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ALGARVE INFORMATIVO 28 de abril, 2018
«GERAÇÃO FACEBOOK» EM CASTRO MARIM COMMEDIA A LA CARTE ESGOTOU TEATRO DAS FIGURAS|«MORREU PAVAROTTI» 1 SERÕES DA PRIMAVERA | FAM TRIP EM LOULÉ | RICARDO ALGARVE INFORMATIVO RIBEIRO#153
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CONTEÚDOS #153 28 DE ABRIL, 2018 16
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ARTIGOS 12 - ALUT 2018 16 - Commedia a la Carte 26 - FAM TRIP Loulé 38 - «Morreu Pavarotti» 48 - Um intruso na cozinha 58 - Ricardo Ribeiro 66 - Serões da Primavera 74 - «Geração Facebook» 96 - Atualidade
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OPINIÃO 84 - Paulo Cunha 86 - José Graça 88 - Mirian Tavares 90 - Adília César 92 - Artur Filipe Gregório ALGARVE INFORMATIVO #153
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REPORTAGEM
ALUT 2018 CONTA COM O APOIO DA RTA E DA ALMARGEM E DEVE BATER RECORDE DE PARTICIPANTES Texto:
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inda faltam sete meses para o arranque da segunda edição do ALUT – Algarviana Ultra Trail, que se realiza de 29 de novembro a 3 de dezembro, mas as inscrições decorrem a bom ritmo e as expetativas são elevadas, conforme se ficou a saber, no dia 24 de abril, durante a assinatura do protocolo de apoio da Associação Algarve Trail Running
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com a Região de Turismo do Algarve e a Associação Almargem, gestora da Via Algarviana. O ALUT é uma prova de trail running em que os atletas percorrem os 300 quilómetros que atravessam o Algarve de uma ponta à outra, de oriente a ocidente, sempre por trilhos e montanhas do interior, começando no 12
concelho de Alcoutim e terminando no Cabo de São Vicente, no concelho de Vila do Bispo, de onde partiram os navegadores lusitanos à descoberta do novo mundo há seis séculos atrás. O evento pretende não apenas fomentar a prática desportiva, e o trail running em particular, no Algarve, mas afirmar a região como uma zona de excelência desportiva, em especial nas épocas baixas, dando a conhecer todo o seu território, as suas riquezas naturais, culturais e patrimoniais. Com estes três vértices desporto, cultura e turismo – o ALUT tem como objetivo maior, por via do desporto, contribuir para a coesão territorial, dinamizar as economias menos favorecidas do barrocal algarvio e combater a sazonalidade e a desertificação do interior.
Rota Vicentina encaixam-se perfeitamente nesta estratégia. Aliás, enquadramos também a Volta ao Algarve no Programa Valorizar, precisamente por passar por concelhos do interior do Algarve e pela divulgação que faz das nossas paisagens. Ficamos contentes por haver associações que conhecem o nosso território e que, com o seu saber e experiência, têm capacidade para organizar eventos como o ALUT”, afirmou Desidério Silva, depois de assinado o protocolo de apoio da RTA ao Algarviana Ultra Trail. “Temos confiança nos nossos parceiros e tenho a certeza que cada um de nós, dentro das suas funções, faz aquilo que pode com vista à valorização da região e, neste caso concreto, de um produto que cada vez mais se afirma como um forte atrativo turístico”, salientou o
Depois de ter sido uma das grandes surpresas da modalidade em território nacional em 2017, o número de participantes no ALUT deste ano deve aumentar, a ver pelo número de atletas já inscritos. Em simultâneo, a Almargem vai organizar caminhadas em alguns setores da Via Algarviana que serão percorridas no sentido oposto ao percurso normal. “Para nós é prioritário dinamizar o interior e o turismo de natureza Bruno Rodrigues, presidente da Direção da Associação Algarve Trail e a Via Algarviana e a Running, e Desidério Silva, presidente da Região de Turismo do Algarve 13
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caminhadas organizadas pela Almargem, para apreciarem o território e, quiçá, depois regressarem, a solo, para descobrirem o Algarve que nós temos”, declarou ainda Bruno Rodrigues, presidente da direção da ATR. O ALUT é organizado pela ATR – Algarve Edgar Figueiredo, da Associação Almargem, com Bruno Rodrigues, Trail Running e da Associação Algarve Trail Running pela Região de Turismo do presidente da Região de Turismo do Algarve, com o apoio da ANA – Algarve. Aeroportos de Portugal e da Associação Almargem. Recorde-se que a ATR é Um desses parceiros é precisamente a igualmente responsável pela Associação Almargem, representada na organização de outros eventos de trail cerimónia pelo vice-presidente Edgar running como o UTRP – Ultra Trilhos Figueiredo, que confirmou que uma das Rocha da Pena e o Trail Ossonoba. A missões da Via Algarviana é valorizar o quase totalidade do percurso do ALUT interior do Algarve que, “infelizmente, desenvolve-se na Via Algarviana, tem baixa densidade populacional e percurso pedestre de longa distância continua a perder habitantes”. classificado como Grande Rota “Qualquer coisa que se faça para (GR13). Ao todo, são mais de 300 dinamizar economicamente estas zonas quilómetros, com partida junto ao Rio e que seja vivenciado por muitas pessoas Guadiana e estendendo-se até ao Cabo são contributos para se salvar o interior”, de São Vicente, passando pelos sublinhou o dirigente. “O ano passado Concelhos de Alcoutim, Castro participaram 70 atletas, dos quais 36 Marim, Tavira, São Brás de Alportel, chegaram ao fim, e tivemos cerca de 400 Loulé, Silves, Monchique, Lagos e Vila pessoas a acompanhar a prova no local. do Bispo, e atravessando as Serras do Por isso, esperamos que esses Caldeirão, Espinhaço de Cão e acompanhantes adiram a estas Monchique . ALGARVE INFORMATIVO #153
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á se tornou habitual os espetáculos dos Commedia a la Carte no Algarve esgotarem a lotação dos equipamentos culturais onde se realizam e bastaram dois dias para voarem todos os bilhetes das duas sessões que tiveram lugar, no Teatro das Figuras, em Faro, a 20 e 21 de abril. O cartaz anunciava o novo produto do trio constituído pelos conhecidos César Mourão e Carlos M. Cunha e pelo convidado Gustavo Miranda, rotulado do melhor improvisador colombiano do Mundo. O espetáculo vinha apelidado de «Os Melhores do Mundo» e com direito a busto e tudo, não de Cristiano Ronaldo, Leonel Messi e de mais um qualquer, mas de César Mourão, Carlos M. Cunha e Gustavo Miranda. A promessa era de que, durante os melhores meses do ano, mais concretamente abril e maio, a melhor tour do Mundo iria pisar os melhores palcos de Portugal e nessa tournée estava incluído o Teatro das Figuras. A que era considerada a melhor sinopse do mundo terminava, contudo, com um alerta à navegação: “o espetáculo, esse, é fraquinho!”. Pura mentira, porque «Os Melhores do Mundo» é do mais hilariante que tem passado pelos palcos algarvios nos últimos anos, uma barrigada de riso do ALGARVE INFORMATIVO #153
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princípio ao fim, com gargalhadas partilhadas pela assistência, mas pelos próprios comediantes, que muitas vezes não se conseguiam controlar com os imprevistos do humor improvisado. E a fórmula até é simples: três atores em palco, acompanhados por três músicos – Guilherme Marinho (Guitarrista), Jaume Pradas (Baterista) e Nuno Oliveira (Baixista) – com um alinhamento mais ou menos esquematizado mas onde o conteúdo é ditado no momento pelo público. É o público que sugere a melhor profissão do mundo para ser retratada de improviso, é o público que escolhe o local onde decorre outro sketch, é o público que define o nome das personagens de outro número e é um casal do público que, de repente, tem que contar pormenores mais ou menos íntimos de como se conheceram, de onde aconteceu o primeiro beijo e por aí adiante, para depois o trio transformar essas revelações numa fantástica história à laia de musical. Por isso, uma dica para futuros espetáculos: não convém ficar logo nas ALGARVE INFORMATIVO #153
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primeiras filas porque se arrisca a ir parar ao meio do palco para assumir um papel de destaque em «Os Melhores do Mundo». No centro das atenções está o frenético César Mourão, é por ele que tudo passa, é ele que dita o ritmo do espetáculo, não para sossegado no palco. Carlos M. Cunha, por seu lado, está sempre atento ao que se passa na assistência, ao que o público responde, comenta e sugere. E, por isso, em todo o espetáculo de Faro são mandadas piadas a um inglês que, afinal, é natural de Coimbra. Ou ao arquiteto que é muito paciente, mas que quer tudo para ontem. Ou seja, convém pensarmos duas, três ou quatro vezes antes de abrirmos a boca, porque o «velho», como César Mourão lhe chama, não deixa escapar uma.
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Se César Mourão e Carlos M. Cunha já são sobejamente conhecidos do público português, a grande surpresa do novo espetáculo dos Commedia a La Carte é Gustavo Miranda, verdadeiramente fantástico no que toca às expressões faciais, à mímica, à arte do improviso. Com a particularidade de algumas palavras que surgem no meio de tanto improviso não significarem o mesmo em colombiano do que em português, o que gera novas gargalhadas. Basta imaginar um colombiano que não domina bem o português a fazer a tradução para linguagem gestual de uma entrevista a um homem cuja profissão é palitar os dentes, dele e de outras pessoas. Aliás, o melhor é não tentar imaginar, mas ir ver, ao vivo – de preferência não nas primeiras filas – a «Os Melhores do Mundo». Vale bem o preço do bilhete, acredite . 22
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FAM TRIP DA RTA RUMOU A LOULÉ COM A CRIATIVIDADE EM PLANO DE DESTAQUE Texto:
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Região de Turismo do Algarve dinamizou mais uma Fam Trip, no dia 19 de abril, desta vez ao concelho de Loulé, sempre com o intuito de dar a conhecer junto dos operadores turísticos e da imprensa regional a diversidade do território algarvio para além do tradicional «sol e praia». Assim sendo, e com o apoio da Câmara Municipal de Loulé, o «Redescobrir os segredos do Algarve» passou pelo Barrocal, a Beira Serra e a Serra do maior concelho da região, numa visita que pretendeu mostrar a potencialidade turística destas zonas marcadas pela desertificação, mas que ilustram um Algarve genuíno que mantém as suas tradições, catapultada para o século XXI por diversos projetos na área do turismo criativo. “Temos em marcha o «Loulé Criativo», que tem em vista ALGARVE INFORMATIVO #153
promover o turismo, aliando-o ao território. Uma das nossas grandes lutas é, sem dúvida, a coesão territorial”, afirmou Pedro Pimpão, vice-presidente da Câmara Municipal de Loulé, durante a receção da comitiva nos Paços do Concelho. “Quase todos os concelhos do Algarve possuem litoral, mas a RTA tem tido a preocupação de apresentar nestas iniciativas aquilo que normalmente está mais «escondido», o que é menos conhecido ou está menos visível em termos mediáticos”, acrescentou Desidério Silva, presidente da Região de Turismo do Algarve. O Mercado Municipal, um dos maiores ex-líbris da cidade e o local mais visitado em Loulé pelos turistas nacionais e estrangeiros, foi o ponto de partida da jornada. O espaço é conhecido pela 28
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diversidade dos produtos tradicionais frescos, do peixe aos legumes, passado pelo mel, enchidos e outros, mas também pela beleza da sua traça arquitetónica de características neoárabes, com os seus quatro imponentes torreões. Logo ao lado do Mercado, paragem para se observar a escultura da «Vendedora», em homenagem a uma figura bem típica de quem ali comercializa a alfarroba, a laranja, a amêndoa ou o figo, e que só concorre em termos de popularidade junto das objetivas dos turistas com a escultura do poeta António Aleixo, à porta do Café Calcinha. Os operadores e jornalistas apreciaram o interior do recém-remodelado Calcinha, um dos «Cafés Portugueses com História», espaço de tertúlia louletana durante décadas e muito associado à vida e obra de António Aleixo. Continuando na Zona ALGARVE INFORMATIVO #153
Histórica de Loulé, o destino seguinte foi a Cerca do Convento Espírito, antigo convento de freiras franciscanas que alberga atualmente o «Loulé Design Lab», um laboratório de criação, investigação e experimentação onde são disponibilizadas condições para a formação e fixação de uma comunidade criativa, com o design como eixo de ação. Porta de entrada no casco medieval da cidade, a Ermida de Nossa Senhora da Conceição é um dos mais importantes edifícios eclesiásticos do Concelho e, como tal, foi um ponto de visita obrigatória desta Fam Trip. Construído após a Restauração, destaca-se no seu interior o altar em madeira coberta em ouro oriundo do Brasil, bem como os azulejos do século XVIII que retratam a vida da Virgem Maria. Logo ali ao lado, 30
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na Alcaidaria do Castelo, a comitiva teve a oportunidade de ver os vestígios da ocupação deste concelho ao longo dos séculos, no Museu Municipal. Depois, uma oportunidade rara para conhecer de perto os Banhos Islâmicos, os únicos banhos públicos a descoberto em Portugal, postos a nu no desenrolar das obras de requalificação da Zona Histórica de Loulé. Ali, a arqueóloga Isabel Luzia, falou da importância destes Banhos durante a ocupação muçulmana e do interesse da Autarquia em musealizar o espaço. Durante a manhã houve ainda tempo para uma passagem na Casa da Empreita e na Oficina do Caldeireiro, ambas do projeto «Loulé Criativo», iniciativa que aposta na valorização da identidade do território, tendo como força motriz a criatividade e a inovação e apoiando a ALGARVE INFORMATIVO #153
formação e atividade de artesãos e profissionais do setor criativo e contribuindo para a revitalização das artes tradicionais e para a dinamização de novas abordagens ao património imaterial. Mas também houve lugar a uma passagem pelo Pólo Museológico dos Frutos Secos, situado numa pequena unidade fabril de transformação e comercialização de frutos secos, desativada na década de 90 do século passado. No almoço em Querença, os participantes na Fam Trip da Região de Turismo do Algarve ao concelho de Loulé puderam degustar algumas das tradicionais iguarias desta aldeia conhecida também pela sua gastronomia. A visita prosseguiu depois para em Salir, nomeadamente no novo 32
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espaço criado na antiga escola primária que serve de posto de turismo e de área de venda de produtos tradicionais, em mais uma aposta na valorização das artes e ofícios tradicionais. Para encerrar a jornada visitou-se a Quinta da Tôr, cujos proprietários, cientes das qualidades do Barrocal, recuperaram a vinha ali existente e construíram uma adega. O microclima, as temperaturas baixas no Inverno e quentes no Verão, favorecem boas e equilibradas maturações das cinco castas de tintos e três de brancos que esta terra tem para oferecer. A produção começou em 2013 e, neste momento, a Quinta da Tôr tem já projetos de valorização na área do enoturismo .
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REPORTAGEM
OFICINA DE FORMAÇÃO DE ATORES DO TEATRO DAS FIGURAS DEU ORIGEM A «MORREU PAVAROTTI» Texto:
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Pequeno Auditório do Teatro das Figuras, em Faro, esgotou, no final da tarde de dia 24 de abril, para se assistir a «Morreu Pavarotti», o resultado de sensivelmente um ano de Oficina de Formação de Atores do maior equipamento cultural da capital algarvia. Sob a orientação dos formadores Miguel Martins Pessoa e Diana Bernedo e com coprodução do Colectivo JAT - Janela Aberta Teatro, a criação foi inspirada em notícias de jornais, uma série de trabalhos realizados nas aulas, de géneros e estilos diferentes, combinando muito humor e poesia visual. Em palco vivenciaram-se histórias reais que convivem com o turbilhão do dia-a-dia, com interpretação de Ana Lima, Anabela Ribeiro, Carolina Teixeira, Cristiana Reis, Gina Menau, Graça Madeira, Joana Santos, Manuel Soares, Marco Martins, Maria Cristina Silva, Nuno Murta, Nuno Ribeiro, São Rua, Sónia Fialho e Suzzane de Sousa. No final, depois de uma merecida ovação de pé, os formandos receberam os seus diplomas e sonham agora com novas produções teatrais . ALGARVE INFORMATIVO #153
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REPORTAGEM
UM INTRUSO NA COZINHA...
DO CAFÉ CALCINHA Texto:
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A primeira tarefa de Pedro Pimpão foi estudar as quantidades para um grupo de cerca de 30 clientes
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ideia, segundo apurámos, já vinha sendo implementada no «11 da Vila», em Loulé, com João Apolónia a ter por hábito convidar alguns amigos para preparar, volta e meia, um almoço para amigos e clientes. E quando João Apolónia, Bruno Inácio e Tiago Soares assumiram a exploração do carismático Café Calcinha, decidiram replicar a fórmula, desta vez ao jantar. A responsabilidade, contudo, é maior, porque o Calcinha integra a Rota dos «Cafés Portugueses com História» e tem, logo à entrada, a figura imponente de António Aleixo a espreitar se a clientela fica ou não satisfeita com o serviço. ALGARVE INFORMATIVO #153
Conversa para aqui, conversa para acolá, e o segundo episódio deste projeto a que se chamou «Um Intruso na Cozinha» foi para o ar na noite de 21 de abril, com a cozinha a ser entregue, por algumas horas, a Pedro Pimpão, vicepresidente da Câmara Municipal de Loulé e economista de formação, e ao arquiteto paisagista Gonçalo Duarte Gomes. E se a missão de Gonçalo de preparar a entrada era mais fácil de concretizar, já Pedro tinha a seu cargo a dura tarefa de cozinhar o prato principal para cerca de 30 pessoas, um bacalhau cozido com molho bechamel.
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O jantar estava marcado para as 20h30 e duas horas antes chegaram ao Café Calcinha os dois cozinheiros de serviço. Provavelmente só quando passaram da sala principal para a cozinha é que tiveram real perceção da tarefa que tinham em mãos. Principalmente Pedro Pimpão, que já tinha à sua espera as batatas descascadas e o bacalhau desfiado e, naquele momento, compreendeu que as proporções não eram bem aquelas a que estava habituado nas ocasiões em que tem oportunidade de cozinhar para a família ou para os amigos mais próximos. Por isso, como bom economista que é, de imediato pediu uma folha de papel e lápis para fazer umas contas apressadas. “Este deve ser, provavelmente, o meu maior desafio até à data, quiçá maior do que a política. Na política há sempre alternativas para abordar as questões, várias maneiras ALGARVE INFORMATIVO #153
para resolver os problemas. Aqui não. Se a comida não ficar boa, os clientes vão-se embora”, comparou o vicepresidente da Câmara Municipal de Loulé. A escolha do bacalhau cozido com molho bechamel deveu-se a uma tradição familiar, não por se tratar da única receita que tem «coragem» para submeter à apreciação de clientes normais, mas esta era a primeira vez que cozinhava para grupos grandes. “Em casa, se ficar muito insonso ou demasiado salgado, ainda nos conseguimos desenrascar ou não levam a mal, num restaurante a história é diferente”, reconhece, explicando que o desafio nasceu de conversas de circunstância com Bruno Inácio e João Apolónia, sem ter bem consciência de onde se estava a enfiar. 52
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Pedro Pimpão a preparar a receita secreta do molho bechamel
“Acho que só vou perceber bem onde me meti quando me sentar à mesa para comer. O bacalhau vai ser primeiro cozido, depois colocado no forno com as batatas e ovo, após o que leva o molho bechamel por cima e pão ralado e vai novamente ao forno”, descreve. À medida que vai explicando o processo e cortando o bacalhau e as batatas em pequenos pedaços, Pedro Pimpão verifica, de repente, que lhe faltam os ovos e o pãoralado e, como quem não quer a coisa, pergunta que horas são. Naquele momento começavam a aparecer as primeiras gotas de suor na testa e a fazerse ouvir, no subconsciente, o tique-taque, tique-taque do relógio. “São cinco quilos de bacalhau, perto de 60 batatas”, conta Pedro Pimpão, enquanto, no background, se ouvia a voz de Bruno Inácio a dizer que ALGARVE INFORMATIVO #153
era para estar tudo pronto às 20h30. “O tempo chega, não há crise. Estou habituado a trabalhar sob pressão, não será desta vez que as coisas vão falhar, embora confesse que seja uma missão de alto-risco”, responde o chef. Se o prato é relativamente fácil de cozinhar, o truque está no molho e, como tal, Pedro Pimpão não faz grandes revelações sobre o segredo mais bem guardado da sua família. “O bacalhau primeiro é cozido, pelo que vai ao forno apenas meia-hora, 15 minutos sem molho e mais 15 minutos com o molho. Mas este forno é completamente diferente daquele que temos em casa, é preciso estar sempre de olho nele. Se saímos da cozinha, é meio-caminho andado para a desgraça”, alerta o autarca. 54
A pressão ia aumentando, ainda que de forma quase impercetível, mas Gonçalo Duarte Gomes decide «aquecer» as coisas com o seu habitual modo descontraído. “Então Pedro, como é que vai isso? As entradas estão praticamente despachadas, é só levar ao forno”, comenta, de copo de vinho tinto na mão e olhar malandro. “Está tudo controlado”, garante o colega de cozinha. “Faço o molho enquanto o bacalhau vai a primeira vez ao forno”, acrescenta. “É leite e farinha, mais alguns ingredientes que não aparecem na ficha técnica, fazem parte do segredo”. Cortado aos quadrados, o bacalhau será depois servido em doses individuais, com muita batata e salada normal, de tomate cherry e rúcula – para dar um maior
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colorido visual e paliativo – e acompanhado por vinho tinto. Entretanto, questionado se tinha havido algum ensaio geral durante a semana para a grande ocasião, Pedro Pimpão confessa que não faz esta receita há quase três anos, devido à sua atividade política. “Antes disso fazia praticamente de três em três meses, para a família e amigos, mas isto é como andar de bicicleta, não se esquece. Estou confiante que vai correr tudo bem… espero bem que sim”. Os minutos iam passando, por isso, decidimos dar algum descanso ao cozinheiro. A conversa é retomada quando o bacalhau vai pela primeira vez ao forno e Pedro Pimpão se dedica ao molho bechamel. Entretanto,
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Gonçalo Duarte Gomes e Pedro Pimpão, Chefs por uma noite no Café Calcinha
começavam a chegar os primeiros clientes para este jantar especial, uma refeição onde iria marcar presença, inclusive, o presidente da Câmara Municipal de Loulé, Vítor Aleixo, entre outras conhecidas individualidades. “Eu gosto da cozinha porque nos faz pensar noutras coisas para além dos assuntos habituais do diaa-dia em que andamos sempre acelerados, sem tempo para parar. É uma tarefa terapêutica, uma pessoa diverte-se e descontrai enquanto está a fazer a comida, ao invés de ir comprá-la ao supermercado”, considera. Entretanto, tirando este bacalhau cozido com molho bechamel, o talento culinário do autarca resume-se a omeletes e grelhados, revela, sem complexos. “Para além dos afazeres profissionais, a minha geração começou a ficar bastante ocupada à medida que foram aparecendo os filhos e fomos perdendo o ALGARVE INFORMATIVO #153
contato com este simples ato de cozinhar para nós e para os outros. Mas isto faz bem à vida”, assegura Pedro Pimpão. “E recomendo que se cozinhe à frente dos filhos, para eles irem também apanhando o gosto e percebendo o que é comida saudável, feita em casa, com as nossas próprias mãos. Sabe bem estar envolvido nesta experiência culinária e vamos ver qual vai ser a reação dos convidados”, disse Pedro Pimpão. Não mais incomodámos o chef, porque os clientes já se faziam ouvir na sala de jantar e ainda havia muito para fazer. E embora não tenhamos ficado para provar o resultado final, quem lá esteve deu o aval positivo à entrada de Gonçalo Duarte Gomes e ao bacalhau cozido de Pedro Pimpão. Lá dizia a voz: Prova Superada! .
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RICARDO RIBEIRO RECORDOU JOSÉ AFONSO NO CINE-TEATRO LOULETANO Texto:
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Cine-Teatro Louletano festejou a Revolução dos Cravos com um espetáculo evocativo de José Afonso, na noite de 24 de abril, com mais uma lotação esgotada. Os temas mais conhecidos do famoso cantautor da liberdade, mas também outras canções menos badaladas do repertório afonsino, foram interpretados pelo fadista Ricardo Ribeiro, sem dúvida um dos mais versáteis e contagiantes intérpretes portugueses da atualidade, que «vestiu» José Afonso num formato surpreendente. Após o convite lançado pelo Centro Cultural de Belém, no âmbito do ciclo «Carta Branca», que tem desafiado músicos lusófonos a apresentarem parcerias e espetáculos inéditos, Ricardo Ribeiro escolheu o pianista Filipe Raposo para a direção musical e a condução dos arranjos do espetáculo «Ricardo Ribeiro canta José Afonso». Ambos têm em comum o apreço pela música de José Afonso, com Filipe Raposo a já ter colaborado com alguns dos antigos parceiros de José Afonso, casos de Fausto Bordalo Dias e José Mário Branco. José Afonso é, para muitos, o maior cantor de intervenção da história portuguesa, contudo, a sua obra não é apenas política, deixando um legado muito mais vasto e profundo, e foi precisamente esse merecido tributo que se assistiu no Cine-Teatro Louletano. «Ricardo Ribeiro canta José Afonso» é todo um legado revisitado e adaptado de acordo com a direção musical e a condução dos arranjos por Filipe Raposo, com um elenco de luxo em palco constituído ainda pelo guitarrista Mário Delgado, pelo saxofonista Ricardo Toscano, pelo contrabaixista António Quintino e pelo percussionista Jarrod Cagwin .
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UM BELO SERÃO DE PRIMAVERA, lá para os lados de Santo Estêvão Texto:
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convite já vinha sendo feito há muito tempo para rumar a Santo Estêvão para assistir a um espetáculo dos «Serões da Primavera», ciclo de programação da Casa do Povo de Santo Estêvão (CPSE) associado, como o próprio nome indica, à estação da Primavera, mas a ocasião ainda não o tinha permitido. Depois do sucesso de 2017, a edição deste ano pretende continuar a atrair gente a esta aldeia do interior do concelho de Tavira, em pleno barrocal algarvio, “com uma explosão de sonoridades e texturas consubstanciada em projetos de diversas geografias musicais, explorando as suas sonoridades e singularidades, desde o pop ao fado, passando pelo jazz e música eletrónica”, nas palavras de José Barradas, presidente da Direção da CPSE. ALGARVE INFORMATIVO #153
Composto por seis concertos a realizar entre março e junho, a ideia é “garantir uma programação cultural regular numa perspetiva de descentralização, de combate à exclusão social e à desertificação que estas zonas têm sofrido nos últimos tempos, mas também promover a educação para as artes com uma boa dose de inovação e nomes conceituados do panorama musical português”, explica o dirigente, com os projetos a serem cuidadosamente selecionados em função do próprio espaço e da altura do ano em que estamos. Um espaço que, diga-se, está muito bem apetrechado, depois de ter aproveitado, há alguns anos, fundos vocacionados para territórios de baixa densidade para adquirir equipamento de luz e som e criar todas as condições para acolher este género de eventos. 68
Depois dos concertos de Luís Severo (31 de março) e de Surma (7 de abril), o terceiro capítulo dos Serões da Primavera 2018 aconteceu na noite de 21 de abril, com o guitarrista Manuel de Oliveira a convidar o acordeonista João Frade e a cantora Susana Travassos para uma noite que prometia ser inesquecível. E assim partimos em direção a Santo Estêvão, saímos no nó de Tavira da Via do Infante e num instante chegamos a uma aldeia que, dizem-nos, tem cerca de 15 habitantes. Em frente ao edifício da delegação da Cooperativa Agrícola dos Produtores de Azeite de Santa Catarina da Fonte do Bispo lá estava a Casa do Povo de Santo Estêvão, com o presidente José Barradas na receção a vender os bilhetes para o concerto. Pois é, nestas coisas do associativismo, ainda mais em meios pequenos, toda a
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gente faz tudo e mais alguma coisa, e de sorriso nos lábios, sem cara de fretes. Aliás, essa é a melhor maneira de conhecer as pessoas, quem visita os espaços, à porta, na entrada, a servir no bar, não sentados num gabinete nas traseiras. “São cinco euros o bilhete, para ajudar a pagar a conta da eletricidade”, repetiu várias vezes José Barradas aos clientes que iam chegando antes das 10 da noite, hora que estava marcada na agenda. “Primeiro o Manuel e o João tocam uma hora de instrumental, fazemos um intervalo para se beber qualquer coisa no bar, e depois entra a Susana para mais uma hora de animação”, dizia o presidente. “Cinco euros e duas horas de música? Belo negócio”, exclamou uma cliente. Clientes que depressa ultrapassaram as várias dezenas, ou seja, não são apenas os locais que frequentam a CPSE,
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chegam de todos os lados, de Tavira, Vila Real de Santo António, Olhão, Faro, até de Albufeira e Portimão. Aliás, nesta noite em particular, lá se encontravam duas clientes da zona centro de Portugal que tinham vindo passar o fim-desemana a Tavira e prontamente lhe
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aconselharam uma ida à CPSE. Mais uns casais e grupos de estrangeiros, franceses, alemães, holandeses. Em suma, uma plateia numerosa, colorida e que não tinha problemas em percorrer alguns quilómetros para passar um serão de qualidade.
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Não conhecia o Manuel de Oliveira, confesso, até porque o guitarrista vinha, pasme-se, de Guimarães. Mas claro que conhecia o João Frade, expoente máximo do acordeão em Portugal, por que não dizer um dos virtuosos do acordeão a
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nível mundial, nascido em Albufeira. E conhecia a Susana Travassos, outra algarvia, de mais perto, de Vila Real de Santo António, uma das finalistas do recente Festival da Canção deste ano. Portanto, não havia muito que enganar, a
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noite tinha mesmo selo de qualidade garantida. Assim que Manuel de Oliveira pegou na guitarra, todos ficamos com a certeza de que cinco euros pelo espetáculo tinha sido, de facto, uma bagatela. Se João Frade é um virtuoso do acordeão, o vimaranense é um prodígio da guitarra, não sendo de admirar a sua presença em alguns dos mais importantes festivais europeus como o Emociona Jazz, em Madrid, ou o Couleurs Jazz, em Tourcoing, na França, ao lado de nomes como Brad Mehldau, Chic Corea, Mike Stern, Richard Galliano, entre outros. E os motivos para viajar de uma ponta à outra de Portugal numa noite de abril? A oportunidade de voltar a tocar com o amigo de longa data João Frade e de partilhar o palco com a Susana Travassos, conforme contou à plateia.
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Depois das breves palavras, foram duas horas de puro deleite. Primeiro a incrível guitarra de Manuel de Oliveira e o inconfundível acordeão de João Frade, que esteve mais uma vez magistral e exibiu todo o seu talento, carisma e personalidade musical, ou seja, tudo aquilo que o tornam num dos melhores de todos os tempos neste instrumento. Depois do intervalo, juntou-se à dupla a voz melodiosa de Susana Travassos, interpretando temas bem conhecidos do público e alguns bem a propósito das comemorações do 25 de abril. Resumindo: Um belo Serão de Primavera na Casa do Povo de Santo Estêvão. Seguem-se José Francisco com Vitorino Salomé, a 5 de maio; Minta e The Brook Trout a 19 de maio; e Desidério Lázaro, a 2 de junho .
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REPORTAGEM
TEATRO EM CASTRO MARIM DEU A CONHECER OS AMORES E DESAMORES DA GERAÇÃO FACEBOOK Texto:
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Fotografia:
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o âmbito das comemorações do 25 de Abril, a Biblioteca Municipal de Castro Marim foi palco, no dia 23 de abril, de três sessões da peça de teatro juvenil «Geração Facebook», duas direcionadas para os alunos das escolas do concelho e uma terceira, à noite, para o público geral, que esgotou a sala. Criada e encenada por Miguel Dias, do elenco fazem parte os atores Sara Barradas, Rodrigo Paganelli e Inês Morais, rostos que estamos habituados a ver em várias novelas da televisão portuguesa, e Flávio Gil, ator e encenador de revistas no Parque Mayer e que, apesar de jovem, já conta com participações em inúmeras peças de teatro.
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A «Geração Facebook» traz-nos um retrato dos jovens atuais, personificados por Pedro, Raquel, Santiago e Pipa. Pedro é o típico «pintarolas», moço bonito e engatatão que coleciona namoradas e rapidamente as descarta, mas que diz ter descoberto o amor da sua vida através do Tinder, conhecida rede social de encontros amorosos. O problema é que o alvo da sua paixão, a «Sofia», afinal de contas é Santiago, um nerd com algumas tendências taradas que criou um perfil falso nessa rede social para «estudar» o comportamento da nova geração no mundo virtual. Quando descobre a verdade, Pedro fica desconsolado, terrivelmente 76
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deprimido. A amiga Raquel, que os outros dizem ser lésbica, tenta consolá-lo, mas Pedro, ao interpretar mal o gesto, mete na cabeça que está apaixonado por Raquel, fazendo uma aposta com ela de que começam a namorar antes do final do ano. No meio disto tudo está Pipa, a tradicional loira burra, ou menos inteligente, para ser politicamente correto, que dá constantes pontapés na gramática e que está convencida que mantém conversas regulares com Cristiano Ronaldo no Facebook. Facebook que é um ator secundário, mas omnipresente, na peça, com os jovens constantemente a trocarem mensagens e
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conversarem entre si através da maior rede social dos tempos modernos, mesmo quando estão sentados à mesma mesa de café. E é disso que a peça trata. O que desejam os jovens do século XXI? Quais os seus sonhos? O que são e o que procuram ser? Em palco estiveram quatro jovens muito diferentes, com diálogos sem tabus nem preconceitos, e o resultado final foi uma boa-disposição permanente ao retratarem cenas do dia-a-dia, sem nunca perderem uma oportunidade para deixarem alguns avisos àqueles que vivem, com demasiada intensidade, as suas relações virtuais .
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OPINIÃO
Grandolar Paulo Cunha (Professor)
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m Hamburgo (1994), com o coletivo musical «Vá de Viró», perante uma plateia de muitos alemães e alguns portugueses, percebi a importância, dimensão, abrangência, simbolismo e respeito que a canção «Grândola, Vila Morena» granjeava e merecia na vida de todos os que então nos assistiam. Tínhamos já terminado a nossa atuação no Museu de Etnografia, quando alguns alemães nos solicitaram para cantarmos especificamente aquela canção, pois tinha passado há pouco tempo o mês de abril e decorria a semana dedicada a Portugal. Prevendo que tal pudesse acontecer, ensaiámo-la em Portugal para que o nosso companheiro Desidério Lucas do Ó (um dos fundadores do Partido Socialista) a cantasse. Assim foi… e qual foi a nossa surpresa quando todo o público se levantou e, de braços entrelaçados (à moda do cante alentejano), criámos um enorme círculo onde a música do Zeca teve o condão de unir duas línguas em torno de um só propósito. Já transformada em hino de liberdade, aquela música tornara-se universal! Na noite de 17 de maio de 1964, o Dr. José Afonso, descrito como um «inovador» com «belas e estranhas baladas», atuou na Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense. Cantou perante uma assistência constituída maioritariamente por gente pobre, mas ávida de cultura: amadores de música, trabalhadores da indústria corticeira, ceifeiras e alguns clandestinos ligados ao Partido Comunista. Ao regressar a Lisboa, dias depois escreveu o poema «Grândola, Vila Morena». O tema musical seria posteriormente gravado em França, em 1971, integrando o álbum “Cantigas do Maio”, que contou com a produção de José Mário Branco. Transpunha-se assim para música gravada finalmente - o poema musicado e cantado. Como descrito no livro «José Afonso – O Rosto da Utopia», de José A. Salvador, José Mário Branco sugeriu que «Grândola, Vila Morena» fosse cantada à moda dos grupos corais alentejanos, com cada quadra repetida por ordem inversa dos versos e tendo como
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acompanhamento o som de pés arrastando-se e pisando o chão, sonoridade similar ao que os membros dos coros alentejanos produzem no balanço que lhes marca a pulsação no cantar. Em maio de 1972, Zeca Afonso estreava a canção numa récita em Santiago de Compostela. A 29 de março de 1974, realizou-se no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, o «Primeiro Encontro da Canção Portuguesa», onde, além de Zeca Afonso, participaram outros cantores. Em coro, acabaram interpretando «Grândola, Vila Morena». Foi nessa altura que alguns oficiais militares que assistiam ao concerto escolheram esta música como uma das duas senhas que serviriam como o «tiro de partida» que daria início às operações militares levadas a cabo pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) no dia 25 de abril de 1974. "O povo é quem mais ordena dentro de ti, ó cidade..." - passados quarenta e quatro anos depois dos cravos nos terem devolvido a esperança, esta letra continua a ser, ainda, uma utopia. Por medo, amorfismo, desinteresse, comodismo e cansaço deixamos que nos continuem a ordenar o que fazer, pensar e sentir, na maioria das vezes em nome de interesses que não são os nossos. Deixam-nos ter a ilusão que vivemos em liberdade, quando apenas temos a liberdade de ter ilusões... Triste fado de quem, sem o saber ou não querendo saber, vive prisioneiro de vontades alheias! Mais do que festejar o «25 de abril», urge vivê-lo em cada um de nós. Por isso: grandolar (cantar a Grândola) é preciso, sem dia nem hora marcada! Desde que leciono, incluo no Plano Anual de Atividades a interpretação das canções que nos fizeram e continuam a fazer sonhar com a Liberdade. Quarenta e quatro anos depois, são os alunos que me pedem para cantar - só mais uma vez - a «Grândola, Vila Morena». Hoje, como há vinte e quatro anos em Hamburgo, vejo-os levantarem-se, por sua iniciativa, e cantarem em voz bem forte, para que, depois da porta da sala de aula aberta, toda a escola os oiça. Se todos fizermos a nossa parte, a liberdade continuará a passar por aqui! . 84
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OPINIÃO
Cidadania & Participação José Graça (Deputado da Assembleia Intermunicipal do Algarve)
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proposta de revisão do Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (PNPOT) está concluída e entrará nos próximos dias em consulta pública, mostrando-se desejável que esta seja transformada numa momento de exercício de cidadania e de elevada participação. Assente num diagnóstico aprofundado dos territórios, que identifica os principais recursos e pontos fortes, mas também contempla as principais debilidades, haverá sempre uma dimensão ou outra que, até ao dia da sua aprovação final, deva ser melhorada em sede de consulta pública. A estratégia contendo o modelo, os desafios territoriais, os sistemas territoriais e o modelo territorial, desenvolvida pela equipa do ministério do Ambiente, resulta do trabalho conjunto de vários ministérios, diferenciando-se do primeiro modelo territorial do PNPOT por considerar as vulnerabilidades ambientais, económicas e sociais de cada região, nomeadamente em relação às alterações demográficas. Para dar solução a estas vulnerabilidades e potenciar os valores de cada território, o modelo de desenvolvimento proposto assenta num sistema urbano policêntrico, com base nas duas áreas metropolitanas e num conjunto de centros regionais, complementados por outras centralidades mínimas que permitam promover a equidade territorial de acesso a serviços de interesse geral. Visando a construção de uma agenda para o território, tem como principais objetivos o “reforço da resiliência do litoral, afirmar a biodiversidade como um ativo territorial, gerir as disponibilidades de água, diversificar e ordenar a nossa floresta, combater o desperdício de solo, reforçar a mobilidade suave, progredir no acesso à habitação, contrariar a dispersão e a fragmentação do edificado, acionar políticas ativas para o desenvolvimento rural e melhorar a cultura do ordenamento do território", conforme declarações
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recentes de Célia Ramos, secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza Entrando em consulta pública poucas semanas após o acordo entre o Governo e PSD sobre descentralização, importam que ambos os processos sejam alvo de forte articulação institucional, pois a proposta de descentralização do Governo prevê a transferência de competências, entre outras, nas áreas da educação, saúde (cuidados primários e continuados), ação social (com a rede social), transportes, cultura, habitação, proteção civil, segurança pública, áreas portuárias e marítimas e gestão florestal. Prevendo que alguns dos municípios possam perder 60% da população, chegou a altura de reforçar uma rede integrada de centros comunitários e de equipamentos de apoio, sobretudo para a população envelhecida (25% da população nos territórios de baixa densidade é idosa), envolvendo as autarquias locais (municípios e freguesias) na sua gestão. Sendo, por definição, um «instrumento de desenvolvimento territorial de natureza estratégica que estabelece as grandes opções com relevância para a organização do território nacional», importa que o próximo PNPOT consubstancie o quadro de referência a considerar na elaboração dos demais instrumentos de gestão territorial regional e municipal e constitua um instrumento de cooperação com os demais Estados membros para a organização do território da União Europeia, particularmente na distribuição do próximo pacote de fundos comunitários. Neste contexto, mostra-se especialmente importante sublinhar a imperiosa participação dos cidadãos e das instituições da região na definição, implementação e avaliação das políticas públicas, como é o caso do PNPOT ou da estratégia Portugal 2030, direta ou indiretamente, traçando o futuro das suas comunidades! .
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Contra o prazer da leitura Mirian Tavares (Professora) “O mais difícil, mesmo, é a arte de desler”. Mário Quintana
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alava ao almoço, com amigas, sobre tudo e sobre nada, que é o que se faz quando estamos entre amigos. No meio dos muitos assuntos, falou-se do hedonismo contemporâneo e da ideia de que tudo o que fazemos, ou devemos fazer, tem de dar prazer. O ensino deve ser lúdico, o trabalho deve ser divertido e a leitura, e o estudo, precisam ser prazenteiros. Ler não pode ser apenas um exercício de reflexão, uma tentativa de ampliar o nosso conhecimento sobre o mundo, tem de dar prazer. Se não há prazer, não vale a pena, salta-se para outra coisa, muito rapidamente, porque tudo o que nos faz pensar, ou demanda esforço, deve ser deitado fora. Podemos até sentir prazer com determinadas leituras, mas o prazer, em muitos dos casos, está mais próximo da definição que Clarice Lispector nos deu do termo, que da ideia ligeira que temos deste substantivo. Como disse a escritora: “O prazer nascendo dói tanto no peito que se prefere sentir a habituada dor ao insólito prazer. A alegria verdadeira não tem explicação possível, não tem a possibilidade de ser compreendida – e se parece com o início de uma perdição irrecuperável”. O que se vende, contemporaneamente, é o prazer fast food, mas sem glúten e low carb. O prazer embrulhado para consumo rápido, um simulacro
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do prazer autêntico que exige de nós uma demanda e muita coragem. Ler é um exercício de (re)conhecimento do mundo, ou de mundos diversos, de encontro com o outro e, muitas vezes, com nós mesmos. É um ato de bravura e de resistência, ler exige esforço e concentração. Exige foco. E pede-nos tempo. Um tempo mais lento, um tempo de recolha. Ler demanda solidão e até silêncio. Ler obriga-nos a olhar para dentro, e nem sempre a visão é prazenteira. Nem sempre vemos o que desejamos ver. Nem sempre encontramos um parque de diversões a cada página, muitas vezes somos levados ao abismo, à incompreensão, ao medo de admitir que não sabemos tanto quanto pensávamos saber – partimos ao encontro da nossa própria ignorância. Na era da informação, da explosão de textos, das palavras que se multiplicam, mas que se repetem e se esvaziam, ler, de facto, é um exercício que exige de nós disciplina. E o prazer que a leitura pode nos dar é o prazer de vencer a preguiça, de avançar sobre a superfície das coisas e de penetrar nos seus muitos sentidos. Para então começarmos a desler. Que é algo que só se aprende depois de anos de leituras e de trabalho árduo. Desler é compreendermos, finalmente, com nossas próprias palavras, o mundo .
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OPINIÃO
Um 25 de abril contado às crianças Adília César (Escritora)
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s meus alunos têm cinco anos de idade e ainda não sabem ler. São curiosos e fazem imensas perguntas, às quais eles próprios dão rapidamente as respostas, colocando hipóteses bastante interessantes sobre fenómenos do dia-a-dia ou enigmas relativos à infância. Penso, não raras vezes, como as crianças se devem sentir incompreendidas, tendo em conta que cada criança é um mundo e cada um desses mundos remete para uma cultura própria, a chamada cultura da infância, com características peculiares. A imaginação, a tenacidade e a energia em combustão, em suma, a alegria de viver. O 25 de Abril é um enigma para as crianças pequenas. Como explicar uma conjunctura sóciopolítica de uma época do século passado que culminou na Revolução dos Cravos, a qual inundou literalmente os portugueses de alegria, e cuja acção se sente até hoje em todos os quadrantes da siciedade? Todos os anos, como Educadora de Infância, chegada à véspera do feriado histórico, tenho o mesmo problema. Tenho a intuição e o conhecimento de que é possível falar de «tudo» com as crianças, devendo essa aprendizagem, no entanto, ser abordada de uma forma adequada. Lembrei-me então das fábulas, aquelas lindas histórias onde os animais falam e nos dão sábias lições de vida, em que a dimensão dos valores atinge uma importância crucial na narrativa. E se a conversa de hoje fosse assim em jeito de fábula? “Era uma vez um denso e escuro lago de água doce onde viviam muitos peixes, de todos os tamanhos e de diversas cores e feitios. Eram peixes sossegados e tristes. O chefe dos peixes era o maior de todos. Vivia rodeado de um exército de peixes venenosos que faziam tudo o ALGARVE INFORMATIVO #153
que o presidente mandava. Este exército não deixava os outros peixes fazerem nada como brincar, cantar, dançar, passear, nem sequer falar sobre essa falta de liberdade que tanto os afligia. Era um exército grande, forte e mau. E quando algum peixe mais corajoso falava alto sobre o problema, era preso numa gruta escura no fundo do lago e nunca mais ninguém o via. Mas os peixes estavam decididos a resolver a sua situação. Conversaram uns com os outros, muito baixinho, para os peixes venenosos não os ouvirem, e decidiram fazer uma Revolução dos Cravos, usando como armas as lindas flores que tinham visto plantadas nas margens do lago. Com esses cravos, os peixes atacaram o exército, fazendo muitas cócegas em todas as barbatanas dos peixes venenosos, até que estes não conseguirem parar de rir. Os peixes venenosos gostaram tanto da sensação de alegria que convidaram todos os outros peixinhos para fazerem um baile: brincaram, cantaram, dançaram. Isto aconteceu num dia 25 de Abril, há muitos anos, mas todos os peixes se lembram bem desta data maravilhosa, que trouxe coisas boas para todos. A partir desse dia, os dois grupos de peixes ficaram amigos, dando longos passeios e conversando sobre as suas vidas. Todos juntos, decidiam o que fazer para tornar aquele lago um bom lugar para viver, um paraíso. O chefe dos peixes não gostou da mudança que aconteceu no seu lago, o qual se tornou mais leve e cristalino, mas com o tempo, concordou que era muito mais justo e divertido viverem todos em liberdade. E todos os anos, no dia 25 de Abril, os peixes fazem uma grande festa: cantam, dançam e fazem cócegas uns aos outros com as pétalas dos cravos vermelhos que crescem nas bermas do lago” .
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O Prato certo. Faz as escolhas certas à mesa! Artur Filipe Gregório (Antropólogo)
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ste é o lema da campanha de comunicação do Observatório Regional de Segurança Alimentar do Algarve (ORSAA), tendo como objetivo demonstrar que a alimentação pode e deve ser deliciosa, saudável e económica, ao alcance de todos. Utilizando os princípios do estilo de vida mediterrânico e do seu padrão alimentar, está a ser desenhada uma estratégia experimental de sensibilização e educação alimentar que derrube alguns dos preconceitos e mitos que têm afastado uma parte significativa da população portuguesa da nossa matriz cultural mediterrânica e do seu regime alimentar: comer de forma económica produtos locais, sazonais, sem desperdício e
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em convívio com familiares e amigos, utilizando o azeite como gordura principal, privilegiando os ensopados e cozidos aos fritos, destacando os vegetais e as leguminosas e usando muita criatividade na preparação das refeições, onde não faltam as ervas aromáticas. Estes são apenas alguns dos princípios básicos da alimentação mediterrânica, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como exemplar na promoção da saúde e fazendo parte da nossa identidade cultural. O diagnóstico da insegurança alimentar, ou seja, das dificuldades dos agregados familiares em acederem a uma alimentação saudável e acessível, realizado por este projeto-piloto promovido pela Direção Geral de Saúde e dinamizado pela Associação In Loco na região do Algarve em estreita parceria com a Administração Regional de Saúde (ARS), a Universidade do Algarve (UAlg), a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) e o Centro Distrital da Segurança Social de Faro (CDSS) - destaca a necessidade e urgência de aumentar a informação junto da comunidade, pois os níveis de insegurança alimentar são elevados. Mais de metade da população da região é pré-obesa ou obesa e apenas um quarto dos inquiridos adota o regime alimentar mediterrânico no seu dia-a-dia. Agora que foram realizadas metade das «ações de capacitação técnica»
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programadas, é com especial satisfação que superámos largamente a meta inicialmente definida de envolver 48 técnicos, pois sentimo-nos particularmente estimulados pelos 160 técnicos das autarquias, Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e escolas que já participaram nas primeiras nove sessões e em que 95 por cento dos participantes as avaliaram com «excelente» ou «muito bom». As restantes ações estão agendadas para breve nos restantes oito municípios. Informação mais detalhada pode ser encontrada na página do Facebook @opratocerto, onde consta o calendário das próximas sessões, todas de entrada livre, bastando apenas que as pessoas se inscrevam nas ações mais próximas da sua área de residência ou de trabalho. Em complemento, existem «sessões práticas», dedicadas aos agregados familiares e outros interessados numa abordagem mais 93
aplicada das formas simples, práticas e económicas de organizar uma alimentação saudável, que também já se iniciaram, em Alcoutim e São Brás de Alportel, com grande impacte junto dos participantes, estando a ser programadas as próximas sessões nos restantes municípios do Algarve. Nestas sessões, os três agregados familiares convidados participam ativamente em tarefas simples de preparação de refeições, com o apoio de um Chef e de uma Nutricionista, demonstrando como a alimentação do dia-adia pode ser simples, apetitosa, saudável e barata. Para demonstrar o que foi referido, estes convidados recebem um cabaz de produtos locais e sazonais, no valor de 12 euros, com o qual poderão realizar 12 refeições. Estas sessões são abertas a outros participantes que podem acompanhar as atividades de demonstrativas que serão realizadas. ALGARVE INFORMATIVO #153
Decorridos oito meses do início desta iniciativa, o trabalho de terreno da equipa do Observatório de Segurança Alimentar prossegue em paralelo com o design e construção das ferramentas de comunicação, desenvolvido pela NUTS Branding, que toda a parceria passará a poder utilizar para a promoção de uma alimentação adequada: um vídeo que estimulará comportamentos e atitudes promotores da alimentação saudável e acessível; um guião para a realização de ações de educação alimentar de acordo com os princípios da Dieta Mediterrânica; um «Livro de Receitas», onde toda a informação necessária à confeção de receitas simples, apetitosas, saudáveis e económicas, estará ao alcance de todos e de todas. Todos estes conteúdos e muito mais estarão em breve disponíveis ao público na plataforma www.pratocerto.pt, que está em desenvolvimento e possibilitará a partilha de boas-práticas, o mapeamento da insegurança alimentar, a descargas de receitas e
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sugestões, a busca por produtores agroalimentares locais, a consulta de documentos de referência e de toda a informação necessária para que possamos fazer decisões informadas quanto às escolhas que realizamos todos os dias para tornar a nossa alimentação mais apetitosa, saudável e económica. O momento mais alto de devolução à comunidade de todos os produtos, resultados e boas-práticas, acontecerá na Universidade do Algarve, a 25 de junho, num seminário em que a parceria, convidados e todos os envolvidos nas atividades do Observatório serão desafiados a partilhar as suas experiências e expectativas para a sustentabilidade deste projeto-piloto que foi desenvolvido de forma a poder ser replicado em outras regiões do país. Junte-se a esta iniciativa e contribua para melhorar a alimentação do seu agregado e da sua comunidade! .
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ATUALIDADE
OBRAS NA HABITAÇÃO SOCIAL NA URBANIZAÇÃO DAS LARANJEIRAS, EM ALTURA, SEGUEM A BOM RITMO
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etomadas em 2017, as obras da habitação social na Urbanização das Laranjeiras, em Altura, prosseguem a bom ritmo e deverão estar concluídas no Verão. Recorde-se que a obra começou em 2009, por administração direta, no intuito de permitir à economia local maior envolvimento, mas as exigências contratuais, os recursos disponíveis e as garantias de obra necessárias, revelaram desajustado o procedimento. Deste modo, até 2015 foi concluída a fase de instalação das alvenarias e redes técnicas e lançou-se um concurso, em 2016, para a conclusão do empreendimento. Este concurso exigiu um projeto técnico e um caderno de encargos que assumisse o ora construído e o necessário mas, por força da Nova Lei das Finanças Locais, que passou a produzir efeitos orçamentais em 2014, esta foi uma das muitas obras que tiveram que aguardar o ajustamento do Município à sua capacidade de concretização. A materialização do edifício, com três pisos, representa oito fogos habitacionais, cuja atribuição aos agregados familiares àquela data será agora reavaliada pela autarquia, e a disponibilização de dois espaços comerciais, que serão vendidos por Aviso Público. Para além de garantirem a instalação de mais dois negócios na freguesia de Altura, ALGARVE INFORMATIVO #153
numa montra para a Estrada Nacional 125, a principal via do Algarve, representarão uma importante receita para o Município, minimizando os custos de construção de todo o edifício. A empreitada de conclusão da habitação social na Urbanização das Laranjeiras, com um custo global 600 mil euros, terminará agora com esta obra, orçada em cerca de 320 mil euros, no desenvolvimento de uma política de habitação social no concelho que já garantiu outros empreendimentos, possibilitando condições dignas de habitabilidade a centenas de famílias castro-marinenses. A entrega das casas ocorrerá quando forem terminados os procedimentos de atualização dos dados do concurso e certificadas todas as instalações do edifício, que serão posteriores à receção provisória desta componente de obra .
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SAL DE CASTRO MARIM EM TERTÚLIA NA COLINA DO REVELIM DE SANTO ANTÓNIO
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uma parceria estratégica com o Jornal do Baixo Guadiana, a NovBaesuris organiza uma tertúlia subordinada ao tema «Sal de Castro Marim, o Melhor do Mundo», na Colina do Revelim de Santo António, em Castro Marim, no dia 7 de maio, pelas 18h. A tertúlia junta empresários, um museólogo, um técnico do património e o poder autárquico e propõe-se debater o sal nas suas diferentes variáveis: a importância do sal no tecido económico e social de Castro Marim, o seu enquadramento histórico e o papel da Câmara Municipal na afirmação e promoção do «Melhor Sal do Mundo». A iniciativa tem como convidados a Câmara Municipal de Castro Marim, os empresários Fernando Reis, da «Pedaços de Mar», Jorge Raiado, da «Sal Marim», Luís Horta Correia, da «Água Mãe», Luís 97
Rodrigues, da Cooperativa Terras de Sal, e Pedro Pires, técnico do património da NovBaesuris. O Diretor dos Museus do Sal de Guérande participa igualmente nesta tertúlia via Skype, apresentando a indústria do sal de Guérande como um caso de sucesso da economia daquela cidade francesa. Para Célia Brito, Presidente do Conselho de Administração da NovBaesuris, esta tertúlia reveste-se de grande utilidade para a comunidade salineira local, na medida em que os oradores convidados estão diretamente ligados ao processo de extração, comercialização e promoção do sal. De igual modo, ações desta natureza podem contribuir para a recuperação e revitalização de salinas em Castro Marim, das quais se estima que 60 por cento se encontrem desativadas .
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PROGRAMA ECO.MOB ENTREGOU VEÍCULOS ELÉTRICOS EM LAGOA
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Escola do Parchal, em Lagoa, foi uma das nove entidades do distrito de Faro beneficiárias do programa ECO.mob, responsável pela atribuição de mil e 200 veículos elétricos e instalação de mil e 600 pontos de carregamento a nível nacional. Trata-se de um investimento do Programa de Apoio à Mobilidade Elétrica na Administração Pública, aplicado pelo Fundo Ambiental, da Secretaria Geral do Ministério do Ambiente. A seguir à região do Algarve, onde o Estado entregará 19 veículos elétricos, seguem-se as regiões do Porto, com 30 veículos atribuídos a 14 entidades, e de Lisboa, com 38 beneficiários para 61 veículos. Para oficializar a entrega destas viaturas, o Secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Gomes Mendes, deslocou-se àquela escola de Lagoa no dia
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13 de abril. Promover a mobilidade sustentável, melhorar o desempenho ambiental do parque automóvel do Estado, bem como reduzir os custos associados à mobilidade, com metas de redução de 20 por cento das emissões de CO2 e limitação de emissões de veículos ligeiros novos a 95g CO2/Km até 2020 são alguns dos objetivos deste programa. Com uma dotação prevista de 23 milhões e 340 mil euros, o programa contempla ainda a substituição dos veículos de combustão e a criação de pontos de carregamento e sistema de monitorização/georreferenciação, o que permitirá obter indicadores de utilização e avaliar os benefícios ambientais e económicos da opção pela mobilidade elétrica. Durante esta primeira fase (20172022) o programa beneficiará 52 das 91 98
entidades concorrentes e entregará 170 veículos elétricos em regime de aluguer operacional, num investimento de cinco milhões, 548 mil e 900 euros. “Compete-nos agora, enquanto Câmara Municipal, criar os postes para que se possam carregar os veículos”, referiu Francisco Martins, Presidente da Autarquia de Lagoa, adiantando ainda que o concelho ficará servido com oito pontos de carregamento, um por localidade, sendo que dois deles foram realizados no âmbito da Associação de Municípios do Algarve (AMAL). Dirigindo-se aos alunos, José Gomes Mendes realçou o papel do Acordo de Paris, assinado em dezembro de 2015. “Cidadãos completos são cidadãos que pensam o mundo em que vivemos, não só hoje, mas no futuro, nos comportamentos individuais, das famílias, das empresas, das cidades, dos países, para que sejamos capazes de usar modos de vida com menos intensidade carbónica”, frisou o governante, com Francisco Martins a recordar várias medidas que a autarquia tem desenvolvido em conjunto com as escolas no sentido de estimular a consciência individual para a defesa do Planeta. Para além de referir o Ambiente como tema eleito de há quatro anos para cá, no âmbito do programa Smart Cities de que Lagoa faz parte, o autarca destacou que “quase metade do concelho é alimentado a lâmpadas que têm por base a eficiência energética, dispõe de contadores de água inteligentes, sistema de gestão de frotas, e pretendemos renovar a frota do município com veículos elétricos” . 99
LAGOA LANÇA APLICAÇÃO PARA «SENTIR» POSTAIS TURÍSTICOS
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município de Lagoa lançou recentemente uma aplicação para «ler» postais turísticos do concelho, intitulada «Lagoa Experience». A partir de um postal, meio de comunicação tradicional turístico que leva até a amigos e familiares a experiência que o visitante sente - é lançado o convite a «mergulhar» na riqueza do concelho através de uma aplicação que combina realidade aumentada com realidade virtual. Cada postal tem um vídeo de 360º associado e, para os visualizar, bastará ao visitante fazer download da App e seguir as instruções. Se tiver óculos de realidade virtual, poderá inclusive ver o mesmo vídeo em formato imersivo. «Lagoa Experience» conta com cinco vídeos imersivos que mostram o concelho nas suas diferentes dimensões: Património, Gastronomia, Vinho, Desporto, Paisagem, Praias e Arribas .
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PRAIA DE CARVOEIRO ELEITA A MELHOR DA EUROPA
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European Best Destinations elegeu a Praia de Carvoeiro como a Melhor Praia da Europa. Após um processo de votação entre as praias mais bonitas de países como a Grécia, Croácia, Inglaterra, Irlanda, Espanha ou França, a praia do concelho de Lagoa recebe agora o selo de «European Best Beach 2018». A European Best Destinations refere-se a Carvoeiro como “uma pequena vila cheia de charme” e aponta a sua praia como “uma das mais bonitas” que ALGARVE INFORMATIVO #153
visitaram durante o período de viagem pela Europa. “O mar é lindo, a água não é nem muito fria nem muito quente, as ondas podem ser fortes ou, pelo contrário, suaves o suficiente para fazer paddle e descobrir as grutas vizinhas”. Este organismo europeu sedeado em Bruxelas tem como objetivo principal promover a Europa como destino turístico e cultural, em parceria com as Oficinas de Turismo e a Eden Network (uma plataforma de boas práticas entre destinos premiados). 100
AGRICULTURA SUSTENTÁVEL VAI ESTAR EM DEBATE EM ALTE
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uma organização conjunta da Câmara Municipal de Loulé, Associação In Loco e Escola Profissional Cândido Guerreiro, acontece, no dia 4 de maio, na Escola Profissional de Alte, o Seminário «Agricultura Sustentável». Dirigida a agricultores, técnicos ou trabalhadores agrícolas, profissionais do sector ou interessados na temática, a iniciativa tem como objetivo principal debater o contributo que as fruteiras tradicionais e outras espécies autóctones poderão dar enquanto uma alternativa eficaz e viável do ponto de vista económico e ambiental. No contexto atual de alterações climáticas, fatores de produção cada vez mais dispendiosos e preço da produção com valores controlados no mercado, o sector agrícola vive momentos importantes e determinantes na continuidade da atividade. Desta forma, conhecer diversos cenários e alternativas produtivas pode ajudar os agricultores e os profissionais a tomar as melhores opções. O programa conta com um conjunto de especialistas que vão partilhar informações de interesse no âmbito das Alterações Climáticas (João Tiago Carapau – We Consultants), Boas Práticas na Gestão do Solo, Água e Energia
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(Alberto Espírito Santo – Núcleo do Algarve da Comissão de Combate à Desertificação e Paula Mendes – Câmara Municipal de Loulé) e do Potencial dos Produtos Agroalimentares Locais (Alexandra Pestana – EPALTE, Conceição Cabral – Quinta do Freixo e Hélder Madeira – Indústria e Comércio de Azeitonas Lda.), assim como empresários que irão demonstrar a sua visão e opção pelos produtos tradicionais. Com o objetivo de dar a conhecer exemplos de boas práticas, o programa inclui, no período da tarde, a realização de visitas de campo a algumas explorações agrícolas, nomeadamente ao pomar de alfarrobeiras com pastagem permanente (Quinta do Freixo, Benafim), ao pomar de citrinos para demonstração de energias renováveis (Esteval dos Mouros) e ao pomar de citrinos para demonstração de gestão da água .
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LAGOA PROMOVE PRIMEIRA MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA - ALGARES
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Auditório Municipal de Lagoa, recém-nomeado Auditório Carlos do Carmo, será palco privilegiado da I Mostra Internacional de Cinema de Lagoa – ALGARES, que o município promove durante o mês de maio. Projeção de películas, aulas, conferências, exposições e desafios prometem envolver os participantes numa literacia cinéfila mais alternativa, contribuindo para o conhecimento de filmes e curtas-metragens que circulam fora da rede comercial e que se encontram premiados dentro e fora do país. A Mostra terá a sua abertura oficial no dia 30 de abril, pelas 20h30, com a exposição «A aventura do cinema», patente na Sala Polivalente do Auditório Municipal de Lagoa até 31 de maio. Inaugurará a tela a película premiada em Cannes com o Prémio da Crítica e no
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Festival de Cinema Europeu de Sevilha com o Giraldillo de Oro 2017, «A Fábrica de Nada», de Pedro Pinho (M/14), com projeções no dia 30 (21h30) para o público em geral e, no dia 2 de maio (9h30), para os alunos do Ensino Secundário das escolas de Lagoa que contarão ainda com um debate, no qual participará uma das argumentistas do filme, Leonor Noivo. O «Lagoa Short Film» Festival terá lugar no dia 4, pelas 21h, e tanto a apresentação como a entrega de prémios será efetuada pela Nobel Internacional School Algarve. Dia 5 será exibido, pelas 21h30, um conjunto de curtas premiadas: «Novas Curtas Portuguesas» (M/12), uma oportunidade para ficar a conhecer alguns dos novos autores nesta área em Portugal. Para além do favorito do público da última edição do Festival de Curtas de Vila do Conde, «Surpresa», e dos sucessos internacionais «Água Mole» (presente este ano na seleção
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de Cannes), «Thursday Night» (exibido em Sundance) e «Cidade Pequena» (Urso de Ouro do Festival de Berlim). A 9 de maio, entre as 15h e as 17h, o Auditório do Convento de S. José recebe uma aula sobre as origens do cinema, ministrada por Graça Lobo, no âmbito da comemoração dos 20 anos do Programa JCE - Juventude, Cinema, Escola, da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares – Direção de Serviços da Região do Algarve (DGEstE). A iniciativa dirige-se a professores e alunos do 3.º Ciclo e Ensino Secundário e ao público em geral. Ainda no âmbito do JCE, a ALGARES promove, no dia 16, pelas 18h30, na Biblioteca Municipal de Lagoa, uma conferência sobre «A Receção dos Clássicos no Cinema», por Adriana Freire Nogueira, aberta a professores, bibliotecários, alunos de Ensino Secundário e ao público em geral. No dia 23, das 10h às 13h, o Auditório Municipal acolhe a Festa do Cinema – Programa JCE (dirigida a alunos de 2.º Ciclo) e, pelas 18h30, a iniciativa «Vou levar os meus pais ao cinema», com a exibição de «O Garoto de Charlot», de Charlie Chaplin (M/6). No dia 30, a Mostra chega ao Centro de Congressos do Arade, das 10h às 13h, para a Festa Final de Encerramento do Programa JCE, dirigida aos alunos do 3.º Ciclo e Ensino Secundário participantes no projeto. O encerramento oficial da Mostra terá lugar no dia 31 de maio, pelas 21h, com a exibição da película apresentada em 2015 no Festival de Sevilha, «O Futebol» (M/12), de Sergio Oksman, e contará com a presença do Diretor do Festival de Sevilha, José Luís Cienfuegos . 103
FESTIVAL ALGARVE JAZZ GOURMET MOMENTS TRAZ GASTRONOMIA GOURMET E ESTRELAS MUNDIAIS A LAGOS Lagos acolhe, a partir do dia 25 de maio, o Festival Algarve Jazz Gourmet Moments, um evento que alia gastronomia gourmet ao melhor do jazz. Os principais concertos do festival, realizados no Centro Cultural de Lagos, todos pelas 21h30, principiam com a primeira atuação no Algarve de dois incontornáveis nomes do jazz mundial – a cantora Norueguesa Silje Nergaard e o saxofonista Americano Rick Margitza – que, com a Orquestra de Jazz do Algarve, prometem proporcionar um espetáculo único, propositadamente concebido para este festival e feito de cumplicidades. No sábado, dia 26, entram em palco os ritmos ecléticos dos espanhóis «Flamenco Jazz Company», na voz de Antonio Ingueta «Rubio». Este coletivo de grandes músicos é famoso pelas suas vibrantes composições que primam pelas fusões entre Jazz e Flamenco. Em palco, e acompanhados do consagrado Bailador Pol Vaquero, criarão um concerto quente e cheio de momentos de pura energia. No domingo, dia 27 de maio, para fechar o festival com chave de ouro, e também em estreia absoluta no Algarve, teremos a meteórica e mais recente estrela do jazz mundial, a australiana Sarah Mackenzie, que traz o seu último álbum «Paris in the Rain», num concerto que integra a sua digressão mundial .
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LOULÉ PROMOVEU JORNADAS MUNICIPAIS DE PROTEÇÃO CIVIL
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oulé recebeu, no dia 19 de abril, as Jornadas Municipais de Proteção Civil, promovidas pelo Comando Distrital de Operações de Socorro de Faro e Serviço Municipal de Proteção Civil de Loulé. A iniciativa contou com mais de meia centena de participantes com responsabilidades na área da proteção civil distrital e municipal, nomeadamente elementos do Centro de Coordenação Operacional Distrital, do executivo municipal, das juntas de freguesia, das empresas municipais, das comissões municipais de Proteção Civil e de Defesa ALGARVE INFORMATIVO #153
da Floresta Contra Incêndios, entre outras entidades cooperantes. As Jornadas iniciaram-se com a reunião semanal do Centro de Coordenação Operacional distrital (CCOD) de Faro, estrutura de coordenação institucional distrital, coordenada pelo Comandante Operacional Distrital, Vitor Vaz Pinto. Seguiu-se a apresentação, por parte do vereador da Autarquia Carlos Carmo, sobre a organização e trabalho desenvolvido nas várias áreas de atuação no Município de Loulé.
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No período da tarde foi possível observar trabalhos já realizados e em curso no âmbito da defesa da floresta contra incêndios. A visita iniciou-se no Barranco do Velho, local onde Pedro Jesus, técnico coordenador da Associação de Produtores Florestais da Serra do Caldeirão, mostrou os trabalhos levados a cabo na Rede Primária da Faixa de Gestão de Combustível no âmbito da Zona Intervenção Florestal de Loulé N.º 1, sublinhando a importância destas faixas de descontinuidade de vegetação. Ainda no Barranco do Velho, os participantes nas Jornadas visitaram as instalações da Instituição de Solidariedade da Serra do Caldeirão, local onde, durante o período crítico dos
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incêndios florestais, ficará instalada uma Brigada de Bombeiros. Já na localidade de Vale Maria Dias, a comitiva fez uma paragem para visitar uma instalação que foi adquirida recentemente pela Câmara Municipal de Loulé e que constitui uma unidade avançada de proteção civil, com várias valências. Os trabalhos da tarde terminaram no Sítio dos Vermelhos, Ameixal, onde o TenenteCoronel Amaral do Regimento de Engenharia N.º 1 fez uma breve apresentação sobre os trabalhos efetuados no âmbito do protocolo assinado entre o Município de Loulé e o Exército, nomeadamente em termos de desmatações e beneficiações dos caminhos florestais .
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ALUNOS DE LOULÉ E S. BRÁS PARTICIPAM EM RASTREIOS DE ACUIDADE VISUAL GRATUITOS
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s responsáveis dos Municípios de Loulé e de S. Brás de Alportel, Vítor Aleixo e Vítor Guerreiro, e o presidente da Administração Regional de Saúde do Algarve - ARS, Paulo Morgado, realizaram, no dia 20 de abril, uma visita simbólica ao Jardim de Infância de Vale de Rãs, em Loulé, um dos estabelecimentos de ensino onde decorre o projeto pioneiro em Portugal de promoção da saúde visual na infância. A iniciativa surge no âmbito do protocolo celebrado, em 2017, entre as Câmaras Municipais de Loulé e S. Brás de Alportel e a ARS Algarve e visa detetar eventuais problemas de acuidade visual e posterior encaminhamento para serviços de ALGARVE INFORMATIVO #153
oftalmologia do Centro Hospitalar Universitário do Algarve, EPE para confirmação do diagnóstico e tratamento, irá abranger perto de mil e 500 crianças do pré-escolar (dos quatro aos seis anos) da rede pública e solidária do Concelho de Loulé. Cinco enfermeiras da Equipa de Saúde Escolar da Unidade de Cuidados na Comunidade Gentes de Loulé, operacionalizam estes rastreios em salas devidamente equipadas nas escolas. Para tal, foi necessário formação destas técnicas de saúde na área da Oftalmologia que permitirá agora fazer testes de visão ao longe e ao perto, visão de profundidade e a
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três dimensões, testes de visão cromática, testes de luz que permitem observar a posição do olhar e verificar se há estrabismo ou testes para ver a estereoscopia. “Sempre fizemos rastreios através da Saúde Escolar, mas não desta forma massificada e estruturada, nem com este equipamento. O grande problema era o encaminhamento para os serviços hospitalares”, explicou a enfermeira Emília Corral. Considerando que a prevenção primária, através da realização de rastreios, constitui uma medida indispensável na deteção precoce e na redução das taxas de incidência e morbilidade das doenças da visão, este projeto reveste-se de especial importância, até porque, como explicou Jacinto Colaço, diretor do Agrupamento de Escolas Padre João Cabanita, “este é mais um dos fatores que contribui para o insucesso escolar”. “ Se este problema
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ficar já resolvido, de certeza que iremos ter menos crianças com problemas na aprendizagem da leitura e da escrita, o primeiro grande obstáculo a nível de sucesso escolar”, frisou. O presidente da edilidade louletana, Vítor Aleixo, salientou o carácter inovador desta iniciativa única em território nacional e manifestou todo o empenho da Câmara de Loulé. “Isto é muito importante para fazer o despiste precoce de problemas visuais das crianças. Por outro lado, é sinal que o Serviço Nacional de Saúde está a funcionar”, considerou. Já Paulo Morgado, presidente da ARS Algarve, afirmou que se pretende ainda ir mais além, estando já em preparação um outro projeto que vai ao encontro deste protocolo. “O que queremos agora é arrancar, nos centros de saúde, com rastreios da ambliopia e de outras alterações, para crianças de dois anos de idade, detetando cataratas ou outros problemas que surgem às vezes mais precocemente”, explicou .
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MUNICÍPIO DE OLHÃO ENTREGOU CHAVES DE 23 CASAS DE HABITAÇÃO SOCIAL
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ealizou-se, no dia 23 de abril, a cerimónia da entrega das chaves das casas aos 23 novos inquilinos de fogos de habitação social do concelho de Olhão, no que foi o culminar de um processo “que decorreu com a máxima transparência”, nas palavras do presidente da autarquia António Miguel Pina, uma vez que a atribuição das casas foi feita através de um sorteio público, em março, entre os munícipes que a elas se candidataram. A atribuição destas casas de habitação social, com tipologias entre T1 e T4, aconteceu depois de um investimento de requalificação orçado em cerca de 15 a 20 mil euros por habitação. Os fogos localizam-se, em Olhão, no Bairro Fundo de Fomento de Habitação, ALGARVE INFORMATIVO #153
na Rua da Armona, na Rua Manuel Oliveira, no Largo da Feira, no Bairro Horta do Pádua e no Bairro Horta da Cavalinha; em Moncarapacho, na Rua das Olarias; em Pechão, na Rua da Cruz Vermelha; e na Fuseta, na Rua Nossa Senhora do Carmo. Na cerimónia, António Miguel Pina aproveitou para dar a conhecer o processo de moralização do acesso à habitação social no concelho de Olhão que está a ser implementado, nomeadamente no que diz respeito à falta de pagamento da renda, à falta de manutenção das casas por parte dos inquilinos, ou à permanência de um número de habitantes superior àquele que a habitação comporta. Este esforço de fiscalização por parte da autarquia e da empresa municipal Fesnima é para continuar, até porque, conforme 108
anunciou o edil, o investimento na requalificação do parque habitacional vai prosseguir. “É um investimento que fazemos com gosto, para que quem habita estas casas tenha as melhores condições, mas é um património público que não podemos deixar que se degrade devido a uma má utilização por parte de quem lá vive”, frisou António Miguel Pina. Ao todo, a Câmara Municipal de Olhão prevê investir, até final do mandato, cerca
de três milhões de euros na reabilitação da habitação social do concelho. Nos próximos meses arranca a primeira fase no Bairro Fundo de Fomento de Habitação, no valor de 700 mil euros, sendo que a segunda fase será lançada a concurso público brevemente. A requalificação do Bairro Horta do Pádua, no valor de 900 mil euros, será posta a concurso logo de seguida .
NÚCLEO DE OLHÃO DA LIGA DOS COMBATENTES INAUGUROU NOVA SEDE
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Núcleo de Olhão da Liga dos Combatentes inaugurou, no dia 23 de abril, a sua nova sede, num espaço cedido pela autarquia local no N.º 6A da Rua Sporting Clube Olhanense, dotado de condições melhoradas em relação à antiga sede. A instituição, fundada em 1929, havia funcionado nas últimas quatro décadas na Rua 18 de Junho, mas a requalificação do chamado Cruzamento das Quatro Estradas e a consequente demolição do edifício, criaram a necessidade de encontrar outra «casa» para a Liga. A autarquia olhanense adquiriu o imóvel, que foi submetido a uma requalificação, num investimento total que rondou os 100 mil euros, de forma a ficar apto a acolher a instituição. A nova sede foi agora cedida a título gratuito à instituição, “pelo tempo que a Liga durar”, conforme sublinhou na ocasião o presidente da Câmara Municipal de Olhão, António Miguel Pina. “Estamos aqui por dois motivos: porque a Liga dos Combatentes precisava de uma sede 109
condigna, e porque Olhão precisava de requalificar a Nacional 125. Assim como aconteceu no passado, a Câmara fez questão de estar presente junto de uma instituição que assenta em três pilares que consideramos fundamentais: os valores, a preservação da memória e o apoio aos que mais precisam”, reforçou o presidente, agradecendo ainda ao proprietário da antiga sede da Liga dos Combatentes a cedência, a título gratuito, do terreno onde esta se encontrava implantada, de forma a tornar possível a concretização da requalificação do cruzamento. “O Sebastião Coelho é, manifestamente, um olhanense que ama a sua cidade e, por isso, devemos todos ficar-lhe agradecidos”. Também o presidente do Núcleo de Olhão da Liga dos Combatentes, Júlio Barroso, se mostrou agradecido à autarquia, “num dia histórico para a nossa instituição, que fica marcado pela inauguração de umas instalações mais confortáveis e condignas”, justificou .
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PROFESSOR DA UNIVERSIDADE DO ALGARVE LEVA TÉCNICA PIONEIRA A MOSCOVO
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o Departamento de Ciências Biomédicas e Medicina (DCBM) da Universidade do Algarve desenvolve-se um trabalho pioneiro em Portugal e apenas realizado em poucos centros de neurociências da Europa e dos Estados Unidos da América, que permite reduzir o risco cirúrgico de remoção das lesões e, sobretudo, aumentar a probabilidade de preservação intacta das funções dos nervos cranianos comprimidos pelos tumores. Este trabalho, coordenado por Pedro M. Gonçalves Pereira, médico e professor de Neurorradiologia no DCBM, inclui um desenvolvimento avançado da técnica de Tractografia por Ressonância Magnética
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(RM) que é aplicada no planeamento cirúrgico dos tumores da base do crânio, para identificação e preservação dos nervos cranianos durante o ato operatório. “Em relação aos restantes centros que também desenvolveram técnicas equivalentes, a nossa abordagem tem a vantagem de poder ser realizada num intervalo de tempo que é compatível com um exame de Ressonância Magnética normal. Por exemplo, existem centros que demoram 40 minutos a adquirir as imagens; o método que desenvolvemos permite obter a mesma informação em seis minutos, com todas as vantagens de conforto para os pacientes, além de conseguirmos diagnósticos superiores 110
também devido aos restantes parâmetros técnicos utilizados”, distingue Pedro Gonçalves Pereira. Mais recentemente foi criado outro método, designado por CICE e que é complementar à Tractografia, destinado a reforçar a sensibilidade do diagnóstico, particularmente em casos de tumores de grandes dimensões ou com invasão anatómica multicompartimental. Neste âmbito, o professor Pedro Gonçalves Pereira representou a UAlg na cerimónia científica anual do Instituto Burdenko, em Moscovo, na Rússia, com o alto patrocínio do Ministro da Saúde da Federação Russa, onde apresentou os resultados das investigações clínicas em cerca de 70 doentes já operados em diversos hospitais portugueses (Lisboa, Porto e Funchal). O Instituto Burdenko tem a particularidade de ser o hospital universitário com maior casuística neurocirúrgica em todo o mundo e também o mais antigo. Na cerimónia estiveram presentes dezenas de médicos, diretores dos vários serviços (Neurocirurgia de Crânio, Coluna Tumoral e Coluna Degenerativa, Radiocirurgia, Cirurgia Funcional, Base do Crânio, Vascular, Cirurgia Endoscópica, Orbita, Neurooncologia) e das especialidades conexas (Anestesia, UCI, ORL, Radiologia geral e Neurorradiologia, Neurologia). O trabalho desenvolvido na academia algarvia foi muito bem recebido, fundamentalmente porque está focado na implementação de um protocolo eficiente e adaptado ao dia-a-dia das rotinas pesadas da Neurorradiologia e Neurocirurgia. “Desse modo, estamos a conseguir 111
dar resposta ao planeamento cirúrgico com um protocolo de 27 minutos, onde está incluída a nova técnica CICE que é muito rápida a providenciar a localização dos nervos cranianos pré-op”, explica Pedro Gonçalves Pereira. Do encontro resultou uma proposta para instalar o CICE no Instituto Burdenko com fins clínicos e num contexto onde todos os dias fazem exames RM para estudo de tumores da base do crânio. “Demorou três anos para ter 40 doentes para poder testar este desenvolvimento (CICE). Os colegas do Instituto Burdenko têm esta estatística num mês”, destaca o professor da UAlg. Adicionalmente, também foi solicitado um suporte para translação do protocolo de Tractografia. Saliente-se, a título de exemplo, que os principais centros que aplicam a técnica de Tractografia de nervos cranianos necessitam de 40 minutos para obter essas imagens. Com a técnica desenvolvida no DCBM da UAlg, o mesmo exame é otimizado para cerca de seis minutos, utilizando conceitos de reconstrução de imagem, que eliminam artefactos e potenciam o sinal-ruído dos tecidos nervosos .
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UALG PROCURA EMPRESAS CRIATIVAS DO ALGARVE PARA PARTICIPAR EM EVENTO INTERNACIONAL
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Universidade do Algarve procura empresas do Algarve para participação no «European Creative Industries Networking and Matchmaking Event», a ter lugar em Terrassa, na vizinha Espanha, no dia 13 de junho. A iniciativa é organizada pelo Projeto ChIMERA – Innovative Cultural and Creative Clusters in the MED Area, do qual a Universidade do Algarve é parceira, e visa reunir várias empresas do setor cultural e criativo dos países da parceria – Itália, Espanha, Portugal, França, Eslovénia, Grécia e Albânia – para encontros B2B, networking e internacionalização. As empresas deverão ter atividade nas áreas do Design, Arquitetura, Audiovisual, Videojogos, Música, Media, Património e Editorial. A seleção das ALGARVE INFORMATIVO #153
empresas participantes terá como base os seguintes critérios: Sediada na região do Algarve; presença no mercado há um ano, no mínimo, e há três, no máximo; Nível de inovação e criatividade dos produtos; Qualidade dos produtos; Recurso ao comércio regional, nacional e externo. As despesas de participação serão asseguradas pela Universidade do Algarve ao abrigo do projeto ChIMERA – Innovative Cultural and Creative Clusters in the MED Area, financiado pelo Programa Interreg MED. Considerando-se a escala internacional do evento, os representantes das empresas deverão dominar a língua Inglesa, sendo um dos critérios de seleção. Os interessados deverão preencher o formulário «Convocatória de participação empresas CC_Algarve», disponível em http://bit.ly/chimeramatchmakingevent e endereçar candidatura para o correio eletrónico mimadeira@ualg.pt (Marisa Madeira) até as 12h do dia 4 de maio .
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