordo com o dramaturgo e encenador Luís Campião. Segundo o professor de Voz e Movimento destes jovens, tratou-se de “um exercício onde o erro e a falha assumem particular importância no desenvolvimento do trabalho”. “Houve um especial enfoque no tentar outra vez, ALGARVE INFORMATIVO #156

falhar outra vez, falhar melhor. O espetáculo pressupõe um intenso trabalho sobre a presença física (e viva) do ator em palco, bem como a consciencialização e construção de um corpo poético capaz de habitar o espaço e a ação, suscetível de um certo grau de imprevisibilidade que, no limite, procura capacitar e potenciar nos jovens atores um elevado estado de alerta para a integração, em tempo real, do erro e do imprevisto na cena”. Dirigidos por Luís Campião, com Assistência de Raquel Meireles, em palco estiveram 17 jovens que estão a estudar há três anos com a representação nos horizontes, mas o processo que levou a «Pioravante 62


Marche» foi mais importante do que o próprio espetáculo final, garantiu o professor após a estreia, bem-sucedida, no auditório da Escola Secundária Tomás Cabreira. “Lemos vários textos e acabamos por nos encantar por este do Samuel Beckett, que serviu de apoio para o desenvolvimento dos módulos de Voz e Movimento. Só mais tarde é que percebemos que tínhamos material para construir algo apresentável e nas duas últimas semanas concentramo-nos em realizar um apanhado do melhor que fomos fazendo ao longo do ano”, conta o docente. Samuel Beckett é sobejamente conhecido por textos como «À espera de Godot» ou «Dias Felizes», com «Pioravante Marche» a constituir um dos seus últimos trabalhos,

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caracterizado por uma forma muito circular, à volta dos mesmos pensamentos e das mesmas mensagens. “Não conta propriamente uma história e permitenos a exploração de diferentes tipos de «estar». Decidimos trabalhar com pouco movimento, com propostas simples e eficazes, sem serem simplistas. Do mesmo modo, escolhemos utilizar muitos silêncios, algo com que o grupo não estava habituado a trabalhar. Beckett pareceu o texto ideal para se construir esse espaço que é desconhecido”, apontou o entrevistado. «Pioravante Marche» foi a base, mas houve total espaço para os vários alunos serem cocriadores, sob o olhar exterior de Luís Campião, no plano da voz e do movimento. “Nesta escola faz todo o sentido que os jovens sejam eles próprios os criadores das suas imagens, que procurem no texto aquilo que os move. Depois, preocupei-me que houvesse uma unidade na turma e em cima do palco, mesmo que alguns não queiram, depois, seguir a representação. A lógica, ao longo do ano letivo, é formá-los para serem atores e eles adquirem competências que não se aprendem noutras disciplinas”, sublinha o docente, satisfeito com o produto final que foi a palco nos dias 17 e 18. “Foram eles que escolheram este texto, sabendo que era um grande desafio estarem uma hora e meia sempre em ação, e em tensão, no sentido positivo, entre eles e com o público. O trabalho está desenhado para que eles possam estar vivos, acordados, despertos para qualquer coisa que possa acontecer, com uma grande margem de erro, de forma a não caírem em rotinas” . ALGARVE INFORMATIVO #156

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SEMEAR SAÚDE

SAÚDE DA CRIANÇA

ANTIOXIDANTES E AS ALERGIAS INFANTIS Texto: associacaosemearsaude@gmail.com http://www.verabelchior.com

alimentação é, em grande parte, a responsável pelo nosso estado de saúde global. Logo, aquilo que optamos por comer ou por dar de comer aos nossos rebentos, está por si só a ditar uma parte considerável do futuro da nossa saúde. Comer alimentos limpos, densos nutricionalmente e ricos em antioxidantes é das formas mais simples e eficazes de melhorar o estado da nossa saúde e vitalidade em geral. São várias as pesquisas que mostram que consumir alimentos ricos em vitaminas, minerais, enzimas e antioxidantes promovem o nosso bem-estar e ajudamnos a recuperar de diversas situações clínicas que, de outra forma, dificilmente recuperaríamos, pois a medicação tem a sua importância no campo da saúde mas, tal qual a fitoterapia, não deixam de ser panaceias a curto prazo, porque a longo prazo o grande pião é mesmo a alimentação. Nas crianças, o impacto dos alimentos que lhes oferecemos é ainda mais notável. Houve um grupo de pesquisadores do Instituto Karolinska, da Suécia, que conseguiu associar a ingestão de antioxidantes entre crianças com a redução do risco de estas virem a sofrer de alergias. Os pesquisadores estudaram a alimentação e a incidência de alergias de

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Um contributo Associação Semear Saúde

duas mil e 422 crianças suecas com oito anos de idade. As amostras de sangue foram analisadas em conjunto com os questionários preenchidos pelos pais sobre a dieta dos seus filhos. No fim, os investigadores observaram que as crianças que consumiam mais betacaroteno, um pigmento antioxidante presente em alimentos como a cenoura, os tomates e a batata-doce, tiveram uma menor incidência de rinite alérgica. Também constataram que, quanto maior o consumo de magnésio, menor a ocorrência de asma. Este não é o primeiro estudo que relaciona os níveis baixos de consumo de antioxidantes a alergias entre as crianças. Numa revisão de literatura elaborada pela universidade italiana de Verona, publicada em maio de 2012, os pesquisadores observaram que, quanto maior fosse o consumo de frutas e vegetais pelas mães grávidas e pelos seus filhos durante a infância, menor era a incidência de asma. A pesquisa também relacionou a carência de zinco e de carotenoides das mães com o aumento do risco de asma e alergias dos seus filhos. Claro que a alimentação não é o único fator para se desenvolver uma reação alérgica, mas é sem dúvida um grande gatilho que pode ser controlado por nós e por aquilo que levamos à boca. Por isso, informe-se e tome decisões conscientes .

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SEMEAR SAÚDE

LIBERTE-SE DO PESO EXCESSIVO PELA HIPNOTERAPIA….FACILMENTE! Texto:

(Hipnoterapeuta)

isabelcosta.hipnoterapia@gmail.com hegámos aquela época do ano em que todas as mulheres que tem quilos a mais, sejam poucos ou muitos, querem livrar-se deles do modo mais fácil e no período de tempo mais rápido possível. Procuram dietas milagrosas (em geral desequilibradas) e todo o tipo de produtos drenantes, desintoxicantes e laxantes (muitas vezes em excesso e sem aconselhamento profissional adequado a cada pessoa). Pouco tempo depois do final da época balnear volta tudo ao mesmo, até começar o Verão do ano seguinte. A repetição deste processo ao longo de vários anos, não só não ajuda a emagrecer definitivamente, como o efeito yo-yo vai criar repercussões negativas, originando cada vez mais resistência para perder peso e, também de ano para ano, vai ganhando alguns quilos extras. O que fazer para resolver este problema de vez? Antes de mais é preciso analisar atentamente as causas da obesidade e resolvê-las. Temos assim causas percetíveis e outras menos percetíveis. As causas percetíveis ou facilmente identificáveis são: - Alimentação desequilibrada e excessivo com alto teor calórico (rica em hidratos de carbono simples como batatas, arroz, massas, pão, bolos, doces), consumo de

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refrigerantes, comida processada, gordura hidrogenada e a par disso falta de verdadeiros nutrientes vindos de legumes, vegetais, frutas, cereais integrais, germinados, oleaginosas, fermentados. Este quadro, além de revelar um corpo altamente intoxicado e inflamado também nos revela fome a nível celular que o corpo procura colmatar com desejo de comer constante (cravings); - Consumo de medicamentos como antidepressivos e corticoides que aumentam o peso; - Problemas hormonais; - Sedentarismo; Depois temos as causas menos percetíveis: - Stress e ansiedade são dois termos vulgarmente utilizados como causas dos excessos alimentares (e não só mas também de várias patologias), mas que são um pouco vagos. O que está verdadeiramente por trás disto? Medo, preocupação, insegurança, tristeza, solidão. Estas são as palavras reais que se escondem no conforto da gula. Infelizmente tantas e tantas vezes a comida é o melhor amigo na solidão, o que conforta, dá prazer, adormece a dor e acalma os pensamentos embora por instantes ilusórios. Qual o papel da hipnose neste processo? A hipnose leva-nos numa viagem interior 72


aos tempos que condicionaram o excesso de peso e que em geral se encontra na infância: - Frases «de amor» ligadas à comida como “se comeres tudo, a mamã (ou outro cuidador) fica feliz”, “gosto mais do mano (a) porque come tudo e não faz birras”…… - Incentivar a criança a comer, referindo com frequência o sacrifício que os pais fazem a trabalhar para lhe dar de comer, ou então que sorte que ela tem pois tantas crianças passam fome. Isto gera culpa na criança e fica a crença de que tem que comer tudo o que lhe colocam no prato, levando a excessos ao longo da vida. - Abusos sexuais de vários níveis (energético, toque ou mais grave: a violação). Estas situações deixam sequelas mais ou menos graves conforme o que aconteceu na infância, mas todas levam a baixa autoestima, insegurança, medo de relacionamentos criando mais tarde uma barreira física de proteção através da gordura. Na hipnose vamos à origem do peso excessivo e libertamos a dor emocional da situação através do perdão, amor e compaixão. Além disso, condicionamos a mente com estratégias adequadas a cada pessoa a nível físico, mental e emocional. É importante referir que a pessoa está sempre consciente de todo o processo, não dorme e fala com o terapeuta durante a sessão. Está apenas num estado de relaxamento mais profundo, mas sempre consciente, segura e protegida. Desta forma, não são necessárias dietas rigorosas, nem consumos exagerados de produtos adelgaçantes, nem horas exaustivas no ginásio, pois todas as 73

ferramentas e toda a sabedoria estão ao alcance de cada um, no seu interior, na sua mente reside o seu poder único e inigualável. Utilize-o a seu favor. Na mente, todas as viagens são possíveis e a magia acontece quando nos permitimos acreditar, aceitar e deixar ir tudo o que já não nos serve nem faz feliz. Atreva-se numa viagem ao seu subconsciente, encontrando a criança interior e com ela libertar todo o peso do passado, escolhendo viver um presente feliz e um futuro pleno de possibilidades infinitas maravilhosas. Namaste . ALGARVE INFORMATIVO #156


SEMEAR SAÚDE

E SE AS LUZES SE APAGASSEM? Texto: (Terapeuta Ocupacional na delegação do Algarve da ACAPO) ritasousa@acapo.pt www.acapo.pt Um contributo Associação Semear Saúde

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m 2011, os Censos vieram mostrar-nos que a população com dificuldades de visão, em Portugal, é de aproximadamente 900 mil cidadãos. Apesar deste número não representar a totalidade das pessoas com deficiência visual, dada a forma como o recenseamento foi feito não permitir que cheguemos essa conclusão, a verdade é que não podemos negar a realidade. São, de facto, muitas as pessoas com dificuldades de visão, com problemas que vão desde a diminuição da acuidade visual à cegueira. E se, de um dia para o outro, as luzes diminuíssem/apagassem e vivêssemos «às cegas»? Seríamos, nós, capazes de ultrapassar os obstáculos físicos, emocionais, sociais, culturais e tecnológicos? Como é que as pessoas com deficiência visual realizam o seu dia-a-dia, quando o conceito de inclusão ainda não está totalmente presente? Estas são as grandes questões que a maior parte da sociedade costuma colocar. A visão fornece aproximadamente 80 por cento da informação que nos rodeia e reforça o que é aprendido através dos outros sentidos. É ela que motiva, guia e

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corrige o nosso comportamento, que capacita para a interação com os outros e para a nossa própria sobrevivência. É também através da visão que aprendemos sobre o mundo e como (sobre)viver nele. Não é de estranhar, por isso, a curiosidade em perceber como é que uma pessoa com acentuadas dificuldades a este nível realiza o seu dia-a-dia de forma independente e autónoma. Estudos realizados com pessoas com deficiência visual indicam que as dificuldades de visão influenciam de forma muito ampla o seu dia-a-dia. Realizar os cuidados pessoais (como maquilhar-se/fazer a barba e escolher a roupa) e as tarefas domésticas (como cozinhar, limpar a casa ou tratar da roupa), utilizar equipamentos domésticos, ler um livro, utilizar o telemóvel, ver as horas, assinar documentos, manusear o dinheiro e deslocar-se na rua são algumas das atividades onde se encontram mais dificuldades. Não só pela condição visual, mas porque a maioria dos produtos, equipamentos, espaços interiores/exteriores e comunidade ainda não são completamente acessíveis. 74


Para muitas destas pessoas, seja a limitação congénita ou adquirida, um processo de reabilitação poderá ser desde logo necessário e imediato. Mas, para outras, não. Tudo depende única e exclusivamente da pessoa: qual a visão funcional, qual o seu conhecimento sobre o mundo que a rodeia, quais os seus objetivos, motivações, crenças, estado emocional, disponibilidade para o processo de reabilitação, entre outras variáveis. Na reabilitação das pessoas com deficiência visual, a Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO) assume um papel fundamental. A ACAPO é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, fundada em 1989, que trabalha em prol da inclusão social das pessoas com deficiência visual e promoção da sua qualidade de vida. Encontra-se distribuída por todo o país, com 13 delegações, três Departamentos de Apoio ao Emprego e Formação Profissional e um Centro de Produção Documental. No Algarve, mais precisamente em Faro, podemos encontrar uma das suas delegações onde diariamente trabalha uma equipa técnica para responder às necessidades da população com deficiência visual e da comunidade da 75

região. De entre os serviços disponibilizados destacam-se o atendimento social, acompanhamento psicológico, orientação e mobilidade, terapia ocupacional, prescrição de produtos de apoio, divulgação, informação e sensibilização da comunidade, organização e apoio a atividades culturais, desportivas e de lazer. Especificamente para as pessoas que apresentam dificuldades nas tarefas diárias, sejam crianças, adultos e idosos, a terapia ocupacional tem vindo a ajudálas a (re)encontrarem novas formas de desempenho, fornecendo estratégias que adaptem, não só as tarefas, mas também os equipamentos que possuem em casa. Estratégias, essas, que muitas vezes apenas dependem da

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«criatividade» da pessoa, do terapeuta e do trabalho de ambos enquanto equipa.

alternativas se as luzes diminuíssem ou se apagassem? .

Além do acompanhamento individual disponibilizado, a delegação do Algarve também tem desenvolvido atividades e workshops em grupo com temas variados e baseados nas queixas e dificuldades de desempenho mais frequentes. Destacam-se as atividades terapêuticas de culinária, realizadas na cozinha adaptada da instituição, e os workshops de aprender a identificar o dinheiro e aprender a utilizar o telemóvel. De salientar ainda que a delegação do Algarve funciona como Centro Prescritor de Produtos de Apoio para o Instituto da Segurança Social e do Instituto do Emprego e Formação Profissional, apoiando as pessoas com deficiência visual no acesso gratuito a produtos que melhorem o desempenho do seu dia-a-dia. São exemplos destes produtos a bengala branca, relógio falante, indicador de nível de líquidos, balança com voz, ampliador eletrónico, leitor autónomo de documentos, computador adaptado, linha Braille, entre tantos outros. Depois de ler este texto, (ainda) acha que não existem

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OPINIÃO

Andar à babuja Paulo Cunha (Professor)

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abujar pode significar sujar com baba, com comida, pronunciar a medo, corromper, ser subserviente ou adular servilmente. Cá pelas minhas bandas (Algarve), o termo «andar à babuja» significa andar à beira de água, comer pouco ou sem vontade ou viver a expensas de alguém. Depois de consultar os vários tipos de dicionários que habitam as estantes que, de onde escrevo, me circundam, cheguei à brilhante conclusão que todos os significados acabam por ter uma relação entre si, disseminados de uma raiz única. Por isso pus-me a pensar na razão de nunca ter conjugado este verbo, aliás eu e muitos de vós, por certo… Babujar é, efetivamente, um verbo associado a algo fora do comum, onde quem o ouve logo associa-o a algo depreciativo e de pouco valor. Tal como eu, quantos de vós já não terão assistido a comportamentos menos éticos, tanto no campo profissional como no social, que vos deixaram completamente embaraçados e envergonhados? Deparamonos, constantemente, com procedimentos onde é possível perceber e analisar a fibra de que são feitos os chamados «lambe botas». Com uma postura e uma conduta em tudo semelhantes à de uma cobra, esta gente, de uma forma insinuante, sub-reptícia, rasteira, cautelosa e expectante não consegue esconder a sua pretensão de atingir um patamar mais alto na «cadeia alimentar». Aqui confesso, publicamente, uma das principais razões que me levam a recusar muitos convites para participar em eventos sociais, onde a política se mistura com o poder e o poder se mistura com a sociedade civil. De uma forma comummente aceite e normalizada, tornou-se hábito, e até uma ALGARVE INFORMATIVO #156

regra protocolar, convidar políticos no ativo em diversos órgãos do poder, bem como outros em campanha, para tudo o que seja evento social. Não teria nada a opor, antes pelo contrário, se não presenciasse, constantemente, o desconhecimento, o desinteresse e o enfado que certos convidados revelam atrás dos sorrisos e das frases feitas, já preparadas para as câmaras fotográficas e videográficas dos jornalistas e dos «paparazzi» de ocasião. Fazendo gáudio de chegar mais tarde que a hora marcada, para que assim a sua chegada seja notada, apreciada e comentada por todos os que chegaram a horas, estes convivas são também, na maioria das vezes, os primeiros a abandonar os ditos eventos. Não querendo generalizar, pois tenho tido agradáveis surpresas, concluo, através de uma observação atenta, que esta forma de estar tem vindo a ser assimilada por parte dos mais novos aspirantes a carreiras catapultadas pela filiação partidária. Mas o que me provoca mais repulsa e malestar é ver tantos sorrisos falsos nas caras de gente que, com a sua conversa de circunstância, não esconde ao que vai. Gente que, não sendo pequena, aproveita todas as ocasiões para, em bicos de pés, parecer maior. São os tais que, de salamaleque em salamaleque e de palmadinha nas costas, andam à babuja de, rapidamente, poder alcançar o que os outros, através de um percurso profissional normal, nunca atingirão. Entendem agora a dificuldade em conviver com gente que, sem se assumir e de uma forma ou de outra, passa por esta viva sempre à babuja? Pois é, “Viver não custa, o que custa é saber viver”, portanto: orientemse! .

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OPINIÃO

Alexandre Fonseca Paulo Bernardo (Empresário)

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urante a minha vida de empresário, que começou cedo, já lá vão quase trinta anos, como é óbvio, fui tendo exemplos que gostaria de ser. Belmiro de Azevedo talvez tenha sido o que mais me marcou, gostava da sua forma de atuar, estava mais no lado da produção. Posso dizer que, dos que vou falar, foi o único a quem apertei a mão, ainda era estudante universitário. António Champalimaud surgiu quase em simultâneo um senhor que a história lhe veio dar um lugar merecido, graças ao trabalho da sua fundação. José Roquette também era um exemplo, sempre gostei de quem trabalha a terra. Contudo, com o crescimento, é natural que fossem surgindo outros. O primeiro que vinha de uma área não de produção, Jardim Gonçalves, o Senhor BCP, homem quase perfeito que tudo o que fazia era bem feito. Os exemplos foram seguindo: Zeinal Bava, o melhor gestor da Europa, nunca gostei muito do seu estilo, mas obviamente que era uma referência; Henrique Granadeiro, homem que subiu a pulso e gostava de fazer vinho. Mais tarde, e por outras questões, acabei por ficar perto do BES e Ricardo Salgado era o cara (como se diz no Brasil), ele sabia tudo e conseguia atuar em vários mercados e em todos eles com muito sucesso, desde a Banca até à criação de cavalos. Que raio de sorte a minha, destes homens que fui seguindo, apenas dois, Belmiro e Champalimaud, não me deram desgostos. Os outros, cada um pior que o outro. Que mau, as referências que a minha geração teve reduziram-se a um grupo de crápulas. Que exemplos deixaram para nós estes belos cromos, e o mais terrível é que a justiça

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não se faz, por isso, cada vez mais o exemplo que sobressai é que o crime compensa. Ainda pior, os jovens de hoje andam procurando que esquema podem fazer para ser o próximo cromo e não o próximo empresário. Mas hoje o objetivo é dar um bom exemplo, exemplo de uma pessoa que admiro. Alexandre Fonseca. Não conheço bem a sua história, apenas sei que esteve na ONI e agora é o CEO da Altice, antiga Portugal Telecom. Porque falar sobre ele? Porque, ao contrário dos outros que atrás referi, este é diferente, tem uma característica que me fez admirá-lo: preocupa-se com o cliente. Não foi ninguém que me contou, aconteceu comigo. Uma noite, estando eu fora do país, a minha família ficou sem TV, net, tudo aquilo de que hoje alguém necessita. Fizeram o percurso normal, ligar para a linha de apoio, esta disse que não era possível resolver, nem sabiam quando seria possível. Família em pânico, ligam-me para tentar que, no outro lado do mundo, o pai resolvesse o problema. Eu, depois de pensar um pouco, fui pelo processo normal de hoje e, por volta da meia-noite de Portugal, mando uma mensagem, explicando o assunto e com os meus contactos, via Facebook ao Alexandre Fonseca, apenas como recurso ao desespero, pois não esperava que nada acontecesse. Cinco minutos depois tinha um polegar para cima no meu Messenger e 30 minutos depois tinha alguém da Altice a ligar para a minha casa em Portugal e no dia seguinte o problema estava resolvido. Volto a dizer que não o conheço, nunca falei com ele, mas isto é um líder do século XXI. Obrigado Alexandre, és um bom exemplo . 80


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OPINIÃO

A Escola lúdica: O caso do DIA DE AULAS AO AR LIVRE Adília César (Escritora) “Não podemos apenas pensar sobre o tipo de mundo que deixamos às nossas crianças. Temos que pensar que tipo de crianças deixamos ao nosso mundo” (Dia de Aulas ao Ar Livre – Portugal)

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ste ano, o DIA DE AULAS AO AR LIVRE realizou-se a 17 de Maio. A iniciativa DIA DE AULAS AO AR LIVRE teve início com uma campanha fundada por Anna Portch, em 2012, quando um pequeno número de escolas em Londres celebrou a aprendizagem ao ar livre com o Dia de Esvaziar a Sala de Aula. O número de escolas participantes foi aumentando e em 2015 já eram mais de 600 escolas em 15 países. Em 2016, torna-se definitivamente um movimento à escala mundial, quando a Project Dirt, uma das organizações fundadoras, estabeleceu uma parceria com a equipa da Unilever’s Dirt is Good. Depois de uma reflexão conjunta entre dirigentes educativos, especialistas em diversão e ONG de todo o mundo, esta campanha tornou-se naquilo que é hoje – o DIA DE AULAS AO AR LIVRE – o qual já registou, até agora, 1.740.409 crianças de todo o planeta (62,235 em Portugal). No nosso país, a campanha é liderada pela Associação Movimento Bloome apoiada por Project Dirt, pela Associação Nacional de Professores e pela equipa Unilever’s Skip. Esta iniciativa, em franca expansão, pois de ano para ano acusa um aumento significativo do número de participantes, visa celebrar e inspirar as aprendizagens ao ar livre, através da brincadeira. A brincar, as crianças aproveitam a infância e desenvolvem competências de vida essenciais, tais como a resolução de problemas, a criatividade e o trabalho em equipa. Existe um maior entusiasmo dos alunos pelas actividades dinamizadas e, como consequência, um ambiente educativo mais propício às aprendizagens, as quais serão diferentes nesse dia.

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Assiste-se, assim, aos seguintes benefícios, tendo em conta as avaliações realizadas pelos intervenientes – alunos, educadores e professores: - incremento das capacidades sociais; - melhoria da capacidade de resolver problemas; - desenvolvimento de ferramentas de trabalho em equipa; - maior conhecimento e respeito pela natureza; - desenvolvimento de aprendizagens cooperativas e fomento da amizade entre pares; - experiências significativas e divertidas que ficam para a vida, as boas recordações. A escola também pode e deve ser lúdica, atendendo aos valores do respeito pela natureza e pelos outros, ultrapassando as estratégias antigas e antiquadas de ensino, preconizando novos modelos de aprendizagem, indo ao encontro das novas infância e juventude. Uma escola lúdica está melhor apetrechada para fomentar a felicidade de toda a comunidade educativa – alunos, docentes e não docentes, famílias. Presentemente, mesmo num país soalheiro e clima ameno como Portugal, as crianças passam muito tempo nas instituições, desde a creche até ao ensino secundário. Muitos jovens ainda têm outras actividades extracurriculares, explicações, etc., pouco usufruindo do ar livre. Tenho até reparado no seguinte fenómeno de fim-desemana, quando vou passear: onde estão as crianças que não as vejo em lado nenhum?! Bem, mas esta é uma questão que ficará para uma outra crónica… Aproveitar a infância e a juventude é o lema do DIA DE AULAS AO AR LIVRE. Já somos muitos: para o ano seremos mais, porque vale a pena. Para saber mais sobre esta iniciativa: https://diadeaulasaoarlivre.pt/ . ALGARVE INFORMATIVO #156


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ATUALIDADE

ALBUFEIRA ABRIU ÉPOCA BALNEAR E APRESENTOU SINALÉTICA PARA DALTÓNICOS Cerimónia de Abertura da Época Balnear, que em Albufeira decorre entre 15 de maio e 15 de outubro, juntou, na Praia dos Pescadores, o presidente e os vereadores da Câmara Municipal de Albufeira, o presidente da Região de Turismo do Algarve e representantes de várias entidades com responsabilidades na orla marítima, nomeadamente concessionários, Associação de Nadadores Salvadores de Albufeira (ANSA), Autoridade Marítima, GNR, Bombeiros, ARS (Centro de Saúde de Albufeira) e a empresa Ecoambiente. O programa começou às 10h com a realização de atividades de educação ambiental e ações de sensibilização sobre saúde e segurança na praia, que contaram com a participação de alunos das escolas do 1.º ciclo de Ferreiras, Vale Carro e Caliços e utentes da APEXA – Associação de Apoio à Pessoa Excecional do Algarve. Seguiu-se uma simulação de afogamento/salvamento, com recurso a meios da Autoridade Marítima, ANSA e Bombeiros Voluntários de Albufeira (BVA), com vista a dar a conhecer a convidados e banhistas o modo de atuação e os equipamentos utilizados neste tipo de ocorrências. Durante a sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal de Albufeira

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agradeceu a todas as entidades que, juntamente com o Município, trabalham em sintonia para que Albufeira continue a manter os patamares de excelência e qualidade ambiental das suas zonas balneares. “Voltámos a ser líderes a nível nacional com 25 praias galardoadas com a bandeira azul, que iremos hastear no próximo dia 4 de junho, das quais 16 são praias acessíveis, mais uma do que no ano passado. Este ano candidatámos também a Praia dos Alemães, onde está a ser finalizada a construção de uma rampa de acesso para pessoas com problemas de mobilidade”, sublinhou José Carlos Rolo. Todas as praias de Albufeira têm à disposição dos banhistas equipamentos que facilitam o acesso ao banho e a deslocação no areal a pessoas com mobilidade reduzida (cadeiras/andarilho e tiralô), e, a partir do dia 15 de maio, Albufeira é o primeiro município do sul do País a adotar a sinalética para daltónicos, 86


no âmbito do projeto «colorADD»,um sistema universal de cores, desenvolvido com base nas três cores primárias, representadas por símbolos gráficos, que permite reconhecer as cores das bandeiras e os contentores de recolha seletiva de resíduos instalados nas praias, bem como outro tipo de informação em que a cor é o fator de orientação. O presidente justificou que “Albufeira é um destino inclusivo, daí a nossa aposta na mobilidade, dotando o concelho das condições necessárias para que todos possam usufruir da beleza das nossas praias em segurança”. José Carlos Rolo aproveitou para divulgar que, em 2019, todos os acessos às praias irão ser alvo de obras de requalificação (com estacionamento devidamente organizado e iluminação com painéis fotovoltaicos), o que contribuirá para melhorar as acessibilidades e a qualidade ambiental das zonas balneares. O autarca finalizou a sua intervenção, elogiando os trabalhadores da Autarquia que, apesar da limitação de meios, se empenham diariamente para que as nossas praias continuem a ser um excelente cartão-devisita, bem como a atuação dos concessionários e de todas as entidades que zelam pela gestão e segurança das praias. O presidente da Região de Turismo do Algarve, Desidério Silva, deu os parabéns ao Município por mais uma vez ser o concelho de Portugal com maior número de bandeiras azuis, à semelhança do que acontece na região, frisando que “a época balnear no Algarve deveria ser todos os dias, sempre que as condições climatéricas o 87

permitissem”. Já Rogério Neto, vereador responsável pelo pelouro do Ambiente da Câmara Municipal de Albufeira, reforçou a importância da implementação do sistema «ColorADD», referindo que cerca de 10 por cento da população masculina e 5 por cento da população feminina no Mundo sofre de daltonismo. “Nesta primeira fase, para além da Praia dos Pescadores, a bandeira irá estar hasteada nas praias do Peneco, Inatel, Oura, Santa Eulália e Maria Luisa”, informou. À entrada da praia dos Pescadores, estiveram em exposição diversos equipamentos utilizados pelas diferentes entidades nas operações de limpeza, socorro e segurança. Na linha da frente, os BVA apresentaram o seu veículo escola (com informação acessível aos mais pequeninos), uma ambulância, uma moto de emergência, um veículo de comando e uma moto de resgate aquático, utilizada posteriormente na simulação. A mostra incluiu ainda a apresentação de um veículo da Polícia Marítima e os equipamentos utilizado pela Autarquia na limpeza das praias: duas Moto 4, um trator com pá, um trator com atrelado e duas máquinas destinadas à limpeza do areal .

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ATUALIDADE

6.ª EDIÇÃO DO OPTO FOI A MAIS PARTICIPADA DE SEMPRE

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erca de seis mil pessoas, mais meio milhar do que em 2017, entre jovens, pais, encarregados de educação, professores e formadores, visitaram o OPTO – VI Fórum de Educação e Formação do Algarve, evento onde estiveram representadas várias instituições da área do ensino público e privado, de diferentes pontos do país, nomeadamente universidades, politécnicos, centros de formação, agrupamentos escolares, escolas profissionais, associações, autoridades policiais e de socorro e outras entidades ligadas ao ensino e à formação. Durante três dias, os jovens da região do Algarve e alguns do Baixo Alentejo, ALGARVE INFORMATIVO #156

sozinhos ou em visitas organizadas, acompanhados pelos respetivos professores, aproveitaram para recolher informação atualizada sobre a oferta educativa e formativa disponível nos 50 stands que integraram o certame. Paralelamente ao espaço expositivo, o programa foi preenchido por um conjunto diversificado de atividades, que incluíram workshops, demonstrações gastronómicas e profissionais, música e dança, atividades desportivas, shows interativos, experiências laboratoriais, apresentações cinotécnicas e equestres e muita animação. De destacar duas novas atividades este ano, o parkour e os percursos de orientação, que foram bastante apreciadas pelos participantes. 88


Na hora do balanço de mais uma edição, o presidente da Câmara Municipal de Albufeira referiu que “o sucesso alcançado está bem patente no número de visitantes que ao longo dos três dias passaram pelo certame, mas também no envolvimento dos agrupamentos escolares do concelho que, juntamente com os alunos, prepararam e protagonizaram a maior parte dos momentos de animação, no interior e exterior do recinto e que foram muito apreciados e serviram de motivação para que mais jovens, pais e amigos visitassem o evento”. Para além da motivação dos jovens “para quem este evento é especialmente vocacionado”, José Carlos Rolo destacou a relevância da participação de algumas entidades institucionais como os Bombeiros, que

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este ano, para além de terem uma viatura em exposição no exterior do recinto, onde os jovens podiam recolher informação, aproveitaram o momento para ensinar prevenção rodoviária; bem como da PSP e a GNR, que todos os anos suscitam imensa curiosidade com as habituais demonstrações cinotécnicas e equestres. O autarca aproveitou para agradecer a colaboração dos parceiros (Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares – Direção de Serviços da Região do Algarve e Instituto do Emprego e Formação), “que desde o primeiro momento acreditaram e se associaram à iniciativa, contribuindo para fazer do OPTO um evento de referência no sul do país, só ficando atrás, em termos de dimensão, de eventos como a «Futurália», em Lisboa, e a «Qualifica», no Porto” .

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ATUALIDADE

CÂMARA DE ALJEZUR APOIA JUNTAS DE FREGUESIA COM 210 MIL EUROS Câmara Municipal de Aljezur, além dos acordos e competências de delegações já em vigor desde o princípio do mandato, aprovou um conjunto de apoios financeiros, no valor de 210 mil euros, para as quatro freguesias do concelho, nomeadamente Aljezur, Bordeira, Rogil e Odeceixe. As freguesias dispõem de atribuições próprias que visam a promoção e a salvaguarda dos interesses próprios das respetivas populações. Aos amplos domínios atribuídos às freguesias, não são correspondidos, em termos de assegurar eficazmente as respetivas competências, com a devida transferência financeira por parte do Estado. Dada a realidade demográfica,

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territorial, social e económica das freguesias do Município, não são geradoras de receitas próprias que permita acrescer às transferências do Orçamento Geral do Estado verbas suficientes de forma a promover e salvaguardar os interesses próprios das suas populações, nomeadamente no apoio direto às comunidades Locais. Desse modo, o Município deve ser o garante da promoção da coesão territorial, do reforço da solidariedade institucional, de forma a assegurar a melhoria da qualidade de serviços prestados às populações locais. Foram assegurados entre todas as freguesias os princípios da igualdade, não discriminação, transparência, participação e da necessidade e suficiência de recursos .

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NOVBAESURIS PREPARA NOVA SAFRA NA SALINA FÉLIX

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o quadro do ContratoPrograma estabelecido com o Município de Castro Marim, a NovBaesuris-Empresa Municipal encontra-se a preparar a nova safra na salina Félix, localizada em plena Reserva Natural do Sapal de Castro Marim/Vila Real de Santo António. Neste momento procedemse a trabalhos de limpeza de lodo e lamas, bem como a preparação da água com vista a uma maior concentração de sais minerais na marinha. A partir do mês de junho e até meados do mês de setembro decorre nesse local a extração do sal conhecida na comunidade salineira como safra. A exploração da salina Félix por parte da NovBaesuris é o resultado de um protocolo celebrado entre o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) proprietário da salina e o Município de Castro Marim, que desde 2008 detém a recuperação e revitalização da marinha. Além da exploração e comercialização do Sal de Castro Marim, considerado por muitos como o melhor do mundo a NovBaesuris tem como desígnio estratégico a valorização do sal enquanto produto turístico de qualidade nas suas diferentes variantes económica, social, cultural, ambiental e inclusivamente imaterial como elemento potenciador do desenvolvimento de Castro Marim. O percurso turístico pelas salinas é um dos

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produtos que a NovBaesuris tem vindo a incrementar, embora já existisse anteriormente. A partir de 2017 ganhou uma nova dinâmica, que visa a promoção dos patrimónios de Castro Marim e, simultaneamente, pretende introduzir uma componente pedagógica destinada a interagir com a comunidade escolar para que as novas gerações ganhem uma maior e melhor consciência ambiental .

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ATUALIDADE

UNIVERSIDADE DO ALGARVE E ORDEM DOS PSICÓLOGOS PORTUGUESES ASSINAM PROTOCOLO PIONEIRO

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Universidade do Algarve e a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) assinaram, no dia 10 de maio, na sede da OPP, em Lisboa, um protocolo de cooperação com o intuito de promover iniciativas de cooperação pedagógica, científica e técnica na prossecução do objetivo do aumento do sucesso académico e da diminuição do abandono escolar na UAlg. Com este protocolo, assinado por Saúl Neves de Jesus, vice-reitor da UAlg, e Francisco Rodrigues, bastonário da OPP, a UAlg torna-se a primeira instituição de Ensino Superior em Portugal a estabelecer uma parceria com a Ordem dos Psicólogos Portugueses. ALGARVE INFORMATIVO #156

O abandono escolar é uma das principais preocupações das instituições de Ensino Superior em Portugal, tendo a Secretaria de Estado do Ensino Superior convidado a Ordem dos Psicólogos Portugueses a participar para colaborar com as universidades e politécnicos no sentido da diminuição das taxas de abandono atualmente verificadas. A proximidade entre a UAlg e a Ordem dos Psicólogos Portugueses é também suportada pelo facto de Teresa Espassandim, vogal da Direção da OPP, ser membro do Conselho Geral da UAlg e por Saúl de Jesus, vicereitor da Academia algarvia, ser o Coordenador da Comissão para a Cooperação com o Ensino Superior e a Investigação em Psicologia, da OPP . 92


INEM VAI TER INSTALAÇÕES CRIADAS DE RAIZ EM LOULÉ

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oi celebrado, no dia 9 de maio, o contrato de cooperação interadministrativa entre a Câmara Municipal de Loulé e o INEM – Instituto de Emergência Médica, que permitirá construir na cidade de Loulé as novas instalações deste instituto na região. O edifício, criado de raiz, irá localizar-se numa zona central, junto ao nó da A22, naquela que é já designada como a «cidadela» de proteção e segurança do Algarve, onde se encontram outros equipamentos como o Quartel de Bombeiros Municipais, o Heliporto onde está em permanência o helicóptero do INEM, e as futuras instalações do CDOS – Comando Operacional de Operações de Socorro de Faro da Autoridade Nacional da Proteção Civil (em fase de construção). Estas instalações terão um âmbito regional, uma vez que irão servir todo o Algarve, contribuindo para que o INEM possa “satisfazer as suas necessidades e cumprir a sua missão com mais eficácia, nomeadamente garantir a assistência adequada às vítimas de acidente e doença súbita e, enquanto agente de proteção civil, poder ter melhores condições para garantir o socorro e assistência às populações em caso de necessidade”, como explicou Luís Meira, presidente do conselho diretivo do instituto. O responsável anunciou que, com a criação destas instalações, pretende-se reativar a delegação do INEM que há uns anos funcionou na região,

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faltando apenas para tal uma alteração estatutária. “Estamos focados em garantir que a operacionalidade volte a ser a mesma de há alguns anos, nomeadamente com a reativação do Centro de Formação de Faro e com a dotação do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) de todas as capacidades que temos no Porto, em Coimbra e Lisboa”, frisou. Já Vítor Aleixo salientou a importância deste contrato de cooperação interadministrativa no contexto regional. “O Município de Loulé dá, assim, um contributo para a reabilitação de um dos serviços fundamentais da órbita do Serviço Nacional de Saúde no Algarve”, considerou o autarca. Após a celebração deste contrato de cooperação, irá desenvolver-se o projeto do edifício e as instalações entrarão em funcionamento até ao final de 2020. O valor previsto com o projeto de execução, a empreitada e a sua fiscalização rondará o milhão e meio de euros .

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ARS ALGARVE ENTREGOU VIATURAS ELÉTRICAS A EQUIPAS DE APOIO DOMICILIÁRIO EM CUIDADOS PALIATIVOS Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde do Algarve entregou, no dia 11 de maio, três viaturas elétricas no âmbito da 1.ª Fase do Programa de Apoio à Mobilidade Elétrica na Administração Pública - ECO.Mob. destinadas às três Equipas Comunitárias de Suporte em Cuidados Paliativos dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACeS) da região. No decorrer da cerimónia no Laboratório Regional de Saúde Pública Dra. Laura Ayres, situado no Parque das Cidades, foi também entregue uma nova viatura todo-o-

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terreno à equipa da Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) Rio Arade de Silves, adquirida com o prémio atribuído ao projeto «Diabetes na Serra de Silves», pela Missão Sorriso como um dos projetos vencedores na edição de 2016. No decorrer da sessão, que juntou as Direções Executivas, os Conselhos Clínicos e da Saúde dos ACeS, a Coordenadora Regional dos Cuidados Paliativos do Algarve e os vários elementos das equipas, o Presidente do Conselho Diretivo da ARS Algarve, Paulo Morgado, acompanhado dos vogais, Josélia Gonçalves e Tiago Botelho, destacou que “este ato é uma forma de sinalizar a importância que damos aos 94


Cuidados Paliativos e ao trabalho excelente trabalho desenvolvido por todos estes profissionais que integram estas equipas”. Destacou igualmente que, com a aposta nestes veículos modernos, com a mais alta tecnologia, ao nível da sustentabilidade ambiental, as três equipas de Cuidados Paliativos ficam dotadas dos mesmos meios em termos de unidade e de capacidade para se deslocarem a todos os concelhos dos respetivos ACeS a que pertencem, “coisa que até ao momento ainda não estava devidamente operacionalizado”. “Independentemente da sede de onde as equipas estão afetas, aquilo que se pretende é que a partir de agora elas prestem cuidados em todos os concelhos da região”, reforçou. A Administração Regional de Saúde do Algarve foi uma das entidades públicas beneficiárias da 1.ª Fase do Programa de Apoio à Mobilidade Elétrica na Administração Pública - ECO.Mob. que recebeu em abril três veículos elétricos de tipologia «LP Inferior - Elétrico (AOV)». Com a candidatura a este programa que incentiva a aquisição de veículos elétricos na Administração Pública e se insere no Programa para a Mobilidade Sustentável na Administração Pública 2015-2020 – ECO.mob., a ARS Algarve pretende contribuir para promover a descarbonização e a melhoria do desempenho ambiental e, simultaneamente, renovar o seu parque automóvel. As novas viaturas vão ficar afetas às três Equipas Comunitária de Suporte em Cuidados Paliativos dos ACeS, em Lagoa (ACeS Barlavento), São Brás de Alportel (ACeS Central) e Tavira (ACeS Sotavento), reforçando os cuidados de 95

proximidade e melhorando as condições de trabalho e de mobilidade dos profissionais de saúde, sendo que a ARS Algarve, em parceria com o Fundo Ambiental, irá proceder à disponibilização e instalação dos respetivos pontos de recarregamento rápido em cada um dos locais onde as viaturas vão ficar sedeadas. Noutro âmbito, a equipa da Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) Rio Arade de Silves recebeu também um novo veículo adquirido com o valor do prémio atribuído pela Missão Sorriso ao projeto «Diabetes na Serra de Silves», como um dos projetos vencedores da edição de 2016. Este projeto de intervenção comunitária que visa a melhoria da acessibilidade aos cuidados de saúde e a vigilância junto da população mais idosa, através da realização de consultas efetuadas por uma equipa constituída por médica e enfermeiro no domicílio a utentes idosos e residentes na serra de Silves. No entender do Presidente da ARS Algarve, esta nova viatura representa uma mais-valia para o reforço do apoio de proximidade prestado pela UCC Rio Arade. “A Serra da Silves é uma zona de população muito dispersa, envelhecida com muitas doenças crónicas e esta nova viatura todo-o-terreno tem as características adequadas para percorrer os difíceis caminhos da serra, o que irá proporcionar boas condições de trabalho aos nossos profissionais, que diariamente fazem um esforço por estarem cada vez mais próximos das pessoas”, sublinhou Paulo Morgado, acrescentando que este é mais um exemplo de que “estamos a conseguir tornar o SNS cada vez mais próximo das pessoas, com mais e melhor capacidade de resposta àquilo que são as necessidades dos cidadãos” .

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FRANCISCO MARTINS ANDOU EM PRESIDÊNCIA ABERTA POR ESTÔMBAR, PARCHAL, LAGOA E CARVOEIRO

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evitalização e construção de espaços públicos; dotação de novos meios em escolas de ensino básico e pré-escolar; melhoria das acessibilidades, espaços verdes e de recreio em espaços sociais e a urgência no arranque do novo centro escolar da Mexilhoeira da Carregação, a primeira escola do futuro do concelho de Lagoa, foram alguns dos pontos saídos das presidências abertas que a autarquia de Lagoa tem vindo a fazer junto da ALGARVE INFORMATIVO #156

população desde abril último. Esta gestão municipal de proximidade prevê mais de 40 visitas às freguesias do concelho durante o atual mandato, com o objetivo de obter uma radiografia tão ampla quanto possível dos assuntos mais urgentes, não só como forma de solucionar e planear a resolução dos problemas, como de verificar in loco o trabalho efetuado e continuar uma filosofia de governação aberta junto das populações.

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Na União de Freguesias de EstômbarParchal, surge o desejo de arrancar com o projeto do novo centro escolar, na Mexilhoeira da Carregação. Será a primeira escola do futuro do concelho, com salas interativas potenciarão novas metodologias de ensino e de aprendizagem. Nas escolas de ensino básico e pré-escolar de Lagoa, Carvoeiro e Estômbar, onde foram ouvidos alunos, professores e funcionários, surgiram como mais urgentes assuntos como o pavimento dos espaços de jogo/recreio, a climatização de algumas salas e a dotação de novos meios nos espaços analisados. Na União de Freguesias EstômbarParchal foi ainda identificada a necessidade de melhoramentos nos parques públicos do Parchal e Bela Vista, e a criação do futuro Parque Urbano daquela

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última localidade, que dotará esta zona do concelho de um amplo espaço público. Nesta freguesia (Bairro das Marinhas, Mexilhoeira da Carregação) e ainda nos Bairros Jacinto Correia e Zeca Afonso, em Carvoeiro e Lagoa, respetivamente, a equipa do executivo recolheu depoimentos acerca do problema das acessibilidades, da necessidade de renovação de espaços verdes e de recreio, e comprometeu-se a reforçar o muito trabalho já efetuado na requalificação destas áreas. Também a freguesia de Lagoa foi contemplada neste plano de investimentos e o presidente da autarquia, Francisco Martins, apresentou várias propostas para a revitalização de espaços públicos, quer na escola de trânsito e zonas anexas, quer na requalificação do trânsito e mobilidade nas envolventes à escola de artes .

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MUNICÍPIO DE LAGOS ATRIBUI SUBSÍDIOS A 19 AGENTES CULTURAIS NO VALOR DE 157 MIL EUROS s associações culturais e recreativas prestam um serviço inestimável à comunidade, salvaguardando tradições e promovendo a contemporaneidade. Correspondem a componentes da herança cultural e da afirmação criativa do concelho, promovendo junto das populações o gosto pela cultura e pela preservação desse testemunho, que é património de todos. No Município de Lagos, as Associações Culturais e Recreativas constituem-se, em paralelo com a ação municipal, como parceiros fundamentais para o desenvolvimento e valorização da cultura local, realçando-se o trabalho promovido pelos vários

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agentes culturais na promoção e difusão da cultura nas áreas da música, da dança, do teatro bem como das artes plásticas. Neste sentido, face à atividade desenvolvida pelos diferentes agentes culturais locais e ao envolvimento dos mesmos na vida cultural do concelho, e para além de apoios logísticos e de transporte, essenciais para a prossecução das suas atividades, foi aprovada a atribuição de subsídios no valor global de 157 mil e 273 euros a 19 associações culturais e recreativas do Município: Associação do Grupo Coral de Lagos; Sociedade Filarmónica Lacobrigense 1.º de Maio; Associação de Dança de Lagos; CCDTCML – Centro de Cultura e Desporto dos Trabalhadores da Câmara Municipal de 98


Lagos; Rancho Folclórico de Odiáxere; Clube ABC Os Espichenses; Associação Àmodantiga; Orquestra Ligeira de Lagos; Grupo de Amigos do Chinicato, Casa Branca; Corpo Nacional de Escutas – Agrupamento de Escuteiros 173; Academia de Música de Lagos; Clube Artístico Lacobrigense; Clube Recreativo e Cultural Luzense; Associação do Teatro Experimental de Lagos; LAC – Laboratório de Actividades Criativas; Grupo Popular das Portelas; Clube Desportivo e Recreativo de Odiáxere e Centro de Estudos de Lagos. A concessão destes apoios visa estimular a produção cultural de qualidade; salvaguardar os traços

essenciais da cultura e património locais; apoiar a criação artística; e contribuir para a valorização cultural do Município e a dinamização dos equipamentos culturais. Nesta mesma reunião foi igualmente aprovado a atribuição de um subsídio no valor de seis mil e 200 euros à (A)Garra – Associação Jovem de Lagos, com base na atividade desenvolvida pela mesma, nomeadamente no que diz respeito à organização do «Lagos Sunset Color Party – Festa da Juventude», que teve bastante sucesso em 2017 e que este ano está prevista para a Meia Praia, exatamente no dia em que se assinala o Dia Mundial da Juventude – 12 de agosto .

AUDITÓRIO MUNICIPAL DE OLHÃO RECEBEU 9.º CAMPEONATO CONCELHIO DE LEITURA

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eve lugar, no dia 15 de maio, a final do 9.º Campeonato Concelhio de Leitura – Leitura Rápida e Expressiva (LER), uma verdadeira festa da leitura que envolveu todos os alunos do ensino público e privado do concelho de Olhão, do 3.º ao 12.º anos, e cujos finalistas de cada escalão se «defrontaram» no Auditório Municipal de Olhão. Mais do que um concurso, o Campeonato Concelhio de Leitura, organizado pelo Município de Olhão e pelas Bibliotecas Escolares Paula Nogueira, pretende ser um espaço de promoção da leitura e de valorização dos melhores leitores. A iniciativa, inserida no programa do 7.º Mostra-te – Mostra de Juventude de Olhão, teve início há alguns

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meses e contou com três fases: seleção do melhor leitor por turma, seleção do melhor leitor de cada escalão em cada agrupamento e a final, onde os vencedores deram o seu melhor, através da leitura de um texto da sua preferência. Após apresentadas as respetivas leituras e a consequente deliberação do júri, os vencedores em cada um dos escalões foram: Carolina Gancho, do Colégio Bernardette Romeira (1.º Ciclo); Francisca Neves, do Colégio Bernardette Romeira (2.º Ciclo); Natacha Fernandes, do Colégio Bernardette Romeira (3.º Ciclo) e Ruben Pires, da Escola Secundária Francisco Fernandes Lopes (Secundário). No final desta festa concelhia da leitura, todos os participantes foram contemplados com um cheque-livro, oferta do Município, e um bilhete para o Festival do Marisco, oferta da empresa municipal Fesnima. ALGARVE INFORMATIVO #156


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LOULÉ INAUGUROU OFICINA DE OLARIA E CERÂMICA inauguração de uma Olaria, no dia 10 de maio, insere-se nas ações que têm sido desenvolvidas no âmbito do projeto «Loulé Criativo». O espaço situa-se no edifício recuperado da centenária Olaria de José João Velhote, no Centro Histórico de Loulé, adquirida pelo Município e agora reerguida a partir do estado de ruína em que se encontrava. Junto à muralha medieval, permitirá o funcionamento de duas valências que se articulam e complementam. Numa delas, Domingos Gonçalves «Xavier», que ali manteve atividade até o edifício entrar em ruína, voltará a ser oleiro, a tempo inteiro como ambiciona, moldando e

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demonstrando como se trabalha o barro. Na outra, integrado no «Loulé Criativo», serão acolhidos oleiros e ceramistas em períodos de incubação, permitindo a experimentação e o seu lançamento e consolidação na atividade. O espaço será ainda um centro de recursos para uma dezena de profissionais que desenvolve atividade no Concelho, uma «montra» que permitirá divulgar a oferta de produtos e serviços existentes, e um local onde ocorrerão ações de capacitação para profissionais do setor e simultaneamente de aproximação à atividade para alunos das escolas e outros públicos. Neste momento inicial estarão representados no espaço Bernadette Martins, José Machado Pires, Francisco Velez, Ricardo Inácio, Isabel 100


Valente, Teresa’s Pottery e Pedro Piedade. Esta Olaria constitui mais um passo do «Loulé Criativo» tendo em vista a valorização dos ofícios, preservando competências e estimulando a criação de novas formas e de novas utilizações a partir de saberes e técnicas que são parte do património imaterial concelhio. Na ocasião, o presidente da Autarquia manifestou a sua satisfação por tratar-se de mais um espaço integrado num conceito que tão bem sucedido tem sido na cidade, como também porque as olarias fazem parte da memória coletiva de Loulé e das suas gentes. À semelhança da Casa da Empreita e da Oficina do Caldeireiro, mas também, numa perspetiva mais contemporânea, do Loulé Design Lab, esta Olaria será “mais

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um polo de interesse”. “A nossa intenção é fazer emergir Loulé de um ciclo difícil que ultrapassou num passado recente, agarrando nas nossas melhores tradições, neste caso que têm a ver com o artesanato, com as atividades económicas que eram muito marcantes e vigorosas há 50, 60, 70 anos na cidade de Loulé, convertendo-as num produto que é simultaneamente cultural, de memória, mas com a capacidade de atrair turistas que, cada vez mais, procuram conhecer a identidade dos locais e povos que visitam”, afirmou Vítor Aleixo, salientando ainda a vertente comercial deste espaço, uma vez que os artistas e criativos terão a oportunidade de vender e promover aqui as suas peças .

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LOULÉ VAI TER A PRIMEIRA ESCOLA PÚBLICA DO ENSINO DE MÚSICA A SUL DE LISBOA

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o ano letivo de 2018/19 vai abrir portas, em Loulé, a primeira escola pública dedicada ao ensino de Música na zona Sul do país. O protocolo, celebrado no dia 11 de maio entre o Município e o Ministério da Educação, permitirá, deste modo, criar o Conservatório de Música de Loulé. Este importante projeto educativo, cultural e artístico irá funcionar no emblemático Solar da Música Nova, um edifício que faz parte da história da cidade e que, atualmente, está a ser alvo de trabalhos de reabilitação que permitirão criar aqui um espaço moderno, com todas as condições para o ALGARVE INFORMATIVO #156

ensino da Música. No local, cedido pela Autarquia, será instalado um estabelecimento escolar com 2º. e 3.º Ciclos do Ensino Básico (do 5.º ao 9.º ano) e do Ensino Secundário (do 10.º ao 12.º ano) no domínio do ensino artístico especializado. “Vão ser realizados protocolos com várias escolas do ensino regular da região de forma a que o Ministério assegure, neste Conservatório, o ensino articulado e o ensino supletivo de Música com condições excecionais”, explicou a Secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão. O Governo ficará também responsável pela colocação de professores, matrícula dos alunos e outros procedimentos 102


administrativos e jurídicos, “tudo num curto espaço de tempo”. Já à Autarquia, para além da obra em curso no edifício, caberá igualmente o apetrechamento do espaço com os materiais, equipamentos e instrumentos essenciais para o funcionamento do Conservatório, bem como a colocação de pessoal não docente. Para a Secretária de Estado, este protocolo constitui um “dos momentos muito bons” nestes dois anos e meio em que exerce estas funções governamentais, já que “finalmente haverá uma escola de Música a Sul do Tejo e isso deve-se à Câmara Municipal de Loulé e ao seu presidente”. A governante responsável referiu, de resto, que o ensino especializado é uma das áreas em que “a rede pública está aquém do desejado”. No que diz respeito a escolas públicas de Música,

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existem atualmente apenas seis em todo o país, sendo duas delas em Lisboa. Para Vítor Aleixo, este espaço educativo constituirá “a joia da coroa na política cultural muito rica que o Município de Loulé tem promovido nos últimos anos”. “Esta é uma mais-valia com que, não só Loulé, mas todo o Algarve, poderá passar a contar no futuro, o que nos deixa muito felizes”, assegurou o autarca, que vê assim o seu Concelho receber mais um equipamento de interesse regional. Vítor Aleixo anunciou ainda que é intenção da Câmara Municipal de Loulé dar o nome de Francisco Rosado a este Conservatório. Além do principal mentor do Encontro de Música Antiga de Loulé, Francisco Rosado foi um dos grandes impulsionadores do ensino da Música no Concelho, tendo lecionado durante vários anos no Centro de Expressão Artística de Loulé .

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CIRCULAR DE OLHÃO JÁ TEM PROPOSTAS PARA AVANÇAR presidente da Câmara Municipal de Olhão, António Miguel Pina, recebeu, no dia 10 de maio, duas propostas de traçados para avançar com a construção da tão ambicionada Circular da cidade, com os estudos a serem transmitidas por técnicos da Infraestruturas de Portugal (IP). O tráfego intenso que se regista diariamente na Estrada Nacional 125 e a consequente necessidade de construção da Circular de Olhão, há muito reclamada, havia levado o edil a solicitar a criação de soluções à empresa pública, que agora foram apresentadas. Analisados os traçados propostos, a IP avança nos próximos 30 dias para a elaboração dos estudos prévios e de

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impacte ambiental, “salvaguardando sempre o interesse da população olhanense”, garantiu António Miguel Pina. A intervenção, que será da responsabilidade da IP, tem por objetivo criar uma alternativa viária que permita diminuir o número de veículos na Av. D. João VI, troço da EN 125 que atravessa a cidade olhanense, sobrecarregando de trânsito a zona. O presidente da Autarquia destaca que, apesar de não ser responsabilidade direta da Câmara, a criação da Circular de Olhão “é uma luta deste Executivo, sendo de extrema importância dotar a cidade de estruturas viárias adequadas que garantam segurança, acessibilidade e qualidade ambiental à população da cidade e aos que aqui transitam” .

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CENTENAS DE PESSOAS CELEBRARAM DIA DA EUROPA EM PORTIMÃO Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), o Centro de Informação Europe Direct do Algarve, o Programa Operacional CRESC ALGARVE 2020 e o Município de Portimão celebraram, a 9 de maio, em Portimão, o Dia da Europa, com um conjunto de iniciativas que envolveram centenas de cidadãos de todas as idades e nacionalidades e muitos alunos das escolas do segundo e terceiro ciclos do concelho. O programa arrancou no Porto de Cruzeiros de Portimão com a cerimónia institucional do hastear da bandeira da União Europeia na réplica da fragata francesa Hermione La Fayette, com intervenções institucionais do presidente da Union des Français de l´Entranger (UFE) e dos presidentes da CCDR Algarve, Francisco Serra, e da Câmara Municipal de Portimão, Isilda Gomes. "A Liberdade, a Democracia e a Solidariedade não são conquistas definitivas. É necessário trabalhar todos os dias para garantir a sua defesa e o #DiadaEuropa é um bom momento para sublinhar a importância destes valores", referiu Isilda Gomes, presidente da Câmara Municipal de Portimão. “As atividades e festejos deste ano decorrem sob a égide do Ano Europeu do Património Cultural (AEPC), visando a promoção dos valores da cidadania e celebrar o projeto político que une os destinos de 500 milhões de cidadãos”, sublinhou Francisco Serra, presidente da

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CCDR Algarve, destacando o papel do Centro de Informação Europeia Europe Direct Algarve, que “organizou diversas iniciativas, passatempos e animação dirigidos essencialmente à comunidade escolar na Village La Fayete e na Biblioteca Municipal, para além de múltiplas atividades paralelas associadas, envolvendo associações e instituições ao longo de todo este mês de maio”. Também na parte da manhã, a comitiva visitou a obra de requalificação do Jardim 1.º de Dezembro e conheceu um pacote de projetos municipais em curso, alguns já com apoios aprovados e outros que o Município tenciona candidatar ao Programa Operacional CRESC Algarve 2020. Depois do almoço realizou-se mais uma sessão aberta ao público amplamente participada sobre a Estratégia Regional para o pós2020, no Café Concerto do TEMPO – Teatro Municipal de Portimão, que reuniu atores económicos e sociais do Barlavento Algarvio . ALGARVE INFORMATIVO #156


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POLO LIGADO À SAÚDE, INVESTIGAÇÃO, FORMAÇÃO E INOVAÇÃO VAI INSTALAR-SE EM LOULÉ Município de Loulé celebrou um protocolo de cooperação com o Centro Académico de Investigação e Formação Biomédica do Algarve – ABC (Algarve Biomedical Center), com o objetivo de cooperar nos domínios da saúde, investigação, formação e inovação. Neste âmbito, prevê-se a criação, no Concelho, do ABC – Loulé Active Life, uma estrutura que dinamizará e fortalecerá os cuidados de saúde no Algarve, com grande impacto no turismo de qualidade, o principal motor de desenvolvimento económico regional e nacional que será

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colocada ao serviço da população residente e dos visitantes. Este projeto coletivo representa uma forte aposta na inovação e desenvolvimento regional e articulará vários projetos de inovação, investigação, apoio e promoção da saúde e qualidade de vida, numa estrutura moderna e adequada a construir para o efeito. Pretende-se que este seja um edifício contemporâneo, com cerca de quatro mil metros quadrados de área de construção, com reduzido impacto ambiental e localizado numa zona estratégica com boas acessibilidades, e que aposte na sustentabilidade energética, nas

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energias renováveis, no conceito ambiental «verde» e numa gestão autossuficiente. O ABC – Loulé Active Life irá integrar as seguintes valências: a Agência de Investigação Clínica e Inovação Biomédica, fixando em Loulé um polo da agência, numa iniciativa de descentralização; o Biobanco do ABC, com interligação entre o Centro Hospitalar Universitário do Algarve, o Departamento de Ciências Biomédicas e de Medicina, bem como o Center of Biomedical Research da Universidade do Algarve, fundamental ao desenvolvimento de terapêuticas inovadoras e que ficará integrado na Rede Ibérica e Europeia de Biobancos; o Centro de Cirurgia Experimental do Algarve; a Unidade de Farmacovigilância do Algarve e Alentejo; o Centro de Estudos de Eficiência e Segurança dos medicamentos e dispositivos médicos (numa parceria com o INFARMED), inovador em termos nacionais; a sede do Projeto LIFE – Algarve Coração Seguro, um projeto que tem por objetivo reforçar a imagem do Turismo no Algarve, como destino de saúde seguro, através da introdução de formação em Suporte Básico de Vida e Desfibrilhação Automática Externa na rede hoteleira regional e da criação de uma rede de Desfibrilhadores Automáticos Externos; o Centro de Apoio ao 107

Envelhecimento Ativo e Qualidade de Vida (Integrado na Rede de Referência Europeia de ACTIVE AGING); o Centro de Cuidados de Saúde Certificados para o Turismo (numa parceria com a Direção-Geral de Saúde), um projeto-piloto que disponibilizará aos turistas a lista das instituições certificadas mais próximas por áreas de especialização; e o Meeting Center Active Life, que levará à colocação do Algarve no centro de discussão científica e da inovação internacional. A construção e equipamento das instalações arrancarão em 2019, estando prevista a sua conclusão em 2020. “É um enorme desafio para a região para o qual o Concelho de Loulé mostra uma grande abertura. Trata-se do primeiro passo para a criação de um edifício coletivo que projetará o Algarve como região que reclama assumir importância nacional ao lado de outras”, sublinhou Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé, adiantando ainda o facto da Autarquia ter “recursos e uma equipa jovem” para levar por diante este projeto .

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AUTARQUIA DE MONCHIQUE INVESTE MAIS DE 340 MIL EUROS EM VIATURAS Câmara Municipal de Monchique está em processo de reforço e substituição da sua frota automóvel, tendo recentemente adquirido um autocarro Winner Volvo B11R com 51 lugares e duas carrinhas Mercedes Benz VCL de nove lugares destinadas ao serviço de transporte escolar. Estes veículos servirão o transporte diário dos alunos para os respetivos estabelecimentos de ensino e serão ainda utilizados no apoio às atividades dos clubes e associações do concelho. Recorde-se que a autarquia monchiquense disponibiliza, de forma

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gratuita, o serviço de transporte entre o local de residência e os estabelecimentos de ensino a todos os alunos dos 1.º, 2.º, e 3.º CEB, que residam a mais de três ou quatro quilómetros dos estabelecimentos de ensino, e comparticipa as deslocações dos estudantes do ensino secundário. Em termos práticos, as deslocações casa/escola/casa implicam cerca de 60 viagens diárias num total de mil e 200 quilómetros diários pelo concelho que perfaz, só em termos de transporte escolar, um total de 24 mil quilómetros mensais. A aquisição destas viaturas veio contribuir para reforçar a frota do município e originou um investimento de 340 mil euros .

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MERCADO MUNICIPAL DE SÃO BRÁS COMEMOROU MEIO SÉCULO DE EXISTÊNCIA

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Mercado Municipal de São Brás de Alportel completou 50 anos de atividade ao serviço da comunidade sãobrasense, no dia 20 de abril, com o programa comemorativo a decorrer até abril de 2019. Os festejos tiveram início no dia 28 de abril com uma demonstração gastronómica especial, apresentada pelo Chef Rui Marcelino, momentos de animação musical pelo Grupo «Al-Fanfare», a apresentação de obras de arte alusivas ao Mercado, de autoria de Manuel Belchior, e o aguardado momento de cantar os parabéns e partilhar o bolo de aniversário.

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Inaugurado com pompa e circunstância a 20 de abril de 1968, sendo então Presidente da Câmara Municipal, Júlio Parreira, o edifício do Mercado Municipal acolheu a antiga praça que antes disso funcionava no burgo antigo da vila. Em 2010, após obras de requalificação, reabriu as suas portas preservando a traça original, mas com melhores condições para vendedores e consumidores, um espaço polivalente coberto, mais espaços de venda e uma zona de armazenamento. Com meio século de História, o Mercado Municipal de São Brás de Alportel desempenha um papel central na economia do concelho e na vida da comunidade, onde se encontram sucessivas gerações. Hoje, acolhe diversas atividades com um programa de animação que complementa a tradicional ida ao Mercado para fazer as compras, com mostras de artesanato e de produtos locais, mercadinhos de solidariedade e interculturalidade ou demonstrações gastronómicas no último sábado de cada mês . ALGARVE INFORMATIVO #156


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