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ALGARVE INFORMATIVO #151

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ALGARVE INFORMATIVO 14 de abril, 2018

SERAFIM & COMPANHIA FIZERAM RIR ALBUFEIRA À conversa com Filomena Sintra | Alcoutim foi capital das caminhadas Faro1 homenageou Teresa Rita Lopes |Albufeira e a Festa ALGARVE do Basquetebol INFORMATIVO #151


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CONTEÚDOS #151 14 DE ABRIL, 2018 38

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ARTIGOS 10 - Linha do Algarve 18 - Festa Basquetebol Juvenil 28 - Filomena Sintra 38 - Stand-Up Comedy Solidária 46 - Teresa Rita Lopes 52 - Baja Loulé 2018 62 - Caminhadas em Alcoutim 74 - Semear Saúde 106 - Atualidade

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OPINIÃO 94 - Paulo Cunha 96 - Paulo Bernardo 98 - José Graça 100 - Adília César 102 - Antónia Correia ALGARVE INFORMATIVO #151

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ELETRIFICAÇÃO DA LINHA DO ALGARVE CUSTA 57 MILHÕES DE EUROS E É PARA CONCLUIR ATÉ 2020/2021 Texto:

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Sala de Exposições da CCDR Algarve, em Faro, recebe, até dia 30 de maio, a Exposição «160 Anos do Caminho-de-Ferro em Portugal», uma iniciativa conjunta da CP – Comboios de Portugal e da IP – Infraestruturas de Portugal. A inauguração da exposição, no dia 6 de abril, serviu também para o Vice-Presidente do Conselho de Administração da ALGARVE INFORMATIVO #151

Infraestruturas de Portugal, Carlos Fernandes, apresentar o Projeto de Eletrificação da Linha do Algarve no âmbito no Programa Ferrovia 2020. O projeto é parte integrante do Corredor do Algarve, um dos seis eixos de desenvolvimento prioritário, nos quais se incluem os projetos de investimento a concretizar para o horizonte 2014-2020. Será uma 10


intervenção ao longo de 40 quilómetros deste eixo estruturante para a mobilidade da principal região turística de Portugal e desta com o restante território nacional e europeu, pelo que a sua modernização irá dinamizar a economia regional e nacional. Este investimento permitirá a exploração comercial exclusivamente com material elétrico, e outras melhorias que contribuirão para a eficiência do sistema, nomeadamente a redução no tempo de percurso e menores custos ambientais. No início da sessão, Francisco Serra, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, lembrou que o contributo do transporte ferroviário para o crescimento regional é muito significativo, daí a pertinência de se conhecer melhor a história dos 160 anos dos Caminhos-de-Ferro em Portugal. “A CCDR Algarve tenta contribuir para a

divulgação do impacto económico e social dos transportes através de um sistema de monitorização cujos resultados publicamos trimestralmente, no nosso Portal dos Transportes. Do ponto de vista do «Portugal 2020», dos anteriores programas comunitários e daqueles que se seguirão, tentamos igualmente contribuir para este esforço de desenvolvimento por via do investimento desses fundos da União Europeia. As grandes infraestruturas são da responsabilidade de programas temáticos de nível nacional, contudo, há um conjunto de outras dimensões de investimento que têm a ver com o suporte a estas atividades, casos do património natural e cultural ou o sistema de inovação das empresas, que têm acesso a fundos

Carlos Fernandes, Francisco Serra e Abrantes Machado 11

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comunitários”, explicou Francisco Serra. Para Abrantes Machado, administrador da CP – Comboios de Portugal, não há dúvidas de estarmos na presença de uma das marcas mais reconhecidas pelos portugueses, “ao permitir a mobilidade de largas centenas de pessoas e possibilitar-lhes uma alternativa de transporte fiável, segura e amiga do ambiente”. “A memória cultiva-se e esta exposição é a forma que temos para relembrar aos portugueses o papel que os caminhos-de-ferro têm tido no desenvolvimento socioeconómico do país, unindo pontos e pessoas. Mas os caminhos-de-ferro têm também um futuro, que todos nós desejamos que seja risonho, como recentes decisões têm permitido perspetivar ao lançar um grande plano de investimentos na infraestrutura ferroviária”, frisou Abrantes Machado. ALGARVE INFORMATIVO #151

As atenções estavam, no entanto, concentradas na figura do VicePresidente do Conselho de Administração da Infraestruturas de Portugal, Carlos Fernandes, que iria fazer o ponto da situação do Projeto de Eletrificação da Linha do Algarve e do «Ferrovia 2020». “É, de certeza, um dos maiores programas de investimento nos caminhos-de-ferro desde há muitos, muitos anos. O «Ferrovia 2020» pretende aumentar a competitividade do transporte ferroviário, através da redução de tempos de percurso e de custos de transporte e do aumento da capacidade, tanto em termos do número como do comprimento dos comboios; quer melhorar as ligações internacionais, com o Corredor Internacional Norte (Leixões/Aveiro – Vilar Formoso) e o Corredor 12


Internacional Sul (Sines - Caia) e potenciar a ferrovia na acessibilidade aos portos nacionais; e quer criar condições para a interoperabilidade ferroviária, por via da eletrificação, sinalização eletrónica, aumento do comprimento dos comboios de mercadorias para 750 metros e instalação de travessas polivalentes”, sistematizou, falando de um investimento global de dois mil milhões de euros ao longo de mais de mil quilómetros de linhas ferroviárias. “Este investimento está alavancado em fundos comunitários em cerca de 65 por cento, ou seja, mil e 300 milhões de euros, com os restantes 700 milhões de euros a provirem do Orçamento Geral de Estado”. No que toca à Linha do Algarve, a exploração comercial ferroviária até Faro iniciou-se em 1889 (na época designada de

Linha do Sul), com a expansão da ferrovia até Vila Real de Santo António a concluir-se em 1906. A construção do Ramal de Lagos entre Tunes e Lagos ficou terminada em 1922 e, no mesmo ano, os troços Faro-Vila Real de Santo António (Linha do Sul) e Tunes-Lagos (Ramal de Lagos) foram reclassificados como Linha do Algarve. “Os objetivos do programa em curso passam pela eletrificação dos troços Tunes-Lagos e Faro-Vila Real de Santo António; reduzir o tempo de trajeto e permitir a utilização de tração elétrica pelos serviços regionais entre Lagos e Vila Real de Santo António; e aumentar a eficiência das condições de exploração e melhorar os padrões de segurança. Tudo isto envolve um investimento de 23,2 milhões de euros na eletrificação do troço de Tunes-Lagos e de 34,7 milhões de euros na eletrificação do

O Vice-Presidente do Conselho de Administração da Infraestruturas de Portugal, Carlos Fernandes 13

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troço Faro-Vila Real de Santo António”, revelou Carlos Fernandes. Assim sendo, e de acordo com o VicePresidente do Conselho de Administração da Infraestruturas de Portugal, a conclusão da eletrificação da Linha do Algarve, com a extensão de 140 quilómetros de via-férrea, inclui a eletrificação do troço Tunes-Lagos (45 quilómetros) e do troço Faro-Vila Real de Santo António (56 quilómetros); adaptação e integração do troço TunesFaro eletrificado desde 2004; trabalhos

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acessórios para garantir as condições de eletrificação; a implementação do Retorno de Corrente e Terras de Proteção (RCT+TP); a instalação de vedações e redes de proteção em áreas específicas a eletrificar para garantir as condições de segurança; trabalhos de adaptação da sinalização e telecomunicações, designadamente Telecomando de Catenária, Instalação de Informação ao Público e Videovigilância; a materialização, a nascente da cidade de Olhão, de uma

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nova Subestação de Tração (SST) para alimentação do troço Faro-Vila Real de Santo António; e a ampliação da SST de Tunes, para alimentação do troço Tunes-Lagos. A utilização de material circulante elétrico possibilitará a implementação de novos serviços nas zonas mais povoadas, de que é exemplo o eixo Faro-Olhão-Tavira, reforçando-se a qualidade do serviço e reduzindo-se o tempo total de viagem. “Para o Estudo de Procura considerou-se a possibilidade de realização de 32 comboios/dia adicionais num novo serviço suburbano/urbano FaroOlhão, que levará a um aumento global da procura na ordem dos 15 por cento. Os benefícios económicos totais são muito significativos relativamente à economia no tempo de viagem, à redução de custos para os operadores ferroviários, à redução de acidentes e à economia de custos de recursos rodoviários e os benefícios globais poderiam ser ainda superiores se se quantificassem os ganhos com o aumento de fiabilidade da exploração e da segurança e benefícios do desenvolvimento nacional e regional”, entende Carlos Fernandes, garantindo ainda que os indicadores económicos apontam para a viabilidade do projeto em termos do impacto na sociedade e que os benefícios económicos são superiores aos custos económicos. Quanto a prazos, os projetos dos dois troços – Tunes-Lagos e Faro-Vila Real de Santo António – estão em execução e deverão ser entregues às Infraestruturas de Portugal em agosto e julho de 2018, 15

respetivamente. Se a Agência Portuguesa do Ambiente não exigir uma Avaliação de Impacto Ambiental, as empreitadas avançarão durante o segundo semestre do corrente ano, caso contrário, há que esperar mais seis meses para o início das obras. “A construção acontecerá entre 2019 e 2020, seguem-se os testes e certificações para que, no final de 2020, início de 2021, possam entrar em serviço estes dois troços”, assumiu Carlos Fernandes .

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ALBUFEIRA VIVEU MAIS UMA FESTA DO BASQUETEBOL JUVENIL Texto:

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lbufeira voltou a viver, de 3 a 8 de abril, um dos momentos mais marcantes do calendário desportivo da cidade, com a Festa do Basquetebol Juvenil a regressar ao concelho pela sétima vez consecutiva e a trazer na bagagem uma jornada de convívio, animação, desportivismo, amizade e muito fair play. “Estamos aqui reunidos para celebrar o maior evento desportivo juvenil federado de Portugal, cujo mérito é reconhecido por todos. Um dos temas centrais é a busca por bons comportamentos, por valores que afirmam e credibilizam o basquetebol”, começou logo por afirmar Manuel Fernandes, presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol, na cerimónia de boas-vindas do evento, que teve lugar no final da tarde de dia 3 de abril, na Praça dos Pescadores. ALGARVE INFORMATIVO #151

Ao longo dos cinco dias de competições, o Pavilhão Desportivo de Albufeira, Pavilhão da Escola Básica e Secundária de Albufeira (Vale Pedras), Pavilhão da Escola Secundária de Albufeira, Pavilhão da Escola EB 2,3 Francisco Cabrita, Pavilhão Francisco Neves (Imortal) e Pavilhão Desportivo de Olhos de Água receberam 198 jogos, que envolveram 864 jogadores. “A Festa do Basquetebol é a verdadeira festa do desporto, que celebra os valores de respeito, fair play, amizade, convívio e alegria. Albufeira está de portas abertas para acolher este grandioso evento, que tem ainda uma componente solidária bastante forte, que este ano reverteu a favor do Centro Paroquial de Paderne”, destacou José Carlos Rolo, presidente da Câmara Municipal de Albufeira. 20


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De facto, no final da manhã do dia 6 de abril, a Federação Portuguesa de Basquetebol entregou ao Centro Paroquial de Paderne a quantia de dois mil e 814 euros angariados por todos os participantes da Festa do Basquetebol Juvenil Albufeira 2018. Este ano, a iniciativa «Basket Solidário» subiu a fasquia e duplicou a contribuição individual dada por cada participante. Assim sendo, atletas, treinadores, dirigentes, árbitros, pais e restantes membros da organização, doaram a quantia de dois euros cada, “para podermos reforçar o apoio às instituições e ajudarmos a dar continuidade ao trabalho que desenvolvem, mas também para mostrar a estes jovens a importância de ter uma ALGARVE INFORMATIVO #151

atitude solidária, que se paute por valores”, justificou o presidente da Federação, Manuel Fernandes, que realçou ainda que “o basquetebol tem contribuído para uma sociedade mais justa e mais tolerante e que o caminho a seguir é incentivar os jovens a ter uma visão mais humana da sociedade”. O Centro Paroquial de Paderne foi criado por iniciativa da Fábrica da Igreja Paroquial de Paderne, em 1996, e integra a sede, no edifício de Centro Comunitário de Paderne, a Creche São José, freguesia de Ferreiras, e o Centro Social Quinta da Palmeira, em Albufeira. O Centro tem as valências de Creche, Lar, Centro de Dia, Apoio Domiciliário e 22


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Centro Comunitário. “Atualmente temos 55 crianças em Paderne, 69 em Albufeira e 35 em Ferreiras. No Lar, somamos 39 residentes e no Centro de Dia, 10 utentes. Prestamos também apoio ao nível do Banco Alimentar Contra a Fome, em que apoiamos 30 famílias, e integramos o Fundo Europeu de Auxílio às Pessoas Mais Carenciadas (FEAC), que nos permite ajudar outros 30 agregados familiares”, explicou, na ocasião, o Padre Pedro Manuel, diretor do Centro Paroquial. A ação «Basket Solidário» é uma das componentes das Festas do Basquetebol Juvenil que, desde 2013, data em que a Festa rumou a Albufeira, já apoiou as seguintes instituições: AHSA Associação Humanitária Solidariedade Albufeira; Santa Casa da Misericórdia de Albufeira; APEXA - Associação de Apoio à Pessoa Excecional do Algarve; Agrupamento 714 Escuteiros de Portugal Núcleo de Albufeira; e Conferência São Vicente de Paulo. Pelo terceiro ano consecutivo, o programa da Festa do Basquetebol incluiu um momento bastante aguardado pelos ALGARVE INFORMATIVO #151

atletas, os Jogos All-Star, bem como os concursos de afundanços e lançamentos triplos, que tiveram lugar sábado, dia 7 de abril, pelas 16h, num esgotado Pavilhão Desportivo de Albufeira. A tarde foi ainda marcada por uma sentida homenagem da Federação Portuguesa de Basquetebol a Carlos Silva e Sousa, ex-presidente da Câmara Municipal de Albufeira, que faleceu em fevereiro do corrente ano. As Finais do evento tiveram lugar no dia 8 de abril, no Pavilhão Desportivo da Escola Básica e Secundária, no Pavilhão Francisco Neves e no Pavilhão Desportivo de Albufeira. Em termos de resultados, o Porto sagrou-se tricampeão nacional de Sub16 masculinos com um triunfo diante de Lisboa por 64-57, após prolongamento, num Pavilhão Municipal de Albufeira repleto de público. No lado dos Sub16 femininos aconteceu precisamente o oposto, com a equipa de Lisboa a sagrar-se tricampeã nacional ao ultrapassar o Porto por 47-31. Pela primeira vez na história, a Associação de 24


Basquetebol do Algarve sagrou-se campeã, neste caso de Sub14 masculinos, diante de Lisboa, com um triunfo por 4640. Já o Porto revalidou o título nacional de 25

Sub14 femininos ao vencer Lisboa por 47-44, num encontro marcado por muito equilíbrio .

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ENTREVISTA

“CASTRO MARIM PRECISA DE UNIÃO, CRIATIVIDADE E TRABALHO DE EQUIPA PARA SEGUIR EM FRENTE”, DEFENDE FILOMENA SINTRA Por ocasião da recente FAM Trip organizada pela Região de Turismo do Algarve a Castro Marim foi possível verificar que, apesar do conturbado ambiente político que se vive neste concelho do sotavento algarvio desde as eleições autárquicas de 4 de outubro de 2017, a obra continua a avançar no terreno e vários projetos concorrem a fundos comunitários para trazer mais desenvolvimento ao território. Texto:

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assam sensivelmente seis meses desde que os eleitores voltaram a eleger Francisco Amaral para presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, desta vez, porém, sem maioria no executivo, o que tem originado uma série de problemas, dores de cabeça, percalços e retrocessos que são do conhecimento público. Apesar disso, e dos parcos recursos financeiros desta autarquia do Baixo Guadiana, a obra continua a avançar no terreno, como foi possível constatar numa visita organizada pela Região de Turismo do Algarve ao concelho. Dias depois, em conversa com o Algarve Informativo, Filomena Sintra lembrou que as assembleias municipais viram as suas competências reforçadas desde 2013, mas entende que os executivos deveriam ter espaço para governar. “O problema é que, em período eleitoral, extremam-se posições de ataque e contra-ataque em relação a determinados projetos e depois, quando se chega à fase executiva, as pessoas esquecem-se que o ato eleitoral já faz parte do passado e que nos devíamos focar nos interesses do território e tentar estabelecer pontes de consenso, que às vezes são quase questões de semântica, de palavras”, analisa a Vice-Presidente da Câmara Municipal de Castro Marim. Como tal não tem acontecido, a autarca reconhece que se perde muito tempo na parte administrativa e sobra pouco tempo para a negociação política e para abraçar projetos que envolvem cerca de nove milhões de euros em candidaturas num quadro comunitário de apoio que, como se sabe, disponibilizou menos verbas para o Algarve. “Para Castro Marim é

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determinante o volume de candidaturas aprovadas nos vários fundos, os regionais e o de coesão. Para além disso, o novo quadro impõenos prazos diferentes do que era a realidade antiga, com timings específicos para se lançar as obras e apresentar pedidos de pagamento”, sublinha a entrevistada, dando o exemplo concreto da polémica que tem envolvido a Praia Fluvial de Odeleite 30


que, na hora da verdade, não é mais do que um Centro de Atividades Náuticas da Barragem de Odeleite. “Todos os partidos tinham isso nos seus programas eleitorais e não é possível mudar o projeto porque a candidatura já tem mais de um ano e meio e estamos na fase de adjudicação definitiva”, aponta Filomena Sintra. Barragem de Odeleite que, de acordo 31

com a autarca, é uma das poucas do país que não tem um aproveitamento económico para além da sua função principal – armazenar água – não se valendo desse enorme potencial para criar mais atrativos para Castro Marim. “Quando foi construída, houve uma série de medidas que deveriam ter sido executadas para compensação da população que se viu desprovida dos seus terrenos. Na altura todos os ALGARVE INFORMATIVO #151


aglomerados adjacentes à barragem ficaram sem abastecimento de água potável, situação que ainda não conseguimos resolver na totalidade, e a própria exploração da barragem ficou condicionada à publicação de um Plano de Ordenamento que demorou 20 anos a ver a luz do dia”, relata, acrescentando que foram depois definidas pelo documento publicado em 2014 três áreas de desenvolvimento de atividades recreativas. “O que para ali está previsto são atividades náuticas não poluentes e que valorizem os meios ambientais da barragem e da sua envolvente e, nesse sentido, propusemos um Centro de Atividades Náuticas, que se chamou «Praia» porque as piscinas flutuantes funcionariam como uma praia. A designação escolhida não será feliz devido à conexão direta que fazemos às praias, mas estamos a falar de piscinas flutuantes que, para existirem, carecem de infraestruturas de apoio como rede de abastecimento de água, saneamento, rede elétrica, casas-de-banho, bar de apoio, estacionamento, parque de merendas, zonas de estada, arruamentos, etc.”, descreve. Neste contexto, as piscinas em si representam apenas 20 por cento do investimento preconizado e até existe um privado fortemente interessado em avançar para o projeto, tendo, inclusive, adquirido os terrenos contíguos à zona para fazer uma plataforma para pequenas embarcações de vela, windsurf e outros desportos náuticos. “Seria um novo produto que transformaria a oferta turística desta zona”, não duvida Filomena Sintra, num investimento camarário que rondaria os 580 mil euros e ALGARVE INFORMATIVO #151

que foi aprovado pelo medida 6.3 do CRESC Algarve 2020. “O valor da candidatura não suporta a globalidade do investimento porque, à data em que a apresentamos, ela foi feita com base em valores do estudo prévio. Quando fechamos o caderno de encargo, o orçamento aumentou, mas a parte não subvencionada está assegurada por um empréstimo bancário aprovado e que implicaria um custo anual para o município na ordem dos seis a oito mil euros, durante 15 ou 20 anos”, adianta a entrevistada.

A concretizar-se, o Centro de Atividades Náuticas da Barragem de Odeleite vai alavancar toda a economia local, desde o alojamento à restauração, mas também levará ao surgimento de microempresas vocacionadas para este género de desportos. Atividades que, como é natural, não têm rentabilidade suficiente para serem os privados a investir nas infraestruturas mencionadas, mas que gerarão postos de trabalho e criarão novos produtos turísticos. O mais grave é que o relógio não para e, a não haver consenso político entre todas as partes, os prazos passam e os fundos são direcionados para outros territórios. Mais bem encaminhado está, pelos vistos, o futuro hotel de quatro estrelas que vai nascer em Castro Marim, no limite nascente da vila, junto à Reserva Natural do Sapal, e que será da

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responsabilidade de uma família que já possui o Hotel Apolo em Vila Real de Santo António. O investimento andará na ordem dos dois milhões e meio de euros, deverá entrar em funcionamento no espaço de três anos e será um fator crítico de sucesso da dinâmica da vila, na opinião de Filomena Sintra. “A ciclovia Castro Marim-Vila Real de Santo António vai trazer outro tipo de visitantes ao concelho, sobretudo na chamada «época baixa». Estamos a valorizar o património natural e construído, temos a Reserva do Sapal para o birdwatching, uma série de subprodutos para os quais não existe hotelaria vocacionada”, entende a vicepresidente, satisfeita pela primeira unidade hoteleira de Castro Marim ser também de quatro estrelas.

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Um hotel que ficará no alinhamento da nova porta do Castelo de Castro Marim que se pretende abrir, duas situações que vão, acredita-se, revitalizar a parte mais antiga da vila. “Temos milhares de pessoas a visitar o Castelo, nomeadamente nos Dias Medievais de Castro Marim, e apenas uma porta naquele grande monumento. Havia alguma literatura sobre uma eventual porta falsa e começaram-se a fazer escavações nesse local, chegando-se à conclusão que existia uma quota muito diferente daquela que se imaginava, a oito metros de profundidade”, conta Filomena Sintra. “Tivemos que fazer várias sondagens, porque a área escavada é muito sensível e o IGESPAR (Instituto de ALGARVE INFORMATIVO #151


Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico) considera que qualquer solução que se preconizasse para ali era bastante onerosa e poderia, inclusive, colocar em risco todo o monumento. É uma zona sem escoamento de águas, nas próprias fundações do castelinho pequeno, junto a uma muralha frágil da vila medieval”, esclarece. Os estudos indicam, todavia, que realmente existia ali uma segunda porta, que vai trazer uma nova leitura ao monumento, mas também uma nova forma de circular e visitar Castro Marim. E novidade também no concelho, mais concretamente em Monte Francisco, será o tributo a Paco de Lucía, no Largo Manuel Gomes. O objetivo da empreitada é prestar uma homenagem ao génio da guitarra e à memória de sua mãe, Luzia Gomes, que nasceu e viveu naquela povoação castro-marinense, contemplando a criação de um espaço ALGARVE INFORMATIVO #151

pedonal ajardinado onde estarão presentes peças artísticas do pintor Carlos Luz e do escultor Carlos Oliveira. Em simultâneo, no local será instalado um sistema áudio para disponibilizar aos visitantes o legado musical de Paco de Lucía. “Queremos afirmar Castro Marim como uma nova marca territorial e este virtuoso do flamenco sempre associou o seu nome ao nome da sua mãe, editou um álbum com o título «Castro Marim» e mencionou frequentemente as suas raízes portuguesas. Estando aqui a paredesmeias com Espanha, julgamos que devíamos valorizar esse grande ícone da música, embora Castro Marim provavelmente nunca tivesse tido oportunidade de acompanhar o seu trajeto”, aponta a entrevistada. O projeto está orçado em 325 mil euros, cofinanciado em 70 por cento pelo CRESC Algarve 2020, e a parte 34


sensorial e a vertente mística serão os grandes destaques do tributo. “A banda que acompanhou o Paco de Lucía nos seus últimos 10 anos de vida esteve a tocar à porta da casa onde viveu a sua mãe e o momento foi muito importante para eles, assim como para o músico Tomatito e para o realizador Carlos Saura. Quem admira e sente Paco de Lucía procura viver estas pequenas energias, ainda mais num sítio onde ele próprio foi, em 2005, para visitar familiares”, destaca Filomena Sintra. “Com os meios digitais que estão ao nosso dispor, quase nem precisamos sair de casa para visitar, por exemplo, o Museu do Louvre, mas é completamente diferente viver essa experiência, sentir despertar emoções únicas, e é isso que pretendemos com este tributo ao Paco de Lucía”, reforça a autarca. Uma estratégia que foi considerada, entretanto, importante pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, que aprovou o financiamento não para uma reabilitação urbana, mas para a criação de um espaço de valorização patrimonial. A FAM Trip a Castro Marim serviu também para ficarmos a conhecer, na altura, a forma como o Posto de Turismo da Região de Turismo do Algarve tem funcionado no Mercado Municipal de Castro Marim, mas também para conhecermos, em primeira mão, um produto promocional inovador que envolve públicos e privados. “Sendo pequeninos em escala, conseguimos ser pioneiros em algumas coisas e essa parceria com a RTA devia ser replicado em toda a região. Outro bom exemplo é a «caixinha dos sentidos» que criamos, a 35

primeira vez em que os privados, de uma forma espontânea e entusiástica, se ligaram à promoção de um município e também suportam os custos dessa ação. Dentro das empresas existentes do setor do turismo, as que têm maior volume de vendas, mas também os pequenos turismos rurais, tiveram a visão de associar os seus produtos ao nome de Castro Marim, algo que, há 10 anos, era impensável”, revela Filomena Sintra. Castro Marim há muito deixou, então, de ser um pontinho esquecido no mapa do Algarve, mas os recursos financeiros continuam a ser escassos e o aproveitamento dos fundos nacionais e comunitários é fundamental para o desenvolvimento do território. “Somos um concelho com muito potencial, mas também dependente, em termos de investimento público, de uma estrutura de financiamento que é bastante desajustada da realidade dos pequenos concelhos e dos concelhos assimétricos. Tem que haver muita união, criatividade e trabalho de equipa para que as coisas se possam fazer e é isso que esperamos que venha a acontecer. A dinâmica sentese, há uma maior procura da parte de pessoas que querem viver em Castro Marim, de empresas que se querem instalar em Castro Marim, mas temos que criar as condições que ainda não possuímos para tal”, finaliza a VicePresidente da Câmara Municipal de Castro Marim .

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STAND-UP COMEDY SOLIDÁRIA EM ALBUFEIRA Texto:

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Auditório Municipal de Albufeira esgotou, na noite de 7 de abril, com uma sessão de stand-up comedy solidária em prol da APEXA - Associação de Apoio à Pessoa Excepcional do Algarve, na qual participaram Jorge Serafim, Guilherme Fonseca, Guilherme Duarte e Dário Guerreiro, ou «Môce dum Cabréste», como é conhecido nas lides humorísticas. As gargalhadas foram uma constante, com o comediante algarvio – do Parchal, não de Portimão, como fez questão de explicar – a surgir no papel de apresentador de serviço, sempre com a sua irreverência e boadisposição. Os momentos principais estiveram a cargo de Guilherme Duarte, do blogue «Por falar noutra coisa», do apresentador, comediante e escritor Guilherme Fonseca e do irresistível contador de histórias alentejano Jorge Serafim. A iniciativa tinha como objetivo angariar fundos para subsidiar a atividade da APEXA, associação que desenvolve um meritório trabalho de apoio e integração Social, oferecendo um conjunto alargado de soluções para os mais variados problemas. De facto, presta apoio social, terapêutico e de aconselhamento, através da valência de Intervenção Precoce, do Centro de Apoio Terapêutico e do Gabinete de Intervenção Social, e pretende contribuir para aumentar a qualidade de vida das pessoas excecionais. A APEXA tem-se tornado uma referência nacional devido aos seus projetos de Desporto Adaptado e de Integração Socioprofissional e propõe-se a mudar mentalidades e a criar mais sorrisos junto ALGARVE INFORMATIVO #151

da população em geral. No seu Centro de Apoio Terapêutico, o «WITH.CARE», a equipa de técnicos e terapeutas é mais do que a soma dos técnicos que a compõem. “A nossa intervenção é alargada a todos os intervenientes do processo, nomeadamente a família e os profissionais de educação. Numa equipa multidisciplinar que trabalha em prol das crianças e jovens, somos promotores do bom desenvolvimento e autonomia, apoiamos o crescimento e maturação e trabalhamos para reabilitar funções, sempre com atenção às características individuais de cada utente e ao desenvolvimento das suas capacidades excecionais”, explica a direção da associação, adiantando que a APEXA procura estabelecer uma relação de confiança e suporte com as famílias dos seus utentes, garantindo uma resposta de qualidade a cada caso, sempre com o envolvimento dos seus parceiros, pretendendo ser um elemento integrado na equipa educativa, através da partilha de conhecimentos, discussão de estratégias educativas específicas e apoio. A estrutura desportiva é uma das vertentes mais visíveis da APEXA e divide-se em quatro áreas de atuação: na execução de atividades desportivas enquadradas numa agenda semanal e direcionada para as necessidades dos utentes; na organização e mobilização de projetos desportivos e outros eventos com capacidade de gerar sustentabilidade e promoção da inclusão na área do desporto; na produção de conteúdos pedagógicos e 40


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partilha de experiências com outras associações e projetos nacionais e internacionais; e na promoção de formação e workshops com capacidade de exercer diálogo estruturado para a inclusão e a igualdade de oportunidades de pessoas, com e sem deficiência, no desporto, e na produção de seminários e encontros didáticos com especialistas e assistentes em trabalhos em comum, de forma a divulgar conhecimentos ou desenvolver investigações na área do desporto adaptado. O Desporto Adaptado foi idealizado e concebido com o objetivo de implementar ALGARVE INFORMATIVO #151

modalidades desportivas para pessoas com e sem deficiência, permitindo a igualdade de oportunidades no que diz respeito ao livre acesso ao desporto e, de igual modo, promover a interação e integração de pessoas com deficiência na comunidade. A valência consiste na intervenção especializada em pessoas com e sem deficiência, com vista à reabilitação, treino de capacidades, desenvolvimento de hábitos de vida saudáveis e integração social. Destinase a crianças, jovens e adultos, com e sem deficiência, a partir dos sete anos, em modalidades desportivas como o futebol, natação, andebol, golfe, 42


basquetebol, ginástica e boccia. “Pretende-se que os utentes realizem alguma modalidade desportiva de acordo com as suas capacidades, visto que o desporto é um veículo promotor para a inclusão da pessoa com deficiência na sociedade. O desporto tem o mérito de dar visibilidade às capacidades dos indivíduos e não às suas dificuldades, e qualquer pessoa, seja qual for a sua deficiência, pode praticar uma modalidade desportiva, inclusivamente de competição, cujas regras deverão ser adaptadas ao seu tipo de deficiência”, reforça a direção da APEXA.

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Outro projeto da associação é o «Pescador de Sonhos», onde a missão e os objetivos passam pelo combate ao insucesso e abandono escolar e à desocupação, bem como pela promoção de competências técnicas e de empregabilidade. Pretende-se igualmente estimular o empreendedorismo entre os jovens e a criação de projetos de autoemprego. Já o Projeto FLAMINGO tem como intuito prestar apoio a pessoas com necessidades especiais residentes no concelho de Silves .

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REPORTAGEM

FARO PRESTOU UMA MERECIDA HOMENAGEM A

TERESA RITA LOPES Texto:

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Biblioteca Municipal de Faro António Ramos Rosa recebeu, no dia 6 de abril, uma homenagem à escritora, investigadora e professora farense Teresa Rita Lopes, numa iniciativa da Câmara Municipal inserida nas comemorações do 44.º aniversário do 25 de Abril. O evento incluiu uma ALGARVE INFORMATIVO #151

apresentação do cantor e poeta Afonso Dias e as preleções de Fernanda Guerra, da Casa Álvaro de Campos, e de Carina Infante do Carmo, da Universidade do Algarve. Não faltaram também, como não poderia deixar de ser, as sentidas palavras do Presidente da Câmara 46


Municipal de Faro, Rogério Bacalhau. “Como cidadãos e democratas, entendemos que este era o momento de organizarmos umas comemorações mais condignas do 25 de Abril, que fossem mais amplas no seu significado e que chegassem a mais pessoas, de todas as idades. Não comemoramos a revolução enquanto acontecimento em si, nem o que se lhe seguiu, pois disso tratam os historiadores”, começou por fizer o edil. “Tratamos de celebrar, isso sim, a gesta de um povo heroico cujos movimentos, voz, liberdades e esperança foram cruelmente cerceados durante meio século. Celebramos a ânsia de viver, de fazer melhor, de progredir, de recuperar o tempo perdido, seja na vida política e cívica, seja na cultura, ensino, saúde, investigação, seja em todas as outras áreas da vida em comunidade”. E, para Rogério Bacalhau, as comemorações do 44.º aniversário do 25 de Abril não podiam ter começado de melhor forma, não fosse Teresa Rita Lopes um grande motivo de orgulho para todos os farenses. “A sua carreira académica e literária e os estudos que desenvolveu refletem o sucesso e a capacidade que nós, algarvios – e os farenses em particular – temos para triunfar nos ambientes mais competitivos, qualquer que seja a área da nossa atuação. Teresa Rita Lopes é, efetivamente, um sucesso no feminino, um sucesso português, algarvio e farense. Acima de tudo, tratase de uma personalidade movida por uma grande curiosidade, que não se deixa nunca travar pelas dificuldades com que, aqui e ali, se depara”, descreveu, considerando-a “uma mente brilhante, movida pela vontade de 47

aprender e também de dar a conhecer”. “Aquilo que fez com o mais genial poeta português da contemporaneidade é sintomático desse carácter ávido de saber. Um saber que não guarda para si, nas estantes da sua memória, mas que sistematiza e partilha com os outros, num gesto de uma generosidade constante que lhe é tão peculiar. Poderíamos dizer que a alma de um professor tem na sua essência um fulgor desprendido de «dar a saber». Teresa Rita Lopes, como professora que é, é feita dessa massa generosa”. Mercê do trabalho de Teresa Rita Lopes, Fernando Pessoa tornou-se indubitavelmente mais claro e cristalino, de acordo com Rogério Bacalhau. “Hoje é acessível compreender o seu estilo, o seu sentir, a evolução da sua personalidade profunda, multíplice e por vezes algo depressiva. Mas, mais ainda do que isso, hoje sabemos o significado de cada letra, de cada vírgula, de cada espaço na obra Pessoa. E sabemos as implicações que cada passo dado pelo poeta nas ruas por onde deambulou a sua vida, algumas vezes pacata, outras até dissoluta, teve no desenvolvimento da sua obra e dos movimentos literários e estilísticos que nesta se escoraram”. Com o quotidiano dividido entre Paris, Nova Ioque, Lisboa, Londres e outras cidades do mundo, Teresa Rita Lopes não renega as suas origens algarvias e farenses e foi agora novamente homenageada pelo Município de Faro, que assim reconhece “os caminhos que rasgou, os acessos que nos deu”. ALGARVE INFORMATIVO #151


Afonso Dias, Rogério Bacalhau, Teresa Rita Lopes, Fernanda Guerra e Carina Infante do Carmo

“Obrigado Teresa Rita Lopes, acima de tudo, por nos ajudar a pensar. Faro develhe muito”, concluiu Rogério Bacalhau. De forma irreverente e descontraída, e depois de tanto se ter dito sobre a sua vida e obra durante a sessão, Teresa Rita Lopes descreveu-se a ela própria, apesar de detestar escrever o seu currículo. “Não registo factos, esqueço datas, sei lá o que fiz, o que fui ou o que sou, mas é preciso, para subir na vida, exibir tudo isso. Acho que já subi o que o peito apeteceu e as pernas permitiram. Agora só quero contemplar a paisagem, saboreá-la de longe, lembrá-la, sorrirlhe. Aqui, de cimo do monte aonde cheguei, fecho os olhos e sonho que voo … e gosto de contar o que vejo, o que me vejo ser e ter sido”, declarou. “Fui uma menina órfã mas com um colo múltiplo ALGARVE INFORMATIVO #151

de mães, tias e avós. «Afetos» se chama um dos meus livros de versos, talvez por isso, e «Cicatriz» aquele com que fiz o luto da minha mãe”. A farense recordou que, em criança, queria ser equilibrista de circo, como aquelas que via na Feira de Santa Iria, na capital algarvia. Publicou diversos livros em várias línguas, mas nunca correu atrás de nenhum editor, garantiu. “A maior parte deles esgotaram, de teatro, de contos e sobre a obra de um certo «rapaz» que me desinquieta desde a puberdade. Sempre me dei bem comigo sem necessidade de exibir as minhas obras, nem sei como tenho tantos livros. Tive sorte de tantos editores me terem tirado para dançar”, considera, lembrando que o teatro foi outra vocação desde miúda, 48


tendo adaptado, aos oito anos, a «Gata Borralheira», que representou num palco improvisado num quintal e repetiu no primeiro ano do liceu. “Desde aí não tenho parado de inventar personagens e peças. Não dedico mais às minhas peças e poemas porque, desde menina, me deixei seduzir por esse tal «rapaz», talvez por ele ser também um poeta dramático. Todos me dizem que ele me absorve demasiado, e eu também. Dedico-lhe todos os dias as minhas melhores horas, como todo o músico, dançarino ou acrobata que se preze”, assumiu. Recorde-se que Teresa Rita Lopes já tinha sido distinguida, em 1999, pela autarquia farense com a Medalha de Mérito Grau Ouro. Nascida em Faro, em 1937, viveu em Paris entre 1969 e 1982, onde foi professora na Universidade da Sorbonne Nouvelle e onde defendeu a tese

de doutoramento intitulada «Fernando Pessoa et le drame symboliste – héritage et création» (1975), publicada pela Gulbenkian em 1977. É Professora Catedrática de Literaturas Comparadas na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, desde 1979, e dirigiu um grupo de investigadores que se dedicou particularmente à obra inédita de Pessoa, de quem tem publicado numerosos volumes. Enquanto escritora obteve vários prémios, no domínio do conto, da poesia, do teatro e do ensaio, designadamente: Prémio Cidade de Lisboa 1988 – poesia; Prémio Eça de Queirós 1997 – poesia; Prémio Pen Club 1990 – ensaio; Grande Prémio de Ensaio Unicer/Letras e Letras 1989 – ensaio; Prémio de Teatro APE, 2001 .

Afonso Dias declamou e tocou poemas de Teresa Rita Lopes 49

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REPORTAGEM

SERRA DO CALDEIRÃO VIBROU COM MAIS UMA BAJA DE LOULÉ Texto: ALGARVE INFORMATIVO #151

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Baja de Loulé 2018 foi para a estrada no sábado, dia 7 de abril, logo de manhã, com os concorrentes a disputarem o delineado na zona do Vale Judeu sob o signo da chuva. As condições atmosféricas não impediram João Ramos (automóveis), António Maio (motos), Pedro Carvalho/André Guerreiro (SSV) e Wilson Galo (quads) de brilharem. Ao início da tarde, os concorrentes partiram para disputar o primeiro seletivo. Nas motos, António Maio mostrou que queria revalidar o triunfo do ano transato, ao ser perentoriamente o mais rápido, seguido de um surpreendente Martim Ventura na Yamaha da categoria TT1 e de Salvador Vargas, primeiros da TT3, depois de ter «roubado» esse posto a Mário Patrão, ambos em KTM. Nos quads, Arnaldo Martins (Suzuki) também queria revalidar os louros algarvios com quase dois minutos de vantagem sobre Fernando Cardoso (Yamaha), com o terceiro a ser Filipe Silva (Suzuki). Destaque ainda para a classe hobby, destinada a motard com pouca experiência competitiva nos últimos anos, onde o louletano Renato Palma (KTM) foi o mais rápido, seguido do monchiquense Márcio Encarnação (Yamaha) e de Anthony Nicholls (KTM). Nos pequenos e irrequietos SSV, a luta esteve ao rubro, com os seis primeiros a caberem no mesmo minuto e com a curiosidade do top-8 conter somente CanAm. Marco e João Silva lideravam com 12 segundos de vantagem sobre Henrique Nogueira/Hugo Silva e o regressado Lourenço Rosa, na companhia de Joaquim Dias, que voltou esta época depois de muitos anos afastado das lides do todo-oALGARVE INFORMATIVO #151

terreno. A prova foi liderada por Ricardo Carvalho, mas o piloto do Yamaha foi vítima de uma penalização de dois minutos por atraso na chegada a um controle horário, passando para a nona posição no final do primeiro dia. Em décimo quinto seguiam Mário Franco/Luís Engeitado (Yamaha), que lideravam entre os T2.

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Nos automóveis, João Ramos/Victor Jesus (Toyota) mantiveram a toada dominadora da manhã, levando mais de um minuto e meio de vantagem sobre carro idêntico de Alejandro Martins/José Marques e 1.53 minutos de vantagem sobre Hélder Oliveira/Pedro Pires de Lima (Mini). Seguiam-se Pedro Ferreira/Hugo Magalhães (Ford) e Pedro Dias da 55

Silva/José Janela, os mais rápidos entre os concorrentes do Desafio Mazda. Entre as viaturas mais próximas de série, quem liderava era Rui Sousa/Carlos Silva na Isuzu D-Max da Prolama. Mário Duarte/José Motaco (Toyota) foram os melhores entre os T8. Nos concorrentes da Taça de Portugal de TT, Simão Comenda/Luís Coito (Nissan) tinha sido o mais rápido. ALGARVE INFORMATIVO #151


As pistas da serra do Caldeirão acolheram os concorrentes da Baja de Loulé 2018 para o segundo e último dia de prova, marcado por menos chuva mas ainda com uma baixa temperatura. Os concorrentes tinham de enfrentar dois sectores seletivos, disputados alternadamente entre automóveis e motos/quads/SSV's, vindo depois concluir a prova no pódio instalado no Jardim das Comunidades em Almancil. Nos automóveis, Alejandro Martins/José Marques conquistaram a sua segunda vitória da carreira, a primeira no CPTT AFN 2018. A dupla esteve aos comandos de uma Toyota Hi-Lux, assistida pela equipa MRacing, e beneficiou do azar dos grandes dominadores da prova, João Ramos/Victor Jesus, que viram a caixa de velocidades da sua Hi-Lux danificar-se nos quilómetros

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finais, trazendo o carro até final com grande sacrifício. Quem também subiu posições com este percalço de Ramos foram Hélder Oliveira/Pedro Pires de Lima no Mini Paceman da Cattiva Sport, Pedro Ferreira/Hugo Magalhães no Ford Ranger da South Racing e Tiago Reis/Valter Cardoso em Mitsubishi Racing Lancer. Destaque também para a fantástica prestação de Pedro Dias da Silva/José Janela com o Mazda CX-5 Proto do «Desafio Total Mazda», que venceram este troféu e ainda acabaram em sexto lugar da geral, tendo feito tempos intermédios entre os «grandes». Nas viaturas mais próximas de série, Rui Sousa/Carlos Silva mantêm a toada começada na edição do ano transato desta prova e registaram a sétima vitória consecutiva na categoria T2 com a Isuzu D-Max preparada pela Prolama.

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Entre os T8, a vitória foi para Mário Duarte/José Motaco, mesmo com a mecânica do Toyota RAV4 da M&B Racing a causar-lhes alguns calafrios na parte final da prova. Nota ainda para os concorrentes da Taça de Portugal de TT, que não realizaram a totalidade do percurso, e cuja equipa mais rápida foi constituída por Simão Comenda/Luís Coito numa Nissan Pick-up. Entre as duas rodas, o campeão António Maio dominou de «fio-a-pavio» a prova, ficando com quase nove minutos de vantagem sobre Mário Patrão e, mesmo não estando ainda recuperado a 100 por cento do problema de saúde que o afastou da última edição do Dakar, conseguiu levar de vencida a categoria TT3 com a KTM da Motobrioso. No lugar mais baixo do pódio ficou o jovem Martim Ventura na Yamaha

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da categoria TT1, que venceu, ficando à frente de motos teoricamente superiores. Bernardo Vilar mostrou que quem sabe não esquece e conduziu a sua KTM à vitória nos Veteranos, enquanto que Ivan Ferreira (Kawasaki) triunfou na Promoção. Nos quads, Arnaldo Martins (Suzuki) repetiu a vitória do ano anterior, com quase dois minutos e meio se vantagem sobre Fernando Cardoso (Yamaha), com o terceiro a ser Filipe Silva (Suzuki). O monchiquense Márcio Encarnação (Yamaha) foi o vencedor da Classe Hobby, seguido do louletano Renato Palma (KTM) e do anglo-aljezurense Anthony Nicholls (KTM). Nos cada vez mais populares SSV, João Monteiro/Manuel Pereira foram os vencedores, tendo sido sempre os

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concorrentes mais rápidos no domingo, encabeçando também o sexteto de CanAm's que ficou no topo da classificação geral, sendo o pódio completado com Pedro Santinho Mendes/Vítor Mendes, ao passo que Marco/João Silva levaram de vencida a categoria Júnior. Mário Franco/Luís Engeitado, assistidos pela Franco Sport, venceram entre os T2 e no Troféu Yamaha Open, enquanto que Pedro Grancha/Tomás Neves venceram entre os Veteranos, Dorothée Ferreira/Bernardette Vanderschelsen lideraram nas Senhoras, Francisco Guedes/Nuno Leotte triunfaram na Promoção, Vasco de Melo dominou o Troféu Yamaha Stock, João Dias/João Filipe superaram a concorrência no Troféu

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Polaris Turbo e Alexandre Freitas/Francisco Caeiro ganharam o Troféu Polaris N/Turbo A Baja de Loulé 2018 foi uma organização do Clube Automóvel do Algarve (CAAL) sob a égide da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting e da Federação de Motociclismo de Portugal, contando com o alto patrocínio do município de Loulé e da Junta de Freguesia de Almancil e ainda com o apoio dos municípios de S. Brás de Alportel, Tavira, Alcoutim, e Almodôvar, Algarpneus, Solverde Casinos e Hotéis, Acrimolde e COPS .

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REPORTAGEM

V FESTIVAL DE CAMINHADAS AFIRMOU ALCOUTIM COMO UM DESTINO DE TURISMO DE NATUREZA Texto:

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ntre os dias 6 e 8 de abril, os caminhos do concelho de Alcoutim captaram nova vida com a realização da quinta edição do Festival de Caminhadas. A iniciativa, inicialmente agendada para o início de março e adiada devido às condições climatéricas, realizou-se com sucesso, contando com mais de 300 participantes nos três dias de caminhadas temáticas onde a observação e interpretação da natureza, observação de aves, acompanhar um pastor e o seu rebanho de cabras, a experiência de cozer pão ou procurar das abelhas, foram algumas das propostas realizadas. O festival decorreu pela margem do rio Guadiana, dos dois lados da fronteira, junto à ribeira do Vascão, na serra do Caldeirão, percorrendo vários lugares no concelho de Alcoutim e Sanlúcar de Guadiana. Com 13 caminhadas programadas, o evento captou público de origem regional, nacional e estrangeiro, fortalecendo a promoção do território. O primeiro dia iniciou-se a sessão de divulgação «Potencialidades do Ecoturismo no Baixo Guadiana», com degustação de produtos locais e a caminhada «Entardeceres de Alcoutim desde Sanlúcar de Guadiana». No sábado, ALGARVE INFORMATIVO #151

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percorreram-se caminhos pelas «Paisagens apícolas das Taipas», «Pelo Trilho dos Pastores e dos Moinhos», junto à Ribeira do Vascão, na «Manhã com o pastor» com o pastor e o seu rebanho de cabras, o percurso da Via Algarviana, entre Cortes Pereiras e Corte da Seda, e na localidade de Farelos e Clarines realizou-se o passeio «Vamos caminhar e fazer pão». No domingo, os «Trilhos de Ronda no Guadiana, do Vascão a Alcoutim», o percurso de Observação da Natureza na Ribeira do Vascão, «Pelos Caminhos da Defesa Raiana no Guadiana – Entre Alcoutim e Sanlúcar de Guadiana» e a «Tarde com o Pastor», finalizaram a oferta de experiências realizadas. A caminhada «Entre a ribeira de Cadavais e as estrelas» e a «Anoiteceres do Caldeirão», que propunham a observação astronómica, serão reprogramadas, visto as condições de observação de estrelas não terem permitido a sua realização. O programa contou ainda com a Marcha Corrida de Vaqueiros, no dia 11 de março, que teve cerca de 250 participantes. O Festival de Caminhadas de Alcoutim, Sanlúcar de Guadiana é um evento ALGARVE INFORMATIVO #151

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organizado pela Câmara Municipal de Alcoutim, em parceria com o Ayuntamiento de Sanlúcar de Guadiana, com o objetivo de promover as potencialidades do interior do Algarve enquanto destino turístico ativo e de natureza, e também o património natural e cultural da região. Este ano esteve pela primeira vez integrado no «Algarve Walking Season», um novo evento regional apoiado pelo Turismo de Portugal e pelo Turismo do Algarve que surgiu no âmbito de uma candidatura ao programa «Valorizar» e que tem como objetivo promover, em conjunto o Festival de Caminhadas de Alcoutim, o Walking Festival Ameixial e o novo Festival de Caminhadas a realizar em Lagos e, com isso, atrair mais pessoas à região . ALGARVE INFORMATIVO #151

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COMO LIDAR COM A ZANGA DO MEU FILHO? O MEU FILHO NÃO TEM DIREITO A ZANGAR-SE! Texto: Carla Patrocínio Socióloga e Coach Parental www.meusfilhosmeusmestres.com

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meu filho não devia zangar-se”, escrevi um dia quando me perguntaram sobre as minhas expetativas em relação ao seu comportamento. A zanga do meu filho era algo que me tirava do meu centro. “Que direito tinha ele de zangar-se, que direito!”. Nesses momentos ficava muito focada em acabar com esse comportamento o mais rápido possível, utilizando várias estratégias que, no final, acabavam sempre em explosão: gritos, ofensas, comparações, menorizações, enfim... tudo aquilo que não queria e que me fazia sentir mal enquanto mãe. A resposta final que oferecia a maior parte das vezes à sua zanga era zangarme. O que não sabia é que por detrás desta zanga existia outra emoção e necessidade que não queria olhar. A verdade é que aquele comportamento despertava em mim muitas memórias e sensações que não sabia como lidar. Um dos maiores desafios para a maioria dos pais é lidar com a zanga dos filhos. Mas antes de desvendar como lidar com a zanga nos nossos filhos, vamos desconstruir alguns mitos que existem em relação à emoção zanga.

MITOS EM RELAÇÃO À ZANGA - A zanga não é necessária A zanga, que muitas vezes é expressa de forma violenta, é a emoção mais incómoda que pode existir em todos os contextos de forma geral. Por este motivo, persiste o mito de que para um ambiente ser harmónico não pode existir zanga. Nos ALGARVE INFORMATIVO #151

ambientes mais formais, a tendência é reprimir esta emoção. Uma curiosidade a referir é que os seres humanos são os primeiros mamíferos a reprimir reações emocionais. Nos ambientes informais, como em casa com a família, dá-se muitas vezes o oposto: a explosão. Uma educação consciente deve mostrar o caminho para canalizar a zanga de forma saudável - para que esta não se expresse de forma agressiva e violenta. Por isso temos de largar este mito: a zanga tem direito a existir! A zanga é necessária! Em nós, nos nossos filhos, na nossa família e por aí fora. Porque, como observamos no mundo de hoje, quando não existe espaço para a zanga, ela acaba por vir ao de cima de formas terríveis: como não me posso zangar vou-me maltratar e/ou maltratar os que me rodeiam. - A zanga é uma emoção negativa Não existem emoções negativas ou positivas porque todas fazem parte da natureza humana. Qualificar dessa forma as emoções faz-nos querer fugir do sentir que as negativas nos provocam. Honremos por igual todas as emoções. A nossa zanga, quando acolhida com gentileza, permite-nos comunicar os nossos limites e encontrar o nosso lugar no mundo. Nesse sentido, pode ser bastante positiva, não é? A sugestão é substituir emoção negativa por emoção contrativa. Existem emoções que nos fazem expandir, como a alegria, e outras que nos fazem contrair, como a zanga. Por ser uma emoção que nos contrai a sua intenção é que olhemos para dentro de 76


nós. E desse olhar podem surgir descobertas muito positivas e empoderadoras. - A zanga tem que ser extinta Esta crença deixa que informação muito importante e poderosa acerca de nós nos passe ao lado sem nos darmos conta. Informação essa que pode ser deveras impactante no nosso crescimento. É possível converter aquilo que até agora consideramos o nosso pior inimigo no nosso maior aliado ao olhar para esta emoção como uma oportunidade de autoconhecimento. Essa zanga não tem que ser extinta, pois isso gera respostas de fuga (vamos acabar/ fugir da zanga) em relação à mesma. Essa zanga tem sim que ser transformada, ou seja, sentida, observada, acolhida e questionada com compaixão. Qualquer emoção tem dentro 77

de si uma mensagem mágica a desvendar. Que tenhamos a ousadia de a descobrir...

O IMPACTO DA ZANGA NÃO TRANSFORMADA Poderia enumerar uma série de consequências em relação à zanga não transformada, isto é, em relação à zanga que fica cá dentro escondida ou que sai de forma descontrolada sem olhar a meios. A nível mundial, os exemplos são vários e aterradores. A nível pessoal - porque é algo que é uma «bola de neve» e acaba por impactar em todas as áreas da nossa vida, inclusive na nossa autoestima (como se sente quando explode com o seu filho?) - é devastador. ALGARVE INFORMATIVO #151


Mas uma consequência que acho importante referir e urgente de olhar é a desconexão que gera entre pais e filhos. A falta de ligação sentida pelos jovens em relação aos seus cuidadores primários está a tornar-se muito perigoso. Existem cada vez mais jovens com ataques que ansiedade, pânico, a tomar medicações, a mutilarem-se... É urgente, é urgente saber como podemos transformar a zanga num espaço de autodescoberta e crescimento e como podemos ajudar os nossos filhos a fazer o mesmo.

DICAS PARA OS PAIS LIDAREM COM A ZANGA DOS FILHOS O artigo de hoje é sobre isto: como lidar com a zanga dos nossos filhos? As crianças desenvolvem uma parte considerável das suas capacidades emocionais através da observação e da imitação. Hoje em dia fala-se muito sobre os neurónios-espelho, que são um circuito de neurónios existentes no cérebro cujo principal fim é aprender através da observação. Isto faz com que, por exemplo, quando uma criança vê o pai ficar zangado, o seu cérebro imagina-a igualmente zangada. Neste sentido, no processo de ensinarmos os nossos filhos a transformar a sua zanga, o primeiro passo é proporcionar bons modelos que a criança possa imitar. Educamos pelo exemplo. Mas como o podemos fazer se não nos ensinaram? A maior parte de nós reage à sua zanga de duas formas: ou reprime ou explode. No meu caso, eu era a mestre da explosão. Independentemente de qual das formas ALGARVE INFORMATIVO #151

que utilizamos, ambas são prejudiciais à saúde. Mas a zanga «dá-nos jeito» (digo eu, ironicamente) porque é a desculpa inconsciente - perfeita para não nos fazer entrar em contato com aquilo que verdadeiramente sentimos. A zanga, quando não observada, é uma fuga a uma sensação que pode ser muito assustadora numa sociedade como a nossa: a nossa fragilidade, que é como quem diz, a nossa humanidade. A boa notícia é que aceder a essa humanidade pode levar-nos a caminhos poderosos nunca antes navegados. E, apesar de não nos ensinarem a lidar com a zanga, podemos aprender mesmo em adultos, se assim o quisermos. Neuroplasticidade é um conceito recente que descobriu que o nosso cérebro, ao contrário do que se pensava, tem capacidade para se remodelar e regenerar ao longo de toda a vida através das experiências externas. Trocando isto por miúdos, ninguém está fadado a ser como é, podemos sempre aprender e mudar os nossos padrões até estarmos conscientes. Reeducação é a palavra-chave. Vamos a isso? Chega a casa e o seu filho não quer tomar banho, depois de vários avisos. E começa aí a espiral até que pum: reprime (deixa fazer o que o seu filho quer, não colocando limites), explode (ofende-o...) ou ... será que existe outra saída? Sim, existe outro caminho que é: dar colo à sua zanga. Como pode fazer isso? 1.º Passo) Crie um espaço Pare, saia da zona de conflito. Este passo é crucial para conseguir criar um 78


espaço de quietude. Quando os nossos filhos têm um comportamento que nos desafia, é como se nos sentíssemos ameaçados, ficando entregues aos nossos impulsos mais primitivos. Nesse momento é como se houvesse uma batalha entre as nossas expetativas e a realidade. Por isso, respire e renda-se ao que está a acontecer. Se fizer uma respiração profunda, lenta e abdominal, conseguirá desligar esses mecanismos de alerta e criar um espaço entre a emoção intensa e a reação. Esteja com a sua respiração durante algum tempo. 2.º Passo) Olhe para dentro Sinta a energia da emoção. Coloque-se no «olho do furação» acompanhado pela sua respiração. Não tente modificar, julgar, fugir dessa emoção. Observea simplesmente, com gentileza e curiosidade: em que zonas do seu corpo se tende a esconder e intensificar? Nessas áreas pode, inclusive, visualizar se 79

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Se quiser transformar a zanga e relacionar-se com o seu filho de uma forma mais consciente o truque é olhar para dentro de si. Mude o paradigma: não é o seu filho que o faz zangar, é a sua pessoa que fica zangada. Os gatilhos não estão fora de si, mas estão dentro de si. Reflita: porque é que o mesmo comportamento de um filho pode ser desafiante para um dos progenitores (levando à explosão) e para outro não?

essa emoção tem cor, forma ou textura. E continue respirar a emoção. Sinta a força que tem no seu corpo. E continue a respirar... dando colo à sua zanga. 3.º Passo) Torne-se amigo da zanga Pergunte-lhe o que lhe quer dizer: que mensagem tens para mim? Que necessidade minha não está a ser atendida? Um dia percebi que a emoção primária da zanga era o medo e continuei a respirar... surgiu o medo de não ser respeitada... e deixei-me ir .... surgiu o medo de não ser suficiente, de não ser boa mãe... e deixei-me ir... e lembrei-me da minha criança que muitas vezes não foi ouvida e respeitada. E percebi: era por medo de aceder a essa vulnerabilidade que me zangava. Um dia olhei-me ao espelho no momento da explosão e vi... vi uma criança assustada. A mensagem da zanga nesse dia foi: é altura de cuidar de ti. ALGARVE INFORMATIVO #151

Quando aprende a lidar com a sua zanga, já tem quase todo o caminho feito para lidar com a zanga do seu filho. Já não vai ficar perdido, atrapalhado, irritado porque já tem recursos para ajudar o seu filho nessa jornada. No entanto, existem algumas dicas que gostaria de lhe transmitir para o ajudar a lidar com a zanga seu filho (que, muitas vezes, porque se volta contra si – com agressões físicas ou verbais - se torna difícil de suster): - Reconheça o direito à zanga do seu filho Reconhecer que o seu filho tem direito a zangar-se é ensinar-lhe que as suas emoções/ necessidades têm valor, ainda que, às vezes, precisem de aprender a expressá-las de outro modo. Se, por exemplo, a criança lhe chama nomes, deve ensiná-la que não pode fazer isso (limitar gentilmente, mas de forma clara) mas sem reprovar as suas 80


emoções. “Não podes fazer isso, mas podes sentir essa emoção, eu vou ensinarte a expressá-la de forma saudável...”, é esta a mensagem que deve transmitir. - Valorize a zanga do seu filho e dê-lhe espaço Quantas vezes em pequenos ouvimos frases deste género quando estávamos zangados: “Mas estás zangado por causa disso?, “Olha este jogo, esquece isso, já passa!”, “Chega ou levas uma palmada!“. A criança ou jovem está zangado por alguma razão. Ignorar, distrair ou explodir não é a resposta mais acertada para o ensinar a lidar com essa emoção. Nesse momento não desvalorize, simplesmente esteja presente com um abraço ou, se não for possível, em silêncio. Isso também passará... - Perceba qual a necessidade que está por detrás da zanga Nesse momento faça de conta que é um super-herói e coloque os seus «óculos de supervisão». Em vez de tentar corrigir o comportamento, olhe para o que está submerso: a necessidade. «Todo o comportamento é comunicação» é um dos axiomas da Teoria da Comunicação. O que será que ele está a tentar comunicar? Que necessidade terá por satisfazer? - Transforme zanga em conexão Quando o comportamento de explosão da criança terminar, em vez de passar à conversa do que ela pode ou não fazer ou como fazer, foque-se antes de tudo em estabelecer ligação. - Ajude-o a acolher essa emoção Ajude-o a identificar a emoção que surgiu no momento da desregulação emocional, 81

reafirme o direito de ele a sentir e procure alternativas com ele para que possa expressá-la sem passar ao ataque ao outro. Algo que o meu filho me sugeriu foi ter um saco de boxe para conseguir libertar a sua zanga. Mas se não consigo deixar de explodir? Antes de responder a esta questão, algo a salientar é que nesta jornada de transformar a zanga em harmonia tem que sempre existir espaço para a humanidade. Isto quer dizer que deixar de explodir não implica ser perfeito. Momentos de impaciência vão sempre existir. O que posso partilhar é que, agora, quando expludo, procuro sempre não apontar o dedo para fora, mas sim para dentro e, se tiver que gritar, que seja para verbalizar as minhas emoções e necessidades e não para maltratar o outro. Mas não consigo deixar de explodir? Esta é uma observação que normalmente me colocam a meio do processo de não-explosão que facilito num programa online que criei. Claro que não é fácil deixar de explodir. Reeducarmo-nos exige esforço, paciência, repetição, disciplina e treino. E este caminho tem várias etapas que neste artigo não é possível trabalhar, no entanto, o que é importante referir é que não explodir é uma Escolha. Pode escolher sempre não explodir. É uma escolha que exige treino, porque pressupõe mudança de hábitos, que há anos estão instituídos em nós, mas que é possível. Sim, é possível! Se eu consegui, você também consegue! . * Em parceria com a Associação Semear Saúde

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SEMEAR SAÚDE

O CANCRO, O AÇÚCAR E A ALIMENTAÇÃO EMOCIONAL

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relação entre o açúcar e o cancro já tem vindo a ser discutida na comunidade científica e um estudo realizado ao longo de nove anos, publicado na Revista Nature, vem mostrar a relação entre ambos. De uma forma sintetizada, o que acontece é que, no nosso corpo existem proteínas com o nome RAS que controlam o ritmo das divisões celulares. Se acontece uma mutação genética a estas proteínas, ALGARVE INFORMATIVO #151

elas começam a ordenar a produção de células também mutantes, ou seja, células cancerígenas. O que se entende neste estudo é que a fermentação do açúcar no interior das células desencadeia um processo que estimula a hiperatividade das proteínas RAS, o que provoca mais produção de células mutantes, aumentando o cancro. Assim, ao consumir-se açúcar, está-se a abastecer as células cancerígenas de combustível, acelerando a sua reprodução. 84


Este estudo vem acentuar mais ainda a importância de uma alimentação saudável, principalmente após o diagnóstico de cancro. Noutros estudos nos Estados Unidos da América, pacientes com cancro em que a alimentação processada e rica em açúcares foi abolida, evidenciaram a diminuição do cancro ou a sua remissão. Importa acrescentar que, após o diagnóstico do cancro, há que ter atenção às alterações emocionais, tanto quanto às alterações fisiológicas. A comida poderá, em alguns casos, ser usada para camuflar as emoções negativas através da sensação de prazer provocada pela mesma. Normalmente, as escolhas alimentares que ativam a sensação de prazer são as mais apaladadas e açucaradas. Por isso, importa perceber como está a ser a sua relação emocional com a comida após o diagnóstico e que tipo de alimentos tem vindo a consumir.

Filipa Nobre Psicóloga e facilitadora do Programa RAFCAL (Reeducação Afeto Cognitiva do Comportamento Alimentar)

Deste modo, é crucial ressalvar que, após o diagnóstico, importa tratar, não só do corpo, mas também das emoções e, aliado a estas, os cuidados com o seu Comportamento Alimentar e o modo como se alimenta. A atenção às emoções, 85

principalmente nesta situação de doença, é uma grande aliada no combate ao cancro . * Em parceria com a Associação Semear Saúde

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SEMEAR SAÚDE

Já conhece a Espelta? Ângela Oeiras (Blogger e formadora na EHTA)

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rima do trigo, a espelta tem um sabor mais forte, profundo, algo parecido com as avelãs e apresenta mais nutrientes que o trigo comum. É uma excelente fonte de vitamina B2 e uma boa fonte de manganésio, niacina, tiamina e cobre. Esta combinação especial de nutrientes torna a espelta num alimento especialmente útil para as pessoas com enxaqueca, arteriosclerose ou diabetes, e também tem imensos benefícios para as mulheres em períodos pré e pós menopausa. Hoje em dia já se encontra facilmente à venda, quer seja em farinhas, em grão ou em produtos já elaborados, como pães, bolos, bolachas, massa, etc… em qualquer

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ervanária ou grande superfície e tem a vantagem de podermos substituí-la pela farinha de trigo em todas as preparações caseiras de massas, doçaria, etc. Deve ser armazenada num recipiente hermético em lugar fresco, seco e escuro. Se conservada dentro do frigorífico, ajuda a conservar o seu valor nutricional. Assim, se quiser obter os benefícios deste cereal, pode preparar algumas das receitas que lhe proponho, umas bolachas finas e estaladiças, uns waflles/panquecas para o lanche ou pequeno-almoço ou atrever-se a confecionar um pão .

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BOLACHAS DE ESPELTA COM AMÊNDOA A CANELA Ingredientes: 150 gr de farinha de espelta 160 gr de farinha de amêndoa (amêndoas trituradas) 1 (colher de chá) de canela em pó 1 (colher de café) de bicarbonato de sódio 60 gr de óleo de coco 80 gr de geleia de arroz

Preparação: Numa taça misturar as farinhas com a canela e o bicarbonato de sódio. À parte derreter o óleo de coco e juntar-lhe a

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geleia de arroz, misturar bem e juntar ao preparado anterior. Amassar tudo até obter uma massa homogénea. Cobrir com película e levar ao frigorífico para a massa enrijecer durante aproximadamente uns 20 minutos. Retirar do frigorífico, moldar bolinhas e colocar (separadas umas das outras porque depois no forno abrem bastante) num tabuleiro coberto com papel vegetal e levar ao forno pré aquecido a 170º durante uns 12 a 15 minutos. Retirar do forno e colocar em cima de uma rede até arrefecerem .

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WAFFELS/PANQUECAS RÁPIDAS Esta é para mim uma das receitas mais fáceis e rápidas de fazer waffles (ou panquecas, caso não disponha de uma máquina de waffles). Basta juntar três ingredientes, mexer com a ajuda de umas varas e cozinhá-los, na máquina dos waffles (tão acessíveis agora nas grandes superfícies) ou simplesmente num frigideira ou placa de grelhados. A receita não leva açúcar para que possa depois decorar e adoçar ao seu gosto, as variantes são imensas, desde todo o tipo de frutas, frutos secos, adoçantes naturais, ervas aromáticas, iogurtes, queijos ou cremes vegans.

Ingredientes: 1 chávena de farinha de espelta integral 1 chávena de leite vegetal (amêndoa, arroz, aveia, ...) 1 ovo (de preferência biológico) 1 pitada de sal Baunilha para aromatizar (opcional)

Preparação: Juntar todos os ingredientes numa taça e com a ajuda de um batedor de varas misturar bem todos os ingredientes. ALGARVE INFORMATIVO #151

Se fizer waffles, ligar a máquina e, quando estiver quente, colocar uma porção desta mistura, tapar e deixar cozinhar. Se fizer panquecas, colocar pequenas porções desta mistura numa frigideira antiaderente já quente e deixar cozinhar por uns dois minutos de cada lado. Servir decorado e adoçado ao gosto (iogurte de soja e mirtilos como na fotografia) .

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PÃO DE ESPELTA COM SEMENTES Ingredientes: 220 ml de água morna 1 (colher de sopa) de azeite 1 (colher de sopa) de sal marinho 2 (colher de sopa) de flocos de aveia 300 gr de farinha de espelta 1 pacote de fermento para pão biológico e de preferência sem glúten 3 (colher de sopa) de sementes (sésamo, girassol, linhaça… etc)

Preparação: Numa taça colocar todos os ingredientes pela ordem indicada e incorporá-los bem. Amassar durante aproximadamente 12 minutos até obter uma massa homogénea e um pouco elástica. As farinhas têm diversos níveis de absorção de líquidos, por isso, dependendo da farinha escolhida, poderá ter que realizar alguns ajustes. Assim, se notar que a massa está um pouco peganhenta, adicione um pouco mais de farinha; se notar que está seca, adicione um pouco mais de água. Fazer uma bola com a massa, tapála com um pano seco e limpo e deixar levedar durante meia hora. Voltar a amassar durante uns segundos e colocar 91

dentro de uma forna de forno ou pirex e levar ao forno preaquecido a 200º, esperar cinco minutos e baixar o forno para os 180º. O pão leva cerca de 30 a 45 minutos a cozer, convém verificar se já está cozido antes de tirar do forno. Também deverá colocar dentro do forno uma tacinha com água, isso provocará humidade, o que deixará o pão com uma côdea mais crocante. Preparação na máquina de pão: Colocar todos os ingredientes pela ordem indicada dentro da cuba e ligar o programa de «amassar» durante duas vezes. Deixar o pão dentro da cuba a levedar durante meia hora, tapando a máquina com um pano. Retirar as pás de amassar de dentro da cuba, calcar um pouco a massa dentro da cuba e ligar o programa de cozedura de pão .

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OPINIÃO

Ouvir antes de falar Paulo Cunha (Professor)

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onstantemente, deparo-me com gente que, sem ser solicitada para tal, opina e aconselha sobre tudo. Como se a sua visão do mundo fosse a mais correta, tentam condicionar os outros a uma verdade que entendem insofismável: a sua! Usando a famosa escola da vida, transformada nas redes sociais em habilitação creditada, metamorfoseiamse em psicanalistas de café, dando às suas «tiradas» o valor de receitas para a felicidade. Quantos de nós já não sentimos na pele o escrutínio e a avaliação por parte de familiares, de colegas de profissão e de amigos que, recorrentemente, nos chamam à atenção para pormenores que para eles são autênticos «pormaiores». No seu entender, a forma como interpretamos e vivenciamos a vida está errada, por isso nos bridam com as suas esclarecidas e luminosas opiniões, para que assim possamos trilhar o caminho da verdade e, consequentemente, da eterna felicidade. Começando, quase sempre, com frases feitas e bordões do tipo “Se eu fosse a ti…”, “No teu lugar…”, “Olha que eu já passei por isso!”, “Quem te avisa teu amigo é!” ou “ Já tenho idade para saber o que é melhor para ti!”, assistimos a um paternalismo camuflado nos conselhos de quem, aparentemente, só quer o nosso bem mas acaba por condicionar a nossa forma de estar e de ser. Ao fazê-lo, essas pessoas semeiam em nós uma incómoda dúvida existencial, colocando em confronto o que o nosso instinto dita com a opinião alheia sobre nós próprios. Sendo a favor da procura de aconselhamento especializado, fornecido por técnicos formados e preparados para o efeito, penso que o facto de estarmos necessitados e disponíveis para que nos oiçam levará, consequentemente, a que sejamos aconselhados em conformidade. Lembro-me, frequentemente, do que os meus filhos me diziam (e ainda dizem) quando lhes interrompia o ALGARVE INFORMATIVO #151

raciocínio, querendo, com a minha opinião sustentada no tempo e na experiência de vida, aconselhá-los: “Oh pai, por favor… deixa-me acabar de falar antes de começares a dar os teus conselhos. Tens que dar sempre a tua opinião!?”. Cada vez mais me consciencializo que o segredo para ajudar seja quem for é, em primeiro lugar, darlhe tempo e espaço para nos mostrar e transmitir o que o preocupa e apoquenta e só depois, então, manifestarmos a nossa opinião. Querendo ajudar, vemo-nos muitas vezes no papel daquele que causa ainda mais entropia, colocando em dúvida muito do que já foi realizado e fazendo periclitar o que ainda poderá vir a ser feito. A melhor ajuda reside em sabermos escutar e não querermo-nos colocar na pele seja de quem for, pois cada pessoa é um mundo e por mais que achemos que a nossa experiência pode ser justaposta a vidas alheias, as vidas são isso mesmo: alheias à nossa. Pode, quando muito, ser partilhada e, se for o caso, assimilada e usada da forma que quem a ouviu achar mais conveniente para o seu caso específico. Sem qualquer pretensão nem veleidade de aqui querer trazer qualquer tipo de «psicologia de bolso» para esta minha observação de vida, apenas reflito sobre a importância de saber ouvir e de estar disponível para partilhar experiências, sem intenção de as tornar referências de vida nem modelos doutrinários. Para isso já bastam os inúmeros livros de autoajuda que povoam as estantes de imensas livrarias, mais parecendo frascos, onde as palavras se assemelham a comprimidos que depois de tomados nos fazem voltar ao estado inicial. Por isso mesmo, saibamos pedir um conselho quando dele necessitamos e, da mesma forma, saibamos dá-lo quando no-lo pedem, porque palavras desnecessárias leva-as o vento e quando são dadas em demasia podem até provocar uma tempestade! .

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OPINIÃO

Viagem de comboio Paulo Bernardo (Empresário)

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essoalmente, gosto de andar de comboio, é um meio de transporte simpático, onde tudo pode acontecer. É possivelmente o meio de transporte mais popular, ou foi, contudo, tive um episódio há cerca de dois anos que me deixou bem desagradado com a eficiência do serviço. Tendo chegado de uma viagem longa dos Estados Unidos, fiz aquilo que qualquer bom cidadão deve fazer, apanhei o metro e fui até à Estação do Oriente para apanhar o Intercidades para Faro. No entanto, entre malas e cansaço, tive que tomar uma decisão rápida: ou perdia o comboio, ou comprava o bilhete na bilheteira. Na minha inocência, sempre julguei que, mesmo com alguma penalização, o podia fazer. Puro dos enganos. Depois de tentar explicar ao senhor revisor a minha história, ele disse que a única coisa que podia fazer era deixar-me sair no Pragal, se bem me lembro. E assim foi, lá fiquei no Pragal, apanhei novamente o comboio para Lisboa e voltei de autocarro para Faro. Hoje, felizmente, com a aplicação para telemóveis, já não corro esse risco. Todavia, corro outro de me constipar. Esta semana fiz uma viagem de Faro – Lisboa e, primeiro problema de Terceiro Mundo, temos uma estação sem estacionamento, por isso, temos que ir bem cedo para conseguir arranjar um lugar não se sabe bem onde. Contudo, chovia e com uma mala de viagem a fazer dois quarteirões, é molha pela certa. Não se entende como temos um ótimo comboio - o Alfa Pendular, mas o acesso é digno de qualquer país sem eira nem beira, não esquecendo os rios de dinheiro que o Algarve dá ao pais através do turismo.

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Não deveríamos já ter uma estação, que podia ser em qualquer lado entre Faro e Loulé, com condições dignas para receber quem chega e parte, com um parque de estacionamento e uma cobertura que não deixassem as pessoas apanhar chuva? Para mim, essa localização não me faz diferença, faz sim o desconforto de ir apanhar o comboio e não ter condições dignas de quem os usa. Muito mal, não vale a pena assobiar para o lado, que a estação está no centro de Faro. Não digo para acabarem com a que existe, que é bem bonita, apenas digo para fazer uma digna desse nome. Lá fui secando até Lisboa. Não vou falar do WIFI do comboio pois não quero puxar a brasa à minha sardinha. Chegando a Lisboa, a chuva ainda era maior, mas ai cheguei à fantástica e linda Gare do Oriente, concluída em 1998, para atender aos visitantes da então EXPO’98. Hoje serve ao Parque das Nações, sendo um ponto terminal de interligação com o Metro e garante interligações urbanas, nacionais e internacionais, centralizando os vários meios de transporte presentes na área de Lisboa. Fruto da inspiração do fantástico arquiteto Santiago Calatrava, onde se deve ter investido uma quantia de dinheiro bonita. Mas porra, lá voltei a apanhar com chuva, menos, mas chovia. Depois, descer do patamar dos comboios para apanhar o metro é outro filme, pois viajar com uma mala, um carrinho de bebé ou de cadeira de rodas não é fácil. Elevadores lentos, pequenos e pouco eficazes, pois não fazem todos os andares (temos que mudar a meio para apanhar outro elevador), contudo são bonitos, valha-nos isso .

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OPINIÃO

Manual de bordo José Graça

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Conselho de Ministros aprovou esta semana o Programa de Estabilidade 2018-2022, que será discutido na Assembleia da República a 24 de abril, com o objetivo de colocar Portugal numa posição de sustentabilidade orçamental e prossegue o fomento de um crescimento económico inclusivo, com coesão social e consolidação sustentável das contas públicas, em benefício das gerações atuais e futuras. Na apresentação pública do documento em Lisboa, o Ministro das Finanças, Mário Centeno, considerou que as políticas preconizadas apresentam-se como “o melhor caminho para Portugal”, garantindo uma “proteção contra riscos e incertezas” assente numa política orçamental que “dá sequência ao caminho que permitiu que Portugal ganhasse credibilidade, com responsabilidade e uma participação ativa na Europa”. Com efeito, a proposta apresentada assume a continuidade da estratégia de política económica e orçamental definida no Programa do XXI Governo e da orientação reformista estabelecida no Programa Nacional de Reformas, que permitiu que cada vez haja mais portugueses com emprego, sendo que 85 por cento do emprego gerado foi feito com base em contratos permanentes, e com salários maiores, tanto o salário mínimo como o salário médio, que registou uma subida de 2 por cento em 2017. Para além disso, a economia está a crescer acima da média da zona euro, o investimento cresce duas vezes mais e as empresas e as famílias “têm acesso a taxas de juro mais baixas e aumentam, de forma consecutiva e sustentada, as suas poupanças”. Neste domínio, registe-se o crescimento da atividade turística e de mercados emissores alternativos e o surgimento de produtos complementares, fazendo depender-nos menos dos mercados e dos setores tradicionais, contribuindo para redução da sazonalidade. Aliás, como maior contribuinte líquido da atividade turística em Portugal, tudo leva a crer

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que o Algarve volte a liderar o crescimento do produto interno bruto em 2018. Paralelamente, sublinhe-se o aumento dos recursos financeiros nos serviços públicos, com destaque para o aumento da despesa efetiva na saúde em quase 700 milhões de euros, mais 13 por cento de investimento quando comparado com 2015, e para a contratação de profissionais no setor da educação, consolidam uma aposta nas políticas sociais, marcada pelo crescimento anual das pensões e reformas de valor mais reduzidos. O Ministro das Finanças afirmou que estes resultados “permitem olhar para o futuro com confiança e com menos incerteza” e acrescentou que a normalização da política orçamental garante que se possa “enfrentar de modo natural a eventualidade de uma conjuntura desfavorável”. Com efeito, a execução orçamental permitiu contribuir para uma redução da dívida pública em 4,2 por cento, para 125,7 por cento do PIB – a maior nos últimos 20 anos. O Programa de Estabilidade para o período entre 2018 e 2022 prevê a continuação de um período de convergência com a União Europeia, uma queda sustentada no desemprego e uma “clara redução do endividamento público”, permitindo o redireccionamento das verbas poupadas no pagamento de juros para alavancar o investimento público e uma melhor utilização dos fundos da União Europeia disponibilizados para Portugal. O cumprimento das normas deste autêntico manual de bordo só é possível com equilíbrio e sustentabilidade nas contas públicas. Passo a passo, Portugal vai alcançando as suas metas ao mesmo tempo que constrói condições para que no futuro, se a envolvente económica degenerar, possa dispor de todos os instrumentos orçamentais que precise. Sempre com os Portugueses, sem deixar ninguém para trás! . (Membro do Secretariado Regional do PS-Algarve e deputado da Assembleia Intermunicipal do Algarve)

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Do íntimo ao universal Adília César (Escritora) “Não é o sofrimento das crianças que se torna revoltante em si mesmo, mas sim que nada justifica tal sofrimento”. (Albert Camus)

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u era uma criança uma criança uma criança. Vivia com o meu pai e a minha mãe. Um dia a minha mãe gritou gritou gritou. Antes era o meu pai que gritava, mas no dia em que a minha mãe gritou, ele foi-se embora. Deixou-me aqui. Agora é só ela que grita. Vejo o som espalhado pelas paredes, escondido nas gavetas junto às roupas e outros utensílios domésticos. A única armadilha possível para a minha sobrevivência é o meu coração que ainda bate ainda bate ainda bate. Mas o meu coração gritou. No dia em que o meu coração gritou a mãe foi-se embora. Ela já não grita já não grita já não grita. E deixou-me aqui”. Este monólogo, ficcionado, engloba uma série de declarações prestadas em audiências de Tribunal de Menores e Família onde fui Juiz Social durante dez anos. Escolhi um modo explicitamente metafórico para demonstrar algo muito importante que aprendi nessa década, para preservar casos verídicos de crianças que amavam as suas famílias, apesar da violência e dos maus tratos exercidos sobre elas pelos respectivos progenitores – os pais e as mães. Na qualidade de Juiz Social tomei conhecimento de muitos casos de negligência, mais do que alguma vez imaginaria que existisse num país de brandos costumes como o nosso. Além da surpresa, senti vergonha, e concluí que há mães e pais que não merecem os filhos que têm, tal como há filhos que não merecem as mães e os pais que têm. Todos nós aceitamos que a reflexão sobre questões relacionadas com a família é fundamental, a diversos níveis: social, político, ético e moral. Parecendo o papel da mãe mais evidente, o do pai não é menos importante. Contudo, os Tribunais de Menores e Família continuam entupidos com pedidos de ajuda para as crianças, na sua maioria por parte de mulheres que tentam criar os seus filhos sozinhas, tendo em conta que nos processos de separação muitos progenitores (pais) desaparecem do mapa

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familiar e não cumprem os seus deveres. Mas também há crianças que pedem ajuda. Independentemente da consignação dos papéis de inocente ou culpado num drama familiar – o pai, a mãe ou outro – restará, creio eu, e de forma convicta, a atribuição da inocência ao menor. A criança será sempre inocente na gestão dos conflitos no seio das famílias em crise, sendo do seu superior interesse a implementação de uma defesa em tempo útil que a separe das leviandades e dos pecados alheios, que a afaste do perigo. É na infância que aprendemos a amar. O processo de (des)construção dos afectos vai implicar, seguramente, os modos (des)afectivos como as crianças se relacionarão com os outros na fase adulta. Penso nisto todos os dias porque de vez em quando ouço um choro de criança que é diferente dos demais. Há uma genuinidade sofredora impossível de fingir, que nada tem a ver com as birras dos nossos filhos, causadas por tudo e por nada. Não, aquele tipo de lamento é realmente distanciado dos demais, é como uma repetição onomatopeica sobre uma ferida macerada, que parece curar-se levemente na auréola, mas acaba por deixar cicatriz porque não consegue sarar por dentro. Uma marca pura de mágoa. O que fazer quando percebemos que uma criança está em sofrimento? Como combater as causas da sua desventura? Como inquinar e travar actos bárbaros que sabemos existirem sobre as crianças? Estas questões fazem sentido desde sempre e hoje mais do que nunca, tendo em conta as mudanças de paradigmas no campo dos afectos. O choro de uma criança que sofre é verdadeiro e único, dizendo respeito às condições peculiares que lhe deram origem, naquela família em particular, mas é também uma metáfora do sofrimento da infância universal que é responsabilidade de todos nós. Ouvimos o choro de uma criança que sofre? Então não podemos ignorar .

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Controvérsias no Turismo Antónia Correia (Professora)

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Turismo é o motor da economia portuguesa, o crescimento do turismo que não se antecipa que cesse preocupa autoridades e locais que percecionam o turismo como uma ameaça. A globalização e a aculturação ensombram o desenvolvimento dum setor que existe desde sempre. Anfitrião de vários povos, Portugal aprendeu a receber e a conviver com culturas diferentes sem perder a sua identidade cultural. A autenticidade do povo, a genuinidade dos nossos hábitos e costumes estão na agenda dos que nos visitam, inviabilizando uma simbiose cultural que o povo rejeita e que os turistas não querem. Associado ao turismo discute-se também a especulação imobiliária, tema que pode determinar a expulsão das populações da vida urbana. Estudos revelam, no entanto, que esta especulação advém mais da concentração de serviços para os quais as taxas autárquicas são bem mais generosas do que as cobradas aos habitantes. No plano mais social, a revitalização turística de algumas zonas vetadas ao abandono durante a noite traz a estes desertos humanos uma segurança que muitas cidades há muito deixaram de sentir. Ainda no plano urbano, é consensual que as zonas mais centrais das grandes cidades, ou já

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não são habitadas, ou, se o são, é pelo remanescente de população de idade bastante avançada que muitas vezes acabam por morrer fechados no seu próprio lar, vítimas da ausência de vida humana nos arredores. Questiona-se ainda o comércio de rua trucidado pelo turismo, na verdade são os turistas os principais clientes de rua. A polémica em torno das novas formas de movimento nas cidades é também um assunto na ordem do dia, como se as atividades económicas não carecessem desta dinâmica, a concorrência é salutar se formos capazes de antecipar os sinais de mercado. No plano ambiental, argumenta-se que o excesso de capacidade de carga destrói o ambiente, ainda que seja verdade. Estudos anteriores revelam claramente que o turismo deve ao ambiente o seu capital natural, pelo que poucos são os empresários ou os turistas que primam por comportamentos que comprometam o ambiente. O balanço entre externalidades positivas e negativas é positivo, sendo que o turismo tem alavancado o desenvolvimento económico e social dum país que, pelo seu passado, é eminentemente turístico .

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MUNICÍPIO DE ALBUFEIRA JÁ TEM VEÍCULOS ELÉTRICOS EM CIRCULAÇÃO

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Município de Albufeira já tem seis veículos elétricos em circulação, estando previsto, até ao final do ano, abrir novo procedimento destinado à aquisição de mais seis viaturas elétricas que passam a integrar a atual frota municipal. Os novos veículos, de cinco lugares, bateria de 30 kwh e autonomia real de 300 quilómetros, representam um investimento global na ordem dos 166 mil e 500 euros. O presidente da Câmara Municipal de Albufeira refere que a presente aquisição faz parte da Estratégia de Mobilidade do Município que tem por objetivo substituir de forma gradual os veículos de combustão interna, mais antigos e poluentes, por veículos elétricos mais amigos do ambiente, com vista a promover uma mobilidade sustentável e com baixo impacte ambiental. “Sendo Albufeira um concelho iminentemente turístico, as preocupações ambientais estão na ordem do dia, pelo que é fundamental adotar medidas que contribuam para a utilização eficiente de energia, a redução de emissões poluentes e o ruído resultante da condução automóvel”, justifica José Carlos Rolo. Recorde-se que em maio de 2017 o Município de Albufeira assinou um protocolo de colaboração institucional com o Instituto do Turismo de Portugal, a ALGARVE INFORMATIVO #151

MOBI.E,S.A. (entidade gestora da rede de mobilidade elétrica), a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) e a Associação dos Industriais de Aluguer de Automóveis sem Condutor (ARAC) com vista à Promoção da Mobilidade Elétrica e do Turismo Sustentável na região. Com base no referido acordo, a Autarquia comprometeu-se, juntamente com os restantes municípios da região, a implementar uma rede de carregamento de veículos elétricos e a criar mecanismos de diferenciação positiva para os cidadãos e visitantes, nomeadamente através de apoios e isenções temporárias de pagamento no carregamento e no estacionamento. O abastecimento dos veículos elétricos é feito através de três postes fixos, cada um dos quais com três pontos de carregamento, colocados no Edifício dos Paços do Concelho e nas instalações 106


municipais do Páteo e de Vale Pedras. Para além destes postos de carregamento para uso privativo da Câmara Municipal, prevêse, para breve, a instalação de mais dois postes públicos, propriedade do Município, ligados à rede Mobi-e, destinados a todos os proprietários de veículos elétricos com cartão Mobi-e. Estes postes irão ser instalados na Rua do Município, junto ao Parque de Estacionamento, e na Rua Manuel Bentes Júnior, junto ao Parque de Estacionamento P1. No âmbito do protocolo institucional com o Turismo de Portugal, AMAL, Mobie e ARAC, irão ser instalados mais dois postos de carregamento, um na Alameda da Orada, junto à Marina de Albufeira, e outro na Rua Manuel Teixeira Gomes, na Corcovada. Cada posto terá dois pontos de carregamento semirrápido a 22 kw, para dois veículos em simultâneo, com estacionamento grátis. Os veículos têm um custo de energia reduzido, em Média Tensão, e um sistema

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que permite fazer a sua gestão através de uma aplicação de smartphone, que faz o controlo da energia, da localização por GPS e do ambiente. Para além destas vantagens, a medida permite também melhorar a eficiência da frota municipal, uma vez que os motores elétricos possuem o triplo da eficiência dos motores dos tradicionais veículos de combustão, prevendo-se uma poupança anual, que poderá ascender a uma média de 616 euros por veículo. “A aquisição de viaturas elétricas pelo Município vai ao encontro da Estratégia Nacional de Mobilidade Elétrica, que pretende potenciar a procura e utilização destes veículos por parte de cidadãos, empresas e Administração Pública, bem como da Estratégia para o Turismo em Portugal – Estratégia Turismo 2027, que, numa visão de longo prazo, pretende posicionar Portugal como um dos países mais competitivos e sustentáveis do mundo”, sublinha José Carlos Rolo .

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ATUALIDADE

DIA DO COMBATENTE ASSINALADO EM ALCOUTIM

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Câmara Municipal Alcoutim promoveu, no dia 9 de abril, pelas 11h, na Praça da República, junto ao Monumento aos Combatentes, as cerimónias do Dia do Combatente e do 100.º aniversário da Batalha de La-Lys. A cerimónia contou com a participação do presidente da Liga dos Combatentes, Tenente-general Joaquim Chito Rodrigues, do presidente do núcleo de Vila Real de Santo António, Tenente-coronel Marques Pereira, e do Presidente da Câmara Municipal, Osvaldo Gonçalves, e incluiu a deposição de uma coroa de flores junto ao monumento de homenagem aos combatentes e a realização de um minuto de silêncio.

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O Dia do Combatente assinalou-se dia 9 de abril por coincidir com o aniversário da Batalha de La Lys, que teve lugar em 1918, durante a Primeira Grande Guerra, e onde centenas de soldados portugueses perderam a vida. O Município de Alcoutim aproveitou a ocasião para prestar homenagem a todos os alcoutenejos que se bateram nos campos de batalha dos diversos conflitos bélicos em que participaram, na defesa da sua Pátria e em prol da Liberdade. Recorde-se que, na Primeira Grande Guerra, pereceram cinco alcoutenejos, sendo que dois deles tombaram na batalha de La Lys, a saber Manuel Custódio (natural da freguesia de Alcoutim) e Manuel Henriques (natural da freguesia de Martim Longo) . 108


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importância, capacidade e vontade da Universidade do Algarve se abrir ainda mais à economia e às empresas e o reforço da cooperação em iniciativas conjuntas com a sociedade civil, tendo em vista a inovação empresarial, foram alguns dos temas abordados num encontro entre delegações da academia algarvia e da ALGFUTURO, chefiadas, respetivamente, pelo Reitor Paulo Águas e pelo Presidente da Associação José Vitorino. O encontro teve lugar no dia 6 de abril, a pedido da associação empresarial, que deu a conhecer a filosofia e a ação regional e multissectorial que tem desenvolvido desde a sua criação. Mereceu particular referência a realização das Jornadas «Economia do Barlavento em Debate», pela sua grande dimensão e pelo exemplo concreto de cooperação, pois os cinco moderadores e um dos oradores provêm da Universidade do Algarve, participando

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também o Presidente da Associação Académica Pedro Ornelas. Na ocasião, Paulo Águas manifestou o empenho em reforçar a cooperação na linha que já vem sendo seguida, tendo sido também passados em revista vários aspetos da situação económica e empresarial da região e iniciativas para superar os problemas. De referir que a ALGFUTURO tem um protocolo com a UAlg e outro com a Associação Académica com várias ações de cooperação a decorrer. Na audiência, o Reitor Paulo Águas fez-se acompanhar pelo Vice-Reitor Saúl Neves de Jesus, pelo Diretor do CRIA Hugo Barros e pelo responsável pelo Gabinete de Comunicação e Protocolo e assessor do Reitor, André Botelheiro. Pela ALGFUTURO, a par do Presidente José Vitorino participaram os Vice-Presidentes da direção Liberto Mealha e André Dias e os dirigentes Lúcia Leiria e António Correia .

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ATUALIDADE

CIRCO DA «BARO D’EVEL» PROMETE FAZER SONHAR ACORDADO EM ODECEIXE

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o «Lavrar o Mar», o mês da revolução de Abril comemora-se em Odeceixe com um singular espetáculo de circo contemporâneo. Em circulação pela Europa desde 2015, a companhia franco-catalã «Baro d'Evel» instala, pela primeira vez em Portugal, a sua grande tenda de circo no concelho de Aljezur, com a criação «Bestias». Imbuídos num universo poético, insólito e enigmático, uma tribo imaginária, composta por humanos (entre os quais uma menina), dois cavalos (um deles lusitano) e quatro pássaros (entre os quais, um corvo) conduz-nos numa ALGARVE INFORMATIVO #151

jornada improvável, onde assistimos a um diálogo próximo, sensível e inteligente entre homens e animais - todos artistas em pleno direito. Numa fusão total de disciplinas – dança, teatro físico, acrobacia, música, ritmo/voz e artes visuais – o chapiteaux torna-se uma gruta primitiva ou um labirinto, onde se questiona o lugar do Homem na ordem natural do mundo. Neste segundo ciclo de existência, o «Lavrar o Mar», projeto de programação cultural em época baixa nos territórios de Aljezur e Monchique, inserido no programa «365 Algarve» e CRESC Algarve 2020, traz à Costa Vicentina um espetáculo de novo 110


circo para toda a família, que ficará instalado no Campo de Futebol dos Malhadais, junto a Odeceixe, de 24 a 29 de abril. As sessões acontecem sempre pelas 21h, com duração de uma hora e 40 minutos, sem intervalo. Formada em 2000 e sediada em Balma, junto a Toulouse, a companhia «Baro d'Evel» começou por atuar em teatros, mercados e na rua, sendo «Bestias» a sua segunda criação para chapiteux. Desde 2004 que integram cavalos nas suas criações, posicionamento artístico que permitiu aprofundar algumas questões centrais de pesquisa da companhia: animalidade, identidade e improvisação .

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MERCADO ABASTECEDOR DA REGIÃO DE FARO AUMENTOU VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2017

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Mercado Abastecedor da Região de Faro (MARF) aumentou, em 2017, o seu volume de negócios em nove por cento, o que reflete, em grande parte, o retorno de investimento na sua atratividade e na promoção da sua oferta comercial e dos serviços prestados. A conclusão é do «Relatório e Contas 2017» aprovado em assembleia geral e que levou o Presidente do Conselho de Administração, Rui Paulo Figueiredo, a

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considerar que “urge dar continuidade a este posicionamento estratégico, mais próximo dos nossos potenciais clientes e dos clientes dos nossos clientes”. De acordo com o documento, a «MARF, S.A.» encerrou o exercício económico de 2017 com um resultado líquido positivo de 460,4 milhares de euros, representando, numa base comparável, uma melhoria de 114,7 milhares de euros (+33,2 por cento) 112


face a 2016. Na área comercial, destacase o bom desempenho dos rendimentos core (taxas de utilização), que apresentam um aumento no valor de 91,1 milhares de euros (+7,5 por cento), depois de um aumento de 138,1 milhares de euros (13,4 por cento), registado em 2016 comparativamente a 2015. No que respeita ao EBITDA, os resultados operacionais foram positivos em 1.010,7 milhares de euros e, no que concerne ao EBIT, de 712,6 milhares de euros, traduzindo margens operacionais positivas de 69 e 64 por cento, respetivamente, superiores ao ano anterior em 6 pontos percentuais. Para além do reforço da capacidade operacional, 2017 foi também um ano caracterizado pelo reforço da solidez financeira da empresa, que reduziu a sua dívida financeira líquida em 550,6 milhares de euros (-3,2 por cento). Na área comercial, destaca-se a realização de um conjunto de contactos que deixam boas perspetivas para novos contratos e que aumentarão ainda mais o volume de negócios num futuro próximo. Os rendimentos operacionais ascenderam a 1.458,2 milhares de euros, situando-se acima do ano anterior em 177,4 milhares de euros (+14 por cento). Destaca-se o crescimento dos rendimentos core (as taxas de utilização) em 91,1 milhares de euros (+8 por cento), face a 2016, sendo de salientar que, nesse ano, os rendimentos de taxas de utilização registaram um aumento de 12 por cento, face a 2015. Os gastos operacionais (exceto depreciações, imparidades e 113

provisões) ascenderam a 580,8 milhares de euros, precisamente 53,2 milhares de euros acima do registado no ano anterior (+10 por cento). Rui Paulo Figueiredo – também CEO do Grupo SIMAB, em que se integra a «MARF, S.A.» sublinha que a empresa do Mercado Abastecedor de Faro continua, deste modo, a reduzir os seus encargos financeiros, o que em 2017 significou uma redução de 16,3 milhares de euros (-7,2 por cento) face a 2016, redução de encargos financeiros que já se tinha registado em 2016, com uma diminuição de 141 milhares de euros (-38,2 por cento) face ao valor registado em 2015. Salienta igualmente que, pelo terceiro ano consecutivo, a «MARF, S.A.» reduziu o seu passivo financeiro, tendo essa redução ascendido a 550,6 milhares de euros (-3,2 por cento) em 2017, face a 31 de dezembro de 2016. Em 2017, o CAPEX da «MARF, S.A.» ascendeu a cerca de 15,6 milhares de euros, referindo-se essencialmente a intervenções em edificações, adaptação de espaços e aquisição de iluminação LED. A dívida financeira líquida, incluindo empréstimos acionistas, ascendeu a 16.768,9 milhares de euros, reduzindo em 550,6 milhares de euros (-3,2 por cento), face a 31 de dezembro de 2016. O passivo situou-se em 19.224,2 milhares de euros, uma diminuição de 3,4 por cento, face ao final de 2016. A dívida a instituições de crédito diminuiu em um milhão de euros, integralmente relativo à amortização do financiamento junto do Banco Europeu de Investimento .

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PLANO OPERACIONAL MUNICIPAL DE LOULÉ FOI APROVADO PELA COMISSÃO MUNICIPAL DE DEFESA DA FLORESTA CONTRA INCÊNDIOS

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Comissão Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios de Loulé reuniu, no dia 6 de abril, tendo como um dos principais assuntos a apresentação e aprovação do Plano Operacional Municipal do Concelho de Loulé para 2018. Durante a reunião presidida por Abílio Sousa, vereador da Autarquia, o Plano foi apresentado pelo Serviço Municipal de Proteção Civil, através do seu Gabinete Técnico Florestal. O documento é parte integrante do Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios, aprovado no passado mês de fevereiro pelo Instituto de ALGARVE INFORMATIVO #151

Conservação da Natureza e das Florestas, na sua vertente operacional, em particular nas ações de vigilância, deteção, fiscalização, primeira intervenção, combate, rescaldo e vigilância pós-incêndio. Inclui o levantamento dos meios e recursos, contactos, sectorização territorial, dispositivo operacional e cartografia de apoio à decisão. Este Plano é de atualização anual, devendo ser aprovado em sede de Comissão Municipal de Defesa da Floresta contra Incêndios até 15 de abril de cada ano. Nesta reunião também foi descrito pela responsável pelo Gabinete Técnico Florestal, Telma Guerreiro, todo o trabalho e investimento que o Município de Loulé 114


está a desenvolver no que concerne à estratégia de Defesa da Floresta Contra incêndios, nos vários eixos de atuação, nomeadamente na sensibilização, prevenção, planeamento e execução, nomeadamente a celebração de dois protocolos com o Exército Português, no âmbito da intervenção com maquinaria pesada e vigilância/patrulhamento no período crítico; o programa GeoEmergência; a constituição de uma equipa municipal operacional; a elaboração de editais visando a gestão de combustível junto das habitações; as parcerias e protocolos estabelecidos com a Associação de Produtores da Serra do Caldeirão e associações e clubes de caça do Concelho; a manutenção da faixa de gestão de combustível de rede primária;

as candidaturas que o Município submeteu ao PDR 2020 para execução de Rede Primária e ao Fundo Florestal Permanente para constituir uma equipa de Sapadores Florestais e execução de faixas de interrupção de combustíveis. Durante a reunião foram igualmente mencionados os trabalhos executados pelas diversas entidades com responsabilidade na Defesa da Floresta Contra Incêndios. Por último, foi salientada a importância das reuniões operacionais que se realizaram no Verão passado, nomeadamente durante o período crítico dos incêndios florestais, de forma a monitorizar todo o dispositivo municipal de defesa das florestas contra incêndios, o que constituiu uma boa prática que será também implementada este ano.

LOULÉ DESIGN LAB ABRE NOVA FASE DE CANDIDATURAS

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Loulé Design Lab abriu a segunda fase de candidaturas para novos residentes, a decorrer até dia 1 de junho. Neste laboratório de criação, investigação e experimentação dinamizado pela Câmara Municipal de Loulé são disponibilizadas as condições necessárias para a formação e fixação de uma comunidade criativa. O eixo de ação é o design, com forte ligação à cultura local e em rede com outras instituições e projetos de referência. Situado no Convento do Espírito Santo, em pleno Centro Histórico de Loulé, o Loulé Design Lab possui várias salas de trabalho, oficina equipada, estúdio de fotografia, sala multiusos e uma equipa que dá apoio ao nível da mentoria, consultoria, divulgação, produção, entre 115

outros. Os projetos inseridos na comunidade criativa do Loulé Design Lab beneficiarão de programação específica, de participação em exposições, conferências e feiras, assim como de toda uma dinâmica colaborativa e participada de trabalho. Atualmente, existem projetos residentes que, desde setembro de 2017, têm vindo a desenvolver as suas ideias e projetos num ambiente de crescente estímulo à criatividade e à produtividade, encontrando de forma natural, entre si, novas formas de colaboração. Pela utilização do espaço são pedidas como contrapartida horas de trabalho, que procuram sempre estabelecer um encontro saudável entre as valências e possibilidades de cada residente e as necessidades e agenda do Loulé Design Lab. ALGARVE INFORMATIVO #151


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BINÓMIO ALGARVIO VENCEU CAMPEONATO DO MUNDO IPO1

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cho» já tinha causado furor ao ser o primeiro exemplar da raça boxer na história a representar Portugal num campeonato do mundo e voltou agora a ser o alvo das atenções, depois de ter feito soar o hino nacional ao ter vencido, no fim-desemana de 7 e 8 de abril, o Campeonato do Mundo ATIBOX WM, na modalidade e nível IPO1. O binómio composto por João Paulino, 40 anos, e pelo boxer de dois anos e meio, fez história no estádio espanhol El Mazo, em Haro, na província de La Rioja, localidade eleita para acolher o mais importante evento de trabalho da raça. A dupla sagrou-se campeã do nível 1 ao atingir os parciais de 99 pontos (em 100 possíveis) na disciplina de pistagem, 85 pontos na disciplina de obediência e 84 na disciplina de proteção, completando 268 pontos (em 300 possíveis). A competição contou com cerca de três dezenas de participantes oriundos de dez ALGARVE INFORMATIVO #151

países, e levou milhares de espectadores à cidade de Haro, que se encheu de entusiastas que quiseram assistir ao vivo às prestações dos binómios. João Paulino, lagoense e treinador de cães e dirigente da escola de treino canino «Iron Dog Algarve», fundada há um ano em meio em Quarteira, confirma que “o sonho da vida de qualquer desportista é alcançar o primeiro lugar numa competição mundial”, principalmente com pontuações 116


tão altas. “Fiz de tudo para representar Portugal com a máxima dignidade e humildade”, referiu. «Echo» tem apenas dois anos e meio e iniciou o treino na modalidade aos dois meses de vida. “Desde então, o treino é diário e ele adora. Somos uma equipa muito unida e um binómio sempre pronto para trabalhar”, sublinha João Paulino, adiantando que «Echo» se tornou num dos mais jovens cães de sempre a participar e a vencer esta competição mundial. Sobre a utilização da raça para desporto canino, o instrutor canino lamenta que isso ainda não seja comum em Portugal. “Estamos a lutar para mudar esse paradigma e inspirar mais pessoas a iniciarem-se nesta modalidade, seja qual for a raça do cão. Continuaremos a

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fomentar a modalidade no Algarve, principalmente agora, após este reconhecimento internacional do nosso trabalho. Vencer uma competição desta dimensão e importância é a única forma de provarmos a qualidade do trabalho que desenvolvemos, mas queremos manternos discretos e prosseguir com o trabalho sério que temos desenvolvido até aqui, sem deslumbramentos”. João Paulino revelou ainda que em breve será lançado um conjunto de iniciativas no Algarve que visam informar, sensibilizar e direcionar o público para a prática desta e de outras modalidades de desporto canino, pois, tal como os humanos, “também os cães necessitam de se exercitar e serem estimulados para uma melhor qualidade de vida” .

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56.º OPEN DE PORTUGAL DE GOLFE ENTRA EM CONTAGEM DECRESCENTE

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Federação Portuguesa de Golfe, a PGA de Portugal, o grupo NAU Hotels & Resorts e o Challenge Tour apresentaram, no dia 5 de abril, no Hotel Palácio do Governador, em Lisboa, a 56.ª edição do Open de Portugal @ Morgado Golf Resort, que se desenrolará, de 10 a 13 de maio, no Morgado Golf Course, da NAU Hotels & Resorts, em Portimão. Pontuável para o Challenge Tour (2.ª divisão profissional europeia, logo abaixo do European Tour), a prova terá 200 mil euros para distribuir em prémios monetários (o que o torna um ALGARVE INFORMATIVO #151

dos mais ricos torneios do circuito) e contará com 156 jogadores, dos quais 14 ou 15 serão portugueses, de acordo com o presidente da PGA de Portugal, José Correia. Ricardo Santos, Filipe Lima e Pedro Figueiredo têm entrada direta no torneio por serem membros do Challenge Tour e, quanto aos wild cards para outros portugueses, estão já garantidos, de acordo com o critério do Ranking Nacional, os nomes de Tomás Silva, João Carlota, João Ramos, Tiago Cruz e Tomás Melo Gouveia. As restantes vagas ainda estão em 118


discussão. Esta época, o torneio integra o «Iberian Swing», a par do Challenge de Espanha e do Andalucia Costa del Sol Match Play 9, tendo como embaixadores os antigos futebolistas Humberto Coelho, Luís Figo e Ricardo Pereira e ainda o apresentador de televisão Júlio Magalhães, todos eles apaixonados do golfe. A Federação Portuguesa de Golfe (detentora da marca Open de Portugal), a PGA de Portugal e a NAU uniram-se, em 2017, para trazer de volta, após sete anos de ausência, o Open de Portugal, numa prova de categoria dual ranking, ou seja, pontuável em simultâneo para o European Tour e para o Challenge Tour, e dotada com 500 mil euros de prizemoney. “O ano passado tivemos o apoio do European Tour para a realização do torneio em cerca de 300 mil euros, este ano não, pelo que tentámos reunir apoios no sector privado e público”, afirmou Miguel Franco de Sousa, presidente da FPG, para explicar a redução do valor dos prémios monetários. “Não foi possível, com muita pena nossa, porque um evento dual ranking servia melhor os interesses do país, sobretudo ao nível da promoção turística, mas do ponto de vista desportivo um torneio do Challenge Tour é tão importante como um torneio dual ranking e mais importante do que um torneio do European Tour”, acrescentou. Com efeito, José Correia, presidente da PGA de Portugal, sublinhou que, apesar de o torneio ter deixado de ser dual ranking, tal não vai afetar o número de convites que os jogadores profissionais portugueses receberão para torneios do Challenge Tour, por troca com 119

promotores de torneios noutros países. “Temos confirmadas 30 entradas repartidas por 18 torneios ao longo do ano, que irão permitir ao nossos melhores profissionais competirem a nível internacional, amadurecendo a sua experiência e eventualmente conseguindo o acesso ao Challenge Tour para a época 2019 através destas participações”, afirmou José Correia. Para Mário Azevedo Ferreira, CEO da NAU, o Open de Portugal @ Morgado Golf Resort “é uma forma de pormos em evidência um dos nossos três campos no Algarve e, através disso, promover a nossa propriedade, o Morgado do Reguengo Resort, que é uma propriedade vasta, ainda numa fase inicial de desenvolvimento e para a qual temos projetos e objetivos muitos ambiciosos para os próximos tempos”. Presente na apresentação esteve ainda o diretor do Challenge Tour, Alain de Soultrait, que se congratulou com o recente regresso de Portugal ao Challenge Tour e salientou a evolução do circuito que dirige, com 28 torneios por 21 país em 2018 e sete milhões de euros em prémios monetários, servindo de rampa de lançamento para muitos jogadores que hoje estão na alta-roda mundial. Miguel Franco de Sousa deixou uma palavra de agradecimento muito especial ao Turismo de Portugal e ao Instituto Português do Desporto e Juventude, bem como aos seus colegas de promoção, do grupo Nau e da PGA de Portugal, “pela iniciativa e pela audácia desde há dois anos a esta parte, quando decidiram trazer de volta ao calendário internacional uma das mais emblemáticas provas do golfe europeu”.

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VILA DO BISPO É A AUTARQUIA MAIS TRANSPARENTE DO PAÍS

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Câmara Municipal de Vila do Bispo é a mais transparente do país, ocupando o 1.º lugar do ranking dos 308 municípios portugueses, segundo os dados apresentados, no dia 11 de abril, pela organização nãogovernamental «Transparência e Integridade, Associação Cívica» (TIAC). Vila do Bispo obteve uma pontuação de 90.66 em 100 na edição do Índice de Transparência Municipal de 2017, que pode ser consultado através do link http://poderlocal.transparencia.pt/. Adelino Soares, presidente da autarquia, congratula-se com a posição conquistada, uma vez que reflete os objetivos do atual executivo e que assentam fundamentalmente no esforço de implementar uma gestão municipal rigorosa e transparente, o que possibilita ao munícipe um maior conhecimento da atividade camarária. Para 2018 deixa a promessa de que “vamos trabalhar ainda mais para melhorar a pontuação”. ALGARVE INFORMATIVO #151

O Índice de Transparência Municipal (ITM) baseia-se, desde 2013, no levantamento da informação de interesse público disponível nos sites dos 308 municípios. Assim, o ITM mede o grau de transparência das Câmaras Municipais através de uma análise da informação disponibilizada aos cidadãos nas páginas eletrónicas municipais. O ITM é composto por 76 indicadores agrupados em sete dimensões: 1) Informação sobre a Organização, Composição Social e Funcionamento do Município; 2) Planos e Relatórios; 3) Impostos, Taxas, Tarifas, Preços e Regulamentos; 4) Relação com a Sociedade; 5) Contratação Pública; 6) Transparência Económico-Financeira; 7) Transparência na área do Urbanismo. A TIAC é uma organização nãogovernamental que tem como missão combater a corrupção e é a representante em Portugal da rede global «Transparency International» .

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MUNICÍPIO DE VILA DO BISPO PATROCINA ATLETAS DE MOTOCROSS E WINDSURF

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Câmara Municipal de Vila do Bispo, representada pelo seu presidente Adelino Soares, assinou, no dia 6 de abril, contratos de patrocínio com os atletas João Lourenço e Carlos Clímaco, nos montantes de sete mil e 500 e dois mil euros, respetivamente. Em contrapartida, os desportistas ficam obrigados a inserir o logótipo do município no seu equipamento, bem como a fazer referência ao apoio nas ações de comunicação com os media. A assinatura destes documentos tem como objetivo apoiar a participação dos atletas nas modalidades de Motocross e Windsurf no corrente ano. O valor representará um forte contributo na comparticipação das despesas dos dois desportistas e contribuirá para a melhoria das condições da sua participação nas provas. Em 2018, o piloto João Lourenço representa, mais uma vez, a marca francesa Sherco Motorcycles e participará no Campeonato Nacional de Enduro (oito provas), na Baja Portalegre 500 e no International Six Days of Enduro, onde representará a seleção Portuguesa. Carlos Clímaco participou, durante mais de uma década, em provas nacionais de Windsurf como não federado e, depois de dois anos de paragem, voltou à competição em 2016, como federado, tendo-se classificado no 5.º lugar do ranking geral do Campeonato Nacional de 121

Slalom e em 1.º na sua categoria Grandmaster (veteranos). Em 2017 esteve em duas etapas do Campeonato Nacional, na Praia do Martinhal e na Praia de Alvor, em que obteve o 3.º e 4.º lugar, respetivamente. Participou também na prova de longa distância Defi-Wind, em Gruissan, França. Este ano, o atleta pretende participar em três provas do Campeonato Nacional de Slalom Windsurf, numa etapa do Campeonato do Mundo (PWA) a realizar em Viana do Castelo, em duas provas em Espanha e numa prova em Gruissan, França, denominada DefiWind .

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DIRETOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina (danielpina@sapo.pt) CPJ 5852 Telefone: 919 266 930 EDITOR: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina SEDE DA REDAÇÃO: Rua Estrada de Faro, Vivenda Tomizé, N.º 12P, 8135-157 Almancil Email: algarveinformativo@sapo.pt Web: www.algarveinformativo.blogspot.pt PROPRIETÁRIO: Daniel Alexandre Tavares Curto dos Reis e Pina Contribuinte N.º 211192279 Registado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº 126782 PERIODICIDADE: Semanal CONCEÇÃO GRÁFICA E PAGINAÇÃO: Daniel Pina FOTO DE CAPA: Daniel Pina

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