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ALGARVE INFORMATIVO #148

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ALGARVE INFORMATIVO 17 de março, 2018

LINDA MARTINI arrasaram em Loulé 1

«UNBOUNDED» | «FLORESTAS BRANCAS» INFORMATIVO #148 «DAQUI VÊ-SE MELHOR»| RUI MASSENAALGARVE BAND


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CONTEÚDOS #148 17 DE MARÇO, 2018 22

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ARTIGOS 12 - Unbounded 22 - Daqui vê-se Melhor 30 - Linda Martini 40 - Rui Massena Band 48 - Florestas Brancas 58 - Semear Saúde 78 - Atualidade

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OPINIÃO 70 - Paulo Cunha 72 - Paulo Bernardo 74 - Adília César

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Ciclo «Às Quintas no Teatro» teve nova sessão, na noite de 15 de março, no Teatro das Figuras, desta feita com o espetáculo «Unbounded», uma produção do Teatro Viriato de Viseu e da INTRUSO com interpretação do bailarino João Santiago e conceção e coordenação coreográfica de Romulus Neagu. O desenho de luz foi da responsabilidade de Cristóvão Cunha e a música de Peter Broderick & Machinefabriek, Nils Frahm e Orla Wren. Em palco, o intuito foi, de acordo com a produção, comprovar que existe uma relação de similitude entre o desenvolvimento humano e a criação artística. “A questão da identidade revela-se como importante, não apenas no plano social, mas também no contexto concreto das artes do espetáculo, na relação Eu-Pessoa – Eu-Artista no centro do discurso performativo”, explica Romulus Neagu, que procurou, através da observação, da visão, da audição, da voz, do andar e da perceção espacial, perceber a ligação do processo de preparação do indivíduo e o processo de formação do performer. «Unbounded» é, por isso, uma reflexão do coreógrafo e um solo íntimo dirigido a jovens em fase de forte alteração interior e exterior, pretendendo estabelecer diálogo entre o processo artístico e o processo de mudança individual no crescimento . ALGARVE INFORMATIVO #148

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REPORTAGEM

JOVENS FARENSES EMBARCARAM NUMA VIAGEM PELA HISTÓRIA DO TEATRO EM 30 MINUTOS Texto:

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Teatro das Figuras, em Faro, prossegue com um serviço educativo bastante dinâmico e, no dia 13 de março, foi a vez de proporcionar uma viagem pela história do teatro através de desenhos e interpretação ao vivo. «Daqui Vê-se Melhor» é uma produção do Projeto Educativo do Teatro Maria Matos, com texto original de Isabel Minhós Martins e Imagem e Desenho em tempo real de Bernardo Carvalho, com Coordenação e Interpretação a cargo de Suzana Branco. A este trio junta-se a Narração de Suzana Menezes e a Música de Bernardo Devlin e o resultado deixou encantada a assistência das duas sessões que aconteceram no principal equipamento cultural da capital algarvia. «Daqui Vê-se Melhor» é um convite a todos, dos mais pequenos aos mais velhos, para conhecerem a história do teatro, explicando, de forma simples e sucinta, o que é hoje o teatro, o que procuram as pessoas quando entram numa sala de teatro, para que serve o teatro, entre outras questões pertinentes, hoje, e aquando do seu aparecimento. “A ideia surgiu da parte da Suzana Menezes e quisemos fazer uma coisa simples, mas sem ser simplória, porque as crianças são esponjas que captam muito mais do que nós. Para além disso, merecem o que tivermos de melhor para lhes dar e é com isso que elas também vão crescer”, explicou a atriz Suzana Branco no final da sessão matinal da peça. “A Isabel tem uma forma fantástica de criar textos onde tudo parece bastante simples e acessível, mas sentiu uma dificuldade enorme em se condensar a história do teatro num texto pequeno. Para mim e para o Bernardo foi ALGARVE INFORMATIVO #148

mais fácil fazer esse corte porque eramos nós que depois tínhamos que ir para o terreno com a peça”, contou, com um sorriso. 24


Como Isabel Minhós Martins não escreve para teatro, houve que adaptar primeiro o conteúdo para o palco, com a certeza de 25

que os desenhos de Bernardo Carvalho assumiriam um peso importante na encenação. “Ele também nunca tinha feito teatro, nem desenhara ao vivo ao ALGARVE INFORMATIVO #148


ritmo desenfreado de uma peça, portanto, exigiu uma coordenação quase matemática. No início andávamos os três em digressão (Suzana Branco, Suzana Menezes e Bernardo Carvalho), agora ando apenas eu com um DVD, ou seja, eu é que tenho que acertar nos tempos e nas posições. Ao vivo, é o Bernardo que anda atrás de mim, deste modo, se eu tropeço, nota-se logo”, continuou a atriz à conversa com alunos do Curso de Artes de Espetáculo da Escola Secundária Tomás Cabreira. “Não quisemos utilizar desenhos de computador porque dava uma imagem mais digital à peça, optamos por uma estética de desenho ao vivo, mais real”, reforçou.

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No fundo, o mais importante da peça é ouvir a história contada pela narradora e pela atriz, enquanto os desenhos ilustram as palavras e transportam o público para o plano do imaginário. Um caminho que pode ser percorrido de formas diferentes, conforme Suzana Branco indicou aos aspirantes a atores. “Podemos utilizar um processo que é muito particular e pessoal, que é bom e nos leva ao destino, e outra pessoa pode usar o seu próprio processo, que também funciona. Não podemos perder o contacto connosco, com aquilo que queremos dizer. Se alguém vai para o teatro, é porque tem algo para dizer, porque se quer expressar”, salientou. 26


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“O teatro dá imenso trabalho, obriga-nos a pensar, a ler, a escrever e a experimentar. Acima de tudo, não podemos desistir, há que ter uma certa fé de que as coisas vão acontecer, de que a nossa visão é possível de se concretizar”, aconselhou. Desistir não é o caminho para quem realmente quer representar, sobretudo num país que, como disse Suzana Branco, “não é muito virado para a cultura”. “A Cultura e a Educação ainda não são devidamente valorizadas em Portugal. Entrei em Estudos Portugueses e Lusófonos da Universidade Nova de Lisboa, ao mesmo tempo ia aprendendo ALGARVE INFORMATIVO #148

Teatro e, às tantas, a paixão pela representação era tanta que comecei logo a trabalhar no ramo”, revelou, acrescentando ainda que o teatro tem que ser transgressor, cortar com as regras. “É a partir da cultura, das criações artísticas, que se começa também a lutar contra aquilo que está instituído socialmente e a abrir novas perspetivas. Para tal, o artista deve estudar e conhecer a sua realidade e, depois, dá o seu contributo com a sua sensibilidade, com o seu olhar, com os seus sonhos”, defendeu, antes de se preparar para mais uma sessão de «Daqui Vê-se Melhor» .

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REPORTAGEM

«LINDA MARTINI» LEVARAM CINE-TEATRO LOULETANO AO RUBRO Texto:

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m digressão nacional a promover «Linda Martini», n.º 1 do top nacional de vendas, os lisboetas «Linda Martini» esgotaram o Cine-Teatro Louletano, em Loulé, na noite de 9 de março, com um concerto onde se respirou rock do melhor que existe em território lusitano. Com o baixo de Cláudia Guerreiro e a bateria de Hélio Morais a marcarem o ritmo, as poderosas guitarradas de Pedro Geraldes a energizarem o público e a voz melódica de André Henriques a transmitir as mensagens da banda, os «Linda Martini» demonstraram em palco toda a sua qualidade e justificaram o facto de ser uns dos preferidos dos ouvintes portugueses. A banda lisboeta nasceu em 2003 e lançou a primeira demo no ano seguinte, que viria a ser editada como EP em 2006. A estreia em palco dos «Linda Martini» deu-se em 2005 e, desde então, seguiramse EP’s e discos que criaram um núcleo duro de seguidores que tem acompanhado a formação desde os primeiros dias. «Olhos de Mongol» (2006), «Marsupial» (2008), «Casa Ocupada» (2010), «Turbo Lento» (2013) e «Sirumba» (2016) perfizeram a discografia da banda até ao disco homónimo «Linda Martini», gravado em outubro do ano transato, na Catalunha, e lançado recentemente e que arrebatou, num instante, o topo do ranking de vendas em Portugal .

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REPORTAGEM

RUI MASSENA TROUXE UM NOVO CONCEITO MUSICAL ATÉ LOULÉ Texto:

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um fim-de-semana recheado de cultura, o Cine-Teatro Louletano acolheu, na tarde de domingo, 11 de março, o concerto da «Rui Massena Band», projeto do conceituado maestro, compositor e pianista Rui Massena que se estreou, em novembro de 2017, no Centro Cultural de Belém no âmbito do Misty Fest. A formação viajou agora rumo ao sul do país para apresentar este novo conceito/formato de espetáculo pela primeira vez aos algarvios e a resposta do público foi bastante positiva. A «Rui Massena Band» nasceu de uma plataforma de experimentação para lá do universo mais clássico, com o recurso à ALGARVE INFORMATIVO #148

eletrónica de vanguarda a servir para a criação de um universo sonoro em que o piano continua a servir de guia, mas em que novas organizações sonoras entram em jogo e deverão marcar presença num disco a lançar em 2018. E a crítica, para já, está rendida ao conceito, colocando a formação ao nível de nomes como Philip Glass, Michael Nyman ou Wim Mertens. Aliás, na recente compilação «Fragments of Harmony – A Collection», lançada pela Deutsch Grammophone, um dos temas surge lado a lado com nomes como Ludovico Einaudi, Max Richter ou Ólafur Arnolds, com Rui Massena a querer definitivamente abraçar este universo musical designado como NeoClássico ou New Age . 42


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Vítor Ribeiro expõe «Florestas Brancas» no Convento do Espírito Santo Texto: 49

Fotografia: ALGARVE INFORMATIVO #148


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lorestas Brancas» é o nome da exposição do artista Vítor Ribeiro que está patente ao público na Galeria de Arte do Convento do Espírito Santo, em Loulé, até dia 5 de maio. Vítor Ribeiro elege aqui a natureza como ponto fulcral da sua narrativa, contudo, as suas esculturas já há muito tempo que refletem preocupações ambientais, trazendo para o seu discurso os elementos da natureza: o ar (série dos ventos), o fogo (série das

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chamas) e as árvores, imagens de marca do artista. Para esta exposição, o artista apresenta dois núcleos: as chamas, num cenário intimista, e as árvores, numa pequena floresta. A estes soma-se uma peça feita expressamente para este espaço - «Chão» - um relevo com dois metros que se estende e remata a exposição. “O trabalho de Vítor Ribeiro leva-me a uma reflexão sobre a origem e o mistério na espiritualidade do

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tempo. Passado, Presente, Futuro, onde os mesmos se conjugam numa força de energia em que a pedra e o sacro nos levam a uma palavra de salvação”, descreve o curador da exposição João Moniz. De acordo com João Moniz, o ofício de Vítor Ribeiro, no intuito de libertar a pedra, dando-lhe forma na rudeza dela própria, lembra que “o essencial do essencial e a via mais completa de transmitir a força, harmonia, estética e a beleza manto dos eleitos, face ALGARVE INFORMATIVO #148

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a um mundo em que ele próprio é autêntico na tradição de esculpir, fugindo assim a tentações de moda e facilitismos”. “A mão solitária que maravilha compreender sensitivamente o que o intuito da mão faz, para que a pedra seja o rosto abstrato, linear escrito num véu de poeira branca admiravelmente tecido ao que é na temporalidade do visível e invisível nas veias da natureza” refere João Moniz sobre «Florestas Brancas» .

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QUALIDADE DE VIDA E HIPERTENSÃO patologia hipertensiva. Níveis elevados de atividade física e maior aptidão estão associados a uma menor incidência de hipertensão. Além disso, há uma concordância geral na literatura de que o treino cardiovascular suscita reduções significativas na pressão arterial e as diretrizes recentes recomendam que em geral seria muito benéfico a prática de atividades aeróbias regulares, como caminhadas, pelo menos 30 minutos por dia durante cinco dias na semana como meio.

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pressão arterial elevada tornou-se no primeiro fator de risco associado à morte em todo o mundo. A mudança para um estilo de vida saudável é fundamental para a prevenção da pressão arterial alta e é primordial no tratamento de pessoas com ALGARVE INFORMATIVO #148

Com este boom no fitness que, muitas vezes, leva à procura de ginásios e Health Clubs, têm vindo a ser estudados os resultados positivos na redução desta patologia com exercícios de resistência muscular. Os benefícios para o sistema músculoesquelético levam a que sejam recomendadas e estejam incluídas em programas para todos os adultos, especialmente para idosos.

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QUALIDADE DE VIDA E O EXERCÍCIO FÍSICO A qualidade de vida tem sido um tema usado pela sociedade moderna. É possível associá-la a uma boa alimentação, ao transporte, à segurança, ao urbanismo, entre outros aspetos relevantes para a vida quotidiana dos portugueses. Parece aceitável dizer que fatores tão distintos possam melhorar a qualidade de vida de uma pessoa, mas é importante sabermos o que procuram e torna-se relevante compreendermos e individualizarmos a complexidade de cada ser. Mas, afinal, o que significa qualidade de vida? A qualidade de vida está associada a bem-estar físico, bem-estar emocional, bem-estar social, desenvolvimento e atividade. Tem que existir equilíbrio entre todas as variáveis para, assim, conseguirmos abraçar a qualidade de vida que sempre sonhámos. E de que forma podemos potenciar esta qualidade de vida?

EXERCÍCIO FÍSICO, HUMOR E BEM-ESTAR Ao longo dos últimos anos, a prática regular de exercício físico tem sido reconhecida como uma alternativa ao tratamento e prevenção de doenças crónico-degenerativas pelos seus efeitos positivos na saúde, promovendo a sensação de bem-estar com benefícios evidentes a nível físico e cognitivo. Estes benefícios têm sido descritos como importantes para a manutenção dos aspetos da qualidade de vida e do bem59

estar, no entanto, pouco se conhece sobre as diferentes formas de prescrição para obtê-los, como, por exemplo, o exercício físico. O exercício de alta intensidade (HIIT, por exemplo) é recomendado pela participação assídua de quem o pratica e pelos resultados obtidos ao longo do tempo na prevenção da saúde e redução de doenças crónicas. Além destes benefícios associados à prática de exercício físico, a falta de tempo disponível é um dos obstáculos a ter em consideração para que a prática de atividade física seja feita com sucesso e na medida certa, o que torna o exercício de alta intensidade uma opção em conta para a qualidade de vida e bem-estar. Conseguimos manter o nosso corpo ativo, por menos tempo e mais saudável, quando comparado com exercício de intensidade leve a moderada. A maioria das pessoas experimenta sensação de bem-estar após a relação que tem com o exercício físico. Entre os diversos fatores envolvidos nesse sentimento de bem-estar pode-se casar com uma relação positiva entre medidas afetivas e exercício físico. Nesse sentido, o envolvimento com o exercício físico está associado a maiores níveis de satisfação com a vida e a felicidade. O exercício físico está repleto de benefícios, não só a nível orgânico propriamente dito, mas também e não menos importante a nível psicológico, reduzindo o stress e ajudando a controlar os níveis de ansiedade, uma calamidade nos tempos que se vivem.

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A HIPERTENSÃO ARTERIAL E O EXERCÍCIO FÍSICO Definimos hipertensão arterial (HTA) como um aumento de forma praticamente constante da pressão arterial sistólica (PAS) acima dos 140mmHg, assim como da pressão arterial diastólica (PAD) acima dos 90 mmHG. Em termos de prevalência desta patologia, Portugal apresenta valores alarmantes que rondam uma incidência de cerca de 42 por cento. Será a saúde um motivo suficiente para mudarmos alguma coisa?

EXERCÍCIO FÍSICO VS FÁRMACOS A tendência será cada vez mais comprovada que o exercício físico não só pode ajudar na prevenção de doenças, como também elevar os níveis de bemestar. O exercício físico tem benefícios no perfil cardiovascular, independentemente das reduções na pressão arterial. Apesar disso, diariamente, constatamos que no nosso país a terapêutica não farmacológica (na qual se inclui atividade física) da hipertensão permanece num segundo plano. O exercício de resistência muscular, nas suas vertentes dinâmicas e isométricas, tem uma resposta hipertensora, o que contribui para que fosse contraindicado na prevenção primária e secundária da hipertensão. Contudo, as respostas que têm sido estudadas demonstram uma redução significativa da PAS e PAD. Um estudo recente que pretende perceber a relação causa – efeito entre ALGARVE INFORMATIVO #148

valores de pressão arterial na ausência de stress e prática de diferentes tipos de exercício físico, incluiu adultos com valores de pressão arterial normais até à hipertensão. Este estudo teve uma duração superior a quatro semanas e revelou que a redução de PAS e PAD foi efetiva, sobretudo quando prescritos exercícios cardiovasculares e resistência muscular. Curiosamente, programas mais curtos e intensos surtem melhor efeito no combate a esta patologia. À luz do conhecimento atual parece sensato incluir o exercício de resistência muscular nos programas de prevenção primária (e porventura secundária) da hipertensão, tornando-o, assim, também um complemento importante devido a alteração do perfil lipídico e «gordura» (adiposidade) corporal.

PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO FÍSICO NO DOENTE HIPERTENSO Apesar dos reconhecidos benefícios no tratamento da hipertensão, o exercício físico não é isento de riscos, como tal, alguns indivíduos carecem de uma avaliação médica antes de iniciarem qualquer programa de exercício físico. Os principais objetivos desta avaliação são: identificar conta-indicações absolutas ou relativas à prática de determinado tipo de atividade física/desporto; é necessário adaptar, tanto quando possível, o programa de exercício à condição clínica e preferência do indivíduo, de forma a minimizar as complicações e promover o compromisso com o mesmo; é 60


necessário identificar a doença cardiovascular oculta e identificar indivíduos com risco cardiovascular elevado, como aqueles com hipertensão não controlada, angina instável e diabetes descompensada. Todos estes devem ser estabilizados e controlados antes do início de qualquer programa de exercício físico. É de salientar a importância e o cuidado que é necessário ter com doentes ativos hipertensos porque os fármacos baixam a pressão arterial em repouso durante o exercício, as resistências vasculares periféricas e, preferencialmente, afetam a capacidade máxima do exercício. A resposta pósexercício pode ser hipotensora (imediatamente após o exercício) exagerada, devendo-se aconselhar um período maior de «retorno à calma». De acordo com a evidência mais recente e recorrendo ao FITT, propõe-se o seguinte: Frequência: três a cinco vezes por semana para o exercício aeróbio; Intensidade: moderada (40% < VO2R < 60% ou 12-13 na escala de Borg). Em pacientes selecionados podem ser obtidos benefícios adicionais com intensidades superiores; 61

Rui André (Personal Trainer)

Tempo: 30 a 60 minutos por sessão de exercício continuado ou intervalado; Tipo: o mais estudado é o exercício aeróbio, dentro do qual se podem recomendar as caminhadas, jogging, ciclismo e natação. A preferência individual deve ser tida em conta para maximizar a adesão e os efeitos do exercício físico devem ser aproveitados no tratamento inicial do hipertenso, visando evitar o uso ou reduzir o número de medicamentos e a suas doses . ALGARVE INFORMATIVO #148


SEMEAR SAÚDE

COR(E)AÇÃO NA INTERVENÇÃO COM SENIORES

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m dia Miguel Ângelo disse: “Quem não sabe o que é a velhice, tenha paciência até lá chegar, porque antes não o poderá saber”.

Foi sentado à minha secretária, mesmo no salão de atividades na Estrutura Residencial para Pessoas Idosas onde colaboro como Diretor Técnico e Técnico Superior de Educação Social, bem no interior do nosso Portugal, no Distrito da Guarda, que me questionei sobre os pensamentos que preenchem as mentes ricas em experiências acumuladas ao longo da vida. De acordo com Miguel Ângelo, não o poderei saber. Como saber o pensa uma pessoa idosa e o que será o melhor para um sénior? Algo simples, como lhes perguntar, pode ser a chave. Aliás, no meu caso foi a chave. Perguntar! Vou prosseguir com uma memória: «A minha turma do curso de licenciatura em Educação Social». Em 2009, quando terminamos o curso que tanto amávamos, seriamos, certamente, uns 70 (futuros) colegas. No nosso país formam-se, anualmente, centenas de técnicos(as) que possuem conhecimento científico, técnico e pedagógico com vista a melhorar a qualidade de vida dos seniores

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institucionalizados e autónomos em Portugal. A reflexão que pretendo promover neste espaço é, no fundo, o que produz a diferenciação entre técnicos(as) sociais do envelhecimento. Do meu ponto de vista, a diferenciação produz-se por meio das competências sociais e humanas. Estas sim, aliadas a competências técnicas diversificadas, tornam um profissional diferente e de qualidade. O foco deve incidir em competências fundamentais: a fé, a humildade e o amor. Três qualidades evidenciadas por Paulo Freire, maravilhoso educador, pedagogo e filósofo brasileiro que continua a inspirar milhares de profissionais do setor social. Entenda-se a fé como a persistência, resiliência e o acreditar, pois quem dedica a sua vida profissional à área do envelhecimento, sabe do que escrevo. Iniciar o trabalho numa organização social do envelhecimento, muitas delas resistentes à mudança, onde o grau de dependência dos seniores é muito prevalente, não é tarefa fácil. Muitos técnicos(as) preferem trabalhar noutras áreas (quando têm opção de escolha), outros desistem. Mas, felizmente, o número de técnicos(as) e organizações que desenvolvem um trabalho de excelência tem vindo a crescer quase exponencialmente. 62


A humildade é das poucas qualidades que nunca devemos chamar a nós próprios. Deixemos os outros produzir essa avaliação acerca de nós, mas não vivamos em função desta valorização, pois muitas das vezes o reconhecimento do mérito é algo que não integra a política de uma organização e isso não significa que não o tenhamos. A escuta ativa é uma «ferramenta» que acompanha a intervenção de um técnico no trabalho com seniores. Mais, a escuta ativa será o catalisador para uma das atividades mais belas com seniores: o diálogo. A última das qualidades evidenciadas por Paulo Freire: o amor. O conceito de amor nunca esteve tão presente na nossa sociedade. Na minha perspetiva, a capacidade de amar, é olhar o outro incondicionalmente. É manter o foco na melhoria da qualidade de vida do outro. Adotar uma filosofia de intervenção sustentada no amor é conduzir a mesma ao sucesso. Adolfo Pérez Esquível, arquiteto, escultor e ativista dos direitos humanos, foi Prémio Nobel da Paz em 1980 e referiu que, quando uma utopia deixar de o ser, devemos criar de imediato outra. De facto, é este pensamento que orienta o trabalho 63

social. Mais, referiu que ainda falta imenso tempo até sermos apelidados de seres humanos. Numa fase em que a demanda pelo «cuidar» tem crescido desmesuradamente, temos a oportunidade de nos valorizarmos enquanto seres humanos e, para isso, o modo como olhamos os mais velhos poderá contribuir de modo inequívoco para esta premissa. Para terminar, deixo dois pequenos apontamentos. Marcamos a diferença por aquilo que somos. No fundo, citando o poeta: “Põe o quanto és no mínimo que fazes”. Neste pequeno percurso profissional que me orgulho, nunca deixei de acreditar que me valorizei aprendendo com os outros! . Rúben Amorim Educador Social e Director Técnico de ERPI

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SEMEAR SAÚDE

Páscoa bem doce mas livre de açúcar Ângela Oeiras (Blogger e formadora na EHTA)

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á é de conhecimento geral muitos dos malefícios do açúcar (faz com que o nosso sistema imunitário fique mais fraco, é nocivo para o cérebro, rouba minerais aos ossos, está relacionado com problemas de depressão e ansiedade…) mas, infelizmente, encontra-se em todo o lado, pois além de estar presente na doçaria tradicional, também está camuflado na maior parte dos alimentos processados. Quando chegam as épocas festivas, como o Natal e a Páscoa, há sempre uma tendência para exagerarmos no açúcar. É uma tentação, pois toda a doçaria típica desta época é bastante doce e atrativa, no

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entanto, existem alternativas que nos permitem ingerir sobremesas e doces elaboradas com ingredientes menos prejudiciais para o nosso organismo. Este ano proponho uma Páscoa bem doce mas livre de açúcar, lácteos e farinhas refinadas, sem descuidarmos a nossa alimentação saudável enquanto atravessamos esta quadra festiva. Ovinhos de tâmaras, ninho de cacau e amêndoa e bolo de cenoura e maçã, além de deliciosos, estes doces vão fazer as delícias de miúdos e graúdos. Boa Páscoa! .

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OVINHOS DE TÂMARAS E CACAU Ingredientes: 80 gr de amêndoas 160 gr de tâmaras 2 (c.s.) de cacau em pó 1 (c.s.) de geleia de arroz ou ½ (c.s.) de mel

Preparação: Colocar as amêndoas e as tâmaras (sem caroço) num triturador (123, Bimby, liquidificador…) e triturar até obter uma pasta. Juntar o cacau em pó e a geleia de arroz ou o mel e voltar a triturar. Quanto

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mais tempo triturar esta pasta, mais as amêndoas e as tâmaras vão soltando a sua gordura natural e mais fácil será moldar os ovinhos, além de que também ficarão com mais brilho e ficarão mais parecidos aos tradicionais ovos de chocolate. Com a pasta obtida moldar bolinhas e depois alongá-las para obter a forma de um ovo pequeno. Guardar no frigorífico dentro de uma caixinha ou comer de imediato, pois são deliciosas .

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NINHO DE CACAU E AMÊNDOA Ingredientes: 300 gr de farinha de espelta 25 gr de farinha de amêndoa 75 gr de óleo de grainha de uva (ou outro de boa qualidade) 1 (chávena de chá) de leite de arroz 1 (chávena de chá) de água 1 (c.s.) de fermento em pó biológico 1 (c.café) de baunilha em pó 3 (c.s.) de cacau puro biológico 6 (c.s) de geleia de arroz ou 4 (c.s.) de mel

Decoração: Creme de cacau (cacau em pó dissolvido com um pouco de leite de arroz e mel), amêndoas filetadas, ovinhos de tâmaras e cacau

Preparação: Numa taça juntar todos os ingredientes secos (farinha de espelta, farinha de ALGARVE INFORMATIVO #148

amêndoa, fermento em pó, baunilha e cacau) e misturar bem. Adicionar os restantes ingredientes e ir misturando bem até obter uma massa homogénea. Untar com óleo uma forma de ninho e polvilhar com cacau em pó (caso não tenha uma forma de bolo em forma de ninho, cozer o bolo numa forma de bolo redonda e, depois de cozido, cortar a parte interior do bolo de maneira a formar um ninho). Levar a cozer ao forno pré-aquecido a 180º durante 25 minutos. Retirar do forno, deixar arrefecer e desenformar. Quando o bolo estiver frio, colocar num prato e untar as laterais com um pouco de creme de cacau, pegar as amêndoas filetadas na lateral e interior do ninho e decorar com os ovinhos de tâmaras e cacau .

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BOLO DE CENOURA E MAÇÃ Ingredientes: 3 cenouras 3 maçãs 250 gr de farinha de espelta integral 18 gr de fermento em pó para bolos 110 ml de óleo de sésamo ou de girassol 50 ml de bebida vegetal (arroz, aveia, amêndoa…) 4 c.s. de geleia de arroz ou mel 1 c.s. de passas 1 c.s. de canela em pó 1 c.s. de gengibre ralado

Preparação:

mão ou na Bimby e reservar. Numa taça juntar a farinha com o fermento e a canela e misturar. Noutra taça juntar o óleo, a bebida vegetal e a geleia de arroz e misturar tudo bem. Juntar a mistura líquida à mistura dos sólidos e misturar, incorporar os ingredientes ralados (cenoura, maçã e gengibre) na mistura anterior e envolver tudo muito bem. Colocar este preparado numa forma de bolo inglês devidamente untada com óleo e polvilhada com farinha de espelta e levar ao forno pré-aquecido a 180º, baixar o forno a 165º e deixar cozinhar durante 45 minutos .

Pelar as cenouras, as maçãs e o gengibre e ralar os três ingredientes num ralador de

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OPINIÃO

Agora ou nunca Paulo Cunha (Professor)

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rande parte da humanidade vive num estado letárgico de absoluta negação! Por mais que os sinais nos batam à porta sem serem convidados e cada vez mais frequentemente, teimamos em agir como se o que a Ciência nos dá como certo para um futuro cada vez mais próximo sejam apenas puras especulações ou previsões inconsistentes. O que é facto é que não será por não querermos que aconteça, que tal não acontecerá. Habito numa província portuguesa (Algarve) que trata o mar por tu e que volta e meia é sujeita aos seus devaneios. Mudanças de humor resultantes de continuados e visíveis maustratos ambientais, que se refletem em eventos meteorológicos inesperados e inoportunos. As alterações climáticas representam uma grave ameaça para o meio ambiente, para o crescimento económico e para a vida das pessoas em todo o mundo, especialmente as mais pobres e mais vulneráveis. Sabemos que perante um clima político incerto temos a certeza das alterações climáticas que, hoje, nos afligem. Precisamos que todos os países se unam em torno de um esforço global para conseguir uma transição gradual para um desenvolvimento com baixa emissão de carbono e climaticamente inteligente. Assente nas infraestruturas sustentáveis, o combate às alterações climáticas pode também vir a constituir um motor de desenvolvimento e de redução da pobreza em todo o mundo. É já um dado adquirido que a aposta nas energias renováveis reduz os vários tipos de poluição, criando, ao mesmo tempo, novas oportunidades de negócio e de emprego. Apetece-me perguntar: “Afinal que Terra é essa que queremos deixar aos nossos filhos?”. Oiço, vejo e leio muita gente a falar e a escrever, mas muito poucos a tomar iniciativas concertadas que nos permitam deixar um planeta melhor aos nossos descendentes. Respeitando todas as religiões que, depois das catástrofes, rezam aos seus deuses e santos protetores pedindo auxílio e clemência, questiono se não será mais sensato apostar numa forte educação ambiental de base, sustentada e apoiada na Ciência, em vez de confiar na sorte e na crença. Questiono também se não

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será mais inteligente eleger políticos que priorizem e coloquem na sua agenda a defesa global da Terra, entendida como uma casa de todos, do que a proteção irracional e intransigente dos interesses económicos/financeiros dos seus países, bem como dos conluios empresariais dos seus amigos e familiares? Se não forem tomadas medidas para reduzir as emissões mundiais de gases com efeito de estufa, é provável que o aquecimento global venha a ser superior a 2°C relativamente aos níveis da era préindustrial, podendo mesmo aumentar 5°C até ao final do século. Se nada for feito por todos os países, o impacto desse fenómeno na paisagem mundial e no nível do mar será enorme e trará consequências catastróficas para os nossos descendentes. Os efeitos devastadores, como a subida do nível do mar, os eventos climáticos extremos (secas, tempestades e cheias) e a falta de água e de alimentos, já se vão fazendo sentir um pouco por todas as regiões do globo terrestre. Agora que o pacote de medidas da União Europeia para o clima e a energia para 2020 (objetivos «20-20-20») está chegar ao fim, urge implementar o «Acordo de Paris» (negociado por 195 países, com o principal objetivo de conter o aquecimento global do planeta, ao reduzir as emissões de gases com efeito de estufa). Em vez de estabelecer o que cada país deve fazer, o acordo determina que cada país deverá apresentar, de cinco em cinco anos, planos nacionais com os objetivos a que se propõe cumprir para mitigar as alterações climáticas. Como muitos de vós, fui um daqueles que dei pulos de satisfação por este acordo ter sido ratificado pelos representantes dos países mais poluidores. Em vez de viver o presente sem pensar no futuro, quero ajudar a construir um futuro no qual me possam agradecer pelo que fiz no passado. E como, com simples palavras, já não conseguiremos travar os efeitos imprevisíveis e nefastos das alterações climáticas, deixo-vos aqui um estímulo aos atos, pois já se vai fazendo tarde! .

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OPINIÃO

Marielle Paulo Bernardo(Empresário)

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té ao dia da sua morte não tinha ouvido falar nela, acredito que por desatenção minha. Desde ontem que o mundo lusófono foi invadido pela trágica partida de uma mulher ativista dos direitos humanos no Brasil. O crime aconteceu e as suas motivações podem ser muitas e de vários lados, pois, como o mundo é redondo, tudo é possível. Contudo, o mais óbvio nem sempre é a verdade. O Brasil país que vou conhecendo há algum tempo é um conjunto de realidades que pouco têm a ver com o que conhecemos ou imaginamos. Marielle foi mais uma morte, nesta guerra entre dois lados do mal, pois ali não existe nada bom. Apenas vitimas à volta de uma realidade que vive no salve-se quem puder. O Brasil sofre de um problema que poucos falam ou analisam, a sua população cresceu, entre 1980 e 2018, cerca de 100 milhões de pessoas, ou seja, em cerca de quarenta anos a população duplicou. Fruto de uma melhoria na saúde e na alimentação. Este aumento deixou cidades completamente superlotadas, sem as mínimas regras de desenvolvimento urbano, nem condições de vida. Por isso, Marielle e todas as Marielle que todos os dias lutam sem voz para cuidar da família, são vítimas anónimas de uma máquina trucidadora, que não olha a cor, local e classe. Pois todos os dias morre gente de todos os estratos sociais. Numa semana onde até o rei da Rocinha deu uma entrevista ao El Pais, na prisão onde cumpre 96 anos de pena. Depois de ler, não sei quem são bem os bandidos, mas os vencedores é que escrevem sempre a história.

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Mas, para mim, o Brasil não é apenas nem só isto, o Brasil é um país com 100 milhões de jovens com vontade de ganhar o mundo. De pessoas boas, com o sorriso nos lábios, cheias de vontade de ter uma oportunidade de poder viver um pouco melhor. Excelentes profissionais e empresas de dimensão mundial, mercado onde entrar não é fácil, mas, depois de provar a sua qualidade, o mercado é igual a outro qualquer. País de muitos estados e de muita diversidade. Acredito que o futuro está chegando, depois de muito apregoado, pois as mudanças estão a acontecer. Marielle não deve ser mártir, deve ser exemplo, não deve ser fator de luta, deve ser fator de união. Esquerda e direita, pouco sentido têm num país onde todos estão com as mãos sujas de sangue. Lá não existe o lado bom e mau, apenas o segundo. Por isso, que se faça a união, como homenagem a uma Mulher que foi um exemplo de luta, mas que seja também a união junto dos polícias assassinados, bem como das vítimas da arbitrariedade policial. Que o futuro seja ontem, que as vítimas desta guerra sejam os guias de uma nova realidade. O Brasil merece e o resto do mundo também. Pois o que seria do mundo sem a musicalidade brasileira, as cores do seu futebol, a poesia dos seus sonhadores? Sem a mistura de raças, sem os sorrisos nas ruas, sem os seus pássaros coloridos, sem as bibliotecas de São Paulo, sem o espírito do Rio, sem o cantar da floresta? Que se honre Marielle, que o futuro seja ontem.

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OPINIÃO

O rouxinol canta melhor nas trevas Adília César (Escritora)

“Fazer o pior parece ser a melhor decisão”. Aristóteles

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ra uma cidade quase perfeita, de brandos pecados: casas brancas de telhados vermelhos habitadas por gente bonita e eloquente, crianças dóceis que brincavam alegremente nos jardins raiados de flores viçosas durante todo o ano, rouxinóis eternamente cantantes. Um dia, chegou à cidade um homem estranho. Segundo as opiniões dos outros cidadãos, ele infringia as leis humanas e profanava as leis divinas, corrompendo a moral e os costumes. Tudo o que este homem fizesse, ou não fizesse, era irrelevante para a sua defesa, porque as suas atitudes eram imediatamente consideradas perigosas e diabólicas, assumindo contornos obsessivos na cabeça das pessoas: se desaparecia durante dois dias, “estava a tramar alguma coisa”; e se passeava pelas ruas da cidade à vista de todos, “era porque estava a provocar”. Todas as más acções tinham uma ligação lógica com a sua pessoa, estabelecida nas conversas diárias e propagada pelos boatos, como rastilhos conducentes à desgraça. De boca em boca, poços de maledicência apregoavam a tragédia que se adivinhava. Nada mais havia a fazer senão livrarem-se dele definitivamente. Primeiro, tentaram expulsá-lo de viva voz, mas o homem recusou. Depois, organizaram uma petição no mesmo sentido, mas não havia uma lei que a sustentasse e o homem não acatou. Em seguida, a assembleia dos cidadãos redigiu, aprovou e implementou a lei necessária à resolução daquele grave problema: a pena de morte para quem impugnava a virtude. O homem sabia que a situação se descontrolaria rapidamente e preparou-se para o pior. Chegando a este ponto crucial da narrativa, ao qual podemos chamar «ponto sem retorno», dou por mim a perguntar: mas porque não foi o ALGARVE INFORMATIVO #148

homem embora? Porque não tentou salvar-se? Porque cantam os rouxinóis? A multidão uivadora e enraivecida arrastou-o para a praça pública e enforcou-o. O sol comoveuse e os chilreios dos rouxinóis ostentavam um brilho insuportável. Em poucos minutos o infeliz evento chegou ao fim e, aliviados, todos dispersaram em direcção às suas casas brancas de telhados vermelhos, passando pelos jardins raiados de flores viçosas. As crianças brincavam, bem comportadas, tal como antes. Mas aquele homem era o fiel da balança para que os outros homens soubessem a diferença entre humanidade e desumanidade, entre bem e mal, entre mel e veneno, entre preto e branco. No dia em que ele morreu, toda a maldade desapareceu do universo dos homens, por já não se saber o que era a maldade. Todos eram bons e virtuosos, incapazes de perverter, de corromper, de infringir, de profanar. E também desapareceu a necessidade de exercício do livre arbítrio. Não havia decisões a tomar. Todos os homens caminhavam para o mesmo lado. Todos os homens impregnados de uma bondade mansa e falsa. Todos os homens calados. Todos os homens a olharem o lado de fora da interioridade, a desumanidade implacável, a mesma utopia morna. Esquecidos dos conflitos relacionais entre os ventos e as tempestades, na procura do alívio da bonança. Vazios. A tolerância não é isto. A tolerância é sermos capazes de redenção e de perdão. A tolerância é o que resta depois de distinguirmos o bem do mal. Agora, é o silêncio morto que vive e a brisa estéril que impera. Agora, os homens já não conhecem o ódio, e por isso, também não sabem o que é o amor. E os rouxinóis calaram-se para sempre .

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ATUALIDADE

TAVIRA CELEBRA A PRIMAVERA COM MAIS DE 60 EVENTOS ATÉ MEADOS DE JUNHO

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oi apresentada oficialmente, no dia 15 de março, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Tavira, a terceira edição do «Viva a Primavera», programa constituído por 45 eventos entre março e junho para celebrar a Primavera. Dinamizado pela autarquia e associações culturais do concelho, o programa visa estimular e valorizar a criatividade da comunidade, a iniciativa das organizações, as práticas culturais e o aparecimento de novos talentos artísticos, num período de renovação da natureza que vai do equinócio da Primavera ao período do solstício de Verão.

Música, poesia, conferências, cinema, a VI Mostra da Primavera e as Comemorações do 25 de abril integram um programa com mais de 60 acontecimentos que se pretende agregador de conhecimentos e que arranca, já no dia 20 de março, com um concerto de piano a quatro mãos, na Igreja da Misericórdia, prosseguindo depois até dia 16 de junho. Terminado o «Viva a Primavera», o concelho e a cidade rejubilam com as Festas da Cidade, antes de principiar o «Verão em Tavira», a 1 de julho. Mas é de Primavera que se está, para já, a falar e Jorge Botelho, presidente da Câmara

Jorge Botelho, presidente da Câmara Municipal de Tavira e Jorge Queiroz, Diretor de Cultura Património e Museus na Câmara Municipal de Tavira ALGARVE INFORMATIVO #148

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Municipal de Tavira, agradeceu prontamente às associações culturais locais pelas propostas que apresentaram. “Mostraram trabalho e talento, embora nem tudo tenha, infelizmente, sido aceite. Não tínhamos datas disponíveis para todas as propostas porque, para além deste programa, há um conjunto de outras iniciativas que já estavam agendadas. Para além disso, tivemos a preocupação de evitar que vários eventos acontecessem nos mesmos dias em locais diferentes”, explicou o edil, durante a conferência de imprensa. Para o «Viva a Primavera» foi alocada uma verba a rondar os 67 mil euros, distribuídos pelas 17 associações selecionadas, que conceberam 45 iniciativas culturais, a que se somam, depois, os eventos inseridos na VI Mostra da Primavera e nas Comemorações dos 44 anos da Revolução de Abril. Ao valor monetário acrescem mais cerca de 25 mil euros em apoio logístico, desde som e luz aos próprios palcos e técnicos. “O nosso compromisso para preencher agendas culturais é mais que válido e aquilo que pedimos às associações é que continuem a pensar em projetos que possam ser apoiados pela autarquia. Queremos programação cultural ao longo de todo o ano e Tavira, daqui a dois anos e meio, estará melhor apetrechada, uma vez que já foi adjudicada a reabilitação do Cineteatro António Pinheiro e estamos a 79

pensar em requalificar mais espaços culturais do concelho”, revelou ainda Jorge Botelho. A apresentação mais pormenorizada do programa coube a Jorge Queiroz, Diretor de Cultura Património e Museus na Câmara Municipal de Tavira, que lembrou que o «Viva a Primavera» envolve toda a comunidade e freguesias e é um programa inclusivo que valoriza a cultura popular e erudita, bem como a riquíssima herança cultural do país e da região algarvia. “No entanto, não falamos apenas da tradição, mas também da sua evolução para formas contemporâneas de expressão artística e cultural. Há iniciativas com muita qualidade, que representam um grande esforço organizativo para as concretizar, e que enriquecem a oferta cultural de Tavira, podendo interessar a públicos muito variados”, sublinhou .

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ATUALIDADE

TRIBUNAL DE JUÍZO DO COMÉRCIO DE LAGOA COMEÇA A FUNCIONAR A 1 DE SETEMBRO

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Tribunal de Juízo do Comércio de Lagoa será uma realidade a partir de 1 de setembro deste ano, devendo o equipamento funcionar nas instalações do Centro de Estudos e Formação de Lagoa (CEFLA) com um juiz atribuído e uma equipa de oito ou nove funcionários. A garantia foi dada pela Secretária de Estado Adjunta, Helena Mesquita Ribeiro, durante a visita que realizou a Lagoa, no dia 15 de março, a propósito da assinatura do protocolo de colaboração entre o município e o Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça, I.P. (IGFEJ) para a instalação do referido equipamento. ALGARVE INFORMATIVO #148

O tribunal distribuir-se-á por dois pisos numa área afeta de 1.110 metros quadrados e terá ao seu encargo mil e 220 processos, que transitam do Tribunal de Juízo do Comércio de Olhão e que entraram em sistema judicial a partir de 1 de setembro de 2014. Esta transferência permitirá, segundo a Secretária de Estado Adjunta, colmatar “uma necessidade e preencher a lacuna mais crítica da comarca”. “Os processos são demasiados, há falta de espaço e não há um rácio entre os recursos humanos e a quantidade de trabalho no Tribunal de Olhão. Tendo em conta a dimensão da comarca havia a necessidade de termos uma resposta 80


noutro local que servisse mais proximamente um conjunto de utentes e Lagoa é um sítio excelente”, afirmou a governante. Helena Mesquita Ribeiro adiantou ainda que o procedimento legislativo para a segunda parte dos ajustamentos terá início dentro de aproximadamente 15 dias. “Como, em termos normativos, estas alterações são apenas sujeitas a Decreto-Lei, o procedimento legislativo está muito facilitado. Passa apenas por uma reunião com o Secretário de Estado em Conselho de Ministros e depois a publicação em Diário da República”, explicou. O Tribunal do Juízo do Comércio de Lagoa era, para o presidente do município, Francisco Martins, “uma antiga ambição e uma necessidade, agora concretizada”. Integrado no Tribunal Judicial da Comarca de Faro, irá servir os concelhos do barlavento

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algarvio e dar despacho a assuntos relacionados com relações comerciais e insolvências de empresas e particulares. Helena Mesquita Ribeiro considerou, por isso, este dia como “marcante e profundamente simbólico, porque os municípios devem ter uma presença significativa do Estado e uma das mais simbólicas é a existência de um tribunal”. “Estes tribunais têm uma repercussão muito grande naquilo que é a atividade das nossas empresas, que necessitam de respostas qualificadas e adequadas em termos de timings”, reforçou .

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CÂMARA MUNICIPAL DE ALCOUTIM LANÇA PASSAPORTE CULTURAL E DESPORTIVO

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Câmara Municipal de Alcoutim vai lançar um passaporte cultural e desportivo para estimular a frequência das iniciativas culturais e desportivas no concelho. O documento destina-se a cidadãos com idade igual ou superior 16 anos com residência no município e para maiores de 18 anos com recenseamento eleitoral no concelho de Alcoutim que, ao participarem nas atividades culturais e desportivas definidas, recebem por parte da organização um carimbo. O preenchimento do passaporte com oito carimbos no decorrer de 2018 dará direito a um prémio no início do ano de 2019. “O município de Alcoutim acolhe ao longo do ano diversas iniciativas culturais e desportivas, a criação do passaporte cultural pretende que os munícipes usufruam das mesmas e insere-se na política que temos prosseguido de ALGARVE INFORMATIVO #148

descentralização da programação cultural, fazendo do acesso à cultura uma realidade efetiva”, refere o Presidente da Câmara Municipal de Alcoutim, Osvaldo dos Santos Gonçalves . 82


«DRESS FOR SUCCESS» INTEGROU COMEMORAÇÕES DO DIA DA MULHER EM CASTRO MARIM

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Casa do Sal, em Castro Marim, acolheu, no dia 10 de março, uma interessada plateia feminina para a iniciativa «Dress for Success», que assinalou as comemorações do Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de março. “Comemorar o dia da mulher é, acima de tudo, uma reflexão sobre o modelo de sociedade que queremos. Creio que a valorização dos modelos familiares é determinante nessas discussões da promoção da igualdade”, considerou Filomena Sintra, vice-presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, temendo que a luta se faça para que as mulheres façam o mesmo que tradicionalmente se associava ao homem, acoplando todas as outras funções familiares. “Nas funções públicas, já por si muito exigentes e desgastantes, para a mulher ainda é claramente diferente. Trabalho com um homem que não tem medo que a mulher que esteja ao seu lado também se apresente, brilhe, se for o caso, e se projete, portanto, agradeço a todos os homens que tem contribuído para a promoção dessa igualdade, em casa, no trabalho e na sociedade em geral”, realçou, numa referência ao autarca Francisco Amaral, no início da sessão. O encontro celebrava as conquistas femininas – sociais, políticas e económicas – e começou com o workshop «Mulher, Valoriza-te», apresentado por Maria Teresa Durão, 83

presidente da «Dress for Success Lisbon», organização internacional sem fins lucrativos que trabalha, há mais de 20 anos, pela independência económico-financeira de mulheres com poucos recursos, através de programas de ajuda na obtenção e retenção de emprego. Presente em 21 países e cerca de 150 cidades, a «Dress for Success» existe em Lisboa desde 2012 e já apoiou cerca de 2000 mulheres. Seguiu-se uma tertúlia, à luz do tema «Empreendedorismo e Histórias de Vida no Feminino», que reuniu cinco inspiradoras mulheres, quer pelo seu percurso de vida, quer pelo seu caráter empreendedor – Filomena Sintra, vice-presidente da Câmara Municipal de Castro Marim; Alexandra Gonçalves, Diretora Regional de Cultura do Algarve; Rosa Dias, empresária da «Quinta Fornalha»; Rosa Madeira, da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo Antonio; e Elisabete Laurindo, engenheira civil e terapeuta do riso . ALGARVE INFORMATIVO #148


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INVESTIGADOR DA UALG RECEBE BOLSA DA FEDERAÇÃO EUROPEIA DE BIOQUÍMICA

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m Rathore, investigador do Centro de Investigação em Biomedicina da Universidade do Algarve, acaba de receber uma bolsa da Federação Europeia de Bioquímica, com o projeto «Use of iCLIP to define the in vivo RNA binding sites of Salsa». O projeto envolve uma estadia no Laboratório de Biologia Molecular, em Mainz, na Alemanha, e tem como objetivo compreender o processo de divisão celular na Drosophila, a mosca da fruta. Tratando-se este organismo, em termos genéticos, de um organismo muito semelhante ao dos seres humanos, e constatando-se que muitos dos genes da mosca têm os seus homólogos nos genes ALGARVE INFORMATIVO #148

humanos, o investigador debruçar-se-á sobre o estudo deste processo por forma a compreender qual a função da divisão celular no desenvolvimento de determinadas doenças. Tendo em conta que 50 por cento das doenças genéticas são causadas por «erros» no processo de divisão celular, o investigador tenta compreender de que modo se desenvolvem estas doenças para que, com base neste conhecimento, se possa, no futuro, pensar o desenvolvimento de novos biomarcadores, de novas abordagens e de novas terapias. Recorde-se que as bolsas de investigação atribuídas pela Federação de Bioquímica são das mais conceituadas na área a nível europeu . 84


RICARDO PEREIRA VENCEU 1.º CONCURSO BOOK TRAILERS DE TAVIRA

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icardo José André Baptista Pereira (1.º classificado), Joana Isabel Lopes Gromicho (2.º classificado), Joana Martins Viegas, Andria Isabel Olival Pontes (3.º classificado) e Rui Miguel do Carmo Ramos (Menção Honrosa) sãos os premiados do 1.º Concurso Book Trailers, cuja cerimónia de entrega de prémios teve lugar, no dia 9 de março, na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, em Tavira. Estiveram a concurso 16 trabalhos, sendo que os vencedores foram contemplados com chequesbrindes da Note. Ricardo Pereira apresentou-se a concurso com um vídeo inspirado no livro «O vendedor de passados», de José Eduardo Agualusa. Joana Gromicho elaborou um trabalho com base na obra «O dia cinzento e outros contos», de Mário Dionísio. Já a dupla Joana Viegas e

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Andria Pontes destacaram o livro «Balada da praia dos cães», de José Cardoso Pires. Rui Ramos mereceu também a atenção do júri pela realização de um trailer acerca da obra «Se isto é um homem», de Primo Levi. A Rede de Bibliotecas de Tavira promoveu esta iniciativa com o objetivo de dinamizar e fomentar a leitura, a cultura e as bibliotecas em toda a comunidade, nomeadamente, a escolar. Recorde-se que um book trailer é um vídeo curto (duração mínima de 30 segundos e máxima de dois minutos) que tem como finalidade apresentar, de maneira breve e visual, a atmosfera de um livro com o máximo de três ilustrações da obra original, sem mostrar a trama completa nem o desenlace, de maneira a sugerir e criar o interesse no leitor. A avaliação foi efetuada por um júri composto por elementos da área da cultura, do livro e do marketing digital .

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LAGOA LANÇOU PRÉMIO MUNICIPAL MARIA BARROSO

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ificilmente poderiam ter escolhido outro nome que fosse mais ajustado para este prémio”, referiu João Soares, no dia 8 de março, na cerimónia de apresentação do Prémio Municipal Maria Barroso, instituído pela Câmara Municipal de Lagoa em parceria com o Grupo Vila Vita. A apresentação do prémio, que assinalou também o Dia Internacional da Mulher, terá um valor de 30 mil euros, o maior a nível nacional em termos pecuniários, segundo o presidente da autarquia, Francisco Martins. Distinguir mulheres ou homens que, individualmente ou à frente de instituições, desenvolvam um trabalho na luta pela igualdade de género é o grande objetivo deste prémio. ALGARVE INFORMATIVO #148

A iniciativa integra-se no pelouro municipal para a Igualdade, Género e Cidadania (IGC), criado durante este mandato, e do qual surgirão, até 2021, uma série de iniciativas que visam romper com o papel decorativo da luta pelos ideais de igualdade. “Não podemos ficar reféns do simbolismo”, referiu Francisco Martins. “Este nunca poderia ser um prémio simbólico, porque esta é uma questão maior, e porque a pessoa que homenageámos é maior ainda. Esta constitui uma homenagem a uma figura incontornável dos ideais de igualdade, uma mulher de grande sensibilidade e cultura humanista”, disse o edil lagoense. João Soares, que se mostrou «tocado» com a escolha do nome de sua mãe para 86


este prémio, recordou-a como “uma mulher que conseguiu, nesta matéria, e só pela sua presença discreta, dar uma imensa lição nesta matéria, porque era casada com um homem que tinha uma imagem fortíssima e teve uma vida que merece, a muitos títulos, elogios, e nunca se deixou «apagar» como a mulher do Mário Soares”. “Foi uma coisa bonita, que nos toca a todos”, acrescentou ainda, dirigindo profundos agradecimentos à autarquia e ao Grupo Vila Vita, representado pelo seu administrador, Manuel Cabral. O debate que se seguiu, moderado pelo jornalista da RTP, Luís Castro, trouxe ao Auditório Municipal de Lagoa temas como a greve das mulheres, a licença de maternidade, as baixas taxas de natalidade, a desigualdade no acesso ao emprego, a alteração das molduras penais para crimes de violência doméstica e a desigualdade na pobreza e nas tabelas salariais entre os dois géneros. Isabel Bartal, socióloga e deputada Cantonal de Zurique, na Suíça; Ana Matos Fernandes, socióloga e rapper, mentora da banda Capicua; e Fernando Anastácio, deputado na Assembleia da República, foram os convidados a debater «Questões de género: fraturantes ou 87

estruturantes?». O debate manteve a plateia interessada e o tema motivou um convite por parte do jornalista Luís Castro ao presidente da autarquia para participar no «Sociedade Civil», programa de referência da RTP, “para que estes assuntos possam ser discutidos não só no dia 8 de março”, justificou .

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DO 1.º BOOTCAMP DE EMPREENDEDORISMO DE PORTIMÃO PASSAM À AÇÃO 11 IDEIAS DE NEGÓCIO

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1.º Bootcamp de Empreendedorismo da Startup Portimão chegou ao fim no dia 7 de março, depois de um programa de 30 horas de formação inicial em que foram dadas ferramentas para impulsionar os projetos participantes, com módulos de formação abrangentes desde o Empreendedorismo até ao Plano Financeiro. Após estes cinco módulos de seis horas cada, o programa avançou para dois dias cheios de atividades e dinâmicas, com destaque para as sessões de treino de «Pitch» (apresentação dos projetos) e «Speed Mentoring»

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(apresentar e receber feedback) que tiveram lugar no dia 6 de março. A apresentação pública dos projetos participantes, perante um reconhecido júri, foi o ponto alto do último dia do Bootcamp que, de portas abertas ao público em geral, teve um programa recheado de convidados e contou com a presença do Secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Rebelo. “Todos precisamos de ter uma atitude cada vez mais empreendedora”, destacou o governante, lembrando o momento extraordinário que o País está a viver e as oportunidades que existem para quem quiser empreender.

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A manhã começou com uma «Inspirational Talk» com Tim Vieira, da Brave Generation e do programa televisivo Shark Tank, seguido de um painel com vários oradores dedicado ao tema «Portugal e o Futuro», com a participação de Luís Flores, da Eveloping; Natacha Parreira, da Pluralo; e Paulo Pinheiro, do Autódromo Internacional do Algarve, sob a moderação de Teresa Preta, dos Territórios Criativos. O grande momento do dia aconteceu à tarde com o «pitch» de nove dos projetos participantes no Bootcamp: «Algarve Loves You», de Rui Castanheira; «Colher», de Cláudia Fonseca; «Contact», de Dennis Atherton e Anabela Lourenço; «Monchique Glamping», de Filipe Pimenta e Humberto Sério; «Inboundware», de Raquel Melo; «LUPA – LabUrbParticipado», de Lucinda Caetano; «Recy Teky», de Alexandre Santos; e «Happy Manager», de Joana Santos. Do painel de convidados fizeram parte Catarina Marques Vieira, da Capital Europeia da Juventude; João Borga, da Rede Nacional de Incubadoras; Paulo Pinheiro, do Autódromo Internacional do Algarve; e Tim Vieira, da Bravegeneration. Na sessão de encerramento, Paulo Pinheiro, do Autódromo Internacional do Algarve, confirmou que “estes seis meses têm sido surpreendentes”, realçando a importância para o Autódromo do 89

"contacto com uma visão completamente diferente da nossa”. Já Luís Matos Martins, administrador dos Territórios Criativos, afirmou: “Queremos criar, a partir daqui, um ecossistema empreendedor único, para que nos possamos afirmar a nível nacional”. Para Carlos Abade, Vogal do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal, “é este trabalho em conjunto e esta capacidade de inovar que nos leva a ter sucesso". Também Isilda Gomes, Presidente da Câmara Municipal de Portimão, não escondeu o orgulho pela Startup Portimão. “Sempre senti que fazia falta um local como este onde se possa dar espaço à capacidade de empreender", frisou. Entretanto, no dia 13 de março, no âmbito do programa «Março Jovem», a incubadora de negócios Startup Portimão arrancou com o seu Roadshow de divulgação junto de três estabelecimentos de ensino do concelho de Portimão para divulgar junto do público jovem os objetivos e mais-valias deste ecossistema, assim como a importância de uma atitude empreendedora . ALGARVE INFORMATIVO #148


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MUNICÍPIO DE OLHÃO APOIA FUNCIONAMENTO DO BARCOAMBULÂNCIA «RIA SOLIDÁRIA»

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presidente da Câmara Municipal de Olhão, António Miguel Pina, assinou, no dia 14 de março, o protocolo «Ria Solidária», através do qual a autarquia se compromete a financiar com sete mil euros anuais o bom funcionamento do barco-ambulância com o mesmo nome que serve as populações das ilhas-barreira da Ria Formosa. O protocolo, assinado igualmente pelo autarca farense, Rogério Bacalhau, pelo diretor-geral da Autoridade Marítima Nacional, Sousa Pereira, e pelo presidente do INEM, Luís Alves Meira, define que as quatro entidades envolvidas contribuem para a sustentabilidade, manutenção e operacionalidade do barco-ambulância, encontrando-se ao serviço dos habitantes das ilhas da Fuseta, Armona e Culatra. O «Ria Solidária» faz cerca de 180 evacuações anuais, transportando para ALGARVE INFORMATIVO #148

terra doentes e pessoas com mobilidade reduzida. Durante a cerimónia de assinatura do protocolo «Ria Solidária», que decorreu na Estação Salva-Vidas de Olhão, o edil António Miguel Pina referiu a importância deste meio de socorro funcionar de forma eficaz, o que é possível com a ajuda dos municípios de Olhão e Faro e do INEM, no total de 21 mil euros anuais, mas não deixou de alertar para a necessidade das ilhas-barreira estarem mais protegidas a nível de apoio de cuidados de saúde e segurança. “A Ilha da Armona, por exemplo, acolhe cerca de cinco mil pessoas no Verão. Temos tido a sorte de não terem ali acontecido situações graves, mas não tem sido suficientemente cuidada a assistência às ilhas-barreira”, avisou António Miguel Pina, reclamando mais apoio para residentes e visitantes destas ilhas situadas ao largo de Olhão e Faro. O primeiro barco-ambulância português, mandado construir pelo Governo Civil de Faro em 2007, e que custou cerca de 150 mil euros, está a ser operado desde 2013, depois de algumas paragens, pela Autoridade Marítima . 90


MUNICÍPIO DE ALCOUTIM APOIA CANOÍSTA JOÃO ALBUQUERQUE

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evando a efeito uma política de apoio e incentivo à prática do desporto em geral e aos atletas do concelho em particular, a Câmara Municipal de Alcoutim aprovou, em reunião do executivo de dia 14 de março, a celebração de um protocolo com o Grupo Desportivo de Alcoutim no sentido de apoiar financeiramente a atividade da associação e patrocinar a preparação do canoísta João Albuquerque, com o objetivo de integrar a Seleção Nacional e aspirar a uma participação Olímpica. Atualmente com 27 anos, João Albuquerque iniciou a canoagem em 2002 no Grupo Desportivo de Alcoutim, clube

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que desde então sempre representou e onde já alcançou grandes resultados na modalidade, quer a nível nacional como internacional, sendo presença assídua na Seleção Nacional nos escalões de infantil, cadete, júnior e sub23. Com um vasto currículo desportivo, salientam-se os sete títulos de campeão nacional, 15 títulos de campeão do Algarve, bem como participações em campeonatos da Europa em representação da seleção nacional de canoagem. O apoio concedido, no montante de 17 mil euros, será fundamental para a atividade do grupo desportivo na área da canoagem e para a promissora carreira do atleta .

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ATUALIDADE

FARO REAFIRMA LIDERANÇA DISTRITAL NO PORTUGAL CITY BRAND RANKING

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aro subiu este ano mais um lugar no «Portugal City Brand Ranking», da prestigiada Bloom Consulting, onde ocupa já o 8.º lugar entre os 308 municípios portugueses, de acordo com a sua performance nas vertentes de Investimento (Negócios), Turismo (Visitar) e Talento (Viver). Nesta 5.ª edição do estudo, Lisboa volta a liderar o ranking nacional, seguida pelo Porto, Cascais e Braga. O restante Top 10 é constituído pelos concelhos de Coimbra, Sintra, Funchal, Vila Nova de Gaia e Setúbal. Pelo quinto ano consecutivo, Faro é o município algarvio com melhores condições nas vertentes «Viver» e «Negócios» e sobe uma posição no índice «Visitar», alcançando, pela primeira vez, o 3.º lugar ao ultrapassar o município de Tavira, que detinha essa posição desde a ALGARVE INFORMATIVO #148

primeira edição do «Portugal City Brand Ranking». Para elaborar este ranking, a Bloom Consulting cruza dados estatísticos que já existem, como a população, a percentagem de criação de novas empresas ou as dormidas por habitante, com as pesquisas que são feitas na internet sobre todos os 308 municípios portugueses. Essa avaliação, apelidada de Digital Demand, é a procura online que cada município regista. Foram analisadas 70 milhões de pesquisas através do estudo de 38 principais termos de pesquisa (brandtags), em cinco línguas – entre esses termos estão «compras», «alojamento» ou «praia». A essas duas dimensões junta-se ainda o desempenho de cada município na internet, quer no seu site institucional, quer nas redes sociais .

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MUNICÍPIO DE CASTRO MARIM ATRIBUIU 49 BOLSAS DE ESTUDO

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Câmara Municipal de Castro Marim, no âmbito da sua política social e de educação, atribuiu, este ano letivo, 49 bolsas de estudo a estudantes do ensino secundário e de ensino superior. Para alguns trata-se da única oportunidade de continuarem a estudar, pelo que, para a autarquia, é um investimento no desenvolvimento e no futuro de Castro Marim. “São cerca de 75 mil euros de investimento total, que garantem a igualdade de oportunidades de acesso ao ensino a todos os alunos do concelho, contando que tenham aproveitamento escolar para tal”, declara o presidente da câmara municipal, Francisco Amaral. Para além da atribuição destas bolsas de estudo, o Município de Castro Marim aceitou o repto da Universidade do Algarve na atribuição de Bolsas de Excelência académica a estudantes, residentes no concelho, que tivessem ingressado este ano letivo na faculdade. As Bolsas de Excelência pagam integralmente a propina do 1.º ano de licenciatura, ou de mestrado integrado, aos cinco melhores alunos provenientes de Castro Marim. Esta iniciativa visa, essencialmente, fixar os melhores estudantes do País nesta região.

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No âmbito da educação, o município promove outros apoios às crianças e jovens do concelho, nas etapas fundamentais da sua formação pessoal e sucesso educativo, entre as quais se destacam: auxílio económico anual a alunos pertencentes a agregados familiares de fracos rendimentos, para aquisição de material escolar (Ensino Básico); aquisição dos livros de fichas dos alunos do 1.º ciclo do Ensino Básico; financiamento de refeições a todos os alunos dos escalões A e B do 1.º Ciclo; financiamento de 50 por cento do valor do passe de transportes públicos para todos os alunos residentes no concelho a estudar na Escola Secundária de Vila Real de Santo António; cedência de transporte escolar aos alunos do 1.º ciclo cuja residência se situe a mais de três quilómetros do estabelecimento de ensino que frequentam; viagem anual dos melhores alunos de cada ano e de cada turma . ALGARVE INFORMATIVO #148


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ILHA DA CULATRA É CANDIDATA ÀS 7 MARAVILHAS À MESA DE PORTUGAL

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União das Freguesias de Faro tem estado a trabalhar nas últimas semanas na apresentação de uma candidatura às «7 Maravilhas à Mesa», iniciativa que pretende promover as regiões, a autenticidade e a gastronomia portuguesa, motivos que contribuem para a afirmação de Portugal enquanto destino turístico de referência. Esta será a sétima iniciativa do género realizada em Portugal para promover patrimónios que marcam a identidade nacional e o processo segue o percurso de anos anteriores, com a votação de um painel de especialistas na ALGARVE INFORMATIVO #148

lista longa de candidaturas, de onde vai resultar uma lista de 49 pré-finalistas. Neste sentido, a União das Freguesias de Faro apresentou como candidata a Ilha da Culatra. No coração da Ria Formosa, uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal, longe da pressão turística que por vezes caracteriza o Algarve, surge a aldeia da Culatra, com a sua genuína e hospitaleira comunidade piscatória e com as suas praias paradisíacas. A principal festividade desta comunidade comemora-se no primeiro fimde-semana de agosto, tendo como ponto alto a procissão em honra à Nossa Senhora 94


dos Navegantes, onde participam centenas de embarcações que são especialmente preparadas e decoradas para o momento. Esta festividade é, aliás, considerada património cultural imaterial do Algarve e foi uma das vencedoras do orçamento participativo de Portugal. Trata-se de uma comunidade que mantém as suas tradições, bem como uma forte simbiose com a natureza que propicia o melhor da gastronomia regional e a utilização de produtos endógenos como a salicórnia, substituto natural do sal. A candidatura é por isso composta na categoria de «Património Histórico, Cultural e Natural», pela Ria Formosa, como destino turístico ambiental e natural de excelência, enquanto que as festividades da Nossa Senhora dos Navegantes são o evento escolhido para a categoria do

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«Património de Eventos de Afirmação Territorial». Na componente gastronómica, a candidatura é composta por um dos petiscos mais desconhecidos e enigmáticos, os panados de peixe-aranha, uma surpreendente e saborosa iguaria, acompanhada por um vinho rosé de castas algarvias. Outra aposta na componente gastronómica é um dos pratos mais populares algarvios, a cataplana de peixe e marisco, preparada por uma receita tradicional das gentes da Culatra, que conhece nestas paragens um dos melhores locais para a sua confeção, seja pela sua proximidade aos viveiros de bivalves, seja pela presença do porto de pesca que abriga dezenas de embarcações e que diariamente trazem à Culatra o melhor peixe da nossa costa .

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ALGARVE NATURE WEEK MUDA-SE PARA LAGOS NA SUA QUARTA EDIÇÃO

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ma natureza, mil emoções» é o lema da quarta edição da Algarve Nature Week, que este ano se realiza, de 13 a 22 de abril, em Lagos, com dezenas de propostas no mar e em terra para umas miniférias repletas de natureza no sul do país. O evento conta com quase 70 parceiros de animação turística e unidades de alojamento para mostrar que o Algarve é um tesouro natural que merece ser descoberto o ano inteiro. Para incentivar a visita à região de janeiro a dezembro para pedalar, escalar, caminhar, mergulhar, surfar, andar a cavalo e de burro, observar aves e cetáceos ou até fazer stand up paddle, a Algarve Nature Week propõe estas e

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outras experiências aos melhores preços para que turistas e residentes usufruam de todas as que conseguirem nos dez dias do evento. “O turismo de natureza tem tido um rápido crescimento global nas últimas décadas e esse é um dos motivos que justificam a aposta continuada neste produto. Devido à elevada importância biológica e paisagística do Algarve em termos europeus, regressamos com a Algarve Nature Week, a qual esperamos que venha a contribuir para o aumento das viagens motivadas pelo desejo de interagir com a natureza algarvia”, afirma Desidério Silva, presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), entidade organizadora do evento.

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Além do número recorde de empresas e unidades de alojamento inscritas, a grande novidade deste ano é a existência de um dia aberto em Lagos com atividades gratuitas para alunos dos 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico. Ao todo, cerca de 500 crianças serão convidadas para praticar atividades desportivas ao ar livre no dia 13 de abril, numa parceria com a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, através da direção de serviços do Algarve, e com a Câmara Municipal de Lagos, a grande responsável pela dinamização dos dois espaços onde decorrerá toda a animação: a Praça do Infante e o Jardim da Constituição. Mas nem só as crianças farão parte do dia aberto. Os lacobrigenses, e todos os que queiram juntar-se à iniciativa, também terão oportunidade de participar às 18h30 numa caminhada de 4,6 quilómetros até à Ponta da Piedade, um 97

dos mais bonitos cenários para assistir ao pôr-do-sol no Algarve. Para isso, basta enviarem um e-mail de inscrição para desporto@cm-lagos.pt até 12 de abril. “Ao entrarmos na quarta edição, e depois de refletirmos sobre o caminho natural de evolução do evento, decidimos realizar um dia aberto de atividades de natureza para as crianças e para a população em geral, em vez da mostra de serviços que até aqui tinha tido lugar em Faro, Quarteira e Tavira. Mas o conceito Algarve Nature Week mantémse: promover o melhor das áreas naturais algarvias e tudo o que é possível fazer nelas o ano inteiro, a preços muito convidativos”, conclui Desidério Silva. A Algarve Nature Week insere-se no âmbito da candidatura «Algarve Natural – Promoção e Valorização do Património Natural do Algarve», projeto cofinanciado pelo CRESC Algarve 2020 – Programa Operacional Regional do Algarve . ALGARVE INFORMATIVO #148


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