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ALGARVE INFORMATIVO #152

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ALGARVE INFORMATIVO 21 de abril, 2018

MÃE SOBERANA REGRESSOU A CASA «TABACARIA» DE ÁLVARO DE CAMPOS TRANSFORMADO EM ÓPERA INOVAÇÃO SOCIAL CHEGOU AO ALGARVE | «MAPA» DE FERNANDO 1 ALGARVE INFORMATIVO MOTA #152


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CONTEÚDOS #152 21 DE ABRIL, 2018 50

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ARTIGOS 10 - Algarve Nature Week 16 - Comissões de Proteção de Crianças e Jovens 22 - Portugal Inovação Social 30 - PRID 38 - Albufeira adere ao ABEM 42 - Mãe Soberana 50 - Ópera Tabacaria 58 - MAPA de Fernando Mota 74 - Atualidade

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OPINIÃO 66 - Paulo Cunha 68 - Mirian Tavares 70 - Adília César ALGARVE INFORMATIVO #152

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REPORTAGEM

«ALGARVE NATURE WEEK» VOLTA A PROMOVER O TURISMO DE NATUREZA EM ÉPOCA BAIXA Texto:

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Fotografia:

quarta edição do Algarve Nature Week arrancou no dia 13 de abril, desta feita em Lagos e com um dia aberto onde foi possível experimentar, gratuitamente, diversas propostas de turismo de natureza. O objetivo do evento, que se prolonga até 22 de abril, é mostrar que o Algarve natural ALGARVE INFORMATIVO #152

tem muito para oferecer e que a região é o cenário perfeito para férias ativas com experiências ao ar livre inesquecíveis. Por isso, durante esse dia foi possível descobrir a mais emblemática praça da cidade de Lagos de bicicleta (Praça do Infante) ou testar a pontaria no tiro ao arco no Jardim da Constituição, ao passo que os amantes de adrenalina 10


puderam enfrentar a parede de escalada e o slide, superar obstáculos nas gincanas de bicicletas ou aceitar o desafio desportivo dos ginásios que animaram o palco da Praça do Infante. Ao todo foram perto de meio milhar de alunos dos 2.º e 3.º Ciclos de Ensino Básico de Lagos que participaram em diversas atividades, desde descobrir Lagos a partir de um caiaque em pleno mar a embarcar num passeio com o campeão nacional de Kitesurf Francisco Lufinha, desde enfrentar as ondas e fazer um batismo de Wakeboard e Wakeskate a observar aves na praia do Camilo, numa parceria entre a Região de Turismo do Algarve, a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares e a Câmara Municipal de Lagos. O momento alto do dia foi, contudo, a «Caminhada Pôr-dosol na Ponta da Piedade», ao final da 11

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Desidério Silva, Hugo Miguel Henriques Pereira e Filipe Silva

tarde e logo após a abertura do evento pelas entidades oficiais, num percurso de 4,6 quilómetros que desvendou um dos cenários naturais mais deslumbrantes do litoral algarvio. O enorme potencial do Algarve fora da chamada «época alta» foi precisamente realçado pelo vice-presidente da Câmara Municipal de Lagos, Hugo Miguel Henriques Pereira, enquanto entidade anfitrião do evento. “O Algarve tem todas as condições para não ser apenas sol e praia, tem mostrado que isso é uma realidade, e Lagos estará sempre disponível para acolher este tipo de iniciativas e para continuar a apostar no turismo de natureza”, frisou, seguindo-se umas breves palavras do presidente da Região de Turismo do Algarve, Desidério Silva. “O objetivo da «Algarve Nature ALGARVE INFORMATIVO #152

Week» é muito claro: dar visibilidade, ao longo de mais de uma semana, a tudo aquilo que se pode fazer nesta região e nesta época do ano. Queremos um Algarve mais sustentável, um Algarve que funcione todo o ano e não apenas durante três ou quatro meses. Para tal é importante dar a conhecer todas as nossas riquezas, desde a Costa Vicentina ao Rio Guadiana, passando pela serra, pelo barrocal, pelo litoral, pela Ria Formosa”, adiantou Desidério Silva, lembrando também as parcerias existentes com o Turismo de Portugal no âmbito do «walking and cycling». “Em 2017 tivemos mais de 19 milhões de dormidas, observou-se um forte crescimento na época baixa e a nossa taxa de ocupação anual só pode ser reforçada pelas subidas verificadas 12


nessa altura do ano. O turismo de natureza permite uma dinâmica cada vez mais sólida e sustentável e só em rede e com parcerias é que as coisas podem funcionar”. O Turismo de Portugal esteve representado pelo vogal Filipe Silva, que felicitou a Região de Turismo do Algarve pelo empenho e esforço colocados nestas quatro edições de «Algarve Nature Week», que passou por Faro, Quarteira e Tavira antes de chegar, em 2018, a Lagos. “Se olharmos a nível nacional, temos cerca de 21 por cento do nosso território situado em áreas protegidas, e se considerarmos que, para além delas, existe muito mais território associado à natureza, precisamos reconhecer a sua importância para as nossas vidas e negócios, nomeadamente os negócios

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turísticos. A Estratégia Turismo 20-27 preconiza o desenvolvimento de uma maior coesão territorial, uma diminuição da sazonalidade turística, a criação de novas propostas de valor e a captação de novos segmentos em termos de procura, para garantirmos maior receita para Portugal, e esta iniciativa concorre para todos esses propósitos”, destacou Filipe Silva. De 13 a 22 de abril, a Algarve Nature Week contemplou 160 experiências em terra e no mar, proporcionadas por 70 parceiros de animação turística e unidades de alojamento que, juntos, pretenderam mostrar que o Algarve é um tesouro natural que merece ser descoberto o ano inteiro, seja a pedalar, a mergulhar, a surfar, a andar a cavalo e de burro ou ainda a caminhar .

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REPORTAGEM

Margarida Flores, Alberto Guerreiro, Ana Fazenda e Marilyn Zacarias Correia

NOVOS DESAFIOS DAS COMISSÕES DE PROTEÇÃO DE CRIANÇAS E JOVENS FORAM DEBATIDOS EM LOULÉ Texto:

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Fotografia:

Convento do Espírito Santo, em Loulé, foi palco, no dia 13 de abril, do II Encontro da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Loulé, subordinado ao tema «Apertar os Laços, Desfazer os Nós – Vinculação, Desenvolvimento Precoce: Que consequências?». “Estamos a aprender todos os dias e é para isso que também serve este momento de partilha”, começou por dizer Alberto Guerreiro, presidente da CPCJ de Loulé, ao

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passo que Ana Fazenda, coordenadora regional da Comissão Nacional de Proteção das Crianças e Jovens, considerou que o tema proposto descreve, de forma perfeita, o trabalho diário destas entidades. “Sabemos que a ausência da vinculação entre mãe e filho cria graves prejuízos na estruturação da criança e na formação da sua personalidade e são questões como estas que confirmam a necessidade e a importância destes encontros e do trabalho das CPCJ. 16


Cada processo sinalizado numa Comissão de Menores representa uma vida que precisa da maior atenção, por isso, temos que ser capazes de compreender os sinais dados pelas crianças e precisamos criar estratégias para identificar os problemas e proteger as crianças”, declarou Ana Fazenda. Para a coordenadora regional no Algarve da Comissão Nacional de Proteção das Crianças e Jovens, nada se consegue fazer sozinho, é imperativo funcionar em rede e com equipas multidisciplinares que envolvam as entidades de primeira linha da saúde, educação, segurança social e autarquias. “É neste trabalho em rede que se apertam laços e se desenrolam muitos nós”, garantiu Ana Fazenda, “uma mulher de terreno, com provas dadas, que esteve à frente de uma rede social que funcionava bastante bem e que já foi

presidente de uma CPCJ”, assim foi descrita, entretanto, Ana Fazenda por Margarida Flores, que acrescentou que a proteção das crianças e jovens faz parte da missão do Instituto da Segurança Social. “A vulnerabilidade das crianças e a sua dependência em relação aos adultos requerem um cuidado especial e determinaram uma ação local, nacional e internacional destinadas a protegê-las de todas as formas de maus-tratos, e este conceito é cada vez mais abrangente. Não falamos apenas das carências alimentares ou dos maus-tratos físicos, mas também dos maus-tratos psíquicos ou das questões que dizem respeito à igualdade de género, problemáticas a que as CPCJ têm que estar atentas e recetivas, sem preconceitos”, entende Margarida Flores.

Ana Fazenda, coordenadora regional no Algarve da Comissão Nacional de Proteção das Crianças e Jovens 17

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Margarida Flores, Diretora do Centro Distrital de Faro do Instituto da Segurança Social

O encontro, para a Diretora do Centro Distrital de Faro do Instituto da Segurança Social, era, por isso, uma boa oportunidade para despertar consciências de todas as entidades com responsabilidades em matéria de infância e juventude e que se envolvem na missão da prevenção. “Quando pensamos em família, estamos a falar da família monoparental? Da família com duas mães? Da família com dois pais? Da família em que um pai tem quatro mulheres? São estas famílias que vamos encontrar nas CPCJ, que são fonte primeira e primária de aquisições e aprendizagens, logo, um dos ambientes preferenciais para uma intervenção de caráter preventivo. É no seio da família que o ser humano adquire os valores, comportamentos, crenças, estilos de vida e as bases da formação da personalidade e a nossa realidade ALGARVE INFORMATIVO #152

mudou”, alertou Margarida Flores, dando o exemplo concreto de Loulé, concelho onde reside uma multiplicidade de nacionalidades estrangeiras, mas também falando da questão dos refugiados e do fenómeno da migração. Margarida Flores louvou o trabalho realizado pelos elementos das CPCJ, normalmente de pouca visibilidade mediática, mas que marca, sem quaisquer dúvidas, a diferença, pela positiva, na vida das famílias. “Há que ter coragem e estofo para aguentar esta vida, porque não é fácil lidar com problemas todos os dias. Não é fácil para uma mãe ter que decidir que vai tirar um filho a outra mãe, mas é preciso ter estrutura psicológica para não nos vermos em espelho. O fundamental é termos a certeza de que estamos a fazer o que é mais 18


correto para aquela criança”, frisou, antes de revelar a sua enorme preocupação com o aumento da mutilação genital feminina no Algarve. “Pensamos que é um problema que apenas acontece no continente africano, mas somos o segundo distrito de Portugal com mais casos identificados, e em todos os concelhos do Algarve. Os nossos filhos e filhas andam na escola com meninas que foram mutiladas genitalmente. Convivemos com mulheres que foram mutiladas genitalmente e não nos apercebemos disso porque é uma das violências mais difíceis de combater. É uma violência da mulher sobre a mulher, da mãe, da avó, da tia, sobre a criança, e não conseguimos entrar nessa comunidade fechada”, alertou, angustiada. Neste contexto, a prevenção é uma responsabilidade de toda a sociedade, das

famílias, das organizações, empresas, entidades locais, regionais e nacionais. “É importante compreendermos todos que um simples gesto pode revestir-se de grande significado. Um trabalho preventivo de âmbito alargado assume vastas consequências ao nível das gerações futuras e da construção de uma melhor sociedade. Uma infância feliz é um fator indispensável à qualidade humana, no entanto, o tempo de ser criança é cada vez mais curto. Se estamos a intervir em meninos de 12 ou 13 anos é porque estamos todos a falhar na nossa missão. Não tenhamos medo de decidir o que é certo, pensemos sempre no superior interesse da criança”, apelou Margarida Flores. A sessão da abertura foi encerrada por Marilyn Zacarias Correia, Vereadora da Câmara Municipal de Loulé, que reiterou

Marilyn Zacarias Guerreiro, Vereadora da Câmara Municipal de Loulé 19

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a disponibilidade da autarquia em apoiar a CPCJ de Loulé em tudo o que fosse necessário na sua nobre missão. “Estamos num concelho que, pelas suas características, tem um elevado grau de situações de risco e a Câmara Municipal deve afirmar a sua sensibilidade e preocupação e fornecer o apoio e condições para que este esforço de missão comunitária possa atingir os seus objetivos. Ao longo dos anos temos acompanhado centenas de processos de promoção e proteção de jovens em todo o concelho e a CPCJ desempenha um papel crucial para combater as problemáticas dos maus-tratos infantis e juvenis”, manifestou a autarca. Seguiu-se uma primeira mesa, durante o período da manhã, dedicada à «Vinculação: O início do caminho», onde foram abordados os temas: «Vinculação e a construção do Indivíduo» (Clara Freitas, psicóloga do ACES Barlavento); «Reflexões em torno da parentalidade (d)

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e risco» (João Barrocas, psicólogo DICAD, ETET – Barlavento); «Vinculação, redes de memória e ativação recíproca» (Alberto Guerreiro, psicólogo e presidente da CPCJ Loulé); e «A proteção na vinculação» (Ana Perdigão, jurista do Instituto de Apoio à Criança). Na parte da tarde, o tema lançado foi «Quando os laços se emaranham em nós» e houve lugar à conferência «Parentalidade e abuso sexual infantil: (re)construindo funções e vínculos», proferida por Maria de Deus Medeiros, assistente social da Santa Casa da Misericórdia de Vila do Bispo e aos trabalhos da segunda mesa, com as apresentações «A vinculação no desenvolvimento: Fator preditor para adições?» (Maria Quintero, psicóloga DICAD, ETET – Sotavento); «As famílias e o impacto da violência» (Daniela Machado, psicóloga ACES Central – Olhão); e «O trabalho com Famílias Multidesafiantes» (Sara Graça, psicóloga CAFAP Tavira) .

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REPORTAGEM

Francisco Serra, Maria Manuel Leitão Marques, Filipe Almeida e Jorge Botelho

ALGARVE ENTRA NA ROTA DA INOVAÇÃO SOCIAL Texto:

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Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR Algarve), o Programa Operacional CRESC Algarve 2020 e a Estrutura de Missão Portugal Inovação Social, lançaram, no dia 11 de abril, a «Portugal Inovação Social» no Algarve, numa sessão que foi presidida pela ALGARVE INFORMATIVO #152

Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques. A iniciativa foi criada em dezembro de 2014, com Portugal a ser pioneiro na União Europeia ao canalizar uma parcela importante de fundos estruturais europeus do novo ciclo de programação 2014-2020 para a promoção da inovação 22


social, num valor que ronda os 150 milhões de euros. A «Portugal Inovação Social» pretende apoiar Iniciativas de Inovação e Empreendedorismo Social que sejam focadas numa missão social, procurando resolver problemas importantes e negligenciados da sociedade; sejam inovadoras, por serem pioneiras a nível mundial ou nacional, ou por serem réplicas pioneiras a nível regional de inovações sociais com impacto validado; tenham um modelo passível de ser sistematizado e replicado num contexto mais vasto, dada a natureza do problema que abordam e da solução que propõem; procurem medir e validar o seu impacto, de forma a melhorarem continuamente o seu desempenho e a mobilizarem mais recursos; adotem estratégias de implementação com

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mecanismos que promovam a sustentabilidade económica, através da eficiente mobilização de recursos, geração de receitas, ou poupança na despesa pública. Projetos com estas características são os principais beneficiários dos instrumentos de financiamento a desenvolver pela «Portugal Inovação Social», sejam eles oriundos de entidades da economia social ou dinamizados por empreendedores independentes, no seio da administração pública, ou por entidades da economia social, em muitos casos em lógica de parceria. Será igualmente dinamizado um ecossistema de entidades parceiras que capacitem, financiem e acompanhem estas iniciativas, ajudando-as a atingir uma escala maior e mais impacto.

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Filipe Almeida, presidente da «Portugal Inovação Social»

A abertura da sessão coube a Francisco Serra, presidente da CCDR Algarve, que é entidade gestora dos fundos comunitários do Programa Operacional Algarve 2020 a nível regional. “Chegou a altura de publicar avisos no sentido destas organizações se puderem candidatar, de forma esclarecida e rapidamente, para concretizarem projetos de inovação social e fico feliz por ver aqui tanta gente interessada nesta matéria”, referiu o dirigente, palavras de satisfação partilhadas por Jorge Botelho, presidente da AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve. “A tipificação das respostas sociais já é uma realidade há muitos anos e verifica-se uma procura constante de projetos de inovação, atendendo às novas prioridades que vão surgindo todos os dias. Vejo aqui muita gente que tem ideias e uma capacidade enorme de ALGARVE INFORMATIVO #152

criar projetos e sinergias para transformar a vida das pessoas. Queremos dinamizar o mercado do investimento social para tratar da especificidade de cada problemática social que existe, tanto através do empreendedorismo social, como da dinâmica dos empresários que farão toda a diferença nas nossas comunidades. O importante é utilizar o dinheiro que está à disposição da rede social para mudar a vida de alguns públicos-alvo, onde ainda não surgiu a oportunidade de agirmos. Na prática, o que queremos é atrair atores, capital para financiar projetos e soluções inovadoras para tratar problemas da sociedade que muitas vezes são negligenciados por ainda não existirem respostas adequadas e eficazes”, enfatizou o presidente da Câmara Municipal de Tavira. 24


Presidida por Filipe Almeida, a «Portugal Inovação Social» gere quatro instrumentos de financiamento destinados então a apoiar projetos que constituam soluções inovadoras para problemas sociais numa lógica complementar às respostas tradicionais. “O objetivo é permitir que aqueles que têm potencial para serem agentes de transformação consigam materializar as suas propostas. A inovação social é um conceito relativamente recente, mas tem dentro de si práticas muito antigas. Na verdade, desde que os homens reconhecem à sua volta problemas comunitários e procuram soluções para tentar resolvêlos, que existe inovação social. O que foi evoluindo é o critério moral com que nós avaliamos o que é um problema social e o critério moral com que julgamos a bondade de cada solução”, explicou Filipe Almeida. “Dar pão a quem tem fome foi evoluindo para se valorizar soluções mais duradouras como, por exemplo, de empregabilidade, que permite a cada um escolher o pão que quer comer. A inovação social visa um impacto social duradouro, replicável e emancipatório das pessoas a quem se dirigem esses esforço”, reforçou.

“Ação social para o dia de hoje, inovação social para o dia de amanhã, são duas faces de uma mesma política de intervenção cívica que são absolutamente sociais para o progresso coletivo”, defendeu Filipe Almeida e,

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MARIA MANUEL LEITÃO MARQUES: “SÓ SEREMOS UM PAÍS COM FUTURO SE FORMOS INOVADORES, TANTO NAS EMPRESAS E NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, COMO NO SETOR SOCIAL. AS SOLUÇÕES TRADICIONAIS SÃO IMPORTANTES NA RESPOSTA AOS PROBLEMAS SOCIAIS, MAS JÁ NÃO CHEGAM, PRECISAMOS DE SOLUÇÕES MAIS INOVADORAS”. perante os problemas sociais, “existem as respostas tradicionais e convencionais que estão instaladas e que são válidas, úteis e eficazes, mas os problemas sociais são complexos e dinâmicos, progridem, o que obriga a procurar novas soluções”, reconheceu, antes de falar dos quatro instrumentos de financiamento da «Portugal Inovação Social» por via dos quais vão chegar 150 milhões de euros às organizações para alimentar os projetos e mobilizar investimento social. Para projetos numa fase ainda preliminar existe a Capacitação para o Investimento Social, que pretende apoiar Iniciativas de Empreendedorismo e Inovação Social no reforço das suas ALGARVE INFORMATIVO #152


A Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques

capacidades organizativas e competências de gestão, com o objetivo de as tornar mais preparadas para gerar impacto social e captar investimento social. Dá resposta às necessidades de capacitação específicas de cada Iniciativa de Empreendedorismo e Inovação Social através da atribuição de um montante fixo não reembolsável (até um valor máximo de 50 mil euros), para o financiamento do seu plano de capacitação, que deverá ser implementado num horizonte temporal até 18 meses e que poderá incluir até cinco intervenções de capacitação distintas. O instrumento de financiamento Parcerias para o Impacto apoia Iniciativas de Empreendedorismo e Inovação Social que queiram implementar um plano de desenvolvimento de um a três anos, para alcançarem maior escala e impacto. O ALGARVE INFORMATIVO #152

instrumento financia os custos elegíveis desse plano num valor superior a 50 mil euros de subvenção não reembolsável do «Portugal 2020» e até um máximo de 70 por cento das suas necessidades de financiamento, sendo o restante financiamento suportado por investidores sociais. O plano de desenvolvimento pode consistir num processo de crescimento regional ou nacional para uma iniciativa de inovação social que já validou o seu piloto, ou na réplica regional ou nacional de uma inovação social internacional já validada, ou num plano de disseminação ou internacionalização de uma iniciativa de inovação social sediada em Portugal. Os Títulos de Impacto Social são mecanismos de financiamento que pressupõem a celebração de um 26


contrato (parceria) entre investidores sociais, entidades do setor público e entidades implementadoras, para concretizar resultados sociais específicos. Mobilizam capital para investir em organizações, empreendedores sociais e iniciativas que evidenciem impacto social e potencial retorno financeiro. Com base nesse contrato, os investidores sociais financiam uma Iniciativa de Inovação e Empreendedorismo Social a médio prazo, as entidades do setor público validam o alinhamento e a relevância dos resultados propostos e as entidades implementadoras concretizam as intervenções. Se os resultados sociais contratualizados forem alcançados, os investidores sociais são reembolsados pelo seu investimento inicial. Caso os resultados sociais contratualizados não sejam alcançados, os investidores socias assumem o risco de perder o seu investimento. Finalmente, com 55 milhões de euros provenientes em 85 por cento de Fundos Estruturais disponíveis no quadro do «Portugal 2020» e os restantes 15 por cento do Orçamento de Estado, o Fundo para a Inovação Social é o maior dos quatro instrumentos de financiamento da iniciativa «Portugal Inovação Social». É o único que assume uma configuração de instrumento financeiro, sendo dirigido a Iniciativas de Inovação e Empreendedorismo Social em fase de consolidação e/ou expansão. Funcionará enquanto fundo híbrido, operando nas vertentes de dívida e capital. Na vertente de dívida, prestará garantias a instituições de crédito permitindo que estas concedam empréstimos com condições mais

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favoráveis para o beneficiário final, face às condições de mercado. Na vertente de capital, coinvestirá em operações de capital e quase-capital de pequenas e médias empresas, em conjunto com investidores sociais. A encerrar a sessão, a Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa referiu que “apenas com uma postura de missão coletiva de militância social é possível ser inovador e resistente às dificuldades que temos que enfrentar no dia-a-dia e ao insucesso, e ter capacidade para começar de novo, se assim for necessário para atingirmos aquilo a que nos propomos”. E o objetivo do «Portugal Inovação Social» é completar as soluções sociais já existentes e não substituí-las, de modo a resolver problemas sociais em sentido amplo. “Problemas sociais que podem decorrer do envelhecimento da população, mas também da desestruturação do espírito de comunidade que já tivemos no passado, de desequilíbrios ambientais, de transformação cultural, de insucesso escolar, até das migrações que se tornaram uma normalidade dos tempos modernos”, sublinhou Maria Manuel Leitão Marques. “Só seremos um país com futuro se formos inovadores, tanto nas empresas e na administração pública, como no setor social. As soluções tradicionais são importantes na resposta aos problemas sociais, mas já não chegam, precisamos de soluções mais inovadoras”, concluiu a governante .

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REPORTAGEM

SECRETÁRIO DE ESTADO DA JUVENTUDE E DO DESPORTO VISITOU O ALGARVE NO ÂMBITO DO PRID Texto:

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Fotografia:

Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, visitou o Algarve, no dia 18 de abril, para conhecer, no terreno, algumas das obras realizadas no âmbito do Programa de Reabilitação de Instalações Desportivas – PRID, através do qual a Delegação de Faro do Instituto Português do Desporto e Juventude celebrou sete contratos-programa com associações desportivas no ano transato. ALGARVE INFORMATIVO #152

A jornada de trabalho teve início com uma receção à comitiva na Câmara Municipal de Portimão, pelas 9h30, seguindo-se as deslocações ao Pavilhão Desportivo do Clube Desportivo e Recreativo da Pedra Mourinha, onde foi requalificado o piso; e ao Estádio Dr. Francisco Vieira do Silves Futebol Clube, em Silves, onde foi reconstruída a cobertura da bancada central. Do barlavento para o sotavento, a comitiva 30


rumou à freguesia do Montenegro, mais concretamente ao Centro de Ténis de Faro, onde assistiu ao resultado da requalificação dos campos de ténis e de padel. “Somos um clube com muita atividade, existente há 34 anos, e só o aluguer dos espaços permite-nos ter uma vida saudável, mas sem o apoio da Câmara Municipal de Faro e do Instituto Português do Desporto e Juventude, não é possível crescer em termos das nossas instalações desportivas”, referiu José Rosa Nunes, presidente do Centro de Ténis de Faro, adiantando que a próxima intervenção

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passará pela ampliação dos balneários, construídos há três décadas, em agosto do corrente ano. “Em 2020, queremos avançar para os campos de ténis cobertos”, acrescentou, com um sorriso.

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Custódio Moreno, João Paulo Rebelo, Rogério Bacalhau, Vítor Pataco e José Rosa Nunes

O apoio do IPDJ, ao abrigo do PRID, foi de 18 mil euros e graças a isso foi possível requalificar os campos de ténis e de padel, onde já se disputou um torneio internacional de ténis no início de março. “Os pisos estavam descolorados e com fissuras, arranjamos tudo, substituímos as luzes LED nos campos de padel e fizemos um telheiro para as pessoas se protegerem do sol e da chuva”, descreveu o também presidente da Associação de Ténis do Algarve, sob o olhar atento do Secretário de Estado da Juventude e Desporto. “Sem atletas não há desporto, mas também não existe um sistema desportivo sem clubes, associações, federações ou infraestruturas desportivas. Portugal ainda tem algumas carências nesta matéria, que se sentem sobretudo nos ALGARVE INFORMATIVO #152

clubes de base local, que desempenham um trabalho meritório. Decidimos, por isso, que o IPDJ deveria ter uma verba para este género de requalificações dos equipamentos desportivos”, referiu João Paulo Rebelo, reconhecendo igualmente o papel indispensável dos municípios em todo este processo. “O programa não teve muito dinheiro disponível em 2017, mas serviu de mola para que as autarquias também apoiassem os clubes e associações a melhorar os seus espaços”, reforçou o governante. Presente na visita ao Centro de Faro de Ténis estiveram o Presidente e VicePresidente da Câmara Municipal de Faro, Rogério Bacalhau e Paulo Santos, respetivamente, bem como o 32


Presidente da Junta de Freguesia do Montenegro, Steven de Sousa Piedade, e o edil farense admitiu que, durante alguns anos, a Autarquia não conseguiu apoiar o movimento associativo e desportivo do concelho. “Felizmente que conseguimos dar a volta a essa situação e sentimos que isso permitiu um maior dinamismo dos clubes, tanto em termos das condições que proporcionam aos seus atletas e adeptos, como na própria formação. Quanto ao PRID, tem uma filosofia que achamos ser bastante positiva, desde logo por dialogarem com os municípios para se ver quais as associações e clubes que devem ser apoiadas, enquanto nós assumimos o compromisso de depois acompanhar as obras no terreno”, destacou Rogério Bacalhau. “Em Faro temos muitas associações e clubes, o que nos traz uma

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responsabilidade acrescida, só que não é possível apoiar a todos como eles merecem. Há dois anos que existe um regulamento de apoio ao associativismo, os processos são transparentes e sabemos onde o dinheiro vai ser aplicado, mas os recursos são limitados, por isso, este programa do poder central é mais um contributo para que as coisas funcionem melhor, seja na vertente competitiva, seja na formação”, manifestou ainda o presidente da Câmara Municipal de Faro. Após o almoço, o programa do Secretário de Estado da Juventude e Desporto incluiu a visita à zona desportiva do Futebol Clube de Bias, em Olhão, cujas instalações desportivas foram igualmente requalificadas com o

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O Secretário de Estado da Juventude e Desporto recebeu uma pintura de Fábio Soares, ou «BASAP», jovem pintor de Vila Real de Santo António

apoio do PRID; e à sede da Blasius – Associação para o Desenvolvimento do Desporto de Duas Rodas, em São Brás de Alportel, para se assistir às obras de adaptação para balneários/vestiários.

JOVENS DO ALGARVE FIZERAM SURPRESA AO SECRETÁRIO DE ESTADO DA JUVENTUDE E DESPORTO No âmbito da visita ao Algarve, no dia 18 de abril, para conhecer, in loco, as obras realizados ao abrigo do Programa de Reabilitação de Instalações Desportivas, o Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, foi surpreendido por algumas dezenas de jovens algarvios, pertencentes a várias associações, na sede de Faro do Instituto ALGARVE INFORMATIVO #152

Português do Desporto e Juventude, onde estava patente uma exposição multimédia alusiva ao 25 de Abril. Da mostra, realizada em parceria com a Associação José Afonso, faz parte «Grândola Vídeo Morena», um conjunto de oito vídeos que espelha a forma como um grupo de jovens vê o 25 de abril de 1974. Os trabalhos no formato videoarte foram concebidos e realizados pelos alunos dos cursos profissionais de Multimédia e Comunicação do Agrupamento de Escolas João de Deus, sob a orientação do professor Rui António, e têm sido bastante elogiados por várias personalidades ligadas à Revolução dos Cravos. No final da visualização do projeto, o jovem artista vila-realense Fábio Soares, mais 34


conhecido por «BASAP», ofereceu uma pintura ao Secretário de Estado, que não escondeu a satisfação com este gesto, tendo mesmo garantido que o quadro iria ficar pendurado, já a partir do dia seguinte, no seu gabinete. “Quando iniciei funções, há cerca de dois anos, realizei um Roteiro de Juventude por todo o país para conhecer o associativismo jovem de base local e não imaginam o que aprendi, as recordações que ainda guardo disso e a alegria que sinto por reencontrar aqui pessoas que conheci nessa iniciativa”, começou por dizer João Paulo Rebelo. Perante uma plateia atenta, o governante reiterou o desafio aos jovens para participarem na vida coletiva e cívica de Portugal, considerando “um absoluto disparate o país desperdiçar a força que os jovens têm, a sua energia, as novas ideias que apresentam”. “Gostaria de ficar conhecido como alguém que

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entende, mesmo, que o tempo de ouvir os jovens já passou. Agora, queremos ter os jovens nos processos de decisão, quando discutimos programas de apoios e financiamento, quando debatemos os projetos a implementar. É algo que faz todo o sentido”, frisou o Secretário de Estado, que veio ao Algarve em «modo desporto» e, de repente, se viu rodeado de jovens. “Foi a melhor surpresa que me podiam ter feito nesta visita à região. Temos uma sociedade a darnos sinais de algum egoísmo, egocentrismo, de estarmos centrados em nós próprios. Nesta casa, no IPDJ, vocês têm um espírito de partilha e de participação, de construção de um mundo melhor. É certo que essa é uma frase muito repetida, mas sei que, no Algarve, vocês estão efetivamente a contribuir para construir um mundo melhor” .

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REPORTAGEM

José Carlos Rolo e Maria João Toscano

ALBUFEIRA É O PRIMEIRO MUNICÍPIO DO ALGARVE A ADERIR AO PROGRAMA ABEM Texto:

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presidente da Câmara Municipal de Albufeira, José Carlos Rolo, e a diretora executiva da Associação Dignitude, Maria João Toscano, assinaram, no dia 17 de abril, um protocolo de colaboração para a implementação do Programa Abem no concelho de Albufeira. Esta Rede Solidária do Medicamento tem por objetivo garantir o acesso ao medicamento em ambulatório ALGARVE INFORMATIVO #152

por parte de qualquer cidadão em situação de carência económica que normalmente o impediria de adquirir os medicamentos comparticipados prescritos. Os destinatários são os cidadãos beneficiários de prestações sociais de solidariedade, mas também todos os que se deparem com uma situação inesperada de carência económica.

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Albufeira é o primeiro concelho do Algarve a aderir a este programa inovador, relacionado com a distribuição de medicamentos, com o Município a financiar anualmente 100 euros por cada beneficiário identificado, verba que poderá vir a ser reajustada conforme as necessidades que se vierem a registar, conforme referiu o presidente da Câmara Municipal. “A Autarquia de Albufeira, desde 2009, através do Regulamento de Apoio a Estratos Sociais Desfavorecidos (RAESD), já vinha concedendo alguns apoios, nomeadamente no campo dos medicamentos, o que implicou um investimento, no ano transato, na ordem dos 12 mil euros. Esta é uma forma diferente de atribuir medicamentos a pessoas que deles necessitam e que tenham dificuldades económicas”, considerou José Carlos Rolo. A identificação e referenciação dos beneficiários do Programa Abem são da competência do Município, que irá trabalhar de perto com as Juntas de Freguesia, por estas terem um maior conhecimento das situações de carência económica. A atribuição da comparticipação solidária prevê que o agregado familiar tenha uma capitação inferior a 60 por cento do Salário Mínimo Nacional e que se enquadre nos critérios definidos no RAESD. “O beneficiário fica com um cartão e depois basta ir a uma das farmácias do concelho que sejam parceiras do Abem para comprar os medicamentos que precisa. Começamos com um valor de 100 euros por utente, mas poderemos fazer um upgrade do protocolo agora assinado. É com todo o prazer que aderimos ao programa, estou 39

seguro que tudo vai funcionar bem, em parceria com a Dignitude, e no próximo ano cá estaremos, certamente, a assinar um novo protocolo”, assegurou o presidente da Câmara Municipal de Albufeira. A Associação Dignitude presta auxílio a todas as pessoas que não conseguem aceder a medicamentos devido à sua situação económica, número que ascende a cerca de um milhão de portugueses, revelou Maria João Toscano. “Estas pessoas não conseguem comprar os medicamentos que lhes são prescritos, por não terem meios para comparticipar com a parte que lhes diz respeito. Na realidade, os beneficiários do Abem são pessoas que, muitas vezes, são confrontadas com a questão de comer ou tomar os medicamentos”, explicou a diretora executiva da Instituição Particular de Solidariedade Social, preocupada. “O programa não pretende duplicar esforços que já existem no terreno, mas antes agregar todos esses esforços. Só entramos numa região quando há um parceiro que considera que o programa é válido e finalmente chegamos ao Algarve, por virtude deste protocolo assinado com a Autarquia de Albufeira”. Ainda de acordo com Maria João Toscano, o Programa Abem vem dar uma maior dignidade a uma franja da sociedade que já é acompanhada, a outros níveis, por associações mas que, quando chega a hora de «aviar» as suas receitas, tem que andar a bater a várias portas. “Este cartão está associado a um fundo solidário, para onde vão ALGARVE INFORMATIVO #152


estes 100 euros que a Câmara de Albufeira vai comparticipar por cada seu beneficiário. Mas estes 100 euros multiplicam-se porque existem cidadãos comuns e empresas que, de uma forma regular, contribuem para este fundo, de modo que este programa não tenta criar igualdade no acesso, mas sim equidade”, distingue a Diretora Executiva da Dignitude. “Se uma pessoa precisar de 200 euros por mês para comprar os seus medicamentos, por fazer uma medicação complexa e ser um doente crónico grave, essa pessoa vai ter esses 200 euros que lhe garantam acesso à sua saúde. Os estudos dizem que as terapêuticas medicamentosas interrompidas mais tarde têm custos muito superiores, porque as pessoas acabam por ser internadas ou vão mais vezes a uma urgência médica. Por outro lado, se um indivíduo apenas precisar de 20 euros,

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será esse o valor que sairá do fundo, permitindo uma gestão de acordo com as necessidades de cada beneficiário”, esclareceu Maria João Toscano. A Associação Dignitude conta, atualmente, com 68 parcerias por todo o país, sendo Albufeira a primeira estabelecida na região do Algarve. Recorde-se ainda que a Câmara Municipal de Albufeira já apoia os seus munícipes na aquisição de medicamentos através do RAESD, que concede ajudas no âmbito de Ação Social (passes e bilhetes de transporte; despesas com saúde; pagamento de creches e amas; aquisição de equipamentos; atribuição de géneros alimentícios) e no âmbito da Habitação (obras de conservação, reparação ou beneficiação de habitação) .

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REPORTAGEM

MILHARES DE PESSOAS ACOMPANHARAM O REGRESSO A «CASA» DA MÃE SOBERANA Texto:

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s adversas condições climatéricas não abalaram a fé e o fervor com que milhares de pessoas acompanharam o regresso da imagem da Nossa Senhora da Piedade à sua ermida, no alto da cidade de Loulé, no dia 15 de abril, naquela que é a Festa Grande da Mãe Soberana. A chuva ainda obrigou a Câmara Municipal de Loulé a cancelar a celebração mariana que costuma acontecer ao meio-dia mas, três horas depois, a imagem de Nossa Senhora saiu mesmo da Igreja de S. Francisco em direção ao Largo do Monumento Eng.º Duarte Pacheco, onde se realizou, conforme previsto, a Celebração Solene da Eucaristia presidida pelo Bispo do Algarve, D. Manuel Neto Quintas. Milhares de peregrinos, entre louletanos e visitantes, portugueses e estrangeiros, assistiram a este momento único daquela que é considerada, com todo o mérito, a principal manifestação religiosa a sul do Santuário de Fátima. Seguiu-se o momento de consagração à Nossa Senhora com a Grande Procissão a percorrer as principais ruas da cidade de Loulé, acompanhada pela Banda Filarmónica Artistas de Minerva. Depois de uma breve pausa no Largo de S. Francisco, teve início a derradeira parte da procissão, a escalada rumo ao Santuário. Como é tradição, em todo este processo voltaram a estar em grande destaque os oito «Homens do Andor» que carregam a imagem da Mãe Soberana e que sobem o íngreme cerro a um ritmo impressionante, acompanhados de perto pela música dos Artistas de Minerva e com a população a exibir-se em manifestações calorosas de enorme sentimento, com vivas à Nossa Senhora, em passo vivo e na cadência musicada dos homens da banda . ALGARVE INFORMATIVO #152

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REPORTAGEM

RUI BAETA E INÊS SIMÕES DERAM VOZ À «TABACARIA» DE ÁLVARO DE CAMPOS Texto:

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estranheza da existência e a incompreensão do real são os temas centrais da abordagem contemporânea de Alexandre Lyra Leite a um dos mais belos poemas de sempre, «Tabacaria», escrito em 1928 por Álvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa. “Nesta visão niilista ou uma ‘espécie de epopeia do fracasso absoluto’, como designou o pessoano Robert Bréchon, «Tabacaria» coloca em permanente diálogo duas dimensões opostas, que serviram de inspiração para a estruturação da obra musical e das suas texturas sonoras: a solidão interior do protagonista, lugar de pensamento, introspeção e devaneio; e a intrusão do universo exterior, observado através de uma janela para o mundo, aqui representado pela presença da voz feminina”, explica o encenador. Esta adaptação inédita para ópera do poema de Álvaro de Campos para barítono, soprano e ensemble foi a palco, no dia 12 de abril, no Teatro das Figuras, em Faro, para gáudio da assistência que esgotou a lotação permitida para o espetáculo. O projeto foi financiado pela República Portuguesa através do Ministério da Cultura e da DGArtes, pela Fundação GDA e pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, e feito em colaboração com a Casa Fernando Pessoa. A interpretação esteve entregue ao barítono farense Rui Baeta e à soprano Inês Simões, com música de Luís Soldado e direção musical de Rui Pinheiro, maestro residente da Orquestra Clássica do Sul. A música ao vivo ficou a cargo do ensemble constituído por Daniela Pinheiro (flauta), Catherine Stockwell (fagote), Magda Pinto (viola) e Sofia Azevedo (violoncelo) e a encenação foi de Alexandre Lyra Leite . ALGARVE INFORMATIVO #152

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REPORTAGEM

FERNANDO MOTA CONTOU HISTÓRIAS DE RESISTÊNCIA E EVASÃO NO CINE-TEATRO LOULETANO Texto:

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Cine-Teatro Louletano recebeu, nos dias 17 e 18 de abril, «MAPA», de Fernando Mota, um projeto multidisciplinar criado a partir de histórias de resistência e evasão em países e territórios em guerra, como o Afeganistão, o Iraque, o Sudão e o povo curdo, entre outros. Na sua génese está a pesquisa de histórias com especial enfoque nos universos feminino e infantil. Criado a partir de textos originais, poesia oral de mulheres afegãs, músicas e sonoridades de várias culturas de África e do Médio Oriente e outros materiais plásticos e audiovisuais, esta criação artística procura fazer uma reflexão sobre os conceitos de território e fronteira, de pertença e de liberdade. É no pano que resta de uma tenda que são projetadas as imagens em palco. Fernando Mota, o autor, está sozinho, mas não lhe faltam vozes nem personagens ao redor. Há caixas de madeira e sacos de serapilheira no chão, caldeiras de chapa suspensas do teto. Onírico e cinematográfico mais do que documental, «MAPA» quer levar os espetadores para territórios e quotidianos bem diferentes dos seus: lugares há muito em conflito, povoados de gente desfavorecida, sem terra, sem casa, sem quase nada. Não é sobre a guerra, mas sobre quem a ela vai sobrevivendo e resistindo. Olha para regiões como o Afeganistão, a Síria, o Sudão, a Nigéria, a Palestina ou tantos outros e ALGARVE INFORMATIVO #152

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procura ver como vivem as crianças e as mulheres, enquanto os homens fazem a guerra. São histórias paralelas aos conflitos armados, é o outro lado, visto em micro e meta narrativas sugeridas ali em palco, num espetáculo multidisciplinar que usa música, vídeo, texto dito e texto gravado. “A ideia deste projeto nasceu da vontade de trabalhar a partir dos poemas das mulheres afegãs, os «landay», mas aquilo que seria um espetáculo para adultos acabou por se transformar em duas peças distintas: MAPA – Cantos e Contos, para crianças maiores de seis anos; e MAPA – Estórias de Mundos Distantes, pensado para um público com mais de 16 anos”, explica Fernando Mota. «MAPA» inseriu-se no ciclo temático de programação do Cine-Teatro denominado «Estórias silenciosas», que consiste na apresentação de propostas performativas interdisciplinares, nas áreas do teatro e performance, que operam uma releitura contemporânea e questionadora sobre a História e a Sociedade (portuguesas e estrangeiras), mas que também interpelam criticamente o público, explorando temas como a identidade, a permanência/mudança, a memória, o tempo, o esquecimento, sempre que possível com uma atenção especial perante a realidade atual em registos diversos que cruzam a História, a Sociologia e as Artes do Palco. O espetáculo resulta da coprodução entre o Cine-Teatro Louletano, o Teatro Aveirense e o São Luiz Teatro Municipal . ALGARVE INFORMATIVO #152

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OPINIÃO

Educação Musical/Música Educacional Paulo Cunha (Professor)

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asta estar atento ao que nos rodeia e escutar com atenção o que nos dizem, para ler a realidade. Pouco me interessa o que nos querem impingir como sendo «O Progresso», quando, no dia a dia, deteto sinais de estagnação e até de retrocesso educativo e cultural. Ainda o terceiro período letivo está no início e na mesma sala de aula, mas com turmas diferentes, assisti e participei em duas situações que me fizeram refletir e, consequentemente, convosco desabafar. Por esta altura do ano letivo, ensino os instrumentos da orquestra a alunos que transitaram para o segundo ciclo de escolaridade. Por uma questão de curiosidade e também para certificar aquilo que, infelizmente, me habituei a constatar como certo, todos os anos faço as mesmas perguntas: “Quem é que, de vós, já assistiu - ao vivo - a um concerto de uma orquestra?”, seguindo-se depois a pergunta óbvia: “… e na televisão ou no computador?”. Habituei-me a ter cerca de um quarto dos alunos (seis/sete) a responderem-me afirmativamente à primeira questão e cerca de metade da turma à segunda questão. Um mau hábito, pensarão… e com razão, pois ver jovens chegarem aos dez anos, tendo crescido na completa ignorância sobre os instrumentos/famílias instrumentais que compõem uma orquestra é algo que, simbolicamente, nos coloca a pensar que algo não vai bem aqui para as nossas bandas. Eis que, há uns dias, depois das sacramentais questões, constatei que tinha mais de uma turma em que os seus elementos, na totalidade, nunca tinham tido o privilégio de assistir a um concerto com os seus familiares, e os poucos que o tinham feito, foi devido a alguns educadores de infância e professores titulares das turmas do 1.º ciclo de escolaridade que, por sua iniciativa, os tinham levado a ver uma orquestra fora de portas ou lhes tinham passado vídeos com a mesma tocar. Dias depois aconteceu outro evento que me fez remoer neste assunto, quando um aluno, com uma afirmação sua, me colocou a pensar que já estava a ficar irremediavelmente surdo. Coloquei um vídeo onde a Orquestra Filarmónica de Viena de Áustria interpretava o «Bolero» de Maurice Ravel e, de repente, um aluno interpelou-me dizendo: “Sr. Professor, não é melhor

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esperar que acabe a outra música, antes de colocar essa?”. Perante tal afirmação, pausei o vídeo e tentei escutar qual era a outra música. Por mais que tentasse não conseguia ouvir nada que me soasse a música. Perguntei-lhe então de onde é que vinha a música que dizia escutar, e eis, qual foi o meu espanto, quando me disse que vinha lá de fora. Ora lá fora, o único som que se fazia ouvir era o de um rolo compressor que, cadenciadamente, alisava o alcatrão acabado de colocar no pavimento da estrada à frente da escola. É claro que a minha primeira reação foi de surpresa, seguida de uma enorme vontade de rir. Como habitualmente, contiveme e, passado o episódio, fiquei a pensar no que será hoje o conceito de música, quando um jovem associa o barulho de uma máquina àquilo que a produz. É claro que depois destes relatos apetece-me lamentar, mas não serão as lamúrias que farão reverter este tipo de situações que se passam em muitas salas onde se tenta ensinar os rudimentos de educação musical e, em última análise, se ensina apenas a apreciar (alguma) música. Vivo e leciono numa capital de distrito, onde, desde 2002, ensaia uma orquestra regional, que já foi do Algarve e que agora é da região Sul, e a qual é desconhecida para a grande parte dos meus alunos. Conhecem os clubes de futebol da região, pois vão «à bola» com os seus pais, mas não conhecem a sua única orquestra… aliás, como poderão ir à bola com uma linguagem que não conhecem? A linguagem musical só se transformará numa língua, falada e entendida por muitos, quando deixar de ser encarada como um mero assessório de entretenimento para certas elites. Como poderemos querer que os pais estimulem e ensinem os filhos a gostar de algo, quando os pais não o conhecem e/ou não o valorizam? Falar é fácil e é fácil atirar as culpas para quem está mais próximo, o difícil é penalizar quem anda, há já muito tempo, a tratar a educação e a cultura como os parentes pobres das finanças e da economia. Nada acontece por acaso, e como cá em baixo, na base da pirâmide (onde eu estou), os casos são mais do que muitos, deixo aqui o meu público desagrado por quem tem responsabilidade de escolher melhor e não o faz, condenando assim a educação musical dos portugueses ao papel que sempre teve para quem nos governa: decorativo! .

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OPINIÃO

Territórios, vestígios, lascas… Mirian Tavares (Professora) A arte é o exercício experimental da liberdade Mário Pedroso

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ara que serve a arte? É uma questão que aparece, algumas vezes, nos meios académicos, culturais e mesmo nos meios artísticos. A artista e crítica brasileira Katia Canton disse que a arte “provoca, instiga e estimula nossos sentidos, descondicionando-os, isto é, retirando-os de uma ordem preestabelecida e sugerindo ampliadas possibilidades de viver e de se organizar no mundo”. Uma das suas obras mais instigantes leva-nos a entrar no universo da arte contemporânea através dos temas suscitados pela própria contemporaneidade e que a arte, segundo a autora, espelha. As questões do corpo, do território, da memória e do tempo são tratadas, pela arte contemporânea, não de forma linear ou teleológica, mas através de idas e vindas, de desvios e fragmentos, ou seja, através daquilo a que Canton chama de narrativas enviesadas: “No lugar do começo-meio-fim tradicional, elas se compõem a partir de tempos fragmentados, sobreposições, repetições, deslocamentos. Elas narram, porém, não necessariamente resolvem as próprias tramas”. O crítico de arte francês, Nicolas Bourriaud, disse que a arte contemporânea é um outro modo de habitar velhos territórios. Portanto a questão do território, e da territorialização do espaço e da própria arte, é um tema constante na produção crítica, teórica e prática daqueles que fazem e discutem as artes na contemporaneidade. Um território é um espaço simbólico, com traçados e fronteiras, que propõe uma identidade que a ele se associa e, como tal, cria memórias e habitantes que se (re) conhecem e que partilham imagens comuns. Esta exposição é composta pela obra de quatro artistas distintos, Tatiana de Almeida, Bruno Grilo, Ana Rostron e Gonçalo Rodrigues, que frequentaram a licenciatura de Artes Visuais da Universidade do Algarve e que comungam, além desta memória escolar, o espírito libertário da experimentação artística. As suas práxis são processos e, no caso específico desta mostra, meta-processos que refletem sobre a decomposição, e a composição, dos materiais e a territorialidade,

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quer dos objetos que compõem, quer da própria arte que ocupa espaços outros, ou que se torna outra, a habitar velhos espaços. A obra de Tatiana de Almeida é fruto de um trabalho continuado, e experimental, da artista, que começa por usar a carne, uma matéria orgânica, como suporte para a criação de formas orgânicas, bem como o latex, cuja flexibilidade corresponde à textura da carnação humana. Seu trabalho pode funcionar como uma afirmação sobre o estado da arte contemporânea: a sua efemeridade e o seu inacabamento, pois a obra está em processo e não finda, nela mesma, a sua narrativa, apenas engendra novos significados e põe em causa a nossa relação com os elementos que a compõem: cheiros, texturas e mutações. Também de mutações, ou de alterações de estado, fala-nos a obra de Ana Rostron, que leva o seu trabalho noutra direção, a dos objetos-ruína, daqueles que são deixados, que já nada significam ou que não possuem mais utilidade sendo reconfigurados pela artista num objeto outro, sem, no entanto, perder a rudeza, a rugosidade e assumir, como parte do processo, a mutabilidade dos materiais que se transformam com a pátina do tempo. Gonçalo Rodrigues, de alguma maneira, funde os dois processos – da utilização de matéria orgânica e de objetos ou materiais com os quais tropeça no seu quotidiano, ressaltando assim a relação entre o humano e o natural, entre o que fazemos e o que nos constitui a todos, a nossa origem simbólica e primeva – a terra. A obra de Bruno Grilo é mais limpa, e não há, nos seus desenhos, marcas visíveis do território ele mesmo, mas há uma proposição de criar novas arquiteturas, novos territórios sem fronteiras claras e sem preocupações em espelhar o real. Quatro artistas, quatro projetos, uma preocupação: experimentar sempre para que a arte se configure no território onde tudo pode acontecer e onde o irrealizável é apenas um projeto que ainda não veio à luz .

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OPINIÃO

A teia sofredora Adília César (Escritora) «Nego que uma coisa tão inútil como o sofrimento possa dar direitos ao que quer que seja sobre o que quer que seja». (Boris Vian)

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omens, mulheres e crianças entrelaçados numa qualquer cidade, essa teia humana e desumana. A cidade é um espaçotempo de vida, uma teia imensa. Pessoas e outros animais, seres vegetais, meios de transporte e de comunicação, casas. Coisas e mais coisas, a maior parte das quais completamente inúteis. Mas a teia que mais ecoa é a relacional: abrangendo os contextos interior e exterior, uma enorme e forte rede de expectativas, objectivos, desejos, sentimentos, direitos, deveres e competição. Todos lutam entre si pelo melhor lugar ao sol. Os mais fortes e os mais fracos. Querem ser iguais entre si, mas exploram as diferenças como maisvalia para fazer acontecer, para instaurar um diálogo relativo às pontes construídas entre a cultura e as diferentes possibilidades de integração social de todos os seres que coabitam a cidade. Lados opostos da humanidade que se atraem. O sentimento e a razão, o abstracto e o concreto, a morte e a vida. De facto, cada ser é um cosmos, a viver num estado de procura incessante por uma ideologia que não o confunda e que dê resposta às inúmeras transgressões existenciais a que está sujeito. As movimentações emocionais e éticas organizam-se na nossa interioridade, pautadas pelos acontecimentos exteriores a nós, onde pessoas, culturas, tempos e espaços se entrelaçam em várias direcções e patamares, inventando e reinventando continuamente novas formas para as fronteiras locais e globais que organizam a civilização. Por sua vez, as fronteiras humanas humanizam-se e/ou desumanizam-se através de transformações radicais, de acordo com as representações do mundo, a percepção de

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identidades, as definições de paz e conflito. Mutação, fragmentação e equilíbrio. Como se cada um de nós fosse capaz de nada ou de tudo, em certo momento e de acordo com determinada circunstância. O que somos e o que damos aos outros está na nossa pele e no nosso pensamento. São essas as fronteiras do ser. Aquilo em que acreditamos não deve ser apenas o que vemos e conhecemos. Deverá ser aquilo em que queremos acreditar, é o que esperamos que ainda aconteça, ou o que sabemos que nunca irá acontecer. A humanidade na fronteira da intervenção social, emocional e criativa. É aqui que vivemos, numa zona de conforto, sem tempo ou reflexão criteriosa para nos apropriarmos das consequências dos nossos actos. É neste espaço de permanência que de modo indolente e ingénuo acreditamos que temos direito a tudo e que viveremos para sempre, que existe um bem maior e que há verdades absolutas. Subitamente, todos os dias, o caos da desumanidade pode acontecer. Que faremos perante a injustiça, a incongruência ou a indiferença do outro? Que parcela de culpa nos pode ser imputada? Eis-nos então chegados a um ponto sem retorno, um precipício, a mostrar-nos que não há um bem maior, há apenas um bem, a única alternativa visível, a tolerância face às diferenças, a compaixão pelo sofrimento alheio e a interpretação do nossa própria inquietude. Mas por mais insignificante que seja o acto, não podemos esquecer que para cada acção, há sempre uma reacção igual e oposta. Não existem, portanto, actos inconsequentes. Afinal, é muito mais forte o que nos une do que o que nos separa .

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ATUALIDADE

ALBUFEIRA ABRIU CANDIDATURAS AO IFRRU 2020

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stão abertas as candidaturas destinadas a apoiar investimentos em reabilitação urbana e em eficiência energética no âmbito do IFRRU 2020, um instrumento financeiro destinado à Reabilitação e Revitalização Urbanas que cobre todo o território nacional. No caso de Albufeira, os edifícios a reabilitar devem localizar-se na Área de Reabilitação Urbana do Cerro do Castelo, Área de Reabilitação Urbana do Cerro antigo da cidade e Área de Reabilitação Urbana da aldeia de Paderne. A medida tem por objetivo contribuir para a revitalização dos centros urbanos ALGARVE INFORMATIVO #152

em todo o território nacional, através da criação de habitação, atração de novos residentes a áreas urbanas que atualmente se encontram degradas, bem como a criação de emprego, estimulando a atividade económica nas zonas intervencionadas. O IFRRU 2020 permite a reabilitação integral de edifícios com idade igual ou superior a 30 anos, ou no caso de idade inferior, que demonstrem um nível de conservação igual ou inferior a dois, nos termos do Decreto-Lei nº 266B/2012, de 31 de dezembro. Os edifícios a reabilitar devem estar localizados obrigatoriamente em Área de Reabilitação Urbana. O IFRRU é a componente de investimento privado prevista no âmbito da candidatura ao PARU – Planos de Ação de Reabilitação Urbana (CRESC 2020), em que, no final de 2017, o Município de Albufeira alcançou o primeiro lugar entre 13 centros urbanos de 1.º nível do Algarve; uma candidatura aprovada com mérito, o que lhe permitiu obter mais verba que os restantes municípios, num total de um milhão e quarenta mil euros destinados a concretizar projetos de investimento público. “É uma excelente medida para 74


promover a reabilitação urbana do concelho e uma oportunidade única para os privados, que desta forma têm acesso a instrumentos financeiros que possibilitam a reabilitação dos seus imóveis, com condições muito vantajosas”, sublinha o presidente da Câmara Municipal de Albufeira, José Carlos Rolo. Para cumprir os requisitos do IFRRU 2020, as intervenções de reabilitação devem localizar-se na Área de Reabilitação Urbana do Cerro do Castelo, Área de Reabilitação Urbana do Cerro Antigo da cidade de Albufeira e Área de Reabilitação Urbana da aldeia de Paderne. Pode candidatar-se ao financiamento qualquer entidade singular ou coletiva, pública ou privada, sendo que os edifícios a reabilitar podem destinar-se a qualquer uso, nomeadamente habitação, atividades económicas e equipamentos de utilização coletiva. Para efeitos de elaboração da candidatura, os interessados deverão solicitar parecer de enquadramento à Câmara Municipal de Albufeira (parecer vinculativo), designadamente no GRUA – Gabinete de Reabilitação Urbana de Albufeira, sem quaisquer custos, o certificado energético do imóvel antes da intervenção, que deverá ser elaborado por perito qualificado pela ADENE, e o pedido de financiamento junto de um balcão da rede comercial de qualquer dos bancos selecionados. Os apoios são concedidos através de produtos financeiros de dois tipos (não acumuláveis): empréstimos e garantias. Os empréstimos concedidos têm taxas de juro abaixo das praticadas no mercado, cobertura do financiamento que pode ir até 100 por cento do valor do investimento, maturidades até 20 anos e 75

períodos de carência até ao máximo de quatro anos. Quanto às garantias, associadas a empréstimos concedidos pelos mesmos bancos, destinam-se a projetos que não têm garantia bastante, podendo cobrir até um máximo de 70 por cento do valor do empréstimo e bonificação da comissão de garantia até 1 por cento durante a primeira metade do período de maturidade de cada empréstimo. O IFRRU dispõe de mil e 400 milhões de euros para investimento na reabilitação urbana, sendo que as condições mais vantajosas resultam da combinação de diversas fontes de financiamento público: fundos europeus do PORTUGAL 2020 (CRESCALGARVE 2020 e do PO SEUR – Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos) e fundos provenientes de outras entidades como o Banco Europeu de Investimento (BEI) e o Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa (CEB), com fundos privados disponibilizados pela banca comercial. As candidaturas podem ser apresentadas junto dos bancos Santander Totta, Banco Português de Investimento (BPI) e Millenium BCP (os bancos selecionados através de concurso público internacional para atuar no âmbito do IFRRU), no momento em que o investidor considere mais oportuno, não havendo em cada ano, fases pré-determinadas para a sua apresentação e decisão, nem limites ao número de pedidos de financiamento. O investimento total (IVA incluído) por operação de reabilitação urbana candidata ao IFRRU 2020 não pode ser superior a 20 milhões de euros na totalidade e a 10 milhões de euros na componente de eficiência energética .

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ATUALIDADE

ODELEITE VOLTA A FESTEJAR O 1.º DE MAIO

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deleite vai estar em festa no 1.º de Maio e, aos encantos naturais da paisagem da Ribeira de Odeleite, junta-se a animação, fazendo deste o palco de excelência das celebrações do Dia do Trabalhador no concelho de Castro Marim. Uma das maiores atrações dos últimos anos é a exposição dos «Maios», tradição de provável origem pagã, que celebra a Primavera e o rito da fertilidade de um novo ciclo da natureza. À beleza da aldeia junta-se então a Festa do 1.º de Maio, que assinala a luta pelos direitos dos trabalhadores. A ribeira de Odeleite proporciona, durante todo o dia, diversas atividades, como insufláveis, slide, canoagem e escalada. Às 9h30 poderá também participar num passeio pedestre, organizado pela empresa ALGARVE INFORMATIVO #152

Alemvila Tours, com passagem pelos melhores «miradouros» de Odeleite A já tradicional sardinhada, gratuita, começa às 12h, e a tarde continua animada, com um baile com Sérgio Conceição, a atuação do Rancho Folclórico de Santo Estevão e o espetáculo dos «Sons do Minho», pelas 18h. Em simultâneo decorre um Mercadinho, com venda de artesanato e doçaria local e regional. Para quem for acampar, a festa começa mais cedo, pois há baile no dia 30 de abril, pelas 21h30, com Silvino Campos. O Dia do trabalhador é organizado pela Associação Social da Freguesia de Odeleite, com a parceria da Junta de Freguesia de Odeleite e do Município de Castro Marim .

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OBRAS DO FUTURO LAR DE ALTURA SEGUEM A BOM RITMO

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arada desde 2008 - ano em que foi construída a estrutura - por não serem aprovadas sucessivas candidaturas a financiamentos, a construção do Lar de Altura foi retomada no final de 2017, por resolução da Associação Cegonha Branca, com o apoio da Câmara Municipal de Castro Marim. Em termos financeiros, depois da doação do terreno por parte do Município de Castro Marim e de um empenhado processo de licenciamento do Lar e Centro de Dia de Altura, a obra representa um investimento de cerca de um milhão e 900 mil euros, estimando-se que a autarquia contribua com cerca de 450 mil euros, em função das disponibilidades orçamentais. Os recursos existentes estão, contudo, aquém do necessário, motivo pelo qual se está a preparar uma candidatura a apoio financeiro do CRESC Algarve 2020 – Plano de Dinamização Investimento de Proximidade. O projeto nasceu da identificação de um dos maiores problemas do concelho, segundo o Diagnóstico Social de Castro Marim, a resposta social para idosos. O isolamento, associado ao aumento da esperança média de vida, o crescimento de formas de organização familiar atípicas, ou mesmo a diminuição verificada nas 77

redes formais ou informais de solidariedade, constituíram o enquadramento que deu origem à Associação Cegonha Branca e ao projeto do Lar de Idosos na freguesia de Altura, segundo o presidente da instituição, Amadeu Chaves. O Lar e Centro de Dia de Altura será constituído por 26 quartos, seis individuais, 15 duplos e cinco triplos, com capacidade total para 51 utentes residentes (unidade funcional até 60 residentes). A valência contará também com gabinete médico e de enfermagem, sala de movimentação, salas de atividades ocupacionais, salão de estar e bar, sala de refeições, cabeleireiro, piscina interior, com vestiários e duches, e jardim. Está prevista a criação de 25 a 30 postos de trabalho .

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ATUALIDADE

JOVENS DE LAGOS DEBATERAM MOBILIDADE E VALORIZAÇÃO DO PATRIMÓNIO

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ecorreu, no Centro Cultural de Lagos, no dia 17 de abril, mais uma Sessão Ordinária da Assembleia Municipal da Juventude, «órgão parlamentar» criado, em 2001, pela Assembleia Municipal de Lagos, com o objetivo de promover a participação dos cidadãos e, em particular, dos jovens na vida da comunidade lacobrigense e nas decisões autárquicas. Desta vez, os temas em análise e debate foram a «Mobilidade» e a «Valorização do Património». Constituída por jovens alunos dos dois Agrupamentos Escolares do concelho (Agrupamento de Escolas Júlio Dantas e Agrupamento de Escolas ALGARVE INFORMATIVO #152

Gil Eanes), de modo a garantir a sua correta representatividade, o órgão reúne uma vez em cada ano letivo e participa também ativamente nas comemorações do 25 de abril anualmente organizadas pelo Município. Os trabalhos iniciaram-se com a apresentação do vídeo promocional de Lagos recentemente produzido e com a informação escrita da Presidente da Câmara Municipal de Lagos acerca da atividade do Município. Dirigindo-se aos membros da Assembleia da Juventude e ao público presente, constituído na sua maioria por alunos e docentes das escolas de Lagos, Maria Joaquina Matos sublinhou o caráter 78


pioneiro desta iniciativa, considerando-a um projeto de afirmação e consolidação da Democracia, que gradualmente tem vindo a ser adotado também em outros concelhos. Evidenciando todo um trabalho de recolha, reflexão e análise crítica sobre o território, desenvolvido previamente com a orientação de professores, os membros das duas bancadas colocaram questões sobre a informação escrita da Presidente da Câmara e fizeram as suas apresentações sobre cada um dos temas da ordem de trabalhos, propondo medidas concretas. A maior divulgação da atividade municipal, em especial da oferta cultural, a criação de um programação de atividades para os jovens nas férias escolares, os dados estatísticos da procura e da resposta ao nível do atendimento presencial, do atendimento online e do atendimento telefónico dos serviços municipais, a petição sobre o Hospital de Lagos, o Projeto de Valorização da Ponta da Piedade e a Prospeção de Petróleo ao largo da Costa Alentejana, foram algumas das questões suscitadas pelos jovens, a que o Executivo Municipal respondeu, elucidando sobre os projetos e atividades municipais já existentes e a implementar para melhorar cada uma destas áreas de intervenção, assim como sobre as posições de defesa e de oposição assumidas publica e respetivamente a propósito do Hospital de Lagos e da Prospeção de Petróleo. Sobre a Ponta da Piedade, a Presidente da Câmara Municipal de Lagos explicou o conceito inerente ao projeto, o enquadramento do mesmo face às exigências do Plano de Ordenamento da Orla Costeira e à sensibilidade geológica e paisagística do local, dando a conhecer o faseamento da intervenção, cuja primeira 79

etapa está ainda em execução, encontrando-se já a ser preparado o lançamento do projeto para a 2.ª fase. Este será mais abrangente em termos de área e mais complexo, uma vez que terá de encontrar soluções para a compatibilização das questões da preservação dos valores ambientais e naturais em presença, do trânsito de autocarros e de viaturas ligeiras, do estacionamento, da circulação pedonal, assim como uma proposta de memorial evocativo da vida e obra de Sophia de Mello Breyner Andresen, figura ímpar da literatura em língua portuguesa que tanto se encantou e inspirou com as grutas da Ponta da Piedade. Relativamente ao tema da «Mobilidade», entre as propostas apresentadas estão: a criação de maior acessibilidade às praias para pessoas com mobilidade reduzida; a instalação de meios para permitir a essas pessoas a toma de banhos de mar; a alteração/ajustamento dos circuitos e horários dos transportes públicos que servem as escolas; a criação de uma carreira que, feita por autocarro elétrico, tenha como destino as praias do concelho; a criação de uma ciclovia; e a criação de mais zonas de estacionamento de bicicletas. Também neste campo o Executivo Municipal deu conta das ações já desenvolvidas, quer relativamente ao acesso pedonal, dos transportes públicos, do acesso aos equipamentos públicos (exemplificando com as obras em curso no Museu Municipal Dr. José Formosinho que entre outros objetivos, também visam eliminar barreiras arquitetónicas) e às praias, recordando a existência do galardão «Praia Acessível» em zonas balneares do concelho (Meia Praia, Batata, Porto de Mós e Luz), ou seja, todas aquelas ALGARVE INFORMATIVO #152


ATUALIDADE onde a topografia do terreno tem permitido a instalação de meios de apoio nesta área. O Vice-Presidente da Câmara Municipal, Hugo Pereira, deu conta dos fatores que têm dificultado e inviabilizado a concretização da Ecovia no concelho de Lagos, e que se prendem com ligação ao concelho de Portimão, através da passagem da Ria de Alvor, acrescentando que o projeto do Turismo de Portugal e do Turismo do Algarve que, em associação com os Municípios e outras entidades, tem vindo a promover o produto «Cycling & Walking», veio dar novo fôlego à Ecovia, pelo que a mesma será implementada independentemente da solução que vier a ser encontrada para a travessia da Ria de Alvor e a ligação ao concelho vizinho naquele ponto mais sensível. Foram ainda referidas outras zonas da cidade onde serão criadas ciclovias, nomeadamente na Via V6 (que liga a Rotunda da Barca à zona da Fonte Coberta) e a Avenida dos Descobrimentos, assim como melhorias que estão a ser feitas e preparadas quer em arruamentos urbanos, quer em estradas municipais, designadamente com o rebaixamento de passeios onde os mesmos são exíguos, a criação onde os mesmos são necessários e possíveis e a substituição da iluminação pública. O segundo tema em debate foi a «Valorização do Património» e também nesta área foram muitas as propostas apresentadas pelos jovens deputados, salientando-se: a sugestão de revitalização da Antiga Estação Ferroviária de Lagos com a criação de um Núcleo Museológico; ALGARVE INFORMATIVO #152

a recuperação e dinamização do Parque Dr. Júdice Cabral; a instalação de sinalética na cidade de Lagos; a conservação do património edificado religioso, designadamente a pintura da Igreja de Santa Maria e a pintura e abertura ao público da Igreja de São Sebastião e da sua Capela dos Ossos; a relocalização da Feira Concurso Arte Doce; a maior divulgação do Festival dos Descobrimentos; e a criação de um programa de cinema ao ar livre nos meses de Verão. Também sobre estas matérias houve lugar a resposta e esclarecimentos por parte do Executivo Municipal que, sem menosprezar as sugestões, lembrou a necessidade de se definir prioridades e de se atuar em função das mesmas, uma vez que todas estas ações, ainda que desejáveis, implicam investimentos avultados que não podem ser realizados todos em simultâneo. Nesse sentido, a autarquia optou por privilegiar, num primeiro momento, a conservação da Igreja de Santo António, a reabilitação e ampliação do Museu Municipal Dr. José Formosinho e a conservação e valorização das Muralhas de Lagos . 80


UNIDOS NA ESPERANÇA E LAÇO SOLIDÁRIO ORGANIZAM JOGO DE FUTEBOL SOLIDÁRIO EM QUARTEIRA

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o âmbito do projeto «Um Dia pela Vida – Quarteira», as associações «Unidos na Esperança» e «Laço Solidário» vão organizar um jogo de futebol solidário, entre o Grupo Desportivo e Recreativo Quarteireirense e o Quarteira Sport Clube, no dia 25 de abril, pelas 15h, no Estádio Municipal de Quarteira. Pretende-se que os espetadores assistam a um bom e descontraído momento desportivo, mas com uma importante componente solidária, neste caso de apoio à luta contra as doenças oncológicas. «Vista uma t-shirt branca e participe no Laço Humano!», apela a organização neste jogo que tem como padrinhos o ex-

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futebolista internacional João Manuel Pinto, que jogou no Sport Lisboa e Benfica e no Futebol Clube do Porto, e o ex-jogador Luís Filipe, que representou o Sport Lisboa e Benfica e Sporting Clube de Portugal, para além de Manuel Lampreia, um «craque» a dar os famosos toques de cabeça na bola. As receitas angariadas na bilheteira e bar deste evento revertem, na totalidade, para a Liga Portuguesa Contra o Cancro, sendo que os valores das entradas são dois euros para adultos e um euro para crianças dos 5 aos 12 anos. O evento conta com o apoio da Câmara Municipal de Loulé, Junta de Freguesia de Quarteira, Clube Desportivo e Recreativo Quarteirense, Quarteira Sport Clube, David Miller e Garvetur .

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ATUALIDADE

8.º FITUALLE ANIMOU LOULÉ

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TUALLE – Tuna Universitária Afonsina de Loulé levou a cabo, nos dias 13 e 14 de abril, o 8.º FiTUALLE – Festival Internacional da Tuna Universitária Afonsina de Loulé. No dia 13 realizaram-se as tradicionais Serenatas no Jardim dos Amuados em Loulé e, no dia seguinte, foi a vez do Cine-Teatro Louletano acolher as atuações de três tunas que chegaram de diferentes pontos do país. A concurso estiveram a AZEITUNA Tuna de Ciências da Universidade do Minho, a T.U.S.A. - Tuna Universitas Scientiarum Agrariarum dos Açores e a VERSUS TUNA - Tuna Académica da Universidade do Algarve, tendo ainda estado como tunas convidadas a TAFUÉ Tuna Académica Feminina da Universidade de Évora e a XELB TUNA Tuna Mista da Universidade Jean Piaget ALGARVE INFORMATIVO #152

Algarve. A interpretação, a participação e a simpatia foram alguns dos critérios de avaliação do júri, que decidiu atribuir os seguintes prémios: Melhor Serenata: T.U.S.A. - Tuna Universitas Scientiarum Agrariarum dos Açores; Melhor Pasa-Calles: T.U.S.A. - Tuna Universitas Scientiarum Agrariarum dos Açores; Melhor Estandarte: T.U.S.A. - Tuna Universitas Scientiarum Agrariarum dos Açores; Melhor Pandeireta: VERSUS TUNA - Tuna Académica da Universidade do Algarve; Melhor Solista: VERSUS TUNA - Tuna Académica da Universidade do Algarve; Melhor Original: T.U.S.A. - Tuna Universitas Scientiarum Agrariarum dos Açores; 82


Melhor Instrumental: AZEITUNA - Tuna de Ciências da Universidade do Minho; Melhor Tuna: AZEITUNA - Tuna de Ciências da Universidade do Minho; Tuna Mais Tuna «Grande Prémio Rui Domingos»: T.U.S.A. - Tuna Universitas Scientiarum Agrariarum dos Açores.

agradece a todos os funcionários da autarquia, voluntários, colaboradores, tunantes, guias, aos mecenas e todos os que espalharam a sua mensagem e que apoiaram a realização deste festival .

A organização do festival contou com o apoio da autarquia louletana e de vários patrocinadores que garantiram que nestas duas noites estivessem reunidas todas as condições para muita música, boa disposição animação e espírito académico. De igual modo, a TUALLE

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ATUALIDADE

CLUBES DO CONCELHO DE LOULÉ RECEBEM PERTO DE 700 MIL EUROS DA AUTARQUIA

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oram celebrados, no dia 17 de abril, os contratos-programa para desenvolvimento desportivo 2018 no Concelho de Loulé, com a Câmara Municipal a disponibilizar uma verba de 678 mil e 117,02 euros destinada a apoiar 29 associações desportivas. Depois de aprovadas 29 candidaturas de entre 32 (três das coletividades não apresentaram a devida documentação), são abrangidos por estes contratosprograma um total de três mil e 850 atletas e 155 treinadores. Como tem sido apanágio da edilidade, foram seguidos critérios para a atribuição dos montantes, nomeadamente o número de atletas que o clube mobiliza, o número de atletas federados do concelho que integra e o nível competitivo da prática desportiva (local, regional, nacional ou até internacional). Uma das novidades deste ano nestes contratos-programa é a criação de vagas ALGARVE INFORMATIVO #152

sociais no clube para participação em atividades federadas. Deste modo, a Autarquia lança o repto aos clubes para que disponibilizem duas vagas por modalidade, com frequência gratuita, para crianças ou jovens oriundos de agregados familiares desfavorecidos, referenciados pela Divisão de Coesão Social e Saúde da Câmara Municipal. Esta iniciativa visa estimular a população mais jovem para a prática desportiva, apoiando aqueles com menos recursos financeiros. “Este é mais um passo para a promoção do desporto informal no nosso Concelho, uma aposta para incutir nos mais novos hábitos de vida saudáveis e também uma ocupação dos tempos livres que os afaste de caminhos desviantes”, frisou o presidente da Autarquia, Vítor Aleixo. Apesar dos 29 clubes que celebraram estes contratos gerirem 73 viaturas, e não obstante a cedência de viaturas do Município, o transporte dos atletas continua 84


a ser uma das maiores dificuldades para os clubes. Nesse sentido, a à semelhança de anos anteriores, o executivo vai lançar uma iniciativa que visa a comparticipação de 75 por cento até ao máximo de 25 mil euros para a aquisição de carrinhas de transporte de passageiros. “Num Concelho com um forte dinamismo desportivo graças a um trabalho meritório sobretudo das pessoas que integram os clubes e associações, a Câmara Municipal de Loulé não pode deixar de apoiar este movimento e de fazer tudo o que for possível para que este continue a ser um Concelho cada vez mais ativo”, reforçou o edil louletano. Os clubes que assinaram estes contratos-programa foram: Academia Marcial de Loulé, Algarve Trail Running, Associação Cultural de Salir, Associação

de Pais e Amigos da Ginástica de Loulé, Associação Desportiva do Clube de Ténis de Quarteira, Associação Dinamika, Casa da Cultura de Loulé, Centro Desportivo de Quarteira, Clube Basket Quarteira Tubarões, Clube BMX Asas da Cidade, Clube de Tiro de Loulé, Clube Desportivo Boliqueime, Clube Desportivo CHECUL, Clube Desportivo Recreativo Quarteirense, Clube Hípico de Loulé, Clube Internacional da Marina de Vilamoura, Clube Petanca «Escola de Loulé», Clube Ténis de Loulé, Ginástica Clube de Loulé, Grupo Desportivo Ameixialense, Grupo Desportivo das Barreiras Brancas, Internacional Clube de Almancil, Juventude Sport Campinense, Louletano Desportos Clube, Motoclube de Loulé, Quarteira Sport Clube, Rugby Clube de Loulé, Sport Clube Escanchinas de Almancil e União Shitoryu Portugal .

AUTARQUIA LOULETANA DISTRIBUI LIVROS SOBRE ZERO DESPERDÍCIO AOS ALUNOS

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om o objetivo de despertar a atenção dos mais novos para a questão do desperdício alimentar e a maneira como ele é gerado nas mais variadas situações, a Câmara Municipal de Loulé, em parceria com a Associação DARiACORDAR, oferece a todos os alunos do 1.º ano de escolaridade (1.º ciclo) de todos os estabelecimentos de ensino existentes no concelho a coleção de livros infantis do Movimento Zero Desperdício, por forma a torná-los agentes ativos na construção coletiva de estilos de consumo mais responsáveis, para um futuro mais sustentável. A distribuição dos livros decorre durante os

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meses de abril e maio e conta com a dinamização de sessões lúdicas e interativas sobre a problemática, junto dos alunos do 1.º ano. A coleção é constituída por quatro livros, escritos e ilustrados por autores portugueses, criados pela DARiACORDAR e os seus parceiros J.W.Thompson e o Clube do Autor: «A Rita encolheu. E agora?» (Marta Hugon e António Jorge Gonçalves); «A vida difícil de uma manteigueira» (Isabel Zambujal e Rodrigo Goulão de Sousa); «Confusão no Corredores dos Enlatados» (José Luís Peixoto e Catarina Bakker); «O Tio Desafio» (Ana Maria Magalhães, Isabel Alçada e Carla Nazareth) . ALGARVE INFORMATIVO #152


ATUALIDADE

LOULÉ DISPONIBILIZA 1,2 MILHÕES DE EUROS PARA ORÇAMENTO PARTICIPATIVO 2018

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Câmara Municipal de Loulé vai realizar, de 30 de abril a 25 de maio, a quarta edição do Orçamento Participativo do Município de Loulé, sendo que, à semelhança das edições anteriores, a fase de apresentação e recolha de propostas irá decorrer ao longo de 11 sessões/assembleias participativas distribuídas pelas freguesias do Concelho. Nesta quarta edição do OP, o projeto assume um modelo que passará a ser bianual, onde a verba disponível para projetos de investimento propostos por parte dos cidadãos e munícipes duplica ALGARVE INFORMATIVO #152

face às edições anteriores, passando dos 600 mil euros para o valor de um milhão e 200 mil euros, montante que faz do Orçamento Participativo do Município de Loulé um dos maiores a nível nacional. Em cada uma das 11 sessões/assembleias participativas apenas poderão ser apresentadas propostas de investimento relativas à área territorial das freguesias/localidades em questão. As propostas recolhidas serão objeto de uma análise técnica com vista a definir as 33 propostas finais que serão colocadas depois à votação por parte da população, sendo que nessa fase o voto presencial assumirá 86


uma maior importância relativamente ao voto eletrónico (SMS) face às edições anteriores. De facto, o voto presencial passará a ter um peso de 80 por cento no apuramento final das propostas vencedoras, sendo que o voto eletrónico (SMS) terá os remanescentes 20 por cento. O Orçamento Participativo do Município de Loulé irá também contar com uma plataforma eletrónica própria, a qual permitirá a todos os cidadãos uma maior facilidade de acesso e consulta a toda a informação relativa aos OP’s, contribuindo também para uma maior clarificação e transparência de todo o processo. Com uma taxa de execução de cerca de 70 por cento dos projetos mais votados nas anteriores edições, é aposta do executivo camarário continuar o processo de consolidação do projeto do Orçamento Participativo no Município de Loulé. O calendário das sessões/assembleias participativas do OP2018 é o seguinte: Salir – 30 de abril, 21h, Junta de Freguesia; Alte – 3 de maio, 21h, Casa do Povo de Alte; Ameixial – 5 de maio, 15h, Junta de Freguesia; Querença – 7 de maio, 21h, Casa do Povo de Querença; Tôr – 9 de maio, 21h, Sociedade Recreativa Torense; Benafim – 11 de maio, 21h, Sport Clube Benafim; S. Sebastião – 14 de maio, 15h, Junta de Freguesia; S. Clemente – 16 de maio, 21h, Sala da Assembleia Municipal; Almancil – 18 de maio, 21h, Escola EB 2,3 Prof. António de Sousa Agostinho; Boliqueime – 23 de maio, 21h, Centro Comunitário de Vale Silves; Quarteira – 25 de maio, 21h, Centro Autárquico . 87

OLHÃO ASSOCIA-SE A PROJETO DE PREVENÇÃO DOS MAUS-TRATOS NA INFÂNCIA

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om o mote «abril, mês da prevenção dos maus-tratos na infância», o Município de Olhão associa-se mais uma vez à Campanha do Laço Azul, iniciativa internacional que pretende alertar para a necessidade de proteção das crianças, enquanto desígnio de toda a comunidade. A iniciativa, destinada aos alunos do 2.º e 3.º ciclos e ensino secundário, envolve outras entidades do concelho como o Centro de Saúde de Olhão, a equipa de Saúde Escolar, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Olhão, os agrupamentos de escolas e o Algarve Outlet. Os alunos são convidados a participar num concurso, que consiste na decoração de um laço azul, que representa a luta pela proteção das crianças face aos maus-tratos. Os trabalhos participantes estarão expostos de 10 a 20 de maio, no Algarve Outlet, de forma a alertar e sensibilizar a população para a temática . ALGARVE INFORMATIVO #152


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MINISTRA DO MAR DISTINGUIU AGRUPAMENTO DE ESCOLAS JOÃO DA ROSA

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Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, deslocou-se, no dia 13 de abril, a Olhão, onde ficou a conhecer de perto os projetos desenvolvidos pelo Agrupamento de Escolas João da Rosa no âmbito da defesa do Ambiente. Recorde-se que o agrupamento foi recentemente reconhecido com o galardão «Escola Azul», que pretende distinguir as escolas que trabalham o oceano e comprometêlas a participar decisivamente na formação de jovens com maior literacia do oceano. No caso da João da Rosa, o projeto foi desenvolvido em torno da proteção das pradarias marinhas da Ria Formosa e do cavalo-marinho, símbolo desta zona protegida, e uma espécie cujo habitat e ALGARVE INFORMATIVO #152

preservação estão em risco. O galardão «Escola Azul» foi descerrado por Ana Paula Vitorino na escola-sede do agrupamento, mas a governante visitou ainda a EB1/JI N.º 6 e teve oportunidade de assistir a uma atividade desenvolvida pelos alunos da EB 1 de Marim na sede do Parque Natural da Ria Formosa, onde os mais pequenos se debruçaram no terreno sobre a importância da preservação das pradarias de ervas marinhas, “redutos de biodiversidade importantíssimos em termos de fixação do carbono atmosférico e controlo da erosão costeira e «casa» dos cavalosmarinhos”, conforme explicou o professor responsável pelo projeto Escola Azul no Agrupamento João da Rosa, Nuno Magalhães.

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O docente destacou que, dos quatro aos 15 anos, todos os 600 alunos do agrupamento estão empenhados na proteção do habitat destes animais, graças a um projeto que envolve toda a comunidade escolar. Um projeto que não se esgota no cavalo-marinho e que já serviu de pretexto ao desenvolvimento de múltiplas atividades desenvolvidas pelos alunos, com destaque para ações de limpeza da Ria Formosa, ações de coastwatch, visitas ao Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve, ou atividades alusivas ao Carnaval e ao Dia do Pai. “É uma honra para Portugal contar com escolas onde há professores e funcionários que se dedicam à criação de «gerações oceânicas». Não gerações que saibam usar muito bem telemóveis, mas gerações que saibam dar ao mar o valor que ele tem”, frisou a Ministra do Mar. Dirigindo-se aos alunos, Ana Paula Vitorino sublinhou que são eles “os

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portugueses e as portuguesas que daqui a 20 anos vão estar a trabalhar e a construir o futuro para os vossos próprios filhos; um futuro que queremos que seja melhor”, acrescentando o desejo de que o trabalho desenvolvido nas escolas no âmbito do projeto Escola Azul seja também o primeiro passo que leve estas crianças a escolherem profissões ligadas ao mar e ao ambiente. “Tal como o mar toma conta de nós, nós temos que tomar conta do mar”, salientou, uma opinião partilhada pelo presidente da Câmara Municipal de Olhão, António Miguel Pina, que manifestou mais uma vez o apoio incondicional da autarquia a este tipo de iniciativas da comunidade escolar. “As crianças passam grande parte dos seus dias na escola, e parte desse tempo terá, forçosamente, que ser dedicado ao desenvolvimento de melhores cidadão, defensores da Natureza, homens e mulheres mais conscientes da necessidade da defesa do Ambiente” .

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PORTIMÃO TEM NOVA MÉDICA DE MEDICINA GERAL E FAMILIAR

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ma nova Médica de Medicina Geral e Familiar reforçou esta semana a equipa de cuidados de saúde primários no Centro de Saúde de Portimão. A profissional, contratada no âmbito do procedimento concursal para o recrutamento de pessoal médico para a categoria de assistente, da área de Medicina Geral e Familiar — carreira especial médica em estabelecimentos de saúde integrados no Serviço Nacional de Saúde, foi recebida no dia 19 de abril pelo Presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde do Algarve, Paulo Morgado, para formalizar a celebração de contrato de trabalho em ALGARVE INFORMATIVO #152

funções públicas por tempo indeterminado com a ARS Algarve e vai integrar a equipa da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Portimão do Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) do Barlavento. Das cinco vagas atribuídas ao Algarve neste concurso, quatro foram já preenchidas, sendo que três das médicas iniciaram funções no dia 2 abril, nos concelhos de Silves, Lagoa e Albufeira. A integração destas quatro novas profissionais no SNS do Algarve vai permitir atribuir médico de família a cerca de mais sete mil utentes .

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MUNICÍPIO DE SILVES CANDIDATOU-SE AO PRÉMIO CIDADES EDUCADORAS 2018

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Município de Silves, que integra a Rede Territorial Portuguesa e a Associação Internacional de Cidades Educadoras desde 2010, candidatou-se ao Prémio Cidades Educadoras 2018. De acordo com a informação disponibilizada pela Associação, até à data apresentaram candidatura 47 cidades do mundo e desse leque, 11 são portuguesas, representando 23 por cento do total de candidaturas. O Prémio Cidades Educadoras destaca todos os anos as boas práticas dos membros da rede, sendo, em 2018, o

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tema central a cidadania e as práticas cidadãs. Silves tem vindo a desenvolver diversos projetos no âmbito desta rede, sendo um ativo colaborador da Associação, quer através da sua participação nas atividades especificamente organizadas por ela, quer colaborando nos suportes que esta desenvolve, nomeadamente o seu Boletim, que chega a todos os membros da rede em Portugal. Os projetos vencedores serão divulgados no XV Congresso Internacional da AICE, que decorrerá em Cascais no próximo mês de novembro .

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LARGO DA IGREJA MATRIZ DE PORTIMÃO VAI SER REQUALIFICADO

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o âmbito da IV Semana da Reabilitação Urbana que decorreu entre os dias 11 e 13 de abril em Portimão, foi dado a conhecer em primeira mão o projeto de reabilitação urbana do Largo da Igreja Matriz de Portimão, cuja área de intervenção situa-se no coração da ARU Centro Histórico de Portimão e abrange a área de proteção de dois imoveis classificados - Igreja Matriz e muralha de Portimão. Este projeto vem, por um lado, reforçar a identidade do centro histórico e, por outro, eliminar um conjunto de barreiras físicas atualmente existentes que limitam a acessibilidade pedonal, aspetos que a autarquia considera fundamentais para promover e qualificar a vivência do centro urbano. ALGARVE INFORMATIVO #152

Prevê-se, no âmbito desta intervenção de reabilitação urbana, a reorganização do estacionamento automóvel, que passará a ocupar zonas periféricas não adjacentes à Igreja, que desta forma não conflituam com a apreciação do monumento, bem como a pedonalização da Rua Bispo Dom António Castelo Branco, cujo acesso automóvel fica condicionado a carga e descargas, veículos de emergência e entidades competentes. Reconhecendo o valor histórico do património edificado existente, o projeto irá abordar o espaço público na ótica da criação de um espaço contínuo, fluído e unificador e minimalista, tanto a nível material como cromático, que passará pela opção de um pavimento único em pedra calcária, capaz de agregar todo o espaço num chão único e indivisível. Este apenas será quebrado pela 92


marcação do que se julga ser o traçado da muralha tardio-medieval de Vila Nova de Portimão, através da utilização de um pavimento diferenciado, trazendo à superfície a memória deste importante elemento do património classificado. Os pavimentos dos corredores de circulação pedonal e de toda a envolvente da Igreja Matriz serão substituídos por novos pavimentos, em paralelepípedos de calcário, que constituirão uma superfície mais regular e mais confortável. Serão eliminados os passeios, passando o perfil dos arruamentos a constituir dois planos únicos, com a drenagem pluvial a realizar-se para o centro da via enquanto que a circulação automóvel e pedonal passam a funcionar sob o princípio da coexistência que atribui prioridade ao peão. Prevê-se ainda a requalificação das diversas infraestruturas existentes, rede de abastecimento de águas, esgotos

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domésticos, rede de águas pluviais, iluminação pública, abastecimento elétrico e telecomunicações, que se encontram obsoletas e frequentemente descontextualizadas do valor patrimonial do lugar. Por se situar numa zona de elevada sensibilidade arqueológica, a intervenção terá uma forte componente a este nível, que se traduzirá na execução de escavações arqueológicas prévias – manuais ou mecânicas - nos locais de maior sensibilidade, e de acompanhamento arqueológico permanente de todas as frentes de obra. A obra será levada a cabo em parceria com as diferentes entidades que exploram as infraestruturas presentes na área e tem um prazo de execução previsto de oito meses. A sua execução tem um custo estimado de 750 mil euros e aguarda aprovação por parte do Programa Operacional CRESC Algarve 2020, que irá financiar 65 por cento do valor .

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MINISTRA DO MAR ANUNCIOU VÁRIAS OBRAS PARA O GUADIANA

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Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, inaugurou, no dia 13 de abril, o novo cais transfronteiriço de Vila Real de Santo António, estrutura que representou um investimento de 334 mil euros e que permite o acesso a terra de viaturas e passageiros através de uma ponte com 16 metros de comprimento e três metros de largura. “Esta é uma obra fundamental para a cidade, que constitui, por excelência, uma porta de entrada no país. Trata-se também de um investimento essencial para consolidar as relações culturais e económicas que sempre mantivemos com a cidade vizinha de Ayamonte”, ALGARVE INFORMATIVO #152

afirmou Conceição Cabrita, presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António. Durante a visita a Vila Real de Santo António, a Ministra do Mar comprometeuse em avançar, ainda este ano, com a recuperação do molhe da barra do Rio Guadiana, estrutura que sofreu vários danos durante as tempestades deste inverno. A obra será levada a cabo pela Direção-Geral dos Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) e está orçamentada em 550 mil euros. Na lista de prioridades do Governo foi também anunciada a reconstrução do segundo cais

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de Vila Real de Santo António por parte da Docapesca. A intervenção tem o custo de 200 mil euros e será “fundamental para conferir mais atratividade e condições de segurança a todas as empresas marítimo-turísticas que operam no Guadiana”, considera a presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo

António. No final da cerimónia, Ana Paula Vitorino anunciou a intenção de avançar com a segunda fase da dragagem do Rio Guadiana, no troço entre Alcoutim e o Pomarão. O concurso deverá ser lançado este ano e está avaliado em 870 mil euros, estimando-se que a operação possa começar em 2019 .

VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO ASSUME A PRESIDÊNCIA DA EUROCIDADE DO GUADIANA

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município de Vila Real de Santo António assumiu, no dia 18 de abril, a presidência da Eurocidade do Guadiana, um instrumento de cooperação internacional constituído pelas localidades transfronteiriças de Ayamonte, Castro Marim e Vila Real de Santo António. A cerimónia, que coincidiu com a Assembleia Geral da Eurocidade, teve lugar no Salão Nobre da autarquia e contou com a presença de Conceição Cabrita, Presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, Francisco Amaral, Presidente da Câmara de Castro Marim e Alberto Fernandez Rodriguez, Alcalde de Ayamonte. Na ocasião foi apresentado o plano de trabalhos da Eurocidade para os próximos meses, nomeadamente nas áreas do turismo, colaboração e planeamento estratégico, tendo sido dado especial destaque ao facto deste agrupamento de cidades já possuir personalidade jurídica. “Sermos reconhecidos como agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) é uma excelente notícia, já que 95

torna mais fácil a cooperação transfronteiriça entre as três autarquias, dando-nos, por exemplo, a possibilidade de nos candidatarmos diretamente aos fundos europeus e de os gerirmos”, explicou Conceição Cabrita. Apesar do município de Vila Real de Santo António assumir a presidência da Eurocidade no próximo biénio (2018-2019), a sede administrativa do organismo ficará localizada em Ayamonte (Espanha), ultrapassando-se assim a fronteira territorial no que toca à gestão e assinalando a visão do território como um todo. Durante a Assembleia Geral, foi igualmente formalizado o objetivo de transformar a Eurocidade do Guadiana no novo destino turístico da Península Ibérica, valorizando os ativos naturais e os recursos de cada país. “Com esta aposta nasce uma nova marca turística que ultrapassa as margens do Rio Guadiana e valoriza os equipamentos existentes nas fronteiras do Algarve e da Andaluzia, conferindo economia de escala a cada um dos municípios”, destacou Conceição Cabrita.

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DIRETOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina (danielpina@sapo.pt) CPJ 5852 Telefone: 919 266 930 EDITOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina SEDE DA REDAÇÃO: Rua Estrada de Faro, Vivenda Tomizé, N.º 12P, 8135-157 Almancil Email: algarveinformativo@sapo.pt Web: www.algarveinformativo.blogspot.pt PROPRIETÁRIO: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina Contribuinte N.º 211192279 Registado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº 126782 PERIODICIDADE: Semanal CONCEÇÃO GRÁFICA E PAGINAÇÃO: Daniel Pina FOTO DE CAPA: Jorge Gomes

A ALGARVE INFORMATIVO é uma revista regional generalista, pluralista, independente e vocacionada para a divulgação das boas práticas e histórias positivas que têm lugar na região do Algarve. A ALGARVE INFORMATIVO é uma revista independente de quaisquer poderes políticos, económicos, sociais, religiosos ou culturais, defendendo esse espírito de independência também em relação aos seus próprios anunciantes e colaboradores. A ALGARVE INFORMATIVO promove o acesso livre dos seus leitores à informação e defende ativamente a liberdade de expressão. A ALGARVE INFORMATIVO defende igualmente as causas da cidadania, das liberdades fundamentais e da democracia, de um ambiente saudável e sustentável, da língua portuguesa, do incitamento à participação da sociedade civil na resolução dos problemas da comunidade, concedendo voz a todas as correntes, nunca perdendo nem renunciando à capacidade de crítica. A ALGARVE INFORMATIVO rege-se pelos princípios da deontologia dos jornalistas e da ética profissional, pelo que afirma que quaisquer leis limitadoras da liberdade de expressão terão sempre a firme oposição desta revista e dos seus profissionais. A ALGARVE INFORMATIVO é uma revista feita por jornalistas profissionais e não um simples recetáculo de notas de imprensa e informações oficiais, optando preferencialmente por entrevistas e reportagens da sua própria responsabilidade, mesmo que, para tal, incorra em custos acrescidos de produção dos seus conteúdos. A ALGARVE INFORMATIVO rege-se pelo princípio da objetividade e da independência no que diz respeito aos seus conteúdos noticiosos em todos os suportes. As suas notícias narram, relacionam e analisam os factos, para cujo apuramento serão ouvidas as diversas partes envolvidas. A ALGARVE INFORMATIVO é uma revista tolerante e aberta a todas as opiniões, embora se reserve o direito de não publicar opiniões que considere ofensivas. A opinião publicada será sempre assinada por quem a produz, sejam jornalistas da Algarve Informativo ou colunistas externos.

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